Boletim Diário
ECONOMIA | EMPRESAS E MARCAS
Quinta - feira, 11 de Setembro de 2025, Ano 05, n0 757 Contacto: +258 87 672 7013
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ESCASSEZ DE DIVISAS COMPROMETE OPERAÇÕES DE EMPRESAS NO PAÍS
Aacentuada escassez de moeda estrangeira em Moçambique está a comprometer as operações de diversas empresas italianas no país, com a INALCA, uma das principais entidades no sector de importação e distribuição de proteínas animais, a alertar para o impacto directo na cadeia de abastecimento nacional.
Em declarações recentes à AIM, o Director de Operações da INALCA em Moçambique, Luigi Giglio, sublinhou que a situação compromete o fluxo de importação, essencial para o seu modelo de negócio.
A empresa assegura a distribuição a nível nacional e é responsável por mais de 100 postos de trabalho directos e cerca de 200 indirectos.
Um estudo apresentado em Agosto, em Maputo pelo Centro de Integridade Pública (CIP), revela que a falta de divisas no sistema bancário nacional resulta do congelamento da taxa de câmbio pelo Banco de Moçambique (BdM). Esta política, segundo o estudo, leva os bancos a restringir a venda de moeda estrangeira
e a fomentar a especulação no mercado. “Verificamos ainda que, no mercado paralelo, embora a taxa de câmbio chegue a ser de 15% superior, há disponibilidade de divisas”, indica o documento, evidenciando uma distorção económica. Dados divulgados pela Confederação
das Associações Económicas de Moçambique (CTA) ilustram o impacto negativo das medidas do Banco Central na economia. Recentemente, pelo menos 60 empresas nacionais viram as suas facturas, no valor de 23.2 mil milhões de meticais, não serem pagas devido à escassez de moeda externa.
MOÇAMBIQUE RECEBEU MAIS DE 110 MILHÕES DE DÓLARES EM DOAÇÕES NO PRIMEIRO SEMESTRE DE 2025
Moçambique recebeu 7 mil milhões de meticais (cerca de 110,8 milhões de dólares) em doações externas durante o primeiro semestre de 2025, maior parte dos fundos foi direcionada a projectos de energia e segurança alimentar. Os dados foram divulgados num relatório de execução do Ministério das Finanças citado pela “Lusa”, hoje 11 de Setembro. A principal doação, no valor de 6,3 mil milhões de meticais (aproximadamente 100 milhões de dólares), veio do Banco Mundial. O montante foi destinado ao programa "Acelerar a Transformação do Acesso à Energia Sustentável e Limpa em Moçambique (ASCENT)", que foi concluído em Maio.
Além disso, o Banco Africano de Desenvolvimento (BAD) contribuiu com 682,5 milhões de meticais (10,8 milhões de dólares) para o programa "Segurança Alimentar e Nutricional Resiliente às Alterações Climáticas para Mulheres, Jovens e Pequenos Agricultores (CREFONS)". Este projecto foi finalizado em Janeiro
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As doações ocorrem num momento em que o Banco Mundial fortalece a sua parceria com o país. Em 20 de julho, o presidente da instituição, Ajay Banga, anunciou uma colaboração de cinco anos focada em turismo, energia e formação de jovens. Apesar dos valores recentes, os dados do
Banco de Moçambique (BdM) de Julho do ano em curso, indicam uma tendência de queda nas doações externas. Segundo a análise, o financiamento externo ao Orçamento do Estado em 2024 registou uma diminuição de quase 50% em relação a 2023, caindo para o equivalente a cerca de 38,9 mil milhões de meticais.
Editor: Aurélio Muianga | Paginação: Cleiton Chemane
EM NAMPULA
INGD LANÇA PROGRAMA DE ASSISTÊNCIA
HUMANITÁRIA AVALIADO EM 1.09 MIL MILHÕES
APresidente do Instituto Nacional de Gestão de Desastres (INGD), Luísa Meque, lançou nesta quarta-feira,10 de Setembro, um Programa de Assistência Humanitária às vítimas de eventos climáticos extremos.
Financiado pelo Banco Mundial, o projecto integra o "Programa Regional de Preparação para Emergência e Acesso Inclusivo à Recuperação" (REPAIR) e visa apoiar as comunidades afectadas por desastres naturais, como o ciclone “JUDE”, que em Março passado devastou várias províncias do país, entre elas, Nampula, Niassa, Zambézia, Tete, Sofala e Manica.
Durante o discurso de abertura, Meque destacou a gravidade dos danos causados pelo ciclone “JUDE”, sublinhando a importância de uma resposta coordenada para a recuperação das áreas mais afetadas.
"Estamos aqui, no distrito de Muecate, para proceder ao lançamento da assistência humanitária com fundos do
Programa Regional de Preparação para Emergência e Acesso Inclusivo à Recuperação, financiado pelo Banco Mundial, abreviadamente designado por REPAIR", afirmou a Presidente do INGD. O programa de assistência humanitá-
ria conta com um orçamento total de 1.096.778.600 meticais (equivalente a cerca de 16.873.520 USD), e tem como principal objectivo garantir a distribuição de alimentos básicos, bens de abrigo e medicamentos essenciais às famílias afetadas.
MOÇAMBIQUE APELA A SOLUÇÕES JUSTAS NOS MERCADOS DE CARBONO PARA BENEFÍCIO DAS POPULAÇÕES
Moçambique fez um apelo esta terça-feira (09) por soluções justas e colaborativas nos mercados de carbono, com o objectivo de mobilizar financiamento climático em benefício directo das populações. O posicionamento foi transmitido pelo Secretário de Estado da Terra e Ambiente, Gustavo Dgedge, durante a II Cimeira Africana do Clima, que decorre em Addis Abeba, Etiópia.
Durante a sua intervenção, Dgedge destacou que o país vê os mercados de carbono como uma oportunidade para financiar projectos de energia limpa, reflorestamento e agricultura sustentável, que estão integrados na preparação da contribuição nacionalmente determinante (NDC 3.0), que se encontra actualmente em fase de consulta pública.
“A nossa terceira NDC tornar-se-á num verdadeiro roteiro nacional para orientar investimentos num futuro resiliente e próspero para todos os moçambicanos”, afirmou o Secretário de
Estado, citado pelo portal MzNews. Segundo Dgedge, entre as oportunidades oferecidas pelos mercados de carbono, os créditos gerados poderão ser utilizados para financiar projectos
como a construção de escolas com electricidade, centros de saúde equipados para conservar vacinas, além de abrir novas oportunidades de emprego verde para a população.
GOVERNO APROVA REGULAMENTOS PARA MODERNIZAR ADMINISTRAÇÃO PÚBLICA
OConselho de Ministros aprovou, na última terça-feira (09), um pacote de diplomas legais com o objectivo de modernizar a administração pública e a gestão de recursos humanos do Estado. As novas medidas visam reforçar a eficiência, a transparência e a valorização dos funcionários públicos.
Entre as principais aprovações, destaca-se o Regulamento do Subsistema de Administração de Pessoal (SAP), que revoga artigos do Decreto n.º 11/2023. Este regulamento foi concebido para acompanhar o ciclo de vida profissional dos funcionários e agentes do Estado, assegurar a actualização do cadastro, e fortalecer o controlo por meio da prova de vida.
O objectivo é garantir maior eficiência na administração dos quadros da função pública.
Adicionalmente, o Executivo aprovou o Regulamento do Subsistema de Desenvolvimento Profissional na Administração Pública (SDPAP), que substitui o Decreto n.º 61/2020. Este instrumento
legal define novas diretrizes para a formação e qualificação dos funcionários públicos, estabelecendo padrões de qualidade para gestores e formadores. A sua aprovação visa promover uma cultura de desenvolvimento profissional contínuo, alinhada às necessidades de cada instituição.
Segundo o Governo, a aprovação destes regulamentos é um passo crucial para valorizar os recursos humanos, combater fragilidades na gestão da função pública e criar condições para uma administração mais eficiente e orientada para resultados.
ABSA BANK FINANCIA CERCA ELÉCTRICA PARA PROTEGER COMUNIDADES NO PARQUE DE MAPUTO
OAbsa Bank Moçambique financiou a instalação de uma cerca eléctrica no Parque Nacional de Maputo (PNAM) para proteger as plantações de comunidades rurais na zona tampão.
O valor do desembolso feito pelo banco não foi especificado, de acordo com o “Notícias“
A iniciativa, que reforça o compromisso do banco com a sustentabilidade, faz parte de um projecto maior que visa reduzir os conflitos entre a vida selvagem e os moradores locais.
A cerca eléctrica é vista como uma solução duradoura para proteger as colheitas, diminuir as perdas agrícolas e assegurar a segurança alimentar das comunidades.
Ao mesmo tempo, a medida contribui para a preservação das espécies nativas do parque.
Segundo Tânia Oliveira, directora de Marketing e Relações Corporativas do Absa Bank Moçambique, o apoio está alinhado com o compromisso do
banco de gerar um impacto positivo. “Acreditamos que a prosperidade das comunidades só é possível quando está alinhada com a preservação da natureza”, afirmou Oliveira, destacando que a iniciativa “cria condições para que as famílias vivam melhor e para que a fauna bravia continue a ser património de todos os moçambicanos”.
A administração do PNAM reconheceu o apoio do Absa, sublinhando o potencial de parcerias com o sector privado para gerar mudanças significativas. O órgão ressaltou que a cerca eléctrica trará benefícios imediatos às comunidades que vivem em áreas frequentemente afectadas por ataques de animais.
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