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www.multiplicidade.com maio a dezembro de 2005/2006

oifuturo www.oifuturo.org.br


MARIA ARLETE GONÇALVES

MARIA ARLETE GONÇALVES

O Multiplicidade_Imagem_Som_inusitados nasceu em maio de 2005, juntamente com o Oi Futuro, que, naquela época, ainda respondia pelo nome de Centro Cultural Telemar. O projeto foi criado em total sintonia com o conceito de convergência, que une idéias, linguagens e pessoas de todos os sotaques em um só espaço. Passado esse tempo, o Multiplicidade conserva a originalidade inicial e, a cada edição, reforça a opção pelo novo. Ao explorar os limites da arte digital, com apresentações únicas de artistas da cena contemporânea mundial, o formato faz diferença no calendário cultural do Rio de Janeiro.

The Multiplicidade_Imagem_Som_inusitados (Multiplicity >Unusual_Image _Sound) was created in May 2005, together with the Oi Futuro institution, at the time still called Centro Cultural Telemar. The project was conceived in complete harmony with the convergence concept, in other words, uniting ideas, languages and people of all sorts in the same place. As the time goes by, Multiplicidade maintains the endeavor for originality and each happening reinforces the option for innovation. Through exploitation of the boundaries of digital art, allied with unique performances from artists of all the contemporary world trends, the event stands out in the cultural calendar of Rio de Janeiro.

Multiplicidade_Imagem_Som_inusitados tem curadoria de Batman Zavareze, profissional realmente multimídia e que usa poderes de super-herói para promover encontros a princípio improváveis, produzir ambientações únicas e criar atmosferas invariavelmente surpreendentes. Sempre fazendo de cada show uma experiência singular. Quem saiu ganhando foi o público carioca, que, ávido de novidades, tem sido fiel e cada vez mais numeroso. Em várias ocasiões, o Multiplicidade_Imagem_Som_inusitados serviu também de plataforma para lançamentos de CDs e publicações. Em agosto de 2006, por exemplo, foi a vez de unir o projeto à vocação provocadora da revista Colors que, a cada edição, promove um olhar não convencional sobre o homem e a diversidade dos mundos que ele habita. O lançamento do número 68 da revista no Multiplicidade revelou uma Amazônia raramente vista . Agora, o Oi Futuro orgulha-se de colocar à disposição esse catálogo, que resume em textos e imagens o que tem sido o projeto. Quem nunca viveu uma noite Multiplicidade vai ter a oportunidade de ter uma amostra do que perdeu. Para ler e ver com a cabeça e o coração abertos.

04_05 Maria Arlete Gonçalves, diretora do Oi Futuro Maria Arlete Gonçalves, director of Oi Futuro www.oifuturo.org.br

The Multiplicidade_Imagem_Som_inusitados project has guardianship of Batman Zavareze, a trully multimedia professional. Among his superhero powers, it’s important to remark that he is capable of: promoting unlikely meetings, assembling unique scenarios and creating inevitably astonishing environments. Each presentation is a remarkable experience. And the great prize is earned by the carioca audience. Eager for innovation, the cariocas comprise a faithful and each day more numerous legion of supporters. More than once, the Multiplicidade_Imagem_Som_inusitados was used as platform in the release of music albums and magazines. In August 2006, the project joined hands with Colors magazine, endorsing its inflammatory vocation. Each issue, the magazine promotes a non-conventional view of people and the diversity of environments we live. Issue 68 was released in the Multiplicidade event, exposing an uncommon glimpse of the Amazon. Now, the Oi Futuro institute is proud to present this catalogue. In your hands is a compilation of texts and images that capture the soul of this project. If you have never lived a Multiplicidade evening, now it’s your opportunity to have a glance of what you have been losing. This is a better reading for the open-minded and open-hearted.


BATMAN ZAVAREZE

BATMAN ZAVAREZE

Multiplicidade… recorro ao dicionário pra tentar explicar:

Multiplicidade, as it is found in the dictionary:

Multiplicidade S. f. 1. Qualidade de multíplice. Multíplice Adj. 1. Que se manifesta de várias maneiras; complexo, variado,..

Multiplicidade s. f. 1. multiplicity, manifoldness, great number. Multíplice adj 1. multiplex, varied, manifold. 2. copious. 3. appearing under many aspects

A criação do projeto vem ao encontro de um desejo pessoal: saciar a inquietação, a curiosidade. The creation of this project is inwardly linked to a personal wish: fulfilling the unrest, the curiosity.

O nome, Multiplicidade, é auto-referencial. A função que ocupo é fruto da vontade de ver e ouvir um repertório artístico contemporâneo diferente, que provoque a inventividade criativa experimental numa discussão multíplice.

The name Multiplicidade is a self-reference. My function in the project is fruit of the desire to watch and listen to a different contemporary artistic repertoire, that would be able to incite experimental creativity in a multiple debate.

Artistas visuais e musicais se encontram num mesmo palco – concreto ou virtual – buscando novas possibilidades para explorar o limite de seus trabalhos, usando a tecnologia como suporte, dividindo com o público este risco coletivo.

Musicians and visual artists join together in the same stage - be it a concrete or virtual stage - in search for new possibilities to exploit the boundaries of their crafts. The technology is the main pillar and the audience share with the artists the collective risks of this experimental experience.

A cada espetáculo, um encontro único entre arte visual, música e tecnologia . A intenção do Projeto Multiplicidade é promover a expansão, a expressão, a convergência, o diálogo e o intercâmbio de novas idéias, desconstruindo linguagens para experimentar novas relações entre o público e o universo digital.

Each performance is an unique gathering of visual art, music and technology. The goal of the Multiplicidade project is promoting expansion, expression, convergence, dialogue and exchanging of new ideas; deconstructing languages so to experiment new relations between the audience and the digital universe.

Durante todo o ano, quinzenalmente às quintas-feiras, uma nova estréia. Fôlego de maratonista para consolidar uma opção regular no calendário cultural da cidade.

Throughout the year, every other Thursday, always a new debut. For us, it was necessary to have the breathe of a marathon athlete, in order to keep this project running as a regular option in the cultural calendar of the city.

Num primeiro momento, tivemos a função de criar, formatar, propor, explicar, convidar, negociar, promover, e se estabelecer.

First of all, we had the mission to create, design, propose, explain, invite, negotiate, promote and establish ourselves.

Inauguramos em maio de 2005 praticamente junto com o Centro Cultural Telemar, que hoje se renova com a nova denominação de espaço cultural Oi Futuro. Daqui a 10 anos vai ser mais fácil avaliar, criticar ou elogiar. Com apenas 2 anos de existência, temos em mente que devemos continuar caminhando, sem correr, mas sem parar, para continuar naturalmente evoluindo.

In May 2005, we started our enterprise almost at the same time as the Centro Cultural Telemar. With the new designation of Oi Futuro, it evolves nowadays into a new cultural center. In ten years it will be easier to evaluate, criticize or praise. However, with only two years of life, we need to have in mind that this project must keep going, not rushing, but walking on and on so to keep evolving naturally.

A responsabilidade é a mesma dos grandes projetos de Educação e Cultura: construir um movimento de longo prazo com qualidade, valorizando a riqueza da diversidade. A ambição é ser plural e singular. Ser plural no sotaque, no repertório; e singular a cada espetáculo, a cada encontro inusitado. A parceria com toda a equipe do Oi Futuro é fundamental. Ela comanda a gestão do novo espaço cultural da cidade do Rio de Janeiro e que, em tão pouco tempo, já se fez reconhecido de forma unânime tanto pelo público quanto pelos artistas que por lá passaram. Em 2006, através da lei de incentivo cultural do Governo do Estado do Rio de Janeiro, foi possível captar recursos, ampliar a qualidade técnica e viabilizar a participação de artistas de todo o Brasil, agregando ainda mais para nosso amadurecimento. Nas próximas páginas veremos o resultado destes 29 espetáculos realizados entre 2005 e 2006. Eles são fruto da união de patrocinadores, fornecedores, equipe, realizadores, apoios, artistas e público que nunca esmoreceram. Como estas páginas não emitem som, proponho ler em voz alta ou visitar nosso site com toda a documentação em fotos e vídeos desses encontros. Se, até aqui, continuo sem muita clareza do meu tema, Multiplicidade, profissionais que são referenciais para o projeto nos ajudarão nesta missão complementar: > Billy Bacon escreve sobre a Imagem, > Mauricio Valladares escreve sobre o Som, > Tom Zé escreve sobre o Inusitado. Parafraseando o eterno tropicalista septágenário – Tom Zé; “Tô te explicando pra te confundir”.

06_07 Batman Zavareze é Curador do Multiplicidade_Imagem_Som_inusitados Batman Zavareze is Curator of Multiplicity_Unusual_Image_Sound www.multiplicidade.com

The social responsability is the same as in any important project of Education and Culture, that is to build up a long-term movement with quality, esteeming the richness of diversity. The ambition is to be plural and unique. Being plural in the accent, in the repertoire; and unique in each spectacle, in each unusual gathering. The partnership with the Oi Futuro staff is essential. They administer Rio de Janeiro's newest cultural center, in so little time already unanimous accepted by audience and artists. In 2006 the cultural incentive legislation of the Rio de Janeiro State Government made possible to raise funds, increase technical quality and enable the participation of artists from all over the country; adding more to our maturation process. In the following pages, we'll see the outcome of the 29 spectacles, performed throughout 2005 and 2006. These are the fruits from the union of sponsors, suppliers, staff, producers, supports, artists and audience that never faltered. This pages can't sing for you, so I suggest you read it aloud or visit our website and glance through all records of photos and videos of our gatherings. If by now I'm still not articulate enough concerning Multiplicidade, I present you some professionals that are reference for the project, and they will help us in the task of explaining our motto: > Billy Bacon writes about Image > Mauricio Valladares writes about Sound and > Tom Zé writes about Unusual. As Tom Zé - the eternal septuagenarian tropicalista - would say; "I'm explaining just so you can be more confused".


BILLY BACON

BILLY BACON Todos sabemos, mais ou menos, como funciona a visão: Um aparelho naturalmente perfeito, constituído por câmeras, lentes e nervos óticos que captam estímulos luminosos, os elaboram e transmitem ao cérebro. Cores, luzes, figuras, impulsos, vibrações. Um dos canais mais fascinantes, complexos e poderosos de comunicação do homem com o mundo exterior. É assim que, cientificamente, percebemos e vemos imagens. Quando aliadas às palavras ou quaisquer outros instrumentos de linguagem, estas imagens se transformam e ganham significado. Adquirimos, assim, informação e conhecimento. Neste processo de comunicação bilateral, ao aprender e responder a esses estímulos, nos tornarmos mais sensíveis e inteligentes. Pensamos mais. Como designer gráfico, aprendi a compreender e manipular o processo de persuasão através da comunicação visual. Por outro lado, o poder da imagem e da comunicação através da visão evoluiu de maneira tão eficaz nas últimas décadas que todos nós, de forma passiva ou não, nos tornamos influenciados por qualquer coisa, bastando para tal um bombardeio maciço e contínuo de imagens (e mensagens) dirigidas e construídas.

We all know, in a way or another, how vision works: A perfect naturally crafted device composed by cameras, lenses and optical nerves that capture bright stimuli, elaborate and conduct them to the brain. Colors, lights, shapes, impulses and vibrations. One of the most fascinating, complex and powerful communication channels between human being and the outer world. This is how we, scientifically, perceive and see images. When connected to words or any other language contrivances, these images are transformed and acquire meaning. In that way we earn information and knowledge. During this process of bilateral communication, when we learn and respond to these stimuli, we become more sensible and intelligent. We think more. Being a graphic designer, I learned to comprehend and manipulate the persuasion process through visual communication. On the other hand, the power of image and communication throughout vision evolved so efficiently in the last decades that all of us, in a passive way or not, get influenced by whatever, being enough for that, a substantial and continuous avalanche of images (and messages) built and driven to us. Fortunately, to minimize the stressful effects of this information overcharge, we can appeal to some extremely simple resources. A weekday in the beach, a different food, a new book, watch a starry night, travel to an unknown place or, more recently, take part in a Multiplicidade performance. In this project, the boundaries of the pictorial, verbal and sonorous language are extended by diversity e variety of contents and styles. The “unusual” brings that strangeness of the “new”, inspiring and making us reckon. The sensorial experiences that all participants of this – in terms of format – anarchic proposal offer to the viewers do not treat them as a marketing target. On the contrary, the intention is to explore our idiosyncrasies. They want our contemplation in order to give us freedom for the retina and relief for the mind! They create images with new functions, and functions with new functions, imprecise and imperfect. Chaos, order, disorder, fragments and meanings to arouse and sensitize us. Thank goodness.

Felizmente, para minimizar os efeitos estressantes desta sobrecarga de informação, podemos recorrer a alguns recursos extremamente simples. Uma praia em um dia da semana, uma comida diferente, um livro novo, observar um céu estrelado, fazer uma viagem para um lugar desconhecido ou, mais recentemente, participar de um espetáculo do Multiplicidade. Neste projeto, as fronteiras da linguagem pictórica, verbal e sonora são ampliadas pela diversidade e variedade de conteúdos e estilos. O “inusitado” traz com ele aquele estranhamento do “novo” que inspira e nos motiva a opinar. As experiências com os sentidos que todos os participantes desta proposta anárquica, em termos de formato, oferecem ao público não têm pretensão de nos tornar mais um alvo de mercado. Pelo contrário, a intenção é explorar nossas idiossincrasias. Querem nossa contemplação, oferecendo em troca liberdade para a retina e alívio para a mente! Criam imagens com novas funções, funções com novas funções, imprecisas e imperfeitas. Caos, ordem, desordem, fragmentos e significados para nos despertar e nos sensibilizar. Ainda bem.

08_09 Billy Bacon, designer gráfico e professor da Raffles Design Institute em Xangai/China Billy Bacon, graphic designer and teacher at Raffles Design Institute in Shanghai/China www.nudes.com.br

Em 1996 Billy Bacon fundou o escritório Nú-dës – núcleo de design – com propostas gráficas não convencionais. O resultado foi um choque no mercado. Arrebatou prêmios e se consolidou como referência profissional de sua geração. Para os trabalhos não comerciais, criou o projeto Nüdes:ordem para extravazar e se comunicar em espetáculos multimídia. Graphic designer and professor, Billy is currently teaching at Raffles Design Institute in Shanghai, China. In 1996, he founded the Nú-dës – design nucleus – enterprise aiming non-conventional graphic solutions. The overcome was an impact on the market. He seized several awards and became a professional reference for his generation. For non-commercial works, he created the Nüdes project: organization made for extravasation and expressing through multimedia performances.


MAURICIO VALLADARES ...a única coisa em que a gente pode ser radical é na LIBERDADE. E aí inclui-se a liberdade (e coragem) para mudar. LOVE, "toda criação é uma loucura que dá certo" "music is your only friend" (meu outro lover JIM MORRISON) Desse jeitinho terminou a carta que Zezé Jones me enviou em março de 1984. Era o início de minhas aventuras radiofônicas... e ela, a ouvinte dos sonhos. Época de curiosidade, muita gente querendo saber das coisas – punk, pós-punk, dub, Tim Maia (um desconhecido para a garotada de então), Joy Division, o som de Brasília, samba, jazz, krautrock... Mistura, desejo, preconceito no lixo, multiplicidade, novos tempos com os pezinhos lá atrás... e lá na frente! Zezé partiu pro andar de cima há muito tempo, mas deixou comigo uma responsabilidade que faço questão de levar às últimas conseqüências... a qualquer preço! A mensagem que ela cravou no meu coração é a mesma em vários outros “fronts” que buscam a essência da música... dos sons.

MAURICIO VALLADARES

O Multiplicidade existe para defender as idéias de Zezé... as nossas! Para defender a liberdade.

... the only thing whereat we have to be intransigent is FREEDOM. And this also means the freedom (and courage) for changing. LOVE,

À criação! Produtor e apresentador da Rádio Fluminense FM, a Maldita, nos anos áureos. Criador e fundador do movimento cada vez mais atual RoNca RoNca. Responsável pelo lançamento de bandas como Paralamas do Sucesso, Capital Inicial, Legião Urbana, Funk Fuckers, Pato Fu, entre outras. Para completar, em 1992, Mauval criou o “Radiolla” fora do dial, na Torre de Babel, misturando no mesmo palco Chico Science com Nelson Sargento, Skank com uma harpista clássica, exatamente o que o Multiplicidade se propõe um dia a fazer.

“all creation is madness that ended right” "music is your only friend" (my other lover JIM MORRISON)

10_11 Mauricio Valladares, DJ e produtor musical Mauricio Valladares, DJ and musical producer www.roncaronca.com.br

Producer and disk jockey of Maldita FM Radio in the golden years. Creator and founder of the RoNca RoNca movement, faithfully trendy. Responsible for the revelation of such bands as Paralamas do Sucesso, Capital Inicial, Legão Urbana, Funk Fuckers, Pato Fu, among others. Thus, in 1992, Mauval created the “Radiolla” shows, in the Torre de Babel theatre, where he would mix in the same stage Chico Science and Nelson Sargento or Skank and a classical harpist. That’s exactly what Multiplicidade intends to achieve.

This is how ended the letter Zezé Jones sent me in March 1984. I was still walking the first steps of my adventures in radiocast, and she was my dream listener. These were times of curiosity. A number of people were curious about what was popping out – punk, post-punk, DUB, Tim Maia (a complete stranger for the kids at the time), Joy Division, the bands from Brasilia, samba, jazz, krautrock… Blending, desire, prejudices threw away, multiplicity, new days carrying influence from the past… but way ahead it! Zezé left us a long time ago, but she left me a responsibility I’m proud to carry to extreme consequences… and at any cost! The message she planted in my heart is identical in several “fronts” that are striving for the essence of music… of sound. The Multiplicidade is meant to be a defender of Zezé’s ideals… our ideals! In order to defend freedom. For creation!


NOTES FROM TOM ZÉ Today, the creators of what we call “artistic products” are aiming for originality. And they aren’t saving ammunition! As the products are enrolled in this compection, the so called quest for originality, they face several adversaries and they incur in a certain pattern of repeated tactics. Originality comes from the word origin, also meaning what has never existed before. And that’s what can, on principle, exclude the ostensible consumption and place the truly original apart from the masses. GOD MICKEY Hundreds of visitors came to see the exhibition of sculptures of greco-roman deities, in the Faap cultural center, in São Paulo. The masses are eager for stimuli, although not very selective: they swallow from Van Damme to Afrodite. I heard one visitor, after staring at the shadow cast on the wall by the statue of Hermes, with its winged helmet, pointing out to his girlfriend: “That’s so cool, it looks like Mickey!” Walt Disney and the god of trade and thieves blended together in the repertoire of the middle class of São Paulo. It was a model and curious remark. I mean, we should be very careful: the unusual isn’t always a merit by itself.

ANOTAÇÕES DE TOM ZÉ O alvo de quem cria o chamado “produto artístico” hoje é a originalidade. Haja bala! Como produto se inscreve em competição, a maratona soi disant* original tem numerosos concorrentes e incorre em certa repetição de processos. Originalidade aponta para a palavra origem e também para o que não existiu antes. O que pode, por princípio, excluir o consumo ostensivo e colocar o verdadeiramente original distante da massa. DEUS MICKEY Na exposição de esculturas de divindades greco-romanas em São Paulo, os freqüentadores se contam às centenas. A massa gosta de estímulos, embora não muito seletivamente: engole Van Damme e Afrodite. Ouvi um visitante que olhava a sombra projetada na parede da Faap pela estátua de Hermes, com seu capacete provido de duas asas arredondadas, observar para a namorada: “Que legal, parece o Mickey!” Walt Disney, o deus do comércio e dos ladrões, fundiram-se no repertório da classe média paulistana. Foi um comentário exemplar e curioso; tome cuidado: o incomum nem sempre é valor em si mesmo.

MUSIC FOR THE SUBURBS I’ve always wanted to write music for the people of the suburbs, their faces reminded me of my own, so alike. Well, the more popular I would intend an album to sound, more demands I propose for myself and for my listeners. Do you remember the poet Maiakovsky’s dilemma? Are the masses ready for eating brie cheese? Some people say that the outcome may be unusual. It is not about boasting of, because I don’t think of it as praising, only as documental. I don’t control the results, severity isn’t enemy of surprise. I’m a vessel for the way of creating: as it designs a map with many layers, I’m just following the outlines.

MÚSICA PARA ARRABALDE Sempre quis fazer música para as pessoas da periferia, de caras tão parecidas com a minha, tão irmãs. Ora, quanto mais popular pretendo que seja um disco, mais vou propondo exigências a mim mesmo e ao meu ouvinte. Maiakovsky e a massa comendo o biscoito fino, lembram-se? Comentam alguns que o resultado pode ser inusitado. Não se trata de jactância, pois não tomo o adjetivo como elogioso, ele é apenas documental. Não controlo o resultado, o rigor não é inimigo da surpresa; sou veículo do modus faciendi**, que vai desenhando um mapa profundo, só acompanho os contornos. INUSITADOS Desenham o inusitado Antônio Bispo do Rosário, o artista plástico que trabalha bem a aglomeração; a Orquestra Mediterrânea, inesquecível grupo, desfeito logo após construir no palco um diálogo de contrários que confirma Heráclito de Éfeso em sua definição de harmonia; Simon Evans, holandês, artista plástico, que mostrou na Bienal de 2006 seus mapas plásticos-verbais-afetivos; inusitados, sim, sobretudo os adolescentes cientistas-inventores brasileiros que criam nos seus laboratórios parcos soluções brilhantes para o bicho-homem e se destacam também fora do Brasil, levando longe seus rostos comportados, tão diferentes do rosto de Antônio Bispo do Rosário. Inusitado é aquele trabalho que, em sua diversidade, nem contraria nem confirma o mercado: pula sobre ele, na transcendência. Tem mais o que fazer do que apenas e simplesmente mercadejar. * soi disant = chamada de ** modus faciendi = modo de fazer

12_13 Tom Zé é compositor, músico, escritor e Tropicalista Tom Zé is a composer, musician, author and Tropicalista www.tomze.com.br

UNUSUAL As it designs Antonio Bispo do Rosário, the plastic artists that used to work with agglomeration; the Orquestra Mediterrânea, unforgettable group that ended soon after building in the stage a dialogue of opposites that supports Heraclitus of Ephesus in his definition of harmony; Simon Evans, dutch plastic artist who showed in 2006 his plastic-verbal-affective maps. Unusual, yes, especially the Brazilian inventor-scientists, teenagers creating in their simple labs brilliant solutions for men, distinguishing themselves outside of Brazil. They leave the country bearing their well-behaved faces, so different from Antonio Bispo do Rosário’s. Such work can be called unusual due to the fact that, in its diversity, it won’t oppose neither support any market trend: it jumps them all, towards transcendence. There is a lot more than simply doing what the market business told you. * soi disant = refered as ** modus faciendi = method


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Multi 01_2006 > Minifunk_Superfunk

Multi 03_2006 > Binário

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Multi 02_2006 > Kabum!

Multi 04_2006 > Sonic Junior + Raul Mourão

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Multi 05_2006 > Duplexx + Paulo Vivacqua

Multi 07_2006 > Sensorial Sistema de Som [Lucas Santtana + David Cole] + Animal Digital + Moa Batsow

Lançamento da Revista Colors_Amazônia

68_71 Multi 06_2006 > Botecoeletro + VJ Tatavo + Susana Lacevitz

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Música para ver Imagens para ouvir Maria Arlete Gonçalves

Imagem Billy Bacon

Inusitado Tom Zé

Multi 01_2005 > Marcos Chaves + AfroSamba + AfroMangue

Multi 09_2006 > DuSouto

Multi 11_2006 > Flu + Allan Sieber

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Multiplicidade Batman Zavareze

Som Mauricio Valladares

Multi 02_2005 > Gerador Zero + VJ Sandro Menezes

Multi 10_2006 > Tom Zé + Multi_Lab

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Multi 03_2005 > PIB_Produto Interno Bruto

Multi 05_2005 > Muti Randolph + DJ Jonas Rocha

Multi 07_2005 > Siri + Deborah Engel

Multi 09_2005 > Gustavo Lacerda + Augusto Malbouisson

Multi 13_2006 > Miri Félix + Armelle Blary + DJ Claudio Di Zefalo

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Multi 12_2006 > 6D Estúdio + Tri-Elétron + COOC Cooperativa Cênica

Multi 04_2005 > Nüdes:ordem + DJ Nado Leal + Ernani Cal

Multi 06_2005 > Apavoramento Sound System

Multi 08_2005 > Kassin + Berna Ceppas + Estevão Ciavatta

Multi 10_2005 > S’imbora Live P.A.

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Multi 11_2005 > Ricky Seabra + Andrea Jabor

Multi 12_2005 > Coletivo Media Sana

Multi 14_2005 > Dogma Graphics + Alexandre Pereira + Renata Gebara + Natasha Mesquita

Multi 15_2005 > Chelpa Ferro

Multi 14_2006 > Bia Lessa + Os Ritmistas

> Agradecimentos + Ficha Técnica

46_47 Multi 13_2005 > Embolex Live Mídia Jockeys + MC Gaspar


> MARCOS CHAVES / VISUAL ARTIST > AFRO SAMBA + AFRO LATA / MUSIC

18_19 26 de maio de 2005 May 26, 2005 www.afroreggae.com.br


Marcos Chaves é um artista visual ícone da geração das artes plásticas dos anos 90 no Rio de Janeiro. Seu olhar, fotos, vídeos ou instalações, é apresentado ao público quando a obra já está definida. Como artista convidado número 01 do projeto Multiplicidade, ele rompeu a barreira confortável para construir um novo caminho, ao vivo. Uma releitura de seu universo, com novas mídias e novos suportes de apresentação. Mais do que isso, ao ser convidado, topou um encontro inédito, com artistas jovens e talentosos de Vigário Geral formados no projeto cultural AfroReggae. Foi a campo e conheceu os artistas com quem dividiria o palco na estréia do evento. Se contagiou pelo risco de experimentar com muita vibração, e emoldurou cenicamente o show dividido em dois atos: um primeiro ato musical, do AfroSamba, onde foram tocados clássicos do samba de raiz, e um segundo ato – grand finale – ilustrando a batucada vigorosa do AfroMangue, que toca percussão em latas recicladas de forma surpreendente. AfroSamba e AfroMangue são apenas 2 projetos de muitos remanescentes da grande cadeia produtiva chamada Grupo Cultural AfroReggae. Através de atividades educativas eles evocam integração social, cidadania e auto-estima, transformando vidas nas periferias de Vigário Geral. Os números “01’s” – Marcos Chaves + AfroSamba & AfroMangue – definiram um conceito estético que seria referencial e esclarecedor para as etapas seguintes do movimento que iniciávamos. A apresentação que surgiu deste encontro determinou, por exemplo, que em vez de cadeiras teríamos almofadas para o público; entendemos que a cenografia, digital e física, seria um desafio constante a cada espetáculo para não estagnarmos em propostas óbvias; e – principalmente – percebemos concretamente a possibilidade de estarmos criando uma nova opção cultural regular, anual, diversificada e aberta para abraçar nossa cidade e o meio artístico, visual e musical. Concluímos que a diversidade de técnicas e conceitos, a utilização de modernas e variadas tecnologias, a qualidade do público participante e a freqüência quinzenal gerariam uma força motriz que iria resultar em novas possibilidades na cultura da comunicação e do entretenimento.

-----------------------------------------------------------Marcos Chaves is more than a visual artist, he is an icon for the nineties generation of artists from Rio de Janeiro. His vision, through pictures, videos or installations, is presented for the audience when the work is already definite. As the first guest artist of the Multiplicidade Project, he broke the common barriers so to shape a new path, live on stage. A new approach for his own universe was presented, by new medias and new presentation proposals. In addition, he agreed to take part in a never seen before reunion, joining with young and talented artists from the Vigário Geral community, members of the Afro Reggae cultural project. He decided to be personally involved, and, before the first edition of the event, he met the artists with whom he would share the stage. Delighted with the risk of experimentation, Marcos Chaves forged a special scenario for a two acts performance: a first musical act, from AfroSamba, where samba standards were performed. Then, a second act – the grand finale – portraying the energetic drum beating of the AfroMangue, group that uses a percussion of recycled canisters in an astonishing manner. AfroSamba and AfroMangue are only two projects arising from the great chain of cultural production called AfroReagge Cultural Group. Through educational activities, they evoke social integration, citizenship and self esteem, changing lifes in the suburbs of Vigário Geral. The pioneers of our project – Marcos Chaves + AfroSamba & AfroMangue – defined an esthetic concept that would be enlightening and a reference for the next phases of the movement we had just started. The performance that resulted from this meeting helped to define some matters, for example, we decided to have cushions for the audience, not chairs. We also understood that scenography, digital and physical, would be a continuous challenge in each performance, in order to not stagnate in obvious solutions. And – above all – we realized that possibly we were creating a new cultural option, regular, annual, diversified and open to receive our city and all our artistic, visual and musical agenda. We concluded that the diversity of techniques and concepts, the modern and assorted technologies employed, the quality of the attending audience and the fortnightly events would be able to generate a prime mover, finally culminating in new possibilities in culture of communication and entertainment.


22_23 09 de junho de 2005 June 09, 2005

> GERADOR ZERO [FABIO ZERO] / ELETRONIC MUSIC > VJ SANDRO MENEZES / MOTION GRAPHICS

www.geradorzero.com

Gerador Zero é um projeto de música eletrônica com influências diversas encabeçado por Fabio Zero. O GZ existe desde 1995. O som é música eletrônica, mas passeando por tendências tão diversas que é impossível encaixá-lo em um único estilo. A idéia é esticar os limites da eletrônica, rock e pop, sem fazer distinções ou tentar desesperadamente se enquadrar em uma "cena". O GZ ao vivo conta ainda com o VJ carioca Sandro Menezes, com vasta experiência criando projeções animadas em festas e grandes festivais. O desafio aqui foi transformar o repertório de uma festa num espetáculo para assistir e contemplar. -----------------------------------------------------------The GZ exists since 1995. They play electronic music, mixing a lot of miscellaneous trends so that it’s quite impossible to sort them in a style or another. The main idea is to strecht the frontiers of electronic, rock and pop music without craving for being assigned into a certain “scene”. Live, GZ also has the carioca VJ Sandro Menezes, with vast experience creating animated projections in parties and great festivals. The challenge here was how to turn the setlist of a party into a spectacle also suited for watching and thinking.


24_25 > MARCELLO ROSAURO / MOTION GRAPHIC DESIGN + VOCALS + LAPTOP + SAMPLERS > MARIA ROBERTA CAVALCANTE + MARIA FERNANDA CAVALCANTE + FLÁVIA CORDEIRO / BALLET + VOCALS SPECIAL GUEST STAR / GUIGUI TROTTA [HARMONICA] Marcello Rosauro e PIB tem o mesmo significado: arte visceral interdisciplinar. Marcello, que é designer gráfico, ilustrator digital, artista plástico e web designer, compõe a música, declama sua própria poesia, desenha videografismos em linguagem extremamente avançada e, em seguida, sobe no palco, com 3 bailarinas que reforçam o cantar, coreografando a letra de um humor rasgado. PIB é design, cinema, poesia, música e dança. O espetáculo é um tapa na cara. Não passa despercebido, agrada e incomoda na mesma intensidade, dependendo do canal receptor. O visual cibernético projetado é extremamente sofisticado e, a partir do laptop do artista, cria-se a percepção real de que é possível fazer o “impossível” com a ferramenta que temos em mãos. -----------------------------------------------------------Marcello Rosauro and PIB both have the same goal: visceral interdisciplinary art. Marcello is a graphic designer, digital illustrator, artist and webdesigner. He writes music, recites his own poetry, designs motion graphics in very advanced languages and then performs on stage, together with 3 ballet dancers singing along, a choreography inspired in his comical lyrics. PIB is design, cinema, poetry, music and dance. The performance is a complete knockdown. It will never go unnoted, it pleases and disturbs in the same intensity, always relying in the receptor channel. The cybernetical environment projected is extremely elaborated and, from the artist’s laptop, he creates the real perception that it is possible to generate the “impossible” through a tool we have in our own hands.

23 de junho de 2005 June 23, 2005 www.bionico.tv/pib


26_27 Buscando criar meios de se comunicar com platéias abertas a novas e sofisticadas linguagens; design, idéias e conteúdos são expostos através de combinações entre técnicas e tecnologias audiovisuais com o acaso e o inusitado. Projetor de slides, computador, mesa de edição, DVD, fotografia, palavra, tipografia, música eletrônica e percussão são os ingredientes destas palestras-espetáculos não convencionais. Tudo é minuciosamente preconcebido, mas, no palco, a prática do improviso é a regra. Nüdes:ordem torna-se então uma experiência de comunicação audiovisual onde a reunião de conteúdos temáticos, imagéticos e sonoros estimula o público a construir significados e interpretações próprias. O espetáculo “i-meios, devaneios, princípios e-fins” experimenta o cotidiano sob um novo ponto de vista que está diariamente escancarado em nossas frentes: aquele que vemos sempre, sem nunca enxergar.

Espetáculo “i-meios, devaneios, princípios e-fins” 07 de julho de 2005 July 07, 2005 www.nudes.com.br

> BILLY BACON / CONCEPTION + ART DIRECTION > ERNANI CAL / ART DIRECTION + PERCUSSION + POETRY > NADO LEAL / DJ SPECIAL GUEST STAR / MAX SETTE [TROMBONE]

-----------------------------------------------------------In order to open new communication channels with audiences willing to experiment new and sophisticated languages; design, ideas and contents are exposed through a medley of techniques and audio visual technologies mixed with chance and the unusual. Slide projector, computer, audio console, DVD, photography, words, typography, electronic music and percussion are the ingredients of this non-conventional spectacle-lecture. Everything is meticulously planned. However, on stage, the house rules are improvisation. Nüdes:ordem becomes an experience of audio visual communication, where a mixture of contents – thematics, pictorial and sounding – inspire the audience to perceive meanings and personal interpretations. The performance “i-meios, devaneios, princípios e-fins” (“means, dreaminess, principles and endings”) experiment with the daily routine under a different point of view: the one perspective that is always unmistakably clear before us, the one we see without perceiving.


Muti Randolph, pioneiro no Brasil na utilização de computadores como ferramenta (e suporte) para artes visuais, desenvolve uma relação entre música, tecnologia e sua respectiva ocupação espacial. No Multiplicidade estreou um software de sua autoria para sincronizar o vídeo com a música ao vivo tocada pelo DJ e parceiro Jonas Rocha. Jonas Rocha, dono do selo Zoo Records, produtor musical e DJ, já tocou em grandes festivais e, com experiência internacional, é considerado uma das grandes referências da música house no Brasil. Este espetáculo, mais uma vez, trouxe numa nova linguagem estética à formação tradicional de uma pista de dança do século XXI, onde, em total sinergia, a dupla toca imagem e som.

28_29 21 de julho de 2005 July 21, 2005 www.muti.cx www.zoorecords.com

-----------------------------------------------------------Muti Randolph, brazilian pioneer in the application of computer as tools (and prop) for visual arts, develops a relation between music, technology and their respectives manners of occupying the space. In the Multiplicidade event, he performed for the first time using a software of his own creation, developed to synchronize video and the live music played by his DJ and partner Jonas Rocha. Jonas Rocha owns de Zoo Records label, he is a musical producer and DJ. He has played in several important festivals, has experience abroad and is considered one of the icons of house music in Brazil. This performance brought along a new esthetic language of what should be the traditional order in the 21st century dance floor. Both DJ and VJ playing together, image and sounds in complete synergy.


30_31 04 de agosto de 2005 August 04, 2005 www.apavoramento.com

> NEPAL / DJ > RODRIGO LIMA / VJ > CILA MACD / VJ SPECIAL GUEST STAR / ANA MARIA [PUGILIST] Apavoramento Sound System é uma produtora de vídeos e eventos, formada por DJs e designers. Se auto-intitulam um “coletivo”; denominação dada a grupos compostos por artistas de diferentes formações que se juntam para produzir trabalhos multidisciplinares. Para sua apresentação no Multiplicidade, construíram uma ficção que misturava realidade e história em quadrinhos, com personagens virtuais, embalados no melhor do eletro-funk e do break beat. Ao final do espetáculo teve a participação de uma lutadora de boxe real para aniquilar o vilão projetado. -----------------------------------------------------------Apavoramento Sound System is an events and video producer company, formed by DJs and designers. They call themselves a “collective”; designation given to ensembles of artists with different orientations gathering together and aiming at the common goal of creating multi-disciplinary works. For their Multiplicidade performance, they came up with a ficcion, blending reality and comic book story, portrayed by virtual characters and with the cream of the crop in electrofunk and break beat as soundtrack. At its climax, the spectacle had a flesh and blood pugilist, summoned to destroy the projected villain.


32_33 21 de agosto de 2005 August 21, 2005 www.siri.etc.br

> SIRI / PERCUSSION > ANDRÉ MORENO / PERCUSSION > LEONARDO SOUZA / PERCUSSION > JOÃO GABRIEL / PERCUSSION > PAULO PARDO / TROMBONES > MARCOS TRAMONTANA / TROMBONES > LUIS CARLOS / TROMBONES > DENNER CAMPOLINA / CONTRABASS > FERNANDO MORELLO + LUCIANO CORREA / CELLO > GLAUCO FERNANDES + MARCIO SANCHEZ / VIOLIN > RODRIGO SEBASTIAN / BASS >DEBORAH ENGEL / VIDEO ART


Siri é um mago musical. Seu instrumento principal é um fusca que vira percussão. No interlúdio do espetáculo ele toca água, usando bacias e panelas como suporte musical. Quando toca um instrumento tradicional, o violão transforma-se num berimbau elétrico diretamente ligado a pedais de efeitos, recriando uma nova sonoridade. Tudo isso é envolvido por uma orquestra de excelentes músicos tocando violino, cello, contrabaixo, trombone, bateria e uma base eletrônica pré-gravada. O resultado é um som extremamente singular e contemporâneo. As imagens projetadas incitavam a um grande passeio. O fusca apontado para a grande tela virtual viajava com a sensibilidade das imagens de Deb, fotógrafa e artista plástica. Este espetáculo foi um marco para o projeto. Primeiro por termos conseguido subir 8 andares até o teatro com um automóvel, sem quebrar nada do recém-inaugurado Centro Cultural; segundo, pela performance apresentada e sua fidedigna tradução do significado “inusitados”. A partir da orquestra de Siri, abriu-se um rico leque de possibilidades para todos que assistiam ou se apresentavam. A interferência tecnológica utilizada neste dia ampliou a latitude de possibilidades e desmontou rótulos que o projeto naturalmente absorvia, deixando-o mais democrático. Dali em diante, incorporamos em nosso vocabulário a palavra “plural”.

---------------------------------Siri is a music magician. His main instrument is a Volkswagen Beetle turned into a percussion instrument. During the interlude of his performance, he plays percussion in water – with bowls and pans as musical support. When he plays a traditional instrument, he is able to turn the acoustic guitar into an electric berimbau, by connecting it to effects pedals and recreating sound and timbres. And he is backed by an orchestra of outstanding musicians, with violin, cello, contrabass, trombone, drums and pre-recorded electronic backing track. The outcome is a very unique and contemporary music. The projected images took the audience into long journey. The Beetle, facing the great virtual screen, would ride on this path, with the sensibility of the images conceived by photographer and artist Deb. This performance was a milestone in the project. First, because we could get a car up eight floors to the theatre, without destroying anything in the newly opened Cultural Center. Second, due to the presentation itself and its authentic portray of the “unusual” sense. The Siri’s orchestra brought a new wide range of possibilities for everyone involved in the project, from audience to performers. The technological intervention increased all potentials, disassembling labels that the project would naturally assimilate, remodeling it into something more and more democratic. And thenceforth we incorporated the word “plural” into our vocabulary.


> KASSIN / VIDEOGAME + VOCALS > BERNA CEPPAS / SAMPLERS + LAPTOP > ESTEVÃO CIAVATTA / IMAGES

36_37 Lançamento do CD Free USA do projeto Artificial Release of the Free USA CD, from Artificial project 01 de setembro de 2005 September 01, 2005 www.pindoramafilmes.com.br

O projeto Artificial foi idealizado por Kassin a partir da utilização de um game boy acoplado a um cartucho que transforma o videogame portátil em um rudimentar sintetizador, pronto para receber programações e criar música. As combinações desses puros barulhos deram vida ao CD Free USA, produção de rara originalidade, lançado no Multiplicidade. O show teve a participação do também músico e produtor musical Berna Ceppas, programando os samplers através de seu laptop. Dentro da cápsula montada no cenário foram projetadas imagens criadas exclusivamente para a apresentação pelo cineasta Estevão Ciavatta. O repertório visual era pura ficção científica mixada com todo o arsenal pessoal de joguinhos eletrônicos de Estevão.

-----------------------------------------------------------The Artificial project was conceived by Kassin, with the help of a Game Boy attached to a special cartridge that turns the handheld videogame into a basic synthesizer, ready to receive programming and create music. The mixing up of all these innocent noises gave life to the Free USA album, a creation of utter originality released during the Multiplicidade happening. The musical producer Berna Ceppas also took part in this presentation, programming samplers in his laptop. Inside the capsule assembled in the scenario, images created solely for filmmaker Estevão Ciavatta’s presentation were projected. The visual repertory was pure science fiction, mixed with all the personal arsenal of electronic games from Estevão himself.


Vaga-lume é uma narrativa audiovisual que, através de sons e cenas introspectivas, relata o passar do tempo, do fim de tarde ao amanhecer. Estas reflexões são transpostas para uma situação que vai desde o distanciamento até o estranhamento. É um passeio por uma casa qualquer, renovando o olhar sobre o que nos cerca e se repete, utilizando o imaginário como suporte para a realidade. Vaga-lume surgiu do encontro entre dois jovens instigados em escoar suas produções. A música do Observatório Auditivo, Augusto Malbouisson, e as fotografias animadas de Gustavo Lacerda deram abertura para projetos desconhecidos pleitearem uma vaga na agenda anual do projeto e, com isso, aumentar o fôlego para o novo.

38_39 Espetáculo Vaga-lume 15 de setembro de 2005 September 15, 2005

-----------------------------------------------------------Vaga-lume (“firefly”) is an audio visual narrative that, through sounds and introspective scenes, describe the transition of time from dusk till dawn. These reflexions are converted into a situation that ranges from indifference to uneasiness. It is like wandering in a common house, refreshing our view upon what surround us and what keeps repeating itself, using the imaginary as backing for reality. Vaga-lume had its origin when two young artists met, both interested in finding a way to show their productions. The music from Observatório Auditivo, Augusto Malbouisson, and the animated photographs from Gustavo Lacerda were the opening gap that other unknow projects needed, so to request a place in our annual agenda.


A proposta do S’imbora é diversão! O trio é comandado por Jodele Larcher, diretor de TV e videoclipes; definitivamente o maior incentivador dos Vídeo-Jockeys brasileiros através do seu projeto pessoal Azóia Lab. O som do S'imbora, com forte suingue funk, sofre previamente a interferência digital de Donatinho. Na performance ao vivo, os músicos Donatinho e Junior incrementam o show com instrumentos elétricos e acústicos tocados sobre uma base pré-gravada. O ponto alto do espetáculo trouxe o grande mestre bossa-novista João Donato à frente de seu piano de cauda. Grande conhecedor do palco deste teatro, desde a época do antigo Museu do Telephone, ele interagiu virtualmente com o filho e o restante do trio.

> JODELE LARCHER / VJ > DONATINHO / KEYBOARDS + LAPTOP + PROGRAMMING > JUNIOR TEIXEIRA – PERCUSSION SPECIAL GUEST STAR/ SUSANA LACEVITZ [SCENOGRAPHY] > VIRTUAL PARTICIPATION / JOÃO DONATO

40_41 29 de setembro de 2005 September 29, 2005 www.inova.tv www.cenografia.net

-----------------------------------------------------------The S’imbora motto is to have fun! This trio is headed by Jodele Larcher, TV and music videos director, surely one of the more significant encouragers of Brazilian Video Jockeys, through his personal project Azóia Lab. The S'imbora music, with a very powerful funk appeal, suffers previously digital interference by Donatinho. In their live performance the musicians Donatinho and Junior play electric and acoustic instruments over a pre-recorded backing track. The highlight of the spectacle was one of the bossa nova masters, João Donato, performing in his grand piano. A flesh and blood performer at this very stage since the days of the old Museu do Telefone, now João Donato interacted virtually with his son and the trio.


> RICKY SEABRA / VJ > ANDREA JABOR / DJ + BALLET SPECIAL GUEST STAR / JOSÉ ADRIANO [CONCERTINA] JULIANA MANHÃES [DANCING]

42_43 Espetáculo Alcântara_PopFormance 20 de outubro de 2005 October 20, 2005 www.andreajabor.com.br

O espetáculo foi o mais teatral até então apresentado. A intenção era desconstruir a percepção de show no Multiplicidade. A experiência em palcos internacionais tornava maduro o conteúdo. A proposta da dupla era criar um conto num espaço sideral fantástico, onde a tecnologia se misturava a construções artesanais/ tecnológicas. A poesia visual foi a tônica dos trabalhos de Ricky e Andrea, expostos de forma lúdica e emocionante. Fizeram Nossa Senhora Aparecida voar num foguete e um boneco playmobil chegar à Lua numa nave-bonde de Santa Teresa. Contaram suas histórias através de esculturas, desenhos, música e dança, reforçando o uso da experimentação de tecnologia alternativa.

-----------------------------------------------------------This spectacle was the most theatrical performance presented until that time. Their objective was to deconstruct the perception of performance in Multiplicidade. The group’s earned experience on international stages render the content even more mature. The duo’s proposal was to create a tale in a fantastic outter space, where technology would merge with handcrafted constructions. The visual poetry was the tune in the work of Ricky and Andrea, exposed in a ludic and moving way. They made Our Lady of Aparecida, patron saint of Brazil, fly in a spaceship, and a Playmobil figure land in the moon, piloting a trolley-spaceship from Santa Teresa. They told their stories by the means of sculptures, drawings, music and dancing; reinforcing the use of experimentation of alternative tecnologies.


44_45 03 de novembro de 2005 November 03, 2005 www.mediasana.org

> GABRIEL FURTADO / MUSICIAN + MUSICAL PRODUCER + VJ > IGOR MEDEIROS / MUSICIAN + MUSICAL PRODUCER + VJ > QUEOPS DE LIMA / MULTIMEDIA ARTIST Media Sana – diretamente de Pernambuco – se apresentou pela primeira vez no Rio de Janeiro, e inaugurou o convite a artistas de outros estados, contribuindo para aumentar o sotaque do projeto. É ao mesmo tempo uma banda audiovisual, com intervenção, ativismo, videoarte e exercício de cidadania. Apresenta um formato híbrido propiciado pelo uso de tecnologias digitais. Seus palcos podem ser festivais de música, espetáculos de artes visuais, conferências, salas de aula e até mesmo a rua. Do Fórum Social ao Multiplicidade, passando pelas projeções em lençóis armados numa Kombi nas ruas de Recife, seu impacto crítico só aumenta. O manifesto audiovisual expõe pensamentos sobre a democratização dos meios de comunicação. É pura provocação.Exercício para enxergar o potencial das diferenças. "Reforma Agrária do Imaginário" – este é o grito. Seguindo a linha natural da desconstrução lógica de um repertório óbvio, continuamos ampliando o ver e o ouvir, o evento vai abrindo o espaço-tempo para investigações estéticas.

----------------------------------Media Sana came from Pernambuco, having their debut on the stages of Rio de Janeiro. They were the first artists from outside Rio to take part in our happenings, contributing to widen the range of accents in our project. They are, at the same time, an audio visual band, with art intervention, activism, video art and exercise of citizenship. The hybrid design, their distinctive feature, is made possible thanks to the digital technologies. They can perform in all sorts of stages: music festivals, visual arts presentations, conferences, classrooms and even on the streets. From the Social Forum to the Multiplicidade, and also going through a projection in sheets mounted on a Volkswagen Kombi in the streets of Recife, they only increase even more their critic impact. Their audio visual manifesto exposes considerations about media democratization. It’s absolute provocation. An exercise in order to perceive the potential of differences. “Agrarian Reform of the Imaginary” – that’s the clamor. Following the natural path to logical deconstruction of an obvious repertoire, we kept widening what we saw and listened. The event goes on, opening space and time for esthetic questioning.


> FERNÃO CIAMPA / VJ > DOCA CORBETT / VJ > OSWALDO SANT’ANA / VJ > CRISTIAN BUENO / DJ > MC GASPAR / VOCALS

46_47 17 de novembro de 2005 November 17, 2005

Novo sotaque, agora paulista, nova linguagem contemporânea. O coletivo de artistas visuais Embolex sempre está presente no “line up” dos maiores eventos de música eletrônica, transformando em imagem sensorial a sonoridade de um DJ. São um coletivo de video-jockeys – VJ’s – dos mais cultuados. Para o Multiplicidade eles criaram uma performance completa com música e imagem. VJ + DJ junto ao MC Gaspar, convidado, cantando uma verborragia improvisada com muita energia visceral, porém com mensagem clara e direta.

-----------------------------------A new accent in Multiplicidade, now from São Paulo, bringing a new contemporary language. The collective of visual artists Embolex is omnipresent in all line ups of major electronic music events, turning the DJ sound into sensorial image. They are a group of worshiped video jockeys. For the Multiplicidade they created a full performance, with music and image. VJ + DJ together with guest star MC Gaspar, singing an impromptu torrent of words with visceral energy, though expressing clear and fortright message.


Dogma Graphics é um escritório de design que mistura diversas linguagens no seu processo de criação. Vídeo, cenografia e programação são os componentes básicos no desenvolvimento de seus projetos, que integram conceito, design e interatividade atingindo diferentes objetivos. O espetáculo tecnológico "Snooze - os estágios do sonho” explora o obscuro momento do descanso. É uma interpretação videográfica de todos os estágios, ciclos e repetições presentes em uma noite de sono; uma experimentação artística minuciosamente trabalhada, onde juntam-se música pré-produzida e operada por iPods, música cantada ao vivo e dança. Todos esses elementos interagindo com imagens projetadas num filó divisório se complementam de maneira lúdica, criando uma apresentação poética e multissensorial. -----------------------------------------------------------Dogma Graphics is a design company that mixes several languages in their creation method. Video, scenography and programming are the basic ingredients in the development of their projects, merging concept, design and interactivity so to reach for different goals. The technological spectacle “Snooze – os estágios do sonho” (Snooze – phases of a dream) explore the hazy moment of repose. It’s a motion graphic interpretation of all stages, cycles and patterns we find in a nightime of rest. It’s an artistic experimentation carefully planned, where it mix music previously produced and operated by Ipods, live singing and dancing. All these elements, interacting together with images projected in a silk netting screen, are made whole in a ludic way, creating a lyrical and multi-sensory experience.

> BRENO PINESCHI / DIRECTION + MOTION GRAPHIC DESIGN > DANIEL SWERTS / SCREENPLAY > CHRISTIAN SMITH / MOTION GRAPHIC DESIGN > RATO CAZES + RODRIGO BORGES / LIVE DRAWING > NATASHA MESQUITA / CHOREOGRAPHY + DANCING > JUVA BATELLA / “A GUIDE FOR SLEEPING” SCRIPT > ALEXANDRE PEREIRA / MUSIC + VOCALS [PRE-RECORDED] + OPERATION > RENATA GEBARA / LIVE VOCALS

48_49 “Snooze, os estágios do sonho” Performance high tech “Snooze, the dream phases” High tech performance 01 de dezembro de 2005 December 01, 2005 www.dogmagraphics.com.br


> LUIZ ZERBINI / EXPERIMENTAL MUSIC > BARRÃO / EXPERIMENTAL MUSIC > SERGIO MEKLER / EXPERIMENTAL MUSIC O Chelpa Ferro navega entre a experimentação sonora e as artes plásticas. O grupo, formado por Barrão, Luiz Zerbini e Sergio Mekler, apresenta em sua performance musical instrumentos preconcebidos em seu ateliê, instrumentos convencionais tocados de forma diferenciada, apropriação de sons do cotidiano e projeções simultâneas de detalhes do show. Da platéia vemos uma grande instalação montada. No primeiro acorde, sentimos a potência do som em toda a sua escala. Treme tudo, vibra tudo. O timbre é harmonicamente ensurdecedor. É instigante, mas é seqüencialmente muito alto. A cada transição do espetáculo, uma nova pesquisa musical. No único momento de silêncio, uma bateria posicionada no meio do palco é acesa literalmente, com 100 incensos-palito. O Chelpa Ferro encerra a primeira etapa do Multiplicidade em 2005, completando as 15 apresentações desse ano, com uma linguagem estética traçada e a presença de público qualificado a cada estréia.

50_51 15 de dezembro de 2005 December 15, 2005 www.chelpaferro.com.br


-----------------------------------------------------------Chelpa Ferro floats between music experimentation and arts. The group is formed by Barrão, Luis Zerbini and Sergio Mekler. They perform with musical instruments designed in their studio, common instruments used in unusual ways, seizure of daily sounds and simultaneous projection of details of their performance. From the audience, we can see a huge art installation. From the first chord, we can feel the power of their music in full scale. Everything tremble, everything vibrate. The timbre is harmonically thunderous. It’s exciting and sequentially very loud. In each passage of the spectacle, there is a new musical research. In the only moment of utter silence, a drum in the middle of the stage is lightened – literally – by one hundred incense sticks. Chelpa Ferro closes the first step of Multiplicidade in 2005, finishing fifteen presentations in a year, with a well-defined esthetic language and a qualified attendee audience in each debut.


56_57 18 de maio de 2006 May 18, 2006

> DANI DACORSO / PHOTOGRAPHER + VISUAL ARTIST > ELISA PESSOA / VIDEO ARTIST > DJ SANY+ PITBULL SOUNDSYSTEM / DJ > FERNANDO NEGALÊ JONES / ELECTRONIC PERCUSSION O funk carioca já invadiu clubes de música eletrônica no Brasil e no mundo, festivais de vanguarda e até o horário nobre da TV. O projeto Minifunk_Superfunk recria a atmosfera dos bailes funk através da interação entre o soundsystem e as imagens, mixados ao vivo num espetáculo audiovisual. O som do tradicional DJ Sany, que movimenta a massa funkeira na periferia há 21 anos, ganha a interferência da percussão eletrônica de Negalê, muitas vezes com restos de brinquedos à pilha ou videojogos, em busca de um suingue complementar à pura “Música Funk Carioca”. Música eletrônica popular carioca, "O funk é uma vertente da música experimental que começa em Stockhausen e passa por Kraftwerk, Giorgio Moroder e Brian Eno" – lembra o mestre Fausto Fawcett. "Só que essa música tinha uma audiência de vanguarda. De repente, surge no Rio uma intervenção festiva, unindo esse experimentalismo com o diálogo carnavalesco". As imagens são executadas em duo, expostas a partir do trabalho autoral da fotógrafa Dani Dacorso e animadas pela videoartista Elisa Pessoa.

Começamos nossas atividades no ano de 2006 com nosso mailing virtual duplicado e 4.000 nomes cadastrados. O apoio profissional da assessoria de Andrea Leblon junto à sua empresa, Triplex Produções, veio fortalecer ainda mais a divulgação do evento.

LANÇAMENTO DA REVISTA PESQUISA VISUAL

-----------------------------------------------------------The carioca funk music has already invaded electronic music clubs in Brazil and all over the world, avant garde festivals and even the prime-time on TV. Minifunk_Superfunk project reinvents the ambience of a funk party through the interaction between soundsystem and images, mixed live in a audio visual spectacle. The music from DJ Sany, a traditional funk DJ that has been playing on suburbs for 21 years, is transformed by the electronic percussion of Negalê, often made with remains of electronic toys or videogames. They search together for a completing flavour to the usual carioca funk music. A popular electronic music from Rio, “funk carioca is a kind of experimental music that begins in Stockhausen and swallows from Kraftwerk and Giorgio Moroder to Brian Eno”, says Brazilian writer, composer and musician Fausto Fawcett. “Only that these musicians had an avant garde audience. No one could expect that a festive intervention would appear in Rio, uniting their experimentalism and the carnival spirit.” The images are performed by a duo, generated from the personal work of photographer Dani Dacorso and brought to life by video artist Elisa Pessoa. We started our activities in 2006 with our internet mailing list doubled and 4 thousand registered names. The professional assistance and advisory services of Andrea Leblon, with her company Triplex Produções, came to strengthen the event divulgation.

-----------------------------------------------------------RELEASE OF THE PESQUISA VISUAL MAGAZINE Pesquisa Virtual magazine had its number one issue released in our first event of 2006, after Minifunk_Superfunk’s performance. This new publication invites graphic designers and visual artists to develop and present solutions originated from methods of visual investigations. The magazine keeps a forum for online discussion in their website.

A revista Pesquisa Visual teve a edição número 01 lançada na inauguração do projeto em 2006, logo após o espetáculo Minifunk_Superfunk. A publicação inédita abre espaço para designers e artistas visuais desenvolverem e apresentarem conclusões provenientes de processos de investigação visual. On-line, a revista reserva um espaço para a discussão.

www.pesquisavisual.com.br


58_59 Performace “Bate Bem de Bola” “Bate Bem de Bola” performance 01 de junho de 2006 June 01, 2006 www.oifuturo.org.br

SPECIAL GUEST STARS > FILHOS DA MARTA / PERCUSSION > ORQUESTRA DE CORDAS DA GROTA / VIOLINS > NADO LEAL / DJ

Kabum! é a resposta de esperança e alternativa. Kabum! é uma escola de educação complementar, oriunda de um projeto de inclusão digital, que tem como objetivo ensinar tecnologia de ponta e cidadania para jovens excluídos. Hoje, o projeto, que já existe mais de 3 anos, é replicado em Salvador e Recife, através da parceria do Instituto Oi Futuro. A resposta é uma explosão de criatividade, e mais: originalidade. O projeto Bate Bem da Bola, apresentado às vésperas da Copa do Mundo, é uma construção coletiva dos alunos da Kabum! Rio, com participação ativa dos professores, inspirado no conceito da beleza das pequenas coisas. É um desafio de trabalho em grupo unindo várias linguagens em um projeto único que deu aos alunos a oportunidade de adquirir novos conhecimentos e desenvolver habilidades técnicas em todos os núcleos de tecnologia e artes cênicas. Os caminhos do conhecer e do fazer foram percorridos nessa criação de sons, imagens, situações, cenas, fatos pesquisados, idealizados, gravados e imaginados por todos os corações, mentes, mãos e saberes dos jovens da Kabum! Rio. -----------------------------------------------------------Kabum! is the answer to hope and choice. Kabum! is a complementary education school, arising from a digital inclusion project. It has as goal teaching advanced technology and citzenship for young unprovided people. Nowadays, the project has more than 3 years of existence and has branches in Salvador and Recife, through a partnership with the Oi Futuro Institute. The answer is an explosion of criativity and more: originality. The Bate Bem de Bola project, presented just before the Football World Cup, is a collective achievement from the students of Kabum! Rio, with the assistance of teachers and inspired in the concept of the beauty of minor things. It’s a challenge of teamwork, uniting several languages in an unique project that provided the students with the opportunity of obtaining new knowledges and developing technical skills in all sorts of technologies and performing arts. The paths for knowing and crafting were travelled to its fullest, in this original creation of music, images, situations, scenes, researched and recorded facts; imagined by hearts, minds and hands of all youths from Kabum! Rio.

“Nós passamos por 2 semanas de workshops de produção, roteiro, direção de arte, storyboard, história do futebol, entre outros que nos deram uma visão ampla de como o todo funciona” > Reinaldo Benício – aluno da turma 2006. -----------------------------“We’ve been through two weeks of workshops: from production, screenplay, art direction and storyboard, to history of football, among others. It was excellent to provide us with a wide perspective of how it all fit in.” > Reinaldo Benício, student from the class of 2006.


> LUCAS VASCONCELLOS / GUITAR + VOCALS > BERNARDO PALMEIRA / DRUMS > BRUNO DI LULLO / BASS > EDUARDO MANSO / PROGRAMMING + SAMPLERS > ESTEVÃO CASÉ / SYNTHS + KEYBOARDS > FÁBIO LIMA / GUITAR + WIND INSTRUMENTS > RAFAEL ROCHA / ELECTRONIC DRUMS + PERCUSSION >PAULO CAMACHO / MOTION GRAPHIC DESIGN O caminho desde o ensaio aberto e gratuito aos domingos no calçadão de Ipanema até o palco do Multiplicidade foi percorrido sem estranhamento pelos integrantes do grupo. Os músicos, o videografista e o DJ do Binário se adaptam perfeitamente a essa variável. A construção de “imagens sonoras” sugere uma apresentação ao vivo onde as conexões entre som e imagem são integradas e se reinventam constantemente. Rock’n’roll, soul music e dub são alguns dos estilos apresentados pelo grupo, sempre tocando como que numa grande “jam session” descontraída. De tantas cabeças diferentes, juntas num único projeto, surgiram infinitas recombinações com muita unidade. As imagens, complementando a apresentação da banda, reforçam a proposta das composições cantadas, dando mais força poética ao conteúdo.

-----------------------------------------------------------The path from the Sunday public rehearsals in the sidewalks of Ipanema, towards the stage of Multiplicidade, was faced without any discomfort from the members of the group. Musicians, designer and DJ, all members of Binário were adapted to this environment change in a blink of an eye. The building up of “sound images” suggests a live performance where the connections between sound and images are intertwined and constantly being reinvented. Rock’n’roll, soul music and dub are some of the styles the group presents. Always in a casual way, like in a jam session. From a number of different minds together in the same project, endless re-creations arise, never losing in unity. The images, complementing the band’s performance, reinforce the proposals of vocal compositions, lending more lyrical power to its content.

60_61 22 de junho de 2006 June 22, 2006 www.binario.mus.br


62_63 06 de julho de 2006 July 06, 2006 www.raulmourao.com www.sonicjunior.com.br

> SONIC JR. / VOCALS + PERCUSSION + DRUMS AND GROOVEBOX > RAUL MOURÃO / ARTIST Direto de Alagoas, o projeto continua ampliando o sotaque e a diversidade de estilo sonoro. A trajetória musical de Juninho, artista multiinstrumentista, único componente de sua banda, mostra uma nova cara da música eletrônica do Nordeste. O Sonic Jr interage com as mais diversas linguagens artísticas, buscando novidades e promovendo a fusão de conceitos e tendências, com a ajuda de um sintetizador eletrônico e instrumentos acústicos. O encontro inédito com o premiado artista plástico Raul Mourão, um dos principais nomes da geração dos anos 90 da arte contemporânea, proporcionou uma produção original para o espetáculo. Raul não só fez a releitura de suas obras para o universo videográfico, envolvendo com projeções cenográficas o som de Juninho, mas também transcendeu a performance no teatro, expondo na entrada do centro cultural a série Fitografias, até então inédita. O resultado foi o recorde de público até então no Multiplicidade, dentro e fora do teatro, com capacidade para 120 pessoas. Nesta noite passaram cerca de 300 pessoas pelo evento, lotando, além do teatro, o cyber_bistrô do Centro Cultural. Esta apresentação nos sacudiu, nos fez repensar, reorganizar e comemorar o sucesso com muita responsabilidade, para não sermos expulsos do espaço. -----Original Message----From: Suely Weller – UN Educação e Implementação Date: Fri, 7 Jul 2006 10:51:04 - 0300 To: Raul Mourão Conversation: Quinta 19h30 / Sonic Jr + Raul Mourão / Multiplicidade_ CCTelemar Subject: RE: Quinta 19h30 / Sonic Jr + Raul Mourão Multiplicidade_CCTelemar Oi Raul! Victor esteve lá na Telemar, mas estava lotado... Fica para a próxima! bjs, Suely ------ End of Forwarded Message

-----------------------------------------------------------Straight from Alagoas, the project keeps expanding its diversity of accents and music styles. The musical career of Juninho, an multi-instrumentalist who is his band’s only member, shows us one of the brand-new faces responsible for reshaping electronic music in the north east of Brazil. Sonic Jr interacts with several artistic languages, seeking newness and promoting a fusion of concepts and trends, through the use of electronic synth and acoustic instruments. The never seen before partnership with awarded artist Raul Mourão, one of the main names of 1990’s generation of contemporary artists, granted us an entirely original production for this performance. Raul offered remakes of his own works, orienting them for the motion graphic universe so to surround the music of Juninho with scenographic projections. He also excelled the theatrical performance by exposing the original Fitografias, series at the entrance of the cultural center. The result was a record audience up until then, inside and outside the theatre – that can hold up to 120 people. Around 300 people crowded the event at this evening. Both the theatre and the cybercafe of the cutural center were holding all their capacity. This performance startled us and made us start rethinking and reorganizing our responsabilities while celebrating the success, otherwise we could even lose our spot. -----Original Message----From: Suely Weller – UN Educação e Implementação Date: Fri, 7 Jul 2006 10:51:04 - 0300 To: Raul Mourão Conversation: Thrusday 7:30 PM / Sonic Jr + Raul Mourão Multiplicidade_CCTelemar Subject: RE: Thursday 7:30 PM / Sonic Jr + Raul Mourão Multiplicidade_CCTelemar Hi Raul! Victor was there at Telemar, but it was too crowded... See you the next time! kisses, Suely ------ End of Forwarded Message


64_65 Exposição da série inédita Fitografias de Raul Mourão Exhibition of the never published before Fitografias series by Raul Mourão


Duplexx blends concrete and polyphonic music with electropunk in an union without prejudice towards any electronic trend or genre. The presentations, or Live PAs, have simultaneous syncronized image projections, created by visual artists invited by the duo. The instruments are laptops and customized music machines, generating live music that is mixed with backing tracks previously recorded in studio. On the Multiplicidade stage the Duplexx had the guest appearance of artist Paulo Vivacqua on the keyboards. He released the Trikids album together with the duo, with songs of his own authorship. A new support is sealed in this very evening, and with it the delicious Multiplicidade mixed drink was born – gin, orange juice, codling liquor, passion fruit, a pinch of lemon and a lot of ice. From now on, the Miam Miam restaurant joined us in our project.

66_67 Lançamento do CD Trikids Release of the Trikids CD

> BARTOLO / MUSICIAN > LÉO MONTEIRO / MUSICIAN

20 de julho de 2006 July 20, 2006 www.duplexx.com.br

SPECIAL GUEST STAR > PAULO VIVACQUA / ARTIST + MUSICIAN > MARCOS DE ASSIS + JODELE LARCHER + BARTOLO + BATMAN ZAVAREZE [VIDEOS] > MULTI_LAB / SCENOGRAPHY O Duplexx mistura música concreta, polifônica e eletro-punk, em uma união sem preconceitos de tendências e gêneros eletrônicos. As apresentações, ou Live P.A’s, têm projeções de imagens simultâneas sincronizadas, criadas por artistas visuais colaboradores, convidados pela dupla. Os instrumentos são laptops e pequenas máquinas musicais transformadas, gerando um som ao vivo que é misturado a bases pré-gravadas em estúdio. No palco do Multiplicidade, o Duplexx contou com participação musical dos teclados do artista plástico Paulo Vivacqua que lançou em parceria com o grupo o CD Trikids, com algumas músicas autorais de seu trabalho. À partir deste evento fica selado mais um apoio e, junto com ele, nasce o delicioso drink Multiplicidade – gin, suco de laranja, licor de maçã verde, maracujá, uma pitada de limão e muito gelo. Nossas quintas, dias de evento, passam a ser extendidas para o restaurante Miam Miam.


68_69 > RICARDO IMPERATORE / VOCALS + LAPTOP + SAMPLERS + PERCUSSION > LEO SAAD / GUITAR + PERCUSSION > FABIO SANTANA / KEYBOARDS + BASS > TATAVO / VJ > SUSANA LACEVITZ / SCENOGRAPHY

03 de agosto de 2006 August 03, 2006 www.botecoeletro.com.br www.cenografia.net


Música regional brasileira, samplers, batucadas eletrônicas, loops e instrumentos acústicos. Em dois anos de pesquisa, o inquieto músico Ricardo Imperatore juntou todos estes elementos, entre recortes e colagens sonoras, para criar o Botecoeletro. Os músicos e o VJ Tatavo já são parte da banda que toca som e imagem em perfeita sincronia. A cenografia de Susana Lacevitz, desta vez como convidada oficial, selou a participação de mais um grupo de artistas que passaram a ser sondados pelo evento, em busca de novas possibilidades de utilização do espaço físico junto à tecnologia. O cenário potencializou a brasilidade da proposta do Botecoeletro, com as cadeiras de bar indo da platéia até o paredão vertical onde foram feitas as projeções. O público que ficou de fora do teatro lotou a área do cyber_bistrô, assistindo à projeção do espetáculo.

Brazilian regional music, samplers, electronic percussion, loops and acoustic instruments. In a 2 years research the restless musician Ricardo Imperatore joined all these elements, through clipping and collages of sounds, and the Botecoeletro was born. The musicians and the VJ Tatavo are part of the band, playing sound and image in perfect synchronism. The scenography of Susana Lacevitz, now officially invited, sealed the participation of one more group of artists personally invited for the event. Our search for new possibilities of enjoying physical space and technology is only beginning. The scenario potentialized the identity with Brazil, Botecoeletro’s proposal. The seats of the bar ran from the audience to the vertical wall, where the images were projected. The attendees that couldn’t manage a seat in the theatre crowded the cibercafe area, watching the projections.


LUCAS SANTTANA / VOCALS + DEVICES DAVID COLE / DEVICES + EFFECTS LUIS BAIIA / ANIMAL DIGITAL / VIDEO MOA BATSOW / SCENOGRAPHY Nesta noite rondava uma apreensão coletiva: quão bom seria lançar uma revista de respaldo mundial dentro de nosso já bem ocupado espaço, tradicionalmente preenchido com a estréia de um espetáculo audiovisual? Assim como a revista COLORS, o projeto Multiplicidade promove um olhar ao avesso. Desta forma, o casamento entre a revista temática e o evento multidisciplinar seria uma oportunidade única de experimentar o novo. Nesta edição sobre a Amazônia, a revista COLORS traz um olhar não convencional sobre a região. Lucas Santtana encarou o desafio e fez o mesmo com o seu então recém-lançado e muito elogiado CD, formatando algo novo para o projeto. Optamos por correr o risco e enfrentar o desafio. O show do Sensorial Sistema de Som, experimentado pela primeira vez, traz o repertório do novo CD de Lucas Santtana, “3 sessions in a greenhouse”, num formato digital em que faixas abertas são mixadas ao vivo. Disparadas pelo computador simultaneamente sincronizadas com o vídeo específico de cada instrumento tocado, os dubs (remixes) ao vivo passam por uma mesa de som com vários efeitos e criam uma nova programação. A cada faixa musical, diferentes remixes ao vivo proporcionam uma experiência sonora impossível de reproduzir novamente. O Sensorial Sistema de Som, formado pelos músicos Lucas Santtana e David Cole, segue a tradição dos sound systems jamaicanos, com um repertório focado no reggae e suas vertentes como o dub, dancehall, rocksteady e dubtronics. O trabalho em parceria com as 4 projeções dos vídeos de Luis Baiia, e a linda cenografia de Moa Batsow – que recriou uma grande estufa – transformou o espetáculo numa noite em que circularam mais de 400 pessoas pelo centro cultural. Novo recorde de público.

72_73 17 de agosto de 2006 August 17, 2006 www.diginois.com.br

-----------------------------------------------------------This very night there was a general anxiety in the air: how good would be to release a worldwide supported magazine in our traditionally audio visual performance spectacle? As the COLORS magazine, the Multiplicidade project also promotes an opposite standpoint. So the commitment between the thematic magazine and the multi-disciplinary event would be an unique opportunity to experiment this innovation. In this issue, COLORS brings us a non-conventional view of the Amazônia region. Lucas Santtana decided to face the challenge and planned something new specially for the project, using his freshly-released and highly-praised album as basis. We chose to take this risk and venture. The Sensorial Sistema de Som’s gig, presented for the first time, uses the repertoire of Lucas Santtana’s new album, “3 Sessions in a Greenhouse”, in a digital format where tracks are mixed live. The live dubs (remixes) are triggered by the computer and simultaneous synchronized with the respective instrument video. Then the remixes go through a PA system loaded with several sound effects in order to create a new programming. Each track produces different live remixes. This is a musical experience that is impossible to be reproduced again. The Sensorial Sistema de Som, formed by musicians Lucas Santtana and David Cole, follow the traditions of the Jamaican sound systems. Their repertory is mainly reggae and its sub-genres like Dub, Dancehall, Rocksteady and Dubtronics. The performance also had four video projections by Luis Baiia, responsible for filming the recording sessions of Luca’s album for a DVD, and the beautiful scenography of Moa Batsow, recreating a giant greenhouse. More than 400 people came to the cultural center. A new attending record.


RELEASE OF THE COLORS_AMAZÔNIA MAGAZINE AND RELATED EXHIBITION

“O discurso social sobre a Amazônia é marcado pela denúncia, de um lado, e pelo deslumbramento, de outro. A mídia está repleta de exemplos. Claro que há razões de sobra para isso. Como desconhecer o desmatamento? Como não se encantar com a biodiversidade ou a cultura da região? Mas a Amazônia vai além, muito além de qualquer simplificação. De nada serve reduzi-la a uma ou outra questão, a um ou outro ponto de vista. Sua complexidade desafia visões redutoras, sejam as apocalípticas, sejam as idealistas. É a Amazônia real que precisamos entender e apoiar. A Amazônia da natureza, mas também a Amazônia dos homens. A Amazônia da ciência e a Amazônia dos mitos. A Amazônia global e a Amazônia local. Até porque as diversas “Amazônias” que a Amazônia encerra estão profundamente conectadas. Cada uma delas não sobrevive sem as demais.” A revista, que foi criada em 1991 por Oliviero Toscani, tem nesta edição a “Amazônia” como tema. Vendida em mais de 80 países, publicada em Gilberto Gil seis edições bilíngües e impressa em sete línguas (pela primeira vez Cantor, compositor e ministro da Cultura, escreve o com uma versão em português do Brasil), a revista aborda, em cada texto do editorial da revista italiana. edição bimestral, um tema retratado através de imagens e histórias na primeira pessoa do singular, dando voz a ilustres anônimos das grandes mídias. Para acolher o público que esteve presente em busca do lançamento da revista Colors, foram criadas pelo laboratório digital do projeto, o Multi_Lab, soluções tecnológicas para expor seu conteúdo. Entre elas uma projeção gigante na fachada de um prédio.

“Social debate about the Amazon region takes two main approaches: One is critical, the other is admiring. The media are full of examples of this. And there are plenty of reasons for it. How can you deny the hard facts of deforestation? How can you keep from being fascinated by the region’s biodiversity and culture? But the debate about the Amazon goes far beyond any such simplifications. Reducing it to one issue or the other is not constructive. The complexity of the debate defies simplifications, whether apocalyptic or romantic. Just consider the nature and the people of the Amazon: science and myth, the region’s global and local dimensions. Each could not survive without the other. Together, the different Amazons that we know and do not yet know should find their individual and at the same time common paths to follow.” Gilberto Gil Singer, composer and brazilian minister of Culture writes this issue editorial.

The magazine was created in 1991 by Oliviero Toscani and developed by Fabrica. This edition theme is “Amazon”. COLORS is sold in more than 80 countries, published in 6 bilingual editions and printed in seven languages (for the first time in Brazilian Portuguese). The magazine approachs, in each bimestral issue, a theme that is portrayed through images and stories told in the first-person singular, as famous anonyms have their turns to speak aloud. In order to welcome the audience attending the release of Colors magazine, Multi_Lab – the project’s digital lab – created a number of technological installations so to expose its contents. Among them, a giant projection on a building facade, seen from the cultural center’s balcony.

74_75 Lançamento da Revista Colors_Amazônia e exposição Release of the Colors_Amazônia magazine and exhibition www.colorsmagazine.com


HURTMOLD > FERNANDO CAPPI / GUITAR + DRUMS > GUILHERME GRANADO / KEYBOARD + VIBRAPHONE + MELODICA + VOCALS > MARCOS GEREZ / BASS > MÁRIO CAPPI / GUITAR > MAURICIO TAKARA / DRUMS + VIBRAPHONE + TRUMPET + GUITAR > ROGÉRIO MARTINS / PERCUSSION + CLARINET

> FABIO GHIVELDER / PROJECTIONS

76_77 31 de agosto de 2006 August 31, 2006 www.submarinerecords.com


A banda paulista Hurtmold, que toma o jazz como base para empilhar várias outras referências sonoras, utilizando inúmeros instrumentos e sempre aberta à improvisações, se apresentou junto às projeções do fotógrafo e videomaker carioca Fabio Ghivelder. Os integrantes da banda se revezam nos instrumentos, criando uma sonoridade de forte caráter orgânico, recheada de texturas, ora tensas, ora delicadas, sempre aberta a improvisos. As imagens especialmente desenvolvidas para o espetáculo pelo fotógrafo Fabio Ghivelder trafegam no estreito terreno entre a representação e a percepção.

-----------------------------------------------------------Hurtmold is a band from São Paulo that exploits the jazz as a basis, so to heap up several musical references, using many instruments and with a professed vocation for improvising. They had the opportunity to team up with Fabio Ghivelder, a carioca photographer and videomaker, in their Multiplicidade performance. The band members, always exchanging instruments, created a sonority with a strong organic touch, layered with textures, sometimes tense, sometimes gentle, always inclined to improvisation. The images, developed by photographer Fabio Ghivelder specially for this spectacle, travelled in the narrow frontiers of representation and perception.


> PAULO SOUTO / BASS + VOCALS > GABRIEL SOUTO / DJ > GUSTAVO LAMARTINE / GUITAR + VOCALS > JOAB QUENTAL / DRUMS > JÚLIO CASTRO / VJ Direto do Rio Grande do Norte para sua primeira apresentação no Rio de Janeiro, a banda potiguar duSouto trouxe para o Multiplicidade uma forte influência da música regional nordestina, porém sem estereótipos gratuitos. Coco, samba e levadas regionais, mixados com o som eletrônico do dub e drum’n’bass, formaram a base sonora do espetáculo. Já bem conhecida em grandes festivais do Nordeste, a banda apresentou seu show interativo de som e imagens, já que tem um VJ como parte de seus integrantes.

---------------------------------From Rio Grande do Norte to Rio de Janeiro for their first performance in the cirty, the band duSouto brought to Multiplicidade a deep influence of regional music from the north east of Brazil, without presenting any groundless stereotypes. Samba, coco and regional rythms, mixed with the electronic sounds of dub and drum’n’bass were the sound basis of the performance. Well known in the major festivals on the north east region of Brazil, the band presented their interactive gig, with sounds and images.

80_81 Lançamento do cd duSouto Release of the duSouto album 14 de setembro de 2006 September 14, 2006


TOM ZÉ + BANDA > TOM ZÉ / VOCALS + ACOUSTIC GUITAR + SPECIAL INSTRUMENTS > LAURO LÉLIS / DRUMS > DANIEL MAIA / BASS AND VOCALS > CRISTINA CARNEIRO / KEYBOARDS + VOCALS > SÉRGIO CAETANO / GUITAR + VOCALS > JARBAS MARIZ / VIOLA + CAVAQUINHO + VOCALS > LUANDA / VOCALS > NEUSA MARTINS / EXECUTIVE PRODUCER

82_83 Espetáculo Experimenta Rio Experimenta Rio performance 28 de setembro de 2006 September 28, 2006 www.tomze.com.br

MULTI_LAB / [SCENOGRAPHY + IMAGES] > LEONARDO EYER / ART DIRECTION + SCENOGRAPHIC CONCEPTION > ADRIANO MOTTA / GRAPHIC DESIGN > JOÃO MARCELO SCHIEWE + CAROLINA BALTAR / SCENOGRAPHY > BATMAN ZAVAREZE / ARTISTIC DIRECTION

“O universo de Tom Zé é bastante variado, no qual discos e espetáculos são criados a partir de idéias anticonvencionais, traduzidas em mensagens que ultrapassam até os elementos da música propriamente dita, ousando avançar em áreas além dos limites de um compositor” – como afirma o crítico musical Zuza Homem de Mello num release do artista. O visual do show fica a cargo do Multi_Lab, capitaneado pelo diretor de arte Leonardo Eyer e sua equipe: Adriano Motta, João Marcelo e Carolina Baltar, em colaboração com o curador do evento e artista visual Batman Zavareze. No cenário deste show foram reinterpretadas, através de pintura de arte e suportes digitais, referências do universo particular de Tom Zé. Como parte do cenário sem fronteiras, foram criadas 200 máscaras de Tom Zé, que foram distribuídas e usadas pela platéia. Pela primeira vez o público, acostumado com o conforto das almofadas, foi induzido a assistir ao espetáculo de pé. De pé para ver Tom Zé.


Tom Zé após o show nos escreve por e-mail: Comentários sobre o show no Multiplicidade, na cidade do Rio de Janeiro, em 28 de setembro de 2006.

No show “Experimenta Rio”, que fiz com meus músicos em setembro, trabalhei num ambiente de cuidado com a arte-fato. Esse ambiente tem ressonância com o que procuro em algumas de minhas tentativas musicais, quando a autocomplacência não tem vez, de jeito nenhum. Batman Zavareze e sua gente fazem do Projeto Multiplicidade o locus da diversidade. Remeto a cenografia deles aos primórdios da poesia concreta, que então gerava encrencas memoráveis – são muito benfazejos, os escândalos e encrencas, para uma linguagem artística nova. O desavisado coça a cabeça ao entrar na sala de espetáculo: “Então, no Multiplicidade o fragmentário toma conta de um espaço?” Mas não é nada disso: há uma regência, uma colocação visual, que dá direito à convivência dos afins e contrários e a instaura. Os cenógrafos do show “Experimenta Rio” – Leonardo Eyer, Adriano Motta, Carolina Baltar, João Marcelo e Batman Zavareze – são formigas sonhadoras; convertem a palavra, por si só, em imagem, enquanto o significado acende o espectador; este, na platéia, faz perguntas à palavra lida, segundo conversas que tive com pessoas do público. É como se o pensamento delas, defrontando-se com a materialidade da palavra, se convertesse também em linha e cor, acompanhando a necessidade que fundamentou imagens e vocábulos. Falando em imagens, de onde essa turma desencavou figuras tão representativamente brasileiras? De onde lhes veio a idéia de projetar os acontecimentos do palco sobre um edifício fronteiro, tatuando a parede de concreto do prédio com gestos de cantores e músicos, com formas plásticas? É uma poesia seca, a que eles fazem; mas vocês perceberam, só pelo parágrafo anterior, que é poesia. E perceberam também que acabei de plantar idéias e paralelismos em futuros cenógrafos, ao contar a vivência desse “Experimenta Rio”. Abraços, Tom Zé

-----------------------------------------------------------“The universe of Tom Zé is heterogeneous. Albums and spectacles are created from non-conventional ideas and translated into messages that surpass even the elements of music itself, daring to break in areas beyond the limits of any composer.” – as music reviewer Zuzu Homem de Mello affirms in the artist’s release. The visual part of the performance was entrusted to Multi_Lab, leaded by art director Leonardo Eyer and his staff: Adriano Motta, João Marcelo and Carolina Baltar, with colaboration from the event curator and visual artist Batman Zavareze. In the scenario, a number of references from the personal universe of Tom Zé were interpreted through art painting and digital tools. As a share of a scenario without boundaries, two hundred Tom Zé masks were created and handed to the audience. For the first time, the attendees, normally used to the convenience of the cushions, were eager to watch the performance standing. Standing for Tom Zé.

Tom Zé wrote us some comments via email after the concert: Comments on the Multiplicidade concert, Rio de Janeiro, September 28, 2006. In the “Experimenta Rio” performance we dwelled in an ambience of concern with the art-fact. This environment has resonance with what I attempt in some of my musical efforts, when self-complaisance does not matter. Batman Zavareze and his crew turn the Multiplicidade Project into the locus of diversity. Their scenography work reminds me of the beginnings of the concrete poetry, which at the time caused all sorts of trouble. Scandals and trouble are excelent for a new artistic language. When entering the theatre, the unwary scratches his head and thinks: “So in the Multiplicidade the fragmentary takes over the space?”. But it isn’t just like that: there is a regency, a visual setting, that gives meaning for the intimacy between similar and opposite, establishing it. The scenographers of the “Experimenta Rio” concert – Leonardo Eyer, Adriano Motta, Carolina Baltar, João Marcello and Batman Zavareze – are hard-working dreamers. According to the people in the audience, they transform the word itself in image, lighting the audience with their meaning; so that they start to question the learned word actual meaning by themselves. It’s like if their meanings, standing opposed to the actual materiality of the words, got transformed in lines and colors, following the principles that substantiated images and words. Speaking about images, where this gang found pictures so characteristically Brazilian? And from where came that idea, of projecting what was happening on stage into a nearby building, tattooing its concrete walls with gestures from singers and musicians, with plastic designs? What they do is a dry kind of poetry. But, just by reading the previous paragraph, you can see that it is actually poetry. You can also see that I’ve just sowed a bunch of ideas and parallelisms in the heads of future scenographs. Just by telling of my experience in the “Experimenta Rio” concert. Best regards, Tom Zé


> ALLAN SIEBER / CARTOONIST > FLU / VIOLÃO + VOCALS + ACOUSTIC GUITAR + BASS + KEYBOARDS + SAMPLERS > BENJÃO / GUITAR + VOCALS + KEYBOARD PROGRAMMING SPECIAL GUEST STAR/ TOTONHO [VOCALS]

O músico gaúcho Flu, da nostálgica banda De Falla, mostrou suas fusões de música eletrônica, bossa nova, psicodelismo e rock’n’roll, junto ao quadrinista, cartunista e diretor de animação Allan Sieber, com seu humor sarcástico e estilo cáustico. Eles produziram um encontro animado e proibido para menores de 18 anos. A performance de Flu baseada no seu disco “No Flu do Mundo” foi tracejada com muito humor pelo desenho ao vivo e autoral de Sieber, que através de sua mesa de luz respondia de imediato, ilustrando “as coisas boas da vida”, tema do espetáculo.

88_89 19 de Outubro de 2006 October 19, 2006 www.toscographics.com.br

-----------------------------------------------------------The gaúcho musician Flu, from the nostalgic band De Falla, presented his fusion of electronic music, bossa nova, psicodelic music and rock’n’roll, allied to the comic book artist, cartoonist and animation director Allan Sieber, with his sarcastic humour and caustic style. They produced an animated meeting that would certainly be X-rated. Flu’s performance, based in his album “No Flu do Mundo”, was portrayed with plenty of humour by live drawings from Sieber, using a light table to picture “the good things in life”, the performance theme.


6D ESTÚDIO > MATEUS + CABRAL + BETO + EMÍLIO + LULA + BRUNO + BERNARDO + TOLA / IMAGE TRI-ELÉTRON > ULISSES / GUITAR + EFFECTS > FISKAL / MPC + SAMPLERS > ALEXANDRE / BASS

90_91 09 de Novembro

COOPERATIVA CÊNICA > FERNANDA CAVALCANTI / BALLET > MARIANA SOUZA / BALLET > LUANA / BALLET

November 09, 2006 www.6d.com.br

O 6D Estúdio, escritório formado por 7 designers gráficos que manipulam todas as novas possibilidades da mídia digital, ampliou o leque profissional de seus trabalhos experimentando um espetáculo múltiplo inédito em conjunto com os músicos da banda Tri-Elétron e o balé da Cooperativa Cênica. A imagem foi o fio condutor da proposta apresentada, construindo um roteiro através de leituras visuais traduzidas na música e na dança. Todo o conteúdo projetado era sistematicamente correlacionado à dança e envolvido pela banda Tri-Elétron, numa mescla de samplers e computadores com instrumentos convencionais. Foram criadas durante o espetáculo ambiências sonoras inspiradas na estética do funk&soul dos anos 70 e nos breakbeats e dubs digitais.

-------------------6D Estúdio is a company formed by seven graphic designer that mastered all new possibilities of digital media. They extended their range of professional works by experimenting a multiple spectacle, teaming up with the musicians of the Tri-Eletron band and the Cooperativa Cênica ballet. The images were the conducting wire of the presented proposal, building up a story through visual reading translated into music and dancing. All the projected content was systematically correlated to dancing and enveloped by the Tri-Eletron band, in a mixture of samplers, computers and usual instruments. During the performance, a number of sounding ambiences were created, drawing inspiration from the esthetic of 1970s Funk & Soul, Breakbeats and digital Dubs.


> MIRI FÉLIX / ARTIST > ARMELLE BLARY / ARTIST > CLAUDIO DI ZEFALO / DJ O espetáculo Fio é a combinação entre 3 artistas de 3 países, traduzida em 3 linguagens artísticas diferentes num único espetáculo. Performance viva escultórica, videoarte e música eletrônica sensorial. "Fio" visa a uma nova imersão sensorial por meio das esculturas da artista plástica francesa Armelle Blary junto aos vídeos e fragmentos de som editados pela artista plástica brasileira Miri Félix. A performance no Multiplicidade tem a interferência ao vivo do DJ de Nova York Claudio Di Zefalo, sujeito e objeto desta "instalação" de imagem-sonora. “O correr e o viver são sinônimos. As entranhas do “Fio” passam do interior do corpo para o exterior do teatro, aguçando a sensibilidade ao mundo.” Afonso Félix de Sousa, poeta. ------------------------------The Fio performance is an amalgam of three artists from three countries, translated in three different artistic languages for the same spectacle. Live sculpturesque performance, video art and sensorial electronic music. “Fio” aims a new kind of sensory immersion through the sculptures of French artist Armelle Blary, joined with the videos and sound extracts edited by the Brazilian artist Miri Félix. The Multiplicidadeperformance had the live interference of the New York DJ Claudio Di Zefalo, subject and object of this sound-image “installation”.

92_93 Espetáculo Fio Fio performance

“Running and living are synonimous. The bowels of “Fio”depart from the interior of the body towards the outside of the theatre, sharpening the sensibility to the world.” Afonso Félix de Sousa, poet.

30 de Novembro November 30, 2006 http://fioo.over-blog.com


> BIA LESSA / SCENIC CONCEPTION + SCENOGRAPHIC INTERVENTION OS RITMISTAS > DOMENICO LANCELOTTI / GUITAR + MPC + VOCALS > DANY ROLAND / GUITAR + DRUMS + SAMPLERS > STEPHANE SAN JUAN / MPC + DRUMS + PERCUSSION Para celebrar nossa última data de 2006 e o vigésimo nono Multiplicidade destes 2 anos, Bia Lessa e Os Ritmistas se juntaram para criar o espetáculo de encerramento. A proposta veio ao encontro da época, num clima de grande confraternização. Foi criado o espetáculo Pré-Natalino, onde o público comemorou com trocas de presentes. Bia Lessa, com muita sensibilidade, se encarregou de transformar o espaço numa aprazível instalação imersiva. Nesta ambiência, o trio de bateristas, Domenico Lancelotti, Stephane San Juan e Dany Roland, apresentou um show inédito – a “avant-première” do seu CD “Os Ritmistas” – que será lançado no mercado japonês em fevereiro de 2007. Nelson Jacobina complementou o clima de festa com o som de sua guitarra.

94_95 Lançamento do catálogo Multiplicidade_Imagem_Som_inusitados 2005/06 Release of the Multiplicidade_Imagem_Som_inusitados catalogue 2005/06 14 de dezembro de 2006 December 14, 2006

-----------------------------------------------------------As a celebration of our last event in the year of 2006, 29th Multiplicidadein two years, Bia Lessa and “Os Ritmistas” (“The Percussionists”) joined to conceive our closing act.The proposal suits the festivities of year’s end. A great celebration was prepared for the Pre-Christmas spectacle, where the audience shared by exchanging gifts. Bia Lessa, with sensibility, was responsible for transforming the theatre in a pleasant immersive installation. In this ambience, the trio of percussionists; Domenico Lanceloti, Stephane San Juan and Dany Roland; performed an exclusive concert, an “avant premiere” of their “Os Ritmistas” album, to be released in Japan in February 2007. Nelson Jacobina contributed to the party mood bringing the sound of his guitar.


Batman Zavareze_Concepção e curadoria Leonardo Eyer [Caótica / WeDo]_Direção de arte Adriano Motta [Caótica]_Projeto gráfico e site 2006 Billy Bacon [Nú-dës]_Logomarca Xanda Nunes_Produção 2005/06 Carol Mattos_Produção 2006 Patricia Maron_Produção 2006 Pedro Bessa_Assistente de produção 2006 Priscilla Alves de Moura [Ka bum!]_E stágio de produção 2006 Georgina Elisa [Kabum!]_Estágio de produção 2005 Mariana Abreu_Estágio de produção 2005 Emanuel Jesus [Kabum!]_Documentação videográfica Leonardo Santos [Kabum!]_Documentação fotográfica Alex Augusto Silva [Spetaculu]_Cenotécnico Leo Magalhães_Técnico de som Augusto Rodrigues de Mello_Técnico assistente de som Julio Cezar Valle_Iluminador Ricardo Alexandria_Iluminador All Bussiness_Projeções e instalações Mirian Peruch_Administração 2005/06

Maria Arlete Gonçalves, Samara Werner, Roberto Guimarães, Alberto Saraiva e a todos da equipe Oi Futuro. Leonardo Eyer, Alexandre Aragão e a todos das empresas parceiras e co-realizadoras do evento em 2006: WeDo Marketing Promocional e Caótica. Carlos Casas e Gregoire Basdevant pelas consultas internacionais. Xanda Nunes por escutar e encarar o desafio. Billy Bacon pela incrível logomarca. Marcos Chaves pela coragem. Mirian Peruch sempre.

Adriano Motta, Júlia Rocha, João Marcelo, Carolina Baltar, Nicole Lanzellotti, Catalina Baeza, Vitão, Sandro Menezes, Julia de Simone, Mara Bastos, Antônio Pedro, Emanuel de Jesus, Leonardo Santos, Georgina Elisa, Priscilla, Belão, Valério, Rodrigo, Ph, Leo Magalhães, Cristian, Júlio Cezar, Ricardo, Daniel, Willian Cardia, Emerson, Pedro Bessa, Beto, Bruno Porto, Fabio Ghivelder, Nado Leal, Rodrigo Lariu, Mate Lelo, João Lelo, Bebeto Abrantes, Belisario Franca, Nayse Lopes, Carol Matos, Ale Debs, Patricia Maron, Raul Mourão, Bruno Porto, Renata Carneiro, Marcinho, Robertinho, Rai, Chico Dub, Felipe Taborda, Ana Fortes, Edson Papaléguas, Roberta Ciasca, Steff, Danni, Andreinha Leblon, José Carlos Barbosa, Mauricio Valladares, Christiano Calvet, Tom Zé, Neusa Martins, Marcio Zavareze, Bruno Marques, Waldir e Marília.

Batman Zavareze_Concept and curator Leonardo Eyer [Caótica / WeDo]_Art direction Adriano Motta [Caótica]_Graphic design and 2006 website Billy Bacon [Nú-dës]_Logo Xanda Nunes_Production 2005/06 Carol Mattos_Production 2006 Patricia Maron_Production 2006 Pedro Bessa_Production assistant 2006 Priscilla Alves de Moura [Kabum!]_Production internship 2006 Georgina Elisa [Kabum!]_Production internship 2005 Mariana Abreu_Production internship 2005 Emanuel Jesus [Kabum!]_Videographic records Leonardo Santos [Kabum!]_Photographic records Alex Augusto Silva [Spetaculu]_Scenographic technician Leo Magalhães_Sound technician Augusto Rodrigues de Mello_Assistent sound technician Julio Cezar Valle_Lightning technician Ricardo Alexandria_Lightning technician All Bussiness_Projections Mirian Peruch_Management 2005/06

Presidente/ President José Augusto da Gama Figueira Vice-presidente/ Vice-president George Moraes Diretoras de projetos/ Project managers Maria Arlete Gonçalves Samara Werner Coordenação do teatro / Theater Coordinator Roberto Guimarães Equipe / Crew Alberto Saraiva André Couto Camille Bergamo Flávia Vianna Lucia Nascimento Maíra Pimentel Maria de Fátima Santana Mariana Várzea Pedro Prata Renata Fontanillas Shirley Fioretti Taissa Thiry Tatiana Laura Tatiana Zanotti Victor D’Almeida

96_97 Agradecimentos + Ficha Técnica

Batman Zavareze / Coordenação e Redação Leonardo Eyer / Concepção Visual e Direção de Arte Adriano Motta / Projeto Gráfico Júlia Rocha / Design Gráfico Victor Teixeira / Assistência de Design Murilo Gomes / Produção Gráfica Pedro Vieira / Tradução Inglês José Figueiredo / Revisão

Batman Zavareze / Coordination and Edition Leonardo Eyer / Visual Conception and Art Direction Adriano Motta / Graphic Design Project Júlia Rocha / Graphic Design Victor Teixeira / Design Assistancy Murilo Gomes / Graphic Production Pedro Vieira / English Translation José Figueiredo / Reviewing

FOTOS_2005 Xanda Nunes Antonio Pedro Pedro Curi Batman Zavareze Raimundo Bandeira de Mello [Multi_01 e Multi_07] Julio Callado [Multi_15]

PHOTOS_2005 Xanda Nunes Antonio Pedro Pedro Curi Batman Zavareze Raimundo Bandeira de Mello [Multi_01 and Multi_07] Julio Callado [Multi_15]

FOTOS_2006 Leonardo Santos [Kabum!] Lucas Bori [Multi_12]

PHOTOS_2006 Leonardo Santos [Kabum!] Lucas Bori [Multi_12]

Maria Arlete Gonçalves, Samara Werner, Roberto Guimarães, Alberto Saraiva and everyone at Oi Futuro. Leonardo Eyer, Alexandre Aragão and everybody from the associate companies that co-produced the event: WeDo Marketing Promocional and Caótica. Carlos Casas and Gregoire Basdevant for the helpfull international advisory. Xanda Nunes for listening and facing the challenge. Billy Bacon for the astonishing logo. Marcos Chaves for his courage. Mirian Peruch allways.

Adriano Motta, Júlia Rocha, João Marcelo, Carolina Baltar, Nicole Lanzellotti, Catalina Baeza, Vitão, Sandro Menezes, Julia de Simone, Mara Bastos, Antônio Pedro, Emanuel de Jesus, Leonardo Santos, Georgina Elisa, Priscilla, Belão, Valério, Rodrigo, Ph, Leo Magalhães, Cristian, Júlio Cezar, Ricardo, Daniel, Willian Cardia, Emerson, Pedro Bessa, Beto, Bruno Porto, Fabio Ghivelder, Nado Leal, Rodrigo Lariu, Mate Lelo, João Lelo, Bebeto Abrantes, Belisario Franca, Nayse Lopes, Carol Matos, Ale Debs, Patricia Maron, Raul Mourão, Bruno Porto, Renata Carneiro, Marcinho, Robertinho, Rai, Chico Dub, Felipe Taborda, Ana Fortes, Edson Papaléguas, Roberta Ciasca, Steff, Danni, Andreinha Leblon, José Carlos Barbosa, Mauricio Valladares, Christiano Calvet, Tom Zé, Neusa Martins, Marcio Zavareze, Bruno Marques, Waldir e Marília.


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