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CORREIO DO RIBATEJO

Tudo em Pneus ao melhor preço

Fundado em 1891 por João Arruda. Director de Mérito: Dr. Virgílio Arruda

9 de Setembro de 2011 • 120.º ano • N.º 6.273 • Sai à 6.ª-feira • Preço: j 0,60 • Semanário Regional • Telef. 243333116 • Fax 243333258 www.correiodoribatejo.com

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Director: João Paulo Narciso • Redacção: Rua Serpa Pinto, 98 a 104 • Apartado 323 • 2001-904 Santarém• E-mail: geral@correiodoribatejo.com Gerentes e proprietários: Mário da Conceição Lopes, Manuel Oliveira Canelas e Luís Manuel Pires Marques

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Telefones: 243323304 SANTARÉM 243356000 PORTELA DAS PADEIRAS

Câmara poderá desistir do contrato de arrendamento

Café Central sem futuro à vista Faleceu o médico Almeida Gonçalves O médico dermatologista José Carlos d’ Almeida Gonçalves, natural e residente no Vale de Santarém, faleceu no dia 4 de Setembro, aos 82 anos de idade. A morte ocorreu um mês depois de ter sido internado no Hospital Distrital de Santarém, unidade de saúde onde trabalhou quase três décadas e onde fundou, no ano de 1986, o Serviço de Dermatologia. p. 19

A Câmara de Santarém poderá vir a desistir do contrato de arrendamento do espaço do Café Central, cujo valor mensal (1900 euros) se está a tornar “incomportável”, numa altura em que a Autarquia atravessa grandes dificuldades financeiras, segundo disse Francisco Moita Flores, na última reunião do Executivo. Fechado desde 2007, o café tem sido alvo de vários concursos públicos, todos eles desertos. E o último concessionário deixou o espaço ainda mais degradado do que já estava. Contactado pelo Correio do Ribatejo, o proprietário do espaço, José João, lamenta a crescente decadência do estabelecimento e considera que a autarquia deveria ter acautelado melhor a sua preservação. Não quer baixar a renda, mas declara-se disponível para encontrar uma solução. p. 7

Respostas sociais em risco por causa de atraso na ligação da EDP

Festival Celestino Graça

Folclore nas ruas de Santarém p. 17

Centro Social espera há um ano que se faça luz O Centro Social Serra do Alecrim, localizado em Pé da Pedreira, Alcanede, está impedido de abrir as portas das suas respostas sociais porque a EDP ainda não efectuou a ligação à rede, apesar do serviço já ter sido solicitado há mais de um ano. Manuel Inácio, presidente da direcção desta IPSS, está indignado com a morosidade do processo. p. 5 PUB

Encerra ao domingo

TABERNA DO QUINZENA I – Rua Pedro de Santarém, 93-95 – Santarém Telef. 243322804 – Fax 243332850 – Coordenadas GPS: N 39º 13.874’ W 008º 41.179’

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TABERNA DO QUINZENA II – Cerca da Mecheira, 20 – Santarém – Telef. 243333110 Fax 243332850 – Coordenadas GPS: N 39º 14.275’ W 008º 41.293’

Aberto todos os dias

Taberna do Quinzena Santarém Hotel – Av.ª Madre Andaluz – Santarém Telef. 243330805 – Telemóvel 912148721 – Coordenadas GPS: N 39º 13’21.26” W 8º 41’29.95”


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agricultura

CORREIO DO RIBATEJO Edição n.º 6.273 | 9 de Setembro de 2011

Produtores de milho preocupados com ordem judicial que impede uso de principal unidade de secagem Os produtores de milho receiam que uma providência cautelar que os impede de utilizar a unidade de secagem da Agromais em Riachos, Torres Novas, quando decorre a colheita deste cereal, cause “graves prejuízos” num momento de grande dificuldade da economia. Mário Antunes, da Agrotejo, União Agrícola do Norte do Vale do Tejo, disse à agência Lusa que cada dia de impedimento de recorrer à maior unidade de secagem da Península Ibérica (com uma capacidade de recepção de 1.200 toneladas/dia) provoca “gravíssimos prejuízos”, colocando em risco “a sobrevivência de muitas famílias de agricultores”. Segundo Mário Antunes, num ano que se prevê ser o da maior campanha de milho de sempre, o impedimento de utilização desta unidade deixa os produtores muito preocupados.

Agromais tem capacidade para receber 1.200 toneladas de milho por dia

Em causa está um procedimento judicial interposto por um proprietário que confina com a unidade de secagem da Agromais, lo-

calizada na zona industrial de Riachos, que invoca “direitos de personalidade”, que têm a ver com questões de bem estar e de saúde,

devido às poeiras alegadamente emitidas, disse. Esta diligência já ocorreu em anos anteriores, mas Mário Antunes sublinha

que foi ultrapassada e não coincidiu com um momento como este. “Cada dia que passa, o problema é maior”, restando aos agricultores “confiar” que o Tribunal tome “uma decisão coerente e rápida”, afirmou. O dirigente da Agrotejo sublinha que esta é região do país com maior concentração de produção de milho a nível nacional, pelo que as outras unidades de secagem existentes não são suficientes para dar resposta. Informou que, quando colhido, o milho apresenta níveis de humidade superiores aos exigidos para conservação, pelo que tem que passar por um processo de secagem. Mário Antunes afirmou que a Agromais, que está certificada em termos de qualidade, tem feito “investimentos substanciais” para evitar problemas de poluição numa estrutura construí-

da há cerca de duas décadas. Em comunicado, a direcção da Agrotejo considera “inadmissível que, face à gravíssima situação económica e financeira do país e perante um esforço colectivo de promoção da produção agrícola nacional, se ponha em causa o funcionamento do principal entreposto de recepção de milho em Portugal, colocando em risco a sobrevivência de muitas famílias de agricultores”. A associação lamenta “o recurso sistemático à litigância como forma de resolver interesses particulares” que põem em causa “tão importante pilar da economia regional e nacional”. De acordo com o comunicado, a Agrotejo deu conhecimento da sua posição à ministra da Agricultura, à comissão parlamentar de Agricultura e aos autarcas da região.

FRIMOR comercializa 400 toneladas Feira Rural dia 18 em Santarém de cebola em cinco dias A Frimor 2011 – Feira Nacional da Cebola comercializou este ano cerca de 400 toneladas de cebola, pelos 35 ceboleiros que marcaram presença no certame que decorreu de 31 de Agosto a 4 de Setembro em Rio Maior. “A quantidade de visitantes que se deslocou à nossa cidade não só incidiu na Frimor, mas também contribuiu para que o comércio local tivesse um maior movimento do que o habitual,” admitiu o vereador com o pelouro das Feiras, Nuno Malta, no balanço do mais antigo certame anual que se realiza naquele concelho. O certame teve ainda como atractivos uma exposição agrícola, exposição automóvel, a 5ª Mostra Gastronómica de Carnes Certificadas, Feira da Saúde, Tavernas Típicas e Passeio Equestre. Também o XXIV Encontro Nacional de Coleccionadores, mostras de folclore, colóquios, prova de vinhos, animação de rua, um espaço de animação infanto-juvenil, animação com D’js na Tenda dos Bares e concertos musicais, foram outros eventos que se realizaram no âmbito da FRIMOR.

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A Câmara Municipal de Santarém e a Confederação Nacional de Jovens Agricultores e Desenvolvimento Rural (CNJ) promovem, dia 18 de Setembro, das 9h00 às 13h00, mais uma edição da Feira Rural, no Jardim da República, em Santarém. A feira, com carácter mensal, realiza-se no terceiro domingo de cada mês, até Novembro e procura, segundo a autarquia, “promover e divulgar os produtores locais e estimular o consumo de produtos nacionais, para além de pretender reforçar que os produtos nacionais, especialmente os de natureza agrícola são de boa qualidade e beneficiam a saúde”.

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CONVOCATÓRIA

Nos termos estatutários, convocam-se em 2ª convocatória todos os sócios em pleno gozo dos seus direitos para a Assembleia Geral Extraordinária, que terá lugar no dia 16 de Setembro de 2011, pelas 20 horas e trinta minutos, na sua sede social sita em Estrada das Caneiras – Santarém, com a seguinte ordem de trabalhos: 1º e Ponto único expulsão de sócio. Caneiras, 02 de Setembro de 2011. Pelo Presidente da Mesa da Assembleia Geral O Secretário Jorge Manuel Ribeiro Dias Nota: Se à hora marcada não estiver presente pelo menos metade dos associados com direito a tomar parte na mesma, a Assembleia funcionará com qualquer número de sócios meia hora depois.


agricultura

Edição n.º 6.273 | 9 de Setembro de 2011

CORREIO DO RIBATEJO

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Colheita de tomate para indústria pode estar em causa devido à chuva As chuvas de há uma semana pode colocar em causa a colheita de tomate para indústria, quando falta ainda apanhar cerca de 60 por cento da produção nacional, disse a Torriba - Organização de Produtores Hortofrutícolas. “As chuvas atravessam o país e as coisas estão comprometidas em todas as regiões”, afirmou à Lusa Filipe Andrade e Sousa, da Torriba, mostrando-se “muito preocupado com toda a conjuntura”. O responsável referiu que “o investimento é muito pesado e de grande sacrifício”, adiantando que “50 a 60 por cento da produção está por colher”. Segundo o produtor, 2011 tem sido “um ano muito difícil porque na primavera, com a instalação das culturas, houve muita chuva, o que prejudicou as primeiras plantações. Agora temos chuvas que hipotecam a colheita” do tomate.

Segundo os produtores, 2011 tem sido “um ano muito difícil” para a campanha do tomate

“O negócio não tem margem para perder 50 a 60 por cento da receita”, lamentou. Segundo Filipe Andrade e Sousa, “com as dificuldades de crédito que há, se as pessoas saírem fragilizadas de uma campanha destas, não se sabe como reagir”. O responsável defendeu

um sistema de seguros que possa fazer face a este tipo de situações. “Não sou apologista de andar sempre com pedidos mas se tivéssemos seguros a funcionar sentíamo-nos minimamente compensados e moralmente mais descansados”, disse. “Terá que haver uma vontade e força muito grande

do Governo, junto com a produção e a transformação no sentido de implementar medidas que possam ajudar a que estes problemas não hipotequem a vida do sector e da fileira”, defendeu.

Governo antecipa verbas O secretário de Estado da Agricultura anunciou, dia 2,

que o Governo vai antecipar as verbas pagas aos agricultores no final do ano para fazer face aos problemas da colheita de tomate causados pelas condições meteorológicas. “A União Europeia publicou um regulamento que permite antecipar ajuda e vamos adiantar ajuda específica ao tomate”, disse à Lusa José Diogo Albuquerque, no final de uma reunião com produtores de tomate para indústria em Vila Franca de Xira. O secretário de Estado referiu que também vai ser alterada “a elegibilidade da ajuda para que os agricultores que tiveram reduções nas suas produtividades possam ser elegíveis à ajuda”. José Diogo Albuquerque realçou ainda a publicação de uma portaria que “altera o prazo de bonificações dos seguros de colheita até 15 de Outubro”.

“Agora é uma questão de as seguradoras aderirem”, disse. O secretário de Estado admitiu que “o sector do tomate está a atravessar um período difícil, mas é estratégico e tem capacidade para o futuro”. As organizações de produtores do Ribatejo têm reivindicado junto da tutela a declaração do “estado de calamidade pública” para as culturas da vinha e do tomate na região devido às condições meteorológicas dos últimos meses. O secretário de Estado adiantou que “primeiro é preciso verificar qual é a colheita e quais os prejuízos”. “A direcção regional de Agricultura de Lisboa e Vale do Tejo está a verificar a situação, mas temos que esperar até ao fim da colheita para poder aferir se há prejuízo ou não”, assegurou.

Produtores de tomate acusam seguradoras de não querer fazer alargamento dos seguros de colheita Os produtores de tomate queixam-se de que as seguradoras não querem fazer o alargamento dos seguros até 15 de Outubro nem cobrir estragos pelas chuvas persistentes para um sector que arrisca prejuízos de “milhões de euros” na presente campanha. Gonçalo Escudeiro, dirigente da Federação Nacional das Organizações de Produtores de Frutas e Hortícolas (FNOP), disse à agência Lusa que, apesar de os ministérios da Agricultura e das Finanças terem aprovado a portaria que permite o alargamento dos seguros e a inclusão das chuvas persistentes, as companhias não querem fazer essas apólices. “No ano passado, esses seguros fizeram-se com aumentos dos prémios em 300 por cento e não houve sinistros. Este ano, que enfrentamos chuvadas fora de época, não subscrevem e este é mais um custo de contexto muito grave para os produtores”, disse. Segundo o responsável, existem ainda 600.000 toneladas de tomate nos campos por colher o que, a 70 euros a tonelada, representa um prejuízo de milhões de euros.

“Com as fortes intempéries de Abril, fomos obrigados a semear mais tarde, o que justifica o prolongamento do seguro. Se a chuva da semana passada se prolongar, as máquinas não entram nos terrenos para colher o tomate e ficamos com 8.000 hectares na mão”, disse, assegurando que produtores e indústria estão “alarmados”. Para Gonçalo Escudeiro, é preciso que “algo muito grave” se esteja a passar para as seguradoras não quererem fazer estes seguros, aludindo ao facto de o Estado ser “o grande cliente” em matéria de seguros de colheitas e, para negociar, “é preciso ser bom pagador”. Questionado pela Lusa, o Ministério da Agricultura reconheceu que existe uma dívida do Estado às seguradoras (cujo valor não especifica) “acumulada ao longo dos últimos anos”, que está a negociar com as companhias, no âmbito da revisão do Sistema Integrado de Protecção contra as Alterações Climáticas. Na resposta remetida pelo gabinete de imprensa, o ministério lembrou que publicou uma portaria que visa o alargamento do pra-

zo de subscrição dos seguros de colheita para os produtores de tomate para a indústria até 15 de Outubro, “em função das dificuldades climatéricas desta cam-

panha que obrigaram a que as plantações tenham sido feitas mais tarde do que o habitual”. Segundo a tutela, “tratase de uma portaria prepara-

da e negociada com as seguradoras pelo Governo anterior, cuja publicação foi acelerada pelo MAMAOT para chegar em tempo útil aos produtores”.

Quanto à decisão das companhias, de fazerem ou não os seguros, o Ministério acrescenta que “não tem nenhuma interferência nessa matéria”. PUB

COOPERATIVA AGRÍCOLA COOPERATIVA AGRÍCOLA DOS OLIVICULTORES DOS OLIVICULTORES DE VALE DE FIGUEIRA C.R.L. DE VALE DE FIGUEIRA C.R.L. CONVOCATÓRIA Em cumprimento de desposições Regulamentares e Estatutárias convoco a Assembleia Geral Ordinária nos termos do n.º 2 do Art.º 23, a reunir no dia 25 de Setembro de 2011, pelas 14 horas, na sua sede, Rua Dr. Vítor Semedo, 128, com a seguinte ordem de trabalhos. 1 – Apreciação e votação da prestação de contas relativas ao ano de 2009, e do parecer do Conselho Fiscal. 2 – Discussão de qualquer assunto de interesse colectivo. Nota: Se à hora marcada não estiverem presentes mais de metade dos cooperadores esta reunirá uma hora depois com qualquer número. Vale de Figueira, 6 de Setembro de 2011. O Presidente da Assembleia, Luís Nazaré Ferreira

CONVOCATÓRIA Em cumprimento de desposições Regulamentares e Estatutárias convoco a Assembleia Geral Ordinária nos termos do n.º 2 do Art.º 23, a reunir no dia 25 de Setembro de 2011, pelas 15.30 horas. 1 – Apreciação e votação da prestação de contas relativas ao ano de 2010, e do parecer do Conselho Fiscal. 2 – Apresentação da candidatura, ao PRODER OU APRODER proposto pela Direcção, sua descrição e valor do projecto, discussão, aprovação e respectivo parecer do Conselho Fiscal. Nota: Se à hora marcada não estiverem presentes mais de metade dos cooperadores esta reunirá uma hora depois com qualquer número. Vale de Figueira, 6 de Setembro de 2011. O Presidente da Assembleia, Luís Nazaré Ferreira


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sociedade

CORREIO DO RIBATEJO Edição n.º 6.273 | 9 de Setembro de 2011

Chamusca

A associação Os Amigos dos Animais e do Ambiente da Chamusca denunciou a morte de “mais de 300 cabras e cabritos”, abandonados, pelo menos desde Maio, numa propriedade do concelho. A presidente da associação, Anete Ferraz, disse sexta-feira (dia 2) à agência Lusa só ter tomado conhecimento da situação esta semana, lamentando que as diligências feitas junto da Direcção Regional de Veterinária, no sentido de colocar os animais sobreviventes num pasto vedado, não tenham tido qualquer resposta. A situação foi denunciada no início de Maio por proprietários de terrenos vizinhos, tendo o veterinário municipal da Chamusca, Manuel Romão, encontrado, numa visita ao local,

FOTO DE ARQUIVO

Rebanho abandonado morre à fome e à sede

15 cadáveres adultos e nove jovens em elevado estado de decomposição. Manuel Romão disse à Lusa que, dado o estado de putrefacção dos cadáveres, pediu autorização para proceder ao seu enterramento, tendo comunicado a situação aos serviços do Ministério da Agricultura.

Segundo o veterinário, os animais estavam saneados e em conformidade, não tendo contudo a propriedade marca oficial de exploração. Os dois proprietários do rebanho terão pedido o terreno emprestado para colocarem as cabras que adquiriram em Janeiro no Alen-

Criança de 18 meses morre em acidente que provoca mais quatro feridos Uma criança com cerca de 18 meses morreu quarta-feira na sequência da colisão entre duas viaturas na estrada nacional 118, junto a Benfica do Ribatejo, num acidente que provocou mais quatro feridos, informou fonte da protecção civil. Segundo disse à agência Lusa o Comando Distrital de Operações de Socorro de Santarém, a criança, que sofreu uma paragem cardiorrespiratória ainda foi transportada para o hospital de Santarém, mas acabou por falecer. Dos outros feridos, dois são considerados em estado grave e dois ligeiros, disse, adiantando que o acidente ocorreu cerca das 13h15. De acordo com a mesma fonte, foi enviado para o local do acidente um helicóptero do Instituto Nacional de Emergência Médica (INEM), com um médico, uma vez que a viatura médica de emergência e reanimação do hospital de Santarém estava inoperacional.

No local estiveram 22 elementos e oito viaturas das corporações de bombeiros de Almeirim e Salvaterra de Magos e ainda o núcleo de investigação criminal da GNR. A colisão deu-se entre duas viaturas ligeiras, uma de passageiros e outra de mercadorias, adiantou.

Colisão na Ponte d’Asseca Duas pessoas ficaram feridas com gravidade numa colisão entre duas viaturas ligeiras ocorrida dia 1 de Setembro, às 17h25, na Ponte da Asseca (Santarém), na estrada nacional 3, disse à Lusa fonte da Protecção Civil. Segundo o Comando Distrital de Operações de Socorro de Santarém, no local estiveram elementos das corporações de bombeiros voluntários e municipais de Santarém e a viatura médica de emergência e reanimação do Hospital de Santarém. A fonte adiantou ainda que as fortes chuvadas que se fizeram sentir durante a

tarde desse dia provocaram inundações em Benavente (três), Salvaterra de Magos (duas) e Alpiarça (uma), todas de pouca gravidade. Nessa madrugada (1 de Setembro), noutro acidente na mesma estrada, duas pessoas ficaram feridas com gravidade, entre o Alto do Vale e Vila Chã de Ourique. O acidente resultou da colisão entre uma viatura ligeira e um pesado, tendo os dois ocupantes do ligeiro ficado encarcerados, disse a fonte do Comando Distrital de Operações de Socorro de Santarém. O acidente ocorreu perto da 01h00, tendo o trânsito ficado condicionado durante mais de uma hora, adiantou. No local estiveram os Bombeiros Municipais do Cartaxo, com três viaturas e nove elementos, a Viatura Médica de Emergência e Reabilitação do Hospital de Santarém, para onde foram transferidos os feridos, e a GNR.

tejo, tendo-se “desentendido” posteriormente, deixando os animais “privados de apoio diário essencial”. Em resposta à Lusa, o Ministério da Agricultura afirma que, aquando da visita ao local, “foi verificado que os animais se encontravam em condições razoáveis de conformação física, em lo-

cal devidamente vedado tendo acesso a zonas cobertas”. Acrescenta que, identificados os donos do rebanho, estes foram “ouvidos em Auto de Declarações, tendo sido instaurado o respectivo processo contraordenacional”. A resposta enviada pelo gabinete de imprensa do Ministério afirma ainda que, “face à análise da situação e às irregularidades detectadas, foi determinado o abate compulsivo dos animais em causa, tendo sido encaminhados para abate”, assegurando que, à data, “a situação está devidamente acautelada e solucionada tendo sido cumpridos todos os formalismos legais”. Contudo, Anete Ferraz assegura que, apesar da determinação dos serviços centrais, o abate aconteceu

apenas dia 2 (sexta-feira), já que, em vários contactos, foi referida falta de verba dos serviços regionais para pagamento a um matadouro, informação confirmada por outras fontes contactadas pela Lusa. A 1 de Setembro, os serviços municipais confirmaram relatos dando conta da permanência de alguns animais na zona. Anete Ferraz só lamenta que esses animais tenham ido para abate e não se tivesse considerado a possibilidade de os encaminhar para o pasto que disponibilizava. Segundo disse Anete Ferraz, só agora soube da situação porque uma das cabritas entrou em casa de um seu amigo, comeu a ração dos gatos, foi ter com o seu amigo ao sofá e acabou por morrer.

CLICK!

Pintaram um traço contínuo por cima de carcaça de um animal. O insólito caso aconteceu na Estrada Nacional 118, próximo da Alorna, à entrada da cidade de Almeirim e está a indignar os automobilistas: a marca que delimita a berma da estrada foi pintada por cima da carcaça de um cão atropelado. Normalmente, este tipo de trabalho é feito com o recurso a uma máquina que tem um compressor para limpeza do pavimento acoplado. Contudo, a julgar pela imagem que circula no facebook, não houve o cuidado de verificar o trabalho final. Simplesmente lamentável...


sociedade

Edição n.º 6.273 | 9 de Setembro de 2011

Respostas sociais em risco por causa de atraso na ligação da EDP

Centro Social espera há um ano que se faça luz O Centro Social Serra do Alecrim, localizado em Pé da Pedreira, Alcanede, está impedido de abrir as portas das suas respostas sociais porque a EDP ainda não efectuou a ligação à rede, apesar do serviço já ter sido solicitado há mais de um ano. Manuel Inácio, presidente da direcção desta IPSS, está indignado com a morosidade do processo e lamenta, acima de tudo, “a falta de resposta” aos inúmeros pedidos de esclarecimento feitos junto da empresa distribuidora de electricidade. “Esperamos que a EDP se digne a efectuar o trabalho, que já está pago, e que tinha o prazo de um ano para estar concluído”, disse o responsável ao Correio do Ribatejo. Apesar das licenças para utilização do espaço estarem emitidas - quer pela Câmara quer pela Segurança Social - a instituição, que engloba Lar de Idosos, Centro de Dia, Apoio Domiciliário e Creche, não pode entrar em funcionamento na

As obras foram realizadas com recurso a “luz emprestada” de uma colectividade vizinha

data prevista. Esta situação está a prejudicar perto de uma centena de famílias que contavam com a abertura destas respostas sociais na localidade no início de Setembro. Isto, para além da criação de três dezenas de postos de trabalho estar comprometida. As obras, já concluídas, foram realizadas com recurso a “luz emprestada” de uma colectividade vizi-

nha. Mas esta situação - de recurso - não poderá manter-se. Ao que o Correio do Ribatejo apurou, o processo já se arrasta deste 07 de Setembro de 2010, dia em que a direcção da IPSS solicitou à EDP, por fax, “que fosse dada a maior urgência ao pedido”, uma vez que desejavam abrir os serviços o quanto antes. Neste documento, a direcção da IPSS, além de re-

forçar a necessidade da abertura do espaço (destinado a 103 clientes), referiu que o edifício de apoio social foi considerado “de interesse municipal” por parte da Câmara de Santarém. Após esta diligência, foram realizadas diversas reuniões com técnicos e responsáveis da Rede e Clientes Tejo da EDP Distribuição, mas o assunto foi sendo protelado. O maior entrave à execução prende-se com a necessidade de colocar um poste de distribuição com a capacidade necessária para que a ligação possa ser feita ao edifício. A direcção do Centro Social apresentou, na altura, “uma alternativa viável”, para solucionar o problema, que passaria pela colocação dos postes na Zona Industrial, na parte norte da freguesia de Alcanede. Esta sugestão não foi tida em linha de conta, tendo a EDP optado por negociar com o proprietário de um terreno vizinho a instalação do pilar. Contudo, desde Novembro último, que “não

há qualquer informação acerca do andamento do processo”, diz Manuel Inácio. Desde então, a inúmera correspondência enviada à EDP e as deslocações pessoais ao balcão de atendimento da empresa, têm-se revelado infrutíferas, diz o dirigente do Centro Social. “A 19 de Agosto, enviamos novamente um ofício ao responsável da empresa, colocando-o ao corrente de toda a situação e solicitando uma resposta por escrito, que nunca chegou”, afirma. “Até à data, o Centro Social Serra do Alecrim IPSS não tem qualquer comunicação de quando será efectuada a ligação”, diz Manuel Inácio, lamentando o atraso na abertura das respostas sociais que, assegura, “são de extrema importância” para a freguesia. O Correio do Ribatejo tentou obter esclarecimentos adicionais junto da EDP, mas não nos foi dada resposta em tempo útil. Filipe Mendes

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CORREIO DO RIBATEJO

Santarém aprova IMI O Executivo municipal de Santarém aprovou por unanimidade, na última reunião, a fixação das taxas de Imposto Municipal sobre Imóveis (IMI) respeitantes a 2011, a liquidar em 2012, matéria que irá a votação em próxima Assembleia Municipal. A proposta aprovada pelo Executivo prevê o aumento da taxa para os prédios ainda não avaliados segundo o Código do Imposto Municipal sobre Imóveis (CIMI), actualmente em 0,6 %, até ao máximo de 0,7 % . Uma subida de apenas 1 %, que o vereador António Carmo (PS) considerou importante para aumentar as receitas da autarquia, sem, contudo, sobrecarregar os munícipes, numa altura em que estes têm já que suportar as pesadas medidas de austeridade impostas pelo Governo. No documento entregue ao Executivo, o coordenador da Divisão de Finanças da Autarquia informa que, em 2010, os valores de IMI cobrados pela Câmara de Santarém somaram cerca de 5,3 milhões de euros. Este ano, até ao mês de Agosto, as receitas provenientes de IMI equivalem a 3,5 milhões de euros. PUB

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sociedade

CORREIO DO RIBATEJO Edição n.º 6.273 | 9 de Setembro de 2011

Moita Flores responde às críticas da oposição socialista

Santarém desembolsará 25 mil euros nas “7 Maravilhas da Gastronomia” Francisco Moita Flores, na última reunião do Executivo municipal, tentou deitar água na fervura quanto à polémica em torno da verba que a Autarquia de Santarém se comprometeu a pagar, no âmbito do concurso nacional das “7 Maravilhas da Gastronomia”. Respondendo a uma provocação de António Carmo, vereador do PS, o presidente da Câmara de Santarém disse que o Município irá desembolsar “somente” cerca de 25 mil euros, uma vez que conseguiu recuperar 50 mil euros da verba anteriormente estipulada (70 mil), em resultado de uma candidatura do Turismo de Lisboa e Vale do Tejo (TLVT). Moita Flores considera que se justifica gastar 25 mil euros por um evento que, segundo realçou, está a projectar Santarém “intensamente” e cujo espectáculo

final decorrerá, amanhã à noite, na antiga Escola Prática de Cavalaria, com transmissão em directo no canal público de televisão - RTP (ver texto na última página). Recorde-se que em Julho deste ano, veio a reunião de Câmara para ratificação, o protocolo estabelecido entre a Autarquia escalabitana e o T-LVT, nos termos do qual

Santarém se comprometeria a assegurar a contrapartida nacional do projecto, através do pagamento de 120 mil euros, valor reduzido no montante de 50 mil euros, em função da aprovação da candidatura do T-LVT ao Quadro de Referência Estratégico Nacional (QREN). Feitas as contas, a Câmara teria que pagar 70 mil euros.

Os vereadores do PS votaram contra a proposta por considerarem um valor demasiado elevado e contestaram o facto de não terem sido ouvidos previamente sobre o assunto. Nessa reunião, não esteve presente Francisco Moita Flores, cabendo a Victor Gaspar, vereador da Cultura e Turismo, defender o protocolo. Terça-feira passada, na reunião do Executivo, a propósito das taxas de IMI, António Carmo disse que o dinheiro deste imposto constitui uma verba importante para o concelho, “desde que não seja para gastar nas 7 Maravilhas da Gastronomia”. Moita Flores respondeu à provocação, serenamente e sem se alongar muito, afirmando que a conta a pagar é de cerca de 25 mil euros e que se trata de uma oportunidade única de promover Santarém. SM

“Nitro Arena – Eventos Outdoor”

Projecto pioneiro em Santarém aposta no Turismo de Animação “Nitro Arena – Eventos Outdoor” é o nome de um projecto de Turismo de Animação, que poderá vir a nascer em Santarém, num ramo de negócio até agora inexistente na região. Na última reunião do Executivo municipal, terça-feira passada, foi aprovada por unanimidade a Declaração de Interesse para o Desenvolvimento da Comunidade Local, solicitada pelo promotor do projecto, Marco Serrão. Este pretende concorrer às linhas de crédito do programa de apoio ao empreendedorismo e à criação do Próprio Emprego (PAECPE) e quer contar com o apoio da autarquia e de outros parceiros. As parcerias terão por objectivo captar residentes e turistas, criando pacotes de actividades associadas a outras entidades da região, como é o caso do Paraclub de Santarém, com o qual já existe um pré-acordo, no sentido de se desenvolverem no Aeródromo muitas das actividades previstas no projecto. O Turismo de Animação, neste caso específico, englobará uma oferta diversificada de desporto e lazer ao ar livre, como paintball, circuito todo-o-terreno para moto 4 e kart cross, roteiros turísticos em veículos 4x4 pela lezíria ribatejana, canoagem e desportos aquáticos no Tejo, passeios em mota de água, escalada e slide, entre outras propostas. O “Nitro Arena – Eventos Outdoor” pretende realizar um trabalho conjunto com o sector da Hotelaria e Restauração, para “criar uma oferta concertada e diversificada a preços atractivos”, segundo refere o documento aprovado pela Câmara Municipal de Santarém.

A Viagem pelos Sabores Regionais A Sopa de Pedra de Almeirim Preservando a autenticidade das receitas genuínas, com as António Fernandes suas raízes e, as sua histórias, vamos nesta viagem dos sabores “votar”, saboreando a maravilhosa Sopa da Pedra. Almeirim, terra alegre e convidativa, é conhecida pelo melão, pelo vinho, pelo pão e, claro, pela sopa de pedra. Vamos à descoberta dos seus segredos maravilhosos da gastronomia. E acredite que há muitas maravilhas para saborear. Era uma vez um frade guloso e espertalhão, que andava no peditório. A certa altura chegou à porta de um lavrador, mas nesta casa não lhe quiseram dar nada. Descontente com a resposta, e com a barriga a dar horas, disse o frade àquela família: - “Vou ver se faço um caldinho de pedra. ”Pegou numa pedra do chão, sacudiu-lhe a terra e analisou-a calmamente, como que a ver se era boa para o caldo. Na casa do lavrador todos se riram do disparate. Disse o frade:- “Então nunca comeram caldo de pedra? Só lhes digo que, é uma coisa muito boa!” - “Sempre queremos ver isso!” – responderam-lhe.Foi o que o frade quis ouvir. La-

vou a pedra e pediu: - “Se me emprestassem aí um pucarinho... “Assim foi. Deram-lhe uma panela de barro. Ele encheu-a de água e deitou-lhe a pedra dentro. Prosseguiu: - “Agora, se me deixassem estar a panelinha aí, ao pé das brasas... “Deixaram. Assim que a panela começou a chiar, disse o frade: - “Com um bocadinho de unto é que o caldo ficava um pímor!” E a família do lavrador foi buscar-lhe um bocado de unto. Aquela original mistura ferveu, ferveu e deixou cada vez mais pasmada a gente da casa. O frade, provando o caldo: - “Está um nadinha insosso. Precisava de uma pedrinha de sal.” E o sal foi-lhe fornecido. O frade temperou, provou, e quando todos já estavam deliciados com o que viam, arriscou: - “Ai! Um naquinho de chouriça é que lhe dava uma graça!..” Trouxeram-lhe um pedaço de chouriço. O caldo cheirava que era um regalo. O frade comeu, acompanhou com pão e lambeu o beiço. Depois de despejada a panela, lá estava a pedra no fundo. A gente da casa, que estava com os olhos nele, perguntou-lhe: - “Ó senhor frade, então a pedra?” - “A pedra... lavo-a e levo-a comigo para outra vez!” Trata-se de um conto tradicional português, recolhido por Teófilo Braga, que mostra como surgiu, segundo a tradição po-

pular, a sopa de pedra. Hoje, este, conto anda de mãos dadas com uma história de família, que começou há cerca de 40 anos, no local onde se situa actualmente o restaurante O Toucinho. Este local era antigamente uma mercearia. Os donos eram pessoas que gostavam muito de conviver e, a certa altura, começaram a convidar os fornecedores da mercearia para o almoço, para que não seguissem viagem de estômago vazio.

que inventou a sopa de pedra.” Foi ela que há 40 anos fez o tal almoço, que tanto agradou aos convidados. D. Mariana levanta-se todos os dias às 5 da manhã, para pôr a panela ao lume.Hélia Costa assegurou que “esta sopa não faz mal a ninguém. Não tem nada de refogados.” Diariamente, o ritual é o mesmo. “A minha avó punha a panela ao lume, logo com o feijão no fundo. Depois a cebo-

Certo dia, o almoço era uma sopa escura, saborosa, mas sem nome. Na semana seguinte, todos quiseram deliciar-se novamente com o saboroso manjar. Os donos já não sabiam que sopa era. Foi então que os convidados lembraram: - “Era aquela sopa escura, que tinha uma cor parecida com a cor das pedras da rua.” Hélia Costa, dona do restaurante O Toucinho, contou que o nome da sopa surgiu do facto de, antigamente, as ruas da zona serem todas de pedra muito escura. “Posteriormente, por graça, começámos a pôr a pedra na sopa.” “Foi a minha avó, Mariana,

la, alho, um ramo grande de louro, o chispe devidamente salgado, a orelha de porco também salgada, o toucinho, uma quantidade boa de colorau, pimenta, um bocadinho de piri-piri e água. Depois punha a cozer. A meio da cozedura põemse os enchidos, o chouriço, a morcela e a farinheira. Não podem estar tanto tempo na panela, porque cozem muito mais depressa. Quando a carne está cozida, retira-se, corta-se tudo em pequenos pedaços e deixa-se o feijão cozer um bocadinho mais. Depois de cozido mistura-se a batata, rectificam-se os temperos de sal e piri-piri e está feito. No fi-

nal, leva um molho de coentros picados.” De facto, parece simples a confecção deste verdadeiro pitéu. Mas existem segredos que não se contam. Hélia Costa afirmou que hoje em dia, já se vê sopa de pedra em todo o lado, mas parte dela é adulterada, no que diz respeito à receita. Histórias à parte, a verdadeira sopa de pedra come-se em Almeirim. É um prato saboroso, que constitui uma verdadeira refeição, apreciada por todos, de norte a sul do país e até mesmo do estrangeiro. Sopa da Pedra Almeirim Ingredientes: Para 8 a 10 pessoas • 1 litro de feijão encarnado; • 1 orelha de porco; • 1 chouriço negro (de sangue da região); • 1 chouriço de carne; • 150 g de toucinho entremeado; • 750 g de batatas; • 2 cebolas; • 2 dentes de alho; • 1 folha de louro;

• 1 molho de coentros; • sal e pimenta Confecção: Se o feijão for do ano, não necessita ser demolhado. Se for duro, põe-se de molho durante algumas horas. Escalda-se e raspa-se a orelha de porco. Leva-se o feijão a cozer em bastante água juntamente com a orelha, os chouriços, o toucinho, as cebolas, os alhos e o louro. Tempera-se com sal e pimenta. Se for necessário juntar mais água, deve ser sempre a ferver. Quando a carne estiver cozida, retira-se e introduzemse na panela as batatas cortadas aos quadradinhos e os coentros picados. Deixa-se cozer a batata. Assim que se retirar a panela do lume, introduzem-se as carnes previamente cortadas aos bocadinhos e uma pedra bem lavada, que deve ir na terrina. Boas e deliciosas viagens pelos sabores das maravilhas gastronómicas. PUB

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“A TAVERNA DO FADO” patrocina a “Viagem dos Sabores Regionais”


sociedade

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Câmara poderá desistir do contrato de arrendamento

Café Central sem futuro à vista A Câmara Municipal de Santarém poderá vir a desistir do contrato de arrendamento do espaço do Café Central, cujo valor mensal (1900 euros) se está a tornar “incomportável”, numa altura em que a autarquia atravessa grandes dificuldades financeiras, segundo disse Francisco Moita Flores, na última reunião do Executivo, dia 5 de Setembro. Fechado desde 2007, o café tem sido alvo de vários concursos públicos, todos eles desertos, ou seja, sem nenhum concorrente. O prazo de apresentação de propostas relativo ao último concurso, lançado em Maio deste ano, terminou em finais de Julho, sem que tivessem aparecido interessados na sua exploração. Propriedade de um particular, o espaço (café e pronto a comer adjacente) foi tomado de trespasse pela Autarquia, no ano 2000 (no mandato de José Noras), por 65 mil contos (moeda antiga). O objectivo era salvaguardar um café emblemático e histórico da cidade, inaugurado em 1937, e impedir a sua utilização para outros fins, conforme foi explicado à população.

Inaugurado em 1937, o Café está encerrado desde 2007

Senhorio não quer baixar a renda mas está disponível para encontrar solução Contactado pelo Correio do Ribatejo, o proprietário do espaço, José João, lamenta a crescente degradação do Café Central e considera que a autarquia, enquanto responsável, deveria ter acautelado melhor a sua preservação. Pouco ou nada optimista quanto ao futuro do café, José João afirma que “é absolutamente im-

pensável um abaixamento da renda”. Queixa-se de que a Câmara paga sempre “tarde e a más horas”, situação que lhe causa muitos constrangimentos, pois tem “compromissos inadiáveis”. Contudo, afirma que “há sempre maneira de encontrar soluções, desde que haja boa vontade e seriedade”. Em seu entender, a

Autarquia deveria tomar posse do espaço, pelo que se declara disponível para equacionar a possibilidade de uma permuta. “Tenho muito desgosto por ver o Central no estado em que o puseram e estou altamente interessado em procurar uma forma de acabar com aquela pouca vergonha”, disse. SM

O estabelecimento manteve-se em funcionamento até 2007, ano em que o então responsável pela exploração desistiu do negócio. Segundo a autarquia, aquele abandonou o espaço depois de haver furtado equipamentos pertencentes ao município, o que deu origem a um processo judicial. Após, dois concursos infrutíferos, a Câmara optou, em 2010, por adjudicar a concessão da exploração por ajuste directo à empresa Carmen & Selim. Mas esta acabaria por abandonar a meio as obras que iniciara (sem autorização da Câmara, segundo esta) e por abandonar o processo, fugindo sem deixar rasto e sem liquidar uma dívida de 16 mil euros, resultante da acumulação de rendas. Depois disso, o Executivo deliberou proceder à resolução sancionatória do contrato e abriu novo concurso público, cujo procedimento ficou, uma vez mais, deserto. O presidente da Câmara reconhece que o café faz parte da memória da cidade, mas considera que, actualmente, existem muitos outros cafés e snack-bares, no centro da cidade, pelo

que aquele espaço deixou de ser competitivo. “Não aparece ninguém que o queira explorar”, disse Moita Flores, adiantando que a Câmara irá encetar negociações com o proprietário e, “das duas uma”, ou a renda passa a ter um valor simbólico, ou o Município desiste do contrato. Ludgero Mendes, vereador eleito pelo PS, lembrou o “valor acrescido” daquele espaço na memória colectiva da cidade, embora tenha admitido que, hoje, ele pouco representa para as novas gerações. O vereador recordou que, quando foi tomado de trespasse pela Câmara, a intenção era vocacioná-lo, também, para a intervenção cultural, tendose ali realizado alguns concertos. Porém, reconhece que nem sempre os concessionários souberam tirar partido do estabelecimento, o qual, cada vez com menos clientela, entrou numa espiral de degradação. Ludgero Mendes salientou que o imóvel, projectado pelo arquitecto Amílcar Pinto, “tem interesse do ponto de vista patrimonial” e fez notar que compete ao inquilino deixar o espaço no estado em que o recebeu. Sofia Meneses

Linha entre Setil e Coruche encerra a partir de Outubro A CP anunciou no final da semana passada que vai suprimir, a partir de 1 de Outubro, o serviço de passageiros entre Setil e Coruche, na Linha de Vendas Novas, por considerar que está “muito longe de atingir os níveis mínimos de sustentabilidade necessários”. Lembrando que este mês termina o período experimental definido no protocolo assinado em Julho de 2009 com as câmaras municipais de Coruche, Cartaxo e Salvaterra de Magos e a Refer, a CP sublinha que a procura do serviço “é muito reduzida”, cerca de 12 passageiros por circulação. A CP frisa que o custo unitário por passageiro transportado é superior a 16 euros para uma receita de 1,5 euros, e conclui que “está muito longe de atingir os níveis mínimos de sustentabilidade necessários à manutenção da oferta, pelo que não se encontram reunidas as condições para a continuidade da prestação do serviço”.

A Câmara Municipal de Coruche reagiu de imediato, considerando “profundamente lamentável esta decisão unilateral da CP, sem qualquer negociação com as autarquias” subscritoras do protocolo celebrado a 22 de Julho de 2009. Este protocolo, lembra o município de Coruche, “foi considerado pioneiro, inovador e exemplar, permitindo assim, com responsabilidade solidária de todos os

parceiros, levar por diante a reactivação da linha Coruche – Lisboa”.

Câmaras contestam A autarquia liderada por Dionísio Mendes (PS) considera “precoce” o encerramento definitivo do trajecto, lembrando que a alteração de horários foi introduzida há apenas quatro meses. “O Município de Coru-

che cumpriu escrupulosamente as obrigações às quais estava vinculado, nomeadamente, ao nível da promoção e divulgação deste meio de transporte como alternativa viável ao carro ou autocarro”, refere. Para Dionísio Mendes, “é determinante a importância do transporte ferroviário como transporte mais confortável, mais económico e ecologicamente vantajoso e que permite uma maior

mobilidade, diminuindo as assimetrias e encurtando as distâncias entre o interior e Lisboa”. No seu entender, só por isso se justificaria a renovação do protocolo, não pondo em causa os interesses das populações dos três concelhos. Também a Câmara Municipal de Salvaterra de Magos lamenta esta decisão e afirma que, pela sua parte, cumpriu “todos os compromissos que no âmbito deste protocolo assumiu com a CP, financeiros e não-financeiros”. Ana Ribeiro, presidente da autarquia de Salvaterra (BE), lembra o “esforço desenvolvido e reconhecido em 2009, na implementação de um meio de transporte amigo do ambiente e potencial elemento de desenvolvimento da região”. “Honrámos os nossos pagamentos, criámos redes complementares de circuitos rodoviários de acesso às estações de Muge e de Marinhais através da rede municipal Magos Bus, e den-

tro das nossas possibilidades incentivámos à utilização deste meio de transporte por parte da nossa população”, diz a autarca. Ana Ribeiro faz notar os transtornos que o fim deste serviço trará à população do concelho, pois é o município com maior número de passageiros diários a utilizar este transporte público. A presidente da Câmara diz que já fez chegar à Administração da CP o seu descontentamento, que, acrescenta, “é reforçado pelo conhecimento público da existência de diversas linhas a nível nacional com perdas na sua exploração, que permanecem activas”. O Correio do Ribatejo tentou obter um comentário da Câmara do Cartaxo, mas apenas conseguiu do gabinete de relações públicas, a informação de que o presidente da autarquia iria divulgar um comunicado sobre o assunto, o que não aconteceu até ao fecho da edição.


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ambiente

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Águas do Ribatejo e Quercus promovem escolas amigas do ambiente A Quercus, em parceria com a Águas do Ribatejo (AR) vai continuar a desenvolver, no ano lectivo 2011/ 2012, o projecto “Escolas Amigas da Água”. Estão abertas as inscrições a todas as escolas de ensino básico, segundo e terceiro ciclos e secundário, dos municípios de Almeirim, Alpiarça, Benavente, Chamusca, Coruche, Salvaterra de Magos e Torres Novas. O projecto, da Associação Nacional para a Conservação da Natureza, está também a ser desenvolvido no Algarve e em Coimbra. Os principais objectivos deste projecto são contribuir para o conhecimento dos consumos de água dentro de uma escola e diferenciá-los por utilização; consciencializar a comunidade escolar (docentes, alunos e auxiliares) para a importância do uso eficiente da água e de que forma esse esforço pode ser concretizado no

A campanha já chegou a 5.000 pessoas, a maioria crianças e jovens estudantes

quotidiano; promover o desenvolvimento de actividades relacionadas com o uso eficiente de água e estimu-

lar novas ideias; e conseguir uma maior eficiência de utilização da água nas escolas participantes.

Entre as escolas inscritas serão seleccionadas sete, da área de intervenção da empresa Águas do Ribate-

jo, tendo em conta o número de alunos e as diferentes valências. Este projecto insere-se no Plano de Comunicação da empresa AR na sua componente de sensibilização ambiental. A empresa e a Quercos assinaram um protocolo em 2010 que tem como objectivo a sensibilização e promoção de boas práticas junto das escolas e das comunidades com o objectivo de reduzir o consumo de água. Desde Março de 2011, algumas rádios da região emitem diariamente o apontamento “Uma Gota Pelo Planeta” onde num minuto, Francisco Ferreira e Ana Dias, da Quercus, deixam dicas práticas que reduzem de imediato o consumo de água. Em simultâneo, a AR desenvolveu uma parceria com a Associação de Defesa do Consumidor (DECO), com objectivos semelhantes, juntando às preocupações am-

bientais as económicas. As campanhas já chegaram a mais de 5 mil pessoas, a maioria crianças e jovens estudantes. Neste momento a AR regista uma “significativa redução” dos consumos no universo de 110 mil consumidores que serve nos municípios de Almeirim, Alpiarça, Benavente, Chamusca, Coruche e Salvaterra de Magos, informa a empresa em nota enviada ao Correio do Ribatejo. A partir de 1 de Outubro de 2011, calcula a AR, “teremos mais 40 mil consumidores afectos aos nossos sistemas de abastecimento com a inclusão dos utentes do Município de Torres Novas que foi o sétimo a integrar este sistema intermunicipal que tem como únicos accionistas, os municípios integrantes.” Todas as campanhas serão alargadas aos novos utentes, num concelho com 280 km2 e 17 freguesias.

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Atraso na requalificação do Mouchão de Pernes motiva pergunta de deputado d ‘Os Verdes’ O deputado José Luís Ferreira, do Grupo Parlamentar “Os Verdes”, entregou na Assembleia da República uma pergunta em que questiona o Governo, através do Ministério da Agricultura, Mar, Ambiente e Ordenamento do Território, sobre as obras de requalificação do Mouchão de Pernes. O deputado quer saber “quais as razões do constante adiamento” na retoma das obras pela Administração da Região Hidrográfica do Tejo (ARH Tejo) e “para quando o reinício das obras de requalificação”.

José Luís Ferreira lembra que em Junho de 2009 foi celebrado entre o Instituto da Água, I.P. (INAG), a ARH Tejo, a Câmara Municipal de Alcanena (CMA) e a Associação de Utilizadores do Sistema de Tratamento de Águas Residuais de Alcanena (AUSTRA) o protocolo para a Reabilitação do Sistema de Tratamento de Águas Residuais de Alcanena. Refere, ainda, que “em Outubro de 2010, ‘Os Verdes’ questionaram o Ministério do Ambiente e Ordenamento do Território,

sobre o Protocolo para a Reabilitação do Sistema de Tratamento de Águas Residuais de Alcanena e o atraso na realização de algumas obras nele previstas, nomeadamente o cumprimento do prazo da Reconstrução da cascata do Mouchão de Pernes. Em Novembro de 2010, devido às condições climatéricas, as obras de requalificação do Mouchão de Pernes foram suspensas pela ARH Tejo, entidade responsável pela obra, com prazo previsto de reinício de dois meses, segundo re-

corda o deputado. Este afirma que, após o tempo previsto, as obras não recomeçaram, pelo que a Junta de Freguesia de Pernes pediu novos esclarecimentos à ARH Tejo, tendo-lhe sido comunicado a retoma dos trabalhos no final da Primavera. Todavia, lamenta, “uma vez mais, os prazos anunciados para a retoma das obras não foram cumpridos”, sendo que “as obras de requalificação Mouchão de Pernes estão paradas há cerca de 10 meses”.

Nova mortandade de peixes no Alviela O presidente da Junta de Freguesia de Vaqueiros denunciou domingo uma nova descarga no rio Alviela, que terá levado à morte de peixes, visíveis no açude entre Bugalhos e Louriceira, disse à agência Lusa. Firmino Oliveira disse que foi alertado domingo de manhã pelos peixes a subirem à tona de água, “de boca aberta, aflitos”, e pela cor da água do rio junto à sua povoação, o

que o levou a subir o curso de água, deparando-se,

no açude, com “muito peixe morto”, de várias espé-

cies. O autarca atribuiu a descarga, que terá acontecido na tarde do dia 1 de Setembro, ao “regresso de férias” nas fábricas de curtumes de Alcanena, lamentando que o investimento anunciado para resolver os problemas do sistema de saneamento naquele concelho tarde tanto. “Andamos nisto e o ambiente não aguenta”, afirmou.

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educação

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Rodoviária do Tejo

Alunos de autarquias que não se comprometam a saldar dívida podem ter de pagar passe escolar O presidente da Rodoviária do Tejo assegurou segunda-feira que a empresa só entregará os passes escolares às autarquias que cheguem a acordo quanto à forma como vão honrar a dívida que, na área abrangida, ascende a 10,5 milhões de euros. Rui Silva, presidente do Conselho de Administração da Rodoviária do Tejo, disse segunda-feira que a dívida das autarquias à empresa, que passou de 3,5 milhões de euros em 2007 para 10,5 milhões no final do primeiro semestre de 2011, é “insustentável”. Sublinhando que o peso das câmaras municipais no volume de negócios global da empresa é de 30 por cento, (chegando nas redes urbanas a passar os 55 por cento), Rui Silva adiantou que a empresa tem conseguido honrar os seus compromissos tanto com os colaboradores como com os fornecedores recorrendo cada vez mais à banca, mas,

Mais de 80 por cento do valor em dívida diz respeito aos transportes escolares

com as dificuldades no acesso ao crédito por parte das empresas, esta deixou de ser uma solução. “É necessário que as câmaras municipais com a Administração Central arranjem uma solução. Não são os operadores de transportes que conseguem subs-

tituir a Administração Central no financiamento do serviço público”, afirmou. Sem querer especificar quais as autarquias mais incumpridoras nem as que não honraram compromissos do passado, para não comprometer as negociações actualmente em curso,

Rui Silva apenas afirmou que, nos casos em que não seja alcançado acordo, a empresa não entregará os passes escolares, tendo que ser as famílias a assumir esse custo. Rui Silva declarou que a empresa tem “reforçado o trabalho de identificação de

novas soluções para resolver as dívidas que se têm vindo a acumular”, identificando soluções e propondo planos de pagamento. Por outro lado, lembrou que as autarquias têm à sua disposição as figuras de reequilíbrio e de saneamento financeiro, que lhes permitem regularizarem pelo menos parte das dívidas, situações que “não vale a pena adiar”. O presidente da Rodoviária do Tejo afirmou o compromisso da empresa de não diminuir nem a qualidade nem os serviços prestados às populações, frisando que o alerta visa não apanhar desprevenidos os utentes que venham a ser confrontados com a necessidade de pagarem o título de transporte escolar. “Vamos continuar, até ao limite, a tentar encontrar uma solução com as autarquias”, afirmou. Para Rui Silva, além da questão da solução da dívida, é preciso procurar “for-

mas inovadoras” de tornar os transportes públicos mais atractivos para as pessoas e sustentáveis no futuro, criando redes que passem por um reordenamento urbano e tenham também em conta outras instituições, como escolas e hospitais. A Rodoviária do Tejo actua em quatro unidades – Santarém, Torres Novas, Leiria e Caldas da Rainha – e, segundo Rui Silva, em todas elas há “pelo menos um caso” em que poderá estar em causa a entrega dos passes escolares. Segundo disse Rui Silva, mais de 80 por cento do valor em dívida diz respeito aos transportes escolares, frisando que as operadoras são obrigadas a um desconto de 25 por cento neste serviço imposto pelo Estado. A Rodoviária do Tejo tem entre os seus accionistas a Internorte e a Rotagus, cada uma com 35,94 por cento do capital, e a Intergaliza (27,34 por cento). PUB


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educação

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Câmaras de Ferreira do Zêzere e Mação financiam livros escolares A Câmara Municipal de Ferreira do Zêzere vai financiar a aquisição dos livros escolares dos alunos do 1.º Ciclo do Ensino Básico do concelho, recomendados pelo Agrupamento de Escolas local. Apesar das restrições orçamentais impostas à administração local, a autarquia de Ferreira do Zêzere deliberou por unanimidade voltar, este ano, mais uma vez, a comparticipar os manuais escolares dos alunos do 1º ciclo, “aliviando assim as famílias de uma carga financeira que, todos os anos, se torna um peso difícil de suportar para uma grande parte dos agregados familiares”, refere a autarquia em comunicado. Segundo o presidente da Câmara, Jacinto Lopes, esta é uma forma de “garantir que todas as crianças recebem os manuais sem que as famílias tenham de fazer grandes sacrifícios nesta altura de crise, sendo a melhor forma da Câmara investir na educação e desenvolvimento daqueles que serão

os adultos e profissionais de amanhã.” O apoio na totalidade dos manuais escolares deste nível de ensino será feito mediante apresentação de cópia das facturas em nome do educando e do preenchimento da respectiva ficha de comparticipação, até 15 de Outubro de 2011. No ano lectivo de 2010/ 2011, a autarquia também pagou os manuais escolares aos alunos do 1º ciclo, numa medida que muito auxiliou a população do concelho.

Mação apoia aquisição para o 1.º Ciclo Também a Câmara Municipal de Mação vai financiar a aquisição dos livros escolares dos alunos do 1.º Ciclo do Ensino Básico do Concelho de Mação, recomendados pelo Agrupamento de Escolas Verde Horizonte. O apoio é de 100 % para alunos do 1.º Escalão/A; de 75% para alunos do 2.º Escalão/B; e de 50% para os restantes alunos, desde que o mesmo seja devidamente requerido à Câmara Municipal de Mação

até ao dia 30 de Outubro de 2011. “Considerando as competências conferidas às Câmaras Municipais no âmbito da Acção Social Escolar aplicáveis aos alunos do 1.º Ciclo, assim como as dificuldades económicas que o País atravessa, com consequências graves no orçamento das famílias e com especial reflexo naquelas que têm filhos em idade escolar, esta foi uma das formas encontradas pela Câmara Municipal de Mação para prestar um maior e melhor suporte aos agregados familiares do Concelho no início de mais um ano lectivo,” justifica a Autarquia em nota enviada ao Correio do Ribatejo. No que diz respeito ao apoio em questão, os montantes em causa serão liquidados mediante recibo comprovativo da aquisição dos livros e ainda dos respectivos documentos de identificação do agregado familiar. Para que os alunos possam usufruir deste apoio, é condição que os pais sejam residentes e eleitores no Concelho de Mação.

Extintas direcções regionais de educação O Ministério da Educação anunciou a extinção das direcções regionais de Educação (DRE) e a sua substituição por “estruturas simplificadas”, tomando posse na passada sexta-feira novos dirigentes interinos até final de 2012, quando a transição deverá estar completa. Segundo um comunicado do Ministério da Educação e Ciência, a medida

insere-se no “processo de reestruturação e simplificação administrativa” deste ministério, do qual consta a extinção das Direcções Regionais de Educação (DRE) e a sua “substituição por estruturas simplificadas”. “Esta medida tem como principais objectivos facilitar a comunicação directa entre as escolas e o Ministério da Educação e Ciência, aumentar progressiva-

mente a autonomia das escolas e reduzir os custos da administração pública, diminuindo o número de direcções superiores”, lê-se no comunicado. O Ministério liderado por Nuno Crato acredita que esta medida resultará igualmente no “regresso de muitos professores às escolas”. Os novos responsáveis interinos irão “garantir o normal funcionamento des-

tas estruturas até que o processo esteja finalizado”. “Os novos dirigentes interinos entram em funções na sequência do pedido de exoneração dos antigos directores, comunicado à tutela na primeira reunião entre estes e o Ministério da Educação e Ciência, e de acordo com o processo de renovação previsto na lei”, prossegue o documento. PUB

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CARTÓRIO NOTARIAL

DEOLINDA CARVALHO SATURNINO PASCOAL RIO MAIOR

Certifico narrativamente, para efeitos de publicação, que por escritura lavrada hoje neste Cartório, iniciada a folhas setenta e quatro do livro de notas vinte e seis - H, ANTÓNIO EDUARDO COSTA RATO, NIF 116795018 e mulher MARIA ALICE DUARTE LUÍS, NIF 116789948, casados no regime de comunhão geral, naturais da freguesia de Espinheiro, concelho de Alcanena, onde residem na sede de freguesia, Rua Principal, n.º 131, DECLARARAM que, com exclusão de outrem, são donos e legítimos possuidores dos dois seguintes imóveis, situados no lugar e freguesia de Espinheiro, concelho de Alcanena: a) - Prédio urbano composto por barracão amplo que serve de arrecadações e logradouro, com a área total de trezentos e quarenta e oito metros quadrados, sendo a área coberta de trinta metros quadrados e a área descoberta de trezentos e dezoito metros quadrados, sito em Rua Ermelinda Carmo Barão, a confrontar do norte com António Eduardo Costa Rato, sul com Eduardo Hélder Lebre Pedreiro, nascente com herdeiros de Artur Lebre e João Violante Grilate e do poente com Rua Ermelinda Carmo Barão, inscrito na matriz predial respectiva sob o artigo 551, com o valor patrimonial actual e atribuído de dois mil seiscentos e nove euros e setenta cêntimos, descrito na Conservatória do Registo Predial de Alcanena sob o número duzentos e quarenta e oito/Espinheiro, com inscrição de aquisição registada pela apresentação quatro de seis de Abril de mil novecentos e noventa e três, sem determinação de parte ou direito, a favor de Maria Dolores Brites Félix Duarte, viúva, de Manuel António Brites Duarte, divorciado, e de Pedro Miguel Brites Duarte, solteiro, por dissolução da comunhão conjugal e sucessão hereditária de Amarino Duarte Luís; - e b) - Prédio urbano composto por casa de rés do chão para habitação e dependência, com a área total e coberta de cento e vinte e quatro metros quadrados, sito em Portas de Baixo, a confrontar do norte com Joaquim Vitorino Brites, sul e nascente com via pública e do poente com Manuel Luís Almeirão, inscrito na matriz predial respectiva sob o artigo 640 (proveio do artigo 210), com o valor patrimonial actual e atribuído de nove mil duzentos e noventa e sete Euros e sete cêntimos, descrito na Conservatória do Registo Predial de Alcanena sob o número seiscentos e oitenta/Espinheiro, com inscrição de aquisição registada pela apresentação onze de dezoito de Dezembro de mil novecentos e noventa e sete, em comum e sem determinação de parte ou direito, por sucessão hereditária do referido Amarino Duarte Luís, a favor dos mesmos Maria Dolores Brites Félix Duarte, viúva, Manuel António Brites Duarte, divorciado e Pedro Miguel Brites Duarte, este já no estado de casado com Margarida Isabel Patrício Ramos Brites Duarte, em primeiras núpcias e no regime de comunhão de adquiridos. Que estes prédios vieram à posse dos justificantes, António Eduardo Costa Rato e mulher Maria Alice Duarte Luís, já no estado de casados, em consequência da venda meramente verbal que lhes foi feita por volta do ano de mil novecentos e setenta e oito pelos referidos Amarino Duarte Luís e mulher Maria Dolores Brites Félix Duarte (titular inscrita), ao tempo residentes em Almeirim, casados entre si no regime de comunhão geral, pelo que terá sido por lapso que em virtude do falecimento do referido Amarino Duarte Luís, ocorrido em dezasseis de Junho de mil novecentos e noventa e dois, se tenha requerido o registo definitivo destes imóveis a favor do cônjuge sobrevivo (meeira e herdeira) e dos demais herdeiros (seus dois filhos), acima indicados nas aludidas inscrições prediais. De todo o modo, não obstante não tenha sido titulado por escritura pública aquele contrato verbal de compra e venda, o que é facto é que desde a data daquela aquisição, efectuada por volta do ano de mil novecentos e setenta e oito, logo há bem mais de vinte anos, que os justificantes possuem os sobreditos prédios em nome próprio, usufruindo de todas as suas utilidades e como tal suportando os encargos da sua conservação e defesa, ocupando-os, guardando neles seus haveres, fazendo melhoramentos e reparações, procedendo às limpezas necessárias e pagando as respectivas contribuições, posse que sempre foi exercida por eles de forma a considerarem tais prédios como seus, sem interrupção, intromissão ou oposição de quem quer que fosse, à vista de toda a gente do lugar e de outros circunvizinhos, sempre na convicção de exercerem um direito próprio sobre coisa própria. Esta posse, assim exercida, deve-se reputar de pública, pacifica e contínua. Por tal motivo e muito embora não possam exibir o respectivo título de aquisição, o certo é que adquiriram os identificados prédios para seu património próprio, por USUCAPIÃO, que os justificantes invocam para estabelecimento de novo trato sucessivo, por não lhes ser possível provar pelos meios extrajudiciais normais. Foi efectuada a notificação prévia dos titulares inscritos por forma postal e desde logo igualmente a notificação edital nos termos do artigo 99º do Código do Notariado, sem que tivesse havido oposição. Rio Maior, 02 de Setembro de 2011. A Notária, Deolinda Carvalho Saturnino Pascoal


casos de polícia

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Escola de Polícia não aceita desistência do curso Os três formandos da Escola Prática de Polícia (EPP) suspeitos de terem falsificado o certificado de habilitações apresentaram a desistência do curso mas a instituição de ensino não aceitou, disse fonte policial. De acordo com uma fonte da instituição, os pedidos deram entrada durante a semana passada, mas foram recusados, uma vez que é intenção da escola levar os três processos disciplinares em curso até ao fim, imputar as responsabilidades legais aos três alunos, impedindo-os dessa forma de voltarem a

A Escola Prática de Polícia, situada em Torres Novas, é o único estabelecimento de ensino no país responsável pela formação e instrução de todos os agentes da PSP

concorrer à EPP. Os três formandos frequentam o Curso de Agentes da PSP na Escola Prática de Polícia, que começou no início deste ano, previsto terminar no final de Setembro, estando neste momento, à semelhança dos restantes cerca de 900 alunos, em período de férias escolares. As aulas recomeçaram na segunda-feira, dia em que os três alunos tiveram de se apresentar na escola, que “irá continuar a analisar os processos disciplinares durante a próxima semana”, com o objectivo de “em breve” decidir sobre as “medi-

Detidos suspeitos de crimes violentos a vítimas que aliciavam pela Internet A Polícia Judiciária deteve, na segunda-feira, dois homens suspeitos de serem os autores de vários crimes violentos ocorridos nas zonas de Torres Novas e Alcanena. Em comunicado, a PJ afirma que os dois detidos, com 49 e 22 anos, actuavam com violência, aliciando as vítimas (todos homens) através de chat, na Internet, para encontros íntimos. Fonte da PJ acrescentou que os encontros ocorriam em situações diversas (em

casa ou na rua), recorrendo os assaltantes ao uso de armas de fogo ou navalhas para ameaçar as vítimas, furtando desde telemóveis a

dinheiro ou forçando a levantamentos em caixas Multibanco. No âmbito das diligências efectuadas pelo Depar-

munidade escolar, nomeadamente aos professores, alunos e encarregados de educação, sobre o Programa Escola Segura, informa aquele Comando Territorial em nota enviada à Comunicação Social.

As acções de sensibilização irão decorrer, segundo a GNR, junto das escolas, em coordenação com os Conselhos Directivos dos estabelecimentos escolares, com o objectivo de “abranger um maior número de

alunos”. “Serão distribuídos folhetos alusivos ao tema bem como os contactos dos militares afectos aos Núcleos Escola Segura responsáveis pelas respectivas escolas,” acrescenta a nota.

GNR recupera tampas de esgoto furtadas A GNR Santarém anunciou segunda-feira a detenção de um homem e uma mulher por suspeita de furto de tampas de esgoto na zona de Vale da Pedra, Cartaxo. Segundo uma nota daquela força policial, as detenções ocorreram no sába-

do à tarde (dia 3), na sequência de uma operação de trânsito. Os dois suspeitos foram apanhados com as tampas de esgoto no carro e os militares apuraram ainda que o automobilista não possuía carta de condução.

Pública (PSP), que após concluírem os respectivos cursos são colocados a nível nacional. O número de cursos abertos por ano depende do número de vagas autorizadas pelo Governo, estando neste momento a decorrer um único Curso de Agentes da PSP com cerca de 900 alunos, entre eles os três suspeitos da falsificação dos documentos. A entrega do certificado de habilitações literárias do 12.º ano é um dos requisitos obrigatórios, entre outros, para todos os candidatos que concorrem ao Curso de Agentes da PSP.

GNR detém dois jovens autores de roubo por esticão

tamento de Investigação Criminal de Leiria da PJ, foram localizados e apreendidos diversos objectos utilizados na prática dos crimes cometidos e produtos dos roubos. Os dois homens têm antecedentes criminais, tendo um deles estado detido preventivamente numa situação anterior. A fonte adiantou que os dois detidos aguardam ainda a aplicação das medidas de coacção pelas autoridades judiciais.

GNR do distrito promove “Regresso às Aulas em Segurança” O Comando Territorial da GNR está a realizar, em todo o distrito de Santarém, até 15 de Setembro, a operação “Regresso às Aulas em Segurança” a qual consiste na realização de acções de sensibilização à co-

das concretas” a aplicar aos três formandos”, explicou a mesma fonte. A Direcção Nacional da PSP já tinha adiantado que, caso se confirmasse que os três alunos entregaram certificados de habilitações literárias falsos, durante o processo de candidatura e selecção, estes “seriam expulsos da instituição e teriam de responder perante a Justiça”. A Escola Prática de Polícia, situada em Torres Novas, é o único estabelecimento de ensino no país responsável pela formação e instrução de todos os agentes da Polícia de Segurança

O Comando Territorial de Santarém da GNR, através do Núcleo de Investigação criminal de Santarém, procedeu dia 1 de Setembro, à detenção, em flagrante delito, de dois indivíduos do sexo masculino, de 19 e 22 anos de idade, residentes em Santarém, por roubo por esticão. A detenção ocorreu na sequência da detecção de um roubo por esticão contra uma idosa, praticado na localidade de São João da Ribeira, Rio Maior, do qual resultou uma perseguição aos suspeitos, vindo estes a ser detidos na cidade de Santarém. No seguimento da detenção a GNR efectuou buscas às residências dos detidos, tendo sido apreendidos diversos artigos em ouro e outros, referenciados em diversos processos-crime em que os mesmos estão indiciados.

Apanhados a passar moeda falsa A Polícia Judiciária deteve, numa zona comercial de Torres Novas, dois homens apanhados em flagrante a tentar passar moeda falsa, afirma a PJ em comunicado. Os dois homens, com 47 e 32 anos, residentes na zona, foram localizados numa zona comercial quando adquiriam mercadorias que pagaram com notas de 50 e 20 euros falsas, afirma o comunicado.


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região

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Câmara de Salvaterra de Magos assegura serviço de correios em Marinhais O Município de Salvaterra de Magos e os CTT assinaram um protocolo de cooperação que permitirá a continuidade dos serviços anteriormente prestados na estação de correios de Marinhais e que a Câmara Municipal agora passa a prestar à população. A cerimónia de assinatura teve lugar, dia 31 de Agosto, na delegação do Município em Marinhais, local onde passam a funcionar os serviços de correio. O protocolo resultou da decisão de encerramento da estação CTT de Marinhais, que levava a que população de Marinhais viesse a ficar sem esse serviço. Para impedir o problema, a Câmara Municipal diligenciou no sentido de ser ela própria a assumir o funcionamento dos correios. Na cerimónia de assina-

tura protocolar estiveram presentes a presidente da Câmara Municipal, Ana Cristina Ribeiro, e em representação dos CTT, Pedro Coelho, administrador da empresa, que perante uma plateia composta por entidades e munícipes da freguesia, rubricaram o documento que permite a abertura do posto de correios de Marinhais. A presidente da Câmara, na ocasião, congratulou-se por, “apesar do cenário preocupante de encerramento contínuo de serviços públicos, ter sido possível encontrar uma solução que impede que a população de Marinhais fique sem este importante serviço no seu diaa-dia”. Doravante, a Delegação de Marinhais da Câmara Municipal irá prestar a totalidade dos serviços ante-

Notas Soltas Cartaxo • A sessão da Assembleia Municipal do passado dia 1 voltou a ser participada, animada e agitada, com bastante participação popular. E ouviu-se de tudo: vaias ao presidente e à gestão da Câmara Municipal, depoimentos variados desde a falta de passadeiras, a um funeral que não havia cova para o enterramento, até à factura da água, ao acordo com a Cartágua, um protocolo que anuncia tarifas temporárias que permitem acréscimos para uma actualização da qual a empresa nunca perderá nada, mas os benefícios aos utentes serão descontados ao município nas rendas a pagar, e que as análises da água no segundo semestre deste ano revelaram Enterococos fecais na ordem de incumprimento de 50%. Este incumprimento foi verificado, reconhece a empresa, encontrando-se resolvido, mas não invalida que neste semestre as pessoas tivessem andado a beber porcaria. • Fernando Manuel Duarte dos Santos, de Pontével, foi eleito por 15 votos, 1 voto em branco e 11 votos contra, o novo presidente da Assembleia Municipal do Cartaxo, na lista A proposta pelo PS que tinha como 1º secretário Joana Vergas e 2º secretário Jorge Pisca. A lista B proposta pelo PSD tinha como candidato principal Pedro Miguel Barata de Almeida que argumentou antes da eleição que o candidato do PS tinha estado em desacerto com a anterior presidente que a levou à demissão, falhava muitas vezes a contagem dos votos, que a 1ª secretária é funcionária da Câmara Municipal e que o 2º secretário tem uma empresa familiar que presta serviços à autarquia, mas os argumentos não chegaram para quebrar a linha partidária de apoio à lista do PS. • A Rua Batalhoz em obras, apareceu numa destas noites ornamentada com ramos de eucalipto em alguns buracos do solo e como não havia luz eléctrica puseram velas a iluminar o passeio. Para além da graça e do sentido de humor manifestado, a rua ficou com um envolvimento romântico a lembrar os passeios públicos do século XIX. • Há mais de um mês que o ascensor que dá apoio às linhas ferroviárias nº 3 e 4 da estação de Azambuja se encontra avariado não permitindo a sua utilização. Sendo actualmente muito frequentada, torna-se um equipamento muito útil para as pessoas com dificuldades de locomoção, mas pelos vistos os justos reparos dos uten-

Ana Cristina Ribeiro e Pedro Coelho

riormente disponíveis pelos CTT na estação entretanto encerrada, nomeadamente:

aceitação e entrega de envios de correspondência nacionais e internacionais;

tes ainda não chegaram aos responsáveis da CP pela manutenção destes equipamentos. Ou será necessário um abaixo-assinado para que um digníssimo director da CP mande reparar o ascensor da estação ferroviária de Azambuja? • Foram fixadas pelos órgãos autárquicos as novas taxas de IRS, IMI e Derrama, a pagar pelos munícipes do Cartaxo em 2012. O IRS fica pelos 4%; o IMI – prédios rústicos 0,8% e os urbanos 0,4%, ficando a freguesia de Valada como no ano anterior com uma minoração de 30% em todos os prédios urbanos para combater a desertificação. A taxa da Derrama, que tem o valor máximo de 1,5% fixado por lei, fica com isenção em todas as empresas com volumes de negócios no ano anterior inferiores a 150 mil euros e com 0,67% para as restantes empresas. • Foi aprovado por unanimidade na última Assembleia Municipal a proposta do BE para a realização de um referendo sobre a decisão da autarquia pretender concessionar por 30 anos o estacionamento na cidade, tanto à superfície como no futuro parque subterrâneo. Luís Montejunto

Almeirim Pão, Vinho & Companhia A Mostra Gastronómica da Cidade de Almeirim decorreu entre os dias 27 de Agosto a 4 de Setembro. Apesar do tempo chuvoso e do frio que, por vezes, se fez sentir, a iniciativa teve êxito. Na noite da actuação de Mickael Carreira o mau tempo obrigou à interrupção do espectáculo. Nos restantes dias o tempo ajudou e umas largas centenas de pessoas aplaudiram os ranchos e artistas que actuaram na festa. Na eleição da Miss e Mister Ribatejo 2011 o título de Miss foi atribuído a Ana Fernandes e o de Mister Ribatejo a Rui Penteado. Os profissionais de fotografia do evento elegeram Verónica Haluzynska como Miss Fotogenia e Tomás da Rosa como Mister Fotogenia 2011. Os 12 Finalistas, por sua vez elegeram Ana Fernandes e Rui Penteado, como Miss e Mister Simpatia 2011. O Festival de Folclore organizado pelo Rancho Folclórico da Casa do Povo de Almeirim, no sábado, e o Grupo Chave d’Ouro, no domingo, encerraram o evento. Regresso às aulas No dia 1, os alunos mais pequenos dos Jardins-de-infância e Creches do concelho viram, com alegria, tornar a abrir-se as portas das suas escolinhas. A exemplo da re-

venda de envelopes préfranquiados; realização de cobranças postais; recepção

e pagamento de vales postais nacionais; aceitação e entrega de registos nacionais e internacionais; aceitação e entrega de encomendas postais; venda de produtos de coleccionismo; carregamento de telemóveis; serviço de apartados; pagamento de SCUT’s; aceitação de Correio Contratual. A autarquia garante que o serviço é totalmente assegurado por profissionais da Câmara Municipal, que frequentaram acções de formação prestadas pelos CTT e, por isso, devidamente habilitados para exercer as suas funções, no horário compreendido entre as 09h00/12h30 e as 14h00/ 17h30, de segunda a sextafeira, na Delegação da Câmara Municipal, em Marinhais, na Rua João Pinto Figueiredo.

cepção no Jardim-de-infância do Centro de Bem Estar Social a presença de um dos Mesários da Santa Casa da Misericórdia de Almeirim, que se deslocou às várias valências daquela instituição foi muito gratificante para todos. Exposição de fotografia Na Galeria Dr. César Henriques, no passado dia 31, Vanessa Gargaté inaugurou a sua exposição de fotografia intitulada “Andando por Aí”. Os trabalhos expostos continuam patentes ao público, esta semana. Acidente mortal na Raposa No passado dia 18, o conhecido comerciante de Raposa, Augusto de Oliveira dos Reis, foi esmagado por um camião carregado com tomate, contra a parede de uma das casas daquela localidade. A falta de civismo de muitos condutores, que simplesmente ignoram o ser humano pedestre, não conhece limites. O infeliz era a luz da mulher, invisual devido a diabetes, a quem carinhosamente guiava pelas ruas da localidade. Escola de Raposa mantém-se aberta A Direcção Regional de Educação Lisboa e Vale do Tejo deliberou atender às justas petições dos nossos edis e manterá em funcionamento, no presente ano lectivo, a escola EB1 naquela localidade. A escola esteve mesmo para fechar portas. Campanha de recolha de manuais escolares Os Pelouros da Educação, Acção Social e Ambiente da Câmara de Almeirim promovem uma campanha de recolha e redistribuição de manuais escolares intitulada “Toma lá meu! Livro Dado, Ambiente poupado”. Este projecto convida os cidadãos a emprestar os livros usados dos seus educandos, para que outros jovens os utilizem no decorrer do próximo ano lectivo. Além das Escolas, o posto de Turismo e Juntas de Freguesia estão aptos a receber a generosa partilha. Pessoais No passado dia 29, a conhecida benemérita, Bernarda da Silva, mais conhecida pela população local pela Conceição Troca, foi acometida por um AVC na sua residência. Transportada pelo INEM às urgências do Hospital de Santarém foi depois transferida para o Santa Maria. Depois de uns dias em exames médicos regressou ao Hospital de Santarém, a unidade de saúde da área da sua residência. O prognóstico clínico continua muito reservado. Hermenegildo Marmelo


opinião Em vista da intervenção do nosso Primeiro-Ministro na A. Pena Monteiro Universidade de Verão do PSD, dir-se-ia que o Governo Português encontra-se apostado em marcar a diferença e dar início a um novo ciclo governativo, até de independência… E explicava o nosso Primeiro-Ministro que o caminho para o fim da crise – reveladora de uma longa existência de resignação – consiste no programa de ajustamento financeiro em curso, uma espécie de panaceia de todos os males se considerado a convicção inquebrantável dos nossos actuais governantes sobre a natureza espontânea do crescimento económico resultante da redução do peso do Estado no tecido produtivo nacional. E nós respeitamos tais convicções, arvoradas, de algum tempo a esta parte, à dimensão de dogma uma vez que carecem de confirmação efectiva (estranha-se por isso que a tendência dos tempos e o desempenho económico dos países onde este modelo vigora demonstre o inverso das expectativas do executivo português); mas não podemos deixar de evocar as inquietações de António Sérgio formuladas na década de 30 sobre a então política de contenção financeira. E explicava o ilustre publicista que a redução do défice bem poderia seguir por uma via rápida mas irracional. Pois irracional lhe parecia que os portugueses se resignassem a morrer à fome

O Imperador Augusto distinguiu-se pelas reformas de Maria Fernanda Barata carácter religioso, social, militar e administrativo. Ele era o chefe supremo do exército, tinha direito de veto sobre as decisões do Senado, tinha o direito de propôr leis e também o poder religioso, sendo Sumo Pontífice e tendo o título de “Augusto”, só atribuido aos deuses. O Imperador protegeu as famílias, especialmente as numerosas, combateu a desagração familiar, criou medidas para restaurar a religião tradicional de Roma, não esquecendo nunca a defesa do Império. Graças à administração

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Páginas na História apesar dos efeitos milagreiros ou virtuosos da decisão para o Erário Público. Volvido quase um século, o nosso Ministro das Finanças evidenciava o esforço necessário para promover a desalavancagem da economia portuguesa, logo seguido do nosso Primeiro-Ministro que, no seu “virar de página”, insistia na necessidade imperiosa de reduzir o Estado, o seu papel e a sua expressão financeira para motivar o surgimento de uma nova sociedade em Portugal. Impõe-se, por isso, saber qual a sociedade, qual Fénix renascida, virá dos escombros do saneamento financeiro e da refundação do Estado construída, até ver, sem uma revisão constitucional (que julgávamos essencial para proceder a reformas desta natureza…). Respondem-nos, mais forte, mais competitiva, mais preparada para os desafios da integração europeia e da globalização mundial; mas não explicam o trajecto entretanto pejado de um sem número de aumentos de impostos, congelamentos de salários e pensões, reduções do investimento e, note-se em particular, uma imposição de limites máximos de despesa pública aplicáveis a todos os sectores sem contemporizar com a natureza dos mesmos. No contexto, a situação do Serviço Nacional de Saúde merece menção particular… porquanto fomos dos muitos que acreditámos na mensagem do PSD e do PP sobre a carência em reduzir as gorduras

do Estado. Nós compreendemos, sem reserva, do máximo interesse prioritário em diminuir gastos supérfluos como ainda de impor aos agentes do Estado (os responsáveis por fundos públicos) uma administração criteriosa dos recursos financeiros ao seu dispor (a mesma que não contemporiza com a realização de despesas mais ou menos extravagantes ainda que as instituições possam assegurá-las sem risco imediato para a sua sustentabilidade em todo o tempo, de adversidade ou não). Contudo, passadas as eleições e empossado o Governo, a breve trecho percebeuse que, por gorduras do Estado, o novo executivo entendia os órgãos vitais do mesmo. E sabemo-los vitais, o coração e o fígado, cujos transplantes serão objecto de uma redução de custos em 50% com mais que evidente impacto na vida dos portugueses, no sentido assaz colectivo da palavra e nas esferas próximas e ou longínquas da expressão. Se não, vejamos; as virtualidades do Serviço Nacional de Saúde incidem sobre a feição operativa como instrumento de coesão social mas, em simultâneo, ao promover a qualidade de vida da população estendem a produtividade da mesma. Contudo, o Serviço Nacional de Saúde constitui um segmento do progresso científico onde Portugal se tem afirmado na vanguarda; os transplantes do fígado, por exemplo. Ora, ao reduzir o investi-

mento de fundos públicos num domínio tão importante como este onde se salvam vidas e, no mesmo passo, se firmam as potencialidades da ciência nacional, dentro e fora do país, o nosso executivo estará certamente a promover a economia de recursos financeiros, no imediato, e a suscitar uma sociedade diferente da actual; mas não será a nova sociedade que preconiza. Antes, motiva um regresso ao passado próximo, o da diferenciação do indivíduo face à doença (entre as que auferiam rendimentos para aceder a tratamentos comummente dispendiosos, fora do país, e os outros para os quais não existiam respostas internas). Mais, trata-se de um retorno da ascendência financeira com repercussões, leia-se com perdas, insuperáveis nas qualificações, competências e capacidades de crescimento do nosso país. Por último, consiste num retrocesso ainda maior se considerada a circunstância de a aplicação de cortes em expressão uniforme não erradicar as causas do problema nacional, as ditas gorduras, onde prevalece apesar de atingir a massa muscular em algumas áreas ou desferir um golpe certeiro nos órgãos vitais em alguns sectores… será uma nova página, no entender do Sr. Primeiro-Ministro, da História que sabemos velha; mas a que custo? Mas com que consequências? Mas com que sacrifício? E já agora, qual eficácia a médio e longo prazo …?

O famoso “Século de Augusto”

BAÚ DE

RECORDAÇÕES

de Augusto, Roma conheceu a prosperidade, a ordem e a paz, depois de um século de guerras. As Letras e as Artes atingiram um esplendor nunca imaginado. O Historiador Tito Lívio fez a história de Roma desde as origens até à época imperial, o Poeta Virgílio cantou os Heróis e as tradições romanas, o Poeta Horácio enalteceu as virtudes antigas e a grande obra de Imperador Augusto. Além destes notáveis, distinguiram-se os seguintes Poetas: Ovídio, Tibulo e Propércio.

O Imperador fez de Roma uma cidade monumental, com o Templo da Concórdia, a Basílica Júlia , o Templo de César e o Arco de Augusto. No Campo de Marte, mandou construir o Pantécio dedicado aos Deuses, assim como o Mausoléu onde foi sepultado. A “Lei das Doze Tábuas” constituiu a base da juris prudência. Também o Imperador Adriano promulgou o “Édito Perpétuo” legislação de todo o Império. Um cumprimento ao leitor.

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Crónicas dum Novo Tempo - LVIII

Do outro lado do mar Hoje levei a minha netinha ao café. Comprei-lhe um gelado e ela pediu-me para lhe contar uma história. Abri o livro que habitualmente trago quando passeio com ela, e escolhi um conto de tradição cristã: “Marisa vivia com a mãe e o avô numa casita com vista para o mar. O avô era pescador e navegava no seu barquito, que tinha uma vela castanha, pelas águas do porto. Umas vezes, o avô pescava perto da costa e Marisa gostava de ver o barquito serpentear por entre as rochas e as enseadas da baía. Noutras, partia ao cair da noite e então Marisa ficava a ver o barco embrenhar-se no vermelho dourado do crepúsculo. A seguir ia para a cama, satisfeita por saber que, quando o Sol despertasse por detrás dos montes, veria a vela castanha regressar à luz ténue da aurora. Quando isso acontecia, Marisa e a mãe desciam até à ponta do molhe para se despedirem dele com grandes acenos, e o barco, levado pelo movimento da maré, mergulhava na neblina do horizonte, parecendo afundar-se naquela imensidão de onde apenas emergia a ponta do seu mastro. Depois, quando o próprio mastro desaparecia, Maria e a mãe ficavam completamente sós. Ele vai voltar - prometia-lhe sempre a mãe. Por vezes, Marisa até sabia em que maré ele iria regressar, e nessas alturas corria para o cimo do monte que ficava por detrás da casa e não tirava os olhos do mar até a ponta do mastro surgir no horizonte. Vem aí o avô, vem aí o avô! - gritava entusiasmada. Então, ela e a mãe corriam para a ponta do molhe para acenarem para o barco cuja vela castanha se agitava cada vez mais perto, até que, por fim, tornavam a ver a cara sorridente do avô. Também havia alturas em que os dias passavam sem ele voltar, o que deixava a mãe de Marisa muito preocupada: Estamos na época das tempestades - explicava então Marisa - e o avô pode ainda demorar sabe-se lá quanto tempo. No entanto, continuava à espera de o ver regressar. Se a viagem foi perigosa, o avô ainda estará mais ansioso por nos ver - dizia. Marisa aprendeu a reconhecer quando a maré estava alta, pois era a altura mais propícia para o barco entrar no porto. Era então que ia à procura dele. Chegava a passar uma semana à espera ou mesmo duas... mas acontecia sempre o mastro aparecer e o avô voltar. Às vezes desejo que o avô não saia para o mar para não nos deixar sozinhas - disse-lhe Marisa após uma viagem que tinha durado vários dias. Vou fazer-te a vontade - suspirou o velho. - Já não sou tão forte como era dantes e por isso não me atrevo a ir para tão longe como costumava. A partir de agora não me afastarei muito... ando de cá para lá e de lá para cá durante o dia, enquanto a maré me ajudar. De início, Marisa ficou satisfeita porque assim tinha mais tempo para estar com o avô. Porém, começou a reparar que, de dia para dia, ele estava cada vez mais frágil e debilitado, e quase já não saía de casa. O avô já não vai para o mar? - perguntou Marisa ansiosamente. O único barco em que eu agora irei navegar é o que me levará para o outro mundo - respondeu o avô a sorrir. Marisa suplicou-lhe: Não vá! Nunca vá para lá! - disse-lhe a chorar. Essa é a viagem para que eu sempre vivi - retorquiu-lhe serenamente o avô. - Explorei tudo o que me apeteceu neste mundo e agora anseio por descobrir o outro. Um mundo novo! Pouco tempo depois o avô de Marisa morreu. O sino da igreja da vila repicou solenemente quando o enterraram no cemitério que dava para o mar. Adeus, avô - sussurrou Marisa à terra escura. A seguir correu sozinha para a ponta do molhe. Adeus, avô - gritou à maré que baixava rapidamente. Adeus, adeus! Ela permaneceu à espera, tanto tempo quanto o barco do avô costumava levar até desaparecer no horizonte longínquo. Entretanto, chegou a mãe que se sentou a seu lado. Já não o podemos ver - disse tristemente a mãe. Mas creio que numa costa distante, do outro lado do mar, numa outra terra que não avistamos, haverá alguém que o estará a ver chegar.” Entretanto o gelado foi-se derretendo e eu fui-me preparando para ouvir a minha nora ralhar, por causa da blusa toda pingada... Carlos Oliveira ———————— N. R. – Carlos Oliveira assina a rubrica “Crónicas dum Novo Tempo” todas as segundas sextas-feiras de cada mês.


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memória

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CORREIO DE HÁ 50 ANOS Os limites da freguesia de Póvoa da Izenta foram definidos

CORREIO CENTENÁRIO Salubridade publica Visitas sanitarias A ardencia estival parece que deveria obrigar a umas visitas sanitarias de rigôr por toda a cidade, de maneira a convencer, tanto o pobre como o rico, que se deve ter sempre irreprehensivelmente limpos os pateos e saguões, os palheiros e as cavallariças. Nos ultimos tempos perdeu-se o habito da fiscalisação sanitaria e as auctoridades esqueceram-se de que a porcaria constitue uma das riquezas do indigena. De maneira que ha por ahi, intra-muros da cidade, fócos de pestilencias que pedem beneficiação ou remoção, porque alem de representarem um mal geral elles representam ainda um incommodo permanente para a visinhança. Estâmos certos de que, mesmo depois d’esta nossa reclamação, tudo ficará na mesma e que taes brados se perderão no deserto... de trampa que é a cidade scalabitana, com àguas pôdres, sub-solo inquinado e montureiras permanentes nas casas e nas ruas. Meus amigos – são as proprias auctoridades sanitarias que o confessam!...

Por diploma inserto na folha oficial foram agora definidos os limites da freguesia da Póvoa da Izenta. A demarcação é feita por uma linha que, partindo da ponte do Celeiro sobre a vala de Asseca, segue no sentido sueste o eixo desta vala até alcançar o ponto em que a mesma é interceptada pelo prolongamento da linha recta que une o cruzamento de caminhos situado 750 metros a oeste da Estação Zootécnica Nacional e o ponto de encontro da estrada municipal n.º 516 com o caminho que, da Quinta dos Covões, conduz à dita estrada municipal; do aludido ponto da vala de Asseca inflecte para oeste-sudoeste, continuando pela referida linha recta, até alcançar o cruzamento de caminhos acima mencionados; daqui, desviando-se para noroeste, prossegue pelo eixo do caminho que das proximidades da Estação Zootécnica Nacional, conduz à estrada nacional n.º 114-2, até a atingir inflectindo para norte prossegue pelo eixo desta estrada nacional até ao cruzamento com a estrada nacional n.º 365; desvia-se, finalmente, para leste e continua pelo eixo da estrada nacional n.º 365, até ao ponto onde se iniciou a descrição na ponte do Celeiro. A Câmara Municipal de Santarém procederá, no prazo de sessenta dias, à colocação de marcos, onde se tornem necessários, de modo que fiquem bem patentes os limites fixados.

ANÚNCIO DA SEMANA

ANÚNCIO DA SEMANA

In: Correio da Extremadura de 9 de Setembro de 1911 In: Correio do Ribatejo de 9 de Setembro de 1961


memória

Edição n.º 6.273 | 9 de Setembro de 2011

CORREIO DO RIBATEJO

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Círculo de Cultura Musical, Delegação de Santarém Teresa Lopes Moreira

(Conclusão)

“Círculo Fechado” Virgílio Arruda, num artigo escrito a 2 de Setembro de 1950, garantia que “o Círculo de Cultura Musical não podia nem deve abdicar da sua acção nesta cidade”. Segundo o jornalista “desbravado o caminho, aplanadas as dificuldades que obstavam à acção desta salutar campanha, a Delegação orientou os seus esforços no melhor sentido, agindo com critério e contentando as mais exigentes na selecção de programas, executando-se um plano que mereceu veementes aplausos. Não há, por consequência, a justificar qualquer falta de interesse por parte dos sócios que, estamos em crer, não deixarão de acudir ao apelo que vai ser feito para a habitual inscrição, agora que o ano vai adiantado e urge trabalhar para a organização da próxima temporada.”. E concluiu que “imperdoável seria na verdade, deixar sucumbir tão belo empreendimento, que cidades e vilas menos prósperas e abastadas alimentam com carinho e uma dedicação exemplares.”. Em consequência do artigo, o número de sócios aumentou, a direcção da Delegação decidiu manter-se por mais uma tem-

porada e apareceu publicado um programa provisório. Este incluía concertos da Orquestra Inglesa Halle dirigida pelo maestro John Barbirolli, a Orquestra de Câmara de Estugarda dirigida por Karl Munchiger, o maestro Chauncey Kelley a dirigir a Orquestra Sinfónica Nacional, concertos com o violoncelista francês Maurice Gendron, o pianista francês Jean Français, o violinista Zino Francesccatti e o pianista Earl Wild. Em Outubro de 1950, a direcção da Delegação admitiu que o número de sócios inscritos era insuficiente pelo que decidiu, com a concordância de Lisboa, instituir a inscrição livre por concerto, permitindo o acesso a mais pessoas e a custos mais baixos. Os concertos apenas se realizavam se o número de inscrições o justificasse. A Orquestra Sinfónica de Praga, dirigida pelo maestro Clemens Krauss, agendada para Dezembro, acabou por não actuar por falta de inscrições. Na cidade comentava-se “… que têm sido rezadas bastantes missas por alma do Círculo de Cultura Musical não faltando preces para que o defunto ressuscite…” (CR, 25/ 11/1950, p. 8). A 15 de Setembro de 1951, Leonardo Ribeiro de Almeida escreveu o artigo “Círculo Fechado” onde lamentava que “… a Delegação do Círculo de Cultura Musical, em boa hora criada na nossa terra, ao cabo de dois anos de acção, viu-se forçada a não

Maestro Issay Dobrowen

continuar, pois foi tão pequeno o número de associados inscritos, que não dava à direcção aquele mínimo de garantias preciso para manter sem perigo as magníficas realizações dos dois primeiros anos.”. Como que pressentindo o fim de um ciclo musical, questionava “Será que Santarém e a região renunciaram voluntariamente a uma organização que lhe deu durante dois anos um total de onze concertos, apresentando sempre figuras do maior relevo mundial?”. O advogado apelava a Santarém para que não negasse “… na altura própria, o melhor da sua compreensão a uma iniciativa que se não é das que movimentam mais público, não deixam por isso de ser das que mais podem impor uma cidade.”. Este último apelo acabou por não

mobilizar a cidade que deixou cair no vazio a Delegação já moribunda. A assembleia-geral reuniu-se pela última vez a 12 de Junho de 1951, com o objectivo de eleger novos corpos gerentes o que não veio a suceder perante a extinção da Delegação em Santarém. Apesar do esforço inicial de Manuel Ginestal Machado, o projecto de instalar uma Delegação do Círculo só vingou à segunda tentativa e por dois breves anos. Porquê? Possivelmente, devido ao elitismo do mesmo. Sabemos que no Círculo de Cultura Musical, os concertos representavam um espaço alternativo e que o seu público constituía uma elite musical. A maioria destes espectáculos tornava-se inacessível à maioria das pessoas devido a motivos económicos e sociais.

In Memoriam

Franqueira Aparecia de mansinho, cosido pelos seus pensamentos, discreto, sempre aprumado, fingindo-se distraído, mas quando falava, calava-nos a todos; a voz era forte e bem sincopada. Não sabíamos bem onde começava a Escola Agrícola e onde começava o Franqueira. Calava-nos porque emanava o calor da chama interior que alguns seres misteriosamente adquirem perante os outros. Com ele a Escola era um imenso jardim cuidado por um milhão de jardineiros sem horário. Rectidão, honestidade, tolerância e um imenso respeito e carinho pelos seus alunos da Escola de Regentes Agrícolas de Santarém. Já agora por Santarém também. Já agora pela Escola de Regentes Agrícolas de Coimbra também. Foi professor com letras muito gordas e muito grandes, de quase todos os alunos

que tiveram a alegria de fazer o curso de Regente Agrícola, na Escola de Regentes Agrícolas de Santarém. Eu detestava a disciplina de Sanidade Vegetal, exercício doloroso sobretudo de memória, em prejuízo da minha propensão para pintar as respostas, para esconder a minha ignorância, o que com o Franqueira não resultava. Fora da sacralidade da sala de aula, misturava-se no meio dos alunos, sabia as nossas alcunhas todas, sabia os nossos apelidos todos, sabia de onde éramos e mais ainda, sabia porque preocupava-se com isso, sabia dizia eu da condição social e familiar da cada aluno. Era, olhava para os alunos todos, como que se eles estivessem à sua guarda e fossem quase que seus filhos. Posso garantir-vos que este húmus comportamental, abraçou todas as gerações

Ainda que haja referência a “… numerosas inscrições de pessoas de todas as condições sociais, empenhadas em participar e aproveitar os benefícios de tão admirável empreendimento, que nos vai proporcionar mediante uma reduzida quota, momentos do mais vivo prazer espiritual.” (CR, 22/5/1948, p. 1), a verdade é que entre o número de sócios encontravam-se as classes mais privilegiadas, o que justifica a afirmação de Leonardo Ribeiro de Almeida quando indicava que a Delegação “não é das que movimentam mais público”. Em 1949, a Delegação tinha 482 sócios e no ano seguinte o número reduziu-se passando para 396. A grande maioria residia em Santarém. O número de sócios que possuíam um curso superior é de 100, predominando os médicos, os advogados e os professores, enquanto os militares inscritos de patente entre aspirante e coronel são 23, os padres 13 e os proprietários 14. Também eram sócios da Delegação do Círculo o presidente da Câmara, o governador civil, dois deputados à Assembleia Nacional e quatro vereadores. O número de comerciantes, funcionários públicos e empregados de escritório ou bancários era insignificante e referia-se a indivíduos economicamente abastados. O sonho expresso por Salvador Supardo de que o preço das assinaturas estivesse ao alcance de todos não passava de uma utopia, uma

vez que os mais desfavorecidos ou mesmo os remediados nunca puderam assistir aos concertos. A própria “geral” do teatro Rosa Damasceno, habitualmente frequentada pelas classes sociais de mais fracos recursos, “… nunca teve uma frequência tão selecta como a que vai ter amanhã [concerto dirigido pelo maestro Pierino Gamba]” (CR, 2/4/1949, p. 8). Santarém vivia um intenso movimento cultural, em especial, graças à actividade mobilizadora do Orfeão Scalabitano de acesso a todos independentemente do seu estatuto social e/ou económico. O facto de o Círculo de Cultura Musical estimular a criação e manutenção de uma elite social e musical foi outro factor determinante para o declínio da Delegação. Passado o entusiasmo do primeiro ano e a manutenção do mesmo modelo de concertos no segundo ano, levou ao afastamento dos sócios com mais capacidade económica e estatuto social, aos quais interessava mais deslocaremse aos espectáculos do teatro de S. Carlos onde poderiam estabelecer contactos com as elites lisboetas. Os dirigentes mais visionários da cidade como Ginestal Machado optaram por investir em projectos que permitissem que a cultura fosse de acesso a todos, daí que passada a novidade, nada poderia salvar o projecto da Delegação de Santarém do Círculo de Cultura Musical.

que passaram pelas aulas dele, e quando agora, nos últimos anos, passei a poder sentar-me ao lado dele na Bijou, promovido a tertuliano habitual, as conversas saltavam do Inês que era de Chaves, para o Bettencourt que era dos Açores e que o pai era pescador, do papa-figos que era de Cernache e que o pai era notário. Contava de tal modo, que as horas passavam, como se estivéssemos no cinema a ver um filme interessante. Escusado será dizer, que de vez em quando lá saía uma gargalhada do grupo. Algumas que ele sabia eram um bocado picantes. As gargalhadas que ele dava faziam abanar os vidros da pastelaria. Quando o comparei, na forma como contava as coisas vividas ao Vitorino Nemésio, pessoa que eu com onze anos via obrigatoriamente, todas as semanas na televisão daqueles tempos a preto e branco, ele disse-me que se o outro soubesse do disparate que eu tinha dito ressuscitaria para protestar. Mas também

quem lhe mandou dizer que eu merecia vinte a filosofia, mas zero à disciplina dele? Não me apetece assinar esta pequena lembrança, por um lado, podia ser assinada por centenas de alunos, por outro se o fizesse podia parecer que me quereria agigantar para um qualquer protagonismo e acho que ele quando ler isto, vai sorrir e perdoar-me pelas preocupações que lhe dei. Não a assino como leve penitência pelas discussões que tive com ele, se calhar o que agora faço, de certa maneira é exactamente o mesmo que todos que já sentimos saudades dele fariam. Já agora, em nome daqueles que também não assinam esta carta, queremos propor à cidade de Santarém, que para humanizar alguma área condigna lhe atribua o nome do nosso querido e saudoso Franqueira. Com isso Santarém ficaria maior. Ao nome podem acrescentar “Professor distinto”. Alto, ao Alto Charrua!


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património

CORREIO DO RIBATEJO Edição n.º 6.273 | 9 de Setembro de 2011

Convento de Cristo

Autarca considera “precipitadas” críticas pela destruição de parte do alambor do castelo O presidente da Câmara Municipal de Tomar considera “precipitadas” as tomadas de posição que têm vindo a público sobre os danos causados em parte do alambor (rampa de sustentação da muralha) do castelo da cidade, descoberto recentemente. Fernando Corvêlo de Sousa reagia, em declarações à Agência Lusa, a um comunicado emitido pela concelhia de Tomar do PSD e aos apelos que correm na Internet para uma manifestação junto ao local danificado, amanhã, sábado. “O comentário que tenho a fazer é que é positivo que todos se interessem. Revela preocupação com a cultura e o património da cidade”, disse à Lusa, reafirmando, contudo, que o troço de cerca de um metro quadrado afectado pela máquina que procedia às escavações vai ser reposto. “Não houve drama nenhum, mas sim uma descoberta importante, que vai permitir estudar o desenho primitivo do castelo, que começou a ser construído em 1160”, disse.

O autarca assegurou que quando se iniciou a escavação, no âmbito dos trabalhos de alargamento e melhoria do acesso ao castelo e Convento de Cristo, não se sabia da existência do alambor. “Assim que a máquina bateu nas primeiras pedras, a arqueóloga que acompanhava os trabalhos mandou parar de imediato e chamou a directora do Convento, também arqueóloga, tendo o resto do troço do alambor sido posto à mostra, à mão”, afirmou. Segundo disse, numa área de cerca de 20 metros quadrados foi afetado cerca de um metro quadrado no can-

to superior esquerdo, cabendo agora aos arqueólogos repor as pedras no lugar. Este dano levou a concelhia local do PSD, partido maioritário no executivo camarário, a emitir um comunicado no qual admite que os danos “não foram um ato voluntário de destruição do património”, mas considera-os “uma ação infeliz e pouco abonatória”, resultante de uma equipa multidisciplinar incompleta. “A importante descoberta não se pode observar como um achado inesperado e de carácter insólito, como se estivéssemos numa zona onde não se prevê, ou

se conhece, qualquer tipo de património histórico relevante, que, resultado da execução de obras, possa vir a ser alvo de destruição”, afirma o comunicado. A concelhia acrescenta que “não se revê neste tipo de gestão e de atitudes e chama a atenção para que todos os intervenientes, em especial os principais responsáveis autárquicos, tenham em consideração, que nem todos os actos autárquicos são de mera gestão administrativa e que necessitam da destrinça objectiva e eficaz do que é realmente importante, tendo em vista a elevação do concelho de Tomar e a gestão eficaz de recursos, hoje tão escassos”. Entretanto, alguns cidadãos ligados ao movimento Templário estão a lançar um apelo na Internet a uma “concentração pacífica e ordeira”, amanhã, sábado, pedindo que os tomarenses compareçam no local onde se deu a destruição vestindo uma camisa branca e com uma bandeira portuguesa, de Tomar, da Ordem de Cristo ou dos Templários.

cultura

Cultura japonesa na Casa-Museu Passos Canavarro O Ministro Tatsuo Arai conferenciará, em português, no próximo dia 17 de Setembro, pelas 12 horas e pelas 15 horas, respectivamente, sobre culinária e cultura pop japonesa. Um buffet japonês intercalará as conferências. Para se inscrever contacte a Casa-Museu.

Maratona fotográfica em Alpiarça A recém criada secção de fotografia da Sociedade Filarmónica Alpiarcense (SFA) 1.º de Dezembro, em Alpiarça, promove, dia 11 de Setembro, durante todo o dia, a 1.ª Maratona Fotográfica de Alpiarça, iniciativa que pretende ser o ponto de partida de “múltiplas actividades” que a secção ambiciona desenvolver, a curto e a médio prazo, tendo como objectivo central “promover o gosto pela fotografia junto de todos os amantes desta arte”, refere a SFA em nota enviada ao Correio do Ribatejo. O evento, intitula-se “Uma Terra, Tantas Imagens” e conta com a parceria da Câmara Municipal de Alpiarça e os apoios da Junta de Freguesia de Alpiarça e Grupo Etnográfico de Danças e Cantares de Alpiarça – Albandeio. A Maratona integra a Feira Alpiagra – Feira Agrícola e Comercial de Alpiarça e tem por objectivo “promover um convívio entre entusiastas da fotografia e dar a conhecer o património edificado, ambiental e associativo do Concelho de Alpiarça.” PUB

opinião O Antropólogo José Rodrigues dos Santos, num Nuno Domingos texto recentemente publicado no Blog “a 5 tons”, afirma que Existem de facto pelo menos três níveis, ou lugares distintos: o político, o produtor e o criador. O político tem, pelo menos em princípio, legitimidade para fixar orientações; o produtor, para organizar a criação e a difusão; o criador… para criar, propor novos conceitos, acções, realizações. Para este autor, fixar orientações e prioridades, é o papel do político. Mas o político não deve fazer “programação”, deve pelo contrário abrir concursos para que os agentes competentes para essa tarefa “proponham” produções que respondam e correspondam às orientações gerais que o político formulou. Sendo o concurso aberto a todas as estruturas de produção, o político tem autoridade para instituir os procedimentos

Reflexos PROGRAMAÇÃO CULTURAL (II)

O papel da Autarquias de selecção das propostas. São as propostas seleccionadas que constituem o “programa” anual, ou plurianual da instituição política. Para certos eventos, que exigem competências especiais, o político pode decidir nomear um “curador” (“curator”, “Kurator”) ou um “comissário” que dirija e desempenhe o papel de programador, no que é assistido por, ou recorre a produtores: exposições importantes, festivais, etc. Neste contexto, considera, o político não “programa” (escolhe os criadores participantes) e nem é “curador” do evento. A Lei das Autarquias Locais, no seu anexo define como competências dos Municípios as seguintes: no seu n.º 2, alínea f) Criar, construir e gerir instalações, equipamentos, serviços, (…); na alínea l) Pro-

mover e apoiar o desenvolvimento de actividades artesanais, de manifestações etnográficas (…); na alínea m) Assegurar, em parceria ou não com outras entidades públicas ou privadas, nos termos da lei, o levantamento, classificação, administração, manutenção, recuperação e divulgação do património natural, cultural, paisagístico e urbanístico do município, incluindo a construção de monumentos de interesse municipal e no n.º 4, alínea b) Apoiar ou comparticipar, pelos meios adequados, no apoio a actividades de interesse municipal, de natureza social, cultural, desportiva, recreativa ou outra. Como se pode constatar, as competências municipais vão para além da visão antes referida, situando-se num plano de intervenção

mais alargado e pressupondo uma intervenção que terá que tocar diferentes áreas que se situam para além dos meros aspectos artísticos. Um aspecto permanece essencial na reflexão do antropólogo: a acção cultural desenvolvida pelos municípios, não pode nunca centrar-se numa lógica de se substituir aos agentes culturais, propondo e desenvolvendo escolas, suportando entidades artísticas ou outras de similar cariz. Este singular princípio, tende no entanto muitas vezes a ser negligenciado por muitos eleitos, no afã de mostrar serviço, confundindo neste caso cultura e arte, ignorando ostensivamente aquilo que é a sua missão, no fundo a razão última da sua existência. Mas a este tema voltarei nas próximas semanas.

Mantêm-se abertas as inscrições Ano Lectivo 2011/2012 NOVOS CURSOS DANÇA CONTEMPORÂNEA COMBOS DE JAZZ BANDAS DE ROCK VIOLA D’ARCO BATERIA PERCUSSÃO RUA DR. JOAQUIM LUÍS MARTINS, 16 – SANTARÉM (1.º ANDAR DO FÓRUM MÁRIO VIEGAS – JUNTO AO LARGO DO SEMINÁRIO) TELEF./FAX: 243 327 070 - 91 533 54 78 E-MAIL: conservatorio.sant@sapo.pt www.conservatoriosantarem.pt

Eunice Barreto dos Santos Martins (Tremês)

Tem o prazer de informar todos os seus amigos e pessoas interessadas que concluiu em Maio de 2011, em Créteil (Paris) a sua tese de Doutouramento em literatura juvenil com o título: “Lafantasy en litterature jeunesse, phénoméne social et editorial”. “A fantasia na literatura juvenil, fenómeno social e editorial”. www.eunicemartins.com


cultura

Edição n.º 6.273 | 9 de Setembro de 2011

CORREIO DO RIBATEJO

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O Folclore está nas ruas de Santarém Está marcada para hoje, pelas 22h15, no auditório do Centro Nacional de Exposições e Mercados Agrícolas (CNEMA), a cerimónia de abertura da 52ª edição do Festival Internacional de Folclore Celestino Graça. Ontem, os grupos participantes oriundos de Espanha, Israel, Lituânia, Polónia e Turquia já deram um ar da sua graça no espectáculo de antestreia deste grande encontro de cultura popular tradicional, no Jardim da Liberdade, na cidade de Santarém. Organizado pelo Grupo Académico de Danças Ribatejanas, o evento conta este ano com a participação de cinco agrupamentos estrangeiros e de outros tantos nacionais, representativos do Douro Litoral, Beira Litoral, Estremadura e Ribatejo. Nesta edição, o grupo da Lituânia faz a sua estreia e os da Turquia e Israel regressam cerca de 20 anos após as suas últimas participações. Ludgero Mendes, director do festival, aponta factores como a “diversidade e o nível técnico elevado” como critérios que nortearam a escolha destes agrupamentos. Agora, só falta que o público apareça, até porque, frisa o responsável, a orga-

O grupo Lithuanian University of Health Sciences Folk Dance Ensemble “AVE VITA” vai estar pela primeira vez em Santarém

tival Celestino Graça não escapa à conjuntura e, por isso, teve de ajustar o figurino: “optámos por reduzir o número de grupos nacionais convidados, uma vez que os estatutos do CIOFF – Comité International des Organizateurs de Festivals de Folklore et d’Arts Traditionelles prevêem um número mínimo de cinco grupos estrangeiros participan-

eventos culturais de mais relevo da cidade de Santarém. As dificuldades, disse o responsável, têm-se avolumando ao longo dos últimos dois anos, muito devido aos cortes no financiamento por parte da autarquia, cujo apoio cobre apenas um terço do investimento, e da retracção dos apoios de mecenas que têm opta-

“O único preço que pedimos é que o público compareça”, afirma Ludgero Mendes

nização optou por manter o cariz gratuito de todos os espectáculos no CNEMA. “Quando tudo aconselharia que cobrássemos bilhetes para equilibrar as contas, persistimos em manter os espectáculos com entradas livres. O único preço que pedimos é que o público compareça”, disse. Numa altura em que se avolumam os constrangimentos financeiros, o Fes-

tes”, explicou. Embora mantendo, em termos de programa, todas as actividades que têm visibilidade pública, a organização optou por reduzir em um dia a permanência dos conjuntos, que normalmente regressariam aos seus países na terça-feira. Estes acertos, garante Ludgero Mendes, “em nada comprometem a qualidade do festival” que é um dos

do por canalizar verbas para eventos de maior dimensão.

As 7 Maravilhas e a gastronomia Confessando-se apreensivo pelo facto do dia mais forte do festival (sábado) coincidir este ano com o espectáculo de divulgação das “7 Maravilhas da Gastronomia” nacional, Ludgero Mendes acredita, mesmo assim, no sucesso da inicia-

tiva. “Normalmente temos um público fiel, e uma média de um milhar de pessoas por espectáculo: número que esperamos manter ou talvez superar nesta edição”, referiu. Curiosamente, é também de gastronomia que se fala nos bastidores do Festival Celestino Graça. Não por causa do evento “concorrente”, mas sim porque os elementos de dois grupos, Turquia e Israel, não consomem carne de porco por questões culturais e religiosas. Desta forma, a organização terá de preparar duas ementas distintas, facto que colocou este ano “um desafio logístico” à organização. As refeições são confeccionadas na cozinha da Escola D. João II e servidas na sede do Grupo Académico de Danças Ribatejanas, onde, por estes dias, a azáfama é grande. Mais de uma centena de voluntários, entre elementos do grupo e familiares, dão apoio à organização do festival: um trabalho que tem muito de carolice e “amor à camisola”. “Temos que estar preparados para responder aos requisitos técnicos do CIOFF que define as regras desde a qualidade de alojamento e refeições, à qualidade do palco, som e iluminação”, disse Ludgero Mendes.

Encontro de culturas Mas este festival não se resume ao somatório dos

espectáculos públicos. Uma das principais vertentes do festival e que passa despercebida é precisamente o facto de o evento funcionar como factor de aproximação e diálogo intercultural. É nesse sentido que são organizados os ateliês de dança nas ruas da cidade e a exposição e colóquio sobre os países participantes: “são momentos que geram aproximação entre todos”, refere Ludgero Mendes. “Isto faz com que as vertentes da aproximação e da harmonia sejam significativas: tivemos há dois ou três anos, no mesmo festival, a presença de grupos Sérvios e Croatas. Tinham andado em guerra mas aqui estiveram em paz”, recorda o responsável. Nesta edição acontece um caso semelhante: Turquia e Israel, que em termos políticos “andam um pouco desavindos”, partilharão o mesmo palco. “A mensagem que transmitimos neste festival é que o folclore é um instrumento para a aproximação e entendimento entre as pessoas de todo o mundo, apesar de divergência políticas, religiosas, económicas e culturais. Este é um espaço de afirmação de todos, no respeito pela diferença de cada um”, conclui Ludgero Mendes.

52 anos a fazer dançar Santarém O Festival Internacional de Folclore “Celestino Graça” realiza-se desde 1958, ano em que pela primeira vez surgiu associado à Fei-

ra do Ribatejo, da qual se desligou quando o certame, que se realiza em simultâneo com a Feira Nacional da Agricultura, saiu do planalto da cidade e passou para o Centro Nacional de Exposições e Mercados Agrícolas (CNEMA). O evento herdou o nome do seu principal impulsionador, Celestino Graça, então secretário-geral da Feira do Ribatejo, técnico agrícola que fundou o Grupo Académico de Danças de Santarém, em resultado do constante contacto com a cultura da população rural da região, expressa nos modos de trajar e nas expressões tradicionais da música, do cancioneiro e da dança que adoptou. Dos contactos que desenvolveu a partir das digressões internacionais com os grupos infantil e académico, impulsionou o Festival Internacional de Folclore de Santarém. Celestino Graça foi delegado oficial português no Conselho Internacional dos Organizadores de Festivais de Folclore e de Artes Tradicionais, reconhecido pela UNESCO, desde a sua fundação, em 1970, até à sua morte, cinco anos depois. Além dos espectáculos, o festival inclui Ateliês de dança e animação nas ruas da cidade, desfile etnográfico, jogos tradicionais, homenagem ao Fundador do Festival, animações gastronómicas e uma celebração ecuménica, entre outras actividades. Filipe Mendes


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necrologia

CORREIO DO RIBATEJO Edição n.º 6.273 | 9 de Setembro de 2011

VALE DE SANTARÉM

VALE DE SANTARÉM

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"

DR. JOSÉ CARLOS D’ALMEIDA GONÇALVES

DR. JOSÉ CARLOS D’ALMEIDA GONÇALVES AGRADECIMENTO

AGRADECIMENTO

A Família do Dr. José Carlos d’Almeida Gonçalves agradece comovidamente a todos os que nos acompanharam nestes dias dolorosos.

SANTARÉM – ALTO DO BEXIGA

SANTARÉM

A Família do Dr. José Carlos d’Almeida Gonçalves agradece o extremo cuidado e o carinho que lhe foi prestado pela Unidade de Cuidados Intensivos do Hospital de Santarém durante a sua estadia nesse serviço. Sabemos que para ele foi muito importante ser tratado no Hospital a que se orgulhava tanto de pertencer.

SANTARÉM

A Funerária

POMBALINHO

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Jorge Almeida, Lda. SERVIÇOS FÚNEBRES PARA QUALQUER PARTE DO PAÍS Telemóvel 917 273 370 Telef. 243 441 246 Fax 243 441 038 Escritório: Rua S. Vicente – Sobral 2000-700 S. Vicente do Paúl

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Faleceu a 26-8-2011

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6 Anos de Eterna Saudade 1640

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eus pais e irmã, participam que será celebrada missa pelo seu eterno descanso, no próximo dia 13, às 19 horas, na igreja de S. Nicolau, agradecendo desde já a quem se dignar assistir a este piedoso acto.

ANTÓNIO DA SIL SILVVA DOMINGUES 2 Anos de Eterna Saudade 9-9-2009 – 9-9-2011 1630 ua esposa, filha, genro e netas participam que será celebrada missa pelo seu eterno descanso hoje, sexta-feira, dia 9, às 19 horas, na igreja de S. Nicolau, agradecendo desde já a quem se dignar assistir a este piedoso acto.

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SANTARÉM

Email: geral@afuneraria.com.pt Site: www.afuneraria.com.pt

DIAMANTINO DA COST COSTAA

ua família agradece muiS to reconhecidamente a todas as pessoas que se dignaram 1623

acompanhar o seu ente querido à sua última morada, ou que de qualquer outra forma lhes manifestaram o seu pesar.

Nasceu a 16-07-1923 Faleceu a 03-09-2011

ALTO DO BEXIGA – SANTARÉM

AGRADECIMENTO

eus filhos, nora, netos e S restante família agradecem muito reconhecidamente a

1644

todas as pessoas que se dignaram acompanhar o seu ente querido à sua última morada, ou que de qualquer outra forma lhes manifestaram o seu pesar.

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Realiza-se no proximo Domingo, dia 11 de Setembro de 2011, pelas 9h15m, na igreja do Pombalinho.

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necrologia

Edição n.º 6.273 | 9 de Setembro de 2011

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SANTARÉM

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CORREIO DO RIBATEJO

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Faleceu o médico Almeida Gonçalves JOAQUIM MARIA DA COST COSTAA N. a 14-03-1943-Vale Figueira F. a 01-09-2011-Santarém

Agradecimento e Missa do 7.ºDia 1655

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ua esposa, filhos, genros, nora netos e restante família agradecem muito reconhecidamente a todas as pessoas que se dignaram acompanhar o seu ente querido à sua última morada, ou que de qualquer outra forma lhes manifestaram o seu pesar. Participam que será celebrada missa pelo seu eterno descanso, hoje, sexta-feira dia 9, às 19 horas, na igreja de S. Nicolau, agradecendo desde já a quem se dignar assistir a este piedos acto.

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CARINA ISABEL MIRANDA CORREIA COUTO N. a 14-06-1986-Santarém F. a 06-09-2011-Abrantes

AGRADECIMENTO 1657

S

ua família agradece muito reconhecidamente a todas as pessoas que se dignaram acompanhar a sua ente querida à sua última morada, ou que de qualquer outra forma lhes manifestaram o seu pesar.

Funerária Dom Fernando, Lda. Telef. 243108492 – Santarém

FERNANDO JOSÉ CARV ALHO SANTO CARVALHO (NIKA) N. a 20-01-1953-Ribeira Santarém F. a 06-09-2011-Santarém

AGRADECIMENTO ua família agradece muiS to reconhecidamente a todas as pessoas que se dignaram 1656

acompanhar o seu ente querido à sua última morada, ou que de qualquer outra forma lhes manifestaram o seu pesar.

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O médico dermatologista José Carlos d’ Almeida Gonçalves, natural e residente no Vale de Santarém, faleceu às 07h00 da manhã do dia 4 de Setembro, aos 82 anos de idade. A morte ocorreu um mês depois de ter sido internado no Hospital Distrital de Santarém (HDS), unidade de saúde onde trabalhou quase três décadas e onde fundou, no ano de 1986, o Serviço de Dermatologia. Depois do velório na casa mortuária das Portas do Sol, em Santarém, as exéquias completaram-se no Cemitério dos Olivais, em Lisboa. Há muito a sofrer de problemas de saúde, José Carlos d’ Almeida Gonçalves manteve-se sempre activo, apesar de debilitado fisicamente, graças à sua força de carácter e vontade de viver, nunca deixando de se interessar pelos doentes, nem pela divulgação do saber científico em conferências e em revistas nacionais e estrangeiras. Publicou, também, muitos textos de reflexão cívica no Correio do Ribatejo, testemunhos do seu olhar crítico e atento sobre o país e o mundo. Médico e investigador prestigiado internacionalmente, distinguiu-se, sobretudo, na descoberta e desenvolvimento de terapias para tratamentos oncológicos, como a “Quimiocirurgia Simplificada” e “Criocirurgia fraccionada”. Trabalhou durante 25 anos no IPO em Lisboa, antes de optar pelo exercício da medicina em Santarém. Jubilado aos 70 anos, foi Consultor do HDS em tempo parcial, durante sete anos, até motivos de saúde forçarem a sua interrupção. Com um filho que, em criança, revelou ser portador do sindroma “autismo precoce infantil”, J.C. d’ Almeida Gonçalves obrigou-se a estudar para conseguir o respectivo diagnóstico, uma vez que, ao tempo, o autismo ainda não era conhecido em Portugal. Na ausência de assistência, criou, em 1971, a “Associação Portuguesa para Pro-

José Carlos d’ Almeida Gonçalves

tecção das Crianças Autistas” e a primeira Escola especializada no seu tratamento. Além desse filho, de nome Luís, teve mais duas filhas, Joana e Vanda, sendo avô de quatro netos. Casado com Maria Graça d’Almeida Gonçalves, juntos abriram o Estúdio Sérgio Eloy, para expor ao público o espólio fotográfico deste artista (filho de Maria da Graça) que a morte levou muito jovem. Amante da música (estudou piano e, depois, composição com Joly Braga Santos e teve longo contacto com Luís de Freitas Branco) assinou muitas partituras e manteve estreito relacionamento com compositores e intérpretes, entre os quais o Quarteto Lacerda, cujo primeiro violino

Alexander Stewart actuou na cerimónia fúnebre no Cemitério dos Olivais. Este quarteto de cordas, acompanhado pelo musicógrafo Virgílio Melo, participou, também, na noite de homenagem a Almeida Gonçalves, promovida, em Maio passado, pelo Centro Cultural Regional de Santarém. J.C. d’Almeida Gonçalves esteve presente nesse evento, com a vivacidade, entrega e sentido de humor que o caracterizavam e que não deixavam ninguém indiferente. Se Santarém e o país souberem reconhecer a importância da sua herança científica e humana, aquela não será com certeza a última homenagem. Sofia Meneses

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Edição n.º 6.273 | 9 de Setembro de 2011

CORREIO DO RIBATEJO

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Campeonato Nacional de Juvenis: Académica de Santarém 0 – Académica de Coimbra 2

Coimbra teve mais encanto na hora de rematar à baliza… Quando se juntam duas ‘Briosas’ o desfecho da partida é sempre imprevisível. Desta vez a vantagem foi para os jovem academistas de Coimbra que vieram a Santarém com a lição bem estudada, alertados até, pelo bom inicio de campeonato da equipa escalabitana. A pressionar desde o apito inicial do árbitro, os juvenis de Coimbra surpreenderam os da casa que consentiram o jogo dos ‘manchas negras’. Apesar do acerto defensivo da Briosa escalabitana, um erro ofereceu de bandeja o primeiro golo à turma visitante, ainda no decorrer da primeira parte. A etapa complementar não começou melhor para os da casa que consentiram o segundo golo logo nos primeiros minutos da 2.ª parte. A Académica de Coimbra beneficiou de um penalty (escusado e existente), provocado por um defensor da casa e estabeleceu o resultado final de um encontro intenso e de grande competitividade, notando-se algumas deficiências na ligação defesa/ataque da formação da casa, naquele que foi o seu jogo menos conseguido dos até aqui disputados neste Campeonato. No final da partida o técnico Rui Canavarro admitiu que a derrota foi “justa, no jogo menos conseguido da nossa equipa até ao momento. Houve desportivismo na

Benjamins sub-10 “C” – dia 10, 15h00: (a) Académica-Footkart. (a) Jogo a confirmar Juniores – dia 10, 16h00: Académica-A. Pernes. Benjamins sub-10 “D” – dia 10, 10h00: Samora Correia-Académica, em Samora Correia. Infantis “C” – Salvaterrense-Académica, em Sal-

vaterra de Magos. Benjamins sub-11 “A” – dia 10, 10h00: OTA-Académica, em OTA. Infantis “A” – dia 10, 11h00: Salvaterrense-Académica, em Salvaterra de Magos. Juvenis (Nacional) – dia 10, 11h00: U. Leiria-Académica, no campo da Mata – S. Eufémia – Leiria.

Briosa já tem departamento de guarda-redes A Briosa de Coimbra foi mais eficaz na forma de encarar a partida

hora da derrota e temos o pensamento já no jogo de Leiria”, afirma. Pela Académica de Santarém alinharam: Tiago Gaspar, João Pereira, Gustavo, Nuno Faustino, Rodrigo Alcobia, Luís Carlos (João Maia 58m), João Mota, André Silva (Luís Afonso 40m), José Leitão (Quinzinho 40m), Bernardo Jorge (Cap.) e David Silva. Treinador: Rui Canavarro. O próximo jogo da Académica de Santarém no Nacional de Juvenis é já amanhã, sábado, pelas 11h00, no Campo da Mata -S. Eufémia, em Leiria,

para defrontar o União local.

José Franqueira recordado com minuto de silêncio O jogo entre as Associações Académicas de Coimbra e Santarém contou, antes do seu início, com um minuto de silêncio em memória de José Horácio Braga de Araújo Franqueira, sócio da Briosa, falecido há cerca de uma semana. A Associação Académica de Santarém solicitou à FPF um minuto de silêncio no jogo Académica de Santarém - Académica de Coimbra, em Juvenis, que foi respeitado no passado sába-

do (dia 3), em Santarém. José Franqueira foi o responsável pelo empréstimo do campo da Escola Superior Agrária à Associação Académica de Santarém.

Jogos para o fim-de-semana: Escolinhas – dia 10, 11h00, treino na Escola Superior Agrária. Infantis “B” – dia 10, 09h30: Académica-Moçarriense. Benjamins sub-10 “A” – dia 10, 09h30: AcadémicaMoçarriense. Benjamins sub-10 “B” – dia 10, 11h00: Académica- C.D. Salvaterrense.

Ricardo Catrola, Rui Cardoso e Rui Castanheira

A Associação Académica de Santarém criou um departamento de guarda-redes com o objectivo de “colmatar uma lacuna na formação de uma posição tão específica como esta”. O objectivo deste Departamento é ainda o de “identificar, suportar, educar e desenvolver guarda-redes com recursos e infra-estruturas próprias”, refere o clube em nota enviada ao Correio do Ribatejo. “O Departamento visa implementar um sistema vertical para desenvolver o treino específico para os guarda-redes de todos os escalões etários”, acrescenta a nota. O Departamento é composto por Rui Cardoso, coordenador e treinador na vertente de Futebol de 7, Ricardo Catrola, treinador de Iniciados e Juvenis e Rui Castanheira, treinador de Juniores. Todos eles antigos guarda-redes do clube.

Na Agrária quem trata das ervas é... a Académica! Escolinhas começam treinos

O veterano treinador António Costa (na foto acompanhado pelo mister João Alagoa), deu um exemplo de civismo e chefiou equipas de voluntários (poucos mas bons) que cortaram silvas e ervas que ameaçavam tomar conta da zona desportiva que, assim, ficou um pouco mais vistosa...

BREVES Ténis. O Clube de Ténis de Santarém promove de hoje a domingo o Torneio do Grupo Juvenil no escalão de Sub-14 - nível B , integrado no calendário oficial de provas da Federação Portuguesa de Té-

nis, nos campos de piso rápido junto ao pavilhão de Santarém. Os encontros serão disputados à melhor de três partidas (normais) com tiebreak em todas. O torneio será regido pelas regras oficiais da Federação e terá como director da Prova

Luís Seabra e como juiz árbitro Marco Duarte. Passeio pedestre. A Ultra Rota dos Templários vai realizar-se dia 1 de Outubro, pelas 7h00, junto ao pavilhão desportivo Municipal do Entroncamento. Sempre por caminhos rurais, passa-

As Escolinhas (4,5,6 e 7 anos) da Associação Académica de Santarém começam amanhã, sábado (dia 10), os treinos desta época, na Escola Superior Agrária, a partir das 11h00. O clube procura sucessores para a equipa que tão bem representou a Briosa na Copa realizada no Algarve, de 19 a 25 de Junho, e que ficou em 5º lugar com apenas uma derrota. Em quatro anos de Copa, quatro excelentes representações dos miúdos de 7 anos da Escola de Futebol da Briosa... rá pela zona ribeirinha de Vila Nova da Barquinha, Tancos, Castelo de Almourol, onde terá lugar o primeiro abastecimento. Seguirá em direcção a Praia do Ribatejo pela margem do Rio até Constância, local escolhido para o almoço. O grupo passará de bar-

co para a margem sul e o percurso prossegue contornando as colinas à beira-rio, sempre pela margem sul do Rio Tejo. No Miradouro do Castelo de Almourol realiza-se o segundo abastecimento, já no concelho da Chamusca. Na vila do Arrepiado será feita nova pas-

sagem de barco para Tancos. Já ao fim de tarde, os participantes no passeio pedestre alcançarão Vila Nova da Barquinha, local do terceiro abastecimento rumo à Quinta da Cardiga. A hora prevista de chegada está prevista para as 20h30.


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desporto

CORREIO DO RIBATEJO Edição n.º 6.273 | 9 de Setembro de 2011

Rugby Clube de Santarém regressa ao trabalho O Rugby Clube de Santarém (RCS) realizou na passada sexta-feira o primeiro treino da nova época desportiva com um número recorde de praticantes: 40! Às ordens da dupla técnica Diogo Campilho e Miguel ‘Zeferino’ Silva, os 40 praticantes da modalidade iniciaram a pré-época e, pelos comentários recolhidos, com bastante agrado manifestado por todos. Relembramos que os Seniores do RCS passaram este ano para a I Divisão Nacional, indo defrontar as poderosíssimas equipas do CRAV (Arcos de Valdevez), Évora, Cascais, Montemor-o-Novo, Vitória de Setúbal, Lousã e Caldas. Iniciar-se-ão ainda os trei-

para o visionamento dos jogos da 7.ª Taça do Mundo de Rugby que vai decorrer na Nova Zelândia. O Torneio começa hoje, sexta-feira (dia 9) e é considerado o mais importante evento deste desporto, à escala mundial. A sede do RCS está aberta nos dias dos jogos, mediante os horários de transmissão dos mesmos.

Rugby solidário Diogo Campilho

nos dos escalões de Femininos e Sub-18, estando agendado para a próxima semana (de 12 a 16 de Setembro) o início dos treinos dos restantes escalões (Sub-

8, Sub-10, Sub-12, Sub-14 e Sub-16). Todos os treinos decorrerão no CNEMA, a partir das 19h00. O clube disponibiliza ainda a sua sede – O DROP –

Decorreu na passada sexta-feira, dia 2 de Setembro, no Hospital Distrital de Santarém, uma recolha de sangue organizada pelo Grupo de Dadores de Sangue de Pernes. O RCS associou-se a esta iniciativa, com alguns dos seus atletas e dirigentes a doarem sangue nesse dia.

Ourém recebe Trial Bike O Campeonato Nacional de Trial Bike disputa-se amanhã, sábado, dia 10, em Ourém. A prova de atribuição dos títulos de Campeão Nacional decorrerá no Parque Linear da cidade, sendo disputada pelos melhores atletas da especialidade. Os atletas começarão a competir pelas 20 horas, esperando-se momentos de

grande espectáculo, emoção, adrenalina e competitividade, tendo em conta os obstáculos de elevado grau de dificuldade. A prova será composta por cinco zonas de obstáculos (pedra, paletes, bobines, manilhas de betão e pneus) e dividida em quatro categorias: extrema, grande, média e reduzida.

O Trial Bike é uma disciplina do ciclismo em que o factor principal é o equilíbrio e controlo da bicicleta em situações extremas. O objectivo da competição é passar com a bicicleta por um percurso difícil e com obstáculos sinalizados, situados dentro de “zonas controladas” (secções), sem se poder tocar no solo com ne-

nhuma parte do corpo e da bicicleta (excepto com os pneus), e dentro de um tempo estabelecido. O Campeonato Nacional de Trial Bike é uma iniciativa conjunta do Município de Ourém, OurémViva, TrialPortugal.net e Federação Portuguesa de Ciclismo, contando com a colaboração de diversos parceiros.

Patinagem Artística do Hóquei Clube de Santarém quer “nova dinâmica” A secção de Patinagem Artística do Hóquei Clube de Santarém pretende dar “uma nova dinâmica” à modalidade na época que se aproxima. A saída do técnico Frederico Bernardo, levou a secção a procurar um novo treinador, tendo-se decidido pelo recrutamento de Daniel Pereira (ex-Sporting de Tomar), um regresso ao clube. O “incremento no número de patinadores” e um

Daniel Pereira

“melhor enquadramento técnico pedagógico” são factores considerados “fundamentais” pela secção de Patinagem Artística do Hóquei Clube de Santarém, para “alcançar uma maior expressão no desenvolvimento desportivo dos seus atletas”, disse ao Correio do Ribatejo Leonel Madruga da mesma secção. Os treinos, que já decorrem desde o dia 31 de Agosto, irão funcionar no Pavi-

lhão Municipal de Santarém, às terças-feiras, das 17h30 às 18h30; às quintasfeiras, das 19h30 às 21h30 e aos sábados, das 9h00 às 11h00. “O Hóquei Clube de Santarém convida todos os jovens dos 4 aos 14 anos que queiram experimentar esta modalidade, cujo lema é “Paixão em Movimento”, a comparecerem no Pavilhão Municipal de Santarém,” acrescenta Leonel Madruga.

Atletismo

9.º Grande Prémio Industrial Vieirense O “O Alvitejo” viu atletas premiados em todos os escalões masculinos e ainda em seniores femininos no 9.º Grande Prémio Industrial Vieirense que decorreu no passado domingo em Vieira de Leiria. A prova deste ano reuniu 163 atletas (número inferior aos 222 de 2010) em re-

presentação de 26 clubes (34 em 2010) e teve a extensão de 8.500m, com partida no centro de Vieira de Leiria, com passagem pela praia e regresso por uma zona de terra batida, com uma paisagem muito agradável. No sector masculino, José Maduro do Maduro Atletics

não deu hipótese à concorrência e venceu destacadíssimo batendo o recorde do percurso ao obter o excelente tempo de 26m 20s (menos 1m 03s do que o anterior recorde de Olivier Pedroso do Benfica, estabelecido em 2010), menos 1m 13s do que o segundo classificado, o júnior José Neves da Ju-

ventude Vidigalense, deixando o terceiro lugar do pódio para um “homem da casa”: Jorge Marcelino, com 27m.42s. Carina Matias da Barreira venceu no sector feminino, com 34m.23s, deixando a segunda classificada, Raquel Lalanda da Zona Alta (1ª Júnior), a 47s.

Clube do Agrupamento de Escolas D. João II promove captação para futsal A Secção de Futsal do Clube Desportivo do Agrupamento de Escolas D. João II promove nas instalações da antiga Escola Prática de Cavalaria, em Santarém, dias 13 e 15 de Setembro, das 17h30 às 18h30, treinos de captação para jovens nascidos nos anos de 1999 e 2000 que tenham gosto pela modalidade e queiram fazer parte da equipa do escalão de Infantis (Sub-13) que esta época participará no Campeonato Distrital da Associação de Futebol de Santarém. Para participar nos treinos de captação basta aos interessados marcar presença nos dias indicados (13 ou 15 deste mês) mas quem assim o entender poderá confirmar a presença para o e-mail: futsald.joao@hotmail.com, ou pelo telem. 916945499. Hugo Silva, responsável pela Secção de Futsal, explicou ao Correio do Ribatejo que o Clube Desportivo do Agrupamento de Escolas D. João II “nasceu do conceito de que a escola é a base e o cerne da prática desportiva de excelência”. “Vivendo no seio de numa instituição reconhecida pela comunidade envolvente e consistente do ponto de vista dos seus recursos, quer físicos, quer materiais, quer humanos, que é o Agrupamento de Escolas D. João II – Santarém, o Clube pretende ser uma instituição que dê resposta ao problema que sempre se coloca quando um jovem talentoso pretende enveredar pelo desporto de competição: a compatibilidade entre os estudos e a carreira desportiva”, salienta o responsável. A recém-criada Secção de Futsal vem juntar-se às Secções de Ténis e de Xadrez, já em actividade, no mais jovem clube da cidade, fundado a 24 de Novembro de 2010.

Casa do Benfica em Samora Correia regressa ao trabalho O futebol da Casa do Benfica em Samora Correia (CBSC) regressou terça-feira ao trabalho, depois das férias de Verão. A pré-época arrancou com a realização do primeiro treino no Campo de Futebol dos Camarinhais, Benavente, aberto à captação de novos talentos para a equipa de futebol. A equipa directiva para o Futebol da Casa do Benfica é composta pelo vice-presidente José Custódio e o director desportivo Gabriel Silva. A equipa técnica para a nova temporada mantém Carlos Falua como treinador principal, com António Ribeiro como treinador-adjunto, Carlos Duarte como treinador de guarda-redes e João Dinis como massagista. A equipa de futebol da Casa do Benfica em Samora Correia está inserida na competição da Taça Fundação Inatel, com arranque previsto para a segunda quinzena do mês de Outubro. A primeira partida da pré-época será realizada amanhã, sábado, pelas 17h00, frente ao CSCD Montinhos dos Pegos, no Campo de Futebol dos Camarinhais, em Benavente. A Casa do Benfica em Samora Correia é a Casa Oficial n.º 169 do Sport Lisboa e Benfica e foi fundada a 7 de Junho de 2002. Presta vários serviços ligados ao Sport Lisboa e Benfica e a realização de workshops regulares para formação dos seus associados na área da iniciação à informática. É a única Casa do Benfica com formação modular, Centro Novas Oportunidades.

Alcino Serras vence Trilhos dos Templários em Santa Cita A primeira edição de ‘Os I Trilhos dos Templários’, uma competição organizada pela ACR Santa Cita, com o apoio do Clube Motor e Aventura, juntou este fimde-semana 131 atletas. Desde o tiro de partida que Alcino Serras e Hélder Ferreira impuseram um ritmo forte, controlando a prova até final, com o veterano (Alcino) a vencer em 59m 23s, apenas menos 6s do que o seu companheiro de equipa (União Tomar).


desporto

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Santarém Basket sem dinheiro para inscrever jogadores Os atletas do Santarém Basket Clube arriscam-se a ficar de fora dos diversos campeonatos nacionais e regionais porque a associação está sem dinheiro para pagar as inscrições. Este facto motivou a redacção de uma carta aberta dirigida ao presidente da Câmara de Santarém, entidade que, desde 2008 não

transfere para o clube as verbas protocoladas. Na missiva, assinada pela presidente da direcção, Ana Teresa Belo, é feito o apelo para que a autarquia pague a tranche restante do apoio devido da época de 2008/2009 para que o arranque da presente temporada seja possível. O clube recorda que, na última reunião no salão nobre

dos paços do concelho, Moita Flores “assumiu o compromisso de, assim que algum dinheiro entrasse proveniente do negócio das águas ou outras receitas, seria repartido pelas associações e que, entretanto, seria passada pela autarquia uma “carta de conforto” para que os Clubes pudessem apresentar às entidades credoras, e assim desblo-

quear as difíceis situações que atravessam”. Contudo, afirma a direcção do Santarém Basket Clube, nenhuma destas soluções foi ainda concretizada e, assim, “o apoio dos pais é manifestamente insuficiente para cobrir as despesas com as equipas de formação”, pode lerse no documento. “Estamos cansados e an-

gustiados com toda a situação por que passamos e não fosse a alegria estampada nas caras dos nossos miúdos, já teríamos desistido desta luta diária de andar a adiar o pagamento às pessoas a quem devemos e que, embora compreendendo a situação, não deixam de nos pressionar a ponto de nos fazer sentir incapazes e incompetentes para re-

solver os problemas do clube”, escreve Ana Teresa Belo. “Sem um pagamento, por pequeno que seja, a este clube, não conseguiremos arrancar com a época, deixando assim a cidade sem basquetebol, uma das três modalidades com maior importância e número de praticantes a nível nacional”, lamenta o clube nesta carta. FM

Contudo, uma derrota por 4-0 deitou por terra o sonho da conquista do troféu... uma nota, contudo, para a excelente prestação dos Caixeiros que assim preparam a sua entra da no Campeonato Distrital.

no mais antigo clube de Santarém que possui um grande historial nesta variante desportiva.

Caixeiros vitaminados com “Geração C” Os Caixeiros estão apostados em reclamar o lugar cimeiro no panorama do associativismo desportivo do concelho e vão arrancar, nesta época, com o projecto “Geração C”, cujas linhas orientadoras foram apresentadas aos sócios no início da semana. Este plano vitaminado é coordenado por José Branco, José Vanzeller, Nuno Graça, Rui Apolinário, Diogo Tavares, Diogo Gonçalves, Hugo Franklin e Amândio Batista. Os timoneiros do projecto puseram já os escalões de juvenis e juniores do andebol a treinar no pavilhão.

Na ementa deste estágio de pré-época fazem ainda parte visitas regulares ao ginásio, dando (boa) forma aos atletas que vão participar no Campeonato Nacional da II Divisão. Os restantes escalões começam os treinos na próxima semana, sendo que o grande objectivo do clube é cativar atletas femininas que queiram praticar andebol.

Futebol já rola A equipa de futebol dos Caixeiros está a preparar o ataque aos primeiros lugares da tabela do Campeonato da Divisão Secundária.

Apesar de alguns contratempos, como o que aconteceu domingo passado em Vila Chã, em que saiu derrotada por 3-0, a equipa está confiante numa época de bom nível. No próximo domingo, às 17h00, em Alpiarça, os Caixeiros terão a oportunidade de se redimir, em jogo com o União de Tomar. E já no dia 18, está marcada uma deslocação a Caxarias, para defrontar a equipa local, em mais um jogo treino. Ao abrigo de um protocolo com o Águias de Alpiarça, o clube está a criar condições para que se for-

mem ainda nesta época equipas nas categorias de juvenis e juniores, um esforço que será repartido pelos dois clubes.

Faltou um bocadinho assim… A nova equipa de Futsal dos Caixeiros deslocou-se a Alcochete para participar no Torneio organizado pela Casa do Benfica local. A jogar com equipas da 3ª. Divisão, a formação de Santarém não se amedrontou: venceu a Quinta do Conde por 4-2 e disputou a final com a equipa organizadora do evento.

Vitória Clube de Santarém

Quem vê Carlas não vê (só) corações! Ricardo Oliveira, novo treinador dos escalões das escolinhas (petizes, traquinas e benjamins) do Vitória Clube de Santarém, já tem um braço direito para a aventura que abraçará em 2011/12. Carla Paulino, membro da Direcção do clube e histórica atleta dos seniores femininos (alinha na equipa desde o primeiro jogo oficial de sempre), coadjuvará o jovem técnico numa das missões mais importantes que norteiam o clube escalabitano: a formação física e mental dos vitorianos de palmo e meio. O seu coração é 100% vitoriano. Contudo, quem vê… Carlas não vê apenas corações: vê, igualmente, capacidade, competência e

Nova treinadora das escolinhas - Carla Paulino 2

sentido pedagógico. Com efeito, não é apenas o amor que a jovem nutre pelo emblema que ostenta no peito que “obrigou” o clube a avançar para a sua contra-

tação: Carla, à beira de completar 21 anos, exibe já no currículo uma licenciatura em Ciências do Desporto, bagagem académica de respeito, que se acumu-

la à experiência de quatro anos enquanto atleta federada de futsal no clube azul. Nesta temporada de estreia como timoneira, a jovem dirigirá o seu trabalho essencialmente à facção não competitiva do escalão (petizes e traquinas, dos 5 aos 8 anos), permitindo um maior desafogo ao técnico principal, Ricardo Oliveira, que se ocupará primordialmente com a participação dos atletas nascidos em 2001 e 2002 no (ao que tudo indica) pioneiro Campeonato Distrital de Benjamins da Associação de Futebol de Santarém. Mais um “golo” de belo efeito na carreira de Carla Paulino!

Ping Pong Com uma reunião já agendada com os atletas, vai ter inicio a época da modalidade de Ténis de Mesa, que vai repartir os treinos entre a sede do clube e a Nave de Santarém. O ressurgir desta secção já está concretizado, e os jovens de Santarém já têm mais uma oferta desportiva

Sede de actividades A renovada sede tem já os trabalhos de benfeitoria acabados, o que vai permitir que sócios e atletas do clube possam disfrutar do espaço que agora inclui um ginásio de recuperação e manutenção. Estas melhorias vão permitir ainda que o clube organize estágios, exposições, cursos na área do desporto, debates, noites típicas, entre outras actividades.

Vitória procura atletas nascidos em 1993 e 1994 Foi reajustada a data que marcará o início dos treinos da futura equipa de juniores de futsal: a primeira sessão será na próxima segunda-feira, dia 12 de Setembro, pelas 19h30, no Pavilhão da antiga Escola Prática de Cavalaria. Neste momento, já com a contratação do (conceituado) treinador assegurada, resta compor um plantel capaz de enfrentar categoricamente as exigências de um Campeonato Distrital sempre muito disputado, ao qual se junta ainda a tradicional Taça do Ribatejo. Para já, sobram ainda diversas vagas entre os nomes que compõem a lista de confirmações, pelo que o clube apela aos apaixonados pela modalidade nascidos em 1993 e 1994 que compareçam em força nos treinos já a partir da próxima semana, para que o projecto seja já uma realidade em 2011/12. Note-se que este será já um importante ponto de partida para a integração de inúmeros membros da equipa de juvenis, que se preparam já para cumprir o seu segundo ano no escalão. De resto, essa é uma das grandes dificuldades graças às quais se está a dificultar o arranque do escalão: a falta de uma base de trabalho que transite do escalão imediatamente anterior.

Fátima em risco de exclusão por utilização irregular de jogador A utilização irregular do defesa Nélson no jogo da primeira eliminatória Taça de Portugal em futebol face ao Pampilhosa, que o CD Fátima venceu por 4-3, deverá ditar a exclusão dos ribatejanos da prova. O jogador tinha sido castigado com dois jogos de suspensão na penúltima jornada da época passada, quando

estava ao serviço da União da Serra, da II divisão, tendo cumprido apenas um, pelo que não podia ser utilizado diante do Pampilhosa. O presidente da comissão administrativa do CD Fátima, António Pereira, confirma a recepção de um telefonema por parte de um funcionário da Associação de Futebol de Santarém,

sexta-feira, a alertar o clube para esta situação, sendo que por parte da Federação Portuguesa de Futebol (FPF) ainda não houve qualquer comunicação. Enquanto responsável máximo do CD Fátima, António Pereira assume a responsabilidade por este caso, embora esclareça que alertou os funcionários do clu-

be para verificarem se tudo estava em ordem, na sextafeira antes do jogo. António Pereira diz que “o clube não agiu de má fé”: “Esta situação só se verificou por termos tido uma semana bastante complicada para levantar os impedimentos que recaiam sobre a equipa e que impediam a sua inscrição”. “Estava tranquilo, dado

que fiz o que podia, alertando para verificarem tudo, o mesmo não sucedeu com quem de direito, incluindo o próprio jogador e a Associação de Futebol de Santarém, que não nos alertaram para qualquer impedimento”, refere o dirigente. Enquanto aguarda uma comunicação oficial, António Pereira confirma que a pro-

vável eliminação da Taça de Portugal trará prejuízos nos planos desportivo e financeiro, já que o clube deverá ter de pagar uma multa e o jogador deverá enfrentar uma nova suspensão, de acordo com os regulamentos da FPF. Ainda assim, diz que o momento “é de reagir e de total concentração no campeonato”.


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saúde

CORREIO DO RIBATEJO Edição n.º 6.273 | 9 de Setembro de 2011

Projecto Saúde + promove caminhadas O Projecto ‘Saúde +’ do Centro de Bem Estar Social de Vale de Figueira promoveu, em parceria com a Junta de Freguesia de Alcanhões e o Centro Social Paroquial de Santa Marta, o I Percurso Pedestre na freguesia de Alcanhões (5.ª Caminhada do projecto “Saúde +”). O evento contou com a participação de 26 pessoas, que percorreram 11 quilómetros e passaram por oito fontes de Alcanhões. Deste modo,

promoveu-se a actividade física, em prol de uma vida mais saudável, ao mesmo tempo que se evidenciou um pouco da história desta freguesia. O Centro de Bem Estar Social de Vale de Figueira promove ainda a 6.ª Caminhada do projecto “Saúde +”, amanhã, sábado, dia 10.

1.ª Festa da Sopa O Centro de Bem Estar Social de Vale de Figueira promove domingo (dia 11)

CORREIO DO RIBATEJO SEMANÁRIO REGIONAL

www.correiodoribatejo.com Propriedade da Firma João Arruda, Sucessores, Limitada Fundado em 1891 Há três séculos a servir a Região

a “1.ª Festa das Sopas” que incluirá a degustação, a partir das 13h07, de sete sopas: Sopa de Couve com Feijão, Sopa de Peixe, Sopa de Caldo Verde, Sopa de Chícaros, Sopa da Pedra, Sopa de Feijão Verde (à antiga) e Sopa de Ossos (à antiga). A iniciativa inclui um workshop subordinado ao tema ‘As sopas na alimentação’ e a receita apurada reverterá a favor da construção do Lar de Idosos.

Administração:

Mário da Conceição Lopes Luís Manuel Pires Marques Manuel Oliveira Canelas Director:

João P aulo Narciso Paulo

(Cart. prof. n.º 2097) paulo.narciso@correiodoribatejo.com Redacção:

Sofia Meneses

(Cart. prof. n.º 2486) sofia.meneses@correiodoribatejo.com

Filipe Mendes

(Cart. prof. n.º 7984) filipe.mendes@correiodoribatejo.com Colaboradores habituais:

PCP interroga Governo sobre União de Doentes em consultas de ginecologia Cancro

O Grupo de Dadores de Sangue de Pernes promove hoje, sexta-feira (dia 9), uma recolha de sangue numa unidade móvel estacionada junto ao W Shopping de Santarém, entre as 15h00 e as 20h00. A iniciativa conta com o apoio do Instituto Português do Sangue.

geral@correiodoribatejo.com – Telef. 243333116 – Fax 243333258 www.correiodoribatejo.com

Colheita de sangue em Santarém

CORREIO DO RIBATEJO

A União Humanitária dos Doentes com Cancro (UHDC) anunciou sábado (dia 3) que corre o risco de encerrar devido à redução de donativos e apela às dádivas dos portugueses para poder continuar a apoiar estes doentes e os seus familiares. Em comunicado enviado à agência Lusa, a UHDC refere que, “devido à crise e consequente drástica redução de donativos”, está a “passar por graves dificuldades económicas”. Nas contas da UHDC está já com um saldo negativo de 27 mil euros, relativo a 31 de Agosto, valor que a organização precisa reunir até final do ano, “de modo a garantir o pagamento de salários e a prossecução de todas as suas actividades de apoio a doentes com cancro e seus familiares, nomeadamente, a Linha Contra o Cancro e o Núcleo de Apoio ao Doente Oncológico”. A União Humanitária dos Doentes com Cancro apela aos contributos da população (empresas e particulares), disponibilizando a conta da organização no Montepio com o NIB: 003602169910007736322. Esta associação - que tem como primeiro objectivo apoiar os doentes com cancro e seus familiares, mediante a prestação de diversas valências de apoio, inteiramente gratuitas – promove anualmente uma campanha de angariação de fundos, de modo a garantir a sua sustentabilidade, tendo registado este ano uma redução de cerca de 30 mil euros face à campanha do ano passado. Esta redução de fundos “coloca em causa a sobrevivência da associação”, lê-se no comunicado. Fundada em 7 de Abril de 1999, no Dia Mundial da Saúde, a UHDC tem como lema “Quanto mais olharmos o cancro de frente, mais ele se afasta de nós”.

O deputado do PCP António Filipe, eleito pelo círculo de Santarém, perguntou à Ministra da Saúde sobre consultas de ginecologia e obstetrícia no Hospital de Nossa Senhora da Graça em Tomar, um dos três que fazem parte do Centro Hospitalar do Médio Tejo (CHMT). Esta unidade de saúde, segundo refere o deputado, “vai deixar de prestar consultas de ginecologia e de obstetrícia, caso não sejam tomadas medidas para substituir a única médica que presta actualmente essas consultas e que entrou em aposentação este mês de

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risco de fechar devido a redução de donativos

António Filipe

Setembro”. António Filipe considera que “a situação criada pode obrigar mulheres que necessitem de ser observadas por um ginecologista ou grávidas que necessitem de consultas a deslocarem-se a Abrantes, onde está concentrado o serviço de obstetrícia, ou a recorrerem a consultas particulares”. Por isso, pergunta ao Ministério da Saúde sobre as medidas que o governo pretende aplicar para garantir a prestação de consultas de ginecologia e obstetrícia naquele hospital.

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saúde

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Administração de Saúde de Lisboa e Vale do Tejo com valores preocupantes

Número de enfermeiros diminuiu 6,7 % em 2010 O número de enfermeiros a trabalhar na Administração Regional de Saúde de Lisboa e Vale do Tejo (ARS-LVT) diminuiu 6,7 por cento em 2010, face a 2009, segundo dados da Administração Central dos Sistemas de Saúde (ACSS). De acordo com o relatório da ACSS sobre o desempenho dos Agrupamentos de Centros de Saúde (ACES), em 2010 trabalhavam na ARS-LVT, 2.261 enfermeiros. No ano anterior, existiam 2.423 enfermeiros na ARS-LVT. A Ordem dos Enfermeiros considera que o rácio de utentes/enfermeiros está muito aquém do considerado ideal pela Organização Mundial de Saúde. Exemplificando com dados das portarias que criaram

os ACES, a Ordem dos Enfermeiros afirma que o ACES Lisboa Central tinha em 2009 um rácio de um enfermeiro para 1.836 utentes. Numa análise realizada com base nas portarias, a Ordem dos Enfermeiros concluiu que “este ACES era um dos piores em termos de rácio enfermeiro/habitante”. “Já a ARS-LVT possuía os valores mais preocupantes do país em matéria de recursos humanos e no que diz respeito aos enfermeiros”, acrescenta o texto. A Ordem dos Enfermeiros lembra que a OMS defende um enfermeiro para cada 400 famílias (cerca de 1.200 pessoas). “Todos os ACES da ARS-LVT possuem rácios superiores a 1.200 utentes”, assegura a Ordem.

Em 2010, trabalhavam na ARS-LVT, 2.261 enfermeiros

A questão surge numa altura em que 24 enfermeiros que trabalhavam em regime de prestação de serviços nos centros de saúde da Alameda, Ajuda, Alcântara, Coração de Jesus, Lapa, Luz Soriano, Santo Condestável e São Mamede/Santa Isabel pertencentes ao ACES Lisboa Central - já não foram trabalhar na quinta-feira da semana passada, porque a empresa que os contratou, a Medicsearch, rescindiu o contrato com efeitos imediatos. No e-mail enviado aos enfermeiros, a entidade contratadora lembrou que “a sustentabilidade das contas públicas é um compromisso assumido no memorando da ‘troika’” e que se trata de “um desígnio nacional a que todos devemos atender”.

1,5 milhões de portugueses sem médico de família Serviços de Saúde (ACSS). “Os dados referentes a 2010, excluindo os inscritos que optam por não ter médico de família, apontam para um valor nacional de 15% de inscritos sem médico de família, o que signifi-

Cerca de 1,5 milhões de portugueses inscritos nos centros de saúde em 2010 não têm médico de família, revela o relatório da actividade dos Agrupamentos de Centros de Saúde (ACES) da Administração Central dos

ca que cerca de 1,5 milhões de pessoas ainda não têm médico atribuído”, observa o relatório elaborado pela Unidade Funcional para os Cuidados de Saúde Primários da ACSS. Em Janeiro, a então ministra da Saúde,

Ana Jorge, apontava para meio milhão de portugueses sem médico de família. Segundo o relatório da ACSS, apesar de o valor nacional ser de 15%, “as assimetrias regionais são ainda bastante significativas”. Em

2010 as regiões Lisboa e Vale do Tejo e Algarve eram as únicas abaixo da média nacional (6,8 médicos por 10.000 residentes), apresentando um rácio de médicos de 6,4 por 10.000 habitantes. PUB

Utentes do Médio Tejo preocupados com corte na contratação de enfermeiros e administrativos A Comissão de Utentes da Saúde do Médio Tejo considera “grave” a informação de que o Agrupamento de Centros de Saúde “Serra d’Aire” vai ter um corte de 60 por cento para contratação de enfermeiros e administrativos. O porta-voz da comissão, Manuel José Soares, disse à agência Lusa que a informação foi comunicada numa reunião realizada com o coordenador daquele ACES, com o qual foi discutida ainda a situação dos cinco médicos costa-riquenhos que se encontram há meses à espera de autorização para começarem a dar consultas. Segundo disse o porta-

voz, a concretizar-se no quarto trimestre do ano o corte de 60 por cento da verba que tem vindo a ser paga a uma empresa de prestação de serviços para contratação de enfermeiros e administrativos, há uma série de serviços que serão postos em causa na região. Manuel José Soares disse à Lusa que a informação disponível é a de que os médicos da Costa Rica irão receber em breve as cédulas para poderem começar a dar consultas, correndo o risco de, depois, não terem enfermeiros nem administrativos, já que, a confirmarse o corte, o ACES terá de dispensar “meia dúzia de enfermeiros e meia dúzia de administrativos”.

Manuel Soares lembrou que os médicos costa-riquenhos, que têm estado a receber salário, estão impedidos de consultar apenas por questões burocráticas – já que passaram nos testes técnicos e de língua portuguesa, mas não existia um protocolo entre os dois países reconhecendo as suas habilitações. Sublinhando que existem várias situações preocupantes no Médio Tejo, tanto ao nível dos cuidados primários como no Centro Hospitalar do Médio Tejo, o porta-voz da comissão adiantou que, numa reunião agendada para o fim da tarde de hoje, vão ser preparadas algumas acções com vista à criação de um movimento de opinião.

Essas acções visam chamar a atenção para os custos que representa o desinvestimento nos cuidados primários, com o consequente sobre carregamento das urgências e dos serviços hospitalares, para já não falar do aumento dos tempos de espera e do agravamento do sofrimento para as populações. “Uma coisa é cortar despesa, outra é cortar serviços”, disse. A comissão vai convidar os deputados eleitos pelo distrito a estarem presentes nas acções que vai realizar em alguns locais, para identificação de casos concretos que põem em causa a prestação de serviços essenciais às populações, adiantou.

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tauromaquia

CORREIO DO RIBATEJO Edição n.º 6.273 | 9 de Setembro de 2011

Coordenação de

Ludgero Mendes

Dia 17 de Setembro há toiros em Santarém so público… CS – A receptividade do público em relação a esta corrida tem vindo em crescendo, segundo as informações que nos vão chegando, não deixando de reconhecer que a situação grave que vivemos, poderá ser responsável pela eventual redução de espectadores.

No próximo dia 17 de Setembro, a empresa Aplaudir, Lda. promove uma corrida de toiros, cujo lucro, eventual, é integralmente para a Santa Casa da Misericórdia de Santarém, proprietária da Monumental “Celestino Graça”. O cartel já foi divulgado e é composto pelos cavaleiros Rui Salvador, Ana Batista, Pedro Salvador, Duarte Pinto, Joana Andrade e Maria Mira (amadora), pelos Grupos de Forcados Amadores de Santarém e pelos de Vila Franca de Xira, pertencendo os toiros à ganadaria ribatejana de Manuel Veiga. Dada a natureza da corrida, a favor da Misericórdia de Santarém fomos ao encontro Casimiro Jesus Santos, Mesário com a responsabilidade da Praça de Toiros, entre outras atribuições, para ficarmos a conhecer um pouco mais sobre esta corrida e as expectativas da prestigiada instituição de solidariedade social. Correio do Ribatejo (CR) – Esta corrida surge no calendário da Monumental “Celestino Graça” como uma gentileza da Aplaudir, Lda.? Casimiro Santos (CS) – A organização deste evento insere-se no cumprimento das obrigações contratuais assumidas entre a Santa Casa da Misericórdia e a empresa “Aplaudir Ldª”, concessionária da praça de toiros. CR – O cartel foi montado exclusivamente pela Empresa ou houve alguma intervenção da Mesa da Santa Casa? Parecelhe um cartel suficientemente apelativo em termos de angariação de lucros? CS – A composição do cartel, é da total responsabilidade da empresa e não tem o mínimo de intervenção da Santa Casa.” … se é suficientemente apelativo em termos de lucros? “É sempre questionável se o custo da montagem de um cartel, só com figuras de primeiro plano, trará resultados de bilheteira mais expressivos do que outros montados com nomes de menor peso mediático, mas, de créditos profissionais já bem reconhecidos nos

meios taurinos. O aficionado exige um espectáculo sério, com qualidade, emoção e arte. O empresário também o desejará, certamente, não descurando essa exigência, ainda que o mesmo seja de beneficência. Neste enquadramento, parece que o cartel está bem composto, e será razão de vinda à nossa praça de aficionados atentos e sensíveis à finalidade do espectáculo. Lá estarão figuras consagradas do toureio equestre, ao lado de outras que procuram o desejado lugar ao sol. Dois grupos de forcados excelentes – Santarém e Vila Franca de Xira. Toiros da conceituada ganadaria de Manuel Veiga. Um apontamento de fado à luz das velas enaltece o marialvismo que coabita entre toureiros e fadistas. Vai ser uma noite muito agradável. CR – Não seria igualmente desejável a integra-

ção no cartel de alguns toureiros escalabitanos? CS – Como disse, a Santa Casa é totalmente alheia à elaboração do cartel, assim como aos convites dirigidos aos vários toureiros, ainda, assim, adianto, como opinião pessoal, que gostaria de ver incluídos no cartaz, artistas escalabitanos de qualidade já bem reconhecida por mérito próprio, e que deveriam ser merecedores do carinho e apoio dos empresários atentos à evolução artística dos mesmos, colocando-os nas nossas praças, para gáudio dos muitos aficionados que também assim pensam. Mas, é um facto que nem sempre os compromissos ou comportamentos assumidos pelas partes permitem chegar a acordo desejável… CR – Pela sensibilidade que tem destas coisas, afigura-se-lhe, então, uma boa receptividade do nos-

CR – O lucro apurado nesta corrida, que reverterá, integralmente, para a Santa Casa de Misericórdia de Santarém reveste-se da maior importância, dado que permitirá proporcionar melhores respostas sociais e humanitárias da Instituição às suas diversas valências… CS – A Santa Casa da Misericórdia de Santarém, a exemplo de outras, preocupa-se com as dificuldades acrescidas que vão surgindo no dia-a-dia e que podem vir a perturbar a capacidade de fazer face a todas as respostas sociais contempladas actualmente. Essas dificuldades obrigam-nos a criar canais de captação de novas receitas, através de programas permanentes ou através de actos isolados; receitas essas que não só nos permitem continuar a ajudar os já antigos carenciados, como, também, acolher a nova onda dos actuais forçados à situação de pobreza. Neste contexto é muito importante para a Santa Casa que os resultados finais da corrida de toiros traduzam um lucro de expressão visível. CR – A situação actual da praça de toiros é tema presente nas preocupações da Santa Casa… CS – À época da sua construção, esta praça, que pontificava em grandeza de área e de lotação, era orgulho de todos os aficionados que esgotavam lotações em espectáculos memoráveis de arte e emoção. Artistas que actuassem nesta praça, toiros que corressem nesta arena, eram considerados os “eleitos” e valorizados pela sua presença. Milhares e milhares de visitantes, em filas de trânsito à velocidade de caracol, gastavam horas para avançar alguns quilómetros a caminho da Monumental “Celestino Graça”, sem perder a alegria e o forte desejo de assistir entre “olés” às faenas ou pegas dos seus artistas preferidos. Foi, assim, durante muitos anos que assistimos a

Casimiro Santos espera uma boa casa na nocturna de dia 17, em Santarém

uma verdadeira peregrinação taurina de aficionados à catedral “Celestino Graça”. Mas… com o andar dos tempos, as suas estruturas, que vinham resistindo ao longo dos anos às intempéries de vária ordem, começaram a deixar à vista as mazelas próprias do envelhecimento. Sabemos que o espectador, hoje, privilegia espaços com menor dimensão, com maior conforto, maior visibilidade, movimentação e segurança. As mesas administrativas anteriores também, assim, o entenderam e procuraram alternativas possíveis promovendo um projecto de reconversão da praça de toiros e áreas envolventes, e até mesmo a sua deslocalização. Infelizmente, por razões de ordem vária, nenhuma se concretizou. Também a actual mesa administrativa, preocupada com a deterioração das estruturas da praça e com o custo da sua manutenção, procurou rentabilizar os espaços interiores disponíveis, elegendo um “concurso de ideias” dirigido a finalistas de arquitectura e jovens arquitectos, que poderia vir a proporcionar não só uma via de captação de proveitos, como, ainda, de apoio à manutenção das estruturas, sem custos para nós. Razões circunstanciais travaram essa intenção. Para já, iremos “atacar” o prioritário, sabendo que ainda assim, estas intervenções não resolverão o problema de fundo, mas, tão só evitarão maiores males. CR – Nesta circunstância que apelo faria aos

nossos Leitores para marcarem presença no próximo dia 17 de Setembro, na Monumental “Celestino Graça”? CS – Os aficionados, ganadeiros, toureiros, empresários e outros agentes da festa brava, sempre andaram de mãos dadas em acções de beneficência. Dia 17 de Setembro poderá vir a ser um dia grande, mais um dia de solidariedade humana. Os amigos da Santa Casa, e foram muitos, disseram no ano passado “presente”, e ajudaram-nos a construir aquilo que na altura considerámos um êxito. Este ano voltamos a contar convosco, com os seus familiares e amigos, com entidades oficiais, com pequenas, médias e grandes empresas, comerciantes da nossa terra, particulares, colaboradores e irmãos da Misericórdia. Já que falamos em irmãos, que bom exemplo daríamos à sociedade em geral, a quem insistentemente apelamos a algum contributo, se todos os nossos irmãos demonstrassem o seu empenho em atingir os mesmos objectivos. Isso mesmo, irmão! Será que poderei avançar com este desafio? Contar com as suas qualidades humanas, com a sua intervenção activa? Com a sua excelente capacidade de influência? Com o seu contributo pessoal e alargado ao seu núcleo de amigos? Seguramente que sim. Então, passemos da intenção à prática. Um obrigado muito grande, onde caibam todas as pessoas de boa vontade.


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Na despedida de João José, José Manuel Duarte triunfa categoricamente Aldeia da Luz, 3 de Setembro de 2011, às 18 horas – Corrida à Portuguesa – Despedida do bandarilheiro João José; Cavaleiros – Joaquim Bastinhas, José Manuel Duarte e Sónia Matias; Grupos de Forcados Amadores de Cascais e da Póvoa de São Miguel; 6 toiros de Lopes Branco; Director de Corrida – Agostinho Borges; Presença de Público – Casa Cheia. Em plenas festas populares, a nova Aldeia da Luz reencontrou-se com o melhor das suas ancestrais tradições e viveu com grande vibração mais uma jornada de grande afectuosidade, para o que muito contribuiu o regresso de muitos familiares e amigos a esta jovem povoação alentejana. Espectáculos musicais, bailes e actividades taurinas, entre as quais uma corrida de toiros, integraram este aliciante programa. O bandarilheiro João José, que tem a Aldeia da Luz como sua segunda terra, dada a circunstância de a sua esposa daqui ser natural, aproveitou esta corrida para iniciar um breve périplo de despedida das arenas, após trinta e seis anos de alternativa, e que, desejavelmente, virá a culminar na “Palha Blanco”, praça da terra que lhe serviu de berço. João José, bandarilheiro de reconhecidas faculdades técnicas e um dos mais conceituados da sua geração, foi muito acarinhado pelo público que preenchia literalmente o tauródromo luzense, e todos os cavaleiros e Grupos de Forcados lhe brindaram uma das suas intervenções. Joaquim Bastinhas, cavaleiro a cuja quadrilha João José tantas temporadas per-

tenceu, rubricou duas boas actuações, entendendo bem os seus oponentes e primando por um toureio mais sóbrio, mais repousado, numa lide tecnicamente irrepreensível. O seu lote não saiu muito colaborante, particularmente o segundo, que por escassez de força, claudicou vá-

rias vezes no momento da reunião, obrigando a saídas em falso, mas, estas são contingências de que ninguém está livre. O cavaleiro elvense brilhou na colocação da ferragem, especialmente com os curtos, e, igualmente, com o palmito e o indispensável par de bandarilhas, com que

rematou superiormente a sua primeira lide. Sem os alaridos habituais, a meu ver algo despropositados para o senhorio que se exige a um cavaleiro marialva, Joaquim Bastinhas esteve em bom plano. José Manuel Duarte rubricou duas excelentes lides, a eleger sempre os melhores terrenos para colocar os seus oponentes e cravando a ferragem comprida e curta em sortes de muito mérito e de muito compromisso. No seu primeiro toiro, José Manuel Duarte esteve infeliz na colocação de dois “palmitos”, que acabaram por cair, e o ambiente esfriou um pouco. Todavia, frente ao quinto da corrida, o marialva escalabitano voltou a exibir-se pleno de galhardia e rubricou uma lide a todos os títulos notável, merecendo amplamente o troféu instituído para a melhor lide. Repousado e eficaz na brega, competente na avaliação de cada oponente, e valoroso na consumação de cada sorte, onde a verdade e a seriedade são uma constante, José Manuel Duarte está a atravessar um dos melhores períodos da sua carreira, para o que também muito contribui a qualificada cuadra de que dispõe.

Sónia Matias andou em muito bom plano na lide do seu primeiro hastado. Alegre e desembaraçada na brega, Sónia Matias concretizou vistosas sortes à tira, colocando vistosa ferragem, e culminando a sua meritória actuação com um excelente ferro de palmo. No que encerrou a corrida, já a noite havia caído, e com deficiente iluminação da praça, a jovem cavaleira voltou a evidenciar as suas imensas faculdades, e a afirmar a sua grande determinação, porém, o toiro, que parecia mal visto – o que se reflectiu também na pega – não lhe proporcionou o êxito sonhado, mau grado se haver desincumbido com muito acerto. À excepção do último toiro, esta corrida de Lopes Branco, algo terciada quanto a apresentação, mas que, em regra, não saiu complicada para toureiros e forcados, apesar de transmitir pouca emoção. Todos os toiros foram pegados à primeira tentativa, tendo sido solistas, pelos Amadores de Cascais, Paulo Loução, Ventura Doroteia e Dário Silva e Paulo Cardador, em sorte de cernelha, e pelos Amadores da Póvoa de São Miguel foram solistas Fábio Suzano, André

Batista e Fábio Guerreiro, este apenas logrando consumar a sua sorte ao quinto intento. O troféu instituído pela empresa organizadora da corrida para a Melhor Pega distinguiu o forcado Ventura Doroteia, que consumou, de facto, uma excelente pega. Direcção correcta de Agostinho Borges, apenas exagerando na inflexibilidade em não consentir ao cavaleiro José Manuel Duarte a colocação do palmito no primeiro toiro, em atenção, sobretudo, ao qualificado labor que o marialva escalabitano havia desenvolvido até aí, e que viria a repetir na sua segunda lide.

José Manuel Duarte rubricou uma excelente actuação na Aldeia da Luz

Conheça os Cartéis da Moita do Ribatejo Pedro Gonçalves Integrada na tradicional táculo de Variedades TauriFesta em Honra de Nossa nas, actuará o cavaleiro assinalou 20 anos de alternativa Senhora da Boa Viagem, amador Luís Rouxinol Jr., decorrerá na próxima semana a importante Feira Taurina da Moita do Ribatejo, a qual concitará, certamente, forte afluência dos aficionados portugueses à Praça “Daniel do Nascimento”. O programa inclui três corridas à portuguesa, uma corrida apenas com matadores e um espectáculo de oportunidade aos jovens, enaltecendo-se o facto de comporem os respectivos cartéis as principais figuras do toureio na actualidade, ombreando com alguns jovens que vêm apontando as melhores expectativas quanto ao seu futuro no toureio. Tome, então, nota dos cartéis da Feira Taurina da Moita: - Segunda-feira, 12 de Setembro (nocturna) – Festival de oportunidade aos novos. A cavalo - David Oliveira, António Prates, David Gomes e Jacobo Bo-

Vítor Ribeiro um dos toureiros que actuará na Moita

tero; A pé - João Rodrigo e Fábio Cristóvão (alunos da Escola de Toureio da Moita); Grupo de Forcados Juvenis do Aposento da Moita; - Terça-feira, 13 de Setembro, à tarde – Corrida à Portuguesa – Cavaleiros João Moura, Luís Rouxinol e João Telles Jr.; Grupos de Forcados Amadores da Moita do Ribatejo e de Coruche; 6 toiros de Herdºs. do Dr. Ortigão Costa; No início da corrida, em espec-

que lidará um novilho; - Quarta-feira, 14 de Setembro (nocturna) – Corrida de Toiros – Matadores Juan Bautista, Luís Vital “Procuna” e Ivan Fandiño; 6 toiros de Herdºs. de Conde Cabral; - Quinta-feira, 15 de Setembro (nocturna) – Corrida à Portuguesa – Cavaleiros - João Salgueiro, Pablo Hermoso de Mendoza e Manuel Lúpi; Grupo de Forcados Amadores do Aposento da Moita do Ribatejo; 6 toiros de Passanha; - Sexta-feira, 16 de Setembro (nocturna) – Corrida à Portuguesa – Cavaleiros - Joaquim Bastinhas, António Ribeiro Telles, Rui Salvador, Vítor Ribeiro, Gilberto Filipe, Filipe Gonçalves e Manuel Telles Bastos; Grupos de Forcados Amadores de Santarém e de Alcochete; 7 toiros de Campos Peña.

Cumpriram-se na passada segunda-feira, dia 5 de Setembro, vinte anos sobre a data em que Pedro Gonçalves recebeu no Campo Pequeno, das mãos do Maestro António Badajoz, a alternativa de bandarilheiro profissional, numa corrida que ficou igualmente marcada pela despedida do cavaleiro tauromáquico de D. José João Zoio. Grande entusiasta pela Festa Brava, sobrinho do saudoso bandarilheiro e antigo novilheiro director de corridas, Joaquim Gonçalves, Pedro Gonçalves deu os primeiros passos no mundo taurino como forcado, sendo no seu tempo um dos mais valorosos membros do Grupo de Forcados Amadores da Azambuja, então, capitaneado por Francisco Vassalo, mas, viria a envere-

dar depois pela carreira de bandarilheiro - onde se sagrou como um dos melhores da sua geração, vencedor de inúmeros prémios e tendo-se afirmado como um poderoso intérprete da arte de bandarilhar, onde se impôs com um brilhantismo acima da média. Pedro Gonçalves come-

morou esta data com um jantar na sua tertúlia particular, em Almeirim, onde se fez acompanhar de diversos amigos, culminando este agradável serão com um apontamento de fados. Entretanto, o consagrado bandarilheiro, que é também o director da Escola de Toureio Joaquim Gonçalves, de Santarém, aposta o seu futuro próximo em arenas espanholas, onde deverá integrar a quadrilha de um jovem toureiro colombiano. Parabéns ao Pedro Gonçalves pela sua brilhante carreira, e por estes vinte anos de glória nas arenas!


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vinhos

CORREIO DO RIBATEJO Edição n.º 6.273 | 9 de Setembro de 2011

Dadores de Sangue de Alpiarça lançam “O Rh+”

O Grupo de Dadores Benévolos de Sangue do Concelho de Alpiarça assinala 18 anos de existência com o lançamento do vinho tinto “O Rh+”, durante a feira Alpiagra que se realiza em Alpiarça entre os dias 10 e 18 de Setembro. O lançamento de uma edição exclusiva e limitada de 200 garrafas de vinho tinto com o nome “O Rh+”, em parceria com a “Casa Agrícola Paciência SAG, Lda” resulta de uma parceria com a Casa Agrícola Paciência, cuja gerente, Luísa Paciência, além de dadora regular de sangue assim como quase toda a sua família, representa uma das mais reputadas Casas Agrícolas do Ribatejo. A Tipografia Garrido também se associou a esta iniciativa com o apoio na impressão do rótulo. A iniciativa é já um sucesso antes do próprio lançamento, com 30% do stock existente já reservado. Os interessados em adquirir esta raridade (a edição é única e limitada ao stock existente de 200 garrafas) só poderão fazê-lo através de reserva pelo telemóvel 964686099, e-mail para sanguealpiarca@sapo.pt ou tentarem a sua sorte no stand que o Grupo dos Dadores de Sangue de Alpiarça terá na Alpiagra, embora se recomende que a reserva seja efectuada o quanto antes para prevenir a mais que provável ruptura de stock disponível. Ainda durante a Alpiagra, o Grupo de Dadores de Sangue de Alpiarça organizará uma Recolha de Sangue, dia 18 de Setembro, através de uma Unidade Móvel do Instituto Português do Sangue, tendo ainda reservada a oferta de 10 garrafas deste vinho para os primeiros 10 dadores que comparecerem para doar sangue.

Enoturismo: Um dos mais poderosos instrumentos de Marketing Portugal é, todo ele, uma mancha vitícola pelo que o Enoturismo representa um veículo para que as pessoas que visitam uma região possam descobrir, através do vinho, todos os aspectos culturais da mesma. O Enoturismo concentra, a propósito do vinho, as vertentes ambientais, culturais e gastronómicas regionais e, ainda, diversos outros produtos de que são exemplo o Artesanato e o Turismo no Espaço Rural, mas onde sem dúvida o vinho é o rei. Percorrer as quintas da região, participar nas vindimas, provar tintos, brancos e rosés ou visitar as adegas é cada vez mais uma opção para muitos tu-

ristas que procuram formas diferentes de passar o dia. O evento deste fim-desemana (dias 10 e 11), denominado Portas Abertas do Tejo permite ao visitante ficar a par das actividades diárias ligadas à produção do vinho, contactar directamente com as pessoas que trabalham no mundo do vinho, os enólogos e ainda, em alguns casos, a presença do proprietário. Desde a oferta de participação na vindima até à prova de vinhos, o visitante tem desde programas mais simples a outros mais completos, tendo somente de optar por aquele que é mais do seu agrado e proceder à reserva.

Aveiras de Cima convida à vindima Setembro é mês de Vindimas na “Vila Museu do Vinho”, em Aveiras de Cima, Concelho de Azambuja. Nos dias 10, 11, 17, 18, 24 e 25 de Setembro (sábados e domingos), os vitivinicultores de Aveiras de Cima recebem os visitantes nas suas vinhas para um conjunto de actividades que vão desde a vindima e a preparação do próprio almoço – o tradicional “torricado” com bacalhau assado, típico desta região – até uma prova de vinho conduzida por um enólogo, oportunidade para aprender todos os truques de como provar um vinho e descobrir os odores e sabores que nele se encontram.

Guia Popular de Vinhos 2012

Vinhos à prova de crise A sexta publicação do “Guia Popular de Vinhos – As melhores escolhas entre 2 e 10 euros no supermercado”, do enólogo e crítico Aníbal Coutinho, chegou às bancas esta semana. Premiado em 2009 com o título de “Best Wine Guide in Portugal”, nos Gourmand World Cookbook Awards, o guia regressa com uma edição ainda mais desafiante, com uma selecção de 526 vinhos de qualidade de norte a sul do país. A publicação do “Guia Popular de Vinhos 2012” contou com a colaboração de Neil Pendock, reputado cronista de vinhos na África do Sul, que auxiliou Aníbal Coutinho na selecção dos vinhos. “O Guia Popular de Vinhos 2012 contém uma selecção, feita em prova cega, de vinhos de qualidade superior, sem nunca esquecer critérios tão básicos como o preço, que, em momentos de

crise, se tornam uma verdadeira prioridade”, afirma Aníbal Coutinho. Cada vinho seleccionado para integrar o Guia Popular de Vinhos, para além das castas, vem acompanhado do preço, numa escala entre os 2 e os 10 euros. A complementar esta informação, vem uma breve nota de prova, denominação, teor alcoólico e aos melhores entre os melhores é atribuído um, dois ou três corações.

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Hospital Novo. Telemóvel 965880904.

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uartos a alunos e Q professores, em casa independente, próximo 0189

da Escola Ginestal Machado, Casa do Campino e Instituto Politécnico. Contactos: TM. 965016641 e 966765309.

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CORREIO DO RIBATEJO Edição n.º 6.273 | 9 de Setembro de 2011

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mobilado e equiT1 pado, Santarém, na Rua Padre João Rodri1606

gues Ribeiro, com cozinha, casa de banho e terraço. Preço: 280 euros. Telemóvel 916697540.

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unto ao W Shopping, em Santarém, 4 assoalhadas, cozinha grande, w.c., despensa, etc., como novo. Preço: 300 euros. Trata TM. 917340419.

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las – Santarém. Preço: 350 euros. Telemóvel 912345524.

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nente e Praça de Touros. Telefone 243327282 ou telemóvel 966589410.

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técnico. Telemóveis 917442513 ou telefone 243440366.

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da 350 euros. Pede-se fiador. Contactar TM. 918685312.

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dar, completamente remodelado, perto do W Shopping, mobilado e com electrodomésticos, 4 quartos, 2 salas, 2 casas de banho completas. Telefone 243322961.

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Telemóvel 918566442.

ois quartos, com serventia de cozinha, a meninas, junto ao “Continente” – Santarém. Telemóvel 960056851.

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ivenda, perto do Instituto do Ribatejo, a professores, a 10 minutos de Santarém. Telemóvel 918114281.

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uartos, em ApartaQ mento T3, mobilado, junto ao Hospital Novo 1600

– Santarém. Telemóvel 965880904.

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ndar, 3 assoalhadas, 2.º-Dt.º, na Rua Joaquim Caetano Frazão, n.º 12 – Vale de Estacas. Contactar depois das 19 horas, para o telefone 243351579.

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partamento junto ao A “Continente”, mobilado. 1660

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nico. Telemóveis 917378783 e 917802640.

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Mais classificados na página 19


passatempo

Edição n.º 6.273 | 9 de Setembro de 2011

CRUZADAS 2

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VERTICAIS – 1 - Variedade de enchido de lombo de porco em tripa larga. Gordura. 2 - Ven4 5 7 dem fiado. Boatos. 3 - Naquele lugar. Requerer. Parte do navio que vai da popa ao mastro grande. 9 8 7 1 4 - Retrocedia. 5 - Ibérica. Pedaços pequenos. 6 Intransitivo (Abrev.). Tomba. 7 - Cortam com a 3 9 4 roçadeira. Orientai (uma embarcação) para o rumo desejado. 8 - Nome de mulher. 9 - Bário (s.q.). Substância albuminosa que envolve a gema do Preencha as casas vazias, SUDOKU ovo. Espanto (Interj.). 10 - Encolerizai. Presente. com algarismos de 1 a 9, sem 11 - Relativo ao ano. Pronome pessoal. repetições em nenhuma linha ou quadrado.

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1 9 3 8 6 5 4 7

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SOLUÇÕES

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A

C

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A

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22/6 a 23/7

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CARANGUEJO

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A

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B

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A A

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A

I

N

A

A

R I

Carta Dominante: 3 de Copas, que significa Conclusão. Amor Amor:: Se existir desconfianças entre o casal, será difícil a harmonia. Saúde: Na saúde em geral não se sentirá muito bem. Dinheiro Dinheiro:: Poderá ter tendência para gastar mais do que habitualmente. Números da Sorte: 7, 22, 36, 45, 48, 49. Pensamento positivo: concluo os meus projectos. Horóscopo Diário Ligue já! 24/8 a 23/9 760107735.

12/9 a 18/9/2011

I

VIRGEM

A

BALANÇA

24/9 a 23/10 12/9 a 18/9/2011

I

Carta Dominante: Os Enamorados, que significa Escolha. Amor Amor:: Exprima os seus sentimentos sem medo de ser ridículo. Saúde: Cuidado com o frio. Dinheiro Dinheiro:: Momento favorável. Números da Sorte: 8, 11, 36, 45, 47, 49. Pensamento positivo: Escolho de acordo 21/4 a 21/5 com a minha intuição. Horóscopo Diário Ligue já! 760 10 77 32.

22/5 a 21/6

S

12/9 a 18/9/2011

A

TOURO

I

12/9 a 18/9/2011

Carta Dominante: 5 de Espadas, que significa Avareza. Amor Amor:: Não seja mal-humorado, cultive diariamente o optimismo. Saúde: Faça alguns exercícios físicos, mesmo em sua casa. Dinheiro ro:: Não deixe para amanhã aquilo que pode fazer hoje. Números da Sorte: 1, 3, 18, 19, 22, 29. Pensamento positivo: Dou valor às 21/03 a 20/04 coisas realmente importantes da minha vida. Horóscopo Diário Ligue já! 760 10 77 31.

E

CARNEIRO

12/9 a 18/9/2011

Carta Dominante: A Justiça, que significa Justiça Justiça. Amor Amor: Deixe o orgulho de lado e peça desculpa quando errar. Saúde: Agasalhe-se mais, pois as constipações andam por aí. Dinheiro Dinheiro:: Cuidado com os gastos supérfluos. Números da Sorte: 5, 15, 29, 33, 34, 40. Pensamento positivo: Procuro ser sempre justo, bom e generoso. Horóscopo Diário Ligue já! 760 10 77 33.

R

GÉMEOS

S

ocupada... - Bem... Mas está mais alguém na tua casa? - Está, estão a polícia e os bombeiros... Mas estão todos muito ocupados... - Caramba... Mas eles estão ocupados a fazer o quê? - Estão à minha procura...

O

As anedotas do Barbosa

Um homem liga para casa do amigo mas quem atende é o filho pequeno. Diz o homem: - O teu pai está? O miúdo responde, muito baixinho: - Está, mas está lá fora... - E a tua mãe, está por aí? O miúdo continua, muito baixinho: - A minha mãe está, mas está muito

FAZEM ANOS: Em 9, Arminda Maria Urbano Morais, Maria Mécia Barroca da Franca Ribeiro, Maria Inês dos Reis Madeira, Daniel Alberto Lopes Ramos, Guilherme Alberto Montez Coelho, Joaquim Augusto Faustino Fontes e João Lopes dos Santos. Em 10, Ana Cristina dos Santos Guerra Pedro, Isabel Margarida Duarte Morais Carrolo, Maria Guilhermina Neto Pinto de Carvalho, Renata Maria Duarte da Mota Cerveira, Luís Roque de Vasconcelos Dias e Maria Vitória Santos Martinho Queijeiro. Em 11, Maria Luísa Martinho Sacola Cordeiro, Ana Isabel Suspiro da Paz Gomes, Cecília Fernanda das

M

Significado: Atravessar um mau momento, uma situação má. Origem: Na ausência de uma explicação histórica para a expressão, é plausível que ela se tenha formado do seguinte modo: a) o Algarve é uma região portuguesa conhecida pela qualidade dos seus frutos secos, pelo que passa por excelência é a do Algarve; b) uma passa de uva foi exposta ao calor e à intempérie, pelo que se adequa a ser usada metaforicamente em lugar das palavras sofrimento ou vicissitude; c) há, aparentemente, uma repetição sonora e até certa redundância em «passar as passas», o que se traduz no reforço ou na enfatização do verbo passar, como sinónimo de sofrer, aguentar, «atravessar com dificuldade» (daí passamento, no sentido de «morte»). Deste modo, a expressão sugere a ideia de uma enorme provação, da passagem de um mau momento, que é comparado ao próprio processo de produção de uma uva passa.

8

Passar as passas do Algarve

Em 13, Júlia da Silva Santos, Sofia Covret Pereira Branco, Maria do Rosário Abreu Daniel, Margarida Sofia Borgas Beja do Nascimento, Manuel Deodato Casimiro Andrade e Fernando Jorge Madeira Falcão. Em 14, Ilda Elvira da Silva Perdigão, Maria de Jesus Gonçalves Bento e Luís Filipe da Silva Veiga. Em 15, Beatriz Carvalho da Cruz, Amélia da Conceição Fidalgo Estêvam, Elisabete Ferreira de Oliveira, Maria Eduarda Marçal Grilo Lobato de Faria, João Miguel Fialho Coelho dos Reis, João Manuel Viriato Soares Lopes e Henrique Palma de Carvalho. 2

Sabe por que é que se diz?...

Neves Pereira de Matos, Ana Isabel Pita de Morais Monteiro e Brito, Maria José Faustino da Silva Bastos, Maria Helena Madeira Martinho, Alice Maria Espinheira Coelho, João Maria Pires Fernandes, Gabriel Joaquim do Carmo Souto e Manuel Pereira Duarte. Em 12, Ana Paula Neto Plácido, Maria da Conceição Avelar Vieira Coutinho Duarte, Maria Albertina Costa Henriques, Matilde Maria Afonso Teodósio Bento, Maria Rita Hintze Cardoso Delgado, Ana Cristina Martins Romão, Henrique José Caldas de Oliveira e Walter Edmundo da Silva Bastos.

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LEÃO

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HORIZONTAIS – 1- Brota, mana. Rabino. 2 - Carlinga do navio. Vida (Pref.). Lavra com arado. 3 - Duas vogais. Triunfe. Separação (Pref.). 4 - Prestígio. 5 - Aquela. O contrário de bem. 6 Dicloro-difenil-tricloroetano (Quím.). Botequim. 7 - Partiam. Raer. 8 - Semelhante a um pescoço pequeno. 9 - Era-cristã (Abrev.). Cai de cama. Antes de Cristo (Abrev.). 10 - Amor (Pop.). Criada de quarto. Cântico. 11 - Número formado de 5 mais 1. Porção de terra emersa rodeada de água, nos oceanos, mares e lagos (Geog.).

CORREIO DO RIBATEJO

12/9 a 18/9/2011

Carta Dominante: A Estrela, que significa Protecção, LLuz uz uz. Amor Amor:: Não seja injusto com os seus amigos, pense bem naquilo que diz. Saúde: Procure o oftalmologista, pois essas dores de cabeça podem estar relacionadas com os seus olhos. Dinheiro Dinheiro:: Tudo estará dentro da normalidade. Números da Sorte: 9, 12, 22, 34, 45, 48. Pensamento positivo: sei que tenho uma estrela que me guia e protege. Horóscopo Diário Ligue já! 760 10 77 34.

12/9 a 18/9/2011

12/9 a 18/9/2011 Carta Dominante: 3 de PPaus, aus, que significa Iniciativa. Amor Amor:: ESCORPIÃO Carta Dominante: 5 de Ouros, que significa Perda, Falha. Amor Amor:: Não viva obcecado com a ideia de perder a pessoa que tem ao Procure ser mais extrovertido, só tem a ganhar com isso. Saúde: seu lado. Saúde: Não se desleixe e cuide de si. Dinheiro Dinheiro:: As Cuidado com as correntes de ar, está com tendência para se conssuas economias estão a descer, tenha algum cuidado. Números tipar. Dinheiro Dinheiro:: Se pretende investir, esta é uma boa altura para da Sorte: 11, 32, 38, 39, 44, 47. Pensamento positivo: Tenho o fazer. Números da Sorte: 7, 15, 19, 23, 32, 41. Pensamento determinação e espírito de iniciativa. Horóscopo Diário Ligue 24/10 a 22/11 positivo: Encaro cada desafio como uma oportunidade. Horóscojá! 760 10 77 37. po Diário Ligue já! 760 10 77 38.

Carta Dominante: Ás de Espadas, que significa Sucesso. Amor Amor:: 12/9 a 18/9/2011 Sentir-se-á irresistível e sentimental. Saúde: Poderão surgir blo- SAGITÁRIO 12/9 a 18/9/2011 CAPRICÓRNIO queios de ordem psicológica. Dinheiro Dinheiro:: Oportunidade para execuCarta Dominante: Rei de Ouros, que significa Inteligente, Prátar aquele projecto com êxito. Números da Sorte: 2, 14, 22, 29, Carta Dominante: 10 de PPaus, aus, que significa Sucessos TTempo empo empo-tico. Amor Amor:: Festeje as datas importantes da sua relação. Saú37, 47. Pensamento positivo: Sou bem sucedido nos meus projecrários, Ilusão. Amor Amor:: A harmonia reina na sua família. Saúde: de: Dinheiro : Vá ao médico, nem que seja por rotina. Dinheiro: Pense bem tos, não desanimo enquanto não alcanço o que desejo! Horóscopo Previna-se contra otites. Dinheiro Dinheiro:: As suas finanças poderão antes de tomar qualquer tipo de decisão nesta área. Números da Diário Ligue já! 760 10 77 36. sofrer uma quebra acentuada. Números da Sorte: 1, 12, 26, 36, Sorte: 2, 14, 21, 24, 28, 33. Pensamento positivo: O meu senti44, 46. Pensamento positivo: Empenho-me na conquista do su23/11 a 21/12 do prático ajuda-me a tomar as decisões mais acertadas. Horós- 22/12 a 20/1 cesso, sem criar falsas ilusões. Horóscopo Diário Ligue já! copo Diário Ligue já! 760 10 77 39. 760107740.

AQUÁRIO

12/9 a 18/9/2011

PEIXES

12/9 a 18/9/2011

Carta Dominante: 10 de Ouros, que significa Prosperidade, RiCarta Dominante: Rainha de Copas, que significa Amiga Sincequeza e Segurança. Amor Amor:: Não deixe que o seu orgulho fira a ra. Amor Amor:: Se não disser aquilo que sente verdadeiramente, ninpessoa que tem a seu lado. Saúde: Faça uma caminhada por guém o poderá adivinhar. Saúde: Cuidado com o excesso de açúsemana e verá como a sua circulação sanguínea vai melhorar. car no seu sangue, pois poderá ter tendência para diabetes. DiDinheiro Dinheiro: Tente fazer um pé-de-meia, pois mais tarde poderá vir nheiro nheiro:: Este é um período em que pode fazer uma pequena ex21/1 a 19/2 travagância, mas não se exceda. Números da Sorte: 2, 13, 37, 20/2 a 20/3 a precisar de um dinheiro extra. Números da Sorte: 4, 18, 19, 26, 45, 47, 49. Pensamento positivo: Sou um amigo verdadeiro e atraio o mesmo 37, 42. Pensamento positivo: Crio na minha vida as condições para que haja prosperidade, riqueza e abundância. Horóscopo Diário Ligue já! 760 10 77 42. para mim. Horóscopo Diário Ligue já! 760 10 77 41.


última

CORREIO DO RIBATEJO Edição n.º 6.273 | 9 de Setembro de 2011

Ao balcão do Quinzena

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Amanhã vais ao Festival Celestino Graça ou à cerimónia das ‘7 Maravilhas’ da Gastronomia?

Estou como diz o povo: ‘Barriga vazia não conhece alegria.’ Vou primeiro às sopas e depois dou um pezinho de dança na Gala Internacional de Folclore…

Declaração das “7 Maravilhas da Gastronomia” amanhã em Santarém

A noite em que Catarina teme ser trocada por uma alheira... Catarina Furtado confessou, entre risos, ter receio de que José Carlos Malato a deixe sozinha a apresentar o espectáculo da declaração oficial das “7 Maravilhas da Gastronomia”, amanhã, a partir das 21 horas, na antiga Escola Prática de Cavalaria, em Santarém. “Se calhar, vais-me trocar por uma alheira qualquer!...”, exclamou, segunda-feira, na Casa do Campino. José Carlos Malato, no mesmo tom, mostrou-se convicto de que será muito feliz por apresentar a gala das “7 Maravilhas”, acompanhado pela “Filé Mignon” da televisão portuguesa… Sempre sorridentes e bem-humorados, as duas vedetas foram ‘o prato’ principal na conferência de imprensa de apresentação do espectáculo, a qual contou também com a presença de Francisco Moita Flores, presidente da Câmara de Santarém, Joaquim Rosa do Céu, presidente do Turismo de Lisboa e Vale do Tejo, Hugo Andrade, director de programas da RTP, João Costa, presidente da Tavolanostra (responsável pela produção) e Nuno Segadães, presidente das “7 Maravilhas”. Imparcial quanto aos pratos a concurso, Catarina Furtado disse ter feito o seu “trabalho de casa”, antes do espectáculo final, tendo provado todas as 21 receitas finalistas, com excepção de duas que não aprecia e que, por motivos óbvios, não revelou. José Carlos Malato afirmou ser um “provador” da gastronomia ribatejana – “Já fui muito feliz em Santarém”, riu. Porém, não deixou de sublinhar o seu apetite especial pela Açorda Alentejana (prato da sua região) e disse que o seu prato preferido é o Cozido à Portuguesa, que não está a concurso.

José Carlos Malato e Catarina Furtado serão os apresentadores do espectáculo

Francisco Moita Flores puxou a brasa à sua sardinha, ou seja, apelou sem rodeios ao voto na Sopa da Pedra, assumindo-se “solidário e faccioso” numas eleições em que toma partido pelo Ribatejo. Joaquim Rosa do Céu lembrou o Festival Nacional de Gastronomia, este ano na sua 31.ª edição – o certame mais antigo do país dedicado à arte tradicional de bem comer, que confere a Santarém uma autoridade especial na matéria, justificando-se, portanto, que a cidade seja palco da declaração oficial das “7 Maravilhas da Gastronomia”.

Sem adiantar muitas informações sobre o espectáculo de sábado à noite, transmitido em directo na RTP, RTP HD, RTP África e RTP Internacional, a organização prometeu deliciar o espectador, com uma diversidade de sabores artísticos, num palco que “promete unir a música e a dança em tributo à melhor gastronomia portuguesa”, sob a direcção de Paulo Magalhães. Rui Veloso, Ana Moura, Boss Ac, Carminho, Zeca Sempre (Nuno Guerreiro, Olavo Bilac, Tozé Santos, Vítor Silva) são nomes que vão “temperar a noite”, com variadas doses musicais. Serão inter-

pretados temas do cancioneiro tradicional português e haverá “momentos artísticos surpreendentes, onde músicos e cantores se unem a alguns dos melhores bailarinos, acrobatas e performers portugueses”, segundo refere o dossier de imprensa. Quanto às votações, a organização afirma que “estas eleições são as mais participadas de sempre” e, claro está, vigora o princípio politicamente correcto de que os 21 finalistas são todos “uma maravilha”, não havendo por isso vencedores nem vencidos. Sofia Meneses

Ora aí está uma rica ideia! Numa só noite, ficar a saber a que sabe Portugal num mundo a dançar…

Ponto final Este Ponto Final foi escrito a meio da tarde da passada sexta-feira, momentos depois de um vidro – mais um – se desprender de uma janela da Rua Serpa Pinto e, com estrondo, se estilhaçar à porta de uma operadora de telemóveis, tudo isto, segundos depois de um cliente lá ter entrado, segundos antes de um outro de lá ter saído. Por sorte, só por sorte, não feriu ninguém. A janela é mais uma, ressequida pelo esquecimento, no terceiro andar do antigo Hotel Abídis, um dos muitos monos abandonados à sua e nossa sorte, num centro histórico que definha, dia após dia, antigo coração da cidade que, de enfarte em enfarte, vai milagrosamente resistindo, desfibrilado por empresários que arriscam tudo, em estabelecimentos que já não ganham para a luz que consomem, num dia de horas a mais e clientes a menos. No início de Agosto, o Correio do Ribatejo dava conta que apenas um prédio no centro histórico de Santarém tinha concluído as obras a que se candidatara no âmbito do programa Urbhis Renovação, promovido pela Sociedade de Gestão Urbana de Santarém (STR-Urbhis). Dois estavam em fase de execução e outros três aguardavam o respectivo licenciamento. Na altura, perspectivava-se que 21 proprietários pudessem completar o processo de candidatura aos apoios e avançar com as obras de reabilitação. A crise, sobretudo esta, aliada ao fraco estímulo que o apoio financeiro da STR-Urbhis dá por candidatura (220 euros), não cativa os proprietários, alguns por não poderem, outros por preferirem ter o dinheiro a render no banco, em vez de reabilitarem o que é seu, contribuindo, dessa forma, para que o centro histórico, a pouco e pouco, se transforme numa velha carcaça moribunda. Quem cruza a Serpa Pinto e olha em volta, constata o elevado estado de degradação a que chegou, com edifícios a cair de velho, alguns sem vidros nas janelas, transformados em autênticos pombais. As primeiras chuvas trouxeram o lixo dos telhados até à rua, penas e excrementos de pombos, muitos deles doentes que morrem esmigalhados pelos automóveis e aos pés dos transeuntes. No ar paira ainda o cheiro a madeira queimada de um incêndio que trouxe à ‘Rua Direita’ ainda mais desolação. Os turistas passam e tiram fotografias, como se aquele fosse um dos nossos mais belos monumentos. Imagens de uma rua abandonada, triste, que ensombra o alinhamento de enquadramentos bonitos que Santarém também tem. No álbum de recordações levam consigo uma Serpa Pinto que contrasta com a majestade de um Seminário e uma igreja com a Graça que aquela rua já não tem. João Paulo Narciso PUB

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Jornal CR_09_09_2011