BOLETIM BANCA & SEGUROS 08.12.2025

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Boletim Diário

ECONOMIA | EMPRESAS E MARCAS

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OXFORD ECONOMICS REDUZ PREVISÃO DE CRESCIMENTO DE MOÇAMBIQUE PARA 2,5% EM 2026 DEVIDO A CONSOLIDAÇÃO ORÇAMENTAL E GÁS

Aconsultora britânica Oxford

Economics prepara-se para rever em baixa a sua previsão de crescimento para a economia de Moçambique no próximo ano, de 3,8% para 2,5%, citando como principais factores a provável consolidação orçamental e uma esperada redução na produção de gás natural em 2026.

Segundo analistas do departamento africano da consultora, em análise enviada a clientes e citada pela Lusa, o crescimento será contido devido aos esforços de consolidação orçamental, que deverão ser reforçados por um novo programa do Fundo Monetário Internacional (FMI). Paralelamente, a manutenção programada no projecto de gás natural liquefeito flutuante Coral Sul resultará num declínio temporário na produção de gás natural e condensado, levando à redução da previsão de crescimento real do Produto Interno Bruto (PIB) para 2026.

A consultora também reviu a previsão de crescimento para o ano em curso

(2025) de 1,8% para 1,4%, na sequência de uma quebra de 1,9% na actividade económica nos três primeiros trimestres, em comparação com o mesmo período do ano anterior. No entanto, os analistas prevêem perspectivas ligeiramente mais favoráveis para 2026,

impulsionadas pela melhoria da estabilidade política e do sentimento, o que deverá sustentar uma recuperação contínua no sector dos serviços. O crescimento será também alavancado pelo aumento do investimento e da construção ligados aos projectos de GNL.

PR ANUNCIA INAUGURAÇÃO DE FÁBRICA DE GRAFITE DE 100 MILHÕES DE DÓLARES NO NIASSA

OPresidente da República, Daniel Chapo, anunciou a inauguração da primeira fábrica de grafite construída de raiz em Moçambique, um investimento avaliado em 100 milhões de dólares, que ocorrerá nos primeiros dias de 2026. A unidade industrial estará localizada no distrito de Nipepe, província de Niassa. O chefe de Estado confirmou a informação no sábado, 06 de Dezembro, durante uma reunião da direcção da FRELIMO com a bancada parlamentar, na Matola, onde também sublinhou a sua participação na próxima cimeira bilateral com Portugal.

A nova unidade industrial será gerida pela mineradora chinesa DH Mining Development Limited, concessionária da mina de Muichi. Segundo Chapo, a fábrica terá capacidade para produzir cerca de 200 mil toneladas de grafite por ano, um passo significativo para reforçar o compromisso do Governo com a industrialização e a transformação local dos recursos minerais.

O projecto é visto como um pilar no desenvolvimento socioeconómico da

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região, com a previsão de criação de cerca de mil postos de trabalho, priorizando jovens e mulheres. Estima-se que aproximadamente 800 trabalhadores estarão directamente envolvidos nas operações de produção de grafite. As reservas de grafite de Muichi estão estimadas em 5,4 milhões de toneladas, integrando um potencial mineiro mais vasto na província de Niassa, que poderá ultrapassar os 50 milhões de toneladas.

Chapo assegurou que o Executivo continuará a promover iniciativas que visam a independência económica do País. “Vamos continuar nesta onda, como Governo, para, passo a passo, alcançarmos o nosso objectivo: tornarmo-nos cada vez mais independentes”, declarou perante a bancada parlamentar.

Segunda - feira, 08 de Dezembro de 2025, Ano 05, n0 809
Editor: Aurélio Muianga | Paginação: Cleiton Chemane
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PRESIDENTE DE MOÇAMBIQUE ANUNCIA RETORNO DA LAM A PORTUGAL E NOVAS ROTAS PARA ÍNDIA E BRASIL

OPresidente de Moçambique, Daniel Chapo, confirmou hoje (08) na cidade do Porto, o plano de reestruturação das Linhas Aéreas de Moçambique (LAM) que inclui o retorno imediato dos voos para Portugal, seguido da expansão das liga- ções para o Brasil e a Índia.

De acordo com a Lusa, a promessa foi feita durante um encontro com a comunidade moçambicana no Porto, na véspera da sua participação na sexta Cimeira Bilateral Portugal – Moçambique. "Queremos retomar os voos para três destinos. Desses três destinos, vamos começar com Portugal. É Portugal, Brasil e Índia", avançou o chefe de Estado, respondendo directamente a uma das principais preocupações levantadas pela comunidade: a suspensão dos voos directos da LAM para Portugal em Fevereiro passado.

O Presidente explicou que os Próximos Passos incluem a retoma das rotas regionais: "Depois de estabilizar ao nível do país, já estamos no bom caminho, vamos partir para Joanesburgo e Harare, e outras capitais regionais".

Sem avançar datas concretas para o regresso a Portugal, Chapo disse que a Prioridade será "consolidar" essa ligação – que visa aproveitar o potencial turístico e de negócios – antes de a companhia "voltar a voar para o Brasil" e, posteriormente, para a Índia.

O chefe de Estado moçambicano ga-

rantiu que o regresso da LAM à rota de Lisboa "pode estabilizar os preços", uma vez que a única ligação directa actualmente é operada pela companhia portuguesa TAP.

"Já está na manga a retoma dos voos para Portugal", insistiu Chapo.

FUNDO GLOBAL DO AMBIENTE INVESTE CERCA DE 44,9 MILHÕES DE DÓLARES EM MOÇAMBIQUE

OFundo Global do Ambiente (GEF), estabelecido em 1991 para apoiar a gestão ambiental global, está a direccionar cerca de 44,9 milhões de dólares para projectos de conservação e sustentabilidade em Moçambique. Este investimento foi divulgado na quinta-feira, dia 4, em Macaneta, no distrito de Marracuene, província de Maputo, durante o primeiro dia do seminário de dois dias com o tema “Fortalecendo a Capacidade de Supervisão em Projectos GEF para Um Maior Impacto”, de acordo com a Agência de Informação de Moçambique.

Para garantir uma gestão mais eficiente dos fundos, Eduardo Baixo, ponto focal operacional do GEF em Moçambique, salientou a importância de "criar um comité consultivo e de avaliação composto por parceiros relevantes, nomeadamente o Governo, o meio académico, o sector privado e a sociedade civil que lidam com estas questões." O responsável explicou que este grupo consultivo

terá como propósito apoiar a elaboração de pareceres técnicos sobre as propostas submetidas ao GEF, que é reconhecido como um dos maiores financiadores mundiais de projectos ambientais.

A fonte revelou ainda que o GEF, um

organismo internacional, financia 183 países em desenvolvimento e com economias em transição, operando através de 18 agências implementadoras responsáveis pelo desenvolvimento de projectos, sendo três de âmbito nacional, seis regionais e nove globais.

INGD PRESTA ASSISTÊNCIA ALIMENTAR A FAMÍLIAS DESLOCADAS EM MEMBA

OInstituto Nacional de Gestão e Redução do Risco de Desastres (INGD) intensificou a resposta humanitária, prestou apoio alimentar às famílias deslocadas pelo terrorismo na província de Nampula, na localidade de Chipene, distrito de Memba. Numa visita realizada a 5 de Dezembro, dirigida pela presidente do INGD, Luísa Celma Meque, acompanhada pelo Governo provincial, técnicos da instituição e parceiros humanitários, reforçando a prioridade nacional em garantir assistência imediata às comunidades afectadas.

Em Chipene, Meque manteve um contacto próximo com as famílias deslocadas, encorajando-as a preservar a esperança num momento de profunda vulnerabilidade. Ao avaliar o trabalho humanitário desenvolvido no terreno, afirmou: “Quando começou este movimento de deslocação, os parceiros uniram-se para garantir uma resposta rápida e eficaz à operação”. Sublinhou ainda que esta união permitiu compreender

INSS

melhor “como tem sido a coordenação deste novo trabalho”, que envolve múltiplos sectores a actuarem de forma articulada, reforçando a capacidade de assistência e o alcance das intervenções. De acordo com a presidente do INGD, a assistência já chegou a 469 famílias em Mazua e 658 famílias em Chilene, per-

fazendo um total de 1.127 agregados familiares o equivalente a 5.635 pessoas apoiadas com alimentos e bens essenciais. Meque reafirmou que este esforço continuará a ser reforçado, destacando que a prioridade é garantir que todas as famílias deslocadas tenham acesso a ajuda regular e digna.

EM SOFALA INAUGUROU NOVO POSTO DE ATENDIMENTO AVALIADO EM 12 MILHÕES EM

MARINGUÈLHAS NA INSCRIÇÃO DE TRABALHADORES

OInstituto Nacional de Segurança Social (INSS) em Sofala inaugurou na passada quinta-feira, 04 de Dezembro no distrito de Maringué, avaliada em mais de 12 milhões de meticais, que passa a atender mais de 103 contribuintes (empresas ou entidades empregadoras), 1.107 Trabalhadores por Conta de Outrem, bem como 70 Trabalhadores por Conta Própria (TCP) já inscritos.

O objectivo é abranger todas as localidades do distrito, permitindo que a população das zonas mais remotas tenha o acesso facilitado aos serviços do INSS, reduzindo deslocações e fortalecendo a proximidade institucional aos utentes.

Ademais, o INSS no distrito de Marínguè conta com 41 pensionistas, dos quais 32 são por velhice e 9 de sobrevivência. Trata-se de um posto de atendimento que prestará serviços não apenas à vila-sede distrital, mas também aos postos administrativos de Nhamapaza, Canxixe e outras localidades.

No âmbito, o secretário de Estado de Sofala, Manuel Alberto, destacou que a nova infra-estrutura integra o progra-

ma de expansão dos serviços prestados pelo INSS em Sofala, numa iniciativa que visa aproximar a segurança social aos contribuintes e beneficiários, reforçando a capacidade de abrangência do Sistema de Segurança.

O secretário, apelou ainda, aos TCP, por conta de outrem e trabalhadores domésticos a aderirem ao sistema de

segurança social, aproveitando a proximidade e comodidade proporcionadas pelo novo posto.

Toda a província de Sofala, dispõe, actualmente, de 19.212 contribuintes inscritos, 282.281 beneficiários, 8.139 trabalhadores por conta própria e 24.002 pensionistas, dos quais 6.097 por velhice, 280 por invalidez e 16.257 de sobrevivência.

A nova edição da B&S chega com uma leitura indispensável sobre os desafios e oportunidades da economia nacional. Destacamos a relevância estratégica da

FACIM, palco onde Moçambique reafirma o seu potencial comercial e industrial. Trazemos ainda análises actuais sobre finanças, seguros e investimento,

preparando o leitor para compreender um mercado em rápida transformação. Boa leitura!

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PATROCINADO POR BOLSA DE VALORES DE MOÇAMBIQUE

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