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6a CONSEGURO

Conferência Brasileira de Seguros Gerais, Previdência Privada e Vida, Saúde Suplementar e Capitalização

O que o futuro nos reserva? Quem será o consumidor de
 seguros em 2025? Quanto tempo ele viverá? Como protegerá seus bens materiais das catástrofes naturais
 cada vez mais frequentes?
 Para tentar responder a essas perguntas, a consultoria Princewaterhouse Coopers (PwC) elaborou a pesquisa “0 que o futuro nos reserva”, apresentado pelo líder global de seguros da PwC Advisory, Jamie Yoder, em sua palestra. A última década testemunhou mudanças sociais, tecnológicas, ambientais, econômicas e políticas profundas. Essas mudanças afetaram globalmente todos os setores da atividade

Realização

Conferência Brasileira de Seguros Gerais, Previdência Privada e Vida, Saúde Suplementar e Capitalização Centro de Convenções Brasil 21 Brasília - 22 e 23 de outubro de 2013

6 CONSEGURO a

Brasília, 22 de outubro de 2013

Jamie Yoder apresenta sua palestra, observado por Paulo Marraccini, Osvaldo do Nascimento, Marco Barros, Marco Antonio Rossi e Marcio Coriolano. O debate foi mediado pela jornalista Mara Luquet

seguradora. Em 2014, a quantidade de usuários de Internet móvel, estimada em 1,6 bilhão de pessoas, superará a de usuários de computadores de mesa. “Embora seja impossível prever o momento exato de tais mudanças na próxima década e como elas afetarão os diversos se-

tores da atividade seguradora, vemos cinco megatendências básicas nos fatores sociais, tecnológicos, econômicos e políticos que influenciarão os quatro setores-chave da área de seguros: seguros gerais, previdência e vida, saúde e capitalização”, diz Jamie Yoder. (veja box na pág. 3)

A avaliação dos presidentes da CNseg e das quatro Federações:

Marco Antonio Rossi (CNseg)

Márcio Coriolano (FenaSaúde)

Marco Barros (FenaCap)

Osvaldo do Nascimento (FenaPrevi)

Paulo Marraccini (FenSeg)

“Vou dormir mais preocupado diante de tantos desafios apresentados pela PwC. A tecnologia mudou demais as nossas vidas. O grande desafio está em como usar o banco de dados com as informações que as companhias têm dos clientes, para ofertar o produto certo, no canal certo e no momento certo. Sabemos que temos inúmeras oportunidades somente com a interação dos produtos.”

“A impressão que fica é como se estivéssemos diante de um filme de ação. Todas as mudanças afetam a área de saúde. O consumidor do futuro é mais exigente. O empoderamento do consumidor de saúde faz com que ele discuta os tratamentos recomendados com todos os fornecedores da cadeia. Isso fará com que ele tenha o domínio sobre as decisões da sua saúde.”

“Ao pensar em 2025 temos a convicção de que as seguradoras precisam estar conectadas com todas as megatendências apresentadas para se atualizem dia a dia. Principalmente conectadas com o consumidor. Precisamos aprender com as queixas do consumidor e ter uma resposta ágil, atitudes que ajudam a construir uma relação de confiança no longo prazo.”

“Em 2013, observamos que o consumidor está dominando o relacionamento com as empresas, que antes, determinavam o produto mais adequado. Agora, o consumidor é quem determina. Essa democratização e globalização dos hábitos de consumo estimularão a internacionalização das empresas. Temos de investir nesta nova abordagem dos produtos. De que forma o big data pode ajudar a criar novos produtos?”

“Minha maior preocupação com as cinco megatendências é: como podemos formar os nossos técnicos e executivos para interpretar todas essas mudanças nos cálculos? Temos de pensar nos investimentos que disponibilizaremos para a formação das pessoas que avaliam números e tendências comportamentais.”

Publicação da Superintendência de Comunicação da CNseg Produção: Via Texto Projeto gráfico: Maraca Design

O potencial de negócios do mercado segurador A importância do mercado segurador para o crescimento sustentável do Brasil e seu grande potencial de negócios foram opiniões unânimes entre os participantes da solenidade de abertura da 6ª Conseguro, promovida pela CNseg. O evento discute as oportunidades e desafios para o mercado em 2025. Marco Antonio Rossi, presidente da CNseg, disse que a escolha do tema se deve à agilidade das mudanças que o mundo atravessa. “Vivemos um período de grande transformação na última década e os debates pretendem transformar os desafios em novas oportunidades para os próximos 12 anos. Afinal, só depende de nós.” Para o diretor de Desenvolvimento do Ministério das Cidades, Carlos Antonio Fernandes, o setor tem muito a contribuir para o desenvolvimento das cidades, por meio do seguro garantia. “É um instrumento que estimula investimentos nos projetos que modernizarão as cidades para que elas acompanhem o avanço do Brasil”. Bruno Sobral, representante da Agência Nacional de Saúde, disse que o futuro precisa

ser discutido constantemente, pois a população brasileira envelhece mais a cada dia. “É preciso criar produtos financeiros que ajudem os idosos a chegarem em 2025 com proteção e promoção da saúde”. O secretário executivo do Ministério da Fazenda, Diogo Oliveira, disse que o governo tem buscado contribuir com o setor, com normas estáveis e segurança jurídica. “São mudanças relevantes que ajudarão o setor a ultrapassar suas projeções para 2025.” Representando o presidente do Senado Federal, Renan Calheiros, o senador Francisco Dornelles defendeu o seguro garantia como único caminho para agilizar as obras públicas e afirmou: “O seguros é o setor que tem o maior potencial de crescimento na economia brasileira”. Também participaram da solenidade de abertura o superintendente Luciano Portal, da Susep, o deputado Armando Vergilio, presidente da Fenacor, e os presidentes das Federações da CNseg: Márcio Coriolano (FenaSaúde), Marco Barros (FenaCap) e Paulo Marraccini (FenSeg).

Marco Antonio Rossi, presidente da CNseg

Reciclagem de peças de veículos deve entrar em vigor em 2014 Página 2

A experiência do Reino Unido em produtos de vida e de previdência Página 3

O que o futuro nos reserva? As megatendências do setor de seguros Págin3 e 4


6a CONSEGURO

Conferência Brasileira de Seguros Gerais, Previdência Privada e Vida, Saúde Suplementar e Capitalização

Brasil precisa retornar à rota de crescimento

Megatendências para o mercado mundial de seguros

A primeira palestra do dia reuniu três diferentes pensamentos para debater o tema “Brasil em 2015 – um pensamento estratégico”, que discutiu alternativas para que o país possa continuar trilhando o caminho do crescimento. O ministro do Supremo Tribunal Federal, Luis Roberto Barroso – após elencar disfunções históricas: patrimonialismo, oficialismo e autoritarismo –, afirmou que a cultura brasileira associa o sucesso empresarial exclusivamente a coisas ruins, como fraudes e corrupção. “Está provado que a iniciativa privada é melhor geradora de riqueza que a empresa estatal, que deveria focar suas ações na arrecadação justa e no amparo social”, sugeriu. Para Armínio Fraga, sócio-fundador da Gávea Investimentos e ex-presidente do Banco Central (1999/2003), o Brasil terá muito trabalho para se colocar novamente numa rota de crescimento e

de riqueza. “Estamos adotando alguns modelos errados, de políticas que não deram certo em outros governos”, avaliou. Segundo ele, nos últimos anos, o Brasil cresceu focado no consumo, mas, a partir de 2006, a economia se tornou mais protecionista, com uma estratégia de integração voltada para o terceiro mundo, com foco em políticas de subsídio. O historiador e sociólogo Bolívar Lamonier se disse otimista em relação à história da política brasileira, mas criticou a falta de investimento em educação. “Com a disponibilização do crédito e o aumento da renda, uma nova parcela da população passou a consumir mais, mas o nível educacional desta parcela da população é aterrorizantemente baixo”, concluiu.

O futuro é agora! Dois vídeos institucionais apresentados na abertura deram o tom das discussões do evento. Tudo vai mudar, frisou a atriz Fernanda Montenegro, no primeiro vídeo. “O futuro se faz com ações presentes, e 2025 é agora”, afirmou. No outro vídeo, a plateia conheceu as projeções sobre as oportunidades de negócios para a indústria brasileira de seguros em 2025. ➜ O mercado pode representar 7% do PIB brasileiro, com um volume de R$ 11,1 trilhões. No ano passado, representava 6%. ➜ O crescimento médio anual no período será de 1,8% acima do PIB. ➜ A arrecadação pode chegar à R$ 768 bilhões, um crescimento anual médio de

Reciclagem de peças de automóveis

A atriz Fernanda Montenegro: “tudo vai mudar”

17% no período. Em 2012, foram R$ 253 bilhões. ➜ A arrecadação anual do setor de saúde suplementar deverá alcançar R$ 215,5 bilhões. No ano passado foi de R$ 95,9 bilhões. ➜ A saúde suplementar deverá pagar R$ 185 bilhões de indenizações, contra R$ 80 bilhões do ano passado. ➜ Estima-se que haverá 16 milhões de residências seguradas. Hoje são 12 milhões.

Social: uma mudança de equilíbrio que favorece os consumidores, fortalecidos pelo grande poder de comunicação com a democratização da informação gerada pela explosão das mídias sociais.

Luis Roberto Barroso, Armínio Fraga e Bolívar Lamonier, no debate mediado pela jornalista Mara Luquet

➜ O segmento de previdência e vida pagará R$ 27 bilhões em indenizações. No ano passado, foram R$ 12 bilhões. ➜ Os resgates em capitalização devem chegar a R$ 36 bilhões, mais do que o triplo observado de 2012, R$ 11 bilhões. ➜ O Brasil poderá ser a

5ª maior economia

do mundo, à frente de Alemanha, Reino Unido e França. Atualmente, ocupa a 7ª posição.

A reutilização de peças automotivas deve entrar em vigor em 2014, segundo afirmou Paulo Marraccini, presidente da FenSeg, mediador da palestra “Desmontagem de Veículos”. O setor se prepara para atuar com a reciclagem de peças assim que a Lei dos Desmanches (23/2011) for aprovada. “Queremos trazer a experiência argentina para o Brasil”, afirmou. O projeto que cria regras para o desmanche de veículos foi aprovado na Câmara, em junho. Fabian Pons, do Cesvi Argentina, disse que a experiência em seu país reduziu em 50% os roubos e furtos de veículos, além de aumentar a base de carros segurados. Hoje a Cesvi fatura US$ 5 milhões anuais com a reciclagem de peças. Francisco Gaetani, do Ministério do Meio Ambiente, disse que acredita na parceria com o setor privado para ajudar a reduzir os impactos ao meio ambiente.

Leopoldo Barreto (SulAmérica), Cláudio Sanches (Itaú Unibanco), Osvaldo do Nascimento (FenaPrevi), Edson Luis Franco (Zurich) e Ricardo Aguida Geraldes (Bradesco) assistem à palestra de Simon Godsave.

A experiência do Reino Unido em previdência O forte impacto do envelhecimento e do aumento da longevidade da população no Reino Unido, à semelhança do Brasil, faz com que um número cada vez menor de pessoas mais jovens arque com os recursos destinados aos mais velhos, parcela cada vez maior de indivíduos. Lá, porém, a entrada da mão de obra de outros países da Comunidade Europeia no mercado de trabalho vem ajudando a minimizar o problema – o que não ocorre por aqui. As informações foram dadas na palestra “A experiência de suitibility” no Reino Unido no processo de estruturação e comercialização de produtos de vida e previdência, por Simon Godsave, executivo sênior da Divisão de Compliance da Zurich Insurance Group. “Quem pretende se aposentar hoje em dia precisa poupar muito mais. Muitas pessoas não guardam recursos suficientes para garantir o futuro. Acredito que isso se aplique também ao Brasil”. Para ajudar a reduzir os desequilíbrios em relação aos fundos de pensão, cabe aos empregadores elaborar melhor os esquemas dos fundos de pensão para seus funcionários, de modo a evitar a dependência do estado na aposentadoria. E quando se fala de estado, o governo

Simon Godsave: é preciso evitar a dependência do estado na aposentadoria

do Reino Unido também tem um papel fundamental nessa questão. A começar pelos gastos que chegam a até 1,6 bilhão de libras anualmente no financiamento das aposentadorias do funcionalismo público. Na busca por minimizar o problema, o governo inglês tem procurado reduzir os encargos para estimular o aumento da poupança, além de empreender diversas outras iniciativas, como o fornecimento de uma série de opções de investimentos para os fundos de pensão, alguns mais arriscados e outros menos, adaptando-se melhor ao perfil de cada investidor.

Tecnológica: os avanços farão surgir softwares e hardwares que transformam os "grandes dados" em conhecimentos utilizáveis. Essa tendência afetará o segmento de bens, de acidentes, de vida e previdência, pois a informação consolidada dos hábitos ajudará a inovar produtos e serviços com base nas necessidades dos clientes. Clima: a severidade e a frequência de eventos catastróficos fariam surgir modelos de risco e estruturas de compartilhamento de risco mais sofisticados para solucionar esses eventos. Entre 1990 e 2009, furacões e tempestades tropicais foram responsáveis por 45,2% das perdas totais com catástrofes. Econômico: o aumento do poder político e econômico dos mercados emergentes também deve provocar alterações no mercado segurador mundial. O Brasil integra essa lista, de acordo com o estudo da PwC. Os países emergentes do BRIC (Brasil, Rússia, Índia e China) no PIB global vêm aumentando nos últimos 20 anos. Enquanto os prêmios de seguros como um todo caíram 1,9% nos países desenvolvidos, aumentaram 7,1% nas economias em desenvolvimento. Político: a harmonização e a padronização do mercado segurador, motivada por um maior diálogo entre autoridades regulamentadoras americanas e europeias e de mercados emergentes, podem criar uma maior padronização de produtos e contratos de seguro. O aspecto negativo é que os países emergentes poderão impedir a entrada de participantes de mercados desenvolvidos ou limitar suas atividades.


6a CONSEGURO

Conferência Brasileira de Seguros Gerais, Previdência Privada e Vida, Saúde Suplementar e Capitalização

Brasil precisa retornar à rota de crescimento

Megatendências para o mercado mundial de seguros

A primeira palestra do dia reuniu três diferentes pensamentos para debater o tema “Brasil em 2015 – um pensamento estratégico”, que discutiu alternativas para que o país possa continuar trilhando o caminho do crescimento. O ministro do Supremo Tribunal Federal, Luis Roberto Barroso – após elencar disfunções históricas: patrimonialismo, oficialismo e autoritarismo –, afirmou que a cultura brasileira associa o sucesso empresarial exclusivamente a coisas ruins, como fraudes e corrupção. “Está provado que a iniciativa privada é melhor geradora de riqueza que a empresa estatal, que deveria focar suas ações na arrecadação justa e no amparo social”, sugeriu. Para Armínio Fraga, sócio-fundador da Gávea Investimentos e ex-presidente do Banco Central (1999/2003), o Brasil terá muito trabalho para se colocar novamente numa rota de crescimento e

de riqueza. “Estamos adotando alguns modelos errados, de políticas que não deram certo em outros governos”, avaliou. Segundo ele, nos últimos anos, o Brasil cresceu focado no consumo, mas, a partir de 2006, a economia se tornou mais protecionista, com uma estratégia de integração voltada para o terceiro mundo, com foco em políticas de subsídio. O historiador e sociólogo Bolívar Lamonier se disse otimista em relação à história da política brasileira, mas criticou a falta de investimento em educação. “Com a disponibilização do crédito e o aumento da renda, uma nova parcela da população passou a consumir mais, mas o nível educacional desta parcela da população é aterrorizantemente baixo”, concluiu.

O futuro é agora! Dois vídeos institucionais apresentados na abertura deram o tom das discussões do evento. Tudo vai mudar, frisou a atriz Fernanda Montenegro, no primeiro vídeo. “O futuro se faz com ações presentes, e 2025 é agora”, afirmou. No outro vídeo, a plateia conheceu as projeções sobre as oportunidades de negócios para a indústria brasileira de seguros em 2025. ➜ O mercado pode representar 7% do PIB brasileiro, com um volume de R$ 11,1 trilhões. No ano passado, representava 6%. ➜ O crescimento médio anual no período será de 1,8% acima do PIB. ➜ A arrecadação pode chegar à R$ 768 bilhões, um crescimento anual médio de

Reciclagem de peças de automóveis

A atriz Fernanda Montenegro: “tudo vai mudar”

17% no período. Em 2012, foram R$ 253 bilhões. ➜ A arrecadação anual do setor de saúde suplementar deverá alcançar R$ 215,5 bilhões. No ano passado foi de R$ 95,9 bilhões. ➜ A saúde suplementar deverá pagar R$ 185 bilhões de indenizações, contra R$ 80 bilhões do ano passado. ➜ Estima-se que haverá 16 milhões de residências seguradas. Hoje são 12 milhões.

Social: uma mudança de equilíbrio que favorece os consumidores, fortalecidos pelo grande poder de comunicação com a democratização da informação gerada pela explosão das mídias sociais.

Luis Roberto Barroso, Armínio Fraga e Bolívar Lamonier, no debate mediado pela jornalista Mara Luquet

➜ O segmento de previdência e vida pagará R$ 27 bilhões em indenizações. No ano passado, foram R$ 12 bilhões. ➜ Os resgates em capitalização devem chegar a R$ 36 bilhões, mais do que o triplo observado de 2012, R$ 11 bilhões. ➜ O Brasil poderá ser a

5ª maior economia

do mundo, à frente de Alemanha, Reino Unido e França. Atualmente, ocupa a 7ª posição.

A reutilização de peças automotivas deve entrar em vigor em 2014, segundo afirmou Paulo Marraccini, presidente da FenSeg, mediador da palestra “Desmontagem de Veículos”. O setor se prepara para atuar com a reciclagem de peças assim que a Lei dos Desmanches (23/2011) for aprovada. “Queremos trazer a experiência argentina para o Brasil”, afirmou. O projeto que cria regras para o desmanche de veículos foi aprovado na Câmara, em junho. Fabian Pons, do Cesvi Argentina, disse que a experiência em seu país reduziu em 50% os roubos e furtos de veículos, além de aumentar a base de carros segurados. Hoje a Cesvi fatura US$ 5 milhões anuais com a reciclagem de peças. Francisco Gaetani, do Ministério do Meio Ambiente, disse que acredita na parceria com o setor privado para ajudar a reduzir os impactos ao meio ambiente.

Leopoldo Barreto (SulAmérica), Cláudio Sanches (Itaú Unibanco), Osvaldo do Nascimento (FenaPrevi), Edson Luis Franco (Zurich) e Ricardo Aguida Geraldes (Bradesco) assistem à palestra de Simon Godsave.

A experiência do Reino Unido em previdência O forte impacto do envelhecimento e do aumento da longevidade da população no Reino Unido, à semelhança do Brasil, faz com que um número cada vez menor de pessoas mais jovens arque com os recursos destinados aos mais velhos, parcela cada vez maior de indivíduos. Lá, porém, a entrada da mão de obra de outros países da Comunidade Europeia no mercado de trabalho vem ajudando a minimizar o problema – o que não ocorre por aqui. As informações foram dadas na palestra “A experiência de suitibility” no Reino Unido no processo de estruturação e comercialização de produtos de vida e previdência, por Simon Godsave, executivo sênior da Divisão de Compliance da Zurich Insurance Group. “Quem pretende se aposentar hoje em dia precisa poupar muito mais. Muitas pessoas não guardam recursos suficientes para garantir o futuro. Acredito que isso se aplique também ao Brasil”. Para ajudar a reduzir os desequilíbrios em relação aos fundos de pensão, cabe aos empregadores elaborar melhor os esquemas dos fundos de pensão para seus funcionários, de modo a evitar a dependência do estado na aposentadoria. E quando se fala de estado, o governo

Simon Godsave: é preciso evitar a dependência do estado na aposentadoria

do Reino Unido também tem um papel fundamental nessa questão. A começar pelos gastos que chegam a até 1,6 bilhão de libras anualmente no financiamento das aposentadorias do funcionalismo público. Na busca por minimizar o problema, o governo inglês tem procurado reduzir os encargos para estimular o aumento da poupança, além de empreender diversas outras iniciativas, como o fornecimento de uma série de opções de investimentos para os fundos de pensão, alguns mais arriscados e outros menos, adaptando-se melhor ao perfil de cada investidor.

Tecnológica: os avanços farão surgir softwares e hardwares que transformam os "grandes dados" em conhecimentos utilizáveis. Essa tendência afetará o segmento de bens, de acidentes, de vida e previdência, pois a informação consolidada dos hábitos ajudará a inovar produtos e serviços com base nas necessidades dos clientes. Clima: a severidade e a frequência de eventos catastróficos fariam surgir modelos de risco e estruturas de compartilhamento de risco mais sofisticados para solucionar esses eventos. Entre 1990 e 2009, furacões e tempestades tropicais foram responsáveis por 45,2% das perdas totais com catástrofes. Econômico: o aumento do poder político e econômico dos mercados emergentes também deve provocar alterações no mercado segurador mundial. O Brasil integra essa lista, de acordo com o estudo da PwC. Os países emergentes do BRIC (Brasil, Rússia, Índia e China) no PIB global vêm aumentando nos últimos 20 anos. Enquanto os prêmios de seguros como um todo caíram 1,9% nos países desenvolvidos, aumentaram 7,1% nas economias em desenvolvimento. Político: a harmonização e a padronização do mercado segurador, motivada por um maior diálogo entre autoridades regulamentadoras americanas e europeias e de mercados emergentes, podem criar uma maior padronização de produtos e contratos de seguro. O aspecto negativo é que os países emergentes poderão impedir a entrada de participantes de mercados desenvolvidos ou limitar suas atividades.


6a CONSEGURO

Conferência Brasileira de Seguros Gerais, Previdência Privada e Vida, Saúde Suplementar e Capitalização

O que o futuro nos reserva? Quem será o consumidor de
 seguros em 2025? Quanto tempo ele viverá? Como protegerá seus bens materiais das catástrofes naturais
 cada vez mais frequentes?
 Para tentar responder a essas perguntas, a consultoria Princewaterhouse Coopers (PwC) elaborou a pesquisa “0 que o futuro nos reserva”, apresentado pelo líder global de seguros da PwC Advisory, Jamie Yoder, em sua palestra. A última década testemunhou mudanças sociais, tecnológicas, ambientais, econômicas e políticas profundas. Essas mudanças afetaram globalmente todos os setores da atividade

Realização

Conferência Brasileira de Seguros Gerais, Previdência Privada e Vida, Saúde Suplementar e Capitalização Centro de Convenções Brasil 21 Brasília - 22 e 23 de outubro de 2013

6 CONSEGURO a

Brasília, 22 de outubro de 2013

Jamie Yoder apresenta sua palestra, observado por Paulo Marraccini, Osvaldo do Nascimento, Marco Barros, Marco Antonio Rossi e Marcio Coriolano. O debate foi mediado pela jornalista Mara Luquet

seguradora. Em 2014, a quantidade de usuários de Internet móvel, estimada em 1,6 bilhão de pessoas, superará a de usuários de computadores de mesa. “Embora seja impossível prever o momento exato de tais mudanças na próxima década e como elas afetarão os diversos se-

tores da atividade seguradora, vemos cinco megatendências básicas nos fatores sociais, tecnológicos, econômicos e políticos que influenciarão os quatro setores-chave da área de seguros: seguros gerais, previdência e vida, saúde e capitalização”, diz Jamie Yoder. (veja box na pág. 3)

A avaliação dos presidentes da CNseg e das quatro Federações:

Marco Antonio Rossi (CNseg)

Márcio Coriolano (FenaSaúde)

Marco Barros (FenaCap)

Osvaldo do Nascimento (FenaPrevi)

Paulo Marraccini (FenSeg)

“Vou dormir mais preocupado diante de tantos desafios apresentados pela PwC. A tecnologia mudou demais as nossas vidas. O grande desafio está em como usar o banco de dados com as informações que as companhias têm dos clientes, para ofertar o produto certo, no canal certo e no momento certo. Sabemos que temos inúmeras oportunidades somente com a interação dos produtos.”

“A impressão que fica é como se estivéssemos diante de um filme de ação. Todas as mudanças afetam a área de saúde. O consumidor do futuro é mais exigente. O empoderamento do consumidor de saúde faz com que ele discuta os tratamentos recomendados com todos os fornecedores da cadeia. Isso fará com que ele tenha o domínio sobre as decisões da sua saúde.”

“Ao pensar em 2025 temos a convicção de que as seguradoras precisam estar conectadas com todas as megatendências apresentadas para se atualizem dia a dia. Principalmente conectadas com o consumidor. Precisamos aprender com as queixas do consumidor e ter uma resposta ágil, atitudes que ajudam a construir uma relação de confiança no longo prazo.”

“Em 2013, observamos que o consumidor está dominando o relacionamento com as empresas, que antes, determinavam o produto mais adequado. Agora, o consumidor é quem determina. Essa democratização e globalização dos hábitos de consumo estimularão a internacionalização das empresas. Temos de investir nesta nova abordagem dos produtos. De que forma o big data pode ajudar a criar novos produtos?”

“Minha maior preocupação com as cinco megatendências é: como podemos formar os nossos técnicos e executivos para interpretar todas essas mudanças nos cálculos? Temos de pensar nos investimentos que disponibilizaremos para a formação das pessoas que avaliam números e tendências comportamentais.”

Publicação da Superintendência de Comunicação da CNseg Produção: Via Texto Projeto gráfico: Maraca Design

O potencial de negócios do mercado segurador A importância do mercado segurador para o crescimento sustentável do Brasil e seu grande potencial de negócios foram opiniões unânimes entre os participantes da solenidade de abertura da 6ª Conseguro, promovida pela CNseg. O evento discute as oportunidades e desafios para o mercado em 2025. Marco Antonio Rossi, presidente da CNseg, disse que a escolha do tema se deve à agilidade das mudanças que o mundo atravessa. “Vivemos um período de grande transformação na última década e os debates pretendem transformar os desafios em novas oportunidades para os próximos 12 anos. Afinal, só depende de nós.” Para o diretor de Desenvolvimento do Ministério das Cidades, Carlos Antonio Fernandes, o setor tem muito a contribuir para o desenvolvimento das cidades, por meio do seguro garantia. “É um instrumento que estimula investimentos nos projetos que modernizarão as cidades para que elas acompanhem o avanço do Brasil”. Bruno Sobral, representante da Agência Nacional de Saúde, disse que o futuro precisa

ser discutido constantemente, pois a população brasileira envelhece mais a cada dia. “É preciso criar produtos financeiros que ajudem os idosos a chegarem em 2025 com proteção e promoção da saúde”. O secretário executivo do Ministério da Fazenda, Diogo Oliveira, disse que o governo tem buscado contribuir com o setor, com normas estáveis e segurança jurídica. “São mudanças relevantes que ajudarão o setor a ultrapassar suas projeções para 2025.” Representando o presidente do Senado Federal, Renan Calheiros, o senador Francisco Dornelles defendeu o seguro garantia como único caminho para agilizar as obras públicas e afirmou: “O seguros é o setor que tem o maior potencial de crescimento na economia brasileira”. Também participaram da solenidade de abertura o superintendente Luciano Portal, da Susep, o deputado Armando Vergilio, presidente da Fenacor, e os presidentes das Federações da CNseg: Márcio Coriolano (FenaSaúde), Marco Barros (FenaCap) e Paulo Marraccini (FenSeg).

Marco Antonio Rossi, presidente da CNseg

Reciclagem de peças de veículos deve entrar em vigor em 2014 Página 2

A experiência do Reino Unido em produtos de vida e de previdência Página 3

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Newsletter 6ª Conseguro 1º dia  

Newsletter do 1º dia de um dos maiores eventos do mercado segurador, que acontece em Brasília, nos dias 22 e 23 de outubro.