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Brasil Presbiteriano O Jornal Brasil Presbiteriano é órgão oficial da Igreja Presbiteriana do Brasil Ano 55 nº 712 – Março de 2014

Encontro de Docentes

Aconteceu entre os dias 20 a 22 de fevereiro o Encontro de Docentes de seminários da IPB, em São Paulo, promovido pela JET, com a participação de todos docentes dos oito seminários, mais a extensão em JiParaná. O encontro reuniu 181 participantes: docentes, coordenadores de curso, diretores, membros de JURETs e os professores do CPAJ. Página 18

Educação Cristã No dia 11 desse mês a IPB comemora o Dia da Educação Cristã e no dia 11 a Editora Cultura Cristã completa mais um aniversário. Veja o que diz o artigo Uma escolha responsável, escrito pelo editor da CEP, Rev. Cláudio Marra. Página 3

Aplicativos eternos de Deus para esta geração O pregador que deseja comunicar o evangelho na contemporaneidade da época, deve, vamos assim dizer, fazer download dos aplicativos eternos de Deus para seus corações, conectá-los à rede social da Igreja e compartilhar a verdade pura e simples do evangelho em cada perfil visualizado. Página 13


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EDITORIAL

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Tempos difíceis

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gravidade dos tempos em que vivemos é percebida pelo nervosismo latejante em muitos textos que na mídia abordam a realidade brasileira de nossos dias. Pessoas de diversos estratos culturais registram que a sociedade está enferma. Isso mesmo. A sociedade. Não se trata mais de denunciar apenas a classe política e os equívocos dos três poderes da nação, mas de reconhecer que o mal é geral. As recorrentes tentativas de linchamento de bandidos ocorridas em diferentes locais do país, por exemplo, atropelam o fato de serem elas mesmas formas de banditismo e os comentários de setores da mídia sobre serem tais tentativas expressões de revide da sociedade chancelam esses crimes. Como poderia a sociedade continuar obstinadamente elegendo criminosos – os do mensalão e outros – se não

estivesse ela mesma anestesiada pela corrupção que abriga em seu dia a dia, negandose a respeitar o direito do próximo em filas, no trânsito, nos estádios e em outros locais públicos, cometendo violência contra o seu meio e buscando cada um apenas seus próprios interesses? Várias vozes afirmam resultar tudo isso da falta de educação. Com a tranquilidade de herdeiros da tradição Reformada, concordamos, mas entendemos ser necessário esclarecer que falta de educação não é sinônimo apenas de falta de escolas. É que, mesmo onde há escolas, faltam muitas vezes valores. Faltam valores em nossa sociedade, e eles não se perderam por distração, antes, foram abandonados por convicção. Isso mesmo. Foi abraçada a ideia de que a educação deveria ser promovida sem os valores da herança

judaico-cristã, a mesma que buscou sempre promover e universalizar a educação. A Reforma, particularmente, mostrou o impressionante efeito de sua influência nos países que a abraçaram. Nessa linha, o educador Reformado Comenius sustentava que era preciso “ensinar tudo a todos”, mas a educação não seria ministrada de modo divorciado do reconhecimento da soberania de Deus. Ao contrário, decorreria dela. Não se daria a transmissão de conhecimento como se isso pudesse ser feito de modo isolado dos valores defendidos pela fé cristã ou, afinal, sem quaisquer outros valores. Sim, sem quaisquer outros valores, porque quando o Ocidente defende uma educação “destituída de valores”, negam-se os mencionados valores judaico-cristãos, mas adotam-se outros, verdadeiros des-valores. Se a verda-

de não é o que a Escritura assim apresenta, então cada um conceberá a sua própria e instalam-se o caos e as trevas. O Brasil e as nações precisam hoje de luz para prosseguir, a luz do Senhor: “Atendei-me, povo meu, e escutai-me, nação minha; porque de mim sairá a lei, e estabelecerei o meu direito como luz dos povos” (Is 51.4). Essa luz alcança as nações por meio do evangelho de Cristo pregado pela Igreja até o fim destes tempos difíceis. ERRAMOS Na edição de janeiro publicamos na página 19 o aniversário da UPH da IP de Nova Friburgo. No entanto, não registramos o nome do tesoureiro e trocamos o nome do vice-presidente, sendo: Tesoureiro, Jonas Pereira de Jesus e Vice-presidente, Rene Moreira da Silva.

Ano 55, nº 712 Março de 2014 Rua Miguel Teles Junior, 394 Cambuci, São Paulo – SP CEP: 01540-040 Telefone: (11) 3207-7099 E-mail: bp@ipb.org.br assinatura@cep.org.br Órgão Oficial da

www.ipb.org.br Uma publicação do Conselho de Educação Cristã e Publicações Conselho de Educação Cristã e Publicações (CECEP): Clodoaldo Waldemar Furlan (Presidente) Domingos da Silva Dias (Vice-presidente) Alexandre Henrique Moraes de Almeida (Secretário) André Luiz Ramos Anízio Alves Borges José Romeu da Silva Marcos Antônio Serjo da Costa Mauro Fernando Meister Conselho Editorial da CEP –

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DIA DA EDUCAÇÃO CRISTÃ

Uma escolha responsável Cláudio Marra

O

que estão estudando as classes de Escola Dominical (ED) da sua igreja? E por que estão estudando esses assuntos? Quem os escolheu? E como são divididas as classes? Qual é o critério? Sobre quem decide o que vai ser estudado, encontramos diferentes práticas. A escolha pode ser feita pelos professores, pelos coordenadores dos departamentos, pelo superintendente da ED ou pelo pastor da igreja. Em algumas poucas EDs pergunta-se aos alunos o que querem estudar – no caso de classes em que os alunos têm idade para opinar. Na maioria das igrejas os responsáveis usam o que a Casa Editora Presbiteriana publicou para o trimestre em questão para cada faixa etária. Mas ainda terá de se decidir se as classes de jovens e as de adultos adotarão a revista Nossa Fé, a revista Palavra Viva ou a revista Expressão. Cada uma delas tem seu próprio programa e características, mas as três se destinam a essas mesmas faixas etárias. A questão de quem escolhe o que vai ser estudado passa pela existência ou não de um programa global de Educação Cristã da igreja local. Quando o Conselho da igreja compreende que é responsá-

vel pelo desenvolvimento espiritual da comunidade, reconhecerá que não pode abrir mão de planejar a educação das suas ovelhas, no nível que lhe é apropriado como Conselho. Com sua visão pastoral, com seu conhecimento do rebanho e com a assessoria da liderança formal e informal existentes, o Conselho definirá alvos a curto, médio e longo prazo e escolherá programas e

conteúdos que contribuam para se atingir esses alvos. Daí saem orientações para o planejamento de atividades e conteúdos das sociedades internas, para os grupos de estudos semanais, para as reuniões de quarta ou quinta na igreja, para o programa de pregações do pastormestre e para as classes da ED. Mas daí saem também direcionamentos para as atividades informais. Nenhuma atividade

será programada só por ser “legal”. Será reconhecido o fato de o programa de Educação Cristã englobar toda a vida da igreja. Em harmonia com essa visão, a proposta curricular da Casa Editora Presbiteriana para a ED é uma mão na roda para o Conselho. Ocorre que os cursos planejados possibilitam o crescimento gradual no conhecimento bíblico, dando abertura para aplicações harmonizadas com os alvos específicos da igreja local. Mas aqui se apresenta o problema da divisão etária, mais comum entre as classes de alunos com até 11 anos. Não há um padrão único de divisão nas nossas igrejas. O critério é o número de alunos em cada faixa, ou a disponibilidade de professores, de espaço, ou de recursos financeiros. Mas é claro que o material publicado pela Editora só pode ser organizado segundo um único modelo. Está em vigor a divisão de dois anos para a primeira faixa, chamada Primeiros Passos (2-3 anos); três anos para a faixa seguinte, Firmando os Passos (4-6 anos); dois anos para MQV Kids (7-8 anos) e três anos para MQV Júnior (9-11 anos). Isso significa que, se em sua igreja local há uma classe com alunos – por exemplo – de 6, 7 e 8 anos, essa classe verá o conteúdo de qua-

tro trimestres duas vezes, o que desmotiva alunos e provoca reclamações de professores. O melhor será dividir as classes dessas faixas etárias de acordo com a proposta adotada pela editora, até por que, alguma divisão qualquer editora terá de adotar.

Para as classes de adolescentes (Território Teen) a proposta da Editora consiste em apresentar material com temas contemporâneos, doutrinários e com exposição bíblica distribuídos na programação. O programa para as classes de adolescentes cobre cinco anos e, de novo, divisões diferentes poderão criar o problema de falta de harmonia com a grade oferecida, prejudicando a classe. Para as classes de jovens e para as classes de adultos a Editora oferece três opções (Nossa Fé, Palavra

Viva e Expressão). São linhas distintas e os responsáveis locais poderão adquirir o que contribui para atingir os seus alvos, podendo mesmo combinar as linhas existentes e criar assim o seu próprio programa. No caso de jovens ou de adultos, a divisão das classes poderá ou não seguir o critério etário, em função das necessidades e peculiaridades locais. É importante que se conheçam as opções e o material já publicado e ainda disponível. Há casos de pastores e outros líderes que estão bravamente escrevendo e produzindo seu próprio material para uso em sua ED. Isso se deve em parte à preocupação em oferecer aos alunos conteúdo específico, de acordo com os alvos locais. Mas uma avaliação cuidadosa do material denominacional revelará que esse esforço não se justifica. O currículo publicado pela Editora dá espaço para adequações locais. Mas é claro que isso tem chance de sucesso se for feito a partir de orientações estratégicas do Conselho e do pastormestre. E a igreja colherá os bons frutos de uma visão global da Educação Cristã, na qual a ED se insere como parte da vida da igreja. O Rev. Claudio Marra é presidente do Conselho Editorial da CEP


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Jesus morreu por todos os homens? Leandro de Lima

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odos os cristãos ortodoxos creem que Cristo morreu para redimir as pessoas, mas nem todos concordam sobre por quais pessoas ele morreu. Os arminianos creem que Cristo morreu por todo o mundo. Assim, ele apenas tornou possível a salvação a todos, mas depende de cada um fazer uso, ou não, do poder redentor que Cristo conquistou. Os calvinistas, entendendo que o sacrifício de Cristo não apenas possibilita a expiação, mas realmente a efetua, sustentam que Cristo morreu pelos pecados de seu povo. Segundo essa interpretação, Cristo não poderia ter morrido pelos pecados do mundo inteiro, pois, se tivesse feito isso, teria necessariamente salvo todas as pessoas do mundo inteiro. Mas a Bíblia ensina isso? Inicialmente devemos perceber que Jesus falou em morrer pelas suas ovelhas. Ele disse: “Eu sou o bom pastor. O bom pastor dá a vida pelas ovelhas” (Jo 10.11). Dessas ovelhas ele disse: “Conheço as minhas ovelhas, e elas me conhecem a mim” (Jo 10.14). Em seguida ele declarou: “Ainda tenho outras ovelhas, não deste aprisco; a mim me convém conduzi-las; elas ouvirão a minha voz; então, haverá um rebanho e um pastor”

(Jo 10.16). Mas certamente essas ovelhas não eram todas as pessoas do mundo sem exceção. Mais à frente ele disse para um grupo de incrédulos: “Vós não credes, porque não sois das minhas ovelhas. As minhas ovelhas ouvem a minha voz; eu as conheço, e elas me seguem” (Jo 10.26-27). A conclusão óbvia a que podemos chegar é que ele não morreria por aquelas pessoas, uma vez que não eram suas ovelhas, pois disse que morreria pelas suas ovelhas. Essa afirmação de Jesus limita o alcance da expiação. Ele morreu pelo seu povo, pelas suas ovelhas. Em outras passagens, Jesus deixou claro que morreria não por todos, mas por muitos: “O Filho do Homem, não veio para ser servido, mas para servir e dar a sua vida em resgate por muitos” (Mt 20.28). A mesma linguagem pode ser encontrada em Hebreus 9.28: “... Cristo, tendo se oferecido uma vez para sempre para tirar os pecados de muitos, aparecerá segunda vez, sem pecado, aos que o aguardam para a salvação”. João 17 transcreve a oração que Jesus fez pouco antes de morrer. Nessa oração ele fez questão de orar por seus discípulos: “Manifestei o teu nome aos homens que me deste do mundo. Eram teus, tu mos confiaste, e eles têm

guardado a tua palavra” (Jo 17.6). Em seguida, Jesus delimita o escopo de sua oração: “É por eles que eu rogo; não rogo pelo mundo, mas por aqueles que me deste, porque são teus” (Jo 17.9). Por que Jesus não orou pelo mundo, mas apenas pelos seus discípulos? Se ele daria sua vida em resgate por todas as pessoas do mundo, deveria orar por elas também! Mas ele orou apenas pelos crentes (do passado e do futuro: Jo 17.20). Sua obra de intercessão depende de sua obra de expiação, pois é só através de sua morte que pode conceder benefícios aos homens. Se ele não orou pelas demais pessoas do mundo é porque não morreria por elas. Algumas passagens bíblicas são apontadas para mostrar que Cristo morreu por todos os homens. A mais famosa é João 3.16: “... Deus amou ao mundo de tal maneira que deu o seu Filho unigênito, para que todo o que nele crê não pereça, mas tenha a vida eterna” (Ver Jo 1.29; 6.33, 51; Rm 11.12; 2Co 5.19; 1Jo 2.2). A expressão “mundo” se refere a cada pessoa sem exceção? Se conseguíssemos provar que tenha existido pelo menos uma pessoa que Deus não tenha amado, então, não teríamos razão para crer que “mundo” em João 3.16, ou mesmo noutras passagens, diga respeito a

cada pessoa sem exceção. O fato é que encontramos tal pessoa: Esaú. Dele, em contraste com seu irmão Jacó, a Bíblia diz: “Amei Jacó, porém me aborreci de Esaú” (Rm 9.13). Literalmente, o texto diz que Deus amou Jacó, mas não amou Esaú (a palavra “aborreci” literalmente significa “odiei”). Isso é suficiente para dizermos que quando a Bíblia diz que Deus amou o mundo, não está se referindo a cada pessoa sem exceção, pois Esaú, pelo menos, está fora desse amor. Dizer que Deus ama o mundo equivale a afirmar que ele ama genericamente toda a sua criação. Ele mandou seu Filho a fim de criar um novo mundo, mas nem todas as pessoas deste mundo serão renovadas. Existem outras passagens que dizem que Cristo morreu por todos os homens (Rm 5.18, 1Co 15.22, 2Co 5.14, 1Tm 2.6, Tt 2.11, Hb 2.9). O que se pode dizer de todas essas passagens é que não podemos interpretar a expressão “todos os homens” como se referindo a todos os homens sem nenhuma exceção. Se fizéssemos isso estaríamos afirmando que todos os homens serão salvos. Por causa disso, necessariamente a expressão “todos” desses textos se refere a todos os salvos, ou mesmo, a todas as classes de homens. Em Romanos 5.18 e 1Coríntios 15.22 a expressão “todos”

inclui somente os que estão em Cristo em contraste com os que estão em Adão. Em 2Coríntios 5.14 e Hebreus 2.9 o mesmo deve ser dito, caso contrário todos os homens acabarão sendo salvos. A passagem de Tito 2.11 refere-se a todas as classes de homens, mas não a cada homem sem exceção. Por fim, 1Timóteo 2.6 fala sobre a inclusão tanto de judeus quanto de gentios na salvação. O texto que parece afirmar de forma mais clara que a morte de Cristo foi pelo mundo inteiro é 1João 2.2: “... ele é a propiciação pelos nossos pecados e não somente pelos nossos próprios, mas ainda pelos do mundo inteiro”. O argumento em favor da expiação limitada entende a expressão “mundo” nesse texto como uma descrição generalizada, querendo apontar para um grupo especial, o grupo dos salvos do mundo inteiro. Não significa cada pessoa do mundo sem exceção, pois caso contrário, essa propiciação evidentemente salvaria todas as pessoas. É preciso lembrar que propiciação significa “apaziguar a ira de Deus”. Se Jesus apaziguou a ira de Deus para cada pessoa do mundo, então, Deus não estaria mais irado com ninguém, e todos iriam para o céu. Se Cristo de fato tivesse morrido por todos os homens sem exceção, então


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em muitos casos, seu sangue teria sido impotente, porque apesar de ter dado a vida por alguma pessoa, talvez aquela pessoa acabasse no Inferno. Quando Cristo morreu, pessoas já estavam no Inferno? Sim, todas as pessoas que morreram sem salvação antes de sua vinda. A questão é: Ele morreu por elas também? Parece ilógico dizer que sim, pois seria um desperdício de um sangue tão precioso. Teria Cristo morrido por Judas Iscariotes? A Bíblia chama Judas de “o filho da perdição” (Jo 17.12), e diz que tudo o que aconteceu através dele aconteceu segundo o que as próprias Escrituras haviam profetizado (Mt 26.24). De acordo com a Escritura, Judas não tinha chances de ser salvo, então, por que Jesus morreria por ele? A Escritura fala da obra de Cristo em termos definitivos em favor dos eleitos. Se ele morreu por todos os homens, então todos os homens precisariam de fato ser salvos. Só há duas opções, ou a redenção é limitada em seu alcance ou é limitada em seu poder. É preferível pensar que ela seja limitada no alcance, ou seja, que não foi posta para alcançar todos os homens. Ela não é limitada em poder, pois pode salvar completamente todos aqueles a quem foi destinada. O Rev. Leandro Antônio de Lima é membro do Conselho Editorial do BP

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A violência urbana e a natureza pecaminosa dos homens José Mário da Silva

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ecebendo ordens vindas de um presídio, dois jovens invadem um ônibus e ateiam fogo nos passageiros. O resultado foi dor, sofrimento, pavor e morte. Uma criancinha de seis anos não resistiu aos ferimentos e morreu, dias depois. Sua mãe, também atingida, encontra-se internada em estado grave. O seu avô, ao tomar conhecimento do ocorrido, sofreu um ataque cardíaco e também morreu. Toda essa violência brutal, que ocorre diariamente em vários lugares do país, aconteceu na bonita Ilha de São Luís, privilegiada geografia do nordeste brasileiro. Consumada a barbárie, multiplicaram-se as tentativas de se entender as razões que levam um ser humano

a praticar atos revestidos de tamanha bestialidade contra o seu semelhante. Para ajudar no diagnóstico, psicólogos, sociólogos, educadores, políticos, dentre outros, foram convocados. As explicações variaram. No geral, fatores sócio-econômico-familiares foram apontados como as causas que fazem um ser humano passar a sentir/pensar/agir como uma verdadeira fera. No final das contas, porém, percebe-se que as análises são superficiais e não logram atingir o âmago da questão, que é exatamente o que deita raízes no coração corrompido dos seres humanos; na degeneração da natureza do homem que, tendo sido criado por Deus e com a finalidade de promover o seu louvor e glória, pecou, caiu, alienou-se de Deus

e morreu espiritualmente. De Gênesis a Apocalipse, a Escritura Sagrada aponta para essa triste situação a que ficou submetido o homem: “... o Senhor viu que a maldade do homem na terra era grande e que toda a imaginação dos pensamentos de seu coração era má continuamente” (Gn 6.5). “O coração do homem é enganoso e desesperadamente corrupto, que o conhecerá?” (Jr 17.9). Vejamos, agora, o que Jesus diz acerca do coração humano. “... é de dentro do coração dos homens que procedem maus pensamentos, imoralidade sexual, furtos, homicídios, adultérios, cobiça, maldade, engano, libertinagem, inveja, blasfêmia, arrogância, insensatez. Todas essas coisas más procedem de dentro do homem e o tornam impu-

ro” (Mc 7.21-23). Por fim, recomendamos aos leitores deste artigo que examinem o que afirma o apóstolo Paulo em Romanos 3.1018. O diagnóstico apostólico acerca da condição do coração humano é o mesmo. O homem é um ser caído e carece da graça restauradora de Deus. A boa notícia é que o homem pode ser salvo pelo evangelho, que é o “poder de Deus e salvação para todo aquele que nele crê” (Rm 1.16b). A resposta de Deus para a corrupção do coração humano reside na poderosa e regeneradora obra produzida pelo Espírito Santo no coração do perdido e perverso pecador, por meio da pregação simples e fiel da eficaz mensagem da cruz. José Mário da Silva é presbítero da Igreja Presbiteriana de Campina Grande-PB

Congresso Nacional APECOM O Congresso acontecerá nos dias 30, 31 de maio e 01 de junho de 2014. O evento será na cidade de Águas de Lindóia, SP, no Hotel Monte Real. Além das palestras (destacadas no cartaz abaixo) os participantes poderão participar de dois workshops, escolhendo entre as opções a seguir: Avivamento, Evangelização e a Mulher Cristã Avivamento, Evangelização e Plantação de Igrejas Avivamento, Evangelização e o Pecado Virtual Avivamento, Evangelização e Família Avivamento, Evangelização e Povos não alcançados Avivamento, Evangelização e Comunicação

Dra. Sung Hee Cho Leonardo Sahium Wellington Scacinatti Adão Carlos Marcos Agripino Haveraldo Júnior

Faça já sua inscrição, pois as vagas são limitadas! APECOM Telefones: (11) 3255-7269 / 2691-7800 apecom@ipb.org.br


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AÇÃO SOCIAL

O caminho no Nordeste Ministério Nossa Missão “Nisto todos conhecerão que sois meus discípulos, se vos amardes uns aos outros” (Jo 13.35). Marcos José Victor

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osso coração transborda de alegria porque a cidade de Pedrinhas, no Sergipe, observou essa verdade bíblica nos dias que aconteceram os trabalhos do Nossa Missão. O povo da cidade desfrutou do convívio com sinceros discípulos de Jesus, dias em que a Palavra do Senhor foi pregada em todo tempo, em todos os cantos da cidade e de várias for-

tou a todos foi a vivência dessa Palavra através do amor. Hoje, não somos mais “os crentes” da Igreja Presbiteriana, agora, somos os membros da Igreja que fazem a diferença neste local. Louvo a Deus pela vida de cada irmão e irmã que se dispôs a fazer essa obra com alegria e amor. A demonstração de carinho foi evidente em cada trabalho realizado, tanto no atendimento médico, dentário, dinâmicas ou

Evangelismo pessoal com entrega de folhetos e Bíblias

mas: na entrega de folhetos ou Bíblias, com peça teatral ou nos cultos. Porém, temos certeza de que o que mais impac-

evangelização, como nas atividades com as crianças em que contemplamos a felicidade no rostinho de cada uma delas.

Resultante desse trabalho, destacamos dois jovens que, no curto tempo que estão sendo

As atividades não foram simplesmente um acontecimento que impactou a cidade. Elas atingiram,

Equipe que se empenhou na realização do trabalho

discipulados, já despertaram o interesse em permanecer na igreja e trouxeram uma amiga para o grupo. É maravilhoso poder notar a bondade e a graça do Senhor. Muitas vezes medimos o sucesso de um avanço missionário pela quantidade de conversões, mas algo que sempre trago à memória é que os resultados pertencem a Deus e a conversão genuína somente ele pode avaliar. Portanto, mesmo que não haja conversão, sempre me alegrarei em fazer parte desse trabalho, porque a nossa missão é obedecer à ordem do Senhor Jesus e fazer discípulos de todas as nações.

principalmente, os membros da IP em Pedrinhas que, tomados por um novo

decemos a cada missionário que veio nos ajudar a fazer a diferença, encorajando a igreja no seu real papel na cidade, que é o de fazer discípulos. Com a vinda do Nossa Missão e seus voluntários, a IP em Pedrinhas, sentese fortalecida e pronta para implantar o projeto de revitalização da igreja local em sua região. Não há palavras que possam externar nosso agradecimento ao Ministério Nossa Missão e às igrejas que enviaram seus membros para nos apoiar no importante trabalho de evangelização, Deus abençoe e retribua com graça e misericórdia

Atendimento médico e dentário

ânimo, compartilham novas ideias e abraçam com seriedade as propostas lançadas pelos irmãos. Louvamos a Deus e agra-

a todos em Cristo Jesus. Estamos plenamente satisfeitos em Deus. Rev. Marcos José Victor é pastor da IP Pedrinhas/SE


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SÉRIE HISTORIADORES PRESBITERIANOS

Domingos Ribeiro Marcone Bezerra Carvalho

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ão conhecidas as obras História da Igreja Presbiteriana do Brasil, do Rev. Júlio Andrade Ferreira, e Uma Igreja Peregrina, do Rev. Alderi Souza de Matos – que oferecem uma visão panorâmica da caminhada da IPB ao longo de 150 anos (1859-2008). Ambas foram escritas a pedido da IPB. O que nem todos sabem, entretanto, é que essa incumbência foi dada a Domingos Ribeiro antes de Ferreira e Matos a receberem. É sobre esse personagem desconhecido das atuais gerações que a nossa coluna se dedica neste mês. Domingos Coelho Ribeiro (1880-1948) era português, tendo chegado ao Brasil ainda novo. O livro de atas da IP do Rio menciona que foi examinado pela “Sessão” (Conselho) em 28/12/1897 e que sua profissão de fé ocorreu no dia 02 de janeiro de 1898, sendo solteiro e com 17 anos de idade. Nessa época, após décadas de regime imperial, o Brasil experimentava seus primeiros anos como estado republicano. O catolicismo havia deixado de ser a religião oficial e os protestantes nutriam a expectativa de melhores dias e avanços. O Rio era a capital administrativa e principal cidade do país, reunindo entre os seus cidadãos uma boa parcela de portugueses. É nesse con-

texto que se dá o ingresso de Ribeiro na Igreja Presbiteriana, concomitantemente ao início do profícuo pastorado do Rev. Álvaro Reis à frente da igreja local. O relacionamento entre os dois foi próximo, e Ribeiro muito colaborou com seu pastor na defesa do evangelho, naqueles dias tão marcados pela polêmica com os romanistas. Nosso biografado exerceu a profissão de “guardalivros”, ou seja, contador. Para sê-lo naqueles tempos, era necessário ter conhecimento técnico sobre comércio, possuir boa caligrafia e saber português e francês. Essa familiaridade com os documentos e papéis, assim como o uso frequente de um estilo rebuscado de escrita, muito contribuíram para que ele fosse reconhecido como um homem culto, que manejava bem o vernáculo e dotado de excelente oratória. Desenvolveu especial interesse pelas Letras, História e assuntos teológicos. Na juventude, Domingos Ribeiro foi estudante de teologia, mas não chegou a concluir o curso e ser ordenado. Mesmo não tendo exercido o oficialato, teve boa participação na vida da comunidade durante o ministério do Rev. Álvaro Reis e, também, do Rev. Matatias Gomes dos Santos. Registros dão conta que era sempre ouvido com atenção em ardorosos

discursos nas solenidades da sua igreja. Um fato que demonstra sua importância naqueles dias, é que Ribeiro foi o principal porta-voz da comitiva que se dirigiu a São Paulo para convidar e trazer o Rev. Matatias – então pastor da Igreja Presbiteriana Unida – para assumir a liderança da Igreja do Rio em 1926, após tumultuados meses que sucederam a morte repentina do Rev. Álvaro (1925).

Sua principal atuação se deu no campo literário. Seu nome está diretamente ligado ao jornal O Puritano e às obras que trouxe a lume como tradutor ou autor

Sua principal atuação se deu no campo literário. Seu nome está diretamente ligado ao jornal O Puritano e às obras que trouxe a lume como tradutor ou autor, obras sempre bem divulgadas nesse periódico. Nele, há dezenas de textos e colaborações suas ao longo das décadas de 10, 20 e 30. Desde estudos doutrinários à explanação de assuntos históricos, foi um assíduo articulista e por muito tempo seu nome

assinou a Estante, uma seção que normalmente vinha assim descrita: “Crítica e opinião de livros e publicações enviados à redação a cargo de Domingos Ribeiro”. Um exemplo dessa sua ligação com o jornal pode ser visto nas edições que apareceram em 1938 e 1939, quando O Puritano circulava quinzenalmente: nesses dois anos encontramos, pelo menos, 25 textos assinados por Domingos Ribeiro. Ali o vemos envolvido em diferentes frentes: como articulista, resenhista de livros, incentivador do Instituto Nacional de Literatura Sagrada, promotor da Sociedade Brasileira de Evangelização em Portugal e proponente da criação de uma Biblioteca do Protestantismo Brasileiro, “em que se acumulem documentos tais de investigação histórica”. De sua lavra, temos vários trabalhos produzidos entre 1917 e 1937, nos quais se nota que a História foi uma de suas paixões. Toda a sua produção, assim como a constante colaboração nO Puritano, foram levadas em conta pela nossa magna assembleia conciliar em 1938 quando ela o incumbiu de elaborar a História da Igreja Cristã Presbiteriana do Brasil. Tendo iniciado o projeto, chegou a publicar no jornal o esboço da obra, estimulando os leitores a lhe enviarem documentos e informações. Seu

esforço culminou na História da Igreja Cristã Presbiteriana – Introdução (1940, 51 páginas). Impossibilitado de continuar seu intento, ele pede demissão do cargo em 1942, sendo nomeado pelo Supremo Concílio o Rev. Júlio Andrade Ferreira para realizar a tarefa. Seus contemporâneos o reconheceram como um bom cristão, servo de Deus e caridoso. Envolveu-se em causas evangélicas nobres. Alguns de seus livros tiveram a venda revertida para O Puritano e o Orfanato Evangélico (hoje Instituto Presbiteriano Álvaro Reis – INPAR). Após tempos difíceis de luta com a saúde, agravados pela perda da esposa, faleceu em 03 de julho de 1948, sendo o oficiante o Rev. Amantino Adorno Vassão. Seu corpo foi enterrado no Cemitério do Caju (São Francisco Xavier), no Rio de Janeiro. Foi casado com Hercília Onette Araújo Ribeiro, que não era crente, e com ela teve quatro filhos: Mário (nascido em 1911), Luiz (1912), Loide (1913) e Eunice (1918). Pouco valorizado entre nós, Domingo Ribeiro – conforme nos lembra certo pesquisador – é um dos poucos exemplos de estudiosos da história do protestantismo que não foi pastor ou acadêmico. O Rev. Marcone Bezerra Carvalho é pastor da IPB e organizador do livro Protestantismo e História (Ed. Mackenzie).


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PROJETO SARA

“Eu sou do meu amado, e ele tem saudades de mim”

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ocê já orou pelo seu marido hoje? Você já tomou café da manhã? Já está no trabalho? Como está a sua casa? Muito bagunçada ou organizada?  Está tudo tranquilo ou está um clima difícil de convivência... Esse versículo nos desafia a ter uma vida de esposa de tal forma que o nosso marido tenha saudade de nós. Ele sai cedo para o trabalho, pressionado pelo tempo, pelo chefe, pelo serviço, pela produção, pela qualidade, pelas responsabilidades, pela saúde, pressão alta, pulso rápido, um calor!

(Ct 7.10)

O que traz a ele tranquilidade, descanso, alívio? A quem ele recorre para conversar, desabafar? A esposa é para ele a melhor amiga? A esposa é a mulher de sua vida? Tenhamos atitudes tais que nossos maridos tenham saudades de nós. E a primeira atitude é a oração. Investir no casamento é orar! Deus faz uma obra tal que nosso casamento se torna um exemplo de vida feliz. A segunda atitude mais importante da esposa é a submissão. Interessante que Deus não diz às mulhe-

res: ame o seu marido. Diz sim aos maridos: ame sua esposa. A submissão é assunto de que não gostamos, pois nossa cultura e contexto atual nos julgam como fracas se tomamos tal postura. Pense na ordem divina: “Sê  forte e corajoso, não temas, nem te espantes; não te mandei Eu?  Não cesses  de falar deste Livro da Lei, antes, medita nele  dia e noite, para que tenhas o  cuidado  de fazer  tudo  quanto nele está escrito; então, farás  prosperar  o teu caminho e serás bem suce-

dido. Porque o Senhor, teu Deus, é contigo por onde quer que andares” (Js 1.89, fora de ordem). Queridas irmãs, precisamos ter força e coragem para sermos cristãs... Que Deus abençoe nossos lares MARATONA BÍBLICA JÁ ESTAMOS ENCERRANDO OS VERSÍCULOS Mande para nós um versículo importante de sua vida para fazer parte da MARATONA BÍBLICA DO PROJETO SARA.

Veja no Jornal Brasil Presbiteriano de fevereiro página 17. Se você ainda não é assinante do Jornal, assine, vale a pena. É muito importante estarmos atentos às notícias de nossa IPB.

PEDIDO DE ORAÇÃO

IP em Búzios é prejudicada pelas fortes chuvas

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o dia 18 de dezembro de 2013, uma forte chuva tomou conta da cidade de Armação dos Búzios, RJ, e vários bairros foram atingidos. A IP de Búzios, na Rua Mercedes, 491, Cem Braças, não funcionou até o dia 5 de janeiro. Não foi possível realizar os cultos de Natal e final de ano. A igreja está localizada na propriedade do seu pastor há quinze anos e tudo foi danificado virando um grande lago de águas poluídas onde móveis e utensílios foram perdidos. O templo, a casa e todo o terreno ficaram com 50 centímetros de água podre durante quinze dias, muita lama e mau cheiro. Os vizinhos também foram atingidos. Na reunião do Presbitério o pas-

Toda a propriedade onde a igreja está localizada foi danificada com o temporal

tor da igreja e demais representantes receberam muito apoio. As orações pela cidade e pela igreja foram elevadas ao Senhor. A oferta arrecadada no culto de aniversário do PMAD (Presbitério Madureira) foi entregue para iniciar a recupe-

ração do que foi perdido. A Prefeitura de Búzios tem anunciado que o Governo Federal vai mandar grande ajuda para obras de saneamento e escoamento das águas, sem data prevista. Continuemos em oração para

que o templo seja recuperado e pelas famílias que se encontram desabrigadas. Para contribuir para a recuperação da igreja: Banco Itaú Ag 3185 - CC 01112-3


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UPH

Hino 326: uma letra de fé, oração e trabalho Uma homenagem aos homens presbiterianos do Brasil Ângelo Vieira da Silva

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ense um pouco: por que cantamos? (...) Cantamos na alegria e na tristeza, na luta e na bonança, na fartura e na pobreza, na dúvida e na esperança. Enfim, amamos cantar. Como diria um poeta, “cantar é traduzir em sons”. Nesse sentido, através de cânticos espirituais, solos, corais, hinos, traduzimos nossa vida com Deus, cheia de notas com ritmo, harmonia e melodia eternas. Os homens presbiterianos de nosso Brasil podem traduzir sua vida com Deus no hino oficial da União Presbiteriana de Homens (UPH), de número 326 no hinário Novo Cântico (HNC). Em homenagem a cada um deles traduzo essa singela reflexão no hino oficial destes verdadeiros pescadores de homens. 1. TRADUZINDO A NECESSIDADE DE FÉ NO SENHOR A palavra do Deus diz que a fé “é a certeza das coisas que se esperam, a convicção de fatos que se não vêem” (Hb 11.1). Cantar sobre a fé no hino oficial da UPH significa ter certeza do testemunho que se deve prestar para a glória do Salvador, o bom testemunho que os antigos obtiveram (Abel, Enoque, Noé, Abraão, Moisés...). A fé, de mãos dadas com o vigor, fará a mensagem varonil do evangelho de Cristo chegar a todo o Brasil. O Senhor conclama os homens presbiterianos a entenderem essa mensagem, preciosa pelo valor do sangue que

verteu, dolorosa, pela cruz onde, bondoso, padeceu. 2. TRADUZINDO A PRÁTICA DA ORAÇÃO AO SENHOR O Deus Trino nos ordena: “orai sem cessar” (1Ts 5.17). Cantar sobre a oração no hino oficial da UPH significa crer no seu perenal poder transformador. Para o anúncio da mensagem triunfal é mister nos prepararmos com orações repletas de fé. Com Jesus, fé e muita oração, encontraremos a paz em nosso coração. Quanto ao “nosso grande e bom país, olhando o seu porvir, terá bênção copiosa a espargir, o Brasil será feliz”! É o que soa das vozes viripotentes dos homens presbiterianos de fé e oração. 3. TRADUZINDO O ZELO NO TRABALHO DO SENHOR Vamos trabalhar, não somos servos de Deus? Cantar sobre o trabalho no hino oficial da UPH significa cumprirmos o “ide e pregai” de Jesus a toda criatura, batizando-as em nome do Pai, do Filho e do Espírito Santo, ensinandoas a guardar todas as coisas que o mestre ensinou (Mt 28.19-20). Para que tenhamos zelo e sucesso no trabalho do Senhor se faz necessário o entendimento de que somos mais fortes quando nos lembramos da vasta confederação de homens que nos une, fortalecendo nossos braços e esforços em torno de um mesmo propósito: a expansão do Reino de Deus. O trabalho do Senhor exige vocação regada de piedade e milhares de homens lutando pela unidade. Sendo assim,

veremos a grandiosa obra de Jesus, nosso Senhor, cada dia mais “poderosa, forte, bela e triunfal, arvorando, com amor, pendão real, exaltando seu labor”! Em suma, lembrem-se do que Jesus disse: “... vos farei pescadores de homens” (Mt 4.19); lembrem-se do CEU (Confiança em Jesus, Entusiasmo na ação, União fraternal); e lembrem-se de tradu-

zir sua vida espiritual na expressão do hino 326: “Sim, lutemos por Cristo Jesus, apontando aos descrentes ateus o caminho repleto de luz, ó varões santos, filhos de Deus”. Parabéns, homens presbiterianos do Brasil, pelo seu dia comemorado no mês de fevereiro. O Rev. Ângelo Vieira da Silva é pastor da 1ª IP de Resplendor, MG


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ARTIGO

Por que não pecar no carnaval e arrepender-se depois? Cláudio Marra

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onge vai o tempo em que carnaval era “coisa do mundo” e não se falava mais nisso. Crente não saía para participar dos blocos e nem mesmo para ver os foliões, muito menos para dançar nos salões. Nem era preciso aprofundar estudos nas áreas de moralidade, sociologia e criminalidade para se propor uma resposta para o afastamento desses festejos. Chamado a explicar sua ausência, o crente respondia sem piscar:— É que eu sou crente! Os tempos agora são outros. O crente pode não sair para ver os blocos ou curtir os bailes de carnaval, mas os blocos entram em sua casa para vê-lo via canais de televisão ou pela internet. Com uma diferença agressiva: detalhes que só podiam ser deduzidos de longe agora são ampliados com poderosos “zoons” digitais, com a entusiasmada colaboração da total liberação dos costumes que cobre só com tinta o que antes ficava escondido sob mais de uma camada de tecido. E isso não é tudo. Há sim os evangélicos que saem e engrossam o cordão dos sacolejantes. São os blocos do “carnaval gospel”, que vão fazer nas ruas o mesmo

que já estavam fazendo nos seus programas de culto. São bandas, ministérios e cantores cuja boa notícia é que crente não precisa ser chato nem parecer beato. Crente – sugerem com sua folia – também tem alegria, ainda que esses carnavalescos gospel estejam falando da mesma alegria que o mundo já encontrava nessas festas. Nada transcendental.

Se as pessoas se conscientizassem de que o dia do arrependimento é hoje, não semana que vem, não sairiam às ruas para curtir seu afastamento de Deus.

A ideia de resgatar para Deus o que o usurpador tentou encampar é boa, mas certos valores são intrinsecamente irrecuperáveis. Se não, vejamos o carnaval. Do que se trata? Carnaval é, tradicionalmente, a oportunidade que a sociedade tem – graças à concessão feita pelo catolicismo ao paganismo das saturnais romanas, cujas

tradições nos alcançaram via carnaval da Idade Média – de liberar os seus demônios sem cabresto e sem culpa. É o momento em que todos são iguais, a hora de cada um viver a vida do seu jeito, assumir a sua própria máscara e fantasia, sem lei e sem superiores. Não é hora de contrição, isso fica para a quaresma. É ocasião para se admitir explicitamente modos de pensar que se encontram na sociedade o ano inteiro:

tual exibidas no carnaval não é pôr na rua blocos evangélicos. Se as pessoas se conscientizassem de que o dia do arrependimento é hoje, não semana que vem, não sairiam às ruas para curtir seu afastamento de Deus. O que há para ser resgatado para Deus não é o carnaval, mas todos os que se soltam nele desejando que nunca chegue a quaresma. Esse resgate esvaziaria o carnaval, extinguiria o seu sentido.

• Compre agora e pague depois. • Divirta-se agora e preocupe-se depois. • Coma bastante agora e faça regime (ou engorde) depois. • Trabalhe demais agora e pense na saúde depois. • Não faça hoje o que você pode deixar para (depois de) amanhã. • Eu quero a castidade, mas não hoje (como orou Agostinho antes da conversão). • Hoje é o dia da decisão, e eu escolhi ficar à toa. Depois a gente vê. • A cigarra trabalha e estoca para o inverno, mas agora, com esse aquecimento global... deixa quieto! • Peque no carnaval e se arrependa na quarta-feira de cinzas. A solução para a pobreza moral e indigência espiri-

Alternativas cristãs? Podemos falar em retiros de carnaval. Alguns – não escapistas ou alienantes – têm abençoado o povo de Deus. O crente não vai a esses acampamentos para ouvir que “somos melhores do que eles”, mas aprende que estaríamos no mesmo bloco, se não fosse pela graça de Deus (1Co 15.10; 1Tm 1.15) e que essa é a sociedade em que vamos viver e brilhar (Mt 5.13; Jo 17.15). Certamente teremos de falar também em expulsar de nossas salas de tevê as escolas de samba com o seu rei patético, decadente, e suas rainhas tão risonhas quanto rasas, tão desinibidas quanto desprevenidas. O caso, porém, é que, mais do que sair do car-

naval, importante é tirar o carnaval de nós. Trata-se de luta feroz a que a Escritura se refere de modo dramático: “... no tocante ao homem interior, tenho prazer na lei de Deus; mas vejo, nos meus membros, outra lei que, guerreando contra a lei da minha mente, me faz prisioneiro da lei do pecado que está nos meus membros. Desventurado homem que sou! Quem me livrará do corpo desta morte? Graças a Deus por Jesus Cristo, nosso Senhor. De maneira que eu, de mim mesmo, com a mente, sou escravo da lei de Deus, mas, segundo a carne, da lei do pecado” (Rm 7.22-25). Essas palavras nos conduzem gratos a Jesus, em quem temos a redenção. Se, porém, com a sociedade sem Cristo, fizermos pouco caso do conceito de pecado e deixarmos o arrependimento e a santificação para depois, então estamos no mesmo bloco e percorremos a mesma avenida o ano inteiro. Aí está algo que não podemos empurrar com a barriga, porque, “como diz o Espírito Santo: Hoje, se ouvirdes a sua voz, não endureçais o vosso coração” (Hb 3.7-8). O Rev. Claudio Marra é presidente do Conselho Editorial da CEP


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TERCEIRA IDADE

Governador Valadares recebe Workshop Agnaldo Silva Mariano

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Igreja Presbiteriana Betel de Governador Valadares (MG) realizou nos dias 21, 22 e 23 de fevereiro o Workshop da Terceira Idade. O evento contou com a participação do Rev. Pinho Borges, Secretário Geral do Trabalho da Terceira Idade da IPB. O workshop teve início na sexta-feira (21) com palestra ministrada pelo Rev. Pinho Borges, fazendo uma apresentação da Rede Presbiteriana de Apoio à Pessoa Idosa (REPAPI). O secretário geral, que já foi presidente do Conselho de

Direitos da Pessoa Idosa e tem atuado nessa área há vários anos, falou sobre a importância das igrejas locais implantarem trabalhos específicos com idosos, que contemplem não apenas as questões devocionais, mas também a questão social. A proposta da REPAPI, segundo Pinho Borges, é “ensinar os jovens e adolescentes na igreja a envelhecer”. O evento contou, ainda, com a participação do Dr. Evandro Ventura da Silva, Promotor de Justiça da cidade de Mantena (MG), que ministrou palestra no sábado (22) sobre o Estatuto do Idoso e combate à

violência. Também no sábado a fisioterapeuta Irene Almeida Martins ministrou palestra sobre a necessidade dos cuidadores de idosos. Ao final da palestra, todos os participantes receberam de presente o Manual do Cuidador. O workshop encerrou no domingo (23) com palestra ministrada pelo Rev. Pinho Borges com o tema: “Envelhecimento: diga não aos mitos e preconceitos”. Para o Rev. Pinho Borges, a implantação de uma Rede de Apoio à Pessoa Idosa possibilitará a construção de uma política eclesiástica para o envelhecimento na

igreja. “Nós estamos envelhecendo numa proporção muito rápida e há uma necessidade de se criar condições de melhorar a qualidade de vida. A REPAPI é esta proposta de trabalhar acessibilidade, cidadania e espiritualidade”, disse o Rev. Pinho Borges ao Brasil Presbiteriano. Para o Rev. Paulo Henrique Gomes, pastor da Igreja anfitriã, a terceira idade é uma fase que exige muitos cuidados e uma atitude de prevenção e preparação para sua vivência. “Certamente é de grande importância que cada igreja local invista nos membros nessa

fase da vida, contribuindo para crescimento espiritual, motivação e por uma melhor qualidade de vida”, disse o pastor. O workshop fez parte das comemorações do 20º aniversário da Igreja Presbiteriana Betel. A igreja, atualmente pastoreada pelo Rev. Paulo Henrique Gomes, é a 16ª igreja presbiteriana de Governador Valadares. A cidade, que neste ano comemora o centenário do presbiterianismo local, tem 23 igrejas presbiterianas organizadas. Agnaldo Silva é pastor da IP Altinópolis em Governador Valadares


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MISSÕES

O grito de um povo Marcos Agripino

“G

rito”, na Língua Portuguesa, em geral, significa “emissão forte de voz”, “protesto”, “queixa”, “voz aguda e elevada que se ouve ao longe”. Já na língua árabe, “grito” é algo que vem das entranhas, uma força que o ser humano procura dentro de si para pedir ajuda. Desde o início da guerra civil na Síria, em março de 2011, mais de 120.000 pessoas já morreram e aproximadamente sete milhões precisam de ajuda humanitária de emergência, segundo recentes dados das Nações Unidas. Pare um instante e pense: cento e vinte mil mortos: o filho de alguém, o pai de alguém, a mãe de alguém, o irmão de alguém, a irmã de alguém, a esposa, o marido... dezenas de milhares de vidas ceifadas por uma guerra insana. Estima-se que mais de um milhão de famílias tiveram suas casas atingidas pelos conflitos armados, segundo a ESCWA – Comissão Econômica e Social para a Ásia Ocidental. A OMS – Organização Mundial da Saúde informa que em torno de 57% dos hospitais públicos foram danificados ou destruídos e 37% estão fechados. Os profissionais de saúde estão fugindo ou estão com dificuldades para chegar a

seu posto de trabalho. A Palavra de Deus na Epístola de Paulo aos Efésios 2.10 diz: “Pois so-

mos feitura dele, criados em Cristo Jesus para boas obras, as quais Deus de antemão preparou para que

andássemos nelas”. A partir de textos bíblicos como esse, entendemos que a nossa eleição tem uma vo-

Campanha em favor dos Refugiados de Guerra Objetivo: Levantar recursos para prover Cestas Básicas aos Refugiados de Guerra da Síria.

Junte-se a nós! Dados para Contribuição: Agência Presbiteriana de Missões Transculturais Depósito: B. do Brasil • Ag. 0635-1 (Cambuci) • C/c 7500-0 B. Bradesco • Ag. 119-8 (Cambuci) • C/c 107965-4 CNPJ: 04.138.895/0001-86 Boleto Bancário: Solicitar no e-mail: apmt@apmt.org.br

Fone: (11) 3207-2139 • E-mail: apmt@apmt.org.br www.apmt.org.br \apmtipb

@apmtipb

APMTIPB

cação para o exercício das boas obras. A APMT possui uma boa relação com o Sínodo Evangélico Nacional da Síria e do Líbano e, no momento, temos duas famílias atuando na região. Institucionalmente, recebemos um apelo da liderança da Igreja Presbiteriana, no sentido de minimizarmos o sofrimento das centenas de famílias de irmãos nossos que se encontram numa situação lastimável. Nesse intuito, decidimos iniciar uma campanha nacional em favor dos sírios, que se caracterizará por prover alimentação básica e água potável às famílias que perderam suas casas, suas fontes de renda e seus familiares, e àqueles que se encontram em campos de refugiados, onde estão passando por grande escassez. Como APMT/IPB, nossa oração é que o Senhor nos use para sermos canal das bênçãos d’Ele em favor do povo sírio, a quem tanto Deus ama. Diante dessa realidade, quero desafiar você e sua igreja a aliviar o sofrimento desse povo, que grita por socorro em meio ao desatino e sofrimento da guerra. No cartaz você encontrará as instruções de como participar dessa campanha. A favor dos eleitos de Deus no mundo árabe.

apmtipb

Rev. Marcos Agripino é Executivo da APMT


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UMP

Aplicativos eternos de Deus para esta geração Rodrigo Soucedo

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legado deixado pela Reforma Protestante da igreja em constante reforma que progride e se adapta às diversas culturas e comunica a mensagem de Cristo de forma inteligível e completa é algo válido e completamente necessário na atualidade. A apresentação da mensagem do Senhor aos jovens atuais desafia os pastores desta geração na proclamação da verdade eterna de maneira compreensível, curta, impactante e fiel. O pregador que deseja comunicar o evangelho na contemporaneidade da época, deve, vamos assim dizer, fazer download dos aplicativos eternos de Deus para seus corações, conectá-los à rede social da Igreja e compartilhar a verdade pura e simples do evangelho em cada perfil visualizado, ou seja, expor sua mensagem em linguagem atualizada e interessante a esse novo universo. A dificuldade de plantar e consolidar a IPB em solo gaúcho e de continuar a partir do legado deixado pelos homens que, por amor e obediência ao evangelho, entregaram-se completamente ao Rio Grande do Sul e nossa realidade é de espectro desafiador. Neste contexto, o Senhor da seara adiciona jovens eleitos sedentos pela verdade, carentes de pastoreio e dispostos

ao serviço do Reino. Agregar o conhecimento Divino a essa nova liderança é uma missão real e indispensável aos pastores gaúchos. Nestes dois últimos anos a Secretaria Presbiterial de UMP do Presbitério do Rio Grande do Sul (PRGS) traçou dois passos claros de trabalho, a reflexão bíblica e o discipulado pessoal, visando o desenvolvimento e a capacitação de uma liderança nova e atualizada na Igreja Presbiteriana do Rio Grande do Sul. O desejo de falar e ser ouvido nunca esteve tão presente quanto nesta geração.

exporem seus pensamentos e confrontá-los com a Palavra de Deus. O Espaço Jovem, é um projeto desenvolvido pela IP de Porto Alegre, trabalho, em ambiente aberto, onde jovens são ouvidos, manifestam suas opiniões sobre temas relevantes e buscam na Escritura Sagrada a resposta final para cada acontecimento. Nesse ambiente, conhecemos o coração de nossos jovens, somos surpreendidos com suas ponderações, aumentamos a sua assimilação dos conceitos bíblicos e a aproximação da Bíblia ocorre

Espaço Jovem

Esta juventude quer manifestar sua opinião e as mídias digitais facilitam essa interação oferecendo um ambiente real de bate-papos e interações, nas redes sociais. Por isso, integrar o debate intencional e correto ao universo da Igreja, em um ambiente que proporcione liberdade de pensamento, leva nossos jovens

de forma natural e contínua na vida de cada jovem. A cada debate o Senhor agrega novos indivíduos, movidos pela graça de Deus, dispostos a abrir seus corações para as verdades eternas. Quanto ao discipulado pessoal, nesses dois últimos anos, procuramos assistir as Igrejas do nosso presbitério, conhecendo suas

IP de Porto Alegre

realidades, compartilhando o evangelho e auxiliando a juventude local e seus líderes a traçar estratégias contemporâneas para proclamação do evangelho entre os jovens. Estivemos em Uruguaiana, Alegrete, Pelotas, Charqueadas, Montenegro e Porto Alegre. Apesar da distância, conseguimos, através da Internet, acompanhar os passos em cada localidade. Em cada momento vivido com as igrejas locais o amor pelo trabalho da IPB em nosso estado é renovado e acrescido de força para sonhar com uma IPB midiaticamente atualizada aqui no Sul. Nos próximos anos o trabalho com os jovens em nosso estado deverá adentrar esferas maiores e auxiliar na plantação de novas igrejas e a realização de eventos pontes com as igrejas de nosso presbitério. Este ano realizaremos a primeira Caravana Impacto Sul em Cruz Alta, nossos

jovens terão a oportunidade de servir ao Senhor através das artes e ações sociais servindo a igreja local em suas necessidades. Sonhamos com organização de mais UMPs locais em nosso presbitério. Hoje contamos com apenas três mocidades organizadas e futuramente com a reorganização da Federação de UMPs do PRGS. Eu tenho um sonho, o de ver meu Estado rendido à graça e ao amor de nosso Senhor Jesus. Sei que a batalha é árdua e por vezes a apatia bate em nossa porta, todavia, acredito que em Deus alcançaremos esta vitória e os jovens desta geração tem papel importantíssimo na construção desta nova realidade no Rio Grande do Sul. O Rev. Rodrigo Barbosa Soucedo é pastor auxiliar na IP de Porto Alegre. Formou-se em Teologia no Seminário Presbiteriano Brasil Central e atualmente é mestrando em Aconselhamento Pastoral no Centro Presbiteriano Andrew Jumper. Casado com Daniela Soucedo e pai do pequeno Theo.


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FORÇAS DE INTEGRAÇÃO

Aos Pastores, Concílios e Conselhos da IPB G

raça e paz, queridos! Estamos iniciando uma nova gestão da Confederação Nacional de Mocidades e, diante dos novos desafios, precisamos e gostaríamos muito de pedir que aumentassem o apoio aos nossos jovens. Na última gestão 2010-2014, (a qual tive o privilégio de ajudar e servir como vice-presidente Nordeste) foi realizado um intenso trabalho de reestruturação e também de restauração por todo país. A diretoria e secretariado tiveram inúmeros desafios, que iam da esfera

financeira à desmotivação da UMP em vários lugares. Tivemos que reconquistar a confiança de muitos jovens. Com a bênção de Deus e disposição de centenas de irmãos, isso foi possível. Conseguimos reorganizar ou organizar pela primeira vez um total geral de 25 Confederações Sinodais, ativamos também dezenas de Federações e impulsionamos o trabalho de diversas mocidades locais. É evidente que ainda existe muita coisa para ser feita e que necessitamos melhorar, por isso pedi-

mos seu apoio, conselhos, companheirismo e orações. Queremos caminhar juntos e estamos dispostos a estabelecer e/ou aumentar a parceria que nossa estrutura de UMP permite, para realizarmos um trabalho mais consistente e que faça diferença na nossa sociedade. A UMP está madura e consciente que pode e deve colaborar ainda mais com a nossa amada IPB, nosso alvo é fazer com que cada jovem participe ativamente da missão integral da Igreja, colaborando na prática em prol do reino, se doan-

do, cultivando uma vida de intimidade com Deus, amando e cuidando dos que estão dentro e fora das quatro paredes, auxiliando na evangelização, fortalecendo os campos missionários por meio de projetos e visitas, além de muitas outras ações periódicas e constantes. Iremos promover eventos e ações visando o despertamento, engajamento e maior comprometimento de nossos jovens e contamos com vocês, pastoreando a cada um de nós e caminhando juntos. Estamos abertos a sugestões,

parcerias e dispostos a ouvir suas orientações. Que Deus nos capacite e abençoe! Vamos Juntos! No amor de Cristo! Grande e fraterno abraço de toda diretoria da Confederação Nacional de Mocidade. Presb. Da Hora Jr. Servo-Presidente da Confederação Nacional de Mocidade Email: presidencia@ump.org.br dahorajr@hotmail.com www.facebook.com.br dahora.jr (98) 81181348

UPH da IP do Paraíso, RJ, comemora 39 anos Marcelo Queiroz

N

o dia 2 de fevereiro de 2014, comemorou-se o aniversário de 39 anos da UPH da IP do Paraíso no templo da igreja, situado no bairro do Paraíso na cidade de São Gonçalo, Estado do Rio de Janeiro. Nessa ocasião também foi comemorado o aniversário de 46 anos da IP do Paraíso. A UPH ofereceu um culto a Deus e o Rev. Silvano Silas da IP do Rio de Janeiro foi o convidado para pregar a Palavra no culto vespertino. Estava presente neste culto, também, o Presidente da Federação de UPHs do Presbitério Leste Fluminense, Presbítero Moadyr de Souza. Foram lidos relatos do início dos trabalhos da IP do Paraíso e também

dos trabalhos da UPH Paraíso. O Rev. Miguel Elias Gomes Coelho cedeu parte da condução da liturgia para os Presbíteros Marcelo Queiroz de Oliveira, presidente da UPH neste ano, e Agur Brito Barreto, primeiro secretário. Após a celebração litúrgica, toda a congregação foi convidada para uma pequena recepção no salão social da igreja. Foi uma ocasião para celebrar as vitórias conquistadas tanto pela Igreja quanto pela União Presbiteriana de Homens e mais uma oportunidade para que o Senhor Jesus recebesse toda a glória e reconhecimento pelas bênçãos derramadas. Marcelo Queiroz é presbítero da IP do Paraíso

Diácono Jayme Pereira, Diácono Leandro Barreto, Diácono Leonardo Barreto, Reverendo Silvano Silas (pregador da noite), Reverendo Miguel Elias (pastor da igreja), Presbítero Marcelo Queiroz (presidente da UPH ), Presbítero Élio José, Presbítero Moadyr (presidente da Federação de UPHs do Presbitério Central Fluminense), Presbítero Adão Luiz, Edson Portela (vice-presidente da UPH ) e o visitante Aécio.


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CELEBRAÇÃO

25 anos de ensino teológico em Rondônia Evanderson H. Cunha

O

ano de 2014 é especial para a IP em Rondônia e Estados da Região Norte do Brasil. Neste ano, completam-se 25 anos de ensino teológico e preparação de líderes para o trabalho do reino de Deus. A história da nossa escola tem duas fases, a partir de 1989 formando obreiros no curso médio de teologia quando foram iniciadas as atividades do IBRO, e a partir de 2003 formando obreiros no curso de Bacharelado em teologia quando foram iniciadas as atividades da Extensão do SPBC-RO (Seminário Presbiteriano Brasil Central, Extensão em Rondônia). 1ª FASE Pela iniciativa pioneira de pastores do campo de Rondônia, entre os quais o Rev. Jonas Machado, com o respaldo ilustre do Rev. Frans Leonard Schalkwijk, e sob a direção pioneira do casal de missionários Cássio Miranda dos Santos e Sílvia Maria dos Santos, surge no início de 1989 o Instituto Bíblico de Rondônia, com o objetivo de preparar obreiros para ministrar como evangelistas, missionários e missionárias, e líderes leigos nas igrejas evangélicas do Brasil, mormente no Norte brasileiro. Em agosto de 1991, o

O Instituto Bíblico de Rondônia- IBRO, surgiu em 1989

IBRO mudou-se para sua sede própria de 72.000m2. O IBRO formou onze turmas no curso Médio de Teologia e tem em seus registros os nomes dos diretores que por lá passaram: Miss. Cássio Miranda dos Santos, Rev. Marco Antônio

Ribeiro Baumgratz e Rev. José Nobre da Silva. O atual diretor é o Rev. Saulo Pereira Carvalho, também diretor do SPBC em Goiânia. 2ª FASE No ano de 2002 o Supre-

mo Concílio da IPB aprovou a abertura da extensão de um Seminário para funcionar nas instalações do IBRO, designando que o Seminário Presbiteriano Brasil Central em Goiânia assumisse esta extensão. Sendo assim, em 2003 ini-

Em 2003 iniciou as atividades do curso de bacharelado em Teologia na Extensão do Seminário Presbiteriano Brasil Central em Rondônia, que atualmente funciona nas instalações da Segunda IP de Ji-Paraná.

ciou as atividades do curso de bacharelado em Teologia na Extensão do Seminário Presbiteriano Brasil Central em Rondônia, que atualmente funciona nas instalações da Segunda IP de Ji-Paraná. As histórias se misturam, ou podemos dizer que uma história é continuação da outra. O IBRO abriu o caminho para que o curso de Bacharelado em teologia viesse a ser instalado. O coordenador é o Rev. Evanderson Henrique da Cunha, mas já coordenaram a instituição os reverendos Zilmar Clézio Hotti e Ewandro Pereira. No início de tudo, 1989, tínhamos em Rondônia apenas um Presbitério (PVRM) e no Acre também apenas um Presbitério (PRAC). Atualmente em Rondônia são quatro Presbitérios jurisdicionados pelo Sínodo Noroeste do Brasil (SNB). No Acre são três Presbitérios jurisdicionados pelo Sínodo do Acre (SAC). Como teria sido o desenvolvimento da IPB nessa região se não tivéssemos a formação de obreiros? Imagino que não teríamos o desenvolvimento na proporção que tivemos. Portanto, celebrem e louvem a Deus conosco por tão grande bênção que ele tem nos proporcionado. Rev. Evanderson H. Cunha é coordenador do SPBC-RO


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No BRASIL E NO MUNDO

Livro da SBB reúne todos os nomes da Bíblia “Quem é quem na Bíblia” tem como diferencial reunir informações sobre os mais de três mil personagens das Sagradas Escrituras, por ordem de aparição, sua importância e localização no texto bíblico.

ção Almeida Revista e Atualizada, Quem é quem na Bíblia oferece também uma variante dos nomes nas outras traduções. Escrita em ordem canônica, a obra está dividida em seções maiores – pentateuco, livros históricos etc. – e subdividida em livros bíblicos. Também inclui um guia do usuário, árvores genealógicas e quadros especiais sobre os principais personagens e um apêndice sobre os livros deuterocanônicos. Ao final do livro, há um índice alfabético, que possibilita a localização do nome desejado de forma rápida e prática.

Jovem da IP de Lavras é exemplo de superação

Luciana Garbeline A Sociedade Bíblica está lançando “Quem é quem na Bíblia”, livro que lista os mais de três mil nomes próprios existentes no Livro Sagrado – mesmo que mencionados apenas uma vez. Mais do que isso, reúne informações precisas sobre cada um dos personagens como data, breve descrição de sua vida, importância e referências de onde o seu nome aparece no texto bíblico. Utilizando como base a tradu-

Entre os muitos formandos que se preparam para sair da Universidade Federal de Lavras (UFLA) e ingressarem no mercado de trabalho está Felipe Fortes Brás, com uma deficiência visual que lhe permite enxergar apenas vultos durante o dia, originada de uma doença chamada retinose pigmentar. Ele é protagonista de uma história de superação: concluiu o curso de licenciatura em Física, uma área complexa, em que a visão parece imprescindível à compreensão dos fenômenos; e prepara-se para iniciar o mestrado, depois de ter sido aprovado em primeiro lugar no processo seletivo do Programa de Pós-Graduação em Física para a turma de 2014. A trajetória de Felipe Brás O estudante conta que começou a apresentar a deficiência por volta dos 15 anos. Aos 20 anos, com boa parte da visão já comprometida, saiu de Santo André (SP), sozinho, para fazer o curso superior na UFLA. Depois de quatro anos e meio frequentando a Universidade, ele admite que foi uma maratona. “Todo início de semestre era difícil: apresentar-me

aos professores, explicar a deficiência, dizer que eu precisava de alguns recursos, etc. Depois dessa fase, as coisas melhoravam um pouco, para recomeçar no semestre seguinte”, relata Brás. Ao longo do curso, Brás encontrou outros professores que souberam lidar com a deficiência. Se o auxílio dos professores foi importante, o papel dos amigos também pareceu fundamental. Brás conta que fez verdadeiros parceiros, que o acompanhavam e estudavam com ele. Chegaram a formar um grupo de estudos. “Meu software não lê os conteúdos; então, os amigos liam para mim”. Depois ele passou a ter um monitor selecionado pela PróReitoria de Graduação (PRG), o que considera um ganho no quesito acessibilidade.

Esperando a chegada da família e dos amigos para comemorarem a formatura, Brás já faz planos de continuar a caminhada acadêmica e exercer futuramente a carreira de professor. A motivação do formando pode ser resumida com a frase que disse aos alunos curiosos do Ensino Médio quando fez estágio: “eu tinha vontade de estudar, algumas dificuldades (que eram superáveis) e o sonho de fazer Física – foi assim que consegui.” O estudante defendeu no dia 21 de fevereiro seu trabalho de conclusão de curso (“Deficiência visual e ensino superior: possibilidades e entraves”) e foi aprovado.


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ARTIGO

A Igreja e a Glória de Deus Hermisten Maia

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m sua presente condição, a Igreja é o resultado da obra eterna de Deus que se manifesta na história até a consumação do seu propósito glorificador “.... até ao resgate da sua propriedade, em louvor da sua glória” (Ef 1.14). Quando Cristo regressar em glória (Mt 25.31; Mc 13.26) será glorificado na sua Igreja a qual ele criou, preservou e conduziu à vitória. Deus é glorificado em nós (Jo 17.10/2Ts 1.10,12). A Igreja, com todas as imperfeições, às quais não deve se acomodar, é uma expressão da multiforme graça de Deus, de sua sabedoria soberana e amor. Se considerarmos o que somos, certamente teremos uma visão diminuta da grandeza e beleza da Igreja. Contudo, se olharmos para o que éramos, do que seríamos capazes de fazer em nosso estado de total domínio do pecado, poderemos perceber então, ainda que parcialmente, a beleza da Igreja. Ficará evidente o que Deus fez em nós; como nos tornamos seus filhos, seu povo. A Igreja é vocacionada a ser o que é: uma amostra claramente evidente do poder amoroso de Deus: um monumento vivo e histórico da graça de Deus. A questão é: como podemos glorificar a Deus? a) Nas pequenas e gran-

des coisas. “... quer comais, quer bebais ou façais outra coisa qualquer, fazei tudo para a glória de Deus” (1Co 10.31). Nessa orientação, Paulo amplia os parâmetros de nosso serviço e de nossa responsabilidade de glorificar a Deus. De certa forma, ele sacraliza as nossas atividades mais rotineiras tais como nos alimentar, mostrando que isso e tudo o mais deve ser feito para a glória de Deus. Desse modo, podemos perceber que a questão não está primeiramente no que fazemos, mas, como

A Igreja é vocacionada a ser o que é: uma amostra claramente evidente do poder amoroso de Deus: um monumento vivo e histórico da graça de Deus.

o fazemos. As coisas mais simples de nossa existência assumem uma configuração diferente quando entendemos que, por meio delas, podemos glorificar a Deus. Dessa forma, o nosso trabalho, estudo, relacionamento, forma de tratar as pessoas e, por que não, até mesmo a forma como nos alimentamos podem ser

meios de glorificação do nome de Deus. Como pode ser isso? Simples. Quando em todos estes atos contemplamos os princípios expressos em sua Palavra e procuramos privilegiá-la como objeto de nossa prática e consagração. Deus sempre é glorificado na obediência do seu povo. c) Acolhendo nossos irmãos a fim de ajudálos em suas necessidades (Rm 15.1-7). Referindo-se a Tito e a outro irmão, talvez Lucas – que estavam empenhados no socorro aos crentes da Judéia –, Paulo escreve aos coríntios: “... foi também eleito pelas igrejas para ser nosso companheiro no desempenho desta graça ministrada por nós, para a glória do próprio Senhor e para mostrar a nossa boa vontade” (2Co 8.19). A atitude de Paulo e dos irmãos da Macedônia socorrendo as igrejas da Judeia redundou na glorificação de Deus por parte dos crentes daquela região (1Co 9.12-14). d) Integridade em nosso comportamento. No Sermão do Monte, o Senhor Jesus Cristo ensina: “... brilhe também a vossa luz diante dos homens, para que vejam as vossas boas obras e glorifiquem a vosso Pai que está nos céus” (Mt 5.16). Pedro consola e instrui os fiéis: “... mantendo exemplar o vosso procedimento

no meio dos gentios, para que, naquilo que falam contra vós outros como de malfeitores, observandovos em vossas boas obras, glorifiquem a Deus no dia da visitação” (1Pe 2.12). e) Honrando o nosso corpo. Respondendo às questões dos crentes de Corinto, Paulo demonstra a nossa identidade como povo de Deus e habitação do Espírito. Assim, instrui: “... fostes comprados por preço. Agora, pois, glorificai a Deus no vosso corpo” (1Co 6.20). A forma como nos alimentamos, cuidamos de nossa saúde e até mesmo nos vestimos, tem também uma conotação espiritual. Afinal, somos o templo de Deus e, por meio do nosso corpo procuramos refletir a glória daquele que

em nós habita. f) Propagando a Palavra de Deus e orando pelos servos de Deus. Paulo pede aos tessalonicenses que orem por ele para que continue pregando a Palavra visto que nesse processo de pregação e obediência Deus é glorificado (2Ts 3.1-2). As nossas orações intercessórias são instrumentos de Deus para a concretização de seu propósito na qual ele é glorificado. Desse modo, percebemos biblicamente, que a Igreja é chamada em sua própria existência e testemunho a ser instrumento da glória de Deus. Glorifiquemos a Deus, pois. O Rev. Hermisten Maia Pereira da Costa integra a Equipe de Pastores da 1ª IP de São Bernardo do Campo, SP.


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PLANEJAMENTO

Encontro de Docentes 2014 Daniel Santos

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conteceu entre os dias 20 a 22 de fevereiro o Encontro de Docentes de seminários da IPB no Hotel Braston, São Paulo, promovido pela JET, com a participação de todos docentes dos oito seminários, mais a extensão em Ji-Paraná. O encontro reuniu 181 participantes: docentes, coordenadores de curso, diretores, membros de JURETs e os professores do CPAJ. O encontro não foi uma “conferência” para docentes, mas uma reunião planejamento, estudo e reestruturação do conteúdo programático das disciplinas ministradas nos seminários da IPB. Segundo o coordenador do encontro, professor Daniel Santos, “os que participaram deste encontro podem se considerar parte do grande fórum que discute, avalia e revisa o conteúdo programático dos nossos seminários. Conseguimos realizar a parte mais difícil: iniciar o trabalho. Há muito para ser feito pela frente, mas a motivação e otimismo que percebi nestes docentes me fez sonhar mais alto quanto ao resultado deste projeto”. O propósito específico do Encontro de Docentes 2014 foi o de dar prosseguimento ao trabalho iniciado em 2013 no Encontro de Coordenadores dos Seminários da IPB, quando coordenadores de departamentos, juntamente com os direto-

res das nove instituições, fizeram um estudo preliminar naquilo que seria a base para este encontro de 2014. A ideia desses encontros é uma iniciativa da JET e tem como objetivo promover a padronização no conteúdo programático das disciplinas ministradas nos seminários de nossa denominação.   A padronização almejada nessa iniciativa não ignora as peculiaridades de cada seminário decorrentes da região onde estão localizados, mas busca estabelecer um consenso mínimo no conteúdo ministrado pelos docentes que caracterize o perfil teológico da IPB. Esta padronização também refletirá diretamente no desempenho dos alunos formandos no Provão, já que as perguntas poderão ser elaboradas a partir desse conteúdo comum para todos os seminários. O relatório que serviu como base do trabalho realizado no encontro foi compilado a partir de um levantamento prévio realizado pela JET, ouvidos os seminários, numa primeira etapa, contendo uma descrição do conteúdo ministrado em cada disciplina. Esse levantamento foi enviado para todos os coordenadores de áreas (Cultura Geral, Teologia Exegética, Teologia Pastoral, Teologia Histórica, e Teologia Sistemática) de todos os seminários antes do encontro ocorrido em maio de 2013, acompanha-

Diretores do seminário SPN, na sequência de gestão

do de instruções e mecanismos para propor sugestões de correção e alteração. Durante o encontro de 2013, as sugestões foram trazidas pessoalmente pelos coordenadores dos seminários e colocadas sobre a mesa para discussão. O fórum que trabalhou na primeira edição deste relatório foi composto exclusivamente de docentes/coordenadores/diretores dos seminários e moderado por professores do CPAJ. Após o encontro, as sugestões de correção e alteração oriundas das discussões nos fóruns foram incorporadas pelos moderadores de cada grupo e apresentadas neste encontro de 2014 como “Relatório Parcial”. Assim, a tarefa nas mãos dos participantes desse Encontro de 2014 foi a de consolidar o trabalho realizado até aqui, já que o teor dos conteúdos programáticos veio dos próprios docentes e não dos coordenadores e

diretores. Segundo o coordenador do encontro, “a atmosfera criada pela presen-

docentes. Muitos participantes me procuraram ao final e compartilharam que voltavam para casa profundamente motivados”. Duas coisas cooperaram diretamente para este resultado inesperado: a comunhão imediata entre os docentes e as palavras dos Reverendos Roberto Brasileiro, na abertura, e Francisco Leonardo, no encerramento. O resultado desse encontro de docentes será transformado num relatório final, contendo o nome de todos os participantes nos respectivos estágios de sua elaboração. Ele será

O encontro reuniu 181 participantes: docentes, coordenadores de curso, diretores, membros de JURETs e os professores do CPAJ

ça de todos os professores de todos os seminários foi de um valor indescritível e inesperado para a realização do trabalho. Nós da equipe organizadora planejamos um encontro de trabalho, mas o resultado foi quase um ‘avivamento’ entre os

transformado em publicação impressa para todos os participantes dos encontros e, finalmente, encaminhado pela JET à reunião do SC/IPB em julho de 2014. Nas palavras do vice-presidente da JET, presbítero Solano Portela, “a hora de


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FALECIMENTOS Anita de Moraes participar corajosa e construtivamente é agora! Pense, avalie, reflita e sugira, concorde, discorde, mas faça de sua participação o cumprimento da missão de que Deus o incumbiu para servi-lo na atividade educacional”. Segundo o presidente da JET, presbítero Eli Medeiros, “a partir dessa iniciativa a qualidade do ensino teológico da IPB poderá ser bem melhor, sendo a participação desses docentes fundamental! Nesse sentido, eles têm a oportunidade de fazer todas as modificações necessárias no conteúdo programáti-

Deus recolheu para si a serva Anita de Moraes no dia 14 de dezembro de 2013, aos 74 anos, após passar 23 dias na UTI em decorrência de um acidente de trânsito na cidade de Jaciara – MT. O culto fúnebre, dirigido pelo Rev. Emerson Arruda, foi realizado no templo da IP de Jaciara. A irmã Anita fez a profissão de fé no início dos anos 50, quando o Rev. Philippe Landes era pastor em Cuiabá. Em uma das suas muitas viagens evangelísticas ao interior do estado Philippe Landes se dirigiu à Fazenda Brilhante onde encontrou uma família desejosa de conhecer o evangelho do Senhor. Entre os convertidos estava a ainda adolescente Anita. Anita nunca deixou de amar a Palavra de Deus e servir o Senhor. Esteve presente na organização da IP de Jaciara em janeiro de 1977, sendo, portanto, um dos seus membros fundadores. Ali ela serviu ao Senhor por todos esses anos, educando os seus filhos e dando o exemplo de uma vida humilde e consagrada. Tanto que, durante o período entre o acidente e sua morte, não faltaram testemunhos de inúmeras pessoas que foram abençoados por ela, fazendo-nos lembrar da história bíblica de Dorcas. Anita deixou três filhos: Izaías Borges Rezende Sobrinho (presbítero da IP de Jaciara), Olian de Moraes Rezende (diácono da IP do Jardim Paulista em Cuiabá) e Onildo de Moraes Rezende (pastor da IP de Quirinópolis/GO).

Sandra Maria Rodrigues Miguel de Arantes

co, de tal forma a permitir que os futuros ministros de nossa Igreja sejam perfeitamente habilitados para o exercício de suas vocações ministeriais”. O Rev. Daniel Santos foi o Coordenador do Encontro.

“Preciosa é aos olhos do Senhor a morte dos seus santos” (Sl 116.15). Às 02h40m de 05.02.2014, partiu para a Casa do Pai Sandra Maria Rodrigues Miguel de Arantes (16.12.1967–05.02.2014), deixando viúvo Luís Carlos Arantes e a filha Lília Miguel de Arantes. O Senhor lhe deu descanso de todas as suas lutas e

dores, as quais ela enfrentou com garra, esperança e fé por longos oito anos. Viveu e morreu testemunhando a sua fé no Senhor. A ele toda a glória e todo o louvor por essa vida tão preciosa, tão alegre, que tanto acrescentou a todos os que tiveram o privilégio de conviver com ela. Foi professora da EBD por muitos anos, lecionando no Depto. Infantil, para as mais diferentes faixas etárias, amava as crianças e era amada por elas. Depois, junto com o seu esposo, lideraram o Ministério de Casais da IP de Vila Pompéia, onde pela Graça do Senhor colheram muitos frutos abençoados no pastoreio e aconselhamento de casais. Apesar da certeza de que ela está diante do Senhor, a dor é muito grande, mas esperamos no Pai o consolo que só pode vir dele. A Deus toda a glória! “[...] Nu saí do ventre de minha mãe e nu voltarei; o Senhor o deu e o Senhor o tomou; bendito seja o nome do Senhor!” (Jó 1.21) Presb. Luís Carlos de Arantes – IP de Vila Pompéia – São Paulo/SP

Izabel Magalhães Neves Natural de Cacho-eira Paulista, ainda criança mudou-se para São Paulo, Capital, onde residiu por mais de 65 anos. Professou sua fé em 1962 e, desde então, dedicouse de corpo e alma à evangelização e ajuda aos idosos e carentes. O que mais gostava era de cantar nos corais das igrejas pelas quais passou, com sua linda e agradável voz de soprano. Participou da fundação de três igrejas. Acometida do terrível Mal de Alzheimer, o Pai a chamou em 28 de janeiro de 2014, na cidade de São João da Boa Vista, aos 85 anos. Deixa viúvo o presbítero Nathanael Neves, as filhas Naísa, Maria Cristina e Maria Isabel, os genros Werner e Norivaldo e as netas Heloisa, Débora e Victória. Ao serviço fúnebre compareceram irmãos de várias denominações. Militava na IP Boas Novas. Foi sepultada no Cemitério dos Protestantes, na Rua Sergipe, capital de São Paulo. “Preciosa é aos olhos do Senhor a morte dos seus santos.” Salmos 116.15 Nathanael de Oliveira Neves


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Boa Leitura O Cristão e a Cultura – Michael S. Horton

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Entretenimento e reflexão envolve mente, coração e mãos. Ele nos mostra também que a vida cristã é multidimensional, incluindo de modo inseparável pensar, amar e fazer. Pensar. Amar. Fazer faz um irrecusável convite para a experiência de uma vida cristã plena. O livro contém 144 páginas e custa R$20,30.

Filmes para curtir e pensar

Inabalável

Como Viver Para DeusDennis James Kennedy

Muitos cristãos têm adotado a mentalidade do “nós contra eles”. Evitam qualquer coisa que pareça “secular”, da arte à política, da ciência ao lazer. O resultado é uma subcultura repleta de coisas “cristãs”: música, viagens, reuniões de executivos, seminários, redes de televisão, etc. Em O Cristão e a Cultura, Horton demonstra que as divisões entre secular e sagrado frequentemente se baseiam em pressupostos falsos ou em teologia equivocada. O livro contém 188 páginas e custa R$17,50.

ele propõe que o ensino cristão seja avaliado com base em alguns valores. O livro contém 128 páginas e custa R$16,10. Pensar, Amar e Fazer- John Piper, David Mathis

Elementos básicos do ensino para cristãos – Robert W. Pazmiño Esse livro ajudará o educador a recuperar o foco de seu ensino por meio de um guia conciso dos elementos essenciais da arte de ensinar: a preparação, a introdução e a avaliação. Robert Pazmiño começa por reiterar a importância da preparação. A seguir ele explora o evento de ensinar em termos de uma metáfora musical. Finalmente

Aqui está um desafio para a reflexão e sério envolvimento com um profundo conhecimento de Deus. Também um desafio para a pulsante paixão por Jesus Cristo e por seu evangelho, bem como para uma vida de coerente prática de atos de amor em beneficio dos outros. O nosso Salvador nos mostra que um cristianismo integral

“Como a vida se torna livre e rica em Cristo?”, “O que torna os relacionamentos plenos em Cristo?”, “O que o futuro em Cristo nos reserva?”. Cada um dos três livros possui uma ideia central, que ajuda a organizar, pelo menos em minha própria mente, os tópicos cobertos. O Livro 1 investigou o caminho para a busca do conhecimento de Deus. O Livro 2 examinou o Cristo da nossa salvação. Agora, nos voltamos para as palavras de Jesus, quando ele orou no Getsêmani, diante da pior prova que um ser humano já enfrentou. Ele orou: “Não seja o que eu quero, e sim o que tu queres”. O livro contém 208 páginas e custa R$12,60.

Sobre esses e outros títulos acesse www.editoraculturacrista.com.br ou www.facebook.com/editoraculturacrista ou ligue 0800-0141963

Após alcançar o auge da popularidade no Colégio Pampa High School, Amy Newhouse (Anne Underwood) precisa agora enfrentar o maior desafio de sua vida: um câncer. Com fé e coragem, Amy sensibiliza a comunidade, e seu caso chama a atenção de todos. Logo uma corrente de oração é formada em prol do seu restabelecimento. No entanto, diante das circunstâncias e do aparente “não” de Deus, todos desanimam e começam a desacreditar que um milagre possa acontecer. Ao mesmo tempo, seu legado de fé, seus exemplos e ensinamentos mostram a todos os céticos que existe um plano maior. Em seus passos, o que faria Jesus? Em seus passos: o que faria Jesus? é uma adaptação de um dos romances mais vendidos de todos os tempos de Charles Sheldon. Raymond, que antes fora de uma próspera cidade, torna-se uma sombra de seu passado quando um empresário oportunista planeja substuituir a igreja local por um cassino, corrompendo o clima saudável da cidade. Enquanto os moradores lutam por respostas, um homem, (John Schneider) chega a cidade

apresentando uma questão mais importante. A jornada - Uma viagem pelo tempo

Ano 1890 - o professor de seminário Russell Carlisle (D. David Morin - Compromisso Precioso) tem escrito uma tese chamada “A Mudança dos Tempos”. O seu livro está prestes a receber o aval e apoio da diretoria do Seminário Grace Bible até que sua colega Dr. Norris Anderson (Gavin MacLeod) levanta uma objeção. Dr. Anderson acredita que o que Carlisle tem escrito poderia ter um grande impacto sobre as gerações ainda por vir. Utilizando uma maquina secreta do tempo que construiu, Dr. Anderson envia Carlisle mais de 100 anos para o futuro. É a oportunidade única de ver em que sua tese e crenças se tornarão.

BP Março 2014  

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