Festival os Sons de Almada Velha 2016

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CULTURA

OS

SONS ALMADA DE

VELHA MÚSICA NAS IGREJAS



Rutas y andares de la cultura lusitana en los tiempos de la América colonial

As dimensões geográficas e as difíceis condições económicas que desde sempre assolaram o nosso país, e em particular, as classes sociais mais pobres, forçaram o português a procurar melhor sorte noutros e em novos mundos. E aquilo que à partida nos poderia parecer ser apenas e só, uma malfadada sorte, permitiu-nos, por um lado, difundir a nossa cultura, língua e hábitos de vida pelos mais diferentes recantos do mundo e, por outro, também absorver novas culturas e formas de estar na vida. Assim, e dando continuidade ao percurso que iniciámos na edição passada, com conceitos como “novos caminhos, outras músicas, outros mundos, novos repertórios”, conceitos estes tão enraizados na filosofia da Interpretação Histórica Informada e na sua demanda pela procura de “novos e desconhecidos” repertórios, optamos, nesta 7ª edição dos Sons de Almada Velha – Música nas Igrejas por repertórios que nos chegaram originários dos diversos processos da aculturação tão característicos da diáspora portuguesa, e que hoje, se tornaram, sem dúvida nenhuma, numa das características mais marcadas do mundo Lusófono. Uma temática livre, sem limitações cronológicas, que pretende, acima de tudo, mostrar não só o que levámos e o que deixámos nos locais por onde passámos, mas também, tudo o que trouxemos em termos culturais, e em particular, em termos musicais, mantendo apenas o mote da interpretação histórica informada, isto é, o uso de técnicas interpretativas e de instrumentos históricos. Propomos-vos, pois, um itinerário que se inicia na época dos descobrimentos, passando pelos séculos XVI, XVII, XVIII, pelos continentes Asiático, Americano e Europeu, e que terminará já no século XX, com música de algumas das figuras mais relevantes da lusofonia, como Simão Barreto, Ernesto Nazareth e Fernando Lopes-Graça. Um trajeto pensado para os diferentes espaços onde irão decorrer cada um dos 7 concertos, e que de alguma forma também se identifica com algumas das características deste nosso Concelho, desde sempre, terra de acolhimento e multicultural.

05nov.

Its geographic size and the tough economic conditions that have always hit our country, and in particular the poorer social classes, forced Portuguese people to seek better luck in other or new parts of the world. And what might, at first glance, appear to be just ill-fate, enabled us to spread our culture, language and lifestyle habits to the most varied corners of the world and, on the other hand, to also absorb new cultures and lifestyles. As such, and continuing on the path we began in the last edition, with concepts such as “new paths, other music, other worlds, new repertoires”, concepts which are so deep-rooted in the philosophy of Informed Historic Interpretation and in its requirement to seek “new 03 and unknown” repertoires, for this 7th edition of Sons de AlmadaVelha – Música nas Igrejas we have chosen repertoires that reached us arising from various acculturation processes that are so characteristic of the Portuguese diaspora, and which nowadays, have undoubtedly become one of the most striking characteristics of the Lusophone world. A free theme, without any chronological limitations, which above all, aims to show what we took and left behind in the places to which we travelled, but also, everything we brought back in cultural terms and, in particular, in musical terms, merely keeping the motto of informed historic interpretation, i.e. the use of historic interpretation techniques and instruments. We are therefore providing an itinerary that begins in the era of the discoveries, moving through the 16th, 17th and 18th centuries around the Asian, American and European continents, and which will end in the 20th century, with music by some of the most important figures of the Portuguese-speaking world, such as Simão Barreto, Ernesto Nazareth and Fernando Lopes-Graça. A journey devised for the different spaces where each of the 7 concerts will take place, and which to some extent can also be identified with some of the characteristics of our own Municipality, which has always been a welcoming, multicultural land.


04 sep.24

th

oct.01

st

oct.08

th

oct.15

th

24set. 21h

01out. 19h 7pm

08out. 19h 7pm

15out. 19h

Igreja de Nossa Senhora do Bom Sucesso

Ermida de São Sebastião

Igreja do Seminário de São Paulo

Igreja da Misericórdia

Por cravos e mares: “ uma viagem por repertórios luso-brasileiros de todos os tempos”

Diáspora: Entre o Céu e a Terra

9pm

Viagem musical pela europa mediterrânica dos séculos XVII e XVIII

La Paix du Parnasse (Portugal/Espanha)

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Rosana Lanzellote (Brasil) Com Elsa Cortez (Portugal)

PAG. 08

Sete Lágrimas (Portugal)

PAG. 10

7pm

La nau de China La Folia (Espanha)

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Rutas y andares de la cultura lusitana en los tiempos de la América colonial

oct.22

nd

oct.29

th

nov.05

th

22out. 21h

29out. 19h

05nov. 19h

Igreja de Santiago

Seminário de São Paulo

Adega dos Frades

Cineteatro da Academia Almadense

9pm

Missa Mundi A Diáspora Portuguesa, o Quinto Império e o nascimento de um Mundo globalizado

Seconda Pratica (Argentina, Espanha, Grécia, Japão, Portugal e Suíça)

PAG. 14

7pm

Uma Viagem pela Ásia

Coro de Câmara de Lisboa (Portugal)

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7pm

Rutas y andares de la cultura lusitana en los tiempos de la América colonial Ars Longa de la Habana (Cuba)

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05nov.

biografias Biographies PAG. 20

05


Grafito de barco indígena em cerâmica comum séc.VII a.C. Quinta do Almaraz

06


sep.24

24set. 21h 9pm th

Viagem musical pela europa mediterrânica dos séculos XVII e XVIII Neste programa embarcamos numa viagem musical pela europa mediterrânica de Portugal, Espanha e Itália dos séculos XVII e XVIII, através da obra musical de alguns dos mais importantes compositores estrangeiros radicados por terras lusitanas, e através da sua música demonstrar a forma como influenciaram e absorveram a cultura musical existente. São disso exemplo o caso de compositores como Domenico Scarlatti e Antonio Rodil, oriundos de Itália e Espanha, respetivamente, contratados por D. João V, para a sua Capela Real. De Pedro António Avondano, músico de origens Italianas e um dos mais influentes na vida musical portuguesa da sua geração, iremos escutar uma sonata de altíssimo nível e exigência para violoncelo e baixo contínuo, numa adaptação de La Paix du Parnasse, para viola de gamba. Serão ainda tocadas obras do oboísta espanhol Manuel Cavazza e de Carlos Seixas, um dos maiores compositores portugueses do século XVIII de música de teclado. In this programme, we set out on a musical journey through the Mediterranean in the 17th and 18th centuries, through the works of some composers who were resident in Portuguese territory. Examples of this are composers such as Domenico Scarlatti and Antonio Rodil, of Italian and Spanish origin respectively, who were hired by JohnV of Portugal for his Royal Chapel. From Pedro António Avondano we’re going to listen to an extremely brilliant and demanding sonata for cello and basso continuo, in an adaptation of La Paix du Parnasse, for viola de gamba.Works by the Spanish oboist Manuel Cavazza and by Carlos Seixas will also be played. António Carrilho

07 La Paix du Parnasse (Portugal|Espanha/Spain)

António Carrilho-flautas de bisel/

recorder

Javier Aguirre-viola de gamba Samuel Pedro Maíllo-cravo/

harpsichord

BIOGRAFIAS

Biographies PaG. 22


1/2 vintém de prata de D. João II 1495-1521 Rua da Judiaria

08


Por cravos e mares: “uma viagem por repertórios luso-brasileiros de todos os tempos” Pioneira na gravação de obras de compositores brasileiros ao cravo, Rosana Lanzelotte propõe, ao lado da soprano Elsa Cortez, um programa que mescla as influências ibéricas com a música praticada no novo mundo. Desde as obras de Scarlatti, plenas de referências ao folclore, passando pelo lundu do séc. XIX – recolhidos por Spix e Martius – faz-se presente a síncope, característica dos tangos de Ernesto Nazareth. As peças são intercaladas por textos de “O memorial do Convento”, de José Saramago. Rosana Lanzelotte is a pioneer in the recording of works by Brazilian composers on the harpsichord, and the programme she is presenting here displays the influence of 18th century European music on the rhythms of Brazilian music. The programme includes works by Avondano and Scarlatti, where we can understand the strong influence of Iberian folklore, as well as the lundu of the 19th century - collected by Spix and Martius - where syncopation, so characteristic of the tangos of Nazareth, can also be felt. Rosana Lanzellote

oct.01

01out. 19h 7pm st

Ermida de São Sebastião 09 Rosana Lanzellote (Brasil/ Brazil)-cravo/harpsichord

Com a participação da soprano/With the participation of the soprano:

Elsa Cortez (Portugal)

BIOGRAFIAS

Biographies PaG. 25


Tijoleira com grafito de fundação da Ermida de S. Sebastião, D. João III 1532

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Diáspora: Entre o Céu e a Terra Para lá de caravelas e de Boa-Esperança a relação de Portugal com o mundo nasce de uma vontade de mudança... Com a expansão portuguesa do século XV inicia-se um período de aculturação e miscigenação que influencia mutuamente as práticas musicais dos países dos Descobrimentos e de Portugal e muda a configuração do nosso ADN coletivo para sempre... O projeto Diáspora conta já com três títulos: Diaspora.pt (2008), Terra (2011) e Península (2012) e mergulha nos géneros e formas musicais dos cinco continentes de ontem e de hoje, arriscando novas fórmulas interpretativas de repertórios populares e eruditos do século XVI ao século XX, do vilancico ibérico ao fado, dos vilancicos negros do século XVI/XVII ao chorinho brasileiro, passando pelas mornas africanas e pelas canções tradicionais de Timor, Macau, Índia, Brasil, etc... Uma vertigem experimental pela viagem, caminho, peregrinação, terra, água, saudade e pelo que ficou hoje depois de todos os ontem... Aside from the caravels and the Cape of Good Hope, Portugal’s relationship with the world ensues from a desire for change... The Portuguese expansion of the 15th century gave rise to the start of a period of acculturation and amalgamation, mutually influencing the musical practices of the countries of the Discoveries and of Portugal, and the configuration of our collective DNA changed forever...The Diaspora project already has three titles: Diaspora.pt (2008),Terra (2011) and Península (2012) and immerses into the past and present musical genres and forms of the five continents, taking a risk with new ways of interpreting popular, classical repertoires from the 16th to the 20th century, from Iberian villancico to fado, from the black villancicos of the 16th/17th century to the Brazilian chorinho, as well as African mornas and traditional songs from Timor, Macau, India and Brazil, etc... An experimental whirlwind through a journey, path, pilgrimage, earth, water, yearning and for what has remained today, after all of yesterday... Filipe Faria

oct.08

08out. 19h 7pm nd

Igreja do Seminário de São Paulo Sete Lágrimas (Portugal) Filipe Faria-voz/vocals Sérgio Peixoto-voz/vocals Pedro Castro-flautas e oboé barroco/flutes and Baroque oboe Tiago Matias-vihuela, tiorba e guitarra barroca/vihuela, theorbo and Baroque guitar Mário Franco-contrabaixo/double bass Rui Silva-percussão histórica/ historic percussion Filipe Faria, Sérgio Peixoto-direção artística/artistic direction

BIOGRAFIAS Biographies PaG. 26

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Faiança portuguesa de “aranhões” Rua da Judiaria, Almada. séc.XVII

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La nau de China A rota espanhola pelo Extremo Oriente foi estabelecida sensivelmente a partir de 1567, quando se efetuou, pela primeira vez, a totalidade do percurso de ida e volta, mais particularmente, quando as expedições espanholas conseguiram efetuar pela primeira vez a passagem pelo Pacifico, navegando entre o Leste das Filipinas e a Nova Espanha (hoje, o México), travessia que havia vindo a ser tentada desde Magalhães e Elcano. Os navios partiam da costa espanhola até Veracruz e a partir daí atravessavam com caravanas terrestres, passando por cidades como Puebla e Cidade do México até chegar a Acapulco, de onde partia o Galeão de Manila ou a Nao de China, garantindo assim a conexão ao Extremo Oriente. Para este concerto, foram selecionadas diversas obras musicais, em duo, que serão interpretadas com 18 flautas de diferentes tipologias e tessituras, todas elas, cópias de instrumentos históricos dos séculos XVI e XVIII. Incluímos ainda alguma música barroca de compositores como o madrileno Diego Pantoja, mestre musical, em 1601, dos eunucos do Imperador, ou do italiano Teodorico Pedrini, que passou por um acidentado périplo para chegar à capital Chinesa, que o fez viajar por toda a América do Sul e Central. The Spanish route through the Far East was established as from around 1567, when it first became possible to make the complete round trip.The ships set sail from the Spanish coast heading toVeracruz and from there they would cross the land in caravans, going through cities such as Puebla and Mexico City until they arrived at Acapulco. Various musical works for duet have been selected from different locations on this route, and will be interpreted with 18 different types of recorder with different ranges, all of which are copies of historic instruments from the 16th and 18th centuries. In the set of musical works that we are presenting, we have also included some Baroque music composed and preserved in Peking, by composers such as Diego Pantoja from Madrid, musical master, in 1601, of the Emperor’s eunuchs, or the Italian,Teodrico Pedrini. Pedro Bonet

oct.15

15out. 19h 7pm th

Igreja da Misericórdia

Concerto com entrada livre, sujeita ao levantamento de bilhete, a partir ds 18h Concert with free entrance, subject to tickets being collected as from 6pm

La Folia (Espanha/Spain) Pedro Bonet-flautas de pico/recorders Belén González Castaño-flautas de

pico/recorders

BIOGRAFIAS Biographies PaG. 29

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Fragata D. Fernando II e Glória Último grande navio combatente de propulsão exclusivamente à vela Lançado à água em 1843

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Missa Mundi A Diáspora Portuguesa, o Quinto Império e o nascimento de um Mundo globalizado Como conseguiu uma das mais pequenas nações europeias espalhar e marcar a sua presença por quase todo o globo? Este projeto procura compreender como é que as tradições culturais e populares específicas de Portugal - especialmente o mito do Quinto Império - conseguiram não só sobreviver, mas também ajudar a expansão colonial do Império português através do mundo. Trata-se de um serviço religioso construído a partir de diferentes fontes e tradições dos séculos XV e XVI, que estabelece uma viagem através dos tempos e lugares do mundo que, um dia, se começaram a unificar.

How did one of the smallest European nations manage to disperse and be present throughout almost the entire globe? This project endeavours to understand how cultural and popular traditions that are specific to Portugal, especially the myth of the Fifth Empire, managed not only to survive but to help the Portuguese Empire’s colonial expansion around the world. A religious service built upon different sources and traditions of the 15th and 16th centuries, which forms a journey through the different times and places in the world which, one day, began to unify.

oct.22

22out. 21h 9pm nd

Igreja de Santiago Seconda Pratica (Argentina|Espanha/Spain|Grécia/ Greece|Japão/Japan|Portugal|Suíça/ Switzerland)

Sofia Pedro-soprano Sophia Patsi-mezzosoprano/mezzo-

-soprano

Emilio Aguilar-tenor João Veloso Paixão-barítono/baritone Jonatan Alvorado-voz, guitarra

barroca e alaúde/vocals, baroque guitar and lute Nuno Atalaia-flautas e voz/flutes and vocals Asuka Sumi-violino barroco/baroque violin Julie Stalder-viola da gamba e violone/viola da gamba and violone Fernando Aguado-teclados/ keyboards Nuno Atalia, Jonatan Alvoradodireção artística/artistic direction BIOGRAFIAS

Biographies PaG. 30

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Pormenor de garrafa tipo “cebola” de origem holandesa séc.XVII Paços do Concelho

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Uma Viagem pela Ásia O repertório apresentado neste concerto é fruto das boas relações culturais que o grupo tem vindo a desenvolver com a Ásia, sobretudo a partir de 2009, data da primeira digressão a alguns países do Extremo Oriente. Em resposta a uma solicitação efetuada por entidades culturais da região de Malaca, que partilha com Portugal uma herança cultural secular que se encontra bem viva e marcada nas raízes daquele povo, o CCL gravou o CD Canções da Ásia em 2011, constituído por canções populares dos vários países por onde os portugueses passaram há mais de quinhentos anos. Em 2014, a pedido do compositor luso-timorense Simão Barreto, o CCL gravou um CD de canções populares timorenses, por si harmonizadas, projeto este que mereceu o apoio do governo de Timor- Leste. Em Março de 2016, a pedido da Embaixada das Filipinas em Lisboa, o CCL gravou ainda um CD comemorativo dos 70 Anos das relações entre Filipinas e Portugal. Considerando a canção popular como um dos exemplos mais expressivos da identidade cultural de um povo/país, e tendo este concerto como objetivo divulgar a multiculturalidade asiática a que o CCL se tem dedicado em parte nos últimos tempos, foram selecionadas para este efeito peças harmonizadas por compositores de vários países, designadamente Malásia, Singapura, Japão, Indonésia, República da Coreia, China, Timor-Leste e Filipinas.

The repertoire that Coro de Câmara de Lisboa (CCL) is presenting at this concert is fruit of the good cultural relations that the group has been developing with Asia, especially as from 2009, the time of their first tour to several countries in the Far East. As popular song is considered to be one of the most striking examples of the cultural identity of a people/country, and as the objective of this concert is to publicise the Asian multi-cultural aspect that CCL has been working on lately, as a means of celebration and union between nations, pieces have therefore been chosen that were arranged by composers from various countries, namely Malaysia, Singapore, Japan, Indonesia, Republic of Korea, China, East Timor and the Philippines.

oct.29

29out. 19h 7pm th

Adega dos Frades

Seminário de são paulo

Coro de Câmara de Lisboa (Portugal)

Teresita Gutierrez Marques-

direção/conductor BIOGRAFIAS

Biographies PaG. 32

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Pormenor de cabo de colher(?) com cabeça de crocodilo em Marfim da Serra Leoa séc.XV/XVI Rua da Cerca

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Rutas y andares de la cultura lusitana en los tiempos de la América colonial Ars Longa de la Habana apresenta um programa composto por canzonetas e villancicos que atestam a expansão da cultura portuguesa no mundo hispânico; Produções poético-musical através das quais um compositor, como o guatemalteco Gaspar Fernandez (Guatemala, fl. 1596-Puebla de los Angeles, 1629) - durante muitos anos considerado português - conseguiu reproduzir a cultura lusitana, elevando-a dentro do contexto do novo mundo hispano do século XVII. O programa será ainda composto por obras de compositores portugueses que desenvolveram o seu trabalho em território peninsular espanhol, como por exemplo, Frei Filipe de Madre Deus (Lisboa, 1626-Sevilha, post.1675), cuja parte da sua produção musical chegou a América, e que se conserva até aos dias de hoje, nos arquivos da Catedral de Guatemala, uma clara evidência da circulação sistemática de repertórios entre a península Ibérica e o Novo Mundo. O confronto com outros arquivos levou-nos a selecionar ainda obras dos manuscritos do Porto, Coimbra e do Cancioneiro poético-musical Hispânico de Lisboa cujas sonoridades imprimem o selo de idas y vueltas tão próprias da cultura portuguesa desde tempos remotos.

Ars Longa de la Habana is presenting a programme comprising canzonetas and villancicos that are testimony to the expansion of Portuguese culture in the Hispanic world; Poetical-musical productions that were used by Gaspar Fernandez to reproduce Portuguese culture, uplifting it within the context of the new Hispanic world of the 17th century.The programme will also comprise musical works by Portuguese composers who worked in mainland Spain, such as Frei Filipe de Madre Deus. Scrutinising other archives led us to also select works from the manuscripts of Porto, Coimbra and the poetical-musical Cancioneiro Hispânico de Lisboa, where the idas y vueltas so typical of Portuguese culture since time immemorial are imprinted in its sounds.

nov.05

05nov. 19h 7pm th

Cineteatro da Academia Almadense

Concerto com entrada livre, sujeita ao levantamento de bilhete, a partir ds 18h

Concert with free entrance, subject to tickets being collected as from 6pm

Ars Longa de la Habana (Cuba) Teresa Paz-soprano Liset Chig-soprano Adalis Santiesteban-mezzosoprano/ mezzo-soprano Yunié Gainza-contratenor/countertenor Héctor Eduardo Herrera-tenor Ahmed Gómez-barítono/baritone Susana de la Cruz-flautas doces/recorders Arianna Ochoa-violino barroco/baroque violin Beatríz López-violino barroco/baroque violin Abraham Castillo Moreno-fagote barroco/baroque bassoon Aland López Sánchez-guitarra barroca/baroque guitar Lidia María Torres-guitarra barroca/ baroque guitar Teresa Paz-direção artística/artistic direction

BIOGRAFIAS Biographies PaG. 34

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Fonte da Pipa Chafariz de arquitetura barroca 1736


05nov. biografias | Biographies

Rutas y andares de la cultura lusitana en los tiempos de la AmĂŠrica colonial

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biografias Biographies


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La paix du Parnasse

Grupo especializado em repertório dos séculos XVI ao XVIII, que assumiu a missão de transmitir a essência da música e de dar a conhecer as capacidades dos instrumentos que integram o ensemble, através de espírito inovador, sem dogmas, mas sempre historicamente informado. Uma das prioridades do grupo é valorizar os aspetos da expressividade e dos afetos contidos na música de forma clara e dinâmica. Os seus membros são formados pelos mais 22 prestigiados Conservatórios Superiores de Música europeus (Haia e Amsterdão – Países Baixos; Lyon – França; Bruxelas – Bélgica; Madrid – Espanha; Berlim – Alemanha, etc…), atuando, enquanto grupo, em festivais em Portugal e em Espanha, tendo ainda gravado recitais para a Antena 2 e para a Radio Clássica de Espanha. La Paix du Parnasse é membro fundador da Associação G.E.M.A (Grupos Españoles de Música Antigua). Encontra-se, neste momento, a preparar a gravação do seu primeiro CD, dedicado à música de 3 séculos na Península Ibérica.

António Carrilho Conhecido pela energia e virtuosidade das suas atuações, António Carrilho tem-se apresentado em concertos com vários agrupamentos e orquestras, interpretando música antiga e contemporânea, tanto a solo como em música de câmara.

Apresentou-se como solista com as orquestras Gulbenkian, Sinfónica Portuguesa, Orquestra Metropolitana de Lisboa, Orchestrutopica, Den Norsk Katedralenensemblet (Noruega), Sinfonietta de Lisboa, Divino Sospiro, Os Músicos do Tejo, Sinfónica da Póvoa de Varzim, Orquestra Barroca de Nagoya (Japão), Orquestra de Cascais e Oeiras, Concerto Balabile (Holanda), tendo sido premiado nos Concursos Internacionais Recorder Moeck Solo Competition (Inglaterra) e Recorder Solo Competiton of Haifa (Israel). Apresenta-se regularmente ao público em importantes festivais na Europa, América e Ásia. Trabalha regularmente com os mais variados agrupamentos de música antiga, contemporânea e world music em Portugal, Espanha, Holanda, Japão, Estados Unidos da América e Bélgica. Atua regularmente com La Paix du Parnasse (Espanha), com Syrinx : XXII (EUA), juntamente com Katharine Rawdon e Raj Bimani, com Ciudate (Holanda), MudançÆnsemble, duo Borealis Ensemble com a fortepianista Helena Marinho, TransfiguratiØensemble com a violoncelista Catherine Strynckx. É Professor Adjunto na ESART - Escola Superior de Artes Aplicadas, lecionando as disciplinas de Flauta de bisel e Música de Câmara. Ministra cursos nas Masterclass Internacionais de Música Antiga de Urbino (Itália), nos Cursos Internacionais de Música Antiga de Arija – Burgos/ co-organização (Espanha) e nas Lisbon’s Masterclass (Portugal), tendo orientado, ainda, cursos e estágios em países como Portugal, Holanda, Espanha, Alemanha, Itália, Índia, Japão e Brasil. Gravou para a etiqueta Encherialis, Numérica, Naxus, para a Secretaria de Estado de Cultura do Estado do Amazonas, DGartes/ MPMP, entre outros. Dirigiu Dido and Aeneas, de Purcell, La descente d ‘Órphée aux enfers, de Charpentier, La Serva Padrona, de Pergolesi, La Dirindina, de Scarlatti, Don Quijotte chez la Duchese, de Boismortier, Venus and Adonis, de John Blow, Arlechinatta de Salieri e diversas cantatas de Bach e Telemann.


Rutas y andares Viagem de la musical cultura pela lusitana europaen mediterrânica los tiempos de dos la séculos América XVII colonial e XVIII

www.onepoint.fm/antoniocarrilho

Javier Aguirre Nascido em Vitoria-Gasteiz, onde iniciou os seus estudos musicais, depois continuados na l’Ecole National de Musique de Bayonne (França), onde obteve a medalha de ouro no Grau Médio de violoncelo. Em 1991, mudou-se para a Holanda, continuando os seus estudos no Koninklijk Conservatorium em Haia, onde obteve o título de professor de violoncelo. Em Haia, foi convidado a ser violoncelo principal em diversas formações e orquestras como a Philips Symphonie Orkest, Flevolands Symphonie Orkest, Rebel Consort, Ensemble Insomnia. Paralelamente, frequenta estudos superiores, em viola da gamba no Constatijn Huygens Conservatorium, Hoogschool voor de Kunsten, em Zwolle (Holanda), obtendo o diploma superior de professor nesta especialidade.

Frequentou inúmeros cursos com professores como. G. Nasillo, I. Atutxa, V. Ghielmi, Ph Pierlot, W. Kuijken, L. Dreyfus, A. Bylsma, R. Dieltiens, J. Decroos, A. Muruzabal, E. Balssa, entre outros. Colabora regularmente com diversos grupos especializados de Música Antiga como: Set Axivil, Baroque Orchestra e Conjunto de violas da gamba da Universidade de Salamanca, participando ainda em várias produções da Orquestra Sinfônica de Madrid, Orquestra Filarmônica de Madrid e Orquestra Sinfônica Mediterrani (Valencia), sendo ainda membro fundador de vá- 23 rios grupos de música antiga como La Paix du Parnasse, Tribulatio, Nuovo Sonare, Trifolium, Je-ne-scay-Quoy. Participa regularmente em festivais como o Quinzena Internacional de Música de San Sebastian, International Film Festival Friesland (Holanda), Festival de Aranjuez, Festival de Almagro, Caixa Forum em Barcelona, Música Hispana de Oro de Valladolid, Festival de Música Antiga de Cáceres, Sons de Almada Velha (Portugal), Festival de Música Antiqua de Bolzano (Itália). Ao longo dos anos tem orientado diversos seminários e master classes em Espanha, Portugal e Holanda. Realizou ainda diversas gravações para RTVE, Festival de Música Antiga de Aranjuez, a Universidade deValência, CCB Portugal e MAAC.

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É diretor musical e solista do Ensemble Melleo Harmonia. Nesta temporada está previsto apresentar-se em concerto com o cravista Enrico Baiano no Festival de Música Antiga de Urbino (Itália), com os Os Músicos do Tejo no CCB e Fundação Gulbenkian; com La Paix du Parnasse em Oviedo/ Gijón/ Arija/ Salamanca (Espanha), no Festival de Música Barroca de Nagoya (Japão); com Syrinx : XXII no CCB e em digressão na Índia e Nepal; com Borealis Ensemble na Casa da Música e no Palácio Nacional de Queluz; com TransfiguratiØensemble na Fundação Gulbenkian, entre outros.

05 24nov set.


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Samuel Pedro Maíllo

Obteve o seu diploma superior nas especialidades de cravo, órgão, flauta de bisel e Etnomusicologia no Conser24 vatório Superior de Música de Castilla y Leon. Detém igualmente o diploma de professor nas especialidades de piano, cravo, percussão e canto pelo Conservatório Profissional de Música de Salamanca. É mestre em Música Hispanica, sendo ainda formado em História da Música e ensino de Educação Musical pela Universidade de Salamanca. Entre seus professores podemos destacar Alfonso Sebastian e Pilar Montoya Chica no cravo e Dalda Luis Raul del Toro e Maria Jesus Garcia Alonso no órgão. Depois de terminar com altas classificações a sua formação em cravo e órgão, parte para a Holanda a fim de expandir a sua formação em órgão no Conservatório Sweelinck de Amesterdão, com o professor Jacques van Oortmerssen. Frequentou ainda diversas masterclasses com professores como Luigli Ferdinando Tagliavini, Michael Radulesku, Olivier Latry, Daniel Roth ou eminente Montserrat Torrent. Como organista apresentou-se em várias províncias espanholas, em especialmente nos ciclos de órgão ibérico realizados em Castilla y Léon, tendo ainda participado em numerosos eventos fora de Espanha, como por exemplo, no Festival Internacional de Órgão, em Sora (Itália). Tem também

trabalhado como solista com a Orquestra Sinfónica da Galiza e como contínuo com a Orquestra Sinfónica de Castilla y Léon e a Orquestra de Câmara Andrés Segovia. Atualmente é professor de Cravo no Conservatório de Música de Oviedo e no Conservatório de Música Eduardo Martinez Torner do Principado das Astúrias.


Elsa Cortez Iniciou os estudos musicais com 4 anos no Centro de Estudos Gregorianos de Lisboa. Completou a licenciatura na Escola Superior de Música de Lisboa na classe da Profª Helena Pina Manique. Concluiu o mestrado em Canto na mesma instituição, sob a orientação do Professor Luís Madureira. Conquistou o Prémio Armando Guerreiro no Concurso Nacional de Canto Luisa Todi (1993) e o 2º Prémio no Concurso de Interpretação do Festival de Música da Costa do Estoril (2002). Apresenta-se regularmente como solista de oratória, tendo colaborado com a Orquestra Sinfónica Juvenil, Orquestra Metropolitana de Lisboa, Filarmonia das Beiras, Orquestra de Câmara de Cascais e Oeiras, entre outras. Em ópera, estreou-se em 1997 como Cretense na ópera Idomeneo de W. A Mozart. Interpretou, em 2001, 2002, 2005 e 2007, Belinda e Sorceress da ópera Dido and Aeneas de Henry Purcell , e Juno em The mirror of immortality, um espetáculo com música de G. F. Händel. Em 2002 e 2003 cantou o papel de Cupid na ópera Venus and Adonis de John Blow. Em 2007 interpretou Daphné e Enone em La descente d’Orphée aux Enfers de Charpentier. Estreou-se como Fiordiligi de Così fan tutte e Donna Elvira de Don Giovanni, ambas de W. A. Mozart, respetivamente em Abril e Outubro de 2008, em versão de concerto. Em Março de 2010, interpretou Providência no drama musical A morte de Luís II da Baviera de Eurico Carrapatoso, inserido no Filme do Desassossego de João Botelho. Em 2011 foi Amor na Zarzuela Salir el Amor del Mundo, de Sebastián Durón.

05 01nov out.

É atualmente professora de Canto no Instituto Gregoriano de Lisboa e na Escola de Música Luís António Maldonado Rodrigues, em Torres Vedras.

Rosana Lanzellote

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Por cravos e mares: Rutas y andares la cultura lusitana en los tiempos de de la América colonial “umade viagem por repertórios luso-brasileiros todos os tempos”

Rosana Lanzelotte especializou- se em cravo no Conservatório Real (Haia) 25 e na Schola Cantorum (Basiléia). Além da intensa carreira no Brasil, apresentou-se no Carnegie Hall (NY, 2010), Salle Gaveau (Paris, 2009) e Wigmore Hall (Londres, 1998 e 2004). Gravou obras raras de Bach e Haydn, sonatas inéditas do português Avondano e peças de compositores brasileiros a ela dedicadas. Resgatou as obras de Neukomm que inauguram o repertório de câmara no país, registradas – ao lado de Ricardo Kanji (flauta) – no CD Neukomm no Brasil (Biscoito Fino, 2009). Nomeado para o Latin Grammy, o CD foi o vencedor do V Prêmio Bravo. Criou o portal Musica Brasilis (www.musicabrasilis.org.br) para o resgate e a difusão de partituras de compositores brasileiros, em grande parte indisponíveis pela inexistência de edições. Com mais de 10.000 acessos mensais, e cerca de 2000 obras de 300 compositores, o portal bilíngue tornou-se uma referência mundial. As suas importantes realizações tornaram-na merecedora de importantes prémios, tais como, o prémio Golfinho de Ouro, concedido em 2002 pelo Conselho Estadual de Cultura do Rio de Janeiro, e da ordem francesa Chevalier des Arts et des Lettres, outorgada em 2006 pelo Governo francês.


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Sete Lágrimas Fundado em 1999 por Filipe Faria e Sérgio Peixoto, Sete Lágrimas assume o nome da inovadora coleção de danças do compositor renascentista John Dowland (1563-1626) publicadas por John Windet em 1604 quando o compositor era alaudista de Cristiano IV da Dinamarca. Profundamente dedicados aos diálogos da música antiga com a contemporaneidade bem como da música erudita com as tradições seculares, Sete Lágrimas juntam músicos de diferentes horizontes musicais em torno de projetos conceptuais animados tanto por profundas investigações musicológicas como por processos de inovação, irreverência e criatividade em torno dos sons, instrumentário e memórias da música antiga. Nestes projetos são identificáveis os diálogos entre a música erudita e a popular, entre a música antiga e a contemporânea e entre a secular diáspora portuguesa dos descobrimentos e o eixo latino mediterrânico convertidos em som através tanto da fiel interpretação dos cânones interpretativos da música antiga como de uma aproximação a elementos definidores da música tradicional ou do jazz.

Desde a sua fundação, o grupo desenvolve uma intensa atividade concertística de mais de trezentos e cinquenta concertos em doze países da Europa e Ásia. Sete Lágrimas chama, regularmente, aos seus projetos, músicos convidados das áreas da música antiga como María Cristina Kiehr (Argentina), Zsuzsi Tóth (Hungria) ou Ana Quintans (Portugal) e da música tradicional, jazz e do mundo como Mayra Andrade (Cabo Verde), António Zambujo (Portugal) ou Adufeiras de Monsanto (Portugal). Em Portugal como no estrangeiro, as temporadas de concertos e a sua extensa discografia é consistentemente elogiada pela crítica e pelo público. Os seus onze títulos – Lachrimæ #1 (MU0101/2007), Kleine Musik (MU0102/2008), Diaspora.pt: Diáspora, vol.1 (MU0103/2008), Silêncio (MU0106/2009), Pedra Irregular (MU0107/2010), Vento (MU0108/2010) Terra: Diáspora, vol.2 (MU0110/2011), En tus brazos una noche (MU0109/2012), Península: Diáspora. vol.3 (MU011/2013), Cantiga (MU0113/2014) e o poema gráfico com texto e ilustrações de Filipe Faria e música de Sete Lágrimas Um dia normal (Livro + CD MU0116/2015) – recebem frequentemente o número máximo de estrelas (5 em 5), Escolha do Editor, Melhor do Ano, etc, nos prin-


cipais jornais, rádios e revistas de Portugal. Internacionalmente destacam-se as críticas discográficas na International Record Review, Doce Notas, Goldberg, etc.. ou as críticas aos concertos na Europa e na Ásia. Em 2008, 2011 e 2012 os três títulos do projecto Diáspora atingem o primeiro lugar do TOP de vendas das lojas FNAC. Em 2010, Diaspora.pt foi eleito no Guia da Música Clássica da mesma cadeia de lojas como Discografia Essencial e a carreira do Sete Lágrimas destacada na publicação Alma Lusitana. Nas temporadas 2015/2017 o consort tem agendada uma série de concertos em Portugal: Centro Cultural de Belém (Pequeno Auditório, Lisboa), Seminário Menor de Braga, Festival Reencontros: Memórias Musicais de um Palácio (Sintra), Festival Fora do Lugar (Idanha-a-Nova), Fundação Calouste Gulbenkian (Grande Auditório, Lisboa), Festival Todos (Lisboa), Comemorações 500 anos da morte de João Roiz (Castelo Branco), Centro Cultural de Belém/Festival Dias da Música em Belém (Lisboa), Festival Internacional de Música de Espinho, etc… bem como o lançamento do seu 12º trabalho discográfico Missa Mínima (MU0116/2016), uma obra de Filipe Faria e Sérgio Peixoto para duas vozes a cappella e flauta solo. Sete Lágrimas é representado pela produtora Arte das Musas e editado pela etiqueta MU/Arte das Musas que conta com o apoio do Ministério da Cultura (Governo de Portugal) e da Direcção-Geral das Artes desde 2003.

Filipe Faria

08 05nov out. biografias | Biographies

Rutas y andares de la cultura lusitana en los tiempos Diáspora: deEntre la América o Céu colonial e a Terra

Filipe nasce em Lisboa em 1976. Músico, programador, gestor das artes, investigador e autor licencia-se em Ciências Musicais - FCSH/UNL - em 1998. Completa a Pós-Graduação em 27 Musicologia - UAL - em 2000, o Curso de Especialização do Mestrado em Ciências Documentais - DH/UE - em 2002. e o Curso de Pós-Graduação do Mestrado em Arte, Património e Teoria do Restauro - IHA/FL/UL - em 2004. Funda e co-coordena o projeto de licenciatura e pós-graduação em Ciências Musicais - UAL - em 1999/2001. Funda e coordena o projeto de Licenciatura em Educação Musical - ISCE - em 2008/2009. Em 2002 funda a produtora e editora Arte das Musas da qual é gestor e diretor artístico e de produção e com a qual desenvolve projetos originais e parcerias nacionais e internacionais nas áreas da arte, cultura e comunicação. Funda, em 2003, o Festival Terras sem Sombra de Música Sacra do Baixo Alentejo, do qual foi diretor artístico e de produção entre 2003-2010, e o Festival Fora do Lugar - Festival Internacional de Músicas Antigas - em Idanha-a-Nova, que dirige desde 2012. Estes projetos originais de sua autoria têm o apoio do Ministério da Cultura e da Direcção-Geral das Artes entre outras entidades, públicas e privadas. Foi elemento efetivo do Coro Gulbenkian entre 1998 e 2013 tendo realizado digressões em Portugal, Espanha, França, Itália, China, Estados Unidos da América, Malta, Holanda, Bélgica, Alemanha, Inglaterra, Japão, Israel, entre outros, e músico freelancer nos mais prestigiados ensembles de música antiga nacionais no mesmo período.


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Em 1999 funda o consort de música antiga e contemporânea Sete Lágrimas, que co-dirige, com uma discografia de 12 títulos e uma carreira de mais de 350 concertos em Festivais e Centros Culturais da Europa e Ásia. Em 2012 funda o projecto Noa Noa com uma discografia de 3 títulos e mais de 50 concertos em Portugal, França e Bélgica. Em 2015 edita o seu primeiro livro, o poema gráfico Um dia normal. Em 2014 é convidado para a Comissão de Candidatura de Idanha-a-Nova à Rede das Cidades Criativas da UNESCO no âmbito 28 da Música aprovada em 2015 por esta entidade.

Sérgio Peixoto Iniciou a sua formação musical aos 5 anos de idade na Academia dos Amadores de Musica e aos 8 anos como coralista e solista, tendo mais tarde ingressado no Instituto Gregoriano de Lisboa. É licenciado pela Universidade Nova de Lisboa no curso de Ciências Musicais. Foi membro do Grupo Vocal Olisipo de 1994 a 1998, com o qual participou em festivais internacionais para grupos vocais na Alemanha e Bélgica e em concursos internacionais na Bulgária, Finlândia e Itália, conseguindo em todos eles o 1º lugar na categoria de Coros de Câmara. Com o Grupo Vocal Olisipo grava dois discos de música polifónica portuguesa e participa em cursos com o prestigiado grupo vocal Inglês The King’s Singers. Ainda como membro do Grupo Vocal Olísipo participa na Convenção Anual da Association British Choral Directors em Inglaterra (1997) e é convidado a realizar

uma série de Masterclasses no Canadá (Newfoundland e Labrador) integrados no Festival 500 (2000) para grupos corais e de câmara. É membro efetivo do Coro Gulbenkian desde 1998 onde tem vindo a abordar as grandes obras do repertório sinfónico e de câmara em concertos na Europa, Ásia e América, bem como a realização de gravações discográficas. É também membro do grupo Tetvocal (1999) com o qual tem realizado numerosos concertos pelo país, Brasil (2000 e 2002) e Tailândia (2002 e 2003 a convite da casa real tailandesa). Com o Tetvocal grava em 2003, Um tributo a Sua Majestade o Rei da Tailândia e em 2004 o Lado A, um disco que homenageia a música ligeira portuguesa dos últimos 20 anos. Em 2000 funda com Filipe Faria o consort Sete lágrimas especializando-se na área da música antiga europeia, tendo participado nos mais importantes festivais de música na Europa e Ásia. Com este projeto grava pela editora Arte das Musas os álbuns Lachrimae #1(2007), Kleine Musik (2008), Diaspora.pt (2008), Silêncio (2009), Pedra Irregular(2010), Vento (2010), Terra (2011), En tus brazos una noche (2011), Península (2012), Cantiga (2014), Um dia normal (2015) e Missa Mínima (2016). É diretor artístico de diversos agrupamentos corais, destacando-se o trabalho musical desenvolvido com alunos surdos, na Universidade Católica Portuguesa.


05 15nov out. biografias | Biographies

Rutas y andares de la cultura lusitana en los tiempos de la América La naucolonial de China

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La Folia (duo de solistas) Pedro Bonet e Belén Gonzáles Castaño constituem o duo de solistas de flauta de bisel do importante grupo de música barroca La Folía, dirigido por Pedro Bonet, desde a sua fundação em 1977, grupo este, que possui uma numerosa discografia e uma alargada carreira concertística, tendo já realizado concertos em mais de 30 países da Europa, América do Norte, Central e Sul, Médio e Extremo Oriente, protagonizando igualmente uma série de estreias musicais de obras modernas compostas para instrumentos barrocos, em festivais internacionais (Granada, Alicante, Madrid, Lisboa, Paris, Roma, Acapulco, Caracas, Istambul,…). Com esta formação de duo, Pedro Bonet e Belén González Castaño interpretam um conjunto rico e abundante de obras do repertório barroco para duas flautas, sem baixo contínuo, assim como uma pequena amostra da literatura barroca para flauta solo ou para flauta e baixo, bem como algumas peças para duas vozes de música medieval e renascentista contrapontística. Para tal, têm a sua disposição um conjunto de instrumentos de diferentes épocas históricas e

de variadas tessituras que proporcionam uma audição diversificada e que se constitui por si só, como uma das principais atrações dos seus concertos. O programa dedicado ao Galeão de Manila, sob o título de La Nao de China, uma edição discográfica sob o selo Columna Música (2010), estreou-se em Viena, em 2009, seguindo-se as cidades de Manilha, Shangai, Pequim, Tenerife, Madrid, Cárceres, Huelva, Ottawa, Lima, Cuzco, Roma, Milão, Utrecht, Bruxelas, Londres, Buenos Aires, Montevideo, Assunção e Salvador da Baia. Pedro Bonet é professor catedrático de flauta de bisel no Real Conservatório Superior de Madrid, sendo igualmente responsável pelas disciplinas de Improvisação e Ornamentação e Conjunto Barroco. Belén Gonzáles Castaño realizou numerosas tournées e gravações discográficas com o La Folía. Concilia a sua atividade enquanto flautista com o piano, instrumento com o qual leva igualmente a cabo diversas atuações a solo e em música de câmara. www.lafolia.es


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Seconda Pratica Fundado em 2012 por jovens profissionais, formados nos Conservatórios de Haia e Amesterdão, Seconda Pratica tem vindo continuadamente a criar pontes entre épocas, públicos e áreas artísticas, através do seu trabalho com o repertório musical do ocidente dos séculos XVII e XVIII. Muitas vezes rotulados de excêntricos ou puristas, a nossa abordagem à Interpretação Historicamente Informada (HIP) pode levar muitos a verem-nos como desligados da contemporaneidade. Como resposta a esta visão o Seconda Pratica propõe uma mistura de rigor erudito e diversão artística, de forma a permitir que público e repertório entrem num diálogo criativo em cada um dos seus concertos. A nossa experiência: A nossa aproximação é constantemente interdisciplinar, multimédia e intra-institucional. Trabalhámos com grupos de teatro - como o Teatro O Bando e os teatros europeus da Rede Plataforma11+ - universidades – como a Academia para as Artes de Haia e a Universidade de Leiden - e instituições cul-

turais – como a Maison Descartes em Amsterdão, a Embaixada da Eslovénia ou o GuestCard de Haia - sempre preocupados em criar linhas de diálogo entre estes e a música que exploramos e apresentamos. O Seconda Pratica integra, desde 2014, o projeto europeu Ensembles EEEmerging, a par com outros jovens músicos, numa iniciativa para revitalizar o panorama europeu de música clássica e barroca, tendo-se apresentado em alguns dos festivais internacionais de maior renome - Estocolmo, Göttingen, Sablé, Ambronay e Utrecht, entre outros. A nossa filosofia: A razão de ser do grupo encontra a sua base na constante reinvenção das práticas convencionais de concerto de forma a revelar a inerente modernidade dos repertórios históricos. A abordagem do Seconda Pratica traduz-se em apresentações que vão desde concertos comentados, a pequenas encenações, a espetáculos multidisciplinares e a misturas de diferentes repertórios, de forma a dar ao público a significação social e artística mais abrangente, das peças que apresenta.


Nuno Atalaia Nuno Atalaia é músico, escritor e investigador, tendo investido o seu trabalho na procura e exposição das ligações entre uma sociedade e a sua produção cultural. Ao fundar o Seconda Pratica, procurou criar uma plataforma com a qual pudesse trazer á luz do dia uma experiência e um entendimento da história mais cativante para públicos contemporâneos. Jovem artista e teorista ainda em formação é responsável por assegurar a coerência conceptual, artística e a unidade de cada projeto, assim como da maior parte da produção de conteúdos.

Jonatan Alvorado

05 22nov out. biografias | Biographies

Missa Mundi: Diáspora Portuguesa, o Quinto Império e o nascimento de um globalizado Rutas y andares de la cultura lusitana en los tiempos de Mundo la América colonial

Cantor e instrumentista, a carreira de Jonatan Alvarado é caracterizada pela paixão tanto pela música académica como popular, e a pelas suas possíveis combina31 ções. Jovem talento do folclore latino-americano concentra atualmente os seus esforços em estabelecer-se como intérprete de Música Antiga na Europa. Fundador do Ensemble é responsável pela investigação musicológica, assim como pelo repertório de cada programa, bem como pela preparação dos músicos do Ensemble na combinação entre tradição oral e a prática de música académica ocidental.


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Coro de Câmara de Lisboa O Coro de Câmara de Lisboa foi formado em 1978, pela Prof.ª Teresita Gutierrez Marques, então como Coro de Câmara do Conservatório Nacional de Lisboa. Constituído por vinte e três músicos, interpreta – a cappella ou em colaboração com formações instrumentais – obras portuguesas e estrangeiras, do vasto período compreendido entre a Renascença e os nossos dias, sendo responsável por um número significativo de estreias mundiais. Mantendo sempre intensa atividade – cujo nível qualitativo tem merecido o aplauso unânime do público e da crítica – o Coro apresentou-se em inúmeras localidades do País, assim como nos mais importantes auditórios de Lisboa (Centro Cultural de Belém, Fundação Gulbenkian, Teatros de S. Luiz e da Trindade, etc.), tendo participado nas mais significativas manifestações culturais (Jornadas Gulbenkian de Música Antiga, Lisboa’94 – Capital Europeia da Cultura, Expo’98 – Exposição Mundial de Lisboa, Festival Internacional de Órgão de Lisboa, etc.).

Paralelamente, o Coro de Câmara de Lisboa tem desenvolvido uma alargada carreira internacional, a convite de instituições como a Federação Europeia de Coros, a Fundação Calouste Gulbenkian, a Fundação Oriente, os Ministérios da Cultura de Portugal, da Espanha e de Cabo Verde, ou o Festival das Artes de Penang (Malásia), para dar apenas alguns exemplos. As três participações do Coro de Câmara de Lisboa no Concurso Internacional de Coros de Tolosa (Espanha) saldaram-se pela conquista de um 1.º e de um 3.º prémios na classe de Polifonia, bem como dois 2.os prémios na categoria de Música Popular. Para além das suas apresentações em concertos, o Coro efetuou, em Portugal e no estrangeiro, diversas gravações em disco e para a rádio, televisão e cinema. Em Julho de 2009, o Coro de Câmara de Lisboa realizou concertos em Malaca, Kuala Lumpur e Cameron Highlands (Malásia), e em Singapura (Victoria Concert Hall) a convite das entidades locais.


Em Dezembro de 2009, o Coro de Câmara de Lisboa apresentou o seu CD Missa Grande de Marcos Portugal, sendo a primeira gravação integral da referida obra em Portugal. Em Julho de 2011, o Coro de Câmara de Lisboa apresentou ao público o seu CD, Canções da Ásia e realizou concertos na Malásia e Indonésia, integrado nas Celebrações dos 500 Anos da Chegada dos Portugueses à Ásia. No âmbito de um protocolo assinado com o Governo de Timor Lorosae, o Coro de Câmara de Lisboa gravou em 2014 dois CD, intitulados Canções Populares Timorenses e Música e Poesia, com música de Simão Barreto, o compositor luso-timorense mais reconhecido internacionalmente. Em Janeiro de 2015, o Coro de Câmara de Lisboa gravou um CD A Cappella|Sacro, com obras de Eurico Carrapatoso, integrado num projeto apoiado pela Direcção Geral das Artes. Em Março de 2016, foi gravado o CD Amizade entre Filipinas e Portugal, um projeto em conjunto com a Embaixada das Filipinas em Lisboa, para comemorar os 70 Anos das Relações Diplomáticas entre Filipinas e Portugal.

Teresita Gutierrez Marques

05 29nov out. biografias | Biographies

Rutas y andares de la cultura lusitana en los tiempos de la Uma América Viagemcolonial pela Ásia

Teresita Gutierrez Marques é licenciada em Música pela Faculdade de Música da Universidade das Filipinas. Em 1972, foi nomea33 da Professora Assistente daquela universidade, cargo que ocupou até 1976. Integrada no Coro Madrigal das Filipinas, dirigido por Andrea Veneracion, participou em inúmeros festivais e competições internacionais, entre 1969 e 1976. Frequentou, como bolseira do governo espanhol, a classe de Polifonia do XXVI Curso Internacional de Música de Santiago de Compostela, sob a direcção de Angel Botia. Em 1984 lecionou nos Cursos deVerão da Universidade de Califórnia (Santa Bárbara). Foi convidada pela Europa Cantat, em 2001, para dirigir o ateliê Multiple Choir Music. Em 2002 foi convidada pela Universidade de Coimbra para participar na conferência sobre O Ensino da Música na Infância e Juventude. É frequentemente chamada a integrar o corpo docente de cursos de direção coral e técnica vocal. Desempenha atualmente as funções docentes na classe de Coro na Escola de Música do Conservatório Nacional e na Escola de Música Nossa Senhora do Cabo (Linda-a-Velha). Fundou e dirige o Coro de Câmara de Lisboa desde o seu início em 1978.


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Ars Longa de la Habana O ensemble Ars Longa de la Habana, criado por Teresa Paz e Aland López em 1994, pertence, desde 1995, à Oficina do Historiador da Cidade de Havana. É composto por músicos graduados pelos Conservatórios de Havana e pelo Instituto Superior de Arte, e tem dedicado seu trabalho à interpretação, estudo e pesquisa de diferentes períodos e estilos, desde a Idade Média até o início do século XIX. Dedica particular atenção ao repertório musical do período colonial na América, sendo o seu mais recente trabalho direcionado para a música colonial de Cuba. Desde a sua fundação conta já com a realização de inúmeros concertos nos teatros mais prestigiados do seu país, bem como diversas apresentações em grandes festivais e eventos nacionais e internacionais, tais como: Festival Brezice, Eslovênia 2002 e 2007; Festivais de Música Antiga Riboville e Avignon, França; Mês Nacional do barroco latino-americano, França, (2001 a 2004); Festivais de Música Antiga Coignieres e Angers, França, 2005; Festival de Música de Torroella de Montgri, Espanha, 2005; Gesualdo Oggi Festival, Itália, 2004 e 2005, da

Academia de Santa Cecília, Parco della Musica, Roma, 2004, a convite do maestro Claudio Abbado; Festival de Música e poesia para San Mauricio, Milão, 2005, Festival de Música de Câmara de Cali, Colombia, 2006, V Festival de Música do passado da América, Caracas,Venezuela, 2006, o XVIII Festival Internacional de Música de Morelia, México, 2006, Bilbao Ars Sacrum de 2007, Salão Boffrand da presidência do Senado francês e na Ecole Militaire, Paris, 2008, Stockholm Ancien Music Festival, 2008, Festival Internacional de Música e Dança de Granada, 2008, Festival de Dubrovnik, Croácia, 2008, 49ª Semana de Música religiosa de Cuenca e 59º Festival Internacional de Música e Dança de Granada, 2010, entre outros. Promotor ativo da interpretação da música antiga em Cuba, Ars Longa é também o grupo de acolhimento do Festival Internacional de Música Esteban Salas, que tem lugar anualmente em Havana. A sua discografia é composta pelos seguintes títulos: El Eco de Indias (Oficina do Historiador de Havana, 1998), Música Sacra em Havana Colonial (OHCH e Universidade de Valladolid, Espanha, 1999), Esteban Salas. Nativité à Santiago de Cuba (OHCH e K.617, 2001), Fiesta Criolla Elyma, sob a direção


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Teresa Paz Roman Mestre em Música hispânica pela Universidade de Valladolid. Diretora musical e soprano do ensemble Ars Longa, criado, em 1994, em parceria com Aland Lopez, e que constitui um marco pioneiro na interpretação de música antiga em Cuba. Assume também a direção da programação da sala de concertos Antigua Iglesia de San Francisco de Paula, com programação regular na área da música antiga. É ainda diretora e fundadora do Festival de Música

Antigua Esteban Salas, em Havana, espaço de encontro que tornou possível o desenvolvimento de técnicas de ensino na interpretação da Música Antiga na ilha, através da realização de oficinas, conferencias e palestras. Foi pioneira na implementação dos primeiros planos académicos dedicados à interpretação de música antiga no sistema de ensino Cubano, promovendo a criação da Orquestra Barroca da Escola Nacional de Música. Há mais de uma década, dirige, o Coral Infantil Cantus Firmus, projeto sociocultural com crianças centro histórico de Havana, integrado nas ati- 35 vidades do ensemble Ars Longa. Como soprano integrou diversos projetos especializados em música antiga, como por exemplo Elyma, dirigida pelo maestro Gabriel Garrido e La Chimera, com o guitarrista Eduardo Egües. Frequentou diversas masterclasses especializadas em canto com os professores como Josep Cabre, Evelyn Tubb, Linda Perillo, workshops de interpretação com os maestros Claudio Abbado e Claudio D’Al Albero, e um workshop dedicado à interpretação de música francesa com a cravista Yvon Repèrant. Dirigiu mais de uma dúzia de produções discográficas com repertórios inéditos hispano-americanos, obtendo várias distinções pela crítica especializada Francesa, Inglesa e Espanhola. Tem dedicado particular atenção à divulgação, quer através de gravações, como na realização de inúmeros concertos, de obras de compositores cubanos do século XVIII e XIX, um legado patrimonial cubano, em muitos casos, desconhecido do público contemporâneo.

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de Gabriel Garrido (K.617, 2002), Esteban Salas. Cantus in honore Beatæ Mariæ Virginis (OHCH y K.617, 2002), Gaspar Fernandes. Cancionero musical de la Catedral de Oaxaca (OHCH y K.617, 2003), Esteban Salas. Passio Domini nostri Jesu Christi (OHCH y K.617, 2004), Juan Gutiérrez de Padilla. Música de la Catedral de Puebla de los Ángeles —México, s. XVII— (OHCH, Almaviva y Centro de Documentación Musical de Andalucía, 2005) e Pedro Bermúdez. Música de la Catedral de Guatemala, siglo XVI (OHCH, Almaviva e Centro de Documentação Musical de Andalucía, 2008), Gulumbá Gulumbé. Resonancias de África en el Nuevo Mundo— (Colibrí 2013), Bolero Vs Fandango— (Colibrí 2014), com os quais receberam importantes prémios da crítica musical especializada francesa: Diapason, Le monde de la musique, Télérama y Classica, assim como da seção cultural do periódico Times e da revista Scherzo. Recebeu por sete vezes o prémio Cubadisco, o galardão máximo da discografia cubana.

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INFORMAÇÕES ÚTEIS USEFUL INFORMATION

Recomendações ao Público Recommendations for the Audience

38 Academia de Música de Almada Telefones/Telephones: 21 295 14 95 / 960 175 767 Câmara Municipal de Almada Almada City Council Telefone/Telephone: 21 272 40 08 / 21 273 81 06 Espólio do acervo do Museu de Arqueologia e História, Câmara Municipal de Almada PaG. 6, 8, 12, 16, 18

Os Concertos têm entrada livre, limitada no entanto à capacidade das salas. Os Concertos a realizar na Igreja da Misericórdia de Almada (15 Out.) e no Cineteatro da Academia Almadense (05 Nov.) são também de entrada livre mas, sujeita ao levantamento de bilhete, a partir das 18h. Desligue o telemóvel e o alarme do seu relógio antes do início do Concerto.

The concerts have free admission, although limited to the seating capacity Switch off your mobile phone and the alarm on your watch before the concert begins.


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FICHA TÉCNICA Credits

39 Direção Artística Artistic direction Academia de Música de Almada

Apoios, Patrocínio Sponsors Florista Pé de Flor

Edição, revisão e tradução de texto Editing, Proofreading and Text Translation Academia de Música de Almada Câmara Municipal de Almada FIT - Found in Translation

Agradecimentos Special Thanks To Rev. Pe. Fernando Paiva, Vice-Reitor do Seminário Maior de S. Paulo Rev. Pe. Marco Luís, Pároco de Almada Rev. Pe. José Maria Furtado, Pároco do Pragal Rev. Pe. Quintino Trinchete, Pároco de Cacilhas Santa Casa da Misericórdia de Almada Academia de Instrução e Recreio Familiar Almadense

Produção Production Academia de Música de Almada Câmara Municipal de Almada Nova Almada Velha - Agência de Desenvolvimento Local


SETEMBRO oUTUBRO NOVEMBRO SEPTEMBER, OCTOBER, NOVEMBER

2016

CINETEATRO ACADEMIA ALMADENSE ERMIDA DE SÃO SEBASTIÃO IGREJA DA MISERICÓRDIA DE ALMADA IGREJA DE SANTIAGO IGREJA DA NOSSA SENHORA DO BOM SUCESSO SEMINÁRIO DE SÃO PAULO

DCOM CMA | SET 16

www.m-almada.pt