SAÚDE Equipe Comunicare comprova descaso em postos de saúde Pág 03 POLICIAL Passa de 1400 o número de mortes registradas no ano | Pág 06
ECONOMIA Liberação do 13º movimenta economia e diminui inadimplência | Pág 08 GERAL Abre temporada de Natal do HSBC com o espetáculo “O poder da música” | Pág 13
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opinião
Curitiba, novembro de 2011
AS FASES DE PRODUÇÃO DE UM JORNAL IMPRESSO
24 horas em 16 páginas
Cresce 5,1 % as vendas de jornais impressos no Brasil, contrariando o pessismo que anuncia o fim do meio até 2020 As previsões mais pessimistas anunciam o fim do jornal impresso para antes do ano de 2020. Por outro lado, dados divulgados recentemente pelo Instituto Verificador de Circulação (IVC), informam que o volume de vendas avulsas de jornais cresceu 5,1% do primeiro semestre de 2010 até o mesmo período de 2011. A média diária de circulação de jornais no país foi de mais de 4.4 milhões, um recorde histórico, e 73 milhões de pessoas afirmam ler jornal impresso. Além disso, dados da Associação Nacional de Jornais (ANJ), mostram que existiam 4056 periódicos em circulação no país em 2010. Essas informações demonstram que o jornal impresso ainda tem seu espaço, e que ele é grande, com tendência inclusive a crescer. Por isso devemos buscar aproveitar esse espaço da melhor forma possível, participando na
publicação dessa infinidade de projetos editoriais, e tentando inovar e fazer diferente, transformar a experiência de produzir um jornal impresso, que talvez seja o ponto alto do jornalismo. Desde suas origens lá na prensa tipográfica de Guthemberg, a emoção de receber uma pauta e sair pra rua cobrir; o fotojornalismo; vivenciar uma história; a montagem e o conceito gráfico visual de uma edição; e por fim a distribuição orgulhosa dos exemplares finalmente impressos, são essas as fases essenciais da produção jornalística. Tudo isso faz parte do processo de descobrir, para o qual devemos estar preparados e motivados, e a forma utilizada para esse aprendizado deve ser determinante no progresso profissional. Sentir o clima de uma redação jornalística de verdade propicia a inserção e o comprometimento
com a profissão escolhida. Viver o pique de precisar completar a reportagem, o box, ou o gráfico a tempo. E aquele deadline pressionando insistentemente a cada tique e taque do relógio. Durante o ano de 2011 foram produzidas cinco edições do Jornal Comunicare, todas com o prazo um pouco mais estendido, chegando a dois meses desde a escolha de pautas até a impressão. O 24 horas é a sexta publicação do ano, e a primeira com prazo reduzido, simulando a experiência real da produção jornalística diária. E toda essa experiência se potencializa quando surge o desafio de começar e terminar uma edição inteira do Comunicare no período de 24 horas. Desafio prontamente aceito, iniciado e concluído nas páginas que você leitor tem agora em mãos. O trabalho não é pouco, inicia-se com
o planejamento da edição, levando-se em conta as pautas a serem realizadas, afinal com a data escolhida, é importante saber o que acontece em Curitiba nesses dias. Claro que nem tudo pode ser previsto, e isso é o que deixa o jornalismo ainda mais emocionante. E a produção começou na sexta-feira dia 25, e acabou no sábado dia 26. Vinte e quatro horas de notícias e de informações, vivendo o jornalismo com mais intensidade, gratificante para quem está acostumado a um jornal laboratório, onde as regras de redação não são seguidas tão a risca. Aproveite este resultado que se reflete no mais fiel processo de produção da notícia, no mais vivo do factual. Boa leitura. Jhonny Castro
FALA, PROFESSOR
“O Comunicare 24h foi um desafio aceito com muito entusiasmo pelos alunos. Uma experiência estimulante e próxima da realidade do mercado de trabalho”. Cícero Lira, Professor do Curso de Comunicação Social Jornalismo PUC PR
FALA, ALUNA
COMUNICARE 24 HORAS COBRE O FINAL DE SEMANA CURITIBANO
O desafio na produção das pautas factuais
Os primeiros a chegar à redação são o editor e o pauteiro, pois a questão a ser resolvida é sempre a mesma: “o que vai entrar no jornal hoje?”. No Comunicare, a coisa muda de figura: essa decisão é em geral resolvida coletivamente, afinal somos adeptos do velho ditado que “duas cabeças pensam melhor do que uma, três melhor que duas...”. Por isso, a cada reunião de pauta temos um novo desafio, novas discussões até que finalmente sejam fechadas as matérias que produziremos. Esta é a primeira edição anual do Comunicare que não tem um tema, e por consequência a busca por pautas foi um tanto quanto diferente. Ao invés de nos preocuparmos com assuntos que convergissem para o mesmo ponto tivemos que buscar pautas factuais, realizáveis dentro da redação do Comunicare e ao mesmo tempo, interessantes aos nossos leitores.
Como resultado dessa chuva de ideias, nessa edição você poderá ler um pouco mais sobre a abertura dos autos de natal do Palácio Avenida, conferir o balanço cultural do ano em Curitiba, observar uma investigação jornalística sobre os postos de saúde da cidade, e conhecer os candidatos às presidências dos clubes de futebol da capital.
Com uma boa mescla de notícias, nossos repórteres cobriram os principais acontecimentos da cidade neste final de semana, e agora, você leitor pode fazer aquele balanço e ver que Curitiba não parou. Votações na câmara municipal, a 6ª etapa do campeonato de motovelocidade paranaense e as ações sociais, como a feijoada do projeto Tomba La-
tas, são mais algumas de nossas reportagens. O convite da nossa redação é: leia e aproveite para conhecer um pouco mais sobre a sua cidade, temos certeza que alguma coisa vai te surpreender!
Virginia Crema
“A linguagem é direta e coerente com os assuntos pertinentes à Universidade. Mas acho que o jornal deveria dar mais ênfase ao cenário cultural curitibano”. Mariely Czelusniak, 4º período de Design de Produtos - PUC PR
NOSSA CAPA
EXPEDIENTE Jornal Laboratório da Pontifícia Universidade Católica do Paraná Edição nº 202 | Novembro/2011 PUCPR Rua Imaculada Conceição 1.155, Prado Velho - Curitiba/PR www.pucpr.br Reitor Clemente Ivo Juliatto Decano do CCJS Alvacir Alfredo Nicz
Decano-Adjunto do CCJS Marilena Winters Diretora do Curso de Jornalismo Mônica Fort
EDITORES-CHEFE Jhonny Castro Letícia Martins Donadello Virginia Crema
COMUNICARE Jornalista Responsável Cícero Lira - DRT 1681
PAUTEIROS Isadora Domingues Julio Cesar Glodzienski Lidyane Pereira
Coord. de Projeto Gráfico Alessandro Foggiatto
EDITORA DE ARTE Etiene Mandello
“ O relógio com vários momentos do dia cobre a rotina de produção do jornal, demonstrando a pressão e a beleza de produzir em 24 horas”. Equipe Comunicare
saúde
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Curitiba, novembro de 2011
equipe comunicare visita postos de saúde da cidade
O retrato do sistema de saúde curitibano A falta de estrutura, médicos e informações concretas comprometem o funcionamento das Unidades Básicas de Saúde de Curitiba
O choro do menino preocupado com a frágil saúde da avó, após passar o dia inteiro sem ser atendida, e o desespero do paciente com inflamação na bexiga, que espera a internação desde as 20h de terça-feira – o fechamento da matéria ocorreu na noite de sexta-feira (25) – são situações comuns na rotina das Unidades Básicas de Saúde em Curitiba. Para descobrir a realidade do atendimento nos hospitais públicos, a equipe do Comunicare visitou os chamados “postinhos de saúde”. Primeiramente, o jornal visitou os hospitais públicos identif icando-se como equipe de reportagem e explicando que se tratava de uma matéria jornalística. A primeira parada foi no Ouvidor Pardinho, localizado no centro da capital paranaense. A quantidade de pessoas para ser atendida era grande e a maioria não estava satisfeita. Rebeca Silva* chegou ao posto de atendimento às 6h e quatro horas depois ainda não havia sido atendida. “Ontem passei o dia inteiro aqui e não me chamaram. Por isso, tive que voltar hoje, mas acho que vou voltar para casa sem conseguir consulta”, afirma. Rebeca contou que está atrás de 17 mil pessoas na fila de espera do oculista e há cinco anos tenta descobrir a causa de suas dores na perna. “O que a gente pode fazer? Daqui a pouco, o jeito vai ser ficar em casa esperando a morte chegar”, conclui. Ao tentar saber como funciona o atendimento médico no local, a equipe do Comunicare foi informada, pela chefia da unidade, que essas informações são fornecidas apenas com uma autorização da Secretaria Municipal de Saúde. “Somente após isso, somos orientados a falar”, explicou uma das representantes sanitárias. Na unidade de saúde da Vila Hauer, o resultado foi o mesmo. O posto abriu às 6h, mas só o vigia e alguns pacientes se
encontravam no local. A equipe foi informada de que as enfermeiras chegariam às 7h e esperou para conversar com uma delas. Ao tentar perguntar quantos médicos atendiam no local e como funcionava o atendimento, a resposta foi unânime: “não podemos dar informações desse tipo”. O horário que a representante sanitária do local chega não foi revelado ao certo, pois uma das fontes disse ser às 8h enquanto outro membro do posto informou ser às 9h. O que de fato o Comunicare teve conhecimento foram as conversas da fila de espera. Pacientes arriscam dizer que na Unidade de Saúde Ouvidor Pardinho existem apenas dois clínicos geral. Já na unidade Salgado Filho, a enfermeira Helena Barcellos* informou que no local atuam dois clínicos geral e, caso seja necessário, os pacientes são encaminhados para um especialista. Apesar disso, algumas pessoas não se queixam do sistema. Roseli Almeida* argumentou que tem levado sorte, pois conseguiu ser atendida em menos de um dia em todas as vezes que procurou pelo serviço de saúde da capital.
diferentes cores para os pacientes, conforme a gravidade do problema. Roberto Guimarães* deu entrada no postinho no mesmo horário que o repórter enviado do Comunicare e ganhou uma fita amarela, que significa atendimento urgente. Menos de 15 minutos depois, Roberto já havia passado pela consulta com o médico de plantão e ficou à espera da ambulância para ser transferido, pois não havia na farmácia do Pinheirinho o medicamento necessário para o tratamento. O veículo demorou duas horas e meia para chegar. A mãe do paciente ficou no local e explicou o que acontecia: “Minha filha foi junto com o Roberto e eu fiquei,
“O jeito vai ser ficar em casa esperando a morte chegar”
porque depois a ambulância volta com eles e só uma pessoa podia acompanha-lo”. Carolina Zuckniz* não teve a mesma sorte. A moça deu entrada no hospital com hemorragia no útero, ouviu no primeiro atendimento que isso era normal e recebeu uma pulseira verde, referente a atendimento sem urgência. “Vou chamar a mídia aqui para ver se é normal”, exclamou indignada Carolina. Após quatro horas de espera, saiu da sala do médico com uma receita de remédio para a dor e a recomendação para procurar um especialista. “O ginecologista do postinho do meu bairro está de férias e ninguém consegue resolver o meu problema” afirma.
Para conseguir relatos da população que precisa de atendimento através da rede pública, a equipe do Comunicare enviou um repórter para a Unidade Básica de Saúde 24 horas do Pinheirinho, para tentar agendar uma consulta com o médico e observar a real situação do atendimento. “Hoje não demora muito”, respondeu a recepcionista quando questionada sobre a demora no pré-atendimento. Após meia hora na espera, o repórter e mais quatro pessoas foram chamadas para medir a pressão e falar com o médico, que dava pulseiras de
Foto: Jhonny Castro
Investigação
Nosso enviado recebeu pulseira verde, alegando um incômodo alimentar e, enquanto esperava sua consulta, conheceu Felipe Augusto Grosskopf*, o jovem com infecção na bexiga, já citado no início do texto, que procurou a unidade de saúde na terça-feira à noite e demorou seis horas para ver o médico. Há três dias esperando a internação, Felipe Augusto não consegue autorização para dormir nas macas do posto, então se acomoda nas cadeiras da espera. “Isso é brincar com o ser humano. Ainda bem que eu moro aqui perto e vou escondido lá para tomar banho e comer algo, mas se alguém do posto sabe, eu perco a minha vez”. Com quase quatro horas dentro da unidade de saúde do Pinheirinho, o repórter foi chamado para consulta e ouviu a opinião da médica Maria Adelaide* sobre a demora: “A gente não tem estrutura e pessoal suficiente para atender a todos com rapidez, e a população ainda coloca a culpa nos médicos que estão aqui. É difícil”, lamenta Maria. Um dos guardas municipais que cuidam da segurança do local, Valdir Damasceno*, pensa que alguns dos problemas teriam solução se os profissionais fossem mais dedicados. “Às vezes, as pessoas perdem a paciência e descontam na secretária, ou na segurança, mas se os médicos não ficassem andando de um lado para o outro e atendessem logo, a situação estaria bem melhor”. Composta por 1,752 milhão de habitantes, Curitiba é a oitava cidade mais populosa do Brasil, de acordo com dados do IBGE. Para atender toda a população, a rede de saúde municipal divulga em seu site que, atualmente, existem 50 unidades básicas de saúde, ou seja, cada postinho precisa atender 35.040 cidadãos. * Os nomes foram modificados.
Quatro horas de espera, duas receitas e um remédio na farmácia.
Alexandre Senechal Gabriela Campos
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educação
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JOVENS ESPERAM ANCIOSAMENTE O FIM DAS AULAS PARA QUE POSSAM INICIAR SUA NOVA VIDA
Alunos dispensados antes do tempo
O vestibular inicia antes que as aulas acabem, mas isso não influencia a aprovação de alunos de colégio público e particular rém, no Medianeira, passados 190 dias é feita uma lista de dispensa para os alunos que já passaram de ano, assim eles têm a opção de não ir mais as aulas. O colégio particular trabalha com um método de recuperação processual, onde os estudos são realizados durante o ano letivo, dentro do processo e em períodos com aulas especiais no contra turno. Mas alguns colégios públicos ainda trabalham com a recuperação de final de ano. Regina Kummer, estudante do Colégio Estadual Pilar Maturana, conta que está com notas aprovadas, mas ainda frequenta as aulas para finalizar o conteúdo e alguns alunos precisam de frequência para não se-
“Com 190 dias alguns alunos são dispensados das aulas”
rem reprovados. Em ambas as instituições, os professores continuam cumprindo o banco de horas normalmente para o fechamento de notas e para auxiliar os alunos no vestibular. Marcelo ainda destaca que no colégio Medianeira, o principal objetivo não é formar somente os alunos para o vestibular e sim para a vida lá fora. Vestibular Em Curitiba os vestibulares acontecem antes do término das aulas, muitas vezes os alunos fazem as provas sem ter o conhecimento de todo o conteúdo, visto que a data escolhida pelas faculdades normalmente acontecem quando o ano letivo ainda não se encerrou. No entanto, Regina conta que prestou vestibular e teve algumas dificuldades, mas apenas pelo
Foto: Tiago André
Estudantes de ensino médio esperam ansiosamente a chegada do final de ano para que possam logo sair da escola. A expectativa da nova vida que se inicia quando saem do colégio, a tensão pré-vestibular, o mercado de trabalho, as responsabilidades da vida adulta, são inúmeras os motivos que os fazem querer encerrar esse período. Em algumas escolas os alunos são dispensados antes mesmo do término do ano letivo e não precisam mais frequentar as aulas. Marcelo Pastre, coordenador do ensino médio no Colégio Medianeira explica que todas as escolas têm um calendário de aulas com 200 dias letivos que devem obrigatoriamente cumprir. Po-
Marcelo Pastre conta sobre a rotina de fim de ano no Medianeira
fato de já ter aprendido o conteúdo há algum tempo e não lembrar mais, mesmo assim foi aprovada no curso de Fisioterapia na UniBrasil. Pastre salienta que a aprovação no vestibular dos alunos
do Medianeira são praticamente 100%, o fato das provas acontecerem antes mesmo de terminar as aulas, não influencia no ingresso a universidade. Rosane Cadena
PARALISAÇÃO AINDA REPERCUTE NA VIDA ACADÊMICA
O calendário acadêmico de 2011 da Universidade Federal do Paraná, UFPR, foi alterado devido às greves gerais que ainda repercutem no meio acadêmico. As aulas vão até o dia 22 de dezembro, e as provas finais acontecerão em janeiro de 2012. As aulas do ano letivo de 2012 têm início marcado para março. As greves tiveram início e término em datas diferentes, a dos servidores técnico-administrativos foi de 15 de junho a 26 de setembro de 2011, os estudantes estiveram entre 04 e 31 de agosto de 2011, e os professores entre 16 de agosto e 01 de setembro de 2011. A paralização realizada pelos estudantes foi uma maneira deles apoiarem a manifestação dos servidores técnico-administrativos, que já estava em curso. Após a adesão dos professes à paralisação, o apoio dos estudantes foi estendido a eles, em forma de
greve. Entre as reinvindicações, os servidores pediam uma jornada de trabalho de 30 horas semanais, além de um aumento de salário – de 1,8 do salário mínimo para três, e um reajuste de 5% a cada dois anos de serviço completado. Os professores solicitavam uma equiparação salarial deles com outros servidores do governo. A classe defendia a ideia de que em certos casos, um professor que possui doutorado recebe o mesmo que um servidor que tem apenas a graduação. Além disso, reclamavam do excesso de aulas e tamanho de turmas, pedindo um limite por alunos em cada turma e uma carga horária de trabalho definida, entre outras reinvindicações. Os alunos que entraram em greve assinavam em baixo de todas as exigências feitas. A estudante Tainá dos Santos Navolar, de 21 anos, em nome do centro acadêmico de biologia, fala
que foi realizado uma pesquisa no curso, e devido ao resultado, em uma assembleia dos estudantes, a entidade de base resolveu entrar em greve apoiando servidores e professores. Segundo ela, a greve em uma instituição pública é o meio de reivindicar algo. “O que professores e funcionários queriam é para o bem de todos, pela melhoria dos cursos da universidade. Não tem porque não apoiar a causa, se ela é para o bem dos estudantes”. Sobre a questão do calendário acadêmico, Tainá afirma que isso, em um contexto geral, é insignificante, segundo ela as pessoas devem olhar mais a frente, e visar o bem da universidade. “Além do mais, as aulas em 2012 só começam em março, as pessoas vão ter um período de férias normal, só que em outra data”, conclui Tainá. O estudante de medicina Bruno Vianna, de 23 anos, rebate os argumentos daqueles a favor da
Foto: Isadora Domingues
Greves alteram calendário acadêmico 2011 da UFPR
Alunos da UFPR terão aulas em janeiro
greve. Ele afirma que esta não é a maneira correta dos alunos reivindicarem alguma coisa. Para Vianna, é errado atropelar os caminhos, antes dos universitários entrarem em greve, deveriam realizar reclamações protocoladas pela reitoria da Universidade. “Fora, que dar as mãos para os professores nessa paralização é meio irônico. Muitos problemas que temos no curso acontecem
porque os professores simplesmente não aparecem em sala. Estão mais preocupados com outras atividades, do que com as aulas em si”, afirma. De acordo com o estudante, a UFPR dá condições para o aluno estudar, tem livros, professores e laboratórios, que acabam não sendo aproveitados corretamente pelos docentes. Isadora Domingues
trânsito
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Curitiba, novembro de 2011
BANCADA DA OPOSIÇÃO CONSIDERA O REAJUSTE INCONSTITUCIONAL
Novas taxas do DETRAN causam polêmica A promessa de que as novas taxas do DETRAN-PR serão usadas para investimentos em segurança pública pode não passar de uma forma de mascarar o aumento. Erro de digitação pode ser desculpa do Governo para justificar o aumento. A nova proposta é considerada inconstitucional e a população se mostrou contrária à utilização desta verba para outros fins. Segundo o deputado estadual Tadeu Veneri (PT), na segundafeira, 7 de novembro, chegou às pressas para ser aprovado o projeto de Lei que aumenta em até 500% as taxas do DETRAN-PR. Em sessão extraordinária o projeto foi aprovado por 38 votos favoráveis e 7 contrários. Porém, os deputados da situação admitiram que houve um erro de digitação e os valores foram alterados posteriormente. “Acredito que não foi erro de digitação, e sim vontade de arrecadar mais. No entanto,
devido à exposição que teve, o governo acabou alterando alguns números” afirma Veneri. No dia 22 de novembro a bancada da oposição entrou com duas ações para derrubar o “tarifaço” criado pelo governador Beto Richa (PSDB). O argumento da oposição é que o projeto fere a constituição estadual que diz que as verbas arrecadadas pelos órgãos públicos têm que servir somente para cobrir custos administrativos. Ademar Traiano, deputado líder da situação, afirma que ficou claro no projeto que o dinheiro será repassado para segurança pública. O qual necessita urgente de melhorias pois, segundo Traiano, em 8 anos o governo Requião deixou a segurança um verdadeiro caos. Porém, o deputado Tadeu Veneri contradiz a afirmação do líder da base governista. “A segurança pública tem problema há mais de vinte anos. O objetivo
de passar o dinheiro arrecadado para o FUNESP (Fundo Estadual de Segurança Pública) não vai acontecer, porque foi determinado que este recebesse verba oriunda de multas, e não de taxas. Não se sabe para onde vai esta arrecadação de excedentes, pois no projeto está escrito que fica a decreto do governador definir isto”, salienta. Hoje qualquer medida que faça com que a população pague mais taxas, que crie impostos mascarados, faz com que praticamente todos tenham a mesma opinião sobre o assunto. Como a do taxista Marcelo Bonfim: “É absurdo isso. Com certeza este dinheiro não será utilizado para investimentos. O que é feito com todos os impostos que pagamos? O DETRAN-PR sempre está cheio, e para onde vai este dinheiro?”, questiona Bonfim. O estudante Davi Macarini comenta que “a segurança pública é um
Foto: Lucas Molinari
“Tarifaço” do órgão poderá não ser investido em segurança pública, e a verba arrecadada pode virar um novo imposto
Tarifaço do DETRAN-PR coloca oposição e situação frente a frente
problema, existe verba, mas eles não sabem aplicar. Não tem porque fazer a população pagar mais isso”. Para saber onde será aplicado, é necessário estar de olho no orçamento público de 2012. Além
de cobrar dos deputados e do próprio governador. Para que este dinheiro realmente seja utilizado para o benefício do nosso Estado, sem que surjam mais impostos. Lucas Molinari
LEI SECA TERÁ TOLERÂNCIA ZERO PARA ÁLCOOL E DIREÇÃO
O projeto da Lei Seca que está em tramitação na Câmara dos Deputados e pode ser aprovado no Senado, penaliza quem dirigir sob efeito de qualquer nível de concentração de álcool. Pela nova emenda, a comprovação do grau alcoolico do motorista, poderá ser feita através de testumunhas, imagens ou vídeos, caso o condutor se recuse a fazer o teste do bafômetro. As novas sanções previstas aos condutores sob efeito de álcool (entre 0,1 mg e 0,29 mg de álcool por litro de ar expelido) são enquadradas no artigo 165 do Código de Trânsito Brasileiro, CTB, como infração gravíssima (7 pontos na CNH), com penalidade de multa (R$ 957,70) e suspensão do direito de dirigir por
doze meses. O veículo ainda fica retido até que se apresente outro condutor habilitado e em condições de dirigir. Porém, aquele condutor que ultrapassar o limite de 0,30 mg comete crime de trânsito, pelo artigo 306 do CTB, que prevê penas de detenção de seis meses a três anos, multa e suspensão ou proibição de obter a permissão ou a habilitação para dirigir veículo. Segundo o advogado e Secretário de Trânsito de Curitiba, Marcelo José Araújo, quaisquer medidas que visem restringir o condutor sob qualquer nível de influência de álcool podem salvar vidas e são válidas. “Através dessas medidas podemos baixar o nível de acidentes em todo o
“Através dessas medidas podemos baixar o nível de acidentes”
país”, afirma Araújo. O Brasil está passando por um época de reeducação “forçada” no trânsito. A única maneira que os governantes vêem para que os brasileiros respeitem a Lei Seca é quando de fato essa lei entrar em vigor, havendo fiscalização e punição efetiva para quem não a cumpre. Segundo a Polícia Rodoviária Federal, o índice de acidentes no Brasil tem aumentado a cada ano que passa, isso é demonstrado pelos números. Todo ano 35 mil pessoas morrem em decorrências de acidentes de trânsito, sendo que a maioria deles acotecem em virtude de condutores que ingerem álcool. Na maioria das vezes, os motoristas alcoolizados potencialiazam a gravidade dos acidentes, uma vez que a ingestão destes entorpecentes gera uma forte depressão do Sistema Nervoso Central, prejudiancado os refle-
Foto: Raphael Ribeiro
Motoristas que consumirem uma gota de álcool podem ter punição
Marcelo José de Araújo, Secretário de Trânsito de Curitiba
xos dos motoristas. Eles ficam mais corajoso, conduto reagem de forma lenta e perdem a noção de distância. Quando é vítima de desastre de trânsito, resiste menos tempo aos ferimentos, já que as hemorragias quase sempre são fatais. Ainda de acordo com Araújo, a tolerância zero para a ingestão de álcool pode até criar algumas situações absurdas, pois segundo
a nova lei o condutor não poderá ingerir nenhuma miligrama de álcool. Um exemplo disso é caso o condutor for a uma festa e comer alguns bombons de licor, ao fazer o teste do bafômetro, este vai indicar que o condutor está embriagado. Por isso, a lei tem seus prós e contras, e deve ser analisada com todo cuidado possível. Raphael Ribeiro
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policial
Curitiba, novembro de 2011
80% DOS CRIMES NA CAPITAL TEM ENVOLVIMENTO COM O TRÁFICO
A cara do crime em Curitiba Homens, entre 16 e 35 anos, continuam sendo as maiores vítimas da violência urbana
Até o mês de outubro, Curitiba e região metropolitana já haviam registrado mais de 1400 mortes violentas, sendo 90% das vítimas compostas de homens, entre 16 e 35 anos. A capital lidera o ranking da criminalidade, tendo o bairro da Cidade Industrial como o mais violento. Entre os meses de janeiro e setembro, homicídios com arma de fogo corresponderam a 1204 mortes, seguidos de 135 casos com arma branca, e 107 por agressão física. Segundo o superintendente da Delegacia de Homicídios, Ediu Roberto Fernandes, mais de 80% dos crimes na capital e região tem envolvimento com o tráfico de drogas, seguidos de outros 10% de homicídios passionais, entre casais e famílias. O bairro Tatuquara tem disparado os índices de violência, principalmente com a guerra entre gangues e o tráfico de drogas. Para o investigador, o trabalho da Polícia Civil nestes casos é de fundamental importância, por
terem como maior patrimônio a vida humana. “Os garotos que pa rtici-
as autoridades do país, não tem tanta força em Curitiba. “Durante um tempo tivemos apreensão desta droga, mas acredito que os carregamentos não estejam mais chegando à cidade”, revela. Porém, os pais devem ter atenção máxima aos filhos, principalmente em comunidades carentes, onde o tráfico traz a falsa promessa de uma vida melhor. “Uma coisa que eu aprendi desde que en-
trei na polícia foi: pai adote o seu filho, antes que o tráfico o adote”, comenta o investigador. A polícia conta com a participação da população para
pam dessas gangues procuram proteção e aquilo que não tiveram em casa. Infelizmente, eles não têm essa noção que nós temos do que é uma vida”, lamenta Ediu. Sobre o tráfico de drogas, Ediu revela que o Oxi, droga devastadora e que tem preocupado
desvendar os casos. Através do telefone 3360-1400 pode-se fazer denuncias anônimas e ajudar na resolução dos crimes. O superintendente da DH garante sigilo absoluto e diz que em pouco tempo a delegacia estará trabalhando com um telefone gratuito. A Delegacia de Homicídiosos está localizada na Av. Sete de Setembro, 2077, no centro de Curitiba. O choro de Scheremeta O ex-comandante da Polícia Militar, Coronel Marcos Scheremeta, chorou ao conceder entrevista nesta sexta-feira (25), e revela que o maior desafio de seu sucessor será diminuir os índices de violência na cidade. Poucos dias após ser exonerado do cargo, o qual estava em posse há 11 meses, o coronel revelou desgastes pessoais, e discordâncias em relação às decisões de seus superiores. Em principal, citou o Hospital da Polícia Militar e a polêmica envol-
vendo o possível atendimento aos servidores públicos. De acordo com o coronel, o hospital estaria passando por dificuldades e a decisão teve repercussão negativa entre os oficiais, que descontam parte do salário para aumentar o fundo financeiro do local. Outros pontos que culminaram em sua saída do cargo, foram as denúncias em relação a supostos apadrinhamentos dentro da corporação, e ao envolvimento do coronel com o jogo do bicho e máquinas caça níquel. Scheremeta chegou inclusive a citar o pai, que segundo ele, era gerente de uma casa lotérica e tinha envolvimento com o jogo do bicho. Porém, garante que não tem envolvimento com o caso. O Coronel Sheremeta se emocionou ao citar a família, em especial os filhos, e disse que já sabia de sua saída, porém ficou surpreso ao ser avisado pelos familiares que a decisão já havia saído na imprensa. O cargo será assumido pelo coronel Roberson Luiz Bondaruk.
Ronda Curitiba 24 horas Bala perdida mata criança no Tatuquara
Policial em folga atira em suspeito
Um menino de 8 anos foi atingido por uma bala perdida por volta das 22h de quinta feira, no bairro Tatuquara, em Curitiba. Segundo relatos, dois suspeitos teriam descido de um Gol verde e disparado contra um jovem de 18 anos. Um dos tiros atingiu a criança que estava no mesmo estabelecimento comprando figurinhas. Luiz Henrique Katruski chegou a ser socorrido pelo pai, sendo levado ao Centro Municipal de Urgências médicas do bairro Pinheirinho, mas não resistiu aos ferimentos e morreu no local. O jovem baleado encontrase no hospital em estado grave. Nenhum dos suspeitos foi preso e a polícia investiga o caso.
Dois assaltantes fugiram e um foi baleado em assalto a uma agência de empregos, na sextafeira (25), na Alameda Augusto Stellfeld, em Curitiba. Segundo uma das vítimas, era dia de pagamento e a ação dos bandidos não durou mais que dois minutos. “Foi muito rápido. Havia cerca de 15 pessoas no local, e eles ameaçaram atirar caso alguém reagisse”, revelou a vítima que não quis ser identificada. Um policial militar, que não estava em serviço, foi avisado do assalto e deu voz de prisão. Houve troca de tiros e um dos assaltantes foi atingindo no pé esquerdo. Durante a fuga, ele ainda tentou invadir uma residência, porém foi cercado. Com ele a polícia apreendeu um revólver calibre
38, com quatro cartuchos deflagrados. Os outros dois homens conseguiram fugir a pé com os malotes de dinheiro. Segundo o Tenente Emerson, do 12º Batalhão, a chave de um carro Fiat Uno, placa ANK 7282, foi encontrada com o homem capturado. Dentro do carro, foram encontrados telefones celulares, além de um GPS, o que facilitará a busca aos homens que fugiram. Segundo informações das vítimas, um deles seria negro e encorpado, e o outro polaco. Ambos estariam com calça jeans e camisetas de time de futebol. A polícia esta investigando o caso.
Apreensão de armas e drogas no Sabará
Na tarde de sexta-feira (25), uma apreensão foi realizada pela Polícia Militar na vila Sabará,
Cidade Industrial. A ocorrência aconteceu na Rua Júlio Gamete, onde seis armas foram apreendidas, entre elas pistolas 9mm, uma espingarda calibre 12 e revólveres calibre 38. Ainda foram encontrados 20kg de drogas. Foram levados a delegacia Josiel Barbosa, 29 anos, Josiane Foques, 20 anos, Leandro Gonçalves Dias, 27 anos e Willian de Oliveira, 22 anos. A polícia acredita que pelo menos dois dos suspeitos tem envolvimento com a série de mortes ocorridas na Vila Sabará, e através destas prisões quer desvendar a sequência de crimes e prender os envolvidos. Relembre o caso A primeira morte ocorreu em 1º de novembro, quando o jovem Loredo Messias da Silva,
de 15 anos, foi baleado em frente a escola Cândido Portinari, onde estudava. No dia seguinte, Maicon Wilian de Lima Patrício, 16 anos, também foi atingido próximo a mesma escola, não resistindo aos ferimentos. Menos de uma semana depois dos assassinatos, Eduardo de Toledo, de 18 anos, foi atingido com 2 tiros, e permaneceu internado até o dia 13 de novembro, quando recebeu alta. Todos os jovens fariam parte de gangues rivais que disputam a região e tem envolvimento com o tráfico. A polícia investiga o caso, que na semana passada (19), fez a primeira vítima inocente, o jovem Wellington Vujanski Caires. Camila Galvão
política
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Curitiba, novembro de 2011
votação tem previsão para dezembro deste ano
Lei Orgânica municipal sofre reformas
Mesmo fundamental para o desenvolvimento da cidade, população curitibana desconhece o significado e importância da Lei que as pessoas conheçam essa lei”, afirma a professora Josete. Segundo a parlamentar, a população tem o direito de saber da existência deste recurso para a melhoria da capital paranaense, como também tem o dever de propor e apresentar sugestões e emendas ao projeto de reforma. A vereadora ainda afirma que, como educadora, a proposta de aumentar de 25% para 30% a verba mínima para a educação, é um dos principais meios para o desenvolvimento do cidadão e do município como um todo, assim como já foi feito em outros estados brasileiros. “Essa é a minha principal missão”, conta Josete.
da população ainda desconhece a Lei Orgânica, o que atrapalha o trabalho feito pela Câmara. Dentre os dez entrevistados desta reportagem, apenas um sabia do que se referia. O funcionário público, João Carlos Nunes, afirma que falta interesse político da população e a mídia pouco divulga a norma legal. “Somente com uma população engajada politicamente viveremos em um mundo melhor”, afirma. Já a estudante de Letras, Jaqueline Marcelino, diz que não conhecia a lei e que a população não se interessa por política. “A corrupção também desanima a população para que seja atuante. Se passasse na novela das oito, talvez alguém pudesse ficar bem informado e agir”, brinca. “Tenho 18 anos e já sou eleitora, porém não sabia da lei. Agora que já estou informada a respeito, vou procurar me inteirar das informações junto à
“A parceria entre população e políticos é fundamental”
Apelo Popular “A parceria entre população e políticos é fundamental para que o município se desenvolva”, afirma Josete. Porém, a maioria
Câmara Municipal para ser mais ativa. Ano que vem é ano de eleição, temos que ficar atentos com os candidatos”, afirma preocupada pelo seu desconhecimento, a estudante de biologia Letícia Souza. Alan Pereira, estudante de Engenharia Mecânica também diz que também não tinha conhecimento da Lei. “Meu negócio é carros e cálculos. Política não me interessa muito, mas admito que eu deveria saber mais. A mídia poderia divulgar mais este tipo de informação. Os políticos também poderiam usar a mídia para isso, mas só lembra da gente em ano de eleição”, conclui. Rodrigo Amaral, estudante de Direito diz que já possui título de eleitor e julga ser importante a participação popular acerca dos acontecimentos políticos. De acordo com ele, falta o engajamento político que se tinha na época de seis pais, na ditadura militar por exemplo. “Hoje se tem tudo muito fácil”, reclama. André Recchia Yan Carlos Londero
E A LEI ORGÂNICA?
“A lei orgânica é de extrema importância para o município. Com uma população ativa politicamente haverá uma vida melhor ”. João Nunes Funcionário Público
“ Os Inúmeros casos de corrupção desaniman a população a engajarse politicamernte. A população prefere ver a novela do que ver o notíciário”. Jaqueline Marcelino Estudante do curso de Letras PUC-Pr
“ Os jovens deveriam se espelhar nos seus pais que fizeram parte de movimentos importantes no país, como os “Cara pintadas” .
Foto: Divulgação
Após 11 anos, a Lei Orgânica de Curitiba será renovada. No dia 18 de novembro, o prefeito Luciano Ducci, os vereadores e a população curitibana apresentaram sugestões para essa mudança. A Comissão Revisora teve até o dia 25 desse mês, última sexta-feira, para analisar tais propostas. Na terça-feira, 29, deverão ser recolhidas um terço das assinaturas de todos os vereadores para que as propostas sejam votadas. Caso isso ocorra, a votação acontece entre os dias 29 de novembro e dois de dezembro. A Lei Orgânica é um conjunto de leis que regem um município. Funciona como uma Constituição municipal, em que prefeito e vereadores votam e decidem se uma norma será ou não aprovada. De acordo com a vereadora professora Josete, PT-PR, membro da comissão de análise, essa lei é a mais importante de uma cidade. “Ela que rege o bom funcionamento dos poderes executivo e legislativo”, afirma a professora ao apontar a importância da reforma. Dentre as propostas, a principal, e que gera mais discórdia entre os vereadores, é a de redução do tempo de recesso parlamentar. Segundo a petista, “esta será a emenda mais difícil de aprovar, pois desfavoreceria os próprios políticos”. A jornada atual de trabalho da Câmara de Curitiba é de 30 horas semanais, de segunda a sexta-feira. Aos finais de semana e também aos feriados, não há expediente. Outra emenda sugerida é o aumento da fiscalização em relação à alimentação da população. O objetivo é aumentar a fiscalização da qualidade dos serviços prestados dentro dos restaurantes populares, bem como aumentar o número desses estabelecimentos que cobram um real pela refeição. Essa reestruturação no processo administrativo do município tem, também, como um dos objetivos, a conscientização da população. “Uma das ideias da reforma desta lei, é fazer com
Vereadora Professora Josete, membro da comissão de análise da Lei Orgânica.
Alan Pereira Estudante de Eng. Mecânica
economia
Curitiba, novembro de 2011
Mês de dezembro promete faturamento de 30% em relação ao ano inteiro
13º movimenta R$ 2,5bi na economia curitibana Com a entrada do 13º salário, consumidores garantem os presentes de Natal enquanto outros pagam dívidas
Feirantes afirmam que a época de fim de ano é a melhor para as vendas pela presença dos turistas
Feiras de Natal geram mais lucro aos comerciantes Nas Praça Osório e Santos Andrade o cliente pode encontrar boa gastronomia e artesanato em geral
mentação. Ela é de Guaratuba, e conta que se tornou comerciante quando soube que na feira da PraQuitação de dívidas ça Osório não existia nenhuma barraca de alimentação típica do Além de toda movimenlitoral. tação que causa no comércio, Roseli e sua equipe trabalham o 13º salário também é usado em Curitiba nas feiras de 30 dias, para o pagamento de dívidas. e nesse tempo os produtos vêm diCom o aumento da inadimretamente do litoral. “Nós ficamos plência e, consequentemente, aqui durante o período das feiras maior quantidade de registros no sazonais, mas entre elas as de fiServiço de Proteção ao Crédito nal de ano com certeza dão mais lucro”, afirma Roseli. A baiana Amanda Alves trabalha na barraca de comida típica de terça a domingo em diversas feiras da cidade. “Trabalhamos com feira há 18 anos, e resolvemos trazer a comida baiana para Curitiba porque o povo da região sul não conhecia muito o acarajé e a tapioca. Nas feiras de Natal a clientela duplica, principalmente porque tem muitos turistas na cidade”, conta Amanda. Cristina Lavagnoli trancou a faculdade de contabilidade e investiu no ramo alimentício nas feiras de Curitiba. A ideia surgiu há quatro anos para complementar renda, mas como as vendas tomaram grandes proporções, há um Para o comércio de embalagens e artigos natalinos, essa época é de aumento nas vendas, com previsão de O lucro do comércio neste final de ano promete ser 8% maior em relação a 2010 ano ela trabalha na feira da Praça crescimento de 10% a 30%, nas vendas desses artigos, em comparação ao ano passado. “As pessoas procuram tanto para Osório e pretende futuramenma positiva para os empresários te natalina. Também contratamos (SPC), o principal objeconsumo próprio, como para vender”, comenta o vendedor Vanderson Mesquita, 22, que trabalha há mais de três anos no ramo. te abrir uma confeitaria. que, em contrapartida, contratam funcionários temporários e fazetivo de quem recebe Os produtos mais vendidos são as embalagens para panetone e artigos para decoração da árvore de natal. Cristina conta que e investem mais, o que resulta em mos um treinamento específico a gratificação de pediu demisum conjunto de fatores importancom todos da loja para que posfinal de ano é Silvia comenta que essa é a época de maior procura por seus produtos, e que prefere vender no ‘boca a boca’. “Vendo para conhecidos, e meus são do Hostes para o crescimento econômico. samos atender aos clientes da mereestabelecer o amigos acabam ajudando na divulgação também”, completa a comerciante. pital em que Segundo Camilo Turmina, lhor maneira possível”, diz o cocrédito e limA designer não trabalha somente com artesanato, e diz que as vendas de fim de ano ajudam bastante no orçamento, e que o público que consot rabal hava vice-presidente da Associação merciante Luis Alex Martins, 50. par o nome. me seus produtos é bastante diversificado. “Vendo produtos do mais barato ao mais caro, para todo tipo de público”, destaca Silvia. porque obComercial do Paraná e proprietáSegundo a previsão da ACP, o Mesmo que tém mais rio da Camilo Joalheiros, o 13º na cartão de crédito e a facilidade do o 13º salário Aline Przybysewski renda com a conta dos paranaenses gera uma parcelamento em várias vezes pronão seja sufi Jasson Wolff venda de doces finos. movimentação de R$ 4,7 bilhões metem ser a maneira preferida de ciente para liquidar toCerino Correa de Mello na economia do estado, sendo que pagamento de cerca de 70% dos talmente a dívida, é era gerente bancário e mais da metade acontece na Grancuritibanos e o valor dos presenpossível, pelo atualmente vende de Curitiba. “Isso acontece portes de Natal giram em torno de R$ menos, ar tesanato que, com 25% da população total 100. “Quando o presente é mais em feido Paraná, a capital detém 42% caro, eu uso o cartão de crédito, de de toda renda estadual”, explica. preferência quando a loja me dá a Formado em Economia, Turopção de parcelar sem juros mina diz que o crescimento das e quando o valor não é vendas, em relação a 2010, gira tão alto prefiro paem torno de 8%. “Temos uma gar à vista, em renda maior, o reajuste salarial dinheiro, para e maior número de empregos. O não ter que salário médio do curitibano, hoje, me preocupar por exemplo, é R$ 2.143”, afirma. depois”, afirO mês de dezembro tem um ma a designer faturamento de 30% em relação ao ano inteiro e, do dia 21 ao dia 24, a quantidade de vendas equivale a dos primeiros 20 dias. Para estar de acordo com essa demanda, o comerciante precisa estar preparado para o movimento intenso e pensar em estratégias de marketing para chamar a atenção do consumidor. “No final do ano é quando mais gastamos com publicidade e decoração, principalmen-
de moda Laila Thais Purim, 23.
Começaram na última quartadas 9h às 22h. adiantar o pagamento de algunheiro suficiente, ela desiste, feira (23), as feiras sazonais Na Praça Osório são 57 barramas parcelas para ter descontos. e esse dinheiro é, mais de Natal nas Praças cas ao total. Doze de produtos para A nível de Brasil, uma pesquiuma vez, direcionado Osório e Santos Andecoração de Natal e nove de opsa feita pela Associação Nacional para o consumo. E assim drade. Com barracas de ções de presentes. Outras seis são dos Executivos de Finanças Adcontinua o ciclo, por isso artesanato e gastronomia usadas para exposição de produtos ministração e Contabilidade (Aneque não existe Natal ruim, de diversas localidades feitos em programas da Prefeitura, fac) afirma que 76% das dívidas ou é bom ou é ótimo”, do país e do mundo, e mais 25 barracas gastronômicas. que os consumidores pretendem finaliza Turmina. funcionam diaJá na Praça Santos Andrade há 31 quitar com o salário bônus são de riamente de barracas, sendo seis de gastronocartão de crédito e cheque espePaula Lima segunda a mia e 25 de artesanato em geral. cial. Os compromissos com carsábado O comerciante Isaias Teixeira tão de crédito atingiram 39% do trabalha há 30 anos em feiras de endividamento e as dívidas com Curitiba. Ele conta que já pascheque especial alcançaram 37%. sou por todas da cidade, mas que Antes do pagamento e quiatualmente exerce seu trabalho tação das dívidas, o consumidor de venda de couro, roupas, madeve, em primeiro lugar, tentar rionetes e demais artesanatos na fazer a negociação com seu credor Praça Osório e no Largo da Orpara que haja uma redução no dem. “A Feira do Largo da valor. “Todo mundo que Ordem é a melhor, a está com restrições A época de natal traz não só a oportunidade de confraternização, mais tradicional. no nome espera o como também de ganhar um dinheiro extra. Muitas pessoas aproMas o lucro da final de ano para veitam as festas de fim de ano para melhorar o orçamento Osório é maior quitar suas dívicom a venda de produtos natalinos, como panetones e porque ficamos das, porém quanartigos para decoração. todo dia”. do a negociação Roseli de Mounão ocorre como A designer de joias, Silvia Cássia de Brito Vieira, trabalha com artera, feirante há seis o desejado ou a sanato há três anos e acredita que esse tipo de trabalho está mais valorizado, anos, trabalha pessoa não pois oferece um diferencial em comparação ao produto industrial, como em relação no ramo tem o diao acabamento e a originalidade. “O artesanato me dá a liberdade de criar coisas diferentes”, da alicomenta Silvia.
Vendas de Natal aumentam extra
Foto: Tiago André
A época mais esperada para os comerciantes está se aproximando. O Natal e as festas de final de ano costumam proporcionar aumento no movimento de clientes, nas vendas e, consequentemente, nos lucros. A entrada do 13º salário, que é pago nos dias 30 de novembro (1ª parcela) e 20 de dezembro (2ª parcela), os presentes e, até mesmo as chamadas “lembrancinhas” acenam de for-
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Curitiba, novembro de 2011
Fotos: Jasson Wolff e Giancarlo Andreso
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Artesanato em destaque na feira de Natal
ras da cidade. “A Feira de Inverno também dá muito lucro, mas a de Natal ainda está em primeiro lugar por causa dos turistas que vêm na Osório para assistir ao Coral”, conta Cerino. Ele fala que atende em média 500 pessoas por dia, e que nessa época o movimento é grande em qualquer horário. Feiras Livres Volantes Existem também as feiras livres volantes, onde predomina a comercialização de produtos hortifrutigranjeiros, sendo respon-
sáveis por 60% do movimento. Como complemento tem ainda produtos de primeira necessidade e uso doméstico. Elas acontecem de terça-feira a domingo, das 7h às 11h30 em 41 diferentes pontos da cidade. São seis feiras diárias e nove que acontecem aos sábados e domingos. As Feiras Livres volantes possuem 254 feirantes, sendo 38 produtores. Representa aproximadamente 3240 empregos direto e indireto, e a média semestral de comercialização é de 896 toneladas.
Rafaela Carvalho
economia
Curitiba, novembro de 2011
Mês de dezembro promete faturamento de 30% em relação ao ano inteiro
13º movimenta R$ 2,5bi na economia curitibana Com a entrada do 13º salário, consumidores garantem os presentes de Natal enquanto outros pagam dívidas
Feirantes afirmam que a época de fim de ano é a melhor para as vendas pela presença dos turistas
Feiras de Natal geram mais lucro aos comerciantes Nas Praça Osório e Santos Andrade o cliente pode encontrar boa gastronomia e artesanato em geral
mentação. Ela é de Guaratuba, e conta que se tornou comerciante quando soube que na feira da PraQuitação de dívidas ça Osório não existia nenhuma barraca de alimentação típica do Além de toda movimenlitoral. tação que causa no comércio, Roseli e sua equipe trabalham o 13º salário também é usado em Curitiba nas feiras de 30 dias, para o pagamento de dívidas. e nesse tempo os produtos vêm diCom o aumento da inadimretamente do litoral. “Nós ficamos plência e, consequentemente, aqui durante o período das feiras maior quantidade de registros no sazonais, mas entre elas as de fiServiço de Proteção ao Crédito nal de ano com certeza dão mais lucro”, afirma Roseli. A baiana Amanda Alves trabalha na barraca de comida típica de terça a domingo em diversas feiras da cidade. “Trabalhamos com feira há 18 anos, e resolvemos trazer a comida baiana para Curitiba porque o povo da região sul não conhecia muito o acarajé e a tapioca. Nas feiras de Natal a clientela duplica, principalmente porque tem muitos turistas na cidade”, conta Amanda. Cristina Lavagnoli trancou a faculdade de contabilidade e investiu no ramo alimentício nas feiras de Curitiba. A ideia surgiu há quatro anos para complementar renda, mas como as vendas tomaram grandes proporções, há um Para o comércio de embalagens e artigos natalinos, essa época é de aumento nas vendas, com previsão de O lucro do comércio neste final de ano promete ser 8% maior em relação a 2010 ano ela trabalha na feira da Praça crescimento de 10% a 30%, nas vendas desses artigos, em comparação ao ano passado. “As pessoas procuram tanto para Osório e pretende futuramenma positiva para os empresários te natalina. Também contratamos (SPC), o principal objeconsumo próprio, como para vender”, comenta o vendedor Vanderson Mesquita, 22, que trabalha há mais de três anos no ramo. te abrir uma confeitaria. que, em contrapartida, contratam funcionários temporários e fazetivo de quem recebe Os produtos mais vendidos são as embalagens para panetone e artigos para decoração da árvore de natal. Cristina conta que e investem mais, o que resulta em mos um treinamento específico a gratificação de pediu demisum conjunto de fatores importancom todos da loja para que posfinal de ano é Silvia comenta que essa é a época de maior procura por seus produtos, e que prefere vender no ‘boca a boca’. “Vendo para conhecidos, e meus são do Hostes para o crescimento econômico. samos atender aos clientes da mereestabelecer o amigos acabam ajudando na divulgação também”, completa a comerciante. pital em que Segundo Camilo Turmina, lhor maneira possível”, diz o cocrédito e limA designer não trabalha somente com artesanato, e diz que as vendas de fim de ano ajudam bastante no orçamento, e que o público que consot rabal hava vice-presidente da Associação merciante Luis Alex Martins, 50. par o nome. me seus produtos é bastante diversificado. “Vendo produtos do mais barato ao mais caro, para todo tipo de público”, destaca Silvia. porque obComercial do Paraná e proprietáSegundo a previsão da ACP, o Mesmo que tém mais rio da Camilo Joalheiros, o 13º na cartão de crédito e a facilidade do o 13º salário Aline Przybysewski renda com a conta dos paranaenses gera uma parcelamento em várias vezes pronão seja sufi Jasson Wolff venda de doces finos. movimentação de R$ 4,7 bilhões metem ser a maneira preferida de ciente para liquidar toCerino Correa de Mello na economia do estado, sendo que pagamento de cerca de 70% dos talmente a dívida, é era gerente bancário e mais da metade acontece na Grancuritibanos e o valor dos presenpossível, pelo atualmente vende de Curitiba. “Isso acontece portes de Natal giram em torno de R$ menos, ar tesanato que, com 25% da população total 100. “Quando o presente é mais em feido Paraná, a capital detém 42% caro, eu uso o cartão de crédito, de de toda renda estadual”, explica. preferência quando a loja me dá a Formado em Economia, Turopção de parcelar sem juros mina diz que o crescimento das e quando o valor não é vendas, em relação a 2010, gira tão alto prefiro paem torno de 8%. “Temos uma gar à vista, em renda maior, o reajuste salarial dinheiro, para e maior número de empregos. O não ter que salário médio do curitibano, hoje, me preocupar por exemplo, é R$ 2.143”, afirma. depois”, afirO mês de dezembro tem um ma a designer faturamento de 30% em relação ao ano inteiro e, do dia 21 ao dia 24, a quantidade de vendas equivale a dos primeiros 20 dias. Para estar de acordo com essa demanda, o comerciante precisa estar preparado para o movimento intenso e pensar em estratégias de marketing para chamar a atenção do consumidor. “No final do ano é quando mais gastamos com publicidade e decoração, principalmen-
de moda Laila Thais Purim, 23.
Começaram na última quartadas 9h às 22h. adiantar o pagamento de algunheiro suficiente, ela desiste, feira (23), as feiras sazonais Na Praça Osório são 57 barramas parcelas para ter descontos. e esse dinheiro é, mais de Natal nas Praças cas ao total. Doze de produtos para A nível de Brasil, uma pesquiuma vez, direcionado Osório e Santos Andecoração de Natal e nove de opsa feita pela Associação Nacional para o consumo. E assim drade. Com barracas de ções de presentes. Outras seis são dos Executivos de Finanças Adcontinua o ciclo, por isso artesanato e gastronomia usadas para exposição de produtos ministração e Contabilidade (Aneque não existe Natal ruim, de diversas localidades feitos em programas da Prefeitura, fac) afirma que 76% das dívidas ou é bom ou é ótimo”, do país e do mundo, e mais 25 barracas gastronômicas. que os consumidores pretendem finaliza Turmina. funcionam diaJá na Praça Santos Andrade há 31 quitar com o salário bônus são de riamente de barracas, sendo seis de gastronocartão de crédito e cheque espePaula Lima segunda a mia e 25 de artesanato em geral. cial. Os compromissos com carsábado O comerciante Isaias Teixeira tão de crédito atingiram 39% do trabalha há 30 anos em feiras de endividamento e as dívidas com Curitiba. Ele conta que já pascheque especial alcançaram 37%. sou por todas da cidade, mas que Antes do pagamento e quiatualmente exerce seu trabalho tação das dívidas, o consumidor de venda de couro, roupas, madeve, em primeiro lugar, tentar rionetes e demais artesanatos na fazer a negociação com seu credor Praça Osório e no Largo da Orpara que haja uma redução no dem. “A Feira do Largo da valor. “Todo mundo que Ordem é a melhor, a está com restrições A época de natal traz não só a oportunidade de confraternização, mais tradicional. no nome espera o como também de ganhar um dinheiro extra. Muitas pessoas aproMas o lucro da final de ano para veitam as festas de fim de ano para melhorar o orçamento Osório é maior quitar suas dívicom a venda de produtos natalinos, como panetones e porque ficamos das, porém quanartigos para decoração. todo dia”. do a negociação Roseli de Mounão ocorre como A designer de joias, Silvia Cássia de Brito Vieira, trabalha com artera, feirante há seis o desejado ou a sanato há três anos e acredita que esse tipo de trabalho está mais valorizado, anos, trabalha pessoa não pois oferece um diferencial em comparação ao produto industrial, como em relação no ramo tem o diao acabamento e a originalidade. “O artesanato me dá a liberdade de criar coisas diferentes”, da alicomenta Silvia.
Vendas de Natal aumentam extra
Foto: Tiago André
A época mais esperada para os comerciantes está se aproximando. O Natal e as festas de final de ano costumam proporcionar aumento no movimento de clientes, nas vendas e, consequentemente, nos lucros. A entrada do 13º salário, que é pago nos dias 30 de novembro (1ª parcela) e 20 de dezembro (2ª parcela), os presentes e, até mesmo as chamadas “lembrancinhas” acenam de for-
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Fotos: Jasson Wolff e Giancarlo Andreso
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Artesanato em destaque na feira de Natal
ras da cidade. “A Feira de Inverno também dá muito lucro, mas a de Natal ainda está em primeiro lugar por causa dos turistas que vêm na Osório para assistir ao Coral”, conta Cerino. Ele fala que atende em média 500 pessoas por dia, e que nessa época o movimento é grande em qualquer horário. Feiras Livres Volantes Existem também as feiras livres volantes, onde predomina a comercialização de produtos hortifrutigranjeiros, sendo respon-
sáveis por 60% do movimento. Como complemento tem ainda produtos de primeira necessidade e uso doméstico. Elas acontecem de terça-feira a domingo, das 7h às 11h30 em 41 diferentes pontos da cidade. São seis feiras diárias e nove que acontecem aos sábados e domingos. As Feiras Livres volantes possuem 254 feirantes, sendo 38 produtores. Representa aproximadamente 3240 empregos direto e indireto, e a média semestral de comercialização é de 896 toneladas.
Rafaela Carvalho
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Curitiba, novembro de 2011
cultura
RETROSPECTIVA ARTÍSTICA DE CURITIBA
Cena cultural agrada público em 2011
Em todas as épocas do ano a capital paranaense recebe grandes eventos e festivais que atraem milhares de pessoas e valorizam a arte Retrospectiva
Foto: Ana Evelyn de Almeida
Os aplausos da plateia curitibana foram calorosos e constantes durante o ano de 2011. A cidade recebeu diversos espetáculos e eventos culturais. Shows e artistas nacionais e internacionais; peças teatrais, das gratuitas até as mais caras; exposições de obras de arte que mostraram trabalhos de fotógrafos, escultores e pintores; festivais de dança de companhias reconhecidas; mostras de cinema que destacaram a criação e inovação na área e grandes lançamentos literários. Para Paulo Biscaia Filho, professor dos cursos de teatro e de cinema na Faculdade de Artes do Paraná e diretor da Companhia de Teatro Curitibana Vigor Mortis, o ano foi muito bom. “Foi bastante produtivo, tiveram espetáculos de qualidade na cidade, produções boas e shows bacanas. Teve muita coisa, tanto que eu não tive tempo de ver todos, porque também estava montando três peças”, conta Biscaia. Ele também comenta que um dos espetáculos que se destacou foi a peça Vida, baseada na obra do
Membros da banda Ultraje a Rigor fazem sucesso durate a Virada Cultural de Curitiba
público na cidade, mas as pessoas não tem a cultura de consumir e prestigiar, principalmente as produções locais. Entre os eventos ele relembra o show da banda grunge norte-americana Pearl Jam que trouxe a turnê comemorativa de 20 anos do álbum Ten, que aconteceu na Vila Capanema. Outro evento importante para ele foi a exposição Noite de Paris, do fotógrafo húngaro Brassaï, que esteve em cartaz no Museu Oscar Niemeyer até o mês de agosto. Aldrin acredita também que se o movimento A Pedreira é Nossa conseguir reabrir um importante espaço cultural, a Pedreira PauPúblico entusiasmado no show do Pearl Jam lo Leminski, a outras épocas cidade poderá poeta curitibano Paulo Leminski também, como entrar no circuie que apresenta dois homens e agora no final to dos grandes duas mulheres fechados numa do ano”, lemeventos. “Há um sala vazia, exilados em uma cibra Biscaia. Já movimento para dade imaginária. Marcos Etien, reabertura da O diretor de teatro pensa que vocalista e gui- Mia Cara: Comemoração aos 150 anos de unificação da Itália Pedreira, então apesar de haver muitos espetátarrista da banda p r ovavel m e n culos na cidade, ainda há espaço Drakmazero, concorda que o ano cancelados e também falta um te virão shows maiores e outras para mais produções, e que é imde 2011 foi movimentado nessa espaço para grandes eventos”, atrações diferentes”, comenta portante buscar novas possibilicena, mas que poderia ter mais diz o jornalista. Para ele existe Cordeiro. dades de espaços, além dos tradiFotos: Ana Evelyn de Almeida
cionais. Para ele o público ainda está muito concentrado nos eventos principais como o Festival de Curitiba e a Virada Cultural. “É preciso que eles saibam que há espetáculos interessantes em
atrações. Para ele falta união entre músicos e organizadores de eventos. “Tem público, artistas, bandas e espaço de sobra, só falta a sincronia”, afirma Etien. Aldrin Cordeiro, colunista do Caderno G da Gazeta do Povo, diz que foi um ano bom, mas poderia ser melhor. “Curitiba sempre deixa muito a desejar perto de capitais como São Paulo e Rio de Janeiro. Aqui acontece muito de shows serem
No início do ano o Festival de Férias Literário, realizado pela Fundação Cultural de Curitiba, conseguiu atrair e aproximar a literatura de novos leitores. Em fevereiro o Museu Oscar Niemeyer recebeu a exposição De Picasso a Gary Hill, que trouxe obras de artistas consagrados mundialmente, como Salvador Dalí e Vincent Van Gogh. O Festival de Curitiba reuniu vários artistas do teatro e movimentou a capital paranaense em março. Peças foram apresentadas nas ruas e espaços culturais, diversos gêneros da dramaturgia conquistaram os espectadores. No mês de maio a Cinemateca de Curitiba promoveu a exibição de diversos filmes clássicos do cinema italiano. As sessões faziam parte do evento Mia Cara Curitiba, que comemorou o aniversário de 150 anos da unificação da Itália e homenageou os imigrantes que aqui se estabeleceram. A escultora Désirée Sessegolo presenteou os curitibanos com a mostra Quintessência, 200 peças inéditas puderam ser vistas na Casa João Turin entre os meses de junho e agosto. Para comemorar 35 anos de carreira, a bailarina Ana Botafogo escolheu o tradicional Teatro Guaíra para se apresentar em setembro. Ana Botafogo em Marguerite e Armand foi inspirada na obra A Dama das Camélias do escritor francês Alexandre Dumas. A segunda Virada Cultural de Curitiba, que aconteceu em novembro, foi um sucesso. Mais de 200 mil pessoas assistiram aos shows que aconteceram em três palcos no centro da cidade, foram 24 horas de apresentações de muitos estilos, como o violeiro Almir Sater e a banda de rock Ultraje a Rigor.
Ana Evelyn de Almeida Maruza Silvério Gozer
cultura
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Curitiba, novembro de 2011
produção local em evidência
Projeto Garageira divulga rock curitibano O projeto Garageira Curitibana, que teve início no dia 10 de novembro e vai até dia 03 de dezembro, sempre no TUC, é idealizado pelo músico e produtor Marcus Gusso e apresenta doze bandas do rock local. O evento está sendo realizado com o apoio da Fundação Cultural de Curitiba e o fundo municipal da cultura – programa de apoio e incentivo à cultura. Gusso conta que em janeiro deste ano leu o edital bandas de garagem da Fundação Cultural e resolveu arriscar. “A primeira coisa que fiz foi entrar em contato com bandas de meus amigos”, conta Gusso. As bandas selecionadas para participar do evento foram as seguintes: Os Incríveis Motel
boys, Édgie, Líricos Platônicos, Pie’n’Gusso, Audac, Doloris, Coexist, Mecanotremata, Psychodelic Jungle, Koti & The Artictic Hollers, Krappulas, Fabyote y Coyote. Uma das exigências do projeto é que as doze bandas que irão se apresentar possuam produções próprias e não tenham participado de nenhum projeto da Fundação Cultural no mesmo ano, além disso, não é possível inscrever o mesmo projeto. “Daqui dois anos posso fazer outra produção, mas com nome e bandas diferentes”, acrescenta Marcus. A banda Mecanotrematra, que se apresentou na noite da última sexta-feira, dia 25, existe
“Para mim esse evento é a realização de um sonho”
desde 1993, possui sonoridade industrial e faz uma junção de elementos eletrônicos e percussão, acompanhado de baixo, guitarra, bateria e vocal com efeito. Para Brasil Ávila, vocalista e baixista da banda, projetos como este são importantes para divulgar o trabalho das bandas curitibanas. “Existem muitas bandas de garagem, e qualquer espaço que tenham para divulgação é bem vindo”, diz Brasil. Gusso diz que está sendo uma realização pessoal, pois como músico conhece as dificuldades encontradas e a necessidade de espaços para divulgação das produções curitibanas. “Ainda não consigo dizer o que estou sentindo, para mim é como se fosse um sonho”, revela o produtor. Desi Alessandrini, professora de italiano, acompanha as bandas curitibanas desde a década de 90 e acredita que eventos como
Foto:Maria Elisa Brenner Busch
Evento têm como objetivo principal divulgar as produções locais e incentivar o trabalho das bandas de rock
Mecanotremata se apresenta no Garageira
a Garageira são necessários, porém ela sente falta de propostas inovadoras. “Eu vejo os mesmos estilos, desde que comecei a ouvir rock, é preciso mudar”, comenta Desi. Além da produção do evento,
Gusso está desenvolvendo uma revista, que conta um pouco sobre a história de cada banda e um documentário com entrevistas, cenas de apresentações e ensaios das bandas. Aline Przybysewski
Museu oscar niemeyer abriga cerca de 100 obras de pintora brasileira
Exposição de obras da pintora Anita Malfatti atrai admiradores exposição pelo fato da artista ter fugido do pensamento clássico de outros pintores da época e ter sido inovadora.” afirma Carvalho. Nessa exposição realizada em
lando a importância dessa mostra para a cidade e para a cultura curitibana. Para Michele Cristina Antonia, professora de Artes do Estado e aluna da Faculdade de
Foto: Tiago André
Nos 500 metros quadrados da sala Miguel Bakun, localizada no Museu Oscar Niemeyer (MON), estão expostas cerca de 100 obras da renomada artista brasileira Anita Malfatti. A exposição que desembarcou em Curitiba no dia 5 de novembro, abriga as pinturas mais importantes e admiráveis da artista ao longo de sua carreira profissional, intercalando as obras com o seus gostos e anseio, além da história de um Brasil em constante mudança. A mostra de obras da pintora modernista é a sala de visita no Museu que mais está atraindo os visitantes curitibanos e até de outras cidades brasileiras. De acordo com Adão de Carvalho, segurança responsável pela sala da exposição, no dia da estreia da mostra, que inaugurou o primeiro dia da Virada Cultural de Curitiba, cerca de 3.000 pessoas foram conferir as obras de Anita. “As pessoas estão sendo atraídas pela
Museu Oscar Niemeyer realiza exposição com obras de Anita Malfatti
Curitiba, o acervo contém coleções variadas, tanto particulares como de outros museus, além de abrigar obras que nunca foram expostas em outros lugares, reve-
Artes do Paraná, Anita Malfatti tem um espaço muito importante na história da Arte. “Anita revolucionou a linguagem clássica da pintura, trazendo a arte moderna
para adequar a cultura e hábitos do nosso país, fazendo com que artistas do Brasil deixassem de produzir obras iguais a da Europa”. Michele ainda afirma que Anita foi muito criticada por construir essa linguagem moderna nas pinturas brasileiras, por querer ousar e dar uma nova forma às suas obras. Para a administradora Rosa Amaral, as obras de Anita Malfatti são para todos os tipos de admiradores de arte, pois revelam-se de forma simples e ousadas para a época em que foram pintadas. Rosa ainda conta que Anita Malfatti revolucionou a forma dos modelos clássicos de pintura, atraindo muitos olhares críticos para as suas obras. A exposição fica no Museu até 29 de janeiro de 2012, de terça a domingo, das 10h às 18h, com acesso gratuito. Isabella Rosa
Anita Malfatti Em dois de dezembro do ano de 1889, nasce em São Paulo Anita Malfatti. Em 1910, a pintora viaja para Alemanha para estudar pintura e desenho. Mas só em 1915/16, Anita consegue se destacar, pintando suas obras mais famosas, como “A Onda” (1915/17). Em 1917, Anita participa da exposição da arte moderna, realizada em São Paulo. Participa da Semana de Arte Moderna, em 1922, fazendo parte do Grupo dos Cinco. A pintora expõe suas obras em vários salões. Em seis de novembro de 1964, Anita falece em São Paulo.
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Curitiba, novembro de 2011
terceira idade representa boa parte dos clientes nas agências de viagens
Turismo acende mercado brasileiro
O turismo vem crescendo consideravelmente em todo o mundo, devido à sua importância e participação no desenvolvimento econômico e social. Com este aumento, são gerados inúmeros empregos diretos e indiretos. Ana Rita Massuchetto trabalha em uma agência de viagens e diz que devido a baixa no preço das viagens, há uma grande procura por diversas rotas. Conta também, que por estarem mais baratos, os cruzeiros marítimos estão sendo muito requisitados por diversas pessoas. Ela afirma que os destinos mais procurados são as praias do Nordeste, como Natal e Porto Seguro, e no exterior, Buenos Aires na Argentina. “A maior procura é sempre no final
do ano, devido às datas comemorativas como Natal e Ano Novo”, conclui. A vontade por conhecer novos lugares e aproveitar os momentos de lazer, são os grandes motivadores das viagens turísticas. Segundo dados divulgados em 2009 pela Organização Mundial de Turismo (OMT) entre 2000 e 2008, as viagens internacionais cresceram em média 4% ao ano, alcançando cerca de 922 milhões de turistas em 2008.
“Cuido de cada um como se fosse meu pai e minha mãe”
Turismo Espiritual Uma forma diferenciada que encontra cada vez mais simpatizantes e adeptos são as chamadas viagens espirituais. Diferente das
outras, não tem a única finalidade de descobrir novos lugares e paisagens, mas de proporcionar novos olhares. São sempre feitas em grupos de até 50 pessoas, e há acompanhamento de um guia especializado que explica a história dos locais. As viagens se complementam com momentos de descontração e de oração, regados com muita emoção que sempre causam os lugares espirituais ao redor do mundo. Nelson Redivo é proprietário de uma agência especializada em turismo espiritual e afirma que houve um aumento significativo na procura de viagens deste porte desde 2005. Ele conta que a faixa etária que mais se interessa por estas viagens são pessoas da terceira idade. A rota mais procurada é a chamada Terra Santa, onde os viajantes conhecem todos os pontos que permeiam a história de três grandes religiões: judaísmo, islamismo e cristianismo. A
Foto: Diacuy Crema
A curiosidade em conhecer novos lugares e as datas comemorativas de final de ano fazem com que agências recebam mais clientes
Terra Santa está entre os roteiros espirituais mais procurados
ideia de criar uma agência diferente de todas as outras veio devido à preocupação com o bem estar das pessoas. Ele diz que esse tratamento diferenciado tem feito a diferença, e todos que viajam uma vez desta forma tornam-se
clientes. “Quero que cada viagem seja única, e cuido de cada um como se fosse meu pai e minha mãe”, finaliza. Mariana Kais de Azevedo
O GRUPO QUEr DIMINUIR O ABANDONO E DAR DIGNIDADE AOS ANIMAIS
A Feijoada Solidária que ocorreu neste sábado, 26, no restaurante Del Rosa, teve como objetivo arrecadar fundos para o grupo Tomba Latas, organização que cuida de cachorros abandonados. Cerca de 50 pessoas prestigiaram o evento, mas as presenças que mais chamaram a atenção foram a dos cãozinhos que o grupo atende. O Tomba Latas é um grupo que cuida de animais, muitos deles em estado deplorável. O grupo surgiu a partir da união de amigas que decidiram proteger animais abandonados que não recebiam cuidados. São cerca de 40 animais que dependem de doações para pagar os tratamentos e a hospedagem no hotel. Eles lutam para conseguir dinheiro, dedicam seu tempo, e fazem muitos esforços para dar uma vida digna a cada um dos cachorros que atendem. Os animais ficam com elas até se recuperarem, são cas-
trados, vacinados e depois ficam disponíveis para adoção. Acontecem, duas vezes ao mês, feiras e outras ações. Os adotantes vão até o evento e conhecem seus futuros companheiros. Ao se interessarem por um animal, passam por um processo de entrevista, para ver se estão aptos para dar uma vida digna e cheia de amor a seus novos amigos. Leila Andreola, 32, fez aniversário no mesmo dia da Feijoada Solidária, e decidiu comemorar junto aos amigos do Tomba Latas. Como presente, pediu aos amigos que doassem sacos de rações e/ou dinheiro para a instituição. Leila conta que conheceu o projeto esse ano, e se sentiu identificada com a causa. “Quando descobri que o almoço do projeto seria no dia do meu aniversário, não pensei duas vezes para unir o útil ao agradável”, brinca. Marlene Quinelo, 67, tem
dois cachorros, um deles veio da adoção. Ela teve contato com o grupo, e foi a uma visita para conhecer o trabalho da organização. Quando Marlene chegou, avistou um cachorrinho enrolado em um cobertor e se apaixonou. Esse cãozinho é o brincalhão Barack de apenas oito meses. Marlene sempre foi apaixonada por animais. “É um amor sincero, puro. Eles não pedem nada em troca”, completa. Já Ligia Almeida, 58, não tem cachorros, mas conta com a companhia de sete gatos. “Esses pequenos seres nos dão muito amor, paz e não pedem nada em troca, apenas desejam ser amados e cuidados”, diz. Ela acredita que o trabalho voluntário voltado para animais é muito importante, por isso está sempre ligada nos eventos do Tomba Latas. “Temos que ajudar para o projeto ir em frente, pois é de extrema importância. Eles não tem como pedir ajuda,
Foto: Giancarlo Andreso
Tomba Latas dá vida nova aos cães com ajuda de doações
Carla e sua cadela Nily, o amor deu inicio ao projeto
dependem dos nossos cuidados”, conclui. Carla Morais, umas das idealizadoras do projeto, após ganhar de presente a Nily, uma cadela da raça Basset, começou a reparar no abandono de animais pelas ruas da cidade. A partir disso, iniciou o voluntariado com os cães. Ela acredita que o descaso é muito grande, sendo necessário que a prefeitura crie puni-
ções para conter o abandono de animais. “É dever da prefeitura cuidar dos animais nas ruas, mas isso não acontece. É preciso que eles ampliem esses projetos, pois os cães são seres vivos e também precisam de cuidado, além de ser uma questão de saúde pública”, destaca Carla. Daphine Augustini Lidyane Pereira
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O ESPETÁCULO FAZ PARTE DO PROGRAMA HSBC EDUCAÇÃO, que beneficia cerca de 530 crianças
O poder da música transformando vidas
Na noite da última sexta-feira (25), milhares de curitibanos conferiram a abertura do natal do Palácio Avenida no calçadão da Rua XV que o evento alcançou é tanta que, segundo a diretora do Instituto HSBC, Claudia Malschitzky, o espetáculo do Palácio Avenida se tornou um cartão postal de Curitiba, “não é mais o natal do HSBC, mas sim, o natal de Curitiba”, afirma. Segundo a diretora, diversas crianças entre 7 a 16 anos, de onze casa lares de Curitiba e região metropolitana, são selecionadas para fazer parte do coral. Durante o ano, são realizados aproximadamente 120 ensaios com as crianças que fazem parte do projeto. O Natal do Palácio Avenida que auxilia as crianças durante o ano todo, faz parte do Programa HSBC Educação, criado em 2001. O programa
beneficia cerca de 530 pessoas e seus principais objetivos são o desenvolvimento psicossocial das crianças e jovens em situação de risco e vulnerabilidade social, contribuindo assim para que retornem as suas famílias ou para que sejam adotadas. Claudia explica que a criança estar freqüentando a escola, bem como ter um bom resultado nos estudos, é um dos fatores de seleção para participar do espetáculo. Ela relata que o trabalho realizado com as crianças tem como objetivo torná-las pessoas seguras e com a possibilidade de um futuro melhor. Além disso, o que muitas pessoas não sabem é que atrás do espetáculo figuram pessoas importantes para a realização e o sucesso deste projeto. Essas pessoas são chamadas de “anjos”, mas esse termo não é só modo de dizer. Os “anjos” são pessoas que apadrinham as crianças carentes que fazem parte do coral, com o intuito de cuidar delas no momento da apresentação. Mas, como se isso não bastasse, alguns desses padrinhos e madrinhas acompanham o crescimento da criança, auxiliando no que for necessário para seu desenvolvimento. São ao todo, um grupo de mais de 200 voluntários formado por colaboradores, estagiários do HSBC e seus familiares. Inês Paes é o “anjo” de Renata, 13 anos, e segundo ela, o que a motivou a fazer parte do projeto foi a chance de poder ajudar ao próximo. “É uma maneira de se doar para essas crianças que necessitam tanto e são tão carentes”, explica Inês. Ao conversar com essas crianças, percebe-se que a oportunidade de participar de um evento como este, faz com que elas se sintam realizadas. Renata, 13 anos, participa pela terceira vez do coral e con-
ta que se sente emocionada da mesma maneira, todos os anos. Ela revela que antes das janelas se abrirem ela pensa: “o que eu estou fazendo aqui?”, mas quando a música toca e ela começa a cantar, ela se sente especial. Para Sara, 8 anos, que sonha em ser cantora, o tema deste ano quer dizer muito. “A música faz com que eu me sinta como se estivesse no céu”, afirma. Pela terceira vez, Mathias Schweizer assiste ao espetáculo por que acredita que o natal do Palácio é uma marca registrada da cidade. Sobre o tema de 2011 – o poder da música – Mathias enfatiza, “a música consegue transmitir a mensagem de maneira clara e fácil e por vezes, só o som fala mais que mil palavras”.
“A música faz com que eu me sinta como se estivesse no céu”
Claudia Malschitzky - Diretora do Instituto HSBC
Serviço: Natal do Palácio Avenida Local: Travessa Oliveira Belo, 34 - Centro - Curitiba Datas: 25/11 a 18/12 Horário: 20h30 Camila Barbieri
Foto: Fellipe Gaio
o tema: “o poder da música”. Decorado com notas musicais, o Palácio Avenida contou com uma novidade, uma escada cuidadosamente confeccionada em forma de piano, na qual bailarinos dançavam conforme o ritmo da música. Além disso, os espectadores presentes também conferiram a performance do famoso palhaço, Marcos Casuo, que já trabalhou no Cirque du Soleil. O coral que conta com mais de 160 crianças, encantou a população, que respondia com muitos aplausos ao final de cada cançaõ. A importância
Fotos: Fellipe Gaio
Embora tradicionalmente o natal se comemore no dia 25 de dezembro, em Curitiba, ele começa mais cedo. O aguardado natal do Palácio Avenida teve sua abertura nesta sexta-feira (25) e como sempre, reuniu milhares de pessoas no calçadão da rua XV de novembro, no centro da cidade. Há 21 anos, o espetáculo que enche de encanto e magia a cidade, trouxe em 2011
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esporte
Curitiba, novembro de 2011
PILOTOS VIVEM ADRENALINA E EXPECTATIVA NA RETA FINAL
6ª Etapa do Paranaense de Motovelocidade No Autódromo Internacional de Curitiba, todas as seis categorias têm seus campeões definidos na última etapa da temporada 2011 Desafios
Autódromo não precisa mexer muito no bolso para ver algumas das grandes máquinas da motovelocidade nacional. No sábado a entrada é gratuita, já no domingo os ingressos custam dez reais.
Junto com as corridas oficiais acontecem dois eventos que visam tirar os “rachas” das ruas e trazê-los para dentro do Autódro-
mo, com toda infra-estrutura e segurança necessária. Os apaixonados por velocidade e adrenalina puderam se inscrever durante a semana e preparar suas motos e carros. Durante os intervalos
dos treinos de sábado acontece o Track Day de motos e no domingo a 7ª edição do “Desafio 201 metros” que leva vários carros populares às pistas durante toda a tarde, encerrando com chave de ouro o evento. Miguel Rezende
GP DO BRASIL
Foto: Miguel Rezende
O Campeonato Paranaense de Motovelocidade 2011 conhece seus campeões no final de semana. O palco das emoções e da adrenalina é, mais uma vez, o Autódromo Internacional de Curitiba, em Pinhais. A 6ª e última etapa da competição tem 45 pilotos inscritos, divididos em seis categorias. As disputas são nas 250 cc, 500 cc, Streetsport, Supersport, Streetbike e Superbike, todas em provas decisivas, apontando seus grandes vencedores do ano. No sábado, 26, acontecem os treinos-livres das 8h às 13h25 e, em seguida, das 14h as 14h40 os treinos classificatórios, onde os pilotos aceleraram para definir o grid de largada. Em seguida, acontece a primeira bateria oficial, até as 16h. No domingo, 27, é a vez da segunda e decisiva bateria, das 10h às 11h30. O público que comparece no
Piloto durante treino classificatório para a 6ª etapa do Campeonato Paranaense de Motovelocidade
Neste final de semana acontece o Grande Prêmio do Brasil de Fórmula 1, em Interlagos, São Paulo. Este é o último GP da temporada 2011, que já têm o alemão Sebastian Vettel, da RBR, como campeão de forma antecipada. Na briga para deixar o pódio verde e amarelo estão três brasileiros: Felipe Massa, Rubens Barrichello e Bruno Senna.
fim do ano e das atuais gestões traz propostas para futuro dos clubes
Times da capital se preparam para eleger novos dirigentes O final de 2011 está sendo de muita agitação para os clubes da capital paranaense. As eleições para a presidência dos times movimentam cada vez mais os bastidores de Atlético-PR, Coritiba e Paraná Clube. No Alto da Glória, a tranquilidade reina tanto dentro de campo quanto na parte administrativa. Na eleição para a presidência, a chapa de situação “Coritiba, Competência e Profissionalismo” foi a única inscrita, vencendo sem oposição. A chapa, formada
pelo atual vice-presidente Vilson Ribeiro de Andrade, Ernesto Pedroso, Fernando Ghignone, Nadir Elache Filho e Márcio Schwab, tomará posse no dia 22 de dezembro. Vilson, eleito presidente, vem comandando o Coxa nos últimos dois anos e foi o grande responsável pela boa fase do clube. O empresário projeta um Coritiba entre os 6 melhores times do país até 2014, e dá a receita. “Continuar a recuperação financeira do clube e levar a base deste pla-
nejamento como marco para as definições estratégicas. Manter sempre times competitivos, onde o Coritiba seja respeitado e admirado em todas as competições, não somente por seus torcedores, mas perante toda a mídia nacional”. Questionado sobre o motivo de não haver uma chapa de oposição, Vilson acredita em um Coritiba unido. “O processo no Coritiba sempre foi democrático, mas sempre colocamos que a razão do sucesso do nosso clube está solidificada no espírito de união que reina na organização chamada Coritiba”, finaliza.
Foto: Divulgação
Disputa rubro-negra
Candidatos: V. Ribeiro (Coritiba); D. Braz e M. Petraglia (Atlético-PR)
No Furacão, a expectativa é de confronto equilibrado entre as duas chapas. A primeira é encabeçada por nomes da história do clube, como Ênio Fornéa, Marcus Coelho, Valmor Zimmerman, e
Ademir Ardur. Diogo Fadel Braz, conselheiro do clube há dez anos e integrante da atual gestão, é candidato à presidência do Conselho Administrativo do Furacão, e alerta para as principais propostas da chapa ‘Paixão pelo Furacão’. “Hoje vemos nos modelos de sucesso pelo Brasil a presença do profissional remunerado. O futebol atual tem muito aspecto de empresa, está muito profissional”, explica. “ Nossa proposta é realmente ter uma profissionalização, um profissional que será remunerado, e que terá que apresentar um programa de planejamento e será cobrado”, completa. Do outro lado, está Mario Celso Petraglia, presidente do clube no período de 1995-1997, e do conselho durante dez anos. Com a proposta de “tornar o Atlético o maior clube das Américas”, como está no site da chapa ‘CAPGIGANTE’, o grupo se opõe à atual
gestão, e entra na disputa com propostas como a conclusão do projeto da Arena da Baixada e de total profissionalização. Porém, a assessoria da chapa informou que não serão concedidas entrevistas antes do dia 5 de dezembro, a fim de não atrapalhar o andamento do futebol do clube. Enquanto isso, na Vila... No Tricolor, as eleições ocorreram na última semana. A chapa de situação, encabeçada pro Rubens Bohlen, venceu a oposição, representada por Ivan Ravedutti, com 412 votos contra 236. Apenas 653 dos cerca de quatro mil eleitores paranistas participaram da votação, reflexo da atual situação vivida pelo clube dentro de campo. Felipe Dalke Felipe Martins
comunidade
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TRABALHO VOLUNTÁRIO É UMA REALIDADE CADA VEZ MAIS PRESENTE
Iniciativas que fazem a diferença
Uma ideia na cabeça e a vontade de ajudar a comunidade onde mora, assim surgiu o Projeto de Contraturno Escolar da ODPH (Organização de Desenvolvimento do Potencial Humano), coordenado pela estudante de Jornalismo Kauanna Batista Ferreira. Com aulas de reforço, informática e atividades recreativas, o projeto atende diariamente crianças e adolescentes de 5 a 13 anos. As aulas são ministradas na Casa de Apoio da ONG, de segunda a sexta-feira, das 14h às 17h. Pela manhã, o espaço fica aberto para quem quiser utilizar o laboratório de informática e também para emprestar livros. Doar tempo, trabalho e algumas vezes até dinheiro, em prol
de ações de sociais pode parecer utópico para muitas pessoas. Porém, o voluntariado já faz parte da vida de Kauanna. Moradora da Comunidade Vila Torres, a estudante de 19 anos representa a terceira geração de sua família a viver no local. Sua avó foi uma das fundadoras da região e talvez isso explique sua relação tão próxima com a comunidade. O sucesso da iniciativa é tão grande, que hoje estão registradas 20 crianças e a fila de espera para o ano que vem já soma 40. É feito um controle da frequência com o acompanhamento de cada participante. Quem faltar seguidamente sem justificativa pode perder a vaga. A instituição sobrevive de
“O objetivo é fazer com que a comunidade se integre”
doações e conta com dois patrocinadores fixos. Outras formas de arrecadação são um bazar e o chamado Bingo Comunitário, que contam com a participação dos moradores. “O objetivo é fazer com que a comunidade se integre, interaja e se envolva nos projetos, sem ficar esperando apenas a ajuda de fora”, diz a voluntária. Por fim, ela se orgulha de ter o apoio dos pais, seus maiores incentivadores nessa caminhada. A comunidade A Vila Torres é uma comunidade carente de Curitiba que se formou ao longo do Rio Belém a partir da década de 1960. Inicialmente era uma ocupação irregular, mas hoje está quase 100% regularizada de acordo com a política habitacional da prefeitura. A comunidade é composta por cerca de nove mil pessoas,
Foto: Maria Elisa Brenner Busch
Líder comunitária desenvolve projetos na área de educação que beneficiam crianças e adolescentes da Vila Torres
Aos 19 anos Kauanna se mostra engajada em projetos sociais
formada em sua maioria por catadores de papel. Serviço: Casa de Apoio da ODPH (Organização de Desenvolvimento do Potencial Humano). Rua Ma-
noel Martins de Abreu, 405 – Vila Torres – Prado Velho. Fone: (41) 3019-4965 Mais informações: http://kauannasocial.blogspot. com Rubia Lorena Curial Oliva
TEMOS A NECESSIDADE DE AJUDAR AO PRÓXIMO PELO AO MENOS UMA VEZ NA VIDA
Sabe aquele ar natalino que contagia as pessoas da noite para o dia só porque está chegando o natal? Como se precisassem fazer o bem ao próximo para terminar o ano com o coração cheio de felicidade? Esse ar se chama solidariedade, a prática da partilha dos bens. Agora, sabe as pessoas carentes, sem condições de comprar sapato da moda, ou a roupas chiques, necessitando de doação de alimentos, roupas usadas, brinquedos, leite? Elas esperam por esse dia de solidariedade para terminar o ano bem com a família. A solidariedade é uma das coisas que nos diferencia dos outros animais. Temos a necessidade de ajudar o próximo. Rose Alves da Silva, 44, faz trabalho voluntário há dez anos no bairro onde mora, Fazendinha. Durante o ano inteiro ela arrecada roupas, alimentos, brinquedos, entre ou-
tros utensílios para doar às famílias carentes. “São pessoas que se esforçam para conseguir uma vida melhor, mas por falta de estudo e, às vezes, pela quantidade de filhos, isso acaba atrapalhando”, diz Rose. Esses voluntários anônimos na sociedade, papais e mamães noéis de calça jeans, às vezes contam com a ajuda de igrejas, lojas, distribuidoras, e mesmo no anonimato, ajudam o próximo sem esperar recompensa. Ana Maria Gonçalves, 3 7 anos, faz arrecadação de roupa, alimento e material reciclável há cinco anos. A atitude começou com o voluntariado na igreja, mas como esse serviço não era mensal, Ana preferiu deixar esse ato mais rotineiro. “Distribuo cerca de três cestas básicas por mês, fora roupas e brinquedos. Essa atitude é gratificante, não posso ser egoístas com meus ‘irmãos’”, explica.
Em 2010, foi registrado pelo Censo que o número médio de habitantes em Curitiba caiu, o que significa que há mais casais sem filhos e, entre aqueles que os têm, a quantidade diminuiu, o mesmo ocorre com as mães solteiras. Apesar da redução do número de habitantes na cidade, ainda há curitibanos que vivem com rendimento mensal per capita de até meio salário mínimo, cerca de R$ 272,50. Sem contar aqueles que vivem praticamente na miséria, com renda mensal per capita de R$ 136,25. Ou seja, essas contribuições sociais voluntárias, ajudam a vida desses indivíduos que vivem em situação crítica. A falta de escolaridade e de incentivo diminui a chance da população de conseguir um bom emprego e sair do índice de meio salario mínimo por pessoa. Segundo a voluntária Rose, a atividade de ajudar o próximo
Foto: Arquivo
A solidariedade fica mais evidente durante o período natalino
Faça uma criança feliz, doe brinquedos
oeçou devido ao seu emocional. “Sempre me comovi vendo as pessoas passando necessidades, não é justo que eu viva bem e não ajude alguém que precisa, somos cidadãos e temos direito de viver bem”, afirma. Ajudar não é difícil e não custa nada. Tire suas roupas do armário, doe. “Está se sentindo vazio? Preencha esse espaço com solida-
riedade. Saia desse buraco. Há muita gente precisando de você.” Gabriel Chalita Serviço: Para doações ligue: 3288-2651 – Suli 9930-8174 – Ana / Edmon 8840-9789 – Rose Alves 3608-2343 – Rosina (Comunidade Colo de Deus) Lidyane Pereira
1 hora – é o tempo que dura uma aula de inglês; 2 horas – é o fuso horário do Acre em relação a Brasília; 3 horas – é o tempo médio que um brasileiro gasta com games; 4 horas – é o tempo médio que uma criança passa em frente à tv; 5 horas – é o tempo diário médio que um estudante gasta na escola; 6 horas – respirando o ar paulista equivale a 4 cigarros; 7 horas – foi tempo gasto num cirurgia de reimplante de mão em Portugal; 8 horas – equivale a jornada diária de trabalho; 9 horas – foi o tempo que durou o ensaio fotográfico de uma modelo russa coberta por 3.500 cristais swarovski; 10 horas – é a quantidade média de sono diária necessária para uma criança; 11 horas – é quanto a geração Z passa em média em redes sociais; 12 horas – é o tempo médio de jejum para se fazer exames de sangue; 13 horas – é o tempo médio de circulação de um taxista por dia; 14 horas – em média a cada 14 horas, acontece um sequestro relâmpago em Brasília; 15 horas – foi o tempo que durou a maratona de leitura em homenagem a José Saramago, em Lisboa; 16 horas – é o tempo que mulheres brasileiras gastam em trabalhos não remunerados por semana; 17 horas – é o tempo que dura a competição de triatletismo Ironman Brasil; 18 horas – foi o tempo médio que o brasileiro ficou sem energia em 2011; 19 horas – é o horário que veicula o programa de rádio A Hora do Brasil; 20 horas – foi o tempo da cirurgia de separação de gêmeas siamesas na República Dominicana; 21 horas – é o tempo diário de exposição do sol durante o verão na cidade de Akureyri, Islândia; 22 horas – foi o tempo de erupção do vulcão Krakatoa, que dizimou a ilha de Java, na Islândia; 23 horas – tempo de duração de um protesto no Panamá contra o sistema político do país;
24 horas – foi o tempo de produção deste Comunicare.