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Encontros para Grupos Bíblicos em Família (GBF) e Comunidades Eclesiais de Base (CEBs) Tempo Comum - 2016

O ROSTO DA IGREJA

Arquidiocese de Florianópolis


APRESENTAÇÃO O Rosto da Igreja Cristo é a Palavra que se fez carne. Ao assumir a natureza humana, Cristo participa da história dos homens. A atuação de Cristo faz ver vários rostos que a Palavra foi assumindo. O Evangelho apresenta o Cristo que reza, passa noite em oração, mas também o Cristo misericordioso, que perdoa e cura, que acolhe, ouve e ensina. A Palavra quer participar da vida e caminhada de cada ser humano. Quando é acolhida pelo coração humano, a Palavra reproduz os mesmos rostos encontrados em Cristo. Assim a Igreja, pela sua presença e ação, torna presente no mundo o rosto do amor, da misericórdia, a face de Cristo que perdoa, que reza, que acolhe e que é solidário. Este é o rosto e a identidade da Igreja. Os textos dos Grupos Bíblicos em Família convidam para que, através da contemplação da Palavra de Deus, se reflita sobre os rostos da Igreja. Mais do que refletir sobre os rostos da Igreja, os Grupos Bíblicos em Família são uma oportunidade para a Palavra reproduzir o rosto de Cristo na Igreja e no mundo em que vivemos. Que, no Ano Santo da Misericórdia, os GBF tornem presente na Igreja o rosto misericordioso de Cristo!

Dom Wilson Tadeu Jönck Arcebispo Metropolitano

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SUMÁRIO Apresentação ........................................................................................ 02 Orientações para animadores e animadoras ...................................... 04 Celebração inicial: Igreja, Povo de Deus ................................................. 05 1º Encontro: Igreja Misericordiosa ......................................................... 11 2º Encontro: Igreja da Palavra ............................................................... 16 3º Encontro: Igreja Acolhedora ............................................................... 20 4º Encontro: Igreja e Religiosidade Popular ............................................ 24 5º Encontro: Igreja Samaritana .............................................................. 29 6º Encontro: Igreja Servidora ................................................................ 33 7º Encontro: Igreja Profética ................................................................. 37 8º Encontro: Igreja Libertadora ............................................................ 41 9º Encontro: Igreja do Testemunho .................................................... 46 10º Encontro: Igreja Seguidora .............................................................. 51 11º Encontro: Igreja Ministerial .............................................................. 55 12º Encontro: Igreja da Partilha ............................................................. 60 13º Encontro: Igreja Solidária ................................................................ 64 14º Encontro: Igreja e Ecologia ............................................................ 68 15º Encontro: Igreja Missionária ........................................................... 73 Leitura Orante da Palavra de Deus ...................................................... 78 Anexo 01: Projeto 10 milhões de estrelas .............................................. 80 Anexo 02: Cristãos Leigos e Leigas na Igreja e na Sociedade .............. 82 Anexo 03: Parte da Mensagem da CNBB para as Eleições 2016 ......... 84 Anexo 04: Carta do 12º Encontro Estadual às Comunidades ............... 86

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ORIENTAÇÕES PARA ANIMADORES E ANIMADORAS Os animadores e animadoras dos Grupos Bíblicos em Família e das Comuni­dades Eclesiais de Base exercem um ministério bonito e importante na nossa Igreja arquidiocesana. Os encontros deste livreto do Tempo Comum querem apresentar a destacar os múltiplos aspectos do rosto da Igreja seguidora de Jesus Cristo. Os encontros continuam seguindo os passos da Leitura Orante. As orientações sejam vistas como lembretes, como ajuda na sua missão de dinamizar o funcionamento dos Grupos: 1. Celebração inicial e final: Reunir os vários grupos da comunidade ou da paróquia para fazê-la em comum. A Coordenação ou o Animador(a) deve preparar bem a celebração inicial, pois é a grande motivação para a caminhada do Tempo Comum. Também o último encontro pode ser um momento celebrativo com toda a comunidade. 2. Cantos: Quando são desconhecidos, poderão ser rezados, ou substituí­dos por outros que o grupo conhece. 3. Tarefa do Animador(a): Envolver todos os participantes, distribuindo res­ ponsabilidades. Dar atenção especial aos jovens e crianças. Visitar as famílias e os novos moradores da comunidade, convidando-os a participar dos GBF. 4. Grupos grandes: Quando o grupo for muito grande, propomos que dois membros, já bem familiarizados com a vida dos grupos, se disponham a iniciar novos grupos na comunidade. 5. Questões da comunidade: Unir fé e vida. O grupo deve estar sempre atento às necessidades e ao bem-estar da comunidade (água, esgoto, coleta de lixo, saúde, segurança, tráfico e uso de drogas, violência familiar, locais para cele­brações, catequese e lazer...). 6. Compromissos: Insistir neles, pois a reflexão em grupo não pode ficar restrita à oração e reflexão desligada da realidade em que vivemos. O compromisso deve partir da Leitura Orante e sempre ligar: oração, reflexão e ação. 7. Continuidade: Manter o grupo unido e articulado durante todo o ano. Para isso, a equipe de redação prepara os 03 livretos: Advento e Natal; Quaresma e Páscoa; e Tempo Comum. 8. Planejamento Paroquial: Para o bom funcionamento, os GBF e CEBs devem ser missionários, inseridos na vida da comunidade em nível paroquial, vi­sando à formação de novos grupos, para que o anúncio da Palavra de Deus che­gue a todas as famílias. 9. Avaliação: É importante fazer a avaliação dos encontros, conforme está no final do livreto, e entregar para a coordenação arquidiocesana dos Grupos Bí­blicos em Família. Que a Palavra seja lâmpada para nossos pés e luz para nossos caminhos! Animadores e animadoras, obrigada pela sua valiosa colaboração e bom trabalho!

Equipe de redação 4


Celebração Inicial

IGREJA POVO DE DEUS “Vós sois o sal da terra... Vós sois a luz do mundo” (Mt 5,12-15). Ambiente: Bíblia, casinha, vela grande e velas pequenas, sal numa vasilha e pequenas porções em saquinhos, água numa tigela, cruz, cartaz do livreto anterior e da Campanha da Fraternidade 2016, retrato de pessoas reunidas, símbolos que nos acompanharam no tempo quaresmal e pascal. Acolhida: Acolher as pessoas entregando os saquinhos com o sal e as velas. Animador(a): Irmãs e irmãos em Cristo Jesus, estamos reunidos, iniciando em comunidade, com nossos novos livretos, a celebração de um novo tempo litúrgico, o Tempo Comum. Saudamos a Trindade Santa. Todos(as): Em nome do Pai e do Filho e do Espírito Santo. Amém. A: Certamente, a quaresma e o tempo pascal foram vividos intensamente nos encontros em nossas casas. Foi um tempo favorável de conversão e de transformação, para colocarmos em prática algumas obras de misericórdia sugeridas pelo Papa Francisco. (Entram os símbolos: cruz, casinha, água, cartazes e, se possível, gravuras de povo, enquanto cantamos)

Canto: /: Vem, vem, vem, vem, Espírito Santo de amor. Vem a nós, traz à Igreja um novo vigor.:/ 1. Presente no início do mundo, presente na criação, do nada tiraste a vida: que a vida não sofra no irmão. 2. Presença de força aos profetas, que falam sem nada temer. Contigo sustentam o povo na luta que vão empreender. A: Alguns bons momentos aconteceram no tempo quaresmal e pascal! É muito bom partilharmos entre nós essas coisas boas. (Vamos partilhar)

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A: Rezemos ou cantemos a Oração do Ofício Divino das comunidades: Estes lábios meus vem abrir, Senhor! (bis) Cante esta minha boca sempre o teu louvor! (bis) Venham e cantemos com muita alegria, (bis) Espírito Divino brilhou noite e dia. (bis) O amor de Deus em nós derramado, (bis) Qual mãe consoladora já foi bem doado. (bis) Teu Divino Espírito, a nós enviado, (bis) De toda a terra a face tu vens renovado. (bis) Brilhe a tua face sobre nós, Senhor! (bis) Conheça o mundo inteiro teu imenso amor. (bis) Vibre de alegria toda a tua Igreja. (bis) Nosso Senhor é justo, que o universo veja! (bis) Que os povos todos te celebrem, ó Deus! (bis) Tragam todos os povos os louvores teus! (bis) Glória ao Pai e ao Filho e ao Santo Espírito. (bis) Glória à Trindade Santa, glória ao Deus Bendito! (bis) Aleluia irmãs, aleluia irmãos. (bis) Cantemos com alegria nossa louvação. (bis) A: O canto do Oficio Divino que entoemos nos inspira a ser Igreja Povo de Deus, de acordo com o grande projeto de amor do Pai. A ser fermento, sal e luz do próprio Deus na comunidade e na sociedade. T: A comunidade animada pela Palavra de Deus recria a vida das pessoas que se sentem acolhidas, animadas a viver a vida boa do Evangelho. Vão e sejam luz e sal nas famílias, nos grupos e na comunidade!

A Palavra de Deus ilumina A: O texto que vamos ouvir é a continuação do discurso de Jesus no Sermão da Montanha. Vamos ouvir com atenção, cantando: (Enquanto cantamos, vamos trazer a bíblia, o sal e a luz)

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Canto: /: A comunidade dança alegre e canta, acolhendo agora a Palavra Santa. :/ 1. A Palavra vem, vem nos libertar, como um vento forte a nos arrastar. 2. A Palavra vem, fala ao coração, chega como chuva, fecundando o chão. Leitor(a) da Palavra: Proclamação do Evangelho de Jesus Cristo segundo Mateus 5,13-15. (Um breve silêncio)

A: Jesus está na montanha, falando para a multidão que o seguia, certamente cansada e sedenta da Palavra de Deus. Depois de proferir as bem-aventuranças, Jesus continua falando palavras de conforto e coragem. T: Vós sois a luz do mundo... Vós sois o sal da terra. A: Jesus continua explicando a utilidade desses dois elementos da natureza. Como ele faz esta explicação? (Cochichar dois a dois e partilhar)

A: Nós não estávamos lá na montanha ouvindo Jesus, mas o que ele disse àquela multidão que então o seguia, certamente está dizendo hoje para nós aqui. Também nós somos chamados a ser sal e luz em nossas comunidades. Como? (Momento para conversar e partilhar)

T: Assim brilhe vossa luz diante das pessoas, para que vejam as vossas boas obras e louvem o vosso Pai que está nos céus. Canto: /: Minha luz é Jesus e Jesus me conduz pelos caminhos da paz :/ A: Ao proferir aquelas palavras de conforto e incentivo à multidão, Jesus quer também de nós uma postura firme e decisiva de fiéis seguidores do seu projeto. Quer que sejamos uma Igreja viva e atuante na comunidade. L: Uma Igreja povo de Deus, que é comunhão, serviço à vida, à caridade e à verdade. Que é enviada ao mundo inteiro como luz das nações (LG 9). L: Uma Igreja itinerante, que não fica parada, mas sempre em saída, dinâmica, profética, missionária. T: A Igreja tem a missão de anunciar a Palavra e a misericórdia de Deus. L: Uma Igreja seguidora, em que cada cristão e cristã, cada comunidade deve saber qual é o caminho que o Senhor lhes indica a seguir. L: Uma Igreja ministerial, que ouve e aceita o chamado de Jesus: sai da 7


própria comodidade e tem coragem de alcançar, também, as periferias, levando a todos a luz do Evangelho. T: “A intimidade da Igreja com Jesus é uma intimidade itinerante, e a comunhão reveste essencialmente a forma de comunhão missionária. Fiel ao modelo do Mestre, é vital que hoje a Igreja saia para anunciar o Evangelho a todos, em todos os lugares, sem repugnância e medo”, diz o Papa Francisco. Canto: /: Nós estamos aqui reunidos como estavam em Jerusalém, pois só quando vivemos unidos é que o Espírito nos vem. : / A: A Igreja, seguidora de Jesus, não para. Caminha, celebra e reza com o povo e pelo povo. Então, como membros dessa Igreja, povo de Deus, obedientes a Jesus, louvemos ao Pai, rezando de mãos dadas: T: Pai Nosso... Canto: /: Quero uma Igreja solidária, servidora e missionária, que anuncia e saiba ouvir. A lutar por dignidade, por justiça e igualdade, pois “Eu vim para servir”. :/ Compromisso A: Como Igreja nas Casas, o nosso Grupo é uma pequena parcela na multidão que escuta e põe em prática o Evangelho de Jesus Cristo. Certamente é sal e luz na Comunidade. Muitos participantes saem do seu comodismo, indiferença e timidez. Alguns participam ativos na liturgia das Celebrações, são comprometidos com atividade social na comunidade, participam nos Conselhos, Entidades e ações sociais, sabem praticar a misericórdia na caridade e solidariedade. Além desses compromissos assumidos, que mais podemos assumir? (Conversar e assumir novos compromissos)

A: Participe do gesto solidário - projeto 10 milhões de estrelas. Adquira uma vela para acender na noite de Natal, nas casas... Encomende sua vela com a coordenação paroquial dos GBF, nas secretarias paroquiais ou na Ação Social Arquidiocesana (Ver no anexo 1). Bênçãos e envio A: Vamos pedir ao Senhor a bênção do sal. (Alguém segura a vasilha com o sal. Todos erguem a mão, segurando a porção

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do sal e rezemos)

T: Senhor, que manifestastes a vossa bondade e dissestes ao vosso povo: “Vós sois o sal da terra”, vos pedimos que abençoeis este sal, elemento humilde, mas de grande valor para a humanidade, dando o sabor e o gosto necessários aos alimentos e à nossa vida. Vós que sois Deus com o Pai, o Filho e o Espírito Santo. Amém. (Em silêncio passar a vasilha do sal. Tocar o sal com um dedo e levar aos lábios para sentir o sabor)

A: A luz tem a função de iluminar nossos caminhos. Jesus é essa luz que nos guia, que ilumina nossos encontros e nossa vida. Alguém com a vela acesa passa pelo corredor e acende outras velas e assim sucessivamente. Olhando um para o outro, digamos: T: “Vós sois a luz do mundo e o sal da terra”. Vão e sejam luz e sal nas famílias, nos grupos e na comunidade! Canto: 1. Dentro de mim existe uma luz, que me mostra por onde deverei andar. Dentro de mim também mora Jesus, que me ensina a buscar o seu jeito de amar. /: Minha luz é Jesus, e Jesus me conduz pelos caminhos da paz :/ A: Vamos pedir a bênção da água. (Alguém segura a vasilha com a água. Todos erguem a mão em sua direção e rezemos)

T: Deus de bondade e compaixão, vós nos destes a irmã água,/ fonte de toda a vida,/ e quisestes que, por ela, recebêssemos o batismo que nos consagra a vós. / Abençoai esta água, / que ela nos proteja todos os dias. E renovai, no mais profundo de cada um de nós, /a fonte viva da graça,/ para que, livres de todos os males, possamos caminhar sempre em vossa estrada e praticar aquilo que é agradável aos vossos olhos. / Por Cristo, nosso Senhor. Amém! Bênção final A: O Senhor nos abençoe e nos guarde. T: Amém! A: O Senhor faça brilhar sobre nós a sua face e nos seja favorável. T: Amém! 9


A: O Senhor dirija o seu rosto para nós e nos dê a paz. T: Amém! A: Em procissão, vamos molhar os dedos na água abençoada e fazer o sinal da cruz. Canto: 1. Igreja nas casas! Os grupos se encontram em torno da Bíblia, Palavra de Deus. Refletem, conversam, e rezam, e cantam, na prece entrelaçam a terra e os céus. /: É fé e vida na partilha. É grupo bíblico em família.:/ 2. Igreja nas casas! Assim foi no início, aí se encontravam os grupos cristãos. Por isso, o símbolo é hoje a casinha, a mística é o grupo de irmãs e irmãos. A: Louvado seja nosso Senhor Jesus Cristo! T: Para sempre seja louvado.

Na noite do Natal, faça brilhar a estrela da paz e da solidariedade Participe do gesto solidário que identifica os participantes dessa constelação solidária - Projeto 10 milhões de estrelas. Adquira uma vela para acender na noite de Natal, nas casas, praças, ruas, comunidades, praias, (nos cantos e recantos das cidades e campos) onde você estiver reunido. Será um gesto concreto de nossa solidariedade, uma prática de sensibilização da sociedade e de todas as pessoas como uma só família humana. Quanto mais velas forem acesas, mais estrelas iluminarão a noite de Natal. Esse gesto coletivo de paz e unidade por um mundo melhor tornará o Natal de Jesus mais autêntico e iluminado pela estrela de Belém. A alegria do Natal será completa, quando todas as pessoas, em cada território e em toda a Terra, tiverem alimentos à mesa e quando o reino da justiça gerar a alegria de sermos parte de uma única família humana. Os valores serão revertidos para os trabalhos da Ação Social Arquidiocesana (ASA). Encomende sua vela com a coordenação paroquial dos GBF, na secretaria paroquial ou na Ação Social Arquidiocesana. 10


1º Encontro

IGREJA MISERICORDIOSA “Misericórdia eu quero, não sacrifícios” (Mt 9,13). Ambiente: Bíblia, casinha, imagem ou estampa de Jesus, fotos ou gravuras de pessoas em atitudes de encontro; cartões com palavras: misericórdia, solidariedade, perdão, compaixão, justiça, partilha. Acolhida: Pelas pessoas da casa. Motivação e oração Animador(a): É com grande alegria que realizamos nosso primeiro encontro do Tempo Comum, neste ano em que estamos vivenciando o Jubileu da Misericórdia. Tendo presente a bondade e a misericórdia de nosso Deus, saudemos a Santíssima Trindade. Todos(as): Em nome do Pai... Leitor(a): Que a Palavra de Deus esteja presente em nosso dia a dia, iluminando nossos caminhos, nossas famílias e todas as pessoas com as quais vamos nos encontrar. Com sua Palavra e por seus gestos, Jesus de Nazaré revela a misericórdia de Deus. Diversos salmos louvam a Deus por sua misericórdia. Com o salmista rezemos alguns versículos do Salmo 40 (39). T: Esperei firmemente no Senhor e ele se inclinou para mim, atendendo a minha súplica. Lado A: Fez-me cantar um canto novo, um louvor ao nosso Deus. Muitos vão ver e temer, e confiarão no Senhor. Lado B: Feliz a pessoa que põe no Senhor sua esperança e não confia nos soberbos, nem nos que seguem a mentira. Lado A: Quantos prodígios fizeste, Senhor, meu Deus, quantos projetos em nosso favor! Ninguém a ti se compara. 11


Lado B: Não quiseste sacrifício, nem oferta, mas me abriste meus ouvidos. Não pediste holocausto nem vítima de expiação. Lado A: Então eu disse: Eis que venho. No rolo do livro está escrito a meu respeito que eu cumpra a tua vontade. Meu Deus, é isto que desejo, tua lei está no fundo do meu coração. Lado B: Anunciei com alegria a tua justiça na grande assembleia; vê, não conservei fechada a minha boca, Senhor, tu o sabes. Lado A: Não ocultei tua justiça no fundo do coração, proclamei tua fidelidade e tua salvação. Não escondi tua graça e tua fidelidade na grande assembleia. Lado B: Senhor, não me recuses tua misericórdia; tua fidelidade e tua graça me protejam sempre. Exultem e se alegrem em ti todos os que te buscam; digam sempre: O Senhor é grande! T: Eu, porém, sou pobre e infeliz; mas o Senhor cuida de mim. Tu és meu auxílio e meu libertador; meu Deus, não demores. Glória ao Pai, ao Filho e ao Espírito Santo. Como era no princípio, agora e sempre. Amém Canto: /: Entoai ação de graças e cantai um canto novo. Aclamai a Deus Javé. Aclamai com amor e fé.:/ A Palavra de Deus ilumina A: Vamos acolher a mensagem de Jesus, pedindo a Deus para abrir nossos ouvidos e corações, cantando com alegria. Canto: /: Vai falar no Evangelho Jesus Cristo, aleluia. Sua Palavra é alimento que dá vida, aleluia. Glória a ti, Senhor, toda graça e louvor.:/ Leitor(a) da Palavra: Proclamação do Evangelho de Jesus Cristo segundo Mateus 9,9-13. (Em silêncio, deixemos que esta Palavra penetre em nossos corações.)

A: No texto do Evangelho que ouvimos, Jesus chama Mateus. Este era um judeu, cobrador de impostos, alguém que estava a serviço do império romano e explorava o povo. Os cobradores de impostos eram mal vistos 12


pelos fariseus, considerados pecadores e impuros, também chamados de publicanos. Vamos relembrar o texto: O que mais nos chamou atenção? •

Jesus está passando, vê Mateus e o chama: “Segue-me”. Qual a atitude de Mateus?

Quem era Mateus?

Jesus vai à casa de Mateus e participa de uma refeição. Quem estava lá?

Fariseus e doutores da lei viram Jesus entre cobradores de impostos e pecadores. O que perguntaram aos discípulos?

Ao ouvir essa pergunta, o que Jesus respondeu? (Vamos passo a passo respondendo às perguntas)

T: “Misericórdia eu quero, não sacrifícios” (Mt 9,13). Canto: /: Eu vim para que todos tenham vida, que todos tenham vida plenamente.:/ A: Neste texto, o evangelista nos mostra a atitude dos fariseus e doutores da lei. Eles eram pessoas religiosas e se consideravam “justas”. Fecharam as portas ao chamado de Jesus, à sua intimidade e solidariedade. T: “Quanto desejo que os anos vindouros sejam permeados de misericórdia para ir ao encontro de todas as pessoas, levando-lhes a bondade e a ternura de Deus!” (Papa Francisco). L: A todos, fiéis e afastados, possa chegar o bálsamo da misericórdia como sinal do reino de Deus já presente no meio de nós (Papa Francisco). A: Nas palavras e ações de Jesus percebemos claramente gestos de misericórdia. Quais? •

Jesus sempre demonstrou misericórdia para com todos: doentes, pecadores, excluídos, crianças, jovens, viúvas... E nós, cristãos e cristãs, estamos dispostos a atender, perdoar, acolher nossos irmãos e irmãs mais fragilizados? Como? (Vamos conversar)

/: Amar como Jesus amou. Sonhar como Jesus sonhou. Pensar como Jesus pensou. Viver como Jesus viveu. Sentir o que Jesus sentia. Sorrir como Jesus sorria, e ao chegar ao fim do dia, eu sei que dormiria muito mais feliz.:/ A: Tomemos nas mãos a imagem de Jesus e os cartões com palavras. Os participantes dirigem preces a Jesus com esses cartões. 13


(Momento para as preces)

A: Neste ano do Jubileu da Misericórdia somos chamados a celebrar e experimentar a misericórdia de Deus. Quantas páginas da Sagrada Escritura podemos meditar para redescobrir o rosto misericordioso do Pai! Rezemos com as palavras do profeta Miqueias. T: Vós, Senhor, sois um Deus que tira a iniquidade e perdoa o pecado, que não se obstina na ira, mas se compraz em usar de misericórdia. Vós, Senhor, voltareis para nós e tereis compaixão do vosso povo. Apagareis as nossas iniquidades e lançareis ao fundo do mar todos os nossos pecados (Mq 7,18-19). Compromisso A: Queremos uma Igreja misericordiosa, mas a Igreja somos nós. Portanto, precisamos ser misericordiosos. O que podemos fazer para ser seguidores de Jesus, revelando a misericórdia de Deus? (Momento para conversar e decidir uma ação concreta)

A: Participe do gesto solidário - projeto 10 milhões de estrelas. Adquira uma vela para acender na noite de Natal, nas casas... Encomende sua vela com a coordenação paroquial dos GBF, nas secretarias paroquiais ou na Ação Social Arquidiocesana (Ver no anexo 1). Bênção A: Abençoai, Senhor, nossas comunidades, nossas famílias e cada um de nós. T: Amém. A: Que vivamos a misericórdia de Deus no nosso dia a dia, o amor e a ternura revelada por Jesus de Nazaré. T: Amém. A: Cantemos de mãos dadas. Canto: 1. Ele assumiu nossas dores veio viver como nós. Santificou nossas vidas, cansadas, vencidas de tanta ilusão. Ele falou do teu Reino e te chamava de Pai. /: E revelou tua imagem que deu-nos coragem de sermos 14


irmãos. Ousamos chamar-te de Pai. Ousamos chamar-te Senhor! Jesus nos mostrou que tu sentes e ficas presente onde mora o amor.:/

/: Pai Nosso que estás no céu Pai!:/ Nosso que estás aqui!:/

2. Ele mostrou o caminho veio dizer quem tu és. Disse com graça e com jeito que os nossos defeitos tu vais perdoar. Disse que a vida que deste queres com juros ganhar. Cuidas de cada cabelo que vamos perdendo sem mesmo notar. /: E revelou tua imagem, que deu-nos coragem de sermos irmãos. Ousamos chamar-te de Pai. Ousamos chamar-te Senhor! Jesus nos mostrou que tu sentes e ficas presente onde mora o amor.:/ /: Pai Nosso que estás no céu Pai!:/ Nosso que estás aqui!:/

Atenção: Vamos nos preparar para o próximo encontro, lendo o tema e o texto bíblico. Levar a Bíblia em todos os encontros.

Obras de Misericórdia Corporais

Espirituais

1ª Dar de comer a quem tem fome;

1ª Dar bom conselho;

2ª Dar de beber a quem tem sede;

2ª Ensinar os ignorantes;

3ª Vestir os nus;

3ª Corrigir os que erram;

4ª Dar pousada aos peregrinos;

4ª Consolar os aflitos;

5ª Assistir aos enfermos;

5ª Perdoar as injúrias;

6ª Visitar os presos;

6ª Sofrer com paciência as fraquezas do nosso próximo;

7ª Enterrar os mortos.

7ª Rogar a Deus por vivos e defuntos.

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2º Encontro

IGREJA DA PALAVRA “Faze o trabalho de um evangelizador, desempenha bem o teu ministério” (2Tm 4,5). Ambiente: No centro, a Bíblia, ladeada de velas acesas. Ao redor: nomes das pessoas que fazem parte do grupo, bem como livrinhos de GBF, Plano de Pastoral e Jornal da Arquidiocese e outros subsídios da Igreja. Acolhida: Boas-vindas pelos moradores da casa. Motivação e oração Animador(a): Irmãos e irmãs muito amados! Em nossos encontros durante este Tempo Comum estamos refletindo sobre diversos aspectos que caracterizam a missão da Igreja – Povo de Deus. Hoje vamos refletir sobre a “Igreja da Palavra”. Tudo isso faz parte da vida dos seguidores e seguidoras de Jesus. Todos nós somos Igreja. Todos nós queremos seguir a Jesus com entusiasmo. Vamos iniciar cantando: T: Em nome do Pai... Canto/:É fé e vida na partilha. É Grupo Bíblico em Família:/ 1. Igreja nas casas! O centro é a Bíblia, resposta divina a humanas questões. Assim, a oração, reflexão da Palavra, motiva e orienta concretas ações. A: Jesus enviou os discípulos pelo mundo afora para pregar a Palavra e fazer as obras que ele mesmo fez. Assim nasceu a Igreja: pessoas que ouvem a Palavra, acreditam em Jesus como Salvador, recebem o batismo, reúnem-se em seu nome e se amam como irmãos e irmãs. Canto: /: Palavra de salvação somente o céu tem pra dar. Por isso meu coração se abre para escutar.:/ Leitor(a) 1: Um dos efeitos do anúncio da Palavra é a conversão: mudança 16


do modo de pensar e de agir. Assim, em Atos dos Apóstolos, muitos dos que ouviam a Palavra anunciada por Pedro, perguntavam: “O que devemos fazer”? E Pedro respondeu: T: “Convertei-vos, e cada um de vós seja batizado em nome de Jesus Cristo, para o perdão dos pecados. E recebereis o dom do Espírito Santo” (At 2,37-38). A Palavra de Deus ilumina A: Queremos ouvir e praticar a Palavra de Deus. Queremos nos converter e ser fiéis ao batismo que recebemos. O Espírito de Deus está conosco! Ele nos acompanha, nos ilumina e abre o nosso coração para entender a Palavra que vamos ouvir agora. Canto: /: Pela Palavra de Deus saberemos por onde andar. Ela é luz e verdade, precisamos acreditar.:/ Leitor(a): Leitura do livro de Atos dos Apóstolos 18,5-11. (Breve silêncio para assimilar a Palavra ouvida)

A: Após a conversão, Paulo torna-se um cristão corajoso, pregador da Palavra de Deus, e por onde passa forma comunidades. Ele fundou muitas comunidades cristãs. Várias pessoas faziam parte da sua equipe de evangelização. Uma destas pessoas foi Timóteo, um jovem que se tornou um ótimo animador de comunidades. Vamos recordar o texto que acabamos de ouvir. 1) Quem são as pessoas que aparecem no texto? 2) O que fez Paulo quando chegaram Silas e Timóteo? 3) Quem foram os que aceitaram e se converteram? 4) O que o Senhor disse a Paulo numa visão? 5) Quanto tempo Paulo ficou em Corinto? (Tempo para conversar a partir das perguntas)

T: Não tenhas medo; continua a falar e não te cales, porque eu estou contigo (At 18,9-10). A: Paulo faz parte da “Igreja da Palavra”. O texto de Atos dos Apóstolos revela o grande entusiasmo que impulsionava Paulo em sua missão de evangelizador. Ele se torna um missionário itinerante, e na comunidade de 17


Corinto ele reafirma sua missão: T: “Anunciar o Evangelho é uma necessidade que se me impõe. Ai de mim, se eu não anunciar o Evangelho!” (1Cor 9,16). L: Em outro momento, na Segunda Carta a Timóteo, Paulo enfatiza a necessidade de proclamar permanentemente a Palavra com o objetivo de “convencer, repreender e exortar”. Nem todos vão acolher a Palavra, e, muitas vezes, ela causa incompreensões e conflitos. Por isso, Paulo aconselha a Timóteo: T: “Suporta as provações, faze o trabalho de um evangelizador, desempenha bem o teu ministério” (2Tim 4,5). A: O texto que ouvimos e comentamos refere-se à missão que Paulo abraçou como discípulo missionário de Jesus. Vamos aprofundar o texto que ouvimos, trazendo para hoje: 1. O que o texto bíblico diz para nós hoje? 2. Quais os frutos da Palavra ouvida e praticada? (Tempo para conversar)

Canto: /: A Bíblia é a Palavra de Deus semeada no meio do povo, que cresceu, cresceu e nos transformou, ensinando-nos viver num mundo novo. :/ A: A partir de Jesus Cristo e de seu Evangelho, a “Igreja da Palavra” interpreta toda a Bíblia, através da catequese, da liturgia, dos sacramentos, dos Grupos Bíblicos em Família e dos diversos serviços pastorais. A partir destas reflexões, o que queremos dizer a Deus? (Preces espontâneas)

Compromisso A: Cada um de nós é Igreja viva. Cada um de nós pode seguir os passos de Jesus como fizeram Paulo e Timóteo. Cada um de nós é responsável pelo anúncio da Palavra que liberta e salva. Isso acontece pelo testemunho de fé e vida a partir da família; acontece pela participação na comunidade e assumindo algum serviço pelo bem dos outros. Que compromissos podemos assumir como participantes da “Igreja da Palavra”? (Conversar para assumir algum compromisso)

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A: Participe do gesto solidário - projeto 10 milhões de estrelas. Adquira uma vela para acender na noite de Natal, nas casas... Encomende sua vela com a coordenação paroquial dos GBF, nas secretarias paroquiais ou na Ação Social Arquidiocesana (Ver no anexo 1). Bênção: A: Com a intercessão de São Paulo e São Timóteo, nós pedimos a Deus que nos conceda o seu Espírito de amor e nos ajude a anunciar sua Palavra com alegria, entusiasmo e perseverança. Pedimos confiantes a sua bênção: T: Que o Senhor nos abençoe e nos guarde! Que o Senhor faça resplandecer a sua face sobre nós e nos dê a sua graça! Que o Senhor volte a sua face para nós e nos dê a paz! Ele que é Pai, o Filho e Espírito Santo. Amém. Canto: 1. Pelo batismo recebi uma missão, vou trabalhar pelo reino do Senhor. Vou anunciar o Evangelho para os povos, vou ser profeta, sacerdote, rei, pastor. Vou anunciar a Boa Nova de Jesus, como profeta recebi esta missão. Onde eu for, serei fermento, sal e luz, levando a todos a mensagem de cristão. 2. O Evangelho não pode ficar parado, vou anunciá-lo: esta é a minha obrigação. A messe é grande e precisa de operários, vou cooperar na evangelização. Onde houver trevas, eu levarei a luz, também direi a todos que Deus é Pai, anunciando a mensagem de Jesus.

Atenção: Vamos nos preparar para o próximo encontro, lendo o tema e o texto bíblico. Levar a Bíblia em todos os encontros.

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3º Encontro

IGREJA ACOLHEDORA “Vinde e vede” (Jo 1,39). Ambiente: Bíblia, casinha, vela, crucifixo, cartaz CFE, fotografia ou gravura de pessoas se abraçando. Acolhida: Pelo animador ou alguém da família. Motivação e oração Animador(a): Irmãos e irmãs, sejamos todos e todas bem-vindos a este encontro dos Grupos Bíblicos em Família. Vamos, hoje, rezar e refletir sobre uma Igreja acolhedora. Como sinal de amor cristão, vamos nos acolher uns aos outros com um caloroso abraço da paz... (Momento para o abraço)

Canto: /: Quero te dar a paz do meu Senhor com muito amor! Quero te dar a paz do meu Senhor com muito amor! :/ A: Com a paz no coração, vamos recordar e partilhar entre nós alguns fatos que marcaram o espírito de acolhida fraterna na nossa comunidade durante a semana que passou. (Vamos partilhar)

A: Agora, conscientes dos gestos de acolhida fraterna que aconteceram ou deixaram de acontecer entre nós e a nossa comunidade, saudemos a Trindade Santa, cantando: Canto: Em nome do Pai... A: Vamos preparar o nosso coração para podermos fazer uma frutuosa reflexão da Palavra de Deus e assumir nossos compromissos de fé e de acolhida fraterna. Rezemos: Todos(as): Senhor Jesus, vós dissestes: Vinde a mim todos os que estais sobrecarregados e eu vos aliviarei. Lado A: Deus, Pai de bondade, vós dissestes: Vi a aflição do meu povo e desci para libertá-lo. 20


Lado B: Espírito Santo de Deus, Vós viestes habitar em nosso coração desde o dia do batismo. T: Santíssima Trindade, sois a plena comunhão de amor do Pai, do Filho e do Espírito Santo. Lado A: Ensinai-nos, ó Deus, a praticar a acolhida fraterna entre nós, assim como vós nos acolhestes no seio da vossa Igreja pelo batismo. Lado B: Ajudai-nos a construir uma Igreja acolhedora para todos os vossos filhos e filhas na ternura do vosso amor. Amém. Canto: 1. A ti, meu Deus, elevo meu coração, elevo as minhas mãos, meu olhar, minha voz. A ti, meu Deus, eu quero oferecer meus passos e meu viver, meus caminhos, meu sofrer. /: A tua ternura, Senhor, vem me abraçar, e a tua bondade infinita me perdoar. Vou ser o teu seguidor e te dar o meu coração. Eu quero sentir o calor de tuas mãos. :/ A Palavra de Deus ilumina A: A passagem do Evangelho que vamos ouvir relata como foi a acolhida de Jesus aos discípulos em sua própria casa. Ele nos ensina a acolher os irmãos e irmãs na nossa casa e em nosso coração. Cantemos! Canto: /: Vinde e vede, vinde! Ele está no meio de nós! Ele está no meio de nós! :/ 1. Como a André e a João que perguntavam: Onde moras, Senhor, onde é que estás? Recebemos da Igreja esta resposta: Ele mora entre nós e tem a Paz! Leitor(a) da Palavra: Proclamação do Evangelho de Jesus Cristo segundo João 1,35-42 (Momento de silêncio para interiorização da Palavra)

A: João Batista estava com seus discípulos. Quando viu Jesus caminhando, sentiu forte seu impulso profético e disse: “Eis o Cordeiro de Deus!” Este anúncio produziu efeito decisivo na mesma hora em André e João, que passaram a seguir Jesus. Vamos reler o texto que acabamos de ouvir e depois conversar. (Momento para reler o texto)

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A: O que mais nos chama a atenção no texto? a) Quem são os personagens? b) Quem viu Jesus por primeiro? c) O que Jesus estava fazendo? d) Qual foi o convite que Jesus fez aos dois discípulos? (Momento para responder)

A: Encontrar Cristo é uma graça. Anunciá-lo ao mundo é uma alegria. Seguir a Cristo é um privilégio. Quem encontra Cristo sente-se impulsionado a levar a alegria do encontro e acolhida de Jesus aos irmãos e irmãs. O que o texto bíblico fala para nós hoje? a) Como acolhemos os que nos visitam, os que chegam na comunidade, os vizinhos, migrantes, moradores de rua? b) Visitamos nossos irmãos doentes, sofredores e afastados? c) Vivemos a alegria de acolher Jesus e anunciá-lo a todas as pessoas? Como? (Momento para conversar)

A: O que a graça do encontro com Jesus nos leva a dizer a Deus? (Preces espontâneas)

Canto: No meu coração sinto o chamado, fico inquieto, preciso responder. Então pergunto: “Mestre, onde moras?” E me respondes que preciso caminhar. /: Seguindo teus passos, fazendo a história, construindo o novo no meio do povo.:/ Mestre, onde moras? Mestre, onde estás? /: No meio do povo. Vem e verás. :/ Compromissos A: Acolher Jesus e ser acolhido por ele nos compromete a sermos sempre mais uma Igreja acolhedora, de portas e coração abertos. Sugestões: - Visitar um doente em casa ou no hospital. - Atender com caridade e atenção a pessoa que pede uma informação ou ajuda. - Cumprimentar as pessoas com um sorriso, uma palavra, um abraço... - Acolher com alegria a graça da visita de Deus no rosto dos irmãos e irmãs. 22


(Vamos conversar e assumir alguns dos compromissos)

A: Participe do gesto solidário - projeto 10 milhões de estrelas. Adquira uma vela para acender na noite de Natal, nas casas... Encomende sua vela com a coordenação paroquial dos GBF, nas secretarias paroquiais ou na Ação Social Arquidiocesana (Ver no anexo 1). Bênção A: Maria acolheu o Anjo Gabriel que a visitou e lhe trouxe a notícia de que seria a Mãe do Salvador da humanidade. Como Maria, a Igreja é uma mãe com o coração aberto, que acolhe e está sempre pronta para ajudar a todos. A Igreja é chamada a ser sempre a casa aberta do Pai. Assim, se alguém aproximar-se dela à procura de Deus, não esbarrará na frieza de uma porta fechada (EG 47). A: Que Deus nos acolha, abençoe e guarde em seu amor. Todos: Em nome do Pai, do Filho e do Espírito Santo. Amém. Canto: Imaculada Maria de Deus, coração pobre acolhendo Jesus. Imaculada Maria do povo, mãe dos aflitos que estão junto à cruz. 1. Um coração que era “sim” para a vida, um coração que era “sim” para o irmão. Um coração que era “sim” para Deus: Reino de Deus renovando este chão.

Atenção: Vamos nos preparar para o próximo encontro, lendo o tema e o texto bíblico. Levar a Bíblia em todos os encontros.

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4º Encontro

IGREJA E RELIGIOSIDADE POPULAR “Todos os anos, os pais de Jesus iam a Jerusalém para a festa da Páscoa” (Lc 2,41). Ambiente: Bíblia, casinha, vela, terço, cartaz com os nomes dos padroeiros das comunidades, imagens de Santos e Santas de nossa devoção, e imagem de Nossa Senhora Aparecida. Acolhida: Pela família que acolhe o grupo. Motivação e oração Animador(a): Irmãs e irmãos, que bom estarmos reunidos outra vez. Todos os dias somos chamados a testemunhar a nossa fé com atitudes e palavras. No encontro de hoje vamos refletir sobre as nossas devoções e práticas religiosas. Saudemos a Trindade Santa que está conosco. Todos(as): Em nome do Pai... Canto: /:Agora é tempo de ser Igreja, caminhar juntos, participar. :/ A: Como discípulas e discípulos reunidos em oração, queremos cantar ou rezar com alegria o Ofício Divino das Comunidades. Vem, ó Deus da vida, vem nos ajudar! (bis) Este nosso encontro vem iluminar. (bis) Venham celebrar o amor de Deus! (bis) Pois fez uma aliança com o povo seu. (bis) Seu amor por nós é firme para sempre, (bis) Sua fidelidade dura eternamente! (bis) Povo em romaria, povo peregrino, (bis) Da terra prometida canta alegre o hino. (bis) Desta caminhada ele é força e luz, (bis) 24


É quem nos reanima, ele nos conduz. (bis) Glória ao Pai e ao Filho e ao Santo Espírito, (bis) Glória a Trindade santa, glória ao Deus bendito! (bis) Aleluia, irmãs, aleluia, irmãos, (bis) Do povo em caminhada a Deus louvação! (bis) A: A religiosidade popular está fortemente presente na fé do povo no seu dia a dia. Ela se expressa na maioria das vezes na devoção aos santos e santas. Em momentos especiais, a Igreja faz novenas, procissões, romarias, a Bandeira do Divino, visitas e festas de padroeiros e padroeiras. L: Movidos pela fé, vamos aos santuários para nos encontrar com Deus. Nesses belos momentos de devoção, peregrinação, romarias, promessas e outros acontecimentos, rezamos o terço, os benditos, as orações, pedimos bênçãos... L: Deus ouve nossas súplicas por intercessão do santo ou santa e atende as nossas necessidades. Muitas são as graças recebidas. Canto: Bendita e louvada seja esta santa romaria. Bendito o povo que marcha, (bis) tendo Cristo como guia. /: Sou, sou teu, Senhor, sou povo novo, retirante, lutador. Deus dos peregrinos, dos pequeninos, Jesus Cristo redentor.:/ A: Olhando para o ambiente, vamos comentar os símbolos que trazemos e lembrar as nossas devoções. (Momento para partilhar)

A Palavra de Deus ilumina A: Vamos acolher a Palavra de Deus e ouvir o texto do Evangelho que nos fala sobre a fidelidade da família de Nazaré em ir ao Templo de Jerusalém todos os anos. Canto: A nós descei, divina luz. A nós descei, divina luz. /: Em nossas almas acendei o amor, o amor de Jesus.:/ Leitor(a) da Palavra: Proclamação do Evangelho de Jesus Cristo segundo Lucas 2,41-52. A: Vamos repetir com nossas palavras o que acabamos de ouvir. (Olhar em sua Bíblia e contar o texto)

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A: Seguindo a tradição judaica, todos os anos a família de Nazaré subia até Jerusalém para celebrar a Páscoa. De Nazaré a Jerusalém a distância seria em torno de 135 km, uma caminhada de mais ou menos quatro a cinco dias. Iam cantando e louvando a Deus pela libertação do povo. O que mais nos chama atenção nesse texto? (Para responder)

Canto: 1. O povo de Deus no deserto andava, mas à sua frente alguém caminhava. O povo de Deus era rico de nada, só tinha a esperança e o pó da estrada. /:Também sou teu povo, Senhor, e estou nessa estrada. Somente a tua graça me basta e mais nada.:/ A: Nas peregrinações, o povo cristão celebra a alegria de se sentir integrado em meio a tantos irmãos e irmãs, caminhando juntos para Deus que os espera. Assim fez a família de Nazaré, e também o próprio Cristo, que se faz peregrino e caminha ressuscitado entre os pobres. T: “Todos os anos, os pais de Jesus iam a Jerusalém, para a festa da Páscoa” (Lc 2,41). A: Hoje a Igreja destaca a religiosidade popular como uma rica e profunda prática do povo. Esta maneira de expressar a fé católica está presente em diversas formas e merece nosso respeito. O que esse texto bíblico diz para nós hoje? O que esse texto tem a ver com religiosidade popular? (Vamos conversar)

A: Em nossa cultura, a religiosidade popular cultiva especialmente a devoção mariana, que contribui para nos tornar mais conscientes de nossa comum condição de filhos e filhas de Deus perante seus olhos, sem qualquer diferença social, étnica ou de qualquer outro tipo. L: A decisão de caminhar em direção ao santuário já é uma profissão de fé. Os peregrinos vivem a experiência do encontro com Deus e tomam decisões que marcam suas vidas. As paredes dos santuários guardam muitas histórias de conversão, de perdão e de muitas graças recebidas. T: A peregrinação, como um ato de fé, é um sinal simbólico no Ano Santo e é um estímulo à conversão, para alcançarmos a misericórdia de Deus. Na misericórdia, temos a prova de como Deus ama. L: Nesses momentos, muitas pessoas recorrem a um pequeno sinal do amor de Deus: Um crucifixo, um rosário, uma vela que se acende para 26


pedir uma graça; um Pai Nosso recitado entre lágrimas; um olhar fixo numa imagem de Maria; um sorriso dirigido ao céu em meio a uma simples alegria. A: O olhar do peregrino sobre uma imagem simboliza a ternura e a proximidade de Deus. Sua súplica sincera é a melhor expressão de um coração que reconhece o amor de Deus. A reflexão de hoje nos convida a rezar uma dezena do terço agradecendo as graças recebidas. (Segurar a imagem de Nossa Senhora Aparecida e com o terço na mão, rezemos a dezena do terço)

A: Neste ano, uma réplica da imagem de Nossa Senhora Aparecida visita as dioceses do Brasil. Saudando Nossa Senhora, rezemos a Salve Rainha. T: Salve Rainha... Canto: 1. Viva a Mãe de Deus e nossa, sem pecado concebida. Viva a Virgem Imaculada, a Senhora Aparecida. 2. Aqui estão vossos devotos, cheios de fé incendida, de conforto e de esperança, ó Senhora Aparecida.     A: O encontro de hoje nos fez lembrar momentos em que visitamos santuários, fizemos peregrinação, participamos das festas de padroeiros... Nesse sentido, podemos assumir como compromisso: - Cuidar e respeitar os ambientes sagrados que visitamos (santuários, igrejas); - Ajudar de alguma forma na preparação para receber a visita de Nossa Senhora Aparecida na paróquia; - Organizar carreata ou caravana para acolher a imagem de Nossa Senhora Aparecida na forania e na paróquia. (Vamos conversar e ver que outros compromissos ainda podemos assumir)

Bênção A: Pedimos a bênção de Deus bondoso e misericordioso. T: Por intercessão dos Santos e Santas, abençoai-nos Pai, Filho e Espírito Santo. Amém. Canto: 1. Louvando Maria, o povo fiel a voz repetia de São Gabriel. /: Ave, ave, ave Maria! :/ 2. Humilde, piedosa, rezava Maria. Mensagem grandiosa o anjo anuncia. 27


/: Ave, ave, ave Maria! :/ 3. A Mãe pressurosa, à graça fiel, correu jubilosa à prima Isabel. /: Ave, ave, ave Maria! :/ 4. Um dia sagrado nas trevas brilhou: um Rei nos foi dado que os homens salvou. /: Ave, ave, ave Maria! :/ 5. A Deus consagraram Jesus nosso Rei, no templo ensinaram o amor à sua lei. /: Ave, ave, ave Maria! :/ 6. Mãe santa e querida de Cristo Jesus, guiai nossa vida ao reino da luz. /: Ave, ave, ave Maria! :/ A: Louvado seja nosso Senhor Jesus Cristo! T: Para sempre seja louvado.

Atenção: Vamos nos preparar para o próximo encontro, lendo o tema e o texto bíblico. Levar a Bíblia em todos os encontros.

O Amor na Família (Amoris Laetitia) A Exortação Apostólica “Amoris Laetitia” do Papa Francisco adquire um significado especial no contexto deste Ano Jubilar da Misericórdia. Em primeiro lugar, porque é uma proposta para as famílias cristãs, para estimular e apreciar os dons do matrimônio e da família, mantendo o amor forte e cheio de valores, como a generosidade, o compromisso, a fidelidade e a paciência. Em segundo lugar, porque se propõe encorajar todos a serem sinais de misericórdia e proximidade para a vida familiar, onde esta não se realize perfeitamente ou não se desenrole em paz e alegria. É importante que todos, através da leitura do documento, se sintam chamados a cuidar com amor da vida das famílias. No mês de agosto, participemos das atividades da Semana da Família em nossa comunidade ou paróquia.

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5º Encontro

IGREJA SAMARITANA “Mas um samaritano, que estava viajando, chegou perto dele, viu, e moveu-se de compaixão!” (Lc 10,33.) Ambiente: Bíblia, crucifixo, casinha, vela, azeite e vinho (se houver) e alguns materiais de primeiros socorros... Acolhida: Pela família que recebe as pessoas do grupo. Motivação e oração Animador(a): Irmãos e irmãs, é bom nos encontrarmos para ler e refletir a Palavra de Deus! Estamos no Tempo Comum, refletiremos sobre a Igreja, povo de Deus, com os vários rostos que ela deve ter como sinal do Reino de Deus. Hoje refletiremos sobre a Igreja samaritana, a que se compadece e age com misericórdia. Iniciemos nosso encontro, partilhando os acontecimentos que vivemos em família, na comunidade, ou no país, nesta última semana. (Momento para partilhar)

A: Cheios de fé e esperança, saudemos a Trindade Santa. Todos(as): Em nome do Pai... A: Vivendo o espírito do Ano Santo da Misericórdia, rezemos. T: Enviai o vosso Espírito e consagrai-nos a todos com a sua unção, para que o Jubileu da Misericórdia seja um ano de graça do Senhor, e a vossa Igreja possa, com renovado entusiasmo, levar aos pobres a alegre mensagem e proclamar aos cativos e oprimidos a libertação aos cegos restaurar a vista. Nós vos pedimos por intercessão de Maria, Mãe de Misericórdia, a vós que viveis e reinais com o Pai e o Espírito Santo, pelos séculos dos séculos. Amém. Canto: /: A tua ternura, Senhor, vem me abraçar, e a tua bondade infinita me perdoar. Vou ser o teu seguidor e te dar o meu coração; eu quero sentir o calor de tuas mãos.:/ 29


A Palavra de Deus Ilumina A: Podemos ter ouvido a parábola do bom samaritano dezenas de vezes, a ponto de achar que nada mais é novo nela. Com atenção, vamos escutar e, ao final, reler em nossa própria Bíblia, para depois partilhar; certamente vamos tirar desse tesouro coisas novas e de muito valor. Canto de aclamação: /: Fala, Senhor, fala da vida, só tu tens palavras eternas, queremos te ouvir!:/ Leitor(a) da Palavra: Proclamação do Evangelho de Jesus Cristo segundo Lucas 10,25-37. (Tempo para cada um reler o texto em sua Bíblia)

A: Fixemos nossa atenção na ação do samaritano misericordioso: ele viu o homem caído, parou, achegou-se, tocou-o e verificou os ferimentos, prestou os primeiros socorros possíveis, colocou-o em sua própria montaria, e ele a pé levou-o a uma hospedaria, que não devia estar próxima. Lá cuidou melhor do homem, ficando com ele até o dia seguinte. Adiantou pagamento ao hospedeiro, ao qual pediu cuidados, prometendo pagar o devido, no retorno. E seguiu viagem. Vamos recordar o texto: 1- Quais são os personagens do texto lido? 2 – Por que e para quem Jesus contou a parábola? 3- De onde e para onde ia o homem que caiu nas mãos dos assaltantes? 4- Descrever a ação do samaritano. 5- Qual dos três foi o próximo daquela vítima? (Tempo para conversar)

T: Disse Jesus: “Vai, e faze tu a mesma coisa” (Lc 10,37). A: Esta é uma das parábolas mais belas contadas por Jesus, pois a força de seu significado consegue abalar tudo o que se compreendia sobre amar o próximo naquela época. Os samaritanos eram o grupo mais odiado na Galileia e na Judeia, ainda que também fossem judeus. L: Mas foi exatamente o samaritano que se tornou o próximo, o irmão daquela vítima da maldade humana. Imaginemos quanto isso assustou a multidão que ouvia Jesus! A: A parábola se dirigia, naquele momento, ao doutor da lei, que quis “experimentar” Jesus. Os destinatários de hoje somos nós.  O que Deus fala para nós por meio do texto? 30


 Quem são os personagens da parábola hoje? Onde eu estou? Qual o papel que mais facilmente se faz hoje? Por quê?  A Igreja tem de ser samaritana, mas quem é a Igreja?  Se ela é o povo de Deus, o que nós estamos fazendo na linha do samaritano misericordioso do texto?  Quem é nosso próximo hoje? E de quem nós somos próximos hoje? (Tempo para conversar)

A: A lição de Jesus é clara e inovadora, de maneira forte: a misericórdia não tem fronteiras religiosas, geográficas ou de sangue. T: A misericórdia não faz restrições, ela é obrigação de todos nós. L: A Igreja precisa ser samaritana. Ela tem de buscar os sofredores, os indigentes, os abandonados e os desprezados pelo sistema selvagem em que vivemos! Basta de sermos Igreja espectadora! Já é hora de nos tornarmos Igreja ativa, que trabalha, põe a mão na massa para mudar a realidade. A: Se somente falamos e olhamos, estamos longe de cuidar dos feridos, resgatar os caídos, os pobres e os escravizados, vítimas de uma sociedade injusta. Por isso, o Papa Francisco mostra com insistência que a Igreja deve exercer o seu papel de samaritana. O que o texto bíblico e a reflexão de hoje nos faz dizer a Deus em forma de preces? (Momento para preces espontâneas)

Canto: Senhor, fazei de mim um instrumento de vossa paz. Onde houver ódio, que eu leve o amor. Onde houver discórdia, que eu leve a união. Onde houver dúvida, que eu leve a fé. Onde houver erro, que eu leve a verdade. Onde houver ofensa, que eu leve o perdão. Onde houver desespero, que eu leve a esperança. Onde houver tristeza, que eu leve a alegria. Onde houver trevas, que eu leve a luz. Ó Mestre, fazei com que eu procure mais consolar, que ser consolado. Compreender, que ser compreendido. Amar, que ser amado, pois é dando que se recebe, é perdoando, que se é perdoado e é morrendo que se vive para a vida eterna. Compromisso A: No seguimento de Jesus queremos nos comprometer como fez o samaritano. Diante da reflexão de hoje, que ação concreta vamos assumir? Que tal assumirmos 31


pessoalmente o propósito de praticar uma das obras de misericórdia durante a semana? (Conversar e assumir uma ação concreta, seja individual ou grupal)

A: O mês de agosto é dedicado as Vocações. Rezemos sempre pelas Vocações. É importante, que participemos neste mês das atividades da Semana da Família em nossa comunidade ou paróquia. Bênção A: Pedimos a bênção de Deus. T: Deus nos abençoe e nos guarde. Ele nos mostre a sua face e se compadeça de nós. Volte para nós o seu olhar e nos dê a sua paz. Abençoe-nos Deus misericordioso, Pai e Filho e Espírito Santo. Amém. Canto: /: Quero uma igreja solidária, servidora e missionária, que anuncia e saiba ouvir. A lutar por dignidade, por justiça e igualdade, pois eu vim para servir.:/ Os grandes oprimem, exploram o povo, mas entre vocês bem diverso há de ser. Quem quer ser o grande se faça de servo /: Deus ama o pequeno e despreza o poder.:/ Preciso de gente que cure feridas, que saiba escutar, acolher, visitar. Eu quero uma Igreja em constante saída, /: de portas abertas, sem medo de amar.:/

Atenção: Vamos nos preparar para o próximo encontro, lendo o tema e o texto bíblico. Levar a Bíblia em todos os encontros.

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6º Encontro

IGREJA SERVIDORA “Eu estou no meio de vós como aquele que serve” (Lc 22,27). Ambiente: Bíblia, casinha, vela, crucifixo, avental e outros símbolos, conforme o tema do encontro. Acolhida: Pelos membros da família Motivação e oração Animador(a): Como Grupo Bíblico em Família, aqui estamos de novo reunidos para mais um encontro em torno da Palavra de Deus, com o tríplice objetivo: oração, reflexão e ação. No encontro passado vimos o nobre gesto do samaritano que socorre aquele irmão à beira da estrada – é a Igreja samaritana que queremos ser. Que outros rostos da Igreja também já refletimos anteriormente? Que experiências da última semana queremos partilhar brevemente? (Vamos lembrar e partilhar)

Canto: /:É fé e vida na partilha. É Grupo Bíblico em Família:/ 1. Igreja nas casas! São células vivas da comunidade em torno a Jesus. Ninguém é cristão isolado, sozinho, amor verdadeiro à unidade conduz. A: Partindo de um breve texto de Lucas, queremos ver-nos hoje como uma Igreja que serve, que se inclina, se abaixa, para enxergar as necessidades de tantos filhos e tantas filhas de Deus. Queremos ser a Igreja do servir. Tudo o que até aqui já vimos e conversamos podemos incluir agora em nossa oração, iniciando com o sinal da cruz. Todos(as): Em nome do Pai... A: Rezemos em espírito de serviço: 33


S enhor Jesus, que nos queres uma Igreja servidora,     E nsina-nos o verdadeiro espírito de serviço, generoso e digno.      R eúne-nos em torno a ti, que não vieste para ser servido,      V ieste para servir e dar-nos o exemplo – não só no momento do lava-pés.     I nfunde em nós o dom da gratidão por tantos que nos servem.      R enova em nós a alegria de servir. Amém! Canto: Igreja nas casas! A arquidiocese nos chama e convida a evangelizar. Os grupos refletem o rosto da Igreja, que é graça presente em todo lugar. /:É fé e vida na partilha. É Grupo Bíblico em Família:/ A Palavra de Deus ilumina A: Num momento muito íntimo de Jesus com seus apóstolos, o evangelista Lucas diz que eles, por sua vez, só estão preocupados consigo mesmos, com seu poder e prestígio. A leitura que ouviremos nos mostra como Jesus reagiu a essa discussão. Vamos preparar-nos para ouvir e acolher. Canto: Cantai, cantai, irmãos, cantai com amor e fé. A Palavra de vida aclamemos de pé. Leitor(a) da Palavra: Proclamação do Evangelho de Jesus Cristo segundo Lucas 22,24-27. A: Jesus conhece bem a lógica do mundo, a força do poder sobre o povo, tanto em escala de governo quanto no cotidiano da vida: há o maior e há o menor. - O que os discípulos estavam discutindo entre si? - Quem são, no texto lido, o maior, o que está em cima, o mais importante e valorizado? - Qual é a palavra forte que Jesus diz aos apóstolos nessa questão? - E a palavra com que ele se apresenta como modelo nessa mesma questão? (Momento para rever na Bíblia e responder)

A: Jesus não condena a necessária hierarquia na organização da Igreja e de qualquer grupo humano. Ele reconhece que há o “maior”, o “que manda”. Mas ele tem uma regra clara para cada função e ministério. 34


T: “O maior dentre vós seja como o menor, e o que manda, como quem está servindo” (Lc 22.26). A: Essa recomendação de Jesus vem bem a propósito também para nós, hoje, em nossa realidade de Igreja: uma Igreja que serve, Igreja “em saída”, Igreja que ouve, dialoga, caminha em meio ao povo, em espírito de serviço. - Em nossas comunidades, nossa paróquia, nosso local de trabalho e organizações de que fazemos parte, não há também, muitas vezes, a disputa de poder e prestígio? Como agir? - Em que sentido gostaríamos de ser uma Igreja servidora? a serviço de quem? como? (Tempo para pensar e responder.)

A: Em nossas comunidades temos necessidade de lideranças, de pessoas disponíveis, com aptidões e condições de tempo e espaço, para um serviço mais continuado, mais específico, às vezes mais exigente, para servir melhor aos irmãos e irmãs. L: O serviço fraterno também deve acontecer nos nossos GBF, onde precisamos de pessoas para ajudar a animar e preparar bem os encontros. Nosso desafio é que toda função de coordenação seja serviço e não se torne dominação, superioridade. T: “Entre vós, não deve ser assim. Pelo contrário, o maior dentre vós seja como o menor, e o que manda, como quem está servindo” (Lc 22,26). Canto: /: Quero uma igreja solidária, servidora e missionária, que anuncia e saiba ouvir. A lutar por dignidade, por justiça e igualdade, pois eu vim para servir.:/ A: Como toda essa reflexão nos faz ver agora a nossa vocação para o serviço: na família, na comunidade e Igreja, e na sociedade? O que podemos expressar em oração pessoal ou partilhada aqui no grupo? (Momento de silêncio, oração e partilha, ao gosto do grupo)

Compromisso A: O ensinamento de Jesus a respeito da relação entre quem exerce poder e quem serve foi motivado pela discussão sobre quem devia ser o maior. Jesus foi taxativo: “Entre vós não deve ser assim”. Como podemos concretizar essa lição de Jesus na nossa realidade de cada dia? Algo 35


concreto para essa semana? (Tempo para pensar e decidir.)

Bênção A: Agradecendo a Jesus o seu ensinamento e todas as boas ideias que nos vieram nas reflexões de hoje, podemos concluir o nosso encontro com a bênção final. T: Que a bênção de Deus, o Pai de misericórdia, do Filho Jesus, que nos convida ao serviço, e do Espírito Santo, que nos inspira, desça sobre nós, nos acompanhe em nosso caminho e permaneça sempre conosco. Amém. Canto: /: Maria, mãe dos caminhantes, ensina-nos a caminhar. Nós somos todos viajantes, mas é difícil sempre andar.:/ 1. Fizeste longa caminhada, para servir a Isabel, sabendote de Deus morada, após teu “SIM” a Gabriel. 2. Humilde foi a caminhada em companhia de Jesus, quando pregava sem parada, levando aos homens sua luz.

O Amor na Família (Amoris Laetitia) A Exortação Apostólica “Amoris Laetitia” do Papa Francisco adquire um significado especial no contexto deste Ano Jubilar da Misericórdia. Em primeiro lugar, porque é uma proposta para as famílias cristãs, para estimular e apreciar os dons do matrimônio e da família, mantendo o amor forte e cheio de valores, como a generosidade, o compromisso, a fidelidade e a paciência. Em segundo lugar, porque se propõe encorajar todos a serem sinais de misericórdia e proximidade para a vida familiar, onde esta não se realize perfeitamente ou não se desenrole em paz e alegria. É importante que todos, através da leitura do documento, se sintam chamados a cuidar com amor da vida das famílias. No mês de agosto, participemos das atividades da Semana da Família em nossa comunidade ou paróquia. 36


7º Encontro

IGREJA PROFÉTICA “Assim como Deus fala ao profeta, você falará a seu irmão, e ele será o seu porta-voz diante do povo” (Ex 4,16). Ambiente: Bíblia, vela, flores, a casinha, o cartaz do Ano da Misericórdia, imagens de profetas e profetizas e pessoas que dão testemunho de vida, panos coloridos. Acolhida: Pelas pessoas da casa. Motivação e oração Animador(a): Queridos irmãos e irmãs, sejam bem-vindos ao nosso encontro de reflexão em família. Hoje somos convidados e convidadas a meditar e partilhar, à luz da Palavra de Deus, a Igreja profética, chamada a anunciar o Reino de Deus e sua justiça e a denunciar as injustiças e a opressão. Com alegria, iniciemos nosso encontro com o sinal do cristão: Todos(as): Em nome do Pai... Canto: /: Pai nosso, dos pobres marginalizados! Pai nosso, dos mártires, dos torturados!:/ 1. Teu nome é santificado naqueles que morrem defendendo a vida. Teu nome é glorificado, quando a justiça é nossa medida. Teu reino é de liberdade, de fraternidade, paz e comunhão. Maldita toda a violência, que devora a vida pela repressão. O, o, o, o, o, o, o, o 2. Queremos fazer tua vontade, és o verdadeiro Deus libertador. Não vamos seguir as doutrinas corrompidas pelo poder opressor. Pedimos-te o pão da vida, o pão da segurança, o pão das multidões. O pão que traz humanidade, que constrói o homem em vez de canhões. O, o, o, o, o, o, o, o 3. Perdoa-nos quando por medo ficamos calados diante da morte. Perdoa e destrói os reinos em que a corrupção é a lei mais forte. Protege-nos da crueldade, do esquadrão da morte, dos prevalecidos. /: Pai nosso revolucionário, parceiro dos pobres, Deus dos oprimidos.:/ O, o, o, o, o, o, o, o 37


A: Jesus nos convida a sermos sinais do seu Reino, anunciando por meio de nossas palavras e ações a Boa Nova e denunciando toda forma de opressão. T: Senhor, nosso Deus, estamos reunidos em torno de vossa Palavra, para aquecer os nossos corações com a presença do vosso Filho em nosso meio. Ele nos compreende em nossas fraquezas, nos alivia em nossas preocupações, nos preenche da força de seu Espírito e nos anima em nossa ação profética e evangelizadora. (Uma pessoa acende a vela. A vela acesa passa de mão em mão)

Mantra: /: Indo e vindo, trevas e luz. Tudo é graça, Deus nos conduz.:/ A Palavra de Deus Ilumina A: A leitura de hoje nos remete à luz de uma Igreja Profética, anunciadora e mensageira da Palavra de Deus. É Deus que fala para o povo através dos seus escolhidos. Canto: Bendita, bendita é a Palavra do Senhor.... Leitor da Palavra: Leitura do livro do Êxodo 4,10-17 A: Vamos recordar o texto: a) Quem são os personagens que aparecem no texto? b) Qual foi o diálogo entre Deus e Moisés? (Momento para responder)

A: No texto, Moisés se mostra resistente à missão a ele confiada, mas o Senhor não deixa Moisés sozinho e destina Aarão para ajudá-lo. a) O que o texto diz para nós, hoje? b) O que significa ser profeta de Deus no mundo de hoje? c) Como podemos nos fortalecer como profetas e anunciadores do Reino? d) Vamos pensar como está sendo nossa profecia em nossa realidade de comunidade, bairro, grupos de reflexão, etc. e) Quem são nossos profetas hoje? (Momento para conversar)

A: A Bíblia nos apresenta muitos profetas, dentre eles destacamos: Elias, Amós, Oseias, Isaías, Miqueias e Jeremias, grandes homens da história, 38


que confiaram em Deus e agiram com voz profética no ensinamento da prática da justiça, da misericórdia e da humildade. L: Por meio dos profetas, Deus age com misericórdia e chama a atenção do seu povo para que se arrependa de suas atitudes e volte para ele. T: Dai-nos,Senhor, a coragem de anunciar e denunciar. L: Jesus, o Filho de Deus, foi o grande profeta, o Messias, que anunciou o Reino de Deus e denunciou as injustiças e opressões. T: Dai-nos, Senhor, a coragem de anunciar e denunciar. L: Para ser profeta, é preciso ter coragem, convicção para levantar a voz contra a enorme desigualdade social, a falta de distribuição de renda com equidade, o desemprego, a miséria, a fome, a exclusão. T: Dai-nos Senhor, a coragem de anunciar e denunciar. Canto: /: Profeta, profeta do amor. Pão da vida, és o meu bom Pastor.:/ A: Vamos trazer presentes os profetas de hoje e de ontem, que estão em nossa Igreja doando-se pela causa do Reino. (Um breve silêncio). Façamos preces, pedindo a Deus o fortalecimento para todas as pessoas que trabalham em prol do bem comum, na Igreja, na comunidade... (Momento para preces espontâneas)

Canto: Antes que eu te formasse dentro do ventre de tua mãe, antes que tu nascesses, te conhecia e te consagrei. Para ser meu profeta entre as nações eu te escolhi. Onde te envio irás, o que te mando proclamarás! /: Tenho que gritar, tenho que arriscar. Ai de mim, se não o faço! Como escapar de ti, como calar, se tua voz arde em meu peito? Tenho que andar, tenho que lutar. Ai de mim, se não o faço! Como escapar de ti, como calar, se tua voz arde em meu peito?:/ Compromisso A: Deus está conosco, ele nos dá força e coragem e nos envia como profetas no meio do povo. Que compromisso podemos assumir em nosso grupo, para sermos verdadeiramente profetas no mundo de hoje? Olhando a realidade de nossa comunidade e bairro, que compromisso podemos assumir para essa semana? (Momento para conversar)

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Bênção A: Agradecendo ao nosso Deus pela graça de nos reunirmos ao redor de sua Palavra, rezemos: T: Deus, Pai e Mãe, ajuda nossa fé a se fazer ação profética e transformadora. Derrama tua bênção, estende tua mão protetora sobre nós! Pela força do Ressuscitado e pelas luzes do Espírito, faze ressurgir uma Igreja profética e “em saída”, capaz de enfrentar os desafios no mundo urbano, que anuncia e denuncia fazendo acontecer o teu Reino. A: Que o Deus da paz, do perdão e do amor nos abençoe e nos guarde. T: Ele que é Pai, Filho e Espírito Santo. Amém! Canto: 1. No coração de Deus encontrei a fonte do amor, que me amou até o fim e entregou-se a si mesmo por mim. No coração ferido, traspassado pela dor, contemplei a fonte da vida que eu proclamo com novo ardor . /: Profeta, profeta do amor, pão da vida, és meu bom Pastor. :/ 2. No coração do mundo percebi a ingratidão desta gente que não vê: Nosso Deus também tem coração. No rosto oprimido do meu povo em aflição, contemplei a face de Cristo, que suplica por libertação. 3. No coração da Igreja partilhamos do mesmo pão, ao redor da mesma mesa, uma grande família de irmãos. Dentro do nosso peito bate um novo coração, que revive a cada instante este sonho de libertação.

Atenção: Vamos nos preparar para o próximo encontro, lendo o tema e o texto bíblico. Levar a Bíblia em todos os encontros.

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8º Encontro

IGREJA LIBERTADORA “Pastores, ouçam a Palavra do Senhor” (Ez 34,7). Ambiente: Bíblia, casinha, vela e outros símbolos, conforme o tema e a realidade. Acolhida: Pelas pessoas da casa.

Motivação e oração Animador(a): O Senhor nos chamou. Respondemos sim, e aqui nos encontramos no Grupo Bíblico em Família. Nosso grupo não é o único, fazemos parte de uma rede, onde milhares de pessoas se reúnem semanalmente para ouvir, refletir e celebrar a Palavra. Pedimos que a luz do Espirito Santo nos ilumine, para que nossas palavras e ações possam promover o bem comum, a paz, a justiça e a misericórdia. Todos(as): “Pequenos, mas fortes no amor de Deus, todos nós, cristãos, somos chamados a cuidar da fragilidade do povo e do mundo em que vivemos” (EG 216). A: Mais uma vez estamos vivendo um ano eleitoral. O tema de hoje nos faz refletir sobre a responsabilidade de dar nosso voto consciente nesse momento histórico que vivemos. Há políticos que não cumprem com seu dever. Eles só se preocupam com seus interesses e lutam para obter sempre mais poder; não cuidam das necessidades e dos direitos do povo. Todos(as): O voto consciente é um dos meios para obter mudanças na sociedade. (Num breve silêncio vamos pensar como está sendo administrado o nosso Município)

A: Saudamos a Trindade Santa com o sinal da nossa fé. T: Em nome do Pai... Canto: 1. Quando o dia da paz renascer, quando o sol da esperança brilhar, eu vou cantar. Quando o povo nas ruas sorrir, e a roseira de 41


novo florir, eu vou cantar. Quando as cercas caírem no chão, quando as mesas se encherem de pão, eu vou cantar. Quando os muros que cercam os jardins, destruídos, então os jasmins vão perfumar. /: Vai ser tão bonito se ouvir a canção, cantada de novo. No olhar do homem a certeza do irmão reinado do povo.:/ A: Rezemos alguns versículos do Salmo 23,1-6 Lado A: Do Senhor é a terra com o que ela contém, o universo e os que nele habitam. Pois foi ele que a estabeleceu sobre os mares e firmou-a sobre os rios. Lado B: Quem vai subir o monte do Senhor, quem vai ficar no seu santuário? Quem tem mãos limpas e coração puro, quem não corre atrás de vaidades, quem não jura para enganar seu próximo. T: Este alcançará do Senhor a bênção, e a justiça de Deus, seu Salvador. É esta a gente que o procura, que procura a face do Deus de Jacó. A Palavra de Deus ilumina A: No tempo do profeta Ezequiel, o povo de Israel encontrava-se no exílio da Babilônia, em meio a muitos sofrimentos. Vamos ouvir como Deus chama a atenção dos governantes, através do profeta. Canto: /: Tua Palavra é lâmpada para meus pés, Senhor, lâmpada para meus pés, Senhor, luz para o meu caminho. Lâmpada para meus pés, Senhor, luz para o meu caminho.:/ Leitor(a) da Palavra: Leitura da profecia de Ezequiel 34,1-16 (Silêncio para interiorização da Palavra)

A: O profeta Ezequiel denuncia os pastores, aqueles que governam, por não cumprirem a missão a eles destinada. Responsabilidade e serviço devem ser suas prioridades. O texto diz que os falsos pastores agem em proveito próprio, desviando os olhos das necessidades mais básicas do povo. T: “Ai dos pastores de Israel que cuidam de si mesmos! Acaso os pastores não devem cuidar das ovelhas?” (Ez 34,2). A: Vamos reler o texto em nossa própria Bíblia; em seguida, conversar sobre o que foi lido. 42


A quem o profeta se refere quando fala em pastores, ovelhas e rebanho?

Através do profeta, Deus repreende os chefes do povo. Por que eles são repreendidos?

Quais as atitudes dos pastores que causam a indignação do profeta?

Diante da situação do povo, o que diz o Senhor? (Momento para responder)

Canto: Sou bom Pastor ovelhas guardarei, não tenho outro ofício, nem terei, quantas vidas eu tiver, eu lhes darei. A: O profeta denuncia os maus tratos que provocam o sofrimento do povo, e anuncia a Palavra de Deus que diz: “Eu mesmo me ponho contra os pastores para reclamar deles as minhas ovelhas.” •

Diante de tantas situações de injustiça, o que o profeta propõe aos que exercem o poder, hoje?

O que podemos fazer para mudar essa situação de injustiça, corrupção, falta Segurança, de Saúde e Educação?

Qual é a nossa responsabilidade nesse ano eleitoral? (Momento para conversar)

Canto: Nossa alegria é saber que um dia todo esse povo se libertará: /: Pois Jesus Cristo é o Senhor do mundo, nossa esperança realizará. :/ A: O Papa Francisco fala que a política é uma sublime vocação, é uma das formas mais preciosas da caridade, porque busca o bem comum. Em outubro teremos eleições municipais. Será uma oportunidade para elegermos pessoas e projetos comprometidos com a justiça social, com a defesa do meio ambiente e com os direitos humanos. T: Nenhuma família sem casa, nenhum camponês sem terra, nenhum trabalhador sem direitos, nenhuma pessoa sem dignidade (Papa Francisco). L: Em várias partes do mundo, cidadãos e cidadãs se levantam em favor de políticas mais justas, que atendam às necessidades de todos, especialmente dos mais pobres, pela ética na política e em prol da participação da sociedade na definição do que é melhor para todos. T: Rezo ao Senhor para que nos conceda mais políticos que levem em conta a sociedade, o povo, a vida dos pobres (Papa Francisco). L: A proposta do Reino supõe amar a Deus, que reina no mundo. Na medida em que ele conseguir reinar entre nós, a vida social será um espaço de 43


fraternidade, de justiça, de paz, de dignidade para todos. T: É indispensável que os governantes e o poder financeiro levantem o olhar e alarguem as suas perspectivas, procurando que haja trabalho digno, educação e saneamento básico para todos os cidadãos (Papa Francisco). A: Não nos deixemos levar pelos maus políticos que querem comprar nosso voto, oferecendo-nos o que mais precisamos só nas horas das eleições. Mas não percamos a esperança. Diante de nossa reflexão sobre a responsabilidade dos governantes e a situação do povo, o que vamos dizer a Deus em forma de prece? (Preces espontâneas)

T: Pai nosso... Canto: /: Virá o dia em que todos, ao levantar a vista, veremos nesta terra reinar a liberdade.:/ Compromisso A: Como Igreja que somos, o que estamos fazendo ou podemos fazer para que sejamos bons pastores e boas pastoras, interessados e preocupados com o povo para fazê-lo viver em paz e bem-estar? As eleições se aproximam: •

Procuremos nos preparar bem, conhecendo o candidato e seus projetos para o bem comum;

Votemos de forma consciente naquele que melhor servirá à nossa comunidade e município.

Bênção A: Rezemos em dois lados: Lado A: Vem, Senhor, visita-nos neste tempo de tanta decepção; pacifica-nos nesse tempo de tanta violência; santifica-nos nesse tempo de tanta corrupção. Lado B: Desarma nosso coração; desarma nossa mente; desarma nossas mãos. T: Envia tua bênção sobre nós, em nome da esperança e do espírito 44


da paz e da comunhão fraterna. Amém. Abençoe-nos Deus Pai, Filho e Espírito Santo. Amém. Canto: 1. Se calarem a voz dos profetas, as pedras falarão. Se fecharem os poucos caminhos, mil trilhas nascerão. Muito tempo não dura a verdade nestas margens estreitas demais. Deus criou o infinito pra vida ser sempre mais /: É Jesus esse pão de igualdade, viemos pra comungar com a luta sofrida do povo, que quer ter voz, ter vez, lugar. Comungar é tornar-se um perigo, viemos pra incomodar. Com a fé e união nossos passos um dia vão chegar.:/ 2. O Espírito é vento incessante, que nada há de prender. Ele sopra até no absurdo, que a gente não quer ver. No banquete da festa de uns poucos, só rico se sentou. Nosso Deus fica ao lado dos pobres, colhendo o que sobrou. O poder tem raízes na areia, o tempo faz cair. União é a rocha que o povo usou pra construir.

Atenção: Vamos nos preparar para o próximo encontro, lendo o tema e o texto bíblico. Levar a Bíblia em todos os encontros.

Obras de Misericórdia Corporais

Espirituais

1ª Dar de comer a quem tem fome;

1ª Dar bom conselho;

2ª Dar de beber a quem tem sede;

2ª Ensinar os ignorantes;

3ª Vestir os nus;

3ª Corrigir os que erram;

4ª Dar pousada aos peregrinos;

4ª Consolar os aflitos;

5ª Assistir aos enfermos;

5ª Perdoar as injúrias;

6ª Visitar os presos;

6ª Sofrer com paciência as fraquezas do nosso próximo;

7ª Enterrar os mortos.

7ª Rogar a Deus por vivos e defuntos.

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9º Encontro

IGREJA DO TESTEMUNHO “Lembramos sempre vossa fé ativa, vosso amor capaz de sacrifício e vossa firme esperança no Senhor Jesus” (1Tes 1,3). Ambiente: Bíblia, vela acesa, casinha, foto ou figura de um grupo reunido em torno da Palavra, cartaz da Campanha da Fraternidade de 2015. Motivação e oração Animador(a): Irmãos e irmãs, com alegria nos reunimos para rezar e meditar a Palavra de Deus, sustento e luz na nossa caminhada de discípulos missionários de Jesus Cristo. Para iniciar nosso encontro, podemos lembrar e partilhar: •

Atitudes e ações de pessoas das nossas comunidades, e de toda a Igreja, que nos revelam o rosto de um Deus cheio de amor e ternura que acolhe a todos. (Momento para pensar e partilhar)

A: Hoje vamos refletir sobre a importância de sermos uma Igreja que testemunha a fé por uma prática coerente com o Evangelho que anuncia. Saudemos ao Deus Trindade. Todos(as): Em nome do Pai... Canto: /: Juntos como irmãos, membros da Igreja, vamos caminhando. Vamos caminhando, juntos como irmãos, ao encontro do Senhor.:/ 1. Na unidade caminhemos; foi Jesus quem nos uniu. Nosso Deus hoje louvemos, seu amor nos reuniu. A: Rezemos por nossas comunidades e por toda a Igreja a Oração da Campanha da Fraternidade de 2015: Lado A: Ó Pai, alegria e esperança de vosso povo, a exemplo de Jesus Cristo vós conduzis a Igreja, servidora da vida, nos caminhos da história. 46


Lado B: A exemplo de Jesus Cristo, e ouvindo sua Palavra que chama à conversão, seja vossa Igreja testemunha viva de fraternidade, de liberdade, de justiça e de paz. T: Enviai o vosso Espírito da verdade, para que a sociedade se abra à aurora de um mundo justo e solidário, sinal do Reino que há de vir. Por Cristo, Senhor nosso. Amém! Canto: Quero uma Igreja solidária, servidora e missionária, que anuncia e saiba ouvir. A lutar por dignidade, por justiça e igualdade, pois “Eu vim para servir”. A Palavra de Deus ilumina A: O texto que vamos ouvir é da carta de Paulo, Silvano e Timóteo, dirigida à Igreja em Deus Pai e no Senhor Jesus Cristo, desejando-lhe graça e paz (1Ts 1,1), dando graças a Deus por sua vida cristã exemplar. Canto: /: Bendita, bendita a Palavra do Senhor. Bendito, bendito quem a vive com amor. :/ Leitor(a) da Palavra: Leitura da primeira Carta aos Tessalonicenses 1,3-10. (Um breve silêncio para deixar a Palavra chegar ao coração. Ler novamente na sua bíblia e em seguida dizer as frases mais fortes do texto)

A: Paulo, com sua equipe missionária, escreve a uma pequena comunidade, situada na grande cidade de Tessalônica. É constituída por pessoas na sua maioria pobres, que acolhem a boa nova do Evangelho e testemunham com alegria sua fé, apesar da perseguição. Vamos recordar a Palavra que acabamos de ouvir. - Quais são as atitudes exemplares dos cristãos da comunidade de Tessalônica, que Paulo e sua equipe elogiam na sua carta? - Como a comunidade propaga a Palavra de Deus? - Que mudanças positivas e sinais de conversão aconteceram naquela comunidade a partir do anúncio do Evangelho? (Momento para responder)

T: Apesar do sofrimento, mantém firme esperança no Deus vivo e verdadeiro, procurando servi-lo com alegria. 47


Canto: O Deus que me criou, me quis, me consagrou para anunciar o seu amor. Eu sou como chuva em terra seca. Pra saciar, fazer brotar eu vivo para amar e pra servir! /: É missão de todos, nós Deus chama, eu quero ouvir a sua voz! :/ A: O texto bíblico que refletimos mostra uma comunidade missionária, que vive e anuncia a Palavra de Deus, testemunhando sua fé através do amor, da acolhida e solidariedade. Paulo valoriza e elogia o que há de bom na comunidade: “a fé ativa, o amor capaz de sacrifício e a firme esperança depositada em Jesus Cristo”. - O que a comunidade de Tessalônica ensina para nós hoje, com seu testemunho de vida? - Se alguém escrevesse uma carta para a nossa comunidade: •

O que iria elogiar?

Em que aspecto nos aconselharia a crescer?

A comunidade cristã se destacava pela escuta e vivência da Palavra de Deus, expressa de modo especial na prática do amor, da acolhida e da solidariedade com os irmãos sofredores, mais necessitados... O que estamos fazendo, para bem acolher as pessoas em nossa comunidade? (Os novos moradores, os mais pobres, doentes, pessoas que vivem na rua, idosos, os jovens, as crianças, os missionários e outros...). (Momento para conversar)

T: A conversão, a justiça, a comunhão e a alegria do cristão é missão de cada dia. A: O Papa Francisco nos convida a sermos a Igreja que Deus quer. Uma Igreja em que cada cristão tenha a coragem de sair da própria comodidade, partilhar a vida com todos os irmãos e irmãs, ouvir suas preocupações, colaborar material e espiritualmente nas suas necessidades. T: Alegrar-nos com os que estão alegres, chorar com os que choram e comprometer-nos na construção de um mundo novo (EG 269). L: Uma Igreja que testemunhe, por suas atitudes e ações, a fé que proclama. Casa do Pai, de portas abertas e coração aberto, como lugar da misericórdia, onde todos possam sentir-se acolhidos, amados, perdoados e animados a viver segundo o Evangelho (EG 46-47). L: O Papa testemunha com gestos concretos o que fala. Ele se aproxima 48


dos pobres, dos deficientes, das crianças, e os abraça e beija com carinho; lava os pés de prisioneiros, de mulheres muçulmanas; acolhe e dá atenção aos jovens e a todos os que o procuram. T: Jesus quer que toquemos a miséria humana, que toquemos a carne sofredora dos outros. Pois somos marcados pelo Espírito Santo para a missão de iluminar, abençoar, vivificar, levantar, curar e libertar (EG 270-273). A: Invoquemos a proteção de Nossa Senhora, rezando uma parte da oração do Papa Francisco. T: Maria, Mãe da Igreja, estrela da evangelização! Ajudai-nos a refulgir com o testemunho da comunhão, do serviço, da fé ardente e generosa, da justiça e do amor aos pobres, para que a alegria do Evangelho chegue até os confins da terra e nenhuma periferia fique privada da luz do Evangelho. Amém. Compromisso A: Que atitudes e gestos podemos assumir, para acolher as pessoas necessitadas de ajuda e apoio, que chegam à nossa casa ou que chegam em nosso bairro, em nossa comunidade? Sugestões: - Se não houver na comunidade a Pastoral da Acolhida ou uma equipe que se dedique mais a esse serviço, ver junto com o Conselho de Pastoral como organizar. - Convidar mais pessoas para participar dos GBF, ou começar novos grupos, onde as pessoas poderão conhecer mais a Palavra de Deus, para animar e sustentar sua fé. Bênção (Cada um coloca a mão sobre o ombro do outro, e digamos)

T: Que o Deus da esperança nos encha de completa alegria e de paz na fé, para que possamos transbordar de esperança, pela força do Espírito Santo (Rm 15,13). Canto: 1. Somos gente da esperança que caminha rumo ao Pai. Somos povo da aliança, que já sabe aonde vai. 49


/: De mãos dadas a caminho, porque juntos somos mais, pra cantar o novo hino de unidade, amor e paz.:/ 2. Para que o mundo creia na justiça e no amor, formaremos um só povo, num só Deus, um só Pastor. 3. Todo irmão é convidado para a festa em comum: Celebrar a nova vida onde todos sejam um.

Atenção: Vamos nos preparar para o próximo encontro, lendo o tema e o texto bíblico. Levar a Bíblia em todos os encontros.

Na noite do Natal, faça brilhar a estrela da paz e da solidariedade Participe do gesto solidário que identifica os participantes dessa constelação solidária - Projeto 10 milhões de estrelas. Adquira uma vela para acender na noite de Natal, nas casas, praças, ruas, comunidades, praias, (nos cantos e recantos das cidades e campos) onde você estiver reunido. Será um gesto concreto de nossa solidariedade, uma prática de sensibilização da sociedade e de todas as pessoas como uma só família humana. Quanto mais velas forem acesas, mais estrelas iluminarão a noite de Natal. Esse gesto coletivo de paz e unidade por um mundo melhor tornará o Natal de Jesus mais autêntico e iluminado pela estrela de Belém. A alegria do Natal será completa, quando todas as pessoas, em cada território e em toda a Terra, tiverem alimentos à mesa e quando o reino da justiça gerar a alegria de sermos parte de uma única família humana. Os valores serão revertidos para os trabalhos da Ação Social Arquidiocesana (ASA). Encomende sua vela com a coordenação paroquial dos GBF, na secretaria paroquial ou na Ação Social Arquidiocesana. 50


10º Encontro

IGREJA SEGUIDORA “Segui-me, e eu farei de vós pescadores de gente” (Mt 4,19). Ambiente: Bíblia, casinha, vela, crucifixo, barquinho (foto/gravura de pescadores, de redes de pesca) Acolhida: Pelos donos da casa Motivação e oração inicial Animador(a): Mais uma vez, irmãos e irmãs, a Palavra de Deus nos reúne como Grupo Bíblico em Família, aqui na casa da família de ..., que nos acolhe nesta hora. Em espírito de família, partilhemos um pouco alguns momentos que marcaram, quem sabe, essa última semana. (Tempo para partilha)

A: Na Palavra de Deus, que queremos meditar hoje em nossa Leitura Orante, Jesus nos diz: “Segui-me...”. Somos a Igreja dos seguidores e seguidoras de Jesus. Saudando nosso Deus, Trindade Santa, cantemos a alegria do nosso chamado ao seguimento: Todos(as): Em nome do Pai... Canto: 1. Um dia escutei teu chamado, divino recado batendo no coração. Deixei deste mundo as promessas e fui bem depressa no rumo da tua mão. /: Tu és a razão da jornada, tu és minha estrada, meu guia e meu fim! No grito que vem do teu povo te escuto de novo chamando por mim.:/ A: Rezemos, meditando sobre as palavras do canto: Leitor(a): Senhor, como chamaste os primeiros discípulos, assim continuas a mandar-nos hoje o teu “divino recado, batendo no coração”. L: Quando sentimos esse chamado para te seguir, deixamos de lado o que nos atrapalha e “vamos bem depressa no rumo da tua mão”. 51


L: Então é de coração que dizemos: “Tu, Jesus, és a razão da jornada, tu és nossa estrada...” no caminho do seguimento. L: E então entendemos para que somos chamados, pois “no grito que vem do teu povo te escuto de novo chamando por mim”. Canto: /: Tu és a razão da jornada, tu és minha estrada, meu guia e meu fim! No grito que vem do teu povo, te escuto de novo chamando por mim.:/ A Palavra de Deus ilumina A: O texto do Evangelho de Mateus, que vamos ler, ouvir e meditar hoje, apresenta uma bela cena de chamamento, um cenário vivo, concreto, fácil de observar, se prestarmos atenção especial aos verbos e às ações dos personagens. Vamos acolher a Palavra. Canto: /: Cantai, cantai, irmãos. Cantai com amor e fé. A Palavra de vida aclamemos de pé.:/ Leitor(a) da Palavra: Proclamação do Evangelho de Jesus Cristo segundo Mateus 4,18-22. A: Vamos reler em silêncio, procurando ver a cena, como numa encenação no palco. (Um breve silêncio)

A: Vamos recordar o texto. O que vemos no local da cena (lembrar elementos do ambiente)? •

Todos os personagens nesse texto têm nome. Quem são?

O que se diz de Jesus: o que ele faz e diz (verbos)?

O que se diz dos outros personagens: onde estavam e o que faziam?

E o que fizeram no final? (Momento para responder)

A: Cada passagem da Escritura contém uma mensagem para nós, para a nossa vida. Como seguidores e seguidoras de Jesus, vamos ver o que podemos aprender dele nesse texto (observamos alguns verbos: chamar, caminhar, ver, dizer,...).  Chamar: Como nós podemos ser pescadores e pescadoras de pessoas para seguirem a Jesus? 52


 Jesus chama as pessoas no meio das suas atividades do dia a dia. Estamos atentos e atentas para ouvir o chamado de Jesus, num momento qualquer, para alguma atividade especial em benefício das pessoas, da comunidade eclesial e social, da nossa Casa Comum?  “Deixaram as redes...” – “deixaram o barco e o pai...” (4,20.22). O que nós deixamos ou precisamos deixar para seguir Jesus? (Tempo para refletir e responder.)

A: Somos a Igreja do seguimento de Jesus. A reflexão que estamos fazendo nos mostrou duas cenas concretas, semelhantes, de pronta aceitação do convite. Deixaram tudo... É fácil seguir Jesus? (Pausa). L: Muitas vezes parece que esse chamado para deixar tudo e seguir a Jesus significa principalmente uma vocação para o sacerdócio ou a vida religiosa. L: Mas Jesus diz que é preciso chamar a todos, indistintamente, em qualquer momento e situação de vida: T: “Eu farei de vós pescadores de gente, de homens e mulheres...”. A: No início do nosso encontro refletimos sobre o nosso chamado ao seguimento: Lembramos que o seguimento exige de nós generosidade e compromisso. L: “A Igreja é comunhão no amor. Esta é a sua essência e o sinal através do qual é chamada a ser reconhecida como seguidora de Cristo” (DAp 161). T: “Deixando, imediatamente..., o seguiram”. A: Nós somos essas pessoas que Jesus chamou ao seu seguimento. Certamente deixamos algumas coisas para estarmos aqui no grupo, semana por semana. O que agora gostaríamos de dizer a Jesus, com muita simplicidade, com palavras nossas? (Preces espontâneas)

Canto: 1.Tu te abeiraste da praia. Não buscaste nem sábios nem ricos, somente queres que eu te siga! /: Senhor, tu me olhaste nos olhos. A sorrir, pronunciaste meu nome. Lá na praia eu larguei o meu barco, junto a ti buscarei outro mar.:/

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Compromisso A: Seguir é continuar, ficar no caminho, ser fiel, fixar o olhar em Jesus. Seguir é saber que ao nosso lado caminham os outros, chamados como nós. O que podemos fazer para manter viva essa consciência de Jesus caminhando na nossa frente? E de caminharmos atrás dele ao lado de tantos irmãos e irmãs? (Vamos refletir e propor um compromisso)

A: O mês de agosto é dedicado às Vocações. Rezemos sempre pelas Vocações. É importante, que participemos neste mês das atividades da Semana da Família em nossa comunidade ou paróquia. Bênção A: Agradecidos a Deus pelo novo incentivo para a caminhada, e alegrando-nos já com a expectativa do tema da próxima semana, encerramos com alegria este encontro, pedindo a bênção de Deus Trindade, nosso Deus de infinita misericórdia. T: Venha sobre nós e permaneça sempre conosco a bênção do Pai e do Filho e do Espírito Santo. Assim seja! Canto: /: Senhor se tu me chamas, eu quero te ouvir. Se queres que eu te siga, respondo: eis-me aqui.:/ 1. Profetas te ouviram e seguiram tua voz, andaram mundo afora e pregaram sem temor. Seus passos tu firmaste, sustentando seu vigor. Profeta tu me chamas: vê, Senhor, aqui estou.

Atenção: Vamos nos preparar para o próximo encontro, lendo o tema e o texto bíblico. Levar a Bíblia em todos os encontros.

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11º Encontro

IGREJA MINISTERIAL “Há diversidade de ministérios, mas o Senhor é o mesmo” (1Cor 12,5). Ambiente: Bíblia, casinha, vela, diversas flores trazidas pelos participantes... Acolhida: Pelas pessoas da casa. Motivação e oração Animador(a): Sejam todos e todas bem-vindos! Neste encontro queremos refletir e rezar a partir da Palavra de Deus que nos convida a perceber quantos dons, ministérios e carismas o Espírito do Senhor suscita para o bem comum. Unidos pelo Espírito Santo e vivendo a misericórdia de Deus, somos convidados a viver a exemplo da Trindade Santa. Todos(as): Em nome do Pai... A: Neste Ano Jubilar da Misericórdia, o Papa Francisco conclama a todos a viver as obras de misericórdia. Lembrando a Campanha da Fraternidade Ecumênica: “Casa Comum, nossa responsabilidade”, é fundamental pedir ao Espírito Santo que suscite novos dons e ministérios na Igreja para a construção de um mundo mais justo e solidário. Leitor(a): Guiados pelo Espírito Santo, somos chamados a viver a comunhão e a missão como discípulos e discípulas de Jesus Cristo na construção do Reino de Deus. T: “Todos nós somos batizados num só Espírito, para formarmos um só corpo, e todos nós bebemos de um só Espírito” (1Cor 12,13). A: Entreguemos a Deus nossa vida, nossos trabalhos e dons, para colocar a serviço da comunidade, cantando com alegria: Canto: Os dons que trago aqui, são o que fiz, o que vivi. O pão que ofertarei, pouco depois comungarei. Assim tudo o que é meu sinto também que é de Deus. /: Esforço, trabalhos e sonhos, o amor concreto e feliz deste dia, por Cristo, com Cristo e em Cristo, tudo 55


ofertamos, ó Pai, na alegria.:/ 2. Jesus nos quis chamar para o seguir e ajudar, e aqui nos vai dizer como servir e oferecer. Deus pôs nas minhas mãos, para eu partir com meus irmãos. A: A partir do Concílio Vaticano II, tendo como base a Trindade Santa que vive em perfeita harmonia, a Igreja incentiva os cristãos a colocarem seus dons e ministérios a serviço de todos em vista da comunhão fraterna. L: A unidade da Igreja acontece na diversidade de rostos, carismas, funções e ministérios. A variedade de dons colocados em comum enriquece a missão da Igreja na liberdade, responsabilidade e criatividade. T: Os cristãos são chamados a serem os olhos, as mãos, a boca, o coração de Cristo no mundo. O Espírito de Cristo vive e age na Igreja. Canto: O Senhor me chamou a trabalhar, a messe é grande a ceifar. A ceifar o Senhor me chamou. Senhor, aqui estou! A Palavra de Deus ilumina A: A leitura que vamos ouvir apresenta Paulo falando aos Coríntios sobre a diversidade de dons e ministérios dados pelo mesmo Espírito para o bem comum da Igreja. Ouçamos... Canto: /: Nós vivemos de toda a Palavra que procede da boca de Deus: /: A Palavra de vida e verdade que sacia a humanidade.:/ Leitor(a) da Palavra: Primeira Carta de São Paulo aos Coríntios 12,4-11. Animador: Vamos recordar o texto: •

Que frases da leitura chamaram a atenção?

Que dons são destacados no texto bíblico? (Ler o texto novamente na sua Bíblia, em silêncio, e depois responder)

A: A leitura nos diz que o Espírito capacita as pessoas com dons e carismas, para que possam estar a serviço uns dos outros e sejam atuantes na transformação do mundo, em prol da vida, da justiça, da paz, da solidariedade e fraternidade. T: As pessoas assumem com responsabilidade seu papel na Igreja e vivem a esperança e a fé num mundo cheio de contradições e injustiças especialmente para com os mais pobres. Elas são parte do santo povo fiel de Deus e são os protagonistas da Igreja e do mundo 56


A: Numa Igreja ministerial é importante que cada batizado participe em sua comunidade, seja nos GBF ou em outros ministérios, com os dons e carismas que o Espírito do Senhor lhe concedeu para colocar em comum e atuar na realidade em que vive. T: O Espírito Santo dá os dons e ministérios de acordo com as necessidades das comunidades, para que o Evangelho seja fecundo na transformação do mundo. A: Toda pessoa recebe do Espírito Santo dons para serem colocados a serviço de todos como dom gratuito. Em nossa comunidade encontramos diversos dons e ministérios. Vamos neste momento refletir sobre o que o texto diz para nós hoje: •

Quais são dons e ministérios presentes na comunidade?

Como acolhemos as pessoas que começam a participar da comunidade, colocando seus dons a serviço, assumindo um ministério?

Sabemos quais dons e ministérios necessitamos para nossas ações de evangelização? (Momento de partilha...)

Canto: Pelo batismo recebi uma missão: vou trabalhar pelo Reino do Senhor. Vou anunciar o Evangelho para os povos, vou ser profeta, sacerdote, rei, pastor. Vou anunciar a Boa Nova de Jesus, como profeta recebi esta missão. Onde eu for, serei fermento, sal e luz, levando a todos a mensagem de cristão. A: No tempo de Moisés houve pessoas que se colocaram a serviço do povo. Jesus chamou os doze apóstolos, e um grupo de setenta e dois, para anunciar a Palavra de Deus nos povoados, dando continuidade à missão de evangelizar. L: Ao longo da história, o Espírito Santo animou homens e mulheres a partilharem seus dons com responsabilidade diante das urgências e desafios da missão. T: Ser Igreja ministerial é assumir os dons e ministérios no serviço uns aos outros. A: Num jardim há várias flores, e todas manifestam a beleza da obra da criação. Juntas formam um belo jardim. Assim são os diversos dons e ministérios de cada um, colocados em comum unidade. A partir do que estamos refletindo, vamos agradecer a Deus os dons e carismas que ele nos concede. Olhando para os símbolos, façamos preces de agradecimento a Deus. 57


(Seguem as preces espontâneas)

Canto: /: Fica sempre um pouco de perfume nas mãos que oferecem rosas, nas mãos que sabem ser generosas. :/ 1. Dar do pouco que se tem a quem tem menos ainda. Enriquece o doador, faz sua alma ainda mais linda. /: Fica sempre um pouco de perfume nas mãos que oferecem rosas, nas mãos que sabem ser generosas. :/ Compromisso A: Como discípulos e discípulas missionários de Jesus, capacitados pelo Espírito Santo a ser instrumentos de transformação na comunidade, somos chamados a olhar para nossa realidade e ver que ação concreta vamos assumir. •

Dividir as tarefas nos encontros GBF e na comunidade, para que mais pessoas possam colocar seus dons em comum.

Incentivar as pessoas a colocarem seus dons a serviço da comunidade: GBF, Pastorais, movimentos, em outros ministérios, nos Conselhos de Saúde, de Segurança... (Conversemos para ver que outros compromissos podemos assumir)

Bênção Animador: Que o Senhor ajude, para que “cada um, como bom administrador da multiforme graça de Deus, ponha a serviço dos outros o carisma que tiver recebido” (1Pd 4,10). Que o Espírito do Senhor capacite a cada um para partilhar os dons recebidos em prol do bem comum. T: Em nome do Pai...

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Canto: 1. Senhor, vem dar-nos sabedoria, que faz ver tudo como Deus quis. E assim faremos da Eucaristia o grande meio de ser feliz. /: Dá-nos, Senhor, esses dons, essa luz, e nós veremos que pão é Jesus! :/ 2. Dá-nos, Senhor, o entendimento, que tudo ajuda a compreender, para nós vermos como é alimento o pão e o vinho que Deus quer ser. 3. Senhor, vem dar-nos a fortaleza, a santa força do coração. Só quem vencer vai sentar-se à mesa: para quem luta Deus quer ser pão.

Atenção: Vamos nos preparar para o próximo encontro, lendo o tema e o texto bíblico. Levar a Bíblia em todos os encontros.

Com toda a Igreja, o laicato está em saída para a missão evangelizadora. É a Igreja de comunhão recuperada pelo Concílio Vaticano II. (Ler o anexo 02)

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12º Encontro

IGREJA DA PARTILHA “Os discípulos então decidiram, cada um segundo suas possibilidades, mandar uma ajuda para os irmãos que viviam na Judeia” (At11,29). Ambiente: Bíblia, casinha, vela, pães, frutas, outros alimentos. Animador(a): Sejam bem-vindos e bem-vindas todos que hoje se reúnem para rezar e refletir a Palavra de Deus. Na alegria de nossa união e caminhada dos Grupos Bíblicos em Família, vamos nos saudar, dando-nos um grande abraço. (Momento para os cumprimentos)

Motivação e oração A: Saudemos a Trindade Santa, exemplo de comunidade em nosso meio, cantando: Canto: Em nome do Pai... A: No encontro de hoje, vamos refletir sobre a Igreja da partilha e enfatizar a presença da Igreja nos espaços onde a vida está ameaçada, e de que forma podemos contribuir para o fortalecimento da partilha e da solidariedade em nossa Casa Comum. Em dois grupos, rezemos alguns versículos do Salmo 25: Lado A: A ti, Senhor, elevo a minha alma, meu Deus, em ti me refugio. Mostra-me, ó Senhor, os teus caminhos, ensina-me tuas veredas: Lado A: Faz-me caminhar na tua verdade e instrui-me, porque és o Deus que me salva, e em ti sempre esperei. Todos: Bom e reto é o Senhor, por isso indica aos pecadores o caminho certo; guia os humildes na sua justiça, aos pobres ensina seus caminhos. Canto: /: Quero ver, como fonte, o direito a brotar, a gestar tempo novo: e a justiça, qual rio em seu leito, dar mais vida pra vida do povo.:/ 1. Eu sonho ver o pobre, o excluído sentar-se à mesa da fraternidade; governo e povo trabalhando unidos na construção da nova sociedade. 60


A Palavra de Deus Ilumina A: No texto que vamos ouvir e refletir, do livro dos Atos dos Apóstolos, a Igreja de Antioquia começa a demonstrar os primeiros sinais da graça de Deus, a partir do trabalho de Saulo e Barnabé. Canto: /: Fala, Senhor, fala da vida, só tu tens palavras eternas, queremos ouvir!:/ Leitor (a) da Palavra: Leitura do Livro dos Atos dos Apóstolos 11,19-30. (Em silêncio vamos refletir sobre o texto que acabamos de ouvir.)

A: Muitos discípulos e cristãos se dispersaram após a morte de Estevão: Mas, cientes de sua missão, buscaram novos campos de missão para anunciar a Boa-Nova do Reino. A região de Antioquia foi um desses lugares onde o anúncio e a graça de Deus se iam concretizando e as comunidades cristãs se expandindo. - Qual foi a atitude da comunidade ao receber a notícia de que a região da Judeia precisava de ajuda? - Que modelo de Igreja e comunidade vinha sendo construído em Antioquia? (Momento para olhar na bíblia se for preciso e responder)

T: “Foi em Antioquia que os discípulos receberam, pela primeira vez, o nome de cristãos” (Atos 11,26). Canto: /: Somos a Igreja do pão, do pão repartido e do abraço e da paz...:/ A: Saulo e Barnabé perceberam que uma grande multidão se convertia à fé cristã. Então decidiram permanecer na comunidade e fortalecer a caminhada naquela região. T: A Igreja de Antioquia começava a dar seus primeiros passos de conversão à fé cristã e demonstravam gestos e atitudes de partilha, solidariedade e comunhão. A: O final do texto nos conta que os profetas de Jerusalém foram a Antioquia e anunciaram por inspiração do Espírito Santo a proximidade de uma grande fome por toda a região da Judeia. Imediatamente a comunidade entendeu que a fome que estava por vir, além de ser uma preocupação de todos, ia criar um grave problema para a comunidade na Judeia. A partir do que refletimos, o que esse texto bíblico nos propõe para o dia de hoje? - Conhecemos os problemas de nossas comunidades? 61


- Conseguimos ser uma Igreja da partilha, ou ainda vivemos em nosso mundo fechado e despreocupado com os problemas da comunidade? (Momento para conversar)

T: “Os discípulos então decidiram, cada um segundo suas possibilidades, mandar uma ajuda para os irmãos que viviam na Judeia” (At 11,29). Canto: /: Somos a Igreja do pão, do pão repartido e do abraço e da paz.:/ A: As nossas comunidades são formadas por pessoas que se conhecem, partilham a vida e cuidam uns dos outros, como discípulos missionários de Cristo. Nessas expressões de comunidade percebemos o rosto da nossa Igreja. L: Ser uma Igreja da partilha é ser uma Igreja preocupada com os problemas das pessoas em situações em que a vida está ameaçada. L: É comprometer-se na busca de condições para garantir a minimização das desigualdades sociais. T: É dar de comer, saciar a fome e devolver a dignidade àqueles e àquelas que sofrem com a injustiça social. L: Nossa Igreja possui muitos grupos, movimentos e pastorais que, a exemplo da Igreja de Antioquia, buscam contribuir, conforme suas possibilidades, para combater os problemas de desigualdade e injustiça. A: O texto e o tema de hoje nos fizeram refletir sobre a Igreja da partilha do pão, do saber, da solidariedade e da comunhão. Apresentemos nossas preces a Deus, que fortalece a nossa missão de cuidarmos da vida e do bem comum para todos. (Seguem as preces espontâneas. No final, rezemos)

T: Senhor, fazei que em nossa comunidade vivamos a experiência da Igreja da partilha! Canto: /: De mãos dadas a caminho, porque juntos somos mais, pra cantar um novo hino de unidade, amor e paz.:/ Compromisso A: O encontro de hoje nos convoca a sermos cada vez mais uma Igreja comprometida, uma Igreja que partilha, uma Igreja preocupada com as dificuldades dos irmãos e irmãs. Diante disso, que compromissos podemos assumir 62


para fortalecer a dimensão social de nossas comunidades eclesiais? (Conversar e ver o que o grupo poderá definir como ação concreta coletiva e individual)

Bênção A: Nosso Deus, que é Pai, Filho e Espírito Santo, nos ensina por seu exemplo a ser comunidade na comunhão, na unidade e na partilha. Pedimos a sua bênção sobre nós e o nosso pão. (Estendemos nossa mão em direção aos alimentos e dizemos:)

T: Deus Uno e Trino, abençoa nosso trabalho, nossa organização, nossa luta, o pão e os alimentos que aqui trazemos. Lado A: Abençoa todas as pessoas que trabalham para construir uma sociedade mais justa, fraterna e solidária. Lado B: Abençoa nosso grupo, nossas comunidades, cada um e cada uma de nós e ajuda-nos a trabalhar unidos em tua paz. T: Pai nosso... A: O Deus Uno e Trino, do povo trabalhador, seja nossa força e nossa união, agora e para sempre. T: Pai, Filho e Espírito Santo. Amém. Canto: /: Os cristãos tinham tudo em comum. Dividiam seus bens com alegria Deus espera que os dons de cada um se repartam com amor no dia a dia.:/ 1. Deus criou este mundo para todos. Quem tem mais é chamado a repartir com os outros o pão, a instrução e o progresso, fazer o irmão sorrir. 2. Mas acima de alguém que tem riqueza está o homem que cresce ao seu valor, e liberto caminha pra Deus, repartindo com todos o amor. (Partilhemos o pão e os alimentos que trouxemos)

Atenção: Vamos nos preparar para o próximo encontro, lendo o tema e o texto bíblico. Levar a Bíblia em todos os encontros. 63


13º Encontro

IGREJA SOLIDÁRIA “Dai-lhes vós mesmos de comer” (Lc 9, 12-17). Ambiente: Água ou suco, pão, planta ou flores, casinha, Bíblia. Acolhida: As pessoas vão chegando, se cumprimentando e já se acolhendo. Quem recebe também fará sua acolhida. Motivação e oração Animador(a): Iniciamos com o sinal da cruz e, em seguida, cantemos pedindo ao Espírito Santo que nos ilumine, nos dê esperança e ânimo na caminhada. Todos(as): Em nome do Pai... Canto: /: É fé e vida na partilha. É grupo bíblico em família.:/ 2. Igreja nas casas! Assim foi no início, aí se encontravam os grupos cristãos. Por isso, o símbolo é hoje a casinha, a mística é o grupo de irmãs e irmãos. A: Vamos fazer uma pequena conversa sobre como foi nossa semana e quais os rostos de Igreja que refletimos nos encontros anteriores. (Momento para partilhar).

A: Em nossa sociedade injusta e desigual, uma das principais formas da missão da igreja é a profecia e a solidariedade (Plano de Pastoral da Arquidiocese). O Documento de Aparecida propõe uma pastoral que desenvolva uma espiritualidade da gratidão, da misericórdia, da solidariedade fraterna, atitudes de quem ama desinteressadamente, sem pedir e sem esperar recompensa. Leitor(a): Lembrando os apelos da Campanha da Fraternidade Ecumênica, rezemos, pedindo ao nosso Deus que nos prepare para este encontro e para a vida. Rezemos em dois lados: Lado A: Prepara, Deus, nossas mãos para um toque diferente. Para despertar ternura, afeto, consolo e amizade. Que elas possam brindar, sustentar, construir e orientar. 64


Lado B: Prepara, Deus, nossos braços para um encontro diferente. Para sentir a unidade, a proximidade, o manto da misericórdia que nos cobre, o calor que nos faz um só corpo. Que eles possam fortalecer, proteger, alcançar a quem está longe. Lado A: Prepara, Deus, nossos ombros para uma carga diferente: o peso das lágrimas alheias, da culpa do mundo, da própria cruz e de tantas outras cruzes. Lado B: Prepara, Deus, nosso coração para um pulsar diferente. Para bombear a vida que se esgota, para sentir-nos dentro desse grande peito que é a comunidade e a terra. Que possa ele alegrar-se, festejar, ser redimido do desamor e do abismo da prepotência. Lado A: Prepara, Deus, nossa mente para uma verdade diferente. Para pensar em como viver de outra maneira, com pureza, justiça, sabedoria, honradez e confiança. Que nossas ideias possam nascer todos os dias! E compreender assim como o sol dá a luz sem discriminação, sem julgar, sem submeter, sem condenar. Lado B: Prepara, Deus, nossos pés para um caminho diferente. Para vencer o veneno, a traição e o medo. Para andar como de dia, sem cansaço, sem desculpas. Que eles levem a boa notícia, o bom humor, o bom semblante, a boa fé, nossos corpos humildes ressuscitados por tua palavra. (Amós López) Canto: 1. Quando o Espírito de Deus soprou, o mundo inteiro se iluminou. A esperança na terra brotou e o povo novo deu-se as mãos e caminhou. /: Lutar e crer, vencer a dor, louvar ao Criador! Justiça e Paz hão de reinar e viva o amor!:/ A Palavra de Deus ilumina A: Jesus, nosso único Mestre e Senhor, em todos os lugares por onde passava ensinava e vivia gestos concretos de solidariedade, misericórdia e compaixão. O texto que ouviremos relata um destes grandes momentos. Canto: /: A Bíblia é a Palavra de Deus semeada no meio do povo, que cresceu, cresceu e nos transformou, ensinando-nos viver num mundo novo. :/ Leitor(a) da Palavra: Proclamação do Evangelho de Jesus Cristo segundo Lucas 9,10-17. (Silêncio para interiorização)

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A: Os discípulos não poderiam ficar indiferentes diante do cansaço e da fome da multidão. Eles tinham que organizar o povo, para o alimento ser partilhado. Vamos recordar o texto: a) Para onde Jesus levou os discípulos? b) Quem os seguia? c) Qual a preocupação dos apóstolos? d) Qual foi a orientação de Jesus? (Momento para responder)

A: No texto, Jesus chama a atenção e orienta os apóstolos para saciar a fome daquele povo que o seguia. Hoje, ele também nos chama a olharmos para os que têm fome e sede de pão e de justiça. O que Jesus nos ensina através deste relato? (Momento para conversar)

T: No coração de Deus, os pobres, marginalizados, excluídos e sofredores ocupam um lugar preferencial, tanto que até ele mesmo “se fez pobre” (2Cor 8,9). Canto: /: Pão em todas as mesas, da Páscoa a nova certeza: a festa haverá, e o povo a cantar, aleluia.:/ A: Cada cristão e cada comunidade são chamados a ser instrumentos de Deus ao serviço da libertação e promoção dos pobres, para que possam integrar-se plenamente na sociedade...(EG 187) T: “Se alguém possuir bens deste mundo e, vendo o seu irmão com necessidade, lhe fechar o seu coração, como é que o amor de Deus pode permanecer nele?” (1Jo 3,17). L: A Igreja, guiada pelo Evangelho da misericórdia e pelo amor ao ser humano, escuta o clamor pela justiça e deseja responder com todas as suas forças (EG 188). A: Na oração, em nossas necessidades, sabemos falar com Jesus, pedir, reclamar, às vezes agradecer. E, diante de fatos e ensinamentos tão reais como o que estamos refletindo, o que vamos dizer a ele? (Momento de preces espontâneas)

A: Confiantes na força da Palavra que nos reúne, rezemos: Lado A: Jesus, queremos ver o teu rosto no irmão e na irmã que encontramos no nosso dia a dia. Que o nosso coração esteja aberto para realizar o amor e a justiça. Lado B: Senhor, elimina do nosso coração o egoísmo que fere e machuca 66


as outras pessoas. Livra-nos da soberba que nos distancia uns dos outros e umas das outras. Lado A: Abre nossos olhos e nossos ouvidos, para ver e ouvir os clamores das pessoas necessitadas. Lado B: Que o Senhor nos torne instrumentos de paz e que sejamos capazes de anunciar o Reino de amor, dignidade e solidariedade para todas as pessoas, e denunciar todo tipo de desrespeito com o ser humano, os animais e a natureza. Canto: /: É fé e vida na partilha. É grupo bíblico em família.:/ Compromisso A: Toda oração deve nos levar ao compromisso. Jesus foi firme com os apóstolos: “Dai-lhes vós mesmos de comer”. Que atitudes de solidariedade devemos assumir a partir de agora na comunidade? (Vamos conversar e ver que ação concreta podemos assumir)

Bênção A: Senhor Deus, reconhecemos a vossa presença na partilha do pão e nas maravilhas da criação. Humildemente vos pedimos que abençoeis a água e o pão presentes neste ambiente, que serão partilhados e são sinal de compromisso com a partilha e solidariedade na comunidade. Que desçam também sobre nós as vossas bênçãos de Deus, Pai, Filho e Espírito Santo. Amém! (Cantemos e depois partilhemos o pão)

Canto: 1. Jesus, o pão da vida, nasceu pra ser um rei, mas veio pequenino, sujeito a uma lei. Convive com os pobres, se torna nosso igual,  e ensina os valores de um reino ideal. /: Na festa da partilha, Jesus é nosso pão, presença que anuncia a mesa dos irmãos! Se houver acesso igual aos bens do nosso chão, justiça e paz na terra, então, se abraçarão!:/ 2. Não vim para ser servido; eu vim para lhes servir.  E dou o pão dos fortes a quem quer me seguir. Lavei os pés de todos e sou o seu Senhor, quem tem autoridade, se faça servidor! 67


14º Encontro

IGREJA E ECOLOGIA “Quero ver o direito brotar como fonte e correr a justiça qual riacho que não seca” (Am 5,24). Ambiente: Bíblia, casinha, vela, terra, água, pão, cartaz da CFE (se possível), e gravuras de como vemos o mundo, também um pequeno cartaz com o nome do encontro. Acolhida: Pelas pessoas da casa. Motivação e oração Animador(a): Irmãos e irmãs, neste Ano da Misericórdia vivemos também a temática da Campanha da Fraternidade Ecumênica “Casa comum, nossa responsabilidade”. Lembramos que o Papa Francisco nos pede para sermos cuidadosos com a mãe natureza e com a vida das pessoas que vivem em situações de risco devido às injustiças que ferem a dignidade humana. Vamos relembrar o que já fizemos individual e coletivamente em benefício do bem comum e da nossa Casa Comum, e o que permaneceu como ação concreta no nosso dia a dia. (Momento da partilha)

A: Quando celebramos, professamos nossa fé, dizendo: “Creio em Deus Pai, criador de todas as coisas”. Mas, no dia a dia, sem perceber, agredimos a natureza criada por ele. As nossas atitudes consumistas nos tornam agentes de poluição e depredação da obra divina. Professamos a fé em Deus criador, mas destruímos a obra criada por ele. Diante da situação em que vivemos, somos interpelados a ser misericordiosos com toda a criação. Saudemos a Trindade Santa. Todos(as): Em nome do Pai... Canto: /: Lutar e crer, vencer a dor, louvar ao criador! Justiça e paz hão de reinar e viva o amor!:/ A: Queremos ser sempre mais Igreja profética a serviço da vida em todas as dimensões. Ela se renova com vigor, quando se reúne e se alimenta da Palavra, da partilha da vida e dos sinais de ressurreição que transformam a nossa realidade. 68


(Em silêncio, olhemos para os símbolos trazidos)

Canto: /: Quero uma igreja solidária, servidora e missionária, que anuncia e saiba ouvir, a lutar por dignidade, por justiça e igualdade, pois eu vim para servir./: A: Queremos ser Igreja que se preocupa com a vida do pobre, com os que sofrem as injustiças, com o direito e o bem comum de todas as pessoas. Que o Deus da vida, da justiça e do amor ilumine a reflexão do encontro de hoje e o nosso ser cristão na Igreja, na comunidade e na sociedade. Rezemos: Leitor(a): Senhor Deus, abre nossos olhos, para enxergarmos tudo o que deve mudar em nossas atitudes, em nossa vida, em nosso lar, em nossa comunidade e em nosso país. L: Senhor Deus, abre as nossas mãos, para criarmos juntos, com a tua graça, uma sociedade mais solidária e um mundo mais fraterno, onde haja terra e trabalho, casa e pão, justiça, liberdade e vida digna para todos. L: Senhor Deus, abre o nosso coração, para que sejamos sensíveis ao vermos tua criação, sendo destruída, e ao clamor do teu povo, para que possamos cuidar mais da nossa Casa Comum com atitudes de preservação. T: Deus de misericórdia, ensina-nos a ser misericordiosos para com todos e dá-nos sabedoria e coragem para agir em defesa da vida. Que teu Espírito nos conduza e nos impulsione a viver o teu amor, a tua justiça e a tua paz. Amém Canto: /: Ó Senhor, nós queremos a vida, por Jesus que se faz nosso irmão. Em teu povo, na fé reunido, na partilha do amor e do pão.:/ A Palavra de Deus ilumina A: O texto bíblico é do profeta Amós. A rica expressão de Amós que vamos ouvir está inserida num contexto que demonstra um grande fervor religioso, mas que não passava de disfarces para esconder o grosseiro egoísmo e ateísmo praticado na época. Ouçamos o texto bíblico com muita atenção. Mas, antes de ouvir, vamos acolher a Palavra de Deus, cantando. Canto: /: Fala, Senhor, fala, Senhor, Palavra de fraternidade. Fala, Senhor, fala, Senhor, és luz da humanidade.:/ 1. A tua Palavra é fonte que corre, penetra e não morre, não seca jamais. 69


Leitor(a) da Palavra: Leitura do livro do profeta Amós 5,21-25. (Momento de interiorização) A: O texto fala das práticas religiosas vinculadas ao poder opressor da época, para oprimir o mais pobre e a vida das pessoas. Aos olhos do profeta Amós, por trás das práticas religiosas dos poderosos havia uma relação íntima entre a injustiça e a falta de misericórdia, que escondia as reais intenções: oprimir e roubar os pobres e fracos... Olhando o texto, vamos responder:  Quais são as palavras ou atitudes que mais nos chamaram a atenção?  Entendemos o que Deus diz no versículo 24? Entendemos para que povo o profeta fala? (Vamos olhar o texto na Bíblia e partilhar)

Canto: /: Quero ver, como fonte, o direito a brotar, a gestar tempo novo: e a justiça, qual rio em seu leito, dar mais vida pra vida do povo.:/ A: Como inspiração para a reflexão de hoje, lembramos o profeta Oseias, que também denuncia as práticas religiosas, que violam a Lei de Deus com falsos testemunhos, que manipulam a vida do povo e destroem a vida da natureza. T: “Escutai a palavra do Senhor, filhos de Israel; o Senhor abre um processo contra vós, pois não há mais fidelidade e nem amor... há juramento falso, roubo, violência, sangue derramado... por isso, a terra geme e seus moradores desfalecem, juntamente com os animais do campo, as aves do céu e até os peixes do mar...” (Os 4,1-3). L: Amós e Oseias mostram que, mesmo o povo sendo infiel, Deus age com misericórdia, fica ao lado deles. Deus sempre está ao nosso lado, acolhe os sofredores, os pobres e todas as pessoas que o procuram. Na Palavra de Deus encontramos muitos textos que falam da sua misericórdia para com seu povo e a criação. Um deles diz: T: “A misericórdia do homem é para o seu próximo, porém a misericórdia de Deus é para com todos os seres vivos” (Eclo 18,12). A: A verdadeira religião, que testemunha a presença viva de Deus, consiste em respeitar o direito à vida digna e promover a justiça. Motivados pelos textos bíblicos citados e pelo texto que lemos, vamos refletir. a) Como vemos o agir de Deus para conosco e para com toda criação? b) Nós somos convidados a ter misericórdia, a amar o próximo, a cuidar da terra, da água, da criação. Como agimos diante dessa 70


responsabilidade? Qual é a nossa ação concreta? c) O que fazemos para buscar coletivamente o bem comum, a vida digna para todos? d) Como promovemos no nosso dia a dia a justiça, o amor e a paz que vêm de Deus?

(Momento para uma boa conversa)

Canto: /: Quero uma Igreja solidária, servidora e missionária, que anuncia e saiba ouvir, a lutar por dignidade, por justiça e igualdade, pois eu vim para servir./: A: Levando em conta a realidade de nossa região, presenteada por Deus com tão bela natureza, praias e matas, precisamos nos conscientizar de que temos o compromisso de preservar a sua obra criadora. Por isso, pedimos força ao Deus criador, rezando a Oração da Campanha da Fraternidade Ecumênica. Lado A: Deus da vida, da justiça e do amor, tu fizeste com ternura o nosso planeta, morada de todas as espécies e povos. Lado B: Dá-nos assumir, na força da fé e em irmandade ecumênica, a corresponsabilidade na construção de um mundo sustentável e justo, para todos. T: No seguimento de Jesus, com a alegria do Evangelho e com a opção pelos pobres. Amém! Canto: /: Quero ver, como fonte, o direito a brotar, a gestar tempo novo: e a justiça, qual rio em seu leito, dar mais vida pra vida do povo.:/ A: O encontro de hoje nos faz refletir e tomar atitudes sobre o cuidado com a Casa Comum e sobre a fidelidade ao Deus da vida. Que palavra forte ou frase levamos para iluminar a vivência do nosso dia a dia? (Silêncio para pensar)

Compromisso A: Cabe à criatividade de cada um descobrir meios e modos de ser misericordioso com a criação na realidade em que vive. Que neste ano e sempre pratiquemos gestos e ações, defendendo a vida em todas as dimensões! Propomos algumas obras de misericórdia ecológicas: 71


 Controlar o desperdício de água, de alimentos e de energia;  Fazer coleta seletiva do lixo;  Preservar a limpeza dos locais particulares e públicos;  Cuidar do patrimônio comum;  Evitar o consumismo.  Olhando para a nossa comunidade, o que mais ainda podemos fazer na conscientização do cuidado com o nosso ambiente e na busca do bem comum para todas as pessoas? (Pensar, partilhar e assumir ações concretas)

Bênção A: Nos Grupos Bíblicos em Família temos como princípio e prática a partilha. Jesus, o Filho de Deus, partilhou o pão da Eucaristia, o pão do amor, da igualdade e da liberdade, que é alimento para nossa vida. Temos aqui o pão, fruto da terra e do nosso trabalho, que nesse momento queremos partilhar. (Erguendo as mãos em direção ao pão, pedimos a bênção de Deus. No final do encontro, partilhemos.) T: Que este pão recorde o pão que Jesus multiplicou para a multidão faminta. Que nos lembre  o compromisso para com os irmãos e irmãs necessitados de alimento corporal e espiritual. Deus, Pai, Filho e Espírito Santo, abençoe este pão e a cada um de nós. Amém. Canto: Na mesa sagrada  se faz unidade, no pão que alimenta, que é pão do Senhor. Formamos família na fraternidade: não há diferença de raça ou de cor.   /: Importa viver, Senhor, unidos no amor, na participação, vivendo em comunhão. :/ 2.  Enquanto na terra o pão for partido, o homem nutrido se transformará. Vivendo a esperança num mundo melhor: com Cristo lutando, o amor vencerá. 3. Chegar junto à mesa é comprometer-se, é a Deus converter-se com sinceridade. O grito dos fracos devemos ouvir e em nome de Cristo amar e servir! 

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15º Encontro

IGREJA MISSIONÁRIA “Ai de mim, se eu não anunciar o Evangelho!” (1Cor 9,16-18). Ambiente: Mesa preparada com a cruz, bíblia, chinelos, foto do Papa Francisco e a casinha. Acolhida: Feita pelos donos da casa. Motivação e oração inicial Animador(a): Em todos os encontros foram sugeridos vários compromissos. Vamos partilhar quais os compromissos que conseguimos concretizar? (Momento de partilha)

A: Reunidos em nome de Jesus que nos envia em missão na defesa da vida, façamos o sinal de nossa fé: Todos(as): Em nome do Pai, do Filho e do Espírito Santo. Amém. A: Como filhas e filhos muito amados de Deus, aprendemos com Jesus as atitudes que precisamos resgatar em nós para renovar nossa aliança com ele. Somos convocados para a missão de levar a Boa Notícia do Evangelho a todas as pessoas, sem exclusão. Cantemos, expressando o desejo de viver nosso chamado à missão. Antes, porém, lembremo-nos de todos os missionários e missionárias que conhecemos e rezemos por eles e elas. (Um breve silêncio)

Canto: 1. Quando chamaste os doze primeiros pra te seguir, sei que chamavas todos os que haviam de vir. /: Tua voz me fez refletir, deixei tudo pra te seguir, nos teus mares eu quero navegar.:/ A: Somos uma família, onde todos os membros têm o direito de conviver na alegria e na paz, de amar e ser amados, de acolher e ser acolhidos, de perdoar e ser perdoados, de viver cada dia na certeza de que o Pai é misericordioso e nos ama. 73


L: Viver a missão é assumir uma presença amiga, profética e crítica. É refletir o rosto misericordioso e amoroso de Deus nas nossas ações, doando-nos na catequese, na liturgia, na animação dos Grupos Bíblicos em Família, nos serviços à comunidade e de tantas outras formas. T: “Quem der testemunho de mim diante das pessoas também eu darei testemunho dele diante de meu Pai que está nos céus” (Mt 10,32). A: Em dois lados, rezemos juntos a oração que nos inspira a viver a missão. Lado A: Senhor, fazei-nos instrumentos da missão! Onde encontrarmos pessoas encurvadas, que as ajudemos a levantar-se. Onde a injustiça teima em reinar, que levemos a justiça transformadora da sociedade. Lado B: Onde a desigualdade machuca e discrimina pessoas e povos, que saibamos incluir, respeitar, animar e valorizar a vida em todas as suas expressões. Lado A: Onde os poderosos teimam em dominar a esperança dos pobres, que levemos organização e conscientização. Onde as mulheres são oprimidas, que busquemos a igual participação. Lado B: Onde a natureza está sendo depredada, que sejamos promotores e promotoras da irmandade universal, semeando o cuidado e o respeito de nossa casa comum. Lado A: Onde a violência fere tantas pessoas inocentes, que levemos a tua paz. Ó Deus, fonte da vida e do amor, fortalece nosso compromisso com os mais pobres e excluídos. Lado B: Levanta-nos de nossas incertezas, para mergulhar na realidade com ousadia e coragem. T: Envia-nos com tua força, para sermos anunciadores e anunciadoras da esperança e da solidariedade. Canto: /: Tua voz me fez refletir, deixei tudo pra te seguir. Nos teus mares eu quero navegar.:/ A Palavra de Deus ilumina A: Com atenção, acolhamos o texto da primeira carta que Paulo escreveu aos irmãos de Corinto. Canto: /: É como a chuva que lava, é como o fogo que abrasa, tua Palavra é assim, não passa por mim sem deixar um sinal. :/ 74


Leitor(a) da Palavra: Leitura da primeira carta de São Paulo aos Coríntios 9,16-18. (Momento de silêncio para interiorização da Palavra).

A: Vamos ler novamente o texto em nossas Bíblias e responder às perguntas. 1) Para quem Paulo escreve? 2) Sobre o que escreve? 3) Quem deixou a missão do anúncio a Paulo? 4) Por que Paulo diz: “Ai de mim se não anunciar o Evangelho”? (Vamos responder)

A: Paulo, como exemplo de missionário, nos ajuda a compreender os motivos de anunciar sempre os ensinamentos de Jesus. O mandato missionário que a Igreja recebeu de Jesus, assumiu, ao longo do tempo, formas e modelos diferentes, de acordo com os lugares, a realidade e as situações vividas pelo povo de Deus. O que o texto diz para nós? •

Desde o nosso batismo somos chamados a ser missionários. Como estamos realizando esta missão? (Momento de conversa)

A: Olhando ao nosso redor, e vendo tantas situações de vida diferentes do projeto de Deus, somos incentivados a arregaçar as mangas e viver a nossa vocação de batizados e batizadas, para anunciar o amor misericordioso do Pai. T: A alegria do Evangelho, que enche a vida da comunidade dos discípulos, é uma alegria missionária (Papa Francisco). L: Os documentos da Igreja afirmam que “a Igreja é por sua natureza missionária” (AG 2), isto é, ela existe para colocar em prática a missão que Deus confiou a Jesus, e que ele, por sua vez, a nós confiou. T: A missão é de Deus, junto à qual somos chamados a cooperar. L: No “Ide” de Jesus estão presentes os cenários e os desafios sempre novos da missão evangelizadora da Igreja, e hoje todos somos chamados a esta Igreja em saída missionária (Papa Francisco) T: Não nos deixemos roubar o entusiasmo missionário! L: A alegria de ser missionário é um sinal de que o Evangelho foi anunciado e está a frutificar, de que contém a dinâmica do êxodo e do dom, de sair de si mesmo, de caminhar e de semear sempre de novo, sempre mais além. 75


Canto: Quero ouvir teu apelo, Senhor, ao teu chamado de amor responder. Na alegria te quero servir, e anunciar o teu reino de amor. /: E pelo mundo eu vou, cantando o teu amor, pois disponível estou para sevir-te, Senhor.:/ A: Assumir a missão com alegria, fé e coragem é ter a convicção de que somos sal e luz no mundo, para iluminar, abençoar, vivificar, levantar, curar, libertar... Na certeza da missão, vamos elevar a Deus as nossas preces, rezando por todos os missionários e missionárias que estão espalhados pelo Brasil, em Guiné Bissau, em Moçambique e em outros países. (Seguem as preces espontâneas)

A: Lembremos a bela definição de missão do grande profeta Dom Helder Câmara, pedindo que suas palavras e atitudes nos deem mais encantamento pela missão de anunciar o Evangelho e denunciar as injustiças que ferem a dignidade humana. Lado A: Missão é partir, caminhar, deixar tudo, sair de si, quebrar a crosta do egoísmo que nos fecha no nosso eu. É parar de dar volta ao redor de nós mesmos, como se fôssemos o centro do mundo e da vida. T: É não se deixar bloquear nos problemas do pequeno mundo a que pertencemos: A humanidade é maior. Lado B: Missão é sempre partir, mas não devorar quilômetros. É, sobretudo, abrir-se aos outros como irmãos, descobri-los e encontrá-los. E se, para encontrá-los e amá-los, é preciso atravessar os mares e voar lá nos céus, então: T: Missão é partir até os confins do mundo.” Canto: /: Vai, vai, missionário do Senhor. Vai trabalhar na messe com ardor. Cristo também chegou para anunciar: Não tenhas medo de evangelizar.:/ Compromisso A: A pessoa que ama alguém faz todo o esforço possível para demonstrar esse amor. Ela se doa, faz sacrifícios, pensa mais no outro do que em si. Não é mesmo? Nós dizemos que amamos Jesus. Então, qual será nossa ação para demonstrar esse amor? Vamos pensar? Algumas sugestões: 76


Procurar em nossa paróquia se há algum trabalho missionário (de visitas) e ver como podemos participar (visitando, rezando por quem visita, ajudando na organização, etc.);

Conhecer o nome das pessoas de nossa arquidiocese que estão fazendo missão em outras terras (no Brasil ou em outros países). Rezar por eles no grupo, nas missas e encontros;

Escrever uma carta ou mensagem para as pessoas que em nosso nome fazem missão em outras terras, animando-as e fazendo-as saber que compartilhamos com elas o serviço missionário;

Assinar o Jornal Missão Jovem, conhecendo o trabalho missionário de nossa Igreja e apoiando os projetos que existem;

Fazer um grande painel com notícias e fotos de missão e fixar em nossas igrejas no mês missionário (outubro), lembrando todos os missionários.

Bênção final A: Encerremos com o compromisso de viver a missão todos os dias. Em nome do Pai, do Filho e do Espírito Santo. Amém. Canto: 1. Ide por todo o universo meu Reino anunciar. Dizei a todos os povos que eu vim pra salvar. Quero que todos conheçam a luz da verdade, possam trilhar os caminhos da felicidade. /: Ide anunciar minha paz, ide sem olhar para trás. Estarei convosco e serei vossa luz na missão! :/  2. Vós sois os meus mensageiros e meus missionários. Ide salvar o meu povo de tantos calvários. Minha verdade liberta e a vida promove, meu Evangelho ilumina e as trevas remove. 

Atenção: Ler com atenção a proposta do próximo encontro. Continuar os encontros, fazendo a Leitura Orante na espera do novo livreto.

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Leitura Orante da Palavra de Deus Neste encontro queremos motivar você a fazer a Leitura Orante pessoal, no próprio GBF na espera do novo livreto, na família, nos as pastorais, movimentos... A Leitura Orante é uma forma de alimentar a espiritualidade bíblica. Consiste num momento em que se reflete e se reza um texto bíblico. Algumas dicas poderão nos ajudar na vivência da Palavra de Deus e de uma autêntica espiritualidade vivenciada no dia a dia. Atitude do discípulo fiel Preparação - (Definir todos os itens com calma e tempo) a) Definir um momento diário (ou semanal) para a leitura orante. b) Escolher um local adequado; c) Escolher o texto - sugestões: Ex 7,3-10; Lc 6,35-36; Lc 15,3-7; Mc 10,46-52; Mt 15,32-38; Jo 15,1-7; Atos 2,42-47; 1Cor 12,12-31; ou outro texto a sua escolha. d) Rezar ou cantar, pedindo a luz do Espírito Santo. Leitura - (Em silêncio, abrir-se ao Espírito Santo e deixar que ele nos fale) a) Ler o texto bíblico bem devagar. (Um breve silêncio) b) Reler o texto novamente com convicção de que Deus me fala. O que o texto diz? (Refletir sem trazer o texto para o hoje) a) Marcar no texto tudo o que me chama atenção: personagens, lugar, quando e como Deus aparece no texto. b) Procurar compreender o que o texto diz. Meditação - (Atualizar o texto para hoje, para a nossa realidade) a) O que o texto me diz? b) Refletir, ruminar, aprofundar o sentido do texto para nós: ligar a Bíblia, a fé e a vida. c) Lembrar-se de outros textos bíblicos que ajudam a iluminar a realidade presente, a vida. Oração (Momento seu com Deus) a) O que o texto me leva a dizer a Deus em forma de oração. b) Escolher um salmo, um canto, para rezar ou fazer preces de agradecimento, súplica ou louvor... 78


Leitura Orante da Palavra de Deus Contemplação - (Que palavra, frase, eu levo do texto bíblico para refletir durante o dia ou na semana) a) O que Deus pede de mim? b) Olhar a realidade com os olhos de Deus para comprometer-se. c) Avaliar minhas atitudes, olhar ao meu redor, perceber os fatos gritantes da realidade em que vivo: situações de risco dos necessitados, das pessoas que sofrem... Compromisso – Ação (Firmar uma ação concreta para ser realizada) a) A Palavra de Deus deve provocar em mim conversão. A partir do texto bíblico, devo assumir um compromisso, um gesto concreto que transforme a minha vida e o meu redor. b) Que ação concreta eu posso assumir como compromisso em favor do irmão ou da irmã que precisa da minha voz, do meu carinho, dos meus ouvidos, e da minha solidariedade? c) Que outros compromissos eu posso assumir para ajudar a comunidade, a Igreja na transformação da sociedade? Propomos que essa experiência de Leitura Orante se faça no final dos encontros do livreto do Tempo Comum, como está sendo orientado; e se possível fazer pessoalmente durante a semana.

Lembrete: Caso os grupos terminem os encontros deste livreto antes da Solenidade de Cristo Rei, propomos que continuem se encontrando para não dispersar o grupo. Sugestões: – Praticar a Leitura Orante da Palavra de Deus no próprio grupo reunido seguindo nossa sugestão. – Responder no grupo à avaliação que está no final do livreto e encaminhar à Coordenação Arquidiocesana dos GBF; – Conversar e combinar como organizar a celebração inicial do Tempo Advento/Natal. 79


Anexo 1 PROJETO 10 MILHÕES DE ESTRELAS O Projeto 10 milhões de estrelas teve origem na França, em Annecy, no Advento de 1984. Sete anos mais tarde (1991), já se estendera por toda a França, realizado sempre no período do Natal. Assumido pela Cáritas Internacional, inicia em 2002 seu percurso pelo mundo através da adesão de 60 unidades da Cáritas na Europa. A partir de 2003, passa a ser uma campanha mundial em favor da solidariedade e da paz, que é seu propósito desde a fundação. A PAZ será sempre o tema central do Projeto. Mas, junto com esse tema, a cada ano serão assumidos temas sociais que tornem concreta a promoção da paz e o compromisso com os empobrecidos. Em 2014, a Cáritas Brasileira, celebrando seus 58 anos de fundação (1956), convocou as Cáritas de todos os cantos do país a se unirem em torno do gesto concreto de solidariedade, que identifica os participantes dessa constelação solidária: acender uma vela na noite de Natal, nas casas, praças, ruas, comunidades, praias, (nos cantos e recantos das cidades e campos). Será sempre um gesto concreto de nossa solidariedade, uma prática de sensibilização da sociedade e de todas as pessoas como uma só família humana. Quanto mais forem as estrelas, mais iluminarão. A espiritualidade que provém da mística das estrelas revela-se na ternura e no cuidado de Deus para com a natureza e a humanidade. A estrela que os magos seguiram na busca pelo Menino que nasceria em Belém não apenas os guiou pelo caminho, como revigorou a esperança deles no encontro tão esperado com o Deus nascido. “E eis que a estrela que tinham visto no Oriente ia à frente deles, até que parou sobre o lugar onde se encontrava o menino. Eles, revendo a estrela, alegraram-se imensamente” (Mt 2,9b-10). Hoje, sabe-se que as estrelas emitem sons. Se nossos ouvidos fossem capazes de ouvi-los, ficaríamos maravilhados com sua melodia, mas, ao mesmo tempo, sensibilizados pelas notas de denúncia da situação enfrentada por 850 milhões de pessoas que ainda sofrem os efeitos da fome no mundo. No Brasil ainda são 13 milhões as pessoas que passam fome diariamente. Você está convidado(a) a fazer parte dessa constelação. Na noite do Natal, faça brilhar a estrela da paz e da solidariedade. 80


Anexo 1 Seremos 10 milhões de estrelas, 10 milhões de vozes, 10 milhões de pessoas acendendo a luz da solidariedade. Formaremos uma constelação solidária para todas as pessoas que estão fora da Mesa, por não terem pão em quantidade e qualidade para si e sua família e justiça para garantir seus direitos. Na Mesa deve haver lugar para todas as pessoas. Basta distribuir o pão e promover a justiça. A alegria do Natal será completa, quando todas as pessoas, em cada território e em toda a Terra, tiverem alimentos à mesa e quando o reino da justiça gerar a alegria de sermos parte de uma única família humana.

Cáritas. Solidariedade que transforma! A Caritas Internacional é uma confederação de 162 organizações humanitárias da Igreja Católica, que atua em mais de duzentos países. Sua missão é trabalhar para construir um mundo melhor, especialmente para os pobres e oprimidos. No Brasil, a Cáritas foi criada pela Conferência Nacional dos Bispos do Brasil (CNBB), incumbida de articular as obras sociais católicas.

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Anexo 2 Cristãos Leigos e Leigas na Igreja e na Sociedade “Sal da terra e luz do mundo” (Mt 5,13-14). Durante a Assembleia Geral  da Conferência Nacional dos Bispos do Brasil (CNBB) deste ano, foi aprovado o documento nº 107 - Cristãos Leigos e Leigas na Igreja e na Sociedade. “O documento ressalta a influência dos leigos e leigas nos serviços de evangelização da Igreja. O grande desafio da Comissão do Laicato foi o de dar uma entonação maior ao papa Francisco, que nos deu a liberdade e a alegria de valorizarmos os leigos e leigas tanto na Igreja quanto na sociedade”, afirmou dom Severino Clasen. A recente Exortação Apostólica Evangelii gaudium, do Papa Francisco, lança um vigoroso chamado para que todo o Povo de Deus saia para evangelizar; toda a Igreja é convidada a sair agora para o encontro com Cristo vivo e com os irmãos em um mundo que clama por vida. A Igreja, na sua imensa maioria composta de cristãos leigos, ainda não reconhece ou até mesmo esconde a vitalidade e o compromisso deles na vida e na missão do povo de Deus inserido no mundo e enviado a anunciar o Reino (cf. EG, n. 102). Jesus ressuscitado envia a todos pela força de seu Espírito; impele-os a sair de si, na direção do outro, para construir com Ele uma comunidade de amor e uma sociedade fraterna e solidária. Os serviços e ministérios, que cada cristão exerce na Igreja e como Igreja, são respostas aos dons que cada qual recebe do Espírito do Ressuscitado e que visam à construção da comunhão na diversidade, da vida comum na liberdade, da relação fraterna entre as diferenças. Com toda a Igreja, o laicato está em saída para a missão evangelizadora. Essa convocação implica conversão, que significa romper com as estruturas que impedem o dinamismo do anúncio. O leigo, a leiga em saída é a Igreja referenciada pelo Reino e direcionada para o mundo, onde deve se encarnar como fermento na massa, sal da terra e testemunha como luz. O “sujeito eclesial” (DAp, n. 497) se define pela consciência de ser Igreja e não somente de pertencer à Igreja, pela experiência de autonomia e corresponsabilidade na comunidade de fé e pela ação na Igreja e no mundo, independentemente do ministério que exerce na comunidade e da diversidade de carismas (Partes da introdução do Doc.107). O Papa Francisco, na sua recente carta sobre o papel e missão do laicato na Igreja, adverte que: “o clericalismo não só anula a personalidade 82


Anexo 2 dos cristãos, mas também tende a diminuir e a subestimar a graça batismal que o Espírito Santo pôs no coração do nosso povo. Olhar para o Povo de Deus é recordar que todos fazemos o nosso ingresso na Igreja como leigos. O primeiro sacramento, que sela para sempre a nossa identidade, e do qual deveríamos ser sempre orgulhosos, é o batismo. “Através dele e com a  unção do Espírito Santo, (os fiéis) são consagrados para serem edifício espiritual e sacerdócio santo” (LG). A nossa primeira e fundamental consagração funda as suas raízes no nosso batismo. Ninguém foi batizado sacerdote nem bispo. Batizaram-nos leigos, e é o sinal indelével que jamais poderá ser cancelado”.  É a Igreja de comunhão recuperada pelo Concílio Vaticano II.

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Anexo 3 Parte da Mensagem da CNBB para as Eleições 2016. “Quero ver o direito brotar como fonte e correr a justiça qual riacho que não seca” (Amós 5,24). Os leigos são convidados a serem protagonistas antes e depois das eleições, para dar sentido a uma democracia mais atuante e mais participativa. Neste ano de eleições municipais, a Conferência Nacional dos Bispos do Brasil – CNBB dirige ao povo brasileiro uma mensagem de esperança, ânimo e coragem. Os cristãos católicos, de maneira especial, são chamados a dar a razão de sua esperança (1Pd 3,15) nesse tempo de profunda crise pela qual passa o Brasil. Sonhamos e nos comprometemos com um país próspero, democrático, sem corrupção, socialmente igualitário, economicamente justo, ecologicamente sustentável, sem violência, discriminação e mentiras, e com oportunidades iguais para todos. Só com a participação cidadã de todos os brasileiros e brasileiras é possível a realização desse sonho. Essa participação democrática começa no município, onde cada pessoa mora e constrói sua rede de relações. Se quisermos transformar o Brasil, comecemos por transformar os municípios. As eleições são um dos caminhos para atingirmos essa meta. As eleições municipais têm uma atração e uma força próprias pela proximidade dos candidatos com os eleitores. Se, por um lado, isso desperta mais interesse e facilita as relações, por outro, pode levar a práticas condenáveis, como a compra e venda de votos, a divisão de famílias e da comunidade. Na política, é fundamental respeitar as diferenças e não fazer delas motivo para inimizades ou animosidades que desemboquem em violência de qualquer ordem. Para escolher e votar bem, é imprescindível conhecer, além dos programas dos partidos, os candidatos e sua proposta de trabalho, sabendo distinguir claramente as funções para as quais se candidatam. Dos prefeitos, no poder executivo, espera-se “conduta ética nas ações públicas, nos contratos assinados, nas relações com os demais agentes políticos e com os poderes econômicos”2. Dos legisladores, os vereadores, requer-se “uma ação correta de fiscalização e legislação que não passe por uma simples presença na bancada de sustentação ou de oposição ao executivo”3. É fundamental considerar o passado do candidato, sua conduta moral e ética e, se já exerce algum cargo político, conhecer sua atuação na apresentação e votação de matérias e leis a favor do bem comum. A Lei da Ficha Limpa há de ser, neste caso, o instrumento iluminador do eleitor para barrar candidatos de ficha suja. 84


Anexo 3 Uma boa maneira de conhecer os candidatos e suas propostas é promover debates com os concorrentes. Em muitos casos cabe propor-lhes a assinatura de cartas-compromisso em relação a alguma causa relevante para a comunidade, como, por exemplo, a defesa do direito de crianças e adolescentes. Pode ser inovador e eficaz elaborar projetos de lei, com a ajuda de assessores, e solicitar a adesão de candidatos no sentido de aprovar os projetos de lei tanto para o executivo quanto para o legislativo. A compra e venda de votos e o uso da máquina administrativa nas campanhas constituem crime eleitoral que atenta contra a honra do eleitor e contra a cidadania. Exortamos os eleitores a fiscalizarem os candidatos e, constatando esse ato de corrupção, a denunciarem os envolvidos ao Ministério Público e à Justiça Eleitoral, conforme prevê a Lei 9840, uma conquista da mobilização popular há quase duas décadas. A Igreja Católica não assume nenhuma candidatura, mas incentiva os cristãos leigos e leigas, que têm vocação para a militância político-partidária, a se lançarem candidatos. No discernimento dos melhores candidatos, tenha-se em conta seu compromisso com a vida, com a justiça, com a ética, com a transparência, com o fim da corrupção, além de seu testemunho na comunidade de fé. Após as eleições, é importante você e a comunidade se organizar para acompanhar os mandatos dos eleitos, acompanhar as reuniões nas Câmaras Municipais onde se votam projetos e leis para o município. Estejam atentos à elaboração e implementação de políticas públicas que atendam especialmente às populações mais vulneráveis como crianças, jovens, idosos, migrantes, indígenas, quilombolas e os pobres. Que Nossa Senhora Aparecida, Mãe e Padroeira dos brasileiros, nos acompanhe e auxilie no exercício de nossa cidadania a favor do Brasil e de nossos municípios, onde começa a democracia. Aparecida – SP, 13 de abril de 2016 Dom Sergio da Rocha Arcebispo de Brasília - Presidente da CNBB Dom Murilo Sebastião Ramos Krieger, SCJ Arcebispo São Salvador da Bahia - Vice-Presidente da CNBB Dom Leonardo Ulrich Steiner Bispo Auxiliar de Brasília Secretário-Geral da CNBB 85


Anexo 4 Carta do 12º Encontro Estadual às Comunidades O Papa Francisco, no Encontro com os Movimentos Populares, lembra a todos nós: “Vos sois semeadores de mudanças” (n. 2). Nos dias do outono chuvoso, de 20 a 22 de maio de 2016, na Diocese de Chapecó, terra marcada com o sangue de colonos, negros, caboclos e povos indígenas, as Comunidades Eclesiais de Base (CEBs) e os Grupos de Reflexão/Bíblicos/de Família (GR/B/F) de Santa Catarina – Regional Sul 4 – ousaram semear flores de esperança e espalhar canções de amor e de profecia. Neste lindo jardim das Delícias, nesta grande tenda que armamos na Comunidade Paroquial de São Cristóvão, fomos alargando o espaço. Acolhemo-nos mutuamente, homens e mulheres, jovens, idosos e crianças, caboclos, negros e indígenas, população em situação de rua e todos aqueles invisíveis para a sociedade, mais de 500 pessoas, rosto de nosso povo catarinense, plural e diverso, mosaico encantador e reencantador da caminhada do Povo Santo de Deus. Somos jardineiros do Reino e ousamos semear flores nos quatro cantos do mundo, na Pátria Grande, no Brasil e em Santa Catarina! Porém, o nosso jardim está sob constantes ameaças, seja da exploração e da desvalorização da vida, da cultura do descartável ou da ameaça à democracia, entre tantas outras. Os poderosos pisam em nossos jardins, esmagam nossas flores e matam nossas sementes. “Para reverter a morte em vida”, é preciso romper com todas essas amarras a que somos submetidos nesta dura escravidão do individualismo, do mercado e do consumismo. Vivemos num mundo onde as relações familiares, comunitárias e sociais estão esfaceladas, quebradas, fragmentadas e nos desenraizamos de nossa humanidade. Isso nos leva a agir como se tudo e todos fossem objetos ou mercadorias. Podemos tê-los ou descartá-los conforme julgamos ter “necessidade”. Isso se aplica a pessoas, grupos e até mesmo à natureza. É a “globalização da indiferença”, que nos torna frios, calculistas e insensíveis frente a tantos desafios do mundo urbano! Esta mentalidade traz suas consequências para todas as dimensões de nossa vida, das quais ninguém está isento ou imune. Deste chão, brota um clamor pela defesa da vida. Como nos diz o Papa, necessitamos de uma mudança positiva, uma mudança que nos faça bem, uma mudança redentora (cf. Discurso do Papa aos Movimentos Sociais, n. 1). Este é um sonho que deve ser alimentado no cotidiano da vida de nossas comunidades e é uma luta que deve ser travada por todos. Se deixamos de plantar e de sonhar, não há mais espaço para a pessoa e para relacionamentos verdadeiramente humanos. É preciso ousar, avançar, romper os limites da 86


Anexo 4 lógica do capital. É preciso plantar flores e semear sonhos! Nosso sonho é alimentado por uma espiritualidade libertadora, animada pelos símbolos, lutas e a opção pelos pobres, tendo à frente Jesus de Nazaré, como nosso mestre e companheiro. Sob inspiração da missão libertadora expressa em nosso lema, “Eu vi e ouvi os clamores do meu povo e desci para libertá-los” (Ex 3,7), assumimos os desafios no mundo urbano, com um novo olhar e ouvidos atentos aos clamores desta realidade para construir práticas libertadoras e fortalecer as redes de solidariedade. Queremos contribuir com o Projeto de Jesus, sinalizando que o Reino já está entre nós. Como CEBs assumimos: Semear as flores de resistência na ROÇA, que busca produzir “o pão nosso de cada dia”, defendendo e cuidando da vida, com a produção agroecológica-orgânica incentivando o consumo sustentável. Semear flores de solidariedade nos CENTROS URBANOS, humanizando a vida e as relações, com justiça e dignidade para todos. Semear flores de convivência e construir relações fraternas nos CONDOMÍNIOS, formando pequenas comunidades com ousadia missionária, bem como aproximar todos no mesmo ideal das CEBs, a caminho da libertação. Semear flores de esperança aos que estão, aos que vão e aos que vêm do LITORAL desta terra de Santa Catarina, para que tenham condições de vida plena, cuidando com as comunidades tradicionais e a natureza. Semear flores de acolhida aos irmãos e irmãs MIGRANTES, que buscam trabalho e vida digna em nosso meio, superando todos os tipos de fronteiras, muros e preconceitos, porque o Deus da Bíblia é o Deus Migrante. Semear flores de cidadania nas PERIFERIAS, onde nossos pés pisam, nosso coração sente, que com criatividade, reinventam e reencantam a vida e lutam por seus direitos. É assim que queremos assumir o compromisso que “Em nome do amor, cultivamos flores / Em nome da vida, ousaremos colhê-las / Para enfeitar a farta mesa, da festa e da partilha e da paz”. Nós, participantes do 12º Encontro Estadual das CEBs-GRBF, convidamos todos a fazerem parte deste grande mutirão para semear, cuidar, regar e colher a VIDA neste imenso jardim das comunidades. Que Maria, Mãe da Igreja, nos envie para a grande Festa da Libertação! Amém! Axé! Aleluia! Awerê! Chapecó, maio de 2016. 87


Equipe de Elaboração e Revisão Anita Kirchner Carla Cristina de Oliveira Guimarães Celso Loraschi Ir. Clea Fuck Elísio Finato Eva da Silva Linhares Maria Givanete Claudino Diác. José Antônio Schweitzer Jupira Silva da Costa Marciel Linhares Maria Angelina da Silva Maria Glória da Silva Marcelo Telles Patrícia Lucia S. Abreu Silvia Togneri Ir. Teresa de Nascimento Diác. Wilson Fábio de Castro

Equipe de Editoração Digitação: Revisão teológica: Apresentação: Revisão final: Editoração eletrônica:

Maria Glória da Silva Pe. Vitor Galdino Feller Dom Wilson Tadeu Jönck Ir. Clea Fuck Roberson Pinheiro

Coordenação Arquidiocesana de Pastoral Leda Cassol Pe. Revelino Seidler 88


Coordenações Arquidiocesanas Grupos Bíblicos em Família (GBF) Maria Glória da Silva Tel: (48) 3224-4799 / (48) 3258-1281 / (48) 9634-4667 Rua Esteves Junior, 447 - Centro CEP 88015-130 - Florianópolis - SC E-mail: gbf@arquifln.org.br Comunidades Eclesiais de Base (CEBs) Patrícia Lúcia S. Abreu - (48) 9606-8266 E-mail: patyabreu23@hotmail.com Carla Oliveira Guimaraes - (48) 9136-6285 E-mail: carlaedoni@gmail.com Inês Jalcira S. Nascimento: (48) 9968-7950

Equipes de Articulação das Foranias Forania de Santo Amaro Diác. Paulo Cesar Turnes – (48) 3245-5282 / (48) 9994-9113 Forania de Palhoça Claudia J. Orelo e Luizinho Orelo – (48) 3033-4301 Elza Stopassoli – (48) 3341-2598 Ida Gonsalves – (48) 9979-6758 Forania de São José Osmarete Terezinha S. Barbosa – (48) 3247-8886 Diác. Neri Cândido da Silva – (48) 3357-3644 Forania do Estreito Elísio Marcelo Finatto – (48) 3244-0102 / (48) 9983-0102

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Forania da Ilha – Centro Sul Lucilene Faustino Sabino – (48) 3232-7004 Marlene de Almeida Dias – (48) 3225-2025 Forania da Ilha – Norte Mario Andricópolo e Lucia M. Andricópolo – (48) 3209-4090 / (48) 9613-9513 Forania de Barreiros Maria Angelina da Silva – (48) 3259-1675 Diác. Wilson Fábio de Castro – (48) 3034-7264 Forania de Biguaçu Maria Helena Campos Siqueira – (48) 3243-4600 Ir. Adilma Mezzari – (48) 3243-1229 / (48) 9961-7696 Margarida Junkes – (48) 3272-1571 Forania de Tijucas Lucelaine Souza Loudetti – (48) 3265-0807 Forania de Itapema Ana da Silva – (47) 3393-6744 Zenete Amaral – (47) 3369-4375 Forania de Camboriú Marilene Melo – (47) 3365-1426 / (47) 9937-0387 Iraci Rogeri – (47) 9654-0416 Forania de Itajaí Mario Costa e Lígia Maria Vicente – (47) 3349-6291 / (47) 9925-4582 Forania de Brusque Elza Creppas Bosio – (47) 3355-2673 Maria Luiza Rodrigues – (47) 3351-1954 / (47) 9956-9169

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AVALIAÇÃO As Equipes de Redação e de Articulação dos Grupos Bíblicos em Família (GBF) e das Comunidades Eclesiais de Base (CEBs) pedem que você colabore para o fortalecimento dos grupos na nossa Arquidiocese, respondendo ao seguinte questionário e enviando a resposta endereçado à Coordenação Arquidiocesana dos Grupos Bíblicos em Família - Rua: Esteves Júnior, 447 – Centro; CEP: 88015-130 – Florianópolis/SC- ou por e-mail: gbf@arquifln.org.br. 1) Quanto aos grupos: a) Qual o nome da sua Paróquia e do grupo? ___________________________________________________________ b) Quantos grupos há sua na sua paróquia ou comunidade? ___________________________________________________________ 2) Quantas pessoas costumam participar das reuniões do seu grupo? – Todas as pessoas colaboram com a leitura, reflexões e sugestões? Sim (

) Não (

) Algumas (

).

– Convidamos outras pessoas, principalmente as que se encontram afastadas da Igreja? Sim (

) Não (

) Em parte (

).

3) O conteúdo do livreto: – Os assuntos tratados nos encontros são importantes para a Igreja, para a sua paróquia, para a sua comunidade? Sim (

) Não (

) Em parte (

).

– As ideias e compromissos propostos são assumidos pelos grupos? Sim (

) Não (

) Em parte (

).

– Ajudam a transformar a vida das pessoas e da comunidade? Sim (

) Não (

) Em parte (

).

4) A linguagem do livreto: – Dá para entender bem o que está escrito? Tudo (

) A maior parte (

) Muito pouco (

).

– Se não dá para entender tudo, qual é a principal dificuldade? ___________________________________________________________

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5) Os cantos: – Os cantos estão de acordo com os temas tratados? Sim (

) Não (

) Em parte (

).

– Os cantos são conhecidos pelo seu grupo? Todos (

) A maioria (

) Alguns (

) Nenhum (

).

6) Como é elaborado o planejamento dos GBF e das CEBs na sua Paróquia? _________________________________________________________________ _________________________________________________________________ _________________________________________________________________ 7) Avalie a caminhada dos GBF e das CEBs na sua comunidade e na sua paróquia. – Três pontos positivos: ___________________________________________________________ ___________________________________________________________ ___________________________________________________________ – O que e como poderia ser melhor: ___________________________________________________________ ___________________________________________________________ ___________________________________________________________ 8) Como você avalia o livreto, qual é sua opinião e sugestão? _________________________________________________________________ _________________________________________________________________ _________________________________________________________________ 9) Relate um compromisso que o grupo realizou, ou dê um testemunho sobre a ação do grupo na comunidade. _________________________________________________________________ _________________________________________________________________ _________________________________________________________________ _________________________________________________________________ _________________________________________________________________

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Livreto GBF - Tempo Comum 2016  
Livreto GBF - Tempo Comum 2016  
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