Note Bem 104 - A maior necessidade no momento

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Publicação do Centro Espírita Dr. Bezerra de Menezes | Santo André - SP - Ed. 104 - Abr/Mai/Jun - 2022

A maior necessidade do momento Amigo leitor! O título deste artigo parece pretensioso. Talvez seja. Seria demais, provavelmente, responder em poucas linhas qual a maior necessidade do ser humano aqui na Terra neste princípio de século, perante tantos desa os e problemas graves, como a miséria, a injustiça social, a criminalidade, a violência urbana, o preconceito, a corrupção, a ignorância, a maldade… A lista é praticamente in ndável. A nal, estamos em um mundo de expiações e provas em plena transição para a regeneração. A crise, por demanda imperiosa do progresso, evidencia as desigualdades e enfermidades morais, dando a impressão de que a sociedade terrena está falida nos valores educacionais do Espírito imortal. Se nossa visão for limitada ao presente e restrita a fatores econômicos, políticos e sociais, a resposta tende a ser a rmativa: o mundo parece estar piorando. Porém, torna-se imprescindível ampliar os horizontes, enxergando realidades além daquelas percebidas quando nos restringimos a aspectos materiais da existência terrena. Nós, que somos aprendizes do Evangelho de Jesus à luz do Espiritismo, já temos as informações su cientes para entender, que a recomendação maior do Cristo foi e continua sendo o amor a Deus sobre todas as coisas e ao próximo como a nós mesmos. Ainda, o Mestre inovou, enfatizando que deveríamos amar o semelhante como Ele nos amou. Deixou a recomendação e a receita. Resta-nos apenas cumpri-las. Simples assim… para falar. Tão complicado, entretanto, para vivenciar. O amor deve estar na base de todas as nossas ações, palavras e pensamentos. Tudo estaria resolvido se amássemos, verdadeiramente, a nós mesmos, ao

próximo e a Deus, pois assim o respeito e a solidariedade universais estariam garantidos na promoção da paz e felicidade geral. Acontece que o tempo não para. As coisas ocorrem em velocidade cada vez mais célere. As transformações estão surgindo tão rapidamente que temos tido sérias di culdades em saber lidar com o mundo atual. Parece que a loucura se generalizou! As pessoas estão perdidas, sem rumo, não sabem para onde ir, sequer têm compreensão de onde se encontram e o que lhes cabe fazer. E isso tem nos afetado também, pois ninguém está imune à in uência, seja de qual natureza for, nem despojado da capacidade de in uenciar pessoas próximas ou distantes. Temos nos deixado perturbar e temos sido instrumentos da perturbação. Somos incompreendidos pelo nosso irmão e nos tornamos agentes da incompreensão em nossas relações interpessoais. Temos sido relegados por terceiros e atuado como ferramentas da indiferença diante do sofrimento alheio. Está nos faltando viver a mensagem ensinada por Jesus há dois mil anos e renovada pelas claridades do Espiritismo desde os idos do século XIX. Esta mensagem nos recomenda o respeito e a solidariedade a todos. E mais, por extensão, ensina-nos que devemos ser gratos àqueles que nos antecederam na realização de importantes trabalhos. Cumpre-nos reconhecer que, se não fossem tais pioneiros, enfrentaríamos hoje grandes di culdades para fazer o que estamos tentando empreender. Gratidão e respeito, portanto, nunca serão demais. A maior necessidade do momento, perante tantas outras que entendemos importantes, é a de discernir, adotando o

equilíbrio e o bom-senso, tão escassos atualmente no comportamento pessoal, inclusive na postura de boa parte dos formadores de opinião. Há que se redobrar a vigilância quanto aos cavaleiros do apocalipse que, em tempos de transição, pululam em diversos cantos causando discórdia e levando pessoas, instituições e povos a se confrontarem como se estivessem em plena guerra. A quem interessa a divulgação de notícias bombásticas, descobertas assombrosas, revelações impactantes, furos jornalísticos?!… Quem são os agentes da confusão, da balbúrdia, da dúvida, da insegurança, do desrespeito?!… Discernir é saber escolher, decidir, posicionar-se, adotando o Evangelho de Jesus como roteiro e o esquecimento do mal como estratégia. É fomentar a união e a paz, a concórdia e o bem, a felicidade e a realização. Na atualidade, correm soltas a irresponsabilidade e a insanidade, a desesperança e a precipitação, a ignorância e a confusão.

Por Geraldo Campetti Sobrinho. Fonte: espiritaonline.com


Editorial

“DEIXAI VIR A MIM AS CRIANCINHAS” No capítulo VIII de “O Evangelho Segundo o Espiritismo”, vemos a passagem em que o Cristo adverte as pessoas que queriam afastar as crianças de sua presença, dizendo então a famosa frase: “Deixai vir a mim as criancinhas”. Por essa razão ca bem clara a importância das crianças para o desenvolvimento espiritual da sociedade, o que nos dá noção do tamanho da responsabilidade que nós adultos temos no sentido de encaminhá-las e, pelo exemplo, prepará-las para assumirem as rédeas de um mundo mais fraterno. Acontece que pelo andar da carruagem, temos a impressão de que estamos no caminho contrário. A Pesquisa Nacional de Saúde Escolar (PENSE), publicada em 13 de julho de 2022 pelo IBGE, traz dados signi cativos e ao mesmo tempo preocupantes. Quando o universo analisado se restringia a crianças do 9º ano, descobriu-se que 63,2% dos meninos e 67,4% das meninas já tinham feito uso de álcool; quando a questão era sobre drogas, 12% responderam que já haviam utilizado; 8,8% das adolescentes entre 13 e 17 anos relataram já ter sido vítimas de relações sexuais forçadas. Agora, a pior das constatações: 21,4% dos adolescentes entrevistados nessa faixa etária declararam que a vida não vale a pena. Todos os dados acima mostraram crescimento em relação à pesquisa anterior, o que demonstra que o problema está aumentando a cada ano.

in uenciadores colecionam 50, 60 milhões de seguidores, que são levados a acreditar na felicidade construída por corpos perfeitos, carrões, baladas e liberdade, muita liberdade sexual. Programas de televisão com audiência gigantesca estimulam o erotismo a qualquer custo e de qualquer forma, embrulhados em embalagem vistosa, que atraem a juventude sem referência, acreditando essa na existência de atalhos para felicidade. Falar de Deus, religião e valores familiares torna-se, gradativamente, mais difícil, pois o rótulo pejorativo de conservador é “carimbado” imediatamente e uma avalanche de críticas recai sobre quem ousou dizer que tudo passa por uma família equilibrada, em que o amor e o respeito sejam a marca principal. E quando me re ro à família, falo de qualquer família, incluindo a homoafetiva, pois amor e respeito não têm orientação sexual, mas a educação pelo exemplo é essencial, pois dignidade é valor espiritual, e gênero é uma posição momentânea da experiência física. Pelo exposto acima ca claro que nunca foi tão importante a presença da família estruturada como base de uma sociedade sadia. E nada melhor que a religião para dotar essa estrutura de argumentos sólidos, de modo que esses tristes indicadores possam dar lugar à esperança e à fraternidade.

Fica aqui a pergunta: o que estamos fazendo com as nossas crianças? Onde foi que a sociedade perdeu o controle?

Evangelização infantil e o Evangelho no Lar são ferramentas imprescindíveis, que estão ao nosso alcance, e devem ser utilizadas paralelamente à formação intelectual e física de nossas crianças, além de serem a base de um lar equilibrado e espiritualmente sadio.

É uma pergunta de difícil resposta. Muitos poderão até enveredar para o debate político, que hoje se compara a uma torcida (des)organizada de futebol, mas a verdade é que o tecido social está esgarçando dia após dia.

Negligenciar o lado espiritual dos pequeninos é lançá-los a um mundo hostil, sem a su ciente imunidade moral para discernir sobre o melhor caminho e as decisões mais apropriadas a uma vida exitosa, sob todos pontos de vista.

O progresso cientí co e a velocidade das comunicações têm facilitado a vida material das pessoas, mas por outro lado cria-se uma demanda altamente frustrante quando não atendida, pois o imediatismo, o consumismo e o erotismo são hoje os “bezerros de ouro” cultuados pela sociedade em devoção cada vez mais intensa.

Que venham a nós as criancinhas, mas que encontrem em nós adultos responsáveis, dispostos a educar pelo exemplo e comprometidos com um mundo melhor para todos.

Na era das redes sociais, os chamados Edson Sardano: Presidente C. E. Bezerra de Menezes

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Não estejais inquietos por coisa alguma Paulo. ( lipenses, 4:6) “Não se inquietar com coisa alguma” não signi ca deixar-se levar pela vida de espírito desavisado e invigilante. O conselho de Sabedoria prática do evangelista parece ter por m lançar um alerta em relação a qualquer tipo de desassossego que nos visite a casa íntima para nos roubar a paz do coração, quando mesmo estejamos em plena atividade. Para fazer frente a essa guerra espiritual de manutenção da serenidade na intimidade do ser, temos de aprender a seguir em frente, trabalhando na busca da autotransformação, utilizando os desa os da estrada como fatores de acrisolamento da alma, que alavancam o processo necessário e inadiável de nossa educação para a boa convivialidade. É imperioso encontrar os meios de extinguir da conduta os hábitos menos felizes que nos arrastam para os con itos da convivência, livrarmo-nos das más paixões que nos titereiam, jogando-nos uns contra os outros, e com isso estabelecendo desesperador caos social.

cada um terá de despertar para as próprias limitações, corrigindo-se para deixar de ser uma pedra de tropeço nas vidas dos que lhe cercam os passos, começando por paci car o próprio coração. Como disse certa vez grande lósofo: ‘Ninguém acredite que o mundo se redima sem almas redimidas’.

Para conseguir semelhante proeza não há fórmula mágica, caminho fácil; uma joia – com raríssima exceção – será encontrada numa lata de lixo. É porque

Portanto, ausência de inquietação não vem a ser desídia, preguiça, indolência, mas, sobretudo, atarefamento, trabalho, serviço.

Por Antonio Carlos Tarquínio Fonte: espiritaonline.com

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A Intuição Em levantamento estatístico realizado pelo respeitado Instituto de Pesquisa Suíço IMD, IMD (international Institute for Management Development), em 1997, portanto, há mais de vinte anos, constatou-se que 80% dos 1.312 executivos entrevistados, em nove países, admitiram que a intuição é importante ferramenta que deveria ser usualmente empregada na formulação de estratégias e planejamentos empresariais. A maioria dos respondentes (53%) a rmou que recorria à intuição e ao raciocínio lógico em igual proporção, a m de executar suas atividades diárias. Em outras palavras, o “que eles estão dizendo é que administrar é mais do que contar, 1 pesar e medir”. Independentemente dos diferentes conceitos emitidos pela Ciência, que procura explicar como alguém pode conhecer algo sem utilizar a razão ou raciocínio, para o Espiritismo a palavra intuição pode re etir três tipos básicos de ocorrências: a) manifestação da faculdade anímica ou emancipação da alma; b) expressão da faculdade mediúnica; c) lembrança de aprendizado adquirido em épocas passadas e/ou no plano espiritual. Os fenômenos de emancipação da alma ou anímicos (de anima, alma) são produzidos pelo próprio Espírito encarnado, sobretudo nos momentos de desprendimento (desdobramento) espiritual. Nessa situação, o Espírito tem consciência de ocorrências tanto do plano físico quanto do espiritual, podendo participar ativamente de ambas.2 Retornando ao corpo físico, a pessoa recorda intuitivamente dos acontecimentos vividos, como ensinam os Espíritos orientadores: “Em geral, guardais a intuição dessas visitas ao despertardes. Muitas vezes essa intuição é a fonte de certas ideias que vos surgem espontaneamente, sem que possais explicá-las […].”3 Os fenômenos mediúnicos (de médium, meio) decorrem da ação dos Espíritos sobre um instrumento humano, o médium. A intuição manifestada pela via mediúnica é muito sutil: “Frequente-

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mente se torna difícil distinguir o pensamento do médium daquele que lhe é sugerido, o que leva muitos médiuns deste gênero a duvidar da sua facul4 dade. […].” Com o passar do tempo e com a prática mediúnica contínua, o médium aprende a fazer distinção entre as próprias ideias e as alheias. A intuição mediúnica está bem explicada por Allan Kardec quando ele analisa as diferentes formas da psicogra a. A transmissão do pensamento também se dá por meio do Espírito do médium, ou melhor, de sua alma, já que designamos por esse nome o Espírito encarnado. O Espírito comunicante não atua sobre a mão para fazê-la escrever; não a toma, nem a guia. Atua sobre a alma, com a qual se identi ca. A alma do médium, sob esse impulso, dirige sua mão, e a mão dirige o lápis. Notemos aqui um detalhe importante: o Espírito comunicante não substitui a alma do médium, visto que não poderia deslocála; domina-a, à revelia dela, e lhe imprime a sua vontade. Em tal circunstância, o papel da alma não é inteiramente passivo; é ela quem recebe o pensamento do Espírito comunicante e o transmite. Nessa situação, o médium tem consciência do que escreve, embora não exprima o seu próprio pensamen5 to. É o que se chama médium intuitivo. A lembrança é outra forma da intuição acontecer. Pode estar vinculada a algum acontecimento, que a pessoa presenciou nos momentos de desdobramento pelo sono e que surgem na mente, posteriormente, sob a forma de sonhos. Mas, também pode ser uma lembrança que assomou ao consciente, vindo do subconsciente e que se manifesta no mundo íntimo do encarnado. Pode ser uma lembrança que re ete aprendizado adquirido pelo Espírito em vidas passadas e nos intervalos das reencarnações, quando ele se encontrava no plano espiritual, ou é um lembrete relacionado, em geral, a provações existenciais. A primeira possibilidade caracteriza as lembranças denominadas de ideias inatas e tendências instintivas, boas ou ruins. O lembrete relacionado a provas e expiações é um

mecanismo de apoio, que pode fazer parte do planejamento reencarnatório. As provações da vida são momentos decisivos para a nossa felicidade futura. A reparação de erros cometidos e aquisição de novos aprendizados exigem esforço permanente no Bem. Assim, usualmente, contamos com o auxílio de Espíritos benfeitores que nos fazem recordar os compromissos assumidos e que nos apoiam nesse processo de melhoria moral e intelectual. Assim, em razão da lei de causa e efeito, o Espírito escolhe, antes de renascer, “[…] provas semelhantes àquelas por que passou ou as lutas que considere apropriadas ao seu adiantamento e pede a Espíritos que lhe são superiores que o ajudem na nova tarefa que porá em execução. 6 […].” Kardec acrescenta outras ponderações: “Embora em nossa vida corpórea não nos lembremos com exatidão do que fomos e do que zemos de bem ou de mal nas existências anteriores, temos a intuição de tudo isso, sendo as nossas tendências instintivas uma reminiscência do nosso passado, tendências contra as quais a nossa consciência, que é o desejo que sentimos de não mais cometer as mesmas faltas, 7 nos adverte para resistir.” Atualmente, as ideias intuitivas mantêm estreita relação com a criatividade. Para os estudiosos, a mente das pessoas intuitivas desenvolveu a capacidade de lidar com guras ou con gurações. Neste sentido, a intuição é uma forma peculiar do pensamento que emite imagens mentais denominadas não8 lógicas. “[…] O valor da intuição estaria na habilidade da mente produzir e interpretar imagens não-lógicas e, ao mesmo tempo, coexistir harmonicamente com as emissões do pensamen9 to racional-lógico.” Este é o ponto exato, que re ete o atual interesse dos estudiosos pela intuição e pelos intuitivos. Empresários e tecnólogos, psicólogos e educadores da atualidade incentivam ou desenvolvem estudos, pesquisas e análises, con antes de que os insights ou a súbita percepção, próprios dos intuitivos, representam um jeito novo de fazer algo, e pode ser a solução


para problemas e desa os complexos, 9 existentes na civilização hodierna. Emmanuel esclarece: “A faculdade intuitiva é instituição universal. Através dos seus recursos, recebe o homem terrestre as vibrações da vida mais alta, em contribuições religiosas, losó cas, artísticas e cientí cas, ampliando conquistas sentimentais e culturais, colaboração essa que se veri ca sempre, não pela vontade da criatura, mas pela 10 concessão de Deus.”

REFERÊNCIAS BIBLIOGRÁFICAS 1

BLECHER, Nelson. Essência da Intuição. São Paulo: Editora Martin Claret, 1997, p. 76. 2

KARDEC, Allan. O livro dos médiuns. Trad. Evandro Noleto Bezerra. 2. ed. 6. imp. Brasília: FEB, 2020. XIX, it. 223, q.2 a 5, p.225-226. 3

---. O livro dos espíritos. Trad. Evandro Noleto Bezerra. 4. ed. 9. imp. Brasília: FEB, 2020. Q. 415, p. 213. 4

--- Obras Póstumas. Evandro Noleto Bezerra. 2. ed. 4. imp. Brasília: FEB, 2019. 1.ª parte, § 6.º, item 50, p. 71. 5

--- O livro dos médiuns. Trad. Evandro Noleto Bezerra. 2. ed. 6. imp. Brasília: FEB, 2020. XV. It. 180, p..184. 6

--- O livro dos espíritos. Evandro Noleto Bezerra. 4. ed. 9. imp. Brasília: FEB, 2020. Q. 393, p. 202. 7

--- Q. 393- comentário, p. 203.

8

FISHER, Milton. In: Essência da Intuição. São Paulo: Editora Martin Claret, 1997, p. 5962. 9

EPSTEIN, Gerald. In: Essência da Intuição. São Paulo: Editora Martin Claret, 1997, p. 30. 10

XAVIER, Francisco Cândido. Caminho, verdade e vida. Pelo Espírito Emmanuel. ed. 17. imp. Brasília: FEB, 2020. Cap. 156, p.328. Por Marta Antunes Moura. Fonte: febnet.org.br

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Sê el até o m Todo ideal e compromisso afetivo deve sustentar-se na delidade. A faculdade de ser el às determinações da vida constitui um relevante signi cado de dignidade moral. À medida que o ser humano se ilustra e supera a ignorância, mais percebe a grandeza da lealdade naquilo em que se xa, assim como naqueles que participam dos seus objetivos humanos. Muitas vezes, o indivíduo não tem ideia da contribuição que pode oferecer e que, infelizmente, escasseia na convivência social. Enquanto os ideais são novos e ainda não foram defrontadas as naturais di culdades para realizar o empreendimento, parece fácil a a nidade entre as pessoas que tomam parte no projeto. À medida, porém, que o tempo avança, surgem os con itos no relacionamento, suspeitas infundadas e, quando mais tarde ocorre alguma ruptura, aparecem as embaraçosas situações da inimizade com todas as suas consequências malévolas. Conversações e comentários, que antes sustentavam a amizade, tornam-se armas utilizadas com o objetivo de difamação, de acusações injusti cáveis e de maledicência perversa, que não raro se transformam em calúnias infelizes. Há um ditado popular que assevera: “Os ouvidos que escutam hoje serão a boca da acusação mais tarde”. Dessa forma, torna-se necessário ser prudente na amizade, evitando os arroubos das con dências e narrações

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indevidas, mesmo porque a censura destrutiva é veneno letal nas atividades humanas.

ganância de um é mais forte do que a do outro, seu sócio, lentamente transformado em competidor...

É curioso notar como as paixões de baixo nível, agasalhadas no sentimento humano, são sensíveis e estão sempre em vigília, desbordando a qualquer sinal de desconforto, de descon ança, de desagrado.

Os indivíduos vivem em competição, quando seria ideal viverem em cooperação, ajudando-se reciprocamente. O problema de alguém se tornaria também do grupo em que respira, dividindo-se responsabilidades, por ter a con ança que ninguém lhe tomaria o lugar ou o sobrecarregaria com o objetivo de destruí-lo.

Casais que se entendiam antes, com afeto legítimo, não suportam qualquer ocorrência que seja desagradável, culminando em crimes hediondos, quando contrariados. Afetos liais e paternais na infância e/ou na adolescência desdobram-se em ódios ferrenhos, quando se sentem atingidos por legítimas ou falsas ideias, e amigos que chegam ao homicídio, por pequenezes ridículas, que antes seriam motivo de zombaria... Empresas que se destroem, porque a

Foi pensando nessa delidade que Jesus, ao divulgar a Sua mensagem de amor, propôs: “Sê el até o m”. Signi ca estar ao lado especialmente nas situações mais deploráveis e infelizes, quando, realmente, necessita-se do amigo. Por Divaldo Pereira Franco. Fonte: artigo publicado no jornal A Tarde, da Bahia, coluna Opinião, em 02/06/2022.


A gentileza da solidariedade A tempestade não é clima natural do planeta, mas sim o é a primavera da gentileza. Sê, portanto, hoje, or para fruti car em bênçãos no futuro. Joanna de Ângelis, in “Em respeito à gentileza”, Revista Presença Espírita, ed. jan/fev/2020. A bela mensagem citada na epígrafe deste texto, “Em respeito à gentileza”, enseja-me a oportunidade de buscar pelo tema com a perspectiva de valorização dos sentimentos de empatia e compaixão diante das di culdades do outro. Começo lembrando que o mundo atual, tenso, competitivo e cheio de contradições, especialmente “em razão dos diferentes níveis de evolução das criaturas que constituem a sociedade”, não deixa de ser um incentivo à prática do individualismo e da descon ança nas relações interpessoais. De maneira que uma demonstração de delicadeza, ou um gesto da mais pura comiseração podem acabar taxados como atitudes de hipocrisia social. É o que acontece quando, nessas ocasiões, preocupados exclusivamente com o amorpróprio, indivíduos rudes e egoístas, surpreendidos por incontroláveis “pruridos de consciência”, tentam justi car um possível alheamento ou omissão de sua parte. A propósito, a m de estimular uma re exão mais apurada sobre o tema (o que

não caberia aqui), recorro à célebre frase que Jean-Paul Sartre empresta a um dos personagens da peça “Entre quatro paredes”: “O inferno são os outros!” E, no embalo dela, vem-me à mente o provocador refrão de uma canção dos Titãs: “O problema não é meu/O paraíso é para todos/O problema não sou eu/O inferno são os outros...”. A verdade, porém, é que gestos de espontânea e desinteressada solidariedade são mais frequentes do que se imagina, movidos que somos por uma espécie de lei moral instintiva e por meio da qual mais rápido ocorre o progresso humano, não por acaso agrantemente presente em todas as culturas. E, como singela ilustração disso, descrevo a seguir um tocante episódio, protagonizado por um amigo, Dr. Andrea K., conceituado médico-cirurgião de um hospital de São Paulo. A manhã prometia chuva intensa e Dr. Andrea deixava o hospital, rumo ao estacionamento. O tempo carregado, já com chuviscos pesados, e a urgência dos compromissos em outra instituição o zeram apertar o passo. O que, todavia, não o impediu de notar a di culdade com que uma senhora, que também deixava o hospital, caminhava à sua frente, com uma criança nos braços, aparentemente rumo à estação do metrô, uma centena de metros adiante. Chamou-lhe atenção, em especial, o fato de ela não trazer consigo outro abri-

go que as pudesse proteger, além de uma pequena manta. Tocado por aquele quadro, Dr. Andrea desviou-se de seu trajeto e alcançou a mulher com a intenção de protegê-la com o seu guarda-chuva, oferecendo-se para acompanhá-la até a estação. Ela, naturalmente descon ada, dispensou a ajuda, mesmo diante da insistência do médico. Ele, então, solícito, estendeu-lhe o guarda-chuva: “Leve-o com a senhora!” A mulher, agora surpresa, tornou a recusar a ajuda: “Senhor, não posso... não sei quando retornarei ao hospital!” O médico, porém, a tranquilizou: “Vá em paz, o guarda-chuva não me fará falta!” Em seguida, deu meia-volta rumo ao estacionamento... O episódio não termina aí. Já no interior do carro, preparando-se para arrancar, Dr. Andrea foi interpelado por uma colega, que se aproximou ofegante: “Andrea, preciso confessar-lhe algo. Também me chamou atenção a pobre mulher. Ocorreu-me, então, oferecer-lhe ajuda, mas, premida pela pressa, pensei duas vezes e desisti da ideia. Instantes depois, ao presenciar seu gesto, bateu-me uma sensação de arrependimento, de vergonha, sei lá... Andrea, daqui sigo para minha casa. Não vou usar meu guarda-chuva. Por favor, leveo consigo e amenize meu remorso...”. Por Eurípides A. Silva, frequentador do Centro Espírita Rodrigo Lobato, São José do Rio Preto (SP).

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VOCÊ NÃO ESTA CUIDANDO BEM DO SEU CORPO FÍSICO. FIQUE UMA RODADA SEM JOGAR.

JOGUE O DADO. O NÚMERO QUE CAIR É A CASA ONDE A CRIANÇA VAI ESTAR. DEPOIS É SÓ SEGUIR O QUE TIVER ESCRITO, FAZER A ATIVIDADE, E PULAR PARA A CASINHA CORRESPONDENTE. CASO NÃO TENHA NADA, ESPERE A PRÓXIMA RODADA. GANHA QUEM CHEGAR PRIMEIRO NO PLANO ESPIRITUAL.

QUE TAL DIVERTIR AS CRIANÇAS E, AO MESMO TEMPO, ENSINAR CONCEITOS IMPORTANTES DO ESPIRITISMO?

JOGO DO SABER

ESPAÇO KIDS

RE VOC E NU NCA Ê M RN E E DE P MUN OU R D X PA PIAÇ OVAS O RA ÕE A T S. V ER Á RA

SÃO FRANCISCO DE ASSIS

PARA PROTEGER NOSSA CASA, DEVEMOS REUNIR A FAMÍLIA E FAZER PELO MENOS UMA VEZ POR SEMANA O EVANGELHO NO LAR. VÁ ATÉ A RESPOSTA.

PÁSCOA INTELIGÊNCIA SUPREMA, CAUSA PRIMÁRIA DE TODAS AS COISAS. VÁ ATÉ A RESPOSTA. ALLAN KARDEC

O ESPÍRITO SE LIGA AO CORPO MATERIAL POR MEIO DO.... VÁ ATÉ A RESPOSTA.

VOCÊ EVOLUIU E PODE REENCARAVA NCE NAR EM UM PRI PARA A ORD MEIR MUNDO FELIZ. EM, A DOS VÁ PARA C VOCÊ ESTAVA NO ESP LASSE JÚPITER Í OND RITO MU NDO ESPIRITUAL E ES S T E VOLTOU A SER UM Á JES US ESPÍRITO ENCARNADO. VOLTE PARA A TERRA

OS ESPÍRITOS DE 2ª ORDEM FAZEM O BEM E AMAM SEM DISTINÇÃO. NÃO SÃO ORGULHOSOS, NEM EGOÍSTAS, VOC NEM INVEJOSOS. ELES IMPEDEM LHO Ê FOI NA SO E ORGU O MAL. AVANCE PARA SÃO E B PAR SCOLA RIGO FRANCISCO DE ASSIS U HÁ A CAS . VOLT UM AO E DE ESPÍ NDE 3ªO RDE RITO M

FORMA DE NOS COMUNICARMOS COM OS ESPÍRITOS SUPERIORES. VÁ ATÉ A RESPOSTA.

TERRA

ELE QUIS ESTU- ESPÍRITO DE 3ª ORDEM DAR AS MESAS GIRANTES E CODIFICOU A DOUTRINA ESPÍRITA. VÁ ATÉ A RESPOSTA.

MOISÉS

CELEBRAÇÃO NA QUAL OS JUDEUS COMEMORAM A LIBERTAÇÃO DO POVO HEBREU, QUE ERA ESCRAVO NO EGITO. HOJE COMEMORAMOS COM TROCA DE CHOCOLATES. VÁ ATÉ A RESPOSTA.

ESPIRITOS DE PRIMEIRA ORDEM

RECEBEU OS 10 MANDAMENTOS DE DEUS E LIBERTOU O POVO HEBREU DA ESCRAVIDÃO DO EGITO. VÁ ATÉ A RESPOSTA.

JÚPITER

VOCÊ ESQUECEU DE FAZER A PRECE. VOLTE PARA A CASA ONDE HÁ UM ESPIRITO DE 3ª ORDEM.

QUAL O NOME DOS SERES INTELIGENTES QUE HABITAM O UNIVERSO, ENCARNADOS OU DESENCARNADOS? VÁ ATÉ A RESPOSTA.