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Porque se comemora o Dia dos Namorados? Há quem diga que é o dia mais romântico do ano. Há quem ache que tudo não passa de uma jogada de uma sociedade consumista. O certo é que todos os anos, nas primeiras semanas de Fevereiro, os corações e o vermelho dão cor a muitas das montras das lojas que não deixam escapar a oportunidade de apelar à clientela para que entrem e tornem o Dia dos Namorados num dia verdadeiramente especial. Mas de onde vem esta tradição? As origens da comemoração do dia 14 de Fevereiro não são claras e as referências que se encontram a esta efeméride contradizem-se muitas vezes. Ainda assim, parece comummente aceite que na origem do Dia dos Namorados está uma festa em homenagem a Juno, deusa da fertilidade e do casamento, que decorria na Roma Antiga. Nesta festa, os rapazes tiravam de uma caixa o nome da rapariga com quem fariam par durante os festejos, que habitualmente se prolongavam por um mês. Esta festa terá decorrido durante oito séculos, até que no ano de 496 d.C. o Papa Gelásio I instituiu o dia 14 de Fevereiro como o Dia de São Valentim, protector dos namorados, fazendo com que a celebração cristã pusesse um fim ao paganismo do festival. Mas, de acordo com a Agência Ecclesia, a menção a São Valentim foi removida do calendário litúrgico em 1969, “numa decisão de reformar as festas dos santos que tiveram origem em lendas”, ficando o dia 14 de Fevereiro consagrado apenas a São Cirilo e São Metódio. Não obstante, a festa continua a ser assinalada em muitos locais. QUEM FOI SÃO VALENTIM

A ligação de São Valentim à cidade italiana de Terni parece inquestionável. Tendo sido um dos primeiros bispos da cidade, é na Basílica local que ainda hoje se encontram as suas relíquias. Ao lado da sua urna há uma inscrição que diz “São Valentim, patrono do amor”. Ao local acorrem, todos os anos, muitos casais apaixonados que renovam promessas de amor por altura do Dia dos Namorados. As incertezas surgem quanto à sua origem, havendo pelo menos duas versões onde os factos se confundem com a lenda. Numa das histórias, diz-se que junto à sua igreja haveria um jardim onde Valentim cultivava rosas. À tarde, deixava que as crianças brincassem por ali e entregava a cada uma delas uma flor para que entregassem às suas mães, fazendo com que os petizes fos-

sem directamente para casa e cultivassem laços de afecto com os pais. Valentim era também conhecido por ser um excelente reconciliador de casais de namorados, uma fama iniciada depois de o bispo ter feito com que um jovem casal se reconciliasse após uma briga, oferecendo ao par uma rosa, com a qual explicou a importância da união entre o casal. O casamento dos dois acabaria mesmo por ser celebrado pelo bispo, numa festa que fez grande furor na cidade. O seu dom da cura era também bastante afamado. De tal forma que foi chamado para tratar de um doente em Roma, na altura governada por Aureliano, um imperador cruel. Na sua estadia na capital do império, Valentim converteu à religião cristã o filósofo grego Crato e três dos seus discípulos, expondo-se aos delatores pagãos. Acabou por ser condenado à morte e decapitado a 14 de Fevereiro de 273. UMA OUTRA VERSÃO

A segunda história, e talvez a mais conhecida, diz que São Valentim foi um mártir no reinado de Cláudio II, por se ter recusado a renunciar ao Cristianismo. Consta que em pleno século III o Império Romano atravessava diversas dificuldades, tendo sofrido alguns desaires militares. Cláudio II terá, então, pensado que os soldados solteiros, sem ligações afectivas, eram mais destemidos nos confrontos. A celebração de casamentos foi, assim, proibida. Mas o sacerdote Valentim conti-

nuou a celebrar os matrimónios, ainda que secretamente. Acabou por ser descoberto, detido e condenado à morte. Há versões da lenda que acrescentam que, enquanto preso, Valentim se terá apaixonado pela filha do seu carcereiro, uma jovem cega que depois de se enamorar pelo sacerdote recuperou a visão. Conta-se que durante a prisão do santo muitos eram os jovens que deixavam bilhetes a garantir que ainda acreditavam no amor. E que o sacerdote terá escrito à sua amada uma carta onde assinava “do seu Valentim”, uma expressão que ainda hoje se usa nos cartões do Dia dos Namorados, sobretudo nos Estados unidos. Também nesta versão Valentim acabou decapitado no dia 14 de Fevereiro, por ordem do imperador. Facto ou lenda, a verdade é que São Valentim continua a ser considerado o santo dos apaixonados e dos amantes, e todos os anos é celebrado um pouco por todo o mundo. Na maioria dos países, entre os quais Portugal, Japão e Estados Unidos (onde este dia cria uma verdadeira corrida aos cartões românticos), o Dia dos Namorados é celebrado a 14 de Fevereiro. Já no Brasil, a festa comemora-se a 12 de Junho, na véspera do dia de Santo António, o santo casamenteiro. E em todas as culturas, flores, chocolate e cartões com juras de amor eterno, são as prendas mais tradicionais. Joana Fialho jfialho@gazetacaldas.com

À semelhança do que acontece com a sua história, também a representação de São Valentim, patrono dos namorados, tem várias versões

O Cupido como símbolo do amor A figura de uma criatura alada e aparência infantil, munido de arco e flecha é algo indissociável do Dia dos Namorados, consagrado ao amor. Trata-se do Cupido, que na mitologia romana era o equivalente a Eros, o deus grego do amor. Filho de Vénus (deusa do Amor e da Beleza) e de Marte (deus da Guerra), encarnava a paixão e o amor e as feridas das suas setas despertavam estes mesmos sentimentos nas suas vítimas. Muitas vezes apresentado como um tanto ou quanto descuidado nas ligações que fazia com as suas setas, o Cupido era entendido como um deus benéfico, cuja acção trazia felicidade às suas vítimas. Cupido é também conhecido pelo mito da sua relação com Psique, uma jovem cuja beleza despertou a inveja e ira de Vénus. De acordo com o mito, Vénus lançou sobre Psiqué a profecia de que esta haveria de se apaixonar pelo homem mais feio da terra. E para alcançar os seus objectivos, encomendou o serviço ao próprio filho. Mas quando o Cupido lançou a sua seta sobre Psique, acertou em si próprio, apaixonando-se perdidamente pela jovem que a mãe odiava. Com a ajuda de Zéfiro (o vento Oeste), levou a jovem para o seu palácio e depois do cair da noite garantiu-lhe que se casariam e Psique

teria tudo quanto quisesse. Mas havia uma condição: a jovem não poderia tentar vê-lo. Certa noite, a jovem não cedeu à tentação e depois do Cupido adormecer, acendeu uma lamparina e ficou encantada com a visão do deus de cabelos louros. Mas uma gota de óleo caiu sobre Cupido, que acordou assustado e depressa desapareceu. Foi o fim do encanto em que viviam os dois e Psique ficou sozinha num sítio deserto. De acordo com uma das várias versões do mito (que em muito se confunde com o mito grego de Eros e Psique), a jovem ter-se-á, então, submetido a quatro desafios lançados por Vénus para conseguir recuperar o seu amado. O último acabaria por a submeter a um sono profundo e mortal. Quando soube do sucedido, Cupido foi procurar a sua amada e, fazendo uso dos seus poderes, trouxe-a de volta à vida, perdoando-lhe por ter desrespeitado as suas ordens. A história e a perseverança da jovem comoveram os deuses, que a tornaram deusa para que pudesse passar a eternidade junto de Cupido. J.F.

O Cupido, pintado por WilliamAdolphe Bouguereau (1825-1905)


III

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“Enquanto um indivíduo não aceitar que aquela relação terminou, dificilmente partirá para outra que o possa fazer feliz”

Segundo o psicólogo Luís Paulo Baptista, os pais não devem envolver-se demasiado nos namoros dos filhos

Ajudar as pessoas a lidar com o desamor ou com o fim das relações faz parte das tarefas de um psicólogo. O caldense Luís Paulo Baptista já acompanhou alguns desses casos e explica que o primeiro passo a dar é encarar a realidade e perceber que a relação terminou. Enquanto um indivíduo não acei“Enquanto tar que aquela relação terminou,

dificilmente partirá para outra que o possa fazer feliz” feliz”, refere o psicólogo, acrescentando que também faz parte do seu trabalho preestarem parar as pessoas para “estarem disponíveis para seguir o seu caminho” caminho”. Mas a desilusão só aparece porque antes houve ilusão. “As pessoas, muitas vezes, vivem a pai-

xão de forma muito intensa, muito focadas no outro e esquecem a realidade exterior. Depois, quando percebem que o outro não é quem tinham idealizado, vem o choque” choque”, resume. De acordo com este psicólogo, o namoro não é tema recorrente nas consultas de Psicologia. Normalmente os jovens acabam por resolver, com ajuda dos amigos, as questões relativas à sua vida amorosa, o que nem sempre acontece com as pessoas mais velhas que, quando atravessam dificuldades nas relações conjugais, têm de procurar ajuda profissional. Um dos aspectos que difere no conceito de namoro, entre jovens e adultos, é a dimensão temporal, já que os últimos tendem a ter uma relação Daí que quando mais prolongada. “Daí se acaba uma relação em adulto há sempre um período de luto maior” maior”, explica. E quem sofre mais com o fim do namoro? De acordo com o psicólogo, todos sofrem, mas normalmente o

homem não o demonstra tanto. Já no é culturalmencaso feminino, como “é te mais aceitável que as emoções transpareçam, nós observamos mais facilmente a dor que transparece sobretudo através do choro” ro”, explica, destacando que embora seja mais exteriorizada, nem sempre a maior dor é a das mulheres. SOFRE MAIS QUEM É APANHADO “DESPREVENIDO”

Para Luís Paulo Baptista, no fim de uma relação quem sofre é sobretudo quem não está à espera. “A pessoa que pensa em pôr fim à relação já amadureceu a ideia, enquanto que quem é apanhado desprevenido, sofre mais e terá que se reorganizar outra vez” vez”, afirma. Com os jovens o período de luto é mais curto porque conhecem mais gente, enquanto que com os adultos o factor idade poderá “levar à ideia de que dificilmente voltarão a encontrar alguém” alguém”.

No que respeita aos jovens, entre as maiores dificuldades que encontram nas relações é a intromissão e a pressão Há alguns que sentem o dos pais. “Há namoro dos filhos como se fossem para toda a vida e, por vezes, acabam por criar situações embaraçosas quando estes querem pôr um ponto final na relação” relação”, explica, dando como exemplo casos em que levam os namorados dos filhos consigo de férias, ou os convidam para ser presença assídua de casa. O psicólogo aconselha a que os pais deixem os próprios jovens gerir a suas próprias relações, não se envolvendo demais. “Depois, o jovem, se quer por fim a esse namoro, tem dois problemas: o fim do namoro propriamente dito e o ter de dizer aos pais que esse namoro acabou, quando às vezes já existe um envolvimento familiar muito intenso”, conclui. Fátima Ferreira fferreira@gazetacaldas.com

Para a Igreja Católica o Dia dos Namorados faz parte da cultura do imediato e do marketing

Padre Miguel: “Este Dia dos Namorados é uma moda que não é propriamente católica. Porquê colocar num dia aquilo que não cabe numa vida?”

“O namoro é um tempo de aprendizagem, um tempo para olhar-se a si próprio e ao outro e tentar perceber aquilo que Deus quer de cada um” um”. Eis a doutrina da Igreja Católica sobre esta matéria, segundo o padre Miguel Pereira, da paróquia das Caldas da Rainha. Numa conversa com a Gazeta das Caldas , este pároco, de 26 anos, natural da Atouguia da Baleia, explicou o posicionamento dos católicos sobre um tema que não se esgota na moda do Dia de S. Valentim, o qual, de resto, não merece uma especial

atenção da Igreja dada a sua componente comercial e quase folclórica. “Este Dia dos Namorados é uma moda que não é propriamente católica. É uma coisa que os católicos podem e devem viver, mas que traz alguns riscos em si. Porquê colocar num dia aquilo que não cabe numa vida?” Para o padre Miguel, o St. Valentin Day está inserido “numa cultura de viver o momento, faz parte de uma moda muito imediatista” diatista”, que apela sobretudo ao

sentimento quando, na verdade, “deveria falar na vontade, no querer ser dom” dom”. Mas, voltando ao princípio, para que serve, afinal, o namoro? “Iniciar um tempo de namoro é iniciar um tempo de descoberta, mas é preciso evitar o risco de que ao outro eu o veja, não como uma pessoa, mas como algo que me pertence” pertence”, diz o padre Miguel. A prática do namoro deve acima de tudo ser uma vivência muito séria, “um tempo de escuta, de aprender a escutar o que o outro diz, de entender o que ele tem de bom e de frágil” frágil”. Toda a gente sabe que não há casamentos perfeitos, mas sim “pessoas que se dispõem a amar, a entregar a vida ao outro, e quando isso acontece a vida toma um sentido novo” novo”. VIRGINDADE ATÉ AO CASAMENTO

Mas é certo que o namoro é uma transição para o casamento? “O casamento já é um outro nível, já estamos a um nível de uma entrega total” total”, responde Miguel Pereira.

Mas existe claramente uma desconformidade entre aquilo que a Igreja defende – virgindade até ao casamento – e a prática social entre os jovens que está longe de respeitar esse preceito. “Aparentemente é muito mais difícil viver o preceito da virgindade e do namoro sério, mas, por outro lado, é muito mais rica essa postura porque implica muito a vida das pessoas. Ceder à vontade de ter relações com a pessoa com quem, em princípio, se vai casar é muito mais fácil, mas muito mais pobre”. Essa pobreza advém do risco que se corre “em afunilar as relações na sexualidade” sexualidade”, prossegue o pároco Miguel Pereira. E quando isso acontece “perdem-se outras realidades que são muito mais essenciais do que a mera vivência da relação sexual” sexual”. Mas entre a doutrina da Igreja e as práticas dos jovens católicos de hoje vai uma diferença abismal. O padre Miguel reconhece que nem todos seguem as normas da Igreja, mas avisa que, ao não o fazerem “a relação deles com Deus e com a Igreja fica mais frágil” frágil”. Mas quer isso dizer que a Santa Madre Igreja os vais excomungar

por não lhe seguirem os preceitos? Nada disso. E o padre Miguel usa uma metáfora: “ a I g r e j a é u m grande hospital” hospital”. Onde estão os doentes da alma? “Onde estão todos a quem Deus mostra o caminho” caminho”, responde. E que conselho daria este jovem pároco a um casal de namorados? “Que se aprendam a olhar como pessoas e não como objectos e que se lembrem que os seus gestos e palavras e atitudes são chamados a tocar o céu, a ser ao jeito de Deus” Deus”. E alguma recomendação especial para o Dia de S. Valentim, o tal em que se oferecem prendas e se vai jantar fora? “Este é um dia importado da cultura italiana e que entrou em Portugal apenas por motivos de ordem comercial. Por isso, tenho pena se for só no Dia de S. Valentim. Porque o que Deus pede ao nosso coração é muito mais do que um prendinha ou um jantar” tar”.

Carlos Cipriano cc@gazetacaldas.


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“Carpe Diem” no amor O casal caldense Adriano Afonso, de 30 anos, e Mariana Duarte, 22 anos, namoram desde a noite de 14 de Maio de Pedi2006, véspera do Dia da Cidade. “Pedilhe namoro nas traseiras da igreja, durante as festas da cidade cidade”, contou o próprio à Gazeta das Caldas. É por isso que todos os anos podem contar com um concerto e fogode-artifício para comemorarem mais um ano de namoro, como salientou, divertido, Adriano Afonso. Um mês e meio depois do início da relação, Mariana Duarte teve de ser internada de urgência e o dia-a-dia dos dois mudou, fazendo crescer de um modo diferente um grande amor. Aos oito anos de idade foi diagnosticada à “princesa” desta história uma doença intitulada Anemia de Fanconi, uma patologia recessiva que pode levar ao aparecimento de leucemia, e que ciclicamente a leva para o hospital. Esta doença faz com que os seus portadores tenham um sistema imunitário frágil. Embora ao longo destes anos tenha conseguido viver graças à medicação, Mariana Duarte precisa de um transplante de medula óssea para ter um tratamento eficaz e definitivo. Como formador e professor de informática, Adriano Afonso avança com uma explicação diferente da condição Ela vai ter que reinida sua amada. “Ela ciar o seu computador e arrancar com um novo sistema operativo, com novos antivírus instalados e a funcionar como deve ser ser”, explicou. Há 12 anos que Mariana Duarte esEsta pera por um dador compatível. “Esta

opção livrar-me-ia, a mim e aos meus pais, da preocupação diária cada vez que eu dou um ‘ai’ ‘ai’”, escreveu num apelo recente que fez na Internet para que todos se registem no banco de dadores de medula. A 3 de Março, das 10h00 às 16h00, vai ter lugar, no Cenfim das Caldas da Rainha, uma recolha de sangue de dadores que queiram estar inscritos no Registo Nacional de Dadores Voluntários de Medula Óssea. A participação requer inscrição prévia através do email marianacorreiaduarte@gmail.com. Não é só para mim, há muita gen“Não te a precisar precisar”, salientou. Apesar de ter terror às agulhas, Adriano Afonso já se mentalizou que irá participar neste evento, como prova do seu amor, mas também para poder eventualmente contribuir para a cura de qualquer pessoa com quem a sua medula possa ser compatível. Para Adriano Afonso, um dos motivos que o levou a apaixonar-se foi o valor que a sua companheira sabe dar à vida, o que normalmente não aconEu acho tece com outras pessoas. “Eu que a vida é um bem que deve ser valorizado todos os dias. O meu mote de vida é ‘carpem diem’ diem’”, referiu. Mariana Duarte está a frequentar o curso superior de Língua Gestual Porvive a vida tuguesa, em Coimbra, e “vive um dia de cada vez vez”. Sabe que de um momento para o outro pode ser internada de novo para fazer transfusões de sangue e radioterapia.

Adriano Afonso, de 30 anos, e Mariana Duarte, 22 anos, vivem cada dia como sendo único

Para além desse risco, tem que ter cuidado com a alimentação e com as Não posso temperaturas baixas. “Não constipar-me porque o meu sistema imunitário é mais frágil frágil”, explicou. “UMA PALAVRA ESSENCIAL: A COMPREENSÃO”

Apesar de contarem com fogo-de-artifício na noite em que comemoram cada ano de namoro, também dão imOfeportância ao Dia dos Namorados. “Oferecemos sempre uma prendinha e fazemos um jantar mais especial especial”, conta Adriano Afonso, para depois a só desua namorada acrescentar que “só

cidimos para onde vamos cinco minutos antes de sair de casa casa”. O ano passado foram jantar ao restaurante Mãe d’Água, no Bombarral. Tiveram que esperar meia-hora para poder jantar, mas acabaram por achar que tinha valido a pena. Mariana Duarte prefere lugares mais gosrecatados, mas o seu namorado “gosta é de ver pessoas e movimento movimento”. Acabam sempre por ver como se relaA comunicionam os outros casais. “A cação entre nós é muito importante e tem tido um papel primordial na relação relação”, explicou Mariana DuarNós temos uma relação incrite. “Nós velmente muito próxima. Costumamos dizer que encaixamos um no

outro e há uma palavra que para nós é essencial: a compreensão compreensão”, adiantou ainda Adriano Afonso. Nunca deixamos de dizer nada “Nunca um ao outro outro”, assegura a estudante universitária, que garante nunca terem discutido aos berros. Mesmo depois de seis anos de namoro querem continuar a ser originais como costumam ser os casais nos primeiros Até fazemos mais coisas dimeses. “Até ferentes do que nos primeiros meses da nossa relação relação”, disse Mariana DuPeço-a em namoro quase toarte. “Peço-a dos os dias dias”, salientou Adriano Afonso. Pedro Antunes pantunes@gazetacaldas.com

Nazaré e José Sousa eram viúvos e redescobriram o amor aos 80 anos É comum dizer-se que o amor não escolhe idades e Nazaré e José Sousa, de 81 e 86 anos, respectivamente, são o exemplo disso mesmo. Conhecemse desde sempre pois são primos direitos, sempre viveram na Usseria, mas garantem que nunca tinham tido qualquer interesse um pelo outro. Até há pouco tempo. Aos 17 anos, Nazaré Sousa juntouse com um jovem agricultor da Usseira e dessa união nasceram cinco fiTive uma vida bonita, apelhos. “Tive sar de difícil pois sempre trabalhei na agricultura e com a enxada na mão como os homens” homens”, lembra a octogenária, que ficou viúva há quatro anos. Também José Sousa casou em jovem, teve dois filhos e sempre residiu na Usseira, onde trabalhava na agricultura. Há três anos que é viúvo. Nessa altura Nazaré Sousa, que já se encontrava no centro de convívio Melhor Idade da terra, foi visitá-lo com a animadora, com o intuito de o convidar para uma excursão que iam realizar. Vendo o amigo desanimado, perguntou-lhe “na brincadeira” se queria casar com ela. É muito A resposta foi pronta. “É

cedo pois há pouco tempo que estou viúvo” viúvo”, disse-lhe José Sousa que, mais tarde, lhe viria a dizer que um ainda iriam casar os dois. Algum tempo depois, durante uma outra excursão promovida pelo centro social, José Sousa convidou Nazaré para “ir para a sua companhia” companhia”, que aceitou. Estão juntos há 23 meses, nas contas certas do octogenário, que garante estar muito feliz. E como é o seu dia-a-dia? “Agora como está muito frio, às 18h00 vamos para a caminha, abraçamo-nos, e estamos quentinhos. Durante a manhã fazemos o almoço e depois, de tarde, estamos no centro” centro”, conta Nazaré Sousa. Junto à casa ainda têm um quintal onde José ocupa parte do tempo. Já ela prefere cuidar do jardim. Nazaré considera que hoje em dia há uma maior liberdade e que as pessoas estão mais próximas. “Antigamente namorávamos à janela e sempre muito longe do namorado”, recorda a octogenária, que vê com bons olhos as manifestações públicas de afecto de hoje em dia. É visível que o casal possui uma grande cumplicidade, sentimento

“Onde vai a caldeira vai o caldeirão”, conta o casal que demonstra grande cumplicidade

esse que prezam, andando constantemente juntos. “Onde vai a caldeira vai o caldeirão” caldeirão”, comenta Nazaré Sousa, acrescentando que até às compras vai acompanhada pelo José. E dilo com orgulho, porque sente que vai acompanhada por uma pessoa que a valoriza e que é séria.

Quando vamos ao baile dan“Quando çamos sempre os dois, gostamos muito de dançar” dançar”, contam, acrescentando que não perdem uma oportunidade para se divertirem. O carinho que têm e demonstram leva que quando vão a certos eventos, como a Vila Natal ou o Festival de

Chocolate, ganhem logo a atenção dos animadores, que lhes pedem que dêem um beijinho, um pedido que é rapidamente aceite, conta, satisfeito, o casal. Fátima Ferreira fferreira@gazetacaldas.com


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O namoro invisível na República Islâmica do Irão “Olha um casal de mãos dadas!”. A exclamação sai espontânea perante a observação de um rapaz e uma rapariga que circulam numa avenida de Teerão dando-se as mãos. Não é caso único e há até um certo à vontade na maneira como o fazem, mas é raro. No Irão as demonstrações públicas de afecto estão proibidas. As mulheres são obrigadas a usar véu ou um lenço na cabeça. Importa tapar o cabelo. E se não andarem com o chador (um manto que cobre o corpo feminino da cabeça aos pés, ficando apenas o rosto à mostra), devem usar um casaco abaixo dos joelhos. Grande parte das iranianas mais conservadoras optam pelo chador, mas vêem-se também muitas mulheres com casacos bem cintados, sob os quais se avistam umas calças de ganga bem justas. E muitas jovens aparecem com grande parte da cabeça descoberta pois conseguem, por um qualquer artificialismo no cabelo (um carrapito artificial?), manter um lenço apenas na parte de trás da cabeça sem que este escorregue. Desta forma não se pode dizer que não obedecem ao preceito islâmico. Outra característica das mulheres iranianas: a maquilhagem. Usam e abusam. Afinal, há que valorizar a única parte do corpo que está a descoberto. Nos transportes públicos, metro e autocarros incluídos, as mulheres têm espaços para viajarem separadas das homens. Estes não devem entrar nas carruagens das mulheres, mas às vezes, à hora de ponta, essa proibição é violada. E também há mulheres que, se forem acompanhadas dos seus maridos, podem viajar na carruagem dos homens. Com estas restrições, a vivência do namoro é sempre invisível. Nem um casto beijo no rosto se pode dar fora do âmbito privado. Andar de mãos dadas é a expressão pública de afecto mais ousada que pode assistir-se. Há excepções. Nos parques públicos há sempre uns recantos onde um casalinho pode ter alguma privacidade e as mãos tocarem-se e, quiçá, os rostos, mas a coisa faz lembrar o “Conta-me Como Foi”, a série portuguesa que tão bem retrata os costumes portugueses na época do Estado Novo. No Irão é pior. Há uma polícia do combate ao vício e da exaltação da virtude que vigia os comportamentos e pode bem acontecer que entrem numa sala de chá ou café (que são raros) e resolvam inquirir todas as mulheres presentes. Mulheres a fumar? Também não. É raro. Em alguns ambientes mais burgueses, como na zona norte de Teerão, pode-se ver uma mulher acender um cigarro e também, em sítios discretos, pode acontecer que num grupo de adolescentes, haja um rapariga a fumar. Clandestinamente, claro. Posto isto, as mulheres no Irão trabalham, conduzem e ocupam alguns postos de chefia. Também há mulheres

Marido e mulher no metro em Teerão. Vestido à risca, o uso do chador inclui também luvas. As mulheres ocupam sempre uma posição subalterna ao lado dos maridos.

polícias e o seu fardamento só podia ser o islâmico chador, neste caso de cor verde (e não negro como é habitual), com as divisas inscritas na capa. E não se fique com a ideia que neste país nos cruzamos com fanáticos religiosos inimigos do Ocidente em cada esquina. Pelo contrário, trata-se de um povo afável, simpático e hospitaleiro. É claro que ser-se do mesmo país do Carlos Queirós (o treinador da selecção iraniana, que goza de grande po-

pularidade no Irão) dá uma ajuda. Podemos odiar os taxistas, mas não é em qualquer sítio do mundo que um polícia nos estende a mão e nos cumprimenta com um sorriso rasgado quando só lhe vamos perguntar onde fica a estação do metro. Impossível, pois, não apreciar a cordialidade das pessoas e a segurança com que os turistas circulam nas ruas. Carlos Cipriano cc@gazetacaldas.com

Estudantes universitárias num parque em Shiraz. O uso do véu não é incompatível com as calças de ganga


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“Às vezes é mais importante saber pedir desculpa, dizer amo-te ou dar um abraço, do que oferecer uma prenda”

Tiago Coutinho e Iolanda Freitas já não namoram, mas continuam amigos e partilham boas recordações

Fazer surpresas originais no dia dos Namorados não garante a longevidade de uma relação, mas estas podem fazer com que esse namoro seja o mais intenso possível e transmitir felicidade a quem se ama, mesmo que esse amor não seja eterno. Que o diga Tiago Coutinho, natural da Nazaré, que no dia dos Namorados de 2010 decidiu surpreender a sua então namorada, Iolanda Freitas, com um salto de pára-quedas em Ponte de Sor. “Falámos várias vezes em começar a fazer um desporto radical diferente todos os anos. Já tínhamos feito paintball e snowboard, entre outras actividades actividades”, mas daquela vez quis fazer uma surpresa à namorada, que só no caminho para Ponte de Sor é que soube que iria saltar de um avião a 4800 metros de altura. Organizei tudo, pedi à mãe dela “Organizei para nos levar lá e disse-lhe que ia fazer uma surpresa, sem dizer o quê quê”, contou Tiago Coutinho, que acabou por não obter a reacção que esperanão reagiu mal, mas também va - “não não fez a festa que eu estava à esper aa”. Quando chegaram ao aeródromo acabaram por ter que adiar para a semana seguinte, devido às más condições climatéricas. Apesar de tudo, foi uma experiência inesquecível para os dois. O vídeo do salto de pára-quedas pode ser visto na Internet através do endereço: http://youtu.be/pUxGy2hjzZk.

Actualmente com 20 anos, o trabalhador-estudante recorda com carinho as várias surpresas que preparou para a sua ex-namorada, com quem termiEra nou a relação no Verão de 2010. “Era só um de nós a ‘puxar’ e a relação acabou porque eu queria a mesma atenção dela dela”, resumiu. Namoraram durante quase dois cada dia tentava sempre anos e “cada fazer algo de diferente diferente”, embora nem todas as surpresas fossem de grande dimensão como as que organizava nos dias especiais. No Natal de 2009, Tiago Coutinho preparou também um evento diferente. Com “post-its” escritos com várias mensagens ao longo do prédio onde a então namorada reside, preparou um “caminho” que a conduzia, através de pistas, até ao sótão onde normalmente os dois passavam os seus dias. As mensagens continham tam“As bém instruções para ir tirando o casaco e os sapatos sapatos”, o que culminava na troca de roupa para uma lingerie que Tiago Coutinho comprara para aquela ocasião, em conjunto com um gorro de Natal. O sótão estava iluminado apenas com velas e no chão havia taças com frutas, gelados e chocolate derretido. Ao canto estava uma caixa de cartão de um frigorífico, no interior da qual estava o romântico namorado à espera para a surpreen-

der. Um dia também preparou uma fogueira na praia, rodeada por velas, onde puderam namorar de uma forma especial. O que mais gostava de fazer era também escrever para expressar os seus sentimentos. Actualmente sem estar numa relação, Tiago Coutinho não se arrepende de tudo o que fez e continua a acreditar que é mais importante fazer algo pelas suas mãos do que comprar uma prenda. Aos mais velhos, e com relações mais longas, Tiago Coutinho aconselha que se atirem de cabeça quanMais do preparam algo de especial. “Mais vale fazerem algo e correr menos bem, do que não fazerem nada. Há muitas pessoas a dizerem o que sentem e não devem. Às vezes é mais importante saber pedir desculpa, dizer ‘amote’ ou dar um abraço, do que oferecer uma prenda prenda”. No entanto, agora que é mais velho e tem mais responsabilidades, sabe que nem sempre é fácil ter tempo e disponibilidade para surpreender. Mas o resultado compensa.

Pedro Antunes pantunes@gazetacaldas.com


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Um namoro por correspondência que começou numa viagem de comboio pelo Douro

ESPECIAL DIA DOS NAMORADOS [14 de FEVEREIRO]

JANTAR COM MÚSICA AO VIVO Este moderno e acolhedor Caffé louge Bar, promete criar para o Dia dos Namorados um espaço repleto de amor, romantismo e paixão. Com um ambiente romântico, delicie-se com o Menu Romeu e Julieta.

O Primeiro Olhar Amor à primeira vista entre pétalas de rosas e flute de sangria de frutos silvestres

Toque de Cupido Cocktail de camarão

O Namoro Mimos de frango com cogumelos, amêndoa torrada, ananás, massa em molho branco

A tentação do fruto proibido Waffle com morangos, chantilly e chocolate ou Duo de chocolate Café Preço por pessoa: 15• [O menu inclui bebida por pessoa: copo de sangria, refrigerante, vinho tinto, cerveja ou água]. Ementa e preço especial para crianças. Reservas

através dos telefones : 913472339 ou 262884072

UrbanMood – Urbanização Villa Pouquet (junto ao Colégio Rainha Dona Leonor) em Caldas da Rainha. Horário: De 2.ªf a 5.ªf das 8h às 22h; 6.ªf das 8h às 0h00m; Sábado das 10h às 0h00. Organizamos festas de aniversário para todas as idades.

Foi em 1971 durante uma viagem de comboio entre o Porto e a Régua que Teresa e Fernando Anunciação, actualmente com 60 e 61 anos, se conheceram. A jovem regressava de Lisboa, onde trabalhava e morava com uma tia, e Fernando deixava Vila do Conde, juntamente com os pais para irem à terra natal, S. João da Pesqueira, à festa da padroeira, Nossa Senhora dos Remédios. Foi o pai de Fernando, pessoa extrovertida e irrequieta, que farto de esperar pelo comboio na estação de S. Bento (Porto) decidiu dar uma volta e conheceu a jovem de 19 anos que regressava da capital para junto da família. Logo ali se juntaram e fizeram a viagem até à Régua em conjunto. Fernando levava na altura um amigo do Porto para conhecer S. João da Pesqueira e divertir-se na festa anual de finais de Agosto. “Quando íamos no comboio simpatizei com ela à primeira vista e vi que ela também não desgostava de mim, apesar de ser muito tímida”, recorda Fernando Anunciação que, por sua vez, não perdia uma oportunidade de se divertir e namoriscar. Durante parte da viagem o casal ficou sentado junto à janela do comboio e, quando teve oportunidade, Fernando meteu conversa com Teresa: “Tens ido à praia, tens os braços muito moreninhos” moreninhos”, disse-lhe, ao que ela “muito acanhada, respondeu qualquer coisa coisa”, recorda. A viagem decorreu sem percalços e, no outro dia, qual não foi a surpresa de Fernando ao verificar que o seu amigo tímido se tinha “espevitado “espevitado” e antecipou-se a convidar Teresa para andar nos carrinhos de choque, o que lhe provocou uma cena Acho que só fui ciumento de ciúmes. “Acho naqueles três dias que lá estivemos, porque confiamos muito um no outro” tro”, conta agora Fernando que está casado com Teresa há 37 anos. Ainda nessa noite o jovem alfaiate convidou a sua conterrânea para dar outra volta nos carrinhos, desta vez com ele e, nos dias seguintes voltaram a encontrar-se. Num desses dias de festa, à noite, Fernando conseguiu convidar Teresa para um passeio no jardim da vila, mas a mãe da jovem também os quis acompanhar, dificultando a vida ao jovem. Mas este não se tinha levado a mádeixou intimidar: “tinha quina fotográfica e a maneira que arranjei para continuar a manter contacto foi pedindo a sua morada em Lisboa, com o pretexto de lhe enviar a fotografia” fotografia”.

Teresa e Fernando Anunciação partilham 37 anos de vida em conjunto e não se imaginam um sem o outro

Na altura, Teresa, que morava com uma tia bastante conservadora, optou por dar a morada da irmã, de modo a não levantar problemas em casa. Ainda durante essas férias Fernando recorda que fizeram um passeio à ermida e, durante o caminho, aquela que viria a ser a sua sogra bateu-lhe lhe nas costas e disse-lhe para tratar bem a filha porque a família Anunciação tinha Eu saí à famuito má fama na terra. “Eu mília, namorei muito e a minha família era muito namoradeira, o que na altura não era usual” usual”, recorda. Findas as férias, cada um dos jovens regressou às suas terras, mas Fernando ia enamorado. Demorou pouco tempo até mandar para Lisboa uma carta “cor-de-rosa” com a fotografia e a dizer-lhe que gostava muito de Teresa e a pedir-lhe namoro. Volvidos dois ou três dias chegava ao Norte a resposta da jovem a aceitar o namoro. Fernando trabalhava de alfaiate em Vila do Conde e Teresa num laboratório de medicamentos em Lisboa, o que fez com que grande parte do namoro fosse por correspondência. A obrigação de cumprir o serviço militar levou Fernando para Vila Real, onde recebeu a especialidade de Transmissões e o bilhete de ida para Lisboa. Foi nessa altura, e durante quatro meses, sério, pois íamos que namoraram “sério, passear, ao cinema, à praia” praia”. De regresso a Chaves, onde continuou o serviço militar, Fernando ficou a saber que fora mobilizado para Angola e só encontrou Teresa no dia do embarque. A viagem demorou 13 dias e quando chegou ao destino o jovem já tinha diversas cartas de Teresa à

sua espera. Regressado do ultramar, onde esteve 28 meses e 16 dias, Fernando tinha à sua espera a namorada e um emprego no Centro Nacional de Pensões que, entretanto esta lhe conseguira arranjar. Casaram a 15 de Setembro de 1974, embora os planos fossem para o fazer apenas daí por dois anos, com uma vida profissional mais estável. No entanto, as queixas dos horários por parte da senhora com quem entretanto Teresa fora morar, para lhe fazer companhia durante a noite, e porque Fernando também já não se sentia bem na casa do tio, levou a que apressassem a cerimónia. Escreveram para os pais de Teresa onde o noivo pedia para casar com a filha e decidiram que apenas iriam convidar para a cerimónia os familiares mais próximos, reunindo cerca de 20 convidados. A festa viria a ser feita quando baptizaram o filho único, que nasceu em 1976. Foram morar para Póvoa de Santo Adrião, na casa que alugaram e onde fizeram a boda. A lua-de-mel resumiu-se a uma ida ao Monumental ver o filme “Um padre à italiana” com Sofia Loren. Depois, quando fizeram 25 anos de casados foram de viagem a Palma de Maiorca para comemorar. O casal, agora reformado da função pública (trabalhavam no Centro Nacional de Pensões) reside há três anos no Arelho, na casa que inicialmente tinham adquirido para passar fins-de-semana. Não escondem que, como qualquer casal, têm algumas divergências, mas garantem que nunca colocaram a hipótese de viver um sem o outro. Fátima Ferreira fferreira@gazetacaldas.com


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Jantares românticos continuam no topo das comemorações de São Valentim Gazeta das Caldas conversou com alguns casais para saber o que pretendem fazer no próximo 14 de Fevereiro, dia em se assinala o S. Valentim. Questionámos alguns pares sobre o que vão fazer neste serão especial e o que vão oferecer um ao outro. Mantém-se o jantar romântico, as flores para as senhoras e há até quem prefira assinalar a data com uma dormida e passeios noutra localidade.

1. O que vão fazer no serão do Dia dos Namorados? 2. Que prendas vão oferecer um ao outro? Henrique e Lurdes Rebelo, 68 e 61 anos (reformados)

Paulo e Judite Mendes, 45 e 44 anos (empresários)

Ao fim de 25 anos, o casal mantêm a tradição de assinalar o Dia de S. Valentim “Vamos continuar a celebrar o Dia dos Namorados enquanto pudermos”

1. 1.No Dia dos Namorados costumamos passar o dia em casa, mas vamos sempre jantar fora, por aqui pelo concelho. Já é uma tradição e vamos sempre, enquanto pudermos e tivermos saúde. 2. Ele: Ofereço à minha esposa um ramo de flores. Ela: Eu não lhe dou nada, só recebo as flores.

Miguel Sousa e Mariana Marques, ambos com 21 anos (estudantes)

1. 1.Costumamos sempre trocar miminhos e jantar fora. Quando tínhamos funcionários íamos sempre, mas agora estamos nós no nosso café. Se o filho não for jantar com a namorada e ficar no nosso estabelecimento, então vamos. Senão, jantamos noutro dia e cá estamos, no Café 120, para receber os casalinhos dos namorados. No ano passado criamos o Cocktail do Amor e este ano vamos tentar fazer algo, ainda não sei bem o quê, para ficar na lembrança dos casais. 2. Damos muito carinho e mimos um ao outro e a 14 de Fevereiro ofereço sempre flores à minha mulher. Às vezes quando ela acorda, já tem as flores em casa! Ao fim de 25 anos de namoro ainda acontece! Ele: Fazemos sempre um jantar especial, mas pode não ser nesse serão. Ela: Dou-lhe sempre miminhos e algo para ele usar. Não quero dizer porque é uma surpresa.

Eduardo e Josefa Correia, 73 e 58 anos (reformados)

O casal vive há dez anos nas Caldas e vai assinalar a data com estadia em Lisboa “Namoramos todos os dias desde há dois anos e não ligamos a esta celebração”

1. Eu estudo Relações Públicas e a Mariana estuda Psicologia, ambos em Lisboa. Habitualmente não assinalamos esta data pois namoramos todos os dias desde há dois anos e não ligamos a esta celebração. 2. Ele: a Mariana oferece-me roupa e eu ofereço-lhe botas.

1. Assinalamos sempre esta data com um jantar ou com uma dormida fora. Este ano já estivemos a ver uma saída até Lisboa. Mas ainda não decidimos se ficamos só uma noite ou se acabamos por ficar toda a semana para passear pela capital. Moramos há 10 anos nas Caldas e gostamos muita da cidade, apesar da humidade. 2. Ela: Trocamos sempre perfumes e o meu marido dá-me sempre flores. Natacha Narciso nnarciso@gazetacaldas.com


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Namorar aos 58 anos: “agora aproveito o melhor que a vida me dá!” Chama-se Ana Maria Caetano e vive nas Caldas há nove anos. Depois de ter enviuvado costumava comentar com as suas amigas que só chamaria namorado a um homem que não fumasse, não bebesse e que gostasse tanto de praia e de dançar como ela. Caso contrário, não queria ninguém. E encontrou-o. É o seu Arnaldo e namoram há 12 anos. Ambos reformados, cada um mantém a sua casa, mas viajam com regularidade e todos os sábados saem para dançar. Aos 58 anos, Ana Caetano vive um namoro bem diferente daquele que viveu nos anos 70. Ana Caetano é natural de Santarém e chegou a viver em menina nas Caldas com a família pois o seu pai foi guarda prisional na cidade. Dois anos depois, devido à profissão do pai, iria viver para Almada. Ana Caetano começou a namorar com o marido, João Caetano quando tinha 19 anos, em 1970. Conheceram-se na sede do Stella Maris, grupo católico que dava apoio às pessoas da marinha mercante. Os elementos do grupo acabavam por servir de ligação entre as tripulações e a comunidade em terra. Ele trabalhava na Lisnave, acompanhava os comissários de bordo e o grupo religioso “recebia as pessoas que estavam em trânsito trânsito”. João Caetano, tal como o pai de Ana, gostava de mariscos e patuscadas e foram muitas as tardes de sábado que passava com ambos nas cervejarias da O meu pai fazia-se de concapital. “O vidado e vinha connosco, logo eu dizia que o João namorava com ambos!”. Costumavam ir à Cervejaria Trindade em Lisboa e à marisqueira Tirano em Alcabideche. Aliás, foi nesta última que o seu futuro marido, após a mariscada, tomou coragem para pedir ao pai de Ana Maria para a namorar, algo que o próprio já desconfiava. Não se lembra de terem conseguido ficar sozinhos pois Ana Maria viveu um namoro tradicional, com pai ou mãe quase sempre presentes. Viviam-se os anos 70 e namorava-se na sala de estar enquanto a mãe estava bem perto, na sala da costura. Só estavam um pouco mais à vontade, para trocar beijos, sempre que o pedal da máquina de costura estava a funcionar (que indicava que a mãe estava a coser roupa, logo não iria “vê-los”). Quando o pedal parava, tinham que retomar o jogo de cartas da época, o crapô e deixar os mimos para depois. Ana Caetano teve pois um namorado muito vigiado e tradicional, com os pedidos (e respectivo anel) de namoro, noivado e de casamento. Decidiram então casar e foram bem recebidos pelas duas famílias. Já casada, Ana e João Caetano tinham interesses diferentes. No entanto, ela nunca deixou de ir ao cinema com as suas amigas e de estar na praia, apesar do marido não gostar do Sempre nos respeitámos sol e mar. “Sempre e dávamos espaço a cada um um”, conta. Do casamento nasceu uma menina, que acompanhava a mãe. Até porque aos 46 anos João Caetano fale-

ceu, vítima de um enfisema pulmoSó estive casada 19 anos e nar. “Só quando o meu marido faleceu, a minha filha tinha 17... 17...”, contou. “TINHA QUE GOSTAR DE PRAIA E DE DANÇAR!”

Quando tiver um namorado ele “Quando não pode beber ou fumar, tem que saber dançar e gostar tanto de praia como eu eu”. Era o que Ana Caetano comentava com as suas amigas, vários anos depois de ter enviuvado. O que lhe diziam era que seria muito difícil encontrar alguém assim. Mas ele apareceu. Em 1999 conheceramse na praia, tendo sido apresentados por uma amiga comum. Passado algum tempo, reencontraram-se e decidiram trocar os números de telefone. “Depois fomos ganhando amizade e acabámos namorados namorados”. A verdade é que Arnaldo Canal, 62 anos, passa dias inteiros na praia, adora dançar e apenas bebe socialmente. Tal como Ana Caetano, gosta de se nem imaarranjar e quando viajam “nem gina as malas que levamos com as toilettes para a tarde e noite! noite!”. Arnaldo Canal é divorciado, tem casa na Amadora e uma outra habitação na Foz do Arelho, onde passa grande parte do tempo, sobretudo no Verão. Telefonamo-nos várias vezes “Telefonamo-nos aos dia. Logo de manhã para dar os bons dias, à tarde para contar o que andamos a fazer e à noite, se não estivermos juntos juntos”, conta Ana Caetano, acrescentando que, se por algum motivo não se ligam, “parece que falta alguma coisa” coisa”. Como são ambos reformados, sentem-se sempre de férias e aproveitam para viajar e conhecer outras localidades. Todos os anos passam uma semana juntos fora da região. O Dia dos Namorados é sempre para comemorar e Arnaldo Canal oferecelhe todos os anos peluches e flores. Ana Caetano dá sempre um cartão alusivo à data e um objecto pessoal Vamos janou uma peça de roupa. “Vamos tar ou aproveitamos as promoções dos Namorados para passar o fim de semana fora fora”, disse.

Ana Caetano quando tinha 14 anos e hoje. A praia sempre foi uma das suas paixões, que partilha com o namorado.

se estivéssemos juntos. Posso estar casada e estar mais sozinha do que separada separada”, diz Ana Caetano. Nas coisas mais simples Ana faz as tarefas de forma diferente do seu namorado. Por exemplo, se for ela a cozer peixe com batatas, ela põe o sal no início e se for ele, só no fim. “ Ora se for eu a começar a cozinhar e o Arnaldo a acabar, vai dar asneira pois o prato acaba por ficar salgado” fica insondo”. Se for ao contrário, “fica so porque ninguém vai pôr sal sal”. Daí a existência de regras básicas: se é Arnaldo a cozinhar, a Ana não sequer entra na cozinha. “Fico sentada na sala à espera espera”. Se for na sua casa, Somos visitas é Ana que faz tudo. “Somos na casa um do outro outro”, conta. E afinal qual é o segredo para um bom relacionamento? “Cada um tem o seu espaço, respeitamo-nos mutuamente e não deixamos de fa-

zer as coisas que gostamos gostamos”. Ana Caetano diz que a relação com Arnaldo é muito baseada na amizade, na confiança e na cumplicidade e esta “é muito mais forte do que se estivéssemos juntos 24horas por dia dia”. E como fazem nas alturas festivas? Ana Caetano explica que a véspera e o almoço de Natal são passados cada À noite é para um com a sua família. “À nós. Ficamos à lareira, fazemos um petisco leve e trocamos as nossas prendas prendas”, revelou. O fim do ano também é para o casal e normalmente passam-no fora. “Este ano fomos para Salamanca, mas normalmente vamos algures para o Norte do país país”, conta. No Carnaval trajam a rigor e divertem-se sempre com grupos de amigos. “Por enquanto ainda não nos apetece ficar em casa”, disse Ana, pois o sábado à noite é para dançar.

Percorrem as dancetarias de Óbidos, Leiria, Batalha, Lisboa ou Torres VeVamos onde houver baile dras. “Vamos baile”, disse, explicando que o casal gosta de se arranjar e de dançar a pares. Ana Caetano gosta do ambiente de baile pois lembra-lhe os tempos de juventude. Sejam músicas latinas, kizomba ou slows, Ana e Arnaldo são um dos pares habituais das pistas de dança. Ana Caetano diz que agora vive a melhor fase da sua vida e que sente mais mulher. “Casei com 21 anos e agora estou numa fase em que faço o que quero e na verdade sinto-me mais realizada como mulher mulher”, contou, rematando que gosta de se arranjar e não é raro desfilar toilletes para o namorado a ajudar a decidir qual é a melhor roupa para saírem. Natacha Narciso nnarciso@gazetacaldas.com

A CULPA É DO SAL...

Para já cada um vai manter a sua casa. O que não quer dizer que no futuro o casal não possa mudar de ideias. Gostamos da nossa indepen“Gostamos dência e apoiamo-nos mais do que

É raro o sábado à noite que não saem para dançar. O casal gosta de se arranjar, de sair e de passear.


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Sugestões para o Dia dos Namorados O Dia dos Namorados é, por excelência, o dia dos programas a dois. E por todo o lado multiplicam-se as sugestões de jantares e escapadinhas românticas e prendas para surpreender a cara-metade. À semelhança do que se tem feito nos últimos anos, Gazeta das Caldas fez um apanhado de algumas das sugestões que existem na região e das quais nos

262098868, 262382333 e 910939366, bem como através de e-mail para embanhomaria@live.com.pt. Finalmente, o Hotel Miramar Miramar, na Nazaré, propõe o jantar “Tentações a dois”, à luz das velas, bebidas incluídas e com música ao vivo. Disponível nas noites de amanhã, 11 e 14 de Fevereiro, este jantar custa 35 euros por pessoa.

Os jantares a dois

No Vivaci, há jantares com menus temáticos para casais na zona de restauração, que terá um ambiente romântico, com música ao vivo a partir das 20h00. A proposta inclui ainda uma ida ao cinema, com dois bilhetes por 9 euros. Na página de Facebook do centro comercial caldense está a decorrer o passatempo “I Like You”. O desafio é publicar uma foto original com o respectivo enamorado no mural do shopping. A fotografia com mais likes ganha um jantar para duas pessoas e dois bilhetes para o cinema.

É uma das comemorações mais frequentes no Dia dos Namorados e ganha ainda mais força quando o 14 de Fevereiro calha, como acontece este ano, a um dia útil. São muitos os restaurantes que preparam ementas especiais ou momentos de animação para assinalar aquela que se quer a noite mais romântica do ano. E alguns fazem-no com preços low cost. O Urban Mood Mood, junto ao Colégio Rainha D. Leonor, deixa a promessa de “criar para o Dia dos Namorados um espaço repleto de amor, romantismo e paixão”. Para a noite, preparou o menu Romeu e Julieta, em que os pratos têm nomes sugestivos e os frutos vermelhos, morangos, o chantilly e o chocolate têm lugar de destaque. Uma proposta que custa 15 euros por pessoa e que não esquece as crianças, para as quais foi preparada uma ementa especial. Os telefones 262884072 e 913472339 são os números para os quais devem ser feitas as reservas. O restaurante Pachá também pensou uma ementa especialmente dedicada aos enamorados. Por 25 euros por casal, há entrada, prato de peixe ou carne, e sobremesa, tudo acompanhado por uma selecção de vinhos, café e digestivo. O Assador Assador, no Coto, propõe um jantar à luz das velas. As reservas devem ser feitas através dos tel. 262845333, 919558102 ou 919457671. Já em Tornada, o restaurante Cortiço também não esqueceu a noite dos apaixonados. No Salão Milénio a noite de São Valentim tem um buffet especial, com oferta de champanhe e digestivos, a 15 euros por pessoa. A animar a noite vai estar a Helsy Band e há espectáculo com os Maxi. Para quem quiser dormir no Caldas Internacional Hotel, o pacote jantar e dormida custa 58 euros por casal. E nos Casais da Ponte, entre Coto e Salir de Matos, O Chumarrão tem uma ementa onde não falta o bacalhau e a picanha, entre outras propostas, ao som das baladas de Paulo Seixas. Para os casais enamorados, há ainda uma prenda. Reservas pelos números 262838736 ou 919213492. Uma noite especial é a promessa deixada pelo restaurante Os Queridos Queridos, que para animar a noite vai contar com a música ao vivo de Danny. As marcações devem ser feitas através do tel. 262881196. O Restaurante Rosa Brava Brava, no Jardim d’Arte, preparou um jantar ao som da música dos anos 60 e 70 com o tema “Flower Power”. Frutos silvestres, chocolate e morangos não faltam numa ementa onde se destacam ainda os míscaros à bulhão pato com ninho de codorniz, o lombinho de porco ou a tranxe de perca. O preço é de 30 euros por pessoa, sem vinhos. As reservas devem ser feitas através do telefone 917529440 ou de e-mail para jbgil@brazgilstudio.com. A Escola de Hotelaria e Turismo do Oeste também tem uma proposta para o jantar de São Valentim. Nas instalações do pólo das Caldas da Rainha é servido um menu afrodisíaco a partir das 20h00, numa iniciativa do Chef Gonçalo Melo e do Chef Rui Filipe. Mel, alecrim, canela, pétalas de rosa, hortelã e menta são alguns dos ingredientes que ajudam a dar sabor a um menu completo que custa 20 euros por pessoa (com bebidas e café incluídos). O jantar é limitado a um máximo de 30 pessoas e os interessados devem reservar lugar através de e-mail para rui.filipe@turismodeportugal.pt ou pelo telefone 262001500/9. Karaoke e música ambiente são as propostas do restaurante Nascer do Sol em Salir do Porto para tornar esta noite mais animada. Na Usseira, o Poço dos Sabores também tem propostas especiais para quem quer “uma noite romântica e com muita alegria”. O número para reservas é o 262950086. Já o Stay In In, em Óbidos, propõe uma ementa especial, da sopa à sobremesa, a 25 euros por pessoa. O e-mail info@stay-in-obidos.com e o tel. 262955460 são os contactos para marcação. No restaurante Em Banho Maria Maria, na Serra d’el Rei, há música ao vivo e uma ementa pensada para dar sabor a um “Conto de um Jantar de Amor” que dá tema a esta proposta. Por 40 euros o casal, há entradas com camarão, pratos de carne e peixe, sobremesas, café e digestivos. As reservas devem ser feitas previamente pelos tel.

Jantar e cinema

Jantar e concerto de Rita Guerra No CCC a proposta é para jantar no restaurante Sons, Tons & Sabores, com um menu completo, incluindo café, bebidas e diSabores gestivo. E depois, assistir ao concerto de Rita Guerra. O pacote jantar e concerto custa 30 euros por pessoa. O bilhete só para o concerto custa 15 euros.

Prendas Além das tradicionais flores, a florista Begónia Begónia, na Praça 25 de Abril, dispõe de um espaço com vinhos, bombons e “outros produtos para alimentar o seu amor”. E para os que querem surpreender neste dia, há entregas ao domicílio. A ourivesaria Beto Beto, na Rua Henrique Sales, propõe lembranças a partir dos três euros. Já a Flor Viva Viva, na Rua Heróis da Grande Guerra, garante que “nada é mais romântico que oferecer uma flor”. E é a pensar nos que optam pelas tão apreciadas flores que vai estar aberta ao longo de todo o dia com um serviço de entregas. Também a Flor Óbidos – Garden Center garante ter uma diversificada oferta de flores para este dia. Em Alcobaça, as lojas do comércio tradicional uniram-se para atrair clientes. Surpresas e música é a promessa da Associação Comercial, Serviços e Indústria de Alcobaça, que promove a iniciativa ao longo do dia de amanhã, 11 de Fevereiro.

Beleza e bem estar O salão de cabeleireiro As Gémeas Gémeas, na Usseira, desafiam a não descurar a imagem neste dia especial e a surpreender o seu parceiro.

Escapadinhas a dois Pelos hotéis da região multiplicam-se as propostas de noites românticas, que podem ser consultados no site www.visitoeste.com. Nas Caldas, o Sana Silver Coast Hotel propõe, entre 10 e 16 de Fevereiro, três pacotes a pensar no São Valentim. O primeiro é o Sana Valentine e inclui alojamento e frutos vermelhos com chocolate e espumante no quarto, pequeno-almoço buffet, roupão e chinelos e banho aromático. Este pacote custa 85 euros por uma noite ou 150 euros por duas noites. J á o Sana Valentine Forever inclui tudo o que integra o pacote anterior e acrescenta um jantar no restaurante do hotel. O preço é de 135 euros por uma noite e 200 euros por duas noites. A última proposta é o pacote Sana Valentine Forever Premium, que inclui alojamento e ofertas do primeiro pacote, mais jantar e passeio de charrete em Óbidos e prova de vinhos, queijos e doces na Quinta do Sanguinhal. Este pacote custa 205 euros por uma noite ou 270 por duas noites. Em Óbidos, a Casa das Senhoras Rainhas propõe até 29 de Fevereiro um programa de São Valentim que inclui uma noite de alojamento, pequeno almoço continental servido no quarto ou no restaurante, espumante com morangos no quarto, sais de banho e jantar à luz de velas no restaurante, sem bebidas. O preço é de 190 euros para duas pessoas. No Hotel Real D’Óbidos o programa de São Valentim inclui um passeio de charrete na vila medieval, um chá afrodisíaco biológico servido no quarto, dormida e pequeno-almoço buffet. Um pacote

que está disponível até 19 de Fevereiro e que custa 125 euros para uma noite e 155 euros para duas noites. Ainda em Óbidos, o Marriott disponibiliza um programa composto por uma noite de estadia com pequeno-almoço incluído, um jantar romântico com três opções de menu no restaurante Romy, tratamento VIP à chegada, possibilidade de fazer o check out até às 15h00, 20% de desconto em qualquer tratamento no Atlântico Spa, acesso gratuito à piscina interior com jacuzzi, banho turco e ginásio, Internet e estacionamento. Em Alcobaça, o Hotel Santa Maria preparou duas opções para o Dia dos Namorados. A primeira inclui alojamento e jantar romântico e custa 35 euros por pessoa. Há ainda a possibilidade de comprar uma noite extra de alojamento por 17,5 euros. A segunda opção consiste apenas em jantar, a 17,5 euros por pessoa. Já o Your Hotel & Spa (antigas Termas da Piedade) propõe o pack com uma noite em quarto duplo, pequeno-almoço buffet, água mineral, espumante e chocolates no quarto, jantar de São Valentim à luz das velas, um voucher para um cocktail no bar durante a estadia, uma massagem anti-stress de meia hora por pessoa, um chá, roupão e chinelos, por 96 euros por pessoa. O programa permite ainda usufruir de 10% de desconto nos tratamentos de Spa reservados separadamente e redução de 42% na marcação de mais noites. Este pacote está disponível até à próxima terça-feira, dia 14, e as reservas devem ser feitas para o tel. 262505370 ou email reservas@yourhotelspa.com. Já na Nazaré, o Hotel Miramar desafia os enamorados a passarem uma “noite Passion” numa suite com decoração romântica e jantar à luz das velas na suite por 140 euros para duas pessoas. Este programa está disponível a 11 de Fevereiro e a 14 de Fevereiro. Outra opção é que este fim-de-semana seja o mais romântico possível, com uma ou duas noites em quarto duplo com decoração especial, jantar à luz das velas com um menu exclusivo, que no dia 11 é acompanhado de música ao vivo, e pequeno-almoço especial com vista panorâmica. Este pacote custa 190 euros para o casal. Nas duas opções, as reservas devem ser feitas para reservas@grupomiramar.pt ou através de telefonema para 262590000. O Hotel Mar Bravo Bravo, também na Nazaré, propõe até 20 de Fevereiro momentos de namoro “com o mar como pano de fundo”. Um almoço ou um jantar romântico é a oferta da unidade hoteleira, com degustação de mariscos, por 25 euros por pessoa. Há ainda a promoção de uma noite de alojamento mais refeição por 95 euros por casal. Em Peniche, o Atlântico Golfe Hotel disponibiliza até 21 de Fevereiro uma noite com jantar por 76 euros, duas noites e um jantar por 115 euros ou apenas uma noite de alojamento por 44 euros. Joana Fialho jfialho@gazetacaldas.com

Jantar dá direito a prémios Numa iniciativa da Associação Comercial dos Concelhos das Caldas da Rainha e Óbidos, quem jantar nos restaurantes locais no Dia dos Namorados pode habilitar-se a prémios para desfrutar a dois. A Click Viagens oferece uma estadia de uma noite num local a definir, o Casal da Eira Branca também oferece uma noite à borla e A Vida é Bela um pacote de Aventura Radical. Tudo para duas pessoas. Os restaurantes aderentes são Adega do Albertino, A Ilustre Casa de Ramiro, Bowling Caldas, Camaroeiro Real, Capelinha do Monte, Convívio, Copacabana, Cruzeiro, Konopizza, Lagar do Canas, Lidador, Maratona, Mimosa, Moinho Saloio, Muralhas, Óbidos Lounge, O Novo Mundo, O Chumarrão, O Pinheiro, O Selim, O Tarro, os Queridos, Pachá, Paraíso, Restaurante Lisboa, Solar dos Amigos, Solmar Canas, Taverna da Bica, Termas, Traçadinho, Tropicana, Vila Infanta e Zé do Barrete. J.F.


XII

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Prendas atrevidas para noites picantes

E para quem está solteiro? Para quem está solteiro, a palavra de ordem é não desanimar, nem se deixar levar por sentimentos como a solidão. É certo que os corações que parecem crescer como cogumelos nestes dias não ajudam, mas há que ver este dia como um outro qualquer, ou como uma oportunidade para se mimar a si próprio (até porque poupa em prendas neste dia) e aproveitar para se divertir. Nos últimos anos têm surgido um pouco por todo o lado jantares que juntam quem está solteiro e descomprometido em grande algazarra. Convívios que primam pela diversão, pela descontracção e por muitas gargalhadas. As redes sociais são uma excelente forma de descobrir onde existem estes encontros e quem os promove. Outra opção é juntar um grupo de amigos ou colegas que também estejam solteiros e programar a vossa própria noite. Este pode também ser o dia em que, sem qualquer espécie de culpa, se entrega àquilo que lhe dá mais prazer, seja ler, cozinhar, ver filmes e séries (de preferência bem divertidos!), jogos de vídeo ou outra coisa qualquer. E a grande vantagem é que o vai poder fazer sem ninguém a apoquentar. Visitar a família é outro conselho que abunda em muitos sites da Internet com

A Fetiche Shop recomenda três prendas que podem ser oferecidas no Dia dos Namorados. O Ovo Vibrador, que custa 49,95 euros, tem comando remoto com mostrador digital e vários tipos de vibração. Com um preço mais modesto, a sex shop caldense sugere um kit com algemas, venda para os olhos e uma pena sensual para “explorar e excitar cada pedaço do corpo do(a) parceiro(a)”. Custa 19,95 euros. Com o mesmo preço é possível também comprar um conjunto composto por uma venda, anel vibrador e uma bala vibradora, destinados também a jogos eróticos. De acordo com Pedro Chaves, da Fetiche Shop, estas são os produtos mais interessantes para a data que agora se comemora. Aliás, neste momento, 90% dos artigos expostos na loja estão relacionados com o Dia dos Namorados, um momento durante o ano que representa para qualquer sex shop um pico nas suas vendas.

C.C.

Workshops de Danças Sensuais Femininas e de Massagens para casais Na CriarEco - loja dedicada a workshops relacionados com a reciclagem e o autoconhecimento – vai organizar um workshop de Danças Sensuais Femininas que se vai realizar domingo, 12 de Fevereiro, entre as 16h00 e as 19h00 especialmente dedicadas a este período de S. Valentim. Durante todo o mês de Fevereiro também se vão realizar atelier de massagens para casais, uma proposta diferente para o Dia dos Namorados. Os cursos serão dados por Gina Filipe,

terapeuta de Massagem Ayurvédica, certificada pela Alba e que vai partilhar técnicas de relaxamento. A massagem Ayurvédica, é um método antigo de relaxamento, prevenção e cura que ajuda a manter o fluxo contínuo da energia. Para mais informaç õ e s c o n s u l t a r http:/ /criareco.blogspot.com/. A Criar Eco funciona numa loja próximo do edifício da EDP, na entrada da cidade.

N.N.

conselhos para passar, sem dramas, este dia. Rodear-se de quem lhe quer bem é sempre uma excelente ideia. Há também quem defenda que o 14 de Fevereiro é um óptimo dia para limpar gavetas e armários e desfazer-se de tudo o que já não usa. Doar alguma dessa roupa aos que mais precisam vai com certeza fazer com que se sinta bem. Visitar exposições, museus e livrarias pode também ser uma boa distração para passar este dia sem qualquer sentimento depressivo. Se pesquisar na Internet “Dicas para Solteiros no Dia dos Namorados”, ou qualquer coisa parecida, pode consultar um sem número de conselhos. Em quase todos os sites ou blogs (muitos deles brasileiros) que vão aparecer na lista, é comum a ordem para se ser positivo! E em muitos aparece ainda um conselho de uma professora de psicologia norte-americana, Laura S. Brown: “Perceber a natureza ilusória desta data pode ser o primeiro passo para sentir-se melhor e mais seguro com quem você é e aonde sua vida se encontra” .

Joana Fialho jfialho@gazetacaldas.com

Suplemento S. Valentim  

Suplemento S. Valentim