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Ano IV - Nº 56 - Março de 2017

Conectados em Defesa dos Direitos de Crianças e Adolescentes LGBTI

8 de março é um dia de luta que não se esgota!!! Diana Maia Ativista feminista Integrante Fórum Cearense de Mulheres /Articulação Mulheres Brasileira

Existem muitas formas de compreender e viver o 08 de março. Mas o real sentido da data é de Luta, Resistência e Transformação! O 08 de Março só existe porque as mulheres organizadas tiveram coragem de se revoltar contra as diversas opressões as quais são submetidas e reivindicar a data como um marco na luta por seus direitos. Atualmente como uma data que também foi apropriada e, obviamente distorcida, pela comercialização capitalista, é muito comum que na maioria dos espaços de socialização o 08 de março se reduza a “comemorações”, felicitações pelo dia, entrega de presentes e flores, discursos vazios ou totalmente contrários à proposta inicial desse dia. Um exemplo é aquele discurso que alega “valorizar” as mulheres atribuindo o título de “guerreiras” porque são capazes de “dar conta” de serem donas de casa, mães, profissionais e ainda se manterem atraentes, delicadas, divertidas... A ideia é que as mulheres sejam convencidas por esse discurso e reproduzam o mesmo com o orgulho de quem se adaptou às regras e é reconhecida por fazer bem o seu papel.

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Imagem retirada da internet

Mas se refletirmos um pouco mais, podemos nos perguntar: se o que nos faz guerreiras é aguentar uma sobrecarga que nos é imposta e permanecer dentro de um padrão socialmente exigido, qual a conquista que há nisso? Não é reconhecimento, é dominação quando se associa o empoderamento das mulheres ao elogio daquilo que as explora. Não quero com essa afirmação negar a força que realmente encontramos na vida cotidiana, pelo contrário, apenas

reforçar que, para nós mulheres, nunca houve outra opção, quanto mais oprimidas, cobradas e sobrecarregadas, mais fortes temos que ser o tempo todo. E muitas vezes é dessa força que surge a necessidade de romper as correntes com as quais o machismo e os fundamentalismos nos aprisionam. Mas o que temos para comemorar quando o Brasil é o 5º país no ranking de feminicídio? Quando a cada 11 minutos uma mulher é estuprada? Quando ocorrem 5 espancamentos de mulheres a cada 2 minutos? Quando temos na presidência um golpista que no dia 08 de março faz um discurso oficial reduzindo a participação das mulheres ao lar e compras no supermercado, exibindo sem nenhuma vergonha na cara o que existe de mais estúpido e misógino na forma de tratar as mulheres,

EXPEDIENTE COORDENÇÃO Lídia Rodrigues SECRETÁRIA EXECUTIVA Labelle Rainbow ASSESSORES DE CONTEÚDO Paula Tárcia

Rodrigo Corrêa Rosana França DIAGRAMAÇÃO Tatiana Araújo

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rebaixando (ainda mais) o nível do país a uma piada internacional? Como é possível que tanta gente aguente coisas assim com tanta passividade? E as feministas que são chamadas de loucas?! Enquanto isso todas as bizarrices do machismo e do ódio às mulheres vão deixando suas marcas não só em palavras, mas em símbolos, nos espaços, na pele. A opressão e hipocrisia com a qual infelizmente ainda temos que conviver todos os dias pode até começar simplesmente com uma piada machista ridícula e sem graça, mas é a partir do silêncio sobre essas coisas aparentemente inofensivas e banais que desenvolvemos a tolerância para todas as outras, naturalizando o assédio, as desigualdades, a cultura do estupro... E só então quando uma mulher é assassinada pelo próprio companheiro é que muitos se escandalizam, como se o que provoca esse crime de ódio não tivesse suas raízes profundamente ligadas à desvalorização cotidiana das mulheres. Talvez a “loucura” das feministas seja justamente essa de encarar o cotidiano com um compromisso de não deixar passar machismo, racismo, homofobia e quaisquer que sejam as formas de violências que desvalorizam e MATAM mulheres todos os dias. É loucura porque não podemos ficar um minuto desatentas, é uma luta constante e muito mais hostilizada socialmente do que reconhecida. Caso contrário, as comemorações mercantilizadas e fúteis que pipocam nas escolas, nas associações de bairro, nos ambientes de trabalho, nos espaços de lazer, seriam substituídas por homenagens mais coerentes com a data em memória das mulheres que realmente lutaram por direitos e conquistaram sim os poucos que temos hoje, esses que sempre estiveram em constante ameaça e agora mais do que nunca pelos retrocessos políticos que estamos vivendo. O 08 de Março começou na clandestinidade, na ousadia de se organizar para sair às ruas, no rompimento do silêncio, no combate à dominação e exploração, e assim permanece para muitas que acreditam que só a Luta muda a vida! Sou grata a

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todas que antes de mim dedicaram suas vidas para alcançar os direitos e liberdades que temos hoje pra continuar em frente, denunciando e combatendo tudo o que nos ameaça e ainda limita o exercício de uma vida plena e livre de opressões. Nesse ano de 2017, a proposta central dos movimentos de mulheres organizadas no Brasil e no mundo para o 08 de março foi a Parada Internacional de Mulheres. Várias capitais, inclusive Fortaleza realizaram grandes manifestações contra a agenda regressiva de direitos do (des)governo golpista. Muitas declarações e notas dos movimentos de mulheres circularam nas ruas e redes sociais, manifestando as reflexões e reivindicações feministas na atual conjuntura política. Dentre estas, destaco, assino e reproduzo parcialmente abaixo a Declaração da Articulação de Mulheres Brasileiras (AMB): “Lutamos para barrar a Reforma da Previdência, pois o que está em xeque é o princípio da proteção social como direito para a classe trabalhadora e para as mulheres desta classe. A divisão sexual do trabalho nos responsabiliza pelas tarefas domésticas e isso nos gera mais horas de trabalho diário, menos tempo de descanso, menores rendimentos e somos maioria, sobretudo as mulheres negras, no trabalho informal e precarizado. Portanto, somos a parte mais explorada da classe trabalhadora: é sobre a superexploração da nossa força de trabalho, que o capital mais extrai seus lucros. O importante avanço que tiveram as trabalhadoras domésticas nos últimos anos, que representou maior proteção social, está fortemente comprometido com essa reforma. Reside aí o viés racista desta proposta, pois é a população negra feminina que se encontra majoritariamente nos subempregos, com baixos salários e com pouco ou nenhum acesso à previdência. Lutamos pelo fim do racismo, em todas as suas formas e expressões. Queremos eliminar o racismo institucional praticado pelo Estado e seus agentes públicos, que extermina e encarcera a juventude negra fora e

dentro dos presídios - inclusive as mulheres, que nos últimos 15 anos tiveram elevado em 567% o seu encarceramento; que promove e/ou permite o massacre das populações indígenas, quilombolas e ribeirinhas; que cala diante do avanço da violência contra as mulheres negras, sendo estas as maiores vítimas do feminicídio, violência doméstica e violência sexual. O racismo oprime, explora, adoece e mata, além de excluir a população negra e indígena dos espaços de poder e decisões políticas. Lutamos pelo fim da criminalização das mulheres quando precisam abortar, porque a penalização destas não resolverá a gravidez indesejada - um problema real que por vezes se instala em nossas vidas. Não há responsabilização dos homens; não há acesso fácil aos métodos contraceptivos; há falhas frequentes desses métodos criados pela tecnociência patriarcal, e nenhum deles é 100% seguro. O avanço do conservadorismo e do fundamentalismo impõe barreiras ao acesso a informações e educação, deixando as mulheres e também jovens e adolescentes, sem orientação sobre contracepção. Além disso, nós mulheres continuamos sujeitas a todo tipo de violência sexual: estupros, incestos, abusos sexuais, seja fora ou dentro da família. Sem falar no machismo expresso na resistência de homens que não querem usar a camisinha e/ou tentam manter suas companheiras sob seu controle negando-lhes o direito à autodeterminação reprodutiva. Lutamos pelo fim de todas as formas de violência: em casa, nas ruas, nas escolas, nos momentos de lazer e nos locais de trabalho. Lutamos contra o ódio às mulheres e às práticas de exploração e expropriação de nossos corpos que nos transforma em objeto e mercadoria. Seguiremos resistindo à prática da violência machista que tenta disciplinar nossos corpos e desejos e controlar nossas vidas." Não aceitemos nenhum direito a menos. Por uma vida livre de violências e opressões para todas as mulheres!

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MURALIDADE

Fique por dentro Porque o 8 de março é um dia de luta? Desde o final do século XIX, organizações femininas oriundas de movimentos operários protestavam em vários países. As jornadas de trabalho de aproximadamente 15 horas diárias e os salários medíocres introduzidos pela Revolução Industrial levaram as mulheres a greves para reivindicar melhores condições de trabalho e o fim do trabalho infantil, comum nas fábricas durante o período. Em 1945, a Organização das Nações Unidas (ONU) assinou o primeiro acordo internacional que afirmava princípios de igualdade entre homens e mulheres. Nos anos 1960, o movimento feminista ganhou corpo, em 1975 comemorou-se oficialmente o Ano Internacional da Mulher e em 1977 o "8 de março" foi reconhecido oficialmente pelas Nações Unidas.

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dICIONÁRIO DE DIREITOS HUMANOS Machismo: O machismo é o tipo de opressão que a sociedade patriarcal produz contra mulheres. Ele se expressa de diversas formas, das mais evidentes até as mais sutis. É considerado como pilar do Patriarcado, sustentado pela idea de que o homem/cis é um ‘‘ser superiro’’ e deve ocupar lugar de poder na opressão de gênero e por isso possui privilégios. Feminismo: Movimento social, político e filosófico, tem sua origem no século XIX, com as sufragistas, porém só se estruturou no início do século XX. Originalmente organizado e liderado por mulheres feministas, o feminismo tem como base central a luta contra a opressão de gênero, isto é, contra o patriarcado.

noticias

da rede

Você sabe o que é AMB? A AMB é uma organização política feminista, antirracista, não partidária, instituída em 1994 para coordenar as ações dos movimentos de mulheres brasileiras com vistas à sua consolidação como sujeito político no processo da IV Conferência Mundial sobre a Mulher – Igualdade, Desenvolvimento e Paz (ONU, Beijing, 1995). O Encontro Nacional de 1994 reuniu mais de 700 mulheres de todo o país, no Rio de Janeiro, e marcou o ápice desta que foi a primeira fase da AMB. No período pós-Beijing, a AMB afirma-se no campo dos movimentos sociais como uma organização que articula e potencializa a luta feminista das mulheres brasileiras nos planos local, nacional, latinoamericano e internacional. A AMB estabeleceu e mantém compromisso com a luta antirracista, anticapitalista e antipatriarcal, a AMB defende a liberdade afetiva e sexual de todas as pessoas, contrapondo-se à norma patriarcal da heterossexualidade e à prática da lesbofobia. E o direito à autodeterminação reprodutiva para as mulheres e o direito ao aborto.

Olá pessoal! Esse mês de março vai acontecer em Brasília nos dias 23 e 24 de março, a Oficina

www.anamovimento.blogspot.com

Nacional de Construção de Estratégias de Incidência Política e Metodologias para a Defesa dos Direitos

Humanos e Sexuais de Crianças e Adolescentes LGBT. Depois conto todas as novidades para vocês!!!

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entrevista

Nesse mês de março a Campanha ANA entrevistou a Viviana Santiago, que se coloca no mundo enquanto negra, mulher, nordestina, professora e mãe. Mãe solteira de um menino negro, sobrevivente, numa sociedade racista, machista e capitalista, sobrevive a todas as violações de direitos e luta pela construção de um mundo melhor e justo para todas as pessoas. Ela é ativista do movimento negro e do movimento de mulheres, em Pernambuco. É pedagoga e atua há mais de dez anos no Terceiro Setor com organizações internacionais. Atualmente é Gerente Técnica de Gênero na Plan International Brazil.

Desde quando a pauta dos direitos das mulheres tornou-se uma vivência efetiva na sua trajetória? Qual foi o clique que te despertou para essa defesa? Viviana Santiago: Eu acho que sempre senti aquela indignação, desde de criança me percebia muito indignada com a situação das mulheres que me arrodeavam, a dependência financeira, a vida atribulada com tanto trabalho doméstico. Tinha um incômodo, uma inconformação, uma vez quando eu ainda era bem pequena disse assim à minha mãe: Mãe eu acho que eu nunca quero me casar e quando ela bem espantada me perguntou porquê, eu disse que era porque eu tinha muito medo de deixar de ser Viviana, para ser "a mulher de alguém”, eu lembro que nem minha mãe entendeu isso, me disse para eu deixar de coisa e ir brincar. Mas o que eu quero dizer é que essa indignação já estava ali, todavia somente quando me aproximei do movimento negro fui aprendendo sobre

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essa condição de ser negra e mulher, aproximando-me do feminismo e do feminismo interseccional e isso abriu um mundo. Daí então comecei a nomear aquelas coisas, que sempre estiveram presentes em minha vida. ECA: O 8 de março, desde sua criação em 1910, vem consolidandose como um dos vários marcos históricos da luta das mulheres. Porque devemos ir para além dessa data? Viviana Santiago: Eu vejo o 08 de março como um dia de luta. É um dia que relembra cada uma de nós mulheres, a nossa existência, e traz à memória as que vieram antes de nós, que se insurgiram e pagaram um preço alto por isso. Essa é uma reflexão permanente, o 08 de março precisa ser todos os dias, isto é, precisamos trazer à memória as lutas do passado, buscar inspiração na resistência dessas companheiras que vieram antes, analisar o presente e buscar estratégias de enfrentamento da violência, construção de pautas e reivindicações. ECA: Você é da Equipe da Plan International. Nos Estados em que atua no Brasil e no mundo, vocês realizam algum trabalho com adolescentes? Nos conte um pouco sobre o trabalho desenvolvido pela Plan. Viviana Santiago: Sim, na Plan desenvolvemos um trabalho muito bacana com adolescentes. Nosso propósito, enquanto organização, é promover os direitos das crianças e a igualdade para as meninas. Nosso trabalho com adolescentes se dá em alguns eixos: promoção de direitos; fortalecimento de competências para a liderança, e; participação política para meninas, por meio do esporte e cidadania, direitos sexuais e reprodutivos. Atualmente temos mais de 15 projetos em andamento e promovemos a compreensão de adolescentes enquanto sujeitas e sujeitos de direito, desenvolvemos suas capacidades para participação em todos os processos de sua vida, isso inclui uma discussão de gênero, de novas masculinidades, que levem essas meninas e meninos a pensarem suas vidas, suas posturas. ECA: Em um estudo sobre feminismo e igualdade de gênero, realizado em 24

países e divulgado pela empresa IPSOS no mês de março, apontou que: 41% das brasileiras sentem medo de defender seus direitos em função do que pode acontecer com elas. Para você, o que esse dado revela? Viviana Santiago: Revela uma sociedade que maltrata mulheres, uma sociedade que pune e que mata mulheres. O medo das mulheres falar dos ambientes em que estão inseridas. Uma sociedade machista, patriarcal e misógina maltrata e silencia as mulheres. Mesmo nós, mulheres ativistas/militantes, lidamos com esse medo, afinal vivemos num país em que a cada 11 minutos uma mulher é estuprada, somos punidas somente pelo fato de sermos mulheres. ECA: A Medida Provisória (MP) nº 768, de 2 fevereiro de 2017, cria o Ministério dos Direitos Humanos, traz algumas mudanças para as políticas das mulheres e dos direitos de crianças e adolescentes. Que mudanças são essas e quais as ameaças que a MP representa à luta pela efetivação dos Direitos Humanos no País? Viviana Santiago: Aqui eu só gostaria de chamar atenção para um aspecto: aquele da invisibilização, o que conseguimos nos últimos anos foi o posicionamento das demandas de mulheres e das crianças, trouxemos para o status de seriedade dentro das dinâmicas e programas de governo, o mesmo aconteceu com a questão racial, por exemplo. O que se vê agora é um esfacelamento dessa caminhada e a subalternização dessas questões. ECA: No ano passado, a Lei Maria da Penha completou 10 anos. Embora tenham ocorridos avanços significativos, segundo o mapa da violência, os homicídios de mulheres negras aumentaram 54%, enquanto o número de homicídios de mulheres brancas caiu, nesse período de dez anos, no Brasil. Na sua visão, que é preciso avançar na aplicação desta lei? Viviana Santiago: A incorporação da dimensão de raça, na elaboração e implementação de políticas públicas e leis no Brasil. Nós vivemos num país racista que tem uma profunda dificuldade de se reconhecer e nesse sentido de nomear racista a violência estrutural, que afeta a população negra. No caso de mulheres negras, acontece uma dupla discriminação: são mulheres violentadas pelo patriarcado e negras violentadas pelo sistema de opressão racista. Vejam a entrevista na integra no Blog da Campanha Ana.

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Fica dica

Livros Eu sou Malala, de Malal Yousafzai

Filmes She's Beautiful When She's Angry She's Beautiful When She's Angry é um documentário que conta um pouco sobre o movimento feminista entre 1966 e 1971. Ele é curto, por volta de uma hora e meia, mas consegue nos dar uma visão geral de como as coisas eram naquela época. Feminicídio, estupro, sexualidade feminina, contracepção, aborto, esterilização, maternidade e liderança são alguns dos assuntos abordados por ele, coletando depoimentos de vários nomes importantes para o movimento. Em 20 minutos de documentário, eu já estava doida para comentar sobre ele com alguém.

As sufragistas No início do século XX, após décadas de manifestações pacíficas, as mulheres ainda não possuem o direito de voto no Reino Unido. Um grupo militante decide coordenar atos de insubordinação, quebrando vidraças e explodindo caixas de correio, para chamar a atenção dos políticos locais à causa. Maud Watts (Carey Mulligan), sem formação política, descobre o movimento e passa a cooperar com as novas feministas. Ela enfrenta grande pressão da polícia e dos familiares para voltar ao lar e se sujeitar à opressão masculina, mas decide que o combate pela igualdade de direitos merece alguns sacrifícios.

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Eu Sou Malala é a biografia da mais jovem candidata a ganhar o Prêmio Nobel da Paz, Malala Yousafzai, que se tornou um grande símbolo feminista na atualidade. Em 2012, após a tomada do vale do Swat pelo Talibã, o acesso à educação se tornou extremamente restrito. Lutando por seu direito, Malala continuou indo à escola, até que um atentado quase tirou sua vida. Após contrariar qualquer expectativa médica sobre uma possível recuperação, Malala se tornou um símbolo global de protesto pacífico por lutar pelo direito de meninas à educação.

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Boletim da ana edição 56 -- 8 de Março  

Um dia de luta que não se esgota. Entrevista: lute como uma mulher Giro de noticias Dicas de filmes e livros e muito mais

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