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CORREIO DO RIBATEJO

Tudo em Pneus ao melhor preço

Fundado em 1891 por João Arruda. Director de Mérito: Dr. Virgílio Arruda

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10 de Setembro de 2010 • 119.º ano • N.º 6.221 • Sai à 6.ª-feira • Preço: j 0,60 • Semanário Regional • Telef. 243333116 • Fax 243333258 Director: João Paulo Narciso • Redacção: Rua Serpa Pinto, 98 a 104 • Apartado 323 • 2001-904 Santarém• E-mail: correiodoribatejo@mail.telepac.pt Gerentes e proprietários: Mário da Conceição Lopes, Manuel Oliveira Canelas e Luís Manuel Pires Marques www.correiodoribatejo.com

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Telefones: 243323304 SANTARÉM 243356000 PORTELA DAS PADEIRAS

Agricultura em todas as vertentes mostra-se na Agroglobal

Largo Ramiro Nobre “muda de nome” devido a “acto de vandalismo” A placa toponímica existente no Largo Ramiro Nobre foi vandalizada na noite de 15 para 16 de Agosto, não tendo ainda sido reposta, encontrando-se, desde então, caída junto à parede da igreja. Nem o DGUA nem a Junta de São Nicolau, confirmam qualquer mudança toponímica do Largo. p. 4

António Anjinho recebe prémio Panathlon

p. 22

Toda a fileira agrícola, desde o ensino e a investigação até à valorização industrial, esteve presente na Agroglobal, Feira do Milho e das Grandes Culturas, que decorreu quarta e quinta-feiras, junto ao Tejo, em Valada (Cartaxo).“Esta é a prova de que em alguns sectores a agricultura portuguesa é competitiva e demonstra a força e a capacidade de uma actividade que tem fins múltiplos”, disse Pedro Torres, da Valinveste, Investimentos e Gestão Agrícola.Com 103 expositores, a feira decorreu em campo aberto, numa área onde se encontravam culturas de milho, tomate, girassol, cevada e batata e numa zona de demonstração de máquinas e equipamentos ligados à agricultura. p. 14 a 19

Moradores do planalto de Santarém protestam na Câmara contra taxas de estacionamento Uma carta anónima, distribuída por algumas residências do planalto de Santarém, e não somente do centro histórico, levou dezenas de moradores a comparecerem na reunião de segunda-feira do Executivo da Câmara Municipal, para demonstrarem “desagrado pelo pagamento de taxas de estacionamento,” refere a ‘convocatória’. A carta explica que é a falta de alternativas de estacionamento que os motiva a “não aceitarem” esse pagamento. Na reunião de segunda-feira o Executivo municipal aprovou o novo regulamento que estipula o tarifário a pagar pelo estacionamento à superfície, num raio de 500 metros, em redor do Jardim da Liberdade e que surge na sequência da concessão, pelo prazo de 20 anos, dada à empresa ABB, como contrapartida pela construção do jardim e do parque subterrâneo. p. 3 PUB


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verso da capa

CORREIO DO RIBATEJO Edição n.º 6.221 | 10 de Setembro de 2010

CLICK!

Sabe por que é que se diz?... Andar com a pulga atrás da orelha Significado: estar/ficar/ andar com grande desconfiança ou preocupação; ter suspeitas de algo ou de alguém. Origem: Durante milhares de anos, o ser humano foi vítima desse maldito bicho chamado pulga. Não havia nenhum insecticida ou veneno realmente eficaz para comba-

ter esta praga, que se alojava em todos os cantos das casas, hospitais, escolas, jardins, ruas, salas de diversões, tribunais, e muitos outros espaços. Até meados do século XX, a pulga era, sem dúvida, um problema muito grave: verdadeiras colónias do tamanho de Nova Iorque viviam nos colchões, nas nossas almofadas, nos nossos cabelos, nos nossos armários. Agora imaginem o

desconforto de alguém, que acorda a meio da noite com uma dor horrível no ouvido. Pois, é isso mesmo: uma pulga entrou pela orelha adentro, e eila, feliz e quentinha, a sugar o nosso sangue! Actualmente, esta expressão significa que suspeitamos de algo ou alguém. Sentimo-nos desconfortáveis, há qualquer coisa que nos incomoda… Será uma pulga?

Anuncie e assine o O vereador da Protecção Civil da Câmara Municipal de Santarém esteve, a 1 de Setembro, no quartel dos Bombeiros Voluntários de Pernes, numa “visita de cortesia” a um colega piloto aviador do mesmo ano de curso, que opera com o helicóptero de combate a incêndios estacionado naquela vila. A visita teve a particularidade de acontecer no exacto dia em que se completavam 37 anos da apresentação de António Valente, na Base Aérea 1, em Sintra, para início do curso de piloto. Um reencontro com o cockpit serviu para matar saudades, mas sem direito a levantar voo, numa hora, felizmente, de repouso do helicóptero 35 e do seu piloto, Leonídio Henriques. Valente é, por assim dizer, um piloto a tempo inteiro...

Correio do Ribatejo correiodoribatejo@mail.telepac.pt Telef. 243333116 – Fax 243333258 www.correiodoribatejo.com

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Preservando a autenticidade das receitas genuínas com as suas raízes, convido-vos a viajar pelos sabores da Beira Baixa. Beira Baixa “Setembro doira as maçãs, perfuma a folha das melhores peras de Portugal, e cada melancia como bojo de cântaro de telhado, pode encher um cesto vindimo de Alcongosta” Hipólito Raposo Caldo da Panela Peso - Covilhã Ingredientes: Para 4 pessoas • 4 dl de feijão encarnado; • 350 g de orelheira; • 350 g de focinho (beiço) de porco; • 1 dl de azeite; • 1 mão (8 folhas) de couve branca (portuguesa local);

• 1 ramo de hortelã; • 8 colheres de sopa de arroz ou de massa ou 500 g de pão. Confecção: De manhã põe-se na panela à lareira ou em lume brando, com o feijão demolhado, água, o azeite, a orelheira e o focinho e a couve cortada. Tempera-se com sal e deixa-se cozer. Ao meio dia, com uma escumadeira (localmente dá-se-lhe o nome de gadanha), retira-se o embrulho e come-se em tigelas. Dá-se-lhe o nome de berças ou beiças. À noite, ao jantar, junta-se ao caldo o ramo de hortelã e o arroz ou a massa e come-se como sopa. Utilizando pão, este é cortado em fatias finíssimas e rega-

do com o caldo que ferveu com a hortelã. Carapaus no Forno Alcains Ingredientes: Para 4 pessoas • 1 kg de carapaus; • 2 colheres de sopa de farinha; • 1 dl de azeite; • 1 tomate maduro; • 3 dentes de alho; • 1 folha de louro; • 1 cebola; • sal; • pimenta; • colorau. Confecção: Tiram-se as cabeças e arranjam-se os carapaus. Temperam-se com umas pedrinhas de sal. Passam-se os carapaus por farinha, sacodem-se e dispõemse no tabuleiro onde já se deitou o azeite. Espalha-se sobre o peixe a cebola cortada em rodelas finíssimas e rega-se tudo com um preparado feito à parte, misturando o tomate cru (sem pele e sem sementes) esmagado com as mãos, os alhos picados, o louro cortado em bocadinhos, sal, pimenta e colorau. Junta-se ainda um pouco de água e leva-se ao forno até estar bem cozido.

Cabrito assado no Forno Vila Velha do Ródão Ingredientes: • 1cabrito; • 2 cabeças de alho; • Cebolas; • 5 cabeças de cravinho-daIndia; • Louro; • Salsa; • 1l de vinho branco; • Lascas de toucinho; • Azeite. Confecção: Na véspera, faz-se uma papa com alho pisado, sal e pimentão e barra-se com ela o cabrito. No dia seguinte, cobre-se o fundo de uma assadeira com cebola cortada em rodelas grossas e coloca-se por cima o cabrito. Regase com vinho e juntam-se os restantes ingredientes. Por cima do cabrito colocam-se as lascas de toucinho. Leva-se a assar, de preferência em forno de lenha. Pode acompanhar-se com batatas assadas em quartos.

Pudim de Abóbora Ingredientes: • 2 chávenas e meia de açúcar; • 1 chávena de amêndoas; • 1 colher de sopa de manteiga; • 5 gemas + 1 ovo; • 1 papo seco pequeno; • 1 colher de café de canela; • 1 colher de sopa de doce de abóbora; • manteiga ou margarina para untar.

lume. Deixa-se arrefecer um pouco. Misturam-se as gemas com o ovo inteiro e juntam-se ao preparado anterior. Junta-se também o miolo do papo-seco esfarelado, a canela e o doce de abóbora. Mistura-se tudo muito bem e leva-se a cozer no forno numa forma muito bem untada Boas e deliciosas viagens pelos sabores.

Confecção: Leva-se o açúcar ao lume com uma chávena de água e deixa-se ferver até fazer ponto de pasta baixo (100º C). Adiciona-se a amêndoa pelada e ralada e a manteiga. Mexe-se e retira-se do PUB

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“A TAVERNA DO FADO” patrocina a “Viagem dos Sabores Regionais”


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Edição n.º 6.221 | 10 de Setembro de 2010

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Moradores do planalto de Santarém protestam na Câmara contra taxas de estacionamento Uma carta anónima, distribuída por algumas residências do planalto de Santarém, e não somente do centro histórico, levou dezenas de moradores do planalto da cidade a comparecerem na reunião de segunda-feira do Executivo da Câmara Municipal, para demonstrarem “desagrado pelo pagamento de taxas de estacionamento,” refere a ‘convocatória’. A carta explica que é a falta de alternativas de estacionamento que os motiva a “não aceitarem” esse pagamento. Na reunião de segundafeira o Executivo municipal aprovou o novo regulamento que estipula o tarifário a pagar pelo estacionamento à superfície, num raio de 500 metros, em redor do Jardim da Liberdade e que

surge na sequência da concessão, pelo prazo de 20 anos, dada à empresa ABB, como contrapartida pela construção do jardim e do parque subterrâneo. Segundo informação prestada pelo presidente da Autarquia aos moradores presentes na reunião de câmara, os residentes com mais de 65 anos não terão de pagar estacionamento, cabendo aos restantes, se assim o entenderem, a aquisição de um cartão de residente por 25 euros/ano. Os moradores cujas habitações se situem dentro do raio de 500 metros, em redor do parque subterrâneo, estão dispensados de pagar estacionamento entre as 20 e as 08 horas da manhã, aos fins-de-semana e feriados. Na anterior reunião do

Executivo, Moita Flores deixou claro que uma cidade da dimensão de Santarém não pode conceber um sistema de estacionamento gratuito para moradores. “Não é um critério político ou ideológico mas, sim, de cultura urbana”, afirmou, na altura, em resposta aos vereadores socialistas que, na mesma reunião, fizeram alguns reparos à forma como foi conduzido o processo de criação de novos lugares de estacionamento pago no planalto de Santarém. O tema regressa à agenda política, no próximo dia 17 de Setembro, quando for votada, na Assembleia Municipal de Santarém, a proposta que regulamenta o estacionamento pago na cidade.

António Forte, presidente da Associação de Moradores do Centro Histórico de Santarém

Estacionamento “é sempre caro para quem paga e barato para quem recebe” Contactado pelo Correio do Ribatejo, António Forte, presidente da Associação de Moradores do Centro Histórico de Santarém (AMCHS) desconhecia o teor da carta anónima distribuída nalgumas zonas da cidade, bem como o facto de dezenas de moradores terem-se deslocado à reunião do Executivo camarário, na tarde de segunda-feira. “Não tive conhecimento de qualquer carta ou convocatória de moradores do centro histórico para comparecerem na referida reunião de Câmara. Pelo menos na minha caixa de correio ou de outros moradores com quem contacto frequentemente não foi distribuída qualquer convocatória,” assegura. Sobre o pagamento de estacionamento no centro da cidade, António Forte explicou ao Correio do Ribatejo que “de há vários anos para cá que os moradores do centro histórico são os únicos habitantes

do concelho de Santarém cujos parques de estacionamento que servem as suas habitações já eram em grande parte tarifados”, pelo que a situação em causa não constitui, no seu entender, “uma total novidade para estes moradores”. “Esta associação sempre defendeu que toda a área do centro histórico deveria encontrar-se coberta por estacionamento tarifado a fim de evitar uma desigualdade de tratamento entre moradores,” salienta. No entender do presidente da AMCHS, “o facto de tal nunca ter sido concretizado, só contribuiu para penalizar os residentes das zonas não tarifadas, pois têm sido castigados com uma constante falta de rotatividade dos poucos lugares de estacionamento disponíveis junto das suas habitações”, alega. António Forte aponta exemplos: “Vejamos os moradores da Rua das Portas do Sol, da zona do Milagre e até mesmo do Lar-

go do Pereiro ou Av. António dos Santos. Nas zonas de estacionamento tarifado, a constante avaria dos parquímetros, constitui sempre uma dor de cabeça para os residentes destas áreas.” António Forte lembrou ao Correio do Ribatejo que a Câmara Municipal já tinha um regulamento de estacionamento tarifado, cuja redacção havia sido elaborada, há vários anos, em colaboração entre a AMCHS e a Câmara Municipal, o qual dividia o centro histórico em várias zonas de estacionamento tarifado que este considera “salvaguardar os interesses e direitos destes residentes mediante a emissão de um selo”. “Contudo, atendendo a que só foram colocados parquímetros na zona Azul, somente foi vendido selo de residente para esta zona,” nota. Para o presidente da AMCHS, “desde que o novo regulamento mantenha os mesmos pressupostos na defesa dos nossos direitos, não temos nada a

opor ao seu alargamento e nada a observar quanto à sua extensão para fora dos limites do centro histórico, pois trata-se de um poder discricionário da autarquia que competirá aos cidadãos julgar na urnas,” frisa. Quanto ao valor do parqueamento a aplicar António Forte refere que “nestas situações é sempre caro para quem paga e barato para quem recebe.” “Entendemos que relativamente aos valores praticados nos anos anteriores o aumento para 25 j é percentualmente bastante significativo,” observa. “Se nas zonas periféricas da área tarifada, onde a envolvente próxima constitui uma efectiva alternativa gratuita (por exemplo Rua Pedro de Santarém com alternativa gratuita no Campo Emílio Infante da Câmara, Zona da Direcção de Finanças com estacionamento gratuito no Largo do Choupal, Zona dos Leões com estacionamento gratuito na envolvente), só com-

pra o selo quem não quiser estacionar o carro a uma centena de metros da sua habitação”, comenta. António Forte entende que para os moradores do centro histórico “não existe qualquer alternativa”, estando estes “completamente encurralados e forçados a adquirir o referido selo”. “Receamos que o aumento de preço proposto para o selo de estacionamento venha a traduzir-se em mais um óbice ao necessário processo de reabilitação do centro histórico, constituindo um desincentivo à recuperação do parque habitacional e à deslocação de novos habitantes para esta zona,” considera. O presidente da AMCHS defende por isso “uma redução significativa destes valores nas zonas que integram o centro histórico, pois o reduzido número de habitantes (a ver pelos selos emitidos nos anos anteriores e a um aumento previsível para os próximos anos) certamente não constituiria uma

perca significativa de receita para a empresa concessionária (sejam no máximo 200 selos com uma redução de 15 j, corresponderia a uma redução de receita de 3000 j anuais),” contabiliza. Quanto à anunciada isenção de selo para residentes de idade superior a 65 anos, António Forte considera-a “uma boa notícia”. Contudo, receia poder traduzir-se “numa medida bastante injusta pois certamente existem reformados com elevados rendimentos/pensões (sem filhos para criar ou habitação para pagar) que mais facilmente poderão pagar os 25 j do selo, do que muitos moradores no activo ou mesmo desempregados, com as reais dificuldades de pagamento das despesas de habitação e educação dos seus filhos.” “Apostaria mais numa isenção em função dos rendimentos do agregado familiar, seria certamente mais justo,” remata. JPN


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CORREIO DO RIBATEJO Edição n.º 6.221 | 10 de Setembro de 2010

Largo Ramiro Nobre “muda de nome” devido a “acto de vandalismo” A placa toponímica existente no Largo Ramiro Nobre foi vandalizada na noite de 15 para 16 de Agosto, não tendo ainda sido reposta, encontrando-se, desde então, caída junto à parede da igreja. Segundo comerciantes no local, a pedra “terá sido arrancada” da parede, fazendo reaparecer à luz do dia a anterior placa toponímica que dava nome ao Largo, antes da atribuição do nome do médico, por altura da homenagem de que foi alvo na cidade. Nem o Departamento de Gestão Urbanística da Câmara de Santarém (DGUA), nem a Junta de Freguesia de São Nicolau, contactados pelo Correio do Ribatejo, confirmam qualquer mudança da toponímica do Largo, faltando apenas repor a anterior pedra que terá sido alvo de vandalismo, segundo comerciantes da zona. A antiga placa de mármore, onde consta o nome do benemérito médico desta cidade, continua, no entanto, há quase um mês, no chão do referido largo, partida em vários pedaços, mesmo por debaixo da actual, com a denominação de Largo de São Nicolau. Ramiro Nobre faleceu a 31 de Janeiro de 1992, vítima de doença prolongada. Era conhecido o seu envolvimento no meio associativo da cidade e a sua paixão pelo desporto, tendo exer-

Uma leitora do Correio do Ribatejo alertou-me para a “súbita alteração” do nome do Largo Ramiro Nobre, junto à igreja de São Nicolau, para Largo de São Nicolau. A antiga placa de mármore com o nome do benemérito médico desta cidade, deu lugar ao azulejo colorido com o nome de outro santo. Ramiro Nobre não merecia isto. Pelos anos de dedicação a Santarém, ao movimento associativo da cidade, nomeadamente ao serviço do Sport Grupo Scalabitano ‘Os Leões’, clube do qual era um fervoroso adepto e presidente. Muitos recordam a sua presença no antigo Café Leitão, depois Café Portugal, muitas vezes transformado em “tertúlia desportiva” nos intervalos das consultas e do trabalho no Hospital de Jesus Cristo, da Misericórdia de Santarém. No Correio do Ribatejo de 7 de Fevereiro de 1992, Bernardo de Figueiredo despede-se de “uma das grandes figuras de Santarém”, falecido a 31 de Janeiro de 1992, vítima de doença prolongada. Um médico que adorava a sua profissão, um dos melhores.

Diz o jornalista que ele “condoía-se com a situação precária de muitos dos seus doentes”, não lhes cobrando, por isso mesmo, consultas. No mesmo número do nosso jornal, o médico Victor Bezerra recorda “a ternura de alguém que mitigou a dor, que doou muitas palavras eivadas de bom senso e carinho, que acompanhou desesperado muitos momentos últimos de vida, que medicou com saber e correcção, que diagnosticou de modo preciso e correcto, que procurou ensinar, colaborar, estar aberto a toda a inovação.” As fotos que publicamos testemunham a “troca” dos nomes do Largo, mas, mais do que isso, a permanência da anterior placa, reduzida a pedaços, “há quase um mês”, segundo alguns comerciantes da zona, esquecida no chão daquele largo. No livro “Santarém Raízes e Memórias”, José Campos Braz evoca Ramiro Nobre, como alguém “bem presente naqueles a quem ele aliviou no sofrimento, e em todos os que o conheceram e a sua obra faça jus a que por longo espaço de tempo seja ainda lembrada.” Bati à porta da Junta de Freguesia de São Nicolau

para saber mais sobre esta “alteração toponímica” e de lá obtive a surpreendente resposta: “Largo de São Nicolau não existe, o que existe é Largo Ramiro Nobre”. Ainda bem, pensei. Já só falta arrancar a placa com a inscrição a azulejo ‘Largo de São Nicolau’, colar os pedaços de mármore amarelecidos, caídos no chão, e voltar a prendê-los a uma parede que sempre foi sua. Ao que apuramos, mesmo antes do fecho desta edição, ter-se-á tratado de um acto de vandalismo que pôs a descoberto a antiga placa que não tinha sido retirada, a quando a atribuição do nome de Ramiro Nobre ao largo, cuja placa foi cravada na parede por cima da que agora reapareceu à luz do dia. “Dói ver aquela pedra ali caída, há quase um mês, com o nome do doutor” dizia-me, entristecida, a leitora que me alertou para o facto. Aqui fica, pois, o alerta. Ramiro Guimarães Nobre, por tudo o que fez por Santarém, merecia muito mais do que jazer esquecido no chão de um largo que (apenas por enquanto, espero) já não é seu. João Paulo Narciso

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“CORREIO DO RIBATEJO” – 10-9-2010 À hora de fecho desta edição era visível a placa toponímica com o nome de Ramiro Nobre, no chão do agora “Largo de S. Nicolau”

cido diferentes cargos, nomeadamente o de presidente do Sport Grupo Scalabitano ‘Os Leões’. Era médico no Hospital de Jesus Cristo, da Misericórdia de

Santarém. Amigos de Ramiro Nobre classificam-no como um médico que adorava a sua profissão, “um dos melhores”, garantem. JPN

Vereador António Valente a tempo inteiro na Câmara de Santarém O vereador da Câmara Municipal de Santarém António Valente passa a ocupar o cargo a tempo inteiro, informou o presidente da Autarquia na reunião do Executivo da passada segunda-feira. António Valente era o único vereador eleito pelo PSD que não dispunha daquele estatuto. Os vereadores eleitos pelo PS abstiveram-se na votação, por considerarem tratar-se de uma opção de gestão da maioria. A decisão de colocar António Valente a tempo inteiro na Autarquia prende-se, segundo Moita Flores, como compensação pela disponibilidade sempre manifestada pelo vereador ao serviço do município. Com a nomeação do ve-

Comentário

reador, na mesma reunião, o presidente da câmara informou que prescindia da figura de chefe de gabinete, para não aumentar a despesa com pessoal de nomeação política. António Valente ficará com os pelouros do Desen-

volvimento Económico, Protecção Civil, Santarém Urbis – Empresa Municipal, e representações da Autarquia no CNEMA, Festival Nacional de Gastronomia e presidente da Assembleia Geral das Águas de Santarém. PUB

EMPREGO Empresa do sector comercial com sede em Alcanede pretende admitir colaboradora para a área administrativa/contabilidade com experiência mínima de três anos, idade até 35 e habilitações ao nível do 12.º ano ou nível 3. Privilegia-se quem tenha conhecimentos em informática na óptica do utilizador, nomeadamente em aplicações Office. Resposta para o anúncio n.º 325

ASSEMBLEIA MUNICIPAL DE SANTARÉM

EDITAL 10/2010 ANTÓNIO JÚLIO PINTO CORREIA, PRESIDENTE DA ASSEMBLEIA MUNICIPAL DO CONCELHO DE SANTARÉM: TORNO PÚBLICO que, de harmonia com a Lei e o Regimento, convoco a Assembleia Municipal para a Sessão Ordinária de Setembro, a realizar no dia 17 de Setembro (sexta-feira), pelas 20.30 horas, na Sala dos Cumprimentos na Escola Prática de Cavalaria, na Cidade de Santarém, com a seguinte Ordem de Trabalhos: 1. APRECIAÇÃO DA INFORMAÇÃO ESCRITA DO PRESIDENTE DA CÂMARA ACERCA DA ACTIVIDADE DO MUNICÍPIO E DA SUA SITUAÇÃO FINANCEIRA, DESDE A ÚLTIMA SESSÃO ORDINÁRIA DA ASSEMBLEIA. 2. APRECIAÇÃO E VOTAÇÃO DA PROPOSTA “CONCURSO PARA A SELECÇÃO DE PARCEIRO PRIVADO PARA A EMPRESA ÁGUAS DE SANTARÉM, EM, SA”. 3. APRECIAÇÃO E VOTAÇÃO DA PROPOSTA “PLANO DE URBANIZAÇÃO DA QUINTA DOS ANJOS/QUINTA DO POÇO – APROVAÇÃO DA VERSÃO FINAL”. 4. APRECIAÇÃO E VOTAÇÃO DA PROPOSTA “2ª REVISÃO AO ORÇAMENTO E GRANDES OPÇÕES DO PLANO DA CMS PARA O ANO DE 2010”. 5. APRECIAÇÃO E VOTAÇÃO DA PROPOSTA “REGULAMENTO MUNICIPAL DE ESTACIONAMENTO TARIFÁDO”. 6. APRECIAÇÃO E VOTAÇÃO DA PROPOSTA “DECLARAÇÃO DE INTERESSE PUBLICO MUNICIPAL – CALCIDRATA”. 7. APRECIAÇÃO E VOTAÇÃO DA PROPOSTA “DECLARAÇÃO DE INTERESSE PÚBLICO MUNICIPAL – ALFREDO VENÂNCIO GASPAR”. 8. APRECIAÇÃO E VOTAÇÃO DA PROPOSTA “FIXAÇÃO DAS TAXAS DO IMI RESPEITANTES A 2010 A LIQUIDAR EM 2011”. 9. APRECIAÇÃO E VOTAÇÃO DA PROPOSTA “NOMEAÇÃO DE AUDITOR EXTERNO DO MUNICÍPIO DE SANTARÉM – EXERCÍCIO DE 2010 E 2011”. 10. APRECIAÇÃO E VOTAÇÃO DA PROPOSTA “STR-URBIS – SOCIEDADE DE GESTÃO URBANA DE SANTARÉM, EMPRESA MUNICIPAL, S.A. – ESTATUTO REMUNERATÓRIO DOS MEMBROS DOS ÓRGÃOS SOCIAIS”. 11. APRECIAÇÃO E VOTAÇÃO DA PROPOSTA “CUL.TUR – EMPRESA MUNICIPAL DE CULTURA E TURISMO DE SANTARÉM, EEM – ESTATUTO REMUNERATÓRIO DOS MEMBROS DO CONSELHO DE ADMINISTRAÇÃO E FISCAL ÚNICO”. 12. APRECIAÇÃO E VOTAÇÃO DA PROPOSTA “SCALABISPORT – GESTÃO DE EQUIPAMENTOS E ACTIVIDADES DESPORTIVAS, E.E.M. – ESTATUTO REMUNERATÓRIO”. 13. APRECIAÇÃO E VOTAÇÃO DA PROPOSTA “PROJECTO REGULAMENTO MUNICIPAL DE CONDECORAÇÕES”. 14. APRECIAÇÃO E VOTAÇÃO DA PROPOSTA “MUSEU SEM FRONTEIRAS – PROTOCOLO DE COLABORAÇÃO”. 15. APRECIAÇÃO E VOTAÇÃO DA PROPOSTA “ADESÃO DA CÂMARA MUNICIPAL SANTARÉM À REDE DAS CIDADES ROMANAS DO ATLÂNTICO – PROTOCOLO DE COLABORAÇÃO”. 16. APRECIAÇÃO E VOTAÇÃO DA PROPOSTA “NOMEAÇÃO DOS JUÍZES SOCIAIS”. 17. APRECIAÇÃO E VOTAÇÃO DA PROPOSTA “ADESÃO À ASSOCIAÇÃO INTERNACIONAL DE FESTEJOS TAURINOS”. 18. APRECIAÇÃO E VOTAÇÃO DAS PROPOSTAS DE VOTOS, MOÇÕES OU RECOMENDAÇÕES ENTREGUES NA MESA ATÉ AO INÍCIO DO PERÍODO DE “ANTES DA ORDEM DO DIA”. PARA CONSTAR E DEVIDOS EFEITOS, será este EDITAL afixado nos locais do costume e publicado nos jornais da região. ASSEMBLEIA MUNICIPAL DE SANTARÉM, 7 de Setembro de 2010. Pel’O Presidente da Assembleia Municipal O Segundo Secretário da Mesa, Carlos António Marçal


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Câmara aprova parceiro privado para Jurista da DECO empresa municipal Águas de Santarém no CIAC A Câmara Municipal de Santarém definiu, segundafeira na reunião do Executivo, a escolha do parceiro privado que irá entrar na estrutura accionista da empresa Águas de Santarém, o consórcio Aquainveste, que passará a ser detentor de 49 por cento do capital da empresa. Com esta decisão a Autarquia encaixará cerca de 15,3 milhões de euros, que lhe serão pagos em duas tranches, a primeira já em Novembro e a segunda no mesmo mês de 2011. A proposta apresentada pela Aquainveste prevê investimentos em infra-estruturas na ordem dos 48 milhões de euros, num prazo de cinco anos. António Carmo e Ludgero Mendes, vereadores do PS, votaram contra a deci-

são de escolha do parceiro privado por entenderem que a Câmara devia ser detentora da totalidade do capital da empresa Águas de Santarém.

Melhoria da rede de saneamento até 2013

A empresa municipal Águas de Santarém anunciou em finais de Junho um investimento de 3,5 milhões de euros em sistemas de saneamento básico de pequenas localidades do concelho. O presidente da empresa e da Câmara Municipal de Santarém, Moita Flores, disse na altura que o investimento foi aprovado no âmbito de uma candidatura ao eixo 2 do Programa Operacional de Lisboa e Vale do Tejo (POVT), que comparticipa os projectos em cerca de 2,3 milhões de euros.

“O programa nacional para o saneamento de pequenos aglomerados populacionais tem um orçamento nacional de 20 milhões e Santarém conseguiu aprovar candidaturas que perfazem dez por cento deste valor”, frisou. As localidades contempladas com este investimento são Azóia de Cima, Advagar (freguesia de Achete), Almeirim/Azenha (Arneiro das Milhariças), Canal (Abrã) e Aldeia da Ribeira (Alcanede). Os dois projectos com maior volume de investimento vão ser a Aldeia da Ribeira e Azoia de Cima, com 1 milhão de euros de investimento cada. A rede de saneamento nestas localidades deverá estar pronta até 2013 e vai funcionar de forma autóno-

ma dos restantes sistemas de saneamento a construir no concelho. Os resíduos desta rede vão ser reencaminhados e tratados em pequenas estações de tratamento de águas residuais (ETAR) compactas, cuja construção está abrangida pelo investimento agora anunciado. Segundo garantiu, em Junho, Moita Flores, com a construção destas redes de saneamento mais pequenas, o concelho ficará, até 2013, com uma cobertura de 92 por cento na área do saneamento básico, uma valor acima do determinado pelas metas nacionais e europeias nesta matéria. Estes investimentos perfazem um investimento superior a sete milhões de euros, aos quais se juntam agora mais 3,5 milhões.

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“CORREIO DO RIBATEJO” – 10-9-2010

Um jurista da DECO vai estar dias 20 e 27 de Setembro, nas instalações da antiga Escola Prática de Cavalaria, onde funciona actualmente o CIAC – Centro de Informação Autárquica ao Consumidor, entre as 10h00 e as 12h30, para atendimento aos consumidores de Santarém. A marcação deve ser feita previamente, através dos números de telefone 243 304 408 (CIAC) ou 243 329 950 (DECO). Este serviço é gratuito, ao abrigo do protocolo celebrado entre o Município de Santarém e a DECO.

MUD ANÇAS MUDANÇAS

SELECCIONAMOS PARA ENTRADA IMEDIATA (M/F) Casais de São Vasco – Albergaria – 2000-307 ABITUREIRAS – SANTARÉM – Telef. 243 478 198 Telef. 243 478 199 – Fax 243 478 200 – TM. 932 302 790 – tsv.internacional@hotmail.com

a 20 e 27 de Setembro

“CORREIO DO RIBATEJO” – 10-9-2010

DIRECÇÃO DE FINANÇAS DE SANTARÉM SERVIÇO DE FINANÇAS DE SANTARÉM

ANÚNCIO e ÉDITOS DE 20 DIAS PROCESSO DE EXECUÇÃO FISCAL Nº 2089200901015532 AP

CITAÇÃO DE CREDORES E VENDA DE BENS (1.ª publicação) JORGE MANUEL SARDINHA SERRA, Chefe do Serviço de Finanças do concelho de Santarém. Faz saber que por este Serviço de Finanças correm ÉDITOS DE 20 DIAS, contados da segunda e última publicação deste anúncio, citando, nos termos do n.º 2 do artigo 239º do Código de Procedimento e de Processo Tributário (CPPT), os credores desconhecidos e sucessores dos credores preferentes da executada SANTOS RUIVO E COMPANHIA, LDA., com sede em Amiais de Cima – 2025-000 Abrã Santarém, para no prazo de 15 (QUINZE) DIAS posteriores aos dos éditos, reclamarem os seus créditos pelo produto da venda dos bens móveis a seguir indicados, sobre os quais tenham garantia real (art. 240º, CPPT) e que foram penhorados em 29 de Outubro de 2009 no processo de execução fiscal acima identificado, instaurado para pagamento de dívidas de Imposto sobre o Rendimento das Pessoas Colectivas (IRC) e Coimas Fiscais (CF), dos anos de 2005 a 2009, no montante actual de 5.431,11 j, sendo 4.617,72 j de quantia exequenda e 813,39 j de acréscimos legais. BEM A VENDER Uma prensa hidráulica para vinificação com motor eléctrico da marca FAS (Francisco António da Silva e Filhos, Lda.) com o nº PC 450-85057, de cor vermelha e creme, em razoável estado de conservação e funcionamento, a que se atribui o valor de 15.000,00 j. (QUINZE MIL EUROS) É fiel depositário o Sr. António dos Santos Ruivo Júnior, representante legal da executada nos autos, o qual, nessa qualidade e depois de contactado em Amiais de Cima - Abrã Santarém, o mostrará aos interessados. Findo o prazo dos éditos, no dia 2 de NOVEMBRO de 2010, pelas 11,00 horas, proceder-se-á à sua venda por meio de PROPOSTAS EM CARTA FECHADA (art. 248º/1,CPPT) sendo o valor base para a venda de 10.500,00 €, correspondente a 70% do valor que lhe foi atribuído, não sendo consideradas as de valor inferior (art. 250º/4, CPPT). As propostas poderão ser submetidas através da Internet no site (www.e-financas.gov.pt/vendas/.) ou, em alternativa, serem entregues pessoalmente neste Serviço de Finanças ou remetidas pelo correio em sobrescrito fechado, dentro de outro envelope, de forma a serem recebidas até às 16 horas do dia anterior ao da venda, e delas deve constar a referência “PROPOSTA PARA A VENDA Nº 2089.2010.255 – SANTOS RUIVO E COMPANHIA, LDA.”, bem como o preço oferecido, a identificação completa (Nome, morada e CF) e a assinatura do proponente, ocorrendo a sua abertura no dia e hora acima designados, na presença do Chefe do Serviço de Finanças, podendo assistir ao acto o legal representante da executada, os proponentes e eventuais titulares do direito de preferência, os quais ficam notificados para, nos termos do art. 892º do Código de Processo Civil, exercerem o seu direito. Se o preço mais elevado, com o limite mínimo da base de licitação, for oferecido por mais de um proponente, e se estiverem presentes no acto da abertura, abrir-se-á logo licitação entre eles, salvo se declararem que desejam adquirir o bem em compropriedade. Estando presente só um dos proponentes do maior preço oferecido, poderá este cobrir as propostas dos outros, e, se nenhum deles estiver presente ou nenhum quiser cobrir as propostas dos outros, proceder-se-á a sorteio, com vista à determinação da proposta que deverá prevalecer (art. 253º/c. CPPT). Adjudicado o bem, deverá ser depositada na Secção de Cobrança deste Serviço de Finanças a totalidade do preço ou parte dele, não inferior a 1/3 do valor da venda, devendo a restante parte ser depositada no prazo de 15 dias, sob pena das sanções previstas na Lei do Processo Civil. É devido o Imposto sobre o Valor Acrescentado (IVA) à taxa legal em vigor. SERVIÇO DE FINANÇAS DE SANTARÉM, aos dois dias do mês de Setembro do ano de dois mil e dez. O CHEFE DE FINANÇAS, Jorge Manuel Sardinha Serra

O ESCRIVÃO, Jorge Fernando Santos Morgado

Município de Santarém CÂMARA MUNICIPAL

EDITAL N.º 97/2010 FRANCISCO MARIA MOITA FLORES, Presidente da Câmara Municipal de Santarém. TORNA PÚBLICO que no âmbito da Semana Europeia da Mobilidade, o trânsito e estacionamento irão sofrer as seguintes alterações: Praça do Município • Encerramento total ao trânsito e estacionamento – Dia 22 de Setembro de 2010, das 08h às 18h. • Interdição parcial de estacionamento – Desde o dia 16 ao dia 21 de Setembro de 2010, das 08h às 18h. Santarém, Edifício Sede do Município, 6 de Setembro de 2010. Presidente da Câmara Municipal, Francisco Maria Moita Flores


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sociedade

CORREIO DO RIBATEJO Edição n.º 6.221 | 10 de Setembro de 2010

EXPOALCANEDE de 17 a 19 de Setembro A V EXPOALCANEDE, IX Mostra Gastronómica vai decorrer a 17 e 18 de Setembro em Alcanede, concelho de Santarém e este ano inclui uma exposição empresarial e a celebração do 2.º Centenário das Invasões Francesas e a apresentação do livro “A Lamentável Invasão”, da autoria de João Duarte de

Melo Ataíde que aborda a história da 3.ª Invasão Francesa na região de Alcanede (1810-1811). Durante os dois dias de exposição, actuam bandas de música e haverá tasquinhas á disposição dos visitantes. Sexta-feira, 17 de Setembro, na abertura da exposição, actuam a Bandi-

Notas soltas Cartaxo

• A Junta de Freguesia do Cartaxo promove sábado dia 11 de Setembro no Pavilhão de Exposições da Câmara Municipal o seu anual almoço convívio de reformados e pensionistas. A quem necessitar será fornecido transporte pelo que os interessados deverão comparecer pelas 12h30 junto ao Centro de Convívio. • Integrado nas comemorações do Dia da Freguesia vai ser apresentado no domingo dia 12 pelas 16h00 na Junta de Freguesia de Ereira a 2º edição revista e aumentada do livro “Ereira – uma aldeia no concelho do Cartaxo”. Trata-se de uma obra há muito tempo esgotada e bastante solicitada pelo que esta reedição se impunha. A anteceder o lançamento haverá uma sessão solene e pelas 15h00 uma missa por todos os ereirenses falecidos. • Tem lugar dia 2 de Outubro pelas 20h00 no Pavilhão Municipal de Exposições o II Festival do Acordeão, no qual participa o campeão do mundo Pietro Adragua, de Itália. Pelo lado português vão estar em palco grandes nomes do acordeão. Entre antigos e modernos, nos quais não podemos de deixar de assinalar entre outros, Eugénia Lima, Tino Costa, Vítor Apolo, Teresa e Rodrigo Maurício e Andreia Sofia. • A Câmara Municipal volta a organizar em Outubro mais uma edição da “Rainha das Vindimas do concelho do Cartaxo” com o objectivo de promover com traços de modernidade, usos e costumes do mundo rural do concelho. O evento que surgiu em 1988 pela mão de Vítor de Sousa, que então dinamizava um programa na Rádio Cartaxo, vê agora o seu nome associado ao espectáculo com a substituição do Prémio Simpatia, uma escolha inter pares feito pelas candidatas concorrentes. • No bar do Centro Cultural pelas 21h30 e com entradas livres vão passar a haver conversas soltas em jeito de tertúlia todos os últimos domingos de cada mês. O anfitrião será o actor José Raposo, que terá como primeiro convidado no dia 28 de Setembro o actor e encenador natural do Cartaxo António Montez. Neto do médico Júlio Montez, figura destacada da sociedade local na primeira metade do século XX, passou a infância no Cartaxo e aqui frequentou a escola primária com o professor Poeira até se fixar em Lisboa. O convidado do dia 31 de Outubro será João Baião, uma figura conhecida do público televisivo. Luís Montejunto

Almeirim Faleceu António Alberto Carvalho da Fonseca

Causou natural consternação na Cidade, a morte do almeirinense António Alberto, de 70 anos de idade, emigrante aposentado, ocorrida no passado dia 30 de Agosto, em França, onde foi visitar familiares ali residentes. Acompanharam o funeral que se realizou no dia 4 de Setembro, pelas 11h00, para o cemitério de Almeirim, familiares, centenas de amigos e antigos colegas de trabalho, também exemigrantes, além de representantes dos Ranchos Folclóricos, de Associações desportivas, Culturais e de beneficência. O Correio do Ribatejo associa-se à dor da família enlutada.

António Cláudio homenageado no Pão, Vinho e C.ª

O Rancho Folclórico da Casa do Povo de Almeirim promoveu a 4 de Setembro, no certame Pão, Vinho & Cª, o Festival Nacional de Folclore. No início da apresentação, a direcção do Rancho prestou homenagem pública a António Cláudio, um dos fundadores do grupo e que durante 55 anos se dedicou à sua divulgação nacional e internacional. Foi justa e pertinente esta homenagem ao almeirinense que tudo deu à sua terra. Pesquisou, escreveu, publicou e cantou o seu riquíssimo passado histórico. Entre muitas outras, fez parte dos Bombeiros, assim como da Banda, do Teatro, dirigiu o jornal local e foi o responsável pela Biblioteca e pelo Pelouro da

nha do Castelo e a Bandinha da Moca. À noite, Madeira Show (23h00). Sábado, 18, pelas 18h00, celebra-se o 2.º Centenário das Invasões Francesas, actua o grupo “Alminhas Danadas” (19h00) e, pelas 22h00, concerto pelas Bandas de Alcanede e Xartinho. A noite é preenchida pela Banda Xeques.

Domingo, 19 de Setembro, actua o Rancho Folclórico de Viegas e um outro Rancho convidado, a anunciar pela organização. A terminar, Rui Saraiva (23h00). A EXPOALCANEDE é uma organização da Junta de Freguesia de Alcanede e conta com o apoio de empresas da região.

Cultura. Seguiu-se a apresentação dos jovens da Escola de Folclore, apadrinhada pelo homenageado e pelo acordeonista José Manuel Apolinário. A apresentação da Escola de Folclore Infantil, com novos e diferentes trajes do Rancho adulto, provocou a natural curiosidade de antigos componentes do Rancho, além do fundador e dirigente do Rancho Infantil da Casa do Povo de Almeirim, José Quina.

Novo ano lectivo

A população do lugar de Tapada não vai ver as suas crianças de idade escolar este ano, entrar para a sua escola. Devido às recentes modificações no sistema escolar, a velha escola encerrou e os alunos vão frequentar as da Cidade de Almeirim. A Autarquia assegura o transporte e alimentação dos alunos.

Vindimas

Estão já quase terminadas as vindimas nesta região. Os vinicultores fizeram as suas entregas nas Adegas Cooperativas. Como sempre, vão serenamente aguardar que, ao longo do ano, conforme as vendas, lhes seja entregue, de forma faseada, o valor das suas uvas.

Almeirim on.bike

No próximo dia 18 de Setembro, terá lugar um passeio desportivo em bicicleta, com partida do Governo Civil de Santarém, utilizando a Ponte D. Luís, Tapada e finalizando na Zona Norte de Almeirim. Durante o certame Pão, Vinho & Cª., a Autarquia vendeu este ano, a um preço simbólico, 125 bicicletas, que irão juntarse às largas centenas vendidas nas três edições anteriores, e às dos outros munícipes, neste passeio de amizade.

Luís Vasconcellos Dias

Hoje, sexta-feira, 10 de Setembro, assinala-se a passagem de mais um aniversário da precoce morte de Luís de Vasconcellos Dias, impulsionador da fundação dos Bombeiros Voluntários e de muitas outras acções sociais.

Maria Lívia Street Braamcamp Sobral

No próximo dia 13 deste mês, passa mais um aniversário da morte desta grande benemérita fundadora do Instituto Conde Sobral, e de tantas obras sociais, Maria Lívia Street Braamcamp Sobral. A Comunidade Católica de Almeirim relembra-a e agradece as suas obras.

Padre Diamantino

O padre Diamantino, pároco de Alpiarça, já se encontra em convalescença na sua residência naquela vila, depois de ter sido submetido, de urgência, a uma intervenção cirúrgica, no Hospital de Santarém. Os serviços religiosos, a cargo daquele sacerdote, têm sido assegurados pelos padres Garcia e Borga. Hermenegildo Marmelo

VI Colóquio de Radioamadores em Almeirim “Radioamadorismo: A Ciência, a Ética, o Saber” é o tema do VI Colóquio de Radioamadores que vai decorrer, a 18 de Setembro, em Almeirim, numa organização da Associação de Radioamadores do Ribatejo. A sessão de abertura está marcada para as 10h00, seguida da entrega de prémios do concurso Cidade de Almeirim. Seguem-se as comunicações previstas para o colóquio, nomeadamente, “ALE, Comunicações Digitais de Emergência” e, da parte da tarde, “A Influência do Sol nas Comunicações e as Ionosondas”, que encerrará o colóquio, pelas 18h00. À margem do Colóquio, decorre um programa social que levará os intervenientes até às Adegas da Região.

Vespa Clube do Ribatejo organiza 1º. Encontro das Vindimas O 1.º Encontro das Vindimas organizado pelo recém-criado Vespa Clube do Ribatejo, com o apoio da Câmara Municipal e Junta de Freguesia do Cartaxo, terá lugar amanhã e domingo (dias 11 e 12), no Complexo da Quinta das Pratas. O encontro vai ser um momento de convívio entre todos os “vespistas”, pretendendo juntar os amantes deste tipo de motociclos num ambiente de “grande confraternização e de contacto com as raízes ribatejanas”, segundo informação da Câmara do Cartaxo. O clube criado em Março deste ano, “veio preencher um vazio, uma lacuna existente”, frisa João Santos, presidente e mentor do clube, para quem este 1º Encontro das Vindimas ficará marcado por ser a primeira grande iniciativa organizada pelo clube, cujas expectativas são definidas com alguma prudência. “Como é a nossa primeira iniciativa e somos um grupo constituído recentemente, somos cautelosos na projecção das expectativas”, disse confiante de que as inscrições continuem a crescer até ao próprio dia de realização do evento. Enquanto actividade rural que tanto marca a região do Ribatejo e se concretiza no mês de Setembro, as vindimas constituem a tradição associada ao Encontro promovido pelo Vespa Clube do Ribatejo João Santos explicou que o dia de sábado será de recepção aos participantes, a partir das 14h00, na Quinta das Pratas, seguindo-se um lanche neste mesmo local. Após o jantar, a organização irá entregar prémios e lembranças aos clubes, distinguido também o clube mais distante e o “vespista” mais antigo. A animação ficará a cargo do grupo Cantares d’ Aldeia, de Vale da Pinta. O domingo contará com um passeio, com início às 10h00, e passagem pelo centro da cidade – Rua Batalhoz e Rua Luís de Camões. Os participantes seguem em direcção à Casa das Peles, partindo depois à descoberta de uma quinta vitivinícola. O programa contempla ainda uma visita ao Museu Rural e do Vinho do Concelho do Cartaxo. João Santos afirma que este encontro é para continuar e gostaria que em 2011 ele estivesse associado a um evento local, como por exemplo a Festa do Vinho. “A ajuda da Câmara Municipal é fundamental e, estando o encontro inserido num dos grandes eventos do concelho, ele teria com certeza mais visibilidade”, acrescenta. Paulo Varanda, vice-presidente e vereador com o pelouro do associativismo, refere que “todas as iniciativas que partem do seio associativo são para a Câmara Municipal um importante contributo para a diversificação da oferta cultural, desportiva e social do concelho, merecendo por isso sempre o apoio da autarquia, como é o caso deste 1.º Encontro das Vindimas.”

Convívio de antigos combatentes da Guiné O 29.º Almoço-Convívio Nacional dos Antigos Combatentes da Guiné realiza-se dia 5 de Outubro, feriado nacional, em Fátima, no Complexo Turístico D. Nuno (estrada de Minde, Boleiros). Os interessados em participar deverão escrever para 29.º Almoço/ Convívio-Guiné 2010, apartado 42, 3534-909 Mangualde.

RECTIFICAÇÃO A fotografia do quadro “Fazedor de Sonhos”, da autoria de Pedro Gon, artista plástico que expõe Atelier’s d’Arte na Casa do Brasil em Santarém, que serve de ilustração à notícia publicada na edição de 3 de Setembro (página 9) do Correio do Ribatejo, não faz parte do conjunto de obras realizadas e apresentadas pelos alunos daquele atelier. Trata-se de uma obra do autor, doada há dois anos ao Hospital Distrital de Santarém, mas que nada tem a ver com os atelier´s referidos na notícia. Pelo lapso as nossas desculpas ao autor e aos leitores.


sociedade

Edição n.º 6.221 | 10 de Setembro de 2010

Abaixo-assinado reúne 52 assinaturas em defesa de enfermeiro acusado de coacção sexual Cinquenta e dois profissionais de Saúde em serviço no Hospital Distrital de Santarém colocaram o nome num abaixo-assinado que circulou naquele hospital nos dias 4 e 5 de Setembro, manifestando “todo o apoio” ao enfermeiro acusado de coacção sexual, por duas doentes que deram entrada na Urgência. No documento, médicos, enfermeiros e auxiliares de Saúde, manifestam apoio a quem “ao longo dos anos em que trabalha, sempre se revelou um excelente profissional e colega, acima de toda e qualquer suspeita menos digna, no exercício da profissão”, sendo um “trabalhador empenhado, dedicado e respeitador”. O abaixo assinado classifica de “deplorável” a acusação de “abuso sexual”, que “no mínimo nos indignou, dada a fase do processo, em que apenas existe acusação, sem nada estar provado,” pode ler-se no documento. Os profissionais, solidários com o enfermeiro, es-

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CDU de Pernes contra encerramento do balcão da Segurança Social na vila A Comissão Coordenadora de Pernes da CDU emitiu segunda-feira um comunicado no qual manifesta “a sua oposição” ao encerramento do Balcão de Atendimento da Solidariedade e Segurança Social na vila. Segundo a CDU a decisão revela “insensibilidade” relativamente aos problemas das pessoas e às condições concretas da sua vida diária e “contribui para o aumento dos problemas sociais, cria dificuldades aos cidadãos, contribui para a desertificação do país”. A Coligação entende que o processo deveria ter sido tratado com “outra ponderação”. “A Pernes confluíam pessoas das freguesias limítrofes, para tratar dos seus assuntos, e o mercado semanal das 6ªs feiras é um factor expressivo dessa presença”, refere o mesmo comunicado.

peram “em breve ter de volta o nosso colega, após o julgamento, onde, estamos certos, possa demonstrar a sua inocência, na qual todos acreditamos,” pode ler-se no abaixo-assinado.

Suspensão confirmada em Junho O director clínico do Hospital de Santarém confirmou a suspensão do enfermeiro devido a queixas de abuso sexual apresentadas no ano passado por duas mulheres. José Marouço disse na

altura que assim que recebeu a primeira queixa, a direcção do hospital “tomou as providências necessárias para defender as utentes, a instituição e o próprio enfermeiro, que até prova em contrário era inocente”. O homem, de 29 anos, foi então colocado “em funções que pareceram adequadas” à administração do hospital, tendo sido “mudado de serviço e de funções”, deixando de ter contacto com utentes mulheres. Em Junho último, o hos-

pital foi informado pelo Tribunal de Santarém de que tinha sido determinada a suspensão de funções ao enfermeiro, o que aconteceu, afirmou. “Para decidir a suspensão foi porque o Tribunal encontrou razões para o fazer”, acrescentou. José Marouço afirmou que em seis anos de pertença ao conselho de administração do Hospital de Santarém este foi o primeiro caso relatado, o que o leva a concluir que se trata de uma situação “excepcional”.

Frimor mostra potencialidades de Rio Maior ideias, as quais vieram dar uma maior dinâmica e interesse ao certame. De entre as novidades apresentadas destacam-se a Feira da Saúde, os colóquios sobre as relações de Portugal com o Brasil e Cabo Verde, o 1º Festival de Fanfarras dos Bombeiros de Rio Maior e a 1ª Feira de Artesanato Urbano e de Artigos em 2ª mão. Henrique de Oliveira

Formandos da Futurbrain visitam Correio do Ribatejo

Catorze formandos do Curso de Educação e Formação de Adultos (EFA) de Logística e Armazenagem da Futurbrain visitaram terça-feira o Jornal Correio do Ribatejo no âmbito do tema que adoptaram “Arte em Santarém”. O grupo, acompanhado pelas professoras Helena Fernandes e Margarida Leitão, inteirou-se da história do jornal e as técnicas utilizadas na sua execução, ao longo dos anos. No âmbito da actividade “Painéis Temáticos”, sob o tema “O que é a Arte”, os formandos deixaram no Correio do Ribatejo um pedido. Que o jornal informasse da necessidade de “colocação de uma placa elucidativa” na escultura de Erika Braz, que se encontra no Jardim da Liberdade, em Santarém. Os formandos fizeram a apreciação crítica da obra que representa uma cena do III Acto da peça Frei Luís de Sousa, de Almeida Garrett. Segundo eles, essa placa ajudaria a que “melhor possa ser compreendida e apreciada”.

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Carlos Neto, Sónia Sanfona, António Serrano e Isaura Morais, na inauguração da FRIMOR

António Serrano, ministro da Agricultura, deslocou-se a Rio Maior para inaugurar a Feira Nacional da Cebola, Frimor 2010, tendo a seu lado Isaura Morais, presidente da Câmara Municipal daquela cidade, e Sónia Sanfona, governadora civil do Distrito de Santarém, bem como muitas outras individualidades convidadas.

A cerimónia teve lugar no passado dia 1 de Setembro, junto à entrada principal do certame, onde decorreu a recepção ao membro do Governo seguida dos discursos da praxe. De seguida, António Serrano cortou a fita tradicional destas circunstâncias e iniciou a demorada visita à Feira. O ministro percorreu as várias exposições ali paten-

tes e aproveitou a oportunidade para conversar demoradamente com os muitos ceboleiros presentes acerca do seu produto, atracção principal deste evento. No ano corrente, a organização ofereceu aos visitantes um programa muito extenso, rico e diversificado. Foram cinco dias de grande movimento com a concretização de novas

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opinião

CORREIO DO RIBATEJO Edição n.º 6.221 | 10 de Setembro de 2010

Cartas na caixa do

CORREIO

Falta de limpeza de terrenos Venho por este meio comentar uma notícia do Correio do Ribatejo acerca da Câmara de Santarém querer responsabilizar os proprietários pela falta de limpeza de terrenos. Na limpeza dos terrenos confunde-se três situações. A sujidade devido aos detritos de diversa ordem que são depositados nas florestas e não só, depois temos a chamada “falta de limpeza” das florestas, ou de terrenos próximos de habitações isoladas ou núcleos populacionais e ainda a “falta de limpeza” em locais afastados, muitas vezes em alta montanha com muitos hectares contínuos. Nas duas primeiras situações os municípios devem agir, mas mais que responsabilizar os proprietários deverão ser informados da forma como limpar os terrenos. Geralmente o que acontece são limpezas profundas, muito gravosas para a manutenção do solo, do ciclo da ága e nutrientes e para toda a integridade do local. “Os montes de lenha” que não deviam estar, como vem na notícia pertencem aquele local, pois por acção

de fungos são decompostos e os nutrientes voltam ao seu local inicial. É interessante pesquisar num motor de busca a frase “deadwood importance” e ler as recomendações de diversos organismos governamentais. Em relação às limpezas dos terrenos de elevadas dimensões com Matas de Produção e Floresta Autóctone a limpeza é uma utopia. Quem fala na limpeza destes locais é porque não conhece a sua dimensão em Portugal, deveria por isso ir mais para o campo, mas caminhando com mochila e tenda, para tomar consciência do que diz. O tempo de limpeza não chegava entre um Verão e o outro do ano seguinte, além de ser financeiramente insustentável. Depois há ainda outro problema, não menciono as Matas de Produção principalmente de eucaliptos porque são sistemas artificiais que não pertencem a este clima. Falo sim da floresta autóctone, aqui no nosso concelho o carvalho português (Quercus faginea), a azinheira (Q. rotundifolia),

o sobreiro (Q. suber) entre muitas outras espécies de outros géneros botânicos. A limpeza dos terrenos onde se encontram estes, a taxa pode ser muito gravosa. Trata-se de interromper sucessões ecológicas, tirar nutrientes a um local em equilíbrio há milhares de anos e que arde naturalmente quando tem que arder, pois o fogo é um factor ecológico que acompanha a vida desde o seu início. Depois ainda pode-se estar a contribuir para a extinção de espécies de animais ou plantas, basta uma população estar geograficamente isolada. Em Portugal e em diversas regiões do mundo ainda se descobrem espécies novas para a ciência. As causas dos fogos sistemáticos são diversas e mais que a falta de “limpeza da floresta” é um problema de fontes de ignição (causas naturais, incúria e crime) e de excesso de monoculturas contíguas altamente inflamáveis para produção de madeira. Portugal necessita de um plano de reordenamento das Matas de Produção ape-

sar de serem importantes para a economia nacional a tendência deverá ser a sua redução, porque o clima está a ficar mais quente. Houve tempos em que se plantaram eucaliptos e pinheiros desordenadamente e estamos a pagar a factura. Plantou-se em muitas Serras em todas as exposições (N; S; E. W. etc), fizeram-se verdadeiras autoestradas onde o fogo pode alcançar rapidamente as povoações, bastando o vento soprar numa determinada direcção. Não houve o cuidado de interromper as plantações numa exposição para servir de fuga e o resultado são as notícias em que uma determinada aldeia está isolada devido ao fogo, pois está cercada por todos os lados por plantações. Ainda não existiu mais acidentes fatais (nos últimos anos) porque temos bombeiros “do outro mundo” que arriscam a vida numa guerra que tende a ser cada vez mais gravosa, pois o clima está a mudar, a temperatura está a aumentar, já documentado cientificamente. Deve-

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Quinta de Vale de Lobos Na edição de 27 de Agosto foi feita uma reportagem sobre Vale de Lobos com que nos congratulamos pois é sempre agradável ouvir ou ler situações que engrandecem a nossa terra. (...) Cerca de 200 anos após ser constituída a Freguesia o escritor Alexandre Herculano, homem de letras e grande apreço pelo povo, instalou-se na Quinta de Vale de Lobos, situada na Freguesia, tendo aí exercido o seu gosto pela escrita assim como se foi dedicando à exploração agrícola que terras tão fecundas lhe proporcionaram além de outros produtos agrícolas vinho e trigo, o fabrico do famoso Azeite Herculano que pela sua qualidade foi conhecido alem fronteiras. Também as 150 mil oliveiras e os 100 000 mil litros de Azeite pela sua excelente qualidade já foram distinguidos com 15 ou 16 prémios conforme versão dos proprietários da quinta,

estão ente os tais 8 km2, em quase todos os artigos que lemos sobre Alexandre Herculano e a Quinta de Vale de Lobos, esta aparece como pertencente à freguesia de Azóia de Baixo, até ao momento não é do nosso conhecimento que o cadastro da freguesia tenha sido alterado mantendo assim os seus 8 km2 que completam assim obviamente a Quinta de Vale de Lobos. Os grandes Homens quando ultrapassam determinada dimensão e constituem um estatuto especial passam a ser de todos e não só de alguns. Foi na Póvoa de Santarém que fez grandes amigos como Vicente Paulo Cordeiro, que ainda hoje tem uma rua com o seu nome na Freguesia e está sepultado em campa rasa no adro da Igreja Matriz, ao lado de Margarida Herculano da Costa Mendes, sobrinha e filha adoptiva de A. Herculano, falecida na quinta de Vale de Lobos em 1869. É verdade que a Quinta

de Vale de Lobos está mais próxima da sede de Freguesia de Azóia de Baixo do que da Sede de Freguesia da Póvoa de Santarém, mas a maior parte do terreno rústico e urbano encontra-se nesta Freguesia de Póvoa de Santarém. (...) O que separa as duas freguesias é a Ribeira de Vale de Lobos. (...) António João Henriques Presidente da Junta de Freguesia da Póvoa de Santarém —————— Nota do director: O artigo que publicámos a 27 de Agosto não pretendia lançar a discussão sobre o posicionamento geográfico da Quinta de Vale de Lobos, no concelho de Santarém, apenas recordá-la no bicentenário de Alexandre Herculano. Conforme reconhece na sua carta “em quase todos os artigos que lemos sobre Alexandre Herculano e a Quinta de Vale de Lobos, esta aparece como pertencente à freguesia de Azoia de Baixo”, inclusivé no site da própria Quinta.

Este espaço é dedicado às cartas dos nossos leitores. As cartas devem ser assinadas e remetidas para: Correio do Ribatejo, Rua Serpa Pinto, 98 a 104, Apartado 323 – 2001-904 Santarém ou ainda por fax 243333258 ou E-mail: correiodoribatejo@mail.telepac.pt. Por razões de espaço e clareza, as cartas poderão ser resumidas pela redacção.

se ter Matas de Produção, mas em menor número, isoladas ou rodeadas de outras espécies adaptadas ao clima mediterrânico. As câmaras municipais deviam sim, em vez de punir os proprietários, informá-los e tentar tomar medidas urgentes para a repovoação dos meios rurais, fomentando as práticas tradicionais de uso da terra (rebanhos, etc.). Mesmo dentro de Santarém é notório esta situação, basta uma viagem até às Ómnias onde podemos observar olivais antigos com sub-bosque mediterrânico bem desenvolvido devido ao abandono, assim como, nos terrenos entre Vale de Estacas e a antiga Escola Prática de Cavalaria de Santarém. Além de se cumprir a legislação nacional é importante também cumprir a legislação europeia: vide http://europa.eu/pol/env/ index_pt.htm, mas todos, Câmaras Municipais e munícipes. Somos todos responsáveis e responsabilizáveis! César Garcia (Santarém)

SANTARÉM

DILMA DOS SANTOS MELO NAZARETH BARBOSA MISSA DO 6.º MÊS Sábado – 11-9-2010 José Luís de Vasconcelos Nazareth Barbosa e restante família, participam que será rezada missa, na igreja de S. Nicolau, no dia 11 de Setembro, pelas 19 horas, por alma da Dilma, no 6.º Mês do seu Falecimento. Agradece-se, a presença, das pessoas amigas.

PARTISTE HÁ 6 MESES O tempo diz que partiste Há 6 meses, tão somente, E nem chegaste a dizer Um adeus, dar um aceno. À vida, nunca mentiste; O tempo, agora, é que mente. É que falta à verdade: – Como é possível, caber Num espaço, – tempo, tão pequeno, Uma tão grande saudade?!... Com beijos do teu Zé Luís 11 de Setembro 2010

LUÍS NAZARETH BARBOSA


opinião Numa estratégia de expansão, a Universidade de Cádiz, A. Pena Monteiro instituição pública do Estado Espanhol, solicitou informação sobre a tramitação para a instalação em território português de campus universitários detidos por universidades estrangeiras tendo em vista a outorga de graus de ensino superior que estejam autorizados a atribuir no seu Estadomembro de origem. O Conselho Consultivo da PGR emitiu o parecer n.º 40/2009 que, homologado pelo Sr. Ministro da Ciência, Tecnologia e Ensino Superior, foi publicado no DR, 2.ª Série, n.º 153, de 9/8/2010, para valer como interpretação oficial, perante os respectivos serviços, das matérias que se destina a esclarecer. Trazendo à colação o parecer n.º 11/2003 do Conselho Consultivo da PGR, homologado pelo Sr. Ministro da Ciência e Ensino Superior (Prof. Pedro Lynce de Faria), publicado no DR, 2ª Série, de 5/6/2003, relativo à composição dos Conselhos Científicos no Ensino Superior Politécnico, elementares princípios aconselham esclarecimento oficial, aclarando quando é um homologado parecer do Conselho Consultivo da PGR vale, ou não, como in-

Desde os tempos mais remotos, aconteceram fogos, que Maria Fernanda Barata d e v a s t a ram matas, mataram pessoas e animais. No presente, os fogos provocados por mãos criminosas, por neglicência ou por factores desconhecidos, têm destruído as matas portuguesas e provocado prejuízos incalculáveis. A Mãe Natureza, tão pródiga em dar ao Homem tudo o que precisa para a sua sobrivivência, tem sido agredida selvaticamente. O norte de Portugal, com paisagens de sonho, tem sido atingido de uma forma aterradora e impressionan-

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A Universidade de Cádiz terpretação oficial. Numa muito breve síntese, no homologado parecer n.º 40/2009 do Conselho Consultivo da PGR entende-se que a Universidade de Cádiz, enquanto tal, apenas se poderia instalar em Portugal com base numa decisão do Governo de Espanha que teria ter como fundamento um específico acordo com o Estado Português. A Universidade de Cádiz é uma instituição de direito público espanhol, cujo regime jurídico define a respectiva organização e condições de funcionamento. A eficácia desse sistema jurídico é limitada pelo espaço de soberania do Estado Espanhol, só podendo ser invocado fora desse espaço com base em dispositivo de direito internacional (acordos ou convenções) que legitime esse alargamento. A Universidade de Cádiz não solicitou ao Estado Português que financiasse a sua expansão para Portugal, o que esta pretendia era saber a tramitação para a instalação de um campus universitário para outorgar em Portugal os graus de ensino que está autorizada a atribuir em Espanha. Quantos portugueses não gostariam de ter a possibi-

BAÚ DE

RECORDAÇÕES te, como todos sabemos. Ficamos mais pobres, quando a Mãe Natureza é agredida, porque essa agressão atinge-nos directa ou indirectamente. Ficámos sem as belas paisagens que tanto nos encantam com o seu verde deslumbrante e cheio de magia. Os agricultores, vítimas dos incêndios, ficaram na penúria e sem solução para

lidade de estudar numa universidade espanhola, indo lá para fora cá dentro... quantos portugueses não gostariam de beneficiar do conhecimento produzido por uma instituição geradora de conhecimento, através da investigação, que já dispõe de 169 grupos de investigação, em que se integram 2005 investigadores, e de Institutos de Investigação próprios, mistos e inter-universitários. Esta mais uma oportunidade perdida, desde logo pela diplomacia portuguesa, uma vez que a DirecçãoGeral dos Assuntos Europeus do Ministério dos Negócios Estrangeiros apercebendo-se que a Universidade de Cádiz não podia invocar o direito de estabelecimento, previsto no artigo 43º e seguintes do Tratado que instituiu a Comunidade Europeia, como fundamento do pedido para instalar em território português um campus universitário e através dele atribuir graus académicos que pode conceder por força da legislação espanhola, podia ter conduzido o assunto por via diplomática entre o Estado Português e o Espanhol. Atentas as afinidades entre o Ribatejo e a Andaluzia, também esta pode ter sido mais uma oportunidade perdida pelo Ribatejo em que,

apesar de alguma controvérsia, os Governos que se sucederam aos da Aliança Democrática entenderam não necessitar de uma universidade que produzisse conhecimento sobre a região, o transmitisse e difundisse. Numa região em que o potencial agrícola não é questionado, a imagem da nossa agricultura é hoje dada pelo próprio Estado accionista único da Companhia das Lezírias, a maior empresa agrícola do país com quase 20.000 hectares, que no ano de 2009 obteve o resultado líquido de 139.698,18 euros; na sequência do qual foi proposto que se destinassem: 75.741,88 euros à cobertura de resultados negativos transitados, 31.987,15 euros a resultados transitados e 31.987,15 euros para dividendos. No exercício de 2009, a maior empresa agrícola de Portugal, com exploração em três concelhos ribatejanos: Salvaterra de Magos, Benavente e Vila Franca de Xira, gerou o rendimento de 31.987,15 euros (na moeda antiga 6.412 contos), para o seu proprietário. Este o estado da nossa agricultura que nos permite afirmar, com segurança, que a ineptidão não é dos nossos agricultores, tantas vezes injustiçados.

Considerações sobre os fogos os problemas que terão de resolver com muitas lágrimas de desespero. Os próprios bombeiros perderam alguns dos seus elementos, em incêndios cruéis, incêndios que tentaram apagar com uma coragem superior às suas forças físicas. Foi, realmente, um drama vivido por muita gente humilde, que tinha na agricultura o seu ganha-pão. Os quadros infernais apresentados pela televisão não deixaram ninguém indiferente e todos pensamos no “porquê” de tanta calamidade.

Há pessoas muito pobres que ficaram sem abrigo, perdendo também os seus animais, que contribuíam para a sua sobrevivência. No nosso País já havia muitos pobres por causa do desemprego e agora juntam-se a esses, as vítimas dos incêndios. Toda a gente tem de apostar na prevenção dos fogos, a começar pelo Estado, detentor de matas magníficas, fontes de saúde e de beleza. Um cumprimento ao leitor. PUB

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CORREIO DO RIBATEJO

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Crónicas dum novo tempo - VI

Os milhões de Ronaldo No café que frequento, o mesmo ambiente de todos os dias. O som alto da televisão faz com que as pessoas também falem alto. Venho aqui porque é o único café perto de minha casa, mas demoro-me pouco tempo. Apenas o suficiente para tomar uma bica e ver as notícias do jornal do dia. Na mesa ao lado da minha, as pessoas falam com entusiasmo dos milhões de Cristiano Ronaldo. A televisão dá início ao telejornal com o locutor a anunciar um tsunami que atingiu hoje o Sirilanka às 02h40, hora de Lisboa. A onda foi devastadora contando-se várias centenas de mortos e milhares de desalojados. Grandes incêndios continuam a destruir a Rússia, com as chamas a entrarem na zona contaminada de Chernobyl, havendo o perigo de poeiras radioactivas se espalharem por países vizinhos. Moscovo já pediu ajuda internacional, e os seus habitantes respiram com o uso de máscaras. Enquanto a Rússia arde, o Paquistão, a China, e a Europa Central, são zonas do planeta inundadas por gigantescas cheias, num dilúvio que provoca mais de 30 milhões de vítimas. A Norte, na Escandinávia, o vulcão da Islândia reentrou em actividade lançando uma nuvem de pó vulcânico que tapa Reykiavik tornando a atmosfera irrespirável. No Haiti um sismo de grande magnitude provoca mais de 10 mil mortos, com 3 milhões de pessoas afectadas. Cadáveres amontoam-se nas ruas da capital Portau-Prince, totalmente reduzida a escombros pelo terramoto. Apela-se à urgente ajuda humanitária da comunidade internacional. No Chile dezenas de mineiros ficam soterrados nas minas de ouro de S. José, prevendo as equipas de salvação uma difícil e demorada operação de resgate. Também o Golfo do México sofre a maior maré negra de todos os tempos, espalhando a morte da fauna e flora nas costas marítimas da Florida. O locutor fala agora dos fogos que estão a destruir muitos milhares de hectares de floresta em Portugal. O incansável trabalho dos bombeiros e das populações locais contrasta com a passividade das Forças Armadas Portuguesas, recolhidas nos quartéis. O assunto do desprendimento de um enorme iceberg com 100 quilómetros de largura também é notícia, antes de um curto intervalo para publicidade. Seguem-se anúncios a pensos higiénicos, desodorizante para os pés, e outros. Desvio os olhos do televisor e observo o jornal que tenho à minha frente, sobre a mesa. Na primeira página questiona-se o direito e utilidade da invasão do exército americano no Iraque e Afeganistão, acções que em nome da Paz fizeram a guerra matando milhares de pessoas civis e inocentes. Na última página, sem destaque e passando despercebida aos leitores, uma pequena informação sobre a influência que a inclinação do eixo da Terra está a ter no campo electromagnético do planeta azul, originando desde já importantes transformações em todo o ambiente terrestre. O jornalista refere o curioso facto das catástrofes envolverem todos os elementos da Natureza: água, terra, ar e fogo. Lembro-me então das palavras de uma amiga: “estamos a ascender a uma outra dimensão. Um novo tempo para a Humanidade. É bom que nos preparemos! “. Na mesa ao lado continua-se falando dos milhões de Ronaldo numa “conversa para boi dormir”. …e o Príncipe chegou, triunfante, e beijou mansamente a bela humanidade adormecida! Carlos Oliveira ———————— N. R. – Carlos Oliveira assina a rubrica “Crónicas dum Novo Tempo” todas as segundas sextas-feiras de cada mês.


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memória

CORREIO DO RIBATEJO Edição n.º 6.221 | 10 de Setembro de 2010

CORREIO CENTENÁRIO Monumentos e curiosidades de Santarem Os seus arrabaldes

Para illucidação dos forasteiros que nos visitaram durante as férias de Setembro, damos hoje uma resenha, embora succinta, dos monumentos, curiosidades e pontos de vista, dignos de maior referencia, que possue a cidade scalabitana:

S. João d’Alporão – muzeu archeologio do districto. Antiga bazílica romana que se crê datar do seculo VII. Hoje monumento nacional. Alem d’outras peças de grande valor artístico e archeológico possue o rendilhado cenotaphio de D. Duarte de Menezes que morreu pelejando em África. Templo da Graça – que pertenceu ao mosteiro dos Agostinhos: construido em 1376, no reinado de D. Fernando. E’ hoje considerado monumento nacional. Fachada gothica de valor. Encerra os ossos do descobridor do Brazil, Pedro Alvares Cabral, e sumptuosos tumulos dos condes de Vianna e d’outros portuguezes illustres. Seminario Patriarchal – sumptuosa construcção dos jesuítas. Há que admirar os bellos mosaicos da capella-mór, a soberba pintura do teto da egreja e muitos trabalhos artísticos n’outros altares. Egreja do Santíssimo Milagre – onde se venera a relíquia do mesmo nome. Ponte D. Luís – sobre o rio Tejo. Construcção monumental, com 1:234 metros; considerada a primeira da Peninsula, a terceira da Europa e a quinta do mundo, em extensão. Torre da Cabaças – campanário bastante elevado, original, que se suppõe construido no reinado de D. Manoel. Do cimo da cupula disfructa-se um bello panorama da cidade. Escola Agrícola – onde se ministra instrucção aos indivíduos que se destinam a regentes agrícolas. Possue magnificas installações e é digna de visitar-se. Portas do Sol – incomparavel «ponto de vista», outr’ora fortificação romana, d’onde se disfructa um vastíssimo panorama do valle do Tejo. Ha ainda restos das antigas muralhas restauradas por D. Fernando e a porta de Sant’Iago que é a unica existente. Capuchos – campo santo, onde repousam os restos: do grande soldado Sá da Bandeira, do tribuno Passos Manoel, do visconde da Serra do Pilar, do Barão d’Almeirim, do padre Nunes da Silva e d’outros vultos notaveis. S. Bento – soberbo «ponto de vista» dominando os campos, o caminho de ferro, o bairro da Ribeira e o valle do Rosario. Moradia de frades benedictinos em 1290. Já foi visitado pela rainha D. Maria Pia. Prezidio Militar – Foi edificado para penitenciaria districtal e é um edifício amplo, terminando por uma elevada cupula octogonal. Próximo fica Monte Cravo, «ponto de vista» digno de mensão, pelo variadíssimo panorama que d’ali se goza. Quartel d’artilheria 3 – installação nos extinctos conventos de S. Francisco e Trindade. Do primeiro existem ainda magníficos trabalhos d’architectura e um bello claustro. Real Capella da Piedade – mandada construir por D. Affonso VI, em 1664, em memoria das victorias ganhas pelos portugueses contra os castelhanos. Convento de Santa Clara – fundado por D. Affonso III. Muito conhecido pelos afamados celestes que ali se fabricavam. (Hoje só existe a profanada egreja que é edifício notável). Hospital de Jesus Christo – instalado no extincto convento de Jesus do Sítio. Possue um vasto templo onde se admiram obras de talha de muito valor, o arco abatido do côro, a sachristia e o claustro. Penedo de Santa Iria – pyramide triangular, na margem do Tejo. Marca a sepultura da freira Irene que, segundo a lenda, foi morta à espada em Thomar e lançada ao Nabão, passando d’este ao Zezêre e depois ao Tejo. Local visitado pela Rainha Santa Isabel. Edifício do Carmo – onde estão installadas as repartições publicas. E’ digna de ver-se a sala das sessões da extincta Junta Geral, hoje dependencia do Governo Civil. ARRABALDES Azoia – onde está situada a magnífica quinta de Valle de Lobos, antiga vivenda do historiador Alexandre Herculano. Vale de Santarem – pittoresco povoado, descripto por Almeida Garret nas Viagens na minha terra. Perto do Valle fica a Coudelaria Nacional, importantíssimo estabelecimento do Estado que se recommenda a todos os forasteiros. Almeirim e Alpiarça – ricas e populosas povoações – grande «emporio» da viticultura. Almeirim é villa bastante historica por se terem ali convocado côrtes no reinado do Cardeal Rei D. Henrique que nella se finou. Os restos do palacio real foram ainda ha pouco demolidos. Alcanhões – povoação florescente que hoje possue um bom estabelecimento thermal: aguas chloretadas. Pernes – a hora e meia de Santarém. Antiga villa, onde se admiram as cascatas do Alviella. E’ ponto de passagem para a nascente do mesmo rio, denominada Olhos d’Agua.

In: Correio da Extremadura de 3 de Setembro de 1910

CORREIO DE HÁ 50 ANOS Herois da Paz A actuação dos bombeiros de tantas corporações do nosso districto no terrível incêndio da fábrica de alcool junto à estação de Torres Novas, que pôs em perigo a população dos Riachos e de toda a zona circundante, na área de alguns quilómetros, não pode ficar circunscrita ao noticiário do acontecimento, embora a coragem dos valorosos soldados da Paz tivesse sido devidamente exaltada no relato do que poderia ter sido uma horrível tragédia. Não quiz a Providência que os 300 mil litros de alcool armazenados nos subterrâneos da Fábrica explodissem, provocando a mais horrorosa das catástrofes, trazendo a morte e a destruição, com perda de vidas e haveres. Para que assim, porém sucedesse, para que se não desse a tragédia e calamitosa convulsão, para que os efeitos duma pavorosa hecatombe não semeassem a dor e o luto, para que se não registassem prejuízos incontáveis, foi mister a abnegada, a corajosa, a nunca bastante louvada firmeza dos nossos soldados da Paz. Durante mais de seis horas, se concentraram duas dezenas de agulhetas sobre as paredes escaldantes do reservatório, em cujos fundões se poderia desencadear a cada momento a ameaçadora, a pavorosa erupção vulcânica. Duas centenas de e meia de homens denodados, enfrentaram a morte a sangue-frio, conscientes do risco em que estavam, sabedores do perigo que corriam, arrastados por mais duma vez nas derrocadas, mas sem arredar por um momento do seu posto, fieis ao seu lema de vida por vida. Longe de dar mostras de abatimento ou de temor, não se intimidando com o obstinado, com o alarmante recrusdecimento do fogo, eles enfrentaram o monstro, sem tibiezas, sem hesitações, lutando com as chamas, com falta de água, com a depressão física e moral provocada pelas circunstâncias materiais e psicológicas, não desarmando em emergência alguma, firmes na sua obediência ao comando, e mais ainda, àquela voz interior, que lhes impunha o sacrifício da própria existência para que outros pudessem salvar a preciosa vida. Compreendemos que, ao clarear da manhã, homens como estes pudessem ver raiar a alvorada dum mundo mais belo, dum mundo novo, depurado de misérias odientas, de matanças hediondas, de retaliações sanguinárias. Enfrentando o sol nascente, a ressurreição da natureza, a triunfal vitória sobre as forças brutais dominadas pelo seu heroísmo, os que saíram daquele inferno de chamas, de insaciáveis labaredas, de mortais pavores, devem ter auferido, melhor do que nenhuns outros, a inefável satisfação de merecer a vida que lhes foi dada, bem supremo só avaliado por aqueles que estiveram em risco de a perder. Corajosa lição de humanidade, admirável abnegação a destes obscuros e sacrificados lutadores do Bem, denodados e corajosos soldados da Paz, que outra recompensa não esperam senão a da consciência do Dever cumprido, luminosa fé nos destinos do Homem, de homens que sabem viver e morrer pelos outros homens.


tradição

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51.º Festival Internacional de Folclore teve boa presença de público

“Prosseguimos o sonho de Celestino Graça” “Queremos mostrar que o mundo pode ser mais pacífico e harmonioso”, disse sexta-feira Ludgero Mendes, director do 51.º Festival Nacional de Folclore ‘Celestino Graça’ que decorreu de 1 a 6 de Setembro em Santarém, na homenagem a Celestino Graça junto ao busto erguido em sua memória no Campo Emílio Infante da Câmara. Ludgero Mendes enfatizou o contributo que também o folclore pode dar para trazer a paz ao mundo. “Prosseguimos o sonho de Celestino Graça”, afirmou. O sonho de quem “deu um contributo muito forte para que o folclore seja um símbolo da nossa cidade,” lembrou por sua vez o vereador João Leite, presente na homenagem que marcou, mais uma vez, o arranque do Festival. Seguiu-se o desfile pelas ruas da cidade muito despida de gente mas que, ainda assim, acenou aos grupos pedindo-lhes que dançassem. Estes, iam correspondendo com sorrisos e alguns passos de dança, rumo ao Largo do Seminário e, posteriormente, à Câmara Municipal onde foram recebidos pela Autarquia. Este ano, o Festival ‘Celestino Graça’ foi auditado pelo CIOFF (International Council of Organizations of Folklore) que acompanhou a par e passo todos os pormenores da sua organização, sendo o relatório desta auditoria conhecido mais tarde. “A concepção e organização de um Festival CIOFF é uma tarefa exigente, mobili-

Ateliers de dança nas ruas do centro histórico, desfile etnográfico, uma celebração Ecuménica no Convento de S. Francisco, foram outras das iniciativas que marcaram a 51.ª edição do Festival.

Boas assistências no CNEMA

Os grupos de Leste são sempre muito apreciados

zadora de muitas vontades e de recursos que nem sempre é fácil encontrar. Mas é, também, um enorme desafio à criatividade, à solidariedade e ao espírito de cooperação de todos quantos neles, de algum modo, participaram,” afirma Cristina Paula Baptista, presidente do CIOFF Portugal, numa mensagem dirigida ao Festival. Na mesma mensagem Cristina Baptista lembra que a UNESCO decretou o ano de 2010 Ano Internacional para a Aproximação das Culturas, com o objectivo de “favorecer o diálogo e o conhecimento recíproco, favorecer o respeito pela cultura do próximo e atenuar as barreiras entre as diferentes culturas”,

tendo o folclore, nesse aspecto, um papel predominante. No cumprimento desta missão, afirma, os Festivais Internacionais de Folclore CIOFF dão “um inestimável contributo, ao serem espaços privilegiados de manifestações culturais populares de diversos povos do Mundo, num espírito de partilha, convívio pacífico e interculturalidade profunda”. Na edição deste ano, participam agrupamentos de seis países, incluindo Portugal. Da Eslováquia o grupo Folklórni Súbor “Skorusina”, de França o Groupe “Les Bethmalais” – Saint-Girons, da Macedónia Ansambl “Toska”, da Polónia Zespol Tanca i Piesni “Marynia” e da Ucrâ-

nia Folk Amateur Ensemble “Volynyanka” – Lutsk. Quanto à participação de agrupamentos portugueses, para além da participação dos grupos organizadores Académico de Danças Ribatejanas e Grupo Infantil de Dança Regional, participaram grupos representativos do Douro Litoral (Rancho Folclórico “Terras da Feira” – Argoncilhe), da Beira Litoral (Rancho Folclórico “As Paliteiras” de Chelo – Penacova), da Estremadura (Rancho Folclórico e Etnográfico de Reguengo da Parada – Caldas da Rainha), do Minho (Rusga Típica da Correlhã – Ponte de Lima) e do Ribatejo (Rancho Folclórico da Romeira – Santarém). PUB

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Num festival tecnicamente quase perfeito, muito por “culpa” da qualidade dos grupos e do saber receber da Comissão Executiva do Festival, os quatro espectáculos oferecidos à cidade (um no Jardim da Liberdade, em ante-estreia, e três no auditório do CNEMA) registaram sempre boas assistências, lamentando a organização, a ausência do Senegal que, à última hora, cancelou a sua participação por não lhe terem sido concedidos vistos para entrarem no espaço comunitário europeu. Apesar desse contratempo, os grupos presentes souberam honrar as regiões que representam. Destacamos, nos grupos portugueses, a participação do Rancho Folclórico “As

Paliteiras” de Chelo, Penacova, com a fiel representação de aspectos da vida no campo, para além das danças e cantares característicos da Beira Litoral. Sempre muito apreciados pelo público (até pela novidade que representam as suas culturas) os grupos estrangeiros foram sempre muito aplaudidos. Na saudação aos agrupamentos convidados, o Grupo Académico de Danças Ribatejanas, organizador do evento afirma: “Em tempo de crise, quando os apoios são mais escassos, ousámos sonhar e promover a 51.ª edição do Festival ‘Celestino Graça’ (…). Não nos poupamos a esforços para manter vivo o Festival e para recebermos cada Grupo como recebemos os nossos amigos em nossa casa, pelo que as despedidas são dolorosas, com toda a gente a chorar e a desejar o reencontro, que às vezes acontece.” Fica a promessa, já para o ano, na 52.ª edição do Festival Internacional de Folclore ‘Celestino Graça’.

Arraial Popular de S. Salvador em Vale de Estacas A Associação Cultural e Recreativa de Vale de Estacas, Santarém, promove de hoje (sexta-feira) a domingo, 12 de Setembro, o Arraial Popular de São Salvador. Hoje, sexta-feira, a organização oferece sardinhas para assar, a partir das 20h00, seguindo-se um espectáculo e baile animado por Madeira Show. Amanhã, sábado (dia 11), ás 17h00, “Jogos Trapalhões” para crianças e jovens até 16 anos e à noite (21h00), actuação do Grupo Folclórico da Atalaia (Almoster). O final da noite é dedicado ao Fado, com as interpretações de Edmundo Filipe, Irene Grácio, Gonçalo Filipe e Rita Inácio, acompanhados por Luís Grácio (guitarra) e João Filipe (viola). Domingo, 12 de Setembro, a manhã começa com uma gincana de bicicleta com obstáculos, também para as crianças e jovens (11h00) e pelas 18h00, actuação do Grupo Folclórico Danças e Cantares Ribatejanos de Vale de Estacas. A noite é de novo dedicada ao Fado, desta feita, de Coimbra, com a exibição do Grupo de Guitarra e Canto do Centro Cultural Regional de Santarém, iniciativa que põe fim ao arraial. Durante os três dias de festa haverá serviço de bar e quermesse e serão servidos jantares (nos dias 11 e 12, apenas por inscrição) no Salão Social. PUB

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agricultura

CORREIO DO RIBATEJO Edição n.º 6.221 | 10 de Setembro de 2010

AGROMAIS inaugura hoje instalações de secagem e armazenagem de milho em Azinhaga A AGROMAIS -ENTREPOSTO COMERCIAL AGRÍCOLA, C.R.L. inaugura hoje, sexta-feira (10 de Setembro), pelas 17h00, as suas novas instalações de secagem e armazenagem de milho, em Azinhaga, concelho da Golegã. Trata-se de um investimento de cerca de um milhão de euros, comparticipado ao abrigo da Ajuda à Diversificação do Programa Nacional de Reestruturação do Sector do Açúcar e que vem reforçar significativamente a capacidade de concentração, recepção, secagem e armazenagem de milho dos produtores da região associados

da AGROMAIS. A AGROMAIS, com um volume de negócios em 2009 superior a 24 milhões de euros, representa, hoje, mais de um quarto da produção nacional de milho grão, tendo comercializado, na campanha 2009/2010, mais de 80.000 toneladas da produção dos agricultores seus associados. A nova instalação, que irá entrar em funcionamento na presente campanha 2010/2011, terá uma capacidade de recepção e secagem de milho de cerca de 350 toneladas / dia e de armazenagem de 7.300 toneladas, recorrendo às mais avançadas tecnologias

de secagem e conservação disponíveis no mercado, nomeadamente a nível de poupança energética. Este investimento, fundamental para a competitividade das explorações agrícolas produtoras de milho na região onde se insere (Azinhaga, Pombalinho, São Vicente do Paúl e freguesias confinantes), permitirá, conjuntamente com os centros de recepção, secagem e armazenagem de milho da AGROMAIS em Riachos e Chamusca, uma capacidade operacional total de cerca de 1.850 toneladas / dia de secagem e de cerca de 33.000 toneladas de armazenagem. PUB

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agricultura

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CORREIO DO RIBATEJO

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Ministério da Agricultura estuda concentração de Serviços em Santarém O Ministério da Agricultura está a estudar a hipótese de transferir e concentrar os serviços da Direcção Regional de Agricultura e Pescas de Lisboa e Vale do Tejo (DRAP-LVT) nas antigas instalações da Estação Zootécnica Nacional em Santarém. Segundo disse o secretário de Estado do Desenvolvimento Rural, Rui Barreiro, foi já criado um grupo de trabalho conjunto, com representantes da DRAP-LVT e do Instituto Nacional de Recursos Biológicos (INRB) - que detém a gestão das instalações da Zootécnica -, e ainda este mês poderá ser tomada uma decisão. “Até 15 de Setembro será elaborado um relatório com as necessidades em termos de obras e de meios financeiros para melhorar as instalações existentes”, adiantou o secretário de Estado, acrescentando ainda que a transferência de serviços

deverá ser feita de forma gradual. “Não faz sentido deixar degradar este património público da Quinta da Fonte Boa”, sublinhou Rui Barreiro, referindo ainda que as actuais instalações da sede da DRAP-LVT, situadas na Quinta das Oliveiras, junto à EN3, em Santarém, “eram provisórias e precisavam de ser melhoradas”. O governante ainda não adiantou quanto custará esta transferência, mas frisou que “os meios financeiros não serão um entrave”. “Às vezes só é preciso tomar boas decisões como tomámos quando decidimos trazer o Banco Português de Germoplasma Animal para este espaço da Fonte Boa”, afirmou Rui Barreiro. O secretário de Estado das Florestas e Desenvolvimento Rural adiantou ainda que o Ministério da Agricultura quer fazer um protocolo com a Associação Por-

Ministro da Agricultura inaugura Banco Português de Germoplasma Animal na antiga EZN O ministro da Agricultura inaugurou a 1 de Setembro o Banco Português de Germoplasma Animal (BPGA) nas instalações da antiga Estação Zootécnica Nacional, na Quinta da Fonte Boa, no Vale de Santarém. Neste espaço vai ficar preservado o património genético animal português de 46 raças autóctones nacionais, nomeadamente de bovinos, caprinos, ovinos, equídeos, suínos e aves (galinhas). Neste momento, já estão depositadas 200 mil doses de sémen animal, 350 embriões e 24 mil amostras de ADN, provenientes do espólio genético que estava à salvaguarda da Direcção Geral de

Veterinária, em instalações na Amadora (Venda Nova). No futuro, o objectivo do Instituto Nacional dos Recursos Biológicos (INRB), que tutela este banco, em conjunto com a Direcção Geral de Veterinária, é o de promover a recolha de mais material genético e de fazer o seu estudo e selecção, referiu Luís Teles da Gama, um dos técnicos responsáveis pelo projecto. O ministro da Agricultura, António Serrano, salientou que o BPGA é “fundamental” para a investigação na área da genética animal e afirmou que “estas raças são determinantes para a nossa competitividade no contexto nacional e europeu”. “Se cuidarmos deste patrimó-

nio e conseguirmos tornar estas raças economicamente mais viáveis nas explorações, podemos ter a acesso a um conjunto de mercados que valorizam a qualidade do produto”, referiu. O governante disse ainda que, se não houver mais investigação científica no sector agrícola, “muito dificilmente poderemos dar passos qualificativos de competitividade comparativamente com outros países europeus e mundiais”. “Acredito que a próxima Política Agrícola Comum vai valorizar muito esta área do património animal e vegetal de cada Estado membro”, acrescentou António Serrano.

Mercado Automóvel • Dacia Duster

O SUV mais barato do mercado Todos nós já ouvimos falar da Dacia, como sendo uma marca de automóveis, mas pouco mais do que isso tem transparecido para o grande público. Ainda ontem quando do teste com o Dacia Duster, um amigo me perguntava: “Dacia, isso é uma marca de automóveis, mas de quem é, quem dá assistência, como se comporta no campo e na cidade, gasta muito? É que até é giro, parece confortável e tem umas boas dimensões”. Para responder a esse conjunto de perguntas e de modo a ter uma experiência com conhecimento de causa, ensaiámos a referida viatura. Começando por responder às questões levantadas, a Dacia é uma marca que foi recentemente adquirida pelo Grupo Renault, pelo que ficou a beneficiar de todos os rigorosos processos e padrões de qualidade do Grupo. Beneficia ainda da sua rede de venda e serviço de pós-venda com a qualidade Renault. Como factor de grande importância a garantia destes veículos é de três anos ou 100.000 Kms. O seu comportamento na estrada foi uma enor-

me surpresa, no bom sentido. No Dacia Duster 4*2 1.5 dci confort, de 85cv e caixa de 5 velocidades, o interior é cómodo e espaçoso, com um bom ângulo de assento para o condutor, em que o volante tem uma coluna variável em altura, o que proporciona uma boa visão do interior e exterior. Os desenhos dos estofos são discretos, um painel de instrumentos sóbrio com o estritamente necessário, espelhos retrovisores e quatro vidros eléctricos. O ar condicionado é eficaz, sem grande ruído. A protecção dos passageiros é assegurada pelos cintos de segu-

rança de três pontos e um sistema completo de airbags frontais e laterais cabeça/tórax (de série, ou, em opção, consoante a versão). Quanto ao seu comportamento dinâmico, os veículos estão equipados, de série, com ABS e sistema de auxílio à travagem de urgência (AFU), que proporcionam distâncias de paragem reduzidas e notável estabilidade nas travagens em curva. A sua direcção é fiável e a suspensão dianteira MacPherson e traseira de multibraços são agradáveis não transmitindo a sensação de estarmos num SUV. Quanto à velocidade em

auto-estrada circula-se bastante bem, sem molestar os ocupantes, com o motor nas 2500/ 2800 rotações por minuto. A velocidade máxima atingida foi de 158 Kms. Acreditamos que no veículo de tracção integral com caixa de 6 velocidades e 110cv, estas prestações puderam ser um pouco mais generosas. O seu comportamento fora de estrada foi bastante bom. O ângulo de ataque aos obstáculos com uma boa altura ao solo, dá para se circular suavemente, sendo eficaz nas prestações. Quanto ao consumo, não sendo o de catálogo, conseguimos realizar uma média de 6.9 lts, o que é excelente para um veículo com estas características. Para o fim, e após estas considerações sobre o SUV, a “boa nova” do preço do veículo experimentado: 20.000•. Estamos a falar do SUV mais barato do mercado e que tem uma excelente relação qualidade preço. António Rhodes Sérgio

tuguesa do Cavalo Lusitano para reabilitar o picadeiro da Quinta da Fonte Boa. O objectivo, segundo Rui Barreiro, é o de “não deixar degradar este símbolo da Zootécnica e abrir o espaço à população, para ensino de equitação mas também para a criação de cavalos”. Na Quinta da Fonte Boa, no Vale de Santarém, estão instalados três pólos do Instituto Nacional de Investigação Agrária (INIA), que faz parte do Instituto Nacional de Recursos Biológicos (INRB): a Unidade de Produção Animal, a Unidade de Recursos Genéticos, Reprodução e Melhoramento Animal e o Pólo de Investigação. Já ali funcionam também alguns serviços da DRAP-LVT. A direcção regional tem ainda serviços descentralizados em Vila Franca de Xira, Caldas da Rainha, Abrantes, Torres Vedras e Montijo.

DACIA DUSTER

DACIA DUSTER

DACIA DUSTER

4X2 Pack 1.6 16v 110cv

4X2 Confort Cuir 1.5 dCi 110cv

4X4 Confort Cuir 1.5 dCi 110cv

15.900,00 € Sem Despesas Admin. e de Transporte Gasolina Combustível Cilindrada (cm3) 1598 Emissões CO2 177 (g/Km)

20.000,00 € Sem Despesas Admin. e de Transporte Diesel 1461

23.800,00 € Sem Despesas Admin. e de Transporte Diesel 1461

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PERFORMANCES

Velocidade máxima (Km/h) Aceleração 0-100 (Km/h/s) 0-400 m (s) 0-1000 m (s)

164

171

168

11,5

11,8

12,5

18,1 33,9

18,4 33,9

18,7 34,3

177

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9,7

6,4

6,5

6,4

4,9

5,3

7,5

5,3

5,6

1598 4 16

1461 4 8

1461 4 8

77 (110)

79 (110)

81 (110)

CONSUMOS (CEE 93/116) Emissões CO2 (g/Km) Ciclo urbano (L/100Km) Ciclo extra urbano (L/100Km) Ciclo misto (L/100Km) MOTORES

Cilindrada (cm3) Número de cilindros Número de válvulas Potência máxima kW CEE (cv) Binário máximo Nm CEE Combustível Norma de despoluição

148

240

240

Gasolina

Diesel

Diesel

EURO4

EURO5

EURO5

NC

NC

NC

4316

4316

4316

1822

1822

1822

2673

2673

2671

5

6

6

BVM

BVM

BVM

DIMENSÕES

Distância entre as cavas de rodas (mm) Comprimento exterior (mm) Largura exterior (mm) Distância entre eixos (mm)

CAIXA DE VELOCIDADES

Número de relações para a frente Tipo de caixa de velocidades


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CORREIO DO RIBATEJO Edição n.º 6.221 | 10 de Setembro de 2010

Agricultura em todas as vertentes mostra-se na Agroglobal, Feira do Milho e das Grandes Culturas Toda a fileira agrícola, desde o ensino e a investigação até à valorização industrial, esteve presente na Agroglobal, Feira do Milho e das Grandes Culturas, que decorreu quarta e quintafeiras, junto ao Tejo, em Valada (Cartaxo). “Esta é a prova de que em alguns sectores a agricultura portuguesa é competitiva e demonstra a força e a capacidade de uma actividade que tem fins múltiplos”, disse Pedro Torres, da Valinveste, Investimentos e Gestão Agrícola. O certame foi uma ini-

ciativa do Instituto Nacional de Investigação Agrária/ Fonte Boa (proprietário do terreno de 200 hectares no qual decorre a feira), das empresas Valinveste e Agroterra e da Câmara Municipal do Cartaxo. Com 103 expositores, a feira decorreu em campo aberto, numa área onde se encontravam culturas de milho, tomate, girassol, cevada e batata e numa zona de demonstração de máquinas e equipamentos ligados à agricultura, incluindo avionetas que quarta-feira fizeram demonstrações de

pulverização. “Esta é uma actividade económica importantíssima (basta ver o nosso défice alimentar) e também imprescindível para a organização do país, do ponto de vista ambiental e social”, afirmou Pedro Torres, sublinhando que a feira mostra que a agricultura portuguesa tem força para voltar a desempenhar esse papel. O secretário de Estado das Florestas e Desenvolvimento Rural, Rui Barreiro, que quarta-feira visitou o certame, apontou esta parceria do Estado com as em-

presas como “um bom exemplo” e a prova de que a investigação deve aliar-se à demonstração e às empresas. “Esta feira não só mostra que há culturas competitivas, como máquinas e equipamentos, como que em Portugal é possível competir em algumas áreas ao nível dos melhores do mundo”, disse, referindo o exemplo do milho, que tem nesta zona do país níveis de produtividade “iguais aos das melhores zonas do mundo”. No seu entender, o certa-

me ajudou a chamar a atenção para a agricultura competitiva, que tem capacidade para fixar empresas e criar riqueza, mostrando, pela sua dimensão, “a capacidade e dinamismo do sector”. A Agroglobal deu continuidade à Feira do Milho realizada há um ano, tendo este ano juntado ao certame outras grandes culturas. A Agrogobal pretendeu “debater e avaliar, em condições reais, as mais modernas soluções de mecanização e toda a gama de produtos disponíveis para uma

actividade económica cada vez mais eficiente”. Para os debates a organização convidou várias personalidades, algumas das quais cépticas em relação à agricultura portuguesa. O objectivo é que os agricultores ouvissem os seus pontos de vista, mas também que eles próprios conhecessem melhor um sector que se modernizou mas que, admite Pedro Torres, continua envolvido em alguma “opacidade”, sofrendo o efeito da falsa imagem da “subsidiodependência”.

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Edição n.º 6.221 | 10 de Setembro de 2010

CORREIO DO RIBATEJO

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CORREIO DO RIBATEJO Edição n.º 6.221 | 10 de Setembro de 2010 PUB

Colóquio de quarta-feira na AGROGLOBAL junta Luís Mira, Sevinate Pinto e João César das Neves

Av. Central, N.º 4 – 2705-737 S. João das Lampas • Sintra • Portugal Tel: (+351) 21 960 85 00 • Fax: (+351) 21 960 85 99 www.galucho.pt

A expectativa era grande e a fasquia tinha sido posta muito alta pela organização. Convidar o secretário-geral da CAP, Luís Mira, um ex-ministro da Agricultura, Armando Sevinate Pinto, um professor de Economia, João César das Neves e um comentador, Pacheco Pereira, para debater o tema “Agricultura prioridade Económica Nacional”, faria prever um debate com interesse e de “casa cheia”. Por impossibilidades de última hora Pacheco Pereira não pode comparecer pelo que se fez um debate a três, moderado por Isabel Martins. As expectativas não saíram goradas, bem pelo contrário, assistindo-se a um debate aberto, com um tempo inicial de 23 minutos por cada orador e, de seguida, com a participação de uma vasta e interessada plateia. O primeiro orador foi Sevinate Pinto que abordou o facto da maior parte dos políticos serem de princípios rurais, mas não saberem defender os interesses do sector de um modo geral, passando, pelo contrário, para o exterior, “falsidades” que por serem ditas por inúmeras ocasiões, aparecem à opinião pública como verdades indesmentíveis. Referiu que em termos agrícolas alimentares Portugal depende do exterior entre 25 a 30%, apresentando números justificativos do facto. Defendeu a revisão da PAC e pôs em causa o seu modo de funcionamento perante a ofensiva dos mercados actuais. Refere que 43% dos dinheiros vindos de Bruxelas são para apoios estruturais à Agricultura e constata que o PRODER “não funcionou”, de Outubro de 2005 a Novembro de 2009 e que “o dinheiro não foi investido e utilizado por incompetência”. João César das Neves começa por pedir desculpa pelo convite, por pensar que um Economista não faria qualquer sentido, e isto porque pensa que o “problema da Agricultura na sua esmagadora maioria não é económico”. Fez um comparativo de preços dos produtos agrícolas e do petróleo, nos últimos tempos, relacionando-os com a Globalização e o mercado da oferta e da procura. “Se os chineses começarem a comer bifes, o mercado dispara”, admite. Caindo na realidade da Agricultura portuguesa apresentou então a sua “tese” mediante três parâmetros: “Onde está o valor, onde está o trabalho e onde está o poder”. Sobre o valor, diz não ser o valor de produção o seu problema, mas sim o custo da sua distribuição, de como os produtos chegam aos consumidores finais, dando exemplos, de um modo geral, da margem de valor acrescentado que fica nesta cadeia. Sobre o trabalho, refere o desemprego na agricultura como “inexistente” (2,3%) e constata que os portugueses “não querem trabalhar no mercado agrícola”. “Se os agricultores investirem em novas explorações, quem vai para lá trabalhar? Os croatas, os cabo-verdianos, os ucranianos”, interroga. “O poder é determinado pela PAC, em que, ao princípio, tudo parece uma coisa quando no fim, não é nada das expectativas iniciais”, opina. Concluindo, João César das Neves afirma que o “pior que poderia acontecer à Agricultura era ser uma prioridade Nacional”, justificando de seguida a afirmação: “quando antigos e actual Primeiros-Ministros, elegem essas prioridades são sectores que deixam de ter visão estratégica, deixam de enfrentar desafios, deixam de inovar, etc, etc”, isto porque “como somos prioridade Nacional, mesmo que se faça mal, levamos na mesma o dinheiro”, comenta o economista. Já Luís Mira desmistificou o “papão da distribuição”, resumiu o que é um subsídio agrícola, defendeu a ideia de ser um subsídio ao consumidor e não ao agricultor. Falou ainda da importância da terra como bem a defender e preservar: “Terra é um bem escasso que não se fabrica, e esta tem de produzir para alimentar as pessoas, e com o aumento de população Mundial, faz com que os produtos tenham de ser subsidiados”, refere. Abordou ainda o “descontrolo e incompetência” com que foi tratada a PAC nos últimos anos, “de perda de dinheiro constante”. Luís Mira defende a agricultura como “prioridade europeia”. Conclui a sua intervenção afirmando que “temos um Estado contra o sector”, que o Primeiro-Ministro “evita falar do sector” e concorda que “não há desemprego no sector agrícola”. “Tivemos que fazer um protocolo com o Instituto de Emprego ucraniano de modo a nos trazerem pessoas para trabalhar na Agricultura. O que as pessoas querem em Portugal é um emprego não é trabalho”, garantiu. O colóquio de quarta-feira da AGROGLOBAL passou de seguida para a assistência com várias intervenções. Como reflexão final, e após cerca de duas horas de colóquio ficaram a pairar três conclusões: Existem bons agricultores em Portugal que querem inovar e andar com o sector para a frente; que o Estado tem sido um péssimo gestor e, um conselho da parte do economista César das Neves, que os agricultores tentem arranjar, pensar, inovar qualquer estratagema, de modo a que possam não depender do Estado e tornar a sua fileira agrícola mais competitiva sem o apoio estatal. António Rhodes Sérgio


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Edição n.º 6.221 | 10 de Setembro de 2010

CORREIO DO RIBATEJO

Joaquim Pedro Torres e Manuel Paim

AGROGLOBAL 2010

Assistência do colóquio com Luís Mira, António Sevinate Pinto e João César das Neves

Secretário de Estado Rui Barreiro

João Dinis e Manuel Martha

Vista geral da AGROGLOBAL 2010

António Sevinate Pinto, Administrador da Lusosen

Vasco Cunha, Passos Coelho e Luís Mira

Paulo Portas

Carnalentejana

Joaquim Pedro Torres, João César das Neves e António Sevinate Pinto

Carlos Empis e Jorge Ortigão Costa

Bruno Gomes, da Deiba

Juventude na AGROGLOBAL

Felipa Setas e António Rhodes Sérgio

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Seja responsável. Beba com moderação.

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ENCOSTA DO

SOBRAL

Encosta do Sobral – Sociedade Agrícola, Lda. Sede: Outeiro | Serra | 2300-244 Tomar | Portugal Escritório: Rua da Padaria n.º 32 - 1.º Esq.º | 1100-389 Lisboa Tel. 213 851 880 | Fax: 213 851 882 | e-mail: geral@encostadosobral.pt | site: www.encostadosobral.pt


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CORREIO DO RIBATEJO Edição n.º 6.221 | 10 de Setembro de 2010

Passos Coelho defende importância estratégica da agricultura O presidente do PSD disse quarta-feira que é preciso “voltar a dar importância estratégica” à agricultura, que considerou “essencial quer à recuperação da economia quer para a geração de emprego”. Pedro Passos Coelho visitou quarta-feira a Agroglobal, Feira do Milho e das Grandes Culturas, um evento que decorreu quarta e quinta-feira nos férteis terrenos de Valada (Cartaxo), junto ao Tejo, numa área com quase 200 hectares. “Temos uma balança agrícola e alimentar extremamente deficitária – importamos praticamente 70 por cento das nossas necessidades na área alimentar – o que significa que podemos crescer, aumentar o desempenho e a competitividade do sector e com isso diminuir a dependência externa do país e criar condições para a coesão do território”, afirmou. Passos Coelho elogiou o certame promovido pelo Instituto Nacional de Investigação Agrária/Fonte Boa (proprietário do terreno

Passos Coelho visitou a AGROGLOBAL na quarta-feira

onde decorre a feira), pelas empresas Valinveste e Agroterra e pela câmara municipal do Cartaxo. “Espero que edições como esta possam levar junto dos agricultores e das instâncias com responsabilidades nesta área um sentido de urgência e de investimento que não tem sido feito”, afirmou. O líder social-democrata

realçou o facto de a feira ser direccionada aos agricultores, já que não possui outras valências que as puramente agrícolas. Todo o espaço é ocupado exclusivamente por campos de culturas – milho, tomate, girassol, cevada e batata -, zona de demonstração de máquinas e equipamentos e stands dos mais de cem expositores presentes.

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CORREIO DO RIBATEJO

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Grupo Auto Industrial detém 20% do mercado dos tractores agrícolas 310 Milhões j, (já chegámos a facturar 350 Milhões j), sendo que a divisão agrícola facturará cerca de 10% da facturação global. Este ano a divisão agrícola irá aumentar de facturação, relativamente ao ano transacto. Nesta facturação os tractores, tem a principal quota, sendo que as ceifeiras agrícolas baixaram drasticamente as suas vendas (em meados de 1980 o mercado de ceifeiras agrícolas auto debulhadoras era entre as 250 / 300 unidades ano, e agora sem existirem números concretos mas deverá ser 4 / 6 unidades.

O Grupo Auto Industrial é um dos maiores Grupos Nacionais com 27 empresas presentes em vários sectores de actividade com destaque para o comércio automóvel, importação e distribuição de máquinas agrícolas, motores e embarcações, banca e investimentos e participações financeiras. Com uma importante presença na AGROGLOBAL 2010, impunha-se ouvir o Administrador deste Grupo para o sector agrícola Eng. Manuel Martha. Correio do Ribatejo: Quando começou esta actividade no Grupo Auto Industrial? Manuel Martha: Começou por volta de 1970 / 71, em Beja, com uma empresa do Grupo cujo nome seria a Tecnicar, com a distribuição de tractores Valmet, e tractores da Motor Ibérica que eram os Ebro. Depois, até aos anos 80, chegámos a ter máquinas agrícolas conjuntamente com a venda a retalho, em algumas concessões automóveis, entre as quais Leiria e Coimbra, para uma maior redução de custos e optimização e sinergia das equipas de vendas. Existia igualmente em Santarém a Novicar que fazia a importação da UTB, que eram uns tractores romenos e que terminou em 1982. Neste ano de 82, ficámos também com as vendas a retalho dos tractores Fendt, para o Sul do País. Abandonaram as vendas a retalho em que ano? Foi em 1985, e começámos a trabalhar só com a importação. Nesse ano deixámos igualmente o retalho da Fendt e passámos a ter a importação desta importante marca a nível nacional.

Vamos falar agora do presente. Do modo que está implantada a Auto Industrial tem ideia do vosso peso no mercado agrícola em geral? Neste momento e em termos de distribuição temos uma quota de 20% do mercado, com as várias marcas e no sector de tractores agrícolas. Dentro das marcas qual a que mais vende? Em número de unidades é a Kubota, que tem uma gama muito alargada e que em termos de “compactos” é líder. Um facto curioso é que esta marca tem em Portugal uma quota de 13% do mercado, sendo que, fora do Japão, somos o País com melhor quota de mercado, em termos relativos. A Fendt que continua a ser o topo de gama dos tractores, é competitiva e privilegia o segmento acima dos 100/120 cv, o que em Portugal representa entre 10 a 12% do mercado. Conseguimos vender entre 70 a 80 tractores ano, o que é razoável. Acima dos 150 cv, aí somos líder de mercado, mas isso significa 1,7% do mercado.

Quando se dá a expansão do Grupo em termos agrícolas? Em 1987 com a importação dos tractores Japoneses Inomoto, o que nos deu mais algum “knowhow” do mercado. Acontece que em 1990, esta marca acaba, e nessa altura fomos contactados pela Kubota de modo a ficarmos com a sua representação. Entretanto e por solicitação do mercado, ficámos com mais algumas pequenas importações de outras máquinas agrícolas, em processos que nalguns casos não se apresentaram fáceis, mas em que tínhamos de investir.

Qual o mercado de tractores agrícolas em Portugal? No ano de 2009 foi de 5.200 unidades, e este ano prevejo cerca de 4600 a 4800 unidades. A quebra do mercado até finais de Julho do presente ano foi de 6%. Neste segundo semestre, devido às circunstâncias que todos conhecemos, com a restrição ao crédito, com maiores exigências perante os agricultores, com uma série de condicionantes, penso que a quebra no final do ano deve rondar os 10%. Repare, um mercado importante é o dos produtores de leite, que se conseguirem rentabilizar as suas explorações, com o preço do leite a manter-se nos 30/ 32 cêntimos, o que é diferente dos 24 de que se falava há pouco tempo, só que o grande problema destes é o seu custo, e enquanto ouvimos dizer que os cereais sobem de preço, sendo a grande parte destes para rações, o factor custo volta a ser alterado e ai voltamos ao mesmo facto de não conseguir rentabilizar as explorações. Se o aumento de preço de venda do leite for para acompanhar o aumento do custo continuamos na mesma. É uma incógnita.

Dentro do sector agrícola como está dividida a Auto Industrial? Em quatro operações: Divisão Agrícola, Forte, Sagar e Tractores Ibéricos. Cada uma destas divisões alberga, por sua conta, várias marcas, de modo a tentarmos uma cobertura do mercado o mais heterogénea possível.

O que pensa do mercado português? É um mercado que tem já um bom índice de mecanização, apesar de nestes últimos anos se sentir alguma apatia devido à conjuntura existente. É um mercado que tem uma especificidade diferente dos restantes mercados Europeus. A nossa potência média de um

A que se deveu tal decisão? Considerámos na altura de que as funções de importador distribuidor e concessionário criavam uma concorrência que poderia ser considerada menos leal, pelos mesmos concessionários. Reduzimos substancialmente o número de efectivos, nomeadamente em Beja, passámos a ter o pessoal para assistência técnica à nossa rede de concessionários, um armazém central de peças e um parque de máquinas, num terreno de 12 mil m2.

Eng.º Manuel Martha, Administrador do Grupo Auto Industrial

tractor é de 60/ 62cv, enquanto em Espanha é de 90cv, em França de 120cv, Alemanha 120cv, Reino Unido com 150cv, o que faz com que os grandes fabricantes, nos vejam com outros olhos, o que é normal, razão pela qual alguns dos nossos parceiros não tem máquinas para o nosso mercado o que é de certo modo limitativo. E o futuro agrícola, como o vê? A Agricultura terá de voltar a ser uma das nossas primeiras opções, com maior profissionalização do sector (o que já se sente, e com alguns exemplos concretos), em que os agricultores não o podem ser ao fim de semana, em que as máquinas começam a ter de ser maiores, até para um maior aumento de produtividade. Prevejo um aumento, não de unidades vendidas, mas de aumento de potência das máquinas, devido aos factores já referidos. Mas aí voltamos ao crédito, de que a maior parte dos agricultores necessitam? O crédito tem sempre um risco, mas repare que no mercado de máquinas agrícolas, este é um risco relativamente baixo, os clientes de máquinas agrícolas de um modo geral tem um comportamento muito mais seguro do que a generalidade de outros clientes, o que tem permitido manter taxas de financiamento mais contidas no sector agrícola. A análise do risco de crédito tem de ser diferente, de um cliente de crédito automóvel ou de crédito ao consumo, pelo que se deve considerar igual ao mercado de um veiculo de trabalho como sendo um veiculo comercial pesado, dado que um tractor de elevada potencia pode ascender a perto de 200.000 j. Repare na maior parte das vezes os Agricultores até conseguem justificar perante as financeiras o investimento que vão realizar, mas o problema é que na análise de um cliente deste sector, muitas vezes não estão disponíveis os históricos e os dados contabilísticos, que as instituições de crédito analisam, o que dificulta o crédito ao cliente final. A Auto Industrial está igualmente presente na Banca, pelo que sabe bem dos problemas do crédito?

O Grupo Auto Industrial, possuía cerca de 85% da Tecnicrédito SGPS, estando o restante nas mãos de outros accionistas. Resolveu este Grupo, fazer uma fusão com o Banif SGPS, pelo que este antigo grupo da Tecnicrédito, ficou com cerca de 25% do Banif SGPS, com o nome de Banif Mais, e com um departamento próprio para o sector agrícola. Qual a sua ideia de facturação para o ano de 2010? O Grupo Auto Industrial no seu todo deve facturar cerca de 300 /

A que se deve essa redução drástica? Não estávamos na Comunidade, pelo que o Estado subsidiava a preços relativamente altos os cereais. Com a entrada na Comunidade, somos confrontados com problemas tais como os das produções. As nossas produções médias de cereais de sequeiro nomeadamente o trigo é muito mais baixa que a média Europeia. Portugal anda entre as 2 / 2.5 toneladas de trigo por hectare, enquanto França, Alemanha, Reino Unido, Países Nórdicos, etc, etc, tem uma produção média na ordem das 5 / 5.5 toneladas. Depois com a mecanização da agricultura, com os preços das matérias-primas, dos adubos, das sementes, etc, etc, em que os preços são idênticos em Portugal ou em qualquer um destes Países, e em que o impacto da mão de obra é muito reduzido, faz com que Portugal tenha perdido competitivida-

de perante estes mercados, pelo que existiu uma grande redução nestes investimentos. Existem outras vertentes dentro da divisão agrícola da Auto Industrial? Sim, o mercado das gadanheiras, sector onde temos cerca de 30% de quota. Na parte de enfardadeiras de fardos cilíndricos ocupamos uma boa posição com 40 a 50 unidades ano. O que pensa do futuro da agricultura em Portugal? É essencial para o País, sempre existiu e tem de continuar a existir. Penso que é um mercado com potencial, nomeadamente com maior especialização e competitividade procurando os segmentos com mais vantagens competitivas nomeadamente a vinha, o olival, o arroz, os frutos secos, as hortícolas, os citrinos, a fruticultura, não esquecendo as culturas cerealíferas e a parte do regadio. Em Portugal existem muito bons agricultores que tem de ser incentivados, são empresários de sucesso, e que o Estado não pode desprezar, bem pelo contrário. O que pensa da AGROGLOBAL? Ficámos muito agradados com a edição do passado ano, é realizada por pessoas muito conhecedoras e empreendedoras do sector agrícola, e será uma grande mais valia para a agricultura Portuguesa. António Rhodes Sérgio PUB


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CORREIO DO RIBATEJO Edição n.º 6.221 | 10 de Setembro de 2010

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ESPECIALIDADE:

Travessa da Boleta, n.º 2-4 Telefone 243306519 Telemóvel 964569837

Segunda - Feira Entrecosto Frito c/ Arroz de Feijão Terça - Feira Queixadas/Pernil (assado) Quarta - Feira Naco de Novilho Bravo à moda da charneca Quinta - Feira Molhinhos c/Feijão Branco Sexta-Feira Cozido à Portuguesa Sábado Cabrito à Padeira

Beco dos Fiéis de Deus, 15 – 2000-089 Santarém (junto à igreja da Misericórdia) Telef. 243391247 – Telemóvel 917416627 Encerra aos domingos

Praça do Município, 18 2005-245 Santarém Encerra ao domingo

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lazer

Edição n.º 6.221 | 10 de Setembro de 2010

CORREIO DO RIBATEJO

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Galiza e São Tomé e Príncipe nos 30 anos de Festival Nacional de Gastronomia de Santarém O 30.º Festival Nacional de Gastronomia realiza-se este ano de 16 de Outubro a 1 de Novembro, na Casa do Campino, em Santarém. Mantendo a tradição de ter representantes de além fronteiras e, particularmente, de um País de Língua Oficial Portuguesa, o Festival, promovido pela Câmara Municipal de Santarém e a Entidade Regional de Turismo de Lisboa e Vale do Tejo, acolhe a 30 de Outubro o Dia da Galiza, Espanha, cujo almoço será confeccionado pelo Restaurante “O Mariñeiro” com um menu especial “Xacobeo 2010” e dia 31 o Dia da República de São Tomé e Príncipe. Estarão ainda representados nas Cavalariças 1 e 4 os

Almoços regionais do Festival

restaurantes “Cortiço” de Viseu, “O Porquinho” de Coimbra, “Tasca Rasca” de Faro, “O Costa” de Vila Real, “O Académico” de

Bragança, “O Palhinhas” de Rio Maior, “O Flor” de Gouveia, “Estelas” de Peniche, “Lampião” de Évora, “O Torres” de Vila Ver-

16 de Outubro – Entidade de Turismo de Lisboa e Vale do Tejo, almoço confeccionado pelas Equipas Olímpicas de Culinária; 17 de Outubro – Entidade de Turismo do Porto e Norte de Portugal - Dia de Trás os Montes, almoço confeccionado pelo Restaurante “Dom Roberto” de Gimonte, Bragança; 20 de Outubro – Entidade de Turismo do Oeste; 21 de Outubro – Entidade de Turismo da

Serra da Estrela; 22 de Outubro – Almoço Confeccionado pelas Escolas de Hotelaria; 23 de Outubro – Região de Turismo dos Açores, almoço confeccionado pelo Restaurante “José do Rego”; 26 de Outubro – Entidade de Turismo do Porto e Norte de Portugal, almoço confeccionado pelo Restaurante “Foz Velha”; 27 de Outubro – Entidade de Turismo Centro de Portugal, almoço confeccionado pelo Restau-

rante “Papa Figos”; 28 de Outubro – Entidade de Turismo do Alentejo, almoço confeccionado pelo Restaurante “São Rosas” de Estremoz; 29 de Outubro – Entidade de Turismo Norte de Portugal – Minho, almoço confeccionado pelo Restaurante “O Augusto”; 01 de Novembro – Entidade de Turismo do Algarve, almoço confeccionado pelo Restaurante “Eira do Mel”, Vila do Bispo.

de. No Pavilhão do Futuro, os visitantes podem degustar diversas especialidades da doçaria nacional,

entre as quais os Pampilhos, Celestes e Arrepiados da Pastelaria Bijou em Santarém. A área dos Claustros da

Casa do Campino acolhe diariamente, para além da animação musical e tradicional, uma mostra de artesanato nacional.

Sara Inês Adegas do Tejo querem eleita Miss Ribatejo vindimar com turistas Um grupo de quinze produtores da região do Tejo vai pela primeira vez abrir as portas das suas adegas, no fim-de-semana de 11 e 12 de Setembro, numa iniciativa que pretende envolver turistas e Wine Lovers, convidandoos a participarem activamente nas vindimas e na realização de provas de vinhos. Organizado pela Comissão Vitivinícola Regional do Tejo (CVR Tejo), as “Portas Abertas do Tejo”, evento de participação gratuita em que são esperados mais de mil participantes, pretende também afirmar-se como um pretexto ideal para uma visita em família ao Ribatejo. “A riqueza proporcionada pela diversidade de solos e climas do Ribatejo e o reencontro com a espectacularidade paisagística oferecida pelo rio Tejo são excelentes motivos para conhecer como são produzidos os nossos vinhos e visitar a região”, refere José Pinto Gaspar, Presidente da CVR Tejo. Este ano as perspectivas para as vindimas na região vitivinícola do Tejo são animadoras, prevendo-se

um aumento de 25% na produção na produção de vinho em relação à campanha do ano passado, o que significa um total na ordem dos 68 milhões de litros de vinho. “Pelos indicadores que temos, tudo indica que este ano a qualidade dos vinhos brancos deverá ser muito boa, superando mesmo os resultados obtidos no ano passado, em que já se tinha verificado uma boa colheita”, acrescenta Frederico Falcão, Enólogo da Companhia das Lezírias. Além do acompanhamento dos trabalhos nas Adegas, as “Portas Abertas do Tejo” reforçam a excelente

oportunidade que os turistas terão para desvendarem os segredos de uma região cheia de diversidade cultural, arquitectónica, paisagística, gastronómica e tradição tauromáquica. “O Ribatejo é uma terra de vinhos, de cavalos e campinos, mas também de castelos, mosteiros e igrejas que falam de história, de cidades e de vilas que foram paços reais, e em que o rio Tejo foi preponderante, já que a sua navegabilidade possibilitava a deslocação frequente da Corte”, recorda José Pinto Gaspar.

Alberto Silva

“Portas abertas do Tejo”

A Miss Ribatejo, Sara Inês, entre as damas de honor Verónica Haluzynska e Cinthia Santana

Sara Inês, de 21 anos, natural do Cartaxo venceu o concurso Miss Ribatejo 2010, no passado dia 3 de Setembro, em Almeirim. Verónica Haluzynska, 18 anos, de Santarém, foi eleita primeira-dama de

honor e Cinthia Santana, 21 anos, de Almeirim, foi segunda-dama de honor. O júri elegeu ainda Helena Araújo, 16 anos, de Almeirim, Miss Fotogenia e Débora Oliveira, 17 anos, de Almeirim, foi contemplada com o pré-

mio Miss Simpatia. Ao todo foram 12 as candidatas que, como é normal neste tipo de concursos, desfilaram perante muito público em roupa desportiva, roupa casual, biquini e traje de noite.


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desporto

CORREIO DO RIBATEJO Edição n.º 6.221 | 10 de Setembro de 2010

CORREIO DESPORTIVO Coordenação de Manuel Oliveira Canelas

Luís Arrais também foi figura no 26º aniversário do Panathlon Clube de Santarém

Prémio para um Anjinho com uma alma dos diabos Há repastos que, pela sua farta complexidade, por vezes dão trabalho de sobejo. No caso dos promovidos pelo Panathlon Clube de Santarém, a definição é literal, e a mastigação meramente gastronómica prolonga-se nalgumas garfadas (ou facadas…) em diversas temáticas desportivas, sociais ou políticas. Como explicou o seu presidente, Cândido de Azevedo, “as reuniões de trabalho da associação são feitas à mesa, para que as pessoas reflictam melhor acerca das palavras dos oradores”. Tempos houve em que a periodicidade destas assembleias se revestia de uma regularidade mais escrupulosa, mas, actualmente, “vê-se afectada pela crise do associativismo desportivo”. Assim, peca por atraso esta sessão, realizada no dia 2 de Setembro, no restaurante “A Grelha”, como forma de celebrar o 26º aniversário do Panathlon. Este é um movimento que, por definição, pretende ser “um veículo de exaltação de um ideal desportivo subjugado aos mais elementares princípios

António Anjinho (à direita) recebeu o Prémio Panathlon 2010 das mãos de Cândido de Azevedo

morais”, alumia o seu líder. Contudo, só a incrementação de maior dinamismo na actividade da associação poderá fazê-la destapar o manto de anonimato que cobre o grosso da população de Santarém.

Luís Arrais: “Este ano a Scalabisport terá lucro”

No cardápio, constava, para além das entradas (durante as quais os presentes ficaram com um belo melão, enquanto não chegava o orador convidado da noite), um prato principal com-

posto por uma dissertação de Luís Arrais (presidente da empresa municipal Scalabisport EEM), acerca da política autárquica desportiva. Sumariamente, fez um balanço dos seus primeiros nove meses de mandato, considerando-os “fantásticos, estimulantes” e alicerçados no “grupo de funcionários acima da média” que tem às suas ordens, obreiros de uma convicção anunciada: “Este ano a Scalabisport vai ter lucro”. Ainda assim, o dinheiro es-

casseia, por exemplo, para a criação de espaços desportivos informais, apesar de Arrais admitir que “esse é o caminho, em termos urbanos”, e que “existe vontade de os criar”. Num debate que se arrastou em tom brando, a intervenção mais “agressiva” da noite foi protagonizada por Manuel Lousada, um histórico do Panathlon, indignado pelo facto de, numa das grandes cidades de Portugal, ainda não existir um complexo desportivo. Em resposta, Arrais levantou uma minúscula ponta do véu, servindo-se de um documento no seu computador (que ficou por abrir…) para provar que esse projecto está delineado e já se encontra, “a ser negociado com o Governo”. No final, garantiu a Lousada: “O seu sonho é o nosso sonho”.

E o Prémio Panathlon vai para…

A discussão que se instalou com Arrais pode ter aguçado o apetite dos convivas para futuras refeições de trabalho, mas, na ocasião, a gula foi

saciada com a adocicada sobremesa: o momento em que António Anjinho, reputado mestre de judo, saboreou o Prémio Panathlon 2010, um galardão que premeia os esforços desenvolvidos na formação de jovens e no desenvolvimento desportivo. Um prémio intermitente, que não se subjuga aos rigores do calendário, pois, como aclarou Cândido de Azevedo, a sua entrega decorre quando a Comissão Directiva sente “que está em presença do momento e da personalidade adequados”. O conquistador unânime do ano corrente fez de tudo, ao longo de quatro décadas, na área da mítica arte marcial: foi praticante, técnico, dirigente, formador e árbitro, apresentando obra feita ao nível nacional e internacional. Foi ele, inclusivamente, o… Anjinho da guarda de Nuno Delgado no início de um trajecto que culminou na medalha de bronze das Olimpíadas de Sidney, em 2000. Visivelmente sensibilizado, com o bater do queixo a

marcar o compasso do discurso, o distinguido partilhou os louros com as parceiras “que acompanham os homens do desporto, obrigadas muitas vezes a ser mães e pais em simultâneo”. Todas as privações dão, no entanto, os seus frutos, e estes nem por sombras se materializam em estatuetas como aquela com que o agraciaram na cerimónia: “Esta vida é um voluntariado, e a nossa grande realização passa por ajudar os nossos homens e mulheres a crescer”. Anjinho considera que nunca teve a pretensão única de leccionar a modalidade para a qual está vocacionado: “Quis sempre transmitir outros valores”, com o objectivo primordial de “construir cidadãos disciplinados”. Acima do sucesso pessoal, fica “feliz quando vê reconhecido o valor daqueles que se dão às causas e que, assim, motivam os vindouros a também se entregarem e a sentirem que tudo isto vale a pena”. E não vale? Sérgio Fernandes PUB


desporto

Edição n.º 6.221 | 10 de Setembro de 2010

Grupo de Futebol dos Empregados no Comércio

Estes atletas também comem, bebem e… dormem A mais recente iniciativa da dinâmica secção de andebol dos Caixeiros é, no mínimo, invulgar a nível do desporto jovem distrital: a equipa de juvenis masculinos acabou de cumprir duas (!) semanas de estágio nas instalações do clube, espreitando uma superior participação no Campeonato Nacional da 2ª Divisão da categoria. Até à próxima quinta-feira, os técnicos Nuno Graça e Hugo Franklin têm sob sua alçada duas dezenas de jovens, tendo delineado um plano rigoroso de actividades físicas, que contemplam sessões na praia, na piscina e no pavilhão. A intercalar os períodos de treino, estão os retemperadores banquetes, ministrados na renovada sede do

CORREIO DO RIBATEJO

Futebol

Na praia com alergia ao… bronze

Chegou a hora das meninas

Os juvenis dos Caixeiros vivem invulgar estágio de duas semanas

clube, local onde a comitiva também tem pernoitado, experienciando desta forma um ambiente quase profissional que, certamente, lhes acelerará o crescimento enquanto homens e atletas. A presença de diversos

jogadores provenientes de outros emblemas prova que estes inovadores programas de pré-temporada constituem um irresistível chamariz e ajudam a demarcar os Caixeiros no actual panorama distrital da modalidade.

Inaugurado o mês de Setembro, também já carburam os minis masculinos e femininos e os iniciados masculinos, todos regidos pelo reforço Diogo Tavares, jovem técnico formado na Escola Superior de Desporto de Rio Maior. A intenção do clube passa pela consistente implementação de escalões femininos, pelo que os trabalhos de Tavares merecerão acompanhamento acrescido por parte da Direcção. Para já, atendendo à afluência do primeiro apronto (realizado na passada segunda-feira), parece existir um cenário risonho a querer emergir. SF

Com Taborda de vigília, ninguém ousa estender a toalha...

Têm andado pelos tórridos areais da Foz do Arelho, mas nem querem ouvir falar em bronze: os jogadores da equipa de futebol sénior dos Caixeiros não admitem que os litros de suor derramados neste início de época sejam aplicados num sensaborão terceiro lugar. Só os lugares acima da tabela e a dignificação da cidade povoam a mente do ambicioso plantel às ordens de Taborda e Aranha, que, quatro vezes por semana, tem apurado a forma entre a praia e os recintos desportivos de Alpiarça. Neste domingo, dia 12, mais um teste importante, diante do Caxarias. SF

Associação Académica de Santarém

União Desportiva de Santarém

O dia em que a Agrária chorou uma vitória da Briosa...

O seguro morreu de… quota

Se não foi caso único, terá sido certamente um momento raro: o campo da Escola Superior Agrária chorou uma vitória da Briosa! Estranho? Não, caso expliquemos que esse triunfo pertenceu à Briosa de… Coimbra. Em duelo de Académicas, a contar para o Campeonato Nacional de Iniciados, a turma conimbricense superiorizou-se no passado fim-de-semana à homónima escalabitana por suados 2-1. Era sabido: a tarefa não se afigurava airosa para a Académica de Santarém, não viessem os visitantes de uma esclarecedora goleada de 7-0, mas, valha a verdade, a réplica que ousou manifestar trouxe claramente consigo um forte paladar a

três pontos. No entanto, a estatística é implacável e aniquila friamente quaisquer glórias morais, pelo que o que ficará para a História será incontornavelmente o insucesso dos jovens da casa. Bernardo Silva ainda encontrou um cantinho para guardar as esperanças dos escalabitanos (grande tento de canto directo!), mas logo o adversário colocou em jogo um possante mercenário instruído para patrulhar incessantemente as imediações da baliza de Filipe Santos em busca do golo. Tanto porfiou, que acabou por encontrá-lo, por duas vezes, no decorrer da segunda metade do desafio. A reter de positivo na turma caseira, a confirmação

do superior arranque de temporada evidenciado por João Carvalho, a par das exibições valorosas do autor do golo solitário e do dianteiro Peterson. O treinador António Costa apostou num onze composto por Filipe, Diogo Moço, Nuno Torres, Alexandre Peixoto, João Carvalho, Nini, Diogo Aguiar, João Real (cap.), Bernardo Silva, Daniel Carvalho e Peterson, lançando no decorrer da partida os substitutos Nuno Carolo, João Duarte e João Santos. Para a próxima jornada, está agendada uma deslocação à cidade do Lis, para defrontar o Leiria e Marrazes. Sérgio Fernandes

Resultados do último fimde-semana: Iniciados – Académica, 1 - Acad. Coimbra, 2. Juniores – Académica, 0 - Moçarria, 1. Eis o programa do próximo fim-de-semana na Escola Agrária: Infantis 1º Ano – amanhã, sábado, dia 11, 09h30, Académica - U. Almeirim (particular). Juniores – amanhã, sábado, dia 11, 17h00, Académica - Odivelas F.C. (Campeonato Nacional). Escolas Sub-10 “A” – Domingo, dia 12, 10h30, Académica - Elec. Ponte de Sor (particular). Juve S. Domingos (Inatel) – domingo, dia 12, 17h00, Académica - U. Almeirim (Juniores) (particular).

É um mal generalizado: os clubes atravessam uma era de grave crise financeira e, não obstante o facto de o povo considerar legitimamente que as culpas devem ser imputadas noutras entidades, também os associados têm (literalmente) a sua… quota-parte de responsabilidade. Assim, a regularização do pagamento das quotas é uma das metas prioritárias impostas pela nova Direcção da União Desportiva de Santarém, que, com o intuito de melhorar a eficácia do processo, disponibiliza agora uma conta bancária para a qual os seus sócios podem concretizar a transferência do respectivo montante. O NIB é 0035 0727 0000 6849 30083. Os mais leigos nos domínios das novas tecnologias não têm motivos para preocupações: a situação ficará resolvida com uma simples chamada telefónica para o cobrador indigitado para a função, José Duarte, cujo contacto é o 962379785. A mensagem é extensiva aos associados de todos os clubes: quem quer preservar a segurança do seu clube e evitar que este padeça das “doenças” que têm assolado o associativismo distrital, deve entrar em acção rapidamente, pois, como defende o povo, “o seguro morreu de velho”. Neste caso específico, morreu de… quota. SF

Associação de Futebol de Santarém

BREVES ANDEBOL. A secção de andebol da Associação Vinte Quilómetros de Almeirim vai organizar, nos dias 11 e 12 de Setembro, o Troféu João santa Bárbara, no qual intervirão a equipa da casa, o Odivelas, o Torrense e o Oriental. Os jogos disputarse-ão, em ambos os dias, às

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16h00 e às 18h00 no Pavilhão Municipal de Almeirim. FUTEBOL. Arrancou a época futebolística do AC Pernes, marcada pela particularidade de todos os escalões conhecerem novas equipas técnicas. O responsável por todos os departa-

mentos continuará a ser o presidente, Pedro Leal Teopisto, que, para esta época, decidiu igualmente reactivar a secção de futsal feminino. MARCHA. A Scalabisport EEM organizará amanhã, 11 de Setembro, pelas 9h00, a próxima edição da

Marcha do Coração, uma caminhada que já começa a adquirir uma assinalável regularidade e que, desta feita, terá início junto ao Politécnico de Santarém. A última, realizada no passado dia 5 de Setembro, contou a participação de 50 cidadãos.

Campeonatos Distritais Divisão Principal 1.ª jornada Amiense Torres Novas (*) SL Cartaxo, 1 Fazendense, 0 Pego, 1 Alcanenense, 0 A. Ouriense, 1 Ouriquense, 1 U. Tomar, 1 Benavente, 2 Samora Correia, 1 Mação, 1

(*) Adiado

J V E D G P 1.º Benavente 2.º Pego 3.º SL Cartaxo 4.º Atl. Ouriense 5.º Mação 6.º Ouriquense 7.º S. Correia 8.º Amiense 9.º Torres Novas 10.º U. Tomar 11.º Alcanenense 12.º Fazendense

1 1 1 1 1 1 1 0 0 1 1 1

1 1 1 0 0 0 0 0 0 0 0 0

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3 3 3 1 1 1 1 0 0 0 0 0

2.ª Jornada dia 12 Setembro: Torres Novas-Samora Correia, FazendenseAmiense, Alcanenense-SL Cartaxo, Ouriquense-Pego, Benavente Atl. Ouriense e Mação-U. Tomar.


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desporto

CORREIO DO RIBATEJO Edição n.º 6.221 | 10 de Setembro de 2010

Vitória Clube de Santarém

Santarém está cheia de gente infantil… Já se torna maçador, e com razão. Por esta altura, os cadernos de História do desporto escalabitano hão-de estar com o Vitória Clube de Santarém pelos cabelos: ultimamente, a uma cadência quase semanal, o clube tem gasto páginas e páginas de pioneiros registos históricos, nomeadamente ao nível da progressiva implantação do futsal, uma das modalidades que mais jovens dinamizam na cidade. Depois de, na semana transacta, a jovem instituição ter inaugurado o escalão de iniciados em Santarém, na quinta-feira seguinte foi a vez de o treinador Luís Neto e de os seus pupilos fazerem oficialmente o mesmo com a categoria de

O técnico Luís Neto posa com a primeira equipa infantil federada de futsal em Santarém

infantis. Para trás, as escolinhas, os seniores femininos, os veteranos… uf! Cansa? Sim, as dificuldades têm sido atrozes, mas, após um esforço hercúleo, a tendên-

cia é sempre para alongar: assim, para o ano, a julgar por aquilo que já se comenta nos bastidores, aguardamse mais novidades. Previstos para a semana

transacta estariam dois treinos, mas as costumeiras contrariedades ao nível das infraestruturas disponíveis limitaram de certo modo este arranque dos trabalhos, situação que os responsáveis vitorianos esperam convictamente que se regularize com extrema brevidade. De resto, com as provas oficiais à porta, torna-se evidente: há muito pessoal infantil em Santarém que já devia ter começado a trabalhar em termos… A afluência destes atletas infantis foi, precisamente, um apontamento a reter, ainda que o plantel que enfrentará o Campeonato Distrital da 1ª Divisão ainda careça de importantes peças na engrenagem. Para já,

Campeonatos Distritais de Futsal

Paredes das oficinas já têm calendários Que se coloquem de lado as conjecturas irrealistas e se façam concisas contas à vida: desde o sorteio do passado dia 3 de Setembro que os clubes que integram os campeonatos distritais seniores de futsal já conhecem finalmente a distribuição dos seus adversários, pelo que, numa altura em que acabam de abrir as “oficinas” da nova época, podem agora apreciar minuciosamente o calendário que lhes calhou em sorte. Para alguns (os mais confiantes), certamente que os sorrisos se foram instalando à medida que os nomes iam saindo das tômbolas do Auditório Rui Manhoso, a sede da Associação de Futebol de Santarém; para outros (os menos preparados), estes calendários afigurarse-lhes-ão significativamente menos atraentes do que aqueles que, por exemplo, podem encontrar tradicionalmente numa qualquer parede de oficina… É sempre assim no arranque. To-

Quem sucederá à equipa d’Os Patos como campeão distrital de seniores masculinos?

davia, já a partir do dia 2 de Outubro a teoria dará lugar à prática e todos os prognósticos darão uma inevitável cambalhota. Comecemos pelo Campeonato Distrital de Seniores Masculinos: as dezassete formações inscritas foram distribuídas por duas séries (nove na A e oito na B), sendo que se apurarão as melhores quatro de cada uma, que disputarão posteriormente a fase de apuramento do campeão. As restantes nove lutarão sem tréguas pela fuga à despromoção, numa liga paralela. Na série A, contam-se os nomes de Vitória Clube de

Santarém, Riachense, GF Conforlimpa, DNO, Louriceirense, Azinhaga AC, Casa do Benfica da Golegã e GF Achete. Na B, evoluirão Carvalhos de Figueiredo, AD Cidade Ferroviária, CD Fátima, Ribeira Fárrio, Tramagal, UD Pinheiro Cabiçalva, Sabacheira, Juventude Ouriense e Sandoeirense.

Tubarões não se cruzam no oceano feminino No âmbito da variante feminina, a estrutura da competição é relativamente similar: duas séries de sete equipas, com a particularidade de se apurarem ape-

nas duas de cada agrupamento. Recorde-se que a escassez de inscrições levou a que, na época 2010/ 11, as habituais duas divisões se fundissem numa prova una. Ao nível da série A, parecem estar reunidas as condições para que o Riachense, campeão distrital, caminhe sobre uma passadeira vermelha rumo à fase seguinte, uma vez que os restantes tubarões (Paço dos Negros e SL Cartaxo) se perderam nas águas do outro grupo. A competir com a formação de Riachos estarão Ferreira do Zêzere, Casa do Povo das Mouriscas, Mação, Linhaceira, CADE e CD Fátima. Na série B, composta pelos emblemas que se situam mais a sul no distrito, encontram-se os favoritos citados, com Vitória Clube de Santarém, AC Pernes, Marinhais, Goleganense e Coruche a tentarem intrometer-se nas contas. Que role o esférico! SF

Centro de Karaté Amicale de Santarém aceita inscrições para a época 20010/2011 O Centro de Karate Amicale de Santarém inicia segunda-feira (dia 13) a nova época desportiva nas vertentes Pré-Karaté, Karaté Infantil, Karaté Desportivo, Karaté Tradicional e Defesa Pessoal, com aulas regulares ao sábado de manhã, procurando envolver, de for-

ma abrangente, toda a população, a partir dos quatro anos de idade. Os treinos terão lugar na Escola Básica 2,3 Mem Ramires, de Santarém, junto às piscinas do Sacapeito e funcionam nos seguintes horários: Karaté Pré-Infantil – Terça-Feira e Quin-

ta-Feira - das 18.30 horas às 19.15 horas; Karaté no Feminino – Terça-Feira e Quinta-Feira - das 19.15 horas às 20.15 horas; Karaté Infantil – SegundaFeira e Sexta-Feira - das 18.30 horas às 19.30 horas; Karaté Infantil Graduados - Segunda-Feira e Sexta-

Feira - das 19.30 horas às 20.30 horas; Karaté Tradicional - Segunda-Feira e Sexta-Feira - das 19.00 horas às 20.30 horas; Karaté Desportivo - SegundaFeira e Sexta-Feira - das 19.00 horas às 21.30 horas; e Defesa Pessoal – Sábado das 9.30 horas às 11 horas.

Jogos de pré-época

Este sábado já se canta Vitória! O arranque dos desafios amigáveis do Vitória Clube de Santarém está marcado para amanhã, dia 11 de Setembro. Eis a ementa: Seniores masculinos: Carvalhos Figueiredo – Vitória CS, 18h00, no Pavilhão ACR Carvalhos de Figueiredo; Seniores femininos: Riachense – Vitória CS, 16h00, no Pavilhão ACR Carvalhos de Figueiredo; Iniciados masculinos: Torneio Vila de Coruche. CAD Coruche – Vitória CS, 09h00; Vitória CS – Bairro Miranda, 15h45, no Pavilhão Municipal de Coruche. vários jogadores do escalão inferior vão integrando as sessões, tentando provar ao treinador que, apesar da tenra idade, já se assumem como matéria-prima suficientemente açucarada. E bem se sabe o quanto um Neto gosta de guloseimas, pelo que podem acalentar

esperanças… Os números 919134378 e 919153337 continuam disponíveis para todos os jovens nascidos em 1998 e 1999 que queiram integrar os quadros vitorianos. O mesmo se aplica aos iniciados (1996 e 1997) e às escolas (até 2000). SF

Futsal

A garra do Mação e o Benfica da massinha

Equipa feminina do Benfica traz a Luz à apresentação do Mação

Entretanto, como é usual nestes inícios de caminhada, os diversos plantéis vão começando a gatinhar paulatinamente até surgirem de pé, bem erguidos, nas jornadas inaugurais das competições oficiais. Entre os diversos desafios de pré-temporada já agendados, destaca-se a visita que o campeão nacional feminino da modalidade, o Sport Lisboa e Benfica, fará amanhã (dia 11) à vila de Mação, no âmbito da apresentação aos sócios da formação local. O encontro está agendado para as 15h30, no Pavilhão Municipal de Mação, e constitui uma rara oportunidade de os aficionados do futsal cortejarem in loco as qualidades de algumas das principais intérpretes que cirandam pelas quadras nacionais. Os orçamentos são antagónicos, mas, se dum lado há “massinha”, do outro há… Mação. Surpresa à vista? SF

Casa do Benfica em Santarém

Caros atletas, está judo a postos para começar? À atenção dos jovens apaixonados pelas artes marciais: os treinos de judo e de ju-jitsu da Casa do Benfica em Santarém têm o seu ippon de saída marcado para a próxima quarta-feira, dia 15 de Setembro. Durante a época, os escalões de infantis, iniciados e juvenis evoluirão às segundas, quartas e sextas-feiras, sempre das 19h00 às 20h00, enquanto as esperanças e os juniores entram em acção nos mesmos dias, mas entre as 20h00 e as 21h30. Para os seniores, estão destinadas sessões de treino às segundas, quartas e sextas, das 20h00 às 21h30, e às terças e quintas, das 19h00 às 20h00. SF


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Edição n.º 6.221 | 10 de Setembro de 2010

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25

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Largo do Seminário, 31 Telef. 243322332 – SANTARÉM

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CORREIO DO RIBATEJO

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26

necrologia

CORREIO DO RIBATEJO Edição n.º 6.221 | 10 de Setembro de 2010

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DR DR.. JOSÉ GUILHERME PEREIRA COELHO DOS REIS Faleceu a 31-8-2010

MAJOR - GENERAL EMÍLIO OLIVEIRA DUARTE 1.º MÊS

AGRADECIMENTO Sua família agradece muito reconhecidamente a todas as pessoas que se dignaram acompanhar o seu ente querido à sua última morada, ou que de qualquer outra forma lhes manifestaram o seu pesar. Agência Lopes & Benavente – Telef. 243323888 – Santarém

ua família participa que S será celebrada missa do primeiro mês do seu falecimen-

0011

to no próximo dia 17 de Setembro, pelas 19 horas, na igreja de S. Nicolau, agradecendo antecipadamente a todos os que se dignaram assistir.

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" JOSÉ MARQUES 1 ANO DE ETERNA SAUDADE

Agradecimento e Missa do 7.º Dia

Sua mulher e filhos participam que será celebrada missa pelo seu eterno descanso hoje, sexta-feira, dia 10, às 19 horas, na igreja de S. Nicolau, agradecendo desde já a todos quantos se dignarem assistir a este piedoso acto. ROMEIRA

eus filhos, noras e netos S agradecem muito reconhecidamente a todas as pessoas

0001

FRANCISCO DUARTE MISSA DE 7.º DIA E AGRADECIMENTO 0009

S

ua família participa que amanhã dia 11, pelas 19h00, na igreja de S. Nicolau, será celebrada missa pelo seu eterno descanso, agradecendo desde já a todas as pessoas que se dignarem assistir a esta celebração, assim como aos que o acompanharam à sua última morada, ou que de qualquer outra forma lhes manifestaram o seu pesar.

JOSÉ DOS SANTOS ARIA GRILO DE FFARIA

VÍTOR MANUEL TIAS FERREIRA MA MATIAS

4 Anos de Eterna Saudade

Faleceu a 31-8-2010

9-9-2006 – 9-9-2010 9986 ua mulher, filhos, genro, netas e irmão participam que será celebrada missa pelo seu eterno descanso, no próximo domingo, dia 12, às 19 horas, na igreja de Jesus Cristo (Hospital Velho)

AGRADECIMENTO

S

ua esposa, filhos e neta S agradecem muito reconhecidamente a todas as pessoas

9991

Loja Santarém Scalabitana

SERVILUSA 800 204 222

que se dignaram acompanhar o seu ente querido à sua última morada, ou que de qualquer outra forma lhes manifestaram o seu pesar.

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Participação de Falecimento e Agradecimento

família participa o faleA cimento do seu ente querido, ocorrido no passado dia 3

0010

de Agosto. Agradecendo reconhecidamente a todos os amigos que estiveram presente no seu funeral ou que de qualquer outra forma lhes manifestaram o seu pesar. Loja Santarém Scalabitana

que se dignaram acompanhar a sua ente querida à sua última morada ou que de qualquer outra forma lhes manifestaram o seu pesar. Participam que será celebrada missa do 7.º dia, pelo seu eterno descanso, no próximo domingo, dia 12, às 11.45 horas, na igreja de Almoster, agradecendo desde já a quem se dignar assistir a este piedoso acto.

Faleceu a 4-9-2010

AGRADECIMENTO

9993

S

eus filhos, neto e restante família agradecem muito reconhecidamente a todas as pessoas que se dignaram acompanhar o seu ente querido à sua última morada ou que de qualquer outra forma lhes manifestaram o seu pesar.

Agência Funerária Lopes & Benavente, Lda. Telef. 243323888 – Santarém

Agência Funerária Telef.

ASSINE O

243328115

CORREIO DO RIBATEJO

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LUÍS DA CONCEIÇÃO BENTO

(NIM (NIM))

Faleceu a 4-9-2010

10-9-2009 – 10-9-2010

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JO SÉ MONTEZ JOSÉ MARTINS

CREMILDE SAL SALVVADOR SERRÃO

206.º Mês de Falecimento 73.º Aniversário Natalício ua esposa, filho, neto e S demais família participam que serão celebradas mis-

0008

sas pelo seu eterno descanso, amanhã, sábado, dia 11 às 19 horas e domingo, dia 12, às 9 horas, ambas na igreja de S. Nicolau, agradecendo desde já a quem se dignar assistir a estes piedosos actos.

ALEIXO, LDA.

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Sede: Santarém – P raceta Cidade Badajoz, n.º 15 c/v Praceta Telef. 243558315


sociedade necrologia SANTARÉM

ARNEIRO DE TREMÊS

PEDRO MIGUEL BEJA DE JESUS COST COSTAA 13-9-2005 – 13-9-2010

5 Anos de Eterna Saudade 0013

S

eus pais e irmã, participam que será celebrada missa pelo seu eterno descanso, no próximo dia 13, às 19 horas, na igreja de S. Nicolau, agradecendo desde já a quem se dignar assistir a este piedoso acto.

MARIA DA LUZ MONTEZ RAIMUNDO VIEIRA 8 Anos de Eterna Sadade 14-9-2002 – 14-9-2010 0020 eu marido, filhos, nora e netos, participam que será celebrada missa pelo seu eterno descanso, amanhã, sábado, dia 11, às 19 horas, na Capela de Arneiro de Tremês, agradecendo desde já a quem se dignar assistir a este piedoso acto.

S

Faleceu José Coelho dos Reis O advogado José Guilherme Pereira Coelho dos Reis faleceu na noite de 31 de Agosto, em Santarém, vítima de doença prolongada, aos 80 anos de idade, tendo sido sepultado no dia 2 de Setembro, no cemitério dos Capuchos, em Santarém. José Coelho dos Reis era o militante número 99 do Partido Social Democrata, desde o ano de 1974. Exerceu com convicção essa militância e era co-

isso dizer, “lana caprina”, é o mesmo importância ou insignificante. Conjectura que tal expressão tenha origem no verso de Horácio – “Alter rixatur de lana saepe caprina” in: Rifoneiro Portugês P. Chaves

A

27

DOU

poio domiciliário a idosos, alimentação, higiene, roupas, acompanhamento em qualquer necessidade, 3 horas por dia no mínimo. Telemóvel 914225303.

nhecido pela sua firmeza de carácter e exigência na qualidade da política.

FAZEM ANOS: Em 10, Ana Cristina dos Santos Guerra Pedro, Isabel Margarida Duarte Morais Carrolo, Maria Guilhermina Neto Pinto de Carvalho, Renata Maria Duarte da Mota Cerveira, Luís Roque de Vasconcelos Dias e Maria Vitória Santos Martinho Queijeiro. Em 11, Maria Luísa Martinho Sacola Cordeiro, Ana Isabel Suspiro da Paz Gomes, Cecília Fernanda das Neves

Pereira de Matos, Ana Isabel Pita de Morais Monteiro e Brito, Maria José Faustino da Silva Bastos, Maria Helena Madeira Martinho, Alice Maria Espinheira Coelho, João Maria Pires Fernandes, Gabriel Joaquim do Carmo Souto e Manuel Pereira Duarte. Em 12, Ana Paula Neto Plácido, Maria da Conceição Avelar Vieira Coutinho Duarte, Maria Albertina Costa Henriques, Matilde Maria Afonso Teodósio Bento, Maria Rita Hintze Cardoso Delgado, Ana Cristina Martins Romão, Henrique José Caldas de Oliveira e Walter Edmundo da Silva Bastos. Em 13, Júlia da Silva Santos, Sofia Covret Pereira Branco, Maria do Rosário Abreu Daniel, Margarida Sofia

Questão de lana caprina futilidade, ninharia. Assim, quando ouvimos dizer – Fulano e Beltrano estão zangados por uma questão de “lana caprina”, queremos significar que o motivo dessa zanga é de mínima importância, não tem razão de ser. As cabras não têm lã, e por

0007

Exerceu vários cargos no PSD, nomeadamente Conselheiro Nacional e membro do Conselho de Jurisdição Nacional. “O dr. José Guilherme Pereira Coelho dos Reis deixa na vida pública local uma marca de seriedade, de rigor e de competência no exercício de todas as suas funções,” afirma Diogo Gomes, presidente da Comissão Política da JSD de Santarém, em comunicado enviado ao Correio do Ribatejo. O Correio do Ribatejo endereça os mais profundos pêsames à família enlutada.

Adágios do Povo Diz-nos o Dr. Alexandre de Carvalho Costa, no vol. IX, p. 101, de Entretimentos Etnográficos e Bertino Coelho F i l o l ó g i c o s Martins que a expressão latina de “lana-caprina” que dizer – “lã de cabra”, tomando-se como sinónimo de – coisa insignificante,

CORREIO DO RIBATEJO

Edição n.º 6.221 | 10 de Setembro de 2010

CAVALHEIRO

ivorciado, 48 anos, D deseja conhecer senhora livre de qualquer na-

0014

cionalidade. Assunto sério. Telemóvel 918335702 ou 962538512.

LADRILHADOR

ceita trabalho por orA çamento ou à hora. Telemóvel 919372283.

9987

PINTURAS

xterior, interior, isoE lamentos, algerozes, telhados, etc..

9058

Telemóvel 934661224.

LER MAIS CLASSIFICADOS NA PÁGINA 30 Borgas Beja do Nascimento, Manuel Deodato Casimiro Andrade e Fernando Jorge Madeira Falcão. Em 14, Ilda Elvira da Silva Perdigão, Maria de Jesus Gonçalves Bento e Luís Filipe da Silva Veiga. Em 15, Beatriz Carvalho da Cruz, Amélia da Conceição Fidalgo Estêvam, Elisabete Ferreira de Oliveira, Maria Eduarda Marçal Grilo Lobato de Faria, João Miguel Fialho Coelho dos Reis, João Manuel Viriato Soares Lopes e Henrique Palma de Carvalho. Em 16, Antónia Maria Monteiro de Vila-Lôbos Risques Camões Gouveia, Alberto Lino Afonso Teodósio Bento, José Manuel Nisa Antunes Mendes e Rui Galante Ribeiro de Almeida. PUB

“CORREIO DO RIBATEJO” – 10-9-2010

“CORREIO DO RIBATEJO” – 10-9-2010

DIRECÇÃO DE FINANÇAS DE SANTARÉM

DIRECÇÃO DE FINANÇAS DE SANTARÉM

SERVIÇO DE FINANÇAS DE SANTARÉM

A N Ú N C I O e ÉDITOS DE 20 DIAS PROCESSO DE EXECUÇÃO FISCAL Nº 2089200801048724 AP

CITAÇÃO DE CREDORES E VENDA DE BENS (única publicação)

JORGE MANUEL SARDINHA SERRA, Chefe do Serviço de Finanças do concelho de Santarém. Faz saber que por este Serviço de Finanças correm ÉDITOS DE 20 DIAS, contados da publicação deste anúncio, citando, nos termos do n.º 2 do artigo 239º do Código de Procedimento e de Processo Tributário (CPPT), os credores desconhecidos e sucessores dos credores preferentes da executada MARIA ISABEL DA PIEDADE QUEIJEIRO, no estado de viúva, com domicilio fiscal na Rua Prof. Henrique Barros, LT 15 RC ESQ. Vale de Estacas – 2005-504 Santarém, para no prazo de 15 (QUINZE) DIAS posteriores aos dos éditos, reclamarem os seus créditos pelo produto da venda do bem a seguir indicado, sobre o qual tenham garantia real (art. 240º, CPPT) e que foi penhorado em 3 de Março de 2010 no processo de execução fiscal acima identificado, instaurado para pagamento de dívidas de Imposto Municipal sobre Imóveis (IMI) e Imposto sobre o Rendimento das Pessoas Singulares (IRS) dos anos de 2007 e 2008, no montante actual de 8.990,48 j, sendo 7.138,89 j de quantia exequenda e 1.851,59 j de acréscimos legais. BEM A VENDER Prédio rústico sito no lugar de ALVIRGUER ou ASSACAIAS, freguesia de Santa Iria da Ribeira de Santarém, concelho de Santarém, com a área total de 3.200,00 m2, composto de uma parcela destinada a cultura arvense de campo, potencialmente de regadio, com solos aluvionares fortes e de bom potencial produtivo. Confronta de norte com José Cabaça, de sul com Manuel Ferreira, de nascente com Vala das Assacaias e poente com estrada. Encontra-se inscrito na matriz rústica sob o artigo nº 14 da secção M, da freguesia de Santa Iria da Ribeira de Santarém e acha-se descrito na Conservatória do Registo Predial de Santarém, sob o nº 0485/20000128 – Santa Iria da Ribeira de Santarém. É depositária Maria Isabel da Piedade Queijeiro, executada nos autos, a qual, depois de contactada no seu domicílio fiscal, o mostrará aos interessados. Findo o prazo dos éditos, no dia 26 de OUTUBRO de 2010, pelas 11,00 horas, proceder-se-á à sua venda por meio de PROPOSTAS EM CARTA FECHADA (art. 248º/1,CPPT) sendo o valor base para a venda de 5.600,00 j, correspondente a 70% do valor que lhe foi atribuído, não sendo consideradas as de valor inferior (art. 250º/4, CPPT). As propostas poderão ser submetidas através da Internet no site (www.e-financas.gov.pt/vendas/.) ou, em alternativa, serem entregues pessoalmente neste Serviço de Finanças ou remetidas pelo correio em sobrescrito fechado, dentro de outro envelope, de forma a serem recebidas até às 16 horas do dia anterior ao da venda, e delas deve constar a referência “PROPOSTA PARA A VENDA Nº 2089.2010.107 – MARIA ISABEL DA PIEDADE QUEIJEIRO”, bem como o preço oferecido e a identificação completa (Nome, morada e CF) e a assinatura do proponente, ocorrendo a sua abertura no dia e hora acima designados, na presença do Chefe do Serviço de Finanças, podendo assistir ao acto a executada, os proponentes e eventuais titulares do direito de preferência, os quais, por este meio, ficam notificados para, nos termos do art. 892º do Código de Processo Civil, exercerem o seu direito. Se o preço mais elevado, com o limite mínimo da base de licitação, for oferecido por mais de um proponente, e se estiverem presentes no acto da abertura, abrir-se-á logo licitação entre eles, salvo se declararem que desejam adquirir o bem em compropriedade. Estando presente só um dos proponentes do maior preço oferecido, poderá este cobrir as propostas dos outros, e, se nenhum deles estiver presente ou nenhum quiser cobrir as propostas dos outros, proceder-se-á a sorteio, com vista à determinação da proposta que deverá prevalecer (art. 253º/c. CPPT). Adjudicado o bem, deverá ser depositada na Secção de Cobrança deste Serviço de Finanças a totalidade do preço ou parte dele, não inferior a 1/3 do valor da venda, devendo a restante parte ser depositada no prazo de 15 dias, sob pena das sanções previstas na Lei do Processo Civil. Sendo devido Imposto Municipal sobre as Transmissões Onerosas de Imóveis (I.M.T.), o pagamento deverá ocorrer no prazo de 30 dias contados da data da adjudicação, nos termos do n.º 3 do artigo 36º do respectivo código. É devido o Imposto do Selo a que se refere a verba nºs 1 da respectiva Tabela. SERVIÇO DE FINANÇAS DE SANTARÉM, aos oito dias do mês de Setembro do ano de dois mil e dez. O CHEFE DE FINANÇAS, O ESCRIVÃO, (Jorge Manuel Sardinha Serra) (Jorge Fernando Santos Morgado)

SERVIÇO DE FINANÇAS DE SANTARÉM

A N Ú N C I O e ÉDITOS DE 20 DIAS PROCESSO DE EXECUÇÃO FISCAL Nº 2089200901073788 AP

CITAÇÃO DE CREDORES E VENDA DE BENS (única publicação)

JORGE MANUEL SARDINHA SERRA, Chefe do Serviço de Finanças do concelho de Santarém. Faz saber que por este Serviço de Finanças correm ÉDITOS DE 20 DIAS, contados da publicação deste anúncio, citando, nos termos do n.º 2 do artigo 239º do Código de Procedimento e de Processo Tributário (CPPT), os credores desconhecidos e sucessores dos credores preferentes do executado SERGIO GABRIEL MARTINS MATIAS, no estado de solteiro, maior, com domicilio fiscal na Rua da Rebuceira, N 9 Espinheira 2025-156 Alcanede Santarém, para no prazo de 15 (QUINZE) DIAS posteriores aos dos éditos, reclamarem os seus créditos pelo produto da venda do bem a seguir indicado, sobre o qual tenham garantia real (art. 240º, CPPT) e que foi penhorado em 25 de Maio de 2010 no processo de execução fiscal acima identificado, instaurado para pagamento de dívidas de Imposto sobre o Rendimento das Pessoas Singulares (IRS) e Coimas Fiscais (CF) dos anos de 2008 e 2009, no montante actual de 5.015,79 j, sendo 4.265,84 j de quantia exequenda e 749,95 j de acréscimos legais. BEM A VENDER Prédio rústico sito no lugar de VALE LUIS, freguesia de Alcanede, concelho de Santarém, com a área total de 3.930,00 m2, composto de três parcelas com cultura arvense, oliveiras e mato. Confronta de norte com Fábrica de Igreja de Abra, de sul e nascente com estrada municipal e de poente com António Carlos Rodrigues e Helena Maria Serrado Martins Marias. Encontra-se inscrito na matriz rústica sob o artigo nº 164 da secção U, da freguesia de Alcanede e acha-se descrito na Conservatória do Registo Predial de Santarém, sob o nº 05987/20050701 – Alcanede. É depositário o Sr. SERGIO GABRIEL MARTINS MATIAS, executado nos autos, o qual, depois de contactado no seu domicílio fiscal, o mostrará aos interessados. Findo o prazo dos éditos, no dia 26 de OUTUBRO de 2010, pelas 15,00 horas, proceder-se-á à sua venda por meio de j, correspondente a 70% do PROPOSTAS EM CARTA FECHADA (art. 248º/1,CPPT) sendo o valor base para a venda de 2.200,00j valor que lhe foi atribuído, não sendo consideradas as de valor inferior (art. 250º/4, CPPT). As propostas poderão ser submetidas através da Internet no site (www.e-financas.gov.pt/vendas/.) ou, em alternativa, serem entregues pessoalmente neste Serviço de Finanças ou remetidas pelo correio em sobrescrito fechado, dentro de outro envelope, de forma a serem recebidas até às 16 horas do dia anterior ao da venda, e delas deve constar a referência “PROPOSTA PARA A VENDA Nº 2089.2010.167 – SERGIO GABRIEL MARTINS MATIAS”, bem como o preço oferecido e a identificação completa (Nome, morada e CF) e a assinatura do proponente, ocorrendo a sua abertura no dia e hora acima designados, na presença do Chefe do Serviço de Finanças, podendo assistir ao acto o executado, os proponentes e eventuais titulares do direito de preferência, os quais, por este meio, ficam notificados para, nos termos do art. 892º do Código de Processo Civil, exercerem o seu direito. Se o preço mais elevado, com o limite mínimo da base de licitação, for oferecido por mais de um proponente, e se estiverem presentes no acto da abertura, abrir-se-á logo licitação entre eles, salvo se declararem que desejam adquirir o bem em compropriedade. Estando presente só um dos proponentes do maior preço oferecido, poderá este cobrir as propostas dos outros, e, se nenhum deles estiver presente ou nenhum quiser cobrir as propostas dos outros, proceder-se-á a sorteio, com vista à determinação da proposta que deverá prevalecer (art. 253º/c. CPPT). Adjudicado o bem, deverá ser depositada na Secção de Cobrança deste Serviço de Finanças a totalidade do preço ou parte dele, não inferior a 1/3 do valor da venda, devendo a restante parte ser depositada no prazo de 15 dias, sob pena das sanções previstas na Lei do Processo Civil. Sendo devido Imposto Municipal sobre as Transmissões Onerosas de Imóveis (I.M.T.), o pagamento deverá ocorrer no prazo de 30 dias contados da data da adjudicação, nos termos do n.º 3 do artigo 36º do respectivo código. É devido o Imposto do Selo a que se refere a verba nºs 1 da respectiva Tabela. SERVIÇO DE FINANÇAS DE SANTARÉM, aos oito dias do mês de Setembro do ano de dois mil e dez. O CHEFE DE FINANÇAS, (Jorge Manuel Sardinha Serra)

O ESCRIVÃO, (Jorge Fernando Santos Morgado)


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tauromaquia

CORREIO DO RIBATEJO Edição n.º 6.221 | 10 de Setembro de 2010

Em defesa da Festa Brava Coordenação de

Ludgero Mendes O Dr. Francisco Moita Flores, escritor, professor universitário e presidente da Câmara Municipal de Santarém, decidiu, enquanto aficionado taurino lançar um abaixo-assinado em defesa da Festa Brava, propondo-se atingir cem mil assinaturas de apoio ao texto que, para o efeito, produziu e que aqui divulgamos integralmente. A subscrição do abaixo-assinado faz-se por via informática, através do link http://www. peticaopublica.com/ Peticaover.aspx?pi= P2010N2951. “Chamo-me Francisco Moita Flores. Sou escritor. Sou pai de três filhos, avô de três netos. E, neste momento da minha vida pessoal, por decisão do Povo de Santarém, sou Presidente de Câmara. Nasci num monte alentejano entre Moura e Amareleja. Cresci repartido entre a cidade e o campo. Estudei na escola primária desse monte, depois numa vila, depois nas cidades do país, depois em cidades de outros países. Aprendi a vida convivendo com manadas de vacas, imensos rebanhos de ovelhas, cavalos, mulas, porcos, cabras, com o rio Ardila e tinha uma cadela que se chamava Maravilha. Durante 15 anos servi a Polícia Judiciária. Fui testemunha e actor do sofrimento mais pungente, de tragédias inimagináveis, de lágrimas feitas de tanta dor que não havia consolo. Conheci, vivi, convivi com o luto e a morte durante este tempo. Tempo demais para não sermos tocados por esse mundo invisível de dor e pranto. E este rasto de sofrimento e morte, de miséria e desespero, de violência e brutalidade em contraste com as memórias de outros tempos de menino converteu-me ao franciscanismo. S. Francisco, o irmão de todos os rios, irmão de todos os pássaros, irmão do sol e da vida, irmão dos animais, das árvores, dos homens, das crianças, ensinou-me o caminho ético e moral para educar os meus filhos e amar os meus netos e a gente que em mim deposita confiança para governar. Aprendi nos campos alentejanos a ser aficionado. Uma pulsão emotiva que não sabia explicar. O touro bravo, fera negra,

símbolo da morte e do medo, olhava-nos arrogante e valente. Aprendi a admirá-lo. E descobri em Knossos, nos frescos deixados pela civilização cretense, que essa admiração era velha. Em Esparta e na civilização grega. Reencontrei-a em Roma e na civilização romana. Depois nos enormes frescos de Miguel Ângelo, nos poemas de Garcia Lorca, na pintura de Picasso, nas páginas de Hemingway e de tantos outros poetas, escritores, pintores, escultores que percebi que o irmão touro bravo integrava o psicodrama essencial do Homem. A sua inquietude perante a morte e a necessidade de a vencer para aspirar à imortalidade. Numa arena, em cada combate, vence a vida ou vence a morte. Não há meio termo. Esta dimensão trágica do simbólico enredo taurino está presente em todas as manifestações populares, nomeadamente, nas largadas, que arrebatam milhões de entusiastas que procuram apostar a vida, nem que seja numa corrida medrosa

Moita Flores lança abaixo-assinado tendo em vista conseguir 100.000 assinaturas

com o touro a quinhentos metros de distância. E o ritual cumpre-se pelo exorcismo da negação evitabilidade finitude. O crescimento das cidades, e das culturas urbanas, produziu novos mitos. Novas falas, como lhe chama Roland Barthes. Produziu novos ritos sociabilitários, novos discursos simbólicos, novos afectos e importantes discursos sobre o mundo e os nossos destinos colectivos. Representou grandes ganhos revolucionários, culturais e civilizacionais e bem se pode dizer que, hoje, o mundo é comandado pelas cidades. Porém, também desvarios, radicalismos, intolerância e a irrupção de um pensamento que destrói a memória, que expropria e marginaliza os ritos, os mitos, os valores, os símbolos que durante séculos consolidaram Portugal, lhe deram identidade e o afirmaram como Língua, como Povo, como Pátria, como Território. As culturas urbanas radicais desprezaram os campos e desprezam os seus costu-

mes, gostos, atitudes psicoafectivas. Consideram-nos ganga, ruído, ‘pimba’, decadência face ao brilho multicolorido das cidades. Como disse a grande poetisa Sophia de Mello Breyner, são pessoas sensíveis que detestam ver matar galinhas, mas adoram canja de galinha! Culturas, ou microculturas radicais que surpreendidos pela devastação que provocaram, desertificando os campos, envelhecendo-os, matando-os, matando a agricultura, as aldeias, as vilas, a vida da pastorícia, das florestas - tudo submetido à ordem e aos valores da cidade - descobriram que valia a pena lutar por adereços. Não pelos campos ou pela multiplicação dos animais como estratégia de recuperação do mundo agrícola, muito menos por respeito pelos homens que desprezam e tratam como meros servos, mas para apaziguar consciências consumistas que na irracionalidade do consumismo despedaçaram qualquer outro valor, ideia, ou respeito pelos outros, seja pelos Homens, seja pela Natureza, seja pelos Animais. Os diferentes nichos que surgem pelo país, em defesa do lince, em defesa do lobo, em defesa da água, contra a festa brava, na maior parte dos casos apenas olha a árvore e recusa-se a ver a floresta. São, na sua maioria, contra qualquer vínculo que afirme o respeito pelos Direitos do Homem casados e em sintonia com os Direitos da Terra. Não quero, nem é possível discutir os argumentos contra a Festa Brava. São do território da fé e jamais chegaríamos ao fim. Não é possível argumentar contra visões fundamentalistas, transformadas em beatério de con-

frades laicos. Que gozam as graças de meios de comunicação que adoram ruído e conflito e acreditam piamente nas verdades gritadas por aguerridos beatos, quais velhas inquisidoras. Na verdade, limpando a hipocrisia, a nenhum interessa os direitos dos animais, nem os direitos dos homens. Gritam o folclore politicamente correcto e giro! E fazem abaixo assinados, procurando destruir sem compreender, protestar quando a verdadeira essência do seu protesto são as suas próprias consciências. Nem é o sofrimento do animal, como eles dizem, que os move. Pois se o fosse, estariam aos gritos em todos os locais em que se ‘fabricam’ com hormonas, frangos, vacas, ovelhas para alimentar a cidade. Estariam às portas dos grandes matadouros escutando os urros de milhares de animais que adivinham o cheiro da morte. Estariam nas barricadas contra as guerras que matam homens e crianças, na linha da frente da luta pelo renascimento do campo e das culturas rurais, na linha da frente contra a violência doméstica. Não! Nada disto. Apenas contra a pretensa violência contra os touros bravos. Nem pelo outro argumento comodista e repetido de que não são contra o abate dos animais mas sim contra o espectáculo que, no caso português, nem os abate. Maior hipocrisia não existe. Nem paciência para discutir a fé de angustiados. Cheguei à idade onde já não há paciência para ser insultado por uma horda de analfabetos. Embora respeite os seus gritos, pois creio nesta terra da liberdade sem excepção de ninguém. Até daqueles que assiste o direito ao disparate. Cheguei á idade da tolerância mas também ao tempo onde,

mais do que nunca, acredito que só é possível salvar os Direitos do Homem se com eles salvarmos os Direitos da Terra. É a minha crença profunda. E sei que o combate passa por afirmar a defesa dos símbolos, dos valores, dos ritos, das cargas simbólicas que consolidaram a nossa secular matriz identitária. E esse combate feito de muitas frentes de luta, tem numa delas os ‘talibãs’ que em nome dos direitos dos animais procuram destruir os animais, a economia que os sustenta e os animais sustentam, além da cultura a eles imanentes. Por isso mesmo decidi lançar este abaixo assinado que vos envio. Já que a moda é o abaixo assinado, assinemos. Em defesa da Festa Brava, em defesa da Festa, em defesa dos valores da Terra, da Vida e dos ritos exorcizadores da Morte, em defesa dos animais, dos touros, dos cavalos, dos pastores e dos campinos, da economia agrícola e animal associada à Festa e ao espectáculo, em nome do progresso com Memória, em nome do desenvolvimento sem perder o sentido da História. Proponho-vos chegarmos a CEM MIL assinaturas até Julho de 2011. CEM MIL! Convido-vos a todos. Aos meus irmãos homens, às minhas irmãs mulheres, que afirmem por este abaixo assinado fora, este combate pela cidadania e pelos direitos da Terra para que ninguém se amedronte perante a gritaria histérica de alguns. Convido-vos com a serenidade da razão a subscrever este abaixo assinado e definitivamente mostrar ao país que não nos submetemos à ditadura do ‘hamburger’ urbano e que somos muitos, disponíveis para lutar, resistir e assumir Portugal na sua unidade complexa e diversa. Sem intolerância, em nome da Liberdade, mas também em nome dos direitos naturais sagrados que nos tornaram portugueses, filhos de Portugal, netos de almocreves, cavaleiros, campinos, guardadores de rebanhos, de escritores e de poetas, de guerreiros e camponeses, nascidos do mesmo ventre de terra à qual um dia regressaremos. Santarém, 25 de Agosto de 2010 Francisco Moita Flores”


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Edição n.º 6.221 | 10 de Setembro de 2010

CORREIO DO RIBATEJO

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Dia 18 há Toiros em Santarém

A favor da Santa Casa da Misericórdia Conforme já aqui divulgámos em anterior edição do “Correio”, a empresa “Aplaudir, Lda” , actual concessionária da Monumental “Celestino Graça”, leva a efeito uma corrida mista de beneficência a favor da Santa Casa da Misericórdia de Santarém, pelo que exortamos todos os aficionados ribatejanos e os cidadãos admiradores da notável acção de carácter de solidariedade social a marcar presença neste espectáculo, que contará também com um momento de fado à luz das velas, no qual actuarão os conceituados fadistas Ana Sofia Varela e António Manuel Pelarigo. Serão lidados toiros de diversas ganadarias, nomeadamente da Casa Prudêncio, de Branco Núncio, António Silva, e Manuel Tavares Veiga, os quais serão lidados pelos cavaleiros Manuel Ribeiro Telles Bastos e Duarte Pinto, ambos a atravessarem um excelente momento de forma técnica e artística, e o matador de toiros moitense Luís Vital “Procuna”, que assinala o regresso do toureio a pé à Monumental “Celestino

Correcção

Graça”, onde já actuaram algumas das mais consagradas figuras do toureio mundial. As pegas estão confiadas aos Grupos de Forcados Amadores de Santarém e de Vila Franca, capitaneados, respectivamente, por Diogo Sepúlveda e por Ricardo Castelo.

Os bilhetes são a preços muito acessíveis, desde 5 euros, pelo que não falte e ajude a Santa Casa de Misericórdia de Santarém, a favor de quem reverte o eventual lucro.

Luto na Festa Faleceu na passada semana o ilustre Dr. José Gui-

lherme Coelho dos Reis, distinto advogado da nossa cidade e antigo autarca, com destacada intervenção política na Assembleia Municipal de Santarém. Mas, o Dr. José Guilherme era também um aficionado de solera, que marcava presença frequente nas nossas praças de toiros, sobretudo quando

actuava o Grupo de Forcados Amadores do Aposento da Chamusca onde os seus filhos Vasco e Pedro são dos mais destacados componentes. À Família enlutada, e particularmente ao Vasco e ao Pedro Coelho dos Reis, apresentamos a sentida expressão das nossas condolências.

Por lapso, no nosso texto dedicado ao 25º aniversário sobre a data da morte do prestigiado matador de toiros José Cubero “Yiyo”, referimos, a propósito da sua apresentação em Santarém, que a sua presença fora suscitada por Celestino Graça, o que, de facto, não corresponde à verdade, posto que a essa data, este saudoso ribatejano já havia falecido. Assim, para reposição da verdade histórica, que muito prezamos, informamos que a actuação do malogrado diestro espanhol na Monumental “Celestino Graça” foi promovida pela Comissão Organizadora das Corridas de Toiros no tauródromo escalabitano, onde, ao tempo, pontificavam os nossos amigos Celso dos Santos e Edgar Nunes, a quem apresento as minhas desculpas pelo involuntário lapso. O seu a seu dono…LM

Ventura sai pela porta grande do Campo Pequeno Em plena competição estiveram na passada quintafeira, dia 2 de Setembro, no Campo Pequeno os cavaleiros António Telles, Diego Ventura, e Francisco Palha, que confirmou a sua alternativa. António Telles, principal expressão do toureio clássico marialva, rubricou duas actuações de elevada craveira técnica e artística, defendendo com a maior dignidade e bri-

lhantismo o pavilhão nacional. Diego Ventura, uma das

figuras mais destacadas do toureio equestre na actualidade, esteve ao seu melhor nível, fiel ao seu estilo tão personalizado. O furacão, como amiúde é referido pela imprensa taurina espanhola, consolidou a sua especial relação com o público alfacinha, que o aclamou em autêntico plano de euforia, tendo sido, no final, sacado em ombros pela porta grande do Campo

Pequeno. Francisco Palha, que veio ao Campo Pequeno confirmar a alternativa – e dificilmente o poderia fazer em melhor cartel – rubricou duas actuações distintas. Andou algo irregular na lide do primeiro toiro, mas, frente ao seu segundo oponente alardeou imensos conhecimentos e boa técnica, numa lide sempre em crescendo de interesse e

de mérito. O Grupo de Forcados Amadores de Vila Franca, capitaneado por Ricardo Castelo, concretizou duas pegas ao primeiro intento e a restante ao segundo, com o Grupo a evidenciar as reconhecidas faculdades técnicas, enquanto o Grupo de Forcados Amadores de Coruche, chefiado por Amorim Ribeiro Lopes, consumou todas as

suas pegas à primeira tentativa, confirmando o excelente momento de forma que vem atravessando, com muitas soluções entre os forcados da cara e com o Grupo a funcionar muito coeso e eficaz nas ajudas. Os toiros de D. Maria Guiomar Cortes de Moura primaram pela apresentação e cumpriram, embora proporcionando jogo desigual.

Aí está a Feira Taurina da Moita! Indubitavelmente, o principal certame taurino da actualidade, a Feira da Moita, que decorre no âmbito das Festas em Honra de Nossa Senhora da Boa Viagem, aí está concitando as atenções de boa parte dos aficionados lusos que não perdem pitada deste importante acontecimento taurino. A empresa concessionária da Praça “Daniel do Nascimento” está, naturalmente, confinada a um tremendo desafio, uma vez que se trata da sua primeira temporada à frente dos destinos deste

prestigiado tauródromo, pelo que lanço mão de exigentes recursos para superar este difícil desafio. Os cartéis aí estão, agora Deus, os toiros e a crise ditarão a sorte desta importante Feira Taurina. Relembramos os cartéis: 13 de Setembro (segundafeira) - às 22.00h - Corrida da Arte; Corrida Mista; Cavaleiros - António Ribeiro Telles e João Telles Jr.; Matadores Curro Díaz e Nuno Manuel “Velásquez”; Grupo de Forcados Amadores do Aposento da Moita; Toiros de D. José

Luís Pereda. 14 de Setembro (terça-fei-

ra) - às 18.30h - “X Corrida de Toiros do Município da

Moita” e Concurso de Ganadarias; Corrida à Portuguesa; Cavaleiros - Rui Salvador, Diego Ventura e Manuel Lúpi; Grupos de Forcados Amadores da Moita e de Alcochete; Toiros de Branco Núncio, Herdºs de Conde Cabral, Rio Frio, Fernandes Castro, Murteira Grave e Manuel Veiga. 15 de Setembro (quartafeira) - às 22.00h - Noite das Bandarilhas; Corrida de Toiros; Matadores - Victor Mendes, Juan Padilla e Luís Vital “Procuna”; Toiros de Falé Filipe.

16 de Setembro (quinta-feira) às 22.00h – “Corrida dos Triunfadores”; Corrida à Portuguesa; Cavaleiros - João Moura, João Salgueiro e Rui Fernandes; Grupo de Forcados Amadores do Aposento da Moita; Toiros de La Dehesilla. 17 de Setembro (sexta-feira) - às 22.00h – “II Grande Corrida Intermaché” – Corrida à Portuguesa; Cavaleiros - Joaquim Bastinhas, Victor Ribeiro, Gilberto Filipe, Tomás Pinto e Marcelo Mendes; Grupos de Forcados Amadores de Vila Franca e de Coruche; Toiros de Campos Peña.


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saúde

Edição n.º 6.221 | 10 de Setembro de 2010

Recolha de sangue Recolha 19 em Abrã de sangue dia O Grupo de Dadores Benévolos de Sangue da Freguesia Abrã, com o apoio do Instituto Português do em Sobral Sangue,depromove dia 19 de Setembro, entre as 9h00 e as O Grupo de Dadores de Sangue de Pernes promove domingo, 12 de Setembro, uma recolha de sangue em Sobral, São Vicente do Paúl. A colheita decorrerá entre as 9 e as 13 horas.

Em 2009 foram apreendidos medicamentos contrafeitos no valor total de 1,2 ME, informou o Ministério das Finanças e da Administração Pública, com base em dados da Direcção Geral das Alfândegas e Impostos Especiais sobre o Consumo. De acordo com a Direcção Geral das Alfândegas, no ano passado foram apreendidos “55 280 comprimidos sem se apresentarem embalados para venda ao público e com indícios fortes de contrafacção”. Nesse total predominam os produtos Cialis e Viagra, destinados a tratar impotência ou disfunção eréctil, mas foram também encontrados outros fármacos, como o antidepressivo Prozac, o analgésico Panadol ou o fármaco anti-alérgico Zirtec. “Os referidos medicamentos, provenientes sobretudo da Índia, foram apreendidos nas encomendas postais, em Lisboa”, segundo a Direcção Geral das Alfândegas. A contrafacção de medicamentos representa já mais de 10 por cento do mercado global de medicamentos.

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Administração:

Mário da Conceição Lopes Luís Manuel Pires Marques Manuel Oliveira Canelas Director:

João P aulo Narciso Paulo (Cart. prof. n.º 2097)

Redacção:

Sofia Meneses

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Colaboradores habituais:

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CORREIO DO RIBATEJO

13h00, na Associação Cultural e Recreativa de Abrã, uma recolha de sangue. O Grupo completa 39 anos de existência, tendo já realizado em Abrã três recolhas anuais, contando, em cada uma delas, com cerca de 200 dadores. “Um dos nossos maiores objectivos é vermos este número a crescer e podermos, recolha após recolha, contribuir para um maior número de colheitas,” disse ao Correio do Ribatejo Ana Justino presidente do Grupo.

Medicamentos contrafeitos apreendidos em 2009

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Salvaterra M. Carvalho

5, 6, 7, 8, 9, 10, 11, 19, 20, 21, 22, 23, 24, 25.

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1, 2, 3, 4, 12, 13, 14, 15, 16, 17, 18, 26, 27, 28, 29, 30.

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1, 5, 9, 13, 17, 21, 25, 29.

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5, 6, 7, 8, 9, 10, 11, 19, 20, 21, 22, 23, 24, 25.

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CORREIO DO RIBATEJO Edição n.º 6.221 | 10 de Setembro de 2010

Ao balcão do Quinzena

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Não percebo a polémica em torno do tarifário de estacionamento em Santarém. Eu já decidi onde vou parar o carro a partir do dia 15!

Olha, eu ainda não. Não estou para pagar 25 euros por ano!

Percebe uma coisa, com a crise em que vivemos aprendi a viver apenas o dia-a-dia!

Sim, mas não percebo o que é que isso tem a ver com o tarifário!?

Não!? Então faz as contas: 365 dias de estacionamento pago a 25 euros. Como vivo apenas o dia-a-dia... et voilà!... Apenas pago 7 cêntimos e ponho o carro ao pé da porta!

Debate público

Ponderar o Ribatejo, dia 18 de Setembro, no Fórum Mário Viegas Estará o Ribatejo destinado a constituir apenas uma marca? Hoje, até, substituída já, nalguns casos, pela marca Tejo? Ou poderá ainda promover-se como área cultural (que é) e económica (que ainda vai sendo) em redor de um lobby político (que deveria ter) com objectivos regionais ou regionalistas? Estará a única região interna do país, a única criada em redor do potencial agrícola (cada vez mais menosprezado neste país) condenada a vegetar como apêndice complementar da Área Metropolitana de Lisboa ou de actuais ou futuros organismos regionais alentejanos ou estremenhos? Estas são algumas das questões a que o Fórum Ribatejo, uma plataforma em rede de agentes culturais do Ribatejo, vai procurar responder, no decorrer do debate que promove, juntamente com o Jornal Correio do Ribatejo, dia 18 de Setembro, às 17h00, no Fórum Mário Viegas do Centro Cultural Regional de Santarém. Convidados do Fórum são Miguel Relvas, Luísa Mesquita e Carlos Guedes de Amorim, num debate moderado pelo antropólogo Aurélio Lopes. O Fórum Ribatejo tem vindo a realizar debates em locais públicos do distrito “de forma localmente polarizada (em diversas zonas do Ribatejo) de forma coloquial e agregando pessoas com opiniões diversas

sobre o assunto,” explica ao Correio do Ribatejo Aurélio Lopes.

“O debate colocará em equação o futuro do Ribatejo ou, se quisermos, os

diversos futuros que se visualizam para esta região do país,” acrescenta. PUB

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Ponto final “A partir de segunda-feira, a empresa vai fechar. Vão receber a carta para o desemprego”. Foi desta forma cruel, de uma insensibilidade a toda a prova, que 18 trabalhadores de uma fábrica de calçado da região de Arouca receberam, por telemóvel, a amarga notícia de que estavam despedidos. Não é brincadeira, aconteceu mesmo por mensagem escrita de telemóvel. Foi, porventura, a mais dolorosa mensagem das suas vidas. Chegámos a isto. E quando chegamos a isto podemos chegar a tudo. O sentimento de fazer “gato-sapato” de 18 funcionários de uma fábrica de calçado é a imagem da desorientação geral, do desespero a instalar-se entre os portugueses que, de um dia para o outro, perdem o emprego, agora até através de uma simples mensagem sms. A Autoridade para as Condições de Trabalho (ACT) já enviou ao Ministério Público os indícios de “clara violação da lei” no despedimento por sms, meio utilizado pelos responsáveis da empresa. É bom que esta “moda” não pegue. É bom que as reentrés partidárias não se limitem à verborreia habitual, nos poupem do discurso vazio das habituais ofensivas políticas esgrimidas em todas as direcções e se concentrem no gravíssimo problema social que o país atravessa: o desemprego. Recentemente, o Eurostat registou um novo máximo na taxa de desemprego em Portugal que já ronda os 11 por cento. Somos quartos, num ranking europeu liderado pela Espanha (20,3 por cento), Eslováquia (15) e Irlanda (com 13,6 por cento). Haverá sempre quem diga que seria bem mais grave se fossemos os primeiros deste ranking, uma ofensa para as famílias que, diariamente, fazem uma ginástica incrível para ter uma vida digna, gerindo magros orçamentos. Espelho do momento que atravessamos, não há dia em que não receba no Correio do Ribatejo currículos de jovens recém-licenciados em busca de emprego, outros, com muitos anos de experiência (e de licenciatura) em jornais diários e semanários de Lisboa. Em Portugal, a taxa de desemprego nos jovens cifra-se em 20,6 por cento. Um número dramático que não adivinha um futuro risonho, que adia vidas e sonhos de quem sonha com boas notícias, nem que estas cheguem por um simples sms. João Paulo Narciso PUB

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