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ECONOMIA | EMPRESAS E MARCAS

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SECTOR DE SEGUROS É CONSISTENTE E CREDÍVEL

Osector de seguros apresenta-se de forma consistente e credível, afirmando-se como verdadeiro instrumento de estabilidade e crescimento do desenvolvimento económico, dinamizando os vários sectores produtivos e reforçando a confiança dos cidadãos. A constatação foi feita pelo presidente da Associação Moçambicana de Seguradoras (AMS), Manuel Gamito, durante a III Conferência Anual de Seguros, realizada esta segunda-feira (30), sob o lema "Futuro dos Seguros em Moçambique: Digital, Inclusivo e Sustentável”.
Usando a metáfora, Gamito disse que o evento ensina que "cada um de nós é uma árvore e, juntos, somos uma floresta, cuja grandeza se mede pela capacidade de transformar os desafios em oportunidades".
O presidente da AMS disse que, dentre os desafios enfrentados, alguns se impondo como superáveis, persistem fragilidades tanto no risco que é transferido para o exterior como, consequência, as perdas de prémios, capacidade técnica e financeira fiscais.
"É necessário reverter essa tendência, através de uma legislação que fortaleça
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o sector, a retenção do risco do conteúdo local, parcerias público-privado e responsabilidade social", disse o presidente da AMS, defendendo que o progresso só será possível com o compromisso e colaboração de todos.
Para a presidente do Conselho de Administração do Instituto de Supervisão de Seguros (ISSM, IP), Ester José, o lema da III Conferência Anual de Seguros não é apenas uma aspiração do sector de seguros, é um pilar alinhado com a visão estratégica do Governo, consagrada no Plano Quinquenal do Governo 20252029, que prioriza um crescimento económico robusto, a produtividade e, acima de tudo, a melhoria das condições de vida de todos os moçambicanos.
Para o Governo, o sector segurador nacional constitui igualmente um parceiro estratégico indispensável na concretização deste desiderato, alinhado à Estratégia Nacional de Inclusão Financeira (2025-2031), que "traça um caminho claro para expandir o acesso e o uso de serviços financeiros de qualidade, reforçando a protecção do consumidor e o compromisso de criação de um ambiente regulatório que incentive a inovação e a expansão de serviços fi-
nanceiros para toda a população, com um foco especial nas comunidades rurais e de baixa renda, partindo do pressuposto de que a inclusão financeira desempenha um papel fundamental na redução da pobreza e na promoção da prosperidade inclusiva", disse.
Durante a realização da III Conferência Anual de Seguros, a AMS assinou três Memorandos de Entendimento (ME), nomeadamente com a M-Pesa, com vista a flexibilizar o pagamento dos serviços de seguros através de carteira móvel. O outro ME foi assinado com a Universidade Unitiva, visando a massificar a literacia de seguros através do leccionamento das matérias de seguro, e com Sechelles Reinsurance Global, o ME abre as portas a essa grande seguradora do Índico para operar no mercado moçambicano com produtos inovadores.
A III Conferência Anual de Seguros 2025 contou com oradores especializados distribuídos por quatro painéis: Gestão de Riscos Políticos – Soluções para a crescente demanda; Educação e Inclusão Financeira em Seguros; Seguros Climáticos e Rurais – Soluções para Moçambique; e Digitalização no Sector de Seguros – Catalisador de crescimento.





BANCO DE MOÇAMBIQUE REDUZ TAXA DE JURO DIRECTORA PARA 9,75%
OBanco de Moçambique (BdM) voltou a reduzir a taxa de juro de política monetária (MIMO), desta vez em 0,50 pontos percentuais, fixando-a em 9,75%. Trata-se do décimo corte consecutivo desde Janeiro de 2024, totalizando uma descida acumulada de 700 pontos base. De acordo com dados do relatório da BdM publicado esta segunda-feira (29)
Desde Setembro de 2022 que a taxa directora se encontrava em 17,25%, tendo o banco central iniciado uma trajectória de descidas sucessivas a partir de Janeiro de 2024.
A taxa caiu então para 16,5% e, desde essa altura, foram registadas reduções em praticamente todas as reuniões bimestrais: Março (15,75%), Maio (15%), Julho (14,25%), Setembro (13,5%), Novembro (12,75%), Janeiro de 2025 (12,25%), Março (11,75%), Maio (11,00%), Julho (10,25%) e, agora, Setembro (9,75%).
O governador do BdM, Rogério Zanda-

mela, falando no final da reunião do Comité de Política Monetária (CPMO), em Maputo, sublinhou que a decisão assenta na manutenção das perspectivas de inflação em um dígito no médio prazo. “Esta medida decorre essencialmente da
BVM CONQUISTA CERTIFICAÇÃO
ISO 9001:2015,
manutenção das perspectivas da inflação em um dígito, reflectindo em parte a estabilidade da taxa de câmbio e a tendência favorável dos preços internacionais de mercadorias, não obstante a prevalência, a nível doméstico, de elevados riscos e incertezas”, afirmou
POSICIONANDO-SE COMO REFERÊNCIA REGIONAL
UCertificação de qualidade posiciona a Bolsas de Valores de Moçambique (BVM) como uma referência regional, capaz de competir com os melhores mercados do continente africano e contribuir activamente para a integração de Moçambique nos mercados financeiros globais.
Essa perspectiva foi partilhada pelo Presidente do Conselho de Administração da BVM, Pedro Cossa, hoje, 30 de Setembro, em Maputo, na cerimónia de Concessão da Certificação de Qualidade referente ao Sistema de Gestão da Qualidade ISO 9001:2015, concedida a instituição, pelo Instituto Nacional de Normalização da Qualidade (INNOQ).
Cossa sublinhou que a certificação de qualidade dos serviços da BVM tem um impacto directo no fortalecimento da confiança dos investidores, tanto no plano nacional quanto internacional.
“Num mercado como o nosso, a credibilidade e a confiança constituem activos fundamentais para a atracção de investimento e a promoção do desenvolvimento económico”, ressaltou o PCA da BVM.

A norma ISO 9001:2015 é internacionalmente reconhecida como o padrão de referência para Sistemas de Gestão da Qualidade. A sua obtenção atesta que a organização implementou um sistema robusto, rigorosamente focado na satisfação dos clientes e na optimização contínua dos processos.
Por seu turno, o Director-Geral do INNOQ, Geraldo Albasini, afirmou que a certificação da BVM comprova que a instituição “adopta procedimentos rigorosos que garantem eficiência, transparência e confiança nos serviços prestados ao público e aos investidores.”



GOVERNADOR DO BANCO DE MOÇAMBIQUE ALERTA PARA CRESCIMENTO DA DÍVIDA PÚBLICA NO PAÍS
Ogovernador do Banco de Moçambique (BdM), Rogério Zandamela, avisou esta segunda-feira (29) que a dívida pública do país não pode continuar a crescer e expressou que espera que o Governo adopte medidas para a sua contenção. “Ela não pode crescer. Eu sei, tenho a certeza, que o Governo está a fazer tudo o que é possível para conter esta dívida a níveis razoáveis, para que não crie problemas à economia. Porque se ela continuar a crescer, ao ponto de atingir níveis preocupantes de insustentabilidade, poderá causar problemas”, alertou Zandamela, citado pela agência Lusa. Zandamela falava durante uma sessão de respostas aos jornalistas após a realização da reunião do Comité de Política Monetária (CPMO), que tem lugar a cada dois meses.
O governador do banco central destacou que a dívida pública tem impacto sobre o crescimento económico do país, afirmando a necessidade de se tomar medidas apropriadas para acautelar.

“Sim, ela tem um impacto sobre o crescimento económico, não pode crescer infinitamente. Há um momento em que tem que ser acautelado, com medidas apropriadas, medidas de receitas, medidas de despesas, todo o tipo de ajustes que são necessários para poder reduzir, conter ou mitigar o crescimento desta dívida”, disse ainda Rogério Zandamela.
“A dívida interna, excluindo os contratos de mútuo e de locação e as responsabilidades em mora, situam-se em 454,4 mil milhões de meticais (6.061 milhões de euros), o que representa um aumento de 38,8 mil milhões de meticais (517,5 milhões de euros) em relação a dezembro de 2024", alertou ainda o governador, sobre as conclusões da reunião do CPMO.
INGD INAUGURA CENTRO DE MONITORIA PARA ACELERAR RESPOSTA A EVENTOS CLIMÁTICOS EXTREMOS
OInstituto Nacional de Gestão e Redução do Risco de Desastres (INGD) inaugurou nesta segunda-feira (29) uma moderna Sala de Situações em Maputo, no Centro Nacional Operativo de Emergência (CENOE), com o objectivo de acelerar e optimizar a monitoria e a resposta a eventos climatológicos extremos e garantir que o país esteja mais preparado para proteger as comunidades vulneráveis.
A modernização é fruto da cooperação bilateral entre os Governos de Moçambique e Itália, por meio da iniciativa Pronto para Agir (Ready2Act), financiada pela Cooperação Italiana. O projecto contou com assistência técnica da Fundação CIMA, da WeWorld, e orientação estratégica do Departamento de Protecção Civil de Itália.
A nova Sala de Situações em Maputo é complementada por uma sala piloto na cidade da Beira (Sofala), uma das zonas mais afectadas por ciclones. A medida reforça a integração entre os níveis nacional, provincial e local, prometendo maior rapidez e eficiência na cadeia de comunicação e resposta imediata.
A Presidente do INGD, Luísa Meque,

que dirigiu a cerimónia, sublinhou a relevância do investimento. Marque destacou que esta conquista “simboliza a determinação do Governo e dos seus parceiros em reforçar o Sistema Nacional de Aviso Prévio, dotando-o de instrumentos modernos, integrados e eficazes, capazes de responder aos desafios impostos pelas mudanças climáticas e pela crescente frequência de fenómenos hidrometeorológicos em Moçambique.”
Meque acrescentou ainda que a estrutura “projecta Moçambique para a vanguarda da cooperação regional e continental”, devido à sua ligação ao Sistema de Aviso Prévio e Acções Antecipadas Multi-riscos para África (AMHEWAS), promovido pela União Africana. A sala também permitirá a colaboração no quadro do Centro de Operações de Emergência e Humanitárias da SADC.


A Banca & Seguros regressa com mais uma edição dedicada à solidez e inovação do sector financeiro, agora com um grafismo renovado e mais dinâmico.
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económico-social que marca o presente e projecta o futuro.

INSS DEBATE ESTRATÉGIAS GLOBAIS DE PROTECÇÃO SOCIAL EM FÓRUM NA MALÁSIA
Moçambique, através de uma delegação do Instituto Nacional de Segurança Social (INSS), está a participar do Fórum Internacional sobre a Segurança Social, que decorre de 29 de Setembro a 3 de Outubro em Kuala Lumpur, Malásia. O evento visa debater estratégias conjuntas e partilhar experiências globais para o fortalecimento da protecção social.
O encontro reúne representantes de instituições públicas, privadas e organizações da sociedade civil e oferece ao INSS a oportunidade de trocar ideias sobre as melhores práticas internacionais e analisar os desafios actuais do sector.
No âmbito do fórum, a equipa moçambicana liderada pelo Presidente do Conselho de Administração (PCA), Kabir Ibrahimo, destacou o seu compromisso em garantir a inclusão tanto dos trabalhadores por conta própria quanto dos assalariados no sistema que gere, reforçando o papel da instituição na promoção de uma segurança social abrangente e sustentável no país.
Ainda na ocasião, o Secretário-Geral da

Associação Internacional da Segurança Social (ISSA), Marcelo Caetano, procedeu ao lançamento do relatório “Desenvolvimentos e Tendências da Segurança Social – Global 2025”.
O documento sublinha o cenário complexo e em rápida evolução que as instituições de segurança social enfrentam, marcado por mudanças demográficas,
incerteza económica, transformação tecnológica e riscos crescentes decorrentes de choques de grande escala. O relatório destaca, contudo, a resiliência e a inovação com que os sistemas de segurança social estão a responder a estes desafios, mantendo um renovado compromisso com a inclusão e a sustentabilidade.
KAWENA ENCERRA OPERAÇÕES EM MOÇAMBIQUE APÓS CRISES FINANCEIRAS
Aempresa Kawena Distributors (Pty) anunciou que encerrará definitivamente as suas operações a partir de 1 de Outubro de 2025, após uma reunião de credores agendada para essa data.
Num aviso formal dirigido a colaboradores e clientes, a administração da empresa explicou que, "apesar de onze meses de esforços ininterruptos para tentar salvar o negócio, não foi possível garantir o investimento necessário para a recapitalização".
A empresa destaca que manteve contactos com várias entidades governamentais, incluindo a Presidência da República de Moçambique, na busca de apoio urgente para mitigar os impactos financeiros provocados pelos tumultos e distúrbios políticos registados no final de 2024 e início de 2025. Sublinhou ainda a importância crítica do reembolso do IVA em dívida há vários anos, montante que continua por liquidar e que agravou a situação da empresa.
Segundo o comunicado, "a incerteza

económica em Moçambique, aliada a uma das piores crises de liquidez da história recente da companhia, inviabilizou a obtenção de financiamento externo em tempo útil".
A administração reconhece as dificuldades que esta decisão acarreta para
colaboradores, mineiros, clientes e respectivas famílias, garantindo que o processo de encerramento será conduzido sob supervisão de Administradores de Recuperação Empresarial, de forma justa, transparente e conforme a legislação sul-africana.

