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REVISTA APAVT 路 N潞37 路 2013

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REVISTA APAVT 路 N潞37 路 2013


AÇORES, ATITUDE E FUTURO - UM GRANDE CONGRESSO! Caros colegas, 1. AÇORES A primeira nota sobre o nosso congresso de 2013 vai, definitivamente e com inteira justiça, para os Açores e para os açorianos. Nos Açores, encontrámos um destino turístico de futuro e um arquipélago que será um dos melhores exemplos de turismo sustentável, no mundo; em Angra do Heroísmo, uma cidade linda, organizada e preparada para receber eventos de grande dimensão e exigência; nos açorianos, gente amiga que nos recebeu de braços abertos, disposta a aproveitar a tremenda oportunidade trazida pela presença maciça de agentes de viagens portugueses na ilha da Terceira. Em todos nós fica a tremenda responsabilidade de corresponder ao bom trabalho do Turismo dos Açores. Os Açores merecem e, para além disso, os nossos clientes vão agradecer!... 2. ATITUDE E CONSTRUÇÃO O nosso congresso foi sobretudo, sobre atitude. Porque por mais qualidades e formação que se nos juntem, nenhuma nos levará ao êxito se não as fizermos acompanhar, enquanto pessoas, enquanto empresas, enquanto sector, enquanto País, de atitude. Da atitude certa. Desde logo, foi preciso atitude para marcar um congresso, nas actuais circunstâncias do mercado, para a ilha da Terceira. Foi também por causa da nossa atitude que chegámos a números recorde (história recente) de participação, quer a nível do sector turístico, quer a nível dos agentes de viagens. No debate, uma vez mais soubemos honrar a tradição democrática da associação. Convidámos opiniões diferentes, construímos debates intensos (o debate sobre a promoção poderá ficar para a história dos congressos da APAVT, mas também para a história da própria promoção do País), honrámos personalidades relevantes, com histórias

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distintas e visões associativas díspares. Procurámos aproximar divergências e construir caminhos. Só estamos interessados em construir! 3. HERANÇA E RESPONSABILIDADE Esteve presente nos Açores, o presidente do primeiro congresso da APAVT, que se desenrolou em Moçambique, no ano de 1973. Perfeitamente integrado num tempo profissional que já não é o dele, exemplo permanente de boa disposição, perseverança e atitude, o nosso amigo Albino André, explica bem como é que as agências de viagens continuam a atravessar os anos sem perder capacidade de intervenção ao longo da cadeia de valor. Porque, de facto, os agentes de viagens têm sabido corresponder à evolução dos tempos, com o desenvolvimento das competências que, a cada momento, permitem a abordagem correcta das necessidades do cliente. E assim, enquanto outros continuam, uns tempos a clamar pela internet, e nos tempos que se lhe seguem , a queixaremse de quem, na internet, venceu, os agentes de viagens mantêm-se concentrados no cliente. Não será difícil acreditar que esta é a atitude certa! Mas, para quem está à frente dos destinos da associação no tempo presente, o significado desta presença do nosso presidente de 1973 tem maior significado ainda, e necessariamente deve direccionar os próximos passos. Quem gere uma associação que carrega um legado e uma história de sessenta anos de intervenção significativa no sector turístico, tem o dever, a obrigação e a responsabilidade de rumar ao futuro com vontade acrescida, com entusiamos redobrado, com atitude positiva. Este sentido de construção do futuro, orienta-nos desde o dia do regresso dos Açores.

Pedro Costa Ferreira com Albino André, Presidente da APAVT (então GNAVT) entre 1969 e 1974

Um percurso que, no próximo ano, terá passagem por… Évora! Para todos, o meu desejo de um excelente ano de 2014!

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Nº 37 - 2013 - WWW.APAVTNET.PT

CAPA

António Loureiro (Travelport)

"Este foi o melhor dos últimos três anos" Presidente da Direcção: Pedro Costa Ferreira Conselho Editorial: Pedro Costa Ferreira, João Welsh, Filipe Machado Santos, Rui Colmonero, Paulo Brehm

Faz um balanço muito positivo de 2013, considerando-o o melhor dos últimos três anos. Manteve a quota de mercado, mas viu aumentar a sua produção. Para 2014, o "patrão" da Travelport Portugal, empresa que opera o GDS Galileo, recémhomenageado pela APAVT, assegura que vai dotar as agências com maior capacidade para gerirem o seu negócio. Em entrevista à REVISTA APAVT, António Loureiro revela algumas das novidades. ○

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XXXIX Congresso REVISTA APAVT Director Editorial: Paulo Brehm brehm@net.novis.pt Redacção: Guilherme Pereira da Silva Tel. 21 3142256 / Fax. 21 3525157 revista.apavt@net.novis.pt Colaborações: Sebastião Boavida, Silvério do Canto (Agência PressTur), Fotografia: Rafael G. Antunes, Arquivos APAVT, Turismo dos Açores e Anabela Mourato Edição Gráfica e Layout: Pedro António e Maria Duarte Publicidade: Helena Dias revista.apavt@net.novis.pt 21 3142256 Impressão e Acabamento: MX3-Artes Gráficas, Lda. Rua Alto do Sintra - Sintra Comercial Park Armazem 16 Fracção Q 2635-446 Rio de Mouro

Conclusões e Recomendações As conclusões e recomendações que a direção da APAVT extraiu do XXXIX Congresso, e que foram enviadas aos associados, bem como a políticos, governantes e outras personalidades e entidades do Turismo. ○

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Para mais tarde recordar O álbum fotográfico do 39º congresso, que teve lugar na cidade de Angra do Heroísmo, na Ilha Terceira, Açores. Sob o tema "Novos Rumos, Outra Atitude" a magna reunião do turismo reuniu mais de meio milhar de congressistas que, além de participarem ativamente nos debates, encheram as ruas de Angra e animaram o destino. ○

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Check-Out

Refúgio da Vila - Hotel Rural

Propriedade: APAVT-Associação Portuguesa das Agências de Viagens e Turismo Rua Duque de Palmela, 2-1º Dtº 1250-098 Lisboa Tel. 21 3553010 / Fax. 21 3145080 apavt@apavtnet.pt www.apavtnet.pt Reg. no ICS como nº 122699 ○

MENSAGEM DO PRESIDENTE ○

EDITORIAL ○

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XXXIX Congresso

Tiragem: 3.000 exemplares Distribuição: APAVT

Nota do Editor: Os artigos de opinião são da responsabilidade exclusiva dos seus autores.

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Reabriu portas, depois de uma profunda requalificação e reestruturação, o Refúgio da Vila, Hotel Rural que já desde 1999 recebia hóspedes para desfrutarem da tranquilidade da região alentejana, em Portel. Pág. 45

ESTATÍSTICA ○

NOTÍCIAS ○

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editorial

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Paulo Brehm

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hegou ao fim 2013 e está já o setor a prepararse para mais um ano, que se antecipa de grandes desafios. Até à data, tudo indica que os números do turismo recetivo deste ano vão ser muito positivos, com Portugal a registar mais turistas e mais dormidas. É bom para o País, é também bom para os associados que se dedicam a esta vertente do negócio, é talvez um pouco menos bom para a hotelaria que, pressionada com o aumento da oferta, se vê forçada, em muitos casos, a baixar preços. É assim certo que este aumento de turistas, embora seja uma excelente notícia, não chega para deixar todos igualmente satisfeitos. Fomos seguramente beneficiados por alguma instabilidade em destinos concorrentes, mas é óbvio que não fomos os únicos, e nem todos tiveram os mesmos resultados que nós, pelo que será justo atribuir às empresas o grande mérito destes resultados, como o tem feito o próprio secretário de Estado do Turismo. Na vertente das viagens empresariais, as notícias são igualmente positivas, com um aumento do volume de vendas a surpreender. Uma maior atividade das empresas na procura de novos mercados, fora de portas, ou simplesmente a internacionalizarem-se, parece ser o motor deste desenvolvimento. No outgoing de lazer, que provavelmente constituirá a maior fatia das empresas, em número, as notícias não são tão boas. Os consumidores têm menos rendimento disponível, são mais atentos, mais cuidadosos, procuram desenfreadamente promoções, ofertas de última

hora e descontos, pelo que o desafio imposto a estas agências foi seguramente muito maior. Apesar de tudo, muitas relatam que 2013 não foi pior que o ano precedente, algumas mesmo chegam a reportar crescimentos, ainda que ténues. O congresso da APAVT revalidou-se. Foi um enorme sucesso a todos os níveis, e mesmo com um ou outro episódio de chuva, todos participaram nos trabalhos e todos se divertiram, conhecendo ou revisitando uma ilha que, efetivamente, é um excelente destino. Missão cumprida, e ficam nesta edição as fotografias a demonstrá-lo. Esta revista, mais pequena que o habitual, reserva também espaço para uma entrevista a António Loureiro, o "patrão" da Travelport, que deixa também uma mensagem positiva quanto ao seu negócio, e ao das agências de viagens. Nada como terminar o ano com estas notas, de esperança para um novo ano, com outra atitude. Do nosso lado, também uma boa notícia: todos vão passar a poder também ler a REVISTA APAVT nos seus tablets, a partir de uma aplicação que está a ser desenvolvida pela Viatecla. Em breve explicaremos tudo o que de fazer para aceder a esta nova ferramenta, que esperamos nos ajude a chegar ainda mais longe.Até lá,

Boas leituras e melhores negócios!

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Análise Estatística

Vendas BSP das agências de viagens portuguesas ultrapassaram 800 milhões de euros em Novembro As vendas de voos regulares pelas agências de viagens portuguesas através do BSP da IATA atingiram no fim de Novembro 800,7 milhões, com um aumento de 39,5 milhões de euros face ao período homólogo de 2012 que mostra um mercado cada vez mais próximo dos níveis recorde de 2006 a 2008, pré-crise mundial e pré-crise em Portugal. Dados a que o PressTUR teve acesso indicam que em Novembro, que tradicionalmente é um dos meses mais fracos em vendas BSP, apenas melhor que Janeiro, Fevereiro e Agosto, o mercado teve um crescimento em 5,2%, que significou um aumento de 3,4 milhões, para 69,7 milhões.

Novembro teve, assim, um crescimento ao nível do que tem sido o aumento médio este ano, que também está em 5,2%. Os dados a que o PressTUR teve acesso mostram que o mercado ficou, assim, a apenas 11,2 milhões de euros de em onze meses deste ano realizar o mesmo montante de vendas que nos 12 meses de 2011 e a 10,4 milhões dos 12 meses de 2012. Ainda assim, quando se compara com o ano recorde de 2008, único ano em que as vendas BSP ultrapassaram os 900 milhões de euros, as vendas de Janeiro a Novembro deste ano ainda estão com uma quebra de 7,3% ou 63 milhões de euros.

A questão é que em 2009, com a crise mundial que alastrou a partir de Setembro de 2008 e que teve forte impacto nas viagens e turismo, o BSP tinha de Janeiro a Novembro desse ano uma quebra em 14,7% ou 127,2 mi lhões de euros, de que recuperou 28,3 milhões no ano seguinte, mas que em 2011 e 2012 voltou a agravar-se, com decréscimos em 10,3 milhões e em 3,2 milhões, respetivamente. Assim, 2013 é verdadeiramente o primeiro a n o d e re c u p e ra ç ã o d a s v e n d a s B S P, permitindo anular praticamente metade (49,5%) da quebra registada de 2008 para 2009.

Voos internacionais concentram 92,1% das vendas BSP das agências portuguesas Os voos internacionais representaram de Janeiro a Novembro 92,1% das vendas de vo o s r e g u l a r e s d a s a g ê n c i a s I ATA portuguesas, em alta de 3,1 pontos nos últimos dois anos, por quebra das vendas de domésticos, mas, sobretudo, por aumento das vendas de voos internacionais, que nestes dois anos aumentaram 68 milhões de euros. Dados do BSP (do inglês para Billing and Settlement Plan, sistema gerido pela IATA, através do qual as agências de viagens pagam às companhias aéreas os bilhetes de voos regulares reservados em GDS) a que o PressTUR teve acesso mostram que as vendas de voos internacionais atingiram de Janeiro a Novembro o montante de 739,47 milhões de euros, superando em 6,9% ou 47,8 milhões o período homólogo de 2012 e em 10,1% ou 68 milhões os 11 meses de 2011. Novembro foi mais um mês em que as vendas de voos internacionais sustentaram o aumento do negócio BSP das agências de viagens portuguesas, com um aumento em

5,2% ou 3,2 milhões, para 65 milhões. O crescimento das vendas de voos internacionais, ao contrário do que era a perspetiva 'dominante', tendo em conta a recessão em Portugal, designadamente a quebra do consumo de particulares e empresas e o aumento do desemprego, tem sido 'a norma' desde pelo menos Janeiro de 2012, com uma 'episódica' exceção em Março deste ano, em que houve uma quebra de 1,5%, que se deve ao 'efeito de calendário' da Páscoa mais cedo, a 31 de Março. Ainda assim, em 23 meses as vendas BSP acumulam 22 de aumentos homólogos mensais, que a opinião dominante no mercado diz dever-se a um claro aumento do chamado mercado corporate, referindose à vendas de viagens profissionais e de negócios. Com a retracção do consumo em Portugal, as empresas tiveram que 'se virar' para os mercados internacionais, o que aliás transparece na balança comercial, e isso

obrigou-as a viajar mais. A questão que subsiste é se o segmento de lazer também contribuiu, ou não, para o crescimento, porque o BSP, tal como os dados do Banco de Portugal sobre os gastos dos portugueses em viagens e turismo no estrangeiro, não permitem destrinçar entre viagens profissionais e viagens de lazer. Há no mercado quem defenda que o mercado das viagens de lazer também teve um contributo positivo, porém sem deixar de assinalar que houve de novo este ano uma maior concentração dos pacotes turísticos em voos regulares, em detrimento dos charters, que não são contabilizados em B S P, d e s i g n a d a m e n t e p e l a f a l ê n c i a d a Orizonia. Essa tendência, porém, teve a contrabalançá-la um aumento da oferta de voos de companhias low cost, que mesmo quando vendidos através dos GDS, como tem sido tendência dessas companhias precisamente para aumentarem a sua penetração nas agências de viagens, não são contabilizados em BSP.

TAP 'resolve' no Aeroporto de Lisboa enquanto easyJet tem a maior quebra A TAP acrescentou 47,5 mil passageiros ao Aeroporto de Lisboa no mês de Novembro, garantindo por si só o crescimento do maior aeroporto português, que teve na sua segunda maior companhia o maior 'travão', pois teve a maior queda do mês, de acordo com dados a que o PressTUR teve acesso. Esses dados indicam que em Novembro, a TAP transportou de e para Lisboa 678,6 mil passageiros, em alta de 7,5%, enquanto o aumento médio do aeroporto foi de 5,7%, mas sem contar com a TAP teria ficado em 2,9%. Enquanto a companhia portuguesa se manteve o 'motor' do crescimento do Aeroporto de Lisboa, no pólo oposto esteve a easyJet, que teve a maior queda do mês em número de passageiros, ao ficar em 126,1 mil, abaixo de 6

Novembro de 2012 em 6,5% ou 8,7 mil, embora na totalidade da sua rede tenha crescido 3,4%. Os dados a que o PressTUR teve acesso mostram que em Novembro, além da easyJet sobressaíram as quedas da British Airways, em 14,5% ou 3,2 mil passageiros, para 18,9 mil, da Swiss, em 13,6% ou 1,3 mil, para 8,5 mil, da Aigle Azur, em 18,3% ou 1,5 mil, para 6,9 mil, da Brussels, em 11,2% ou 0,8 mil, para 6,6 mil, e da Air Europa, em 5,6% ou 0,5 mil, para 8,4 mil. A contribuir para anular estes decréscimos, tendo crescimentos, estiveram, depois da TAP, a Transavia.com, low cost do grupo Air FranceKLM, com aumento em 57,5% ou 6,7 mil, para 18,5 mil, a Vueling (low cost que integra o grupo IAG, como a British Airways e a Iberia), com +30,9% ou mais 5,4 mil, para 23 mil, e a Emirates,

com +22,7% ou mais 2,5 mil, para 13,5 mil. A estes crescimentos somaram-se a entrada de companhias aéreas que não operaram em Novembro de 2012 e o 'estancamento da hemorragia' nas companhias líderes dos maiores grupos aéreos europeus. Entre as novas companhias sobressai a Ryanair, que só operou nos últimos dias do mês (começou a 26 de Novembro), com 4,9 mil passageiros. Já quanto às 'majors' europeias, Novembro foi um mês em que só a British Airways e a KLM tiveram quedas, pois a Lufthansa teve um aumento em 1,2% ou 0,46 mil, para 37,7 mil, a Air France teve +2,3% ou mais cerca de 0,6 mil, para 27,5 mil, a Iberia superou Novembro de 2012 por 11 passageiros, totalizando 24,3 mil, e a KLM teve +2,6% ou mais 0,4 mil, para 17,1 mil. REVISTA APAVT · Nº37 · 2013


Análise Estatística

Venda de voos domésticos sobe em Novembro pela 1ª vez desde pelo menos Janeiro de 2012 O aumento das vendas BSP das agências IATA portuguesas em 5,2% no mês de Novembro teve pela primeira vez uma contribuição positiva dos voos domésticos, que desde pelo menos Janeiro de 2012 que sucessivamente registavam quedas homólogas mensais, de acordo com os dados a que o PressTUR teve acesso. Em Novembro, as agências de viagens portuguesas realizaram 4,88 milhões de euros de vendas de voos domésticos, em alta de 5,1% ou 235,5 mil euros relativamente ao mês homólogo, quando, no ano de 2012 teve quebras a dois dígitos em todos os meses e este ano a melhor variação tinha sido uma quebra em 4,8% no mês de Outubro. Fontes das agências de viagens e aviação disseram ao PressTUR que encaram a subida de 5,1% em Novembro como um sinal de que as

vendas de voos domésticos podem "já ter batido no fundo". Depois de em 2012 a quebra menor ter sido em 12,8% no mês de Janeiro e de as vendas de voos domésticos terem ficado abaixo de 2011 em 25% ou 25,27 milhões, baixando para 75,7 milhões, a perspectiva era de que este ano a tendência fosse de pelo menos alguma estabilização. Não foi o caso, porque embora as variações negativas se tenham atenuado, a verdade é que foram a somar às ocorridas em 2012, levando a que em relação a 2011, a melhor variação tivesse sido uma quebra em 18,4%, no mês de Novembro. E não é por acaso que as quebras menores ocorrem no mês de Novembro, pois é nos últimos meses do ano que as vendas de voos domésticos são mais baixas. Em 2011 e em 2012

foi em Dezembro, respectivamente com 5,5 e 4,1 milhões, mas logo a seguir vieram os montantes de Novembro, com seis milhões e 4,6 milhões. Aliás, os dados do BSP a que o PressTUR teve acesso mostram que apesar do aumento em 5,1%, as vendas de voos domésticos ficaram em Novembro no terceiro valor mensal mais baixo desde pelo menos Janeiro de 2012, apenas melhor que os 4,6 milhões de Novembro de 2012 e os 4,1 milhões de Dezembro desse ano. Assim, no conjunto dos onze meses de Janeiro a Novembro deste ano as vendas de voos domésticos estão em 63,3 milhões de euros, 11,6% ou menos 8,3 milhões que no período homólogo de 2012, no qual tinham registado uma quebra em 25% ou 23,8 milhões, pelo que em dois anos a quebra atinge 33,7% ou 32,1 milhões.

TAP aumenta tráfego de e para Lisboa em 820 mil passageiros em dois anos A TAP transportou de e para Lisboa nos 11 meses de Janeiro a Novembro mais 392,5 mil passageiros que no período homólogo de 2012, no qual já tinha registado um aumento em 427,1 mil, pelo que em dois anos a companhia portuguesa acrescentou ao maior aeroporto português um total de 819,6 mil passageiros, de acordo com dados a que o PressTUR teve acesso. A informação mostra que o aumento do número de passageiros em voos da TAP equivale a 66,3% do aumento total de passageiros do Aeroporto de Lisboa e que o incremento desde os primeiros onze meses de 2011 equivale a 77,4%. Desta forma, embora a TAP apenas cresça este ano face ao período homólogo de 2012 (+4,7%) meio ponto acima do aumento médio do aeroporto (+4,2%), na realidade a diferença é de 1,3 pontos, pois sem TAP o crescimento médio do aeroporto fica em 3,4%. Relativamente a 2011, a TAP cresce 10,4%, enquanto o aumento médio do Aeroporto é de 7,7% e sem TAP fica em 4,1%. Os dados a que o PressTUR teve acesso mostram que depois da TAP as companhias que mais crescem nos 11 meses de Janeiro a Novembro são as low cost de dois dos maiores grupos aéreos europeus, a Transavia.com, do grupo Air France-KLM, com mais 113,9 mil passageiros (+74,7%, para 266,5 mil), e a Vueling, do grupo IAG, com mais 55,7 mil (+23,7%, para 290,5 mil). Mas os grupos a que pertencem, nem por isso reforçam a sua presença na mesma medida, por quedas entre as maiores companhias que os integram. O maior grupo aéreo europeu em Lisboa nos meses de Janeiro a Novembro é o IAG (British Airways, Iberia e Vueling), com 851,1 mil passageiros, em alta de 1,1% ou 8,9 mil, pelos crescimentos da Vueling e da British Airways REVISTA APAVT · Nº37 · 2013

(+2,6% ou mais 6,4 mil, para 254,2 mil), que superam a queda da Iberia (-14,8% ou menos 53,2 mil, para 306,4 mil). Depois, com um total de passageiros próximo do IAG, vem o grupo Air France - KLM (Air France, KLM e Transavia), com 847,5 mil, em alta de 12,5% ou 94,2 mil, neste caso apesar da queda da Air France (-8,3% ou 32,3 mil, para 356,5 mil), porque além da Transavia.com cresce a KLM (+6% ou mais 12,6 mil, para 224,5 mil). O grupo Lufthansa (Lufthansa, Swiss e Germanwings) é o mais pequeno em Lisboa, com 784 mil passageiros, e o que tem o crescimento mais fraco (+0,5% ou mais quatro mil), pela queda da Lufthansa em 10,9% ou 63 mil passageiros, para 512,5 mil, enquanto a Swiss tem um aumento em 55,4% ou 59,7 mil, para 167,4 mil, e a Germanwings cresce 7,6% ou 7,3 mil, para 104 mil. Os dados a que o PressTUR teve acesso indicam que entre as companhias que mais estão a crescer no Aeroporto de Lisboa, além da TAP, Transavia.com, Vueling e Swiss, contam-se a TAAG, com mais 19,8 mil (+12,4%, para 179,9

mil), a Royal Air Maroc, com mais 16,6 ml (+44,9%, para 53,7 mil), a easyJet, com mas 15,6 mil (+0,9%, para 1,679 milhões), e a Turkish Airlines, com mais 14,2 mil (+18,6%, para 90,3 mil). A estes aumentos somam-se os movimentos de passageiros de companhias que não operavam há um ano ou que apenas operaram alguns meses de 2012, como é o caso da Emirates, que soma 160,9 mil passageiros, mais 101,1 mil ou +169,1% que no ano passado, em que só começou a voar de e para Lisboa em Julho. Uma situação idêntica passa-se com a Norwegian, que tem 33,7 mil passageiros, e, com menor expressão, com a Ryanair, que começou a voar de e para Lisboa em 26 de Novembro. Em aumentos percentuais sobressaem ainda os aumentos da STP Airways (+25%, para 14,8mil) e da Rossiya Airlines (+79,3%, para 11,2 mil). Entre as companhias com maiores quedas, os dados a que o PressTUR teve acesso indicam que se incluem a Air Europa, com menos 53,2 mil passageiros (-31,2%, para 117,6 mil), e a Air Berlin, com menos 32 mil (45%, para 39,1 mil.

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Análise Estatística

Hotelaria portuguesa 'ganha' até Outubro dois milhões de dormidas de estrangeiros A hotelaria portuguesa está a caminho de superar, pela primeira vez, os 40 milhões de dormidas num ano, apesar da crise que afeta o seu primeiro mercado, o dos residentes em Portugal, pelo aumento das pernoitas de residentes no estrangeiro, que no final de Outubro são mais quase dois milhões que no período homólogo de 2012. De Janeiro a Outubro, de acordo com os dados publicados pelo INE, a hotelaria portuguesa soma 26,89 milhões de dormidas de estrangeiros, em alta de 8%, com cinco dos dez maiores emissores a terem aumentos a dois dígitos, a que se soma um aumento também acima de 10% do conjunto dos restantes emissores. Em percentagem o maior aumento é das dormidas de norte-americanos, em 16,2%, para 693,8 mil, mas em valor absoluto o que mais conta é o britânico, com mais 594 mil dormidas (+10%, para 6,51 milhões). Apesar dessa evolução, porém, não é seguro que o mercado britânico bata este ano o recorde anual de dormidas na hotelaria portuguesa, que está em 7,7 milhões no ano de 2007. O segundo maior aumento em valor absoluto é dos alemães, em 398,4 mil dormidas (+12%), para 3,714 milhões, um total que perspetiva que a hotelaria portuguesa atinja este ano um novo recorde anual de dormidas de residentes na Alemanha, superando as 3,899 milhões de 2003, bastando para tanto que em Novembro e Dezembro mantenha os números dos meses homólogos de 2012. O terceiro mercado com maior aumento

das dormidas na hotelaria portuguesa nos primeiros dez meses deste ano é França, com mais 296,6 mil, e que já atingiu um novo máximo anual (2,368 milhões), e depois é a Irlanda, com mais 108,2 mil (+11,3%). As dormidas de irlandeses superam pela primeira vez, desde 2008, o milhão em dez meses, com 1,066 milhões, e podem vir a bater o recorde anual de 1,117 milhões, atingido no ano de 2003, bastando apenas ligeiros crescimentos em Novembro e Dezembro. Além dos cinco mercados do Top10 que cresceram a dois dígitos em dormidas na hotelaria portuguesa, para o crescimento em quase dois milhões nos primeiros dez meses deste ano contribui fortemente o conjunto dos restantes emissores, que estão com um aumento em 386,3 mil pernoitas (+10,4%), para 4,117 milhões. O Top10, a hotelaria portuguesa conta ainda com aumentos das dormidas de brasileiros e belgas, em ambos os casos abaixo do aumento médio das dormidas de estrangeiros, respetivamente em 7,1% e em 3,4%. Ainda assim, os brasileiros que pela primeira vez fizeram mais de um milhão de dormidas/ano na hotelaria portuguesa em 2011, nos primeiros dez meses deste ano já superam essa marca, com 1,073 milhões, acima do período homólogo de 2012 em 71,6 mil, com o qual se perspetiva um novo recorde anual este ano, superando as 1,139 milhões de 2012, para o que é suficiente não haver quedas em Novembro e Dezembro.

Uma situação idêntica verifica-se com os belgas, que os dados do INE indicam terem feito até Outubro mais 19,3 mil dormidas na hotelaria portuguesa, totalizando 588 mil, pelo que não havendo quedas em Novembro e Dezembro ultrapassará o recorde anual de 606 mil pernoitas, atingido no ano passado. A principal 'dor de cabeça' da hotelaria portuguesa continua a ser o mercado doméstico, dos residentes em Portugal, que está com uma quebra em 1,8% ou 202 mil dormidas, para 10,92 milhões. Os residentes em Portugal representam ainda assim 28,9% das pernoitas totais de Janeiro a Outubro, mas estão cada vez mais longe dos 36,5% dos primeiros dez meses de 2010, relativamente ao qual a quebra este ano atinge 11,1% ou 1,368 milhões de dormidas. Além do mercado doméstico, os mercados problemáticos são, como se esperava, Espanha e Itália, a que se juntou, surpreendentemente, a Holanda que em 2011 tinha atingido um novo recorde, com 2,137 milhões, mas nos primeiros dez meses deste ano está com uma queda em 1,2% ou 23,5 mil dormidas, para 1,957 milhões. Espanha, que é tradicionalmente o terceiro maior emissor estrangeiro, está com um decréscimo de 0,8% ou 21,9 mil dormidas, para 2,782 milhões, que ainda assim evidencia alguma resiliência, tendo em conta a crise económica que está a atravessar, e Itália tem o decréscimo mais forte do Top10 dos emissores, com -8,4% ou menos 66 mil pernoitas, para 722,5 mil.

Portugal ganha quota de mercado nos maiores emissores mundiais Portugal aumentou até Setembro a quota de receitas turísticas geradas pelos maiores emissores mundiais, designadamente da China, Estados Unidos, Alemanha e Reino Unido, como resulta da comparação entre a informação do Banco de Portugal e dados divulgados ontem pela Organização Mundial do Turismo (OMT). De acordo com a OMT, os gastos dos chineses, que em 2012 se tornaram o povo que mais despende em viagens e turismo no estrangeiro, com 102 mil milhões de dólares, nos primeiros nove meses deste ano subiram 22%. Em Portugal, a China ainda está longe da preponderância que tem a nível mundial, não figurando sequer nos 20 maiores emissores, mas de acordo com dados do banco central recolhidos pelo PressTUR até Setembro estão com um aumento de 147% e já superam em 9,37 milhões a totalidade do ano passado. Os Estados Unidos, segundo maior emissor mundial em valor dos gastos no estrangeiro, de acordo com a OMT está até Setembro com um

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aumento do montante global em 2%, mas Portugal acumula um aumento médio de 25,8%, com o qual ascende a 5º maior emissor, superando Angola. Quanto à Alemanha, a OMT diz que até Setembro não há aumento dos gastos dos residentes em viagens e turismo no estrangeiro nos primeiros nove meses deste ano, mas Portugal tem um incremento em 11,7%, com +16,8% no mês de Setembro. França e Reino Unido, que são os dois maiores emissores para Portugal, apesar do 'peso' que já têm nas receitas turísticas portuguesas, representando, respectivamente, 18,6% e 16,5% do total de Janeiro a Setembro, o País neste período tem aumentos mais fortes que os gastos totais desses emissores. De acordo com a OMT, tanto britânicos como franceses aumentaram os gastos nos primeiros nove meses em 2%, mas Portugal tem aumentos de 6,6% e 4,9%, respectivamente. Entre os emissores mundiais de que a OMT destaca o aumento de gastos turísticos nos

primeiros nove meses, Portugal só não ganha quota de mercado na Rússia e no Brasil. A Rússia, que a OMT assinala ter subido no ano passado a 5º maior emissor mundial em gastos turísticos e ser o País do Top10 dos emissores mundiais que tem o maior aumento dos gastos turísticos nos primeiros nove meses, com +29%, em Portugal tem um aumento em 20,1%, embora no mês de Setembro o incremento tenha atingido 66%. Aliás, a Rússia é um dos países cujos residentes ultrapassaram nos primeiros nove meses o total de gastos turísticos em Portugal do ano de 2012. O Brasil, que já chegou a ser o maior emissor de fora da Europa para Portugal e que nos primeiros nove meses deste ano é o terceiro, depois dos Estados Unidos e Angola, está nos primeiros nove meses deste ano com o aumento mais fraco do Top10 dos emissores, em 1,3%, embora a nível mundial, de acordo com a OMT, o aumento seja de 15%.

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Análise Estatística

Europa lidera crescimento do turismo mundial com aumento duas vezes mais forte que previsto A Europa, sistematicamente caracterizada como um destino 'maduro' e como tal com taxas de crescimento inferiores à média mundial, é a maior surpresa dos primeiros nove meses deste ano, cotando-se como a região onde se registou o maior aumento das chegadas de turistas internacionais, de acordo com uma informação divulgada ontem pela OMT. "Na Europa, a região do mundo mais visitada, as chegadas de turistas internacionais cresceram 6%", destacando-se aumentos acima da média na Europa Central e do Leste, com +7%, e na Europa do Sul e Mediterrânica, com +6%, diz essa informação da OMT, que no início deste ano previa que o aumento das chegadas de turistas internacionais nos países europeus se situasse em 2013 entre 2% e 3%, apenas melhor que os 0% a 5% que previa para o Médio Oriente. A OMT sublinha esse desempenho acima das previsões e acrescenta que o aumento nos primeiros nove meses deste ano é duas

vezes mais forte que o aumento médio anual desde 2000 das chegadas de turistas internacionais aos países europeus, que é de 2,7%. De acordo com a OMT, o aumento médio das chegadas de turistas internacionais no mundo situou-se em 5% nos primeiros nove meses deste ano, com um aumento em 41 milhões, para 845 milhões. A previsão da OMT para o ano de 2013, divulgada em Janeiro, era de um aumento entre 3% e 4%, o que o seu secretário-geral, Taleb Rifai, assinala, afirmando que o "turismo internacional continua a crescer acima das expectativas". E, de acordo com os dados avançados ontem pela OMT, a Europa é a principal 'culpada' desse crescimento mais forte que antecipado. Além da Europa, só a região Ásia e Pacífico tem um aumento das chegadas de turistas internacionais acima do aumento médio

mundial, em 6%, no que está em linha com a previsão para 2013 avançada em Janeiro, que apontava para um aumento entre 5% e 6%. Nas Américas, a OMT indica um aumento em 3%, quando a previsão para o ano é de 3% a 4%, para África indica +5%, quando a previsão era de 4% a 6%, e para o Médio Oriente indica +0,3%, quando a previsão era de 0% a 5%. A informação divulgada ontem pela OMT assinala que para o crescimento em 6% das chegadas de turistas internacionais na Ásia conta especialmente o aumento em 12% nos destinos do Sudeste Asiático. Em relação ao continente americano, a OMT diz que o aumento em 3% é por aumentos em 4% na América do Norte e em 3% na América Central, o que deixa a América do Sul com um aumento abaixo da média da região, e em relação a África assinala o aumento em 6% nos países do Norte do continente.

Hotelaria portuguesa já tem recordes anuais de dormidas de franceses e norte-americanos A hotelaria portuguesa está no fim de Outubro com o maior total de sempre de dormidas de estrangeiros para os primeiros dez meses de um ano, destacando-se franceses e norteamericanos, que já atingiram novos máximos anuais, superando em 6,5% e em 4,7%, respectivamente, os totais do ano de 2012, em que tinham atingido novos recordes. Os dados do INE publicados hoje indicam que a hotelaria portuguesa soma de Janeiro a Outubro 2,368 milhões de dormidas de residentes em França, com um aumento em 14,3% ou mais 296,6 mil face ao período homólogo de 2012, pelo qual também fica 143,8 mil dormidas acima do total do ano passado. Uma situação idêntica verifica-se com as dormidas de residentes nos Estados Unidos, que de Janeiro a Outubro são 693,8 mil, em alta

de 16,2% ou 96,7 mil relativamente ao período homólogo de 2012 e até já 31 mil acima do total do ano passado. França e Estados Unidos são os únicos mercados que em dez meses atingiram novos recordes anuais de dormidas na hotelaria portuguesa, mas embora França seja o maior emissor para Portugal em receitas turísticas e os Estados Unidos o 5º, na hotelaria portuguesa têm menor preponderância. França é o 4º emissor internacional para a hotelaria, representando de Janeiro a Outubro 8,8% das dormidas de estrangeiros (6,3% das dormidas totais, incluindo residentes em Portugal), e os Estados Unidos são o 9º, representando 2,6% (1,8% das dormidas totais). Porém, os seus aumentos de dormidas foram suficientes para, por si sós, compensarem as

quedas de três dos dez maiores mercados emissores, Espanha e Itália, cujas economias são das mais afectadas pela crise das dívidas soberanas na Europa, e Holanda, onde além da situação económica na Europa o fluxo turístico foi afectado pela falência de um grande operador turístico (OAD Reizen). Com o aumento de 296,6 mil dormidas, o mercado francês superou em 185,2 mil dormidas as quebras conjuntas de Espanha (menos 21,9 mil), da Holanda (menos 23,5 mil) e Itália (menos 66 mil). Somando o aumento das dormidas de norte-americanos, França e Estados Unidos propiciaram à hotelaria portuguesa um saldo positivo de 281,9 mil pernoitas, já descontadas as quebras de Espanha, Holanda e Itália.

Turistas dos Estados Unidos são os 'campeões' do aumento das receitas turísticas portuguesas Depois do Brasil e Angola, que foram as 'estrelas' dos emissores para Portugal nos últimos anos, em 2013 esse 'título' vai para os Estados Unidos, com um aumento de 82,9 milhões de euros, que é mais do que despenderam os suecos em todo o ano de 2012, em que foram o 16º emissor, de acordo com dados do Banco de Portugal recolhidos pelo PressTUR. Sexto maior emissor em 2011 e 2012, os Estados Unidos ocupam a 5ª posição nos primeiros nove meses deste ano, com 404,4 milhões de

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euros, o que equivale a 5,6% das receitas turísticas portuguesas deste período, com um aumento em 25,8% relativamente ao período homólogo de 2012. Desta forma, os gastos turísticos de norte-americanos em Portugal nos primeiros nove meses deste ano já ultrapassaram os totais dos anos de 1998 a 2011 e estão a apenas 12,2 milhões de superarem o total de 2012 (416,7 milhões de euros), ano em que subiram 14,7% ou 53,4 milhões de euros. Os dados do banco de Portugal mostram que depois de em 2008 e 2009, com a crise

económico-financeira mundial, os gastos de turistas norte-americanos em Portugal terem registado uma quebra acentuada (-20,2% que em 2007), em 2010, com 300,2 milhões atingiram um novo recorde anual, que foi superado em 2011, com 363,2 milhões, e, de novo, em 2012, com 416,7 milhões. Esta progressão tem expressão na hotelaria, com um aumento das dormidas de norteamericanos em 16,4% de Janeiro a Setembro deste ano, como nos cruzeiros, com um aumento no Porto de Lisboa em 35,1%. 9


Análise Estatística

Receita de aposento média por dormida sobe 0,5% em Outubro na hotelaria portuguesa O alojamento turístico em Portugal teve em Outubro um aumento médio dos proveitos de aposento por dormida em 0,5%, com a maior subida a ocorrer nos Açores, em 3,3%, e a maior queda no Alentejo, em 8%. De acordo com o INE, em Outubro, para um aumento das dormidas em 6,3%, para 3,74 milhões, o aumento dos proveitos de aposento foi de 6,8%, para 118,5 milhões de euros, o que significa que o valor médio de proveitos de aposento por dormida foi de 31,7 euros, 0,1 euros acima do mês homólogo de 2012. Entre as regiões que tiveram aumentos sobressai os Açores, com +3,3%, para 29,8 euros de proveitos de aposento por dormida, seguindo-se o Centro, com +1,5%, para 29,3 euros, o Norte, com +1,1%, para 33,7 euros, o Algarve, com +0,8%, para 23,7 euros, e a Madeira, com +0,7%, para 28,7 euros. Os Açores tiveram a maior queda do mês, em 8%, para 31,4 euros, e Lisboa também registou decréscimo, e 1,5%, para 43,6 euros. A informação divulgada hoje pelo Instituto indica que no mês de Outubro os estabelecimentos de alojamento turístico portugueses realizaram 173,5 milhões de euros de proveitos totais, em alta de 7,8% relativamente ao mês homólogo de 2012, com +6,8% em proveitos de aposento, para 118,5 milhões, e +10,1% em outros proveitos (incluindo alimentação e bebidas, comunicações e outros serviços), para 55

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milhões, enquanto em número de hóspedes houve um aumento em 5,6%, para 1,309 milhões, a que se somou um aumento da estada média 0,7%, para 2,86 noites. Em proveitos totais, a maior subida do mês foi nos Açores, com +32,1%, para 3,65 milhões de euros, seguindo-se o Norte, com +11,7%, para 21,2 milhões, Lisboa, com +10,5%, para 59,8 milhões, Algarve, com +6,6%, para 46,8 milhões, e +6,4% na Madeira, para 22,9 milhões. Em número de hóspedes, os Açores foram também a região com maior aumento percentual, em 12,5%, para 26 mil, seguindo-se o Norte, com +9,7%, para 262 mil, Lisboa, com +8,5%, para 417 mil, Algarve, com +6,4%, para 276 mil, Madeira, com +4,5%, para 90 mil, e Alentejo, com +2,2%, para 57 mil, o que deixou o Centro com a única queda do mês, em 6%, para 180 mil. Estes dados quando comparados com a evolução do número de hóspedes indicam que em Outubro houve um aumento dos proveitos totais por cliente em 2,1%, para 132,6 euros, destacando-se os Açores, com o maior incremento do mês, em 17,4%, para 139,2 euros, e o Alentejo, com a única queda, em 2,7%, para 79,3 euros. A seguir aos Açores, o maior aumento foi no Centro, em 3,1%, para 80,3 euros, e, depois, na Madeira, em 1,9%, para 255 euros, em Lisboa, em 1,8%, para 143,4 euros, no Norte, em 1,8%, para 81,1 euros, e o Algarve, que teve um aumento pela

margem mínima, em 0,1%, para 169,8 euros. Em proveitos de aposento, os estabelecimentos dos Açores foram também os que tiveram a maior subida do mês, com +36,1%, para 2,66 milhões de euros, seguidos pelos do Norte, com +12,7%, para 15,47 milhões, Madeira, com +8,8%, para 14,5 milhões, Lisboa, com +7,6%, para 43 milhões, Algarve, com +4,2%, para 30,4 milhões. Quedas de proveitos de aposento tiveram os estabelecimentos localizados na região Centro, em 3,1%, para 9,4 milhões, e no Alentejo, em 2,8%, para 2,97 milhões. Os Açores foram igualmente a região que teve o maior aumento das dormidas do mês de Outubro, em 31,8%, para 89 mil, seguindo-se o Norte, com +11,4%, para 459 mil, Lisboa, com +9,2%, para 986 mil, a Madeira, com +8,1%, para 507 mil, o Alentejo, com +5,7%, para 95 mil, e o Algarve, com +3,4%, para 1,287 milhões. O Centro, onde os estabelecimentos estão mais dependentes dos mercados português e espanhol, foi a única região a ter decréscimo de dormidas, em 4,6%, para 321 mil, que os dados do INE permitem ver ter-se ficado a dever à quebra de pernoitas de residentes em Portugal em 8% (menos 14,9 mil, para 171,3 mil), mas, também, a ter tido a única queda do mês, ainda que ligeira, em dormidas de estrangeiros, em 0,5% ou 700, para 150 mil. A região onde os estabelecimentos de alojamento turístico tiveram a subida mais forte das dormidas de estrangeiros foi os Açores, com um aumento em 51,9% (mais 19,6 mil), para 57,4 mil, mas em valor absoluto foram Lisboa, com mais 79,1 mil (+11,4%), para 775,1 mil, e Algarve, com mais 53,4 mil (+4,8%), para 1,157 milhões. Aumentos percentuais a dois dígitos ocorreram ainda no Alentejo, em 17,8% (mais seis mil, para 39,8 mil), e no Norte, em 17,1% (mais 36,2 mil, para 248 mil). A Madeira teve um aumento em 8,2% ou 35,2 mil, para 464,5 mil. Em dormidas de residentes em Portugal tiveram aumentos em Outubro a Madeira, em 6,6% ou 2,6 mil, para 42,3 mil, os Açores, em 6,4%, para 32 mil, o Norte, em 5,4% ou 10,9 mil, para 211 mil, e Lisboa, em 2,1% ou 4,3 mil, para 210,7 mil. Menos dormidas de residentes em Portugal que em Outubro de 2012 tiveram os estabelecimentos localizados no Algarve (8,1% ou menos 11,4 mil, para 129,2 mil), no Centro (-8% ou menos 14,9 mil, para 171,3 mil) e no Alentejo (-1,7% ou menos 930, para 54,9 mil).

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Análise Estatística

Hotéis 5-estrelas concentram 46% do aumento das dormidas na hotelaria portuguesa Os hotéis 5-estrelas são as unidades que, por larga margem, mais têm capitalizado o aumento das dormidas na hotelaria portuguesa, registando, nos primeiros dez meses deste ano, um crescimento 2,6 vezes mais forte que a média do sector, com o qual concentram 45% do aumento de dormidas em hotéis, e já superam o total do ano de 2012. De acordo com o INE, os hotéis portugueses estão nos primeiros dez meses deste ano com 23,373 milhões de dormidas, em alta de 7,1% ou 1,541 milhões, para o qual o contributo principal foi dos 5-estrelas, com +18,4% ou mais 704,5 mil, para 4,573 milhões, um total que já é superior aos dos doze meses de 2012 (4,27 milhões). Em valor absoluto, o segundo maior contributo foi dos 4-estrelas, que são as unidades com mais peso na estrutura da oferta, com mais 558,4 mil pernoitas (+5,2%), totalizando 11,346 milhões. Depois vêm os hotéis de 2 e 1-estrela, com um aumento de 152,1 mil dormidas (+7,2%), para 2,259 milhões, enquanto nos 3-estrelas, que são a segunda categoria com mais peso na oferta em número de quartos, o aumento é em 2,5% ou 126 mil dormidas, para 5,229 milhões. Considerando todos os tipos de alojamento, Portugal soma 37,812 milhões de dormidas, em alta de 5% ou 1,794 milhões, com mais 1,541 milhões em

hotéis (+7,1%), mais 102,6 mil em hotéisapartamentos (+1,7%), mais 23,4 mil em Pousadas (+7,3%), mais 142,3 mil em apartamentos turísticos (+3,8%), mais 125,7 mil em aldeamentos turísticos (+7,4%) e menos 140,6 mil em "outros alojamentos" (-5,7%). Entre os hotéis-apartamentos, o crescimento concentrou-se nos 4-estrelas, que estão com mais 114,2 mil dormidas (+2,8%, para 4,207 milhões), enquanto os 5-estrelas e os 3 e 2-estrelas têm decréscimos ligeiros, respectivamente em 0,2% ou 1,1 mil dormidas, para 445,1 mil, e em 0,7% ou 10,5 mil, para 1,408 milhões. No mês de Outubro, em que o alojamento turístico teve um aumento das dormidas em 6,3% ou 221,4 mil, para 3,744 milhões, por aumento das pernoitas de estrangeiros em 8,6% ou 229 mil, para 2,892 milhões, enquanto nos residentes em Portugal teve um decréscimo de 0,9% ou 7,5 mil, para 851,5 mil, os hotéis de 5-estrelas, os hotéis-apartamentos de 5-estrelas e as Pousadas tiveram aumentos a dois dígitos. O maior crescimento percentual foi no hotéisapartamentos de 5-estrelas, em 20,2% (mais 7,6 mil), para 45,4 mil, seguindo-se os hotéis 5-estrelas, com +16,6% (mais 68,7 mil), para 481,6 mil, e, depois, as Pousadas, com +16,4% (mais 5,3 mil), para 37,7 mil.

Em valor absoluto, porém, o maior aumento em Outubro foi nos hotéis 4-estrelas, com mais 78,5 mil pernoitas (+7,2%, para 1,162 milhões). O conjunto dos hotéis, de acordo com os dados do INE, teve um aumento médio das dormidas acima do incremento total de pernoitas, em 9,3% ou 204,7 mil, para 2,416 milhões. Para este aumento mais forte das dormidas nos hotéis contou o facto de todas as categorias terem registado subidas superiores ao aumento médio, pois além dos 5-estrelas terem +16,6% e os 4estrelas, +7,2%, nos 3-estrelas o aumento foi de 8% (mais 39,9 mil, para 540,8 mil) e nos 2 e 1-estrela foi de 8,2% (mais 17,6 mil, para 231,7 mil). Nos hotéis-apartamentos, o aumento das dormidas foi de 2,6% ou 14,4 mil, para 562,3 mil, neste caso porque apenas os 5-estrelas tiveram aumento superior à média do mês (+20,2%), enquanto nas restantes categorias os aumentos foram inferiores a 2%, em 1,4% nos 4-estrelas (mais 5,3 mil, para 389,4 mil) e em 1,2% nos 3 e 2-estrelas (mais 1,4 mil, para 127,5 mil). Para os restantes tipos de estabelecimentos, o INE indica um aumento das dormidas em 8,4% ou 13,1 mil nos aldeamentos turísticos, para 170 mil, e quedas nos apartamentos turísticos, em 2,2% ou 7,1 mil, para 322 mil, e nos "outros alojamentos", em 3,7% ou 9,1 mil, para 235,2 mil.

Hotéis 5-estrelas sofrem em Outubro de "muita parra e pouca uva" Os hotéis de 5-estrelas, que foram a categoria de hotéis que teve o aumento de dormidas mais forte de Outubro, com +16,6%, em RevPAR, que mede a receita média de quartos por quarto disponível, tiveram a pior variação do mês, com +1,4%, enquanto o aumento médio nos hotéis foi de 4,1%. Os dados do INE não incluem as taxas de ocupação dos quartos nem preços médios das diárias, a partir dos quais se poderia ver o que aconteceu com a RevPAR, mas deixa uma pista, ao indicar que apesar desse aumento das dormidas em 16,6%, os 5-estrelas apenas mantiveram a taxa líquida de ocupação das camas de há um ano, com 52,9%. A indicação dada por estes dados é que o aumento das dormidas 'apenas' preencheu nova oferta chegada ao mercado, que é também a indicação deixada por dados do INE divulgados pelo Turismo de Portugal, de acordo com os quais este ano (dados actualizados a 14 de Outubro), em Portugal havia 30.156 camas em hotéis 5-estrelas, +18,7% que em 2012. Em quartos, que é a base que conta para a RevPAR, os dados do INE divulgados pelo Turismo de Portugal (actualizados a 14 de Agosto) indicam que entre 2012 e este ano houve um aumento 19,9%, para 14.916. O INE não divulga os proveitos por

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estabelecimentos hoteleiros, pelo que não é possível ver como evoluíram os valores médios

por dormida, mas o aumento da RevPAR em 1,4%, para 64,50 euros, apesar da estagnação da taxa líquida das camas, indica uma ligeira subida do preço médio das diárias, o que, aliás, está em linha com os dados globais divulgados pelo Instituto, de acordo com os quais a receita média por dormida dos estabelecimentos de alojamento turístico em Portugal subiu 0,5% em Outubro. Os dados do Instituto relativos à RevPAR do mês de Outubro indicam que as 'estrelas' do mês foram os hotéis-apartamentos de 5estrelas, com um aumento de 40,1%, para 36,8 euros, e as Pousadas, com +11,7%, para 45,9 euros. Para os hotéis, o INE indica um aumento da RevPAR média em Outubro de 4,1%, para 34,4 euros, com +1,4% nos 5-estrelas, para 64,5 euros, +2,3% nos 4-estrelas, para 34,2 euros, +3,7% nos 3-estrelas, para 22,1 euros, e +3,7% nos 2 e 1-estrela, para 18,7 euros. Para os hotéis-apartamentos, além do aumento em 40,5% nos 5-estrelas, o INE indica subida de 9,1% nos 4-estrelas, para 28,3 euros, e queda de 2% nos 3 e 2-estrelas, para 19,8 euros. De acordo com o Instituto, os apartamentos turísticos também tiveram uma subida da RevPAR em Outubro, em 3,8%, para 13,8 euros, mas nos aldeamentos turísticos houve decréscimo, em 1,5%, para 19,5 euros.

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Notícias

TAP lança dez novos destinos A TAP vai lançar dez novos destinos até julho do próximo ano, de acordo com informação veiculada pelo CEO da transportadora, Fernando Pinto. Nantes (França), Hannover (Alemanha), Gotemburgo (Suécia), Belgrado (Sérvia), Talin (Estónia)e São Petersburgo (Rússia), na Europa, Bogotá (Colômbia) e Panamá, na América Latina, a par dos já anunciados Manaus e Belém, no brasil, são as novas escolhas da companhia aérea portuguesa. Além das novas rotas, Fernando Pinto

avançou também que a TAP vai reforçar a operação para muitos dos seus principais destinos, aumentando a capacidade num total de 180.000 novos lugares. "Com esses aumentos e aproveitando a situação geográfica estratégica de Portugal, a TAP consolida a sua posição de melhor companhia aérea nas ligações entra a Europa, África e a América do Sul", disse o CEO da empresa, referindo também e entrada em serviço de mais seis novos aviões, dois A330 e quatro da família A320.

Europe Airpost lança voos regulares para o Porto A companhia aérea francesa Europe Airpost anunciou o lançamento, no Verão 2014, de novos voos regulares para o aeroporto Brest Bretagne (BES) e para o aeroporto Brive Vallée de la Dordogne (BVE), com partida e chegada do/ao Porto. As novas rotas terão início a 4 de julho e terminarão a 29 de agosto, em Boeing 737-300, com capacidade para 147 lugares. Os voos, todas as sextas-feiras, partem de Brest às 10h15, chegam ao Porto às 10h55, regressando à cidade francesa às 16h50, onde chegam às 19h30. Para Brive Vallée de la Dordogne, saem às 15h20 e chegam ao Porto às 16h00. No percurso inverso, saem do Porto às 11h50 e chegam a BVE às 14h35.

TUIfly Nordic regressou à Madeira A companhia aérea TUIfly Nordic, que voou para a Madeira até 2006, regressou neste Inverno IATA 2013/14, com uma operação direta da Escandinávia. Os voos desta operação iniciaram-se a 28 de Novembro, com origem em Estocolmo e Oslo. A operação do operador TUI Nordic decorrerá até Abril de 2014 e levará à Madeira cerca de 10.000 turistas oriundos das quatro capitais da Escandinávia. Os voos de Oslo e Estocolmo serão realizados pela TUIfly Nordic, com uma aeronave Boeing 737-800, com capacidade de 189 lugares. Já os voos de Copenhaga e Helsínquia terão início a 6 e 13 de Fevereiro, respetivamente, e serão operados pela companhia charter Jet time, com uma aeronave B737-300, com capacidade para 148 lugares. O regresso da TUIfly Nordic contou com o apoio do programa Initiative.pt.

Brussels Airlines aumenta frequências para Luanda Com início a 26 de janeiro, a Brussels Airlines oferece uma terceira frequência semanal entre os aeroportos de Bruxelas

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e de Luanda, em Angola, passando a ligar as duas capitais às terças, quintas e domingos, em Airbus A330.

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Notícias

MSC Cruzeiros realiza roadshow em 2014 A MSC Cruzeiros vai realizar um roadshow entre 9 de janeiro e 7 de fevereiro de 2014, em doze cidades de Norte a Sul do País e Ilhas. Ponta Delgada, Braga, Porto, Aveiro, Funchal, Lisboa, Viseu, Coimbra, Leiria, Setúbal, Faro e Portimão recebem as novidades da companhia para o próximo ano, designadamente os novos itinerár i o s e des t i n o s e a s n o va s estratégias de política comercial com as tarifas Bella, Fantastica, Aurea ou MSC Yacht Club. Será também abordada o programa de incentivos MSC Cruzeiros Parceiros e a evolução do MSC Online, o sistema de reservas online criado pela MSC Cruzeiros para os agentes de viagens. As inscrições para o roadshow

2014 já estão abertas em: http:// w w w . m s c c r u z e i r o s . p t / MSC_Form_roadshow_2014.html, onde

Concessão do Terminal de Cruzeiros de Lisboa decidida este ano Terminou, a 11 dezembro, o prazo para a apresentação das propostas no âmbito do concurso internacional para Concessão de Serviço Público no Terminal de Cruzeiros de Lisboa, encontrando-se o Júri a apreciar a proposta apresentada pelo agrupamento constituído por Royal Caribbean Cruises Ltd, Grupo Sousa, Investimentos, SGPS, Ld.ª, Creuers del Port de Barcelona, SA, e Global Liman Isletmeleri A.S.. Este concurso internacional foi lançado pela APL - Administração do Porto de Lisboa, SA, em junho de 2013, dando, assim, execução ao Plano Estratégico dos Transportes, aprovado pelo Governo. A nova gare a construir no prazo de dois anos

como exigido no concurso, da autoria do arquiteto Carrilho da Graça, revitalizará a zona de Santa Apolónia, Alfama e Jardim do Tabaco, e irá impulsionar o crescimento das operações, o que se traduzirá num maior impacto no turismo na cidade e na região, com mais benefícios para a economia. Com esta nova valência o Porto de Lisboa pretende crescer em passageiros e escalas de cruzeiro na capital portuguesa, estimando-se que o atual tráfego de mais de 500 mil passageiros possa duplicar nos próximos dez anos. Não havendo lugar a fase de negociação no âmbito do concurso antecipa-se que a decisão quanto à adjudicação ocorra até ao final do ano.

estão também disponíveis as datas, cidades e locais do roadshow MSC Cruzeiros. Os lugares por sessão são limitados.

Iberia e British Airways integram negócios em Portugal No seguimento do acordo de fusão entre a Iberia e a British Airways, desde o dia 1 de dezembro que os negócios de ambas as companhias aéreas passaram a estar integrados também em Portugal. Desde esse dia que a atividade de promoção e vendas é realizado conjuntamente por uma única equipa de vendas, que é responsável pela promoção dos produtos das duas transportadoras.

Emirates passa a ter voo diário para Luanda A Emirates começou, a 1 deste mês, a operar um voo diário para Luanda. A alteração deste serviço, de três voos semanais para um voo diário, aumentou a capacidade para mais de 1.600 lugares por semana. A Emirates iniciou os seus serviços para Luanda em Outubro de 2009, com três voos por semana operados por um Airbus 330-200. Para responder ao aumento da procura por este destino o avião foi substituído, apenas um ano depois, por um Boeing 777- 200 substituído também ele por um Boeing 777-300 sete meses depois. REVISTA APAVT · Nº37 · 2013

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Faz um balanço muito positivo de 2013, considerando-o o melhor dos últimos três anos. Manteve a quota de mercado, mas viu aumentar a sua produção. Para 2014, o "patrão" da Travelport Portugal, empresa que opera o GDS Galileo, recémhomenageado pela APAVT, assegura que vai dotar as agências com maior capacidade para gerirem o seu negócio. Em entrevista à REVISTA APAVT, António Loureiro revela algumas das novidades.

António Loureiro (Travelport):

"Este foi o melhor dos últimos três anos" Entrevista: Paulo Brehm - Fotos: Rafael G. Antunes 14

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Entrevista

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ual o balanço que faz deste ano para a Travelport? Foi um excelente ano. Renovámos com os "Top 5" das agências portuguesas, com todos eles e, na maior parte dos casos, o share of wallet, mesmo desses grandes clientes, vai refletir-se em 2014. Por outras palavras, os objectivos de produção são superiores àquela que tivemos em 2013, o que significa que vão produzir ainda mais em Galileo do que tinham produzido. E quanto a novos clientes? Tendo em conta o nosso posicionamento no mercado, quando temos apenas meia dúzia de clientes para ganhar, não podemos assinalar grandes vitórias. O principal desafio é manter a nossa carteira, aumentar a sua produção, o que não quer dizer que não tenhamos ganho alguns clientes actuais e na área de novas agências. Mesmo na área dos online espanhóis, há que dizer que chegámos a atingir 50% da produção deles nestes últimos dois meses, o que é muito significativo. Qual o vosso market share atual? Não o podemos divulgar de uma forma regional, mas posso afirmar que praticamente "não mexeu o ponteiro". Ou seja, estamos ao mesmo nível, mais meio ponto, menos meio ponto. Contudo, como já o disse anteriormente essa métrica já nem constitui matéria relevante de discussão, basta conhecer o mercado e perceber a realidade não a propaganda. E em termos de segmentos? Até outubro, no total, estávamos 8% acima do ano passado, e em novembro e dezembro não prevemos qualquer alteração. Este foi o melhor dos últimos três anos. Ficámos acima do orçamentado. É um resultado dos agentes de viagens mas também da nossa equipa que se esforçou ao máximo. Que é pouco conhecida… Não nas agências. Sozinho não faço nada. Somos 15 e a equipa é fundamental. O que posso dizer de uma equipa que tem 20 anos, praticamente sem rotação, e que tem uma experiência enormíssima. Esta tudo dito, não? Conhecem as agências por dentro e por fora e acima de tudo todos os pontos da actividade e a forma de os interligar. Não

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"Renovámos com os "Top 5" das agências portuguesas, com todos eles." fazia nada sem eles e por causa de tudo isto e dos resultados, a equipa vai terminar o ano cansada, é certo, mas fizeram um trabalho fantástico. Estão todos de parabéns. O mercado cresceu mais de 5%. Como avalia este crescimento? É um crescimento extraordinário. E para nós, ainda foi melhor, sobretudo pela abertura de novos hubs, que fizeram com que algumas companhias, como é o caso da Emirates, tenham "disparado" no sistema com reservas para toda a Ásia. Curiosamente, foi também o ano em que tivemos menos reservas canceladas. Se preferir, em que a concretização das reservas foi muito maior. E para que destinos? Os destinos mais procurados são Moçambique, Angola, Brasil, Dubai e, mais próximo de nós, Londres e Espanha. Mas é um facto que os destinos em África estão muito dinâmicos. Mas num ano de crise… As empresas portuguesas começaram-se a mexer cada vez mais lá para fora, e isto explica a maioria deste crescimento. Conheço empresas que abriram quatro escritórios em diferentes países, outras que ganharam contratos para a América Latina, ou para África, tudo isso implica muitas viagens, muita rotação de pessoal. A explicação é essa. A própria TAP, de uma conversa que tivemos há tempos, me dizia que estava com um crescimento de registos no programa Vitória de cerca de 3.000 novas empresas. Novas empresas que vão voar. Isso é corporate. Mas e no lazer? No lazer o fenómeno é que há menos charters, e os operadores passaram a utilizar, na maioria dos casos, o transporte regular para fazer os seus programas. Há uma enorme redução de risco, que obviamente também tem reflexos no BSP e nos GDS. Mas o principal, na minha opinião,

assenta sobretudo no segmento do corporate. Que análise faz do mercado das agências de viagens? Mais positiva do que se poderia esperar. Acho até que, no atual contexto, caminhamos para uma saída, ou que pelo menos começámos a criar os fundamentos para impulsionar uma maior credibilidade por parte dos agentes de viagens. Existe uma nova vaga de pensamento que veio de certa forma acelerar o processo de credibilização, o que até pode parecer contraditório, mas é um facto. Há desemprego no setor, é certo, mas ao mesmo tempo há um "mix" de novos quadros e empresários muito experientes com uma mentalidade mais aberta para abordagens mais actuais da actividade incluindo a componente de tecnologia. Exemplo disso é a taxa de implementação do Smartpoint. Se as pessoas continuassem a ter a mesma forma de pensar estávamos longe de conseguir o grau de implementação que conseguimos. Penso que à medida que profissionais das agências mudam a sua área de trabalho, do Focalpoint, para o Smartpoint, vão tendo uma noção que se continuarem a utilizar totalmente o modo criptado não vão beneficiar dos ganhos evidentes na eficiência produtividade e qualidade na venda. Há de facto um crescimento do RNAVT… Sim, mas é preciso ter a noção que o grande aumento de registos no RNAVT (Registo Nacional das Agências de Viagens e Turismo) tem que ver com atividades que não derivam diretamente da do exercício da atividade de agência de viagens, mas sim de outras que requerem um registo RNAVT para exercer a sua atividade, como é o caso de algumas empresas de animação, transferistas e outras. Mas também, é óbvio, existem novas formas de agentes de viagens, microempresas ou empresas de uma só pessoa, que em muitos casos resultam das saídas de quadros resultantes das reestruturações que se fizeram. E as online? Em Espanha, por exemplo, o online ficou flat, não cresceu. E nos Estados Unidos, onde houve algum crescimento, notou-se um 15


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ressurgimento de várias agências de viagens no sentido mais tradicional do termo, como forma de encontrar soluções para um relacionamento direto, físico, com o cliente. A ausência de um contato físico, face a face, com a agência de viagens, começa a notar-se e foi por isso que abriram mais agências tradicionais nos Estados Unidos que as online. Em Portugal, na minha opinião, vai passar-se a mesma coisa. No meio de tudo isto, reforça-se a consolidação… É um facto. Nós trabalhamos com praticamente todas, aliás só não trabalhamos com um. E acho que em 2014 vamos assistir a algumas das grandes organizações a começar a consolidar e todas elas são Galileo. Já o vão fazendo… Mas será provavelmente de uma forma mais direta, sem receio de dizerem que 16

"O grande problema dos agentes de viagens é o crédito que dão para os seus clientes" estão a consolidar para outros. Será de uma forma mais proactiva. O que não deixa de ser bom, desde que não se chegue ao exagero do Brasil, em que os consolidadores controlam uma boa parte do mercado, embora Portugal não tenha as mesmas características e seria difícil chegarmos a um cenário parecido. E acha que podemos chegar aí? Penso que não. O fenómeno da consolidação já começou no Brasil há muitos anos, é um negócio que acarreta riscos brutais e no Brasil tenho visto situações complicadas, que em Portugal teriam significado o fecho de agências. É uma tendência, mas à escala portuguesa.

O que digo é que muitas das nossas maiores agências vão considerar a consolidação de uma forma mais proactiva como forma de conquistar maior volume. Como antevê vá evoluir o mercado? Se há cinco anos achava que eram as grandes marcas que estavam no caminho certo para se afirmarem no mercado, hoje digo que as agências de pequena e média dimensão, resultado de muita experiência adquirida - e aqui há que dizer que 2013 foi um ano em que se provou que a experiência venceu sobre a juventude de ideias sem sustentabilidade - estão igualmente bem posicionadas para vencer respeitando os fundamentos básicos de gestão. Salvo algumas excepções, os de maior dimensão sofreram um bocado com o impacto da actual situação do País aliada um certo sobredimensionamento face a esta realidade. Por isso redimensionaramse, com sucesso, e irão ajustar-se ao mercado e às novas oportunidades. REVISTA APAVT · Nº37 · 2013


Estamos a falar do corporate? Que são uns 65% do mercado total de outgoing. Mas o próprio downsizing dos operadores e o aparecimento de novos, faz parte desta equação. Na verdade, salvo algumas poucas exceções, no essencial o número de operadores não difere muito de há cinco anos, mas agora estão mais consolidados, mais fortes e muito ajustados ao tamanho actual do mercado. Os novos aparecem, sobretudo, a explorar determinados destinos. Nota uma alteração do foco de negócio para o corporate? Sim. Um dos motes da convenção da GEA deste ano era como transformar agências de rua em agências corporativas, não tão focadas no lazer. Toda a gente percebeu que "não há mal que sempre dure nem bem que perdure", pelo que uma saída é não se focarem apenas numa atividade. Mas essa taxa de conversão é complicada. Tivemos uma experiência com um grupo de franchisados a quem propusemos começar essa transição, mas o corporate tem de se sentir. É um pouco o que o Eloi (Eloi D'Ávila, presidente do grupo Flytour) dizia no congresso. Tem de se "cheirar". Não se pode vender lazer e de repente dizer que agora é

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"A equipa vai terminar o ano cansada, é certo, mas fizeram um trabalho fantástico. Estão todos de parabéns." o corporate. É um negócio completamente diferente. Mais tecnologia, mais reportes, é muito diferente. Mas ainda assim penso que alguns, em 2014, vão começar a fazer esse tipo de experiência. De que maneira pode a Travelport ajudar? Com a experiência que adquirimos noutros mercados, criámos quase como um manual de instruções sobre como converter a agência para operar nos dois segmentos de mercado. Passa também, e muito, pela formação. A cabeça tem de ficar centrada no corporate, o lazer é uma side letter. Mas é perfeitamente compatível. Fazendo um pouco de futurologia, quais as perspetivas para 2014? Os targets que marcámos para 2014 são de alguma forma ambiciosos, com base no que se passou este ano. Não há muito mais para

crescer na nossa realidade, trata-se de manter e melhorar o serviço aos cliente e maximizar todo o seu potencial mesmo no mercado interno. Será um ano em que vamos ter a oportunidade de conferir às agências de viagens existentes maior capacidade de negócio. Já a partir de janeiro. De que forma? Através do Smartpoint? O Smartpoint possui capacidades de distribuição que não existem no Focalpoint, nomeadamente a merchandising platform das companhias aéreas. Se as agências não tiverem o Smartpoint instalado não conseguem vender ou fazer uma venda mais completa do que até agora. De que maneira? No Smartpoint, concretamente na plataforma de merchandising, tem-se acesso a capacidades de venda que não têm na plataforma atual. Estou a falar da possibilidade de tratar e vender, excessos de bagagem, upgrades, extra-seat, acesso ao lounge, todo um vastíssimo conjunto de adicionais que variam de companhia para companhia. Todas estas coisas estão contidas na merchandising platform. Até agora, a maioria destes serviços só era

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possível fazer diretamente nos sites das companhias aéreas, e diretamente pelo passageiro. Agora os agentes já os podem oferecer, e são serviços que, acima de tudo, interessam ao mercado corporativo. São pequenos detalhes que marcam a diferença entre recorrer ao agente de viagens ou ir direto à companhia. É uma grande vantagem. E é uma forma de combater o NDC… Não construímos isto para responder ao NDC. Cada um tem as suas estratégias e coloca-as no terreno nos timings apropriados. Sempre estivemos e estamos disponíveis para conversar sem fazer opinião sobre os bons ensejos dessa plataforma, mas posso dizer que o fizemos sem esse propósito. Reafirmando sempre a vantagem dos GDS… Continuamos a afirmar que somos um excelente investimento para a companhia área, continuamos a achar e a ter a certeza de que se uma companhia aérea enveredasse apenas por uma distribuição online direta, com certeza que no fim iria

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"Acho que em 2014 vamos assistir a algumas das grandes organizações a começar a consolidar e todas elas são Galileo" pagar muito mais do que nos paga porque não consegue ter a abrangência que nós temos e a panóplia de serviços que oferecemos. O problema é que há companhias áreas que demoram a decidir o alcance que podem ter com determinados serviços e a forma de os abordar envolvendo os agentes. E quem chega primeiro colhe o melhor pedaço. Por outro lado, se as companhias aéreas forem fazer as contas nesta guerra de notoriedade pelo seu espaço, e se fizerem as contas do que custa para recuperar uma tarifa baixa na Web muito dificilmente conseguiram sair da armadilha que isso constitui, o GDS acaba por ser a melhor protecção das companhias aéreas e a sua melhor relação custo beneficio. Aliado a tudo isso os GDS's

evoluíram para plataformas muito abertas que garantem uma vasta gama de soluções de conectividade com todos os tipos de distribuição. Não é por acaso que as famosas "low Cost" estão cada vez mais disponíveis na Travelport, perceberam de que têm que o fazer para poder abordar as agências no mercado corporativo. Que mais há de novo? Vamos promover o ENETT, uma forma de pagamento de cartão de crédito virtual para pagamento de fornecedores, clientes, etc., com níveis de remuneração para os agentes de viagens, em relação à qual esperamos sinceramente que os nossos clientes tenham um nível elevado de adesão, tal como temos noutros países, com a vantagem de estar contida na oferta do Smartpoint. Vamos apostar na mobilidade, reforçando todo o trabalho que já concluímos no mercado sendo o "Travelport Mobile Agent" o veículo de base para desenvolvimentos já concluídos e que estarão para sair no inicio do ano. Nesta matéria vamos ter muitas surpresas e desenvolvidas por tecnologia Portuguesa, o que nos confere uma tranquilidade absoluta em relação às especificidades do mercado e, claro, no apoio às software houses nacionais. A nossa quota de mercado permite uma expansão rápida e sustentada. Vamos apostar na melhoria das soluções de SBT (Self Booking Tool) customizadas para as empresas envolvendo os nossos parceiros agentes na melhoria das actuais soluções implementadas e já com uma enorme expansão no universo dos nossos clientes. Esta área terá especial destaque para, de uma forma ainda mais abrangente, consolidarmos todo o nosso domínio desta matéria já disponível em Portugal via Galileo desde 2002. Também na área de comunicação digital vamos ter muitas novidades nomeadamente no lançamento de uma nova consola de controlo que permitirá uma total liberdade e criatividade de comunicação às agências de viagens que utilizam o "On Tour". E por último mas prioritário, apostar na reserva de hotelaria que atingiu este ano resultados excepcionais graças ao lançamento do "Rooms & More" e à enorme melhoria das capacidades gráficas do Smarpoint neste segmento de mercado

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actividade dos nossos clientes. Espero venhamos a assinar um protocolo que encerre um conjunto de atividades que, se calhar, vão dobrar o que fizemos no ano passado. Tal como a parceria para a BTL? Foi fantástico porque conseguimos proporcionar aos nossos clientes uma presença na BTL que se calhar não teriam de outra forma, tal como conseguimos fazer do ponto da APAVT com a Travelport o ponto de encontro da feira.

aliada a uma garantia de melhor tarifa disponível e efectiva.

Num outro tema, como avalia a relação que tem com a APAVT? Neste cenário é fundamental. Se tivéssemos que apostar, apostaríamos a maior parte das fichas na relação com a APAVT, porque eu penso que, especialmente nos últimos dois anos, se reforçou a consciência de que a APAVT está politicamente reforçada e representada no seio daquilo que são os mecanismos decisores do turismo em Portugal. A associação, embora cada um ao seu estilo, com decisões que tomaram e de acordo com as realidades temporais, tem tido presidentes excepcionalmente trabalhadores, defensores dos agentes e que projectaram a APAVT para a visibilidade e peso que actualmente possui, levando em linha de conta, como é óbvio, a realidade actual. Penso que a actual direcção segue esta linha de actuação e está presente em toda a linha. Em que se consubstancia? Estamos disponíveis para todo o tipo de iniciativas que possam contribuir para a melhoria de condições e fortalecimento da

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E em 2014? No mínimo, tentar dobrar. Dobrar a parada e ter um conjunto de ações colaterais na feira, e contribuir deste modo para aumentar muito a presença dos agentes de viagens e dos seus fornecedores num espaço conjunto de relação e negócio. Não nos queremos limitar ao papel de apenas um GDS somos e vamos continuar a ser também facilitadores de negócio e promotores de contactos com todas as realidades e segmentos de mercado. A terminar, como está a vossa relação com as companhias aéreas em Portugal? Esta ótima. Pela sua quota de mercado é evidente que temos uma relação mais privilegiada com a TAP até pela nossa aposta conjunta de aumentar a visibilidade de Portugal no Brasil. Contudo, queremos contribuir decisivamente para promover soluções tecnológicas que possam contribuir para facilitar e reduzir custos na realidade do mercado Português. Estamos a aumentar esse tipo de relação, designadamente através de plataformas de parceiros que estão conectados com o nosso sistema. Queria assinalar também a aposta da Transavia no Galileo, contribuindo assim para fundamentar a aposta das companhias aéreas nos GDS's nomeadamente na Travelport.

"Começámos a criar os fundamentos para impulsionar uma maior credibilidade por parte dos agentes de viagens"" Foi homenageado no congresso com a atribuição do título de associado honorário. Como recebeu esta distinção? Para melhor explicar dir-lhe-ei que recebi algumas nomeações internacionais. No ano de 2007, em Miami, fui considerado como um dos 3 melhores do ano na Travelport, tive também uma nomeação especial quando estive a substituir um colega meu numa missão em Londres, enquanto gestor da Travelport, tive seis prémios atribuídos ao então Galileo Portugal incluindo a medalha de mérito turístico do Governo e da APAVT. De todos esses prémios que recebi, este foi o que mais me sensibilizou. Sinceramente. Nenhum se equipara ao orgulho que senti ao receber este prémio. Foi uma total surpresa, foi o que teve mais significado. É um sentimento muito pessoal. Que mensagem gostava de deixar, neste fim de ano, aos agentes de viagens? Que 2014 está aí cheio de desafios e de oportunidades. Contudo, gostaria de lembrar o cuidado com a imagem que passamos, na tentação dos descontos. É muito importante que comecem a disciplinar as empresas na hora de pagar, que sejam o mais transparentes possível com os clientes. Não há milagres e as empresas começam a perceber que taxas de serviço muito baixas e créditos disparatados acabam por trazer lacunas na eficiência e no custo real da prestação do serviço. 2014 é o ano ideal para começar a disciplinar as empresas. A conjuntura está a nosso favor para essas iniciativas e para credibilizar ainda mais o papel do agente. Uma palavra para os operadores pela coragem no redimensionamento e ajustamento à realidade. Podem continuar a contar connosco e obrigado pelo ano de 2103. Agora venha lá o 2014!! REVISTA APAVT · Nº37 · 2013


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Conclusões e Recomendações Conclusões e Recomendações que a direção da APAVT extrai do 39º Congresso Nacional das Agências de Viagens e Turismo, reunido de 5 a 9 de Dezembro de 2013, em Angra do Heroísmo, com a presença de 515 participantes. produto de excelência;

paradigma que o País vive;

· Considerando, no caso da Ilha Terceira, o excecional património histórico de Angra do Heroísmo, devidamente reconhecido pela UNESCO;

· O Congresso conclui que o arquipélago dos Açores, de uma forma geral, e a Ilha Terceira, em particular, constituem destinos turísticos que justificam plenamente a escolha e recomendação dos agentes de viagens portugueses.

· Considerando a gradual e salutar perda de influência do Estado sobre a atividade económica;

· Considerando a forte aposta do Governo Regional dos Açores na distribuição do seu

2ª Conclusão · Considerando

O Congresso conclui que é fundamental uma nova atitude das nossas empresas, de

1ª Conclusão · Considerando as especificidades dos Açores como destino turístico;

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a

mudança

de

· Considerando que o risco é inerente ao exercício do empresariado;

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Congresso da APAVT

menor dependência do Estado e de maior determinismo na gestão da atividade. 3ª Conclusão · Considerando que o negócio das viagens e turismo é um negócio de pessoas para pessoas; · Considerando ainda que o vertiginoso desenvolvimento da sociedade da informação constitui uma oportunidade, mas também um desafio; · Considerando que o serviço que é prestado tem de estar permanentemente adaptado à dinâmica das necessidades dos clientes; · O Congresso conclui, mais uma vez, que a formação dos quadros das empresas é e continua a ser fundamental para o sucesso do negócio. 1ª Recomendação · Considerando que as extraordinárias condições dos Açores, enquanto destino turístico, não aconselham, antes pelo contrário, a sua massificação; · Considerando, por outro lado, que os Açores dispõem de condições ímpares para a exploração de mercados de nicho; · Considerando a importância do

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desenvolvimento de um turismo sustentável; · O congresso recomenda a prossecução de políticas de maior aposta no desenvolvimento sustentável e promoção de produtos do segmento especializado da oferta do Turismo dos Açores. 2ª Recomendação · Considerando que todos os stakeholders do mercado, públicos e privados, entendem que o modelo de promoção do destino Portugal carece de alteração, por ineficácia; · Considerando que a promoção deve ser, acima de tudo, uma atividade desenvolvida pelos privados, apoiada mas não determinada pelo Estado; · O Congresso recomenda que seja criada e implementada, com a urgência decorrente dos compromissos da promoção turística para 2015, a Agência Nacional de Promoção Turística, nos moldes em que foi apresentada pela Confederação do Turismo Português à tutela, na qual é atribuído aos privados um papel determinante na definição e prossecução desta atividade. 3ª Recomendação · Considerando que o sistema remunerativo do trabalho deverá tender, naturalmente,

para indexação a resultados, portanto dinâmica, em detrimento da remuneração fixa e estática; · Considerando que só assim se consegue a harmonização plena entre os interesses subjacentes à relação de trabalho; · Considerando que o interessar os quadros das empresas nos seus resultados é importante em termos de motivação; · O Congresso recomenda às empresas a instituição de incentivos e esquemas remuneratórios que premeiem mais a produtividade e os resultados. 4ª Recomendação · Por último, considerando que o perfil do consumidor está a mudar; · Considerando que a estruturação da oferta é imprescindível para acompanhar esta mudança; O congresso recomenda uma aposta continuada na criatividade e inovação colocadas na formatação do produto turístico. As presentes conclusões e recomendações foram aprovadas por unanimidade.

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XXXIX Congresso da APAVT

Para mais tarde recordar! Entre os dias 5 e 9 de Dezembro, Angra do Heroísmo, na ilha Terceira dos Açores, esteve reunido o 39º congresso nacional da associação, sob o tema "Novos Rumos, Outra Atitude". Mais de meio milhar de participantes marcaram presença e animaram a cidade cujo centro histórico é património mundial da UNESCO. Para mais tarde recordar, aqui ficam algumas das fotos feitas ao longo destes quatro dias. ABERTURA DO CONGRESSO O presidente da APAVT, Pedro Costa Ferreira, o Secretário de Estado do Turismo, Adolfo Mesquita Nunes, e o Secretário Regional do Turismo e Transportes dos Açores, Vitor Fraga, intervieram na sessão oficial de abertura do congresso.

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COMEÇAM OS TRABALHOS Ricardo Sousa Valles, da PwC, e Elói D'Ávila de Oliveira, presidente da FlyTour, foram os oradores convidados neste primeiro dia de trabalhos, onde o primeiro fez a pré-apresentação do estudo "Os Desafios de Portugal" e o segundo partilhou, numa apresentação emocionada e incentivadora, intitulada "Uma Questão de Atitude", a sua experiência de vida. À noite, o primeiro jantar do congresso foi oferecido pelo Governo Regional dos Açores, na Quinta Nasce Água, animado pela orquestra Angra Jazz.

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À DESCOBERTA DE ANGRA O segundo dia do congresso dedicou a manhã à descoberta de Angra do Heroísmo, num entusiasmado Creative Photo Show, Diversas equipas percorreram e encheram as ruas da cidade num exemplo do que pode ser uma forma diferente de vender o destino "Produto Turístico: Novos Rumos" foi o tema do painel. 26

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TARDE DE TRABALHOS A seguir ao almoço do segundo dia de trabalhos, que decorreu no hotel Terceira Mar, "Outra Atitude" foi o tema da apresentação de Vitória Monteiro, da 5P's, "Destino Açores" foi tema da apresentação de Rui Amen, do Turismo dos Açores, ao qual se seguiu um painel composto por Francisco Gil, presidente da ATA e administrador da SATA, Francisco Silva, professor na ESHTE, Noel Josephides, presidente da Sunvil e chaiman da ABTA, e Ricardo Santos Costa, administrador do Touch Group, sob a moderação de Catarina Cymbron, delegada da APAVT nos Açores. A tarde de trabalhos terminaria com o painel "Gestão de Vendas", com Maria Manuel Seabra da Costa, da PwC, com o debate a ser protagonizado por Francisco Teixeira, diretor geral da Melair, João Barbosa, administrador da Best Travel, e Maria de Lurdes Diniz, da Wide Travel, moderados por Carlos Costa, diretor geral de operações da CS Hotels Golf & Resorts. O dia encerrou com o jantar da TAP, abrilhantado com a performance da cantora Mónica Ferraz.

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VIVER A TERCEIRA Ao terceiro dia, tempo para conhecer a ilha, os seus atrativos e os seus costumes. O almoço foi servido na Ribeirinha e a noite foi da Travelport Portugal, com um espetáculo da cantora Áurea na Academia da Juventude da Praia da Vitória, seguido de jantar. Depois, o "After Party" do grupo UTC, no Azores Factory, com o DJ Zé pedro, dos Xutos e Pontapés.

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ÚLTIMO DIA DO CONGRESSO No último dia, o debate da manhã centrouse na promoção turística, com um painel onde participaram Vitor Costa, o diretorgeral da ATL, Pedro Morgado, diretor da Abreu DMC, Paulo Monge, diretor do SANA Hotéis e Luis Matoso, administrador do Turismo de Portugal, moderado por Francisco Sá Nogueira. Depois de um almoço onde foi anunciado que o Alentejo será o «Destino Preferido da APAVT» em 2014, seguiu-se uma apresentação intitulada «Portugal: Outro rumo, outra atitude», pelo jornalista e autor José Gomes Ferreira e, por fim, o encerramento oficial do congresso, com as intervenções do presidente da APAVT, de Francisco Calheiros, presidente da CTP, e de Vitor Fraga, o secretário Regional de Turismo e Transportes dos Açores. O dia acabaria com o jantar da SATA, no Clube Musical Angrense, com a noite e madrugada a serem celebradas com uma «Disco Party» oferecida pela Pousada de São Sebastião. 32

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AUDIÊNCIA ATENTA… E PARTICIPATIVA Com o auditório do Centro de Congressos de Angra do Heroísmo sempre cheio, a audiência foi sempre muito atenta e igualmente participativa nos debates, fazendo deste mais um grande evento do calendário turístico nacional.

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HOMENAGENS Maria de Lourdes (Milu) Pinto da Silva e Miguel Fonseca foram homenageados, a título póstumo, com a medalha de mérito turístico da APAVT. Ambos ex-agentes de viagens e dirigentes associativos, receberam as medalhas o irmão da primeira, António Pinto da Silva, e o filho homónimo do segundo, Miguel Fonseca. Foram também homenageados, com o diploma de Membro Honorário da APAVT, o presidente da ABAV, António Azevedo, o diretor da TAP Brasil, Mário Carvalho e o diretor geral da Travelport Portugal, António Loureiro.

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DIPLOMATAS, POLÍTICOS E IMPRENSA Os congressos da APAVT são há muito considerados os principais fóruns de debate turístico em Portugal, reunindo, além dos profissionais do setor, diplomatas, políticos e a imprensa.

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Chek-in

Reabriu portas

Refúgio da Vila - Hotel Rural Já desde 1999 que o Refúgio da Vila - Hotel Rural, unidade situada no centro histórico da vila alentejana de Portel, recebe hóspedes para desfrutarem da tranquilidade da região. Mas agora, após uma profunda requalificação e reestruturação, apresenta-se de novo ao mercado de "cara lavada" e com uma oferta ainda mais genuína e especial.

A

qui as famílias, recentes ou mais numerosas, são particularmente bem recebidas, com programas sugeridos para todas as idades. Claro que algo que faz as "delícias" dos mais novos é poderem participar numa verdadeira aula de culinária, um elemento diferenciador do Refúgio da Vila que aposta em força na Escola de Cozinha, com a ajuda do Chef Pedro Soudo. Os clientes a partir dos 5 anos podem assim aperfeiçoar os seus dotes culinários e os seus conhecimentos sobre a gastronomia alentejana. Uma experiencia que, por certo, miúdos e graúdos não esquecerão. O Refúgio da Vila encontra-se 38

instalado numa antiga casa que pertenceu à família Amaral e Palhavã Amaral, e que serviu de cenário para o filme português Cerro Maior. Hoje, a unidade rural disponibiliza 30 quartos, dos quais quatro suites, todos equipados com ar condicionado, telefone, TV satéli te e minibar. Além d i s s o , n o e x t e r i o r, o s Q u a r t o s d o Monte acolhem as famílias mais numerosas e as estadias mais prolongadas, tendo acesso directo pelo jardim e funcionando como casinhas independentes. No jardim, onde as crianças se podem divertir num pequeno parque infantil, há espaço também para desfrutar de

inúmeros recantos ou passear pela horta típica com produtos da região como os figos, romãs, loureiros, laranjeiras, diospiros e ervas a r o m á t i c a s . E , s e f o r Ve r ã o , o u Primavera já quente, há ainda uma piscina para refrescar. No restaurante "Adega do Refúgio" não poderá deixar de se sentir seduzido pela cozinha alentejana que, aqui, respeita a tradição, os sabores genuínos e ricos, sempre acompanhados com bons vinhos regionais. Reservas info@refugiodavila.com REVISTA APAVT · Nº37 · 2013


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Revista APAVT - A Revista dos Agentes de Viagens

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