Page 1

SÁBADO, 19 DE OUTUBRO DE 2019

Estudantes estão a um passo de encarar o desafio do Enem

Página 2

O mercado de trabalho e o investimento em novos idiomas na carreira profissional Página 3

Medalhistas em olimpíadas aumentam foco nos estudos e conhecimento Página 4

Pais e filhos devem estar juntos na hora de escolher a nova escola Página 9

Hábito da leitura deve ser cativado mesmo em tempos de tecnologia Página 6 e 7


2 DIÁRIO DO VALE 

CADERNO

DE EDUCAÇÃO

SÁBADO, 19 DE OUTUBRO DE 2019

Cartões com os locais de prova do Enem já estão disponíveis Recomendação é que estudante imprima o documento de confirmação Divulgação

Os cartões de confirmação de inscrição do Exame Nacional do Ensino Médio (Enem) 2019 já estão disponíveis. Entre outras informações, os estudantes têm acesso ao local onde farão o exame neste ano. As provas serão aplicadas nos dias 3 e 10 de novembro. “A recomendação primeira é que o participante imprima o cartão de confirmação e, aqueles que precisam, imprimam a declaração de comparecimento e levem os dois para a aplicação do exame”, disse à Agência Brasil o diretor de Gestão e Planejamento do Instituto Nacional de Estudos e Pesquisas Educacionais Anísio Teixeira (Inep), Murillo Gameiro. Uma vez sabendo o local de aplicação, o diretor recomenda que os participantes façam o trajeto de casa até o lugar, para avaliar a duração do trajeto no dia da prova: “o participante deve conhecer o trajeto até o local de prova, considerando que no dia da prova vai ter um trânsito mais complicado, e haverá várias pessoas participando do Enem. É bom que o participante conheça o trajeto e saiba o tempo que vai gastar de casa até o local da prova.” No dia do Enem, a dica é chegar no local com antecedência. Os portões abrirão às 12h, pelo horário oficial de Brasília, e serão fechados às 13h. O Cartão pode ser consultado na Página do Participante, na internet, ou pelo aplicativo do Enem, disponível para download nas plataformas Apple Store e Google Play. Para acessar o Cartão, o participante precisa informar a senha cadastrada na hora da inscrição no Enem 2019. O Inep divulgou um vídeo orientando aqueles que perderam a senha sobre como recuperá-la.

Os estudantes podem conferir, no Cartão, o número da sala onde farão o exame; a opção de língua estrangeira feita durante a inscrição; e o tipo de atendimento específico e especializado com recursos de acessibilidade, caso tenham sido solicitados e aprovados; entre outras informações.

Declaração de comparecimento Segundo Gameiro, além do cartão, o Inep disponibiliza hoje a declaração de comparecimento do primeiro dia do exame, que deverá ser levada no dia 3 de novembro. A declaração do segundo dia estará disponível a partir do dia 4 de novembro e deverá ser usada no dia 10 de novembro. Essa declaração precisa ser impressa e levada para a prova, quando será assinada pelo coordenador de local de prova. “Dependendo do regime de trabalho, algumas pessoas têm plantão no final de semana e precisam de declaração para ter a falta abonada. São casos específicos”, diz. Essas pessoas, de acordo com o diretor, devem ficar atentas pois o Inep não irá fornecer o comprovante de presença após o dia da prova. O Enem 2019 será realizado em 1.727 municípios brasileiros. Cerca de 5,1 milhões de estudantes estão inscritos no exame. Quem já concluiu o ensino médio ou vai concluir este ano pode usar as notas do Enem para se inscrever no Sistema de Seleção Unificada (Sisu), que oferece vagas em instituições públicas de ensino superior. Os estudantes podem ainda concorrer a bolsas de estudo pelo Programa Universidade para Todos (ProUni) e a financiamentos pelo Fundo de Financiamento Estudantil (Fies).

O Cartão pode ser consultado na Página do Participante, na internet, ou pelo aplicativo do Enem


SÁBADO, 19 DE OUTUBRO DE 2019

CADERNO

DE EDUCAÇÃO

DIÁRIO DO VALE  3

Domínio de novos idiomas ajuda a enfrentar mercado de trabalho Investimento em cursos de língua estrangeira é fundamental para a realidade de um mundo globalizado Pollyanna Moura

Aprender um novo idioma é um investimento para uma vida inteira. Requer tempo e dedicação, pois para alcançar a fluência em uma língua estrangeira o aluno precisa desenvolver as quatro habilidades comunicativas: ler, escrever, ouvir e falar. Assim, quanto mais cedo se iniciar o processo de aprendizagem, mais sucesso o aluno terá. Profissionais fluentes em inglês conseguem melhores empregos e, claro, melhores salários, em comparação àqueles não sabem falar o idioma. A valorização do estudo de um novo idioma deve-se à realidade de um mundo globalizado, marcado por um maior intercâmbio cultural, social e comercial. O inglês é, de longe, o idioma mais procurado pelos que desejam aprender uma língua estrangeira. Mas atualmente, outras línguas, como o espanhol – devido às oportunidades de negócios e empregos através do Mercosul - além de alemão e francês, entre outros, também têm despertado interesse. Na região existe uma ampla oferta de cursos de línguas estrangeiras. Um deles é a Fisk, que promove o ensino para crianças a partir de 4 anos de idade, jovens e adultos. Mara Souza, diretora da unidade da Fisk em Volta Redonda, explica que o curso disponibiliza gratuitamente o Michigan English Test, um exame de proficiência em língua inglesa, para os alunos que concluem o curso regular. Os aprovados recebem dois certificados, o da Fundação Fisk e o internacional, de CaMLA (Cambridge Michigan Language Assesments). Mara ressalta que o

aprendizado é importante não só para a carreira profissional, mas também para o crescimento pessoal. “Atualmente temos mais facilidade para viajar e ter contato com pessoas de outros países. Nunca é tarde para começar. Já tivemos aqui alunos da terceira idade e que estudaram, além do inglês, espanhol. É um ganho para a vida inteira e as oportunidades surgem quando você é bilíngue”, comenta. Alice Jasmim de Deus, de 11 anos, estuda inglês na Fisk de Volta Redonda desde os 7 anos e a previsão é que conclua o curso na unidade aos 16. A adolescente conta que a família gosta muito de viajar e, por isso, já teve a oportunidade de conhecer seis países. “Em três deles usei o inglês para me comunicar”, conta. Quando fomos para os EUA, minha mãe se assuntou quando me viu conversando com uma atendente em um restaurante na Disney. Nem ela sabia como o meu inglês estava até aquele dia, quando eu realmente precisei usar. Meus pais sempre investiram muito na minha educação e meu sentimento por eles é de gratidão”.

Realidade Virtual A franquia da Cultura Inglesa em Volta Redonda oferece cursos para todas as faixas etárias, desde crianças a partir dos 3 anos, até jovens e adultos. A gerente Camilla Cruzal também destaca que quanto mais cedo iniciar o curso, melhor. Os alunos da Cultura Inglesa passam por uma avaliação e, uma vez aprovados, recebem o certificado de proficiência emitido pela Universidade de Cambridge. “Os alunos viajam com os pais e participam de diver-

sas atividades em que a comunicação é feita somente em inglês. Estamos falando de jovens entre 12 e 16 anos que já são fluentes. Isso, para a vida, para a carreira deles é ótimo”. Ana Luiza Monteiro Coutinho, moradora do Vale da Colina, no bairro Jardim Amália I, em Volta Redonda, é aluna do Cultura Inglesa há dois anos, mas já estuda uma segunda língua há mais tempo. - Comecei a estudar inglês bem pequena. No começo a escolha foi dos meus pais, mas a opção de continuar foi minha. Nas férias de julho viajei para a Índia e fiz um curso para jovens do mundo inteiro, conhecido como WYCM - World Youth Change Makers. Foi uma experiência incrível. Durante 15 dias, pude treinar o meu inglês com pessoas de outros países, de outras culturas. Foi incrível comentou.

Outros idiomas Outra escola de idiomas na região, que também é muito procurada por manter uma variedade de cursos é a Wizard, que possui unidades em Volta Redonda e Barra Mansa e cursos de inglês, espanhol, alemão, italiano, francês, chinês, português para estrangeiros e japonês. Alguns desses cursos promovem também a certificação de proficiência na língua estrangeira através de convênios com universidades dos EUA e Inglaterra. Segundo Ana Maria Rodriguez Gonzalez, coordenadora pedagógica da unidade de Volta Redonda desde 2009, atualmente, os cursos mais procurados são o inglês, o francês e o alemão. A escola oferece o TOEIC (Test

of English for International Communication), exame que mede a proficiência em inglês em situações cotidianas e principalmente em situações voltadas ao mercado de trabalho. - O inglês, como sabemos, é muito procurado porque é um idioma considerado universal. Até pela questão do mercado de trabalho. Outro idioma muito procurado é o alemão, considerado um idioma com mais nativos na União Européia, além de ser considerado um co-idioma em alguns lugares. Uma pessoa que tenha fluência em inglês e alemão, por exemplo, pode fazer uma EuroTrip tranquilamente. O universitário Luiz Gabriel Lacerda Vilela, de 19 anos, estuda inglês no Wizard em Volta Redonda há seis anos. Como está quase concluindo este curso, já engatou os estudos em outro idioma: espanhol. - Estou terminando o curso de inglês, pretendo terminar o meu curso de história na faculdade e também o curso de espanhol que iniciei há um ano. Tenho projetos de estudar fora do país. Ter a oportunidade de estudar um novo idioma, conhecer a história do local para onde eu for é sensacional. Esse conhecimento adquirido com os estudos não só vai me ajudar no mercado de trabalho, como nas experiências que pretendo vivenciar ao longo dos anos - comenta. O professor do curso de alemão do Wizard, Marino Clinger Monteiro Fernandes, de 33 anos, é bacharel em ciência da computação, mas largou a carreira para se dedicar aos estudos dessa língua considerada complexa e ainda pouco conhecida, mas fundamental em praticamente todo bloco europeu. Após

morar na Alemanha por três anos, conhecer e se apaixonar pela cultura local, Marino passou a estudar, se aperfeiçoar e lecionar o idioma. - Profissionalmente o alemão é importante porque a Alemanha é o principal país do bloco europeu e referência em diversos segmentos, como a engenharia, música, entre outros. A maioria dos alunos que me procuram tem a finalidade de aprimorar seus conhecimentos profissionais. Não é uma regra, mas normalmente as pessoas que buscam aprender alemão, já têm uma noção de inglês. Marília de Oliveira Guimarães, de 24 anos, aprendeu alemão em uma escola de idiomas durante um ano e, em seguida, deu continuidade fazendo aulas particulares com Marino por mais três anos. Marília é formada em Química e está cursando mestrado na Alemanha. Ela conta que sempre gostou de estudar idiomas e, como já falava inglês, considerou que o alemão seria um diferencial no seu currículo. - Acho que o fato de ter um professor motivado e de realmente gostar do idioma, tornaram meu aprendizado melhor. No último ano de faculdade decidi fazer meu mestrado em uma universidade alemã, e aí as coisas ficaram mais sérias. Desde fevereiro deste ano moro em Berlin, estudo na Freie Universität Berlin e desde agosto trabalho em um instituto federal de pesquisa e teste com materiais como auxiliar de laboratório. Se eu nunca tivesse começado a estudar alemão lá em 2015, a minha vida seria completamente diferente. Eu não conheceria essa cultura maravilhosa, não teria essa experiência incrível e não teria feito muitos colegas e amigos.


4 DIÁRIO DO VALE 

CADERNO

DE EDUCAÇÃO

SÁBADO, 19 DE OUTUBRO DE 2019

Olimpíadas consagram dedicação aos estudos Medalhistas afirmam que competições aumentam o interesse e o foco na busca pelo conhecimento Arquivo Pessoal

Miguel Silveira As diversas olimpíadas de conhecimento promovidas em todo o país com a participação de milhares de estudantes das redes pública e particular vêm se tornando um grande atrativo para que os alunos se dediquem mais aos estudos. A busca por uma medalha incentiva os concorrentes a trabalharem disciplina e método, além de levá-los a descobrir uma paixão insuspeita por algumas disciplinas antes não tão valorizadas por eles. Esses jovens “atletas intelectuais” se orgulham do empenho na busca por um lugar neste pódio. Além da satisfação pessoal, da família e dos professores, a participação em olimpíadas passou a contar recentemente com mais um atrativo extra. Universidades de primeira linha do país, como a Unicamp e a USP, passaram a considerar em suas provas de ingresso a pontuação acumulada por medalhistas de todo o país. Entre as olimpíadas mais divulgadas na região estão a OBMEP (Olimpíada Brasileira de Matemática das Escolas Públicas), a OBA (Olimpíada Brasileira de Astronomia e Astronáutica) e a OBR (Olimpíada Brasileira de Robótica).

Premiados Mateus Regasi Gomes Martins, de 15 anos, aluno do Colégio Municipal João XXIII, em Volta Redonda, é um colecionador de medalhas. Foi premiado nas edições da OBMEP de 2016, 2017 e 2018, levando para casa duas medalhas de prata e uma de ouro. Em 2017 ele conquistou também me-

dalha na OBR. Para quem tem esse histórico de conquistas, é uma surpresa saber das dificuldades que enfrentou em sua primeira participação. - Na primeira vez que fiz a OBMEP as questões eram impossíveis para mim. A partir dos estudos foi se tornando mais simples, mas sem deixar de ser desafiadora. Afinal, é um nível bem mais avançado do que estamos acostumados na escola. Meu interesse por matemática surgiu a partir de 2016, quando consegui a primeira medalha. Comecei a animar de verdade com os estudos e o apoio da família e dos professores ajudou bastante. Desde então, o adolescente vem aprimorando um método de estudos da disciplina. De início, praticava tentando resolver questões das provas de edições anteriores e buscava informações extras em vídeos pela internet, mas não mantinha uma rotina de dias e horários definidos para os estudos. Animado com seus resultados, ele hoje faz aulas semanais de ciências exatas pelo PIC (Programa de Iniciação Científica), o que, segundo ele, tem sido muito eficaz para o aprimoramento de seus conhecimentos. A mãe, Roberta Regasi, confirma que as competições deixaram o filho com mais sede por conhecimento. “Mateus é bem competitivo, ele procura se atualizar em busca de bons resultados. Desde criança ele está disposto aos estudos. Tenho muito orgulho por sua dedicação e empenho em tudo que se propõe a fazer”. Ela confessa que não tinha qualquer informação sobre a Olimpíada de Matemática até que o filho decidiu participar. “Só fui conhecer mes-

mo a partir da primeira medalha dele, aí eu entendi o grau da conquista do meu filho. A sensação de vê-lo vencendo as olimpíadas foi incrível, emoção total”, comemora. O ano de 2016 também foi especial para Pedro Henrique de Almeida Fernandes, na época aluno da Escola Municipal Professor Carlinhos, na Fazenda da Barra 3, em Resende. Ele cursava o oitavo ano do Ensino Fundamental quando recebeu a medalha de bronze na OBMEP. - Inicialmente eu não queria participar, mas devido ao incentivo da minha família e dos professores comecei a me interessar Desde então a competição tem me influenciado para melhor porque tenho gostado mais de cálculos e atualmente me interesso muito por Física. Pedro conta que a complexidade da OBMEP aumentou em relação às primeiras edições de que participou. “Já era de se esperar porque, como estou no Ensino Médio, as questões são mais difíceis. Apesar de não ter uma rotina de estudos definida, gosto de aprender coisas novas para ampliar meu leque de conhecimentos”, explica o jovem, que além das ciências exatas tem se dedicado também ao estudo da Astronomia, mas sem deixar de praticar Kung-Fu, outro de seus interesses. O pai do jovem, Raimundo Alves Fernandes, de 55 anos, conta que Pedro está se dedicando cada vez mais aos estudos desde a participação na OBMEP, em 2016. “Percebo que a dedicação aos estudos proporciona rotina e disciplina para que ele não perca o ritmo de produtividade em todas as ati-

Ganhador de olimpíada coleciona medalhas vidades do cotidiano. Acreditávamos que ele iria ir bem nas provas pela sua dedicação e persistência, mas não imaginávamos que ele iria chegar nas fases finais”, confessa. Já a mãe , Maria Elisabeth de Almeida, 47 anos, destaca o orgulho que sente do filho. A professora, Bruna Caroline de Matos, de 32 anos,

que deu aula para Pedro por três anos, do sétimo ao nono ano do Ensino Fundamental, também comentou sobre o talento do aluno para a matemática. “Pedro sempre teve raciocínio rápido e certeiro e percebi que tinha potencial para a OBMEP. Depois que ele levou a medalha de bronze, os alunos da escola ficaram mais interessados na competição”.

Alguns medalhistas da região Mateus Regasi Gomes Martins | Volta Redonda Duas medalhas de prata e uma de bronze nas edições de 2016, 2017 e 2018 da OBMEP e medalha na OBR em 2017 João Paulo de Almeida Fernandes Pereira| Barra Mansa Medalha de bronze na OBMEP de 2017 Shai Oliveira Vaz | Resende Medalha de ouro na OBMEP em 2015 Adryel de Souza Arruda de Barros | Volta Redonda Medalha de ouro na OBMEP em 2014 Letícia Sanches Barbosa | Volta Redonda Medalha de prata na OBA em 2017 Alícia Nascimento Batista | Volta Redonda Medalha de prata na OBA em 2017


SÁBADO, 19 DE OUTUBRO DE 2019

CADERNO

DE EDUCAÇÃO

DIÁRIO DO VALE  5

Colégio Batista usa atividades extra-curriculares para auxiliar no aprendizado dos alunos Objetivo principal da unidade escolar é incluir alunos em ambientes multidisciplinares, dentro e fora da instituição Pollyanna Moura No mercado há 68 anos, o Colégio Batista, localizado em Volta Redonda, presta serviços para crianças a partir dos 4 anos e acompanha o desenvolvimento dos alunos até a adolescência, por volta dos seus 17 anos. De acordo com suas diretrizes, o objetivo principal da unidade escolar é incluir os alunos em ambientes multidisciplinares, dentro e fora da instituição, com o acompanhamento de profissionais capacitados que abracem a escola e transformem o ambiente escolar em uma verdadeira família. De acordo com Roberta Barros, diretora do Colégio

Batista, a busca pela valorização do conhecimento para os alunos vai além da sala de aula. - No Colégio Batista, trabalhamos muito a questão da preparação dos alunos para a vida. Pensamos o seguinte, a grande tônica da escola, não é apenas o conhecimento dentro da sala de aula, e sim a sabedoria adquirida; pois ela prepara os alunos para a vida. Batemos muito nessa tecla, porque não adianta o aluno ter apenas o conhecimento, isso eles adquirem com pesquisas no Google, por exemplo. Como utilizar este conhecimento, é outra história e esse é o nosso desafio. Temos experimentado isso

há 68 anos. O Colégio Batista disponibiliza aos alunos diversos serviços, entre eles: Creche, Educação Infantil, Contraturno Pedagógico, Fundamental I e II, Ensino Médio, Ensino Médio/Técnico, além do Técnico Pós-Médio. Através desses serviços, disponibiliza, além do curso normal para formação para professores, cursos de Análises Clínicas, Automação Industrial, Edificações, Eletrônica, Informática para internet e Publicidade. Atividades que envolvem educação cristã, xadrez pedagógico, neurociência, capelania escolar, musicalização, leitura e arte, empreendedorismo, esportes, horta, fan-

farra, alimentação balanceada e reforço escolar, também são desenvolvidas na unidade, a fim de aprimorar o conhecimento dos alunos. A diretora ressalta que a prática de jogos de raciocínio fortalece o nível de aprendizado dos alunos. - Este título diz muito a respeito do que venha ser o Colégio Batista, pois são mais de 68 anos desenvolvendo, aprimorando e ensinando crianças desde seus 4 meses a jovens de 17 anos, a educação básica. Temos propostas inovadoras para desenvolver o conhecimento, ampliá-lo a níveis elevados para conquistas dos objetivos mais específicos, po-

rém para o alcance da sabedoria, se faz necessário firmar pontos importantes como a neurociência, por exemplo, que se desenvolve a partir das habilidades da criança, mas se aplica ao raciocínio lógico, à tolerância, aos cumprimentos de regras. Jogos de tabuleiro, por exemplo, permitem que os alunos atinjam o nível de competência desejada. Falamos que não é o jogo pelo jogo. O nosso laboratório de neurociência conta com 520 jogos de tabuleiro, com mais de 20.000 possibilidades de raciocínio para obtenção de resultados, ou seja, pensar para nós é raciocinar para vida - completou.


6 DIÁRIO DO VALE 

CADERNO

DE EDUCAÇÃO

SÁBADO, 19 DE OUTUBRO DE 2019

HÁBITO DA LEITURA

Uma tarefa árdua em tempos de revolução tecnológica Professores falam de estratégias adotadas com estudantes para despertar e manter o interesse por livros Divulgação

Franciele Bueno A leitura é um hábito que se adquire. Por isso, muitas escolas buscam incentivar as crianças a se tornarem leitoras desde cedo. Projetos como “Ciranda dos Livros” - em que cada aluno adquire um livro que será compartilhado entre toda a tur ma - levam as crianças a lerem diversos títulos ao longo do ano letivo. Mas manter esse costume na adolescência, quando os livros passam a disputar a atenção com celulares, tablets, videogames e redes sociais, é uma tarefa cada vez mais difícil. Para incentivar a leitura em tempos de redes sociais, os professores precisam lançar mão de algumas estratégias, como explica o professor de Língua Portuguesa e Redação, Alexandre Batista da Silva, que leciona no Colégio Interativo e no Instituto de Educação Professor Manoel Marinho, ambos em Volta Redonda. - O advento dos aplicativos de comunicação e de leitura virtual implicaram, é verdade, numa mudança substancial no comportamento de leitura de todos nós. Enquanto o livro exige uma leitura linear e sequencial, nesses aplicativos é possível outro comportamento diante do material escrito, como por exemplo, acessar hipertextos, em que os leitores podem optar por caminhos diferentes. Estamos falando aqui não apenas de uma nova es-

Manter costume na adolescência é uma tarefa cada vez mais difícil tratégia de leitura, mas de uma nova cognição. Desse modo, fazer um estudante ler um livro de 150 páginas exigirá do professor o respeito a essa nova cognição, o conhecimento das preferências temáticas do estudante e o estabelecimento de metas ou pequenos desafios que exijam a progressão da leitura. Agora, sem dúvida, tornar a leitura significativa é a grande arte da escola – disse.

Papel da família O professor ainda pon-

tuou que o hábito da leitura pode ser desenvolvido na infância no convívio familiar e a escola, por sua vez, consolida ou ajuda àqueles alunos que não têm o gosto pela leitura a desenvolvê-lo. Alexandre Batista destacou que os professores também devem ser leitores assíduos para for mularem espaços para a inserção constante da leitura na sala de aula. Uma das estratégias que Alexandre Batista adota para despertar o interesse dos alunos pela leitura é a de tentar transferir o seu encanta-

mento do enredo da obra para o estudante e mostrar que também leu o texto. “Narro excertos selecionados do texto, acentuando o ritmo, o sotaque e as conexões que a obra possa ter com nossa vida. É interessante também associar a leitura a imagens ou a cenas de filmes da própria obra ou de outra. Assim, pretendo dar a dinamicidade que o estudante encontra nos aplicativos que são recheados de diferentes linguagens”, explica.

Atividades lúdicas Para a professora de

Língua Portuguesa, Literatura e Redação, Bárbara Prado, da ETPC (Escola Técnica Pandiá Calógeras), em Volta Redonda, a sala de aula é o local ideal para despertar o interesse dos alunos. A professora destacou que para isso propõe roda de debates contextualizando a estória do livro com a realidade dos alunos. A maior estratégia que adota, segundo Bárbara Prado, é através das atividades lúdicas. Ela promove debates, encenações teatrais e utiliza filmes que abordam os temas citados nas obras.


SÁBADO, 19 DE OUTUBRO DE 2019

CADERNO

DE EDUCAÇÃO

DIÁRIO DO VALE  7

Títulos essenciais para quem vai prestar vestibular A professora Bárbara Prato indica cinco livros essenciais para os alunos que estão no Ensino Médio: Laranja Mecânica (Anthony Burgess); 1984 (George Orwell); Admirável Mundo Novo (Aldous Huxley); O Cortiço (Aluísio Azevedo) e O Triste Fim de Policarpo

Quaresma (Lima Barreto). Os alunos que vão prestar o Enem (Exame Nacional do Ensino Médio) não recebem uma relação específica de títulos. A organização do exame supõe que, ao longo de sua formação, os estudantes tenham tido contato com os clássicos da li-

teratura e obras contemporânea de relevo. Já os vestibulares de algumas instituições públicas que não aderiram ao Enem como modalidade de entrada em seus cursos adotam obras deter minadas por uma banca de professores. Para o vestibular de 2019, a

UERJ (Universidade Estadual do Rio de Janeiro), indicou dois livros. No 1º Exame de Qualificação foi indicado a obra Hora de alimentar serpentes (Marina Colasanti) e para o 2º Exame de Qualificação, Gota D’Água (Chico Buarque e Paulo Pontes).

As obras obras indicadas pela organização do vestibular da UERJ foram Antes de Nascer o Mundo (Mia Couto), para o Exame Discursivo (Língua Portuguesa e Literaturas); e Vidas Secas (Graciliano Ramos), para o Exame Discursivo (Redação).

Fotos: Reprodução de internet

Sugestões de livros por faixa de idade

* O Gato de Botas (Charles Perrault) - 7 anos A partir do 2º ano do Ensino Fundamental, elas começam a gostar de livros de ação, que trazem uma leitura prazerosa e despertam a curiosidade. Se interessam por personagens com características bem definidas, como bondade e maldade.

* O Clube dos Contrários (Silvia Zatz) - 9 anos Nessa idade, pode-se investir em livros com vocabulário mais difícil, desde que com o acompanhamento de pais e professores. Temas que façam refletir também se tornam interessantes. Pode-se ajudar na interpretação, mas é interessante que a criança perceba sozinha a mensagem.

* A Volta ao Mundo em 80 Dias (Júlio Verne) - 12 anos Aos 12 anos, já é possível introduzir os clássicos na estante dos préadolescentes. Versões descomplicadas de Shakespeare, Jonathan Swift e Júlio Verne atraem a atenção e tornam a leitura mais prazerosa.

* Histórias à Brasileira (Ana Maria Machado) - 8 anos Por volta dos 8 anos, as crianças gostam de histórias que tragam enredos próximos ao seu cotidiano. Elas se projetam nos personagens. Mas também gostam do desconhecido e da fantasia. Contos e fábulas são boas pedidas.

* Ou Isto ou Aquilo (Cecília Meireles) - 10 anos Nessa fase, as crianças gostam de explorar novos gêneros literários, como os quadrinhos, as poesias e as crônicas.

* Reinações de Narizinho (Monteiro Lobato) - 11 anos Aqui já é possível explorar um pouco mais a interdisciplinaridade, buscando contextualizar historicamente os livros e propondo atividades na sala de aula. É uma boa idade para indicar livros que tratam de valores, diferenças sociais e ideológicas. * Capitães de Areia (Jorge Amado) - 14 anos Período bom para explorar literatura popular, introduzir autores brasileiros de renome que serão cobrados futuramente no vestibular. As histórias reais também fascinam e, portanto, pode-se investir em livros que trazem relatos biográficos.

* Ana Terra (Érico Veríssimo) - 13 anos No 8º ano, os alunos gostam de livros que trazem referências à história e a cultura dos países, temas que despertam a curiosidade e a mente investigativa. Pode-se investir em livros de narrativa mais complexa e bem construída.


8 DIÁRIO DO VALE 

CADERNO

DE EDUCAÇÃO

SÁBADO, 19 DE OUTUBRO DE 2019

Setor de Sistemas da Informação cresce a cada dia em todo o país No UniFOA, o curso de Sistemas de Informação é opção para quem almeja fazer parte do mercado que mais cresce no Brasil Divulgação

Em um mercado de trabalho com poucas oportunidades, identificar uma profissão que vai contra os índices e cresce de for ma vertiginosa, contrariando a crise econômica e a escassez de vagas é surpreendente. Esta é a realidade do mercado para Tecnologia da Informação e Comunicação (TIC) que está com falta de mão de obra no Brasil. Sobram vagas no setor por falta de profissionais qualificados; o setor foi responsável por 7% do PIB de 2018 e demandará 420 mil novos empregos entre 2018 e 2024, de acordo com o relatório da Associação Brasileira das Empresas de Tecnologia da Infor mação e Comunicação (Brasscom). O mercado brasileiro é o 7º maior do mundo, atrás de EUA, China, Japão, Reino Unido, Alemanha e

França. Em 2018, o setor era responsável por 1,52 milhão de empregos e criou outros 43 mil novos postos de trabalhos. O grupo de países obteve uma produção setorial de R$ 479,1 bilhões e um crescimento nominal de 2,5%. No UniFOA, o curso de Sistemas de Informação é uma excelente opção para quem almeja fazer parte do mercado que mais cresce no Brasil. Você está pensando nesta possibilidade? Confira tudo o que você precisa saber sobre o curso antes de começar os estudos.

O curso de Sistemas de Informação lida com dados Um profissional de Sistemas de Informação é capacitado para lidar com uma variedade de demandas e problemas. Entretan-

to, de maneira geral, podemos dizer que ele visa à administração do fluxo de informações que circulam na for ma de dados tanto dentro quanto fora de empresas, instituições e organizações.

Omercadodetrabalhoévasto A tecnologia e a internet fazem parte cada vez mais intrínseca de nossas vidas e, nesse contexto, o gerenciamento de dados é uma das maiores tendências empresariais da atualidade. Em média, o salário inicial da área fica em torno dos 2 mil reais, podendo chegar a até 11 mil para os desenvolvedores de softwares. Para aproveitar essa vastidão de oportunidades, considere especializarse e continuar aprimorando seu currículo mesmo depois da graduação, para diferenciar-se cada vez mais.

Alunos do curso durante a final do Campeonato de League Of Legends

Hácaracterísticasideais paraoprofissional Pessoas das mais diversas personalidades e interesses podem se dar bem no campo, mas algumas características são altamente desejadas e vão lhe ajudar a ser bem-sucedido no curso e a se adaptar ao mundo dos Sistemas

de Informação. No dia a dia, você deve saber trabalhar bem sob pressão e manter-se atento aos detalhes. Ser interessado por matemática e tecnologia é fundamental, pois você lidará com isso cotidianamente e deverá ser capaz de pensar logicamente nessas áreas.


SÁBADO, 19 DE OUTUBRO DE 2019

CADERNO

DE EDUCAÇÃO

DIÁRIO DO VALE  9

A hora de definir a melhor escola para o filho Especialistas afirmam que características do próprio estudante devem ser levados em consideração Marcello Casal Jr/Agencia Brasil

Como escolher a melhor escola para os filhos? Especialistas entrevistados pela Agência Brasil dão dicas do que levar em consideração na hora de decidir onde matricular crianças e adolescentes e explicam que não existe a escola ideal, a melhor opção vai variar de acordo com as preferências da família e com as características do próprio estudante. “Tem que visitar a escola, conhecer a estrutura física, verificar a segurança, conhecer o ambiente da escola. Não existe uma escola melhor que a outra, existe uma escola mais adequada que a outra para determinada família”, diz o mestre em educação Rodolfo Fortes, que é professor de pedagogia em Brasília. Segundo Fortes, a escola deve oferecer um bom ambiente social e de aprendizagem. “As pessoas tendem a achar que a escola cara é a melhor escola. Às vezes, tem escola menor e mais barata, que tem excelente ambiente de aprendizagem.” Para Fortes, explica que é importante também envolver a criança ou adolescente nessa escolha. “É importante entender por que a família está se ingressando ou mudando de escola. Às vezes a família precisa trocar de escola e a criança gosta da escola onde estuda. Às vezes a mudança é por questão financeira. A criança pode estudar em uma escola particular e precisar ir para uma pública. Ela precisa compreender o que está acontecendo”, recomenda. Segundo a doutora em educação Shirleide Silva Cruz, as escolas, de acordo com os métodos de ensino

A escola deve oferecer um bom ambiente social e de aprendizagem que adotam, se diferenciam basicamente em dois quesitos: como lidam com o conhecimento, o que envolve o conteúdo específico que será ensinado; e, como organizam o trabalho, ou seja, com avaliam os estudantes, como é a relação do professor com o aluno. “Quando eu escolho a escola dos meus filhos, eu vou olhar como essa escola lida com as temáticas abordadas ao longo do ano, olhar as páginas das escolas nas redes sociais, ver que tipos de projetos elas desenvolvem, vou tentar captar como essa escola entende a construção do conhecimento

e como ela vê o aluno”, diz. Entender o trabalho da escola vai ajudar a evitar frustrações, de acordo com a professora. Uma escola mais tradicional, por exemplo, tenderá ter listas de conteúdos mais volumosos, usar técnicas de aprendizagem de memorização, enquanto uma escola que segue outros métodos pode priorizar mais o diálogo e ter um ensino mais livre e personalizado para os estudantes. “A escolha tem a ver com o perfil da família, que é um mundo. A família deve ter o mínimo de clareza do que quer em relação

ao projeto educativo do filho. Se escolhe uma escola que tem atividades mais livres, com menos tarefa de casa, com projetos didáticos abertos, é incoerente cobrar que queria muita tarefa de casa para o filho não ficar sem nada para fazer”, diz. Participação da família Independentemente da escolha da escola, de ser uma escola pública ou particular, a participação e o acompanhamento dos pais são fundamentais no período escolar. “As próprias escolas procuram ter atividades para as quais chamam a família, além da própria reunião clássica. Tenho vis-

to outras atividades interessantes no final de semana para garantir a participação de pais trabalhadores e terem esse canal como eles”, diz Shirleide. Além disso, segundo a professora, é possível acionar a diretoria e agendar conversas com os professores. Existem também os conselhos escolares e as associações de pais e mestres. Há ainda aplicativos digitais e a própria agenda escolar física, adotada em muitas escolas, por meio da qual pais e professores podem trocar recados e informações obre o desempenho dos estudantes.


10 DIÁRIO DO VALE 

CADERNO

DE EDUCAÇÃO

SÁBADO, 19 DE OUTUBRO DE 2019

UNIFAA lança modalidade de graduação exclusiva Método semipresencial permite que o aluno compareça ao campus apenas três vezes por semana Divulgação

Com mais de 50 anos de tradição atuando no Ensino Superior, o UNIFAA – Centro Universitário de Valença mais uma vez faz valer um de seus pilares: a inovação. A instituição de ensino superior (IES) valenciana sai na frente na busca por novas formas de transformar vidas através da educação. Para isso, acaba de lançar a Graduação do Futuro: um método semipresencial, que permite que o aluno estude presencialmente apenas três vezes por semana, complementando seus estudos de forma online. Tudo isso, junto à metodologia ativa e à estrutura moderna, que já são marcas da instituição. O UNIFAA está sempre atento às transformações do mercado de trabalho, que se torna cada vez mais exigente, e ao fato de que a formação profissional deixou de ser um diferencial e passou a ser uma necessidade. Por isso, se torna a primeira instituição da região a oferecer cursos de graduação na modalidade. Para inaugurar a Graduação do Futuro em grande estilo, quatro cursos já estão com as inscrições disponíveis para início no semestre 2020.1. São eles: Arquitetura e Urbanismo, Engenharia Civil, Engenharia Elétrica e Ciências Contábeis. As inscrições podem

UNIFAA em Valença acaba de lançar a Graduação do Futuro ser realizadas no site www.unifaa.edu.br e estão com 50% de desconto nas matrículas feitas até 31 de dezembro de 2019.

A graduação do futuro A nova modalidade de ensino do UNIFAA possibilita

ao aluno estudar apenas três vezes por semana no campus sede. Para complementar os estudos, ele pode acessar os conteúdos teóricos de forma online, onde e quando quiser, de acordo com a sua disponibilidade. O acesso às aulas online é flexível, podendo ser feito de diversas plataformas,

como computador, notebook, tablet ou celular. Este método de ensino garantirá ao aluno formado pelo UNIFAA a mesma preparação das demais modalidades, onde os alunos são capacitados para enfrentar os desafios do mercado de trabalho. Isso é feito através da

metodologia ativa de ensino, com professores altamente preparados. É por meio dela que o aluno do Centro Universitário de Valença se torna o protagonista do saber, com a qualidade no aprendizado certificada pelos mais de 50 anos de história da instituição.

NOVOS CAMINHOS

Programa abrirá vagas em educação profissional O Ministério da Educação (MEC) vai ofertar mais 1,5 milhão de vagas em educação profissional e tecnológica até 2023. O aumento das vagas faz parte do programa Novos Caminhos. Com o programa, as atuais 1,9 milhão de vagas passarão para 3,4 milhões em todo o país, representando um aumento de 80%. O ministro da Educação, Abraham Weintraub, assinou quatro portarias para dar andamento ao programa.

Segundo o ministro, o objetivo é acabar com preconceitos em relação a cursos técnicos e melhorar a qualificação dos profissionais. “Um curso técnico bom permite ao jovem ter renda superior a alguém formado em curso superior, que não tem foco na realidade.” Essas vagas deverão ser ofertadas tanto no ensino médio quanto para jovens e adultos que já estão fora da escola. A pasta pretende também articular a oferta

dos cursos com a demanda do mercado de trabalho. “A educação tem que estar voltada para o mercado de trabalho, não pode dar as costas e ignorar as demandas do setor produtivo”, disse o secretário de Educação Profissional e Tecnológica, Ariosto Antunes Culau. O programa prevê uma série de ações, que incluem mudanças na regulação da oferta de cursos técnicos, formação de professores e ampliação de cursos profissi-

onais e técnicos. O novo programa se baseia em três eixos: Gestão e Resultados; Articulação e Fortalecimento, e Inovação e Empreendedorismo.

Formação de professores A meta da pasta, além da abertura de novas vagas para estudantes é preparar 40 mil professores da rede pública até 2022 com aulas sobre atualização tecnológica, técnicas pedagógicas vol-

tadas para a educação profissional, empreendedorismo e orientação vocacional e profissional. Serão abertas também 21 mil vagas para formação de professores de ciências e de matemática. Deverão ainda ser reconhecidos mais de 11 mil diplomas de pessoas que concluíram a formação técnica na rede privada de ensino superior desde 2016, mas não tinham chancela da pasta por conta da ausência de ordenamento jurídico.


SÁBADO, 19 DE OUTUBRO DE 2019

CADERNO

DE EDUCAÇÃO

DIÁRIO DO VALE  11

UGB-FERP faz palestra no campus VR em comemoração ao Dia do Idoso Evento faz parte da programação do Programa Universidade Aberta à Terceira Idade Divulgação

Em comemoração ao Dia do Idoso, o UGB-FERP realizou no início do mês uma palestra com o tema “Mama: Importância Funcional e Patológica”, ministrada pelo pró-reitor de Pós-Graduação, Pesquisa e Extensão, Francisco Sampaio. O evento, realizado no Auditório I, no campus Volta Redonda, foi aberto pelo reitor Dr. Geraldo Di Biase Filho. O evento faz parte da programação do Programa Universidade Aberta à Terceira Idade (PROUATI), coordenado pela Pró-Reitora de Pós-Graduação, Pesquisa e Extensão (PROPPEX). Organizadora da palestra, a professora Lúcia Costa destacou a importância desse

tipo de conscientização. -Outubro é o mês do Outubro Rosa, movimento que vem ganhando força a cada ano com o objetivo de levar conscientização sobre a prevenção do câncer de mama. O movimento, que surgiu nos anos 90 na primeira Corrida pela Cura, realizada em Nova York (EUA), g anhou âmbito mundial, tendo diversos monumentos ganhando a cor rosa associada à luta e cura da doença. Ele ajuda a conscientizar as mulheres acerca da prevenção e do diagnóstico precoce do câncer de mama e também a desmistificação da doença, pois quanto mais falamos, mais sabemos lidar e mais encontramos apoio. A PRO-

PPEX não poderia ficar de fora desse movimento e o Dr. Sampaio é médico e pesquisador que possui uma didática de fácil compreensão e uma abordagem muito humana sobre o tema - ressaltou Lúcia. Francisco Sampaio afirmou que “essas iniciativas são muito importantes para conscientizar as pessoas sobre esses problemas”. -São informações, inclusive, que quem assistiu a palestra pode repassar para seus familiares e vizinhos – completou Sampaio. Para Josélia Guedes Valadares, de 66 anos, foi a oportunidade de enriquecer seus conhecimentos. -Achei a palestra ótima. Mostrou tudo e tirou mui-

Evento foi realizado no Auditório I, no campus Volta Redonda, e foi aberto pelo reitor Dr. Geraldo Di Biase Filho tas dúvidas. Muitas vezes as pessoas não sabem a origem de uma doença e foi tudo muito esclarecedor. Que o UGB ofereça mais palestras como essa - disse.

Após a palestra, o público teve a oportunidade de assistir a uma apresentação do coral do UGB-FERP e, em seguida, participar de um coffee break.


12 DIÁRIO DO VALE 

CADERNO

DE EDUCAÇÃO

SÁBADO, 19 DE OUTUBRO DE 2019

Profile for Diário do Vale

9207 - Educacao - Sabado - 19.10 2019  

9207 - Educacao - Sabado - 19.10 2019  

Advertisement