Boletim Diário
ECONOMIA | EMPRESAS E MARCAS

INVESTIMENTO
DIRECTO ESTRANGEIRO CRESCE MAIS DE 100% NO PRIMEIRO TRIMESTRE DE 2025
OInvestimento Directo Estrangeiro (IDE) registou um crescimento robusto no primeiro trimestre de 2025, atingindo USD 1 626 milhões, mais do que o dobro em relação ao mesmo período de 2024, revela o Relatório Trimestral da Balança de Pagamentos (BoP) e Posição de Investimento Internacional (PII) divulgado pelo Banco de Moçambique (BdM).
“Os dados reportados ao I trimestre de 2025 apontam para um influxo de Investimento Directo Estrangeiro (IDE) na magnitude de USD 1 626 milhões, o que representa um acréscimo acima de 100,0 % em relação ao período homólogo de 2024”, lê-se no documento do BdM.
Segundo o relatório, o desempenho foi impulsionado, sobretudo, pelos Grandes Projectos (GP), responsáveis por USD 1 476 milhões do total investido. A indústria extractiva manteve-se como o principal destino do capital estrangeiro, absorvendo USD 1 568 milhões, o que representa 96,5% do total do IDE. Dentro deste sector, o destaque vai para a exploração de gás natural, que captou

USD 1 234 milhões, ou 78,7% do total aplicado na indústria extractiva. Outros sectores que também beneficiaram de fluxos de IDE incluem as actividades imobiliárias, alugueres e serviços às empresas, com USD 15 milhões (0,9% do total), e o sector da construção, igualmente com USD 15 milhões. Ambos os
sectores registaram um aumento significativo em comparação com o primeiro trimestre de 2024, ultrapassando os 90% de crescimento. Em contrapartida, a indústria transformadora viu os seus investimentos recuarem para USD 10 milhões, uma queda superior a 100%.
LUCROS DO STANDARD BANK CAEM QUASE 11% NO PRIMEIRO SEMESTRE DE 2025
Em meio à fraca procura dos consumidores e ao baixo investimento, os lucros do Standard Bank Moçambique caíram quase 11% no primeiro semestre de 2025, para 3.507 mil milhões de meticais, em comparação com o mesmo período de 2024, que teve um lucro de 3.935 mil milhões de meticais.
Apesar da queda nos lucros, o banco registou um crescimento no total de activos, que atingiu 183.344 mil milhões de meticais até junho de 2025. Este valor inclui empréstimos a outros bancos (que quase duplicaram) e empréstimos a clientes.
O passivo total também aumentou, chegando a 148.858 mil milhões de meticais, com depósitos de clientes a crescerem para 126932 mil milhões de meticais.
Refira-se que a economia nacional enfrentou desafios significativos em 2024 e 2025, incluindo fraca procura dos consumidores, investimento limitado,
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violência pós-eleitoral no quarto trimestre de 2024.
Factores que contribuíram para uma contracção económica, com o PIB a recuar 3,9% no primeiro trimestre de 2025, após uma contracção de 5,7% no quarto trimestre de 2024.

Entretanto, há expectativas de recuperação económica gradual, com previsões de crescimento do PIB entre 2% a 3% no quarto trimestre de 2025.




ENH COMPRA TOTALIDADE DA ENH-KOGAS PARA EXPANDIR GÁS NATURAL
AEmpresa Nacional de Hidrocarbonetos (ENH) anunciou a aquisição integral das acções da ENH-KOGAS, passando a deter 100% do capital da empresa responsável pela distribuição de gás natural canalizado na cidade de Maputo e no distrito de Marracuene.
A decisão foi comunicada pelo porta-voz do Governo, Inocêncio Impissa, como parte da estratégia nacional de exploração sustentável dos recursos energéticos de Moçambique.
A KOGAS Moçambique, subsidiária de capitais sul-coreanos, detinha anteriormente 70% das acções e decidiu vender a sua participação por um valor estimado em 10,9 milhões de dólares norte-americanos. O pagamento será efectuado em três prestações, previstas para Setembro e Novembro de 2025, e Janeiro de 2026.
Com a aquisição, a ENH assume a totalidade dos direitos, responsabilidades e obrigações da ENH-KOGAS. A empresa compromete-se a expandir a rede de gás na área de concessão até 2027, com

a possibilidade de estender os serviços a outras regiões do país.
Além da aquisição, o Executivo validou a revisão do Memorando de Entendimento entre a ENH e a Korea Gas Corporation (KOGAS), com o objectivo de reforçar a cooperação bilateral nos sectores dos hi-
NO ÂMBITO DO MEGAPROJECTO EM AFUNGI
drocarbonetos e da transição energética. A revisão do acordo prevê a troca de informações técnicas e científicas sobre a exploração, transporte e liquefacção de gás natural, além da capacitação de quadros moçambicanos nas áreas de engenharia, operação de terminais e segurança.
TOTALENERGIES ENTREGA ESTRADA ORÇADA EM 2.6 MILHÕES DE DÓLARES
ATotalEnergies entregou recentemente, uma estrada de 1,7 quilómetros, orçada em 2,6 milhões de dólares, que liga a vila de Senga à comunidade de Quitunda, no distrito de Palma, localidade que acolhe mais de 600 famílias reassentadas devido à instalação do megaprojecto na península de Afungi.
A entrega da via visa melhorar a qualidade de vida das comunidades locais e criar condições de estabilidade.
Segundo o director-geral da TotalEnergies em Moçambique, Maxime Rabilloud, que liderou a cerimónia, a nova estrada e a ponte associada vão facilitar o escoamento da produção agrícola e reforçar as trocas comerciais, resolvendo constrangimentos que, em períodos de chuva, isolavam comunidades inteiras. “Essa infra-estrutura é chave para a integração de pessoas”, destacou Maxime Rabilloud.
Além da estrada, o projecto prepara o financiamento da electrificação da vila de Senga, de forma a equipará-la a Qui-

tunda, que já dispõe de energia da rede pública e de serviços sociais básicos providos pelo projecto.
O impacto do projecto ultrapassa a construção de infra-estruturas. Desde 2021, a TotalEnergies tem apoiado iniciativas de educação, saúde, abastecimento de água e capacitação económica, consolidando a sua presença como parceiro estratégico para o desenvolvi-
mento de Cabo Delgado e de Moçambique no geral.
Ademais, a TotalEnergies, investe anualmente cerca de 20 milhões de dólares em projectos socioeconómicos no país, com forte incidência na província de Cabo Delgado, onde decorre a instalação do maior projecto de extracção de gás natural liquefeito de África orçado em 20 mil milhões de dólares.



EM CABO DELGADO
INSS REFORÇA DIVULGAÇÃO DO REGULAMENTO DA SEGURANÇA SOCIAL
OInstituto Nacional de Segurança Social (INSS), em Cabo Delgado, realizou uma acção de divulgação sobre o Regulamento da Segurança Social Obrigatória (RSSO), no posto administrativo de Mieze, distrito de Metuge.
Segundo a instituição divulgadou na página oficial, a iniciativa tem o objectivo informar aos agentes económicos, incluindo os do sector informal, sobre os benefícios da inscrição no sistema de protecção social.
Durante o evento, o delegado distrital do INSS em Metuge, Leonel Tembe, enfatizou a importância de estar inscrito no sistema e detalhou as novas plataformas digitais da instituição.
Tembe explicou como os contribuintes podem usar serviços da moeda electrónica, para fazer pagamentos e como a plataforma M-Contribuição facilita o acesso a serviços sem necessidade de ir a um balcão do INSS.

Ademais, a palestra destacou os direitos e deveres dos contribuintes, além dos benefícios garantidos pelo sistema.
O INSS tem intensificado essas campanhas de sensibilização em toda a província, visando também regularizar a situa-
ção de 4.500 contribuintes em dívida.
A instituição tem contado com o apoio das autoridades administrativas locais para sensibilizar empresários e Trabalhadores por Conta Própria (TCP) a aderirem ao sistema.
EMPRESÁRIOS DE PALMA EXIGEM MAIOR INCLUSÃO NOS BENEFÍCIOS DO PROJECTO MOZAMBIQUE LNG
Os empresários do distrito de Palma, em Cabo Delgado, exigem inclusão nos benefícios do projecto Mozambique LNG, orçado em 20 mil milhões de dólares norte-americanos, segundo manifestaram durante um encontro que tiveram com a TotalEnergies, no sábado passado (6). No encontro, os empresários manifestaram as preocupações em relação ao desemprego juvenil, a estagnação económica local e a falta de transparência nas contratações de fornecedores como questões principais que precisam de ser resolvidas. Para os empresários, o megaprojecto deve ser um motor de desenvolvimento real para a região, e por um lado, enfatizaram as dificuldades em obter benefícios directos do projecto, especialmente com a retoma das actividades em Afungi, prevista com o levantamento da cláusula de Força Maior.
Entre as queixas, a concentração de trabalhadores no acampamento de Afungi foi apontada como um factor limitante para o crescimento da hotelaria e restauração em Palma.

O director-geral da TotalEnergies em Moçambique, Maxime Rabilloud, citado pelo o jornal O Económico, reconheceu que “existem falhas de comunicação que criaram mal-entendidos” e garantiu que não há intenção de diminuir a participação local.
“Pelo contrário, com a retoma das operações, vamos aumentar a participação da economia local”, assegurou Rabilloud.
Embora não tenha havido consenso total, o encontro foi considerado produtivo, e próxima reunião está agendada para 11 de Setembro. A TotalEnergies levará uma equipa especializada a Palma para recolher propostas e discutir soluções práticas. Rabilloud também se comprometeu a regressar ao distrito antes do final do mês para dar continuidade ao processo de diálogo.


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