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Ana Moutinho Agrupamento de Escolas de Leรงa do Balio

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O Livro de actividades

A – Actividades na sala de aula B – Percursos a realizar na Actividade em Ambiente de Exterior

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C – Actividades experimentais

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D – Actividades de pesquisa

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Anexos: Poster 1A, Poster 1B, Poster 1C, Poster 1D

A – Actividades na sala de aula A1 – Processos de orientação expeditos

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A2 – Que tipo de rochas existem?

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A3 – Vamos identificar os minerais do granito

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O Livro de actividades

A1 – Processos de orientação expeditos Objectivo: Compreender o que é a orientação. Compreender o que é a projecção vertical numa carta topográfica.

Conceitos: Orientação, métodos expeditos de orientação e projecção vertical.

Fundamentos teóricos O termo “Orientação” refere-se à operação pela qual se fica apto a determinar, observar ou retomar uma direcção, ou seja, o processo de determinar um dos pontos cardeais, o que conduz ao conhecimento dos outros. Entre os processos de orientação, uns podem ser considerados como rigorosos (utilizando as cartas topográficas e/ou bússolas), outros como expeditos. Destes últimos, os mais comuns para serem aplicados de dia, são: A – Pelo Sol (Nascer e Pôr do Sol) O Sol nasce a ESTE (ou Nascente) e põe-se a OESTE (ou Poente). Ao meio-dia solar o Sol passa no meridiano do lugar, indicando no hemisfério Norte, o SUL. B – Pelo processo da vara (Figura 1)

Figura 1 – Processo da vara

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O Livro de actividades

C – Pelo processo do relógio (Figura 2)

Figura 2 – Processo do relógio

Uma carta topográfica representa a projecção vertical do posicionamento relativo dos objectos, sejam eles edifícios, estradas, árvores, etc. Se observares na vertical a tua sala de aula ou a tua mesa de trabalho, obténs imagens semelhantes às da Figura 3.

Sala de aula

Mesa de trabalho

Figura 3 – Projecção vertical do posicionamento relativo dos objectos.

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A2 – Que tipo de rochas existem?

Objectivo: Reconhecer a diversidade das rochas.

Material Amostras de rochas com diferente cor, textura e composição mineralógica. Lupa. Mapa Educativo – Ciclo das Rochas / Classificação das Rochas Magmáticas.

Metodologia 1. Agrupar as amostras segundo características que aparentam ser comuns. 2. Revelar quais os critérios que estiveram presentes na formação dos grupos de rochas. 3. Comparar o resultado com a classificação utilizada pelos geólogos.

Observação e discussão dos resultados Discussão alargada ao grupo-turma dos critérios aplicados e dos resultados.

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A3 -Vamos identificar os minerais do granito

Objectivos: Compreender que os minerais são as unidades básicas constituintes das rochas. Utilizar uma chave dicotómica para identificar os minerais presentes no granito. Observar amostras de mão.

Conceitos: Rocha, mineral, chave dicotómica, amostras de mão, quartzo, feldspato, moscovite, biotite.

Material Amostras de diferentes granitos Amostras de quartzo, feldspato, moscovite e biotite Lupas Chave dicotómica

Observação e discussão dos resultados Compara e discute os resultados com os teus colegas e professor.

Chave dicotómica A Mineral de estrutura maciça ………………………………… Mineral de estrutura folheada ……………………………….

B C

B Mineral de brilho vítreo, incolor ou podendo apresentar tonalidades muito ligeiras ……………………………............ Mineral sem brilho (baço), de cor bege clara ou com tonalidade rosada ……………………………………………. C Mineral que se separa em sucessivos planos paralelos de cor escura (preto) …………………………………………... …. Mineral que se separa em sucessivos planos paralelos de cor clara a incolor …………………………………………...….

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Quartzo Feldspato

Biotite Moscovite


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Pág. Paragem 1

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Paragem 2

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Paragem 3

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Paragem 4

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Paragem 5

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A tua permanência no exterior da escola, a tua conduta e o trabalho que vais executar devem ser orientados pelo princípio do respeito do local onde te encontras.

Atende aos conselhos dos teus professores. Caminha sem pressas, em pequenos grupos, procurando seguir em fila indiana quando circulares, cumprindo as normas de segurança como peão.

Adopta uma atitude calma que te permitirá usufruir mais e melhor dos pontos de interesse e do trajecto entre esses pontos.

Tranquilidade, curiosidade e organização são factores imprescindíveis para o sucesso da realização das tuas actividades.

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Percursos a realizar na Actividade em Ambiente de Exterior Os três percursos, com cinco Paragens, situam-se na área circundante da Escola E.B. 2/3 de Leça do Balio, abrangendo os concelhos de Matosinhos e da Maia (Figura 1).

A zona que vamos estudar é abrangida pela: Carta Militar de Portugal, Folha 110 (Maia) à escala 1:25 000; Carta Geológica de Portugal, folha 9-C (Porto) à escala 1/50 000; Carta Geológica de Portugal, folha 1 (escala 1/200 000); Carta de Materiais de Construção e Exploração Mineiras pertencente à Carta Geotécnica do Porto à escala 1/25 000.

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Figura 1 – Localização da área de estudo na Carta Militar de Portugal, Folha 110. 8


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1. Orienta a Carta Militar de Portugal (Folha 110) com a ajuda da bússola e identifica o percurso que vais realizar até à Igreja de Santa Maria de Leça. 2. Calcula a distância que terás de percorrer. _______________ 3. Determina a direcção em que te vais deslocar. No caso de não teres acesso a uma bússola, procura orientar-te através de um dos métodos de orientação expeditos. 4. Anota a hora de saída da escola. __________________ 5. Anota a hora de chegada ao local. _____________ 6. Localiza na Carta Militar o local onde te encontras. 7. Posiciona-te de frente para o Portal principal da Igreja. 8. Qual é a orientação do Portal? _____________E do monumento? ____________________ 9. Observa três das pedras aplicadas na construção e que se localizam no Alçado Oriental da Torre, segundo o esquema da Figura 2. Descreve macroscopicamente o granito, utilizando o Quadro A.

A B

C

Figura 2 – Esquema de localização de três pedras a estudar. Alçado Oriental da Torre.

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Quadro A – Descrição macroscópica das pedras de granito A, B e C. Pedra

Cor

Minerais constituintes e dimensão

Textura

Granulometria

Tipo de rocha

Aspectos relevantes

A

B

C

9.1 - Esquematiza a lápis cada uma das pedras A, B e C, desenhando o tamanho relativo dos seus grãos.

Pedra A

Pedra B

Pedra C

10. Localiza na Carta Geológica de Portugal 1: 200 000 a Igreja de Santa Maria de Leça. Qual é a designação do granito que corresponde à mancha cor-de-rosa? _____________________________________________________________________________

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Observa o Poster 1A 11. Posiciona-te de frente para a parede Sul, do lado esquerdo do Portal Sul. Localiza com a ajuda de um colega, a 6ª pedra (a contar do Portal) na 2 ª fiada a contar do solo. Observa com atenção. Tacteia a superfície da pedra com a ponta dos dedos. 11.1 - O que sentes? 11.2 - Sugere uma hipótese que explique essa sensação ao tacto.

12. Observa mais algumas pedras e regista a frequência relativa desse fenómeno.

13. Observa as figuras dos capitéis no Portal Sul. 13.1 - Sugere uma hipótese para a perda de pormenor das formas das figuras.

13.2 – Como prevês que vá evoluir este fenómeno?

14. Observa a Figura A3. Localiza na parede Sul a presença de colonização biológica, indicando: 14.1 – A cor.

14.2 – A forma.

14.3 - Porque razão, no teu entender, aparece mais colonização de seres vivos numas áreas relativamente a outras?

Observa agora o Poster 1B: 11


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15. Caminha até à Fachada Ocidental (não pises o canteiro junto à Torre). 15.1 – Procura no lado esquerdo do portal, as pedras que correspondem à Figura B1. Descreve o que observas.

15.2 – Nas pedras laterais dos capitéis do Portal Ocidental, podes observar a formação de Crostas Negras. Que cor apresentam? Sugere uma explicação para essa cor, analisando as Figuras B2 e B3.

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Interior da Igreja Pia Baptismal Sarcófago de D, Garcia Martins Túmulo do Balio Frei João Coelho (Obra de Diogo Peres, o Moço)

16. Caminha dentro da Igreja em silêncio. Direcciona-te para o Portal Ocidental e aproxima-te da Pia Baptismal. Observa a pedra com que foi construída. 16.1– Que diferenças observas entre a rocha utilizada na construção da Igreja do Mosteiro e a pedra da pia baptismal, quanto à: Cor: ___________________________ Grãos visíveis/ grãos invisíveis à vista desarmada (risca o que não interessa) 16.2– Como classificas o tipo de rocha? ________________________________

17. Caminha de seguida, ao longo da parede interior Norte, até ao Sarcófago de D. Garcia Martins. 17.1 – Que tipo de rocha foi utilizada para a sua construção? 17.2 – Tacteia a superfície da pedra. É rugosa / é lisa. (envolve com um círculo a resposta). 17.3 – Observa as formas dos Leões que formam as bases do sarcófago. Sugere uma explicação para a perda de pormenor destas esculturas.

18. Caminha agora para a Capela de Ferro (absidíolo Norte) no lado esquerdo da Capela-Mor. Para em frente ao Túmulo do Balio Frei João Coelho. Observa a pedra com que foi construído. 18.1 – Que tipo de rocha será? _______________________________ 18.2 – Repara nos pormenores escultóricos quer do Anjo que segura a inscrição, quer na Cabeceira. Com base nas características que observas neste tipo de rocha, sugere uma explicação para que tenha sido possível ao artista um trabalho escultórico tão pormenorizado e perfeito.

Sai da Igreja sem “pressas” ou “correria”, mantendo o silêncio. 13


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1. Orienta a Carta Militar de Portugal (Folha 110) com a ajuda da bússola identifica o percurso que vais realizar até à Ponte de Ronfes (ou da Azenha). Calcula a distância que tens de percorrer.

Ponte de Ronfes ou Ponte da Azenha

2. Determina a direcção em que te vais deslocar. No caso de não teres acesso a uma bússola, procura orientar-te através de um dos métodos de orientação expeditos. 3. Anota a hora de saída da escola. __________________ 4. Anota a hora de chegada ao local. _____________ 5. Localiza na Carta Militar o local onde te encontras. 6. Que tipo de rocha foi utilizado na construção da Ponte? _________ 7. Sugere uma explicação para que tenha sido este tipo de rocha a ser aplicado e não outra.

8. Identifica o/os tipo/s de deterioração presentes na pedra (Não circules na ponte).

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Escola E.B. 2/3 de Leça do Balio/ Cruzeiro do Araújo/Igreja do Araújo/Ponte de Ronfes

1. Orienta a Carta Militar de Portugal (Folha 110) com a ajuda da bússola e identifica o percurso que vais realizar desde a Ponte de Ronfes até ao Largo do Araújo.

2. Determina a direcção em que te vais deslocar. No caso de não teres acesso a uma bússola, procura orientar-te através de um dos métodos de orientação expeditos.

3. Anota a hora de saída da Paragem 2.

4. Anota a hora de chegada ao local da Paragem 3.

5. Localiza na Carta Militar o local onde te encontras. Cruzeiro do Araújo

6. Posiciona-te junto ao Cruzeiro. 6.1 – Que tipo de rocha foi utilizado na construção do Cruzeiro? 6.2 – Identifica o/os tipo/s de deterioração presentes na pedra.

7. Relativamente à Igreja do Araújo: 7.1 – Que tipo de rocha foi utilizada para a sua construção?

Igreja do Araújo

7.2 – Compara o grau de deterioração da pedra com o grau de deterioração observado na Igreja de Santa Maria de Leça. Consideras que está mais, igual ou menos deteriorada? Justifica a tua escolha.

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Escola de Gondivai/Estação da CP (Leça do Balio)

1. Orienta a Carta Militar de Portugal (Folha 110) com a ajuda da bússola e identifica o percurso que vais realizar até à antiga estação da CP, passando pela escola de Gondivai.

2. Determina a direcção em que te vais deslocar. No caso de não teres acesso a uma bússola, procura orientar-te através de um dos métodos de orientação expeditos. 3. Anota a hora de saída da escola. 4. Anota a hora de chegada à escola de Gondivai.

Escola de Gondivai

5. Localiza na Carta Militar o local onde te encontras.

6. Que tipo de rocha foi utilizado na construção desta escola? ______________________

7. Esta escola foi alvo de obras de restauro e ampliação recentes. Procura saber há quanto tempo terminaram.

8. Observa a cor e o aspecto das pedras. Sugere uma explicação para o facto de não apresentarem desagregação granular tão forte como a que foi observada na Igreja de Santa Maria de Leça.

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9.

Orienta a Carta Militar de Portugal (Folha 110) com a ajuda da bússola e identifica o percurso que vais realizar até à antiga estação da CP.

10.

Determina a direcção em que te vais deslocar. No caso de não teres acesso a uma bússola, procura orientar-te através de um dos métodos de orientação expeditos.

11. Anota a hora de saída da Paragem 4. __________________

Estação da CP de Leça do Balio

13. Anota a hora de chegada ao local. _____________ 14. Localiza na Carta Militar o local onde te encontras. 15. Que tipo de rocha foi utilizado na construção desta estação? ______________________ 16. Observa a cor e o aspecto das pedras. Sugere uma explicação para o facto de apresentarem manchas escuras.

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C1 – Como é que se altera o granito na presença da água?

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C2 – O granito absorve água?

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C3 – Existirão partículas sólidas no ar?

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C4 – Qual a origem das partículas sólidas que existem no ar?

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C1 – Como é que se altera o granito na presença da água?

Objectivo: Comparar o produto final que resulta da permanência com a água de uma amostra de granito são e de uma amostra de granito alterado.

Procedimento experimental

Material Amostra de granito são Amostra de granito alterado Tina de vidro ou copo grande de vidro Água

Metodologia 1. Coloca cada uma das amostras (de granito são e de granito alterado) dentro do recipiente de vidro 2. Adiciona água de forma a cobrir totalmente a amostra 3. Espera três semanas 4. Observa e regista os resultados

Discussão Sugere uma explicação para a diferença observada entre o resultado final para a amostra de granito são e a amostra de granito alterado.

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C2 – O granito absorve água?

Objectivo: Observar a capacidade de absorção de água no granito em granito alterado e em granito são.

Procedimento experimental

Material Estufa / Tina de vidro / Água / Balança de precisão Amostras de granito são / Amostras de granito alterado

Metodologia 1. 2. 3. 4. 5. 6. 7.

Pesa as amostras e regista o valor obtido Coloca as amostras na estufa à temperatura de 60ºC. Pesa novamente e regista o valor obtido Repete os passos 1 e 2 até obteres um peso constante Coloca as amostras em água dentro da tina de vidro durante algumas horas Pesa as amostras Regista o peso final

Observação e discussão dos resultados Compara os dados obtidos para a amostra de granito são com os dados obtidos para o granito alterado. Sugere uma explicação para a diferença observada.

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C3 – Existirão partículas sólidas no ar?

Objectivo: Construir um colector de partículas muito simples Identificar a existência de partículas sólidas no ar

Conceitos: Poluente do ar, poluição atmosférica, colector de partículas

Procedimento experimental

Material Filtros de café / Vaselina / Lupa binocular

Metodologia 1. 2. 3. 4. 5. 6. 7.

Desenha em cada filtro pequenos quadrados com 2cm de lado. Coloca uma pequena quantidade de vaselina no meio do filtro Espalha a vaselina de forma a formar uma fina camada na superfície do filtro Coloca os colectores na vertical, em diferentes áreas da escola, de tua casa, etc. Espera duas semanas Observa os filtros à lupa binocular e faz a contagem das partículas Regista os resultados numa tabela

Observação e discussão dos resultados Compara os teus resultados com os dos teus colegas.

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C4 – Qual a origem das partículas sólidas que existem no ar?

Objectivo: Identificar a origem de partículas sólidas no ar

Conceitos: Poluição atmosférica, poluente do ar, agente poluente

Procedimento experimental

Material Dados obtidos pelos colectores de partículas Carta Militar à Escala 1:25 000 (Folha 110)

Metodologia 1. Compara os dados obtidos nos diferentes locais 2. Tenta localizar, para cada local observado, a proximidade ou não de agentes poluentes

Observação e discussão dos resultados Sugere explicações para as diferenças obtidas entre os colectores.

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Podem ser desenvolvidas em grupo, em que cada grupo desenvolve um ou mais temas que apresentará posteriormente à turma.

D1 –Formas geométricas na Igreja de Santa Maria de Leça.

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D2 – Que formas geométricas consegues identificar na Igreja de Santa Maria de Leça?

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D3 – O que é que se observa na desagregação granular de uma pedra de granito da Igreja de SantaMaria de Leça?

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D4 – O que é que se observa nas crostas negras da Igreja de Santa Maria de Leça?

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D5 –Haverá seres vivos a colonizar as pedras de granito da Igreja de Santa Maria de Leça?

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D6 – Haverá semelhanças entre as partículas sólidas que estão na atmosfera e as cinzas volantes que aparecem nas pedras da Igreja de Santa Maria de Leça?

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D7 – Qual será a origem das partículas sólidas e das cinzas volantes?

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D8 – Qual será a idade do granito aplicado na construção da Igreja de Santa Maria de Leça?

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D9 – De onde veio a pedra para construir a Igreja de Santa Maria de Leça?

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D1 – Formas geométricas na Igreja de Santa Maria de Leça?

Objectivo: Identificar e descrever formas geométricas presentes em construções de pedra.

Conceitos: Forma geométrica, sólido geométrico, poliedros, não-poliedros e polígonos.

Breves fundamentos teóricos Olhando à tua volta, podes verificar que todos os dias lidas com objectos que fazem lembrar sólidos geométricos: uma vela, um globo terrestre, uma bola de basquete, uma caixa. Também existem monumentos cujas formas geométricas são tuas conhecidas: as pirâmides do Egipto, o cubo da Ribeira, a torre de Pisa … Os sólidos geométricos podem dividir-se em dois grupos: poliedros e não-poliedros (Figura 1). Poliedros

Não-poliedros

Figura 1 – Poliedros e não-poliedros. Ao observares os sólidos geométricos, vês que entre eles existem semelhanças. Todos são figuras planas limitadas por segmentos de recta, isto é, são polígonos. Polígono é uma figura plana limitada apenas por segmentos de recta. Como exemplo para o teu trabalho, observa a Figura 2.

Figura 2 – Definição dos sólidos geométricos no Sarcófago de D. Garcia Martins. (Interior da Igreja de Santa Maria de Leça). 24


D2 – Que formas geométricas consegues identificar na Igreja de Santa Maria de Leça?

(Actividade sugerida pelo Grupo de Estágio de Matemática no ano lectivo 2003/2004)

Objectivo: Identificar e descrever formas geométricas presentes em construções de pedra.

Conceitos: Forma geométrica, sólido geométrico, poliedros e não-poliedros.

Procedimento Material Máquina fotográfica (pessoal ou a máquina digital da escola) / lápis, borracha folhas de papel de desenho / folhas de papel vegetal

Metodologia 1. Observa a construção em pedra que tens pela frente. 2. Identifica as formas geométricas que estão presentes na construção em granito que estás a estudar. 3. Regista sob a forma de fotografia ou de desenho.

Observação e discussão Observa a reportagem fotográfica, definindo de seguida, com o papel vegetal, as formas geométricas que vais encontrando. Identifica essas formas. Compara com os resultados obtidos pelos teus colegas. Sugestão: Podes montar uma exposição com os resultados.

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D3 – O que é que se pode observar na desagregação granular de uma pedra de granito da Igreja de Santa Maria de Leça? Objectivos: Observar imagens de desagregação granular ao MEV. Compreender que o património construído em pedra sofre deterioração.

Conceitos: Microscópio electrónico de varrimento, desagregação granular, deterioração da pedra, observação ao microscópio, observação macroscópica. Procedimento Material Computador (PC da sala de aula ou do Centro de Recursos Educativos) Ficheiros em CD-ROM de imagens obtidas ao MEV de amostras de desagregação granular obtidas das pedras de granito da Igreja de Santa Maria de Leça Poster A Metodologia 1. Observa as imagens de desagregação granular nas pedras da Igreja de Santa Maria de Leça. 2. Descreve o que observas em cada uma delas. Observação e discussão Sugere uma relação entre o que observas nas imagens e o resultado da observação macroscópica na actividade da Paragem 1 (questões 11 a 13). Qual será a origem da desagregação dos grãos do granito? Imagens de desagregação granular obtidas ao MEV:

Gesso

Gesso

Feldspato

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D4 – O que é que se observa nas Crostas Negras da Igreja de Santa Maria de Leça?

Objectivos: Observar imagens de crostas negras ao MEV. Compreender que o património construído em pedra sofre deterioração.

Conceitos: Microscópio electrónico de varrimento, crosta negra, deterioração da pedra, cinzas volantes de superfície lisa (CVL) e cinzas volantes de superfície porosa (CVR), composição química, espectro químico.

Procedimento Material Computador (PC da sala de aula ou do Centro de Recursos Educativos) Ficheiro em CD-ROM de imagens obtidas ao MEV de amostras de crostas negras com cinzas volantes lisas e cinzas volantes porosas Espectros químicos de cinzas volantes Poster B Metodologia 1. Observa as imagens de crostas negras obtidas na Igreja de Santa Maria de Leça 2. Descreve o que observas em cada uma delas 3. Descreve a forma das cinzas volantes de superfície lisa e a forma das cinzas volantes porosas 4. Analisa os espectros das cinzas volantes e regista quais são os elementos químicos que formam cada uma delas

Observação e discussão A. Sugere uma relação entre o que observas nas imagens e a observação macroscópica na actividade da Paragem 1 (Questão 14). Qual será a origem das cinzas volantes que aparecem nas crostas negras?

B. Distingue quanto à forma as cinzas volantes de superfície lisa das cinzas volantes porosas. Analisa a composição química de uma e de outra. Qual é a composição química das CVL? E das CVP? Comenta as diferenças entre uma composição e outra. As imagens da Figura A são de crostas negras ao MEV (incluídas no CD - ROM):

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Gesso

Gesso

Gesso

Gesso

FIGURA A – Imagens de crostas negras obtidas no MEV. A Figura B apresenta o espectro de uma CVR (B1) e de uma CVL (B2). Atenção: O símbolo químico Au, que representa o elemento químico ouro, não é um dos constituintes das cinzas volantes. Faz parte do revestimento da amostra para que possa ser observada ao MEV.

B1 – Espectro de Cinza Volante de superfície Lisa

B2 – Espectro de Cinza Volante Porosa

Figura B – Espectros de cinzas volantes de crosta negra. 28


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D5 – Haverá seres vivos a colonizar as pedras de granito da Igreja de Santa Maria de Leça?

Objectivos: Reconhecer a existência de seres vivos e o seu contributo para a deterioração das pedras de granito da Igreja de Santa Maria de Leça. Compreender que o património construído em pedra sofre deterioração.

Conceitos: Microscópio electrónico de varrimento (MEV), ser vivo, colonização biológica, biodeterioração.

Procedimento Material Computador (PC da sala de aula ou do Centro de Recursos Educativos) Ficheiro em CD-ROM de imagens obtidas ao MEV de amostras de colonização biológica obtidas em pedras de granito da Igreja de Santa Maria de Leça.

Metodologia 1. Observa as imagens de colonização biológica obtidas na Igreja de Santa Maria de Leça. 3. Descreve o que observas em cada uma delas, tentando classificar os seres vivos.

Discussão A. Sugere uma explicação para a presença destes seres vivos nas pedras da igreja. B. Sugere uma relação entre a presença destes seres vivos e a deterioração da pedra.

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D6 – Haverá semelhanças entre as partículas sólidas que estão na atmosfera e as cinzas volantes que aparecem nas pedras da Igreja de Santa Maria de Leça?

Objectivo: Descobrir a relação entre as partículas sólidas na atmosfera com as cinzas volantes que aparecem nas pedras da Igreja de Santa Maria de Leça.

Procedimento Material: PC da sala de aula ou do Centro de Recursos Educativos

Metodologia

Consulta no site www.dra-n.pt/temas/ambiente/ar/qualidade/estações/lca.html os dados obtidos na Estação de Medição da Qualidade do Ar localizada na Escola E.B. 2/3 de Leça do Balio. Analisa os elementos químicos das partículas sólidas. Compara com os resultados obtidos na actividade D4.

Discussão Que podes concluir sobre a origem das cinzas volantes que surgem nas pedras de granito da Igreja de Santa Maria de Leça?

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D7 – Qual será a origem das partículas sólidas e das cinzas volantes?

Objectivo: Identificar a origem das partículas sólidas e das cinzas volantes.

Procedimento

Material: Carta Militar 1/25 000 Folhas de papel vegetal Fundo documental local do Centro de Recursos Educativos

Metodologia Informa-te sobre a existência de indústrias na zona envolvente da Igreja de Santa Maria de Leça e da Escola. Localiza-as na Carta Militar 1/25 000.

Discussão 1. 2.

Qual é a sua localização relativamente à Igreja? E à Escola? E relativamente aos ventos dominantes nesta região? Assinala na Carta Militar a sua localização (sobrepõe numa folha de papel vegetal)

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D8 – Qual será a idade do granito aplicado na construção da Igreja de Santa Maria de Leça?

Objectivo: Utilizar uma Escala de Tempo Geológico. Saber a idade do granito utilizado na construção da Igreja de Santa Maria de Leça.

Conceitos: Escala de tempo geológico, tempo geológico, idade absoluta, geocronologia, método de datação, geistória, milhões de anos (M.a.), era, período. Materiais Escala de tempo geológico

Informações/Discussão

A idade absoluta das rochas é determinada através de métodos que utilizam a radioactividade de certos minerais e o seu estudo designa-se por “Geocronologia”. O estudo mais recente, com recurso ao método de datação pelo U-Pb, atribui ao Granito do Porto a idade de 318 M.a.. Consulta a Escala de Tempo Geológico e procura saber em que: - Período se terá formado o granito que serviu para construir a Igreja de Santa Maria de Leça; - Era se terá formado? - Era e Período foi construído o Mosteiro de Leça do Balio?

As rochas são o reflexo de fases importantes e distintas da História geológica da região. No Centro de Recursos Educativos (CRE) da escola está disponível material que te permite obter informações sobre a História da Terra ou Geistória. Elabora, com base nesses recursos, uma caracterização do planeta Terra durante o Período em que se terá formado o Granito do Porto, referindo: - a posição dos oceanos e continentes; - as espécies de seres vivos que habitavam o planeta; - os acontecimentos mais importantes.

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D9 – De onde veio a pedra para construir a Igreja de Santa Maria de Leça?

Objectivo: Reconhecer a existência e a utilidade das pedreiras.

Conceitos: Pedreira, rocha, afloramento, pedra ornamental, alteração da pedra

Procedimento Material Carta de Materiais (Folha 1), Carta Militar (Folha 110)

Metodologia Observação das colunas, capitéis e ornamentação da Igreja de Santa Maria de Leça. Localização de pedreiras em exploração.

Discussão Porque razão os pedreiros e artistas terão escolhido rocha de grão mais fino para talhar as figuras dos capitéis?

Proposta de uma visita: Consulta a Carta de Materiais do Porto. Localiza as pedreiras mais próximas e informa-te sobre a possibilidade ou não (por razões de segurança) de a tua turma poder visitar uma pedreira. Em alternativa, podes propor uma visita de estudo ao Instituto Geológico e Mineiro (IGM) que se localiza perto da tua escola.

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