BOLETIM BANCA & SEGUROS 18.09.2025

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Boletim Diário

ECONOMIA | EMPRESAS E MARCAS

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NA CONFERÊNCIA ANUAL EM MAPUTO

SUPERVISORES DE SEGUROS LUSÓFONOS PARTILHAM EXPERIÊNCIAS SOBRE CONTEÚDO LOCAL EM PROJECTOS DE PETRÓLEO E GÁS

AAssociação de Supervisores de Seguros Lusófonos (ASEL) partilha conhecimento, experiências e promoção de sinergias entre mercados da sua comunidade, durante os trabalhos da XXIX Conferência Anual da agremiação que termina esta quinta-feira (18), na capital Maputo.

No evento, em que Moçambique participa através do Instituto de Supervisão de Seguros de Moçambique (ISSM,IP), contou com a participação de líderes da regulamentação de seguros de Angola, Brasil, Cabo Verde, Macau, Moçambique, Portugal, São Tomé e Príncipe e Timor-Leste.

A edição teve como foco quatro áreas principais: o Relatório sobre a Distribuição de Seguros nas Jurisdições da ASEL, a questão do conteúdo local em projectos de petróleo e gás, as implicações das alterações climáticas para o mercado

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COMUNICAMOS PARA SI:

segurador e o papel da inteligência artificial como um dinamizador do sector.

A XXIX Conferência Anual da Associação de Supervisores de Seguros Lusófonos promoveu um intercâmbio de conhecimentos e experiências, reforçando a cooperação entre os mercados de língua portuguesa e posicionando Moçambique como um interveniente de destaque nas tendências globais do sector.

No acto de encerramento, a Presidente do Conselho de Administração (PCA) do ISSM, IP, Ester José, enalteceu a participação de todos os envolvidos, sublinhando que o evento foi mais do que um simples encontro.

"Esta conferência foi mais do que um simples encontro. Foi uma oportunidade única para a partilha de conhecimento e experiências", afirmou Ester José, acrescentando que "sinergias criadas são um alicerce e uma colaboração

contínua entre os mercados lusófonos".

De acordo com a Presidente do ISSM, IP, a conferência serviu igualmente para solidificar a posição de Moçambique como um actor relevante e proactivo na discussão das tendências globais do sector segurador.

Ester José ressaltou ainda a expectativa de resultados visíveis decorrentes da interação os participantes do evento. "Esperamos que as sementes que plantamos hoje floresçam em acções concretas em todos os nossos países", disse.

A Assembleia realizou-se um dia antes do início da Conferência da ASEL e ambos são eventos anuais e rotativos, nos quais são abordados temas mais relevantes e oportunidades do mercado da supervisão de seguros e fundos de pensões. A edição passada teve lugar em Macau, em Outubro de 2024.

Quinta - feira, 18 de Setembro de 2025, Ano 05, n0 761
Editor: Aurélio Muianga | Paginação: Cleiton Chemane

MOÇAMBIQUE E ITÁLIA FORTALECEM PARCERIA NA GESTÃO DE RISCOS DE DESASTRES

Uma delegação nacional, liderada pela Presidente do Instituto Nacional de Gestão e Redução do Risco de Desastres (INGD), Luísa Meque, está na Itália desde o dia 15 de Setembro para uma visita de intercâmbio.

A missão, que se encerra hoje (18), tem como foco o reforço da cooperação bilateral e a partilha de conhecimentos na área de prevenção e resposta a desastres. Durante a visita, a delegação tem explorado modelos e práticas italianas, reconhecidas internacionalmente.

A agenda incluiu visitas ao Departamento de Protecção Civil, à Sala de Situação Nacional e ao Centro de Previsão Hidrometeorológica, em Gênova.

A comitiva também esteve na Fundação CIMA, uma instituição de pesquisa parceira no projecto Ready2Act - instituições de referência internacional na articulação entre ciência, tecnologia e resposta operacional.

Além das instituições centrais, a dele-

gação visitou a estrutura da protecção civil no município de Gênova. O objectivo foi entender como a prevenção e a resposta a emergências são implementadas em nível local, com a participação das comunidades.

Para o INGD, a experiência adquirida na Itália é fundamental para fortale-

cer as capacidades de Moçambique. A expectativa é que as lições aprendidas contribuam para a melhoria dos sistemas de alerta precoce, aprimorem a coordenação multissetorial e ajudem a construir um modelo de gestão de riscos mais resiliente e adaptado aos desafios das mudanças climáticas.

SASOL INVESTE 760 MILHÕES DE DÓLARES EM INHAMBANE PARA DINAMIZAR ECONOMIA LOCAL

Amultinacional sul-africana Sasol vai investir mais de 48.5 mil milhões de meticais (cerca de 760 milhões de dólares) na construção de fábricas na província de Inhambane, para a produção de gás de cozinha e no reforço da capacidade energética nacional, de acordo com a “Integrity Magazine” Enquadrado no Acordo de Partilha de Produção (PSA) – activo de desenvolvimento integrado que irá produzir gás natural, petróleo leve e gás de petróleo liquefeito (gás de cozinha) destinados à comercialização em Moçambique, o projecto tem o objectivo de assegurar um acesso mais abrangente à energia e dinamizar a economia local.

Além disso, este mega-investimento insere-se nos projectos de gás e energia de Temane, que incluem a Central Térmica de Temane (CTT) e o projecto de transmissão Temane – Maputo, considerados pela empresa como um dos seus principais esforços para reforçar a segurança energética do país.

Refere-se que após a conclusão, o projecto terá capacidade para produzir cerca de 23 milhões de Gigajoule de gás

por ano, destinados a alimentar a central de Temane, com capacidade instalada de 450 MW, localizada na província de Inhambane.

De acordo com a empresa, a central poderá fornecer, nos próximos anos, energia a preços mais acessíveis, aumentando a capacidade nacional de electrificação e estima-se ainda que a infraestrutura possa beneficiar até 800 mil consumidores, o equivalente a 14%

da capacidade instalada de produção de energia em Moçambique. No âmbito da sua estratégia de conteúdos locais, a Sasol já desembolsado 1 bilião de dólares nos últimos cinco anos em contratos com empresas nacionais, no quadro das suas operações, incluindo a construção de fábricas, o Centro de Formação de Inhassoro e projectos de reassentamento.

GÁS NATURAL ULTRAPASSA CARVÃO NOS PRUDUTOS MAIS EXPORTADOS POR MOÇAMBI-

QUE NO PRIMRIRO TRIMESTRE

As vendas de carvão mineral, historicamente o produto mais exportado por Moçambique, caíram no primeiro trimestre 35%, face ao mesmo período de 2024, para 19.3 mil milhões de meticais (302.5 milhões de dólares), ao passo que o gás natural vendeu 36.5 mil milhões de meticais (567,7 milhões de dólares), um aumento homólogo de 28%, destronando o carvão na liderança das exportações nacionais, indicam dados do relatório da balança de pagamentos do primeiro trimestre de 2025, do Banco de Moçambique (BdM), compilados esta quarta-feira (17) pela “Lusa”.

O decréscimo ocorreu devido à paralisação de algumas minas decorrente das manifestações pós-eleitorais, à rutura na linha férrea, resultantes das intempéries que afectou o escoamento da produção, no centro do país, bem como "a queda do preço médio" do carvão no mercado internacional, em 6%.

Por outra, o incremento nas receitas do gás natural é explicado pelo aumento do

volume exportado na área 4 da bacia do Rovuma, conjugado com a subida do preço médio no mercado internacional em 12,8%.

O alumínio também ultrapassou o carvão neste período no volume de exportações por Moçambique, chegando a 380,7 milhões de dólares, um aumento homólogo de 88,3%, que deveu-se tanto ao aumento

do volume exportado (45%) como do preço médio no mercado internacional (14%).

O Estado cobrou até Junho 210 milhões de dólares da exploração de petróleo e gás natural, receitas aplicadas no Fundo Soberano de Moçambique (FSM), mais do que em todo o ano de 2024, conforme noticiado em Agosto.

GAZA RECEBE MAIOR PROJECTO TURÍSTICO DA ÁFRICA SUBSAARIANA AVALIADO EM 140 MI- LHÕES DE DÓLARES

Ogrupo hoteleiro de luxo AMAN em parceria com a Karingani Holding Company e a Impact Preservation Partners, lançou esta quarta-feira (17), o maior projecto turístico da África Subsaariana, avaliado em mais de 8.945 mil milhões de meticais (cerca de 140 milhões de dólares), no distrito de Massingir, província de Gaza,que pela primeira vez, se instala na região.

A iniciativa, inclui a construção de infra-estruturas hoteleiras de padrão internacional até 2028, criando 350 empregos na fase de construção e 400 empregos permanentes quwndo entrar em funcionamento, para jovens locais e fortalecendo a ligação entre o turismo de alto nível e conservação da biodiversidade. O Presidente da República, Daniel Chapo, presidiu a cerimónia de lançamento e sublinhou a importância do projecto como um marco histórico para o país, e referiu que o turismo deve ser visto como vetor central da diversificação económica, com impacto transversal em sectores como agricultura, indústria e serviços. Por seu turno, o Presidente Executivo da

Karingani, Paul Milton, afirmou que já foram investidos mais de sete milhões de dólares em infra-estruturas críticas de água e energia, beneficiando directamente as comunidades vizinhas e assegurando sustentabilidade para o projecto turístico.

Ainda na mesma ocasiao, o PR anunciou a requalificação do aeródromo de Massingir, que passará a ser uma nova

porta de entrada para turistas internacionais e um polo logístico para a exportação de produtos agrícolas e pecuários. “Queremos que, dentro de 10 a 20 anos, este aeródromo receba aviões como Boeings. Será uma infraestrutura que dinamiza o turismo e abre oportunidades comerciais para os nossos produtores”, afirmou Chapo.

A Banca & Seguros regressa com mais uma edição dedicada à solidez e inovação do sector financeiro, agora com um grafismo renovado e mais dinâmico.

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