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EDITORIAL

EXPEDIENTE

XV CONGRESSO CATARINENSE DE MEDICINA ESPERA POR VOCÊ

Informativo da Associação Catarinense de Medicina - ACM Rodovia SC-401, Km 4, Bairro Saco Grande - Florianópolis/SC Fone/Fax: (48) 231-0300

Estamos próximos de mais um Congres-

de Reanimação Nenonatal e, particularmente,

so Catarinense de Medicina. A expectativa

o de antibioticoterapia, que atende a pedido

de todos nós é muito grande para o sucesso

das Regionais Médicas do Estado, lembrando

deste evento, que será o primeiro Congres-

ainda o curso paralelo sobre o Programa de Saú-

so Científico da ACM do novo século. A

de da Família, nas quatro especialidades cen-

meta da Comissão Organizadora é uma só:

trais do evento.

reunir a classe médica catarinense durante

Incrementando ainda mais o Congresso, já

os dias 25, 26 e 27 de abril em torno de

registramos uma ampla participação do médico

discussões de interesse da sua prática diária

catarinense através do envio de trabalhos cien-

nos consultórios e hospitais. Para tanto, optamos como tema central a

tíficos para pôsters, que

“PREPARAMOS CADA DETALHE PARA QUE

abordagem da “IN-

OS MÉDICOS PARTICIPEM

FECÇÃO”, dentro da

DO CONGRESSO

Clínica Médica, da Clínica Cirúrgica, da Gi-

neste ano terão os temas vencedores apresentados em Sessão Plenária do evento. Por tudo isso e mui-

E LEVEM PARA SEUS

to mais, a nossa expectativa é grande.

necologia/Obstetrícia e

LOCAIS DE TRABALHO

da Pediatria. O assun-

UM POUCO MAIS DE

talhe para que os médi-

to será discutido ao

CONHECIMENTO,

cos participem e levem

lado de debates extremamente importantes

SAINDO ENRIQUECIDOS

Preparamos cada de-

para seus locais de trabalho um pouco mais

como o HIV-AIDS no

COM A TROCA

adulto, na criança e na

DE EXPERIÊNCIAS E DE

do enriquecidos com a

gestante; a toxoplas-

INFORMAÇÕES”

troca de experiências e

mose, sempre consi-

de conhecimento, sain-

nense de Medicina é o principal fórum de de-

dência junto à população; os acidentes na in-

bate científico da classe médica e os seus resul-

fância; a consulta pediátrica; o câncer de

tados dependem de cada um de nós. Participe !

da obesidade, entre tantos outros.

Edição Texto Final - Assessoria de Comunicação Jornalistas Lena Obst Reg. 6048 MT/RS Denise Christians Reg. 5698 MT/RS Fotografia Renato Gama

O universo da programação é amplo e muito rico, elaborado com o intuito de interessar o deste encontro.

DELEGADOS JUNTO À AMB Dr. Remaclo Fischer Júnior Dr. Jorge Abi Saab Neto Dr. Almir Gentil Dr. Théo Bub Dr. Luiz Carlos Espíndola Dr. Roberto Benvenutti Dr. Milton Ernesto Scopell Dr. Altair Carlos Pereira Dr. Manoel Bardini Alves Dr. Oscar Antônio Defonso

O Congresso Catari-

benígna, mas que vem crescendo em inci-

médico catarinense a participar ativamente

VICE-DISTRITAIS Sul – Dr. Júlio Márcio Rocha Planalto – Dr. Fernando Luiz Pagliosa Norte – Dr. Marcos F. F. Subtil Vale do Itajaí – Dr. Péricles Henrique Zarske de Mello Centro-Oeste – Dr. Élcio Luiz Bonamigo Extremo-Oeste – Dr. Airton José Macarini

de informações.

derada uma infecção

mama; as cirurgias laparoscópicas; a cirurgia

DIRETORIA Presidente Dr. Carlos Gilberto Crippa Vice-Presidente Dr. Viriato João Leal da Cunha Secretário Geral Dr. Jorge Anastácio Kotzias Filho Diretor de Patrimônio Dr. João José Luz Schaefer Diretor de Publicações Dr. André Sobierajsk dos Santos Diretor Científico Dra. Regina Célia S. Valin Diretor de Esporte Dr. Gilberto D. da Veiga Diretor de Defesa de Classe Dra. Nilzete L. Bresolin Diretor Sócio-Cultural Dra. Sandra M. W. Rinaldi Diretor Administrativo Dr. Irineu M. Brodbeck Diretor de Previdência Dr. Waldemar de Souza Júnior Diretor Financeiro Dr. Dorival Vitorello Diretor de Regionais Dr.Tarcísio Crocomo

Dra. Regina Célia Santos Valim Diretora Científica da ACM

Também não podemos deixar de falar dos

Presidente da Comissão Científica

cursos pré-congresso, como o de Climatério, o

do XV Congresso Catarinense de Medicina

Diagramação e Impressão Gráfica e Editora Agnus Ltda. Tiragem 7.000 exemplares


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ACAMED EMPOSSA SUA TERCEIRA DIRETORIA A Academia Catarinense de Medicina empossou sua terceira Diretoria em solenidade realizada na noite de 27 de março, na sede da ACM. O novo Presidente eleito para a ACAMED é o pediatra e neonatologista Nelson

micos e colegas dirigentes da Academia”, declarou o novo Presidente da ACAMED na cerimônia de posse, que contou com a participação dos acadêmicos, familiares, lideranças da ACM, do CREMESC, do SIMESC e Cooperativas Médicas. Destacou-se a presença também do historiador e Membro Benemérito da ACAMED, professor Carlos Humberto Corrêa, do Presidente da Academia Catarinense de Odontologia, Osny Lisboa, e do ex-Governador, Dr. Ivo Silveira, único Sócio Honorário da ACM. Dr. Nelson Grisard é professor de Pediatria aposentado, livre docente e Doutor pela UFSC. Foi Presidente do Conselho Regional de Medicina e é Conselheiro Suplente do DR. NELSON GRISARD RECEBEU A PRESIDÊNCIA DA ACAMED Conselho Federal de Medicina. DAS MÃOS DO DR. MURILLO CAPELLA Atualmente é professor de Ética MéGrisard, que já vem definindo as ações de dica, Bioética e Pediatria na Univali. Tem ditasua gestão, algumas de ordem administrativa do conferências e escrito textos sobre “Bioétiinterna e outras relacionadas com as entida- ca” e “Ato Médico” para livros jurídicos. A condes médicas do estado e Academias congê- vite do Instituto Histórico de Santa Catarina, neres. “É uma missão difícil suceder o Dr. proferiu aulas sobre “Saneamento no Século Murillo Ronald Capella, mas sinto-me esti- XXI” e “Assistência Médica na Ilha de Santa mulado com a presença e o apoio dos acadê- Catarina”.

CERIMÔNIA DEPOSSE CONTOU COM APARTICIPAÇÃO DOS DIRIGENTES DAS ENTIDADES MÉDICAS E CONVIDADOS ESPECIAIS

Acadêmicos Eleitos

Presidente Dr. Nelson Grisard n Vice-Presidente Dr. Bruno Schlemper Junior n 1º Secretário Dr. Álvaro José de Oliveira n 2º Secretário Dr. José Warmuth Teixeira n 1º Tesoureiro Dr. Jorge José de Sousa Filho n 2º Tesoureiro Dr. Elisiário Pereira Filho n Diretor de Patrimônio Dr. Vanildo José Ozelame n Orador Dr. Luiz Carlos Espíndola n

LAGES SERÁ A SEDE DO V FEMESC A Associação Médica da Serra, em Lages, será a sede do V Fórum das Entidades Médicas de Santa Catarina – FEMESC, nos dias 24 e 25 de maio, quando serão abordados como temas centrais a remuneração (SUS, sobreaviso, plantão, pró-labore) e as condições do trabalho médico no estado. Para que o evento repita o sucesso das edições anteriores, uma comissão formada por dois diretores da ACM, do CREMESC e do SIMESC vem trabalhando com dedicação e cuidado para elaborar a programação do encontro. As entidades médicas nacionais – Confederação Médica Brasileira (CMB), Federação Nacional dos Médicos (FENAM), Conselho Federal de Medicina (CFM), Associação Médica Brasileira (AMB), as cooperativas médicas– Unimed e Unicred – e os médicos parlamentares já estão recebendo ofícios comunicando a realização do evento.

Promovido pelo COSEMESC (Conselho Superior das Entidades Médicas de Santa Catarina), o FEMESC este ano estará sob a coordenação do Sindicato dos Médicos. “A presença dos colegas de todo estado

é muito importante, pois o FEMESC é a oportunidade dos profissionais trocarem experiências, discutirem problemas e proporem soluções”, convida o Secretário-Geral do Sindicato, Dr. João Pedro Carreirão Neto.

CINCO ANOS EM DEFESA DA CLASSE

A primeira edição do FEMESC, em 1998, ocorreu na sede da ACM, em Florianópolis, num debate inédito que reuniu lideranças e médicos de todo estado para discutir sobre convênios médicos, IPESC e a defesa da LPM (Lista de Procedimentos Médicos) da AMB. Já o II Fórum, em 1999, teve como palco o município de São Francisco do Sul, onde a pauta central discutiu o Sistema Único de Saúde, a importância da representatividade do médico nos Conselhos Municipais e Estadual de Saúde, ensino médico, seguro obrigatório contra erro médico e atrasos nos pagamentos de honorários. O III FEMESC, em 2000, aconteceu na cidade de Balneário Camboriú, cenário escolhido para o lançamento de uma das mais importantes campanhas já realizadas no setor, em favor da qualidade do ensino médico e contra a criação de novos cursos de medicina sem a comprovação da necessidade social, sem a infra-estrutura indispensável e corpo docente capacitado. O IV Fórum foi na cidade de Blumenau, com destaque ao tema do “Trabalho Médico”, nas suas mais variadas faces, tratando de maneira especial a respeito de sobreaviso e plantão nos hospitais.


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CONSULTÓRIO INTELIGENTE AO ALCANCE DOS ASSOCIADOS

Mais tempo para o médico, mais qualidade para os pacientes e mais organização e agilidade para o consultório. Estas são algumas das inúmeras vantagens do Consultório OnLine, novo parceiro da ACM a partir deste mês de abril, que coloca à disposição do associado o Consultório Inteligente, um serviço que permite ao médico acessar de qualquer lugar, via Internet ou telefone celular, informações sobre o seu paciente, como também a sua agenda, entre outras facilidades. Vamilson Macedo, Diretor de Produto da empresa parceira, descreve o www.consultorioonline.com como um Portal de Serviços que utiliza a Internet como plataforma de distribuição dos serviços. O principal deles é o chamado Consultório Inteligente, que constitui-se de um conjunto de itens que oferecem ao médico um verdadeiro sistema de gestão para as suas atividades profissionais. Ele destaca a possibilidade do médico poder armazenar e acessar os dados da consulta do seu paciente a qualquer momento e de qualquer lugar, usando a Internet ou o seu telefone celular. Utilizando o item ficha de pacientes, o profissional gerencia os dados provenientes das consultas de forma extremamente prática, fácil e com total segurança. Outro item do serviço consultório inteligente que vale destacar é o sistema de marcação de consultas on-line, que pode ser gerenciado pelo profissional ou pela secretária, permitindo ainda o acesso às consultas agendadas de qualquer lugar, utilizando a Internet ou o telefone celular que disponha do recurso WAP (in-

ternet móvel). Esta agenda é amplamente configurável, de acordo com as necessidades e o perfil do médico. Pode limitar automaticamente o número de agendamento por convênios, por turnos, por dias e horários. Também é possível determinar bloqueios de faixas de horários, dias ou períodos em que o médico estará ausente. Além disso, o sistema manda, no início da manhã, para o celular do médico, em forma de mensagem escrita, qual o primeiro horário e local de agenda que ele tem, assim como o número de pacientes agendados até aquele momento.

Os assinantes do Consultório Inteligente recebem ainda outros benefícios: n

n

n

n

n

n

Visualização e gerenciamento, mesmo à distância (Internet), das Fichas de Pacientes, desde que apresente a sua senha. Possibilidade de abertura da agenda aos pacientes que tiverem o recurso da Internet, mas apenas para que possam escolher os horários ainda disponíveis, sem ter acesso aos nomes já agendados. Acesso à biblioteca com um conjunto dos melhores links disponíveis. Espaço para publicar trabalhos científicos (instruções no site). Página perfil, com suas informações pessoais e profissionais. Recebimento de informativo com as notícias destaques da semana sobre saúde, dicas de leitura e até mesmo uma nota de humor.

INFORME-SE !

Os médicos interessados no Consultório Inteligente só precisam fazer contato com a ACM para receber um código comercial, se cadastrar pela Internet e pagar uma taxa mensal de R$ 41,50 pelo pacote - valor promocional para sócios da entidade. O associado vai pagar a mensalidade somente enquanto utilizar alguns ou todos os serviços (como TV a Cabo). Outras informações, esclarecimentos e agendamento de visitas poderão ser obtidos com a Karyn Pacheco Neves, da Consultório OnLine, responsável pelo suporte e atendimento aos médicos, nesta primeira fase. O fone para contato - em Florianópolis - é: (48) 9961-1792, ou através do Hudson, na ACM: (48) 231-0300.

UNIÃO DA ACM AO CLUBE MÉDICO ASSISTÊNCIA PRIVADA

Todas as 27 Associações Médicas do país, Federadas da AMB – Associação Médica Brasileira, uniram-se para oferecer maior segurança aos seus associados através da criação do Clube Médico – Assistência Privada, que a partir de janeiro deste ano assumiu todos os segurados da ACM. A proposta é atender as necessidades assistenciais e previdenciárias dos médicos frente às eventuais despesas hospitalares nos casos de doenças ou acidentes pessoais. Além disso, o Clube serve como fonte alternativa de receita às Federadas que compõem o grupo associativo, gerando recursos importantes que podem ser investidos, entre

outras coisas, na promoção de eventos com o apoio e a participação das entidades médicas, de forma autônoma ou integrada. O médico Waldemar de Souza Júnior, Diretor de Previdência da ACM, destaca que no caso de apólices de seguro de vida em grupo e acidentes pessoais a união é fundamental. Ele explica que “quanto maior for o número de segurados, melhores serão as condições de evolução técnica das apólices, ou seja, quanto maior for a ‘diluição do risco’, menos o segurador poderá cobrar pelos valores de indenizações que terá de pagar”. Com isso, os médicos têm à disposição as apólices

mais atraentes do mercado segurador e uma ótima estrutura de atendimento, que inclui o exclusivo sistema Tele-Seguros, com discagem gratuita. O Clube Médico Assistência Privada foi criado em março de 1989 e é composto por um grupo de seguradoras lideradas pela Companhia de Seguros Previdência do Sul. Na mesma ocasião, também foi instituída a COMED, Corretora de Seguros que responde pela intermediação dos planos do Clube Médico e garante aos profissionais da medicina o padrão de vida pessoal e de seus familiares em caso de aposentadoria ou acidente.


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MÉDICOS E SECRETÁRIO DEBATEM SOBRE A POLÍTICA DE SAÚDE CATARINENSE culdades atuais que envolvem o Pró-Labore: a defasagem do valor pago, a falta de data definida para o seu pagamento e a necessária regularização deste sistema de produtividade, que deverá ser feita através de Projeto de Lei a ser encaminhado para a Assembléia Legislativa. No mesmo grau de importância, foi debatida a questão do plantão médico nos hospitais do Estado e o chamado sobreaviso, que devem ser remunerados. n A elaboração de uma agenda de encontros entre a classe médica e o Secretário de Estado da Saúde, com o objetivo de ampliar e estreitar o relacionamento entre as partes, na busca de soluções para os problemas no setor da assistência à saúde no estado. O próximo encontro deverá ser já no mês de abril, quando os médicos vão conhecer o orçamento do SUS (Sistema Único de Saúde) para Santa Catarina. Existe também o comprometimento do Secretário em participar do V FEMESC (Fórum das Entidades Médicas), que se realizará em maio, na cidade A DIRETORIA DA ACM APRESENTOU SUAS PREOCUPAÇÕES COM AS CONDIÇÕES DE TRABALHO DOS MÉDICOS CATARINENSES de Lages.

Entidades médicas catarinenses reuniram-se com o Secretário de Estado da Saúde , Dr. João José Cândido da Silva, no último dia 04 de março, para um importante debate sobre remuneração profissional, condições de trabalho e novas contratações no setor. O primeiro encontro da classe médica com o Secretário neste ano de 2002 reuniu os dirigentes da ACM (Associação Catarinense de Medicina), CREMESC (Conselho Regional de Medicina) e SIMESC (Sindicato dos Médicos de Santa Catarina), que estão integrados através do COSEMESC (Conselho Superior das Entidades Médicas). Duas destacadas decisões foram tomadas na reunião: n A reinstalação de uma comissão para tratar especificamente sobre o Pró-Labore dos médicos que atuam nos hospitais públicos. O grupo de estudos reunirá membros da Secretaria e das entidades médicas, tendo como metas centrais buscar soluções para as difi-

SECRETÁRIO DA SAÚDE E EQUIPE TÉCNICA ESTIVERAM NA SEDE DA ACM PARA OUVIR OS QUESTIONAMENTOS DA CLASSE MÉDICA

PREOCUPAÇÃO COM O SUS E NOVAS CONTRATAÇÕES

A tabela do SUS, que paga hoje R$ 2,55 por consulta médica realizada no estado, também foi discutida durante o encontro, que aconteceu na sede da ACM, em Florianópolis. A reivindicação dos médicos é de que a Secretaria supervisione e conduza um encaminhamento mais ágil dos consórcios intermunicipais em Santa Catarina, com uma orientação mais clara aos municípios com Gestão Plena, respeitando a autonomia destes, mas cumprindo sua função de gestor estadual. Isso já possibilitaria reajustes em prol de uma remuneração menos aviltante aos profissionais do setor. A contratação de novos mé-

dicos anunciada através de edital público divulgado pela Secretaria também mereceu a atenção dos representantes da ACM, CREMESC e SIMESC, preocupados com as incorreções no edital, que cita especialidades médicas não reconhecidas pelo Conselho Federal de Medicina, e especialmente com a situação dos inúmeros médicos que há anos trabalham na rede estadual com contrato temporário. Por fim, as entidades médicas reafirmaram a solicitação para participarem de forma mais ativa das decisões que envolvem a política de saúde no estado, colaborando com a Secretaria para a conquista de uma assistência mais digna e qualificada para a população catarinense.


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AUDIÊNCIA COBRA TRANSPARÊNCIA COM OS RECURSOS DA SAÚDE A primeira Audiência Pública Trimestral da Saúde deste ano reuniu os principais representantes da área médica, entre eles o presidente da ACM, Dr. Carlos Gilberto Crippa, na Assembléia Legislativa do Estado, no dia 25 de março. A reunião, convocada pelo Presidente da Comissão de Saúde da Assembléia, Deputado Volnei Morastoni, segue dispositivo legal, determinando que todo gestor do SUS, das

DEPUTADOS CONVOCARAM A AUDIÊNCIA, QUE TEVE A PRESENÇA DO GESTOR DA SAÚDE NO ESTADO, DR. JOÃO JOSÉ CÂNDIDO DA SILVA

mais diversas esferas de governo, deve apresentar para análise, com ampla divulgação, relatório detalhado dos recursos aplicados. Esta foi a terceira Audiência Pública da Saúde re-

alizada em Santa Catarina. As primeiras foram em setembro e dezembro de 2001. O encontro iniciou com um debate sobre a denúncia de que a Secretaria de Estado da Saúde vem recebendo, desde setembro do ano passado, um plus (extra, além do teto estadual) de R$ 1 milhão e 400 mil mensais, do Ministério da Saúde, e que vem gastando o valor sem a devida informação. O secretário João José Cândido da Silva, esclareceu que o recurso foi investido na interiorização de serviços da alta complexidade, nos primeiros três meses do ano. Para o Deputado Volnei Morastoni, as audiências são de extrema importância. “Estes encontros, a partir de agora, começam a ganhar espaço definitivo no calendário da saúde municipal e estadual. Isso é fundamental para a transparência do processo da assistência, na medida em que reúne os diferentes setores que compõem o SUS: gestores estaduais e municipais, prestadores conveniados, representantes de classe, trabalhadores do setor e usuários”. O parlamentar salienta ainda a necessidade de se criar um modelo cada vez mais eficiente e organizado para estas audiências

PRESIDENTES DO CREMESC, DR. NEWTON MOTA, DA ACM, DR. CARLOS GILBERTO CRIPPA, E O DIRETOR DO SIMESC, DR. JOÃO PEDRO CARREIRÃO, PARTICIPARAM DO ENCONTRO NA ASSEMBLÉIA LEGISLATIVA

alcançarem seus reais objetivos, estabelecendo tempo para cada entidade falar e estipulando assuntos para os próximos encontros. “Já solicitamos à SES que justifique por que o SAMU não está implantado em todo o estado. Ainda queremos saber o que a Secretaria pretende fazer para controlar a hepatite C, que está se alastrando em índices superiores aos da AIDS. Também solicitamos mais informações sobre a saúde mental no estado”. Durante a audiência realizada no dia 25 de março, o Secretário aproveitou para expor sobre as ações realizadas na prevenção da Dengue, destacando a atual estrutura existente para atender, se necessário for, uma epidemia da doença em Santa Catarina.

HOMENAGEM ESPECIAL A MÉDICOS NO ANIVERSÁRIO DE FLORIANÓPOLIS No dia 23 de março, data de comemoração dos 276 anos da capital catarinense, a Câmara de Vereadores de Florianópolis fez uma homenagem especial a destacadas personalidades do município. Entre os agraciados com a Medalha de Mérito (honraria: Título de Cidadão), esteve um grupo de médicos em atividade na cidade, que merece o registro pela Associação Catarinense de Medicina: n n n n n n

Dr. Almir Gentil Dr. Aurélio R. da Costa Araújo Dr. Egídio Martorano Filho Dr. Murillo Ronald Capella Dr. Rodrigo D’Eça Neves Dr. Zulmar Neves (in memorian)

As indicações para as homenagens dos médicos foram feitas pelos vereadores da capital, todas recebendo a aprovação por unanimida-

de pela Câmara Municipal de Florianópolis. A comenda de Mérito do Município sempre é entregue no dia do aniversário da cidade.

O PRESIDENTE DA ACM, DR. CARLOS GILBERTO CRIPPA,

PARTICIPOU DAS HOMENAGENS AO DR. RODRIGO D’EÇA NEVES, A ESPOSA DO DR. ZULMAR NEVES (IN MEMORIAN), DRS. MURILLO RONALD CAPELLA, AURÉLIO ARAÚJO, ALMIR GENTIL E EGÍDIO MARTORANO FILHO, ACOMPANHADO PELO DR. NELSON GRISARD, NOVO PRESIDENTE DA ACAMED


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EVENTOS NA ÁREA DA SAÚDE - 2002 CANCER RESEARCH São Francisco de 04 a 10 de abril

Preço por pessoa: Apt doble US$ 1.645 em 1 + 4 x US$ 329 Apt solt US$ 2.075 em 1 + 4 x US$ 415 O programa inclui: passagem aérea com a CONTINENTAL, hotel BERESFORD, café da manhã, ônibus diário para o evento, 01 veículo por uma semana com seguro e km livre, bolsa de viagem e seguro assistencial.

ASCO - ONCOLOGIA CLÍNICA Orlando, Flórida de 16 a 22 de maio

Preço por pessoa: Apt doble US$ 930 em 1 + 4 x US$ 186 Apt solt US$ 1.175 em 1 + 4 x US$ 235 O programa inclui: passagem aérea com a TAM, 5 noites de hotel AMERISUITES CONVENTION CENTER (localizado a poucos metros do local do evento), café da manhã, assistência para as inscrições, traslados de aeroporto, bolsa de viagem e seguro assistencial.

CONGRESSO DE FARMACOTERAPIA CARDIOVASCULAR Montreal de 16 a 24 de maio

XIV CONGRESSO MUNDIAL DE CARDIOLOGIA Sydney de 02 a 10 de maio

Preço por pessoa: Apt doble US$ 2.440 em 1 + 4 x US$ 488 Apt solt US$ 2.705 em 1 + 4 x US$ 541 O programa inclui: passagem aérea com a Qantas, via Buenos Aires, indo dia 02 de maio e retorno dia 10 de maio, 06 noites de hotel Royal Garden (de 04 a 10 de maio), café da manhã, traslados de aeroporto, bolsa de viagem e seguro assistencial.

DDW CONGRESSO DE GASTRO São Francisco de 17 a 24 de maio

Preço por pessoa: Apt casal US$ 1.620 em 1 + 4 x US$ 324 Apt solt US$ 2.010 em 1+4 x US$ 402 O programa inclui: passagem aérea com a CONTINENTAL, 5 noites de hotel RENOIR (cat 1ª) perto do local do evento, 01 veículo por apartamento com seguro e km livre, bolsa de viagem e seguro assistencial

CONGRESSO DE NEUROPSYCOPHARMACOLOGIA Montreal de 21 a 27 de junho

Preço por pessoa: Apt casal US$ 1.555 em 1 + 4 x US$ 311 Apt solt US$ 1.995 em 1 + 4 x US$ 399

Preço por pessoa: Apt casal US$ 1.480 em 1 + 4 x US$ 296 Apt solt US$ 1.850 em 1 + 4 x US$ 370

O programa inclui: passagem aérea com a CONTINENTAL, 7 noites de hotel GOUVERNEURS DUPUIS (cat 4*), traslados de chegada e saída, seguro assistencial e bolsa de viagem

O programa inclui: passagem aérea com a CONTINENTAL, 5 noites de hotel HOLIDAY INN MIDTOWN, traslados de aeroporto, seguro assistencial e bolsa de viagem

20º CONGRESSO MUNDIAL DE DERMATOLOGIA Paris, de 29 de junho a 05 de julho

Preço por pessoa: Apt casal US$ 1.740 em 1 + 4 x US$ 348 Apt solt US$ 2.130 em 1 + 4 x US$ 426 O programa inclui: passagem aérea com a TAM, 5 noites de hotel FERTEL ETOILE (central), café da manhã, traslados de aeroporto, seguro assistencial e bolsa de viagem.

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San Diego de 21 a 26 de setembro Preço pessoa: Apt casal US$ 1.660 em 1 + 4 de US$ 332 Apt solt US$ 2.040 em 1 + 4 de US$ 408 O programa inclui: passagem aérea desde FLN, diárias de hotel de 21 a 26 set, 01 veículo por apartamento, seguro assistencial, bolsa de viagem

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MÉDICO CATARINENSE NA FAIXA DE GAZA Aos 34 anos de idade, oito dedicados à cirurgia plástica, o médico catarinense Zulmar Accioli foi o único profissional brasileiro convidado pela ONG francesa Médicos do Mundo, a permanecer oito dias na Faixa de Gaza, para fazer cirurgias reparadoras e ensinar técnicas cirúrgicas da sua especialidade a colegas da Palestina, tratando seqüelados/mutilados de guerra. Dr. Accioli permaneceu na região no período de 22 de fevereiro a 04 de março. Realizou 16 cirurgias em 13 pessoas, para reconstituição de face, orelha, membros inferiores, superiores e muito mais. “A quantidade de traumatismo é bem diversificada, em especial quando é provocada por estilhaços de míssil, que causam lesões diferentes”, revela o catarinense. O cirurgião plástico lembra que ficou chocado com a diferença entre Israel – que parece um grande

jardim, uma bela cidade, de casas lindas, boa para morar, não fosse o conflito – e a Palestina, onde é tudo cinza, com uma paisagem retorcida. “A primeria impressão é que saímos do paraíso para o inferno”, exemplifica. “Em segundo lugar, me impressionou a idade dos pacientes, muitas crianças com cerca de 10 anos”. Dr. Accioli também relembra que dos oito dias que permaneceu na região de Gaza, três cirurgias foram suspensas porque o centro cirurgico do Hospital Shifa (que significa “cura”) foi reservado para as emergências. “Na verdade foi tudo muito impressionante, mas o que mais me marcou foi o sentimento de esperança, tão visível em cada rosto, tanto dos palestinos como dos israelenses. Isso ficava ainda mais evidente quando observava os destroços de um lado da cidade e as construções de outro. Eles es-

EM OITO DIAS, O MÉDICO REALIZOU 16 CIRURGIAS EM MUTILADOS DA GUERRA

tão se preparando para o novo estado palestino. É o estresse e a impotência diante de uma guerra indesejada convivendo lado a lado com a esperança”. Para o médico catarinense, o momento mais tenso foi quando, ao operar um homem considerado herói dos palestinos, conviveu com o rigor do sigilo de guerra, onde nem o nome do paciente foi

dito à equipe médica. “Neste dia um soldado armado permaneceu na sala de cirurgia. Foi desagradável e o clima ficou tenso no início. Depois a gente esqueceu que ele estava lá. Durante a cirurgia, recebemos uma ligação do Ministro da Saúde, Riyad El- Zannounn, em apoio ao trabalho. Depois fomos presenteados com um diploma e uma placa de agradecimento”.

DESTAQUE NA CIRURGIA PLÁSTICA

ENTRE AS INÚMERAS COMPENSAÇÕES DO TRABALHO, O CATARINENSE RECEBEU UMA PLACA DE AGRADECIMENTO DO MINISTÉRIO DA SAÚDE DA PALESTINA

O Brasil tem a segunda maior concentração de cirurgiões plásticos do mundo e é também o segundo país em quantidade absoluta de cirurgiões, superando os Estados Unidos, no ano passado, em número de cirurgias realizadas na especialidade. Além disso, os Congressos Brasileiros de Cirurgia Plástica no exterior gozam de excelente conceito, fatos que, aliados a performance do médico catarinense, que teve um trabalho premiado no evento nacional e apresentou novas técnicas no Congresso Francês da especialidade, chamaram a atenção da ONG francesa, que culminou no convite para atuar na Faixa de Gaza.


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ARTIGO JURÍDICO

SOBREAVISO

Várias são as consultas formuladas por profissionais médicos que integram o corpo clínico de casas de saúde a respeito do tema plantão à distância, comumente chamado de sobreaviso. Este texto pretende esclarecer alguns pontos. O sobreaviso, em uma definição simples, é o tempo em que o médico permanece à disposição da instituição, fora do ambiente de trabalho1 . Os horários devem ser previamente definidos, atendendo-se as necessidades técnicas de potencial demanda, isto porque os profissionais ficam à disposição da instituição. Convém primeiro salientar que não há nenhum dispositivo legal específico que regulamente o trabalho do profissional médico em plantão à distância, a exemplo do que ocorre com os ferroviários (art. 244 da CLT). A questão vem sendo tratada quase que exclusivamente pelos Conselhos Federal e Estaduais de Medicina como matéria ética-disciplinar, por delegação legal. Casos mais recorrentes envolvem situações como a inexistência de pagamento do tempo despendido com sobreaviso, plantões e sobre a obrigatoriedade na participação em plantões à distância dos profissionais médicos integrantes do corpo clínico dos hospitais e clínicas nos mesmos. Após estas breves considerações, passamos às dúvidas mais freqüentes. Primeiramente, quanto à obrigatoriedade do médico integrante do corpo clínico em submeter-se à escala de plantão de sobreaviso. Interpretação bastante razoável é aquela que considera o sobreaviso obrigatório somente aos profissionais que tenham vinculação ju-

rídica (emprego ou contrato de trabalho) com a entidade e que por ela sejam remunerados. Esta interpretação consta no Manual de Orientação Ética e Disciplinar do CREMESC2 , e é também acolhida pelo Parecer 19/93, do Conselho Federal de Medicina - CFM. O Conselho Regional de Medicina do Estado de São Paulo – CREMESP, editou a Resolução 74/96, que parece estabelecer maior amplitude na regulamentação dos chamados plantões de disponibilidade. Destaquese o teor do artigo 2º da Resolução: “Art. 2º - Define-se como plantão de disponibilidade de trabalho a atividade do médico que permanece à disposição da instituição, cumprindo jornada de trabalho pré-estabelecida, para ser requisitado por intermédio de pager, telefone ou outro meio de comunicação, tendo condições de atendimento pronto e pessoal.” Mesmo admitindo que qualquer médico pode exercer a atividade de plantonista geral, o CFM considera que somente a existência de vínculo empregatício torna obrigatória a participação do médico em plantões e escalas de sobreaviso. Não se pode esquecer que, de acordo com a Constituição Federal, Lei que paira sobre todas, é clara ao determinar que ninguém é obrigado a fazer ou deixar de fazer alguma coisa senão em virtude de Lei. A obrigatoriedade, pois, só se decorrente de vínculo de emprego. Outra dúvida corriqueira é quanto ao pagamento do sobreaviso. O CFM, através do Parecer 19/93, considera descabida a exis-

tência de escala de plantão gratuito. Tal interpretação, óbvia, vem sendo repetida em diversas manifestações dos Conselhos Estaduais. O CREMESP, por exemplo, editou Resolução que diz que o plantão de disponibilidade deve ser remunerado. A remuneração, geralmente na ordem de 1/3 do salário normal, toma como parâmetro o artigo 244, da CLT. Por fim, importante ressaltar que eventuais falhas de atendimento em decorrência da prática de sobreaviso, a responsabilidade recairá tanto sobre a instituição como sobre todas as pessoas envolvidas na questão, em especial sobre o diretor clínico e o médico escalado, conforme vem entendendo a jurisprudência pátria. O que se conclui é que apesar de ser o plantão à distância dos profissionais médicos uma atividade não prevista especificamente em Lei, pode ser imposto ao médico que participa do corpo clínico e mantém vínculo jurídico com hospital ou clínica e não pode e não deve ser prestado de forma gratuita. Goss & Oliveira – Advogados Associados goladvog@linhalivre.net 1. “Para configurar o trabalho em sobreaviso nos termos contemplados na CLT, o empregado há de estar em lugar certo e aguardando o chamado do seu empregador, que pode ocorrer a qualquer momento dentro de um período estipulado, contratado entre as partes.” (TRT 8ª R. – RO 3291/97) 2. http://www.cremesc.com.br/pareceres/ 1999/par0799.htm


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TUDO PRONTO PARA O Nos dias 25, 26 e 27 de abril acontecerá o XV Congresso Catarinense de Medicina, em Florianópolis. Promovido pela ACM, o evento hoje constitui-se no principal fórum de debate científico da classe médica no estado. Para o primeiro Congresso do novo milênio, o tema de discussão escolhido foi “Infecção”. Além da programação científica de cada área básica envolvida no evento (Clínica Médica, Clínica Cirúrgica, Pediatria, Ginecologia e Obstetrícia) será realizada uma Programação Geral, com debates de temas da maior importância para a classe médica na atualidade: defesa profissional e Programa de Saúde da Família. A cerimônia de abertura será proferida pelo Presidente da Associação Médica Brasileira, Dr. Eleuses Vieira de Paiva, que falará sobre “Remuneração Médica”. Outro debate de destaque da programação será sobre “Aspectos ÉticoProfissionais em Medicina”, que terá como coordenador o Presidente do Conselho Regional de Medicina, Dr. Newton Mota.

! ê c o v a t l a f ó s a r Ago CURSOS PRÉ-CONGRESSO:

PROMOÇÃO:

Clínica Médica

PATROCÍNIO:

“Antibioticoterapia”

Pediatria “Reanimação Neonatal”

Ginecologia e Obstetrícia

Secretaria Municipal da Saúde

“Climatério” “Mortalidade Materna” ORGANIZAÇÃO:

Curso Paralelo

“Programa de Saúde da Família - PSF

ACM COMEMORA 65 ANOS O encerramento do XV Congresso Catarinense de Medicina acontecerá com uma comemoração muito especial: o aniversário de 65 anos da ACM, com um jantar de confraternização na noite de 27 de abril, reunindo todos os congressistas e convidados especiais. O jantar será embalado pela Destaque Banda Show, do Paraná, que fará uma apresentação especial para a noite: um cover de Raul Seixas. O cardápio ficará sob a responsabilidade do Styllu’s Buffet, com uis-

que e vinho servidos como cortesia da Associação. A ACM foi fundada oficialmente em 1937 e hoje é uma das mais importantes Federadas da AMB – Associação Médica Brasileira. A entidade reúne cerca de 3.500 médicos associados de todo o estado, integrando 46 Sociedades e Departamentos de Especialidades. Em mais de seis décadas de história, a ACM vem destacando-se em diversas frentes de ação em prol da classe que representa e da qualidade da assistência à saúde da po-

pulação: n Saúde pública digna e eficiente n Qualidade do ensino médico n Ética na medicina n Aprimoramento dos profissionais n Humanização da relação MédicoPaciente n Resgate da Imagem do Médico Por tudo isso, você não pode ficar de fora da comemoração do aniversário de sua entidade associativa de classe. Sua participação é muito importante para nós.


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XV CONGRESSO CATARINENSE DE MEDICINA DATA: 25 A 27 DE ABRIL DE 2002 | LOCAL: ASSOCIAÇÃO CATARINENSE DE MEDICINA | FLORIANÓPOLIS

PROGRAMA GERAL AUDITÓRIO A – ILHA DO ARVOREDO 25/04/02 – Quinta-feira

20:00 Abertura Solene 20:30 Conferência de Abertura: Remuneração Médica - Eleuses Vieira de Paiva – AMB – São Paulo (SP) 21:30 Coquetel de Abertura

26/04/02 – Sexta-feira

15:45/17:15 Debate: “ASPECTOS ÉTICO-PROFISSIONAIS EM MEDICINA” Coordenador: Newton José Martins Mota - CREMESC 15:45/16:05 Responsabilidade Profissional - Edevard José de Araújo Conselheiro do CREMESC - Fpolis (SC) 16:05/16:25 DilemasÉticosdoMédico-JúlioCésarMeirelesGomes-Conselheiro CFM - Brasília (DF) 16:25/16:45 AspectosCíveisdaResponsabilidadeProfissionaldoMédico-JoãoJosé RamosSchaefer-Desembargador -Fpolis(SC) 16:45/17:15 Discussão

27/04/2002 – Sábado

15:45/17:00 Apresentação dos Temas Livres - Forma Oral 20:30 Jantar de Encerramento - por adesão 23:00 Baile de Aniversário da ACM - com a DESTAQUE BAND SHOW

25/04/02 – Quinta-feira - Curso Paralelo – Programa de Saúde da Família AUDITÓRIO A – ILHA DO ARVOREDO

08:00/08:40 ABERTURA Heloiza Machado de Souza – Ministério da Saúde – Brasília (DF) 08:40/10:40 Pré-natal - Coordenador: Alberto Trapani Jr. – Fpolis (SC) 08:40/09:00 Orientações Gerais: Alimentação, Atividade Física e Sexual, Cuidados com as Mamas, Tintura de Cabelo, Cãimbras etc. - Dario Pereira Barbosa - Itajaí (SC) 09:00/09:20 Exames: O que pedir, com que freqüência? Principais Dúvidas na Interpretação - Maria Salete Medeiros Vieira - Fpolis (SC) 09:20/09:40 Patologias: Infecção Urinária ou Ginecológica e Hipertensão. Principais Dúvidas e Quando Encaminhar.- Sérgio Murilo Steffens - Fpolis (SC) 09:40/10:00 Laqueadura Tubária e Anticoncepção no Puerpério: Legislação Atual e Conseqüências. Como Orientar e Encaminhar - Luiz Paulo de Souza - Fpolis (SC) 10:00/10:20 Ultra-sonografia: Avaliação Básica e Patológica - Marlen Cristiane Laske Triches - Fpolis (SC) 10:20/10:40 DISCUSSÃO 10:40/10:55 COFFEE-BREAK 10:55/13:00 Sensibilização para a Estratégia de AIDPI - Atenção Integral às Doenças Prevalentes da Infância 10:55/11:00 Apresentação da Estratégia - Roberto Souza Morais – Fpolis (SC) 11:00/11:30 Avaliar e Classificar a Criança de 2 Meses a Menor de 5 Anos Austregésilo da Silva – São José (SC) 11:30/12:00 Tratamento e prevenção das Doenças prevalentes na Infância - Sônia Maria de Faria – Fpolis (SC) 12:00/12:30 Recomendações à Mãe e/ou Acompanhante - Roberto Souza Morais – Fpolis (SC) 12:30/13 :00 Avaliar, Classificar e Tratar os Lactentes de 7 dias a menor de 2 Meses - Carlos Eduardo A. Pinheiro – Fpolis (SC) 13:00/13:30 ALMOÇO 13:30/15:30 Atenção Básica ao Paciente Hipertenso e ou Diabético e Pessoas de Risco - Sandra Regina Sandri – Fpolis (SC) 15:30/15:45 COFFEE-BREAK 15:45/17:45 CirurgiaAmbulatorial:Condutanosferimentosdepartesmoles,pequenos TumoreseLesõesCutâneas-WilmardeAthaydeGerent –Fpolis(SC)

Caracterização da Urgência no primeiro atendimento ao Paciente com Dor Abdominal (Abdome Agudo?): - No Adulto - Ricardo Fantazzini Russi – Fpolis (SC) - Na Criança - José Antonio de Souza – Fpolis (SC) Queimaduras: Conduta no Atendimento Inicial - Zulmar Antônio Accioli de Vasconcellos – Fpolis (SC) Alerta Clínico para o Diagnóstico de Câncer : - Da Mama e do Útero - Carlos Gilberto Crippa - Fpolis (SC) - Do Tubo Digestivo - Maria Cristina Gomes Vieira – Fpolis (SC) - Da Cabeça e Pescoço - Newton Capella – Fpolis (SC) - Da Próstata , Rins e Vias Urinárias - Rogério Paulo Moritz Fpolis (SC) 17:45/18:00 ENCERRAMENTO

P ROGRAMA C IENTÍFICO ÁREA: GINECOLOGIA E OBSTETRÍCIA

AUDITÓRIO B – ILHA DO ANHATOMIRIM 25/04/02 – Quinta-feira – Curso Pré-congresso

08:30/12:00 Climatério - Coordenador: Luiz Carlos Lins - Blumenau (SC) 08:30/09:00 Avaliação clínico-laboratorial da paciente climatérica - Luiz Carlos Lins – Blumenau (SC) 09:00/09:30 Tratamento dos sintomas na pré-menopausa - Murilo Cesar Fronza – Joinville (SC) 09:30/10:00 Osteoporose - Evaldo dos Santos – Fpolis (SC) 10:00/10:30 Manejoetratamentodapacientenapós-menopausa-UbiratanCunha Barbosa – Fpolis (SC) 10:30/10:45 COFFEE-BREAK 10:45/11:15 Cosmetologia no climatério - Vicente Pacheco Oliveira - Fpolis (SC) 11:15/12:00 Discussão 12:00/14:00 ALMOÇO 13:30/17:30 Conduta nas principais causas de Mortalidade Materna Coordenador: - Jorge Abi Saab Neto – Fpolis (SC) 13:30/13:50 Situação atual da Mortalidade Materna no estado de Santa Catarina Dorival Antonio Vitorello – Fpolis (SC) 13:50/14:30 HAS,Pré-eclâmpsia,Eclâmpsia-CarlitoMoreiraFilho–Joinville(SC) 14:30/15:10 Hemorragia Periparto - Jorge Abi Saab Neto – Fpolis (SC) 15:10/15:30 COFFEE-BREAK 15:30/16:10 AbortoSéptico,InfecçãoPuerperal,ChoqueSéptico-AlbertoTrapani Júnior – Fpolis (SC) 16:10/16:50 Fenômenos Tromboembólicos - Jean Carl Silva -Joinville (SC) 16:50/17:30 Discussão

26/04/2002 – Sexta-feira – Congresso AUDITÓRIO B – ILHA DO ANHATOMIRIM

08:30/10:15 Mesa-Redonda: Infecção em Obstetrícia Coordenadora: Maria Salete Medeiros Vieira – Fpolis (SC) Secretário: Salésio Nicoleit – Tubarão (SC) 08:30/08:35 Abertura 08:35/09:00 HIV - Andréa Campos Borges – Fpolis (SC) 09:00/09:25 Toxoplasmose - Otto Henrique May Feuerschuette – Tubarão (SC) 09:25/09:50 Infecção subclínica - Adriane Pogere – Fpolis (SC) 09:50/10:15 Discussão 10:15/10:30 COFFEE-BREAK 10:30/12:15 Mesa-Redonda – Câncer de mama na Mulher Jovem Coordenadora: Ana Rosa de Oliveira Dellagiustina – Fpolis (SC) Secretário: Bráulio Leal Fernandes – Fpolis (SC) 10:30/10:35 Abertura 10:35/11:00 DiagnósticoeTratamentoCirúrgico-CarlosGilbertoCrippa–Fpolis(SC)


Jornal da ACM 11:00/11:25 TratamentoAdjuvante–CacildaMariaRogérioFurtado–SãoJosé(SC) 11:25/11:50 Câncer de Mama na Gestação e Orientação da Anticoncepção após o Tratamento - José Antonio Cavalheiro–Porto Alegre (RS) 11:50/12:15 Discussão 12:15/14:00 ALMOÇO 14:00/15:30 Mesa-redonda – Infecções recorrentes em Ginecologia Coordenador: Jacy Bruns – Blumenau (SC) Secretário: Jorge Alberto de Mattos –Fpolis (SC) 14:00/14:05 Abertura 14:05/14:25 Candidíase - Paulo Fernando Brum Rojas – Fpolis (SC) 14:25/14:45 Vaginose - Elise Scheinpflug – Fpolis (SC) 14:45/15:05 Cervicite - Ana Rita Peixoto Panazzolo – Fpolis (SC) 15:05/15:30 Discussão 15:30/15:45 COFFEE-BREAK

27/04/2002 – Sábado – Congresso AUDITÓRIO B – ILHA DO ANHATOMIRIM

09:00/10:15 Mesa-Redonda:Prematuridade Coordenador: Luis Flávio de Andrade Gonçalves – Fpolis (SC) Secretária: Leisa Beatriz Grando – Fpolis (SC) 09:00/09:05 Abertura 09:05/09:25 Amniorrexe Prematura - Beatriz Maykot Kuerten Gil – Fpolis (SC) 09:25/09:45 Trabalho de Parto Prematuro - Manoel Pereira Pinto Filho – Joinville (SC) 09:45/10:05 Parto do Prematuro - Marcos Leite dos Santos – Fpolis (SC) 10:05/10:15 Discussão 10:15/10:30 COFFEE-BREAK 10:30/12:15 Mesa-Redonda - Anticoncepção Coordenadora: Andréa Maria de Souza – Itajaí (SC) Secretário: Heron Costa Anderson de Souza – Lages (SC) 10:30/10:35 Abertura 10:35/11:00 Novas formulações em anticoncepcionais orais - Evaldo dos Santos – Fpolis (SC) 11:00/11:25 Implante e Sistema Intra-Uterino - Ricardo Nascimento – Fpolis (SC) 11:25/11:50 Métodos de Barreira e DIU - Maria Dolores Biz Canella – Fpolis (SC) 11:50/12:15 Discussão 12:15/14:00 ALMOÇO 14:00/15:30 Mesa-Redonda - Patologia do Trato Genital Inferior Coordenador: Ivan Savóia Assef – Balneário Camboriú (SC) Secretária: Ana Maria Pizolati Cardoso – Criciúma (SC) 14:00/14:05 Abertura 14:05/14:25 Quando pesquisar o HPV? - Edison Natal Fedrizzi - Fpolis (SC) 14:25/14:45 Tratamento das lesões intra-epiteliais do colo - Luiz Fernando Sommacal – Fpolis (SC) 14:45/15:05 Tratamento das lesões intra-epiteliais vulvares - Edison Natal Fedrizzi - Fpolis (SC) 15:05/15:30 Discussão

ÁREA: PEDIATRIA

AUDITÓRIO D – ILHA DO CORAL 25/04/02 – QUINTA-FEIRA – Curso Pré-Congresso

08:00/18:00 CursodeReanimaçãoNeonatal–Coordenadora:LeilaDeniseCesário Pereira – Fpolis (SC) SOCIEDADE BRASILEIRA DE PEDIATRIA / SOCIEDADE CATARINENSEDEPEDIATRIA Instrutores: Áurea Gomes Nogueira - Fpolis (SC), Leila Denise Cesário Pereira - Fpolis (SC), Marilene Salete Momm - Fpolis (SC), Remaclo Fischer Jr. - Fpolis (SC) 08:00-08:15 Apresentação do Curso 08:15-08:55 PRÉ-TESTE 09:00-09:50 TEÓRICA 1 - Fisiopatologia da Asfixia – Passos Iniciais – VPP 09:50-10:10 Intervalo 10:10-11:10 PRÁTICA 1: Passos Iniciais 11:10-12:00 PRÁTICA 2: VPP 12:00-13:30 Almoço 13:30-14:20 TEÓRICA2-MassagemCardíaca–IntubaçãoTraqueal–Medicações 14:20-15:00 PRÁTICA 3 – Massagem Cardíaca 15:00-16:00 PRÁTICA 4: Intubação Traqueal 16:00-16:20 Intervalo

15 16:20-17:10 PRÁTICA 5: Medicações 17:10-17:50 PÓS-TESTE

26/04/2002 – Sexta-feira – Congresso AUDITÓRIO D – ILHA DO CORAL

08:30/10:15 Mesa-Redonda: A consulta pediátrica Presidente: Nelson Grisard – Fpolis (SC) Secretário: Edson Artur Rossini – Itajaí (SC) 08:30/08:50 Pré-Natal - Leonice Teresinha Tobias – São José (SC) 08:50/09:10 Neonatal Precoce - Remaclo Fischer Jr. – Fpolis (SC) 09:10/09:30 Lactente/Pré-Escolar/Escolar-MariaMarlenedeSouzaPires-Fpolis(SC) 09:30/09:50 Adolescência - Darci Vieira da Silva Bonetto – Curitiba (PR) 10:15/10:30 COFFEE-BREAK 10:30/11:15 Colóquio: Temas da manhã 11:15/12:00 Conferência: Uso de Anabolizantes na Adolescência Presidente: Gerson José Coelho – Fpolis (SC) Conferencista: Darci Vieira da Silva Bonetto – Curitiba (PR) 12:00/14:00 ALMOÇO 14:00/15:30 Mesa-Redonda: Prevenção da Infecção Presidente: Defendente Debiasi – Fpolis (SC) Secretária: Helena Maria Corrêa de Souza Vieira - Fpolis (SC) 14:00/14:15 AIDS perinatal - Sônia Maria de Faria – Fpolis (SC) 14:15/14:30 Imunização - Aroldo Prohmann de Carvalho – Fpolis (SC) 14:30/14:45 Hospitalar - Sílvia Regina Marques – São Paulo (SP) 14:45/15:00 Antimicrobianos profiláticos - Calil Kairalla Farhat – São Paulo (SP) 15:00/15:30 DISCUSSÃO 15:30/15:45 COFFEE-BREAK

27/04/2002 – Sábado

09:00/09:45 Conferência: Novas Vacinas: Vacinas conjugadas contra pneumococo e meningococo C Presidente: José Eduardo Coutinho Góes – Fpolis (SC) Conferencista: Calil Kairalla Farhat – São Paulo (SP) 09:45/10:15 Mini-Conferência: Violência e suas Conseqüências na criança Presidente: Fernando Menegazzo Rosa – Fpolis (SC) Conferencista: Célia Maria Stolze Silvany – Salvador (BA) 10:15/10:30 COFFEE-BREAK 10:30/12:00 Mesa-Redonda: Acidentes na Infância Presidente: Waldemar Barbosa – Fpolis (SC) Secretário: Hamilton R. Fogaça – Blumenau (SC) 10:30/10:45 AspectosEpidemiológicos-CéliaMariaStolzeSilvany–Salvador(BA) 10:45/11:00 Tipos de Acidentes x DNPM - Austregésilo da Silva – São José (SC) 11:00/11:15 Acidentes de Trânsito - Edevard José de Araújo – Fpolis (SC) 11:15/11:30 QueimadurasnaInfância-MaurícioJoséLopesPereima–Fpolis(SC) 11:30/11:45 Traumas Ortopédicos - Anastácio Kotzias Neto – Fpolis (SC) 11:45/12:00 DISCUSSÃO 12:00/14:00 ALMOÇO 14:00/15:30 Mesa-Redonda: Diagnóstico Precoce na Criança Presidente: Newton Djalma do Vale Pereira – Fpolis (SC) Secretário: Artur Ricardo Wendhausen – Joinville (SC) 14:00/14:15 Câncer - Denise Bousfield da Silva – Fpolis (SC) 14:15/14:30 Doenças Endócrinas - Marilza Leal Nascimento – Fpolis (SC) 14:30/14:45 Doenças do Trato Urinário - Nilzete Liberato Bresolin – Fpolis (SC) 14:45/15:00 DoençasdoTratoGastrointestinal -LuizAlbertoGastaldi–Fpolis(SC) 15:00/15:15 Doenças Cardiovasulares - Maurício Laerte Silva – Fpolis (SC) 15:15/15:30 DISCUSSÃO

ÁREA: CLÍNICA MÉDICA

AUDITÓRIO C – ILHA DO CAMPECHE 25/04/02 – Quinta-feira – Curso Pré-Congresso

08:30/10:30 Quinolonas - Luiz Gustavo Escada Ferreira – Fpolis (SC) Macrolideos - Maria Léa Campos – Fpolis (SC) 10:30/10:45 COFFEE-BREAK 10:45/12:00 Cefalosporinas - Carlos Alberto Silva – Fpolis (SC) 12:00/14:00 ALMOÇO 14:00/15:30 Linesolida - Valter Rótolo da Costa Araújo – Fpolis (SC) Carbapenêmicos - Regina Célia Santos Valim – Fpolis (SC) 15:30/15:45 COFFEE-BREAK 15:45/17:00 Glicopeptídeos – Ivete Ioshiko Masukawa – Fpolis (SC) Penicilinas antipseudomonas – Magali Chaves Luiz – Fpolis (SC)


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16 26/04/2002 – Sexta-feira – Congresso AUDITÓRIO A – ILHA DO ARVOREDO

08:30/10:15 Mesa-Redonda: AIDS Presidente: Regina Célia Santos Valim – Fpolis (SC) 08:30/08:55 Diagnóstico - Maria Elisabeth Menezes – Fpolis (SC) ) 08:55/09:20 Drogas Antiretrovirais – Dimas Carnaúba – São Paulo (SP) 09:20/09:45 Aspectos Clínicos - Antonio Fernando Barreto Miranda – Fpolis (SC) 09:45/10:15 DISCUSSÃO 10:15/10:30 COFFEE-BREAK 10:30/11:15 Conferência I: Tuberculose - Comportamento atual e desafios futuros Presidente: Cid Gomes – Fpolis (SC) Conferencista: Afrânio Kritski – Rio de Janeiro (RJ) 11:15/12:00 Conferência II: Toxoplasmose Presidente: Lisiane Maria Enriconi dos Anjos Vieira – Fpolis (SC) 11:15/11:30 Introdução à Clínica – Regina Célia Santos Valim – Fpolis (SC) 11:30/12:00 Aspectos Laboratoriais - Paulo Guilherme Leser – São Paulo (SP) 12:00/12:15 Discussão 12:00/14:00 ALMOÇO 14:00/15:30 Mesa-Redonda: Aspectos da Prática Clínica Presidente: Carlos Roberto Seára Filho – Blumenau (SC) 14:00/14:20 Clínica Médica como Especialidade do Futuro - César Alfredo Pusch Kubiak – Curitiba (PR) 14:20/14:40 O Valor da Experiência Clínica – Vanir Cardoso – Fpolis (SC) 14:40/15:00 Tomada de Decisão em Clínica Médica - Luciano Castro Gomes de Mello – Porto Alegre (RS) 15:00/15:30 DISCUSSÃO 15:30/15:45 COFFEE-BREAK

27/04/2002 – Sábado – Congresso

09:00/10:15 Mesa-Redonda: Infecções na Prática Clínica Presidente: Maria Margarete Simas Abi Saab - Florianópolis (SC) 09:00/09:20 Infecções do trato urinário na mulher - Ana Maria Nunes de Faria Stamm – Fpolis (SC) 09:20/09:40 Pneumonias Comunitárias - Marcelino Osmar Vieira – Fpolis (SC) 09:40/10:00 Infecções no Idoso - Helena Elisa Piazza – Fpolis (SC) 10:00/10:15 DISCUSSÃO 10:15/10:30 COFFEE-BREAK 10:30/12:00 Mesa-Redonda: Diabetes Mellitus Presidente: José Jorge Cherem - Florianópolis (SC) 10:30/10:50 Novas Insulinas - Mara Eda Kowalski –Fpolis (SC) 10:50/11:10 Perspectivas futuras para o diabético - Amely Pereira Silva Balthazar – Fpolis (SC) 11:10/11:30 Diabetes II versus Insulinoterapia - Maria Heloisa Busi da Silva Canalli - Fpolis (SC) 11:30/12:00 DISCUSSÃO 12:00/14:00 ALMOÇO 14:00/14:45 Conferência I: Manifestações cutâneas de doenças sistêmicas Presidente: Eliana de Oliveira Lopes Nunes – Fpolis (SC) Conferencista: Renato da Rosa – Fpolis (SC) 14:45/15:30 Conferência II: Hepatite C – Desafio do Séc. XXI Presidente: Cintia Zimmermann de Meireles – Fpolis (SC) Conferencista: Esther Buzaglo Dantas Corrêa – Fpolis (SC) 15:30/15:45 COFFEE-BREAK 15:45/17:00 Apresentação dos Temas Livres - Forma Oral

ÁREA: CLÍNICA CIRÚRGICA

26/04/2002 – Sexta-feira – Congresso AUDITÓRIO C – ILHA DO CAMPECHE

08:30/09:00 Conferência: Câncer Gástrico Presidente: Jacson Antônio Sant’ana – Videira (SC) Conferencista: Ernesto Francisco Damerau – Fpolis (SC) 09:00/10:15 Mesa-redonda : Doença por Refluxo Gastroesofágico Moderador : Celso Luiz Empinotti – Fpolis (SC) 09:00/09:20 Indicação Cirúrgica na Era da Videolaparoscopia: o que mudou? - Paulo Roberto Savassi Rocha – Belo Horizonte (MG) 09:20/09:40 VariantesTécnicaseResultados-PauloCésarAndriguetto–Curitiba(PR) 09:40/10:00 Conduta no Insucesso, nas Complicações e nas Reoperações da DRGE - Lutegarde Vieira de Freitas – Niterói (RJ) 10:00/10:15 DISCUSSÃO 10:15/10:30 COFFEE-BREAK

10:30/12:20 Mesa-redonda: Litíase Biliar Moderador: Viriato João Leal da Cunha – Fpolis (SC) 10:30/10:50 Conduta no cálculo de vesícula biliar assintomático - Aluísio Stoll – Joinville (SC) 10:50/11:10 Limites do Tratamento Endoscópico na Coledocolitíase -Quando Operar – Francisco Callejas Neto – Campinas (SP) 11:10/11:30 Diagnóstico e Conduta na Litíase Intrahepática - Lutegarde Vieira de Freitas - Niterói (RJ) 11:30/11:50 Lesão da Via Biliar na CVL (Inquérito Nacional) - Paulo Roberto Savassi Rocha - Belo Horizonte(MG) 11:50/12:20 DISCUSSÃO 12:20/14:00 ALMOÇO 14:00/15:30 Conferência: Abordagem das Metástases Hepáticas: quando e como? Presidente: Aldemar Lopes - Fpolis (SC) Conferencista: Paulo Roberto Savassi Rocha - Belo Horizonte(MG) 15:30/15:45 COFFEE-BREAK 15:45/17:15 Mesa-redonda: Cirurgia da Hérnia Inguinal Moderador: João de Bona Castelan Filho – Criciúma (SC) 15:45/16:15 Abordagem Laparoscópica - Técnicas e Resultados - Paulo César Andriguetto – Curitiba (PR) 16:15/16:45 Cirurgia Convencional - Técnicas e Resultados - Lutegarde Vieira de Freitas – Niterói (RJ) 16:45/17:15 DISCUSSÃO

27/04/2002 – Sábado – Congresso

09:00/09:30 Conferência: Câncer Colo-Retal Presidente: Alcides de Souza - Itajaí (SC) Conferencista: Felipe Felício – Fpolis (SC) 09:30/10:15 Conferência: Tratamento Cirúrgico da Obesidade Mórbida Presidente: Ivanor Alba - Chapecó (SC) Conferencista: Arthur Belarmino Garrido Jr.–São Paulo (SP) 10:15/10:30 COFFEE-BREAK 10:30/13:25 Miniconferências:Coordenador:CarlosGrossenbacher-Blumenau(SC) 10:30/10:55 Tratamento Cirúrgico da Pancreatite Crônica - Francisco Callejas Neto – Campinas (SP) 10:55/11:20 Tratamento Cirúrgico da Obesidade Mórbida por Minilaparotomia Daoud Nasser –Maringá (PR) 11:20/11:45 Conduta na Hérnia Hiatal Para-Esofageana - Lutegarde Vieira de Freitas – Niterói (RJ) 11:45/12:10 Sepses Abdominal - Paulo Cesar Andriguetto - Curitiba (PR) 12:10/14:00 ALMOÇO 14:00/15:40 Miniconferências: Coordenador: Manoel Antônio Bertoncini Silva Tubarão(SC) 14:00/14:25 Cirurgia Videolaparoscópica na Obesidade Mórbida - Celso Luiz Empinotti – Fpolis (SC) 14:25/15:50 Tumores Neuroendócrinos do Aparelho Digestivo: Diagnóstico e Tratamento - Paulo Roberto Savassi Rocha–Belo Horizonte (MG) 15:50/15:15 Extensão da Linfadenectomia no Câncer do Confluente Biliopancreático - Francisco Callejas Neto – Campinas (SP) 15:15/15:40 Transplante de Órgãos - Raul Chatagnier Filho – Fpolis (SC)

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ANÚNCIO AAB PROPAGANDA (FOTOLITO PRONTO)


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Família de Médico

UM OLHAR SOBRE A DOENÇA:

MEDICINA E HIGIENIZAÇÃO EM DESTERRO/FLORIANÓPOLIS SÉCULOS XIX E INÍCIOS DO XX

TRABALHO DEAUTORIA DE LAURA DO NASCIMENTO RÓTOLO DE MORAES (ESPOSA DO DR. CLÁUDIO RÓTOLO DE MORAES)

Uma importante pesquisa foi realizada, num primeiro momento, com o objetivo de examinar o saber médico sob o aspecto mais específico da normatização, confrontando analiticamente medicina e urbanização, destacando as políticas de saneamento - de modo especial em Desterro/ Florianópolis do século IX e início do XX – e procurando apreender a atuação médica como decisiva na inserção e no desenvolvimento de novos valores na sociedade; num segundo momento, observa as contradições e procura pontuar as resistências. O presente artigo procura dar visibilidade a presença do saber médico científico em Desterro/Florianópolis, no contexto em questão. Como se sabe, a figura do médico político delineou-se, pouco a pouco, com nitidez crescente, tendo por meta agir sobre problemas da doença e de tudo o que, a partir dessa perspectiva, fosse considerado como desordem urbana. A tarefa da medicina era produzir uma cidade salubre, um novo tipo de indivíduo e de população, combatendo a periculosidade social. A esfera do saber médico (neste contexto) em Desterro/Florianópolis, parece já ter presentes os elementos necessários à aplicação dessa medicina: a estatística, dando conta da percentagem de óbitos da cidade; a necessidade de cumprimento dos preceitos higiênicos, nos casebres imundos e na resistência aos bons costumes de asseio; a necessidade de alimentação adequada, em substituição àquela geralmente empregada; a necessidade de aceitação da vacina; e o caiamento das casas. Preocupava-se com as epidemias de varíola, impaludismo e sífilis etc., detectando os focos de peste; chamando a atenção para a presença dos pobres e doentes perambulantes ou em trânsito pela cidade; propondo medidas de saneamento, entre elas a lotação estipulada para cada casebre, a ênfase à família nuclear, à boa esposa, à mãe etc. E, como não poderia deixar de ser, ao colocar em ação o seu projeto executa o que já nos é tão familiar: as políticas de

saneamento e a normatização de condutas. Os anseios da elite local, que aspirava por uma cidade civilizada, iam ao encontro do saber médico vigente. Forma-se, no final do século XIX e início do XX, uma rede de agentes dispostos a disciplinarizar o cotidiano do florianopolitano. Em 1863, Dr. Ribeiro de Almeida por exemplo, passou a direcionar o seu trabalho para os problemas urbanos e sociais de Desterro. Apoiado nas verdades científicas da época, confeccionou por ordem do Governo e publicou por iniciativa própria um Ensaio sobre a salubridade, estatística e pathologia da Ilha de Santa Catarina e em particular da cidade de Desterro, no qual define a cidade como um caos sanitário e faz uma verdadeira radiografia das condições sanitárias, abordando temas como solo, água, clima, atmosfera, asseio público, praças, ruas, habitações, exercício da medicina, alimentação, políticas sanitárias, bem como a descrição de cada uma das doenças mais freqüentes, das mortes ocorridas etc. Recortando o espaço urbano de Desterro como um lugar da promiscuidade e da insalubridade, Ribeiro aponta a cidade e a população como um todo orgânico a ser tratado. Nesse trabalho, o médico realça a percepção de um novo olhar sobre o modo de vida, a (des)organização da cidade. Abordagens historiográficas contemporâneas, apontam para o fato de que uma das transformações da medicina do século XIX é a espacialização do corpo como sede da doença, que então vai se tornando familiar através de atlas anatômicos, numa espécie de geografia corporal. A observação do doente nesse século torna-se passo decisivo para que se possa definir a doença que se instala em seu corpo e, então, deve ser observada no ambiente hospitalar, palco propício para o aprendizado da medicina. O alojamento da doença no corpo torna-se ainda mais marcante a partir dos estudos de anatomia e do conseqüente desenvolvimento da cirurgia. Verdadeira atenção é dada ao estudo da medicina no hospital: onde muitos profissionais pas-

sam os dias investigando, vendo, ouvindo e respirando esse ambiente. O pensamento anatomista faz com que se produza uma medicina das lesões, na qual cada alteração funcional se expressa através de sintomas que produzem determinadas alterações orgânicas. De acordo com François Laplantine, seria uma interpretação ontológica da doença, considerada como um mal em si mesmo, passível de localização e isolamento: a anatomia determinaria o local exato do mal, possibilitando sua extirpação através da ação cirúrgica. Segundo aponta Foucault, passa-se a perceber a articulação da doença com o corpo, de modo a se fazer não só perceptível por este mas também palpável. É esse contexto que a imprensa local registra ao se referir às primeiras cirurgias realizadas por profissionais médicos no Hospital de Caridade. Em 1866,por exemplo: Dr. Raposo relata que fez a amputação do terço superior da coxa de um enfermo no Hospital de Caridade auxiliado por Dr. Hermógenes, Dr. Tomáz Silveira e Dr. João Francisco da Costa Freire, tendo sido anestesista o Dr. Evaristo Nunes Pires. Já o relatório de movimento do mesmo hospital, datado de 1878 a 1879, registra que o tratamento médico, do Imperial Hospital de Caridade da cidade de Desterro, competia em qualidade com outros hospitais dotados de melhores recursos e que o serviço médico do Imperial Hospital estava a cargo do Dr. Pedro Jones de Argolis Ferrão, na qualidade de médico substituto do Dr. Duarte Paranhos Schuttel.:Já é o Hospital como casa de saúde!. A base do saber médico nesse contexto repousa na ciência e nos ensinamentos científicos que por ele deveriam ser incorporados. Ao deslocar a representação da doença do espaço mágico e subjetivo para o universo objetivo do corpo, a medicina apoiou sua estrutura teórica na ciência aqui compreendida como uma etapa em que o saber médico obteve o seu reconhecimento.


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O que estou lendo “Um abade, que acreditava conhecer bem seu Deus, que via na criação da natureza uma lógica absoluta e de forma admirável, por alguma razão desprezava as mulheres. Na sua maneira de ver, Deus a criou só para tentar o homem. Este abade tinha uma sobrinha, que vivia em uma pequena casa com sua mãe, e ele esforçava-se para fazer dela uma irmã de caridade. Outra coisa que não conseguia compreender era o significado do luar, já que ele aparecia quando todos iam dormir. Uma noite, ao abrir a porta, caminhando pelo jardim, foi surpreendido pelo esplendor do luar. Ao longe, viu duas sombras. O homem era maior e sua companheira o beijava a fronte de quando em quando. Parecia que eram um só ser. Ele continuava de pé, com o coração palpitando. Confuso, parecendo ver qualquer coisa bíblica. Diante da cena, ele se aproximou e viu que era sua sobrinha e fugiu envergonhado. Naquele instante teve uma revelação e pode compreender melhor o luar e o amor, como se estivesse diante de um templo onde não lhe fosse permitido entrar”. Esta síntese é do conto “O Luar”, de Guy De Manpassant, cujos contos e novelas são as leituras preferidas do ortopedista Carlos Alberto Pierri que também tem se distraído lendo as obras de Paulo Coelho. “Gosto muito de ler e recomendo a obra de Manpassant. Atualmente, estou lendo a coleção completa de Paulo Coelho e estou gostando muito”, conta o médico.

DR. CARLOS ALBERTO PIERRI: PREFERÊNCIA PELOS CONTOS E NOVELAS

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ALÉM DO CONSULTÓRIO ...

“LAPIDANDO” A MADEIRA Uma pequena carpintaria particular é o local escolhido pelo pediatra Defendente Debiase para se desligar da correria do dia-a-dia. Este antigo ofício o médico aprendeu com seu pai, que ganhava a vida trabalhando com a madeira. “Eu costumava apreciá-lo em suas atividades diárias na marcenaria e logo aprendi a manusear as ferramentas. Só parei quando comecei a estudar medicina”, conta o médico. Quando partiu da cidade de Orleans para Florianópolis, onde foi cursar o segundo grau, o pediatra chegou a construir uma casa de madeira para seu cunhado, com quem morou enquanto estudava. Hoje, se diverte fazendo reformas, rodapés, janelas, portas, mesas, barzinhos e até macas para seu consultório. Trabalha para si e para os amigos. “Gosto muito deste ofício, por isso, quando posso, auxilio meus amigos no acabamento ou na decoração de suas casas. Trabalhar no torno alivia qualquer estresse. Quando me aposentar da medicina, vou dispor de mais

DR. DEFENDENTE DEBIASE: “TRABALHAR NO TORNO ALIVIA QUALQUER ESTRESSE”

tempo para me dedicar a este hobby”, espera o Dr. Debiase. O médico costuma trabalhar com a madeira nos finais de semana e à noite. “Não é muito fácil conciliar o tempo. Muita vezes, alguma mãe me chama e, todo empoeirado de pó de madeira, vou correndo me lavar para poder atender a criança”, relata o pediatra, que se formou na Universidade Federal de Santa Catarina e fez especialização em pediatria no Hospital Infantil Joana de Gusmão.

PRAZER TOTAL NAS ALTURAS

Em 1994 o médico Guilherme Genovez decidiu enfrentar o medo de altura e ao mesmo tempo realizar o grande sonho de voar. Passou a dedicar-se a uma atividade radical: o parapente. “Desde então todos os meus finais de semana tenho dedicado ao vôo e, de vez em quando, a minha família vai me resgatar em algum lugar. Já quebrei a perna uma vez e ainda não perdi o medo de altura, mas estou definitivamente apaixonado por este esporte. Quando estou voando não tenho medo, por causa da segurança do equipamento e das orientações do meu instrutor”. Foi seguindo o conselho de alguns amigos que já praticavam o esporte que o Dr. Genovez tomou coragem para começar. “Sempre quis voar, o problema era a altura, mas me falaram que de Parapente era fácil e que as aulas práticas eram nas dunas, sem perigo. Aprendi e me apaixonei. É como uma droga que vicia, só que boa. Não dá para parar”, admite o médico. Do acidente em 1995, quando fraturou a perna, ele recorda que foi necessária a colocação de platina no tornozelo, parafuso e pino, mas nem isso o fez desistir de voar. Dr. Guilherme Genovez trabalha na UTI do Hospital de Caridade e o vôo de parapen-

te só contribui para torna-lo mais “leve”. Ele próprio diz que sempre foi light. “Não ando fantasiado de médico e tenho uma visão diferente sobre o que realmente importa na vida. Meus esportes preferidos sempre foram os radicais. Certa época fazia moto trail, mas voar é mais legal. Aqui na UTI trabalhamos com a adrenalina que faz mal e a adrenalina do vôo é mais ‘chocolate’ é o que prende”, declara o médico, que aproveita a deixa para receitar o vôo como remédio anti-estresse. “É um sonho fácil e viável”, recomenda. “Quando eu vôo é prazer total. Esqueço todos os problemas, meus e do mundo. Não dá para pensar em mais nada”. DR. GUILHERME GENOVEZ: “QUANDO EU VÔO NÃO PENSO EM MAIS NADA”


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AULA DE YÔGA ESPECIAL PARA MÉDICOS Os médicos que buscam uma forma para aliviar seu estresse diário têm agora uma nova opção na sede da ACM. A professora de Yôga Virgínia Shinzato, esposa do oftalmologista Eugênio Shinzato, estará ministrando aulas para associados, nos sábados pela manhã, a partir de abril. Virgínia é formada pela UniYôga e há cinco anos ministra aulas. Para a classe médica, a professora desenvolveu um programa especial. “O Yôga é a essência da arte de respirar e meditar. Através do desenvolvimento da técnica respiratória é possível chegar à uma boa meditação, o que auxilia no domínio e na expressão das emoções, aliviando o estresse. Tudo isso torna a pessoa mais saudável e, consequente-

CONVOCAÇÃO O Presidente da Sociedade Catarinense de Pediatria – SCP, no uso das suas atribuições, conforme Art. 6º, letra “b”, do Estatuto, convoca todos os seus associados para Assembléia Geral Ordinária, a realizar-se durante o XV Congresso Catarinense de Medicina, na sede da ACM, em Florianópolis, no dia 27 de abril de 2002, às 18:00 horas em 1ª Convocação com metade mais um dos sócios aptos a votar, e em 2ª Convocação às

mente, um profissional melhor”. Virgínia diz que é importante salientar que Yôga não é religião ou misticismo, é um trabalho bioenergético com o qual a pessoa aprende a captar, dominar e distribuir sua energia vital de acordo com sua capacidade. “É um trabalho profundo e sutil e, para que se tenha resultado, é necessário disciplina e dedicação. Não é apenas ficar sentado meditando, pois todo o corpo é trabalhado para que os nódulos de tensão se dissolvam e para que a energia vital de cada um possa fluir”, acrescenta Virgínia. As aulas serão ministradas nos sábados, das 10h às 12 h, na sede da ACM, a partir do dia 06 de abril. As inscrições podem ser feitas com a própria professora, nos fones: (48) 247-1307 e/ou 9961-0217. 18:30 horas, com qualquer número de sócios, para deliberarem sobre a seguinte

COLABORADORES DA ACM

INFORMAÇÃO COMO INSTRUMENTO DA CIDADANIA Fernanda Sales começou suas atividades de bibliotecária assistente da ACM em junho de 2001 e mesmo sendo a funcionária mais nova da “casa” já é reconhecida como membro efetivo da “família” pelos colegas de trabalho. Formada em Biblioteconomia pela UDESC e pós-graduada em Direitos Humanos e Cidadania, a colaboradora tem uma visão diferenciada de suas ações diárias na sede da entidade, para ela instrumentos legítimos ao desenvolvimento do ser humano, que muito têm a contribuir para a formação do cidadão. “Trabalhar com o público e com a informação é sempre muito dinâmico e certamente tem um cunho social importante que não pode nem deve ser esquecido”. Entre suas tarefas está a realização de pesquisas virtuais para associados, recebimento e registro de periódicos, armazenamento de materiais, arquivo fotográfico e processamento técnico em geral. O atendimento ao público é uma das atividades que Fernanda mais gosta de executar. “Adoro o que faço e sinto que a Associação Catarinense de Medicina me oferece todas as condições de atuar na minha área, inclusive por se tratar de uma entidade de classe”. A funcionária tem 24 anos, é solteira e nasceu no Paraná. Mora há 12 anos em Florianópolis, junto à família, com quem prefere desfrutar seus momentos de folga. Como lazer Fernanda gosta de dedicar-se à leitura e aos estudos, sem esquecer, é claro, seu prazer em dançar.

ORDEM DO DIA: n Eleição e posse da nova Diretoria – Gestão 2002/2004 Estarão aptos a votar todos os sócios em dia com a Tesouraria da SCP. Florianópolis, 17 de Abril de 2002. Dr. Aroldo Prohmann de Carvalho Presidente

Homeopatia, Manipulação em geral, Fitoterápicos, Florais: Bach e Califórnia Centro: Av. Othon Gama D’Eça, 569 - (048) 224-2770 Estreito: Rua Cel. Pedro Demoro, 2104 - (048) 244-7900 Florianópolis - SC

FERNANDA SALES É A FUNCIONÁRIA EFETIVA MAIS NOVA DA ACM , TRABALHANDO COMO BIBLIOTECÁRIA ASSISTENTE DESDE JUNHO DE 2001


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MÉDICOS CATARINENSES QUE ESCOLHERAM A POLÍTICA COMO ESPECIALIDADE O Jornal da ACM encerra nesta edição a série de entrevistas junto aos médicos de Santa Catarina que aceitaram o desafio da política e hoje representam a população do estado no Senado, na Câmara Federal e na Assembléia Legislativa. O objetivo da Associação Catarinense de Medicina é promover o debate sobre a representatividade da classe médica, tendo em vista as eleições neste ano de 2002. nais médicos, enfermeira, auxiliar de enfermagem e agentes de saúde fizeram a grande diferença para o melhor atendimento à população.

Como vê a saúde na virada do século (desafios e prioridades)?

INSTRUMENTO DE ATUALIZAÇÃO A Associação Catarinense de Medicina informa seus associados que tem convênio com a CONEXÃO MÉDICA, que oferece os seguintes benefícios: n

A área da saúde já está tendo grandes avanços, mas temos como desafio melhorar o pagamento dos honorários dos profissionais do setor.

DEPUTADO ESTADUAL ANTÔNIO AGUIAR: FORMOU-SE EM MEDICINA EM 1980 PELA UNIVERSIDADE DE CAXIAS DO SUL. É ESPECIALISTA EM ORTOPEDIA, TRAUMATOLOGIA, MEDICINA FÍSICA E REABILITAÇÃO E EM MEDICINA DO TRABALHO. EM 1988, FOI ELEITO VEREADOR NO MUNICÍPIO DE CANOINHAS E ATUALMENTE É DEPUTADO ESTADUAL. É MEMBRO DA COMISSÃO DE CONSTITUIÇÃO, JUSTIÇA E REDAÇÃO DAS LEIS DA ASSEMBLÉIA LEGISLATIVA DO ESTADO DE SANTA CATARINA.

Ações e projetos defendidos que destaca como político de uma maneira em geral:

As principais ações na política de Santa Catarina foram de cunho social e desenvolvimento do Planalto Norte, uma vez que represento o município de Canoinhas e Região. No Projeto de lei Zona de Processamento Florestal “ZPF”, beneficiei os madeireiros do Planalto Norte, Lei esta posteriormente sancionada pelo governador Esperidião Amin para todo o Estado de Santa Catarina.

Ações e projetos defendidos na área da saúde e da medicina que destaca como político:

Na área médica, destacamos a descentralização dos procedimentos médicos de alta e média complexidades, aumentando o número de credenciamentos. Mas a maior ação governamental foi através do Programa de Saúde Familiar, onde a contratação de profissio-

Como vê a prática da medicina na virada do século (desafios e prioridades)?

A prática da medicina necessita de mais humanidade, para isso devemos conquistar também condições melhores de trabalho para o profissional.

n

Como vê a ampliação do debate político na classe médica?

Não existe ampliação do debate político na classe médica. O profissional médico não gosta de se envolver em política. Na verdade, este é um bom tema para a Associação Catarinense de Medicina, juntamente conosco, para despertar no profissional médico, orientando de que, na saúde, a maioria das decisões passa pela área política. Para termos força, precisamos eleger nossos representantes, capazes de defender os interesses médicos e da saúde da população.

Faça uma avaliação da relação dos médicos políticos com as entidades médicas:

Nós, médicos, não precisamos da política para exercer o poder, nós já o exercemos na nossa profissão. Todavia, gostaria que todos os médicos se unissem e votassem em candidatos médicos. Só vamos conseguir mudar os honorários do SUS com grande representatividade no Congresso Nacional.

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n

Canal Atualização – Com programação multidisciplinar 24 horas no ar e disponível para todos os médicos e assinantes, tem como objetivo a constante atualização do profissional de saúde trazendo novidades sobre congressos, simpósios, aulas etc. Canal Sociedades Médicas – Entra no ar com programação exclusiva das principais Sociedades Médicas nacionais, tem por objetivo levar aos médicos associados todos os cursos da especialidade, entre eles os cursos de Acreditação Médica. Canal de Treinamento (PPV) – Sua flexibilidade de programação permite que o usuário escolha os temas e cursos que mais lhe interessem e promova, dentro da própria instituição, treinamentos, cursos etc., atendendo assim as necessidades específicas de atualização e ensino de cada instituição/usuário. Rede Conexão Médica – Onde você encontra importantes reuniões clínicas, cirurgias, palestras, discussões de casos, treinamentos e cursos de instituições altamente reconhecidas no ramo de saúde.

Informações: www.conexaomedica.com.br


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MESTRADO DE CIÊNCIAS MÉDICAS DA UFSC COMPLETA 10 ANOS O mestrado em Ciências Médicas da Universidade Federal de Santa Catarina, o único na área em todo o estado, completa 10 anos de atividades em 2002. Criado em 1992, o mestrado iniciou suas tarefeas atendendo apenas os graduados em Clínica Médica, abrindo para outras especialidades somente cinco anos mais tarde. A proposta para o próximo ano é atender profissionais de outras áreas biológicas que se dedicam à pesquisa médica. Atualmente o curso, que é público e gratuito, oferece 25 novas vagas anuais e já tem 56 alunos fixos e 80 especiais, que participam de algumas disciplinas do currículo oficial, servindo como período preparatório. Informe Publicitário

As inscrições são realizadas sempre na primeira quinzena do mês de outubro e a seleção dos candidatos na segunda quinzena do mesmo mês. Os pré-requisitos são diploma de médico, certificado de residência médica ou cinco anos de docência em qualquer faculdade. Para o próximo ano, com a abertura para outras áreas da saúde, o número de vagas deve aumentar, assim como o número de professores, todos doutores. O programa é desenvolvido no Hospital Universitário, ponto catalisador das atividades entre a graduação e a pós-graduação. Vinculado ao mestrado, há pelo menos 10 laboratórios de pesquisa dentro de Universidade que ofe-

recem substrato para o trabalho. “Nosso maior objetivo é difundir o conhecimento, tanto para a docência como para a pesquisa científica”, declara o Coordenador

DR. ARMANDO D’ACÂMPORA É COORDENADOR DO MESTRADO

do Mestrado, Dr. Armando d’Acâmpora, destacando também que até hoje já foram defendidas 58 dissertações no curso, sendo que 27 delas foram defendidas entre setembro do ano passado até março deste ano. “Nossa luta é para que a defesa das dissertações não passe de dois anos e que melhore sempre de qualidade, mesmo sabendo que os trabalhos já vêm sendo elogiados por renomados professores da área em outros estados. O público do mestrado em Ciências Médicas é de profissionais com mais de 10 anos após o término da residência, que já estão dispondo de maior tempo para dedicação ao mestrado e que nos têm apresentado muitas coisas boas”.

Nossos avanços em 2001

Podemos avaliar que 2001 foi um ano extremamente positivo para o Sistema Unimed em Santa Catarina. Conseguimos desenvolver ações bem sucedidas nas mais diversificadas áreas e conquistamos o reconhecimento nacional com iniciativas inéditas. Os exemplos mais expressivos são o sucesso do clicUnimed, o projeto de Promoção da Saúde - Qualidade de Vida, que visa conhecer o universo de clientes e elevar qualitativamente o nível de saúde pelo estímulo de hábitos e ações saudáveis, a consolidação da Unisanta como administradora de planos de saúde e a visita das federações do Rio de Janeiro, de Minas Gerais e de Rondônia, que buscaram conhecimentos sobre nossos projetos. Procuramos buscar e estimular iniciativas focadas na satisfação dos cooperados, centradas na maior oferta de trabalho e melhor remuneração, garantindo maior segurança para o médico e para a família, por meio de palestras e cursos. O cliente foi outro foco que mereceu atenção especial do Sistema. Incentivamos e desenvolvemos ações voltadas à área social e à saúde preventiva, visando melhorar a qualidade de vida da população. Ao falarmos de saúde e qualidade de vida

lembramos de atividades esportivas. No ano passado foi um sucesso a segunda edição do Circuito Unimed de Tênis. Neste ano, o evento esportivo cresceu ainda mais. As sete etapas foram ampliadas para dez e o Circuito consagra-se como um dos maiores eventos esportivos do país no segmento infanto-juvenil. A Unimed de Santa Catarina preserva a autonomia política das singulares. A Federação promove a integração das cooperativas médicas, mas não assume a função de singular e não cobra taxas federativas. Criamos uma experiência inédita em todo o Sistema Unimed no país: a formação de singulares prestadoras, assim denominadas porque não atuam como operadoras. A iniciativa tornou-se modelo de gestão para viabilizar o funcionamento das pequenas cooperativas de trabalho médico e despertou também a atenção da Unimed Araranguá. Em dezembro do ano passado, a Unimed Araranguá decidiu adotar essa forma de administrar a cooperativa e de operadora e assumiu a função de prestadora. A necessidade de aproximar as pessoas e agilizar as atividades estimulou a criação do portal clicU-

nimed, que atende à necessidade de aperfeiçoar o fluxo de transações de intercâmbio e otimizar a comunicação entre as singulares. O portal foi ampliado para a Unimed Mercosul e a Unimed do Brasil adotou o clicUnimed como o portal nacional que vai gerar integração virtual de todas as Unimeds do país. Conseguimos ampliar significativamente o número de clientes, que hoje chega a 854 mil. Apesar de a legislação não permitir a efetivação de contratos com municípios, o que acarretou a perda de milhares de usuários, conseguimos avanços na ampliação do quadro de clientes. O sucesso da Unimed depende da continuidade e aperfeiçoamento das ações. Já mantemos bons relacionamentos com as entidades do segmento médico e somos exemplo nacional em muitos projetos. Pela demonstração dos primeiros meses, 2002 será um ano promissor e bem sucedido para todo o Sistema. Dr. Dalmo Claro de Oliveira Presidente da Federação das Unimeds de Santa Catarina


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NOVOS CONVÊNIOS PARA O ASSOCIADO

Aulas de Equitação

MANÈGE HIP, HIP, HURRA! Equipe TRI Campeã no Ranking Catarinense (1998 / 1999/ 2000) Caminho dos Açores, 757 - Santo Antonio de Lisboa - Florianópolis/SC - fone (0xx48) 2352088 / 9981-2661, com a Sra. Elizabeth Santos Instrutor: Sargento João Kunnh, PM/SC, com formação na escola de Equitação do Exército no Rio de Janeiro. Filosofia de trabalho: participação do aluno no manejo do cavalo, num ambiente saudável e totalmente integrado à natureza. Promoção especial aos associados ACM: 20% de desconto, com a primeira aula experimental PREÇO = R$ 120,00/mês - 2x por semana e R$ 50,00 aula avulsa

EMCATUR - Viagens e Turismo Ltda.

Rua Mal. Guilherme, 147/ 8º - Centro - Fpolis/SC Fone (0xx48)224-3063 - Fax (0xx48) 222-7155 Site: www.emcatur.com.br - E-mail: emcatur@emcatur.com.br . Serviços e Produtos: n Passagens Aéreas Nacionais e Internaci-

onais; n Passagens Rodoviárias Intermunicipais e Interestaduais; n Locação de Veículos, Vans, Ônibus e Táxis Aéreos; n Reservas e emissão de Voucher de hotéis no Brasil e Exterior; n Pacotes de viagens no Brasil e Exterior; n Cruzeiros marítimos no Brasil e Exterior; n Cursos no exterior para estudantes, profissionais executivos; n Entrega de passagens e documentos dentro da área de atuação da agência central e lojas. Desconto especial ao associado ACM.

Aulas de Voleibol

A ACM está oferecendo a seus associados aulas de Voleibol Local: Associação Catarinense de Medicina Duração: mínima de 90 minutos, sendo ministradas duas vezes por semana. Custo da mensalidade: R$ 14,00 (quatorze reais) Informações: (0**48) 232-0088 Professor Marcos Roberto Silva (Departamento de Voleibol)

AGENDA CIENTÍFICA

CONGRESSO INTERNACIONAL DE PREVENÇÃO AO TABAGISMO

Data: 28 a 30 de maio de 2002 Local: Minas Centro – Belo Horizonte/MG Temas de Destaque: Programa Nacional de Tabagismo, Tabagismo no mundo, Os males relacionados ao tabagismo, Epidemia Mundial, Tratamento Informações e Inscrições: Fone (31) 32731121 – e-mail: congress@joinnet.com.br

XXI JORNADA NORTE/NORDESTE DE DERMATOLOGIA

Data: 29 a 31 de maio de 2002 Local: Caesar Park Hotel – Fortaleza/CE Temas de Destaque: Radioeletrocirurgia, Toxina Butolínica, Crioterapia, Dermatoscopia, Peelings Químicos Informações e Inscrições: Fone (85) 272-1572 – email: dermato@arxweb.com.br

VIII CONGRESSO BRASILEIRO DE ONCOLOGIA PEDIÁTRICA

Data: 30/10 a 01/11/2002 Local: Minas Centro - Belo Horizonte/MG Informações e Inscrições: Fone (31) 32734770 – e-mail: congress@joinnet.com.br


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MODERNIZAÇÃO DA REVISTA DA ACM A Revista Arquivos Catarinenses de Medicina é o principal veículo científico da classe médica do estado. Consciente desta importância, a atual Diretoria da ACM vem trabalhando para incrementar e modernizar as edições da Revista, que nos próximos meses estará com seu Volume 31 sendo distribuído aos associados da entidade. O médico André Sobierajski dos Santos é o Editor responsável pelos Arquivos e destaca como fundamentais as mudanças realizadas nos últimos dois anos. “As regras para a publicação de artigos foram alteradas, acompanhando o padrão internacional. Com isso, podemos afirmar que o modelo ideal está pronto e precisa agora ser assegurado também junto aos próximos editores, garantindo o crescimento e o reconhecimento da publicação”. O médico salienta ainda o dedicado trabalho realizado pelos membros do Conselho Editorial, sem o qual a missão não seria cumprida. Entre os desafios enfrentados pela Revista está a busca para a atualização de sua periodicidade, que deverá estar em dia até o final

de 2002, e o próprio custo da impressão, coberto inteiramente pela Associação Catarinense de Medicina, que distribui os volumes gratuitamente a todos os associados. Os Arquivos Catarinenses de Medicina são indexados pelo sistema LILACS e, através de convênio firmado a partir de 2001, passaram a ser indexados junto à Biblioteca Centro Cooperante do Sistema BIREME.

DR. ANDRÉ SOBIERAJSKI DOS SANTOS É O ATUAL EDITOR DA REVISTA

Quase Cinco Décadas de História

O primeiro número da Revista Arquivos Catarinenses de Medicina data de 1957 e nasceu das mãos e mentes dos médicos Antônio Moniz de Aragão, Arthur Pereira e Oliveira, Roldão Consoni, Isaac Lobato Filho, Renato Camara e João de Araújo. De lá para cá, muitos ilustres colegas passaram pelas Comissões e Diretorias da publicação, entre eles os Drs. Emil Flygare, Henrique Prisco Paraíso, Luiz Carlos Gayotto, Newton Wiethorn da Luz, Felipe Felício, Murillo Ronald Capella, Waldomiro Dantas, Paulo Roberto Zeni, Mário José da Conceição, Carlos Alberto da Silva Junior, Armando José d’Acâmpora, Nicolau Fernandes Kruel, Aroldo Prohmann de Carvalho, Viriato Leal da Cunha, André Sobierajski dos Santos (atual editor) e muitos outros renomados e importantes colegas que nas últimas cinco décadas vêm escrevendo a história da Revista da ACM.

UMA ONDA DE MODERNIDADE!

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ARTIGO DE OPINIÃO

Um Pouco da História

H

á 60 anos, em 27/02/42, Djalma Moellmann inaugurou a Casa de Saúde e Maternidade São Sebastião. Djalma foi a grande expressão clínica de Florianópolis e de Santa Catarina nas décadas de 30, 40 e início de 50. Com sólida formação médica havia feito sua formação na Suíça - , profundamente interessado nas coisas da Medicina, muito estudioso, tinha um grande número de pacientes não só na capital, mas em todo o Estado. Na pequena Florianópolis de então havia carência de leitos e os hospitais tinham poucos recursos tecnológicos e, em função disto, resolveu Djalma construir a sua Casa de Saúde em moldes avançados para a época. Dotou-a de um serviço de Rx, chefiada pelo Dr. Paulo Tavares, de um laboratório de análises clínicas, de Radioterapia, chamou as irmãs da Divina Providência para o setor de enfermagem e trouxe cirurgiões competentes. Primeiramente um cirurgião alemão, Richard Gotzmann, e quando este, por problemas políticos deixou de operar, trouxe, por indicação do Prof. Alipio Correia Neto de quem era amigo, um jovem médico de nome Roldão Consoni que por vários anos operou na Casa de Saúde e iniciou assim sua brilhante carreira médica. Da Universidade de Hamburgo, trouxe o Prof. Adjunto de Oftalmologia, Otto Freusberg, que na Casa de Saúde criou o melhor serviço de Oftalmologia do Estado e formou uma geração de excelentes oftalmologistas, atuantes principalmente na Capital do Estado. Este desenho rápido dos primórdios deste hospital mostra a sua importância na história da Medicina de Florianópolis. A Casa de Saúde hoje é eminentemente cirúrgica, com cerca de 64 cirurgiões em várias especialidades, aberta para médicos que com seriedade e competência queiram exercer suas atividades profissionais. *Dr. Roberto Buechele é médico cardiologista, Diretor Técnico da Casa de Saúde São Sebastião e Membro da Academia Catarinense de Medicina. CRM 419

Rua Bocaiúva, 72 - Largo São Sebastião Centro - Florianópolis/SC - (48) 222-2611

“

A CRÍTICA NA CIÊNCIA O exercício da crítica é fundamental para o avanço científico. Platão dizia que a multidão acredita mais no que parece ser, do que no que realmente é. O julgamento para ser verdadeiro deve considerar que algo é o que é. Ao julgarmos de modo falso, cometemos um erro e nos afastamos da verdade, que deve ser perseguida nas suas três concepções. Na grega (aletheia) que se refere ao não-oculto, ao evidente à razão, ao que as coisas são. Na latina (veritas) que se refere à exatidão de um relato, diz os fatos tal como foram. Na hebráica (emunah) que significa confiança, se referindo às ações e coisa que serão. É o fenômeno relatado tal como realmente é, uma visão intelectual e racional da realidade submetida à experimentação. Devemos aceitar como verdadeiro somente aquilo que é evidentemente verdadeiro. Trata-se dos critérios da evidência de Descartes, que submetem os conhecimentos científicos existentes a um exame crítico (dúvida metódica). Só aceitam aqueles que, passados pelo crivo da dúvida, mostraram-se indubitáveis para o pensamento puro. Desse modo, todo trabalho científico merece e deve ser submetido à crítica. Crítica no seu sentido de apreciação minuciosa, discussão para elucidar fatos e textos e não no de censura ou maledicência. Não precisamos chegar ao debate, que pressupõe um vencedor, nos basta a discussão. O autor ao apresentar a sua obra, já é um vencedor porque começa a atingir a sua liberdade científica. Sai da platéia e sobe ao palco, se submete ao público. Essa decisão é difícil, mas é a pura expressão da liberdade de pensamento. Pode gerar angústia pelo receio do erro, mas felicidade pelo acerto. No entanto, o mais importante é o prazer mental pela realização do trabalho. Fazer ciência, imagino, é procurar a verdade descompromissada, simplesmente tentar entender e explicar os fatos. É não aceitar passivamente o tido como verdadeiro, um não ao sofisma, à retórica e ao dogmatismo. É análise, reflexão e crítica. O livre-arbítrio científico pressupõe a crítica, porém não esqueçamos que a própria crítica é passível de crítica porque é a visão de outrem e não necessariamente a verdade pura.

J. J. Cardoso Professor de Clínica Cirúrgica da UFSC Doutor em Medicina (UNIFESP)

“O AUTOR, AO APRESENTAR A SUA OBRA, JÁ É UM VENCEDOR PORQUE COMEÇA A ATINGIR A SUA LIBERDADE CIENTÍFICA”


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CRÔNICA MÉDICA

EFEITO COLATERAL DR. ANTÔNIO SILVEIRA SBISSA

Atendi recentemente uma paciente de 83 anos, do lar. Resumidamente apresento os principais dados do exame clínico: Relatou ter tido acidente vascular encefálico há seis anos. Nesta ocasião foi verificado ser hipertensa e tem mantido tratamento com associação medicamentosa. O AVC deixou seqüelas, como disartria e paralisia do membro superior esquerdo, que tiveram regressão progressiva. Estes dados no exame neurológico atual são pouco perceptíveis. Relatou, ainda, sintomas relacionados à ansiedade e à “angustia”, nas palavras da paciente. Verifiquei surdez discreta, perceptível pelo meu exame sumário não especializado. No exame físico constatei hipertensão arterial sistólica e diastólica limítrofe (nas medidas repetidas) e um sopro sistólico com as características de origem aórtica. Também detectei sopro em ambos os lados do pescoço, na topografia das carótidas, que sugeriam não serem transmitidos da válvula aórtica, mas relacionados com oclusão carotídea. Não apresentava outras modificações além daquelas próprias da idade. O eletrocardiogra-

ma não mostrava alterações valorizáveis. Com os diagnósticos iniciais de hipertensão arterial, presbicardia, esclerose aórtica, doença oclusiva das carótidas, seqüela de AVC e deficiência auditiva, modifiquei, “atualizando” os medicamentos e pedi os exames complementares que julguei adequados. O meu propósito não é discutir estes dados que caracterizam um quadro clínico freqüente na prática diária. Também não é meu propósito discutir os medicamentos mais adequados para esta paciente ou qual a investigação que deve ser pedida. Embora tenha até este desejo, pela atual feroz complementação diagnóstica “armada” que muitas vezes verifico ser feita. Meu propósito é relatar um inusitado fato, um “efeito colateral” que um familiar da paciente expôs, por telefone, alguns dias após. O diálogo foi aproximadamente este: - Doutor, aqueles medicamentos que a minha Mãe está tomando, principalmente este que o senhor receitou, podem dar efeitos colaterais ? - Todo medicamento pode ter efeitos colaterais, dependendo do organismo da pessoa.

Por vezes estes efeitos são muito individuais e não ocorrem habitualmente. Mas podem se apresentar em determinado paciente. Qual efeito indesejável sua Mãe apresentou ? - Nem sei bem se é efeito indesejável, mas está ocasionando um problema aqui em casa. Os meus pais moram comigo. Meu Pai tem quase noventa anos. É um homem lúcido e fisicamente está bem. Mas o senhor sabe, não é mais como no passado, entende? - Não exatamente. - É o seguinte, tenho de ser franco consigo. Minha Mãe está tendo muito desejo, muita vontade. - Como assim? - Sexual, doutor. Com este tratamento está infernizando meu Pai, que infelizmente não consegue. Entende, ele não consegue satisfazê-la. Se não for efeito colateral dos medicamentos que está tomando, o senhor não poderia receitar um outro que diminua o desejo, que acalme a minha Mãe, para que ela deixe meu Pai tranqüilo e, por conseqüência, todos nós aqui em casa ? O resto do diálogo foram algumas explicações e aconselhamentos que dei, surpreso com o fato inusitado. Tive mesmo o pensamento que naturalmente não falei em respeito à paciente, mas do qual não resisto em expressar aqui: mas que velha tarada ! A propósito retorno a observação de que não existem velhos. Existem moços de muitas idades, moços a mais ou menos tempo. Neste sentido anexo uma foto que meu amigo Dr. Hélcio Nascimento me enviou, incentivando-me a retornar ao motociclismo e ter novamente uma moto.


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Edição 223- Mar/Abr 2004