BOLETIM BANCA & SEGUROS 05.09.2025

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Boletim Diário

ECONOMIA | EMPRESAS E MARCAS

- feira, 05 de Setembro de 2025, Ano 05, n0

e-mail: redaccao@ltmservicos.co.mz

ACTIVIDADE EMPRESARIAL RECUA EM AGOSTO APÓS CRESCIMENTO RECORDE EM JULHO

Aactividade empresarial registou uma desaceleração em Agosto, após o maior crescimento dos últimos dois anos observado em Julho. Apesar do aumento na produção, novas encomendas e emprego, o índice PMI (Purchasing Managers Index) indicou uma queda no ritmo de crescimento, recuando de 50,7 pontos em Julho para 49,9 em Agosto, entrando novamente em terreno negativo.

O documento destaca que, apesar de uma melhoria na actividade, os prazos de entrega dos fornecedores diminuíram de forma acentuada e os "stocks" voltaram a cair em Agosto, embora as aquisições de meios de produção tenham aumentado pela primeira vez desde Abril deste ano.

Para os economistas, a redução no nível de stock e a diminuição nos prazos de entrega podem ser sinais de dificuldades logísticas que afectaram o ritmo de crescimento.

Fáusio Mussá, economista-chefe do Standard Bank, apontou que o sentimento empresarial "melhorou" em Agosto, reflectindo-se na subida do subíndice do PMI de expectativas empresariais para o futuro.

Segundo o estudo, 42% dos inquiridos prevêem crescimento nos próximos 12 meses, com expectativas positivas especialmente em relação aos projectos de Gás Natural Liquefeito (GNL), que deverão impulsionar a produção.

CTA PRESSIONA ASSEMBLEIA DA REPÚBLICA PARA REFORMAS NA POLÍTICA FISCAL E MONETÁRIA

AConfederação das Associações Económicas de Moçambique (CTA) anunciou, nesta quinta-feira (08), que irá pressionar a Assembleia da República (AR) a implementar reformas na política fiscal do país. O objectivo é tornar Moçambique mais competitivo, tanto a nível regional, na África Austral, quanto globalmente, ao reduzir as disparidades nas taxas de impostos, que, segundo a CTA, afectam negativamente o ambiente de negócios no país.

A declaração foi feita pelo vice-presidente da CTA, Onório Manuel, após uma audiência com a presidente da AR, Margarida Talapa, realizada em Maputo. A delegação empresarial foi liderada pelo respectivo presidente da confede- ração, Álvaro Massingue.

Onório Manuel explicou que a pressão da CTA se deve principalmente à diferença nas taxas de impostos, que tornam Moçambique menos competitivo em relação aos seus vizinhos da África Austral. Um exemplo destacado foi o Imposto sobre o Valor Acrescentado (IVA), que em Moçambique está fixado em 16%, enquanto na média da região o IVA é de 14%. Outro exemplo citado foi o Imposto

sobre Rendimento de Pessoas Colectivas (IRPC), que em Moçambique é de 32%, enquanto a média da região é de 29%.

“Temos que perceber o padrão de referência (benchmark), porque Moçambique não é uma ilha”, afirmou Onório Manuel. “Quando investidores querem investir em Moçambique, eles comparam a carga tributária do país com a dos países vizinhos, e, quando as taxas

são superiores, o país torna-se menos competitivo", disse ainda o responsável da CTA.

Para Onório Manual, o país deve ser competitivo, com vantagens comparativas tem, como a localização geográfica, recursos naturais abundantes e mão-de-obra jovem. Contudo, a carga tributária elevada afasta os investidores para outros países.

Sexta
Editor: Aurélio Muianga | Paginação: Cleiton Chemane

PREVÊ STANDARD BANK

ACORDO DE 20 MIL MILHÕES DE DÓLARES COM O QATAR DEVE INJECTAR DIVISAS NA BANCA NACIONAL

Oacordo de investimento de 20 mil milhões assinado entre o Governo e a Al Mansour Holdings, do Qatar, gera uma expectativa de alívio ao sistema bancário nacional, que tem vindo a enfrentar uma escassez de divisas desde o ano passado. A avaliação é do economista-chefe do Standard Bank Moçambique, Fáusio Mussá, em um relatório mensal do banco, Purchasing Managers’ Index (PMI)”, um estudo que analisa a actividade do sector privado, citado pela “Carta de Moçambique “. O relatório de Agosto mostrou uma desaceleração no crescimento da actividade económica, após um pico de dois anos, atribuída à flexibilização das cadeias de abastecimento e à redução de estoques.

Para o Standard Bank, a entrada de Investimento Directo Estrangeiro (IDE) do Qatar deverá aliviar a pressão sobre a oferta e a procura de moeda estrangeira, além de ajudar a financiar gastos públicos. No entanto, o cronograma para a chegada desses investimentos ainda não foi divulgado.

“Esperamos que a melhoria do sentimento se consolide com o recente acordo com a Al Mansour Holdings, uma empresa de investimento do Catar, e o governo de Moçambique”, afirmou Mussá no relatório.

Refira-se que a formalização do acordo entre o Governo e o conglomerado do Qatar que teve lugar a 26 de Agosto, prevê que os investimentos sejam direcionados

para sectores estratégicos, como agricultura, infraestrutura, turismo, petróleo e gás.

Apesar da desaceleração, o optimismo empresarial melhorou, com 42% dos entrevistados prevendo crescimento nos próximos 12 meses. Segundo Mussá, essa perspectiva positiva reflecte as expectativas em torno do avanço dos projectos de gás natural liquefeito (GNL), que devem impulsionar a produção.

INSS EM SOFALA APOSTA EM LÍNGUAS LOCAIS PARA PROMOVER A INCLUSÃO SOCIAL

Adelegação provincial do Instituto Nacional de Segurança Social (INSS), em Sofala, está a apostar em uma nova abordagem de comunicação, com recurso a línguas locais em suas palestras para se aproximar dos contribuintes e beneficiários.

A iniciativa tem o objectivo de tornar os conceitos complexos da segurança social mais acessíveis e compreensíveis para todos.

Para além de facilitar o entendimento das mensagens, o uso de línguas locais vai também promover a inclusão social e garantir que todos os cidadãos, independentemente de sua língua materna, tenham acesso à informação sobre os serviços e benefícios oferecidos pela Segurança Social Obrigatória (SSO). Com isso, o INSS busca reduzir o risco de interpretações erradas sobre os direitos e deveres dos cidadãos.

Como parte dessa estratégia, o chefe do departamento provincial de seguro social do INSS em Sofala, Simão Benjamim, visitou o distrito de Muanza. Du-

rante a visita, Benjamim realizou palestras em línguas maternas através de uma rádio comunitária. A acção resultou na inscrição de cinco empresas e seis Trabalhadores por Conta Própria (TCP).

Além das palestras, o INSS manteve contacto directo com trabalhadores informais e agentes económicos locais, utilizando também as línguas locais para

abordar questões da segurança social. Na ocasião, foram detalhados os procedimentos para o pagamento de contribuições através de serviços como M-Pesa e IZI, o uso da plataforma M-Contribuição e como elaborar uma guia de contribuições pelo Serviço de Informação de Segurança Social de Moçambique.

MOÇAMBIQUE E FILIPINAS REFORÇAM CAPACIDADES EM GESTÃO DO RISCO DE DESASTRES

Entre os dias 1 e 4 de Setembro de 2025, a cidade de Maputo acolheu um encontro sobre Gestão e Redução do Risco de Desastres (RRD), reunindo especialistas e representantes de Moçambique e das Filipinas, dois países que enfrentam com frequência eventos climáticos extremos e os seus impactos devastadores nas comunidades e infra-estruturas. O evento teve como objectivo promover a troca de experiências no âmbito da Cooperação Sul-Sul, reforçando as relações entre países em desenvolvimento na busca por soluções conjuntas e sustentáveis para a gestão de desastres. Organizado pelo Programa Mundial para a Alimentação (PMA), o encontro contou com a participação de diversas instituições-chave, incluindo o Instituto Nacional de Gestão de Desastres (INGD), o Instituto Nacional de Meteorologia (INAM), o Instituto Nacional de Assistência Social (INAS), a Organização das Nações Unidas para Agricultura e Alimentação (FAO), entre outras organizações que atuam no sector humanitário e de gestão de emergências. Durante as sessões, foram destacadas

ações concretas, como a implementação de sistemas de alerta precoce, planos de contingência bem definidos, respostas baseadas em dados meteorológicos precisos e medidas de assistência humanitária em situações de crise. Além de ser um fórum técnico, o evento também foi uma oportunidade para reafirmar o compromisso mútuo de promover uma resposta humanitária

que respeite os princípios de dignidade, solidariedade e responsabilidade. Com o agravamento dos desastres naturais devido às alterações climáticas, a colaboração internacional e a troca de experiências são cada vez mais essenciais para fortalecer as capacidades institucionais e comunitárias, com o objetivo de reduzir os riscos e proteger vidas humanas.

GOVERNO SUL-COREANO VAI FINANCIA CONSTRUÇÃO DE ESCOLAS EM MAPUTO

OGoverno da Coreia do Sul vai financiar a construção de uma nova escola e de salas de aula na província de Maputo, num investimento de 14,8 milhões de dólares, para melhorar as infraestruturas educativas na região.

O compromisso foi formalizado está quinta-feira (04), com a assinatura de um memorando de entendimento entre o Governo moçambicano e a Agência Coreana de Cooperação Internacional (KOICA).

O acordo prevê a construção de uma Escola Básica no bairro de Ngolhoza, na Matola, e de novas salas de aula na Escola Secundária Eduardo Mondlane e na Escola Básica Joaquim Chissano, ambas localizadas na província de Maputo.

A secretária permanente do Ministério da Educação e Cultura, Ndiça Massinga, explicou que mais crianças poderão estudar em salas profissionais e mais alunos poderão ser matriculados, permi-

tindo a escolaridade básica para todos, respondendo aquilo que é a procura do sector em todos os momentos, sobretudo para a província de Maputo.

Segundo a KOICA, as obras estão programadas para começar em 2027, mas os preparativos, incluindo a elaboração

do projecto e a selecção do empreiteiro, terão lugar já em 2026.

Refere-se que o investimento reforça a prioridade dada à educação em Moçambique, um sector que tem recebido apoio internacional para o desenvolvimento de infraestruturas e assistência técnica.

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