Issuu on Google+

1

revi s ta an d e boli t o | abri l 2 01 4

nº 6 / 2014 www.facebook.com/andebolito

campeões2013.2014/

opiniãoformação/

Alteração das idades nos escalões de formação

FC Porto campeão nacional O Campeão ligadoscampeões/

Improvável… mas justo!

opiniãocompetição/

O espetáculo deve continuaR A análise à participação as equipas portuguesas nas competições europeias de clubes

c a m p e o n at o n a c i o n a l i n i c i a d o s /

jogos de grande qualidade


2

revi s ta an d e boli t o | ag o s to 2 01 4

MIGUEL RIBEIRO

Construir o Futuro

“O SISTEMA-ANDEBOL português está, neste momento, a atravessar uma profunda crise de desenvolvimento, pelo que se torna urgente uma intervenção de fundo. É, em nossa opinião, uma crise estrutural, que necessita de ser percebida em todas as suas dimensões, de forma a encontrar-se um conjunto de soluções, que possam alterar significativamente aquele cenário – o grande objetivo deste livro.”

Encomende o livro aqui: http://www.andebolito.com/livro-construir-o-futuro.html


revi s ta an d e boli t o | ag o s to 2 01 4

sumário 006 | aGOSTO 2014

/opiniãoformação/

06 10 14 20 24

Alteração das idades nos escalões de formação – mais próximos da Europa? / o p i n i ã o c a m p e o n at o n a c i o n a l i n i c i a d o s /

Jogos de grande qualidade

/opiniãocompetição/

The show must go on

/opiniãoligadoscampeões/

O Campeão Improvável… mas justo! /campeões2013.2014/

Os vencedores de norte a sul

3

editorial r e v i s ta a n d e b o l i t o /

Nesta edição da revista Andebolito fechamos a época com a consagração dos Campeões, nacional e europeu. Se dentro de portas a luta foi até à última jornada, com o F.C. Porto a revalidar o título e a sagrar-se Hexacampeão Nacional (recorde nas competições nacionais), na Liga dos Campeões a “surpresa” Flendsburg… surpresa só para quem não assistiu à Final 4… Quanto à participação das equipas portuguesas nas competições europeias, diferentes expectativas, diferentes sortes, e claro diferentes resultados. Pedimos a apreciação destas participações ao Prof. Nuno Trancoso sobre um olhar técnico e naturalmente apaixonado pelo nosso andebol. Nos escalões de formação foi unânime a qualidade cada vez maior, ao nível dos processos de jogo e perspetiva de futuro, estamos no bom caminho. A prof. Ana Sobral fez um resumo da fase final de Iniciados realizada em regime de concentração no pavilhão do Alto do Moinho. Mas será que esta evolução nos processos de ensino-aprendizagem terá o reflexo esperado com as novas alterações das idades de competição, a introduzir na próxima época? A resposta pelo prof. Pedro Sequeira. E próxima época? Como será? Desafios? João Pedro Antunes e Tiago Oliva

c o n ta c t e n o s /

Quer ser colaborador www.facebook.com/andebolito andebolito@gmail.com

Direcção Técnica: Tiago Oliva > tloliva@gmail.com João Antunes > antunes.joaop@gmail.com Redacção: Tiago Oliva > tloliva@gmail.com João Antunes > antunes.joaop@gmail.com Colaboradores: Pedro Sequeira, Nuno Trancoso, Ana Sobral Design Gráfico: Cortes > cortes.design73@gmail.com


4

revi s ta an d e boli t o | ag o s to 2 01 4

EUSA Games 2014: Universidade do Minho é campeã da Europa de Andebol Pela sétima vez na sua história, a equipa de Andebol da Universidade do Minho marcou presença na final dos EUSA Games 2014 - Campeonato da Europa Universitário que decorreu em Roterdão, na Holanda.  Na final frente à Universidade de Novi Sad, a equipa portuguesa venceu os sérvios por 25-20 (13-12 ao intervalo a favor da equia minhota) , renovando o título europeu que já tinha alcançado o ano passado.  Em oito anos, a formação da Universidade do Munho - que integra jogadores federados de vários clubes nacionais - esteve presente em sete finais europeias e conquistou três títulos europeus; quatro segundos lugares e um terceiro.

1º Congresso do Comité Paralímpico de Portugal: “Igualdade, Inclusão e Excelência Desportiva” O Comité Paralímpico de Portugal irá realizar o seu primeiro congresso nos dias 24 e 25 de Outubro de 2014 sob o lema “Igualdade, Inclusão e Excelência Desportiva”, dedicado aos temas “Inclusão Desportiva” e “Excelência Desportiva”.

Torneio Scandibérico Noruega vence Suécia e garante primeiro lugar Portugal foi segundo, deixando atrás de si a Suécia e Espanha. Quando Portugal entrou em campo para defrontar a Espanha, naquele que era o último jogo de mais uma edição do Scandibérico, a única coisa que tinha certa é que que já não poderia vencer o torneio. É que face à vitória da Noruega sobre a Suécia, por quatro golos de vantagem, os noruegueses tinham assegurado a medalha de ouro do Scandibérico, face aos sete pontos conquistados e ao ‘goal-average’ no confronto direto entre as equipas que poderiam ter minar com os mesmos sete pontos: Suécia, Noruega e, eventualmnete, Portugal, se ganhasse à Espanha. Em resumo, a vitória sobre a Espanha dava o segundo lugar, o empate o terceiro e uma eventual derrota frente aos espanhóis atirava Portugal para o quarto lugar.


revi s ta an d e boli t o | ag o s to 2 01 4

5

CF Os Belenenses organiza Campeonato do Mundo Torneio Internacional de sub20 feminino A competição está Coreia é campeã agendada para os dias do Mundo 21,22 e 23 de Agosto. O Clube de Futebol Os Belenenses vai levar a cabo a realização de um torneio internacional nos próximos dias 21, 22 e 23 de Agosto.  Participam no referido torneio as equipas do C.F.”Os Belenenses”, Sporting Clube de Portugal, Frigoríficos Morrazo Cangas e Ángel Ximenez Balonmano Puente Genil.

AA Águas Santas realiza torneio em finais de Agosto

Vitória na final, frente à Rússia, por confortável 34-27. A Coreia venceu esta tarde a Rússia por 34-27, na final do Campeonato do Mundo de sub-20, que decorreu na Croácia. Ao intervalo as coreanas já seguiam confortavelmente na frente do marcador (1016). No jogo de atribuição dos terceiro e quarto lugares, a Dinamarca venceu a Alemanha por 21-20, enquanto a França assegurou o quinto lugar ao levar de vencida a Roménia, por 31-19

A competição decorre entre 22 e 24 de Agosto e conta com a presença de quatro equipas. A Associação Atlética de Águas Santas Milaneza, em colaboração com a Câmara Municipal da Maia; Junta de Freguesia de Águas Santas; Milaneza; Salming Portugal e Vitalis, realiza no final do próximo mês de Agosto o «Torneio de Andebol AA Águas Santas».  A competição decorre entre 22 e 24 de Agosto e conta com as presenças de Liberty ABC/UMinho; Andebol Clube de Fafe e Ginásio Clube de Santo Tirso, para além do clube organizador.

Sporting vs. Benfica aquece segunda jornada Já está definido o calendário do campeonato nacional de andebol. E ditou a sorte que, logo à segunda jornada, Sporting e Benfica vão travar argumentos. Mas, antes disso. O campeonato tem início agendado para 6 de Setembro e na primeira ronda, o hexacampeão nacional FC Porto desloca-se ao Passos Manuel, o Sporting recebe o Ginásio de Santo Tirso e o Benfica joga, na Luz, com o Xico Andebol. Entre os jogos mais entusiasmantes, o FC Porto visita o ABC de Braga à quinta jornada, o Sporting

Início agendado para 6 de Setembro

na décima, para receber o Benfica, no Dragão Caixa, na 11ª e última jornada desta primeira Volta. O ABC de Braga recebe, no Sá Leite,o Sporting na sétima jornada e visita o Benfica, no pavilhão da Luz, à oitava ronda. Depois de decorridas as duas Voltas, no campeonato, as grandes decisões marcam o regresso do play-off. Nos quartos-de-final, apura-se o vencedor, à melhor de três jogos. Nas meias-finais e final, será à melhor de cinco jogos. Informações retiradas do site modalidades.com.pt


6

revi s ta an d e boli t o | ag o s to 2 01 4

opiniãoformação/

Alteração das idades nos escalões de formação – mais próximos da Europa? A definição das idades dos escalões de formação é um assunto que, desde sempre, levantou polémica no andebol nacional (e também a nível internacional)


revi s ta an d e boli t o | ag o s to 2 01 4

Se, por um lado, é fácil apresentar algumas das razões básicas na definição das idades – maturidade, desenvolvimento motor, paridade com as idades escolares – já quando entramos na especificidade das lógicas do desenvolvimento do andebol nacional nas últimas décadas somos confrontados com diferentes decisões e razões para a alteração das idades – retardar a entrada nos escalões de seniores masculinos para não haver perca de atletas jovens, passagem direta de Juvenis Femininos para Seniores Femininos para diminuir a perca de atletas no escalão de Juniores por causa da entrada no ensino superior, similaridade entre os escalões nacionais com os escalões internacionais, entre outras que foram sendo tomadas e alteradas ao longo dos tempos. Na minha opinião, há duas questões que devem (ou têm que) ser levadas sempre em conta na definição das idades dos escalões de formação: 1) Desenvolvimento motor e psicológico da criança e jovem: tirando as raras exceções (para isso existe a possibilidade das subidas de escalão), é muito importante que os escalões tenham em conta todas as questões relacionadas com a idade cronológica das crianças. Até aos 14/15 anos (seja rapazes ou raparigas) as diferenças com mais de 2 anos são muito grandes

pelo que irão trazer problemas – um rapaz de 11 anos tem, normalmente, um desenvolvimento motor e psicológico muito afastado de um rapaz de 13 anos pelo que não devem estar no mesmo escalão. A maior dificuldade é definir os limites: 11/12 ou 12/13?. Aqui parece-nos que a tendência pela paridade escolar (normalmente até aos 10 anos estão no 1º ciclo) tem sido fator decisivo para o emparelhamento até aos 10 anos e após os 10 anos. Julgo que seria importante basear esta decisão também em questões biológicas. 2) Competições – desenvolvimento regional e nacional: em Portugal, a captação de praticantes para o andebol ainda se situa prioritariamente na faixa etária entre os 8 e os 12 anos (já começamos a ter crianças a iniciar a sua prática desportiva no andebol a partir dos 4, 5 e 6 anos). A criação de escalões abaixo dos 10 anos sem quadros competitivos formais (Bambis e Minis) tem em consideração o estado de desenvolvimento e das necessidades das crianças nestas idades. Prof. Dr. Pedro Sequeira

7


8

revi s ta an d e boli t o | ag o s to 2 01 4

Estas duas questões abrem a discussão para diversos pontos que consideramos relevantes para a discussão sobre a definição das idades nos escalões de formação: a) Nível do praticante: considero que é muito importante os escalões de formação poderem ser flexíveis entre aquilo que consideramos ser o nível biológico e cronológico da criança e o seu nível de desenvolvimento enquanto praticante. Uma criança que desde os seus 2/3 anos tem uma pratica de atividade física adequada à sua idade e que aos 6 anos começa a praticar andebol adaptado à sua idade, de forma regular, certamente chegará aos 9/10 anos com um nível de desenvolvimento diferente de uma criança que comece a praticar andebol aos 9/10 anos sem ter tido uma atividade física regular e adaptada antes desta idade. Estas 2 crianças têm que ser vistas com “olhos diferentes” no que concerne à prática no seu escalão. Se avançarmos nas idades, estas mesmas 2 crianças terão muitas possibilidades de aos 14 anos continuarem a ser diferentes em termos de nível de desenvolvimento de andebol. Têm de competir no mesmo escalão mas o resultado será desastroso. Como resolver? Baixar de escalão? Competição de equipas b? Mais abaixo retomamos esta questão. b) Competição: quem determina as competições formais em Portugal é a Federação de Andebol de Portugal. Para estas competições

serem uniformes é absolutamente necessário a criação de escalões iguais para todas as equipas, de forma regulamentada. Este ponto parece-nos indiscutível. Discutível é no processo de treino (e competição criada para o efeito) o treinador sujeitar as crianças e os jovens aos escalões “porque tem de ser assim”. Se uma criança iniciada, com 13 anos tem o nível de desenvolvimento biológico e de andebol igual a uma de 11 ou 12 anos do seu clube, nada impede o treinador de a colocar a treinar nesse escalão. E se na sua região região existirem outros treinadores com problemas semelhantes, nada os impede, a nível regional, de permitir que estas crianças iniciadas participem numa competição de infantis especial para estas situações. Quem perde? Ninguém. Quem ganha? A criança, a todos os níveis, e o andebol pois assim ganha um praticante que se pode a vir a desenvolver melhor e a estar mais motivada para continuar ligada à modalidade. c) Escola e Ensino Superior: em Portugal a transição do 1º ciclo para o 2º ciclo e do 12º ano para o ensino superior tem implicações regionais (escolas do 1º ciclo longe das suas sedes; instituições do ensino superior, dado a sua oferta, longe das residências e equipas originais do jovem). A adaptação dos escalões a esta realidade parece-nos adequada (principalmente quando falamos da transição 1º ciclo – 2º ciclo),


revi s ta an d e boli t o | ag o s to 2 01 4

já no que se refere à ligação entre Juniores e Ensino Superior parece-nos que a situação que merece reflexão é nos femininos dado que a taxa de raparigas que praticam andebol e que entram no ensino superior é bastante grande pelo que quando isso implica alteração de residência para local sem equipas Seniores ou em número bastante reduzido potencia a diminuição da carga de treino (“treina-se à 6ª feira e jogo ao fim de semana”) ou mesmo o abandono. Parece-nos mais importante repensar a competição do que mexer nos escalões. Por exemplo as equipas de Juniores poderem participar nas competições de Seniores. d) Competições europeias: a lógica dos escalões na europa é bastante controversa pois cada país tem as suas características próprias. Em termos administrativos pode ajudar (e ajuda muito) seguirmos aquilo que é definido “para todos os países”. Pessoalmente, até aos sub-18 / sub-19, considero que os títulos europeus têm pouco significado pois não estão necessariamente ligados ao sucesso futuro pelo que não deverão condicionar as decisões de desenvolvimento regionais (neste caso, regiões europeias = países). Destaco o escalão de juvenis pois é uma idade crítica para o crescimento e consolidação dos talentos. Os 15 anos (masculino e femininos) são críticos e, na minha opinião, deveriam estar numa “fronteira” que permitisse a sua utilização junto dos iniciados ou juvenis consoante o seu nível de desenvolvimento (é uma idade que às vezes está muito afastada dos 13, outras vezes muito afastada dos 17). Já os sub-20 / sub-21 considero claramente um escalão de seniores pelo que a sua utilização deveria ser repensada muito mais em termos de alternativas (equipas “b” de seniores que participassem em campeonatos de seniores, com custos reduzidos para quem avançasse para esta alternativa) ou em competições alternativas: seriam jogadores seniores mas que participariam num campeonato de sub-20 / sub-21 que funcionasse em paralelo com a competição sénior da respetiva equipa (alguns países e outras modalidades têm utilizado com êxito este modelo). Pretendi com este artigo promover a reflexão sobre esta temática. A principal ideia/conclusão é que a definição das idades dos escalões de formação deve ter uma amplitude grande, que abranja o máximo de variáveis possíveis e que esteja em estrita ligação com o desenvolvimento da modalidade e com o desenvolvimento e necessidades individuais dos praticantes, com especial destaque dos mais jovens.

9


10

revi s ta an d e boli t o | ag o s to 2 01 4

o p i n i ã o c a m p e o n at o n a c i o n a l i n i c i a d o s /

jogos de grande qualidade

Fase final muito disputada, no grupo 2 as 3 equipas ficaram com os mesmos pontos, ficando apuradas para as meias finais por diferença de golos marcados e sofridos, para determinar os 3º e 4�� lugares e 1º e 2º lugares existiu necessidade de os jogos irem a prolongamento. Defesa – o sistema defensivo mais utilizado foi o 5:1. Somente duas equipas é que utilizaram, 3:2:1. Uma equipa ainda utilizou o 4:2 e duas equipas também utilizaram o 6:0. Nas 3 primeiras classificadas notou-se um maior desenvolvimento nas situações 1x1, mais fortes no contacto físico. Duas equipas fazem, de uma forma sistematizada situações de dissuasão para tentar criar erro ao adversário. Nas quatro primeiras equipas já se nota situações de antecipação para tentarem não fazer falta e recuperarem a posse de bola. Contra ataque – só 1 equipa apresentou uma sistematização do contra ataque apoiado, normalmente com a entrada de um jogador para os 6 metros e a mesma equipa executou,

de uma forma sistemática a saída rápida após sofrerem golo. Todas as equipas fizeram contra ataque, preferencialmente pelas pontas, estas saem após a recuperação da posse de bola. Ataque – Notou-se um maior trabalho de 2x2 com pivot nas 3 primeiras classificadas. As duas primeiras equipas apresentaram pontas muito fortes no 1x1, desequilibrando quase sempre a defesa contrária. Também a velocidade de jogo (deslocamentos – com e sem bola e passe) nas 4 primeiras classificadas foi mais elevada. Só uma equipa é que apresentou uma situação específica para livre de 9 metros.

Análise mais pormenorizada das 4 primeiras equipas: Académico F.C. Defesa: sistema mais utilizado 5:1 com saída aos laterais contrários transformando-se, por vezes, para uma defesa 3:2:1. Contra – ataque: Sem ser sistematizado,


revi s ta an d e boli t o | ag o s to 2 01 4

Modelo Competitivo: 1ª fase disputada em termos regionais ou inter-regionais. Foram criadas 10 zonas, apurando o seguinte numero de equipas: Zona 1 - AA Braga/ AA Vila Real- Apura 4 Zona 2 - AA Porto- Apura 7 Zona 3 - AA Aveiro/AA Coimbra- Apura 4 Zona 4 - AA Viseu/AA Guarda - Apura 3 Zona 5 - AA Leiria - Apura 2 Zona 6 - AA Santarém- Apura 2 Zona 7 - AA Lisboa- Apura 4 Zona 8 – AA Setúbal- Apura 2 Zona 9 - AA Beja/AA Évora/AA PortalegreApura 2 Zona 10 - AA Algarve- Apura 2 2ª fase: Os clubes apurados da 1ª fase foram agrupados em 4 Zonas geográficas. A forma de disputa foi TXT a 2 voltas. O 1ºclassificado de cada zona ficou apurado directamente para a fase final. Os segundos classificados de cada zona disputaram, com o representante dos Açores e da Madeira, uma fase de apuramento para a fase final. 3ª fase - Fase de apuramento: dois grupos

preferencialmente executado pelo ponta direita e pelo jogador que defende o um da frente. Ataque (movimentações mais utilizadas): Entrada dos laterais com bola após passe aos pontas, para central tentar entrar entre o 1º e 2º defensores ou jogar com pivot ou dar sequência para lado direito. O lateral que entra volta a sair na zona do outro lateral. Entrada dos pontas sem bola, ao mesmo tempo existe um cruzamento entre lateral e central do lado contrário. Central ataca entre o 1º e 2º defensores onde vai surgir o ponta que entra no bloqueio do pivot. Entrada do central com bola, para o lado contrário do passe, para entrar no bloqueio. Ponta esquerda muito desequilibrador, trabalhando muito no 1x1. Saída do pivot para receber a bola do central, dando sequência para o lateral do seu lado, para jogarem os dos 2x2, aproveitando o bloqueio do pivot, quando desfaz o bloqueio. Situações específicas: Livre de 9 metros – dois na barreira, pivot e central, pivot com bola passa ao lateral que ataca para fora e faz bloqueio no 3º defensor, o central cruza com o pivot e aparece no espaço entre o 2º e 3º defensor, lateral passa ao central que entra ou joga com pivot ou devolve a bola para lateral dando continuidade ao ataque.

de 3 clubes cada, TXT a uma volta em regime de concentração, apurando o 1º classificado para a fase final. Fase final: disputada por 6 clubes, numa primeira fase separados em dois grupos com 3 clubes cada em que jogaram TXT a uma volta em regime de concentração, para apurar o Campeão Nacional.

FASE FINAL Equipas participantes: Académico F.C.; A.A. Aguas Santas; C.D. Feirense; Sporting C.P.; C.C.R. Alto do Moinho e S.L. Benfica. 1º Grupo: Águas Santas; Sporting e Alto do Moinho (por ordem de classificação obtida) 2º Grupo: Académico; Feirense; Benfica (por ordem de classificação obtida) Classificação Final: 1º - Académico F.C. 2º - A.A. Aguas Santas 3º - C.D. Feirense 4º - Sporting C. P. 5º - C.C.R. Alto do Moinho 6º S.L. Benfica

11


12

revi s ta an d e boli t o | ag o s to 2 01 4

Águas Santas Defesa: sistema mais utilizado 5:1, ajudando muito, saídas sempre aos portadores de bola, tocando neles. Muito fortes no 1X1 e se necessário saem aos 9 / 10 metros aos laterais. Contra ataque: sem ser sistematizado, mas os dois pontas saem muito rápido (remate do lado contrário) e são muito eficazes. Ataque (movimentações mais utilizadas): Pontas muito desiquilibradoras, muito trabalho de 1x1, ou entram para concretizar ou dão sequência atacando sempre os espaços. Laterais recebem a bola sempre em movimento, lateral esquerdo bom rematador. Ponta direita executa cruzamento por detrás do lateral e remate, por vezes também jogou a lateral direito. Utilização dos bloqueios do pivot para jogar, e muito, em situações de 2x2.

Feirense Defesa: sistemas mais utilizados 5:1 e 6:0. Procuram interceptar a bola, saindo do lado contrário ao da circulação da bola – pontas a saírem aos laterais (quando está 5:1) ou do lateral ou central ao lateral contrário ao da circulação da bola (quando está 6:0). Contra ataque: sem sistematização, o jogador que saí mais rápido é o ponta esquerda. Ataque (movimentações mais utilizadas): É uma equipa muito paciente, atacando muito bem no espaço entre dois defensores, procurando sempre o erro do adversário. Jogam muito 2x2 com pivot (bloqueios). Central e laterais jogam sem bola, para aproveitamento dos bloqueios e aparecerem nos espaços vazios. Transformação do ataque de 3:3 para 4:2 através, principalmente de entradas dos pontas sem bola.


revi s ta an d e boli t o | ag o s to 2 01 4

Entre os jogadores de 1ª linha fazem cruzamentos sucessivos, para tentarem criar espaços para penetração aos 6 metros. Sporting Defesa: sistemas mais utilizados 5:1, 3:2:1 e 3:3. Defesa procura fazer situações de antecipação para adquirir a posse de bola sem falta, pontas sobem para os 9 metros quando bola está no lateral contrário, mais pressão sobre a equipa adversária quando estão em superioridade para provocar o erro. Quando adversário joga com 2 pivots a defesa transforma-se em 4:2. Contra ataque: pontas saem rápido para o ataque (após recuperação da posse de bola), em apoio e de uma sistemática, o central parte como lateral e entra para pivot dando sequências sucessivas e jogando com os pivots. Ataque: (movimentações mais utilizadas): Situações de 1X1 (principalmente dos 1ª linhas)

13

e 2x2 com pivot (bloqueios). Pontas quando entram cruzam por detrás do lateral para depois entrarem para pivot e central cruza com o lateral do mesmo lado para este rematar. Laterais entram com bola e central cruza com ponta. Em todas as entradas existe a preocupação de jogar com os pivots ou para libertar, principalmente o lateral esquerdo para remate exterior. Cruzamentos entre a 1ª linha em simultâneo com entradas dos pontas a segundo pivot. Reposição rápida de bola após golo: ponta direita recebe sempre a bola do guarda-redes, passa ao central e vai para o seu lugar específico. O lateral direito entra para segundo pivot, após receber a bola do central e jogam com dois pivots. ana sobral


14

revi s ta an d e boli t o | ag o s to 2 01 4

opiniãocompetição/

The show must go on O espetáculo deve continuar. Este é um imperativo que a época de 2013/14 nos deixou no que respeita à participação das equipas portuguesas nas competições europeias de clubes.


revi s ta an d e boli t o | ag o s to 2 01 4

15

Futebol Clube do Porto (FCP) e Sporting Clube de Portugal (SCP) bem secundados pela Associação Atlética de Águas Santas (AAAS) tiveram percursos de grande qualidade e de enorme impacto no universo das diferentes provas organizadas no seio da European Handball Federation (EHF). Ao Sport Lisboa e Benfica a dinâmica europeia pautou-se pela mesma bitola das competições internas ficando o desejo de uma nova época mais vitoriosa. Liga dos Campeões. FC Porto no Grupo dos melhores Indiscutivelmente, o apuramento do  FCP para a fase de grupos de qualificação constitui a realização de um desejo já há muito perseguido pela formação nortenha. Organizando novamente a fase de apuramento, o Dragão Caixa assistiu a uma primeira vitória da equipa azul e branca sobre o Elverum Handball Herrer, Noruega, (29-28), repetida na final, agora sobre o HCM Constanta, Roménia, (26-22). Com estes resultados, a equipa orientada por Obradovic fez história ao assegurar a primeira presença de um clube português na Fase de Grupos da Champions League no seu atual modelo, concretamente no Grupo D, acabando classificada em  5.º Lugar  logo a seguir  ao THW Kiel (Alemanha), Kif Kolding (Dinamarca),  KS Vive Tragi Kielce (Polónia) e Orlen Wisla Plock (Polónia), equipas que obtiveram a passagem para os oitavos final. De referir, que o TH Kiel, foi o finalista vencido desta competição perdendo para o SC Fensburg-Handewitt  por 30 – 28. Com um conjunto de resultados equilibrados, associados a vistosas exibições coletivas e com destaques individuais que levaram vários dos seus jogadores a serem nomeados para as equipas ideais de algumas jornadas, o FCP demonstrou que o seu domínio interno, onde alcançou o hexa-campeonato, justifica plenamente uma aposta continuada nas participações internacionais.   Taça EHF. Só o campeão consegue parar a equipa do Sporting CP Se anteriormente falamos de história com o excelente percurso do FCP, também o mesmo podemos dizer da campanha europeia do SCP. Ao eliminar o Rukometni Kluc Porec e sendo apurado igualmente para a fase de grupos , o Sporting tornou-se a primeira equipa nacional a conseguir tal feito neste novo modelo competitivo da Taça EHF. Com um comportamento brilhante nesta fase, conseguiu classificar-se em segundo lugar e, juntamente com o  Montpellier HB (França), apurar-se para os  1/4 Final, onde seria eliminado pelo  Pick Szeged (Hungria), equipa que viria a ser a vencedora deste troféu e onde alinha um autêntico batalhão de atleta estrangeiros. Nas diferentes competições onde participou o Sporting, treinado por Frederico Carlos,


16

revi s ta an d e boli t o | ag o s to 2 01 4

demonstrou uma extraordinária capacidade de, gerindo um plantel curto, ter estado presente nas grandes decisões, vencendo inclusivamente as Taças nacionais e disputando até ao fim o campeonato interno e levando atrás de si uma enorme falange de apoio que encheu sistematicamente o pavilhão municipal de Mafra depois de já ter estado presente no pavilhão o da Torre da marinha.

Taça EHF. SL BENFICA com eliminação precoce Certamente que os desejos e os sonhos seriam outros, mas um sorteio madrasto colocou na rota do SL Benfica a fortíssima equipa húngara do Pick Sgezed que como já referimos, não só eliminou o Sporting nos 1/4 final como viria a ser o vencedor desta competição. Com duas derrotas nos dois jogos da 3.ª Ronda de Qualificação, o Benfica deixou-nos a todos com um sentimento de tristeza por uma carreira que se pretendia mais prolongada nesta segunda prova do panorama europeu.


revi s ta an d e boli t o | ag o s to 2 01 4

CHALLENGE CUP. Águas Santas com a final à vista Na reta final desta competição, o AASantas depois de ter eliminado HC Odorhei (Roménia),fazendo valer o maior número de golos marcados fora, a equipa maiata acabou a sua magnífica prestação nas 1/2 finais , perdendo para o RK Mataloplastika Sabac (Sérvia) que acabaria por ser finalista derrotado perante os suecos do IK SÄVEHOF. Uma participação muito ambiciosa desta experiente equipa da Cidade Capital Europeia do Desporto, dirigida por Paulo Faria, funcionou da melhor maneira como referência de excelência para

os inúmeros talentos jovens que vão despontando neste clube verdadeiro alfobre de futuros campeões e permitiu igualmente que jogadores de topo pudessem  representar novamente a seleção nacional. Sem reflexos diretos na próxima época, onde Portugal cai  para o 15.º lugar Ranking Masculino perdendo um lugar na Taça EHF por troca com a Taça Challenge, acreditamos que os excelentes resultados alcançados pelas equipas portuguesas poderão abrir novas janelas de oportunidades num panorama competitivo cada vez mais fragilizado.

17


18

revi s ta an d e boli t o | ag o s to 2 01 4

E agora? O aumento de número de jogos de alta qualidade desportiva e competitiva funciona como um fator determinante de evolução  para os nossos melhores jogadores e técnicos. Mais e melhores desafios implicam mais qualidade na preparação das equipas e no desenvolvimento dos atletas, aumentam a carga competitiva e emotiva favorecendo o despontar e o consolidar dos verdadeiros talentos ao mesmo tempo que solicitam um envolvimento acrescido de uma base alargada de atletas de nível superior. Mais e melhores espetáculos são fatores de atração de

público aos pavilhões - vide o exemplo do Dragão Caixa e do Pavilhão de Mafra - de adesão de novos praticantes à modalidade e funcionam como referência de topo para os jogadores em percurso de formação. Se já temos alguns jogadores com qualidade internacional, como o comprova a inclusão nos setes ideais e a procura pelos clubes estrangeiros, importa alargar esse grupo ainda demasiado restrito para patamares que viabilizem os sucessos coletivos da nossa seleção e qualifiquem os níveis competitivos das provas internas. Não esquecer também que o contato com arbitragens diferentes é indiscutivelmente um fator de


revi s ta an d e boli t o | ag o s to 2 01 4

desenvolvimento permitindo questionar e comparar os desempenhos internos. Junta-te aos bons e serás como eles. As competições europeias são uma montra para os nossos melhores jogadores e árbitros, um laboratório de excelência para os nossos técnicos,  um local de sonho para os adeptos, um espaço de afirmação para os dirigentes, um tempo de superação para todos. Em resumo, a Europa já somos nós. Basta “apenas”pensar mais longe. A época que agora acabou é um bom exemplo de que a perseverança, a ambição e o talento podem ser bons amigos. 

19

Nuno Trancoso


20

revi s ta an d e boli t o | ag o s to 2 01 4

opiniãoligadoscampeões/

O Campeão Improvável… mas justo!


21

ligadoscampe천es europeus

revi s ta an d e boli t o | ag o s to 2 01 4


22

A Final 4 da Liga do Campeões Europeus, que decorreu em Colónia – Alemanha, deste ano teve um vencedor inesperado, SG FlensburgHandewitt … Seria vingança de 2007? Ou a despreocupação de ser “outsider” nesta Final4? Uma coisa é certa, o 3º classificado do Campeonato Alemão, não se limitou a ir passear a Colónia, como ainda trouxe para casa o também ambicionado trofeu, e de forma bem convincente e reconhecido por todos.

revi s ta an d e boli t o | ag o s to 2 01 4

A experiência de Thomas Mogensen, Holger Glandorf e Anders Eggert Jensen, associada à estratégia montada por Ljubomir Vranjes, resultou numa das maiores surpresas das últimas edições da Final 4, que contou ainda com FC Barcelona, THW Kiel e MKB-MVM Veszprem. As meias-finais colocaram frente a frente os alemães do Kiel com os Húngaros do Veszprem e no qual os grande protagonistas foram o guarda-

redes sueco, Andres Palicka e o islandês Aron Palmarsson com 7 golos, os quais fizeram a diferença nos momentos decisivos para o Kiel. A outra meia-final opôs os espanhóis do Barcelona (8 vezes vencedor do trofeu), aos alemães do Flensburg. Será um jogo para recordar por muito tempo, apenas decidido na marcação de livre de 7 metros, teve emoção do primeiro ao último segundo de jogo. O Barcelona chegou a estar a ganhar por 6 nos últimos 10 minutos


revi s ta an d e boli t o | ag o s to 2 01 4

de jogo, mas o Flensburg acreditou até ao fim e nos últimos 4 segundos o veterano alemão Glandorf levou o jogo para prolongamento. Aqui novamente a experiência do Barcelona, mesmo a ganhar por 2 golos, não foi suficiente para aguentar a vontade de fazer história dos comandados de Ljudomir Vranjes. Queria o destino que o melhor jogador do último campeonato da europa de seleções, o francês Nicola Karabatic falhasse o único 7 metro deste

desempate. De realçar ainda a frieza no novato alemão na marcação do livre de 7 metros decisivo para a sua equipa, sem dúvida que também concordamos com a nomeação para melhor golo desta Final4. No jogo de atribuição do 3º e 4º lugares assistiu-se a um jogo onde se notou nitidamente o orgulho ferido dos jogadores do Barcelona, e que só assim o fez ganhar pela margem mínima. Final inédita, inesperada, e com um

23

resultado que deixa os amantes do andebol ainda mais apaixonados. A equipa do Flensburg soube sofrer nos momentos mais delicados do jogo, encostar o adversário “às cordas” nos momentos chaves do jogos, e com uma 2ª parte de luxo fizeram aquilo que poucos esperavam, levar para casa o tão desejado troféu. Por mais palavras que se queiram escrever sobre este jogo, ver o resumo elucida qualquer um… Jogo da Final.


24

revi s ta an d e boli t o | ag o s to 2 01 4

campeões2013.2014/

os vencedores de norte a sul

Seniores Masculinos 1ª Divisão 1. F.C. Porto 2. Sporting C. P.

Seniores Masculinos 2ª Divisão 1. CD Xico Andebol 2. GC Santo Tirso


revi s ta an d e boli t o | ag o s to 2 01 4

25

Seniores Masculinos 3ª Divisão 1. Arsenal Clube Devesa 2. GS Loures

Juniores Masculinos 1ª Divisão 1. S.L. Benfica 2. ABC Braga

Juniores Masculinos 2ª Divisão 1. AA Avanca 2. Alavarium


26

revi s ta an d e boli t o | ag o s to 2 01 4

campeões2012.2013/

Juvenis Masculinos 1ª Divisão 1. AA Águas Santas 2. SL Benfica

Iniciados Masculinos 1. Académico FC 2. AA Águas Santas

Seniores Femininos 1ª Divisão 1. Alavarium - Love Tiles 2. Madeira SAD


revi s ta an d e boli t o | ag o s to 2 01 4

27

Seniores Femininos 2ÂŞ DivisĂŁo 1. NAAL Passos Manuel 2. ARC Alpendorada

Juniores Femininos 1. Juve 2. CS Madeira

Juvenis Femininos 1. JAC Alcanena 2. Maiastars


28

revi s ta an d e boli t o | ag o s to 2 01 4

todos os campeões

campeão

• PO01 Campeonato Nacional Seniores Masculinos - 1ª Divisão FC Porto

2º lugar Sporting CP

• PO20 Taca Portugal Seniores Masculinos

Sporting CP ABC Braga

• PO22 Super Taca Seniores Masculinos

Sporting CP FC Porto

• PO02 Campeonato Nacional Seniores Masculinos - 2a Divisao

CD Xico Andebol

GC Santo Tirso

• PO03 Campeonato Nacional Seniores Masculinos - 3a Divisao Arsenal Clube Devesa GS Loures • PO04  Campeonato Nacional Juniores Masculinos - 1a Divisao

SL Benfica

ABC Braga

• PO05 Campeonato Nacional Juniores Masculinos - 2a Divisao AA Avanca Alavarium • PO06 Campeonato Nacional Juvenis Masculinos - 1a Divisao

AA Aguas Santas

SL Benfica

• PO07 Campeonato Nacional Juvenis Masculinos - 2a Divisao 

CCR Alto do Moinho

SL Benfica “B”

• PO08 Campeonato Nacional Iniciados Masculinos

Academico FC

AA Aguas Santas

• PO09 Campeonato Nacional Seniores Femininos - 1a Divisao

Alavarium - Love Tiles

Madeira SAD

• PO10 Campeonato Nacional Seniores Femininos - 2a Divisao

NAAL Passos Manuel

ARC Alpendorada

• PO23 Taca Portugal Seniores Femininos

Madeira SAD

Alavarium - Love Tiles

• PO24  Super Taca Seniores Femininos

Madeira SAD

Alavarium - Love Tiles

• PO11

Campeonato Nacional Juniores Femininos

Juve

CS Madeira

• PO12

Campeonato Nacional Juvenis Femininos

JAC Alcanena

Maiastars

• PO13

Campeonato Nacional Iniciados Femininos

CA Lela

JAC Alcanena


revi s ta an d e boli t o | ag o s to 2 01 4

29


30

revi s ta an d e boli t o | abri l 2 01 4

Gostava de ler grรกtis a Revista Andebolito nยบ 5?

Clique aqui e faรงa o download

http://tiny.cc/vs7qdx


Andebolito 6