Revista Rochas & Equipamentos N.º105

Page 1

e n i l n O o r i r b o c s e D

Rochas & Equipamentos | 3º Trimestre 2012 | Nº 105 | Preço: € 8.00


WHAT WE ARE TODAY. TOMORROW, WE WANT MORE.

7 OWN QUARRIES TEN TYPES OF LIMESTONES PORTUGUESE MARBLES OFFICE AND FACTORY:

Rua dos Arneiros / Ataíja de Cima / 2460-712 Alcobaça / Portugal Tel.: (+351) 262 508 501 / (+351) 938 383 600 / Fax: (+351) 262 508 506 Email: geral@airemarmores.pt / www.airemarmores.pt | Skype: comercial.airemarmores



REVISTA DA INDÚSTRIA DA PEDRA NATURAL NATURAL STONE INDUSTRY MAGAZINE PUBLICAÇÃO TRIMESTRAL Nº 105 - 26º ANO 3º TRIMESTRE 2012 DIRECTOR NUNO HENRIQUES C.I.P. Nº 2414 nuno@comedil.pt

Rochas & Equipamentos | 3º Trimestre 2012 | Nº 105 | Preço: € 8.00

PROPRIEDADE COMEDIL - COMUNICAÇÃO E EDIÇÃO, LDA. NIPC - Nº 502 102 152 EDITORES: COMEDIL - COMUNICAÇÃO E EDIÇÃO, LDA.

Empresa Jornalística Registada no Instituto de Comunicação Social nº 223679

Online Descobrir o

105

Capa Rochas 105.indd 3

12/09/24 22:17

CAPA: Capa - Descobrir o Online QR Code EDITOR EXECUTIVO: NUNO ESTEVES HENRIQUES DESIGN E PRODUÇÃO: JOÃO MORAIS DIR. ADMINISTRATIVA: M. JOSÉ SOROMENHO REDACÇÃO: NUNO HENRIQUES DEP. COMUNICAÇÃO E ASSINATURAS: M. JOSÉ SOROMENHO IMPRESSÃO: António Coelho Dias, S.A. Rua Marquesa D’Alorna 12 2620 Odivelas, Portugal PRODUÇÃO FOTOGRÁFICA: COMEDIL, LDA. ASSINATURA ANUAL: PORTUGAL: 32 Euros

ADMINISTRAÇÃO, REDACÇÃO E PUBLICIDADE: Rua das Enfermeiras da Grande Guerra, 14-A 1170 - 119 LISBOA - PORTUGAL Telef.: + 351 21 812 37 53 | Fax: + 351 21 814 19 00 E-mail: comedil@comedil.pt www.comedil.pt ROCHAS&EQUIPAMENTOS E A SUA DIRECÇÃO EDITORIAL PODERÃO NÃO CONCORDAR NECESSARIAMENTE COM TODAS AS OPINIÕES EXPRESSAS PELOS AUTORES DOS ARTIGOS PUBLICADOS OU POR AFIRMAÇÕES EXPRESSAS EM ENTREVISTAS, COMO NÃO SE RESPONSABILIZA POR POSSÍVEIS ERROS, OMISSÕES E INEXACTIDÕES QUE POSSAM EVENTUALMENTE EXISTIR. ROCHAS&EQUIPAMENTOS NÃO É PROPRIEDADE DE NENHUMA ASSOCIAÇÃO SECTORIAL. DISTRIBUIÇÃO NACIONAL E INTERNACIONAL: EMPRESAS EXTRACTORAS E TRANSFORMADORAS DO SECTOR DA PEDRA NATURAL, FABRICANTES E REPRESENTANTES DE MÁQUINAS E EQUIPAMENTOS, ABRASIVOS, FERRAMENTAS DIAMANTADAS, ACESSÓRIOS, ARQUITECTOS, CONSTRUTORES, DESIGNERS, ENGENHEIROS, GEÓLOGOS, EMPRESAS DE CONSTRUÇÃO E SERVIÇOS, ENTIDADES OFICIAIS, ENTIDADES BANCÁRIAS, UNIVERSIDADES, INSTITUTOS E FEIRAS SECTORIAIS. PREÇO: 8,00 € DEP. LEGAL Nº 40622/90 REGISTADO NO I.C.S. Nº 108 066 ROCHAS & EQUIPAMENTOS É MEMBRO DAS ASSOCIAÇÕES JORNALÍSTICAS:

TIRAGEM: 3000 Ex. COLABORADORES A. Casal Moura Octávio Rabaçal Martins Victor Lamberto CORRESPONDENTES: Brian Robert Gurteen - Alemanha Cid Chiodi Filho - Brasil Manuel Santos Guedes - Portugal Paulo Flório Giafarov - Brasil Sérgio Pimenta - Bélgica

ROCHAS & EQUIPAMENTOS

BÉLGICA


Sumário

Editorial

4

Feiras

6

Notícias

Entrevista

38

MOÇAMBIQUE TERRA DE OPORTUNIDADES E DESAFIOS

50

MOCAMAR, GARANTIA DE QUALIDADE

GLOBAL STONE 2012 DESEMPREGO NA CONTRUÇÃO STONETECH 2012 MARBLE 2012

KAMPIER FABRICA PAPEL COM DESPERDÍCIOS DE CALCÁRIOS

Estudos

GRANDES PROTAGONISTAS ASIÁTICOS

CARRARA MARMOTEC 2012 TUCKER DESIGN AWARD COVERINGS 2012 EXPORTAÇÕES PORTUGUESAS EM 2012

Informação 30 PERGUNTAS E RESPOSTAS

54

GPA INSTALA-SE NA ZONA CENTRO LIVRO PEDREIRAS CARNES DE DIOSES PELLEGRINI DOUBLE TOP POLYWIRE FAMILY SCHNEIDER ELECTRIC REINVENTA A MÁQUINA COM A SUA NOVA ARQUITECTURA

CONCURSO “PROJECTAR A PEDRA NATURAL”

ROCHAS & EQUIPAMENTOS


Editorial

Caros leitores, O químico francês Antoine Laurent de Lavoisier ficou imortalizado pela frase “Na natureza nada se cria, nada se perde, tudo se transforma.” Após 26 anos de publicação é tempo da nossa revista se metamorfosear num projeto que irá beneficiar o setor. A nossa editora numa ação sem precedente, irá unir esforços com a Assimagra na criação da Revista “InfoGeo – Informação Geológica” resultante da fusão das revistas “Rochas & Equipamentos” e “A Pedra”. Podíamos dizer que o atual momento económico coadjuva a tal operação. Talvez. Mas para nós, é uma vontade natural de criar algo maior. Legar a mensagem, de que em conjunto, vamos mais longe. Pois é com este sentimento, que poderemos honrar aquele que foi a centelha da mídia sectorial em Portugal. Fundador da “Rochas & Equipamentos” e dinamizador da “A Pedra”. António Esteves Henriques, que por tudo o que foi, orgulha esta casa, este projeto, este filho e sucessor. Sendo a Assimagra o elemento aglutinador deste projeto, não quero deixar a oportunidade de congratular o Dr. Miguel Goulão, que nos surpreendeu e convenceu como secretário-geral da Assimagra. E hoje como Vice-Presidente da associação ensejou um processo que muitos diziam ser impossível. Nesta edição, iremos ver que o setor provou uma vez mais, que está para além da sua imagem familiar. Seja pela criação de projetos internacionais como o Global Stone Congress 2012. A atitude vencedora das suas empresas ou produtos internacionalmente reconhecidos, que numa altura complicada como a presente, aumentaram as exportações de rocha ornamental em 28% e colocaram-nos como 5º exportador mundial de tecnologia no setor. Provámos uma vez mais estarmos no caminho certo e merecermos o apoio político para chegarmos mais longe. Boa leitura, Nuno Esteves Henriques

nuno@comedil.pt

4

ROCHAS & EQUIPAMENTOS


PUB

Máquina Polidora de Cabeças Destinada ao polimento de topos direitos e redondos, para mármore e granito.

Polishing Head Machine - For straight and round edge polishing machine, for marble and granite.

Máquina de Ponte - Cabeça rotativa, disco de ø 300 a ø 625 mm, destinada ao corte de mármore e granito.

Bridge Machine - Rotative head, with a ø 300 a ø 625 mm disc, for cutting marble and granite.

www.construal.pt Avenida da Aviação Portuguesa, Nº 5 - Apartado 14 Fação - 2715 901 Pêro Pinheiro - Portugal Tel. +351 219 678 280 Fax. +351 219 678 289 email: construal@construal.pt


Feiras

-Global Stone 2012-

Simply The Best Para quem andou distra铆do, n贸s lembramos: Global Stone Congress 2012 foi um dos melhores congressos da hist贸ria mundial do setor.

6


ROCHAS & EQUIPAMENTOS

7


Feiras

Em ponto de esclarecimento, um congresso não é uma feira. Com uma vertente académica este evento, todavia mais pareceu uma expo do que um congresso. Cem congressistas e mais de duzentos visitantes, tiveram a oportunidade de constatar o que de melhor se faz no Alentejo em termos industriais, culturais, históricos e gastronómicos. E comprovaram que Portugal realmente sabe, como ninguém, receber e organizar eventos.

Mais de 100 temas de trabalho e representantes institucionais, académicos e sectoriais oriundos de 15 países de um setor que representa hoje 1% das exportações nacionais, levaram a que o Primeiro-ministro português e o ministro da economia Álvaro Santos Pereira comparecessem na sessão inaugural.

8

ROCHAS & EQUIPAMENTOS


Pedro Passos Coelho elogiou o setor e as empresas e apelou à diversificação de mercados por parte dos empresários portugueses. Este mesmos empresários pela sua não comparência, terão sido a única nota negativa do evento. Perdendo assim uma oportunidade única de angariar contactos internacionais e debater com especialistas do setor.

Sendo a reportagem integral e entrevistas, brevemente publicadas no primeiro número da nova revista de informação geológica InfoGeo, não queríamos deixar passar a oportunidade de congratular a organização do congresso (Associação Valor Pedra) e restantes entidades públicas e privadas envolvidas no evento por dignificarem o nome de Portugal e mais concretamente, o setor de rocha ornamental português.

ROCHAS & EQUIPAMENTOS

9


Feiras

-Stonetech 2012-

Uma Feira Maior de Idade, mas à Procura de Identidade Com 19 anos de existência a Stonetech continua a ser uma feira algo ambígua. Realizada este ano na grande cidade de Xangai, onde as oportunidades de contato não faltam. A feira contou com 400 expositores, um número que reflete a anterior edição em Pequim.

De 25 a 28 de Abril, quatro empresas portuguesas: a Farpedra, a Dimpomar, a Telmo Duarte e a Filstone Natural. Todas participaram pela primeira vez neste certame, menos a Dimpomar que é já uma presença habitual e Filstone que tem uma filial na China (a King Star Marble). Globalmente os empresários contabilizaram, cada um, cerca de 50 contatos, a maioria provenientes de empresas chinesas. Sandra Henriques, da Farpedra, avaliou particularmente como muito positivas as abordagens feitas por empresas da Coreia e do Uzebequisatão. Tenciona fazer todas as feiras que se realizarem na China e também na Índia pois acha que são mercados emergentes nos quais vale a pena apostar. Acha, no entanto, que esta feira tende a desaparecer face à concorrência de Xiamen. Opinião diferente tem o diretor comercial da Dimpomar, Pedo Cabral. Considera que apesar de o certame ter estado muito fraco nos dois últimos dias (27 e 28 de Abril) esta feira irá continuar, ou outra sucedânea, uma vez que Xiamen e Xangai são mercados dife-

10

ROCHAS & EQUIPAMENTOS


rentes e num país com a dimensão da China e numa cidade com as caraterísticas de Xangai um certame da pedra natural tem toda a justificação para continuar a existir. Telmo Duarte afirma que vai ponderar muito bem se valerá a pena participar na próxima edição da Stonetech uma vez que os contatos que teve nesta edição foram todos de clientes que também o contataram em Xiamen. Na hora do balanço considera que o certame foi bom apenas para fidelizar clientes. Todos são unânimes em considerar a China o seu melhor cliente de calcário em bloco. Na 19ª edição a Stonetech revelou-se, mais uma vez, um evento à procura de identidade e de motivos para continuar a existir. Números divulgados pela organização da feira numa entrevista à revista Rochas e Equipamentos mostram uma acentuada descida de expositores e de visitantes.

Segundo Kevin Wang, da CIEC (Exhibition Company, uma das entidades organizadoras do evento) a edição deste ano contou com 400 expositores e 20.000 visitantes. Cruzando estes dados com os que foram divulgados pela mesma entidade na edição de 2011 (que teve então lugar em Pequim) constata-se uma acentuada descida. Nessa ocasião os visitantes foram 40.000 e os expositores 646. As razões continuam provavelmente a radicar no fato de, muito próximo desta data e desta feira se realizar todos os anos, em Xiamen, a grande feira internacional da pedra natural, que continua a congregar cada vez mais visitantes e expositores de todo o mundo. Confrontado com esta questão Kevin Wang considera que é muito difícil competir com a Stone Xiamen Fair até porque este certame tem um maior número de “poderosos organizadores” e uma “grande máquina de marketing” nos bastidores o que não acontece com a Stonetech. Para o próximo ano a Stonetech realiza-se em Pequim, como é habitual (um ano em Xangai, no ano

ROCHAS & EQUIPAMENTOS

11


Feiras

a seguir em Pequim) e os organizadores anunciam que, para celebrar a 20ª edição do certame, vai haver mais espaço (8 pavilhões) e mais serviços para os expositores. Aos visitantes prometem a exibição de novos produtos e mais eventos na área do design, da decoração e da arquitetura. Esta é uma estratégia anunciada desde a edição do ano passado pela organização do certame mas que não tem tido grande concretização nem no perfil dos expositores presentes nem nos eventos paralelos (seminários, conferências). Este ano realizaram-se duas conferências – “The Natural Stones from European” e “Fantastic Onyx”- mas não tiveram nenhuma promoção no site da feira e recolheram uma fraca adesão dos participantes.

12

ROCHAS & EQUIPAMENTOS


ROCHAS & EQUIPAMENTOS

13


-Marble 2012-

Uma Porta


Entreaberta


Feiras

Em mais uma edição da Marble (21 a 14 de Março), 1163 expositores oriundos de 42 países marcaram presença em Izmir. Número superior a 2011 que assiste o surpreendente crescimento do país nos últimos anos. Em 2011 a Turquia apresentou um crescimento de 8,5%, tendo o crescimento em 2010 atingido os 9,2%. Um mercado que merece um olhar mais concentrado e aprofundado.

16

ROCHAS & EQUIPAMENTOS


ROCHAS & EQUIPAMENTOS

17


Feiras

A Marble é sem dúvida uma das melhores feiras do mundo, pela diversidade e número (57,178 visitantes oriundos de 84 países), deixou de ser uma porta para o médio Oriente e passou a ser uma porta para o mun do, concorrendo lado a lado com Xiamen e Verona. Apoiada num mercado interno forte, direcionou-se para o Médio Oriente e apelou à América do Norte, mas as tendências mundiais fizeram da China o principal parceiro da Turquia com exportações superiores a 460 milhões de euros.

18

ROCHAS & EQUIPAMENTOS

Todavia esta dinâmica tem o seu preço. Nunca o material turco foi tão barato! Numa altura em que o mundo debate a valorização da Pedra Natural, a necessidade de faturar, leva que cada vez se produza mais, e mais barato. Sem o mercado americano e com uma vindoira diminuição na construção chinesa, assim como um crescente aparecimento de fábricas transformadoras no Médio Oriente. As empresas turcas colocam-se um posição que prejudicam todo o setor mundial.


O parque de blocos na feira é cada vez impressionante, nesta edição foram expostos 575 blocos, e a presença de prescritores chineses neste parque é também cada vez maior. Sendo a Turquia um concorrente direto de Portugal, seria interessante ver no meio de tanto bloco inspecionado, material português. Seja ele mármore, calcário ou granito. A IZFAS (organização do evento) tem demonstrado ao longo deste anos, perspicácia na sua relação com os media internacionais, o Presidente da IZFAS, pediu a todos os jornalistas, uma opinião sobre a feira

e como melhorá-la. Uma ação que beneficia a feira e cria laços com quem a visita e sobre ela, escreve ano após ano. A Marble 2013 irá realizar-se de 27 a 30 Março. Foi notório que a proximidade desta feira com Xiamen, não terá sido positiva para ninguém. Mas o empresário turco tem demonstrado adaptação e evolução. Terá Portugal vontade e capacidade para abrir esta porta. Uma aposta não no preço, mas numa marca que é sinónimo de qualidade.

ROCHAS & EQUIPAMENTOS

19



-Carrara Marmotec 2012-

Soube a Pouco


Feiras

Desde 2010 que a Marmotec fez uma aposta num diferente layout que visava optimizar a experiência do visitante, numa troca clara entre a qualidade e o número pois dificilmente conseguiria combater ombro a ombro com a sua rival de Verona. 22

ROCHAS & EQUIPAMENTOS

Os 267 expositores repartidos por 33 mil metros quadrados também não dariam outra hipótese a uma das mais históricas organizações do nosso setor que hoje se funde com a própria região. Giorgio Bianchi, presidente da CarraraFiere disse “Não é apenas uma vitrine de pedra, tecnologia e serviços, mas um evento mais amplo que envolve o distrito de do mármore e a cidade de Carrara em particular.” Todavia as empresas locais não partilham o espírito e nota-se um virar de costas do próprio setor local. Característico do atual momento, em que o aumento de 4,2% nas exportações só é possível pela exportação de produto bruto, muitos empresários acham que não preci-


ROCHAS & EQUIPAMENTOS

23


Feiras

sam da feira para levar os compradores a marcar os blocos. Esta atitude transporta a situação de Carrara para uma reflexão do próprio setor. Apesar da redução de 19% no número de visitantes, a Carrara Marmotec está a levar a cabo um trabalho diferenciado e inteligente junto dos prescritores internacionais e nacionais. Contudo a nosso ver, era importante que estes não fossem “raptados” por empresas locais – uma prática cada vez mais comum nos eventos localizados nas áreas de produção - e se criasse uma maior dinâmica entre os participantes.

24

ROCHAS & EQUIPAMENTOS


ROCHAS & EQUIPAMENTOS

25


Feiras

Portugal foi o segundo país estrangeiro, atrás de um forte Brasil que contou com uma das maiores participações até à data. Contudo o entusiasmo entre as hostes nacionais não era o melhor. Carlos Ferreira da Mata da C.Mata Export, disse “Este é o ano mais fraco em que já participei e estou

26

ROCHAS & EQUIPAMENTOS

a equacionar o próximo ano”. Dr.ª Carla Alves da EFA demonstrou-se também desiludida com a quantidade de visitantes. Que resto era sentimento geral. Resta saber terá o apoio do setor para mudar o panorama das feiras internacionais. É nosso entender, que o setor terá muito a perder com a queda desta feira, pois a mesma tem ainda muito para dar ao


setor. Dentro de dois anos saberemos se a Marmotec é uma fénix. Carrara Marmotec também foi escolhida pela Província de Massa Carrara como o local apropriado para apresentar o projeto TRADISMAR, um projeto que visa reunir escritórios de arquitetura, empresas de

pedra natural e cursos de formação, oferecidos pelo Distrito de Mármore de Carrara. Houve um interesse muito grande e um grande público para a apresentação do novo “Mapa Geomorfológico” e o modelo das bacias de mármore de Carrara, que é o resultado de um grande projeto de pesquisa científica realizada em conjunto com Universidade de Pisa.

ROCHAS & EQUIPAMENTOS

27


Feiras

-Coverings 2012-

Chegou o Momento? A Coverings deste ano recebeu 22,000 visitantes, um aumento de 19% relativo ao ano transato. Segundo a organização, o evento demonstra que a crise neste país recebeu o tão aguardado travão. A participação de arquitetos e designers aumentou 84% , assim como 69% para o número de transformadores. Números que segundo Karen Fendrich, diretor do evento, de-

28

ROCHAS & EQUIPAMENTOS

monstram o reiniciar da reabilitação e nova construção. Após uma época de declive nos números e qualidade, explicáveis pela queda do mercado nacional americano. O crescimento da Coverings deve-se também ao crescimento dos mercados da América do Sul e Central. Não deixou de ser estranho o fato da organização deste evento ao deparar-se com dificuldades apresentar alguma falta de execução e profissionalismo, não coincidente com o que nos acostumou no passado. Não se devem esquecer que sem o mercado internacional, uma feira é apenas mais uma feira. 2013 será um ano importante para o reestabelecer parcerias e novas angariações, naquele que é o mais importante mercado de material acabado, alargado a fronteiras continentais.


ROCHAS & EQUIPAMENTOS

29 29


Informação

-Normas Europeias-

Perguntas e Respostas

representar nos trabalhos a cargo dos diferentes TC. Desse modo, no âmbito dos produtos de construção, foram criados os: - ONS/CEVALOR, para o CEN TC 246 – Pedra natural - ONS/CTCV, para: - CEN TC 125 – Alvenarias - CEN TC 178 – Pavimentos exteriores - CEN TC 128 – Coberturas

Solicito que me informem o que devo fazer para poder participar nos trabalhos de normalização Europeia para a pedra natural. Agradeço antecipadamente a V/ resposta. Os Grupos de Trabalho (WG, TG ou SC) actuais para a pedra natural, criados no seio de alguns Comités Técnicos (TC) do CEN, são os seguintes: - CEN TC 125 / WG 1 - TG 7 – Pedra natural para alvenarias - CEN TC 128 / SC 8 – Ardósia para coberturas e revestimentos descontínuos - CEN TC 178 / WG 2 – Pedra natural para pavimentos exteriores (lajes, cubos e paralelipípedos e guias) - CEN TC 246 / WG’s 1, 2 e 3 – Pedra natural (placas para pavimentos e escadas, placas para revestimentos, ladrilhos modulares e trabalhos de pedra de cantaria). Assim, em primeiro lugar, terá que ver qual é o Comité Técnico (TC) e qual é o Grupo de Trabalho que trata dos assuntos em que pretende dar o seu contributo. Por outro lado, o Instituto Português da Qualidade (IPQ) é, como se sabe, o Organismo Nacional responsável pela gestão das actividades de normalização e metrologia. Nestas funções, ao IPQ compete gerir, coordenar e desenvolver o Sistema Português da Qualidade (SPQ) na perspectiva da melhoria da qualificação de pessoas, de produtos, de serviços e de sistemas. Nos seus domínios de actividade, também coordena a nossa representação nos fóruns internacionais. Entretanto, o IPQ conferiu a qualidade de Organismos de Normalização Sectorial (ONS) a algumas entidades, reconhecendo-lhes capacidade para desenvolverem as acções de coordenação indispensáveis e se fazerem

30

ROCHAS & EQUIPAMENTOS

Nestas condições, terá que manifestar ao ONS respectivo o seu interesse em participar. Uma vez aceite o seu pedido, o ONS solicitará ao IPQ a sua credenciação junto do Grupo de Trabalho por si escolhido, credenciação essa que não necessita de ser renovada para as reuniões seguintes. Apenas será obrigação sua manter contacto com o ONS e reportar-lhe o desenvolvimento dos trabalhos após cada reunião. Note que, regra geral, os ONS não têm capacidade financeira para assumirem a representação de Portugal nas reuniões do CEN. Para além das reuniões de cada Grupo de Trabalho, é de norma os TC’s reunirem em plenário anualmente (ou eventualmente sempre que necessário) para proporem programas de trabalho, discutirem e tomarem resoluções sobre matérias relevantes. No nosso caso, a participação em cada uma das reuniões plenárias é dependente de um outro mandato específico do IPQ, também obtido através do ONS em causa, válido apenas para cada uma delas. As Normas Europeias de placas e ladrilhos para pavimentos aludem a uma característica designada por “tactilidade”. Gostaria de saber em que consiste e se existe algum documento que dê indicações para a satisfação desse requisito. Fico-lhe muito grato pelas suas informações. Na verdade, a tactilidade deve ser declarada para placas e ladrilhos para pavimentos e degraus (excluindo rodapés e espelhos) quando existam requisitos regulamentares ou sempre que solicitado. As superfícies tácteis, ao disporem de corrugações perceptíveis com uma bengala ou com a sola dos pés, servem para dar informação às pessoas com deficiências visuais, não só sobre por onde se podem deslocar à vontade, mas


também sobre perigos potenciais (por exemplo, a vizinhança de uma rua).

embalagem ou nos documentos comerciais de acompanhamento.

Na especificação CEN/TS 15209:2008 – “Tactile paving surface indicators produced from concrete, clay and stone” encontrará informações sobre os requisitos a que devem obedecer os indicadores de tactilidade da superfície de pavimentos (saliências com a forma de tronco de cone ou de prisma ou saliências ou ranhuras paralelas, em diagonal ou em retículo), os respectivos perfis e dimensões e em que circunstâncias cada um destes tipos de indicadores deve ser preferencialmente utilizado. Segundo o disposto nas Normas de pavimentos e degraus, o produtor deve fornecer a descrição do perfil e da forma das corrugações das superfícies palpáveis.

- A Declaração de conformidade deve estar na posse do produtor e será enviada ao cliente no caso de este a solicitar.

Retomando o assunto da marcação CE, deparo-me com uma dúvida relativa aos documentos que devem acompanhar o produto. A Directiva 89/106/CEE “Produtos de Construção” é explícita quanto à etiqueta da marcação CE, devendo essa informação ir, por exemplo, anexa aos documentos que acompanham o produto. Relativamente à Declaração de Conformidade, tenho dúvidas se deve acompanhar a documentação/ produto ou se apenas deve ser enviada ao cliente no caso deste a solicitar. Obrigado pela atenção. A nossa opinião é a seguinte: - A marcação CE deve ir num dos seguintes locais: no próprio produto, num rótulo apenso ao produto, na

Todavia, e para que não restem dúvidas, aconselho-o a fazer as mesmas perguntas (ou outras que entenda por bem) à Direcção-Geral das Actividades Económicas (www.dgae.min-economia.pt). Mas note que cada Norma de produto indica as características que devem ser sempre declaradas, façam ou não parte da marcação CE. E mais: mesmo independentemente dos casos em que o cliente final manifesta interesse em requerer a plena conformidade do produto com a Norma aplicável e em que o produtor deve satisfazer tal solicitação, também será conveniente determinar, controlar e declarar as características voluntárias (as que segundo cada Norma não é obrigatório declarar), a fim de proporcionar uma caracterização mais completa dos seus produtos e disso tirar vantagens. Em nosso entender, este documento (do tipo “Ficha técnica do produto” e contendo certamente todos os dados de caracterização da Declaração de Conformidade ou ainda mais) deve ser disponibilizado ao cliente quando está em vista uma transacção ou aquando da apresentação de amostras.

ROCHAS & EQUIPAMENTOS

31


Informação

-Projectar o Mármore em Pedra Natural -

VALORPEDRA Promove Desenvolvimento Através do Design INVESTIGAÇÃO, ARQUITECTURA, DESIGN E ARTE DA PEDRA NATURAL - PROJETO ÂNCORA 1 DO CLUSTER DA PEDRA NATURAL Com o apoio de:

Fruto do Cluster da Pedra Natural, o Concurso “Projectar o Mármore em Pedra Natural“ está inserido no Projeto Âncora 1 - a decorrer desde 2009 e com término este ano – que criou uma série de ferramentas e atividades que estão a contribuir para a valorização da Pedra Natural como produto e contribuído para a angariação de mercados, numa resposta ao Eixo Estratégico de Internacionalização.

32

ROCHAS & EQUIPAMENTOS

Este projeto, através de uma parceria – constituída pela Associação Nacional da Industria Extractiva e Transformadora (ANIET), Associação Portuguesa dos Industriais de Mármores (ASSIMAGRA), Granitos e Ramos Afins, Centro Tecnológico para o Aproveitamento e Valorização das Rochas Ornamentais e Industriais (CEVALOR), Instituto Superior de Engenharia do Porto (ISEP), Laboratório Nacional de Engenharia e Geologia (LNEG) e Universidade de Évora – estabeleceu uma série de ferramentas das quais destacamos:


Estudo Estratégico de Marketing e Comunicação para o Cluster da Pedra Natural Certificação da Pedra Natural Denominação de Origem Controlada para os Mármores de Portugal Marca da Pedra Natural Portuguesa – STONE PT Investigação, Arquitetura, design e arte da Pedra Natural. Com uma aceitação muito positiva pelas empresas e resultados assertórios, o Concurso “Projetar em Pedra Natural”, foi projetado e elaborado com o apoio do Centro Português de Design, e difundido para as Universidades a nível nacional e visa a concepção de produtos de pedra completamente inovadores, utilizando os materiais depositados em escombreira, que poderão ser utilizados na arquitetura, construção de edifícios e em espaços exteriores. Teve como objetivo a instrução de jovens estudantes e direcionar profissionais de Design para a utilização de Pedra Natural nos seus projetos. E complementarmente consciencializar as empresas e prescritores que por via do design é possível inovar e valorizar. O Design nunca foi tão visado, estudado e promovido como hoje. A sociedade contemporânea em que estamos inseridos ésuscetível de diversas mudanças de valores culturais, econômicos e ideológicos e o design é um elemento comum a todo eles. Segundo a Dr.ª Marta Peres, Diretora executiva da VALORPEDRA, “O design em Pedra Natural é uma área que tem sido fortemente apontada como Factor Crítico para o Sucesso do Sector da Pedra Natural. Com mais incidência para a sensibilização do design nas Empresas, todos os estudos chamam a atenção para a incorporação de design nas mesmas, devido à necessidade emergente das mesmas encontraram novas formas de valorizar o produto transformado e assim tornarem-se competitivas.

ROCHAS & EQUIPAMENTOS

33


Informação

Simultaneamente, assiste-se a um défice de formação nas Faculdades o que leva ao desconhecimento das potencialidades da Pedra Natural e estudos apontam que os prescritores estão cada vez mais interessados nos novos materiais.” Tendo em conta várias sensibilidades e seguindo os critérios: Inovação; Originalidade; Qualidade conceptual da solução (utilidade/versatilidade); e Viabilidade Produtiva. O júri reuniu além de representantes das quatro Empresas que colaboraram no Concurso, um representante do CEVALOR, um representante da VALORPEDRA um representante do CPD e dois Designers Profissionais reconhecidos.

Eng.º Mira Amaral, Dr. Miguel Goulão e Dra. Marta Peres

Sendo os vencedores: Os vencedores foram anunciados no dia 8 de Maio, na FIL, durante TEKTÓNICA 2012 (Feira Internacional de Construção e Obras Públicas). Entre outros resultados, o concurso promoveu e estreitou relações entre os estudantes e profissionais com empresas privadas, sendo que hoje, colaboram entre si com vista a viabilizar os seus projetos no mercado. 1º Prémio: Filipa Marques dos Santos, aluna da Universidade Lusíada do Porto, peça vencedoFilipa Santos, vencedora do 1º prémio do concurso “Projetar em Pedra Natural” ra “LOLLIPOP”; 2º Prémio: Ana Sofia Romão Marinho Pinto da Cruz e Margarida Sofia Roupeta Mira, alunas da Universidade Lusófona, peça “2CHAIR”; 3º Prémio: José Manuel Nunes Serra Guerreiro, aluno da Universidade de Évora, peça PEBBLE GRILL. O projeto vencedor foi alvo de estudo e adaptações entre a Designer vencedora e as Empresas GRANIFINAS e SIENAVE, que colaboraram no Concurso e foi produzido um protótipo para exposição em Feiras e outros Eventos. 34

ROCHAS & EQUIPAMENTOS

Ana Sofia Cruz e Margarida Mira, alunas de arquitetura da Universade Lusófona. 2º prémio com mobiliário urbano com desperdícios de mármore, pinho e aço inoxidável.


ROCHAS & EQUIPAMENTOS

35


BRAZIL, THE LARGEST

35TH INTERNATIONAL MARBLE AND GRANITE FAIR WWW.

Promoted by

.COM.BR

Presented by

Institutional Sponsored by

Supported / Sponsored by

Official Airline


DIVERSITY OF DIMENSIONAL STONES. Mobile registration

FEB 26 ESPĂ?RITO SANTO MAR 01 BRAZIL 9 million

US$ 1 billion

tons of stone produced

in exportation

2,2 million

tons of stones exported

1.400

BRAZIL. A GIANT IN NUMBERS 32%

increase on imports

active quarries

Information and Sales Milanez & Milaneze Phone: 55 27 3434.0617 info@vitoriastonefair.com.br


Notícias Companies -Moçambique-

Terra de Oportunidades e Desafios No passado dia 2 de Maio a revista Rochas & Equipamentos em colaboração com a Direção Geral de Energia e Geologia (DGEG) e a Empresa de Desenvolvimento Mineiro (EDM), acompanhou uma delegação da Agência para a Energia de Portugal (ADENE), presidida pelo secretário de Estado da Energia de Portugal, Artur Trindade numa missão empresarial do setor da energia e recursos geológicos. Estivemos ainda presentes no seminário designado “Moçambique Portugal – Parceiros para a Energia”, que contou com a presença do ministro da energia de Moçambique, Salvador Namburete e com o vice-ministro dos Recursos Minerais, Abdul Razak, onde dezenas de participantes ligados à industria energética e extrativa compareceram. A missão teve como foco o desenvolvimento de parcerias entre os dois países, fomentar cooperação institucional e permitir a criação de protocolos de colaboração nas áreas acima referidas. Artur Trindade e Salvador Namburete, presidiram à assinatura das conclusões da primeira reunião do ‘Grupo de Trabalho do Protocolo de Energia de 2010’. O permitirá avançar com um plano de trabalho para a área de Energia. O que irá criar programas de estágio e formação técnica entre entidades do sector público na implementação da política energética,

38

ROCHAS & EQUIPAMENTOS

em particular nas áreas de planeamento, eletricidade e gás natural. Dentro desta cooperação prevê-se ainda a realização de encontros empresariais com o objectivo de promover a constituição de parcerias e a organização de eventos. Assim como a criação de oportunidades de investimento entre empresas portuguesas e moçambicanas. Moçambique que é hoje um destino de excelência no que se refere a recursos minerais. Esta realidade obrigou o governo Moçambicano a rever as politicas do setor, onde Portugal mais uma vez se demonstrou


parceiro. Com vista a um protocolo de colaboração entre os dois países nesta área. A Direcção Nacional de Minas através do seu Vice-Director Nacional, Dr. Geraldo Simão Valoi recebeu o Eng.ª Carlos Caxaria e o Dr. Ricardo Amaral Pinto criando a primeira ponte ao estabelecimento de novas parcerias nesta área. A ASSIMAGRA irá no próximo mês de Outubro organizar aquela que será a primeira missão empresarial para pesquisa e oportunidades extrativas na área da rocha ornamental em Moçambique. Para mais informações contactar a associação.

ROCHAS & EQUIPAMENTOS

39


Notícias Companies -Desemprego na Construção-

DESEMPREGO DA CONSTRUÇÃO: O PIOR AINDA ESTÁ PARA VIR? DESEMPREGO DA CONSTRUÇÃO: O PIOR AINDA ESTÁ PARA VIR? DESEMPREGO DA oCONSTRUÇÃO: O PIOR AINDA ESTÁ VIR? É possível evitar colapso e as suas consequências paraPARA o País?

O Pior Ainda Está Para Vir?

É possível evitar o colapso e as suas consequências para o País? É possível evitar o colapso e as suas consequências para o País? Produzido por AECOPS

1) DESEMPREGO NA CONSTRUÇÃO: UM FLAGELO SOCIAL 1) DESEMPREGO NA CONSTRUÇÃO: UM FLAGELO SOCIAL O global da economia portuguesa é um verdadeiro flagelo, tendo atingido, no primeiro 1) desemprego DESEMPREGO NA CONSTRUÇÃO: UM FLAGELO SOCIAL trimestre de 2012,global as 819,3 mil pessoas, o que correspondeu a umaflagelo, taxa detendo desemprego na no economia O desemprego da economia portuguesa é um verdadeiro atingido, primeiro O desemprego global da economia portuguesa é um verdadeiro flagelo, tendo atingido, no primeiro detrimestre 14,9%, de quando, ano mil antes, o INEo contabilizava 688,9a uma mil desempregados e uma taxa de 2012, um as 819,3 pessoas, que correspondeu taxa de desemprego na economia

trimestre de de 2012, as 819,3 mil pessoas, quecontabilizava correspondeu688,9 a umamil taxa de desempregoe na economia de 14,9%, quando, um ano antes, o oINE desempregados uma taxa de desemprego 12,4%. dedesemprego 14,9%, quando, um ano antes, o INE contabilizava 688,9 mil desempregados e uma taxa de de 12,4%. Os dados disponíveis confirmam ainda que, no mesmo período, a degradação a que se assistiu no desemprego de 12,4%. emprego da disponíveis Construção confirmam foi mais intensa queno a que se verificou termos médios globais, quer seno Os dados aindado que, mesmo período,em a degradação a que se assistiu Os dados os disponíveis confirmam que, período, a em degradação a que globais, se assistiu nose analisem dofoi Inquérito ao Emprego do INE,se quer se tomem em consideração os valores emprego daresultados Construção maisainda intensa do no quemesmo a que verificou termos médios quer

emprego intensa que a que se verificou termos globais,os quer se disponibilizados pelo IEFP.foi analisemdaosConstrução resultados domais Inquérito aodo Emprego do INE, quer seem tomem emmédios consideração valores analisem os resultados do Inquérito ao Emprego do INE, quer se tomem em consideração os valores disponibilizados pelo IEFP. Segundo o INE, o emprego total da economia reduziu-se, do primeiro trimestre de 2011 para o primeiro disponibilizados pelo IEFP. trimestre 2012, em 203,5 mildapostos de trabalho (-4,2%), dos quais 59,4 de mil2011 correspondiam a Segundode o INE, o emprego total economia reduziu-se, do primeiro trimestre para o primeiro Segundo odo INE, o emprego total da economia reduziu-se, do primeiro trimestre de 2011 para o primeiro a empregos da Construção (-13,3% do emprego inicial do setor). trimestre desetor 2012, em 203,5 mil postos de trabalho (-4,2%), dos quais 59,4 mil correspondiam trimestre dedo2012, 203,5 mil (-13,3% postos de trabalho inicial (-4,2%), quais 59,4 mil correspondiam a empregos setor em da Construção do emprego do dos setor). empregos do setor da Construção (-13,3% do emprego inicial do setor). 35,0

Var. Homólogas mensais (%) Desemprego Var. Homólogas mensais (%)

7,00 6,00 7,00 5,00 6,00 7,00 4,00 5,00 6,00 3,00 4,00 5,00 2,00 3,00 4,00 1,00 2,00 3,00 0,00 1,00 2,00 -1,00 0,00 1,00 -2,00 -1,00 0,00 -3,00 -2,00 -1,00 -3,00 -2,00

Desemprego Var. em cadeia trimestrais (%) Desemprego

Var. emDesemprego cadeia trimestrais (%) Var. em cadeia trimestrais (%)

(%)

(%)

(%)

(%)

(%)

(%)

30,0 35,0 25,0 35,030,0 20,0 30,025,0 15,0 25,020,0 10,0 20,015,0 5,0 15,010,0 0,0 10,0 5,0 -5,0 5,0 0,0 -10,0 0,0-5,0

Desemprego Var. Homólogas mensais (%) Desemprego

Jan-11 Mar Mai Jul Set-11 Nov Jan-12 Mar Desemprego Total Desemprego Construção Jan-11 Mar Mai Jul Set-11 Nov Jan-12 Mar -10,0 Desemprego Total Desemprego Construção Fontes: IEFP/AECOPS Jan-11 Mar Mai Jul Set-11 Nov Jan-12 Mar Desemprego Total Desemprego Construção -10,0 -5,0

Fontes: IEFP/AECOPS

-3,00

I tr/11 II tr/11 III tr/11 IV tr/11 Itr/12 Desemprego Total Desemprego Construção I tr/11 II tr/11 III tr/11 IV tr/11 Itr/12 Desemprego Total Desemprego Construção I tr/11 II tr/11 III tr/11 IV tr/11 Itr/12 Desemprego Total Desemprego Construção

Fontes: IEFP/AECOPS

2) DESEMPREGO DA CONSTRUÇÃO COMO FUNÇÃO DO INVESTIMENTO PÚBLICO E DO CRÉDITO 2) DESEMPREGO DA CONSTRUÇÃO COMO FUNÇÃO DO INVESTIMENTO PÚBLICO E DO CRÉDITO Os custos económicos e sociais inerentes ao desemprego na Construção sãoE de dimensão 2) DESEMPREGO DA CONSTRUÇÃO COMO FUNÇÃO DO INVESTIMENTO PÚBLICO DO uma CRÉDITO considerável. No entanto, oe aumento do desemprego não está pré-determinado nãode é inevitável, mas Os custos económicos sociais inerentes ao desemprego na Construção esão uma dimensão Os custos económicos e sociais inerentes ao desemprego na Construção são de uma dimensão sim o resultadoNodeentanto, opções opolíticas económicas de não afetação dos recursos económicos/financeiros considerável. aumentoe do desemprego está pré-determinado e não é inevitável, mas

considerável. No atual entanto, o aumento doe desemprego não está eeconómicos/financeiros não é inevitável, disponíveis. No contexto de incerteza, optámos pela pré-determinado construção de diferentes cenáriosmas de sim o resultado de opções políticas económicas de afetação dos recursos sim o resultado de opções políticas e económicas de afetação dos recursos económicos/financeiros setor da Construção, esses construídos função dode comportamento de duasde desemprego disponíveis.noNo atual contexto decenários incerteza, optámos pela em construção diferentes cenários

disponíveis. de incerteza, optámos construção deà das variáveisNo determinantes da evolução da produção dopela Setor: oeminvestimento público ecenários o crédito setor contexto da Construção, cenários esses construídos funçãodedodiferentes comportamento de duas desemprego noatual setor da Construção, cenários esses construídos em função do comportamento de duas desemprego no construção e habitação. das variáveis determinantes da evolução da produção do Setor: o investimento público e o crédito à das variáveis edeterminantes da evolução da produção do Setor: o investimento público e o crédito à construção habitação. construção e habitação. Praça de Alvalade, 6 – 7º Fte.

40

1700-036 LISBOA Telef: 213 110 200 Fax: 213 554 810 E-mail: aecops@aecops.pt www.aecops.pt

Delegações Regionais: Algarve, Lisboa e Setúbal, Centro ROCHAS & 6EQUIPAMENTOS Praça de Alvalade, – 7º Fte. 1700-036 LISBOA Telef: 213 110 200 Fax: 213 554 810 E-mail: aecops@aecops.pt

www.aecops.pt

Delegações Algarve, Lisboa Setúbal, Centro Praça de Alvalade, 6 – 7º Fte. 1700-036 LISBOA Regionais: Telef: 213 110 200 Fax: 213 554e 810 E-mail: aecops@aecops.pt www.aecops.pt Delegações Regionais: Algarve, Lisboa e Setúbal, Centro

1 1 1


No quadro seguinte, é visível a relação inversa entre, por um lado, a variação do desemprego na Construção e, por outro, o comportamento do investimento público e do crédito. Assim, em termos quantitativos e tendo como referência a situação no final de 2010, verifica-se que, a decréscimos de 2,0% no crédito concedido à construção e habitação e de 28,9% no investimento público, correspondeu um aumento de 23,4 mil desempregados da Construção (+31,5%).

120

102

110

101

100

100

90

99

80

98

70

97

60

96

50

Crédito

Desemp.Constr./Inv.Publ.

Evolução recente do desemprego da Construção como resultado do comportamento do Investimento Público e do Crédito (Índice Dez 2010 = 100)

95 2010

I Tr. 2011

II Tr. 2011

Desempr. Constr. (escala esq).

III Tr. 2011

IV Tr. 2011

Inv. Público (escala esq.)

I Tr. 2012

Financiamento (escala dir.)

Fontes: IEFP, Banco de Portugal, FMI (abril 2012), AECOPS

O andamento expresso no gráfico anterior é a tradução dos valores observados no caso do crédito e do desemprego da Construção até ao primeiro trimestre de 2012 e do investimento público até 2011 e respetiva previsão avançada pelo FMI (abril 2012) para a sua variação em 2012: 2010 Var . real PIB (%)

2011

2012 (*)

1,4

-1,5

-3,3

19,8

18,0

16,6

Privado

16,2

15,4

14,5

Público

3,6

2,6

2,1

-28,9

-21,9

Var. Crédito à Construção e Habitação (%)

-1,2

-0,87

Var. nº de desempregados da Construção (%)

18,6

14,4

Investimento (% do PIB)

Var. anual Investimento Público (%)

-

Fontes: FMI, AECOPS, Banco de Portugal, IEFP (*) dados relativos ao 1º trimestre no caso do crédito e do nº de desempregados

Em síntese, os números demonstram que a evolução do desemprego na Construção está diretamente relacionada com o comportamento do Estado e do setor financeiro, o que significa que o ritmo de crescimento do desemprego na Construção ao longo 2012 não deixará de ser influenciado pelas opções da política económica e pela Banca. Neste texto, pretendemos demonstrar quantitativamente que, tanto para o País, o Estado, as finanças públicas, como para o equilíbrio do sistema financeiro é indispensável evitar o colapso da Construção e o crescimento descontrolado do desemprego no Setor. Praça de Alvalade, 6 – 7º Fte. 1700-036 LISBOA Telef: 213 110 200 Fax: 213 554 810 E-mail: aecops@aecops.pt www.aecops.pt

Delegações Regionais: Algarve, Lisboa e Setúbal, Centro ROCHAS & EQUIPAMENTOS

41

2


Notícias Companies 3) CENÁRIOS DE EVOLUÇÃO DO DESEMPREGO NA CONSTRUÇÃO Foram construídos 4 cenários, em que o acréscimo do número de desempregados da Construção depende diretamente do investimento público e do crédito: Cenário 1 – Desemprego preocupante mas gerível • Acréscimo de 66.015 desempregados da Construção, atingindo um total de 144.657 no final de 2012, o que implica +1,2 pontos percentuais na taxa de desemprego nacional; • Quebra de 21,9% no investimento público, conforme previsão do FMI de abril 2012; • Quebra de 3,5% no montante de crédito à construção e habitação. Cenário 2 – Ameaça grave à coesão social • Acréscimo de 108.789 desempregados da Construção, atingindo um total de 187.431 no final de 2012, o que implica +2,0 pontos percentuais na taxa de desemprego nacional; • Quebra de 24,5% no investimento público; • Quebra de 10,1% no montante de crédito à construção e habitação. Cenário 3 – Risco sistémico e desemprego fora de controlo • Acréscimo de 134.492 desempregados da Construção, atingindo um total de 213.134 no final de 2012, o que implica +2,5 pontos percentuais na taxa de desemprego nacional; • Quebra de 31% no investimento público; • Quebra de 6,8% no montante de crédito à construção e habitação. Cenário 4 – Risco de rotura social • Acréscimo de 177.875 desempregados da Construção, atingindo um total de 256.516 no final de 2012, o que implica +3,3 pontos percentuais na taxa de desemprego nacional; • Quebra de 33% no investimento público; • Quebra de 12,6% no montante de crédito à construção e habitação. Cenário 2 – Ameaça grave à coesão social

(%)

(%)

Cenário 3 – Risco sistémico e desemprego fora de controlo

Fonte: AECOPS Nota: para consulta dos pressupostos de construção dos cenários, ver Anexo.

Praça de Alvalade, 6 – 7º Fte. 1700-036 LISBOA Telef: 213 110 200 Fax: 213 554 810 E-mail: aecops@aecops.pt www.aecops.pt

42

Delegações Regionais: Algarve, Lisboa e Setúbal, Centro ROCHAS & EQUIPAMENTOS

3


ROCHAS & EQUIPAMENTOS

43


Notícias Companies

Kampier Fabrica Papel com Desperdícios de Calcários O papel pedra Kampier é exatamente o que o nome diz: papel feito de pedra. Kampier provém da pedra e não de árvores. Através de ardúa pesquisa e tecnologia ultra moderna, papel proveniente pedra está disponível para o público. Kampier é verdadeiramente reciclável, a começar com a origem da matéria-prima para a produção, uso final e na sua própria reciclagem. Ele funciona como papel normal, realizando e superando todos os requisitos para um conjunto de operações e trabalhos de impressão. Kampier não é um papel sintético, que é simplesmente um papel feito de pedra.

44

ROCHAS & EQUIPAMENTOS

Com 80% de CaCO3 e 20% de polietileno não-tóxico, que atua como um ligante. O carbonato de cálcio usado em Kampier é moído em pó fino e ligado por PEAD, que vem principalmente da reciclagem. O processo de fabrico não requer água, eliminando assim a possibilidade de resíduos e poluição e usa apenas metade da energia do papel tradicional.


Tucker Design Award

Desde 1977 que os Tucker Awards homenageia aqueles que atingem o critério de excelência no uso de rocha ornamental em construção, design ou concepção. Este prémio é o mais consagrado do sector nos E.U.A. Este ano o prémio foi atribuído a “Epic Systems Inc.’s Campus Two”, a sede de uma empresa de software médico em Verona, Wisconsin, projetada pelo Cuningham Group Architects

Mark Mendel, consultor de rocha ornamental do grupo usou perto de 4800 toneladas de pedra neste projeto, oriunda de dez diferentes pedreiras do estado de Nova York. No que qualificou como um projeto híbrido, a obra concilia técnicas antigas com design contemporâneo, onde a rocha ornamental transmite uma mensagem emocional.

ROCHAS & EQUIPAMENTOS

45


46 143.200,00 5.162.248,00

ROCHAS & EQUIPAMENTOS GUINE BRASIL

0,63%

544.930,00

329.379,00

ISRAEL

43.659,00 352.474,00

143.200,00

108.148,00

90.643,00

CATAR

GUATEMALA TAILANDIA

0,17%

143.636,00

TAILANDIA

MEXICO

CHILE 13.634,00 REPUBLICA CHECA 144.109,00

0,17%

GRECIA

COSTA DO MARFIM 144.835,00 14.731,00 NORUEGA

0,17%

144.835,00

REPUBLICA CHECA 144.109,00

NORUEGA

188.773,00 17.835,00

TERRITORIO PALESTINO OCUPADO 90.643,00 8.261,00 CATAR

0,10%

8.663,00 143.200,00 8.303,00 108.148,00

TUNISIA MEXICO ARGENTINA GRECIA

0,17% 0,12%

9.306,00 143.636,00

158.844,00 14.943,00

ESLOVENIA AUSTRALIA LITUANIA CABO VERDE

158.844,00

CABO VERDE

0,18%

188.773,00

AUSTRALIA

216.323,00 18.550,00

SAO TOME E PRINCIPE 218.088,00 19.047,00 POLONIA ILHAS CAIMAO SENEGAL

0,25% 0,25%

20.390,00 232.472,00

22.861,00 246.353,00

24.231,00 259.238,00

25.096,00 262.634,00

25.969,00 271.720,00

29.479,00 313.278,00

0,22%

218.088,00

216.323,00

POLONIA

SENEGAL

246.353,00

232.472,00

TAIWAN

MOCAMBIQUE

URUGUAI TAIWAN

0,30% 0,30%

262.634,00

259.238,00

IRLANDA

ARGELIA JORDANIA MOCAMBIQUE

MALTA IRLANDA ROMENIA ARGELIA

0,31%

271.720,00

KUWAIT

0,28%

ESTONIA KUWAIT

0,36%

0,27%

BARBADOS CANADA BULGARIA 26.334,00 REPUBLICA DOMINICANA 311.736,00

0,36%

313.278,00

REPUBLICA DOMINICANA 311.736,00

CANADA

34.643,00 323.981,00 30.505,00 315.087,00

BANGLADESH LUXEMBURGO EGIPTO INDIA

323.981,00

315.087,00

LUXEMBURGO

INDIA

0,37%

41.502,00 329.379,00

0,36%

VENEZUELA COREIA DO SUL NIGERIA ISRAEL

0,41%

352.474,00

COREIA DO SUL 0,38%

403.383,00

44.588,00 403.383,00

ESLOVAQUIA EMIRATOS ARABES UNIDOS411.539,00 44.658,00 BAREM SINGAPURA

0,47% 0,46%

EMIRATOS ARABES UNIDOS411.539,00

45.687,00 544.930,00

48.357,00 555.196,00

55.011,00 604.301,00

60.865,00 617.595,00

63.061,00 624.879,00

63.331,00 915.375,00

63.909,00 1.359.473,00

70.931,00 1.436.548,00

77.072,00 1.457.250,00

83.009,00 1.792.588,00

86.868,00 2.433.807,00

88.424,00 2.850.358,00

SINGAPURA

BRASIL

CHIPRE AUSTRIA

604.301,00

555.196,00

AUSTRIA

HONG‐KONG

HUNGRIA HONG‐KONG

INDONESIA LIBANO FILIPINAS JAPAO

0,72% 0,71% 0,64%

624.879,00

617.595,00

LIBANO

JAPAO

AFRICA DO SUL DINAMARCA LIBIA SUICA

1,57%

1,66% 1,05%

FINLANDIA MARROCOS COLOMBIA SUECIA

1,68%

0,70%

1.359.473,00

915.375,00

SUICA

1.436.548,00

SUECIA

DINAMARCA

1.457.250,00

MARROCOS

RUSSIA BELGICA

1.792.588,00

ITALIA

COSTA RICA ITALIA

2.433.807,00

BELGICA 2,07%

3,28%

2.850.358,00

PAISES BAIXOS 2,80%

PANAMA PAISES BAIXOS

3,38% 88.985,00 2.936.103,00

CATAR 90.643,00 ESTADOS UNIDOS 3.479.513,00 TURQUIA ANGOLA

4,01%

2.936.103,00

108.148,00 4.460.206,00

ESTADOS UNIDOS 3.479.513,00

5,14%

ANGOLA

MEXICO REINO UNIDO GRECIA ALEMANHA

5,95%

4.460.206,00

TAILANDIA 143.636,00 ARABIA SAUDITA 8.099.291,00

9,33%

5.162.248,00

ARABIA SAUDITA 8.099.291,00

REPUBLICA CHECA 144.109,00 ESPANHA 8.910.721,00

10,27%

144.835,00 14.999.783,00

NORUEGA CHINA

17,28%

ALEMANHA

8.910.721,00

ESPANHA

158.844,00 16.467.659,00

CABO VERDE FRANCA

18,98%

%

0,02% 10,27% 0,01% 9,33%

CHILE ESPANHA GUATEMALA ARABIA SAUDITA TUNISIA REINO UNIDO

0,17% 10,27%

0,00% 1,57% 0,00% 1,05% 0,00% 0,72% 0,00% 0,71% 0,00% 0,70% 0,64%

2.080,00 1.359.473,00 1.627,00 915.375,00 818,00 624.879,00

MACAU DINAMARCA CROACIA SUICA SERVIA LIBANO MALI 298,00 JAPAO 617.595,00 GUINE EQUATORIAL 2,00 AUSTRIA 604.301,00

0,07% 1,57%

0,07% 0,71%

0,09% 1,68%

352.474,00

MEXICO GRECIA CATAR

0,01% 0,10%

TAILANDIA

0,01% 0,17% 0,01% 0,17%

REPUBLICA CHECA 144.109,00

0,02% 0,17%

0,01% 0,12%

NORUEGA

0,02% 0,17%

188.773,00

90.643,00

108.148,00

143.200,00

143.636,00

144.835,00

158.844,00

AUSTRALIA CABO VERDE

0,02% 0,22%

216.323,00

218.088,00

232.472,00

246.353,00

259.238,00

262.634,00

271.720,00

313.278,00

0,02% 0,18%

POLONIA SENEGAL

0,02% 0,25% 0,02% 0,25%

TAIWAN MOCAMBIQUE

0,03% 0,28% 0,02% 0,27%

IRLANDA ARGELIA

KUWAIT

0,03% 0,31% 0,03% 0,30%

REPUBLICA DOMINICANA 311.736,00

0,03% 0,30%

CANADA

0,03% 0,36% 0,03% 0,36%

323.981,00 315.087,00

LUXEMBURGO INDIA

0,04% 0,37%

329.379,00

0,04% 0,36%

COREIA DO SUL ISRAEL

0,05% 0,41% 0,05% 0,38%

403.383,00

EMIRATOS ARABES UNIDOS411.539,00 SINGAPURA

0,05% 0,47%

544.930,00

0,05% 0,46%

Total HONG‐KONG BRASIL

0,06% 0,64% 0,05% 0,63%

0,06% 0,70%

0,07% 0,72%

0,07% 1,05%

0,08% 1,66%

0,10%

0,12%

0,17%

0,17%

0,17%

0,17%

0,18%

0,22%

0,25%

0,25%

0,27%

0,28%

0,30%

0,30%

0,31%

0,36%

0,36%

0,36%

0,37%

0,38%

0,41%

0,46%

0,47%

0,63%

0,01% 2,07% 0,01% 1,68% 0,00% 1,66%

5.870,00 1.792.588,00 4.359,00 1.457.250,00 3.450,00 1.436.548,00

GABAO ITALIA SAO MARINO MARROCOS GANA SUECIA

0,10% 2,07%

0,10% 2,80%

0,10% 3,28%

86.781.192,00 555.196,00

0,01% 3,38% 0,01% 3,28% 0,01% 2,80%

GUINE‐BISSAU 8.017,00 ANGOLA 2.936.103,00 BERMUDAS 7.226,00 PAISES BAIXOS 2.850.358,00 BOSNIA‐HERZEGOVINA 7.050,00 BELGICA 2.433.807,00

0,10% 3,38%

0,10% 4,01%

0,01% 5,95% 0,01% 5,14% 0,01% 4,01%

ARGENTINA 8.303,00 ALEMANHA 4.460.206,00 TERRITORIO PALESTINO OCUPADO 8.261,00 ESTADOS UNIDOS 3.479.513,00

0,12% 5,14%

0,17% 5,95%

0,17% 9,33%

13.634,00 8.910.721,00 9.306,00 8.099.291,00 8.663,00 5.162.248,00

0,02% 18,98% 0,02% 17,28%

0,17% 17,28%

% 0,02%

VALOR ‐ EUROS 17.835,00

LITUANIA 14.943,00 FRANCA 16.467.659,00 COSTA DO MARFIM 14.731,00 CHINA 14.999.783,00

PAÍS ESLOVENIA

0,18% 18,98%

% 0,22%

ILHAS CAIMAO

0,25%

218.088,00 216.323,00 VALOR ‐ EUROS 188.773,00

POLONIA SENEGAL PAÍS AUSTRALIA

REINO UNIDO

14.999.783,00

CHINA

VALOR ‐ EUROS

16.467.659,00

PAÍS

FRANCA

0,02% 0,02%

SAO TOME E PRINCIPE 19.047,00 18.550,00

0,02%

20.390,00

JORDANIA

0,27% 0,25%

MOCAMBIQUE

232.472,00

0,03% 0,03%

24.231,00 22.861,00

ROMENIA URUGUAI

0,30% 0,28%

259.238,00 246.353,00

ARGELIA TAIWAN

Notícias Companies

Exportações Portuguesas em 2012


GPA Instala-se na Zona Centro A empresa GPA – Comércio e Manutenção Industrial, mudou a sua sede numa manobra estratégica de se localizar nas proximidades do mais rentável polo extrativo em Portugal. João Garrido, gerente da empresa, explica que o rápido crescimento da empresa se deve à qualidade do serviço de assistência, aliada a uma vasta gama de produtos. A GPA comercializa e dá assistência ,entre outras marca, equipamentos e ferramentas: Pellegrini, Fantini, Husqvarna, Diamante Boart, Kaeser Compressores, entre outras. A nova sede está situada no IC2, Km 98, Ataíja de Cima, 2460-713 Alcobaça.

Pedreiras Carnes de Dioses Joaquín Bérchez apresenta-nos um livro de fotografia onde as pedreiras e as pedras do Alentejo, através da sua lente, se despem do cotidiano e se revelam mágicas. Provando assim que a natureza trabalhada pelo homem não deixa de ser bruta e bela. Um prémio para as muitas empresas e instituições que apoiaram esta obra. Para mais informações e pedidos contactar a Câmara Municipal de Vila Viçosa.

ROCHAS & EQUIPAMENTOS

47


Notícias Companies -Equipamentos-

DOUBLE TOP Polywire Family Este é um equipamento de dois fios diamantados independentes, que permite efetuar dois cortes paralelos independentes em simultâneo. Pode ser usado tanto para desmonte de um bloco como produção de chapa. As espessuras variam entre os 2,1 cm e os 60,1 cm. A estrutura tem duas colunas de aço com guias para os carris, que funcionam em recirculação de bolas, impulsionada por uma variável.

48

ROCHAS & EQUIPAMENTOS

O movimento de corte é produzido por um motor eléctrico através de um inversor que admite um ajuste na velocidade de corte entre os o e 40m/s. A máquina é controlada por PLC que automaticamente modifica os cortes das chapas para as diferentes espessura desejadas. A “Double Top Polywire Family” foi criada para solucionar todas as necessidades com o máximo de automatismo e exatidão. Para mais informações contactar a GPA - Comércio e Manutenção Industrial através do tel.: 262582143 ou do email: geral@gpa.com.pt


PUB

Agente em Portugal:

Comércio e Manutenção Industrial, Lda.

t: +351 262 582 143 f: +351 262 582 146 e: geral@gpa.com.pt

IC2, Km 98 | Ataíja de Cima | 2460-713 Alcobaça | Portugal


Notícias Companies -Tecnologias-

Schneider Electric reinventa a máquina com a sua nova arquitetura O panorama que os clientes OEM enfrentam atualmente exige, cada vez mais, um aumento de produtividade das suas máquinas face às da concorrência, a redução do “time-to-market” dos novos modelos, a sua otimização, bem como uma maior facilidade de atualização e correspondência às normas internacionais, tendo sempre como base uma assistência rápida a nível mundial. “Os clientes finais exigem que as novas máquinas sejam flexíveis, fiáveis, altamente produtivas, disponíveis, eficientes a nível energético, seguras e facilmente integráveis num processo já existente”, afirma Rui Monteiro da Schneider Electric Portugal. Tendo em conta toda esta especificidade, a Schneider Electric desenvolveu o conceito Machine StruxureTM, na qual se inclui a nova oferta FlexControl, constituída por um conjunto de equipamentos e ferramentas que responde, na totalidade, às necessidades de desenvolvimento de negócio dos novos OEM: Autómatos Programáveis, Variadores de Velocidade, Consolas HMI, Controla-

50

ROCHAS & EQUIPAMENTOS

dores de Eixos e Servoacionamentos. Todos estes segmentos são “inteligentes”, conseguindo assim, garantir maior flexibilidade originada pela distribuição do controlo, sendo igualmente programados pelo mesmo software: SoMachine. Paralelamente, foi constituído um conjunto de arquiteturas testadas, validadas e documentadas (TVDA), com o objetivo de minimizar o tempo de projeto e o “time to market” de novas máquinas. Com esta nova gama FlexControl, é possível ter uma visão sistémica da máquina, contrariando o tradicional conceito do conjunto de equipamentos com um controlo centralizado, sujeito a todas as limitações implícitas a este modelo. A flexibilidade permitida por um sistema de inteligência distribuída disponibiliza uma panóplia de opções quase inesgotável, resultando numa otimização de projeto. Recorrendo a um único software de programação, esta gama permite a poupança de recursos e garante a integração funcional de toda a aplicação.


ROCHAS & EQUIPAMENTOS

51


Entrevista Companies -Empresas-

Mocamar, Garantia de Qualidade A Mocamar é hoje sinónimo de Moca Creme em todo o mundo. Este apreciado material, permitiu à empresa ser um destino de eleição para quem deseja calcário de primeira.

Tal como a grande maioria das empresas portuguesas de rocha ornamental, a Mocamar é uma empresa familiar. Fundada por Adelino da Conceição Antunes, que conta com o apoio do seu filho Miguel Antunes e da sua filha Margarida Antunes. Estes constituem a espinha dorsal de uma das bem sucedidas empresas do setor. Que sem agentes, tratam de bem receber quem os visita e apostam na qualidade no seu produto e no diálogo fornecedor-cliente e cliente-fornecedor. Nesta edição fomos visitar a empresa e comprovámos que o sucesso não se deve apenas a um dos melhores calcários disponíveis em Portugal. Com uma

52

ROCHAS & EQUIPAMENTOS

comercialização direcionada quase na sua totalidade para a exportação. Os produtos variam entre o bloco e produto acabado, este se necessário, atinge uma produção diária de 600 m2. Equipada para fornecer chapas, ladrilho, fachada ou peças por medida. A empresa só transforma por encomenda, devido ao alto valor do material. Em conversa à nossa revista Miguel Antunes, explicou-nos um pouco melhor o funcionamento e o espírito empresarial da Mocamar.


R&E – Quais são os principais mercados para a Mocamar? M.A. – A China é o nosso principal mercado, todavia as exportações da Mocamar abrangem mercados como a Coreia do Sul, Austrália, Indonésia, Inglaterra, França, Itália, Holanda, Bélgica e mais recentemente o Brasil. R&E – Porque só recentemente o Brasil? M.A. - O Brasil é um mercado que quer qualidade, com o aumento do poder de compra e subida do valor moeda, estabeleceram-se as condições para a aquisição de um material como o nosso. O Moca Creme pelas suas características especificas é um calcário que apresenta uma vivacidade fora do comum que combina muito bem com os granitos brasileiros, beneficiando ambas as pedras. R&E – O material é exportado em bloco? M.A. – Não. Para o empresário brasileiro não compensa comprar blocos. Exportamos a pedra em chapa. R&E – Com tanto mercado, aumentaram a produção de extração na pedreira? M.A. - A produção de blocos tem se mantido inalterada nos 500 m3 mês. Todavia devido aos altos critérios de seleção, apenas 150 m3 são automaticamente comercializados. O que nos incumbe a ter um parque de blocos acima dos 5.000 m3. É política da nossa empresa seguir sempre as regras

ROCHAS & EQUIPAMENTOS

53


Entrevista Companies

ambientais, já demos inicio à recuperação paisagística de três hectares e vamos progredindo assim que atingimos a cota em que o material já não é vendável. R&E – Como analisa as atuais condições políticas e económicas como empresa exportadora? M.A. - Nós como exportadores somos aqueles que mais trazemos dividendos para Portugal e como tal devíamos reivindicar mais apoios à exportação. A nossa política é rentabilizar o que temos e não criar mais entidades ou burocracias.

54

ROCHAS & EQUIPAMENTOS

O governo tem que compreender que quanto mais condições nos der para exportar, mais o país ganha. Com IVA a 23%, IRC,IRS e pagamentos por conta, andamos até ao mês de Maio a trabalhar para o Estado. Se querem que as empresas continuem a existir para pagar impostos têm que nos apoiar e dar condições. Ora na volta temos uma greve nos transportes, não temos uma via rápida que nos leve a Rio Maior ou Santarém. O Porto de Sines prejudica-nos, pois está entregue a uma entidade, logo não temos alternativa no mesmo porto ás condições propostas por esta empresa.


Todos estes casos levam-me a crer que o país é mal gerido, oprimindo as empresas que são o motor deste país. R&E – E o aumento dos combustíveis? M.A. - O aumento dos combustíveis foi uma situação por nós prevista. A empresa apostou em equipamentos modernos e de baixo consumo. Tecnologia e mão de obra especializada é a nossa aposta para o aumento de produção e diminuição na fatura energética.

R&E – Pediram algum apoio para estes equipamentos? M.A. - Não, pois é um processo moroso e burocrático. Preferimos adquirir os equipamentos diretamente e beneficiar na redução energética e aumento de produção. R&E – Qual o futuro da Mocamar? M.A. - O nosso espírito é empreendedor, mas por mais que queiramos crescer, o futuro é de ponderação e subsistência. Pois atravessamos uma crise mundial. Se queremos honrar os nossos compromissos temos que ser conscientes e não entrar em grande investimentos numa altura que o mercado diz o contrario.

ROCHAS & EQUIPAMENTOS

55


Estudos Companies -Mercados-

Grandes Protagonistas Asiáticos Atingiram há já algum tempo alta proeminência no nosso SECTOR a China, a Índia, o Irão e a Turquia tendo alcançado em 2007 os seguintes volumes extractivos úteis, respectivamente, em toneladas: 26,5 milhões; 13 milhões; 11 milhões; 8 milhões, deixando muito atrás a Itália (7,75 milhões), a Espanha (6 milhões) e o Brasil (5,75 milhões). Em termos de intercâmbio, em 2007, presenciaram-se em termos globais as seguintes expedições, em toneladas: China, 11 533 milhares; Índia, 5 571 milhares; Turquia, 4 736 milhares; Irão 757 milhares. Em matéria de aprovisionamento, destes gigantes pétreos decorativos, apenas a China atinge uma expressão relevante, com 7,245 milhões de toneladas em 2007, cabendo aos calcários em bruto 4,476 milhões, às pedras siliciosas 2,667 milhões, e restando verdadeiras insignificâncias à pedra de calçada (4 mil toneladas), aos artefactos calcários e siliciosos (Código 68.02, com 95 mil toneladas) e à ardósia trabalhada (3 mil toneladas). Assim sendo no Import Chinês de 2007 observaram-se altas quotas quantitativas apenas em matéria-prima em bruto, aos níveis de 61,8% no material carbonático e de 36,8% nos blocos silicatados, restando para o produto em obra a ninharia de 1,4%, confirmando a esmagadora preponderância da aquisição de pedra em bruto para ulterior processamento e reexportação. No último ano o Import pétreo restringiu-se, em milhares de toneladas, a 269 na Índia, 342 na Turquia e apenas 23 no Irão, que privilegia em absoluto a rocha pátria.

56

ROCHAS & EQUIPAMENTOS

Os preços médios do Export chinês em 2007 continuam a ser muito inferiores aos dos anos noventa e, sobretudo, aos da principal concorrência, mas no campo dos artefactos, estrutura fundamental da respectiva distribuição, sobrevém já em 2004 a inversão da tendência redutiva inaugurada em 1996; no último quadriénio, a recuperação ascendeu a 33,7%, com uma cotação que atingiu 12,77 Euros por metro quadrado equivalente, deixando para trás a meta de 9,55 Euros. As proveniências líticas chinesas rondam uma centena, com presenças não marginais de países como a Indonésia, a Namíbia (o gabro), Angola, o Vietname, a Mongólia e mesmo Portugal, sublinhando como nesta modalidade de mercado de pedra em bruto existem potencialidades de enorme interesse, com benefício para todos. Contudo a maior grandeza da China, não mais tigre mas autentico dragão, reconhece-se na sua grandiosa exportação de artefactos (Código 68.02, com a quota de 84,8% do total expedido), em especial para os mercados contíguos da Coreia do Sul e do Japão, que quase se converteram em autêntica exclusividade, com prejuízo para os fornecedores europeus. O novo tigre asiático, embora a apreciável distância da China, afirma-se como segundo produtor pétreo decorativo mundial e hoje primeiro exportador de rocha siliciosa: a Índia. Esta imensa pátria acabou por concretizar a saudável política de gradual e progressiva liberalização do Import também no campo calcário, com aprovisionamentos em 2007 perfazen-


ROCHAS & EQUIPAMENTOS

57


Estudos Companies do 149 mil toneladas, com uma quota de 55,4% do total adquirido, mas com proveniência maioritária da China, através da intermediação de Hong-Kong, ampliando o leque de disponibilidade. A estrutura de suporte da indústria lítica decorativa indiana, de qualquer maneira, reside no fornecimento internacional de matéria-prima siliciosa, atingindo em 2007, na sequência de avanços anteriores, a alta meta de 3,773 milhões de toneladas, representando 67,7% da exportação global, seguindo-se em importância os artefactos (Código 68.02), com 1,023 milhões de toneladas, atingindo a quota de 18,36%. Como mercado preponderante surge o norte-americano, com 31,7% do volume expedido e 40,7% do valor, seguindo-se os Emirados Árabes, o Reino Unido, a Alemanha e a Espanha, enquanto as vendas de pedra em bruto vêm sendo dirigidas sobretudo para a China, a Itália e em menor escala para o Reino Unido, com pouca vocação transformadora. Entre as nações asiáticas em forte desenvolvimento, importa referir também a Formosa, detentora da mais alta capacidade de serragem de rochas “per capita” após a europeia, e logrando um alto volume de importação pétrea, sobretudo em bruto, da ordem de 1,6 milhões de toneladas em 2007, proveniente principalmente da China e da Índia.

58

ROCHAS & EQUIPAMENTOS

Merece alusão também o Irão, até agora voltado primordialmente para a satisfação do seu mercado doméstico, mas beneficiando já de uma valiosa procura por parte da China, que em 2007 absorveu cerca de 450 mil toneladas de calcários em bruto, implicando a alta quota de 78,8% do total abrangido pela posição pautal 25.15. Para finalizar a abordagem asiática, vejamos em linhas gerais o comportamento da Turquia, que nos últimos vinte anos, ultrapassando a impensável aceleração mundial do nosso SECTOR, exibiu um crescimento sem precedentes, verdadeiramente exponencial. Em 2007 o valor da exportação otomana ascendeu a cerca de 905 milhões de Euros, auferindo o espantoso aumento de 37 vezes em relação ao apuramento de 1991, quando as exportações para o estrangeiro renderam apenas um pouco acima de 24 milhões de Euros. Por sua vez, o valor médio por unidade de produto, ainda que conhecendo oscilações difusas manteve-se substancialmente estacionário, o que constitui um feito notável, dado o extraordinário desenvolvimento das quantidades expedidas, alicerçado em reservas geológicas muito valiosas em qualidade e em quantidade, sobretudo de mármore e de travertino, e beneficiando em alto grau da poderosa dinâmica da procura mundial.


Máquinas e Ferramentas para Extracção e Transformação

PROJECTO, FABRICAÇÃO E INOVAÇÃO l l l l llllllllllllllllllllllllllllllllllllllllllllllllllllllllll l l

25 Anos

1985 - 2010

excelência’ 11

Venda e Assistência Técnica:

Zona Industrial l Lote 1 e 2 l Apartado 50 7160-999 Vila Viçosa l Portugal Telf.: +351 268 889 380 l Fax: +351 268 889 389

Email: poeiras.lda@mail.telepac.pt http://www.poeiras-mf.pt


Estudos Companies O destino quantitativamente mais importante é o chinês, por efeito das expedições de blocos esquadrejados; em 2007 o volume de entregas otomanas à China chegou a 1,4 milhões de toneladas, com um aumento de 41,2% em relação ao apuramento de 2006, que resultou entre os mais altos, superado apenas nos casos da Itália e da França, relativos a fornecimentos muito inferiores. Com efeito, a China absorveu 28,8% da exportação lítica turca em quantidade, mas 17,4% daquela em valor, onde surge largamente superada pelos E.U.A. que não obstante uma ligeira queda no confronto com o dado de 2006, adquiriram produtos acima de 2825 milhões de Euros, representando cerca de um terço da totalidade otomana. Convém frisar que o sector pétreo decorativo turco encontrou destacados suportes nas grandes conquistas da ciência, da técnica e da tecnologia, mas também nas superiores atenções promocionais, que se traduzem em diferentes e bem organizadas intervenções dos respectivos industriais nas maiores feiras estrangeiras e na proliferação das iniciativas domésticas, contando com três relevantes manifestações anuais. A EXPANSÃO DAS UTILIZAÇÕES PÉTREAS Num sector como o pétreo decorativo, que a nível dos artefactos produz quase exclusivamente por encomenda (exceptuam-se volumes reduzidos de peças modulares, e em particular de artigos de pavimento com medidas unificadas), em franco contraste com aqueles que fabricam essencialmente para armazém, a evolução das utilizações não se diferencia de modo significativo da referente às produções, com volumes globais de emprego que tendem a coincidir com os dos artefactos saídos das unidades de transformação. Nos vértices da escala das utilizações não se encontram somente os países cimeiros nos domínios extractivo e de processamento, mas também os maiores aplicadores: dentre os cinco maiores, três pertencem ao primeiro grupo (China, Índia e Itália), e dois ao segundo (E.U.A. e Coreia do Sul); estes exercem ampla preponderância.

60

ROCHAS & EQUIPAMENTOS

Não obstante um impacto necessariamente diferenciado à luz das potencialidades demográficas, da actividade edificadora e do rendimento “per capita”, na grande maioria do casos as utilizações líticas aumentaram, em especial no confronto do longo prazo. Nos derradeiros sete anos, a utilização pétrea decorativa mundial saltou de 710 milhões de metros quadrados, em 2001, para 1 130 milhões em 2007, com um crescimento global da ordem de 60%, enquanto em relação ao dado de 2006 ascendeu a 11,6%, o que constitui um evento excepcional. Os progressos mais acentuados e consistentes em números absolutos verificam-se na China e nos E.U.América, que não é por acaso que figuram nos dois primeiros postos.Em termos relativos a expansão mais forte no longo prazo ocorreu no Reino Unido, no Brasil, na Coreia do Sul e na Índia. Em contra-tendência figuram a Alemanha e o Japão. No curto prazo, à parte os aumentos superiores à média observados na China, na Turquia e na Coreia do Sul, não são poucos os povos que em 2007 conseguiram confirmar as quotas do exercício precedente. Reduções significativas verificaram-se na Arábia Saudita e na Formosa e em menor escala em diversos países europeus, tais como os tradicionais maiores do Oeste: Itália, Espanha, França e Portugal, onde a queda é pequena, oscilando apenas entre 1% e 4%. À semelhança do que acontece aos níveis da produção e do intercâmbio, também no campo das utilizações surgem taxas relevantes de concentração, de resto já usuais. De facto, os primeiros dez países, entre os quais quatro asiáticos, quatro europeus e dois americanos, exprimem 56% do total, com uma incidência pouco inferior à de 2001, quando a quota global atingiu 57,2%, evidenciando essa primazia. A evolução das quotas de emprego apresentou-se bastante aleatória e diversificada: nos últimos sete anos, foram somente três os povos que acusaram uma variação positiva superior a um ponto percentual – China, E.U.América e Índia –, e cinco aqueles que evidenciaram análoga variação negativa, Itália, Espanha, Alemanha, França e Japão.


MÁQUINAS CNC DE CORTE E FRESAGEM CNC MACHINES TO CUT AND MILLING

Centro de trabalho para mármore e granito

Working center to marble and granit

Máquina CNC de 5 eixos - Destinada ao corte e fresagem de mármore e granito.

CNC model with 3 axes - For cutting and milling marble and granite.

www.cfm-maquinas.pt Avenida da Aviação Portuguesa, Nº 5 - Apartado 14 Fação - 2715 901 Pêro Pinheiro - Portugal

ROCHAS & EQUIPAMENTOS Tel. +351 219 678 280 Fax. +351 219 678 289 email: geral@cfm-maquinas.pt

61


Estudos Companies Um parâmetro importante de avaliação consiste no “ratio” de utilização “per capita”, que no período em exame vem saltando de modo regular de um ano para o outro, crescendo dos 11,7 metros quadrados por cem habitantes contabilizados em 2001 para 18,4 em 2007, com uma ascensão média anual acima de um ponto, o que representa um enorme sucesso.

comprovando uma reduzida “cultura de pedra”, e sublinhando a premente necessidade de estudar, preparar e levar a cabo adequadas, objectivas e eficazes acções promocionais a cargo dos principais países produtores de artefactos pétreos decorativos, à semelhança do que aconteceu na Bélgica, cujo sucesso específico se traduziu no amplo salto, em cinco anos, do sexto para o primeiro lugar.

Nesta escala muitas posições surgem invertidas, figurando na retaguarda a China, a Índia e o Brasil, enquanto no topo aparecem, por ordem decrescente de importância: Bélgica, Suíça, Grécia, Portugal, Espanha e Itália, que beneficiam de um uso superior a um metro quadrado por habitante, “ratio” que no contexto extra-europeu apenas surge nos caso da Coreia do Sul e da Formosa, uma importando e outra transformando.

Se o ano 2006 se caracterizou pela conquista de uma meta histórica de mil milhões de metros quadrados, o ano de 2007 pode gloriar-se de uma excelente consolidação de tal resultado, vindo lançar as bases de ulterior expansão, especialmente nas economias maduras – atrás apontadas – caracterizadas por modestos níveis de utilização unitária.

Níveis bastante mais baixos de emprego unitário encontram-se paradoxalmente em nações industriais altamente desenvolvidas, como a Alemanha, a França, o Reino Unido, os E.U.América e o Japão,

62

ROCHAS & EQUIPAMENTOS

No domínio da matéria-prima, ao contrário do que sucede com os artefactos, já se torna necessário praticar políticas de armazenagem, sempre que se prevejam subidas acentuadas dos custos a curto e médio prazo, variações anormais dos câmbios, e dificuldades de outra natureza, mais ou menos pre-


ROCHAS & EQUIPAMENTOS

63


Estudos Companies visíveis, como as respeitantes às relações com as organizações sindicais ou com a gestão das infra-estruturas. A este respeito, contudo, não parece que os depósitos de blocos esquadrejados e de chapa serrada venham sendo objecto de incrementos apreciáveis; pelo contrário, prevaleceu a tendência para reduzir os montantes de capital imobilizado e daí também os encargos financeiros acarretados pela armazenagem. Numa conjuntura como a actual, caracterizada por um notável crescimento de procura mundial, a criação de reservas destinadas a armazém não se afigura fácil, especialmente no caso de rochas muito procuradas pelos principais mercados de utilização, e em particular quando estão em causa as colorações vivas, muito apreciadas. Apesar da enorme diversidade dos gostos e das preferências dos utilizadores, a tendência da expansão permite afirmar que existe uma convergência de fundo no que respeita à valorização das características tecnológicas, cromáticas, artísticas e estéticas do produto pétreo, e o reconhecimento da sua aptidão e capacidade para desencadear ou potenciar nalguns países, sobretudo no Terceiro Mundo, sólidas estratégias de desenvolvimento económico, e para valorizar os ambientes e deste modo engrandecer a qualidade de vida. PROMOÇÃO E SERVIÇOS O Sector das ROCHAS ORNAMENTAIS, ao longo da última década, conseguiu um desenvolvimento imprevisível, mercê da convergência de diversos factores positivos, entre os quais se devem recordar, como atrás de referiu, as espantosas conquistas da ciência, da técnica e da tecnologia, a melhoria das infra-estruturas, o avanço do profissionalismo e os fortes progressos da comunicação, não obstante a frequente escassez de recursos financeiros para a modernização industrial ou para novas iniciativas mais eficazes, e a impetuosa concorrência dos materiais alternativos, sobretudo o mosaico cerâmico e o grés porcelanado.

64

ROCHAS & EQUIPAMENTOS

Provavelmente, os resultados teriam sido ainda mais favoráveis, se fosse possível contar com melhores, funcionais e objectivos instrumentos de documentação e de informação promocional: pode parecer um paradoxo, mas neste campo, não obstante algumas recentes iniciativas de bom impacto a nível individual, mas de reduzido efeito global, à escala de uma nação, persistem ainda hoje carências muito significativas. Em diversos países, a que atrás se aludiu, alguns dos quais bastantes desenvolvidos, a utilização de artefactos pétreos decorativos “per capita” encontra-se ainda bem longe de níveis satisfatórios, mas a promoção continua insuficiente, isolada e episódica. Com efeito, falta ainda no mundo pétreo decorativo uma consciência sistemática das oportunidades ligadas à informação, à comunicação e à promoção comercial. Há, também, carências, na organização e na gestão comercial: muitas propostas de “joint-venture”, isto é, associação de empresas para dinamização da indústria, delineadas em encontros especiais entre operadores do Oriente e sujeitos de países em vias de desenvolvimento, especialmente da África subsariana, não tiveram seguimento. Por outro lado, o sector continua a beneficiar de uma relação competitiva com a concorrência, e em primeiro lugar com a criada pelo mosaico cerâmico e com o grés porcelanado, que no plano quantitativo se apresenta certamente como a mais aguerrida; já há alguns anos, a relação produtiva estabilizou na proporção de um para sete, com uma taxa de desenvolvimento que, apesar das citadas carências promocionais, superou o coeficiente do mosaico já em 2003, com uma recuperação razoável em relação aos anos de maior divergência. As perspectivas de desenvolvimento formuladas pela extrapolação das séries históricas, fundamentadas na explosão demográfica mundial e nas previsões de expansão da indústria edificadora, continuam a apresentar-se amplas, sendo ainda incitadas pelo sólido realismo das previsões feitas até ao momento presente. Em 2025, segundo as previsões da ONU, a população mundial poderá atingir os nove mil milhões de habi-


ROCHAS & EQUIPAMENTOS

65


Estudos Companies tantes, e as estimativas para a produção pétrea decorativa global apontam para a meta de 300 milhões de toneladas úteis, conduzindo a mais de cinco mil milhões de metros quadrados equivalentes; trata-se de um volume particularmente sugestivo, mas no entanto ainda inferior ao actual da cerâmica. Por seu lado, o intercâmbio apresenta-se apto para pular até 3,3 mil milhões de metros quadrados equivalentes, com um crescimento certamente superior ao da produção. Não são metas absurdas, mas pressupõem adequadas e prontas soluções para os problemas de fundo, que pressupõem e exigem elevados recursos financeiros para possibilitar e garantir os imprescindíveis investimentos em estruturas e infra-estruturas, a resolução da difícil causa dos resíduos, que há muito tempo aguardam objectivo estudo, valorização e aproveitamento. Um contributo importante para o desenvolvimento já alcançado e para o futuro fica a dever-se certamente aos Serviços, com relevância decisiva o ramo dos transportes rodoviários, marítimos e ferroviários. O mundo das expedições surge hoje facilitado pela difusão dos meios telemáticos. A qualificação profissional é hoje um pressuposto essencial para tirar o melhor proveito do equipamento automatizado e computorizado. Na área dos Serviços podem colocar-se também as feiras e os certames, que assumem um papel decisivo nas actividades de promoção, quer da pedra, quer das máquinas. Esta adequação estratégica está ainda longe de se encontrar realizada e muito menos completada, mesmo nos países com maior vocação sectorial. É vital que se tome consciência do papel desempenhado por tais oportunidades na construção de um sector económico de relevância estratégica, como deve ser o pétreo ornamental. VALORES COMPETITIVOS O mundo pétreo decorativo, face a um intercâmbio que em 2007 ultrapassou 46 milhões de toneladas e perante uma produção capaz de alcançar novos máximos

66

ROCHAS & EQUIPAMENTOS

de ano para ano, deu origem a movimentos valorativos que por sua vez cresceram mais rapidamente que as quantidades à luz de um comportamento particularmente encorajador dos preços. Neste contexto, foi atingido em 2007 um outro resultado particularmente significativo, que conduziu à superação de uma meta de relevo: 11 mil milhões de Euros. Ao nível da exportação, foram seis as nações que em 2007, mercê de expedições individuais de valor acima do milhar de milhão de Euros, deram um contributo decisivo ao desenvolvimento das trocas: China, Itália, Índia, Espanha, Turquia e Brasil, perfazendo 72% do total. Deste modo se confirma de forma muito clara a presença de um alto nível de concentração dos fornecimentos pétreos internacionais, deixando pouco espaço à parte restante. Merece salientar que o aumento global de 2007 ascendeu a 19,7%, superior em cerca de oito pontos ao do volume, enquanto no longo prazo o valor resulta quase triplicado em relação ao de 2001, granjeando um aumento médio anual de 31,2%, o que se afigura espantoso. O aumento do intercâmbio em valor, no confronto com o resultado de 2001, apresenta-se quase duplo do auferido pela quantidade. No capítulo das importações os contributos mais destacados couberam aos E.U.América e à China, com um valor individual de aquisições em 2007 superior a um milhar de milhões de Euros, cujos aprovisionamentos representam, em conjunto, 31% do total. O crescimento mais significativo pertence à Coreia do Sul e a outros países, sublinhando, ao contrário do que acontece na exportação, uma distribuição mais difusa, e comprovando inegavelmente uma irradiação tendencialmente capilar das utilizações. Onze mil milhões de Euros subentendem que o fluxo valorativo do intercâmbio pétreo decorativo equivale (em 2007) a 44 milhões de Euros por cada dia de trabalho. Este valor evidencia o papel relevante assumido pelas rochas ornamentais na economia mundial. De 1990 em diante a produção lítica decorativa



Estudos Companies mundial cresceu à razão de 7,5%.O intercâmbio do sector aumentou mais de nove pontos por ano, enquanto o do sistema económico global não foi além de 4,6%. O desenvolvimento da produção pétrea decorativa mundial nesse lapso de tempo não conheceu interrupções, para além das flutuações estruturais nas taxas de crescimento enquanto o correspondente do intercâmbio manifestou uma recessão, embora pequena, somente em 1998, quando a situação económica mundial foi condicionada por uma desaceleração notavelmente mais acentuada. Tudo isto não aconteceu sem boas e fortes razões. Os números do sector das rochas decorativas traduzem valores competitivos. Afirmam a capacidade deste ramo económico em numerosos países, designadamente do Terceiro Mundo, onde existem jazidas líticas ornamentais ricas em qualidade e em quantidade. Comprovam a sua propensão para um crescimento superior à média, que reside no carácter natural do produto, nas suas prerrogativas tecnológicas, cromáticas, artísticas e estéticas objectivamente únicas, exclusivas, inimitáveis e irrepetíveis, no triunfo sobre a prova do tempo, nas fortes tradições de utilização em numerosas culturas, e na capacidade para induzir preferências motivacionais duráveis e consolidadas. CRESCIMENTO POSSÍVEL A capacidade de desenvolvimento do sector das rochas ornamentais manifestou-se com renovada força propulsiva também em 2007, conduzindo à obtenção de novos máximos simultaneamente em termos de produção, de intercâmbio e de utilizações. Os resultados alcançados revelaram-se objectivamente extraordinários. No domínio das utilizações, onde já no ano precedente se atingira a meta de mil milhões de metros quadrados equivalentes produzidos e aplicados, arrebatou-se um aumento de 12% em relação a 2006 (1 012,3 milhões de m2), enquanto a movimentação internacional ascendeu a 46,232 milhões de toneladas, com uma maioria cada vez mais ampla de produto acabado e consequente arrecadação de valor acrescentado.

68

ROCHAS & EQUIPAMENTOS

Afirma-se, por vezes, que o sector entrou numa fase de evolução regressiva, onde os conhecidos factores críticos seriam destinados a prevalecer, mas a questão encontra cabal desmentido na evolução favorável da conjuntura pétrea decorativa mundial, que há já bastantes anos assumiu o carácter essencial da tendência expansiva. Este desenvolvimento não é um facto casual, fortuito ou episódico, mas antes um fenómeno que dura há longo tempo, e abrange a maioria dos países com vocação lítica, porque as suas motivações vêm sendo determinadas por elementos objectivos, e em primeiro lugar pela famosa lei da procura e da oferta, fundamento da evolução económica. Com efeito, a persistente expansão do sector não teria podido realizar-se de modo tão significativo sem o aumento objectivo da população (já somos cerca de 6,2 mil milhões de habitantes, que precisam de casas, cada vez mais habitações), as prodigiosas conquistas da ciência, da técnica e da tecnologia – cada vez mais imprevisíveis e espantosas nos anos vindouros – o consequente incremento da produtividade, e o poderoso contributo da globalização dos mercados, acarretando o desenvolvimento impetuoso das trocas e das utilizações. Um contributo não menos decisivo deve-se à maior atenção por parte dos arquitectos, dos projectistas, dos prescritores, dos “designers”, dos edificadores e dos utilizadores finais. Alguns países como a China, a Índia, o Irão, a Turquia e o Brasil, podem contar com altos níveis de expansão sectorial conseguidos sem necessidade de suportes externos, beneficiando do enquadramento da actividade extraordinária e transformadora numa legislação particularmente favorável, sem pesados e estrangulantes veículos normativos como os europeus. Pelo contrário, noutras nações, onde a exigência de intervenções institucionais se revela mais acentuada, as quotas de mercado permanecem estacionárias, ou mesmo regressivas: tal é o caso de alguns estados da União Europeia, a começar pela Itália.


ROCHAS & EQUIPAMENTOS

69


Estudos Companies Isto quer dizer que a intervenção governamental assume carácter de maior urgência nas economias maduras, onde se tornam absolutamente necessárias adequadas medidas de contenção de custos. Basta pensar no alto diferencial nas tarifas de fornecimento da energia e nas fortes incidências dos encargos indirectos sobre a mão-de-obra, onde existem variações ainda mais relevantes, em parte derivadas dos atrasos na qualificação profissional.

téria de tutela da qualidade, de valorização projectista através de adjudicações sectoriais, e da própria oferta de feiras, notavelmente fortalecida por parte das manifestações de índole científica e técnica. Falta ainda muito por fazer na concepção e no estudo de novas e revolucionárias iniciativas e no desenvolvimento das já existentes, quer nos campos da extracção e do processamento, quer no âmbito dos produtos residuais.

Os ajustamentos dos preços médios, que em 2007 interessaram bastantes empresas produtoras, quer no campo pétreo ornamental, quer no seu induzido tecnológico, mostraram-se muito mais contidos no mundo desenvolvido, enquanto as bases de partida extremamente competitivas presentes noutras áreas geográficas permitiram revisões apreciáveis, acabando por assegurar resultados de gestão de harmonia com as políticas de expansão levadas a cabo na Ásia, na África e na América Latina.

Com o aumento acelerado da produção, quer das pedreiras quer das fábricas, o problema de armazenar, valorizar e aproveitar os rejeitados tornou-se um dos maiores da indústria pétrea decorativa, e requer específicas atenções, começando por distinguir criteriosamente os conglomerados líticos dos materiais sintéticos. Os líticos são compostos em larguíssima maioria pelo elemento pétreo e o futuro aproveitamento encontra-se estreitamente ligado ao incremento do rendimento industrial através da recuperação, como já demonstraram importantes iniciativas inovadoras para a produção fabril de artefactos normalizados de série empregues na edificação e no arranjo urbano.

No plano concreto, as intervenções públicas têm sido geralmente episódicas, enquanto o momento privado já assumiu iniciativas de bom nível em ma-

PREVISÕES DA PRODUÇÃO E DO CONSUMO MUNDIAL DE ROCHAS ORNAMENTAIS

ANO 1996 1997 1998 1999 2000 2001 2002 2003 2004 2005 2006 2007 2010 2015 2020 2025

70

Volume útil extraído (1000t)

Volume útil saído das fábricas (1000t)

46500 49500 51000 54500 59650 65000 67500 75000 81250 85250 92750 103500 134000 206000 317000 488000

ROCHAS & EQUIPAMENTOS

27430 29200 30090 32155 35200 38350 39825 44250 47910 50300 54750 61000 79000 121000 187000 288000

Metro quadrados Indices equivalentes a 2cm 2007=100 (1 000 000m2) 507,5 44,9 540,2 47,8 556,7 49,3 595 52,7 651 57,6 709,5 62,8 736,7 65,2 818,6 72,5 886,3 78,5 930,5 82,4 1012,3 89,6 1129,7 100 1461,5 129,4 2238,5 198,1 3459,5 306,2 5328 471,6


ROCHAS & EQUIPAMENTOS

71


Estudos Companies Numerosos países que até há alguns anos detinham uma relevância pétrea decorativa substancialmente marginal, começando pelo Médio Oriente, passando pelo Extremo Oriente e acabando na América Latina, participam já no desenvolvimento mundial do sector, quer nas actividades produtivas quer no intercâmbio, confirmando que este ramo económico se encontra em condições de desencadear e impulsionar processos de expansão também em contextos não tradicionais, mercê da forte procura global. Não deve no entanto esquecer-se nem menosprezar-se o importante papel dos mercados domésticos, não obstante a sua progressiva perda de terreno em termos relativos, continuando a representar cerca de dois quintos das utilizações mundiais e a desempenhar um papel insubstituível, porque no campo pétreo decorativo nem todo o material, quer bruto, quer laborado, apresenta características qualitativas aptas para a exportação.

72

ROCHAS & EQUIPAMENTOS

Daí resulta que a política de crescimento dos rendimentos não pode prescindir da respeitante ao suporte e ao incremento dos mercados nacionais, e em primeiro lugar nos planos da comunicação, da informação e da documentação promocional. Não nos cansaremos de repetir que a pedra é um produto da natureza único, exclusivo, genuíno, inimitável e irrepetível, distinguindo-se pelas suas excepcionais características físico-químicas e físico-mecânicas, e daí de âmbito tecnológico, cromático, artístico e estético, que lhe asseguram superior competitividade, confirmada por referências e tradições milenares – basta atentar nas pirâmides faraónica do vale do rio Nilo, com cerca de cinco mil anos – que nenhum material concorrente, mesmo o mais aperfeiçoado, está em condições de igualar nem de propor. Uma forte confirmação desta prerrogativa fica a dever-se ao destacado papel assumido pela pedra


ROCHAS & EQUIPAMENTOS

73


Estudos Companies na arquitectura e nas obras de arranjo urbano do mundo científico contemporâneo, onde tudo antes de ser aplicado é estudado com o potente microscópio electrónico, e embora esta constatação possa parecer repetitiva, não deixa de constituir uma insofismável realidade de enorme relevância, porque desarma e destrói as velhas reservas em matéria de desempenho com múltiplas finalidades. Após o aparecimento à escala industrial das “plaquettes” de fina espessura e de trabalhos especiais de âmbito artístico recorrendo ao controlo numérico computorizado, e uma vez alcançada a plena maturação de um profissionalismo de vanguarda, não existem limites à utilização da pedra em todas as aplicações possíveis desde a indústria da edificação à arte funerária, e das obras estruturais à arte plástica. Uma promoção, uma comunicação e uma informação que assinalem e destaquem estas especificidades não podem ignorar as oportunidades e os valores autênticos que o produto da natureza coloca à disposição dos mais invulgares gostos e preferências dos utilizadores. Para concluir, pode com sólido fundamento afirmar-se que as hipóteses de desenvolvimento futuro do

74

ROCHAS & EQUIPAMENTOS

sector, a médio e longo prazo, assentam em alicerces objectivos, desde que não ocorram grandes catástrofes naturais, como os movimentos tectónicos em Geologia, generalizados conflitos bélicos e tremendos fenómenos de turbulência política, económica, financeira (como a actual, iniciada nos E.U.América e depois atingindo também a União Europeia), monetária e social, acarretando este o flagelo do desemprego. Esta evolução positiva presume certamente que o mundo pétreo empresarial assuma comportamentos coerentes com a estratégia de modernização técnica, tecnológica e de gestão dos seus empreendimentos e que a vontade política seja capaz de actuar em conformidade com o papel estratégico do sector Ocorrem, finalmente, ao lado da consolidação da associação de diversos factores para realizar obra comum, a partilha dos objectivos, e a capacidade para colocar à disposição do sistema produtivo os meios indispensáveis para operar em tempos razoáveis, na linha do progresso industrial, comercial, económico e social. Octávio Rabaçal Martins Engenheiro de Minas Assessor Principal


ROCHAS & EQUIPAMENTOS

75


António Jacinto Figueiredo, Lda. Uma Imagem de Qualidade desde 1953 Máquinas e Equipamentos para Rochas Ornamentais l Máquinas de Corte Tipo Ponte de 350 a 3500mm l Engenhos de Serrar Mármore e Granito l Multifios Versão de 6, 15 e 30 Cabos l Monofios l Tornos Automáticos l Talha Blocos Mármore ou Granito l Máquinas de Polir de: l Uma Cabeça com mudança automática l Chapa l Ladrilho até 1200mm

Apartado 2 | Estrada Nacional 9 | Cruz da Moça t: +351 219 270 100 | f: +351 219 271 627 2716-921 Pêro Pinheiro | Portugal www.ajfigueiredo.pt comercial@ajfigueiredo.pt

Ferramentas Diamantadas Apartado 22 | Estrada Nacional 9 | Cruz da Moça 2716-901 Pêro Pinheiro | Portugal www.equimarmore.pt comercial@equimarmore.pt Equipamentos para Mármores, Lda.

t: +351 219 671 197 | f: +351 219 271 964


MARFILPE - Mรกrmores e Granitos IC2, Casal da Amieira, Apartado 174 2440-011 Batalha - Portugal Telf: (+351) 244 768 030 | 244 768 120 Fax: (+351) 244 768 342 Email: Geral@marfilpe.pt

www.marfilpe.pt


Dellas. Dellas.Desde Desde1973, 1973,a atecnologia tecnologiaencontra encontrao ohomem. homem. Dellas. Dellas.Desde Desde1973, 1973,aatecnologia tecnologiaencontra encontraoohomem. homem.

www.dellas.it www.dellas.it www.dellas.it www.dellas.it

            

0%0% SAYS Y 10100L %A% LS ALITS AL 01L0EN0LA ITN 1 E ALYALY IA D DDELIL L E A EDINLIITN IT M ME DAED D DE 

MAMA

HáHá40 40 anos, anos, unimos unimos à vanguarda à vanguarda tecnológica tecnológica umum fator fator único, único, irrepetível, irrepetível, distintivo: distintivo: a a Háexperiência Há4040 anos, anos, à vanguarda à vanguarda tecnológica tecnológica um um fator único, único, irrepetível, irrepetível, distintivo: distintivo: aa experiência e aunimos epersonalidade aunimos personalidade dede nossos nossos homens. homens. É por É fator por isso isso que que hoje hoje a Dellas a Dellas não não significa significa experiência experiência e aepersonalidade a de personalidade demas de nossos nossos homens. homens. por É por isso isso que que hoje hoje a Dellas apresença Dellas não não significa significa apenas apenas produtos produtos de excelência, excelência, mas também também a organização aÉorganização atempada, atempada, presença capilar, capilar, apenas apenas produtos produtos dede excelência, excelência, mas mas também também aem organização a em organização atempada, atempada, presença presença capilar, máxima máxima flexibilidade, flexibilidade, profunda profunda especialização, especialização, mais mais dede 60 60 países países emem todo todo o mundo. ocapilar, mundo. máxima máxima flexibilidade, flexibilidade, profunda profunda especialização, especialização, em em mais mais dede 6060 países países em em todo todo o mundo. o mundo. Dellas: Dellas: o valor o valor dos dos nossos nossos produtos produtos nasce nasce dos dos valores valores dede nossas nossas origens. origens. Dellas: Dellas: oo valor valor dos dos nossos nossos produtos produtos nasce nasce dos dos valores valores dede nossas nossas origens. origens. Dellas Dellas produz: produz: fios, fios, lâminas lâminas e discos e discos dede diamante, diamante, ferramentas ferramentas para para calibrar calibrar e polir e polir e para e para máquinas máquinas dede controle controle numérico numérico Dellas Dellas produz: produz: fios, fios, lâminas lâminas e discos e discos dede diamante, diamante, ferramentas ferramentas para para calibrar calibrar e polir e polir e para e para máquinas máquinas dede controle controle numérico numérico Dellas Dellas S.p.A. S.p.A. - Via - Via Pernisa, Pernisa, 12 -12 37023 - 37023 Lugo Lugo di Grezzana di Grezzana (VR)(VR) - Italy - Italy - Tel. - Tel. +39+39 045045 8801522 8801522 - Fax - Fax +39+39 045045 8801302 8801302 - e-mail: - e-mail: info@dellas.it info@dellas.it Dellas Dellas S.p.A. S.p.A. - Via - Via Pernisa, Pernisa, 12 12 - 37023 - 37023 Lugo Lugo di Grezzana di Grezzana (VR) (VR) - Italy - Italy - Tel. - Tel. +39+39 045045 8801522 8801522 - Fax - Fax +39+39 045045 8801302 8801302 - e-mail: - e-mail: info@dellas.it info@dellas.it

C dD CC CdD dD dD

PAD. PAD. 7 7 PAD. PAD. 7 C2 7 C2 STAND STAND Estaremos Estaremos presentes presentes em:em: STAND STAND C2C2 Estaremos Estaremos presentes presentes em: em: Official Official Dellas Dellas Seller. Seller. Official Official Seller. Seller. Lino Lino A. Dellas Fernandes, A.Dellas Fernandes, LdaLda

Lino Lino A. Fernandes, Fernandes, Lugar Lugar deA. de Rio Rio Tinto Tinto - Lda 4720-632 -Lda 4720-632 Rendufe Rendufe - Amares - Amares - P:O:BOX - P:O:BOX 451451 EC EC Avenida Avenida - 4711-914 - 4711-914 Braga Braga - Portugal - Portugal

Lugar Lugar de de Rio Rio Tinto Tinto - 4720-632 -Fax: 4720-632 Rendufe Rendufe - Amares - Amares P:O:BOX - P:O:BOX 451 451 ECEC Avenida Avenida - 4711-914 - 4711-914 Braga Braga - Portugal - Portugal Tel: Tel: (+351) (+351) 253311300 253311300 Fax: (+351) (+351) 253311400 253311400 - e-mail: - -e-mail: casadosdiamantes@mail.telepac.pt casadosdiamantes@mail.telepac.pt casadosDiamantes casadosDiamantes Tel: (+351) (+351) 253311300 253311300 Fax: Fax: (+351) (+351) 253311400 253311400 - e-mail: - e-mail: casadosdiamantes@mail.telepac.pt casadosdiamantes@mail.telepac.pt casadosDiamantes casadosDiamantesTel: