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Circulação Nacional

Uma visão popular do Brasil e do mundo

Ano 6 • Número 277

São Paulo, de 19 a 25 de junho de 2008

www.brasildefato.com.br

Jaume d’Urgell/CC

Reprodução

ELEIÇÕES NOS EUA

Chávez

critica as Farc e espera que sua postura pressione Uribe a negociar acordos humanitários. Pág. 10

FESTIVAL

R$ 2,00

A última batalha de McCain, ex-prisioneiro de guerra no Vietnã: alcançar a presidência dos EUA, aos 71 anos. Pág. 11

Com corrupção e repressão, Yeda Crusius desmonta Estado gaúcho

Mostra na França reuniu 25 filmes que ressaltam a importância dos movimentos A governadora do Rio Grande do Sul, Yeda sociais brasileiros. Crusius (PSDB), se encontra no centro de um grande escândalo de corrupção. Segundo o vicePág. 12 governador Paulo Feijó (DEM), R$ 90 milhões foram desviados somente do banco estadual Banrisul. Diversas lideranças de seu governo já Governo caíram, como o comandante-geral da Brigada de SP abafa Militar, coronel Nilton Bueno. Em seu lugar entrou as CPIs que o o coronel Paulo Mendes, conhecido por suas investigam

posições de extrema direita e por dirigir ações violentas contra trabalhadores organizados. Sua estréia foi no dia 11, ao reprimir manifestação contra a corrupção. Resultado da operação: 17 feridos e 17 presos. Com corrupção e repressão, a atual administração gaúcha impõe políticas de redução do Estado, tais como privatizações, arrocho em ações sociais e cortes de pessoal. Págs. 4 e 5

A base governista na Assembléia Legislativa de São Paulo vem impedindo que sejam criadas Comissões Parlamentares de Inquérito (CPIs) que investiguem as irregularidades ocorridas dentro das gestões do PSDB, que vêm desde 1995. O caso do recebimento de propina da transnacional francesa Alstom é apenas o mais recente. Outras investigações incômodas para o governo tucano, como o processo de privatização do banco Nossa Caixa, também permanecem no papel. Pág. 6

Tadeu Vilani-Folha Imagem

Professores de São Paulo iniciam greve Cerca de 30 mil professores da rede pública de São Paulo iniciaram, no dia 16, uma greve por tempo indeterminado. O objetivo é fortalecer a mobilização para que o total da categoria, 250 mil docentes, adira à paralisação. Os trabalhadores criticam o governo estadual por não ter cumprido nenhuma das reivindicações que lhes foi entregue em janeiro e pedem a revogação do Decreto nº 53.037/08. Pág. 3

Brigada Militar do RS reprime com violência manifestação da Via Campesina em fábrica da Bunge, em Passo Fundo

Fórum propõe Evo procura saída à ditadura superar o da mídia neoliberalismo Na Bolívia, o governo de Evo Morales procura inaugurar um período pós-neoliberal, reduzindo o poder dos bancos e da agroindústria sobre a economia. No dia 8, o vice-presidente Álvaro Linera apresentou um plano para fortalecer o Estado em parceria com pequenos e médios produtores. Dentre os cinco pilares que estruturam o “novo modelo”, está a distribuição da riqueza e a prioridade ao mercado interno. Mas Linera segue apostando na convivência com grandes empresas. Pág. 9

Cerca de 500 ativistas de vários Estados, que lutam pela democratização dos meios de comunicação do país e pelo fortalecimento da mídia alternativa, participaram do 1º Fórum de Mídia Livre, realizado nos dias 14 e 15 no campus da Universidade Federal do Rio de Janeiro (UFRJ). Mais de dez eixos de ação foram aprovados. Entre eles, um se refere à constituição de uma campanha que gere mobilização social pela democratização das verbas publicitárias públicas. A próxima fase do fórum, no segundo semestre, será a da constituição dos núcleos nos Estados, que terão autonomia para organizar fóruns estaduais representativos. Pág. 3

Privatizada, telefonia é cara e alvo de queixas Embratel, Brasil Telecom e Oi Celular lideram reclamações na Anatel A privatização da Telebrás completa uma década neste ano. Ao contrário do que foi propagado à época da venda, a gestão privada da telefonia não barateou as tarifas e nem atingiu a universalização, metas estabelecidas no processo de desestatização. Segundo uma fonte da Anatel, no Brasil, 40 milhões de pessoas ainda não têm acesso à telefonia. Além disso, é crescente o número de reclamações de usuários acerca da qualidade do serviço. A economista Ceci Juruá afirma que o preço da assinatura básica de telefone (R$ 41) não condiz

com a realidade brasileira, já que representa quase 10% do salário mínimo. “Não entendo porque as tarifas são tão caras, se as empresas receberam as redes montadas e expandiram muito pouco a partir da infra-estrutura já existente”, questiona a economista, que faz questão de ressaltar que a Telebrás possuía um grande acúmulo técnico-científico e introduziu, inclusive, a telefonia celular do Brasil. Pág. 7


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