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QUINTA - FEIRA, 21 DE NOVEMBRO DE 2019

Professor, a profissão que faz as outras existirem Páginas 6 e 7

A importância da pré-escola e o preparo para a alfabetização Página 2

Testes vocacionais auxiliam na hora da escolha da carreira profissional Página 3

Cursos profissionalizantes ajudam jovens a entrar no mercado de trabalho Página 5

Alunos participam de manobras militares na Aman em Resende Página 8


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Educadores afirmam que a pré-escola é o caminho ideal para ingresso na educação Etapa é primordial para o desenvolvimento intelectual e social das crianças, segundo afirmam especialistas Paulo Dimas

Lilian Silva Independente das exigências da lei, determinando que as crianças sejam inseridas na pré-escola a partir dos quatro anos de idade, esta fase do ensino já conquistou a aprovação de pais e educadores. A importância da Educação Infantil surge, aliás, em pesquisas que consideram esse período como imprescindível para o desenvolvimento intelectual e socialização das crianças. A neurociência comprova, por exemplo, que a criança alcança o ápice da aprendizagem, do conhecimento como linguagem, atenção, memória e afetividade, justamente nos anos iniciais da educação infantil. E mais: educadores garantem que os pequenos, inseridos na pré-escola, se adaptam com maior facilidade ao ensino fundamental. A tur minha que passa por este período conquista, entre outras qualidades, habilidades motoras e raciocínio lógico, além de facilidade para se socializar. “A pré-escola é a base para tudo e primordial para o desempenho do aluno no ensino fundamental”, ressaltou a coordenadora de Educação Infantil do Colégio Verbo Divino, Jenian Camatta, considerando os anos iniciais do ensino, como uma fase encantadora. Jenian afirma que a presença da criança em salas de aula, sendo que algumas, ingressam na pré-escola com três anos de idade, vai muito além de atividades recreativas. Pelo contrário, a educadora lembra que as brincadeiras, frequentes nesta etapa, são fundamentais para atrair as atenções dos pequenos e que todas ocorrem acompanhadas pela equipe pedagógica.

Mais A psicopedagoga e especialista em Educação Especial, Fátima

Fátima Ribeiro ressalta que esta fase é de extrema importância para preparar o aluno para a alfabetização Maria Ribeiro Silva Cardoso, faz coro às afirmativas sobre a importância da pré-escola para o desenvolvimento intelectual e social da criança. Fátima ressalta que esta fase é de extrema importância para preparar o aluno para a alfabetização. “Para que uma criança seja alfabetizada, antes do domínio do alfabeto e de seu uso como código de linguagem, é necessário que ela passe por diversas fases em seu desenvolvimento até chegar à leitura e escrita”, afirmou a educadora. Atividades recreativas, aliadas à estimulação motora são citadas pela educadora como de extrema importância para, por exemplo, o ato de posicionar a escrita na folha de papel, unir as letras quando escreve. “Por isso, esse período é muito significativo e a

criança deve brincar bastante”, disse a educadora lembrando que a ordem, nesta fase, é rolar no chão, pular, correr, nadar, jogar bola, tudo destinado a promover a coordenação motora global, en-

Educadores garantem que os pequenos, inseridos na pré-escola, se adaptam com maior facilidade ao ensino fundamental

tre outros itens. “São as brincadeiras, ações interações (...) que levam a criança a ter curiosidade sobre te-

mas, práticas e ideias” diz trecho da Base Nacional Comum Curricular, documento do Ministério da Educação. E são essas atividades, individuais e coletivas, que as crianças mais curtem, aproveitam e enriquecem suas memórias de sentidos e experiências. Estudos revelam ainda que a criança que frequenta a pré-escola, pública ou privada de boa qualidade, tem estímulos mais enriquecedores que permitem fazer conexões cerebrais com maior velocidade, são emocionalmente mais equilibradas, alegres e conseguem ter empatia com seus pares. A interação principal para ela é a humana, onde a criança fala, o adulto responde e dá acesso a uma comunicação rica e muito valiosa para o seu desenvolvimento pessoal e social.


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Testes vocacionais Uma importante ajuda para jovens que precisam definir a carreira profissional Arquivo Pessoal

Lilian Silva Jovens que estão cursando os últimos anos do Ensino Médio e que ainda não se sentem seguros sobre a carreira que pretendem seguir podem encontrar uma valiosa ajuda nos testes de orientação vocacional. Desenvolvidas por psicólogos, essas metodologias são, segundo profissionais da área, de grande auxílio aos jovens, com idades entre 16 e 17 anos, geralmente imaturos, na escolha de uma profissão. A tarefa, no entanto, não é nada fácil e requer um bom tempo para ser concluída. Isto porque o nível de maturidade desse jovem vai sendo trabalhado através de diversas atividades, que podem se estender por até 12 sessões. Através de abordagens como jogos, testes, exploração do comportamento do indivíduo na família, escola e sociedade, é possível chegar a um consenso sobre a carreira para a qual aquele estudante demonstra ter mais aptidão. A definição da profissão mais adequada ao perfil de cada jovem não é uma ciência exata. Mas os profissionais desta área são unânimes em afirmar que os testes vocacionais permitem chegar a um percentual bem próximo daquela escolha profissional mais acertada, o que, certamente, terá grande impacto no futuro do aluno. A psicóloga clínica e organizacional do SER (Instituto de Psicologia e Desenvolvimento), Eliane Villela, que aplica esses testes, afirma que estas metodologias podem se tornar uma grande aliada para alunos - e seus pais - que enfrentam, nos próximos meses, uma verdadeira batalha de provas para ingresso em diversas universidades. Eliane ressalta que, além da grande disputa por vagas, fatores como imaturidade do jovem

– devido à pouca idade – associados à multiplicidade de profissões, podem ter peso negativo naqueles ainda indecisos. - Estudos revelam que a intervenção com o profissional de psicologia ajuda no processo de reafirmar uma escolha anterior ou mesmo transformá-la – lembra Eliane, enfatizando “que a escolha não se faz em um só momento, mas ocorre por toda a vida”. A psicóloga explica que o processo de Orientação Profissional é um grande aliado e ajuda a decidir, embasado em habilidades e valores individuais, evitando escolhas impulsivas ou por influências de outras pessoas. “O que buscamos é criar possibilidades para favorecer o que chamamos de escolhas autênticas”, lembrou a psicóloga, acrescentando que o teste vocacional é um instrumento para ajudar a identificar as possíveis áreas de interesses e habilidade; ele não define a profissão.

Indecisões Pesquisa do instituto Universia Brasil aponta que pelo menos 21% dos estudantes se inscreveram, mais de uma vez, no Enem. Este dado revela, entre outros fatores, que muitos ainda não se mostram totalmente confiantes quanto à profissão escolhida. Outro dado que chama atenção dos pesquisadores é o percentual de evasão registrado em diversas universidades. Na USP (Universidade de São Paulo), por exemplo, pelo menos 30% dos alunos abandonam o primeiro curso. A crise financeira tem grande peso neste contexto, mas acredito que a escolha assertiva se faz necessário, despertando maior maturidade e planejamento nestes jovens, além de evitar que lá na frente, eles percam a motivação pelo curso – ressaltou Eliane.

Eliane Villela afirma que estas metodologias do teste vocacional podem se tornar uma grande aliada para alunos

A hora H A estudante de Psicologia, Ana Catarina Moura Costa Groetaers, de 19 anos, foi uma das que enfrentou dificuldades para escolher a profissão. Ela lembra que ao ingressar no Ensino Médio, boa parte dos colegas tinha um curso em mente. “Não me desesperei, porque pensava que, em breve, saberia qual o curso dos meus sonhos”, ressaltou a jovem, acrescentando, porém, que o assunto se tornou um dilema. Com o tempo, Ana Catarina conta que “o curso dos sonhos” não se definia. “Somos preparados para fazer e ser o que a sociedade precisa, mas quase nunca somos realmente incentivados a seguir nossos sonhos. E, acima de tudo, escolher um curso é seguir um sonho. Sonho que, na maior parte das vezes se ofusca na busca por dinheiro e status”, desabafa. A aluna de Psicologia acredita que outro fator de dificuldade é a pressão dos prazos para decidir sobre a carreira. Ela lembra que as provas, trabalhos e demais atividades do Ensino Médio, aliados a uma decisão impor-

tante como a carreira, “se transformaram em uma tortura”. - As escolas acabam pensando no aluno como estatística e me sentia extremamente insegura, desesperada, com medo de fracassar. No final do terceiro ano, já estava saturada e, quando tive que escolher, não sabia o que queria – lembra a aluna que passou pelo curso de História (um período) e Jornalismo (duas semanas). Após as idas e vindas, Ana Catarina trancou a matrícula e partiu para uma pesquisa sobre a multiplicidade de carreiras. Foi quando optou por Psicologia, curso que ela afirma ser “intrigante e encantador”. Embora garanta estar certa da decisão que tomou, ela diz ter “dias de incerteza profissional”. - Tem o fator financeiro, família, mercado de trabalho, enfim, é muita tensão escolher uma profissão sendo tão nova.

Família A psicóloga e orientadora educacional do Colégio Verbo Divino, em Barra Mansa, Regina Gabrig, defende o papel

da família e dos profissionais em apoio aos jovens nestas decisões. Ela afirma que a vivência do dia-a-dia de uma possível profissão pode ajudar o aluno em sua decisão. “Se o jovem acena para uma profissão, os pais devem inseri-lo nesse cotidiano com pesquisas, leituras, até mesmo levando-o para conhecer a área de trabalho”. Ela contou que alguns de seus alunos tiveram experiência deste tipo: alguns passaram o dia em uma redação de jornal, para conhecer a rotina desses profissionais; outro acompanhou uma médica em atendimento a pacientes portadores de câncer. “Isso pode ajudar muito”, acredita Regina. A psicóloga comentou ainda que em sua própria família testemunhou o caso de um sobrinho que ingressou em Engenharia Florestal, em uma universidade federal, mas desistiu deste curso e acabou migrando para Geologia, área em que atua. - O leque de profissões é imenso e se torna muito importante oportunizar aos alunos experiências para que tenham um melhor entendimento sobre sua futura carreira.


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Programa seleciona alunos acima da média para universidade nos EUA Inscrições para cursos de graduação nos Estados Unidos vão terminar em 13 de janeiro de 2020 ABr

O Programa Oportunidades Acadêmicas, oferecido há 13 anos pelo EducationUSA, órgão oficial do governo norte-americano para a realização de cursos de graduação nos Estados Unidos, abriu inscrições para estudantes brasileiros do ensino médio que desejam estudar naquele país. As inscrições se encerrarão no dia 13 de janeiro de 2020. O programa é exclusivo para estudantes de baixa renda, sem condições financeiras para ingressar em universidades americanas, mas que tenham desempenho em seus colégios acima da média e que apresentem um diferencial em relação aos demais alunos. A coordenadora e orientadora do Programa Oportunidades Acadêmicas, Simone Ferreira, informou à Agência Brasil que o programa procura alunos que não tenham condições financeiras para pagar pelo processo de candidatura, mas que apresentem perfil bastante competitivo. “São alunos que têm notas muito boas na escola, têm bom nível de inglês, estão envolvidos em atividades extracurriculares e mostram perfil de liderança em suas comunidades”. Desde 2006, o programa seleciona alunos com esse perfil. Uma vez selecionados, eles têm todas as despesas relacionadas à candidatura pagas pelo programa, incluindo material de estudo para testes, visto, transporte (passagem aérea) para deslocamentos de cidades do interior para capitais onde há centros aplicadores de provas do programa no Brasil, acomodação para a realização das provas, alimentação, além de isenção de várias taxas referentes ao envio de documentos de aplicação, tra-

dução de documentos acadêmicos e provas SAT/ACT, Subject Test, TOEFL/ IELTS. “Uma vez que entrem no programa, eles vão receber toda orientação para fazer uma candidatura sólida para as universidades americanas. O programa vai pagar por essa candidatura e apoia os estudantes selecionados por meio dos 41 centros orientadores que tem no Brasil”. Os alunos aprendem a fazer redações em inglês. “O programa trabalha com esses alunos para que façam uma ótima candidatura e para que as universidades deem uma bolsa 100% gratuita”. Nos 13 anos de existência, o Programa Oportunidades Acadêmicas já beneficiou mais de 300 estudantes brasileiros, embora nem todos tenham conseguido bolsa integral. O programa existe em mais de 50 países.

Oportunidades O estudante interessado deve preencher um formulário online em inglês no site , e enviar documentos que comprovem seu bom desempenho acadêmico, além de outros relativos à condição financeira da família. Ao ser selecionado para ingressar no programa, o aluno recebe orientação. Em geral, as atividades começam em março e se estendem até janeiro do ano seguinte, que é o período de candidatura. O estudante recebe orientações em grupo e online. “A gente ensina ao aluno como fazer carta de recomendação para os professores, para a escola, tudo que a pessoa precisa fazer”. A candidatura é feita no final do ano. Simone Ferreira disse que em abril de 2020 sairão os resulta-

Programa é exclusivo para estudantes de baixa renda, sem condições financeiras para ingressar em universidades americanas dos. Os aprovados começarão a estudar nos Estados Unidos em setembro do próximo ano, porque lá o período letivo vai de setembro a maio. Uma vez aceito na universidade americana, o aluno passa para outra fase do programa, que envolve passagem para os Estados Unidos e outras despesas, como visto, por exemplo. As provas da candidatura são feitas no Brasil. “Os alunos são muito bons”, assegurou Simone. “Eu trabalho com o programa desde 2011 e ele é minha menina dos olhos. É muito bacana, é um prazer enorme”. Os estudantes de baixa renda já graduados que quiserem fazer pós-graduação, mestrado ou doutorado nos Estados Unidos também são contemplados pelo programa. Para esses, as inscrições serão abertas até o final do ano. A data, contudo, ainda não foi definida. Os graduados passam pelo

mesmo processo que os alunos do ensino médio. Têm que ter perfil empreendedor, ser motivados, estar envolvidos em atividades extracurriculares e terem um bom inglês. Segundo Simone, muitos dos estudantes aprendem inglês sozinhos, no ‘you tube’, em cursos gratuitos.

Giullia Quando participava do projeto Jovens Embaixadores, promovido pela embaixada americana no Brasil, que leva anualmente estudantes da rede pública de baixa renda para intercâmbio nos Estados Unidos durante três semanas, Giullia Jaques Caldeira assistiu uma palestra sobre o Oportunidades Acadêmicas em Brasília, quando se preparava para a viagem junto com outros jovens, e resolveu se inscrever. “Vários jovens que estavam ali tinham interesse em estudar fora e planejavam se

inscrever. Eu fiquei tão animada que decidi me inscrever também”. A solidariedade que experimentou entre os Jovens Embaixadores motivou Giullia a se candidatar ao programa, disse à Agência Brasil. Giullia concluiu o ensino médio no ano passado, no Colégio Pedro II, em Duque de Caxias, Baixada Fluminense. Enquanto participava do intercâmbio, foi selecionada para gravar um vídeo no qual tinha que vender alguma coisa. “Decidi gravar um vídeo vendendo brigadeiros que é a coisa que eu mais sabia vender”. Em menos de duas semanas depois de regressar do intercâmbio, foi chamada para uma entrevista. “Eu fiquei o tempo todo em alerta, perto do telefone”. Ela já fez as provas e espera receber o resultado dessas duas instituições até 15 de dezembro, com bolsa total.


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Cursos profissionalizantes podem facilitar entrada de jovens no mercado de trabalho Colégio do Instituto Batista Americano oferece modalidades de cursos vinculados ao ensino médio e pós-médio Franciele Bueno Os cursos de ensino médio que agregam uma formação técnica profissionalizante às disciplinas de formação geral possibilitam que os jovens possam ingressar mais cedo no mercado de trabalho, antes mesmo de concluírem uma faculdade. Essa possibilidade é fundamental para muitos estudantes, especialmente para aqueles oriundos de famílias de menor condição financeira, que precisam contar com o próprio salário para prosseguir os estudos ou mesmo custear as próprias despesas. Em Volta Redonda, o Colégio do Instituto Batista Americano (CIBA) oferece essa modalidade de ensino médio junto a um curso téc-

nico profissionalizante. No instituto, são ofertadas as opções de curso em Análises Clínicas, Automação Industrial, Edificações, Eletrônica, Informática para Internet e Publicidade. O colégio também disponibiliza cursos pós-ensino médio em Automação Industrial, Edificações, Eletrônica, Mecânica e Normal (Formação de Professores). A coordenadora da unidade Aline dos Santos destacou que oferecer cursos técnicos possibilita aos alunos a oportunidade de ingresso no mercado de trabalho através de atividades práticas desenvolvidas em cada curso. - O contato com o cotidiano das tarefas que serão desempenhadas nas empresas é de grande valia para que os

alunos cheguem mais preparados ao mercado de trabalho. Entendemos que a formação técnica qualificada é fator primordial para a inserção na área escolhida suprindo assim uma demanda de mão de obra técnica especializada fortalecendo o mercado de trabalho – disse. O Colégio Batista possui ainda laboratórios técnicos onde o aluno desenvolve na prática as atividades que são executadas na sala de aula dessa maneira ganhando experiência e preparo para o desenvolvimento profissional. - O contato em sala de aula e laboratórios com o cotidiano de tarefas que serão desempenhadas nas empresas é de grande valia para que os alunos cheguem mais preparados em suas primeiras ex-

Colégio Batista em Volta Redonda é opção para cursos técnicos profissionalizantes periências profissionais. Sem onalizantes, o Colégio do Inscontar que iniciar um curso tituto Batista Americano técnico pode ser uma boa ainda oferece creche, a parmaneira de começar a carrei- tir dos 04 meses, contraturra de forma mais rápida e efe- no de 06 a 10 anos, e ainda tiva – comentou Aline. educação infantil e ensino Além dos cursos profissi- fundamental I e II.


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A primeira profissão Sem educação não há desenvolvimento, sem professor não há educação Paulo Dimas

Por Raphael Haussman Já reparou como as palavras profissão e professor se parecem? Elas nasceram da mesma raiz etimológica, o que faz todo o sentido: o professor é a primeira das profissões. Todas as outras especialidades e habilidades técnicas só podem existir quando há professores ensinando-as aos seus discípulos. Toda profissão precisa de professores. O que é ter uma profissão? O que é ser professor? Ambas as palavras derivam do latim professum, que “pessoa que declara em público” ou “aquele que afirmou publicamente”. Esta palavra, por sua vez, é derivada do verbo profitare. Este significa “afirmar/declarar publicamente” e é composto de pro, “à frente” e fateri, “reconhecer”. Esta expressão era usada para as pessoas que se declaravam aptas a exercer alguma função, nesta situação é ensinar.

Quem foi o primeiro professor? Não há como saber exatamente quem foi o primeiro professor da história. A função de ensinar é muito anterior ao processo de criação das primeiras instituições educadoras da História. Antes mesmo que a escrita fosse desenvolvida, a oralidade em conjunto com outros processos comunicacionais, tiveram a importante função de repassar aquilo que era considerado importante. Instigado pela simples imitação ou pelo relato oral, o homem conseguiu produzir e difundir as

‘Todas as outras especialidades e habilidades técnicas só podem existir quando há professores ensinando-as aos seus discípulos’ mais variadas maneiras de se relacionar com o mundo que o cerca. Por volta de 4 mil anos antes de Cristo, os sumérios, povo que viveu na região da Mesopotâmia, atual Iraque, desenvolveram a escrita. Para que os filhos deles aprendessem a escrever, os pais os ensinavam. Ou seja, exerciam a função do professor – esse pode ser considerado um dos primeiros momentos em que a tarefa de ensinar foi executada. A primeira escola também foi inventada pelos sumérios, por volta do ano 2500 antes de Cristo. Na época, essas escolas formavam escribas (pessoas que sabiam escrever e eram consideras importantes) na área de administração e econo-

mia para o governo das cidades. Tempos depois, em 387 antes de Cristo, o filósofo grego Platão fundou um modelo de escola em que eram ensinadas disciplinas como a filosofia. Em Atenas, o serviço era feito mediante uma cobrança e cada tipo de conhecimento era delegado a um tipo de tutor ou professor. Preocupados com o equilíbrio entre corpo e mente, a educação ateniense contou com três tipos básicos de profissionais do ensino: os páidotribés, que cuidavam do desenvolvimento intelectual; os grammatistés, responsáveis pelo repasse da escrita e da leitura; e os kitharistés, que cuidavam do aprimoramento físico. Na Roma Antiga, o pa-

pel de educar foi desempenhado pelos retores, que – assim como os sofistas gregos – circulavam pelas cidades ensinando o que sabiam em troca de alguma compensação financeira. Além disso, podemos citar a presença dos lud magister, que desempenhavam a função de alfabetizar as crianças que não tinham uma condição material mais abastada. Já a primeira escola pública, para ensinar pessoas de família rica a escrever, foi fundada no ano 75 pelo imperador romano Vespasiano. No período medieval, o mundo do conhecimento passou a ter um nítido controle das instituições religiosas cristãs. Inicialmente, o conhecimento ali presente ficava somente

restrito aos próprios membros e aspirantes da Igreja. Na Baixa Idade Média, tal situação mudou com a constituição das primeiras universidades. Até o século XIX, nenhum curso era elaborado com o objetivo de se formar professores.

José de Anchieta, o primeiro professor do Brasil Em 1553, chegava ao Brasil aquele que viria a se tornar o primeiro professor no país: o padre José de Anchieta, que dava aulas para índios na época da Colônia. Sua missão era ensinar aos índios sobre o cristianismo. Aprendeu o guarani, língua dos índios, e escreveu a primeira gramática dessa língua. Continua na página 7


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Continuação da página 6

Como surgiu a profissão no Brasil? A educação oficial no Brasil começa em 15 de outubro de 1827, com um decreto imperial de D. Pedro I, que determinava que “todas as cidades, vilas e lugarejos tivessem suas escolas de primeiras letras”. É por causa desse decreto, inclusive, que o Dia do Professor é comemorado no dia 15 de outubro (dia consagrado à educadora Santa Teresa de Ávila). A data, contudo, só foi oficializada em 1963. O acesso à educação, porém, ainda era muito restrito na época do Império. Apenas famílias ricas tinham condições de contratar professores para educar seus filhos. Esses profissionais ou atuavam em escolas privadas ou vendiam conhecimento de forma independente. Apenas a partir dos anos 30, com o surgimento dos grupos escolares, foi que o ensino público gratuito passou a se organizar e atender mais alunos. Nessa época, o poder público passou a se responsabilizar efetivamente pela educação das crianças. Assim, houve a expansão e interiorização dos grupos escolares e as primeiras escolas de formação superior de professores em licenciaturas surgiram.

Grandes Educadores Brasileiros Paulo Freire - Paulo Reglus Neves Freire, educador pernambucano, viveu entre 1921 e 1997. Ficou conhecido pelo empenho em ensinar os mais pobres; por isso, tornou-se uma inspiração para gerações de professores. Paulo Freire desenvolveu um método inovador de alfabetização, a partir de suas primeiras experiências em 1963, quando ensinou 300 adultos a ler e a escrever em 45 dias. Suas principais obras foram a Pedagogia do Oprimido (1968), Pedagogia da Esperança (1992) e À Sombra desta Mangueira (1995). Anísio Teixeira - O educador Anísio Espínola

José de Anchieta, o primeiro professor do Brasil do MEC (1957-61) e participou, com Anísio Teixeira, da defesa da escola pública e da criação da Universidade de Brasília, da qual foi o primeiro reitor. Foi Ministro da Educação e Secretário de Educação do Rio de Janeiro, quando ficou encarregado de implementar os Centros Integrados de Educação Pública (Cieps), escolas de tempo integral com projeto político-pedagógico inovador. Faleceu em Brasília, em 1997.

Teixeira introduziu no país o conceito de escola gratuita e para todos. O educador baiano, que viveu de 1900 a 1971, entendia a escola como uma instituição democrática, que oferecesse as mesmas oportunidades a filhos da classe alta e do proletariado. Defendia os princípios de um sistema educacional público, gratuito e obrigatório - que, mais tarde, fariam parte da Constituição. Fundou a Universidade de Brasília (UnB) e a Comissão de Aperfeiçoamento de Pessoal de Nível Superior (antigo nome da Capes). A participação de Anísio foi também fundamental na elaboração e aprovação da Lei de Diretrizes e Bases de 1961, que definiu os rumos da educação no Brasil. Darcy Ribeiro - Darcy Ribeiro era professor, etnólogo, antropólogo, ensaísta e romancista, nascido em Montes Claros (MG), em 1922. Formou-se em Ciências Sociais pela Escola de Sociologia e Política de São Paulo (1946), com especialização em Antropologia. Ribeiro foi Diretor de Estudos Sociais do Centro Brasileiro de Pesquisas Educacionais

O que é ser professor? Um professor precisa ser ousado, persistente e esperançoso. É ele quem está grande parte do tempo presente na vida de seu aluno. Sua missão é ensinar, escutar, orientar, motivar, desafiar, descobrir potencialidades e desenvolver as habilidades de cada pessoa com quem compartilha seus ensinamentos. Nessa construção diária do conhecimento, faz muito mais do que apenas ensinar, pois com seu exemplo e forma de se relacionar com o outro e com o ambiente, influencia na formação de valores. Em qual outra profissão

você aposta no ser humano todos os dias e acredita que pode surgir um mundo melhor sempre? O cotidiano de um professor é alimentado pelos próprios alunos, que são curiosos, contestadores, interessados, verdadeiros e mobilizados em aprender. É nessa relação que acredita que pode fazer a diferença na vida deles e despertá-los para serem pessoas melhores, que façam a diferença na sociedade futura. Um professor cuidadoso transforma seus alunos todos os dias. Esse mesmo professor que transforma, também é transformado. Ele ensina e aprende. Ele pertence ao seu grupo de alunos e seu grupo pertence a ele.

O professor do século XXI Devemos ter em mente que os professores exercem um papel insubstituível no processo da transformação social. A formação identitária do professor abrange o profissional, pois a docência vai mais além do que somente dar aulas, constitui fundamentalmente a sua atuação profissional na prática

DIÁRIO DO VALE  7 social. A formação dos educadores não se baseia apenas na racionalidade técnica, como apenas executores de decisões alheias, mas, cidadãos com competência e habilidade na capacidade de decidir, produzindo novos conhecimentos para a teoria e prática de ensinar. O professor do século XXI deve ser um profissional da educação que elabora com criatividade conhecimentos teóricos e críticos sobre a realidade. Nessa era da tecnologia, os professores devem ser encarados e considerados como autores na transformação da qualidade social da escola, compreendendo os contextos históricos, sociais, culturais e organizacionais que fazem parte e interferem na sua atividade docente. Cabe então aos professores do século XXI a tarefa de apontar caminhos institucionais (coletivamente) para o enfrentamento das novas demandas do mundo contemporâneo, com competência do conhecimento, com profissionalismo ético e consciência política. Só assim, estarão aptos a oferecer oportunidades educacionais aos alunos para construir e reconstruir saberes à luz do pensamento reflexivo e crítico entre as transformações sociais e a formação humana.

O melhor professor que tive Todos temos nossas preferências, mas será mesmo que algum professor pode ser considerado melhor que outro? Se todos eles carregam a vontade de ensinar, não são todos, então, maravilhosos? Sim. É o que acredito, cada mestre com sua postura, com sua boa vontade, com sua empática, todos são capazes, extraordinários. Mostram-se como pontes para que os alunos caminhem e atravessem os mares e os rios do desconhecimento. Sem educação não há desenvolvimento, sem professor não há educação. Obrigado a todos os professores. Raphael Haussman é professor, Coach, consultor e apaixonado por educação e desenvolvimento humano


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Alunos do UniFOA participam de experiência na Aman Atividade visa ambientar os participantes sobre os exercícios do Exército, como manobras militares Divulgação

Mais uma experiência inesquecível para os alunos de Jornalismo e Publicidade e Propaganda do UniFOA no Estágio de Correspondentes de Assuntos Militares, ocorrido entre os dias 4 e 12 de novembro, na Aman (Academia Militar das Agulhas Negras). A atividade, que tem a participação dos alunos desde 2012, visa ambientar os participantes sobre os exercícios do Exército Brasileiro, como a Manobra Militar e simulação realista de conflito armado. Os acadêmicos realizaram a cobertura de todos os eventos que a simulação propõe como progressão de alto risco, voo em aeronaves, escalada, rapel, transposição de curso de água, entre outras atividades variadas. O ECAM tem como objetivo inserir os acadêmicos e profissionais formados em comunicação social

no contexto militar. “Atuamos como jornalistas e publicitários em um cenário fictício de guerra. Conhecemos a rotina, as tarefas. E, além da convivência, a experiência profissional de criar diversos materiais fora da faculdade, foi fantástico. É um nicho de mercado específico e intenso, uma possibilidade para o futuro”, destacou a aluna do primeiro ano de Publicidade e Propaganda, Paula Machado. A atividade foi composta por duas fases. Primeiro, os alunos aprenderam sobre a atuação do Exército Brasileiro, através de instruções militares e, depois, os estudantes produziram matérias, fotos e vídeos jornalísticos, para viverem a prática do conflito. O grupo do UniFOA foi formado por 18 alunos que se dividiram em diferentes funções como mídia favorá-

vel, neutra e desfavorável, criação e edição de conteúdo para TV, rádio, impresso e online. A coordenadora do curso de Jornalismo, Angélica Arieira, apontou que toda a atividade que potencializa de forma diferenciada o currículo do aluno é incentivada pelo curso e demonstrou satisfação em relação à participação dos acadêmicos. “A faculdade exige excelência na execução dos seus trabalhos. Experiências práticas como, um cenário de guerra em que os acadêmicos puderam atuar como comunicadores, só contribuem para o futuro profissional ainda mais completo”, frisou. “O contato com os coronéis me inspirou bastante, aprendi o caminho para ingressar na comunicação do exército. Tivemos acesso ao blog deles e as matérias que são feitas. É, sem dúvi-

Os acadêmicos realizaram a cobertura de todos os eventos que a simulação propõe das, uma área muito interessante”, destacou o aluno do quarto ano de Jornalismo, Guilherme Vilela.

O ECAM A experiência contribuiu para um maior esclareci-

mento quanto a forma de operar das Forças Armadas, bem como a identificação dos valores e da cultura militar, além de fornecer uma adequada orientação de procedimentos de segurança em áreas de risco e conflito.


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Enem dos próximos anos será um exame técnico Para especialistas, a prova deste ano foi mais conteudista Antonio Cruz/ Agência Brasil

O Ministro da Educação, Abraham Weintraub, e o presidente do Inep, Alexandre Lopes, fazem balanço sobre o ENEM 2019 Brasília O Exame Nacional do Ensino Médio (Enem) será, nos próximos anos, “um exame técnico e não ideológico”, afirmou o ministro da Educação, Abraham Weintraub. “O objetivo é que seja feita uma seleção justa para todos os brasileiros”, disse. O Enem 2019 foi aplicado no dia 3 e neste domingo. Ao todo, cerca de 3,9 milhões de estudantes de todo o país participaram de pelo menos um dia de prova. Na análise de especialistas, o exame deste

ano foi mais conteudista que de anos anteriores. “[O estudante] não vai precisar mais ficar buscando nos manuais de esquerda ou de direita ou em qualquer lugar que seja, ideologias”, disse. “Como foi para a redação. [O participante] poderia escrever uma redação de esquerda, de direita ou técnica. Queremos apenas ver quem sabe elaborar uma boa redação. As questões foram feitas com esse intuito, selecionar as pessoas mais bem preparadas”. O tema da redação este ano foi Democratização do acesso ao

cinema no Brasil. Segundo o presidente do Instituto Nacional de Estudos e Pesquisas Educacionais Anísio Teixeira (Inep), Alexandre Lopes, as questões deste ano foram todas retiradas do Banco Nacional de Itens (BNI), e já estavam elaboradas. Para integrar o BNI, as questões passam por um longo processo de aprovação e testagem. “Não houve direcionamento para mais ou menos conteudistas”, disse Lopes. “O que houve foi a equipe buscando dentro do Banco de Itens uma prova equili-

brada, que cobrisse matrizes do Enem. Para oferecer às universidades um conjunto de alunos com boas notas, para escolherem os melhores para seus cursos”. Neste ano, o Inep criou uma comissão para definir o que não seria usado no Enem 2019. De acordo com nota técnica publicada pela autarquia, a comissão, criada no dia 20 de março deste ano, deveria “identificar abordagens controversas com teor ofensivo a segmentos e grupos sociais, símbolos, tradições e costumes nacionais” e, com base

nessa análise, recomendar que tais itens não fossem usados na montagem do exame deste ano. A comissão concluiu o trabalho no começo de abril. No entanto, pelo caráter sigiloso do BNI, o resultado não foi divulgado. O Inep esclareceu que como a elaboração de um item é um processo longo e oneroso, nenhum item será descartado. Eles poderão ser posteriormente adequados. Por Mariana Tokarnia Repórter da Agência Brasil Brasília


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QUINTA-FEIRA, 21 DE NOVEMBRO DE 2019

Gestor da ETPC destaca índices de aprovação no processo seletivo para bolsas de estudos Além de uma boa nota na prova, candidato deve atender alguns critérios para obter a desejada bolsa integral Arquivo

Franciele Bueno Os estudantes que desejam entrar em uma escola técnica tradicional podem conseguir uma bolsa de estudo através do processo seletivo da ETPC (Escola Técnica Pandiá Calógeras). Segundo o gestor da unidade, Bruno Marcato, o índice de aprovação é positivo e historicamente os estudantes conseguem obter bons resultados. As inscrições para o processo seletivo podem ser feitas até o dia 1º de dezembro pelo site: www.etpc.com.br ou presencialmente na unidade de ensino, no bairro Sessenta. O processo seletivo oferece bolsas de ensino integral para o ensino médio com curso técnico em Administração, Eletrônica, Eletromecânica, Informática, Mecatrônica e Química, e para o super médio, nova modalidade de ensino médio oferecida pela escola da Fundação CSN. - O desafio é ficar entre os primeiros colocados e estar adequado aos critérios previstos no edital para a concessão de bolsas. Caso seja classificado na primeira etapa (prova objetiva), o candidato deverá apresentar os documentos para avaliação socioeconômica, que comprovem as informações concedidas no ato de inscrição

As inscrições para o processo seletivo na ETPC podem ser feitas até o dia 1º de dezembro

– disse Bruno, acrescentando que para 2020 a porcentagem de bolsas será de 10%. Sendo 5% para bolsas integrais e 5% para bolsas de 50%. O edital com todas as infor mações sobre as bolsas, documentação e requisitos de inscrição constam no endereço eletrônico. A prova está marcada para o dia 7 de dezembro das 9h às 13h. A avaliação envolve questões de matemática, língua portuguesa e atualidades. O resultado será divulgado no dia 13 de dezembro, a partir das

16h. A lista de classificados será divulgada

‘O desafio é ficar entre os primeiros colocados e estar adequado aos critérios previstos no edital para a concessão de bolsas’ com os nomes dos candidatos por ordem de classificação por grupo na secretaria da ETPC e

no site. Em relação à formação técnica profissionalizante, Bruno Marcato, frisou que o conhecimento dos cursos é compartilhado na prática aliado a teoria. - A grade curricular da modalidade médiotécnico pressupõe aulas teóricas e práticas, em salas de aula e em laboratórios. Atualmente, oferecemos cursos técnicos de química, administração, informática, eletrônica, eletromecânica é mecatrônica. Os estudantes de cursos técnicos podem optar pelo

curso simultaneamente ao ensino médio ou após a sua conclusão, chamado de pós-médio – disse o gestor, acrescentando que a ETPC procura adequar os cursos oferecidos à demanda do mercado de trabalho, favorecendo a empregabilidade. - A possibilidade de o aluno adquirir uma profissão em curto prazo, maior preparo para vestibular e o estímulo para o amadurecimento pessoal são alguns benefícios da formação técnica que nós oferecemos – finalizou Bruno Marcato.


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CAP-UGB concederá bolsas de estudos para alunos da rede pública Candidatos, no entanto, terão que passar por um processo seletivo Divulgação

Uma boa notícia para alunos da rede pública que têm interesse em estudar em um colégio que oferece uma excelente estrutura e professores altamente qualificados. O Colégio de Aplicação (CAP) do UGBFERP está com processo em aberto para conceder cinco bolsas integrais para alunos do Ensino Fundamental II (exclusivamente na série de 6º ano) e cinco bolsas integrais para Ensino Médio (exclusivamente 1ª série do Ensino Médio). O objetivo do processo seletivo, segundo a direção da unidade, é incentivar os estudos entre jovens dedicados oriundos da rede pú-

blica de ensino. As inscrições podem ser feitas até esta sexta-feira, dia 22, na secretaria do CAP, situado à Rua Deputado Geraldo Di Biase, 81, no Aterrado. Não há taxa de inscrição. Os alunos serão selecionados por uma comissão designada para este fim. Os critérios serão: Desempenho Acadêmico e perfil apresentado nos documentos dos pretendentes. As questões e a redação serão aplicadas no dia 06 de dezembro, às 14h, no Colégio de Aplicação. Este instrumento, juntamente com os documentos entregues, servirá como critério de apro-

vação/ reprovação para a segunda etapa, que será uma entrevista, marcada em data posterior. O material será elaborado pela Equipe Pedagógica do CAP e englobará conteúdos pertinentes até o momento acadêmico do (a) candidato (a). O aluno aprovado para a entrevista será notificado através de ligação telefônica. O mesmo procedimento será usado para informar aos candidatos selecionados. Mais informações podem ser obtidas no edital, disponível no site da instituição (www.ugb.edu.br/ cap), ou pelo telefone (24) 3345-1725.

O Colégio de Aplicação do UGB-FERP está com processo em aberto para conceder cinco bolsas integrais


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