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Empresa

Brasil

Ano 9 l Número 88 l Novembro de 2012

Juntas comerciais começam a vencer a burocracia Em vários estados, o tempo necessário para a abertura de uma empresa caiu de forma significativa

Abril de 2010 1 CÂMARA APROVA A CRIAÇÃO DA SECRETARIA DA MICRO E PEQUENA EMPRESA


Federações CACB

DIRETORIA DA CACB BIÊNIO 2011/2013 PRESIDENTE José Paulo Dornelles Cairoli - RS 1º VICE-PRESIDENTE Sérgio Papini de Mendonça Uchoa - AL VICE-PRESIDENTES Djalma Farias Cintra Junior - PE Jésus Mendes Costa - RJ José Sobrinho Barros - DF Luiz Carlos Furtado Neves - SC Rainer Zielasko - PR Reginaldo Ferreira - PA Rogério Pinto Coelho Amato - SP Sérgio Roberto de Medeiros Freire - RN Wander Luis Silva - MG VICE-PRESIDENTE DE ASSUNTOS INTERNACIONAIS Sérgio Papini de Mendonça Uchoa - AL VICE-PRESIDENTE ESTRATÉGIGO Edson José Ramon - PR DIRETOR-SECRETÁRIO Jarbas Luis Meurer - TO DIRETOR-FINANCEIRO George Teixeira Pinheiro - AC

Acre – Federação das Associações Comerciais e Empresariais do Estado do Acre – FEDERACRE Presidente: George Teixeira Pinheiro Avenida Ceará, 2351 Bairro: Centro Cidade: Rio Branco CEP: 69909-460

Paraná – Federação das Associações Comerciais e Empresariais do Paraná – FACIAP Presidente: Rainer Zielasko Rua: Heitor Stockler de Franca, 356 Bairro: Centro Cidade: Curitiba CEP: 80.030-030

Alagoas – Federação das Associações Comerciais do Estado de Alagoas – FEDERALAGOAS Presidente: Kennedy Davidson Pinaud Calheiros Rua Sá e Albuquerque, 302 Bairro: Jaraguá Cidade: Maceió CEP: 57.020-050

Pernambuco – Federação das Associações Comerciais e Empresariais de Pernambuco – FACEP Presidente: Djalma Farias Cintra Junior Rua do Bom Jesus, 215 – 1º andar Bairro: Recife Cidade: Recife CEP: 50.030-170

Amapá – Associação Comercial e Industrial do Amapá – ACIA Presidente: Nilton Ricardo Felgueiras Faria e Sousa Rua General Rondon, 1385 Bairro: Centro Cidade: Macapá CEP: 68.900-182

Piauí – Associação Comercial Piauiense - ACP Presidente: José Elias Tajra Rua Senador Teodoro Pacheco, 988, sala 207. Ed. Palácio do Comércio 2º andar - Bairro: Centro Cidade: Teresina CEP: 64.001-060

Amazonas – Federação das Associações Comerciais e Empresariais do Amazonas – FACEA Presidente: Valdemar Pinheiro Rua Guilherme Moreira, 281 Bairro: Centro Cidade: Manaus CEP: 69.005-300 Bahia – Federação das Associações Comerciais do Estado da Bahia – FACEB Presidente: Clóves Lopes Cedraz Rua Conselheiro Dantas, 5. Edifício Pernambuco, 9° andar Bairro: Comércio Cidade: Salvador CEP: 40.015-070 Ceará – Federação das Associações Comerciais do Ceará – FACC Presidente: João Porto Guimarães Rua Doutor João Moreira, 207 Bairro: Centro Cidade: Fortaleza CEP: 60.030-000 Distrito Federal – Federação das Associações Comerciais e Industriais do Distrito Federal e Entorno – FACIDF Presidente: José Sobrinho Barros SAI Quadra 5C, Lote 32, sala 101 Cidade: Brasília CEP: 71200-055

CONSELHO FISCAL TITULARES Jonas Alves de Souza - MS Marcito Aparecido Pinto - RO Pedro José Ferreira - TO

Espírito Santo – Federação das Associações Comerciais, Industriais e Agropastoris do Espírito Santo – FACIAPES Presidente: Arthur Avellar Rua Henrique Rosetti, 140 - Bairro Bento Ferreira Vitória ES - CEP 29.050-700

CONSELHO FISCAL SUPLENTES Alexandre Santana Porto - SE Leocir Paulo Montagna - MS Valdemar Pinheiro - AM

Goiás – Federação das Associações Comerciais, Industriais e Agropecuárias do Estado de Goiás – FACIEG Presidente: Ubiratan da Silva Lopes Rua 143 - A - Esquina com rua 148, Quadra 66 Lote 01 Bairro: Setor Marista Cidade: Goiânia CEP: 74.170-110

CONSELHO NACIONAL DA MULHER EMPRESÁRIA Avani Slomp Rodrigues CONFEDERAÇÃO NACIONAL DO JOVEM EMPRESÁRIO Marduk Duarte COORDENADORA DE ASSUNTOS INSTITUCIONAIS Luzinete Marques COORDENAÇÃO DE COMUNICAÇÃO SOCIAL fróes, berlato associadas EQUIPE DE COMUNICAÇÃO SOCIAL Marcelo Melo Neusa Galli Fróes Thaís Margalho COORDENADOR DO EMPREENDER Carlos Alberto Rezende COORDENADOR NACIONAL DA CBMAE Valério Figueiredo COORDENADOR DO PROGERECS Luiz Antonio Bortolin SCS Quadra 3 Bloco A Lote 126 Edifício CACB 61 3321-1311 61 3224-0034 70.313-916 Brasília - DF Site: www.cacb.org.br

Maranhão – Federação das Associações Empresariais do Maranhão – FAEM Presidente: Júlio César Teixeira Noronha Rua Inácio Xavier de Carvalho, 161, sala 05, Edifício Sant Louis. Bairro: São Francisco- São Luís- Maranhão CEP: 65.076-360 Mato Grosso – Federação das Associações Comerciais e Empresariais do Estado do Mato Grosso – FACMAT Presidente: Jonas Alves de Souza Rua Galdino Pimentel, 14 - Edifício Palácio do Comércio 2º Sobreloja – Bairro: Centro Norte Cidade: Cuiabá CEP: 78.005-020 Mato Grosso do Sul – Federação das Associações Empresariais do Mato Grosso do Sul – FAEMS Presidente: Antônio Freire Rua Quinze de Novembro, 390 Bairro: Centro Cidade: Campo Grande CEP: 79.002-917 Minas Gerais – Federação das Associações Comerciais e Empresariais de Minas Gerais – FEDERAMINAS Presidente: Wander Luís Silva Avenida Afonso Pena, 726, 15º andar Bairro: Centro Cidade: Belo Horizonte CEP: 30.130-002 Pará – Federação das Associações Comerciais e Empresariais do Pará – FACIAPA Presidente: Reginaldo Ferreira Avenida Presidente Vargas, 158 - 5º andar Bairro: Campina Cidade: Belém CEP: 66.010-000 Paraíba – Federação das Associações Comerciais e Empresariais da Paraíba – FACEPB Presidente: Alexandre José Beltrão Moura Avenida Marechal Floriano Peixoto, 715, 3º andar Bairro: Bodocongo Cidade: Campina Grande CEP: 58.100-001

Rio de Janeiro – Federação das Associações Comerciais e Empresariais do Estado do Rio de Janeiro – FACERJ Presidente: Jésus Mendes Costa Rua do Ouvidor, 63, 6º andar - Bairro: Centro Cidade: Rio de Janeiro CEP: 20.040-030 Rio Grande do Norte – Federação das Associações Comerciais do Rio Grande do Norte – FACERN Presidente: Itamar Manso Maciel Júnior Avenida Duque de Caxias, 191 Bairro: Ribeira Cidade: Natal CEP: 59.012-200 Rio Grande do Sul – Federação das Associações Comerciais e de Serviços do Rio Grande do Sul - FEDERASUL Presidente: Ricardo Russowsky Rua Largo Visconde do Cairu, 17, 6º andar Palácio do Comércio - Bairro: Centro Cidade: Porto Alegre CEP: 90.030-110 Rondônia – Federação das Associações Comerciais e Industriais do Estado de Rondônia – FACER Presidente: Gerçon Szezerbatz Zanatto Rua Dom Pedro II, 637 – Bairro: Caiari Cidade: Porto Velho CEP: 76.801-151 Roraima – Federação das Associações Comerciais e Industriais de Roraima – FACIR Presidente: Jadir Correa da Costa Avenida Jaime Brasil, 223, 1º andar Bairro: Centro Cidade: Boa Vista CEP: 69.301-350 Santa Catarina – Federação das Associações Empresariais de Santa Catarina – FACISC Presidente: Alaor Francisco Tissot Rua Crispim Mira, 319 - Bairro: Centro Cidade: Florianópolis - CEP: 88.020-540 São Paulo – Federação das Associações Comerciais do Estado de São Paulo – FACESP Presidente: Rogério Pinto Coelho Amato Rua Boa Vista, 63, 3º andar Bairro: Centro Cidade: São Paulo CEP: 01.014-001 Sergipe – Federação das Associações Comerciais, Industriais e Agropastoris do Estado de Sergipe – FACIASE Presidente: Alexandre Santana Porto Rua Jose do Prado Franco, 557 Bairro: Centro Cidade: Aracaju CEP: 49.010-110 Tocantins – Federação das Associações Comerciais e Industriais do Estado de Tocantins – FACIET Presidente: Pedro José Ferreira 103 Norte Av. LO 2 - 01 - Conj. Lote 22 Prédio da ACIPA Bairro: Centro Cidade: Palmas CEP: 77.001-022

• O conteúdo desta publicação representa o melhor esforço da CACB no sentido de informar aos seus associados sobre suas atividades, bem como fornecer informações relativas a assuntos de interesse do empresariado brasileiro em geral. Contudo, em decorrência da grande dinâmica das informações, bem como sua origem diversificada, a CACB não assume qualquer tipo de responsabilidade relativa às informações aqui divulgadas. Os textos assinados publicados são de inteira responsabilidade de seus respectivos autores.


PALAVRA DO PRESIDENTE José Paulo Dornelles Cairoli

A importância das decisões da Câmara dos Deputados

Q

uase no fechamento desta edição de Empresa Brasil, nossa entidade foi surpreendida com duas auspiciosas notícias. A primeira delas refere-se à aprovação, pela Câmara dos Deputados, da emenda constitucional que institui a Secretaria da Micro e Pequena Empresa, com status de ministério. A segunda trata da aprovação, também pela Câmara, do projeto de lei que obriga que as notas fiscais informem o valor dos impostos embutidos no preço do produto ou serviço adquirido pelo consumidor. Para a Confederação das Associações Comerciais e Empresariais do Brasil (CACB), a criação da Secretaria da Micro e Pequena Empresa não poderia ocorrer em momento mais oportuno. É fato conhecido que nossa entidade tem mobilizado suas forças na articulação de estratégias, a fim de produzir conquistas que possam fortalecer e alavancar um setor responsável por uma fatia correspondente a 25% do Produto Interno Bruto (PIB) brasileiro. Nessa linha, nossas ações têm se destacado por alinhar aqueles pontos que julgamos fundamentais para a criação de um universo empresarial compatível com o perfil dos pequenos e microempresários. Em nosso último congresso, por exemplo, realizado em Belém (PA), escolhemos como tema-chave do evento a pregação de uma reforma trabalhista que possa diferenciar a realidade de mercado das pequenas e microempresas das grandes e médias. Isso porque, para nós, é totalmente incongruente que as grandes e as pequenas empresas tenham obrigações trabalhistas idênticas. O ideal seria criar um sistema que estabeleça as obrigações trabalhistas de acordo com o porte de cada empresa. Seria um mecanismo decisivo para a formalização de milhões de trabalhadores que atualmente atuam na informalidade. De outra parte, é preciso efetivar medidas que estimulem a associação de empresas com objetivos comuns, como, por exemplo, na exportação. Na Itália, as empresas que se unem para exportar em conjunto são isentas de muitos impostos. Por isso, do total das exportações italianas, 42% são de pequenas empresas, enquanto no Brasil é de apenas 0,8%. Além da questão da carga tributária e da necessidade de linhas especiais de capital de giro, existe ainda uma série de outras medidas que podem ser abraçadas pela nova Secretaria da Micro e Pequena Empresa, a fim de atingir o objetivo comum de todos, que é o de reduzir os ainda altos índices de mortalidade do setor de forma concomitante com seu crescimento. No caso do projeto de lei que obriga a discriminação dos impostos nas notas fiscais, a CACB também compartilha da satisfação do setor empresarial, dada a sua posição de linha de frente dessa causa, a qual foi grandemente fortalecida pelo movimento liderado pela Federação das Associações Comerciais do Estado de São Paulo (Facesp), que resultou em mais um milhão de assinaturas de apoio à iniciativa. Com a aprovação desse projeto, acreditamos que, a partir de agora, o consumidor poderá engajar-se com mais força na tentativa de pressionar o governo no sentido de conduzir uma verdadeira reforma tributária ainda em 2013. São os nossos votos.

José Paulo Dornelles Cairoli, presidente da Confederação das Associações Comerciais e Empresariais do Brasil

Novembro de 2012

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ÍNDICE

8 CAPA

14 FEDERAÇÕES

3 PALAVRA DO PRESIDENTE

14 FEDERAÇÕES

Quase no fechamento desta edição de Empresa Brasil, nossa entidade foi surpreendida com duas auspiciosas notícias. A primeira delas refere-se à aprovação, pela Câmara dos Deputados, da emenda constitucional que institui a Secretaria da Micro e Pequena Empresa, com status de ministério. A segunda trata da aprovação, também pela Câmara, do projeto de lei que obriga que as notas fiscais informem o valor dos impostos embutidos no preço do produto ou serviço adquirido pelo consumidor.

Facesp lança o Gastômetro durante o 13º congresso da entidade.

5 PELO BRASIL

22 LEGISLAÇÃO

O presidente da CACB, José Paulo Dornelles Cairoli, foi homenageado durante a solenidade Mérito Empreendedor 2012, organizada pela Federação das Associações Comerciais do Distrito Federal.

8 CAPA

Empresa Brasil

EXPEDIENTE

20 CBMAE Encontros regionais unificam ações da rede CBMAE.

22 LEGISLAÇÃO Emenda que cria a Secretaria da Micro e Pequena Empresa vai à sanção da presidente Dilma.

25 DIREITO DO CONSUMIDOR Câmara aprova lei que determina a discriminação dos impostos nas notas fiscais.

26 ECONOMIA As estimativas do governo para o PIB de 2013 são consideradas otimistas pelo mercado.

O que é preciso fazer para aumentar a participação da MPE no mercado externo.

12 CASE DE SUCESSO

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Integra completa em dezembro um ano de atividades.

26 NEGÓCIOS

Juntas comerciais reduzem a burocracia na abertura de empresas.

Coordenação Editorial: Neusa Galli Fróes fróes, berlato associadas escritório de comunicação Edição: Milton Wells - mwells@terra.com.br Projeto gráfico: Vinícius Kraskin Diagramação: Kraskin Comunicação Foto da capa: Nomad Soul/Fotolia.com Revisão: Flávio Dotti Cesa Colaboradores: Thaís Margalho e Marcelo Melo Execução: Editora Matita Perê Ltda. Comercialização: Fone: (61) 3321.1311 - comercial@cacb.org.br Impressão: Arte Impressa Editora Gráfica Ltda. EPP

17 DESTAQUE CACB

O Núcleo de Panificadoras de Itajubá criou uma rede social para compra e venda de produtos relacionados à panificação, com cadastro de fornecedores. O núcleo faz parte do programa Empreender e funciona junto à Associação Comercial local.

28 EMPREENDEDORISMO Junior Achievement espera beneficiar 500 mil estudantes em 2013.

30 ARTIGO Sete razões para você iniciar o seu próprio negócio.

SUPLEMENTO ESPECIAL

Inovação gera oportunidades de novos negócios


PELO BRASIL

Presidente da CACB é homenageado em Brasília O presidente da Confederação das Associações Comerciais e Empresariais do Brasil (CACB), José Paulo Dornelles Cairoli, foi homenageado durante a solenidade Mérito Empreendedor 2012, organizada pela Federação das Associações Comerciais do Distrito Federal (FACIDF), no último dia 30 de outubro. Autoridades como o senador Rodrigo Rollemberg e o governador do Distrito Federal, Agnelo Queiroz, também já receberam a mesma honraria. Todos os homenageados terão sua biografia contada no livro “A história quem faz é você”. Também participaram da cerimônia o senador Rodrigo Rollemberg (PSB-DF), os deputados distritais Agaciel Maia (PTC) e Eliana Pedrosa (PSD), o secretário de Micro, Pequenas Empresas e Economia Solidária do Distrito Federal, Raad Massoud, além do diretor-financeiro da CACB, George Teixeira, o diretor-secretário, Jarbas Meurer, e o presidente da Federação das Associações Comerciais de Minas Gerais (Federaminas), Wander Luis Silva.

Cairoli discursa durante a cerimônia de entrega do prêmio

Rio de Janeiro usará biometria para certificação digital A Autoridade de Registro da rede CACB ligada à Federação das Associações Comerciais e Empresariais do Rio de Janeiro (Facerj) será o piloto do projeto de identificação biométrica para certificação digital no estado. O processo está sendo desenvolvido de forma semelhante na Bahia e no Distrito Federal.

Participaram da reunião o presidente do Instituto de Tecnologia da Informação da Presidência da República (ITI), Renato Martini; o assessor da presidência do ITI, Eduardo Lacerda; o vice-presidente da Certisign, Julio Cosentino; o presidente do Serasa-Certificação Digital, Igor Ramos Rocha; o

diretor do Detran, Marcos Siliprandi; o diretor de Identificação Digital da Associação Brasileira das Empresas de Tecnologia em Identificação Digital (Abrid), Edson Rezende de Oliveira; o coordenador do Progerecs-CACB, Luiz Antonio Bortolin; e o executivo da Facerj Lédio Ferreira.

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PELO BRASIL

Vice-governador de São Paulo visita a CACB O presidente da CACB, José Paulo Dornelles Cairoli, reuniu-se no início de outubro com o vice-governador de São Paulo, Guilherme Afif Domingos, que visitou a sede da CACB, em Brasília. Durante o encontro, que durou duas horas, o assunto predominante foi associativismo e projetos da CACB para o futuro. “O vicegovernador defende o empreendedorismo e quis saber muito dos projetos para as micro e pequenas empresas”, disse Cairoli, que informou também sobre os programas que a CACB desenvolve para qualificar a gestão e ampliar sua receita por meio da venda de serviços.

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Empresa Brasil

O vice-governador de São Paulo, Guilherme Afif Domingos, visita a sede da CACB, em Brasília

Começa dia 26 o 2º Mutirão Nacional da Conciliação Começa no dia 26 de novembro o mutirão de conciliação empresarial na rede CBMAE, com o objetivo de atender empresários que possuem conflitos e desejam tentar uma solução rápida, eficiente e com baixo custo. Em toda a rede estão sendo inscritos problemas referentes a rescisão contratual, inadimplência, dentre outros conflitos empresariais. Para participar, basta procurar a associação comercial mais próxima. Os endereços podem ser consultados no site www.cacb.org.br. No último Mutirão realizado de 6 a 11 de agosto de 2012, pela rede de Câmaras e Postos Avançados de Conciliação Extraprocessual (PACEs) da CBMAE, foram atendidas aproximadamente 6.335 pessoas, 202 empresas, resultando em 877 conciliações com 76% de sucesso nos acordo. O valor negociado foi de mais de um milhão e cem mil reais.


Solução em gestão fiscal é na Associação Comercial Em parceria com a Confederação das Associações Comerciais e Empresariais do Brasil (CACB) e com a empresa NF-e do Brasil, a Federação das Associações Comerciais do Estado de Mato Grosso (Facmat) lançou em outubro o serviço de apoio à gestão fiscal das empresas para o Mato Grosso. Os serviços da NF-e do Brasil são oferecidos pelas 61 associações comerciais e empresariais do estado por meio do Programa de Geração de Receitas e Serviços (Progerecs) da CACB. “Prestamos um atendimento personalizado, e de acordo com as necessidades do cliente podemos assumir a responsabilidade fiscal do departamento da empresa completamente (regime BPO Fiscal) ou trabalhar com a demanda do cliente, apoiando e minimizando problemas específicos. É importante frisar que atendemos desde empresas com emissão de notas com volumes de 50 notas por mês até as grandes redes, com 150 mil notas por dia. O nosso trabalho vem para auxiliar o empresário em sua gestão, independentemente do tipo, volume ou segmento de empresa”, afirma Abrahão Junior, responsável pela área de projetos da NF-e do Brasil.

Líderes empresariais debatem o serviço de apoio à gestão fiscal das empresas para o Mato Grosso

Mulheres Empresárias aderem a programa de Responsabilidade Social em Santa Catarina O Conselho Estadual da Mulher Empresária de Santa Catarina (Ceme-SC) passa a integrar o projeto Iniciativa Responsável, desenvolvido pela Federação das Associações Empresariais de Santa Catarina (Facisc). O objetivo é articular e incentivar a mobilização de recursos por meio do benefício fiscal previsto na legislação do Imposto de Renda, destinando parte dos recursos à Fundação para Infância e Adolescência (FIA). Esse projeto da Facisc deverá contar com o apoio dos núcleos de mulheres empresárias ligadas ao Ceme. Segundo a presidente Neiva Kieling, a ação estará no planejamento do conselho para 2013, sendo que a forma de participação dos núcleos será definida na reunião do dia 29 de novembro, prevista para ocorrer em Bombinhas. Na ocasião, as diretoras irão elaborar o planejamento anual e participar do Media Training, treinamento voltado ao relacionamento da organização com a imprensa.

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CAPA

Junta Comercial de Minas Gerais é a maior referência no país no setor

Juntas comerciais reduzem a burocracia na abertura de empresas Governo federal projeta meta de integração de todos os processos dos órgãos e entidades responsáveis pelo registro, inscrição, alterações e baixa das empresas em sete estados

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Empresa Brasil

A

elevada burocracia para o registro, legalização, abertura, alteração e baixa de empresas sempre foi considerada pelo setor empresarial, tanto do mercado interno como do externo, como um dos inibidores dos investimentos no Brasil. São incontáveis as queixas de empresas estrangeiras sobre a demora na emissão de registros e licenças necessários para dar início às suas operações. A cada ano, no tradicional relatório divulgado anualmente pelo Banco Mundial, Doing Business, o tempo para se abrir um novo negócio, no Brasil, permanece quase o mesmo, 119 dias, com

pequenas oscilações , o que coloca o país na posição de 127º no quesito Facilidade de Fazer Negócio. Preocupado com esses indicadores e disposto a encontrar soluções para esse entrave, em 2007 o Ministério de Desenvolvimento, Indústria e Comércio Exterior (MDIC) criou a Rede Nacional para a Simplificação do Registro e da Legalização de Empresas e Negócios (Redesim), a fim de integrar procedimentos de cadastro de pessoas jurídicas entre os órgãos tributários da União, Distrito Federal, estados e municípios. Entretanto, foi com a posse da presidente Dilma Rousseff que o pro-


jeto ganhou novo alcance e prevê a integração de todos os processos dos órgãos e entidades responsáveis pelo registro, inscrição, alterações e baixa das empresas, por meio de um sistema informatizado com entrada única de dados eletronicamente pela internet e um único local de entrega e análise de documentos. O mesmo processo deflagrado pela presidente Dilma contemplou a criação de um comitê para a gestão da Rede, a fim de garantir a sua total implantação até dezembro deste ano. O integrador nacional, segundo informa o MDIC, pretende se conectar com 27 integradores estaduais, os quais fazem o papel de interligação com os órgãos estaduais e os municípios de cada estado, o que ainda está em fase de implantação no Brasil. Já existem integradores estaduais em funcionamento parcial em cinco Estados (SC, RJ, ES, MG e MA), e, em implantação, em mais cinco (RS, PB, AM, SP e PI). Em parceria com as juntas comerciais, segundo o secretário de Comércio e Serviços do MDIC, Humberto Luiz Ribeiro, o Ministério desenvolve um novo processo de celeridade e governança para o ambiente de negócios. Graças a essas iniciativas, as juntas de todo o país têm evoluído para reduzir os prazos do atendimento empresarial em todos os processos demandados, acrescenta o secretário. “Há exemplos ilustrativos, como o da junta comercial do DF, onde tivemos a redução, em um ano de trabalho com a nova presidente da junta, de prazos médios de cem dias para abertura de empresas para apenas duas semanas, em média. Esse prazo ainda não nos deixa satisfeitos,

e o ministro Fernando Pimentel vem trabalhando para reduzir ainda mais esse tempo”, avaliou Ribeiro em entrevista a Empresa Brasil. De acordo com o secretário, o governo opera em dois pilares para reduzir a burocracia. O primeiro é o da celeridade, na velocidade com que as coisas acontecem na estrutura burocrática, o que é determinado por um procedimento realizado por pessoas utilizando sistemas e fluxo de papéis e documentos. Nesta dimensão, as ações necessárias se concentram no âmbito da Redesim, no sentido de revisar os processos e exigências, qualificando melhor as pessoas para aumentar a produtividade e melhorando a qualidade dos sistemas utilizados no fluxo da informação. Com isso, segundo Ribeiro, será possível atingir o segundo pilar, que é o da governança do ambiente de negócios. “Assim como queremos um atendimento cada vez mais rápido ao empreendedor, pretendemos alcançar também um ambiente de negócio com alto nível de governança, em que se construa confiança nas relações de mercado do Brasil, ou seja, que as empresas tenham reconhecimento, fé pública e a dinâmica de mercado nas relações com fornecedores, trabalhadores e clientes, nas relações de acesso ao crédito”, acrescenta o secretário. O avanço gradual da Redesim pode contribuir imensamente com a redução do tempo de abertura e encerramento de empresas, pois isso só é possível com uma entrada única de dados, que integre todos os órgãos envolvidos, ressalta o presidente do Sindicato das Empresas de Serviços Contábeis (Sescon-SP), José Maria Chapina Alcazar.

Foto ASCOM/MDIC

Secretário de Comércio e Serviços do MDIC, Humberto Luiz Ribeiro: “Juntas de todo o país têm evoluído para reduzir os prazos de atendimento”

RESULTADOS ESPERADOS Empresas de baixo risco registradas e licenciadas em até sete dias, em média, pela Redesim, até dezembro de 2012;

Sete estados com integrador estadual desenvolvido e implementado em 2012;

Pelo menos 40% dos municípios dos estados integrados à Redesim em 2012;

Três estados com mais de 50% de seus municípios integrados em 2012;

Um estado com Cartórios de Registro Civil/PJ e Junta Comercial integrados à Redesim em 2012;

Fonte: MDIC

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CAPA

Fase atual é de transição em vários estados

Vinicius Baudouin Mazza, presidente da Jucese: “Tempo de espera do cliente foi reduzido de 25 para 4 minutos”

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Empresa Brasil

A simplificação dos processos de abertura e fechamento de empresas está em plena fase de transição no país. Em vários estados, o tempo já foi reduzido e tende a diminuir ainda mais. Na Junta Comercial do estado de Sergipe (Jucese), por exemplo, graças a uma série de medidas e de um software, de gerenciamento de processos, o tempo médio foi reduzido de cinco para um dia e meio. “Graças a à renovação de grande parte dos computadores, também reduzimos o tempo médio de espera do cliente a ser atendido de 25 para 4 minutos, e que se refletiu na redução do tempo de registro das empresas”, afirmou Vinicius Baudouin Mazza, presidente da Jucese. O governo de São Paulo, de sua parte, sancionou a lei complementar que transforma em entidade autárquica a Junta Comercial do Estado de São Paulo (Jucesp), órgão vinculado à Secretaria de Desenvolvimento Econômico, Ciência e Tecnologia. Aprovada pela Assembleia Legislativa, no último dia 28 de agosto, a legislação pretende transformar a organização, que tem 122 anos, em uma instituição moderna, rompendo com a visão burocrática, para atribuir ao órgão a missão estratégica de promover o desenvolvimento econômico. Responsável por mais de 41% de toda a movimentação das juntas comerciais do Brasil, com cerca de 100 mil processos por mês, a Jucesp pretende reduzir de 20 para sete dias o tempo médio de atendimento.

No Paraná, graças a uma parceria com a Receita Federal será possível reduzir para até dez dias o tempo médio de abertura e fechamento de empresas no estado. Segundo a Junta Comercial do Paraná, o tempo médio atual para tais procedimentos é de 60 dias. “Para solicitar o registro de uma empresa o cidadão terá de comparecer apenas na Junta, onde será possível obter a inscrição na Receita Estadual, o alvará junto à prefeitura e o CNPJ”, explicou o presidente da Junta Comercial do Paraná (Jucepar), Ardisson Naim Akel. O novo sistema é inspirado no programa Minas Fácil e servirá de base para o funcionamento da Rede Nacional para a Simplificação do Registro e da Legalização de Empresas e Negócios (Redesim). O Paraná será o primeiro estado do Sul a aderir a esse sistema. No Rio Grande do Sul, o governo estadual discute um projeto de lei desde setembro de 2011, cujo objetivo é descentralizar os serviços de registro empresarial com a transformação da Junta Comercial do Rio Grande do Sul (Jucergs) em autarquia, a exemplo do ocorrido em todos os estados brasileiros, exceto Alagoas. A Jucergs é hoje superavitária, tendo completas condições de suportar a mudança com seus próprios recursos sem onerar o estado e garantir à sociedade melhorias na prestação dos serviços, diz seu presidente, João Alberto Vieira.


Jucemg é referência nacional no setor Gerenciado pela Junta Comercial de Minas Gerais, o serviço Minas Fácil , criado em 2007 pela Secretaria de Estado de Planejamento e Gestão do governo estadual, é a maior referência no país no setor, cuja tecnologia está sendo transferida neste primeiro momento para o Distrito Federal e para os estados de Sergipe, Paraná, Rondônia, Roraima, Tocantins, Ceará, Pará e Paraíba. Com isso, os empresários locais poderão acessar o sistema de registro de empresas pela internet e só entregar documentos na Junta Comercial, que se comunicará com os demais sistemas envolvidos. Isso evitará que eles percorram diversos órgãos, reduzirá custos com taxas e cópias de documentação e diminuirá o tempo para o registro do negócio. O Sebrae acompanhará o desenvolvimento dos trabalhos e disseminará informações aos empresários. O Projeto Integrar, que abre definitivamente as portas para a efetivação da Rede Nacional

para Simplificação do Registro e Legalização de Empresas e Negócios (Redesim), foi assinado em Brasília, em 18 de julho deste ano, em convênio com a Junta Comercial do Estado de Minas Gerais e o Serviço de Apoio às Micro e Pequenas Empresas (Sebrae), com a parceria do Ministério do Desenvolvimento, Indústria e Comércio Exterior (MDIC) e do Departamento Nacional de Registro do Comércio (DNRC). Antes do Minas Fácil, o processo de abertura e formalização de empresas não acontecia de maneira integrada, como acontece atualmente, diz a presidente da Junta Comercial de Minas Gerais, Angela Pace. Deste modo, cada órgão tinha seus prazos e os empreendedores mineiros precisavam se deslocar por diversos órgãos para dar seguimento ao processo. O prazo estabelecido para o registro de uma empresa pela Junta Comercial de Minas Gerais, por meio do serviço Minas Fácil, é, em média, de nove dias.

Presidente da Junta Comercial de Minas Gerais, Angela Pace: “Antes do Minas Fácil não havia atendimento integrado”

Custo para abertura de empresas ainda é elevado no Brasil Pesquisa realizada pelo Sistema Firjan (Federação das Indústrias do Estado do Rio de Janeiro) apontou que o custo médio para a abertura de uma empresa no Brasil é de R$ 2.038, e este valor varia 274% entre os estados brasileiros. O estado com menor custo para abertura é a Paraíba, onde o empresário desembolsa R$ 963, já em Sergipe o empreendedor precisa de mais que o triplo de dinheiro para iniciar seu negócio: R$

3.597, é o estado mais caro. Se compararmos os valores a outros países, o gasto do empresário brasileiro é muito elevado. Empreendedores gastam R$ 1.213 na Colômbia, R$ 315 no Canadá e R$ 559 na Rússia. Considerando o número de empresas abertas em 2008, o gasto total no Brasil com a abertura foi de R$ 430 milhões. Se as taxas fossem semelhantes às dos outros países do Bric (Brasil, Rússia, Índia e China),

esse gasto teria sido de R$ 166 milhões. A pesquisa mostra que o passo a passo para a abertura de uma empresa tem de seis a oito etapas e de 12 a 16 diferentes taxas – conforme o estado, porte da empresa e setor. O empreendedor deve estar preparado para reunir 43 documentos. Já entre as microempresas e empresas de pequeno porte o custo médio é menor, de R$ 1.278; este valor pode variar até 632%.

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CASE DE SUCESSO

Grupo nasceu por meio do programa Capacitar, com apoio da Aciei e do Sebrae

Núcleo de Panificadoras lança sistema virtual de compras coletivas Com projeto estimado em R$ 94 mil, o Núcleo coordenado pela Associação Comercial de Itajubá comemora a implantação do sistema de gerenciamento pela Internet da cadeia de suprimentos de panificação e confeitarias

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Empresa Brasil

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mpresários de Itajubá, sul de Minas Gerais, uniram forças para o desenvolvimento do setor de panificação. Com um projeto estimado em 94 mil reais, o Núcleo de Padarias e Panificadoras, coordenado pela Associação Comercial de Itajubá (Aciei), comemora a implantação do Sistema de Gerenciamento pela Internet da Cadeia de Suprimentos de Panificação e Confeitarias. Já aprovado pelo edital do programa Empreendedor Competitivo, criado pela confederação das Asso-

ciações Comerciais do Brasil (CACB), o projeto foi um dos cinco aprovados em todo o Estado de Minas. O Núcleo nasceu por meio do programa Capacitar, com apoio da Aciei e do Sebrae-MG. Com o passar do tempo, os panificadores passaram a realizar compras coletivas, numa relação comercial na qual ganharam os panificadores, que melhoraram as condições de compra, e também os fornecedores, que passaram a fornecer em grande quantidade, conseguindo economias em


custo logístico e uma melhor programação da produção. O gerente da Aciei, José Geraldo Nadur, explica que o núcleo “surgiu da iniciativa de alguns empresários ligados à Associação Comercial, Industrial e Empresarial de Itajubá, com espírito de associativismo. A necessidade era a de aproximar as empresas na busca de soluções para problemas comuns, a vontade de promover capacitação para seus colaboradores, reduzir os custos de matéria-prima”, explica. Atualmente, o núcleo expande essa atuação comercial, ao realizar todas suas compras por meio da internet. É o Sistema de Gerenciamento pela Internet da Cadeia de Suprimentos de Panificação e Confeitarias, que apresenta catálogos em que os produtos são disponibilizados. O sistema foi desenvolvido a partir de uma central de compras para panificadores, um software que interliga os empresários a toda cadeia de fornecimento, permitindo e facilitando não só a compra individual, como também as compras conjuntas, além de troca de informações. O sistema conta ainda com ferramentas para melhorar o relacionamento com os fornecedores. No sistema eles recebem convites e compram a menores preços, sempre visando à melhoria das condições de negociação. Desse modo, panificadores e fornecedores trabalham de forma integrada. Agrega-se maior valor para os fornecedores, reduzindo custos de captação de clientes e

de divulgação de produtos do fornecedor em cadeia nacional, o que consequentemente melhora as condições de venda e reduz os custos de frete. Além de não pagarem para utilizar o sistema. Para a consultora do Capacitar, Edna Santos, o projeto de compras coletivas contribui para o fortalecimento do núcleo. “É de grande importância para os empresários de panificação a união por meio do núcleo, pois eles se tornam aliados, discutem assuntos de interesse do setor, têm a oportunidade de conhecer novas tecnologias e, por fim, atraem mais clientes com o diferencial que apresentam. E ainda reduzem substancialmente as despesas operacionais”, afirma. O gerente da Aciei, José Geraldo Nadur, também comemorou o sucesso do programa Capacitar, em especial do Núcleo de Padarias. “É ótimo ver que este trabalho muda conceitos e faz com que esses empresários não se enxerguem apenas como concorrentes, mas que unidos consigam inúmeros benefícios”, disse. Além de participar do sistema de compras coletivas, o núcleo gera outros benefícios aos empresários, como aumento do faturamento, integração da classe empresarial, consultorias, cursos, treinamentos, palestras e participação em eventos. Para o ano que vem, a Capacitar espera realizar treinamento com os nucleados e com a empresa responsável pelo site, estruturação e monitoramento do sistema.

Além de participar do sistema de compras coletivas, a iniciativa gera outros benefícios aos empresários, como aumento do faturamento, integração da classe empresarial, consultorias, cursos e treinamento

Projeto foi criado pela CACB O Projeto Empreender Competitivo foi criado pela CACB, tem a parceria da Federaminas e o apoio do Sebrae. Procura investir em projetos e metodologias transformadoras e capazes de provocar mudanças na forma de atuação dos empreendedores. Por meio de associações comerciais e empresariais, promove ações direcionadas aos núcleos setoriais, sempre valorizando o aspecto associativo para o desenvolvimento dos empreendimentos.

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FEDERAÇÕES

Evento foi realizado de 7 a 9 de novembro, no Campos do Jordão Convention Center

Facesp lança o Gastômetro durante o 13º congresso da entidade Ainda a ser aprimorada, ferramenta disponibilizará à sociedade a aplicação das receitas oriundas dos impostos arrecadados pela União

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m novo aplicativo que possibilitará à sociedade acompanhar com atenção o uso das receitas de seus impostos, chamado Gastômetro, será implantado pela Associação Comercial de São Paulo (ACSP) e pelo Instituto Brasileiro de Planejamento Tributário (IBPT). O anúncio foi feito pelo presidente da Federação das Associações Comerciais do Estado de São Paulo (Facesp), Rogério Amato, durante o13º Congresso da entidade, que foi realizado de 7 a 9 de novembro, no Campos do Jordão Convention Center. “A cobrança de impostos é permanente, ou seja, pagamos tributos até dormindo”, afirmou Amato.

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Empresa Brasil

“Não somos contrários ao seu pagamento, mas o fato é que no Brasil se gasta mais do que se arrecada, é isso é um fato grave. Pago, logo exijo – essa é a mensagem que queremos que fique clara com o lançamento do Gastômetro”, ressaltou. “Desenhamos uma plataforma que será o maior banco de dados privados do Brasil, voltado para informações sobre gasto público. Nela será possível acompanhar, inclusive, o quanto a Presidência da República destina de recursos nas suas mais diversas áreas de atuação”, esclarece Gilberto Amaral, coordenador de estudos do IBPT (Instituto Brasileiro de Planejamento Tributário).

De acordo com Amaral, o “Gastômetro” fiscalizará de maneira enérgica o gasto público. “Ele segue de maneira prática a mesma dinâmica do Impostômetro – a diferença é que ele mostrará de maneira criteriosa os gastos do governo.” “O governo não pode gastar mais do que arrecada, pois assim gera um ciclo insustentável de dívidas no longo prazo. O que vamos olhar com essa ferramenta é a qualidade dos gastos, e é isso que vamos acompanhar: a eficiência na aplicação dos recursos. Chegou a hora de cada um cumprir o seu dever de cidadão, ou seja, ser síndico na aplicação de seus impostos”, ressaltou Marcel Solimeo,


economista chefe da ACSP. Também de iniciativa da ACSP, o Impostômetro atingiu no dia 14 de novembro a marca de R$1,3 trilhão, que é a soma de todos os impostos federais, estaduais e municipais pagos por cidadãos brasileiros desde 1º de janeiro de 2012. A marca foi alcançada com nove dias de antecedência em relação a 2011, que terminou com quase R$ 1,49 trilhão arrecadado. A previsão da ACSP é de que a arrecadação em 2012 some R$ 1,6 trilhão. A marca de R$1 trilhão de reais neste ano foi alcançada em 29 de agosto. De acordo com a página do Impostômetro na internet, que exibe a contagem em tempo real, com o valor atual arrecadado daria para contratar mais de 79 milhões de policiais por um ano; fornecer cestas básicas para a população brasileira (193.946.886 habitantes, segundo última estimativa do Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística, IBGE) durante 21 meses e construir aproximadamente 93 mil salas de aula equipadas. “Queremos unificar as mais de 400 associações do estado de São Paulo na busca incansável pela melhoria de vida do cidadão. O Impostômetro deve servir para que todos tenham consciência de que é fundamental lutar por transporte, saúde, educação e segurança pública de qualidade”, disse o presidente da ACSP e da Facesp, Rogério Amato, em nota distribuída à imprensa. O Impostômetro foi inaugurado em abril de 2005 e está instalado no viaduto da Rua Boa Vista, na região central da capital paulista. Desde então, calcula-se que os brasileiros pagaram mais de R$ 8,5 trilhões em tributos.

Na abertura do evento: o presidente da Facesp, Rogério Amato; o vice-governador, Afif Domingos, e o prefeito Gilberto Kassab

Otimismo marca o final do encontro O encerramento do 13º Congresso da Federação das Associações Comerciais do Estado de São Paulo (Facesp), intitulado “Mapeando o DNA, construindo resultados”, foi marcado por comemorações e otimismo. “Foi um momento importante que aqui passamos reunidos discutindo estratégias e projetos de relevância nacional”, avaliou Rogério Amato, presidente da Facesp e ACSP. Jaime Troiano, presidente do Grupo Troiano de Branding, responsável pelo projeto mercadológico encomendado pela Facesp, trabalhou a mensagem ‘Nossa força pode mais’ como ponto de análise. “Nossa missão foi identificar o propósito organizacional da entidade, a justificativa de sua bandeira e razão de existir. Uma das virtudes mais importantes, aferidas nesse processo, é o fato de a entidade ser livre. Isso orgulha os seus colaboradores”, destacou Troiano. Para Troiano, é preciso reafirmar a participação de todos em uma mesma direção, tendo como condutor o nome Associação Comercial. “Nossa marca não é fragmentada, é algo maior que nos une diante de um mesmo ideal. O propósito está em sermos parte de algo maior, esse é o nosso DNA”, disse Troiano, que lançou a seguinte interrogativa: qual é o verdadeiro propósito de nossa razão de ser? Para responder a essa questão, Amato apresentou um manifesto lido em vídeo e narrado na voz do autor Paulo Goulart, que, mesmo enfermo, fez questão de deixar sua marca como defensor das causas importantes do país, além de parceiro incondicional da ACSP e da Facesp em seus principais momentos de luta. “Goulart sempre colaborou com nossas defesas e somos gratos pelo seu empenho. Esse ato de plena dedicação nos emociona, dessa forma, confirma nosso encerramento de integração, sentimento de família e certeza de um próximo ano de conquistas. Até 2013”, comemora Amato.

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FEDERAÇÕES

ACCelular revolucionará a comunicação das pequenas e médias empresas no país A Facesp lançou durante o seu 13º Congresso, em Campos do Jordão (SP), o programa ACCelular – comunicação empresarial móvel voltada para pequenas e médias empresas. “É uma plataforma que dará uma nova dimensão na redução de custo e abertura de novos negócios no ambiente empresarial. Algo inovador que beneficiará a telefonia das pequenas e médias empresas”, explicou Rogério Amato, presidente da Facesp e da ACSP. O anúncio oficial foi durante o painel “As novas gerações, o empreendedorismo e o futuro do trabalho”, comandado pelo jornalista e âncora do programa CQC da TV Bandeirantes, Marcelo Tas. Segundo ele, o tema proposto está alinhado com o conceito de mudanças nas famílias, ou seja, a tecnologia incorporou o cotidiano das pessoas. “Tínhamos no século XIII A.C. a escrita como um dos elementos culturais mais fascinantes da história. O hieróglifo era o iPad daquele período que, de certa forma, foi usado como meio de comunicação”, exemplifica Tas projetando a evolução dos celulares. Para ele, o consumidor brasileiro é diferente. “Preste atenção nos anseios desse público, pois o que existe atualmente é um consumidor com nível de exigência sofisticado. Trate bem esse consumidor, pois ele está atento às mudanças de seu tempo”, alerta Tas.

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Empresa Brasil

O painel “As novas gerações, o empreendedorismo e o futuro do trabalho” teve o comando do âncora do programa CQC da TV Bandeirantes, Marcelo Tas O sucesso do Buscapé Em outro painel, Rodrigo Borges, vice-presidente e fundador da empresa, explicou como surgiu a ideia do BuscaPé, site de comparação de preços. De acordo com ele, o projeto, começou a ser desenvolvido após uma conversa entre três amigos de faculdade, quando se depararam com dificuldades em comprar uma impressora pela Internet, porque não havia informações disponíveis onde comprar na web. Depois da criação do sistema, os empresários passaram a oferecer aos varejistas o software desenvolvido por eles – que realiza buscas de produtos em lojas virtuais. “Na época as lojas tinham receio de ver os preços de seus produtos dispo-

níveis na rede. Enfrentamos dificuldades em convencer os varejistas a disponibilizar a lista dos preços de seus produtos e chegamos até a ser ameaçados por um grupo de advogados de uma grande rede de varejo, contrariada por ter visto suas ofertas citadas no BuscaPé”. Ele ainda relatou o caso de um lojista que ameaçou processá-los caso não tirassem do resultado de busca dos produtos da loja dele. “Em 2009, o Buscapé foi comprado pela companhia de mídia sul-africana Naspers, em uma negociação que totaliza US$ 342 milhões. Isso demonstra o sucesso do nosso negócio”, finaliza Borges que incentiva o investimento das empresas no universo digital.


Foto Fernando Bizerra

NOVEMBRO/2012 – SEBRAE.COM.BR – 0800 570 0800

O empresário Hélio Guilherme inovou com site para concurso público

INOVAÇÃO GERA OPORTUNIDADES DE NOVOS NEGÓCIOS


//Opor t un id a d e/ /

EMPREENDEDORA REALIZA SONHO DE TER NEGÓCIO Proprietária de microempresa de confecções começa com R$ 2 mil

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“JÁ PARTICIPEI DE DIVERSAS CAPACITAÇÕES NO SEBRAE, COMO O PROGRAMA AGENTE LOCAL DE INOVAÇÃO (ALI), ESTRATÉGIA PARA A PRODUÇÃO, GESTÃO FINANCEIRA NA MEDIDA, IDENTIDADE VISUAL, SITE E GESTÃO DA INOVAÇÃO”, AFIRMA.

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EMPREENDER // SEBRAE

pós dez anos como fabricante de roupas em Goiânia (GO), a empresária Ângela Maria Kamiya, de 41 anos, inaugurou sua primeira loja no varejo, que fica no Setor Norte Ferroviário, o novo polo de moda da capital goiana. “Para crescermos cada vez mais é essencial que estejamos em vários mercados ao mesmo tempo,” avalia Ângela, que espera, a partir do próximo ano, faturar em torno de R$ 25 mil mensais – o dobro do que fatura hoje. “A loja ainda é bem pequena, mas em compensação estamos em um ótimo local, próximo à Rodoviária. Vamos evoluir e amadurecer aos poucos”, afirma. O próximo projeto da Kamiya Criações é voltar a trabalhar com representantes já em 2013. A empresa já utilizou esse tipo de serviço de 2006 a 2008, quando, na ocasião, foi necessário investir na qualidade das roupas. “Percebemos que o lojista é mais criterioso e exigente que o consumidor comum. Dessa forma, tivemos a oportunidade de melhorar a qualidade do nosso produto e ganhamos mais credibilidade no mercado”, destaca. Na época, a representação foi feita em Goiânia e em algumas cidades do interior de Goiás, como Rio Verde, Inhu-

mas, Rio Quente e Pirenópolis. Segundo Ângela, o trabalho é complicado, porém, mais lucrativo. A empresária explica que o novo plano para atrair de volta os representantes tem o Sebrae em Goiás como parceiro. “Já participei de diversas capacitações no Sebrae, como o Programa Agente Local de Inovação (ALI), Estratégia para a Produção, Gestão Financeira na Medida, Identidade visual, Site e Gestão da Inovação”, afirma. Especializada em moda masculina, a Kamiya Criações fabrica, em média, 3 mil camisetas por mês. Ângela conta que a empresa surgiu da tentativa de melhorar sua renda, a partir da venda de uma motocicleta. “Comecei o negócio vendendo minha moto por R$ 2 mil. Comprei as primeiras peças de roupas em Minas Gerais para vender em Goiânia. Com a ajuda de amigos, fui conhecendo melhor o mercado e entendendo mais do assunto. Foi um período muito cansativo, vendia as roupas em feiras, mas hoje consigo colher bons frutos”, revela. A confecção teve início apenas com um empregado, em um galpão nos fundos da casa da empresária. Atualmente, o empreendimento conta com dez empregados.


//F e i ra d o E m p r een d ed o r / /

EMPRESA TRANSFORMA RESÍDUOS EM PRODUTOS CRIATIVOS Foto: Agência Rodrigo Moreira

Artesãs pernambucanas transformam lixo em bolsas, acessórios e peças para cenografia Ana Borba, criadora da Lixiki: “Montei uma empresa para desenvolver produtos para o dia a dia, não só para eventos”

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anners, discos de vinil, garrafas PET, disquetes, CDs e todo tipo de material que iria para o lixo vira design na cabeça de Ana Borba, criadora da Lixiki. Quarenta artesãs fazem parte da rede de capacitação dessa empresa pernambucana que tem como principal característica a preocupação com o meio ambiente e com a geração de renda. Ana Borba deixou a Engenharia Civil depois de 15 anos para se dedicar ao projeto, que hoje desenvolve acessórios, como bolsas, nécessaires, bijuterias; objetos para casa e cenografia; e intervenção urbana. “Tudo começou em 2004, quando quis chamar a atenção para a coleta seletiva. Criamos bolas

a partir de fundos de garrafas PET e instalamos na praça do Parnamirim, em Recife. A partir daí, recebemos muitos convites para capacitar comunidades e começamos a fazer projetos sazonais”, conta a designer. Em 2008, depois de um projeto que envolveu 36 comunidades da região metropolitana de Recife, ela decidiu priorizar essa atividade. “Montei uma empresa para desenvolver produtos para o dia a dia, não só para eventos. A intenção era proporcionar geração de renda para pessoas que estavam fora do mercado de trabalho”, diz Ana. Atualmente, o objetivo da empresa é criar grupos produtivos constantes para que eles possam, além de produ-

zir os artigos da Lixiki, desenvolver e comercializar linhas com identidade própria. “A gente não quer só fazer projetos pontuais, mas manter uma chama acesa dentro das comunidades para que elas possam gerar renda”, destaca Ana Borba. Em novembro, a Lixiki terá uma pop-up store em um dos shoppings da cidade. A ação faz parte de um projeto que capacitou a comunidade do entorno do centro comercial para a produção de peças que vão decorar uma praça adotada pela instituição. “Nessa loja vão estar os produtos das comunidades do entorno e de outras unidades produtivas que fazem parte da rede Lixiki”, conta a empreendedora.

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//In ov aç ã o / /

BEIJU COLORIDO GANHA MERCADO NO PARÁ Produto elaborado por associação de mulheres abastece rede de supermercados Foto: Divulgação

Hávila Cristian de Aguiar Lima, promotora do beiju colorido

COM AJUDA DO SEBRAE, A ASSOCIAÇÃO FECHOU UM CONVÊNIO COM UMA DAS PRINCIPAIS REDES DE SUPERMERCADOS DO PARÁ, QUE OFERECE DEGUSTAÇÃO DO PRODUTO.

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EMPREENDER // SEBRAE

À

primeira vista, a difusão de cores dentro do pacote desperta a curiosidade e causa estranheza. Qual não é a surpresa quando se descobre tratar-se de um dos alimentos mais tradicionais do Norte brasileiro. O beiju, espécie de biscoito natural feito com a fécula da mandioca – tradicionalmente branco, ganhou tonalidades em verde, amarelo, vermelho e roxo e sabores de frutas e legumes. O beiju colorido é feito artesanalmente pelas mulheres da Associação dos Produtores e Criadores da Localidade de Menino Jesus, no município de Capanema (PA), a 120 km de Belém. Com ajuda do Sebrae, a associação fechou um convênio com uma das principais redes de supermercados do Pará, que oferece degustação do produto. “O primeiro contato causa surpresa. Mas, depois de experimentar, o cliente se encanta”, conta Hávila Cristian de Aguiar Lima, promotora do beiju colorido. A ideia de fabricar o chamado pão da terra em cores diferentes na localidade de Menino Jesus foi do gestor do escritório regional do Sebrae em Caetés (PA), Raimundo Edson de Sou-

za Cunha. Em 2009, ele conheceu o produto, criado pelo agrônomo Joselito Mota, pesquisador da Embrapa Mandioca e Fruticultura, de Cruz das Almas, na Bahia, então em fase de experiência. Raimundo achou que seria uma boa alternativa para as mulheres da comunidade. O gerente do Projeto Mandioca no Polo Regional de Capanema, Olavo Ramos Júnior, conta que o objetivo era criar uma oportunidade de renda para as mulheres. “A característica fundiária do lugar é de pequenas propriedades, e a atividade econômica predominante é a produção de farinha de mandioca, uma tarefa essencialmente masculina. A produção de beiju colorido aproveitou a força de trabalho ociosa das mulheres”, conta Olavo. Mas até o produto chegar às gôndolas dos supermercados no centro urbano da capital foram necessários três anos. Após concordarem com a proposta do Sebrae, as mulheres partiram para os cursos oferecidos pela instituição, como o Sebraetec, metodologia de gestão com foco na inovação tecnológica, cursos de boas práticas na produção de alimentos e de gestão financeira.


//C as o d e S u c es s o / /

STARTUP INVESTE EM SITE VOLTADO PARA CONCURSOS PÚBLICOS Foto: BG Press

Rota dos Concursos conta com ajuda do Sebrae para expansão dos negócios

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o Distrito Federal, é grande o número de pessoas interessadas em concursos públicos. Nesse cenário, onde os cursos preparatórios para ingressar na administração pública se multiplicam, o empresário Hélio Guilherme Silva percebeu uma oportunidade de negócio. Assim, surgiu o Rota dos Concursos, site especializado em simulados e questões para provas. O negócio começou quando um dos fundadores estudava para concursos e não conseguia encontrar material na internet a fim de se preparar para os exames. Hélio viu na dificuldade uma forma de ganhar dinheiro. Junto com os amigos Wagner Donizeth, Henrique Augusto Guimarães e Yury Suertegaray, ele resolveu colocar em prática o projeto, conciliando com o emprego que tinha na época. Ao buscar informações sobre o negócio que desejava abrir, Hélio re-

Hélio Guilherme Silva, um dos proprietários da Rota dos Concursos

solveu cursar MBA Internacional em Empreendedorismo e Inovação, pelo B.I. International, com aulas presenciais em São Paulo. Enquanto cursava o MBA, conheceu investidores brasileiros que se interessaram pela ideia da startup – empresa com custos de manutenção muito baixos, mas que consegue crescer rapidamente. Ao perceber que o projeto era viável e despertava o interesse do mercado, Hélio decidiu viajar para os Estados Unidos e participar do TechCrunch, considerado o maior evento de inovação do mundo. Ao chegar em território americano, soube de um pré-evento que selecionava startups. “Tive 24 horas para criar uma empresa de internet. Deu certo e consegui o ingresso para participar do TechCrunch, que era meu objetivo na viagem.” Em 2011, a empresa foi selecionada pela aceleradora

americana chamada 500 Startups, localizada no Vale do Silício, celeiro de talentos nesse setor. “Moramos lá até fevereiro de 2012 e depois voltamos para o Brasil. Retornamos para tocar nosso projeto e fomentar o empreendedorismo em nossa cidade, de forma que outros jovens pudessem seguir seus sonhos e objetivos.” “O Sebrae no Distrito Federal teve um papel muito importante no meu processo de formação como empreendedor”, reconhece Hélio. O empresário conta que, antes mesmo de abrir o negócio, participou do Empretec, seminário desenvolvido pela Organização das Nações Unidas (ONU) com o objetivo de desenvolver características empreendedoras nos participantes e aplicado no Brasil pelo Sebrae. “Tenho um carinho muito especial por esse curso porque possibilitou que eu me visse como empresário”, conta.

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//MEI//

AVICULTORA MELHORA GESTÃO FINANCEIRA COM FORMALIZAÇÃO Microempreendedora baiana participa de programas do Sebrae em Jacobina

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POR MEIO DAS INFORMAÇÕES QUE ADQUIRI, CUMPRO COM OS DEVERES DE EMPRESÁRIA, MAS TAMBÉM COLHO OS FRUTOS DA FORMALIZAÇÃO”, COMEMORA

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EMPREENDER //

atalhando desde a infância, Etelvina Ferreira Nascimento Oliveira, conhecida como dona Mirinha, desenvolveu vários ofícios até encontrar, em 2009, a atividade ideal. Mesmo trabalhando em algo que lhe proporcionava prazer e com boa lucratividade, a falta de conhecimento emperrava o crescimento do negócio. Prestes a desistir da criação de galinhas caipira, uma vizinha sugeriu que ela procurasse o Sebrae na Bahia. Ela buscou informações sobre a atividade, e especialmente os cuidados com a gestão financeira. Em 50 minutos de atendimento, a avicultora recebeu dicas preciosas de como separar as despesas pessoais da atividade, retirar o pró-labore de acordo com os lucros, entre outras informações. Mas, o mais importante foi tornar-se uma microempreendedora individual (MEI). “O Sebrae me abriu as portas do conhecimento. Pensava que era um absurdo pagar ao Instituto Nacional de Seguridade Social (INSS). Por meio das informações que adquiri, cumpro com os deveres de empresária, mas

também colho os frutos da formalização”, comemora. Com o Cadastro Nacional de Pessoa Jurídica (CNPJ) em mãos, dona Mirinha, – que começou sua atividade com R$ 250 e não tinha como comprar a prazo, abriu conta empresarial, além de conseguir empréstimos para capital de giro e prazo de até 45 dias junto ao distritbuidor. Todo mês a empreendedora compra cerca de mil pintos, que são criados e abatidos em sua granja no Bairro Vila Feliz, na cidade de Jacobina (BA). Além de fornecer galinhas e ovos para mercados e restaurantes da cidade, os animais são adquiridos por donas de casa na feira-livre. Além de quintuplicar a criação de galinhas, Mirinha já adquiriu inúmeros eletrodomésticos e está estruturando o local de criação e abate dos animais. A empreendedora também afirma que a construção de sua casa, que está em fase de acabamento, só foi possível graças ao aprimoramento da atividade. Hoje, o rendimento bruto mensal da empreendedora é de R$ 5 mil.

Empreender – Informe Sebrae. Presidente do Conselho Deliberativo Nacional: Roberto Simões. Diretor-Presidente: Luiz Barretto. Diretor-Técnico: Carlos Alberto dos Santos. Diretor de Administração e Finanças: José Claudio dos Santos. Gerente de Marketing e Comunicação: Cândida Bittencourt. Edição: Ana Canêdo, Antônio Viegas. Endereço: SGAS 605, Conjunto A, Asa Sul, Brasília/DF, CEP: 70.200-645 – Fone: (61) 3348-7494 – Para falar com o Sebrae: 0800 570 0800 Na internet: sebrae.com.br // twitter.com/sebrae // facebook.com/sebrae // youtube.com/tvsebrae


DESTAQUE CACB

O presidente da Federação das Associações Comerciais do Rio Grande do Norte, Sergio Freire, discursa durante o lançamento do Integra no estado

Integra completa em dezembro um ano de atividades Programa já realizou 3,5 mil formalizações e apoiou empresários em seis capitais brasileiras; objetivo é capacitar 50 mil pessoas e certificar 15 mil estabelecimentos até setembro de 2014

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Integra, um dos programas da Confederação das Associações Comerciais e Empresariais do Brasil (CACB), está prestes a completar um ano de atividades. Lançado nacionalmente em dezembro do ano passado por meio de convênio entre CACB e Sebrae, o Integra busca a capacitação gerencial de micro e pequenas empresas tendo em vista os grandes eventos internacionais que ocorrerão no Brasil nos próximos anos. Além da capacitação gerencial, serão ofertados cursos de inglês e espanhol básico para melhor atendimento aos turistas estrangeiros. Entre as ações que o programa realiza está a formalização de em-

presas, na qual são disponibilizados agentes para eventos itinerantes de formalização, e assim apresentar benefícios como: cobertura previdenciária; contratação de funcionário com o custo reduzido; acesso ao crédito com redução de juros e tarifas; carga tributária reduzida; possibilidade de crescimento como empreendedor; entre outros avanços que uma empresa formalizada pode conseguir. Neste primeiro ano de atividades, o Integra já realizou 3.436 formalizações, todas no estado de São Paulo. Essas formalizações ocorreram devido a ações realizadas em parceria com a Federação das Associações Comerciais do Estado de São Paulo (Facesp) e a Secretaria do Micro Empreendedor da Novembro de 2012

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DESTAQUE CACB O diretor financeiro da CACB, George Teixeira, e o presidente da Facerj, Jésus Mendes, assinam acordo para fortalecer o Integra no Rio de Janeiro, durante o 22° Congresso da CACB

Prefeitura de São Paulo (Semei). As ações foram realizadas em julho, entre os dias 2 a 7, com cinco tendas espalhadas pelos principais pontos da cidade: o Mercado de Taipas, o Largo treze, o Largo São Bento, Lapa e Praça do Forró em São Miguel Paulista. Uma segunda ação foi realizada entre os dias 23 a 27, em Tatuapé. De acordo com a coordenadora adjunta do Integra Nacional, Luciana Bittencourt, “com a formalização, as microempresas estão habilitadas para participar de licitações do governo, além do benefício da aposentadoria. No Integra, a microempresa tem acesso gratuito a cursos específicos que poderão auxiliá-la no dia a dia de seu empreendimento”, afirma. Já em relação às capacitações, outra vertente de ações do Integra, foi realizada a partir de uma parceria com a Feira dos Importados de Brasília (FIB), para levar capacitação para os empreendedores do local. Nessa ação, que foram realizadas durante o mês de setembro, o Integra inscreveu 1.327 empreendedores para participarem das capacitações em Ensino a Distância (EAD). A Federação das Associações

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Empresa Brasil

Comerciais e Empresariais do Distrito Federal (FACIDF) realizou duas ações de capacitação, nas cidades-satélites de Ceilândia e Santa Maria, nas quais foram capacitados 200 empreendedores em cursos presenciais. Em São Paulo, entre os dias 25 a 28 de outubro, foi realizada a Feira do Empreendedor, que contou com participação do Integra. 2.318 pessoas foram capacitadas. No que se refere a cursos a distância, 333 capacitações foram realizadas, em diversos estados do país, como Minas Gerais, com 60 capacitações; Pernambuco, com 43; Rio Grande do Norte, com 63; Rio de Janeiro, com seis, entre outras cidades. Bittencourt disse ainda que muitos empresários estão satisfeitos com os conhecimentos adquiridos em áreas gerenciais como contabilidade, marketing pessoal e ferramentas digitais. “Em relação aos empreendedores individuais, os mesmos possuem os benefícios naturais da formalização, que são o acesso ao microcrédito, previdência, emissão de nota fiscal, entre outros.” O coordenador nacional do Integra, Valério Figueiredo, explica que


os cursos mais procurados são: A Importância de Contabilizar, Você é o Melhor Negócio - Marketing Pessoal, Encante seu Cliente – Excelência no Atendimento e Ferramentas Digitais. “Nesses cursos, os funcionários e empresários atendidos adquirem conhecimentos importantes e simples para aplicarem em seu negócio e logo ver melhorias, desde formas simples de registrar as entradas e saídas de fluxo de caixa até a implantação de tecnologias para inovação da comunicação com os clientes”, explica. Em relação à meta esperada com o programa em 2012, o coordenador afirma que “após o lançamento do Integra nos seis estados iniciais (RJ, DF, MG, PE, SP e RS), finalizado em abril deste ano, da meta total de 6 mil formalizações foi alcançada mais

da metade (3.500) em apenas 5 meses. Agora, após o lançamento nos demais estados, essa meta deve ser alcançada em breve”. No que se refere às capacitações, com o lançamento da plataforma de Ensino a Distancia (EAD) no fim de julho, em apenas três meses, aconteceram aproximadamente 4 mil capacitações entre inscritos na plataforma em processo de capacitação e em turmas presenciais no Distrito Federal e Minas Gerais. Para o ano que vem, o Integra espera atingir um desenvolvimento pleno das ações nos 12 estados contemplados com a participação das 12 federações e o início da entrega do selo de “Excelência em Gestão” para 15 mil estabelecimentos participantes das capacitações realizadas.

Empresários participam de feira de formalização em São Paulo

Conheça alguns dos parceiros do Integra Sebrae (unidades estaduais): As ações, que ocorrerão nas 12 cidades que receberão os jogos da Copa em 2014, visa à capacitação gerencial de micro e pequenos empresários. Além disso, promove eventos para atendimento de formalização e capacitação do Microempreendedor Individual. ■

Grupo FeiraShop: Foi idealizada com o objetivo de capacitar os empresários do grupo com a oferta de oficinas técnicas presenciais e EAD, preparando empresários para as oportunidades advindas dos eventos esportivos que o Brasil receberá até 2016. Além de oficinas técnicas foram ofertados aos empresários do grupo cursos de idioma inglês e ■

espanhol. Atualmente o grupo feiraShop representa cerca 1600 EIs e MPEs em Belo Horizonte, Contagem e Betim. As oficinas estão sendo disponibilizadas gratuitamente. Feira dos Importados (FIB): Ofereceu a formalização e capacitação de empresários e microempresários individuais. Uma ação gratuita que realizou 220 atendimentos de formalização. No local, o microempreendedor pode solicitar sua formalização e sair com o CNPJ em mãos. Para divulgação das ações do Integra, a FIB disponibilizou, ainda, a sua rádio interna para que todos os lojistas e frequentadores pudessem participar do programa. ■

Federações da rede CACB: Oficinas técnicas, atendimentos de capacitação e formalização, treinamentos. A parceria com as federações consolidam o efetivo avanço do setor empresarial, sempre com o objetivo de preparar empresários para as oportunidades de projetos, eventos, além da disseminação do conhecimento. As federações que são: FACIDF (Distrito Federal); Federaminas (Minas Gerais); Facerj (Rio de Janeiro); Facern (Rio Grande do Norte); Facepe (Pernambuco); Facesp (São Paulo). Com o mesmo intuito, outra parceira do Integra é a Câmara de Indústria, Comércio de Serviços de Canoas (CICS). Outras parcerias ainda devem ser fechadas este ano. ■

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CBMAE

CACB e Federaminas assinam um protocolo de intenções para a implantação de mais 30 postos no interior do estado

Encontros regionais unificam ações da rede CBMAE Eventos simultâneos em três estados promovem troca de experiências entre as Câmaras de Medição e Postos Avançados de Conciliação

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Câmara Brasileira de Mediação e Arbitragem Empresarial (CBMAE) realizou diversos eventos estratégicos no início de novembro para fortalecer a rede CACB-CBMAE. Os eventos aconteceram no dia 8 de novembro, em Minas Gerais, São Paulo e Espírito Santo, com foco na troca de experiências entre as Câmaras de Mediação e Arbitragem e Postos Avançados de Conciliação Extraprocessual (PACEs). Os dois primeiros encontros, em Minas Gerais e São Paulo, envolveram os estados com maior número de PACEs e de Câmaras instalados, respec-

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tivamente. A CBMAE aproveitou os espaços nos congressos estaduais das federações e associações comerciais locais para reunir os gestores, avaliar as metas alcançadas e fechar as ações que serão desenvolvidas no próximo ano. No Espírito Santo, aconteceu o 2° Fórum CBMAE Sul Capixaba – O Acesso à Justiça, que reuniu autoridades e empresários locais para debater a arbitragem no estado. Para o coordenador adjunto da CBMAE, Eduardo Vieira, “encontros deste tipo ajudam principalmente a fortalecer a rede, pois o gestor de uma câmara ou PACE vê que o seu

problema também é vivido por outra unidade e eles conseguem pensar juntos em soluções comuns”. Minas Gerais Em Minas Gerais, o encontro reuniu cerca de 70 gestores de PACEs que contaram sobre as ações que foram realizadas em 2012 e discutiram as previsões para a expansão dos PACEs no estado. Também foi assinado um protocolo de intenção entre os parceiros da CBMAE local para a implantação, a partir de janeiro, de mais 30 postos no interior. O presidente da Associação Comercial e Industrial de Patos de Minas


(Acipatos), Flávio Matias, que participou do evento, compartilhou a experiência da cidade – que assinou recentemente um acordo com a prefeitura para que todos os conflitos do Executivo local sejam encaminhados para o posto ligado à Associação Comercial. O encontro contou com a presença do presidente da Federação das Associações Comerciais e Empresariais do Estado de Minas Gerais (Federaminas), Wander Luis Silva, o representante do Tribunal de Justiça do estado, Juliano Veiga, e o coordenador nacional da CBMAE, Valério Figueiredo. São Paulo Para 2013, o estado de São Paulo já tem dois mutirões planejados – um em cada semestre. Participaram do evento cerca de 50 gestores. A programação contou com a apresentação dos cases do estado, dos produtos CBMAE e discutiram-se as perspectivas de abertura de novas câmaras. O presidente da Região Administrativa 8 da Federação das Associações Comerciais do Estado de São Paulo (Facesp), Eliseu Pereira, apontou que “há muito interesse da nossa parte em levar novas unidades para o interior, pois vemos os resultados que estão sendo construídos e das parcerias frutíferas que a CBMAE tem fechado”. Atualmente, o estado conta com 18 câmaras. Espírito Santo O 2º Fórum CBMAE Sul Capixaba teve como principal tema o Acesso à Justiça. O principal objetivo foi disseminar a cultura dos Métodos Alternativos de Solução de Conflitos (MESCs) na região, especialmente

entre empresários, advogados, corretores e contadores. O encontro foi promovido em parceria com o Centro Educacional São Camilo, e contou com a palestra das lideranças locais. Um dos destaques do evento foi o depoimento do empresário Vanderson Vieira Feliciano, dono da empresa de pequeno porte Divan, que atua no setor de móveis. Segundo ele, a empresa já teve mais de 200 conciliações realizadas com sucesso dentro da rede CBMAE. “A melhor parte é recuperar o cliente e restabelecer uma relação de confiança.” O empresário contou que, antes de conhecer o trabalho da câmara, estava com 63 processos de inadimplência na Justiça comum. “Nunca consegui resolver nenhum processo, e ainda perdia o cliente”, conta. “Outro problema que tive foi com empresas de cobrança; nunca consegui encontrar um cobrador que resolvesse meu problema e ainda, quando eles recebiam do cliente, não repassavam o pagamento. Ficávamos com o registro de inadimplência e o cliente tinha um carnê quitado, o que quase me gerou processos para indenização”, explica o empresário. A Divan tem 15 anos de mercado e atua no sul do Espírito Santo, com uma movimentação média de R$ 2 milhões por ano. “Para nós, o mais importante, além da recuperação de caixa, é que essas 200 pessoas que estavam afastadas da nossa loja voltam a consumir e ainda trazem novos clientes, por causa da relação de confiança que se estabelece”, conclui Feliciano. Desde fevereiro de 2012, quando começou a trabalhar com a CBMAE, Feliciano já recuperou R$ 100 mil em créditos.

O empresário Vanderson Vieira Feliciano já realizou mais de 200 conciliações pela CBMAE e recuperou R$ 100 mil de caixa, somente em 2012

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LEGISLAÇÃO

Desde 2007 em tramitação, emenda foi aprovada por 300 votos a favor e 45 contra

Câmara aprova emenda da Secretaria da

Micro e Pequena Empresa Caberá ao novo órgão, a formulação de políticas e diretrizes de apoio ao setor que é responsável pela geração de 25% do Produto Interno Bruto (PIB) do país

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esde o ano passado em tramitação na Câmara dos Deputados, a emenda que institui a Secretaria da Micro e Pequena Empresa foi aprovada em 7 de novembro, por 300 votos a favor e 45 contra. Segundo o seu texto, que agora segue para o Senado, o seu principal objetivo é a formulação de políticas e diretrizes de apoio à microempresa, à empresa de pequeno porte e ao segmento do artesanato. “Incumbirá à nova Secretaria tratar de temas como o cooperativismo

e o associativismo urbanos, a promoção do desenvolvimento de arranjos produtivos locais, programas de qualificação e extensão empresarial, e iniciativas para o aumento da participação das microempresas nas exportações brasileiras e sua internacionalização”, diz o texto da proposta. Apesar de mudanças recentes na legislação que permitiram a legalização de centenas de milhares de empresas, as quais propiciaram benefícios como o de inscrever-se no sistema de previdência social, habili-


tar-se a financiamentos bancários e contratar funcionários legalmente, assegurando-lhes a proteção das legislações trabalhista e previdenciária, entre outras, especialistas do setor concordam que há questões sérias a resolver. Além da concorrência com produtos externos, as pequenas e microempresas continuam a carecer de competitividade, dada a insuficiência de políticas públicas nessa área, havendo ainda falta de uma legislação trabalhista adequada e de linhas de financiamento para capital de giro. De outra parte, embora o regime tributário que as beneficia, o sistema de impostos e tributos continua pesado e complicado. Outro ponto a considerar diz respeito aos embarques das pequenas e microempresas que continuam com pouca representatividade, correspondendo a apenas 0,8% do total do país, o que, segundo especialistas do setor, deve-se, em parte, à burocracia e às taxas incompatíveis com o porte das empresas. Nunca foram tantas As pequenas empresas no Brasil nunca foram tantas e nunca tiveram tanta importância econômica como nos dias hoje. Segundo um estudo recente publicado pelo Sebrae, o Brasil já tem aproximadamente 6,8 milhões de micro e pequenas empresas, correspondendo a 95% do universo empresarial. As pequenas empresas no Brasil empregam aproximadamente 52% de todos os trabalhadores urbanos do país (em torno de 13 milhões de empregos com carteira assinada) e geram 25% do PIB. Nesse sentido, uma das mais

urgentes questões a serem conduzidas pela nova secretaria é a que trata dos fatores de mortalidade das MPEs. De cada 100 pequenas e microempresas abertas no Brasil, 73 permanecem em atividade após os primeiros dois anos de existência. Segundo o estudo “Taxa de Sobrevivência das Empresas no Brasil”, do Sebrae, esses são os anos mais críticos para uma empresa. O mesmo estudo aponta que as indústrias são as que mais obtêm sucesso. De cada 100 empresas abertas, 75,1% permanecem ativas nos dois anos seguintes. Segundo o especialista em administração de empresas Antônio Cézar Amaru Maximiano, dentre as principais razões de mortalidade das MPE nos primeiros anos de existência estão: a falta de políticas públicas que viabilizem a consolidação de novos empreendimentos; a falta de financiamento; as elevadas cargas tributárias; e a demora para se abrir e legalizar uma empresa. O Management Center do Brasil também aborda como um dos principais problemas enfrentados pelas pequenas empresas a falta de financiamento e capital humano adequados para gerenciá-las; as altas taxas tributárias; a falta de pesquisas de mercado; a sensibilidade às alterações dos ciclos econômicos e a tomada de decisões apressadas e mal planejadas. Já o professor José Dornelas aponta como as principais causas para o insucesso de pequenas empresas a falta de planejamento, deficiência na gestão, políticas de apoio insuficientes, conjuntura econômica e fatores pessoais.

As pequenas empresas no Brasil nunca foram tantas e nunca tiveram tanta importância econômica como nos dias hoje. Segundo um estudo recente publicado pelo Sebrae, o Brasil já tem aproximadamente 6,8 milhões de microempresas

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LEGISLAÇÃO

Setor gera maior número de empregos De acordo com dados apontados pelo Sebrae a partir da base de dados do Cadastro Geral de Empregados e Desempregados (Caged), do Ministério do Trabalho e Emprego, as microempresas com até quatro empregados foram responsáveis pela criação do maior número de empregos com carteira assinada no Brasil, durante o primeiro semestre deste ano. Do total de 858 mil novas vagas, 646 mil foram criadas em estabelecimentos com esse número de trabalhadores. O recorte realizado pelo Sebrae informa que as micro e pequenas empresas (MPE) com até 99 funcionários criaram 654 mil novas vagas. O Ceará contribuiu com a geração de 12.849 vagas com carteira assinada. Os nove estados do Nordeste criaram 87.509 empregos formais em micro e pequenas empresas. Em termos setoriais, as MPEs apresentaram expansão do emprego generalizada, com todos os setores apresentando aumento do número de trabalhadores nos seis primeiros meses do ano. Em números absolutos, o setor de serviços apresentou o maior crescimento, com a criação de 297.793 novos empregos no Brasil. Na sequência veio a construção civil, com 119.398 vagas.

Nordeste Os dados do Nordeste apontam que, além do Ceará, as micro e pequenas empresas da Bahia e Pernambuco tiveram um bom desempenho na criação de novos empregos. Esses estados criaram, respectivamente, 18.425 e 16.095 novos postos de trabalho. Nos demais estados nordestinos, as novas vagas somaram 6.506 na Paraíba; 5.793 em Sergipe; 5.513 no Piauí; 5.129 no Maranhão; e 5.074 no Rio Grande do Norte. As MPEs do estado de Alagoas apresentaram resultado menor na geração de empregos no nordeste. No primeiro semestre, criaram 2.125 novos empregos, enquanto o número de postos de trabalho fechados nas médias e grandes empresas foi de 41.866. Segundo o estudo do Sebrae, motivos sazonais foram responsáveis pelo desempenho, especialmente aqueles relacionados às atividades sucroalcooleiras.

Em termos setoriais, as MPEs apresentaram expansão do emprego generalizada; em todos os setores houve aumento do número de trabalhadores

As causas mais comuns de falhas no negócio Inexperiência - 72% ■ Incompetência do empreendedor ■ Falta de experiência de campo ■ Falta de experiência profissional ■ Experiência desequilibrada Fatores econômicos - 20% insuficientes ■ Juros elevados ■ Perda de mercado ■ Mercado consumidor restrito ■ Nenhuma viabilidade futura ■ Lucros

Vendas Insuficientes - 11% competitividade ■ Recessão econômica ■ Vendas insuficientes ■ Dificuldade de estoques ■ Fraca

Despesas excessivas - 8% e cargas demasiadas ■ Despesas operacionais ■ Dívidas

Outras causas - 3% ■ Negligência ■ Capital

insuficiente insatisfeitos

■ Clientes

Fonte: Chiavenato, Idalberto

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DIREITO DO CONSUMIDOR

Entrada em vigor da lei que discrimina impostos depende da presidente O presidente da CACB, José Paulo Dornelles Cairoli, acredita que, a partir de agora, o consumidor poderá engajar-se na tentativa de pressionar o governo a reduzir a carga tributária

O

consumidor brasileiro deverá ser informado do montante de impostos pagos na compra de mercadorias e serviços. Projeto nesse sentido foi aprovado no dia 13 de novembro no plenário da Câmara, obrigando a discriminação dos impostos na nota fiscal. Apresentada ao Congresso em 2006 com mais de um milhão de assinaturas, a proposta já foi aprovada pelo Senado e agora vai à sanção da presidente Dilma Rousseff para entrar em vigor. Pelo projeto, as novas regras passarão a valer daqui a seis meses. A proposta prevê que sejam computados globalmente nove tributos que incidem sobre produtos e serviços. Estudo do Instituto Brasileiro de Planejamento Tributário (IBPT) revela que a carga tributária incidente sobre a gasolina, por exemplo, chega a 53%. O sabão em pó tem 41% de impostos, enquanto sabonete e pasta de dente chegam a 37%. Ao comprar uma camisa ou um vestido, o consumidor paga 35% de impostos. “A informação vai despertar nas pessoas o sentimento de pagador de impostos. Vai tornar visível o que está sendo pago”, afirmou o líder do PSD, deputado Guilherme Campos, relator do projeto na Comissão de Finanças da Câmara.

Foto Everaldo Nascimento

Ao todo, deverão ser discriminados nas notas nove tributos: ICMS (Imposto sobre Operações relativas a Circulação de Mercadorias e sobre Prestações de Serviços de Transporte Interestadual e Intermunicipal e de Comunicação) ISS (Imposto sobre Serviços de Qualquer Natureza)

Cairoli: “Agora, consumidor poderá engajar-se com mais força na tentativa de pressionar o governo a reduzir a carga tributária” Com a aprovação do projeto, o presidente da CACB, José Paulo Dornelles Cairoli, acredita que, a partir de agora, o consumidor poderá engajar-se com mais força na tentativa de pressionar o governo a reduzir a carga tributária, uma das mais altas do mundo. “Para isso, a transparência é essencial”, avalia Cairoli. “Arrecadar não é problema”, acrescenta. “ Inaceitável é a má administração do dinheiro público. Ao tomar conhecimento de quanto paga de impostos, o consumidor terá consciência de que também é contribuinte e poderá avaliar melhor se os serviços que recebe têm qualidade compatível com o volume que se arrecada.”

IPI (Imposto sobre Produtos Industrializados) IOF (Imposto sobre Operações de Crédito, Câmbio e Seguro, ou Relativas a Títulos ou Valores Mobiliários) IR (Imposto sobre a Renda e Proventos de Qualquer Natureza) CSLL (Contribuição Social sobre o Lucro Líquido) PIS (Contribuição Social para o Programa de Integração Social) e Pasep (Programa de Formação do Patrimônio do Servidor Público); Cofins (Contribuição para o Financiamento da Seguridade Social) Cide (Contribuição de Intervenção no Domínio Econômico), incidente sobre a importação e a comercialização de petróleo e seus derivados, gás natural e seus derivados e álcool etílico combustível.

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ECONOMIA Foto Marcelo Camargo/ABr

Mercado não pactua com otimismo do governo para 2013

Ministro da Fazenda, Guido Mantega, prevê um crescimento de 4% do PIB brasileiro em 2013, mas especialistas guardam reserva por conta de uma série de incertezas

O

Projeto de Lei Orçamentária de 2013, divulgado em outubro, prevê que a economia brasileira crescerá 4%, com Selic média a 8,03 por cento. Segundo o ministro da Fazenda, Guido Mantega, a estimativa de expansão da atividade é uma meta que será perseguida com investimentos públicos e privados. Tal como em anos anteriores, os prognósticos do governo foram recebidos pelo mercado com ceticismo. Um dos fatores dessa resistência em

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acreditar no deslanche da economia em 2013 é justamente a certeza de que o quadro nos países avançados, mesmo sem nenhum desastre na zona do euro, vai permanecer entre a estagnação e o baixo crescimento por muitos anos. Mesmo no âmbito interno, há economistas que não partilham do otimismo governamental e de parte do mercado. Um exemplo é Silvia Matos, coordenadora técnica do Boletim Macro do Instituto Brasileiro de Economia da Fundação Getulio Vargas (Ibre/FGV).

“A economia não está grandes coisas, e eu ainda não tenho segurança da retomada”, declarou ao Estado de S. Paulo. Suas projeções para o comportamento do PIB nos próximos trimestres, e nos anos fechados de 2012 e 2013, estão abaixo da média do mercado. Para o terceiro trimestre, ela prevê 1,1%. Mas para o quarto, em vez de um novo número acima de 1%, Silvia crê em algo em torno de 0,7% ou 0,8%. Como resultado, o crescimento do PIB de 2012 ficaria em torno de


1,3%. A economia vai acelerar em 2013, segundo a economista, até por efeito do carregamento estatístico. Mas a sua projeção atual é de 3,4%, abaixo dos 4% acenados pelo ministro da Fazenda, Guido Mantega. Ambiente externo Armando Castelar Pinheiro, economista também do Ibre/FGV, declarou a Empresa Brasil que até é possível atingir a taxa de 4,0%, mas considerou improvável, devido principalmente ao cenário externo ruim. “A expectativa é de que nos EUA e na Europa o crescimento seja medíocre, por conta dos ajustes fiscais em curso. Isso vai impactar a China, que deve crescer pouco mais que este ano. Nesse quadro, investimento e exportações não devem avançar no Brasil e dificilmente o consumo privado vai compensar esse fraco desempenho, a ponto de a economia crescer mais do que 3,0% ou no máximo 3,5%”, acrescentou. “Em termos econômicos, há também a expectativa de que toda a redução de juros se faça sentir na economia e que em algum momento a inadimplência bancária recue e o crédito corra um pouco mais solto. Há alguma expectativa de crescimento, por conta do patamar muito baixo deste ano e das privatizações realizadas e anunciadas este ano, assim como da preparação para a Copa do Mundo, mas eu acredito que ainda há motivo para reservas, por conta do ambiente externo desfavorável, de incertezas que estão presentes na regulação da infraestrutura e porque muitas das privatizações só vão entrar na fase de investimento de 2014 em diante”, acrescentou.

Marca modesta Para o economista Marcel Solmeo, da Associação Comercial de São Paulo (Acsp), a previsão do governo para o crescimento do PIB em 2013 pode se revelar otimista, se for considerado o desempenho da economia nos últimos meses, em que a indústria ainda não demonstrou recuperação, a não ser a produção de veículos, devido à proximidade do fim dos incentivos fiscais. Mesmo assim, de acordo com Solmeo, o PIB deverá ser superior ao deste ano, ficando, provavelmente, entre 3,05 e 3,5%. “Essa marca pode ser considerada um bom resultado, comparativamente aos países industrializados, que enfrentam a grave crise financeira internacional, mas é modesta quando comparamos a alguns países emergentes, como Chile, Colômbia, México, Peru e Índia, isto sem falar na China, que vem apresentando taxas de expansão de sua economia bem superiores às do Brasil”, acrescentou. Solmeo nota que o terceiro trimestre de 2012 ficou abaixo do esperado tanto pelo governo como pelo mercado, devido ao fraco desempenho da indústria. E a melhora aguardada para o último trimestre do ano não deverá ser suficiente para que o PIB de 2012 atinja a casa dos 2,0%, devendo ficar mais próximo de 1,5%, resultado muito abaixo do perseguido pelo governo, apesar das diversas medidas de incentivos para tentar acelerar a atividade econômica. “Acredito que devemos ter um crescimento do PIB na casa de 1,5% em 2012 e da ordem de 3,55 em 2013”, prevê.

Armando Castelar Pinheiro: “A expectativa é de que nos EUA e na Europa o crescimento seja medíocre, o que deve impactar a China. Nesse quadro, no Brasil, dificilmente o consumo privado vai garantir um crescimento maior do que 3,0% ou no máximo 3,5%”

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EMPREENDEDORISMO

Conselho do Junior Achievement lançou o maior desafio da representação no Brasil desde a sua fundação em 1983

Junior Achievement espera beneficiar

500 mil estudantes em 2013 No ano em que completará 30 anos de atividades no Brasil, organização cria estratégia para beneficiar um número recorde de estudantes

A

chievement, palavra inglesa que na versão para o português significa conquista ou realização, também ficou conhecida por estar ligada ao nome da maior e mais antiga organização de educação prática em negócios, economia e empreendedorismo do mundo. Trata-se da Junior Achievement (JA), criada por dois empresários norte-americanos nos Estados Unidos em 1919, que hoje está presente em

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120 países. No Brasil, a Junior Achievement, cuja representação completará 30 anos de atividades em 2013, atua nos 27 estados, por meio de parceria com a iniciativa privada. Segundo a superintendente da entidade no Brasil, Wilma Araújo Santos, em 2012 a JA completará um total de 3 milhões de estudantes beneficiados, além de mais de 100 mil voluntários envolvidos. Para 2013, ano de seu trigésimo aniversário de

atuação no Brasil, o Conselho da entidade fixou como meta o benefício de 500 mil estudantes, diante de 400 mil deste ano. As atividades da JA se desenvolvem por meio de programas educativos, aplicados junto aos jovens por meio de parcerias com escolas e voluntários dispostos a compartilhar suas experiências e conhecimentos com estudantes de diferentes faixas etárias. “Em todo o mundo, 10 milhões


de jovens ao ano participam dos programas da Junior Achievement, consolidando a formação de uma cultura empreendedora global, dentro de uma perspectiva ética e responsável”, diz Wilma. No Brasil, quase mil empresas são parceiras mantenedoras. Destas, muitas atuam com Voluntariado Corporativo. Os colaboradores destas empresas, depois de passarem por um treinamento que os prepara para desenvolver a metodologia da Junior Achievement, se deslocam para as salas de aula, para onde levam conceitos de empreendedorismo, sustentabilidade, ética e educação financeira aos estudantes. “Além de levar a cultura empreendedora aos jovens, o voluntário também contribui para a construção do Brasil de amanhã e de um futuro capaz de conciliar estabilidade econômica com a redução

das mazelas sociais e o cuidado maior com o planeta”, relata Wilma. A Junior Achievement, de acordo com a superintendente da entidade, mostra ao jovem como ser empreendedor em sua vida. “Nem sempre ele irá abrir seu próprio negócio, mas se o fizer, terá mais chances de ser bemsucedido. Os que optarem por outras profissões terão, certamente, a influência da educação empreendedora.” Os cases de sucesso são inúmeros, ressalta Wilma. “Temos jovens profissionais atuando na França e Espanha, entre outros países, e jovens que conseguiram reerguer os negócios de suas famílias após adquirirem experiência em um de nossos programas, o Miniempresa. Todos esses jovens continuam vinculados à Junior Achievement através do Núcleo de Ex-Achievers (Nexa), um grupo atuante e transformador.”

No Brasil, quase mil empresas são parceiras mantenedoras. Destas, muitas atuam com Voluntariado Corporativo. Os colaboradores destas empresas são os que levam às salas de aula os conceitos de empreendedorismo

Programas levam aos estudantes os fundamentos do mercado Miniempresa O Miniempresa é o carro-chefe da Junior Achievement no mundo. Aplicado a jovens do 2º ano do Ensino Médio, ensina o funcionamento de um processo produtivo, de livre iniciativa e de comercialização. Através da criação de uma empresa estudantil e acompanhados por profissionais das áreas de marketing, RH, finanças e produção, durante 15 semanas, os estudantes conhecem os fundamentos da economia de mercado e da gestão empresarial. De forma

prática, os jovens aprendem que é possível administrar suas próprias finanças e seu orçamento pessoal e familiar. Tópicos como fluxo de caixa e lei da oferta e da demanda são abordados em dinâmicas, deixando claro o papel das empresas na economia. Economia Pessoal O Programa Economia Pessoal instiga alunos do 8º ano, durante 10 semanas, a entender seus interesses e habilidades pessoais, a explorar opções de carreira e a des-

cobrir o valor da educação para seu futuro profissional. Através de ferramentas de desenvolvimento, como Planilhas de Orçamento, o Cartão de Situação Financeira, o Cartão do Acaso e o Baralho do Trabalho, os estudantes, sempre orientados por profissionais com experiência na área de negócios, aprendem a planejar suas escolhas profissionais, a gerenciar imprevistos financeiros, a adotar as melhores alternativas de crédito e de investimento e a organizar suas receitas, despesas e economias em um orçamento.

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ARTIGO

Sete razões para iniciar o seu próprio negócio Jerônimo Mendes*

E

mpresas nascem e morrem todos os dias nos quatro cantos do planeta. Algumas não resistem ao primeiro ano de vida. Outras vão um pouco mais além, entretanto a maioria não passa do quinto ano. Por outro lado, existem empresas cinquentenárias, centenárias, sesquicentenárias e quadricentenárias, como é o caso da Zildjian, Antinori, Sumitomo e Bereta. A média histórica de vida de uma empresa ao redor do mundo é de 40 anos. Quantas empresas você conhece com mais de 40 anos? Quando vejo algo parecido com isso, faço questão de enaltecer a saga dos fundadores em meus artigos, livros, sites, blogues, palestras e treinamentos. Deve-se ter orgulho de trabalhar ou de conhecer alguém que fundou uma empresa há mais de 40 anos. Esse é um dos segredos ou princípios da mente milionária, difundidos por T. Harv Eker. Quanto mais você torce e admira as pessoas ricas, mais chances tem de se tornar igual a elas. Quando digo pessoas ricas, refiro-me àquelas que se fizeram por si mesmo, por meio do seu próprio esforço e visão de futuro. Herdeiros que receberam tudo de mão beijada não são necessariamente ricos. Boa parte deles fracassa na tentativa de perpetuar o negócio, pois ainda não têm a consciência do dinheiro.

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Empresa Brasil

“Apesar das estatísticas negativas, milhares de empresas são criadas todos os dias e muitos sonhos continuam saindo do papel, levando-se em conta o momento favorável à criação de novos negócios no Brasil e em outras partes do mundo” Apesar das estatísticas negativas, milhares de empresas são criadas todos os dias e muitos sonhos continuam saindo do papel, levando-se em conta o momento favorável à criação de novos negócios no Brasil e em outras partes do mundo. De acordo com Robert Kiyosaki, autor da série Pai Rico Pai Pobre, você terá sucesso depois de quebrar três vezes. Como a grande maioria quebra e na primeira desiste, as chances de sucesso são remotas. Exageros à parte, criar e quebrar empresas faz parte da curva de aprendizado dos negócios. Se você não tentar, nunca vai saber. A questão mais complicada não é quebrar, mas quebrar e desanimar. Conheço dezenas de empresários que faliram e se reergueram e hoje são um exemplo a ser seguido. É o caso do Donald Trump, por exemplo, cuja mentalidade está programada para

bilhões de dólares em vez de milhões. Naturalmente, as razões que levam alguém a criar uma empresa têm a ver com os seus modelos mentais empreendedores. Já escrevi sobre isso em artigo anterior. Se você é oriundo de uma família acostumada aos negócios, as chances de prosseguir nos negócios são maiores. Por experiência, eu poderia escrever um tratado a respeito dos fatores que levam alguém a ser bem-sucedido ou não no mundo dos negócios. O fato de alguém ter passado por uma experiência negativa como empreendedor ou empresário não significa que vai fazer tudo do mesmo jeito outra vez. Ao contrário, vai fazer tudo diferente e tomar mais cuidado. Criar uma empresa e fazê-la prosperar é um desafio e tanto. Diz respeito aos fortes de espírito, aos impulsionadores, aos que desejam ir além


dos seus limites. Não tem nada a ver com a quantidade de conhecimento acumulado nem com a sorte. Tem a ver com a sua capacidade de resiliência para fazer as coisas acontecerem. Por que você deveria criar uma empresa e iniciar o seu próprio negócio? Aqui estão dez razões inquestionáveis para você refletir e colocar em prática aquele antigo sonho que atormenta a sua consciência:

[1]

Uma grande chance de fazer o que gosta: você está cansado, desmotivado, irritado, não aguenta mais a mesmice e sabe que, apesar da dedicação, não existe a mínima possibilidade de mudar a cabeça dura do seu chefe; se você não consegue mudar a cultura de trabalho da sua empresa, por que não criar uma nova cultura dentro da sua própria empresa, mais alinhada com os seus valores e princípios?

[2]

Uma grande oportunidade de abraçar uma causa: você não vai consertar o mundo, mas pode torná-lo um lugar melhor para se viver; na medida em que você se propõe a criar bens e serviços inovadores que facilitam a vida das pessoas, o universo conspira, automaticamente, a seu favor. Há tanta coisa boa para se fazer no mundo.

[3]

Capacidade empreendedora: somos todos empreendedores, porém

alguns são mais ousados; são os Steve Jobs da vida, as Madres Teresas de Calcutá, os Dean Kamen, cuja saga empreendedora só pode ser comprovada mediante o compromisso irreversível de fazer algo que faça a vida valer a pena.

[4]

Geração de empregos: imaginese criando dois, cinco, dez, cinquenta, cem, duzentos, mil empregos diretos, além dos indiretos; poucas coisas dão mais orgulho para qualquer empreendedor do que gerar empregos e contribuir para o sucesso das pessoas.

[5]

Geração de riqueza: não se trata apenas de ganhar dinheiro; gerar riqueza também significa gerar empregos, impostos e prosperidade para as pessoas e, por consequência, para a sociedade; a riqueza é mais instigante que a pobreza.

[6]

Garantia de futuro: você conhece algum emprego estável, tranquilo e seguro? Se você pensou em emprego público, pense também por quanto tempo você aguentaria atrás de um computador esperando a próxima greve, o próximo ano, o próximo dissídio ou a próxima promoção enquanto aquela bendita aposentadoria não chega. Empreender é uma opção determinada de

prosperar com base nos seus próprios resultados.

[7]

Deixar um legado: ao fim de tudo isso, o que vai ficar é a sua história, o seu exemplo, a sua marca, o sentido de contribuição e de realização, ou seja, as coisas que vão fazer as pessoas lembrarem do seu nome por décadas, séculos ou milhares de ano; chegar aos 80 anos, olhar para trás e se arrepender de não ter tentado é algo que vai doer no seu coração e na sua mente. Até o século 19, o mundo era essencialmente empreendedor. Havia 15% de empregados e 85% de empreendedores no planeta, disfarçados de agricultores, carpinteiros, pintores, escultores, carroceiros e centenas de outras profissões. A Revolução Industrial inverteu essa relação e, de certo modo, inibiu a capacidade empreendedora do ser humano. Vivemos um novo tempo, a Era do Empreendedorismo, portanto as oportunidades afloram em todas as partes do mundo. Se você pretende sair da mesmice e abraçar uma causa de verdade, pense nas palavras de Deepak Chopra, médico e escritor indiano radicado nos Estados Unidos: descubra algo que você faria de graça até o fim da vida e depois dê um jeito de ganhar dinheiro com isso. Pense nisso, empreenda e seja feliz! *Administrador, Coach Empreendedor, Escritor e Palestrante Novembro de 2012

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