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Janeiro–Fevereiro–Março 2017 (Trimestral) — 3€ (IVA incluído)

ANO XXVIII Nº 99

SUSTENTABILIDADE MODA OU EXIGÊNCIA DA SOCIEDADE?

Revista da Associação Portuguesa dos Industriais de Alimentos Compostos para Animais – IACA


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ALIMEN TAÇÃO AN IMAL


ALIMENTAÇÃO ANIMAL EDITORIAL

SUSTENTABILIDADE E EQUILÍBRIO

ÍNDICE 03 EDITORIAL 04 SUSTENTABILIDADE 16 OPINIÃO 22 INVESTIGAÇÃO 36 SPMA PLANO DE AÇÃO 40 2017 44 IN MEMORIAM 45 NOTÍCIAS NOTÍCIAS DAS 48 EMPRESAS 50 AGENDA

O mundo actual enfrenta uma série de desafios que implica alterações nos comportamentos. Quando falamos de sustentabilidade temos que ter em conta o sentido do termo. E se existem conceitos aceites por todos, que têm a ver com a relação do homem com o meio ambiente, também posso afirmar que sustentabilidade significa capacidade de repor aquilo que consumimos. É nesse sentido que quero direccionar estas breves linhas sobre um tema, que tem muito para abordar, com diferentes conotações, e que é da maior actualidade. Sabemos que o défice de recursos naturais é o maior desafio que se coloca à Humanidade. Existem estudos que salientam que o consumo de recurAntónio Santana sos naturais é, hoje, superior à capacidade de produzir Diretor da IACA através de métodos naturais do planeta Terra, os alimentos de que necessitamos. Esses mesmos estudos referem que cerca de 80% do consumo é da responsabilidade de 20% da população mundial o que pode significar elevados desequilíbrios entre continentes, países e povos. É, por isso, importante a busca de equilíbrios sociais, económicos e políticos. Sociais, procurando a inclusão dos povos mais pobres, equilibrando os rendimentos per capita, possibilitando acesso à alimentação, à saúde e à formação. Económicos, procurando produzir de acordo com as capacidades do planeta e recorrendo à tecnologia e ao conhecimento para encontrar formas de alimentar a população mundial diminuindo o desgaste do planeta. Neste ponto, é importantíssimo assumir que a tecnologia deve ser amiga do ambiente proporcionando métodos capazes de aumentar a produtividade do solo sem o esgotar. É importante que essas tecnologias e métodos sejam acompanhados de valores éticos e de responsabilidade, que tranquilizem a sociedade, sendo igualmente importante criar protocolos de responsabilidade que sejam motores de confiança. É, neste caso que, na minha perspectiva, as políticas têm que ser trabalhadas a nível global. O mundo actual necessita de consensos no que se refere ao uso das tecnologias e métodos capazes de melhorarem a produtividade dos animais, sementes e outros recursos naturais. O mundo actual necessita, também, de definir políticas capazes de assumir que existem alterações demográficas e climatéricas que obrigam a alterar o “status quo”. É necessária, então, uma abertura mental para as mudanças que têm que ser feitas. Deste modo usar os recursos e capacidades do planeta, com ética e valores que salvaguardem o homem e o ambiente, é a chave para o equilíbrio necessário. Como assumimos com os eventos de janeiro, em Lisboa, a assinatura do Memorando de Entendimento sobre a soja responsável, no âmbito do Projeto Soja Plus, no Brasil, ou o Workshop sobre Sustentabilidade, realizado em conjunto com a FEFAC, é este o caminho que a nossa Indústria está a percorrer, de uma forma responsável, como se demonstra nesta edição, que antedece o número 100 da Revista “Alimentação Animal”, e é por aí que deve caminhar. Responsabilidade e Sustentabilidade como um desafio da Sociedade, conscientemente assumido e irreversível. Não uma moda passageira, porque as gerações vindouras não nos iriam perdoar. A L I ME N TAÇÃO A N I M A L

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ALIMENTAÇÃO ANIMAL SUSTENTABILIDADE

SUSTENTABILIDADE: MODA OU EXIGÊNCIA SOCIAL? Há alguns anos atrás, não muitos, tínhamos a consciência de que as questões da Sustentabilidade mais diretamente ligadas aos mercados e às escolhas dos consumidores, era uma “coisa”, uma “mania” ou problema dos países do Norte da Europa mas a globalização dos mercados, das ideias ou posições, através das redes socais, os movimentos ambientalistas, a mobilidade social, as crises alimentares, políticas públicas, os discursos de instituições intergovernamentais ou internacionais, a defesa do ambiente, a desflorestação, a pegada de carbono e as alterações climáticas, com problemas sanitários emergentes ou a severidade dos fenómenos climatéricos, sem esquecer a urbanização e a desertificação crescente de muitas zonas do mundo, igualmente em Portugal, trouxe esta questão, também ligada ao desperdício, para o centro da agenda política e social. E também

ção animal, em finais de 2015, acedemos ao pedido da FEFAC de nos juntarmos ao Projeto no sentido de reforçar os contactos com a soja proveniente do Brasil, no âmbito da Soja Plus (soja sustentável), em 2016 estivemos no Brasil por diversas vezes em reuniões do Comité Diretor e na Assembleia Geral do RTRS, confirmando-se que a procura de matérias-primas sustentáveis ou produzidas de uma forma responsável, não é apenas uma exigência dos países do Norte ou uma “moda” mas uma exigência da Sociedade e cada vez mais solicitada pelos consumidores e naturalmente pelas cadeias de retalhistas. Para além do Brasil, estivemos na China a convite da USSEC, que está a desenvolver a sua soja no âmbito do Protocolo SSAP, com a IACA a representar a FEFAC e a falar do Projeto de Benchmarking FEFAC sobre este tipo de soja.

económica. Este não é, de resto, um tema que trazemos a esta Revista pela primeira vez; já em 2013, na edição nº 85 da “Alimentação Animal” tivemos um Tema de Capa e uma publicação dedicada aos “Desafios da Sustentabilidade”. A “novidade” é que existe, de facto, uma nova consciência e uma afirmação deste processo, até porque não existem recursos suficientes no Planeta para alimentar toda a população que se perspectiva a nível mundial e todos queremos deixar um mundo melhor para as gerações vindouras. A novidade, é que estas questões ainda não tinham chegado aos mercados, às escolhas e preferências dos consumidores. A uma nova postura das empresas e, tal como já hoje acontece com a segurança alimentar, um pré-requisito para a competitividade. Assumindo de que seria um processo irreversível também em Portugal e no Sul da Europa, e procurando que esta estratégia não criasse uma pressão no mercado das principais matérias-primas para a alimenta4 |

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Assinatura do Memorando


Um pouco por todo o mundo e na União Europeia, a Sustentabilidade ganha maior importância e mesmo em França, os nossos congéneres da EUROFAC estão a desenvolver um Projeto DURALIM, cujo objetivo vai para além dos que já existem a nível mundial (soja e óleo de palma) mas que se estendem à generalidade das matérias-primas para a alimentação animal. Sem esquecer que este é um dos principais objetivos da revisão da PAC pós 2020 e um dos pilares da FEFAC na sua Visão 2030.

ginosas, bem como as questões ligadas à pegada ecológica e os desafios que temos pela frente. No segundo Painel, dedicado às “Principais Iniciativas das Cadeias de Abastecimento e a Perspetiva Portuguesa sobre o Desenvolvimento Sustentável da Produção Pecuária”, moderada por Jaime Piçarra (IACA), Endrigo Dalcin (APROSOJA) falou do Programa Soja Plus, Fabio Trigueirinho (ABIOVE) da produção sustentável da soja brasileira e os Professores do ISA, José Pimentel,

da sustentabilidade da produção de proteínas em Portugal e José Manuel Lima Santos, sobre a produção pecuária e as alterações climáticas. Em ambas as Sessões, muitas questões e um debate vivo e animado, mostrando um grande interesse por uma temática de grande atualizada e que tem um enorme espaço de sinergias entre a Universidade e as empresas. As apresentações relativas a este evento encontram-se disponíveis no site da

Mesmo em Portugal, algumas cadeias de distribuição já começam a abordar estes temas na relação com os fornecedores e o tema começa a ser relevante na produção agro-alimentar. O objectivo da IACA foi e será o de ajudar a implementar o Projeto Soja Plus no Brasil e evitar que os custos de aprovisionamento sejam mais elevados com este tipo de produção, pelo que os agricultores têm de ser ajudados pelas políticas públicas no sentido de adotarem práticas agrícolas mais responsáveis e amigas do ambiente. Na sequência de todo este trabalho, no dia 19 de janeiro de 2017, foi assinado em Lisboa, na Embaixada do Brasil, um Memorando de Entendimento entre as FEFAC, FEDIOL, APROSOJA, ABIOVE e IDH sobre a Soja Plus que vai vigorar até 2021. Realizámos igualmente, em conjunto com a FEFAC e a colaboração do ISA, no dia 20 de janeiro, um Workshop FEFAC/ IACA sobre Sustentabilidade. Depois da Abertura, em que intervieram a Presidente do ISA, Amarilis de Varennes e a Presidente da IACA, Cristina de Sousa, Alexander Döring (FEFAC), moderou o primeiro Painel, sobre a Visão e o Plano de Ação da Sustentabilidade da Cadeia Alimentar da União Europeia. Angela Booth (FEFAC), Nathalie Lecocq (FEDIOL) e Nicolas Martin (FEFAC) explicaram as posições da Indústria da alimentação animal e extratora de oleaA L I ME N TAÇÃO A N I M A L

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ALIMENTAÇÃO ANIMAL SUSTENTABILIDADE

IACA. através da ligação http://tektix2. com/index.php/destaque/imprensa Agradecemos, uma vez mais a presença de tão elevado número de participantes, incluindo convidados estrangeiros – quer porque estiveram em Portugal na assinatura do MoU e porque realizámos igualmente em Lisboa o Comité da FEFAC “Alimentos para Peixes” – e a forma como decorreu o Workshop, agradecendo, em nome da IACA e da FEFAC, os elogios e estímulos de apoio que recebemos. Uma palavra de agradecimento para o Conselho Diretivo do ISA, nas Professoras Amarilis de Varennes e Cristina Queda e Equipa técnica que asseguraram toda a logística, para todos os oradores das diferentes entidades (ISA, FEFAC, FEDIOL, APROSOJA, ABIOVE) e para os sponsors AQUASOJA e IDH. Aliás, quem como nós, visitou em finais de março a FIGAN, em Saragoça, concluiu que não existe hoje empresa que não tenha no seu plano de marketing e comunicação a palavra ou slogan “sustentabilidade” de uma forma direta ou indireta. A questão é que temos de encontrar uma definição mais uniforme e inclusiva e assumirmos todos – ONG e decisores políticos incluídos – que, antes de mais, para serem sustentáveis, as empresas têm de ser viáveis do ponto de vista económico, para criar emprego e valor, e que as regras e compromissos assumidos, têm de ser cumpridos a nível global e, sobretudo, no quadro dos acordos comerciais. Como deixamos bem vincado igualmente no Editorial, o tema da Sustentabilidade não é uma moda. É, definitivamente, uma exigência da Sociedade. 6 |

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Workshop FEFAC / IACA


UNIÃO EUROPEIA RECONHECE A PRODUÇÃO DA SOJA DO MATO GROSSO COMO SUSTENTÁVEL A assinatura de um Memorando de Entendimento

reconhecido com um programa de produção

(MoU, na sigla em inglês) entre a Associação

sustentável, ou seja, é o passaporte da soja

dos Produtores de Soja e Milho de Mato Grosso

brasileira para o mercado europeu. Assim

(Aprosoja), a Associação Brasileira de Indústria

como foi com a China, a concretização deste

de Óleos Vegetais (Abiove), a Federação Europeia

memorando é um momento histórico para

dos Fabricantes de Rações (Fefac), a Federação

a entidade e também a confirmação de um

Europeia de Óleo Vegetal e Proteínas (Fediol)

trabalho árduo que fazemos quotidianamente

e a Iniciativa para Comércio Sustentável (IDH)

em campo”, afirma Endrigo Dalcin, presidente

inaugura um novo capítulo na relação entre a

da Aprosoja.

soja mato-grossense e a União Europeia.

Em abril de 2016, a Aprosoja assinou um Memo-

O documento, assinado no dia 19 de Janeiro

rando de Entendimento do programa Soja Plus

na Embaixada do Brasil em Lisboa, reconhece

com a China Soybean Industry Association (CSIA),

o programa Soja Plus como o caminho mais

órgão ligado ao Ministério da Agricultura chinês e

adequado para se estabelecer e, futuramente,

que conta com 700 associados, entre produtores

reconhecer que a soja mato-grossense é sus-

rurais, processadores e traders.

tentável, segundo diretrizes da própria FEFAC.

O presidente da Fediol, Henri Rieux, comenta

Desenvolvido em 2011, numa parceria entre

sobre a assinatura. “O ponto forte deste acordo

Aprosoja e Abiove, o Soja Plus tem por finalidade

é que empresas importantes estão a compro-

a melhoria contínua das condições sociais, de

meter-se com uma abordagem em cadeia para

trabalho e ambiental nas fazendas produtoras

lidar com a questão da produção sustentável de

de soja. No Mato Grosso, primeiro estado a

soja no Brasil e a aceitação desses produtos na

implantá-lo, o crescimento do Soja Plus nos

Europa. Estamos confiantes de que esse diálogo

últimos cinco anos foi de 78% em número de

aprimorado terá um impacto positivo e nos

participantes.

permitirá atender melhor às necessidades das

Atualmente, 1.084 agricultores mato-grossenses

partes interessadas na Europa”.

participam no programa, e o objetivo é chegar a

“Com este acordo, podemos apoiar proativamente

1.300 até final de 2017. Também fazem parte do

avanços de agricultura sustentável no nível das

programa, Mato Grosso do Sul, Bahia e Minas

explorações de soja no Brasil e nos aproximar

Gerais. Outra meta da Aprosoja e da Abiove

mais de uma transição de mercado convencional

é que outros Estados brasileiros que tenham

do fornecimento físico de soja responsável para

produção de soja implantem o programa.

a Europa”, destaca Ruud Tijssens, presidente

“Passaporte” – Para a Aprosoja, a assinatura do

da FEFAC.

Memorando de Entendimento é o reconhecimento

Aprosoja – A Associação dos Produtores de

internacional do Soja Plus como um programa

Soja e Milho de Mato Grosso (Aprosoja) é

de soja sustentável.

uma entidade que congrega mais de 5.000

Segundo dados da Secretaria de Comércio

agricultores. Criada em 2005, é uma organi-

Exterior (Secex), em 2016, 21,66% da soja do

zação do terceiro setor focada na busca de

Mato Grosso foi exportada para a Europa – um

programas e iniciativas que garantam segurança

aumento de 57,9% em relação ao registado

jurídica para a atividade agrícola e que levem à

em 2013. Em toneladas, a Europa importou

sustentabilidade do cultivo de soja no estado.

3.078.643 toneladas de soja mato-grossense

Atualmente, a Aprosoja abrange 9.396.349 de

no ano passado.

hectares de área plantada com soja e um volume

Em 2016, os três maiores consumido-

de 30.469.579 toneladas produzidas do grão,

res foram Espanha (912.663 toneladas),

colocando-a como representante de 9,02% da

Holanda (826.466 t) e Noruega (281.897 t).

soja mundial. Os dados são do IMEA, relativos

“Com a assinatura, o Soja Plus passa a ser

à campanha 2016/17. A LI ME N TAÇÃO A N I M A L

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ALIMENTAÇÃO ANIMAL SUSTENTABILIDADE

APRENDER COM AS CRISES Se olharmos para os últimos 15 anos, concluí-

Temos hoje preços ao consumo cada vez mais

mos que a evolução do setor agroalimentar e,

baixos, devido, em grande parte, ao funciona-

naturalmente, da Fileira Pecuária, foi marcada

mento da cadeia alimentar, às sucessivas pro-

por duas alterações fundamentais: do lado da

moções, e à pressão dos consumidores, baixa

oferta, a sofisticação dos processos de produção

inflação para conter taxas de juros que promo-

e de fabrico nas diferentes fases e operadores

vam o investimento e o crescimento económico,

da fileira, devido às imposições legais ao nível

e cada vez mais restrições a montante. O consu-

da segurança alimentar na sequência das cri-

midor tem hoje uma panóplia de produtos e de

ses (dioxinas, nitrofuranos, BSE) – sem paralelo

conceitos, a mobilidade, quer profissional, quer

fora da União Europeia, mas que foram fazendo

pela pressão do turismo, acentua estas caracte-

Jaime Piçarra

alguma “escola” a nível mundial – , e, do lado da

rísticas, os mercados dependem cada vez mais

Eng. Agrónomo

procura, as exigências e pressões dos consu-

das exportações ao nível global, sendo certo que

midores ou dos supermercados, cada vez mais

nos próximos anos – por efeito do crescimento

atentos e sofisticados, supostamente informa-

da população e de melhoria de rendimento das

dos (não raras vezes mal informados), em que as

classes médias dos países emergentes – temos

preocupações e perceções são amplificadas pela

de aumentar as produções de carne, leite e ovos

comunicação social, partidos políticos, movimen-

mas também é preciso agir, contrariar esta ten-

tos ambientalistas e antiglobalização e, cada vez

dência de desacreditar o consumo de carne e

mais, pelas redes sociais.

leite, mostrar que os produtos respondem às

Nos dias de hoje, temos de ter a noção que

preocupações colocadas a nível nacional, euro-

qualquer dossier ou projeto legislativo é “escru-

peu ou mundial. Que não existem produtos bons

tinado” por todos, opinião pública e publicada,

ou maus, mas dietas que não são equilibradas,

maior ou menor populismo, e temas como o

são os excessos que colocam em causa a per-

bem-estar animal, o ambiente e alterações

ceção de uma alimentação saudável, e que as

climáticas (CO2, pegada de carbono, emissões

estratégias setoriais apostam na verdade, na

de gases com efeito de estufa), a biotecno-

confiança e credibilidade e que se preocupam

logia, gestão dos recursos, sustentabilidade,

com as pessoas e o mundo em que vivemos,

biocombustíveis ou a resistência aos antibió-

com políticas sustentáveis e responsáveis da

ticos, alimentação saudável, estilos de vida e

parte das empresas.

obesidade dominam o quotidiano e têm de ser

Nesta perspetiva, assumindo que a alimentação

tidos em linha de conta ao refletirmos sobre o

animal representa o principal custo de produção

futuro e estratégias setoriais, ou na definição

das explorações pecuárias e que é determinante

de políticas públicas. Veja-se, por exemplo, a

no bem-estar animal e para a segurança dos pro-

revisão da PAC pós 2013, cuja discussão pública

dutos de origem animal, temos que aprender com

foi parte integrante do então Comissário Dacian

as crises e apostar num paradigma de diferencia-

Ciolos, abrindo o debate à Sociedade Civil, para

ção, inovação e uma nova “postura”, em Portugal

a legitimar e assim vai acontecer com a PAC pós

e na Europa, ao nível da qualidade e de uma nova

2020, cujo debate se vai iniciar em janeiro, num

Visão da Indústria, que deve estar assente em

processo que se acelerou com as crises do leite

3 eixos: segurança alimentar, nutrição animal e

e da carne de porco – e atualmente dos cereais

sustentabilidade.

e, em parte, da carne de bovino – depois de

Aqui, a responsabilidade na aquisição de maté-

muitas medidas e apoios da ordem dos 1 000

rias-primas é fundamental, mostrando que a

milhões de €.

sociedade solicita cada vez mais, a nível mundial,

Um tema a que voltaremos em breve para uma

a compra de matérias-primas assentes em deter-

reflexão sobre o futuro da Política Agrícola

minados critérios, respeitando as boas práticas

Comum!

agrícolas e ambientais e a relação com as comu-

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nidades locais. Tendo como exemplo a soja,

que a todos preocupa: o da resistência

camente eficiente, para enfrentar novos

a “sustentabilidade”, enquanto critério de

antimicrobiana, do PANRUAA e dos obje-

desafios, sobretudo nestes tempos con-

diferenciação do negócio, é cada vez mais

tivos de reduzir a utilização de antibióticos

turbados que se avizinham.

solicitada pelas cadeias de distribuição,

nas explorações, uma utilização prudente

Uma vez mais os termos chave: Respon-

sobretudo nos países do Norte da Europa

e responsável.

sabilidade e Confiança, em todos os ope-

e o tema começa a despertar um pouco

O porco.pt que se está a delinear, “as vacas

radores da Fileira, desde a produção de

por todo o Mundo, com destaque para os

felizes”, nos Açores, a recente iniciativa

matérias-primas até ao consumidor final.

“novos consumidores”. As preocupações

do Clube dos Produtores de Trigo Duro

Afinal, temos bons produtos, nutricional-

ambientais representam igualmente uma

com o pão “100% de cerais do Alentejo”,

mente aceites e saudáveis, apesar dos

oportunidade para enveredarmos por esta

ou iniciativas que se multiplicam, inte-

mitos que há que alterar, e que têm de ir

estratégia, que tem de ser partilhada por

grando também a IACA e colaborações

ao encontro das exigências e necessidades

todos os agentes da Fileira.

com o INIAV e entidades ligadas ao meio

do atual consumidor.

De facto, a alimentação tem sido impor-

académico e universitário, ou seja apos-

Saibamos, em conjunto, valorizar a produ-

tante, a par da genética, para o maneio, pro-

tas claras na investigação, inovação e

ção nacional, criar valor em toda a cadeia,

dutividade, índices de conversão e melhoria

desenvolvimento, para além do enorme

promovendo o emprego e reforçando o

das condições sócio económicas e da efi-

e louvável trabalho que está a ser feito

nosso papel no Mundo Rural. E com uma

ciência produção animal e, cada vez mais,

noutras áreas, da avicultura à cunicultura,

Administração Pública que promova mais

com uma alimentação de precisão, é con-

serão seguramente uma resposta e uma

simplificação, agilidade e cumplicidade, é

dição fundamental para o sucesso da pro-

forma de dizermos “presente” e de que

possível enfrentar esses Desafios. Afinal,

dução pecuária em Portugal. Temos ainda

aprendemos com a crise, que é possível

aprendemos ou não com as Crises?

de relevar, nesta estratégia, um problema

termos uma produção pecuária ecologi-

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ALIMENTAÇÃO ANIMAL SUSTENTABILIDADE

GUIA DA FEFAC PARA AQUISIÇÃO DE SOJA 1. Quais são as Diretrizes para a Aquisição de Soja? As Diretrizes para a Aquisição de Soja são um conjunto abrangente de requisitos que refletem aquilo que a FEFAC considera serem os critérios para qualquer esquema ou norma que afirma fornecer “soja responsável”. As Diretrizes compreendem 59 critérios segmentados pelos seguintes princípios: • Conformidade legal • Condições de trabalho responsáveis • Responsabilidade ambiental • Boas práticas agrícolas • Respeito pela utilização legal da terra • Proteção das relações comunitárias As Diretrizes são essencialmente uma recomendação profissional sujeita a adoção voluntária. Assim, não deverão ser confundidas com uma norma recém-desenvolvida. A FEFAC não pretende determinar quais os operadores de mercado com um p ​ rograma para soja responsável devem ser envolvidos. No entanto, com as suas Diretrizes para a Aquisição de Soja, a Indústria Europeia dos Alimentos Compostos torna os seus critérios de base claros. Para verificar, com transparência, se um programa para soja responsável cumpre ou não os critérios das Diretrizes, a FEFAC lançou juntamente com o ITC (Centro de Comércio Internacional)1 uma plataforma de benchmarking online. 2. Por que motivo a FEFAC desenvolveu as Diretrizes para a Aquisição de Soja? Existe atualmente uma grande variedade de programas de sustentabilidade disponíveis para compradores de soja responsável (agricultor, empresa privada, indústria, programas comerciais e multilaterais). Existiu, contudo, pouca clareza sobre as diferenças e semelhanças entre eles. Isto dificultou a tarefa dos intervenientes no mercado de determinarem um nível adequado de responsabilidade e compreenderem o grau de exigência de cada um destes diferentes programas. O objetivo das Diretrizes para a Aquisição de Soja da FEFAC e do sistema de benchmarking personalizado do ITC é fornecer transparência aos operadores interessados ​​na aquisição de soja responsável. Além disso, a FEFAC espera que as Diretrizes facilitem a criação de uma oferta física de mercado em massa de soja responsável para a UE.

O Centro de Comércio Internacional, ITC, é uma agência das Nações Unidas e OMC.

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3. Como foram desenvolvidas as Diretrizes para a Aquisição de Soja? Os especialistas da FEFAC definiram os seis princípios acima mencionados (conformidade legal, condições de trabalho responsáveis​​, etc.) após uma análise minuciosa de sistemas e programas de “soja responsável” e traduziram-nos em critérios e indicadores específicos. Além disso, foram tidos em conta a experiência do mercado com impacto na vida real ao nível do agricultor e os relatórios sobre a facilidade prática de utilização. Após uma consulta em circuito fechado junto de organizações fornecedoras no Brasil, Argentina e Estados Unidos, teve lugar uma consulta pública com base numa versão preliminar das Diretrizes lançada em março de 2015. Com base nos comentários construtivos recebidos de ONG, proprietários de programas para Soja Responsável, associações industriais e retalhistas, a FEFAC acrescentou 5 critérios essenciais e 3 critérios desejados à versão final das Diretrizes publicada em 11 de agosto de 2015. Ao disponibilizar todos os comentários das partes interessadas e comentários individuais da FEFAC no seu sítio web, a FEFAC atuou com total transparência. 4. Que critérios são definidos nas diretrizes? As Diretrizes da FEFAC incluem um conjunto abrangente de critérios sociais e ambientais para o cultivo de soja responsável e recomendações de boas práticas agrícolas. A conformidade legal, incluindo uma verificação adequada, é o ponto de partida. Estão cobertos todos os direitos humanos e os principais critérios sociais que podem ser encontrados nas principais Convenções da OIT e nos programas avançados de sustentabilidade para bens agrícolas (inexistência de trabalho infantil, inexistência de trabalho forçado, inexistência de discriminação, igualdade de remuneração, trabalho extraordinário, salários justos, trabalho saudável e seguro, liberdade de associação e negociação coletiva). Os seguintes temas ambientais são abrangidos: a expansão da soja responsável, a proteção da biodiversidade, gestão adequada de resíduos e utilização de combustíveis fósseis. A prevenção da desflorestação ilegal e a proteção da biodiversidade são considerados temas fundamentais. Também estão incluídos os requisitos para boas práticas agrícolas, tais como a proteção da qualidade e a quantidade de água, a qualidade dos solos, a prevenção da erosão e a utilização segura e responsável dos agroquímicos. As Diretrizes indicam claramente que os direitos à terra devem ser respeitados, a necessidade de uma comunicação adequada com as comunidades locais e a existência de um mecanismo compatível adequado.


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5. Qual é a diferença entre critérios essenciais e desejados? Nas diretrizes da FEFAC estabelece-se uma distinção entre os critérios essenciais e os critérios desejados. Os 37 critérios essenciais listados nas Diretrizes para a Aquisição de Soja Sustentável devem ser absolutamente cumpridos por qualquer programa para soja responsável para que o mesmo esteja em conformidade com os requisitos mínimos da indústria de alimentos compostos. Estes itens também são geralmente visto como essenciais em todos os principais esquemas e programas para soja responsável. Os critérios desejados (22 no total, dos quais, pelo menos, cinco deverão ser cumpridos) abordam as questões de sustentabilidade mais avançadas. Esta divergência de critérios permite uma certa flexibilidade, pois os programas para soja responsável são inerentemente diferentes e têm frequentemente um foco específico relacionado com circunstâncias nacionais ou regionais. É intenção da FEFAC aumentar o número dos critérios desejados que devem ser cobertos nas Diretrizes ao longo do tempo, com base na melhoria contínua em termos de volume. 6. Por que estão os requisitos de verificação incluídos nas Diretrizes? As Diretrizes não são uma (nova) norma. Assim, a FEFAC não irá verificar se os agricultores cumprem efetivamente as exigências estabelecidas nos programas de soja responsável (específicos). Isto é responsabilidade dos programas. No benchmark do ITC os procedimentos de verificação de um determinado programa são avaliados e verificados com vista a aferir a conformidade com os requisitos de verificação das Diretrizes da FEFAC. 7. O que implicam os requisitos de verificação das Diretrizes? Os requisitos de verificação das Diretrizes baseiam-se em 5 princípios importantes: eficácia, eficiência, imparcialidade, transparência e baseado no risco. A FEFAC exige sempre o envolvimento de um terceiro independente acreditado em termos da ISO por um organismo oficial de acreditação. Nas Diretrizes é feita uma distinção entre a verificação por terceiros de todos os agricultores e a verificação por terceiros do sistema de controlo interno em caso de autoavaliação ou verificação por uma segunda parte. Neste último caso, um terceiro tem sempre que verificar uma amostra de agricultores. A FEFAC desenvolveu uma árvore de decisão para determi12 |

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nar quais são requisitos relevantes para um sistema de verificação específico. 8. Que sistemas de verificação são utilizados pelos programas aprovados oficialmente? Sete dos nove programas, que estão agora oficialmente referenciados e aprovados, funcionam com verificação de agricultores por terceiros independentes. A Cargill dispõe de um sistema em que um terceiro independente verifica o sistema de controlo interno e uma amostra de agricultores. A SSAP (USSEC) tem um sistema a funcionar com autodeclaração do agricultor e controlos governamentais por terceiros. 9. Qual é o objetivo do processo de benchmark? A fim de verificar quais os programas para soja responsável que cobrem todos os critérios essenciais e, pelo menos, 5 dos critérios desejados das Diretrizes da FEFAC e dispõem de um sistema de verificação de confiança, concebeu-se um processo de benchmark em estreita cooperação com o ITC. 10. O que levou a FEFAC a dar início à cooperação com o ITC sobre isto? O ITC é a autoridade neste campo e dispõe de uma metodologia de benchmarking desenvolvida em estreita cooperação com partes interessadas internacionais (incluindo ONG). Assim, esta metodologia é amplamente aceite na arena internacional. A experiência do ITC na área das normas, certificação e auditoria é mais visível no seu sítio web público: www.standardsmap.org. Além de uma análise rápida dos programas individuais, existe uma opção para comparar diferentes programas para diferentes temas de sustentabilidade. Existe igualmente uma opção destinada à autoavaliação dos produtores por comparação com alguns programas. A base de dados subjacente é também utilizada para o benchmark da FEFAC. 11. Como funciona a plataforma online de benchmarking? Em setembro de 2015, o ITC lançou uma plataforma online de benchmarking na qual os programas para soja responsável podem fazer uma pré-verificação para determinar se ou até que ponto cumprem as Diretrizes. Posteriormente, podem solicitar um benchmark formal executado independentemente pelo ITC. Depois de passar com êxito no benchmark formal do ITC, o logotipo do programa para soja responsável é exibido na página da FEFAC no Mapa das Normas do ITC com vista a conferir transparência aos compradores

de soja responsável. A plataforma on-line de benchmarking pode ser encontrada em www. standardsmap.org/fefac. 12. Como podem os proprietários dos programas fazer uma pré-verificação? Antes do início do benchmark formal, o proprietário de um programa pode fazer uso da ferramenta de autoavaliação para verificar previamente se o seu programa é compatível com as Diretrizes da FEFAC. Ao clicar no botão “Avaliar a sua norma” na plataforma on-line, é pedido ao utilizador que se registe. Após o registo, o utilizador tem que preencher informações sobre o seu programa para soja responsável e sobre a sua organização. As questões de autoavaliação são estruturadas segundo as mesmas linhas que o mapa de normas do ITC. Isto significa que todas questões ambientais, sociais, de gestão e de verificação estão agrupadas. É pedido aos utilizadores que carreguem frases relevantes do seu próprio programa a fim de chegar a um relatório abrangente. Depois de se responder a todas as questões um relatório é produzido mostrando quais os pontos cobertos e quais os pontos que não são cobertos e quantos dos pontos essenciais e desejados a partir das Diretrizes são cumpridos. Vários proprietários de programas já fizeram uso desta oportunidade. Embora esta autoavaliação dê uma boa indicação da conformidade com as Diretrizes da FEFAC para a Aquisição de Soja, a mesma não tem estatuto formal. 13. Como apresentar um pedido para benchmark formal? Cada programa tem, em primeiro lugar, que requerer formalmente o benchmark, mesmo que já se encontre na base de dados Mapa de Normas do ITC. O botão “Solicitar benchmark” leva a um formulário on-line que deve ser preenchido. Após o pedido formal, o ITC fornece mais informações sobre o processo de benchmark para o proprietário do programa e, posteriormente, este último recebe informações de login para inserir todas as informações sobre o seu regime na base de dados Mapa de Normas (não apenas os pontos relevantes para as Diretrizes da FEFAC para a Aquisição de Soja). Caso o proprietário de um regime tenha perguntas sobre como inserir os dados, o ITC está sempre disponível para orientar e fornecer mais explicações. Quando todas as informações sobre o programa são enviadas para a base de dados, o ITC verifica a exatidão dos dados (por exemplo, a informação está toda colocada no lugar certo na base de dados? Será que


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não há informação em falta?). O ITC também solicita que os proprietários de programas preencham um ficheiro Excel específico sobre os requisitos de verificação das Diretrizes da FEFAC para a Aquisição de Soja. Depois de todas a informações terem sido corretamente inseridas na base de dados, a avaliação real começa. Ao solicitar o benchmark formal, o proprietário do regime concorda com a publicação do seu programa no Mapa de Normas do ITC (www.standardsmap.org). 14. De que forma é que o ITC procede à avaliação da conformidade? Com base nos dados que foram inseridos na base de dados, o ITC avalia se um determinado programa: • Inclui todos os critérios essenciais e, pelo menos, cinco dos critérios desejados das diretrizes da FEFAC • O calendário dos critérios corresponde ao exigido nas Diretrizes da FEFAC para a Aquisição • Cumpre todos os requisitos de verificação Após essa avaliação, o ITC disponibiliza comentários ao proprietário do programa. Os seguintes resultados são possíveis: 1. O programa está em conformidade com as Diretrizes da FEFAC para a Aquisição de Soja e os proprietários do programa recebem a confirmação oficial do resultado positivo. 2. O ITC é incapaz de fazer a avaliação final de conformidade porque são necessários esclarecimentos sobre determinados critérios. O proprietário do regime e o ITC trocam argumentos e provas adicionais (por exemplo, relatórios de auditoria, protocolos de certificação, certificados de acreditação, etc.). O ITC executa então o benchmark e chega a uma decisão final e informa o proprietário do programa sobre a mesma. 3. O regime não está em conformidade com as Diretrizes da FEFAC para a Aquisição de Soja. O ITC informa o proprietário do regime sobre quais os critérios que o programa ainda não cumpre. Cabe ao proprietário do programa proceder às alterações necessárias no seu programa de modo a que o mesmo se torne compatível com as Diretrizes da FEFAC. Após as alterações terem sido realizadas, o benchmark formal pode ser novamente executado pelo ITC. 14 |

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15. Qual é o papel do documento de orientação que foi desenvolvido? Durante o processo de benchmark, o ITC compara os critérios de um determinado programa com os critérios das Diretrizes da FEFAC. As Diretrizes estão escritas da forma mais direta possível. Em alguns casos, no entanto, surgiram dúvidas sobre o significado exato de determinados critérios. Assim, disponibilizou-se informação e orientação adicional sobre a interpretação de certos critérios (ver documento de orientação disponível em www. standardsmap.org/fefac). Se surgirem novas dúvidas de interpretação, o ITC contacta o Grupo Técnico de Redação da Soja da FEFAC para mais explicações e orientação. 16. Quais os programas que foram oficialmente avaliados pela ITC como estando em conformidade com as diretrizes da FEFAC? Até ao momento, os seguintes programas foram considerados pela ITC como estando conformes às Diretrizes da FEFAC: RTRS, ISCC, CEFETRA CRS, Cargil Triple S, SSAP USSEC, Agricultura Certificada, Femas e ADM Responsible Soy. Os logotipos dos esquemas aprovados podem ser encontrados em www. standardsmap.org/fefac. 17. O que implica o compromisso da FEFAC com a melhoria contínua baseada em volume? Como a soja mais responsável será coberta pelas Diretrizes no devido tempo, a FEFAC pretende melhorar continuamente os critérios. A FEFAC estima que alcançar a marca de 10 milhões de toneladas seria o volume adequado para rever as diretrizes e envolver com proprietários de programas para soja responsável. Reunindo primeiro uma parcela significativa de programas para soja responsável existentes, a FEFAC consegue ter um maior impacto sobre as condições em que a soja é produzida e um efeito maior em conseguir uma oferta do mercado em massa. 18. O que pode ser dito sobre o nível de ambição das Diretrizes para a Aquisição de Soja? A FEFAC elaborou as diretrizes de forma que as mesmas ofereçam um nível credível para programas para soja responsável. As Diretrizes são, em toda linha, ambiciosas. Os requisitos são bastante abrangentes e cobrem todos os principais temas sociais e ambientais relevantes para ​​ o cultivo de soja responsável. O processo de benchmarking do ITC mostrou que uma grande maioria dos programas deve atualizar os seus critérios para se qualificarem para as diretrizes da FEFAC. As Diretrizes também permitiram à FEFAC envolver-se em diálogos construtivos com os produtores de

soja dos principais países fornecedores sobre o tema da soja responsável. 19. O que dizem as Diretrizes da FEFAC sobre a desflorestação? As Diretrizes incluem 3 critérios essenciais relacionados com a gestão ambiental (itens 26-28), salientando a necessidade de cumprimento da legislação florestal nacional, a proteção de reservas naturais legais e uma proibição do cultivo da soja em terras ilegalmente desflorestadas após uma determinada data de corte. A FEFAC considera o fim da desflorestação ilegal através da garantia da conformidade legal, uma etapa crucial para a proteção da floresta. 20. De que forma as diretrizes da FEFAC contribuem para evitar a desflorestação ilegal? Ao recomendar às empresas na cadeia alimentar que apenas adquiram soja em conformidade com programas para soja responsável, e que sejam considerados pelo ITC como estando em conformidade com as diretrizes da FEFAC. As Diretrizes apenas permitem programas que explicitamente exigem que os agricultores respeitem as leis de proteção florestal, que não produzam em áreas desflorestadas ilegalmente ou estejam envolvidos em desflorestação ilegal. Estes programas também devem dispor de um sistema de verificação credível para garantir que estes requisitos são, de facto, cumpridos. 21. De acordo com as Diretrizes da FEFAC o registo CAR no Brasil é suficiente para evitar a desflorestação ilegal? Não, não é. Cada programa de soja responsável em conformidade com as Diretrizes da FEFAC deve ter o seu próprio sistema de verificação (Ver P&R sobre a verificação para os requisitos específicos). O registo CAR significa que os proprietários de terras no Brasil registam a sua propriedade na base de dados do Estado. As imagens de satélite são utilizadas para verificar se os proprietários de terras têm a sua reserva natural legal implementada e, se for o caso, respeitam as áreas de preservação permanente. Se não for esse o caso, deve elaborar-se um plano para garantir que estas áreas são restauradas a tempo. Quando a reserva legal e as áreas de preservação permanente são respeitadas e a propriedade está claramente definida e é incontestável, o registo CAR é constituído oficialmente. O registo CAR não é uma garantia de que os agricultores não irão executar práticas ilegais, mas é uma ferramenta de apoio importante para melhorar a conformidade legal e torna a verificação muito mais fácil.


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ALIMENTAÇÃO ANIMAL OPINIÃO

ALIMENTAÇÃO DE PORCOS INTEIROS VS PORCOS CASTRADOS* Castração Cirúrgica de Suínos

Pedro Folque

A castração cirúrgica de suínos está regulamentada em Portugal pelo D.L. nº 135 / 2003, de 28 de Junho, e pela Diretiva 2008 / 120 / CE, de 18 de Dezembro, relativa às “Normas Mínimas para Proteção de Suínos”. Esta legislação define basicamente que esta castração só pode realizar-se por meios que não provoquem o “arrancamento de tecidos” e, no caso dos leitões, com duas situações diferenciadas: <7 dias de idade (veterinário e / ou pessoa com formação); >7 dias de idade (veterinário, com anestesia e analgesia prolongada). A chamada “imuno-castração”, efetuada apenas em porcos adultos, é uma alternativa recente ao método tradicional e que em termos nutricionais requer uma abordagem semelhante no final do período de engorda. Um relatório da EFSA sobre este tema, deu origem à declaração de Bruxelas (Dezembro, 2010), intitulada “Estratégia europeia relativa às alternativas à castração cirúrgica nos suínos”. Após a adesão voluntária de alguns países e organizações representativas do setor, os aderentes assumiram o compromisso de utilizar a anestesia e a analgesia prolongada em qualquer situação a partir de 1 de Janeiro de 2012 e de acabar com a castração cirúrgica até 1 de Janeiro de 2018.

% de porcos castrados por país da UE-25 (2005-2008) * Reunião FPAS / IACA, Hotel Zénit, 25.01.17

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Apesar desta declaração, a grande maioria dos porcos produzidos na Europa continuam a ser castrados (> 250 milhões!), sendo exceções a Grã-Bretanha, Espanha e Portugal; com a atual exportação de porcos espanhóis para os mercados asiáticos, esta situação tende a aumentar.

Porquê Castrar? A castração de machos em suinicultura tem como objetivo essencialmente melhorar a qualidade organolética da carne, através da redução / eliminação do odor / sabor sexual e do incremento de gordura intramuscular.

VANTAGENS ▶ Redução do odor/sabor sexual na carne ▶ Deposição de gordura/qualidade organolética da carne ▶ Melhorar comportamento dos animais (agressões/montas)

DESVANTAGENS ▶ Menor eficiência alimentar ▶ Operação física/trabalho ▶ Infeções pós-castração


O odor/sabor sexual é derivado de duas substâncias que se acumulam no tecido adiposo, a androstenona e o escatol, a 1ª produzida nos testículos e a 2ª por fermentação intestinal do aminoácido triptofano, mas cuja degradação no fígado vai ser impedida por esteroides testiculares. Nem todas as pessoas conseguem detetar o odor/sabor sexual – normalmente as mulheres são mais sensíveis a este problema. Um estudo recente em Espanha (2016) em 30 empresas do setor, publicado na revista Meat Science, encontrou uma prevalência de 5,5% de porcos com valores altos de androstenona e de 6,6% de escatol. Se juntarmos os valores médios (7,1% e 4,5%), poderemos dizer que 10-12% dos porcos espanhóis tem problemas de odor/sexual, valor que possivelmente se aplicará aos porcos portugueses.

Daqui resulta que passamos a ter relações de proteína / energia diferentes entre os 3 “sexos” (MI, MC e Fêmeas), embora entre os dois últimos esta diferenciação possa ser feita apenas no final do período de engorda. Que parâmetros nutricionais devemos utilizar na alimentação de MC é uma questão à qual as recomendações da FEDNA (Espanha) ou NRC (USA) respondem mal, pelo que será aconselhável procurar a resposta no CVB (Holanda) ou INRA (França), países tradicionalmente castradores. Outra via poderá ser o recurso aos manuais das casas de genética, que normalmente dão esta informação. Fases do Crescimento (Kg) LYS SID / EM SEXO

20-40

40-60

60-80

80-105

Efeito da Castração nos Rendimentos Produtivos

Machos Castrados

3,17

2,66

2,24

1,97

Uma meta-análise feita por Dunshea et al (2010), a 12 trabalhos com porcos abatidos a 120-125 kg de peso vivo, mostra que os machos castrados (MC) comparando com os machos inteiros (MI), comem mais, tem piores índices de conversão alimentar e põe mais gordura na carcaça (sobretudo na parte final da engorda).

Fêmeas

3,17

2,76

2,39

2,11

Machos Inteiros

3,54

3,09

2,79

2,46

∆ Rendimentos MC vs. MI GMD (g/d)

+

CMD (g/d)

+++

IC (Kg/Kg)

+++

EGD (mm)

++

Peso Carcaça (Kg)

+

Tem fundamental importância nestes resultados, a alimentação, a genética e o peso / idade de abate dos porcos.

Nutrição de Animais Castrados Com a castração, os MC passam a ter uma menor capacidade de deposição de proteína que os MI, aproximando-se das fêmeas até aos 70-80 kg de peso vivo (na fase final de engorda é inferior).

PIC EUROPE NUTRIENT SPECIFICATION & FEEDING MANUAL, 2013 “Grower/finish recomendations: nutrients levels for optimium lean desposition”

Tendo necessidades diferentes e maiores consumos, os alimentos para MC e Fêmeas tem um custo inferior ao dos MI, fator a ter em conta na avaliação do custo de produção do kg de carne (cálculo do índice de conversão económico).

Síntese Em resumo, podemos dizer o seguinte sobre o impacto da castração na alimentação dos suínos: – A castração evita os problemas de odor/sabor sexual dos machos e melhora a qualidade organolética da carne. – Para esta qualidade são também muito importantes fatores como a genética e o peso/idade ao abate. – Os machos castrados são menos eficientes nutricionalmente que os machos inteiros (e também que as fêmeas no final da engorda). – Alimentar machos castrados aumenta o índice de conversão alimentar, dependendo sobretudo do peso de abate. Contudo, como o custo unitário dos alimentos é menor, deve-se avaliar o índice de conversão económico. – Para minimizar o impacto económico desta operação, poderão ser importantes os abates precoces (< 105 kg PV) e a utilização de genéticas “musculadas”. – As empresas de nutrição / alimentos para animais vão ter de fazer em Portugal novos alimentos e programas alimentares diferentes. – As explorações suinícolas poderão ter de fazer algumas alterações (maneio, nº de silos, genética, tipo de comedouros, tempo de engorda, …). A L I ME N TAÇÃO A N I M A L

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ALIMENTAÇÃO ANIMAL OPINIÃO

MÁ BUROCRACIA E CRESCIMENTO ECONÓMICO*

Manuel Chaveiro Soares Eng. Agrónomo, Ph.D., Agreg.

A minha pronta resposta afirmativa à gentileza do honroso convite do Senhor Comendador Jorge Nunes fez, todavia, que assumisse uma responsabilidade de que só mais tarde dei conta, ao verificar que o tema que me foi proposto estava em linha com o lema adoptado no Centenário da Caixa, a saber: Crédito Agrícola da Costa Azul: Cem anos a simplificar a sua vida. Ao abordar a burocracia, hoje e aqui, tenho em vista a má burocracia, responsável não só pelos inconvenientes que traz ao cidadão comum, mas também pelos entraves que levanta ao investimento, sendo este considerado essencial à criação de emprego e de rendimento – duas áreas em que o nosso País revela grande debilidade, mormente na última década e meia, ou seja, desde o início do século XXI até ao presente. Na verdade, desde a segunda metade do século passado que o Produto Interno Bruto (PIB) vinha registando crescimentos razoáveis: entre 1960 e 1973, aquele cresceu a uma média anual superior a 6%, em decorrência da abertura de novos mercados, na sequência da nossa adesão à Associação Europeia de Comércio Livre (EFTA), em 1959, e da realização de vultosos investimentos no sector industrial; entre 1974 e 1998, o aludido crescimento baixou para uma média de 3,3% ao ano; ulteriormente, o crescimento económico revelou-se anémico, tendo este fraco desempenho colocado Portugal, em termos de crescimento, na penúltima posição entre os 28 países que integram a União Europeia. Temos de recuar ao período que vai de 1899 a 1921 para encontrar uma estagnação económica semelhante à que se registou nos últimos 15 anos em Portugal. Múltiplos são os factores que concorrem para este fraco desempenho económico, ocupando a burocracia – a má burocracia – um lugar de destaque dentre os custos de contexto existentes em Portugal. Na verdade, não raras vezes a aprovação de um projecto de investimento arrasta-se por longos anos, acabando por se perder o investimento ou, perante perspectivas desanimadoras, nem sequer o potencial investidor toma a iniciativa de apresentar qualquer projecto. Os sucessivos governos têm identificado o estrangulamento burocrático, mas temos de reconhecer que são tímidas as iniciativas tomadas em ordem a superar esta problemática, salvo algumas excep* Comunicação apresentada por Manuel António Chaveiro de Sousa Soares, Presidente do Conselho de Administração da CCAM do Cadaval na Sessão Comemorativa do Centenário do Crédito Agrícola da Costa Azul.

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ções meritórias, com sublinhado para o denominado SIMPLEX – um programa de simplificação administrativa e legislativa a que se devem medidas importantes, muito eficientes, mas ainda insuficientes para minorar a má burocracia e assim facilitar a vida aos cidadãos e às empresas. Na minha modesta opinião, as causas da má burocracia radicam em dois factores principais: i) a excessiva legislação, não raras vezes confusa ou mesmo inexequível em algumas situações, emaranhada por procedimentos morosos e ineficientes; ii) a departamentalização da Administração Pública, com múltiplos decisores para um mesmo licenciamento, por vezes rivalizando entre eles, quando não mesmo lutando pela supremacia no processo decisório final, criando assim descoordenações conducentes a pesadas inércias. Cabe notar que a ineficiência de alguns procedimentos afecta negativamente não só o licenciamento, como as subsequentes auditorias, quando conduzidas por funcionários com insuficiente formação, por incompreensão da essência e demasiada valorização do acessório e menos relevante, cingindo-se à letra estrita dos procedimentos. Se é certo que a burocracia é afectada pela excessiva legislação e pela departamentalização da Administração, também não é menos verdade que a agilização burocrática varia com as entidades envolvidas no licenciamento ou na fiscalização. Estas diferenças são particularmente notórias entre câmaras municipais, certamente porque muitos autarcas revelam especial sensibilidade para a importância do investimento produtivo, gerador de emprego e de riqueza. No meu modesto entendimento, esta especial sensibilidade deveria estar mais generalizada entre os agentes da Administração Pública, pois é conhecido que, nos últimos 15 anos, Portugal registou um fraco desempenho económico, nomeadamente em decorrência do investimento, expresso pela formação bruta de capital fixo (FBCF) em percentagem do PIB, ter decrescido para os valores marcadamente mais baixos do último meio século. Seguidamente gostaria de apresentar, a título exemplificativo, seis situações ilustrativas das dificuldades criadas pela má burocracia, tanto às empresas como ao público em geral. Antes, porém, parece-me pertinente e oportuno intercalar três notas que considero relevantes. A primeira para afirmar, com a máxima sinceridade, que durante toda uma vida já bastante longa, com inúmeros contactos, quer como cidadão comum quer como gestor, junto das mais diversas entidades administrativas e


A revolução em eficiencia alimentar políticas, nunca tomei conhecimento directo e pessoal de qualquer atitude corrupta. A segunda para salientar que a banca portuguesa e, em particular, o Grupo Crédito Agrícola, dispõe de liquidez, apresentando um baixo rácio de transformação (crédito concedido/poupanças depositadas), pelo que está apta a apoiar os investimentos credíveis e responsáveis – contrariamente à ideia, muito propalada entre nós, de que os bancos funcionam como travão à concessão de crédito, prejudicando assim o investimento; acresce que, actualmente, as instituições financeiras praticam taxas de juro historicamente baixas. A terceira nota para sublinhar a importância que o investimento produtivo representa para o bem-estar dos Portugueses e, se bem que aqui estejamos centrados nos obstáculos criados pela má burocracia, cumpre acrescentar outros custos de contexto (instabilidade no enquadramento fiscal e laboral, morosidade da justiça, ambiente politico mais ou menos amigo dos investidores, etc.) e importa também relevar que Portugal está inserido num amplo espaço económico, com livre circulação de capitais, pessoas, bens e serviços, pelo que só conseguirá atrair investimento, nacional ou estrangeiro, se oferecer condições competitivas, mormente em relação aos restantes países da União Europeia. De salientar que o investimento produtivo é necessário para termos crescimento económico, sem o qual não é possível equilibrar as finanças públicas, alcançar o pleno emprego, assegurar a sustentabilidade do actual estado social, e, finalmente, evitar que o nosso País entre em decadência. Primeiro exemplo: registo de imóveis Actualmente existem três bases de dados para cada imóvel: i) Administração Tributária; ii) Conservatória do Registo Predial; iii) Câmara Municipal. Ora, sempre que o proprietário pretende efectuar qualquer alteração no imóvel, designadamente proceder à sua alienação, tem de se deslocar às três bases de dados supramencionadas. E, caso os dados não coincidam, a venda fica inquinada. Segundo exemplo: descoordenação entre departamentos da mesma entidade Conheço de perto uma situação recente e bem ilustrativa da descoordenação interdepartamental: em Junho de 2015, um proprietário de um imóvel, sito na zona histórica de uma cidade próxima de Lisboa, requereu, ao departamento camarário competente, autorização para realizar obras de conservação, e, dois meses depois, recebeu uma notificação, doutro departamento da mesma câmara municipal, intimando à realização de obras; mas, afinal, até à presente data, o proprietário ainda não conseguiu a autorização necessária para efectuar as obras de conservação em causa e, acrescente-se em abono da verdade, também ainda não foi multado… Outro exemplo de descoordenação, a nível interno de um mesmo organismo central: este requere aos agentes económicos a apresentação anual da mesma informação por duas vezes, em documentos distintos e em meses diferentes. Mais: alertado para a sobrecarga administrativa imposta às empresas, até à presente data o organismo em causa ainda não denotou sensibilidade para os custos imanentes ao aludido procedimento. Acresce que, quando ocorre uma inspecção promovida pelo mesmo ministério, o agente económico volta a produzir uma terceira via da mesma informação, que comporta centenas de folhas, a enviar no prazo de cinco dias.

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Terceiro exemplo: regularização das explorações pecuárias Actualmente e não obstante a publicação de legislação tendente a facilitar a regularização das explorações pecuárias (vidé Dec. Lei nº 165/2014, de 5 de Novembro), nomeadamente as explorações comprovadamente existentes antes da definição dos instrumentos da gestão do território (RAN, REN, parques naturais, rede natura, domínio hídrico) ou das servidões e restrições de utilidade pública, verifica-se que se torna difícil regularizar essas situações, sem que previamente sejam removidas as referidas condicionantes supervenientes à instalação das aludidas explorações pecuárias (o mesmo ocorre com a regularização de outras actividades económicas). Em muitos casos repete-se um procedimento encetado com a publicação do Dec. Lei nº 214/2008, de 10 de Novembro que, embora com decisões favoráveis à regularização, condicionadas à revisão do instrumento de gestão do território que impedia essa regularização, na prática não verteram qualquer efeito. Quarto exemplo: gestão dos efluentes pecuários Desde longa data que técnicos e agricultores reconhecem que a aplicação judiciosa dos efluentes pecuários, naturais ou transformados, propicia evidentes vantagens, de índole agronómica e ambiental. Todavia, a recente legislação que contempla esta matéria – Portaria nº 631/2009, de 9 de Junho –, cedo se revelou de difícil e complexa aplicação em diversas circunstâncias, razão por que já foram nomeados sucessivos grupos de trabalho com vista à revisão do aludido diploma legal, em ordem à simplificação dos procedimentos dele decorrentes. Adicionalmente, no entretanto diversos altos funcionários manifestaram a necessidade de se proceder à alteração da citada Portaria nº 631/2009. Esta, porém, continua a aguardar uma revisão virtuosa, que remova procedimentos administrativos nem sempre exequíveis e, ou, sem fundamentação científica, mas que desincentivam a produção animal nacional, favorecendo assim a importação de bens de origem animal. Conforme já sugeri noutra oportunidade e à semelhança do que se pratica na Holanda – um país com características edafo-climáticas particularmente vulneráveis à poluição –, o mais correcto seria o utilizador/agricultor adequar a aplicação de todos os fertilizantes que usa – não só correctivos, orgânicos e minerais, mas também adubos minerais e outros –, às características da cultura, solo e época do ano, pois só deste modo é possível 20 |

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estabelecer, como convém, o equilíbrio entre todos os nutrientes vegetais disponibilizados e as necessidades nutritivas das plantas. No nosso modesto entendimento, a observância do Código de Boas Práticas Agrícolas e das regras hígio-sanitárias, deveria estar na base da gestão dos efluentes pecuários, acompanhada tão-somente pelo registo, em caderno de campo, das aplicações de todos os fertilizantes. Quinto exemplo: licenciamento de estabelecimentos de culturas marinhas Nos últimos anos, o mar tem sido assumido, ao mais alto nível do Estado português, como um desígnio nacional, como um mar de “oportunidades de negócio”. A actividade da aquacultura em particular foi considerada um sector de importância estratégica para o desenvolvimento sustentável do País, conforme estabelecido na Resolução do Conselho de Ministros nº87/98, de 10 de Julho. Muito recentemente foi reconhecido, também ao mais alto nível político, que “falta é passar das palavras aos actos, começando por atrair investidores que se interessem pela economia do mar”. Acontece, porém, que em Portugal os trâmites inerentes ao licenciamento de uma unidade de aquacultura implicam vários processos e envolvem múltiplas entidades – 9 a 11, consoante as circunstâncias –, cujos pareceres são vinculativos. Nestas circunstâncias, os mecanismos processuais, de apreciação e decisão, constituem uma teia burocrática que torna morosas e dispendiosas as concessões das autorizações de instalação e das licenças de exploração. Assim sendo, importa simplificar e agilizar os actuais procedimentos administrativos, para que o nosso sector da aquacultura se torne mais competitivo na atracção de investimento. Post scriptum: É importante acrescentar que, entretanto, em 23 de Agosto de 2016, o Conselho de Ministros aprovou um novo regime para a aquicultura (que é suposto entrar em vigor a 1 de Janeiro de 2017), em que o prazo de licenciamento é reduzido para três meses, o que, no entender da Ministra do Mar, irá contribuir para que Portugal possa duplicar a produção nacional até 2020. Sexto exemplo: planos directores municipais e objectivos de desenvolvimento Portugal é deficitário na produção de carne de porco e de peru, o que tem incentivado alguns empresários a tentar expandir a sua actividade produtiva. Mas, por

razões de índole sanitária ou ambiental, importa que a referida expansão tenha lugar em local afastado das actuais instalações pecuárias. Todavia, ao tentarem instalar-se em concelhos com fraca densidade animal defrontam-se, frequentemente, com o facto de o respectivo PDM não admitir construções com uma superfície coberta superior a 2000 m2, independentemente da área da propriedade rústica em causa. Ora esta limitação impede a construção de unidades produtivas com dimensões que propiciem economias de escala, susceptíveis de conferirem competitividade à exploração pecuária. Creio que o referido desfasamento deve-se ao facto dos PDM em causa terem sido elaborados sem ter em conta a possibilidade do território vir a ser também ocupado, nomeadamente, por modernas unidades dedicadas à produção animal em confinamento. A respeito de restrições ao uso do solo para edificações, refira-se, sumariamente, que as cartas de Reserva Ecológica Nacional (REN), nalgumas situações, enfermam de delimitações que requerem maior rigor. A propósito de projectos de construção, custos de produção e competitividade, de salientar que, actualmente, um pedido de informação prévia para construção, dirigido a uma câmara municipal, tem de ser acompanhado por um projecto de arquitectura, que terá de ser pago, independentemente da ulterior decisão camarária. Minhas Senhoras e Meus Senhores, A terminar, gostaria de dizer que não me conformo com o fraco ritmo de crescimento económico do meu País que, segundo previsão muito recente do Fundo Monetário Internacional (FMI), irá colocar a economia portuguesa no fundo da tabela entre os dez piores desempenhos do planeta. Com uma população cada vez mais escolarizada, jovens com boa preparação técnica, capacidade de iniciativa e ambição, podendo recorrer a apoio financeiro a taxas historicamente baixas, Portugal tem condições para inverter a recente tendência para a estagnação económica. Para o efeito, confio que venha a ser aprofundado o programa SIMPLEX e minimizados também outros custos de contexto, em ambiente político amigo da iniciativa privada, encontrando-se o Grupo Crédito Agrícola – instituição portuguesa, sólida e com liquidez – em posição privilegiada para apoiar o esforço de desenvolvimento económico e social do País.


Que aminoácido permite uma redução sem risco dos níveis de proteína nas dietas para leitões?

Ajinomoto EurolysinE s.A.s. pioneiro da l-Valina desde 2009 Contact: INDUKERN PORTUGAL, LDA Centro Empresarial Sintra Estoril II – Rua Pé de Mouro – Edif. C Apartado 53 – Estr. de Albarraque, 2710-335 SINTRA Telef.: 219248140 – Fax: 219248141 teresa.costa@indukern.pt A LI ME N TAÇÃO A N I M A L | 2 1 www.ajinomoto-eurolysine.com


ALIMENTAÇÃO ANIMAL INVESTIGAÇÃO

FORMULAÇÃO DE RAÇÕES PARA SUÍNOS: INTERESSE DO FOSFATO CÁLCIO SÓDICO FRENTE AO FOSFATO DICÁLCICO

Andrés Donadeu González – Coviella Médico Veterinário Director Técnico GLOBAL FEED

A GlobalFeed está há mais de 15 anos exclusivamente dedicada à produção e comercialização de fosfatos e sulfato de ferro. De há dois anos ao presente, incrementou os recursos económicos e humanos na investigação e desenvolvimento de produtos Nutracéuticos a partir de extratos vegetais com atividade nutricional e antimicrobiana, criando-se a ADIBIO, empresa mais recente do grupo responsável pela comercialização destes produtos. Na produção de fosfatos, a GlobalFeed foi a primeira empresa em Espanha a aplicar uma tecnologia própria, Globalphos®, que se baseia na reação direta entre o ácido fosfórico e uma fonte de cálcico, sendo este um sistema que respeita o meio ambiente através da ausência de resíduos químicos. No âmbito do mercado dos Fosfatos, a GlobalFeed iniciou o desenvolvimento de novos produtos, os quais, sob o ponto de vista nutricional, incluem nutrientes de interesse que aportam novas oportunidades para otimização da formulação dos alimentos. Neste sentido desenvolveu um Fosfato Cálcico-Sódico (SOCALPHOS 20/5), cujos valores nutricionais fornecem uma alta percentagem em Fósforo digestível, bem como em Sódio (Na) e, consequentemente, um Balanço Eletrolítico (BE) muito interessante na formulação atual em EMPRESAe suinicultura. GLOBAL FEED avicultura FÓRMULA 400 C: PORCAS LACTAÇÃO c/ Fosfato Bicálcico DATA 20/12/2016 PREÇO FÓRMULA (€/Tm) 229,799 Código

SOCALPHOS 20/5 Ingredientes

COMPOSIÇÃO 1466 CEVADA 3208

SOJA 47

Solução

VALORES 48,545 17,101

22 |

ALIMEN TAÇÃO ANIMAL

EMPRESA GLOBAL FEED FÓRMULA 400 C: PORCAS LACTAÇÃO c/ Fosfato Bicálcico DATA 20/12/2016 PREÇO FÓRMULA (€/Tm) 229,799 Código 1466 3208 2866 1287 1301 9248 2991 9804 9373 9241 9246 9260 9394 9348 9239 9430 9437

Ingredientes CEVADA SOJA 47 SÊMEA 9/22 MILHO TRIGO BANHA POLPA BETERRABA CARBONATO CÁLCICO GORDURA 3/5 FOSFATO DICÁLCICO LISINA 50 LIQ SAL PREMIX PORCAS 0,3% METIONINA OH L-TREONINA ADITIVO FITASA LÍQUIDA

Código

154,00 363,60 144,40 177,30 166,30 780,00 170,00 33,20 712,10 400,00 805,00 58,00 3 560,00 2 182,00 1 597,00 8 690,00 4 600,00

1466 2866 3208 1287 1301 9248 9804 2991 9373 9471 9246 9260 9394 9348 9239 9430 9437

Tabela 2

Ingredientes CEVADA SÊMEA 9/22 SOJA 47 MILHO TRIGO BANHA CARBONATO CÁLCICO POLPA BETERRABA GORDURA 3/5 SOCALPHOS 20/5 LISINA 50 LIQ SAL PREMIX PORCAS 0,3% METIONINA OH L-TREONINA ADITIVO FITASA LÍQUIDA

EMPRESA GLOBAL FÓRMULA 532: POR DATA 20/12/20 PREÇO FÓRMULA (€/T

Solução

Preço

Código

48,545 17,101 16,000 5,000 5,000 2,518 1,161 1,027 1,000 0,960 0,506 0,493 0,300 0,113 0,106 0,160 0,010 100,000

154,00 363,60 144,40 177,30 166,30 780,00 170,00 33,20 712,10 400,00 805,00 58,00 3 560,00 2 182,00 1 597,00 8 690,00 4 600,00

1466 2866 3208 1287 1301 9248 9804 2991 9373 9471 9246 9260 9394 9348 9239 9430 9437

EMPRESA GLOBAL FEED FÓRMULA 532: PORCAS LACTAÇÃO c/ SOCALPHOS 20/20/5 DATA 20/12/2016 PREÇO FÓRMULA (€/Tm) 226,740

Preço

16,000 P2866 TotalSÊMEA 9/22 20,00% 1287 MILHO 5,000 P Disponível 10,00% 1301 TRIGO 5,000 9248 BANHA 2,518 Ca 20,00% 2991 POLPA BETERRABA 1,161 9804emCARBONATO 1,027 P Solúvel Cítrico CÁLCICO >95% 9373 GORDURA 3/5 1,000 P Solúvel ÁguaDICÁLCICO >45% 9241 em FOSFATO 0,960 9246 LISINA 50 LIQ 0,506 Suinicultura 9260 SAL 0,493Avicultura 9394 PREMIX PORCAS 0,3% 0,300 Digestibilidade 84% 79% 9348 METIONINA OH 0,113 9239 L-TREONINA P Digestível 16,8 0,106 15,8 9430 ADITIVO 0,160 Balanço 9437 FITASA LÍQUIDA 0,010 2180 mEq/Kg 100,000 Electrolítico

Tabela 1

Neste artigo, apresentamos não só o interesse económico (cuja diferença é significativa) numa formulação de ração para porcas em lactação com Fosfato Dicálcico frente ao SOCALPHOS 20/5, mas também o fornecimento de outros nutrientes (Na e BE) os quais não são fornecidos pelos Fosfatos que normalmente se utilizam. Em ambas as fórmulas as restrições tanto em ingredientes como em nutrientes foram as mesmas. A única diferença foi a utilização de SOCALPHOS 20/5 com um preço superior em 125 €/Tm sobre o preço do Fosfato Dicálcico (Ver tabela nº 2).

Solução

Preço

50,432 16,000 15,185 5,000 5,000 2,410 1,286 1,219 1,000 0,735 0,595 0,404 0,300 0,133 0,131 0,160 0,010 100,000

154,00 144,40 363,60 177,30 166,30 780,00 33,20 170,00 712,10 525,00 805,00 58,00 3 560,00 2 182,00 1 597,00 8 690,00 4 600,00

In

CEVADA SÊMEA 9 SOJA 47 MILHO TRIGO BANHA CARBON POLPA B GORDUR SOCALPH LISINA 50 SAL PREMIX P METIONI L-TREON ADITIVO FITASA L


Nas duas formulações, onde o custo por unidade de Fósforo digestível é muito semelhante entre ambos os Fosfatos, pode comprovar-se que a diferente percentagem de digestibilidade no Fósforo fornecido (72% no Bicálcico, face a 84% do SOCALPHOS 20/5), determina o nível de incorporação de cada um deles na fórmula. O SOCALPHOS 20/5 tem um nível de incorporação de aproximadamente menos 23,5%. Esta diferença proporciona uma mais-valia para o SOCALPHOS 20/5, através da redução do fósforo excretado para o meio ambiente. Existe também uma redução considerável na incorporação de Cloreto de Sódio entre ambas as formulações (aproximadamente menos 18% com o SOCALPHOS 20/5). Esta diferença pode também ser de muito interesse em explorações com águas salobras (alto conteúdo em sal), onde um nível excessivo de ingestão de Cloretos pode provocar problemas tanto em avicultura como em e suinicultura, tais como: ovos sujos; amolecimento das fezes… Ao analisar os valores de ambas as formulações (ver tabela Nº3) nas fórmulas com incorporação de SOCALPHOS 20/5, pode-se verificar um menor custo na quase totalidade das restrições nutriEMPRESA FÓRMULA DATA PREÇO FÓRMULA (€/Tm) Nutriente PESO HUMIDADE PROTEÍNA BRUTA GORDURA BRUTA FAD FND AMIDO CINZAS CÁLCIO FÓSFORO TOTAL FÓSFORO DIG PORC FÓSFORO FÍTICO EN PORCAS (Mcal/Kg) LISINA DIG PORC MET DIG PORC MET+CYS DIG PORC TREO DIG PORC TRIPT DIG PORC POTÁSIO SÓDIO CLORO CLORETOS BALANÇO ELECTROLÍTICO

EMPRESA FÓRMULA DATA PREÇO FÓRMULA (€/Tm) Custo restr.

Nutriente

-0,017

PESO HUMEDAD PROTEÍNA BRUTA GORDURA BRUTA FAD FND AMIDO CINZAS CÁLCIO FÓSFORO TOTAL FÓSFORO DIG PORC FOSFORO FÍTICO EN PORCAS (Mcal/Kg) LISINA DIG PORC MET DIG PORC MET+CYS DIG PORC TREO DIG PORC TRIPT DIG PORC POTÁSIO SÓDIO CLORO CLORETOS BALANÇO ELECTROLÍTICO

-0,002 0,053 0,353 1,244 0,165 0,269 0,152

0,078

0,003

Tabela 3

GLOBAL FEED 400 C: PORCAS LACTAÇÃO c/ Fosfato Bicálcico 20/12/2016

EMPRESA FÓRMULA DATA PREÇO FÓRMULA (€/Tm)

229,799

Valor 100,000 10,437 17,559 5,525 6,456 18,002 45,000 5,385 0,900 0,758 0,350 0,337 2 350 0,950 0,315 0,570 0,608 0,181 0,838 0,200 0,359 0,578 200,000

Mínimo

Máximo

Custo restr.

100,000

100,000 100,000 18,000 8,000 100,000 100,000 45,000 100,000 1,100 100,000 100,000 100,000 100,000 100,000 100,000 100,000 100,000 100,000 1,100 0,300 100,000 0,800 1 000,000

-0,017

17,000 4,000 6,000 18,000

0,900 0,680 0,350 2 350 0,950 0,285 0,570 0,608 0,171 0,200 0,150 0,400 200,000

-0,002 0,053 0,353 1,244 0,165 0,269 0,152

0,078

0,003

GLOBAL FEED 532: PORCAS LACTAÇÃO c/ SOCALPHOS 20/20/5 20/12/2016

226,740

valor 100,000 10,446 17,000 5,421 6,468 18,182 45,000 5,316 0,900 0,731 0,350 0,333 2 350 0,950 0,322 0,570 0,608 0,173 0,808 0,200 0,304 0,498 207,705

Mínimo

Máximo

Custo restr.

100,000

100,000 100,000 18,000 8,000 100,000 100,000 45,000 100,000 1,100 100,000 100,000 100,000 100,000 100,000 100,000 100,000 100,000 100,000 1,100 0,300 100,000 0,800 1 000,000

-0,016

17,000 4,000 6,000 18,000

0,900 0,680 0,350 2 350 0,950 0,285 0,570 0,608 0,171 0,200 0,150 0,400 200,000

cionais, face às que se incorporou Fosfato Dicálcico, baixando assim, os custos da alimentação. No caso do Fósforo digestível, como já mencionado anteriormente, a explicação para a poupança encontra-se na diferença de Digestibilidades entre os Fosfatos utilizados e a quantidade de P digestível que cada um deles aporta por quilo de produto, ainda que apresentem um custo por unidade de P Digestível muito semelhante. Realizando uma avaliação mais exaustiva do Na e do BE, em relação ao interesse de utilização do SOCALPHOS 20/5 comparativamente ao Fosfato Dicálcico, podemos verificar para cada um destes dois nutrientes como se alcançaram os níveis necessários, através do seu fornecimento pelas diferentes matérias-primas utilizadas na formulação. No caso do Na, analisando o que é fornecido por cada matéria-prima abaixo descrita, pode-se constatar que na formulação com Fosfato Dicálcico, 90% do Sódio requerido é proveniente do sal. No caso da formulação com o SOCALPHOS 20/5 o fornecimento proveniente do sal reduz-se aproximadamente 73%. Em ambas formulações os níveis de Na alcançados encontram-se nos valores MIN necessários. (Ver Tabela nº 4) Na fórmula realizada com Fosfato Dicálcico o aporte de Na se con226,740 segue em 90% pelo sal, implicando que o nível de cloretos seja mais elevado nesta fórmula do que na com SOCALPHOS 20/5. Neste sentido, comprovando o nível de cloretos em ambas as fórmulas e, tendo em conta que ambos estão entre os limites MIN e MAX estabelecidos, há uma redução de 0,578 para 0,493% na fórmula do SOCALPHOS 20/5. Logo, confere à fórmula com SOCALPHOS 20/5 uma maior margem de estabilidade digestiva nas situações desafiantes que por vezes nos deparamos nas explorações. Em relação ao BE podemos comprovar, através da análise de fornecimento deste nutriente pelas matérias-primas utilizadas em cada uma das fórmulas, que o Fosfato Dicálcico cumpre com o nível MIN requerido na fórmula. Já na fórmula com o SOCALPHOS 20/5, além de se cumprir com o nível MIN, (desta forma sem custo de restrição), ainda se regista um valor ligeiramente superior (Ver Tabela Nº5) Os efeitos positivos da alta exigência de BE em formulações de avicultura e suinicultura são bem conhecidos sobre os resultados produtivos, havendo uma melhoria da eficácia na alimentação. Também nas bases de dados e matrizes nutricionais têm-se valorizado os aportes de BE de cada matéria-prima, sendo que em todos os casos, são calculados a partir dos níveis de Na, K e Cl segundo a proposta de Mongin (1981). Ainda que a todas as matérias-primas que podem fornecer um BE lhes seja atribuído um valor, este não é avaliado ou comparados e, em certos casos como por exemplo na farinha de peixe, são

0,051

-0,009 0,053 0,326 1,226 0,101 0,234 0,113

0,059

Nutriente

PESO HUMEDAD PROTEÍNA BRUTA GORDURA BRUTA FAD FND AMIDO CINZAS CÁLCIO FÓSFORO TOTAL FÓSFORO DIG PORC FOSFORO FÍTICO EN PORCAS (Mcal/Kg) LISINA DIG PORC MET DIG PORC MET+CYS DIG PORC TREO DIG PORC TRIPT DIG PORC POTÁSIO SÓDIO CLORO CLORETOS BALANÇO ELECTROLÍTICO

GLOBAL FEED 532: PORCAS LACTAÇÃO c/ SOCALPHOS 20/20/5 20/12/2016

valor

100,000 10,446 17,000 5,421 6,468 18,182 45,000 5,316 0,900 0,731 0,350 0,333 2 350 0,950 0,322 0,570 0,608 0,173 0,808 0,200 0,304 0,498 207,705

Mínimo

Máximo

Custo restr.

100,000

100,000 100,000 18,000 8,000 100,000 100,000 45,000 100,000 1,100 100,000 100,000 100,000 100,000 100,000 100,000 100,000 100,000 100,000 1,100 0,300 100,000 0,800 1 000,000

-0,016

17,000 4,000 6,000 18,000

0,900 0,680 0,350

2 350 0,950 0,285 0,570 0,608 0,171

0,200 0,150 0,400 200,000

0,051

-0,009

A L I ME N TAÇÃO A N I M A L

0,053

0,326

1,226 0,101 0,234 0,113

0,059

|

23


ALIMENTAÇÃO ANIMAL INVESTIGAÇÃO

EMPRESA GLOBAL FEED FÓRMULA 400 C: PORCAS LACTAÇÃO c/ Fosfato Bicálcico DATA 20/12/2016 PREÇO FÓRMULA (€/Tm) 229,799 Nutriente SÓDIO Matéria Prima CEVADA SOJA 47 SÊMEA 9/22 MILHO TRIGO BANHA POLPA BETERRABA CARBONATO CÁLCICO GORDURA 3/5 FOSFATO DICÁLCICO LISINA 50 LIQ SAL PREMIX PORCAS 0,3% METIONINA OH L-TREONINA ADITIVO FITASA LÍQUIDA

% em solução Nutr em MP 48,545 0,010 17,101 0,020 0,020 16,000 5,000 0,010 5,000 0,011 2,518 1,161 0,150 1,027 0,060 1,000 0,960 0,100 0,506 0,070 0,493 36,600 0,300 0,113 0,106 0,160 3,380 0,010

Aporte 0,004 0,003 0,003 0,000 0,000

% 2,42 1,71 1,60 0,25 0,27

0,001 0,000

0,87 0,30

0,000 0,000 0,180

0,47 0,17 90,21

0,003

1,69

0,200

100,00

EMPRESA GLOBAL FEED FÓRMULA 532: PORCAS LACTAÇÃO c/ SOCALPHOS 20/20/5 DATA 20/12/2016 PREÇO FÓRMULA (€/Tm) 226,740 Nutriente SÓDIO Matéria Prima CEVADA SÊMEA 9/22 SOJA 47 MILHO TRIGO BANHA CARBONATO CÁLCICO POLPA BETERRABA GORDURA 3/5 SOCALPHOS 20/5 LISINA 50 LIQ SAL PREMIX PORCAS 0,3% METIONINA OH L-TREONINA ADITIVO FITASA LÍQUIDA

% em solução Nutr em MP 50,432 0,010 16,000 0,020 15,185 0,020 5,000 0,010 5,000 0,011 2,410 1,286 0,060 1,219 0,150 1,000 5,000 0,735 0,595 0,070 0,404 36,600 0,300 0,133 0,131 0,160 3,380 0,010

Aporte 0,005 0,003 0,003 0,000 0,000

% 2,52 1,60 1,51 0,25 0,27

0,000 0,001

0,38 0,91

0,036 0,000 0,147

18,37 0,20 72,86

0,003

1,69

0,200

100,00

Tabela 4

Conclusões da utilização de SOCALPHOS 20/5 (SCP20/5) comEMPRESA GLOBAL FEED parativamente ao FOSFATO 532: DICÁLCICO (DCP) FÓRMULA PORCAS LACTAÇÃO c/ SOCALPHOS 20/20/5

EMPRESA GLOBAL FEED FÓRMULA 400 C: PORCAS LACTAÇÃO c/ Fosfato Bicálcico DATA 20/12/2016 229,799 PREÇO FÓRMULA (€/Tm)

DATA

Nutriente BALANÇO ELECTROLÍTICO Matéria Prima CEVADA SOJA 47 SÊMEA 9/22 MILHO TRIGO BANHA POLPA BETERRABA CARBONATO CÁLCICO GORDURA 3/5 FOSFATO DICÁLCICO LISINA 50 LIQ SAL PREMIX PORCAS 0,3% METIONINA OH L-TREONINA ADITIVO FITASA LÍQUIDA

% em solução Nutr em MP 48,545 96,339 17,101 534,472 16,000 324,238 5,000 76,934 5,000 84,458 2,518 1,161 151,144 1,027 40,915 1,000 0,960 62,902 0,506 18,877 0,493 -159,019 0,300 0,113 0,106 0,160 -212,138 0,010

Aporte 46,768 91,400 51,878 3,846 4,222

% 23,38 45,70 25,93 1,92 2,11

1,755 0,420

0,87 0,21

0,603 0,100 -0,783

0,30 0,05 -0,39

-0,212

-0,10

200,000

100,00

EMPRESA GLOBAL FEED FÓRMULA 532: PORCAS LACTAÇÃO c/ SOCALPHOS 20/20/5 DATA 20/12/2016 PREÇO FÓRMULA (€/Tm) 226,740 Nutriente BALANÇO ELECTROLÍTICO Matéria Prima CEVADA SÊMEA 9/22 SOJA 47 MILHO TRIGO BANHA CARBONATO CÁLCICO POLPA BETERRABA GORDURA 3/5 SOCALPHOS 20/5 LISINA 50 LIQ SAL PREMIX PORCAS 0,3% METIONINA OH L-TREONINA ADITIVO FITASA LÍQUIDA

% em solução 50,432 16,000 15,185 5,000 5,000 2,410 1,286 1,219 1,000 0,735 0,595 0,404 0,300 0,133 0,131 0,160 0,010

Tabela 5

24 |

ALIMEN TAÇÃO ANIMAL

Nutr em MP 96,339 324,238 534,472 76,934 84,458

Aporte 48,682 51,878 81,178 3,846 4,222

% 23,51 25,06 39,22 1,65 2,04

40,915 151,144

0,526 1,842

0,24 0,87

2 186,421 18,877 -159,019

16,070 0,118 -0,642

7,73 0,05 -0,30

-212,138

motivo de rejeição ou restrição no uso da matéria-prima quando EMPRESA GLOBAL FEED entram emFÓRMULA fábrica. 532: PORCAS LACTAÇÃO c/ SOCALPHOS 20/20/5 DATA 20/12/2016 Fazendo a mesma análise, levada anteriormente PREÇO FÓRMULA (€/Tm) 226,740 a cabo com o Na, Nutriente SÓDIO ao BE fornecido por cada uma das matérias-primas de ambas as Matéria Prima % em solução Nutr em MP Aporte % CEVADA 50,432 0,010 0,005 2,52 formulações, podemos comprovar que a grande diferença reside SÊMEA 9/22 16,000 0,020 0,003 1,60 SOJA 47 0,020 1,51 na percentagem de inclusão da 15,185 soja como um dos0,003 ingredientes MILHO 5,000 0,010 0,000 0,25 TRIGO 5,000 0,011 0,000 0,27 que contêm mais altos níveis de valores de BE. BANHA 2,410 CARBONATO CÁLCICO 1,286 0,060 0,000 0,38 Desta maneira, fórmula com Fosfato Dicálcico, eleva-se a incluPOLPA na BETERRABA 1,219 0,150 0,001 0,91 GORDURA 3/5 1,000 são de sojaSOCALPHOS 2% comparativamente à formulação com 20/5 5,000 0,036 o SOCAL18,37 0,735 LISINA 50 LIQ 0,595 0,070 0,000 0,20 PHOS 20/5, o nível MIN SAL para se conseguir alcançar 0,404 36,600 0,147necessário 72,86 PREMIX PORCAS 0,3% 0,300 de BE. Em METIONINA formulação OH a justificação 0,133 e interesse da Soja deveria L-TREONINA 0,131 ADITIVO 0,160 3,380 da proteína 0,003 residir fundamentalmente no nível e qualidade e1,69 amiFITASA LÍQUIDA 0,010 0,200 100,00 noácidos que pode fornecer ao alimento e não sobre o nível de BE, mesmo que elevado. A incorporação do SOCALPHOS 20/5 na fórmula assegura uma fonte de Na (e desta forma de BE), garantida e mensurável, que vem agregado ao aporte fundamental de Fósforo Digestível. Esta qualidade permite que indiretamente seja otimizada a inclusão das restantes matérias-primas em fórmula não pelos valores de BE, mas sim pelas características nutricionais que as definem. A fórmula avaliada neste trabalho, em que se utilizou Fosfato Dicálcico, poderia ser otimizada a custos semelhantes à fórmula que utilizou o SOCALPHOS 20/5 se incorporássemos uma matéria-prima não contemplada (Bicarbonato de Sódio). Porém, temos de contar também com todos os inconvenientes que advêm da incorporação de mais uma matéria-prima na logística de compras, manipulação em fábrica, etc.

-0,212

-0,10

207,705

100,00

20/12/2016

PREÇO FÓRMULA (€/Tm) 226,740 • SCP 20/5 proporciona uma maior quantidade de P digestível Nutriente BALANÇO ELECTROLÍTICO por quilo deMatéria produto e, desta forma, requer uma menor quanPrima % em solução Nutr em MP Aporte % CEVADA 50,432 96,339 48,682 23,51 tidade em formulação para cumprir as exigências MIN solicitaSÊMEA 9/22 16,000 324,238 51,878 25,06 SOJA 47 534,472 81,178 39,22 das. Consequentemente, sobra15,185 mais espaço otimização MILHO 5,000 76,934 para a 3,846 1,65 TRIGO 5,000 84,458 4,222 2,04 dos outros nutrientes nas restantes matérias-primas e reduz BANHA 2,410 CARBONATO CÁLCICO 1,286 40,915 0,526 0,24 o nível de fósforo excretado para ambiente. POLPA BETERRABA 1,219o meio 151,144 1,842 0,87 GORDURA 3/5 1,000 SOCALPHOS 20/5uma quantidade 0,735 de Na 2 186,421 16,070 7,73 • O SCP 20/5 fornece digestível mensurável LISINA 50 LIQ 0,595 18,877 0,118 0,05 SAL que, ao estar vinculada 0,404 ao aporte -159,019 concomitante -0,642 -0,30 e garantida de PREMIX PORCAS 0,3% 0,300 METIONINA OH 0,133 mais económica de forneuma fonte de P digestível, é a fonte L-TREONINA 0,131 -212,138 -0,212 -0,10 cimentoADITIVO de Na em comparação0,160 com outras matérias-primas. FITASA LÍQUIDA 0,010 100,00 • Do mesmo modo, o elevado fornecimento de BE,207,705 e pelas mesmas razões descritas no que respeita à vinculação com o P digestível, é uma fonte mais económica deste nutriente. Além disso, evita que o resto de matérias-primas se ajustem para a otimização da fórmula por um conjunto de nutrientes (Na, K e Cl), que salvo algumas exceções não se analisam, apresentam muita variabilidade e não definem o principal interesse na formulação. • A utilização de SCP 20/5 permite minimizar a inclusão de Sal até ao limite de restrição ou próximo do limite de restrição dos cloretos, minimizando os riscos inerentes a sua utilização. • O SCP 20/5 evita em muitas fórmulas a utilização de outra matéria-prima (Bicarbonato de Sódio) ou a redução da sua inclusão, sendo o SCP 20/5 uma fonte de Na e BE sempre mais económica.


Temos por objetivo apoiar os criadores da Raça Frísia e a produção de leite em Portugal. Pelo melhoramento da raça realizamos e apoiamos: • Registo e certificação genealógica • Classificação morfológica dos efetivos • Emparelhamentos corretivos • Informação e formação profissional... e as solicitações dos associados Av. Egas Moniz, nº 6 - 2º • 2135-232 SAMoRA CoRREIA Tel: 263 651 229 / 31 • Fax: 263 651 228 • E-mail: geral@apcrf.pt

www.apcrf.pt A L I ME N TAÇÃO A N I M A L

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25


ALIMENTAÇÃO ANIMAL INVESTIGAÇÃO

ÓLEOS ESSENCIAIS NA PRODUÇÃO ANIMAL

Arlindo de Sousa Diretor Técnico

Com a proibição dos antibióticos como aditivos na alimentação animal, assente em razões que todos conhecemos, foi necessário orientar o foco das investigações para alternativas visando o bom desempenho zootécnico dos animais das nossas explorações. É neste âmbito, que surgem várias alternativas baseadas em estudos, ensaios, etc, entre as quais a utilização dos designados Óleos Essenciais, que desde tempos imemoriais foram sendo utilizados pelas diferentes civilizações. Hoje, com a sistematização do conhecimento sobre os mesmos, foram eleitas algumas soluções, entre as quais a utilização do Óleo Essencial de Orégão Natural, que é na verdade, um complexo de vários óleos essenciais em diferentes proporções, bem definidas dentro de um intervalo de tolerância.

Efeito antimicrobiano dos óleos essenciais Os óleos essenciais (OE) são compostos de origem vegetal, líquidos e insolúveis, com um cheiro intenso e característico (Sticher, 1999). Estes óleos possuem várias propriedades bem conhecidas desde a antiguidade. Faz alguns anos, que é utilizado como aditivo na alimentação animal, constituíndo-se como uma alternativa natural aos antibióticos promotores de crescimento. Um grande número de estudos científicos têm demonstrado existirem propriedades antioxidantes, antimicrobianas e imunoestimulantes. O mecanismo de acção dos OE consiste na alteração da permeabilidade da membrana celular da bactéria ou fungo, provocando um transtorno metabólico, que conduz à morte do organismo. Diversos OE, têm evidenciado propriedades antibióticas contra diferentes bactérias causadoras de problemas na producão animal (Rüben, 2009).

A actividade antibiótica de 96 óleos essenciais e 23 de seus componentes foi estudada e confirmada (Friedmann et al., 2002). Na realidade, nem todos os OE têm o mesmo poder antibiótico. Existem diversos métodos para medir a capacidade antibiótica de uma substância e compará-la com as outras: • Concentração Mínima Inibitória (CMI) é a menor concentração de um antibiótico capaz de inibir o crescimento de determinado microorganismo, após a sua incubação. • Concentração Mínima Bactericida (CMB) é a quantidade mínima de antibiótico capaz de destruír 99,9% de uma amostra inoculada em condições padronizadas. • Método Kirby-Bauer (método de difusão em agar): discos de papel de filtro são impregnados com concentrações conhecidas de diferentes antibióticos. O antimicrobiano difunde-se a partir do disco para o meio de cultura produzindo uma zona de inibição na qual uma concentração crítica do antimicrobiano inibe o crescimento bacteriano. Hammer et al. estudaram a CMI de 52 óleos essenciais onde comprovaram a actividade de cada um deles, contra Escherichia coli, Salmonella typhimurium, Staphylococcus aureus e Enterococcus faecalis, entre outros microrganismos (Fig. 1). Como se pode observar na Figura 1, o óleo essencial de orégão possui a maior actividade inibitória. Os valores CMI de orégão são inferiores a 0,25% nestas quatro bactérias, potencialmente perigosas para a produção animal. Isto deve-se à composicão única do óleo essencial natural de orégão. O óleo essencial DOSTO® Orégão contém mais de 30 componentes, o que confirma que é puro e natural. Cada lote é analisado para assegurar que cumpre determinadas especificações.

Óleo Essencial (OE)

Principal componente

Efectivo contra:

Tomilho (T. vulgaris)

Timol; Linalool

E. faecalis, E. coli, P. aeruginosa, S. aureus, Salmonella sp., etc.

Orégão (O. vulgare)

Carvacrol, Timol

E. faecalis, E . coli, S. aureus, P. aeruginosa, S. aureus, Salmonella sp., etc.

Cravo (E. aromaticum)

Eugenol

E. faecalis; E. coli, P. aeruginosa, S. aureus, Salmonella sp., etc.

Alecrim (R. officinalis)

Borneol

E. faecalis, E. coliP. aeruginosa, S. aureus, Salmonella sp., S. aureus

Salva (S. officinalis)

Viridiflorol, Manool

E. coli, Salmonella typhi, S. enteritidis, E. faecalis, etc.

Árvore do chá (M alternifolia)

Terpinen-4-ol

Staph. aureus, Salmonella typhi, S. aureus, etc.

Tabela 1: Actividade antimicrobiana dos óleos essenciais (Ayala-Zavala et al., 2009)

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ALIMEN TAÇÃO ANIMAL


2017 ALLTECH GLOBAL FEED SURVEY

Alltech.com/Portugal

6755_2017_Global_Feed_Survey_A4_PT.indd 1

AlltechPortugal

@Alltech

2017. 04. 06. 15:49


2017 GLOBAL FEED SURVEY

2016

2015

TONELAGEM GLOBAL TOTAL (MM)

TONELAGEM GLOBAL TOTAL (MM)

1.032,2

995,6

+3,7%

NÚMERO GLOBAL DE FÁBRICAS DE RAÇÕES

NÚMERO GLOBAL DE FÁBRICAS DE RAÇÕES

30.090

32.341 -7%

TONELAGEM GLOBAL POR ANO

954,2

AUMENTO

1,6%

9,6%

960,4

0,7%

980,1

2,1%

995,6

2,0%

1,032,2

3,7%

POR ANO

2012

6755_2017_Global_Feed_Survey_A4_PT.indd 2

2013

2014

2015

2016

(MILHÕES DE TONELADAS MÉTRICAS)

2017. 04. 06. 15:49


PELA PRIMEIRA VEZ NA HISTÓRIA, A PRODUÇÃO EXCEDE MIL MILHÕES DE TONELADAS Pela primeira vez, o estudo deste ano estima que a

Embora a produção anual de rações tenha

produção global de rações seja superior a mil milhões

ascendido aos 3,7%, isto foi alcançado com menos

de toneladas. Desde que o estudo global sobre rações

7% de fábricas de rações. Esta tendência foi mais

Alltech Global Feed Survey começou há seis anos, a

notória no maior produtor mundial, a China, que

indústria de rações registou um aumento na produção

assistiu a uma grande consolidação das fábricas

de 161 milhões de toneladas métricas, correspondente

de rações nos últimos anos e este ano reportou

a um crescimento de 19% (ou 2,95% por ano). À

um declínio de quase 30% no número de fábricas

medida que a população mundial continua a aumentar,

de rações. Outros países de produção mais baixa

será fascinante acompanhar ao longo dos próximos

também registaram uma diminuição do número de

quarto anos, a evolução da indústria de rações até

fábricas na ordem dos milhares, particularmente

2020 e, sobretudo em 2050, quando se estima que

na região Ásia-Pacífico, como a Índia, a Coreia

a população deva ultrapassar os 9 mil milhões.

do Sul e o Vietname, que relataram uma redução

O estudo tornou-se mais abrangente que nunca, incluindo agora dados de 141 países. Com informações de mais de 30.000 fábricas de rações, trata-se presentemente da avaliação disponível, mais completa e extensa do estado da produção e consumo de alimentos para animais. Todos os anos, o estudo obtém um conhecimento mais profundo da indústria, tornando a análise mais completa e robusta do que nunca.

6755_2017_Global_Feed_Survey_A4_PT.indd 3

de 39%, 18% e 13%, respetivamente. No geral, a combinação de aumento da produção, com um número menor de fábricas de ração reflete a consolidação contínua da produção agrícola, não obstante o crescente consumo de proteína animal. O aumento da produção de carne, leite e ovos também é alcançado com um menor número de produtores, à medida que as explorações se integram e a eficiência das rações aumenta.

2017. 04. 06. 15:49


DESTAQUES REGIONAIS Ao longo dos últimos cinco anos, a África foi a região com o crescimento mais rápido; o crescimento deste ano foi superior a 13%. Metade dos países tiveram um crescimento acentuado e apenas alguns apresentaram uma pequena quebra na produção. As grandes estrelas da região a Nigéria, a Algéria, a Tunísia, o Quénia e a Zâmbia, todas registaram taxas de crescimento de pelo menos 30%. A África é uma das regiões onde é mais difícil obter informações, no entanto, o estudo deste ano contemplou alguns países novos. É importante referir que a região ainda fica atrás em termos de penetração de rações per capita (ração produzida por pessoa), refletindo um setor de proteína animal pouco desenvolvido. A liderança da Nigéria na região é indicativa do crescimento da população — que se deve tornar o quarto maior país em termos de população até 2050 — e das possibilidades económicas associadas, à medida que este e outros países continuam a mostrar prosperidade económica. A África apresenta o maior potencial de crescimento para a indústria de rações. A região Ásia-Pacífico continua a liderar a produção, e o seu crescimento promissor, de cerca de 5%, indica que não será ultrapassada a curto prazo. O maior produtor, a China, continua a contribuir para a posição de liderança da região, mas os países em crescimento, como o Vietname e o Paquistão, bem como os países de desempenho consistente, como a Índia e o Japão, também irão reforçar a liderança da região num futuro próximo. O crescimento da região Europa foi um dos mais baixos, com apenas 3,33%. Parte deste crescimento lento poderá ser atribuído ao ano tumultuoso vivido na

União Europeia, (EU) causado pelo Brexit e a reforma dos subsídios na agricultura. O principal protagonista na região Europa é a Espanha, que presentemente lidera a produção de rações com 31,9 milhões de toneladas métricas, um aumento de 8% face ao ano anterior. Este aumento é significativo, dado que a região, como um todo, cresceu 3,36% comparativamente ao ano anterior. Outros dos principais contribuintes, no seio da região, incluem a Rússia, a Alemanha e a França, todos novamente na lista top 10. A diminuição da produção de rações na indústria europeia de lacticinios é notória: vários países líderes registaram um decréscimo significativo, incluindo a Alemanha, a França, a Turquia e os Países Baixos. Um número suficiente de países pequenos produtores, tais como a Irlanda e a Noruega, registaram um crescimento saudável que, de certa forma, mitigou este decréscimo, sendo os resultados gerais uma redução de cerca de 2 mihões de toneladas métricas. O Brasil continua a ser o principal protagonista na região da América Latina. O México tem vindo a ganhar terreno para 2016 e registou o crescimento mais acentuado em toneladas para região. Isto foi particularmente evidente nas indústrias de lacticínios e de ovos. O crescimento do Médio Oriente, de mais de 16%, foi o mais significativo de todas as regiões. O estudo foi um pouco mais abrangente nesta região e, por conseguinte, permitiu obter números mais robustos. A produção de rações na América do Norte mantem-se relativamente estável. A região continua a liderar a produção de rações para bovinos de carne, perús, animais de companhia e equinos.

TOTAIS REGIONAIS Tonelagem total 2016

Total Fábricas

Crescimento médio da região

39,5

2.081

13,2%

Ásia Pacífico

367,6

11.214

4,9%

Europa

249,4

5.307

3,4%

América Latina

157,5

4.287

4,0%

Médio Oriente

27,1

732

16,7%

191,1

6.470

-1,5%

1.032,2

30.090

África

América do Norte Total

(MILHÕES DE TONELADAS MÉTRICAS)

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DADOS POR PAÍSES A produção combinada da China e dos EUA representa mais de um terço da produção global (35%). Estes dois países têm liderado a produção de rações desde o primeiro estudo em 2011, mas como é que os dois se comparam? Aqui apresentamos uma análise rápida dos seus dados de produção: (MILHÕES DE TONELADAS MÉTRICAS)

Suínos

Vacas de leite Vacas de carne

3.0

3.9

Poedeiras

Frangos

China

75.5

EUA

41.6 23.3 24.8 12.6 48.0

Aquacultura

29.4 54.9 16.4 1.0

As fábricas nos 30 principais países são responsáveis por 86% da produção total de rações. Estes 30 países concentram 82% de todas as fábricas de rações. Isto significa que 14% da produção está espalhada pelos outros 111 países, que utilizam as restantes 18% de fábricas de rações. Os países top 10 concentram metade das fábricas (56%) e são responsáveis por 60% de toda a produção de rações, ficando 131 países a produzir 40% das rações, com 44% das fábricas de rações.

DESTAQUES TOP 10 RÚSSIA

29.09 ALEMANHA

24.49 EUA

169.69

CHINA

187.20 FRANÇA ESPANHA

31.85

23.45

JAPÃO

23.99

MÉXICO

33.88

ÍNDIA

31.36 BRASIL

68.93 Toneladas (MM)

Fábricas

2016

Fábricas

2016

China

6000

187.20

Índia

909

31.36

EUA

5970

169.69

Rússia

500

29.09

Brasil

1554

68.93

Alemanha

330

24.49

México

498

33.88

Japão

115

23.99

Espanha

820

31.85

França

300

23.45

(MILHÕES DE TONELADAS MÉTRICAS)

6755_2017_Global_Feed_Survey_A4_PT.indd 5

(MILHÕES DE TONELADAS MÉTRICAS)

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DADOS POR ESPÉCIE

TONELAGEM DE RAÇÕES (MILHÕES DE TONELADAS MÉTRICAS)

SUÍNOS Porcos África

2.1

Ásia-Pacífico

117.0

Europa

72.2

América Latina

30.3

Médio Oriente

0.1

América do Norte

50.6

Total

272.4

RUMINANTES Leite

Carne

Vitelos

Outros Ruminantes

África

6.0

4.8

0.1

1.8

Ásia-Pacífico

22.4

16.6

1.0

0.8

Europa

37.7

21.6

4.5

8.6

América Latina

16.8

11.3

0.7

0.0

Médio Oriente

6.0

1.7

0.2

2.9

América do Norte

27.4

26.0

0.3

0.3

Total

116.4

82.0

8.3

14.4

Poedeiras

Frangos

Perús

Outras aves

África

8.5

11.3

0.2

0.1

Ásia-Pacífico

66.1

105.9

0.2

2.6

Europa

28.8

47.5

5.7

3.5

América Latina

20.9

62.2

0.8

0.1

Médio Oriente

5.5

9.2

0.3

0.2

América do Norte

13.6

51.0

7.4

0.2

Total

143.3

287.1

14.6

6.6

AVES

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2017. 04. 06. 15:49


OUTRAS ESPÉCIES Aqua

Animais de companhia

Equinos

Outros

África

1.6

0.4

0.2

0.1

Ásia-Pacífico

26.7

2.4

0.6

3.0

Europa

5.9

8.1

1.3

3.6

América Latina

3.6

5.2

2.0

1.5

Médio Oriente

0.3

0.1

0.1

0.0

América do Norte

1.8

8.8

3.7

0.2

Total

39.9

25.0

7.8

8.4

OS CUSTOS DAS RAÇÕES REFLETEM A ECONOMIA GLOBAL No geral, os preços das rações estão mais baixos, comparativamente aos dados do ano passado. Como resultado, os custos de criação dos animais de produção também diminuíram. Numa perspetiva global, a indústria de rações pode ser grosseiramente avaliada em cerca de 460 mil milhões de dólares, embora os preços das rações tenham, no geral, descido 5 a 7% relativamente ao ano passado. Isto representa um pequeno aumento face a 2015, refletindo os valores mais altos atribuídos ao negócio dos animais de companhia, equinos e outros animais. A Alltech estima que o setor suíno represente 24%, os ruminantes cerca de 20%, as aves 36%, a aquacultura e os animais de companhia cada um cerca de 9%, e os equinos e outros animais, cada um, cerca de 1%.

PREÇO MÉDIO GLOBAL DAS RAÇÕES

PORCOS

POEDEIRAS

FRANGOS

$355

$370

$422

-5%

6755_2017_Global_Feed_Survey_A4_PT.indd 7

-7%

-7%

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Este ano marca o sexto aniversário do Alltech Global Feed Survey, uma avaliação anual da produção de alimentos compostos para animais. Foram colhidos, analisados e estudados dados de mais de 140 países, combinando informações obtidas em parceria com as associações de rações locais e a equipa de vendas da Alltech, que visitou mais de 30.000 fábricas de rações.

CONTACTE-NOS Para mais informações sobre a Alltech, ou comentários relativos ao estudo 2017 Alltech Global Feed Survey, contacte-nos por e-mail para infoportugal@alltech. com indicando no assunto “2017 Alltech Global Feed Survey” ou por correio para o endereço abaixo indicado.

ALLTECH PORTUGAL | Parque Monserrate | Av. Dr. Luís Sá nº 9 Armazém A | 2710-089 Sintra | Portugal Tel.: 21 960 55 10 | Alltech.com/Portugal | Facebook.com/AlltechPortugal

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Outro factor importante para garantir a eficácia do óleo essencial é o processo de extracção e posterior processamento. Os óleos essenciais são classificados de acordo com a sua origem e modo de produção, em: • Óleos puros e naturais: obtém-se directamente da planta e todos os componentes, bem como as respectivas proporções são iguais às encontradas na planta original. • Óleos idênticos ao natural: são óleos essenciais cuja composição química foi modificada por adição de componentes sintéticos. • Óleos sintéticos: a sua origem não é a natureza, mas resulta da síntese em laboratório. O uso deste tipo de compostos é controverso, já que podem acumular-se no tecido gordo e Figura 1: Actividade antimicrobiana de extractos vegetais (Hammer et al., 1999)

Estas especificações incluem teores padrão definidos para nove componentes, que representam cerca de 95% do óleo essencial. Dois destes componentes padronizados são os fenóis carvacrol e timol, que em sinergia entre si e com os restantes, conferem o poder antibiótico do óleo essencial (Ehrlinger 2007). No mercado existe um grande número de óleos essenciais, extractos e combinações destes. Mas, nem todos são seguros. Por exemplo, o óleo essencial de alho e seu princípio activo, a alicina, é efectivo num reduzido espectro de bactérias (Iwalokum, 2004). Além disso, o seu odor e sabor característicos podem reduzir o consumo de ração e aumentar o risco de transferência de sabor aos ovos e ao leite (Ehrlinger, 2007). O óleo essencial de DOSTO® Orégão é totalmente seguro, estimula o apetite e não tem nenhum efeito nas características organolépticas dos ovos e do leite (Nowers, 2016). O óleo essencial de orégão é efectivo contra um amplo espectro de microrganismos. Para além dos já mencionados na Fig. 1, o óleo essencial de orégão rompe com o ciclo vital de patógenos como clostridium (responsável pela necrose entérica) e protozoários como a histomonas (responsável pela histomoníase, também conhecida como a doença da cabeça negra). Possui também a capacidade de inibir o crescimento de fungos formando ligações por pontes de hidrogénio entre os grupos hidroxilo dos fenóis do óleo essencial e os centros activos das enzimas do fungo (BEET, 2009). A eficácia de um óleo essencial depende da sua qualidade e pureza. A actividade antibacteriana / antifúngica do óleo essencial é devida aos seus componentes e à sinergia entre eles (Yap et al., 2014). A referida composição varia bastante, com, os diferentes genótipos, variações ambientais, a parte da planta e com a fase de crescimento da mesma (Franz, 2013). Mais de 60 plantas diferentes têm o nome orégão, com um conteúdo de óleo essencial entre el 2,42% and 5,73% (Russo et al. 1998). Por outro lado, a proporção dos seus componentes como o carvacrol pode apresentar variações desde 1% (O. hypericifolium, floração) a 84% (O. Majorana) (Kintzios, 2002). Para garantir uma composição e qualidade constantes em todos os lotes, a DOSTOFARM produz óleo essencial através do cultivo exclusivo e certificado: controlando todo o processo desde a semente ao produto final.

interferir com o sistema hormonal. O óleo essencial DOSTO® Orégão é 100% puro e natural – nem sintético nem “idêntico ao natural” – é produzido em culturas certificadas. Para cumprir este compromisso, toda a cadeia de produção está sob controlo da DOSTO®.

ACTIVIDADE IMUNOESTIMULADORA DOS ÓLEOS ESSENCIAIS Ao longo dos últimos anos, nutricionistas de produção animal têm-se precupado cada vez mais, em formular alimentos com substâncias capazes de estimular o sistema imune inato dos animais, como estratégia para melhorar a saúde e, consequentemente, melhorar o desempenho zootécnico. Os óleos essenciais (OE) possuem propriedades conhecidas, que por um lado, aumentam a produção de secreções digestivas e absorção de nutrientes e por outro, reduzem o stress patogénico no intestino. Estudos mais recentes, têm-se centrado na relação entre a actividade de OE e o estado imunitário em animais de produção. Tracto digestivo e sistema imunológico O sistema imunológico é constituído por uma conjunto de estruturas (proteínas, células, tecidos e órgãos) e processos que actuam juntos para proteger o corpo contra doenças ou outros corpos estranhos, potencialmente prejudiciais. Quando funciona adequadamente, o sistema imunológico identifica uma variedade de ameaças e distingue-os do tecido saudável pertencente ao sistema corporal. O tracto gastrointestinal ou digestivo desempenha um papel importante no sistema imunológico: a grande área de superfície do tubo digestivo deve ser protegida das lesões causadas por bactérias patogénicas, vírus, parasitas e outras toxinas que possam entrar através de alimentos ou outras vias. O sistema imunológico no tracto gastrointestinal possui a maior massa de tecido linfóide. As células estaminais linfóides dão origem aos linfócitos (um tipo de glóbulo branco), que identificam específicamente moléculas e células estranhas. Os linfócitos B, em particular, produzem anticorpos que são usados para atacar bactérias invasoras, vírus e toxinas. A L I ME N TAÇÃO A N I M A L

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ACTIVIDADE IMUNOESTIMULADORA DOS ÓLEOS ESSENCIAIS Ao longo dos últimos anos, nutricionistas de produção animal têm-se precupado cada vez mais, em formular alimentos com substâncias capazes de estimular o sistema imune inato dos animais, como estratégia para melhorar a saúde e, consequentemente, melhorar o desempenho zootécnico.

OsALIMENTAÇÃO óleos essenciais (OEs)ANIMAL possuem propriedades conhecidas, que por um lado, aumentam a produção de secreções INVESTIGAÇÃO respostas que visam eliminá-las, aumentando o stress no sistema imunológico do tracto gastrointestinal (Kawam digestivas e absorção de nutrientes e por outro, reduzem o stress patogénico no intestino. Estudos recentes, têm-se et al.2014). centrado na ligação entre a actividade de OE e o estado imunitário em animais de produção. Tracto digestivo e sistema imunológico

Estimulação do sistema imunológico O sistema imunológico é constituído por uma conjunto de estruturas (proteínas, células, tecidos e órgãos) e processos que trabalham juntos para proteger o corpo contra doenças ou outros corpos estranhos potencialmente Um imunoestimulante é uma substância que pode estimular a actividade do sistema imunitário. Normalmente, ®precisae de uma substância específica - um antigénio - para activar a resposta imune do organis Impacto Quando da saúde intestinal no sistema imunológico prejudiciais. funciona adequadamente, o sistema imunológico identifica uma variedade de ameaças imunoestimulante distingue-os do próprio tecido saudável do corpo. No entanto, os OEs são imunoestimulantes não específicos, o que significa que eles podem actuar sózinhos, s O equilíbrio microbiológico do intestino tem um impacto directo antigénios, para activar a resposta imune. Vários estudos demonstraram que os OEs têm efeitos imunoestimulan O tracto gastrointestinal ou digestivo desempenha um papel importante no sistema imunológico: a grande área de tanto in vitro como in vivo. sobre odosistema imunológico e, consequentemente, sobre a saúde superfície tubo digestivo deve ser protegida contra lesões causadas por bactérias patogénicas, vírus, parasitas e DOSTO® Óleo de Orégão é um óleo essencial com potentes e outras toxinas que podem entrar através de alimentos ou outras vias. et al. (2006) e Nofrarias et al. (2006) descobriram que os OEs administrados a leitões desmama do animal e seu desempenho. Bactérias intestinais saudáveis são Manzanilla precocemente, produziram alterações na mucosa intestinal e afectarame positivamente comprovadas atividades antibacteriana, antifúngica antioxi- a morfologia intest O sistema imunológico no tracto gastrointestinal possui a maior massa de tecido linfóide. As células estaminais os OEs reduziram o número de linfócitos intraepiteliais no jejuno dos leitões e reduziram essenciais não apenas para processamento dequenutrientes e pro- (específicamente, linfóides dão origem aos linfócitos (umotipo de glóbulo branco), identificam específicamente moléculas e células dante.BAs e suplementos alimentares contendo Óleo linfócitos nospremisturas gânglios linfáticos mesentéricos de leitões). A alteração na morfologia encontrada (isto é, a redu estranhas. Os linfócitos B, em particular, anticorpos quedesenvolvimento são usados para atacar bactérias invasoras, vírus tecção contra patógenos, masproduzem também para o das células linfocitárias no® tecido intestinal) pode ser interpretada como uma evidência directa da diminuição e toxinas. de Oregão DOSTO , regulam a microflora intestinal, melhoram a necessidade de actividade de defesa imunitária no intestino devido à acção antimicrobiana dos OEs (Zeng et e maturação do próprio sistema imunológico (Fagarasan et al., 2015). Mais claramente, esta descoberta suporta a hipótese de que os animais que consomem óleo de oré Impacto da saúde intestinal no sistema imunológico saúde intestinal e suportam o sistema imunológico natural, em da redução do stress no seu sistema imunológico do tracto gastrointestinal. 2010). A microflora intestinal estabelece uma ligação “cross-talk“ beneficiam O equilíbrio microbiológico do intestino tem um impacto directo sobre o sistema imunológico e, portanto, sobre a animais de produção. saúde de um animal e no seu desempenho. Bactérias intestinais saudáveis são essenciais não apenas para o com o sistema imunitário e do tracto gastrointestinal, activando processamento de nutrientes e proteção contra patógenos, mas também para o desenvolvimento maturação do Orégão DOSTO® ajuda a prevenir eficazmente O usoeÓleo de Óleo de DOSTO® de Orégão melhora a saúde intestinal próprio imunológico (Fagarasan et al., 2010). microflora intestinal estabelece uma ligação "cross-talk" com assimsistema a resposta imune (Purchiaroni etAal., 2006). problemas deOrégão saúdeé eumdepressão desempenho, apoiando o sis-antibacteriana, antifúngic o sistema imune do tracto gastrointestinal, activando assim a resposta imune (Purchiaroni etDOSTO® al., 2006). Óleo de óleo essencialde com potentes e comprovadas atividades antioxidante. As premisturas e ingredientes alimentares suplementares contendo Óleo de Oregão DOSTO, regula tema imunológico dos animais e optimizando o equilíbrio intestinal. microflora intestinal, melhoram a saúde intestinal e suportam o sistema imunológico natural, em animais de produç

DOSTO Óleo de Orégão melhora a saúde intestinal

Comunidades bacterianas ricas e equilibradas

Comunidades bacterianas pobres e desequilibradas

antimicrobianas imunoestimulantes do OE estão OAs usoactividades de Óleo de Orégão DOSTO® ajuda a eprevenir eficazmente problemas de saúde e depressão de desempen apoiando o sistema imunológico dos animais e otimizando o equilíbrio intestinal. estritamente ligadas à sua composição química. Verificou-se que

As actividades antimicrobianas e imunoestimulantes do OE está estritamente ligada à sua composição quím o óleo essencial de orégão possui propriedades antibacterianas Verificou-se que o óleo essencial de orégão possui propriedades antibacterianas e antifúngicas mais fortes (Ham eteal., 1999). antifúngicas mais fortes (Hammer et al., 1999).

Lúmen intestinal

Sistema Imunológico Normal Células T reguladoras IgA

Patologias

Doenças imunonológicas

Autoimunidade Alergias Transtornos metabólicos

Diagrama mostrando a reguladora interacção entre do o hospedeiro sistema eimunológico do(adaptado da MTB Europa) Diagrama mostrando a interacção entrereguladora o sistema imunológico bactérias intestinais hospedeiro e bactérias intestinais (adaptado da MTB Europa)

Comunidades bacterianas ricas e equilibradas parecem ser percebidas como "familiares" pelo sistema imunológico, enquanto uma comunidade bacteriana pobre e desequilibrada é aparentemente percebida como "estranhos" e induz

Comunidades bacterianas ricas e equilibradas parecem ser percebidas como “familiares“ pelo sistema imunológico, enquanto uma comunidade bacteriana pobre e desequilibrada é aparentemente percebida como “estranhos“ e induz respostas que visam eliminá-las, aumentando o stress no sistema imunológico do tracto gastrointestinal (Kawamoto et al.2014). Estimulação do sistema imunológico Um imunoestimulante é uma substância que pode induzir a actividade do sistema imunitário. Normalmente, um imunoestimulante necessita de uma substância específica – um antigénio – para activar a resposta imune do organismo. No entanto, os OEs são imunoestimulantes não específicos, o que significa que eles podem actuar sózinhos, sem antigénios, para activar a resposta imune. Vários estudos demonstraram que os OE têm efeitos imunoestimulantes tanto in vitro como in vivo. Manzanilla et al. (2006) e Nofrarias et al. (2006) descobriram que os OEs administrados a leitões desmamados precocemente, produziram alterações na mucosa intestinal e afectaram positivamente a morfologia intestinal (específicamente, os OEs reduziram o número de linfócitos intraepiteliais no jejuno dos leitões e reduziram os linfócitos B nos gânglios linfáticos mesentéricos de leitões). A alteração na morfologia encontrada (isto é, a redução das células linfocitárias no tecido intestinal) pode ser interpretada como uma evidência directa da diminuição da necessidade de actividade de defesa imunitária no intestino devido à acção antimicrobiana dos OE (Zeng et al., 2015). Mais concretamente, esta descoberta suporta a hipótese de que os animais que consomem óleo de orégão beneficiam da redução do stress no seu sistema imunológico do tracto gastrointestinal. 28 |

ALIMEN TAÇÃO ANIMAL

Concentração Mínima Inibitória (%) dos diversos extractos botânicos (HAMMER et al., 1999) e DOSTO® Orégão

oncentração Mínima Inibitória (%) dos diversos extractos botânicos (HAMMER et al., 1999) e DOSTO® Orégão

A eficácia dos óleos essenciais DOSTO, deve-se à sua qualidade e pureza. Existe a garantia de 100% de óleo orégão essencial, puro e natural. Estes produtos não ® são “sintéticos natural idênticos".

A eficácia dos óleos essenciais DOSTO , deve-se à sua qualidade e

O orégão DOSTOFARM® é cultivado por agricultores em contracto de exclusividade, certificados e controlados pureza. Existe ade garantia dede100% de óleo de orégão essencial, orégão é selecionado entre mais 60 espécies de plantas dentro da família de puro orégão para o alto nível de óle

e natural. Estes produtos não são “sintéticos natural idênticos“. O orégão DOSTOFARM® é cultivado por agricultores em contrato de exclusividade, certificados e controlados. O orégão é seleccionado de entre mais de 60 espécies de plantas dentro da família de orégão para o alto nível de óleo e alto teor de carvacrol. Desde a semente até o produto final, os produtos de orégão são constantemente monitorados. A DOSTOFARM® garante a composição e a qualidade, em cada lote.

Controlo de clostridios com óleos essenciais Clostridium designa um grupo de bacilos Gram-positivos que se reproduzem por esporos. Estas bactérias estão presentes na flora intestinal normal e dividem-se em mais de 100 espécies, algumas delas são patogénicas. Estes bacilos reproduzem-se de forma muito rápida e produzem toxinas que podem matar o hospedeiro. Por exemplo, a espécie Clostridium perfringens reproduz-se em cada 10 minutos enquanto que a Escherichia coli replica-se em cada cada 20 minutos. Os esporos são extremamente resistentes, pelo que para controlar de maneira efectiva uma infecção por Clostridium é necessário romper com o ciclo biológico das bactérias.


Infecções por clostridios na produção animal A espécie C. perfringens tipo A y C é uma das principais causas da enterite necrótica nas aves. Esta infecção agu-da é caracterizada por necrose severa da mucosa intestinal e produz uma alta da taxa de mortalidade. Factores como a coccidiose ou stress alimentar podem desencadear o aparecimento de enterite necrótica. No caso da produção suína, uma das infeções mais graves em porcas e causadora da morte súbita do animal está associada à bactéria C. novyi. A espécie C. perfringens tipo A, B y C pode produzir diarreias severas em leitões provocando uma mortalidade elevada, sendo o tipo C a mais comum e grave das três. Infecções por clostridios são pouco frequentes em porcos de engorda e porcas lactantes.

PRODUTOS

SERVIÇOS

As espécies do grupo Clostridium raramente causam infecções em bovinos adultos. Em animais jovens, o C. per-fringens (tipo B y C) é a causa mais frequente de enterotoxémia. Especialmente em vitelas com menos de 2 semanas de idade aparentemente sãs: as bactérias proliferam rápidamente e produzem toxinas que danificam a mucosa intestinal e a vitela morre se não fôr tratada imediatamente. Estudos in vivo e in vitro O Óleo Essencial de Orégão é um composto antibacteriano efectivo contra um amplo espectro de bactérias gram positivas e gram negativas. As moléculas do óleo essencial são lipofílicas, isto

QUALIDADE

AMINOÁCIDOS Lisina HCL sólida e líquida Lisina Sulfato 70 Metionina Treonina Triptofano Valina CreAMINO® ÁCIDOS ORGÂNICOS PROBIÓTICOS ÓLEOS ESSENCIAIS CEREAIS EXTRUDIDOS COM SORO DE LEITE BRANDBOND® (aglutinante) FARINHA DE PEIXE Aerobac DT (50 e 500 ml) Insecticida 1001 DT

SEGURANÇA

REPRESENTAÇÃO MANGRA, SA. Recepção e armazenamento Dosificação de líquidos Controlos de processo Controlos de humidade Sistemas de vapor Bombas e caudalímetros Nutrifeed – misturadores verticais Aplicadores pós-pelleting Transportadores pneumáticos de fase densa

MAIS DE UMA DÉCADA A PROMOVER O SUCESSO DA ALIMENTAÇÃO ANIMAL CONTACTOS Loteamento Industrial Quinta das Rebelas Rua A, Lote 19, Nr 17 B/D 2830-222 BARREIRO Telef: 351.21 214 84 70 Fax: 351.21 214 84 79 e-mail: geral@brandsweet.pt

A L I ME N TAÇÃO A N I M A L

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Estudos in vivo têm corroborado os resultados obtidos em testes in vitro. Os resultados publicados por Mitsch et al. (2004) mostram que os óleos essenciais reduzem o número de C. perfringens no intestino e nas fezes dos frangos de engorda, reduzindo o risco de enterite necrótica. Juneja et al., (2006) demonstraram que o óleo essencial de orégão inibe a germinação dos esporos na superfície da carne, cuja contaminação ocorre através das fezes, constituindo um risco potencial para a saúde.

ALIMENTAÇÃO ANIMAL INVESTIGAÇÃO

Interrupção do ciclo vital do agente patogénico Conter uma clostridiose implica romper com ciclo vital dos bacilos. O óleo essencial de orégão não só ataca os agentes patogénicos alterando as suas membranas celulares, como também acelera o processo de renovação da camada superior do intestino e inibe a germinação dos esporos.

permiti-lhes interagir com a membrana das bactérias gram-posi-

Reinfecção e conclusão do ciclo vital

tivas (como os clostrídios), alterando-a e causando-lhes a morte. Diversos estudos in vitro demonstram que os óleos essenciais controlam a proliferação de clostrídios. Por exemplo, Kacániová

Os resultados (obtidos com o método de discos de difusão) mostram uma grande actividade dos diferentes óleos essenciais na capacidade de inibir crescimento de C. perfringens maior que o

1. DOSTO® Orégão acelera a renovação das células intestinais maduras evitando la colonização dos agentes patogénicos,

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3

et al. (2014) estudaram a actividade antibacteriana de 15 óleos essenciais contra diversas espécies do grupo Clostridium.

Colonização e proliferação

Esporos nas fezes

Contaminação alimentar

Diarreia

2. DOSTO® Orégão ataca a membrana das bactérias inibindo o seu crescimento,

Germinação Esporos

Toxinas

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3. DOSTO® Orégão inibe a germinação dos esporos interrompendo o ciclo vital e evitando a reinfecção.

Lise celular

resto de plantas estudadas. O método de difusão em agar é um teste que utiliza discos de papel de filtro impregnados de concentrações conhecidas de um antibiótico para comprovar a sensibilidade das bactérias ao mesmo. Se o antibiótico inibe o crescimento, aparecerá à volta do filtro uma área onde o crescimento das bactérias não será visivel. Esta é chamada zona de inibição. Óleo Essencial

Zona de inibição (mm)

Lavandula angustifolia

3.5 ± 0.58

Carum carvi

2.25 ± 1.50

Pinus montana

1.00 ± 0.00

Mentha poperita

3.00 ±0.82

Foeniculum vulgare

1.00 ± 0.00

Pinus sylvestris

5.00 ± 0.82

Origanum vulgare

6.50 ± 3.70

Pimpinella anisum

5.00 ± 0.82

Rosmarinus officialis L.

2.00 ± 0.00

Salvia officialis L.

3.75 ± 0.96

Thymus vulgaris

2.25 ± 1.50

Tabela 2. Actividade antimicrobiana de diversos óleos essenciais contra C. perfringens usando o método de difusão em agar em milí-metros. (Kacániová et al.,2014).

Estudos in vivo têm corroborado os resultados obtidos em testes in vitro. Os resultados publicados por Mitsch et al. (2004) mostram que os óleos essenciais reduzem o número de C. perfringens no intestino e nas fezes dos frangos de engorda, reduzindo o risco de enterite necrótica. Juneja et al., (2006) demonstraram que o óleo essencial de orégão inibe a germinação dos esporos na superfície da carne, cuja contaminação ocorre através das fezes, constituindo um risco potencial para a saúde. Interrupção do ciclo vital do agente patogénico Conter uma clostridiose implica romper com ciclo vital dos bacilos. O óleo essencial de orégão não só ataca os agentes patogénicos alterando as suas membranas celulares, como também acelera o

O óleo essencial de orégão tem um efeito local na histomorfologia do intestino. Khajarern e Khajarern (2002) O óleo essencial de orégão tem um efeito local na histomorfologia concluíram que ao adicionar orégão à dieta das porcas, “o óleo essencial de orégão afecta a camada superior das células intestinais Khajarern maduras (enterócitos), acelerando o processo de renovação mesmas na superficie das do intestino. e Khajarern (2002) concluíram que aodas adiciovilosidades intestinais”. Este mecanismo de acção do óleo essencial de orégão não só impede que os clostridios completem o seu ciclo de vida, mas também cria um ambiente hostil aos parasitas intracelulares nar orégão à dieta das porcas, “o óleo essencial de orégão afecta como as Eimerias, reduzindo a contaminação dos patogénicos nos enterócitos. Por outras palavras, o óleo essencial de orégão também evita uma coccidiose subclínica, torna os animais mais maduras vulneráveis a(enterócitos), outras enfermidades como um surto de a camada superior das que células intestinais enterite necrótica causada por clostridia.

acelerando o processo de renovação das mesmas na superficie das

Graças à actividade antimicrobiana e à modulação da estrutura intestinal, o óleo essencial de orégão pode controlar a colonização e proliferação de clostridios intestino, ajudando prevenir do a enterite vilosidades intestinais”. Estenomecanismo deaacção óleonecrótica. essen-Deste modo, DOSTO® Orégão é uma ferramenta eficaz para evitar a propagação e contaminação de alimentos através das fezes.

cial de orégão não só impede que os clostridios completem o seu

Considerações ciclo de vida, finais mas também cria um ambiente hostil aos parasitas Em resumo, o Óleo Essencial DOSTO, resulta da extração física (por vapor) do Oreganum vulgare, cujos intracelulares como as Eimerias, reduzindo a contaminação dos componentes maioritários são Carvacrol e Thymol, utilizado como aromático e estimulante do apetite e com propriedades antibacterianas, fungicidas ePor estimuladoras sistema imunológico. A sua acção é local e não exige patogénicos nos enterócitos. outras do palavras, o óleo essencial intervalo de segurança. Não deixa resíduos na carne, leite e ovos.

orégão também evita uma coccidiose subclínica, o que tornapara osanimais, com accção Ade sua utilização como componente de segurança natural em alimentos compostos coccidiostática e profilático antidiarreico (E. Coli) em aves, suínos, vitelos e ruminantes. animais mais vulneráveis a outras enfermidades como um surto

O produto possui diferentes apresentações, sólida (pó, cápsulas, bolus), líquida (para adição na água) e emulsão (aplicação oral emnecrótica leitões). Por exemplo, para poligástricos já com diarreias, aplica-se o bolus, de libertação rápida de enterite causada por clostridia. de activos para actuação imediata e mais próxima do local onde ocorrem os transtornos digestivos.

Graças à actividade antimicrobiana e à modulação da estrutura intestinal, o óleo essencial de orégão pode controlar a colonização e proliferação de clostridios no intestino, ajudando a prevenir a enterite necrótica. Deste modo, DOSTO® Orégão é uma recurso eficaz para evitar a propagação e contaminação de alimentos através das fezes.

Considerações finais Em resumo, o Óleo Essencial DOSTO®, resulta da extração física (por vapor) do Oreganum vulgare, cujos componentes maioritários são Carvacrol e Thymol, utilizado como aromático e estimulante do apetite e com propriedades antibacterianas, fungicidas e estimuladoras do sistema imunológico. A sua acção é local e não exige intervalo de segurança. Não deixa resíduos na carne, leite e ovos. A sua utilização como componente de segurança natural em alimentos compostos para animais, com acção coccidiostática e profilático antidiarreico (E. Coli) em aves, suínos, vitelos e ruminantes. O produto possui diferentes apresentações, sólida (pó, cápsulas, bolus), líquida (para adição na água) e emulsão (aplicação oral em leitões). Por exemplo, para poligástricos já com diarreias, aplica-se o bolus, de libertação rápida de activos para actuação imediata e mais próxima do local onde ocorrem os transtornos digestivos. Referências bibliográficas disponíveis a pedido.

processo de renovação da camada superior do intestino e inibe a germinação dos esporos. 30 |

ALIMEN TAÇÃO ANIMAL

(Por decisão do autor, este texto não segue o chamado novo Acordo Ortográfico)


A LI ME N TAÇÃO A N I M A L

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ALIMENTAÇÃO ANIMAL INVESTIGAÇÃO

MELHORAR O VALOR NUTRICIONAL DA RAÇÃO DE SUÍNOS SUPLEMENTANDO COM PROBIÓTICOS PRODUTORES DE ENZIMAS Para maximizar a eficiência na produção suína, vários parâmetros têm de ser considerados. Sendo que 70% dos custos de produção estão directamente ligados à alimentação, a sua composição e a sua digestibilidade precisam de ser optimizados. Os aditivos alimentares, incluindo os probióticos, têm um papel importante no que toca a melhorar o aproveitamento dos nutrientes do alimento, levando ao aumento do desempenho do animal e, por fim, à sua rentabilidade.

Três diferentes tipos de probióticos

Os probióticos são organismos vivos que foram descobertos para conferir benefícios ao nível da sanidade do hospedeiro quando administrados em quantidades adequadas (FAO/WHO, 2001). Os probióticos podem consistir em bactérias de ácido láctico, leveduras vivas e Bacillus spp. Antes de o animal tirar toda a vantagem dos probióticos, certos critérios têm de ser tidos em conta: 1) A capacidade de resistir ao pH do estômago. 2) A garantia de estabilidade a temperaturas elevadas (>85ºC) caso o produto seja adicionado a uma ração a granular. Só um probiótico composto por Bacillus spp é capaz de suportar temperaturas tão elevadas. Os bacillus são adicionados à ração numa forma inactivada, dando-se a activação somente no intestino, quando estes encontram condições para proliferar. Devido à robustez dos esporos dos Bacillus, estes podem ser adicionados a rações que contenham ácidos orgânicos nas suas composições. Os efeitos dos probióticos são alcançados através de diversos mecanismos. Começam por modular a microbiota intestinal de uma forma benéfica para o hospedeiro, como por exemplo, por exclusão de patógenos por competição, produção de um determinado perfil de enzimas e quorum sensing. A eficácia dos probióticos depende das doses a administrar, assim como das espécies e da estirpe usada. No que toca a melhorar a sanidade e desempenho dos leitões, novas pesquisas mostram que utilizar dois probióticos aparenta ser mais eficaz que utilizar apenas um. A complementaridade entre B. licheniformis DSM 5749 e B. Subtilis DSM 5750 é acompanhada de diversos modos de acção. B. licheniformis mostra um enorme efeito de inibição sobre os patógenos em produção suína como por exemplo Clostridium perfringens, staphyloccoci ou streptococci, assim como B. sutilis aumenta de forma significativa a diversidade microbiana. O crescimento de bactérias específicas produtoras de ácido lácico com supostas propriedades sanitárias leva à redução da bactéria coliforme e de salmonela. Além disso, B. licheniformis DSM 5749 e B. subtilis 32 |

ALIMEN TAÇÃO ANIMAL

DSM 5750 reproduzem efeitos complementares na morfologia e na mucosa do epitélio intestinal. O aumento da integridade e funcionalidade do tracto intestinal leva não apenas a um melhor estado sanitário, mas também a um aumento da disponibilidade dos nutrientes por parte do organismo, resultando por fim num maior crescimento e em melhores índices de conversão.

Que tipos de probióticos conseguem aportar valor nutricional à ração? E como?

Os probióticos mencionados exibem uma vasta produção de enzimas extracelulares, incluindo diversas carbohidrases e proteasas, contribuindo de forma significativa para a degradação do alimento, melhorando assim a digestibilidade e a absorção dos aminoácidos e de outros nutrientes. Contudo, é importante referir que o nível de produção enzimática vai depender do tipo de espécie de bactéria, bem como do tipo de estirpe que cada espécie apresenta. Bacillus subtilis DSM 5750 foi especialmente seleccionada por ter uma rápida germinação e um grande rácio de crescimento no intestino delgado, mas também por apresentar uma elevada produção enzimática.

Aumento da actividade enzimática (proteases) no tracto digestivo de suínos

Os microorganismos, que pertencem ao género bacillus, são conhecidos pela capacidade de produzir enzimas que vão degradar o alimento e, como tal, melhorar o valor nutritivo da ração. Cada espécie e cada estirpe produzem diferentes tipos de enzimas. Um exemplo dessas diferenças é demonstrado na figura 1, onde se pode verificar uma variação na actividade enzimática em três diferentes probióticos baseados em bacillus. Se a actividade enzimática for analisada quando se ajusta a dose recomendada pelos três produtos, então a actividade enzimática dos probióticos A e B é 13% e 17%, respectivamente da actividade enzimática produzida pelo conjunto das duas estirpes de bacillus – Bacillus licheniformis DSM 5749 e Bacillus subtilis DSM 5750.

Desbloquear o potencial nutritivo dos PNA – Polissacarídeos Não Amiláceos

Uma parte da ração (15-25%) não é digerível pelos suínos devido à ausência de enzimas capazes de degradar a fibra ou os PNA no intestino. Um aumento da digestibilidade da fibra vai aumentar a disponibilidade de outros nutrientes que estavam bloqueados pela sua estrutura fibrosa. Como resultado, a energia


proveniente da fibra vai aumentar, resultando num maior aproveitamento e, consequenemente, numa redução de perdas para o meio ambiente. Suplementar com organismos probióticos que conseguem sintetizar enzimas capazes de degradar os PNA, aumenta o valor nutricional das matérias-primas e estabiliza o intestino sob as condições conhecidas das explorações comerciais. Isto significa que adicionar à dieta específicos Bacillus spp, por exemplo B. subtilis DSM 5750, é como adicionar uma fábrica de enzimas ao tracto digestivo, resultando num aumento da digestibilidade dos nutrientes. A figura 2 demonstra os resultados de um estudo de digestibilidade com suínos em fase de crescimento-acabamento e o impacto positivo em suplementar os animais com um probiótico composto por duas estirpes de bacillus.

O uso de probióticos baseados em bacillus em suinicultura: Benefícios desde o parto até ao abate

O conhecimento sobre a microbiota e os probióticos em suinicultura tem tido um rápido desenvolvimento nos útimos anos. Hoje os probióticos são suplementados em dietas para todas as categorias na suinicultura. Muitos estudos científicos e de campo têm confirmado o impacto positivo de estirpes como B. licheniformis DSM 5749 e B. subtilis DSM 5750 no desempenho e na sanidade em porcas lactantes, leitões e porcos de engorda. Atentando ao processo desenvolvido na suinicultura, a vantagem de suplementar uma porca lactante com probióticos baseados em bacillus não é apenas o número de leitões desmamados ou uma melhor integridade do intestino ao desmame, mas também manter uma boa condição corporal na porca lactante. Se a porca perde demasiado peso durante a lactação, pode ter um impacto negativo no seu futuro desempenho reprodutivo. Além disso, grandes perdas de peso podem ter consequên-

cias negativas no consumo de alimento e, como tal, torna-se necessário alimentar a porca com doses extras para que esta recupere a sua condição corporal. Resultados de cinco ensaios em diferentes países europeus demonstram que o uso de B. licheniformis DSM 5749 e B. subtilis DSM 5750 em porcas lactantes reduz, em média, as perdas de peso em 9%. Aparentemente a administração de duas estirpes de probióticos melhora certos parâmetros ao nível do sangue, da composição do leite, da sanidade e desempenho de leitões em fase de lactação, assim como na fertilidade da porca. O processo de desmame ou mais precisamente na passagem de alimentação líquida para alimentação sólida causa uma dramática perturbação na composição da microbiota intestinal. Uma suplementação de probióticos nesta fase suporta um desenvolvimento antecipado e controlado dessa mesma microbiota. O equilíbrio entre bactérias benéficas e prejudiciais promove a digestão e absorção dos nutrientes e aumenta a resistência do organismo a doenças infecciosas. O risco de perturbações intestinais e o adverso efeito do desmame são reduzidos. Menor rácio de morbidade e mortalidade não se consegue apenas detectar em leitões desmamados mas também em porcos de engorda.

O conceito de Redução de Nutrientes em Formulação na fase de crescimento-engorda Os produtores têm a opção em utilizar o B. licheniformis DSM 5749 e o B. subtilis DSM 5750 sob duas formas:

1. O produtor ou nutricionista pode apenas adicionar o probiótico On-Top, i.e. sem necessitar de alterar as fórmulas. Como descrito anteriormente neste artigo, uma melhor digestibilidade dos nutrientes e um maior aproveitamento da energia associado às

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ALIMENTAÇÃO ANIMAL

Além da redução de custos e do reforço do tubo digestivo, alimentar porcos em fase de engorda com energia e proteína – poupando dinheiro sem sacrificar os desempenhos produtivos dos anima uma dieta reduzida em proteína e com um probiótico capaz de produzir enzimas resulta num alívio do é permitido aos produtores e nutricionistas cortar nos custos sem cortar no desempenho p metabolismo, redução das emissões de amoníaco, melhoria do ambiente das instalações e redução da dos animais. poluição ambiental. Em áreas onde a aplicação do azoto através do chorume em campos agrícolas seja uma realidade, as quantidades produzidas podem ser superiores sem ultrapassar os níveis legais. Autor: Petra Bisesti, Product Manager Swine Conclusão João Maria Barreto, Technical Sales Manager Portugal INVESTIGAÇÃO detalhes disponíveis por pedido. O uso de um probiótico com as duas cepas – B. licheniformisBibliografia DSM 5749 eeB. subtilis dos DSMensaios 5750 –estão resulta

em uma efectiva actividade enzimática no intestino delgado em suínos assim como numa melhoria da integridade intestinal e absorção dos nutrientes. Melhor desempenho ao nível do intestino representa um retorno saudável – em tempo e em investimento. As enzimas degradam os alimentos optimizando a disponibilidade dos nutrientes que porventura seriam desperdiçados. Este aproveitamento extra dos duas estirpes de probióticos mencionadas pode ser traduzido nutrientes representa uma maior flexibilidade e pode até permitir uma redução ao nível da fórmula – Actividade enzimática pelo mesmo número de num maior crescimento. energia e proteína – poupando dinheiro sem sacrificar os desempenhos produtivos CFUs dos animais. Assim, é permitido aos produtores e nutricionistas cortar nos custos Oito ensaios num total de 3590 porcos em 288 parques, foram reali500,000 sem cortar no desempenho produtivo dos animais. 450,000 zados num âmbito de uma meta-análise conduzida em sete países da

100% 90% 80% 70% 60% 50% 40% 30% 20% 10% 0%

400,000

RFU/OD

União Europeia. Em cada estudo, todos os porcos foram alimentados 350,000 Autor: 300,000 de uma das três formas (granulado, farinha ou líquida) típicas da área 250,000 Petra Bisesti, Product Manager Swine geográfica ou da época do ano em que ocorreu ensaio. Metade dosSales Manager Portugal 200,000 JoãooMaria Barreto, Technical 150,000 Bibliografia e detalhes dos ensaios estão disponíveis por100,000 pedido. animais dos ensaios receberam uma dieta com B. licheniformis DSM 50,000 5749 e B. subtilis DSM 5750 nas doses recomendadas (400 mg/kg 0 B. subtilis DSM5750 + Probiotic A B. subtilis DSM5750 Probiotic A Probiotic B ou 1,28 x 109 CFU/kg de ração), e a outra metade dos animais foram B. licheniformis + B. licheniformis DSM5749 DSM5749 alimentados com uma dieta control. Os investigadores mediram o ganho médio diário, o consumo médio diário e o índice de conversão Actividade enzimática relativa ajustada à Actividade enzimática pelo mesmo número de recomendação de dosificação (IC). A duração dos estudos variou entre 70 e 115 dias. CFUs Figura 1: Probiótico composto por B. subtilis DSM 5750 e B. licheniformis DSM 5749 demonstra uma m 100% Os resultados podem ser observados na figura 3. Os porcos ali500,000 enzimática comparado com outros probióticos à base de bacillus. (Jørgensen, 2014) 90% 450,000 80% mentados com as duas estirpes do probiótico em estudo aumen400,000 70% 350,000 taram de forma significativa o peso final (+3%) comparado com 60% 300,000 50% o grupo controlo. O mesmo acontece com o IC onde se verificou 250,000 40% 200,000 uma diminuição desse valor (-3,2%). A melhoria do desempenho que 30% 150,000 20% 100,000de acção sinergético estes estudos evidenciam reflecte o modo 10% 50,000 das cepas B. licheniformis DSM 5749 e B. subtilis DSM 5750. Estu0% 0 B. subtilis DSM5750 + Probiotic A Probiotic B B. subtilis DSM5750 Probiotic A Probiotic B dos anteriores demonstram que as duas estirpes quando actuam B. licheniformis + B. licheniformis DSM5749 DSM5749 juntas melhoram de forma significativa não só a digestibilidade dos alimentos como também a integridade e função intestinal. Figura 1: Probiótico composto por B. subtilis DSM 5750 e B. licheniformis DSM RFU/OD

Actividade enzimática relati recomendação de dos

e não tanto aumentar desem2. Se a preocupação é reduzir custosFigura 57495750 demonstra uma maior enzimática comparado 1: Probiótico composto por B. subtilis DSM e B. licheniformis DSMactividade 5749 demonstra uma maior actividade com outros enzimática comnutrientes outros probióticosprobióticos à base de bacillus. (Jørgensen, 2014) à base de bacillus. (Jørgensen, 2014) penhos, o produtor ou nutricionista podecomparado reduzir os Control 100 B. subtilis DSM5750 + B. licheniformis DSM5749 utilizando micro-organismos produtores de enzimas (probióticos) 95 na alimentação. No caso do uso de B. licheniformis DSM 5749 e Control 100 B. subtilis DSM5750 + B. licheniformis DSM5749 90 B. subtilis DSM 5750 a valorização dos nutrientes para a fase de 95 crescimento e engorda é de 1-2% para a energia e 2-4% para 85 90 a proteína e aminoácidos. Estes valores têm como base dados 80 85 provenientes de estudos acerca da digestibilidade assim como 75 80 estudos científicos e de campo na Europa e nos EUA. O conceito 70 75 Control de redução de nutrientes em formulação permite 100 ao produtor ou B. subtilis DSM5750 + B. licheniformis DSM5749 70 65 ao nutricionista reduzir os custos da alimentação por tonelada e 95 65 por porco, garantindo um maior cash flow. 60 90

Além da redução de custos e do reforço do tubo digestivo, alimen85 tar porcos em fase de engorda com uma dieta reduzida em proteína e com um probiótico capaz de produzir enzimas 80 resulta num alívio do metabolismo, redução das emissões de amoníaco, melhoria do 75 ambiente das instalações e redução da poluição ambiental. Em áreas 70 onde a aplicação do azoto através do chorume em campos agrícolas 65 seja uma realidade, as quantidades produzidas podem ser superiores 60 sem ultrapassar os níveis legais. Crude Fat

Conclusão

p<

0.36

60 p<

Crude Fat

Crude Fat 0.36

Crude Protein

p<

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0.36

Crude Protein

Crude Fiber 0.02

Crude Fiber

Dry Matter

0.26

Energy

0.02

0.04

0.05

Dry Matter

Energy 0.04

0.05

Nome das colunas por ordem: Gordura bruta; Proteína bruta; Fibra bruta; Matéria seca; Energia;

Figura 2: Probiótico composto por B. subtilis DSM 5750 and B. licheniformis DSM 5749 m

Figura 2: Probiótico composto por B. subtilis DSM 5750 and B. licheniformis DSM 5749 melhora a Figura 2: Probiótico composto por B. subtilis DSM 5750 and B. licheniformis digestibilidade dos nutrientes (US Research Facility, 2015). digestibilidade dos nutrientes (US Research Facility, 2015). DSM 5749 melhora a digestibilidade dos nutrientes (US Research Facility, 2015).

870 Crude Protein 860 0.26 850

ADG, g/day Crude Fiber 870 0.02 860 3.0%

850

Dry Matter

865 a

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FCR, kg/kg

ADG, g/day

Energy2.65 0.04 2.60

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865 a

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FCR, kg/kg

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3.2% 2.60

2,63

3.2% O uso de um probiótico com as duas estirpes – B. licheniformis DSM 2,54 840 2.55 2.50 830 840 5749 e B. subtilis DSM 5750 – resulta em umaFigura efectiva actividade enzi2: Probiótico composto por B. and B. licheniformis DSM 5749 840 820subtilis DSM 5750 2.45 melhora a 2.50 830 Control B. subtilis DSM5750 + B. Control B. subtilis DSM5750 + B. nutrientesda (US Research Facility, 2015). mática no intestino delgado em suínos assimdigestibilidade como numados melhoria licheniformis DSM5749 820 2.45licheniformis DSM5749 Control B. subtilis DSM5750 + B. Control B. subtil integridade intestinal e absorção dos nutrientes. Melhor desempenho licheniformis DSM5749 lichenif Valores com diferentes letras indicam que há diferenças estatisticamente significativas (p≤0.05) ao nível do intestino representa um retorno saudável – em tempo e 3590kg/kg porcos, demonstra que o uso de um probiótico à base das duas ADG, g/day a Figura 3: Uma meta-análise de oito ensaios comFCR, em investimento. As enzimas degradam os alimentos optimizando Valoresocom diferentes queohá diferenças estatisticamente significativas cepas de bacillus, aumenta ganho médio letras diárioindicam e melhora índice de conversão (Jørgensen, 2015). (p≤0.05) 870 2.65 disponibilidade dos nutrientes que porventura seriam desperdiçados. 860 a Figura 3: Uma meta-análise de oito ensaios com 3590 porcos, demonstra que o uso de um probiót 865 2,63 2.60 3.0% flexiEste aproveitamento extra dos nutrientes representa uma maior cepas de bacillus, aumenta o ganho 850 3.2%médio diário e melhora o índice de conversão (Jørgensen, 201 2.55 bilidade e pode até permitir uma redução ao nível da fórmula – energia 840 2,54 840 e proteína – poupando dinheiro sem sacrificar 2.50 830 os desempenhos produtivos dos animais. Assim, é permitido aos produtores e nutricionistas 820 2.45 Control B. subtilis DSM5750 + B. Control B. subtilis DSM5750 + B. cortar nos custos sem cortar no desempenho produtivo dos animais. licheniformis DSM5749 licheniformis DSM5749 840

Valores com diferentes letras indicam que há diferenças estatisticamente significativas (p≤0.05)

Valores com diferentes letras indicam que há diferenças estatisticamente significativas (p≤0.05) Autor: Petra Bisesti, Product Manager Swine Figura 3: Uma meta-análise de oito ensaios Figura 3: Uma meta-análise com 3590 porcos, demonstra que com 3590 porcos, demonstra de queoito o usoensaios de um probiótico à base das duas João Maria Barreto, Technical Sales Manager cepas dePortugal bacillus, aumenta o ganho médio diáriodee melhora o índice àdebase conversão (Jørgensen, 2015). o uso um probiótico das duas estirpes de bacillus, aumenta o ganho médio diário e melhora o índice de conversão (Jørgensen, 2015). Bibliografia e detalhes dos ensaios estão disponíveis por pedido.

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SECÇÃO DE PRÉ-MISTURAS E ADITIVOS

SPMA – Em primeiro lugar uma saudação de boas-vindas aos novos associados (Indukern, Brandsweet, Elanco, Vetalmex e Tecadi), esperando que outras empresas façam o mesmo, para termos uma associação mais forte e representativa. – O passado trimestre foi bastante intenso para a secção: o Comité de Pré-Misturas e Minerais, da FEFAC (ver texto da engª. Ana Cristina Monteiro, a quem aproveito para agradecer a colaboração), reuniões sobre o projeto da FPAS, o “Porco.Pt” (apoio ao caderno de encargos), o workshop sobre a aplicação das legislações REACH e CLP à alimentação animal (em colaboração com a DGAV), o projeto QUALIACA (contestação da ACICO), as IX Jornadas de Suinicultura (organizadas pela UTAD/IAAS), a organização do curso “Alimentação de Suínos” (em conjunto com a FMV de Lisboa e a SCS) e a reunião da SPMA (sobre vários assuntos). – Destes temas, pela sua complexidade, impacto económico e logístico, merece especial atenção a aplicação do REACH+CLP, pelo que a secção vai desenvolver mais ações de informação (em particular com a colaboração com a CESFAC, Espanha) e estudar a hipótese de uma solução coletiva para as empresas portuguesas de pré-misturas (envolvendo a compra de um programa + base de dados). Pedro Folque / SPMA

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31ª REUNIÃO DO COMITÉ DE PRÉ-MISTURAS E ALIMENTOS MINERAIS 7 de março 2017

Atualização das reautorizações de aditivos para a alimentação animal Cobre A EFSA recomendou, em julho de 2016, a redução do nível de cobre na alimentação de leitões de 170 para 25 mg, tendo em conta que tal redução permitiria uma redução da libertação de cobre para o meio ambiente de 1200 t. A Comissão não ficou satisfeita com o parecer, no entanto salientou que a discussão sobre o limite máximo de cobre se deve limitar à utilização de cobre como oligoelemento e, por conseguinte, qualquer outra utilização, nomeadamente como fator de crescimento, não deve ser tida em conta nesta avaliação. Isto significa que níveis de cobre na alimentação de leitões mais elevados do que os estritamente necessários do ponto de vista nutricional, teriam como objeto a satisfação AF_raporal_anuncio_148x210mm.pdf

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de outras funções e, nesse caso, será necessária uma autorização específica. A FEFAC tem-se oposto veementemente à redução do teor máximo de cobre nos alimentos para leitões, argumentando que 25 ppm de cobre é suficiente para manter leitões vivos, mas não para obter boas perfomances, observando-se também problemas em relação à consistência das fezes ( fezes moles e diarreias), correndo-se o risco de aumentar a utilização de antibióticos. Como alternativa, a FEFAC apresentou a seguinte proposta de redução faseada do nível máximo de cobre nos alimentos para leitões: – 170 mg / kg de cobre total, até às 8-9 semanas (i.e. até 4-5 semanas após o desmame) – 110 mg / kg de cobre total, até às 12 semanas – 2 5 mg / kg de cobre total, após as 12 semanas.

Etoxiquina A opinião da EFSA foi no sentido da suspensão da autorização da etoxiquina, a qual foi suportada pelo SCoPAFF a 15 de dezembro de 2016 e notificado à WTO. Na ausência de objeções o SCoPAFF deve decidir na próxima reunião entre 24-26 de abril de 2017, com a publicação em maio de 2017. No que diz respeito às transições, a Comissão esquematicamente propôs um período de transição de 3 meses após a entrada em vigor do Regulamento para os produtores de aditivos e pré-misturas colocarem no mercado os seus stocks, mais 3 meses para os produtores de alimentos compostos utilizarem os seus stocks e colocarem no mercado os produtos com etoxiquina, e mais 3 meses para os produtores pecuários utilizarem os stocks de alimentos compostos com etoxiquina.

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Períodos de transição mais longos estão previsto para as preparações de vitaminas e carotenoides e utilização nas farinhas de peixe e produtos marinhos, com o mesmo princípio dos 3 meses por cada nível da cadeia, de forma a se esgotarem os stocks. Na prática, isto significa que nenhuma farinha de peixe que contenha etoxiquina pode ser colocada no mercado após 31 de dezembro de 2019 e utilizada após 31 de março de 2020, assim como os alimentos compostos contendo esta substância não podem ser colocados no mercado após 31 de março de 2020, nem utilizados após 30 de junho de 2020. O Consórcio ANTOXIAC tem realizado estudos com vista à diminuição da quantidade de etoxiquina utilizada, assim como à sua substituição parcial, e espera-se que complete os seus ensaios antes do termo do período de transição. Nesta altura não existe um MRL para a etoxiquina nos produtos de origem animal sob a legislação da alimentação animal. No entanto, a DG SANTE clarificou que, os valores de MRL da UE, estabelecidos para a carne, no âmbito da legislação sobre os pesticidas (Regulamento (CE) nº 396/2005) são aplicáveis aos resíduos de qualquer produto que utilize etoxiquina, incluindo a alimentação animal. Relativamente a outros antioxidantes, em particular o BHT e BHA, não é esperada uma opinião da EFSA sobre a avaliação destas substâncias, antes de julho de 2017. Formaldeído Após mais de dois anos de discussão, a Comissão Europeia ainda não conseguiu que haja maioria qualificada (1 país em falta) a favor da autorização por 3 anos de formaldeído como melhorador das condições de higiene. A Comissão Europeia desistiu de procurar uma autorização de dois ou três anos por falta de maioria qualificada e, em vez disso, propôs a recusa de reautorização, a qual será aprovada até junho de 2017. Compostos de manganês Em relação à re-autorização dos compostos de manganês, a Comissão Europeia pediu à EFSA uma reavaliação do risco de exposição aos compostos de manganês pelo manipulador, com base nos novos dados fornecidos pela EMFEMA, visto que, os valores inicialmente apresentados não são praticáveis. Independentemente desta situação, não foi submetido nenhum pedido de reautorização do carbonato de manganês, o qual é ainda muito utilizado na prática. 38 |

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Compostos aromatizantes A 17 de janeiro de 2017 foram publicados vários Regulamentos relativos à re-autorização de 210 aromas sintéticos, nos quais consta o conceito de LMR – “limites máximos recomendados”. O objetivo da Comissão Europeia com este conceito é evitar a obrigação dos operadores divulgarem a fórmula das misturas de aromatizantes, o que aconteceria se fossem fixados limites máximos. Por outro lado, e tendo em conta que na opinião da EFSA a utilização de substâncias aromáticas como aromatizantes ao nível da sua utilização é segura, a Comissão Europeia sentiu-se obrigada a tornar as condições para quem exceder os níveis recomendados muito complexas, para que ninguém se sinta tentado a ultrapassá-los. O que significa na prática os operadores, os quais até agora incorporavam misturas de aromas excedendo os níveis de utilização recomendados (entre outros por razões zootécnicas), para o fazer terão de declarar no rótulo as quantidades incorporadas de todas as substâncias que ultrapassem a recomendação. A Comissão Europeia deixou claro que, se os operadores pretenderem utilizar misturas de substâncias aromáticas como aditivos zootécnicos em níveis que excedam o nível de utilização dos aromas, devem solicitar uma autorização específica para essa função. Os serviços da Comissão da UE indicaram igualmente que, se obtiverem ecos de que os operadores utilizam regularmente substâncias aromáticas em níveis superiores aos níveis máximos recomendados, substituirão as recomendações por níveis máximos obrigatórios. Um dos problemas que esta nova prática coloca, prende-se com o facto de se utilizarem várias misturas de aromatizantes na mesma pré-mistura e, se o fabricante não tiver a informação sobre a composição de cada uma delas do fornecedor, não poderá garantir que não está a exceder os valores recomendados. Os fornecedores têm relutância em fornecer informação sobre a composição das misturas de aromatizantes e não estão a querer assumir a responsabilidade de cumprirem a lei, ou seja, a obrigatoriedade de fornecer informação adicional a pedido do cliente. Aditivos orfãos Contrariamente ao que era espectável, a Comissão Europeia poderá conceder um período de transição de 6 meses para a utilização de aditivos para alimentos para animais após a entrada em vigor do regulamento, com exceção dos aditivos para alimentação animal com autorização limitada no tempo (enzimas, microrganismos e coccidiostáticos) para os quais a retirada da autorização é imediata.

Revisão dos anexos do Regulamento (CE) nº 767/2009 Os anexos IV, VI estão praticamente trabalhados, no entanto os Anexos II e VIII ainda estão numa fase muito primordial. No que diz respeito às tolerâncias (Anexo IV), a Comissão Europeia propõe aumentar as tolerâncias, tanto superiores como inferiores de cinza bruta, cálcio, sódio, magnésio e fósforo total, a tolerância inferior do amido e a tolerância superior das cinzas insolúveis em ácido clorídrico. Algumas tolerâncias foram alteradas e apesar de nem todas as pretensões da indústria terem sido conseguidas este foi um bom avanço. O motivo para a alteração está em muito relacionada com a precisão do método de análise, visto que em alguns casos como o do cálcio a incerteza do método era superior à tolerância permitida. No que se refere ao anexo VI relativo à declaração de aditivos para a alimentação animal, a proposta prevê ainda, entre outros, a passagem da declaração quantitativa sistemática da quantidade de aditivos para, quando for caso disso, para a declaração da quantidade de aditivos expressos em unidades da substância referida na coluna “teor mínimo/máximo” (p.e., em mg de cobre no caso de se incorporar o sulfato de cobre). A proposta deixa também ao operador a opção de declarar a quantidade adicionada de vitaminas na rubrica “Aditivos” ou a quantidade total sob a rubrica “Constituintes analíticos.” Qualquer que seja a opção, o nome da vitamina adicionada deve ser especificado sob o cabeçalho “Aditivos”. A declaração das vitaminas nos “Constituintes analíticos” implica dois aspetos difíceis de gerir; que se declare a quantidade total de vitamina no alimento, considerando para o efeito a quantidade adicionada como aditivo e a quantidade proveniente das matérias-primas e, que a quantidade declarada tenha em conta a variação do teor em vitamina ao longo do prazo de validade do alimento composto. Tendo em conta esta exigência legislativa, o que se aconselha as empresas a fazer é declarar as vitaminas apenas nos aditivos e não nos constituintes analíticos, visto que desta forma ficam obrigados a saber qual a quantidade da vitamina no fim do período de validade do produto. Outras alterações propostas pela Comissão da UE dizem respeito à extensão da declaração quantitativa obrigatória de aditivos para a alimentação animal aos aditivos cujo limite máximo recomendado seja excedido (refere-se principalmente a compostos aromatizantes sem limites máximos).


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PLANO DE AÇÃO 2017 “… o que continuamos Breve análise de 2016 a garantir aos nossos O desempenho da economia nacional e a evolução da conjuntura da indústria dos alimentos compostos Associados é ambição para animais, num clima de progressiva globalização e vontade, com coerên- e interdependência, foi naturalmente condicionado pelos principais aspetos que marcaram a situação cia e espírito de missão, política e económica mundial, na União Europeia e tendo em vista a coesão em Portugal, com dois elementos comuns: a incerteza e o fraco crescimento económico. da Indústria e a susten- A nível mundial, o FMI e o Banco Mundial reviram em baixa as suas previsões de outono para 2016 e tabilidade da IACA…”

2017, centrando-se num ambiente mais desfavorável das economias emergentes, devido à recessão no Brasil e na Rússia, e com a China em desaceleração face aos anos anteriores. Fatores como o Bréxit, as eleições nos EUA, a situação política no Brasil, o clima de guerra fria entre os EUA e a Rússia e o embargo da União Europeia à Rússia e as retaliações deste país ao Ocidente, a par da crise dos refugiados, do terrorismo, dos preços do petróleo e problemas financeiros, lançaram a economia numa elevada incerteza, que se deverá manter para 2017. Na União Europeia, o resultado do referendo no Reino Unido e a programação para a saída daquele país da União Europeia conduz ao receio de alguma fragilização e de um efeito de contágio, com eventuais auscultações noutros países e desde logo em Itália, numa altura em que a Europa se prepara para discutir o orçamento plurianual. No entanto, foram as crises dos sectores do leite e da carne de porco – a que se juntaram, no último trimestre, a carne de bovino e os cereais – que marcaram claramente o ano que agora termina, com preços à produção muito baixos e o risco de um claro abandono da parte dos produtores, em particular no nosso país. A Comissão Europeia implementou uma série de medidas, para além das decisões nacionais dos Estados-membros, com ajudas na ordem dos 1 000 milhões de € e, se no caso do leite se esperam melhorias nos preços de mercado, na carne de suíno, depois de um período com alguma recuperação (a partir de maio), neste final do ano regressaram os preços baixos, acentuando-se as dificuldades das empresas e de toda a Fileira. Em Portugal, um ano depois da entrada em funções do novo Governo, assistimos a uma estagnação no investimento, a alguns “confrontos” entre as políticas implementadas e as orientações de Bruxelas ou exigências dos credores, a um crescimento da economia bastante anémico, da ordem de 1,2% (segundo as previsões do Governo), e a uma aposta no consumo privado, para a recuperação da atividade económica.

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Esta estratégia tem sido alvo de críticas da parte de alguns sectores, bem como as preocupações excessivas no cumprimento do déficit, face à necessidade de criar maior confiança nos investidores em Portugal e assegurar uma maior estabilidade no sistema financeiro. Para além destas questões, com impacto direto ou indireto no nosso Setor e em toda a Fileira, pela exposição aos condicionantes externos, o ano de 2016, tendo-se iniciado com uma longa greve dos operadores portuários no Porto de Lisboa, com impacto negativo nas condições de aprovisionamento da Indústria, ficou marcado pelos seguintes fatores: Pela positiva, • A tendência de quebra nos preços das principais matérias-primas para a alimentação animal, consequência das condições climatéricas favoráveis e recordes de produção nos cereais e de soja a nível mundial, com impacto na oferta e na reconstituição de stocks, • A baixa de preços das principais matérias-primas para a alimentação animal, pese embora a sua volatilidade, permitiu diminuir os custos de produção da alimentação animal e tornar a pecuária mais competitiva – em particular nos países mais competitivos da União Europeia, sobretudo ao nível do leite e da carne de porco, com um aumento dos efetivos e das produções europeias, apesar da crise, • A resposta à crise por parte da Comissão Europeia com um pacote de medidas e uma aposta na internacionalização, o que permitiu aliviar as tensões de mercado e níveis de exportação recorde, sobretudo de carne de porco, tendo a China como principal destino, • Os preços do petróleo, com um comportamento favorável, bem como a imposição de metas para a produção de biocombustíveis, com reflexos favoráveis nos preços do milho e das oleaginosas, • Um aumento da oferta das proteaginosas na União Europeia, o que fica a dever-se, em parte, às medidas implementadas no quadro da reforma da PAC, • O esforço continuado da parte das autoridades nacionais, no sentido da abertura de mercados externos para os produtos agroalimentares, • A cumplicidade entre a Administração Pública em muitos dossiers, designadamente da parte dos Ministérios da Agricultura e do Mar, indo ao encontro de algumas das necessidades e reivindicações do Setor, sobretudo ao nível do QUALIACA e as respostas e soluções encontradas, quer na greve dos estivadores, quer nas crises do leite e carne de bovino;


Pela negativa: • A continuidade do embargo russo, limitando as exportações de leite e carne de porco (apesar das exportações em alta para a China, que já ultrapassaram os níveis anteriores ao embargo), com o aumento da oferta destes produtos e preços baixos nas explorações pecuárias, pondo em causa a sua viabilidade, • A relação euro/dólar, muito volátil, devido à relativa desvalorização da moeda europeia, pese embora a promoção das exportações, não permitiu acomodar na sua totalidade, a baixa dos preços das principais matérias-primas na origem, • A continuada quebra dos preços do petróleo, com influência direta em países exportadores, como por exemplo Angola, que são destinos importantes das exportações nacionais, • A estratégia de “destruição de valor” e as práticas abusivas da Grande Distribuição, com sucessivas promoções e baixos preços dos produtos de origem animal e, não raras vezes, sem cumprirem as regras de rotulagem e falta de informação clara ao consumidor, • A continuada divulgação de estudos sobre a qualidade do leite e o impacto do consumo de leite junto da opinião pública e dos consumidores, criando uma perceção errada quanto às vantagens do consumo de leite, • A continuada desinformação quanto às consequências do consumo de carnes vermelhas e de produtos transformados na saúde dos consumidores, considerando estes produtos como potencialmente cancerígenas, na sequência do estudo do IARC do ano passado, conjugado com o impacto da atividade pecuária no ambiente e nas alterações climáticas, • A insuficiente resposta na abertura de alguns mercados externos, essenciais para que as empresas se possam consolidar e ultrapassar as dificuldades criadas pelo mercado interno. Em conclusão, 2016 foi um ano bastante complicado e difícil, na linha do que já tinha acontecido no ano anterior, como aliás antevíamos no final de 2015 com o acentuar da crise do leite e da carne de porco e a ausência de respostas concretas, mas que se estendia claramente a todos os produtos de origem animal. Por outro lado, face a algum abandono de atividade, eventual quebra de efetivos e melhoria de preços, com os animais a serem retirados mais cedo, seria previsível que a produção de alimentos compostos registasse uma diminui-

ção e o regresso ao passado, com as quebras sucessivas, bem conhecidas. Com todas estas crises que condicionaram o Setor, as nossas estimativas de produção apontam para uma relativa estabilidade (ou mesmo quebra) face ao ano anterior, com um crescimento nos alimentos para aves e quebras generalizadas nos restantes subsetores, com forte impacto nos bovinos (carne e leite) e outros animais, em torno dos 5%, comparativamente à redução nos suínos (entre 1 a 2%). De resto, previsões que acompanham um pouco as estimativas para a produção europeia e que marcam o regresso às tendências do passado, de sucessivas contrações da oferta de alimentos compostos para animais.

Ações previstas para 2017 Aprovado o Orçamento de Estado para 2017, não parece que este seja o orçamento de que o País precisa para que as empresas e a economia se fortaleça: reduz ligeiramente a austeridade, mantêm-se a falta de crescimento e tende a criar alguma rigidez nas relações laborais, para além de medidas como a “fat tax” penalizarem eventualmente algum investimento, não promove a redução da despesa pública, em suma, não relança a atividade económica. Nesta perspetiva, o ano de 2017, na linha do anterior, não será seguramente um ano fácil para o nosso Setor. Fortemente preocupados com a conjuntura negativa e centrados na promoção da pro-

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dução agropecuária nacional e no consumo de produtos de origem animal junto dos consumidores e nos mercados externos – reduzindo a nossa dependência do exterior – , os principais objetivos da IACA passam pela consolidação e reforço da atividade de representação da Indústria, centrados nos seguintes eixos: 1. Reforçar e agilizar a ligação entre a IACA e os seus associados, ao nível dos contactos diretos (Grupos de Trabalho com técnicos das empresas associadas, para acompanhar dossiers relevantes para o Sector e preparar posições junto das autoridades nacionais e em Bruxelas), da informação disponibilizada (Informação Semanal, Revista “Alimentação Animal”, Anuário IACA, Newsletter, Notas de Conjuntura, INFO IACA, Circulares, website, simplificação da consulta da legislação) e na resolução de problemas que se colocam a cada empresa, bem como no âmbito das Reuniões Regionais da Indústria. Daremos continuidade, tanto quanto possível, ao Programa de visitas às fábricas para um melhor conhecimento dos problemas e das expetativas das empresas associadas, com uma melhor comunicação e difusão destas reuniões através da Revista “Alimentação Animal”. Procuraremos ainda abordar com mais frequência as empresas, com vista a perceber com que dificuldades e constrangimentos se deparam, por forma a dirigirmos a nossa ação com maior eficiência. 2. Reforço da Cooperação com as autoridades oficiais, designadamente ao nível da Agricultura, Economia, Ambiente, Mar e Emprego, principais áreas com impacto para o nosso Sector, com destaques para o GPP e a DGAV. No quadro da investigação e desenvolvimento, serão privilegiados os contactos com o INIAV e as Universidades (ISA, UTAD, Faculdade de Medicina Veterinária, Évora, Porto), no sentido de fazer a ponte entre a investigação e as empresas, à semelhança do que tem acontecido nos últimos anos. 3. Reforço da articulação entre a IACA e as organizações a montante e a jusante do nosso Sector, quer ao nível das Associações agrícolas (ANPOC e ANPROMIS) – de que é exemplo a constituição do Clube Português dos Cereais Forrageiros de Qualidade – , de comerciantes e importadores (ACICO), quer pecuárias (representantes 42 |

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dos sectores das carnes, do leite e dos ovos) e da FIPA, consolidando a relação de Fileiras e criando maior lobby e “massa crítica” junto das autoridades nacionais e internacionais na defesa dos interesses comuns: a defesa da sustentabilidade da produção nacional e do Mundo Rural, o equilíbrio no relacionamento com as cadeias de distribuição, a promoção da alimentação animal, da produção pecuária e do consumo de produtos de origem nacional, nos mercados interno e externo. 4. Consolidar a imagem da IACA e as suas posições no plano internacional, em particular junto da FEFAC e da FoodDrinkEurope – potenciando a representação da Indústria em fóruns de interesse para o Setor e em Grupos Consultivos da Comissão Europeia e no Parlamento Europeu – e da opinião pública, através dos meios de informação e do meio académico e universitário, intervindo em Jornadas, workshops, Seminários e Conferências, promovendo os interesses dos associados, a inovação e o conhecimento. 5. Depois da experiência de 2016, com 14 ações no terreno, pese embora a providência cautelar e a Ação em Tribunal interposta pela ACICO, em representação dos comerciantes/importadores, daremos continuidade ao QUALIACA – visando a sua consolidação no mercado – , com os custos a serem suportados pelos aderentes, a partir de 1 de janeiro de 2017. Reitera-se que este Projeto, bem acolhido pela Indústria, tem em vista o reforço da qualidade das matérias-primas, complementando o Plano de Controlo Oficial, e uma estratégia que permita potenciar uma nova relação com os nossos fornecedores, com maiores exigências contratuais. Apesar do incidente com problemas de aflatoxinas em milho importado do Brasil, o que exige uma maior atenção e justifica o Protocolo com a DGAV, os resultados das análises mostram que as matérias-primas possuem uma qualidade aceitável, dentro dos parâmetros definidos pela legislação em vigor. 6. Para além do reforço no quadro da indústria de alimentos compostos para animais e das pré-misturas, a abertura da IACA a novas atividades, com a alteração dos Estatutos de 2016, reforçará o peso e o papel da Instituição como parceiro e a sua capacidade de intervenção na Sociedade,

nos próximos anos, preparando-a melhor para os desafios do futuro. Para atingir estes objetivos, o Plano de Ação, que se reflete naturalmente na proposta de Orçamento para 2017, contempla um conjunto de iniciativas, das quais destacamos as seguintes: • Realização de eventos ao longo do ano, designadamente as Reuniões Gerais da Indústria, temáticas, e as Reuniões Regionais, mantendo o modelo de convites a representantes das autoridades oficiais que acompanham os diferentes dossiers, de forma a compreenderem melhor as nossas posições. • Face ao sucesso das edições anteriores, realizaremos as VI Jornadas de Alimentação Animal, uma iniciativa que já constitui uma referência anual. • Presença da IACA nos fóruns nacionais e internacionais a que está ligada, designadamente no âmbito da FIPA, GPP, DGAV, Ambiente, FEFAC, FoodDrinkEurope e Comissão Europeia (DG AGRI, DG SANTE) e contactos ao nível da REPER, Parlamento Europeu e Comissão de Agricultura da Assembleia da República. Manteremos a vice-presidência do Comité “Alimentos Compostos” e a representação nos Grupos de Diálogo Civil “Culturas Arvenses”, “PAC”, e “Acordos Internacionais da Agricultura”, no quadro da DG AGRI/Comissão Europeia, bem como a coordenação do Grupo PARE (Política Agrícola e Relações Externas) da FIPA, com participação nos Comités da FoodDrinkEurope. • Para além da presença nos Comités específicos da FEFAC, e da representação no Conselho, a IACA continuará a ter uma participação muito ativa no Praesidium, Conselho e no Comité Diretor da nossa organização europeia, através da reeleição da nossa Presidente Cristina de Sousa para o Praesidium, no âmbito do Mandato de 2017/19 nas eleições do XXVIII Congresso da FEFAC que se realiza em Espanha, Córdoba, em junho de 2017, numa organização conjunta com a AFACA, que conta com a colaboração da IACA e da CESFAC. • No quadro do processo de mediação com a DGERT, conclusão do processo de negociação dos Contratos Coletivos de Trabalho com um novo CCT que vai ao encontro das necessidades das empresas, cuja denúncia teve lugar em 2015, com o início de um novo processo negocial e a implementação de uma nova Convenção.


HRV EQUIPAMENTOS DE PROCESSO

• Acompanhamento do processo legislativo relativo à aprovação de organismos geneticamente modificados, quer para importação, quer para cultivo. • Colaboração no PANRUAA – Plano de Ação Nacional para a Redução do Uso de Antibióticos nos Animais, quer para ajudar a atingir este objetivo, quer na promoção da receita veterinária eletrónica e a utilização dos alimentos medicamentosos como um serviço de inegável valor prestado aos clientes, mas igualmente uma ferramenta eficaz de controlo do consumo de medicamentos e de redução da utilização como uma das medidas de combate ao problema da resistência antimicrobiana. Destaca-se igualmente a promoção da “desmedicalização” no setor da cunicultura, com a assinatura de acordos voluntários entre os diferentes operadores da Fileira, à semelhança do que tem sido feito noutros países, como é o caso da França, com impacto positivo nos consumidores e na opinião pública. • Participação no Grupo Operacional do INIAV (efluentes pecuários), e na Rede Inovar, no sentido de valorizar e divulgar a inovação e a investigação criando mais-valia e conhecimento para os seus associados. • Criação de Grupos de Trabalho “ad-hoc” para a discussão de dossiers importantes para o futuro do Sector, em estreita ligação com a FEFAC, tendo em conta os interesses nacionais. • Finalização da elaboração de um Guia de Rotulagem de alimentos compostos para animais. • Atualização do “Código de Boas Práticas para os Industriais de Pré-Misturas e de Alimentos Compostos para Animais destinados à Produção de Géneros Alimentícios”. • Elaboração de um “Manual para o controlo das principais substâncias indesejáveis e proibidas na alimentação animal”, em conjunto com a DGAV. • Ação de formação relativamente à aplicação da legislação CLP (Regulamento (CE) nº 1272/2008), transporte ADR e fichas de segurança (Regulamento (CE) nº 1907/2007) às pré-misturas e aditivos, assim como workshops no mesmo âmbito. • Ações de formação respeitantes à implementação dos Planos de HACCP em fábrica e à realização de teste de homogeneidade e contaminação cruzada em colaboração com a Direção Geral de Alimentação e Veterinária. • Atualização da Plataforma informativa no sítio da IACA relativa aos aditivos, nomeadamente com listagens atualizadas dos aditivos autorizados, alterações legislativas importantes, aditivos órfãos e atualização de assuntos em discussão a nível nacional e comunitário.

• Acompanhamento da revisão da legislação sobre os alimentos medicamentosos, substâncias médico-veterinárias e controlos oficiais. • Submissão de uma Candidatura ao Programa COMPETE (Portugal 2020) sobre o Projeto QUALIACA. • Dinamização da CT 37 com participação em Congressos e diferentes grupos de trabalho, tendo em vista um melhor conhecimento da sua atividade e da importância para a credibilidade da alimentação animal. Atenta às dificuldades que têm caracterizado a evolução da indústria de alimentos compostos para animais, sobretudo nestes últimos anos, em que são constantes os ataques à imagem do Setor e aos produtos de origem animal, com impacto negativo na Fileira pecuária e desde logo na nossa atividade, a Direção da IACA está consciente das dificuldades e das exigências, tendo como principal objetivo a aposta continua e reforçada nas parcerias e na dinâmica da nossa organização, alargando a sua base de apoio e a sua capacidade de intervenção, quer na Fileira, quer junto dos responsáveis, políticos e Administração Pública. Na certeza de que, pelo seu passado e pela constante adaptação que tem sido possível fazer, com a capacidade de nos adaptarmos a novas realidades, somos uma organização credível e respeitada, quer pelos nossos parceiros, quer pelas autoridades, seja em Portugal ou no quadro da União Europeia. Por isso temos sido chamados a intervir em inúmeras missões internacionais, colaborando igualmente no documento que a FEFAC adotou em 2016, no seu Congresso, na Turquia: a Visão 2030 da Indústria da Alimentação Animal, em que a segurança alimentar, o papel da nutrição animal e a sustentabilidade são os principais eixos na adaptação aos novos tempos, enquanto parceiros de confiança e gerando valor e conhecimento na cadeia alimentar. Neste quadro de incerteza global em que vivemos, no último ano do nosso Mandato, com dois dos projetos mais emblemáticos a que nos propusemos em curso (Alargamento e QUALIACA), o que continuamos a garantir aos nossos Associados é ambição e vontade, com coerência e espírito de missão, tendo em vista a coesão da Indústria e a sustentabilidade da IACA, fio condutor que suportará as grandes orientações estratégicas no médio e longo prazo. Tal como ao longo destes mais de 40 anos, sempre na defesa dos legítimos interesses dos nossos Associados.

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ALIMENTAÇÃO ANIMAL NOTÍCIAS

In Memoriam com grande lealdade e dignidade, marcou e moldou também o que é hoje a IACA e uma parte de todos nós. Durante todos estes anos fez, construiu e ajudou a fazer as inúmeras edições da Informação Semanal, os Relatórios de Atividades,

dedicava, semanalmente, de alma e coração,

milhares de cartas e exposições, o site, INFO

nesta edição da Revista “Alimentação Animal”, o porta-voz da Indústria e da Associação que

IACA e mais tarde a Newsletter, sempre preocupada em inovar, em se aperfeiçoar e acompanhar os novos tempos e desafios, “Na sua reunião de 09/02/78, a Direção admitiu, por um contrato máximo de 6 meses – após prestação de provas – para exercer as funções de Dactilógrafo, a então candidata Maria de Fátima Rebelo Mateus. Tendo iniciado as suas funções em 15/02/78, a Maria de Fátima desde logo se revelou uma trabalhadora zelosa, competente, desembaraçada e assídua e com um verdadeiro sentido de dignidade profissional e de bem cumprir as suas funções”. Com estes atributos, o Secretário Geral de então, Comendador Luis Marques, decide propor à Direção, em 29 de junho de 1978, a admissão definitiva da candidata Maria de Fátima a partir de dia 1 de julho, apesar do período experimental só terminar no dia 15 de agosto de 1978.

para levar aos associados mais e melhor informação, conhecimento, o bem fazer e bem servir. Também merece particular destaque o trabalho da Fátima na CT 37 e a ligação com os seus membros, desde os sucessivos Presidentes e Secretários, vem como com os representantes das empresas que compõem esta Comissão Técnica da IACA. Como em tudo o que fazia, para além do lado profissional, muito competente, sobressaiam o lado mais pessoal, a amizade e os afetos. Tendo falecido no passado dia 20 de março, tal como fizemos com a edição nº 12 da Informação Semanal (ou IS como a conhecemos), uma publicação a que ela carinhosamente se

a representa, também queremos assumir a nossa Homenagem, dos colegas e amigos, da Direção e dos Órgãos Sociais da IACA. É para a Fátima e com o pensamento na sua vida e no seu legado, que dedicamos este número 99 da Revista “AA”. Não temos quaisquer dúvidas, colegas, dirigentes e Associados, de que a Fátima deu o melhor de si por esta Instituição. Esperamos que tenha recebido o melhor de cada um de nós. Fará parte do nosso Património. Pelo seu exemplo, de amizade e espírito de Missão, nunca será esquecida. Permanecerá nos nossos Corações. Até sempre, Fátima! C

M

Atributos que manteve e reafirmou ao longo

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de todo o seu percurso na IACA e na sua

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vida pessoal. Qualidades excecionais, afável, competente,

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perfecionista, defensora das suas ideias, justa,

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companheira, amiga, inovadora, procurando

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fazer sempre mais e melhor. A Maria de Fátima, mais tarde Maria de Fátima Ferreira pelo casamento com o também nosso amigo Joaquim Ferreira, entrou na IACA há cerca de 40 anos e durante todo este tempo em que serviu a Associação e os seus Associados, sempre colaborante e disponível, 44 |

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JORNADAS INTERNACIONAIS DE SUINICULTURA O evento que teve lugar nos dias 10 e 11 de Março em Vila Real superou todas as expectativas. A realização destas jornadas tem como objetivos a participação e o convívio das 3 vertentes interessadas: a vertente académica, a científica e a técnica. Ao longo destes 19 anos de jornadas contámos sempre com o apoio e ajuda do Professor Divanildo Monteiro e do Dr. António Simões Monteiro. Como tal, todos os membros da IAAS-UTAD concordaram que deveria ser realizada uma pequena homenagem a cada um por todo o apoio e amizade demonstrada e que estas jornadas seriam o momento ideal. As Jornadas Internacionais de Suinicultura estão em crescimento exponencial, sendo por isso nossa prioridade apresentar um programa cada vez mais abrangente e atualizados consoante a evolução do sector. Desta forma pretendemos que os professores e profissionais da área fiquem a par dos progressos podendo assim transmiti-los aos alunos.

Ao considerar o conforto dos participantes e oradores nos nossos eventos, decidimos proporcionar a tradução simultânea nestas jornadas visto estarem presentes oradores estrangeiros. É importante referir que o apoio dado pelo Reitor António Fontainhas Fernandes foi imprescindível tal como a ajuda do Departamento de Zootecnia e do Departamento de Ciências Veterinárias na logística do evento e na elaboração do programa.

Não poderíamos deixar de mencionar o apoio da FPAS com a oferta de um porco (Porco. pt) para o jantar de convívio na sexta-feira e almoço de sábado. Com todos os nossos objetivos alcançados e com todos os nossos apoiantes, podemos afirmar que as IX Jornadas Internacionais de Suinicultura foram um sucesso!

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ALIMENTAÇÃO ANIMAL NOTÍCIAS

XXVIII CONGRESSO FEFAC V CONGRESSO DE ALIMENTAÇÃO ANIMAL Córdoba, 8-9 de junho de 2017

“JUNTOS ENFRENTANDO O FUTURO – LIBERTANDO O POTENCIAL DA ALIMENTAÇÃO ANIMAL” É um enorme prazer para a FEFAC e AFACA, representantes da Indústria da Alimentação Animal na Europa e na Andaluzia, respectivamente, dar a conhecer o Programa do XXVIII Congresso da FEFAC e o V Congresso de Alimentação Anima, que se vai realizar em Córdoba, nos próximos días 8 e 9 de junho. Sob o lema “Juntos enfrentando o futuro – Libertando o potencial da Alimentação Animal”, este evento contará com a presença de oradores de alto nível, tanto nacional como internacional. No dia 8 de junho, estará presente na Sessão de Abertura, o Ministro Capoulas Santos, Ministro da Agricultura, Florestas e Desenvolvimento Rural de Portugal, juntamente com a sua homóloga de Espanha e altos representantes do Rei de Espanha e da Andaluzia. Ainda neste dia, o Comissário de Agricultura e Desenvolvimento Rural da União Europeia, Phil Hogan, falará sobre a Competitividade do Setor da produção animal da UE no quadro das negociações sobre a revisão da PAC pós-2020. Estão igualmente confirmados peritos da cadeia de valor e representantes da FEFAC, COPA e EDA. Para a segunda Sessão, contamos com oradores da Comissão Europeia, das autoridades competentes de Espanha e do setor da Alimentação Animal, que abordarão o papel da nutrição animal na redução da resistencia aos antibióticos. A sessão final do primeiro dia de trabalhos estará centrada na importância da Comunicação no futuro do Setor, em particular, como podemos modificar a perceção pública sobre a atividade pecuária. No dia 9 de junho, na quarta sessão da Conferência, serão oradores representantes da DG ENVI, MAPAMA e da industria de alimentação animal, que discutirão a importancia da economía circular e a eficiencia dos recursos na cadeia alimentar, e a produção de matérias-primas sustentáveis, como é o caso da soja. 46 |

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Contando com a colaboração da IACA e da CESFAC na organização do evento, a FEFAC e a AFACA, estimam que deverão estar presentes em Córdoba 550 delegados de países da União Europeia e de todo o mundo, da cadeia alimentar e da alimentação animal, bem como representantes das autoridades de Espanha, Portugal e da União Europeia.

Um grande acontecimento em perspetiva. A IACA está a organizar um programa paralelo para os delegados de Portugal. As informações mais detalhadas, designadamente as inscrições, alojamento e o Programa do evento, podem ser consultadas no website www.congresoalimentacionanimal.es

P R O G R A M A Jueves, 8 de Junio 2017 08:00 – 09:00 H Registro de asistentes 9:00 – 10:00 H Acto de inauguración Ilma. Sra. Alcaldesa de Córdoba (pte. confirmar) Excma. Sra. Ministra de Agricultura y Pesca, Alimentación y Medio Ambiente (pte. confirmar) Consejera de Agricultura, Pesca y Desarrollo Rural (pte. confirmar) Excmo. Sr. Ministro de Agricultura, Bosques y Desarrollo Rural de Portugal SESIÓN 1: Competitividad de la producción de piensos y ganadería de la U.E. 10:00 – 10:45 H PAC post 2020 – Competitividad de la producción animal en el sector de la alimentación y la ganadería de la U.E. D. Phil Hogan, Comisario de Agricultura y Desarrollo Rural de la U.E. 10:45 – 12:00 H Mesa redonda Reforma de la PAC: retos para el sector de la alimentación animal D. Martin Merrild, Presidente de COPA (pte confirmar) D. Michel Nalet, Presidente de EDA D. Ruud Tijssens, Presidente de FEFAC D. Fernando Antúnez, Presidente de CESFAC Ruegos y preguntas con la audiencia Moderadora: Dª. Rose O’Donovan, Agrafacts

12:00 – 12:30 H Café SESIÓN 2: Resistencias Antimicrobianas 12:30 – 14:00 H Plan de acción de la UE contra las resistencias antimicrobianas Koen van Dyck, DG SANTÉ Comisión europea Plan de acción nacional contra las resistencias antimicrobianas: actuaciones en alimentación animal Dª Cristina Muñoz, Agencia Española de Medicamentos y Productos Sanitarios Dª Leonor Algarra, Subdirectora Adjunta del MAPAMA (pte confirmar) Estrategias de alimentación para reducir la necesidad de antibióticos en la ganadería D. Pedro Cordero, CEO NANTA Debate Moderador pte. de confirmar 14:00 – 16:00 H Comida SESIÓN 3: La importancia de la comunicación: Saber comunicar 16:00 – 18:00 H ¿Qué piensan y saben de nosotros los clientes y los clientes de los clientes? Juicios y prejuicios D. Víctor Yuste, Director General de Foro Interalimentario (pte confirmar) Cómo comunica el sector Dª Carmen Martín, Responsable de comunicación NANTA


Experiencias con las nuevas tecnologías Dª Ilaria Mulinacci, Responsable de comunicación de CESFAC Informar y saber comunicar a la sociedad. La responsabilidad del profesional D. José Mª Montero, Responsable del área de Medio Ambiente en los Servicios Informativos de la Radio Televisión de Andalucía

Cerrando el círculo: Casos de éxito 1 – Industria agroalimentaria (Pascual) (pte confirmar) 2 – Industria fabricante de piensos (COVAP) 3 – Industria francesa, un ejemplo a conocer (Euro-Fac Jean Michel Boussit) Debate Moderador: Representante de la Junta de Andalucía

18:00 – 18:30 H

11:45 – 12:15 H

Debate Moderador: D. Jorge de Saja, Director de CESFAC

Café

18:30 H Fin de la primera jornada

Viernes, 9 de Junio 2017 SESIÓN 4: Soluciones a los retos actuales. Economía circular y medio ambiente 10:15 – 11:45 H La Estrategia de la Comisión Europea sobre la Economía Circular y la Eficiencia de los Recursos D. Luis Planas-Herrera, DG ENVI Comisión europea Oportunidades para el sector D. Javier Piquer, Jefe de Área de la Subdirección General de Medios de Producción Ganaderos (MAPAMA) (pte. confirmar)

12:15 – 14:00 H Sostenibilidad en las materias primas: la soja como ejemplo NN, USSEC Estrategias para reducir la huella medioambiental en la producción global de cereales D. Stephan Brunner, Gerente de BAYER Estrategias nutricionales para reducir el impacto ambiental de la producción ganadera NN Presidente electo FEFAC Debate Moderador: D. Jaime Piçarra, Secretario General de IACA 14:00 – 14:30 H Acto de Clausura Representante de la Junta de Andalucía D. Miguel Cabrera, Presidente de AFACA

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ALIMENTAÇÃO ANIMAL NOTÍCIAS DAS EMPRESAS

VETLIMA E BIOMIN PROMOVEM REUNIÃO SOBRE “MICOTOXINAS NA PRODUÇÃO ANIMAL” No passado dia 7 de Março, a Vetlima e a Biomin organizaram no Hotel Vila d´Óbidos mais uma reunião do programa Solutions, neste caso a 5ª, ligada à nutrição, através do tema “MICOTOXINAS NA PRODUÇÃO ANIMAL”. Sessão muito concorrida, atestando o interesse do tema, presidida pela Sr.ª Presidente da IACA, Eng.ª Cristina de Sousa, acolitada na mesa pelo Presidente da FPAS Sr. Victor Menino e pelo Dr. Ricardo Baptista, director da FEPASA, em representação do seu Presidente Sr. Avelino Gaspar. Houve um momento inicial antes da ordem do dia de caracter informativo, onde desde a mesa os presidentes das respectivas associações informaram a plateia dos processos mais importantes em curso nas suas associações, assuntos de inegável interesse, quer para a fileira do porco quer para a área avícola, baseados em processos que elegem a defesa da qualidade na produção animal das respectivas espécies. A substância técnica ficou ao encargo de técnicos da Biomin - Diego Padoan e Paula Kovalsky, que abordaram temas de grande actualidade, como são o impacto das várias micotoxinas em suinicultura e os benefícios da prevenção dos seus riscos, assim como o enquadramento legal dos inativadores de micotoxinas, sendo a Biomin a única empresa deste sector com métodos registados e validados na U.E., comprovando a eficácia dos produtos no combate a estas patologias. Por fim Carlos Barranco da Romer Lab. falou do interesse da identificação das micotoxinas através de métodos laboratoriais, que a Romer e a Vetlima disponibilizam, com a finalidade de detectar na matéria prima e no alimento completo a identificação precisa das micotoxinas presentes, podendo assim eleger-se o produto mais indicado para o seu combate. No final e após um pequeno colóquio de pergunta/resposta foi servido com agrado um jantar a todos os convidados. 48 |

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FICHA TÉCNICA ALIMENTAÇÃO ANIMAL Revista da Associação Portuguesa dos Industriais de Alimentos Compostos para Animais – IACA NIPC­‑ 500835411

TRIMESTRAL ­‑ ANO XXVIII Nº 99

AGENDA DE REUNIÕES DA IACA

Janeiro / Fevereiro / Março

DIRETOR Cristina de Sousa

CONSELHO EDITORIAL E TÉCNICO Ana Cristina Monteiro Germano Marques da Silva Jaime Piçarra Pedro Folque Manuel Chaveiro Soares

Data 17

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ADMINISTRAÇÃO, SEDE DE REDAÇÃO E PUBLICIDADE (incluindo receção de publicidade, assinaturas, textos e fotos) IACA ­‑ Av. 5 de Outubro, 21 ­‑ 2º E 1050­‑047 LISBOA Tel. 21 351 17 70 Telefax 21 353 03 87

EMAIL

• Reunião de Contratação Coletiva de Trabalho • Jantar com membros do Comité Alimentos para Peixes e Delegações da APROSOJA, IDH, FEFAC e FEDIOL • Reunião da Direção • Workshop IACA/DGAV sobre Legislação CLP

COORDENAÇÃO Jaime Piçarra Serviços da IACA

JANEIRO

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• Assinatura do Memorando de Entendimento entre a FEFAC/FEDIOL/APROSOJA/IDH • Comité FEFAC “Alimentos para Peixes”, em Lisboa • Reunião FEFAC/FEDIOL/IDH/APROSOJA

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• Workshop FEFAC/IACA sobre Sustentabilidade

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• Reunião da Comissão Técnica - CT37

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• Grupo de Trabalho Porco.pt

Data 1e2

FEVEREIRO • Reuniões sobre a PAC, em Bruxelas

iaca@iaca.pt

3

• Reunião com FIPA e Casa do Azeite (Projeto PEFMED)

SITE

7

• QUALIACA – Audição de Testemunhas (Providência Cautelar da ACICO)

www.iaca.pt

7e8

• XI Congresso Nacional do Milho 2017

EDITOR

8 a 10

• Conferência USSEC Europa & MENA, em Lisboa

Associação Portuguesa dos Industriais de Alimentos Compostos para Animais – IACA

15 e 16

• Colégio de Diretores Gerais da FEFAC, em Berlim

EXECUÇÃO DA CAPA Pedro Moreira da Silva

EXECUÇÃO GRÁFICA Sersilito ­‑ Empresa Gráfica, Lda. Travessa Sá e Melo, 209 4471­‑909 Gueifães ­‑ Maia

PROPRIETÁRIO Associação Portuguesa dos Industriais de Alimentos Compostos para Animais ­‑ IACA Av. 5 de Outubro, 21 ­‑ 2º E 1050­‑047 Lisboa

23 24 e 25

• Reunião da Direção • Curso de Formação Avançada em Sanidade Avícola

Data

MARÇO

7

• Comité da FEFAC “Pré-Misturas”, em Zagreb

8

• Reunião do Grupo de Diálogo Civil “Culturas Arvenses” (Comissão DGAGRI), em Bruxelas • Comité Nutrição Animal da FEFAC, em Zagreb

10 e 11

• IX Jornadas Internacionais de Suinicultura

13

• Reunião do Conselho Fiscal

14

• Reunião na DGAV sobre Avaliação da Execução do Projeto QUALIACA

Nº 26599/89

15

• Reunião da Comissão Técnica - CT 37

REGISTO

20 e 21

DEPÓSITO LEGAL

EXCLUÍDA DE REGISTO NOS TERMOS DO DISPOSTO NA ALÍNEA A) DO N.º 1 DO ART.º 12.º DO DECRETO REGULAMENTAR N.º 8/99, DE 9 DE JUNHO, REPUBLICADO PELO DECRETO REGULAMENTAR N.º 2/2009, DE 27 DE JANEIRO

50 |

ALIMEN TAÇÃO ANIMAL

24 28 a 30 31

• I Jornadas Zootécnicas - Núcleo de Eng. Zootécnica ISA • Reunião plenária da Secção de Pré-misturas e Aditivos (SPMA) • Participação na FIMA Ganadera, em Saragoça • Início do Curso de Alimentação de Suínos


O FUTURO A LONGO PRAZO É: MELHOR PROTECÇÃO DA INTEGRIDADE INTESTINAL

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