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2016

Ano III - Nº 49 - Agosto de 2016

ANA

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Dia da Visibilidade Lésbica Reprodução da foto de BeijATO, página do Facebook

Por Lídia Rodrigues, Coordenação da Campanha ANA Em 29 de agosto de 1996, aconteceu o primeiro SENALE (Seminário Nacional de Lésbicas) no Rio de Janeiro. Nessa data, foi criado o dia nacional da Visibilidade Lésbica e, desde então, diversas ativistas se mobilizam nesse período para ampliar a visibilidade das mulheres lésbicas e bissexuais. Mas daí você pode perguntar: por que essa data é importante? Já não existe um dia do orgulho LGBT, um dia para combater a homofobia, aí vem mais uma data? Não é exagero? A resposta é não! Como vivemos em uma sociedade extremamente patriarcal, todas as questões que envolve as mulheres são bem mais invisíveis. Você parou pra pensar, por exemplo, que as Paradas pela Diversidade Sexual são chamadas de Paradas Gay por muitas pessoas? Isso pode parecer um acaso, mas não é, e traz sérias implicações para a vida das mulheres lésbicas e bissexuais. Por exemplo, se as lésbicas não estão visíveis na sociedade, suas expressões sexuais e de afeto são mais marginalizadas, as políticas públicas, como de saúde , não vão levá-las em consideração, e ainda há a construção extremamente estereotipada dos seus relacionamentos e comportamentos sociais.

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Outra questão que temos que atentar é que as mulheres sofrem durante toda a vida uma série de interdições, como a de conhecer e experimentar o seu corpo, de vivenciar a política, os espaços públicos, etc. Se a mulher for lésbica, haverá uma somatização a essas opressões, pois ela transgrediu a norma patriarcal que determina que sua sexualidade deve ser exclusivamente para reprodução ou prazer masculino. Isso acarreta uma série de comportamentos violentos contra as lésbicas, chegando a extremos como o estupro corretivo. Se somarmos o ser mulher e lésbica ao fato de ser adolescente, temos um cenário ainda mais

complexo, pois essa mesma sociedade centraliza todo o poder nos adultos e nega às crianças e aos adolescentes o direito de desenvolver sua liberdade e autonomia. Dia 29 de agosto é o dia para darmos visibilidade a todas essas questões. Lembrar ao país que as lésbicas existem e precisam ser respeitadas!

Expediente Coordenação Lídia Rodrigues Secretária Executiva Labelle Rainbow Assessores de Conteúdo Paula Tárcia Rodrigo Corrêa Rosana França Diagramação Ed Borges

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Conhecendo

a Rede

ABL e LBL A Articulação Brasileira de Lésbicas (ABL) é uma articulação de mulheres lésbicas, bissexuais e transexuais que tem como objetivo principal qualificar politicamente novas lideranças, promovendo a criação e a manutenção de grupos ou núcleos de mulheres e/ou grupos mistos, além do fortalecimento da rede, para que estas assumam a luta por nossos direitos. Já a Liga Brasileira de Lésbicas (LBL) é uma expressão do movimento social, de âmbito nacional, que se constitui como espaço autônomo e não institucional de articulação política, anticapitalista, antirracista, não lesbofóbica e não homofóbica e de articulação temática de mulheres lésbicas e bissexuais, pela garantia efetiva e cotidiana da livre orientação e expressão afetivo-sexual, fortalecendo o movimento de lésbicas, respeitando e trabalhando as especificidades e a integralidade do ser humano.

Giro

DE NOTÍCIAS

A Olimpíada Rio 2016 foi a que registrou maior representação LGBT declarada de atletas e técnicos. Nos jogos deste ano, foram 64 atletas e membros do corpo técnico assumidamente LGBT, até 12 de agosto, o maior número da história. Na delegação brasileira, são 6 atletas LGBT, incluído Rafaela Silva, que é lésbica e foi medalha de ouro no judô. É importante destacar que isso está longe de ser um número verdadeiro de atletas e técnicos LGBT, pois muitos ainda têm certo receio de se declararem LGBT, com medo de sofrem preconceito. Por isso, é importante estarmos atentos para que possamos combater todos os tipos de LGBTfobia. Que venham as próximas olimpíadas e que nenhum atleta e nenhum técnico tenha medo de assumir sua orientação sexual.

Fique por DENTRO

Olá, pessoal! No próximo mês, vamos ter um boletim com cara nova e com várias novidades. Mas nosso boletim ainda vai continuar sendo o nosso espaço para colocar a boca no mundo!!! Aguardem!

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A rede ECPAT Brasil está realizando campanha no Rio de Janeiro e distribuindo, em vários pontos da cidade, um cartão postal do tipo mica, alertando sobre a exploração sexual de crianças e adolescentes. A iniciativa faz parte da campanha “Respeitar, Proteger e Garantir – Todos Juntos pelos Direitos das Crianças e Adolescentes”. A distribuição começou antes do início dos Jogos Olímpicos Rio 2016 e prossegue até o encerramento dos Jogos Paralímpicos. A meta da campanha é envolver toda a sociedade e o máximo de instituições, governos e organizações da sociedade civil, durante a maior competição esportiva do mundo, na prevenção de violações de direitos de crianças e adolescentes. Fonte: http://ecpatbrasil.org.br/

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Instagram da ANA Envie suas fotos para o Boletim da Campanha ANA Para enviar as fotos é simples. Basta marcar a Campanha ANA nas suas fotos com a frase #ANA_INSTAGRAM com uma pequena legenda que iremos publicar em nossas redes e no Boletim mensal da campanha. Para seguir o perfil da ANA Acesse: http://instagram.com/anamovimento

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Fica dica

Livros Ciranda de Pedra, de Lygia Fagundes Telles

Filmes Pariah (2011) Alike (Adepero Oduye) é uma adolescente do Bronx que tem que decidir se deve expressar abertamente sua sexualidade para a família ou se deve se conformar com os planos traçados para ela por seus pais. O filme foi premiado no Festival de Sundance de 2011.

Romance de estreia da autora, de 1954, o livro acompanha as transformações identitárias e familiares que ocorrem na vida da jovem Virgínia e as descobertas afetivas que ela faz. A partir do olhar dela, os leitores veem se desenrolar os dramas ocultos de uma família rica. O livro traz personagens femininas que ocupam diferentes posições daquelas que geralmente se encontram em textos escritos por homens.

Amor por direito (2016) O filme retrata a relação de amor da policial Laurel Hester (Julianne Moore) e da mecânica Stacie Andree (Ellen Page), que veem seus mundos abalados após Laurel ser diagnosticada com um câncer terminal. Preocupada com o futuro da companheira, Laura deseja que Stacie receba os benefícios da pensão da polícia, mas ela esbarra nas autoridades que se recusam a reconhecer sua relação homoafetiva.

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