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Movimento de helicópteros em São Paulo

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Informativo do Departamento de Controle do Espaço Aéreo - DECEA


Índice DECEA esclarece informações divulgadas no boletim da IFALPA

Artigo: Administração do Trabalho Humano Notícias do SISCEAB: III Reunião do Grupo de Trabalho sobre Aspectos Institucionais discute o estabelecimento da Organização Multinacional Regional

Artigo: Mulheres do Ar

Artigo: Helicópteros – Interesses Distintos

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Maj Brig Ramon é o novo Diretor-Geral do DECEA

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Notícias do SISCEAB: Operação PAMPA II

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O DECEA apresenta seus novos comandantes, chefes e diretores das Unidades Subordinadas

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Seção: Conhecendo o DTCEA Gama-DF

Sagração da Ordem dos Gaviões dos Guararapes movimenta o CINDACTA III

Nossa capa

Expediente

Movimento de helicópteros em São Paulo

Informativo do Departamento de Controle do Espaço Aéreo - DECEA produzido pela Assessoria de Comunicação Social - ASCOM/DECEA

São Paulo – capital, a maior cidade da América Latina. Manhã do dia 26 de março de 2007, heliponto do Aeroporto de Congonhas. Esta imagem de rara plasticidade colhida pelo sempre atento Luiz Perez, nosso fotógrafo, mostra uma cena rara na capital paulista: um céu azul limpo e que, por uma dessas felizes coincidências, combina em cor com a base do heliponto. Ao fundo as cercanias do Aeroporto de Congonhas com seus arranha–céus. A escolha desta imagem para a capa desta edição decorre de uma instância muito particular: São Paulo é a única cidade do mundo a ter um controle–radar exclusivo para helicópteros, o que despertou a atenção de outros países como a Itália e a China e foi objeto de intensa divulgação pelas mídias nacional e internacional. Por fim, este mesmo céu azul parece ser um presságio para tempos mais calmos, onde poderemos seguir trabalhando em uma atmosfera de tranqüilidade em proveito do transporte aéreo no Brasil, sempre com muita dedicação e criatividade.

Diretor-Geral: Maj Brig Ar Ramon Borges Cardoso Assessor de Comunicação Social e Editor: Paullo Esteves - Cel Av R1 Redação: Daisy Meireles (RJ 21523-JP) Telma Penteado (RJ 22794-JP) Diagramação & Capa: Filipe Bastos (MTB 26888-DRT/RJ) Fotografia: Luiz Eduardo Perez (RJ 201930-RF)

Ilustrações e Gráficos: Messias Bassani - CB Contatos: Home page: www.decea.gov.br Intraer: www.decea.intraer Email: esteves@ciscea.gov.br / aeroespaco@decea.gov.br Endereço: Av. General Justo, 160 - Centro CEP 20021-130 - Rio de Janeiro/RJ Telefone: (21) 2123-6585 - Fax: (21) 2262-1691 Editado em abril/2007 Fotolitos & Impressão: Ingrafoto


Editorial

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stamos retomando a publicação regular da nossa revista Aeroespaço Notícias neste ano de 2007. Mudanças significativas ocorreram neste começo de ano, ocasionando esta lacuna temporária. Ao ter assumido a Direção-Geral do DECEA em março último, cabe-me fazer algumas considerações a propósito de nosso Sistema como uma maneira de expor o meu entendimento sobre o momento que vivemos. Assim como as pessoas, as instituições não são apenas elas - em sua missão formal e ou institucional - são elas e suas circunstâncias. Vivemos nós também a nossa circunstância. Enalteço o trabalho e a dedicação dos diversos setores técnicos do DECEA que, apesar de todas as dificuldades eventuais, têm mantido o Sistema operando. Problemas técnicos sempre existiram e existirão, mas o que nos compete fazer é não permitir que as ocorrências provoquem solução de continuidade nos processos operativos, afinal, para isto, estamos mobilizados 24 horas por dia. Temos consciência do papel que representamos no cenário do transporte aéreo no Brasil e seguimos tendo os meios para realizar as nossas tarefas o que, de fato e em verdade, não precisam de tutela alguma. Nossas questões são técnicas e operacionais e, neste sentido, devemos focar a nossa atenção e nossos esforços. O Sistema segue vivo e atuante, contando, como sempre, com a dedicação de todos os seus componentes, aos quais aproveito para saudar e parabenizar. Aí está, portanto, a nossa primeira Aeroespaço de 2007, que mais uma vez - conta com sua generosa colaboração, meu caro leitor. Obrigado. Confiança e trabalho! Vamos em frente!

Maj Brig Ar Ramon Borges Cardoso Diretor-Geral do DECEA


DECEA esclarece informações divulgadas no boletim da IFALPA A Federação Internacional das Associações de Pilotos de Linhas Aéreas (IFALPA - International Federation of Airline Pilots Association) divulgou o Boletim de Segurança (Safety Bulletin) 07SAB14, de 29 de janeiro de 2007 (disponível na Internet pelo link: http:// www.aeronautas.org.br/segvoo/ 07SAB14_ATC_Operations_in_ Brazilian_airspace.pdf), contendo críticas ao Departamento de Controle do Espaço Aéreo (DECEA), que teve como tema a Operação de Controle de Tráfego Aéreo no Espaço Aéreo Brasileiro (ATC Operations in Brazilian Airspace). Tendo em vista as inconsistências ou impropriedades observadas nesse boletim, aliada à ampla divulgação que é dada à citada publicação, este Departamento presta os esclarecimentos necessários, no intuito de evitar que tais alegações venham a denegrir o serviço de controle de tráfego aéreo prestado no Brasil. A resposta desta Administração visa, também, uma melhor compreensão do assunto pelos usuários do espaço aéreo e, principalmente, pelas administrações internacionais que realmente conhecem o assunto e que têm como premissa básica a prestação de um serviço de tráfego aéreo seguro, com regularidade e fluidez. Cabe destacar, primeiramente, que o controle de tráfego aéreo é

realizado no Brasil de conformidade com o estabelecido na Convenção sobre Aviação Civil Internacional, seus anexos e documentos regulamentares, aprovados pelo Decreto Lei 7952, de 11/09/1946. De acordo com o constante em GEN 3.3-1, do AIP-Brasil (Informações Aeronáuticas Publi cadas - documento que constitui o instrumento básico da informação

aeronáutica publicada no Brasil, contendo informações de caráter permanente, essenciais à navegação aérea), os serviços de tráfego aéreo são proporcionados conforme as disposições contidas nos documentos da Organização de 4

Aviação Civil Internacional (OACI), Anexo 2 – Regras do Ar, Anexo 11 – Serviços de Tráfego Aéreo, DOC 4444 – Gerenciamento de Tráfego Aéreo, Doc. 8168 – Operações de Aeronaves (PANS-OPS) e Doc. 7030 – Procedimentos Suplementares Regionais. Causou estranheza, por parte desta Administração, o fato de que o referido boletim se inicia com a afirmação de que a operação radar no espaço aéreo brasileiro está em desenvolvimento. A esse respeito deve ser esclarecido que, a despeito da grande extensão territorial, nos níveis de vôo em que operam as aeronaves comerciais, o espaço aéreo brasileiro tem quase a sua totalidade coberto por radar, com estações espalhadas por todo o território nacional. O primeiro radar para aplicação de controle de tráfego aéreo (ATC) no País foi instalado há mais de trinta anos, seguindo todas as normas internacionais, tanto do ponto de vista técnico, como do operacional. Desta forma, é inexplicável a expressão “estar em desenvolvimento” a operação radar no País. A visualização radar empregada no controle de tráfego aéreo brasileiro leva em conta a concepção integrada exercida pelos Centros Integrados de Defesa Aérea e Controle do Tráfego Aéreo (CINDACTAs), de forma a proporcionar uma síntese das informações obtidas pelos diversos equipamentos, permitindo


o controle efetivo nas principais aerovias, principalmente no espaço aéreo superior. Outra afirmação que não apresenta nenhum fundamento técnico é de que as escalas operacionais dos controladores de tráfego aéreo (ATCO) nem sempre levam em conta a experiência e a certificação dos recursos humanos disponíveis para prestarem o serviço de tráfego aéreo. É importante ressaltar que o Brasil possui um Instituto de formação de ATCO – o Instituto de Controle do Espaço Aéreo (ICEA) - que é reconhecidamente uma referência para a Região SAM (América do Sul), sendo utilizado por vários países em complemento à formação de controladores para a Região. Neste Instituto são aplicados cursos com a metodologia TRAINAIR e, ainda, são utilizados recursos tecnológicos, como simuladores de controle de tráfego, que foram desenvolvidos especialmente para simularem os diversos modos de operação de controle, abrangendo o controle radar e o não radar, capacitando os ATCO de acordo com as necessidades nacionais, respeitando as fases de formação e reciclando-os de acordo com padrões internacionais. A respeito das informações operacionais contidas nos planos de vôo, existe em operação no país um software de aplicação automatizada, onde é possível fazer qualquer mudança padronizada em um plano de vôo, em qualquer fase de operação, sendo que depois de inserida esta modificação há a transmissão automática para todos os setores envolvidos na operação da aeronave, bem como para as Regiões de Informação de Vôo (FIR) adjacentes, desde que haja a necessidade operacional para este requisito. Sobre a condição da proficiência da língua inglesa para os ATCO, a Administração brasileira segue, rigorosamente, o previsto pela OACI em seu Anexo 1. Com o intuito de atingir o objetivo

previsto por aquela Organização, os investimentos na capacitação da língua inglesa sofreram um aumento exponencial nos últimos anos. Desta forma, esta Administração trabalha para cumprir o prazo estipulado pelas normas internacionais (OACI) em relação ao nível 4 (operacional) para todos os ATCO que têm contato com o tráfego internacional. Outra recomendação deste Boletim diz respeito à necessidade de que os pilotos operando no espaço aéreo brasileiro deverão clarificar qualquer dúvida que haja em relação às instruções recebidas. Esta é uma prática recomendada nas disposições da OACI, Anexo 2 – Regras do Ar e Anexo 11 – Serviços de Tráfego Aéreo e, realmente, esta Administração reforça a necessidade deste procedimento, que deve ser utilizado em qualquer espaço aéreo, e não apenas no brasileiro, como quis estabelecer o boletim. A respeito do Procedimento de Off Set lateral, a Administração brasileira reforça que a utilização do mesmo deve ser realizada de acordo com o preconizado no Doc 4444. Conforme o disposto na parte ENR 3 do AIP-Brasil, já está previsto este procedimento operacional, no espaço aéreo brasileiro, em regiões onde são necessários e passíveis de serem aplicados, conforme recomendação da OACI. O Brasil é um país com larga tradição na atividade de controle de tráfego aéreo, com participação ativa em diversos fóruns internacionais, relacionados à atividade em tela, bem como com representantes permanentes creditados no Conselho da OACI e na Comissão de Navegação Aérea. Por oportuno, cabe lembrar que o DECEA mantém uma Assessoria de Segurança no Controle do Espaço Aéreo (ASEGCEA) para análise das críticas dos usuários do Sistema de Controle do Espaço Aéreo Brasileiro (SISCEAB), recomendando as ações corretivas e/ou preventivas para o caso de qualquer irregularidade detectada ou apontada. Visando facilitar a apresentação

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de críticas sobre a operacionalidade do sistema, foram criados diversos recursos para contatos entre os usuários e esta Administração, tais como endereços eletrônicos, formulários nas Salas AIS (Serviço de Informações Aeronáuticas), no AIP BRASIL e nas normas de tráfego aéreo. Periodicamente, o DECEA promove reuniões com seus elos regionais, participa de eventos da Agência Nacional de Aviação Civil (ANAC), da Comissão de Coordenação de Linhas Aéreas Regulares (COMCLAR), Comitês do Sindicato Nacional das Empresas Aeroviárias (SNEA) e outros, sempre com o objetivo de receber críticas e sugestões com o intuito de elevar, ainda mais, o nível de segurança do serviço prestado. Finalizando, o boletim da IFALPA, por maior que tenha sido a boa vontade, está baseado em dados errôneos e não apresenta a realidade do controle do espaço aéreo brasileiro. Em nenhum momento, a IFALPA consultou o DECEA para averiguar a veracidade das suas informações ou sobre a regulamentação existente no País, o que descredencia suas afirmações. Quanto às recomendações emitidas, concordamos que os pilotos que voam no espaço aéreo brasileiro devam ter conhecimento das regras aqui utilizadas e ter a bordo os documentos necessários para esclarecer quaisquer dúvidas. Devem, também, utilizar a fraseologia padrão da OACI e não outras fraseologias, não padronizadas ou que atendem a regras diferentes daquelas utilizadas no Brasil. O cumprimento de regras e procedimentos de segurança das companhias aéreas deve, primeiramente, estar de acordo com as regras estabelecidas para o espaço aéreo brasileiro, pois as companhias aéreas não têm a competência para estabelecer procedimentos de tráfego aéreo, que é uma responsabilidade dos órgãos e autoridades aeronáuticas de cada país.


Passagem de Comando

Maj Brig Ramon é o novo Diretor-Geral do DECEA Em cerimônia militar realizada no dia 15 de março, no pátio do Terceiro Comando Aéreo Regional (COMAR III), o Maj Brig Ar Ramon Borges Cardoso assumiu a Direção-Geral do DECEA (DGCEA), substituindo o Maj Brig Ar Paulo Hortênsio Albuquerque e Silva, que deixa o serviço ativo da Aeronáutica. Durante o descerramento da foto da galeria dos ex-diretores do DECEA, evento ocorrido momentos antes da cerimônia de transmissão do cargo, o Maj Brig Ramon disse que a gestão do Maj Brig Hortênsio deixou marcas no controle do espaço aéreo: “As idéias implantadas e os caminhos sugeridos resultaram em posições seguras para o DECEA”. Em retribuição, o ex-Diretor declarou que “Hoje, o Decea está nas mãos certas”. Sobre a missão de conduzir o DECEA nos últimos meses (04/ dez/2006 a 15/mar/2007), o Maj Brig Hortênsio afirmou: “Foi a missão mais complexa e delicada da minha carreira. Entretanto, encarei-a com a ferrenha determinação de defender os tantos anos de trabalho incansável de grandes homens e mulheres no controle do tráfego aéreo e na defesa da soberania do espaço aéreo brasileiro. A Aeronáutica não poderia passar, de forma alguma, de servidora impecável da Nação à vilã”. “Hoje, despeço-me da vida militar... mas com muita energia ainda para voltar os olhos para essa grande Instituição, parte integrante e companheira inseparável da minha vida, mas desta vez de um lugar privilegiado, daqueles que tiveram a ventura de conseguir realizar os seus sonhos” - disse o Maj Brig Hortênsio, em suas palavras de despedida.

Ao novo DGCEA, o Maj Brig Hortênsio declarou que era um momento importante para ele, pois estava passando o cargo de Diretor-Geral ao seu amigo e competente militar Maj Brig Ramon, a quem desejou toda a sorte e sucesso. Maj Brig Ar Ramon Borges Cardoso - harmonia em O Comandante da prol da segurança e desenvolvimento do SISCEAB Aeronáutica, Ten Brig Ar Juniti Saito, presidiu a cerimônia e gurança, estes que são os objetivos disse ao Maj Brig Hortênsio que a sua precípuos desta organização, minha ampla folha curricular refletia o gigan- confiança e os votos de uma gestão tismo do seu desempenho e avaliza- repleta de sucesso”. va a reconfortante sensação do dever O evento contou a com presença de cumprido. diversas autoridades civis e militares, Ao Maj Brig Ramon, o Ten Brig Sai- do efetivo do DECEA e de chefes, coto disse: “(Maj Brig Ramon)... agora mandantes e diretores das Unidades detém nos ombros a responsabili- subordinadas. dade de conduzir os vigilantes olhos O Maj Brig Ramon é natural de Araxá do DECEA na direção da harmonia, (MG) e tem 58 anos. Seu último cargo em prol do desenvolvimento e da se- foi como Vice-diretor do DECEA.

O Comandante da Aeronáutica, Ten Brig Ar Juniti Saito, presidiu a cerimônia

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RECOSCEA

1/2007

Na primeira RECOSCEA 1/2007 (Reunião dos Comandantes do Sistema de Controle do Espaço Aéreo Brasileiro de 2007), presidida – ainda – pelo então Maj Brig Hortênsio (ex-DiretorGeral Interino do Departamento de Controle do Espaço Aéreo), foi transmitido aos comandantes das OM subordinadas o Programa de Trabalho Anual (PTA) do DECEA.

O Maj Brig Ar Ramon conduziu a reunião

A RECOSCEA foi realizada no dia 7 de março, no Parque de Material de Eletrônica do Rio de Janeiro (PAMERJ), e muito bem coordenada e apoiada pela sua diretoria. Compareceram à Reunião, os Chefes dos Subdepartamentos e seus assessores, os Comandantes, Chefes e Diretores das Unidades do DECEA e os Presidentes das Comissões: CERNAI e CISCEA. A distribuição de recursos para cada Unidade subordinada, além das orientações dos Subdepartamentos de Tecnologia da Informação, Administrativo, Técnico e Operacional, e as diretrizes do Comando do DGCEA para 2007 foram os temas apresentados durante a RECOSCEA. O Maj Brig Ramon Borges Cardoso conduziu a Reunião e – durante a exposição da vice-direção, divulgou o calendário das visitas de inspeção às Unidades, além de discutir o PTA 2007 e o novo organograma operacional do DECEA. Foi divulgada, ainda, a fusão da Assessoria de Planejamento e Controle Gerencial (APLAN) com a Assessoria de Orçamento e Gestão (AOGT). A nova Assessoria de Planejamento (APLOG) deverá otimizar os recursos humanos, centralizando as informações gerenciais e realimentando com agilidade e continuidade os processos de planejamento e gestão. Na apresentação da CISCEA, as metas e as futuras realizações, dentre elas as construções de novas vilas habitacionais (Manaus, Rio Branco, São Luís,

Cuiabá, Porto Seguro, Aracaju, Maceió, Porto Velho, Curitiba e Petrolina) e implantação e substituição de equipamentos para melhorias na infra-estrutura do controle do espaço aéreo brasileiro foram divulgados. O CERNAI deu conhecimento das atividades desenvolvidas pela Comissão, além de transmitir informações importantes sobre a participação do DECEA em eventos internacionais e seus resultados. No encerramento, o Maj Brig Ramon agradeceu a participação de todos e falou da importância de colocar em prática todas as diretrizes apresentadas durante a RECOSCEA.

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Administração do Trabalho Humano Faz parte da consciência do homem, sua relação com o trabalho. A abordagem organizada e utilitária do trabalho é uma atividade específica do homem. É por isso que há milênios o trabalho organizado tem sido uma grande preocupação para estudiosos da Administração e das Relações Humanas. Estas por estarem na frente da funcionalidade saudável de todo tipo de trabalho e de organização. Por LILIAN Gonzaga de Souza - 2º TEN QCOA CSO

Adjunta da Divisão de Pessoal do DECEA - Bacharel em Comunicação Social Relações Públicas e Especialista em Leitura e Produção de Textos

A atividade do trabalhador é parte essencial daquilo que o torna humano, e passa por dimensões. Em todas elas o trabalhador tem que se sentir realizado para ser produtivo. O ser humano trabalha melhor numa configuração de operações do que em uma única, e também não é feito para trabalhar em atividades invariáveis e num ritmo padrão. Ele trabalha melhor se for capaz de variar freqüentemente a velocidade e o ritmo. Logo, enquanto que é melhor que o trabalho seja uniforme, a atividade do trabalhador fica mais bem organizada se

houver um alto grau de diversidade. A atividade produtiva do trabalhador requer liberdade para mudar, velocidade, ritmo e amplitude de ação. Requer também mudanças relativamente freqüentes nas rotinas operacionais, o que pode ser boa engenharia humana para o indivíduo. Fala-se muito na “Filosofia Industrial”, que trata das relações de coisas como disposição do ambiente de trabalho, velocidade das máquinas e assim por diante, com o ser humano que é o trabalhador. A preocupação com a qualidade total que tomou conta das administrações empresariais nos anos

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90 levou as Um grupo empresas a atentar para unido e dotado necessidades de bastante ambientais e de pessoas. coesão é Órgãos conmuito mais troladores de qualidade com eficiente para a seus selos tranrealização dos qüilizantes objetivos da trouxeram à tona a organização do premissa de que indivíduos que melhorias para o êxito isolados empresarial passam, também, por qualidade de vida para o trabalhador. As relações individuais dos homens nas empresas, isto é, relações entre pessoas trabalhando juntas são objeto de estudo das Relações Humanas. Há muita retórica, mas estudos sérios e sistemáticos se limitam a alguns aspectos da atividade do trabalhador. O primeiro passo para entender o trabalho é analisá-lo. Isso significa identificar as operações básicas, analisar cada uma delas e orientá-las numa seqüência lógica, equilibrada e racional. Entretanto, precisamos de princípios de produção que nos permitam saber juntar as operações individuais em trabalhos individuais e estes em produção. O administrador, assim como qualquer trabalhador, não pode esperar até que os cientistas e os estudiosos tenham cumprido o seu trabalho. O administrador tem que administrar hoje e precisa pôr para funcionar a teoria que


O trabalhador tem que se sentir realizado para ser produtivo se sabe, ainda que pareça inadequado. Precisa tentar tornar o trabalho produtivo e o trabalhador realizado. Portanto, a discussão sobre os princípios das Relações Humanas na administração de empresas sempre será adequada, seja qual for a atividade, uma vez que envolve diferentes pessoas com objetivos comuns. A vida nas empresas não é tão diferente da vida do lado de fora. Conviver com outras pessoas é mais ou menos o mesmo problema dentro de uma organização ou fora dela. Mas o ambiente da organização exerce certas pressões que lhe são próprias. As organizações são fontes de estímulo por si mesmas. Se parecem mais com a vizinhança do que com os vizinhos. Porém, assim como a vizinhança, podem influenciar significativamente o comportamento. Entretanto, diferentemente da vizinhança, as organizações são lugares para trabalhar e não para viver. Muitas pessoas no trabalho alegam que a influência das organizações no conforto do pessoal é sem importância, a não ser que o conforto esteja relacionado com a produtividade. Sustentam que as oito horas dedicadas à sua organização não são horas para satisfação de necessidades e sim, de trabalho. Portanto, não presumem que o trabalho pode proporcionar a satisfação concomitante às necessidades. E se esquecem que um homem, quando sai para trabalhar, sente que está sacrificando suas oito horas de labuta a fim de ganhar satisfação com o que obtiver pelo trabalho. O homem é um animal dotado de necessidades; assim que uma de suas necessidades é satisfeita, surge outra em seu lugar. Esse processo não tem fim, é contínuo, desde o nascimento até a morte. As necessidades sociais são importantes motivações do comportamento humano. Necessidades de participação, de associação, de aceitação, de troca de amizades e de afeto. Hoje, sabe-se que o grupo unido e dotado de bastante coesão é

muito mais eficiente para a realização mesmo inconseqüentes no passado. dos objetivos da organização do que As colaborações são variadas: indivíduos isolados. eventos diversos como palestras sobre Ainda na esfera das necessidades segurança do trabalho e outros temas humanas, existem aquelas de autopertinentes, exposição de trabalhos realização. Essas são as necessidades artísticos, além dos tradicionais de cada um realizar seu próprio encontros de fim de ano ou datas potencial, de estar em contínuo comemorativas contribuem para o bemautodesenvolvimento, de ser criador no estar e as boas relações interpessoais sentido real do termo. A privação que no trabalho. a maioria das pessoas Mas a administração experimenta com respeito ainda vai além, As necessidades a necessidades inferiores proporcionando espaços desvia suas condutas para sociais são diversos onde o a luta pelas satisfações trabalhador participa do importantes de tais necessidades crescimento da entidade, primárias, permanecendo motivações do opinando e aprendendo as necessidades de automais, não somente para comportamento realização inativas. sua função, mas também É preciso projetar a eshumano sobre outras atribuições trutura e os procedimentos que, integradas, formam da organização de modo o elo que torna eficiente que não seja eliminado o trabalho humano. o interesse pessoal em prol dos As propostas são diversas e devem objetivos comuns. Uma organização ser exploradas pelos profissionais precisa de um procedimento para a competentes de forma a respeitar avaliação objetiva das contribuições critérios e observar possibilidades. de seus membros e que faça justiça Como exemplo, cito a revista aos componentes da equipe. Estes Aeroespaço, pela qual exponho, embora procedimentos devem ser projetados de de forma modesta, este aporte, numa forma que os tornem mais facilmente organização que explora de forma acessíveis e compreensíveis a todos. disciplinada e consciente, a verdadeira Tal proposta vem sendo vitoriosa nas relação entre trabalhadores, um dos organizações que ousam introduzir princípios básico da produtividade. novos métodos, considerados até

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Seção

Quem é ?

3S Marcelo Romano

Poeta, escritor, cronista, promoter, voluntário, lutador, humanitário, líder comunitário... gente que faz. Assim é Marcelo Romano, praça de 1982 e 3S QESA do setor de Assistência Social do Parque de Material de Eletrônica da Aeronáutica do Rio de Janeiro (PAME-RJ), unidade que considera “uma grande família que trabalha unida, com destacado espírito de solidariedade”. Natural de Campina Grande (PB), Marcelo Romano nasceu em 09 de abril de 1963. Chegou ao Rio de Janeiro com seus pais e sua irmã com apenas quatro anos e, por seu amor à cidade maravilhosa, considera-se “parioca”. Morador da Ilha do Governador, bairro da cidade do Rio de Janeiro, há doze anos, Marcelo Romano se destaca por sua habilidade em se comunicar e ajudar o próximo. Revista Aeroespaço: Quando o senhor percebeu sua capacidade de se comunicar e liderar? Marcelo Romano: Comecei a participar de atividades sociais e comunitárias aos sete anos, em minha primeira escola no bairro de Vilar dos Teles, em São João de Meriti (RJ). Fui representante de minha turma, nascendo, assim, meu espírito de liderança. Posteriormente, fui também diretor e presidente de grêmios estudantis de outras escolas em que estudei no distrito de Xerém, Duque de Caxias (RJ). Nestes postos, pude coordenar campanhas beneficentes e outros eventos sempre ligados a atividades sociais, culturais e esportivas. O mesmo empenho me fez realizar belos trabalhos na Ilha do Governador, aonde fui morar em outubro de 1994. RAE: Que experiência primeiro casamento?

marcou

o

seu

MR: Em junho de 2002, vivi uma experiência trágica, mas que me fez nascer de novo. Minha primeira esposa, Kátia Romano, estava grávida de gêmeos quando, no quarto mês de gestação, surgiram alterações que a levaram à internação. Ela tinha apenas 34 anos. No sétimo

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mês, devido a sérias complicações no parto prematuro, Kátia perdeu um dos bebês e veio a falecer. O filho que sobreviveu chama-se Marcelo Romano, como eu. Ele nasceu com apenas 751 gramas. Ficou internado durante muito tempo para poder se recuperar. Hoje, meu filho tem quatro anos e faz tratamento multidisciplinar. Marcelinho tem tido “Sem excelentes resultados em seu desenvolvimento e sua questionar formação neurológica. os desígnios Só tenho a agradecer de Deus, pelos gestos solidários e mesmo com pelo total apoio a todo o o sentimento efetivo do PAME-RJ, em especial ao Sr. Eduardo de perda, Valentim e ao Ten Cel Mauro resolvi e aos ex-comandantes: Cel evoluir mais Pierontoni, ao Cel Júlio e mais como César e ao Cel Conti, e ao atual Ten Cel Fernando. ser humano RAE – Como era sua vida com a primeira esposa?

... e ser um exemplo de superação”


“Marcelinho é um guerreiro da Luz. Sobreviveu e hoje é, para mim, um tesouro, um pequeno príncipe, um menino ativo, inteligente e feliz”.

MR – Kátia trabalhava ao meu lado nos projetos sociais. Por sua dedicação e seu amor, recebeu, entre muitos prêmios e títulos, a homenagem de ter uma rua do bairro da Portuguesa (Ilha do Governador) com seu nome. Mesmo após a morte de Kátia, reuni forças e dei continuidade aos trabalhos comunitários. O sentimento de perda não me fez desistir. Não questionei os desígnios de Deus e minha fé continuou inabalável. RAE: Atualmente, como se constitui a sua família?

MR: Dois anos após a morte de Kátia, conheci minha atual esposa, Letícia. Ela já participa das atividades comunitárias e já conquistou, por seu trabalho, o carinho e a admiração de todos. Está sendo uma verdadeira mãe para Marcelinho. Por isso, eu sempre digo para os que me conhecem que renasci para a vida e para o amor. RAE: Em sua carreira, quais foram os momentos mais marcantes? MR: Em 7 de fevereiro de 1997, eu e Kátia fundamos a FAMIG – Federação das Associações de Moradores da Ilha do Governador. É uma instituição sem fins lucrativos, reconhecida e qualificada com vários prêmios e homenagens. Outro momento marcante foi a festa de batizado, em novembro de 2002, e a de aniversário de dois anos de Marcelinho, em junho de 2004. Ambas foram patrocinadas por instituições, empresas e amigos da Ilha, com shows ao vivo com artistas da região e nomes da MPB, como Aroldo Melodia (intérprete da Escola de Samba União da Ilha) e o grupo de pagode Só Preto Sem Preconceito. Para entrar nos eventos era preciso doar alimentos, roupas, calçados e brinquedos para a Casa do Índio, na Ilha. Teve até cobertura da imprensa local e de várias emissoras de rádios do Rio de Janeiro.

se sentir completo deve plantar uma árvore, ter um filho e escrever um livro. Eu, como amante da natureza, planto continuadamente e ainda incentivo a outras pessoas a fazerem o mesmo. Nosso Marcelinho Romano é um filho especial. Quanto a escrever um livro, uma legião enorme de amigos me incentiva muito, tendo em vista minha história familiar, militar e as atividades sociais as quais me dedico. Digo com humildade que, depois de escrever crônicas, artigos e diversos poemas, vou, como Zeca Pagodinho bem diz, “deixar a vida me levar”. RAE: Quais são seus planos para este ano? MR: Em 14 de janeiro deste ano, completei 25 anos de carreira e pretendo continuar com minha dedicação total à vida militar. A reserva está bem próxima e pretendo fechar com chave de ouro. Também fazem parte dos meus planos continuar assistindo à minha família e formar novos voluntários para os projetos sociais no PAME-RJ. Como se diz, “ninguém é tão rico que não necessite de um favor ou tão pobre que não tenha algo para doar”. RAE: Contar sua história servirá certamente de exemplo para muitas pessoas. O que o senhor pensa disso? MR: Partindo de um princípio que os dedos das mãos não são iguais, cada pessoa reage de uma maneira. Com certeza, exemplos de superação e troca de experiências entre as pessoas é tábua de salvação para muitos. RAE: Que mensagem gostaria de deixar para nossos leitores? MR: Fazer amigos e mais amigos e com gesto solidário de amor ao próximo, você será, com muita humildade e discernimento, um exemplo de vida e superação.

RAE: Fale um pouco do projeto de escrever um livro. MR: Gosto muito de escrever e poesia é uma forma de expressar o espetáculo da vida no planeta Terra, em todo o seu contexto. Como diz o ditado popular, o homem para

A nova família Romano, renascida para a vida e para o amor

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NOTÍCIAS DO SISCEAB

Empresa aérea agradece à FAB por auxiliar aeronave com problema A empresa Trip Linhas Aéreas SA, por intermédio do seu Diretor de Operações, Fernando Paes de Barros, agradeceu à Força Aérea Brasileira pelo profissionalismo demonstrado pelos controladores de tráfego aéreo do Segundo Centro Integrado de Defesa Aérea e Controle de Tráfego Aéreo (CINDACTA II). Os militares foram responsáveis por vetorar até o pouso a tripulação do vôo TRIP 5508, que havia acionado a organização militar por estar com pane

elétrica e impossibilitado de prosseguir vôo por meios próprios. O vôo seguia a rota Cascavel/Curitiba, no dia 26 de fevereiro, com 25 passageiros a bordo. De acordo com o Diretor de Operações, o papel desempenhado pelos controladores foi primordial para que os tripulantes pudessem pousar no Aeroporto Afonso Pena em segurança. “No momento em que nossa tripulação se deparou com uma situação de emergência, (pane elétrica), e tendo

sido comunicado este fato ao ACC do CINDACTA II, os controladores deste Centro dedicaram total atenção ao nosso vôo. O papel desempenhado pelos controladores do ACC e do APP foi primordial para a tranqüilidade dos nossos tripulantes para que eles pudessem dar prosseguimento aos procedimentos operacionais e realizar o pouso no Aeroporto Afonso Pena em segurança”, afirma na carta enviada à Força Aérea Brasileira.

CCA-BR e CDS: integração institucional na área de Tecnologia da Informação Fortalecer a integração das tos do projeto de implantação do equipes pelo compartilhamento software livre no Exército Brasileide conhecimentos de interesse ro que envolve a participação de comum à Força Aérea Brasileira mais de 400 pessoas que compare ao Exército Brasileiro na área tilham experiências e registram as de tecnologia da informação, soluções encontradas. foi o propósito do segundo enA equipe do CDS apresentou contro promovido pelo Centro o projeto de gestão coorporativa de Computação de Aeronáude documentos utilizando ferratica de Brasília (CCA-BR) e o mentas de software livre com a Centro de Desenvolvimento de Compartilhamento de interesses uniu as duas Forças possibilidade efetiva de transfeSistemas do Exército Brasileiro rências entre as OM, aderência às (CDS) que aconteceu no dia 2 normas de gestão de documentos do interesse manifestado no projeto de março, em Brasília-DF. internas e governamentais e com No evento, foram discutidas possi- SIGPES, um dos grandes desafios que aspiração da incorporação da certifibilidades de troca de experiências das o CDS deverá apresentar propostas no cação digital, além de incorporar uma soluções implantadas nas áreas de âmbito do Exército Brasileiro. robusta estrutura de gestão das contas Destacou-se a possibilidade da dis- de correio eletrônico similar ao projeto Software Livre, da Certificação Digital e da Gestão de Documentos, bem como ponibilização da base de conhecimen- em estudo pelo CCA-BR.

Esquadrão Morcego conquista Certificado ISO 9001 O Terceiro Esquadrão do Primeiro Grupo de Comunicações e Controle (3°/1° GCC), Esquadrão Morcego, recebeu o certificado ISO 9001, após a realização de auditorias pela equipe do Instituto de Fomento e Coordenação Industrial (IFI), órgão autorizado pelo Governo Federal para emitir esse parecer. O certificado reconhece a qualidade na Prestação do Serviço de Controle de Tráfego Aéreo (ATC) e do Serviço de

Controle de Aproximação de Precisão (PAR), em Área de Controle Terminal (TMA) com o auxílio de radares. A implantação do Sistema de Gestão da Qualidade na Seção Operacional e de Manutenção do Esquadrão começou no ano passado, como forma de garantir a mesma qualidade do serviço prestado pelo Destacamento de Controle do Espaço Aéreo de Natal (DTCEANT), já detentor da ISO 9001. 12

Subordinado operacionalmente ao Primeiro Grupo de Comunicações e Controle (1° GCC), o 3º/1º GCC é comandado pelo Maj Av Carlos Henrique Afonso Silva e tem a missão de controlar o pouso de precisão das aeronaves militares, além de manter um acordo com o DTCEANT para controle de tráfego aéreo de todas as aeronaves que utilizam à área terminal de Natal.


OPERAÇÃO PAMPA II Desde a criação do Ministério da Defesa, em 1999, as operações combinadas entre as Forças Armadas brasileiras vêm assumindo importância cada vez maior como forma de adestramento militar. Realizada no ano de 2006, no período de 05 a 14 de novembro, a Operação Pampa II foi o maior exercício combinado do Ministério da Defesa. Realizado em Canoas-RS, contou com a participação de mais de seis mil militares da Marinha, Exército e Aeronáutica.

software TACMAPS e acompanhando o uso do SIPLOM (Sistema de Planejamento Operacional Militar), no quartelgeneral da Força Aérea Componente nº 103, responsável esta pelo componente aéreo do Comando Combinado instituído para a manobra militar. O TACMAPS é emEquipe CCA-SJ na Operação Pampa II pregado no planejamento de missões aéreas no nível de Comando de Emprego, baseado nos processos de condu- Marinha do Brasil – com a participação do ção de campanha aérea da OTAN (Orga- CCA-SJ. A participação do DTCEA-STI As atribuições da equipe consistiam em Das Organizações subordinadas ao nização do Tratado do Atlântico Norte). e inserir, no TACMAPS, as missões aéreas DECEA, o Destacamento de Controle do sendo desenvolvido por uma empresa chi- planejadas pela Célula de Programação reEspaço Aéreo de Santiago (DTCEA-STI) lena, adquirido pelo COMGAR em 2005. lativas a um dia inteiro de operação, de forO SIPLOM é um sistema de Comando foi um dos participantes da Operação, colae Controle que está sendo desenvolvido ma a identificar e resolver possíveis confliborando com este exercício de vital importos entre as rotas, bem como proporcionar tância para o Ministério da Defesa. Além para o Ministério da Defesa pelo Centro o acompanhamento, em tempo real, da atide Análises de Sistemas Navais – órgão da de contribuir com sua detecção radar, vidade aérea em execução em relação que abrange quase todo o Estado, a à planejada. Para isso, era feita uma OM também abrigou em suas intacomparação entre a visualização-radar lações unidades da 1ª Brigada de Coe a animação das missões no módulo municações de Santo Ângelo/RS e do de simulação do TACMAPS, dentro 9º Regimento de Cavalaria Blindada da Célula de Operações Correntes e de São Gabriel/RS, que participaram na sala da Direção do Exercício. intensamente do conflito simulado. Valendo-se do ambiente da operaPela acolhida que obtiveram do efetição, a equipe ainda testou as funciovo do Destacamento, o Comandante nalidades do sistema POMA (Planedo 9º RCB concedeu o “Diploma de jamento e Acompanhamento OperaAmigo do Regimento” ao DTCEAcional de Missão Aérea), até então imSTI, pela colaboração espontânea e plementadas. Este sistema encontra-se prestimosa durante o exercício miliem desenvolvimento pelo CCA-SJ e tar. terá funcionalidades semelhantes ao A Operação Pampa II teve entre O DTCEA-STI contribuiu com a detecção radar na Operação TACMAPS e ao software ICC – utiseus principais objetivos a avaliação lizado pela OTAN – adaptadas ao modos procedimentos de comando e dus operandi da Força Aérea Brasileira. controle operacionais integrados. Em aproveitamento à presença Cientes disto, o comandante e demais da equipe em Canoas, foi entregue integrantes do DTCEA-STI não meuma estação de trabalho para ser diram esforços no apoio à missão dos usada com o Opera e ministrados irmãos de farda verde-oliva no Destainstrução e treinamento na utilicamento. zação deste sistema a militares da Seção de Aeronaves AdministratiO suporte do CCA-SJ vas da Base Aérea de Canoas e das Uma equipe do Centro de Comunidades aéreas sediadas: Primeiputação Aeronáutica de São José ro Esquadrão do Décimo Quarto dos Campos (CCA-SJ) – composta Grupo de Aviação (1º/14º GAv) e de cinco militares e um civil – tamA equipe do DTCEA-STI Quinto Esquadrão de Transporte bém participou da Operação Pampa Aéreo (5º ETA). 2006, dando suporte à utilização do 13


NOTÍCIAS DO SISCEAB

III Reunião do Grupo de Trabalho sobre Aspectos Institucionais discute o estabelecimento da Organização Multinacional Regional Coordenada pela CECATI (Comissão de Estudos e Coordenação de Assuntos Técnicos Internacionais), foi realizada, no Rio de janeiro, no período de 11 a 14 de dezembro de 2006, a Terceira Reunião do Grupo de Trabalho sobre Aspectos Institucionais. O evento contou com a participação de Argentina, Bolívia, Brasil, Chile, Colômbia, Cuba, Peru, Venezuela, Corporação Centro-americana de Serviços de Navegação Aérea (COCESNA) e Organização de Aviação Civil Internacional (OACI), totalizando um público de 42 pessoas. Constou da agenda do evento a análise dos resultados da Quinta Reunião de todos os Grupos de Planejamento e Implantação e Conferência de Diretores-Gerais de Aviação Civil da Região América do Sul (SAM), enfocando especificamente os assuntos ligados aos aspectos institucionais CNS/ATM (Comunicação, Navegação, Vigilância/Gerenciamento de Tráfego Aéreo),

a revisão dos princípios e estratégia para a implantação e posterior administração de instalações e serviços multinacionais, os aspectos econômicos e casos de negócios para implantação de sistemas CNS/ATM e, o mais importante, a revisão do acordo administrativo e estatuto para o estabelecimento de uma Organização Multinacional A delegação brasileira bem representada por Regional (OMR). componentes do DECEA Este foi o assunto principal Silvestre (Adjunto do Vice-Diretor do da reunião, tendo em vista que a OMR a ser criada tem caráter DECEA), Cel R1 Belchior (Chefe do regional, considerando que suas ativi- CECATI), Dr. Jarbas (Assessor Jurídico dades se desenvolverão em uma área de do DECEA) e Cap Júlio (D-NAV). Na cerimônia de encerramento, âmbito geográfico definido, com inteCarlos Stehli, vice-diretor do Escritório resses e objetivos comuns do grupo de Regional SAM da OACI, agradeceu à Estados que a comporão. administração brasileira por estar semA delegação brasileira foi composta pre pronta a colaborar com o Programa pelo Maj Brig R1 Normando (Chefe de Eventos Internacionais do Escritódo Greepecas), Brig R1 Pequeno (Che- rio, tendo em vista ser esta a segunda fe da Comissão CNS/ATN), Cel Av vez que o Brasil sedia o evento.

I Simpósio de Estações Permissionárias de Telecomunicações e Tráfego Aéreo O Terceiro Centro Integrado de Defesa Aérea e Controle de Tráfego Aéreo (CINDACTA III) realizou, no período de 29 a 30 de novembro de 2006, em Recife, o evento em epígrafe, denominado EPTA. O Simpósio, inédito no âmbito do Departamento de Controle do Espaço Aéreo (DECEA), contou com a participação de representantes das seguintes entidades e empresas: Divisão de Comunicações, Navegação e Vigilância (DCNS), CINDACTA I, CINDACTA IV, SRPV-SP, Anatel, Chesf, Infraero, Petrobras, Meissa Telecom, Sotan, Gol

Linhas Aéreas, Weston Táxi Aéreo, Turim Táxi Aéreo e Hotel Transamérica Comandatuba. Foram abordados, durante o Simpósio, os procedimentos para implantação e modificação de EPTA, além dos requisitos para a avaliação dos Operadores de Estação Aeronáutica (OEA). Todos os participantes opinaram, sugerindo soluções para as dificuldades encontradas, aproveitando o momento no qual a ICA 63-10 está em processo de atualização. A interação entre os órgãos normativos e fiscalizadores e os usuários do 14

EPTA - os participantes sugeriram soluções

SISCEAB foi de suma importância para o aumento da qualidade dos serviços prestados pelas EPTA, coroando o sucesso do evento.


Salvaero Recife participa de simpósios SAR realizados pela Marinha O Salvaero Recife participou dos Simpósios de Busca e Salvamento realizados pela Marinha do Brasil (3º Distrito Naval), nas cidades de Natal e Maceió, nos períodos de 28 a 29 de novembro e 05 de dezembro de 2006, respectivamente. Nessas ocasiões foram ministradas, pelo chefe do Salvaero Recife, palestras abordando a dinâmica de funcionamento do Sistema SAR Aeronáutico, sua estrutura e organização. Foram divulgadas, ainda, algumas importantes orientações sobre o registro de

transmissores de emergência que utilizam os satélites do programa COSPAS-SARSAT, para localização de embarcações em perigo. A audiência foi composta por representantes da Petrobras, do Corpo de Bombeiros do Rio Grande do Norte e de Alagoas, de colônias de pescadores e de empresas ligadas ao setor náutico, além do chefe do setor de operações do 3º Distrito Naval, ao qual o Salvamar Nordeste está subordinado.

Os eventos proporcionaram uma oportunidade ímpar, onde os usuários do SISSAR puderam sanar as suas dúvidas sobre o sistema e se conscientizar de que também fazem parte do mesmo, através da informação sobre qualquer incidente no mar. Mais uma vez, o Salvaero Recife demonstrou total harmonia com a sociedade, interagindo de forma a estreitar os laços com todos os órgãos envolvidos com a nobre atividade de salvar vidas. Para que outros possam viver!

CCA-SJ entrega software de jogos de guerra para ECEMAR O segundo módulo da ferramenta de simulação do sistema Marte foi entregue pelo Centro de Computação Aeronáutica de São José dos Campos (CCA-SJ) à Escola de Comando e Estado-Maior (ECEMAR), no dia 27 de outubro de 2006. O sistema Marte é um software didático de jogos de guerra, para os níveis operacional e estratégico, concebido como um conjunto integrado de ferramentas a serem utilizadas nas diversas fases do Processo de Planejamento do Comando (PPC), integradas entre si. Tais ferramentas são: geração de cenários; planejamento estratégico/operacional; planejamento tático;

simulação; apresentação de resultados e trâmite de mensagens; e administração. O Sistema Marte tem como missões permitir que os oficiais-alunos do Curso de Comando e Estado-Maior (CCEM) da ECEMAR pratiquem os ensinamentos doutrinários hauridos durante o transcorrer do CCEM, no que se refere à solução de problemas operacionais; fornecer aos instrutores recursos para a análise e crítica da atuação dos oficiaisalunos; e proporcionar ao Grupo de Controle as ferramentas necessárias para gerenciar os exercícios realizados, em andamento ou em planejamento.

A fim de apoiar a entrega, integrantes do CCA-SJ participaram do Exercício AZUVER 2006, realizado pela ECEMAR no período de 07 a 22 de novembro de 2006. Durante o exercício, o grupo deu suporte à utilização do software AZUVER e à ferramenta de simulação desenvolvida no projeto Marte. A primeira ferramenta consiste de uma interface gráfica para inserir o planejamento tático das missões aéreas; enquanto a segunda ferramenta permite a simulação e a interação das ações planejadas pelos oficiais-alunos, gerando resultados que fecham o ciclo de Comando e Controle (C2).

Esquadrão Morcego sedia Reunião de Comandantes do 1º GCC A Primeira Reunião de Comandantes do Primeiro Grupo de Comunicação e Controle (1ª RECOM) de 2007 foi realizada no período de 28 fevereiro a 02 de março. Como anfitrião, o Terceiro Esquadrão do Primeiro Grupo de Comunicações e Controle (3º/1º GCC) – Esquadrão Morcego, sediado em Natal – RN – e comandado pelo Maj Av Carlos Henrique Afonso da Silva. Durante a Reunião foram discutidos assuntos relativos às áreas operacional e administrativa dos Esquadrões, focalizando algumas particularidades do tra-

balho desenvolvido por cada Esquadrão. O atual comandante do 1º GCC, Ten Cel Av Celson Jeronimo dos Santos, disseminou as diretrizes da Unidade aos Comandantes dos Esquadrões: 1°/1° GCC – Maj Av José Augusto Peçanha Camilo; 2°/1° GCC – Maj Av Andre Luis Maia Baruffaldi; 3°/1° GCC - Maj Av Carlos Henrique Afonso da Silva; 4°/1° GCC – Maj Av Elton Bublitz e 5°/1° GCC – Maj Av Francisco Claudio Gomes Sampaio. O encontro possibilitou, também, a apresentação do novo Chefe da Seção de Opera15

ções do 1º GCC, Maj Av Sérgio Luiz da Cunha Candéa, aos Comandantes dos Esquadrões e uma oportunidade para que a comitiva conhecesse os equipamentos operacionais do sítio Radar do Esquadrão Morcego. No encerramento, o Ten Cel Av Jeronimo agradeceu a hospitalidade do Esquadrão Morcego e conclamou sua equipe: “Sonhem grande e motivem aqueles que nos seguem para o sucesso e o engrandecimento da missão do GCC: ‘Destreza em Controlar! Arte de Comunicar! GCC – Brasil!’”


ulho tem novo mandante: o Maj Elton Bublitz. A imônia aconteceu dia 19 de janeiro, ando o Maj Av ulo Sérgio Dutra a Lima passou comando do arto Esquadrão Primeiro Grupo Comunicações Controle (4º/1º C).O Esquado Mangrulho tem vo comandante: Maj Av Elton blitz. A cerimôaconteceu no 19 de janeiro, ando o Maj Av ulo Sérgio Dutra a Lima passou comando do arto Esquadrão Primeiro Grupo Comunicações Controle (4º/1º C).O Esquado Mangrulho tem vo comandante: Maj Av Elton blitz. A cerimôaconteceu no 19 de janeiro, ando o Maj Av ulo Sérgio Dutra a Lima passou comando do arto Esquadrão Primeiro Grupo Comunicações Controle (4º/1º C).O Esquado Mangrulho tem vo O Esquadrão ngrulho tem vo comandante: Maj Av Elton blitz. A cerimôaconteceu no 19 de janeiro, ando o Maj Av ulo Sérgio Dutra a Lima passou comando do arto Esquadrão Primeiro Grupo Comunicações Controle (4º/1º C).O Esquado Mangrulho tem vo comandante: Maj Av Elton blitz. A cerimôaconteceu no 19 de janeiro, ando o Maj Av ulo Sérgio Dutra a Lima passou comando do arto Esquadrão Primeiro Grupo Comunicações Controle (4º/1º C).O Esquado Mangrulho tem vo comandante: Maj Av Elton blitz. A cerimôaconteceu no 19 de janeiro, ando o Maj Av ulo Sérgio Dutra a Lima passou comando do arto Esquadrão Primeiro Grupo Comunicações Controle (4º/1º C).O Esquado Mangrulho tem vo O Esquadrão ngrulho tem vo comandante: Maj Av Elton blitz. A cerimôaconteceu no 19 de janeiro, ando o Maj Av ulo Sérgio Dutra a Lima passou comando do arto Esquadrão Primeiro Grupo Comunicações Controle (4º/1º C).O Esquado Mangrulho tem vo comandante: Maj Av Elton blitz. A cerimôaconteceu no 19 de janeiro, ando o Maj Av ulo Sérgio Dutra a Lima passou comando do arto Esquadrão Primeiro Grupo Comunicações Controle (4º/1º C).O Esquado Mangrulho tem vo comandante: Maj Av Elton blitz. A cerimôaconteceu no 19 de janeiro, ando o Maj Av ulo Sérgio Dutra a Lima passou o

O DECEA apresenta seus novos comandantes, c CCA-RJ No dia 10 de janeiro, o Centro de Computação Aeronáutica do Rio de Janeiro (CCA-RJ) recebeu o seu novo chefe: o Ten Cel Roberto de Almeida Alves, em substituição ao Cel Inf Jurandir Nogueira da Silva. Duas direções principais foram o alvo do Cel Jurandir durante

a sua gestão à frente do CCA-RJ: área técnica, destacando o apoio às operações militares; e a área administrativa, no apoio ao homem, principalmente no reconhecimento profissional. Antes de assumir a chefia do CCA-RJ, o Ten Cel Almeida foi chefe da Divisão de Infra-estrutura de Sistemas do DECEA.

CCA-SJ O Cel Int Pedro Arthur Linhares Lima assumiu, no dia 19 de janeiro, a chefia do Centro de Computação da Aeronáutica em São José dos Campos (CCA-SJ), substituindo o Cel Int Ricardo Ferreira Gomes dos Santos. O Cel Ferreira Gomes entregou o CCA-SJ devidamente certificado no nível E do Programa MPS BR, único órgão público

a possuir esta certificação no âmbito do ministério da Defesa e de todo o Serviço Público Federal. O Cel Linhares, antes de assumir a chefia do CCA-SJ, atuava como adjunto do Chefe do Subdepartamento de Tecnologia da Informação (SDTI) do DECEA.

1º GCC O Ten Cel Av João Batista de Oliveira Xavier passou o comando do Primeiro Grupo de Comunicações e Controle (1º GCC) ao Ten Cel Av Celson Jeronimo dos Santos no dia 25 de janeiro. Em suas palavras de despedida, o Ten Cel Xavier falou do prazer de comandar o 1º GCC em companhia de homens e

mulheres abnegados, de militares de elite e de combatentes de primeira. O Ten Cel Jeronimo é piloto inspetor e já comandou o Esquadrão Profeta (1º/1º GCC). Seu último cargo foi como chefe da Divisão Técnica do CCA-RJ.

CGNA O Cel Av Guilherme Francisco de Freitas Lopes passou – em cerimônia realizada no dia 9 de março – a chefia Centro de Gerenciamento de Navegação Aérea para o Ten Cel Av Gustavo Adolfo Camargo de Oliveira, ex-comandante do GEIV. O CGNA teve papel importante na atual organização do controle de tráfego aéreo, trabalhando ininterruptamente na moni-

toração da segurança, visando sempre o aumento da qualidade dos serviços prestados pelo SISCEAB. O Cel Av Freitas Lopes, hoje, está atuando como adjunto do chefe do Subdepartamento de Operações do DECEA.

SRPV-SP Em cerimônia militar, o Cel Av Ramon Galvarros Bueno passou a Chefia do Serviço Regional de Proteção ao Vôo de São Paulo (SRPV-SP) ao Cel Av Carlos Minelli de Sá, no dia 24 de janeiro. Anteriormente, o Cel Minelli exercia a chefia da Divisão Técnica do CINDACTA 1.

Quando esteve à frente da Chefia do SRPV-SP, o Cel Bueno foi o responsável pelo controle do espaço aéreo entre as cidades de São Paulo e Rio de Janeiro, cabendo, neste serviço, a manutenção da operacionalidade, fluidez e segurança entre os maiores aeroportos do País. Hoje ele está cursando a Escola Superior de Guerra (ESG)

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chefes e diretores das Unidades Subordinadas 3º/1º GCC

5º/1º GCC

Em 04 de janeiro, foi realizada - na Base Aérea de Natal - a passagem de Comando do Terceiro Esquadrão do Primeiro Grupo de Comunicações e Controle (3º/1º GCC). O Maj Av José Luis Jardim Gouveia passou o Comando do Esquadrão Morcego ao Maj Av Carlos Henrique Afonso da Silva.

O Maj Av Francisco Cláudio Gomes Sampaio assumiu, no dia 5 de janeiro, o comando do Quinto Esquadrão do Primeiro Grupo de Comunicações e Controle (5º/1º GCC), em Fortaleza-CE. O cargo foi transmitido pelo Maj Av Ricardo Domingues de Mattos.

4º/1º GCC

GEIV

O Esquadrão Mangrulho tem novo comandante: o Maj Av Elton Bublitz. A cerimônia aconteceu no dia 19 de janeiro, quando o Maj Av Paulo Sérgio Dutra Vila Lima passou o comando do Quarto Esquadrão do Primeiro Grupo de Comunicações e Controle (4º/1º GCC).

O Ten Cel Walcyr Josué de Castilho Araújo assumiu o comando do Grupo Especial de Inspeção em Vôo (GEIV), substituindo o Ten Cel Av Gustavo Adolfo Camargo de Oliveira no dia 26 de janeiro. No DECEA, o Ten Cel Walcyr exercia a função de chefe da Divisão de Sistemas de Informação de Controle do Espaço Aéreo do SDTI.

ICEA PAME-RJ

O Instituto de Controle do Espaço Aéreo (ICEA) realizou, no dia 18 de janeiro, a cerimônia militar de passagem de direção do Cel Av Marcos Tadeu da Costa Pacheco ao Cel Av Paulo Roberto Sigaud Ferraz. O ICEA capacitou 2.627 militares e civis, nos 155 cursos ministrados. Além disso, desenvolveu softwares e instalou equipamentos em diversas Organizações do SISCEAB. “Todas as atividades só puderam ser realizadas graças ao trabalho incansável dos que atuam no ensino, na pesquisa, na área técnica e na administrativa, civis e militares, aos quais agradeço todo o esforço dedicado em prol do ICEA”- disse o ex-diretor. O Cel Ferraz foi chefe da Divisão de Busca e Salvamento do DECEA e atua como representante brasileiro para o programa COPAS-SARSAT.

“... o tempo passa, os equipamentos mudam, até as pessoas mudam, mas nada disso importa se o idealismo persiste”essas foram as palavras do Cel Av Mauro Henrique Ramos Conti, durante a cerimônia da passagem de direção do Parque de Material de Eletrônica do Rio de Janeiro (PAME-RJ), no dia 23 de janeiro. O Ten Cel Eng Fernando Cesar Pereira Santos, que era o chefe da Divisão Técnica da Instituição, assumiu a direção do PAME-RJ.

ICA O novo Diretor do Instituto de Cartografia Aeronáutica (ICA) é o Cel Av Eric de Azevedo Bastos. No dia 25 de janeiro, o Cel Eng José Carlos Rodrigues passou a Direção do Instituto em cerimônia militar e, com muito orgulho, citou a participação expressiva do ICA no planejamento, medição e demarcação do Campo de Lançamento de Alcântara, que teve repercussão internacional, além da realização de diversas palestras para o

público interno, abordando temas como alcoolismo, drogas etc., dando ênfase ao apoio ao homem. O Cel Av Eric, antes de assumir a Direção do ICA, foi chefe da Divisão de Operações Militares do DECEA.

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Mangrulho te novo coma dante: o Maj Elton Bublitz. cerimônia aco teceu no d 19 de janei quando o M Av Paulo Sérg Dutra V Lima pass o coman do Qua Esquadrão Primeiro Gru de Comunic ções e Contro (4º/1º GC O Esquadr Mangrulho te novo coma dante: o Maj Elton Bublitz. cerimônia aco teceu no d 19 de janei quando o M Av Paulo Sérg Dutra V Lima pass o coman do Qua Esquadrão Primeiro Gru de Comunic ções e Contro (4º/1º GC O Esquadr Mangrulho te novo coma dante: o Maj Elton Bublitz. cerimônia aco teceu no d 19 de janei quando o M Av Paulo Sérg Dutra V Lima pass o coman do Qua Esquadrão Primeiro Gru de Comunic ções e Contro (4º/1º GC O Esquadr Mangrulh tem novo Esquadrã Mangrulho te novo coma dante: o Maj Elton Bublitz. cerimônia aco teceu no d 19 de janei quando o M Av Paulo Sérg Dutra V Lima pass o coman do Qua Esquadrão Primeiro Gru de Comunic ções e Contro (4º/1º GC O Esquadr Mangrulho te novo coma dante: o Maj Elton Bublitz. cerimônia aco teceu no d 19 de janei quando o M Av Paulo Sérg Dutra V Lima pass o coman do Qua Esquadrão Primeiro Gru de Comunic ções e Contro (4º/1º GC O Esquadr Mangrulho te novo coma dante: o Maj Elton Bublitz. cerimônia aco teceu no d 19 de janei quando o M Av Paulo Sérg Dutra V Lima pass o coman do Qua Esquadrão Primeiro Gru de Comunic ções e Contro (4º/1º GC O Esquadr Mangrulh tem novo Esquadrã Mangrulho te novo coma dante: o Maj Elton Bublitz. cerimônia aco teceu no d 19 de janei quando o M Av Paulo Sérg Dutra V Lima pass o coman


Seção

Usina de Idéias

A Aeroespaço criou nesse espaço uma seção para que você possa fomentar boas idéias, propor mudanças para solucionar problemas e/ou impulsionar novos projetos para o DECEA. O objetivo é estimular o efetivo a participar mais da Aeroespaço, apresentando - em forma de artigo e de maneira criativa – idéias claras, com mapeamento de oportunidades e dificuldades, com segurança e conhecimento, que possam trazer boas influências para o nosso ambiente profissional. Acreditamos que todos podem apresentar idéias lógicas, objetivas e de bom senso. Por isso, envie a sua para ser publicada.

O 2º/1º GCC e a preocupação com a descarga eletrostática Por José UBIRAJARA de Castro - 1º Ten QOE SUP Chefe da Subseção de Suprimento do 2º/1º GCC

são separados, após entrarem em contato um com o outro ou por meio de fricção entre eles. Assim, o carregamento acontece durante a transferência dos elétrons de um material ao outro. O carregamento triboelétrico pode suceder entre quaisquer materiais tais como sólidos, líquidos e partículas de ar. Isto pode ser percebido claramente quando se ouve as crepitações que se dão ao tirar um vestuário de lã. A teoria da física diz que todo material procura o equilíbrio, então quando um corpo com ausência de carga encontra outro, com excesso (ou vice-versa), ambos tendem a se estabilizar. Isso pode gerar um fluxo de cargas muito intenso que é o que se denomina descarga eletrostática (ESD). A descarga eletrostática só pode ser visualizada na forma de um pequeno arco elétrico, mas, na maioria das vezes, ela é imperceptível, tornando a situação mais grave.

CONSIDERAÇÕES INICIAIS Nossa realidade atual é que vivemos em um mundo digital, onde - todos os dias - da estação de trabalho de projetistas eletrônicos nascem novos componentes menores, mais potentes e sensíveis a ESD (electro static discharge – descarga elétrica). A descarga eletrostática é o resultado do desequilíbrio de cargas de um corpo, tendo como causa primária o efeito triboelétrico que ocorre quando dois materiais

PROBLEMA

A utilização de manta e pulseira aterradas para a abertura das embalagens originais é um dos procedimentos adotados pelo Esquadrão

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Uma ESD não é prejudicial ao corpo humano porque ela dissipa uma corrente muito baixa, a qual apresenta a forma de onda da corrente de uma descarga eletrostática ocasionada pelo toque humano. No entanto, sua tensão pode


chegar até 30 mil volts. Como os circuitos eletrônicos são altamente sensíveis a sobre tensões, as descargas elétricas são muito prejudiciais e podem ocasionar danos físicos e falhas operacionais, e até causar prejuízos de milhares de dólares, dependendo do circuito atingido. Um simples toque de mão numa placa ou componente, o romper de uma embalagem ou uso de uma fita adesiva podem causar a inoperância de um equipamento muito importante para o sistema.

JUSTIFICATIVA O Sistema de Controle do Espaço Aéreo Brasileiro (SISCEAB), para exercer Um simples toque de mão numa placa pode causar a inoperância de um equipamento a nobre missão de controlar o espaço aéreo ou usando embalagens antiestáticas, adquiridas na brasileiro, mobiliza mais de 13 mil pessoas em múltiplas praça local; o fornecimento de componentes e placas atividades, diuturnamente trabalhando, as quais, de para a manutenção em embalagens apropriadas; e, alguma forma, manipulam ou dependem diretamente de finalmente, a remessa de itens eletrônicos para o itens eletrônicos. Parque de Material de Eletrônica do Rio de Janeiro O Segundo Esquadrão do Primeiro Grupo de (PAME-RJ) ou para outras Organizações Militares Comunicações e Controle (2º/1º GCC – Esquadrão (OM), devidamente embalados, etiquetados e alertados Aranha) é um dos órgãos que compõem esse cenário, quanto à sensibilidade em relação a ESD. empregando uma gama significativa de equipamentos e itens sensíveis à eletrostática. SOLUÇÃO O Esquadrão Aranha vem trabalhando, de forma quase anônima, no sentido de criar uma cultura de controle de Sempre que as pessoas envolvidas no processo ESD, onde todos os envolvidos no manuseio de itens logístico de suprimento e manutenção observarem os sensíveis à estática se comprometem com o processo. cuidados básicos no manuseio de itens eletrônicos, Um ponto nevrálgico está no processo de recebimento, no que diz respeito a ESD, serão economizadas conferência, armazenagem e fornecimento desses consideráveis quantias de recursos financeiros, bem itens, desenvolvido pela Subseção de Suprimento, como será assegurada a funcionalidade do SISCEAB. a qual vem trabalhando para que os componentes sensíveis à eletrostática tenham um tratamento CONSIDERAÇÕES FINAIS adequado. Para isso, o setor adota procedimentos Com isso, um Esquadrão Aranha melhor, uma Força básicos, tais como, a utilização de manta e pulseira Aérea melhor e um Brasil melhor estarão sendo aterradas para a abertura das embalagens originais na edificados, como também um legado será deixado para conferência dos itens recebidos, mantendo, à medida aqueles que irão nos suceder. do possível, a embalagem original do fabricante,

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“Enquanto algumas desistem da possibilidade de viver alguns desafios, outras buscam alcançar os objetivos profissionais com determinação e amor” Por Angela Maria do Carmo Ferraz - 1º TEN QCOA ADE Chefe do Pessoal Militar do DECEA

Mulheres do Ar Lembrar que o Dia Internacional da Mulher se aproximava me fez refletir sobre um tema importantíssimo que poderia ser debatido. Até que ponto a competição no trabalho é saudável? Será que abrir mão dessa disputa pode ser prejudicial para a carreira? Como enfrentar tamanho conflito sem se machucar ou prejudicar o outro? Competir, por vezes, significa garantir a própria sobrevivência, especialmente quando são escassos os elementos necessários à vida em sociedade. Competir pode ser saudável sim, desde que não se torne uma obsessão. Nessa competição, os pontos mais polêmicos seriam as fronteiras da ética.Entretanto, quando trabalhamos bem essa competição acabamos por galgar um patamar mais alto, de forma esportiva, sem ser

desleal, não permitindo que a vaidade pessoal fale mais alto. Quase sempre podemos notar quando alguém está realmente passando dos limites. A pessoa atropela quem está na frente e compete apenas em nome do poder, não demonstra a nobre intenção de desenvolver o seu potencial com criatividade, não mantém o bom relacionamento, o profissionalismo, nem se importa com a qualificação para o exercício da função. Já ouvimos tantas vezes que as mulheres são menos preparadas para suportar pressões psicológicas. Porém, podemos dizer que a mulher aprendeu a proteger suas emoções quando ofendidas, pressionadas ou mesmo subestimadas, mesmo quando se depara com 20


estivessem sofrendo “Mulheres algum tipo de pressão da primeira psicológica. O choro turma de era de alegria, estavam oficiais felizes. Conquistaram o aviadoras, espaço. O seu verdadeiro que trocaram espaço. os seus belos Embora haja, ainda, vestidos pelo aquele que, com a mente engessada, brinca, macacão dizendo que as aerode vôo, naves deveriam sofrer romperam algumas modificações. barreiras e Tudo bem! É válido desde hastearam a que seja para melhorar o bandeira da desempenho de nossos superação” pilotos e, conseqüentemente, alcançar o objetivo da Organização. Então, nos resta dizer que estamos presentes, competindo de forma saudável, sem perder o equilíbrio, nem a beleza, ultrapassando todos os limites dos eventuais preconceitos. Não podemos olvidar que “Nossa Força vem da UNIÃO de nossa gente”. E que toda nossa gente vem do ventre de nossas mulheres.

alguém que se aproveita destes conceitos na intenção de depreciar o real valor da mulher. Poucas mulheres desistem mais facilmente devido ao cansaço decorrente de sua vida atribulada, pois tem que dividir o seu tempo de trabalho com outros afazeres que não são poucos, como cuidar da educação dos filhos, da casa, do marido, da própria estética, do estudo diário e mais. Com todos esses afazeres, pode não restar paciência e energia para gastar nesta Selva. E até porque o trabalho não é tudo na vida de uma mulher. Ele tem tanta importância quanto à família, os amigos e os interesses pessoais. Enquanto algumas desistem da possibilidade de viver estes desafios, outras buscam alcançar os objetivos profissionais com determinação e amor. Talvez este seja o grande segredo, a mulher veste a camisa e briga pelo que quer, sem esquecer de temperar com muito amor, transpondo com sabedoria os percalços e infortúnios. Faz-me, então, lembrar da primeira turma de oficiais aviadoras, que trocaram os seus belos vestidos pelo macacão de vôo, superando todos os limites da emoção, esquecendo a TPM (tensão pré-menstrual) e outras esquisitices femininas. Romperam barreiras e hastearam a bandeira da superação. Lindas, estavam lá. Choraram, mas não porque 21


Conhecendo o

DTCEA Gama - DF O Histórico O Destacamento de Controle do Espaço Aéreo do Gama (DTCEA-GA) foi criado pelo decreto n° 73.160, de 14 de novembro de 1973, e regulamentado pela Portaria n° 012/GM3, de 02 de maio de 1975. Desde sua criação, o DTCEA-GA já teve dez comandantes. Sua peculiaridade é a dispersão de seus Sistemas (Estações) em uma área de, aproximadamente, 9.600.000m² de cerrado. O Destacamento está situado no km 01, à margem direita da BR-040 (sentido Brasília/Belo Horizonte). São cerca de 25km até Brasília e 5km até Gama.

A missão precípua do DTCEA-GA é de detecção radar, telecomunicações e geração de energia elétrica alternativa, propiciando ao CINDACTA I, de forma ininterrupta e precisa, a vigilância e o controle do espaço aéreo brasileiro. Ao todo, o Destacamento conta com 45 militares e três civis em seu quadro de efetivo. A Vila Habitacional e o Hotel de Trânsito A vila habitacional é a mesma que atende à guarnição de Brasília e tem imóveis localizados em várias cidades do Distrito Federal, inclusive no Residencial Santos-Dumont, ao lado do Destacamento. Apoiado pelo CINDACTA I, o DTCEA-GA conta com os mesmos hotéis de trânsito deste Centro. As cidades: Gama e Brasília Um clima tropical de altitude e a vegetação nativa predominante do cerrado fazem de Gama uma cidade bem agradável. O custo de vida e a violência são compatíveis aos das cidades metropolitanas. Na área de turismo, há o Catetinho, primeira residência oficial de Brasília, onde estão preservados móveis e objetos de época. O bosque com nascentes é uma atração a parte. A vida noturna é movimentada nos bares e quiosques. Gama tem alguns clubes, cinemas e feiras. Para quem gosta de pescar, “pesque-pague” é uma boa opção. Há boas escolas de ensino pré-escolar, fundamental, médio e superior. A econo-

O Radar Meteorológico do DTCEA - Gama 22


Brasília, passando pelo DTCEA-Cachimbo. Em 1999, foi transferido para o Centro de Instrução e Adaptação de Aeronáutica (CIAAR). Após concluir o Curso de Oficiais Especialistas foi transferido para o CINDACTA I. O Ten Cavalcanti possui o Curso de Especialização em Meteorologia Aeronáutica, realizado no Instituto de Controle do Espaço Aéreo (ICEA) e tem em seu currículo cursos nas áreas de meteorologia e administração da FAB. É – também - graduado em Administração de Sistemas de Informações. Dentre as principais funções desempenhadas estão a de Oficial Previsor do Centro Nacional de Meteorologia Aeronáutica, Oficial Previsor do Centro Meteorológico de Vigilância de Brasília, Instrutor do Curso de Especialização em Meteorologia Aeronáutica e Chefe da Seção de Infra-Estrutura do CINDACTA I.

O Destacamento tem 45 militares em seu efetivo

mia na cidade baseia-se em comércio em geral e indústria de bebidas e móveis. Já em Brasília, há um turismo voltado para o civismo, com seus palácios e o Congresso Nacional. Há ainda os museus, a torre de TV, a orla do Lago Paranoá, o Parque da cidade, o Parque Ambiental Água Mineral e outros. Há muitos clubes, restaurantes típicos e bares noturnos. Como opção de lazer gratuito, nos parques pode-se praticar esportes ao ar livre. Culturalmente, Brasília oferece inúmeras opções: teatros, cinemas, casas de show e feiras de artesanato. Na Educação possui ótimos colégios de todos os níveis de escolaridade, além de faculdades e universidades. Brasília conta com um policiamento exemplar, principalmente por ser a sede do Governo Federal. Na economia, o comércio em geral, setor de serviços, hotéis, informática, etc. são os mais fortes.

As Peculiaridades Para o Tenente Cavalcanti, o militar que optar por servir no DTCEA-GAMA vai trabalhar numa unidade onde o profissionalismo é destacado, além de ser uma OM próxima da capital federal, onde encontra-se a tranqüilidade de uma cidade do interior com todas as prerrogativas de uma cidade grande.

A integração das famílias dos militares Como não existe uma vila exclusiva do Destacamento, a integração das famílias dos militares se dá em clubes freqüentados pelos mesmos em reuniões sociais. A Estrutura de assistência médica e odontológica O efetivo do Destacamento conta com a assistência médica do HFA (Hospital das Forças Armadas), do HFAB (Hospital de Força Aérea de Brasília) e do SERSA6 (Consultório Médico). A assistência odontológica é oferecida pelas Odontoclínicas de Brasília, do VI COMAR e do HFA. O Comandante Natural de Recife (PE), o Tenente Geraldo CAVALCANTI de Lima, 42 anos, é casado com Gladys Maria Requena Cavalcanti, com quem tem uma filha, Gladys. O comandante do Destacamento do Gama é Praça de 1982, quando ingressou na Escola de Especialistas de Aeronáutica (EEAR). Após a conclusão do Curso de Meteorologia, foi transferido para o DTCEA-

João-de-barro na antena do Radar Meteorológico

Homenagem ao joão-de-barro Um fato pitoresco aconteceu no DTCEA-GA e é contado, agora, pelo seu comandante: “Coisas do mundo moderno. Desde pequenos sabemos que o joão-de-barro, pássaro oleiro, que faz seu ninho com o material que lhe dá nome, tem uma companheira que lhe deve votos eternos de fidelidade. Caso contrário, a fêmea adúltera é enclausurada no próprio lar. “Um representante macho da família dos furarídeos resolveu construir seu ninho na antena do Radar Meteorológico do Gama (capa da edição anterior da Aeroespaço). Ornitólogos de plantão do Destacamento especulam sobre as causas. “As opiniões se dividem. Alguns acreditam que o pássaro esteja buscando maior controle sobre a amada. Outros, porém, afirmam que a mudança no padrão de habitat do joão-de-barro deve-se à sua exigente esposa, que já não suportava mais morar em um barraco”.

Ten Cavalcanti 23


HELICÓPTEROS

interesses distintos É tema da moda falar sobre helicópteros e sua convivência com a população das grandes cidades do País. Assim o é, também, em São Paulo. O cidadão paulistano vê-se em meio à lide de interesses nem sempre ao alcance de seu completo domínio e conhecimento. Tanto o público externo como nossos companheiros de outras áreas do Comando da Aeronáutica têm, entretanto, direito de conhecer o que nem sempre os veículos da mídia têm interesse em publicar. No dia dois de fevereiro de 2007, O jornal O Estado de São Paulo publicou a reportagem “Helicópteros vão voar mais alto em São Paulo”, produzida a partir de entrevista concedida pelo Comando do Destacamento de Controle do Espaço Aéreo de São Paulo (DTCEA-SP). A matéria buscou informar o que realmente desejávamos, ou seja, os aspectos técnico, operacional e ambiental do problema inserido no contexto “helicópteros”, separando - convenientemente - as responsabilidades pelo cumprimento de cada atribuição. Não só o cidadão comum, mas autoridades alheias ao meio aeronáutico têm emitido opiniões e

Por Carlos HEREDIA - 1º Ten R1

Consultor ATS no DTCEA-SP. Ingressou na EEAR em março de 1956. Em 1984 formou-se oficial de tráfego aéreo. Foi chefe da TWR-SP de 1984 a 1988.

até mesmo cobrado das nossas administrações providências e satisfações, nem sempre cabíveis a respeito de sobrevôo de aviões e helicópteros. Conceitos não coincidentes com a verdade das leis são emitidos, vez por outra, sobre o direito do sobrevôo das áreas habitadas e até ações na justiça já foram impetradas, todas decorrentes de interpretações distorcidas. Não é nosso objetivo ingressar na discussão dos aspectos jurídicos do problema, mas alertar e esclarecer para fatos que permitirão fazê-lo. Acreditamos que não haja dúvida alguma, em nenhuma das esferas citadas, sobre a necessidade de realização do vôo dos helicópteros nas grandes cidades do País. A aviação de asas rotativas tem demonstrado ser a solução ideal para alguns problemas inseridos na vida das grandes cidades. No caso da cidade de São Paulo há cerca de 500 helicópteros em utilização, gerando um tráfego de, pelo menos, 200 operações/dia na área de aproximação da pista 17 de Congonhas. Essa é a região geográfica da cidade onde estão instalados os principais núcleos administrativos da nossa indústria. Algo em torno de 1/4 do Produto Interno Bruto (PIB) nacional é administrado nessa região da cidade. Mais de 130 helipontos elevados, devidamente registrados e autorizados a funcionar pela Agência Nacional de Aviação Civil (ANAC), atendem às operações diárias de circulação aérea desses usuários. Não é nosso trabalho coibir as ações de vôo, mas antes discipliná-las e apoiá-las. Verdade que, ao instituir as normas de circulação de helicópteros nessa área criaram-se, também, situações de relativo des24

conforto para a população sobrevoada. O cidadão, morador das áreas abrangidas, imagina ter direitos, os quais são discutíveis. É óbvio que, se fosse possível administrar a atividade aérea dos helicópteros sem causar qualquer tipo de inconveniente para o cidadão nós o faríamos com redobrado prazer. Aliás, ainda não desistimos do estudo da área e já propusemos várias elevações de altitude de vôo nas rotas de helicóptero, exatamente com a intenção de reduzir o ruído. A hipótese do silêncio total é pouco provável. Há o natural ruído, como também há ruído em outras atividades aceitas. Quem reclama da maior frota de caminhões entregadores de gás do País? Quem está contra o barulho ensurdecedor de uma moto “da hora” (maior frota nacional) com escapamento Kadron? A lei é a grande disciplinadora dessa lide. Ainda que a validação inconteste das Zonas de Proteção de Aeródromos esteja focada no uso do solo, no obstáculo físico ou na construção de edificações, verifica-se que o estabelecimento de zoneamentos residenciais urbanos levados a efeito sem a devida consideração da existência das áreas protegidas pelo Plano Básico ou Específico de Proteção de Aeródromo e o Plano de Zoneamento de Ruído, constitui-se em embaraço às atividades aéreas, contrariando o previsto no Artigo 43 do Código Brasileiro de Aeronáutica (CBA). Quando implantadas, não observou-se as incompatibilidades entre as necessidades específicas, técnicas e operacionais das aeronaves durante os pousos e decolagens no Aeroporto de Congonhas, com os direitos defini-


dos na Lei Municipal 13.885/04 (Plano Diretor Estratégico da Cidade de São Paulo) e demais direitos do cidadão, estabelecidos na Constituição Federal de 1988. O vôo dos helicópteros está, também, inserido no mesmo contexto. Houvesse a Administração Municipal de São Paulo estabelecido as zonas residenciais urbanas do Plano Diretor da Cidade de São Paulo, de acordo com o Plano Específico de Proteção do Aeródromo de Congonhas, conforme o Artigo 44 parágrafo 4º da Lei nº7.565, de 19 de Dezembro de 1986, não teríamos, na atualidade, as presentes dificuldades de relacionamento com os moradores das áreas próximas ao Aeroporto. Todos os procedimentos de vôo, oficialmente planejados e publicados pela autoridade aeronáutica brasileira, estão assentados na legalidade inconteste do uso do espaço aéreo, livre e desimpedido, para tal fim. É esse o efeito pretendido pelo CBA, principalmente, no seu artigo 16, quando garante o direito a sobrevôo de áreas habitadas, desde que em cumprimento aos procedimentos que o norteiam. Fiéis ao compromisso de “fazer voar”, após muito trabalho integrado entre a chefia do DTCEA-SP, a Divisão Operacional do Serviço Regional de Proteção ao Vôo de São Paulo (SRPV-SP), o apoio de muitos companheiros e a colaboração da Associação Brasileira de Pilotos de Helicópteros (ABRAPHE), logramos projetar uma solução que, uma vez aceita pelo Departamento de Controle do Espaço Aéreo (DECEA), foi colocada em prática e, se não é a solução definitiva, aguarda que outra, melhor pensada, a substitua, até porque não apenas mo-

nitora o tráfego, mas exerce controle efetivo. Tem, pelo menos, o privilégio de ser autêntica, brasileira, e espelhar uma solução criativa para um problema local: o espaço aéreo que envolve a final da pista 17, sobre os bairros de Moema, Campo Belo, Itaim, Ibirapuera e cercanias foi considerado somente entre as altitudes mais utilizadas e próprias para o vôo dos helicópteros. Havia, nessa área geográfica, 106 helipontos, todos elevados e todos operacionais. Hoje são mais de 135. Sustar as autorizações de uso desses helipontos, além de contrariar a índole do Sistema, nos levaria a uma infindável sucessão de reclamos do usuário, via justiça. No ano de 2006 tivemos, em Congonhas, 236 mil movimentos de aviões e 62 mil de helicópteros na área controlada. O espaço aéreo foi compartilhado e ficou garantida a segurança do sistema. Houve, apenas, poucas (quatro) situações de alerta e que não chegaram a quebrar a rotina das operações. Entretanto, o possível aumento da demanda de helicópteros não poderá ultrapassar a limitação de seis vôos simultâneos na área controlada.

Se tal situação vier a ocorrer, estará suplantando a nossa capacidade instalada de prestação de serviço simultâneo, o que determinará medidas de contenção de fluxo. Esse incremento da demanda está diretamente relacionado com o aumento da frota de helicópteros e com a autorização de construção de novos helipontos na região. O espaço aéreo nacional dispõe de legislação específica que está a cargo da União, por meio de seus órgãos competentes, administrando a segurança e hegemonia do espaço aéreo. Não cabem, nessa lei, considerações sobre zoneamento urbano. Ela é transparente ao terreno. Espaço aéreo é céu, livre e desimpedido, onde voar é possível e “navegar é preciso”. Nota: os aviões que operaram em Congonhas compartilharam o espaço aéreo com os helicópteros. Graças ao sistema de controle adotado para os helicópteros, houve segurança no setor a ponto de reduzirse o número de alarmes TCAS, na forma demonstrada no gráfico.

Movimento de Aeronaves em Congonhas e Proximidades - Evolução Estatística

(*)

(*) A partir de 10/06/2004 - Ativ. do Cont. de Helicópteros 25


Sagração da Ordem dos Gaviões dos Guararapes movimenta o CINDACTA III

O evento entrou para a história do CINDACTA III

O Terceiro Centro Integrado de Defesa Aéimportância ao longo de sua existência. Conselho da Ordem dos Gaviões rea e Controle de Tráfego Aéreo (CINDACTA O símbolo da Ordem está representado por Ten Brig Ar Flávio de Oliveira Lencastre III) realizou, no dia 18 de dezembro de 2006, um gavião sobre a antena do radar, cuja imaMaj Brig Gilberto Antonio Saboya Burnier em Recife, a cerimônia de sagração da Orgem está inserida no distintivo de organização Maj Brig Ar Ailton dos Santos Pohlmann dem dos Gaviões dos Guararapes. militar (DOM) do CINDACTA III. Maj Brig R1 Normando Araújo de Medeiros O Comandante do CINDACTA III, Cel A Ordem dos Gaviões foi iniciada com o enMaj Brig R1 Washington Carlos de Campos Machado Av José Alvez Candez Neto, Gavião Real tão Comandante Cel Av Walter Dias Fernanda Ordem, recepcionou os convidados no des Filho, sendo estabelecido como o “Gavião Brig R1 Paulo Fernando de Santa Clara Ramos evento de grande relevância para a história dos Guararapes 01”, recebendo os demais Cel Av Walter Dias Fernandes Filho da Organização, que contou com a presença integrantes do efetivo (oficiais da sede e dos Cel Av R1 Walmir Ferreira Chaves de autoridades militares e civis de alta sigDestacamentos) numeração seqüencial em Cel R1 Reginaldo Hack Berlim nificação para este Centro, entre as quais ordem crescente de acordo com a antiguidade Cap R1 MET Amílton Almar Fagundes Vieira o Ten Brig Flávio de Oliveira Lencastre, o verificada em relação ao efetivo observado à Gaviões Honorários Maj Brig Gilberto Antonio Saboya Burnier, o época da constituição inicial. Drª Maria Placidina de A. B. Araújo Maj Brig R1 Normando Araújo de Medeiros, Cada oficial que ocupar, de forma não-evenCel Av R1 Robinson Vladenir Botelho Lucas Maj Brig R1 Washington Carlos de Campos tual, a função de Comandante do CINDACTA Machado, Brig R1 Paulo Fernando de Santa III receberá, além do seu número de inscrição Cel Av R1 João Batista Crema Clara Ramos e a Juíza Maria Placidina de A. permanente na Ordem, atribuído conforme a Ten Cel Av Genésio Seixas Filho B. Araújo. sua data de apresentação na organização, Ten Cel Av Hygino Lima Rolim Na ocasião, foram sagrados dez Cono Título de Gavião Real, o qual deixará de Sr. José Bezerra de Carvalho Filho selheiros da Ordem e seis Gaviões ostentar ao ser sucedido no Comando da Honorários. Após cerimônia de sagraOM. ção no auditório da Organização, os Serão agraciadas, também, todas as convidados participaram de um jantar pessoas, civis ou militares, que de algude confraternização, quando foi comma forma contribuírem para a elevação plementada a entrega de distintivos, da própria Ordem, do CINDACTA III, da realizando-se salutar congraçamento Força Aérea Brasileira ou da República entre convidados, oficiais do efetivo e Federativa do Brasil, passando à condirespectivos familiares. ção de “Gavião dos Guararapes HonoráA Ordem dos Gaviões foi criada rio”, sendo registrado no livro histórico da em outubro de 2003, no intuito Unidade. de unir os oficiais do efetivo do O Conselho da Ordem dos Gaviões é CINDACTA III, perpetuando suas o órgão soberano da instituição, sendo passagens pela organização, bem formado pelo Gavião Real e mais dez como de consolidar os laços de Gaviões ou Gaviões Honorários, de alta Ten Brig Lencastre é agraciado como Conselheiro amizade existentes entre o Centro relevância no contexto do CINDACTA III, da Ordem pelo Gavião Real Cel Candez e personalidades de significativa não exercendo função na OM. 26


Literalmente Falando

Eu via as pessoas no aeroporto. Mas o que mais me coGrande parte das tartarugas é devorada por predamovia não eram as despedidas, nem as vindas, nem os dores, que também cumprem o seu papel na cadeia beijos e os abraços. alimentar. Por que sentimos tanta raiva dos predadores, O que mais me emocionava era aquela fração de segune ao mesmo tempo, uma compreensão imensa? do em que eu percebia o silêncio e enxergava as cenas. Então, quando vejo uma tartaruga grande nadando, Como um filme sem som. Época de cinema mudo? penso nas tantas coisas que ela passou, para hoje, estar O que me emocionava, fazendo-me perder os sentidos, ali. Quantas coisas ela deve ter visto! Quanto deve ser era o momento em que eu olhava para o avião prestes difícil, a ela, ver tantas mortes ao seu lado, e estar ali, a decolar envelhecendo. Isso sim me emocionava. A decolagem. Talvez porque Mas eu não invejo as tartarugas. Apenas sinto por elas isso fosse o mais próximo de ser pássaro. uma enorme admiração, um respeito, um ar de curiosiLiberdade sem dor. Partida sem aperto no peito. Diferendade e de incompreensão. Como elas conseguem? te das pessoas quando se despedem. É assim que um Invejo mesmo os pássaros. A liberdade sem escolha. A pássaro deve se sentir. Por isso, esta cena me comove liberdade como essência. Neste ponto, até mesmo os Fabiana Borgia - Ten tanto. pássaros se prendem à liberdade, de modo que não AJUR – DECEA No entanto, minha mente novamente esvaziava, como podem optar em serem diferentes. Quem se prende à meditação. Sobrava minha respiração e novas viagens, liberdade é realmente livre? que mergulhavam em meus pensamentos. Mas invejo os pássaros não pelo desprendimento. Isso as tartarugas também Por exemplo, pensei nas tartarugas. Sim. As tartarugas me comovem. têm. Invejo pela nostalgia, ou melhor, pelo fato de causarem esta sensação. Quando vejo um canal de TV, explicando as desovas das tartarugas, eu saio As tartarugas não dão nostalgia, mas vazios, mistérios, medos. Na verdade, de mim. elas carregam nostalgias, para fazer com que a solidão que as acompanha As tartarugas também são perecíveis, mas elas são resistentes ao tempo. Ge- não fique só. rações e gerações de humanos, e aquela tartaruga que existia na época de Os pássaros dão saudade, beleza, cantos e vigor. E somente causam vazios meu tataravô, ainda existe. E eu... longe de conhecer os meus ancestrais. Isso quando partem. Vazios que se tornam abismos intermináveis. é só uma viagem. Nunca tive uma tartaruga. Nem meus ascendentes. Acho As tartarugas oferecem o silêncio da vida. Por isso são misteriosas. Se existisisso um erro tremendo. Vou deixar uma tartaruga de herança, porque é como sem sereias, certamente elas teriam alma de tartaruga. deixar uma espécie de vida, mais resistente do que os próprios filhos. Talvez Invejo os pássaros porque eles não sofrem. Eles não sentem falta. Eles são os filhos dos filhos dos meus filhos tenham esta mesma tartaruga. predestinados à liberdade, sem serem frios. Acho que a tartaruga tem uma beleza rara. Esta tal resistência misturada com Invejo os pássaros por sentirem o vento e estarem mais perto do sol, olhando solidão. a superfície da vida, percebendo o que é ser terrestre. Ser um ser terrestre Sim, a solidão que a tartaruga sente nos mares. Como a solidão pode ser é muita limitação. Acho que é por isso que as plantas fazem fotossíntese, bela? E não só a solidão que sente nos mares, mas a solidão de ultrapas- para nunca se apegarem a nada e serem independentes. Mas nós... nem isso sar gerações, sendo que outros seres morrem antes. Nestas horas, morrer fazemos. é glorioso. Quem morre não sente dor, mas quem não morre tem que lidar Os pássaros têm aquela visão superior, sábia, de cima, como se fossem deucom isso. Bem, eu nunca morri, mas é a idéia que tenho. Ou talvez eu tenha ses. Será que eles se sentem superiores? morrido várias vezes; nunca senti, porque me mataram. Mas sei que perder é Invejo porque planam na bela paisagem. doloroso demais. Sou péssima perdedora. Tenho dificuldade em lidar com a E por tanta euforia que os pássaros trazem, eles não sabem viver tanto tempo, dor, então só me resta senti-la até o seu ápice, para que eu a sinta com toda como as tartarugas. Na verdade, eles não conseguem. a profundidade e ela me esqueça. E quando vejo pássaros voando em formação? Isso me comove demais. Eles Eu vejo tristeza na sobrevivência das tartarugas ao atravessarem oceanos, na- estão ali, cuidando uns dos outros, trocando de lugar, fazendo revezamento, dando em busca da solidão. Dá uma sensação de auto-suficiência. Por outro incentivando uns aos outros. lado, de perda. E até a perda, aqui, parece bela. Agora, eu nem sei com o que eu me emociono mais, se com pássaros, tartaO que determina o sexo das tartarugas é a temperatura da areia. Quando rugas, a decolagem dos aviões, as abelhas, as formigas, os pingüins, as flores penso nisso, penso em equilíbrio ecológico. E fico com vontade de ir para de vida efêmera, mas com a beleza refinada de um vestido, tecido com muito um lugar onde eu possa observar a vida com todo seu esplendor. Neste cuidado. Eu não sei se me emociono mais ainda com as baleias e seus cantos ponto, acho que sou meio tartaruga. E isso também é solitário. de acasalamento, com os tubarões, que com tanto vigor e força, convivem Também penso naquele percurso da praia ao mar, naquela luta para chegarem com as rêmoras. Ainda por cima, eles trocam de dentição! Se eu pudesse, vivas ao mar, sem medo algum, sem receio, para sempre. Penso na coragem trocaria de dentição a cada dois meses. que tem um filhote de tartaruga, recém nascido, ao tomar esta decisão: “Eu Já estava esquecendo de mencionar os girassóis. Como esquecer dos giraspreciso chegar até o mar.” Naquele instante, o mar é a verdadeira mãe. Chegar sóis? Van Gogh conseguiu apreciá-los como ninguém. ao mar é a primeira proteção. Aquele que consegue este objetivo é o mais Eu não sei explicar esta sensação de perceber minha vida, quando olho para apto a sobreviver. o mundo. Só isso me faz sentir viva.

Sobre a Vida

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Aeroespaço 23  

Veja os destaques na página da revista no site do DECEA

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