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PROCEDIMENTOS CLÍNICOS VETERINÁRIOS NA PRÁTICA DE GRANDES ANIMAIS Jody Rockett e Susanna Bosted Tradução técnica Milton Ricardo Azedo (coordenador) Mestre em Clínica Veterinária e doutor em Ciências – Clínica Veterinária pela Faculdade de Medicina Veterinária e Zootecnia da Universidade de São Paulo (FMVZ-USP). Professor de Clínica Médica de Animais de Grande Porte e de Semiologia e Laboratório Clínico na Faculdade de Medicina Veterinária da Universidade Metropolitana de Santos Lilian Emy dos Santos Michima Mestre e Doutora em Clínica Veterinária pela FMVZ-USP Rogério Batista dos Santos Mestre em Clínica Veterinária e Doutorando do Departamento de Clínica Médica da FMVZ-USP. Professor de Clínica de Animais de Grande Porte na Faculdade de Medicina Veterinária da Universidade Paulista (UNIP) Fabio Celidonio Pogliani Mestre em Clínica Veterinária e Doutor em Ciências – Clínica Veterinária pela FMVZ-USP. Professor do Departamento de Clínica Médica da FMVZ-USP

Austrália : Brasil : Japão : Coreia : México : Cingapura : Espanha : Reino Unido : Estados Unidos


Sumário Prefácio Agradecimentos Sobre as autoras

Seção 1 – TécnicaS

xi xiii xv de conTenção e manejo

capíTulo 1 – cordaS

e nóS

Cordas Acabamento da extremidade de uma corda Nó de soltura rápida Nó bolina Nó falso Nó verdadeiro Amarração da cauda Alça trançada Cabresto de corda Questões de revisão Referências

capíTulo 2 – FerramenTaS

e TécnicaS de conTenção

Complicações da contenção Contenção do equino Contenção de bovinos Contenção do caprino Contenção do suíno Contenção da lhama Questões de revisão Referências

capíTulo 3 – ToaleTe

1 2 3 3 5 6 7 8 9 10 12 15 15

16 17 17 30 44 46 50 53 53

do animal e manuTenção da cocheira

Toalete básica Capas e máscaras antimoscas Procedimentos gerais na criação de animais Cochos de água, comedouros, blocos de sal e redes de feno Identificação dos alimentos Questões de revisão Referências

54 55 59 62 65 67 70 70


viii

Procedimentos

c l í n i c o s v e t e r i n á r i o s n a P r át i c a d e g r a n d e s a n i m a i s

Seção 2 – exame

71

FíSico

capíTulo 4 – exame

72

FíSico

Anamnese básica Observação do paciente Exame físico Exame reprodutivo da fêmea Exame reprodutivo do macho Exame para objetivos legais Questões de revisão Referências

Seção 3 – coleTa

73 83 84 102 109 119 123 123

de amoSTraS e procedimenToS clínicoS

capíTulo 5 – coleTa

de amoSTraS

Coleta de sangue Coleta de amostra fecal Coleta de urina Centese Amostragem do trato respiratório Biopsia, aspiração, raspados e esfregaços Culturas e testes Questões de revisão Referências

capíTulo 6 – procedimenToS Administração de medicamentos orais Administração parenteral de drogas Sondagem Cateteres Bandagens Tratamentos reprodutivos Procedimentos oftálmicos Técnicas de identificação Questões de revisão Referências

clínicoS

125 126 127 144 146 150 159 163 174 189 190

191 192 196 219 225 243 249 252 258 266 266


Sumário

capíTulo 7 – procedimenToS

clínicoS neonaTaiS

Alimentação com mamadeira Sucedâneos lácteos e colostro Lista de verificação do cuidado neonatal precoce Questões de revisão Referências

Seção 4 – preparo

cirúrgico, radiográFico e aneSTéSico

capíTulo 8 – preparo

cirúrgico

Equipe cirúrgica Preparação pessoal para a cirurgia Preparo e esterilização da caixa de instrumental Esterilização dos instrumentos Empacotamento e operação da autoclave Preparação do paciente para a cirurgia Colocação dos panos de campo no paciente utilizando técnica asséptica Acolchoamento do paciente em decúbito Fios, agulhas e técnicas de sutura Realização e corte de nós de sutura Tipos de sutura Castração cirúrgica de animais de grande porte Preparação do paciente para laparotomia Procedimentos obstétricos Miscelânea de procedimentos comuns em animais de grande porte Questões de revisão Referências

capíTulo 9 – procedimenToS

radiográFicoS SelecionadoS para

o membro diSTal

Equipamento radiográfico básico Segurança radiográfica básica Preparação do casco para radiografias Radiografias do membro distal Preparação do membro para o exame ultrassonográfico Questões de revisão Referências

ix 267 268 273 280 295 295

296 297 298 299 302 304 306 309 311 314 315 317 320 323 332 342 351 366 366

368 369 370 371 372 411 412 413


x

Procedimentos

c l í n i c o s v e t e r i n á r i o s n a P r át i c a d e g r a n d e s a n i m a i s

cápíTulo 10 – aneSTeSia Anestesia veterinária na prática de grandes animais Período pré-anestésico Estágios da anestesia Parâmetros para monitoramento em todos os pacientes sob anestesia Equipamentos de monitoramento Anestesia inalatória na cirurgia de grandes animais Bloqueios anestésicos locais e regionais Questões de revisão Referências

apêndiceS

414 415 415 424 427 439 482 493 516 517

519

Quadro de conversão Temperatura e frequências de pulso e respiratória normais Estimativa de idade pela erupção dos dentes incisivos e caninos permanentes Períodos básicos de manejo Análise do fluido peritoneal de bovinos Análise do fluido peritoneal de equinos Valores normais do hemograma Valores normais da bioquímica sanguínea Composição do leite Denominações comuns em grandes animais Nomes comuns da anatomia dos membros Nomes comuns da anatomia de animais produtores de alimentos – termos leigos Vacinas para equinos Vacinas para bovinos Vacinas para caprinos Vacinas para lhamas Vacinas para suínos

519 519 520 520 521 522 523 524 524 525 525 526 527 528 530 531 532

Glossário Índice remissivo

533 538


Prefácio Quando se trata de trabalhar com animais de grande porte, uma ampla e variada gama de competências deve ser dominada pelo potencial técnico veterinário ou futuro médico veterinário. Da contenção à coleta de amostras, do exame físico à anestesia, espera-se que os membros da equipe médica veterinária exerçam as melhores e mais atuais práticas. O livro Procedimentos clínicos veterinários na prática de grandes animais aborda estas questões em uma forma clara e concisa. Em cada capítulo houve o cuidado em apresentar o material em um formato uniforme e facilmente acompanhável. Nós, intencionalmente, não seguimos o formato de prosa de parágrafos padronizados. Nossa intenção? Responder, de modo conciso, às questões críticas que todos têm ao aprender um novo processo. “O que eu preciso, o que eu faço e o que pode dar errado?” Em última análise, nosso objetivo foi fornecer essas respostas em um formato clinicamente acessível, eliminando a necessidade de consultar textos mais tradicionais. Todos os capítulos foram elaborados com esse objetivo em mente, de modo que cada procedimento estivesse claramente definido e seguido de uma lista de possíveis complicações. Listas de materiais necessários precedem as instruções passo a passo para a realização de cada procedimento. Finalmente, as instruções dos procedimentos são complementadas por explicações ou comentários curtos. Acreditamos que os estudantes, técnicos e profissionais que utilizam este texto irão considerá-lo conciso, confiável e informativo. Foi-nos um sincero prazer fornecer uma fonte para as pessoas talentosas e compassivas que dedicam suas vidas para o melhoramento dos animais.


SEÇÃO UM

Técnicas de contenção e manejo Capítulo 1 Cordas e nós

Capítulo 2 Ferramentas e técnicas de contenção

Capítulo 3 Toalete do animal e manutenção da cocheira


1

Cordas e nós Como apanhar um cavalo solto? Faça o som de uma cenoura. Piada da cavalaria britânica

Palavras-chave alça

laços

argola

resistência à tração

laçada

sisal

objeTivoS • Identificar os tipos de cordas disponíveis e explicar como se faz a sua manutenção. • Listar e descrever os tipos de corda utilizados na medicina veterinária de animais de grande porte. • Descrever como se confeccionam os nós básicos utilizados na medicina veterinária de animais de grande porte. • Descrever como se constrói um cabresto de corda para bovinos e ovinos.


Cordas

e nós

3

cordaS Durante muito tempo, as cordas eram feitas de cânhamo – que, apesar de ser um material durável e resistente ao tempo, causava queimaduras e irritação na pele em função das suas rugosidades. Atualmente, as cordas são produzidas quase sempre de materiais sintéticos, algodão ou sisal. Os materiais sintéticos também são resistentes às variações do clima e são difíceis de romper, mas, assim como o cânhamo, tendem a queimar o paciente ou quem os manipula quando passados rapidamente sobre a pele. Uma vantagem é que essas cordas tendem a ser mais leves do que as de algodão ou sisal. Cordas de algodão na maioria das vezes são utilizadas para fazer a contenção de grandes animais, porque são mais suaves e menos propensas a provocar queimaduras. Entretanto, elas não devem ser deixadas sob o sol ou expostas a condições climáticas extremas, porque se decompõem rapidamente e perdem a resistência à tração. Cordas utilizadas para laços (comumente usadas para amarrar bezerros) podem ser revestidas com cera para que deslizem pela argola (ou alça) mais eficazmente. O diâmetro e o revestimento dos laços tendem a causar queimaduras de corda quando utilizados para fins de contenção. Todas as cordas encontram-se disponíveis em quase todos os comprimentos e espessuras nas lojas de materiais para construção ou de produtos para agropecuária.

alerTaS

de Segurança

• Todas as cordas, cabrestos e cordas guias usadas para contenção devem ser verificadas frequentemente para observar sinais de desgaste ou fraqueza. • Cabrestos de náilon e cordas devem ser lavados regularmente para diminuir a propagação de doenças. • Lavar as cordas de algodão aumenta a velocidade de sua degradação. • Cordas para laços não foram feitas para ser lavadas e perderão suas características de manuseio se isso for feito.

acabamenTo

da exTremidade de uma corda

Sempre que uma corda for cortada, é importante fazer o acabamento da ponta para impedir que ela desfie. O método mais simples é dar um nó na extremidade, o que torna a ponta da corda volumosa e difícil de manipular. Seja qual for o método escolhido, certifique-se de que ele é apropriado para o uso que se fará da corda.

procedimenTo

para Finalização ou proTeção da exTremidade de uma

corda Ação técnica

Fundamentação/extensão

1. Coloque uma fita adesiva na extremidade.

1a. Use fita isolante preta e comece envolvendo a corda cerca de 1 cm a partir da extremidade com a fita.


4

Procedimentos

c l í n i c o s v e t e r i n á r i o s n a P r át i c a d e g r a n d e s a n i m a i s

1b. Puxe firmemente, com força suficiente para comprimir os fios da corda. 1c. Continue corda acima por cerca de 5 cm. 2. Amarre a extremidade.

2a. Selecione um pedaço de fio de náilon fino ou fio elétrico de cerca de 30 cm de comprimento. 2b. Coloque o fio na corda em forma de U, com a parte inferior do U posicionada a cerca de 5 cm do final da corda e os braços do U saindo para fora da extremidade da corda (Figura 1-1A). 2c. Segure a alça do fio contra a corda. 2d. Usando o braço longo do fio, e a partir de cerca de 1 cm da ponta da corda, envolva firmemente a corda com o fio (Figura 1-1B). 2e. Quando pelo menos 2,5 centímetros da corda estiverem envolvidos, passe a extremidade longa do fio através da alça (Figura 1-1C). 2f. Puxe a extremidade curta do fio até que a alça desapareça e o final longo do fio seja apertado para as voltas (Figura 1-1D). 2g. Corte ambas as extremidades do fio perto das voltas.

3. Queime a extremidade.

3a. Apenas para cordas de náilon.

A A

C

B B

C

D

D

Figura 1-1 (A) Primeiro passo para amarrar a extremidade de uma corda. (B) Envolvendo firmemente a extremidade da corda com o fio. (C) Passando a extremidade do fio amarrado através da alça. (D) Puxe a extremidade do fio na direção indicada.


Cordas

e nós

5

3b. Mantenha um isqueiro aceso próximo ao final da corda até que os fios derretam e enrolem-se. 3c. Gire a corda para queimar todos os lados. 3d. São necessários cerca de 30 segundos para que se chegue até a fusão completa de até 1 cm da corda. 3e. A fita pode ser aplicada, como descrito anteriormente, para um melhor acabamento.

de SolTura rápida

Este nó simples e fácil de amarrar é usado frequentemente por tratadores de equinos. Sua principal desvantagem é que ele continua a ser apertado quando a extremidade longa da corda é puxada, o que por vezes pode tornar difícil a sua liberação.

Finalidades • Para amarrar um cavalo ou lhama a um poste, esteio ou argola. • Permite que a corda guia seja desatada com rapidez e facilidade simplesmente puxando a extremidade livre. • Para garantir qualquer contenção com corda que necessite ser desfeita rapidamente.

procedimenTo

para amarrar um nó de SolTura rápida

Ação técnica

Fundamentação/extensão

1. Passe a corda sobre a argola ou esteio, da esquerda para

1a. Dê à extremidade curta pelo menos 45-60 centímetros

a direita. 2. Faça uma alça na extremidade curta e passe-a sobre a

de comprimento. 2a. A alça deve ter cerca de 10-15 cm de diâmetro.

extremidade longa (Figura 1-2A). 3. Passe a extremidade curta por trás da longa, lace e puxe

3a. Dê à laçada pelo menos 25 cm de comprimento.

a laçada (uma dobra de corda) para dentro da alça (Figura 1-2B). 4. Puxe a laçada para apertar o nó.

4a. Os animais aprendem rapidamente como desatar este nó puxando a ponta curta, por isso, você pode passar a extremidade curta através da laçada.


6

Procedimentos

c l í n i c o s v e t e r i n á r i o s n a P r át i c a d e g r a n d e s a n i m a i s

A

B

Figura 1-2 (A) Fazendo uma alça na extremidade curta colocada sobre a extremidade longa ou sobre a corda presa ao cabresto do animal. (B) Passando a laçada por dentro da alça.

bolina

O nó bolina é provavelmente o primeiro nó aprendido por aqueles que trabalham com barcos e água, pois não importa quanta força for tracionada contra ele, ainda pode ser desatado. Este nó tem esse nome por ter sido usado durante séculos para proteger a linha de reboque para a proa de um barco.

Finalidades • Utilizado para se fazer uma alça de diâmetro fixo. • Facilmente desatado, mesmo quando apertado firmemente, sendo assim utilizado para prender um animal em um local ou para arrastar um animal morto.

procedimenTo

para amarrar um nó bolina

Ação técnica

Fundamentação/extensão

1. Faça uma alça na ponta longa da corda de modo que

sua extremidade curta se sobreponha à extremidade longa (Figura 1-3A). 2. Passe a extremidade curta da corda para cima através

2a. Este é o coelho que sai do buraco.

da alça. 3. Avance sob a ponta mais longa da corda e segure a extremidade curta de modo que ela envolva a extremidade longa (Figura 1-3B).

3a. Este é o coelho correndo em volta da árvore.


Cordas

4. Passe a extremidade curta da corda para trás através da

e nós

7

4a. Este é o coelho correndo de volta para dentro do

alça na direção oposta da primeira passagem (Figura

buraco.

1-3C). 5. Aperte o nó puxando ambas as extremidades, longa

e curta.

A

B

C

Figura 1-3 (A) Observe atentamente a forma como esta alça foi formada. É importante que a extremidade curta atravesse a extremidade mais longa. (B) Envolvendo a extremidade curta da corda ao redor da longa. (C) Passe a extremidade curta através do laço e puxe na direção indicada pela seta.

FalSo

É assim chamado pela forma como desaparece se as extremidades livres forem puxadas, o nó falso é de útil conhecimento quando você precisa proteger ou imobilizar os membros de um animal. Corretamente amarrado, o nó conterá rapidamente sem afetar a circulação sanguínea, mesmo que o animal lute contra ele.

Finalidade • Usado para amarrar dois membros conjuntamente.

procedimenTo

para amarrar um nó FalSo

Ação técnica

Fundamentação e aplicação

1. Segure o centro da corda nas duas mãos.

1a. A mão direita deve ser posicionada com o polegar para cima; o polegar da mão esquerda, para baixo.

2. Gire ambas as mãos para a esquerda para formar duas alças.

2a. Agora, os dois polegares estão no meio, um de frente para o outro (Figura 1-4A).


8

Procedimentos

c l í n i c o s v e t e r i n á r i o s n a P r át i c a d e g r a n d e s a n i m a i s

3. Junte as alças, de tal maneira que haja sobreposições das alças direita e esquerda.

3a. Sobreponha pelo meio, para que um dos lados da alça direita fique no meio da alça esquerda.

4. Puxe o lado da alça direita através da alça esquerda e o

4a. Figura 1-4B.

lado mais próximo da alça esquerda através e sobre a alça direita. 5. Puxe ambas as mãos em sentidos contrários para criar duas alças atadas e juntas pelo meio. Ver Figura 1-4C. 6. Coloque cada alça em um membro e puxe as duas pontas firmemente para apertar os laços em torno das

5a. Se você puxar as pontas da corda quando as alças não estiverem preenchidas, o nó todo será desfeito. 6a. Termine com um nó simples ou nó corrediço para manter o animal contido.

pernas.

A

B

C

Figura 1-4 (A) Observe como as mãos estão posicionadas em relação uma à outra e também em relação à corda. (B) Passe as duas alças, uma através da outra. (C) Puxe na direção indicada pelas setas.

verdadeiro

Também conhecido como “nó de porco”. As pessoas que trabalham regularmente com gado utilizam este nó o tempo todo, muitas vezes amarrando-o com pouca ou nenhuma força.

Finalidades • Para prender uma corda a um poste, esteio ou argola, quando ela não precisa ser liberada rapidamente. • Pode ser usado para amarrar um cavalo, uma vaca ou lhama a um objeto, embora isso não seja recomendado por razões de segurança.

procedimenTo

para Fazer um nó verdadeiro

Ação técnica

Fundamentação/extensão

1. Passe a corda em torno do poste.

1a. Pode ser um esteio, argola ou o que você desejar para amarrar.


Cordas

2. Passe a extremidade curta sob a extremidade longa e

9

2a. Na verdade, você está criando um laço fechado em

depois volte-a por cima. 3. Continue para baixo entre o poste e o laço que você

e nós

torno do poste. 3a. Figura 1-5A.

acabou de formar. 4. Puxe-o bem firmemente.

5. Passe a extremidade curta sobre e sob a extremidade

longa, formando um laço. 6. Passe a extremidade curta através do laço e puxe-o

6a. Figura 1-5B.

firmemente.

A

B

Figura 1-5 (A) Puxe na direção mostrada pela seta. (B) Segunda metade do nó verdadeiro.

amarração

da cauda

Muitas vezes amarramos cordas na cauda dos equinos, pois isso ajuda a manejar o animal de maneira mais eficaz. Os equinos têm a cauda muito forte, que pode suportar seu peso corporal. Os bovinos, por outro lado, têm a cauda muito fraca, que pode ser quebrada ou mesmo arrancada, caso sejam amarrados por elas.

Finalidades • Usado para levantar ou mover o posterior de um cavalo caído ou atáxico. • Usado em equinos para prender um cavalo ao outro, prender a cabeça à cauda (como em uma linha de vagões). • Usado em equinos para desviar a cauda. • Pode ser usado em bovinos, mas apenas para segurar a cauda de lado, nunca para levantar ou mover o animal.


10

Procedimentos

procedimenTo

c l í n i c o s v e t e r i n á r i o s n a P r át i c a d e g r a n d e s a n i m a i s

para a amarração da cauda

Ação técnica

Fundamentação/extensão

1. Coloque uma corda sobre a cauda na ponta de seu

1a. Dê à extremidade curta cerca de 45 cm de

osso.

comprimento.

2. Dobre todos os pelos da cauda por cima da corda.

2a. Isso pode ser difícil em cavalos com cauda muito curta e fina.

3. Passe a extremidade curta da corda por trás da cauda e

faça nela uma laçada. 4. Passe a laçada sobre a cauda dobrada e por baixo da

4a. Figura 1-6A.

corda que é enrolada em torno da cauda. 5. Puxe firmemente.

A

5a. Figura 1-6B.

B

Figura 1-6 (A) Passando a laçada através do laço da cauda. (B) Finalizando a amarração da cauda.

alça

Trançada

Colocar uma alça trançada em uma corda a torna útil para muitas situações. Uma vez realizada a técnica de trançar, você poderá unir duas cordas ou finalizar a extremidade da corda pela trança.

FinalidadeS • Criar um laço permanente na extremidade de uma corda que possa suportar grande quantidade de força. • Base para a criação de uma argola em um laço.


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Procedimentos clínicos veterinários na prática de grandes animais Jody Rockett e Susanna Bosted Quando se trata de trabalhar com animais de grande porte, uma ampla e variada gama de competências deve ser dominada pelo potencial zootecnista ou futuro médico veterinário. Da contenção dos animais à coleta de amostras, do exame físico à anestesia, espera-se que os membros da equipe médica veterinária exerçam as melhores e mais atuais práticas. Esta obra aborda questões com esse enfoque de forma clara e concisa. A intenção das autoras foi responder objetivamente às questões críticas que surgem durante o aprendizado de um novo processo: “O que é preciso, o que se deve fazer e o que pode dar errado?” Em última análise, o objetivo desta obra foi fornecer tais respostas de modo clinicamente acessível, eliminando a necessidade de consultar textos mais tradicionais. Assim, estudantes, técnicos e profissionais leitores de Procedimentos clínicos veterinários na prática de grandes animais certamente o considerarão um livro de conteúdo conciso, confiável e informativo.

Aplicações Esta obra foi escrita para estudantes de graduação em Medicina Veterinária e para estudantes e profissionais da área de zootecnia que possuem interesse em um aprofundamento no assunto.

ISBN 13 978-85-221-1162-6 ISBN 10 85-221-1162-6

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Procedimentos clínicos veterinários na prática de grandes animais  

Quando se trata de trabalhar com animais de grande porte, uma ampla e variada gama de competências deve ser dominada pelo potencial zootecni...

Procedimentos clínicos veterinários na prática de grandes animais  

Quando se trata de trabalhar com animais de grande porte, uma ampla e variada gama de competências deve ser dominada pelo potencial zootecni...

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