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Obras na Rua D. Pedro IV

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contestadas por comerciantes

Os Serviços Municipalizados de Água e Saneamento de Sintra deram início a obras de requalificação de esgotos uma semana depois da inauguração da nova ponte. Queluz, 12

Autárquicas 2013

Estação Agualva-Cacém

Feira Medieval de Sintra

Política. Acompanhe a atividade política dos vários candidatos à presidência da Câmara de Sintra.

Sociedade. Os comerciantes esperam recuperar os prejuízos provocados pelos atrasos da obra e ponderam processar REFER. Cacém, 11

Cultura. A feira Medieval regressa este ano ao Largo de S. Pedro e recua ao reinado de D. João I. Cultura, 14

Concelho, 4, 5 e 6

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2 Correio de Sintra

19 de julho de 2013

A abrir

T

enho sérias dúvidas de que seja mais benéfico para o país a antecipação das eleições legislativas para junho de 2014 do que nesta fase, em simultâneo com as autárquicas. Primeiro, porque tecnicamente Portugal encontrase sob assistência financeira da denominada troika. Segundo, porque junho de 2014 é quando termina essa assistência financeira. Ora, enquanto nos encontramos sob assistência financeira, não estamos tão dependentes da variação dos mercados e das taxas de juros como quando terminar essa assistência, ou estaremos? Duvido que nessa altura as taxas de juro não subam substancialmente quando a troika deixar o país porque o risco sobe. Porque a política de austeridade falhou redondamente, como, aliás, afirmou o ex-ministro das Finanças na sua carta de demissão, e o país dificilmente conseguirá até essa data inverter o défice das contas públicas. Porque parece que a tendência aponta para o crescimento do desemprego e para o estrangulamento da economia. E porque falta ainda encontrar meios para cortar 4.7 mil milhões de euros do orçamento. Ora, adiar para junho de 2014 o que deveria acontecer nesta altura é de artista. E o maior artista continua um bom artista. Com tendência natural para estes malabarismos, Paulo Portas esticou a corda e meteu Passos Coelho no bolso. Nunca um partido com tão pouca percentagem de votos governou o país e Paulo Portas esteve ou estará tão perto de o conseguir. E este é um trunfo que fundadores e antigos líderes do CDS-PP não lhe conseguem retirar. Mas as manobras de Portas criaram feridas na relação entre os eleitores e os políticos, que dificilmente vão sarar tão depressa. Cavaco Silva não o permitiu. Antes, optou por entregar a batata quente ao líder do Partido Socialista, com

o apelo ao entendimento entre os três partidos do chamado arco da governação numa lógica de salvação nacional. Não se apresenta uma tarefa fácil o papel de António José Seguro no meio desta salganhada criada pelo responsável máximo do Estado português. Num outro mundo, no qual os interesses de um país estariam acima de qualquer interesse pessoal, o líder da oposição juntar-se-ia de mãos e pés a este chamamento da salvação nacional. Apesar de viabilizar e estar empenhado no diálogo com os partidos do Governo, dificilmente haverá um acordo que coloque o país no rumo certo. Porque as diferenças são muito grandes. As políticas de austeridade, de morte ao Estado Social e de venda ao desbarato dos bens públicos do país seguidas por PSD e CDS-PP dificilmente encontram no Partido Socialista um parceiro. A moção de censura do grupo parlamentar d´os Verdes estava destinado ao falhanço. E Passos Coelho ganhou um trunfo: agora pode dizer a Cavaco Silva que os partidos do Governo estão coesos e não resta ao Presidente senão aceitar o modelo proposto que consubstancia um lugar de destaque ao CDS-PP. A tal salvação nacional de que o país precisa deve passar pela reformulação do modelo democrático que temos, porque a ferida é grande, e os portugueses estão a afastar-se dos seus eleitos.

Salta à vista...

P

or estes dias a Praia Grande tem uma nova atratividade. Tratam-se de piscinas naturais que por vezes surgem junto às rochas, quando a maré está baixa, e que encantam os banhistas. Esta é uma fotografia que Fátima Silva publicou no Facebook. O Correio de Sintra convida os leitores a enviarem imagens que gostassem de ver publicadas.

Sintra em ruínas

A arte dos artistas

Blogue Algueirão-Mem Martins

editorial

JOAQUIM JOSÉ REIS http://www.sintraemruinas.blogspot.com/

LOCALIZAÇÃO Mercês NOTAS Edifício desconhecido PROPOSTA DE INTERVENÇÃO Pinturas das fachadas e modernização da moradia bifamiliar. Limpeza e conservação do logradouro.


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4 Correio de Sintra

19 de julho de 2013

Autarquicas Concelho POLÍTICA O candidato do Partido Socialista à presidência da Câmara de Sintra afirma que a sua candidatura não vai aceitar apoios financeiros de privados e que vai fazer uma “campanha comedida”.

junto de moradores e comerciantes da cidade de Agualva-Cacém. Basílio Horta adiantou que nas várias iniciativas que já desenvolveu no concelho tem encontrado “muita pobreza, desemprego, desilusão e falta de esperança”, motivados também pela descrença nos políticos. “As pessoas estão zangadas com a classe politica. É isso que eu noto. As pessoas olham para a política com desilusão, culpam os partidos políticos por aquilo que estão a sofrer. E julgo que os desenvolvimentos recentes [da política nacional] não ajudaram em nada. O regime democrático está a atravessar um momento menos feliz e não sei sinceramente como é que se recompõe”, disse. Basílio Horta considerou que o Partido Socialista “fez bem em sentar-se à mesa” com o PSD e o CDS-PP, cumprindo o apelo do Presidente da República, mas defende que “com este Governo não há” a salvação nacional

“Não quero que ninguém dê contributos [financeiros] à minha campanha. Vamos ter uma campanha comedida, por dois motivos: primeiro, porque não me sentia bem em estar a gastar centenas de milhares de euros num concelho onde tanta gente passa fome, segundo, por uma questão de independência”, disse. Basílio Horta adiantou que “ninguém dá dinheiro sem receber contrapartidas” e que, por essa razão, a sua campanha às autárquicas de 29 de setembro vai limitar os gastos a dinheiros do Estado. O também deputado socialista, cofundador do CDS-PP, participou a 16 de junho numa iniciativa de pré-campanha

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Basílio rejeita apoios financeiros

Basílio Horta esteve no Cacém.

pedida por Cavaco Silva. “Temos a certeza de que com este Governo não há salvação nacional. Nem remodelado. Este Governo, com esta ministra das finanças e com a política que ela representa, não é possível”, afirmou. O candidato socialista lamentou que Sintra seja atualmente o terceiro município do pais com maior número de desempregados, cerca de 22 mil, e só atrás de Lisboa e Gaia, considerando que é necessário implementar,

através da Câmara Municipal, políticas de criação de emprego. O socialista adiantou que irá apoiar e acompanhar os empresários do concelho e que irá tentar atrair novos investimentos, divulgando fora do município e do país as oportunidades que Sintra pode oferecer aos empresários. “Faremos um ‘pack’ que passa pela oferta de terreno, licenciado, com um pacote atrativo em termos de fiscalidade autárquica e, consequentemente, dar um acompanhamento aos empresários. Tem de haver uma divulgação externa do que é a oferta em Sintra, para que as pessoas em mercados do Médio Oriente ou América do Sul possam saber o que podemos oferecer”, afirmou. Além de Basílio Horta, são já conhecidas, as candidaturas de Marco Almeida (independente), Pedro Pinto (PSD/CDS-PP), Pedro Ventura (CDU), Luís Fazenda (BE), Nuno da Câmara Pereira (PND), Barbosa de Oliveira (independente) e Nuno Azevedo (PAN). JJR

POLÍTICA O candidato da CDU à presidência da Câmara de Sintra, Pedro Ventura, considera que a constituição de mega agrupamentos escolares no município foi “um erro” que tem um impacto negativo na qualidade do ensino..

Pedro Ventura contesta a criação há um ano de sete mega agrupamentos escolares no concelho de Sintra – no âmbito da reorganização da rede educativa - uma vez alguns destes agrupamentos ficaram com mais de quatro mil alunos. “O aumento excessivo de alunos ou a concentração de muitos alunos em escolas não contribui para a melhoria da qualidade do ensino, aliás como é espelhado nas notas que saíram dos exames nacionais, e dai eu estar muito preoPub

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Pedro Ventura critica mega agrupamentos escolares

Pedro Ventura é candidato da CDU a Sintra.

cupado com esta situação”, afirmou o candidato. O também vereador da Câmara de Sintra, com o pelouro das Atividades Económicas esteve reunido esta semana com pessoal não docente do Agrupamento de Escolas Professor Agostinho da Silva, em Casal de Cambra. Pedro Ventura adiantou que o pessoal não docente deste agrupamento

escolar “está preocupado” com a possibilidade de serem inseridos no programa especial de mobilidade, uma vez que a escola afixou há uma semana uma portaria do Ministério da Educação com vista ao anúncio da abertura de um período para rescisões por mutuo acordo com esses trabalhadores. “Esta informação está a gerar grande apreensão e muito medo no pessoal não docente. Na altura em que os mega agrupamentos foram aprovados, uma das criticas que fiz foi que este modelo poderia levar a situações de desemprego e isto é fazer com que os mega agrupamentos fiquem com redução de pessoal não docente e isso significa uma redução de qualidade de ensino”, disse. O candidato da CDU adiantou que o balanço da criação de mega agrupa-

mentos em Sintra “não é positivo” uma vez que se concentraram demasiados alunos nestes agrupamentos e porque a câmara herdou um parque escolar a necessitar de obras de requalificação que ascendem “aos 40 milhões de euros”. “Perante estas dificuldades de sobrecarga de alunos, de diminuição do pessoal docente e de do pessoal não docente, certamente que os critérios pedagógicos que devem conduzir a um ensino publico de qualidade estão a ser postos em causa”, afirmou o candidato da CDU às eleições autárquicas de 29 de setembro. Ventura referiu que vai levantar estas questões na Câmara de Sintra e adiantou que espera que os vários candidatos à presidência do município devem clarificar as suas posições sobre estas matérias.  JJR


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O candidato independente à presidência da Câmara de Sintra, o vice-presidente do município, Marco Almeida, afirmou que se vencer as eleições autárquicas de 29 de setembro vai criar um “Estado social local” para apoiar as famílias mais carenciadas.

POLÍTICA

“O ‘Estado social local’ vai definir áreas de intervenção de apoio direto às famílias nas áreas da terceira idade e da infância. Identificámos que o município já cumpre uma série de serviços sociais quer seja na área da educação ou no apoio direto às famílias e o que desejamos é constituir um projeto que envolva e que defina quais as áreas sociais e que tipo de apoios é que a autarquia pode e deve prestar”, disse Marco Almeida. O vice-presidente da Câmara de Sintra e militante do PSD adiantou que o objetivo do “Estado social local” passa por “criar bolsas de oferta em determinadas valências”, como em lares, em centros de dia ou no apoio domiciliário, mas também em creches e ensino pré-escolar. Marco Almeida pretende envolver instituições particulares de soli-

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Marco Almeida quer Estado Social Local

Candidato é vice-presidente da Câmara.

dariedade social (IPSS) e privados neste projeto, que contempla ainda criar condições de acesso à saúde por parte dos munícipes em dificuldades financeiras. “Vamos trabalhar com as farmácias do concelho para concretizarmos uma relação para apoio na área da medicação à população mais fragilizada. Sentimos que há hoje um conjunto de famílias que não têm estas respostas. Os 12 anos que levo à frente da autar-

quia permitem-me constatar isso”, afirmou o candidato do movimento “Sintrenses com Marco Almeida”. O vice-presidente do município de Sintra participou a 11 de julho na apresentação da candidata à presidência da União de Freguesias de Massamá e Monte Abraão, Fátima Campos, do seu movimento. Fátima Campos é atualmente presidente da Junta de Freguesia de Monte Abraão, eleita pelo Partido Socialista. Marco Almeida lamentou ainda as dificuldades por que passam cidadãos para participarem em igualdade na política com os partidos, adiantando que ainda não conseguiu criar uma conta bancária para o movimento que lidera. “As resistências e a teia burocrática é tão grande que ainda não fomos capazes de constituir uma conta bancária para o movimento que já formalizámos através de número de contribuinte, após constituição formal e legal”, referiu. Marco Almeida considera “ridiculo” que a entidade de contas recuse a abertura de uma conta bancária. O candidato comprometeu-se a gastar metade dos 300 mil euros de limite legal para candidaturas

às autárquicas, avançando que essa despesa será dividida em 20 ‘outdoors’ que já estão colocados e 80 mil euros para a restante campanha. “Estabelecemos o tecto de financiamento porque os movimentos independentes não têm financiamento público e partidário e, à partida, estão numa situação de fragilidade. A nossa candidatura é independente mas não é frágil e tem o apoio financeiro para fazer face aos desafios que tem pela frente”, considerou. O vice-presidente da câmara liderada pelo social-democrata Fernando Seara apresentou em dezembro de 2012 a sua candidatura às eleições autárquicas de 29 de setembro, numa altura em que ainda se desconhecia se teria o apoio do PSD, partido do qual é militante desde 1992. Em julho do ano passado, a concelhia de Sintra do PSD avaliou e votou por unanimidade a candidatura de Marco Almeida à presidência da Câmara de Sintra, mas a distrital optou por avançar com a candidatura do vice-presidente do PSD, Pedro Pinto.  Joaquim José Reis PUB


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Concelho Bloco de Esquerda aposta em políticas sociais POLÍTICA. As respostas à crise social, à pobreza, ao isolamento e à solidão dos idosos são as prioridades da candidatura do Bloco de Esquerda à presidência da Câmara de Sintra nas próximas eleições autárquicas.

O deputado do BE na Assembleia da República e candidato do partido a Sintra participou a 12 de julho numa iniciativa de campanha para as autárquicas de 29 de setembro, visitando as instalações da Associação de Reformados, Pensionistas e Idosos de Agualva-Cacém. Nesta visita, o candidato explicou ao Correio de Sintra que a sua candidatura vai apostar nas respostas sociais.

“A crise social e as respostas à pobreza e ao isolamento, à solidão e à falta de apoios estão no centro da candidatura do Bloco de Esquerda. O Estado Social e as respostas sociais são aquilo pelo que nós nos queremos bater”, disse Luís Fazenda. Fazenda criticou a “incapacidade de respostas de apoio domiciliário” a idosos no município de Sintra. “Um dos buracos negros da política social da Câmara de Sintra é, exatamente, a incapacidade que tem para fazer face à circunstância do apoio domiciliário. Situações de isolamento de idosos, de idosos que falecem sem ninguém dar por isso, tudo precisa de respostas públicas da autarquia local”, disse Luís Fazenda.

O candidato do bloco propõe a criação de um gabinete de acompanhamento da crise que articule “todas as respostas sociais do município”. “Ao longo dos últimos quatro anos defendemos na Assembleia Municipal de Sintra a criação de um gabinete de acompanhamento da crise, que articulasse todas as respostas sociais da Câmara. A Câmara não está sem respostas sociais, precisa é de reforçar bastante essas respostas. Essa proposta foi sucessivamente rejeitada pelos partidos”, disse. O deputado do BE já foi candidato do partido à presidência da Câmara de Sintra em 2001 e adiantou ao Correio de Sintra que no espaço de uma década encontrou várias transforma-

ções no município, nomeadamente ao nível do empobrecimento da população e à migração para fora do concelho. “Hoje há problemas de extrema pobreza e, por isso, nós mantemos a necessidade de criar centros de acolhimento temporário, de criar outro tipo de respostas que garantam no mínimo uma refeição aos munícipes. E há um aumento de problemas sociais aos quais os poderes públicos não têm dado resposta”, afirmou. O candidato adiantou que a Câmara Municipal deve ser um “interlocutor” e dialogar com as entidades bancárias para “defender os interesses dos munícipes que estão a perder as suas casas”. JJR

Luís Represas é o mandatário de Pedro Pinto

mandatário da candidatura da Coligação “Sintra Pode Mais” à presidência da Câmara Municipal de Sintra nas eleições autárquicas de 29 de setembro. O músico considerou que “Pedro Pinto será sem dúvida um grande presidente de Câmara”. Luís Represas conhece Pedro Pinto há mais de trinta anos e afirma que é um “homem de enorme coerência”.

“Pedro Pinto sempre se preocupou com a qualidade de vida das populações e isso é fundamental”, disse.

O cantor de sucessos como “Feiticeira”, “Ser Poeta” e “Ai Timor” diz que não poderia deixar de responder ao convite feito pelo candidato da coligação do PSD e CDS-PP para participar ativamente na campanha por Sintra, concelho onde vive há quinze anos e pelo qual, afirmou, se “apaixonou”. “Quando me convidaram para ser mandatário não tive dúvidas em aceitar. Faz parte do compromisso enquanto cidadão e enquanto sintrense”, referiu o músico durante uma visita à sede de candidatura da coligação. “Nada me liga e identifica com os par-

tidos que apoiam este candidato ou com os partidos que suportam o Governo, nem à política que este Governo tem adoptado para o país. Entendo que, no caso de Sintra, este candidato será o que mais características tem para poder apostar em Sintra e ser um dinamizador do desenvolvimento do nosso concelho”, considerou Luís Represas. O antigo vocalista da banda Trovante gravou um vídeo de apoio a Pedro Pinto (disponível na página do Facebook do candidato) onde deixou um apelo “ao apoio ao candidato Pedro Pinto. Não façamos confusões entre as eleições

autárquicas e as legislativas”.  JJR

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POLÍTICA. O cantor Luís Represas é o

Luís Represas e Pedro Pinto.

Barbosa quer reposicionamento do PS POLÍTICA. O presidente da Junta

de Freguesia de Queluz e candidato independente à presidência da Câmara de Sintra, Barbosa de Oliveira, afirmou que a sua candidatura às autárquicas de setembro visa ser “um reposicionamento do Partido Socialista”, já que não se revê no candidato socialista Basílio Horta..

“Não me revejo no candidato Basílio Horta, que, embora seja afeto do Partido Socialista, diz que é democrata-cristão e que nunca será socialista. Eu também Pub

não me posso rever num candidato que se diz democrata-cristão, razão pela qual eu entendi que à esquerda, nos chamados partidos da governação, não existe ninguém e daí eu pretender preencher esse espaço”, disse. O também presidente da Junta de Freguesia de Queluz, eleito pelo PS, falava com os jornalistas durante a cerimónia de apresentação dos candidatos do movimento às juntas de freguesia, que decorreu no largo do Palácio de Queluz. Referindo-se a Basílio Horta - depu-

tado socialista que é cofundador do CDS-PP -, o candidato do movimento “Sintra, Paixão com Independência” considerou que “os que vêm de fora não conhecem a declaração de princípios do PS”. O candidato adiantou que pretende “plasmar no concelho de Sintra” o que tem feito na freguesia de Queluz, sobretudo ao nível da requalificação urbana. “As pessoas reclamam muito da falta de espaços verdes. Vamos requalificar as freguesias, mas também requalificar toda a costa”, disse.

Barbosa de Oliveira adiantou que a sua candidatura já recolheu cerca de 90% das assinaturas necessárias para avançar com a candidatura do movimento quer à câmara municipal, quer a oito das juntas de freguesia. O candidato afirmou que apenas vai apresentar listas a oito freguesias do concelho de Sintra, uma vez que os nomes escolhidos para Casal de Cambra, Colares e União das Freguesias de Cacém e São Marcos se retiraram devido a problemas de saúde.  JJR


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Agualva - Cacém Comerciantes esperam recuperar prejuizos

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SOCIEDADE. O interface rodoviário da estação de Agualva-Cacém já se encontra em funcionamento e falta apenas a conclusão das obras de construção do silo automóvel para dar como concluido o processo de modernização desta zona da cidade. Comerciantes do Largo da Estação esperam recuperar os prejuízos provocados por dois anos de atrasos das obras, que apenas foram inauguradas em maio.

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e acordo com Helena Rebelo, proprietária de um café e membro da Comissão de Comerciantes do Largo da Estação, agora “já existem condições para trabalhar, mas os dois anos de atrasos das obras e dos prejuízos já ninguém os tira”. “Os prejuízos da minha empresa ascenderam aos 500 mil euros por ano, no total de um milhão de euros pelos dois anos. É muito dinheiro e foi muito difícil suportar os negócios durante este tempo. Muitos fecharam e outros cederam os espaços a outros comerciantes. Não houve qualquer preocupação por parte da REFER”, afirmou. Helena Rebelo adiantou que os comerciantes “começam a sentir melhorias com aumento de vendas”, mas é necessário que as pessoas que utilizam o transporte ferroviário “criem novos hábitos” e novas rotinas. A responsável da comissão adiantou que os comerciantes ponderam processar a REFER pelos atrasos nas obras. “Seria de bom tom da parte da REFER, responsável da obra, por iniciativa própria tentar verificar os prejuízos que os comerciantes tiveram. Poderá haver uma ação judicial contra a REFER”, referiu. De acordo com Cátia Sobreira, funcionária de uma farmácia, “há pessoas na cidade que ainda não sabem que o Largo da Estação já se encontra

Silo automóvel continua em obras, mas estação e acessos estão operacionais.

aberto”. “Já se vai vendo mais pessoas deste lado. É importante para o comércio que comece a haver mais movimento de pessoas. Há que criar novos hábitos nas pessoas, porque começaram a frequentar estabelecimentos comerciais noutros lados”, disse a funcionária ao Correio de Sintra. As obras incluíram a quadruplicação da linha e “a construção de um novo edifício de passageiros subterrâneo, no local do existente, a construção de uma passagem inferior e de uma interface rodoviária, e ainda de um auto-silo” de quatro pisos com capacidade para 308 veículos, que ainda está por concluir. O início das obras esteve previsto para o final da década de 90 do século passado, mas só avançaram em 2008. Numa primeira fase, o término das obras estiveram agendadas para agosto de 2011, mas dificuldades financeiras prolongaram a data até abril de 2012. Estes atrasos sucessivos provocaram o descontentamento dos comerciantes do Largo da Estação, que se queixam de pre-

juízos que rondam os 60 a 80 por cento. A intervenção na Estação de Agualva-Cacém, custou 16 milhões de euros e incluiu a construção de um novo edifício subterrâneo de passageiros, a construção de uma passagem inferior que assegura o atravessamento pedonal urbano e a construção de interface rodoviário. As obras estão incluídas nos trabalhos de quadruplicação da linha, que teve um custo global de 59 milhões de euros, nas quais está incluída ainda a nova estação de Massamá-Barcarena. Mas junto ao Largo da Estação, moradores e comerciantes continuam a exigir a instalação de mais iluminação, de forma a conferir mais segurança à zona e queixam-se de que nas horas de retorno a casa, a estrada junto à estação “fica intransitável” porque os automobilistas estacionam em segunda fila. Em maio, a Comissão de Utentes da Linha de Sintra (CULS), lamentou o facto de não ter sido convidada a participar na inauguração da Estação de Agualva-Cacém.

“É nossa convicção que seria bem mais frutífero para um responsável governativo que nesta inauguração tivesse a seu lado as organizações que sempre, desde há 23 anos, defenderam a concretização desta obra, que o mesmo é dizer a Comissão de Utentes da Linha de Sintra, assim como a própria Comissão de Comerciantes, que durante perto de três anos, em conjunto com a CULS, tudo fizeram para que esta obra fosse uma realidade. E assim teria tido a oportunidade de lhe ser transmitida de viva voz as deficiências que se verificam nesta estação e que urge resolver”, referiu a comissão, na ocasião, em comunicado. A CULS referiu ainda que “é de toda a justiça que os comerciantes sejam ressarcidos dos prejuízos sofridos durante mais de 40 meses de obras”. “Os comerciantes estão, por isso, expectantes quanto à necessidade da sua organização, a Associação Empresarial de Sintra, lhes dar todo o apoio de que necessitam para não ficarem tão penalizados”, adianta.  Redação Pub


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12 Correio de Sintra

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Queluz - Belas

Opinião

SOCIEDADE. Moradores e comerciantes de Queluz estão indignados com a realização de obras que encerraram o acesso rodoviário na Rua D. Pedro IV e consideram que esta intervenção deveria ter sido realizada durante o período em que a zona envolvente esteve encerrada para a construção da ponte que liga a freguesia à Amadora.

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Obras na Rua D. Pedro IV contestadas

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ponte do século XVII, que ligava Queluz à cidade da Amadora, foi encerrada em junho do ano passado por apresentar danos na sua estrutura, prejudicando durante um ano milhares de moradores que se viram impedidos de aceder ao IC19 através daquele acesso e dezenas de comerciantes que lamentam quebras de faturação por o local se encontrar vedado. A Câmara de Sintra construiu uma nova ponte nesta zona, que foi inaugurada a 4 de julho, mas os Serviços Municipalizados de Água e Saneamento (SMAS) deram inicio três dias depois a uma obra de remodelação das redes de esgotos domésticos e pluviais na Rua D. Pedro IV, na estrada que liga esta rua aos Quatro Caminhos. Moradores e comerciantes desta rua afirmaram ao Correio de Sintra compreenderem a necessidade da realização das obras, mas consideram que estas deveriam ter sido realizadas durante o período em que o acesso à rua estava vedado devido à construção da ponte. Hernâni Guerra, proprietário de um estabelecimento comercial, afirmou que esta situação é lamentável, uma vez que a diminuição de circulação de pessoas e automóveis prejudicou a faturação do seu negócio. “As obras deviam ter sido feitas antes. Não se percebe que inaugurem a ponte e de seguida fechem esta estrada. O negócio piorou bastante com o início das obras”, disse. A funcionária de uma pastelaria, Pub

Obras iniciaram depois da inauguração da ponte que liga a cidade à Amadora e devem estar concluídas até final do mês.

Sandra Antunes, afirmou estar revoltada e teme perder o emprego. “Já fecharam algumas lojas desde que esta rua e a ponte entraram em obras e eu se calhar também vou ter que ir embora daqui. Temos uma diminuição de cerca de sessenta por cento de facturação. As obras deveriam ter sido feitas quando a ponte também estava em obras. Estamos neste negócio desde 2008 e este tem sido o pior ano”, disse. A moradora Anabela referiu ao Correio de Sintra que desde o encerramento da ponte do século XVII, muitos moradores sofreram com o facto do acesso à Rua D.Pedro IV ter sido encerrado. A moradora considera que as obras que iniciaram recentemente mantêm as dificuldades no acesso ao IC19 e à cidade da Amadora. “Isto é mau demais. Trabalho em Lisboa e apesar de a ponte já estar em funcionamento, continuo a ter que deixar o carro no lado da Amadora. Estas obras já deveriam ter sido feitas há muito tempo e não se compreende porque é que não foram feitas ao mesmo tempo que as da ponte”, acrescentou. Fonte dos Serviços Municipalizados

de Água e Saneamento disse ao Correio de Sintra que esta intervenção via minimizar o impacto das cheias naquela zona no período de inverno. “Os SMAS aproveitaram as obras da rotunda para substituir as canalizações dessa rua. Além das cheias, as estradas estavam sempre a abater e foi necessário proceder a esta intervenção que deverá estar concluída até ao final do mês de junho”, disse. Quanto às queixas dos moradores e comerciantes sobre o facto da obra ter arrancado depois da inauguração da ponte, a fonte dos SMAS adiantou que “é normal este tipo de intervenção faseada” para minimizar o impacto junto da população. Contactado pelo Correio de Sintra, o presidente da Junta de Freguesia de Queluz adiantou que esta obra “é muito importante para a cidade e para os moradores” do local, uma vez que no inverno muitos sofrem elevados prejuízos por inundações. “A obra vai ficar concluída até ao final do mês e até lá as pessoas podem circular ou na rua das escolas ou na rua da polícia. Esta obra era muito importante para a cidade de Queluz, pois resolve o problema das

pessoas que eram afetadas todos os anos”, disse Barbosa de Oliveira. O autarca adiantou que “se fosse presidente da junta na década de 80” não permitiria a retirada dos “sumidouros das ruas de Queluz, que faz com que a cidade não tenha escoamento de águas fluviais”. Além da construção da nova ponte, a Câmara de Sintra contratualizou a recuperação da ponte do século XVII, que permanecerá no local apenas com circulação pedonal. No entanto, os comerciantes lamentam que a ponte do século XVII ainda não tenha sido recuperada, depois de estar encerrada há mais de um ano. “A zona esteve muito tempo parada e para o comércio ainda continua muito mau porque não notamos ainda uma melhoria. Durante o ano em que esteve encerrado o acesso a esta zona tive uma quebra de faturação na ordem dos sessenta por cento e muitas das lojas aqui à volta fecharam pois as ruas perderam movimento de pessoas”, disse Bruno Araújo, proprietário de um café que continua com o acesso limitado.  JJR


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14 Correio de Sintra

Cultura

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Opinião

Feira Medieval está de volta TapaFuros em espetáculo de rua CULTURA. A permanência da corte de D. João I em Sintra, na época em que foram recebidos no Palácio Nacional de Sintra embaixadores e espiões enviados a Ceuta (Marrocos) com o objetivo de tomar aquela importante praça do norte de África, é o tema da edição deste ano da Feira Medieval de Sintra.

CULTURA. O Teatro TapaFuros entra em cena junto à Capela de Mem Martins com a peça “Estória do Corvo de Ténis de Fred”, que decorre até 28 de julho, aos sábados e domingos.

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C

om entrada gratuita, a Feira Medieval conta, este ano, com a presença de 170 vendedores dos quais 80 de artesanato e 56 vendedores da área alimentar. Salienta-se as tavernas típicas da época, a doçaria, fogaças, leitão e o tradicional pão com chouriço, queijos e outras iguarias. Dezenas de atores vão recriar os ofícios da época: tinturaria destilação, tecelagem, tanoeiro, oleiro, cinzelador, ceramista, escultor, entre outros. A Feira Medieval vai contar também com uma zona infantil com passeios de burro e combates. A animação será permanente com figuras características da época de D. João I, tais como malabaristas, nobres da corte, mendigos ou frades franciscanos. Além das figuras da época, serão recriados pequenos Pub

quadros de animação, onde será dada especial atenção à história local relacionada com o reinado de D. João I e a tomada de Ceuta. Gigantones, estriões, ronda de saltimbancos, música e danças populares, venda de relíquias, novas de Compostela – dois peregrinos relatam a sua viagem - combate entre S. Jorge (andas) e o dragão, grupo de caçurros e trovas de amor animarão permanentemente o recinto. Horário: 19 julho – 17:00 às 24:00 / 20 julho – 13:00 às 24:00 / 21 julho – 13:00 às 23:30  JJR

teatro celebra 23 anos de existência e regressa assim aos espetáculos de rua, depois de ter dado este passo pela primeira vez em 1996, nos jardins Salgueiro Maia, em Massamá. Seguiu-se o largo fronteiro ao Palácio Nacional de Sintra e depois a Quinta da Regaleira , inaugurando neste espaço o teatro de rua à noite e ocupando os jardins deste monumento sintrense. A incursão a Coimbra nos 70 anos do Portugal dos Pequenitos, numa parceira com a Fundação Bissaya Barreto, consolidou o Teatro TapaFuros como um coletivo que aposta no trabalho de rua com a envolvente patrimonial. O teatro que foi homenageado pela Câmara de Sintra em 2010, com a atribuição da Medalha de Mérito Municipal Grau Ouro encara com ótimismo o trabalho de rua que leva ao Largo Rossio da Fonte, junto à Capela de Mem-Martins. O espectáculo será de entrada livre e decorre até 28 de julho, aos sábados e domingos, às 18:00.

Sinopse: « E se de repente acordasse transformado em corvo? E de ténis?! Uma falta de gosto a toda a prova, tsss... tsss... Armando Corvo de Ténis é um cidadão normal, paga os seus imposos e a S.S. , será “espiolhado” nas net´s como qualquer cidadão regular mas... usa ténis. E é isto: o patrão implica e grita, o barman não lhe serve a ginginha, o autocarro não espera por ele . E é isto: a Sociedade não lhe deixa tempo para pensar,ir de férias nem que seja para a Costa, respirar. Merkl´s deste mundo unidas para esmifrá- lo. Troikas reunidas para espremer os seus cêntimos, os seus sonhos, os seus sentidos. Sem sentido, já ninguém lhe nota as penas. Sem nota, já não tem penas para voar... Armando, metade a pé, metade andando. Num mundo em fogo». JJR


19 de julho de 2013

Tribuna

Associação de Moradores da Tapada das Mercês

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Tapada das Mercês, território com mais de 20.000 moradores, situado na Freguesia de Algueirão Mem Martins e com a maior densidade populacional da Europa, é um território que tem sido alvo de um esquecimento repetitivo nos últimos anos. A CMSintra continua a não assumir, ano após anos, a recepção de toda a Tapada (recepcionou apenas e exclusivamente os Espaços Verdes da Tapada das Mercês em 2012, dando mais 5 anos para o Urbanizador resolver toda a responsabilidade da decadência física a qual esta urbanização chegou, colocando mais um impasse na vida das famílias moradoras da Tapada) ausentando-se das suas competências e obrigações sobre um problema estrutural que afecta o quotidiano de todos os moradores e comerciantes da Tapada. Face a todas estas questões sentiram necessidade, um grupo de moradores, juntamente com a K’Cidade e a Associação Islâmica, de se organizarem para tentarem resolver os problemas mais prementes desta Urbanização. Assim, em 12 de Março de 2011, foi dado o primeiro passo – sempre e defendendo um cariz completamente apartidário. Em 9 de Abril do mesmo ano, foram criados seis grupos de voluntários, para trabalharem em áreas distintas e específicas, nomeadamente: Segurança e Prevenção; Urbanismo e Património; Saúde e Higiene; Comunicação e Imagem; Educação, Cultura, Lazer e Desporto; e Solidariedade e Integração. Grupos estes que foram apresentados à Junta de Freguesia de Algueirão/Mem Martins a 3 de Maio de 2011. Em Abril de 2012, foi constituída a ASSOCIAÇÃO DE MORADORES DA TAPADA DAS MERCÊS(AMTM). PUB

A AMTM e moradores da Tapada entregaram a 8 de Fevereiro de 2013, uma proposta de alteração à revisão do PDM em curso à CMSintra e a Junta de Freguesia de Algueirão de Mem-Martins, na tentativa de viabilizar melhores condições para os seus moradores, através da requisição de um espaço de lazer que não existe nesta urbanização. Desde 30 de Maio de 2013 que a AMTM tem reunido com os candidatos às eleições autárquicas de modo a dar a conhecer a realidade da Tapada das Mercês e as exigências dos associados e anseios da população em geral. Na Reunião Ordinária de Assembleia Municipal de Sintra, a 26 de Junho de 2013 foi apresentando e entregue pela AMTM, o Manifesto de Vontades. Em Assembleia de Freguesia de Algueirão – Mem Martins, no dia 9 de Julho do presente ano, a AMTM

reiterou a não recepção da Tapada das Mercês por parte da Câmara Municipal de Sintra e as preocupações inerentes a toda a urbanização. Entre as várias exigências, após 20 anos de esquecimento, a Associação de Moradores reforça a necessidade URGENTE de: -Recepção/responsabilização em pleno pela CMS de toda a Urbanização da Tapada das Mercês; -Ser ouvidos e tidos em conta sempre que haja decisões que abranjam qualquer aspecto/resolução/situação que diga respeito à Tapada das Mercês, em termos de parceiros de concertação social; -Regularização de todas as ilegalidades cometidas na Urbanização; -Mais sinalização (colocação de mais passadeiras em locais críticos; marcação dos lugares de estacionamentos nos parqueamentos já existentes); -Edificação de um Pavilhão Gimnodesportivo digno de uma população de quase cerca de 20.000 habitantes; -Edificação de um Parque Urbano na zona da Quinta da Marquesa, de forma a atender à conjugação de necessidades não só da população da freguesia, bem como das freguesias circundantes/ adjacentes; -Preservação condigna da Feira das Mercês, tendo em conta a sua tradição cultural e social. Isabel Cerqueira (Presidente Interina) Email: amtmerces@gmail.com Site: www.amtm.pt

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