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edição 52 • novembro 2008

A incansável vida de três moradores do Morumbi que curtem uma fase de realização depois dos 70 anos


Carta ao leitor

A história das coisas importantes

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or mais que possa parecer sarcasmo, enxergo alguns – poucos – motivos que me fazem crer que essa crise mundial aconteceu em um momento importante. Não estou dizendo que acho bom ou ruim, apenas que considero importante, um divisor de águas nos rumos da humanidade. O dinheiro circulando fácil fez todos acreditarem em uma bonança também especulativa, que nada tinha a ver com valores menos divertidos. Uma das mais famosas mensagens que circulou pela internet há poucos anos, chamada “A Terra em Miniatura”, trazia constatações chocantes para nós que fazemos parte dos supostos 25% de pessoas do mundo que têm geladeira, armário e cama em casa. Setenta e cinco por cento não têm esses bens todos! Conta em banco, apenas 8%, segundo a mesma mensagem. Se ela for de fato verdadeira, quantos por cento do mundo será que tinham ações ou dinheiro aplicado em fundos diversos? Quantas pessoas perderam diretamente com a queda das avaliações de valores que chegou mais rápido ao Brasil do que qualquer analista pôde prever? E quantas pessoas nunca tiveram nada, nem ao menos água potável, mas assistiam ao planeta sendo devastado pela necessidade de se aumentar a produção de qualquer coisa que estávamos comprando, nós, os grandes propulsores do consumo desenfreado do mundo? A título de ampliar o leque de informação, sugiro também que se procure no Google o vídeo “The Story of Stuff – A História das Coisas – Versão Brasileira”. Algum dia teria que acontecer algo que colocasse um freio ao ritmo de devastação que foi imposto ao planeta. Esse é, na minha opinião, um dos fatos que faz essa grande crise ser importante. Não estou dizendo boa ou ruim, apenas importante. Os efeitos colaterais da crise atingem em escala a todos, e em proporções que não são vistas há várias gerações. São agravados porque todos acreditamos nessa bolha, e muitos assumiram compromissos contando com os frutos que viriam da promessa de uma grande colheita na árvore da fortuna. Mas a árvore secou, e hoje todos tentam entender o que existe de real e de especulativo em tudo o que está sendo colocado à mesa. Em que – e em quem – acreditar? O que tem real valor para nós? Quais compromissos vamos escolher assumir daqui por diante? Com quem? Vamos nos achar uns coitados pela bordoada que levamos com a queda da Bolsa na nossa cabeça ou vamos entender que continuamos vivendo em um bairro, ops, em um mundo que tem grande desigualdade social? Uma crise é, de acordo com os orientais, sinônimo de oportunidade. E aqui eu vejo outro fator que a faz ser tão importante. Estamos tendo, principalmente, a oportunidade de descobrir por quem os sinos dobram. Importantíssimo. Boa leitura. Denise Gonçalves denise@editorasupernova.com.br novembro 2008

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DIRETORIA Denise Gonçalves, Elisabeth Resende e Vania Ferreira

PUBLISHER

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Realização não tem idade

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n Especial

Mantenha seu saldo sempre seu positivo

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moda • por Claudia Castellan Verão, época de nos descobrirmos, literalmente!!!

20 Lar dolce lar • por Silvia Utsch O prazer de receber bem 26 test drive • por Renato Corrêa Kia lança Mohave e reafirma sucesso do Sportage 28 esporte • por Marcelo Negrão Atletas de fim de semana

26 Seções 16 de 1 a 10 • Entrevista com Marcos Cintra Colunas 22 Achados • Receba com amor 50 Cidadania • por Rosa Richter O que esperar dos políticos eleitos 24 Bem-casado grelhado ao molho de tangerina & Panqueca 52 CORPORATIVO • por Lívio Giosa  Salmão crocante de maçã Reconhecimento 36 em foco 53 pensata • por Paulo Amaral Ressaca Eleitoral 48 comunidade • O sonho de Maria Helena Paulina 74 final feliz • por Floriano Serra Dar ou não dar satisfação: eis a questão


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por Francilene Oliveira • fotos Jaf

Realização não tem idade Verônica tem 74 anos e dança balé; Cecília, com 86, está à frente de um grupo social e Henrique, no auge de seus 82 anos, leciona xadrez. Essa turma vem mostrar que, no Brasil, as pessoas da “melhor idade” têm mais qualidade de vida e energia para transformar o espaço onde vivem

Na ponta dos pés

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erônica Coutinho escolhe um CD com músicas de balé para dar aulas às suas alunas na Cia das A’artes. De sapatilhas rosadas, vestida de bailarina, corpo firme e movimentos suaves ela demonstra, com graça, os passos a serem executados. A dança é a vida de Verônica desde que ela fez sua primeira aula, aos 12 anos, no Rio de Janeiro, onde nasceu. Hoje, aos 74, mantém uma agenda atribulada devido aos compromissos profissionais. Ao chegar em casa depois da última aula, Verônica se depara com suas inúmeras fotografias dispostas na parede. São retratos que contam a história de sua vida: dança, amigos, família. Antes de se preparar para dormir faz uma refeição leve, composta apenas de líquidos, pois há muito tempo não ingere sólidos depois das sete horas da noite. A casa está vazia, um grande silêncio. A bailarina segura a aliança, presa no pescoço por um colar de bolinhas douradas e brancas. Há cinco meses perdeu seu companheiro de mais de 50 anos, Helanor Coutinho, grande jogador de basquete. Verônica conheceu Helanor ainda na adolescência. Ambos iam para os bailes de carnaval como par. Ela sempre adorou dançar, tanto que se

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matriculou para assistir aulas de balé com a irmã de Helanor em Niterói. A partir daí, não deixou mais o balé e ainda lembra-se com detalhes de sua primeira apresentação profissional. Ela chegara de táxi com toda a família no Teatro Municipal do Rio de Janeiro. O pai, Alcindo, carregava seu vestido branco de tule, a mãe e as irmãs a acompanhavam excitadas. No palco a bailarina brilhou graciosa dançando a coreografia “Les Sylphides”. Verônica se casou aos 20 anos e logo depois teve seu primeiro filho, seguido por outros três. Por uns tempos parava de dançar para cuidar da família, mas sempre retornava à dança. Uma maneira que achou para continuar exercendo as duas atividades foi ser professora de balé. Em 1969 montou a primeira turma de balé do Clube Paineiras, chegando a dar aulas para 600 alunas. Nessa época, o clube estava montando turmas esportivas e todos queriam ajudar de alguma maneira. Em 1973, abriu a escola “Amanda e Verônica Ballet”. A sociedade durou 23 anos. Depois disso, Verônica tocou a escola sozinha, e logo depois montou uma companhia de bailarinos profissionais com as sócias Vera Moura Andrade, Ana Cecília Americano e Daisy Fasano. Para complementar seu currículo, recebeu, em 1994, a Comenda da UNESnovembro 2008


Verônica Coutinho quer que as alunas sempre a vejam bonita. “Elas sempre se lembrarão da primeira professora de balé”.

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CO por serviços prestados à dança, título dado para 15 bailarinos do mundo a cada dois anos. Pelo seu belo trabalho também foi congratulada com o tí­ tulo de “Maître de Ballet” pelo Sindicato dos Profis­ sionais de Dança do Estado do Rio de Janeiro. Sempre que suas alunas fazem uma apre­ sentação importante, Verônica relembra sua última performance no palco. Curiosamente, “Les Sylphides” foi o primeiro e o último balé que dançou. Mesmo com pouca visão no olho direito, os movimentos eram precisos e, no fundo, ela sabia que aquele seria seu último balé porque precisava cuidar de sua família. Agora, com os filhos criados – todos atuan­ do na área esportiva ou na dança – Verônica dedica-se às suas aulas e aos seus hobbies. Ela faz parte de um grupo de amigas que se reúnem para um carteado todos os sábados no Paineiras, isso já há 30 anos. Elas chegam cedo, almoçam no clube, conversam e se divertem. Durante a semana, quando retoma as aulas, Ve­ rônica monta com suas alunas o balé “Les Sylphides” para ser apresentado em dezembro, o que lhe traz um gosto doce de um passado não tão distante.

Sede de aprendizagem

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Cecília d’Amato faz parte do Grupo de Assistência Social do Portal do Morumbi. Quando criou a biblioteca tinha 200 exemplares. Hoje são 8 mil.

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epois que saiu de uma enorme casa, cheia de janelas, na Av. Dr. Arnaldo e mudou-se para o Portal do Morumbi com o marido Vicente d’Amato, Cecília, junto com outras senho­ ras do condomínio, fundou o GASP – Grupo de Assistência Social do Portal do Morumbi. Uma das primeiras ações do Grupo, como uma maneira de auxiliar os funcionários, foi a criação do Bazar da Pechincha. Os produtos eram dispostos em araras, numa sala do condomínio, e os funcionários po­ diam comprar a preço irrisório e parcelado. A administração do Portal, aprovando o trabalho desenvolvido, passou a trabalhar em conjunto. Dentre outras ações para os 300 funcionários, o grupo prepara enxovais para recém-nascidos, distribui kits de material esco­ lar, cestas de Natal, brinquedos; faz emprésti­ mo emergencial, realiza a Feira de Artesanato e uma festa de confraternização no final do ano. A idéia de montar o Grupo surgiu por in­ centivo de senhoras que trabalhavam na área de assistência social. A maioria das fundadoras atua até hoje, como Cecília d’Amato, 86 anos,

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Segundo dados do IBGE (Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística), em 2025 o Brasil deverá ter a sexta população mais idosa do planeta, com 34 milhões de pessoas com mais de 60 anos

Henrique profissionalizou uma paixão de mais de 60 anos. Ele dá aulas de xadrez.

que na época fazia parte do Clube de Mães dos Rotarianos. Pouco tempo depois que o casal d’Amato chegou ao Portal, Vicente foi convidado para ser diretor social. Como a época era de crise, não havia dinheiro para implementar projetos. Mas Cecília teve uma idéia. Juntou 200 livros de uma biblioteca circulante organizada por uma moradora que mudou-se para o exterior e falou para Vicente: “Vou montar uma biblioteca”. Arrumaram espaço no clube, pediram livros aos moradores e foram montando a biblioteca que hoje conta com 8 mil exemplares atualizados periodicamente. Devido à falta de espaço, quando são oferecidos livros que já fazem parte do acervo, Cecília os repassa para outras bibliotecas, inclusive para uma de Paraisópolis. Aos 86 anos, Cecília mantém um aprendizado constante. Junto com 18 amigas, há dez anos faz uma faculdade para “jovens” de terceira idade, a FAMA – Faculdade Aberta da Maturidade Ativa. Mas a busca pelo aprendizado não pára, ela conta que as pessoas mais velhas que não se inteiram das novidades correm o risco de se tornarem analfabetas. Até usar o computador Cecília aprendeu e adora jogar Sudoku depois que chega da aula de hidroginástica. Cecília é mesmo muito animada, e procura não se sentir só desde a morte do marido, há 15 anos. Pelo menos uma vez por mês, junto com um grupo de moradoras, vai ao teatro e se diverte com as peças encenadas no palco.

A vida é um jogo

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ascido em Berlim, Henrique Schramm veio para o Brasil em 1936, com nove anos. Os pais, judeus, vieram como refugiados. A fuga de João e Joana foi resolvida em questão de horas. João recebeu a informação de que ele e sua esposa Joana seriam presos. Abandonaram negócio, dinheiro no banco, a casa e pegaram o primeiro trem que saiu de Berlim para salvarem as próprias vidas e a do filho Henrique. Em 1913, João, ainda solteiro, foi enviado para o Brasil como representante de uma grande empresa de importação e exportação. Ele morou em Porto Alegre, sede da firma, e quando voltou para a Alemanha, em 1919, depois da Primeira

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Guerra Mundial, se tornou amigo do embaixador brasileiro na Alemanha. Ele era uma das poucas pessoas em Berlim que falavam português. Então, na ocasião em que todos tinham dificuldade de achar um país que desse o visto para sair da Alemanha, João conseguiu viajar para o Brasil, pela amizade feita com o diplomata brasileiro. Henrique, o ‘rei’ desta história, sempre que podia, acompanhava a mãe nos serviços sociais que ela passou a desenvolver no Brasil. Joana preparava a documentação dos refugiados de guerra recém-chegados. Numa leva desses novos imigrantes, chegou Lea, hoje ‘dama’ de Henrique. O jovem imigrante formou-se engenheiro pela Escola Politécnica em 1956 e, paralelamente à vida profissional de engenheiro, sempre dedicou algumas horas semanais ao ensino e ao xadrez. Começou como professor para ganhar um dinheirinho quando ainda era estudante da Poli. Deu aula no Colégio Oswaldo Cruz, depois no Curso Anglo-Latino, depois na própria Politécnica e posteriormente foi convidado pelo governo do Estado para ser o primeiro diretor da então recém-fundada FATEC, onde organizou os primeiros cursos e selecionou o primeiro corpo de professores. Desde a adolescência, Henrique foi ligado ao esporte, chegou a jogar na seleção universitária de futebol e foi juiz de futebol, mas sua grande paixão sempre foi o xadrez, participou de vários campeonatos e ganhou prêmios. Foi vice-campeão paulista por equipe em 1951 e terceiro lugar no campeonato brasileiro de veteranos em 1988, além de ser ligado ao Clube de Xadrez de São Paulo, onde exerceu inúmeras atividades desde conselheiro a diretor. Há dois anos, tomando conhecimento de uma metodologia moderna de ensino de xadrez criada na Holanda, Henrique se entusiasmou e passou a dar aulas de xadrez em vários colégios do Morumbi e no projeto “Comunidade”, do Hospital Albert Einstein, que atende crianças de Paraisópolis. Hoje o xadrez é universalmente aceito como uma ferramenta de desenvolvimento intelectual. Assim como a Educação Física aprimora o corpo, o xadrez trabalha com o desenvolvimento intelectual e melhora o comportamento.

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Um momento em que Henrique se viu desprotegido de seus peões, bispos e cavalos foi em sua volta a Berlim, há 20 anos, convidado por um programa da prefeitura que levou à cidade alemã os perseguidos pelo nazismo. Ele visitou lugares importantes, o Museu do Holocausto, teatros, mas não pôde conter as lágrimas ao rever a escola da sua infância e relembrou o primeiro dia de aula, quando ganhou um pacote de bombons, como era costume em Berlim.  g

Nós e o tempo

Há alguns anos Cristiane D’andrea saiu com uma pasta embaixo do braço e foi atrás de investidores para apresentar um projeto inédito: um centro de vivência 5 estrelas para a maturidade que unia hotelaria, saúde e lazer no mesmo local. Em 2007 concretizou seu sonho com a inauguração do Hiléa, planejado para atender um público diferenciado. Na entrada, a gentileza dos profissionais conduz a uma sala de estar e a um sofisticado restaurante aberto ao público. Nos 11 andares se distribuem consultórios médicos, espaços de convivência e lazer e os apartamentos dos residentes fixos. Os quartos nada lembram os de um hospital. Possuem TV com tela plana e os acessórios hospitalares são camuflados ou mesmo escondidos atrás de quadros floridos. Os moradores, assim como aqueles que apenas passam o dia no local, usufruem das atividades planejadas, fazem hidroginástica, jogam xadrez e carteado, tomam sol no jardim – que lembra um quintal familiar com as pitangas em flor – e passeiam nas imediações do bairro, como Parque Burle Marx, além de fazerem compras no supermercado. Mas o que mais chama atenção no Hiléa é uma praça vivenciada pelas pessoas que sofrem de Alzheimer. Nela, a barbearia, o cinema, a loja de roupas e a atmosfera remetem aos anos 40 e 50 para auxiliar no exercício de memorização, reinventando a vida de cada indivíduo, que é única em sua história.

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Publieditorial

Política da boa vizinhança Manager promove ações de relacionamento dentro dos condomínios Você conhece o seu vizinho? Sabe quem ele é ou apenas o cumprimenta na garagem ou conversam sobre o tempo no trajeto do elevador? Na correria do dia-a-dia proporcionada pelos tempos modernos, o relacionamento com a vizinhança, praticamente deixou de existir. O condomínio Quintas do Morumbi é uma ótima opção imobiliária, pois oferece excelente infra-estrutura em segurança e muitas áreas de lazer: piscinas (coberta e descoberta), academia, quadras, bosque com 20 mil m² de área verde. Recentemente foi realizado um “retrofit” no Casarão estilo colonial localizado no interior do condomínio. Ele foi todo remodelado e transformado pelos condôminos num local de convivência e conveniência visando o relacionamento dos moradores. A Manager, sempre preocupada com o relacionamento entre condôminos, incentiva ações de convivência, o que faz do Quintas um condomínio caloroso, com um diferencial muito importante numa cidade metropolitana, como São Paulo. Seus gestores e moradores sempre promovem ações para incentivar o convívio social: bazares, festas temáticas e encontros. Um exemplo foi o evento voltado para as crianças moradoras do Quintas, realizado no Casarão, e promovido pela atual gestão e a Manager. Para Marcelo Mahtuk, diretor da Manager, “é importante resgatar a convivência entre os vizinhos, e este espaço é mais do que apropriado. Corremos tanto que não temos mais tempo para aquela conversa de portão no final da tarde ou no começo do dia”. Liliam Rodrigues, designer de interiores e moradora do Quintas, também responsável pelo projeto de remodelação do “Casarão”, aprova o resultado. “Nos finais de semana o bar fica lotado, e chega a ter uma espera de 20 minutos por um lugar, e ações como as da Manager só vêm a agregar”, afirma Liliam. Administrar a vida em condomínios é muito mais do que fornecer relatórios de contas. É também oferecer oportunidades para que os vizinhos se conheçam e resgatem o convívio saudável de antigamente.

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Manager Sistemas e Serviços Av. Dr. Guilherme Dumont Villares, 1050 Tel.: 3745-5227 manageradm.com.br

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Entrevista com marcos cintra O idealizador do imposto único aponta soluções para problemas enfrentados pelas metrópoles e fala sobre o Morumbi

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professor Marcos Cintra é titular e vice-presidente da Fundação Getúlio Vargas, bacharel, doutor e mestre em Economia pela Universidade de Harvard (EUA) e morador do Real Parque. Em

sua mais recente publicação – “Os Riscos de São Paulo” , ele aborda questões como mobilidade, sustentabilidade, convivência e gestão. Eleito vereador na cidade de São Paulo pela segunda vez, Marcos Cintra não considera a política como uma profissão. Ele vê na atividade pública

fotos jaf

uma oportunidade para o cidadão oferecer sua contribuição à sociedade.

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O que clama a voz do cidadão? O cidadão deseja recuperar a qualidade de vida que se deteriora rapidamente dia após dia. Deseja não perder tempo no trânsito, tempo esse que poderia utilizar para o lazer, para estudar ou ficar com seus familiares. Quer preservar seu patrimônio e sua saúde física e mental. Busca ainda que o poder público possa atuar de modo eficaz e eficiente no atendimento de suas reivindicações e não precise ser esfolado pelos tributos como ocorre hoje.

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Atualmente, no cenário econômico brasileiro, quem mais “paga a conta”? Quem paga a conta é o pobre que não tem serviços públicos básicos quantitativos e nem qualitativos; a classe média, que não agüenta mais recolher tantos impostos. O rico também tem que arcar com custo elevado quando sofre agressões físicas e emocionais que o meio lhe aplica e ainda através dos recursos que tem que desembolsar com serviços que o poder público poderia oferecer.

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O que o senhor espera do futuro dos espaços urbanos? Se começarmos já a discutir alternativas, a comunidade paulistana começará gradualmente a resgatar um ambiente mais civilizado, com menos riscos.

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Qual o papel de cada um na construção de um espaço para melhor convivência? Precisamos de cidadania em todos os aspectos da vida urbana, que o cidadão exerça seus direitos tendo consciência de que também tem deveres. O indivíduo deve se organizar para reivindicar e exercer pressão legítima sobre o administrador público visando o bem-estar da comunidade, mas precisa ter sempre em mente que possui responsabilidade para que a sociedade conviva de forma harmoniosa.

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Qual a ilusão mais falsa que vivenciamos hoje? É acharmos que a mesmice das medidas que serviam para equacionar problemas que nos afligem podem continuar resolvendo questões urbanísticas críticas. É preciso repensar uma cidade como São Paulo e encontrar alternativas novas que permitam encarar os novos desafios.

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Qual o principal problema de gestão e sustentabilidade que o Morumbi precisa enfrentar? O Morumbi é uma região caracterizada pela heterogeneidade. Esta é uma área bastante complexa porque nela convivem bolsões de riqueza e de pobreza, e a gestão está relacionada ao modo como o poder público executa suas atribuições. Creio que a prefeitura poderia intervir na região utilizando um mecanismo com potencial para executar obras. É o CEPAC (Certificados de Potencial Adicional de Construção), que poderia financiar intervenções para desafogar o trânsito na região do Morumbi, reduzindo o tempo que se perde dentro de carros e ônibus. É um instrumento que permite à administração municipal obter dinheiro sem aumentar imposto ou gerar dívida. Em sustentabilidade, creio serem viáveis ações que enfrentem problemas relacionados à limpeza urbana e à poluição sonora em pontos do Morumbi e região.

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De alguma maneira, o Morumbi possui alguma ação inovadora no que diz respeito à melhoria da qualidade de vida coletiva? O Morumbi registra uma qualidade de vida acima da média verificada na cidade de São Paulo. Sou morador do Real Parque, e as associações de moradores do bairro e região foram determinantes para que essa situação fosse alcançada. Mas há riscos que devem ser considerados para que o bem-estar na região não se deteriore. Deveríamos dar um passo adiante através de mobilização dessas associações, de forma que

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elas atuem de modo mais organizado para que o poder público implemente mais obras e serviços na região. O governo muitas vezes discrimina bairros como Real Parque, Cidade Jardim, Panamby, Jardim Leonor, entre outros, considerando que ações que beneficiem seus moradores é um privilégio. Isso tem que mudar! Os cidadãos dessas áreas pagam muito imposto e precisam ter uma contrapartida mais justa por parte da administração pública.

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O que o faz sentir-se desconfortável? A deterioração da qualidade de vida em São Paulo, a falta de ética na política e a inoperância dos homens públicos quanto a implementação de medidas imprescindíveis para o nosso país. Estamos regredindo e precisamos repensar nossa cidade, a vida pública e o Brasil.

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E o que o faz sentir-se confortável? É um alívio ver que há cidadãos interessados em desenvolver ações voltadas a qualificação do nível educacional do nosso povo, lutar pelo bem-estar de suas comunidades, por ética na vida pública, por eficiência na atividade produtiva e pelo fim de um sistema que impõe impostos escorchantes aos cidadãos. Essas pessoas e entidades precisam ser valorizadas em seus movimentos para que nosso país comece a sair do marasmo em que vive.

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O senhor é motivado por quais sentimentos? Como acadêmico ligado à área econômica, tributária e de planejamento urbano, tenho objetivo de contribuir com minha experiência para o desenvolvimento econômico e a qualidade de vida das pessoas. E como político, considero salutar a alternância de pensamento e de profissionais de diferentes áreas em instâncias governamentais. Todo profissional com espírito público deveria, em algum momento, usar sua experiência a serviço da comunidade. g

Os riscos de São Paulo marcos Cintra CPV Editora www. fnac.com.br www.martinsfontespaulista.com.br R$ 27

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Moda

foto jacques dequeker

por Claudia Castellan

Verão, época de nos descobrirmos, literalmente!!! O importante sempre é ter bom senso

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Claudia Castellan é consultora de imagem, consultora de private label, especialista em marketing de moda, professora universitária e do Senac, palestrante e autora de cursos na área de moda. Site claudiacastellan.com.br E-mail claudiall@ig.com.br

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endências – são tantas e tão antagônicas: um pouco de print floral, bolas, xadrezes e patchworks, navy, anos 70 chique, mescla de estampas em um mesmo look, mix de tecidos, variedades para todos os gostos... Mas é preciso escolher na hora da produção final. As tendências estão aí, mas apenas algumas ficam de verdade, e precisamos saber qual realmente se encaixa em cada tipo físico, estilo e idade. Mas não saia comprando, veja o que realmente precisa, o que falta para complementar suas aquisições e fazer um visual único e interessante. Acima de tudo, pense em peças confortáveis e descompromissadas. É verão, o branco reinará absoluto e fará destacar novas cores: rosa-chá, baunilha, verde-cidreira, hortênsia e pitanga. A imensa maioria dos estilistas optou por um toque de discrição em suas criações, deixando os comprimentos curtíssimos para a geração mais teen – palmas para o bom senso! As saias terão um aspecto ambíguo, ao variar seu comprimento do muito curto ao extracomprido. Neste verão, os shorts de alfaiataria serão mais uma vez bem-vindos e suas estampas também. Os shorts curtos para as novinhas e magras ou outra opção, como bermudas nos joelhos. Ainda no campo dos acessórios, muitos estilistas continuarão a valorizar a silhueta feminina com as cinturas mais marcadas. Ponto positivo para as magrinhas com cinturas finas. Cintos, faixas e recortes inusitados, na altura da cintura, serão mais uma vez presença constante nas passarelas do dia-a-dia. Reparem que esta moda já pegou desde muitas coleções atrás! Peças mais soltas ao corpo terão um grande número de adeptas entre as menos jovens ou as

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mulheres que estiverem em luta com a balança. Mas esta é uma linha que valoriza as mulheres de verdade, com peças soltas, que apenas insinuam com um decote, mas que trazem conforto e modernidade. Saias longas entrarão no próximo verão com muita força, sempre usadas com sandálias baixas ou rasteiras. Sandálias em tiras mais largas e coloridas, alegres e marcantes. As bolsas, para o dia, mesmo com seus tamanhos ligeiramente reduzidos, continuarão grandes e práticas. Mas a grande vedete deste verão promete novamente ser o vestido, pode ser um caftã, ou um modelito mais sexy, estampados exóticos, tecidos fluidos, não importa, a melhor fórmula para mostrar a pele pré-bronzeado e depois, na máxima potência, consiste em multiplicar seu poder de sedução num vestido leve, sedoso, nesta que é a peça mais feminina que temos. novembro 2008


foto fernanda calfat

foto jacques dequeker

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Forum

FOLIC

FOLIC

Eles estão por toda parte e alguns estilos predominam: Ladies: com um toque clássico na altura dos joelhos ou longos em tons neutros são sofisticados, perfeitos para nos acompanhar no momento after eight, em sedas macias, crepes suaves. Use com sandálias coloridas para quebrar a seriedade. Quer um toque de graça? Use com um colar vintage. Coloridos: little color dress, como o nome diz, prefira os curtos, é a peça que atualmente se impõe como o código mais ácido do verão, ousado, vibrante. De dia: use o modelo camiseta em malha com sandálias gladiador e à noite mergulhe num modelo decotado, com sandálias neutras com strass e arrase! Hippies: os gloriosos anos 70 estão de volta!! Abra seus olhos e homenageie a cultura mais pacífica envolvida em um lindo longo estampado ao estilo. As flores multicoloridas, tie-dye e os prints geométricos fazem um bonito jogo de coordenados. Pense em tecidos leve, algodões, deixe a nostalgia envolver seu guarda-roupa. Étnicos: nesta primavera o estilo africano vive seu momento de glória. Cores, estampados, degradées, experimente combiná-los com pulseiras de ráfia, madeira, ossos, largas e mescladas entre si, dão ao seu look um “ar masai” que cativará a todos. Sandálias mais pesadas em cor de couro são ideais. Um vestido-camisa de sarja neutro faz milagre com acessórios étnicos modernos. Românticos: enamore-se da tendência mais onírica da estação e faça dos românticos seus aliados incondicionais. Inspire-se em passarelas sedutoras, mas delicadas. Para um efeito cool use rendas, laços, bordados, pregas, abuse do branco, malva, pêssego, tangerina clarinho... Dicas: suavize um vestido floral com um colar de bolas lisas em cor básica. Marinheira: levante âncora e dirija sua bússola da moda para listras bicolores em minivestidos de algodão. Cores como branco e preto, branco e marinho, branco e vermelho. Mas cuidado com listras horizontais, alargam a silhueta. Acessórios dourados complementam o estilo mais esportivo. Aproveite a primavera e leve com você um paletozinho, fica um charme em cima de um vestido Dica: há anos esquecidas, as carteiras crescem em tamanho e em fãs e agora mais acinturado. mostram seus encantos de dia e de noite, Escolha sua moda com bom senso. Com certeza, têm vida própria, são o investimento deste verão. Podem ser de ráfia, píton, plumas etc. g será mais econômico e funcional! novembro 2008

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LAR DOLCE LAR

foto monica varella

por Silvia Utsch

O prazer de receber

fotos: mônica varella

Além dos sabores e odores, são importantes o cenário, as texturas e as cores

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cada dia, um número maior de pes­ soas considera cozinhar, ainda que es­ poradicamente, uma fonte de prazer. Esta é uma arte que tem sido enobrecida e incorporada ao cotidiano de muita gente “an­ tenada”. Vão chegando ao fim os dias em que declarar-se totalmente ignorante em matéria de cozinha poderia conferir algum tipo, ainda que discutível, de distinção. Lembra-nos Lyall Watson que o homem digere, por ano, uma tonelada, em média, de alimentos e que os nossos dias são divididos em partes separa­ das umas das outras por pausas para comer. Mais ainda, o tempo entre essas pausas está impregnado dos efeitos da última refeição e de pensamentos sobre a próxima. Com o intuito de atender àqueles que adoram receber os amigos e familiares de for­ ma sofisticada e elegante, o Grupo Casa Cor montou no Jockey Club de São Paulo o even­ to Casa Boa Mesa. No local reuniu chefs, enó­ logos, arquitetos, decoradores, marchands, iluminadores, técnicos e também artesãos de mobiliário para a criação de ambientes voltados para celebrar o prazer de receber bem. Foi uma ótima oportunidade para os apreciadores da boa mesa aprenderem um

pouco mais como combinar temperos e de­ corar suas receitas, atiçando o paladar e en­ cantando o olhar. A preparação de um jantar tem como objetivo principal o prazer e a satisfação do anfitrião. Afinal, não se trata de um chef profissional, portanto, o “barato” é aproveitar cada momento do evento. Desde a de­ cisão de qual cardápio oferecer até a seleção e compra dos produtos a serem utilizados na receita são atividades para aumentar a alegria de viver. Então, decore os pratos, delibere, solte o seu lado criativo, abuse do apelo visual. Ele é um forte estimulador dos senti­ dos. Capriche na produção da mesa, ilumine indiretamente com velas, experimente peças diferenciadas para servir os alimentos. Tudo se complementa, formando um ambiente que estimula uma conversa gostosa. RELAXE: não vale transformar o seu jan­ tar em uma trajetória de torturas e ansieda­ des. Podem acontecer fatos inesperados na cozinha, principalmente para os iniciantes nesta arte, mas eles não serão capazes de atrapalhar pois, afinal, o melhor da festa ainda é reunir os amigos. Para desfazer a noveMBRO 2008


fotos divulgação casa boa mesa

os amigos falsa impressão de que receber em casa é um ato de enorme complexidade, uma dica bacana é o livro da fotógrafa paulistana Mônica Varella, com o sugestivo título “Receber sem Stress”. Trata-se de uma espécie de manual que ensina truques básicos para que o leitor possa preparar uma inesquecível recepção. Oferecer um jantar é uma forma de desfrutar do prazer de estar ao lado de companhias agradáveis. A gastronomia induz a fazer do comer uma imensa fonte de satisfações, uma experiência sensorial total. Assim, além dos sabores, consistências, texturas e odores são importantes o cenário, os sons, as cores, a intensidade da luz, o flamejar das velas, o tilintar dos cristais e, evidentemente, alimentar aqueles que amamos. Ser gourmet é transcender o chauvinismo culinário e poder realizar uma mistura sutil de temperos e inventividade.  g

Receber sem stress mônica varella Mille Foglie Editora www.monicavarella.com.br

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achados

Receba com amor! Para receber bem, aproveite as boas dicas de compras do bairro. Seja para wo w preparo de um simples brunch ou um romântico e caprichado jantar à luz de velas, os detalhes fazem a diferença e ainda deixam sua casa mais receptiva e com muito charme. Desfrute do prazer de receber bem, quem vai se divertir é você!

Luz de velas com charme Castiçais em vidro.

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Charmosas e coloridas, estas pastilhas de vidro alegram cozinhas e outros ambientes.

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bem-casado

Salmão grelhado ao molho de tangerina Panqueca crocante de maçã

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La Pasta Gialla Shopping Jardim Sul Tel.: 3744-4142. Morumbi Shopping Tel.: 5189-4690 Menu Prima Donna (de segunda a sexta-feira) de R$ 19,90 a R$ 29,90 Panqueca crocante de maçã R$ 13 Lapastagialla.com.br

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uito apreciado em todo o mundo, o salmão é um peixe da família das trutas e costuma habitar os mares e rios de regiões geladas, principalmente no Ártico. Sua carne é tenra e consistente. Para quem não sabe, sua cor original é branca e o tom avermelhado se deve a um pigmento chamado astaxantina, encontrado nas algas e organismos unicelulares que são ingeridos pelos camarões. Quando o salmão come o camarão, sua carne acaba ganhando esse tom, que pode variar do cor-de-rosa suave ao vermelho vivo. A parte mais nobre do salmão é a barriga e existem algumas dicas de preparo que podem fazer toda a diferença no resultado final: cozinhar pouco, temperar bem, deixar o miolo malpassado e usar postas altas.

A dica desta edição foi sugerida pelo chef e empresário Sergio Arno, que criou um cardápio especial para as mulheres – o Prima Donna – em sua rede de restaurantes La Pasta Gialla. O salmão grelhado vem acompanhado de arroz primavera e uma saladinha de folhas verdes. O molho de tangerina leva gengibre e mel, o que confere um sabor especial e marcante. A bebida ideal para este prato é um vinho branco seco, mais precisamente um Sauvignon Blanc, ou um rosé fresco, que acentua o sabor do prato. A harmonização fica por conta da sobremesa. A panqueca crocante de maçã acompanha bem o peixe porque é leve, tem fruta, não é muito doce e leva sorvete de creme, que dá um toque a mais ao prato. g

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TEST DRIVE por Renato Corrêa

fotos divulgação

KIA LANÇA MOHAVE E REAFIRMA SUCESSO DO SPORTAGE Requinte, conforto e tecnologia no MOHAVE, o novo SUV full size KIA, e a história de sucesso do SPORTAGE, com 25 mil unidades vendidas no Brasil

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ndamos no KIA Mohave, que foi apresentado no Salão Internacional do Automóvel 2008, que aconteceu em São Paulo entre os dias 30 de outubro e 9 de novembro. A partir de novembro a Kia estará comercializando três versões deste belo SUV. Com requintes encontrados nos SUVs alemães, estarão disponíveis o topo de linha com motor de 4.6 litros V8 DOHC de 32 válvulas, gasolina, 340 cavalos e torque de 44,4 kgm; a segunda opção é com motor V6, gasolina, 3.8 litros, DOHC de 24 válvulas, que desenvolve 275 cavalos e torque de 36,9 kgm; e a terceira alternativa é um diesel, com muita saúde, de 250 cavalos V6 VGT, 3.0 litros e 50 kgm de torque. O câmbio automático tiptronic de seis velocidades faz deste utilitário um veículo muito agradável, principalmente quando solicitado de maneira mais esportiva.

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Estável e confortável, acomoda até sete pessoas e tem várias configurações de rebatimento de bancos, com a segunda fileira deslizante para facilitar a entrada e saída de passageiros nos bancos de trás. São quase cinco metros de comprimento e quase dois metros de largura. A tração é 4x4. Uma câmera traseira com leitura em uma tela no painel facilita as manobras de estacionamento. Sofisticado, o Mohave tem detalhes que vão agradar ao usuário: para colocar o veículo em movimento não há necessidade da instalação da chave – que é identificada por aproximação; o sistema de som apresenta itens como CD player com MP3, entrada USB e compatibilidade com iPod. PADRÃO DE SEGURANÇA KIA O Mohave continua a oferecer o mesmo nível de equipamentos de segurança existente nos ou-

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lgação

Renato Corrêa é jornalista, diretor do Jornal Off Road, piloto das Categorias Turismo, Kart, Rally Cross Country, Enduro e Rally com Motos. É morador do Morumbi E-mail: rcorrea@aclnet.com.br

tros veículos da Kia: airbags frontais, laterais e cortinas para todos os assentos; freios ABS; controle eletrônico de estabilidade (ESC) e sistema de controle de tração (TCS); distribuição eletrônica do freio (EBD) com sistema de assistência do freio (BAS). O veículo possui ainda um sistema de controle de tração em declives (DAC) que tem a função de mantê-lo alinhado e estável mesmo em declives acentuados, freando o veículo e transmitindo a tração correta para o solo, evitando a falta de aderência (derrapagem). O Mohave traz também o Controle de Tração em Aclives, que proporciona ao motorista exclusivamente manter o carro em sua trajetória, pois o resto o sistema faz, evitando a falta de aderência, que o veículo pare, afaste ou que o motor apague. Ou seja, o motorista quase vira passageiro. Aonde vamos chegar? O Mohave recebeu classificação cinco estrelas em testes de colisão, a mais alta nota, em avaliação de impacto frontal e lateral. É a primeira vez que o modelo é testado pelo Departamento Nacional de Transporte e Administração da Segurança de Tráfego dos EUA e o teste considerou todos os assentos do veículo. Segundo José Luiz Gandini, presidente da Kia Motors do Brasil, “O Mohave é um veículo com qualidade, preço e estilo diferenciados apto a atender às necessidades de uma família ou de proporcionar mais emoção para quem tem paixão por dirigir”. SPORTAGE: A EVOLUÇÃO DE UM SUCESSO Hoje em dia as pessoas buscam sair da rotina para relaxar ou simplesmente para encontrar novos desafios. Com design arrojado e esportivo, o Kia Sportage é o parceiro ideal dos aventureiros que durante a semana utilizam o veículo na cidade, e nos fins de semana

saem do asfalto na busca de emoções off-road. Aliás, aventura é mesmo seu forte. O modelo da Kia participa de eventos responsáveis por atribuir ao utilitário esportivo a fama de veículo 4x4 valente e robusto. O sucesso do Sportage se deve em parte ao seu antecessor, sempre considerado um dos utilitários esportivos compactos de melhor relação custo/benefício em todos os mercados em que esteve presente. Comercializado no Brasil desde 1995, tem uma trajetória de sucesso com quase 25 mil unidades vendidas, oferecendo a seus proprietários alto índice de satisfação, inclusive na revenda, mantendo bons valores. Outra razão está em seu projeto. Desenvolvido a partir de pesquisas realizadas nos Estados Unidos e Europa, o novo modelo Sportage evoluiu e contempla fatores como o prazer de dirigir, design inovador sem abrir mão de qualidade, segurança e tecnologia agregadas. Sua agilidade é confirmada por seu desempenho. Tanto as versões a gasolina, 2.0 litros e V6 2.7 litros, desenvolvem potência de sobra para atender às necessidades de seu uso. O usuário tem opção de câmbio mecânico ou automático e tração 4x2 e 4x4 nas configurações disponíveis. O Sportage também recebeu o prêmio máximo de segurança em teste de impacto frontal e lateral do “NHTSA” – Departamento de Segurança de Tráfego em Rodovias Nacionais dos Estados Unidos – atestando sua qualidade e robustez. A Kia Motors do Brasil é a 3ª colocada no ranking mundial de evolução da satisfação do cliente com o atendimento em pós-vendas. A pesquisa foi realizada pela empresa coreana Advanced New Resolution nos 46 países onde g há distribuidor da marca.

Novidades

New FIT Sob o conceito “o máximo para o homem, o mínimo para a máquina”, o Honda FIT é produzido em Sumaré, interior de São Paulo, desde 2003. Pelo sétimo ano, consecutivo, o FIT recebeu o título de Melhor Compra, da Revista Quatro Rodas, na categoria “monovolume compacto”. O New FIT foi apresentado no Salão Internacional do Automóvel 2008 de São Paulo. SK4000 Sistema “bluetooth” desenvolvido especialmente para motociclistas, da Mobimax.

Suporte para iPhone Com base adesiva ou ventosa. Permite operar o iPhone com o carro em movimento, da Mobimax. Com uma trajetória de sucesso, o novo Sportage oferece alto índice de satisfação novembro 2008

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esporte por Marcelo Negrão

Atletas de fim de semana

Quando a prática esportiva se torna prejudicial à saúde

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os sábados e domingos os parques da cidade ficam abarrotados de pessoas que, em busca de bem-estar, praticam exercícios sem nenhum acompanhamento médico ou critério. Conhecidos como “atletas de fim de semana”, esses praticantes tentam bater seus próprios recordes na piscina, jogam tênis por horas no clube, disputam “campeonatos” de futebol com os amigos e celebram suas vitórias com uma “cervejinha para refrescar”. Mas quando amanhece a segunda-feira, sentem a perna pesada, dores musculares e dificuldades para andar e agachar. Caso o leitor se encaixe nesse perfil, cuidado!

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Estudos comprovam que exagerar nos exercícios físicos em um único dia para “tirar o atraso” é tão ou mais prejudicial que levar uma vida sedentária, pois o indivíduo realiza um esforço que o organismo não está acostumado. Esse esforço provoca um aumento excessivo da pressão arterial, e como o músculo cardíaco está fraco por falta de exercícios regulares, problemas cardiorrespiratórios e, conseqüentemente, um infarto podem ocorrer. Para evitar surpresas desagradáveis o recomendável é a realização de um teste ergométrico a cada seis meses. Além de ficar de olho no coração, outras partes do corpo merecem também muita atenção, pois sofrem com os esforços físicos. Se atletas profissionais, de alto rendimento, que dedicam suas vidas aos treinamentos físicos, estão sujeitos a lesões, imagine quem não tem preparação nenhuma? Luxações, escoriações, tendinites, entorses, distensões musculares, rupturas de tendão ou ligamento, e até fraturas, são algumas das conseqüências comuns nessa “modalidade”. Por isso, alongar os músculos é primordial para evitar esses riscos. Um alongamento pode ser feito em dez minutos, na própria casa, antes de sair. Usar roupas e, principalmente, tênis adequados ao esporte praticado é uma regra que deve ser seguida, pois muitas das torções são causadas por um solado inapropriado ou por falta de amortecedores no calçado. Outro fator que deve ser observado é a temperatura ambiente. Esse alerta é para quem gosta de praticar uma “pelada” sob um “ameno” sol de 40 graus. No verão ocorre aumento na temperatura e para se manter bem o corpo elimina mais líquido através do suor. Não havendo uma reposição líquida, a pessoa ficará desidratada e poderá sofrer um desmaio ou parada respiratória, além de uma insolação. Por isso, usar protetor solar e beber bastante água ou líquidos isotôninovembro 2008


Marcelo Negrão é jogador de vôlei de praia, campeão olímpico, Embaixador dos Esportes pelo Banco do Brasil e morador do Morumbi. E-mail: marcelonegrao@rojascomunicacao.com.br

cos, antes, durante e depois das atividades, é fundamental. Se os limites físicos forem respeitados e as dicas citadas anteriormente forem seguidas, pode-se dizer que praticar a atividade física somente nos finais de semana é melhor do que nada, pois pode ser o início de uma rotina de vida mais saudável. Por isso, o i­deal é começar devagar. Tentar incorporar aos poucos pequenas práticas esportivas ao dia-a-dia. Com certeza o exercício se tornará um hábito. Criar, depois, um programa par-

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ticular e metódico com os exercícios preferidos, com horários e dias pré-definidos, que se torne obrigação praticá-los. Natação, andar de bicicleta ou fazer uma caminhada leve de 20 minutos com uma companhia agradável são ótimos exemplos. É melhor do que passar mais um dia sentado no sofá ou na frente do computador. O importante é manter na cabeça que o esporte sempre pode acrescentar saúde à vida e que tudo requer uma preparação. Boa sorte! g

Se os limites físicos forem respeitados, é possível dizer que praticar atividades físicas nos finais de semana pode ser o início de uma vida mais saudável

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Especial

Mantenha seu saldo sempre positivo Casos comuns envolvendo situações corriqueiras e o seu bolso são solucionados de maneira simples

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queda na Bolsa de Valores em todo o mundo fez com que as pessoas repensassem suas finanças pessoais. Em todas as épocas, mesmo nas de estabilidade econômica, é importante manter o saldo positivo e pensar a longo prazo, destinando verba para uma finalidade. Também é importante repensar o estilo de vida, pois o consumismo desenfreado gera grande quantidade de lixo, pondo em risco a vida no planeta. Quando reutilizamos, doamos ou prolongamos o uso de um produto; além de economizar beneficiamos a sociedade e o meio ambiente. Cuidar do orçamento não é só anotar gastos e ganhos. Antes de tudo, é pensar sobre sua vida, escolher prioridades e ser consciente na hora de gastar. Para nos dar uma idéia de como ter controle sobre as finanças e usar o dinheiro de forma sustentável, consultamos o administrador Rodrigo Bussab, da empresa de planejamento financeiro pessoal, aqui do Morumbi, a FS Advisor, e consultamos também um relatório do Instituto Akatu sobre Sustentabilidade do Dinheiro e Crédito. Para Rodrigo Bussab, o que mais dificulta um bom planejamento financeiro no Brasil é a cultura. Nos Estados Unidos as crianças são ensinadas a poupar e a planejar desde cedo. O curto período de estabilidade econômica também dificulta porque as pessoas não conseguem se planejar com consis-

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tência. Um bom planejamento precisa de disciplina e de tempo. Aos poucos, o brasileiro tem se acostumado com a idéia de pensar a longo prazo. Em pequenas historinhas, procuramos ilustrar suas principais dúvidas e as situações mais freqüentes.

CASO 1 Sempre tenho saldo devedor no cartão de crédito e, às vezes, pago apenas o mínimo. O que fazer? O crédito ao consumidor nem sempre existiu. Ele foi inventado há menos de 90 anos nos Estados Unidos. Hoje parece normal pagar tudo no cartão e ter muito crédito é sinal de status, mas vale a pena se endividar? Quem compra parcelado usa um dinheiro que não é seu, tornando-se, portanto, um devedor. Além disso, não existe pagamento parcelado sem juros. Os juros são o preço de usar hoje um recurso que não temos. Quanto menos alguém é capaz de esperar, maiores são os juros que paga. Já quem sabe se controlar, ao invés de pagar, recebe. Não pense só no valor da prestação: calcule o preço total da compra e negocie um desconto para pagamento à vista. Considerando os juros do crédito pessoal, uma oferta “em 10 parcelas iguais” deve ter desconto de pelo menos 20% se for paga no ato. Mas se você não consegue abrir mão do cartão de crédito, fique atento a estas dicas: novembro 2008


por Francilene Oliveira

CASO 2 Estou em início de carreira, mas já cheio de contas a pagar. Devo ao cartão de crédito e à faculdade, pois o que ganho como estagiário não dá para cobrir as despesas. Há muitos desejos e poucos recursos. Os jovens brasileiros estão cada vez mais devedores, e uma conta que iniciam na juventude pode acompanhá-los pelo resto da vida. A saída não é agradável, mas é recompensadora. O primeiro passo a seguir é saber para onde está indo o dinheiro. Segundo o economista Mauro Halfeld, é preciso novembro 2008

anotar todas as despesas em uma planilha e priorizar o que é mais importante. O que você prefere: sair para a balada no final de semana ou se livrar da dívida de cartão de crédito? O que é melhor: comprar roupas novas ou se livrar do cheque especial? Em poucas semanas você pode passar do time dos devedores para o time dos investidores. A partir daí, vai ser mais fácil concretizar o sonho da casa própria, do carro e das viagens.

CASO 3 Tenho 35 anos, sou casada e te-

Rodrigo Bussab: “É importante enxergar os benefícios de um planejamento a longo prazo.”

nho dois filhos. Gasto com escola, plano de saúde, despesas de casa e não consigo economizar. O que tenho que fazer para manter o saldo positivo? Isso envolve disciplina, comprometimento consigo mesmo e sacrifício. Sempre arranjamos um jeito de gastar o que ganhamos. Ou até mais. É do ser humano. Manter este equilíbrio requer tentar viver a 90% do nosso padrão ao invés de 100%. Se a pessoa não consegue economizar, ela precisa saber onde está o “vazamento”, que geralmente são as pequenas compras: estacionamento, lanches, almoços, presentes. É preciso definir bem os objetivos e evitar gastos desnecessários. O dinheiro que usamos todos os

foto: jaf

A primeira coisa é se concentrar em, no máximo, dois cartões, com as datas de pagamento diferentes dentro do mês. Isto dá um fôlego no fluxo de caixa doméstico, quando for preciso. E também fica melhor para negociar a anuidade com a operadora. A segunda coisa é nunca usar o crédito rotativo. Existem empréstimos com taxas de juros muitas vezes menores que a taxa do crédito rotativo do cartão. A terceira coisa é nunca deixar a operadora aumentar o seu limite, porque você acaba usando (essa dica também serve para o cheque especial). Tente a todo custo pagar o valor integral da fatura. Quando você paga apenas o mínimo arca com juros que variam de 10% a 13% e mora de 12%, fazendo com que sua pequena compra vire uma gigante bola de neve.

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ESPECIAL Inteligência Financeira Estádio do Morumbi

Dicas de livros A Mente Milionária: Entenda como pensam os ricos, de Thomas J. Stanley, Editora Novo Conceito, 376 p. Pai Rico, Pai Pobre: O Que os Ricos Ensinam aos seus Filhos Sobre Dinheiro, de Robert T. Kiyosaki, Sharon L Lester, Editora Campus, 192 p. Investimentos: Como administrar melhor o seu dinheiro, de Mauro Halfeld, Editora Fundamento, 142p.

dias em despesas que parecem pequenas, ao final de um ano poderia pagar uma viagem de férias, ou fazer uma bela diferença na sua poupança.

CASO 4 Coloco parte de minhas rendas mensais na poupança e faço alguns investimentos de renda fixa, mas não tenho previdência. A partir de quando tenho que pensar na velhice? Desde sua primeira remuneração. Quanto mais cedo, menor é o esforço. O trabalho de desenhar o plano futuro tem que ser entregue a um profissional que indicará o melhor caminho para cada caso. Além disso, o profissional deverá estar comprometido com o acompanhamento do plano para chegar ao objetivo planejado. Se você não for registrado em carteira pode investir na previdência social (INSS) como autônomo, para ter direito a benefícios como auxíliodoença, auxílio-maternidade, aposentadoria por idade e por tempo de serviço após um período

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mínimo de 15 anos de contribuição. Consulte uma agência do INSS mais próxima ou acesse o site www.previdenciasocial.gov.br. O ideal é, junto com a previdência social, investir também na previdência privada, já que o benefício do governo tende a ficar cada vez menor. Procure uma instituição sólida para garantir seu futuro.

CASO 5 O que a queda na Bolsa de Valo-

res vai influenciar no meu bolso? Quem não tem suas finanças divididas em dinheiro de curto, de médio e de longo prazos tem motivos de sobra para curtir uma bela dor de cabeça. Quem estava com todo o seu dinheiro investido em aplicações na Bolsa, vai sofrer com oscilações que devem continuar, no mínimo, até 31 de dezembro, data em que terminam as liquidações das opções de venda. Para quem tem seu dinheiro de curto prazo aplicado em ações da Bolsa, a influência é total. Para aqueles que têm o dinheiro investido, principalmente em papéis de primeira linha – Vale, Gerdau, Petrobras –, e não precisam deste dinheiro nem a curto nem a médio prazo, excelente! Mantenham suas posições porque assim não vão sentir no “bolso”. Recomendo que “sentem” em cima de suas ações, porque como o propósito da Bolsa de Valores de qualquer lugar do mundo é o fomento da economia, no longo prazo sempre se ganha. Agora, se possível, comprem, porque este é um momento como poucos no histórico de cotas com valor muito baixo.

CASO 6 Tenho 24 anos e gostaria de inves-

tir na bolsa, mas não sei quanto. Do dinheiro que tenho disponível, qual a porcentagem apropriada para aplicar em ações? O primeiro passo é pagar todas as dívidas de curto prazo exceto financiamentos imobiliários, depois fazer reserva de emergências em renda fixa, preferencialmente CDBs. Só depois disso, comece a investir em ações. Para tanto, considere a regra 100. Aplique o número 100 menos a sua idade: 76% em renda variável – imóveis, ações, negócios próprios – e o restante, 24%, aplique em renda fixa: CDBs, tesouro direto, Fundo DI, previdência privada. Esta dica funciona como uma sugestão, um objetivo a ser perseguido. Todos os anos é preciso rever suas aplicações para não fugir da regra estabelecida.

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CASO 7 Quais os benefícios da poupança?

Colocando na poupança R$ 2 por dia desde o nascimento de uma pessoa, ao completar 30 anos ela terá acumulado quase R$ 60 mil. A poupança bem utilizada protege nosso bolso de nós mesmos. Um bom poupador não guarda dinheiro: administra a sua circulação. Não se limita à idéia de juntar e aprende a multiplicar oportunidades.

CASO 8 Tenho R$ 30 mil e gostaria de in-

vestir em um carro. É uma boa opção? Um automóvel “zero quilômetro” desvaloriza em média 20% após o 1º ano de uso. Depois disso, perde mais cerca de 10% a 15% do valor a cada ano adicional. Além disso, a manutenção do veículo custa aproximadamente, por ano, 1/5 do valor de um carro novo. Fazendo as contas, o valor investido em um carro é totalmente consumido em menos de quatro anos de uso. Antes de comprar um carro, pense se você não poderia resolver sua necessidade de transporte usando metrô, ônibus, táxi ou mesmo caminhando.

Se der R$ 10 por semana, com este dinheiro ele terá que escolher entre o carrinho, o McDonald’s ou as figurinhas. Além de trabalhar a favor do seu bolso, ensinará a ele noção de administração e o valor do dinheiro.

CASO 11 Minha família é pequena. Sem-

pre que falta algum produto em casa, corro ao supermercado, mas tenho gastado muito assim, o que fazer? Sempre vá ao supermercado com uma lista do que realmente precisa e faça as compras para o mês. Tanto neste caso como para quem tem famílias maiores, uma dica é fazer compras para três meses em um supermercado que vende por atacado. Administre os produtos para durar naquele período. A economia será assustadora. g

A seguir, teste seu coeficiente financeiro

CASO 9 Não consigo deixar de comprar

em promoções e liquidações. Está tudo tão barato. O problema é que quando chego em casa acabo me arrependendo ou raramente uso o que compro. Temos que nos conscientizar a respeito de dois tipos de consumo: o Consumo Racional – aquelas conquistas importantes, que geram uma grande satisfação a longo prazo. Por exemplo, educação, casa própria, casamento (ops! tem gente que discorda neste ponto), um filho, entre outros. E o Consumo Emocional – aquele que gera satisfação no curto prazo e nenhum prazer no longo prazo. Por exemplo, um par de sapatos, uma bolsa para as mulheres e itens eletrônicos para os homens. Concentre-se no consumo racional e tenha autocontrole com os emocionais. Evite sempre o pensamento “Eu mereço”. Pense sempre: “Eu preciso disso?”.

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CASO 10 Meu filho tem nove anos. Sempre que saio com ele é um problema. Ele quer um carrinho, quer almoçar no McDonald’s, quer um pacote de figurinhas... Você pode dar uma mesada para seu filho. novembro 2008

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ESPECIAL Inteligência Financeira

Teste sua inteligência financeira Este teste avalia a forma como você lida com seu dinheiro e se você está no caminho certo para fazer seu capital crescer. O teste foi elaborado pela socióloga Glória Garcia Pereira, diretora da Sinergia Consultores, que orienta pessoas e empresas a fazerem um bom planejamento financeiro. Anote as alternativas e depois some seus pontos.

1. Nos últimos cinco anos, você diria que seu patrimônio aumentou, diminuiu ou permaneceu na mesma? a) Meu patrimônio aumentou b) Meu patrimônio diminuiu c) Meu patrimônio ficou na mesma

2. Neste ano, o que acha que vai acontecer com seu patrimônio? a) Acho que meu patrimônio vai aumentar b) Acho que meu patrimônio vai diminuir c) Acho que meu patrimônio vai ficar na mesma

3. Considerando a política brasileira, você acredita que

nos próximos cinco anos seu patrimônio vai aumentar, diminuir ou ficar na mesma? a) Acredito que vai aumentar b) Acredito que vai diminuir c) Acredito que vai ficar na mesma

4. D iante do noticiário econômico de TV, rádio, jornais, revistas, internet, você: a) Fica irritado com as notícias; b) Não presta atenção ao noticiário econômico; c) Informa-se para estar atualizado e conversar; d) Informa-se para tomar decisões pessoais.

5. N o último ano, você leu algum livro de finanças pes­ soais ou educação financeira? a) Nenhum livro, não me interesso b) Sei tudo, não preciso ler c) Li um livro d) Li dois livros ou mais

6. V ocê costuma conversar sobre aplicações financeiras e investimentos em família e/ou na roda de amigos? a) Converso com freqüência b) Raramente converso sobre finanças c) Nunca conversei sobre esse tema em família ou com amigos

7. A maioriadeseusfamiliareseamigosédomesmonívelsocio­ econômico que você, é de nível inferior ou superior ao seu? a) Superior b) Mesmo nível c) Inferior

8. Antes de o mês começar, você faz um planejamento fi­

nanceiro que inclui uma previsão de seus gastos, suas receitas e seus investimentos? a) Nunca faço planejamento financeiro antes de o mês começar b) Faço planejamento, mas anoto só os gastos c) Faço planejamento, anoto os gastos e guardo tudo o que sobra d) Faço planejamento dos gastos e aplicações financeiras para poder comprar o que quero no futuro e) Faço planejamento dos gastos e aplicações para o que quero

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comprar no futuro e outros investimentos para que meu capital aumente

9. Você está satisfeito com suas receitas financeiras atuais (ganhos), incluindo todas as fontes? a) Muito satisfeito b) Satisfeito c) Mais ou menos satisfeito d) Insatisfeito e) Muito insatisfeito

10. Q uantas fontes de receita financeira você tem

atualmente? a) Uma única fonte (ex.: salário, honorários, pensão, aposentadoria, mesada etc.) b) Duas ou mais fontes, todas provenientes diretamente do trabalho c) Duas ou mais fontes diversificadas (ex.: salário e honorários, comissões e receitas de investimentos, salário e receita de aluguel etc.) d) Nenhuma fonte

11. No último ano, quais tipos de investimento você fez?

Indique todos os tipos realizados: a) Conservadores, como poupança e fundos de investimento de renda fixa; b) Moderados, como fundos mistos de renda fixa e renda variável; c) Arrojados, como ações, fundos de ações, dólar, fundos cambiais; d) Neste ano, não fiz nenhum tipo de investimento.

12.Você faz investimento em algum tipo de negócio próprio? a) Sim b) Não

13. Quais dos seguintes sonhos você pretende realizar nos próximos dois anos? Marque todos os seus sonhos: a) Automóvel; b) Imóvel; c) Negócio próprio (criação ou expansão); d) Viagem ao exterior; e) Barco, veleiro ou iate; f) Outros; g) Não tenho nenhum sonho.

15. Quem você costuma consultar para decidir sobre aplicações financeiras? Marque todas as alternati­ vas utilizadas: a) consultor financeiro independente; b) gerente da conta bancária; c) amigos e familiares; d) internet e publicações especializadas; e) ninguém.

16. V ocê se sente preparado para usar cartões de cré­

dito e cheques pré-datados sem perder o controle de suas finanças? a) Uso cartões de crédito e pré-datados, sem problemas, para facilitar pagamentos b) Acho que minhas dívidas são conseqüência das facilidades de crédito: cartões e cheques c) Não uso cheques e cartões de crédito, pago tudo à vista d) Destruí todos os cartões de crédito e talões de cheques

17. Como é seu relacionamento com as dívidas?

a) As dívidas fazem parte de meu planejamento financeiro, portanto, terei como pagá-las quando vencerem b) Não tenho dívidas, compro somente à vista c) Sinto que as dívidas estão crescendo e isso começa a me preocupar d) Não durmo direito por causa das dívidas

18. N o planejamento do orçamento mensal, você reserva

uma quantia para fazer doações a alguma instituição científica, educacional, artística, ambiental, de caridade ou outra? a) Sim b) Não

19. N o planejamento do orçamento mensal, você reser­ va uma parte para pagar imposto de renda? a) Sim b) Não

20. Quando você pensa no planejamento do orçamento mensal, o que sente? a) Prazer b) Angústia, preocupação c) Irritação, fico nervoso d) Não sinto nada

14. Considerando apenas o dinheiro que você tem inves­ 21. V ocê acredita que seja possível melhorar a forma tido, sem a entrada de novas receitas, por quanto tempo conseguiria viver com suas reservas? a) Menos de um mês b) De um a seis meses c) De sete a doze meses d) Mais de um ano e) Para o resto da vida

como você cuida de suas finanças? a) S im, estou sempre procurando melhorar a maneira como lido com o dinheiro b) Acho que não há o que melhorar c) Não gosto de pensar no assunto

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Gabarito Veja abaixo a pontuação de cada resposta. Some o total e leia o seu diagnóstico: 1. 2. 3. 4. 5. 6. 7. 8. 9. 10. 11. 12. 13. 14. 15. 16. 17. 18. 19. 20. 21.

a)= 10 a)= 10 a)= 10 a)= 1 a)= 1 a)= 10 a)= 10 a)= 1 a)=20 a)=3 a)=10 a)=10 a)=10 a)=1 a)=20 a)=20 a)=20 a)=10 a)=10 a)=10 a)=20

b) = 1 b) = 1 b) = 1 b) = 1 b) = 1 b) = 3 b) = 3 b) = 3 b) =10 b) =10 b) =10 b) =1 b) =10 b) =10 b) =10 b) =1 b) =10 b) =1 b) =1 b) =1 b) =3

c)= 3 c)= 3 c)= 3 c)= 10 c)= 10 c)= 1 c)= 1 c)= 10 c)=3 c)=20 c)=10 c)=10 c)=20 c)=10 c)=10 c)=1

c)=1 c)=1

De 300 a 440 pontos

Parabéns! Você faz parte de uma seleta minoria que tem controle sobre a sua vida financeira, gosta de se manter bem informado e se preocupa em ter uma reserva, em investir para realizar os seus sonhos e para que seu patrimônio cresça. d)=20 d)=20

De 200 a 299 pontos

d)=20 e)=30 d)=2 e)=1 d)=1 d)=1

De 100 a 199 pontos

d)=10 e)=10 f )=10 g)=1 d)=30 e)=40 d)=10 e)=1 d)=1 d)=1

d)=1

TOTAL de PONTOS = __________

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Diagnóstico do seu Quociente Financeiro

Bom. Você está no caminho, mas talvez não esteja completamente a par da sua situa­ção financeira e ainda não tenha conseguido fazer um verdadeiro controle do seu orçamento. Analise quais são as suas deficiências, veja onde a sua pontuação foi menor. Com algumas correções no seu percurso, seu capital pode começar a crescer ou crescer num ritmo maior do que o atual.

Há vários aspectos a melhorar. Você sabe que tem problemas, mas não sabe muito bem como resolvê-los. Seria de grande utilidade você se educar financeiramente, através de leituras especializadas e conversando com quem entende. É hora de organizar suas finanças melhor. Definir os seus objetivos é o primeiro passo para alcançá-los. Sempre é tempo.

Abaixo de 100 pontos

Atenção. Você provavelmente tem sérias dificuldades de lidar com dinheiro. Não tem planejamento e vive correndo atrás do prejuízo, ganha para pagar contas ou – o que é pior – para pagar dívidas. Então, respire fundo e acredite que, se você quiser, toda sua vida poderá ser diferente. Tome as rédeas da situação. Talvez seja a hora de fazer mudanças radicais na forma como você ganha e gasta o seu dinheiro.

Fonte: sinergianet.com.br

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Halloween na Dolce Vila Teias de aranhas, tule preto, morcegos e velas formaram o cenário ideal para recepcionar os bruxos, vampiros e coringas que se divertiram até alta madrugada no 1º Dolce Halloween. A festa animada aconteceu na noite de 31 de outubro, na Dolce Vila, reunindo moradores do bairro, amigos e “comadres”. O DJ Claudinho fez todo mundo dançar ao som de flash backs e o bartender Enrique Coto preparou drinques e caipirinhas deliciosos. A equipe Dolce, que organizou o evento, ficou muito feliz com a festa que contou com o apoio de Liquor Store, Santa Especiaria Buffet, Lucas Eventos, Fantasia & Cia. e Chocolates Ariane. Os alimentos arrecadados foram entregues ao projeto Paraisópolis sem Fome.

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Novos temas, novos encontros Na noite de 30 de setembro, em mais uma reunião da “Em Confraria”, o cirurgião plástico Dr. Francisco Trentini abordou a questão da estética e da sexualidade numa palestra descontraída, no Clube Chalezinho. E na noite de 28 de outubro, a terapeuta holística Eliana Fernandes, em nova palestra para as “comadres”, deu algumas dicas de como “resgatar a mulher selvagem” e levou as presentes a uma leve e gostosa meditação. 1

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1 Francisco Trentini e Laura Trentini 2 Anete Herrmann, Valéria Martine e Simone Correa 3 Christiane Moreira 4 Márcia Gonçalves 5 Eliana Fernandes 6 Milena Rodrigues, Alessandra Santos e Vera Rodrigues Freire 7 Áurea Bordini

Momentos presentes

Registrar momentos em família é sempre bom, e um ótimo presente para o Natal que se aproxima é fazer fotografias com seus familiares. O Studio Ligia Lyra se encarrega de transformar esses momentos em eternidade. Através de uma consulta ao site www.studioligialyra.com.br, é possível conhecer alguns dos trabalhos da fotógrafa e também entrar em contato para agendar o melhor dia e hora para fazer as fotos.

Bazar com charme e brindes O 1º Dolce Bazar, realizado na Dolce Vila, no dia 18 de outubro, foi um sucesso. Marcas como Leu, O Boticário, Su Caminu, Cenário 3, Vide Verso, Intuição, Claudia Castellan e outras trouxeram seus produtos por preços especiais, além de brindes oferecidos pelos colaboradores Cia. das Fibras, Dunes, Laura Masri, Decor Friends e SPFC, que foram sortea­dos entre os presentes, e do apoio do Hortifruti do Campo, Grupo Pro Security e do bartender Enrique Coto. A próxima edição do Bazar deverá acontecer no dia 6 de dezembro.

Studio Ligia Lyra Rua Frederico Guarinon, 125 sala 6 Tel.: 3739-2921 www.studioligialyra.com.br

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Show de maquiagem Na noite de 10 de outubro, a Dolce Vila abriu suas portas

para as mulheres da Confraria e o maquiador oficial de O Boticário, Sadi Consati, num encontro superanimado e divertido em que o profissional ensinou muitos de seus truques e segredos de maquiagem e fez demonstrações com produtos da marca. No final da apresentação, o empresário Erik Cavalheri, proprietário de algumas franquias da rede, sorteou perfumes Sensuelle para as convidadas.

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1 Erik e Valéria Cavalheri 2 Sadi Consati e Denise Gonçalves 3 Roberto Albuquerque e André Ipaves do Nascimento 4 Jonil Muchon, Caio Sergio Faria de Abreu e Carolina Muchon Teixeira 5 Rogério Coelho e Márcia Prata 6 Rosa Richter e Priscila Nahas 6 5

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Fotos: divulgação

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Charme oriental

O restaurante oriental Tadashii abriu suas portas ao público em 1º de outubro e ofereceu aos convidados uma degustação dos seus pratos. A nova casa chegou como mais uma opção de gastronomia no Morumbi e conta com capacidade para 140 lugares, divididos em três charmosos ambientes. Tadashii Japanese Restaurant R. Jamanari, 40 Tel.: 2579-7777 tadashii.com.br

Show do bem A churrascaria Montana Grill, no Itaim

Bibi, promoveu um show beneficente com Chitãozinho e Xororó, no dia 21 de outubro, em prol da Instituição Amigos do Bem e também da Associação Cultural e de Cidadania do Panamby. Esta última é autora do projeto “Encantando o canto”, que promove inclusão social de crianças de uma favela próxima à Escola Estadual Luiz Gonzaga Travassos da Rocha através de aulas de reforço escolar, alfabetização, canto coral, artes plásticas e outros. A dupla cantou sucessos como “Fio de Cabelo”, “Evidências” e “Nuvem de Lágrimas” acompanhada pela animada platéia. Também se apresentaram a banda de Junior Lima, Nove mil Anjos, e Alisson 4, de Alisson Lima. O grupo Montana Grill tem a proposta de promover shows beneficentes em suas cinco casas (São Paulo, Porto Alegre, Goiânia, Campinas e Rio de Janeiro), sempre no intuito de “sensibilizar a sociedade em fazer um pouco mais pelo próximo”, segundo um dos sócios da rede, Luiz Fernando Cabrino.

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em foco

“Os Riscos de São Paulo” no Morumbi Shopping

No dia 2 de outubro, na Fnac do Shopping Morumbi, Marcos Cintra deu uma pequena palestra seguida de sessão de autógrafos de seu livro recém-lançado “Os Riscos de São Paulo”, publicado pela Editora CPV. A publicação, como diz o autor, é uma agenda sobre mobilidade, sustentabilidade, convivência e gestão para a cidade de São Paulo.

1 Marcos Cintra 2 Eliana Chummer, Gilberto Kassab e Marcos Cintra 3 Público presente à palestra seguida de sessão de autógrafos

Um novo espaço no mesmo lugar

Rede Mambo chega ao Morumbi

Com a missão de “atrair e manter clientes oferecendo um serviço excelente e vendendo produtos de altíssima qualidade”, a rede Mambo de supermercados, empresa 100% brasileira, inaugurou sua loja no Morumbi, no dia 28 de outubro, com festa e fogos de artifício. Como em todas as unidades da rede, a nova loja possui uma decoração moderna e acolhedora e uma ampla variedade de produtos em todos os setores, com especial destaque para o setor alimentício. Mambo Morumbi Av. Giovanni Gronchi, 2799 Tel.: 3507-3782 Segunda a sábado das 7 às 22h30 Domingos e feriados das 8 às 22h mambo.com.br

No dia 8 de outubro, a Academia Gustavo Borges inaugurou na unidade Morumbi um novo espaço, ampliando as áreas para crianças e adultos: piscina aquecida e salinizada, dois vestiários, sala de judô e balé, seções para gestantes, pilates, ioga e bike indoor em formato de studim. Gustavo Borges Natação R. José Ramon Urtiza, 901 Tel.: 3744-1476 academiagb.com.br

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Fotos: igor de souza e revista dolce

Mais uma travessia concluída No dia 16 de outubro, o empresário Paulo Maia, proprietário da pizzaria Mercatto, venceu mais um desafio: atravessou a nado o estreito de Gibraltar. A travessia foi feita em sete horas e meia, e supervisionada pelo técnico Igor de Souza. Há pouco mais de um ano, Paulo Maia fez a travessia do Canal da Mancha, realizado em 13 horas e 50 minutos.

Chá da tarde

A agência Le Paysage Turismo comemorou 14 anos de atividades com um chá, denominado “Dream Tea Privilège”, oferecido a convidadas no dia 2 de outubro na Casa da Fazenda do Morumbi, onde também apresentou as últimas tendências em turismo personalizado no segmento VIP para os períodos de festas e férias que se aproxima e sorteou entre as convidadas brindes e viagens para os resorts Txai e StarFish.

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Em boas mãos

Infra-estrutura e tecnologia sempre

Com especialização em Odontologia e Otorrinolaringologia, a Clínica Única oferece infra-estrutura em alta tecnologia e serviços de qualidade com profissionais médicos e dentistas especializados nas mais diversas áreas da saúde bucal, além de odontologia estética. Clínica Única R. Edward Joseph, 122 Mezanino (Torre Passarelli) Tel.: 3743-6010

Ano premiado na Cia das A’artes A Cia das A’artes realizou seu 1º sarau cultural para homenagear os alunos

A quiropraxista Priscila Nilson acaba de retornar dos Estados Unidos onde cursou especializações avançadas em SOT e em Ativador. Ainda pouco difundida no Brasil, a quiropraxia é uma técnica composta de variadas manobras que restabelecem o movimento natural do corpo, principalmente das vértebras, aliviando dores musculares, articulares e suas irradiações, beneficiando principalmente quem sofre com problemas de coluna e em articulações, na ATM e dores de cabeça. Formada na faculdade Anhembi-Morumbi, Priscila (que mora e atende no Morumbi) lembra que a quiropraxia “proporciona alívio imediato da dor, sem utilizar medicamentos nem intervenções cirúrgicas”.

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Consultório R. Nelson Gama de Oliveira, 311, cj. 116 Tel.: 9236-0066

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que este ano ganharam oito prêmios de dança. Foi uma linda festa com apresentações de balé, flamenco, dança do ventre, monólogo, música e leitura de Veríssimo. O evento também foi uma oportunidade para a escola de dança apresentar a todos os presentes o projeto “Adote um Bailarino”, trabalho social que beneficia 40 bolsistas que incluem meninos e meninas de Paraisópolis, da ONG Meninos do Morumbi e de um orfanato. Cia das A’artes Av. Giovanni Gronchi, 5158 Tel.: 3776-6660 ciadasaartes.com.br

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1 Elsie Donadio,Verônica Coutinho e Cláudia Albanese 2 Nana Lacerda, Marcelo Petri e Simone Brown 3 Caru Ramos e Walter Moura 4 Thais Bartkewitch, Muni Carnewell e Nice Leite 5 Rafael Albanese Moreira Lima 6 Rodrigo Albanese Moreira Lima 7 Paloma Pimentel e Davi Sgarbi

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fotos:Carol Gherardi

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Charme das estrelas

Neste ano, em evento realizado no dia 20 de outubro, a 3ª. Edição do “Charme das Estrelas”, da Fundação Ação Criança, teve a parceria dos personagens My Little Pony customizados por artistas brasileiros e que foram leiloados no dia do evento, no La Luna Club. Dentre os trabalhos apresentados está um pônei confeccionado pela cake designer Patrícia Schmidt, moradora do Morumbi. Além do leilão, houve também um desfile com a presença de celebridades como Ellen Roche, Bruno Gagliasso, entre outros, além dos padrinhos Paola Oliveira e Marco Antonio Gimenez.

Pura Diversão

Já imaginou comemorar aniversário num salão de beleza, com suas amigas, como uma verdadeira top model? No Cuts & Fun isto é mais que realidade. Aniversariante e convidadas chegam em uma limusine branca*, dançam na discoteca, decoram as unhas e fazem penteados. Para incrementar a produção, se põem lindas com plumas, chapéus e fantasias para brilharem na passarela, enquanto rolam outras diversões como karaokê e videogame, tudo regado com apreciadas guloseimas. Nesse espaço, as garotas reinam absolutas e vivem momentos inesquecíveis de pura diversão. Nos meses de novembro e dezembro, o Cuts & Fun está com uma promoção especial para quem fizer a festa de aniversário. Veja cupom na página 73.

Cuts & Fun Rua Deputado João Sussumo Hirata, 739 Morumbi Tel.: 3746-5941 *serviço opcional cutsandfun.com.br

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Fotos: Marcelo Vigneron

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Uma linda festa de aniversário No dia 27 de setembro, o Colégio Visconde de Porto Seguro realizou uma linda festa em comemoração ao 130º aniversário. O evento contou com a participação de aproximadamente 8 mil pessoas e as presenças do presidente da Fundação Visconde de Porto Seguro, Sr. Alfried Plöger, do Cônsul Geral da Alemanha, Sr. Hans-Peter Behr, do prefeito Gilberto Kassab, do vereador eleito Gabriel Chalita e dos subprefeitos do Campo Limpo, Luiz Santoro, e do Butantã, Mauricio Pinterich.

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Dia da beleza Todo mês, ou a cada dois meses, a equipe do salão Flux.us realiza o Dia da Beleza, em que lança pacotes promocionais. As clientes são recepcionadas com a qualidade do serviço, coquetéis, cafezinho e música ao vivo. O ambiente familiar e agradável torna-se ainda mais gostoso com a presença constante dos sócios Lílian Araújo e Becion Welcman. No dia 30, o salão inaugurou um novo espaço: uma clínica estética que oferece serviços de massagem corporal, facial, nutrição, shiatsu etc. comandada pela esteticista Luciana Karaptsias.

Um espaço diferenciado O Breeze Studio e Visagismo, sob o comando de Adriana Lara, Luciana Raposo e Eliana C. Laganaro, abriu suas portas ao público com a proposta de oferecer aos clientes produtos e serviços de qualidade. O espaço conta com arquitetura diferenciada, espaço Kids, barbearia temática, cyber café com internet wireless, além de dia da noiva, terapia das pedras quentes vulcânicas, maquiagem artística e estética corporal.

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fotos: ligia maria sergio

COMUNIDADE

arquivo pessoal

Da esquerda para a direita: Liliana Marcondes Katumata, Regina Marcondes, Anna Mendes Marcondes, Marina Marcondes Katumata; e abaixo: Maria Helena Paulina

Como você pode ajudar: Com trabalho voluntário: no entretenimento das crianças, organizando passeios Fazendo doações em dinheiro: Banco Itaú • Agência 0062 • C/C 35926-0 Bradesco • Agência 0516-9 • C/C 070758-9 Doando alimentos, produtos de higiene, roupas, remédios, brinquedos

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www.casamariahelena.org.br

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O sonho de Maria Helena Paulina Há 16 anos uma casa de apoio a crianças com câncer no Jardim Colombo transforma a realidade de muita gente

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uma rua tranqüila do Jardim Colombo funciona a Casa Assistencial Maria Helena Paulina, que oferece apoio a crianças com câncer. Maria Helena Paulina trabalhava como enfermeira no Hospital das Clínicas. Após se aposentar, descobriu que era portadora de câncer de mama. Em tratamento no mesmo hospital em que trabalhava, Maria Helena conheceu Janaína, uma criança de três anos. Durante o dia a menina, acompanhada pela mãe, ficava no hospital e à noite ia dormir embaixo de um viaduto. Como enfermeira, Maria Helena sabia que uma pessoa em tratamento contra o câncer precisa estar em lugar adequado para evitar infecções devido à baixa imunidade do corpo. Chocada com a descoberta, Maria Helena, junto com as primas Regina e Marina, passou, então, a procurar casas de apoio que recebessem pessoas em tratamento. Em São Paulo havia apenas duas. Como não tinha filhos, a ex-enfermeira resolveu transformar a própria casa numa instituição que recebesse crianças vindas de outros estados – e até de outros países – que não tinham recursos para se hospedar na cidade. Maria Helena faleceu em novembro de 1992, mas pediu às primas que continuassem com seu projeto. Numa reunião com os familiares nasceu, em dezembro do mesmo ano, a Casa Assistencial Maria Helena Paulina, em homenagem à sua idealizadora.

No início, a Casa foi tocada pelo “coração”de Regina e Marina, mas há oito anos ela passou a contar também com os conhecimentos administrativos de Liliana Katumata, filha de Marina, que especializouse em projetos voltados para o terceiro setor. Há 16 anos, a instituição vem amenizando as dores de muitas crianças. O espaço ainda mantém a estrutura da antiga residência de Maria Helena Paulina e é composto também de outras áreas construídas no decorrer deste período, como quartos suíte no andar de cima. As crianças recebem alimentação, conforto familiar, medicamentos, atendimento psicológico, transporte para hospitais, rodoviária e/ou aeroporto; atenção, carinho, espaço para pintura e permanecem enquanto durar o tratamento. Josefiânia, acreana, que está na Casa há mais de um ano, foi matriculada numa escola da região para não perder o ano escolar. Com o passar do tempo, a Casa passou a contar com o auxílio de voluntários que ajudam nas tarefas de manutenção e organização da casa, além dos que organizam eventos para angariar recursos, pois a instituição se mantém através de doações e de um bazar que mantém no próprio local. A Casa precisa concluir agora a reforma da garagem e está de portas abertas para doações que mantenham ainda mais vivo o sonho de uma mulher que transformou para melhor a vida de inúmeras crianças Brasil afora: Maria Helena Paulina. g novembro 2008


por Rosa Richter

O que esperar dos políticos eleitos “Tem gente que sonha com realizações importantes. E há quem vai lá e realiza.” (Bernard Shaw)

S Rosa Richter é pedagoga; presidente do Conseg Portal do Morumbi; presidente da Associação Cultural e de Cidadania do Panamby; presidente da AMO Jardim Sul; vice-presidente do Instituto São Paulo contra a Violência; conselheira e diretora de várias entidades na área de desenvolvimento social. rosarichter@gmail.com

aber não é suficiente. É preciso aplicar. O Brasil está internamente derrapando no caminho rumo ao progresso prometido. O maior defeito da política brasileira é a falta de continuidade que marca as transições de poder nas diversas esferas. Com a vitória do prefeito Gilberto Kassab, é grande a expectativa de que haja continuidade nos projetos iniciados em São Paulo, além de incrementos nos já existentes e o prazer de dar início aos novos e importantes projetos de que a cidade tanto necessita. Em países que têm uma democracia madura e uma tecnocracia estável, a modificação do

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governante da ocasião ou partido do eleito não implica a alteração brusca das linhas mestras da condução dos assuntos de Estado. Na administração brasileira, contudo, os administradores dificilmente – para não dizer nunca – reconhecem méritos de gestões anteriores, recusando-se a dar continuidade a projetos, ainda que grandes, pelo simples fato de não serem os pais da idéia. Nada mais absurdo. Não há demérito em acolher uma boa idéia e geri-la de forma competente, incrementando-a, se possível for. Muitos recursos, financeiros e humanos, seriam poupados se nossos políticos, ao invés de dedicarem-se à busca da novidade, aproveitassem os bons exemplos deixados por seus antecessores, sem desperdiçar tudo quanto foi feito apenas em nome da ruptura e do combate ao continuísmo. Há uma diferença absurda entre continuísmo e continuidade. É possível dar estabilidade e continuidade à administração, pública ou privada, sem que isso signifique mesmice, conformismo e inércia. Essa talvez seja a diferença entre os políticos e os grandes estadistas: o político pensa na próxima eleição, ao passo que o estadista pensa na próxima geração. O administrador consciente, que reconhece as boas idéias e o mérito alheio, está, certamente, muito mais próximo do reconhecimento da história do que aquele que, a pretexto de inovar, joga fora o esforço coletivo que, em última análise, custou os recursos dos contribuintes. Pelo até aqui exposto, São Paulo teve um grande ganho. Como sabemos, a prefeitura de São Paulo acabou de passar por um processo eleitoral, do qual Gilberto Kassab saiu vencedor. O ‘novo antigo’ prefeito terá a oportunidade de dar continuidade a todas as ações já iniciadas e concluirá as que já estão em fase de acabamento, sem danos aos cofres públicos e tampouco a seus eleitores. novembro 2008


cidadania

Nós, que somos aqui do Morumbi, precisamos ficar atentos a todas as obras iniciadas e às tão necessárias para o bom andamento do bairro. São elas: 4A criação de uma subprefeitura para o Morumbi 4 O término da Via Perimetral, que irá diluir o trânsito da Av. Giovanni Gronchi em 40% ( dados da CET ) 4 Continuidade ao processo de licitação e execução da ponte do Parque Burle Marx até a Chácara Santo Antônio 4O recapeamento das ruas que antes eram simples vias e que hoje se tornaram vias coletoras 4Continuidade na urbanização de Paraisópolis e demais favelas da região 4 Substituição das lâmpadas de mercúrio por vapor de sódio 4Encaminhamento, por parte de SEHAB, para o DAEE, do projeto de captação de A.P., dentro de Paraisópolis, no fundo de vale por onde passa a

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avenida, para que possa ser viabilizada sua execução no trecho Colégio Porto Seguro 4 Construção de creches 4 M elhoria na qualidade de ensino 4 M oradias 4 M elhoria na área da saúde 4Melhoria na qualidade de vida do paulistano de uma forma em geral. Agora cabe a nós, eleitores cidadãos paulistanos, cobrar de nosso prefeito e de todos os secretários todas as propostas apresentadas durante seus debates e plano de governo, e assim, dar à cidade de São Paulo um raro exemplo de competência administrativa, própria dos grandes estadistas, no qual o bom trabalho anteriormente executado é reconhecido e valorizado, independentemente de questões eleitorais menores. Vamos fazer da cidade de São Paulo um grande exemplo, vamos mostrar que os paulistanos sabem exercer sua Cidadania na íntegra! g

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CORPORATIVO

por Lívio Giosa

Reconhecimento Profissionais reconhecidos, Profissionais motivados

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vida profissional, para muitos, tem sido de muita pressão. Se normalmente estes sinais já eram reconhecidos, agora, então, nem se fala. Com a turbulência econômica às portas das empresas brasileiras, novas situações são colocadas colaborando mais ainda para este clima de tensão. Postos à prova, estes profissionais são chamados a intervir e resolver. Haja paciência! Qual pode ser, então, o contraponto para esta situação no ambiente corporativo? Resposta: comprometimento e reconhecimento. Quem lida com pessoas nas empresas sabe que elas precisam ser continuadamente motivadas e valorizadas. Isto requer uma boa dose de liderança, espírito de equipe e percepção de time vencedor. É uma habilidade e tanto que precisa, cada vez mais, ser aplicada no extrato organizacional que pode garantir vantagem competitiva a estas empresas. Essa, portanto, é a fórmula do sucesso. Que pode estar garantida à medida que a empresa dê autonomia para o profissional executar o seu trabalho, que a chefia tenha qualificação, capacidade e sirva de exemplo, que esta mesma chefia também delegue missões importantes e desafiadoras que estimulem o profissional no trabalho e, ainda, que a organização ofereça um ambiente de trabalho sadio e acolhedor. Todas estas “provocantes” iniciativas completam o entendimento de que empresas responsáveis alinham-se a práticas sadias de mercado, diferenciando-se pelas atitudes e pelo olhar de dentro para fora da organização. Assim, serão estes colaboradores que, mesmo num clima de incertezas, geram profissionais competentes e motivados e, quando reconhecidos, acabam fazendo a diferença nas empresas g de sucesso.

Lívio Giosa é Presidente do CENAM – Centro Nacional de Modernização Empresarial; Vice Presidente da ADVB Associação dos Dirigentes de Vendas e Marketing do Brasil; Coordenador Geral do IRES – Instituto ADVB de Responsabilidade Sócio Ambiental; e Sócio-Diretor da G,LM – Assessoria Empresarial.

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pensata

por Paulo R. Amaral

Ressaca Eleitoral

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Paulo Roberto Amaral é morador do Morumbi e jornalista da Rede Globo de Televisão, onde edita o Jornal Hoje.

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m ano eleitoral é sempre assim, depois da ressaca das urnas é hora de pensar nos novos planos, que só vão ser executados (se forem executados!) no ano que vem. É a previsível rotina política do Brasil. Não se devia perder tanto tempo entre a eleição e a posse dos eleitos. O calendário político poderia andar na mesma velocidade das nossas urnas eletrônicas – orgulho nacional, graças a elas soubemos o nome do candidato vencedor duas horas depois da votação. Tecnologia de ponta, made in Brazil –. Já imaginou se na manhã seguinte ao pleito, vereadores e prefeito já estivessem empossados, trabalhando para cumprir as promessas que fizeram em campanha? O eleitor teria ainda vivas na lembrança as várias propostas apresentadas. A cobrança seria imediata e não daria tempo ao eleito de empurrar o problema para baixo do tapete ou rolar com a barriga. E não falo de obras, essas são fáceis de enrolar – basta botar uma placa, definir o prazo para a construção e trocar a placa quando a data estiver chegando. O povo não é de prestar mesmo atenção às placas. Talvez seja por isso que os prazos quase nunca são cumpridos. Mas vamos pensar na situação hipotética de um vereador ou um prefeito já estar trabalhando pelo povo na segunda-feira de manhã. Seria um nobre exemplo de vocação pública. Já imaginou se ao invés das festas que atravessam a madrugada, o vitorioso das urnas – e seu grande staff – fosse pra casa dormir preocupado com o trabalho do dia seguinte? É, no mínimo, estranha essa lógica eleitoral. Votamos numa pessoa para ela trabalhar por quatro anos. Mas de cara já sabemos que os dois últimos meses do último ano de mandato são perdidos. Sem falar que o trabalho atrasa na montagem da equipe, adequação de cargos, feriados, recesso do legislativo e por aí vai... Fazendo uma conta por alto, o vereador, ou prefeito, deixa de trabalhar pelo povo por mais de um ano de mandato, e não estou exagerando. Ou seja, vamos pagar a conta de quatro anos, mas nossos ilustres representantes não vão trabalhar por isso. Como reverter essa lógica? O que fazer para que as nossas demandas

sejam atendidas pelo poder público? O leitor tem alguma sugestão? Não adianta perguntar a nenhum dos nossos eleitos, eles certamente estarão viajando para descansar depois da longa campanha para se eleger... Só me resta seguir o exemplo da escola dos nossos filhos e tirar uma semana de folga. g O motivo: é a semana do “saco cheio”.  Publicidade

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EDUCaçÃO

O que você vai ser quando crescer? Orientação profissional pode ajudar os adolescentes a decidirem suas carreiras

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esde muito cedo, na primeira infância, uma pergunta feita pelos adultos faz muitos olhinhos brilharem: “O que você quer ser quando crescer?”. Diante disso, surgem muitas respostas, quase sempre cheias de empolgação: “Quero ser médico!”, “Quero construir prédios”, “Quero ser piloto de avião”. As meninas, normalmente, respondem que querem ser professoras, enfermeiras. Alguns se mantêm firmes em seus ideais profissionais para sempre, mas outros encontram dificuldades em decidir que carreira seguir. Até o início do século XIX, as pessoas eram preparadas para ingressar no mercado de trabalho a partir de indicações de familiares. Quanto melhor o meio social e a condição financeira do indicado, mais alto o cargo e mais bem remunerado o ofício. Com o início da industrialização e a quebra das barreiras comerciais, surgiram novas relações de trabalho, e novas funções foram criadas. As carreiras se multiplicaram, então surgiram os primeiros

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centros de orientação profissional na Europa e Estados Unidos. Quando se chega ao Ensino Médio, por volta dos 15 anos, uma certa ansiedade toma conta de quem ainda não se decidiu sobre o seu futuro, afinal são tantas as atividades e profissões que muitas vezes o adolescente fica confuso. No Brasil, o jovem é obrigado, muito cedo, a decidir o seu futuro profissional. E muitas vezes, ele nem se conhece direito. Diante da dúvida, vai atrás de ferramentas que possam ajudá-lo nessa escolha.

Os prós e os contras

Existem testes e outros trabalhos feitos por psicólogos e pedagogos que podem ajudar os jovens, mas esses testes não podem ser feitos de maneira indiscriminada e nem ser determinantes para a escolha profissional, pois escolher uma carreira exige muito mais do que testes que indiquem aptidão em uma ou outra área. Algumas escolas desenvolvem novembro 2008


uma série de processos com os alunos, já no final do Ensino Fundamental. Na Escola da Vila, testes vocacionais não são aplicados, em hipótese alguma. Todo teste exige um contexto próprio de aplicação, para que seja validado. É um instrumento individual, mesmo quando usado em situações de grupos. “A escola é, também, um espaço para a construção de relações interpessoais e o coletivo é uma das nossas prioridades. Dessa forma, o teste, se aplicado na escola, além de perder a confiabilidade dos resultados, traria uma dimensão ‘clínica’ que estaria se sobrepondo à dimensão educativa. Quando percebemos que o processo de escolha de um jovem está dificultado por questões particulares, podemos orientá-lo a buscar outro tipo de serviço, individual, inclusive, com a aplicação de testes” diz a orientadora profissional da instituição, Lílian Conceição. O Colégio Guilherme Dumont Villares aplica uma pesquisa de afinidade pessoal e

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profissional, como visitas a universidades, encontros anuais de profissões, leitura de guias e pesquisa de campo, como complemento ao trabalho de orientação profissional realizado ao longo de diversos anos. É um instrumento que auxilia os jovens a visualizarem as 30 profissões que mais se relacionam com seu perfil pessoal e com suas afinidades, dentre as mais de 200 existentes. Também é feito um trabalho de autoconhecimento, percepção de interesses, afinidades pessoais e profissionais dos alunos, permitindo assim uma escolha mais autêntica e segura. Guardadas as devidas proporções, escolher uma carreira pode ser comparado a escolher um prato de um cardápio de qualquer restaurante. O interesse não é por apenas um item. Se a escolha for uma massa, ou uma salada, por exemplo, prestamos atenção aos itens, aos ingredientes, que compõem o prato, aí, sim, escolhemos.  g

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Sabatina literária CPV O escritor Milton Hatoum participou da 1ª Sabatina Literária com os alunos do CPV. Os estudantes questionaram sobre os livros do autor, três deles ganhadores do Prêmio Jabuti, como “Relato de um Certo Oriente”, “Dois Irmãos” e “Cinzas do Norte”. Na oportunidade, foi lançado o livro editado pela Editora CPV, “O Medalhão do Dragão”, escrito por Ana Carolina Lucas Lamotte e ilustrado por Henrique de Salles Pompilio, ambos alunos do CPV. Os professores estavam muito orgulhosos e os estudantes participaram ativamente da sabatina. Para Milton Hatoum, a literatura é uma forma de manifestação artística de um povo e de um país em que ele se expressa do ponto de vista simbólico e histórico. Ao final, a aluna Marina Guarnieri encantou a todos com sua voz melodiosa. A espirituosa estudante ofereceu a música aos amigos e ao escritor. Abaixo, breve entrevista com Milton Hatoum:

O que identifica um escritor? O escritor é uma pessoa que questiona o seu tempo. O escritor não pode ser um conformista, ele indaga sobre a realidade, mas não dá respostas. Eu diria que o escritor constrói uma mentira através da imaginação para dizer uma verdade, ao contrário de muitos políticos que só mentem e fazem promessas. A promessa do escritor é uma verdade profunda.

O que você mais questiona hoje? Todos os tempos são difíceis, mas vivemos num tempo de muitas contradições sociais, de muito preconceito, de muitas guerras. O mundo não necessita de guerra, nem de armas. Acho que precisamos repensar o Brasil e não será esse ou aquele político que trará uma solução. A sociedade brasileira tem que se envolver nas questões mais dramáticas de sua realidade, como educação pública. Este questionamento é fundamental e está acima dos partidos políticos.

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Caviar de chocolate Produzido a partir do cerne da amêndoa de cacau levemente torrado, adicionado com chocolate Kopenhagen Cacau 70%. Os potes vêm com sugestões e dicas de consumo. R$ 19,90 (vidro 120 g) Kopenhagen R. José Horácio Meirelles Teixeira, 1090 Tel.: 3501-0846

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vitrine novidades Coleção Primavera/Verão Bolsa grande, em couro sintético, 3 divisões internas. R$ 168. Inovathi - Shop. Jardim Sul Av. Giovanni Gronchi, 5819 térreo – lj 111/112B

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Muito Estilo

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vitrine Jovens empreendedores no Colégio GDV

No dia 11 de outubro, os alunos do Colégio Guilherme Dumont Villares participaram da Feira de Empreendedorismo, promovida em parceria com o Sebrae. Na feira foram colocados à venda produtos como bijuterias, brinquedos de pet, camisetas e outros, além de sanduíches, doces e salgados, todos produzidos pelos alunos. Colégio Guilherme Dumont Villares Av. Dr. Guilherme D. Villares, 723 Tel.: 3743-5531 • gdv.com.br

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No Jardim Sul

Chegou ao Morumbi a Cósmica, loja de bolsas, acessórios e calçados das marcas Kipling, Eastpak e Melissa. A festa de inauguração foi no dia 22 de outubro, e os convidados foram recepcionados com um coquetel e presença de “zumbis”da Eastpak. Cósmica Av. Giovanni Gronchi, 5819 – Shopping Jardim Sul • Tel.: 3744-2929

crianças fizeram a festa na Montag No dia 25 de outubro a equipe da Montag preparou um evento especial para as crianças. Para elas foi montada uma mesa enorme, cheia de doces. Enquanto as mães faziam suas compras, os filhos se divertiam com o palhaço, pinturas, tatuagens e fantasias, além de ganharem brinquedos. ROUPARIA MONTAG R. José Ramon Urtiza, 756 Tel.: 3746-5488 • roupariamontag.com.br

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vitrine metas para 2009

Com a presença de convidados importantes no setor da beleza, imprensa e parceiros, no dia 30 de outubro, o empresário Carlos Schiliro reuniu sua equipe do LO Studio em um workshop para prepará-la para novos desafios em 2009: qualidade e crescimento. Durante o evento, houve apresentação do planejamento de ações para o primeiro semestre do próximo ano, lançamento de campanha de premiação interna da equipe, palestra motivacional. Aproximadamente 100 pessoas estiveram presentes e após as palestras, foi servido um coquetel.

Mãos de princesa

O LO Studio, no Morumbi, preparou sua equipe para oferecer às suas clientes o serviço de aplicação de unhas de silicone com gel. As unhas de silicone são cuidadosamente preparadas e colocadas, recebendo uma aplicação de gel que garante maior durabilidade do serviço, e deixam as mãos impecáveis. LO Studio • R. José Ramon Urtiza, 1220 • Tel.: 3776-7280 • Lostudio.com.br

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vitrine Do Campo para a web

Já está no ar o “horti portal”, o site do Hortifruti do Campo. Ao acessar www.docampo.com.br, é possível fazer uma visita virtual pelos ambientes e bancas, conhecer os produtos oferecidos, além de artigos sobre alimentação saudável, receitas e dicas, e também entrar em contato através do SAC. Hortifruti do Campo Av. Dr. Guilherme Dumont Villares, 1269 • Shopping Portal • Tel.: 3507-6555 www.docampo.com.br

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vitrine Lua cheia faz bem

A cada três meses, o Laces and Hair, no Real Parque, promove o tratamento “Encanto da lua cheia”. O próximo será no dia 13 de novembro. Esse “ritual” é composto por técnicas e produtos exclusivos, que garantem mais vitalidade, brilho e força aos cabelos, que podem crescer até dois centímetros em um mês. Laces and Hair Av. Dr. Alberto de Oliveira Lima, 82 Tel.: 3758-0828 Lacesandhair.com.br

Recicla Morumbi entre finalistas de Prêmio

O Movimento Recicla Morumbi ficou entre os finalistas do 4º Prêmio de Responsabilidade Social e Sustentabilidade no Varejo, entregue pelo Centro de Excelência em Varejo, da Fundação Getulio Vargas (GVcev). O projeto, que opera no Morumbi, já coleta e recicla 70 toneladas de material reciclável por mês. O próximo passo do Recicla será a implantação de uma cooperativa de reciclagem em Paraisópolis.

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vitrine Imóveis no Morumbi inaugura 3ª filial Acreditando no potencial da região, a Imóveis no Mourmbi acaba de inaugurar a terceira unidade, no Real Parque. A rede já possuía duas unidades – Panamby e Morumbi – e atua no bairro há mais de 30 anos. Imóveis no Mourmbi Unidade Morumbi • Tel.: 3744-2266 Unidade Panamby • Tel.: 3750-3333 Unidade Real Parque • Tel.: 3755-9999 Imoveisnomorumbi.com.br

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Válido até 29/11/08 Morumbi

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FINAL FELIZ

por Floriano Serra

Dar ou dar não dar satisfação: Eis a questão D

esde que me entendo por gente, lembro que, entre os homens, já havia essa história de não ter que “dar satisfação” à namorada ou à mulher. Isso era visto como fraqueza, medo ou submissão à parceira. Quando saíamos ou viajávamos em grupo, o amigo que cometesse a “tolice” de telefonar à parceira para avisar que já havia chegado ao destino era logo ironizado e alvo de desqualificantes gozações. Ou seja: macho que era macho não tinha que dar satisfação de nada a ninguém! E fim de papo. Hoje verifico duas coisas absolutamente lamentáveis: a primeira é que essa primitiva e preconceituosa crença continua existindo! Nada mudou! Sem essa de ligar para a mulher ou para a namorada para informar que vai chegar mais tarde em casa porque tem serviço extra no trabalho. Aliás, há uma contradição: até pode ligar, mas só se for para informar que vai chegar tarde, sim, porque vai sair com uns amigos – e mais macho será se completar gloriosamente: “E não precisa me esperar porque não tenho hora pra chegar!”. A segunda coisa a lamentar é que, segundo me dizem, uma boa parte das mulheres começa a agir da mesma forma – não sei se por inveja, vingança ou confronto. Vamos conversar um pouquinho a respeito? Quando duas pessoas se unem, parte-se do princípio que se amam. E, se se amam, se respeitam, faz sentido? E, continuando na mesma premissa de que se amam, é de se imaginar que querem estar juntos tanto quanto possível e, por isso, tentam evitar a todo custo qualquer coisa que os impeça desse desfrute. Quando, por alguma razão, um dos dois parceiros necessita quebrar esse compromisso amoroso de estarem juntos, é importante, sim, que uma boa justificativa seja dada em nome desse amor bastante – repito: se é que ele existe. Por outro lado, o parceiro que fica só preocupa-se com a segurança do outro – justamente porque o ama. Enquanto não tiver notícias, fica ansioso em saber se ele está bem. Aliás, mesmo do ponto de vista prático, é importante saber onde o outro está, como precaução para uma eventual necessidade de localizá-lo com urgência. Veja que essas razões que estou apresentando não têm nada a ver com pedir “a bênção”, autori-

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zação ou permissão para chegar mais tarde. Nada a ver com submissão, medo ou fragilidade – e sim com responsabilidade, bom senso e compromisso. São razões que têm a ver, sobretudo, com respeito, não aquele respeito formal das hierarquias, mas aquele respeito afetuoso de quem cuida de um tesouro amado e sagrado. Portanto, não estou falando de poderes (“ele/ela não manda em mim”), estou falando de amores (“nós nos preocupamos um com o outro”). Se os parceiros de um casal não precisam conversar a respeito dos seus mútuos atrasos, ausências, imprevistos e compromissos, tenho sérias dúvidas se estou falando de um casal de enamorados ou de dois sócios comerciais. Ademais, essa birra infantil de não “dar satisfação” ao outro pertence à fase da adolescência, quando o quase-adulto ainda está em busca de afirmação e independência. Isso não tem lugar na relação amorosa de adultos – a menos que um dos dois ainda não tenha crescido o suficiente para assumir as responsabilidades de uma relação. A vida a dois prega a defesa da individualidade, mas também estabelece claros limites para que essa defesa não se transforme em simples egoísmo. Num casal que se ama de verdade, nenhum parceiro pode ser independente que não precise justificar sua ausência numa relação que deveria ser caracterizada pela sua presença. Portanto, amigo e amiga, se há amor bastante entre vocês, é preciso dar satisfação, sim, à pessoa amada. Aliás, em nome desse mesmo amor, é fundamental dar um outro tipo de satisfação – essa, sim, absolutamente indispensável e permanente: aquela satisfação que deg corre do prazer inesgotável de estarem juntos.

Floriano Serra é psicólogo, autor do livro “Não Basta Amar Bastante” E-mail: florianoserra@ somma4.com.br Ilustração Thais Narkevitz

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Melhor Idade

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