BOLETIM BANCA & SEGUROS 01.09.2025

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Boletim Diário

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TAXA DE JURO DE REFERÊNCIA CAI PARA 16,5% EM SETEMBRO

AAssociação Moçambicana dos Bancos (AMB) anunciou uma nova redução da taxa de juro de referência para o crédito bancário, conhecida como prime rate, que passa a fixar-se em 16,5% no mês de Setembro, após uma descida de 0,7 pontos percentuais.

Esta é a quarta redução consecutiva desde Junho, reflectindo uma tendência de alívio monetário que se vem verificando desde 2024.

Em Agosto, a taxa situava-se nos 17,20%, em Julho, nos 17,40%, após uma descida de 0,60 pontos, tendo permanecido nos 18% em Junho.

Em Abril, a taxa era de 18,5%, e em Março já havia sido reduzida em 0,5 pontos, após ter estado nos 19% em Fevereiro.

A prime rate do Sistema Financeiro Moçambicano é a taxa única de referência para operações de crédito com taxa de juro variável.

Resulta da soma do Indexante Único e do Prémio de Custo, sendo aplicável a

novos contratos, renovações e renegociações de crédito entre instituições financeiras e os seus clientes. A esta taxa é acrescida ou subtraída uma margem (spread), conforme a análise de risco de cada operação.

As variações da prime rate estão directamente ligadas à taxa de juro de

política monetária, conhecida como taxa MIMO, definida pelo Banco de Moçambique. No passado dia 31 de Julho, o Comité de Política Monetária (CPMO) do banco central decidiu pela redução da taxa de juro de política monetária, designada por taxa MIMO, de 11,00 % para 10,25 %.

GOVERNO APROVA MEGAPROJECTO DE USD 3 MIL MILHÕES PARA CONSTRUÇÃO DE PARQUE INDUSTRIAL EM SOFALA

OGoverno aprovou o projecto Green Energy Mozambique, um investimento colossal de 3 mil milhões de dólares, que promete transformar a economia da província de Sofala e criar até 10 mil novos postos de trabalho.

A notícia foi avançada pela Primeira-Ministra, Maria Benvinda Levi, durante o encerramento da 60.ª edição da Feira Internacional de Maputo (FACIM), que decorreu de 25 a 31 de Agosto passado. O megaprojecto prevê a construção e gestão de um vasto parque industrial em Sofala. O complexo irá albergar diversas unidades de processamento de minerais, com o objectivo de produzir uma gama variada de produtos industriais, incluindo dióxido de titânio, alumínio, aço, cimento, baterias e painéis solares.

A aprovação do projecto é vista como um sinal de recuperação económica do país. A PM destacou que, no primeiro semestre do ano, o investimento directo nacional alcançou 144 milhões de dólares, o que corresponde a 3,65% do total

de investimentos aprovados no período. No total, foram autorizados 115 projectos, avaliados em aproximadamente 5 mil milhões de dólares, com potencial para gerar cerca de 17 mil empregos.

"Estes dados indicam que a nossa economia regista uma recuperação gradual

após a contração verificada no quarto trimestre de 2024 e no primeiro trimestre do ano em curso", afirmou Levi.

A Primeira-Ministra sublinhou ainda que a dinâmica da FACIM, com a participação de 2.334 expositores nacionais e estrangeiros e mais de 55 mil visitantes, é um reflexo do optimismo económico.

Editor: Aurélio Muianga | Paginação: Cleiton Chemane

FMI PEDE “CONSOLIDAÇÃO ORÇAMENTAL IMEDIATA” PARA ESTABILIZAR A ECONOMIA EM MOÇAMBIQUE

OFundo Monetário Internacional (FMI) defendeu uma "consolidação orçamental imediata" em Moçambique, argumentando ser uma medida crucial para garantir a estabilidade macroeconómica do país.

A recomendação foi divulgada na sexta-feira (29) num comunicado de imprensa, após uma missão da equipa do Fundo a Maputo, que decorreu entre 21 e 29 de agosto.

De acordo com a mesma nota, a medida é necessária para "restaurar a sustentabilidade orçamental, reduzir as necessidades de financiamento e colocar a dívida numa trajetória clara de redução, para diminuir as vulnerabilidades da dívida", lê-se.

O FMI acrescenta que a consolidação permitirá, simultaneamente, criar "espaço orçamental para apoiar o desenvolvimento e proteger os mais vulneráveis", acrescenta o documento.

Perante os "desequilíbrios externos e orçamentais" existentes, o FMI "recomendou que as autoridades tomem

medidas decisivas para restaurar a estabilidade macroeconómica, melhorar as perspectivas de crescimento da economia, facilitar a criação de empregos e reduzir a pobreza".

O Fundo discutiu com o governo os "desafios macroeconómicos, as perspectivas para a balança de pagamentos e as necessidades de financiamento previstas". As discussões foram consideradas "frutíferas", com o FMI a indicar que

as conversações sobre estes temas e "as possíveis opções de apoio do Fundo" continuarão nos próximos meses.

A instituição projecta um crescimento de 2,5% para Moçambique, impulsionado pela recuperação do sector dos serviços no segundo semestre. Esta recuperação segue-se a uma "desaceleração acentuada entre outubro de 2024 e março de 2025", atribuída à violência pós-eleitoral.

MOÇAMBIQUE PRECISA DE 4,5 MIL MILHÕES DE DÓLARES PARA ACÇÕES CLIMÁTICAS

Moçambique necessita de 4,5 mil milhões de dólares em financiamento para enfrentar os desafios impostos pelas mudanças climáticas.

A afirmação foi defendida por Apolinário Portugal, especialista em financiamento climático, que sublinhou a urgência de adoptar modelos financeiros mais inovadores e de estabelecer parcerias estratégicas para atrair o capital necessário.

A declaração foi proferida no dia 29 de Agosto, em Maputo, durante o debate sobre Financiamento Climático em Moçambique, uma iniciativa do Fórum de Liderança (FORLEAD) em parceria com o BCI. O evento reuniu decisores políticos, especialistas internacionais e líderes do sector privado com o objectivo de mobilizar mecanismos de acesso a fundos, promover projectos inclusivos e sustentáveis, e alinhar soluções estratégicas à Agenda 2030 das Nações Unidas. Segundo Portugal, muitos projectos locais de alta qualidade não conseguem

obter apoio financeiro, pois os seus modelos não se enquadram nos critérios de bancarização, devido, frequentemente a questões de colaterais.

A conferência, uma colaboração entre a FORLEAD e o BCI, visa encorajar outros intervenientes-chave e entidades inte-

ressadas a contribuírem positivamente para a mitigação do impacto nas comunidades. Moçambique figura entre os dez países mais vulneráveis do mundo aos riscos climáticos, enfrentando recorrentemente ciclones, inundações, secas prolongadas e erosão costeira.

MOÇAMBIQUE E FILIPINAS TROCAM EXPERIÊNCIAS NA GESTÃO DE RISCOS DE DESASTRES

Um intercâmbio de quadro dias entre Moçambique e as Filipinas, centrado na troca de experiências sobre Acções Antecipadas no contexto da Gestão e Redução do Risco de Desastres, teve lugar esta segunda-feira (1 de Setembro), em Maputo. O evento decorre no âmbito da Cooperação Triangular Sul-Sul, com o apoio do Programa Mundial de Alimentação (PMA), e conta com a participação de diversas instituições nacionais como o Instituto Nacional de Gestão e Redução do Risco de Desastres (INGD), Organização das Nações Unidas para Alimentação e Agricultura (FAO) e o Instituto Nacional de Meteorologia (INAM).

No intercâmbio, espera-se que sejam partilhadas, boas práticas, soluções inovadoras e lições entre os dois países, que enfrentam desafios climáticos semelhantes, como a crescente frequência e intensidade de ciclones e outros desastres naturais.

No entanto, o seminário tem como objectivo reforçar a preparação, resposta e mecanismos de protecção social adaptativa, promovendo a resiliência e a redução dos impactos de desastres em ambos os países.

Durante a sessão de abertura, a Directora da Divisão de Planificação e Cooperação do INGD, Rita Almeida, destacou o compromisso de Moçambique com a gestão proactiva de riscos climáticos e expressou que espera que a troca de experiência entre os dois países reforce esse compromisso: "É com grande sentido de compromisso e responsabilidade que acolhemos esta iniciativa. Esperamos que este intercâm-

bio contribua de forma significativa para o fortalecimento das nossas capacidades técnicas e institucionais e promova, em última instância, a resiliência das comunidades mais vulneráveis."

Almeida destacou que Moçambique é um dos países mais vulneráveis a eventos extremos como secas, cheias e ciclones tropicais, devido à sua localização geográfica e condições naturais

MANICA INICIA DIVULGAÇÃO DO PERDÃO DE DÍVIDAS DO INSS NOS DISTRITOS

Adelegação provincial do Instituto Nacional de Segurança Social (INSS) em Manica iniciou, recentemente, uma campanha de divulgação do Decreto de perdão de multas e redução de juros de mora, levando a informação directamente aos distritos para interagir com os devedores.

O objectivo é permitir que mais empresas e trabalhadores autônomos regularizem sua situação junto ao INSS. Após um seminário provincial, a campanha chegou aos distritos de Bárue e Gondola, onde estão a ser realizados encontros com empregadores, trabalhadores e contribuintes por conta própria.

A iniciativa busca esclarecer o decreto e garantir que os trabalhadores não percam o acesso a benefícios futuros devido à inadimplência de suas entidades empregadoras.

O administrador distrital de Bárue, Bruno Patreque, elogiou a medida do governo central. “Este decreto é oportuno, dado que o sector produtivo está a enfrentar dificuldades conjunturais,”

afirmou Patreque, destacando que a medida “relança a esperança de muitos trabalhadores e as suas famílias, do ponto de vista de protecção social.”

Em Gondola, a delegada distrital do INSS, Francisca Uamusse, reforçou o compromisso da instituição em tornar a segurança social mais inclusiva. Uamusse explicou que o decreto é um passo

crucial, pois a situação de inadimplência das empresas afecta directamente a sustentabilidade e o sustento social dos trabalhadores e seus dependentes.

A campanha nos distritos visa garantir que os contribuintes compreendam a importância de saldar as suas dívidas, assegurando assim a protecção social para os trabalhadores e suas famílias.

A Banca & Seguros regressa com mais uma edição dedicada à solidez e inovação do sector financeiro, agora com um grafismo renovado e mais dinâmico.

Analise connosco as tendências da banca e dos seguros num contexto de transformação económica. Um olhar atento sobre a actualidade

económico-social que marca o presente e projecta o futuro.

BOLETIM DE COTAÇÕES

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