PI - Agosto - 2022

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Como determinar a necessidade de readitivação de plásticosBioplásticosreciclados na fabricação de produtosAgentesSistemasResinasGuiasduráveisrecicladasdecâmaraquentedepurgaCirculação especial no Recy-Plastech Aranda Editora - Ano 24 - No 279 - Agosto 2022Aranda Editora - Ano 24 - No 279 - Agosto 2022 Como determinar a necessidade de readitivação de plásticosBioplásticosreciclados na fabricação de produtos duráveis Circulação especial no investimentostecnologiaSeçãoinvestimentostecnologiaSeçãoRecy-PlastechReciclagem:enovosnosetorReciclagem:enovosnosetor SistemasResinasGuiasrecicladasdecâmara quente Agentes de purga

GUIA III PÁG. 37

Como os bioplásticos podem contribuir para o armazenamento de CO2

Artigo técnico trata do uso de bioplásticos em bens duráveis, aplicações em que está presente o seu maior apelo: o ambiental.

MATERIAIS PÁG. 28

Sistemas de câmara quente Relação de empresas que fornecem sistemas de câmara quente, um recurso muito utilizado no segmento de transformação de resinas por injeção.

GUIA II PÁG. 26

Fornecedores de resinas plásticas Precicladas esquisa traz dados atualizados sobre empresas que ofertam resinas recicladas à indústria.

GUIA I PÁG. 16

DESTAQUES AGOSTO 2022 ÍNDICE Pág. Editorial 4 Notícias e curtas 6 Impressão 3D 15 Reciclagem 38 O plástico na embalagem44 Produtos 46 Atendimento ao leitor47 Eventos 49 Literatura 50 Anunciantes 50 Capa Itens moldados com resinas plásticas recicladas e recicláveis. Foto: LayoutShutterstock.deAlvaroLuiz Alves Piola e Pedro Franco de Moraes. As opiniões expressas nos artigos assinados não são necessariamente as adotadas por Plástico Industrial , podendo mesmo ser contrárias a estas.

Método determina a necessidade de readitivação dos plásticos reciclados E studo tem como tema central o uso de métodos analíticos e procedimentos que determinam a necessidade do uso de aditivos para estabilizar os materiais reciclados.

PRODUÇÃO CIRCULAR PÁG. 20

Fornecedores de agentes de purga U ma relação de empresas especializadas no fornecimento de aditivos que promovem a limpeza do conjunto rosca/cilindro de máquinas usadas na transformação de plásticos.

Jornalista responsável : Hellen Corina de Oliveira e Souza (MTb 21.799)

EDITORIAL

Tempos pra lá de interessantes

Esta nova condição acelerou processos que já vinham ocorrendo, como o desenvolvimento de fontes alternativas de energia e demais insumos, potencializando a formalização de uma forte cadeia de reciclagem dos materiais plásticos. Uma nova rota está se estabelecend o com a chegada de tecnologia e investimentos ao setor, alguns dos quais podem ser conferidos na seção Reciclagem, a partir da página 38 desta edição especialmente dedicada ao tema. Antes, porém, o guia atualizado da oferta de resinas recicladas (página 16) traz uma pesquisa que aponta o real aumento da procura por esse tipo de material para 77% das empresas listadas, como resultado do gargalo logístic o típico do pós-pandemia e da guerra na Ucrânia. Diante disso, 58% delas informaram ter planos de adquirir em breve novos equipamentos para continuar a crescer, em um nítido sinal de que o mercado trata de se regular diante de novos desafios, apesar da ausência de iniciativas do poder público que, no cômputo geral, mal consegue levar a cabo um programa de coleta seletiva eficiente. Prova de que por mais “interessantes” que sejam os tempos, eles acabam resultando em novos caminhos e oportunidades.

REDAÇÃO : Diretora de redação: Hellen Corina de Oliveira e Souza Editor técnico: Antonio Augusto Gorni Redator: Adalberto Rezende (MTb 78.879)

PLÁSTICO INDUSTRIAL , revista brasileira sobre o processamento de materiais plásticos, é uma publicação mensal de Aranda Editora Técnica Cultural Ltda. Redação, Publicidade, Administração, Circulação e Correspondência: Alameda Olga, 315, 01155-900, São Paulo (SP), Brasil. Tel.: + 55 (11) 3824-5300 info@arandanet.com.br – www.arandanet.com.br É enviada mensalmente a 12.000 pessoas-chave de empresas de transformação e processamento de materiais plásticos, fabricantes e importadores de máquinas, equipamentos e matéria-prima para a indústria do plástico e também para usuários de peças e produtos plásticos em todo o Brasil e demais países do Mercosul. ISSN 1808-3528 ARANDA EDITORA TÉCNICA CULTURAL LTDA. Diretores: Edgard Laureano da Cunha Jr., José Roberto Gonçalves e José Rubens Alves de Souza (in memoriam )

SECRETÁRIA DE REDAÇÃO E PESQUISA : Milena Venceslau GerentePUBLICIDADEcomercial: José Roberto Gonçalves

Fatores imponderáveis estão transformando o modo como se organizam as atividades humanas em diversas áreas, e não poderia ser diferente na indústria.

Gerais Oswaldo Alipio Dias Christo Rua Wander Rodrigues de Lima, 82, cj. 503 – 30750-160 – Belo Horizonte (MG) Tel.: (31) 3412-7031, Cel.: (31) 9975-7031, oadc@terra.com.br Paraná e Santa Catarina Romildo Batista Rua Carlos Dietzsch, 541, cj 204E – 80330-000 – Curitiba (PR) Tel.: (41) 3501-2489/3209-7500,

São Paulo e Rio de Janeiro Caroline Castro Cel.: (11) 94000-3597, caroline.castro@arandaeditora.com.br Luci Sidaui – Cel.: (11) 98486-6198, luci@arandaeditora.com.br Dora Bandelli - Cel. (11) 95327-6608, dora.bandelli@arandaeditora.com.br Minas Cel.: (41) 9728-3060, romildoparana@gmail.com Rio Grande do Sul Maria José da Silva Tel.: (11) 2157-0291, Cel.: (11) 98179-9661 e-mail: maria.jose@arandaeditora.com.br INTERNATIONAL ADVERTISING SALES REPRESENTATIVES China: Mr. Weng Jie – Hangzhou Oversea Adv Ltd 596 Tiyuchang Rd., Hangzhou, Zhejiang 310007, China Tel.: (+86 571) 87063843, jweng@foxmail.com, wj@hz.cn Germany: IMP InterMediaPro e K. – Mr. Sven Anacker Starenstrasse 94 46D – 42389 Wuppertal Tel.: (+49 202) 373294 11 , sa@intermediapro.de Italy: QUAINI Pubblicità – Ms. Graziella Quaini Via Meloria 7, 20148 Milan Tel.: (+39 2) 39216180, grquaini@tin.it Japan: Echo Japan Corporation – Mr. Ted Asoshina Grande Maison Room 303, 2-2, Kudan-kita 1-chome, Chiyoda-ku, Tokyo 102-0073, Japan Tel.: (+81 3) 3263-5065, e-mail: aso@echo-japan.co.jp Korea: JES Media International – Mr. Young-Seoh Chinn 2 nd fl, Ana Blsdg, 257-1 Myungli-Dong, Kangdong-Gu, Seoul 134-070, Tel.: (+82 2) 481-3411, jesmedia@unitel.co.kr Switzerland: Mr. Rico Dormann, Media Consultant Marketing Moosstrasse 7, CH-8803 Rüschlikon Tel.: (+41 1) 720-8550, beatrice.bernhard@rdormann.ch Taiwan: WORLDWIDE Services Co. Ltd. – Mr. Robert Yu 11F-B, Nº- 540, Sec. 1, Wen Hsin Road, Taichung Tel.: (+886 4) 2325-1784, global@acw.com.tw UK: Robert G Horsfield International Publishers – Mr. Edward J. Kania Daisy Bank, Chinley, Hig Peaks, Derbyshire SK23 6DA Tel.: (+44 1663) 750-242, Cel.: (+44 7974) 168188 – ekania@btopenworld.com USA: Ms. Fabiana Rezak – 2911 Joyce Lane, Merrick, NY 11566, Tel.: (1 516) 858-4327, arandausa@gmail.com ADMINISTRAÇÃO: Diretor administrativo : Edgard Laureano da Cunha Jr. CIRCULAÇÃO: São Paulo : Clayton Santos Delfino - Tel.: (11) 3824-5300 ASSISTENTES DE PRODUÇÃO: Vanessa Cristina da Silva e Talita Silva PROJETO VISUAL GRÁFICO, DIAGRAMAÇÃO E EDITORAÇÃO ELETRÔNICA Estúdio AP SERVIÇOS: Impressão : Ipsis Gráfica e Editora S/A Distribuição: ACF - Ribeiro de Lima Os acontecimentos impactantes deste início de século fazem os analistas recorrerem com frequência à expressão “Que você viva em tempos interessantes” para comentá-los. Sua origem costuma ser atribuída a uma antiga maldição chinesa segundo a qual desejar “tempos interessantes” a alguém seria o mesmo que antever gra ndes dificuldades em seu caminho. O fato é que os tempos atuais estão bastante interessantes e os últimos 20 anos, em especial, têm sido marcados por altos e baixos em nível global, que começaram com o atentado de 11 de setembro, prosseguiram com sucessivas crises econômicas até chegar a uma pandemia e agora uma guerra envolvendo o rico e influente continente europeu. O cenário globalizado nos une para o bem e para o mal. Desta forma, estamos literalmente todos no mesmo barco, com mercados sofrendo reflexos em cascata de cada novo fato local, seja ele a falta de gás na Europa ou os lock downs na China, cada qual contribuindo a seu modo para uma quebra das cadeias de suprimento, especialmente no setor de plásticos. Profundas análises geopolíticas ficam para os especialistas no assunto, mas o impacto dessas questões se faz presente na rotina das empresas de manufatura, as quais têm sofrido com oscilações da oferta e dos preços de seus insumos.

Tempos pra lá de interessantes

Hellen Corina de Oliveira e Souza –hellen.souza@arandaeditora.com.brEditora

DE ECONOMIAPERSPETIVAMUDANÇARECURSOSDEMARCASFORTESMATERIALREUTILIZÁVELRECICLAGEMRÁPIDOCIRCULARECOLÓGICO

CONSERVAÇÃO

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Fabricantes de tubos em compasso de espera Enquanto o mercado europeu segue aquecido para os fabricantes de tubos poliolefínicos, com a expectativa de uma modernização antecipada da sua rede de tubulações de água e esgoto no pós-pandemia, o mercado brasileiro segue apenas estável, ao sabor de acontecimentos na esfera política que ditam o compasso dos investimentos diretos em infraestrutura.Doisanosapós

aprovação da Lei 14.026, que atualiza o marco legal do saneamento básico, com a proposta de acelerar a universalização do saneamento e a qualificação dos prestadores de serviços no setor, ainda não se verificou o impacto esperado, especialmente entre os fornecedores de tubulações e sistemas em polietileno de alta densidade (PEAD), que atendem aos requisitos de estanqueidade e demais propriedades neces sárias às tubulações para o mercado de saneamento. Em entrevista à Plástico Industrial, Rogério Cardinali Martins, secretário executivo da Associação Brasileira de Tubos Poliolefínicos e Sistemas (ABPE), comentou o atual cenário do setor de tubos poliolefínicos, a sua relação com o novo marco e as resoluções que dele deveriam decorrer. Segundo ele, o mercado de tubos poliolefínicos aplicados no setor de s aneamento tem melhorado desde 2019, mas ainda não se trata de um reflexo do novo marco do saneamento, e sim, da retomada dos investimentos após o período crítico de recessão que caracterizou a eraOpós-Lava-jato.secretáriorevelou que, em 2021, o crescimento do setor foi da ordem de 12% em relação a 2020, pautado por investimentos de algumas empresas expandindo seu portfólio e/ou sua atuação regional co mo forma de antecipação das mudanças que virão em decorrência da nova lei do saneamento: “Esperamos que a partir de 2023 se concretizem os vultosos anunciados”.investimentos Expectativa para 2023 Rogério ponderou que, embora ainda não tenha tido reflexos diretos, o novo marco do saneamento criou a expectativa de que o crescimento do setor de tubos poliolefínicos ultrapasse a casa dos 30% anuais. “Se forem confirmados os investimentos divulgados pelos meios de comunicação, pelas empresas do setor e pelo BNDES, o incremento de valores na melhoria da infraestrutura do setor entra na casa dos 20 bilhões de reais ao longo dos próximos oito anos. Será?”. De acordo com o entrevis tado, no Estado do Rio de Janeiro estima-se que no triênio 23/24/25, haverá consumo exponencial de tubos deIndependentementePEAD. da nova lei do saneamento, os investimentos em novas redes de abastecimento de água e esgoto já eram necessários, mas a sua promulgação abriu caminho para investimentos mais robustos no setor. Rogério considera que, com a chegada do novo marco legal, novas empresas estão assumindo as concessionárias e demais empresas de saneamento, alterando as estruturas do corpo de engenharia das organizações e promovendo a ado ção de tecnologias modernas que proporcionam melhor desempenho de instalação e operação, além de menores índices de perdas de água tratada: “Não podemos esquecer da precariedade em que se encontram as redes de esgoto, necessitando de investimentos pesados para TubodePEADcomparedeestruturadaparadrenagempluvial.Foto:ABPE

6 – PLÁSTICO INDUSTRIAL – AGO. 2022 NOTÍCIAS

com.br, Tel. (11) 3068-8433

Poliolefinas ganham espaço no mercado europeu de tubos U m relatório concluído recentemente pela AMI International, consultoria britânica com forte atuação no setor de do2018-2019,apresentoumuitosmesmasequeplásticos,materiaismostrouomercadoeu-ropeudetubospa-rainfraestruturacomportoudaformaqueoutrosse-toresdaeconomia:fortecrescimentoemsegui-porumacon-traçãosignificativa

O levantamento, no entanto, detectou oportunidades de crescimento na substituição de tubos ‘tradicionais’ (concreto e metal) pelos tubos poliolefínicos nas aplicações de escoamento por gravidade, bem como no desenvolvimento e desempenho.termoslhoresparacos,materiaiszaçãocomerciali-denovossistemasàbasedeplásti-projetadosfornecerme-soluçõesemdecusto/

europeutubulaçõesExpectativaédecrescimentodousodetubospoliolefínicosnascomescoamentoporgravidadenocontinentenospróximosanos.Foto:Shutterstock

em 2020, em decorrência da Covid-19, quando a economia da região registrou uma queda de 6,3% no PIB. A atividade de construção foi impactada inicialmente, mas se recuperou no segundo semestre de 2020, mesmo com as interrupções na cadeia de suprimentos que perduram até hoje.

7 – PLÁSTICO INDUSTRIAL – AGO. 2022 levar e elevar o índice de coleta de esgotos dos brasileiros”, avaliou. Empresas capacitadas e abastecimento de matéria-prima estável Questionado sobre a capacitação da indústria brasileira para responder ao aumento de demanda que se avizinha, o secretário considerou que os fabricantes locais têm parques fabris modernos, e o investimento em novos equipamentos e unida des dependerá do fato de as expectativas do mercado se tornarem realidade. Segundo ele, as redes necessitam ser renovadas, com emprego de tecnologia de ponta, reduzindo o tempo de instalação e evitando a perda da água tratada, contaminação de lençol freático pelo esgoto e doenças devido à falta do saneamento. Para isso, os tubos de PEAD, em suas versões lisas ou corrugadas, com paredes estruturadas, seriam uma solução bastante recomendada, pois possuem durabilidade de aproestruturadaTubosdePEADcomparedeparaconduçãodeesgoto.Foto:ABPE ximadamente 50 anos após o início de Quantooperação.ao fornecimento de resina, Rogério considera que após um período de alta nos preços internacionais, o abastecimento de insumos para as empresas representadas pela ABPE atualmente é regular, sem escassez ou complicações logísticas: “Sentimos o impacto dos aumentos de preços, mas agora no pós-pandemia esperamos que não haja mais sobressaltos daqui por diante”, concluiu. Ao que tudo indica, o setor está preparado para reagir com vigor ao primeiro sinal de concretização dos investimentos em saneamento que, em qualquer dos cenários políticoeleitorais possíveis, não poderá deixar de ABPEABPEABPEocorrer.ABPEABPE-www.abpebrasil.

AMIAMIAMIAMIAMI – www.ami.international A Mirai Química (Barueri, SP) lançou recentemente o desmoldante interno RM-21, para o processo de rotomoldagem. O insumo é fornecido em pó e, adicionado ao polietileno na fase de extrusão ou na resina micronizada, na proporção de 0,3%, simplifica a desmoldagem de peças rotomoldadas de qualquer dimensão. Isento de solvente, o produto pode ser adicionado usando-se misturadores do tipo dry blend ou manualmente. Satio Okamoto, gerente comercial da empresa, explicou que o desmoldante interno é uma alternativa às versões líquidas, que precisam ser aplicadas na superfície dos moldes, consumindo mais tempo de processo e mão-de-obra. Além disso, os desmoldantes líquidos, que normalmente são à base de solvente, são inflamáveis e emitem compostos orgânicos voláteis (VOCs)

A edição atualizada do relatório Plastic Gravity Pipes in Europe 2022 faz parte de uma série abrangente, que inclui ainda os tubos plásticos para uso sob pressão na Europa em 2022 e os tubos plásticos de água quente e fria na Europa em 2022. São analisadas também as tendências do mercado, contribuindo para que empresas do setor possam tomar decisões com base em informações.

8 – PLÁSTICO INDUSTRIAL – AGO. 2022 NOTÍCIAS Mudanças climáticas por trás da demanda O aumento das chuvas fortes e as inundações ocorridas em vários países europeus nos últimos anos estão forçando os governos a aumentar os orçamentos para obras de saneamento e sistemas de proteção contra inundações, aumentando a demanda por tubos de escoamento por gravidade de maior diâmetro e impulsionando a modernização antecipada rede euro-

Desmoldante interno torna a rotomoldagem mais produtiva peia de tubulações, que já é bem desenvolvida. O relatório aponta também diferenças no crescimento da demanda de tubos entre os vários países e regiões da Europa. O crescimento está concentrado na Europa Central e Oriental, e a Polônia foi o mercado que apresentou crescimento mais rápido no período em análise. Até 2026, o mercado de tubos naquele país deverá ter crescido quase 30% em relação aos dias atuais. d urante a sua manipulação, exigindo a proteção respiratória dos colaboradores. “Os desmoldantes à base de água, por sua vez, exigem cuidados com relação à oxidação da superfície dos moldes e provocam deformações nas peças”, comentou Satio, acrescentando que os desmoldantes para aplicação na superfície, em qualquer das suas versões, formam ainda uma

O DOMERCADOPLÁSTICO ESTÁ AQUI Referência em tecnologia, maquinário e inovação para o setor plástico Público qualificado e com decisão de compra Oportunidade de apresentar produtos e lançamentos para o mercado Parceira estratégica da sua marca 365 dias no ano Máquinas e Instrumentação,equipamentoscontrolee medição MoldesFerramentariaAcessórioseporta moldes Automação industrial e robótica ServiçosReciclagemMatérias-primasPeriféricosesoluções Rodovia Imigrantesdos- KM 1,5 202327-31 A ÚNICA FEIRA DO CONFIRMADASETOREM2023 SETORES PRESENTES Iniciativa Promoção Organizaçãoe OficialPatrocínio Local Associada à Yeda Monteiro Business Manager +55plasticobrasil@informa.com(11)989182593 80% DA PLANTA COMERCIALIZADA. GARANTA SUA PARTICIPAÇÃO, FALE CONOSCO! www.plasticobrasil.com.br /plasticobr /plastico-brasil /feiraplasticobrasil /plastico.brasil Nos siga nas redes sociais:

NOTÍCIAS barreira entre a peça e o molde, que compromete o brilho dos itens, ainda que o molde esteja perfeitamente polido. A opção pelo uso do desmoldante interno, segundo ele, resulta tanto em maior produtividade quanto em um ambiente mais seguro para a saúde dos operadores. A manutenção do brilho das peças também é assegurada, de acordo com o entrevistado, que citou o caso de um transformador que obteve 22% de aumento na produtividade como uso do RM-21. As empresas de rotomoldagem que preparam as suas formulações podem adicionar ao desmoldante em pó diretamente a elas, seguindo as orientações da empresa fornecedora. No caso de transformadores que trabalham com grandes quantidades de material, é possível solicitar às distribuidoras das quais eles compram resina micronizada, que incluam o produto nas suas formulações. Tendência mundial Satio comentou ainda que o uso de desmoldante em pó para peças rotomoldadas já é bastante disseminado entre empresas no Japão e na Europa, e que a Mirai está trazendo a novidade para o mercado brasileiro. Para isso, já possui esquema de distribuição para comercialização em todo o País, a partir das transportadoras que servem as empresas do mercado de rotomoldagem com base em pólos logísticos localizados em Guarulhos e Osasco (SP).

Conceito de “máquina como serviço” é tendência no setor de equipamentos industriais A Bain & Company, empresa especializada em consultoria e gestão com sede nos Estados Unidos e escritório comercial em São Paulo (SP), realizou uma pesquisa no setor de máquinas e equipamentos industriais que levantou informações sobre algumas tendências do segmento.

Empresadesenvolveudesmoldantequepodeseradicionadoàresinanafasedeextrusãoounoprodutomicronizado,pormeiodemisturadormecânicooudeformamanual,substituindoosprodutoslíquidosaplicadosnasuperfíciedosmoldes.Foto:Shutterstock

MiraiMiraiMiraiMiraiMirai – tel. (11) 3777-3048

10 – PLÁSTICO INDUSTRIAL – AGO. 2022

A pesquisa apontou que uma das principais tendências deste ramo é o foco no desenvolvimento de pacotes de serviços que ofereçam “soluções agrupadas”, ou seja, que reúnam recursos disponibilizados por diferentes áreas, assim como compartilhamento de conhecimento interdisciplinar, supervisão remota e in loco, além de outros.

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industriaisPesquisasobreosetordemáquinaseequipamentosfeitaporagêncianorte-americanamostrouqueempresasdestesegmentoestãofocadasnodesenvolvimentodepacotesdeserviçosquereúnamsoluçõesintegradas.Imagem:Freepik

O assunto é de interesse de empresas da cadeia produtiva de plásticos no Brasil e no mundo como, por exemplo, fabricantes de injetoras, extrusoras e/ou máquinas de sopro, além de prestadores de serviços, fornecedores de resinas termoplásticas ou de bioplásticos. Segundo o estudo, intitulado “Relatório global de máquinas e equipamentos”, uma das principais tendências do setor é a transição do conceito de “além da máquina” para o de “máquina como serviço”. Em conformidade com informações divulgadas pela companhia, esses termos dizem respeito à entrega de soluções totalmente integradas. Isso foi exemplificado no levantamento como sendo o compartilhamento de conhecimento sobre automação industrial, softwares e hardware usados no chão de fábrica entre diferentes áreas da cadeia produtiva, envolvendo também a digitalização de parques fabris. O levantamento também mostrou que a intenção de estabelecer parcerias e/ou consolidar a fusão entre empresas está entre as possíveis estra tégias de alguns players do setor de máquinas e equipamentos. Assim, eles visam aumentar a lucratividade de seus negócios, criar novos modelos e se preparar para um cenário em constante transição, tendo em vista a transformação digital alinhada com os conceitos de indústria 4.0.

Bain & CompanyBain Bain & Company – tel. (11) 3707-1200

12 – PLÁSTICO INDUSTRIAL – AGO. 2022 NOTÍCIAS

Redução da taxa de importação do PP favorece o transformador O mercado de produtos plásticos foi contemplado no mês passado com a boa notícia da redução da alíquota de importação do polipropileno (PP), de 11,25% para 6,5% até julho de 2023. A decisão, anunciada no dia 15 de julho, foi tomada pelo Comitê executivo de Gestão da Câmara de Comércio Exterior (Cegex/ Camex) e é uma resposta a reivindicaç ões de diversos setores, tendo em vista que contempla uma lista de 13 produtos, incluindo medicamentos e tintas, por exemplo. No que se refere ao PP, a medida pode beneficiar muitos segmentos, pois a resina é usada tanto em aplicações técnicas em setores como o automobilístico, linha branca e eletrodomésticos, quanto em itens não duráveis, tais como embalagens e tampas. e não vejo perspectiva de aquecimento no segundo semestre. Além disso, o PP é bastante usado pelos segmentos automobilístico e de linha branca, que não estão em seu melhor momento”. No seu entender, mais impactante do que a redução da alíquota de importação, seria a reforma tributária, tendo em vista que a estrutura ainda dá muita margem para sonegação, o que prejudica os distribuidores.Paraostransformadores, no entanto, toda redução de im posto é favorável, a exemplo do que comentou Flávio Venzon, diretor de qualidade e manufatura da Sulbras (Caxias do Sul, RS), empresa que atende ao setor automobilístico: “Durante a pandemia, o PP se tornou um material ‘de engenharia’, não pela sua performance, mas sim pelo preço. Foi uma das commodities que mais aumentaram. Tudo precisou ser embalado, houve forte aumento da demanda e a ocasião contribuiu para a

Para Laércio Gonçalves, diretor da Associação Brasileira dos Distribuidores de Resinas Plásticas e Afins (Adirplast), a curto prazo a medida não será tão impactante, inclusive para quem importa, tendo em vista que o mercado vive hoje um momento de superoferta da resina. “A demanda brasileira atualmente, também está abaixo do normal, Uma das informações divulgadas pela empresa, no que diz respeito aos assuntos abordados em seu estudo, é que até 2030 os principais fornecedores de máquinas e equipamentos vão oferecer serviços que consistirão em pacotes de soluções agrupadas como locação de máquinas e equipamentos, comercialização de licenças para uso de software, instalação e manutenção de hardware, entre outros. Estratégias para um mercado volátil A pesquisa realizada pela Bain & Company também mostrou que empresas do setor de máquinas e equipamentos estão cada vez mais preocupadas em criar estratégias voltadas para o gerenciamento de crises que possam vir a acontecer devido a mudanças no cenário econômico global causadas, por exemplo, pela pandemia de Covid-19 e pelo conflito entre Ucrânia e Rússia. O estudo ainda indicou que o ramo passará a direcionar mais investimento para o enfrentamento de situações de contingência. Isso inclui a implantação de sistemas digitais que permitam a análise de processos e produtos por meio de simulação, e/ou que conectem o chão de fábrica com múltiplos departamentos e com plantas industriais situadas em diferentes partes do globo, e também preparo para o gerenciamento de crises em caso de interrupção do fornecimento de suprimentos, escassez de matériaprima e flutuação de preços. Mais informações podem ser obtidas por meio do telefone do escritório regional da companhia no Brasil, mostrado a seguir.

pontosmercadoAnúnciodareduçãodaalíquotadeimportaçãodoPPrepercutenodeplásticossobdiferentesdevista.Fotos:FreepikePixabay

14 – PLÁSTICO INDUSTRIAL – AGO. 2022 NOTÍCIAS subida dos preços. Será difícil recuar para o patamar anterior, e qualquer redução é sempre bem-vinda. Na cadeia automotiva, as empresas que importam vão sentir os efeitos favoráveis”. Qualquer que seja a dimensão do impacto no mercado, o fato é que os consumidores de resina podem exigir de seus fornecedores de material importado menores preços para Transformação digital será tema de curso no Insper O Insper (São Paulo, SP), instituição de ensino superior voltada para a pesquisa aplicada e integração de áreas do conhecimento, iniciou no mês de julho a primeira turma do seu Programa Avançado em Transformação Digital: Gestão, Operações e Tecnologia. Trata-se de um curso em nível de pós-graduação, que tem por objetivo unir conhecimentos de gestão e de tecnologia, notadamente nos campos da engenharia e ciências da computação, tendo em vista capacitar os estudantes para o desenvolvimento de estratégias digitais para os seus negócios a partir do uso dos inúmeros recursos tecnológicos hoje existentes, incluindo os relacionados à indústria 4.0.

ProgramaAvançadoemTransformaçãoDigitalfoiconcebidodemodoaconciliarousoderecursostecnológicoscomaspectosdegestão.Imagens:Insper

o PP em razão da redução da alíquota. E havendo superoferta no mercado, o cenário fica ainda melhor.GeceGeceGeceGeceGecexxxxx

O professor Carlos Valente, docente do programa, explicou que a formação passa pelo mapeamento das tecnologias disponíveis e pela definição de estratégias baseadas no grau de maturidade digital de cada negócio, tendo em vista a aprendizagem voltada para as necessidades individuais de cada aluno. As tecnologias habilitadoras serão tratadas de forma a promover a clareza quanto à possibilidade de solução de problemas e geração de valor em diferentes elos da cadeia em questão, seja ela industrial, do setor de comércio ou de serviços. “A ideia é termos um programa no estilo ‘mão na massa’, com foco em projetos que identifiquem onde

– www.gov.br

Sobre o curso O Insper informou que a primeira turma do Programa Avançado em Transformação Digital: Gestão, Operações e Tecnologia teve início no dia 22 de julho, com aulas aos finais de semana (sextas, das 18 às 22h, e sábados, das 8 às 17h), com duração de 396 horas (um ano e meio), dividida em seis módulos trimestrais. O curso será totalmente presencial e será oferecido aos finais de semana para facilitar o ingresso de participantes que não residam na cidade de São Paulo. A instituição prevê manter uma programação de turmas semestrais. Assim, no final deste ano ou no início de 2023 serão novamente abertas inscrições para o curso. Serão oferecidas condições especiais para os participantes da primeira turma. Mais informações podem ser obtidas pelo telefone mostrado a seguir.

InsperInsperInsperInsperInsper – tel. (11) 3177-5556

ativamenteImpressora3Dcontacomcâmaraaquecidaepodeprocessarmateriaiscomopoliamidaepolicarbonato.Imagem:Materializa ção livre, e conta com câmara com sistema de aquecimento controlado até 70 °C. Outras de suas características técnicas são mesa com aquecimento até 140 °C, temperatura do extrusor de até 420 °C, velocidade máxima de impressão de 300 mm/s e velocidade ideal para a impressão de 70 mm/s. Segundo informações da empresa, a impressora pode produzir peças com dimensões de 400 x 300 x 300 mm. O modelo conta também com display com tela sensível ao toque ( touch screen) e sistema de detecção de ausência de filamento. Também foi informado que o índice de precisão de impressão da máquina é de 12,7 µm e 1,25 µm. Além disso, os clientes podem consultar a companhia sobre a disponibilidade d e itens extras como, por exemplo, mesa feita em vidro, assim como sistema de desligamento automático após término de impressão e de retomada de processo caso ocorra a interrupção do fornecimento de energia elétrica. Mais informações técnicas sobre a impressora 3D podem ser obtidas pelo MaterializaMaterializacontato@materializa.com.bre-mailoupelotelefonemostradoaseguir.MaterializaMaterializaMaterializa–tel.(12)3943-3991

Impressora 3D para processar PA e PC A empresa Materializa, com unidade em São José dos Campos (SP), comercializa equipamentos para manufatura aditiva (impressão 3D) indicados para a fabricação de peças especiais e/ou protótipos a partir de filamentos de materiais poliméricos. A impressora F430 (foto) é uma das que compõem o seu portfólio. A máquina é equipada com dois bicos para deposição de material e pode confeccionar peças de poliamida (PA), policarbonato (PC), de poli(ácido láctico) (PLA) e

atualmenteoportunidadesinvestimentosModelingocarga(ABS),acrilonitrila-butadieno-estirenobemcomomateriaiscomdefibras,entreoutros.OequipamentooperausandoprocessoFusedDeposition(FDM),ouModelagemporfusãoedeposição,emtradu-aplicaratecnologiadigitalcomclareza,demodoqueiniciativasetenhamrealpossibi-lidadedegerarvalor,capacitandooalunoparaodesafiodegestãodasmudanças”,comentouoprofessor.Noambienteindustrial,porexemplo,aideiaéidentificarapartirdosdesafiosenfrentados,tantonoâmbitobusinesstocustomer(B2C)quantobusinesstobusiness(B2B).Ostrabalhosdeconclusãodecurso(TCC’s)serãoelaboradosaolongodaformação,enãoaofinaldela,vi-sandoprivilegiarodesenvolvimen-todeprojetosintegradores,tantoindividuaisquantoemgrupo.

15 – PLÁSTICO INDUSTRIAL – AGO. 2022

IMPRESSÃO 3D

FreepikFoto: Os fornecedores de resinas plásticas recicladas

Levantamento mostra que a reciclagem de resinas plásticas se consolidou como solução para o abastecimento da indústria diante das flutuações de mercado.

O fortalecimento desse mercado se nota pela intenção de compra de equipamentos: 58% das participantes informaram ter planos de adquirir novos equipamentos no próximo ano. No que se refere à origem do material utilizado pelas empresas recicladoras, foi apurado que a maior parte dele (56,4%) é oriunda de borras e aparas pós-industriais, enquanto 43,6% provêm de material pós-consumo. Este, por sua vez, é obtido de diferentes formas, sendo 37% provenientes de empresas de triagem e pré-processamento, 20,4% de cooperativa de catadores, 17,4% da coleta em parceria com estabelecimentos comerciais, 4,7% de sistemas de coleta ligados a iniciativas do poder público, 7,9% de sistemas de coleta ligados a organizações não-governamentais (ONGs) e 12,6% vêm de sistemas próprios de coleta de material.

16 – PLÁSTICO INDUSTRIAL – AGO. 2022GUIA I

Os fornecedores de resinas plásticas recicladas

A quebra das cadeias de suprimento que se verificou em decorrência da pandemia de Covid19, seguida pela eclosão do conflito entre Rússia e Ucrânia, potencializou o desenvolvimento do mercado de resinas recicladas em nível global, e no Brasil não foi diferente. É o que mostram algumas das conclusões da sondagem realizada junto aos recicladores para a preparação do guia da oferta de resinas plásticas recicladas: 77% das empresas participantes do guia notaram aumento da procura por materiais reciclados como resultado do gargalo logístico pós-pandemia e da guerra na Ucrânia. Diante da ameaça de escassez de matériaprima, era natural que a cadeia de transformação de plásticos se voltasse para as inúmeras possibilidades de economia e de reúso das resinas de origem pós-industrial e também pós-consumo, cujo reaproveitamento envolve intenso trabalho de coleta, descontaminação e triagem com a participação de terceiros.

O fato de uma pequena parte do material ter origem em programas associados a qualquer estímulo do poder público mostra o quanto o mercado se organizou de forma livre, em resposta às oportunidades geradas pelo reaproveitamento deAmateriais.pandemia de Covid-19 foi uma variável importante nos últimos tempos para o setor, mas de acordo com os dados informados pelos recicladores, pouco mudou com relação à disponibilidade de materiais recicláveis pós-consumo: 53% das empresas pesquisadas informaram dispor de maior oferta de materiais devido ao aumento do consumo de itens recicláveis nas residências, enquanto os restantes 47% não notaram alterações significativas. A preocupação com a qualidade do material oferecido ao mercado é um item importante, que passou a integrar o planejamento das empresas recicladoras. O levantamento apontou que 29% delas já possuem equipamentos que descontaminam a resina reciclada e a tornam adequada para uso em contato com alimentos e bebidas. Somado à disposição para a compra de novos equipamentos apontada anteriormente, este dado leva a crer que boas notícias virão dos recicladores em um futuro próximo.

17 – PLÁSTICO INDUSTRIAL – AGO. 2022 fornecidacomoFormaé Os reciclados fornecidos são recomendados para uso pelos setores Outros Empresa, telefone e e-mail PE 3DimpressãoparaFilamentosBrinquedosarqueardeFitaschapaseLaminadossacolaseSacosVasosnão-alimentosparaEmbalagensalimentosparaEmbalagensdomésticasUtilidadesAutomotivoTêxtil(t/mês)CapacidadeTermoformagemRotomoldagemSoproExtrusãoInjeção processamentoPara por MicronizadaFlakesGrânulosaditivosContém Resinas commodities PP PS PVC PET Plásticos de engenharia ADN Jomasi (11) 97209-0259 n ••• PA, PP, PC, ABS, POM, TPV ••• 220.000 ••••• Aadncom@uol.com.brGuacco(11) 2381-1629 n ••••••• 150 •••••••• Ambientalcontato@guacco.com.brRecicladora (11) 98267-6969 n • ABS •••• 200 •••••• Berpramadm@ambientalrecicladora.com.br (67) 99664-2261 n ••••• 300 ••• Betaplascomercial@berpram.ind.br (11) 97570-5020 n PA ••• 150 ••••• Bomplusvendas@betaplas.com.brPlásticos (11) 99407-1347 n •••• 500 ••••••••••• Camarcontato@bomplusplasticos.com.brPlásticos (19) 3026-4100 •• PA 6, PA 6.6 •••• 1.000 ••••••• Cleancamar@camarplasticos.com.brPlastic (11) 99938-5696 n •••••••• 5.000 •••••••••• Cunhaadriano@cleanplastic.com.brPolímeros (11) 94969-7601 n ••• ABS, PA 6, PA 66, SAN, •••••• 1.000 ••••••••••• robson@cunhapolimeros.com.br PC, Compostos DE Pet(83) 98827-9168 n ••••••••• 400 ••••••• Ecodiego@depet.com.brPanplas(19) 99207-9822 n •••• 120 • Emanuplastcontato@ecopanplas.com.br (19) 99190-2785 n ••••• 200 •••••••••• Fênixemanuplast@emanuplast.com.brReciclagem (81) 98843-9074 n ••••••• 400 ••••••••• Globalfenixreciclagem.msp@hotmail.comPackaging (19) 3809-7031 ••• 150 •••• Goldcontato@globalpackaging.com.brResíduos(13) 99752-2004 n ••••• ABS •• 40 •• HM3(17)comercial@goldresiduos.com.br 98112-9303 n ••••••• 200 ••••••••• Incoplast(54)fernando.renovaplast@gmail.com 99177-7014 n ••• PA, POM •••• 100 •••• JJincoplast@incoplast.ind.brPlast (11) 93014-7037 n •••• 300 •••••••• Maxplas(16)contato@jjplast.com.br 98211-9930 n •••••••••• 300 •••••••• Mirabella(11)contato@distribuidoramaxplas.com.br 99997-7304 n ••••• 30 •••• Netplas11plasticosmirabella@terra.com.br 9 8292-4938 n •••••••• 60 ••••• Novaemerson@netplas.com.brTermoplásticos(11) 96874 -7049 n •••• PA, ABS, PC, PP, Fibras, ••••••• 1.000 ••••••••• novatermoplasticos@gmail.comPP, Cargas minerais PetroResinas(11) 971110-4160 n •••• ABS, PA 6, PA 66, PVC, PMMA, •••••• 1.000 •••••••••••• airton@petroresinas.com.br Acetato de celulose Peuplastic (21) 97024-5369 n •••••• 30 •••••• Plaskaper(41)armandojesuspinho@gmail.com 2141-8500 ••••••• 800 ••••••••• Plastcplasticos@plaskaper.com.br (41) 99636-8674 n ••••• 80 ••••••• Plásticoscontato@plastc.com.brMoreno (11) 98354-5572 n •••• ABS, POM •••• 150 ••••• Plasticosp(11)paulo@plasticosmoreno.com.br 97665-8175 n ••••••• 80 •••••••• valter.araujo@plasticosp.com.br

18 – PLÁSTICO INDUSTRIAL – AGO. 2022GUIA I fornecidacomoFormaé Os reciclados fornecidos são recomendados para uso pelos setores Outros Empresa, telefone e e-mail PE 3DimpressãoparaFilamentosBrinquedosarqueardeFitaschapaseLaminadossacolaseSacosVasosnão-alimentosparaEmbalagensalimentosparaEmbalagensdomésticasUtilidadesAutomotivoTêxtil(t/mês)CapacidadeTermoformagemRotomoldagemSoproExtrusãoInjeção processamentoPara por MicronizadaFlakesGrânulosaditivosContém Resinas commodities PP PS PVC PET Plásticos de engenharia Plastimil (11) 97601-0562 n ••• PA, ABS, ABS/PC •••••••• 2.000 •••••••••• Policontato@plastimil.ind.brPositivo (11) 98378 -9016 n •••••• 350 ••••• Polibalbinoap.alves@polipositivo.com.br (11) 99462-3844 n ••• ABS, ABS/PC, PC/PBT, PA6, PA6.6, PC, ••••••• 1.000 ••••••••• claudio@polibalino.com.brPOM, PBT, SAN, TPU, TPV, TPE Primeplas (11) 97699 -4912 n • (*) ••• 500 ••••••••• Princeplast(11)contato@primeplas.com.br 99970-1824 n ••••• 15 •••• Racanelli(11)princeplast@gmail.com 98656-0241 n •• ABS, ABS/ PC •••• 150 ••••••• Raposoracanelli.ltda@gmail.comPlásticos (11) 99938-5696 n ••• PA ••••••••• 3.000 a ••••••••••• vendas@raposoplasticos.com.br 7.000 RDA News (11) 96595-3810 n ••••• PMMA, PA, PC, PBT ••••• 150 ••••••••• Recicleplas(11)joaopaulo.rda@uol.com.br 2211-9370 n •••• 90 •••••• Recomplast(recicleplas.termoplasticos@gmail.com11) 3928-3322 n ••• PA, ABS, PC, ABS/PC, POM, PBT, ••••••• 200 •••••••••• contato@recomplast.com.brPPO, PSAI, PE, PP, Compostos, outros

19 – PLÁSTICO INDUSTRIAL – AGO. 2022 fornecidacomoFormaé Os reciclados fornecidos são recomendados para uso pelos setores Outros Empresa, telefone e e-mail PE 3DimpressãoparaFilamentosBrinquedosarqueardeFitaschapaseLaminadossacolaseSacosVasosnão-alimentosparaEmbalagensalimentosparaEmbalagensdomésticasUtilidadesAutomotivoTêxtil(t/mês)CapacidadeTermoformagemRotomoldagemSoproExtrusãoInjeção processamentoPara por MicronizadaFlakesGrânulosaditivosContém Resinas commodities PP PS PVC PET Plásticos de engenharia Nota: (*) Conforme a necessidade do cliente. Obs.: Os dados constantes deste guia foram fornecidos pelas próprias empresas que dele participam, de um total de 569 empresas pesquisadas. Fonte: Revista Plástico Industrial, agosto de 2022. Este e muitos outros Guias PI estão disponíveis online, para consulta. Acesse www.arandanet.com.br/revista/pi e confira. Também é possível incluir a sua empresa na versão online de todos estes guias. Recoplast(51) 9545-0897 n •••••••• 500 ••••••••• ResinWebrecoplast@recoplast.com.br (11) 94763-6509 n ••••••••• 100 ••••••••• RRCnil@resinweb.com.brPlásticos(19) 98393-0001 n ••••• 1.800 ••••• Souzaprodutos@rrcplasticos.com.breRamos (11) 4638-2500 ••••••••• Sulpetefraim@souzaramos.com.br (54) 99947-4530 n •••••••• 2.000 •••••••• Visãocomercial@sulpet.com.brPolímeros (11) 99504-8353 n ••••• ABS, PA, POM, PC •••••••• 150 •••••••••• comercial@visaopolimeros.com.br

H. Hanel e A. Roth A indústria de plásticos caminha para um modelo de produção circular, havendo, portanto, demanda por quantidades cada vez maiores de materiais reciclados. Para garantir o nível de qualidade exigido, os plásticos reciclados são estabilizados por meio de readitivação. No entanto, a quantidade de aditivos a ser adicionada depende muito do respectivo fluxo de entrada. Dois métodos analíticos e procedimentos de ensaio foram utilizados para determinar essa necessidade.

Hagen Hanel é líder do Centro de Inovação em Reciclagem de Plásticos na empresa APK e seu endereço de correio eletrônico é hagen.hanel@apkag.de. Achim Roth é gerente geral na Mitsui & Co. Na Alemanha. Seu endereço de correio eletrônico é a. roth@mitsui.com. Este artigo foi publicado na ediçãod e agosto de 2021 da revista alemã Kunststoffe. Direitos para o português adquiridos por Plástico Industrial. Tradução e adaptação de Antonio Augusto Gorni. Método determina a necessidade de readitivação dos plásticos reciclados

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bilização básica. Além deste pacote básico, outros aditivos são incorporados aos polímeros dependendo dos requisitos específicos e áreas de aplicação. A quantidade de aditivos varia desde algumas centenas de partes por milhão (ppm) na configuração básica, até vários milhares de partes por milhão, por exemplo, no caso de tipos de filme plenamente aditivados ou componentes altamente estabilizados destinados ao setor automotivo.

A incorporação de aditivos específicos nas resinas termoplásticas é essencial para o seu processamento, boas propriedades e longevidade. Especialmente as poliolefinas, em particular o polipr opileno (PP), requerem um conjunto básico de aditivos para proteger o material da degradação termooxidativa que ocorre durante seu processamento inicial (granulação). Uma combinação de antioxidantes primários e secundários, bem como a adição de neutralizadores de ácidos, se estabeleceu ao longo dos anos, assumindo o papel de uma esta-

Omaterialrecicladoésubmetido,entreoutros,aumensaiodeimpactousandopêndulonaAPK(foto:APK).

Método determina a necessidade de readitivação dos plásticos reciclados

No tocante à transformação e reciclagem desses plásticos, o histórico de envelhecimento nas aplicações anteriores desempenha um papel adicional na definição do conjunto de aditivos a ser adotado. Solicitações térmicas, presença de substâncias ácidas ou alcalinas, radiação ultravioleta, efeitos de metais e outros fatores levam ao consumo e degradação dos aditivos, o que se reflete, por exemplo, na fragilização, descoloração ou fratura do material durante sua aplicação. Além dos possíveis produtos de degradação ou estabilizantes usados, deve-se considerar também a contaminação no processamento do fluxo do material de entrada, a qual pode surgir, dependendo da eficiência da triagem e separação na presença de polímeros estranhos, adesivos, cargas minerais ou outros aditiv os (figura 1). Por esta razão, é de interesse para o processamento de poliolefinas avaliar o teor de estabilizantes ativos e possíveis contaminações, para se desenvolver um conceito de estabilização sob medida. Determinando a necessidade de readitivação Em um projeto conjunto, a Mitsui & Co. Deutschland GmbH e a APK AG examinaram a necessidade de readitivação de plásticos no processo de reciclagem Newcycl ing, que foi desenvolvido pela APK (veja box na página 25). Essa necessidade foi comparada com a que se faz necessária para materiais reciclados de outros processos, derivando-se a partir daí um método geral para determinar a necessidade de readitivação de reciclados. Por outro lado, um experimento realizado no decorrer dessa investigação mostrou como uma pós-estabilização ausente ou insuficiente pode se manifestar. Para tanto, utilizou-se um grau reciclado de PP, comercialmente disponível, oriundo de reciclagem mecânica. Parte do material reciclado foi aditivado com um

Fig.2-Ossinaisdecorrosãonaplacametálicavistaàdireitaindicamapresençadecomponentesreativosnoreciclado.Estespodemlevaràdegradaçãodopolímeroedosaditivos(Foto:Mitsui&Co.).

Consequências da estabilização insuficiente Enquanto a placa que foi submersa no material reciclado não tratado apresentou sinais claros de corrosão em sua superfície, a superfície da placa submersa no reciclado estabilizado foi apenas levemente atacada (figura 2). O grau de ten dência à corrosão é um indicativo da presença de componentes reativos que também induzem à degradação dos aditivos e do polímero. Portanto, esse experimento demostrou a necessidade da pósestabilização do reciclado em questão. Duas questões importantes estão em primeiro plano quando se trata do desenvolvimento de um conceito de estabilização para reciclados:•Comoconfigurar uma amostragem representat iva do fluxo de en•trada?Quais métodos são adequados para se avaliar ativosestabilizadoresremanescentesepossívelcontaminação?

sistema 20°C,dadeplacasríodometalespecialmenteestabilizadoradaptadoparaplásticosreciclados,enquantoaoutrapartefoideixadaemsuaformaoriginal.Essasduasporçõesdematerialrecicladoforamfundidasa190°C,sendoentãointroduzidanelasumapequenaplacadeduranteumpe-deseishoras.Asdemetalforamentãoexpostasàumi-atmosférica,adurantesetedias.

Fig. 1 - Os fluxos de entrada de resíduos plásticos são muito diferentes entre si. Eles diferem não só em termos dos aditivos usados, mas também do estado de degradação dos polímeros e aditivos (foto: APK).

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A escolha dos métodos analíticos depende de aspectos práticos e econômicos. Ao se determinar o teor de estabilizantes ativos, principalmente antioxidantes, bem como de possíveis contaminantes, o foco encontrase menos na determinação da substância em si, e mais em seu efeito sobre a matriz polimérica. Isto significa, no caso específico dos antioxidantes, que importa menos qual o tipo de estabilizador é eficaz (por exemplo, fenóis estericamente impedidos ou semi-impedidos), e mais o fato de ainda estar presente um sistema eficaz de antioxidantes primários e secundários. O mesmo se aplica aos contaminantes ou possíveis antagonistas, onde o conhecimento da natureza das substância s é mais relevante.

• Ao se adotar a inclinação da curva como medida da degradação do polímero ou das reações de degradação adicionais, observouse um curso predominantemente uniforme para todos os lotes.

Procedimentos analíticos baseados em métodos cromatográficos ou espectroscópicos geralmente requerem quantidades muito pequenas de amostra para sua análise, muitas vezes na faixa de miligramas. Isso implica em problemas na amostragem de fluxos de material preponderantemente pouco homogêneos e, portanto, na baixa confiabilidade dos resultados. Por esta razão, as primeiras amostras p ara o processo Newcycling foram retiradas depois de terem sido completamente processadas, ou seja, após a extrusão em grânulos.

deFig.3-Índicedeamarelamentoapósenvelhecimentoemforno(YI):estacaracterísticaaumentadeformamuitosemelhanteparaasdiferentesamostras,oqueindicaumprocessodegradaçãocomparável(Fonte:APK;Gráfico:©Hanser).

• Apesar do uso de diferentes fluxos de saída, nenhum lote apresentou diminuição ou aumento significativo da curva, de modo que o material de partida pode ser considerado homogêneo.

Consequências da degradação termo-oxidativa Ao mesmo tempo em que foram utilizados sistemas estabilizadores, o comportamento do PEBD reciclado (rPEBD; figura 4) também foi examinado em relação à degradação termo-oxidativa. Houve particular interesse em verificar se o processo Newcycling remove do PEBD quaisquer estabilizadores térmicos

Para analisar a qualidade do fluxo do material de entrada no processo Newcycling foram selecionados dois métodos analíticos e procedimentos de teste que já se mostraram eficazes na avaliação da qualidade de resinas virgens e que atendem aos critérios de praticidade, relevância e economia. São eles o Índice de Amarelamento ( YI, Yellowing Index) e Tempo para Indução de Oxidação ( OIT, Oxidation Induction Time) como métodos analíticos, e extrusão múltipla e ensaio de envelhecimento em forno como métodos de teste.

Com base nos resultados obtidos nos experimentos de envelhecimento em forno foram criados sistemas estabilizadores com diferentes aditivos e teores. O uso dos sistemas estabilizadores deve levar a um achatamento da curva do índice de amarelamento (YI). Na melhor das hipóteses, verificou-se apenas um pequeno desvio do ponto de partida.

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Determinação do índice de amarelamento Entre outras atividades, foi determinado durante as investigações o índice de amarelamento de dez diferentes lotes de PEBD (polietileno de baixa densidade) submetidos ao processo Newcycling, no experimento de envelhecimento em forno. Para isso, as amostras foram submetidas à solicitação térmica de 140°C, sendo o índice de amarelamento medido em várias amostras sob intervalos de três horas (figura 3). As seguintes propriedades puderam ser determinadas a partir das curvas obtidas:•Acoloração inicial das amostras variou desde uma leve coloração amarela (YI 2.3) até uma leve descoloração (YI > 15). A amplitude da descoloração pode ser explicada a partir dos diferentes fluxos de saída.

Lote 03Lote 04Lote 10 Ciclo10,10,65,0 Ciclo20,00,00,0 Sem aditivação Ciclo30,00,00,0 Ciclo40,00,00,0 Ciclo50,00,00,0 Ciclo116,527,560,0 Ciclo211,723,160,0 Com aditivação Ciclo37,618,860,0 Ciclo46,715,155,6 Ciclo56,912,646,0

Tabela - Valores de tempo para indução de oxidação (OIT) a 200°C, em minutos, após extrusões múltiplas de lotes com e sem estabilização (Fonte: APK).

• Em uma primeira etapa, novas amostras de pequeno tamanho, da ordem de grandeza de 3

Termoestabilização comparável à de resinas virgens Para a transformação posterior do PEBD reciclado (rPEBD), todos os três lotes foram suficientemente estabilizados do ponto de vista térmico pelos aditivos, sendo obtidos valores típicos de resinas virgens. Variações adicionais do sistema estabilizador podem ser usadas para reagir a possíveis efeitos causados por substâncias estranhas presentes no reciclado. Por exemplo, o aumento do valor do índice de amarelamento (YI) no lote 04, que foi verificado após a adição do sistema estabilizador, foi reduzido pela substituição de um antioxidante, que era a causa da descoloração. A seleção do novo componente foi feita de maneira tal que os valores do tempo para indução da oxidação (OIT) não se desviassem significativamente do valor original obtido na primeira estabilização. Garantia de qualidade em quatro níveis Os estudos mostram que os processos de reciclagem também envolvem o mapeamento de toda a cadeia de valor. Devem ser considerados vários aspectos desde a disponibilização de um insumo de determinada qualidade, passando pelo próprio processo de reciclagem, até a utilização final pretendida dos respectivos produtos. O projeto considerado teve como foco a aplicação do processo Newcycling em resíduos flexíveis descartados de PEBD-PA na fábrica da APK em Merseburg, Alemanha. Deve-se levar em conta que existem diferenças de qualidade entre as frações individuais do filme, uma vez que diferentes tipos de resinas virgens foram usados para produzir os filmes correspondentes. Estes são especificamente adaptados ao método de processamento e aplicação final. Portanto, foi estabelecido um sistema próprio de garantia da qualidade, escalonado e m quatro etapas, para garantir o processamento de cada fração de PEBD-PA.

24 – PLÁSTICO INDUSTRIAL – AGO. 2022PRODUÇÃO CIRCULAR ativos ciclossemtrasessencialmenteremanescentes,antio-xidantesprimáriosese-cundários.Paratanto,foramexaminadasamos-trasdetrêslotesdife-rentes(lotes03,04e10),asquaisforamsub-metidasaexperimentosdeextrusãomúltipla.Emumdelesasamos-foramextrudadasaditivosemcincosobcondiçõespa-drão,enquantoemoutroexperimento,asamos-trasforamtransformadas com a incorporação de um pacote estabilizador na primeira extrusão (dosagem: 2000 ppm). Verificou-se que a reação termo-oxidativa nas amostras não estabilizadas ocorreu em pouco tempo, o que indica que os estabilizantes remanescentes foram completamente consumidos (ver tabela). Consequentemente, nenhum parâmetro foi medido nos ciclos subsequentes de 2 a 5. No caso dos lotes contendo aditivos, pode-se determ inar um período maior de tempo antes do início do processo de oxidação, o que, como esperado, diminuiu ao longo dos ciclos. As diferenças entre os lotes 03 e 10 são marcantes, o que também pode ser visto nas curvas de amarelamento (YI) obtidas no experimento de envelhecimento em forno. Os métodos analíticos não permitem a obtenção de conclusões diretas sobre as diferentes evoluções entre os lotes. No entanto, pode-se supor que havia uma quantidade residual diferente de estabilizantes no material de partida, mas também possíveis contaminantes como, por exemplo, resíduos ácidos ou um maior grau preliminar de degradação do PE, os quais levaram a uma estabilidade básica menor e, consequentemente, a um tempo de indução mais curto.

Fig.4-AtéquepontoumareaditivaçãodoPErecicladoénecessáriadepende,entreoutrosfatores,daquantidadedeestabilizadorestérmicosaindapresentes(foto:APK).

• Se o comportamento da amostra for positivo e o PEBD puder ser separado do PA, é acordada uma visita à planta do fornecedor para se entender quantas formulações ele processa no local e quais processos são adotados em sua transformação.

25 – PLÁSTICO INDUSTRIAL – AGO. 2022 a 4 folhas, conforme a norma técnica DIN A4, são caracterizadas no laboratório da APK quanto às propriedades do polímero e submetidas a um teste de dissolução.

• Se a etapa anterior for bem-sucedida, é solicitado um primeiro fornecimento, o qual será amostrado no local pela equipe de garantia de qualidade da APK. Para isso, é retirada e analisada uma amostra de cada filme. Se a equipe de garantia da qualidade der sinal verde, o restante do lote fornecido é processado em sua forma pura no sistema Newcycling para determinar quaisquer ajustes nos parâmetros do processo que possam ser necessários.

Em uma primeira aproximação, a APK distingue entre os tipos de filme tubular e extrudado, o que se reflete nos produtos Mersalen NCY 01 e Mersalen NCY 02.

• Se este teste também der resultado positivo, o material recebido é usado em formulações que produzem graus comparáveis de produto final. Com este sistema de garantia da qualidade é possível, no futuro, elaborar outras misturas de acordo com determinadas propriedades, que atualmente são de natureza teórica e ainda não são exigidas pelo mercado. CCCCCom a tecnologia Newcycling, a APK oferece uma abordagem de reciclagem para resíduos, desde embalagens flexíveis a filmes multicamadas, baseada em materiais e solvente. Após as etapas de pré-processamento mecânico, o polímero em questão é dissolvido e assim liberado de substâncias estranhas como aditivos, cores ou compostos orgânicos. A seguir ele é extrudado, obtendo-se grânulos com pureza muito alta. O método se baseia no aperfeiçoamento de processos mecânicos já conhecidos e uma etapa complementar de solubilização. Como não ocorrem reações químicas e a estrutura molecular do polímero não é afetada, o método é uma das tecnologias de reciclagem de material que não envolvem o uso de processos químicos. A tecnologia Newcycling

Arico info@arico.com.tw Taiwan • Autonics (11) 95777-9385 n marketing@autonics.com.br • • Delkron (11) 95308-4554 n delkron@terra.com.br ••••• 17 a 9050 a 600 ••• Günther bremmer@guenther-heisskanal.de Alemanha ••••• 3 30 ••• HDB (11) 4615-4655 hdb@hdbrepr.com.br Hasco/Alemanha ••••• 11 a 5073 ••• Husky (11) 98704-1632 n fesouza@husky.ca ••••• 12,7 a 4213 a sob consulta ••• Incoe (11) 98928-2154 n incoebrasil@incoe.com.br ••••• 3 a 2540 a 650 ••• Loti (11) 2911-9156 vendas@loti.com.br • MHT (11) 99266-0332 n ffranco@globalplast.com.br MHT/Alemanha ••• Mold-Masters (19) 3518-4040 vendas@moldmasters.com ••••• 3,5 a 1857 a 480 ••• MPhrs (11) 96183-5541 laercio@mphrs.com.br •••• 20 a 4050 a 500 • Nova Câmara (54) 3022-2700comercial@novacamaraquente.com.br ••••• 20 a 6540 a 600 ••• Oerlikon HRS Flow(11) 3834-0179 brazil.hrsflow@oerlikon.com Itália, China/EUA ••••• 16 a 7545 a 1.000 ••• PhiTech (19) 93300-6981 n vendas@phitech.com.br • Preventiva (11) 96426-3074 n preventiva@preventiva.ind.br ••••• 12 a 6040 a 600 ••• Roko (*) info@roko.de Alemanha •••• 8 a 3837 a 450 • Thermoplay (11) 98121-0066 n lsouza@bginc.com Thermoplay/Itália ••••• 12 a 4656 a 356 ••• Uminum (54) 3201-1916 comercial@uminum.com.br ••••• ••• Yudo (47) 99631-0784 n paulo@yudosa.com.br ••••• 12 a 6075 a 1.200 ••• A empresa é Empresa )(múltiplosMoldesstackmoldbicomponenteCo-injeção/injeção)(distribuidoresBlocosmanifoldsPETparaespeciaisquentescanaisdeSistemasvalvuladainjeçãoparaSistemas)(montadosSistemashothalfplatesquentecâmaradecompletosSistemasFabricante/PaísImportadora Bicos quentes Diâmetro(Mínimo(mm)emáximo) Comprimento (mm) (Mínimo máximo)e Sistemas paraespeciaisA empresa fornece osparatemperaturadeControladores quentecâmaradesistemasE-mailTelefone Nota: (*) A empresa procura por representante para o Brasil. Obs.: Os dados constantes deste guia foram fornecidos pelas próprias empresas que dele participam, de um total de 69 empresas pesquisadas. Fonte: Revista Plástico Industrial, agosto de 2022. Este e muitos outros Guias PI estão disponíveis online, para consulta. Acesse www.arandanet.com.br/revista/pi e confira. Também é possível incluir a sua empresa na versão online de todos estes guias. Sistemas de câmara quente

Sistemas de câmara quente reunidas neste guia informações sobre empresas que fornecem sistemas de câmara quente, um recurso que já é bastante utilizado pelos transformadores por injeção. Trata-se de mecanismos formados por um bloco distribuidor ( manifold), buchas e ponteiras aquecidas por resistências elétricas que mantêm o fluxo de resina aquecido. Acoplados aos bicos injetores das máquinas, eles mantêm a temperatura constante durante o processo, assegurando um fluxo uniforme de material até a cavidade do molde. O uso desses sistemas ajuda a reduzir a ocorrência de tensões no material que está sendo moldado, o que contribui para garantir a qualidade do produto final.

26 – PLÁSTICO INDUSTRIAL – AGO. 2022GUIA II

São

MATERIAIS

Na percepção do público, os bioplásticos são usados principalmente em sacos finos compostáveis, ou seja, sacos de lixo orgânico e sacolas de compras. As embalagens de comida entregues a domicílio e as sacolas estão atualmente na berlinda, como símbolos do lixo e de uma sociedade do descarte imoderado. Esta imagem negativa não só gerou críticas, como também medidas legislativas específicas. A diretiva europeia sobre os chamados artigos de plástico de uso único proíbe talheres e pratos descartáveis, copos de poliestireno expandido (EPS), canudos e cotonetes feitos de plástico. Além disso, há pacotes de medidas para diversos produtos como, por exemplo, copos para bebidas, filtros de cigarro, embalagens externas e tampas.

Móveiseguarniçõescomlongavidaútilsãoaplicaçõespredestinadasaosbioplásticos(AlkiChair)

contribuir

Como os bioplásticos podem para o armazenamento de CO2

Os plásticos possuem propriedades muito boas e permitem uma ampla gama de aplicações. Contudo, em sua síntese são utilizadas matérias-primas fósseis, como petróleo, gás e carvão, em larga escala. Os plásticos representam 6% do consumo global anual de petróleo. Ao final de suas vidas úteis eles também geram grandes quantidades de resíduos, os quais muitas vezes são difíceis de reutilizar ou reciclar. Isso vem acompanhado da emissão de milhões de toneladas de CO2, as quais contribuem para o aquecimento global. Essas emissões podem ser reduzidas por meio do prolongamento da vida útil dos plásticos e do uso de materiais reciclados. No entanto, essa abordagem ainda é muito difícil de ser adotada para muitas aplicações. fósseis,matérias-primasaorenováveis,detetizadosgemsistepossibilidadeOutracon-nousodeplásticosdeori-biológica,sin-apartirmatérias-primasporque,contráriodasocarbonopresentenoplás-ticoénatural-menteneutroemtermosdeCO2oudeaquecimentoglobal.

Como os bioplásticos podem contribuir para o armazenamento de CO2 Harald Käb Os plásticos biodegradáveis e os bioplásticos não são adequados apenas para produtos de vida efêmera como embalagens ou sacolas compostáveis. Essa impressão, que é proporcionada pela intensa cobertura jornalística sobre o impacto dos plásticos no meio ambiente, esconde vantagens importantes. Os plásticos com origem biológica podem armazenar grandes quantidades de CO2 em aplicações recicláveis de longo prazo e, dessa forma, proporcionar uma contribuição real para a proteção do clima. Para isso, são necessários um projeto de produto apropriado e uma economia circular funcional. A maior concentração nessa abordagem poderá fazer com que o setor de plásticos se torne uma indústrias-chavedasde uma economia verde. Dr. Harald Käb é consultor independente de gestão para química e plásticos com origem biológica (Consultoria de Inovação narocon). Este artigo foi publicado originalmente na edição de janeiro de 2021 da revista alemã Kunststoffe. Copyright by Carl Hanser Verlag. Direitos para o português adquiridos por Plástico Industrial . Tradução e adaptação de Antonio Augusto Gorni.

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Na Itália essa situação criou o maior mercado nacional para sacolas plásticas biodegradáveis e compostáveis, as quais são usadas primeiro para compras e depois para a coleta de lixo orgânico. O volume desse mercado é de cerca de 60.000 t, enquanto o mercado total europeu para essas sacolas plásticas, ultrafinas e semitransparentes para resíduos orgâni cos, foi estimado em cerca de 150.000 t em 2020. No entanto, não existem números exatos ou estatísticas a respeito. São usadas para esse fim formulações elaboradas com copoliésteres biodegradáveis, como poli(butileno adipato-cotereftalato) (PBAT), poli (ácidosuccinato-co-tereftalato)(butileno(PBST)epoli(succinatodebutileno)(PBS),quesãosinte-tizadosapartirdeami-dovegetaloudeoutrospolímeros,comoopoliláctico)(PLA).

Esses produtos em forma de filme também podem ser usados no mercado de embalagens como filmes permeáveis ao vapor d’água e respiráveis para alimentos frescos. Esses polímeros ou formulações também são usados para revestimento de papelão, usando vários processos. Eles têm a função de formar uma barreira protetora ou gordurosa contra impurezas apolares (compostos orgânicos voláteis). No entanto, ao contrário do que ocorre com o mercado de sacolas, sua participação no segmento de filmes usados nas embalagens para alimentos ainda é muito pequena, estando na faixa de milésimos. Seus custos, os quais correspondem a mais do que o dobro dos filmes convencionais feitos de polietileno (PE) ou polipropileno (PP), impedem que sejam usados de forma mais ampla. Além disso, os filmes feitos com PLA ou PBAT agora são classificados como sendo “não recicláveis na prática”. Por este motivo, os usuários interessados atualmente preferem ficar com monofilmes feitos de PE, PP ou poli(tereftalato de etileno) (PET). Embora estes também sejam predominantemente reciclados de forma térmica, há, pelo menos, a possibilidade de coleta sel etiva e, portanto, de reciclagem mecânica. Esses sistemas já existem para poliolefinas e PET, mas ainda não para o PLA e outros plásticos biodegradáveis.Nomomento as embalagens plásticas biodegradáveis também não podem ser compostadas na Alemanha. Esse caminho, que faz sentido ao menos para alguns produtos selecionados, permanece fechado. A mesma tendência também pode ser observada em outros países da Uni ão Europeia que até agora estão mais abertos a esta rota de reciclagem. No parágrafo 21 (1) 2 da Lei Alemã sobre Embalagens ( VerpackungsgesetzDeutsche)estáexplicitamenteexigidoqueousodemateriaisrecicladosedematérias-primasre-nováveissejapromovidopormeiodesistemasduais,masasmedidaslegaisexplícitasatéagoratêmcomoobje-tivoapenasarecicla-bilidade.Mesmoquealeitenhadefinidoumrumocerto,aindanãoexistemmecanismos

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opçãoFig.1–Jaquetaspodemserumaótimaparaousofinaldefibrascomorigembiológicaantesdeseremrecicladasquimicamente.AfabricantesuecadeartigosesportivosTierrajáoferecejaquetasparaatividadesaoarlivrefeitascomPA11100%biológico(Tierra) bioplásticos.Portanto,Fig.2–Peçasdejogoscostumamserusadasduranteváriosanos.elesrepresentamumaaplicaçãoinicialrelevanteparaosALegoagorausapolietilenocomorigembiológicaparaalgumasdesuaspeçasdejogos(Lego)

Procuram-se novas aplicações para os polímerosbiodegradáveis

Em contraste com o precedente estabelecido pela Diretiva 2015/720 da União Europeia, que se aplica apenas a sacolas plásticas, nenhuma exceção foi permitida para produtos plásticos biodegradáveis.

De acordo com a lei promulgada em 2015, é facultado aos estados membros da União Europeia a possibilidade de incluir ou excluir as sacolas compostáveis com espessura de pare de menor que 50 ¼m das metas de redução de longo alcance.

A biodegradabilidade pode constituir uma vantagem em aplicações externas, como filmes para cobertura de resíduos orgânicos para ad ubação de solos (“ mulch”) ou proteções para plantas em crescimento. Além disso, a estrutura química desses poliésteres é interessante. No setor de embalagens, por exemplo, estão sendo realizadas pesquisas sobre as propriedades de barreira contra o oxigênio e compostos orgânicos voláteis, ou proteção do aroma. A rede holandesa de supermercados orgânicos Ekoplaza mostra o que é possível quando as empresas re almente se empenham: elas podem apresentar mais de uma centena de soluções de embalagens compostáveis que desenvolveram como parte de sua campanha #PlasticFree. Isso inclui sacos simples, combinações de papel com janela de PLA para produtos de panificação, embalagens de filme para alimentos secos – e também embalagens complexas para carne fresca ou batatas fritas. Já no mercado alemão, apenas micro nic hos são atendidos com plásticos biodegradáveis, como filmes de celulose para chocolate. Alta demanda por variantes alternativas No setor de embalagens, o maior mercado de plásticos, os nováveis.consideravelmentebioplásticoschamadosalterna-tivos(drop-in)sãomaiscapazes.Trata-sedepolímerosestru-turalmenteidênticosaosobtidosapartirdematérias-primasfós-seis,masquesãosin-tetizadosapartirdematérias-primasre-OPEcomorigembiológicaeoPETcontendo30% de matéria-prima natural estão no mercado há dez anos, com produção da ordem de centenas de milhares de toneladas, e atualmente sua capacidade de produção encontra-se quase esgotada. Ambas as variantes podem ser usadas em qualquer aplicação para a qual haja uma especificação do tipo entre as inúmeras variantes do polímero. Sua rec iclabilidade depende apenas do design do produto. A grande vantagem é a redução da pegada de carbono. Várias empresas de renome internacional se comprometeram com a proteção do meio ambiente e estabeleceram metas de economia específicas para esse fim. Ao usar poliolefinas ou PET com origem biológica pode-se chegar mais perto disso, com custos adicionais relativamente gerenciáveis. Seria útil para o desenvolvimento tecnológico de biopolímeros alternativos que sua vantagem em Fig. 3 – Dentro de um cenário de uso holístico. As coberturas de gramado esportivo da PolytanSportsgroup são feitas de PE com origem biológica (Polytan-Sportsgroup)

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MATERIAIS que impulsionem a prática e gerem efeitos sustentáveis. Agora que o mercado e as condições de aprovação para plásticos biodegradáveis neste segmento estão cada vez mais obscuros, os fabricantes são desafiados a abrir novas áreas de aplicação e canais de reciclagem.

cativamenteorigem(ABS).ilonitrila-butadieno-estirenoOespectrodepolímeroscombiológicapodesersignifi-expandidofornecendo-sematérias-primasbiogênicas

petróleo,renováveismatérias-primasemvezdegásoucarvãotambémémenossen-sívelacrisespolíticas.Abiomassaécultivadalocalmenteenãopre-cisasertransportadaemoleodutosounavios-tanqueapartirde

éFig.4–OacetatodeceluloseouPA11comorigembiológicaidealparausoemarmaçõesdeóculos(HaraldKäb)

Insensível a crises políticas As indústrias química e de plásticos já têm amplo acesso a esses polímeros. A rota de síntese via bioetanol estabelecida para PE ou via etilenoglicol (MEG) para PET poderia ser complementada por biometano (biogás) ou bionafta (provenientes de resíduos de gorduras ou óleo vegetal). As instalações para essa síntese já estão prontas, os fabricantes só teriam de alimentar seus parques químicos e equipamentos de conversão térmica (craqueadores) com essas matérias-primas biogênicas. Isso faria com que o desenvolvimento de processos químicos usando matérias-primas renováveis experimentasse um salto quântico, semelhante ao alcançado no setor energético com a produção de energia regenerativa, graças ao apoio legislativo. O potencial de matéria-prima é considerável: se os altos volumes de biocombustível e biome tano atualmente usados como fonte de energia fossem aplicados como matéria-prima na indústria química, de forma concomitante com a eletrificação do setor de transportes, milhões de toneladas estariam disponíveis. Os primeiros passos já vêm sendo dados. Colaborações ocorridas entre as empresas Neste (situada em Espoo, Finlândia), LyondellBasell (com sede em Rotterdam, Holanda) e IKEA (de Delft, Holanda) m ostraram que polímeros com origem biológica também podem ser produzidos desta forma, para a qual não havia acesso anteriormente. Agora já se dispõe de PP com 30% de origem biológica graças ao processo químico de alimentação e craqueamento. A gigante moveleira Ikea já está usando essa resina em seus produtos. A síntese química em grande escala usando

termos de pegada de carbono também resultasse em uma vantagem competitiva em termos de preço. Se, por exemplo, o carbono presente nos materiais fosse considerado por meio de medidas de precificação de CO 2 ou por impostos climáticos, os atuais custos dos bioplásticos, mais elevados em comparação com os plásticos de origem fóssil, ficariam nivelados em relação às resinas convencionais.

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países instáveis. Além disso, o portfólio de polímeros de base biológica seria quase ilimitado. Além das variantes atualmente disponíveis de PE, PP e PET, também é possível conceber variantes biológicas de poliestireno (PS), policarbonato (PC) ou de acr

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MATERIAIS básicas em grandes parques químicos, a partir dos quais eles seriam disseminados ainda mais através da rede de dutos químicos. Ao incorporar a biotecnologia e a química do CO 2 , ou seja, o uso direto desse gás, a indústria química e de plásticos, hoje francamente ativa no setor fóssil, no sentido literal da palavra, se tornaria, em algumas décadas, uma das futuras indústrias que, além de suas rea lizações técnicas, teria se dedicado inteiramente à sustentabilidade. O uso de biomassa pode ser muito mais justificado nas indústrias química e de plásticos do que nos setores de energia e combustível. Usá-la como matéria-prima para plásticos traria valor agregado muito maior e o tempo decorrido até que o carbono biogênico se transformasse novamente em CO 2 atmosférico poderia ser enormemente prolongad o. Não só estão disponíveis aplicações de plástico com longa duração, como produtos para construção civil ou móveis, como também o pleno aproveitamento de processos de reutilização, reparo e reciclagem poderá fazer com que o CO 2 permaneça combinado durante décadas de forma conveniente. Armazenamento de CO 2 em produtos Esse uso de material em cascata aumentaria significativamente os períodos de manejo do CO 2 e po deria representar uma espécie de sequestro de CO 2 de forma simultânea com uso ativo. Atualmente, as regras para o sequestro de CO 2 preveem pelo menos 100 anos de armazenamento e apenas florestas, na forma de madeira, e solos ou mares são permitidos para esse fim. Dependendo da aplicação, materiais poliméricos poderiam facilmente cobrir períodos de 30, 50 ou até 100 anos. E um ciclo de reciclagem que funcione bem, como é o caso do PET, poderia novamente estender o período de armazenamento. As regras de sequestro devem ser examinadas sob este aspecto. A meta de redução de temperatura em 1,5 °C, que foi globalmente estabelecida para combater o cada vez mais urgente problema climático, faz com que esses conceitos não mais soem como utopias verdes. A rapidez com que essa mudança pode ser bioplásticosFig.5–Osfabricantesdeaparelhoselétricostambémplanejamusaremseusequipamentos.AElektroluxapresentouseuconceitoderefrigeradorfeitodeplásticoscomorigembiológica(Elektrolux)

realizada está sendo demonstrada pela transformação do setor de energia, que ocorreu em um curto espaço de tempo, e pela transformação que está ocorrendo atualmente na indústria automotiva em função da eletromobilidade. A pressão para essa mudança é grande e vai continuar crescendo, porque as mudanças climáticas rapidamente se transformaram em uma emergência climática. Para reagir de maneira adequada e rápida, as empresas devem aprender a pensar em sistemas, de forma holística, e a considerar toda a cadeia de valor. Os exemplos a seguir ilustram essa abordagem: as garrafas PET com origem biológica devem ser submetidas preferencialmente a ciclos múltiplos de reciclagem mecânica. Ao final deste ciclo, uma aplicação de alta qualidade pode ser sucedida por usos no segmento d e fibras como, por exemplo, casacos para uso externo (figura 1) ou tapetes para uso automotivo ou residencial. A reciclagem subsequente da fibra seria possível por meio da despolimerização química até se chegar aos monômeros – e, a partir daí, o uso do material seria reiniciado. Tudo isso já é tecnicamente viável nos dias de hoje, e pode ser feito com relativamente poucas perdas e tem um efeito muito benéfico no balanço de CO2. Só precisa haver articulação nesse sentido. Uso em cascata de bioplásticos Esses cenários de uso ampliado também podem ser concebidos para o PE. Alguns anos depois da primeira utilização de PEAD com origem biológica no setor de brinquedos, na forma de blocos para construção (figura 2), pela Lego, com sede em Billund, Dinamarca, seguiu-se a conversão de um outro produto – por exempl o, um gramado esportivo (figura 3) com vida útil de 15 anos, o qual evoluiu e se transformou em um conglomerado na forma de blocos com cobertura de grama. Dessa forma, o CO 2 atmosférico poderia ser mantido em uso como carbono de origem biológica durante décadas.

PLA: versátil e resistente à radiação ultravioleta O polímero PLA, poli(ácido láctico), que ficou conhecido na forma de filmes ou copos, é um dos bioplásticos mais versáteis. Ele pode apresentar diferentes propriedades, resultantes de múltiplas variantes de estrutura polimérica, e é adequado para a fabricação de gabinetes para produtos elétricos e eletrônicos, como refrigeradores

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Com algumas exceções, os plásticos com origem biológica são tipos relativamente novos de polímeros que estão começando a ser introduzidos de for ma generalizada no mercado. Atualmente o acetato de celulose (CA), introduzido em 1865, é, de longe, o plástico com origem biológica de maior sucesso. Uma variedade de produtos, como filmes para fotografia, armações de óculos, filtros de cigarro e revestimentos, é feita a partir dele (figura 4). Nenhum outro biopolímero, termoplástico ou termofixo, atinge tal escala, de milhões de toneladas. Infelizmente quase não existem relatórios de mercado confiáveis ou estatísticas oficiais sobre biopolímeros. Portanto, suas aplicações atuais só podem ser identificadas a partir de exemplos concretos.

tridimensionais para designers e amadores. A impressão tridimensional pode ser usada para criar peças individualizadas para jogos ou elementos para o lar. Para escritórios, há cortinas em forma de rolo para manter a privacidade e para proteção contra o Sol, já que esse polímero é muito resistente aos raios ultravioleta sem a necessidade de muita aditivação. O PLA, na forma de fibras, também apresenta boas características de respiração, razão pela qual é usado para a fabricação de colchas ou produtos têxteis. Esses produtos também são considerados hipoalergênicos e inofensivos à saúde, pois não contêm substâncias contaminantes. Dur ante a pandemia de coronavírus foi realizada a fabricação de protetores faciais transparentes de PLA. Este polímero pode ser reciclado mecânica e quimicamente. No entanto, são necessários sistemas econômicos de reciclagem que só se tornam viáveis de maneira economicamente conveniente quando o volume de mercado é maior. O poliéster poli(tereftalato de trimetileno) (PTT), resina similar ao PET, pode ser produzido a partir do 1,3-propanodiol obtido a partir de fontes naturais, o qual possui um átomo de carbono a mais do que o monoetilenoglicol. As fibras feitas com PTT são extremamente resistentes e, portanto, são usadas em tapetes e tecidos de alta qualidade.Umagama completa de poliamidas (PA) com origem biológica total ou parcial pode ser usada tanto como fibras de alto desempenho quanto como formulaçõ es para processamento zadocaçõesobjetivandotermoplásticoapli-técnicasqueapresentamrequi-sitosseveros.OPA11ésinteti-quimicamen-teapartirdoóleodemamonaepodeserusado,porexemplo, nos condutos de combustível em veículos. A variante PA 4.10 é utilizada, entre outras coisas, como capô de motores. Múltiplas aplicações técnicas muito especiais, como tubos para freios de ar comprimido ou ca vilhas, são conhecidas para as variantes 6.10 ou 6.12. TPE e TPU com origem biológica Elastômeros termoplásticos (TPE) ou poliuretanos (TPU) com origem biológica encontram-se entre os bioplásticos mais novos e mais usados em aplicações técnicas (figura 6). Sua fração biogênica varia consideravelmente, depen-

MATERIAIS (figura 5) ou microcomputadores do tipo laptop. Graças às suas boas características de transformação, ele rapidamente se estabeleceu para uso em filamentos de impressoras

paraFig.6–OsTPEscomorigembiológicasãousadosprincipalmenteparaaplicaçõestécnicas,comofitasdevedaçãoperfisdejanelas(ArlanxeoKeltan)

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Também o monômero epicloridrina (ECH), com origem biológica, pode ser produzido em grandes quantidades a partir da glicerina, que é um subproduto da produção de biocombustíveis. Ele também é bastante utilizado nas resinas epóxi devido ao seu preço muito competitivo. Os poliepóxidos são usados como adesivos em muitos produtos compósitos com longa vida útil. Eles também podem ser encontrados na indústria aeronáutica e nas pás de turbinas eólicas, bem como em skates e pranchas de surfe. O PU com origem biológica é usado preferencialmente para espumas flexíveis empregadas, por exemplo, em assentos estofados ou colchões. Embora existam muitos produtos individuais, esses mercados ou tipos de polímero nunca foram sistematicamente analisados visando a utilização de polímeros renováveis. É óbvio que existem oportunidades de mercado, pois agora existe uma “variante verde” para a maioria dos produtos finais. Maior potencial do que apenas nas aplicações de nicho Conforme já foi mencionado, dados de mercado confiáveis sobre o consumo de bioplásticos em diversas indústrias ainda são raros. Mas, em muitas aplicações, definitivamente ainda se trata de nichos com pequeno volume. Por muitas razões, no entanto, frequentemente o potencial é significativamente maior.

35 – PLÁSTICO INDUSTRIAL – AGO. 2022 dendo da composição e formulação do produto final. Os produtos finais geralmente consistem de materiais diferentes, razão pela qual as frações com origem biológica são muito diversas. Em muitos casos os fabricantes não fornecem nenhuma informação concreta sobre o nível de fração biogênica. Contudo, na prática, eles têm origem em um componente poliol verde. Há um número surpreendente de tais polióis com ori gem biológica. O espectro varia desde blocos de construção baseados em açúcar, dióis fermentados e triglicerol, a derivados de ácidos graxos de óleos vegetais. Os TPEs são principalmente elastômeros apresentando composição complexa como, por exemplo, poliéteramida. As resinas de TPE possuem características amortecedoras e resiliência, razão pela qual são adequadas para uso em artigos esportivos, ma s também como tapetes de banheiro ou peças macias em bonecos de brinquedo. O TPU também é frequentemente encontrado na área de esportes e trilhas. Somente no caso de sapatos, solados, palmilhas ou estofados o consumo global é estimado em mais de 700.000 t por ano. Existem agora vários fabricantes de calçados que produzem solas e outros componentes usando materiais contendo frações de origem biológica para chuteiras de futebol ou tênis para caminhadas (figura 7). A indústria de artigos esportivos descobriu os polímeros com origem biológica por si mesma, uma vez que muitos de seus clientes são consumidores críticos ao plástico. Embora haja um grande potencial em ambas as áreas, os produtos feitos a partir de polímeros com origem biológica são até agora representados apenas de forma limitada nas indústrias de móveis, construção civil e engenharia, não sendo anunciados de forma explícita. Isto se deve ao fato de que muitos produtos contêm apenas pequenas proporções de materiais com origem biológica. Não é raro encontrar polióis com origem biológica nas formulações de poliuretano (PUR) que são usadas, por exemplo, nas espumas para construção civil ou adesivos.

deFig.7–TênisparacaminhadascomsolasfeitasTPUcomorigembiológica:osfabricantesdecalçadosestãocadavezmaisconfiandonosbioplásticosdevidoàgrandeimportânciaqueseusclientesdãoàproteçãoclimática(VauDe)

são insuficientes para pacificar a discussão crítica e justifi car exceções às metas legais de redução. Os fabricantes de plásticos biodegradáveis se deparam com a difícil situação de buscar novos campos de aplicação na Europa, pois seus produtos não mais podem ser utilizados em sacolas e pratos descartáveis. Eles falharam em apresentar biodegradabilidade e compostabilidade como uma vantagem decisiva. As perspectivas são melhores e mais confiáveis quando funcionalidade e fortes argumentos ecológicos são combinados e os produtos não são vistos como supérfluos, mas sim como úteis e importantes. Os plásticos com origem biológica só mostrarão sua força total como inovação quando os fabricantes adotarem o pensamento sistemático holístico e alinharem adequadamente seu posicionamento de mercado. A economia circular e a prioridade à proteção do clima fornecem o contex to para o desenvolvimento e, igualmente, promovem amplo marketing. A aplicação de plásticos com origem biológica em produtos de alta qualidade e longa duração, os quais podem ser usados em cascata por meio da reciclagem para a fabricação de outros produtos, não constituem apenas as aplicações ideais no início do lançamento no mercado. Toda a indústria de plásticos tem de reconsiderar sua situação e já está se alinhando a esses princípios. Seu futuro está tão em questão quanto o da indústria de energia de origem fóssil e dos veículos movidos a Diesel e gasolina. Algumas das soluções estão na gaveta e outras já se encontram no mercado, ainda que em pequena escala. Quanto mais inteligentes os conceitos e mais forte a motivação dos grandes jogadores, mais rápido o avanço será alcançado em todo o tabuleiro.

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MATERIAIS Proteção climática e economia circular como prioridades para o desenvolvimento A falta de informações confiáveis sobre o mercado também dificulta o apoio às regulamentações legais, as quais muitas vezes permitem que as inovações sejam introduzidas no mercado. No caso dos plásticos biodegradáveis é fácil perceber a importância da legislação para sua introdução no mercado. No entanto, os debates polític os e sociais nem sempre conduzem necessariamente a bons contextos para as inovações. No caso dos plásticos biodegradáveis, a pressão exercida sobre produtos execrados, como sacolas ou pratos descartáveis, inicialmente promoveu o desenvolvimento do mercado. A indústria acreditou que se livraria da pressão ao se voltar para produtos compostáveis e biodegradáveis. Essa demanda é um grande incentivo para os fabricantes desses polímeros que desejam investir e crescer. Mas a situação torna-se problemática quando os argumentos

Fornecedores de agentes de purga

Fonte: Revista Plástico Industrial, agosto de 2022. Este e muitos outros Guias de PI estão disponíveis online, para consulta. Acesse www.arandanet.com.br/revista/pi e confira. Também é possível incluir a sua empresa na versão onlinede todos estes guias.

37 – PLÁSTICO INDUSTRIAL – AGO. 2022GUIA III AditiveEmpresa (11) 5545-4300laboratorio@aditive.com.br Masterfil 180 a 32030 a 1003 •••••••• Chem-Trend(19) 3881-8200sales@chemtrend.com.br Ultra Purge 1220, 2315,160 a 350 5 a 10 ••••••• Transição 3050, 7325, PET-E PC/PMMA, PET Compostos(11) 99934-4630 n nilton@compostos.com.brDyna Purge/EUA Dyna Purge 160 a 3500,2 a 10 •••••••• impressoraFilamentolaser Endex (11) 99634-8042 n lschwarz@uol.com.br Endex BR 2650, BR 100120 a 3501 a 50,5 ••••••• FG Resinas(11) 97187-7601 n contato@fgresinas.com.brAcolor/Taiwan Aditivo purga 150 a 2301002 •••••••• Freedom(11) 97240-9614 n freedombr@freedombr.comFreepurge ANPC e 120 a 3501 a 20 •••••••• Freepoint ENPP Kalay (11) 94540-0848 n luiz.jardim@kalay.com.brUltra System/Suíça Ultraplast 140 a 420 •••••••• Lyondellbasell(19) 99953-5194 n rodolfo.coutinho@lyondellbasell.com Polyclean 80014 10 a 30 •••••••• EVOH, Tie Layers Previsão(11) 99112-9600 n vendas@previsao.ind.br Premotex 0 a 1001 a 32 ••••••• Procolor (11) 4702-9090procolormaster@procolormaster.com CPD 0036, 6000, 0202150 a 27030 a 100 •••••••• Purgex (11) 97473-2256 n vendas@purgex.com.br EUA Purgex 456 Plus, Purgex 386,120 a 340 5 a 8 ••• Purgex 456 CQ, Purgex Original, Purgex 461 Specialmix(41) 99843-8194 n specialmix@specialmix.com.br PSX 152 20 a 2300,03 a 0,053 •••••••• cargacomCompostosTelefone Nome comercial do produto (°C)trabalhodeTemperatura necessáriaPorcentagem (%)resinadekgpor demédioTempo (min)residência Para uso emRecomendado para purga dos materiais BioplásticosengenhariadePlásticosEstirênicosExtrusorasSopradorasInjetoras Poliolefinas OutrosE-mail Fornecedores de agentes de purga As empresas listadas neste guia são especializadas no fornecimento de aditivos para limpeza do conjunto rosca/cilindro de máquinas usadas na transformação de plásticos, promovendo a remoção de resíduos resultante da degradação de resinas já processadas, concentração de pigmentos e impurezas, além de acelerar a troca de cores para a moldagem de novos lotes de peças. Adicionados à resina em processamento, nas proporções definidas pelos seus fornecedores, esses agentes auxiliam na obtenção de produtos uniformes e dentro de especificações de cor, aparência e qualidade. Importado Obs.: Os dados constantes deste guia foram fornecidos pelas próprias empresas que dele participam, de um total de 30 empresas pesquisadas.

RECICLAGEM

Yuri Tomina, líder do Cazoolo, informou que a filosofia da equipe envolvida é a do projeto de embalagens tendo em vista o seu impacto ambiental (design for environment). Entre esses princípios está a criação de embalagens monomaterial, que simplificam o trabalho de triagem e reciclagem. Recursos

Uma impressora plotter está disponível para testes de impressão das embalagens flexíveis, assim como uma seladora a vácuo e uma termoformadora laboratorial que pode ser usada para validar projetos de embalagens a serem fabricadas por este processo. O conjunto de recursos permite criar protótipos rígidos e flexíveis, tanto visuais quanto funcionais. Nas impressoras por FDM podem ser usados filamentos de PP, PLA, resina reciclada (PCR) e também o polietileno à base de etanol da Braskem, do portfólio I’m Green. Há também uma equipe interdisciplinar capacitada em áreas como sustentabilidade, design, metodologias ágeis, materiais e processos de produção. Centro é parte de um projeto maior A inauguração do Cazoolo representa mais uma fase das iniciativas da Braskem em prol da economia circular na cadeia de plásticos, que tem como meta para 2030 a produção de 1 milhão de toneladas de resina incorporando conteúdo recuperado. A meta intermediária é de 300 mil toneladas já em 2025. Entre as iniciativas anteriores estão a parceria com a Tecipar (Santana de Parnaíba) para a reciclagem mecânica de embalagens e a planta de reciclagem química (ou reciclagem avançada) desenvolvida em conjunto com a Valoren (Indaiatuba, SP), com capacidade de processamento de 14.000 toneladas/ano, pelo processo de pirólise.

CentrodedesenvolvimentodaBraskemvaipromoveraintegraçãodoselosdacadeiadeproduçãonoprojetodeembalagensquetenhamomenorimpactoambientalpossível.EmpresaanuncioutambémacompradaWisePlásticos,dosetordereciclagem,ampliandosuaatuaçãoemprojetosdeeconomiacircular.Imagens:Braskem/CazooloOCazoolocontacomimpressoras3Dpordeposiçãodefilamento(FDM)emodelosqueoperamporestereolitografia(SLA),alémdecâmaraderaiosUVparacuradosprotótiposelavadoraparaoseupós-processamento.Imagem:Braskem/Cazoolo

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O Cazoolo está instalado em um espaço de 450 metros quadrados, contendo espaço para criação com salas modulares, prateleiras que simulam gôndolas de supermercado e um mini auditório para apresentações de projetos. Conta com quatro impressoras 3D por deposição de filamento (FDM) e três que operam por estereolitografia (SLA), além de câmara de raios UV para cura dos protótipos e lavadora para o seu pós-processamento.

Embalagens circulares e investimento em Areciclagem Braskem inaugurou no início deste mês o seu Centro de Desenvolvimento de Embalagens para a Economia Circular, denominado Cazoolo. Localizado em São Paulo (SP), o espaço foi criado com a proposta de ser um centro de inovação onde serão desenvolvidos, testados e implementados projetos tendo em vista o ciclo de vida das embalagens, desde a sua concepção até o pós-consumo. Trata-se de mais uma ação da empresa em seu propósito de atuar na promoção da reciclagem de materiais, que incluiu recentemente a aquisição de participação majoritária na recicladora Wise Plásticos (veja detalhes ao final destaTambémmatéria).definido como um laboratório de desenvolvimento de novas embalagens de forma colaborativa, o centro estará aberto ao estabelecimento de parcerias com as grandes marcas de produtos (brand owners), designers, startups, universidades, institutos de pesquisa, associações, indústria de transformação de plásticos e empresas que coletam e reciclam materiais plásticos. O centro dispõe de espaços de co-workingadaptados para promover a integração entre os participantes, além de oferecer recursos e equipamentos para simulação e prototipagem de novos produtos e mensuração dos resultados obtidos com base em informações técnicas e científicas a respeito dos materiais e processos empregados.

Braskem – www.braskem.com.br

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apoio das instituições Abicom, Abief, Abipet, CSMAIP (Abimaq), INP e Plastivida. Na terceira edição do evento, em 2022, novamente estarão presentes conceituados pesquisadores e profissionais do setor, apresentando e debatendo temas como o desenvolvimento de equipamentos, reciclagens mecânica e química, melhoria da qualidade das resinas recicladas, desenvolvimento de mercado e casos de sucesso na reciclagem do plástico. As inscrições podem ser feitas no link https:// www.recy-plastech.com. Na mesma página é possível assistir gratuitamente ao evento de 2021. O Recy-Plastech é uma realização da Markeplan (São Paulo, SP) e tem como mídia oficial a revista Plástico Industrial. Os participantes de eventos anteriores da Markeplan, assim como os associados das instituições apoiadoras, terão condições especiais para as inscrições. B-CycleB-CycleB-CycleB-CycleB-Cycle –Markeplan/Recy-PlastechMarkeplan/Recy-PlastechMarkeplan/Recy-Plastechhttps://b-cycle.basf.comMarkeplan/Recy-PlastechMarkeplan/Recy-Plastech-www.recy-plastech.com

Estão abertas as inscrições para a terceira edição do Recy-Plastech, Seminário Internacional de Sustentabilidade e Reciclagem de Plásticos, que vai acontecer de forma presencial, entre os dias 24 e 25 de agosto, no Instituto de Engenharia, em São Paulo (SP). O evento teve sua primeira edição em 2019, com a participação de empresas e instituições ligadas à reciclagem de resíduos plásticos, promoção de políticas de sustentabilidade e economia circular, atualmente agrupadas sob a sigla ESG, do inglês Environmental, Social and Governance, ou seja, ações voltadas para as questões ambiental, social e de governança. Durante a pandemia, em 2021, foi realizada uma versão digital, com a participação de empresas como 3M, Arkema, JBS, Gneuss, ERT, Boomera, Exchange4Change, Futamura, Deink Brasil e Grupo Wortex, com o Reciclagem de plásticos terá evento presencial este mês

A mais recente investida da empresa foi a aquisição de participação societária na Wise Plásticos (Itatiba, SP), que atua na reciclagem mecânica. A Braskem anunciou também no início de agosto a compra de 61,1% do capital social da recicladora, desembolsando um valor estimado em R$ 121 milhões, os quais financiarão a duplicação da capacidade produtiva da Wise. A transação ainda está sujeita à aprovação do Conselho Administrativo de Defesa Econômica (CADE), a autoridade antitruste brasileira. Após a aprovação da aquisição, a Wise seguirá com governança própria, equipe de gestão e foco em atender às necessidades de seus clientes atuais e futuros, passando a contar, no entanto, com o apoio e potenciais sinergias propiciadas pela entrada da Braskem na estrutura societária. A Wise é um importante playerna reciclagem de poliolefinas e fornecimento para companhias de bens de consumo, que opera no setor há cerca de 15 anos e possui hoje capacidade nominal para processar cerca de 25 mil toneladas de resíduos plásticos por ano.

Participação na Wise Plásticos

Empresa oferece pacote de serviços para o projeto e instalação de plantas de reciclagem química de materiais plásticos. Indústrias de médio porte podem ter no processo uma nova oportunidade de negócio. Ilustração: Ecolab

Outra possibilidade é a formação de clusters unindo empresas do mesmo setor, para o gerenciamento conjunto de uma recicladora química, conforme sugeriu Diana Carol Vergel, gerente de marketing da divisão Global Chemical para a América Latina da Ecolab. Múltiplos usos para o óleo de pirólise Luis Fernando Gaviria, consultor técnico industrial para a América Latina da Ecolab, explicou que entre os compostos químicos que podem ser obtidos via reciclagem química estão o óleo de pirólise, o qual pode ser adicionado à nafta para a obtenção de monômeros que darão origem a novos polímeros. Combustíveis, ou ainda uma mistura de óleo e combustível, são outros produtos que podem ser obtidos, com uso na indústria química. “O polietileno (PE) e o polipropileno (PP) normalmente dão origem a um óleo de pirólise de boa qualidade, com o qual podem ser obtidos monômeros de etileno, por exemplo, 100% baseados neste óleo. Já os materiais misturados, contendo poliestireno (PS) e policloreto de vinila (PVC), por exemplo, dão origem a combustíveisdotos,novosmouDiesel”,dascascaracterísticompróximasdoóleoinfor-Gaviria.AEcolabofereceapoioaodesenvol-vimentodeproje-envolven-serviçosdeanálisesquímicas,avaliaçãodeamostras, identificação e solução de problemas técnicos que surjam durante o processo. Realiza também o acompanhamento e a assessoria na fase de pesquisa e desenvolvimento do processo de reciclagem química para caracterizar a matéria-prima, identificar problemas dos compostos resultantes do método de pirólise e prover soluções visando à redução de custos, eficiência operacional e baixo impacto ambiental. O programa inclui também a oferta de estabilizadores, removedores de alcatrão e melhoradores de fluxo para reduzir os problemas na produção, armazenamento e transporte dos óleos de pirólise, protegendo a infraestrutura de refino e de processamento químico contra a formação de incrustação e corrosão.

RECICLAGEM Reciclagem química sob demanda A Ecolab (Barueri, SP), desenvolvedora de tecnologia com base em química e recursos digitais, criou o seu Programa Avançado de Reciclagem de Plástico, que consiste em um pacote de serviços para a instalação de plantas de reciclagem química de materiais plásticos porEmborapirólise.inicialmente destinados a grandes instalações, os projetos da Ecolab podem ser adaptados para negócios de médio porte, o que torna a reciclagem química uma possibilidade para empresas do segmento de transformação ou dereciclagem mecânica que queiram passar a atuar pelo processo químico.

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https://pt-br.ecolab.com

Permite também tratar resíduos, reduzindo os custos de pré-tratamento, de coleta e seleção, além de dar origem a produtos com a mesma qualidade do original. No Brasil, por exemplo, a reciclagem mecânica aplica-se a somente 21% do total de plástico pósconsumo gerado. Ou seja, temos um potencial enorme com a reciclagem química”, comentou Diana. Testes com o Programa Avançado de Reciclagem de Plástico da Ecolab feitos por grandes produtores na América do Norte e Europa, assim como no Brasil, permitiram a essas empresas processar com sucesso o plástico reciclado. A empresa também tem projetos em andamento no Equador, na Colômbia e no México, onde será instalada uma unidade de reciclagem química de poli(tereftalato de etileno) (PET), que converterá este material novamente em ácido tereftálico (PTA), o monômero que mais adiante novamente dará origem a resinasEcolabEcolabEcolabPET.EcolabEcolab–

trabalhos consistirão em operações de extrusão, peletização e pós-processamento de materiais, por exemplo. A planta será construída nas imediações do Centro de Testes Coperion para Manuseio de Sólidos a Granel. Markus Parzer, presidente da divisão de polímeros e diretor administrativo da Coperion GmbH, comentou sobre o novo empreendimento e a respeito de alguns dos motivos que levaram a essa decisão: “a demanda mundial por soluções de reciclagem de plásticos continuará a crescer nos próximos anos devido ao apelo cada vez maior de proteção ambiental, e devido à mudança do comportamento do consumidor. Ao decidir criar este centro, definimos prioridades claras para ser um parceiro ativo de nossos clientes, oferecendo tecnologia e experiência à medida que trabalhamos junto com CoperionCoperioneles”.CoperionCoperionCoperion– www.coperion.com/en Centro de inovação em reciclagem de plásticos será construído na Europa A companhia alemã Coperion, com filial brasileira em São Paulo (SP), divulgou que o seu novo centro de pesquisas e inovação no setor de reciclagem de plásticos começou a ser construído na Alemanha, em uma região entre as cidades de Niederbiegen e Weingarten. A unidade contará com laboratórios e equipamentos para a reciclagem de polímeros que serão usados em testes de processos e materiais, o que abrangerá a realização de estudos para o desenvolvimento e fabricação de produtos que estejam alinhados com os conceitos de sustentabilidade e economia circular. Na futura instalação, os clientes da empresa poderão solicitar serviços e acompanhar o processamento de seus produtos na companhia de especialistas, conforme foi divulgado pela Coperion. Esses

41 – PLÁSTICO INDUSTRIAL – AGO. 2022 “O processo permite a reciclagem de misturas de plásticos diferentes, além de aceitar um determinado grau de contaminantes como, por exemplo, tintas, papéis, entre outros materiais.

ensaiosLaboratóriovoltadoparapesquisasedeprocessosemateriaisplásticosrecicladosseencontraemfasedeconstruçãonaAlemanha.Imagem:CoperionGmbH

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O papel do instituto no projeto envolveu a otimização do pré-tratamento de para-choques e tanques de combustível para obter a matéria-prima reciclada usada para fabricar os novos produtos e amostras. Segundo o Aimplas, o resultado foi uma redução de 20% nas emissões de CO2 geradas durante o processo de fabricação dos novos produtos, graças ao uso de 30% de plástico reciclado de veículos em fim de vida. A utilização de plástico reciclado em produtos para essa indústria ajudaria na redução da pegada de carbono em até 85%.

Além disso, foi realizada a avaliação de impacto ambiental ao longo do ciclo de vida (ACV) durante o processo de recuperação de peças plásticas em Estações Autorizadas de Tratamento (ATFs) e na fabricação de peças com plástico reciclado. A tecnologia desenvolvida no projeto pode ser aplicada em outros ATFs para obter plásticos reciclados prontos para serem usados em novos produtos, tais como eletrodomésticos, dispositivos de controle de pragas e até ferramentas agrícolas.

RECICLAGEM

De acordo com informações fornecidas pela instituição, um novo processo de recuperação de plástico foi implementado com sucesso por um dos membros do consórcio, a empresa Desguace Cortés (de Valência, Espanha), que consiste na separação dos para-choques de polipropileno (PP) e dos tanques de combustível de polietileno (PE) dos veículos em fim de vida, devido ao valor desses materiais, que são reciclados para reintrodução no ciclo produtivo, promovendo assim a economia circular do material.

Institutoespanholdesenvolvemetodologiaparareciclagemdetanquesepara-choquesdeautomóveisemfimdevidaútilereaplicaomaterialempeçasdosetorautomotivo.Imagens:Aimplas

AimplasAimplasAimplasAimplasAimplas – www.aimplas.es

Projeto promove a reciclagem de autopeças plásticas O Instituto de Tecnologia del Plástico (Aimplas), sediado na Espanha, terminou recentemente a coordenação do projeto LIFE CIRC-ELV, que resultou no desenvolvimento bemsucedido de um novo processo de reciclagem de componentes plásticos de veículos em fim de vida.

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Plataforma digital calcula índice de reciclabilidade de embalagens A Zandei, fabricante de embalagens plásticas situada em Guaporé (RS), divulgou uma plataforma digital chamada “Retorna” que faz a avaliação do índice de reciclabilidade de frascos e recipientes usados para o acondicionamento de cosméticos.Trata-sede uma ferramenta que calcula o índice de reciclabilidade com base na matériaprima usada para a fabricação da embalagem, bem como no seu tipo, a qual pode ser usada gratuitamente. Segundo informações da empresa, a avaliação é feita a partir da determinação de notas como, por exemplo, “A (excelente aceitação)”, “B (boa)”, “C (regular)”, “D (ruim)” e “E (nenhuma aceitação)”. De acordo com Edilson Deitos, diretor da companhia, essas notas são embasadas nas práticas de reciclagem relacionadas às regiões do País onde as embalagens avaliadas são comercializadas. Para isso, é necessário responder a um questionário constituído por três etapas. “É um desafio para avançar na economia circular do plástico, e a indústria de cosméticos é um segmento importante, que usa muito esse tipo de insumo”, comentou.Aindasegundo o executivo, o índice de reciclagem foi desenvolvido por meio da Rede pela Circularidade do Plástico, que reúne companhias e instituições que atuam em diversas áreas da cadeia produtiva de polímeros. Mais informações podem ser obtidas pelo e-mail retorna@ redeplastico.org.br ou pelo telefone mostrado a seguir.

ZandeiZandeiZandeiZandeiZandei – tel. (54) 3443-9000 Ferramenta gratuita faz avaliação com base na composição e tipo da embalagem. Imagem: Rede pela Circularidade do Plástico

TTTTTerphaneerphaneerphaneerphaneerphane – tel. (11) 2714-3965

sobre segurança no acondicionamento de alimentos em embalagens plásticas. Outros fatores contribuíram para a boa execução do projeto como, por exemplo, trabalhos embasados nos conceitos de sustentabilidade e alinhados com as mudanças de comportamento dos consumidores ocorridas no período de pandemia de Covid-19.

BraskemBraskemBraskemBraskemBraskem – tel. (11) 3576-9000

Segundo Eliezer Brauner, gerente do departamento de qualidade e P&D da empresa, “a companhia entende ser extremamente importante pensar em iniciativas sustentáveis que atendam às necessidades do meio ambiente, dos consumidores e clientes”.

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Já Antonio Jou Inchausti, CEO da Polo Films, enfatizou que a obtenção da certificação FSSC 22000 “é um ganho do ponto de vista gerencial, a partir de um processo de melhoria contínua que garante a transmissão de confiança aos clientes e parceiros”. Mais informações podem ser obtidas pelo e-mail contato@polofilms.com.br ou pelo telefone abaixo.

A fabricante de filmes de poliéster Terphane desenvolveu, junto com a Braskem, um projeto que prevê a criação de embalagens stand-up pouch (SUP), para uso não alimentício, a partir dos filmes sustentáveis da linha PCR Ecophane, feitos com até 30% de poliéster reciclado pósconsumo. O produto surgiu do compromisso da Braskem, fabricante de resinas, em auxiliar os brand owners a atingirem suas metas de sustentabilidade. Outras companhias como Antilhas e Gualapack, também participaram do projeto. A produção das SUP começa com o envio das resinas de polietileno reciclado pós-consumo (PE PCR), da Braskem, junto com filmes de poliéster com material reciclado pósconsumo, da Terphane, para a Antilhas, a qual é responsável pela conversão da embalagem (laminação e impressão). Após a conclusão dessa etapa, a estrutura da embalagem é encaminhada para a Gualapack, que formata o pouch e injeta o bico e a tampa, também produzidos com material reciclado (PCR). Embalagens do tipo stand-up pouch feitas com resina pós-consumo

Veríssimo/Divulgaçãointernacional.biorientadoembalagensFabricantebrasileiradedepolipropilenorecebeucertificaçãoImagem:CláudioPoloFilmsProjetoconjuntodesenvolveuembalagensstand-uppouchparausonãoalimentícioapartirdefilmesPETfeitoscomaté30%dePCR.Imagem:Terphane

A fornecedora de filmes de polipropileno biorientado (BOPP) Polo Films, com escritório comercial em São Paulo (SP), recebeu recentemente a certificação FSSC 22000 (Food Safety Sistem Certification) – norma internacional que determina requisitos de segurança para a saúde do consumidor no que tange ao consumo de alimentos que têm contato direto com embalagens plásticas flexíveis ou rígidas. A certificação foi concedida pela Global Food Safety Initiative (GFSI) e inclui as normas ISO 22000:2018 e ISO/ TS 22002-4:2013, assim como outros requisitos alinhados às diretrizes sobre segurança alimentar em âmbito global. De acordo com informações da empresa, a obtenção da certificação FSSC 22000 para suas linhas de filmes de BOPP consistiu em um projeto que teve início em 2019. Em comunicado à imprensa, foi divulgado que isso abrangeu um remodelamento das diretrizes da com panhia, incluindo estudos e treinamento Filmes de BOPP aprovados para contato com alimentos A colaboração para desenvolver esta tecnologia, a partir de PCR, resultou na produção de um material com 43,3% de conteúdo pós-consumo (“rPE” e “rPET”), gerado em duas linhas de produção, além da logística reversa de embalagens de aterros sanitários. Segundo a Terphane, em 2021 foram utilizadas 1.000 toneladas de resinas PET PCR, grau alimentício, na produção de filmes da sua linha Ecophane, o que equ ivale ao consumo de mais de 45 milhões de garrafas de 1 litro, descartadas após o consumo do produto envasado. Além dos benefícios ambientais citados por diversos representantes das companhias envolvidas como, por exemplo, favorecimento da economia circular, associação de marca a produtos mais sustentáveis e menor consumo de matérias-primas virgens, Alan Baumgarten, CEO da Gualapack, destacou que as e mbalagens foram submetidas aos mesmos protocolos de testes e segurança que as versões feitas com resina virgem, e demonstraram que estão prontas para atender aos requisitos do mercado.

PPPPPoloFoloFoloFoloFoloFilmsilmsilmsilmsilms – tel. (11) 3478-5950

O na embalagem

Contato: (11) 98481 9754 | luciavalverdes@markeplan.com.br Inscreva-se https: //www recy plastech @com/ recy @plastech markeplan eventos Instituto de Engenharia Vila Mariana - SP 24 e 25 2AGOSTO022 Plásticos reciclados como al ternativa de abastecimento para a indústria Reciclagem mecânica os avanços em direção ao reciclado com qualidade superior Reciclagem química um panorama dos avanços Cases de sucesso na reciclagem de plásticos Sustentabilidade e economia circular Painel 1 Principais Temas Painel 2 Painel 3 Painel 4 Patrocínio Platina Apoio Realização Mídia Oficial Patrocínio Prata Patrocínio Bronze Painel 5 Prata

www.triaplastics.com3846-3700, Pórticos e pontes rolantes A VVVVVastecastecastecastecastec (Cotia, SP) projeta e fabrica pontes rolantes e pórticos para a movimentação de cargas como, por exemplo, moldes para plásticos. Sua linha de equipamentos conta com versões com viga simples, que podem ser configuradas com vãos de 5 a 35 metros e que podem movimentar cargas com peso de até 15 toneladas, assim como com viga dupla, indicadas para a movimentação de cargas com peso de até 100 toneladas. Também são comercializadas pontes rolantes com viga suspensa, além de pórticos com vãos de até 35 metros que podem ser usados para a movimentação de cargas com peso superior a 90 toneladas. Segundo informações da empresa, também são oferecidos serviços de assistência técnica e de customização de equipamentos. Tel. (11) 35728000,www.vastec.com.br Inspeção de pré-formas A suíça IMDIMDVistaIMDVistaVistaIMDVistaIMDVista, com subsidiária em São Paulo (SP), desenvolve sistemas de inspeção para linhas de produção de tampas, frascos e pré-formas plásticas. Os modelos destinados à verificação da integridade de pré-formas de PET levam em conta a possibilidade de haver contaminantes nesses itens em decorrência do uso crescente de materiais reciclados, às vezes adicionados ao material virgem. O modelo Peco V3, por exemplo, atua 100% em linha com sistemas de injeção de préformas, detectando e rejeitando produtos não-conformes e reportando ao sistema de controle informações em tempo real. O sistema ocupa menos de sete metros quadrados e trabalha à velocidade de 90 mil peças/hora, sendo adaptável a linhas de fabricação de diversas capacidades. Pode também ser configurado para executar a medição de espessura de parede dos itens. Tel. (11) 3093-6600, e-mail: www.imdvista.chsales@imdvista.com,

Extrusoras com sistema multi-rotação A GneussGneussGneussGneussGneuss, com matriz na Alemanha e escritório comercial em Barueri (SP), desenvolve máquinas para extrusão e para a reciclagem de plásticos. Um exemplo é a série de extrusoras MRSjump (foto), composta por versões que contam com sistema multi-rotação. Este sistema consiste em um conjunto de roscas com diâmetro que varia de 70 a 130 mm, cuja velocidade máxima de trabalho é de 110, 120, 135 e 165 rpm, dependendo do modelo da máquina. As extrusoras têm comprimento de 5.750 a 9.500 mm, largura de 1.200 a 1.560 mm e altura de 1.150 a 1.300 mm. Já seu peso varia de 4,5 a 10,7 toneladas, aproximadamente. Os equipamentos desta série também contam com sistema de vácuo para desvolatização que opera com pressão de 1 mbar. As máquinas são indicadas para operações de reciclagem de plásticos como, por exemplo, processamento de resíduos de filmes de PET e/ou fibras, contando ainda com um viscosímetro online, para medição das propriedades de fluxo em tempo real. Tel. (11) 41911449,www.gneuss.com Granuladores de plásticos O GrupoGrupoTGrupoTTGrupoTGrupoTriariariariaria, com sede na Itália e filial brasileira em Valinhos (SP), fornece equipamentos para granulação de plásticos. Uma de suas linhas de granuladores é a JM Series, à qual pertence o modelo mostrado na imagem. Os granuladores desta linha são indicados para a moagem de plásticos de engenharia, de elastômeros com fibra de vidro adicionados à sua formulação e outros polímeros na forma de sucata, por exemplo. Eles também são recomendados para operações junto a máquinas injetoras. Outra linha é a JS Series, que conta com modelos que têm área lateral compacta, os quais são indicados para espaços menores em parques fabris. Tel. (19)

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PRODUTOS

 Presidente  Comercial/Vendas  Diretor  Marketing  Gerente  Industrial  Chefe  Produção  Engenheiro  Compra/suprimento  Técnico  Projetos  Outros  Manutenção  Controle da qualidade  Engenharia  Ferramentaria  Pesquisa e desenvolvimento  Outros Cargo Área CEP:Empresa:Nome:Endereço: Cidade: UF: País: DDD:Tel.: Fax: HomeE-mail:page:Data: Assinatura:// Plástico Industrial tem periodicidade mensal e é enviada gratuitamente para pessoas e empresas devidamente qualificadas, ou seja, com atividades ligadas à transformação de plásticos. Por isso, o recebimento da revista está condicionado ao COMPLETO preenchimento do formulário. Preencha todos os campos! Só deixe em branco aquele cujo dado solicitado não exista em sua empresa. A remessa da revista será ou não efetivada após análise dos dados do interessado. O prazo para processamento e resposta a esta solicitação é de 30 (trinta) dias a contar da data de envio. Depois de preenchido, envie para: Aranda Editora - Al. Olga, 315 - 01155-900 - São Paulo - SP Ou utilize o cupom para qualificação que está disponível em nosso site: www.arandanet.com.br/revista_pi/pi_assinaturas.htm

Sua empresa é:empresa é:Sua empresa é:empresa é:  Transformadora  Recicladora  Ensino  Usuária/consumidora de plásticos  Fabricante/importadora/revendedora de matéria-prima, máquinas e equipamentos  Prestadora de serviços de consultoria/projetos  Prestadora de serviços de reforma/manutenção de máquinas Caso sua empresa não se enquadre em nenhuma das perguntas anteriores, qual é a relação com oCaso empresa não se em nenhuma perguntas anteriores, qual é a relação com oCaso sua empresa não se enquadre em nenhuma das perguntas anteriores, qual é a relação com oCaso sua empresa não enquadre em das perguntas anteriores, qual é a relação com oCaso sua enquadre das perguntas qual é relação com setor de plásticos?setor de plásticos? p lásticos?setor plásticos?de Indique a quantidade de máquinas existentes nessa fábrica/divisão: fábrica/divisão:Indique a quantidade de máquinas existentes nessaIndique máquinas nessa fábrica/divisão: Injetoras até 200 ton.de 200-800 de 800-1200 acima de 1200 Sopradoras Extrusoras balão Extrusoras de chapas/perfis Extrusoras para produção de filme casting Extrusoras de tubos Termoformadoras Rotomoldadoras Segmento em que atua:Segmento em que atua:Segmento em que atua:Segmento em que atua:em atua:  Automobilístico/autopeças  Eletroeletrônica  Construção civil  Embalagens  Eletrodomésticos  Móveis  Brinquedos, artigos esportivos  Utensílios domésticos  Alimentos, bebidas, farmacêuticos, produtos de limpeza, cosméticos  Calçados  Outros Principal produto de sua fábrica/divisãoPrincipal produto de sua fábrica/divisãoPrincipal produto de sua fábrica/divisão Número de empregados desta fábrica/divisãoNúmero de empregados desta fábrica/divisãoNúme ro de empregados desta fábrica/divisãoNúmero de empregados desta fábrica/divisãode  até 50  51 a 100  101 a 500  501 a 1000  acima de 1000 Sim, desejo receber a revista Plástico Industrial gratuitamente

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equipamentos médico-hospitalares e o valor agregado dos plásticos. Deste capítulo também consta conteúdo sobre termoplásticos e elastômeros utilizados em aplicações médicas e farmacêuticas, as vantagens proporcionadas por esses materiais e o potencial deste segmento. Já o capítulo dois aborda o crescimento do mercado de plásticos para a área médica, o que inclui a área de engenharia de materiais, a evolução dos materiais e do design de produtos, o aumento da demanda por polímeros como, por exemplo, polipropileno (PP), e o aumento da procura por embalagens plásticas pensadas para o uso no dia a dia de hospitais e clínicas. Este mesmo capítulo aborda também o crescimento do setor de moldagem por injeção, o aumento da demanda por itens descartáveis, como seringas e sacolas, e ainda trata da entrada do ramo de impressão 3D nos desenvolvimentos voltados para o setor médico-hospitalar. A obra é dividida em nove capítulos, possui 170 páginas e pode ser adquirida em versão física, com capa simples (US $69,95) ou capa dura (US $160,00), ou em formato de e-book(US $62,95), pelo site da editora: https://www.routledge.com. Manual da Logística reversa A Central de Custódia da Logística Reversa de Embalagens (São Paulo, SP), start up que faz o acompanhamento de programas de logística reversa, lançou no início de agosto de 2022 o manual Sistema de logísticaSistema de logísticaSistema de logísticade logística

50 – PLÁSTICO INDUSTRIAL – AGO. 2022 SERVIÇOS LITERATURA Plásticos para a área médica: o futuro deste setor A editora Routledge and CRC Press publicou o livro TheTheFTheFFTheFTheFutureofutureofutureofutureofutureof thethethethethe Medical Plastics Market –Medical Plastics Market –OpportunitiesOpportunitiesOpportunitiesOpportunitiesOpportunities for Growthfor Growthfor Growth (ou “O futuro do mercado de plásticos médicos oportunidades de crescimento”, em tradução literal). A obra tem como autor o professor Vincent Sabourin, que leciona na Universidade de Quebec (UQAM), no Canadá, e aborda a importância do uso de plásticos na área médica, abrangendo a utilização de polímeros na fabricação de equipamentos

médico-hospitalaresedeembalagenstransparentespa-raoacondiciona-mentodemedi-camentos,entreoutrosassuntos.Apublicaçãotratadeumaperspec-tivaestratégicadomercadodeplás-ticosparaaárea médica, o que envolve, por exemplo, a identificação de oportunidades para transformadores de resinas termoplásticas, desenvolvimento de produtos, análise de fatores críticos no que tange à competitividade e tendências do ramo. O capítulo um, intitulado “Visão geral do mercado de plásticos”, traz tópicos sobre plásticos relacionados com a saúde humana e seu custo, os plásticos como substitutos de materiais tradicionalmente usados na fabricação de

reversa de embalagens – contextoreversa de –reversa de embalagens – contextoreversa – contexto regulatório, rastreabilidade e conregulatório, e conregulatório, rastreabilidade e conregulatório, conregulatório, formidade ambientalformidade formidade ambiental. O conteúdo distribuído ao longo do manual abrange a política nacional de resíduos sólidos e diversos assuntos relacionados como, por exemplo, certificado de crédito de reciclagem, regulamentacões estaduais, planos de logística reversa e relatório anual de desempenho. Em comunicado à imprensa, foi informado que o manual foi elaborado com o objetivo de contribuir para o fornecimento de informações sobre a legislação vigente e ções,regulamenta-entreoutros temas ligados à reciclagem de resíduos, sustentabilidade e economia circular. Além disso, foi divulgado que uma das principais seções do manual trata do Decreto nº 11.044, que institui o Certificado de Crédito de Reciclagem, publicado em abril deste ano. O manual também traz conteúdo a respeito da preservação de recursos naturais, bem como dados sobre o percentual de embalagens recuperadas por meio de sistemas de logística reversa em diversas regiões do Brasil. A obra possui 25 páginas e pode ser baixada gratuitamente pelo site da start https://centraldecustodia.com.br.up: Errata Diferentemente do informado na edição de junho-julho de Plástico Industrial (página 9), o telefone para contato com a FFFFFitTitTitTitTitTecnologiaecnologiaecnologiaecnologiaecnologia, empresa que atua na comercialização de softwares CAD, treinamentos e serviços para a indústria de transformação de plásticos, com unidade situada no município de Caxias do Sul (RS)Caxias do SulCaxias Caxias do (RS) (RS), é (54) 3039-5900.

ADN Cabbonline----------------------32Altax7-----------------------------08Plásticos-------------------18Arburg-----------------------------05AsiaMoldes---------------------14BBC-------------------------------35Betaplas--------------------------39Braskem--------------------2a-CapaDynaflow-------------------------34Emanuplast----------------------42Endex-----------------------------10Freedom-------------------------40 LiHaitian---------------------------13Implastic-------------------3a-CapaTecidosePlásticos---------40Lindner--------------------------19Loti--------------------------------33Magtek---------------------------18Multicel--------------------------31NZPolymer---------------------34Olifieri----------------------------42PlaceResinas--------------------36PlásticoBrasil--------------------09Polipositivo----------------------43 Purgex-----------------------------37Reagens--------------------------25Recy-Plastech-------------------45Replas-----------------------------23SouzaeRamos------------------41Superfinishing------------------27Taipeiplas------------------------30Tederic---------------------4a-CapaTomra-----------------------------11TsongCherng-------------------43WordFacas-----------------------36 Empresa...............................................Pág.Empresa...............................................Pág.Empresa...............................................Pág. ANUNCIANTES

@TEDERICMACHINERYBRASIL Rua Sarg. Manuel Chagas, 100 - Pq. Novo Mundo São Paulo/SP - Cep: 02179-040 / (11) 98100-7622 / (11) 3582-2067Injetoras de 100 a 7000 ton. O progresso é impossível sem MUDANÇA. CONHEÇA A LINHA DT

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