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19 22 DE MARÇO AGOSTO DE DE 2010 2008SEXTA-FEIRA SEXTA-FEIRASUPLEMENTO SUPLEMENTO SEMANAL SEMANAL

DiáriodeCoimbra

DC Magazine DIRECTOR ADRIANO LUCAS

NÃO PODE SER VENDIDO SEPARADAMENTE

ENTREVISTA

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Cazino dão “Lição de Vôo” em Pombal

NB COIMBRA CELEBROU PRIMEIRO ANO DE VIDA À NOITE

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ÓBIDOS FOI CAPITAL DO CHOCOLATE COM 200 MIL VISITANTES GASTRONOMIA

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LEGENDARY TIGERMAN TROUXE FEMINA AO TAGV MÚSICA

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MERCADO QUEBRA-COSTAS REGRESSOU EM ALTA

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ARTESANATO

À DESCOBERTA

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CITROËN DS3 REALÇA A TENDÊNCIA DESPORTIVA

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MOTORES

Reino Moçárabe regressa a Ar’zillah durante o fim-de-semana

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À NOITE

NB comemorou um ano em Coimbra A discoteca convidou o conhecido Alfred Azetto para dirigir os ritmos da noite de aniversário O NB Coimbra comemorou o seu primeiro aniversário, com uma festa recheada de surpresas e uma noite de casa cheia no espaço de animação noc-

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MEALHADA

turna, com direito a bolo de anos e parabéns. A cabine de dj foi ocupada por Alfred Azetto e pelo dj residente, Xaninho. l

MIRANDA DO CORVO

Débora Montenegro nos Três Pinheiros A discoteca Três Pinheiros, na Mealhada, foi palco de uma noite “fashion & sensual” com “chocolate & champanhe”. O espaço recebeu a presença da conhecida actriz Débora Montenegro e convidou o dj Anthony A para garantir os ritmos sempre animados da pista de dança. l

FOTOS: WWW.COIMBRANIGHT.NET

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“houSEsnsations” na D-Luxe A discoteca D-Luxe, em Miranda do Corvo, organizou uma noite de “houSEsnsations”,

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que contou com o Djaneca e com bodypainting a cargo de Miss Baba. l


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ENTREVISTA

“Os nossos espectáculos são uma história com enredo” Os Cazino actuam amanhã no Café Concerto, em Pombal, para mais um espectáculo da sua tour de Inverno. No palco, a banda propõe energia e momentos apoteóticos, que servem de lançamento e apresentação do álbum de estreia, “Metamorfose” Joana Martins

Álbum tem despertado a atenção do público

DCM Qual é a sensação de ouvirem o público a cantar em coro os vossos temas? C É óptimo e é sinal de que a música está de facto a chegar às pessoas. DCM Isso acontece só com a Lição de Voo ou também com os outros temas do álbum? C Aos poucos já começa a acontecer com outras músicas. É óbvio que aparecem sempre pessoas que sabem todas de cor, mas também há pessoas em que se nota que é a primeira vez que ouvem algumas músicas e que aderem e cantam. É muito importante para nós termos a oportunidade de mostrar o nosso trabalho, porque ele não se resume à Lição de Vôo, apesar de essa ser uma música que define muito bem o nosso disco. No entanto, nós passamos por vários ambientes musicais e as pessoas apercebem-se disso ao vivo e nós percebemos que, à medida que o espectáculo se vai desenvolvendo, vamos conquistando as pessoas e o fim é quase apo-

FERREIRA SANTOS

DC Magazine Já fizeram alguns espectáculos no âmbito deste Tour de Inverno. Qual o balanço que fazem até agora? Cazino Está a correr muito bem e estamos a mostrar que é possível encontrar soluções, sobretudo nesta altura um pouco ingrata para os espectáculos ao vivo. É sempre uma oportunidade única de, na primeira pessoa, apresentarmos o nosso trabalho, que editámos no passado mês de Junho, e a experiência tem sido muito positiva. Temos tidos surpresas incríveis em termos de aceitação do público e sentimos que temos vindo a fidelizar as pessoas, algo que é muito importante para nós. O novo single, Lição de Vôo, tem resultado muito bem e é assim que as coisas funcionam, quando flúem de forma natural. Este single tem sido um bom cartão de visita para os nossos espectáculos e as pessoas conhecem-no quase automaticamente. A BANDA actua amanhã no Café Concerto de Pombal teótico. Num dos primeiros concertos que demos, nas Taipas, tivemos de fazer dois encores. DCM É essa apoteose que define os Cazino ao vivo? C Ao vivo temos oportunidade de mostrar o que realmente somos, não só por ao vivo ser um pouco mais energético, por ter um pouco mais de decibéis, mas por não transpormos apenas o disco para o formato ao vivo. Nós criámos e pensámos num conceito de espectáculo com atractivos extras, porque, no fundo, se as bandas repetissem apenas os discos, as pessoas poderiam comprá-los e ouvi-los no conforto das suas casas. Tem de haver sempre coisas extra, novidades, e é isso que procuramos. O nosso espectáculo passa por várias fases e por várias formas, roça universos um bocado distintos e díspares, mas, ao mesmo tempo, homogéneos. Mais que tudo, tentamos que as pessoas assistam quase como se estivessem a ver um

filme ou a ler um livro, é uma história com um enredo. DCM Como se juntaram os Cazino? C Todos nós já tínhamos um passado na música. Basicamente quem deu o mote fui eu (Alexandre Almeida) e o meu irmão (Nuno Almeida), que já há muitos anos acalentávamos a ideia de ter uma banda. Faltava-nos a peça fulcral, o vocalista, e andámos quase dez anos a ver bandas novas e um dia descobrimos o Duda. Foi aí que os Cazino começaram. Gravámos uma música e quando a acabámos percebemos logo que aquilo iria resultar. DCM Quando começaram foi maior o medo ou o espírito de aventura? C Foi um misto dos dois e, ao mesmo tempo, alguma auto-confiança. Acima de tudo acreditamos no que fazemos, mas claro que a música é sempre imprevisível. Apesar de

termos todos experiência, a questão é que essa experiência apenas serve para que consigamos ultrapassar alguns amadorismos mais que naturais no início de qualquer projecto. Nós não esquecemos que somos uma banda nova e não queremos saltar etapas. Também não queremos apressar as coisas e não temos como objectivo o sucesso imediato, até porque entendemos que isso é perigoso, que se fica um pouco preso naquilo e que depois é complicado fugir dali. Já percebemos, pelos espectáculos que temos dado, que estamos a passar o nosso trabalho e a fidelizar as pessoas e temos dado provas de que estamos aqui para ficar. DCM É essa garra misturada com uns pés assentes na terra que define quem são os Cazino? C É uma boa forma de nos descrever. DCM E onde é que a banda se vê daqui a uns anos?

C Vemo-nos a fazer música e a continuar neste mundo. Acima de tudo, o que queremos daqui a uns anos é ser uma referência no panorama musical português. DCM Quem são as vossas referências musicais? C O pop rock é a maior referência que temos, mas na banda há gostos e interesses variadíssimos, que vão desde a música clássica ao jazz. Em termos de artistas portugueses, por exemplo, admiramos muito o David Fonseca, a Rita Redshoes, os Clã, entre tantos outros. O nível qualitativo subiu muito nestes últimos anos e cada vez mais, em Portugal, há espaço para todos e isso é muito importante. DCM Quando começaram a vossa carreira decidiram logo cantar em português? Não tiveram tendência para fugir para o inglês? C Seria mais que normal que se

I Oriundos do Porto, os Cazino são constituídos por um grupo de músicos experientes – Alexandre Almeida (exBandemonio), Daniel Carvalho, Domingos Alves (ex-Fingertips), João Nuno (ex-Bandemonio) - e por um vocalista carismático – Duda. O grupo lançou em Junho o seu álbum de estreia, “Metamorfose”. “Lição de vôo”, o single de avanço do álbum, foi escolhido para a banda sonora da novela da TVI “Deixa que te leve”. A banda anunciou em Janeiro a sua Tour de Inverno que, depois de já ter passado por Lisboa, Aveiro, Tomar, Braga, Coimbra, Porto e Sines, estará amanhã em Pombal, seguindose, no dia 27 de Março, a Tertúlia Castelense, na Maia, e o Jet7, na Figueira da Foz, a 17 de Abril. l

ouvisse em inglês o nosso disco e o género musical que praticamos e, aliás, são essas as influências que se sentem no álbum. No entanto, é muito bom cantar em português, porque chegamos a mais pessoas e mesmo ao nível do nosso trabalho e daquilo que temos para dizer, a mensagem chega completa por falarmos na nossa língua. DCM O que se segue quando terminarem esta Tour de Inverno? C O processo criativo nunca pára e nós estamos sempre a compor temas novos, mas para já estamos a promover o nosso primeiro disco e é assim que vamos continuar. l


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À DESCOBERTA

Reino de Ar’zillah propõe viagem à Idade Média Esta é a quarta edição da Feira Medieval de Arzila e, mais uma vez, são esperados centenas de visitantes na freguesia I Bombos e gaitas-de-foles, saltimbancos e cobras enfeitiçadas, meninas com coroas de flores na cabeça e homens de longas vestes e espadas à cintura… São estes alguns dos ingredientes de mais uma viagem no tempo em que a localidade de Arzila embarca já amanhã. Quase à beira-rio, no parque de merendas, decorrerá a quarta edição da Feira Medieval, uma verdadeira visita na primeira pessoa ao século XI, onde mouros, cristãos, moçárabes e hebraicos vivem em perfeita tolerância. O ambiente é de festa no Reino Moçárabe de Ar’zillah. A Associação de Música Popular e Medieval Fonte da Pipa é a entidade responsável pela realização da Feira Medieval de Arzila e a localidade espera centenas de visitantes. Cerca de meia centena de artesãos ligados a diversas actividades como a cestaria, madeiras, roupas, peles, ourivesaria e pedras preciosas vão participar nesta edição do evento. Este ano, a feira conta com uma “representação gastronómica” da cidade marroquina de Arzila, bem como com um grupo de três músicos e uma bailarina. A vinda desta “comitiva” marroquina vai ao encontro do

desejo dos organizadores do certame de estabelecerem uma “geminação” com a localidade portuguesa de Arzila. Uma ideia que surgiu na edição anterior e que dá este ano os primeiros passos, como referiu Francisco Pimentel, presidente da Associação de Música Popular e Medieval Fonte da Pipa, que organiza o evento. Além disso, no espaço onde se realiza a feira, foi construído um castelo em madeira para enquadrar e ao mesmo tempo dar mais realismo à iniciativa. As actividades de animação são, como já é costume, garantidas pela companhia de teatro Vivarte, originária de Oliveira do Bairro. Teatros ao vivo e muitas danças são algumas das promessas para este fim-de-semana medieval de entrada gratuita. Assim, amanhã e domingo, a freguesia de Arzila viaja no tempo e assume o burburinho e bulício próprios das feiras dos tempos medievais, com o som da gaita de foles, a azáfama, os pregões, as cores da Idade Média e o encontro privilegiado de nobres, clérigos, camponeses e artesãos. Nas bancas espalhadas pelo espaço, os visitantes poderão observar os artesãos de outros tempos a trabalhar em madeira,

a vender sapataria medieval ou provar os sabores de há séculos, como a perna de porco no espeto ou sopa da pedra. As danças nobres prometem animar o recinto e, para adoçar a boca, não faltarão pastéis e queijadas de Tentúgal, broa de milho, bolos doces, pão-de-ló, marmeladas e compotas. O evento começa amanhã, às 10h00, e termina domingo, pelas 18h30. l

Associação com vasta experiência nacional A Associação de Música Popular e Medieval Fonte da Pipa (AMPMFP) é uma entidade constituída em 2008, fruto da conjugação de esforços dos grupos musicais constituintes: “ Fonte Nova”, “Fonte da Pipa” e “Kopus Arryba”. O interesse comum dos seus constituintes é a divulgação da música popular e medieval portuguesa, sendo esta feira apenas um dos projectos dinamizadores da freguesia. Com cerca de 15 anos de existência e

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uma vasta experiência a nível nacional, nomeadamente na divulgação de música popular portuguesa, o grupo Fonte Nova foi um dos maiores impulsionadores desta associação. De facto, esta colectividade acumula já participações em inúmeras actividades, tais como, feiras à moda antiga, feiras medievais, encontros de música popular, actuações de palco e participação em eventos de caridade junto de entidades de solidariedade social, têm levado o nome de Arzila/ Coimbra a todos os cantos de Portugal. Basicamente o objectivo é a dinamização de uma freguesia que se revela cada vez mais receptiva a este tipo de actividades. l

AMANHÃ 10h00 Arruada Musical pelas ruas de Ar’zillah 11h30 Abertura oficial do mercado e leitura do Edital no Pelourinho 12h00 A visita do meirinho e do Almotacem às tendas de mercadores 12h30 Tempo dos manjares - comeres e beberes nas quitandas do mercado 14h30 Saltimbancos, Bufons e exercícios de Falcoaria 15h30 Trajes e Andrajes - desfile de indumentárias e réplicas medievais 16h30 Baifias e Folguedos na Praça do Pelourinho 17h00 Torneio de armas a cavalo 19h00 Tempo de manjares do Paúl, do Rio e do Mar - comeres e beberes nas quitandas do mercado com petiscos de pesca artesanal 21h00 Roda de fogo dos saltimbancos 22h00 “Momento árabe” - Encantador de Serpentes, dança do Ventre e Dança Sufi 23h00 Representação teatral da Lenda da Donzela Moura - com malabares de fogo 24h00 Efeitos pirotécnicos e encerramento


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PARA VISITAR EM ARZILA

FOTOS: ARQUIVO/FERREIRA SANTOS

PAUL DE ARZILA I Uma visita a Arzila não pode deixar de fora a Reserva Natural do Paul de Arzila, um verdadeiro cartão de visita desta freguesia, com um comprimento aproximado de três quilómetros e uma área de 160 hectares, alongando-se a Sul pelo Vale dos Moinhos, até junto da pequena povoação conhecida pelo nome de Casal das Figueiras, é limitado a Norte pela estrada nacional 341. O Paul deve o seu nome a povoação de Arzila, que está situada no monte sobranceiro ao seu topo, na margem direita. Após dez anos de exploração, palestras, exposições de toda a ordem junto das autarquias locais e membros do governo responsáveis, incluindo o Presidente da República, o Paul de Arzila foi finalmente considerado “Reserva Natural”.

PROGRAMA DOMINGO 10h00 Arruada musical de bombos pelas ruas de Ar’zillah e anúncio da chegada da Primavera e dança da flor 12h00 Abertura do mercado e recepção do Sheik Magreb Afarabide Ar’zillah com embaixada de graciosos dromedários do Atlas, com vista à geminação das duas localidades 12h30 Tempo de manjares moçárabes - comeres e beberes nas quitandas do mercado com petiscos de além mar 13h00 Petiscos tradicionais de Ar’zillah 14h30 Real Cortejo da Primavera com Duendes e Fadas 15h30 Torneio de cortesia entre cavaleiros cristãos e cavaleiros mouros 16h30 Bailias e Folguedos com danças mouras e exercícios de falcoaria 17h30 Espectáculo de Encerramento “Juízo eclesiástico de heresias e malfeitorias” 18h00 Tempo de merendar os últimos acepipes da festa 18h30 Encerramento e lavagem das vasilhas e almotolias

IGREJA MATRIZ I Um dos ex-libris que a freguesia de Arzila tem para oferecer é a sua igreja Matriz, datada do século XVIII. A sua fachada data de 1865 e, no arco do cruzeiro, encontra-se a data de 1672, que deve corresponder à grande reforma. Lá existe uma grande escultura de pedra da Virgem com o Menino, a “Senhora da Natividade”, característica da Renascença, do século XVI, e que se pensa ter sido feita na escola de João de Ruão. PONTE DO PAÇO I Ainda digna de visita é a Ponte do Paço, que divide o concelho de Coimbra do de Montemor-oVelho e que a crendice popular atribui aos mouros. À Ponte do Paço está associado um pequeno grupo de mesas e bancos e onde é possível observar os pequenos guarda-rios (Alcedo atthis) com a sua plumagem de um brilhante azul eléctrico. Fonte: Junta de Freguesia de Arzila


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Femina conquistou público no TAGV XII Semana Cultural da Universidade de Coimbra trouxe Legendary Tigerman ao Gil Vicente tar “Femina”, o disco em que o Legendary Tigerman abandona as suas viagens solitárias e recorre ao universo feminino que, de forma ora explicita ora dissimulada, o acompanha desde o álbum de estreia. l

FOTOS: CELESTINO GOMES

Legendary Tigerman subiu, no passado fim-de-semana, ao palco do Teatro Académico Gil Vicente, no âmbito da XII Semana Cultural da Universidade de Coimbra. Paulo Furtado teve assim oportunidade de apresen-

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“NOVAS PAISAGENS SONORAS”

JP Simões apresentou Boato

Mercado Quebra-Costas regressou com novidades

O SALÃO BRAZIL recebeu a primeira apresentação do álbum Boato, de JP Simões, na cidade de Coimbra. O público presente teve assim oportunidade de ouvir o músico a solo e apreciar as músicas que fazem parte do disco sucessor do aclamado 1970. FOTO: D.R.

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FOTOS: FERREIRA SANTOS

I Artesanato, vestuário e gastronomia do mercado tiveram a companhia da música, teatro, poesia, dança e ainda uma vertente pedagógica para os mais novos, naquela que foi a primeira edição deste ano do Mercado QuebraCostas, fruto de um esforço conjunto entre os lojistas da Alta de Coimbra, jovens criadores e alguns agentes culturais da cidade para animar o centro histórico. O Mercado Quebra-Costas adoptou um novo modelo de funcionamento, aliando às tradicionais “barraquinhas de vendas” uma programação cultural complexa, subordinada ao tema “Novas paisagens sonoras”. A iniciativa foi impulsionada pela Associação Arte à Parte e pelos alunos da cadeira “Política e programação culturais”, do curso de

Estudos Artísticos da Faculdade de Letras da Universidade de Coimbra (FLUC). As bancas de cerca de 25 criadores coloriram o Quebra-Costas, através de livros, cd´s, arte-

sanato, vestuário e da gastronomia. Os dj´s da Rádio Universidade de Coimbra animaram o mercado e os visitantes tiveram ainda acesso ao “Espaço lounge”, equipado com pequenos “pufs”,

uma mesa com material informativo relativo a entidades da cidade e uma “parede de poesia”, onde a ideia era continuar o poema deixado em aberto pelo cidadão anterior. l

WE SALUTE AC/DC iniciaram Tour

O PROJECTO WE SALUTE AC/DC! Live Tribute - Tour 2010 arrancou em Pombal, com um concerto que serviu para apresentar oficialmente esta homenagem à lendária banda australiana. O espectáculo decorreu no Pavilhão das Actividades Económicas e Culturais e foi palco de uma ambiciosa produção, que combinou imagem, luz e cenários originais. FOTO: D.R.

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Terminou o festival mais doce do país

AGENDA

HOJE IN:MOTION NA FNAC COIMBRA I Os in:motion estão esta noite ao vivo na Fnac Coimbra, a partir das 22h00, para apresentar o seu EP homónimo. A música da banda surge da energia do rock moderno aliada à intensidade da música heavy e à inovação do género alternativo.

O Festival Internacional do Chocolate de Óbidos chegou ao fim, entregando prémios aos vários participantes

GALA SOLIDÁRIA NO CASINO I O Casino Figueira recebe hoje a Gala Sabores Solidários, agendada para as 20h00, e cujas receitas revertem a favor da Madeira. A iniciativa inclui uma mostra e prova de produtos da Madeira, a apresentação nacional da exposição de aguarelas “Funchal Esquina do Mundo”, de Vasco D’Orey Bobone, e música com Paulo de Carvalho, Vânia Fernandes, Joana Machado e Yolanda Soares. Para informações e reservas estão disponíveis o número 233 408 400 e o e-mail reservas@casinofigueira.pt.

FOTOS: D.R.

A ESCULTURA da Muralha da China

O FESTIVAL recebeu cerca de 200 mil visitantes

“VAI-SE ANDANDO” NO CAE I O Centro de Artes e Espectáculos da Figueira da Foz apresenta hoje e amanhã, pelas 21h30, a peça de teatro “Vai-se Andando”, com José Pedro Gomes, que continua a tentar perceber o que faz de nós um povo tão especial. A peça tem encenação de António Feio e o custo dos bilhetes é de 15 euros por pessoa, estando os mesmos estão à venda no Centro de Artes e Espectáculos e em www.cae.pt. FESTIVAL DE TUNAS NO TAGV I Denominado 8 Badaladas, o VII Festival de Tunas Mistas de Coimbra tem lugar hoje, pelas 21h30, no Teatro Académico Gil Vicente, em Coimbra. As tunas a concurso são a EnfTuna, Iscalina, Magna Tuna ApocalISCSPiana e Phartuna.este. A convidada é a TAUC e a entrada é gratuita.

O CASTELO DE GUIMARÃES em chocolate Terminou mais uma edição do Festival Internacional do Chocolate de Óbidos, que teve lugar na Cerca do Castelo e acolheu, durante dez dias, cerca de 200 mil visitantes. As grandes atracções do evento foram a Passagem de Modelos com Chocolate, com a presença do estilista Augustus, a Gastronomia Criativa, o Cake Design e as Esculturas das Maravilhas do Mundo. No último dia do certame decorreu, no Auditório da Cerca do Castelo, a cerimónia de entrega de prémios. No Concurso de Esculturas de Chocolate, que teve como tema as “Maravilhas do Mundo”, venceu, na Elegância da Escultura, o Taj Mahal, enquanto na harmonia da mesma, a distinção foi para Petra. O prémio de Expressão Figural da Escultura foi atribuído à Chichen Itza e o Rigor Histórico da Escultura ficou com O Coliseu de Roma, da autoria do pasteleiro de Coimbra, Júlio Borges, da Pastelaria Moeda. Venceram na categoria de Criatividade e Dificuldade da Escultura o Castelo de Guimarães e na Estética da

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Escultura ganhou A Muralha da China. “A Pastelaria Barca Doce” foi a eleita no Concurso de Montras de Chocolate, enquanto que, no Concurso Internacional de Receitas de Chocolate, o primeiro prémio foi para João Pereira, com a receita de Creme de Pêra e Foie Gras em Esfera de Chocolate. No Concurso Chocolatier Português do Ano 2010 o vencedor foi Filipe Martins e, no Concurso Ourives de Chocolate, o vencedor foi Alves e Carlos. l

A ESCULTURA do Coliseu de Roma venceu a categoria de Rigor Histórico

AMANHÃ CAZINO NO CAFÉ CONCERTO I O Café Concerto, em Pombal, recebe esta noite, pelas 23h00, um espectáculo com a banda Cazino, integrado na Tour de Inverno do grupo e que ao mesmo tempo assinala o 7.º aniversário do espaço. A entrada tem o custo de 4 euros. “EXPERIÊNCIA INTERNACIONAL” NO TAGV I Amanhã, pelas 21h30, o Teatro Académico Gil Vicente, em Coimbra, recebe o concerto “Experiência Internacional”. José Valente na viola-d’arco, Lukas Krazelbinder no contrabaixo, Eden Bareket no saxofone barítono, Rodrigo Parejo na flauta e Mário Costa na bateria dão vida a esta produção da Associação Arte À Parte. O preço é de 10 euros e 8 euros para estudantes.

O CRIADOR Augustus marcou presença

INQUIETUDE APRESENTADO EM COIMBRA I Inquietude é o nome do romance de estreia de Zé Manel, exvocalista e letrista da banda Fingertips. O enredo trata de uma jovem que, após ter vivido com os olhos postos no futuro, começa a descodificar as lacunas do passado. A apresentação da obra decorre amanhã, às 17h00, na Fnac Coimbra. DAN RIVERMAN AO VIVO I Os elementos da banda Dan Riverman assumem-se como barqueiros, tão diferentes na essência como no instrumento que tocam, e Dan torna-se o dono de um cais envolto numa densa neblina. Podem ser ouvidos amanhã, às 22h00, na Fnac Coimbra.

DOMINGO FILIPE MARTINS venceu o concurso Chocolatier Português

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JOÃO PEREIRA venceu o Concurso Internacional de Receitas de Chocolate

CLAUD APRESENTA PENSAMENTO I Claud apresenta um trabalho onde se cruzam instrumentos como a guitarra braguesa, a gaita-de-foles, os adufes e os tambores. O álbum chama-se Pensamento e pode ser escutado ao vivo este domingo, a partir das 17h00, na Fnac Coimbra.


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19 DE MARÇO DE 2010 SEXTA-FEIRA REDACÇÃO E PUBLICIDADE RUA ADRIANO LUCAS 3020-264 COIMBRA TELEFONE 239 499 900

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BREVES

A PRESENÇA de sete temas decorativos, dos quais apenas quatro estarão acessíveis já no arranque, expressa uma oferta de estilos que visa satisfazer variados gostos e realça a tendência de personalização do DS3. Desde o espírito tatuado, presente no tema Maori, ao étnico Zebre, passando pela noite parisiense do Paris Night ou pela vibração positiva do Onde, para apenas referir quatro, todos eles incutem uma alma peculiar adequada aos diferentes perfis dos condutor.

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FOTOS: CARLOS SOUSA

Citroën DS3 “respira” competição A inspiração desportiva surge a cargo dos motores a gasolina e no desenvolvimento ao nível da direcção e suspensão. Um verdadeiro carro de ralis, emocionante e sedutor Carlos Sousa O novo modelo da Citroën recebeu o “dedo” do estilista Yves Saint Laurent. A marca francesa desenvolveu o DS3 Yves Saint Laurent, uma edição especial desenvolvida em colaboração com a “casa” de um dos mais famosos estilistas mundiais. Acabado de ser lançado em Portugal, o modelo francês foi sobejamente “vestido” com as cores de Yves Saint Laurent, combinando vermelho com a tonalidade negra utilizada no tejadilho, retrovisores e jantes. No tejadilho, destaque para as iniciais do estilista francês. O DS3 nasceu para apelar às emoções e às escolhas radicais, com a marca francesa do grupo PSA Peugeot/Citroën a recuperar a sigla DS para conceber um modelo que diz ser “anti-retro” e capaz de criar hoje as recordações de amanhã. O DS3 sobressai pelo seu inegável estilo radical e sedutor que se torna exclusivo graças ao enorme leque de possibilidades de personalização disponíveis, um comportamento dinâmico que faz ultrapassar as linhas de modernidade. É na estrada que a nova coqueluche da Citroën denota eficácia e presença, vin-

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cada pela serenidade e inteligência de concepção que a torna polivalente e agradável de utilizar em qualquer situação. O DS3 traça o seu próprio caminho, colocando o desejo no centro da experiência automóvel. Com o seu estilo esculpido e as suas linhas salientes, o DS3 exerce uma verdadeira atracção. Primeiro representante da nova imagem da marca francesa, o DS3 seduz pelas formas exteriores – irresistíveis, a radical barbatana de tubarão na linha de cintura, o tecto flutuante e as conchas laterais com luzes LED – e pelo ambiente elegante e tecnológico a bordo. A inspiração desportiva surge a cargo dos motores gasolina e do trabalho desenvolvido na direcção e suspensão. Concentrado de energia, o DS3 oferece uma atmosfera a bordo única, fundindo a elegância com a tecnologia e onde abunda a qualidade. A instrumentação sofisticada – com um grupo de três mostradores cónicos – os comandos da condução próximos do condutor, a posição de condução baixa e os bancos envolventes produzem um efeito de “cockpit”. E materiais cromados asseguram um ambi-

FICHA TÉCNICA PRINCIPAIS CARACTERÍSTICAS DIMENSÕES (COMP/LARG/ALT) DISTÂNCIA ENTRE EIXOS MOTOR TIPO 4 CILINDROS CILINDRADA POTÊNCIA CV/KW/RPM BINÁRIO (NM)/RPM PNEUS

3948/1737/1451 2460 MM THP 200 16V + TURBO 1598 CC 200/147/5800 275/2500 À 4000 205/40 R 18

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ente dinâmico fornecendo luxo e distinção. Com efeito, a partir do interior emanam diferentes elementos, recortados e integrados com elegância, bem como a sua montagem realizada com extrema minúcia. O tablier – no qual a parte superior elevada faz ligação com o tejadilho flutuante – exprime fluidez. A horizontalidade do conjunto é reforçada por uma tira que percorre o tablier de um

lado ao outro, assegurando também a ligação entre os dois passageiros dianteiros. A posição de condução passa a ser um “cockpit”, com muitas semelhanças aos verdadeiros carros de competição, aproximando o condutor de todos os comandos e instrumentos necessários à condução. O conjunto de três ecrãs cónicos, o volante de pequeno diâmetro e os bancos desportivos baixos e envolventes

O CONTACTO prático com o Citroën DS3 teve lugar no triângulo, Condeixa, Coimbra e Cantanhede. Num primeiro olhar, nota-se de imediato o impacto causado pelos detalhes originais das linhas exteriores e interiores com acentuada tendência jovem e desportiva. Todo este cenário estilístico perderia a sua força sem a presença de um motor pujante, e o DS3 não frustra expectativas com a versão 1.6 THP de 16 válvulas a ser equipada com um bloco de 150 cv que se revelou vigoroso e capaz de deliciar os adeptos de performances entusiasmantes que agarram o modelo à estrada e onde não falta sequer um ronco de motor de impor respeito.

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conferem ao conjunto um carácter absolutamente desportivo. Para lá das estratégias de comunicação – que incluem “spots” publicitários com declarações de John Lennon e Marilyn Monroe – a verdade é que a Citroën foi particularmente feliz no desenvolvimento do DS3. Deu-lhe estatuto – através do cuidado especial colocado nos interiores – e identidade exclusiva, quer pelo arrojo do “design”, quer pelas soluções de personalização que propõe aos consumidores. Com aposta muito direccionada para a personalização, o DS3 surge com quatro opções diferentes em termos de motores. Rival assumido do Mini e do Alfa Romeo MiTo, o Citroën DS3 tem todos os predicados para fazer carreira no sub-segmento dos pequenos carros premium. O DS3 estará disponível a partir de Abril com cinco motorizações distintas, das quais duas são diesel e outras três são a gasolina. A primeira dupla é composta pelo 1.6 HDi em duas variantes distintas, de 90 cv e 110 cv. Os blocos a gasolina são três e começam no 1.4 de 95 cv, prolongam-se pelo 1.6 de 120 cv e terminam com o sobrealimentado 1.6 THP com 155 cv. l

I OS 214 KM/H de velocidade máxima anunciada pela marca nessa motorização e um poder de aceleração capaz de arrancar dos 0 aos 100 km/h em 7,3 segundos ajudam a perceber o desempenho solto que podemos esperar do topode-gama a gasolina, ao qual não falta o tal ressoar do motor que caracteriza os modelos mais audaciosos. Abaixo deste bloco, vai marcar presença um bloco 1.6 VTI de 120 cv para quem não é tão exigente em termos de comportamentos velozes, mas que, mesmo assim, é capaz de atingir aos 190 km/h.


DC Magazine - 19 de Março