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Ano 1

Nº 11 Dezembro 2013 ISSN 2318-0145

CARLOS WIZARD

O professor de R$ 1,7 bilhão Dono da maior rede de escolas de idiomas do mundo, professor ajudou na formação de mais de 100 milionários

Contorno Rodoviário

Receitas tentadoras

Etiqueta na academia

Manhuaçu torce para sonho sair do papel

Lucas Peloso traz sugestões deliciosas de Natal

Conheça dicas pra não fazer feio na malhação


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Conheça nossos

Colaboradores

ADRIANA PORTUGAL

BIANCO CUNHA

CLORES LAGE

INOCÊNCIO MAGELA

JANAÍNA DEPINÉ

JOÃO PAULO DE OLIVEIRA

Adriana Portugal é graduada em Direito pela Faculdade Milton Campos, pós-graduada em Direito do Trabalho pelo Unicentro Newton Paiva, presidente do Grupo da Fraternidade Martha Figner e conselheira do Instituto Nosso Lar.

Bianco Cunha é formado em Comunicação Social pela UFJF e é pós-graduado em Marketing. Tem experiência de trabalho na Rússia e atualmente trabalha na Orquestra Sinfônica Brasileira.

Artista notável nos mais variados campos de expressão. É pintora, escultora, escritora, documentarista, cineasta, inventora. Clores é plural.

Formado em Filosofia pelo Seminário São José e em Pedagogia pela UFMG. É diretor da empresa Dialétika e coordenador técnico de cursos de capacitação do Sicoob em 8 estados.

Jornalista, especialista em Comunicação Empresarial e mestre em Ensino Superior. Consultora de etiqueta há uma década, ministra cursos e palestras e é autora do site elegantesempre. com.br

Formado em Comunicação Social, com habilitação em Publicidade e Propaganda pela Univale. Especializado em Redação Publicitária pelo Ateliê das Letras. Redator na agência Óbvio Comunicação. Gamer que quer ser pai em breve.

JOSÉ FRANCISCO

JULIANA TEDESCO

LAURO MORAES

LUCAS PELOSO

LUIZ GUSTAVO (BILÓ)

TAINÁ COSTA

Mestre em Direito pela UGF/RJ, especialista em Direito Empresarial e em Gestão Estratégica de Cooperativas. Professor Universitário.

Jornalista valadarense, radicada nos EUA há 12 anos. Formada pela Boston University como tradutora e intérprete em 2009, é proprietária da empresa Mass Translations.

Jornalista e especialista em Políticas Públicas pela Univale. Mestre em Cultura e Turismo pela Universidade Estadual de Santa Cruz, acumula passagens por três afiliadas Rede Globo. É professor em cursos de Comunicação desde 2005.

Graduado em Gastronomia pela Estácio de Sá, Lucas Del Peloso já chefiou grandes empresas como o Grupo Porcão e o La Isla. Atualmente esta à frente das criações do Restaurante Villa Roberti, em BH.

Repórter especial da Rede Record. Foi locutor de rádio nos EUA, editor-chefe do jornal Hoje em Dia e repórter da Rede Globo. Ganhador do Prêmio Ayrton Senna e Imprensa Embratel.

Formada em Comunicação Social pela UFJF. Cursou parte da graduação na Universidad de Salamanca, na Espanha. Hoje coordena o Marketing na BRMALLS e cursa Marketing no Coppead – UFRJ.

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Índice

Editorial A

inda é de se espantar lembrarmos que foi há apenas 125 anos a sanção imperial que deu fim no Brasil ao regime escravocrata. Embora o símbolo histórico da abolição ainda hoje seja a conhecida Lei Áurea, assinada em 1888 por Dona Isabel – a princesa que, naquele momento, encarnava o papel de autoridade máxima do país –, a verdade é que a mobilização popular pela libertação dos negros escravizados teve início muitos anos antes, ainda na primeira metade do mesmo século 19. Na Câmara Geral, como era chamada a Câmara dos Deputados na época, havia deputados gerais defensores da manutenção dos escravos, outros contra, e ainda um terceiro grupo favorável à emancipação dos negros, desde que fosse de forma gradativa, para não prejudicar o sistema econômico das lavouras, como temiam os fazendeiros. Nas palavras do deputado geral Pedro Luís, três dias antes da assinatura da Lei Áurea, para argumentar contra o fim do regime, tem-se ideia das aberrações ditas naqueles dias por alguns dos parlamentares do Império: “Molinaire diz que, em geral, o trabalho do liberto é um terço menos produtivo que o trabalho do escravo, sendo necessários dez libertos para os serviços que eram feitos por sete escravos. Dá as razões deste fato e conclui que, na melhor das hipóteses, continuando os libertos todos nos estabelecimentos rurais, teremos uma diferença de 1/3 para menos na produção! Voltando aos dias atuais, as práticas de preconceito racial vão dando maus exemplos de que ainda estão longe do fim. E por uma razão simples: a consciência de que brancos e negros são iguais é uma concepção incrivelmente nova, ainda pouco enraizada e aceita, até mesmo nas sociedades mais avançadas. Tão desconcertante quanto os fatos que contam sobre a nossa Lei Áurea é o Apartheid, regime que vigorou como se fosse cláusula pétrea na África do Sul entre 1948 e meados dos anos 90 – apenas 20 anos atrás! O país multirracial discriminou as misturas: a habitação, a saúde, a educação e outros serviços públicos

conceito Um novo contexto em notícias

Revista Conceito Ltda. CNPJ: 16.671.290/0001-35 Endereço: Rua Olegário Maciel, 569 Esplanada - CEP: 35010-200 Governador Valadares-MG Site: www.conceitorevista.com Email: contato@conceitorevista.com Telefone: (33) 9989-4092 / 9968-7171 As opiniões emitidas pelos colaboradores no conteúdo desta revista são de inteira responsabilidade dos autores.

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eram separados para brancos – de origens britânica e holandesa – e negros. Nos ônibus, havia cadeiras específicas destinadas aos negros, enquanto as demais eram de uso restrito aos brancos. Hospitais e escolas foram erguidos com exclusividade para cada raça, sendo os serviços bastante inferiores para os negros. Por isso, talvez os fatos históricos, em seus panos de fundo, valorizem e elucidem ainda mais, para todo o sempre, o que foi Nelson Mandela para a humanidade. Sua biografia, riquíssima, não será capaz de explicar toda a mudança que suas ações provocaram. Transcenderam do próprio espírito de Mandela todas as reconjunturas pelas quais lutou. Das suas mãos surgiu uma nova forma de o mundo enxergar não a República da África do Sul, mas toda a África, com suas divisões sociais, regimes escravocratas, miséria e governos corruptos. O homem que lançou uma luz ao continente negro nos últimos 50 anos morreu no último dia 5 de dezembro. Mas não o marco, a história, o nome. Este, definitivamente, já entrou para o rol de Mahatma Gandhi, Martin Luther King, Madre Teresa de Calcutá e de outros poucos. Estes, reconhecidamente, transformaram todo o mundo.

DIRETORIA Diretor-presidente Getúlio Miranda Diretoria Executiva Dileymárcio de Carvalho – MG-6697JP Sonia Augusta Miranda - MTb MG-18526

CHARGE

Lucas Peloso traz receitas fáceis e deliciosas para a ceia de Natal

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Pessoas invisíveis: você já se deu conta de que elas existem?

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Seus problemas te perturbam? Conheça a história de Nick Vujicic

Correspondente em Manhuaçu Lauro Moraes - MG 10184 JP FOTOGRAFIA Wellington Sarmento- Manhuaçu EDITORIA DE ARTE

REDAÇÃO

Diagramação Andressa Tameirão – MTb-MG-14994

Jornalista Responsável André Manteufel – MTb MG-10456

Designer Gráfico Carlos Faria

Correspondente em Caratinga Eduardo Fraga

Projeto Gráfico Andressa Tameirão

IMPRESSÃO Gráfica Del Rey - Belo Horizonte-MG TIRAGEM 3.000 exemplares Periodicidade bimestral

Contato Comercial: Valadares - Sonia: (33) 9968.7171 Manhuaçu - S. J. de Moraes: (33) 9902-7978 Caratinga: (33) 9954-0297

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Manhuaçu clama por nova rodovia no perímetro urbano

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COM A PALAVRA ENTREVISTA

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TAINÁ COSTA

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INOCÊNCIO MAGELA

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JOÃO PAULO

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GLAMOUR

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FRANCISCO COSTA JÚNIOR

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LUIZ GUSTAVO (BILÓ)

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ADRIANA PORTUGAL

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BIANCO CUNHA

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CLORES LAGE

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COLUNA SOCIAL MANHUAÇU

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APAE CARATINGA

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JANAÍNA DEPINÉ

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COLUNA SOCIAL CARATINGA

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com a palavra

bon vivant

Ceia de

Natal

Por Guilherme L. de Almeida E-mail: guilherme@faculdadedofuturo.edu.br

É possível saber

o que pode dar certo? Um certo dia, estava dirigindo para o trabalho quando sem mais nem menos me lembrei de um refrão de uma música do Titãs: “Só quero saber do que pode dar certo. Não tenho tempo a perder”. Ao lembrar a música também percebi que nunca tinha parado para pensar sobre o refrão. Fiquei pensando: Como podemos saber afinal o que pode dar certo? Foi quando pensei uma coisa: não temos como saber o que vai dar ou o que pode dar certo. Nunca temos todas as informações disponíveis quando fazemos nossas escolhas. Há sempre uma dose de incerteza, de risco que precisamos assumir para tomarmos qualquer decisão na vida. Quantas “coisas certas” se revelam mais à frente equivocadas. Ou ainda, coisas que eram “certas”, mas com mudança de contextos deixaram de ser. Ou para piorar, algumas coisas que não tinham a menor chance de dar certo, com as tais mudanças de contextos (normalmente fatores que não controlamos) passam a ser uma grande escolha. Nesse sentido é muito difícil dizer o que pode dar certo, de uma forma mais taxativa. O que talvez essa parte da música queira nos dizer é que não devemos insistir em coisas que claramente não estão dando certo. Precisamos assim identificar se realmente existem essas coisas que não estão dando certo e que talvez estejamos insistindo inutilmente e perdendo nosso tempo. Essa talvez é a mensagem contida no refrão. Mas nesse ponto cabe mais uma reflexão: persistência, paciência, tolerância são essenciais em tudo e sem elas corremos o risco de jogar tudo pro alto ao primeiro dos contratempos, perante as primeiras dificuldades que surgem. É preciso ter discernimento entre a força que precisamos ter para superar dificuldades, desafios e barreiras. Não deve haver ilusão sobre isso. Tais dificuldades, volta e meia, estão presentes em nossas vidas. Em alguns casos até mesmo para o nosso crescimento. Ou ainda porque dificuldades simplesmente surgem. É justamente nesse ponto que é preciso saber o que vale a pena e o que não vale a pena. Quantas pessoas gastam uma vida inteira tentando uma coisa que nunca dá certo? Fecham os olhos para tudo que está à volta, para outras oportunidades que apareceram e

que nem sequer foram vistas, tamanha a obstinação. Perde-se uma vida inteira ou uma boa parte dela. Muitas coisas boas que poderiam acontecer ficam apenas no campo da potencialidade, do poder-fazer. Ao mesmo tempo, quantas coisas boas são jogadas fora por pura impaciência, por intolerância ao risco de as coisas não darem certo, por falta de persistência. Nesse campo também podemos perder grandes oportunidades e conquistas, ou dito de outra forma, podemos deixar de viver bons momentos e deixar de usufruir do fruto de nossas esforços. Na hora em que era precisa esperar, não esperamos, quando era preciso um pouco mais de paciência, não a temos e quando tínhamos que ter só um pouco mais de persistência, não somos capazes. Não é fácil saber o que vale a pena, é preciso avaliar o tamanho do ganho, ou o quanto desejamos aquilo que estamos buscando. Sabendo ainda que, em caso de demoradas lutas, não olhar para o lado ou não tentar coisas novas pode ser um grande erro, porque justamente podemos deixar de enxergar grandes oportunidades que estavam para nós e nem sequer fomos capazes de perceber. Certas repostas só vêm com o tempo. Quase sempre com uma certa dose de risco e incertezas. Além do fato de que para cada pessoa essa resposta guarda um significado próprio, particular. Aí voltamos à questão de que não é fácil saber discernir o que pode dar certo. E como diz a música, é verdade que não podemos perder tempo. E que tempo é esse? Cada um precisa buscar a sua resposta. Portanto a auto-reflexão, a busca da aprendizagem e do aperfeiçoamento, fé e uma boa dose de coragem para enfrentar os riscos certos ou para tomar as decisões que precisamos tomar talvez sejam nossos melhores recursos. Andar no escuro não é fácil, principalmente quando não conhecemos o caminho. O amanhã é como um dia escuro onde o sol ainda vai nascer. Guilherme Ligieri de Almeida é formado em Letras pela UFMG. Possui MBA em Gestão de Negócios e Gestão de Pessoas pela Fundação Dom Cabral. É diretor administrativo da Escola do Futuro e da Faculdade do Futuro em Manhuaçu-MG.

Por Lucas Peloso E-mail: lucasdelpeloso@hotmail.com

Estão chegando as festas de fim de ano, e é hora de começar a pensar na ceia de Natal. Na mesa os itens clássicos não podem faltar: castanhas, aves e frutas cristalizadas são imprescindíveis para dar todo o clima de comemoração que a data simboliza. Para os mais tradicionais, uma sugestão para o menu da noite é servir o Peru à Califórnia. Prato de origem norte-americana difundido em todo o mundo, no qual o peru, depois de assado, é fatiado e servido intercalado com figos, abacaxi e pêssegos em calda. Geralmente essa receita é acompanhada de farofa na manteiga com uvas passas e arroz com castanhas e damascos. Já para servir de sobremesa, faça ou encomende na padaria de preferência as tradicionais rabanadas, doce a base de pão muito apreciado e usado nas comemorações de fim de ano. Para os cozinheiros e cozinheiras que pretendem arriscar uma nova receita, a sugestão é se inspirar nessa edição especial de festas natalinas. É uma receita criativa e fácil, elaborada com ingredientes tipicamente utilizados no Natal e com um toque mais moderno e sofisticado. A dica é fugir do tradicional peru assado e preparar um risoto de peito de peru desfiado com peras, amêndoas laminadas e gorgonzola. Harmoniza muito bem com um vinho menos estruturado e mais novo, sem tanto tanino. Uma dica é escolher vinhos das uvas Carménère ou Syrah. Feliz Natal, Buon Appetito!!! Receitas:

Ingredientes: 01 lombo suíno de mais ou menos 1,5 kg 150 gramas de uva passas 200 gramas de ricota

1 cenoura 1 ramo de tomilho 10 pimentas do reino brancas 1 galho de alecrim 3 dentes de alho ½ cebola 3 folhas de louro 1 galho de salsão 1 colher de sopa de sal grosso

Para o confit: 1 kg de gordura de pato ou 1 litro de azeite extra virgem

Preparo: Em um bowl, misture as passas com a ricota e reserve. Abra o lom-

Involtine de lombinho confit recheado com uvas passas e ricota ao perfume de coulis de frutas vermelhas.

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binho com uma faca, formando um tapete. Tempere com sal e pimenta do reino a gosto. Com o auxílio de uma espátula, passe a mistura reservada sobre toda a superfície da carne. Enrole em seguida a carne formando um cilindro firme. Em seguida amarre a carne já enrolado com um barbante em quatro pontos para evitar que ela abra durante a cocção. Reserve. Em uma panela acrescente o azeite ou gordura de pato e os demais ingredientes picados grosseiramente, junto com o sal grosso. Leve ao fogo brando e quando a gordura estiver começando a esquentar acrescente o lombinho recheado. Mantenha a temperatura entre 80ºc e 90ºC, ou seja, sem ferver, por 1 hora e 15 minutos. (o óleo não pode esquentar para fritar. Confitar significa cozinhar a carne imersa em azeite ou gordura de pato, por isso deixe o fogo sempre no nível baixo). Em seguida retire a carne da mistura, espere esfriar e reserve na geladeira até a hora de servir. Para montar, retire o barbante e fatie bem fino. Disponha em uma louça e harmonize com coulis de frutas vermelhas. Para o coulis de frutas vermelhas: Ingredientes: 01 bandeja de morango limpo e picadinho 200 gramas de polpa de framboesa ou framboesa congelada. 01 copo de vinho tinto 150 ml de água 4 colheres de sopa de açúcar 1 colher de sopa de amido de milho Preparo: Junte todos os ingredientes em uma panela e leve ao fogo baixo por 30 minutos. Retire a espuma que for aparecendo na superfície durante o cozimento. Espere a calda esfriar e bata no liquidificador. Em seguida, coe a calda com o auxílio de uma peneira. Sirva a calda com o lombinho fatiado. Risoto de peito de peru desfiado, peras, amêndoas laminadas e gorgonzola

Ingredientes: 250 gramas de arroz arbóreo ou carnaroli 200 ml de vinho branco seco 600 gramas de peito de peru 1 cenoura cortada em rodelas 1 ramo de alecrim 1 cebola cortada em meia-lua 2 dentes de alho 2 folhas de louro 3 cravos 2 peras cortadas em cubinhos 50 gramas de manteiga 70 gramas de gorgonzola 30 gramas de amêndoas laminadas Sal e pimenta a gosto Preparo: Numa caçarola coloque o peito de peru, a cenoura, a cebola, o alho, o alecrim, o louro e o cravo. Acrescente 2 litros de água e leve ao fogo. Após levantar fervura, passar para o fogo brando e cozinhar por 30 minutos. Em seguida retirar o peito de peru do caldo, desfiar e temperar com sal e pimenta. Reserve. Coe o caldo do cozimento do peru e reserve também. Em uma caçarola quente acrescente 30g de manteiga, espere derreter e coloque o arroz. Tempere com um pouco de sal e pimenta. Mexa por 1 minuto e junte à mistura o vinho branco. Espere o vinho evaporar e vá colocando aos poucos de uma em uma concha do caldo de peru reservado. Cozinhe por 15 minutos, mexendo sempre e colocando mais caldo sempre que preciso. Após os 14 minutos, entre com o peru desfiado e a pera. Acrescente mais caldo se preciso e corrija o tempero. Cozinhe por mais 3 minutos e verifique novamente o sabor. Se já estiver no ponto desejada de cozimento, entre com a outra parte da manteiga e o queijo gorgonzola para dar cremosidade ao risoto. Mexa bem e certifique-se do sabor e textura. Retire do fogo e finalize salpicando as amêndoas laminadas.

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bola da vez

Carlos Wizard Martins Por André Manteufel Se alguém mencionasse que um certo professor de nome Carlos passa as noites dando aulas de inglês na própria sala de sua casa para complementar a renda, certamente poucos apostariam que, alguns anos depois, ele seria capaz de se tornar o dono de um império. Mas, pelo menos em se tratando de Carlos Wizard Martins, a história é real, e o tal império é nada menos do que a maior escola de língua estrangeira do mundo, a Wizard, com 50 mil funcionários, meio milhão de alunos e 3 mil unidades espalhadas pelo Brasil, EUA, Japão, México, Guatemala, Colômbia, China e alguns países da Europa. Até chegar ao posto de empresário de sucesso, a luta dele começou bem antes de fundar a escola, em 1987: aos 12 anos de idade, aprendeu a falar inglês com os missionários norte-americanos da igreja que ele já freqüentava – a Jesus Cristo dos Santos dos Últimos Dias. O aprendizado o fez alçar voos mais altos em pouco tempo. Com 17 anos, ousou desembarcar nos Estados Unidos com míseros US$ 100 dólares no bolso – o suficiente para viver até conseguir um emprego de garçom em Nova Jersey. Entre idas e vindas também pela Europa, Utah (EUA) e, claro, pelo Brasil, o curitibano de 57 anos aventurou-se pela busca de um novo método de ensino de idiomas. O bem-sucedido professor-empresário entra, agora, no rol dos entrevistados com exclusividade pela REVISTA CONCEITO, duas semanas antes de ele surpreender o mercado e vender o Grupo Multi à gigante Pearson por R$ 1,7 bilhão. Revista Conceito - Você contrariou todas as projeções de quem decide ser professor: Criou e, naturalmente, é dono de uma empresa avaliada em bilhões de reais. Como encara este fato? Carlos Wizard Martins - A sensação que tenho é de um sonho realizado. Quando iniciei a Wizard, em 1987, nunca imaginei nem planejei que um dia ela se tornaria a maior rede de ensino de idiomas do mundo, nem que seria o pontapé inicial para o maior grupo de franquias do país, o Grupo Multi. Porém, tinha dentro de mim um espírito empreendedor, que caminhava junto com a paixão que sempre tive pela educação. Tenho também o sentimento de que há um longo caminho a ser percorrido rumo a um Brasil mais bem preparado e bilíngüe. Como líderes em ensino de idiomas e profissionalizante, temos consciência da relevância do grupo no cenário da educação do país e sabemos que ainda há muitos desafios pela frente. RC - A trajetória da Wizard não é muito diferente de outras tantas escolas encontradas no mercado. Qual foi, então, o detalhe que projetou a ascensão internacional da Wizard desde a fundação? CWM - A grande força da Wizard sempre esteve na qualidade de seu método de ensino. Ao optar por uma escola da rede, o aluno tem a certeza que receberá um padrão de ensino testado e comprovado em milhões de pessoas, e que o ajudará a falar inglês de forma rápida e eficiente. Além disso, a Wizard foi criada com um modelo de negócios vencedor,

se comunicar em inglês e receber os turistas durante os eventos. RC - Muito se falou em infraestrutura, rede hoteleira, transporte urbano e outros itens de fato importantes para que estes eventos sejam bem-sucedidos. Mas os brasileiros, em termos de atendimento a pessoas dos mais variados idiomas, na sua opinião, estão preparadas para receber os dois espetáculos? CWM- Acredito que evoluímos bastante nos últimos anos, principalmente investindo na preparação das pessoas que atuam no setor de serviços e estão diretamente ligadas no contato com os turistas, mas o nível de conhecimento de inglês do brasileiro ainda está longe do ideal. RC - A preocupação em ter um segundo, terceiro e até quarto idioma ganhou prioridade entre os brasileiros na atualidade? CWM - Como disse anteriormente, o número de pessoas que dominam um segundo idioma ainda é muito pequeno no Brasil. A grande maioria das pessoas que entram em contato com nossas escolas buscam aprender o inglês. Ainda assim, é possível dizer que a procura por um terceiro ou quarto idioma também vem crescendo, embora mais lentamente. RC - Num médio a longo prazo, que projeção você faz do mercado de trabalho no Brasil para quem não acompanhar a demanda por pessoas poliglotas ou bilíngues? CWM- Ser fluente no inglês já é uma necessidade nos dias de hoje, e essa exigência só irá aumentar nos próximos anos. Mais do que ser bilíngüe, as empresas exigirão que os profissionais dominem o terceiro e o quarto idioma.

e que poderia facilmente ser replicado no país todo pelo modelo de franquias. Sou um apaixonado pelo sistema de franchising. Se não fosse por este modelo de negócios, não teríamos alcançado a escala que atingimos em nível nacional e mundial.

RC - A Wizard também oferece aulas de chinês, impulsionadas pela forte economia oriental. Como é a procura por uma língua ainda exótica para nós, ocidentais? CWM- A procura pela língua vem aumentando conforme as pessoas reconhecem o grande potencial econômico da China. Pessoalmente, acredito que o Mandarim é a língua do futuro e quem conhecê-la cer-

tamente terá um diferencial no mundo dos negócios. Eu mesmo venho fazendo aulas de Mandarim há dois anos e já consigo me comunicar em minhas viagens à China. RC - Qual o perfil das pessoas que recorrem a esse tipo de idioma? CWM - Normalmente são profissionais que atuam em empresas chinesas, ou que de alguma forma fazem negócios com a China. Também temos alunos que estão se preparando para mudar para o país graças a uma oportunidade profissional sua ou de algum familiar. RC - Você formou mais de 100 milionários nos últimos anos. Que dica daria àqueles que têm o mesmo sonho? CWM - Gosto muito desse ensinamento de Fran¬cisco de Assis, que me marcou e sempre me norteou. Ele disse: “Comece fazendo o necessário, depois o possível. De repente, estará fazendo o impossível”. Se uma pessoa realmente pretende prosperar e mudar sua condição financeira, primeiro ela precisa de um desejo forte. Depois precisará transformar seu desejo num projeto empresarial com capacidade de ganhar grande escala e, finalmente, ela precisará seguir as regras, princípios e conceitos que transformam sua condição financeira atual para uma condição de prosperidade. Estes conceitos estão contidos no meu livro “Desperte o Milionário que há em Você”. RC - Você pode dizer como poucos o quanto vale a pena investir em educação no Brasil. Mas a falta de investimentos na área ainda é um tabu a ser quebrado. Que tipo de modelo educacional você avalia que seria o mais eficaz no Brasil? CWM - Acredito muito em um modelo híbrido, onde o governo conta com o suporte das empresas para promover uma educação de melhor qualidade. No caso de ensino de inglês, temos tido experiências bastante positivas em parceria com prefeituras, como a do Rio de Janeiro, e governos estaduais, como o de Pernambuco. Nestas parcerias, fornecemos o material didático a preços acessíveis e nosso know-how para a formação de professores.

RC - Atualmente existem mas de 1.200 escolas da Wizard no Brasil e nada menos que 500 mil alunos no país. Já pensa no próximo passo? CWM - Além de crescer em praças onde ainda há um grande potencial para o ensino de idiomas, como nas regiões Norte e Nordeste, temos como objetivo expandir a Wizard no cenário internacional. A rede já está em dez países, como Estados Unidos, China e Costa Rica. Recentemente, fechamos um contrato para abrir 70 escolas na Colômbia. RC - O Brasil está na iminência de realizar dois importantes eventos esportivos – a Copa do Mundo em 2014 e, em 2016, as Olimpíadas no Rio. Você percebe uma procura maior dos brasileiros para se adequarem ao contato com os estrangeiros nestes eventos? CWM - Sem dúvida. Apesar de o Brasil ser cada vez mais atuante no meio internacional, o total da população que efetivamente fala inglês é menor que 5%. Por isso, detectamos um crescimento na procura por cursos de idiomas e profissionalizantes nas nossas escolas. Para atender esta demanda, o Grupo investiu em cursos específicos para quem quer se preparar rapidamente para

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colaborador

Glória

Educação para

Dia de

profissionais do futuro Consciente dos novos desafios do mercado, Faculdade Pitágoras investe em inovação para ensino e expansão de sua unidade

A

Por Tainá Costa Email: tainaacosta@gmail.com

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ue as mulheres modernas são super-heroínas, todos sabem. Toda semana tem uma matéria nova em jornal, TV ou revista, relatando como elas se desdobram em diversas tarefas, executadas dia após dia. Trabalhar fora, cuidar da casa, do marido e dos filhos e em alguns casos ainda tem o plus de estudar. Porque o mercado de trabalho não perdoa quem não se atualiza. Houve um tempo em que Amélia é que era mulher de verdade e que não tinha a menor vaidade. Hoje, mulher sem vaidade perde espaço no mercado de trabalho e em casa. Então você acorda cedo, vai a academia, trabalha o dia todo, busca as crianças no colégio, vai o mercado, lava e passa roupas, prepara o jantar e dá um jeito na cozinha. E depois de tudo isso, você percebe que não deu tempo de fazer as unhas. Para evitar esse tipo de frustração, algumas mulheres, ao invés de oferecer, estão pedindo casa, comida e roupa lavada. Ou seja, uma Amélia pra chamar de sua. Isso mesmo! A condição para um casamento feliz é ter uma faxineira que lave, passe e cozinhe. Com isso, uma parcela significativa dos problemas é solucionada. A faxineira de uma amiga se chama, providencialmente, Glória. O dia que Glória vai ao apartamento é literalmente um “Dia de Glória”. Ao chegar em casa, o marido não reclama que o jantar ainda não está pronto, porque Glória providenciou. Ele não fica sem meias limpas, porque Glória

lavou e passou todas. Ela não se chateia por ter que estragar as unhas com água sanitária, lavando o banheiro, porque Glória já lavou! No final do mês, o dinheiro mais bem gasto em muitos lares é o pagamento das Glórias da vida. E isso traduz um ensinamento que minha chefe sempre repete: um bom líder é aquele que saber delegar. Não é porque temos muitas responsabilidades que temos, nós mesmas, que colocar a mão na massa para fazer tudo. Nada de sofrer porque tem um milhão de coisas para fazer e o dia não tem horas suficientes para executar tudo e ainda sobrar um tempinho para descansar. Olhe ao redor e procure o que pode ser terceirizado. E não é vergonha admitir que não dá tempo de fazer tudo. Até porque, por mais que sejamos rotuladas como super-heroínas, esqueceram de um pequeno detalhe: nos dar os super-poderes. Já que os sutiãs foram queimados, e nos libertaram da vida de donas de casa, que essa carta de alforria dos afazeres domésticos seja de fato colocada em prática. Quem ainda não vive Dias de Glória, não sabe o que está perdendo. Eu ainda nem me casei, mas já me adiantei e tenho uma Glória (na verdade é Silvana) na minha vida. Ela, inclusive, vem aqui em casa amanhã. E quando eu chegar do trabalho minhas roupas estarão passadas e o banheiro e a cozinha estarão brilhando. Uma felicidade só! Portanto, você, mulher, que ainda não se casou, inclua uma Glória nas suas exigências nupciais e seu casamento será mais feliz!

relação ensino e aprendizagem vêm sofrendo mudanças substanciais nos últimos anos, e isso tem exigido cada vez mais dos professores, já que os alunos não são mais receptores passivos das informações. Com o advento das novas tecnologias e de uma geração que já nasceu conectada, o desafio se torna ainda maior. Fora da sala de aula, o mercado de trabalho busca um profissional completo, com conhecimento técnico e habilidades e competências aderentes às vagas disponibilizadas. Em linha com tudo isso, a Faculdade Pitágoras desenvolveu um modelo acadêmico inovador, concebido a partir das habilidades e competências demandadas pelo mercado, que contribui para a melhoria da empregabilidade de seus alunos. Com uma matriz curricular de vanguarda, que prima por conteúdos diferenciados e acompanha a evolução digital, a Faculdade ainda está focada no fortalecimento de diversas competências dos universitários, requeridas em qualquer ambiente de trabalho, entre elas: atitude, organização, autonomia, flexibilidade e capacidade para o trabalho colaborativo. Além de seu pioneirismo e tradição, a instituição realiza investimentos constantes em laboratórios, bibliotecas e nas instalações de suas unidades, associados a um corpo docente formado por mestres e doutores com experiência em suas áreas de atuação. Devido a tais iniciativas, a instituição mostra um crescimento expressivo em número de alunos em todas as unidades do Brasil. Em Governador Valadares, a Faculdade oferece cinco opções de curso de graduação (Administração; Ciências Contábeis; Engenharia de Produção; Engenharia Mecânica e Engenharia Ambiental e Sanitária), e no segundo semestre de 2014 serão ofertados os cursos de Engenharia Civil e Engenharia Elétrica, autorizados com nota

satisfatória pelo MEC; 8 cursos de pós-graduação (Gestão de Pessoas; Gestão de Projetos; Engenharia de Segurança do Trabalho; Finanças, Controladoria e Auditoria; Direito Público com Ênfase em Direito Constitucional e Administrativo; Farmacologia Clínica e Psicologia Clínica), além de 12 turmas no Centro de Idiomas, que oferece atualmente o curso de inglês.

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Wizard de Governador Valadares comemora

dois anos de sucesso O

engenheiro mecânico Sérgio Gurgel cursa inglês na Wizard há seis meses. E não esconde a alegria com que vem aprendendo o novo idioma de forma rápida. Não é pra menos. Além da flexibilidade de horários, os recursos didáticos ofertados pela escola de idiomas atraíram o engenheiro. Nos livros, ele descobre um universo de possibilidades e novas informações, principalmente relacionadas à cultura estrangeira. Aficionado por tecnologia, Gurgel revela: o que mais lhe agrada é a WizPen, uma caneta de alta tecnologia que ajuda no aprendizado do idioma. Basta posicionar a ponta da caneta sobre as páginas do livro para saber a pronúncia certa de cada palavra. Sérgio estuda na Wizard, a maior rede de idiomas do mundo. São mais de 500 mil pessoas que

escolheram aprender outras línguas em uma das franquiadas da escola. Só no Brasil são 1.200 sedes. A escola está presente em Governador Valadares há dois anos. A moderna sede, situada na Rua Dom Pedro II, no Centro, tem todas as salas climatizadas, estacionamento para até nove carros, sala de jogos, lousa digital, computadores com retorno de voz e várias outras facilidades tecnológicas. Segundo o proprietário da franquia, Bruno Magalhães Lima, estes dois anos foram de muito sucesso. Todas as metas que planejaram foram alcançadas, principalmente aquelas relacionadas à qualidade do ensino ofertado. Afinal, todos os professores têm o certificado internacional em outros idiomas. “Nós atendemos a todos públi-

cos. Hoje qualquer pessoa pode estudar inglês. Inclusive as crianças a partir dos quatro anos e a 3ª idade”, destaca. Ainda segundo Bruno, as pessoas que tem fluência em inglês conseguem melhores salários. “Vi em uma pesquisa recente que os profissionais que têm o domínio de outra língua geralmente ganham de 50% até 80% mais do que os que não têm. Com a proximidade da Copa do Mundo aqui no país, essa necessidade deve aumentar ainda mais”. E para comemorar o aniversário de dois anos da franquia em Governador Valadares, a Wizard vai abrir 2014 com preços superacessíves para novos alunos. Hoje só não aprende outra língua quem não quer!

Rua Dom Pedro II, nº 195, Centro - Gov. Valadares Contato: (33) 3089 1788

Vi em uma pesquisa recente que os profissionais que têm o domínio de outra língua geralmente ganham de 50% até 80% mais do que os que não têm. Com a proximidade da Copa do Mundo aqui no país, essa necessidade deve aumentar ainda mais. 17

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e d a d i l i b i s i v n A i

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Por Inocêncio Magela E-mail: dialetika@dialetika.com.br

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m épocas como as natalinas, a população desperta para as diferenças sociais. Às vezes, procurando compensar esquecimentos de algumas pessoas que mal percebemos durante o ano, que não seja para compor as necessidades de “recursos” no atingimento de nossos objetivos. Então, providenciamos uma “cesta de Natal”, alguns presentinhos simbólicos, sem exacerbar o orçamento do final de ano, que já é bastante oneroso. Assim é que pensamos. A princípio, acreditamos que as pessoas não sejam translúcidas. Muitas são as que são invisíveis aos olhos de outras pessoas. A invisibilidade pública, ou invisibilidade social, é um fenômeno que atinge principalmente as pessoas que trabalham em atividades consideradas irrelevantes pela sociedade, comumente aquelas que são prestadas pelos serviçais ou foram executadas por escravos, no tempo em que existiam. Estudos evidenciaram que os antagonismos de classe se manifestam da seguinte forma: tais antagonismos fazem com que seja percebida a função, e não a pessoa que executa a função, como veremos a seguir. Com o intuito de realizar uma pesquisa que

passaram por situação semelhante à deles e que, provavelmente, não passarão. Recentemente, em uma cooperativa, passei por uma experiência que não imaginava passar. Estava eu em uma sala de treinamento, em que ocorria o último módulo de um programa de um ano de duração. Então a copeira abriu a porta me interrompendo para perguntar-me em que hora gostaria que fosse servido o coffee-break. Solicitei-lhe que entrasse na sala, coloquei meu braço sobre seus ombros (o que ela sutilmente recusou) e perguntei ao grupo de alunos se eles sabiam seu nome. Após um ano de convivência com a copeira, duas vezes ao dia, nem um aluno sequer se apresentou. Eu então solicitei dela que dissesse seu nome e o que ela fazia naquela cooperativa, e que o público a aplaudisse. Na tarde do mesmo dia, repetiu-se a cena, e eu pedi que a Andréia adentrasse à sala. Ela se recusou. No dia seguinte, evitando fazer a pergunta habitual, solicitou de uma menor aprendiz que o fizesse por ela. Ao abrir a porta para solicitar a informação do horário do coffee-break, solicitei a aprendiz que entrasse e se aproximasse de mim. Tal como fiz com a Andréia, procedi apresentando a nova cooperadora. Ela disse que se chamava Ágata, que era menor aprendiz e, mais uma vez, solicitei-lhes aplausos. Da experiência, por iniciativas das próprias Andréia e Ágata, foi dado conhecimento a todo o departamento do qual elas participam. Assim sendo, a informação circulou parecendo um fato

inédito e inesperado. Na semana seguinte, estava eu em outra turma, em um último módulo de outro programa de duração anual, na mesma cooperativa, quando chega Andréia para fazer a pergunta rotineira. Esta turma havia tido conhecimento do ocorrido. Um dos participantes solicitou que Andréia entrasse, e lhe foi entregue um presente de agradecimento por tudo que ela havia feito durante este ano de 2013. Andréia acredita que fui eu quem providenciou o presente que lhe foi ofertado, ainda que eu não tenha nenhuma responsabilidade sobre o fato, ou sequer lhe tenha divulgado. Porém, ela não acredita que não seja eu. Neste mesmo dia, Ágata, segurando-me a mão, procurou saber se ela me veria novamente ainda este ano. Sorridente, confirmei-lhe que sim, a que ela respondeu-me também com um sorriso. Concluí que o fenômeno da invisibilidade social é tão desconhecido quanto são inesperadas e estranhas as atitudes de quebra da invisibilidade pela promoção da visibilidade das funções tidas como de segunda categoria, pela valorização daquelas pessoas que as ocupam. Aos leitores que me acompanham e aos gestores da REVISTA CONCEITO, um Natal com muitas descobertas e um Ano Novo, durante o qual sejam desenvolvidas ações que promovam o bem!

viria a compor sua dissertação de mestrado sobre o tema, Fernando Braga da Costa, psicólogo da Universidade Federal de São Paulo (USP), vestiu o uniforme dos garis da Universidade e assumiu o ofício da limpeza do espaço universitário. Ele, habituado ao ambiente amistoso em que trabalhava, cumprimentava até os menos conhecidos. O resultado de sua experiência levou-o a uma surpresa: concluiu que o mesmo calor humano que lhe era dispensado na condição de docente já não lhe foi dispensado como gari da USP. De acordo com os dados coletados na pesquisa, Fernando concluiu que quando as pessoas passam por um gari, nem ao menos lhes ocorre a atitude de cumprimentá-lo. Na realidade, as pessoas não o percebem. É como se ele não estivesse ali. O pesquisador também relata que o sentimento de humilhação dos garis é constante. As pessoas os olham com desdém ou simplesmente não os olham. Atrapalham seu trabalho, pedem-lhes que interrompam priorizando suas próprias necessidades. Passam por cima do lixo que os garis estão coletando, apenas para considerar alguns relatos. Essa humilhação, em geral, vem de pessoas que nunca

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Cirurgia Bariátrica:

nova vida, novos hábitos

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Hospital Bom Samaritano oferece o melhor em atendimento hospitalar, proporcionando aos pacientes e acompanhantes um cuidado que se inicia desde a entrada ao hospital até a saída. E não é à toa: ele conta com uma estrutura clínica, ambulatorial e cirúrgica que é a melhor de toda a região, e ainda, é claro, com um corpo de médicos, enfermeiros e colaboradores altamente capacitados para garantir o que você tem de mais essencial: sua saúde. Uma das especialidades do Samaritano é a cirurgia bariátrica, habilitada pelo SUS desde agosto de 2012. O procedimento, também conhecido como redução de estômago, proporciona a retomada da qualidade de vida de quem sofre para perder peso, estando sujeito a doenças cardiovasculares que podem colocar a própria vida em risco. A autorização veio após uma importante constatação do órgão federal: um processo técnico de habilitação de alta complexidade considerou a equipe médica e as instalações totalmente aptas à prestação do serviço hospitalar. Nesse um ano e três meses, o HBS já realizou 97 cirurgias bariátricas, sendo 47 pelo SUS e as demais particulares e/ou convênios. O cirurgião bariátrico do Hospital Samaritano João Luis Oliveira explica que esse tipo de procedimento não tem finalidade estética. A ressalva serve principalmente para as mulheres de 20 a 40 anos – as que mais recorrem à cirurgia. E a recuperação, observa, é tão importante quanto a operação. O paciente precisa ter mais rigor na alimentação e ter acompanhamento nutricional e psicológico, sempre com o apoio da família. “A família representa muito para uma recuperação tranqüila e para os resultados da cirurgia. Sem esse apoio, fica mais complicado para o paciente cumprir a dieta estabelecida pelo nutricionista e ter motivação para exercícios físicos, entre outras obrigações”, explica.
 Mas alguns pré-requisitos devem ser levados em conta antes de ligar ansiosamente para o mé-

dico: o primeiro é que não é qualquer pessoa que pode se submeter ao procedimento, mas apenas aquelas com idades entre 18 e 65 anos que já tenham passado por um processo de mudança de hábitos alimentares e exercícios físicos por pelo menos dois anos, mas sem sucesso. Em segundo lugar, o paciente passa por uma bateria de exames, feitos por um grupo de profissionais: endocrinologista, pneumologista, cardiologista, psicólogo, nutricionista e cardiologista, todos no HBS com registro no prontuário do paciente. São eles que irão analisar e dar o aval médico necessário para a cirurgia ser realizada. Por fim, a Organização Mundial da Saúde recomenda a cirurgia apenas para quem tem Índice de Massa Corporal (IMC) acima de 35 kg/ m² e que apresente problemas como apneia do sono, hipertensão arterial, diabetes, colesterol alto dentre outros. Para quem já tentou e não conseguiu perder peso, a cirurgia é recomendada pelo órgão internacional, mas apenas para quem estiver com o IMC acima dos 40 kg/m². O Hospital Samaritano toma todos estes cuidados, cumprindo rigorosamente as orientações da OMS, além de oferecer estrutura e conforto para todos os pacientes seja no atendimento pelo SUS, particular ou convênios! Por isso, na hora de recorrer à sua saúde, não procure em outro lugar. O Hospital Bom Samaritano é a referência que você precisa. Aqui, a saúde é prioridade, com “amor por você”.

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é o ã brinquedo

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Por João Paulo de Oliveira Site: http://apontadordelapis.wordpress.com

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m exemplo fantástico da velocidade dos avanços tecnológicos é a evolução dos videogames – tanto os jogos quanto os consoles (como são chamados os aparelhos que rodam os jogos). O que começou com uma “gambiarra” no Laboratório Nacional do Brookhaven, em 1958, acabou se tornando dos mercados mais rentáveis voltados para a tecnologia e entretenimento. Muitos dos jogos de hoje são criados e produzidos com cuidados extremos, roteiros incríveis e até trilha sonora própria. Atualmente os jogos estão por toda parte. Além dos consoles criados especialmente para isso, temos televisores com videogame, celulares, smartphones, tablets, computadores e mídias sociais. Quem nunca recebeu um convite do Candy Crush no Facebook? Este joguinho viciante está no mundo inteiro e gera milhões para a empresa que o administra. Uma das plataformas mais curiosas de games já criadas é a do jogo Ingress, da Google. Neste jogo as possibilidades são inúmeras, visto que, através de rastreamento via satélite, o mapa do jogo é simplesmente o mundo inteiro! Imagine o mundo inteiro dividido em dois times, como um jogo como o rouba-bandeira mundial? Isso já está acontecendo e a tendência de todo jogo é

ficar mais refinado e específico. Nenhum produtor, criador ou roteirista de games é irresponsável como pensa uma parcela da população. Todos os jogos têm indicação de idade. Jogos online pedem confirmação de idade para que sejam acessados. Mas da mesma forma que existem pais que deixam suas armas de fogo acessíveis aos filhos, outros que deixam os filhos terem acesso à pornografia ou que deixam crianças com acesso irrestrito à internet, existem pais que não se importam com os jogos que os filhos estão jogando. Muitos deles são violentos, aterrorizantes e com muito conteúdo erótico, mas não devem ser culpados por atrocidades causadas por adolescentes – eles são especificamente indicados para adultos. Não são os videogames que estão criando uma geração de crianças perturbadas; são os pais que não entenderam que hoje é muito mais difícil educar os próprios filhos. Resumindo, o mercado dos games é forte e gera bilhões de dólares por ano. Muitos deles são para adultos, assim como filmes e programas. Por isso, os pais devem manter-se bem informados e escolher consoles e jogos feitos para crianças, além de passar mais tempo com seus filhos, é claro. Pois nenhuma máquina consegue educar e amar.

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Verão consciente:

beba mais água! Por Ana Paula Teixeira

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verão está batendo à porta. No dia 21 de dezembro ele chega, mais uma vez fazendo jus à fama de “estação mais quente do ano”. Neste período, devido ao calor intenso, a tendência é que as pessoas transpirem mais, aumentando o risco de desidratação. Por isso, é hora de ficar atento: beber água mineral é fundamental para manter-se saudável nesta época do ano. Sabe-se que o corpo de um adulto gasta, em 24 horas, uma média de 2 litros de água em funções como digestão, respiração, transformação dos nutrientes em energia e também pela perda natural de líquido pelo suor e pela urina. A questão é que, durante o verão, as pessoas transpiram mais, vão à praia, praticam mais esportes e, de fato, se esquecem de beber líquidos ou exageram nas bebidas alcoólicas. Estes fatores

podem causar a “desidratação”. Quem consome água de forma regular durante o dia previne problemas de saúde especialmente no verão, pois desde o controle de temperatura até o bom funcionamento do sistema circulatório, a água tem um papel regulador de várias funções em nosso organismo. Água Krenak Embora muitos ainda não apresentem uma postura consciente quanto à importância do consumo de água no verão, as altas temperaturas proporcionam um aumento nas vendas de produtos como água mineral, sorvete e água de coco. Em nossa região, a venda de Água Mineral krenak, por exemplo, considerada a marca de maior

aceitação do mercado, apresenta um aumento de 40% em relação à venda de água durante o inverno. É o que garante a proprietária da fonte em Governador Valadares, Tábata Scherrer. Comerciantes também afirmam que o movimento nos estabelecimentos se intensifica nos dias mais quentes. A expectativa é que as vendas continuem em alta até março, quando as temperaturas começam a cair. Quando consumida gelada, a água apresenta efeito termogênico, ou seja, faz o corpo gastar mais energia para equilibrar a temperatura do líquido com a do organismo. Por ter os minerais na dose certa, a Água Krenak é considerada leve. Por fim, é importante ressaltar que os cuidados com as crianças e os idosos devem ser redobrados durante o verão. Os mais velhos não sentem sede e os pequenos não entendem a sede. Por isso é preciso oferecer-lhes água durante o dia e não esperar que venha a sede para ingerir líquidos. Afinal, a sede já é um sinal de desidratação.

Em nossa região, a venda de Água Mineral krenak, por exemplo, considerada a marca de maior aceitação do mercado, apresenta um aumento de 40% em relação à venda de água durante o inverno. É o que garante a proprietária da fonte em Governador Valadares, Tábata Scherrer. 25

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Trend Tendências da unha para o verão 2014 Por Rhaianna Miranda A Top Nails chega a Valadares pela conceituada fisioterapeuta dermatofuncional e vascular Giselle Barbalho. A primeira esmalteria de GV traz todas as novidades das passarelas do mundo e as tendências das estações. O espaço oferece a maior variedade de cores e marcas de esmaltes nacionais, importados e antialérgicos. O ambiente é climatizado e os instrumentos passam por rigoroso processo de higienização e esterilização, além da inovação no atendimento aos seus clientes, com uma diversidade de drinks para adultos e crianças. No mesmo ambiente, você encontra material para a linha profissional de manicures e podólogas. Além de tratamentos estéticos faciais e corporais feitos pela própria Dra. Giselle Barbalho, a Top Nails conta também com serviços de podóloga, manicures, depilação comum, depilação artística e depilação a laser, sobrancelha, unhas em gel e porcelana, unhas artísticas, unhas especiais pra diabéticos, unhas infantis e unhas express. Um espaço completo e moderno para o perfil de todas as mulheres, homens e crianças que querem sair arrasando!

Anote ai! A Top Nails fica na Rua Dom Pedro II, 361, Centro, Governador Valadares/MG Contato: (33) 3082.2182 27

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Sonia Miranda

glamour

1º Simpósio de Terapia Intensiva

Festa das Amigas Final de ano, momento de reflexão dos momentos vividos e de planejar um 2014 muito melhor. E é neste clima de celebrar a amizade e a saúde que um grupo de amigas se reuniu para renovar os votos de união.

Wilma, Deborah, Mirian, Lena, Fátima, Sonia, Saleth, Katia, Vanessa, Luciane e Rosália

Karina Lencar

Num clima de descontração, Karina Lencar também aproveitou para reunir amigos e festejar os bons momentos que a vida tem proporcionado.

Jakeline, Katia, Karina e Juliana.

Cristina,Sheila, Karina, Fatima e Raquel

Fotos: Léo Moraes

Aconteceu em Valadares o 1º Simpósio Terapia Intensiva, promovido pelo Conselho de Administração e equipe de Terapia Intensiva do Hospital Bom Samaritano. Na oportunidade foi inaugurada a UTI cardiológica. O evento contou com participações ilustres: a prefeita Elisa Costa; o secretário de Estado da Saúde, Antônio Jorge de Souza; o secretário do Conselho de Administração do Hospital Bom Samaritano Elson Reis; o chefe do 8º Departamento, Ailton Aparecido de Lacerda; o secretário municipal de Saúde, Renato Fraga; o coordenador geral do simpósio, Dr. Sérgio Naves; e o presidente da Associação Médica, Rômulo Cesar Coelho; entre outros, fizeram-se presentes. Prestígio de Fraga, que conseguiu reunir o staff da política e da saúde no auditório da 8ª Risp.

Debate “Gestão na UTI”: Nelson Akamine, Dr. Sérgio Naves, Dr. Manoel Arcísio, Dr. Rômulo Cesar Coelho, Dr. Sebastião Santiago e Dr. Fabiano Dias

O palestrante que abriu o simpósio Dr. Nelson Akamine do Hospital Albert Einstein

Dr. Hugo Urbano, do Hospital Vila da Serra, de BH, e os médicos Dr. Luiz Carlos Leite e Dr. Fred Mesquita

Enfermeira Neide Lucínio, do Hospital Albert Einstein, e enfermeiras Samilly Maria Lima Januth e Flávia Almeida Garcia Linhares

Aparecida, Karina, Rosemeire, Cibely, Roseli e Katia

Dilma Negri, Karina

Haifa feito a mão

A tendência em decoração são os móveis de demolição da Haifa, que podem ser usados em todos os ambientes. A direção é da jovem Suellen.

Fotos: Ramalho Dias

Claudia, Roseli, Cibely, Roseane, Irene, Silvana, Candida, Silvia e Beatriz

Renata, Karina e Kellen

Marly, Suellen e Maria Guimarães

Fabrícia

Ana Paula, Suellen e Gilvana

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Retalhos Blog

Foto: Victor fotografias

É tempo de comemoração para a blogueira Juliana Rangel, que já emplaca dois anos do seu blog trazendo sempre novidades para o universo feminino no quesito beleza e moda. Acesse www.julianarangel.com.br

22 anos de Sucesso

Tessa Damasceno comemorou 22 anos da apresentação do programa Arte & Opinião, hoje transmitido pela TV Leste e TV Rio Roce ao vivo. A noite foi agradabilíssima, com música ao vivo e convidados muitos especiais.

Bréscia

Apresentadora do programa Tudo de Bom, da TV Rio Doce, Bréscia Gusmão ofereceu um churrasco no Garfo Clube que foi super prestigiado pelos seus parceiros e amigos do programa. E para comemorar as vitórias de 2013, Bréscia se deu de presente dias de muita diversão e descanso ao lado do marido, Fernando Cassapa, e da filha Hyllary Gusmão em Santiago (Chile), onde aproveitou para gravar seu programa.

Prefeita

A prefeita Elisa Costa termina o ano com motivos para comemorar. A implantação da primeira etapa do Bilhete Único foi um sucesso, com grande aprovação dos usuários, que agora usam dois ônibus pelo preço de um. Essa é uma importante ação para melhorar a mobilidade e o trânsito em nossa cidade. Importantes obras estão em fase final para serem entregues no aniversário da cidade. O saldo também é muito positivo em habitação, com meta superada em construção de moradias populares.

Mourão trabalha pra trazer BR-381 até Valadares

“Não vou acomodar-me enquanto não ver duplicado o trecho da BR-381 entre Belo Oriente e Governador Valadares”. A afirmação do deputado estadual Bonifácio Mourão é de quem já está trabalhando com firmeza no sonho de quem trafega pela estrada rumo a Belo Horizonte. Ele considera que a duplicação é de extrema urgência para o desenvolvimento de Valadares, proporcionando a chegada de novas empresas e o escoamento da produção da região. “Não consigo entender como não duplicar a BR-381 até Valadares, no entroncamento de duas rodovias, 381 e 116. O governo federal não pode olhar apenas para a microrregião de Governador Valadares. Tem que olhar a totalidade, tem que olhar o benefício para o Brasil ao ligar essas duas importantes rodovias. Isso trará mais desenvolvimento não só para Valadares como também para o Nordeste”, disse. O líder de Governo na Assembleia faz um apelo para que o Dnit inclua o trecho no projeto de duplicação. “Queremos a união de todos - entidades, representantes de classe e a população - na busca deste objetivo, que hoje é uma das nossas prioridades. Se todos derem as mãos, com certeza teremos muito mais força para cobrar e conquistar esta importante obra para nossa região” conclui. 31

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e a i n a Cidad

universo relacional

brasileiro da atualidade) a imaginar Tocqueville desembarcando no Aeroporto Internacional do Rio de Janeiro (então Galeão) e se deparando com uma situação no mínimo ridícula em termos de valorização do cidadão brasileiro por parte das autoridades aeroportuárias: os estrangeiros tinham tratamento preferencial, enquanto os nacionais eram relegados a um segundo plano em que imperam a burocracia e o descaso. Ou seja, o inverso do que ocorre em qualquer país do mundo. Numa outra visão, encontrou Tocqueville um outro cidadão brasileiro, “bem relacionado”, que, como os estrangeiros, não permaneceu horas em uma fila. Sequer foi incomodado pela alfândega. É que este, diferentemente da maioria, tinha amigos nos escalões mais altos do governo ou da Receita Federal ou da Polícia Federal ou coisa que o valha. Podia, assim, se beneficiar de “ser amigo do rei”, o que lhe valia a senha para receber o melhor dos tratamentos, evitando-se o menor dos inconvenientes. Eis o chamado “universo relacional” – mais ou menos como no poema “Vou-me embora pra Pasárgada, lá sou amigo do rei...”, de Manuel Bandeira (poeta e escritor brasileiro ) – que define, no Brasil, quem tem privilégios. Quem entra na fila. Quem passa pela alfândega. Quem tem dois ou três meses de férias por ano. Quem tem emprego. Quem paga multas de trânsito. Quem consegue um emprego (público ou privado) ou que nele pode ser mantido... Quem consegue uma vaga na universidade... Não devia ser. Mas esse é o nosso país.

Por Francisco Costa Júnior E-mail: costajunior14@yahoo.com.br

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conceito de cidadania parte da ideia fundamental de indivíduo (ideologia do individualismo) por um lado e, por outro, da de regras universais (sistema de leis que vale para todos, em todo e qualquer espaço social). Até bem recentemente, cidadania tinha um caráter eminentemente jurídico-político-moral. A partir da década de 1970, porém, com Louis Dumont, principalmente, insere-se em seu conceito uma perspectiva sociológica, pela qual a parte é mais importante do que a totalidade social e as relações que se dão entre os homens. O “todo”, então, não prevalece sobre “as partes”, como ocorre no sistema de castas, na Índia por exemplo. Minha consciência de cidadão me diz que eu não posso me singularizar, tornar-me diferenciado dos outros, com privilégios que outros não têm. E nesse sentido, o papel de cidadão pretende excluir todas as complementaridades e gradações que compõem o papel social tradicional, porque nada deve se interpor entre o papel social da cidadania e a sociedade (nação). Deve ele ser

desempenhado em um meio social igualitário, que garanta o seu reconhecimento em todos os confins da sociedade. A idéia de indivíduo (igualdade) é vista também por Alexis de Tocqueville, pensador francês, um dos grandes teóricos da democracia nos Estados Unidos da América. Para ele a democracia consiste na igualdade das condições, não subsistindo ordens ou classes. Nela, todos os indivíduos que compõem a coletividade são socialmente (e juridicamente) iguais. Ele identificou na Revolução Francesa a abertura do caminho para tornar possível a extinção de leis particulares e privilégios para determinadas classes sociais (nobreza, clero etc. e seus correspondentes atuais). Tal modelo, presente na Europa Ocidental e nos Estados Unidos da América, no entanto, está ausente na América Latina e, mais ausente ainda, no Brasil. De fato, a cultura brasileira é sui generis. Talvez, única no mundo. De tal forma que levou Roberto DaMatta (antropólogo, cientista e escritor

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Eu sou a Universal

Minha história

Sou uma mulher que não desiste, que vai em busca dos objetivos, que aprendeu a enfrentar os medos e olhar pra frente.

Nasci para seguir esse caminho É gostoso olhar para o passado e ver que você nasceu para uma área específica. Assim sou eu com a arte. Já na infância comecei a me destacar. Eu era aquela que liderava. Adorava fazer apresentações e sempre organizava teatro para crianças. Mas como já era de esperar, os percalços da vida surgiriam. E em um determinado momento da minha vida deixei que as pessoas me encobrissem. Eu permiti que os outros dissessem que eu não era boa o suficiente, com isso me tornei uma pessoa apagada. Eu passei a acreditar nisso! Foi muito ruim. Porém quando a gente nasce com um dom e luta por isso, não tem jeito. E foi acreditando nesta verdade, já no teatro, que aos 16 anos consegui mudar esse quadro. Era onde eu deixava de ser o patinho feio para ser a princesa e descobri que tinha talento, e as pessoas concordavam, me elogiavam. Que alegria, eu voltei a ser alguém! Ali no palco eu podia tocar as pessoas, emocioná-las. Eu que sempre fui baixinha, parecia ter 2 metros de altura. No espetáculo ninguém me subjugava, pois tinha o domínio. Eu podia usar tudo o que estava dentro de mim e transformar em arte. A dor, o sofrimento, a angustia se tornavam matéria prima. Que ironia! As experiências amargas, agora eram usadas a meu favor. Mas não foi fácil porque eu sempre fui minha madrasta má. Eu era expert em ofuscar minha luz. Não conseguia perceber que tinha brilho fora dos palcos também.

Sacrifícios pelo sonho Mesmo assim não me entreguei. Fui trabalhando e construindo meu caminho, acreditando ser especial. Estudei muito e trabalhei com grandes diretores, o que me deu uma base sólida. Sacrifiquei minhas vontades e finais de semana para estudar. Por horas ficava ensaiando, buscando dentro de mim a força para fazer a diferença. Como acredito que o artista é a síntese de sua cultura, busquei uma formação superior e estudei Letras, além dos cursos e especializações em teatro.

Quem vê uma atriz de sucesso nem imagina o que foi necessário fazer para alcançar a vitória, as muitas lutas, os sacrifícios. No meu caso, tive que trabalhar duro para conseguir me sustentar. Fui secretária, assessora de imprensa, produtora de eventos, gerente administrativo, operadora de telemarketing. Tive uma vida de desafios, sem jamais pensar em desistir. Nem de longe os maus pensamentos me dominavam ou ganhavam espaço em mim. Por isso, construí um presente de vitórias, e sei como será o meu futuro.

O pior momento Quando soube da morte do meu irmão, era o último dia de uma temporada. Mas o show não podia parar e a minha dor precisava ser ignorada. Mesmo sendo rasgada por dentro, com o coração partido, tive que tirar de dentro de mim força para o personagem. Subi ao palco nesse dia dilacerada, entretanto sabia que precisava continuar, afinal, todos nós enfrentamos perdas, elas fazem parte da vida. É difícil, mas temos que seguir em frente, e eu segui. Consegui grandes trabalhos para a TV e teatro, mas também sou produtora cultural. É um trabalho novo na dramaturgia, e por ser desafiador, me inspira, realiza. É isso. A arte me move! Minha rotina é como de qualquer outro artista. Muita correria, leitura, preparo, informação, entrega. O bom ator é aquele que se transforma no personagem a cada novo trabalho, de maneira que não se consiga saber quem é quem. Estou na melhor fase da minha vida. Muitos planos e trabalho. Me preparando para uma peça de teatro que devo estrear ano que vem. Isso significa dizer retomar o treinamento vocal, corporal, e me preparar para essa estréia. Um dos maiores autores de teatro do país está escrevendo o texto e deverá dirigir. Tenho certeza que esse retorno aos palcos vai me fazer muito bem. Pois é isso que amo. A platéia. O terceiro sinal. O “vai câmera, ação!”

Eu nunca desisti Hoje olho para trás e vejo, são muitas conquistas, mas se você me perguntar do que me orgulho, respondo sem titubear: tenho orgulho de ser uma pessoa persistente, por não ter desistido quando todos falaram que eu devia. E quem sou eu muito além do personagem (rsrsr)? Sou uma mulher que não desiste, que vai em busca dos objetivos, que aprendeu a enfrentar os medos e olhar pra frente. Eu sou a Janaína Ávila. Sou atriz por dom, por garra. Sou artista, produtora cultural, uma guerreira sem medo de lutar. E estou no caminho certo. Eu sou a Universal!

“Eu sou a Janaína Ávila. Uma guerreira sem medo de lutar. Eu sou a Universal!” Igreja Universal do Reino de Deus: Avenida Brasil, 3797, Centro - Governador Valadares/MG 37

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Além dos limites com Nick Vujicic

Por Luiz Gustavo (Biló) E-mail: lgustavo@recordminas.com

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telefone tocou cedo com a boa notícia: “Arrume suas malas porque você vai para a Colômbia em quatro dias”, disse o entusiasmado colega produtor do Domingo Espetacular. A ideia era nobre e cobiçada: entrevistar Nick Vujicic, australiano radicado nos Estados Unidos que nasceu sem braços e pernas e se tornou um dos maiores evangelistas do mundo. Bogotá se mostrou amável como sempre. Atenciosos e acolhedores, os colombianos – do taxista aos funcionários do hotel – enalteciam a prosperidade econômica do Brasil, os acertos e fiascos do nosso futebol e o histórico relacionamento político e comercial entre os dois países. Apesar do bate-papo caloroso e cordial, impossível não perceber que a capital da Colômbia também enfrenta um drama mundial: o trânsito caótico. Lento e irritante, o tráfego colombiano trava nos horários de pico. Ninguém vai, ninguém vem. E todos sofrem! Mazelas a parte, saímos com bastante antecedência para o hotel onde Nick estava hospedado. Acreditávamos que íamos encontrar um homem

revoltado, inconformado ou, no mínimo, cético ou descrente. Foi exatamente o oposto. Cercado por fotógrafos e assessores, Nick é de uma simpatia ímpar e de uma incomparável humildade, talvez exatamente por perceber o mundo de uma maneira muito especial. “Na minha infância ficava me perguntando: quem vai querer me dar um emprego? Que mulher vai se casar com um homem que jamais vai poder lhe dar um abraço? Deus, por que fez isso comigo? Por que permitiu que eu nascesse assim?”, questionou. Ali, diante de mim, estava um ser humano aparentemente injustiçado e indefeso. Num planeta com mais seis bilhões de corpos, o dele era um dos poucos sem braços e pernas. Por quê? Nick começou a esclarecer as próprias dúvidas muito cedo. Aos dez anos, inconformado com a doença genética que impediu a formação de seus braços e pernas, tentou se matar se jogando na banheira de casa. Ao pressentir a morte, pensou na tristeza dos pais e dos irmãos. Mudou de ideia e de vida!

A consolidação da virada se cristalizou nos tempos de faculdade. Convidado para dar uma palestra para os colegas de sala, Nick abriu o coração. Falou das humilhações nos tempos de jardim da infância, quando os amiguinhos corriam em sua direção para lhe chamar de “aberração”. Confessou suas fraquezas, angústias, mas ainda assim se mostrou guerreiro e esperançoso a ponto de manter até hoje no closet um par de sapatos. Na ingenuidade da infância, Nick orava todas as noites pedindo a Deus para ser surpreendido e acordar com as pernas que nunca teve. “Me preparo não para viver essa vida, mas a eternidade que Deus nos promete e anuncia”, ressaltou. Em quinze minutos, a sala inteira estava aos prantos. Aos espalhar frases entre os presentes com palavras de carinho e ternura, Nick semeou amor no coração daqueles jovens. “Uma das alunas, chorando, pôs a cabeça no meu ombro para me agradecer dizendo que aqueles momentos mudariam para sempre a vida dela porque nunca ninguém havia dito que a amava. Segundos antes eu havia dito a todos que Deus amava muito cada um que ali estava”. Nick entende que aquele momento foi um encontro com Deus. “Percebi que Deus permitiu que eu viesse ao mundo nessas condições para falar sobre Ele, sobre o amor que Ele tem por nós e para ser um exemplo de superação para os que estão enfrentando algum problema que não pode ser vencido”. Dois assessores ficam o tempo todo por conta do Nick. Levam-no ao banheiro, dão água, comida na boca, trocam a roupa. Fisicamente, Nick depende dos outros. Mas espiritualmente, são os outros que dependem dele. Sem nenhum vínculo religioso, Nick jamais se vinculou a qualquer igreja. Apegado e fiel aos ensinamentos bíblicos, Nick converte milhares nas suas pregações. Nem precisaria dizer uma só palavra. Apenas a presença dele, em qualquer lugar, já é o suficiente para provar que Deus vive e está dentro de cada um de nós.

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colaborador

Adeus,

ano velho! Por Adriana Portugal E-mail: adrianampmportugal@hotmail.com

Adeus, ano velho. Feliz ano novo. Que tudo se realize no ano que vai nascer. Muito dinheiro no bolso, saúde pra dar e vender...”, imortaliza o inesquecível Francisco Alves a composição do jornalista David Nasser. Raros são aqueles que não entoam este verdadeiro hino no encerramento do ano e bradam aos quatro cantos promessas para o ano vindouro. O rol dos compromissos verbalizados incluem temáticas diversas: mudança de emprego, ingresso em curso superior, pós-graduação, realização de curso de línguas, emagrecimento, melhoria na dieta, deixar de fumar, de beber, empreender um negócio, incluir exercícios físicos na rotina, viajar ao exterior, etc. etc. etc. Nada improvável será nos projetarmos a dezembro de 2014 e encontrarmos as mesmas pessoas entoando o mesmo hino e bradando as mesmas promessas, num ciclo interminável de discurso de que “um dia vai mudar”. Podemos, sem grande dificuldade, afirmar que um dia, realmente, muita coisa muda; nossa idade, nosso peso, nossa disposição física..., mas nada, absolutamente nada daquilo que dependa de uma ação pessoal mudará se esta ação não for

pam largo espaço nos sentimentos de muitos de nós. “Buscai primeiro o reino de Deus e sua justiça, e todas estas coisas vos serão acrescentadas” – (Mt. 6:33) – é uma advertência que o Mestre Jesus nos faz após dizer que não deveríamos ficar ansiosos pelo dia de amanhã pelo que haveríamos de comer, beber ou vestir. Desta feita, para que dezembro de 2014 não nos surpreenda reafirmando promessas não cumpridas, um desafio nos é lançado: alterar nossas ações para que resultados diferentes possam ser alcançados. No plano da matéria, precisamos analisar o estado em que nos encontramos, pensar onde gostaríamos de estar ao final de 2014 e estabelecer estratégias a serem cumpridas para alcançar os objetivos propostos, acompanhando a execução passo a passo. Doutro lado, nosso grande desafio enquanto cristãos é estabelecer metas de melhoria íntima, estratégias de combate ao orgulho e egoísmo – as duas maiores chagas da humanidade. O meio prático mais eficaz que temos para melhorar nesta vida e resistir à atração do mal é o autoconhecimento (L.E. 919). Estabelecer um plano de ação de melhoria íntima para o ano vindouro implica numa viagem ao nosso interior que nos conduzirá ao autoconhecimento, a uma reflexão sincera acerca dos nossos pontos de melhoria e dos nossos pontos fortes para potencializar estes e aperfeiçoar aqueles.

Buscar primeiro o Reino dos Céus é cumprir com o objetivo primeiro de estarmos na carne, que é trabalhar em prol da nossa perfeição, da nossa iluminação. “Ilumina-te, pois, a cada momento, acendendo a sublime claridade do discernimento na mente e do amor no sentimento, a fim de conseguires a paz e os estímulos para a sublimação” é o convite de Joanna de Ângelis, em seu livro Ilumina-te. Deixar as conquistas espirituais para segundo plano é inverter a ordem das coisas, é caminho certeiro para o abismo das insatisfações. Revertamos a ordem que tem alimentado nossas labutas diárias. Não esqueçamos do principal. Quando tivermos que deixar o escafandro físico, apenas as conquistas espirituais serão nossas companheiras inseparáveis. No alvorecer do novo ano, tracemos um planejamento de melhoria íntima, aquele que será capaz de nos propiciar o alcance do Reino dos Céus. Estabeleçamos metas. Façamos a verificação periódica do nosso progresso, acolhamos com respeito o homem velho que nos trouxe até aqui e abramos caminho para que o novo homem possa surgir em plenitude, deixando brilhar a luz interior. Abracemos o novo ano com determinação e devotamento ao bem. Parodiando o poeta, “adeus homem velho, feliz homem novo” será o hino da nossa história ao buscarmos primeiro o Reino de Deus e sua Glória.

empreendida. Nossa grande dificuldade reside exatamente aí: queremos resultados diferentes mas continuamos, dia após dia, ano após ano, realizando as mesmas ações. As frustrações dos sonhos não realizados encontram-se fundamentadas nas ações não praticadas, pois não poderemos colher flores se no nosso jardim continuarmos a cultivar apenas pteridófitos (plantas que não dão flores). Andamos demasiadamente intranquilos. Nunca tivemos tantas facilidades “em toda a história da humanidade”. Nosso alimento é adquirido em lojas especializadas; alguém já cultivou, beneficiou e disponibilizou quase pronto para nosso consumo. Nossos meios de transporte encurtaram distâncias; a tecnologia permite o acesso imediato a informações – estamos conectados. Paradoxalmente a tantas facilidades, nunca estivemos tão ocupados. Falta-nos tempo ou simplesmente nos negamos a ter tempo porque isto significaria um contato íntimo com nós mesmos. Já andamos por terrenos diversos em busca da tranquilidade material, alcançamos feitos inimagináveis na área material, entretanto, apesar de tantas conquistas, o vazio e a insatisfação ainda ocu-

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veículos e acidentes no perímetro urbano se tornaram a tônica. Além do mais, a frota de veículos aumentou exponencialmente. Estima-se, atualmente, que o número de carros de passeio no município chegue a 28 mil unidades. Mudanças estruturais como o Contorno Rodoviário contribuiriam para melhorar a circulação de pessoas, veículos e mercadorias. Este seria a transposição da BR-262, que corta a cidade, dividindo-a ao meio e desviando para outro local fora da área urbana. Os relatórios do Departamento Nacional de Infraestrutura de Transporte (Dnit) indicam que em Manhuaçu existe uma significativa ocupação irregular da faixa de domínio da estrada federal, com elevada urbanização e topografia desfavorável à duplicação da rodovia no trecho atual.

Por Eliéser Ribeiro Cientista Social e mestre em Sociologia

Contorno Rodoviário de Manhuaçu:

uma necessidade regional

A

cidade de Manhuaçu insurge no cenário regional com forte crescimento econômico e com necessidades de infraestrutura fundamentais para continuar desenvolvendo. O município precisa de novos projetos, que alterem o uso do território, influenciem as posturas dos cidadãos, interfiram na visão do futuro e que ampliem as perspectivas de todos. Dentre esses, é preciso dedicar esforço especial ao Contorno Rodoviário de Manhuaçu, que interfere diretamente na vida cotidiana. E há motivos pra se pensar nisso. A centenária cidade desponta nos dias atuais como polo regional e centro de serviços e comércio. De acordo com o Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística

(IBGE), sua população estimada em 2013 é de 84.934 habitantes, além de centralizar cerca de 34 municípios do leste de Minas Gerais e sul do Espírito Santo, cuja população estimada é de quase 500 mil habitantes. Com o crescimento de Manhuaçu nos últimos 20 anos e a vinda de grandes empresas de eletrodomésticos, faculdades, grandes supermercados e inúmeros consultórios e clínicas médicas, o adensamento populacional se tornou visível. A circulação de pessoas e mercadorias aumentou vertiginosamente e os problemas de segurança pública e mobilidade urbana começaram a aparecer. Engarrafamentos nas estreitas ruas da cidade, aumento do ruído dos

Benefícios do projeto Os benefícios trazidos pelo Contorno Rodoviário de Manhuaçu seriam incontáveis, mas podemos destacar os principais: haveria uma melhor circulação de veículos vindo de outras regiões; desafogaria o trânsito dentro de Manhuaçu; permitiria a criação de uma avenida de fluxo rápido para dentro da cidade e criaria um novo vetor de crescimento da cidade. No que se refere à circulação de veículos de outras regiões, Sabe-se também que o município é rota de passagem de um tráfego intenso de veículos de outras regiões. Eles se misturam à circulação da própria cidade, fazendo com que a travessia de pouco mais de 5 quilômetros de estrada leve, em algumas ocasiões, quase 30 minutos para ser feita. O deslocamento de turistas indo para as praias do Espírito Santo e de mercadorias para o porto de Vitória (ES) sofrem um atraso significativo ao passar pelo trecho de Manhuaçu. Aliás, com o crescimento econômico que o país vem experimentando e a dificuldade cada vez maior de escoar a produção em direção ao porto de Vitória, o investimento em fluidez seria uma excelente alternativa. O tráfego pesado de caminhões e grandes carretas seria desviado, aumentando a velocidade de circulação, reduzindo, assim, o tempo de viagem e custos de transporte. Com a execução do projeto do contorno, o atual trecho da estrada federal poderia se transformar em avenida de fluxo rápido da cidade. Assim, o trecho teria o seu uso modificado e receberia investimentos especiais. Com isso, poderia haver recursos até do município, o que não é possível atualmente porque o trecho é de administração federal. Nesse sentido, poderia ser

construído canteiro central, outros trevos e acessos para a cidade, realização de recapeamento de pista, inclusão de radares eletrônicos, sinais luminosos entre outras melhorias. Atualmente os três trevos de acesso para a cidade estão sempre congestionados e o drama aumenta ainda mais em períodos de maior movimento, como feriados e fim de ano. Além disso, Manhuaçu tem experimentando um crescimento do setor imobiliário muito grande. A cidade já está em processo de verticalização acelerada de suas construções, os lotes disponíveis tem se escasseado e o preço do solo urbano tem aumentado diametralmente com a necessidade. Com a realização do Contorno, o município ganharia um novo vetor de crescimento ao criar novas possibilidades de deslocamento e permitir a criação de novos arruamentos e lotes no setor leste da cidade. Barrados no leilão da BR-262 O Contorno Rodoviário de Manhuaçu consta no projeto de duplicação da BR-262, que foi a leilão no dia 18 de setembro de 2013. O governo federal planeja que a iniciativa privada realize a obra. Por isso, o Dnit afirma que, em face dessa proposta, não serão contempladas intervenções viárias em área urbana da cidade. Portanto, o próprio órgão já aguarda o projeto de transposição da estrada e garante que não irá fazer investimentos significativos no trecho. Contudo, no leilão realizado foram oferecidas as BRs 262 e 050, mas somente a segunda obteve êxito. Não apareceram interessados na BR-262 no trecho de João Monlevade a Vitória (ES). A Agência Nacional de Transportes Terrestres (ANTT) explicou que existem pelo menos 3 motivos para o insucesso da licitação. O primeiro é que não houve tempo hábil para que as empresas analisassem as propostas das duas BRs. O segundo é o chamado “Risco Dnit” - o departamento não garantiu a finalização das obras a serem realizadas no local nem garantiu o reequilíbrio econômico financeiro com a empresa vencedora, caso essa venha assumir as obras. Por fim, outro problema foi a exigência de instalações de canteiros centrais - a agência informou que seriam necessários canteiros de nove metros mesmo em trechos montanhosos, o que na verdade não era a real intenção do governo.

O intenso tráfego de veículos pesados torna o trecho urbano da BR-262 em Manhuaçu ainda mais perigoso

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A BR-262 tornou-se um corredor importante para desafogar o trânsito na região central de Manhuaçu.

Novas perspectivas O governo federal tem todo interesse em fazer a concessão do trecho, haja vista que o insucesso da empreitada tem impossibilitado investimentos importantes na região da Zona da Mata mineira. O governo salientou que irá realizar a licitação novamente, mas que vai mudar a estratégia. A licitação acontecerá de forma fatiada e não em conjunto com outros trechos. E o próprio governo irá responder às dúvidas das empresas interessadas e não o Dnit. O fato é que a obra do Contorno Rodoviário de Manhuaçu

Pedestres se arriscam na travessia da BR-262, que hoje divide a cidade Manhuaçu.

A instalação de radares foi uma das soluções paliativas para reduzir os riscos para pedestres e motoristas no trecho

se faz imperativa. Ela será a solução para problemas locais do município. Ao mesmo tempo, atenderá a uma necessidade de desenvolvimento da região ao viabilizar o trecho para deslocamento de produção vinda de todo o Brasil, além de criar novas possibilidades de investimentos. Acredita-se que o Contorno Rodoviário faz parte da nova agenda positiva para a região da zona da mata mineira. Espera-se que esse empreendimento traga a reboque novas perspectivas, incentivando o melhoramento na infraestrutura, estimulando novas empresas, impulsionando a criação de novas áreas de lazer, moradia, deslocamento e por fim, melhorando a qualidade de vida de toda a região.

Educação Superior

Manhuaçu começa 2014 com

curso de Psicologia A

educação superior vive um período de expansão em Manhuaçu. Dentre os avanços, a conquista recente do curso de Psicologia é uma das mais comemoradas pela população regional. Além da perspectiva de uma estrutura de ensino de ponta, com bibliografia atualizada e modernos laboratórios equipados com softwares de pesquisa específicos da área, a população será beneficiada com atendimento especializado e qualificado com o que há de mais atual nas Ciências Psicológicas. Com foco na Psicologia Clínica e Saúde Pública, o projeto pioneiro da Faculdade do Futuro contempla linhas tradicionais e contemporâneas, dentre as quais as neurociências, que ocupam papel de destaque nas pesquisas sobre o funcionamento do cérebro humano desde a última década, contribuindo na prevenção e tratamento de doenças como o Mal de Alzheimer. Outro diferencial será a implantação de uma clínica-escola, que vai oferecer atendimento à comunidade e, ao mesmo tempo, aprimorar o desenvolvimento profissional dos alunos. “Além do trabalho nas clínicas, consultórios, empresas, instituições de ensino, órg��os públicos, dentre outros, a intenção é que nossos psicólogos estejam aptos a atuar com eficiência do Programa de Saúde da Família ao hospital”, enfatiza o diretor administrativo da Faculdade do Futuro, Guilherme Almeida. A instituição já tem convênios firmados com o SUS e com as principais instituições de saúde de Manhuaçu, como o Hospital César Leite, e ainda pretende estendê-los para outros municípios, proporcionando um amplo campo de estágio para os futuros profissionais. A fim de garantir atendimento de qualidade à população e o acompanhamento do ensino, que hoje posiciona a Faculdade do Futuro entre as melhores do país, foram contratados professores mestres e doutores com experiência de mercado e na docência em Psicologia.

A Portaria que autorizou o funcionamento do curso foi publicada no Diário Oficial da União no último dia 29 de novembro, depois de mais de um ano de espera desde a visita da comissão do Ministério da Educação. “Na ocasião, o parecer favorável e os elogios dos avaliadores à estrutura da instituição, ao projeto pedagógico e ao corpo docente não nos deixaram dúvidas de que a abertura da graduação em Psicologia seria aprovada. Era só uma questão de tempo, pois tramitavam no MEC mais de 20 mil processos de autorização de curso. Agora ele está aí, para beneficiar toda a região”, afirma Guilherme. O primeiro vestibular para o curso de Psicologia já está com inscrições abertas. Os candidatos vão concorrer a 100 vagas, com início das aulas em fevereiro de 2014, junto com os demais cursos da Faculdade do Futuro.

Vestibular Psicologia Inscrições no site: www.faculdadedofuturo.edu.br

Além do trabalho nas clínicas, consultórios, empresas, instituições de ensino, órgãos públicos, dentre outros, a intenção é que nossos psicólogos estejam aptos a atuar com eficiência do Programa de Saúde da Família ao hospital. 45

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colaborador

Retrospectiva

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Por Bianco Cunha E-mail: bianco.cunha@gmail.com

T

udo na internet acontece de forma muito rápida. E da mesma forma que uma polêmica explode, ela desaparece na próxima semana. Outro assunto aparece e acaba substituindo aquele que passou. Os assuntos se tornaram cada vez mais rápidos e ao mesmo tempo, envolventes. Temos opiniões. Queremos opinar. E temos um espaço consolidado para discutir, debater e, às vezes, passar um pouco dos limites. Quem é que nunca se viu em uma discussão no Facebook, gastando palavras e palavras para convencer alguém sobre determinado ponto de vista? Estar fora de uma discussão é ao mesmo tempo estar dentro. Mesmo tentando evitar, acabamos formando uma opinião. Às vezes não publicamos. Às vezes publicamos. Talvez tenha sido esta a grande lição das colunas publicadas durante o ano de 2013 aqui, na REVISTA CONCEITO. Vivemos invariavelmente um tempo em que estar conectado ou não é um mero detalhe. Vai dizer que você nunca foi pego com uma pergunta do tipo: “você viu aquele vídeo super legal com o técnico de futebol?” É, se você ainda não viu, você está de brincation with me!* 2014 vem aí e promete ser um ano em que a arena virtual será ainda mais movimentada. Dois assuntos deverão pautar as discussões e será difícil não se envolver.

O primeiro deles é a Copa do Mundo de Futebol, evento que o nosso país sediará. Mais do que 200 milhões de técnicos, seremos 200 milhões de comentaristas. Todos dispostos a opinar se Robinho deve ou não ser convocado e se o Brasil joga melhor no 4-4-2 ou no 3-5-2. Podemos esperar um país mobilizado em torno da paixão nacional, e mais do que isso, muitos posts focando o assunto. Será um evento em que a cobertura será compartilhada. Celulares registrarão cada lance, cada jogada e cada momento dos bastidores. Vamos compartilhar o gol, a vibração, a bola na rede. Um grande estádio de futebol de norte a sul do país. O outro evento que promete esquentar os debates são as eleições. Teremos um cenário de eleição presidencial com presença massiva da população brasileira nas redes sociais. Mais do que em 2010, quando o Facebook chegava ao país e o Twitter se estabelecia, 2014 marca a presença real do brasileiro na internet. Além disso, políticos e partidos já perceberam que a disputa se dá não apenas no horário eleitoral de TV. Nada será por acaso. As manifestações que marcaram o país em 2013 nasceram de mobilizações virtuais. E em 2014 o futuro do país poderá ser decidido em muitos posts, compartilhamentos e likes. Um terceiro evento pode surgir e ainda ser definitivo: novas manifestações. Como vimos em 2013, as redes sociais participaram ativamente de um dos momentos mais importantes da história brasileira. Um movimento semelhante poderá ser definitivo tanto pra o caneco brasileiro na copa quanto para o resultado do pleito. Em 2014 estaremos acompanhando virtualmente o que acontece. E você está convidado a acompanhar, discutir, debater e a postar a sua opinião na página do Facebook da REVISTA CONCEITO! *Para quem não viu, procure no youtube os vídeos com o técnico de futebol Joel Santana. É garantia de boas risadas!

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colaborador Por Clores de Andrade Lage E-mail: cloresalage@hotmail.com

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Negócio de

gigante em carrocerias Heringer, sinônimo de tradição e qualidade, resolveu inovar e apostar no nicho do mercado que tem espaço para crescer em espaços diferenciados. Usando uma nova ferramenta tecnológica, tem agora outra referência que veio colaborar com a construção civil, dando um toque final diferenciado na decoração. Ela aposta nas soluções práticas para o cliente amar mais a casa ou o escritório. A produção é recente e surgiu quando a tecnologia começou a ganhar mais força. Placas comerciais, biombos, divisórias vazadas para separar ambiente sem isolar, combinando a diversidade do padrão e dimensões com a praticidade de instalação e manutenção, esbanja beleza e funcionamento. Portas, janelas, painéis, camas, luminárias – o profissional da construção civil vai poder viajar nas ideias. Tudo que a empresa quer é que as pessoas vivam melhor em ambiente original, singular e inusitado. Sou imensamente grata a eles por terem inves-

estilo

tido nessa área, pois é muito bom acompanhar as transições da vida. Quem cria faz melhor, com traços simples e certa geometria. Brinco com as formas, tenho paixão por tudo que é bonito e, neste caso, procuro unir a técnica e a inspiração, lidando com chapas de ferro e inox, executando formas por vezes escultóricas, pois os designers praticam uma espécie de imersão no estilo de vida do cliente e transforma o desejo no centro de atração, na arte personalizada. Quando você entrou em um ambiente e se sentiu num mundo à parte, a decoração e as obras de arte chamaram a atenção? Sinal de que o objetivo foi atendido. Vai construir, reformar ou redecorar? Conheça o trabalho da Heringer no Distrito Industrial de Governador Valadares. O conforto, a beleza nas formas, além das vantagens, tem o lado decorativo e prático. Chapas perfuradas é uma opção perfeita para cobrir o seu projeto de elogios.

Uma palavra Por Juliana Tedesco E-mail: julited@gmail.com

E

ra véspera de Natal e eu estava mais uma vez com um grupo de turistas brasileiros em Nova York. A cidade sempre iluminada estava mais bela do que nunca pela ocasião. E uma foto nas sempre lindas árvores de Natal é algo inevitável. No lobby do hotel em que estávamos hospedados, a decoração estava soberba e, óbvio, a fila se formou para a famosa foto. Eu, mesmo estando lá inúmeras vezes, sempre tinha algo novo para fotografar. Não me fiz de rogada e já na fila preparei minha câmera como boa turista. Chamei o gerente do hotel, George, meu amigo, para posar ao meu lado, e então pedi a Rafael, o maleteiro do estabelecimento, para bater a foto. Acho que não preciso dizer que a recepção estava lotada, principalmente porque todos estavam prontos para ir a alguma festa. Eu sempre fui da opinião de que a linguagem gestual é em muitas vezes a melhor opção para quem não sabe determinada palavra, e é entendida em qualquer idioma. Mas acho que eu mesma me esqueci desse aplicativo quando euforicamente me dirigi ao rapaz que ia bater a foto para falar que a câmera estava fora de foco e que ele precisava ajustar a imagem. Mas no meio de tanto barulho, música natalina, pessoas conversando, para me fazer entender tive que aumentar o tom de voz. Imaginem o que aconteceu? Em bom português, “focar” seria a palavra certa, mas foi aí que me dei mal. Eu não estava falando português, e, por uma infeliz coincidência, a escrita é diferente mas a pronúncia é a mesma, e essa palavra em inglês tem um significado horrível. E acredite: talvez seja uma das palavras mais ditas popularmente na boca do americano o que não tira o desmerecimento da mesma. O mal-estar foi geral quando, num ímpeto, toda a frase, exceto a palavra “focar”, saiu em inglês. Não teria eu percebido nada se o gerente não tivesse saído de perto de mim me olhando de sos-

e muita saia justa

laio com certo receio e muitos hóspedes olhando pra mim como se eu fosse uma criminosa. O meu amigo fotógrafo, com muito jeitinho, ao me devolver a câmera, viu que eu não havia entendido e me explicou muito vergonhosamente que eu acabava de falar em alto e bom tom, um grande palavrão em inglês. Eu não tinha como me desculpar com o pessoal todo da recepção, mas pedi desculpas ao gerente e de fininho sumi dali. A essa altura a minha imagem é que estava totalmente fora de foco e queimada. Pois é, até hoje, como se fosse um bloqueio linguístico, tenho dificuldade com foco de câmera e ainda bem que não como carne, pois não tenho que ficar pedindo “faca” em restaurantes. Faca, foco, focus. Que armadilha! PS: Acho bom aquele cantor Fiuck, filho do Fábio Júnior, não aparecer por aqui, não, viu... Ele, em pessoa, vai ser considerado um atentado ao pudor... Feliz Natal e Um Ano Novo cheio de muito amor e carinho!

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Lauro Moraes

Fotos: Wellington Sarmento/Fábio Heringer

Boom hoteleiro

O sucesso do empreendimento San Diego Apart Hotel Manhuaçu foi comemorado no último dia 5 com um coquetel na Aster Disco Hall. O projeto arrojado, com localização privilegiada, prevê um investimento de 10 milhões de reais na construção, que será iniciada até março do ano que vem, com previsão de conclusão das obras em três anos. A iniciativa, desenvolvida em parceria pela Byrros Salvador, João Batista, Adolfo Campos, Associados, Arquiplan e Arco Hotéis, já tem Vânia, Nailton Heringer, Luiz Alberto, diversos investidores na região e visa Lincoln, João Abreu oferecer flats com alto nível de conforto e serviços.

Manhuaçu tem Conceito Fotos: Wellington Sarmento

A 10ª edição da revista CONCEITO, que trouxe Manhuaçu como destaque de capa, foi recebida na cidade com lançamento oficial durante a 36ª Feira da Paz. Empresários, autoridades, políticos e imprensa prestigiaram o evento. A noite também foi de homenagem ao médico Celso Alves de Melo, patrono da Feira da Paz deste ano.

Alteheia, Senisi, Macilon, Vânia, Gelvânia, Eduardo e Persin

Rodrigo Mangerotti, Luiz Alberto Jardim, Oto Jardim

Lauro Moraes e Nailton Heringer

Lincoln Byrro

Regina e José Gomes (prefeito de Alto Caparaó)

Nailton, Celeste e Dr. Celso.

Rodrigo Mangerotti (superintendente Arco Hotéis), Natália Dornas e Daniel Baeta

Márcia e Jésus

Gelvânia, Vânia, Eleonora e Walter

Wellington, Fernanda, Lauro, S.J. e Ewellyanny

S. J. de Moraes e Cap. Schuab

Ademir Conrado (prefeito de Martins Soares), Lauro e Maurício Jr. Rodrigo, Thales Hannas e Lincoln Byrro

Lu Costa, Wellington, Silvio, Ronaldão, Rafael, Carlos Henrique

Elizangela, Ronaldo Lopes, Silvério Afonso e Toninho Gama

Mariza, Nailton, Dr. Celso e família

Jeferson Bechara, Silvério e Roberto Fois

Rodrigo Mangerotti

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“Retalhos” Curso de Psicologia

O pioneirismo e a competência dos professores Flávio e Beatriz Almeida foram premiados mais uma vez. A estrutura física, o projeto pedagógico e o corpo docente impressionaram os avaliadores e a Faculdade do Futuro obteve no fim do mês passado autorização do MEC para funcionamento do curso de Psicologia. A primeira turma já começa no ano que vem.

Bem-vinda, Pietra

O advogado Altair Campos Jr. e a esposa Laninha estão comemorando e vivendo intensamente a chegada da primogênita do casal. Saúde e muitas alegrias para a pequena Pietra!

Marketing no Jô

Um grupo de alunos da Facig participou de três gravações do Programa do Jô, em São Paulo. Entre as atrações, os atores Dan Stulbach e Maria Fernanda Cândido e a banda Biquini Cavadão. A participação no talk show da Rede Globo fez parte das atividades da disciplina Tópicos Especiais de Marketing. Os programas foram ao ar no mês passado.

Em defesa do patrimônio

O corajoso trabalho desenvolvido pela promotora Geanini Mota tem contribuído substancialmente para a administração responsável dos municípios abrangidos pela Comarca de Manhuaçu. Defensora inconteste do patrimônio público e cultural, ela tem trabalhado firmemente também pela preservação do patrimônio histórico manhuaçuense.

Dupla comemoração

O empresário Thales Hannas vai celebrar mais um aniversário com o Papai Noel batendo à porta. Nascido no dia 25 de dezembro, a expectativa é de comemoração e presentes multiplicados. Vai aí, portanto, nossa dupla saudação: Feliz aniversário! Feliz Natal!

Thales com os filhos Bernardo e Eduardo

Ano novo!

Que 2014 traga a todos boas novas e inspiração para recomeçar a jornada, com coragem, altruísmo, dignidade e fé. Paz e Bem! 53

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medicina estética

Manhuaçu em destaque na O desenvolvimento de Manhuaçu passa pela expressiva ampliação dos serviços de saúde – ambulatorial e hospitalar –, além de atendimento nas mais diversas especialidades. E graças à atuação do médico Wagner Pereira Rodrigues, a cidade destaca-se também no campo da cirurgia plástica. Com vários anos de atuação em Manhuaçu, o cirurgião investe sempre na atualização, participando dos maiores congressos e eventos da medicina estética, como forma de garantir atendimento com total confiabilidade e profissionalismo. Que 2014 seja um ano ainda mais bem-sucedido para este competente profissional! 55

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comunidade e à dedicação dos profissionais envolvidos nesta causa. Mais que pessoas com deficiência, os alunos da Apae de Caratinga são tratados como gente que merece respeito e carinho, e sempre são estimulados a desenvolver cada dia mais suas potencialidades. A entidade tem orgulho de pertencer a Caratinga e de prestar esse serviço tão importante para uma vida melhor, tanto para os alunos quanto para os pais e para a sociedade em geral.

Apae Caratinga

Uma entidade que é sinônimo de “amor”

em outros locais de auxílio aos atendidos. Atividades, por sinal, não faltam na associação: eles são capazes de aprender até sobre agricultura, na horta existente no espaço. A instituição disponibiliza diariamente três veículos para a zona urbana, enquanto as passagens de ônibus para a zona rural são oferecidas pelo município. A entidade serve alimentação diária para os alunos e seus acompanhantes e ainda fornece material didático. Mas a situação não é nada fácil. Por isso, um convênio firmado com os governos municipal, estadual e federal garantem repasse de recursos financeiros e de pessoal, que assegura a sobrevivência da Apae de Caratinga, juntamente com o apoio de sócios contribuintes que realizam doações mensais. A instituição só realiza este trabalho graças à colaboração da

U

ma instituição de amor e acolhimento. Assim pode ser definida a Associação de Pais e Amigos dos Excepcionais (Apae) de Caratinga. E a entidade construiu uma história na cidade que faz compreender melhor por que é tão querida. Fundada no município há ___ anos, ela atende pessoas portadoras de deficiências física, mental, auditiva e múltipla, e tem como objetivo proporcionar um atendimento especializado para todos que necessitam, além de dar orientações à família do aluno da entidade e defender seus direitos. Atualmente 403 pessoas entre crianças, jovens e adultos são atendidas pela associação. Na Apae

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de Caratinga, elas são beneficiadas com uma equipe multidisciplinar, capaz de prestar atendimento psiquiátrico, neurológico, fisioterapêutico, fonoaudiológico, psicológico, pedagógico, odontológico, além de oferecer também terapia ocupacional. Mas eles não são os únicos. Existe ainda a colaboração de profissionais cedidos pelo município e pela Secretaria do Estado da Educação e ainda a participação de voluntários. Os alunos da Apae recebem atendimentos individuais e em grupos nas salas de aula, na estimulação precoce, no Centro de Convivência e

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colaborador monstrar que não está interessada, não insista. 8. Run, baby, run: A corrida é uma das atividades físicas mais democráticas. Basta um tênis razoavelmente bom e você já pode sair por aí. Mas, homens, cuidado: correr de sunga é um erro mortal. Mesmo que você esteja parecido com um espartano do filme 300, nem pense em exibir-se pelas pistas da vida. Evite também ficar sem camiseta, não alivia o calor, além de deixar a pele muito exposta ao sol. Já as mulheres devem se lembrar que, na corrida, tudo balança. Então, sutiã e top reforçados.

Etiqueta na

academia

Por Janaína Depiné E-mail: contato@janainadepine.com.br

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ocê foi à luta. Ou melhor, se matriculou numa academia. Um lugar onde, por mais que você vá às aulas todos os dias e faça tudo certo, jamais sairá de lá. Além das músicas alucinantes, você terá que conviver com comportamentos estranhos. Sim, algumas pessoas desconhecem o manual das boas maneiras da malhação, e é para elas esse texto. Afinal, saber se comportar com elegância é como fazer exercício: aos poucos fica mais fácil. 1.Cabeleira: Antes de malhar, prenda o cabelo. Esqueceu o elástico? Corra na secretaria e peça uma borrachinha, dessas de prender dinheiro mesmo. Acaba com os fios, mas salva o chão da academia e, garanto, fará você lembrar na próxima aula. 2.Chanel nº 0: Por favor, não gaste seu maravilhoso perfume para ir à academia, muito menos se ele for importado e com alto poder de fixação. Ninguém quer morrer asfixiado pelo odor, ainda que de rosas brancas dos Alpes Suíços às sete horas da manhã. 3.Data de validade: Se o perfume sai, o desodorante entra. Roll on, spray, aerosol, em bastão, não importa. Capriche para não “vencer” no meio

da malhação. 4. “Bom dia amiguinhos, já estou aqui”: É sempre muito simpático dar um bom dia geral aos colegas. Isso vale para a professora, moça da portaria, o faxineiro etc.

versa espontânea podem ser um começo, mas, definitivamente, a sequência fica para depois da aula. 16. The winner is: Você pode ser um veterano, daqueles que está na academia desde a inauguração, mas nem por isso tem o direito de humilhar os novatos. Lembre-se: ninguém ganha medalha por fazer a aula direitinho. Não tem troféu, não tem título, não vai para o “Guiness”. Então, fique na sua. Seja simpático com os que estão chegando, se coloque a disposição, mas não banque o professor. Para isso existe o próprio.

9. Mono assunto: Tudo bem que academia é lugar de culto ao corpo, mas não tem nada mais chato do que só conversar sobre exercícios, dietas, séries de musculação. Aproveite para conhecer melhor as pessoas ou falar sobre amenidades em geral. Agora, se o único tema do colega é exercício, recomende uma ginástica cerebral.

17. Personal: Se você contratou um profissional para ficar praticamente te empurrando para fazer exercício, nem pense em fazer dele seu confidente ou psicólogo. Já pensou o quanto deve ser difícil ficar motivando você a entrar em forma e ainda ter que ouvir todas as suas psicoses e carências? Se faltar alguém para desabafar, procure um amigo ou ligue para o CVV.

10. Piscinão de Ramos: Se não quiser poluir a piscina das aulas de natação ou da hidro, tome uma ducha antes. E, claro, use sempre a touca ao entrar na piscina.

18. Pra terminar: Como tudo na vida, cuidado com os excessos. Cuidar de si mesmo é um valor que está na ordem do dia, mas deve sempre visar à vitalidade e não a “corpolatria”. Por isso, trate bem você: por fora e por dentro. Boa malhação!

11. Narciso acha feio: O espelho da academia é grande para todos poderem observar a execução dos exercícios. Portanto, não o monopolize. Tem gente que é tão espaçosa que se sente dentro do filme Flashdance, dançando “What a felling” e se esquece das outras dez pessoas atrás. 12. O mundo não acaba na primeira aula: Você entrou agora e já quer levantar 50 quilos como a colega sarada? Esqueça. Fazer ginástica é como jogar videogame: você muda de fase conforme evolui. Então, tenha paciência e deixe seu corpo responder ao estímulo.

5. Nu com a mão no bolso: O vestiário não é o banheiro da sua casa. Nada de ficar despida e circulando ao melhor estilo “Eva no paraíso”. Lembre-se sempre: andar peladona no meio de desconhecidos só é natural em praia de nudismo. Portanto, saia de calcinha e sutiã, ou cueca, do chuveiro.

13. Nem festa, nem passarela: Academia não é um desfile de moda nem concurso de beleza. Portanto a roupa não precisa ser fashion nem nova. O único pré-requisito é conforto, por isso os tecidos com elastano e lycra são os mais recomendados, mas não obrigatórios. Cuidado para não exagerar nos acessórios, muito menos na maquiagem que, aliás, não é necessária. Um batom clarinho está de bom tamanho. Se seu corpo não é de capa de revista, sem neuras. Saúde em primeiro lugar, estética em segundo. Comece a malhar e logo você notará tudo nos eixos.

6. Alô, alô, marciano: É falta de bom senso bater papo ao telefone dentro da sala de ginástica. Além de atrapalhar a sua aula, tira a concentração dos outros. Se for inevitável, deixe o telefone no silencioso ou com o toque bem baixinho e saia para atender a ligação.

14. O culpado é o mordomo: Frequentar uma academia é como um filme de suspense. Não pode escapar nenhum vestígio da sua presença. Portanto, deixe tudo exatamente como encontrou. Limpe os equipamentos de musculação que usar (aproveite aqueles sprays de álcool), guarde pesos, colchonetes e tenha sempre uma toalha para secar o suor e limpar o seu rastro.

7. Meu colega, meu amigo: Não tem problema nenhum conversar com a pessoa ao lado, desde que ela esteja afim e seja em voz baixa. Se ela de-

15. Amores possíveis: É possível encontrar o amor da sua vida numa academia? Sim, bem como na padaria da esquina. Por isso, não exagere na paquera. Uma troca de olhares ou uma con-

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Eduardo Fraga Aliança I

Daniel Ribeiro e Thauana Trindade trocaram as alianças para a mão esquerda no dia 26 de outubro. A cerimônia religiosa movimentou a Catedral de Santo Antônio, em Valadares.

Os noivos com os pais dela, José Donizetti e Valéria, e com a mãe dele, Geralda de Araújo Freitas

Os noivos com as irmãs dele: Nazaré, Ivone, Renata, Márcia e Marta

Eloísa Carvalho entre amigos

Na véspera do feriado de 15 de novembro, Eloísa Carvalho recebeu convidados especiais no salão de festas do Condomínio Morada do Lago para comemorar mais uma idade.

Eloísa, ladeada pela filha Alexandra, o genro Leonardo Zavanoli e o marido Geraldo Rodrigues

Antônio Salim e Luíza com Eloísa e Geraldo

Magali e Rafa Lima

Carol Zancanaro, Paula Lima e Elma Palhares

Mário Pena e Rita

Alfredo Fernandes e Cris Balieiro

Aliança II

Cristiano Carvalho e Ana Paula Pereira disseram “sim” no altar da Igreja de Nossa Senhora da Conceição, no dia 12 de outubro.

Os noivos com os pais dela, Francisco e Maria de Lourdes

Os noivos com os pais dele, Evandro e Celuta

Os noivos com a irmã dela, Renata

Júlia no “País das Maravilhas”

Foi em clima de contos de fadas que o casal Eder Costa e Gigi Azevedo recebeu os convidados para comemorar os 10 anos da filha Júlia. O clássico das histórias infantis, “Alice no País das Maravilhas”, serviu de tema para a linda festa que movimentou o salão social do América Futebol Clube.

Com os pais Eder Costa e Gigi Azevedo

Com o irmão Filipe Alves

Com o casal Oséas e Socorro

Com Maria Paula, Bárbara, Laura e Mariclay Ramos

Com o casal Keyla Cimini e Aldair Oliveira

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“Retalhos”

Lançamento

Encontro Feliz Idade

Miriam Leitão entre os alunos da Escola Estadual Deputado Agenor Ludgero Alves, em dia de lançamento do seu primeiro livro voltado para o público infantil. A Perigosa Vida dos Passarinhos Pequenos saiu pela Editora Rocco Jovens Leitores. “Os Passarinhos é que me contaram essa história, que pode ser lida para as crianças pequenas, lida pelas crianças que já sabem ler, mas lida pelos adultos também, porque é numa fábula tanto da defesa da natureza quanto das relações humanas”, define a autora.

O casal Sandes e Paulo Sérgio Gomes, que na cidade comandam a Agência Azultur. A empresa de turismo opera há 17 anos atendendo a nossa cidade e região. Em 2014 a agência vai promover o 1º Enafi – Encontro Nacional da Feliz Idade – de 5 a 9 de maio, em Ilhéus, na Bahia. No pacote, além do translado, está incluso hospedagem all inclusive no Cana Brava Resort, shows, palestras, jantar temático, recreação com profissionais de Educação Física e assistência médica.

Suprassumo

O “número 1” das pistas de dança no Brasil e lá fora agita a noite caratinguense. O produtor musical e deejay Carlo DallAnese foi o convidado especial da boate Diesel, na noite de 22 de novembro. Congestionamento de personas do Leste de Minas.

Leonardo Breder com Carlo DallAnese e Gui Kikuchi

Renata Araújo, Michelle Breder, Marta Ribeiro e Edmara Andrade

Ana Vitória, Evelyn Barosso, Bianca Vitt, Rhaianna Miranda, Anna Raquel e Larissa Nominato

Camila Batista e Rodrigo Breder

Felipe Xavier com Lídia Diniz, Camila Gontijo e Lunna Bretas

Jefferson Calili, Leo da XX, Edinei Batista, Andrey Chiste e Paulo Henrique Caldeira Brant

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Revista conceito 11ª edição