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CURITIBA, OUTUBRO DE 2011 - ANO 15 - N° 198 - 2° ANO DE JORNALISMO NOITE DA PUCPR

DESINTERESSE PELA POLÍTICA | Pág 04 SUSTENTABILIDADE EM ALTA | Pág 05 SUCESSO PROFISSIONAL | Pág 09 FALTA DE ATENÇÃO NO TRÂNSITO | Pág 14


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opinião

Curitiba, outubro de 2011

O SONHO DE MUDAR O MUNDO AGORA É INDIVIDUAL

Uma revolução silenciosa

Tudo ao mesmo tempo: tecnologia, dinheiro, carreira, empreendedorismo, responsabilidade social e natureza A Equipe Comunicare dessa vez tem um grande desafio em mãos, escrever sobre a GERAÇÃO Y, ou seja, sobre si mesma. Já que o termo se refere aos nascidos entre as décadas de 1980 e meados dos anos 90. Falar de si mesmo é complicado, mas também é divertido e motivador, analisar e descobrir como estamos escrevendo nossa história para o mundo e como seremos lembrados pelas futuras gerações. Capacidade de desenvolver várias tarefas ao mesmo tempo é uma das características mais marcantes, pois essa geração nasceu e está vivendo numa época de grandes mudanças tecnológicas. Além de usar e abusar da tecnologia, os jovens desenvolvem programas e produtos cada

vez mais avançados e inusitados que farão diferença na maneira de viver nos próximos anos. Da mesma maneira que buscam soluções sustentáveis para o planeta, pois a questão ambiental está sempre em voga. A situação econômica mundial, relativamente estável, se comparada às crises por que passaram as gerações anteriores, influencia muito a atitude desse grupo no mercado de trabalho. A maioria não se sujeita às tarefas subalternas de início de carreira e lutam por salários ambiciosos desde cedo. Em contrapartida, o imediatismo e a busca pelo novo, em todos os sentidos, acabam tornando tudo superficial, desde o excesso de informação até as relações

pessoais. E a superficialidade é muito perigosa, enfraquece e segmenta a cultura e reduz a vontade de conhecer de verdade qualquer coisa ou até mesmo pessoas. As artes são trocadas pelo entretenimento. A saúde, pela vaidade. E até mesmo o amor, ou outros sentimentos, pelo dinheiro. É difícil lutar contra uma força que está presente em todos os momentos, através dos mais diversos meios. Mas é preciso se libertar das embalagens e ir muito além da “casca do ovo”. Lembramos das gerações anteriores pelas suas lutas e conquistas, como a Geração BabyBoomers, que lutou pela paz depois da 2º Guerra Mundial, ou a Geração X (1960-1980) que mudou muitos conceitos éticos e

morais da sociedade e buscou a liberdade e igualdade. Mas, agora o sonho de mudar o mundo é individual, a revolução é silenciosa e a competição é acirrada. Não existe uma luta por uma grande causa ou uma forte crítica social e nem mais aqueles protestos revolucionários. A Geração Z, nossa sucessora, já está chegando. E o que ela vai ouvir e dizer da Y? Que foi uma geração de muitos ideais, porém de poucos resultados? Encaminhar os passos para uma mesma direção faz alcançar mais rápido a linha de chegada. Cantar o mesmo hino faz as vozes ecoarem por mais tempo. Ana Evelyn de Almeida

Edição nova, o mesmo erro

Um jornal se constrói da seleção e hierarquização de informações

Fazer uma edição temática não é fácil, já comentou Cahuê Miranda, editor da Tribuna do Paraná, na crítica à edição de julho publicada no Comunicare de agosto. Gostaria de completar dizendo que corrigir os erros também não é, mas é necessário. O texto do Cahuê afirmou que a turma havia superado apenas em parte o desafio. Na minha interpretação, faltou foco para definir um escopo de trabalho que fizesse sentido e ao mesmo tempo contemplasse a multiplicidade do tema. Bem, faço minhas as palavras. Na edição sobre a mentira também faltou foco, pessoal, foco. O trabalho jornalístico é, em grande parte, selecionar informação. É edição. É hierarquização. Esse tipo raciocínio vai do texto, passa pela foto, sobre aos títulos e contempla até mesmo o planejamento e fechamento de um jornal. Se ele falta, o foco some. A escolha do tema foi muito boa. Este foi o ponto alto do jornal. A mentira, apesar de ter “perna curta” rende “pano pra manga”. Mas para poder aproveitar, temos que entender que dar conta de todas as mentiras que

os homens contam é tarefa muito grande. É necessário selecionar algo menor, como uma edição somente sobre a mentira na política, ou no cotidiano, ou ainda na internet. Porém, colocar tudo isso junto, sem uma coesão apropriada, não funcionou. Muitos textos também tiveram o mesmo problema. Um exemplo é o próprio editorial. Mais do que uma opinião, em edições mais “frias” ele explica e norteia o projeto. No entanto, parecia desnorteado. O texto começa citando alguns tipos de reportagens desenvolvidas, mas logo passa para um tom opinativo e encerra na filosofia. Foco, EXPEDIENTE Jornal Laboratório da Pontifícia Universidade Católica do Paraná Edição nº 198 | Outubro/2011 PUCPR Rua Imaculada Conceição 1.155, Prado Velho - Curitiba/PR www.pucpr.br Reitor Clemente Ivo Juliatto Decano do CCJS Alvacir Alfredo Nicz

pessoal, foco. Outro exemplo de problema foi a matéria central. Apesar da ousadia positiva em se comentar sobre a política e a família Richa no poder - um tema difícil - onde está a falsidade aí? Nepotismo pode ser ruim, mas não é mentira. Bom para a sociedade se realmente fosse. Outro problema, e de grande impacto: o visual. Em 16 páginas, tirando capa e contracapa, apenas as páginas centrais e a 3 possuem uma única matéria. As demais são todas divididas da mesma forma - duas matérias sobre a mesma “editoria”, uma principal acima e outra secundária abaixo,

com uma foto, infografia ou box do lado direito da página, quase sempre. Além de deixar o jornal monótono, isso mostra falta de uma hierarquia dos assuntos, de um planejamento de edição, de apostas em conteúdos mais relevantes do que outros... Ou seja, faltou foco. Um jornal se constrói - ainda mais nos dias de hoje - da seleção e hierarquização de informações. E nenhum trabalho fica de pé se não ouvirmos a críticas e corrigirmos os erros.

Decano-Adjunto do CCJS Marilena Winters

EDITORIAS

Diretora do Curso de Jornalismo Mônica Fort COMUNICARE Jornalista Responsável Cícero Lira - DRT 1681 Coord. de Projeto Gráfico Alessandro Foggiatto EDITORES Editor-chefe: Jhonny Castro Editora de arte: Etiene Mandello

Luís Celso Jr. Editor de Mídias Sociais e Interatividade da Gazeta do Povo Capa: Comportamento: Rosane Cadena Cultura: André Recchia Economia: Maria Elisa Brenner Busch Educação: Tiago André dos Santos Emprego: Gabriela R. Campos Entrevista: Penélope de Miranda Esporte: Fellipe Gaio Meio Ambiente: Mariana Kais de Azevedo Opinião: Ana Evelyn de Almeida Política: Julio Cesar Glodzienski Saúde: Camila Barbieri Tecnologia: Isadora Domingues Trânsito: Jasson Wolff Maciel

FALA, PROFESSOR

“O jornal convida a pensar e refletir sobre um mesmo tema. Mas um espaço pra divulgação e produção de arte, como a literatura, faz falta.” Wesley Santana Professor de Língua Inglesa e Literatura na PUC PR

FALA, ALUNO

“Abordar um tema em várias ramificações coloca o leitor em vários ambientes sociais diferentes e fortalece o pensamento crítico.” Sergio Eduardo Haiduk Júnior Cursando o 8° Período de Engenharia de Produção da PUC PR

NOSSA CAPA

“ A tecnologia e sua constante evolução fazem parte do cotidiano da Geração Y. Tal ideia é demonstrada na capa através do Tablet e da arte de rua”. Equipe Comunicare


entrevista

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Curitiba, outubro de 2011

O JOVEM PASSA POR TRÊS ETAPAS PARA CONSTRUIR UM PLANO DE NEGÓCIO

Projeto ajuda jovem a empreender

Comunicare: Como a ideia do projeto surgiu? Clarissa Muller: Esse trabalho já havia acontecido em 2008 e percebemos que o jovem quer abrir um negócio mas não sabe ao certo o que e por onde começar. Por isso com o projeto de agora colocamos uma etapa anterior ao plano de negócios que é o Laboratório de Ideias, então o Projeto Geração Y é um aperfeiçoamento de uma experiência anterior. Comunicare: Qual o objetivo do Projeto Geração Y? Clarissa Muller: Apoiar jovens que querem empreender e ajudar a por em pratica o plano deles, a ter um foco e a acreditar em si. Tem muito aqui essa questão da auto estima, que a gente acredita nele, que tem que correr atrás do que quer. Então nosso objetivo é dar esse apoio pra seguir em frente. Comunicare: Quem é beneficiado pelo programa e como eles se interessam? Clarissa Muller: Jovens de Curitiba e região metropolitana de 16 a 30 anos de baixa renda podem participar no projeto. Eles se interessam porque nós vamos atrás, colocamos cartazes em terminais e ônibus. Temos

Clarissa Muller, assessora no Projeto Geração Y

parceria com instituições que trabalham diretamente com o jovem e fazemos palestras nos grupos de jovens de igrejas apresentando o programa Comunicare: Como funciona esse trabalho feito com os jovens? Clarissa Muller: Primeira pergunta que fazemos pro jovem é: O que inspira você? Se ele quer mudar a realidade dele, se quer um futuro melhor pra família, se quer desenvolver as habilidades que ele tem, se é ter o próprio negócio e questionamos o que esse negócio pode contribuir para sua comunidade. O processo é composto pelo laboratório de ideias e feira de ideias, negócios sociais e banca final, etapas que o jovem tem que ser aprovado. Comu n ic a re: O que é aprendido nessas etapas? Clarissa Muller: Primeiro conhecemos os pontos fortes de cada um, as habilidades, o porque de se abrir um negócio e sua importância. É aprendido competências necessárias para se empreender e ensinamos a ver os problemas como uma oportunidade.

“Tem muito a questão da autoestima, acreditar em si”

Depois vem a Feira de Ideias onde cada jovem tem uma barraquinha para apresentar sua idéia para avaliadores empreendedores. O Plano de Negócio serve para ver o que é o produto, os diferenciais dele, fazer uma pesquisa de concorrentes, quem é o cliente, elaborar estratégias de marketing e noções de custos. Finalizando o processo tem

a Banca Final, quando eles são avaliados e entregam todo o documento preenchido ao longo do programa. A banca é composta por quem trabalha em gestão e empreendedores que aprovam o jovem ou pedem alterações no plano de negócio. Comunicare: Depois de serem aprovados na Banca Final, os jovens recebem certificado por terem participado do projeto?

Clarissa Muller: O jovem recebe certificado de que ele elaborou um plano de negócio. Ter isso de forma clara e apresentar um plano é importante para conseguir parcerias ou financiamentos. Comunicare: Os jovens realmente aprendem e tocam o negócio deles pra frente? Clarissa Muller: Todos que terminaram estão trabalhando naquilo que criaram no projeto, com um plano de negócio eles dão certo e evoluem, estão vendendo, então eles não param. Quando terminam o projeto eles tem acesso ao micro crédito, nós temos um portal onde contamos a história do jovem e de quanto ele precisa, muitos já conseguiram comprar o que precisavam através do micro crédito, são anjos empreendedores que se interessam, oferecem parceria e ajudam esses jovens. Para entrar em contato com o projeto acesse o site: www.projetogeracaoy.org.br Ou ligue: (41) 3013-2409 Penélope Miranda

Como Funciona

Imagem retira do site do projeto

Clarissa Muller, formada em publicidade, é assessora no Projeto Geração Y. Há oito meses no projeto trabalhando com jovens da geração de 16 aos 30 anos; Clarissa, 25 anos, já viu muitos jovens terminarem todo o processo do curso e fazer o negócio dar certo. O Projeto Geração Y, desde agosto de 2010 ajuda jovens de baixa renda que tem um sonho e uma ideia de empreendedorismo mas não sabem por onde começar e como evoluir no negócio. Além da questão para ganhar dinheiro, é trabalhado com os jovens a questão social e o projeto dá apoio para seguir em frente.

Foto: Penélope Miranda

O Projeto Geração Y incentiva o empreendedorismo econômico e social de jovens de baixa renda em Curitiba

A intenção é melhorar o acesso as oportunidades de trabalho e carreira, além de melhorar as condições de vida dessas regiões. O objetivo do Geração Y é que os jovens despertem a vontade de empreender, de pensar no seu futuro e no futuro da própria comunidade.


04

política

Curitiba, outubro de 2011

CRIMES NO CIBERESPAÇO

Marco Civil X Lei Azeredo

Com o avanço da tecnologia e a popularização da internet, aumentou a incidência de uma nova modalidade de crime: o virtual. Apesar da discussão não ser nova, o Brasil ainda engatinha quanto a criação de uma lei específica sobre o tema. O texto que trata do Marco Regulatório Civil da Internet (que estabelece princípios, garantias, direitos e deveres para o uso da Internet no país), acaba de ser enviado ao Congresso Nacional. Criado por juristas, com a colaboração de consultas públicas, o texto levou cerca de dois anos para ficar pronto. Anterior ao Marco, tramita há 10 anos o Projeto de Lei n°8499, ou “Lei

Azeredo”, que tipifica e criminaliza diversas atividades realizadas na rede. De acordo com o advogado especialista em Direito Eletrônico, Omar Kaminski, que trabalha na área há doze anos, “existe hoje uma questão político/ideológica que só dificulta a criação de uma lei de crimes da internet. De um lado você tem a PL 84/99, de autoria do Senador Eduardo Azeredo (PSDB). De outro, o Marco Regulatório Civil da Internet, idealizado por integrantes do PT”. Além desse entrave político, o advogado destaca questões relacionadas ao próprio entendimento e aplicação da lei: “Como

“No início tomei um susto, mas me acostumei a lidar com as chantagens”

caracterizar um acesso indevido? Por quanto tempo determinar a guarda de logs (registros de acesso à internet)? Quando quebrar o direito à privacidade e ao anonimato? São todas questões difíceis de mensurar”, aponta. Outra preocupação é com a censura, já que a internet é um ambiente democrático por excelência. Segundo dados do Ministério Público Federal, as infrações virtuais mais cometidas pelos jovens são crimes contra a honra, como calúnia, injúria e difamação. Exemplo desse quadro, a estudante Flávia Jannini, 20 anos, teve o seu perfil de uma rede de relacionamentos roubado. “No início eu tomei um susto, mas me acostumei a lidar com as chantagens. Depois começou a me incomodar. Ela sabia coisas particulares como endereço e telefone”, conta. Orientada a denunciar o caso,

Foto: Letícia Donadello

Ainda sem uma lei específica, Brasil utiliza o Código Penal para punir crimes eletrônicos

Flávia teve seu perfil roubado, mas continua ligada em redes sociais

Flávia procurou o Ministério Público. Depois de explicar a história a um Promotor de Justiça e até “passar vergonha”, como ela mesma destaca, nada foi feito. “Informaram que não poderiam fazer nada, pois não era assunto

daquela jurisdição”. A estudante participa hoje de outra rede social e diz que aprendeu a conviver com a insegurança. “Não acho seguro, mas já aceitei essa condição”, completa.

Rubia Lorena Curial Oliva

PESQUISAS APONTAM DESINTERESSE PELA VIDA POLÍTICA

TSE tem poucas candidaturas de jovens

A última pesquisa do Ibope aponta que 53% dos eleitores com idade entre 16 e 24 anos apresentam interesse médio ou alto nas eleições. Segundo estudos do IBGE, apenas 12,9% das candidaturas registradas no Tribunal Superior Eleitoral (TSE), são de pessoas entre 18 e 34 anos. Para tentar reverter essa situação, alguns jovens que ingressam na vida política tentam, a partir dos mesmos mecanismos utilizados pela Geração Y, aproximar-se dessa parcela do eleitorado. É o caso do vereador de Curitiba, Jonny Stica, 27. “Eu utilizo bastante as novas tecnologias. Esse uso é natural para mim, afinal, faço parte dessa geração que cresceu usando tecnologia diariamente. Às vezes penso que se não fosse a internet, praticamente ninguém saberia do meu trabalho”, conta o vereador do PT. Ainda sobre o envolvimento, mas do ponto de vista da políti-

ca em relação aos jovens, Stica afirma que poderiam existir mais políticos ligados a essa parcela do eleitorado. “Acredito que, à medida que os jovens passarem a eleger mais jovens, os partidos irão perceber e lançar mais candidatos nessa faixa de idade”, aponta. Alguns especialistas explicam que esse distanciamento se dá por diversos motivos: maior enfoque na sua qualificação profissional; preferência pelo setor privado, pela chance de ascenderem mais rapidamente; e também a alienação, muito recorrente nessa faixa etária, ocasionada pelo surgimento das novas tecnologias. Próximo a isso, o perfil da Geração Y também é apontado como um fator que a distancia da vida política. O administrador e desenvolvedor de lideranças, Adriano Berger, define esses jovens com “perfil arrojado, muito autoconfiante, porém displicente,

ou seja, perde o foco com facilidade; não se aquieta, não suporta trabalho repetitivo e não vê a hora de crescer profissionalmente”. Berger ainda ressalta que o perfil da Geração Y não condiz com o de um político padrão. “O jovem dessa geração é prático, não burocrático; é autêntico, não dissimulado; é criativo e direto. Ele não combina com o discurso eleitoral e lutará pelo o que é seu, dedicando seu tempo para garantir o seu futuro”, afirma. Outros estudiosos retrocedem um pouco para afirmar que essa aversão é uma das conseqüências da despolitização do país, na época do regime militar, que não incorporou a juventude no processo político e fez com que não surgissem novos líderes. Ainda citam que a passagem de Fernando Collor pela presidência do Brasil fez com que o povo temesse políticos com pouca experiência. Letícia Martins Donadello

Política se adequa à era digital O uso das mídias sociais pelos jovens modificou e influenciou a dinâmica da campanha eleitoral. A eleição de Barack Obama exemplifica o uso delas como ferramenta de comunicação. Essa nova fase fez com o que o ex-presidente Lula sancionasse, em 2009, o projeto de lei que regulamenta o uso da internet pelos candidatos: - Campanha na internet: é liberada a atuação de sites jornalísticos, de relacionamento e blogs durante as campanhas. Os sites podem realizar debates entre os candidatos sem as mesmas regras aplicadas às rádios e televisões. - Propaganda política na internet: é liberada a veiculação de propaganda política na internet desde 48 horas antes do pleito até 24 horas depois da eleição. Os candidatos podem fazer propaganda em seus sites oficiais, ou dos partidos, mesmo no dia da eleição. - Anúncios na internet: continua proibida aos candidatos a publicação de anúncios na internet. - SMS: é permitida a utilização de outros meios de comunicação interpessoal mediante mensagem eletrônica durante a campanha eleitoral, em que se enquadram as mensagens enviadas por celular.


meio ambiente

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Curitiba, outubro de 2011

DESENVOLVIMENTO QUE GARANTE O FUTURO DAS PRÓXIMAS GERAÇÕES

Sustentabilidade cresce na Geração Y

O estudante Wagner Nazari aborda jovens nas ruas para divulgar as ideias de sua futura ONG

está sempre envolvido em movimentos estudantis em prol do meio ambiente. Juntamente com o centro acadêmico faz protestos, palestras e discussões, sempre em busca de conscientizar as pessoas sobre a importância de atitudes sustentáveis. A última passeata em que esteve envolvido foi relacionada às mudanças no Código Florestal, que mesmo com protestos de ambientalistas foi aprovada. Mas, ao mesmo tempo que muitas pessoas realmente se em-

“Não é a ação em particular que muda, mas a atitude”

penham em mudar esta realidade, outras não fazem esforço algum, coisas simples que poderiam ser feitas no dia a dia. “Muitos de meus colegas que fazem engenharia ambiental sequer separam o lixo, quem dirá trocar o carro pela bicicleta, e ao mesmo tempo, a procura por cursos relacionados à área aumentou”, afirma. Ele acredita que a preocupação com o meio ambiente parte de cada um e que cada vez mais as empresas se preocupam com a natureza e com o mundo que vivem.

é a adoção de fontes de energia limpa e que possa ser reutilizada. Segundo dados do IBGE, em 2009, 47,2% da energia utilizada no Brasil era fruto de fontes renováveis. Mas, a atividade humana fatalmente produz resíduos, principalmente lixo proveniente de atividades domésticas, indus-

Indústria A forma mais utilizada para tornar a indústria sustentável

triais e da construção civil. Tudo que é transformado pelo homem também gera produtos desinteressantes, ou seja, dejetos que muitas vezes não têm utilidade e são descartados de maneira incorreta. Denys Alberto de Oliveira, 21, trabalha na SC Automaton, empresa de automação industrial, que também visa a sustentabilidade ambiental em seus produtos. Segundo o jovem uma solução inteligente, e eficiente, para minimizar o problema da alta emissão de resíduos no meio-ambiente é a otimização da produção energética nas indústrias. “A criação de produtos e máquinas sustentáveis, como nós buscamos, traz benefícios não só do ponto de vista ambiental, mas também do ponto de vista econômico do mercado. O capital que antes era ‘queimado’ na forma de combustível não reaproveitado agora pode ser empregado na reciclagem de materiais que servirão como energia e poderão ser reutilizados”, completa. Mariana Kais de Azevedo Miguel Rezende Paula Lima

Sustentabilidade em Curitiba Foto: Divulgação

Os jovens estão cada vez mais presentes nos assuntos ligados à sociedade e, no ramo ambiental, não é diferente. Buscar novas soluções sustentáveis e lutar pelos direitos ambientais são atividades que se tornam frequentes na rotina de muitos deles. A sustentabilidade nada mais é do que uma conciliação entre a sociedade, crescimento econômico e preservação ambiental. Ser sustentável é usar somente o necessário, promover o melhor tanto para pessoas, assim como para o meio ambiente. Wagner Nazari, 20, estudante de Engenharia Industrial Madeireira da UFPR, tem o projeto de montar uma ONG com o intuito de estimular cada vez mais jovens a “pensar verde”. Segundo o estudante, o amadurecimento da ideia de que é preciso se preocupar com o social e o meio ambiente começa a aparecer em forma de atitudes no dia-a-dia e, muitas vezes, em situações inusitadas. “O ato de não jogar um papel de bala pela janela do carro, por exemplo, já pode fazer muita diferença. É preciso entender que não é a ação em particular que muda, mas a atitude”, afirma. Wagner diz que, apesar de precisar resolver problemas urgentes, como a destinação do lixo e o tratamento de resíduos sólidos, Curitiba ainda está muito na frente se comparada a outras cidades do país. Dados da prefeitura apontam que, há 40 anos, a cidade vem seguindo um planejamento estratégico e a conservação ambiental é um dos pilares fundamentais para que o plano se concretize. “Ano passado a capital conquistou o prêmio Globe Award Sustainable City, que elege todo ano a cidade mais sustentável do mundo”, conta. Com a mesma preocupação, o estudante de Engenharia Ambiental, Walderland Machado, 22,

Foto: Paula Lima

Apesar de melhorias importantes em alguns indicadores ambientais, jovens acreditam que ainda há um longo caminho a percorrer

Desde os anos 90, Curitiba sustenta o título de capital ecológica. Além de ser conhecida em todo país por seus diversos parques e bosques, a capital paranaense também tem sediado os mais importantes eventos ligados ao meio ambiente. Em 2011, pela quinta vez consecutiva, a cidade recebeu o Congresso Internacional de Biotecnologia e ocorre a BIOTech Fair 2011 – 4ª Feira Internacional de Tecnologia em Bioenergia e Biocombustível. Para o estudante de Engenharia Ambiental, Vinicius Ratts, 20, esses eventos são de extrema importância para que a população possa se conscientizar sobre os benefícios trazidos pela sustentabilidade. “É muito legal nossa cidade ser escolhida para esses eventos. Nosso futuro depende da sustentabilidade e se as pessoas tiverem consciência disso, viveremos em um mundo melhor”, comenta.


06

educação

Curitiba, outubro de 2011

A GERAÇÃO Y ENSINA DE UMA MANEIRA DIFERENTE

Inovações nas salas de aula

O método de ensino em escolas e universidades começou a sofrer mudanças, principalmente devido à diferença no tipo de aluno. Após a Revolução Tecnológica, professores mais jovens – pertencentes à Geração Y -, têm se utilizado com maior frequência de formas mais contemporâneas, e mudam também a forma de se relacionar com seus alunos. Quando comparados com os professores da Geração X, é perceptível a utilização não só de material multimídia - como projetores e conteúdo on-line -, mas ousam com a convergência da matéria lecionada e a possibilidade de relacionamento em redes sociais. Joel Ramalho, professor de ensino

médio e com apenas 23 anos, adiciona seus alunos em sites como Facebook e Twitter, e vê nisso um complemento ao que se estuda em sala de aula. “Apesar de a diretoria não recomendar, eu mantenho contato com meus alunos pelas redes sociais”, explica. O professor ainda alerta sobre a timidez de alguns alunos em sala, mas que se sentem mais à vontade para tirar dúvidas via internet. “Não ganho e não acho justo ganhar para isso, faço porque ajuda eles. Não estou servindo, estou me complementando”, finaliza. Outro ponto em destaque é a forma como o relacionamento entre professor e aluno tem mudado ao longo dos anos. Muitos

“Não estou servindo, estou me complemetando”

Foto: Tiago André dos Santos

Como a mudança de gerações afeta a forma de ensino e relação entre alunos e professores, tornando-os mais próximos do que antes

Jovens professores utilizam a tecnologia a seu favor

professores, de outras gerações, eram vistos como figuras distantes e dificilmente havia alguma relação fora do colégio. Porém, hoje se aproximaram de seus alunos e em muitos casos criam laços de amizade com os mes-

mos. “Esta nova relação com os estudantes se dá muito devido a proximidade de idade”, conta Joel. O professor ainda fala sobre como se surpreendeu com o respeito por parte dos alunos, quando achava que a idade seria um

empecilho. Por outro lado, o interesse do aluno pode ser um fator de intervenção no bom relacionamento em sala de aula. Rodrigo Diedrich dos Santos, de 21 anos e professor de filosofia em três colégios na cidade, garante que o fato de algum estudante gostar ou não de uma matéria e assim poder levá-la a sério, depende da habilidade do professor em despertar o interesse do aluno pelo conhecimento. ”Descobri que queria ser professor em uma aula de Filosofia, quando estava no meu 1º ano do ensino médio. O professor era muito dinâmico e me incentivou a fazer o curso”, relata. Para isso acontecer, segundo Joel Ramalho, é necessário uma vida dedicada ao serviço de lecionar. “Não existe imediatismo. Precisa de anos de trabalho”, afirma. Felipe Martins Tiago André dos Santos

NOVOS PROFISSIONAIS NÃO PARAM DE ESTUDAR APÓS A FORMAÇÃO NO TERCEIRO GRAU

Especialização é a meta de jovens estudantes o meu currículo e conseguir uma posição de mais destaque na empresa onde trabalho. É um diferencial importante para aqueles que desejam crescer na carreira”, garante a jovem. Daiane também defende que a cobrança pela melhor formação acadêmica, a necessidade do ensino especializado para aumentar as condições de exercer a profis-

são e a abertura que as empresas dão aos profissionais mais capacitacidos são os principais pontos para quem procura os cursos de excelência. Porém, para a estudante, não há vantagens da extrema formação teórica perante a experiência prática, nem vice-versa. “Elas complementam-se, andam juntas, não há ganhos em se destacar

Foto: Tiago André dos Santos

A busca pelo conhecimento teórico e pelo grau cada vez maior de especialização através dos cursos de pós-graduação, mestrado e doutorado tornou-se uma característica marcante da Geração Y. Muitos jovens recémformados nas universidades não se contentam com o que foi adquirido nos cursos superiores e vão atrás da excelência no ensino em sua área de atuação, muitas vezes deixando de lado a parte prática do processo. A profissional formada em Relações Públicas pela Pontifícia Universidade Católica do Paraná no final de 2010, Daiane Zielinski, 22 anos, iniciou a sua pós-graduação em Administração na mesma instituição já em março de 2011. Para ela, apenas a formação no ensino superior não é suficiente e é necessário o aprimoramento em sua profissão. “Eu busquei a especialização com o objetivo de melhorar

A excelência no ensino é cada vez mais procurada entre os jovens

em uma parte e não ter conhecimentos na outra”. E continua: “quando você tem a teoria em sala de aula e não trabalha, não se dá muito valor para os ensinamentos e acredita que não vai utilizá-los na vida profissional. Já quando você trabalha e faz uma especialização, o conteúdo aprendido é bem mais importante, pois você sabe o que pode utilizar em seu trabalho e o que vai ser útil para empresa”, finaliza a estudante. Profissionais da área do ensino podem lecionar apenas obtendo o terceiro grau completo, mas não fogem da regra de buscar cursos mais específicos para se tornarem melhores. É o caso do professor colegial Jackson Saraiva, nascido em 1º de fevereiro de 1981, ou seja, no início da Geração Y. Titular na cadeira de matemática do Colégio São José, em Porto União, interior de Santa Catarina, Jackson, que dá aulas des-

de que saiu da faculdade, há oito anos, explica que o conhecimento que obteve no segundo grau foi muito importante, mas por vezes não é o suficiente. “Sempre tem aquele aluno que traz uma dúvida que foge do nosso conhecimento e, por isso, o professor tem que se manter atualizado e nunca deixar de estudar”. O professor, de 30 anos, concluiu sua pós-graduação no ano de 2005 e agora faz mestrado na cidade de Joinville, a aproximadamente 150 km de distância, por falta de instituições com cursos especializados na cidade onde vive, conciliando com as aulas do colégio. “Porto União não tem cursos de excelência, portanto tive que buscar em outra cidade e dedicar os períodos em que não dou aulas aqui para poder me especializar”, conclui. Alexandre Senechal Duarte


tecnologia

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Curitiba, outubro de 2011

A FACILIDADE EM MANUSEAR ELETRÔNICOS FAZ JOVENS SE DESTACAREM NO MERCADO

Geração Y cria novos projetos Jovens da década de 80 e 90 inovam na criação de programas relacionados ao mundo digital

Pessoas nascidas entre as décadas de 80 e 90, por administrarem bem o uso de aparelhos eletrônicos, vêm desenvolvendo programas relacionados a tecnologia cada vez mais inusitados. É a famosa Geração Y. A agilidade desses jovens com a tecnologia vem da familiaridade que têm com ela. Marco Antônio Gonçalves Kawajir, 24 anos, estudante do 6º período da Ciência da Computação na PUCPR, diz que não se lembra quando foi o seu primeiro contato com meios eletrônicos, ele cresceu inserido na era digital - muito diferente das pessoas das gerações X e baby boomer. O estudante conta ainda que passa mais do

que doze horas por dia conectado na internet. Essa integração com o mundo digital, foi o fator decisivo, segundo ele, que o levou ao curso que faz. Kawajir relata que, como queria trabalhar com algo que gostasse, decidiu cursar Ciência da Computação, acreditava ser esse o único caminho para as pessoas que tinham certa afinidade com o computador. Após entrar na faculdade, Marco participou de dois trabalhos de iniciação científica. Um desses projetos, realizado juntamente com seu professor - o Dr. Fabrício Enembreck - se resume ao desenvolvimento de um algoritmo, ou seja, uma se-

“Não lembro do meu primeiro contato com a tecnologia”

quência de ações implementadas - nesse caso - por um computador (como um software), que trata de criar uma maneira para otimizar o consumo de energia de locomotivas e manter níveis seguros para a sua operação, usando uma técnica que se baseia no comportamento de colônias de formigas. O estudante explica que “o software simula o comportamento das formigas, que acham os caminhos mais rápidos e eficientes para percorrer o trajeto do formigueiro até suas fontes de alimentos”. O caminho otimizado pelas formigas se baseia em possíveis acelerações ou freadas, dependendo da parte do trajeto. O Foco, então, do projeto é na utilização do melhor conjunto de ações - marcha e freio - a ser usado pelas locomotivas. Parte-se da premissa de que o caminho percorrido pelo trem é fixo. Um programa complexo de

PROJETO TRABALHA COM JOVENS DE BAIXA RENDA

Tecnologia que forma cidadãos

Amigos do projeto Aliança Empreendedora

A Geração Y está transformando o mundo através de descobertas. Os avanços tecnológicos fazem com que as gerações passadas, a Geração X, por exemplo, enxergue a Geração Y, de maneira negativa. A coordenadora dos projetos de juventude da ONG Aliança Empreendedora, Liziane Dranka Silva Brito, de 25 anos, afirma que a tec-

nologia pode ser utilizada para atrair jovens de baixa renda ao empreendedorismo. “As mudanças constantes dos aparelhos tecnológicos vem se tornando cada vez mais inclusivas e com isso a comunicação torna-se mais fácil”, diz Liziane. A coordenadora do projeto trabalha com jovens de baixa renda, de até cinco salários mínimos, e busca atraí-los utilizando a tecnologia, podendo mais tarde se tornarem empreendedores. O conhecimento dos jovens está se tornando superficial, devido ao volume de informações. Porém na visão da coordenadora, a tecnologia está aproximando ainda mais as gerações de diferentes faixas etárias. Pais e filhos estão podendo se comunicar com mais facilidade, filhos que reclamavam a ausência dos pais pelo fato desses estarem trabalhando constantemente, estão conseguindo entrar em contato uns

com os outros através do celular, internet etc. “Existem muitos pais que estão online. Meu pai está online, está se conectando e percebo que ele está feliz.”, comenta a empreendedora. Não existe mais essa barreira entre a tecnologia e a Geração X, existe preconceito, a “era touch”, que é a era do Ipod, Iphone, Ipad agrada todas as faixas estarias. Tanto a geração atual, quanto a dos Veteranos, Baby Boomers e a Geração Y se interessam por produtos que ofereçam qualidade, eficácia, design moderno e tecnologia. Para maiores informações sobre o prejeto: Telefone: 3013-2409 E-mail: contato@aliancaempreendedora.org.br End: Rua Desembargador Ermelino de Leão, 483 - Centro Giancarlo Andreso

ser desenvolvido foi resumido pelo seu criador apenas como “interessante”. É a Geração Y. O ´queridinho´ do momento A nova sensação no mundo tecnológico hoje, é o Instagram, um aplicativo para Iphone, no qual o usuário pode registrar uma imagem, aplicar filtros especiais sobre ela - como dar um efeito vintage, por exemplo - e publicar na sua conta, onde os seus amigos poderão ver. Seus criadores são o brasileiro Michel Krieger, 25 anos, e o americano Kevin Systrom, 27 anos. Após uma semana do seu lançamento, em 6 de outubro de 2010, o Instangram já possuía 100 mil integrantes, um número que o Twitter, outro fenômeno no quesito rede social, demorou dois anos para atingir. Em três meses acumulava mais de 1 milhão de

downloads. Em junho desse ano , com oito meses de exisência, possuia 5 milhões de usuários - o gigante Facebook de Zuckerberg demorou um ano para atingir a meta de 3 milhões. No dia 27 de setembro, pouco mais completar aniversário de um ano, o Instangram anuncia a marca de 10 milhões de membros. Em 2011, o novo aplicativo recebeu um investimento de US$ 7.5 milhões, e fechou parceria com a Pepsi e Starbucks. O Instangram está avaliado hoje em US$ 70 milhões. Tudo isso foi feito enquanto a empresa possuía apenas quatro funcionários. Em meados de setembro, duas pessoas a mais se juntaram à equipe, que já anunciou a abertura de quatro novas vagas para 2012. Interessados, podem enviar seus currículos para os criadores: http://instagram.com/about/jobs/ Isadora Domingues

Mentes brilhantes

Os cinco jovens mais ricos do mundo possuem esse título devido a jogos e sites desenvolvidos por eles. Grande parte dos projetos surgiram como brincadeira, como o site Facebook, com mais de 540 milhões de usuários fixos. 1º Mark Zuckerberg: 23 anos, criador do Facebook. Desistiu da Universidade de Harvard para se dedicar ao projeto do site de relacionamentos, criado em 2004 em seu quarto. 2º Andrew Gower: 28 anos, criador do Runescape, jogo lançado oficialmente em 2001 na versão beta. O jogo possui mais de 138.000.000 (Cento e trinta e oito milhões) de contas criadas acima do nível 25. 3º Chad Hurley: 30 anos, criador do Youtube, site de compartilhamento de vídeo fundado em 2005. 4º Blake Ross e David Hyatt: – 22 e 24 anos respectivamente, criadores do Mozilla, uma suíte de aplicativos para a internet, criado em 2006. 5º Andrew Michael: 29 anos, criados da Fast Hosts, site de compra relacionado a informática pela internet – servidor, revenda de hospedagem, etc.

Lidyane Pereira


08

“Crescer na profissão para conquistar melhoers oportunidades em minha carreira profissional”. João Sérgio, 21 anos, Direito PUCPR

“Bom ambiente de trabalho e oportunidade de desenvolvimento no mercado de trabalho”. Fábio Carvalho, 23 anos, Engeharia de Pordução PUCPR

2. Idiomas – Falar outra língua já se tornou requisito. Expor esse conhecimento pode ajudar, mas cuidado ao falar outra língua ou até mesmo o português. Cuide da gramática e ortografia. 3. Experiências e conhecimentos – Contar um pouco da experiência profissional também é importante, mas faça algo bem resumido. Não deixe de destacar os conhecimentos da área ou da carreira. 4. Sua imagem – É a sua marca e a primeira impressão que irá passar para um recrutador. Fotos descontraídas ou muito pessoais podem prejudicar essa primeira impressão. 5. Participação – Participar de debates, comentários ou sugestões é sempre bom. Agora, se for para falar mal, pense bem: essa atitute pode prejudicá-lo nas seleções de emprego. O principal é que você seja verdadeiro e use do bom senso. E, para finalizar: tome cuidado com todas as informações que você divulga. Não é necessário mencionar tudo com detalhes e sim de forma simples e direta. As redes sociais são como vitrines de lojas, olhamos e, se gostamos, entramos para ver.

os benefícios que irão receber na empresa, o salário não é o primeiro fator a ser considerado. O relacionamento entre os funcionários e a posição que a empresa adota são uns dos fatores na hora da escolha. “Os jovens estãobuscando no trabalho o dinheiro, mas há tam-

Por Francielle de Faria, profissional de RH.

Diogo Correa, coordenador de RH da AMM

profissional muito rápido, em profissões que antes nem existiam. Um exemplo típico é o criador do Facebook, que hoje possue 750 milhões de usuários e vale muito mais que muitas empresas consolidadas há anos”, conclui Borges. Entretanto, na hora de avaliar

bém com que sa”,

uma maior preocupação a qualidade de vida terão na emprefinaliza Karen.

Isabella Rosa

D e origem inglesa, a palavra Coaching significa treinamento e é uma ferramenta utilizada por empresas e profissionais para o desenvolvimento de competências e liderança. Cada vez mais jovens entram para o mercado de trabalho buscando uma carreira profissional de sucesso, para isso, precisam estar preparados para o mundo corporativo. Denise de

Re d As es inf so or c ma ia ç is

já passaram por cargos i m p o r t a nt e s e almejam outra perspectiva na vida profissional, abrir o negócio próprio é a solução. Karen obteve conhecimento ao longo do tempo em outras empresas e depois percebeu que estava pronta para abrir seu próprio escritório. “Comecei fazendo projetos nas horas de folga. Fiz projetos para pessoas próximas que foram indicando meu trabalho à medida que gostavam. Chegou um momento que minha carta de clientes estava grande e meu tempo livre se tornou pouco para atender a todos”, afirma a arquiteta. Para o empresário Paulo Borges, hoje os jovens estão mais engajados na vida profissional graças à internet e sua velocidade em passar informações.“Certos profis nais chegam a alcançar o sucesso

de prom o v e r interação entre os jovens, sejam usados por empresas, passando assim a exercer um papel decisivo nos processos seletivos e na divulgação de vagas. Aqueles que vivem conectados estão tendo acesso a boas oportunidades e conseguindo conquista-las. A pesquisa Internacional de Mercado de Trabalho, realizada pela empresa de recrutamento Robert Half, investigou 2.525 executivos das áreas de finanças e de recursos humanos de 10 países. Para 44% dos brasileiros entrevistados, aspectos negativos encontrados em redes como Facebook, Twitter e Orkut seriam suficientes para desclassificar um candidato no

õe s p sã ost o ad no as no va s p te erf n is dê int n erf ci ere a m na na co pro nt rat cu aç ra ão de co pr m ofi v ssi ag on a ais s

1. Manter amigos – É importante criar um grupo de amigos que participaram de um evento, treinamento ou projeto fora da faculdade. Isso demonstra que você tem interesse e vontade de conhecer algo que gosta e procura estar atualizado.

Gabriela Campos

Ana Eduarda Diehl, 19 anos, Ciências Sociais UFPR

Seguem algumas dicas básicas para você não cometer gafes em seu perfil:

C

“O que conta para mim é a experiência pois quero crescer na minha profissão”.

Devido uma grande evolução no mundo profissional, os jovens estão ocupando cada vez mais cedo cargos estratégicos nas empresas ou até mesmo abrindo o seu próprio negócio. Para esses jovens, nascidos a partir da década de 80, os desafios e questionamentos que a experiência profissional lhes proporciona faz com que fiquem mais desenvolvidos para conquistarem uma sólida carreira e se destacarem entre outros profissionais. Com a ambição de conquistar espaço no ambiente profissional, os jovens visam reconhecimento e estabilidade. E para se sobressair estão sempre se adaptando as tecnologias que surgem a cada instante. Para Diogo Correa, Coordenador de Recursos Humanos na AAM do Brasil, a Geração Y cresceu em um momento de grandes mudanças, sendo bombardeados com muitas informações através do surgimento da internet e com a globalização. Correa ainda afirma que a partir desses fatores, os jovens conseguiram lidar bem com a demanda cada vez maior das empresas por velocidade e agilidade nos processos de tomadas de decisões As empresas estão se adaptando a essa geração, estando em constante atualização e acompanhando o ritmo de trabalho dos jovens que anseiam por resultados rápidos e criatividade, para que ao mesmo tempo em que fiquem atualizados, façam algo novo constantemente. Proprietária de um escritório de arquitetura, Karen Godoy acredita que “a visão ampliada e aberta faz com que os jovens tenham pensamentos rápidos e dinâmicos, tendo capacidade de adaptação e de mudanças, o que às vezes é mais complicado para pessoas há mais tempo no mercado”. Para os jovens da Geração Y que já adquiriram experiência ou

09

Curitiba, outubro de 2011

As redes sociais estão presentes nos processos de seleção

o alh nças rab uda et am o d veis ad aptá ercais ad o mão m o n ns s aç ove sp os, j a e mic ist dinâ qu s e on pido Y c os rá ão ment raç nsa Geom pe

O que os jovens esperam ao procurar um emprego?

emprego

Curitiba, outubro de 2011

Freit as, analista de RH, afirma que as empresas, por sua vez, procuram ter colaboradores bem preparados para suas funções atuais ou até mesmo futuras (plano de sucessão, retenção de talentos, etc.). Renata Reginato, psicóloga especialista em coach (certificada internacionalmente pela ISOR), explica que existem vários tipos de coaching. O método pode ser utilizado para orientar uma pessoa na vida pessoal (life coaching), guiá-la em sua carreira profissional (professional coaching), mostrar para altos executivos como liderar (executive coaching) e ainda desenvolver jovens e seu planejamento de carreira. Segundo ela, ao participar de programas de trainee, por exemplo, os recém-formados entram em contato com diversas competências, porém não as desenvolvem. Somente quando realizam um processo de “treinamento” para isso é que

Os jovens da Geração Y utilizam, todos os dias, as redes sociais. O avanço das redes de relacionamento faz com que esses grupos, além

processo de seleção. O uso das redes sociais pelas empresas é uma tendência que tende a aumentar cada vez mais. Elas estão utilizando as os perfis do candidato para conhecer um pouco mais sobre suas preferências e atividades cotidianas. Estes detalhes podem indicar muito sobre a personalidade do individuo, servindo ate de complemento ao curriculo tradicional. “Os perfis mostram o candidato sobre outra perspectiva. Como pensa, o que faz o que gosta. Isso tudo é muito importante de saber antes de contratar um profissional”, cita Edipo Sena da empresa de RH CETEFE. Fernanda Fraga de Andrade é assessora de comunicação, teve acesso a uma vaga exatamente na área em que procurava, através do Twitter. Ao ver o post, logo enviou seu currículo, e pouco tempo depois estava trabalhando. Fernanda cita que é necessário estar sempre atento e ao ver

uma vaga de interesse é necessário rapidez. “Depois, vim a saber que a rapidez com que eu encaminhei o currículo foi decisiva”. Além de estar sempre acompanhando os posts, e ser rápido na hora que alguma oportunidade aparecer, também é necessário um cuidado com o perfil que se mantém nas redes. Os sites de relacionamento não servem apenas para entretenimento e para bate papos com os amigos. Sua página funcionará como um marketing pessoal, e pode lhe render bons frutos. “Hoje, as redes acabam servindo como portfolios de pessoas online. Ou seja, se eu procurar um novo profissional para minha empresa ou alguém que venda um smartphone usado, em ambos os casos vou selecionar os mais confiáveis”, diz Edipo.

Daphine Augustini

Coaching, a arte de moldar profissionais

Jovens procuram aumentar sua competitividade no mundo corporativo e sair à frente na busca por altos cargos passam a desenvolvê-las. Além disso, ela explica que nessa fase (dos 18 aos 30 anos), é normal que as pessoas explorem até quatro campos de atuação no mercado. Com o tempo as escolhas vão se definindo, tornando-se uma ou duas. Por isso planejar a carreira quando jovem é um passo importante para ser bem-sucedido. De acordo com a psicóloga, antes dos anos 90, o quesito mais importante para ser contratado era o Coeficiente de Inteligência (Q.I.). Hoje, o conceito do cientista e psicólogo Daniel Goberman tem servido como referência nas contratações, ou seja, além do Q.I. também é levado em consideração o Coeficiente de Inteligência Emocional (Q.E.). “Existem jovens que tiram notas muito boas durante seus anos de estudo, mas não possuem jogo de cintura para atuar no ambiente profissional. Outros não obtiveram notas altas, mas sabem lidar melhor com pessoas. O mercado procura aqueles que possuem ambos”, afirma Renata. O termo inteligência emo-

cional envolve cinco pilares principais: auto-sufuciência, auto-motivação, auto-controle, sociabilidade e empatia (capacidade da pessoa se colocar no lugar da

rado pelas empresas. Resiliência significa enfrentar as adversidades e sair delas fortalecido emocionalmene, otimista e perseverante. “É saber lidar com pressões com gra-

Coaching te ajuda a escolher o caminho

outra). Essas características são intensamente trabalhadas pelo coaching nos recém-chegados ao mercado de trabalho. Além disso, outra aptidão desenvolvida é a resiliência, requisito muito procu-

ça e coragem”, define a psicóloga. Ao identificar uma necessidade de crescimento, os profissionais podem buscar por essa ferramenta tanto dentro da empresa, caso ela ofereça o serviço, ou fora do

ambiente em que trabalha, junto a especialistas no assunto. Em ambos os casos o processo de treinamento se assemelha, conforme explica Denise: “São realizadas reuniões periódicas entre o cochee (pessoa a ser treinada) e o coach (treinador). Nesses encontros diversas ferramentas são utilizadas para sensibilizar as competências como questionários, filmes, livros, slides, entre outros”. Renata esclarece ainda que a meditação é uma ferramenta-chave no desenvolvimento de colaboradores e de líderes: “Ela faz com que o praticante se torne mais centrado, saiba lidar com o stress e consiga agir com lucidez em suas decisões”. Tanto Denise quanto Renata afirmam que os jovens que fazem coaching acabam saindo à frente dos demais. “Eles aprendem em menor tempo como agir e como ganhar posições em sua carreira”, finaliza Renata. Gabriela Campos


08

“Crescer na profissão para conquistar melhoers oportunidades em minha carreira profissional”. João Sérgio, 21 anos, Direito PUCPR

“Bom ambiente de trabalho e oportunidade de desenvolvimento no mercado de trabalho”. Fábio Carvalho, 23 anos, Engeharia de Pordução PUCPR

2. Idiomas – Falar outra língua já se tornou requisito. Expor esse conhecimento pode ajudar, mas cuidado ao falar outra língua ou até mesmo o português. Cuide da gramática e ortografia. 3. Experiências e conhecimentos – Contar um pouco da experiência profissional também é importante, mas faça algo bem resumido. Não deixe de destacar os conhecimentos da área ou da carreira. 4. Sua imagem – É a sua marca e a primeira impressão que irá passar para um recrutador. Fotos descontraídas ou muito pessoais podem prejudicar essa primeira impressão. 5. Participação – Participar de debates, comentários ou sugestões é sempre bom. Agora, se for para falar mal, pense bem: essa atitute pode prejudicá-lo nas seleções de emprego. O principal é que você seja verdadeiro e use do bom senso. E, para finalizar: tome cuidado com todas as informações que você divulga. Não é necessário mencionar tudo com detalhes e sim de forma simples e direta. As redes sociais são como vitrines de lojas, olhamos e, se gostamos, entramos para ver.

os benefícios que irão receber na empresa, o salário não é o primeiro fator a ser considerado. O relacionamento entre os funcionários e a posição que a empresa adota são uns dos fatores na hora da escolha. “Os jovens estãobuscando no trabalho o dinheiro, mas há tam-

Por Francielle de Faria, profissional de RH.

Diogo Correa, coordenador de RH da AMM

profissional muito rápido, em profissões que antes nem existiam. Um exemplo típico é o criador do Facebook, que hoje possue 750 milhões de usuários e vale muito mais que muitas empresas consolidadas há anos”, conclui Borges. Entretanto, na hora de avaliar

bém com que sa”,

uma maior preocupação a qualidade de vida terão na emprefinaliza Karen.

Isabella Rosa

D e origem inglesa, a palavra Coaching significa treinamento e é uma ferramenta utilizada por empresas e profissionais para o desenvolvimento de competências e liderança. Cada vez mais jovens entram para o mercado de trabalho buscando uma carreira profissional de sucesso, para isso, precisam estar preparados para o mundo corporativo. Denise de

Re d As es inf so or c ma ia ç is

já passaram por cargos i m p o r t a nt e s e almejam outra perspectiva na vida profissional, abrir o negócio próprio é a solução. Karen obteve conhecimento ao longo do tempo em outras empresas e depois percebeu que estava pronta para abrir seu próprio escritório. “Comecei fazendo projetos nas horas de folga. Fiz projetos para pessoas próximas que foram indicando meu trabalho à medida que gostavam. Chegou um momento que minha carta de clientes estava grande e meu tempo livre se tornou pouco para atender a todos”, afirma a arquiteta. Para o empresário Paulo Borges, hoje os jovens estão mais engajados na vida profissional graças à internet e sua velocidade em passar informações.“Certos profis nais chegam a alcançar o sucesso

de prom o v e r interação entre os jovens, sejam usados por empresas, passando assim a exercer um papel decisivo nos processos seletivos e na divulgação de vagas. Aqueles que vivem conectados estão tendo acesso a boas oportunidades e conseguindo conquista-las. A pesquisa Internacional de Mercado de Trabalho, realizada pela empresa de recrutamento Robert Half, investigou 2.525 executivos das áreas de finanças e de recursos humanos de 10 países. Para 44% dos brasileiros entrevistados, aspectos negativos encontrados em redes como Facebook, Twitter e Orkut seriam suficientes para desclassificar um candidato no

õe s p sã ost o ad no as no va s p te erf n is dê int n erf ci ere a m na na co pro nt rat cu aç ra ão de co pr m ofi v ssi ag on a ais s

1. Manter amigos – É importante criar um grupo de amigos que participaram de um evento, treinamento ou projeto fora da faculdade. Isso demonstra que você tem interesse e vontade de conhecer algo que gosta e procura estar atualizado.

Gabriela Campos

Ana Eduarda Diehl, 19 anos, Ciências Sociais UFPR

Seguem algumas dicas básicas para você não cometer gafes em seu perfil:

C

“O que conta para mim é a experiência pois quero crescer na minha profissão”.

Devido uma grande evolução no mundo profissional, os jovens estão ocupando cada vez mais cedo cargos estratégicos nas empresas ou até mesmo abrindo o seu próprio negócio. Para esses jovens, nascidos a partir da década de 80, os desafios e questionamentos que a experiência profissional lhes proporciona faz com que fiquem mais desenvolvidos para conquistarem uma sólida carreira e se destacarem entre outros profissionais. Com a ambição de conquistar espaço no ambiente profissional, os jovens visam reconhecimento e estabilidade. E para se sobressair estão sempre se adaptando as tecnologias que surgem a cada instante. Para Diogo Correa, Coordenador de Recursos Humanos na AAM do Brasil, a Geração Y cresceu em um momento de grandes mudanças, sendo bombardeados com muitas informações através do surgimento da internet e com a globalização. Correa ainda afirma que a partir desses fatores, os jovens conseguiram lidar bem com a demanda cada vez maior das empresas por velocidade e agilidade nos processos de tomadas de decisões As empresas estão se adaptando a essa geração, estando em constante atualização e acompanhando o ritmo de trabalho dos jovens que anseiam por resultados rápidos e criatividade, para que ao mesmo tempo em que fiquem atualizados, façam algo novo constantemente. Proprietária de um escritório de arquitetura, Karen Godoy acredita que “a visão ampliada e aberta faz com que os jovens tenham pensamentos rápidos e dinâmicos, tendo capacidade de adaptação e de mudanças, o que às vezes é mais complicado para pessoas há mais tempo no mercado”. Para os jovens da Geração Y que já adquiriram experiência ou

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Curitiba, outubro de 2011

As redes sociais estão presentes nos processos de seleção

o alh nças rab uda et am o d veis ad aptá ercais ad o mão m o n ns s aç ove sp os, j a e mic ist dinâ qu s e on pido Y c os rá ão ment raç nsa Geom pe

O que os jovens esperam ao procurar um emprego?

emprego

Curitiba, outubro de 2011

Freit as, analista de RH, afirma que as empresas, por sua vez, procuram ter colaboradores bem preparados para suas funções atuais ou até mesmo futuras (plano de sucessão, retenção de talentos, etc.). Renata Reginato, psicóloga especialista em coach (certificada internacionalmente pela ISOR), explica que existem vários tipos de coaching. O método pode ser utilizado para orientar uma pessoa na vida pessoal (life coaching), guiá-la em sua carreira profissional (professional coaching), mostrar para altos executivos como liderar (executive coaching) e ainda desenvolver jovens e seu planejamento de carreira. Segundo ela, ao participar de programas de trainee, por exemplo, os recém-formados entram em contato com diversas competências, porém não as desenvolvem. Somente quando realizam um processo de “treinamento” para isso é que

Os jovens da Geração Y utilizam, todos os dias, as redes sociais. O avanço das redes de relacionamento faz com que esses grupos, além

processo de seleção. O uso das redes sociais pelas empresas é uma tendência que tende a aumentar cada vez mais. Elas estão utilizando as os perfis do candidato para conhecer um pouco mais sobre suas preferências e atividades cotidianas. Estes detalhes podem indicar muito sobre a personalidade do individuo, servindo ate de complemento ao curriculo tradicional. “Os perfis mostram o candidato sobre outra perspectiva. Como pensa, o que faz o que gosta. Isso tudo é muito importante de saber antes de contratar um profissional”, cita Edipo Sena da empresa de RH CETEFE. Fernanda Fraga de Andrade é assessora de comunicação, teve acesso a uma vaga exatamente na área em que procurava, através do Twitter. Ao ver o post, logo enviou seu currículo, e pouco tempo depois estava trabalhando. Fernanda cita que é necessário estar sempre atento e ao ver

uma vaga de interesse é necessário rapidez. “Depois, vim a saber que a rapidez com que eu encaminhei o currículo foi decisiva”. Além de estar sempre acompanhando os posts, e ser rápido na hora que alguma oportunidade aparecer, também é necessário um cuidado com o perfil que se mantém nas redes. Os sites de relacionamento não servem apenas para entretenimento e para bate papos com os amigos. Sua página funcionará como um marketing pessoal, e pode lhe render bons frutos. “Hoje, as redes acabam servindo como portfolios de pessoas online. Ou seja, se eu procurar um novo profissional para minha empresa ou alguém que venda um smartphone usado, em ambos os casos vou selecionar os mais confiáveis”, diz Edipo.

Daphine Augustini

Coaching, a arte de moldar profissionais

Jovens procuram aumentar sua competitividade no mundo corporativo e sair à frente na busca por altos cargos passam a desenvolvê-las. Além disso, ela explica que nessa fase (dos 18 aos 30 anos), é normal que as pessoas explorem até quatro campos de atuação no mercado. Com o tempo as escolhas vão se definindo, tornando-se uma ou duas. Por isso planejar a carreira quando jovem é um passo importante para ser bem-sucedido. De acordo com a psicóloga, antes dos anos 90, o quesito mais importante para ser contratado era o Coeficiente de Inteligência (Q.I.). Hoje, o conceito do cientista e psicólogo Daniel Goberman tem servido como referência nas contratações, ou seja, além do Q.I. também é levado em consideração o Coeficiente de Inteligência Emocional (Q.E.). “Existem jovens que tiram notas muito boas durante seus anos de estudo, mas não possuem jogo de cintura para atuar no ambiente profissional. Outros não obtiveram notas altas, mas sabem lidar melhor com pessoas. O mercado procura aqueles que possuem ambos”, afirma Renata. O termo inteligência emo-

cional envolve cinco pilares principais: auto-sufuciência, auto-motivação, auto-controle, sociabilidade e empatia (capacidade da pessoa se colocar no lugar da

rado pelas empresas. Resiliência significa enfrentar as adversidades e sair delas fortalecido emocionalmene, otimista e perseverante. “É saber lidar com pressões com gra-

Coaching te ajuda a escolher o caminho

outra). Essas características são intensamente trabalhadas pelo coaching nos recém-chegados ao mercado de trabalho. Além disso, outra aptidão desenvolvida é a resiliência, requisito muito procu-

ça e coragem”, define a psicóloga. Ao identificar uma necessidade de crescimento, os profissionais podem buscar por essa ferramenta tanto dentro da empresa, caso ela ofereça o serviço, ou fora do

ambiente em que trabalha, junto a especialistas no assunto. Em ambos os casos o processo de treinamento se assemelha, conforme explica Denise: “São realizadas reuniões periódicas entre o cochee (pessoa a ser treinada) e o coach (treinador). Nesses encontros diversas ferramentas são utilizadas para sensibilizar as competências como questionários, filmes, livros, slides, entre outros”. Renata esclarece ainda que a meditação é uma ferramenta-chave no desenvolvimento de colaboradores e de líderes: “Ela faz com que o praticante se torne mais centrado, saiba lidar com o stress e consiga agir com lucidez em suas decisões”. Tanto Denise quanto Renata afirmam que os jovens que fazem coaching acabam saindo à frente dos demais. “Eles aprendem em menor tempo como agir e como ganhar posições em sua carreira”, finaliza Renata. Gabriela Campos


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saúde

Curitiba, outubro de 2011

JOVENS TIRAM SUAS DÚVIDAS NA INTERNET COMO SE FOSSE UM CONSULTÓRIO VIRTUAL

Geração Y deixa saúde em segundo plano Sedentarismo, ansiedade, depressão e problemas de visão, são algumas das doenças que atingem jovens na faixa etária dos 20 aos 30

Sedentarismo O sedentarismo está presente cada vez mais na vida dos jovens que preferem ficar conectados à internet ao invés de praticar algum tipo de exercício físico. Essa situação, muitas vezes, condiciona o jovem a outros agravantes como a dor na coluna, ou as lombalgias. No caso da lombalgia, o sedentarismo contribui para o aumento das dores musculares além de prejudicar as articulações que podem atrofiar por falta de uso, causando desconforto. Ou seja, o corpo foi feito para se exercitar e quando isso não acontece, ele tende a dar sinais de desconforto. A má postura ou o excesso de peso do material escolar têm provocado dores das costas em um público cada vez mais jovem. O jovem tem alterado muito seus hábitos, trocando o esporte coletivo, ou a corrida pelo computador, smartphone, televisão e video game. Especialistas alertam que, passar horas sentado

ne Brégola alerta para os riscos desta atitude. “É preciso fazer um levantamento do histórico familiar de cada pessoa, além de exames médicos gerais, para diagnosticar se não há doenças, como diabetes, trombose ou casos de AVC na família”. Este foi o caso de Andressa Ferrareto. Com menos de dois meses para a cerimônia de seu casamento, a jovem sofreu um AVC (Acidente Vascular Cerebral) devido o uso da pílula. “Tenho dois casos de trombose na família, mas não sabia que isso poderia interferir na minha saúde”, conta. Segundo médicos, Andressa não poderá fazer uso de pílulas e deve ter cuidados redobrados em uma futura gravidez.

Foto: Fellipe Gaio

Preocupada com o sucesso profissional, por ser popular em redes sociais, em manter uma grande gama de amigos, e de estar antenado com as novas tecnologias, a Geração Y acaba esquecendo de cuidar do corpo e da mente. Como corpo e mente estão automaticamente interligados, os jovens desta faixa etária não se preocupam tanto em exercitar corpo tanto quanto a mente. Pesquisas apontam que essa geração é assolada por diversas doenças físicas e psíquicas geralmente ligadas ao excesso do uso de computadores, videogames e telefones celulares. Exemplos clássicos são as lesões ósseo-musculares, o sedentarismo, os problemas de visão, as doenças degenerativas pelo mau uso de anticoncepcionais e as patologias psicológicas: ansiedade, depressão e bipolaridade. Nunca antes se viu tantos jovens sofrendo de doenças que antes só atingiam pessoas mais velhas, na idade de seus pais ou avós.

Patricia Kava escolheu seu anticoncepcional sem orientação médica

em frente à televisão, por exemplo, pode trazer consequências difíceis de serem tratadas, devido a má postura que o jovem mantém durante essas atividades. Estudos apontam que existe 88% de probabilidade de ocorrer dores na coluna na fase adulta, quando o adolescente apresenta o problema no período de crescimento. Caso não sejam tomadas as medidas preventivas nessa fase, a tendência é agravar o quadro de dor e as alterações posturais. Neste cenário, a probabilidade de, no futuro, muitas pessoas sofrerem com problemas do gênero, por conta deste descaso, é cada vez= maior. Por isso é importante implementar medidas preventivas em escolas e na cultura dos jovens.

internet. Entretanto, quando essas descobertas são em relação a saúde, as consequências podem não ser tão positivas. Não é raro conhecer pessoas que se auto-medicam (tomam remédios sem indicação médica) com frequência. Entre jovens que iniciam a vida sexual sem o acompanhamento de um ginecologista, esse número aumenta consideravelmente. O sonho de ser mãe e uma dona de casa já não faz parte dos planos de grande parte das mulheres da Geração Y. Com a carreira e independência financeira em primeiro plano, muitas jovens buscam métodos contraceptivos cada vez mais cedo. Patricia Kava, 22 anos, começou a tomar pílulas anticoncepcionais por conta própria por não considerar que haveria riscos. “Perguntei as minhas amigas qual pílula elas tomavam e escolhi uma. Quando não me adaptava ao remédio, trocava de marca até encontrar uma que fosse boa para mim”, explica. Por não existirem exames próprios para diagnosticar qual pílula ideal para cada mulher,

tem-se a falsa impressão de que se pode escolher por conta própria. Porém, a ginecologista Elai-

Camila Barbieri Camila Galvão

Tira teima: e a genética?

“Não sabia que isso poderia interferir na minha saúde”

Anticoncepcionais A Geração Y é conhecida por saber de tudo mas não conhecer nada em profundidade. A crítica é feita com base na grande quantidade de informações a que os jovens tem acesso e o hábito de descobrir como fazer tudo via

Muitas pessoas acreditam que a denominação Geração Y tem alguma relação com mutações ou diferenças genéticas desses jovens cibernéticos, mas não tem. Esta denominação é puramente sociológica e se refere aos jovens nascidos entre 1980 a meados de 1990. Essa geração pode ser assolada por diversas doenças físicas e mentais, mas não há nenhuma relação com possíveis alterações em seus genes. É preciso estabelecer esta diferença para que não fiquem dúvidas. De Y a genética só tem o cromossomo, a geração é uma criação social, uma separação que facilita o entendimento da própria sociedade como um todo. Virginia Crema


cultura

11

Curitiba, outubro de 2011

GÊNERO ERA EXCLUSIVIDADE DE QUEM MORAVA NO CAMPO E DE QUEM TINHA MAIS IDADE

Sertanejo conquista o público jovem

Como todos os gêneros da música brasileira, o sertanejo também evoluiu e se adaptou conforme o tempo. O tradicional estilo de música que antigamente tinha como seu público-alvo as pessoas de mais idade, que moravam no campo, na sua maioria agricultores. Hoje mudou completamente o seu foco, conquistando muitos jovens em todo o Brasil com o seu ritmo mais dançante. A mudança foi tamanha que pode-se perceber até na maneira como esse gênero musical é chamado agora: ‘’Sertanejo Universitário’’. Marlon Campos, vocalista do grupo ‘’Tínido da Viola’’ conta que no começo apreciava

outros gêneros musicais, como rock, hip-hop e não tinha muito contato com o sertanejo. Porém, quando entrou na faculdade e começou a cursar medicina, passou a escutar tanto sertanejo que se apaixonou. Teve até a idéia de formar o grupo por meio dos contatos feitos dentro desses cursos. “Começamos a levar um público que não costumava acompanhar as “baladas” de músicas sertaneja. E desde então nosso sertanejo só vem crescendo e se tornando cada vez mais conhecido’’, afirma Marlon. E esses jovens são realmente fiéis a este estilo, tanto que em Curitiba, já existem várias casas noturnas voltadas exclusivamente para o

“Só sertanejo combina com um churrasco em família”

sertanejo, e essas, sempre que abrem suas portas, são completamente tomadas pelo público. A mineira Patricia Oliveira, estudante de Turismo na Universidade Positivo, ressalta que o sertanejo já é parte da vida dela. “Meus finais de semana são sempre assim, seja na Woods, Victoria Villa, Rancho Brasil ou na Rodeo Country Bar todas as sextas, sábados e até nas quartas-feiras. Quando consigo uma folga, estou lá, dançando a noite toda,’’ completa a estudante citando o nome de algumas casas noturnas de Curitiba voltadas totalmente ao sertanejo. A recepcionista de hotel Gislaine Félix Mazarão, 29 anos, mora em orlândia, no interior de São paulo, e tem o sertanejo no sangue. “Desde pequena escuto meu pai ouvindo este tipo de música. Só este estilo combina perfeitamente com um churrasco em

Foto: Divulgação

Sucesso entre os jovens, estilo ganha cada vez mais espaço na mídia e faz aumentar número de casas noturnas especializadas,.

Banda “Tinido da Viola” ensaiando para uma apresentação

família, completa. Serviço Para quem quiser entrar no embalo do sertanejo e dançar até o amanhecer, Curitiba conta com várias casas noturnas especializadas no estilo. O preço das

entradas variam de 15 a 30 reais, dependendo do espaço. Antes da meia-noite mulheres não pagam para entrar e homens têm desconto. Para baratear a sua noite, os bares também oferecem bônus aos clientes Raphael Ribeiro

JOVEM ARTISTA LAMENTA A FALTA DE INTERESSE EM BANDAS ALTERNATIVAS

Engana-se quem pensa que viver de música é impossível. Leandro Henrique Souza, 25 anos, é prova viva de que o talento e a perseverança pode levar artistas ao sucesso. Mais conhecido como “Anjo Malandro”, seu apelido artístico, Souza está sempre com a agenda lotada. São shows em casamentos, barzinhos, e, por incrível que pareça, sobra até um tempinho para a rodinha de violão com os amigos.“Sempre que dá, pelo menos aos finais de semana, junto meus amigos para uma reunião musical”, completa. Ao contrário de muitos artistas, Leandro Henrique não sonha com nenhum contrato com uma grande gravadora. “Prefiro gravadoras mais alternativas, pois acho que assim terei mais liberdade artítistica. As redes sociais, como o my space, também têm me ajudado a divulgar o meu trabalho”, completa.

O talento do jovem cantor não é por acaso. Seus pai, Fábio Roberto, também é cantor e compositor, e deu o primeiro violão ao seu filho quando ainda era pequeno. “Não pude dar uma grande herança de bens materias, mas agradeço por ter sido referência para meu filho”, diz orgulhoso. Sempre seguindo os passos do pai, e grato por tudo que lhe proporcionou,“Lê”, como gosta de ser chamado, diz que nada seria sem o apoio do pai. “Não foram somente as lições de música, violão que me fizeram ser quem eu sou hoje em dia. Os puxões de orelha também me fizeram aprender, e em dobro, diz emocionado o cantor, Como se não bastasse, a irmã Patrícia e a mãe Sônia também possuem aptidão para as artes. A primeira, atriz a segunda uma intérprete para ninguém botar defeito. Já cantou músicas da não tão conhecida cantora portuguesa

Dulce Pontes, referência quando o assunto é o fado português. O “quarteto Souza”, unido não somente no momentos familiares, mas também profissionais, já fez diversas parcerias. “Leandro já compôs uma música para uma peça de teatro que retratava a seca no sertão nordestino. Ao final da peça, todos me perguntaram de quem era a música-tema, afirma Patrícia. Sônia,a mãe,também prova de que a união da família dá samba. Eu e meu filho já cantamos juntos, ele no violão e eu no vocal. Fomos aplaudidos em pé”, recorda a cantora. Por último mas não menos importante o pai Fábio Roberto também ajuda o filho com algumas composições”Algumas ,úsicas eu fiz o arranjo e ele a letra, outras o contrário”. Mas nesta parceria, o filho diz que sempre o pai se sai melhor. “Me dá até raiva, sinto um

Foto: Divulgação

Cantor prova que apoio da família é a fórmula para o sucesso

O campo é uma das principais fontes de inspiração do cantor.

pouquinho de inveja dele, um dia chego lá”, brinca. Paulistano, Leandro define a vida corrida da metrópole São Paulo em um de seus versos: “proibido estacionar nas horasvagas. Em são paulo, nenhuma hora é vaga, tem sempre alguém estacionado em seu minuto.” “Anjo Malandro” ainda afirma que ainda existem muitos

artistas de qualidade que não são vistos Brasil afora. Segundo ele, a falta de uma educação de qualidade, faz com o que o consumidor queira, em maior parte, material de má qualidade. “Rebolation vende mais, infelizmente”, lamenta o compositor. André Recchia


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esporte

Curitiba, outubro de 2011

JOVENS ATLETAS SE DESTACAM INTERNACIONALMENTE EM SUAS MODALIDADES

Geração Y é o futuro do esporte nacional

Em 2016, o Brasil, considerado o país dos esportes, irá sediar o maior festival esportivo do mundo, os Jogos Olímpicos. Como de costume, a população está cercada de boas expectativas, e para Fellipe Santos, promessa do Triathlon brasileiro, e Kelvin, uma grande aposta do futebol, não é diferente. O triatleta de 20 anos é considerado uma aposta para o crescimento deste esporte no cenário nacional, ele começou a treinar por influências de seu pai que praticava a mesma modalidade. O Triathlon é formado por três esportes: a corrida, o ciclismo e a natação. A prática começou aos 9 anos, mas só começou levar a sé-

rio após 5 anos. “Descobri o Triathlon bem cedo, meu pai pratica o esporte a mais de 25 anos, cresci vendo ele nas provas e em treinos, não demorou muito para eu me apaixonar. Até que comecei cedo, aos 9, mas só me dediquei mesmo aos 14”, conta o curitibano. Dono de títulos como o Campeonato Brasileiro na categoria infantil, o Pan-Americano na categoria Junior e sendo o segundo colocado no ranking nacional de sua categoria, garante que sua rotina de treinos é pesada. “Eu treino em média, por semana, 23km de natação, de 250 a 300km de ciclismo e 60km de corrida”. Além de tudo, Fellipe tem tempo para seus estudos: é aluno do quarto período de

“Tudo que faço é focado para alcançar o meu sonho”

Marketing, na PUC-PR, sem nem pegar uma dependência. Há 6 anos dos Jogos Olímpicos do Rio de Janeiro, os pensamentos do atleta estão focados em seu grande objetivo. “‘Para ir para às Olimpíadas é necessário estar entre os 70 melhores do mundo. Desde já, os meus pensamentos estão voltados para os jogos do Rio e tudo que faço é focado no meu desempenho como atleta para alcançar o meu sonho”, finaliza. Kelvin, de 18 anos, ex-jogador do Paraná Clube, é considerado uma das grandes promessas do futebol brasileiro. Antes de completar a maioriadade, o atleta já havia sido vendido para um dos maiores clubes da Europa, o Porto, de Portugal. Aos 17, o jogador foi convocado para a seleção do Brasil sub-18. Com personalidade, Kelvin já reúne vários fãs com seus dribles

Foto: Arquivo pessoal

Fellipe Santos, promessa do Triathlon e Kelvin Oliveira, promessa do futebol, buscam conquistas sem se preocupar com a pressão

O atleta percorre, semanalmente, de 250km a 300km com a bicicleta

desconcertantes, apesar disto, a pressão não incomoda o jogador. “A sensação de ser tido como uma promessa é muito boa, saber que acreditam no seu potencial. Os torcedores costumam fazer pressão por isso, mas tem que se

controlar, manter a calma e concentrar no que está fazendo, sem ter medo da cobrança”. Felipe Dalke

COMPETIDORES VÊM DE OUTROS ESTADOS DO PAÍS E A FAIXA ETÁRIA ESTÁ ENTRE 18 E 25 ANOS

Os campeonatos de jogos eletrônicos estão se tornando mania em Curitiba. Jogar futebol, lutar, andar de skate, pilotar carros de Fórmula 1 via videogames é a maneira alternativa de se praticar esportes na chamada Geração Y. Somente em 2011, a capital paranaense sediou ao menos quatro campeonatos de jogos eletrônicos – um no início de Setembro – entre os conhecidos nacionalmente e os de renome internacional. Os mais apreciados e demandados pelos competidores são aqueles relativos ao futebol, seguido pelos jogos de tiro, de lutas e de corrida automobilística. “Os prêmios sempre são para os melhores nas finais e variam de campeonato para campeonato, sendo geralmente em dinheiro. Para campeonatos regionais geralmente são oferecidos, como premiação, equipamentos para jogadores”, afirma William

Weckl, de 21 anos, proprietário da lan house Venom Network, estabelecimento que já sediou mais de sete grandes campeonatos (alguns de renome internacional). Segundo Enrico Pasqualato, 23 anos, da Proximo Games, os competidores dos torneios de Cyber Esportes ou e-sportes – como são conhecidos os jogos eletrônicos – preferem ser chamados pelos seus pseudônimos. “Eles gostam que os chamem pelos nicknames deles, pelos apelidos que escolhem para jogar. Em especial nos jogos de luta, como o Street Fighter, eles só conversam chamando uns aos outros pelos apelidos virtuais”, diz Enrico. Pasqualato ainda contou que além dos participantes paranaenses, vêm para Curitiba competidores de todas as partes do Brasil. “Vêm muitas pessoas de São Paulo, além daquelas do Rio Grande do Sul e de Santa Catarina. Mas fora estes, ainda vem

gente de Belo Horizonte, Campo Grande, Rio de Janeiro, Brasília e Manaus, entre outros”, conta Enrico. As inscrições dos campeonatos variam entre 15 e 150 reais e, mesmo as mais caras, chegam a atrair, em média, 150 participantes. Grande parte desses eventos é feita em parceria com outras empresas, mas a tendência é que as lojas de videogames e as lan houses passem a organizar campeonatos sem vínculo com terceiros. A frequência dos torneios de Cyber Esportes não obedece a períodos constantes, pois eles ocorrem paralelamente aos eventos esportivos externos, como o Campeonato Brasileiro e a Copa do Brasil (de futebol), Campeonatos de F1 e, mais recentemente, a edição do Ultimate Fighting Championship – campeonato de luta, com a sua última edição vulgarmente conhecida como “UFC

Foto: Fellipe Gaio

Campeonatos de Cyber Esportes estão se tornando mania em Curitiba

Organizadores trazem campeonatos de nível internacional a Curitiba

Rio”. Naturalmente, a faixa etária dos competidores também varia, pois se trata de um hobbie e, portanto, é bastante democrático. No entanto, os mais ativos costumam ter entre 18 e 25 anos de idade. William explica que os jogadores que se encaixam nessa faixa etária têm maior facilidade, pois

“pela competitividade, o esporte eletrônico não tem idade, porém jogadores mais novos tem menos experiência com os games, enquanto os jogadores mais velhos geralmente não tiveram contato com esse tipo de jogos”. Fellipe Gaio


economia

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Curitiba, outubro de 2011

PESSOAS ENTRE 25 E 34 ANOS SE SOBRESSAEM NA EMPREGABILIDADE

Jovens empreendem mais

De acordo com a última edição da pesquisa Global Entrepreneurship Monitor, a GEM 2010, divulgada em abril de 2011 pelo Sebrae, a faixa etária que teve aumento na taxa de empreendedorismo foi entre os 25 e 34 anos, com 22%. Jovens de 18 a 24 anos foram o segundo grupo com maior crescimento com 17,3%, valor superior ao dos empreendedores entre 35 anos e 64 anos, que varia de 9,5% a 16,6%. A GEM no ano de 2010 atuou em 60 países, inclusive o Brasil para avaliar, divulgar e influenciar as políticas de incentivo ao empreendedorismo. Conforme a pesquisa, a partir de 2008, os jovens brasileiros de 18 a 24 anos am-

pliaram sua participação no empreendedorismo, e tiveram taxas superiores às das pessoas com 35 anos ou mais. O que demonstra jovialidade dos empreendedores em estágio inicial. Evelyn Hamm, de 28 anos, é proprietária da Pousada Campos Gerais na Colônia Witmarsum. Ela se formou em 2005 em Turismo e com a ajuda do pai logo abriu a Pousada. No início investiu na ideia “Bed and Breakfast”, um estilo de hospedagem familiar que oferece cama e café da manhã, mas por questões de regulamentação mudou o serviço para Pousada. Ela conta que inicialmente para mobiliar os quartos teve que vender um carro, e que atual-

“Busco crescer no meu trabalho e alcançar minha independência”

mente investiu na recepção e fez suítes. Evelyn fala que pretende ampliar a infraestrutura com o objetivo de atender 50 hóspedes. Regiane Scarante de 23 anos, dona do salão Tendência há 3 anos, conta que antes de ter o negócio já atuava na área de beleza e estética. Inicialmente abriu a empresa em sociedade com sua mãe, e desde então administra o local e pensa em ampliá-lo abrindo franquias. Regiane conta que tem vontade de investir no ramo de bares e restaurantes e fala que se sente inserida no perfil da Geração Y, pois não tem medo de inovar, conhecer outras áreas, ter metas e investir. “Busco a cada dia crescer no meu trabalho e alcançar minha independência, olhando sempre para o futuro que eu pretendo ter”, completa. A GEM aponta que à medida que a idade cresce os negócios

Foto: Maria Elisa Brenner Busch

Característica da geração Y é assumir riscos, o que favorece a atividade no mercado de investimentos

Regiane Scarante no seu Salão de beleza

mais procurados pelos empreendedores são atividades ligadas a alojamento e alimentação. Já para o comércio varejista ocorre ao contrário, há perda de preferência à medida que a idade aumenta. O estudo revela também

que a grande característica do jovem brasileiro é a de assumir riscos, o que ajuda na atividade empreendedora. Rafaela Carvalho

JOVEM NASCIDO NA DÉCADA DE 80 AINDA NÃO PENSA EM PLANEJAMENTO FINANCEIRO

Jovens da Geração Y não costumam pensar em planejamento financeiro e investimentos a longo prazo, segundo pesquisas de instituições financeiras. A maioria gasta sua renda no consumo de alimentos, roupas e acessórios ou em novas tecnologias. As pessoas dessa faixa etária que pensam em investimento, preferem algo com baixo risco, como poupanças, previdência privada e aplicam seu dinheiro no fundo de investimento público. Além de ser uma geração imediatista, a forma como foi criado também pode influenciar para que o jovem entre 20 e 30 anos gaste mais. Para alguns especialistas há certa dificuldade dos jovens em realizar suas vontades no presente e planejar suas vidas no futuro. O controle da inflação e a boa estabilidade econômica fizeram com que a população passasse a gastar o seu dinheiro.

Segundo Breno Lemos, 30 anos, professor de economia e conselheiro do Conselho Regional de Economia, outro fator que influencia é o aumento da renda familiar. “Na medida que uma família tem uma perspectiva melhor, a capacidade de se endividar aumenta também. As pessoas em geral e os jovens passam a buscar uma qualidade de vida melhor e para isso recorre aos financiamentos, e deixam de poupar para pagá-los”, diz Lemos. Mesmo pertencendo à Geração Y o professor não acredita que os jovens de sua idade estejam preocupados com planejamento e aposentadoria. Em se tratando de investimentos futuros eles preferem poupanças, previdência privada e títulos públicos. De acordo com pesquisa do Banco Santander, os jovens da Geração Y se mostram bastante conservadores quando o assunto é investimento. 8,1%

dos recursos são colocados em fundos de médio risco e apenas 0,9% em produtos arrojados e ações. A maioria dos recursos deles, 82,1%, fica na poupança, enquanto o CDB, Certificado de Depósito Bancário, concentra outros 6%. Em fevereiro de 2010, 33,5% do número de pessoas aptas a negociar ações na bolsa eram jovens entre 16 e 35 anos, segundo a BM&F Bovespa. “O imediatismo que é a uma das maiores características dessa geração faz com que eles prefiram investir em algo que mostre rendimento rápido, são mais propensos a correr riscos por causa disso, porém o que eles mais investem ainda é na poupança”, comenta o professor. Planejamento Apesar das características de sua geração, o engenheiro agronômo Carlos Hugo Godinho, 28

Foto: Maria Elisa Brenner Busch

Gastos com consumo imediato é maior do que investimentos futuros

Hugo Godinho, seu próximo passo é investir na previdência privada

anos investe metade da sua renda na bolsa de valores e poupança. “Eu comecei colocando o dinheiro só na poupança, então o meu banco me ofereceu fundos de ação e eu passei a me interssar pela bolsa”, conta Hugo. O engenheiro já conseguiu comprar seu próprio apartamento. e seu próximo passo é continuar investindo e procurar uma previdência

privada. “Eu acho importante ter um planejamento e poupar para a aposentadoria pois quero manter meu padrão de vida quando estiver mais velho, já contribuo com a previdência social, porém não acho que seja suficiente”, comenta Hugo. Maruza Silverio Gozer


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trânsito

Curitiba, outubro de 2011

ALTOS ÍNDICES DE ACIDENTES SÃO MAIORES EM CURITIBA

Acidentes fatais são causados por jovens Dos 35 mil indivíduos envolvidos em acidentes de trânsito no estado do Paraná, cerca de 25 mil são jovens de idades entre 18 e 29 anos, segundo dados de uma pesquisa do Detran em 2010. Ainda segundo a pesquisa, os jovens se acidentam mais em comparação com motoristas mais experientes Algumas das caracter ísticas comuns entre esses motoristas são a ansiedade de dirigir e falta de responsabilidade em relação as leis de trânsito. A causa da maioria dos acidentes, se deve à pressa de chegar o mais rápido possível no local de destino, principalmente se for uma festa ou balada. Eric Regniel, de 19 anos, já

possui a carteira de habilitação há mais de 1 ano, e conta que já sofreu vários acidentes logo que conseguiu a autorização para dirigir. O acidente mais sério que sofreu foi na BR – 277, quando foi tentar cortar caminho pelo acostamento, e acabou colidindo com o carro que também vinha pelo acostamento. Ninguém se feriu gravemente, mas serviu de alerta para Eric perceber o risco de dirigir de maneira desatenta no trânsito. “Os jovens de hoje são mais auto confiantes do que desatentos no trânsito’’, afirma ele. Regniel também acredita que muitos jovens, da mesma idade que a dele, acontecem pela irres-

“Eu me acidentei por total desantenção no trânsito”

ponsabilidade no trânsito. “Os caras assistem um filme de corrida e acham que podem correr nas ruas também’’, ressalta. Para reverter essa situação, somente uma grande campanha de conscientização no trânsito, promovido pelas autoridades governamentais, será capaz de mudar o quadro atual de vítimas fatais, que infelizmente aumenta a cada dia. Essa geração deve-se comprometer com a responsabilidade de dirigir por si e pelas outras pessoas, e acabar com a individualidade dos motoristas, para proporcionar um ambiente de tráfego mais seguro e humanizado. Os seguros Seguro dos automóveis costuma ser mais caro para quem tem pouco tempo com a carteira de habilitação. As seguradoras

Foto: Lucas Molinari

Estatística confirma que a ansiedade e a desatenção no trânsito são os principais causadores de acidentes entre os jovens

A responsabilidade do motorista é fundamental no trânsito

evitam fazer negociações com motoristas com pouco experiência de direção, maior imprudência e que costumam dirigir mais a noite. O aumento do seguro

PARA ANDAR DE BICICLETA TEM QUE TER MORAL em algumas calçadas, mas pelo menos deveria ser adotado as ciclo faixas”, afirma Mariano. No dia 16 deste mês foi realizado o desafio intermodal na capital paranaense com o objetivo de ver qual o meio de transporte mais eficiente para atravessar o centro no horário mais movimentado do dia. Mais uma vez a bicicleta provou que deve ter seu uso incentivado. Os primeiros a chegarem foram três ciclistas, logo após veio um corredor, moto, ônibus e ficando por último o carro. A bicicletaria cultural de Curitiba esta promovendo oficinas, ciclecines, debates com a ideia principal de conscientizar os cidadãos e trazer mais adpetos para utilizarem este meio de transporte. Foi realizado também no último dia 22 a Marcha das 1000 bicicletas, para comemorar o Dia Mundial Sem Carro. Lucas Molinari

Foto: Lucas Molinari

TV na cabeça e pouco pensamento. As pessoas não se importam com o pobre, o mendigo, crises públicas, não querem se envolver com isso. O carro tem essa característica de ser privado, individual e acaba alimentando mais isso.” critica Nataraj. André Mariano, de 21 anos, estudante de publicidade da PUCPR, mora no centro e optou por um meio mais barato, rápido e prazeroso. “A passagem de ônibus é muito cara, moro no centro, não tem nenhum outro lugar de Curitiba que seja muito longe para eu ir. Só utilizo o carro para sair nos finais de semana” comenta Mariano. O estudante vai de bike todos os dias para aula e comenta as vantagens: “Se eu for de carro demoro o mesmo tempo, de ônibus demoro ainda mais.” Lembra também “que falta incentivo em questão de lembrar o uso das bicicletas. Até entendo não poder construir ciclovias

Jasson Wolff

Mês da Bicicleta em Curitiba

Liberdade, autonomia e criatividade

Setembro é o mês da bicicleta em Curitiba, a data foi instituída há 5 anos por um grupo de ciclistas que mostra o outro lado deste meio de locomoção. Quem anda sente o ar da liberdade, as pedaladas são muito mais do que escapar de um trânsito congestionado. É um estilo de vida, uma forma diferente de agir e pensar. Muito mais que um meio de transporte, é cultura, consciência ambiental e saúde. “Com a bicicleta não precisa comprar petróleo, gasolina. Falase tanto de consumo limitado, mas ninguém faz nada. A bike é um do meios para não contribuir com este sistema” afirma Goura Nataraj, de 31 anos, um dos integrantes do grupo. A sociedade necessita de transformações, vivemos com crises econômicas, problemas sociais e ambientais. Muitos sabem, mas poucos realmente buscam novas saídas. “É muita

para um jovem em comparação a um motorista mais experiente chega a ser de 20% sobre o valor da negociação.

Bicicletaria cultural: espaço de encontro de ciclistas

Atividades Regulares Todo sábado de tarde: Oficina de Manutenção de bicicletas com Lourenço Duarte + Festival Ciclecine Cinco Anos. Toda Segunda Feira: Oficina de Criação de Veículos Fantásticos com Fernando Rosenbaum Toda Quarta Feira: Música para sair da bolha - com Plá. amigos e quem mais quiser tocar ou cantar para celebrar a bicicleta. De Segunda a Sexta: Ciclecine Derivas na Bicicletaria cultural. Exposição de fotos Marcha das bicicletas.


comportamento

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Curitiba, outubro de 2011

MOVIMENTOS ESTUDANTIS DÃO VOZ À JUVENTUDE

Atitude para transformar a história “Existe uma tomada de consciência do tipo ‘preciso fazer alguma coisa por esse país’, e alguns jovens perceberam que as soluções encontram-se na construção de respostas coletivas”, explica Solange Fernandes, doutora em Serviço Social pela PUCSP e Mestre em Ciência Social pela Universidade Estadual de Ponta Grossa. Giulia Lacerda é militante feminista há dois anos, estudante de jornalismo da Universidade Positivo, apresentadora e editora do programa Mulheres de Segunda, disponível no blog homônimo. Sua motivação inicial foi perceber o tratamento que as mulheres recebiam da mídia em geral. “Me

“No Brasil, estudantes estão se mobilizando e isso é importante”

As formas para comunicar-se são reinventadas a cada dia. A web tem ajudado as pessoas se exporem mais e algumas julgam o ato de conversar pela internet, muito mais fácil do que um diálogo pessoal. Estas normalmente revelam um comportamento diferente quando estão na vida real. E o que os jovens da Geração Y pensam sobre isto? Essa nova geração está conectada com a tecnologia e novas mídias. Mas ter conhecimento sobre isso não significa que não são tímidos e conseguem se manifestar sem dificuldades. Para a psicóloga Maria Marta Ferreira é natural do ser humano o desejo de impressionar, de mostrar sua face mais bonita, conquistar, ser aceito. A internet, por evitar o contato pessoal, abre espaço para que haja uma exacerbação, e o indivíduo na fantasia de “criar um personagem” para si mesmo: como gostaria de ser,

incomodava perceber o fato da mulher ser mostrada como objeto de consumo do público masculino, principalmente em propagandas e programas humorísticos, e a forma como são tratadas pelo viés da aparência”, completa Giulia. A luta por direitos iguais, pelo acesso à uma educação de qualidade faz com que esses jovens mostrem o que pensam e contestem aqueles com os quais não concordam, independente da posição hierárquica, pois tem o espírito revolucionário. Camilo Vanni, diretor de movimentos sociais da UNE é militante estudantil desde 2005, ano em que ingressou na universidade, acredita que é importante uma maior participação dos jovens e que eles precisam enxergar melhor a realidade em que vivemos e a necessidade de mudança que a sociedade precisa. “A política define o rumo

Estudantes motivados à transformar a sociedade

de diversas coisas em nosso país, precisamos participar mais dessas decisões”, afirma Camilo. Giulia está engajada em um movimento estudantil. “Ao contrário do que se diz, os estudantes estão sim se mobilizando e isso é

importante, esse ano no Brasil tivemos diversas manifestações”, acrescenta Giulia. Aline Przybysewski

INTERNET PODE SER UM MEIO QUE AJUDA A LIDAR COM A TIMIDEZ

Comportamento na web é diferente da vida real o que acredita que impressiona e produza admiração do outro, passa a criar “clones melhorados de si mesmo”. Quando a conversa está interessante e existem segundas intenções de ambas as partes, tanto para uma amizade ou relacionamento mais sério, é natural marcar um encontro para se conhecer pessoalmente. Porém, as expectativas podem não ser encontradas no desenrolar do bate-papo. Eduardo* tem 29 anos e é analista de sistemas, conta que já conheceu uma pessoa em redes sociais, marcou um encontro, porém a conversa não se desenvolveu como o esperado. “O timing de uma conversa pessoal é diferente da virtual. Na internet você tem preciosos segundos a mais para pensar no assunto e responder de forma mais inteligente e criativa sem perder a atenção da pessoa.” Afirma ainda que às vezes os minutos a mais em uma

conversa pessoal fazem com que o assunto acabe e o que restam são expressões corporais e faciais que prejudicam a comunicação, no caso de alguém tímido. Mas será que a internet pode colaborar com a timidez das pessoas? Seria uma válvula de escape? Ou ela pode fazer com que os jovens fiquem presos somente em seu mundo? Rafael Giublin, de 21 anos, estudante, acredita que se comunicando pela internet não existem complicações. “É claro que pela internet é mais fácil, e nela pessoas acanhadas podem revelar suas ideias e sentimentos e até conhecer pessoas novas, mas isso de forma alguma substituiu a interação pessoal, que invariavelmente irá ocorrer”. Acrescenta ainda que não podemos nos esconder por trás de um computador a vida toda. Trabalhar a timidez é necessário, bem como qualquer outra dificuldade, para ter uma vida

Foto: Rosane Cadena

Independente da causa defendida, o que os motiva é a vontade de transformar o ambiente de que fazem parte. A Geração Y é composta por jovens que são multitarefas, estão antenados com o mundo da tecnologia, das redes sociais, mas principalmente dizem o que pensam, sem medo de manifestar suas opiniões. Desde cedo boa parte deles têm interesse pela política ou ao menos o desejo de mudança, e estão sempre na busca pela igualdade de direitos, melhores condições na educação e diversas outras causas pelas quais decidem lutar. Estão preocupados com o futuro da sociedade e o que os motiva é a vontade de transformação.

Foto: Lucas Molinari

Jovens estão cada vez mais preocupados com o futuro da sociedade e lutam pelas causas sociais sonhando com a mudança no mundo

A internet dá liberdade de mudar sua personalidade

socialmente saudável. “Jovens que se isolem da verdade e vivam uma excessiva realidade virtual precisam de ajuda. Isso pode revelar importantes deficiências de autoestima, timidez, depressão, ou outros transtornos de personalidade que precisam ser investigados. Uma psicotera-

pia pode ajudar o jovem a fazer contato com a sua realidade consigo mesmo, desfrutar do seu potencial, da sua fase e ser feliz na vida real”, orienta Marta. *O nome foi modificado. Rosane Cadena


O conceito de gerações engloba o conjunto de indivíduos nascidos em uma mesma época, influenciados por um contexto histórico, determinando comportamentos e causando impacto direto na evolução da sociedade. Segundo Eline Kullock, formada em administração de empresas pela FGV-RJ e MBA Executivo pela Coppead – UFRJ, que preside o Grupo Foco - consultoria de gestão de pessoas e negócios - e administra diversos blogs, há diferentes denominações para cada Geração:

Geração dos veteranos:

É composta por pessoas que nasceram entre 1925 e 1945, no período das grandes crises econômicas. Viveram a época da 2ª Guerra Mundial. Os veteranos são pessoas mais rígidas e respeitam regras, por causa das dificuldades que viveram.

Geração Baby Boomer:

Fazem parte dessa Geração, as pessoas nascidas logo após a 2ª Guerra Mundial, quando o índice de natalidade cresceu incrivelmente – por isso o termo “baby boomer” (“explosão de bebês”). Viveram na época da globalização. Cultuaram o Rock and Roll, o movimento Hippie, a contestação política e social e os movimentos pela paz. Viveram também a guerra do Vietnã, o feminismo, entre outros movimentos que mudaram a sociedade.

Geração X:

Nasceram aproximadamente entre 1965 e 1981. Essa geração entrou em um novo mundo fora das perspectivas utópicas, tendo que se conformar com um padrão de vida mais realista e consumista em pleno período de Guerra Fria.

Geração Y:

Geração caracterizada por querer tudo para ontem e tem o desejo de poder associar lazer com trabalho. Os integrantes dessa geração querem fazer mais de uma coisa ao mesmo tempo e estão extremamente ligados a novas tecnologias e mídias. Desejam cargos altos cada vez mais cedo. É a influência do contexto que vivenciamos hoje: rapidez, ansiedade, tecnologia e necessidade de inovação.

Geração Z:

Essa é uma continuação da geração Y. Talvez, em alguns anos, vejamos uma tendência maior, em função das mudanças climáticas, para um modelo mental que valorize e respeite mais as questões ambientais, que não é o foco da Geração Y.


Geração Y