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Cláudio Humberto:

TCU manda TSE abrir contas de nova sede, cópia de projeto francês Página 4

André Gustavo:

O que a Espanha tem para nos ensinar sobre grandes eventos

Francisco Baker: O

Jô Vieira:

Página 10

Página 16

Salário Mínimo possível e a opção para novo e melhor cálculo

As esperanças e os riscos das apostas na bolsa para este ano

Gazeta Página 8

Ano I Número 5 R$ 1,00

CIDADANIA & NEGÓCIOS

ENTREVISTA

IMÓVEIS

Páginas 14 e 15

Páginas 5 a 11

O ministro Geddel Vieira Lima e o Governo da Bahia

CARNAVAL

Novos investimentos Os negócios da alegria e a chegam a Lauro de folia dos negócios Freitas e às praias Foto: divulgação

Páginas 18 a 20

O Ferry do mau serviço e o contrato que pune o contribuinte

Páginas 12 e 13

Dois aumentos no preço das passagens supreenderam passageiros

GOLFE: O ESTADO DOS CAMPOS BAIANOS Página 22

JANEIRO 2010


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Editorial

Esperanças para um novo ano

Mais candidato do que nunca, o ministro Geddel Vieira Lima deu entrevista exclusiva ao nosso jornal, que está nas páginas 14 e 15 desta edição. Nela, ele reafirma seu otimismo em relação ao futuro da Bahia e dos baianos. Novos negócios e novos investimentos sublinham mais uma vez a vocação baiana para o ramo imobiliário. Lauro de Freitas, Camaçari, Linha Verde, Estrada do Coco, são alguns dos novos destinos desses empreendimentos, que abarcam todo o espectro de poder de compra do público, das classes emergentes que agora se beneficiam das políticas públicas e privadas de financiamentos especiais, até classes consolidadas no topo da pirâmide sócio-econômica, principalmente as nacionais, que voltam ao mercado, na condição de consumidores e investidores nesses novos tempos. Nossos antenados colunistas, como sempre, brilham nas páginas com comentários sobre os últimos acontecimentos do ano passado e dos primeiros deste novo ano, das expectativas para a bolsa de valores às experiências de países que já sediaram grandiosos eventos como Olimpíadas e Copa do Mundo. Uma momentânea defecção: nossa colunista Gilka Maria goza merecido repouso neste começo de ano, cercada pelo carinho dos seus. E uma novidade: Guillermo Piernes, o principal colunista de golfe do Brasil, radicado em São Paulo, faz sua estréia em nossas páginas, com comentários sobre o esporteque volta a ser olímpico no evento brasileiro- em campos baianos. Piernes, além de experiente jornalista e jogador de golfe, é também consultor desse tema para empresas do Brasil e do exterior. Boa leitura!

Gazeta CIDADANIA & NEGOCIOS

www.gazetacn.com.br

Gazeta

Salvador - Bahia, JAN/2010

CIDADANIA & NEGOCIOS

Onde encontrar o Gazeta CN

Banca América - Comércio-(próxima Caixa) Banca Bispo - Comércio (Pça da Inglaterra)

Banca Mouraria - Comércio (Pça da Inglaterra)

Banca 2 Irmãos –Comércio (Rua da Grécia) Banca Nilo - Piedade (Cidade Alta)

Banca São Felix -2 de Julho (Cidade Alta)

Cláudio Humberto:

TCU manda TSE abrir contas de nova sede, cópia de projeto francês Página 4

André Gustavo:

O que a Espanha tem para nos ensinar sobre grandes eventos

Banca Chagas - Lg Cpo. Grande (Cpo Grande) Banca King´s - Lg Cpo. Grande (Cpo Grande)

Página 10

Página 16

CIDADANIA & NEGÓCIOS

ENTREVISTA

IMÓVEIS

CARNAVAL

Páginas 14 e 15

Páginas 5 a 11

Páginas 18 a 20

O ministro Geddel Vieira Lima e o Governo da Bahia

JANEIRO 2010

Novos investimentos Os negócios da alegria e a chegam a Lauro de folia dos negócios Freitas e às praias

O Ferry dos maus serviços e o contrato que pune o contribuinte Páginas 12 e 13

Banca Vitória - Corredor da Vitória (Vitória)

Banca Nsa Sra das Graças - Lg da Graça (Graça)

Banca Fróes - Rua Amélia Rodrigues (Graça) Banca Neto - Rua Euclides da Cunha (Graça)

Jô Vieira:

As esperanças e os riscos das apostas na bolsa para este ano

Gazeta Página 8

Ano I Número 5 R$ 1,00

Banca Elida- Canela

Francisco Baker: O Salário Mínimo possível e a opção para novo e melhor cálculo

Dois aumentos no preço das passagens supreenderam passageiros

Banca Português - Graça

GOLFE: O ESTADO DOS CAMPOS BAIANOS Página 22

Banca Amargosa - Ondina

Banca Notícia - Rodoviária (Pituba)

EMPRESAS E INSTITUIÇÕES CITADAS

Conab, Sindicato de Fibras, Ademi-BA, Caixa Econômica Federal, Petram, Tecnisa, Habitacon, Tenda, OAS, Cyrela Andrade Mendonça, FM Construtora, Odebrecht Realizações Imobiliárias, Reta Atlântico, Fiesta Hotel Group, Josinha Pacheco Consultoria Imobiliária, Bradesco, Iberostate, Iberostar, Tivoli Hotels & Resorts, Pojuca S.A., Ponto 4 & Coelho da Fonseca, Sol Meliá Hotels & Resorts, Superintendência de Investimentos da Secretaria do Turismo do Estado da Bahia, TWB, Agerba, Seinfra, Companhia Baiana de Navegação (CNB),

Diretor Superintendente Wilson Andrade wilsonandrade@gazetacn.com.br Diretor Editorial Luiz Recena lrecena@gazetacn.com.br

Diretor de Marketing Carlos Chetto carloschetto@gazetacn.com.br

Diretora Comercial Rosangela Lima rosangela@gazetacn.com.br

Editora-Chefe Rozane Oliveira rozaneoliveira@gazetacn.com.br Gerente de Conta Alvaro Jaques alvaro@gazetacn.com.br

O Consórcio Marítimo da Bahia (Comab), Banco do Nordeste do Brasil – BNB, Vulcabras/Azaléia, Indústria de Calçados Castro Alves, Grupo Dass, Bibi Nordeste, OAS/Odebrecht, Coral, Hospital Santo Amaro, Fundação José Silveira, Clínica Gênese, Banco Itaú, Nova Schin, Petrobras, Samsung, Saltur, Ambev, Paranapanema, OCP/Mago, Mago/Caco de Telha, Camarote e Marketing, Instituto Vox Populi, Agência Brasil, CVC, Fipe, Sindicato de Hotéis, Bares e Restaurantes de Salvador, Secretaria de Turismo da Bahia (Setur).

Ass. Marketing Milena Coelho - milena@gazetacn.com.br Reportagem Aloísio Pontes e Katja Polisseni Diagramação Carlos Vilmar www.carlosvilmar.com.br

Impressão Gráfica Santa Helena

Endereço Rua Barro Vermelho, 310 sala 106 e 107 Rio Vermelho – Salvador-BA CEP: 41940-340 Tel. : (71) 3025-2665Fax: 3025-2681 gazetacn@gazetacn.com.br comercial@gazetacn.com.br


Gazeta

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Indústria

Salvador - Bahia, JAN/2010

CIDADANIA & NEGOCIOS

Sisal terá câmara setorial a partir de março Entidade deverá organizar o setor e promover o crescimento da atividade no estado Aloísio Pontes

Discutir de forma permanente os problemas e as soluções do setor, desde a plantação até a comercialização. Este será o principal objetivo da Câmara Setorial do Sisal, que será instalada em março. Entre as ações práticas já definidas estão a construção de batedeiras comunitárias, cursos de capacitação e facilidade de acesso do pequeno produtor a novas tecnologias do plantio. O lançamento da câmara aconteceu durante o Encontro sobre a Indústria do Sisal, que contou com a participação do secretário Roberto Muniz, da superintendente da Conab para Bahia e Sergipe, Rose Pondé, do presidente do Sindicato de Fibras,

Wilson Andrade, prefeitos e secretários da agricultura dos municípios das regiões produtoras de sisal, produtores, sindicatos e associações de agricultores. Na reunião, a Companhia Nacional de Abastecimento (Conab) apresentou os normativos para a implantação do Prêmio para o Escoamento do Produto (PEP). Tratase de um instrumento da Política de Garantia de Preço Mínimo que consiste em subvenção econômica aos empresários que se disponham a adquirir o sisal diretamente do produtor rural ou de sua cooperativa pelo preço mínimo decretado pelo governo federal - R$ 1,04 o quilo da fibra bruto.

Aristeu Chagas/Agecom

Produção de sisal: câmara promoverá capacitação do produtor

Desde 2007, o governo federal adquire sisal bruto, garantindo o preço mínimo para comercialização do produtor rural, totalizando investimento de R$ 23 milhões. Com o PEP, o governo

não tem mais necessidade de fazer estoques, incentivando o empresário a comprar diretamente do produtor rural. De acordo com a superintendente regional da Conab, Rose Pondé, o governo

federal liberou cerca de R$ 16 milhões para a fixação do preço mínimo ao produtor rural. O Brasil é o maior produtor de sisal do mundo e a Bahia é responsável por 95% da produção da fibra e 89% das exportações nacional, seguida pelos estados da Paraíba e Rio Grande do Norte. A exploração concentrase no Nordeste, geralmente em áreas onde as condições do clima são pouco favoráveis. Atualmente, a cultura do sisal emprega no estado mais de 700 mil pessoas, desde o cultivo até a industrialização. A produção estadual é superior a 267,8 mil toneladas por ano se estendendo por 70 municípios.

BOAS NOVAS PARA AS MICRO E PEQUENAS EMPRESAS DA BAHIA.

Micro e pequenas empresas da Bahia podem comemorar. A nova Lei Estadual de Contratações Públicas sancionada pelo Governador da Bahia confere a elas tratamento diferenciado e favorecido nas licitações do Governo: • Contratações até R$ 80 mil serão realizadas exclusivamente junto às micro e pequenas empresas; • Contratações além de R$ 80 mil do total licitado, terão que 30% ser subcontratado de micro e pequenas empresas; • Contratações além de R$ 80 mil, quando os bens e serviços forem divisíveis, 25% serão contratados diretamente das micro e pequenas empresas; • Nas licitações do Governo do Estado, realizadas localmente deverão ter no mínimo, três fornecedores enquadrados como microempresa ou empresa de pequeno porte; • Foi instituído o Fórum Regional Permanente das Micro e Pequenas Empresas do Estado da Bahia, um espaço para discussões das questões de interesse das micro e pequenas empresas como: crédito, tributos, tecnologia e inovação, capacitação empreendedora, etc; (decreto nº 11.879 de 10 de dezembro de 2009). Para o Sebrae essa conquista traz também o grande desafio de capacitar essas empresas para que possam competir e ampliar mercados através de licitações Públicas.

www.ba.sebrae.com.br | CRS: 0800 570 0800

*LEI Nº 11.619 DE 10 DE DEZEMBRO DE 2009

FOI SANCIONADA A NOVA LEI ESTADUAL* QUE TRATA DE FORMA DIFERENCIADA E QUE VAI FAVORECER MAIS DE 300 MIL PEQUENAS EMPRESAS NAS CONTRATAÇÕES PÚBLICAS DO GOVERNO DO ESTADO.


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Cláudio Humberto chrs@claudiohumberto.com.br

Brasília, quarta-feira, 10 de fevereiro de 2010

TCU mira a sede do TSE, cópia do PC francês

O Tribunal de Contas da União determinou ao Tribunal Superior Eleitoral medidas que evitem o sobrepreço na obra de sua nova sede, em Brasília, após constatar irregularidades. Como a coluna mostrou em abril de 2009, o projeto, com o custo inicial R$ 328,5 milhões, é uma cópia do projeto da sede do Partido Comunista francês em Paris, pelo qual Oscar Niemeyer nada pediu. Mas cobrou R$ 5,9 milhões ao TSE.

Exagerado

Atolado em dívidas, o Partido Comunista da França alugou parte do prédio monumental de sua sede.

Pandora II

Um escândalo com proporções semelhantes ao de Brasília, incluindo mensalão, gravações e etc, está sob investigação no Rio de Janeiro.

Espelho meu

O pedido da OAB de afastamento e prisão do governador José Roberto Arruda, ontem, foi revelado primeiro no site claudiohumberto.com.br.

Campanha sem limites

Os gastos com aviões, hos-

Gazeta

Salvador - Bahia, JAN/2010

pedagem, diárias etc na visita a Governador Valadares foram maiores que as 98 casas inauguradas ontem por Lula.

PR: novo presidente

A Petrobras nega, mas aumentou em R$ 0,08 o preço da gasolina A, o mesmo índice de redução da Cide (Contribuição sobre Intervenção no Domínio Econômico), conforme planilhas de monitoramento de preços das refinarias, em poder da coluna. Dia 1º, passou de R$ 2,38 para R$ 2,467241 em Paulínia (SP) e R$ 2,493973, em Goiânia. A Petrobras reduziu a partir de segunda (8), ainda segundo as planilhas.

Aluna nota 10

Petrobras aumentou a gasolina, indica planilha

Bem com a vida

Agora dono de toda CocaCola nordestina, o senador Tasso Jereissati (PSDB-CE) vive a expectativa do nascimento do primeiro neto.

O ministro Alfredo Nascimento (Transportes) assumirá em abril a presidência nacional do PR, o Partido da República. Pesou na escolha sua proximidade com o presidente Lula e a ministra Dilma Rousseff. Depois da omelete que virou ovo mexido num programa de TV, a ministra Dilma, que é mineira, chamou de Juiz de Fora a cidade de Governador Valadares. Deve ser a “herança maldita” de Lula...

CIDADANIA & NEGOCIOS

“FHC busca dar um rumo para uma oposição sem rumo”

Ainda ministro Tarso Genro, apontando o ex-presidente como “líder” da oposição

para o respeitável público, que terá de engolir a lorota da “anistia humanitária”.

Novo conselheiro

O sociólogo Paulo Sérgio Pinheiro, ex-secretário de Direitos Humanos no governo FHC, integra agora o conselho curador da EBC, estatal de comunicação do governo Lula, no lugar de Luiz Gonzaga Beluzzo.

Põe na conta

O ministro Patrus Ananias (Desenvolvimento Social), do finado Fome Zero, recebeu R$ 3 mil do Itamaraty por uma palestra num seminário promovidos por

CPI da Caixa Preta PODER SEM PUDOR

diplomatas da Fundação Alexandre Gusmão.

A maldição das ‘caixinhas’

A ex-vereadora paulistana Myriam Athiê (PPS), o exchefe de gabinete e um advogado foram condenados pela Justiça paulista por suposta “caixinha” de uma empresa de ônibus. Os três negam. Cabe recurso.

Sono dos justos

Podemos dormir tranquilos, caso o Congresso aprove projeto de lei punindo empresas corruptas. A chance, por fora, é de uns 30%.

Reúne-se nesta quarta, pela primeira vez em 2010, a CPI criada para investigar o duto de dinheiro público para o MST. Na gaveta, 109 requerimentos aguardam votação. Outra que deve terminar em pizza.

Fala que eu te escuto

Ao substituir Tarso Genro nesta quarta, Luiz Paulo Barreto chega ao topo de sua admirada carreira, no Ministério da Justiça.

Até assessores do governador do Amazonas, Eduardo Braga, temem falar ao telefone: sua polícia agora tem o sistema Guardião, que pode gravar centenas de ligações ao mesmo tempo, até à revelia da Justiça.

Jaguatirica biônica

Criada há sete meses, reúne-se nesta quarta a comissão especial da Câmara que investiga as quadrilhas de neonazistas no Brasil.

Tarso Genro (Justiça) disse ontem que “não deixa um pepino” para o presidente Lula, com o caso Cesare Battisti. Deixou um abacaxi

- Pode-se afirmar que a Arena tem no Espírito Santo não um homem que foi indicado ao governo, mas sim uma jaguatirica biônica.

Honra ao mérito

Caça aos nazis

Pizza de abacaxi

Roberto Valadão, ex-prefeito de Cachoeiro de Itapemirim, era líder da oposição na Assembleia Legislativa do Espírito Santo no fim dos anos 1970, quando fez um levantamento das despesas do governador Eurico Resende e descobriu que ele comprava, mensalmente, cerca de 2 mil quilos de carne para abastecer a despensa da ala residencial do Palácio Anchieta. Valadão foi à tribuna denunciar o fato:

Com Teresa Barros e Tiago de Vasconceloswww.claudiohumberto


Gazeta

CIDADANIA & NEGOCIOS

Lauro de Freitas na rota de investimentos

Salvador - Bahia, JAN/2010

Mercado Imobiliário

Foto: Divulgação/João Raimundo/Decom

Disponibilidade de terreno e custos acessíveis garantem diferença de preço de até 25% em relação a imóveis em Salvador Katja Polisseni

O município de Lauro de Freitas, na Região Metropolitana de Salvador, já responde por 20% das vendas de imóveis no estado, conforme pesquisa da Associação dos Dirigentes do Mercado Imobiliário da Bahia (Ademi-BA). Segundo o diretor-técnico da entidade, Luciano Muricy Fontes, de janeiro a outubro de 2009, foram comercializados 9.149 imóveis da Bahia, 1.690 dos quais na cidade vizinha. A pesquisa mensal monitora os mercados de Salvador, Lauro de Freitas, Feira de Santana e Litoral Norte e considera as unidades ofertadas pelos associados da Ademi. Nos últimos anos, a cidade, que é principal acesso para o Litoral Norte, tem atraído investimentos de incorporadores interessados em vender produtos para a classe média. Afinal, o metro quadrado de um imóvel de padrão médio-alto – semelhante aos vendidos na Pituba, em Salvador – custa, em Lauro de Freitas, o mesmo que um imóvel em Brotas. Uma diferença que pode chegar a 25% no valor final do apartamento. No ano passado, com o estímulo do governo federal ao setor imobiliário, com crédito para consumidores e construtoras, a cidade atraiu investimentos no segmento econômico, tanto para famílias com renda de zero a três salários mínimos, como para unidades destinadas a quem ganha de três a seis mínimos. Assim, um novo nicho de mercado

ganha força, o de imóveis enquadrados no programa Minha Casa Minha Vida. O estudo da Ademi aponta que dos 3.481 imóveis lançados na Bahia pelos associados Ademi-BA entre janeiro e outubro de 2009, 220 são em Lauro de Freitas, volume pequeno. Mas a expectativa é que o município seja um grande canteiro de obra nos próximos anos, considerando-se o estoque de lançamentos de 2008, ano em que o setor imobiliário baiano bateu seu próprio recorde, e projetos que estão sendo gestados e devem chegar ao mercado este ano. Muricy ressalta a boa performance da região nos últimos anos. “Tradicionalmente Lauro de Freitas tem a característica de cidade dormitório, muito embora ao longo do tempo já tenha desenvolvido vida própria, com comércio e serviços pujantes. A escassez de áreas de terreno em Salvador, especialmente destinadas às classes C e D (imóveis de valor entre R$ 80 e 150 mil), fez com que a cidade fosse destino de muitos lançamentos para este público. Uma das motivações deste boom imobiliário foi a oferta de crédito e a ascensão social de boa parte da população brasileira”, avalia o diretor da Ademi-Ba. Segundo Muricy, a os empreendimentos destinados à faixa de renda de zero a três salários mínimos, não estão contemplados pela pesquisa da Ademi, uma vez que sua comercialização tem regras próprias e é capitaneada pela Caixa Econômica Federal, estados e municípios.

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Estrado do Coco, Lauro de Freitas: crédito eleva investimento em imóveis para classe média


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Mercado Imobiliário

Gazeta

Salvador - Bahia, JAN/2010

CIDADANIA & NEGOCIOS

Fotos: divulgação

Reserva Parque Residencial, lançado pela Living - braço econômico da Cyrela: infraestrutura completa de lazer em imóveis de dois e três quartos.

Aposta no mercado econômico

A construtora Petram aposta na força do mercado de Lauro de Freitas. O diretor da empresa, Daniel Costa, lembra que em outubro 2008, quando era anunciada a crise internacional, a empresa lançava, juntamente com as paulistas Tecnisa e a Habitacon, o Supremo Family Club, empreendimento com unidades de dois e três quartos localizado estrategicamente no Km 01 da Estrada do Coco, numa área de mais de 15 mil metros quadrados. “Escolhemos Lauro de Freitas por ter área para um empreendimento do porte do Supremo a um custo acessível. Além disso, a cidade tem como atrativo a qualidade de vida e a oferta de serviços de alto-padrão, tanto em educação quanto em saúde”, afirma o executivo. Comercializadas a um preço médio de R$ 2,9 mil o metro quadrado, as unidades do empreendimento, que tem infra-estrutura completa, seria vendida, em um bairro como a Pituba, por R$ 4 mil o metro

quadrado. O público-alvo do empreendimento, que está 50% vendido, são pessoas que trabalham na região e no Polo de Camaçari e suas famílias. Com planos de intensificar o ritmo de lançamentos este ano, o consórcio pretende ofertar ao mercado pelo menos quatro novos empreendimentos, dois deles na Região Metropolitana de Salvador. “Nossa expectativa para 2010 são as melhores possíveis, sobretudo entre os produtos de R$ 80 mil a R$ 200 mil”, afirma Costa. A construtora Tenda – uma das líderes no segmento econômico no país - está investindo em Lauro de Freitas e na vizinha Camaçari. Com um marketing agressivo, destaca o programa federal e a possibilidade de realizar o sonho da casa própria a partir de uma renda familiar de dois salários mínimos. O subsídio de até R$ 17 mil, do financiamento federal, é destaque em várias peças publicitárias de empreendimentos na região,

Supremo Family Club: preço médio de R$ 2,9 mil o metro quadrado do imóvel

de construtoras maiores, como a OAS, a de menor porte. A Living, braço econômico da Cyrela Andrade Mendonça, está com forte presença em Lauro de Freitas e Camaçari, com empreendimentos de dois e três quartos econômicos e com infraestutura de lazer completa. Entre os empreendimentos destacam-se o Reserva Parque Residencial e Ville Re-

sidence Lauro de Freitas. O diretor da empresa, Antônio Andrade Júnior, acredita que a atuação em vários nichos de mercado é um diferencial da construtora, que contribui para a liderança e solidez do grupo Cyrela Andrade Mendonça. Em Salvador, a empresa está a frente de canteiros de obras gigantescos como o do Le Parc, na Paralela, e gera em torno de 5 mil empregos diretos. (KP)

Daniel Costa, da Petram: Lauro de Freitas tem custo acessível


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CIDADANIA & NEGOCIOS

Espaço para imóveis diferenciados A FM Construtora, que atua há 18 anos no mercado, já vendeu três mil unidades em Salvador, Itabuna e Feira de Santana, aposta no mercado de Lauro de Freitas como diferencial. A empresa lançou o Smart Time Residence, empreendimento com unidades de quarto e sala e coberturas duplex. Voltado para o público single, o foco do imóvel, que conta com infraestrutura diferenciada, é o estudante e o executivo. A expectativa é que atraia também investidores interessados na região. “Falta oferta de quarto e sala na cidade que tem grande número de faculdades”, afirma Fernando Mello, fundador da empresa. Entre os atrativos do empreendimento ele destaca a infraestrutura que inclui business center, fitness e piscina, além da localização privilegiada do empreendimento. Franklin Mira, diretor

da Odebrecht Realizações Imobiliárias, lembra que Lauro de Freitas começou a crescer com loteamentos direcionados ao público de alto-padrão, sobretudo com unidades para veraneio e segunda residência. Agora a cidade vive nova expansão imobiliária, com espaço para empreendimentos diversificados em diferentes regiões da cidade. O arquiteto Cássio Santana, que atua há 15 anos no setor de incorporações, ressalta que Lauro de Freitas está no vetor de crescimento de Salvador, que nos últimos anos tem registrado grande voluma de lançamentos na região da Avenida Paralela. Ele acredita que a cidade tem espaço e demanda para empreendimentos de diferentes padrões, do econômico ao alto-luxo. Ele alerta entretanto para a necessidade de que o crescimento seja feito com planejamento urbano. “É importante que a legisla-

O presidente da Ademi-BA, Walter Barretto Jr, acredita que o setor deixou a crise para trás e que o mercado deve evoluir nos próximos anos. Segundo ele, a expectativa da entidade é de que 2009 tenha fechado com 17 mil unidades comercializadas no estado, um crescimento de 18% em relação a 2008. Se atingida a meta no balanço do ano, será um novo recorde de

vendas do estado. O dinamismo, para o empresário, resulta de fatores como a estabilidade econômica, a oferta de crédito e a grande demanda por imóveis entre a classe média. Este ano, para ele, será marcado pelo boom dos empreendimentos econômicos. Durante a convenção da Ademi, na primeira semana de dezembro do ano passado, foi apresentado estudo que mos-

Salvador - Bahia, JAN/2010

Mercado Imobiliário

7 Foto: divulgação

Smart Time Residence, da FM Construtora: voltado para um público single exigente

ção esteja bem fundamentada para evitar crescimento desordenado”, afirma. Santana conta que está concluindo, para lançar este

ano, o projeto de empreendimento de alto-padrão, em Lauro de Freitas, com unidades de quatro quartos, com 180 metros quadrados.

“Neste segmento há grande oferta de uniresidenciais (casas), mas são poucos os apartamentos disponíveis”, diz. (KP)

tra que a Bahia está na liderança, entre os estados brasileiros, no número de contratos assinados para o financiamento de unidades residenciais dentro do Programa Minha Casa, Minha Vida. São 30 mil imóveis espalhados por diversas cidades, como Salvador, Alagoinhas, Feira de Santana e outras localidades com

população acima de 100 mil habitantes. A Caixa Econômica Federal informou, no evento, que está analisando 80 mil contratos no Minha Casa, Minha Vida. Na faixa de três a seis salários mínimos, há 30 mil contratos em análise, sendo que o teto estipulado para a Bahia é de 32 mil unidades, ou seja, nessa faixa de renda, o programa deve, em pouco tempo, se tornar um sucesso. (KP)

Expectativa de crescimento para os próximos anos

Walter Barreto Jr, da AdemiBA: crise ficou para trás


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Mercado Imobiliário

Condomínios de luxo ocupam Litoral Norte

Grupos portugueses e espanhóis como o Reta Atlântico, Iberostar, Tivoli Eco Resorts e Sol Meliá investem mais de R$ 1 bilhão em imóveis associados a resorts em praias próximas a Salvador

Foto: divulgação

Apartamentos de um e dois quartos com toda infraestrutura da Reserva Imbassaí – clubes, hotéis, vila comercial

Mais 92 unidades na Reserva Imbassaí Rozane Oliveira

Residências turísticas. É assim que o diretor executivo do grupo português Reta Atlântico, Pedro Dias, define o mais novo lançamento da empresa, o Vila dos Lírios, na praia de Imbassaí, Litoral Norte. São apartamentos de um e dois quartos que contarão com toda infraestrutura do complexo Reserva Imbassaí – clube esportivo, clube social, clube de condomínio e vila comercial. As unidades são de 60 e 85 metros quadrados e custam R$ 209 mil e R$ 298 mil, respectivamente. Segundo o Pedro Dias, o tempo previsto de comercialização é de um ano e o Valor Geral de Vendas (VGV) de R$ 24,212 milhões. O Vila dos Lírios tem 92 apartamentos – 36 de um quarto e 56, de dois – e vem somar-se as 198 unidades já entregues na Reserva, que

tem área de 130 hectares e fica a apenas 65km do Aeroporto Internacional de Salvador. A expectativa, segundo Dias, é de que os apartamentos sejam vendidos a brasileiros. Na primeira fase do projeto, quando foram comercializadas as unidades do Vale das Orquídeas, do Alto das Bromélias e do Terraço das Buganvilias, os compradores se dividiram: 50% estrangeiros, principalmente europeus, e 50% brasileiros. Com a crise, a Reta Atlântico adaptou o novo lançamento para o mercado local. E, segundo Dias, 30% dos contratos já fechados são para clientes da própria reserva. “O que nos leva a crer que estamos no caminho certo”. O investimento total na Reserva Imbassaí somará mais de R$ 200 milhões com VGV de R$ 300 milhões e a conclusão de todo o em-

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Salvador - Bahia, JAN/2010

preendimento está prevista para cinco anos. O Vila dos Lírios deve ser entregue em 2012. E três condomínios, com 400 unidades ainda devem ser lançadas. Este ano será inaugurado do Hotel Gran Palladium, com 654 suítes, em sistema all-inclusive. A área de 57 mil metros quadrados, onde o hotel está em construção foi vendida pela Reta Atlântico ao espanhol Fiesta Hotel Group, que está investindo US$ 160 milhões no empreendimento. Um outro hotel do grupo está previsto para uma área da Reserva mais próxima do mar. A empresa Josinha Pacheco Consultoria Imobiliária é responsável pelas vendas dos condomínios da Reserva Imbassaí, que tem imóveis projetados pelos arquitetos André Sá, Francisco Motta e David Bastos. O banco parceiro nos financiamentos é o Bradesco.

CIDADANIA & NEGOCIOS

André Gustavo Stumpf

andregustavo@assessu.com.br

Modernidade Pouco menos de mil quilômetros separam Barcelona de Madri, na Espanha. É um trajeto em campo aberto, muito frio neste inverno, com paisagem pobre. As rodovias são ótimas, mas o trem de alta velocidade é melhor. Em menos de três horas, o passageiro sai da estação de Sans, na bela Catalunha, e chega a Atocha, no centro de capital do país, a um quarteirão do Museu do Prado. O trem é confortável, pontual, oferece todos os confortos à bordo, inclusive a possibilidade de o passageiro tomar banho e trocar de roupa. Há uma cafeteria que funciona durante o percurso. Ele cruza o país no sentido leste-oeste com velocidade ao redor de 300 quilômetros por hora. Dentro não se sente nada demais. As pessoas viajam lendo, falando no celular ou trabalhando em seus computadores ligados na internet. Há o conforto da exibição de filmes e música individual. E o preço é igual ao do avião. Resultado: as linhas aéreas que fazem o mesmo percurso perderam 40% dos passageiros. Em números redondos a redução foi de 5 milhões de usuários em 2007 para três milhões em 2009. O trem espanhol, que funciona há pouco mais de um ano, é a marca da modernidade na Espanha. Barcelona é uma festa para os olhos. Madri, mais contida, é símbolo de organização e eficiência. O país, que começa a sair da recessão, não lembra nada o que existia antes, três décadas atrás, ao tempo da ditadura. Espanha, a exemplo de Portugal e pelo mesmo motivo, era um país atrasado e periférico. Depois da morte de Franco, o ditador, em 1975, tudo mudou. A democracia se consolidou e a União Européia compareceu com os investimentos necessários para que outro país surgisse no lugar daquele outrora subdesenvolvido. Há alguns sinais interessantes dessa notável e rapidíssima mudança na Espanha. As Forças Armadas, antes símbolo da repressão, hoje tem por objetivo recuperar seu bom conceito junto à população. Os militares querem ser percebidos como cidadãos fardados. Providenciaram rapidamente tropas para ajuda humanitária ao Haiti, enviaram donativos, remédios, hospitais de campanha e trabalham em cooperação com contingentes de outros países. Na Europa, o Exército da Espanha é o que tem o maior número de mulheres. Elas somam 14% do efetivo. André Gustavo Stumpf é jornalista em Brasília


Gazeta

Salvador - Bahia, JAN/2010

CIDADANIA & NEGOCIOS

Mercado Imobiliário

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Iberostar reforça presença na Praia do Forte

Primeira fase disponibilizará 49 casas e 49 apartamentos e deve gerar um Volume Geral de Venda de R$ 530 milhões Katja Polisseni

O primeiro empreendimento da Iberostate – divisão imobiliária internacional criada pelo grupo Iberostar em 2008 – aposta no potencial turístico da Praia do Forte. A empresa construirá na região um complexo turístico residencial com 723 unidades, entre casas e apartamentos. O diretor-comercial do grupo, André Pinto, diz

que é esperado, na primeira fase do projeto, um Volume Geral de Venda (VGV) da ordem de R$ 530 milhões. “São 49 casas e 49 apartamentos para um público exigente e de perfil eclético”, afirma. Segundo o executivo, antes do prélançamento, em dezembro do ano passado, foram feitos estudos que identificaram a demanda de mercado por uma casa de

veraneio com perfil diferenciado do tradicional. “A tendência é a pessoa buscar um local onde possa comandar serviços”, avalia. Com canais de comercialização no Brasil e exterior (Europa, EUA, América do Sul), foram vendidas, desde então, 30% das unidades da primeira fase. “Um dos diferenciais é a integração do empreendimento aos dois resorts cin-

co estrelas do complexo, o Iberostar Bahia e o Iberostar Praia do Forte. Os proprietários dos imóveis poderão utilizar dos serviços e infraestrutura dos resorts e ainda contarão com sua própria área de lazer e serviços, localizada na parte sul do complexo, onde serão construídas as casas. Haverá uma praça esportiva; uma praça de descanso; e uma praça infantil.

Na parte central do complexo, onde serão construídos os primeiros apartamentos, haverá um clube social. Outra novidade do projeto é o centro comercial. Tudo administrado pelo Iberostar. “A trilha ecológica exclusiva, inserida no parque da Mata de São João, é o grande diferencial do empreendimento. Ela atravessa o parque e chega ao coração da Vila da Praia do Forte”, destaca Pinto.

Fotos: divulgação

O residencial da Iberostate na Praia do Forte terá apartamentos e casas projetadas pelos arquitetos Antonio Carmelo, David Bastos e Ivan Smarcevski

Preços, tamanhos e estilo diferenciados Avaliados entre R$ 375 mil e R$ 900 mil, os apartamentos têm entre 74 e 204 metros quadrados e as casas, entre R$ 1 milhão e R$ 1,2 milhão, têm área privativa de 210 a 268 metros quadrados. As unidades, além de amplas, têm plantas diferentes e atrações como um apartamento que tem um ofurô na varanda, diante do lago central. A expectativa do grupo é entregar os primeiros imóveis em 18 meses, tempo suficiente para recuperar o in-

vestimento inicial da ordem de R$ 93 milhões. As casas permearão a área do campo de golfe em frente à praia, entremeadas por extensos gramados e lagoas. “O campo de 18 buracos desenhado pelo P.D. Dye, famoso arquiteto norte-americano, que integra natureza e urbanismo”, diz André Ponto. São três modelos de casas nos estilos rústico, colonial e moderno. Assinadas, respectivamente, pelos arquitetos David Bastos, Ivan Smarcevski e Antônio Cara-

melo, as casas foram pensadas com base em pesquisa de mercado que forneceu informações para o desenvolvimento do produto e definição do padrão arquitetônico a ser adotado. Antes de lançar as próximas fases do complexo da Praia do Forte e até mesmo outros produtos, o grupo vai observar a reação do mercado. “Estamos otimistas, a campanha publicitária e o lançamento oficial começam após o carnaval e já vendemos

praticamente um terço. Do total comercializado, 15% foi para europeus”, afirma o diretor. Todo o empreendimento Iberostate oferece serviços gerenciados pela administradora Iberostar que são subdivididos em básicos e opcionais. Os primeiros incluem segurança patrimonial, recepcionista – concierge, serviços de recados, manutenção e limpeza das áreas comuns, coleta de lixo, administração do condomínio, gestão socioambiental e portal de

serviços. Os opcionais, pagos quando utilizados, são compostos por governança com serviços personalizados de limpeza, manutenção e reparos das unidades, lavanderia, gestão imobiliária, traslados, baby-sitter, spa, ecoturismo e passeios, utilização das dependências dos hotéis, aluguel de carros, transporte para a Vila da Praia do Forte, fees no campo de golfe, delivery, centro médico e gourmet catering. (KP)


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Francisco Baker O mínimo possível baker.francisco@gmail.com

Tivoli Ecoresort Praia do Forte: serão construídas casas de até 650 m² integradas ao complexo

Tivoli lança condomínio com estrutura de hotel Aloísio Pontes

Um projeto imobiliário de R$ 700 milhões quer atrair para o Litoral Norte da Bahia um novo cliente, um misto de consumidor e investidor. Trata-se do Tivoli Ecoresidences Praia do Forte, condomínio horizontal voltado ao público de alta renda, integrado ao complexo do Tivoli Ecoresort Praia do Forte. Além de ser uma opção de segunda moradia, as casas podem ser incluídas no pool de locação de vagas do Ecoresort ou alugadas diretamente pelos proprietários. Com o lançamento, previsto para depois do Carnaval, o Grupo português Tivoli Hotels & Resorts amplia atuação no mercado brasileiro. O projeto combina moradia com a completa infraestrutura de lazer e o serviço cinco estrelas do hotel. O condomínio terá 42 casas, de três ou quatro quartos, com 320 e 650 metros quadrados de área privativa, e preços que variam entre R$ 1,39 milhão a R$ 2,35 milhões. A previsão é que as obras tenham início em junho de 2010, com a en-

trega das unidades de 24 a 30 meses, a partir do lançamento. A incorporadora do projeto será a Pojuca S.A. e o planejamento e vendas ficarão a cargo da Ponto 4 & Coelho da Fonseca. O lançamento do Ecoresidences cria a oportunidade de o grupo aumentar a capacidade do Tivoli Ecoresort Praia do Forte com um investimento mais otimizado”, diz o presidente do Conselho de Administração da rede Tivoli Hotels & Resorts, Miguel Rugeroni. A projeção do Valor Geral de Vendas (VGV) do empreendimento é de cerca de R$ 70 milhões. Os moradores terão direito de usufruir de toda infraestrutura do Tivoli Ecoresort Praia do Forte. Os condôminos terão à disposição oito piscinas, hidromassagem, campo de futebol iluminado, quatro quadras de tênis iluminadas, quadra de vôlei de areia, anfiteatro (atividades noturnas), sala de massagem e fitness center, restaurantes e bares, centro náutico e spa.

Sustentabilidade

O Tivoli Ecoresidences Praia do Forte se localiza em um terreno de mais de 150 mil metros quadrados. A área total construída e de uso comum vai ocupar apenas 10% da área total. A preocupação com a sustentabilidade também é um dos diferenciais do empreendimento. O projeto é direcionado para o uso eficiente de energia e água e para a utilização de materiais ecologicamente corretos nas construções. Como não será permitida a circulação de automóveis no interior do condomínio, a locomoção dos moradores será feita por meio de carrinhos de golfe. Com isso, o grupo manteve sua preocupação com a preservação ambiental da região e também com a valorização da economia local. A construção do condomínio vai gerar aproximadamente 250 empregos e será dada prioridade à contratação de mão-de-obra das comunidades próximas. Depois de pronto, novas vagas de trabalho serão criadas para atender às demandas de serviço e manutenção das casas.

A entrada em vigor do novo salário mínimo de R$ 510,00, no ultimo dia 1º. , foi precedida, como sempre, pela discussão sobre se o novo valor atende às necessidades básicas de uma família, nos termos em que esta regra de remuneração foi concebida nos anos 40 e inscrita na Constituição em vigor. É discussão bizantina, estimulada pelo desejo de dividendo político à custa de causa de antemão perdida. O poder de compra do salário mínimo desceu e subiu várias vezes de 1940 para cá, em função da variação na periodicidade do reajuste e das taxas de inflação registradas em diferentes períodos. Houve a queda brutal entre 1982 e 1990, que corroeu em 24% o poder de compra, seguida por vários períodos de recuperação, como o ganho de 10% entre 1990 e 1994 e a recuperação substancial após o Plano Real, que superou os 28% entre 1994 e 1999. Não faz muito tempo sonhava-se com um salário mínimo que fosse o equivalente a US$100, hoje ele anda por volta de US$ 280. É pouco? É, mas está no limite do possível, um valor que consegue manter administráveis as contas publicas e não desestimula contratação formal de mão de obra. Um dado que parece escapar a alguns analistas é que o Brasil de 1940 era essencialmente rural, com quase 70% da população vivendo no campo, enquanto hoje mais de 82% dos brasileiros estão nas cidades. A imensa maioria dos brasileiros em 1940 estava fora da órbita da remuneração formal. A questão do salário e da renda só se resolve pelo crescimento econômico, na medida em que a mão de obra escasseie e, portanto, valorize-se naturalmente. A fixação do piso é necessária porque o desemprego é alto mas é ingênuo supor que a questão vá se resolver apenas com reajustes maiores. Igualmente, se a idéia é recuperar o poder aquisitivo do mínimo, não se pode usar este piso como indexador do INSS, sob pena de anular ganhos e manter desigualdades. Mas há questões que, curiosamente, não chegam sequer a ser discutidas mas que poderiam influir na melhoria das condições de trabalho. Uma delas é a formula de base mensal, quanto talvez fizesse mais sentido que fosse horária, ou seja um salário mínimo por hora ao invés de mensal. É assim em muitos países, inclusive nos Estados Unidos. Aliás, como os Estados Unidos costumam atrair milhões de desempregados de todo o mundo, inclusive nestas épocas de vacas esquálidas, é de se supor que alguma vantagem deve haver no sistema de contratação e remuneração que vige por lá, onde as regras são bem mais flexíveis que as que vigoram ao sul do Rio Grande (o de lá). Francisco Baker é jornalista. Ex-assessor de imprensa do FMI, Washington-EUA


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Sol Meliá investirá US$ 200 milhões no Litoral Norte

Empreendimento vai gerar 500 empregos anuais na fase de construção e três mil vagas diretas quando entrar em operação Katja Polisseni

Após 18 anos no Brasil, a expansão do Sol Meliá Hotels & Resorts atinge o Nordeste com o Complexo Turístico Imobiliário de Guarajuba, que, segundo levantamento da Superintendência de Investimentos da Secretaria do Turismo do Estado da Bahia prevê aplicação de US$ 200 milhões em duas etapas. São mais de 1,2 mil unidades hoteleiras e a previsão de inauguração da primeira fase é o fim de 2011. O empreendimento será dividido em hotel e condomínios de residência turística em Guarajuba. O grupo espanhol possui um terreno de 475 hectares na cidade do litoral norte baiano e o projeto prevê a construção de três a quatro hotéis beira mar, de amplo centro de convenções e eventos, além de um residencial de alto padrão com cerca de 3,5 mil residências turísticas e áreas de entretenimento, lazer e esportes. Segundo o vice-presidente de Sol Meliá Hotels & Resorts – Divisão Brasil, Rui Manuel Oliveira, este é um dos maiores investimentos próprios da companhia em termos mundiais. Por meio da assessoria de imprensa da empresa no Brasil, o executivo informou que o projeto está em fase de implantação e que a

licença ambiental e os alvarás de construção já estão totalmente aprovados para a construção do primeiro hotel. A idéia, segundo ele, é que o empreendimento siga os moldes dos complexos turísticos que grupo espanhol desenvolveu nos recentes projetos de Punta Cana e Tenerife (Espanha). “No complexo, teremos empreendimentos turísticos focados no segmento de lazer, o que serão autênticos ecos-resort”. A proposta é oferecer um ambiente com arquitetura exuberante e vanguardista completamente integrada com o meio ambiente local que permita ao hóspede desfrutar de uma grande variedade gastronômica em distintos restaurantes, amplos programas de entretenimento e centros de bem estar.

Serviços

O complexo oferecerá opções para quem deseja aproveitar atividades esportivas e de lazer e também para aqueles que buscam a tranqüilidade de um local com natureza privilegiada. A infra-estrutura prevê uma área para realização de grandes eventos e convenções, além de restaurantes com especialidades distintas, bares com

Fotos Divulgação

Praia de Guarajuba: emprreendimento do Sol Meliá terá hotel e casas

bebidas nacionais e internacionais, serviço de quarto 24 horas, programa de atividades para o dia e noite, esportes aquáticos e mergulho, golfe, SPA, centro de estética, sauna, ginásio esportivo e uma grande variedade de massagens e tratamentos, além de passeios ecológicos. O complexo será implantado no Km 39 da Estrada do Coco, na região denominada Genipabu. O terreno é dividido pela Estrada do Coco. Ao lado do mar, serão construídos os resorts e um clube de praia para os mo-

radores do residencial, e ao lado da rodovia, será construído o residencial com casas de alto padrão e completa infra-estrutura, com clube e parque temático. O complexo vai gerar, na etapa de construção, 500 empregos por ano, e na fase de operação deve contratar cerca de três mil pessoas, além de mais de seis mil empregos indiretos. De acordo com a diretora de Recursos Humanos da Divisão Brasil, Anunciada de Moraes, o grupo traçará um plano de contratações que seguirá a filosofia da empresa de

Rui Oliveira, do Sol Meliá no Brasil: foco no lazer

contratar mão de obra local e capacitar os colaboradores que atuarão nos empreendimentos. Por essa razão “Nossa forma de atuação permite utilizar e absorver a mão de obra local, gerando empregos e aquecendo a economia das comunidades onde estamos instalados” afirma Anunciada.


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Sistema ferry boat

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Ferry Boat: sistema dá prejuízo de R$ 1,6 milhão por mês ao Estado, pela falta de pagamento de aluguel de barcos e terminal. Contrato é criticado por especialistas

Contrato classificado de leonino pelo governo continua em vigor Afogada em um mar de denúncias de irregularidades, TWB dá prejuízos milionários ao Estado e ainda recebe recursos dos cofres públicos

A operação do Sistema Ferry Boat pela empresa TWB causa prejuízos da ordem R$1,6 milhão por mês aos cofres públicos. O sistema ainda recebe recursos do Estado nas mais diferentes situações, incluindo compra de motores. Somente em 2009, foram repassados para a empresa quase R$ 2,5 milhões a título de “remotorização”. O que ninguém explica é porque uma empresa privada tem direito a receber por contrato tais benefícios. Os prejuízos, segundo especialistas, são referentes à falta de pagamento do aluguel de barcos e terminais, uma obrigação comum na maioria dos contratos. O montante considera que o aluguel deveria ser de 1% sobre o valor

dos barcos, calculado em R$ 60 milhões (seis embarcações) e dos terminais estimado em R$100 milhões. Questionada sobre os aluguéis, a assessoria da TWB deu as seguintes respostas: “O contrato de concessão prevê repasse à Agerba (Agência Estadual de Regulação de Serviços Públicos de Energia, Transportes e Comunicações da Bahia) de todos os serviços relacionados ao sistema ferry boat, seja referente a passagens ou receitas acessórias” e “não alugamos o terminal”. Os valores dos repasses à Agerba também não foram informados pela empresa nem pela Secretaria de Infraestrutura do Estado (Seinfra), procurada pela reportagem. Perguntada sobre os outros repasses

do Estado para a TWB, a Seinfra também não deu respostas à reportagem. O diretor de Fiscalização da Agerba, Jorge Couceiros, única fonte do governo estadual que atendeu os pedidos de informações, é enfático. “Estamos gerenciando a incompetência da TWB. A empresa não tem sequer um plano de manutenção”, denuncia. “Estamos sempre fiscalizando, cobrando, mas a empresa tem uma série de vantagens contratuais”, explica. O contrato de concessão do sistema à TWB é alvo de críticas desde sua assinatura, em 2005. Na época da privatização do sistema em 1996 especialistas alertaram para os riscos do monopólio das operações. Em um relatório de

gestão da Seinfra de 2007, o contrato com a TWB é classificado como “leonino”. E continua “a concessão dos serviços do sistema ferry-boat, privilegia, claramente, a concessionária em detrimento do interesse público”. Além dos claros privilégios contratuais, a TWB também provoca indignação na população pela má qualidade dos serviços, principalmente quanto ao cumprimento de horários, agilidade e manutenção das embarcações. “A situação do ferry boat é uma questão de saúde pública”, afirma Couceiros, se referindo á forma como alimentos são transportados até no chão das embarcações. Todos esses problemas também foram

denunciados há três anos, no mesmo relatório. “As embarcações e os terminais de passageiros apresentavam condições precárias de higiene, os banheiros condições subumanas de uso e as salas de embarque sem poltronas, obrigando aos passageiros a se acomodarem no chão”. Por esses e outros motivos, a empresa foi multada 155 vezes, num total de R$ 576.259,00. Mas em relação a isto a empresa contra-ataca. “As multas, certamente, foram muitas e temos plena consciência de que a grande maioria foi abusiva, com intenção de nos prejudicar e não de melhorar o sistema. Recorremos de todas que acreditamos haver equívocos”, afirma a assessoria.


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Gestão é baseada em aumento de tarifa Com uma gestão baseada praticamente em aumento de tarifa, o Sistema Ferry Boat sobrevive graças aos recursos públicos e já está fazendo água, ameaçando afundar também o patrimônio do Estado, generosamente concedido à TWB. Em 2009, o governo autorizou dois aumentos de tarifa. Um foi em abril e onerou a travessia em 9,82%. Em dezembro a população foi surpreendida com um novo reajuste de 10% na tarifa. O Estado não explica como autorizou os aumentos, con-

trariando o próprio contrato que diz: “a aplicação do reajuste obedecerá a periodicidade estabelecida na legislação vigente, não sendo permitido prazo inferior a 12 (doze) meses, salvo alteração na legislação atualmente em vigor”. Segundo a Agerba não houve nenhuma alteração na Legislação e agência também não soube explicar como foram aprovadas os reajustes. Enquanto a empresa comemora o ‘aumento’ das operações, aproximadamente cinco milhões de pessoas e 700 mil veículos, em 2009, con-

tra 4,2 milhões de passageiros e 600 mil veículos em 2008, para quem conhece a história este números são alarmantemente baixos e mostram a deterioração do sistema. Há quase 20 anos, operado pela Companhia Baiana de Navegação, o sistema Ferry Boat bateu recordes de travessia com o transporte de 5,5 milhões de passageiros e 1,2 milhão de veículos. Nesse período, estavam em operação oito ferries e a população de Salvador era quase a metade dos 3,8 milhões de habitantes de hoje. (AP)

1987 – Operado pela Companhia Baiana de Navegação, o sistema Ferry Boat bate recordes de travessia com o transporte de 5,5 milhões de passageiros e 1,2 milhão de veículos. 1996 – Privatização. O Consórcio Marítimo da Bahia (Comab) substitui a estatal Companhia de Navegação Bahia (CNB) como operadora do sistema Ferry Boat. Recebe oito embarcações em pleno funcionamento. Na época, especialistas orientam que o sistema deve ter mais de um operador, evitando assim o monopólio do serviço. 1997 – Uma série de denúncias são publicadas pela imprensa questionando a capacidade operacional da Comab. Outras denúncias revelam o sucateamento do patrimônio público entregue ao consórcio. 2003 – Após um longo período de descumprimento contratual, o governo estadual realiza a transferência da participação societária da Comab para novos sócios. Com isto, os primeiros

sócios, ao invés de serem penalizados, foram beneficiados com a isenção de responsabilidade contratual. Outubro de 2004 – Governo do Estado encaminha para apreciação da Assembléia Legislativa o Projeto de Lei 14.164/2004, que autoriza abertura de crédito especial no valor de R$ 7,5 milhões, para “reabilitação e manutenção dos serviços públicos de transportes explorados por terceiros”. 2005 – Governo do estado reassume a administração do sistema após nove anos de concessão e contrata a empresa paulista TWB para assumir as operações do sistema. O valor do contrato é de R$ 700 milhões. Na época, o Estado assumiu a dívida dos 360 funcionários demitidos com o fim do contrato com o Comab, estimada em R$ 4,2 milhões, o déficit operacional mensal, estimado em R$ 600 mil, bancou todas as despesas operacionais do sistema ferry, incluindo o pagamento do lucro líquido de

5% para a TWB, e assumiu a administração da bilheteria do sistema ferry-boat, cuja renda mensal era em torno de R$ 1,6 milhão, contra uma despesa operacional de R$ 2 milhões. 2007 – Dois anos depois, o relatório de gestão da Secretaria de Infraestrutura denuncia: “O sistema estava operando com dois ferries e limitado ao período de 05h30min as 23h50min. Três ferries e um catamarã paralisados. As embarcações e os terminais de passageiros apresentavam condições precárias de higiene, os banheiros condições subumanas de uso e as salas de embarque sem poltronas, obrigando aos passageiros a se acomodarem no chão”. O mesmo relatório revela; “foram realizadas gestões com o Banco do Nordeste do Brasil - BNB, para aprovar operação de crédito com recursos do Fundo de Marinha Mercante, tendo como objetivo construir duas modernas embarcações e reformar o ferry boat

Sistema ferry boat

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Passageiros entram no ferry boat: dois aumentos no último ano

Cronologia de um naufráfio anunciado

Maria Bethânia, buscando, assim, solucionar os problemas detectados no sistema. A operadora TWB assinou o financiamento com o BNB no valor de R$ 55,3 milhões, em 2007, e a primeira unidade entrará em operação no primeiro semestre de 2008. Continua o relatório: “As penalidades previstas para atrasos das embarcações, excesso de passageiros, manutenção rotineira dos ferry-boats, dentre outras, além de importarem em valor pecuniário insignificante, face ao valor de grande vulto do contrato, da ordem de 700 milhões, e aos enormes transtornos causados à população, existe uma grande burocracia para sua aplicação, postergando, desta forma, o efeito da utilização. Vale salientar, ainda, que o referido contrato não prevê qualquer alteração contratual até 2011. Sendo leonino ao Estado e firmado em 22 de fevereiro de 2006. Os terminais marítimos localizados na Baía de Todos os Santos, no total de 11, fo-

ram abandonados, obrigando à população embarcar com água pela cintura. 2009 – Governo do Estado repassa a quantia de R$ 422 mil para a aquisição de motores “que serão instalados pela concessionária TWB na embarcação denominada Ipuaçu Informações repassadas pela Agerba ao jornal Gazeta Cidadania e Negócios revelam que em 2009 houve dois reajustes de tarifa. Um de 9,82% em abril e outro de 10% em dezembro. O contrato determina que “a aplicação do reajuste obedecerá a periodicidade estabelecida na legislação vigente, não sendo permitido prazo inferior a 12 (doze) meses, salvo alteração na legislação atualmente em vigor”. Segundo a Agerba não houve nenhuma alteração na Legislação e agência também não soube explicar como foram aprovadas os reajustes. Somente em 2009, a TWB foi multada 155 vezes. O total das multas é de R$ 576.259,00.


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Entrevista

Gazeta

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Ministro Geddel Vieira Lima

A Bahia, entre os factóides e a realidade

Foto: divulgação

Luiz Recena

Ajudar a Bahia a superar seus atrasos históricos. Este é um dos objetivos mais importantes da ação política de Geddel Vieira Lima, o baiano titular do Ministério da Integração Nacional. Nesta entrevista exclusiva ao Gazeta Cidadania e Negócios ele comenta o crescimento econômico brasileiro dos últimos anos, os esforços do presidente Lula e, particularmente, as dificuldades atuais da economia baiana. Também são analisados pelo ministro a queda do PIB estadual e certos “factóides” sobre obras públicas recentemente lançados e alfineta: “ no quarto ano da administração do PT baiano, estamos ainda vivendo de promessa”. Mas revela otimismo quando comenta as possibilidades de alianças com o governo federal, que possam foi mesmo um dos últimos ajudar a Bahia. A íntegra: países a sentir a crise e um Gazeta CN - Neste início de 2010, que balanço é possível fazer sobre a economia brasileira, em geral, e sobre a economia baiana em particular? Ministro Geddel - Sobre o desempenho da economia brasileira no ano passado, é impossível não lembrar a frase do presidente Lula afirmando que a onda internacional da crise econômica no Brasil seria só uma marolinha. Na época, criticaram muito o presidente, mas o Brasil mostrou que

dos primeiros a sair dela. A economia brasileira voltou a crescer e isso não se mede apenas em crescimento do PIB, mas em desenvolvimento social. Isso se mede com os índices de ascensão social, de pessoas que saíram da pobreza e puderam entrar no mercado consumidor. É isso que tem feito a economia brasileira rodar e crescer. Já sobre a economia baiana, recomendo apenas que vejam os números, que observem a queda no PIB – no segundo trimestre do ano. Pernambuco, por exem-

plo, teve aumento de 5,6% do PIB, enquanto a Bahia 0,6%. No quarto ano da administração do PT baiano, estamos ainda vivendo de promessa. Gazeta CN - A ponte Salvador-Itaparica está mexendo com o mercado de construção e incorporação do estado. O que poderá ser feito concretamente nesse item em 2010? Ministro Geddel - A ponte Salvador-Itaparica por enquanto é um factóide, uma mera intenção, uma coisa que ainda não tem nem projeto. Em prin-

cípio me parece, como deve parecer a muitos baianos, que poderia ser uma obra importante para o estado. Mas qualquer análise mais profunda do que esta só pode ser feita a partir de dados reais, de estudos sérios de viabilidade econômica, de impacto ambiental e de uma série de outros aspectos. Da forma como está sendo colocada até agora pelo governo do estado, é apenas uma promessa eleitoreira sem qualquer lastro. Não acredito que se possa fazer nada de concreto nessa direção em 2010.

Gazeta CN - E a ampliação do aeroporto de Salvador, poderá ter decisões que façam avançar o projeto? Ministro Geddel – Esse também é um dos projetos muito alardeados pelo governo da Bahia, mas que ainda não saiu do papel.

Gazeta CN - Que outras obras na capital poderão alinhar-se para receber investimentos concretos, tendo em vista, principalmente, o que precisará ser feito para a Copa 2014? Ministro Geddel – A Prefeitura de Salvador apresentou nos últimos


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dias 20 projetos que projetam nossa capital para o futuro e que podem ser viabilizadas neste momento em que muitos investimentos virão em razão da Copa de 2014. Tenho apoiado e procurado ajudar o prefeito João Henrique. Por exemplo, convidei o ministro Márcio Fortes (Cidades) para vir a Salvador para discutirmos a retomada do metrô. Aditivos e documentos foram gerados em entendimento com o TCU (Tribunal de Contas da União) e estou muito otimista sobre os resultados. Há outros projetos, sobretudo da área da mobilidade urbana, que estão avançando. O importante é que os soteropolitanos e os baianos possam contar com homens públicos que trabalhem e se esforcem pelo crescimento do estado.

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Gazeta CN - Em que medida as alianças político-eleitorais federais e, principalmente, estaduais, poderão influenciar decisões de investimentos e obras no próximo governo na Bahia? Ministro Geddel - As alianças político-eleitorais, sejam federais ou estaduais, sempre são importantes para influenciar decisões de investimentos e obras em qualquer governo. Mas, há dois aspectos a observar. O primeiro é que não é impossível governar sem tais alianças. O governante competente, trabalhador, proativo sabe onde buscar os recursos que lhes permitam executar os seus projetos e fazer um bom governo, mesmo sem ter feito alianças no plano federal ou mesmo estadual. O segundo aspecto a observar é que nem sempre essas alianças têm o signifi-

Foto: divulgação

cado que poderiam ter. Se o governante não for competente, não for ágil, não tiver disposição ou ânimo para o trabalho, não adianta aliança, não adianta ser amigo de presidente, não adianta nada. Basta ver o caso da Bahia.

Gazeta CN - Qual a sua mensagem para os baianos? Ministro Geddel – Minha mensagem é de otimismo, de confiança no futuro. Estamos trabalhando hoje para que nosso estado vença seus atrasos históricos. Tenho feito isso no Ministério da Integração Nacional, ajudando o presidente Lula a tirar as obras do papel e reduzir as desigualdades regionais. Quero continuar trabalhando na esperança de que nossa terra realize seus sonhos de uma vida melhor para todos.

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Está no site

www.gazetacn.com.br

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O polo calçadista baiano entra em 2010 com boas perspectivas de crescimento. A Vulcabras/Azaleia planeja investimentos de R$ 14,6 milhões nas 19 unidades fabris no estado, sendo R$ 9,6 milhões para ampliação produtiva. A Indústria de Calçados Castro Alves prevê crescimento de 30% na produção e no número de funcionários. Grupo Dass, antiga Dilly Calçados, espera incremento de 12% na Bahia e a Bibi Nordeste pretende expandir em 10% as operações no estado. Para incrementar ainda mais a atividade, o Governo do Estado vai investir aproximadamente R$ 42 milhões para apoiar o desenvolvimento do setor. (Aloísio Pontes - matéria

publicada em 22.01)

NÁUTICA

Plano de turismo para atrair mais US$ 1 bilhão

A Baía de Todos-os-Santos tem potencial para se tornar um dos maiores negócios turísticos da estado, se houver uma exploração sustentável. É o que aponta Plano Estratégico do Turismo Náutico para o local, lançado nesta segunda-feira (11), pelo governo baiano. O plano nada mais é do que uma poderosa isca para atrair os tubarões dos investimentos no setor náutico e outros segmentos ligados ao turismo e parte das mais de cinco mil embarcações que deixam o

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Indústria

Polo calcadista baiano atrai mais investimentos

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Jô Vieira

jovieira@proinvestors.com.br Fábrica Azaléia na Bahia

continente europeu para realizar turismo náutico em vários pontos do mundo. Atualmente, o Caribe é o principal destino dos navegadores, que geralmente passam mais de um mês na região visitada e gastam em média US$ 100 por dia. (Aloísio Pontes - matéria publicada em 12.01)

COPA 2014

Reconstrução da Fonte Nova começa em março

As obras de reconstrução da Fonte Nova vão começar em março, com a demolição da estrutura atual. O contrato para a construção e operação da nova Fonte Nova, palco dos jogos da Copa de 2014, foi assinado nesta quinta-feira (21) entre o Governo do Estado e o Consórcio OASOdebrecht, vencedor da Concorrência Internacional. Segundo o diretor do consórcio, Alexandre Barradas, com a formalização

Projeto da Nova Fonte Nova

do contrato, será dada entrada nas documentações para o processo de licença e de monitoramento da região da Fonte Nova para começar a demolição. (matéria publicada em 22.01)

CIDADANIA

Coral pinta o Pelourinho

Depois do Bixiga, em São Paulo, e da Fundição Progresso, no Rio de Janeiro, chegou a vez do casario do Pelourinho ganhar novas cores. No próximo dia 28, uma grande festa marcará o final da pintura e a entrega de 8,5 mil metros quadrados de fachada – 56 casas e casarões - no Largo do Pelourinho, Ladeira do Carmo, Rua do Passo, Rua Tabão e Rua Santo, que fizeram parte projeto Tudo de Cor para Você, promovido pela marca de tintas Coral. Vai ter show de Carlinhos Brown, padrinho do projeto em Salvador, Oludum e Didá a partir das 14h. (matéria publicada em

26.01)

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A melhor oferta Muitos leitores têm enviado e-mails reportando que gostariam de investir na bolsa, mas têm receio de fazê-lo, pois acham complicado entender o mecanismo de funcionamento do mercado de ações. Procurando esclarecer essa questão, vamos iniciar uma série de artigos buscando esclarecer e desmitificar o tema. Assim, comprar e vender ações é mais fácil do que muita gente imagina. O funcionamento desse mercado funciona exatamente igual a uma feira livre, ou seja, respeita uma das principais regras do comercio: o preço é determinado pela interação entre compradores e vendedores. A BOVESPA funciona como um ambiente de negociação da mesma forma que uma praça servia como o local de negociação das feiras da Idade Média: é nela que ocorrem as transações. No caso das feiras livres o comprador vai ao mercado com a intenção de comprar um item em particular e pergunta ao vendedor o quanto custa a mercadoria que responde por quanto esta disposto a vender o produto. Este preço é o que podemos chamar de uma oferta de venda. Como bom negociante você antes de comprar vai verificar nas outras barracas os preços da mesma mercadoria e, caso se confirme que aquele preço é, na verdade, o mais baixo, então se trata da melhor oferta de venda. Agora, você faz sua oferta de compra, caso essa seja a melhor oferta que o feirante recebeu no dia podemos chamá-la de melhor oferta de compra. A diferença entre o preço sugerido por ele e aquele que você ofertou é chamada de Spread. Caso vocês entrem em um acordo, ou seja, o preço que feirante aceitou é o mesmo que você se dispôs a pagar, então isso significa que houve um negócio.

O mesmo acontece no caso de querermos nos tornar acionistas de uma companhia de capital aberto. O mercado de ações, apesar de ser bem mais sofisticado que uma feira livre, segue os mesmos princípios. É no ambiente de negociação organizado das bolsas que as ações são negociadas. No entanto, diferentemente das feiras, os negócios não são realizados diretamente pelos compradores e vendedores, e sim, através das corretoras de valores. Ao decidir aplicar uma parcela de seus recursos na Bolsa, portanto, você terá que se tornar antes, cliente de uma delas, fazendo seu cadastro e abrindo a sua conta – sem ônus algum. No próximo artigo abordaremos alguns conceitos básicos que você precisa estar familiarizado antes de tomar uma decisão de investimento.

Jô Vieira é sócio fundador da Proinvestors Agentes Autônomos de Investimento Ltda., representante exclusivo da Link Investimentos para o Nordeste. www.proinvestors.com.br


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CIDADANIA & NEGOCIOS

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Negócios

Carnaval baiano: a folia das marcas

Salvador - Bahia, JAN/2010

De olho na superexposição garantida pela presença de milhares de jornalistas e muitas horas de transmissão ao vivo, além da presença de mais de dois milhões de foliões nas ruas, as grandes empresas investem alto para ter suas marcas estampadas nos principais equipamentos do Carnaval de Salvador, como camarotes, blocos e palcos. Em 2009, nada menos que 182 marcas foram expostas nos circuitos oficias, número que deve ser ampliado este ano. Somente em patrocínio oficial já foram captados R$13,4 milhões. As cotas seniors foram adquiridas pelo Banco Itaú, Nova Schin, Petrobras e Governo do Estado, no valor de R$ 3,1 milhões cada uma. A Samsung garantiu uma cota principal de R$ 1 milhão. No ano passado, foram 128 horas e 23 minutos de transmissão ao vivo, sendo mais de 125 horas nos circuitos Dodô e Osmar, segundo a Saltur. Foram credenciados 2.198 profissionais da imprensa, sendo 1.766 da imprensa local, 37 nacional e 60 internacional. Fora dos patrocínios oficiais, as empresas não divulgam valores. O Bradesco estará na folia de marcas, patrocinando artistas, blocos e trios – Cláudia Leite, Feijão Vip da Dadá, Camarote 2222, entre outros. A Ambev garante visibilidade com um camarote próprio, um bloco com a marca Skol e ainda patrocina 26 blocos e 10 camarotes. Grandes empresas,

como a Paranapanema, por exemplo, apostam no marketing de relacionamento para fechar bons negócios, investindo em camarotes corporativos, comercializados pelos camarotes oficiais. As empresas que patrocinarem oficialmente o Carnaval terão direito a propriedades que vão desde o merchandising nos circuitos da folia e nas principais vias da cidade, até nos seis bairros entre os mais populosos de Salvador. Para cada tipo cota há uma diferenciação nos espaços para visibilidade das marcas. A proposta comercial da OCP/Mago, consórcio responsável pela captação de patrocínios, contempla um total de 24 cotas, cujos preços variam entre R$ 80 mil a R$ 3,1 mi. Desta maneira, a ideia é aumentar as possibilidades de patrocínio na festa, permitindo a empresas de diferentes portes e públicos-alvos a atuarem dentro do evento, que acontece de 11 a 16 de fevereiro. “Segmentamos o projeto para atender diferentes perfis, ampliando-o estrategicamente para proporcionar mais oportunidades de negócios dentro do Carnaval”, conta Antônio Barreto Júnior, da OCP. “Buscamos com esse modelo que empresas regionais ou com interesses mais específicos também possam contribuir com a realização do carnaval e tê-lo como espaço de relacionamento com seus clientes”, completa Alexandre Sangalo, da Mago/Caco de Telha.

Fotos Jota Freitas/Turismo Bahia

Aloísio Pontes

CIDADANIA & NEGOCIOS

Foto: Rozane Oliveira

Mais de 128 horas de transmissão ao vivo e dois milhões de pessoas nas ruas fazem da folia de Momo uma vitrine para as empresas

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Fotos Jota Freitas/Turismo Bahia

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No Carnaval de 2009, 182 marcas foram expostas nos circuitos oficiais. Este ano, Nova Schin e Petrobras, por exemplo, estão nas ruas de Salvador


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Negócios

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Petrobras no bloco da sustentabilidade

Recilagem

Bahia, com o combustível tradicional, seriam emitidos 155 toneladas de CO². Com a utilização do B20, as emissões caem para 124 toneladas de CO², considerando que todos os veículos estarão utilizando o biocombustível.

Que o Carnaval baiano é um grande negócio, ninguém duvida. Afinal, em 2009 a folia movimentou R$1,07 bilhão, considerando apenas as operações onde houve emissão de notas fiscais. Mas é no conforto dos camarotes corporativos, que empresas descobriram que podem ser costuradas boas transações comerciais. E os camarotes oficiais acabaram conquistando um novo cliente, além dos foliões. O maior camarote do circuito Barra/Ondina, o Planeta Othon, reservou espaço para oito camarotes corporativos, com capacidades para 20, 40, 60 e 100 pessoas. “E todos já foram vendidos”, afirma Ari Ribeiro, sócio da Camarote e Marketing, empresa responsável pelo empreendimento. Há quatro anos consecutivos a Paranapanema (então Caraíba Metais) faz do cama-

rote corporativo um verdadeiro escritório de negócios dentro da folia. “Este ano, além de clientes e potenciais compradores, também estamos trazendo parceiros das áreas de logística, autoridades e possíveis investidores. E a iniciativa realmente vai além do marketing de relacionamento. Fechamos negócios efetivos em pleno Carnaval”, relata o diretor comercial da empresa, Marco Martins. Por questões de confidencialidade, o executivo não revela os investimentos na ação, mas garante que foram ampliados em 50% desde a primeira edição. “Há quatro anos trouxemos 250 convidados e no Carnaval 2010 vamos receber 500 visitantes durante a festa”, contabiliza. Este ano, a empresa recebe convidados de outros estados de países como EUA, Bélgica e Inglaterra. (AP)

Foto: Simone Cabral/Setur

A participação da Petrobras no Carnaval baiano tem a marca da sustentabilidade. Uma iniciativa que teve início no ano passado, o uso de biocombustível nos trios elétricos e carros de apoio, será reforçada este ano com o uso do B20. Trata-se da mistura de 20% de biodiesel ao diesel comum que reduzirá em dezenas de toneladas a liberação de C0² durante os seis dias de festa. “É o pontapé inicial para sintonizar o Carnaval baiano com o ritmo da defesa ambiental do planeta”, afirma o gerente regional de Comunicação Institucional da Petrobras no Nordeste, Darcles Andrade. A expectativa é que 105 veículos, entre trios elétricos e carros de apoio, utilizem o B20. Segundo dados da Secretaria do Meio Ambiente do Estado da

Ensaio do Ilê Aiyê: estatal patrocinará sete blocos de matriz africana

A Petrobras também vai patrocinar sete blocos baianos de matriz africana, como o Ilê Aiyê, Malê Debalê, Olodum, Os Negões, Okambi, Muzenza e Cortejo Afro. Segundo Andrade, o objetivo da empresa é preservar a tradição históri-

ca da cultura negra na Bahia, contribuindo para o resgate dos valores dessas entidades. Além do patrocínio aos blocos afro, a Petrobras deve apoiar também a saída do Afoxé Filhos de Gandhy e o trio elétrico Dodô e Osmar.

Em camarotes, se fecham negócios

Planeta Othon: oito camarotes corporativos. Todos vendidos

A folia também gera renda para centenas de pessoas que se dedicam à reciclagem. Em 2009 foram coletadas 12 toneladas de latinhas de alumínio e recolhidas 213 toneladas de lixo seletivo nos camarotes. Por iniciativa do consórcio Mago/OCP, que responsável pela captação de patrocínio do Carnaval baiano, está prevista a reutilização total dos 10 km de lonas PVC usadas para publicidade durante a festa em forma de mochilas escolares, a serem doadas a escolas da rede municipal de ensino. Desta forma, o que seria um problema de descarte de um material tradicionalmente pouco reutilizado após o carnaval, tornou-se um benefício direto para a população de Salvador. (AP) Divulgação/Fabiano Novaes


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Carnaval

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CIDADANIA & NEGOCIOS Fotos: Divulgação

Dada: 17 anos de feijão vip Luiz Recena

Mais uma vez a Negona fez a festa e foi o centro das atenções. Vestida de rainha africana, em uma liteira carregada por lindos negões e acompanhada por lindíssimas princesas, Dada abriu, domingo, 7 de fevereiro, a 17ª edição do seu famoso feijão Vip, que já é mais uma digna tradição do carnaval de Salvador. Debulhada em lágrimas de emoção e alegria, a rainha da festa vestia um caftan dourado, com jóias de ouro, além de bijuterias douradas, turquesa e coral. Tudo criação do estilista carioca Beto Neves, que também assinou a camisa da festa e, logo em seguida, partiu para o Rio de Janeiro, onde cuida dos figu-

Feijão da Dadá: Margareth menezes

Dadá, de rainha africana: feijoada e atrações para dois mil foliões

rinos da escola de samba Porto da Pedra. A feijoada deste ano não teve o apelo de massa dos anos anteriores, mas mesmo assim reuniu cerca de dois mil convidados especiais que, na pista ou no camarote, dançaram, cantaram, se esbaldaram em pura energia positiva ao som de Margarete Menezes

sos antigos e atuais dos carnavais carioca e baiano. De tempo em tempo, atacava com o frevo “Vassourinhas”, só para lembrar que em Recife também tem festa. Depois do ingresso triunfal e do passeio entre os sortudos súditos convidados, sempre em lágrimas, acenando, jogando beijos, agradecendo às divindades

e do conjunto Negra Cor. “Este ano preferimos um modelo menor, mais confortável, com a mesma e redobrada alegria de sempre”, disse Rodolfo Tourinho, o animado organizador do evento. Ao chegar, os convidados foram recebidos por uma empolgada banda de música, que tocava suces-

e repetindo que “todos aqui são maravilhosos”, a rainha saiu de cena para substituir a monárquica fantasia por roupas mais plebéias. E foi comandar pessoas e panelas para que nada, nada mesmo, faltasse na feijoada e nos complementos. Do salgado aos doces, das águas às bebidas. E nada faltou. Até o fim da festa.


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Saúde

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CIDADANIA & NEGOCIOS

Clínica Gênese atinge a maioridade com investimentos de R$ 12 milhões

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Centro é pioneiro nas regiões Norte e Nordeste em reprodução humana e combate a infertilidade reprodução assistida e a infra-estrutura necessária para nossos diagnósticos e tratamentos”, destaca. Outra parceria importante é feita com a Universidade de Yale, nos Estados Unidos. A médica calcula que desde 1989 a clínica contribuiu para o nascimento de cerca de cinco mil crianças, a partir da adoção de técnicas de combate à infertilidade de baixa e alta complexidades. São mais de mil ciclos de tratamento anuais, que abrangem técnicas mais simples, como indução de ovulação e inseminação, e procedimentos mais completos, que vão da fertilização in vitro e micromanipulação de gametas. A clínica também oferece técnicas de preservação de fertilidades para pacientes oncológicos. “Estamos atualizados com o que existe de mais avançado em reprodução humana, e em breve traremos mais novidades”, garante. Segundo Zausner, a Gênese oferece a seus pacientes todos os tratamentos disponíveis. “Um bom diagnóstico faz a diferença para a escolha da melhor técnica para cada indivíduo. O atendimento é customizado, leva em conta o casal envolvido”, explica Bela. Segundo ela, a clínica sempre acompanhou a evolução dos estudos e pesquisas de infertilidade e busca a vanguarda em sua atuação. Foi, por exemplo, a primeira do Brasil a adotar a técnica de bebê em útero emprestado, há 15 anos.

Custo variado

A infertilidade é uma doença reconhecida pela Organização Mundial da

Foto: Divulgação/Dario Guimarães Neto Fotos: divulgação

Laboratório da Clínica Gênese: desde 1989 participou do nascimento de mais de cinco mil crianças

Saúde, mas tem causas diversas. Antes de indicar o tratamento apropriado é preciso considerar a situação clínica dos casais que devem ser vistos como entidades únicas. Na Gênese, o custo do investimento do paciente é variado, dependendo da técnica indicada e da necessidade de repetição do tratamento até conseguir seu objetivo final, que é engravidar. “Uma pessoa pode conseguir vencer a infertilidade com tratamentos de R$ 800 ou até R$ 20 mil, depende da complexidade do caso”, afirma a especialista. Segundo ela, hoje, o perfil de pacientes que buscam a clínica é cosmopolita, além de baianos (de Salvador e do interior), há pacientes de outros estados brasileiros, dos Estados Unidos, Europa, África e América Latina. O público é eclético, vai de casais, mulheres solteiras (que buscam produção independente), a casais “homoafetivos” e pessoas com

Foto: Divulgação/Rejane Carneiro

Há 21 anos era fundado, em uma sala pequena do Hospital Santo Amaro, em Salvador, o embrião da Clínica Gênese, centro de referência em reprodução humana e infertilidade no Brasil e América Latina. Pioneira no Norte e Nordeste, a clínica é fruto do esforço conjunto de um grupo de médicos e paramédicos, coordenados pela doutora Bela Zausner, especialista em reprodução humana (Universidade da Pensilvânia/EUA). A atual sede da Gênese e seus 1,5 mil metros quadrados, no bairro Caminho das Árvores, demandou investimentos da ordem de US$ 4 milhões (valores da época) para ser construída e equipada. Desde então, para garantir sua atualização - seja com a manutenção de equipamentos e aquisição de novos, ou com a capacitação e qualificação profissional, os investimentos acumulados são da ordem de R$ 12 milhões. “Grande parte de nosso investimento hoje em dia é em cursos, viagens e treinamento”, afirma Zausner. Com uma equipe multidisciplinar de 30 pessoas, entre médicos de várias especialidades, psicanalista, enfermeiros, biólogos, biomédicos, técnicos e recepcionistas, a Gênese tem infra-estrutura para procedimentos de rotina, clínicos e cirúrgicos, além de banco de preservação de sêmen, de óvulo e de embrião. “Desde o início tivemos o respaldo de uma estrutura hospitalar, com o hospital Santo Amaro/Fundação José Silveira. Hoje temos nosso prédio próprio, com centro cirúrgico, laboratório para

Bela Zausner, coordena o grupo de médicos da clínica

idade mais avançada que, graças à ciência, podem realizar o sonho adiado da maternidade. Além da história construída em duas décadas de trabalho e pesquisa, Bela Zausner atribui esta diversificação na carteira de clientes ao maior acesso às informações. “Hoje o paciente circula, busca informação, referência, integridade”, aposta. Para a médica o maior desafio

da clínica e da reprodução humana no Brasil é aumentar o acesso da população aos tratamentos de infertilidade existentes. “Na Bahia, por exemplo, ainda há uma população não informada, que necessita de tratamento. No momento em que essas técnicas se popularizarem e houver demanda, a população terá tratamentos a preços mais acessíveis”, afirma.


Turismo

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CIDADANIA & NEGOCIOS

Foto: Rita Barreto/Turismo Bahia

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Golfe & Negócios

Guillermo Piernes A revelação do golfe piernes@golfempresas.com.br

Porto Seguro, na Costa do Descobrimento: principal destino da CVC tem pacote com valor médio de R$ 500

Viagem dos emergentes

Classes C e D fazem as malas, incorporam mais de três milhões de pessoas ao mercado de viagens e abrem espaço para novos negócios no setor

Aloísio Pontes

Os turistas da classe C e D já somam 70 milhões de pessoas, sendo que 30 milhões passaram a colocar o item viagem na cesta de consumo nos últimos dois anos. Embora ainda sejam consumidores muito moderados em termos de gastos individuais – juntos eles movimentaram R$1,8 bilhão em 2008 no mercado turístico. Uma pesquisa do Instituto Vox Populi realizada em 2009 revelou que 35,5% das pessoas que viajaram nos últimos dois anos ganham até cinco salários mínimos e 61,1%, até dez salários mínimos. “Hoje temos uma nova classe média, que estava fora do mercado consumidor. Hoje não é mais só a classe A e B, a chamada classe média. Temos pessoas que aumentaram a renda e agora viajam”, afirmou o ministro do Turismo, Luiz Barretto, à Agência Brasil. Com um dos atrativos mais citados pelo entrevistados na pesquisa Vox Populi – 64,9% escolhem as cidades de praia, principalmente as da região Nordeste –, a Bahia é o

destino preferido por 11,6%. De olho neste novo consumidor, a maior operadora do país, a CVC, tem um portfólio com mais de 700 produtos e preços para todos os gostos e orçamentos. Para a cidade baiana Porto Seguro, destino líder da operadora, o valor médio do pacote custa aproximadamente R$ 500 e atrai cada vez mais esse novo público da classe C. O pacote tem duração de oito dias, com transporte aéreo de ida e volta, hotel com café da manhã, passeios e ainda parcelamento em até 10 vezes sem juros. Somente em 2009, a operadora levou mais de 210 mil passageiros para Porto Seguro. Para a temporada de verão 2010, a CVC está operando com mais de 48 fretamentos semanais para a cidade. Para o presidente da CVC,Valter Patriani, 2009 foi um ano repleto de oportunidades no turismo. Com a queda do dólar e as reduções de tarifas promovidas tanto em pacotes nacionais como em pacotes internacionais, por conta de uma série de parcerias que a operadora fechou

com seus fornecedores, entre companhias aéreas, hotéis e empresas de receptivo e locadoras, a CVC fechará 2009 com crescimento de pelo menos 15% no número de passageiros atendidos. “Nunca foi tão barato viajar pelo Brasil e para o exterior”, disse Patriani. A operadora fechou 2009 com a marca de dois milhões de passageiros atendidos (em viagens nacionais e internacionais), contra 1.7 milhão de passageiros atendidos em 2008. “Estamos diante de um dos melhores momentos da economia e do turismo brasileiro. Quando o assunto é viajar, a família média brasileira já se habituou a inserir o produto viagem pelo menos uma vez ao ano em seu orçamento. Sem falar que as oportunidades se desenham claramente em nosso horizonte, se ainda levarmos em consideração que nos próximos dez anos cerca de 50 milhões de brasileiros (classe C) entrarão para o mercado de consumo, e o que favorecerá ainda mais, e em muito, o turismo como um todo”, reforça Patriani.

O principal motor do turismo de golfe no Brasil é a Bahia. O turismo de golfe movimenta um total de US$ 30,5 bilhões no mundo inteiro. Brasil (ou Bahia?) foi eleito como destino revelação do turismo de golfe. O aval internacional e institucional foi dado pela IAGTO, que reúne os formadores de opinião do mundo inteiro, para que os viajantes golfistas conheçam a Boa Terra. São quatro e ótimos campos de golfe localizados na Bahia. No litoral Norte de Salvador operam e encantam os campos do Iberostar, na Praia do Forte, e do Costa do Sauipe. Na ilha de Comandatuba, perto de Ilhéus, brilha o campo do Hotel Transamérica. Em Trancoso, deslumbra a todos o campo do Terravista. Agrega-se em forma iminente o campo de Outeiro das Brisas, vizinho a Trancoso. Todos são campos com resorts ou condomínios residenciais. Existem 40 novos projetos para atender o turismo de golfe no Brasil, dos quais nove estão na Bahia e outros nos estados de Alagoas, Pernambuco, Rio Grande do Norte e Ceará. A esses se somam o campo do Costão do Santinho, em Santa Catarina, e o campo com hotel em Foz de Iguaçu. Na Bahia, os projetos estão previstos para a região de Baixio, Praia da Costa Azul, Ilha de Cajaíba, na Baía de Todos os Santos no município de São Francisco do Conde, Belmonte e Trancoso. Projetos de campo de golfe também foram registrados em Guarajuba e Busca Vida, destinados apenas a condomínios residenciais. Por ultimo fica o histórico campo de nove buracos próximo da Lagoa do Abaeté e do aeroporto, o campo de golfe colado ao Hotel Deville (ex-Quatro Rodas, ex-Sofitel) . É o único campo de golfe de Salvador. O campo passou os últimos anos numa letargia seca e quieta, apenas lembrando os bons tempos quando sediava o Aberto do Nordeste. Com um gerenciamento profissional de golfe, ações especializadas de mídia e marketing, com especialistas de experiência nacional e internacional, o campo de Itapoã poderá ser magnífica escala golfistica para os visitantes de Salvador. O segmento de turismo de golfe gasta cinco vezes mais que o turista comum, como bem conhecem Embratur, Bahiatursa e a nova diretoria da Federação Baiana de Golfe. Com o novo ano também chegou à hora de mudar rumos e parâmetros. * Guillermo Piernes é escritor, consultor e palestrante. Autor de Liderança e Golfe – O Poder do Jogo na Vida Corporativa


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CIDADANIA & NEGOCIOS

Mais de 9 milhões visitam a Bahia O fluxo turístico da Bahia atingiu 9,052 milhões de pessoas em 2008, segundo uma pesquisa realizada pela Fundação Instituto de Pesquisas Econômicas (Fipe). O número de visitantes brasileiros foi de 4,081 milhões de pessoas. Os estrangeiros desembarcaram na Bahia em um número de 514 mil no mesmo período, o que representa uma participação de 5,7% do fluxo global. O turismo estadual também este aquecido. O número de baianos viajando no próprio estado representa uma fatia significativa no segmento. No documento elaborado pela Fipe consta que a participação local no fluxo nacional é de 52,2%. Para o presidente do Sin-

dicato de Hotéis, Bares e Restaurantes de Salvador, Silvio Pessoa, as classes C e D foram as grandes responsáveis pelo aquecimento do setor no período “Nos últimos dois anos, o turismo ficou acessível para as classes C e D e mais de três milhões de pessoas passaram viajar, o que minimizou os impactos da crise financeira mundial e da queda do dólar”, avalia. Pessoa garante que a capital baiana está bem equipada para atender as demandas desta nova classe emergente do turismo. “Temos 380 meios de hospedagens, sendo aproximadamente 80 com classificação três e quatro estrelas com perfil e preços para estes consumidores”, afirma.

A mudança no perfil dos turistas abre espaço para novos pequenos negócios. A pesquisa realizada pela Fundação Instituto de Pesquisas Econômicas (Fipe) na Bahia, revela que o meio de hospedagem mais usado são as casas de parentes e amigos, mas 23% deste grupo de visitantes já fazem as refeições fora de casa e 16% se hospedariam em hotéis ou pousadas se houvesse equipamentos com preços acessíveis. Para a diretora de Planejamento de Estudos Econômicos da Secretaria de Turismo da Bahia (Setur), Clarissa Amaral, há um leque de oportunidades de bons negócios no setor turístico com foco nesse novo consumidor, principalmente no interior. “Uma das constatações da pesquisa da Fipe foi a grande força do turismo religioso. Nós temos várias cidades com este potencial onde não existe uma estrutura de

hospedagem e de alimentação”, avalia. Um dos mais conhecidos destinos religiosos do estado, o município de Bom Jesus da Lapa recebeu quase um milhão de turistas em 2008, sendo 76% da própria Bahia e mais de 60% pertencente às classes C e D. A cidade tem apenas 90 meios de hospedagem e 5.049 leitos. O gasto médio individual por dia foi de R$ 70 e 29% se hospedou em hotéis e pensões, enquanto 26% alugou um imóvel na cidade. “Temos ainda um grande potencial para desenvolver o turismo religioso, que já é bem conhecido dentro do próprio estado e até no exterior, como é o caso de Cachoeira, onde acontece a Festa da Boa Morte, além de Canudos e Monte Santo. Em todos estas cidades há carência de meios de hospedagem, bares e restaurantes”, sinaliza Clarissa. (AP)

Turismo

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Foto: Rita Barreto/Turismo Bahia

Hotel Catussaba, em Salvador: capital está equipada com 380 meios de hospedagem

Segundo o empresário, 2009 começou com dificuldades para o setor hoteleiro, mas no segundo semestre a taxa de ocupação cresceu e ficou numa média de 70%, atingindo o pico de 95% durante o réveillon.

Fluxo Nacional

Entre os turistas que

vêm de outros estados para a Bahia, os principais destaques são os mineiros com 1,26 milhão de visitantes e os paulistas 1,22 milhão. No mesmo levantamento também se destacam os turistas vindos do Rio de Janeiro e Distrito Federal. Na região Nordeste, a Bahia permanece como lí-

der absoluta na atração de visitantes, com 9,052 milhões de turistas, superando os estados de Ceará, que agora é o vice-líder (4.497.675 turistas), e Pernambuco, que caiu para a terceira posição, tendo recebido 3.598.140 visitantes naquele ano, segundo dados da Fipe. (AP)

Interior reserva as melhores oportunidades

Festa da Boa Morte, em Cachoeira: carência de meios de hospedagem para abrigar quem quer participar do festejo


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