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Uni/Versos

publicação da Biblioteca Alphonsus de Guimaraens Ano 1, nº 1, abril de 2013

biblioteca do ICHS pós-graduação no ICHS

@contece

10 anos do CEICHS

lançamento de livro e mais...


expediente

Universidade Federal de Ouro Preto UFOP

Reitor - Marcone Jamilson Freitas Souza Vice-Reitora - Célia Maria Fernandes Nunes Sistema de Bibliotecas e Informação SISBIN Coordenadoria Executiva - Celina Brasil Luiz Coordenadoria Técnica - Luciana Matias Felicio Soares Chefia do Núcleo Administrativo - Sione Galvão Rodrigues Instituto de Ciências Humanas e Sociais ICHS Diretor - William Augusto Menezes Vice-Diretora - Glícia Salviano Gripp Biblioteca Alphonsus de Guimaraens (Biblioteca do ICHS) Bibliotecária - Luciana de Oliveira (CRB/6-2630) Bibliotecária - Michelle Karina Assunção Costa (CRB/6-2164)

Uni/Versos Coordenação Geral Michelle Karina Assunção Costa Editores Marcos Eduardo de Sousa Michelle Karina Assunção Costa Editora Assistente Luciana de Oliveira Projeto gráfico e editoração eletrônica Marcos Eduardo de Sousa Colaboradores desse número C. Pereira Costa Carlos A. Pereira Centro de Extensão do ICHS - CEICHS Fabiano G. da Silva Igor P. Gonçalves Jane Patrícia Haddad Luciana de Oliveira Michelle Karina Regina Bonifácio Rosália C. A. Lopes Sâmyla Viana de Oliveira Sara C. Toledo Sonia Marcelino Valdei Lopes de Araújo William Augusto Menezes

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Uni/Versos é uma publicação mensal da Biblioteca Alphonsus de Guimaraens. Contatos telefones - (31) 3557-9414 / 3557-9415 Site: www.sisbin.ufop.br/bibichs/ Email: bibichs@sisbin.ufop.br universos.bibichs@gmail.com Uni/Versos - ano 1, nº 1, abril de 2013 www.sisbin.ufop.br/bibichs/universos


editorial A publicação Uni/Versos é fruto da perspectiva de que as Bibliotecas sejam mais do que um local para se ‘pegar livros’, elas precisam ser, para usar um termo presente do texto do Prof. Valdei Araújo, ‘habitadas’. Necessitamos dinamizar seus espaço e tornar cada vez mais explícita a orientação de que é também pelo contato com o outro, contato com visões diferentes que o conhecimento é produzido. Devemos, e pretendemos, que o espaço da Biblioteca Alphonsus de Guimaraens (um novo espaço, mais amplo e mais confortável) possa contribuir na formação dos estudantes da instituição para além do acesso aos livros, como um local fecundo ao trabalho intelectual.

resultados palpáveis. E por consideramos que esse trabalho cabe a todos nós, convidamos nossos leitores a encaminharem suas contribuições, a fim de tornar esse espaço virtual também um local de debate, produção e divulgação dos conhecimentos produzidos na e com a universidade. Esperamos as contribuições de vocês e desejamos a todos uma boa leitura!

Para isso, proporcionaremos, em breve, a abertura de um espaço dentro da biblioteca para exposições culturais e buscaremos dar continuidade à promoção de minicursos que promovam a utilização das novas tecnologias que otimizem o trabalho acadêmico, tanto no processo de pesquisa quanto para a escrita. Das ações que pretendemos esse volume é o primeiro dos

Marcos Eduardo de Sousa Uni/Versos - ano 1, nº 1, abril de 2013 www.sisbin.ufop.br/bibichs/universos


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palavra do diretor William Augusto Menezes

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biblioteca do ichs - I Luciana de Oliveira

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biblioteca do ichs - II Michelle Karina

11 A pós-graduação como convite à habitarmos o ICHS e a UFOP Valdei Lopes de Araújo

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Educação: Precisamos falar sobre isso! Alguém na escuta? Jane Patrícia Haddad

colabore conosco

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Bibliotecas comunitárias Saramenha e Morro São Sebastião

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lançamento de livro

24 28 Comemoração de 10 anos do Centro de Extensão do ICHS

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@contece Uni/Versos - ano 1, nº 1, abril de 2013 www.sisbin.ufop.br/bibichs/universos


palavra do diretor Primeiro, gostaria de congratular-me com as bibliotecárias, os assistentes e demais colaboradores por essa iniciativa tão bonita quanto necessária de criação do periódico Uni/Versos da Biblioteca do ICHS. Além da criatividade, deve-se ressaltar, aqui, a importância de uma edição que promova o encontro sistemático entre a comunidade de usuários – os estudantes, os servidores técnico-administrativos e os docentes – e aqueles que contribuem, decisivamente, na organização dos processos de informação, na aquisição, catalogação, guarda e disponibilização dos saberes de conhecimento que se encontram nos livros e demais publicações da Biblioteca Alphonsus de Guimaraens. Recebam, portanto, os nossos parabéns.

tórios para o desenvolvimento das suas atividades práticas de “sedimentação” e constituição do conhecimento, aqui, nas humanidades, sempre precisamos retomar aquele livro ou periódico já lido, não como manual, mas na busca de novos sentidos. Cada nova leitura permite que novas questões se apresentem. Além disso, precisamos, e muito mais ainda, daqueles novos periódicos e livros que, a cada dia, apresentam-nos outros novos saberes. Quer dizer, o livro e o periódico ocupam, entre nós, um lugar privilegiado na construção e em todo o processo de conhecimento. É importante, então, que tenhamos consciência de que a Biblioteca é o grande laboratório do fazer acadêmico-científico do ICHS.

Gostaria de dizer, também, que a Biblioteca ocupa um lugar fundamental no cotidiano do Instituto. Uma aula que o nosso docente prepara, ou que o nosso aluno assiste, depende de livros e de periódicos que circulam nas áreas específicas de conhecimento. Na verdade, para usar uma expressão que me parece apropriada, uma aula excelente e produtiva costuma ser apenas a ponta do iceberg no conhecimento que se encontra nas publicações regulares e disponíveis no arquivo formal do saber, que se constitui em uma biblioteca. Diferentemente de outras áreas, em que a boa aula se articula, por vezes, ao bom manual (aquele livro que segmenta e condensa adequadamente os saberes da área), e que essa articulação entre a boa aula e o bom manual permite que o aluno se dirija aos labora-

Temos, sim, outros Laboratórios – os núcleos e centros de estudos e de pesquisas. Esses, em qualquer um dos nossos Departamentos e em nossas subáreas do conhecimento, são muitíssimo importantes. São também espaços privilegiados de aquisição e de construção do saber. Porém, todos eles precisam sempre remeter às publicações regulares e têm como alvo a produção de novas publicações que possam distribuir o poder adquirido. Eles projetam, dessa maneira, uma necessidade recursiva à biblioteca.

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Pensando nessa centralidade das publicações regulares no fazer saber e no saber saber do ICHS, afirmamos o espaço cultural estratégico que a nossa Biblioteca ocupa no cotidiano do ICHS. Muito ainda temos a fazer para que as suas

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palavra do diretor

instalações correspondam a esse espaço simbólico ideal ou necessário. Entretanto, algumas medidas recentes são passos importantes na caminhada. Dentre essas, sem dúvida, o novo prédio ou espaço físico da Biblioteca. O local em que ela se encontrava, há muito tempo tornara restritivo ao seu crescimento e passou a constituir-se em impedimento concreto à organização e à disponibilização de novos títulos. Isso sem falar dos problemas de insalubridade e da poluição sonora advinda da proximidade com as áreas de aglutinação de pessoal. Agora, o ambiente é outro. As estantes espaçosas, as cabines coletivas e individuais de estudos, as salas de leitura no interior da Biblioteca, o ambiente arejado e iluminado dão outro tom. Assim, a realização das atividades que dizem respeito ao

necessário contato com o conhecimento produzido e a reflexão para a produção de novos saberes encontram um espaço físico mais adequado. É bom que todos saibam de uma coisa: a mudança para melhor não foi obra de um ou de outro indivíduo isolado. Ela representa o esforço coletivo, a colaboração e a tomada de consciência de muitos; tanto daqueles que atualmente se encontram à frente dos processos de gestão quanto dos que participaram dos mesmos no momento anterior. Em especial, tornou-se possível, pelas ações e reflexões que aconteceram na própria Biblioteca, nos departamentos de História, Letras e Educação, e nos respectivos programas de pós-graduação (inclusive nas iniciativas de captação de recursos) e, sobretudo,

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palavra do diretor

pela deliberação do Conselho Departamental do ICHS. No entanto, nada de ufanismo! Muito temos ainda a fazer. Naquilo que diz respeito ao acesso entre os prédios, por exemplo, não é mistério que o caminho entre o prédio do Seminário e o da nova Biblioteca está terrível. Para mais do que essa constatação, temos feito gestões diversas para a busca de soluções, como: ampliar a iluminação, colocar corrimão e para-peito no caminho, fazer uma rota alternativa e mais moderna, construir o novo estacionamento, ampliar a segurança física e patrimonial e, enfim, dotar o acesso e o entorno de um projeto paisagístico adequado à beleza natural da própria área.

em linha, contratação de bases de dados, outras aquisições etc. O importante é que essas e outras questões podem ser também discutidas e tornarem-se objeto de deliberação. Há, para isso, em um fórum adequado que é a Comissão de Biblioteca, criada pelo Conselho Departamental como instância de assessoramento às deliberações do mesmo, e que é composta por representantes dos Departamentos (Educação, História e Letras) e da Biblioteca. Dentre as principais atribuições da Comissão, destaca-se, justamente, a constituição da política de Biblioteca, pois temos a consciência de que se muito vale o que está feito mais ainda aquilo que poderá ser realizado! E isso também será obra coletiva.

Em relação ao acervo, temos, também, a consciência de que crescemos muito: os novos títulos e a quantidade de exemplares disponibilizados em 2011 e 2012, principalmente, fizeram com que saíssemos do patamar de uma biblioteca insuficiente, em que os diversos relatórios docentes, sistematicamente, afirmavam: “a Biblioteca não contém a bibliografia necessária à disciplina”. Hoje, a realidade é outra. Os informes sobre novas aquisições, divulgados periodicamente pela Biblioteca, sinalizam nesse sentido. Porém, para quem ainda não conhece, fica, aqui, o convite: venha, conheça um pouco mais do acervo que está disponibilizado para você! É certo, além disso, que temos outras necessidades, igualmente urgentes: acervo William Augusto Menezes - Diretor do ICHS 8

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biblioteca do ichs - I O ICHS como o conhecemos hoje é motivo de muito orgulho, pois conta com um lugar que é uma grande fonte de conhecimento. Devido à sua importância, este lugar pode ser considerado como um coração para o corpo humano. Estamos falando da Biblioteca Alphonsus de Guimaraens que assim como o coração bombeia sangue carregando oxigênio e nutrientes necessários as atividades orgânicas, a biblioteca leva para seus usuários o conhecimento que oxigena o desenvolvimento intelectual.

o maior grau possível de autonomia ao usuário; e neste sentido a Biblioteca do ICHS tem se empenhado em oferecer treinamentos e capacitações à sua comunidade usuária. É importante lembrar que o desenvolvimento de um país acontece por meio das pesquisas científicas nas universidades, desta forma a biblioteca se torna peça chave neste processo.

Nossa biblioteca hoje possui em seu acervo 51.840 mil exemplares que oferece suporte ao Ensino, Pesquisa e Extensão para os cursos de graduação em Letras, História e Pedagogia e também para os cursos de Pós-Graduação de História, Letras e Educação. Cada um dos cursos tem à sua disposição vastos recursos informacionais representados por livros, teses, dissertações, revistas, jornais e bases de dados. No entanto para que seja melhor explorada e cada vez mais realizado o efetivo uso da biblioteca, a participação dos professores é fundamental, pois estes são os maiores incentivadores da leitura. Com a integração dos professores e estudantes a biblioteca se torna uma extensão da sala de aula onde é possível enriquecer o conhecimento, desenvolver as idéias intelectuais e culturais e promover o debate acadêmico. No contexto atual, busca-se oferecer Luciana de Oliveira - Bibliotecária do ICHS Uni/Versos - ano 1, nº 1, abril de 2013 www.sisbin.ufop.br/bibichs/universos

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biblioteca do ichs - II É preciso que a biblioteca acompanhe as mudanças que ocorrem na sociedade, seja com as inovações tecnológicas, com capacitação de pessoal para atendimento às demandas de todos os seus usuários, com necessidades educacionais especiais ou não, e que hoje estão mais independentes, com necessidades informacionais mais refinadas e presentes nas redes sociais. Diante de um novo cenário, é necessário desenvolver novas ações e projetos, e que estão previstos para este ano de 2013. Nós da equipe da Biblioteca queremos estreitar o contato com nossos usuários, ouvindo suas necessidades, sugestões e críticas, tirar suas dúvidas, e buscar suprir as demandas que surgirem. Assim, contamos com a colaboração dos usuários, seja no contato pessoal, procurando as Bibliotecárias, por e-mail, twitter (@biblioichs), facebook (Biblioteca Alphonsus de Guimaraens) ou telefone. Fazendo um balanço do ano de 2012, podemos dizer que foi muito positivo para a Biblioteca e para os seus colaboradores. Principalmente pela mudança de ambiente/localização física que era tão desejada e aguardada por nós, e pelas razões que foram citadas nos textos do Diretor do ICHS William Menezes e do Pró-Reitor de Pesquisa e Pós-Graduação Valdei Araújo. Esta mudança ocasionou também uma satisfação e motivação pessoal/profissional dos funcionários da Biblioteca como podemos observar nas declarações dos nossos colegas de tra-

balho. José Bento diz que “com a mudança ganhamos espaço e um local mais adequado para o trabalho e até para o funcionário e aluno vir à biblioteca. No meu ponto de vista é um prédio que ganhou valor por estar parado muito tempo”. Na opinião do Jesu que trabalha a muitos anos na biblioteca, ele diz que “gosta do que faz e não tem reclamações sobre seu serviço nem dos colegas de trabalho”. A respeito da mudança da biblioteca ele relata que “tenho ouvido reclamações sobre a distancia, mas sobre o prédio dizem que é bom, o acervo ficou com o espaço melhor e a sala de estudo também é muito boa.” Com a nova estrutura conseguimos setorizar de uma melhor maneira os espaços e serviços disponíveis aos usuários, teremos novos espaços para uma sala de exposição e outra para o NEI (núcleo de educação inclusiva). Mas sabemos que ainda temos muito trabalho a ser feito. Sejam sempre bem vindos à Biblioteca Alphonsus de Guimaraens. Esperamos vocês!!!

Michelle Karina - Bibliotecária do ICHS 10

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A pós-graduação como convite à habitarmos o ICHS e a UFOP Embora relativamente recente - já que o primeiro programa criado, o mestrado em História, foi aprovado em fins de 2006, iniciando a primeira turma em março de 2007 - o Instituto de Ciências Humanas e Sociais da UFOP teve sempre, desde sua fundação, o compromisso com a integração ensino, pesquisa e extensão. Foi necessário apenas a estabilidade das condições institucionais, com a contratação de novos docentes e técnicos administrativos, que marcou a grande expansão do sistema federal na última década, para esta antiga vocação ganhar novos contornos. Assim, em sequência à criação do PPG em História foram aprovados os mestrados de Letras: estudos da linguagem e Educação. A grande área de Humanidades da UFOP conta ainda com o mestrado em Estética e Filosofia da Arte, ligado ao IFAC. As perspectivas de curto e médio prazo indicam uma forte expansão da pós-graduação nesta grande área na UFOP, com o surgimento de novos programas e a consolidação dos que já existem, como apontou a aprovação, no ano passado, do Doutorado em História. Portanto, o ICHS, que já despontava pela excelência de sua formação na graduação, abre uma carreira promissora também na pós-graduação. Cabe destacar que a criação desses cursos contou sempre com o apoio dos discentes, que reivindicaram a oportunidade de continuar sua formação e pesquisas na UFOP.

Essa nova realidade significa novas e grandes demandas de infraestrutura. Uma das mais importantes é a consolidação da Biblioteca Setorial, algo que hoje já dá frutos visíveis com a inauguração de sua nova sede, mas que começou a deixar de ser um sonho em 2007, quando a Professora Andréa Lisly Gonçalves, primeira coordenadora do Mestrado em História, concebeu, em parceria com o Sisbin, o projeto de uma nova biblioteca para o ICHS, inicialmente exclusiva à pós-graduação e depois, com aporte de novos recursos, ampliada para atender ao projeto de uma nova sede. Mais do que uma estrutura para gerir um determinado acervo, uma biblioteca para a área de Humanidades hoje deve se preparar para ser um grande laboratório, uma oficina sempre aberta ao encontro presencial e virtual entre pesquisadores e estudantes. Por isso, além de reforçamos a aquisição de novos acervos, precisamos pensar a biblioteca como uma facilitadora do encontro entre o usuário e as comunidades de informação que hoje se reúnem em múltiplas plataformas. A atual coordenação de nossa setorial tem plena consciência dessa nova função, e já tem atuado em diversas frentes nesta concepção. Objetivamente precisamos fortalecer os recursos humanos para que a biblioteca possa ampliar o seu horário de atendimento ao público, particularmente do

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A pós-graduação como convite à habitarmos o ICHS e a UFOP

acesso à infraestrutura física, salas de estudo e gabinetes. Já está em fase de implantação o projeto da MINHA UFOP que levará rede wifi para todos os campi, ela deve ser potencializada em espaços multiusuários como a as bibliotecas setoriais. Como local de convergência de pesquisadores em diversos níveis de formação, a biblioteca deve ser entendida como um lugar incentivo à criatividade e à inovação no trabalho intelectual. Em especial nas Humanidades, onde uma certa tradição quase senhorial tende a isolar o pesquisador no seu espaço doméstico, uma comunidade como a do ICHS, na qual a grande maioria dos estudantes mora e depende da infraestrutura local, temos o dever e a oportunidade de produzir novas culturas e um novo ethos para o pesquisador, mais focado no trabalho coletivo e público, capaz de traduzir para o nosso campo um traço decisivo do mundo contemporâneo que parece ser a simultaneidade entre a produção e divulgação do conhecimento e o trabalho de pesquisa e coleta de dados. Importa menos hoje entesourar acervos, do que reunir em torno deles comunidades de usuários capazes de os traduzir em novas relevâncias. Nossa biblioteca tem ainda o potencial de se tornar um espaço que abrigue e divulgue manifestações culturais, promovendo exposições e lançamentos de livros, por exemplo, trazendo as pessoas para dentro de nosso instituto, valorizando a identidade local de uma produção

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de conhecimento e cultura que só terá significado universal se conseguir dar conseqüência e intensificar o seu enraizamento nas comunidades que formam o nosso ambiente e que nos sustentam. A biblioteca está no centro de uma luta contínua para evitar que os espaços públicos como a Universidade sejam transformados em espaços mortos, meramente (des)funcionais. Como lembrava nosso ex-diretor, Ivan Antonio de Almeida, a qualidade dos espaços traduzem e refletem a qualidade e a saúde das pessoas e comunidades que os ocupam. Lutar pela qualidade de vida para todos os seguimentos que formam nossa comunidade acadêmica significa repensar nossa relação com nossas salas e gabinetes, com nossas cantinas, com os banheiros, com os espaços públicos de convivência. Trabalhar e reivindicar que esses espaços sejam de qualidade é um direito e responsabilidade de cada um de nós. Portanto, ocupem o ICHS e a UFOP em todas as suas dimensões. Ocupar não é apenas usar e consumir, é principalmente habitar e conviver.

Prof.Dr. Valdei Lopes de Araujo Pró-reitor de Pesquisa e Pós-graduação - UFOP

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Educação: Precisamos falar sobre isso! Alguém na escuta? Passamos por profundas transformações, momento de transição de valores, crenças e sentido de vida. Estamos num mundo “em aberto” que nos convoca a um movo modo de pensar. Onde diversas instâncias, devem se cruzar e pensar juntos. Já não é mais possível pensarmos em uma educação padronizada, em que alunos continuam sendo classificados como bons e ruins. A educação atravessou as fronteiras das certezas. Jamais em outro momento, registraram-se tantas mudanças no comportamento humano e seus desdobramentos. Educar é navegar por águas jamais percorridas. Não há respostas e sim um convite para continuarmos explorando esse campo tão vasto que é educar. Quem são nossas crianças e jovens, considerados hiperativos e muitas vezes diagnosticados com Transtorno do Déficit de Atenção? Venho vivenciando situações inusitadas tanto na Educação como na Clínica, onde atuo como psicopedagoga e psicanalista. Nas escolas, professores relatam não saber mais como se relacionar com seus alunos “indiferentes” à escola ou extremamente “hiperativos”. Nas Famílias, pais reclamam por dar “tudo” a seus filhos e mesmo assim notam que eles estão insatisfeitos e não vêem sentido em ir e estar na escola. Não teríamos ai, algumas pis-

tas para pensar um Déficit de cuidado? Na Clínica, escuto jovens que queixam-se de não “conseguir ser o que seus pais esperam” e completam a vida é um “tédio”. Sem desconsiderar um certo “drama” confesso estar muito inquieta e preocupada frente a (grande parte) dessa geração que não pensa em criar formas criativas de resolver seus impasses, não há um projeto que ultrapasse um semana, no máximo um mês. Diante de uma educação da certeza, diagnósticos vem sendo triplicados, busca-se respostas para tudo, estaríamos diante de uma geração isenta de implicar-se em suas escolhas? Acredito que tenha chegado o momento de questionar a estrutura sob a qual está sustentada a escola atual e a concepção de sujeito que ela está construindo e produzindo. Em muitas rodas de conversas no meio educacional, e também entre psicólogos e psicanalistas, sejam elas, em jornadas, seminários, congressos e até mesmo em pesquisas acadêmicas, uma grande questão vem sendo levantada; A Indiferença do Ser Humano, para com ele mesmo e com os outros. Há um registro

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Educação: Precisamos falar sobre isso! Alguém na escuta?

de crise, que vem atingindo diretamente nossas escolas e famílias. Diante da impossibilidade de seu entendimento, nos resta, nos implicarmos ativamente na educação das novas gerações? Quem sabe começando por considerar, que a forma de relacionar-se hierarquicamente com os mais velhos, mudaram. Eu diria que hoje, as famílias vivem uma espécie de “cooperativas”, onde todos participam ativamente das decisões, sejam elas crianças, jovens e adultos. Outro dia, recebi um telefonema de uma mãe, cujo atendo sua filha adolescente no consultório, em que ela queria apenas me informar que havia trocado sua filha de escola, motivo: o professor de português estava pegando no pé da filha. Resultado: no dia seguinte a adolescente já estava matriculada em outra escola “feliz da vida”. Quem sabe até o próximo professor “pegar no seu pé”? Sob essa ótica é possível ver como os “novos modelos familiares” vem funcionando horizontalmente, filhos tomam decisões juntamente com seus pais e na maioria das vezes de acordo com suas vontades. Fico imaginando o que será dessa jovem, descrita acima, quando ela tiver que enfrentar um chefe, ou mesmo um professor ou alguém que a “persiga” ou mesmo um conflito de idéias? A escola como uma instituição social re-

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conhecida e ainda validada por muitas pessoas, nos convoca, diariamente a um repensar sobre: o que está acontecendo no mundo? De que modo as escolas e seus agentes poderão ajudar nesse momento de mal-estar? Acredito, primeiramente no não recuo por parte dos agentes educativos, frente ao mal-estar instalado e insegurança por parte das famílias. O momento requer um posicionamento firme do que se quer como concepção de educação e práticas educativas, levando em conta esse novo aluno e sua família. O mundo, requer de nós adultos uma expertise quanto à elaboração e (in)compreensão do momento atual. De acordo com sociólogo Zigmund Bauman (2007) em seu magnífico livro: Vida Líquida. Ele nos apresenta com muita propriedade e sensibilidade, uma releitura do momento atual em que o mundo se encontra: A vida líquida é uma vida precária, vivida em condições de incerteza constante. A vida líquida é uma sucessão de reinícios, e precisamente por isso é que os finais rápidos e indolores, sem os quais reiniciar seria inimaginável, tendem a ser os momentos mais desafiadores e as dores de cabeça mais inquietantes (BAUMAN, 2007 p. 8).

O autor refere-se a uma forma de vida líquida, tão rápida que chega a escorrer pelos dedos. O termo “líquído-moderno” é a marca atual da sociedade, em que as condições, sob as quais agem seus membros, mudam em tempo real, um tempo curto demais para o necessário, para uma consolidação, de hábitos e roti-

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Educação: Precisamos falar sobre isso! Alguém na escuta?

nas, e formas de agir que requer tempo. Na sociedade líquida, não existe tempo de aprofundamento. Ficamos a margem, na superficialidade das relações humanas que tendem a tornarem-se mais líquidas. Para Bauman (2007) o tempo, não permite uma elaboração mais profunda para tantas mudanças. O que de alguma forma, nos livra do mal estar, já que não nos aprofundamos nos sentimentos, nas relações e nas causas. A chamada “pós-modernidade” nos trouxe uma série de conquistas, não podemos negar tal fato, mas em contrapartida, uma série de perdas e incertezas, dentre elas, a que se refere no quesito: Educação e o princípio da incerteza.

ristas vem assumindo junto à família tais funções. E acreditem tais motoristas e babás dispensam cuidado e atenção aos seus mini “patrõezinhos líquidos”. Será que já estamos falando de uma educação líquida? (In)concluímos, por ora, que muito ainda há para se fazer diante de tanta liquidez e insensatez de uma educação que escorre aos nossos olhos! Precisamos falar sobre isso e talvez ( in) concluir ! Há um vazio na educação! E tal vazio não será encontrado em tantos diagnósticos “fechados”!

Referência BAUMAN, Z. Vida Líquida. Rio de Janeiro: Zahar, 2007.

Qual será a fronteira entre o a vida líquida e a sólida? Bauman (2007, p. 8) nos apresenta sobre a vida líquida, uma precariedade, já que ela é vivida em condições de incertezas constantes, portanto a vida passa a ser uma sucessão de reinícios. E quem sabe sem chegar a um início realmente. Pais, professores, psicólogos, psicanalistas, (babás e motoristas), sim digo babás e motoristas, já que em alguns atendimentos que realizo na Clinica, são eles que comparecem a primeira consulta. Não se espantem! Este fato é real nas “novas configurações familiares” de poder sócio-econômico melhor, babás e moto-

Jane Patrícia Haddad - Psicanalista, Psicopedagoga e Consultora educacional

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homenagem ao dia do(a) bibliotecário(a) 12 de Março Dia do Bibliotecário O Dia do Bibliotecário foi instituído pelo Decreto nº 84.631, de 12 de abril de 1980, e é comemorado no dia 12 de março, data do nascimento de Manuel Bastos Tigre, considerado o primeiro bibliotecário concursado do Brasil. Organização, tratamento e disseminação da informação, serviço de referência presencial ou virtual, pesquisa bibliográfica, administração de unidades de informação, gestão de pessoas, mediador entre o conhecimento e os usuários, independente do suporte informacional, são algumas das atividades desenvolvidas pelo Bibliotecário a fim de promover o desenvolvimento cultural e social do país. Parabéns pelo seu dia profissional da Informação.

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Bibliotecas comunitárias Saramenha e Morro São 1 Sebastião INTRODUÇÃO E OBJETIVOS A biblioteca é, ou pode vir a ser, um ambiente para uma nova socialização. A realidade de uma criança com baixo capital cultural – usando o termo de Bourdieu – ou com uma socialização primária que, de certa forma, deixou-a à margem do conhecimento, certamente influenciará no seu processo de aprendizagem. Eis aí a importância de um espaço que transforme essa condição. O projeto Oficina de ciência e cidadania, do Departamento de Minas da UFOP, implantou ao longo de sua existência duas bibliotecas comunitárias, em diferentes localidades de Ouro Preto: Morro São Sebastião (em 2001) e Saramenha de Cima (ambas em 2006). O projeto tem como proposta tornar a biblioteca comunitária um lugar de aprendizagem, de estudo, de acesso à leitura e mais do que isso, um ambiente para uma nova socialização. Primeiramente, para entendermos a proposta da biblioteca, precisamos estar cientes dos conceitos que usaremos para compreender as relações entre os moradores dos bairros e a biblioteca. O conceito de socialização é trabalhado por

Peter Berger e Thomas Luckmann em A construção social da realidade (1985); enquanto o conceito capital cultural é proposto por Pierre Bourdieu, trabalhado em A reprodução (2008). Usaremos como guia os autores citados anteriormente para analisarmos seus respectivos conceitos. São necessários graves choques no curso da vida para desintegrar a maciça realidade interiorizada na primeira infância. É preciso muito menos para destruir as realidades interiorizadas mais tarde. Além disso, é relativamente fácil anular a realidade das interiorizações secundárias. A criança vive quer queira quer não no mundo tal como é definido pelos pais, mas pode alegremente deixar atrás o mundo da aritmética logo que sai da aula. (BERGER e LUCKMANN, 1985). A Oficina de Ciência e Cidadania se estrutura a partir de alguns objetivos, dentre eles destacam-se: despertar o interesse da comunidade, em especial dos jovens, para a leitura, o aprendizado e o exercício da ciência e cidadania; suprir lacunas do aprendizado formal dos alunos da região, minimizando os problemas de baixo desempenho escolar; desenvolver o senso

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Esse trabalho foi publicado originalmente nos Anais do 5º CBEU – CONGRESSO BRASILEIRO DE EXTENSÃO UNIVERSITÁRIA, realizado em Porto Alegre – RS ente os dias 08 a 11 de novembro de 2011.

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Bibliotecas comunitárias Saramenha e Morro São Sebastião

de cidadania e despertar a autoconfiança dos alunos na resolução dos problemas individuais e comunitários; integrar os alunos da UFOP com a comunidade, buscando formar leitores e cidadãos bem informados. MATERIAIS E MÉTODOS O projeto iniciou-se na sede da Irmandade Nossa Senhora da Saúde em 2002 no bairro Morro São Sebastião, comunidade formada no século XVIII, cuja principal fonte de recursos era a extração do ouro. Em 1753 erigiram a capela do Morro São Sebastião. No bairro predomina a religião católica e até o século XX grande parte dos moradores trabalhavam na Universidade, Prefeitura de Ouro Preto e Alcan (atual Novelis). As casas não dispunham de água encanada nem coleta de esgoto, o que só chegou na década de 70. Em 2011 a biblioteca foi reinaugurada em uma sala na Casa Paroquial com apoio da paróquia do Pilar de Ouro Preto. Na gestão dessa biblioteca participam um representante da paróquia do Pilar, da escola do Morro São Sebastião, o presidente da Associação do Bairro, o coordenador projeto do IFMG e o coordenador do projeto na UFOP. A outra biblioteca foi instalada em 2006, no salão comunitário do bairro de Saramenha de Cima, que surgiu de uma antiga fazenda e prosperou com a instalação da fábrica de alumínio depois da segunda metade do século XX. Hoje possui uma população em torno de 1400 pessoas.

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Mas de que forma as bibliotecas comunitárias lidarão com os problemas pontuados acima? É muita ousadia dizer que as bibliotecas podem suprir todas as necessidades e resolver todos os problemas postos anteriormente. Contudo, por meio das atividades desenvolvidas, elas pretendem suprir as necessidades educacionais e culturais de seus respectivos bairros. A seguir, pontuaremos cada atividade que as bibliotecas oferecem mostrando como elas ajudam a suavizar os problemas. Disponibilidade de livros: como uma biblioteca comum, temos em primeiro lugar sua função de disponibilizar livros para empréstimo, a toda comunidade. O acervo é constituído, atualmente, por aproximadamente 1800 livros Saramenha e 4800 Morro São Sebastião (didáticos e paradidáticos) por biblioteca, divididos nas seguintes categorias: literatura brasileira e estrangeira, infantis, religião, auto-ajuda, sociologia, filosofia, geografia, história, matemática, química, física, gramática, enciclopédias, revistas, entre ou-

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Bibliotecas comunitárias Saramenha e Morro São Sebastião

tras. Dentre os livros presentes, encontramos tanto os clássicos como os mais atuais. O fato dos livros estarem disponíveis à comunidade já constitui uma medida de incentivo à leitura e à busca do conhecimento. Plantão de apoio à pesquisa e ao dever de casa: muitas das crianças e jovens dos bairros não dispõem de computador com internet em suas casas. Logo, precisam de um lugar para realizarem suas pesquisas. Mas as crianças e os jovens necessitam também, muitas vezes, de ajuda para realizarem os deveres de casa e os trabalhos escolares. Tanto a ajuda à pesquisa quanto aos deveres escolares são realizadas pela funcionária pública contratada para a biblioteca e pelos bolsistas do projeto. Dessa forma, fica mais fácil focar e resolver os problemas individuais, na medida em que serão trabalhadas as dificuldades específicas de cada frequentador.

Oficina de leitura: é oferecida para crianças de diversas idades, às quartas-feiras, no período da manhã. A oficina consiste em reunir as crianças no espaço da biblioteca para que cada uma leia uma história e a apresente para o restante do grupo. Outra forma seria a leitura em conjunto, na qual as crianças leem juntas o mesmo texto e, quando necessário, recebem o auxílio da funcionária ou dos bolsistas do projeto. A oficina objetiva, a priori, desenvolver o hábito de ler e consequentemente incentivar os participantes a lerem com mais frequência. Há também um estímulo à criatividade da criança, ao mesmo tempo em que ela aprimora sua capacidade de leitura e interpretação textual. Os temas tratados na oficina de leitura são variados, abrangendo sempre a realidade das crianças e proporcionando a elas um contato com o mundo, com a ciência e a cidadania. Aulas preparatórias para prova; reforço e plantão de dúvidas: é talvez uma medida paliativa, porém muito importante. O objetivo da biblioteca não é fazer com que o frequentador estude somente para a prova, todavia, estudar para esta é fator inevitavelmente importante. Os moradores dos bairros (crianças, jovens e alunos do EJA) podem marcar aulas, sobre um determinado assunto, quando necessitam – seja para uma prova ou para reforço. Há também plantões para os alunos tirarem suas dúvidas. Nota-se que o objetivo não é substituir o papel da escola, mas apoiá-la, atendendo, em certo nível, as necessidades individuais.

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Jogos educativos: além dos livros, a biblioteca oferece diversos jogos educativos e lúdicos. O objetivo desses jogos é proporcionar entretenimento e ao mesmo tempo desenvolver a capacidade intelectual e motora dos participantes. Os jogos tornam a biblioteca um ambiente mais informal e agradável, atraindo ainda mais os moradores dos bairros, principalmente jovens e crianças. Sala de estudos: a biblioteca é, também, um lugar de estudo. Uma das crianças que frequenta a biblioteca de Saramenha uma vez nos relatou que não possuía mesa em casa, e por isso precisava vir à biblioteca para estudar. É um caso raro, porém existente. Muitos dos moradores não possuem em casa um ambiente tranquilo e propício para fazer os deveres escolares e estudar, por isso recorrem à biblioteca. O espaço físico da biblioteca é, como podemos perceber, importantíssimo aos moradores, na medida em que

proporciona um ambiente de estudo, sem o qual tornaria o processo de aprendizagem limitado. Atividades periódicas de recreação e sociabilidade: essas atividades envolvem toda a comunidade – crianças, jovens, adultos e idosos. Podem acontecer no espaço da biblioteca ou não, variando de acordo com a atividade. Dentre elas, estão: exposições dos trabalhos manuais feitos pelos moradores, caminhadas ecológicas para o conhecimento de regiões esquecidas do bairro, sessões de filmes; brincadeiras, entre outras. Pesquisa e oficinas: foi realizado o levantamento das tradições e receitas culinárias das famílias mais antigas (para posteriormente montarmos um livro sobre a história do bairro). Propostas pela biblioteca, essas atividades têm a finalidade de reunir e valorizar a comunidade, tal como resgatar as histórias e tradições do bairro. RESULTADOS E DISCUSSÃO Durante sua trajetória o projeto Oficina de ciência e cidadania obteve apoio de diferentes instituições – públicas e privadas –, além do apoio da comunidade, ambos indispensáveis. Para 2011, além das oficinas de leitura, pretendemos elaborar oficinas que envolvem outras áreas do conhecimento e outras atividades. As novas oficinas terão como objetivo ajudar os alunos a estuda-

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cida pelo projeto. O que este último pode fornecer são as ferramentas para o próprio indivíduo formar seu conceito de cidadão e obter, desta forma, sua posição frente ao mundo. Este é um posicionamento que compartilhamos com Hannah Arendt: A educação não pode desempenhar papel

rem outras disciplinas, de uma maneira que os mesmos consigam aprender com mais facilidade. Trabalhar experimentos, mapas geográficos, desenhos geométricos, entre outros, constituem um esboço dos conteúdos que serão tratados pelas novas oficinas. Atividades como pintura e artesanato também fazem parte das novas propostas. Mas por que Oficina de ciência e cidadania? Quanto ao termo ciência, podemos dizer que ele representa, neste projeto, o próprio conhecimento. Pode ser visto também como uma tentativa de aproximar a comunidade de Saramenha e Morro São Sebastião à universidade, pois afinal, o projeto é uma proposta de extensão. Já o termo cidadania é um pouco mais complexo, pois, o que é ser um cidadão? Seria pretensão nossa definir esta categoria. Todavia, assim como acredita Hannah Arendt, o papel da educação não deve se ligar ao plano político, no sentido de passar uma visão de mundo única e verdadeira. Uma fórmula para ser um cidadão completo e correto não é forne-

nenhum na política, pois na política lidamos com aqueles que já estão educados. Quem quer que queira educar adultos na realidade pretende agir como guardião e impedilos de atividade política. Como não se pode educar adultos, a palavra ‘educação’ soa mal em política; o que há é um simulacro de educação, enquanto o objetivo real é a coerção sem o uso da força. (ARENDT, 2001:225).

A combinação das atividades e ações descritas acima transformou a biblioteca em local privilegiado para apoio didático-pedagógico e difusão cultural. Além disso, notamos o maior envolvimento entre os moradores nas oficinas, ações recreativas e empréstimos de livros. Assim, a biblioteca também passou a figurar como espaço de sociabilidade comunitária. O destaque ficou para os resultados obtidos com as crianças no aprimoramento da leitura, escrita e interpretação de texto, proporcionado pela oficina de leitura e pelas explicações individuais. Muitas crianças relataram que melhoraram seus desempenhos nas disciplinas escolares e a Escola René Giannetti obteve a melhor avaliação da região dos inconfidentes no ultimo IDEB 6,9.

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CONCLUSÃO A experiência da biblioteca de Saramenha de Cima sugere que as bibliotecas comunitárias podem servir para ampliar e dinamizar as oportunidades de leitura e estudo em localidades afastadas ou desprovidas de serviços públicos do gênero. Tais espaços mostram-se ideais para o estimulo à leitura despretensiosa, convivência social e aprendizado, além de servir como ponto de referência cultural para os membros da comunidade. A convivência entre as pessoas melhorou e se expandiu, trazendo para o bairro antigos moradores e cidadãos de outros locais, tanto nas atividades culturais como no apoio às ações de aprendizado formal. Além disso, a valorização da comunidade e do idoso vem acontecendo principalmente com o trabalho de pesquisa da história local. O retorno para os discente foi muito significativo, visto que a participação nas atividades os preparam para a vida profissional e acadêmica. Na área de engenharia a participação em ações sociais e comunitárias se mostra um diferencial para os envolvidos no projeto. A integração entre comunidade, universidade, poder público e empresas foi efetiva e evidenciada na melhoria do desempenho escolar dos alunos da comunidade e da universidade. Essa integração, uma das propostas essenciais da extensão, é uma forma de dialogar o saber acadêmi-

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co com o saber da comunidade, aliando ciência, ensino, pesquisa e melhoria social. AGRADECIMENTO: Fundação Gorceix, Proext – MEC/SESU Referência ARENDT, Hannah. A crise na educação. In: Entre o passado e o futuro. 5ª ed. São Paulo: Perspectiva, 2001. BERGER, Peter L; LUCKMANN, Thomas. A construção social da realidade. Petrópolis: Vozes, 1985.

Coordenador do Projeto: Carlos Alberto Pereira Participantes Sara C. Toledo UFOP, Departamento de Serviço Social C. Pereira Costa Escola Estadual Dom Pedro, Ouro Preto-MG Igor P. Gonçalves Escola Estadual Dom Pedro II, Ouro Preto-MG Sonia Marcelino UFOP, Bibliotecária Fabiano G. da Silva UFOP, Departamento de Engenharia de Minas Carlos A. Pereira UFOP, Departamento de Engenharia de Minas Rosália C. A. Lopes IFMG, Campus Ouro Preto Sâmyla Viana de Oliveira IFMG, Campus Ouro Preto

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Já utilizou o equipamento de autoempréstimo da Biblioteca do ICHS? Conheças as funcionalidades do equipamento!

Você sabe como renovar seus livros de casa? Caso tenha alguma dúvida assista o vídeo explicando todo o processo pelo link abaixo!

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Comemoração de 10 anos do Centro de Extensão do ICHS No dia 02 de março de 2013 aconteceu, no auditório do Instituto de Ciências Humanas e Sociais – ICHS da UFOP, pela manhã, a comemoração de 10 anos de funcionamento do Centro de Extensão do ICHS – CEICHS. O evento contou com a participação de autoridades como a Vice-Reitora da UFOP, Profa. Dra. Célia Maria Fernandes Nunes, os Pró-Reitores de Extensão da UFOP, Prof. Dr. Rogério Santos de Oliveira e Profa. Dra. Ida Berenice Heuser do Prado; também estiveram presentes corpo docente e discente da UFOP, pessoas da comunidade, participantes e ex-participantes de atividades extensionistas do ICHS.

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Um pouco de história O Centro de Extensão do ICHS foi criado a partir de uma Resolução do Conselho Departamental, à época presidido pelo Prof. Dr. Luiz Carlos Villalta, em agosto de 2001, com intuito de solucionar algumas dificuldades em operacionalizar atividades de extensão em Mariana, devido à distância entre o ICHS e a PROEX em Ouro Preto. O CEICHS começou a funcionar, efetivamente, em 2002. Desde então, tem auxiliado no desenvolvimento de diversas atividades extensionistas que ocorrem no ICHS. O CEICHS funciona com uma Secretaria, cujas funções são cadastrar e manter registros de todas as atividades de extensão oferecidas no âmbito do ICHS ou sob a coor-

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Comemoração de 10 anos do Centro de Extensão do ICHS

denação de docentes e técnicos lotados nesse Instituto; dar assessoria aos cursos de extensão, desde a matrícula dos alunos até a sua certificação; dar suporte aos professores e alunos envolvidos, registrando a frequencia deles, monitorando o pagamento de bolsas e certificação dos mesmos nos respectivos projetos, cursos e eventos extensionistas, e uma Coordenação, que tem papéis como representar a Extensão do ICHS no Comitê de Extensão, representar a Extensão no Conselho Departamental do ICHS, bem como coordenar os serviços da secretaria do Centro. Embora já com dez anos de funcionamento, foi apenas em 2012 que o CEICHS foi oficializado junto à Pró-Reitoria de Extensão e passou a protocolar as ações extensionistas do Instituto, bem como a certificá-las, diretamente, sem que isso passe primeiro pela PROEX.

Fazendo um levantamento do número de propostas extensionistas desenvolvidas no ICHS desde a criação do CEICHS, é possível visualizar um pouco do trabalho do Centro de Extensão ao longo desses dez anos: Como é possível visualizar no gráfico, o número de ações realizadas chegou a um grande patamar no ICHS (em média, 20 ações extensionistas por ano) e se estabilizou, com a participação de em torno de 80 bolsistas e/ou voluntários, o que mostra a importância da extensão no Instituto e o trabalho do CEICHS nessa década. O evento A comemoração de 10 anos do CEICHS começou com uma mesa redonda, com-

Número de ações extensionistas e discentes envolvidos por ano

80 60

Ações Bolsistas/voluntários

40 20 0 20 02 20 03 20 04 20 05 20 06 20 07 20 08 20 09 20 10 20 11 20 12

Número de pessoas

100

Anos

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posta pelos professores doutores Célia Maria Fernandes Nunes, Danton Heleno Gameiro e Leandra Batista Antunes. Nesse momento, foram relembrados o papel da extensão na universidade, sua importância, bem como um breve percurso da extensão no ICHS ao longo dos dez anos de existência do Centro de Extensão. A vice-reitora da UFOP, Profa. Célia, ressaltou quão importante é o envolvimento do ICHS com a extensão universitária. O Prof. Danton, como Ex-Pró-Reitor de Extensão e Ex-Presidente do Comitê de Extensão, bem como a Profa. Leandra, Ex-Coordenadora do CEICHS, mostraram como a extensão conquistou definitivamente seu espaço no ICHS, principal-

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mente ao longo dos últimos anos. Numa segunda parte do evento, diversos coordenadores e ex-coordenadores de ações extensionistas, bem como bolsistas e ex-bolsistas participantes dessas ações foram convidados a dar seus depoimentos sobre a importância da extensão no ICHS. Alguns coordenadores lembraram que a extensão já acontecia no ICHS antes da criação do CEICHS, mas que essa criação veio a facilitar a práxis do trabalho extensionista. Alguns bolsistas e ex-bolsistas ressaltaram o papel da extensão na sua formação e destacaram a importância de integração entre comunidade e universidade, o que a extensão

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proporciona. Alguns depoimentos dados pode ser visto abaixo: Com projeto de extensão é possível ficar mais próximo da comunidade, atrelando o conhecimento adquirido na academia com práticas que ocorrem no cotidiano e que, nem sempre, fazem parte da nossa rotina. Além disso a extensão promove novos aprendizados, pois vivenciamos diversas situações que nos possibilitam aprender a lidar com a realidade que nos cerca. Natália Janaína Coelho Gomes

Como bolsista do Programa de Extensão PROEJA, tive uma rica experiência de atuação que acompanha minha vida profissional e pessoal até hoje. Trabalhei inicialmente como alfabetizadora de jovens e adultos. No decorrer do trabalho passei a trabalhar na organização do programa, análise e produção de material didático principalmente na inserção da aprendizagem lúdica para EJA, e na formação de alfabetizadores do segmento. [...] Este espaço é pequeno para relatar o quanto eu aprendi no Centro de Extensão do ICHS e como eu olho para o outro agora; hoje eu ensino, porém aprendo mais depois da experiência extensionista. Só digo que é incrível a forma que o Centro de Extensão abriga tantos projetos importantes e que têm por beneficiária a comunidade, o que mostra incontestavelmente sua utilidade pública.[...] Vera Lucia da Silva A experiência de dar aulas na extensão foi muito enriquecedora em todos os sentidos: primeiro por ter me colocado em contato com a realidade da sala de aula antes mesmo do término da minha graduação; segundo, por abrir novos horizontes a partir das discussões acerca do uso dos materiais, metodologia de ensino, avaliação entre outros e, por fim, por ter me proporcionado uma convivência ímpar com toda equipe da extensão, que na época, foi uma grande “família” para mim. Sem dúvida nenhuma, posso dizer que devo muito da minha formação ao Centro de Extensão do ICHS. Débora Mendes Neto

Todas as atividades realizadas nessa comemoração mostraram a importância de termos um Centro de Extensão no ICHS. Que, depois da comemoração da primeira década do CEICHS, venham mais muitas décadas de realizações e sucessos!

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Lançamento de livro No último dia 18 de março, foi lançada na Livraria Leitura de Belo Horizonte, no BH Shopping, o livro “Cabeça nas Nuvens” da psicopedagoga Jane Haddad. Para a autora, o TDA/H vem ganhando lugar na mídia, nos consultórios médicos, psicológicos e psicopedagógicos, na educação e na tendência da moda educacional e contemporânea: para tudo tem um nome, uma resposta, uma certeza. Preencher é o lema! A ideia deste livro é o oposto destas respostas prontas e dessas certezas estabelecidas. O momento educacional contemporâneo nos convoca ao esvaziamento, deixar tantas certezas e começar

a nos interrogar: Por que crianças e jovens andam “hiperativos” e desatentos? Este livro não é fruto de pesquisa acadêmica (ainda) e, sim, de uma experiência de um “sujeito aluna-filha-mãe-educadora” que vem sustentando seu desejo em falar da educação de um outro lugar, um lugar de possibilidade, de alguém que se implica no processo de educar, que escuta, que observa e, principalmente, de alguém incompleto, que se mantém em movimento, apesar de suas dificuldades. Este livro é a possibilidade de um (re)encontro com nossa (des)atenção diária diante do aumento aceito considerável de crianças e jovens “diagnosticadas” e nomeadas muitas vezes por pais e professores como “portadores” de TDAH. Conheça mais do seu trabalho em www.janehaddad.com.br .

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@contece 11 e 12 abril de 2013 ICHS-Mariana – MG Universidade Federal de Ouro Preto Apresentação: Elaborada a partir de preocupações e propostas do Grupo de Estudos sobre Discurso e Memória (GEDEM-UFOP-ICHS), a II Jornada de Pesquisa: Discurso, Identidade e Memória objetiva, em um esforço conjunto de interação e dialogismo, fomentar o debate voltado para a reflexão em torno de temas próprios à pesquisa e à produção científica no âmbito das ciências humanas e sociais. Em especial, trata-se de uma iniciativa que busca contribuir para a pesquisa na área dos estudos da linguagem, em sintonia com as linhas de pesquisa do Departamento de Letras e do Programa de Pós-Graduação em Letras da UFOP (Linguagem e Memória cultural / Tradução e Práticas discursivas). Minas Gerais se apresenta, de fato, como uma região propícia aos estudos que relacionam discurso, memória e identidade, em função, sobretudo, de sua riqueza cultural e de sua diversidade patrimonial, tanto tangí-

vel quanto intangível, o que motivou o GEDEM a se dedicar, desde 2009, a esses estudos. Nesse contexto, a II Jornada busca não só consolidar algumas reflexões e pesquisas desenvolvidas no interior do GEDEM, como também fortalecer parcerias interinstitucionais, a partir da interação com pesquisas que vêm sendo desenvolvidas no âmbito de outras Instituições de Ensino superior em Minas Gerais. A programação do evento prevê a participação, como convidados, de pesquisadores de reconhecimento nacional, que muito poderão contribuir para as pesquisas que se realizam na pós-graduação e também para as diversas atividades de pesquisa realizadas no âmbito da Graduação. Para saber mais sobre o evento, acesse o nosso site: www.gedem-ufop.com

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@contece 16º Fórum EJA da Região dos Inconfidentes

O Fórum EJA é um encontro regional que procura discutir a Educação de Jovens e Adultos na atualidade, em especial a realidade enfrentada por esta modalidade de ensino na Região dos Inconfidentes, buscando contribuir para a melhoria da qualidade do ensino ofertado a esse público. A Universidade Federal de Ouro Preto em parceria com as prefeituras dos municípios da Região dos Inconfidentes, o IFMG e a SRE de Minas Gerais acreditam que a realização desse evento contempla a Educação de Jovens e Adultos nos municípios envolvidos por meio de discussões sobre a temática, além de oferecer

oficinas e minicursos aos professores, representando um momento de troca de experiências entre os profissionais participantes. A realização destes fóruns tem como objetivos: aprimorar saberes sobre a Educação de Jovens e Adultos no Brasil; oferecer subsídios para a capacitação dos educadores da Educação de Jovens e Adultos; promover a troca de experiências entre os participantes. O 16º Fórum EJA da Região dos Inconfidentes terá como palestra de abertura “O perfil do educando da EJA

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16º Fórum EJA da Região dos Inconfidentes

- especificidades” que será proferida pela Profª Drª Carmem Lúcia Eiterer – Pesquisadora do NEJA-UFMG. Serão ofertados dois minicursos: 1: “ENEM e ENCCEJA: as articulações com a avaliação educacional na EJA” Prof. Dr. Daniel Abud Seabra Matos (DEEDU). 2 : “Os impactos das teorias educacionais na constituição das políticas públicas para o trabalho com a EJA”Prof. Dr. Marcelo Donizete da Silva (DEEDU). O Fórum promoverá ainda a realização de duas oficinas: Oficina 1: “Discutindo a Matriz de Referência de Matemática do Programa

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Brasil Alfabetizado: os Temas e seus Descritores” – Profª Ms. Carolina Soares Rodrigues (Divinópolis). Oficina 2: “Práticas de leitura na EJA: uso dos descritores de língua portuguesa” – Profª Drª Leandra Antunes (DELET). Como inovação, o 16º Fórum EJA oportunizará espaço para relatos de quem tem experiências exitosas na EJA e queiram compartilhar com os interessados: 1. “O uso da Informática na alfabetização de adultos: uma experiência com a Mesa Positivo” (Karlene de S. Bonfim, Geize A. Firmino e Cristina M. de Jesus - bolsistas do PIBID-PED/ EJA).

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16º Fórum EJA da Região dos Inconfidentes

2. Por uma poética no campo: a experiência da EJA na zona rural. (Juliana de Conti Macedo). Para que a Educação de Jovens e Adultos se efetive como forma de conquista democrática pelos seus sujeitos, é necessário que seja reconhecida a diversidade de seu público e implementada uma política que não apenas alfabetize, mas que contribua para a construção do indivíduo.

O 16º Fórum EJA da Região dos Inconfidentes acontecerá no dia 10 de abril no Instituto de Ciências Humanas e Sociais (ICHS) da UFOP, em Mariana.

As inscrições são gratuitas e podem ser realizadas pelo email: forumejainconfidentes@gmail.com

Todos os interessados na Educação de Jovens e Adultos são esperados neste evento. Participem! Regina Bonifácio - Professora do Departamento de Educação

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col@bore conosco! A publicação Uni/Versos convida todos os seus leitores a enviarem seus textos para o nosso próximo número.

Aceitaremos textos nas seguintes temáticas: • que abordem a inter-relação entre a universidade e a sociedade; • sobre os projetos de Extensão e Pesquisa da UFOP; • resenhas de livros que fazem parte do acervo da Biblioteca do ICHS e que tenham sido publicados (ou reeditados) nos últimos 5 anos; • textos literários e artísticos nas seguintes modalidades: prosa (como conto, por exemplo), lírica (como poesia, por exemplo) e quadrinhos/charges; • textos que abordem temáticas relevantes da área de humanidades.

Orientações para envio Os textos devem ter entre 500 (quinhentas) e 2 (duas) mil palavras, resguardamo-nos ao direto de realizar pequenas intervenções nos textos (não literários) para a publicação. No caso de quadrinhos e charges o limite é de 1 (uma) página em tamanho A4. Lembramos ainda que os textos serão avaliados e podem ser publicados até mesmo em números futuros (informaremos aos autores se for essa a situação). Os autores deverão enviar juntamente como texto uma pequena nota biográfica contendo: nome completo, instituição de formação e curso e o atual vínculo institucional (se tiver). Deve ser encaminhado ainda, uma foto que irá acompanhar o texto da publicação. Os textos deverão ser encaminhados para o e-mail universos.bibichs@gmail.com O prazo máximo de envio do texto para a publicação no próximo número é dia 30 de abril!!! 34

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