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16 de Dezembro de 2011

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Director: João Paulo Narciso

• 120.º ano • N.º 6.287 • Sai à 6.ª-feira • Preço: j 0,60


Festa de Natal Solidária • Programa Coro Infantil do Conservatório de Música de Santarém O Coro Infantil do Conservatório de Música de Santarém (dos 6 aos 9 anos) é uma classe de conjunto em que se pretende fomentar nas crianças não só o gosto pela música nos seus vários géneros musicais, como também a disciplina necessária para trabalhar a/ na música em grupo, nomeadamente música vocal e instrumental Orff. Neste 1º período do ano letivo de 2011/2012 trabalharam-se não só canções portuguesas sobre o Outono como obviamente canções de Natal, umas tradicionais portuguesas, outras numa vertente mais moderna. Fizeram a sua estreia pe-

Apresentação de Alexandrina Batista (‘Nataly’) Cena Aberta – Companhia Teatral de Santarém

João Correia

rante o grande público, no dia 15 do corrente mês de Dezembro na Audição de Natal, na grande tenda montada no Jardim da Li-

berdade, em Santarém. Os professores responsáveis por este Coro são Lídia Correia e Dominique Ventura.

João Correia frequenta a Escola Superior de Gestão (3º ano do Curso de Administração Pública) e o 7º Grau do Curso de Viola Dedilhada no Conservatório de Música de Santarém. Como aluno desse Conservatório já foi premiado em concursos e seleccionado, a

nível nacional, pelo Ministério da Educação, para participar num grande concerto no Centro Cultural de Belém – Festa da Música. Em Setembro passado, foi premiado pelo Rotary Club de Santarém, por ter sido o melhor aluno no ano lectivo 2010/2011.

Milly Barreiros Milly Barreiros é uma professora reformada que ama o teatro e a música. Fez rádio durante 13 anos, cinco dos quais em Moçambique. Uma contadora de histórias que se dedica também à divulgação de poetas. À Festa de Natal do Correio do Ribatejo leva os poemas “Dia de Natal” (António Gedeão) e “História Antiga” (Miguel Torga).

Teatrinho de Santarém O Teatrinho de Santarém é uma associação cultural que este mês comemora o seu 30º Aniversário, e cuja actividade teatral tem sido constante, destinando-se preferencialmente aos públicos infanto-juvenis.

Centro Dramático Bernardo Santareno

Eduarda Soeiro

O Centro Dramático Bernardo Santareno foi fundado a 27 de Março de 1990. Desde essa data tem mantido uma actividade constante, primeiro como estrutura a trabalhar a tempo inteiro e nos últimos dois anos enquanto grupo amador. A sua intervenção na festa conta a história da generosidade de uma árvores que tanto nos dá e nada recebe...

Eduarda Soeiro começou a cantar aos 12 anos. Tirou o curso de música em Lisboa e começou a ter aulas de canto Lírico com o cantor Carlos Mendes. Hoje, canta em cerimónias de casamentos e é professora de canto numa escola da região. Interpretará as canções ‘Longe do Mundo’ e ‘Noite Feliz’.

Associação Movimento Aberto

A AMA – Associação Movimento Aberto é uma associação sem fins lucrativos com sede em Santarém, na Avenida das Portas do Sol, que tem como objectivo a promoção e prática das artes tradicionais do movimento, nas vertentes cultural e desportiva. Inicialmente com a designação de ARADA

e, num segundo momento, de ARYOGA, a AMA nasceu com o propósito de fazer cruzar no mesmo espaço diferentes artes de movimento, salientando-se, entre elas, o Yoga (de cuja Federação Portuguesa é membro fundador), o Aikido e o Iaido (artes marciais de origem japonesa implementadas em Portu-

gal por intermédio do Mestre Georges Stobbaerts do Dojo Tenchi, na Várzea de Sintra, com o qual a AMA tece estreias relações desde a sua origem), o Tenchi-Tessen (arte marcial que recorre ao leque e que foi codificada precisamente pelo Mestre Stobbaerts) e o Tai-Chi / Chi Kung.

Sevilhanas

A Associação Internacional Luso Brasileira de Integração Arte e Cultura Ísis e Júpiter foi fundada a 7 de Agosto de 2007 por Gediao Vargas e Ivanete Nayer. A Associação, em parceria com seus alunos e sua professora de Sevilhanas e de Flamenco, a profissional de dança espanhola Maria Cruz, e ainda o Grupo Triana vão marcar presença nesta Festa de Natal Solidária do Jornal Correio do Ribatejo, dia 17, no CNEMA, em Santarém.


CORREIO DO RIBATEJO

Tudo em Pneus ao melhor preço

Fundado em 1891 por João Arruda. Director de Mérito: Dr. Virgílio Arruda

16 de Dezembro de 2011 • 120.º ano • N.º 6.287 • Sai à 6.ª-feira • Preço: j 0,60 • Semanário Regional • Telef. 243333116 • Fax 243333258 www.correiodoribatejo.com

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Director: João Paulo Narciso • Redacção: Rua Serpa Pinto, 98 a 104 • Apartado 323 • 2001-904 Santarém• E-mail: geral@correiodoribatejo.com Gerentes e proprietários: Mário da Conceição Lopes, Manuel Oliveira Canelas e Luís Manuel Pires Marques

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Telefones: 243323304 SANTARÉM 243356000 PORTELA DAS PADEIRAS

Vereadores do PS criticam “empolamento das receitas”

Câmara de Santarém aprova orçamento de 82 milhões de euros Custo da água de Santarém sobe 6,63% em 2012

p. 4

Alpiarça pede ajuda do Estado para Casa dos Patudos p. 30

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O orçamento da Câmara Municipal de Santarém para o ano 2012, estimado em 81,7 milhões de euros, sofre uma redução de cinco por cento, em relação ao de 2011 (86 milhões de euros). Na reunião do Executivo de 13 de Dezembro, o documento foi aprovado pela maioria social-democrata, mas não convenceu a oposição socialista que votou contra o que considera ser um “orçamento de ficção”. O presidente da Câmara esteve ausente da discussão, por se encontrar numa reunião em Lisboa, pelo que coube a Catarina Maia, vereadora com o pelouro das Finanças, defender o que designou por “orçamento de resistência, mas não de desânimo nem de resignação”. p. 7

Pedro Canavarro doa espólio pessoal ao Arquivo Distrital Documentos pessoais e familiares, a maioria do século XX, pertencentes a Pedro Canavarro, foram doados pelo próprio, ao Arquivo Distrital de Santarém, proporcionando aos investigadores uma fonte de estudo multidisciplinar. São milhares de documentos, por enquanto repartidos por 30 caixotes, que o Arquivo irá identificar, organizar e conservar, com recurso a técnicos especializados. Só depois, serão permitidas consultas. A assinatura da doação, dia 12, foi considerada por Pedro Canavarro “uma das cerimónias com mais significado” da sua vida. p. 11

Primeiro hospital privado do distrito já abriu portas

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CORREIO DO RIBATEJO Edição n.º 6.287 | 16 de Dezembro de 2011

Custo da água de Santarém sobe 6,63 % em 2012 O tarifário de água e saneamento básico da empresa municipal Águas de Santarém vai aumentar 6,63 por cento, em 2012. Na reunião do Executivo municipal de 13 de Dezembro, foi aprovada a revisão do tarifário, com os votos a favor da maioria do PSD. Os dois vereadores eleitos pelo PS votaram contra, tendo António Carmo contestado o que considera ser um “aumento muito elevado” e superior à taxa de inflação. Até porque, lembrou, em 2011, também houve uma subida expressiva dos preços a pagar pelos munícipes (7,69 por cento), igualmente acima da inflação. O vereador socialista reconhece a necessidade de arranjar receitas, mas critica o “peso excessivo que vai incidir sobre as economias familiares”, já de si debilitadas pelas medidas de austeridade impostas pelo Governo. Marina Ladeiras, directora da empresa municipal, disse compreender a posição do vereador e reconheceu que o “aumento é penalizador”. Porém, salientou a necessidade de rever as tarifas, para “cobrir o que

é estritamente necessário no plano de investimentos”, o qual, frisou, “é muito importante para a população”.

grama Operacional Temático de Valorização do Território, que se traduzirá numa comparticipação de mais de 25 milhões de euros.

Orçamento 2012 aprovado Nesta reunião do Executivo foi aprovado o orçamento para o ano de 2012 da empresa Águas de Santarém, que prevê investimentos na ordem dos 19,6 milhões de euros, rendimentos no valor de 9,7 milhões e gastos de 9,5 milhões de euros. O PS absteve-se na votação, por entender que o plano de investimentos é importante para o concelho, embora os valores inscritos lhe pareçam sobrevalorizados e não concorde com o aumento do tarifário que considera excessivo. Marina Ladeiras disse que é intenção da empresa optimizar as receitas de forma a cumprir o plano de investimentos, com o qual pretende atingir cerca de 90 por cento de cobertura para serviços de saneamento das águas residuais, até 2013. Objectivo só tornado possível com a aprovação de todas as candidaturas ao Pro-

Redução de perdas e de pessoal

Marina Ladeiras disse que a empresa municipal continuará a apostar na redução das perdas do sistema de abastecimento de água

A empresa, segundo realçou Marina Ladeiras, continuará a apostar na redução de perdas do sistema de abastecimento de água, o que além de contribuir para diminuir custos, terá impactos ambientais positivos. Esse esforço tem vindo a dar resultados, como se lê no documento: em 2008, as perdas eram superiores a 43 por cento e, actualmente, são perto de 30 por cento. Pretende-se uma redução até 25 por cento, em 2015. A preocupação com a diminuição de custos tem-se reflectido, também, nos recursos humanos. Em 2008, a empresa iniciou a sua actividade com 136 colaboradores e hoje tem 94, o que representa uma redução de cerca de 30 por cento em quatro anos. A Águas de Santarém quer estabilizar o quadro do pessoal em 97 colaboradores, em 2012. Sofia Meneses

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Vereadora - o novo fado de Teresa Azoia Maria Tereza Azoia, em oitavo lugar na lista do PSD nas eleições autárquicas de 2009, tomou posse como vereadora, na sequência do falecimento do vereador Vítor Gaspar. Fadista amadora, com assinalável carreira artística, Tereza Azoia terá a seu cargo os pelouros da Saúde e da Defesa do Consumidor, sem tempo atribuído. A vereadora foi mãe pela primeira vez há pouco tempo e encontra-se ainda em licença de parto, o que não a impedirá de se ir inteirando e de acompanhar os assuntos relativos aos seus dois pelouros, segundo afirmou ao Correio do Ribatejo. “Estou preparada para aprender e para trabalhar. Espero estar à altura deste desafio”, disse Tereza Azoia, confessando-se “curiosa” por ver como funcionam os respectivos serviços. “A partir de agora, estou ao serviço de Santarém”, declarou. Mais tarde, a sua actividade autárquica poderá ganhar “outra velocidade”, mas para já “irá cumprir as suas funções devagar”, dis-

Redistribuição dos pelouros

Teresa Azoia fica responsável pelos pelouros da Saúde e Defesa do Consumidor

se o presidente da Câmara. O acto da tomada de posse, dia 9 de Dezembro, no Salão Nobre da Câmara Municipal, foi marcado pelo luto e pela lembrança do vereador Vítor Gaspar, falecido dia 29 de Novem-

bro. “Não é pelas melhores razões [que toma posse], mas é bem-vinda”, disse Francisco Moita Flores, avisando a nova vereadora de que “vai encontrar uma Câmara ainda enlutada”, mas vai

encontrar, também, funcionários e vereadores “muito dedicados à causa pública”. O presidente da Câmara desejou “ as maiores felicidades”, “alegria e confiança” a Tereza Azoia, na certeza de que a vereadora “irá

A morte inesperada de Vítor Gaspar obrigou a uma redistribuição dos pelouros que pertenciam a este vereador. Moita Flores fica com pelouro da Cultura. Ao vereador Ricardo Gonçalves foram atribuídos os pelouros do Apoio às Freguesias, Trânsito, Espaços Verdes e Espaço Público, Gestão Cemiterial, Acção Social e Habitação. A vereadora Catarina Maia fica responsável pelos pelouros das Finanças, Recursos Humanos, Central de Compras, Assuntos Jurídicos, Taxas, Licenças, Mercados e Feiras, Formação Profissional, Núcleo de Fiscalização Municipal e Património Municipal. O vereador João Francisco Ferreira Teixeira Leite fica responsável pelos pelouros das Obras Municipais, Urbanismo e Obras Particulares, Juventude, Planeamento Estratégico e Ordenamento do Território, PDM e Desporto. A vereadora Luísa Féria além dos pelouros da Criança e Educação e Protecção Ambiental, fica também com a tutela do Património Cultural. O vereador António Valente assume a presidência da STR-URBHIS – Sociedade de Gestão Urbana de Santarém e da CUL.TUR - Empresa Municipal de Cultura e Turismo de Santarém, e os pelouros do Turismo, Desenvolvimento Económico e Protecção Civil.

passar por algum tormento e momentos menos bons”, em virtude de estar a exercer um cargo político, pelo

que “é preciso saber resistir”, porque, concluiu, “o futuro pertence aos bravos”. SM

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A Santa Casa da Misericórdia de Santarém associa-se à Festa de Natal Solidária, desejando a todos os leitores do Correio do Ribatejo um Santo Natal e um Feliz Ano de 2012 cheio de sucessos


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Vereadores do PS criticam “empolamento das receitas”

Executivo Municipal de Santarém aprova orçamento de 82 milhões de euros O orçamento da Câmara Municipal de Santarém para o ano 2012, estimado em 81,7 milhões de euros, sofre uma redução de cinco por cento, em relação ao de 2011 (86 milhões de euros). Na reunião do executivo de 13 de Dezembro, o documento foi aprovado pela maioria social-democrata, mas não convenceu a oposição socialista que votou contra o que considera ser um “orçamento de ficção”. O presidente da Câmara esteve ausente da discussão, por se encontrar numa reunião em Lisboa, pelo que coube a Catarina Maia, vereadora com o pelouro das Finanças, defender o que designou por “orçamento de resistência, mas não de desânimo nem de resignação”. A vereadora disse que, face à actual conjuntura, haverá uma redução nas receitas de 157 mil euros por mês. A quebra chegará, na totalidade, aos 13 por cento e, nas receitas provenientes de taxas e licenciamentos será na ordem dos 32 por cento. Cortes nas despesas de pessoal, em 8,7 por cento, e nas horas extraordinárias, em 33 por cento, são algumas das medidas adoptadas em tempo de contenção de

Moita Flores faltou à discussão do orçamento

gastos. Acentuados serão os cortes nas comparticipações, no valor de 30 por cento, extensivos aos protocolos com as associações de bombeiros (ver texto nesta página). “São uma das forças mais importantes do concelho, mas temos que arranjar forma de cumprir o protocolado”, disse Catarina Maia. Apenas a Educação e a Acção Social, que sobe cer-

ca de 12 por cento, escapam ao “apertar de cinto”. Ir-se-ão manter os investimentos resultantes de candidaturas ao Quadro de Referência Estratégico Nacional (QREN), entre os quais os novos centros escolares, prevendo-se comparticipações que vão dos 85 aos 95 por cento a fundo perdido. Catarina Maia defendeu que esses apoios a obras de modernização do concelho não podem ser desperdiça-

dos, até porque o financiamento comunitário terminará em 2013. António Carmo concordou com Catarina Maia quando esta disse que este orçamento “não é de desânimo”, pois, na opinião do vereador socialista, “é, até, de muito ânimo”, ou seja, demasiado “animado” para uma autarquia a braços com pesadas dívidas. “É um orçamento de engano, empolado, fictício, virtual”, salientou António

Autarquia reduz em 30% comparticipações aos bombeiros O valor das comparticipações atribuídas pela Câmara Municipal de Santarém às três corporações de bombeiros voluntários do concelho será reduzido em 30 por cento, de acordo com a actualização dos protocolos, aprovada por unanimidade na última reunião do Executivo municipal, na passada terça-feira. Com esta revisão, a autarquia pretende “diminuir e equilibrar a despesa pública, devido aos constrangimentos de ordem financeira”, como refere o documento. Assim, a Associação Humanitária dos Bombeiros Voluntários (AHBV) de Santarém receberá da Câmara, 4.655 euros mensais (55.860 euros anuais). A AHBV de Pernes terá uma verba de 7.070 euros por

mês (84.840 por ano) e para a AHBV de Alcanede serão transferidos mensalmente 4.564 euros (54.769 anualmente). A diferença de valores

atribuídos às associações tem a ver com vários critérios, entre os quais, as distâncias percorridas da sede às áreas de intervenção, segundo disse o vereador An-

tónio Valente, responsável pelo pelouro da Protecção Civil, em resposta a uma pergunta colocada por Ludgero Mendes (vereador eleito pelo PS), que estranhou a disparidade das verbas protocoladas. Ludgero Mendes considerou que as futuras comparticipações permitirão às corporações sobreviver, mas “não sei se sobreviverão aos atrasos nos pagamentos”, adiantou, lembrando as dívidas da Câmara. O vereador chamou a atenção para os constrangimentos existentes nas associações de bombeiros, que se reflectem na incapacidade de pagar a funcionários e a fornecedores. Os novos protocolos entram em vigor a partir de 1 de Janeiro. SM

Carmo. Na sua análise, repetem-se os mesmos erros cometidos em 2011, pelo que as suas críticas também se repetem. “Vira o disco e toca o mesmo”, afirmou. O vereador contestou o texto introdutório do Orçamento e Grandes Opções do Plano, escrito pelo presidente da Câmara, que classificou de “melodramático” e “agressivo”, usando “palavras despropositadas, como ‘berraria’ para se re-

ferir às críticas da oposição”, exemplificou. António Carmo considerou que tem havido um “gestão desastrosa”, que tem conduzido ao aumento da dívida, e disse que, em 2011, a execução do orçamento foi inferior a 50 por cento, o que, em seu entender, comprova o seu “empolamento”. O orçamento para 2012 insiste, na óptica dos vereadores socialistas, na apresentação de “receitas fictícias”, entre as quais 15, 5 milhões de euros da Casa dos Sabores, a qual, ironizou, “já deve saber a azedo”, pois todos os anos consta no documento, sem, contudo, passar do papel. O mesmo acontece com as verbas relativas ao antigo Presídio Militar e ao Plano de Acção Ota/Alcochete, segundo António Carmo. No que respeita às despesas, o vereador referiu, entre outros pontos, a verba de 4,7 milhões de euros destinada a “outros serviços”, valor que considerou demasiado alto e que, portanto, deveria ser devidamente especificado. No próximo dia 21, o documento será submetido à apreciação da Assembleia Municipal. Sofia Meneses

Minuto de silêncio pela morte de Vítor Gaspar A reunião do Executivo municipal de 13 de Dezembro teve início com um minuto de silêncio, pela morte do vereador Vítor Gaspar. Seguiram-se várias intervenções dos eleitos do PSD e do PS, para lembrar a “postura digna” e “grande dedicação a Santarém” demonstrada pelo vereador falecido subitamente, dia 29 de Novembro, aos 45 anos de idade. Ex-presidente da Junta de Freguesia da Ribeira de Santarém, Vítor Gaspar foi professor na Escola Secundária do Cartaxo e, no presente mandato, era responsável pelos pelouros da acção social, cultura, habitação, património cultural e turismo. Presidia ao conselho de administração presidente do conselho de administração da Empresa Municipal CUL.TUR. A reunião do Executivo da passada terça-feira foi a primeira em que participou Tereza Azoia (PSD), pelo que toda a vereação (o presidente da Câmara não esteve presente) lhe desejou as melhores felicidades no exercício das suas funções. A nova vereadora terá a seu cargo as pastas da Saúde e Defesa do Consumidor (ver texto na pág. 6).


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Serviço Nacional de Reencontro de Pessoas. Está alguém à sua procura?

“Espera por mim” O Jornal Correio do Ribatejo iniciou uma parceria que procura interagir com a vasta Comunidade do Leste da Europa residente na região. O programa de TV internacional “Espera por mim” (anteriormente conhecido como “À tua espera” e “Sentindo a tua falta”), idêntico ao português “Ponto de Encontro”, visa a busca e o reencon-

tro de pessoas em todo o mundo. Essas pessoas foram separadas por diversas circunstâncias como guerras, terramotos, cheias, revoluções e dramas de amor ou conflitos. Durante dois anos, “Espera por mim” foi mostrado em horário nobre e manteve-se no ‘Top 5’ dos programas de TV mais vistos na televisão russa. Há também versões espe-

ciais adicionais para a Ucrânia, Bielorrússia e Moldávia. A cada três minutos, o programa “Espera por mim” recebe um novo pedido de ajuda e a cada sete, informações sobre as pessoas a procurar em todo o Mundo. A cada 15 minutos, o programa ajuda a encontrar pessoas. No Estúdio de Moscovo assegura transmissões

regulares com ligações aos estúdios de Kiev, Minsk, Chiþinãu, Londres, São Paulo, Paris, Istambul, Melbourne, Buenos Aires, Tirana, Almaty, Madrid, Montevidéu e Pequim. Depois da passagem pelo primeiro canal nacional da China, o programa “Espera por mim” orgulha-se de ser visto por uma em cada cinco pessoas do planeta. Kontaktniy nomer v Portugalii Contacto em Portugal 914936282 Angelina


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Ponte gera discórdia em Santa Justa A União de Sindicatos de Santarém (USS) vai pedir o apuramento de “responsabilidades políticas” pelos incidentes ocorridos domingo no Couço, onde três pessoas foram identificadas pela GNR no decurso de uma manifestação pacífica de populares que pretendia chamar a atenção para a necessidade urgente de obras na Ponte de Santa Justa. Rui Aldeano, coordenador da USS, foi uma das três pessoas identificadas pelas autoridades por, alegadamente, “estar referenciado pela participação em manifestações”, segundo transmitiu o próprio numa conferência de imprensa realizada esta terça-feira. “É inaceitável que se rotulem cidadãos que exercem os seus direitos cívicos”, declarou o dirigente sindical, considerando que esta actuação “tolhe os direitos consagrados na Constituição da República”. “Não estamos no tempo da Velha Senhora”, disse Rui Aldeano: “não somos bandidos. Trabalhamos, contribuímos civicamente e

Rui Aldeano (à esquerda na foto) foi uma das três pessoas identificadas

pagamos impostos. Não vamos aceitar ser tratados assim”, declarou. Embora não questionando “as forças da autoridade”, o sindicalista quer que as “responsabilidades de quem mandou” sejam apuradas.

A população de Santa Justa, Coruche, cortou simbolicamente no domingo a ponte que foi interditada ao trânsito pesado em Novembro. Rui Afeiteira, da Comissão de Utentes de Serviços Públicos da freguesia do

Couço esclareceu que a intenção foi chamar a atenção para a necessidade urgente de intervir no tabuleiro da ponte. Para o responsável, também identificado pela GNR no local, a responsabilidade das obras “tem de pas-

sar pela autarquia”. Segundo disse, a população ficou “muito indignada” perante a informação de que existirão indicações da protecção civil de que a ponte apenas deveria ter uso pedonal devido à instabilidade no tabuleiro, situação que os moradores não aceitam, exigindo que se façam obras. Luís Ferreira, presidente da Junta do Couço, lembrou que “já existiram casos graves no país”, referindo-se à Ponte de Entre-os-Rios. “Desde Março que andamos a alertar para os problemas e ainda nada foi feito”, disse, responsabilizando a Câmara de “não fazer nada”. Segundo disse, a população quer apenas que “os decisores se entendam, porque é necessário arranjar a ponte com urgência”. A ponte, com pouco mais de uma centena de metros e trânsito num só sentido, alternado, foi encerrada ao trânsito de pesados em meados de Novembro, porque as juntas do tabuleiro Sul oscilavam à passagem dessas viaturas.

Contudo, segundo afirmou o autarca, o movimento de camiões continua. A travessia, situada numa estrada municipal, acaba por ter muito trânsito, já que liga todo o Norte Alentejano (Montargil, Ponte de Sôr e Portalegre) ao Ribatejo, disse. Além das preocupações com a segurança de quem diariamente utiliza aquela travessia, a população de Santa Justa não tem alternativas e, caso existam problemas com a ponte, “corre o risco de ficar isolada”, frisou Luís Ferreira. O presidente da câmara municipal de Coruche diz, por seu turno, que a autarquia já se disponibilizou para colaborar na recuperação da ponte, mas, frisou, a iniciativa cabe a quem tem a tutela desta infra-estrutura, a Direcção Geral da Agricultura e a Associação de Regantes do Vale do Sorraia. Segundo Dionísio Mendes, a autarquia determinou a interdição do trânsito de pesados e pediu à Estradas de Portugal uma análise técnica ao estado da ponte. Filipe Mendes

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Estacionamento no Cartaxo

Campanha para referendo local decorreu com todos os partidos a apelarem ao “não” A campanha para o referendo local que se realiza domingo (dia 18) no Cartaxo decorreu com todos os partidos a apelarem ao “não” na resposta à pergunta sobre a concessão a um privado, por 30 anos, do estacionamento na cidade. O próprio PS, base de apoio do executivo camarário, que decidiu concessionar a um privado a exploração do parque de estacionamento coberto e de mais 620 lugares de estacionamento dispersos nas ruas circundantes ao centro urbano, por um prazo de 30 anos, esteve nas ruas a fa-

zer campanha pelo “não”, ao lado da oposição. Numa tomada de posição da comissão política concelhia, o PS/Cartaxo afirma defender a exploração do estacionamento público pelo município, “com tarifários que permitam uma eficaz e racional gestão dos lugares de estacionamento público, respeitando condições preferenciais para pessoas com deficiência/mobilidade reduzida, comércio e serviços locais, assim como para os residentes”. Para a concelhia socialista, “independentemente do resultado do referendo ser

Notas Soltas Almeirim

Concerto de Natal. O Orfeão de Almeirim promove amanhã, dia 17, pelas 21h00, um concerto de Natal na igreja paroquial que contará com a participação do Grupo Coral do Município de Benavente e do próprio Orfeão de Almeirim. Álvaro Joaquim Gonçalves. No ano de 1911, nasceu na então Villa de Almeirim, Álvaro Joaquim Gonçalves. Como muitos outros, graças à sua inteligência, formou-se em medicina e ao logo da vida socorreu e amparou a população de todo o concelho e região ribatejana. Defensor do direito à saúde de todos os cidadãos, exerceu a medicina em função da necessidade, e não do estatuto social. Após o 25 de Abril foi eleito como 1.º presidente da Assembleia Municipal de Almeirim, cargo que exerceu com justiça e isenção. É pena que a Assembleia Municipal não o lembre com um simples voto de saudação pela passagem do seu 1.º aniversário natalício. Rogério Ribeiro. Na passada semana, realizou-se para o cemitério da cidade, com a participação de centenas de amigos, familiares e entidades forenses e autárquicas, o funeral

ou não vinculativo (para ser vinculativo terão que votar mais de 50 por cento dos eleitores do concelho), o município deverá respeitar a vontade popular expressa nas urnas”. Pedro Mendonça, deputado municipal eleito pelo Bloco de Esquerda, partido que propôs que a concessão do estacionamento fosse referendada pela população, entende que este é um “fenómeno estranho” e “cheira a estratégia política”. Por isso, disse, o seu partido apostou numa campanha centrada no esclareci-

mento à população, o que foi feito nos tempos de antena na Rádio Cartaxo, num infomail que chegou a todas as caixas de correio do concelho e em folhetos de rua, “a preto e branco”, porque seria “ofensivo” gastar muito dinheiro. Também a CDU considera “uma coisa caricata” uma campanha “em que todos dizem que não e está por descobrir quem diz que sim”, o que torna difícil convencer as pessoas a que devem ir votar. Além dos contactos de rua e de um “almoço de campanha”, a CDU “mul-

do conceituado advogado almeirinense Rogério Ribeiro, de 54 anos de idade, vítima de doença do foro oncológico, que o atingiu há cerca de seis meses. Também faleceu no Hospital de Santarém, onde foi internado de urgência vítima de AVC, o Almeirinense João Ferreira Correia, de 85 anos de idade, Contabilista e ex-emigrante em Moçambique. Cumprindo o desejo do extinto, o cortejo fúnebre seguiu para Lisboa, onde foi feita a sua cremação. Hermenegildo Marmelo

Cartaxo Filarmónica Cartaxense. Terminam este domingo dia 18, com uma missa pelas 11h30 por alma dos sócios e elementos das actividades falecidos, seguida pelas 16h00 de um concerto de Natal na igreja paroquial com o grupo coral “Alla Brévis”, o programa das comemorações do 161º aniversário da Sociedade Filarmónica Cartaxense. Depois de um reajustamento devido aos cortes nas despesas em que saíram elementos, foi contratado um novo maestro para a Banda de Música, Simões Ribeiro e o Grupo de Cavaquinhos da colectividade vai passar a ser dirigido por Abílio Figueiredo.

tou” todos os que foram estacionando nos futuros lugares pagos, deixando nas viaturas uma “multa” de “alerta” sobre o que pode vir a acontecer se o referendo não for vinculativo, disse à Lusa o vereador da coligação na autarquia, Mário Júlio Reis. O presidente da concelhia social-democrata, o também vereador Pedro Reis, disse à Lusa que o seu partido também não despendeu muitos meios nesta campanha, apostando num desdobrável que fez chegar às casas das pessoas, num outdoor e em “andar na rua” a

contactar os munícipes. Pedro Reis frisou que o PSD não é contra as concessões, mas neste caso opõe-se à entrega da gestão do estacionamento a um privado por um período que abrange sete mandatos autárquicos e que inclui todos os lugares de estacionamento disponíveis. Os vários partidos sublinham o facto de um referendo local deste tipo ser “uma coisa muito rara”, realçando Pedro Mendonça que os cidadãos estejam, pela primeira vez, a ser chamados a participarem directamente na gestão do município.

Feriado Municipal. Realizou-se no passado dia 10 no salão nobre da Câmara Municipal uma sessão solene comemorativa do 196º aniversário da elevação do Cartaxo a vila e da criação do concelho em que foram homenageadas instituições e personalidades que tiveram papel preponderante no desenvolvimento do Cartaxo, nos seus vários aspectos. Com diploma de Mérito Municipal foram agraciados a Sociedade Cultural e Recreativa de Vale da Pinta e o jornal “A Voz de Pontével” e no capítulo das personalidades, Luis Eugénio Filipe, a título póstumo, que fez parte da Assembleia Constituinte; Tomás Estêvão, até há pouco tempo Provedor da Santa Casa da Misericórdia do Cartaxo (1996-2011) e que por motivo de doença foi o seu filho a representá-lo na cerimónia onde leu uma mensagem de agradecimento do homenageado; e António Franco, o criador da discoteca e espaço de lazer “Horta da Fonte”. Curvas do Gaio. As curvas do Gaio foram mais uma vez testemunhas de um acidente rodoviário. Em dia de chuva, na curva junto à Quinta do Gaio de Baixo, uma viatura despistou-se no passado sábado e foi cair dentro de uma propriedade agrícola. Acorreram bombeiros e GNR que prestaram socorros e orientaram o trânsito. Luís Montejunto PUB

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Vinte alunos do Curso Profissional de Técnico de Marketing da Escola Secundária Sá da Bandeira, da cidade de Santarém, visitaram terça-feira a redacção do Correio do Ribatejo para conhecerem um pouco melhor a história do nosso jornal. Os alunos, acompanhados pelos professores Filipa Teixeira da Silva e Henrique Silva, visitaram o Correio do Ribatejo, no âmbito da disciplina de marketing e comunicação que lhes é ministrada, numa altura em que os Media são tema forte nas suas aulas. O Correio do Ribatejo agradece a simpática visita com esta foto de família… bem disposta.


cultura

Edição n.º 6.287 | 16 de Dezembro de 2011

CORREIO DO RIBATEJO

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Pedro Canavarro doa espólio pessoal ao Arquivo Distrital de Santarém Documentos pessoais e familiares, a maioria do século XX, pertencentes a Pedro Canavarro, foram doados pelo próprio, ao Arquivo Distrital de Santarém (ADS), proporcionando aos investigadores uma fonte de estudo multidisciplinar, com destaque para as áreas da Cultura e da Política. São milhares de documentos, por enquanto repartidos por 30 caixotes, que o Arquivo irá identificar detalhadamente, organizar e conservar, com recurso a técnicos especializados. Só depois, serão permitidas consultas. A assinatura da doação, dia 12 de Dezembro, foi considerada por Pedro Canavarro “uma das cerimónias com mais significado” da sua vida. A decisão de entregar o espólio pessoal ao ADS surgiu na mesma lógica de partilha que conduziu à abertura ao público, em Maio deste ano, da casa de família, comprada em 1841 por Passos Manuel, transformando-a em Casa Museu, sem deixar de a habitar. Uma ideia feliz que conta já cerca de 800 visitantes.

“Espírito de despojamento” Para Leonor Lopes, directora do ADS, a doação reflecte e confirma o “espírito de despojamento” de Pedro Canavarro, cuja vida repleta de experiências e responsabilidades nas mais diversas áreas está amplamente documentada nos materiais doados. A directora disse ao Correio do Ribatejo que o espólio em causa constitui uma novidade para o Arquivo, uma vez que se trata de uma colecção pessoal de um ilustre cidadão, ainda vivo e em pleno uso das suas faculdades de memória. Como tal, Leonor Lopes conta com a colaboração do próprio doador para, doravante, desenvolver o trabalho de descrição documental. Os documentos dizem respeito às “variadíssimas actividades em que o Dr. Pedro Canavarro esteve envolvido desde a sua infância/juventude até à idade adulta”, disse Leonor Lopes. São “peças de um puzzle”, talvez “não suficientemente exaustivas para o conhecermos, mas creio também que isso é impossível”, considerou. A directora adiantou que os suportes são muito diversos, mas “impera o papel”. O documento mais antigo,

em pergaminho, é uma carta de fidalgo da Casa Real a Francisco José de Sousa Machado Canavarro (1753). Os documentos mais recentes datam de 2010. Há muitas fotografias, algumas acompanhadas dos respectivos negativos e 23 minicassetes de um minuto cada, “em que Pedro Canavarro narra a sua vida e que está a trabalhar neste momento para editar as suas memórias em livro”, revelou Leonor Lopes.

fazem, também, parte do espólio. O conjunto de documentos foi alvo de um levantamento prévio que demorou dois anos a ficar concluído e que permitiu elaborar um índice, constituído por 24 capítulos. Tratou-se de um trabalho exaustivo que obrigou Pedro Canavarro a rever fotografias, cartas e documentos do passado. “Foi como viver duas vezes”, afirmou, confessando que esse trabalho foi por vezes doloroso, pelas recordações que trouxe.

Investigação multidisciplinar Muitas poderão ser as matérias de investigação a partir dos documentos doados, as quais contam a vida de Pedro Canavarro e também aspectos relevantes da história recente de Santarém e de Portugal: as relações entre Portugal e o Japão, as lutas académicas, o 25 de Abril, o património, a XVII Exposição do Conselho da Europa, a criação do PRD (Partido Renovador Democrático), o Parlamento Europeu, as eleições europeias em que Pedro Canavarro concorreu por Itália, na sequência do Tratado de Maastricht, entre outros temas. Correspondência de amigos mais próximos e documentação relacionada com a família materna e paterna

“Em paz com o passado”

Leonor Lopes e Pedro Canavarro, na cerimónia de assinatura da doação

A documentação, distribuída por 30 caixotes, será alvo de um tratamento minucioso e só depois ficará acessível ao público

Os documentos doados irão juntar-se ao fundo que o ADS já possui desde 1997, referente ao espólio de Passos Manuel e da família Canavarro no século XIX. “É importante esta doação para o Arquivo Distrital de Santarém porque complementa o fundo adquirido pelo Instituto dos Arquivos Nacionais/Torre do Tombo, em 1997, sendo então director o professor Mattoso, mas também porque nos permite diversificar a documentação do nosso acervo e assim cumprirmos melhor a nossa função, direccionando-a de uma forma mais clara para a área da Cultura”, disse Leonor Lopes. Segundo a directora, a maioria dos fundos do ADS é proveniente de registos paroquiais, notariais e judiciais, pelo que este, de carácter mais humanista, constitui uma bem-vinda excepção à regra. Pedro Canavarro salientou, por sua vez, a importância de depositar o espólio no ADS, onde, devidamente preservado, ficará ao dispor de investigadores que o poderão analisar sob as mais diversas perspectivas – política, cultural, económica, social, etc.. Para Pedro Canavarro, a sua decisão tem ainda uma justificação de cariz existencial: viver “em paz com o passado”, “despojar-me de mim mesmo na partilha com os outros, permitindo a livre interpretação da vida” e “começar um novo ciclo, mais simples, mais livre”. A cerimónia de assinatura da doação foi precedida pela inauguração de uma pequena mostra do espólio doado, que pode ser visitada até dia 29, na Casa Museu Passos Canavarro. Sofia Meneses


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cultura

CORREIO DO RIBATEJO Edição n.º 6.287 | 16 de Dezembro de 2011

Orquestra Típica Scalabitana promove Concerto de Natal

A Orquestra Típica Scalabitana promove um concerto de Natal, domingo (dia 18), às 16h00, no Teatro Sá da Bandeira, em Santarém. A Orquestra Típica formou-se em 1946, mas foi em Março de 1947 que se integrou no Orfeão Scalabitano, como uma das suas secções. O maestro António

Gavino, jovem músico amador e autodidacta, de 23 anos de idade, portador de um filão criador inexplorado até então, foi o seu fundador. Criador da famosa “Marcha Ribatejana”, António Gavino imprimiu à orquestra o seu cunho pessoal, a filosofia de um estilo, tendo conseguido a continuidade da música popular e regional

do Ribatejo. Em 1996, a Câmara Municipal de Santarém atribui-lhe a Medalha de Ouro da Cidade, no seu 50.º aniversário. Hoje, a Orquestra Típica Scalabitana é constituída por orquestra e coro misto; tem cerca de quarenta elementos, com idades compreendidas entre os 12 e os 65 anos.

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AGRADECIMENTO

A família de Vítor Gaspar agradece à Câmara Municipal de Santarém, representada no seu Presidente, Dr. Francisco Moita Flores, pelo incansável apoio demonstrado, pelas honras da cidade, a solidariedade e o reconhecimento prestado nesta sua última homenagem. Também o nosso agradecimento à Presidência da República, a todas as Juntas de Freguesia do Concelho de Santarém, referenciando, especialmente, a Junta de Freguesia de Sta. Iria da Ribeira de Santarém, a todas as Associações e a todos que se fizeram representar e manifestaram o seu pesar. As qualidades humanas do Vítor, traduzidas em boa disposição e inteligência acima do comum, mantiveram-se intactas ao longo da sua vida. Vida curta, cuja morte deixa um enorme e nuclear vazio no seio da família e amigos. Era um entusiasta dos seus projectos para a cidade onde nasceu e trabalhou e não precisava que se lhe dirigissem apelos pois sentia-se empenhado pela sua própria vida. É um cidadão dos que fazem por cá muita falta e, sem a menor das dúvidas, a sua ausência será muito sentida no Concelho de Santarém. Resta-nos agradecer-te, querido Vítor, as boas recordações que deixas em todos nós, os belíssimos momentos que partilhámos, as tuas célebres chegadas (com atraso) em que as crianças esperavam ansiosamente para te abraçar, mas também, e em boa hora, quando tivemos a oportunidade de te dizer o quanto eras importante, o que representavas para esta família e o quanto gostamos uns dos outros. A tua vida foi diferente de todas as que conhecemos, talvez por teres nascido diferente, agarraste-a com coragem e determinação, responsabilidade e alegria, deixando marcas profundas e vinculando o teu carácter por onde passaste. A tua vida, como a de Santarém, foi também uma história de liberdade.

Funerária Dom Fernando, Lda. Telef. 243108492 – Santarém

Reflexos 1. POÉTICA DA LUZ Pintura de Oliveira Tavares em Évora O pintor escalabitano António Oliveira Tavares abriu no Nuno Domingos p a s s a d o dia 7 de Dezembro uma exposição de pintura, em Évora na galeria da Casa de Burgos, o edifício sede da Direcção regional de Cultura do Alentejo, onde apresenta os seus mais recentes trabalhos. Nomeando esta exposição de POÉTICA DA LUZ, apresenta um conjunto de telas onde se afirma claramente um percurso artístico que, pelo menos nesta fase se afasta das expressividades figurativas, (apenas um dos trabalhos – de grandes dimensões - apresenta um rosto), a primeira e a mais intensa sensação que nos provoca é a do confronto com a cor, intensa e penetrante. Manchas de azuis puros, como a luz do Alentejo, em confronto com

amarelos doirados penetrantes e verdes, oh verdes como só o Alentejo escondido pode apresentar, nos valados dos rios e ribeiros, sempre que nos confrontamos com um curso de água. Aquele Alentejo que é preciso descobrir pelas pequenas estradas quando não simples veredas, omitidos dos olhares mais apressados de quem está apenas de passagem, Deste conjunto de telas,

emana uma luz forte, intensa, penetrante, capaz de nos forçar a colocar a mão sobre os olhos para os proteger de tal intensidade, como na grande planície em pleno verão. Torrentes de luz, ei-los por vezes, limpos nos azuis, quentes nos doces e fortes amarelos, verdes águas criadoras, vermelhos, quais gritos que não cabem em peito generoso, mas levantados em mãos suaves, delicadas, mesmo

quentes… dedos quais pétalas, perfumando o silencio. (Tavares, João, in catalogo). António Oliveira Tavares, viveu em Bruxelas e Paris e vive hoje em Borba no Alentejo. 2. QUEM TEM MEDO DE VIRGINIA WOLF? Uma produção do Nacional O drama psicológico de

Edward Albee é a proposta actualmente em cena na Sala Garrett do Teatro Nacional D. Maria II. Obra-prima da dramaturgia contemporânea (1962), este texto é considerado a quinta-essência do teatro realista. Celebrizado num filme de Mike Nichols (com Elizabeth Taylor e Richard Burton), alcançou um feito único na história de Hollywood, sendo nomeado para todas as categorias dos Óscares. Em Quem Tem Medo de Virginia Woolf?, o público é convidado para a sala de estar de George e Martha, onde, numa proximidade perturbante, assiste a um intenso ritual de mortificação mútua e de desagregação progressiva das convenções matrimoniais - “O inferno pode ser uma sala de estar confortável e um casal insatisfeito”, disse Albee sobre este texto aterrador e comovente, onde as personagens vão “descascando”, impiedosamente e até à medula, as múltiplas camadas de mentira e ilusão que envolvem as suas vidas conjugais. (in site do Sindicato dos Professores do Norte)

A produção apresentada pelo Teatro Nacional prima pelo rigor da encenação e da direcção artística e pela excelente qualidade da interpretação. Espectáculo intenso. Apaixonante, conduz-nos pelos caminhos da interioridade dos personagens que se vão despindo das respectivas máscaras, expondo os seus receios e verdades mais íntimos e profundos ao encontro de si mesmos e da sua última e mais profunda verdade. Pelo caminho quanta violência, quanto ódio, quanto ressentimento. Pelo caminho como se ferem e digladiam, como se agridem, como se vive intensamente. E, é precisa uma noite de “guerra”, cerca de duas horas e meio de espectáculo, no tempo real para alcançar finalmente um momento de verdade e finalmente de paz. Quem tem medo de Virgínia Wolf, uma produção do Teatro Nacional, com encenação de Ana Luísa Guimarães, cenografia de F. Ribeiro, e com representação de Maria João Luís, Romeu Costa, Sandra Faleiro e Virgílio Castelo, disponível até 29 de Janeiro.


cultura

Célia Leiria apresenta álbum de estreia A fadista Célia Leiria, que este ano participou no Festival Laus Polyphoniae, em Antuérpia, apresentou domingo (dia 11), em Santarém, no Teatro Sá da Bandeira, o seu primeiro álbum, intitulado “Caminhos”. “Um álbum feito entre amigos, com alguns temas originais e letras inéditas para fados tradicionais como o ‘Alberto’, ‘Mortalha’ ou ‘Margaridas’”, disse a fadista à Lusa. Num total de treze temas, Célia Leiria fez questão de homenagear os poetas ribatejanos, região de onde é natural, e três fadistas que admira, escolhendo dos seus repertórios alguns fados. Amália Rodrigues, Maria

Vou reportar-me aqui, nos próximos números, a alguns liJoaquim Martinho vros que da Silva adquiri recentemente ou que recentemente voltei a desfolhar, obras que me interessam essencialmente porque os seus autores ou as matérias de que tratam respeitam a Santarém. Uma das obras é o livro de Falcoaria de Pero Menino (publicado com introdução, notas e glossário por Rodrigues Lapa). Esta obra interessou-me, essencialmente, porque tudo indica que Pero Menino fosse natural de Santarém. Já me tinha surgido anteriormente, mas quando fui pelo livro outro interessado se havia adiantado. Desta vez tive mais sorte. A falcoaria foi uma arte desportiva que muito interessou os nossos primeiros reis e as suas fidalguias. O meu Amigo José de

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Edição n.º 6.287 | 16 de Dezembro de 2011

Célia Leiria

Amélia Proença e Beatriz da Conceição são, ao lado de Fernanda Maria e Maria da Nazaré, fadistas que apontou como “referências”. Dos repertórios das três primeiras escolheu fados que integram o CD, a editar “até ao final do ano”.

Do repertório de Amália escolheu um fado de autoria de Jaime Santos, para o qual Tiago Torres da Silva escreveu um poema novo, “Os sonhos que eu tive”, e ainda dois fados de autoria de Alain Oulamn: “Amêndoa amarga”, com um poema de José Carlos Ary dos Santos, e “Nome de rua”, com poema de David Mourão-Ferreira. De Maria Amélia Proença, este ano distinguida com o Prémio Amália Carreira, escolheu “Duas cantigas” (Jorge Rosa/António Redes Cruz) e, de Beatriz da Conceição, optou por “Lisboa dos mexericos”, um tema que a fadista também já galardoada com o Prémio Amália Carreira criou numa

revista. Os temas “Horas da vida”, de Manuel de Andrade no fado “Adiça”, e “Quando vive longe de quem ama”, de Maria Manuel Andrade com música original de Paulo Paz, “são uma homenagem aos poetas ribatejanos”, disse Célia Leiria. Entre as letras inéditas do álbum, Célia Leiria canta de Mário Raínho, feita para si, “Nocturno desejo” na música do fado Margaridas. Outras letras também inéditas têm a assinatura de Helder Moutinho, “Às vezes nem sempre” para o qual escolheu o fado ���Alberto”, “Amarrotada”, de Carlos Leitão, no fado “Mortalha”, e “O erro”, letra e música de Jorge Fernando.

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Este fim-de-semana

Encontro Nacional de Cineclubes em Santarém O Encontro Nacional de Cineclubes tem lugar na cidade de Santarém, este fim de semana, dias 17 e 18 de Dezembro, no Fórum Actor Mário Viegas, do Centro Cultural Regional de Santarém. Do programa do encontro destaca-se a Assembleia Geral de Cineclubes, a ter lugar amanhã, sábado, pelas 14 horas, uma Masterclass pelas 18 horas e a exibição do filme “Sangue do meu Sangue”, do realizador João Canijo seguida de noite musical com vários artistas a marcar presença. No domingo, a manhã estará dedicada ao debate sobre o actual estado da produção e exibição cinematográficas e o papel dos cineclubes neste paradigma.

O Livro de Falcoaria de Pedro Menino Campos Brás recorda-me do ainda hoje falado Bairro Falcão e da Travessa do Bairro Falcão, na Zona do Milagre, em Santarém, e ainda de uma outra referência ali para os lados de Almoster. O que indica que a Falcoaria deixou sinais em Santarém, que persistem. O meu Amigo Mário de Sousa Cardoso ainda recentemente fez um estudo para a Fundação Passos Canavarro, onde refere que após a saída dos nossos primeiros reis da Alcáçova com a mudança do paço real, a Alcáçova ficou tendo uma zona de falcoaria. Procurando fazer a história da Casa de Passos Manuel, o seu estudo faz referência a umas casas junto da Igreja de Santa Maria de Alcáçova onde se faziam as mudas dos falcões. Voltando ao livro de Pêro Menino, publicado, com introdução, notas e glossário por Rodrigues Lapa, Coimbra, Imprensa da Universi-

dade, 1931, uma obra que infelizmente não se encontra na nossa Biblioteca Braamcamp Freire. Da sua leitura e das notas que antecedem o estudo do Prof. Rodrigues Lapa, não resulta que Pero Menino seja natural de Santarém, mas tudo indica que sim. Aliás, noutra fonte, nomeadamente – Biblioteca Lusitana e a Grande Enciclopédia Luso – Brasileira, também não se indica a terra da naturalidade. Nem sim, nem não. Maria Ângela Beirante, em Santarém Medieval, não refere a naturalidade de Pero Menino, mas se tivesse referências certas tê-las-ia indicado…. Pedro Machado, em «Factos, Pessoas e Livros, Comentários através dos tempos, confirma todos estes dados, e acredita ter sido Santarém o centro falcoeiro da nossa terra naquelas recuadas épocas, concedendo a Pero Menino o título de

o mais antigo escritor desportivo da língua portuguesa. Quanto à falcoaria, considera-o competente como jogador, treinador, técnico e tratadista completo de um desporto. Pero Menino foi, como disse, Falcoeiro de D. Fernando I, que era muito amante da caça, como diz Fernão Lopes. O qual refere na sua Crónica D‘EL Rei D. Fernando, que este trazia 45 falcoeiros de besta, afora outros de pé, e dizia que não havia de folgar até que «…poboasse en Santarém huma rua em que ouvesse cem falcoeiros…» Pero Menino residiu em Santarém pelo menos entre 1382 e 1385, e aqui possuía bens. Aliás a Pero Menino foi concedida uma mercê consistente na directa parte que el-rei havia de receber no «moynho da Figueira, que he na agoa d‘ oulvella no almoxarifado de Santarém»

E uma outra, ainda, consistente nas «cinquenta libras que elle há daver em cada hum anno do jantar que lhe o concelho de Alcanede háde dar…» É o tal jantar de Alcanede de que «falam» a crónicas e os cronistas (ver Noticia Histórica e Topográfica da Villa de Alcanede, por Simão Frões de Lemos Manuscrito de 1726. E o que é moynho da Figueira na agoa d‘ Ouvella? Haja quem saiba e nos informe. Porque me parece que tal informação aproximará mais Pero Menino da Terra da sua naturalidade. Que é, estou convicto, Santarém ou arredores… Depois temos, como disse, Maria Ângela V. da Rocha Beirante, uma estudiosa que agora está menos perto de nós e que na sua Santarém Medieval nos faz referência a Pero Menino, que foi buscar a Rodrigues Lapa, e que nos ensina que

a Rua dos Falcoeiros é a actual Travessa José Paulo, que ia terminar na Travessa do Postigo de S. Estêvão…. Aqui é que era a sede da falcoaria, não só scalabitana, mas nacional… É extraordinário como o falcão ocupava tanta gente, era utilizadíssimo na caça a que se dedicavam os grandes de então e por isso também o extenso estudo das doenças que atacavam os animais, e os seus tratamentos. O papo cheio de vento, o inchamento do bucho, das lombrigas, da pedra, fístulas das feridas, cravos, unhas, pés inchados, pernas e asas quebradas, queixadas fora do lugar, do olho quebrado do falcão, etc., tudo isto Pero Menino estuda e descreve. Não se trata de humanos, mas de falcões. Uma obra a considerar… Mas, já que aqui estamos, falemos de outros livros, o que faremos numa próxima edição. PUB

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opinião Decorreu, a 2 e 3 de Dezembro, em Portimão, o XIII Vicente Batalha Congresso da ANAFRE, que constituiu um momento político nacional de grande relevância para o Poder Local Democrático que, no decurso da sua já longa história, não tem sido devidamente prestigiado. O Congresso teve a maior participação de sempre, 1300 Delegados e cerca de 500 Observadores Eleitos, em representação das Juntas e Assembleias das Freguesias associadas da ANAFRE. Acompanhei os trabalhos, à semelhança do que fiz em todos os Congressos da década de 90 do século XX, quando desempenhei as funções de Presidente da Junta de Pernes (aliás, a 1ª proposta que apresentei à Assembleia de Freguesia, decorria o ano de 1990, foi a filiação na Associação Nacional de Freguesias/ ANAFRE). Para além das intervenções institucionais, foram 100 os autarcas de freguesia que subiram à tribuna, para intervir e dizer de sua justiça, erguer a sua voz indignada contra o chamado “Documento Verde”, apresentado pelo Governo, e para adiantar toda a ordem de razões, que desmontam os frágeis e contraditórios argumentos ali espelhados.

Edição n.º 6.287 | 16 de Dezembro de 2011

O XIII Congresso da ANAFRE

“As Freguesias e a Reforma do Estado” E ouviram-se frases como: “feito a régua e esquadro no conforto e silêncio dos gabinetes”, “desligado da realidade das freguesias, cuja intervenção desconhece”, “sem pés nem cabeça”, “revela grande insensibilidade social e política”, “redutor e inútil”, “demonstra irresponsabilidade”, “não serve para nada”, “é preciso travar este equívoco”, “inoportuno e intempestivo”, “factor de desequilíbrio social e perturbador da coesão nacional”, “não poupa um cêntimo ao erário público”, “acrescenta despesa desconhecida”, “atira mais trabalhadores para o desemprego”, “num momento de dificuldades, acrescenta dificuldades, introduz experimentalismo sem cuidar das consequências”. As críticas foram unânimes e devastadoras, quanto à filosofia, à tipologia, à consideração do factor quantidade contra o factor qualidade, e à injustiça que introduz, ao tratar como iguais, realidades diversas e diferentes. Todo este estado de espírito e fundamentação vieram a ter expressão nas Conclusões finais, aclamadas pelo Congresso, isso é que é verdadeiramente importante, que, nos três primeiros itens, afirmam:

- A ANAFRE e as Freguesias rejeitam, claramente, a Reforma da Administração Local proposta no Documento Verde. - A ANAFRE e as Freguesias entendem que o “Documento Verde” não preconiza um modelo adequado à realidade social portuguesa nem garante ganhos de eficácia e eficiência para o Poder Local, nem respeita a vontade das populações. - A ANAFRE e as Freguesias entendem que o modelo de Reforma do Poder Local deve obedecer ao princípio democrático da consulta popular e auscultar as populações. Mas, a ANAFRE e as Freguesias não têm uma posição de imobilismo e irredutibilidade. Em primeiro lugar, como desde o início deste processo foi afirmado, se as freguesias o desejarem, como expressão genuína da sua vontade e interesses, podem e devem agregar-se. No entanto, para uma Reforma do Poder Local, como deve ser e é necessária, “não se põe a carroça à frente dos bois”, não se retalha apenas um “novo mapa autárquico”, urge discutir prévia e simultaneamente questões como: definição e clarificação das competências e meios,

acompanhadas dos respectivos envelopes financeiros; cumprimento da Lei das Finanças Locais e da Lei nº 11/96 de 18 de Abril; revisão do Estatuto do Eleito Local. E que todo o enquadramento da futura Reforma tenha em conta os princípios seguintes: descentralização, racionalização, autonomia, responsabilidade, definição de objectivos e meios. Para corresponder mais directamente e melhor aos problemas e interesses das populações. E, claro como água, que as populações e os seus representantes legitimados pelo voto popular, sejam ouvidos, acompanhem todo o processo, do princípio ao fim. Aceitar o contrário, seria uma traição dos eleitos às populações que os elegeram. Aprovar em seis meses, “a correr e à força”, a Reforma do Livro Verde, onde os autarcas de freguesia não foram vistos nem achados, é uma atitude de violência. Persistir no erro, e avançar, “a bem ou a mal”, é um absurdo, que o bom senso do Governo deve corrigir, a bem do futuro do país real, que somos todos nós, pessoas, que vemos nas freguesias a raiz da democratização e a forma mais próxima de participação.

O Fado Cartas na caixa do

CORREIO

(A Ana Maria, “a fadista negra”, que morreu no dia da atribuição da distinção da UNESCO ao Fado)

Saboreio o fim de tarde, húmido de odores rescendentes de ramos de loureiro e de nespereira a crepitar ainda na queimada de limpeza do outono, por en-

tre a névoa que se evola já do chão e tinge a paisagem de verdes e cinzas. Os pássaros dispersam ainda alguns assobios, que quebram o pesado silêncio da hora. O perfume doce da flor da nespereira, última flor do ano, denuncia um dia que se derramou sobre nós morno e dourado. Nostálgicas músicas dos anos cinquenta e sessenta, na Rádio Sim, levam-me para longe, para um espaço outro com outros protagonistas – tranco-me em casa e finjo que esta é a terra da minha infância, mas bastame ouvir o Mar Azul, da Cesária Évora, para não ter mais dúvidas sobre isso. É fácil ter o fado por destino. Para quem acredita no fado, que, é como quem diz, no destino. Fado gingão, fado castiço, fado Mouraria, fado menor, fado Marialva, fado aristocrático, fado experimental... tudo isto é Fado!

Fado que é Fado atua dentro dos espaços semânticos da saudade, ciúme, ilusão, traição, paixão, abandono, perda, solidão, tristeza, melancolia, desilusão, e, como a saudade, exprime um sentimento e uma dor profunda, que o xaile negro das cantadeiras sintetiza e os pés descalços do Paulo Bragança sublimaram. O Fado pode ser uma forma outra de expor o sentimento do amor como Camões o fez: Amor é fogo que arde sem se ver / é ferida que dói e não se sente / é um contentamento descontente / é dor que desatina sem doer. Quase indizível, o Fado. Um pouco como a morabeza de Cabo Verde: um estado de alma que não se descreve. Apenas se sente, cantando-o ou ouvindo-o cantar (Não sei, não sabe ninguém / por que canto o fado / neste tom magoado / de dor e de pranto).

Nostálgicas mornas cabo-verdianas trazem-nos também esses sentimentos, como Bêjo di sodade, do grande compositor B.Leza: Onda sagrada do Tejo / deixa-me beijar tuas águas / deixa-me dar-te um beijo / um beijo de mágoa / um beijo de saudade / p´ra levar ao mar e o mar à minha terra (tradução do crioulo). Fado e morna – que caminhos comuns? Miscigenação de povos que o mar uniu, portugalidade expandida por caravelas quinhentistas, africanidades tornadas crioulas na feira franca das ilhas (Vem sentar-te comigo, Lídia, à beira do rio. / Sossegadamente fitemos o seu curso e aprendamos / que a vida passa, e não estamos de mãos enlaçadas. / (Enlacemos as mãos). / Depois pensemos, crianças adultas, que a vida / passa e não fica, nada deixa e nunca regressa, / vai para

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Crónicas dum Novo Tempo - LXXII

Saber dar/ /Saber Receber O Universo opera através de trocas dinâmicas. Dar e receber são diferentes aspectos do fluxo da energia universal. Está muito próxima mais uma quadra natalícia. Um dia que simboliza o nascimento na Terra de um ser que marcou toda a história da humanidade nos últimos 2000 anos - Jesus o Messias - a encarnação de Deus. No nosso país temos vindo a assinalar este dia presenteando os nossos familiares e amigos com coisas materiais e imateriais, que julgamos serem do agrado de cada pessoa a quem presenteamos. Em Espanha as ofertas aos nossos familiares e amigos são feitas no dia que simboliza a adoração por três reis a esse ser-menino. Nestes nossos gestos de oferecer está presente uma Lei da Energia Universal - a Lei da Doação. Esta Lei da Doação é uma lei inata porque é universal. Presenteamos as pessoas que nos são próximas, quer sejam os que amamos, quer sejam os que mantemos contacto no nosso dia a dia. Nestes nossos gestos de oferecer, desencadeamos um processo de circulação de energia, de alegria, de riqueza, de abundância, na nossa vida e na dos outros. Por outro lado os que são presenteados com as nossas ofertas, estão abertos para receber, agradecidos às nossas dádivas, circulando essa mesma energia e alegria. Nestes gestos está presente a Lei primordial do Universo - a Lei do Amor - saber dar e saber receber. Saber dar com Amor qualquer coisa, seja carinho, cumprimentos, palavras, flores, estamos a oferecer a nossa riqueza. Saber estar aberto para receber com Amor essas ofertas, fazemos fluir essa energia amorosa. Mas fora deste período natalício, nos restantes dias do ano, podemos receber da natureza as coisas mais simples que a Terra nos dá (o calor da luz do sol, a neve dos invernos frios, o canto dos pássaros, as flores, etc...), e podemos oferecer as coisas simples que a nossa condição humana nos dá (carinho, apreço, afeição, amor, etc...). Assim, mantemos a riqueza em circulação, dando e recebendo, numa troca de afectos. Este dar e receber que constantemente praticamos, é uma imutável troca dinâmica que todos os seres conscientes praticam. É um fluxo da vida entre o nosso corpo e o corpo do universo. É uma expressão harmoniosa da nossa energia com a energia cósmica. Todo o relacionamento depende desta troca permanente entre dar e receber. Dar imagina receber, receber imagina dar. Na realidade receber é o mesmo que dar, porque dar e receber são aspectos iguais do fluxo da energia universal. Esta Lei da Doação pressupõe um princípio - quanto mais damos, mais recebemos, porque mantemos o fluxo da abundância do universo. É um facto que tudo o que há de mais valioso só se multiplica quando é dado. A nossa vida não passa de uma eterna dança entre esta troca dinâmica de dar e receber. É a expressão da consciência entre o nosso microcosmos e o macrocosmos, entre o nosso corpo humano e o corpo universal, entre a nossa mente humana e a mente cósmica. Neste Novo Tempo façamos esta riqueza fluir - sabendo Dar e sabendo Receber. José Augusto Rodrigues ———————— N. R. – José Augusto Rodrigues assina a rubrica “Crónicas dum Novo Tempo” todas as terceiras sextas-feiras de cada mês.

um mar muito longe, para o pé do Fado, / mais longe do que os deuses (Fernando Pessoa). “Património Cultural Imaterial da Humanidade” foi agora a classificação dada pela UNESCO ao nosso Fado, que distinguiu também a candidatura portuguesa como “exemplar”

(prova de que, quando queremos, sabemos fazer as coisas!). Que isso sirva de estímulo à elaboração de outros projetos de divulgação, preservação e dinamização de mais manifestações da nossa Cultura, material ou imaterial, aristocrática ou popular. Ana Paula Duarte


memória

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CORREIO CENTENÁRIO Viação Eletrica Um grande melhoramento em projeto

ANÚNCIO DA SEMANA

Linha de Santarem á Nazareth, Caldas, Batalha, Leiria, Alcobaça e Rio Maior

CORREIO DE HÁ 50 ANOS A Banda dos Bombeiros e a sua reorganização Tem sido grande a satisfação motivada pela reorganização da Banda dos Bombeiros, que tão bons serviços tem prestado à cidade e à cultura popular e que se torna forçoso ajudar a vencer as dificuldades por que está passando. Realizou-se, há dias, na sua sede. uma assembleia geral extraordinária, a que presidiu o sr. eng. Edmundo Mourão e em que o sr. dr. Leonardo Ribeiro de Almeida fez a leitura de um relatório circunstanciado acerca da situação da colectividade e das negociações feitas pela direcção, no sentido da sua reorganização, sua situação financeira e aquisição de novo instrumental e de fardamentos. O relatório mereceu à direcção um voto de louvor e de confiança, para que prossigam aquelas diligências. A assembleia aprovou, ainda, a nomeação de uma comissão angariadora de fundos. Estamos crentes de que os amigos da Banda não deixarão de contribuir para que ela volte a estar à altura das suas tradições.

ANÚNCIO DA SEMANA

Já aqui dissemos que está constituida uma companhia com o capital de dois mil contos para estabelecer um cabo electrico ligando Santarem com Rio Maior, Batalha, Alcobaça, Caldas da Raínha, Leiria e Praia da Nazareth, de maneira a servir não só ao transporte de pessoas e mercadorias, como a iluminar as povoações intermedias e auxiliar as industrias estabelecidas ou que venham a estabelecer-se no percurso. Não exige a Empreza nem subsídio do governo nem exclusivo e simplesmente autorisação para estabelecer a linha ao longo das estradas nacionaes sem prejuizo, está claro, do transito publico. Deve supôr-se o quanto de benéfico representa a instalação d’uma linha néstas condições, facilitando-nos viagens rapidas e cómodas, especialmente no verão, á Praia da Nazareth, a Leiria, ás Caldas, e a esse belo monumento da Batalha que pouca gente conhece pela dificuldade que hoje tem no transporte que, além de ser moroso, é caríssimo. A commissão dos melhoramentos de Leiria, interessando-se vivamente por tão importante assunto já oficiou á Camara de Santarem a pedir para que esta solicite dos deputados da região os seus bons oficios junto do governo que – não sabemos porque motivo – está protelando a autorisação para o estabelecimento da projetada linha eletrica. O que sabemos é que se torna urgente representar ao governo – e isso devem fazel-o todas as colectividades de Santarém e de Leiria – para que sem demora se conceda a pedida autorisação que, de resto, traduz interesse publico, embora possa de algum modo afetar os interesses da Companhia dos Caminhos de Ferro. E talvez aqui esteja o busilis... da morosidade na indispensável autorisação! In: Correio da Extremadura de 16 de Dezembro de 1911

In: Correio do Ribatejo de 16 de Dezembro de 1961

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memória Este dito p o p u l a r, o n t e m como hoje continua na ordem do dia. Teresa Lopes Outrora Moreira abafados, hoje muitas vezes publicitados, os casos de violência doméstica sucedessem em todos os estratos sociais. Pretende-se com este artigo abordar alguns casos ocorridos em Santarém durante as décadas de 30, 40 e 50, publicitados pela imprensa regional, em parte devido à sua agressividade extrema. Em 1932, foram julgados e condenados quatro homens acusados de “ofensas corporais” sobre mulheres. Manuel Mendes Fumaças da Ribeira de Santarém foi condenado a 8 dias de prisão substituídos por multa e à indemnização de 40$00 à agredida Rosa Adelina do mesmo local (CE, 20/2/ 1932, p. 7). O agressor de Maria da Conceição, António Jacinto, ambos da Quinta da Mafarra, foi condenado a 5 dias de prisão correccional substituídos por multa e indemnização à queixosa (CE, 16/4/1932, p. 5). O conflito entre Manuel Campos e Deolinda da Conceição, ambos dos Amiais de Baixo, terminou na condenação do primeiro em 105 dias de prisão, para além do pagamento aos peritos e à defesa oficiosa (CE, 23/4/1932, p. 2). Manuel Fragoso, “dos subúrbios de Santarém”, foi condenado a 3 dias de prisão substituídos por multa por ter agredido Sofia Maurícia (CE, 5/11/1932, p. 2). Na década de 40, a cidade assistiu a três violentos crimes passionais que resultaram em duas mulheres mortas e uma gravemente

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CORREIO DO RIBATEJO

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“Entre o Marido e a Mulher Não Metas a Colher” ferida. A modista Amélia do Rosário de 32 anos foi abandonada pelo marido, o marceneiro Álvaro Pereira de 34 anos que fixou residência em Lisboa. A mulher, livre dos maus tratos que sofrera, passou a residir tranquilamente com um irmão até começar a ser assediada para retomar a relação conjugal. A jovem modista passou a viver sob a pressão de ameaças que se concretizaram na manhã de 4 de Agosto de 1942 quando seguia para o trabalho. Álvaro Pereira esperou-a na rua da Graça onde lhe desferiu doze golpes com “uma navalha de ponta e mola no baixo-ventre, no tórax e nos braços”. Aos gritos da vítima, a polícia prendeu o agressor ainda no local (CE, 8/8/1942, p. 2). Em Dezembro de 1945, “Maria Vitória Sousa, de 23 anos, solteira, residente na Junqueira, foi agredida com duas facadas nas costas, pelo seu amante António Diniz, de quem, há tempo, se separa e que a perseguia. A pobre mulher deu entrada no hospital.” (CR, 29/12/ 1945, p. 6). A 13 de Junho de 1947, Joana Vieira foi morta barbaramente a golpes de machado pelo marido Joaquim José da Silva, dono da carvoaria situada na rua Júlio Araújo (CR, 14/ 6/1947, p. 2). A 30 de Abril de 1958, Adelandina Ferreira Sebastião de 28 anos, natural de Santarém, sucumbiu às navalhadas do companheiro e pai dos seus três filhos, António Domingos dos Reis. A história conta-se de forma breve sendo semelhante a tantas outras. O latoeiro ambulante de 33 anos e natural de Vila Franca de

Fonte: cronicasdomotta.blogspot.com

“No tribunal: – A senhora conhece o queixoso? – Não senhor. – Mas não é a mulher dele? – Sou sim, mas se o conhecesse não casava com ele.” Correio do Ribatejo de 13/2/1932, p. 8.

Xira tentou evitar que a companheira o abandonasse em busca de uma vida melhor e menos violenta. Esta, temendo pela vida, refugiou-se na “barraca de uma vizinha” na calçada de Santa Clara onde o agressor a matou perante o olhar dos três filhos de 3, 5 e 6 anos. Após o crime, estes

foram recolhidos por uma tia paterna que tinha cinco filhos a cargo (CR, 3/5/ 1958). Muitas crianças começavam a trabalhar cedo para auxiliar o parco orçamento familiar. As raparigas iniciavam a sua actividade profissional entre os 12 e os 15 anos como criadas em ca-

sas de famílias de classe média ou alta (CE, 11/7/ 1942, p. 2). A entrada precoce no mercado de trabalho levava a um amadurecimento repentino das adolescentes que muitas vezes serviam os patrões à mesa e na cama, numa tentativa de ultrapassar uma vida de miséria e privações. Algumas destas mulheres terminavam na mendicidade, “Chamam-nos a atenção para o facto de se permitir que aí ande deambulando pelas ruas uma pobre mulher cancerosa, que para maior desgraça traz nos braços uma pobre criancinha. Não poderia a polícia evitar esse contacto, internando-se a mulher em qualquer instituição? Se há possibilidade em fazê-lo, praticarse-ia assim uma grande obra de misericórdia.” (CE, 1/1/1932, p. 6). A violência exercida sobre as mulheres passava muitas vezes pela violação. Em 1934, Manuel da Silva Nunes, casado, trabalhador e residente em Santarém, foi julgado e condenado pelo crime de violação “… em 4 anos de prisão maior celular, seguida de degredo por 8, em alternativa na pena fixa de degredo por 15 anos, 800$00 de imposto de justiça e adicionais, tendo a pagar como dote à ofendida a quantia de 4000$00.” (CE, 5/5/1934, p. 2). Por vezes, o crime não era consumado mas a violência sobre a vítima prosseguia como se pode verificar pelo anúncio dirigido a um estudante da Escola Agrícola

que “… assistiu à perseguição dum motorista do Rossio de Abrantes a uma pequena da Quinta da Saúde – que por sinal até o censurou – o favor de indicar o seu nome (…) a fim de depor sobre o assunto, sendo preciso.” (CE, 31/8/1935, p. 2). Os casos referidos são de estratos sociais baixos, reflectem algumas relações extra-conjugais onde o “ciúme” é apontado como o ónus do crime. Os agressores enfrentavam penas de prisão e/ou degredo, indemnizações às vítimas e custos do processo. As classes sociais altas são “caladas” num tempo em que era público que os seus casamentos eram na sua maioria contratos de conveniência e que a vida paralela dos homens era encarada como normal e muitas vezes aceite pelas “esposas legítimas”. O ser “amante de…” dava ao homem uma falsa “respeitabilidade” numa sociedade conservadora que se tornava hipócrita e refém dos seus tabus. Neste período de afirmação do Estado Novo, o papel da mulher tornou-se secundário dando primazia ao “homem novo”. Para esta sociedade conservadora, “… a mulher portuguesa tem um papel traçado do qual não deve fugir, para bem de todos. Que ela o saiba cumprir, porque defendêlo, é defender a sua própria honra, e para a mulher virtuosa esta vale mais que a vida” (Renovação Nacional, 12/11/1936, p. 5).

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EDITAL 04/2011 ANA CARLA FERREIRA GONÇALVES, Vice-Presidente da Assembleia Intermunicipal da Comunidade Intermunicipal da Lezíria do Tejo: TORNO PÚBLICO que, de harmonia com o disposto no artigo 91.º, da Lei n.º 169/99, de 18 de Setembro, com as alterações introduzidas pela Lei n.º 5-A/2002, de 11 de Janeiro, aplicável por determinação do artigo 9.º da Lei n.º 45/2008, de 27 de Agosto, que na Sessão Ordinária da Assembleia Intermunicipal da Comunidade Intermunicipal da Lezíria do Tejo, realizada no passado dia 30 de Novembro de 2011, foram tomadas as seguintes deliberações: – Apreciação e votação de proposta de fixação do valor das contribuições dos municípios que integram a CIMLT (quotizações) para o ano de 2012 – aprovada por maioria; – Apreciação e votação de proposta de orçamento, grandes opções do plano e mapa de pessoal para o ano de 2012 – aprovada por maioria. Para que conste e para os devidos efeitos, será este edital afixado nos locais do costume e publicado nos jornais Correio do Ribatejo, o Ribatejo e o Mirante. Assembleia Intermunicipal da Comunidade Intermunicipal da Lezíria do Tejo, 2 de Dezembro de 2011. A Vice-Presidente da Assembleia Intermunicipal, Ana Carla Ferreira Gonçalves


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necrologia

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SANTARÉM

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" EDUARDO LEAL DE OLIVEIRA 8 Anos de Eterna Saudade JOÃO AUGUSTO DOS SANTOS MIRANDA

(Tesoureiro da Fazenda Pública)

JOÃO PPAULO AULO VIEIRA DOS SANTOS MIRANDA

16 Anos de Eterna Saudade

25 Anos de Eterna Saudade

24-12-1995 – 24-12-2011 2061 ua esposa recorda com profunda saudade a passagem do 16.º aniversário do seu falecimento e participa que será celebrada missa pelo seu eterno descanso no próximo domingo, dia 18, às 11 horas, na igreja Paroquial de Alpiarça, agradecendo desde já a quem se dignar assistir a este piedoso acto.

15-12-1986 – 15-12-2011 2062 ua mãe recorda com infinita dor e saudade a passagem do 25.º aniversário do seu falecimento e participa que será celebrada missa pelo seu eterno descanso no próximo domingo, dia 18, às 11 horas, na igreja Paroquial de Alpiarça, agradecendo desde já a quem se dignar assistir a este piedoso acto.

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www.correiodoribatejo.com

SANTARÉM

MARIA DA CONCEIÇÃO ANJINHO DOMINGOS NOGUEIRA SERRÃO Nasceu a 11-01-1954 Faleceu a 18/11/2011

Agradecimento e Missa do 30.º Dia

eu marido, irmã, cunhaS do e sobrinhos agradecem muito reconhecidamente a 2071

todas as pessoas que se dignaram acompanhar a sua ente querida à sua última morada, ou que de qualquer outra forma lhes manifestaram o seu pesar. Participam que será celebrada missa pelo seu eterno descanso no próximo domingo, dia 18, às 9 horas, na igreja de S. Nicolau, agradecendo desde já a quem se dignar assistir a este piedoso acto.

MARIA OFÉLIA NUNES CAMEIRO Nasceu a 08-01-1921 Faleceu a 07/12/2011

Participação de Falecimento, Agradecimento e Missa

ua filha, genro e netos S participam o falecimento da sua ente querida e agra-

21-12-2003 – 21-12-2011

Sua família participa que será celebrada missa pelo seu eterno descanso no próximo domingo, dia 18, às 19 horas, na igreja de Jesus Cristo (Hospital Velho). A quem se dignar assistir o nosso muito obrigado.

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decem muito reconhecidamente a todos os familiares e amigos que se dignaram acompanhá-la à sua última morada e lhes manifestaram o seu pesar. Participam que será celebrada missa pelo seu eterno descanso no próximo domingo, dia 18, às 12 horas, na igreja de Marvila. Antecipadamente agradecem desde já a quem se dignar assistir a este piedoso acto.

A Funerária Jorge Almeida, Lda. SERVIÇOS FÚNEBRES PARA QUALQUER PARTE DO PAÍS Telemóvel 917 273 370 Telef. 243 441 246 Fax 243 441 038 Escritório: Rua S. Vicente – Sobral 2000-700 S. Vicente do Paúl

Paula Telem. 917 848 011

Sede: Rua Oriol Pena, 103 – 2000-493 Pernes Sandra Telef. 243 449 444 – Telem. 917 273 370 Telem. 919 006 899 Email: geral@afuneraria.com.pt Site: www.afuneraria.com.pt

SANTARÉM VERDELHO – ACHETE

Agência Funerária Telef.

243328115

ANTÓNIO FERNANDES FERREIRA 3 Anos de Eterna Saudade 19-12-2008 – 19-12-2011 2066

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ua esposa, filhos, genros, nora, netos e bisnetos recordam com profunda dor e saudade a passagem do 3.º aniversário do seu falecimento.

Manuel Joaquim dos Santos Gardão Olga Maria Guerra Rosa Rua de S. Silvestre – Apt. 12 – 2000-494 PERNES Telef. 243 098 089 – TM. 913 010 310 (Manuel) – TM. 913 047279 (0lga) email: s-calcovas-s.funerarios.lda@hotmail.com

ALEIXO, LDA.

Fax

JOSÉ GIL COST COSTAA PRA PRATTA Faleceu a 11-12-2011

Agradecimento e Missa do 7.º Dia

eus filhos e demais famíS lia agradecem muito reconhecidamente a todas as pes-

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soas que se dignaram acompanhar o seu ente querido à sua última morada, ou que de qualquer outra forma lhes manifestaram o seu pesar. Participam que será celebrada missa pelo seu eterno descanso no próximo domingo, dia 18, às 19 horas, na igreja de Jesus Cristo (Hospital Velho), agradecendo desde já a quem se dignar assistir a este piedoso acto.

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ANTÓNIO DA CONCEIÇÃO GUERRA 1 Ano de Eterna Saudade 17-12-2010 – 17-12-2011 Faz um ano que partiste Deixaste-nos na solidão Nunca te vamos esquecer Estás sempre no nosso coração. Bem haja à tua memória 2064 ua esposa, filha e neto participam que será celebrada missa pelo seu eterno descanso no próximo domingo, dia 18, às 9,30 horas, na igreja da Póvoa de Santarém, agradecendo desde já a quem se dignar assistir aeste piedeoso acto.

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Telems. 966007049 968041420 964052764

Sede: Santarém – P raceta Cidade Badajoz, n.º 15 c/v Praceta Telef. 243558315

Agência Funerária

«Campeão», Lda. Serviço Permanente Telef. 243 32 50 74 SEDE: Estrada de S. Domingos, 27 - A – SANTARÉM


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Edição n.º 6.287 | 16 de Dezembro de 2011

“CORREIO DO RIBATEJO” – 16-12-2011

«CORREIO DO RIBATEJO» – 16-12-2011

Tribunal Judicial de Almeirim

Cédula nº 3050

ANÚNCIO

EXECUÇÃO PARA PAGAMENTO DE QUANTIA CERTA

SANTARÉM

ANÚNCIO

EDITAL

(2.ª publicação)

MANUEL PORFÍRIO DANTAS DA COSTA, Presidente da Assembleia de Freguesia de Marvila, faz público que, de acordo com a alínea b) do Art.º 19.º, da Lei n.º 169/99 de 18 de Setembro, convoca a Assembleia de Freguesia para a Sessão Ordinária que terá lugar na Sede desta Junta de Freguesia, no dia 19 de Dezembro de 2011, pelas 21 horas, com a seguinte Ordem de Trabalhos: 1. Eleição do Vogal da Junta de Freguesia; 2. Apreciação da Informação Escrita do Presidente da Junta de Freguesia acreca da Actividade da Freguesia e da sua Situação Financeira, desde a Última Sessão Ordinária da Assembleia; 3. Discussão e Aprovação do Orçamento, Plano Plurianual de Investimentos e Plano Plurianual de Acções Mais Relevantes para o ano 2012; 4. Proposta de Alteração de Taxas para 2012; 5. Discussão e Aprovação do Regulamento da Estrutura e Organização dos Serviços; 6. Moções e Votos de Pesar; 7. Informações. Para constar, será este EDITAL afixado nos lugares do costume e publicado no Jornal “Correio do Ribatejo”. Santarém, 07 de Dezembro de 2011. O Presidente da Assembleia, Manuel Porfírio Dantas da Costa

Processo N.º 2969/06. 2 TBSTR – 2.º Juízo Cível Valor: 15.732,53j Tribunal Judicial da Comarca de Santarém Exequente (s) HEFESTO STC, S.A. Executado (s): Isabel Cruz Macedo Veludo Referência Interna: PE/113/2006 Faz-se saber que nos autos acima idenfificados, designado o dia 18 de Janeiro de 2012, pelas 11,00 horas, no Tribunal Judicial da Comarca de Santarém, para abertura de propostas, que sejam entregues até esse momento, na Secretaria do Tribunal, pelos interessados na compra do bem imóvel penhorado e a seguir indicado: Prédio rústico descrito sob o n.º 00074/110386, na Conservatória do Registo Predial de Santarém, inscrito na matriz sob o artigo 54 da secção G rústico da freguesia de Moçarria. O bem será adjudicado a quem melhor preço oferecer acima ou igual a 70% do valor base de 101.569,34j, penhorados ao executado Isabel Cruz Macedo Veludo, casada, maior, residente na Rua das Pedreiras, nº 14, Moçarria concelho de Santarém.

ASSINE O

É fiel depositário do imóvel a Senhora Isabel Cruz Macedo Veludo, que o deve mostrar a quem pretenda examiná-lo,podendo para o efeito marcar dia e hora aos possíveis interessados, até que o mesmo seja vendido.

CORREIO DO RIBATEJO

www.correiodoribatejo.com

correiodoribatejo@mail.telepac.pt Telef. 243333116 – Fax 243333258 www.correiodoribatejo.com

O Solicitador de Execução José António Lopes

“CORREIO DO RIBATEJO” – 16-12-2011

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«CORREIO DO RIBATEJO» – 16-12-2011

JOSÉ ANTÓNIO LOPES SOLICITADOR DE EXECUÇÃO

ASSEMBLEIA DE FREGUESIA DE MARVILA

CORREIO DO RIBATEJO

Secção Única

(1.ª publicação) Processo: 1088/11.4TBALR Carta Precatória (Distribuída) Exequente: Caixa Geral de Depósitos, S.A. e outro(s)... Executado: Manuel Marques dos Santos e outro(s)... Processo de origem: Processo n.º 624/03.4TBSTR de Santarém – Tribunal Judicial, 1.º Juízo Cível N/Referência: 1119999. Nos autos acima identificados foi designado o dia 18-01-2012, pelas 11 horas, neste Tribunal, para a abertura de propostas, que sejam entregues até esse momento, na Secretaria deste Tribunal, pelos interessados na compra do(s) seguinte(s) bem/bens: Prédio urbano denominado “Foros Velhos”, sito na freguesia de Benfica do Ribatejo, concelho de Almeirim, inscrito na matriz sob o n.º 2030 da Conservatória do Registo Predial de Almeirim sob o n.º 01101 penhorados a: Executado: Manuel Marques dos Santos, estado civil: Casado, NIF120677997, domicílio: Rua António Batista, Cortiçóis, 2080 Almeirim. Executado: Lucinda Fernandes Casqueiro dos Santos, estado civil: Casado, NIF-114604940, BI-8043900, domicílio: Rua António Baptista, Cortiçóis, 2080-383 Benfica do Ribatejo. É fiel depositário: Avalibérica – Leiloeiros, Consultores de Avaliação, Lda.. Endereço: Urbanização Vale da Fonte, Lt. 3, r/c - A - Dt.º, Apartado 2926, 2401-902 Leiria. Valor da venda: 66.500,00 j. Nota: No caso de venda mediante proposta em carta fechada, em Execução Comum (instaurada em data igual ou posterior a 15/09/ 2003) os proponentes devem juntar à sua proposta, como caução, um cheque visado, à ordem do Solicitador de Execução ou, na sua falta, da secretaria, no montante correspondente a 20% do valor base dos bens ou garantia bancária no mesmo valor (n.º 1 ao Art.º 897.º do CPC). Almeirim, 28 de Novembro de 2011. A Juiz de Direito, Susana Seca (Dr.ª) A Oficial de Justiça, Carla Ferreira

«CORREIO DO RIBATEJO» – 16-12-2011

Tribunal Judicial de Santarém 2.º Juízo Cível

ANÚNCIO (Única publicação)

MUNICÍPIO DE SANTARÉM CÂMARA MUNICIPAL

Processo: 527/08.6TBSTR Inventário (Herança) Cabeça de Casal: Maria Otília de Figueiredo do Coito e outro(s)... Interessado: João Francisco Figueiredo do Coito e outro(s)... N/Referência: 3833697

EDITAL N.º 134/2011 DR. FRANCISCO MARIA MOITA FLORES FLORES, Presidente da Câmara Municipal de Santarém, nos termos e ao abrigo do disposto na Lei das Finanças Locais (Lei n.º 2/2007 de 15 de Janeiro) que determina no n.º 1 do artigo n.º 16º que “os preços e demais instrumentos de remuneração a fixar pelos municípios relativos aos serviços prestados … não devem ser inferiores aos custos directamente e indirectamente suportados com a prestação desses serviços …”, onde se inclui, na alínea c) do n.º 3 do mesmo artigo, a gestão de resíduos sólidos, torna público que, por deliberação desta Câmara Municipal de 10 de Outubro de 2011, com efeitos a 1 de Janeiro de 2012, a TARIFA DE RESÍDUOS SÓLIDOS URBANOS, é fixada nos seguintes valores: Q u a d r o X - A c t u a liz a ç �� o d a t a r if a d e r e s íd u o s s ó lid o s d e a c o r d o c o m n o vo s e s c a l õ e s d a A . S . E s c a lã o

A c t u a liz a ç ã o 0 1 / 0 1 / 2 0 1 2

* D omést icos 3

1.º Escalão (0-5 m ) 3

2.º Escalão (6-15 m ) 3

3.º Escalão (16-25 m ) 3

4.º Escalão (>-25 m ) * Aut arquias e I SFL * Não domést icos Out ros acima de 1100 lt s/dia

1.04 j 2.09 j 4.17 j 8.34 j 4.17 j 15.64 j 125.15 j / cont ent or (em euros)

Para constar se lavrou o presente edital e outros de igual teor que vão ser afixados nos lugares públicos de estilo. Santarém, Edifício Sede do Município, aos dezasseis dias de Dezembro de 2011. O Presidente da Câmara, Francisco Maria Moita Flores (Dr.)

A DOUTORA MARIA TERESA LOPES CATROLA, Juíza de Direito do 2.º Juízo Cível de Competência Especializada do Tribunal Judicial da Comarca de Santarém: Faz saber, que nos autos de Inventário (Herança) n.º 527/08.6TBSTR em que são inventariados Ernesto António do Coito e Emília Figueiredo Serranho, ambos com última residência na Rua da Barroca n.º 11, Vale de Santarém, cabeça de casal António João Figueiredo de Couto, residente na Rua da Estrada Real, Vale de Santarém – Santarém e interessados João Francisco Figueiredo do Coito, divorciado, residente na Rua Manuel Branco, n.º 34, Vale de Santarém e outros, foi designado o dia 09 de Janeiro de 2012, pelas 14 horas, para se proceder à VENDA POR MEIO DE PROPOSTAS EM CARTA FECHADA, que sejam entregues até esse momento, na secretaria deste Tribunal, do imóvel adjudicado ao interessado João Francisco Figueiredo do Coito, pelo valor mínimo correspondente a 70% do valor base de 33.843,25 Euros, nos termos do art.º 889.º n.º 2 do C.P.C. BEM A VENDER Prédio urbano, sito na freguesia de Vale de Santarém, concelho de Santarém, composto de casa de construção rudimentar e telha vã para habitação, com a área coberta de 70 m2 e logradouro com 378 m2, inscrito na matriz predial urbana sob o art.º 1216. O bem encontra-se na posse do interessado João Francisco Figueiredo do Coito, residente na Rua Manuel Branco, n.º 34, Vale de Santarém – Santarém. Consigna-se que existem créditos reclamados pelo Ministério Público em representação do Estado Português no montante de 944,63 j. Nota: No caso de venda mediante proposta em carta fechada, os proponentes devem juntar à sua proposta, como caução, um cheque visado, à ordem da secretaria, no montante correspondente a 20% do valor base dos bens ou garantia bancária no mesmo valor (n.º 1 ao Art.º 897.º do CPC). Santarém, 16 de Novembro de 2011. A Juiz de Direito, Maria Teresa Lopes Catrola (Dr.ª) A Oficial de Justiça, Maria Antónia Vicente


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desporto

CORREIO DO RIBATEJO Edição n.º 6.287 | 16 de Dezembro de 2011

Vitória CS proporciona espectáculo de luxo no Pego

União Desportiva de Santarém

Ai, ai, se eu te Pego… “Nossa! Assim você me mata!”, desabafam ainda os adeptos vitorianos, mal repostos do turbilhão de emoções que invadiu o recinto do Clube Desportivo “Os Patos”, no último sábado, no Pego. Por sua vez, os donos da casa, com o empate verificado (2-2), permanecem atrás do Vitória no Campeonato Distrital de Juvenis de futsal, e, a esta hora, estarão a sussurrar o que resta do refrão da moda: “Ai, se eu te… Pego! Ai, ai, se eu te Pego…” E, valha a verdade, o Pavilhão do Pego, estremecendo de frenesim, há muito não veria, certamente, um espectáculo desta envergadura: equilíbrio, emoção, polémica, golos, e dois conjuntos que representam a qualidade daquelas que são, muito provavelmente, as duas mais representativas bandeiras do futsal de formação do distrito. Foi um autêntico jogo de atribuição do título! Mas só na aparência: afinal, a primeira volta ainda nem findou e a corrida… é a três. Com esta igualdade, o Ribeira Fárrio alcançou o Vitória no primeiro lugar da tabela, valendo aos escalabitanos um esmagadoramente superior registo de golos. Nesta jornada, Ricardo Oliveira, treinador do Vitória, não pôde contar pela primeira vez com Daniel Carvalho, o melhor artilheiro do campeonato, a braços com uma lesão delicadíssima. O conjunto, porém, não vacilou e soube contornar essa duríssima adversidade, não só em termos técnicos e tácticos, como também no

Palmas merecidas para uma das melhores equipas do futsal jovem distrital

que respeita ao foro psicológico, não fosse o capitão a grande referência ofensiva da equipa. Carlitos, jovem com características distintas, soube, porém, colmatar a ausência do goleador, evidenciando a riqueza competitiva do plantel que mora no reino vitoriano. Um elenco de luxo que abraçou, há um par de semanas, a chegada do virtuoso ala Bruce Pedroso (ex-União de Santarém): com influência no 11 (de João Tiago) e com a autoria do portentoso golo do 2-2, o novo reforço encheu a quadra e redigiu uma página memorável na sua curta carreira desportiva. A toada louca de paradaresposta que despontou no segundo tempo trouxe ainda à tona as qualidades do guardião Rodrigo Coelho (conhecido como Máquina), que obrigou toda a plateia a mirar-lhe as costas, vasculhando-as com o olhar, em busca do par de… asas que

lhe permitiu voar a grande altura: humildade e concentração. Quando lhe faltam estes condimentos, o que se vê são asas… de frango. O Vitória alinhou com Máquina, Fred, João Tiago (1), Maiky e Carlitos; Bruce (1) e Rui Alex. Stoyko, Rúben, Zé, Vieira e Coimbra não foram utilizados.

Lar, “doze” lar Ora aí está uma louvável inclinação pela medida certa: na estreia, tinham sido 12-0 aos Ferroviários; na segunda jornada, para quê alterar os hábitos? Recepção ao CD Os Patos, no último sábado, e… tomem lá outra dúzia! Os benjamins do Vitória seguem, assim, imparáveis no comando do Campeonato Distrital da categoria, com um pecúlio de 24-0 em golos. Numa prova em que a lista de goleadores só conta ainda com nomes vitorianos, é João Francisco que segue na frente, com 10 ti-

ros bem enquadrados. Nesta segunda ronda, somou mais cinco à conta pessoal, cabendo os restantes a Eduardo Carvalho (3), Francisca Santos (2), Bruno Costa e Bernardo Fazenda. Alinharam ainda André Ventura, Miguel Morais, Alexandre Neto, Rodrigo Silva e Rui Carvalho. De seguida, em traquinas, sorte diferente para os pupilos de Ricardo Oliveira, Carla Paulino e Mariana Piedade: os pequenos e irrequietos Patos vingaram os colegas mais crescidos e triunfaram por 2-1 (golo vitoriano de Martim Marinho). Para os restantes jogos do fim-de-semana dissipou-se o sorriso azul de sábado. Os seniores empataram 3-3 na Louriceira (hat-trick de Nelson Duarte), enquanto a equipa feminina não conseguiu aproximar-se do quarto lugar da geral, pertença do CAD Entroncamento, que veio a Santarém triunfar por 5-3 (Carolina, Lúcia e Madeira fizeram os golos escalabitanos). Os iniciados também se deslocaram ao Pego, buscando a troca com o adversário no primeiro lugar da tabela, mas o animador empate ao intervalo transformou-se em agonizantes 6-1 (marcou Kiko). Nota elogiosa final para a ressurreição da equipa júnior: apesar da derrota por 4-6, em Tomar, os pupilos de Paulo Moreira provaram que estão prontos para a briga. João Gomes (2), Pedro Lopes e Pika, com uma obra-prima digna de ser vista e revista, reanimaram a alma do conjunto. E vêm aí reforços…

Vitória salva as honras do ‘convento’ unionista Com jogos no feriado de 8 de Dezembro, a União Desportiva de Santarém recebeu, em Iniciados, o Glória, tendo perdido em casa por 6-1. No mesmo dia feriado, os Juvenis averbaram nova vitória, desta feita no reduto do Mindense (1-2). Já no sábado (dia 10), os Infantis dividiram os pontos com a Académica, empatando a uma bola, em casa. Os Sub-10 foram derrotados em casa pelo U. Rio Maior (1-4). Por sua vez, no domingo, os Iniciados voltaram a jogar e a perder, de novo em casa, frente ao Porto Alto (1-4), enquanto os Juvenis perderam em Pernes por 1-0. Já os Juniores folgaram no passado fim-de-semana. No passado fim-de-semana realizaram-se os seguintes jogos: Iniciados: U.D.S., 1 - Glória, 6 (dia 8); Juvenis: Mindense, 1 - U.D.S., 2 (dia 10); Infantis: U.D.S., 1 - Académica, 1; Sub 10: U.D.S., 1 - Rio Maior, 4; Iniciados: U.D.S., 1 - Porto Alto, 4 (dia 11); e Juvenis: Pernes, 1 U.D.S., 0. Entre os dias 17 e 19 de Dezembro, a União Desportiva de Santarém tem previsto realizar os seguintes encontros: Sub10 (folga); Sábado (dia 17) Infantis, 10h30, U.D.S. – Águias de Alpiarça; Juniores, 15h00, Tramagal - U.D.S.; Domingo (dia 19): Iniciados, 10h30, Cartaxo - U.D.S. e Juvenis, às 10h30, U.D.S. - Torres Novas.

Tiro da Casa do Benfica em Santarém com pontaria afinada A equipa de tiro da Casa do Benfica de Santarém (CBS) deslocou-se a Azoia de Baixo para participar na III Prova da Taça Scálabis, dia 10 de Dezembro. A prova teve conjuntos de 6 entradas de 6 linhas, com a presença das 4 equipas regionais e uma equipa oriunda de Vale Covo (Bombarral). A presença desta equipa foi de enriquecimento de conhecimentos destas modalidades, em virtude de ser uma equipa já com alguns anos de rodagem, nas provas realizadas pela Fundação Inatel. No decorrer desta prova da Taça a equipa do CBS obteve em individual Carabina Articulada, um 3.º, 4.º e 5.º lugar; em Carabina de Precisão obteve um 1.º e um 3.º lugares; e em Pistola Olímpica um 1º Lugar. Na soma das pontuações a CBS conseguiu obter o 1.º lugar da geral por equipas. A IV prova da Taça Scálabis está agendada para o dia 8 de Janeiro de 2012, em Azoia de Baixo.Parte inferior do formulário

Caixeiros “Extraordinários” vencem Goleganense A equipa de futebol dos Caixeiros continua na senda dos bons resultados. Desta feita, em jogo a contar para o ‘Torneio Extraordinário’ os Caixeiros venceram o Goleganense por duas bolas sem resposta. A vitória do clube de Santarém começou a tomar forma logo na primeira parte com um golo de Dede a traduzir o ascendente dos Caixeiros sobre um Goleganense que ao longo do jogo foi correndo atrás do prejuízo. Contudo, seriam os Caixeiros, através do esclarecido Gonçalo com um remate cruzado à entrada da área, a fechar o marcador. Depois do apuramento na Taça do Ribatejo em que a

Caixeiros continuam a fazer boa figura no futebol

equipa destronou Almeirim e Moçarriense, os Caixeiros deslocam-se domingo a Pontével para disputar mais uma jornada do Campo

Distrital da Divisão Secundária. Também em andebol são cada vez mais dignos de realce os resultados e as

prestações das várias equipas do clube nos diversos Campeonatos Nacionais. Os Juvenis Masculinos, depois de uma vitória fol-

gada em Alcochete (38-20) recebem no sábado às 14h00 o Juventude de Santiago do Cacém para um jogo que pode definir o apuramento para a fase final. Em Juniores Masculinos derrota no Alto do Moinho (42-29) perante o primeiro classificado, mas uma boa exibição. Em Infantis Masculinos, destaque para a excelente vitória em Samora Correia (18-15), que assim coloca o clube nos lugares da frente: deslocação difícil, no sábado, a Torres Novas. Em Iniciados Masculinos, vitória perante o 3A de Almeirim, renhida (20-19) mas merecida. O mais pequenos Minis também não desiludiram na deslocação a Almeirim: nova vitória

por 10-5 perante o 3A Almeirim, recebendo no domingo às 14h30 o Rio Maior. Em Iniciadas Femininas, derrota fora perante o Ansião, mas boa prestação das atletas perante um adversário muito forte. Neste sábado recebem o D. Fuas Roupinho da Nazaré às 14h00. A direcção do clube informa que por ocasião das Férias de Natal está a programar diversas iniciativas para ocupar os jovens atletas. A par de alguns estágios e férias desportivas para as Iniciadas Femininas nas instalações da sede e no ringue dos Caixeiros, algumas equipas vão participar num Torneio em Santa Maria da Feira.


desporto

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CORREIO DO RIBATEJO

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Campeonato Nacional de Juvenis

Académica de Santarém trava Benfica A equipa de Juvenis da Associação Académica de Santarém (AAS) escreveu mais uma página dourada na já longa história do clube escalabitano, depois do empate a uma bola no centro de estágios do Benfica, no Seixal, no passado dia 8. Pela primeira vez em 80 anos de História, a “Briosa” conseguiu pontuar em jogos oficiais perante o Benfica. Como competia, o Benfica entrou no jogo a pressionar a briosa, mas sem criar situações de verdadeiro perigo para a defesa adversária. Com o sector mais recuado bem seguro a AAS começou a espreitar os contraataques e a dar sinais que não estava no campo só para defender. A primeira grande oportunidade de golo surgiu através de uma recuperação de bola, já no meio campo encarnado, com Bernardo Jorge, já dentro a área, a rematar para grande defesa do guardaredes encarnado, tendo a bola sobrado para Luís Carlos que com um pouco mais de calma poderia ter feito o golo. A meio da primeira parte, pontapé de canto a favor da AAS. “Fred” bateu o canto ao 1º poste e Bernardo Jorge saltou mais alto que toda a gente e fez um grande golo de cabeça. O Benfica acusou o golo e a briosa controlou a vanta-

Gaspar (GR), Pedro Cruz, Diogo Moço, Abel, José Leitão, Amaral, Quinzinho e Nuno Torres (foi com a equipa) Treinadores: Rui Canavarro e Ricardo Catrola. Delegados: Pedro Madeira e António Rodrigues.

Académica vence CADE no domingo Para a posteridade. A equipa da Briosa que travou o Benfica (Campeão Nacional) na Caixa Futebol Campus. Esta mesma equipa cilindrou o CADE três dias depois por 6-3 na ESA

gem até ao intervalo. No reatamento o Benfica entrou forte com a entrada dos internacionais Estrela e João Gomes (ex-jogador da AAS). O Benfica passou a ter mais “músculo” e dinâmica na zona central do terreno, jogando com dois avançados mais fixos, tentando, desta forma, alcançar golos. Neste período foi Filipe Santos, guarda-redes da briosa, a evitar o golo por várias vezes com um punhado de grandes defesas. Também por duas vezes os postes da baliza foram amigos da briosa. Nesta fase do jogo também a AAS, com um pouco mais de sorte, poderia ter feito o 0-2 com “Fred” a ganhar a bola ao central adversário e ao próprio guarda-redes, mas o esférico saiu a milímetros do poste quando já se gritava golo nas bancadas, através da grande claque que viajou desde San-

tarém para apoiar a AAS. O golo do empate começou com uma falta sobre João Pereira (o árbitro deixou passar) e após alguns ressaltos a bola caiu em zona frontal à baliza da Académica e, com um bom remate, o Benfica empatou a partida. Até ao final do jogou o Benfica tentou tudo para dar a volta ao resultado, mas a briosa soube defender, sofrer e gerir bem o tempo de jogo que faltava, garantindo a histórica divisão de pontos com o Benfica. Para a história ficam os nomes dos ‘heróis’ do Seixal (Caixa Futebol Campus) na fria manhã de 8 de Dezembro: Filipe Santos, João Pereira, Nuno Faustino, Rodrigo Alcobia, Gustavo (Amaral), João Mota, Luís Carlos, André (José Leitão), David, Bernardo Jorge (Quinzinho) e “Fred”.Suplentes: Tiago

Fred (2 golos), David e Bernardo Jorge (3) marcaram pela Associação Académica de Santarém (AAS) na vitória do passado domingo, em casa, frente ao CADE por 6-3. Numa partida em que ambas as formações mostraram vontade de ganhar, o CADE adiantou-se no marcador através de lance de bola parada. Respondeu a AAS com algumas boas jogadas e situações de perigo junto à baliza adversária. “Fred” restabeleceu a igualdade a uma bola antes da entrada de José Leitão que veio ‘revolucionar’ o meio campo academista. A partir daí, nada mais seria igual, com a AAS a fazer muito melhor as transições para o ataque e a ter mais posse de bola e maior agressividade na conquista da mesma. O intervalo chegou com uma igualdade a uma bola, contudo, no reatamento, a AAS começou melhor e logo nos primeiros minutos

deu a volta ao marcador por intermédio de David a desviar de cabeça para o fundo da baliza do adversário. A “Briosa” continuou a pressionar e ‘Fred’, isolado por Luís Carlos, à saída do guarda-redes não perdoou e aumentou para 3-1. Contudo, uma desconcentração e algum relaxamento perante o resultado

favorável, proporcionou ao CADE chegar ao empate (3-3). Foi novamente necessário á AAS ir buscar forças e uma grande atitude, contando com a excelente forma do goleador Bernardo Jorge que com um hat-trick resolveu a partida, fixando o placard num concludente 6-3 final.

Resultados do passado fim-de-semana Juniores - Académica, 1-Fátima, 0; Juvenis ‘A’ - (Nacional) S.L Benfica, 1-Académica, 1; Juvenis ‘A’ - (Nacional) Académica, 6-C.A.D.E., 3; Juvenis ‘B’ Académica, 2 - Vasco da Gama, 1; Juvenis ‘B’ - Académica, 2-C.A.D.E., 3; Iniciados ‘A’ - Académica, 10-Escola Tomar, 0; Iniciados ‘B’ - Cartaxo, 2-Académica, 1; Iniciados ‘B’ - U. Almeirim, 1-Académica, 1; Infantis ‘A’ - U. Santarém, 1-Académica, 1; Infantis ‘B’ - Rio Maior ‘B’, 3-Académica, 3; Infantis ‘C’ - Académica, 0-Moçarriense ‘A’, 18; Infantis ‘D’ - Académica, 2-Ouriense ‘A’, 0; Benjamins sub-11 ‘A’ - Pontével, 1- Académica, 15; Benjamins sub-11 ‘B’ (folga); Benjamins sub10 ‘A’ - Académica, 14-Moçarriense, 0; Benjamins sub-10 ‘B’ - Académica, 1-Salvaterrense, 4; Benjamins sub-10 ‘C’ - C.A.D.E. ‘B’, 5-Académica, 1; Benjamins sub-10 “D” - Footkart, 1-Académica, 0; Traquinas (7 anos) (particular) - Footkart, 7-Académica, 6; Petizes (6 anos) (Particular) - Footkart, 3-Académica, 2. Jogos para o próximo fim-de-semana (dias 17 e 18 de Dezembro) na Escola Superior Agrária de Santarém (sintético): Sábado (dia 17): 11h00, Escolinhas, treino; 09h30, Benjamins sub-11 ‘A’ - AcadémicaCartaxo; 09h30, Benjamins sub-10 ‘C’ - Académica-Riachense; 11h00, Infantis ‘D’ - Académica-Caxarias; 15h00, Infantis ‘A’ - Académica-Moçarriense ‘B’; 16h15, - Veteranos Ex-UDS-Chamusca. Jogos no Campo de Rugby (terra batida) 09h30, Infantis ‘B’ - Académica - Cartaxo ‘A’; 11h00, Benjamins sub-10 ‘D’ - Académica-Samora Correia. Jogos para o próximo fim-de-semana (dia 17 e 18 Dezembro) fora de casa. Sábado (dia 17): 10h30, Infantis ‘C’ - A.D. Fazendense ‘B’Académica, em Fazendas de Almeirim; 11h00, Benjamins sub-10 ‘A’, Rio Maior ‘B’-Académica, em Rio Maior; 11h00, Benjamins sub-10 ‘B’, A.D. Fazendense ‘B’-Académica, em Fazendas de Almeirim; Benjamins sub-11 ‘B’ - Footkart-Académica, em Paços dos Negros; 15h00, (Torneio) Traquinas - Torneio Natal de Pontével; 15h00, (Torneio) Petizes Torneio de Natal de Pontével. Domingo (dia 18): 11h00, (Nacional) Juvenis ‘A’ - Atl. Malveira-Académica, em Malveira; 11h00, Iniciados ‘A’ Ouriense - Académica, em Ourém; 10h30, Iniciados ‘B’ Ouriquense-Académica, em Vila Chã de Ourique.

Rui Manhoso integra Federação Portuguesa de Futebol Ao fim de 24 anos à frente da Associação de Futebol de Santarém, Rui Manhoso abandona o cargo para abraçar o projecto de Fernando Gomes na Federação Portuguesa de Futebol (FPF). O veterano presidente da AFS leva para a direcção do órgão máximo do futebol português a experiência acumulada ao longo de décadas no associativismo desportivo. Rui Manhoso pretende assim transferir para a direcção da FPF, para a qual foi eleito como vogal na lista de Fernando Gomes, os conhecimentos adquiridos e um vasto capital de conhecimento. “Pretendo transferir todo o meu conhecimento, tudo o que aprendi, para a federação e contribuir para a modernização do futebol”, afirmou Rui Manhoso na segunda-feira à noite, du-

Fernando Gomes conta com Rui Manhoso na direcção da FPF

rante uma conferência de imprensa realizada na sede da ASF que serviu de ‘passagem de testemunho’. O dirigente escalabitano pretende agora, na direcção da FPF, apoiar o futebol não profissional: “a partir de hoje, visto a camisola de to-

dos os clubes nacionais”, afirmou. Considerando “necessário arranjar fontes de financiamento que possam apoiar clubes amadores”, Rui Manhoso elogiou o trabalho feito por Gilberto Madaíl mas, disse, a anterior

direcção “esqueceu-se um pouco do futebol amador”. Rui Manhoso, que vai ser substituído por Francisco Jerónimo, “um elemento que conhece bem a casa, até às eleições do próximo mês de Janeiro”, deixa a AFS com “o sentido do dever

cumprido”. “É com orgulho que saio” referiu Rui Manhoso, considerando como marcos importantes da sua passagem pela AFS a construção de uma nova sede, as medidas tomadas na defesa dos interesses dos clubes, a formação de dirigentes e o incremento do futebol jovem. Também o futuro presidente da FPF, Fernando Gomes, prometeu defender de forma equitativa a vertente amadora e profissional da modalidade. No seu primeiro acto público depois de ter sido eleito presidente da FPF, Fernando Gomes salientou a sua relação “de confiança, lealdade e comunhão de ideias” com o anfitrião e futuro vogal da direcção federativa, Rui Manhoso. “Foi com imenso prazer que o convidei, é com imen-

so prazer que o tenho na minha equipa, na nossa equipa, para liderar o futebol português no que é fundamental, sem distinções entre futebol amador e profissional, que é ultrapassar este momento difícil. Um momento difícil que o país atravessa, que nos afecta a todos”, afirmou o ainda presidente da Liga Portuguesa de Futebol Profissional (LPFP) na cerimónia de segundafeira que serviu também para assinalar as comemorações do 87.º aniversário da estrutura escalabitana. Fernando Gomes enalteceu o “imenso trabalho” na AFS, para explicar que Rui Manhoso vai iniciar, quando for empossado para o cargo federativo, “um regime de proximidade com as associações, preocupandose no país como um todo e não somente com esta associação”. FM


22

desporto

CORREIO DO RIBATEJO Edição n.º 6.287 | 16 de Dezembro de 2011

Hóquei Clube de Santarém

Os mais pequenos vencem Fim-de-semana onde os mais pequenos hoquistas do Hóquei Clube de Santarém (HCS) - infantis e escolares - foram os que venceram, tendo os mais velhos - iniciados, juvenis e juniores sentido o sabor amargo da derrota. Depois de, no feriado de 8 de Dezembro, os juvenis terem vencido por 7-3 o Sp. Marinhense, coube a vez de outro Sporting, desta vez o de Tomar, ‘vingar-se’ da derrota que a turma escalabitana lhes infligiu, batendo desta vez o HCS por 122. O Tomar será, segura-

mente, campeão e restará ao HCS continuar a lutar por um lugar no Nacional. Os infantis depois de, no feriado, terem ido a Mira vencer por 8-2, voltaram a ganhar, no fim-de-semana, desta vez frente ao FC Oliveira do Hospital, por 7-5, realizando um jogo muito bem conseguido no aspecto colectivo. Alinharam pela equipa escalabitana os seguintes elementos: Rui Borreicho, Miguel Gonçalves, Miguel Silva, João Rato, Rodrigo Silva, Nelson Mogas, Miguel Henriques e Francisco Catela.

Também os juniores, à semelhança dos juvenis, defrontaram o 1º classificado do campeonato: o HC Turquel. Apesar de terem perdido a história do jogo foi bem diferente. Quando nada o fazia prever, ao intervalo, registava-se uma igualdade a um golo. A derrota do HCS por 4-2 levou a equipa da casa a continuar no comando do campeonato, com queixas da turma escalabitana no que toca à arbitragem dessa partida. Os Escolares a fazer uma segunda volta completa-

mente diferente da primeira, para bem melhor, ganharam ao HC Turquel por 3-2 num jogo que esteve sempre muito equilibrado. Os escolares alinharam com os seguintes jogadores: João Matos, Miguel Gonçalves, Eduardo Correia, José Fernandes, João Reis, João Cotrim, Rodrigo Santos, João Maurício e Salvador Nobre. Os próximos jogos do HCS são os seguintes: Amanhã, sábado (dia 17), às 16h00, em Juvenis, HCS – Vigor e Mocidade, em Benjamins, J. Ouriense – HCS; às 17h00, em Esco-

Rafael Dias Campeão Nacional de Karate O atleta Rafael Carlos Dias do Centro Amicale de Santarém sagrou-se Campeão Nacional na Categoria de Júnior Masculino – de 61Kg, no 18.º Campeonato Nacional de Karate que decorreu dia 10 no Pavilhão Rota dos Móveis, em Lordelo, Paredes, nas categorias de Cadetes, Juniores e Sub 21 da Federação Portuguesa de Karate – Portugal. Para os Campeonatos Nacionais são apurados os atletas que conquistaram medalhas de pódio, nos diversos Campeonatos Regionais, nomeadamente: Norte,

Centro Norte, Centro Sul, Sul, Açores e Madeira, totalizando 6 Regiões, apurando para o Campeonato Nacional de Karate 32 atletas

provenientes destas regiões, por cada escalão de peso. Desta forma a Associação Distrital de Santarém - Amicale Karate esteve em grande evidência, conseguindo apurar 13 competidores nos dois escalões (Cadetes e Júniores). Destes 13 competidores, quatro subiram ao pódio, conquistando dois títulos de Campeão Nacional, um título de Vice-Campeão Nacional e um Título de terceiro lugar. Também a atleta Joana Laia Gameiro do Dojo Amicale do Cartaxo revalidou o Título Nacional que já lhe pertencia do ano transacto,

na categoria de Júnior Feminino – 48 Kg. Como forma de preparação para este Campeonato Nacional o atleta Rafael Carlos Dias já tinha conquistado, esta época, diversos lugares de pódio, nomeadamente no Torneio da Liga Portuguesa de Karate Shito-Ryu e no Campeonato Regional Centro Sul da Federação Nacional de Karate. No mesmo campeonato Joana Gameiro foi Campeã Nacional (Júnior 48kg), Yuri Tristão – Vicecampeão Nacional (Júnior + 76 kg) e Beatriz Fuzeiro – 3º lugar (Sub 21 - 60kg).

Atletismo

202 atletas nos Campeonatos de Santarém No passado fim-de-semana realizou-se em Pombal, no Pavilhão da Expocentro, o Campeonato Regional de Juniores de Pista Coberta uma organização conjunta das Associações de Leiria, Santarém e Coimbra. Nos

Associação de Futebol de Santarém Divisão Principal

Campeonatos de Santarém participaram 202 atletas, em representação de 14 clubes filiados. Colectivamente venceu, em femininos, o CN Rio Maior e, em masculinos, a CP Alcanena. Destaque para os recordes

dos 200 metros femininos e no escalão de juvenis e para o recorde do salto em altura femininos que foi igualado. No próximo fim-de-semana realiza-se em Pombal o Campeonato Regional de Provas Combinadas numa

organização conjunta com a Associação de Leiria e Coimbra. No sábado, na Nave Desportiva de Alpiarça, realiza-se o Triatlo Técnico para Juvenis e um conjunto de provas de preparação para os restantes escalões.

14.ª jornada

2.ª Divisão Série A

2.ª Divisão Série B

AREPA, 3 U. Tomar, 1 Alcanenense, 3-Atl. Ouriense, 1 Mação, 3 Amiense, 0 Fazendense, 3 - Moçarriense, 2 Torres Novas, 4 - Entroncamento, 0

8.ª jornada Pego, 1 Atalaiense, 1 Abrantina, 3 Assentis, 1 Cercal, 1 F. Zêzere, 1 Caxarias, 1 Vasco Gama, 0 Mindense, 3 Alferrarede, 2

8.ª jornada Glória, 6 Goleganense, 0 E. Comércio, 1 Salvaterrense, 1 U. Chamusca, 1 S. Correia, 3 U. Almeirim, 0 Coruchense, 2 Barrosense, 0 Pontével, 9

J V E D G P 1.º Alcanenense 2.º Torres Novas 3.º Mação 4.º Benavente 5.º Atl. Ouriense 6.º Amiense 7.º Fazendense 8.º U. Tomar 9.º Entroncamento 10.º Moçarriense 11.º AREPA

13 12 13 12 13 13 13 13 12 13 13

11 9 7 5 6 5 4 4 3 3 2

2 2 3 5 2 3 1 1 1 1 1

0 1 3 2 5 5 8 8 8 9 10

26- 5 26- 9 18- 6 19-12 16-14 22-16 14-27 16-20 9-21 8-28 7-25

35 29 24 20 20 18 13 13 10 10 7

15.ª Jornada (18-12-2011): Atlético Ouriense - AREPA, Amiense - Alcanenense, Moçarriense - Mação, U. Tomar - Torres Novas e Entroncamento - Benavente.

J V E D G P

J V E D G P 1.º Abrantina 2.º Atalaiense 3.º Assentis 4.º F. Zêzere 5.º Alferrarede 6.º Vasco da Gama 7.º Pego 8.º Mindense 9.º Cercal 10.º Caxarias

8 8 8 8 8 8 8 8 8 8

6 4 4 3 3 3 3 2 2 2

1 2 0 2 1 1 1 3 3 2

1 2 4 3 4 4 4 3 3 4

15-7 11-10 18-17 10-10 11-6 12-13 10-12 5-11 10-10 6-12

19 14 12 11 10 10 10 9 9 8

9.ª Jornada (18-12-2011): Atalaiense-Abrantina, Assentis-Cercal, F. Zêzere-Caxarias, Vasco da Gama-Mindense e Alferrarede-Pego.

1.º Coruchense 2.º Pontével 3.º Glória 4.º E. Comércio 5.º Salvaterrense 6.º U. Chamusca 7.º U. Almeirim 8.º Samora Correia 9.º Goleganense 10.º Barrosense

8 8 8 7 8 8 8 8 7 8

7 5 5 4 4 3 2 2 1 0

0 2 1 2 1 2 2 1 1 0

1 1 2 1 3 3 4 5 5 8

30-7 21 21-5 17 18-6 16 25-10 14 23-12 13 16-12 11 13-10 8 11-15 7 6-22 4 3-67 0

9.ª Jornada (18-12-2011): PontévelEmpregados no Comércio, Salvaterrense-Glória, Samora Correia-Barrosense, Coruchense-U. Chamusca e Goleganense-U. Almeirim.

lares, J. Ouriense – HCS. Domingo (dia 18), às 15h00, em Infantis, Sp. Tomar B – HCS e em Junio-

Taça Fundação do INATEL

Série F Alencalense, 0 Almoster, 7 V. Santarém, 1-Casal Charneca, 4

Resultados da 7.ª Jornada

1.º Almoster 2.º S. Domingos 3.º C. Charneca 4.º Alencalense 5.º V. Santarém

Série A Alvega, 3 Envendos, 1 Sentieiras, 3

Ortiga, 4 Carvoeiro, 2 S. Facundo, 1

JVEDG P 1.º Ortiga 2.º Carvoeiro 3.º Sentieiras 4.º Alvega 5.º S. Facundo 6.º Envendos

7 7 7 7 7 7

3 3 3 2 2 1

4 3 1 2 2 2

0 1 3 3 3 4

12- 7 9- 5 14- 9 12-17 8-11 3- 9

13 12 10 8 8 5

Próxima jornada: Ortiga - Envendos, S. Facundo - Alvega e Carvoeiro-Sentieiras.

Série B Amoreira, 0 Arreciadas, 2 Lobos Carvalhal, 4-Rio Moinhos, 2 Alf. Velha, 0 - Casais Revelhos, 1

JVEDG P 1.º C. Revelhos 2.º Alf. Velha 3.º Amoreira 4.º Arreciadas 5.º R. Moinhos 6.º L. Carvalhal

7 7 7 7 7 7

4 4 4 3 2 1

1 1 0 2 1 1

2 14- 6 2 11- 4 3 7- 8 2 13-10 4 7-11 5 8-21

13 13 12 11 7 4

Próxima jornada: Alferrarede Velha-Lobos Carvalhal, Casais Revelhos-Amoreira e Rio Moinhos-Arreciadas.

Série C Sabacheira, 0 Olival, 0

6 5 5 6 4

6 3 2 1 0

0 0 0 1 1

0 2 3 4 3

26- 5 7- 6 6-12 9-15 4-13

18 9 6 4 1

Próxima jornada: Seiça-Linhaceira e Bairro Olival. Folga: Sabacheira.

Série D Vale Cavalos, 4 - Carregueira, 0 Parreira, 7 Tancos, 0 1.º Vale Cavalos 2.º Parreira 3.º Ulme 4.º Carregueira 5.º Tancos

JVEDG

P

6 6 5 5 6

18 13 7 1 1

6 4 2 0 0

0 1 1 1 1

JVEDG 5 5 6 5 5

4 4 6 0 0

1 1 1 1 0

0 0 2 4 5

17- 2 11- 4 9- 8 3-16 1-11

P

13 13 13 1 0

Próxima jornada: Casal da Charneca-S. Domingos e Almoster - Vale de Santarém. Folga: Alencalense.

Série G Lapa, 1 Vale da Pinta, 0

Ereira, 0 Valada, 2

JVEDG P 1.º Ereira 2.º Lapa 3.º V. da Pedra 4.º Valada 5.º V. da Pinta

5 6 5 6 6

4 3 2 2 0

0 2 1 1 0

1 12- 5 1 10- 8 2 7- 6 2 11- 8 6 2-15

12 11 7 7 0

Próxima jornada: Valada-Vale da Pedra e Ereira- Vale da Pinta. Folga: Lapa.

Série H Arados, 0 - Benfica do Ribatejo, 7 Granho, 1 - Foros de Salvaterra, 4

JVEDG P

1.º B. Ribatejo 5 2.º F. Salvaterra 6 3.º C. Benfica S.C. 5 4.º Granho 6 5.º Arados 6

5 3 3 1 0

0 2 1 1 0

0 1 1 4 6

16- 2 9- 4 10- 4 3- 9 4-18

15 11 10 4 0

Próxima jornada: Foros de Salvaterra-Casa do Benfica S.C. e Benfica do Ribatejo-Granho. Folga: Arados.

Série I Bairro, 2 Seiça, 2

JVEDG P 1.º Seiça 2.º Olival 3.º Bairro 4.º Sabacheira 5.º Linhaceira

res, HCS – Ginásio ‘Os Corujas’. Terça-feira (dia 20), às 21h30, em Juniores, HCS – Santa Cita.

0 1 2 4 5

21- 2 16- 4 3- 6 3-14 1-18

Erra, 1 - Marianos e Murta, 0 Raposa, 0 - Paço dos Negros, 3 1.º P. Negros 2.º M. e Murta 3.º Erra 4.º Raposa 5.º Zebrinho

JVEDG 6 5 6 6 5

6 2 2 1 0

0 1 1 1 3

0 2 3 4 2

17- 2 4- 3 6- 9 3-11 1- 6

P

18 7 7 4 3

Próxima jornada: Paço dos Negros-Zebrinho e Marianos e Murta-Raposa. Folga: Erra.

Série J Montinho Pegos, 7-F. Lagoiços, 0 Fajarda, 5 Volta do Vale, 0 Azervadinha, 0 - Santa Justa, 2

JVEDG P 1.º M. Pegos 2.º Santa Justa 3.º Fajarda 4.º Azervadinha 5.º V. do Vale 6.º F. Lagoiços

7 7 7 7 7 7

7 6 3 2 1 1

0 0 1 1 0 0

0 1 3 4 6 6

27- 1 18- 3 8- 7 7- 6 8-23 8-26

21 18 10 7 3 3

Próxima jornada: Tancos-Ulme e Carregueira-Parreira. Folga: Vale de Cavalos.

Próxima jornada: Foros Lagoiços-Fajarda, Santa Justa-Montinhos dos Pegos e Volta do ValeAzervadinha.

Série E

Série K

Arrouquelas, 5 Assentiz, 1 Vilanovense, 3 Alcobertas, 3

Malhada Alta, 1 - Carapuções, 0 Santano Mato, 1-Faz. Figueiras, 1 Rebocho, 0 - Cortiçadas Lavre, 0

JVEDG P 1.º Arrouquelas 2.º Alcobertas 3.º Assentis 4.º Quebradas 5.º Vilanovense

6 6 5 5 6

4 3 2 1 0

0 2 0 2 4

2 1 3 2 2

11- 6 10- 6 10-13 5- 7 6-10

12 11 6 5 4

Próxima jornada: AlcobertasQuebradas e Assentiz-Vilanovense. Folga: Arrouquelas.

JVEDG P 1.º Rebocho 2.º C. de Lavre 3.º S. do Mato 4.º Carapuções 5.º F. Figueiras 6.º M. Alta

7 7 7 7 7 7

5 4 3 2 1 1

2 2 1 2 2 1

0 16- 4 1 8- 5 3 10-10 3 12-12 4 10-14 5 5-16

17 14 10 8 5 4

Próxima jornada: CarapuçõesSantana do Mato, Cortiçadas de Lavre-Malhada Alta e Fazenda das Figueiras - Rebocho. PUB

FUNERÁRIA DOM FERNANDO A. FERNANDO,, LD LDA. SANTARÉM

243 108 492 APOIA O DESPORTO DA REGIÃO


saúde

Edição n.º 6.287 | 16 de Dezembro de 2011

CORREIO DO RIBATEJO

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Nefrologistas aconselham população

10 sinais de alerta da doença renal crónica A doença renal crónica é uma doença silenciosa e, por isso, muitas vezes detectada tardiamente, pelo que aprender a identificar os sinais de alerta é fundamental para evitar a sua progressão, alerta a Sociedade Portuguesa de Nefrologia (SPN). “O diagnóstico precoce é essencial, pois frequentemente é possível controlar as causas da doença e impedir que se agrave. Contudo, alguns sintomas só são perceptíveis nas fases mais avançadas da doença renal e a possibi-

lidade de recuperação torna-se diminuta”, refere Fernando Nolasco, presidente da SPN. Um dos principais sinais de doença renal consiste na alteração na cor da urina, que se pode tornar mais turva e escura. A hipertensão e a diabetes são responsáveis por mais de metade dos casos de insuficiência renal. Por isso, as pessoas que sofrem destas patologias estão em maior risco. Outro dos sintomas comuns trata-se do inchaço à volta dos olhos, assim

como das pernas. A dor lombar, frequente e que não aumenta com o movimento, é um sinal de alerta para a existência de um distúrbio ao nível renal. Falta de força, fadiga, anemia (palidez anormal), náuseas e vómitos matinais, e até falta de ar podem ser sinais de que os rins não estão a funcionar correctamente. As pessoas com historial de familiares com doença renal também estão em risco. A única forma de detectar a doença renal crónica em fases precoces é atra-

vés da análise ao sangue, que avalia os valores da ureia e creatinina. As análises à urina permitem detectar substâncias anómalas e caracterizar o eventual tipo de lesão renal. Por último, a ecografia renal avalia o tamanho dos rins. Se forem mais pequenos que o normal, a doença é provavelmente crónica. Em Portugal, estima-se que 800 mil pessoas sofram de doença renal crónica. Todos os anos surgem mais de 2 mil novos casos de doentes em falência renal.

Mulheres que comem mais peixe sofrem menos do coração Os riscos de desenvolvimento de problemas cardíacos são mais raros entre as mulheres em idade fértil que consomem regularmente peixes ricos em ómega 3, revela um estudo dinamarquês. Trata-se da primeira investigação que se debruça sobre mulheres entre os 15 e os 49 anos e os benefícios do consumo de peixe na sua saúde cardíaca. Segundo o estudo, publicado na revista da Associação Norte-Americana do Coração, as mulheres que consomem pouco ou raramente peixe têm mais de 50

por cento de problemas cardiovasculares face às que consomem peixe regular-

mente. De uma maneira geral, as mulheres que consomem

pouco ou nada de peixe têm um risco de problemas cardíacos superior a 90 por cento comparativamente com as que comem peixe semanalmente. O estudo, citado pela agência AFP, abrangeu, durante oito anos, perto de 49 mil mulheres com uma idade média de 30 anos. A maior parte das inquiridas que consumiam peixe regularmente disse que comia salmão, bacalhau fresco, arenque e cavala, ricos em ómega 3, um ácido gordo polinsaturado ao qual são atribuídas propriedades benéficas para o coração.

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Colheita de sangue domingo em Pernes O Grupo de Dadores de Sangue de Pernes promove uma colheita de sangue, dia 18, das 09h00 às 13h00, na Escola EB 2/3 D. Manuel I, em Pernes, seguida de almoço comemorativo do 15.º Aniversário, na Casa de Convívio de Póvoa das Mós.

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saúde

Edição n.º 6.287 | 16 de Dezembro de 2011

CORREIO DO RIBATEJO

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Santarém recebe primeiro Hospital privado do distrito O ministro de Estado e dos Assuntos Parlamentares, Miguel Relvas, inaugurou anteontem o Hospital Privado de Santarém (HPS) que pretende tornar-se “numa unidade de referência na região”. O governante enalteceu “a capacidade de iniciativa” demonstrada por um grupo de médicos e empresários de Santarém na realização deste projecto que, na sua opinião, “mostra que o país não está condenado ao fatalismo”. “Não é só ao Estado que cabe a resolução de problemas”, disse Miguel Relvas, afirmando que esta unidade de saúde agora inaugurada vai funcionar como “um complemento” ao Hospital Distrital de Santarém. É também essa a perspectiva de José Joaquim Silva, presidente do conselho de administração do HPS: “queremos estreitar parcerias no âmbito dos serviços clínicos, partilha técnica e permuta de conhecimentos entre os profissionais das duas unidades”, afirmou. Destacando as “excelentes condições físicas e técnicas” que este Hospital possui, José Joaquim Silva não tem dúvidas que se trata de um incremento na res-

Miguel Relvas, Francisco Moita Flores, D. Manuel Pelino e José Joaquim Silva, no descerramento de placa que assina a inauguração do novo hospital

posta de cuidados de saúde na região. Moita Flores, presidente da Câmara de Santarém, que acompanhou de perto toda a execução do projecto, disse que esta obra se trata de “uma mais-valia” para a cidade. “O país precisa de exemplos de excelência como este”, declarou o autarca, destacando o investimento

de mais de 13 Milhões de Euros que foi feito. O hospital, situado na Rua Nova, freguesia de S. Nicolau funcionará num edifício moderno, edificado de raiz, e terá todas as valências hospitalares dispondo dos mais actuais meios auxiliares de diagnóstico e tratamento. Implementado numa área superior a 5700 metros qua-

drados, é constituído por três pisos: Piso -1 destinado a estacionamento; Piso 0 destinado às consultas externas das diversas especialidades, serviço de Imagiologia e Medicina Física e de Reabilitação; Piso 1 internamento com 30 camas e Bloco Operatório com 3 salas, sendo uma delas de Cirurgia de Ambulatório e respectivos recobros.

Segundo o Director Clinico do HPS, António Júlio Silva, todo o projecto assentou na necessidade de construção de uma unidade hospitalar “abrangente nas diversas áreas médico/cirúrgicas, de modo a que os utentes que procuram os serviços recebam um tratamento de qualidade e altamente especializado”. Em termos de recursos

humanos, irão trabalhar neste Hospital cerca de 130 profissionais sendo 60 do quadro da instituição e 70 em regime de prestação de serviços. A zona de Internamento é constituída por 30 camas, distribuídas por quartos individuais e duplos equipados com casa de banho privativa, TV, telefone, internet, ar condicionado e armários para guarda de objectos pessoais, proporcionando assim o máximo conforto aos pacientes. O Bloco operatório dispõe de três salas, uma das quais destinadas a Cirurgia de Ambulatório com recobro próprio e estão equipadas para todo o tipo de cirurgias. Todas as salas dispõem de um sistema de iluminação inovador com eliminação do efeito de sombra e ar condicionado de fluxo laminar, reduzindo a possibilidade de contaminação. Destaca-se ainda a existência de equipamento de vanguarda destinado à cirurgia minimamente invasiva, sistema de vídeo que permite gravar todas as intervenções, recobro pósoperatório e uma unidade de esterilização. Filipe Mendes

Instituto da Droga e Toxicodependência

Atrasos nos pagamentos deixam comunidades terapêuticas em dificuldades O presidente da Associação Picapau, comunidade terapêutica situada no concelho de Santarém, disse à agência Lusa que a instituição vive uma situação de estrangulamento financeiro devido aos atrasos nos pagamentos por parte do Instituto da Droga e Toxicodependência (IDT). Alfredo Calado disse à Lusa que a associação não recebe o valor convencionado com o IDT desde Agosto e que deixou igualmente de receber os “termos” (documentos que au-

torizam o tratamento), frisando que das 28 pessoas actualmente em tratamento 25 aguardam ainda a emissão desse documento. Sem saberem exactamente de que estrutura vão passar a depender com a extinção do IDT, as comunidades terapêuticas, instituições particulares de solidariedade social, temem pela sua sobrevivência, havendo já algumas a encerrar, frisou. Segundo disse Alfredo Calado, além dos atrasos nos pagamentos, as institui-

ções têm vindo a ver reduzidos os donativos de bens alimentares que recebiam por parte de algumas empresas, valendo a parceria com o Banco Alimentar. Por outro lado, as famílias raramente pagam os 20 por cento do valor do internamento que lhes cabe, disse. Segundo Alfredo Calado, se não fosse a comparticipação que recebem da Segurança Social por projectos que têm em curso, muitas das comunidades já teriam fechado, havendo neste momento grande dificul-

dade em pagar os salários. Criada em 1993, a Associação Picapau, instalada numa quinta alugada na povoação de Atalaia (freguesia de Almoster), aplica o chamado método Minnesota ou dos doze passos, que procura a cura de toxicodependentes através “de um trabalho interior”, de alteração do estilo de vida, sem utilização de medicamentos de substituição. Além da quinta, a associação tem uma equipa de rua e três apartamentos para inserção, com um total de 22

camas. A equipa técnica integra dois psicólogos (um terceiro teve que ser dispensado recentemente devido às dificuldades financeiras), um educador especial, um assistente social e cinco monitores, havendo ainda consultas regulares por parte de um clínico geral e de um psiquiatra. A maior parte dos internados são dependentes de heroína e cocaína, mas há também alcoólicos e, mais recentemente, a associação começou a receber pessoas

que estão em tratamento com metadona. Entre as pessoas que se encontram na comunidade há algumas que estão em tratamento em substituição de pena, o que, frisou Alfredo Calado, sai mais barato ao Estado, além de que há um trabalho de reabilitação. A agência Lusa questionou o Ministério da Saúde sobre as razões dos atrasos nos pagamentos e sobre quem vai tutelar estas instituições, não tendo obtido resposta em tempo útil.

Conselho de administração do CHMT toma posse Joaquim Nabais Esperancinha tomou posse anteontem como presidente do novo conselho de administração do Centro Hospitalar do Médio Tejo (CHMT), que congrega os hospitais de Torres Novas, Tomar e Abrantes.

Além de Joaquim Esperancinha, o novo órgão de gestão integra os vogais Paulo Marques Vasco (director clínico), Nelson Paulino da Silva (enfermeiro director), António José Horta Lérias e João Pedro Gil Lourenço.

Joaquim Esperancinha, 64 anos, já presidiu ao CHMT entre Dezembro de 2002 e Abril de 2005. O relatório de uma auditoria financeira realizada pela Inspecção-Geral de Finanças é crítico para com a gestão do Conselho de Ad-

ministração (CA) cessante, presidido por António Andrade, em funções desde outubro de 2007 e em gestão corrente desde Outubro de 2010. Segundo o relatório, a situação económica e financeira do CHMT tem vindo a

degradar-se, tendo os resultados líquidos apresentado um valor negativo de 24,1 milhões de euros em 2009. Esse relatório, de Julho último, considerava que o “péssimo funcionamento” da administração, cujo mandato havia cessado em

Dezembro de 2010, encontrando-se desde então em gestão, tornava “por demais urgente a nomeação de uma nova equipa”, que deveria ter como prioridade “a elaboração de um plano de reorganização e racionalização dos serviços”.


tauromaquia

Edição n.º 6.287 | 16 de Dezembro de 2011

CORREIO DO RIBATEJO

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Campo Pequeno Coordenação de

Ludgero Mendes

A Festa de Luto!

Faleceu Lourenço Mourato A Tauromaquia está de luto com o falecimento de mais uma figura da festa portuguesa. Lourenço Mourato, antigo forcado do Grupo de Forcados Amadores de Portalegre e há cerca de 17 anos era editor e apresentador do programa “3 Tércios” na Rádio Portalegre, os últimos treze com a colaboração de Hugo Teixeira, tinha 58 anos e faleceu na passada segunda-feira, dia 12 de Dezembro de 2011, vítima de doença prolongada. Muitos amigos, profissionais do toureio e simples aficionados anónimos passaram na noite deste infausto dia pela Igreja de São Tiago, em Portalegre onde estiveram em câmara ardente os restos mortais deste apreciado crítico tauromáquico, que se destaca pela sua insuperável afición e por um dinamismo surpreendente. O funeral realizou-se esta terça-feira, pelas 16 horas, em Portalegre, registando a presença de inúmeros amigos que não quiseram deixar de associar-se a esta última homenagem. À Família enlutada apresentamos a expressão das mais sentidas condolências.

Faleceu João Batista Entretanto, faleceu no passado dia 7 de Dezembro, também vítima de doença incurável o grande aficionado João Batista, de Salvaterra de Magos, pai da jovem cavaleira tauromáquica Ana Batista. João Batista contava 88 anos de idade, era um grande apaixonado pelo mundo dos cavalos e tal gosto terá influenciado sua filha na escolha desta actividade profissional. Ana Batista encontrava-se no México a cumprir diversos contratos, porém, regressou de urgência a Portugal para participar nas exéquias fúnebres de seu pai. À Família enlutada, e em especial à jovem cavaleira Ana Batista, apresentamos as mais sentidas condolências.

Festival de Mourão ganha contornos Mourão marca, um ano mais, o arranque oficial da nova temporada, com um Festival Taurino Misto. Assim, no próximo dia 1 de Fevereiro irão actuar os cavaleiros António Maria Brito Paes, Manuel Lúpi (na foto) e Marcelo Mendes, enquanto, a pé se apresentarão os matadores de toiros Eduardo Dávila Miura e Javier Solis, estando ainda por confirmar a presença do terceiro diestro. Será português? Já agora, parecia-nos bem, ou será que os empresários espanhóis dão, assim, tantas oportunidades aos nossos toureiros que tenhamos de os compensar desta maneira? Desconhece-se ainda quem pegará os toiros da lide equestre, bem como também não foram anunciada a procedência dos novilhos. Aguardemos! Serão espanhóis?

Abono 2012 com campanha de Natal A empresa do Campo Pequeno, SA lançou uma campanha de Natal, destinada exclusivamente a abonados das temporadas de 2011 e anteriores, para a venda do Abono de 2012 com 20% de desconto, na qual é válida até ao próximo dia 30 de Dezembro. O Abono de 2012 é composto por 14 corridas de toiros e uma novilhada, repartidas entre os meses de Abril a Outubro. Embora sujeitas a algum ajustamento, determinado por motivos imprevistos, as datas para o Abono de 2012 serão as seguintes: 12 de Abril

(inauguração da temporada), 3 e 17 de Maio; 7 de Junho; 3,12,19 e 26 de Julho; 2, 9, 16 (novilhada), 23 e 30 de Agosto; 7 de Setem-

bro; e a 4 de Outubro a Corrida de Gala à Antiga Portuguesa, para encerramento do Abono. A empresa, atendendo à

conjuntura económica menos favorável, estabeleceu a possibilidade de liquidação do Abono em quatro prestações (25% em cada), terminando cada fase de subscrição, respectivamente, a 30 de Dezembro de 2011, a 31 de Janeiro, a 29 de Fevereiro e a 31 de Março de 2012. Tal como em 2011, o bilhete para a novilhada é oferta da Empresa, que, entretanto, decidiu manter o preço do “Cativo Júnior” em 100 Euros, como forma de cativar mais juventude para assistir aos espectáculos tauromáquicos.

Toureio a Pé – Cada vez menos expressão! O toureio a pé em arenas portuguesas é algo cada vez mais raro! É verdade que as figuras actuais são pouco carismáticas e não atraem muito público às praças, como não é menos verdade que o nosso público aprecia mais as corridas com cavaleiros e forcados, como não deixa, também, de ser verdade que o facto de a maioria dos empresários serem antigos forcados sempre influencia a composição dos cartéis! Tudo somado – ou subtraído! – resulta apenas no seguinte: Apenas dois matadores nacionais pisaram arenas portuguesas: Luís

Vital “Procuna” (na foto), por 10 ocasiões, e Nuno Casquinha, em três. No mais, actuaram diestros espanhóis, em Vila Franca, no Campo Pequeno, na Moita, na Nazaré, na Figueira da Foz, entre outros tauródromos de menor importância. A nível de novilheiros o cenário não é muito mais auspicioso, pois, apenas, três jovens actuaram no nosso país – Manuel Dias Gomes, em 6 tardes, João Augusto Moura – que prometeu muito, mas, tem vindo a eclipsar-se – actuou apenas em 3 espectáculos, e Daniel Nunes, apenas por uma vez.

Finalmente, entre os novilheiros praticantes regista-se a actuação de quatro jovens: Tiago Santos, aluno da Escola de Toureio “José Falcão” que actuou em 6 espectáculos, enquanto Gonçalo Montoya, Dio-

go dos Santos e Diogo Damas apenas actuaram por uma vez. Muito pouco, para quem aspira a ser alguém nesta tão difícil carreira. E o futuro do toureio a pé em Portugal? Bem, é uma autêntica incógnita...

Análise da Temporada 2011 – IV Cavaleiros Praticantes Prosseguimos esta semana a divulgação das estatísticas relativas à temporada de 2011, tomando como referência o documento disponibilizado pela Associação Nacional dos Toureiros, com os constrangimentos já anteriormente referidos, nomeadamente, decorrentes do facto de esta entidade apenas (!) divulgar elementos relativos aos seus associados. Regista-se um significativo número de cavaleiros praticantes em actividade

nesta temporada de 2011, estando por confirmar se tal será bom, ou não, uma vez que dos vinte e três referenciados nesta estatística apenas três se apresentaram mais de dez vezes, enquanto alguns que evidenciam maiores faculdades técnicas e artísticas se apresentaram em escassas oportunidades. Dado que alguns destes jovens marialvas já alinham neste escalafón há diversos anos, a época de 2012 poderá trazer a oportunidade da alternativa, o que, para alguns já se justificará, enquanto que para a maioria tal constitui pouco mais do

que uma miragem. João Maria Branco apresentou-se em 16 espectáculos, o que, de facto, já é um número assinalável, enquanto a jovem alentejana Maria Mira actuou em 11 tardes e Mateus Prieto em 10. Por 8 vezes actuaram António d’Almeida e João Soller Garcia, enquanto o promissor João Salgueiro da Costa, triunfador no Campo Pequeno, actuou apenas 7 corridas, tal como Joaquim Guerra e Tiago Martins; Alexandre Gomes, Paulo d’Azambuja e Miguel Tavares – que acaba de cessar a relação de apode-

ramento com Luís Pombeiro – actuaram em 6 espectáculos; Nelson Limas, Rui Guerra, Tiago Cantante, Tomás Pinto e Verónica Cabaço actuaram 4 vezes cada, sendo que Tiago Pinto tomou a alternativa a 10 de Junho, em Santarém, tendo actuado como profissional mais dez corridas; João Pamplona Jr. e Manuel Comba apresentaram-se por 3 vezes; José Carlos Portugal, Manuel Vacas de Carvalho, Sofia Almeida e Tiago Lucas actuaram duas vezes, e João Domingues apresentou-se em uma única oportunidade.

Silveti corta rabo na Monumental México O jovem matador de toiros mexicano Diego Silveti - que este ano tomou a alternativa em Espanha, apadrinhado por José Tomás, escassos dias após se haver apresentado como novilheiro no Campo Pequeno – cometeu no passado domin-

go, dia 11 de Dezembro, a proeza histórica de cortar duas orelhas e um rabo na corrida que se realizou na Monumental Plaza México, a sexta da Temporada Grande. Silveti, que fora aplaudido no primeiro toiro que en-

frentou, mesmo depois de escutar um aviso, cortou depois as duas orelhas e o rabo ao segundo, saindo apoteoticamente em ombros. O diestro espanhol Alejandro Talavante foi ovacionado no primeiro, depois de um aviso, aplaudido no

segundo, e silenciado no “sobrero”, que regalou no final da corrida. O mexicano Guillermo Capetillo foi ovacionado no primeiro e assobiado no segundo, após um aviso. Os toiros, pouco colaborantes, pertenceram à ganadaria de Los Encinos.


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Edição n.º 6.287 | 16 de Dezembro de 2011

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CORREIO DO RIBATEJO

Tejo Wine Night A Comissão Vitivinícola Regional do Tejo (CVR Tejo), em parceria com o grupo El Galego e em conjunto com 30 produtores da Região realizou, na passada sexta-feira, a primeira ‘Tejo Wine Night’. O jantar temático dedicado ao fado teve lugar na tenda multiusos montada na Praça da Liberdade, em Santarém e contou com 150 pessoas. Durante a noite registou-se a presença de 400 pessoas, essencialmente jovens.

Montra solidária Ainda no âmbito desta iniciativa, a CVR Tejo vai dinamizar o mesmo espaço, com a campanha “Vinhos do Tejo, a prenda ideal para este Natal”, que decorrerá de 18 a 23 de Dezembro (das 15h00 às 20h00), onde os 30 produtores da Região terão uma Montra de Natal para exposição, provas e vendas de vinhos do Tejo. A campanha “Vinhos do Tejo, a prenda ideal para este Natal” pretende ainda contribuir com 10% do valor de cada garrafa vendida para a compra de um empilhador para o Banco Alimentar Contra a Fome de Santarém.

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A Comissão Vitivinícola Regional do Tejo promove durante todo o mês de Dezembro e a nível nacional o Passatempo Vinhos do Tejo – Em cada garrafa um rio de prémios. O principal objectivo do passatempo é premiar todos os consumidores de Vinhos do Tejo e angariar novos consumidores para os vinhos da Região. O premiados deste passatempo receberão diariamente cinco vales de 50 euros em combustível, os dois concorrentes que acumularem o maior número de participações serão premiados, no final do mês, com um automóvel e um tablet, respectivamente.

Com um copo avaliamos o vinho. Análise sensorial objectiva e subjectiva. Caracterização dos vinhos da região Tejo Na loja como comprar vinho. Como servir o vinho. Provas cegas de vinhos brancos e tintos Para mais informação ou adquirir o seu Voucher/Prenda contactar t.batista@cvrtejo.pt

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Horóscopo Diário Ligue já! 760 10 77 34. Carta Dominante: 2 de Copas, que significa Amor Amor.. Amor Amor:: Clima de grande harmonia familiar e amorosa, mas seja mais compreensivo. Saúde: Poderá sofrer de stress. Mantenha a calma. Preocupe-se com aquilo que você pensa sobre si próprio, faça uma limpeza interior. Dinheiro Dinheiro:: Terá de controlar esse seu instinto materialista. Pensamento positivo: Dedico-me às pessoas que amo. Números da Sorte: 12, 41, 20, 36, 4, 17. Dia mais favorável: quarta-feira.

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Horóscopo Diário Ligue já! 760 10 77 37. Carta Dominante: 4 de ESCORPIÃO 19/12 a 25/12/2012 Ouros, que significa Projectos. Amor Amor:: É provável que atravesse um Horóscopo Diário Ligue já! 760 10 77 38. Carta Dominante: Rainha período um pouco conturbado. Viva de uma forma sábia. Saúde: Não de Ouros, que significa Ambição, PPoder oder oder.. Amor Amor:: Aproveite bem todos abuse da sua vitalidade e das suas energias pois poderá ficar exausto. os momentos a dois. É através do exercício diário da bondade que se Dinheiro Dinheiro:: Partilhe as suas ideias com os colegas de trabalho e podepode tornar uma pessoa verdadeiramente realizada! Saúde: Poderá rão daí advir algumas oportunidades que deve saber aproveitar. PenDinheiro:: Conserve todos os seus bens samento positivo: Acredito nos meus projectos, sei que mereço ser 24/10 a 22/11 sentir alguma fadiga física. Dinheiro materiais com zelo e cuidado. Pensamento positivo: Mostro ao Mundo bem sucedido! Números da Sorte: 20, 47, 6, 23, 45, 9. Dia mais favotoda a luz que existe em mim. Números da Sorte: 24, 17, 46, 31, 9, 11. rável: segunda-feira. Dia mais favorável: terça-feira.

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Horóscopo Diário Ligue já! 760 10 77 36. Carta Dominante: Ás de Espadas, que significa Sucesso. Amor Amor:: Dê mais de si aos outros e deixe de se preocupar com as pequenas atribulações diárias. Que a clareza de espírito esteja sempre consigo! Saúde: Pratique exercício físico suave para relaxar. Dinheiro Dinheiro:: Deixe os seus investimentos darem 24/8 a 23/9 frutos. Pensamento positivo: O sucesso espera por mim, porque eu mereço! Números da Sorte: 33, 20, 4, 36, 19, 1. Dia mais favorável: domingo.

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Horóscopo Diário Ligue já! 760 10 77 35. Carta Dominante: A Roda movimento. Amor Amor:: Não se introda Fortuna, que significa Sorte em movimento meta em relações alheias pois poderá ser mal interpretado. Deite fora tudo o que o prejudica e tudo o que está a mais dentro de si. Saúde: Atravessa uma fase equilibrada neste campo. Dinheiro Dinheiro:: As suas capacidades de concentração no trabalho poderão trazer-lhe alguns bons resultados. Pensamento positivo: Acredito que a vida me traz surpresas maravilhosas. Números da Sorte: 12, 4, 32, 47, 19, 7. Dia mais favorável: sexta-feira.

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Horóscopo Diário Ligue já! 760 10 77 32. Carta Dominante: 4 de EsAmor:: Clima romântico e padas, que significa Inquietação, Agitação. Amor sentimental na relação afectiva. Saúde: Atravessa uma fase de nervosismo e stress. Aprenda a perdoar-se a si próprio! Dinheiro Dinheiro:: Não arrisque em negócios que não lhe ofereçam garantias. Seja prudente. Pensa21/4 a 21/5 mento positivo: Sou sincero, e isso tranquiliza o meu coração. Números da Sorte: 49, 15, 39, 22, 1, 30. Dia mais favorável: sábado.

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Horóscopo Diário Ligue já! 760 10 77 31. Carta Dominante: O Louco Louco, que significa Excentricidade Excentricidade. Amor Amor:: Deverá começar a pensar mais em si. Viva o presente com confiança! Saúde: O seu corpo precisa de descanso, faça o que ele lhe pede. Dinheiro Dinheiro:: Evite ser precipitado no que toca à gestão dos seus rendimentos. Pensamento positivo: Eu acre21/03 a 20/04 dito nos meus sonhos! Números da Sorte: 17, 23, 45, 2, 19, 40. Dia mais favorável: segunda-feira.

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CARNEIRO

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igue já! 760 10 77 33. Carta Dominante: A EstreHoróscopo Diário Ligue la, que significa Protecção, LLuz uz uz. Amor Amor:: Afaste-se da rotina com a pessoa amada. Opte por fazer aquela viagem há muito planeada. Que a leveza de espírito seja uma constante na sua vida! Saúde: Fase de fadiga excessiva. Descanse mais. Dinheiro Dinheiro:: Não se esforce demasiado, pense mais em si. Pensamento positivo: Acredito que há uma estrela que olha por mim! Números da Sorte: 21, 30, 25, 11, 5, 32. Dia mais favorável: quinta-feira.

Martins Ferreira, Alzira Taínha de Sousa, Maria Josefina Belo Tavares Cadete, José Manuel Ferreira dos Santos Clemente, António Amaral, Fernando Manuel Varandas Veiga, Luís Manuel Mascarenhas Silva Pereira, António Pina Ferreira Campos Braz, Diogo Marques Veríssimo Serrão e Joel José Duarte de Jesus. Em 22, Maria Henriqueta de Sousa Mota, Branca Domingues dos Santos Forte Vaz, Laura Hipólito dos Santos Rosário Godinho, Celeste Cativo Caldas Frazão, Maria Antónia Bento Frazão, Pedro Miguel Fontes da Cunha Fernandes e Maria Celeste Caldas Frazão Matos. 2

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Pratas, Henrique Manuel Duarte do Rosário Costa e Manuel Vieira Galrinho. Em 19, Maria João da Luz Ambrioso Carrinho, António José Rebelo Pinto Lino Netto, Álvaro Francisco Russo, António Fortunato Santos, Filipe Manuel Carreira Durão, Miguel Carlos Portalete Guerra Semedo e Alfredo Carlos Pereira Costa. Em 20, Maria de Fátima Leitão da Fonseca Tavares Faia, Maria do Rosário Farinha Matias, Diana Maria Lindberg Fontes, Gabriel António Pedro e João Pedro Gaudêncio Leal Franco. Em 21, Rita Maria Bruto da Costa Machado da Costa, Elisa da Franca Ribeiro M

As anedotas do Barbosa

Um jovem devolve uma mala a uma senhora que a perdera umas horas antes. Ela rectifica o conteúdo e diz: - Engraçado, quando perdi a mala tinha cá dentro uma nota de cinquenta euros e agora encontro cinco notas de dez euros… Responde o jovem: - A última pessoa cuja mala eu devolvi, também não tinha dinheiro trocado para a recompensa…

FAZEM ANOS: Em 16, Maria Clara Garcia Camacho, Leopoldina Gomes Costa, Augusta Maria Baptista Vigário, Teresa Isabel Vieira Martins, Henrique de Morais Carvalho, Álvaro Arnaldo Correia de Lemos, Luís João da Luz Brandão Rego e Luís Filipe Fontes da Cunha Fernandes. Em 17, Ana Maria Lúcio da Silva, Virgínia Castelo Madeira, Maria da Conceição Vicente das Neves, Jacinta Maria Pedro, Ana Maria Tropa Rodrigues Duarte e Raquel Montês de Carvalho. Em 18, Maria Edite António Pedro, Maria Fernanda Magalhães Bernardino, Maria Suzel Segurado d’Aguiar, António da Silva

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Preencha as casas vazias, com algarismos de 1 a 9, sem repetições em nenhuma linha ou quadrado.

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Significado: Ao abandono; ao acaso; à toa; à aventura; estar entregue à própria sorte. Origem: Para Guilherme Augusto Simões (in Dicionário de Expressões Populares Portuguesas, ed. Perspectivas & Realidades, Lisboa) a frase tem a seguinte explicação: «(…) ao pedido de esmola que os mendigos antigamente faziam – “Uma esmolinha, por amor de Deus” –, obtinham a resposta, daqueles que nada queriam dar, “Deus dará“, e assim quem andava a mendigar andava ao “Deus dará“».

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VERTICAIS – 1 - Defeituosos. Termines. 2 Pegar com alguém. Antiga cidade da Tróade, o m. q. Ilion. 3 - Arbusto da família das Ericáceas de flores muito ornamentais. Enreda, intriga (Fig.). 4 - Habilidade especial para. Nitroglicerina (abrev.). Também não. 5 - Uso (Suf.). Deixar para mais adiante, adiar. 6 - Embarcação de remo e vela latina (Ant.). 7 - Que tem necessidade de ar (Biol.). Vogais iguais. 8 - 2500 (Rom.). Gemidos. Silencioso (Bras.). 9 - O m. q. dois. Diz-se dos medicamentos que se empregam contra doenças de ouvidos. 10 - Dar o ser a. O m. q. jarumá (Bras.). 1 1- Garro grande. Filtram.

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HORIZONTAIS – 1 - Divididos ao meio. 1700 (Rom.). 2 - Gancho metálico para pescar. Cidade no concelho do Seixal (Setúbal). 3 - Igualam (Prov.). O m. q. beduíno. 4 - Malícia (Fig.). Aplicar. Vai para fora. 5 - Tirou do sítio. Batráquio anuro que vive nos lugares encharcados. 6 - Que tanto vive na terra como na água. 7 - Centúrio (s.q.). Pessoa que joga o ténis. 8 Peixinho (Bras.). Corrente (Suf.). Internet Relay Chat (abrev.). 9 - Utensílio para atrelar as muares e asininos à carroça, ao arado ou à nora. Acto de acuar. 10 - Rio da Alemanha. Denominação dada a qualquer serpente de grande tamanho, especialmente à jibóia. 11 - Vão para fora. Originam.

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emHoróscopo Diário Ligue já! 760 10 77 39. Carta Dominante: A TTemperança, que significa Equilíbrio. Amor Amor:: Faça um jantar especial e muito romântico para a sua cara-metade. Saúde: Procure não andar muito tenso. Aceite os erros dos outros e os seus. Dinheiro Dinheiro:: Poderá ser surpreendido por uma factura que não esperava. Pensamento positivo: Procuro agir com equilíbrio em todas as situações. Números da Sorte: 41, 23, 47, 36, 21, 27. Dia mais favorável: segunda-feira.

AQUÁRIO

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orre, Horóscopo Diário Ligue já! 760 10 77 41. Carta Dominante: A TTorre, que significa Convicções Erradas, Colapso Colapso. Amor Amor:: Organize um jantar para juntar os seus amigos. Nunca perca a esperança nas pessoas, invista nelas! Saúde: Momento calmo e sem preocupações. Dinheiro Dinheiro:: Não haverá nenhuma alteração significativa. Pensamento positivo: Te21/1 a 19/2 nho Fé em todos os momentos, mas principalmente nos que me parecem ser mais difíceis. Números da Sorte: 14, 19, 23, 46, 2, 42. Dia mais favorável: sexta-feira.

CAPRICÓRNIO

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Horóscopo Diário Ligue já! 760 10 77 40. Carta Dominante: 8 de Paus, que significa Rapidez. Amor Amor:: Se partilhar os seus problemas com alguém em quem confie verá que se sentirá bem mais leve. Saúde: Seja paciente quando o comportamento dos outros não corresponder às suas expectativas. Relaxe um pouco mais. Dinheiro Dinheiro:: Período 22/12 a 20/1 em que terá uma boa segurança financeira. Pensamento positivo: Construo o meu caminho com optimismo e sinceridade! Números da Sorte: 22, 17, 36, 40, 9, 25. Dia mais favorável: quinta-feira.

PEIXES

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Horóscopo Diário Ligue já! 760 10 77 42. Carta Dominante: O Eremita, que significa Procura, Solidão Solidão. Amor Amor:: Deixe de lado as mágoas e perdoe o seu próximo. Só erra quem está a aprender a fazer as coisas da maneira certa! Saúde: Tendência para problemas de memória. Dinheiro nheiro:: Continue a saber gerir bem o seu dinheiro para não deixar o barco afundar-se. Pensamento positivo: Não sofro por antecipação, o que tiver de ser, será! Números da Sorte: 20, 13, 4, 26, 7, 10. Dia mais favorável: sábado.


correio policial

Edição n.º 6.287 | 16 de Dezembro de 2011

Problema Policial

“Aconteceu em 1977” Joãozinho “Azarento” andava mesmo cheio de azar. Enquanto se tratara de roubar carteiras… arrombar carros… e assaltar casas, a “coisa” não lhe desagradara. A colheita geralmente compensava… E o risco de passar uma temporada “à sombra” não o atemorizava. De resto, toda a Polícia o conhecia bem… e aos colegas… e ao Chefe. Mas também não ganhava nada com isso porque todos eram espcialistas na “matéria”.

Por: “Jomape” (Alferrarede) No entanto, agora o “negócio” era mais sério! Aquela ideia do Chefe transformar a malta (e sem lhes dizer “água vai”…) num grupo de bombistas, até lhe pusera os cabelos em pé… Primeiro porque não conhecia a “profissão”… Depois, com o seu azar habitual, qualquer dia iria mesmo pelos ares com a bomba e tudo. Ou então seria “engavetado” para toda a vida… Não! Não lhe agradava mesmo nada… Nunca matara ninguém… Nem queria matar. Roubar, isso era outra coisa… O melhor seria “reformar-se” enquanto era tempo! E até podia ser que ganhasse “algum” do lado contrário… Conhecia tanta coisa e tanta gente… Contudo, a sorte não queria nada com ele. Desde que os seus dois primeiros trabalhos haviam fracassado, pois as bombas tinham sido descobertas antes da explosão, o Chefe já não era o mesmo para ele… Parecia-lhe que ficara desconfiado… Como se pudesse ler o seu pensamento! Se assim

fosse, estava “tramado”… Mas, que diabo, tantas bombas são descobertas antes de rebentarem… E os jornais naqueles dois casos, até haviam noticiado que tinha sido por acaso… A verdade é que andava mesmo obcecado com aquela história. *** Era mesmo de propósito. Com o tempo “bestial” que estava… logo havia de lhe marcar trabalho para o dia seguinte… Já não poderia aproveitar aquele primeiro domingo de Primavera para tomar uma boa “banhoca” na praia… Teria de adiar a inauguração da “época balnear”. Ainda por cima, obrigara-o a estar todo aquele dia fechado em casa do Chefe para planearem uma série de “trabalhos”. Nem sequer conseguira uma aberta para comprar o jornal… E, só depois do jantar, após a saída dos colegas, é que chegou o novo “recruta”, um magnífico “relojoeiro”, arranjado pelo Chefe, para prepararem o engenho para o dia seguinte. Seria para o meiodia. E, desta vez, o Chefe determinou que a “encomen-

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A correspondência para a página policial deve ser enviada para Correio do Ribatejo, Rua Serpa Pinto, n.º 98, Apartado 323 2001-904 Santarém, ou pelo email: geral@correiodoribatejo.com

Coordenação de Domingos Cabral

soas que se encontravam nas redondezas. Felizmente, ninguém mais fora atingido. Mas, Joãozinho “Azarento” voara mesmo pelos ares. Cerca de dois minutos depois, o Insp. Nunes dos Santos, ao chegar ao local, com os seus agentes, encontrou um monte de destroços… embora tivesse identificado imediatamente aquelas orelhas inconfundíveis. Então, duvidou que se tratasse de mero acidente, e as suas suspeitas avolumaramse ao descobrir, no meio dos despojos, um pequeno pedaço de papel com as seguintes anotações: 10/I/22/23/24 8/II/14/15/16 27/III/11/10/12. Extraordinário! O homem ia anotando os “prémios” de sua “apólice de seguro”…

Era evidente. Mas, nem todos os números da última linha, escritos hoje, sem dúvida, correspondiam aos factos! Como explicar esta anomalia? O Insp. afastou-se um pouco, para pensar com mais calma e, passados alguns instantes, encontrou a solução. Voltou ao local, procurou com cuidado, encontrou… e ainda conseguiu confirmar a sua hipótese. A verdade é que podia ter evitado aquela morte! Estava desolado, pois nem sequer poderia incriminar o culpado, que premeditara um mais que provável acidente para originar um verdadeiro suicídio involuntário. *** Joãozinho “Azarento” morrera precisamente ao meio-dia. Paz à sua alma.

*** No outro dia, Joãozinho “Azarento” acordou mesmo a tempo de cumprir o horário que havia estabelecido na véspera, enquanto não adormecia. Agarrou no “objecto” e saiu… Comprou o jornal para ler mais tarde, descansadamente… Desta vez teria de ser ao contrário… E, se… Queria lá saber… Se calhar ainda era a melhor solução! Entrou numa cabine telefónica, onde se demorou pouco tempo… Ao sair viu as horas no seu relógio… E lá foi andando vagarosamente. Mais uma hora de caminho e outra para se safar… Terminara o azar de Joãozinho “Azarento”. A cem metros do Ministério, o estrondo alarmou todas as pes-

Solução do Problema “O Colar Desaparecido”, de “Tony Cooper”, publicado no dia 2/12/2011 - Apesar de Vítor Lopes ser pouco amigo de trabalhar, andar metido em namoricos e jogar à batota e criar a má fama que já tinha – nada nos diz que tivesse sido ele a roubar o cordão… Depois, se o fosse, seria um “ladrão” demasiado ingénuo ou mesmo brincalhão, pois iria retirar o cordão dentro da casa… apenas para o colocar no guiador da bicicleta… Se fosse ele, porque não o “esconderia” noutro lugar apenas de si conhecido? — Quanto ao Rui Pedro (…) a ingenuidade seria ainda maior ao retirar o cordão

de um lado e pô-lo noutro bem à vista. Se o fizesse, no desejo de pretender incriminar o irmão, colocaria o cordão, por exemplo, sob o selim da bicicleta ou escondido sob o colchão da cama onde o irmão dormia…ou nas roupas deste. Por outro lado, quem souber o que é regar uma horta com “água corrida” avalia e sabe imediatamente que ele não se poderia ausentar dali pois que a água mostraria logo que o “regador” o havia feito… - Do casal nem é bom falar, pois nada nos leva a essa suspeita… - Finalmente, temos os “animais” da casa: a gata e a pega… Se tivesse sido a primeira, faria um enorme estardalhaço ao retirar o colar da

concha com a pata, ou, se a abocanhasse, não só era capaz de ficar marcado com os dentes como seria maior o barulho ao saltar da cómoda para o chão, com o cordão à sua frente… Mas com a pega, e sabendo-se da tendência destas para roubar objectos (especialmente os brilhantes) que vão esconder sempre noutros lugares (geralmente nos ninhos) podemos admitir que o tivesse levado no bico e ao passar ali (voando da casa para a árvore onde teria o seu), o colar se prendesse no guiador da bicicleta, lhe oferecesse resistência e ela o tivesse abandonado. Concorrente contemplado: João Gomes Santarém

em frente de montões de notas, distribuindo os quinhões aos seus cúmplices. Um jornal comparava o “seu” assalto ao do comboio-correio, em Inglaterra, e instintivamente repudiou a ideia: não podiam fazer comparações, pois o “seu” assalto seria diferente de tudo. Num esforço supremo, tentou pôr em ordem os seus pensamentos. Ordenou os pormenores numa sequência lógica na sua entrada no mecanismo do “seu” assalto. Nada. Nada havia esquecido. Tudo se encontrava em ordem cronológica, perfeita, tão perfeita como o mecanismo de um relógio. Tudo fora previsto, ensaiado, e os seus

amigos eram homens que sabiam do ofício. Na manhã seguinte, quando o Banco abrisse as portas, espalhar-seia pelo país inteiro a notícia do assalto. E embora o não quisessem, todos teriam de reconhecer a centelha do seu génio. Sorriu. Sorriu outra vez. Mas escassas horas o separavam do seu objectivo. Sem saber porquê, sentiuse nervoso. A aproximação das horas, o pensar no tempo que ainda faltava, fizeram-no acelerar o pulsar do seu coração. Tentou dominar-se. Precisava de se dominar, de continuar a ser aquele homem frio, calculista e enérgico que os outros apreciavam. Ergueu-se da cama. Tirou

do casaco os cigarros e começou a fumar. Aproximou-se da janela, puxou o cortinado para o lado e ficou com a mão encostada à parede, erguida acima da cabeça, em atitude repousante e meditativa. Lá em baixo, dois andares mais abaixo, do outro lado da rua, ficava o “seu” Banco. E, dentro de poucas horas, esse Banco ficaria na história do crime, na história dos mais perfeitos assaltos da História e esse assalto seria seu, seria o “seu” assalto. O rosto tornou a iluminarse-lhe por um sorriso largo. Voltou costas à janela e deitou-se de novo. Poucos minutos decorre-

ram. Subitamente, aos seus ouvidos e sobrepondo-se ao ruído normal da rua, chegou o som de qualquer coisa confusa que não conseguia definir. Apurou os ouvidos numa tentativa de averiguar o que se passava e onde se passava. Levantou-se de um pulo e dirigiu-se à janela. Ouviu tiros mesmo antes de olhar para baixo. Uma comoção enorme se apossou dele. Sentiu que o corpo era despojado de qualquer parcela de energia e agarrou-se ao parapeito para não cair; lá em baixo, do outro lado da rua, dois andares mais abaixo, alguém acabava de assaltar o Banco…

da” fosse entregue mais sobre a hora, para reduzir as possibilidades de novo fracasso. Como já era tarde, ele dormiria lá em casa do Chefe e de lá sairia com o “embrulho” directamente para o local. Levaria mais de uma hora a pé, pois não iria correr riscos inúteis… Há sempre quem tenha boa memória…

*** Convida-se, agora, o leitor a explicar este caso, justificando convenientemente a sua teoria. As respostas devem ser enviadas, no prazo de dez dias, para “Correio Policial”, Correio do Ribatejo, Rua Serpa Pinto, 98, Apartado 323, 2001-904 – Santarém, ou pelos emails: geral@correiodoribatejo.com, ou d.cabral@sapo.pt. Sortearemos um livro entre as respostas recebidas. A solução e o nome do contemplado serão aqui divulgados no dia 30 do corrente.

Conto

“O assalto” Fechou a porta e rodou a chave na fechadura. Olhou a cama, o guarda-roupa, a pequena mesa e a janela. Tirou o chapéu e atirou-o, num pequeno voo, na direcção da mesa. As abas tocaram o móvel levemente e, num impulso caprichoso, o

Por: Lima Rodrigues chapéu oscilou na borda da mesa e acabou por cair. Sorriu. Parecia não estar com a mão muito certa. Depois, vagarosamente, despiu o casaco. Não se deu ao cuidado de se descalçar quando se deixou cair na cama. Por momentos, fixou o olhar no tecto. Suspirou

longamente e sorriu-se. No seu pensamento, em fantástica cavalgada, desfilavam todos os pormenores do que iria ser um dos assaltos mais extraordinários da nossa era. Via já os cabeçalhos dos jornais, o ar intrigado dos polícias, as reclamações do público. Num fugaz instante, conseguiu mesmo vislumbrar um homem falando no que lhe pareceu ser um congresso qualquer. Sorriu. Rememoriou os pormenores um por um, mas o pensamento não o deixava concentrar-se neles: ultrapassavaos velozmente para se fixar apenas no que seria o após assalto. E continuou a ver o mundo inteiro a falar no “caso do assalto ao Banco” e via-se


última

CORREIO DO RIBATEJO Edição n.º 6.287 | 16 de Dezembro de 2011

Ao balcão do Quinzena

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E liberdade! Em Santarém o espírito natalício é vivido ao sabor das Festas da Liberdade, numa época em que se assinala o nascimento do Menino...

Adoro esta época do ano! Paz, amor, harmonia, solidariedade...

Alpiarça pede ajuda do Estado para recuperar Casa dos Patudos

Francisco José Viegas ficou sensibilizado com o que viu nos Patudos

O secretário de Estado da Cultura, Francisco José Viegas inaugurou oficialmente, na sexta-feira, a primeira fase das obras de recuperação da Casa-Museu dos Patudos, em Alpiarça. Legado de José Relvas ao concelho de Alpiarça, a Casa esteve encerrada ao público entre meados de 2009 e reabriu no dia 31 de Outubro, data do 82º aniversário da morte do republicano. Mário Pereira, presidente da Câmara de Alpiarça, aproveitou a presença do governante para pedir apoio no financiamento da segunda fase da intervenção na Casa-Museu dos Patudos, que além do edifício – uma obra de referência do arquitecto Raul Lino – alberga uma das mais importantes colecções particulares de arte a nível nacional. Orçada em 2,55 milhões de euros, num projecto financiado no âmbito do Quadro de Referência Estratégico Nacional, sendo a

comparticipação da autarquia da ordem dos 800.000 euros, esta intervenção é “extremamente onerosa para uma autarquia de pequena dimensão”, afirmou Mário Pereira. O autarca sublinhou que este investimento, para além das despesas “normais” de manutenção, representa “um esforço enorme que mobiliza muitos recursos”. Lembrando que a Câmara de Alpiarça tem assumido “sozinha” há mais de 50 anos o encargo decorrente da conservação deste espólio, Mário Pereira considera que é agora “justo que o Estado assuma responsabilidades” na comparticipação de intervenções futuras. É também intenção da autarquia que o processo de integração da Casa dos Patudos na Rede Portuguesa de Museus “seja concluído com celeridade” de forma a garantir um incremento de visitas e assim fomentar o desenvolvimento turístico do concelho.

O secretário de Estado da Cultura manifestou-se “sensibilizado” com o vasto património que encontrou nesta Casa-Museu e elogiou o trabalho feito pela autarquia na conservação deste espólio. Embora sem enunciar um apoio declarado às intenções da autarquia, o governante prometeu “regressar com mais calma” para analisar “uma resposta do Estado” nesta matéria e articular um “apoio mais concertado”. “Fiquei sensibilizado: todo este conjunto de espaços deve ser motivo de orgulho para Alpiarça, mas também para o País”, declarou o tutelar da Secretaria de Estado da Cultura. “Espero que, em breve, possamos combinar como será a segunda fase da recuperação da Casa dos Patudos”, referiu Francisco José Viegas. As obras passam por uma “intervenção global a todos os níveis”, para recuperar as áreas degradadas, abrir no-

vas zonas expositivas, devolver os “circuitos tradicionais da casa” e criar um Centro de Documentação e Investigação. A intervenção passa ainda pela criação de condições de acessibilidade para pessoas de mobilidade limitada, de uma recepção e de uma loja, que ajude na obtenção de receitas. Mário Pereira afirmou que a primeira fase do projecto incluiu a reposição de equipamento, mobiliário e peças, a organização de espaços e percursos de visitação, definida pela equipa liderada pelo conservador do museu, Nuno Prates, em parceria com as personalidades envolvidas no projecto desde o seu início. Para a segunda fase, da responsabilidade do arquitecto Manuel Reis, estão previstos os arranjos exteriores da Casa-Museu, com a construção de um edifício com cafetaria, espaço ajardinado e um bosque. Filipe Mendes

Do menino Salgueiro Maia, certo?

Ponto final Com poderes reforçados e olvidado humanismo, o fisco é, cada vez mais, a besta negra de um estado intransigente para com os outros e negligente consigo próprio. Medidas ordinárias (mesmo que ditas de excepção), põem crescentemente em causa direitos básicos dos cidadãos e afectam condições de democraticidade social que julgava-mos estáveis! Não só nas desproporcionadas contribuições fiscais e nas obrigações logísticas e administrativas a cargo dos contribuintes mas, igualmente, nas coimas associadas, nos discursos legais, nos prazos de regularização. Os nossos direitos de cidadania encontram-se, na prática, cada vez mais em perigo. O contribuinte tratado como um criminoso em potência ou efectividade! A concepção de inocente até prova em contrário, subvertido pela relação contrária. Nunca a noção de que o desconhecimento da lei não dispensa o seu cumprimento foi levada tão longe! Eis, assim, a fiscalidade! Forma do Estado gerar dinheiro que, irresponsavelmente, desbaratou nas últimas décadas. Braço armado de um poder contudo temeroso de afrontar o poder dos poderosos. Face ao qual, a grande maioria dos contribuintes, constituem indefesos rebanhos, tosquiados até ao tutano. Os trabalhadores por conta doutrem e os pequenos e médios empresários, perdem quotidianamente direitos, segurança, remunerações e, principalmente, respeitabilidade! Enquanto as grandes empresas e fortunas se mantêm intocáveis, como sempre. É a sociedade de mercado no seu pior: mercantilista, desumana e tecnocrática! Isto, num país em que estudos recentes revelam uma desigualdade social (leia-se diferença entre ricos e pobres) recorde. Em que a corrupção nacional (na Madeira e não só) é objecto de sucessivas repreensões externas. E, enquanto isso, a mesma classe política que nos pôs de tanga (e da qual não há razão para pensar que tenha mudado tanto assim) assume agora o papel de salvadora! Classe política em quem votamos alternadamente porque essa é, também, a única opção de repúdio que nos é eleitoralmente permitida! Mudando de voto ao sabor das alternâncias da desilusão! Enquanto, gradualmente, se vai desistindo e engrossando os estruturais níveis de abstenção: não só eleitoral, mas igualmente de intervenção política e de cidadania. Num país em que ninguém acredita, já, em ninguém! Nem na classe política; governante ou opositora. Nem na justiça: legal ou fiscal. Mas, mais grave ainda, cada vez acreditamos menos uns nos outros. Divorciados que estamos de uma ética de cidadania e acossados por hordas de vígaros e legiões de vendedores e publicidades enganosas. Cada vez mais agressivos, cada vez mais criativos, cada vez … mais! Aurélio Lopes aurelio.rosa.lopes@sapo.pt aesfingedebronze.blogspot.com


Festa de Natal Solidária • Programa Palhaços do Veto-Teatro Oficina

Dance Stoffel Santarém

A pensar nos mais jovens espectadores o VETO-TEATRO OFICINA, secção de Teatro do Círculo Cultural Scalabitano, criou o Grupo de Palhaços. Ainda hoje, os Palhaços do VETO contam com um dos fundadores: o Pantufa e levam a alegria e a brincadeira aos quatro cantos de Portugal, incluindo as Regiões Autónomas. Em 1981, nos Estados Unidos da América, os Palhaços do Veto obtiveram a internacionalização e a recompensa de terem alcançado o galardão do melhor espectáculo do dia no Festival onde, pela

A Dance Stoffel teve o seu início no ano de 2010. É uma Associação sem fins lucrativos que se dedica ao ensino, formação e prática da dança, nas modalidades Dança Livre (hip pop, latina), Dança Desportiva (Latinas e Standard) com a iniciação e competição, Dança Social para quem gosta de dançar, conviver e divertir-se. Esta escola de dança encontra-se inscrita na Associação de Dança Desportiva de Santarém e na Federação Portuguesa de Dança Desportiva e conta em actividade com cerca de 30

primeira vez, um grupo representou Portugal. No mesmo festival o palhaço Pantufa ganhou também o galardão de melhor actor. Para os escalabitanos os

Palhaços do VETO são já uma referência, que atravessou várias gerações e a sua melhor e única compensação são os sorrisos de jovens e adultos.

Gimno Clube de Santarém O Gimno Clube de Santarém fundado em 18 de Setembro de 1996, com 15 anos de existência, atingiu a sua maturidade enquanto associação cultural. Com a criação do GCS deu-se início à 2ª geração da ginástica no concelho de Santarém, um clube vocacionado unicamente para a prática de actividades gímnicas, com conhecimento técnico acumulado e com um conjunto de profissionais capazes de produzir resultados de nível nacional. Continuamos a procurar atingir os nossos objectivos enquanto entidade pública virada para a

prestação de serviços aos cidadãos do Concelho de Santarém. Neste momento tem 115 ginastas dos diferentes escalões, desde a motricidade infantil (2/3 anos) até ao escalão senior.

O Clube tem duas vertentes: fomentar a pratica desportiva e a outra de competição, onde tem obtido campeões distritais, nacionais e internacionais e levando o nome da cidade como referencia desportiva.

Grupo Académico de Danças Ribatejanas Os Grupos Académico de Danças Ribatejanas e Infantil de Dança Regional, de Santarém, foram fundados em 1956, pelo saudoso etnógrafo Celestino Graça, com o propósito de promover a recolha, reconstituição e divulgação das tradições folclóricas do Ribatejo e desde então, mercê de uma constante e ininterrupta actividade, têm representado a nossa re-

gião por todo o país, em festas e romarias ou em importantes festivais de fol-

dançarinos, de ambos os sexos, a partir dos 3 anos. A Dance Stoffel Santarém, de momento, para além da participação de campeonatos regionais e

nacionais já agendados pela Federação Portuguesa de Dança Desportiva também participa em eventos sempre que solicitada.

Rogério Lopes Rogério Paulo Silva Lopes, natural do Cartaxo, de 45 anos de idade, frequenta a APPACDM de Santarém desde 1981 e, desde essa altura, deu a conhecer a sua aptidão para a música e para o teatro. Desde pequeno que é conhecido por imitar Marco Paulo e outros artistas portugueses nas escolas por onde passou. Nas festas, na sua sala, no pátio e outras ocasiões Rogério Lopes canta e encanta todos os presentes. Em 2003 concorre pela primeira vez ao Festival Nacional da Canção para as Pessoas com Deficiência, na Lousã, sendo um dos nove escolhidos (entre 27 concorrentes), o mesmo acontecendo nos anos de 2005, 2007 e 2009. Nos anos 2006, 2007 e 2009, participou nos ENCONTRArte a Cantar, es-

pectáculos com cantores de renome nacional e cantores com deficiência mental, alguns vencedores dos festivais da canção para pessoas com deficiência, sempre com grande empenho e sa-

tisfação. Paralelamente tem desenvolvido trabalhos como actor no Teatro Fantasia da APPACDM de Santarém, integrando diversos projectos e espectáculos.

Coro Infantil do Círculo Cultural Scalabitano

clore, bem assim como em largas dezenas de digressões em vinte cinco países.

Ronald McDonald junta-se à Festa O Restaurante McDonald’s® de Santarém e o Ronald McDonald juntam-se a esta Festa de Natal Solidária com o objectivo de proporcionar a todas as crianças e famílias um dia inesquecível de diversão. Vamos todos juntos contribuir para melhorar o Natal de muitas famílias!

O Coro Infantil do Círculo Cultural Scalabitano (CICCS) nasceu em Dezembro de 2009 com o intuito de ensinar música de uma maneira mais simples e divertida, promovendo a diversão com as actuações, aprendizagem de técnica vocal e leitura musical, e ainda a criação de um novo grupo de amigos. Através da educação musical e do canto, os membros do coro treinam a disciplina, as competências musicais e interpessoais, desempenhando assim o papel de jovens embaixadores da Música junto das suas comunidades.


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Correio do Ribatejo de 16 de Dezembro