BOLETIM BANCA & SEGUROS 15.12.2025

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Boletim Diário

ECONOMIA

| EMPRESAS E MARCAS

Segunda - feira, 15 de Dezembro de 2025, Ano 05, n0 814 Contacto: +258 87 672

e-mail: redaccao@ltmservicos.co.mz

BdM RECEBE 109 MILHÕES DE DÓLARES E INICIA OPERACIONALIZAÇÃO DO FUNDO SOBERANO

OBanco de Moçambique (BdM) recebeu cerca de 109 milhões de dólares marcando um passo decisivo para a operacionalização efectiva do Fundo Soberano de Moçambique (FSM). O anúncio foi feito pelo governador do BdM, Rogério Zandamela, em Maputo, na última sexta-feira (12), durante um evento de fim de ano.

O montante inicial foi transferido após a assinatura do Acordo de Gestão entre o Ministério das Finanças (Gestor Global) e o BdM (Gestor Operacional), com o objectivo central de assegurar poupança colectiva e estabilidade macroeconómica para o país, utilizando as receitas futuras do gás e petróleo.

O capital inicial, que totalizou 109.972.545,75 de dólares, foi transferido pelo Governo, através do Ministério das Finanças, no dia 10 de Dezembro do corrente ano.

Zandamela explicou que a alocação deste valor teve em conta montantes que anteriormente não tinham sido ca- nalizados para a Conta Única Transitória das Receitas do Petróleo e Gás. “A repartição tomou em conta os cerca de

33,6 milhões de dólares não canalizados para a Conta Única Transitória das Receitas do Petróleo e Gás”, detalhou. O FSM, enquadrado pelo Acordo de Gestão assinado a 19 de Novembro, visa maximizar os benefícios das receitas dos recursos naturais (gás natural liquefeito nas Áreas 1 e 4 da Bacia do Rovuma), reforçar a estabilidade orçamental e criar uma base susten-

tável de riqueza para as gerações futuras. O Fundo Soberano estará sujeito a rigorosos mecanismos de fiscalização e controlo. Estão previstas auditorias internas e externas, realizadas semestral e anualmente, respectivamente. As contas anuais serão ainda objecto de apreciação pelo Tribunal Administrativo, conforme estipulado na lei.

FMI ALERTA PARA “CRESCIMENTO MODESTO” E PRESSIONA POR REFORÇO FISCAL EM MOÇAMBIQUE

OFundo Monetário Internacional (FMI) emitiu um alerta na quinta-feira (11) sobre a persistência de um crescimento económico modesto em Moçambique, sublinhando a necessidade urgente de reforço da mobilização de receitas internas e de uma gestão mais eficiente da dívida pública.

A advertência foi feita pelo representante residente da instituição no país, Olamide Harrison, durante a apresentação do relatório “Perspectivas Econó- micas Regionais para África Subsaariana”, realizada em Maputo.

No seu discurso, Harrison destacou que a recuperação económica nacional tem sido mais gradual do que o inicialmente previsto. O representante observou que, para alcançar a meta de 1,3% de crescimento anual estabelecida pelo Governo para 2025, o País teria de registar um incremento trimestral em torno de 11% no último trimestre, o que considera ser “muito difícil” face aos dados disponíveis até ao terceiro trimestre do ano.

“O crescimento económico em Moçambique permanece modesto, mais gradual do que o esperado, e será muito

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difícil atingir a meta de 1,3% este ano”, reiterou Harrison.

O FMI chamou a atenção para os elevados riscos macroeconómicos decorrentes da forte exposição da banca nacional à dívida pública e da crescente pressão sobre o espaço orçamental.

Harrison advertiu que cerca de 20% das receitas fiscais de Moçambique estão actualmente comprometidas com o serviço da dívida. Esta situação, segundo o Fundo, limita severamente a capacidade do Estado para realizar investimentos em sectores sociais prioritários.

Editor: Aurélio Muianga | Paginação: Cleiton Chemane

CENTRO E NORTE EMOSE, HOLLARD E FIDELIDADE ÍMPAR LANÇAM SEGURO CLIMÁTICO DA SEMENTE PARA PROTEGER AGRICULTORES

As seguradoras EMOSE, Fidelida- de Ímpar e Hollard Moçambique lançaram, nas províncias de Niassa, Cabo Delgado e Tete, regiões norte e centro do País, uma iniciativa inovadora destinada a fortalecer a resiliência climática dos agricultores de pequena escala.

Trata-se do “Projecto Seguro Climático da Semente”, que visa proteger os produtores contra perdas causadas por riscos climáticos extremos, como seca severa ou excesso de chuva.

O projecto, que conta com o financiamento do Programa Mundial Alimentar (PAM), opera num regime de co-seguro, garantindo que, em caso de sinistro, os agricultores sejam compensados com novas sementes. Este mecanismo est… estratégico permite reduzir perdas, assegurar a continuidade da produção ao longo do tempo e, consequentemente, contribuir para a segurança alimentar das comunidades.

“O seguro agrícola indexado da EMOSE é mais do que um produto, é um mecanismo estratégico de resiliência climática

PORTO DA BEIRA

que protege o agricultor de pequena escala e garante a sua permanência na actividade, mesmo perante os choques climáticos mais severos”, refere a nota divulgada. As três seguradoras partilham o risco da seguinte forma: 52,5% cabem à EMOSE, 32,5% à Fidelidade Ímpar e 15% à Hollard.

Além da protecção financeira, o programa inclui uma forte componente de educação do consumidor sobre a importância do seguro agrícola e visa consciencializar as comunidades para a necessidade de adquirir sementes certificadas como activo primário para uma boa produção.

GOVERNO INVESTE 13 MILHÕES DE DÓLARES NA MODERNIZAÇÃO DO TERMINAL DE COMBUSTÍVEIS

OGoverno anunciou um investimento de 830 milhões de meticais (cerca de 13 milhões de dólares) destinados à modernização do terminal de combustíveis no estratégico Porto da Beira, na província de Sofala. A iniciativa visa reforçar a capacidade operacional da infraestrutura e responder à crescente demanda do comércio nacional e regional.

O anúncio foi feito no domingo (14) pelo Presidente da República, Daniel Chapo, durante uma visita de trabalho ao complexo portuário, no âmbito da sua jornada pela província de Sofala.

“Temos que continuar a investir dentro do Porto da Beira porque há problemas relacionados com combustíveis. Há problemas relacionados com carga geral e há problemas relacionados com contentores,” afirmou Chapo.

O Presidente identificou a multiplicidade de concessões como um factor de constrangimento na eficiência do por-

to, levando a uma falta de coordenação nos investimentos.

Para impor maior disciplina e coordenação entre os diversos operadores, Chapo revelou que o Governo está a ponderar a criação de uma entidade

reguladora. Esta nova estrutura teria como objectivo harmonizar os investimentos e as operações, que actualmente estão a ser conduzidos de forma isolada, “sem uma coordenação,” o que compromete a eficiência geral do porto.

A nova edição da B&S chega com uma leitura indispensável sobre os desafios e oportunidades da economia nacional. Destacamos a relevância estratégica da

FACIM, palco onde Moçambique reafirma o seu potencial comercial e industrial. Trazemos ainda análises actuais sobre finanças, seguros e investimento,

preparando o leitor para compreender um mercado em rápida transformação. Boa leitura!

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PATROCINADO POR BOLSA DE VALORES DE MOÇAMBIQUE

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