Amafresp em Foco

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em foc o Ano 3 | Edição nº 11 | Outubro, Novembro e Dezembro

DESAFIOS DA

AMAFRESP Entenda a proposta do novo modelo assistencial apresentado pela Diretoria para 2020. Pág. 04

SAÚDE MENTAL

BLUE ZONES

Filiados já realizam sessões de telepsicologia e avaliam serviço de forma positiva. Pág. 08

Conheça os segredos das regiões com alto número de pessoas centenárias. Pág. 15

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ÍNDICE ABRE ASPAS Pág. 03

ESPECIAL Pág. 04

ENTREVISTA | RENATO CHAN

EDITORIAL

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SAÚDE MENTAL Pág. 08

ENTREVISTA Pág. 09

NOTÍCIA Pág. 10

RAIO X Pág. 11

VIVER BEM Pág. 15

EXPEDIENTE Amafresp em foco Diretoria da Amafresp: Renato Pei An Chan Analista de Comunicação: Flávia Sapienza Revisor: Gabriel Sales Designer: Guilherme Potenza Circulação: 2020 Tiragem: 9.000 exemplares Impressão: Hawaii Gráfica e Editora E-mail: amafresp@afresp.org.br

ANS- N o 31763- 2

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Filiado(a), O ano de 2019 no setor de saúde foi intenso e desafiador, e lidar com um cenário de recursos escassos conciliando a manutenção do padrão de qualidade e dos desejos que nossos beneficiários sempre se acostumaram a ter, tornam as dificuldades maiores ainda. Ao longo deste ano plantamos várias sementes de ações reestruturantes cujos resultados esperamos colher ao longo dos próximos anos: nova estrutura de atendimento ao associado, expansão de serviços eletrônicos por meio do aplicativo da Amafresp, regularização de processos internos perante a ANS, implantação de um novo modelo de negociação comercial com nossos fornecedores baseado em indicadores de resultados, telepsicologia como precursora da telemedicina, implantação de uma rede de atenção primária focada no cuidado acolhedor e preventivo do beneficiário e, principalmente, a entrega dos estudos de reestruturação da Amafresp, dentre outras mais. Nesta edição, sintetizamos as propostas de alteração no regulamento da Amafresp para que os debates sobre as mudanças possam chegar a todos os filiados. Não temos a ilusão de que chegaremos a uma unanimidade sobre as mudanças propostas. Somos

um grupo heterogêneo com 20 mil interesses diferentes e, sem dúvida, já será um grande passo a conscientização geral de que a implantação de mudanças é necessária. Não apenas por conta das questões classistas que afetam nossos beneficiários titulares, mas também porque o próprio mercado e a introdução de novas tecnologias já batem à nossa porta com produtos mais simples e baratos que induzem uma mudança na forma de utilização dos serviços de saúde. Queremos agradecer a você que esteve conosco durante todo o ano, que acreditou e confiou no nosso trabalho! As sugestões e críticas respeitosas sempre serão bem-vindas e elas são imprescindíveis para nossa contínua melhoria. Que 2020 seja um ano de ação, sucesso e saúde a todos nossos associados. Que as soluções milagrosas que todos esperam cheguem pela conscientização de que superar as dificuldades depende exclusivamente do trabalho, mudança de atitude e engajamento próprio de cada um de nós. Muito obrigado por fazer parte da nossa história! Renato Pei An Chan Diretor da Amafresp


abre aspas “A Diretoria da AMAFRESP, diante do grande desafio da assistência à saúde, que é encontrar um equilíbrio justo entre a qualidade do plano e os valores de mensalidade, propôs um amplo debate em torno de mudanças que acompanham tendências mundiais de evolução de produtos e serviços, identificando na coparticipação um possível mecanismo de garantia dessa justa medida. Como toda mudança, a proposta fomenta o amplo debate em torno de diversos subtemas, como franquias, credenciados, abuso na utilização do plano, taxa de administração e a própria questão do médico de família. Porém, em algum momento, será necessário convergir para uma solução que efetivamente atenda aos anseios da classe, no sentido de garantir um plano diferenciado e de alto nível, e permitir que o mesmo não se torne comercialmente insustentável. Essa responsabilidade será de todos nós!” Luciana Grillo – Filiada

“Sou usuário da Amafresp desde 98 e usei muito o plano, ainda na época em que era uma cota só para todos. Quando meus filhos eram crianças, usaram muito o plano também e sempre fui muito bem atendido. É claro que com a situação atuarial, ficou impossível para o plano manter uma cota só por pessoa. Com relação à proposta de mudança, sou favorável à cobrança de coparticipação, até porque as pessoas começam a usar muito o plano de forma abusiva, sem necessidade. O que me ressinto nessa história é a cobrança da franquia. Sou usuário do Sírio Libanês e acredito que seria uma oportunidade de se pensar em critérios mais precisos no estabelecimento do valor das franquias que serão implementadas. No geral, sinto que surgiu um sentimento de insegurança sobre usar ou não os serviços médicos. Temos que pensar duas vezes antes de usar o hospital, pois podemos ser cobrados por isso. Acho que ainda há muita desinformação sobre o assunto, pois o sistema de coparticipação fará com que os colegas repensem na real necessidade de se fazer uma consulta, ao invés de tratar esta como visita social ao médico, tendo como consequência a redução do valor da cota, sem perdermos a qualidade de atendimento da AMAFRESP”. Marcelo Borges – Filiado

“Desde o momento da inscrição até o dia da consulta fiquei muito satisfeita com a eficiência de todos os envolvidos, da forma simples e prática que elaboraram esse programa. Da atenção dos funcionários explicando cada passo e da atenção e carinho da psicóloga”. Filiada, sobre o atendimento em sessão de telepsicologia da Amafresp

Que participar do abre aspar? Envie suas sugestões, elogios, críticas e dúvidas para amafresp@afresp.org.br 3


especial

DESAFIOS DA AMAFRESP: MUDANÇAS NO MODELO ASSISTENCIAL VISAM DIMINUIÇÃO NA MENSALIDADE Em 2019, a Amafresp observou o constante aumento do valor da cota e esse fato, associado à perda líquida na remuneração dos filiados do plano, tornou real dois dos maiores desafios estratégicos a serem enfrentados pela Diretoria Executiva. Desde outubro de 2018, foram realizados estudos com duas consultorias que apoiaram a Amafresp na elaboração de uma proposta de um novo modelo assistencial de saúde, tendo por base produtos de mesmo nível de qualidade, dentro e fora do Brasil. Após reuniões com a Diretoria Executiva, Comissão de Saúde e Mesa Diretora do Conselho Deliberativo da Afresp, o Diretor da Amafresp, Renato Chan, percorreu as Regionais de todo o estado de São Paulo para apresentar a proposta de mudanças para o plano em 2020. As palestras foram organizadas com o objetivo de esclarecer

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dúvidas e gerar diálogo com o maior número possível de filiados da Amafresp, já que um novo modelo assistencial só será implementado após a aprovação do Conselho Deliberativo. É por isso que nesta edição do Amafresp em Foco, Renato Chan explica melhor sobre a necessidade de mudança da Amafresp diante de um cenário econômico desafiador para toda a classe dos Agentes Fiscais de Rendas do Estado de São Paulo. Confira a entrevista na página 05!

Ainda não assistiu aos vídeos explicativos sobre as mudanças propostas para a Amafresp em 2020? Acesse nosso site e fique por dentro!


PROPOSTA DE MUDANÇAS NA AMAFRESP

ENTREVISTA COM RENATO CHAN Quais são as principais propostas que estão sendo discutidas no momento? Desde o ano passado estudamos produtos e modelos de saúde no Brasil e no exterior e contamos com duas consultorias nesse processo. Estruturamos medidas de curto, médio e longo prazo. As medidas de curto prazo são basicamente a introdução de um novo modelo de coparticipação nos procedimentos ambulatoriais, franquias de internação e junta médica para os casos de alto custo em que houver divergência entre o pedido médico e nossa auditoria. As de médio prazo são a introdução do modelo de atenção primária com suas clínicas especializadas e os médicos de família, assim como o enxugamento da nossa rede e a oferta da telemedicina. As de longo prazo passam pela necessidade de aumentarmos nosso número de beneficiários do plano para estruturar a abertura de um novo produto e dessa forma, termos mais beneficiários para negociar condições comerciais melhores com nossos fornecedores. ATENÇÃO PRIMÁRIA RENATO CHAN DIRETOR EXECUTIVO DA AMAFRESP CENÁRIO AMAFRESP Quais os motivos do aumento no valor da cota nesses últimos meses? O valor da cota é definido por meio do rateio das despesas da Amafresp entre todos os beneficiários. Apesar do número de vidas no plano estar subindo, o valor das despesas assistenciais está subindo em velocidade maior ainda, principalmente as internações. Particularmente nesses últimos meses, tivemos um aumento no número de internações de mais de 10% em relação ao ano passado. Estamos renegociando diversos contratos com nossos principais hospitais e isso permitiu a diminuição do nosso custo médio por internação, mas o aumento expressivo do número de internados fez com que este trabalho de renegociação não surtisse os efeitos que desejávamos. Nos últimos meses, o patamar da cota real estabilizou acima de R$ 600 e não temos perspectivas de diminuição desse valor, pelo contrário, a previsão da cota de dezembro é de R$ 630. Por que a AMAFRESP precisa mudar? O mundo da saúde é dinâmico, nossos concorrentes mudam com produtos mais baratos e mais simples, surgem novas tecnologias e tratamentos caríssimos, além disso, fomos prejudicados pela perda de 30% da nossa renda. Precisamos conciliar tudo isso para oferecer ao beneficiário um produto que caiba no seu bolso e que mantenha um padrão de qualidade a que ele está acostumado. Para conseguirmos fazer isso, estamos propondo uma mudança de cultura na forma de utilização dos serviços da Amafresp. Todo esse processo está sendo construído ouvindo os beneficiários e, minha percepção após fazer 24 apresentações regionais, é de que há resistências, medo, mas a maioria concorda com as mudanças, havendo necessidade de alguns pequenos ajustes.

O que é a atenção primária à saúde (APS)? Atenção primária é uma proposta de modelo assistencial de saúde que busca direcionar o paciente para uma porta de entrada ao serviço médico. É o primeiro contato de alguém da área assistencial com o paciente e por isso, o objetivo é que esse contato seja feito por um médico generalista ou médico de família, evitando que o paciente vá direto para o médico especialista ou para o hospital, sem o seu conhecimento. A atenção primária permite diminuirmos o custo assistencial, pois pressupõe continuidade do cuidado do paciente em um relacionamento duradouro e de confiança com o médico. Mesmo quando parte do cuidado à saúde de uma pessoa for realizado em outros níveis de atendimento, como é o caso do encaminhamento a um especialista, o nível primário tem a incumbência de organizar, indicar, coordenar e/ou integrar esses cuidados. Implantar a APS é a grande mudança de cultura do nosso beneficiário, pois aos poucos a ideia é que ele deixe de usar as estruturas mais caras e ao mesmo tempo tenha um ganho na qualidade do atendimento médico. O filiado será obrigado a passar pelo médico de família ou clínica de atenção primária? Nossa proposta não é tornar obrigatória a passagem pelo médico de família ou clínica de atenção primária. Essa é uma estrutura que estamos criando para melhorar a qualidade da prestação do nosso serviço, mas não será obrigatória a sua utilização. Não forçaremos o beneficiário a abrir mão do médico de confiança dele. O modelo de atenção primária não torna o custo maior já que vocês tornam obrigatória a passagem do beneficiário pelo clínico geral antes dele marcar a consulta com o especialista? Reforçando, não é obrigatória a passagem pelo médico de família. Ele também não é um simples encaminhador para outros especialistas. Nos países em que a atenção primária é praticada, 80% dos casos são resolvidos nesse nível de atendimento. Em muitos casos, não há necessidade de se procurar especialistas ou hospitais e isso faz com que os custos totais sejam reduzidos.

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Em caso de emergência eu preciso ir na atenção primária? O objetivo da atenção primária não é oferecer pronto atendimento em situação de emergência. Ela certamente tem condições de atender um caso de emergência, mas acaba havendo uma limitação por conta de não ser um atendimento 24h. De qualquer maneira, como a proposta da APS é de um acompanhamento continuado, recomenda-se que o médico de família ou de referência da clínica seja comunicado ou consultado quando ocorrer esse tipo de situação. Como será a atenção primária no interior ou nas cidades em que não existam médicos de família ou clínicas de atenção primária? Implantação da APS é uma medida de médio prazo. A própria formação dos médicos nas últimas décadas priorizou as especialidades, assim, hoje temos uma menor quantidade de médicos com a formação de medicina de família e, por isso, estamos com dificuldades de implantar esse modelo em todas as regiões. Para resolver, estamos em tratativas com empresas para nos auxiliar na montagem dessa rede de APS. COPARTICIPAÇÃO Não haverá mais uma quantidade máxima de consultas e exames que poderá ser feita? Em que momento não incidirá a coparticipação? O modelo que está sendo proposto é diferente do atual. O modelo em vigência possui uma quantidade de procedimentos isentas de coparticipação. A proposta é que tenhamos uma coparticipação única de 15% sobre o valor do atendimento prestado, desde a primeira utilização. A novidade é que a soma de todas as coparticipações estaria sujeita a um teto limitando o valor a ser pago pelo beneficiário por mês, equivalente a, no máximo, duas cotas. Cobrar coparticipação não tira a atratividade da Amafresp frente a outros planos de saúde? Um bom modelo de coparticipação tornará a mensalidade da Amafresp mais barata e é isso que vai tornar o nosso plano mais ou menos atrativo para o associado. Uma coparticipação de 15%, da forma como estamos propondo, representa um percentual menor do que outros planos de mercado, que chegam a cobrar até 50%. Não temos lucro como objetivo, assim, podemos cobrar um percentual menor e, da forma proposta, quem usar mais, paga mais. Com isso, estimulamos o uso racional do plano. É possível estimar quanto o filiado vai pagar de coparticipação? Caso o modelo proposto seja aprovado, vamos construir um simulador em que o beneficiário possa simular o valor da sua coparticipação para o procedimento que precisar realizar, no lugar que escolher ser atendido. Adicionalmente, para que ele possa saber qual seria a sua coparticipação considerando o seu gasto no ano de 2018, já liberamos um simulador que está disponível na área restrita do site da Amafresp. Hoje a coparticipação demora muito para chegar. Esse processo vai ser mais ágil? Como será a cobrança? Muitas vezes há a demora no envio da conta do prestador médico e isso acaba atrasando a cobrança do associado, mas estamos trabalhando em um modelo onde cobrança da coparticipação do associado ocorra no mês seguinte ao do recebimento da conta pela Amafresp e o valor também possa ser enviado previamente através de SMS.

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Nas redes sociais, algumas pessoas comentaram que a Amafresp está obrigando o beneficiário a passar pelo médico de família para não pagar a coparticipação e por isso, eles teriam que trocar o médico que já estão acostumados a ir. Isso é verdade? Não. Independentemente de haver ou não um programa de atenção primária, o que se propõe é a mudança da coparticipação para 15% do valor do serviço que for utilizado. Para que as pessoas tenham a oportunidade de experimentar o serviço de atenção primária, propusemos isentar a coparticipação em tudo aquilo que for gerado neste tipo de atendimento, mas usar ou não a atenção primária é uma escolha do usuário. Para aqueles que não quiserem usar, não há problema algum, apenas cairão no modelo geral que é o de cobrança da coparticipação de 15%. FRANQUIA O que é franquia? Franquia é uma taxa que será cobrada em determinados hospitais quando houver internação. Seu valor irá variar entre 0,5 a 20 cotas. O valor será cobrado por cada internação realizada e seu valor não depende da quantidade de dias internado. O valor da franquia foi definido segundo o custo de cada hospital e ele poderá mudar ao longo do tempo de acordo com as condições comerciais praticadas pelo hospital. Para o caso de utilização do atendimento de pronto-socorro dos hospitais Sírio Libanês, São Camilo da Pompéia, ou da Rede D’or serão cobradas franquias em vez de coparticipação. Haverá franquia/coparticipação nas utilizações da Unimed e Rede São Francisco? Não haverá franquia no caso de internação na rede de hospitais da Unimed ou da Rede São Francisco. Quanto à coparticipação, vale a regra geral, desta forma, será cobrada a coparticipação de 15% em qualquer procedimento ambulatorial. Como fica o atendimento em outros estados por meio do convênio de reciprocidade? Para atendimento do associado da Amafresp por reciprocidade, vale a regra geral de cobrança de coparticipação de 15% em qualquer procedimento ambulatorial. Nos hospitais de outros estados não há previsão de cobrança de franquia de internação. ENXUGAMENTO DE REDE Por que precisamos descredenciar médicos e hospitais já que não custa nada para a Amafresp tê-los na nossa rede? Manter uma rede inflada traz dificuldades administrativas e de parceria no relacionamento com os prestadores. No aspecto administrativo, por obrigação legal da ANS, toda a rede credenciada da Amafresp deve ter seus contratos e cadastros atualizados, além disso, anualmente, há a necessidade de se rediscutir as condições comerciais com o reajuste de tabela de preços dos serviços. No aspecto de relacionamento, há dificuldade de aprofundamento de parcerias com os prestadores para que possamos conhecer a conduta e a qualidade do serviço e muitas vezes isso acaba acarretando em gastos que


poderiam ser evitados e em atuações que são veementemente desaprovadas pela Amafresp. Além disso, uma rede inflada gera uma relevante quantidade de prestadores sem movimentação, que por muitas vezes acabam desconhecendo os nossos processos – produzindo desconfortos aos nossos beneficiários, como os comuns casos de prestadores informarem, por equívoco e desconhecimento em relação à Amafresp, que não prestam serviços e não atendem o nosso plano, mesmo que formalmente o façam. TAXA DE ADMINISTRAÇÃO O que é a taxa de administração que a Amafresp paga para a Afresp? A taxa de administração contempla duas modalidades de classificação de contas. As contas de despesas diretas da Amafresp, que englobam todas as suas despesas de funcionamento operacional tais como funcionários próprios da Amafresp, ferramentas de informática, auditoria, jurídico, consultorias, etc. Já as contas indiretas são aquelas resultantes de serviços da Afresp que são utilizados pela Amafresp em conjunto com outras diretorias, desta forma, são despesas que são rateadas com outros departamentos de acordo com a sua proporção de uso. Entram nesta categoria despesas com folha de pagamento de colaboradores das regionais, diretoria de TI, financeiro, comunicação, despesas de infraestrutura, aluguel, etc. Despesas como jogos esportivos, festas e manutenção de centro de convivência não entram no rateio da Amafresp por estarem diretamente alocadas no centro de custos das respectivas diretorias. O cálculo da taxa de administração é feito mensalmente aplicando-se a alíquota de 7% sobre o total do custo assistencial da Amafresp. Por ser um cálculo baseado em estimativa, no ano seguinte ao do pagamento da taxa há um cruzamento de contas entre o valor efetivamente pago e o balanço contábil do respectivo ano para que os ajustes sejam realizados, isto é, em caso de pagamento maior, a Amafresp recebe de volta o valor excedente da Afresp, caso contrário, a Amafresp completa o valor faltante. Neste ano de 2019, por exemplo, a Afresp devolveu para a Amafresp R$ 2,3 milhões referentes ao que pagamos a mais a título de taxa de administração.

GERAL Abrir um produto de qualidade inferior ou ter um produto para a capital e outro para o interior não seria uma alternativa para atender quem queira pagar por um plano mais barato? Em anos anteriores foram realizados dois estudos da carteira de beneficiários da Amafresp que não recomendavam a divisão das 20 mil vidas em produtos diferentes, já que isso traria um aumento do risco atuarial. O que seria este risco atuarial? Esse risco está relacionado com a capacidade dos integrantes do produto em ratear os casos excepcionais de altíssimo custo. A cota oscilaria menos ao dividirmos este custo entre 20 mil vidas. Em produtos com uma quantidade de vidas menor, seria preciso um fundo de reserva financeira maior para arcar com os casos eventuais de alto custo. De qualquer maneira, o estudo atuarial será atualizado para avaliação do atual grau de risco com um novo produto da Amafresp. Dar desconto na mensalidade para quem usa menos também não seria uma alternativa? A ANS (Agência Nacional de Saúde Suplementar) proíbe a cobrança de mensalidade do usuário vinculando esse valor com o grau de risco que ele representa para o plano. Tirar os hospitais mais caros da nossa rede, como o Sírio Libanês, não traria economia para o nosso plano? A Amafresp é um plano associativo que visa conciliar os desejos de diversos segmentos entre seus usuários: novos/idosos e os usuários da capital/interior. As propostas que estão sendo apresentadas visam baixar o valor da cota como um todo e as franquias tornarão mais racional o ato da internação, desta forma, esperamos baratear a cota sem necessidade de descredenciar os grandes hospitais de São Paulo. Para que os associados possam se acostumar com essas mudanças, não seria interessante ter um tempo de transição? O que está sendo discutido até o momento são propostas estruturantes de curto, médio e longo prazo. A Diretoria Executiva em conjunto com o Conselho Deliberativo defende um amplo debate sobre este modelo para que as alterações estejam bem amadurecidas entre os associados. Pensar em um modelo de transição nos obrigará a fazer novas mudanças em um curto período de tempo e também prolongará a angústia do associado, pois, caso ocorresse, exigiria mais tempo para que essas medidas surtissem efeito.

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saúde mental

FILIADOS REALIZAM SESSÕES DE TELEPSICOLOGIA E AVALIAM SERVIÇO DE FORMA POSITIVA O Programa de Saúde Mental da Amafresp está oferecendo, desde outubro deste ano, sessões de telepsicologia para filiados do plano. A ação foi criada para oferecer apoio profissional ao associado que apresente sintomas de depressão, ansiedade, obesidade, oncológicos ou que necessite de aconselhamento em geral. O grande diferencial é a possibilidade do usuário realizar as sessões com psicólogos sem precisar sair de casa! Inicialmente, os primeiros 1700 filiados Amafresp que fizerem sua inscrição poderão realizar as sessões. Depois do cadastro, os interessados passam por uma sessão de triagem com as psicólogas da Conexa Saúde, parceira da Amafresp nessa iniciativa, e que oferece a plataforma de videoconferência e todo o apoio profissional necessário ao programa. Depois disso, o filiado já pode agendar online as sessões com o psicólogo indicado na triagem e começar a usufruir do benefício. Desde a abertura das inscrições para o programa, 350 filiados já se cadastraram e a avaliação de satisfação foi bastante positiva! Transcorridos mais de 60 dias do início do

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programa, mais de 170 filiados já realizaram sessões de telepsicologia e o atendimento das psicólogas da Conexa recebeu nota 89 no índice NPS, que mede o índice de satisfação de usuários. Segundo a metodologia, uma nota entre 76 e 100 indica serviços na Zona de Excelência. A Conexa Saúde é uma empresa de tecnologia na área de saúde e tem como principal objetivo atuar na prevenção e levar soluções de telemedicina para todo o país. Entre os clientes da empresa estão grandes hospitais e convênios médicos, como a SulAmérica Saúde, Seguros Unimed, Hospital do Coração, Hospital Santa Joana, Itaú e Liberty Seguros.

INSCREVA-SE PARA AS SESSÕES DE TELEPSICOLOGIA! Acesse app.afresp.org.br/ ProgramaSaudeMental e faça parte do Programa de Saúde Mental da Amafresp


ENTREVISTA COM ESPECIALISTA perder o fundamental: ajudar a quem de alguma forma sofre. Você consegue observar o progresso de seus pacientes normalmente, nas sessões por videoconferência? Se tiver algum caso que possa compartilhar seria legal. Sim consigo, aliás acompanhei uma paciente que fez duplo transplante em Portugal por vídeoconferência. Era um caso difícil de aderência ao tratamento e hoje ela está muito bem e podendo aproveitar a qualidade de vida que adquiriu por conta do transplante.

Coordenadora de psicologia da Conexa Saúde Faz a seleção, organização e manutenção da qualidade do serviço de suporte psicológico. Quando você começou a fazer sessões de terapia por videoconferência? Conte um pouco da sua história. Na verdade, tudo começou há uns seis anos. Foi uma semana muito difícil. Como trabalho com pacientes que sofrem de doenças crônicas, estava com uma paciente transplantada renal com caso agudo de rejeição internada no hospital Rios Do’r em Jacarepaguá, no Rio de Janeiro, um paciente tetraplégico com escara deprimido e impossibilitado de sair de casa e outro paciente em estado grave internado no Hospital Albert Einstein, em São Paulo. Todos precisando de ajuda. Como conseguir atender a todos eles? Foi através da tecnologia que pude acompanhar e dar o suporte aos três pacientes nesse momento de crise. Foi uma experiência incrível e não pude deixar de pensar porque não ajudar mais pessoas, que por morar em lugares distantes ou por não ter tempo de ir ao consultório de psicologia acabam sendo privadas desse tratamento. Qual a diferença entre a sessão de terapia feita por videoconferência e a presencial? Ambas as modalidades têm prós e contras. Durante o tratamento por videoconferência não existe o toque que às vezes tem lugar durante o atendimento presencial, já que a leitura corporal é mais restrita. Entretanto, para o tratamento presencial, muitas vezes, o tempo de deslocamento adicionado ao tempo de sessão torna difícil o tratamento. Temos o cuidado, com a experiência, de buscar por formas de compensar, como por exemplo uma fala especialmente cuidada no tom de voz e afeto para “abraçar” uma emoção... Na sua opinião, quais são as vantagens de se fazer as sessões por videoconferência? A videoconferência viabiliza o tratamento para pessoas que não teriam acesso, quer pela distância ou até mesmo pelo custo. A terapia por videoconferência é eficaz, contamos com uma rede de profissionais criteriosamente selecionados e apostamos na qualidade mantendo uma supervisão constante. Acreditamos nesta junção da tecnologia e psicologia, é prático e flexível, sem

Outro caso interessante foi uma paciente que mora nos Estados Unidos que estava passando por uma separação que a deixou muito deprimida. Passados algum tempo do tratamento, ela mudou de emprego, está morando em um apartamento melhor e namorando. SOBRE O FLUXO DE ATENDIMENTO DA CONEXA PARA A AMAFRESP: Como funciona o processo de triagem? Boa pergunta! A triagem é a forma que encontramos de indicar o profissional mais adequado para atender à necessidade daquele paciente. A triagem é feita através de uma entrevista, um pouco mais curta que uma sessão de terapia, com o objetivo de conhecer o paciente e entender quais são suas questões. Ao final da triagem é selecionado um psicólogo da nossa rede para tratar do caso. Depois da triagem, como são escolhidos os profissionais que atenderão cada paciente? Fazemos uma junção de alguns critérios, como buscar na nossa rede de profissionais aquele cuja especialidade terá melhor resultado para a demanda apresentada; questões etárias, de gênero também são levadas em conta. Vocês recebem feedback dos pacientes atendidos, até mesmo para fazer a troca de profissionais se o usuário não se adaptar ao psicólogo? Como é esse processo? Sim, recebemos e estamos atentos a todas as demandas de nossos pacientes. Nosso objetivo é sempre que o paciente tenha o melhor atendimento possível. Mas a verdade é que nossa triagem tem se mostrado satisfatória, poucos clientes tem pedido a troca de profissional. Pontualmente quando acontece atuamos imediatamente e buscamos aprender para aprimorar. Até o momento, como tem sido o progresso com os pacientes atendidos da Amafresp? Os pacientes parecem estar bem adaptados a plataforma e ao modelo de atendimento. A evolução que temos acompanhado através do nosso grupo de troca tem sido bastante satisfatória. É claro, cada um ao seu tempo.

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notícia ENTENDA MELHOR SOBRE A ATENÇÃO PRIMÁRIA À SAÚDE No ano de 2019, a atenção primária à saúde (APS) foi um tema bastante levantado e discutido pela Amafresp, estando, inclusive, entre os principais pontos de mudança proposta pela Diretoria do plano para 2020. Mas, afinal, o que é a atenção primária? De acordo com a Organização Pan-Americana da Saúde (OPAS), escritório regional da Organização Mundial da Saúde (OMS) para as Américas, a APS é geralmente o primeiro ponto de contato do paciente com a assistência à saúde e oferece atendimento abrangente, acessível e baseado na comunidade. Esse tipo de atendimento, feito muitas vezes por um clínico geral, pode solucionar de 80% a 90% das necessidades de saúde de uma pessoa ao longo de sua vida. O grande objetivo da APS é cuidar das pessoas e não apenas tratar doenças ou condições específicas e pontuais. Nesse atendimento, a ideia é oferecer atenção integral o mais próximo possível do cotidiano dos indivíduos, famílias e comunidades, incluindo serviços de promoção da saúde (como orientações para uma melhor alimentação), prevenção (como vacinação) até o tratamento de doenças agudas e infecciosas, controle de doenças crônicas, cuidados paliativos e reabilitação. Para a OPAS, a atenção primária é importante por ser uma forma altamente eficaz e eficiente de agir sobre as principais causas de problemas de saúde e riscos ao bem-estar. Além disso, a APS tem se mostrado um investimento custo-efetivo, já que existem evidências de que esse tipo de atendimento de qualidade reduz os gastos totais em saúde e melhora a eficiência, reduzindo as internações hospitalares, por exemplo. Essa preocupação da Amafresp em focar em atenção primá-

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ria em 2020 é reflexo de um movimento mundial. Em 2018, países de todo o mundo assinaram a Declaração de Astana, prometendo fortalecer seus sistemas de atenção primária de saúde como um passo essencial para alcançar a cobertura universal de saúde.

APS NO MUNDO “Os países com menor distorção na inflação médica têm em comum o foco na atenção primária, com modelos baseados em ambulatórios e médicos de família. A Suécia é a campeã nessa área. A inflação médica lá este ano deve ficar exatamente igual à de toda a economia. O país adotou uma lógica diferente de remuneração de serviços médicos para lidar com a combinação de inovação médica e envelhecimento. A ideia é estimular ganhos de eficiência, evitando a repetição de exames ou internações por mais tempo que o necessário”. Japão e França também fazem isso, mas dividem mais os custos dos serviços com os segurados para coibir o uso desnecessário, e na Austrália, um conselho com representantes do governo central e dos estados reúne-se periodicamente com operadoras e prestadores de serviço”. (Reportagem do jornal “O Globo” - 22/12/2019) Acesse a notícia completa do Jornal O Globo por meio do QR Code!


raio x EVOLUÇÃO DA COTA ABR

MAI

JUN

JUL

AGO

SET

OUT

NOV

19.156.053,23

22.238.578,56

22.452.208,70

22.212.157,12

23.083.467,15

22.091.400,94

21.668.764,83

21.927.154,31

ENCARGOS TRIBUTÁRIOS (2)

72.719,78

79.684,51

81.764,10

82.716,04

8.595,02

7.697,52

6.303,85

5.330,95

DEVOLUÇÃO DE COTAS (3)

5.576,80

2.604,42

9.907,61

1.642,73

7.262,18

84,30

2.890,61

1.093,83

TAXA ADMINISTRATIVA (7%) (4)

1.356.973,83

1.340.923,73

1.556.700,50

1.571.654,61

1.554.851,00

1.615.842,70

1.546.398,07

1.516.813,54

RECEITA RECIPROCIDADE (5)

1.576.199,49

987.072,76

1.334.966,10

1.082.741,93

987.155,74

1.406.694,73

1.446.005,77

1.263.812,66

658.266,82

160.814,78

90.105,53

274.008,35

179.679,80

497.227,75

126.043,89

375.715,21

-

-

770.304,48

385.152,24

385.152,24

385.152,24

385.152,24

-

18.356.857,33

22.513.903,68

21.905.204,80

22.126.267,98

23.102.187,57

21.425.950,74

21.267.155,46

21.810.864,76

QUANTIDADE DE COTAS (9)

36.081,60

36.108,10

36.127,00

36.143,10

36.155,60

36.171,70

36.174,80

36.155,50

VALOR REAL DA COTA (10)

508,76

623,51

606,34

612,19

638,97

592,34

587,90

603,25

VALOR DA COTA COBRADA (11)

533,00

533,00

540,00

546,00

555,00

562,00

575,00

600,00

CUSTOS DE ATENDIMENTO (1)

RECEITAS DIVERSAS (6) AJUSTE TX ADMINISTRATIVA 2018 (7) SALDO (8)

Notas explicativas: 1. Representa o total gasto com despesas assistenciais, reembolso, ressarcimento ao SUS, tributos dos prestadores retidos na fonte pela Amafresp 2. Encargos tributários próprios da Amafresp (INSS autônomos + COFINS) 3. Devolução de valores cobrados em excesso 4. Em virtude do uso da estrutura física e de pessoal da Afresp, é repassado à associação o montante de 7% dos valores dos custos assistenciais da Amafresp 5. Receita proveniente das associações de outros estados por conta da utilização dos serviços da Amafresp por seus filiados 6. Receitas com origem na cobrança de coparticipação, franquias e diferença de tabela 7. Cobrança ou restituição de valores pagos à AFRESP a título de taxa administrativa do ano anterior 7. Saldo = (1)+(2)+(3)+(4)-(5)-(6) 8. Total de cotas ativas na Amafresp 9. Valor real da cota = (7)/(8) 10. Valor efetivamente cobrado em mensalidades

MAIORES PRESTADORES NO GERAL

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PERFIL DEMOGRÁFICO

19.885 BENEFICIÁRIOS

Novembro de 2018 a Outubro de 2019

CUSTOS POR GRUPO DE DESPESA

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PROPORÇÃO DE CUSTOS POR GRUPO DE DESPESA (%)

MAIORES USUÁRIOS Maiores usuários | Beneficiários classificados por % no Custo Operacional Total RANKING

SINISTRO INTERNAÇÕES

REPRESENTATIVIDADE NO CUSTO TOTAL INTERNAÇÃO (%)

1

1.448.075,98

1,1%

IDADE

PRESTADOR PRINCIPAL

SINISTRO TOTAL

REPRESENTATIVIDADE NO CUSTO TOTAL (%)

84

Real e Benemérita Associação Portuguesa de Beneficência

1.448.075,98

0,6%

2

1.102.519,42

0,8%

8

Impar Serviços Hospitalares S/A

1.235.203,72

0,5%

3

1.100.962,08

0,8%

42

Hospital Samaritano De São Paulo Ltda

1.103.080,71

0,5%

4

1.077.780,99

0,8%

88

Associação Beneficente Síria

1.165.322,55

0,5%

5

1.060.409,78

0,8%

66

Real E Benemérita Associação Portuguesa De Beneficência

1.149.943,32

0,5%

6

1.038.692,49

0,8%

0

Real E Benemérita Associação Portuguesa De Beneficência

1.039.851,35

0,4%

7

1.021.988,96

0,8%

1

Fundação Jose Luiz Egydio Setúbal

1.095.489,17

0,5%

8

910.652,41

0,7%

71

Soc. Benef. de Senhoras-Hosp. Sírio Libanês

1.205.830,70

0,5%

9

844.895,98

0,6%

95

Impar Serviços Hospitalares S/A

845.736,13

0,4%

10

819.832,33

0,6%

85

Real E Benemérita Associação Portuguesa De Beneficência

830.405,52

0,4%

11

750.629,54

0,6%

0

Real E Benemérita Associação Portuguesa De Beneficência

750.629,54

0,3%

12

731.225,03

0,6%

84

Associação Beneficente Síria

798.046,49

0,3%

13

688.900,66

0,5%

84

Hospital Maternidade Frei Galvão

692.197,37

0,3%

14

682.078,77

0,5%

1

Associação Beneficente Síria

699.191,10

0,3%

15

678.600,55

0,5%

74

Real E Benemérita Associação Portuguesa De Beneficência

855.543,20

0,4%

16

674.512,83

0,5%

58

Hospital Samaritano De São Paulo Ltda

681.756,98

0,3%

17

674.249,01

0,5%

84

Unimed Do Est. Sp- Fed. Estadual Das Coop. Medicas

706.156,40

0,3%

18

671.627,17

0,5%

89

Real E Benemérita Associação Portuguesa De Beneficência

673.705,55

0,3%

19

632.625,11

0,5%

89

Associação Beneficente Síria

641.164,46

0,3%

20

624.274,19

0,5%

59

Impar Serviços Hospitalares S/A

639.716,40

0,3%

17.234.533,28

13,2%

18.257.046,64

7,8%

EVOLUÇÃO MENSAL DOS CUSTOS ASSISTENCIAIS

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FREQUÊNCIA DE UTILIZAÇÃO

Taxa mensal em consulta eletiva por beneficiário

Média de exames por beneficiário no mês

Taxa mensal em pronto-socorro por beneficiário

Setembro de 2018 a Agosto de 2019

TAXA DE INTERNAÇÃO HOSPITALAR

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viver bem

O QUE AS BLUE ZONES PODEM NOS ENSINAR Já ouviu falar das Blue Zones? Se não, essa é uma ótima oportunidade para saber um pouco mais sobre alguns dos segredos da longevidade. As Blue Zones são regiões específicas do mundo com uma característica em comum: possuem uma alta proporção de pessoas que atingiram os cem anos de idade ou as expectativas de vida mais altas. E os moradores dessas regiões, além de viverem mais, vivem melhor.

nove comportamentos em comum adotados pela população dessas cinco regiões:

As Blue Zones foram encontradas e nomeadas graças ao resultado do trabalho realizado por Dan Buettner, jornalista americano da National Geographic, em conjunto com os estudiosos Gianni Pes e Michel Poulain, que estudaram o comportamento e a rotina dessas pessoas por vários anos.

• Diminuem o ritmo e aliviam o estresse por meio de hábitos diários, como os moradores de Ikaria, que tiram uma soneca todos os dias;

São conhecidas como Blue Zones: Nùoro, vilarejo montanhoso da Sardenha com a maior concentração de homens centenários no mundo; Icária, ilha da Grécia com uma das taxas mais baixas de mortalidade na meia idade e menor percentual de demência; Península de Nicoya, na Costa Rica, com uma das menores taxas de mortalidade na meia idade e segunda maior concentração de homens centenários; Vila de Lomo Linda, no sul da Califórnia, habitada por Adventistas do Sétimo Dia que vivem 10 anos a mais que os outros americanos; e Okinawa, no Japão, um dos locais em que as mulheres mais vivem no mundo. O resultado do estudo foi a identificação de

• Elas se movem naturalmente durante atividades do dia a dia, sem a ajuda de máquinas e tecnologias; • Possuem um propósito de vida, um motivo para levantar todas as manhãs;

• Alimentam-se sem excessos, seguindo a regra dos 80% param de comer quando atingem o ponto em que não estão cheios, mas já estão satisfeitos e sem fome, comendo as menores refeições ao final do dia; • Alimentação baseada 95% em frutas, vegetais, cereais, legumes, oleaginosas e sementes, com pouco consumo de carnes; • Bebem vinho com regularidade, de 1 a 2 taças por dia (com exceção dos Aventistas da Califórnia); • Possuem algum tipo de religião; • Colocam os familiares em primeiro lugar; e • Pertencem a grupos sociais com hábitos saudáveis.

Estando ou não nas Blue Zones, uma coisa é certa: para viver mais, o importante é cuidar da mente e do corpo, e manter hábitos saudáveis. A Amafresp também quer avaliar as melhores características e o grau de participação dos seus associados em um projeto de longevidade! Responda ao questionário para entendermos melhor o seu interesse nessa iniciativa: www.bit.ly/projetolongevidade

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