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Publicação do Conselho Regional de Nutricionistas da 5ª Região (Bahia e Sergipe)

Ano 6 – nº. 10 – 2014

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Tema do “Bem Viver Nutrição 2014” em Aracaju-SE será “Atualização do Nutricionista na Terapia Nutricional”

Técnicos em Nutrição e Dietética são contemplados com eventos promovidos pelo CRN-5

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Editorial

Diretoras do CRN-5: Rita Ferreira (Secretária), Márcia Paranaguá (Vice-Presidente), Diva Rocha Lima (Tesoureira) e Valquíria Agatte (Presidente)

No dia 11 de junho deste ano, fomos eleitas pelos demais conselheiros do CRN-5, nossos colegas de profissão, para compor a Diretoria deste Regional. Desde então, temos nos empenhado para cumprir os objetivos propostos pela Chapa “Aproximação”. Com foco na intensificação da fiscalização do exercício profissional dos Nutricionistas e Técnicos em Nutrição e Dietética, na valorização destes profissionais e na defesa de sua conduta ética, temos dedicado parte do nosso tempo e habilidades para fortalecer a categoria nos Estados da Bahia e Sergipe. Para continuar nossa jornada, contamos com o apoio e a aproximação dos profissionais registrados no CRN-5. Por isso, esperamos encontrá-los nos eventos que temos promovido para comemorar o Dia do Nutricionista, em Salvador e Aracaju. E também em outros momentos de integração da categoria. Para hoje, esperamos que aproveitem as informações preciosas que compartilhamos através desta edição da “CRN-5 em Revista”: o artigo sobre a participação social do Nutricionista nas discussões sobre Agricultura Familiar, em defesa do Direito Humano à Alimentação Adequada; a reportagem que reforça a importância do domínio da Técnica Dietética pelo Nutricionista; a entrevista sobre as Residências em Nutrição e os textos com novidades do setor de Fiscalização, entre outras. Para enviar sugestões para as próximas edições, envie e-mail para comunicacao@crn5.org.br. Boa leitura! Diretoria do CRN-5

*

Interação

Alguns links ao longo da revista são interativos, basta clicar para acessá-los. Caso deseje, é possível fazer o download da Revista para o seu computador, tablet ou celular. Para isso, ao abrir o site, logo acima da descrição, no menu de opções, clique em


Nesta Edição

Expediente

04

Publicação do Conselho Regional de Nu-

por Zelice Maria de Melo Pessoa

Salvador (BA): Rua Dr. José Peroba, 149, 10°

......................................................

andar, sala 1001, Centro Empresarial Eldorado,

08

5652.

Artigo,

Atuação Profissional

......................................................

12

Comissão de Fiscalização

......................................................

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Capa - Formação Profissional

tricionistas da 5ª Região (Bahia e Sergipe) - Ano 6 – nº. 10 – 2014

Stiep. CEP: 41770-235 – Telefax: (71) 3237-

Aracaju (SE): Praça Tobias Barreto, Centro Médico Odontológico, Sala 502, São José. CEP: 49.015-130 - Telefax: (79) 3211-8248. Conselheiros efetivos: Carlene Moura Palma Brito (CRN-5/ 1157); Diva Eleonora da Rocha Lima (CRN-5/044); Emerson Ornelas Palmeira (CRN-5/ 1776); Flávia Damasceno Mira Leis (CRN-5/3178); Gilcélio Gonçalves Almeida (CRN-5/2087); Márcia Cristina A. Magalhães Oliveira (CRN-5/1513); Márcia M. de Melo Paranaguá (CRN-5/0434); Rita de Cássia Fer-

CRN-5 incentiva empreendedorismo em comemoração do Dia do Nutricionista

reira Silva (CRN-5/ 1887) e Valquiria da Con-

......................................................

Nano Rêgo (CRN-5/4040); Flávia Martins

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Destaque - Formação Profissional Tema do “Bem Viver Nutrição 2014” em Aracaju-SE será “Atualização do Nutricionista na Terapia Nutricional”

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Destaque - Espaço do Técnico

ceição Agatte (CRN-5/1830). Conselheiros Suplentes: Anderson Carvalho dos Santos (CRN-5/2098); Claudia Maria West da Silva (CRN-5/1225); Janaína Sant’Anna Queiroz Costa (CRN-5/0366); Joceli Sousa Santos (CRN-5/2521); Noelia Fonseca Ramos Caires (CRN-5/0366); Rosemary Lima Barreto (CRN-5/0062); Zelice Maria de Melo Pessoa (CRN-5/0856). Redação, Edição, Jornalista responsável: Carla Santana – DRT 2563 Revisão Técnica: Leny Strauch Ferreira (CRN-5/1580) Fotos: Arquivo do CRN-5 e sites de domínio público.

Técnicos em Nutrição e Dietética são contemplados com eventos promovidos pelo CRN-5

Editoração eletrônica: Pipa Comunicação Integrada


Artigo

Inserção da Agricultura Familiar x Agricultura Orgânica x Agroecologia Por Zelice Maria de Melo Pessoa* No Ano Internacional da Agricultura Familiar Camponesa e Indígena, a participação social nas discussões sobre Agricultura Familiar, modelos e práticas de produção agroalimentar, são fundamentais para a garantia da Segurança Alimentar e Nutricional e de seus marcos legais, reconhecendo como irrevogável o Direito Humano à Alimentação Adequada e a Soberania Alimentar. Neste contexto, este breve artigo busca convidar o nutricionista ao empoderamento sobre esse tema, articulado com a prática profissional. O termo Agricultura Familiar é amplo e não representa um todo homogêneo, podendo incluir vários modelos de agricultura, cujos donos não sejam as grandes corporações ou investidores (Harare, 2014). Inclui pequenos produtores, possui caráter familiar, pois são operados pela mão de obra familiar (homens e mulheres) e estão ligados a diversas áreas do desenvolvimento rural, tais como: pastoril, pesqueira, agrícola, dentre outras. A agricultura familiar abastece os mercados internos em países subdesenvolvidos, desenvolvidos e em desenvolvimento, e tem um importante papel socioeconômico, cultural e ambiental. No Brasil, quase 80% da produção de alimentos que compõem a cesta básica, segundo Censo agropecuário de 2006, são provenientes da agricultura familiar.

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Nos últimos anos, emerge vasta discussão sobre

se na agricultura sustentável, pautada nos sa-

os modelos e as práticas de sistemas agroali-

beres e métodos tradicionais de manejo da

mentares. A agricultura convencional ou moder-

terra, propõe alimentos seguros, saudáveis, va-

na, proveniente da chamada “Revolução Verde”,

loriza a cultura alimentar, estimula a diversidade

apresentou-se como a solução para o aumento

ambiental e a aproximação do homem com a

da produção e oferta de alimentos. Caracteriza-

natureza. Além disso, a agroecologia prima pe-

da pela mecanização do campo, utilização de

los princípios éticos e sociais de gênero, valo-

produtos químicos nas lavouras – agrotóxicos,

rando e significando o trabalho das mulheres

sementes transgênicas e monocultura extensiva

camponesas com os mesmos direitos em rela-

para exportação, induziu muitos agricultores fa-

ção aos homens. (Abrandh, 2013)

miliares a adotarem o pacote tecnológico como forma de obtenção de recursos financeiros e

No sistema produtivo agroecológico, o agricul-

aumento da produção. Vale destacar que esse

tor familiar retoma a sua base de recursos de

processo de modernização da produção agríco-

maneira autônoma, fazendo uso de semen-

la veio acompanhado de políticas públicas para

tes crioulas, o manejo dos recursos naturais

o setor – crédito rural - destinado a todos os

de forma sustentável, o cooperativismo e as-

segmentos dos produtores rurais e, na prática,

sociativismo e a valorização de seus produtos,

beneficiou os grandes proprietários de terra.

uma tendência do mercado internacional. Além disso, estabelece circuitos curtos de comercia-

Diante dessa realidade, o agricultor familiar se

lização e estabelece a conexão entre agricultor

depara com a dificuldade em plantar, devido ao

e consumidor, através da venda direta em feiras

desgaste do solo, a contaminação do meio am-

livres e mercados locais, garantindo a oferta de

biente, a falta de crédito, o monopólio da terra

alimentos norteados pelos princípios da Sobera-

e outros bens naturais em mãos de pequenos e

nia Alimentar e do Direito Humano à Alimenta-

poderosos grupos, principalmente corporações

ção Adequada.

transacionais [dentre outras, Monsanto, Cargill, Syngenta]; torna-se refém dos financiadores do sistema agroexportador. Para responder aos danos econômicos, sociais e ambientais gerados por esse modelo de produção, movimentos em favor de uma agricultura sem a utilização de insumos químicos e pacotes tecnológicos têm resgatado as boas práticas na lavoura, com um modelo de produção de base orgânica ou agroecológica. É importante esclarecer que o termo - Agricultura Orgânica - refere-se à produção sem o uso de agroquímicos ou transgenia, é baseada na compostagem de matéria orgânica, na adubação exclusivamente orgânica, reciclagem de nutrientes e na rotação de culturas, porém não inclui os princípios éticos da agroecologia. (Wolf, 2009) No modelo agroecológico, a produção baseia06


REFERÊNCIAS: O Direito Humano à Alimentação Adequada e o Sistema Nacional de Segurança Alimentar e Nutricional/ organizadora, Marília Leão. - Brasília: ABRANDH, 3013. p.24 WOLF, Luis F. Agricultura Ecológica. 2009. Disponível em: http://www.agirazul.com.br/ wolff.htm

+

Soberania Alimentar e Comércio. Posicionamento da Via Campesina no Ano Internacional da Agricultura Familiar – 2014. Harare. Junho de 2014. Disponível em: http://www. viacampesina.org/es/índex.php

+

SOUZA, A.P. de O., ALCÂNTARA, R.L.C. Inserção da pequena agricultura familiar no mercado de nichos: o caso da AGRECO no Estado de Santa Catarina- BR. Santa Catarina, Sugestão de sites: ARTICULAÇÃO NACIONAL DE AGROECOLOGIA (ANA). Soberania e Segurança Alimentar na construção da Agroecologia. Disponível em: htt//www.agroecologia.org.br/publicacoes/agroecologia.

+

Ministério da Saúde, disponível em: http://nutricao.saude.gov.br/publicaçoes.php

+

Organização das Nações Unidas para a Alimentação e Agricultura (FAO) – Novo relatório sobre a Fome. Disponível em: https://www.fao.org.br

+

CONSELHO NACIONAL DE SEGURANÇA ALIMENTAR (CONSEA). Terra: direitos patrimoniais e territoriais. Disponível em: htt//www4.planalto.gov.br/consea/planarias

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Zelice Pessoa é Nutricionista. Pertence ao quadro técnico da Secretaria de Desenvolvimento Social e Combate à Pobreza (Sedes), onde atua há dois anos no Projeto Rede de SAN e Cidadania para gestores públicos e sociedade civil dos municípios da Bahia. Atualmente, faz parte da equipe do Programa Mais Água e Programa Cisternas – construção de tecnologias para captação de água no semiárido baiano. Possui atualização em Acesso à Água e Convivência com o Semiárido – Plataforma Rede de San/FAURGS/ UFRGS – 2013/2014

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Atuação Profissional

Nutricionistas precisam dominar bem a Técnica Dietética O Conhecimento da Técnica Dietética é de extrema importância tanto na definição de uma conduta alimentar quanto na criação de cardápios. Seja atuando na área clínica ou na de produção de alimentos, o Nutricionista precisa dominar os indicadores da cocção, das perdas não comestíveis, da reidratação e do processo de degelo. Além disso, segundo a Nutricionista Carlene Brito, conselheira do CRN-5 que atua nas áreas de docência e nutrição clínica, “o Nutricionista deve saber mensurar os gêneros alimentícios a serem prescritos e sua adequada forma de preparo no intuito de reduzir as perdas nutricionais e adequar a situação clínica diagnosticada. Com isso, não significa que esse profissional precisa ser exímio na culinária, mas que apresente a ciência da nutrição como uma das suas ferramentas de trabalho”, afirma. Para a Nutricionista e Professora Miriam Vazquez, saber cozinhar bem não é, necessariamente, um diferencial para este profissional, já que sua responsabilidade na produção das refeições está centrada no controle de qualidade da alimentação servida do ponto de vista nutricional, sensorial, microbiológico e financeiro. Neste sentido, ela aponta a elaboração de cardápios adequados a cada realidade como um desafio, uma vez que as Unidades de Alimentação e Nutrição (UAN)) abrangem empresas com filosofias diversas, sejam elas cozinhas dos estabelecimentos assistenciais de saúde, atividades próprias da Alimentação Escolar e do Trabalhador, restaurantes comerciais e similares, lanchonetes, hotelaria, serviços de buffet ou empresas fornecedoras de alimentos congelados e catering.

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O conhecimento técnico laboratorial pode ser necessário para apresentar o que precisa ser feito pela sua equipe de trabalho. Carlene Brito

“Por outro lado, o nutricionista preocupado com

funcionários é suficiente, mas imagino que se

a saúde do comensal/funcionário/paciente e a

for necessário ‘colocar a mão na massa’, mesmo

saúde financeira da UAN deverá, juntamente

sem nenhuma destreza, o Nutricionista fará isso

com o chef/cozinheiro, criar receitas apetitosas

porque o preparo da alimentação e toda a sua

e nutritivas sem descuidar da disponibilidade

complexidade é nosso objeto de estudo. Nós

dos ingredientes e do custo que as compõem”,

não estamos preparados para cozinhar, quem

destaca Vazquez. “Preocupa-nos, ainda, as

gosta e quer se aperfeiçoar nesta área, deve

questões ergonômicas, o tempo gasto para a re-

buscar um curso de gastronomia”, pontua.

alização das tarefas, além dos desperdícios com energia, água e, sobretudo, com os alimentos.

Para profissionais que lamentam o fato de não

Assim, mesmo se formos dotados do saber co-

dominar as técnicas dietéticas como gostariam,

zinhar bem, torna-se difícil para o Nutricionista

a Nutricionista Miriam Vazquez sugere que eles

a realização profissional desta atividade, a qual

criem e testem receitas/fórmulas que auxiliem

deve ficar à cargo do chef/cozinheiro”, destaca

na recuperação do paciente, melhore o rendi-

Miriam Vazquez .

mento dos atletas ou, ainda, contribuam para a melhoria da qualidade de vida do comensal, seja

De acordo com a Nutricionista Carlene Brito,

ele adulto ou criança. “Para isso, é necessário a-

é fundamental que o Nutricionista possua

tentar para as características sensoriais, as novas

domínio dos processos de cocção. “O conheci-

pesquisas, o modismo e as tendências de uma

mento técnico laboratorial pode ser necessário

sociedade influenciada pela mídia e voltada

para apresentar o que precisa ser feito pela sua

para o consumo”, diz. E completa: “Nada nos im-

equipe de trabalho. Mas o ‘pôr a mão na massa’

pede de utilizar a cozinha da nossa casa para

é desnecessário quando se dispõe de uma equi-

testar nossos experimentos! Agora, quem quiser

pe instruída e bem coordenada”, acredita. Para

se profundar na arte culinária, que é diferente

Mirian Vazquez, a falta de habilidade do Nutri-

da técnica dietética, deve ingressar num curso

cionista em relação às técnicas gastronômicas

do SENAC ou ingressar como aluno especial em

é compreensível, já que sua formação é muito

um dos diversos cursos de Gastronomia para

mais generalista, humanista e crítica. “Conhecer

cursar as disciplinas específicas do interesse de

as técnicas dietéticas para ensinar/treinar os

cada um”.

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Considerando que seja de pouca valia planejar e prescrever dietas se a supervisão do preparo não acontecer, o nutricionista será bem aventurado quando desenvolver e avaliar novas fórmulas/receitas ou produtos alimentares com foco na melhoria da alimentação humana. “A cozinha deve ser o nosso laboratório”, finaliza Miriam Vazquez. Embora o fato de aprender a cozinhar não faça parte das competências e habilidades dos Nutricionistas, como muitas Faculdades/Universidades possuem cursos de Nutrição e Gastronomia pode ser interessante que um ofereça algumas disciplinas para o outro como optativa para os discentes dos cursos e vice-versa. Técnica Culinária x Arte Culinária A arte culinária talvez seja a mais antiga de todas as artes. Nasceu com a descoberta do fogo, quando o homem percebeu que, assando a caça, esta se tornava mais tenra e saborosa. Ervas e especiarias foram descobertas, outras formas de cocção foram desenvolvidas e o “artista” experimentava ao acaso novas misturas à procura de novos sabores. Na Roma antiga, os artistas mais bem pagos eram os cozinheiros chamado de “coqqus”. De lá pra cá, um longo caminho foi percorrido, a mistura aleatória já não atendia aos anseios deste ser que passou do comer para o degustar e, tornando-se cada vez mais exigente, atrelou o consumo alimentar à saúde. Era necessário entender o que acontecia quando os alimentos passavam por qualquer processo culinário, para repetir os bons feitos e rechaçar os resultados desastrosos. A alternativa foi sistematizar. Para tanto, aplicou-se no preparo dos alimentos conhecimentos de física, química, biologia, economia e outras ciências, adotando para tanto métodos mais exatos, seguros e econômicos. Procurou-se preservar os nutrientes e saber porque, quando e como eles se perdiam. Nasciam assim as técnicas dietéticas agrícolas e industriais. Das técnicas dietéticas se apropriam a nutrição e a gastronomia. O que o nutricionista não aprende são as técnicas culinárias rebuscadas que transformaram a arte culinária em gastronomia.

Nós não estamos preparados para cozinhar, quem gosta e quer se aperfeiçoar nesta área, deve buscar um curso de gastronomia. Mirian Vazquez

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Comissão de Fiscalização

CRN-5 cria setor de Conciliação para facilitar negociação de débitos Atender profissionais e empresas inadimplentes através da conciliação dos débitos existentes. Este é o objetivo do Setor de Conciliação, que acaba de ser criado no âmbito do Conselho Regional de Nutricionistas da 5ª Região (Bahia e Sergipe).“Neste momento, estamos na fase de identificação dos débitos de Pessoas Físicas (PF) e Jurídicas (PJ), cancelando débitos anteriores a 2002 conforme Resolução do CFN e distinguindo as que tenham interposição de ações judiciais de cobrança”, explica a coordenadora da Unidade de Fiscalização do CRN-5, Mariluze Bahia, que está temporariamente à frente do setor. Os plantões de Conciliação já estão funcionando de segunda a sexta-feira, das 9:00 às 12:00 e das 13:00 às 16:00 horas. Para agendar atendimento específico do novo setor, PF e PJ devem enviar um e-mail para o assistente administrativo do Regional, Joel Santana, através do endereço: sec.fiscalizacao@crn5.org.br “Após realizado o levantamento dos débitos, iniciaremos as convocações via ofício, e-mail e contato telefônico, para negociação e quitação ou parcelamento de débitos no âmbito administrativo. E, claro, vamos aproveitar o contato para realizar a atualização cadastral de PF e PJ”, destaca Mariluze. Não sendo atendidas as convocações ou descumprido o parcelamento, o CRN-5 credor, depois de decorridos 30 dias da última convocação para a negociação de dívidas ou se acumuladas três ou mais parcelas mensais de prestações não pagas, adotará as seguintes providências: 1) protesto extrajudicial por falta de pagamento, no domicílio do devedor, fazendo-o junto ao tabelionato de protesto de títulos competente e 2) cobrança judicial da dívida total ou do total do saldo remanescente, na hipótese de ausência do pagamento no prazo de 180 dias contados do registro do protesto. “Protestada a dívida, o CRN responsável pelo protesto poderá levantá-lo nos casos de negociação ou renegociação de dívida, caso em que o devedor deverá pagar, diretamente ao respectivo tabelionato de protestos de títulos, as despesas relativas ao protesto realizado”, informa a assessora jurídica do CRN-5, Sabrina Batista. A criação do novo setor no CRN-5 foi inspirada na Resolução CFN nº 523/2013, que institui, no âmbito do Sistema CFN/CRN, o Programa Nacional de Recuperação de Créditos (PNRC). Este autoriza a redução de encargos sobre dívidas em conciliação judicial e na via administrativa e autoriza protestos de dívidas. A Resolução CFN nº 535/2013 prorroga para 31 de dezembro de 2014 o prazo de vigência da primeira Resolução. 12


Benefícios do PNRC Segundo o PNRC, o pagamento das dívidas pode ser feito com os seguintes incentivos: I – para pagamento à vista: a) com desconto de 100% dos encargos de juros e multas, no caso de dívidas decorrentes de anuidades; b) com desconto de 100% dos encargos de juros, no caso de dívidas decorrentes de multas; II – para pagamento parcelado, em até 12 parcelas mensais e sucessivas: a) com desconto de 75% dos encargos de juros e multas, no caso de dívidas decorrentes de anuidades; b) com desconto de 75% dos encargos de juros, no caso de dívidas decorrentes de multas; III – para pagamento parcelado, de 13 a 24 parcelas mensais e sucessivas: a) com desconto de 50% dos encargos de juros e multas, no caso de dívidas decorrentes de anuidades; b) com desconto de 50% dos encargos de juros, no caso de dívidas decorrentes de multas. Nos casos de dívidas decorrentes de anuidades, o devedor pode optar, se lhe for mais vantajoso, pelo pagamento do valor da anuidade vigente no ano da negociação multiplicado pelo número de anos, ou respectivas frações, em que está em débito. Nos casos de parcelamento, nenhuma parcela poderá ser inferior ao valor de R$ 100,00. Além disso, os débitos já parcelados só podem ser reparcelados até a metade do número de parcelas do primeiro parcelamento. Para mais esclarecimentos, favor contatar o CRN-5 pelo telefone (71) 3237-5652 (falar com Joel Santana). 13


Banner do CRN-5 será apresentado no XXIII CONBRAN em Vitória-ES O Projeto “Fiscalização do cumprimento das atribuições do Nutricionista da Alimentação Escolar – Gestor Público na Bahia”, realizado pelo CRN-5 em 2013, será apresentado em formato de Banner aos participantes do XXIII Congresso Brasileiro de Nutrição (CONBRAN), no dia 20 de setembro, das 08h30 às 12h30, suporte nº 029, no Centro de Convenções de Vitória-ES. Os resultados do trabalho apontam para as dificuldades do cumprimento das atribuições obrigatórias do Nutricionista, prevista na Resolução CFN nº 465/10, no que se refere aos indicadores qualitativos do Roteiro de Visita Técnica de Alimentação Escolar – Gestor Público. O problema verificado a partir da realização do Projeto pelo Regional está relacionado à inexistência de Nutricionistas habilitados a garantir a contínua assistência alimentar e nutricional, em decorrência da ausência de quadro técnico ou do número reduzido de nutricionistas ou, ainda, da carga horária insuficiente do Responsável Técnico (RT). “Qualquer um desses fatores causa um grande prejuízo ao exercício profissional do Nutricionista, compromete o objetivo do Programa Nacional de Alimentação Escolar (PNAE) e interfere na realização das atividades complementares e dos procedimentos para controle de qualidade, nos quais foi verificada uma alta incidência de não realização das atividades”, destaca a Coordenadora da Unidade de Fiscalização do CRN-5, Mariluze de Pinho Bahia, que assina o trabalho aprovado pela Comissão Científica do CONBRAN.

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Metodologia

prazo para regularização, e destes, 99 não foram atendidos e seguiram curso para Processo de

O Projeto selecionou aleatoriamente 18 micror-

Infração, conforme Resolução CFN nº 511/2012.

regiões das sete mesorregiões da Bahia, con-

Todos os roteiros de visitas aplicados foram

templando no total 187 municípios do Estado,

encaminhados aos respectivos municípios e

ou seja, 45% do total. Para definição da amostra,

os nutricionistas foram orientados aos cumpri-

foram utilizadas como parâmetros as micror-

mentos de suas atribuições, conforme papel ori-

regiões que possuíam entre 5 e 25 municípios

entador do Conselho.

e com maior número de cidades que nunca tinham sido visitados pela fiscalização do CRN-5. Durante as visitas das fiscais do CRN-5, os Roteiros de Visita Técnica (RVT) da Alimentação Escolar – Gestor Público foram aplicados aos Nutricionistas Responsáveis Técnicos (RT) pelo PNAE. Dos municípios visitados, 71 não possuíam cadastro no CRN-5 e 120 não haviam declarado o Responsável Técnico pela Alimentação do Escolar. Nenhum deles apresentou nutricionistas habilitados em quantidade suficiente para garantia da contínua assistência alimentar e nutricional, conforme parâmetros da Resolução CFN nº 465/2010. Durante a execução do projeto, foram lavrados 381 documentos para Pessoas Físicas e Jurídicas, entre Termos de Visita, Termos de Notificação e Autos de Infração, com diversas solicitações. Dos documentos lavrados, 283 possuíam

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Qualquer um desses fatores causa um grande prejuízo ao exercício profissional do Nutricionista, e compromete o objetivo do Programa Nacional de Alimentação Escolar (PNAE)...

Mariluze de Pinho Bahia


Destaque

“Como montar um negócio na área de alimen-

CRN-5. Entre os nomes já confirmados estão

tos e nutrição?” e “Como divulgar o seu negó-

o das Nutricionistas Andréa Souza e Silva, Diva

cio?” são os temas das palestras organizadas

Rocha Lima e Márcia Menezes de Melo Parana-

pelo Conselho Regional de Nutricionistas da 5ª

guá. Cada uma terá 15 minutos para contar sua

Região (CRN-5) para comemorar o Dia do Nu-

trajetória profissional desde o início até os dias

tricionista (31 de agosto) este ano em Salvador.

atuais, com o intuito de servir de inspiração para

O Bem Viver Nutrição 2014, que será realizado

o público, que poderá fazer perguntas.

no dia 30 de agosto (último sábado do mês),

em parceria com o Sebrae, no Fiesta Convetion Center (Hotel Fiesta), também contará com a Mesa Redonda “Empreendedores de Sucesso – perguntas e respostas”. “Nossa expectativa é a melhor possível: auditório cheio, circulação de conhecimentos e informações úteis, interação e congraçamento da categoria. Tudo porque temos boas razões para celebrar o nosso dia”, declara a presidente do CRN-5, Nutricionista Valquiria Agatte.

Nossa expectativa é a melhor possível: auditório cheio, circulação de conhecimentos e informações úteis...

As Palestras serão apresentadas por representantes do Sebrae. Já a Mesa Redonda “Empreendedores de Sucesso” será integrada por nutricionistas 18

experientes

convidados

pelo

Valquíria Agatte


Programação Manhã 7:30h – 8:00h - Credenciamento e acomodação 8:00h – 8:20h - Abertura 8:20h – 10:20h - Palestra 1: COMO MONTAR UM NEGÓCIO NA ÁREA DE ALIMENTOS E NUTRIÇÃO (2h) - Representante do SEBRAE/BA 10:20h – 10:50h - COFFEE BREAK e Arguição dos trabalhos em Painel 10:50h – 12:00h - Palestra 2: COMO DIVULGAR O SEU NEGÓCIO (1h) - Representante do SEBRAE/BA 12:00h – 13:30h - INTERVALO PARA ALMOÇO (Não incluso) Tarde 13:30h – 14:25h - APRESENTAÇÃO ORAL DOS TRABALHOS CIENTÍFICOS Mediadora: Nut. Márcia Magalhães (Conselheira) 14:30h – 15:30h - MESA REDONDA “NUTRICIONISTAS EMPREENDEDORES DE SUCESSO: PERGUNTAS E RESPOSTAS” Convidado 1 – Diva Eleonora da Rocha Lima (CRN-5/0441) - Área: Educação continuada Convidado 2 – Andréa Souza e Silva (CRN-5/1897) - Área: Clínica e Consultório Convidado 3 – Márcia M. de Mello Paranaguá (CRN-5/0434) - Área: Consultorias em UAN Convidado 4 – Domitila Santos Amaral (CRN-5/4215) - Área: Refeições saudáveis congeladas. PERGUNTAS E RESPOSTAS 16:00h – ANÚNCIO DOS RESULTADOS E ENTREGA DO PRÊMIO DRª ANGEOLINA ROSSI NAS CATEGORIAS APRESENTAÇAO ORAL E PAINEL. > Homenagem aos Profissionais pelo Dia do Nutricionista. > Entrega de fraldas descartáveis arrecadadas para Instituição de caridade pré definida. > Encerramento.

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Em Sergipe, o Bem Viver Nutrição 2014, evento comemorativo ao Dia do Nutricionista voltado para profissionais e estudantes do curso de Nutrição, será promovido pelo CRN-5 no dia 5 de setembro na Faculdade Estácio de Sergipe/FASE, em Aracaju (Rua Teixeira de Freitas, 10, Salgado Filho), das 18:30 às 21:30 horas. Na ocasião, o público poderá conferir a Mesa Redonda “Atualização do Nutricionista na Terapia Nutricional”, mediada pelo Nutricionista Gilcélio Almeida, conselheiro do CRN-5. As inscrições estão encerradas e os inscritos devem entregar um pacote de fraldas no dia e local do evento para doação.

Programação 18:30h às 19:00h – Acolhimento e acomodação 19:00h às 19:10h – Abertura e formação da Mesa 19:10h às 19:50h – Palestra “Terapia Nutricional do paciente crítico” - Dr. Marcelo Rocha (CRN-5/ 2799) 19:50h às 20:30h – Palestra “Terapia Nutricional na Oncologia” - Dra. Miriam D. Barros (CRN-5/ 1723) 20:30h às 21:00h - Perguntas e debate 21:00h às 21:30h - Coquetel de Encerramento

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Formação Profissional / Entrevista

Residência em Nutrição requer dedicação exclusiva A Nutricionista Thaisy Honorato é Mestre em Alimentos, Nutrição e Saúde. Além de atuar na área clínica do Hospital Geral Roberto Santos através da Secretaria de Saúde da Bahia, é docente titular do Curso de Nutrição da Universidade do Estado da Bahia e Coordenadora do Núcleo de Nutrição Clínica da Residência Multiprofissional da UNEB. Nesta edição da “CRN-5 em Revista”, esta profissional apresenta informações relevantes sobre a Residência em Nutrição. Confira: CRN-5 - Após a Faculdade, o que é mais indicado: fazer uma especialização ou uma Residência em Nutrição? Por que? Thaisy Honorato - Isso depende do objetivo do profissional. Alguns nutricionistas optam por realizar a especialização, conciliando as aulas teóricas com um ou mais vínculos empregatícios em Nutrição. Existem ainda aqueles profissionais que querem atuar na vida acadêmica e optam por realizar diretamente o Mestrado. A Residência, por sua vez, constitui um treinamento em serviço, de dedicação exclusiva, em que se possibilita a aquisição de grande aprendizado profissional, caracterizado pela vivência prática associada a atividades teóricas e teórico-práticas realizadas no decorrer dos dois anos da Residência. Como em geral nossos currículos de graduação em Nutrição são compostos por grande quantidade de disciplinas teóricas, observa-se uma carência de maior vivência prática do profissional antes de assumir um vínculo empregatício na área de saúde. A Residência emerge assim com o objetivo de possibilitar essa experiência.

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CRN-5 – Quais as vantagens da Residência em

A remuneração da Residência em Nutrição é

Nutrição para a formação e qualificação do Nu-

a mesma para todas as profissões em todas as

tricionista?

Residências da área de Saúde. É uma remuneração com valor superior a muitos setores da

TH - A Residência possibilita o aprendizado

Nutrição; porém, obviamente ainda bem in-

em campo prático, que se caracteriza como

ferior ao que mereceríamos receber diante da

um treinamento em serviço sob supervisão de

responsabilidade que assumimos ao lidar com a

profissionais habilitados. Lidar com desafios

vida de pessoas. Não devemos desmerecer uma

e dificuldades, ao mesmo tempo aprendendo

grande vantagem da Residência, que é a de atri-

a trabalhar de forma adequada, torna o nutri-

buir ao nutricionista, ao final de dois anos, o tí-

cionista residente muito mais maduro ao final

tulo de especialista na área em que atuou, o que

de dois anos do que quando iniciou suas ativi-

o torna notadamente valorizado no mercado de

dades. Isso promove não apenas o contato entre

trabalho. Quem opta por cursar a Residência,

o mundo do trabalho e o mundo da formação,

entretanto, deve estar ciente da impossibilidade

mas um processo de educação permanente em

de assumir qualquer outro vínculo profissional

saúde. Assim, a Residência favorece a formação

remunerado no período vigente da bolsa da

de um profissional de saúde mais qualificado e

Residência. Cabe ressaltar, ainda, um diferencial

valorizado diante do mercado de trabalho.

da Residência Multiprofissional, que é possibilitar a vivência entre profissionais de diferentes

CRN-5 – Há desvantagens na Residência em

profissões, favorecendo o maior intercâmbio ao

Nutrição, do tipo baixa remuneração ou outras?

se atuar em equipe interdisciplinar.

Se sim, quais são? CRN-5 – Poderia citar quais os locais que ofeTH - Toda experiência profissional sempre é

recem Residência em Nutrição na Bahia?

válida e recompensadora se não vai de encontro às atribuições da nossa profissão e se esta-

TH - De acordo com o último edital do Processo

mos atuando na área em que temos afinidade.

Seletivo Unificado para Residência Multiprofis-

A demanda por vagas nas Residências em Nutrição tem sido cada vez maior, o que sugere a possibilidade de ampliação nos próximos anos. Thaisy Honorato

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Lidar com desafios e dificuldades, ao mesmo tempo aprendendo a trabalhar de forma adequada, torna o nutricionista residente muito mais maduro ao final de dois anos do que quando iniciou suas atividades. Thaisy Honorato

sional em Área da Saúde da Bahia, existem cam-

tutores, professores para aulas teóricas, equi-

pos de Residência em Nutrição oferecidos pelas

pamentos. Isso torna nossa atividade bastante

seguintes Universidades: Universidade Federal

desafiadora.

da Bahia (UFBA), Universidade do Estado da Bahia (UNEB), Universidade Salvador/UNIFACS, em

CRN-5 – Como tem sido sua experiência como

Salvador; Faculdade Pernambucana de Saúde

coordenadora da Residência Multiprofissional

(FPS), em Juazeiro; Universidade Federal do

da Uneb (área de Nutrição Clínica)?

Recôncavo da Bahia (UFRB), em Feira de Santana e região.

TH - Como citei anteriormente, é bastante desafiador lidar com essa atividade. Posso dizer

CRN-5 – Como avalia as Residências em Nu-

que foi o maior desafio profissional que assumi

trição oferecidas atualmente? (Desafios e Pers-

até o momento. Encontro-me nessa coordena-

pectivas)

ção há cerca de dois anos, quando desenhamos a Nutrição Clínica como o novo Núcleo a com-

TH - As residências atuais em Nutrição, em sua

por a Residência Multiprofissional da UNEB. O

maioria, são bastante recentes, encontrando-

primeiro ano foi bastante desgastante físico e

se portanto em um processo de construção e

emocionalmente, pelo fato de estarmos cons-

amadurecimento. A cada ano existe um apren-

truindo tudo, começando praticamente do zero.

dizado adquirido pela vivência, pelos resultados

As coordenações gerais da Residência e dos de-

de ações tomadas, por mudanças de estratégias,

mais núcleos também estavam sendo substituí-

por transformações nos campos de atuação.

das, portanto todas nós estávamos nos famili-

Existe muito a avançar; a demanda por vagas

arizando com a estrutura prática e teórica da

nas Residências em Nutrição tem sido cada vez

Residência, ao passo que recebíamos uma nova

maior, o que sugere a possibilidade de amplia-

turma de profissionais-residentes. Entretanto,

ção nos próximos anos.

conto com uma ótima equipe de trabalho, o que inclui os colegas-parceiros da UNEB, os

Entretanto, o progresso tem se restringido

hospitais com quem realizamos parcerias e os

bastante por conta de algumas limitações. As

residentes. Posso dizer que, superados alguns

Residências sofrem com dificuldades geradas

desafios, e mantendo o processo de amadure-

pela falta de investimento financeiro. Em geral,

cimento a cada passo, tem sido emocionante e

apenas a bolsa do Residente é fornecida, e res-

recompensador ver os resultados de um traba-

ta às Universidades, com seu quadro reduzido

lho digno, fruto de intensa dedicação e realiza-

de profissionais, providenciar coordenadores,

do com muito amor.

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Espaço do Técnico

Interatividade marca evento comemorativo ao Dia do TND A interação entre Técnicos em Nutrição e Dietética (TNDs), estudantes do Curso Técnico e Conselho Regional de Nutricionistas da 5ª Região (Bahia e Sergipe) marcou o Ciclo de Palestras promovido pelo CRN-5 no dia 21 de Julho, na Faculdade Área 1, em Salvador, durante comemoração ao Dia do TND (27 de Junho). Além da apresentação das palestras e do coquetel de congraçamento da categoria, previstos na programação, conselheiros, fiscal e outros funcionários da autarquia tiveram a oportunidade de esclarecer dúvidas do público, além de incentivar os TNDs a lutarem pelo fortalecimento e valorização profissional através da criação de um sindicato próprio, ainda inexistente na Bahia. Os conselheiros Rita de Cássia Ferreira (CRN-5/ 1887), Carlene Brito (CRN-5/1157), Emerson Palmeira (CRN-5/1776), Márcia Magalhães (CRN-5/1513) e Flávia Martins (CRN-5/1225) prestigiaram o evento. Atuação em Restaurantes Após breve abertura feita pela Diretora do CRN-5, Rita de Cássia Ferreira, a Nutricionista e Professora Margaret Mendes (CRN-5/3222) ministrou a palestra “Atuação do Técnico no apoio às consultorias para restaurantes”. Em sua abordagem, ela destacou que os Técnicos em Nutrição precisam conhecer bem certos documentos, tais como o Código Sanitário do município onde irá atuar, além do Alvará Sanitário. “Este é necessário para o pleno funcionamento legal do estabelecimento de alimentação e nutrição, além de ser exigido nos processos licitatórios, empréstimos bancários e, sobretudo, para garantir a segurança do cliente”, destacou. Margaret pontuou que além de atentar para documentos obrigatórios, Técnicos que atuam em restaurantes devem auxiliar os Nutricionistas na garantia da desinsetização (controle a acompanhamento do serviço); limpeza do reservatório de água pelo menos a cada seis meses (RDC 216/64); análise regular da água utilizada para consumo humano; Atestado de Saúde Ocupacional (ASO);inspeção sanitária (estrutural e operacional); seleção de fornecedores; Manual de Boas Práticas a POP’s. “Lembrando que estes Manuais só podem ser elaborados pelo Nutricionista, mas este poderá contar com o importante apoio do Técnico tanto na sua elaboração quanto no acompanhamento do cumprimento das exigências apresentadas no Manual”, disse.

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Atuação na Nutrição Clínica

Ética na Profissão

“Competências do TND na área Clínica” foi o

Na última etapa do Ciclo de Palestras pro-

tema apresentado pela segunda palestrante,

movido pelo CRN-5 o Técnico em Nutrição e

Nutricionista Cleide Rodrigues (CRN-5/3240).

Dietética e Bacharel em Direito, Joel Santana (T-

Após lembrar as diferenças entre Nutricionis-

0367), Assistente Administrativo do CRN-5, falou

tas e Técnicos em Nutrição e Dietética, a pro-

sobre o “Perfil traçado pelo Código de Ética do

fessora falou sobre as competências dos TNDs

TND”. Após traduzir termos jurídicos para facili-

apresentadas na Resolução CFN nº 312/2003 e,

tar a compreensão do público, o palestrante co-

em seguida, destacou as diferentes formas de

mentou alguns dos principais artigos do Código

atuação deste profissional especialmente na

de Ética, contextualizando-os para a realidade

nutrição clínica.

vivenciada pelos TNDs. “Nós, Técnicos, temos a obrigação de não apenas conhecer bem a

“Para colaborar com o Nutricionista nesta área,

legislação relacionada à nossa profissão, como

o TND precisa saber utilizar bem alguns instru-

devemos, continuamente, atualizar nossos co-

mentos: balança, fita inelástica, adipômetro

nhecimentos”, incentivou.

e formulários (anamnese, inquéritos alimentares, dentre outros). Se ele estiver preparado

Joel Santana destacou que, conforme o Código

para ministrar palestras para o público na sala

de Ética da Profissão, todo Técnico em Nutrição

de espera, por exemplo, melhor ainda. Será um

deve estar preparado para “opinar em assun-

diferencial importante”, frisou. Conhecer medi-

tos básicos de alimentação e nutrição (…)”, “(…)

das antropométricas, equipamentos e técnicas

poderá participar de pesquisas relacionadas à

de pesagem também é fundamental. Antes de

sua área de atuação”, além de “(…) divulgar e

parabenizar os TNDs pelo seu Dia e finalizar sua

propagar os conhecimentos básicos de alimen-

apresentação, Cleide Rodrigues deixou uma

tação e nutrição, prestando esclarecimentos

mensagem sobre sucesso para o público.

com finalidade educativa e de interesse social”.

Ainda incentivando seus pares a ampliar a

Nós, Técnicos, temos a obrigação de não apenas conhecer bem a legislação relacionada à nossa profissão, como devemos, continuamente, atualizar nossos conhecimentos. Joel Santana (T-0367) 28

busca pelo conhecimento, Joel Santana faloulhes sobre a necessidade de “pautarem sua atuação profissional na análise crítica da realidade política, social e econômica do país”. Embora o destaque da última palestra tenha sido para o perfil “difusor de conhecimento” apresentado no Código de Ética do TND, outros perfis também foram expostos pelo TND: honestidade, gentileza, prudência, respeito e justiça. “Além de trabalhar pautados nesses valores, devemos colaborar com a fiscalização da profissão e inspirar confiança se quisermos ampliar nossa visibilidade profissional e ter o reconhecimento do mercado de trabalho”, finalizou, não sem antes comentar a importância da criação de um Sindicato dos TND na Bahia.


Ciclo de Palestras para Técnicos em Nutrição de Sergipe “Competências e Atuações do Técnico em Nutrição e Dietética” será o tema do Ciclo de Palestras que o CRN-5 promoverá no dia 6 de setembro na Faculdade Estácio de Sergipe (FASE), em Aracaju, das 8:30 às 12:30 horas. Para solicitar inscrição gratuita no evento, os TND devem enviar nome completo e número do CRN-5 para o e-mail sergipeatendimento@crn5.org.br. Estudantes do curso técnico, por sua vez, devem informar nome completo e nome da instituição onde estudam. Além disso, no dia do evento, os inscritos devem levar um pacote de fralda descartável para doação. As inscrições serão confirmadas pelo CRN-5 por e-mail.

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CRN-5 em Revista, nº 10  
CRN-5 em Revista, nº 10  
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