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Faculdade de Psicologia | Instituto da Educação UNIVERSIDADE DE LISBOA

Sugestão de Leitura

~ Educação

CANTORAL, Ricardo, et al. – Desarrollo del pensamiento matemático. México: Editorial Trillas, 2005, 225p.

Revisão e Arranjo gráfico Tatiana Sanches, Divisão de Documentação imagem Microsoft

Sugestão de Leitura—Educação Uma iniciativa da Divisão de Documentação Julho de 2012 Faculdade de Psicologia | Instituto de Educação Faculdade de Psicologia | Instituto de Educação

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As propostas sobre as aprendizagens matemáticas contidas neste livro tratam das matemáticas na educação contemporânea e resultam de análises didáticas com que se pretende que os professores aprofundem as suas noções, para que possam modificar os seus modos de ensino. Estas análises permitiram conhecer os novos desenvolvimentos do discurso matemático escolar, no qual se incorporam aspetos de predição, estimativa, equilibração, visualização, demonstração, dedução ou raciocínio, hipóteses e outras situações. Além disso, o facto de a matemática se ter constituído socialmente em ambientes não escolares, a sua introdução no sistema de ensino obrigou a modificações que afetaram diretamente a sua estrutura e o seu funcionamento, explicação que é apresentada como uma das linhas gerais deste livro. Os objetivos específicos relacionam-se com a valorização dos usos do pensamento matemático, tanto do ponto de vista didático como no quotidiano e avaliação do ensino da matemática. O livro está dividido em duas partes. Na primeira, delimita-se o conceito de pensamento matemático, relacionando-o com as atividades mentais e, particularmente as formas de raciocínio, que são processos mentais de construção dos conceitos e dos processos matemáticos, estudado na psicologia. Foi o contributo principalmente de Piaget que ajudou a esclarecer o pensamento humano, especificamente com os estudos da noção de número, das representações geométricas, do raciocínio proporcional, do pensamento probabilístico. Se quisermos descrever o processo do pensamento matemático teremos que considerar poder interpretá-lo de três formas: uma como uma reflexão espontânea que os matemáticos realizam sobre a natureza do seu conhecimento, outra sobre a natureza do processo de descoberta e invenção das matemáticas; outra ainda a que considera que o pensamento matemático se desenvolve em todos os seres humanos nas simples tarefas diárias. Funciona sobre uma rede de conceitos, uns simples, outros mais complexos. Sem isto, não entendemos o que significa uma equação diferencial, contextos de representação, formas gráficas, ordenamentos numéricos, representações analíticas, linguagem natural ou processamento icónico da informação. Apresentam-se exemplos de raciocínio matemático no ensino da potenciação e da radicação. Outra abordagem é a aproximação sociocultural da aprendizagem que vai mais além dos processos mentais humanos na relação com os cenários cultu-

rais, históricos e institucionais. A segunda parte é dedicada aos estudos sobre didática e cognição na matemática escolar, que começa por apresentar um modelo para o desenvolvimento do pensamento matemático. Faz-se uma introdução ao pensamento numérico, indicando que o ensino da aritmética tem sido orientado por correntes psicológicas em voga e que a linguagem algébrica se relaciona com o pensamento funcional no estudo das funções, sendo a função um dos conceitos mais difíceis de ensinar e aprender. Torna-se necessário recorrer-se a formas gráficas para se poder entender o seu significado. As formas clássicas para entender o ensino da geometria consistem em vê-la como a ciência do espaço e como estrutura lógica, o que levou à construção de novas noções que mostram como as pessoas se relacionam com o seu espaço, na visualização e perceção espacial, facilmente estudado em ambientes computacionais. Na verdade, a matemática intervém em vários domínios científicos, de entre os quais a linguagem. Analisa-se o modelo dos níveis de aprendizagem da geometria de Van Hiele e da linguagem variacional no pensamento matemático avançado, no campo da didática da análise. A matemática educativa é um dos processos mais importantes na construção social e individual do conhecimento. O pensamento matemático recorre ao uso de formas gráficas para dar sentido ao que se ensina e aprende, com vista à construção social e cultural do conhecimento, estratégias de investigação de natureza epistemológica. Alanís Rodriguez termina o livro relatando os resultados das investigações sobre a matemática educativa com a apresentação de um curso de cálculo, para que se possa construir uma resposta que dê conta dos conceitos e métodos do pensamento do cálculo em sequências didáticas, a primeira para se construir uma resposta que possa predizer a posição de uma partícula que se move em linha reta e, a segunda, com vista ao reforço das noções de álgebra, trigonometria e geometria analítica. Recensão de Edma Satar, Bibliotecária


folheto ed matematica