BOLETIM BANCA & SEGUROS 23.09.2025

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Boletim Diário

ECONOMIA | EMPRESAS E MARCAS

Terça - feira, 23 de Setembro de 2025, Ano 05, n0 764

e-mail: redaccao@ltmservicos.co.mz

LUCROS DA CMH CAEM 15% PARA 46,7 MILHÕES, IMPACTADOS POR QUEDA DE RESERVATÓRIOS DE GÁS

Os lucros da Companhia Moçambicana de Hidrocarbonetos (CMH) registaram uma queda de 15% no último ano fiscal, totalizando 46,7 milhões de dólares, com a petrolífera estatal a alertar para a diminuição dos lucros, que vem de um ano anterior de queda, e está directamente ligada a um “declínio acentuado” na produção dos campos de gás de Pande e Temane, de acordo com o relatório e contas de 2024-25. Noticiou a “Lusa” nesta segunda-feira (22).

A administração da CMH, liderada por Arsénio Mabote, detalhou no relatório que “um dos grandes desafios” será manter os níveis de desempenho actuais face à diminuição da produção nos reservatórios.

A empresa já tinha registado uma queda de 15,5% nos lucros no ano fiscal anterior, para 54,7 milhões de dólares, o que significa uma nova descida consecutiva. Além do declínio nos reservatórios, a CMH justifica a queda no desempenho financeiro com dois factores principais,

a flutuação dos preços do petróleo no mercado internacional e aos problemas operacionais em unidades chave da central de processamento de Temane, localizada na província de Inhambane.

A queda na venda de gás natural, que recuou 9% no período 2024-25, também contribuiu para a redução dos lucros.

A CMH, controlada em 70% pela estatal Empresa Nacional de Hidrocarbonetos (ENH), opera em parceria com a sul-africana Sasol Petroleum Temane (SPT) nos campos de Pande e Temane. Esta parceria, sob um Acordo de Produção de Petróleo de 30 anos assinado em Outubro de 2000, visa a exploração de hidrocarbonetos na região.

MIREME E AT ARRECADAM 301,3 MILHÕES DE METICAIS EM DÍVIDAS FISCAIS NO PRIMEIRO

SEMESTRE

OMinistério dos Recursos Minerais e Energia (MIREME), em articulação com a Autoridade Tributária (AT), anunciou a arrecadação de 301,3 milhões de meticais em receitas através da recuperação de dívidas fiscais, no primeiro semestre do presente ano. A informação foi comunicada nesta segunda-feira (22), em Maputo, pelo Ministro dos Recursos Minerais e Energia, Estêvão Pale, no seu discurso de abertura do 10º Conselho Coordenador do MIREME, que tem como objectivo avaliar o desempenho do sector e alinhar as acções em conformidade com os objectivos do Programa Quinquenal do Governo 2025-2029. Na ocasião, Pale sublinhou as principais realizações do sector. Na área mineira, destacou-se a emissão de 1.858 títulos mineiros, o que corresponde a 69% dos pedidos pendentes até 2024. Esta medida contribuiu para a redução do congestionamento no sistema de licenciamento e reforçou a credibilidade do processo. No sector de hidrocarbonetos, o Projecto Coral Sul FLNG foi referido como um caso de sucesso. Desde o início da sua produção em 2022, o projecto exportou 120 embarques de Gás Natural Liquefeito (GNL) e 17 de condensado, gerando mais de 235 milhões de dólares em receitas para o país.

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Adicionalmente, o Conselho Coordena-

dor abordou os progressos do Programa Energia para Todos, que elevou a taxa de acesso à energia para 62,4%. O evento também serviu para harmonizar as reformas legais em curso, visando garantir uma maior participação dos cidadãos moçambicanos no sector.

Editor: Aurélio Muianga | Paginação: Cleiton Chemane

RECEITAS DE EXPORTAÇÃO DE ALUMÍNIO CRESCEM 88% NO PRIMEIRO TRIMESTRE DE 2025

OBanco de Moçambique (BdM) anunciou, nesta segunda-feira (22 de Setembro) que as receitas de exportação de alumínio quase duplicaram no primeiro trimestre de 2025, atingindo os 380,7 milhões de dólares (cerca de 24,76 mil milhões de meticais).

De acordo com a Lusa, a informação consta de um relatório do BdM, no qual se detalha que exportações de alumínio são totalmente dependentes da actividade da Mozal, a maior indústria do País, cuja continuidade se encontra incerta. O período analisado abrange de Janeiro a Março deste ano.

“As exportações de alumínio cresceram de 202,2 milhões de dólares no primeiro trimestre de 2024 para 380,7 milhões de dólares no mesmo período de 2025”, aponta o documento, destacando que “a melhoria nas receitas de alumínio deveu-se tanto ao aumento do volume exportado (45%)”.

Num total de 440,1 milhões de dólares exportados pela indústria transformadora no primeiro trimestre, mais de 85% corresponderam a barras de alumínio,

actividade garantida pela Mozal, que, alegando problemas no fornecimento de electricidade à unidade em Maputo, anunciou recentemente a possibilidade de encerrar em 2026.

“O Governo está e vai continuar naturalmente, primeiro, a acarinhar a Mozal e, segundo, vai continuar a negociar para

melhorar os termos de negociação e garantir que ela se mantenha a produzir em Moçambique, com todas as facilidades precisas, mas que não haja nenhum prejuízo a nenhuma das partes”, afirmou o porta-voz do Conselho de Ministros, Inocêncio Impissa, após a reunião do órgão em Maputo, em 26 de Agosto.

FMBCAPITAL HOLDINGS PLC ANUNCIA RESULTADOS SÓLIDOS PARA O PRIMEIRO SEMESTRE DE 2025

Ogrupo FMBcapital Holdings Plc (FMBCH) anunciou esta segunda-feira, 22 de Setembro, resultados financeiros sólidos relativos ao semestre findo em 30 de Junho de 2025. O desempenho alcançado reflecte a resiliência operacional do grupo e o compromisso com um crescimento centrado nas pessoas.

Segundo o CEO Jaco Viljoen, o sucesso alcançado é fruto da força da equipa e de uma cultura organizacional desenvolvida ao longo de três décadas.

“O nosso desempenho neste semestre é um testemunho da força das nossas pessoas e da cultura que construímos", disse Viljoen, num comunicado citado pelo Diário Económico

O grupo registou um aumento de 38% no rendimento operacional, atingindo 176 milhões de dólares. Os depósitos de clientes cresceram 40%, ultrapassando os 1,7

mil milhões de dólares, enquanto os empréstimos e adiantamentos aumentaram 19%, totalizando 866 milhões de dólares.

O grupo opera como First Capital Bank em Botswana, Malawi,

Moçambique, Zâmbia e Zimbabwe.

EXERCÍCIO DE PRÉ-SIMULAÇÃO EM SOFALA REFORÇA PRONTIDÃO PARA A ÉPOCA CICLÓNICA

OInstituto Nacional de Gestão e Redução do Risco de Desastres (INGD), em colaboração com o Governo do Distrito da Beira e o Conselho Municipal da Beira (CMB), realizou, há dias, um exercício de pré-simulação em Maraza e Vaz, na província de Sofala. A iniciativa integra as acções de prontidão urbana para a época chuvosa e ciclónica 2025-2026.

A actividade, fruto de uma coordenação interssectorial, contou com a participação de parceiros estratégicos como o Programa Mundial de Alimentação (PMA), a Visão Mundial e a Cruz Vermelha de Moçambique (CVM).

O exercício visou, essencialmente, o reforço das capacidades de prontidão e resposta comunitária, com especial ênfase na protecção de grupos vulneráveis, como crianças, em situações de emergência.

A pré-simulação envolveu 170 participantes, incluindo 36 membros de dois Comités Locais de Gestão e Redução do Risco de Desastres (CLGRD), além de

professores, líderes comunitários e idosos. Entre as actividades práticas realizadas, destacam-se a emissão de avisos de alerta, a comunicação comunitária sobre medidas de prevenção, a avaliação da coordenação interinstitucional, a demonstração de mecanismos de re-

clamação e a gestão de um centro de acomodação temporário.

Para o INGD, este exercício representa um marco significativo na preparação urbana e na resiliência comunitária, permitindo a consolidação da articulação entre as estruturas locais para mitigar o impacto de futuros desastres.

ASSOCIAÇÃO ALGODOEIRA DEFENDE REDUÇÃO PERMANENTE DO IRPC PARA DINAMIZAR O SECTOR

AAssociação Algodoeira de Moçambique, defende a redução permanente do Imposto sobre o Rendimento de Pessoas Colectivas (IRPC) de 32% para 10% no sector da agricultura. A medida, segundo a associação, é crucial para impulsionar e proteger a produção de algodão no país. Actualmente, o sector beneficia de uma redução temporária do imposto, enquadrada no Pacote de Medidas de Aceleração Económica, que se prevê expirar no final do ano em curso.

A proposta foi partilhada pelo representante agremiação, Ibrahimo Baraca, em entrevista concedida ao “Noticias”.

Baraca argumenta que esta medida, por si só, não tem sido suficiente para gerar o impacto desejado, indicando a necessidade de uma política fiscal mais estável e favorável ao investimento.

Baraca assinalou ainda que as deficiências na interpretação dos incentivos promovidos por instrumentos legais também têm contribuído para a falta de um impacto significativo, citando casos de empresas que enfrentam problemas

devido à má percepção ou esclarecimento da legislação fiscal. Por seu turno, o representante da associação e director-geral da Felpinter Sociedade Agrícola e Pecuária (FESAP) sublinhou que a reforma fiscal deve ser complementada com outras acções. Entre elas, destacou a melhoria da qualidade da semente e a implementação de estratégias de mitigação dos efeitos das

alterações climáticas, medidas que, no seu entender, são essenciais para que o sector possa maximizar a sua produção. Os operadores prevêem que, com as medidas certas, é possível atingir as 80 mil toneladas por época num horizonte de cinco anos. No entanto, a última campanha registou uma produção de apenas 24 mil toneladas, o que reforça o apelo do sector para a adopção de políticas mais eficazes.

A Banca & Seguros regressa com mais uma edição dedicada à solidez e inovação do sector financeiro, agora com um grafismo renovado e mais dinâmico.

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económico-social que marca o presente e projecta o futuro.

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