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criando filhos melhores para o mundo

jun 2018 | nº 14 | São Paulo

Evite armadilhas na HORA DE CONTRATAR

babás

As dicas para

diminuir o enjoo NA ESTRADA

férias de inverno! CONTAGEM REGRESSIVA PRAS

5 sugestões de destinos a menos de 250 km da capital para curtir o friozinho com a família


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4nesta edição

5 Primeiras palavras 6 Nossos leitores 8 www.canguruonline.com.br 10 Eles dizem cada coisa 11 Missão Instagram 12 Comprinhas 14 Moda, por Roberta Paes 16 Canguru viu e curtiu 17 Corrente do bem 18 Mundo Kids 42 Padecendo no Paraíso, por Bebel Soares 44 Passeios Kids, por Cá e Tatê 46 Para ler com seu filho, por Leo Cunha 47 Viagens, modo de usar, por Luís Giffoni 48 Artigo, por Rodrigo Hübner Mendes 49 Artigo, por Wimer Bottura Junior 50 Crônica, por Cris Guerra

Reportagens 20

Diversão | Livrarias na cidade que se preocupam em trazer espaços e atividades para os clientes mirins

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Serviço | Cuidados para contratar uma babá que garanta segurança aos pequenos

24

Férias | Destinos próximos à capital paulista que têm boas atrações para o recesso escolar de inverno

32

Saúde | Por que os enjoos acontecem com tanta frequência durante as viagens de carro

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Especial | O que rolou no 4º Seminário Internacional de Mães

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Ideias | Algumas perguntas para estimular o diálogo entre pais e filhos

24

Para curtir o friozinho: passeios com várias atrações para a família toda aproveitar as férias de julho

20 [2]

Roteiro na cidade: algumas livrarias têm foco especial nas crianças

34 [3]

Sucesso de público: edição 2018 do Seminário Internacional de Mães lotou Hotel Maksoud Plaza, em São Paulo

Nossa capa JOAQUIM, 2 anos, é filho de Simone Saggioro e Daniel Diniz Oliveira. FOTO: JULIANA FRUG

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FOTOS: [1] [2] JULIANA FRUG; [3] GUSTAVO ANDRADE.

Seções

[1]


FOTO: GUSTAVO ANDRADE

4primeiras palavras

Viaje para dentro do coração do seu filho QUASE TODA QUINTA-FEIRA, almoço fora com meu filho mais velho. Sei que ele valoriza esse nosso compromisso semanal – ele nunca falta. O que não significa que o rapazinho vá ao meu encontro querendo papo. De modo geral, ele chega com os fones no ouvido, ouvindo música ou acompanhando algum dos seus youtubers preferidos. Na última quinta de maio, porém, foi diferente. De repente, ele fez um comentário sobre o absurdo que era a gasolina ser vendida por até R$ 9 o litro. E completou: “Agora a mídia vai ter de mostrar o que está acontecendo de verdade no país”. Fiquei paralisada. Não, meu filho não é um jovem já saindo do ensino médio, às portas da faculdade. É um adolescente que acabou de completar 14 anos... Quer dizer, mal saiu das fraldas (aos meus olhos). Foi como se eu estivesse vendo pela primeira vez o meu menino. Sim, ele já tem ideias próprias sobre política, sobre a crise econômica do país, sobre como os jornalistas andam cobrindo esses temas na mídia tradicional. Parece que só eu não tinha percebido isso. Embora um monte de trabalho me esperasse no escritório, resolvi espichar o almoço – e aproveitar aquela oportunidade rara de puxar papo com meu adolescente (será que ele sabe que também sou jornalista e fiz parte, por duas décadas, da tal mídia tradicional que ele tanto critica?). Na correria do dia a dia, as conversas com os filhos entram num roteiro padrão: o da mãe chata. Já escovou os dentes? Já tomou banho? Já almoçou? Já trocou de roupa, menino? Como foi na escola? Como foi a prova? Sai do videogame! Vai para a cama! Sem a gente notar, não sobrou tempo para os diálogos que realmente importam. Na adolescência, é comum que os filhos se fechem, se distanciem dos pais. Mas, se o canal de comunicação foi bem construído lá na primeira infância, sempre vai haver uma brecha para retomar o diálogo, uma oportunidade que surge no meio de um almoço comum, no meio da semana. Nem sempre é fácil puxar a língua dos pequenos. Mas, nesta edição, a repórter Rafaela Matias dá dicas de como estimular o diálogo desde cedo. E as férias, que estão chegando por aí, são uma boa oportunidade para exercitar essa comunicação profunda entre pais e filhos. Na reportagem de capa de junho, damos boas sugestões para quem quer curtir uma folga com as crianças. Tenho certeza de que a viagem – para dentro do coração do seu filho – vai ser uma delícia. A minha foi. Deliciosa. E surpreendente.

Ivana e os filhos Pedro e Gabriel

Ivana Moreira, DIRETORA DE CONTEÚDO ivana@canguruonline.com.br

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Manchas na pele Canguru Estou muito encantada com o trabalho da Canguru. Parabéns. É incrível como, desde que me tornei mãe, há quase quatro anos, um novo mundo surgiu para mim. — Priscila Fagundes, de Penedo (RJ)

Seminário Internacional de Mães Amei a palestra do Marcio Atalla no Seminário Internacional de Mães [a quarta edição do evento aconteceu no dia 5 de maio, em São Paulo]. Daria para ficar a tarde inteira ouvindo-o falar, com bom humor, carisma e incentivo. Parabéns, estava tudo maravilhoso! Que venham mais seminários. — Priscila Pereira, de Limeira (SP) Chorei horrores na palestra de Roberta e Taís Bento. Roberta é um exemplo de superação, e sua filha é um exemplo lindo de amor!!! Foi muito edificante. — Juliana Beca, de São Paulo

Comemorações nas escolas Perdi meu pai com 10 anos, e era um sacrifício participar ou não participar (ficava a meu critério) das comemorações do Dia dos Pais na escola. No ano passado, um coleguinha da minha filha perdeu a mãe. Tenho uma amiga que é solteira e adotou uma filha sozinha. Por tudo isso, acho melhor uma comemoração com aqueles que participam da vida da criança! — Jane Gusmão Freitas, de Belo Horizonte

Enquete do mês Como você administra as brigas entre irmãos? ALGUMAS RESPOSTAS QUE RECEBEMOS:

Se forem discussões dentro dos limites do respeito, deixo os dois se resolverem. Se houver agressão (física, verbal, emocional etc.), intervenho. — Mary Persia, de São Paulo Faço uso da disciplina positiva. Deixo os três interagirem,

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Parabéns pela matéria “Marcas para toda a vida” [edição de maio da Canguru]. Minha filha de 3 anos tem uma doença de pele que manchou seu corpo. Como é importante esse trabalho de conscientização. Obrigada por trazerem esse tema para reflexão das famílias. — Samira Escandar, de São Paulo

Artigo de Cecília Antipoff Passei por uma situação com meu filho de 2 anos na igreja do bairro onde resido que me deixou ofendida e constrangida, não só pelo padre da paróquia como pelas pessoas que lá estavam. Lendo o artigo escrito por Cecília Antipoff [“O que houve depois que meu filho fez 2 anos?”, publicado na edição de Belo Horizonte em abril e no site da Canguru], pude pensar no quanto as pessoas não entendem as atitudes de uma criança e ainda nos julgam e criticam. Nós, pais, que procuramos evitar as birras nos ambientes públicos quando estas ocorrem, ficamos desconcertados e até nos retiramos. É importante compartilharmos que esta fase de transformação de nossos filhos é um bom sinal [como diz o artigo]. — Ludmila Gomes, de Belo Horizonte

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pois precisam aprender a argumentar, se colocar, negociar e se defender diante do outro. Quando a situação parte para a agressividade, intervenho tentando ser imparcial. É o desafio maior da educação dos meus trigêmeos de 4 anos neste momento! — Edna Rodrigues Arthuso

Eu e meu irmão brigávamos muito quando crianças, e hoje somos grandes amigos. Então, comparando com a minha criação, acho as briguinhas das minhas filhas supernormais e encaro como uma fase e um aprendizado para elas. — Júlio Perrotta, do Rio

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Elas são sempre divulgadas em nossa página do Facebook: www.facebook.com/canguruonline


Criando filhos melhores para o mundo Conselho Editorial

» Cristina Moreno de Castro, Eduardo Ferrari, Guilherme Sucena, Ivana Moreira, Márcio Patrus, Suellen Moura e Thiago Barros Redação

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DIRETORA DE CONTEÚDO: Ivana Moreira (ivana@canguruonline.com.br) EDITORA-CHEFE: Cristina Moreno de Castro (cristina@canguruonline.com.br) EDITORAS: Luciana Ackermann e Verônica Fraidenraich REPÓRTER: Rafaela Matias ESTAGIÁRIA: Gabriela Willer REVISORA: Thalita Braga Martins COLABORADORES DESTA EDIÇÃO: Bebel Soares, Cris Guerra, Leo Cunha, Luís Giffoni e Roberta Paes

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EDITORA MULTIMÍDIA: Juliana Sodré (juliana@canguruonline.com.br)

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Marketing e Novos Negócios

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www.canguruonline.com.br

Novidade

Murilo Gun reforça o time de colunistas da Canguru A partir da próxima edição, influenciador passa a assinar textos sobre criatividade e aprendizagem (Criando Crianças Criativas)”, que já tiveram 7.000 alunos. Conversamos com Murilo sobre todas essas experiências e sobre suas ideias incríveis, que ele vai trazer para a revista já a partir da próxima edição. Você pode ler a entrevista na íntegra nosso site: www. canguruonline.com.br.

NA BANDNEWS FM, às terças e sextas-feiras, às 13h40, com reprise às 16h17, e também aos sábados e domingos, ouça a coluna de Ivana Moreira, diretora de conteúdo da Canguru. Ouça as gravações em www.canguruonline.com.br/radio.

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FOTO: DIVULGAÇÃO

AQUI VAI UMA supernovidade para os leitores! Para reforçar o lado paterno e criativo da plataforma Canguru, o influenciador Murilo Gun, pai de Maria Valentina, de 3 anos, passará a assinar uma coluna na revista já a partir do próximo mês. Ele também será o curador do conteúdo do Clube Canguru de julho. Para quem ainda não o conhece, Murilo foi um dos pioneiros da internet no Brasil. Ganhou dois prêmios iBest de melhor site pessoal, possui dois livros sobre o assunto e foi empresário por dez anos. Formado em administração, com MBA em gestão, largou a vida de empresário para se tornar comediante. Com seu show solo, Propaganda Enganosa (disponível na Netflix), viajou por todo o Brasil. Na TV, trabalhou como apresentador nos canais Comedy Central, SBT e Multishow. Em 2014, foi selecionado entre 80 empreendedores do mundo para o NASA Research Park, no Vale do Silício, para estudar inovações disruptivas na Singularity University. Atualmente, dá palestras e cursos sobre criatividade, inovação e empreendedorismo. Fora do Brasil, já apresentou sua teoria sobre criatividade no maior e mais antigo congresso de criatividade do mundo, nos Estados Unidos, além de Itália, Argentina e Suíça. Com base nessas experiências, criou os cursos on-line “Reaprendizagem criativa” e “Cri-cri-cri


apresenta

BASTA QUE AS temperaturas caiam um pouco para que tosses, chiados e espirros comecem a se manifestar com mais frequência. Isso porque algumas doenças respiratórias, como resfriado, gripe, alergia, asma e pneumonia, têm a sua incidência aumentada nesta época do ano. De acordo com o médico Dr. Adelino Melo, assessor científico do Grupo São Marcos, o tempo seco e frio deixa as mucosas mais sensíveis, o que favorece o aparecimento desses problemas. Além disso, as pessoas tendem a passar mais tempo em ambientes fechados e pouco ventilados para se aquecer, o que aumenta o risco de transmissão de vírus e bactérias. Os tratamentos de cada uma das doenças são variados, e é indicado procurar um médico assim que surgirem os primeiros sintomas para que seja feito um diagnóstico preciso e sejam indicados os melhores medicamentos. A prevenção, por outro lado, possui

pontos em comum. Hidratar-se corretamente, higienizar as mãos com frequência, evitar levar as mãos ao nariz, aos olhos e à boca e evitar contato próximo com pessoas nitidamente doentes são algumas das orientações. No caso da gripe, a vacinação também está entre os cuidados preventivos mais indicados. O Dr. Adelino Melo explica ainda que todos podem ser afetados pelas doenças nesta época do ano, mas quem já é sabidamente alérgico terá mais manifestações e precisa ter atenção redobrada aos cuidados. Sobre as doenças respiratórias, os mais afetados são as pessoas dos grupos de risco de ter complicações por influenza, como crianças, idosos, gestantes e pessoas com doenças crônicas. “Alguns sinais aos quais devemos ficar atentos, especialmente no caso das crianças, são febre alta de início súbito, tosse, dor de garganta, dor de cabeça, prostração, sinais de falta de ar e chieira”, afirma Dr. Melo. 

(11) 4433.3233 labhormon.com.br labhormon

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Responsável Técnico: Dr. Ricardo Dupin Lustosa - CRM SP: 179912

FOTO:SHUTTERSTOCK

Atenção à saúde no inverno


POR Cristina

Moreno de Castro

A lua

com

eu p

ouco

!

RAFAEL, 5 anos, filho de Cynthia Aguilar Paulino e Fabiano Cancela, ao observar a lua minguante.

No trabalho pra Copa do Mundo, aprendi que o México dá injeção.

Mam ã dece pcion e, fiquei ado queb por v rado ocê t a ta er cesto . Só e mpa do m para stou eu d que fi que c izendo onsc iente .

LUCAS, 4 anos, filho de Renata Vieira e Luis Felipe Araújo Vieira.

ERICK, 7 anos, filho de Daniela Schindler Souto e Gelisson Alves Souto Schindler.

Papai do céu nos dá os irmãozinhos pra gente brincar!

VINÍCIUS, 5 anos, rebatendo o irmão gêmeo Rafael, que não queria brincar. Eles são filhos de Lessandra Nunes Duarte e Marcos Paulo da Silva Balsa.

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Se seu filho também diz pérolas, envie a frase para o e-mail redacao@canguruonline.com.br.

FOTOS: ARQUIVO PESSOAL

LUCCA, de 3 anos, é filho de Ludmila Cotta e Henrique Pena. Ele confundiu o nome do país com “médico”

Quando eu crescer, quem vai ser meu pai e minha mãe? O vovô e a vovó?


Quantas crianças comendo frutas! Elas – e os pais, que dão o exemplo e incentivam a alimentação saudável – estão de parabéns!

@kaminhoto Santo André (SP)

@greici_batista Duque de Caxias (RJ)

A pequena Ayla, de quase 3 aninhos, devorando uma manga.

@vantcastro São Paulo (SP)

João, de 2 anos, ataca uma maçã!

FOTOS: REPRODUÇÃO INSTAGRAM

Próxima missão: Chega logo, Copa do Mundo! A Copa 2018, na Rússia, começa no dia 14 de junho e vai até o dia 15 de julho. Que tal fotografar seus pequenos já no clima para o evento, com camisa de futebol, vuvuzelas e o que mais fizer parte da festa da sua família? Poste a foto no Instagram com a hashtag #canguruonline, e ela pode sair na próxima revista Canguru e em nossas redes sociais.

Sophia, de quase 4 anos, prefere um morango.

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Atividades mil Um dos móveis mais úteis para crianças na primeira infância é a mesa de atividades, ideal para colocar no quarto ou na sala. Ali dá para brincar de massinha, colorir, pintar e, aos poucos, começar a fazer as tarefas escolares que chegam depois de certa idade.

PARA AS TURMINHAS MAIORES Mesa em madeira maciça com tampo de MDF, que vem com quatro cadeiras de madeira

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PARA QUEM GOSTA DE DESIGN Mesa, cadeirinha e banquinho, em formato ergonômico, já pode ser usado por bebês a partir do momento em que conseguem ficar sentados sozinhos

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FOTOS: DIVULGAÇÃO

PARA OS CONSTRUTORES Mesa vem com duas cadeiras e 42 blocos de montar; a partir de 3 anos


PARA O LANCHINHO Mesa com duas cadeiras, em design de X, para dar mais estabilidade; a partir de 2 anos

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PARA OS ARTISTAS Mesa de plástico com apoio para criação, além de canetinhas, giz, tinta, folhas de papel e a cadeirinha do artista; a partir de 3 anos

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PARA OS PEQUETITINHOS Smart table com melodia, engrenagens e peças giratórias, indicada para bebês a partir de 18 meses

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4moda

Camuflado Disfarçar, dissimular e esconder. O Exército passou a usar camuflagem em campo de batalha para não ser visto em meio à vegetação. Muito usado no streetwear, o camuflado chegou ao universo infantil mudando as formas e, principalmente, as cores, deixando tudo mais leve. Confira como algumas peças ficam muito fofas usando esse padrão de estampa que é tão fashion. Mas, se for pra combater algo, que seja a preguiça, para que os pequenos possam se divertir muito!

PREPARADO O pequeno João Goulart de Oliveira, de 4 anos, veste uma jaqueta quentinha e estilosa.

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Roberta Paes DINO

Blusa de moletom com bolso canguru da Livy Malhas. Olha que legal a estampa com os dinossauros repetidos e coloridos. De 1 a 10 anos.

STREETWEAR

Casaco de moletom com capuz e bolso canguru da Fuzarka. Todo estampado, bem comprido, com pegada streetwear. De 5 a 12 anos.

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E não é que até os gatinhos se camuflaram nesta linda batinha da PUC de tecido de algodão? De 2 a 14 anos.

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NINJAS

Nada melhor do que as Tartarugas Ninjas combatendo o mal. Moletom da Marlam de 4 a 10 anos.

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Cheia de glamour, esta jaqueta de pelo sintético ficou maravilhosa na estampa camuflada com tons rosa da Lilica Ripilica. De 2 a 12 anos.

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Tênis Asics Pre-Bouder 2PS. Linda estampa camuflada com rosa, cinza e amarelo. Arrasaram!! Tamanhos 26 ao 33.

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No meio da floresta sempre tem lindas flores, né? Batinha ombro a ombro de tecido da Hering. De 1 a 10 anos.

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Roberta Paes é consultora de moda, estilista e palestrante. Atua no mercado de moda infantil há mais de 20 anos, em grandes empresas do varejo. Viaja para a Europa e os Estados Unidos conferindo as tendências de moda infantil que compartilha nesta coluna. www.robertapaes.com.br @rpkids

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O QUE ESTÁ ROLANDO DE ÚTIL, DIVERTIDO OU CURIOSO NA WEB E NAS REDES SOCIAIS [2]

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Não engula o choro SE UMA CRIANÇA está chorando muito mais que o normal, é importante que o adulto acenda o sinal de alerta: alguma coisa de errado pode estar acontecendo ou ter acontecido a ela. É esse o cerne da campanha que foi lançada em maio pelo governo do Paraná e viralizou nas redes sociais. Lembrando que o dia 18 de maio foi o Dia Nacional de Enfrentamento ao Abuso e à Exploração Sexual de Crianças e Adolescentes. As duas animações que foram feitas para a campanha Não Engula o Choro mostram crianças passando por situações de perigo até encontrarem alguém para contar o problema. Assista aos vídeos e veja a tabela com os sinais de violência, divididos por faixa etária, no link bit.ly/NãoEngulaOChoro.

Nada de tapa A Prefeitura de Macapá, capital do Amapá, também fez sucesso nas últimas semanas com uma ação emocionante sobre agressão a mulheres. “No mundo das crianças, não se bate em mulher”, conclui o vídeo da campanha, que mostra meninos se recusando a darem um tapa em uma menina. O melhor é ver os motivos que eles vão elencando, com toda a pureza que, infelizmente, não é vista entre muitos adultos – só no ano passado, mais de 3.500 mulheres foram vítimas de violência nessa cidade, que tem 474 mil habitantes. Assista ao vídeo em bit.ly/NadaDeTapa.

IMAGENS: [1][2] DIVULGAÇÃO; [3][4] REPRODUÇÃO

[3]

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Álbum nunca fotografado Mais um vídeo que mexeu com nossos corações. A marca de produtos para bebês Dermodex fez álbuns de fotos mostrando como seria a infância de crianças que foram adotadas tardiamente se elas já estivessem no novo lar desde o nascimento. Tanto os pais adotivos quanto os pequenos se desmancham em lágrimas ao verem o resultado. “Afinal, eles já eram uma família. Só faltava se conhecerem”, repete o vídeo, que traz uma bela mensagem de incentivo à adoção de crianças com mais de 7 anos – que são 92% do contingente à espera de uma família, mas escolhidos por apenas 9% dos pais pretendentes. Assista em bit.ly/AlbumNuncaFotografado.


POR Gabriela

Willer

Sessão Azul: inclusão e lazer para crianças com autismo

COLEÇÃO Livros para para ler em fam’lia e na escola

PREPAREM A PIPOCA porque o filme já vai começar. Salas de cinema diferenciadas, em que o público pode andar, cantar, falar e se expressar durante as exibições, em um ambiente pra lá de confortável para as crianças com autismo e seus familiares, é o que garante a Sessão Azul. Em dezembro de 2015, após acompanharem as dificuldades e os desafios das famílias no convívio social, as psicólogas Caroline Salviano e Bruna Manta, especialistas em Transtorno do Espectro do Autismo (TEA), criaram o projeto, cuja proposta é promover a socialização e o lazer desses grupos nos cinemas, e, mais recentemente, em outros espaços culturais, como teatros. Nos cinemas, as salas são adaptadas com filmes sem trailers comerciais, luzes levemente acesas, som mais baixo, temperatura agradável, além do fato de a plateia poder se expressar livremente, garantindo um ambiente acolhedor, levando em consideração os diferentes aspectos sensoriais das crianças com o transtorno. Inicialmente, os filmes eram focados apenas na categoria infantil. Atualmente, em fase de testes, estão sendo realizadas sessões periódicas destinadas à faixa etária de adolescentes e jovens adultos. Aos poucos, a iniciativa, que começou em alguns cinemas do Rio de Janeiro, foi sendo ampliada para mais seis Estados – São Paulo, Minas Gerais, Espírito Santo, Goiás, Paraná e Santa Catarina –, além do Distrito Federal.

CONHE‚A OUTROS TêTULOS DA COLE‚ÌO

FOTO: DIVULGAÇÃO

Eu n‹o tenho medo ¥ O livro da gratid‹o O livro da mam‹e ¥ O livro da paz O livro da vov— ¥ O livro do adeus O livro do papai ¥ O livro do vov™ O livro eu te amo ¥ Otto vai dormir Otto vai ˆ praia ¥ Somos um do outro SAIBA MAIS E VEJA ONDE SERÃO AS PRÓXIMAS SESSÕES EM

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POR Cristina

76

anos

é o tempo que o Brasil vai levar para que todos os estudantes sejam considerados PROFICIENTES EM LEITURA ao final do terceiro ano do ensino fundamental, se continuar no ritmo atual. O cálculo é do movimento Todos Pela Educação.

Moreno de Castro e Rafaela Matias

Dormir seguro

Cotidiano escolar ALGUNS DOS PRINCIPAIS desafios vividos pelos professores do ensino básico em escolas de todo o Brasil estão reunidos e resumidos em narrativas de 22 diretores, coordenadores e professores no livro Desafios Reais do Cotidiano Escolar Brasileiro, recém-lançado. O projeto foi coordenado por Katherine Merseth, que é professora sênior da Escola de Educação da Universidade de Harvard, em parceria com o Instituto Península – organização que trabalha para aprimorar [1] a formação de professores – e o Instituto Singularidades. O livro traz casos reais seguidos de questões para reflexão e para discussão. Há, por exemplo, a história de uma mãe que exigiu que o filho não participasse da “hora do brinquedo” porque ele só queria brincar de bonecas e o dilema da diretora dessa instituição, em São Paulo. Há ainda desafios relacionados a bullying, questões raciais, mudanças nas propostas pedagógicas das escolas, violência no ambiente escolar e muito mais. Leitura obrigatória para todos que se interessam pela melhoria da educação em sala de aula. O livro pode ser baixado gratuitamente, em português e inglês, pelo link bit.ly/desafios_escola.

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[2]

No Brasil, a principal causa de morte acidental de crianças de até 1 ano é a sufocação. Segundo dados da Criança Segura, organização que atua no Brasil desde 2001 com campanhas para prevenir acidentes de crianças, em 2015 611 bebês dessa faixa etária morreram por sufocação no país. Outro dado assustador: enquanto o número de mortes por acidentes com crianças de 0 a 14 anos caiu 31% de 2001 a 2015, os casos de sufocação aumentaram 7% no mesmo período. Uma boa notícia é que esse tipo de morte pode ser evitada em 90% dos casos com adoção de medidas simples de prevenção, como estas:

1. 2.

Berços devem ser certificados pelo INMETRO;

Grades de proteção devem ser fixas e com distância entre elas de até 6 cm;

3.

Bebês devem dormir em colchão firme, de barriga para cima, com os bracinhos para fora;

4.

Colchão deve estar bem preso ao berço e sem qualquer embalagem plástica;

5.

Todos os brinquedos, travesseiros, cobertores, protetor de berço e qualquer outro objeto macio devem ser removidos do berço quando o bebê estiver dormindo;

6.

Adultos devem evitar dormir com bebês.

A Criança Segura lançou uma nova campanha, com três vídeos para conscientizar as famílias sobre o assunto. Assista em www.canguruonline.com.br.


eu já fui

criança

Temporada do atchim! O céu azul e o friozinho gostoso do inverno conquistam, mas também cobram seu preço. É nessa estação, com início em 21 de junho e término em 22 de setembro, que há o maior índice de doenças respiratórias. “Com o tempo frio e seco, as pessoas tendem a ficar mais aglomeradas em ambientes fechados, facilitando a propagação de alguns tipos de vírus”, explica a pediatra Juliana Franco. Bronquiolite, asma, gripes e resfriados são as enfermidades mais comuns e podem, especialmente nas crianças, evoluir para casos clínicos graves, como a pneumonia. Veja algumas dicas da especialista para manter os pequenos saudáveis e aptos a aproveitar os dias mais fresquinhos.

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Evitar aglomerações e locais fechados; Manter os ambientes sempre ventilados; Lavar as mãos frequentemente; Ingerir bastante líquido; Lavar o nariz com soro fisiológico de três a quatro vezes ao dia; » Manter uma alimentação equilibrada, rica em frutas e legumes.

FOTOS: [1] DIVULGAÇÃO; [2] PIXABAY; [3] DEPOSITPHOTOS; [4] REPRODUÇÃO / INSTAGRAM

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Fernanda Souza Fernanda Souza já voou. Ela cresceu como atriz, brilhou nos palcos dos teatros Brasil afora e se consagrou como uma das apresentadoras mais bem-pagas da tevê nacional. Mas nunca deixará de ser lembrada pelo papel que revelou seu talento 20 anos atrás, na novela Chiquititas, exibida pelo SBT: Mili. Considerada a protagonista da trama, a personagem era uma menina meiga e divertida, que foi parar no orfanato Raio de Luz por uma tramoia de seu maldoso avô materno, com o objetivo de afastá-la da mãe. Pouco antes de completar dois anos de atuação, a pequena Fernanda Souza foi convidada pela Rede Globo para trabalhar na novela Andando nas Nuvens, em 1999. Desde então, a atriz tem acumulado sucessos como Mirna, da novela Alma Gêmea (2005), Carola, de O Profeta (2006), e Isadora, da série Toma Lá, Dá Cá (2007-2009). Nos últimos anos, Fernandinha deu uma pausa na teledramaturgia para se dedicar à sua peça solo, Meu Passado Não Me Condena, que está em cartaz há quatro anos e faz a sua turnê de despedida pelo país, e ao seu programa no Multishow, Vai, Fernandinha, no qual já recebeu estrelas como Sandy, Giovanna Ewbank e Anitta. Em meio à rotina atribulada, Fernanda Souza vive sua vida de casada com o cantor de pagode Thiaguinho e compartilha em suas redes sociais momentos de diversão e romantismo com o parceiro.

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4Diversão

Para ler, brincar e se divertir Livrarias com espaços para leitura e atividades diversas para as crianças são opções de passeio para toda a família

FOTOS: [1] JULIANA FRUG; [2] ADRIANA VALENTIN; [3] DANIELA NUNES; [4] DIVULGAÇÃO

POR Verônica

Fraidenraich

VISITAR LIVRARIAS COM crianças é uma ótima oportunidade para incentivá-las à leitura e aproximá-las do universo literário. Aos fins de semana, também pode ser uma boa opção de passeio, já que, além dos livros, quase todas possuem uma área para leitura e atividades diversas como narração de histórias e oficinas para os pequenos – além de um cafezinho para os pais. Indicamos a seguir quatro livrarias bacanas para conhecer em São Paulo.

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LIVRARIA NOVESETE Bonecos em tamanho real, dragões de papel suspensos no ar e outros brinquedos decorativos chamam atenção da garotada que visita a livraria, localizada em um amplo sobrado da Vila Mariana. Especiali[2] zada em literatura infantil e juvenil, ela foi inaugurada em 2007, com objetivo de funcionar como um polo para troca de experiências na formação de leitores. Possui um acervo de mais de 10 mil títulos, organizados de forma a facilitar o manuseio pelos pequenos. No quintal de 180 m² ocorrem os eventos, que incluem oficina de máscaras, lançamento de livros, contação de histórias e atividades de sensibilização musical – tudo voltado para crianças e adolescentes. Tem também uma sala para cursos, um pequeno café e um deque para apreciar e folhear os livros expostos. Rua França Pinto, 97, Vila Mariana. Tel.: 5573-7889 / 3567-4344 De segunda a sexta, das 10h às 18h30; sábados, das 10h às 18h. www.livrarianovesete.com.br


LIVRARIA PANAPANÁ Localizada na Vila Clementino, essa pequena livraria de bairro trabalha só com títulos infantis – são cerca de 2.000 obras, fora os brinquedos educativos, como fantoches e instrumentos sonoros de madeira. Criado há cerca de dez anos, o espaço se destaca pela qualidade do acervo que é escolhido a dedo pela proprietária. A cabana e a casinha de madeira que estão à venda podem ser exploradas pelos pequenos leitores. Aos sábados, ocorrem cursos, lançamentos, recitações e oficinas infantis, como a de pintura ou de cantos e contos – literatura e

música, que é voltada para crianças de 0 a 3 anos. Há também uma área para realização de festas de aniversário de crianças acima de 5 anos. A palavra que dá o nome ao local significa “coletivo de borboletas”. A ideia é que, assim como esses insetos polinizadores, os livros espalhem emoção, beleza e conhecimento. R. Leandro Dupré, 396, Vl. Clementino. Tel.: 5082-2132 De seg. a sexta, das 9h às 19h; sábados, das 9h às 18h www.facebook.com/livrariapanapana

LIVRARIA DA VILA Na unidade da Alameda Lorena, um andar inteiro é destinado ao público infantil. Um dragão com 2,5 m de altura e 15 m de comprimento recheado de almofadas acolhe pais e filhos. A matriz da livraria, que se tornou uma rede com sete lojas só na capital paulista, foi inaugurada há 32 anos na rua Fradique Coutinho, na Vila Madalena. No subsolo fica a seção infantil, com mesas e cadeiras do tamanho dos pequenos, que os convidam à leitura. E, ao fundo, tem a cafeteria, numa área sombreada por uma centenária jabuticabeira. Destaque para os vendedores, que estão bem preparados para dar boas indicações de leitura ou presentes. A livraria promove atividades diversas nos fins de semana, como oficinas de leitura, peças teatrais, apresentações musicais, narração de histórias e jogos culturais. Al. Lorena, 1.731, Jardim Paulista. Tel.: 3062-1063 De segunda a sábado, das 10h às 22h; domingos e feriados, das 11h às 20h. Tem outras seis unidades em São Paulo. www.livrariadavila.com.br [3]

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LIVRARIA CULTURA Os dragões de madeira em tamanho gigante são o principal atrativo da sessão infantil das lojas do Conjunto Nacional e do Shopping Villa Lobos. As esculturas fazem sucesso com a criançada, que adora ficar por ali lendo ou brincando com os amigos. São 30 mil itens disponíveis nas cinco lojas da rede em São Paulo. Aos sábados e domingos, acontece na unidade do Shopping Iguatemi o projeto É Dia de Teatro, com apresentações de peças infantis gratuitas, sempre às 15h. Em época de Copa do Mundo, a livraria, que foi fundada em 1947, também serve de ponto de encontro para troca de figurinhas. Outro atrativo é o projeto Férias na Cultura, que acontece nos meses de dezembro, janeiro e julho em toda a rede, com programação para a família inteira. Av. Paulista, 2.073, Bela Vista. Tel.: 3170-4033 De segunda a sábado, das 9h às 22h; domingo, das 12h às 20h. Tem outras quatro unidades em São Paulo. www.livrariacultura.com.br

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4Serviço

Quem cuida do tesouro da gente Ao recorrer a uma babá, alguns cuidados devem ser tomados para garantir a segurança dos pequenos

ILUSTRAÇÃO: ALINE USAGI

POR Rafaela

Matias

MUITOS PAIS OPTAM por deixar os pequenos aos cuidados exclusivos de uma babá quando saem para trabalhar, porque não encontram um berçário adequado, preferem esperar mais tempo até inserir a criança em uma escola ou, ainda, por não ter parentes que possam se encarregar de seus filhos durante o expediente. O problema é que a contratação da profissional exige cautela para garantir a segurança da criança e o seu bom desenvolvimento. Para o médico José Martins Filho, professor da Unicamp e membro da Academia Brasileira de Pediatria, é preciso que a profissional tenha uma boa referência e que haja um período de experimentação, para que os pais possam observar a adaptação da criança e a maneira como se dão os cuidados. “O ideal é que, na primeira semana, os pais fiquem em casa para acompanhar e observar a cuidadora. Jamais devem deixar a criança sozinha com a babá durante esse período de experiência”, orienta. Autor do livro A Criança Terceirizada – Os Descaminhos das Relações Familiares no Mundo Contemporâneo, o pediatra defende ainda que, se a profissional for escolhida da maneira correta e a vigilância dos pais for constante, a babá pode ser uma opção melhor que escolas ou creches, do ponto de vista médico, especialmente para crianças de

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até 2 anos. “Nessa idade, a imunidade delas ainda está se formando, e, por isso, observamos vários problemas de saúde em crianças que vão à escola, como febres, diarreias, resfriados e tosses. Nesse aspecto, a babá é uma opção melhor que a creche”, defende. De acordo com a médica Laís Valadares, presidente do Comitê de Primeira Infância da Sociedade Mineira de Pediatria, é muito importante que o pequeno se identifique com o funcionário e que a escolha seja a mais definitiva possível, pois o rodízio de cuidadores pode causar danos emocionais. “As crianças precisam de referência. Se for para trocar constantemente a figura cuidadora, é melhor optar pelo berçário ou pela creche”, afirma. Além disso, a médica diz que, quanto menor a criança, melhores


devem ser suas cuidadoras, não só do ponto de vista técnico, mas também afetivo. “Ao contratar uma babá, os pais devem dar muito valor às referências e acreditar na própria intuição. Temos visto excelentes profissionais, mas também há casos de maus-tratos, inclusive em creches. É preciso ficar atento aos sinais subjetivos apresentados pelas crianças”. Entre esses indícios estão irritabilidade ou apatia, transtorno do sono, choro exacerbado na saída dos pais, recusa para ir ao colo da cuidadora, atraso no desenvolvimento neuropsicomotor, atraso da linguagem, adoecimento, cefaleia e transtornos gastrointestinais. A psicóloga Luciana de Abreu Pereira, cofundadora do aplicativo Click Babá, que ajuda a conectar pais e cuidadoras, ressalta também a importância de observar se os valores da babá coincidem com os da família. “Lembre-se de que essa pessoa vai passar boa parte do tempo com seu filho, por isso é importante que os valores pessoais da profissional sejam similares aos dos pais”, afirma. Para fazer a contratação, Renata Simonetti, diretora da Alô Babá, agência especializada em cursos e contratação de babás, indica que os pais solicitem a carteira de trabalho e peçam uma declaração de antecedentes criminais e os contatos de antigos empregadores. Mas atenção: é preciso se certificar de que as referências sejam reais, e não simuladas. “Cerca de 30% das babás que passam pela seleção da agência indicam telefones falsos de ex-patrões, que na verdade são amigos ou parentes da candidata. É preciso fazer um trabalho de investigação, em programas como o do Serasa, para checar quais são os telefones corretos dos antigos empregadores”, diz. Além disso, ela afirma que uma boa babá precisa cuidar de tudo que é da criança, incluindo roupas, quarto, comida, lanche, dever de casa e recreação. “Na agência, damos cursos de nutrição, entretenimento, primeiros socorros, ética e comportamento. Existem muitas profissionais qualificadas no mercado”, acredita. 

Antes da escolha Veja as dicas de Luciana de Abreu Pereira, cofundadora do aplicativo Click Babá, e Renata Simonetti, diretora da Alô Babá, para fazer uma contratação certeira:

1. Faça uma entrevista, verifique o período de experiência e peça referência a antigos empregadores, sempre se certificando de que os telefones passados pela candidata são confiáveis; 2. Estabeleça um contrato de trabalho justo para os dois lados em termos de carga horária, salário e responsabilidades que são pertinentes à função; 3. Defina a rotina da criança ou bebê em conjunto com a babá e seja flexível, reconhecendo o que a pessoa faz de bacana e chamando a atenção quando necessário de maneira clara, assertiva e respeitosa; 4. Faça o que a legislação pede, registrando em carteira a profissional e assegurando os demais direitos trabalhistas. No portal eSocial, do governo federal, é possível encontrar todas as informações necessárias; 5. Solicite os documentos necessários para o registro, como carteira profissional (nova e antigas, se a pessoa tiver), RG, comprovante de endereço (preferencialmente em nome da pessoa), PIS, CPF e, se tiver filhos, cópia das certidões de nascimento; 6. Prefira profissionais capacitadas, que se qualificaram, fizeram cursos e apresentam certificações. O interesse em se tornar uma profissional melhor provavelmente trará mais segurança aos pequenos; 7. Se não estiver confortável com a babá, substitua. Faça o desligamento conforme previsto em lei e não se estenda em explicações, mas seja respeitosa. Você tem que estar segura e tranquila ao sair de casa e deixar seus filhos. Ter alguém que não está satisfazendo os objetivos da sua família só traz mais estresse e pressão para todos os membros; 8. Ela é uma profissional, portanto merece respeito, cordialidade e carinho, mas não é membro da família. O tempo médio de permanência de uma babá é de 2 anos, então crie uma relação de afeição, mas tenha em mente que um dia ela vai embora. J U N H O 2 01 8 .

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4Férias

Diversão no frio Locais próximo à capital paulista têm programação vasta para o mês de recesso escolar, com passeios culturais, históricos, de aventura e na natureza, para agradar a toda a família POR Verônica

Fraidenraich

FOTOS: [1] PREFEITURA DE SÃO LUIS DO PARAITINGA / DIVULGAÇÃO

ECOTURISMO, BONDES, TRENZINHO, festivais, piquenique e muito chocolate. Essas são algumas das atrações que aparecem constantemente nos destinos turísticos mais procurados do inverno. A Canguru selecionou cinco deles que têm em comum, além de tantas delícias, os seguintes quesitos: estão perto da capital paulista (para facilitar os preparativos de quem deixou para programar a viagem da família de última hora) e têm passeios especialmente pensados para quem tem crianças, como você. Bom proveito!

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Distância da capital: 179,2 km Principal acesso: SP–070 (Rodovia Ayrton Senna) O casario do século XIX garante às crianças o divertido clima de volta ao passado em São Luiz do Paraitinga, no Vale do Paraíba. E as ruas da cidade histórica ficam ainda mais animadas durante o inverno. Em 8, 9 e 16 de junho, o tradicional Arraiá do Chi Pul Pul colore o mercado municipal com balões, bandeiras e bonecos gigantes que encantam a criançada. A ideia é divulgar a cultura caipira, com música, arrasta-pé, comidas e brincadeiras típicas – o nome da festa é uma referência ao som do “foguete de vara”, que, na tradição local, serve para espantar os maus espíritos e deixar o ambiente pronto para a comemoração. Em julho, ocorrem duas grandes celebrações também de tradição caipira – a Festa de São Pedro e a Temporada de Inverno –, entre os dias 6 e 29. Além de serestas e apresentações de dança pelas ruas do centro histórico, há muitos shows e peças de teatro exclusivas para os pequenos. A programação completa pode ser consultada no Centro Turístico e Cultural Nelsinho Rodrigues. Um passeio legal para fazer com as crianças é visitar as fazendas históricas do ciclo do café que estão abertas para visitação ou “pouso”. No distrito de Catuçaba – com acesso pela Rodovia Oswaldo Cruz, no sentido de Ubatuba – está a Fazenda São Luiz, que tem uma variedade de atividades para famílias, como a visita guiada ao casarão-sede e as oficinas de peteca, boneca de palha, paçoca e pau a pique. O passeio pode acabar com almoço ou café colonial com bolo de fubá, doce de leite caseiro e outras iguarias da roça. A cidade histórica também é cheia de atrações para curtir a natureza, já que abriga um dos núcleos do

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Parque Estadual da Serra do Mar. O floating é indicado para crianças de todas as idades e consiste num passeio de bote em rio com águas calmas. Também há rafting, descidas em corredeiras em grupo, para crianças a partir dos 6 anos, além de trilha, cachoeira, cavalgada e tirolesa, indicadas para crianças maiores e adultos.

MELHORES HOSPEDAGENS PARA QUEM VIAJA EM FAMÍLIA De acordo com viajantes que fizeram avaliações no site TripAdvisor

Pousada Asa do Vento Via de Acesso Dr. Renato Aguiar, 300, Vigor Tel.: (11) 94204-1948 / (12) 3671-1358 www.asadovento.com.br

Pousada Araucária Via de Acesso Renato Aguiar, 500, Centro Tel.: (12) 3671-1501 www.araucariapousada.com.br

Pousada Quinta das Amoreiras Estrada Municipal do Alvarenga, 500 m Tel.: (12) 9603-9861 www.saoluizdoparaitingasp.com.br/pousada-quinta-das-amoreiras.html

Fazenda São Luiz Corredor Turístico do Mato Dentro Tel.: (12) 99710-6020 fazendasaoluizsp.wordpress.com

Pousada Vila Verde Rua Benfica, 63, Benfica Tel.: (12) 3671-1720 www.vilaverdeparaitinga.com.br

FOTOS: [2] PREFEITURA DE SÃO LUIS DO PARAITINGA / DIVULGAÇÃO; [3] TONI PERECIN-PREFEITURA DE AGUAS DE SAO PEDRO

SÃO LUIZ DO PARAITINGA


ÁGUAS DE SÃO PEDRO Distância da capital: 183 km Principal acesso: SP–348 (Rodovia dos Bandeirantes) Conhecida por ser uma estância hidromineral projetada para o turismo, a cidade é ótima para quem curte um local tranquilo para passear com a família. Isso não quer dizer que a criançada vai ficar parada, pois tem bastante coisa para fazer. A começar pelo passeio de trenzinho. Um roteiro percorre os pontos turísticos da cidade – como o Fontanário e o Spa Thermal –, e outro leva ao apiário, onde é possível aprender um pouco mais sobre o cultivo do mel e seus derivados. O ponto de partida é o Parque Dr. Octavio Moura Andrade, que abriga o Bosque Municipal e concentra muitas das atrações locais. É lá que ficam os brinquedos infláveis, “motinha”, pula-pula e minibugue, com ingressos pagos, que abrem diariamente durante as férias de julho. O espaço verde também oferece circuito de tirolesa e arborismo, com 13 diferentes obstáculos montados próximo à copa das árvores, a uma altura que varia entre 13 m e 20 m. Outra atividade interessante que sai do parque é o passeio de charrete, que circula pelas áreas verdes da cidade, como o Mini-Horto, sempre acompanhado de um guia. Há ainda dois tipos de cavalgada, com duração de uma hora e meia ou uma hora. O espaço é pequeno, mas pode render uma caminhada para observar as plantas ornamentais e o lago com carpas coloridas. Em julho, ocorre na cidade a tradicional Festa Julina da Igreja Matriz Imaculada Conceição, com barracas de comidas típicas e apresentações musicais. Entre os dias 13 e 29, está prevista a Feira do Livro, no Centro de Convenções, que sempre tem atividades para as crianças, como oficinas e contação de histórias. Águas de São Pedro é o segundo menor município do Brasil em extensão territorial, com apenas 3,5 km², e ganhou fama por suas águas carregadas de enxofre, consideradas medicinais. A cidade tem diversas fontes e locais como o Monumento das Águas, que vale uma visita quando os chafarizes estão ligados – é preciso se informar no local sobre dias e horários de funcionamento. Se a energia e o tempo de estada permitirem, em destinos vizinhos como São Pedro é possível visitar cachoeiras e praticar esportes de aventura. É lá também que está

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o Thermas Water Park, parque aquático que, além de inúmeras atividades na água, possui áreas temáticas de exposição permanente de dinossauros, insetos gigantes e fundo do mar.

MELHORES HOSPEDAGENS PARA QUEM VIAJA EM FAMÍLIA De acordo com viajantes que fizeram avaliações no site TripAdvisor

Grande Hotel São Pedro Parque Dr. Otávio de Moura Andrade, s/n Tel.: (19) 3482-7600 www.grandehotelsenac.com.br/br/sao-pedro

Hotel Portal das Águas Rua Maximiano Santin, 120 Tel.: (19) 3482-1259 www.hotelportaldasaguas.com.br

LS Villas Hotel & Spa Rua Joviano Nouer, 155, Centro Tel.: (19) 3482-7910 lsvillas.com.br

Pousada Estrela da Manhã Rua Guiomar Soares de Andrade, 25, Centro Tel.: (19) 99774-9968 / (19) 34822140 www.estreladamanhapousada.com.br

Pousada Mineira Noronha Rua Raul Ribeiro da Costa, 114 - Centro Tel.: (19) 3482.1179 www.pousadamineiranoronha.com.br

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CAMPOS DO JORDÃO Distância da capital: 197,9 km  Principal acesso: SP–070 (Rodovia Ayrton Senna)

quadrados da área. Além dos 26 jardins, o labirinto, certamente, é o principal atrativo para a garotada, que pode ser perder à vontade entre as paredes verdes de 2,2 m de altura. Já o Horto Florestal tem 8.341 ha (hectares) e ocupa um terço da superfície do município, com trilhas, cachoeiras, lagoas e esportes de aventura, como arborismo e tirolesa. Conta com uma boa infraestrutura, com área para piquenique, restaurante, lanchonete e lojinha de artesanato. Para quem curte o contato com belos e curiosos insetos, Campos tem também um borboletário. O passeio de bonde é outra boa pedida para os pequenos. Realizado em uma simpática máquina em estilo inglês, oferece um circuito urbano e outro até a vizinha Santo Antônio do Pinhal. No local de embarque, no

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FOTOS: [4] SÉRGIO BIAGIONI; [5] JULINA CINTRA

O destino de inverno mais badalado de São Paulo fica na Serra da Mantiqueira, a 197 km da capital paulista. Conhecida pelas casas de madeira em estilo alpino, a cidade lota em julho por conta do Festival de Inverno, que reúne grandes nomes da música erudita. As lojas de chocolate na Vila Capivari, no centro da cidade, são outro destaque do local, que tem também pequenas fábricas como a Chocolate Araucária, para observar a produção do doce, conhecer a sua história e, melhor de tudo, provar a guloseima. A cidade oferece diversas opções ao ar livre que são ótimas para a criançada andar e correr à vontade e estar em contato com a natureza. No Parque Amantikir, localizado antes do portal de entrada da cidade, há 700 espécies de plantas espalhadas em 60 mil metros


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Parque Capivari, é possível andar de pedalinho e pegar o teleférico que leva ao Morro do Elefante, de onde se pode avistar toda a Vila Capivari – o centrinho da cidade. No Parque da Floresta Encantada, casinhas temáticas remetem a histórias conhecidas do universo infantil. Tem a casa do coelho, dos anjos, da Branca de Neve, da bruxa e dos gnomos. Nos fins de semana, monitores fantasiados de personagens completam a diversão. Tem ainda a opção de conhecer a Fazendinha Toriba, que pertence ao hotel de mesmo nome. As crianças podem interagir e alimentar galinhas, patos, faisões, pavões, coelhos, ovelhas, javalis, cabras, porquinhos e outros animais. Fica numa área de 300 mil metros quadrados, com bosques, vegetação nativa, lago, horta orgânica, quiosque para lanches, mesas para piquenique e trilha. A maioria dos passeios é paga, mas muitos são gratuitos para crianças de até 3 anos – alguns, até 5 anos.

Programação de junho Para este mês estão previstos vários eventos que podem agradar a toda a família. Entre os dias 8 e 10, acontece o Fest Bossa & Jazz, na praça São Benedito. No dia 16, tem festa junina no Centro de Eventos André Franco Montoro, e, no dia 23, ocorre o Circuito Cultural Paulista Roda de Viola, também na Praça São Benedito.

MELHORES HOSPEDAGENS PARA QUEM VIAJA EM FAMÍLIA De acordo com viajantes que fizeram avaliações no site TripAdvisor

Blue Mountain Hotel & Spa Rua Dr. José Mestres, 2.145, Jardim do Embaixador Tel.: 0800 776 7000 / (11) 5058-1210 www.bmr.com.br/bluemountain

Hotel Surya Pan Avenida Alto da Boa Vista, 1.055 Tel.: (12) 3664-3556 www.suryapan.com.br

Hotel Frontenac Av. Dr. Paulo Ribas, 295, Capivari Tel.: (12) 3669-1000 / (11) 5505-9550 www.frontenac.com.br

Hotel Leão da Montanha Rua Doutor Raul Mesquita, 443, Vila Capivari Tel.: (12) 3669-8811 www.leaodamontanha.com.br

Hotel Nacional Inn Campos de Jordão Rua Joaquim Pinto Seabra, 208, Vila Everest Tel.: (12) 3663-3887 www.hoteisnacionalinn.com/campos-do-jordao

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MONTE VERDE Distância da capital: 165,9 km Principal acesso: BR–381 (Rodovia Fernão Dias) Tradicional destino de montanha, pertence ao Estado de Minas Gerais, embora esteja bem mais próximo da capital paulista que da mineira. O distrito da cidade de Camanducaia, fundado por imigrantes europeus da Letônia, fica aos pés da Serra da Mantiqueira e costuma atrair muitos casais em busca de sossego, mas também pode ser um lugar delicioso para a garotada. A avenida principal, que concentra o burburinho, tem lojinhas que produzem e vendem todo tipo de produto artesanal, de cervejas a geleias. Para as crianças – e viciados em chocolate de qualquer idade – o destaque são as pequenas fábricas, que vendem bombons, pães de mel e bebidas quentes. Uma pista de patinação no gelo, aberta o ano todo, também faz a alegria da garotada. Monitores estão à disposição, assim como andadores reguláveis para diversos tamanhos, que ajudam os principiantes a manter o equilíbrio. Nos dias 7, 14, 21 e 28 de julho, acontece o Festival de Inverno, pensado sob medida para agradar aos pequenos. Entre os destaques, o grupo Poesia Cantante apresenta A Matrioska Caiu no Samba, que conta a história de um baú misterioso capaz de transformar tudo em poesia e música. Já a Associação Dramágico de Teatro de Divinópolis mostra O Circo das Ilusões. Com linguagem de teatro de rua, o espetáculo é apresentado em um único ato, contando a história de um circo e seus personagens. Por fim, a trupe Maria Cutia encena Na Roda, com repertório de canções colhidas no Vale do Jequitinhonha e no Norte de Minas, contadas (e cantadas) por palhaços, bonecos com belas máscaras e atores, que convidam a criançada a entrar na roda e participar.

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Diversão garantida! Na zona rural, o forte é o ecoturismo. A Fazenda Radical organiza passeios de quadriciclo e tirolesa. Outra atração é a trilha da Pedra Redonda, um dos picos de Monte Verde. É curta, menos de 1 km de extensão, tem acesso rápido, cerca de 20 minutos, e nível fácil, tornando-se um pouco mais íngreme apenas no último trecho.

MELHORES HOSPEDAGENS PARA QUEM VIAJA EM FAMÍLIA De acordo com viajantes que fizeram avaliações no site TripAdvisor

Pousada Spa Mirante da Colyna Rua do Selado, 187 Tel.: (35) 3438-2613 www.mirantedacolyna.com.br

Pousada Villa D’Amore Rua Constelações, 609, Centro Tel: (35) 3438-1398 www.villadamore.com.br

Pousada Carícia do Vento R. Parelha, 128, Centro Tel.: (35) 3438-2828 pousadacariciadovento.com.br

Pousada Suíça Mineira Av. Monte Verde, 1.950 Tel.: (35) 3438-2842 www.pousadasuicamineira.com.br

Kuriuwa Hotel R. do Bosque, 309, Jardim das Montanhas Tel.: (35) 3438-1959 www.kuriuwahotel.com.br


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CUNHA

A cerâmica é a marca registrada dessa cidade de montanha, quase escondida em meio à exuberância da Mata Atlântica. Nas férias de julho, acompanhar a abertura das fornadas pode ser uma boa opção de programa – as famílias costumam lotar os ateliês do centro para assistir ao ritual. Outro passeio gostoso e diferente é visitar os campos de lavanda, como o Lavandário e o Contemplário, respectivamente nos KMs 54,7 e 61,5 da estrada SP–171 (Guaratinguetá-Paraty). Dá para aprender um bocado sobre o cultivo da planta e a produção de sabonetes e velas, entre outros produtos à venda. Cunha também tem muitas quedas-d’água boas para o banho. Na Cachoeira do Pimenta, dá para ir de carro até sua base, pela Estrada do Monjolo, sendo, portanto, a mais recomendada para crianças. Para os mais aventureiros, há a opção de fazer uma pequena trilha pela região. Quem tem crianças maiores e disposição para caminhadas mais longas e exigentes pode visitar a Pedra da Macela, que dá vista para Ubatuba, Paraty e Ilha Grande. O trajeto tem 4 km no total e dura cerca de três horas, incluindo a subida mais devagar, no ritmo dos pequenos, um piquenique no alto da pedra e descida. Entre os dias 30 de junho e 29 de julho, tem Festival de Inverno na Praça Matriz, com concertos, corais e espetáculos de dança nos fins de semana e no feriado. Nos arredores da praça, barraquinhas e restaurantes oferecem as delícias locais, como pinhão, queijos, cogumelos, cordeiro e truta. Ótima pedida para a criançada descobrir novos sabores.

FOTOS: [6] DIVULGAÇÃO/PREFEITURA DE MONTE VERDE ; [7] ASSOCIAÇÃO DE HOTEIS E POUSADAS DE MONTE VERDE (AHPMV) / DIVULGAÇÃO; [8][9] DIVULGAÇÃO/PREFEITURA DE CUNHA

Distância da capital: 239,8 km Principal acesso: BR–116 (Presidente Dutra)

MELHORES HOSPEDAGENS PARA QUEM VIAJA EM FAMÍLIA De acordo com viajantes que fizeram avaliações no site TripAdvisor

Hotel Fazenda Uemura Rodovia Salvador Paceti, KM 69,5, s/n Tel.: (12) 3111-5252 / (12) 3111-3404 hoteluemura.com.br

Pousada Quinta da Serra Estrada do Monjolo, KM 10, s/n, Monjolo Tel.: (12) 99707-7714 www.pousadaquintadaserra.com.br

Pousada Barra do Bié Estrada SP–171 (Cunha/Paraty), KM 59 + 6 km Tel.: (12) 3111-1477 pousadabarradobie.com.br

Pouso Caminho das Artes Rua Benedito Marques de Oliveira, 160, Vila Rica Tel.: (12) 3111-1896 www.pousocaminhodasartes.com.br

Estalagem Shambala Rodovia SP–171, KM 49,2 Tel.: (12) 3111-1500 www.estalagemshambala.com.br

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4Saúde

Viagem sem enjoo Você sabe por que algumas crianças se sentem mal dentro do carro? Entenda o problema e veja como prevenir

ILUSTRAÇÃO: DEPOSITPHOTOS

POR Rafaela

Matias

ENFIM, FÉRIAS! MALAS no carro, músicas selecionadas, lanchinhos preparados. Tudo certo para mais uma viagem em família. Mas basta colocar o pé na estrada para as reclamações sobre enjoo começarem. Será que é frescura? O que leva as crianças a passarem mal com tanta frequência dentro dos automóveis? A ciência explica. Em 2017, a Ford Europa encomendou uma pesquisa, com a participação de especialistas de diversos países em doenças do movimento, para estudar as causas que levam as pessoas a sentirem enjoo dentro dos carros. Uma das conclusões foi que crianças e adolescentes são as principais vítimas do problema, que afeta “cerca de dois terços das pessoas em algum momento”, segundo um trecho do documento divulgado pela empresa. O motivo? De acordo com a médica Mariane Franco, presidente do Departamento de Pediatria Ambulatorial da Sociedade Brasileira de Pediatria (SBP), trata-se, na verdade, de uma doença chamada cinetose, caracterizada como “mal do movimento”, que atinge principalmente crianças entre 2 e 12 anos. Adultos, especialmente aqueles que têm enxaqueca, também podem ser afetados pelo problema, provocado por desencontros entre os sinais que o cérebro recebe dos olhos e do labirinto, no ouvido. “Os principais sintomas são náuseas, desconforto físico, salivação excessiva, tonturas, dor de cabeça e vômitos”,

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explica Mariane. E não é apenas no carro que as manifestações acontecem. “Qualquer coisa que provoque um movimento expressivo, como barcos e motos, também pode desencadear o mal-estar”, explica. No estudo realizado pela Ford, outros fatores, além da doença, foram citados como agravantes. Passar longos períodos com a cabeça baixa jogando videogame ou assistindo a filmes, por exemplo, aumentou as chances de sentir enjoo entre pessoas de todas as idades. Os passageiros adultos que ficaram olhando para telas durante um curto percurso demoraram em média apenas dez minutos para começarem a se sentir mal. Além disso, o estudo mostra que um trajeto mais suave, com menos freadas bruscas ou mudanças repentinas de velocidade, ajuda a diminuir a sensação de náusea, além de economizar combustível. “O enjoo no carro é um problema complexo. É uma reação natural a um estímulo antinatural e não tem cura, mas é possível aliviar os sintomas”, explica o professor Jelte Bos, da TNO Sistemas de Percepção e Cognição, em Soesterberg, na Holanda, um dos participantes da pesquisa encomendada pela Ford (veja no quadro um guia com orientações para prevenir o enjoo dentro dos automóveis). Um alerta importante da médica Mariane Franco é que os pais nunca devem automedicar seus filhos para evitar que o enjoo aconteça. “Todos os remédios devem


ser prescritos pelos médicos da criança. Um otorrinolaringologista ou um pediatra podem prescrever a medicação adequada para estabilizar os sintomas da doença, além de indicar exercícios de equilíbrio que ajudam nesse processo”, arremata.

5 DICAS PARA EVITAR O PROBLEMA EM CRIANÇAS E ADULTOS

» Sente-se, de preferência, no banco da frente ou no meio, quando estiver no banco de trás, para poder enxergar a estrada à frente; » O motorista deve dirigir de modo suave e, sempre que possível, evitar freadas e acelerações bruscas e passar sobre buracos; » Distraia quem estiver passando mal – até cantar em família pode ajudar; » Não há problema em beber refrigerante ou comer biscoitos, mas evite tomar café; » Use um travesseiro ou um suporte para evitar que a cabeça balance; » Ligue o ar-condicionado ou abra as janelas para manter a circulação de ar fresco na cabine. Fonte: estudo encomendado pela Ford Europa

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Por uma maternidade mais leve 4º Seminário Internacional de Mães lotou o Maksoud Plaza Hotel em dia de emoções e descontração POR Luciana

Ackermann

UM SÁBADO REPLETO de amor, afeto, entusiasmo, alegria, emoção, descontração e muita informação de altíssima qualidade. Assim foi o clima do 4º Seminário Internacional de Mães, que reuniu 1.011 pessoas no Maksoud Plaza Hotel, em São Paulo, no dia 5 de maio, e teve a Canguru como uma das organizadoras. Com o tema “Por uma maternidade mais leve”, a plateia do evento reuniu representantes de 16 Estados brasileiros, entre eles Amazônia, Pará, Maranhão, Rio Grande do Norte, Rio Grande do Sul, Belo Horizonte, Rio de Janeiro e, claro, São Paulo. As mães dominaram, correspondendo a 93% das inscrições – 72 pais também marcaram presença (veja mais no infográfico).

Tantas emoções: público deu risadas mas também foi às lágrimas durante o evento

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Mediado pela diretora de conteúdo da Canguru, Ivana Moreira, o seminário recebeu profissionais que são verdadeiras referências em suas áreas: a inglesa Lorraine Thomas, pioneira mundial em coaching para pais e diretora da Parent Coaching Academy; a chef Rita Lobo, apresentadora e empresária que, há anos, defende a “comida de verdade”; Marcio Atalla, especialista em qualidade de vida e saúde e criador do Medida Certa; Roberta e Taís Bento, mãe e filha, respectivamente, empresárias e autoras do livro Socorro, Meu Filho Não Estuda; além de Laís Bodanzky, diretora, e Maria Ribeiro, atriz, do premiadíssimo filme Como Nossos Pais. Foi uma imersão profunda ao rico, desafiador e transformador mundo da maternidade. Cada palestrante, com seu jeito próprio, esmerou-se em compartilhar preciosos conhecimentos que resultaram de estudos, pesquisas e viagens, além de observações sutis, sensíveis e delicadas de situações corriqueiras na rotina familiar. Lorraine Thomas, que já foi consultora da Walt Disney em obras como Divertida Mente, destacou, em diversos momentos, a importância de ensinar os filhos a gerenciarem as diferentes emoções, com doses de resiliência, respiração profunda e exercícios de relaxamento. Outra proposta dela foi a valorização das capacidades, das habilidades e das qualidades dos filhos e das próprias mães. “Se nós queremos que nossos filhos foquem os valores e as habilidades que eles têm, é importante que a gente também faça isso. Qual é a sua força? O que


Sucesso de público: Seminário atraiu 1.011 pessoas de 16 Estados brasileiros em dia cheio de emoções

Moderadora: Ivana Moreira, diretora de conteúdo da Canguru, foi uma das organizadoras do evento e comandou o palco

aprendizado dos filhos, a dupla Roberta e Taís Bento encantou a plateia. A começar pelo emocionante depoimento de Roberta, que nasceu com paralisia cerebral por causa de complicações no parto e contrariou todos os diagnósticos e prognósticos médicos – de que não ouviria, não falaria, não andaria e teria sérios problemas de aprendizagem. “Graças aos estímulos corretos que recebi dos meus pais, meu cérebro criou rotas alternativas. Eles nunca colocaram limites para eu me desenvolver”. Formada em letras, Roberta tornou-se especialista 

Mãe e filha: Roberta e Taís Bento arrancaram lágrimas das mães com depoimento emocionante sobre aprendizado

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FOTOS: GUSTAVO ANDRADE E DANIELA ALMEIDA

seus filhos falariam bem de vocês? Façam esse exercício e reflitam”, propôs Lorraine, complementando com um dos pilares da disciplina positiva: “O comportamento que recebe atenção é repetido. Não grite. Valorize o que é positivo. Nos momentos em que a criança estiver em uma situação desconfortável, preocupada, relembre alguma atividade em que ela tenha se saído bem”, disse a pesquisadora, que ainda apontou o fracasso como uma verdadeira oportunidade de aprendizado. Seguindo na direção de como melhorar o


em aprendizagem com especializações em universidades internacionais de renome. A mamãe Maria Rita dos Santos foi às lágrimas com o relato. “Acho que entendi o quanto é fundamental estimular o potencial das crianças. Espero conseguir colocar em prática tudo que tenho aprendido aqui”, disse a paulista de Campinas, que pegou a estrada cedinho e foi só elogios ao seminário. Roberta e Taís ainda apresentaram três dicas poderosas para pais ajudarem os filhos a aprenderem melhor a partir de resultados de pesquisas na área da neurociência cognitiva: exercícios físicos, sono e revisão do conteúdo ensinado. Verificou-se que as atividades esportivas fazem com que cérebro produza novos neurônios, aumentando as conexões entre eles. Durante o sono ocorre autolavagem das toxinas produzidas naturalmente pelo cérebro: “Dormir pouco ou dormir mal deixa o cérebro cheio de lixo andando no meio dos neurônios, impedindo conexões, e faz com que o aluno não lembre o que estudou”, resume Taís. Roberta ainda chamou atenção para o fato de as crianças dormirem cerca de duas horas a menos que as de gerações passadas devido à falta de cansaço físico e à superexposição a internet e TV. Vale mexer na quantidade de sono da criança, acrescentando 15 minutos por semana, o que resultará em uma hora a mais ao longo de um mês com a mudança gradual.

Sedentarismo e obesidade Outro palestrante que cativou mamães, papais, vovós

Importância do brincar: Marcio Atalla destacou que as crianças devem se movimentar em jogos por pelo menos uma hora por dia

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“Comida de verdade”: Rita Lobo defendeu que cozinhar é uma ferramenta contra a obesidade em casa

e titias foi Marcio Atalla, que falou sobre a importância da atividade esportiva para a saúde e o desenvolvimento cognitivo das crianças. Ele fez um importante alerta: “No Brasil, de cada cinco crianças, quatro são sedentárias. Das nossas crianças, 78% não conseguem fazer o mínimo de movimento que a OMS recomenda, que é brincar uma hora por dia”. Para modificar esse cenário, Atalla pediu que pais e mães incluam na rotina dos filhos brincadeiras lúdicas, divertidas, que propiciem o movimento, como pular corda, jogos com bolas, além de fazer o controle de equipamentos eletrônicos. No Brasil, as crianças passam cerca de cinco horas e meia nos computadores, o que é grave. Na Finlândia, apontada como o país que tem o melhor ensino do mundo, os alunos se movimentam durante as aulas, segundo Atalla. Não se trata de algo para combater o sedentarismo, não. Fazem isso porque a criança aprende melhor: “Estudos mostram que, ao ficar sentado, há diminuição na oxigenação e perda da atenção. Em estado de alerta, aprendem melhor”. Para pais e mães sedentários, enfatizou que mais importante é ter regularidade, não intensidade. “O sedentarismo hoje é fator de risco para todas as doenças. Por favor, mudem o estilo de vida de vocês e de seus filhos”, alertou. Já Rita Lobo transbordou seu amor pelo ato de cozinhar e defendeu a “comida de verdade”, assim como o nosso brasileiríssimo arroz com feijão. “Aprender a cozinhar é bom para todas as pessoas, fundamental para quem tem filhos pequenos que ainda não são capazes de fazer escolhas. Tudo pode, exceto os ultraprocessados”,


se o filho vai levar um prato de doce ou salgado para a festa junina da escola?”, questionou, complementando que também as mulheres devem encarar essa batalha de passar o bastão aos pais para dividir essas tarefas, reconhecendo que não é algo fácil. Para Laís, esse novo feminismo é muito bacana porque, mais do que discurso, “vivemos a prática de uma mulher ser solidária a outra mulher”, que ela nunca havia vivido antes. Ela também elogiou o seminário, por oferecer um lugar de fala, de compartilhar sentimentos. Então, já sabem, né? Até 2019, mamães.  Pioneira em coaching para pais: Lorraine Thomas destacou importância de gerenciar as emoções e ter resiliência

QUE PLATEIA É ESTA Veja o perfil do público do evento:

93%

MULHERES

1.011 PARTICIPANTES DE 16 ESTADOS

ESTADO CIVIL CASADAS DIVORCIADAS

16% 6% 5% 73%

ENROLADAS SOLTEIRAS

17%

NÚMERO DE FILHOS

3% 8%

1 FILHO 2 FILHOS 3 FILHOS DE 4 A 7 FILHOS SEM FILHOS

16% Bate-papo descontraído: Laís Bodanzky e Maria Ribeiro encerraram evento com conversa sobre feminismo e empoderamento

DE MULHERES GRÁVIDAS

7%

HOMENS

41% 31%

Fonte: organização do evento

afirmou a chef, que deu a dica de focar a pior refeição da casa e ir fundo nela como a primeira medida a ser tomada para melhorar a rotina alimentar de uma família. “A cozinha deve ser um lugar vivo, de afeto, um espaço para alimentar as relações não só com nutrientes. Cozinhar é uma ferramenta contra a obesidade”, afirmou. Para encerrar com chave de ouro, a descontração deu o tom ao bate-papo entre Laís Bodanzky, cineasta, Maria Ribeiro, atriz, e a jornalista Ivana Moreira. Elas falaram sobre feminismo, machismo, maternidade, desejo, trabalho, carreira, e a construção de uma sociedade mais equilibrada, igualitária e livre. Maria avaliou como um exercício diário e muito novo perceber que não precisa ficar tudo na conta das mulheres. “A vida inteira, eu olhei a agenda de escola sozinha e achava natural, era daquele jeito que minha mãe fazia. Agora que estou me dando conta. Por que as mulheres que têm que decidir

ESTADOS DE ORIGEM AM, PA, MA, MT, DF, GO, RN, PE, BA, PR, SC, RS, RJ, ES, MG E SP.

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Cenas do seminรกrio POR Gustavo

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Andrade e Daniela Almeida

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4Ideias

Boa pergunta! 20 sugestões de questões que os pais podem fazer aos filhos para estimular o diálogo de forma agregadora e consciente POR Rafaela

Matias e Aline Usagi

VOCÊ JÁ TEVE a impressão de que os diálogos com seu filho não estão levando a lugar algum? No caminho de volta da escola, você pergunta como foi a aula e ele diz “legal”. Pergunta o que ele aprendeu de novo, e ele responde: “Não lembro”. E de qual professora ele mais gosta? “Todas”, solta o pequeno. Pode até ser que o seu filho seja de poucas palavras, mas talvez você é que não

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esteja fazendo as perguntas certas. Para dar uma força, a equipe da Canguru elaborou 20 questões que podem te ajudar a estimular o pensamento do seu pequeno e conhecer um pouco mais sobre ele. Não deixe de anotar as respostas para reler com ele no futuro e garantir bons momentos de diversão. Vamos conversar?

Qual foi a coisa mais legal que já aconteceu na sua vida?

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Como seria o dia perfeito para você?

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Qual é a brincadeira mais legal do mundo?

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Existe algum lugar na sua escola que você considere só seu?

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Qual professor que você quer ser quando crescer?


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Você já teve um sonho maluco? Como foi?

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Com quem você gosta de conversar quando está triste?

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Não deixe de compartilhar as melhores respostas com a gente! Quem sabe o seu filho sairá na próxima edição da revista, na seção Eles dizem cada coisa?

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O que gostaria de fazer e que não faz porque tem medo?

Qual é a regra (da casa ou da escola) que você nunca esquece? Você concorda com ela?

Se você fosse um superherói, como você salvaria o mundo?

Qual é a sua parte favorita do dia?

O que você mais ama na nossa casa?

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Do que você sente vergonha?

O que você gosta de fazer que te deixa mais feliz?

Tem algum amigo que você queria ter sempre por perto?

O que torna uma pessoa boa ou má?

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O que você faz muito bem e pode ensinar aos outros?

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Qual foi a coisa mais importante que você já aprendeu até hoje?

FOTO: DEPOSITPHOTOS

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E o que você mudaria, se pudesse?

Qual é o seu maior objetivo neste ano? J U N H O 2 01 8 .

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UM DIA ALMOÇO com dragões, noutro dia almoço com Harry Potter e a Pedra Filosofal e janto com Percy Jackson. Aqui é assim. Difícil fazer meu filho largar os livros. Muita gente me pergunta como eu consegui fazê-lo gostar de ler nesta era digital. Não foi de um dia para o outro que aqui surgiu um pequeno leitor. Desde novinho ele ouvia histórias antes de dormir. Quando era bebê, era uma, duas histórias enquanto mamava. Foi crescendo, e começamos a ler livros. Passamos para três livros por noite. Depois três capítulos de livros mais grossos. Então ele aprendeu a ler e começou a devorar gibis, que têm letra em caixa-alta e linguagem simples. À noite ainda líamos para ele. Um dia, o tio Leo mandou o primeiro livro da coleção Como Treinar Seu Dragão. Líamos à noite. Mas ele não conseguia esperar a noite seguinte e começou a ler sozinho durante o dia. Já lia livrinhos mais finos nessa época. Mas os de capítulos estavam por nossa conta. E foi assim que ele passou a devorar histórias sozinho. Já foram muitas coleções: Como Treinar Seu Dragão, Percy Jackson, e agora está começando Harry Potter.

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E os eletrônicos? Há um ano demos um celular para ele. Estava com 8 anos, morando longe da família, e achamos que seria legal ter um WhatsApp para conversar com os parentes. Mas junto acabaram entrando os joguinhos, o vício e as alterações de humor. “Larga esse celular, menino!” Não conseguimos achar um ponto de equilíbrio, acabei guardando o aparelhinho. A gente sempre pode voltar atrás nas decisões. Ele tem computador, mas só usa para a aula de programação. YouTube? Nem pensar! TV, só para filmes, sem comerciais, e nos fins de semana. Preferimos continuar incentivando a leitura. Nada mais estimulante que um bom livro.

Bebel Soares e o filho Felipe

Pode parecer totalmente fora da realidade, mas, olha, eu trabalho com mídias sociais, não largo o celular. Ele faz aula de robótica há quase três anos, começou a programação e, em breve, estará fazendo seus próprios programas. As outras coisas serão introduzidas aos poucos, na hora certa e com supervisão. Ele tem a vida toda para isso. Se você gosta de incentivar a leitura e quer ver sugestões de livros, confira no Instagram a hashtag #livrosdopipe.

Bebel Soares é fundadora da plataforma de apoio a mães Padecendo no Paraíso. Na Canguru ela fala sobre educação, saúde, alimentação, sexo, inclusão e viagens. www.padecendo.com.br

FOTO: DEPOSITPHOTOS

Como incentivar a leitura na era digital

FOTO: MOACYR LOPES JUNIOR / MALAGUETA

4padecendo no paraíso


Sua escola quer participar do movimento #educandofamĂ­lias e ajudar a criar filhos melhores para o mundo?

Acesse: http://bit.ly/maiscanguru

QR Code:

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4passeios kids

Precisamos ser mais leves POR Tatê

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por outros fatores. Parar para ler todos os comentários e discussões me fez mal. Percebi como as pessoas estão intolerantes e explodem por pouco. E isso não acontece apenas no mundo virtual. Durante meus passeios, já me deparei com situações muito desagradáveis, principalmente quando elas envolvem as crianças, que assistem a tudo sem entender nada. Queremos o melhor para nossos filhos, claro. Por isso mesmo, repito: precisamos ser mais leves. Seja o exemplo para seu filho e não faça com os outros o que não gostaria que fizessem com você.

Uma opinião ou uma atitude contrária à sua não deve ser motivo de discussão. Pare para olhar o outro com amor e respeito para que, assim, possamos criar seres humanos melhores para o mundo.

Cá é fisioterapeuta e apaixonada por leitura e escrita. É mãe de Júlia, de 3 anos. Tatê é jornalista de formação e blogueira por paixão. É mãe de Luiza, de 4 anos.

FOTO: DEPOSITPHOTOS

MÃES, MULHERES, FAMÍLIA. Precisamos ser mais leves. Recentemente, fizemos um post nas nossas redes sociais com fotos de um seio antes da amamentação, durante e depois. A última foto mostrava-o murcho e caído. Muitas mulheres (e alguns homens) comentaram levando na esportiva. Outras (e outro) destilaram palavras de ódio, indignação e começaram a discutir com outros seguidores. Tão desnecessário! Uns três comentários mereceram o meu respeito porque explicavam que a mudança nos seios não acontecia apenas pela amamentação, mas


apresenta

Que conteúdo seu filho consome?

Uma obra pedagogicamente responsável Conteúdos que se preocupam em:

1. Plantar o bem. 2. Incentivar a busca por conhecimento. 3. Promover o contato com realidades construtivas. Tudo para inspirar atitudes que favoreçam a formação da criança, ao mesmo tempo que propiciam a alegria e o encanto próprios do universo infantojuvenil.

Princípios da linha editorial Educore A Educore criou o selo Pedagogicamente Responsável, concedido às produções educativas e culturais que estejam em sintonia com os princípios de sua linha editorial. Os conteúdos devem:

»» Incentivar o cultivo de valores e de nobres sentimentos humanos; »» Reproduzir situações reais e naturais da infância e da adolescência, inspirando ações de bem, encantando e divertindo; »» Direcionar o olhar do leitor para si mesmo, estimulando a observação e a reflexão sobre sua própria realidade psicológica; »» Favorecer a formação do ser pensante, para o exercício da cidadania e das elevadas finalidades da vida humana; »» Adotar linguagem clara, construtiva e adequada à faixa etária pertinente. IMAGEM: DPOSITPHOTOS

VOCÊ JÁ PAROU para pensar que os diversos conteúdos que os menores consomem, seja por vídeos, livros e jogos, podem repercutir em suas vidas e na vida dos demais? Movidos por essa preocupação, um grupo de pais, educadores e autores fundou a Educore, uma associação sem fins econômicos que apoia a criação de conteúdos voltados para uma formação sadia da infância e da juventude.

Não somos uma editora. Nosso trabalho consiste em avaliar conteúdos, apoiando autores e editoras. Envie seu material para conselhoeditorial@educore.org.br. J U N H O 2 01 8 .

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FOTO: GUSTAVO ANDRADE

4para ler com seu filho

Girafa: modos de usar PARA AS CRIANÇAS, tudo parece muito maior do que é na realidade. Quando a gente cresce, aquele quintal imenso da nossa memória se revela um pequeno pátio. O escorregador da pracinha, que dava até medo, agora é inofensivo. Aquela estrada interminável acaba logo ali. No olhar do adulto, tudo diminui. Com exceção das girafas. Elas continuam

leo cunha e os filhos, Sofia e André

imensas, lindas, atraentes, desengonçadas. Não é à toa que as crianças adoram girafas. E os escritores de literatura infantil sabem disso muito bem! Eu mesmo já publiquei dois livros sobre elas: O Sabiá e a Girafa e Lições de Girafa. Mas, na coluna deste mês, quero falar de outros dois livros que eu adoro.

O recém-lançado Cinco Girafas no Espaço, de Caio Riter, aposta no humor e no absurdo, o que, cá entre nós, tem tudo a ver com um bicho tão engraçado e inusitado. É a história da girafa Maria Olália, astronauta solitária, que viaja pelo espaço e encontra outras para lhe fazerem companhia: Maria Beatriz, Maria Eduarda, Maria Carolina e Maria Helena. Juntas, as cinco Marias vão fazer um carnaval pelo céu afora, com muitas rimas e surpresas. Livro perfeito pra ler (e rir) junto com uma criança. SOBRE OS AUTORES: Caio Riter, gaúcho, é escritor e professor, com dezenas de livros para crianças e adolescentes, vários deles premiados. Lúcia Brandão, paulista, é ilustradora com trabalhos publicados em jornais, revistas e livros. CINCO GIRAFAS NO ESPAÇO Texto de Caio Riter, ilustrações de Lúcia Brandão. Editora Biruta, 2017.

Em Girafa Não Serve pra Nada, José Carlos Aragão cria um personagem encucado com a serventia das coisas. Para que serve isto e aquilo? Um relógio? Uma galinha? Um ovo? Aos poucos, vai descobrindo (ou inventando), até que chega justamente à girafa. Um bicho tão diferente serviria para quê? Talvez para trocar estrela queimada? Com humor, imaginação, poesia e até um pouco de melancolia, o livro nos leva a pensar sobre a curiosidade infantil e como é fascinante esse período da vida em que todo o mundo vive para descobrir.

GIRAFA NÃO SERVE PRA NADA Texto de José Carlos Aragão, ilustrações de Graça Lima. Editora Paulinas, 2000.

Leo Cunha publicou mais de 60 livros, como Cachinhos de Prata (Ed. Paulinas), Um Dia, um Rio (Pulo do Gato) e Só de Brincadeira (Positivo). Recebeu os principais prêmios da literatura infantil brasileira, como Nestlé, FNLIJ e Jabuti. leocunha@canguruonline.com.br

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IMAGENS: DIVULGAÇÃO

SOBRE OS AUTORES: José Carlos Aragão, mineiro, é escritor, dramaturgo, publicitário, artista plástico e um sujeito bem divertido. Graça Lima, carioca, é ilustradora e designer, uma das mais premiadas do país.


FOTO: GUSTAVO ANDRADE

4viagens, modo de usar

Pico da Bandeira

de engarrafá-lo para usar depois, num dia de trânsito maluco, enquanto levamos os filhos à escola. O Pico da Bandeira pode ser alcançado pelo Espírito Santo, através da cidade de Dores do Rio Preto, numa rota menos extensa, porém muito íngreme, desafio apenas para os bem-treinados. A caminhada pelo lado mineiro, a partir de Alto do Caparaó, é mais tranquila, além do fato de essa cidade oferecer todo o suporte necessário, desde a acomodação até os equipamentos. O trajeto dura em torno de oito horas, sem afobação. Como fica dentro de um Parque Nacional, não há bares ou restaurantes na trilha, portanto água e comida devem ser levadas na mochila. Existem dois lugares para acampar: Tronqueira e Terreirão, este a 2.300 m. Às vezes,

há superlotação de barracas. Portanto, para pernoitar, uma reserva deverá ser feita com antecedência no site do parque (www.icmbio.gov.br/ parnacaparao). Se subir à noite, contrate um guia. É mais seguro, e ele lhe dará preciosas informações sobre a área. No mais, é partir para a conquista dessa montanha que, por muito tempo, foi considerada a mais alta do Brasil. Depois da aventura, pais e filhos levarão vida afora as saborosas lembranças de uma grande aventura.

Luís Giffoni é cronista, romancista e palestrante. Autor de 26 livros, tem nas viagens uma de suas paixões. Nelas aprende a diversidade do mundo e das pessoas, experiência que acaba traduzindo em suas obras. Neste espaço, dá dicas sobre como aproveitar o mundo com os pequenos. giffoni@canguruonline.com.br

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FOTO: IGOR TIBIRIÇÁ MENDES / WIKIPEDIA

AS CHUVAS SE foram, o inverno chegou, é tempo para uma saudável caminhada. Se sua família gosta de pôr o pé na estrada, curte uma aventura de verdade e está em boa forma física, aqui vai uma dica: conquistar o terceiro pico mais alto do Brasil, o da Bandeira, na divisa entre o Espírito Santo e Minas Gerais, no Parque Nacional do Caparaó. Ele tem quase 3.000 m de altitude, a subida não é difícil, o pôr do sol (ou o nascente) no cume marca a memória da gente, a temperatura cai abaixo de zero à noite, e a oportunidade de integração entre pais e filhos é imperdível. Há, ainda, a beleza do lugar. Numa vista de 360°, as montanhas se sucedem a perder de vista, e o verde predomina. O prazer de estar lá em cima, num dos picos mais isolados das Américas (altitude semelhante só se encontra na Bolívia, a mais de 2.000 km de distância), compensa o esforço. A vegetação, às vezes estranha, às vezes explodindo em cores, constitui um espetáculo à parte. Os bichos também. Vi por lá um beija-flor tão minúsculo que mais parecia uma abelha. Ou teria sido uma abelha fantasiada de beija-flor? Diversas cachoeiras da região revigoram nosso corpo. À noite, o céu tem dez vezes mais estrelas que em São Paulo, Rio ou BH. O ar puro e frio nunca viu poluição. Dá vontade

Luís Giffoni


FOTO: LEO MUNIZ

4artigo | Rodrigo Hübner Mendes

Apostas que nos influenciam desde a primeira infância

A IDEIA DE que as interações de pais e mães com suas crianças influenciam significativamente a forma como elas se enxergam não é nenhuma novidade. No campo da pedagogia, estende-se também para as relações entre educadores e educandos. No entanto, tal ideia merece ser constantemente revisitada, tendo em vista a urgência de oferecermos aos nossos estudantes uma educação capaz de conciliar equidade e aprendizagem.

A escola inclusiva é aquela que acolhe todos e persegue altas expectativas para cada um Há alguns anos, contratei uma pesquisadora de Harvard para produzir um estudo de caso sobre a Henderson School, escola situada em Boston, publicamente reconhecida por enormes avanços no acolhimento das diferenças humanas. Ao receber seu documento final, fui pego de surpresa com a explicação de que o lema seguido pelos estudantes era “O fracasso escolar não é uma opção”. Fiquei extremamente incomodado, pensando que aquilo parecia ser a antítese do que eu entendia ser uma escola inclusiva. Agendei uma conversa com a pesquisadora e, após me desprender da minha própria resistência, entendi que os professores buscavam cultivar a crença de que os estudantes não deveriam desistir. A frustração era algo vivido por todos, mas não podia impedir que se buscasse o melhor de cada um, a partir

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da aposta em altas expectativas. É importante esclarecer que essas altas expectativas precisavam dialogar com as singularidades de cada estudante, ou seja, eram personalizadas e revisadas com frequência. Tenho viajado para várias regiões do mundo em busca de práticas educacionais exemplares em relação à igualdade de oportunidades. Com base em tudo que encontrei, entendo que a escola inclusiva é aquela que acolhe todos e persegue altas expectativas para cada um. Mas será que não é óbvio, diante de tantas demandas do mundo contemporâneo, que a escola deve perseguir altas expectativas com seus estudantes? Não, isso ainda não é óbvio, especialmente para quem esteve tanto tempo de fora, como é o caso de pessoas com deficiência, transtornos do espectro autista e outras especificidades. Ainda é notória a forma como alguns pais e professores subestimam o potencial dessas pessoas na escola e, muitas vezes, amputam sua autoestima com atitudes negativas. Reavaliar nossos pontos de vista e canalizar bastante atenção ao papel que exercemos no processo de construção das identidades de nossas crianças e, consequentemente, das projeções que farão para seu futuro é essencial para viabilizarmos a escola dos nossos sonhos. Aquela em que todas são respeitadas, valorizadas e aprendem.

Rodrigo Hübner Mendes é professor e pesquisador sobre educação inclusiva, fundador do Instituto Rodrigo Mendes (institutorodrigomendes.org.br), membro do Young Global Leaders (Fórum Econômico Mundial) e empreendedor Ashoka.


FOTO: ARQUIVO PESSOAL

4artigo | Wimer Bottura Junior

Precisamos falar sobre suicídio SOMOS QUESTIONADOS A todo instante sobre as causas do suicídio de jovens e sobre como evitar que isso ocorra com as pessoas que tanto amamos. Precisamos ter compreensão do problema e respeito pela dor dos familiares. Inevitavelmente, os pais sentirão culpa, além da tristeza, e se perguntarão: “Onde foi que eu errei?”. Eles relatam inclusive o sentimento de vergonha e a pecha de maus pais, irresponsáveis ou negligentes. Para quem não passou pela dor desse tipo de perda, é preciso dizer que julgar e condenar não ajuda a superar a dor nem evita que esse tipo de problema continue a ocorrer. Para quem passou ou está passando pela dor, digo que o silêncio só a agrava; o sentimento de culpa não resolve a perda e pode gerar outras; a vergonha não é merecida. Sobrecarregar outros filhos com atenção e superproteção não os protege. Melhor é procurar alguém que possa ouvir muito e, de preferência, falar pouco. Para a tristeza só tem um remédio: compartilhar, chorar e abraçar. E quais são as possíveis causas dos suicídios? Atribuir o problema a um ou outro fato, como a internet, pode ser um arriscado deslocamento da observação e nos induzir a erro. Há um ano, era a “Baleia Azul”, agora o SimSimi, aplicativo utilizado em celulares e tablets. Já culpamos o pipoqueiro pela droga nas portas das escolas, e hoje temos certeza de que ele não era o responsável pelo consumo de drogas. A primeira pergunta que podemos fazer é: “por que jovens de famílias que se preocupam com eles, cuidam deles e têm tudo do bom e do melhor jogam suas vidas fora?”. Parte deles tem depressão não tratada, ou subtratada, ou não diagnosticada a tempo. É certo também que o fato de levar um filho ao psicólogo e ao psiquiatra

Não podemos culpar pais e mães por possíveis erros na relação com os filhos e introduzir uma medicação como tratamento não exclui a necessidade de carinho, atenção e validação à pessoa. Por mais que os profissionais sejam dedicados e competentes, eles não são capazes de substituir pai e mãe. Parte tem transtorno bipolar, parte é usuária de drogas, outros sofrem uma decepção amorosa, outros apresentam quadros de anorexia nervosa e/ou bulimia, de feiura imaginária, esquizofrenia e outras psicoses, outros têm problemas com suas famílias – e outros, absolutamente, nada disso. Eram pessoas que, até um minuto antes do fato consumado, não demonstravam a mínima possibilidade de dar tal desfecho à vida. A pessoa precisa, quando criança, passar pela frustração da espera, se dedicar para conseguir as coisas. Precisa se sentir vista, percebida, ouvida, ter a sensação de pertencimento à família e ser reconhecida pela pessoa que é. A pessoa precisa acreditar em quem lhe oferece a satisfação dessas necessidades. Isso desenvolve resiliência, cria vínculos e protege contra os riscos a que todos estamos expostos. Em síntese, não podemos culpar pessoas por transtornos genéticos que trazem e que são parte do problema em questão. Não podemos culpar pais e mães por possíveis erros na relação com os filhos. Precisamos olhar profundamente a história de cada pessoa para compreender os seus motivos.

Wimer Bottura Junior é médico psiquiatra, presidente do Comitê Multidisciplinar de Adolescência da Associação Paulista de Medicina (APM) e presidente da Associação Brasileira de Medicina Psicossomática (ABMP). É escritor de vários livros sobre a relação entre pais e filhos. Site: clinicabottura.com.br.

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FOTO: FLÁVIO DE CASTRO

4crônica

Territórios cris guerra e o filho, francisco

O CAFUNÉ DE dedos longos durante seus telefonemas idem. A sopa de legumes que eu dava um jeito de preparar à noite, a fim de roubar sua atenção durante o seu tempo com meu pai em frente à TV. Os domingos na Feira Hippie, a pretexto de comprar roupas para a minha boneca Susi. As sobremesas quentes, as feitas de banana — ou as sobremesas quentes feitas de banana. Essas eram nossas pequenas salas de estar, onde eu e minha mãe nos refestelávamos, agarradas a um afeto quente e justo. Com espaço suficiente, mas sem qualquer vão por onde pudesse passar uma corrente fria de vento. Para lá o amor sempre dava um jeito de fugir e se aconchegar, mesmo que por curtos períodos. Naqueles territórios, falávamos nossa própria língua. Carregada de sotaque e compreendida sem esforço, mesmo em baixo tom de voz. Nossos lugares de encontro, onde jamais faltou assunto ou restou constrangimento. Se somos cinco filhos, cada um de nós teve uma mãe diferente, mesmo que ela fosse uma só. E um mesmo homem foi pais diversos para seus filhos, como somos pessoas únicas para cada um dos nossos afetos. São os mapas que traçamos em conjunto, ou as linhas pontilhadas que deixamos de reforçar. Em cada família restam limites duvidosos, para os quais se adivinham vizinhanças nem sempre amigáveis. Roraimas inteiros de poucas afinidades e baixa densidade de afeto. Construir territórios não é uma arte óbvia. Entre mãe e filho, são sagradas essas terras de encontro. Eu e Francisco frequentamos o disco Universo ao Meu Redor, de Marisa Monte, que eu costumava cantar e dançar para fazê-lo dormir. Uma década depois, basta um trajeto mais longo de carro ao seu lado para que eu comece logo a cantar. Ele adormece rápido, não importando o cansaço ou a hora. Universo é a nossa casa de

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praia, com um mar azul ao redor. Permanece fechada por meses, mas se abre para temporadas memoráveis, em que enfrentamos felizes os acessos de espirro dos primeiros instantes. Saímos dali irremediavelmente abastecidos para mais algum tempo de estrada.

Entre mãe e filho, são sagradas essas terras de encontro Territórios afetivos são capazes de transportar o coração para os ouvidos, ou para a boca, quem sabe até diretamente para o diafragma, que se contorce na gargalhada. Passei a vida sonhando conquistar terras de afeto em meu pai, como quem joga uma partida de War. No fim do jogo, uma virada-surpresa. Enquanto ele convalescia, meus longos cafunés preenchiam as tardes de silêncio, amortecendo o eco da desesperança. Foi o que nos restou dialogar. Plantar lugares de encontro é firmar laços de ternura. O cultivo é de longo prazo: há que se conhecer o terreno, adivinhar a incidência de luz, irrigar no tempo certo, suportar os caprichos do clima. Talvez o único investimento que de fato seja herança. Sólidos patrimônios amorosos que me envaideço de declarar. Um verdadeiro inventário de amor para a vida.

Cris Guerra é publicitária, escritora e palestrante. Fala sobre moda e comportamento em uma coluna na rádio BandNews FM e a respeito de muitos outros assuntos em seu site www.crisguerra.com.br. Na Canguru, escreve sobre a arte da maternidade. crisguerra@canguruonline.com.br


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