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Histórias da

Cooperação 2

5ª Edição - Maio de 201


SISTEMA OCB DIRETORIA EXECUTIVA Presidente Márcio Lopes de Freitas Superintendente da OCB Renato Nobile Superintendente do Sescoop Luís Tadeu Prudente Santos Histórias da Cooperação Publicação eletrônica mensal produzida pelo Sistema OCB em comemoração ao Ano Internacional das Cooperativas. COORDENAÇÃO Inês Rosa REDAÇÃO Daniela Lemke Gabriela Prado Gisele Daemon Assessorias de comunicação das OCEs e das cooperativas FOTOS Arquivos das cooperativas PROJETO GRÁFICO E DIAGRAMAÇÃO Cláudio Nóbrega Thiago Araujo Acesse: www.ano2012.coop.br

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Editorial

Cooperativismo: trabalhando para crescer juntos

Empreender, unir forças, ganhar mercado e mais qualidade de vida. Certamente vocês sabem de qual atividade estamos falando. Esses são diferenciais do cooperativismo, um movimento socialmente responsável, que mobiliza milhões de brasileiros em todo o país. E os reflexos desse esforço conjunto podem ser conferidos no nosso dia-a-dia. Assim, nossas cooperativas têm contribuído para o crescimento do Brasil, levando desenvolvimento às comunidades onde estão inseridas. Seus benefícios, portanto, não ficam restritos aos cooperados, se estendem para toda a sociedade. E isso o setor tem feito com o investimento constante no profissionalismo da gestão dos negócios, em ideias inovadoras e na sustentabilidade. Exemplos que mostram como esse processo tem ocorrido estão retratados na quinta edição da revista Histórias de Cooperação, uma publicação eletrônica mensal, comemorativa ao Ano Internacional das Cooperativas – 2012. Essas e outras iniciativas promovidas pelo movimento podem ser acompanhados diariamente no hotsite ano2012.coop.br.

Márcio Lopes de Freitas Presidente do Sistema OCB

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Unimed Manaus: 33 anos e buscando referência em governança corporativa

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s vésperas de completar 33 anos, em agosto próximo, a Unimed Manaus está entre as maiores operadoras de planos de saúde da Região Norte, com mais de 250 mil usuários. Conta com 1.100 médicos associados, 700 técnicos de enfermagem e enfermeiros, 604 médicos plantonistas e 400 colaboradores na área administrativa. Recentemente, a cooperativa associou-se ao Instituto Brasileiro de Governança Corporativa (IBGC). O objetivo é implantar boas práticas da Governança Corporativa, forma como as sociedades são geridas, envolvendo os relacionamentos entre acionistas, cooperados, conselho de administração, diretoria, auditoria independente, conselho fiscal, e demais partes interessadas nesse processo. Sob esse prisma, a Unimed Manaus busca melhorar, a cada dia, seu sistema de gestão, sempre em linha com os direcionamentos da Governança Corporativa, agindo com transparência e respeito para com seus cooperados e levando a efeito a prestação de contas e a responsabilidade cooperativista. Atualmente, o próprio presidente da Unimed Manaus, Asdrúbal Melo, e um dos membros da sua diretoria, Carlos Diniz, da Diretoria Administrativa, fazem parte do programa na sede do IBGC, em São Paulo, e vêm aplicando os novos cri-

térios nos processos administrativos que já beneficiam diretamente mais de mil cooperados, mil colaboradores e cerca de 250 mil clientes. Um dos reflexos da implantação desses novos processos de gestão foi a recente recomendação da Agência Nacional

de Saúde Complementar (ANS) para a aprovação do Programa de Saneamento da Unimed Manaus. De acordo com o relatório enviado para a direção da ANS, “diversas ações levadas a efeito produziram impacto positivo na situação econômico-financeira da operadora, com destaque para a integralização de capital e alienação de imóvel”. Em março último, as aplicações da Unimed somavam R$ 53 milhões, parte oriunda dos aportes dos cooperados, parte em decorrência das medidas tomadas pela

atual administração. “Precisamos acompanhar as mudanças em tempo real. Novos processos de gestão com transparência e sustentabilidade são essenciais para a boa saúde administrativa e financeira de nossa Cooperativa. É uma prioridade desta gestão o crescimento e a manutenção da nossa liderança no mercado de saúde”, analisa o presidente Asdrúbal Melo, integrante do programa de treinamento do IBGC. Ainda como parte dos novos processos de Governança Corporativa, uma das mudanças mais significativas foi a transferência da unidade de urgência da Rua Belém, na Cachoeirinha, para o novo Hospital Parque das Laranjeiras Unimed Manaus, que triplicou a capacidade de atendimento de “urgência adulto” de mil para três mil usuários/ dia em um ambiente amplo, confortável e com maior comodidade para usuários, médicos, técnicos e profissionais, além de um amplo estacionamento com capacidade para 500 vagas. “O novo hospital é uma resposta as necessidade de toda a sociedade amazonense que por mais de 30 anos tem utilizado os nossos serviços, e precisa de um lugar adequado, confortável e qualidade e excelência para o atendimento”, explica o presidente Asdrúbal Melo. 4


Cooabriel: referência na produção de café conilon

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uarenta e nove anos dedicados ao atendimento do seu quadro social e ao desenvolvimento do setor cafeeiro capixaba. Assim, a Cooperativa Agrária de Cafeicultores de São Gabriel (Cooabriel) atua desde 1963, ano de sua fundação. A iniciativa partiu da comunidade católica, tendo à frente o padre Simão Civalero, pároco municipal da cidade naquele ano. O objetivo era buscar soluções para as dificuldades enfrentadas pelos produtores locais. A cooperativa foi constituída no dia 13 de setembro, quatro meses depois da emancipação do município de São Gabriel da Palha (ES), por 38 cafeicultores. Além de mentor da criação, Civalero foi

também o primeiro presidente da organização, respondendo pelo mandato de dois anos. A Cooabriel iniciou suas atividades montando um setor de consumo, com mercearia e supermercado, para atender as necessidades básicas de seus cooperados. Depois, passou a prestar serviços de comercialização e beneficiamento e, ao longo do tempo, estruturou-se para dar suporte à atividade cafeeira como um todo, beneficiando seu quadro social, que hoje conta com mais de 3 mil associados. Com sua estrutura, a cooperativa consegue acompanhar seus sócios desde a escolha da área para implantação

da lavoura, oferecendo diversos serviços. Seu laboratório, por exemplo, pode fazer a análise de solo e plantas. Além disso, a organização produz e fornece mudas de alto padrão genético, dando orientação de manejo, produção, colheita, secagem e melhoramento do café. Isso, sem falar na armazenagem padronizada, comercialização, assistência jurídica, entre outras coisas. Tudo é feito para contribuir para maior produtividade e qualidade mais do produto, agregando valor e aumentando a lucratividade. “O associado, quando adere à cooperativa, sabe que sua participação, seu vínculo, não se resume a contato puramente de compra e venda, ou seja, de comercialização. Ele é sócio, dono do próprio negócio. Esse é o grande diferencial”, ressalta o presidente Antônio Joaquim de Souza Neto. Atualmente, a Cooabriel conta com mais sete unidades, além da matriz localizada em São Gabriel da Palha. Elas estão situadas em cinco municípios do Espírito Santo – Nova Venécia, Vila Valério, Água Branca, Anto Rio Novo e Boa Esperança, e dois na Bahia – Teixeira de Freitas e Itabela. Seus indicadores, referentes a 2011, mostram o resultado de todo esse aparato aos cooperados. No último ano, foram recebidas 907,9 mil sacas de café e comercializadas 888,5 mil. Já a movimentação econômico-financeira fechou em R$ 255,6 milhões.

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COODAPIS NORDESTE: Uma história de inovações e conquistas

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oodapis NE – é o nome da Cooperativa de Desenvolvimento da Apicultura do Nordeste Brasileiro, localizada no município de Tabira (PE), que possui como carro-chefe a produção de 70 toneladas de mel por ano. Desse total, 10 toneladas são encaminhadas a mais de 40 escolas públicas como forma de complementar o valor nutritivo da merenda. A cooperativa oferece até mesmo treinamento específico para otimizar o uso do mel no preparo da comida, que acontece a cada dois meses, quando da distribuição do produto. Recentemente, a Coodapis passou também a investir mais na pureza do mel, conquistando selo oficial e sendo a única organização a fabricar o produto orgânico em Pernambuco, nos moldes definidos pelo Ministério da Agricultura, Pecuária e Abastecimento (Mapa). A Coodapis, que conta com 191 cooperados, destaca-se também no processo de fabricação. A criatividade e ousadia do presidente Adelmo Cabral acabaram gerando uma tecnologia que reduziu os custos da cooperativa, além de melhorar a qualidade do mel: as lâminas de papel em substituição às tradicionais lâminas de cera.

“A inovação prevê que as lâminas sejam apenas banhadas em cera, o que possibilita a troca periódica destas preservando o sabor natural do mel. O alto custo das lâminas de cera inviabiliza essa troca, permanecendo por muito tempo em uso”, explica o presidente. A ideia virou projeto e acabou conquistando o apoio da Fundação Banco do Brasil, ao se classificar como tecnologia inovadora no concurso Talentos do Brasil Rural, promovido pela entidade em 2011. A premiação prevê, dentre outros, suporte aos classificados na inserção dos produtos no mercado turístico durante a Copa de 2014. Para desenvolver a logística, o banco entregou um caminhão baú à cooperativa quando do lançamento da nova linha de produtos, que aconteceu em maio deste ano. Mas o projeto das lâminas de papel

ganhou ainda o apoio de outros parceiros. Representantes das unidades do Senai de Petrolina e Recife visitaram a cooperativa, recentemente, e conheceram de perto a tecnologia, estimulando a Coodapis a inscrever um projeto também para o edital nacional de inovações tecnológicas da instituição. O resultado deve sair até 14 de setembro deste ano. Um outro projeto, desta vez voltado ao favo artificial, deverá ser apresentado em 2013. Sustentabilidade faz parte da rotina de produção da cooperativa também no vestuário específico de proteção, quando do contato dos cooperados com as abelhas. “As roupas utilizadas são confeccionadas a partir de tecidos de para-quedas. Os sobre-ninhos produzidos (colmeias artificiais) também são sustentáveis, pois são feitos com madeira reaproveitada. Esses, inclusive, substituem as tradicionais melgueiras, com uma tecnologia pouco usada no Brasil, que evita o enxameamento pelo maior espaço reservado às abelhas”, detalha Cabral. Os produtos da Coodapis podem ser encontrados em supermercados da região metropolitana do Recife e são expostos em diversas feiras agropecuárias realizadas no estado. A cooperativa atua em Tabira (sede), e nos municípios de: Solidão, Tuparetama, Santa Terezinha, Iguaracy, Afogados da Ingazeira, Manari, Moxotó, Água Branca(PB), Catolé do Rocha (PB) e Prata (PB).

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Coopa: empreendedorismo e atitude para crescimento mútuo

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semente do cooperativismo agropecuário foi plantada em Patrocínio (MG) por 23 homens idealistas e empreendedores que, no dia 8 de setembro de 1961, fundaram a Cooperativa Agropecuária de Patrocínio (Coopa). Junto ao sonho daqueles visionários, estava o desafio de lutar, de construir uma entidade verdadeiramente do produtor, que o ajudasse a produzir mais e melhor, cumprindo o importante papel de apoio à produção e estímulo à renda. Ao longo de meio século de existência, a Coopa sempre teve como meta o bem-estar socioeconômico coletivo, e continua trabalhando suas ações a partir de um ideal de lutas, de esforços e, sobretudo, de forte união. Foi assim que o sonho daqueles pioneiros de 1961 tornou-se realidade, fruto da disposição, persistência e determinação por parte de todos os que se dedicaram à missão de fazê-la crescer e progredir. Após 50 anos, a Coopa é uma cooperativa respeitada pelo seu trabalho na área do agronegócio, nos âmbitos estadual e nacional. Ela promove e apoia o desenvolvimento sustentável dos produtores rurais associados, oferecendo tecnologia e serviços voltados à produção leiteira. “Poucas são as organizações brasileiras que completam 50 anos e se mostram jovens, vigorosas e dinâmicas. A Coopa faz parte deste seleto grupo, em função de dois fatores: o primeiro é a existência de cooperados que acredi-

tam em seu negócio e na cooperativa. O segundo é o material humano: pessoas comprometidas e apaixonadas pelo que fazem”, declara o presidente da cooperativa, Renato Nunes. Segundo Nunes, “a grande família Coopa” acredita na erradicação do individualismo como forma de construir uma sociedade justa, na qual o investimento prioritário seja no ser humano. “Certamente, esta é uma das razões que transformou a Coopa no que é hoje: uma cooperativa sólida, voltada para os anseios socioeconômicos de seu corpo de associados. Estamos falando de uma organização que, ao defender a classe de produtores rurais, gera muito mais do que uma centena de empregos diretos e indiretos, dando valiosa contribuição social ao município de Patrocínio”, afirma o dirigente. Nunes conta que, em 1998, a cooperativa viveu um momento importante em sua história. “Foi a reforma estatutária da Coopa, por meio da qual a diretoria executiva passou a ter um profissional focado no mercado: um diretor superintendente”, diz. Segundo ele, a mudança trouxe crescimento para a instituição, que passou a contar com uma direção especializada. De olho na melhoria de seus produtos

e profissionais, a cooperativa promove alguns eventos que já se tornaram referência na região. Um deles é o Encontro Tencológico do Milho, realizado anualmente em parceria com a Fundação Comunitária e Educacional de Patrocínio. “O objetivo é apresentar as inovações tecnológicas do segmento por meio de demonstrações de novos híbridos e explicações técnicas”, resume Nunes. A Feira de Negócios e Integração (Fenicoopa) é outra ação que tem a coordenação da Coopa. Seu objetivo é gerar oportunidade de negócios com os principais parceiros da cooperativa. “Em setembro de 2012, realizaremos a sexta edição da feira que, em 2011, consagrou-se como um dos mais importantes eventos agropecuários de Minas Gerais”, orgulha-se o presidente. 7


Cooparaiso: 52 anos de compromisso com o café

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Cooparaiso nasceu da iniciativa de 56 produtores rurais em 23 de março de 1960, na cidade mineira de São Sebastião do Paraíso. Desde então, mantém-se em contínuo crescimento amparada pela missão de servir ao produtor. Após 50 anos de história, a cooperativa multiplicou seu tamanho e está presente na vida de quase 6.000 associados, atuando diretamente em mais de 70 municípios da principal região produtora de café de qualidade do País: Sudoeste de Minas, matas de Minas, Mogiana Paulista e Sul do Espírito Santo. O crescimento da Cooparaiso está alinhado ao compromisso com a sustentabilidade, traduzido na busca da criação de valor nas dimensões econômica, social e ambiental, relata o presidente Carlos Melles. Do plantio das mudas até comercialização do produto final, a cooperativa está presente com uma estrutura profissional e instalações modernas e dimensionadas para o atendimento ao produtor com segurança e agilidade. O complexo da Cooparaiso é formado pela estrutura da matriz, em São Sebastião do Paraíso, e 11 núcleos, nos municípios mineiros de Itamogi, São Tomás de Aquino, Passos, Piumhi, Jacuí, Bom Jesus da Penha, em Altinópolis, no Estado de São Paulo, e Espera Feliz e Alegre, no Espírito Santo. A Cooparaíso possui uma ampla rede de armazéns com as principais certificações, estrategicamente localizados, segurados e com capacidade estática instalada para 1 milhão sacas de café. O complexo de armazenagem, que oferece também o sistema “big bag”, opera com usinas de

rebenefício atendendo às exigências do mercado. O Departamento de Gestão de Agronegócio realiza o acompanhamento permanente das lavouras na área da cooperativa, assegurando visitas técnicas às propriedades durante todo o ciclo

operacional de produção, como forma de garantir a qualidade natural do café em todas as etapas. Com um corpo de traders e analistas, o Departamento de Café desenvolve estratégias de comercialização, atuando em diversos segmentos de mercado, referenciando a formação de preços, balizamento, qualidade e tendências de melhor valor para o café dos produtores. Operando com 12 lojas próprias, a Cooparaiso oferece a linha completa de produtos para o segmento café, além de outras culturas. Essa estrutura faz a diferença para o produtor, combinando redução de custos, oportunidade de negócios, logística, além de promover

campanhas comerciais que disponibilizam bens e serviços com condições especiais de venda. As lojas Cooparaiso ainda atuam como reguladoras de mercado. Como forma de agregar valor ao produto e abrir um futuro de oportunidades, a Cooparaiso forma com a cooperativa francesa Agrial, a Cooparaiso Europe, com a colocação em 200 pontos de venda na França do café torrado e moído Classic Mogiana e Alto Paraíso. Com a base econômica do café e as inúmeras parcerias, a Cooparaiso orienta investimentos de inclusão social e digital em favor das famílias rurais e das comunidades em que atua. A Cooparaíso é também uma organização cooperativista com presença ativa na formulação das grandes e históricas políticas públicas para o café, o setor rural e o cooperativismo, tendo como exemplo desta ação conquistas como o Conselho Deliberativo da Política do Café (CDPC), a securitização das dívidas rurais, a criação do Bancoob, do Serviço Nacional de Aprendizagem do Cooperativismo (Sescoop) e do Programa de Revitalização de Cooperativas de Produção Agropecuária – Recoop. Para o presidente Carlos Melles, a Cooparaiso é referência em gestão no setor cooperativista e esse reconhecimento se deve a um sólido modelo de governança, que alia visão integrada e agilidade na tomada de decisões. “Celebramos o orgulho de uma cooperativa de café que atende o produtor rural e as comunidades onde atua, com organização, eficiência, confiança e qualidade”, destaca.

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Cooperalfa: respeito às pessoas e ao meio ambiente para o desenvolvimento econômico e social

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undada em 29 de outubro de 1967, a Cooperalfa foi criada para atender uma grande necessidade: remuneração mais justa e valorização do trabalho de pequenos e médios produtores rurais. Naquela época, o Banco do Brasil era responsável por financiar as operações de aquisição de produtos agrícolas, por meio de AGF (Aquisição do Governo Federal) e também por armazenar a produção. Mas, com o aumento da produtividade, a estrutura da instituição ficou insuficiente e foi então que surgiu a necessidade de criar no oeste de Santa Catarina um agente balizador de mercado que organi-

zasse os produtores rurais. As incertezas do mercado de grãos e, em seguida, o avanço da produção animal em Santa Catarina foram os principais componentes do cenário de criação da Cooperalfa. Com o passar do tempo, e a eminente expansão, a cooperativa passou a diversificar suas atividades e serviu de pilar para o surgimento de outros empreendimentos cooperativos. Hoje, a Cooperalfa atua nos segmentos de suinocultura, avicultura, citricultura, bovinocultura de leite, recebimento e beneficiamento de trigo, soja e milho, com atividade principal na comercialização e armazenagem da produção agrícola dos associados.

A Alfa, como é popularmente conhecida, também atua na produção de sementes certificadas de soja, feijão, trigo e coberturas de solo. Além disso, desenvolve parcerias com indústrias co-irmãs do sistema cooperativo para o beneficiamento de citros, suínos, aves e leite. “Os principais objetivos da Alfa sempre estiveram voltados para fortalecer e melhorar a renda média das famílias rurais, aperfeiçoar as condições sanitárias em geral, conceder permanente assistência técnica, aumentar a produtividade e a expectativa média de vida”, destaca o presidente, Romeo Bet. A Cooperalfa fechou o ano de 2011 com 15.423 associados e mais de 2 mil colaboradores. Presente em 52 municípios catarinenses e três paranaenses, a Alfa é uma empresa preocupada com a preservação do meio ambiente. Para isso, viabiliza ações que buscam melhorar o desenvolvimento e a produção em acordo com as leis da natureza, respeitando-a e conservando-a. São diversos programas em sustentabilidade ambiental, como o gerenciamento de dejetos de suínos, manuseio correto de agrotóxicos e reflorestamento. “O investimento em novas tecnologias é contínuo, visando elevar a qualidade de vida das famílias rurais, melhorar o trabalho e a produção”, orgulha-se Bet, que garante: “De forma responsável, vamos caminhar nos próximos anos para que o associado continue dispondo de uma cooperativa sólida e segura”. 9


Colégio CEM: “educação é o nosso forte

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m apenas 15 anos de história, o Colégio CEM, de Concórdia/ SC, já é exemplo para o sistema educacional brasileiro. Incentivador de projetos ousados para a educação, como a Minicidade Cooperativista e o Projeto Semear, o CEM constrói um caminho avançado, trilhado com o apoio de 27 cooperados e de uma comunidade escolar inteira, formada por estudantes, pais, colaboradores e amigos cooperativistas. No Ano Internacional das Cooperativas, o Colégio CEM, também conhecido como Cooperativa Educacional Magna, cumpre o dever de auxiliar no fortalecimento do setor, por meio da integração de todas as cooperativas da cidade inscritas no Sistema Ocesc. “É o momento de testarmos todos os compromissos assumidos por nós, cooperativas catarinenses, quanto aos princípios propostos pelo setor. É hora de cooperarmos entre nós, criando possibilidades de avanços e resultados para cada uma das cooperativas participantes”, destaca a presidente do Colégio CEM, Elizeth Pelegrini. São 15 anos formando vencedores, educando para conquistas pessoais e profissionais da vida. O Colégio CEM se sente honrado por comemorar essa data história em pleno Ano Internacional das Cooperativas. “É uma grande satisfação ver o nosso seleto grupo de professores e colaboradores comemorando uma década e meia de história, e nada mais apropriado do que comemorar ao lado das cooperativas parceiras, que vivenciam o CEM desde o seu surgimento”, acrescenta Elizeth.

Projeto Semear: Há pouco menos de dois meses, a Cooperativa Educacional Magna lançou o Projeto Semear, em que cada uma das turmas da escola firmou compromissos com foco em sustentabilidade. Desde então, os estudantes passaram a desenvolver tarefas propostas pelos subprojetos. Do maternal ao terceirão, o Projeto Semear iniciou um cronograma que contempla ações envolvendo diferentes disciplinas ministradas em sala de aula e também incentiva a prática de uma realidade sutentável. Todas as propostas estão em pleno desenvolvimento e serão apresentadas durante o Seminário Semear, previsto para a última semana de Outubro. “Entre as ações do Projeto Semear, destaco a confecção de papa-pilhas para o recolhimento de pilhas e baterias em pontos estratégicos. Ainda, o subprojeto CEM Ambiental, que visa os ensinamen-

tos sobre comunicação aos alunos, em que eles são repórteres e fazem cobertura de ações sustentáveis dentro e fora da escola”, cita Elizeth. A proposta é uma comemoração ao Ano Internacional das Cooperativas e integra todas as cooperativas de Concórdia. Minicidade Cooperativista: O sonho tornou-se realidade há cinco anos. Uma cidade com o tamanho e características ideais para pequenos cidadãos. A Minicidade Cooperativista é toda deles e foi criada para incentivar a cooperação, a união e o conhecimento. A Cooperativa Educacional Magna fez surgir um projeto pioneiro no Brasil, que é considerado referência pelo setor cooperativista. “Ensinar é ainda mais desafiador quando há exemplos parecidos com a realidade”, diz Elizeth. A Minicidade Cooperativista surgiu da necessidade de formar jovens preparados para lidar com as situações adversas da sociedade. “Aqui, eles estão empenhados em manter a Minicidade em perfeita ordem, seja social, econômica ou ambiental; é preciso que todos estejam envolvidos e sejam cidadãos de bem”, reforça a dirigente. Em cinco anos, muitos alunos também foram autoridades na Minicidade. O projeto permite que as crianças aprendam a importância da democracia, da gestão pública, da fiscalização de recursos e da formação de leis. A prefeitura e a câmara de vereadores da Minicidade são as principais responsáveis pela ordem. O comércio também participa. A Livroteca, a Copérdia, o Sicoob Crediauc são organizações que ajudam a movimentar a economia da Minicidade. 10


CooperSaud: compromisso com o bom atendimento em saúde

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rganizar o trabalho de profissionais de saúde de acordo com suas competências e interesses coletivos, valorizando o talento e a capacidade de cada associado e garantindo a qualidade dos serviços prestados. Essa foi uma das premissas que norteou a criação da CooperSaud, de São Paulo, capital, em 22 de março de 2000. Um grupo de profissionais tecnicamente qualificados se uniram para atender à demanda de prestação de serviços em saúde, em especial a assistência domiciliar, conhecida como home care. No início, a CooperSaud contava com 20 cooperados, número que aumentou gradativamente com o passar dos anos, abrangendo enfermeiros, auxiliares de enfermagem, técnicos, médicos, nutricionistas, fonoaudiólogos, psicólogos, entre outros. São todos profissionais altamente capacitados e comprometidos com o crescimento da cooperativa. Para garantir constante desenvolvimento profissional, a cooperativa dispõe de um Centro de Treinamento na própria sede, onde são oferecidos diversos cursos gratuitos. Hoje a cooperativa conta com infraestrutura que compreende, além da sala de treinamento, também laboratório de enfermagem para a execução de aulas práticas, tanto adultas quanto pediátricas, com manequins, materiais e equipamentos, além de recursos multimídia e de apoio. Os cursos oferecidos são preparados com a excelência e os cuidados exigidos pelo mercado e mi-

nistrados por profissionais altamente competentes, para proporcionar aos cooperados a possibilidade de se atualizar constantemente e prestar serviços com segurança e qualidade. Selo de Conformidade: A grande conquista da CooperSaud em 2010 foi o recebimento do Selo de Conformidade da Organização das Cooperativas Brasileiras (OCB). A certificação é uma espécie de certificado de qualidade e representa o reconhecimento da organização pelo esforço da cooperativa em cumprir com todas as etapas do Programa Nacional de Conformidade. A conquista do selo significa que a cooperativa está atuando em acordo com os princípios, valores e legislação cooperativista.

Para a presidente Esther Moreno, o selo do PNC é a principal conquista desses 12 anos. “Sempre lutamos para nos diferenciar no mercado e mostrar a nossa idoneidade e legitimidade. O reconhecimento da OCB atesta o trabalho sério que desenvolvemos e o nosso compromisso com os princípios e valores do cooperativismo”, comemora. Para 2012, a CooperSaud está investindo ainda mais no aprimoramento dos programas de Educação Continuada e de desenvolvimento dos associados. Está implementando o Projeto Qualidade de Vida do Cooperado e, ainda, apoiando a criação de um grupo, com a participação efetiva de associados, para implantação da rodada de discussões sobre assuntos de enfermagem.

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Cootravale: foco na qualidade do transporte de carga

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ma empresa projetada para o futuro. Assim, a Cooperativa dos Transportadores do Vale (Cootravale) tem sido administrada há 17 anos, desde sua fundação, em 1995. Sua constituição foi fruto do sonho de 25 transportadores do município de Videira (SC), que viram no cooperativismo uma forma de trabalho mais justa. Cientes das responsabilidades de uma sociedade cooperativa, os sócios-fundadores estabeleceram um compromisso que é mantido até hoje – atuar de forma responsável, prezando pela qualidade

dos serviços, para que todos cresçam de forma unificada. Com união, seriedade e profissionalismo, em pouco tempo, a Cootravale conquistou mercado e cresceu significativamente. Hoje, a instituição conta com 23 filiais e pontos de apoio estrategicamente localizados pelo Brasil. Uma equipe altamente qualificada permite o desempenho efetivo da frota, dando mais agilidade às operações. Com 370 veículos do tipo sider, baú, granel, frigorífico e container, a cooperativa atende os segmentos de alimentos, bebidas, ele-

trônicos, eletrodomésticos, materiais de construção, peças, máquinas, higiene, limpeza, entre outros. A Cootravale também investe na capacitação dos profissionais por meio de dois grandes projetos. O Plano de Desenvolvimento do Motorista (PDM) é realizado semanalmente e busca orientá-los sobre direção econômica, procedimentos logísticos, de carga e descarga, apresentação pessoal e sinistros. Já o Plano de Desenvolvimento do Cooperado (PDC) é promovido a cada quatro meses, em parceria com a Fundação Adolpho Bósio de Educação no Transporte (Fabet). Outras medidas contribuem para o sucesso da cooperativa, como a implantação da governança corporativa, o projeto Nível de Serviço e a regulamentação para transporte de cargas, de acordo com normas da Agência Nacional de Vigilância Sanitária (Anvisa). Para Vilmar José Rui, presidente da instituição, esse crescimento sustentável reflete o trabalho de qualidade desempenhado pela cooperativa, e o resultado está na satisfação e credibilidade de seus clientes, cooperados e colaboradores. Responsabilidade social – Ações de responsabilidade social, baseadas nos pilares de valorização do funcionário, meio ambiente e sociedade, também são prioridade para a Cootravale. Em 2012 a organização foi certificada com o Selo Social, por praticar seis dos oito objetivos do milênio proposto pela Organização das Nações Unidas (ONU). 12


Cotravic: a cooperação para o artesanato em vidros

Soprar um cristal é uma arte que leva anos para ser aprendida”. A frase é de Wilamon Batista, cooperado da Cooperativa dos Trabalhadores em Arte em Vidros e Cristais (Cotravic), de São Paulo capital. Com experiência de quem atua há 27 anos como vidreiro, ele explica que é necessário saber a quantidade exata de vidro, como girar, soprar, entender e respeitar sua natureza maleável, quase líquida, quase sólida. “Isso leva tempo, dedicação e sensibilidade”, explica Batista, que aos 47 anos está se preparando para se aposentar. Wilamon é personagem de uma história de determinação e garra. Ele e mais um grupo de colegas, mais ou menos 200 pessoas, funcionários de uma fábrica artesanal de vidro soprado, lá no final dos anos 90, resolveram comprar os equipamentos da empresa falida e fundaram a Cotravic. Essa foi a solução encontrada por eles para dar continuidade ao trabalho artesanal até então comandado por uma fábrica que não sobreviveu ao mercado altamente competitivo. Adelson Fagundes, atual diretor de produção, lembra muito bem daquela época. “Decidimos trocar a verba da rescisão trabalhista pelas ferramentas e fundamos a Cotravic. Foi a melhor decisão, pois garantimos o trabalho dos funcionários, hoje grande parte cooperados, que precisavam do sa-

lário para sustentar suas famílias”, relata. “Foi um trabalho lento, pois tivemos que mudar a cultura dos nossos colaboradores, que deixaram de ser empregados e passaram a ser donos do seu próprio negócio”, conta Fagundes. Segundo ele, foi preciso primar por uma gestão democrática e, ao mesmo tempo, eficaz para continuar competindo no mercado. O negócio deu tão certo que hoje, os cooperados recebem remuneração equivalente ao 13º salário, e se preparam para transferir suas atividades para um novo prédio num parque fabril

da capital paulista. “Nossa expectativa é que com a nova estrutura, possamos aumentar a produtividade, tendo visto que a nova planta da fábrica é mais moderna, o que proporcionará uma

produção mais eficiente”, diz. A Cotravic é hoje uma referência na produção de vidros artesanais. Suas peças ganharam mercado justamente por apresentarem características muito próprias da arte de moldar vidros. A cooperativa produz peças na linha de decoração, iluminação de interiores e utensílios domésticos. Atua no ramo de usinagem e desenvolve ferramentais específicos para indústria vidreira. E, ainda, desenvolve peças exclusivas para designer. No mercado, a Cotravic tem como principal parceira a empresa Cristais Cambé. Como trabalha num segmento cuja relação com o meio ambiente e sua preservação é muito estreita, o grande diferencial da cooperativa tem sido produzir vidros 100% recicláveis, sem a presença de chumbo na matéria prima. Além disso, para a cooperativa o vidro é um material sustentável, pois é totalmente reaproveitável durante os ciclos produtivos, e ainda, a produção de peças a partir do próprio vidro também consome menor quantidade de energia e emite resíduos com menos partículas de CO2.

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Sicoob Credifor: Há duas décadas oferecendo soluções de crédito aos seus associados

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Sicoob Credifor nasceu do sonho coletivo de seus 20 fundadores, pioneiros do cooperativismo de crédito na cidade de Formiga (MG), no ano de 1992. Com poucos recursos, a cooperativa instalou-se em um simples cômodo, carinhosamente chamado de “banquinho”. No início, o produtor rural era o único beneficiado. Mais à frente, com a livre admissão, toda a população passou a receber igualmente a atenção e os bons serviços do Sicoob Credifor. Com uma equipe pequena, mas competente, a cooperativa cresceu. “Isso se deve aos diretores, conselheiros e colaboradores, que sempre trabalharam motivados e preparados para fazer da Credifor uma cooperativa de crédito respeitada por sua eficiência”, orgulha-se o diretor-presidente da cooperativa, Sílvio Francisco de Menezes. Os esforços desses 20 pioneiros estão sendo recompensados. Hoje, a cooperativa conta com seis agências distribuídas nas cidades mineiras de Formiga, Piumhi, Camacho e Córrego Fundo. A responsabilidade social sempre esteve inserida no contexto administrativo da instituição e, pensando no bem estar de seus associados e familiares, o Sicoob Credifor conta com dois consultórios odontológicos nas cidades de Formiga e Piumhi, com atendimento gratuito aos cooperados. Atualmente, o patrimônio líquido da cooperativa é de R$83 milhões de reais, sendo R$35 milhões em depósitos e

uma carteira de crédito de R$48 milhões. Números tão expressivos são motivo de orgulho, frutos do reconhecimento dos serviços prestados com seriedade, compromisso e competência. Neste ano de 2012, o Sicoob Credifor completa duas décadas de funcionamento. “Ao mesmo tempo em que comemoramos 20 anos de evolução, os nossos olhos estão

voltados para o futuro, buscando o novo, contribuindo para que as futuras gerações possam desfrutar de um mundo melhor, incentivando e fazendo da superação de desafios nossa grande motivação”, destaca o diretor-presidente. Menezes acredita que, um dia, o cooperativismo será a base de todo o desenvolvimento social e econômico do país.

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Sicoob Crediuna: investindo no futuro para crescer ainda mais

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m 1989, concretizava-se o sonho de um grupo de pecuaristas da bacia leiteira da região de Itaúna (MG): constituir uma cooperativa de crédito para facilitar o custeio da produção. Foi, então, criada a Crediuna (Cooperativa de Crédito Rural de Itaúna). Sua primeira sede foi cedida por uma cooperativa de eletrificação rural. Após três anos, a Crediuna já registrava um crescimento acelerado, com aumento de associados e, consequentemente, de recursos financeiros. Trabalhando de uma forma planejada e estratégica, a cooperativa fez uma projeção em 2009 de todos os dados econômico-financeiros para o período de 2011 a 2014. Nesse plano, estava prevista uma solicitação ao Banco Central do Brasil para tornar-se uma cooperativa de livre admissão. O objetivo da Crediuna era ampliar sua atuação, oferecendo seus produtos e serviços a um número maior de pessoas, ponto fundamental para garantir seu crescimento no mercado. A autorização foi concedida no final de 2011. O último ano também foi marcado por uma expansão expressiva. Todas as metas estabelecidas, como o aumento do total de empréstimos e depósitos, foram cumpridas. Com esse desenvolvimento, a Cooperativa de Crédito Rural de Itaúna lidera muitos desses indicadores nas cidades onde atua - Rio Manso, Crucilândia, Mateus Leme, Itatiaiuçu e Bonfim. O Sicoob Crediuna é formado atualmente por 5 mil cooperados e 60 colaboradores, além dos conselheiros ad-

ministrativos, fiscais, diretoria executiva e funcionários terceirizados. Seu objetivo é crescer cada vez mais e aumentar o seu quadro social. “Estamos mais sólidos e mais maduros. Sabemos que é preciso

investir no futuro com ousadia, porém de forma responsável, para que a cooperativa possa estar entre as maiores”, declarou Luciano Olímpio Guimarães, presidente do Sicoob Crediuna.

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Unimed Erechim: primeira cooperativa médica do Rio Grande

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proposta de criação da Unimed Erechim nasceu a partir da leitura de uma notícia em um jornal de grande circulação pelo médico Sérgio Benito Maccagnini. O artigo discorria sobre o pioneirismo de Edmundo Castilho, fundador da Unimed de Santos (SP), a primeira cooperativa médica do país.

No ano de 1971, o médico Maccgnini, com o respaldo de mais 25 lideranças médicas, resolve então fundar a primeira cooperativa médica do Rio Grande do Sul, a Unimed Erechim. A cooperativa sela parceria entre médicos com o objetivo de oportunizar trabalho aos profissionais e desenvolver atividades de promoção à saúde, em sintonia com as

necessidades sociais. No ano seguinte, 1972, a cooperativa participou da fundação da Federação das Cooperativas de Serviços Médicos e Hospitalares do Rio Grande do Sul (RS). Desde então, a Unimed Erechim tem servido de exemplo para outras iniciativas imbuídas do mesmo espírito em todo o estado. Hoje, a Unimed Erechim está entre as dez maiores cooperativas singulares do estado. A estrutura de atendimento é formada por mais de 220 médicos cooperados, 152 funcionários, 19 hospitais, 45 clínicas e 22 laboratórios credenciados, um banco de sangue e 88 prestadores de serviços. Seu faturamento é de, aproximadamente, R$ 40 milhões(ano base 2011). Nesses mais de 40 anos de história, a Unimed Erechim conquistou prêmios de reconhecimento estadual e nacional pelo seu desempenho, baseados nas diretrizes organizacionais, princípios cooperativistas e no planejamento estratégico que balizam o trabalho da cooperativa. Todas essas conquistas mostram que o caminho para a excelência está sendo percorrido com determinação e comprometimento dos cooperados, colaboradores e equipe diretiva. “A Unimed Erechim é o resultado de uma boa semente plantada por uma boa mão, numa terra boa e cultivada por bons homens”, comemora o presidente, Alcides Mandelli Stumpf.

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Sicredi Região da Produção: presença consolidada no oeste catarinense

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o dia 29 de julho, o Sicredi Região da Produção completa 29 anos de uma história dedicada ao desenvolvimento das comunidades onde atua e ao crescimento das atividades de seus sócios. No início da década de 90, a cooperativa gaúcha surgiu com o nome de Crédito Rural Sarandi – Credisal. Fundada em 1983, por 26 agricultores, que buscavam criar uma alternativa às instituições financeiras convencionais, com atenção especial às necessidades dos associados e da comunidade, a cooperativa atua hoje em 26 municípios gaúchos e catarinenses e tem mais de 33 mil associados. Esse crescimento foi possível especialmente pela abertura para o mercado. Isso

ocorreu em 2003, quando a cooperativa se tornou de livre admissão, o que marcou o início de um novo momento, passando a se chamar Cooperativa de Crédito de Livre Admissão de Associados da Região da Produção - Sicredi Região da Produção. Desde então, a cooperativa passou a se associar e atuar junto aos mais diversos segmentos da sociedade, oferecendo produtos e serviços a pessoas físicas e jurídicas do campo e da cidade. Seu mais novo avanço foi a inauguração de uma nova unidade de atendimento, em Chapecó (SC). Com isso, o sistema contabiliza sete postos de atendimento do Sicredi, no oeste de Santa Catarina. A cooperativa tem hoje pontos de atendimento instalados nos municípios de Chapecó (duas unidades de atendimento e um ponto avançado), Xanxerê, Xaxim e Coronel Freitas. A nova unidade tem cinco colaboradores para atender aos associados em instalações amplas e modernas, oferecendo os mais de 100 produtos e serviços financeiros do sistema Sicredi, como conta corrente, poupança, crédito, se-

guros, consórcios, previdência, câmbio, investimentos, cartões de crédito e débito, caixas eletrônicos, serviços pela internet e débito em conta. O presidente Saul João Rovadoscki antecipou que as metas trazem como desafio a continuidade da expansão da cooperativa, com a abertura de novos pontos de atendimento em Santa Catarina e no Rio Grande do Sul. Em 2012, a Sicredi Região da Produção busca crescimento em todos os índices de desempenho: os depósitos totais aumentarão 19% (para 192,8 milhões de reais), as operações de crédito 16% (para 194,8 milhões de reais), os recursos totais 20,5% (para 235,2 milhões de reais) e o patrimônio líquido 30% (para 42,3 milhões de reais). A cooperativa tem sido referência no setor. Em 2011, o sistema Sicredi conquistou pela terceira vez consecutiva uma posição entre as 150 melhores empresas para se trabalhar no ranking elaborado pelas revistas Exame e Você S/A e recebeu o prêmio Reputação Corporativa 2011, como uma das 15 empresas da Região Sul com melhor credibilidade. “A consolidação desses conceitos no mundo corporativo e junto ao grande público fortalecem nossa cooperativa de crédito”, ressalta o presidente.

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Sicoob Credcoop: mudando a história de Vitória da Conquista

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m 28 de outubro de 1997, 30 servidores municipais de Vitória da Conquista (BA) reuniram-se em assembléia e deram inicio a um sonho: constituir uma cooperativa de crédito. No começo, houve resistência de adesão à proposta, mas os fundadores não desistiram e seguiram apresentando a instituição durante assembléias. Com persistência e a propaganda “boca a boca”, dois anos depois, a Cooperativa de Crédito de Servidores Municipais no Estado da Bahia (Sicoob Credcoop) já somava 2.039 associados e registrava 39% de crescimento do capital. Já nos empréstimos, a evolução foi de 824%. Outro destaque foi a queda nas taxas de juros. A cooperativa iniciou seus empréstimos com um percentual mensal de 4,5%. Atualmente, no consignado em folha de pagamento, a taxa aplicada varia de 1,5% a 2,8%. Ao longo dos seus quinze anos de funcionamento, o Sicoob Credcoop se consolidou como uma excelente opção para quem quer fugir das altas taxas de juros praticadas pelos bancos e instituições financeiras convencionais. Hoje, a maior fonte de receitas ainda é a carteira de crédito, financiamentos e empréstimos. A instituição presta serviços de qualidade aos seus associados e contribuintes. E os resultados são vistos na prática. “A cooperativa foi um projeto que deu certo. Fechamos todos os anos

com resultado positivo e conseguimos oferecer uma grande quantidade de produtos e serviços aos cooperados e à população de modo geral. Priorizamos, sempre, a comodidade e o atendimento humanizado”, declarou a

no Estado da Bahia e Serviço Nacional de Aprendizagem do Cooperativismo no Estado da Bahia (Sistema OCEB), da Organização das Cooperativas Brasileiras (OCB) e da Confederação Alemã de Cooperativas (DGRV), que desenvolve um projeto de educação e formação das cooperativas de crédito brasileiras em parceria com o Sistema OCB. Para fomentar a aproximação com a comunidade, o Sicoob Credcoop promove palestras aos associados, cuja participação fica condicionada a um quilo de alimento não perecível, com a doação do material arrecadado a uma instituição filantrópica da cidade. A instituição também realiza uma campanha de Natal para arrecadar brinquedos que são repassados à creche Criança Esperança, localizada na periferia de Vitória da Conquista.

presidente Rejane Almeida. De olho na gestão profissionalizada, a instituição oferece cursos modulares, de reciclagem e treinamentos. Eles capacitam diretores, gerentes, operadores de crédito e de caixa, contadores, agentes de negócios e profissionais responsáveis pelo controle interno. E essas ações têm o apoio do Sicoob Central Bahia, do Sindicato e Organização das Cooperativas 18


Sicoob Credisul: resultados coletivos

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m Rondônia, o Sistema de Cooperativa de Crédito do Brasil - Sicoob Credisul, com sede em Vilhena (RO) e presente em outros quatro municípios do estado, desenvolveu um modelo inovador para distribuição de sobras entre seus 6 mil associados. A instituição, hoje com 12 anos, usa os resultados positivos de cada exercício para rentabilizar as aplicações dos cooperados e também restituir parte dos juros pagos por eles em eventuais contratações de empréstimos. “Distribuímos as sobras em três etapas: primeiro, incrementando o rendimento das aplicações de nossos associados; depois, remunerando o saldo médio do depósito à vista mantido por ele em sua conta; e ainda devolvendo parte dos juros que ele pagou em razão de créditos tomados”, explica Vilmar Saugo, vice-presidente do Sicoob Credisul. Com relação às aplicações, Saugo detalha que, além da cota capital, legalmente remunerada pela taxa Selic, os associados sempre são incentivados a fazer uma aplicação paralela de longo prazo, o RDC 721 dias. Por ocasião da distribuição de sobras, essa segunda aplicação recebe, além da Selic, ren-

tabilidade extra baseada no resultado obtido pela cooperativa. “Somados, a remuneração do capital social pela Selic e o incremento na rentabilidade do RDC 721, nosso cooperado obtém ganhos significativos sobre os recursos

que ele aplica na cooperativa”, conta o dirigente. Vilmar Saugo esclarece as vantagens desse modelo para a Sicoob Credisul. “Conseguimos manter um capital social alto e também aplicações expressivas de longo prazo, que nos permitem cooperar de forma planejada com nossos cooperados. ”Quanto à remuneração dos depósitos à vista, ela é feita com base no saldo médio mantido em conta-corrente pelo cooperado. Historicamente, essa correção tem sido por volta de 5% superior

à das cadernetas de poupança. Novamente, uma sistemática que contribui para atrair recursos para a cooperativa. Na terceira modalidade de distribuição de sobras, a Sicoob Credisul restitui, ao final do exercício, uma parcela dos juros pagos pelos cooperados sobre empréstimos que tenha feito. Essa devolução tem sido em torno de 8% do que foi gasto em termos de juros. “Assim, todos os negócios que o associado faz com a cooperativa têm rentabilidade. Se ele tiver um perfil poupador ele ganha; e se tiver um perfil tomador, também ganha. Isso sempre a partir das sobras”, conta Vilmar Saugo. Cabe ressaltar que, antes de efetuar a distribuição dessas sobras aos seus cooperados, a Sicoob Credisul reserva 10% dos resultados para a reserva legal e 5% para o Fates. Em determinados anos, de acordo com as necessidades da cooperativa, é sugerida em assembleia a reintegralização de 20% a 30% das sobras. Para Vilmar Saugo, o modelo de distribuição de sobras adotado pela cooperativa tem contribuído para fortalecer os vínculos entre a instituição e seus associados. “Isso é importante para mostrar efetivamente ao cooperado que a sobra do negócio vai para ele. É ele quem decide o que será feito com o lucro da cooperativa”, diz Saugo. 19


Sicoob Credivertentes: assistência financeira ao pequeno e médio produtor

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m 1966, um grupo de 22 produtores de leite se reuniu na cidade de São Thiago (MG) para criar a Cooperativa Agropecuária São Thiago (Castil) tornando-se, mais à frente, um importante núcleo de formação de lideranças no setor cooperativista. Mais tarde, inconformados com a falta de investimentos no setor agropecuário na região de Campos das Vertentes, alguns desses líderes decidiram preencher essa lacuna com a abertura de uma cooperativa de crédito, ou melhor, um “caixa rural”, como muitos denominavam tal modalidade de instituição creditícia na época. Constituído em 1986, o Sicoob Credivertentes enfrentou uma longa luta burocrática: reuniões, documentações, viagens, protocolos junto aos órgãos responsáveis, algumas resistências oficiais e, ainda, insegurança jurídica. A cooperativa, no entanto, só entrou em operação no ano de 1987. Seus principais objetivos eram proporcionar, através da mutualidade, assistência financeira aos associados, fomentar a produção e a produtividade rural, promovendo a comercialização e industrialização, e ainda investir na formação educacional dos associados para o cooperativismo de crédito. Hoje, com aproximadamente nove mil cooperados e postos de atendimento em 15 comunidades, o Sicoob Credivertentes está ligado ao maior sistema cooperativista de crédito do Brasil, o Sicoob. O

Sistema é composto pela Confederação Nacional das Cooperativas do Sicoob (Sicoob Brasil), pelo Banco Cooperativo do Brasil S/A (Bancoob), por 14 Centrais de âmbito estadual e por 648 cooperativas singulares, destinadas a prestar serviços diretamente aos associados. A instituição disponibiliza aos seus associados produtos diferenciados e mantém uma estrutura moderna, garantindo serviços que, interligados por sistemas on line, facilitam as operações de seus participantes em qualquer região do país. A cooperativa beneficia centenas de pequenos e médios produtores e contribui, de forma significativa, com a melhoria na qualidade de vida dessas pessoas. Além de atuar em um clima democrático e de união para atingir objetivos comuns, o Sicoob Credivertentes pauta-se pela transparência em suas atividades, com a regular prestação de suas contas administrativas e financeiras, bem como pela discussão aberta de projetos em perspectiva ou em andamento. Para o presidente, João Pinto de Oliveira, o ano de 2012 é um grande marco para o sistema e, ao mesmo tempo, a cooperativa orgulha-se em comemorar seus 25 anos de trabalho no momento em que o mundo está voltado para o movimento cooperativista. Focado nos princípios de sustentabilidade, o Sicoob Credivertentes buscou se articular com os

interesses maiores, individuais e coletivos, primando não só pela concessão de crédito, mas principalmente se legitimando e se fazendo representativa perante os interesses maiores do seu quadro associativo e comunitário. Dedica atenção especial à capacitação profissional e técnica, geração e promoção de renda, segurança alimentar, boas práticas de produção, apoio ao empreendedorismo, preservação de recursos naturais, defesa do meio ambiente e da cultura popular.

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Sicoob DiviCred: há 15 anos buscando soluções vantajosas para os associados

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m julho de 1996, um grupo de 20 empresários do setor de vestuário resolveu unir forças para fortalecer o segmento em Divinópolis, Minas Gerais. Foi alugado um modesto imóvel na região central para, em maio de 1997, ser inaugurada a Cooperativa de Crédito de Livre Admissão da Região Central e Oeste Mineiro Ltda, o Sicoob DiviCred. Em 2001, a organização já possuía sede própria, uma estrutura moderna e de fácil acesso.

cionados às micro e pequenas empresas. “Queremos chegar até o final deste ano com uma carteira que ultrapasse R$ 100 milhões em financiamentos”, diz o presidente e fundador do Sicoob DiviCred, Urias Geraldo de Souza. Utilizando uma estrutura moderna e ágil, apresenta-se como excelente alternativa ao sistema financeiro tradicional. As taxas praticadas, os serviços e o acolhimento proporcionam condições excepcionais aos cooperados, que são os

A cooperativa, que foi instituída por um pequeno grupo e ativos de R$ 10 mil, possui hoje mais de 5,1 mil associados, com volume de negócios que chega a R$ 75 milhões por mês, sendo 70% dos recursos dire-

verdadeiros donos do empreendimento. As sobras financeiras da cooperativa, ou lucro, como chamado nos bancos convencionais, são distribuídas anualmente aos associados. “No início, os juros eram em torno de 8%. Hoje, a taxa chega a

1,30% e o financiamento é disponibilizado entre dois e três dias”, explica Souza. O Sicoob Divicred foi a primeira cooperativa de crédito em Divinópolis a aderir ao Banco de Desenvolvimento de Minas Gerais (BDMG) como correspondente bancário. Este ano, a organização deve receber do BDMG cerca de R$ 3,8 milhões em recursos direcionados às linhas de crédito para os pequenos negócios. “A DiviCred está entre os maiores parceiros na plataforma de correspondente bancário, juntamente com o Sicoob AC Credi, de Governador Valadares”, afirma o gerente do Departamento de Micro e Pequenas Empresas do BDMG, Rodrigo Teixeira Neves. Todo esse crescimento está aliado à preocupação com o bem-estar da comunidade onde está inserida. Anualmente, participa do “Dia C – Dia de Cooperar”, iniciativa promovida pelo Sistema Ocemg/Sescoop-MG. Além disso, colabora diariamente com doações para casas de apoio à melhor idade em Divinópolis. Em maio de 2012, a instituição comemorou 15 anos, um momento especial para refletir sobre todas essas conquistas e encarar os próximos desafios, no mais puro e verdadeiro espírito cooperativista. O Sicoob DiviCred está preparado para crescer ainda mais, buscando sempre a cooperação e ajuda mútua na concessão de créditos em condições vantajosas para os seus associados. 21


Sicoob Norte do Paraná: uma história de sucesso marcada pela confiança

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história da Cooperativa de Crédito de Livre Admissão do Norte do Paraná, Sicoob Norte do Paraná, contagia as novas gerações e deixa um legado imensurável, não só pelos resultados numéricos expressivos, mas também pelo espírito do

cooperativismo disseminado na região. A constituição da cooperativa data de 2002, porém, as discussões começaram em meados de 1999, quando o segmento de crédito despontava como alternativa à disponibilização de crédito diferenciado do sistema de convencional. Num cenário de insatisfação com as altas taxas de juros, com as dificuldades de crédito e a forma de atendimento dos bancos, o cooperativismo se mostrou como uma grande oportunidade. “Tivemos muito trabalho para reunir pessoas que se dispusessem a investir na coope-

rativa sem ter nenhuma garantia de que o capital não seria perdido”, relembra o atual presidente, Yukio Agita, que emenda: “o único bem que empenhávamos era nossa palavra”. No dia da inauguração, o Sicoob Norte do Paraná contava com 146 cooperados e R$ 615 mil de capital. Metas e objetivos sempre estiveram presentes na história da organização. Logo no primeiro ano, a instituição traçou como meta atingir a marca de R$ 6 milhões em recursos administrados, e conseguiu. “Depois, definimos atingir R$ 100 milhões em cinco anos e chegamos lá. E, com planejamento, fomos conquistando outras marcas: abrir um posto de atendimento ao cooperado (PAC) em cada cidade de nossa área de atuação”, conta o dirigente. Esse sucesso, segundo ele, se deve desde o início ao comprometimento e à presença física dos conselheiros no dia a dia da cooperativa. “O sistema conta conosco o tempo todo e por isso não podemos nos eximir de nossas responsabilidades. Definimos programas e metas juntos e isso fortalece o grupo de dirigentes. Participamos de cursos, treinamentos e encontros. Procuramos nos qualificar para saber onde estamos pisando. A dedicação se reverte em segurança e bons serviços aos cooperados”, diz. Hoje, a cooperativa está presente em 28 municípios e se mantêm atuante nas ações de responsabilidade

social, contribuindo para o desenvolvimento das comunidades e o bem-estar coletivo. Para atender melhor a essa demanda, a cooperativa criou uma área específica e definiu uma política de ética e transparência com todos os públicos com os quais se relaciona. Na área ambiental, realiza o “Descarte Consciente”, disponibilizando coletores para o recolhimento de lâmpadas, pilhas e lixo eletrônico que, posteriormente, terão uma destinação correta. A cooperativa implantou também a coleta seletiva do lixo. Outra ação da instituição é o plantio de árvores, visando recuperar corredores ecológicos, neutralizando a emissão de gás carbônico. Com o apoio de parceiros, implantou a Biblioteca Digital equipada com computadores, que oferece acesso à internet e, ainda, abriga uma grade de cursos e treinamentos. A organização também é um dos mantenedores do Programa “Bom Aluno”, que proporciona a jovens carentes com bom rendimento escolar a oportunidade de realizarem seus estudos e se tornarem profissionais bem sucedidos. Todas essas conquistas não aconteceram por acaso. “O Sicoob tem aplicações financeiras extremamente rentáveis, comparadas ao mercado. Isso graças às baixas taxas de administração e às sobras, que beneficiam tanto correntistas como quem toma dinheiro a juros”, finaliza o diretor executivo, Emerson Ferrari. 22


Sicoob São Miguel: viabilizando a produção e o desenvolvimento local

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uscar recursos para fomentar a prática da suinocultura e o cultivo de cereais, apresentando uma alternativa aos empréstimos oferecidos pelos bancos. Com esse objetivo, 34 produtores rurais de São Miguel do Oeste (SC) se mobilizaram em julho de 1989 para fundar a cooperativa de crédito Credi São Miguel. Oficialmente, a organização iniciou suas atividades no ano seguinte, mais especificamente no dia 20 de fevereiro. Naquela época, os serviços eram direcionados exclusivamente ao segmento rural, e, para atender aos cooperados, a instituição contava com apenas quatro funcionários. O surgimento da cooperativa levou crédito ao campo para o financiamento da produção. Antes disso, o montante disponibilizado era insuficiente para suprir a demanda e difícil de ser acessado em função de processos extremamente burocráticos. A barreira do crescimento havia sido quebrada, e, com o funcionamento da Credi São Miguel, a região despontou como grande potência no setor. O crescimento foi tanto que a necessidade de expansão de negócios ficou evidente. Ampliando o seu quadro social, a instituição conquistou em 2007 a aprovação do projeto de Livre Admissão de Associados, passando a atender todos os segmentos econômicos, e não mais só

o agropecuário, conforme regras do Estatuto Social e legislação pertinente. Atualmente, o Sicoob São Miguel, conta com mais de 30 mil associados em seus 17 municípios de atuação e tem um quadro de funcionários composto por

185 profissionais. Há 22 anos a cooperativa colabora com o desenvolvimento da região onde está inserida, prestando serviços de qualidade com transparência e responsabilidade. Uma de suas atuações com grande repercussão é a campanha de capitalização SicoobCap, anteriormente conhecida como CrediCap. Para se ter uma ideia, em sua oitava edição, alcançou-se praticamente R$ 21,6 milhões de cota capital, o qual está voltado para garantir a segurança dos negócios. Responsabilidade socioambiental – Além disso, a cooperativa desenvolve projetos de responsabilidade social e

ambiental, disseminando os princípios do cooperativismo para a sociedade. O gibi educativo Sicoobito é um exemplo. Em seu segundo ano, possibilitou a 21 mil alunos, em 160 escolas da área de atuação do Sicoob São Miguel, terem acesso à história em quadrinhos com temas que abordam o cooperativismo, a educação e o comportamento social. Já o Cooperjovem, um programa do Serviço Nacional de Aprendizagem do Cooperativismo (Sescoop) está implantado em nove escolas, ofertando a 1.450 alunos, em cinco municípios, uma formação baseada nos princípios e valores cooperativistas. E, falando em meio ambiente, a instituição também investe na preservação das águas. “A iniciativa nos rendeu o Prêmio Cooperativa do Ano em 2010. Esses investimentos perenizam a cooperativa e estreitam suas relações com a comunidade, promovendo o reconhecimento e o fortalecimento da marca Sicoob”, comenta o presidente, Edemar Fronchetti.

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Sicoob Três Fronteiras: sonho que virou realidade

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ocalizada na região de tríplice fronteira, com uma população formada por mais de 80 etnias, Foz do Iguaçu (PR) possui características únicas, fortemente influenciadas por importações e exportações. Mas, apesar da riqueza cultural proporcionada pela diversidade étnica, a criação de cooperativas sempre foi um desafio. No ano de 2000, os membros da Associação Comercial toparam esse desafio e resolveram colocar em prática

local e atendesse as necessidades dos empresários, contribuindo com o desenvolvimento da cidade. Em uma época onde o acesso ao crédito era difícil, poucos acreditaram e apoiaram. No entanto, alguns moradores confiaram na força da cooperação e investiram nesta ideia. Em 2001, nascia a Cooperativa de Economia e Crédito Mútuo dos Comerciantes de Confecção do Vestuário da Costa Oeste do Estado do Paraná, o Sicoob Credioeste. Dez anos depois, a cooperativa

a ideia de fundar uma cooperativa de crédito. O objetivo era ter uma instituição financeira que conhecesse a praça

conquistou a livre admissão de associados e passou a se chamar Cooperativa de Crédito de Livre Admissão Três Fronteiras (Sicoob Três Fronteiras).

As dificuldades iniciais fizeram com que alguns dos pioneiros cogitassem a possibilidade de fechar a sociedade. E, em 2006, a organização passou por um divisor de águas: fechou o ano com resultado negativo e teve que arcar com a saída de cooperados, conselheiros e diretores. Entretanto, os que permaneceram decidiram lutar até o fim para reerguer a instituição. Assim, a diretoria foi recomposta e a equipe se uniu para visitar cooperados, buscando reconquistar a credibilidade. Desde então, os negócios só prosperaram. O Sicoob Três Fronteiras trabalha para a expansão. Além de oferecer facilidades em produtos e serviços financeiros, propulsiona o desenvolvimento sustentável dos municípios onde está instalado, por meio de projetos de responsabilidade social e ambiental. “Com dez anos de funcionamento temos ampliado nossos laços com a sociedade. Hoje, contamos com milhares de cooperados, o que demonstra a confiança da comunidade na cooperativa.”, ressalta a presidente Manuele Fritzen. A dirigente destaca ainda que 2012, o Ano Internacional das Cooperativas, é um momento de muitas expectativas. E, por isso, a singular estipulou metas arrojadas e está preparada para alcançá-las. A principal é chegar a 50 milhões em recursos administrados. Para isso, está reafirmando antigas parcerias e investiu no quadro de funcionários, com novas contratações. 24


Sicoob Vale do Aço: 45 anos de cooperativismo de crédito

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Sicoob Vale do Aço originou-se da fusão de duas cooperativas de crédito, Coopeco e Açocredi. A primeira delas atuou durante 42 anos e somou mais de 9,5 mil cooperados, todos empregados do Sistema Usiminas. Já a segunda permaneceu por dez anos no mercado e reunia cerca de 2 mil associados vindos da classe empresarial. Após a união, o quadro foi ampliado. E, a cada dia que passa, novos sócios aderem às vantagens do setor, somando hoje mais de 18 mil. Esse aglutinamento de duas organizações tão diferentes, formadas por empregados e empresários, proporcionou ainda a abertura para a comunidade, transformando o Sicoob Vale

do Aço numa cooperativa de livre admissão. E os resultados foram positivos. Além do aumento no número de associados, elevou-se a receita, ganhou-se robustez financeira, maior capacidade de negociação e competitividade, com a oferta de novos serviços e produtos. Isso tudo sem descuidar da filosofia cooperativista. “Temos o sonho de levar o cooperativismo de crédito para toda a região do Vale do Aço”, destaca o presidente da organização, Luiz Gonzaga Viana Lage. É com todos esses benefícios que o Sicoob Vale do Aço segue sua história sem nunca perder a condição de ser uma cooperativa, repartindo todos os resultados e ganhos com o seu quadro social. “E quanto mais sócios tivermos, quanto mais investirmos nossos recursos na própria comunidade, maiores serão os benefícios para todos”, garante Luiz Gonzaga. A ampliação das ações em municípios próximos é outro ponto que merece destaque. A cooperativa está presente em Coronel Fabriciano, Ipatinga, Santana

do Paraíso, Timóteo e Marliéria. Nesta, especificamente, que se trata de uma comunidade rural histórica, a democratização do crédito ocorreu em junho de 2010, com a instalação de um Posto de Atendimento Cooperativo (PAC) do Sicoob Vale do Aço. Além dos tradicionais serviços oferecidos, o PAC conta ainda com uma área onde entidades sociais e culturais promovem diversas atividades para a comunidade local.

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Sicredi Panambi RS: há 81 anos trabalhando com foco no associado

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s origens do cooperativismo em Panambi (RS) confundem-se com a construção desta comunidade. A história do movimento se mistura com a trajetória de dificuldades e necessidades dos processos de imigração. Tendo em vista a conjuntura econômica da época e o desenvolvimento de uma cultura associativa, fundada em múltiplos horizontes da construção e da afirmação das condições de vida dos colonos, o modelo econômico cooperativista foi indispensável para aquela comunidade. Diante desse cenário, no ano de 1931 foi constituída, por 41 sócios fundadores, a Sociedade Cooperativa de Crédito Rural de Neu Wuerttenberg, conhecida

como Caixa Rural de Wuerttenberg. A cooperativa foi criada para atender as necessidades de crédito da comunidade e, durante muito tempo, foi a única instituição financeira na localidade. Hoje, o Sicredi Panambi (Cooperativa de Crédito de Livre Admissão de Associados Panambi), conta com mais de oito mil associados, 44 colaboradores e possui duas unidades de atendimento, uma em Panambi (RS) e a outra em Condor (RS). O desenvolvimento constante do Sicredi, enquanto um sistema integrado, otimizou ganhos de escala em custos operacionais, possibilitando, ainda, oferecer mais qualidade e agilidade ao quadro social. A cooperativa também

ampliou o acesso ao atendimento via canais de relacionamento, como caixas eletrônicos e internet. “Temos 81 anos de história e sempre buscamos acompanhar o desenvolvimento das tecnologias. Queremos oferecer aos nossos associados ainda mais facilidades no seu atendimento, disponibilizando, também, uma excelente equipe de colaboradores que primam pelos princípios e ideais cooperativistas”, ressalta Elmo Pedro Von Mühlen, presidente do Sicredi Panambi RS. Cultura da cooperação: A cooperativa implantou, em 2011, os programas Crescer e Pertencer. O objetivo do programa Pertencer é possibilitar que os associados estudem o cooperativismo e a sua cooperativa de crédito, tornando o processo de gestão ainda mais transparente e estimulando uma participação ativa do quadro social. No programa Crescer, a Sicredi Panambi RS elegeu 84 delegados de núcleo que são o elo da cooperativa com seus associados. Em suas ações diárias a Sicredi Panambi RS procura sempre atender os interesses e necessidades dos seus associados de forma que todos sejam agentes da propagação dos princípios cooperativistas na região.

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No Ano Internacional das Cooperativas, Sicredi Paranapanema PR/SP completa 27 anos

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m 2012, a Sicredi Paranapanema PR/SP completou 27 anos de atuação, contribuindo com o desenvolvimento das regiôes norte do Paraná e sul de São Paulo, por meio do cooperativismo de crédito. Para o presidente da cooperativa, Claudinei Angelin, comemorar 27 anos é motivo de muito orgulho, por todas as superações e conquistas ocorridas em toda essa trajetória. Isso, de acordo com Angelin, demonstra a solidez do cooperativismo como modelo de organização econômica da sociedade – premissa esta oficializada pela ONU, que chancelou 2012 o Ano Internacional das Cooperativas. “O Sicredi não seria o que é hoje se as

cooperativas de crédito não tivessem superado com êxito os períodos em que os cenários eram desfavoráveis, e os obstáculos surgiram como provações, testando a determinação e a coragem das lideranças”, destaca o presidente, enaltecendo a perseverança e ousadia dos líderes que iniciaram este movimento e impulsionaram seu desenvolvimento. Dois fatos marcantes na história da cooperativa são a conquista da livre admissão de associados em 2007 e a incorporação da Sicredi Norte do Paraná em 2009, o que proporcionou fortalecimento, ganhos de escala e maior capacidade operacional para a instituição. Cooperativa em números – Atualmente, com uma base de aproximadamente

26 mil associados e 200 colaboradores, a Sicredi Paranapanema PR/SP administra cerca de R$ 180 milhões em recursos. Seu patrimônio chega à casa dos R$ 30 milhões, com capital social de R$ 20 milhões e uma carteira de crédito de R$ 178 milhões e é uma das 115 cooperativas de crédito singulares que fazem parte do Sistema Sicredi. A Sicredi Paranapanema PR/SP atua em uma região com 40 municípios, sendo que 20 deles já possuem Unidades de Atendimento: Andirá, Bandeirantes, Santa Amélia, Itambaracá, Barra do Jacaré, Abatiá, Ribeirão do Pinhal, Jundiaí do Sul, Cambará, Cornélio Procópio, Nova América da Colina, Nova Fátima, Nova Santa Bárbara, Rancho Alegre, Santa Mariana, São Sebastião da Amoreira, Sertaneja, Uraí e Congonhinhas no norte do Paraná e Palmital, no sul de São Paulo. Ano Internacional das Cooperativas - De acordo com Angelin, em 2012, a mobilização realizada por cooperativas em todo o mundo proporcionará maior visibilidade do movimento cooperativo e também conscientização das pessoas sobre a importância do cooperativismo na busca da construção de um mundo melhor. “As cooperativas exercem papéis fundamentais em praticamente todos os setores da economia, gerando empregos, promovendo a concorrência sadia, atuando em prol dos cooperados e das comunidades, gerando riqueza e, desta forma, no desenvolvimento sustentável das áreas onde estão inseridas”, finaliza. 27


Sicredi Vale do Piquiri: 24 anos dedicados à cooperação

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alicerce da Sicredi Vale do Piquiri está na cooperação entre pessoas que se uniram por um objetivo comum: captar recursos para financiar as atividades dos seus associados. O marco ocorreu em 1988, quando produtores rurais ligados à Coopervale decidiram fundar a cooperativa de crédito para realizar seus negócios. Com o tempo, e a partir de parcerias estratégicas, foi escrita uma história de sucesso, gerando desenvolvimento para toda a região. O sexto princípio do movimento cooperativista, a intercooperação, marcou a trajetória da instituição e de todo o Sistema Sicredi. Isso trouxe competitividade e visibilidade à Sicredi Vale do Piquiri. “A cooperativa sozinha não poderia ir muito longe, mas, ligada ao Sistema, ficou mais forte e o crescimento foi intenso”, comenta o presidente Jaime Basso. Em 2003, outro passo decisivo foi dado, a fusão entre Sicredi Vale (Palotina), Sicredi Goioerê e Sicredi Ubiratã. A organização triplicou de tamanho e passou a ocupar uma área de atuação com 43 municípios dentro do estado. Desde então, outras conquistas importantes foram alcançadas. Destacam-se o aumento da base de associados, o avanço tecnológico, alianças internacionais, formação e educação do quadro social sobre o empreendimento cooperativista, e participação na sociedade local. Com características específicas do movimento cooperativista, a Sicredi Vale do Piquiri está sempre próxima das comu-

nidades. A presença se dá em diversos níveis, como parcerias com entidades locais, participação em eventos, realização de reuniões de prospecção, divulgação de produtos e serviços, e transparência na gestão. “Com a estratégia de atuação implantada, conseguimos estar no mundo e, ao mesmo tempo, junto com a sociedade onde atuamos. Isso é participar da vida da comunidade”, ressalta orgulhoso o dirigente. São 24 anos de trabalho que merecem ser comemorados. A solidez traz para a cooperativa a possibilidade de acesso a mais recursos no mercado financeiro. Assim, cresce também a oferta de crédito aos associados. Para a próxima safra, por exemplo, a instituição conseguirá aten-

der 100% da demanda de crédito rural levantada pelos cooperados. Para a continuidade do empreendimento, a organização aposta novamente na prática da cooperação. “Os desafios que o futuro impõe são grandes e será necessária uma dose de ousadia para enfrentá-los. Com base no passado, fica a certeza de que a cooperativa pode confiar na força do associado, que é a causa primeira da existência da Sicredi Vale do Piquiri. Por isso, registro meu agradecimento aos pioneiros por acreditarem em um sonho e aos que auxiliaram no desenvolvimento nesses 24 anos. Aos que chegam, convido à participação efetiva para continuarmos crescendo”, finaliza o presidente.

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Coopermota: da agricultura de subsistência à exportação de grãos

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a década de 50, a principal atividade agrícola do Vale Paranapanema, região de Assis (SP) era a produção de café. Os serviços de beneficiamento, armazenamento e comercialização do produto eram feitos por empresas particulares que determinavam as condições comerciais para os produtores. Sentindo-se vulneráveis, um grupo de pequenos produtores se juntou e decidiu se unir na forma de uma cooperativa para que juntos pudessem ter mais forças. Foi então que no ano 1959, nascia Cooperativa dos Cafeicultores da Média Sorocabana de

Cândido Mota (Coopermota). As duas décadas seguintes à criação da cooperativa foram de muitas mudanças, especialmente quanto ao modelo de produção. A agricultura deixou de ser de subsistência e passou para uma atividade mais intensiva com os olhos para as culturas de exportação. Para acompanhar

essa mudança, a Coopermota precisou se estruturar e o primeiro armazém graneleiro para recebimento de soja foi construído em Cândido Mota, no inicio da década de 70. Em 1975, a região sofreu com fortes geadas, que dizimaram as lavouras de café. As áreas então cultivadas com a lavoura cafeeira foram substituídas pelas culturas da soja e trigo, sendo necessário à cooperativa construir mais silos graneleiros para atender as necessidades dos produtores e investir em assistência técnica para acompanhar as mudanças no perfil econômico dos seus cooperados. De lá para cá, a Coopermota ganhou força e se tornou umas das maiores cooperativas em recebimento de grãos do estado de São Paulo. Atualmente, conta com 1762 cooperados, sendo mais de 70% mini e pequenos produtores, gerando cerca de 270 empregos diretos. A matriz está instalada em Cândido Mota, mas sua área de atuação estende-se por todo Vale do Paranapanema, compreendendo aproximadamente 160 mil hectares de grãos. Servida por rodovias e ferrovias, a cooperativa está ligada aos principais corredores de exportação, como os portos de Santos e Paranaguá. Na sua área de atuação, a Coopermota é a maior empresa de recebimento de

grãos e distribuição de insumos. Difusão de Tecnologia: Para realização de eventos de divulgação (palestras, encontros, dias de campo) e a validação de ensaios e experimentos, a Coopermota criou em 1992, o seu Campo de Difusão de Tecnologia, localizado em Cândido Mota. Numa área de 14,5 hectares, no campo de experimentos, os associados podem conhecer o que há de mais avançado em tecnologia para o cultivo de soja, trigo, milho, café, banana, cana e mandioca, dentre outras culturas. Participam deste projeto importantes órgãos de pesquisa como Embrapa, Fundação Meridional, Instituto Agronômico de Campinas (IAC) e Agência Paulista de Tecnologia do Agronegócio (APTA), além de empresas parceiras que utilizam o campo de difusão para realização de experimentos técnicos e comerciais. Para o presidente Edson Valmir Fadel, a introdução de novas tecnologias é fundamental para o aumento de produtividade e da rentabilidade dos cooperados. Para consolidar a difusão de tecnologia na região, há seis anos foi criado o CooperShow, feira de agronegócios que tem por objetivo difundir e transferir tecnologia para os produtores. De acordo com Fadel, o evento já é tradicional e cumpre o papel de disseminar conhecimentos e dar acesso à tecnologia. “Na nossa região, só mesmo a Coopermota pode proporcionar isso, o que confirma que estamos no caminho certo e podemos sim garantir melhores condições de produção para nossos cooperados”, destaca. 29


Unimev Rio: foco na visão empresarial e na função social do negócio

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eriedade, profissionalismo e dedicação marcam a pequena trajetória da Unimev RJ. Fundada em 04 de outubro de 2000, dia de São Francisco de Assis, padroeiro dos animais, a cooperativa atua na cadeia de produção de alimentos do campo à mesa, fazendo segurança alimentar e certificação bovina e bubalina. A Unimev RJ é uma cooperativa de trabalho uniprofissional com 45 cooperados, cujos sócios apresentam afinidade societária, desenvolvendo ações no sentido de integrar os trabalhos dentro da visão empresarial própria do negócio e sem prejuízo da função social. Em

2011, a cooperativa faturou seu primeiro milhão de reais. Diante desse cenário, diz a presidente Josie Montebello, “podemos dizer que iniciamos 2012 conquistando o respeito próprio e que doravante será mais fácil avançar com as ações no meio profissional. Esperamos iniciar a organização do trabalho junto aos autônomos que atuam na área da clínica médica e cirúrgica de pequenos animais. A maioria deles está na informalidade e precisa de apoio para organização e formalização da atividade”, destaca. A Unimev está integrada ao programa de monitoramento das cooperativas de trabalho do Sistema OCB/ RJ, com viés no Programa Nacional de Conformidade - PNC. Pelo projeto, que trata de alimento seguro com ações em vigilância sanitária, já foram atendidas três grandes redes de supermercado do Rio de Janeiro, sendo treinados 12 mil manipuladores de alimentos. “Os profissionais capacitados por nós são responsáveis pelo controle higiênico sanitário de 70 lojas de varejo onde são processadas toneladas de alimentos diariamente”, comemora a presidente. E uma nova geração de animais de qualidade para a produção leiteira está surgindo no Rio de Janeiro também com a participação da Unimev.

A parceria da Secretaria Estadual de Agricultura, por meio do Programa Rio Genética, com o Serviço Nacional de Aprendizagem do Cooperativismo no Estado do Rio de Janeiro (Sescoop/RJ), já apresenta resultado. O programa de Inseminação Artificial em Tempo Fixo (IATF) visa melhorar o plantel, aumentar a produção e valorização dos animais da propriedade. Atualmente, o projeto conta mais de 310 prenhezes confirmadas, com nascimentos para os próximos meses. A parceria entre Secretaria de Agricultura e Sescoop/RJ prevê a realização de 2,4 mil IATFs. Ao estado cabe o fornecimento do sêmen, protocolo hormonal e botijão criogênico. Já o Sescoop se responsabiliza pelo pagamento dos médicos veterinários participantes do projeto. Inicialmente, foram atendidos os produtores cooperados que adquiriram animais por meio das feiras do programa. Agora, a biotecnologia está sendo disponibilizada a todos os associados de cooperativas agropecuárias. “Buscamos, dia após dia, fortalecer os princípios cooperativistas por nós abraçados, afim de efetivamente criar uma nova realidade para o mercado médico veterinário, garantindo à classe oportunidade de exercer suas habilidades profissionais com dignidade, ética e em alto nível técnico. Aos produtores, estamos garantindo assistência técnica profissionalizada, com foco no negócio e na qualidade”, ressalta Josie Montebello.

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Cotripal: investimento em tecnologia e ações socioambientais

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undada em 21 de setembro de 1957, a Cotripal Agropecuária Cooperativa iniciou pelas mãos de 29 agricultores no município de Panambi (RS). Atualmente são 3.430 produtores associados e 1.823 colaboradores. A Cooperativa possui unidades de negócios nos municípios gaúchos de Panambi, Condor, Pejuçara, Santa Bárbara do Sul e Ajuricaba, cobrindo uma área agricultável de 85 mil hectares. Sua capacidade de armazenagem estática é de 350 mil toneladas. Com foco no desenvolvimento do associado e das comunidades onde está inserida, a Cotripal prima pela qualidade dos produtos e serviços oferecidos e se destaca por sua responsabilidade socioambiental. Entre as conquistas destacadas pelo presidente Germano Döwich, que marcaram a trajetória da Cotripal em sua história, está a implantação do plantio direto e, mais recentemente, da agricultura de precisão. A responsabilidade socioambiental é outro aspecto que a cooperativa leva muito a sério. “A razão da existência da Cotripal é o seu associado e a meta é que ambos cresçam juntos”, diz o presidente. Por meio do programa “Juntos Somos Mais”, a Cotripal desenvolve diversos projetos para exercer sua responsabilidade socioambiental. As ações têm como objetivo melhorar a qualidade de vida de associados, colaboradores, sociedade em geral e ecossistema planetário. Baseada no ideal cooperativista, a Cotripal

acredita que um futuro melhor é possível se todos unirem esforços em ações éticas e fraternas. Atualmente a cooperativa mantém uma área com mais de 300 hectares de reflorestamento, sistemas de purificação e captação de água da chuva, estação para tratamento de efluentes. Ela estimula também o recolhimento das embalagens vazias de produtos fitossanitários e o processo de tratamento e destinação de resíduos. No segmento agropecuário, é pioneira em técnicas sustentáveis como o plantio direto na palha e a agricultura de precisão, além de investir em pesquisas constantes nessa área em seu Campo Experimental. A Cotripal investe ainda, há 33 anos, em um projeto educacional com objetivo

de difundir o ideal cooperativista. Em 2009, houve uma reformulação no projeto com o propósito de modernizálo, tornando-o mais adequado às necessidades atuais. A nova abordagem criou um livro didático cuidadosamente elaborado, numa edição primorosa, com atividades previstas tanto para sala de aula quanto para casa. Todos os alunos matriculados na 4ª série das escolas participantes – cerca de 1.200 crianças – recebem um exemplar do livro e têm, ao longo do ano, tarefas práticas e teóricas que os conduzem no aprendizado sobre como cooperar para que o mundo seja um lugar melhor.

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Unimed Três Corações: promovendo a qualidade de vida e a saúde

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elhorar a qualidade dos serviços médicos prestados no município de Três Corações (MG) e, ao mesmo tempo, buscar melhores condições de trabalho. Com esse objetivo, um grupo de 48 profissionais da área constituiu, em junho de 1992, a cooperativa médica Unimed Três Corações. Para seu funcionamento, foi importante e decisivo o apoio proporcionado pela Federação das Unimeds de Minas Gerais, não somente no aspecto jurídico-institucional, como nas questões de logística, disposição de móveis, equipamentos de escritório, material de expediente, entre outros. Igualmente importante foi o papel da Associação Médica de Três Corações, que abrigou a cooperativa em uma de suas salas, nos primeiros meses, e transferiu alguns de seus contratos para administração da Unimed. Hoje, após 20 anos de atuação, a organização conta com 83 cooperados, cerca de 20 mil clientes e 50 prestadores de serviços. Preocupada com a comunidade, a Unimed Três Corações pratica sua política de sustentabilidade e obtém, consecutivamente, há quatro anos, o Selo de Responsabilidade Social e de Meio Ambiente. Para o presidente da instituição, Luiz Humberto de Magalhães, o prêmio qualifica todas as atividades dessa natureza desenvolvidas

pela cooperativa. “Essas conquistas revelam que entendemos a importância da gestão socialmente responsável e promovemos a qualidade de vida, saúde e bom relacionamento com todos os nossos públicos”. Para o dirigente, esse reconhecimento é fruto do empenho em adotar políticas consistentes e da contribuição dos cooperados e colaboradores. “Essa trajetória de sucesso serve de motivação, estímulo e inspiração para

um permanente e contínuo esforço, visando alcançar todas as metas e objetivos propostos pela cooperativa”, completa Magalhães. Outro projeto de responsabilidade social que merece destaque é a Campanha Papa Pilha e Bateria, que tem como objetivo o recolhimento e fim adequados a esses materiais.

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Comerp: zelando pela saúde e promovendo a medicina cooperativista Valorizar o trabalho médico e promover a boa medicina. Com essa missão, foi criada a Cooperativa de Trabalho Médico de Ribeirão Preto (Comerp), em 1999. A iniciativa partiu de 56 profissionais, que tinham como objetivos administrar a própria carreira e o retorno econômico do trabalho que realizavam. A Comerp tem sua sede em Ribeirão Preto (SP), cidade conhecida nacionalmente como um centro de excelência na área da saúde. O município está entre os primeiros do Brasil no ranking que traz a proporção de médicos por habitantes, com três mil profissionais – um para cada 160 pessoas. Os cooperados, por serem ao mesmo tempo sócios e usuários, podem oferecer vantagens significativas, como maior comprometimento na execução das atividades, estimulando, com isso, o ganho real e o aumento da produtividade. A Comerp tem outros diferenciais, entre estes o sistema de parceria que procura estabelecer com seus contratantes, distinguindo-se das usuais terceirizações. Sua relação com o Poder Público, por exemplo, comprova que é possível uma aliança “público-privada” na área da saúde, que contribua diretamente para o desenvolvimento e a sustentação do Sistema Único de Saúde (SUS). O presidente da cooperativa, Reginaldo Vianna, ressalta que a preocupação

com o bem-estar das pessoas é um dos valores fundamentais do cooperativismo e prioridade para a instituição. “A Comerp tem muito orgulho de cumprir com seus principais objetivos, de valorizar o profissional médico e praticar a boa medicina”, destaca o dirigente. A promoção social é outro foco de ação da cooperativa. Com esse olhar, a Comerp firmou uma parceria com o Sesi Ribeirão Preto, em 2011, contando com o apoio da Organização

das Cooperativas do Estado de São Paulo (Ocesp) e da unidade estadual do Serviço Nacional de Aprendizagem do Cooperativismo (Sescoop/SP). “A intenção é oferecer mais opções de cultura e lazer para os cooperados, funcionários e familiares, melhorando a qualidade de vida de todos”, resume Vianna.

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Sicoob Portocredi: cooperativismo impulsionando o crescimento de Rondônia

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isponibilizar crédito para financiar a produção dos seus associados. Para atingir esse objetivo inicial, 35 pioneiros de Porto Velho (RO) se uniram e fundaram, em 2001, a primeira cooperativa de crédito rural do estado. A Sicoob Portocredi nasceu no dia 28 de abril daquele ano, em assembléia realizada por seus primeiros cooperados, que, após essa data, passaram a sócios fundadores. Com um capital integralizado de R$175 mil, a Sicoob Portocredi iniciou suas atividades cinco meses depois, e, hoje, conta com sede própria, além de ser constituída por aproximadamente

1,1 mil associados e um capital social de mais de R$ 8,3 milhões. A ideia de expandir os negócios sempre esteve entre as metas da organização. O processo teve início em 2011, com a inauguração de um posto de atendimento cooperativo (PAC), na Avenida Jatuarana, para atender os empresários e produtores da região sul de Porto Velho. Para 2012, o Ano Internacional das Cooperativas, a ideia era abrir uma nova unidade, desta vez, no distrito de União Bandeirantes. O PAC passa a funcionar efetivamente em junho. Primeira instituição financeira da localidade, o

Sicoob Portocredi inicia suas atividades com mais de 170 associados. Distante 160 km da capital, com 15 mil habitantes, União Bandeirantes tem um grande potencial agrícola, já que está situado em uma das regiões mais férteis de Rondônia. Para o diretor presidente da Cooperativa, Leme Bento Lemos, os indicadores mostram que a instituição está no caminho certo. “Temos trabalhado para atender às necessidades do nosso quadro social, oferecendo produtos e serviços interessantes, com taxas diferenciadas. Justamente por isso, temos crescido. Nosso capital já passou os R$ 8,3 milhões e o total de empréstimos, segundo o último levantamento, está em R$ 5,9 milhões”, ressalta.

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5ª Edição da revista Histórias da Cooperação  

Conheça 31 cooperativas que foram destaque no hotsite do Ano 2012

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