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REVISTA

ISSN 0103•572X

REVISTA ABIGRAF 297 SETEMBRO/OUTUBRO 2018

A R T E & I N D Ú S T R I A G R Á F I C A • A N O X L I I I • S E T E M B R O / O U T U B R O 2 0 1 8 • Nº 2 9 7

REGISTRO ESPECIAL DE CONTROLE DE PAPEL IMUNE TRAZ MAIS OTIMISMO PARA AS DISTRIBUIDORAS DE PAPEL

PRÊMIO PAULISTA, EM NOITE DE FESTA, CONSAGRA EXCELÊNCIA GRÁFICA COM A DISTRIBUIÇÃO DE 25 TROFÉUS

CRESCE A DEMANDA POR PRODUTOS AMBIENTALMENTE CORRETOS NO SEGMENTO DE ITENS DESCARTÁVEIS


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ISSN 0103-572X Publicação bimestral Órgão oficial do empresariado gráfico, editado pela Associação Brasileira da Indústria Gráfica/Regional do Estado de São Paulo, com autorização da Abigraf Nacional Rua do Paraíso, 533 (Paraíso) 04103-000 São Paulo SP Tel. (11) 3232-4500 Fax (11) 3232-4550 E-mail: abigraf@abigraf.org.br Home page: www.abigraf.org.br Presidente da Abigraf Nacional: Levi Ceregato Presidente da Abigraf Regional SP: Sidney Anversa Victor Gerente Geral: Wagner J. Silva Conselho Editorial: Denise Monteiro, Eduardo Franco, Fábio Gabriel, Felipe Salles Ferreira, Igor Archipovas, Ismael Guarnelli, João Scortecci, Plinio Gramani Filho, Tânia Galluzzi e Wagner J. Silva Elaboração: Gramani Editora Eireli Av. São Gabriel, 201, 3º andar, conj. 305 01435-001 São Paulo SP Administração, Redação e Publicidade: Tel. (11) 3159-3010 E-mail: editoracg@gmail.com Diretor Responsável: Plinio Gramani Filho Redação: Tânia Galluzzi (MTb 26.897), Evanildo da Silveira Colaboradores: Alfredo Aquino, Domingos Ricca, Hamilton Terni Costa, Nelson Alves dos Santos e Roberto Nogueira Ferreira Edição de Arte: Cesar Mangiacavalli Produção: Otávio Augusto Torres Editoração Eletrônica: Studio52 Impressão e acabamento: Elyon Soluções Gráficas Capa: laminação, reserva de verniz e hot stamping (fitas MP do Brasil): Lamimax Assinatura anual (6 edições): R$ 60,00 Exemplar avulso: R$ 12,00 (11) 3159-3010 editoracg@gmail.com Apoio Institucional

Pintura, pura e simples

Sustentada na atitude de pensar a pintura e realizá-la como pintura enquanto linguagem, a mostra Apenas Pintura, de Alfredo Aquino, revela o trabalho e a reflexão pictórica do artista.

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Os caminhos da tecnologia

Em seu artigo nesta edição, o consultor Hamilton Costa lista as tecnologias essenciais para o futuro do setor gráfico, embasado nos dados apresentados pela mais recente pesquisa da Drupa.

48 A vez do papel nos descartáveis

REVISTA ISSN 0103•5 72X

ARTE & INDÚS TRIA GRÁFICA • ANO XLIII • S ETEMBRO/OU

TUBRO 2018 • Nº 2 9 7

Repercutindo a onda pelo uso sustentável de itens descartáveis como copos e canudos, toda a cadeia produtiva se movimenta para apresentar opções à matéria-prima de fonte não renovável REVISTA ABIGRAF 297 SETEMBR O/OUTUB

RO 2018

Associação dos Agentes de Fornecedores de Equipamentos e Insumos para a Indústria Gráfica

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Apenas Pintura (São Paulo) 2017, Óleo sobre tela, 30 cm × 40 cm, 2017

REVISTA ABIGRAF

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FUNDADA EM 1965

Membro fundador da Confederação Latino-Americana da Indústria Gráfica (Conlatingraf)

REVISTA ABIGR AF

setembro /outubro 2018

REGISTRO ESPECI AL CONTROLE DE PAPELDE TRAZ MAIS OTIMIS IMUNE MO PARA AS DISTRIBUIDOR AS DE PAPEL

PRÊMIO PAULI STA, FESTA, CONSAGRA EM NOITE DE GRÁFICA COM A EXCELÊNCIA DISTRIBUIÇÃO DE 25 TROFÉUS

CRESCE A DEMAN DA PRODUTOS AMBIEN POR TALMENTE CORRETOS NO SEGME ITENS DESCARTÁVE NTO DE IS

Capa: Apenas Pintura (Paris) 2009, Óleo sobre tela 100 cm × 130 cm, 2009 Autor: Alfredo Aquino


Maior rigor no papel imune

A Revista Abigraf entrevista Vicente Amato Sobrinho, à frente da Andipa e do Sinapel, para discutir as novas regras com relação ao papel imune.

1º Prêmio Paulista homenageia Luiz Metzler O melhor da indústria gráfica de São Paulo desfilou na noite de 2 de outubro. A abertura da festa foi dedicada ao embaixador do setor, lembrado por suas filhas e por seus colegas.

Visitantes gastam mais na Bienal do Livro Apesar da queda no número de visitantes e de expositores, a CBL, promotora da feira, comemorou os resultados da Bienal, que registrou aumento de 37% no tíquete médio por pessoa.

A trajetória de Alfried Plöger

No setor gráfico, ele é conhecido por seu trabalho na Melhoramentos e a militância na Abigraf. Mas ele é também o Alfried do Porto Seguro, da Abrasca, do Ciesp e de outras tantas entidades.

Setenta anos de fotografia

Um dos mais importantes fotógrafos brasileiros, German Lorca tem sua extensa obra revisitada, envolvendo de ensaios artísticos a trabalhos comerciais.

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16 22 32 52 60

Editorial/Levi Ceregato.......................... 6 Conexão DF/Roberto Nogueira ............ 56 Rotativa ............................................... 8 Trabalhismo/Nelson A. dos Santos ....... 57 Congresso de Tecnologia Gráfica......... 30 Sucessão/Domingos Ricca.................. 58 Serviços: Green Reciclagem................ 34 Seminário Sul-Brasileiro ..................... 64 Folhinha mais antiga do Brasil ............ 40 Memória/Thomas Caspary .................. 66

Elyon, mais produtiva e flexível

Gráfica paulista aproveita oportunidades de mercado e deve encerrar o ano com crescimento de 18%.

Gráfica SP/Ogra ................................. 41 Há 30 anos ........................................ 67 Estrela Cultural .................................. 42 Sistema Abigraf ................................. 68 Sistemas/Calcgraf .............................. 43 Mensagem/Sidney Anversa Victor ....... 70 setembro /outubro 2018

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EDITORIAL

Esperança

as melhores. di em o nd ta di re ac os m ua Nós, empresários, contin

O

o, buscar forças mos dar espaço ao otimism Va seu o ra ando pa as diárias, vamos acreditar óri vit O ano de 2018 vai caminh as en qu pe s na dutos mestres desenhavam ia como uma ponte para pro final. Os dois primeiros tri log no tec na a paralisação sustentáveis. um cenário positivo, porém melhores, mais eficientes e alegria dos caminhoneiros acabou Vamos valorizar o sorriso e ue ens desta imensa nação. E q jov s comprometendo os meses do l ta É fundamen s, s sejam dadas oportunidade ele seguintes, fazendo deste um a es içõ itu st que as in cional. nte ano de altos e baixos, basta dentro de nosso território na s da va er es pr s m seja tria gráfica, por meio de seu ús ind A inf luenciado também por il a para que o Bras ios e colaboradores, continua sár pre uma campanha eleitoral em os ss possa dar pa rança. imir uma mensagem de espe pr das mais ferrenhas. im a ilh tr na seguros A população expressou Nós acreditamos no Brasil! . to en cim es do cr seu desejo. Os nomes que r os lceregato@abig raf.org.b conduzirão o País nos próxim anos estão definidos. A mesa chegaram, a está posta, os convidados já mos que os ânimos, ansiedade baixou, e espera dados. acirradíssimos, sejam abran mos acreditando Nós, empresários, continua s ver os poderes em dias melhores. Queremo sua plenitude. constituídos funcionando em cia, não nos afeta Sacolejos, alguma turbulên e as instituições mais. Mas é fundamental qu e o Brasil possa dar sejam preservadas para qu crescimento. passos seguros na trilha do fica de brasileiros Bra sileira da Indústria Grá Somos quase 208 milhões Presidente da Associação fica s Grá ias ústr Ind das to dica (Abigraf Nacional) e do Sin avançar, confiar digraf-SP) e brasileiras. Que desejam no Estado de São Paulo (Sin r. lho me e acreditar em um futuro

L evi C eregato

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setembro /outubro 2018


International Paper faz doação para faculdade de Mogi Guaçu M

Henkel terá centro global de inovação

N a sede da companhia, em

Düsseldorf, Alemanha, a Henkel iniciou a construção do novo centro global de inovação para Tec no lo gias Adesivas. Com sete andares, o prédio terá la‑ boratórios, instalações de pes‑ quisa e teste, escritórios e sa‑ las de conferência espalhadas por uma área de cerca de 50 mil m², abrangendo, em um mes‑ mo edifício, todas as tecno lo‑ gias que a unidade de negócios

A

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oferece globalmente. A multina‑ cional está investindo mais de 130 milhões de euros na cons‑ trução do centro e prevê a sua inauguração no final de 2020. A nova instalação, quando pron‑ ta, receberá mais de 350 colabo‑ radores das áreas de pesquisa e desenvolvimento, desenvolvi‑ mento de produtos, tecnologia de aplicação, serviços técnicos e inovação que, atualmente tra‑ balham em diferentes unidades

Ahlstrom-Munksjö investe cerca de R$ 100 milhões em Jacareí

Ahlstrom‑ Munksjö investirá 21 milhões de euros — o equiva‑ lente a cerca de R$ 100 milhões — em seu negócio de papéis es‑ peciais para melhorar a capaci‑ dade e flexibilidade da sua fá‑ brica em Jacareí (SP). Com isso, tornará ainda mais ampla a sua oferta no atendimento aos clien‑ tes da América do Sul, suprindo REVISTA ABIGR AF

a demanda por papéis especiais revestidos (couché L1) de alto va‑ lor agregado, que tem sido inten‑ sa na re gião nos últimos anos. O projeto irá expandir as capaci‑ dades de revestimento e calan‑ dragem da máquina de papel e deverá estar concluído no tercei‑ ro trimestre de 2019. Isso permi‑ tirá à Ahlstrom‑Munksjö oferecer

setembro /outubro 2018

da companhia, em Düsseldorf. Para Jan‑Dirk Auris, membro do conselho da Henkel para o ne‑ gócio de Adesivos Tecnológicos, “o centro global apoiará o nosso desejo de oferecer soluções ino‑ vadoras e serviços abrangentes para nossos clientes. Nós que‑ remos desenvolver ainda mais a nossa capacidade de inova‑ ção para a oferta de adesivos, selantes e revestimentos”. www.henkel.com

ark Sutton, presidente global da International Paper (IP), visitou a unidade da empresa em Mogi Gua çu (SP) e recebeu o prefei‑ to Walter Caveanha para formali‑ zar doação que será usada para a aquisição de equipamentos técni‑ cos destinados à Escola de Medi‑ cina da Faculdade Municipal Pro‑ fessor Franco Montoro. Para a IP, essa ação reflete o compromis‑ so da empresa com a comunida‑ de e o futuro das novas gerações. “Faz parte da nossa missão me‑ lhorar a vida das pessoas a par‑ tir de ações que im pul sio nem o desenvolvimento educacional e so cioambiental. Trabalhamos sempre no desenvolvimento das comunidades em que atuamos e, com esta doação, estamos muito felizes em colaborar com a edu‑ cação de futuros profissionais que impactarão positivamente a saú‑ de da cidade”, diz Rodrigo Da‑ voli, presidente da IP no Brasil. A Inter natio nal Paper está pre‑ sente em Mogi Guaçu desde 1960 e, atualmente, emprega mais de 1.600 pessoas diretamente. www.internationalpaper.com/pt

produtos revestidos on-line mais eficientes e de alta qualidade, nos segmentos de rótulos autoade‑ sivos, rótulos colados (wet glue), etiquetagem, comunicação visual, embalagem flexível e impressão por sublimação. “O investimento mostra nosso compromisso de longo prazo com o mercado sul‑americano e nos‑ sa ambição de manter uma posi‑ ção de liderança em papéis espe‑ ciais na região. Isso nos permite atender melhor nossos clientes

e continuar crescendo com eles, desenvolvendo soluções susten‑ táveis com base em fibras e valor agregado”, declara Daniele Bor‑ latto, vice‑ presidente executiva da área de ne gó cios In dus trial So lu tions. “O projeto represen‑ ta o passo mais recente na jorna‑ da para reforçar nossa posição no Brasil”, enfatiza o vice‑presidente da unidade de Coated Spe ciali‑ ties e diretor‑presidente da Ahls‑ trom‑Munksjö Brasil, Valmir Piton. www.ahlstrom-munksjo.com


Videojet lança nova impressora de jato de tinta contínuo

Com mais de 40 anos de experiência no

mercado de marcação e codificação, a Vi‑ deojet lançou a Videojet 1580, novo mode‑ lo de impressora de jato de tinta contínuo, que oferece uptime duradouro durante a operação diária, enquanto minimiza even‑ tuais erros do operador e reduz o custo to‑ tal de propriedade (TCO). A nova impresso‑ ra está habilitada com o software Videojet Optimize, que analisa seu desempenho, o comportamento do operador e os parâme‑ tros ambientais para ajudar a orientar, de forma interativa, sobre como corrigir o uso inadequado do equipamento, o que po‑ deria levar a um tempo de inatividade não planejado e afetar a produtividade da li‑ nha. Em diversos ambientes de produção, o

tempo de inatividade da linha normalmen‑ te é causado por er‑ ros do operador e não por falhas da máquina. Para dimi‑ nuir bastante as inte‑ rações do operador com a impressora foi desenvolvida a nova interface de usuário Videojet Simplicity, ajudando a eliminar pos‑ síveis erros do usuário por meio de uma tela touchscreen intuitiva inspirada em tablet de 10 polegadas. Esse recurso de segurança do código avançado oferece funcionalida‑ de de criação de mensagens inteligentes

e interfaces personalizáveis com assisten‑ tes integrados que permitem aos opera‑ dores que eles vejam apenas as opções ne‑ cessárias, reduzindo a possibilidade de que venham a cometer erros. www.videojet.com/1580

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REVISTA ABIGR AF


Atendimento comercial da Heidelberg é reformulado

A partir de setembro, a nova

estrutura de vendas da Hei‑ delberg do Brasil adota o atendimento 360°, sob o con‑ ceito “one face to the customer”. Haverá mais sinergia e contato integral com o clien‑ te, que passa a contar com uma interface única para suas compras de equipamentos, consumíveis e serviços.

para o cliente”. Arno Buss, que comandará a equipe que vai atender o Brasil, com exce‑ ção da região Sudeste, define a nova estrutura: “melhor su‑ porte de vendas e cooperação mais estreita estão entre os

Mediante acordo firmado entra as

Alexandre Machado

Arno Buss

O presidente da Heidel‑ berg do Brasil, Ludwig All‑ goewer, explica: “o conceito desta rees tru tu ra ção é tra‑ zer mais sincronismo e agili‑ dade. O cliente será atendi‑ do por um único vendedor, que conhece suas necessida‑ des e prioridades, sendo pos‑ sível guiá‑lo da melhor forma para qualquer tipo de compra ou demanda. A mudança está sendo chamada por nós como Atendimento 360°, que traz o conceito de one face to the customer — uma face única

Sunnyvale no mercado de impressão digital para rótulos

objetivos da nova estratégia da empresa”. Por sua vez, Alexandre Machado, responsá‑ vel pela equipe de vendas da região Sudeste, complementa algumas das vantagens desta nova forma de atendimento, afirmando que “mais veloci‑ dade e processos unificados, além de vendas internas, tam‑ bém integradas, trarão mais rapidez e eficiência”. A nova estrutura já está detalhada no site da empresa em sua nova página — Equi‑ pe Comercial —, onde é pos‑ sível visualizar todos os dados para contato com a equipe de vendas. Acesse https:// goo.gl/kDsSQo.

duas empresas, a partir do segundo semestre deste ano a Sunnyvale Co‑ mércio e Representações passa a ser distribuidora oficial no Brasil das so‑ luções de impressão digital da Do‑ mino Printing Sciences, destinadas à indústria gráfica de banda estreita, incluindo a impressora jato de tinta UV colorida da tradicional fabricante. Em atividade no mercado brasileiro há 40 anos, a Sunnyvale já distribui, desde 1988, as linhas de codificação e marcação da Domino. Com sede própria de 3.000 m² no bairro paulistano da Vila Olímpia e unidade fabril com 10.000 m² no mu‑ nicípio de Itaquaquecetuba, na Gran‑ de São Paulo, a Sunnyvale é deten‑ tora da certificação ISO 9001 desde o ano 2000. A empresa tem 150 co‑ laboradores diretos e atua em diver‑ sos segmentos, fornecendo soluções para codificação, inspeção, controle de qualidade e embalagem. A Domino é globalmente reco‑ nhecida pelo desenvolvimento e fa‑ bricação de equipamentos para co‑ dificação, marcação e tecnologias de

impressão digital a jato de tinta. Está presente em mais de 120 países por meio de uma rede mundial de 25 sub‑ sidiárias e mais de 200 distribuidores. O grupo emprega 2.700 colabora‑ dores e possui fábricas em sete paí‑ ses. Em 2015, passou a fazer parte da Brother Industries Ltd., tornando‑se uma unidade autônoma da gigante japonesa. As mais de 500 instalações de impressoras a jato de tinta pie‑ zo elétrico drop on demand, incluin‑ do aproximadamente 130 sistemas a jato de tinta UV colorida, demons‑ tram a importância da tecnologia Domino ao redor do mundo. “Estamos confiantes de que será uma parceria de sucesso. Instalaremos as primeiras unidades ainda neste ano. Para tanto, investimos em treina‑ mento do corpo técnico no exterior, bem como no estoque de peças e consumíveis. Além disso, estamos ex‑ pandindo a equipe para termos uma estrutura dedicada ao atendimento técnico e comercial para impressão digital”, ressalta Claudia Nishikawa, diretora geral da Sunnyvale. www.sunnyvale.com.br

Suzano tem novos CDL em Duque de Caxias, Goiânia e Salvador

Três novos Centros de Distribui‑

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ção Local (CDL) da Suzano Papel e Celulose entraram em opera‑ ção. No dia 21 de setembro, ini‑ ciou suas atividades no município fluminense de Duque de Caxias a nova estrutura comercial e lo‑ gística do CDL, em substituição à unidade anterior, que funcionava no bairro carioca de Bonsucesso. Em Goiânia (GO), a partir de 24 de REVISTA ABIGR AF

setembro, o novo local aumentou em 30% a capacidade de armaze‑ nagem do espaço anterior e em 20% a carga e descarga, contan‑ do também com uma área admi‑ nistrativa. Inaugurado em 1º de outubro, em Salvador, o CDL local teve a sua capacidade de estoca‑ gem quase triplicada, saltando de 350 para 900 toneladas, dispon‑ do ainda de portaria 24 horas e

setembro /outubro 2018

restaurante. Os novos CDL propor‑ cionam melhoria no nível de servi‑ ço prestado, a partir da adoção de um sistema de logística mais rápi‑ do e eficiente, com maiores esto‑ ques dos produtos da Suzano e de terceiros juntamente com uma lo‑ calização mais estratégica para o atendimento aos clientes. A rede de abastecimento da Suzano é composta por vinte

centros de distribuição. No total, são 16 CDL e quatro Centros de Distribuição Regional (CDR), uni‑ dades equipadas com máqui‑ nas próprias que proporcionam maior flexibilidade de oferta de papéis sob demanda, além da dis‑ tribuição direta a partir das quatro unidades produtoras de papel e papel‑cartão da companhia. www.suzano.com.br


Flexo & Labels 2019 recebe o apoio da Abiea F

Nova máquina Epson para impressão digital em tecido

Chegou ao mercado a SureColor

SC‑F2100, da Epson, para substi‑ tuir a SC-​­F2000, trazendo uma sé‑

rie de me­lho­rias. De acordo com a fabricante, alguns dos diferen‑ ciais da nova máquina são o óti‑ mo custo-​­benefício e poucos se‑ gundos para finalizar a impressão em camisetas e outros produtos têxteis. Destinada a empresas de pequenas e mé­dias tiragens, a novidade permite a cria­ção de

estampas já no soft­ware da im‑ pressora. O produto passa a in‑ tegrar o port­fó­lio da Global Quí­ mi­ca & Moda (GQM), parceira da Epson no País. Segundo Felipe Si­meo­ni, gerente de mar­ke­ting e inteligência de mercado da GQM, “o consumidor final tem a op‑ ção de personalizar a sua peça de roupa e ver o ma­te­rial finali‑ zado rapidamente, de maneira prática e efi­cien­te. A SC-​­F2100 é

pequena e se adapta a diversos locais, não suja o am­bien­te du‑ rante o uso e traz mais velocida‑ de que o modelo an­te­rior. Essa versatilidade é interessante para quem busca agregar valor à peça que desenvolve, ter uma peça-​ ­piloto antes de ter alta produtivi‑ dade no processo serigráfico, ou mesmo para repor os estoques conforme a demanda”. www.gqm.com.br

WestRock participa das comemorações dos 50 anos do IPEF R

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ealizou-se no final de agosto, em Piracicaba (SP), o Simpósio Ipef 50 Anos, em comemoração ao cinquentenário do Instituto de Pesquisas e Estu‑ dos Florestais, entidade de referência mun­dial na área. Durante a rea­li­za­ção do seminário in­ter­na­ cio­nal, que reuniu os melhores es­pe­cia­lis­tas para discutir o futuro sustentável do manejo florestal, as empresas fundadoras do instituto foram ho­ me­na­gea­das, entre elas a West Rock. Davi Rauen, gerente de planejamento, que representou a em‑ presa no evento, declarou: “Nossos compromis‑ sos de proteção ao planeta e de desenvolvimento tecnológico responsável são sé­rios e expressivos: imaginem o orgulho que nós, da West Rock, temos por estar entre os fundadores da Ipef. Desde 1968 REVISTA ABIGR AF  setembro /outubro 2018

Davi Rauen, gerente de planejamento, recebendo homenagem em nome da West Rock

atua­mos com o instituto para fazer avançar a agen‑ da da sustentabilidade no País e estamos prontos para um futuro promissor”. www.westrock.com.br

oi confirmado, no início de setembro, o apoio da As­so­cia­ ção Brasileira das In­dús­trias de Etiquetas Adesivas (­Abiea) à Flexo & Labels 2019, que acon‑ tecerá de 19 a 21 de março, no Espaço Pro Magno, em São Paulo. Além de uma área de exposição de aproximada‑ mente 5.000 m², a feira reu‑ nirá empresas do segmento flexográfico, impressão de ró‑ tulos, etiquetas e afins, como fornecedores de soluções de acabamento, aplicações au‑ toadesivas, impressão digital para dados variáveis, chapas, soft ­wares de pré-​­impressão, impressão UV e jato de tin‑ ta, apresentando o que existe de mais moderno no merca‑ do para gráficos, convertedo‑ res e profissionais do Brasil e dos paí­ses da América Latina. Em paralelo à exposição, tam‑ bém será rea­li­z a­da a Confe‑ rência Técnica para a Indústria de Rótulos e Etiquetas – La‑ bel Talks, na qual serão dis‑ cutidas ten­dên­cias, soluções e de­sa­f ios para o mercado de flexografia e segmento label, como personalização e seg‑ mentação, novas demandas por qualidade, otimização de custos e produtividade, novas tec­no­lo­gias de pré-​­impressão e impressão, entre outros. www.abiea.org.br www.flexoelabels.com


Nova solução X-Rite para controle de qualidade D

urante a Labelexpo Americas, realiza da em Chicago (EUA) de 25 a 27 de setembro, a X‑ Rite apresentou as primeiras demons‑ trações do ColorCert QA , desti‑ nado a gráficas e convertedo‑ res que exijam maior precisão das cores no controle de quali‑ dade de impressão. O novo pro‑ duto reduz o tempo e a com‑ plexidade no gerenciamento de padrões de cores e minimiza o desperdício. Ele integra a famí‑ lia ColorCert Suite, que abrange

ferramentas flexíveis e modu‑ lares para comunicação de co‑ res através de diferentes etapas e processos de produção gráfica e de embalagens. “Os tempos de execução e os prazos de entrega continuam a diminuir e os opera‑ dores não podem mais ajustar as cores a partir de vários processos de tentativa e erro. O ColorCert QA fornece informações valiosas e essenciais para uma impressão eficiente. O software não apenas indica aprovação ou reprovação

quando a cor medida é compara‑ da ao padrão de cores, mas tam‑ bém fornece orientação sobre as ações que o operador pode rea‑ lizar para garantir que o trabalho

atenda às expectativas de co‑ res”, afirma Ray Cheydleur, ge‑ rente de port fólio de produtos de impressão e imagem da X‑Rite. www.xrite.com/pt-pt/

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Konica Minolta amplia linha de equipamentos monocromáticos Prometendo qualidade e alto desempenho, a Konica Minolta lançou no mercado brasileiro a série de impressoras monocro‑ máticas Ac­cu­rioP­ress 6136P. Desenvolvida para proces‑ sos de impressão que de‑ mandam alta produtividade e qualidade em produção P&B , a nova linha apresenta eleva‑ do patamar de desempenho, com velocidade de 136 pági‑ nas A4/minuto (78 páginas/mi‑ nuto no formato A3), resolução de 1.200 × 1.200 dpi e suporte a uma ampla va­rie­da­de de grama‑ turas de papel, desde 40 g/m² até 350 g/m². Pode reprodu‑ zir até 256 tons de cinza, o que possibilita imprimir imagens

monocromáticas com transições mais sua­ves entre áreas ­­ de bri‑ lho e sombras (meios-​­tons), oti‑ mizando ainda a reprodução de textos e oferecendo a impres‑ são de pretos mais sólidos. “Esse

novo equipamento traz vá­rios aperfeiçoamentos que atendem às demandas atuais de editoras, gráficas rápidas, empresas de web-​­to-print, e outros segmen‑ tos de ne­gó­cios que precisam

de sofisticação, alta qualidade e flexibilidade para produção P&B”, frisa Ronaldo Arakaki, di‑ retor e COO da Konica Minolta Business So­lu­tions do Brasil. www.konicaminolta.com.br

Durst apresenta novo produto da linha Tau na Labelexpo O principal destaque da Durst na sua participação na Labelexpo Americas 2018, rea­li­za­da de 25 a 27 de setembro, em Chicago (EUA), ficou por conta da tecnologia de impressão digital UV de passada úni‑ ca da Tau 330 RSC, versão mais recente da linha Tau, que oferece suporte a mí­dias de até 330 mm de lar‑ gura, velocidade de 78 metros li­nea­res/minuto e re‑ solução de 1.200 × 1.200 dpi. O equipamento possui configuração para até 8 cores (CMYK, mais branco, la‑ ranja, verde e vio­le­ta) e incorpora nova tecnologia de tinta de alta pigmentação que permite cobrir até 95% do gamut de cor Pantone, pro­por­cio­nan­do impres‑ sos de cores vivas e com qualidade vi­sual de flexo‑ grafia. Suas opções de configuração in­cluem desbo‑ binador jumbo e pré-​­tratamento de ma­te­rial, como corona inline, limpador de rolos, priming, e ainda aca‑ bamento pós-​­impressão, como aplicação de verniz, laminação a frio e corte e vinco.

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ENTREVISTA Por: Tânia Galluzzi

Vicente Amato Sobrinho

Mais eficiência e menos burocracia icente Amato Sobrinho está à frente de duas entidades que atuam em prol da cadeia do papel, sobretudo do segmento de distribuição. Ele é presidente executivo da Andipa (Associação Nacional dos Distribuidores de Papel) e presidente do Sinapel (Sindicato do Comércio Atacadista de Papel, Papelão, Artigos de Escritório e de Papelaria do Estado de São Paulo). É também diretor do Copagrem (Fiesp), diretor da FecomercioSP e conselheiro do Sesc. Nesta entrevista, Vicente Amato fala das novas regras do Regpi e suas consequências, os pleitos da Andipa e do Sinapel, e os desafios do setor. A Andipa e o Sinapel receberam com otimismo as alterações trazidas pela Receita Federal com a nova instrução normativa nº- 1.817/2018, do Registro Especial de Controle de Papel Imune (Regpi), publicada em julho. Quais os principais avanços, na sua opinião?

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O otimismo deve-se ao fato de que a nova legislação tem como ponto principal o cuidado rigoroso na concessão dos registros. Aliás, pleiteamos essas medidas junto à Receita Federal há alguns anos. A nova instrução aprimora a normativa anterior (IN nº /), alterando pontos importantes como a comprovação de dados cadastrais, a renovação do registro especial a cada três anos e o controle de estoque. Quais são as consequências imediatas dessa nova instrução para os distribuidores de papel e para os seus clientes? A nova norma pretende impedir o cadastramento de empresas inidôneas. Para o segmento de distribuição de papel imune, entendemos que o mais importante é a limpeza do cadastro, que está sendo promovida pela Receita Federal. Diariamente o Diário Oficial da União publica o cancelamento de


diversos Atos Declaratórios Executivos (ADE) de cancelamento de Registro Especial de Controle de Papel Imune. Recentemente, em uma só publicação, foram excluídas quase duas mil empresas, que por diversos motivos estão impedidas de comprar ou vender papel imune. Fora isso, não há outras consequências imediatas para os distribuidores de papel e seus clientes.

O encontro foi importantíssimo por ter congregado interessados no assunto, desde os representantes dos segmentos da cadeia produtiva aos advogados especia lizados, além de profissionais da Receita Federal e de juízes do Tribunal de Impostos e Taxas (TIT). Os debates foram intensos e possibilitaram duas conclusões importantes: o Recopi deve ser aprimorado e a carga tributária precisa ser reduzida.

As entidades defendem a adoção pela Receita Federal do modelo Recopi, Registro e Controle das Ope- A Andipa se prepara para a eleição do novo conserações com Papel Imune. Quais são as perspectivas lho diretor, no início de novembro, que liderará a enpara esse pleito? tidade entre 2019 e 2021. Além da questão tribuA ideia é ter maior eficiência no controle e redu- tária, quais serão os principais pleitos da entidade zir a burocracia a que as empresas que operam no próximo ano? com papel imune estão sujeitas, e que represen- Basicamente, vamos continuar atuando junto às tam custos expressivos. O que todos pleiteiam é autoridades para a simplificação dos registros a que a Secretaria da Fazenda de São Paulo puna os fim de evitar fraudes e para que esses registros compradores de papel, que são os possibilitem às empresas disgrandes responsáveis pelo destribuidoras trabalhar com vio, em vez de autuar os vendesegurança jurídica. Entendemos que a dores. É desta forma que atua a redução da carga Receita Federal. No Estado, muiComo a Andipa e o Sinapel estributária sobre o tos fornecedores foram autuatão enxergando o mercado de papel comercial é a dos por vendas efetuadas a conpapel hoje no Brasil? Quais tribuintes legalmente aptos, que são os principais desafios? solução mais eficaz depois foram considerados iniNo Brasil e no mundo, o para minimizar dôneos e tiveram seus registros mercado de papel passa por os desvios de cassados retroativamente. Essa grandes transformações. finalidade do papel improprie dade tem sido queswO consumo em geral está imune. A carga tionada e revertida na Justiça, impactado, com forte reflesendo reduzida, o mas a mudança no âmbito do xo no mercado de publicaRecopi evitaria o oneroso proções e de impressos para toilícito deixa de ser cesso judicial e daria segurança dos os fins. Todos devem vantajoso. jurídica às operações. estar atentos a essas mudanças e se adaptar a elas. Mas, E com relação à redução da carindependentemente de noga tributária sobre o papel comercial? Quais são vas e futuras mudanças, o distribuidor de papel as estratégias da Andipa e do Sinapel na defesa é, e continuará sendo, fundamental para o merdessa bandeira? cado gráfico, especialmente para os mais de  Entendemos que a redução da carga tributária so- que são empresas de pequeno porte. O distribuibre o papel comercial é a solução mais eficaz para dor mantém estoques diversificados, com pronminimizar os desvios de finalidade do papel imu- ta entrega, e fornece crédito aos gráficos. A disne. A carga sendo reduzida, o ilícito deixa de ser tribuição deve evoluir cada vez mais para ter vantajoso. Dessa forma é esperado um aumento sucesso no mercado. E, quanto mais fortalecido das vendas de papel comercial, o que provavel- for o distribuidor de papel, melhor será para a mente levará ao crescimento da arrecadação dos indústria gráfica nacional. tributos. Temos fomentado o debate com o setor, que vai nor tear ações mais específicas. Quais são as perspectivas de mercado para 2019? Difícil fazer uma previsão para , devido à A Andipa e o Sinapel realizaram em junho um en- grande insegurança política que o Brasil vive. contro para a discussão sobre os desafios na preven- Seja quem for o novo presidente, ele enconção do desvio de destinação do papel imune. Quais trará um país em desordem, que necessitará foram as principais conclusões desse debate? de várias reformas. setembro /outubro 2018

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Alfredo Aquino 18 REVISTA ABIGR AF  setembro /outubro 2018


ARTE

Apenas Pintura

O

que significa isso, na rea­li­da­de? Vamos pensar ini­cial­men­te sobre o que a mostra não é. O conjunto de pinturas con­tem­ po­râ­neas e recentes não tem a pretensão de de­sen­c a­dear revoluções, tampouco mudar o mundo. Se isso aconteceu com a arte em algum momento, ocorreu minimamente e por acaso, por acidente improvável, em tempos muito antigos e em cir­cuns­tân­cias es­pe­cia­lís­ si­mas. Não é um manifesto, nem um discurso ideo­ló­g i­co sobre a atividade de pintar. Nas pinturas apresentadas não estão repre­ sentadas figuras simbólicas, nem a imaginária de guerras, de sagas, de ações, não há represen­ tações visuais históricas, de paisagens, de natu­ rezas mortas ou de objetos. Não há semelhanças imagéticas à rea­li­da­de, não há busca da verossi­ milhança à fotografia, não há narrativa vi­sual, portanto não está a fonte formal da semelhança literária, do descritivo, da anedota, do remissivo histórico ou o jornalístico do co­ti­d ia­no.

Também não está a função.Não está conce­ bida para cumprir um papel de decoração, de edulcorar e colorir con­ve­nien­te­men­te os espa­ ços. Não se propõe à finalidade da beleza apa­ ziguada, domesticada e estéril. Não se preten­ de decorativa a cumprir o papel de paisagem harmônica em ce­ná­r ios. Igualmente, a mostra Apenas Pintura não está engajada ao modismo da Não-​­A rte. Não se propõe ao choque mi­diá­ti­co, ao escândalo, a cha­ mar a atenção pelo inusitado, ao movimento der­ risório da destruição dos valores constitutivos da arte nem ao suí­ci­d io do artista. O conjunto dessas telas pintadas não traz mensagens preconcebidas ao bizarro ou ao espe­ táculo feé­r i­co, pontificando alaridos estranhos ao seu intrínseco con­teú­do vi­sual. É apenas algo bem mais singelo, absolu­ tamente si­len­cio­so: sustenta-​­se na atitude de pensar a pintura e rea­li­zá-​­la tão somente como pintura enquanto linguagem da pintura.

Depois de exposições realizadas em Porto Alegre e outros nove municípios gaúchos, no período de 2013 a 2016, o conjunto de obras do artista Alfredo Aquino da série “Apenas Pintura” ganha ares internacionais e será exibida no próximo ano (2019) em novembro/ dezembro, na Maison de l’Amérique Latine, em Paris. Aqui, o pintor explica sua obra.

19 setembro /outubro 2018  REVISTA ABIGR AF


REVISTA ISSN 010 3•572

A GRÁFIC A • ANO X LIII • SET EMBRO

/OUTUBRO

X

2 0 1 8 • Nº 297

REVISTA ABIGRA F

297 SETEMB RO/OUT

UBRO 2018

ARTE & IN DÚSTRI

REGISTRO ESPEC IAL DE CONTROLE DE PAPEL IMUN TRAZ MAIS E OTIMI AS DISTRIBUIDO SMO PARA RAS DE PAPEL

PRÊMIO PAUL FESTA, CONS ISTA, EM NOITE DE GRÁFICA COMAGRA EXCELÊNCIA DE 25 TROF A DISTRIBUIÇÃO ÉUS

CRESCE A DEMA NDA POR PRODUTOS AMBIENTALM CORRETOS ENTE NO ITENS DESC SEGMENTO DE ARTÁVEIS

Capa

20

Alfredo Aquino, Apenas Pintura (Paris) 2009, Óleo sobre tela 100 cm x 130 cm, 2009

É simplesmente Apenas Pintura. Nem se pretende pura ou sequer impura, porque a pin­ tura é uma mistura complexa, que agrega tintas, pigmentos, solventes e outros materiais está­ veis diversos sobre um tecido. E é dessa mistu­ ra am­plia­da con­d i­cio­na­da pelo trabalho árduo e pela reflexão corretiva do artista, ao longo do tempo de sua execução, que se alcança o resul­ tado. Afirmar a “pureza” da pintura seria um preconceito e um fetiche. Apenas Pintura re­ vela o trabalho e a reflexão pictórica de um ar­ tista. Que apresenta um conjunto de obras em pintura contemporânea, nas quais está apon­ tada a busca estrita de uma linguagem pró­ pria ao universo da pintura, utilizando-​­se ape­ nas os valores artísticos. Isso se apresenta na busca da cor, na construção de um espaço pic­ tórico que acolhe alguns elementos sugeridos: um contorno de cabeça, algumas si­lhue­tas, a sugestão de segmentos de uma linha de hori­ zonte, uma caligrafia pictórica em que não se vêem signos identificados (não existem letras ou números nessa caligrafia).

REVISTA ABIGR AF  setembro /outubro 2018

Com esses poucos elementos constrói-​­se um espaço de pintura onde a cor buscada, trabalha­ da com afinco, na superposição de cores, tona­ lidades e trans­pa­rên­cias se faz por mimetiza­ ção e acréscimo. Uma cor que não existe crua e una, in­dus­tria­li­za­da como estivesse intacta em seus tubos de origem e que se formará em pro­ gresso, na visão e na percepção de quem a obser­ va: o próprio artista e o observador da pintura, o protagonista principal desta cena. Para essa construção de linguagem estão os gestos do pintor, a atitude dian­te da tela, o jei­ to de fazer a pintura, a caligrafia pictórica, as tintas, os pigmentos, os objetos para a aplica­ ção das cores (os pin­céis, as hastes, as espátu­ las, as pró­prias mãos), as cores que se fazem por mistura, a cor misturada que “conversa” com ou­ tras cores igualmente misturadas e daí resulta a busca intensiva de um sentido, uma justificati­ va para si mesma enquanto pintura, que pode­ rá ser a harmonia ou o contraste, o equilíbrio formal, a sutileza, a estruturação de um espa­ ço cromático em cores profusamente trabalha­ das, cores diferentes que ao olhar descuidado parecem ser idênticas. Estão ali para serem vis­ tas e percebidas, se o observador assim o quiser. A verdadeira razão dessa pintura e dessa linguagem será sempre a sensibilidade e a per­ cepção desses observadores, que multiplica­ rão a condição e o sentido de existência des­ sa pintura. Não fosse isso, o que justificaria a existência dos museus con­tem­po­râ­neos e dos centros culturais abertos ao público em todas as cidades do mundo? Apenas Pintura é uma mostra que apresen­ ta uma proposta de linguagem pictórica las­ trea­da e apontada aos valores artísticos intrín­ secos à pintura, apenas à pintura e endereçada aos observadores dessa pintura. Existirá como linguagem da pintura e de comunicação na medida em que for vista, percebida e sentida por seus observadores.


NOVA PREMIAÇÃO Por: Tânia Galluzzi

O melhor da indústria gráfica paulista

Fotos: Agenzia Riguardare

pontes, ele amava unir as pessoas”, disse Letícia. “Quero deixar aos premiados a essência dos ensinamentos de meu pai: ame e honre as suas origens, mas estude para se tornar uma pessoa melhor”, completou. Além delas, subiu ao placo para saudar a memória de Luiz Metzler o diretor da Heidelberg na Alemanha, Roland Krapp, responsável pelo Print Media Center. O executivo, que atuou no Brasil durante oito anos, também ressaltou ensinamentos de Luiz Metzler. “Ele pregava que temos de acreditar no nosso ramo, nas pessoas e nos jovens.”

(E/D) Francisco Veloso, presidente da ABTG, Ludwig Allgoewer, presidente da Heidelberg do Brasil, e Sidney Anversa Victor, presidente da Abigraf São Paulo, comemoram o sucesso do 1º Prêmio Paulista

A primeira edição do Prêmio Paulista de Excelência Gráfica Luiz Metzler recebeu 155 inscrições e consagrou os produtos de 16 empresas.

GRÁFICAS VENCEDORAS 4 PRÊMIOS ◆ Braspor 3 PRÊMIOS ◆ Escala 7 ◆ Stilgraf 2 PRÊMIOS ◆ Congraf ◆ Tilibra

22

1 PRÊMIO ◆ Antilhas REVISTA ABIGR AF

Ativaonline Cartonagem Jauense ◆ Hawaii ◆ Indemetal ◆ Jandaia ◆ Leograf ◆ Plural ◆ Rami ◆ Santa Inês ◆ Tiliform ◆ ◆

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noite de  de outubro foi especial para o segmento gráfico de São Paulo. A data marcou a entrega do º Prêmio Paulista de Excelência Gráfica Luiz Metzler, rea li zada no Espaço Milenium. Cerca de  pessoas participaram da cerimônia, entre empresários, fornecedores e profissionais do setor. A festa, aberta por Sidney Anversa Victor, presidente da Abigraf-SP, começou com uma bonita homenagem ao patrono do concurso, Luiz Bertran Metzler, uma unanimidade entre os que militam na área. Falecido em , Metzler era praticamente um embaixador da indústria gráfica, fazendo a conexão Brasil-Alemanha em função de seu trabalho para a Heidelberg, inicialmente na Gutenberg e depois diretamente na companhia alemã quando ela instalou-se no Brasil, em . Para lembrá-lo, estiveram presentes suas duas filhas, Felicitas e Letícia, que receberam o primeiro troféu da noite. “Meu pai era especia lista em criar

Roland Krapp veio da Alemanha especialmente para homenagear a memória e relembrar a convivência e amizade que teve com Luiz Metzler

Ric Peruchi, diretor de comunicação institucional do IED, exibe o troféu criado pelo instituto


Braspor Gráfica e Editora (4 troféus) Displays/ Impressão ■ Comunicação Visual/ Impressão, Design e Inovação ■ Impressos em Rotativa Offset/ Design e Inovação

Stilgraf Artes Gráficas e Editora (3 troféus) Editorial/Impressão, Acabamento, Design e Inovação

Escala 7 Editora Gráfica (3 troféus) Embalagens Micro-onduladas/ Acabamento ■ Displays/ Acabamento, Design e Inovação

Congraf Embalagens (2 troféus) Embalagens Cartonadas/ Acabamento ■ Embalagens Micro-onduladas/ Design e Inovação

Antilhas Embalagens (1 troféu) Embalagens Cartonadas/ Impressão

Tilibra Produtos de Papelaria (2 troféus) Cadernos Escolares/ Impressão, Design e Inovação

Ativaonline Editora e Ind. Gráfica (1 troféu) Promocional/ Design e Inovação

Antes do início da entrega dos prêmios, subiram ainda ao palco Ric Peruchi, diretor de comunicação institucional do IED, Instituto Europeo de Design, cujos alunos e professores criaram o troféu do concurso, e Ludwig Allgoever, presidente da Heidelberg do Brasil. “Nós imprimimos o que é relevante. E nesse sentido o design tem um papel fundamental”, disse Peruchi. Já Ludwig assinalou a importância de manter viva a memória de uma pessoa que tanto trabalhou pela indústria gráfica e pela formação dos jovens, sobretudo no momento em que a Heidelberg completa  anos de Brasil. Em seguida começaram a ser revelados os vencedores desta primeira edição. No total,  gráficas e  produtos sagraram-se vencedores, com destaque para a Braspor. A empresa, com parque gráfico em Osasco, conquistou quatro prê mios, dois no

Cartonagem Jauense (1 troféu) Embalagens Micro-onduladas/ Impressão

23

O troféu nº 1 foi entregue para as filhas de Luiz Metzler, Letícia e Felicitas

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REVISTA ABIGR AF


Jandaia Ind. Com. Papéis e Artefatos (1 troféu) Cadernos Escolares/ Acabamento

Hawaii Gráfica (1 troféu) Promocional/ Impressão

Indemetal Gráficos (1 troféu) Rótulos e Etiquetas/ Design e Inovação

Leograf Gráfica e Editora (1 troféu) Promocional/ Acabamento

Gráfica Rami (1 troféu) Rótulos e Etiquetas/ Impressão

Plural Indústria Gráfica (1 troféu) Impressos em Rotativa Offset/ Impressão

Embalagens Santa Inês (1 troféu) Embalagens Cartonadas/ Design e Inovação

24

segmento Comunicação Visual (categorias Impressão e Design e Inovação), com os cartazetes Skol e Brahma, da Ambev; um no segmento Impressos em Rotativa Offset (categoria Design e Inovação), com o catálogo Dia dos Pais, para a Vivara; e um no segmento Displays (categoria Impressão), com o Cubo Comfort, para a HH Global. Logo em seguida, vieram a Stilgraf e Escala , que também comemoraram mais de uma vez, ficando cada uma com três troféus. Sem nunca ter participado de um concurso do gênero, Cleber Gimenes, sócio diretor da Hawaii, elogiou a iniciati va. “Participamos com uma só peça. Além de mostrar a qualidade e o nível da nossa gráfica, foi uma honra receber um prêmio que homenageia uma pessoa como Luiz Metzler, de quem eu gostava muito”, afirmou o empresário. A Hawaii, de Santo André, REVISTA ABIGR AF

setembro /outubro 2018

Grupo Tiliform (1 troféu) Embalagens Flexíveis/ Impressão


AGRA A TODOS Q

destacou-se no segmento Promocional, categoria Impressão, com a Caixa Promocional Fósforo, da Alpargatas. Satisfeito com os resultados da iniciativa, Sidney Victor destacou o empenho da equipe da Abigraf-SP na organização do concurso e a parceria com a ABTG, que cuidou da coordenação técnica do Prêmio Paulista. “Conseguimos fazer algo diferente, num formato que agradou aos participantes e que priorizou a valorização da gráfica e do produto vencedor. Foi um belíssimo trabalho, tanto da Abigraf-SP quanto da ABTG e só tenho a agradecer aos fornecedores que apoiaram esse projeto.” O concurso foi um oferecimento da Heidelberg e contou com o patrocínio da Afeigraf, Bobst, FuturePrint, Ibema, Oki e Zênite Sistemas.

UM GRAN

COMISSÃO JULGADORA

NÚMEROS DO PRÊMIO

155

PRODUTOS INSCRITOS

16

GRÁFICAS PREMIADAS

25

TROFÉUS ENTREGUES

REALIZAÇÃO Realização:

PATROCÍNIO OURO Patrocínio Ouro:

CIMENTO

26

COORDENAÇÃO TÉCNICA Coordenação Técnica:

PATROCÍNIO PRATA

Patrocínio Prata:

Jurados de design e inovação Celina Yamamura/B9B ◆ Eduardo Yamamoto/ Istituto Europeo di Design – IED SP ◆  Eliane Weizmann/IED SP ◆  Fabiana Alves/consultora de marketing ◆  Yuri Ricardo/Istituto Europeo di Design – IED ◆ Luis Fernando Meira/BlueBox Comunicação ◆ Mario Narita/Narita Design ◆ Murilo Melo/Francal Feiras ◆ Ricardo Hiraishi/Embanews ◆ Wilson Palhares/Embalagem Marca

PARABÉNS

Jurados técnicos André Liberato/Comavi ◆ Douglas Coelho Pinheiro/GrafSolution ◆ Eurico de Melo Filho/IBF ◆ José Takaoka/Flint Group ◆  Luca Cialone/HP ◆  Luiz Coelho/Duagraph ◆   Mozart Carramillo/EGSS Electronic ◆ Rober Almeida/Print Verniz

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PATROCÍNIO BRONZE Apoio Institucional: Aba, Abap, Abflexo-FTA, Abiea, Abigraf Nacional, Abimfi, Abitim, ABPO, Abre, Abro, ABTCP, Anatec, Andipa, Aner, ANJ, Assingrafs, ExpoPrint Latin America, Sindigraf-SP, Sindjore, Singrafs, Ibá, IED-SP, IVC, Sinapel, Two Sides APOIO DE MÍDIA

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REVISTA ABIGR AF

setembro /outubro 2018

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VENCEDORES DO 1º PRÊMIO PAULISTA DE EXCELÊNCIA GRÁFICA LUIZ METZLER PROMOCIONAL

Impressão Hawaii Gráfica Produto: Caixa Promocional Fósforo Cliente: Alpargatas

Acabamento Leograf Gráfica e Editora Produto: Lâmina Sanfonada Alzheimer Cliente: RGR Publicações

EMBALAGENS CARTONADAS

Acabamento Stilgraf Artes Gráficas e Editora Produto: Livro “Poemas” Cliente: Música em Família

Design e Inovação Stilgraf Artes Gráficas e Editora Produto: Livro “Youtube Insights” Cliente: Google

CADERNOS ESCOLARES

Design e Inovação Ativaonline Editora e Indústria Gráfica Produto: Kit Allergan Juvederm Volite Cliente: Allergan

Impressão Tilibra Produtos de Papelaria Produto: Caderno Universitário 1 OM Cliente: Mercado Nacional

Impressão Antilhas Embalagens Produto: Sacola Congresso ABC Cliente: Associação Brasileira de Cosmetologia

Acabamento Congraf Embalagens Produto: Caixa Saint Germain Licor Cliente: Innerworkings

Design e Inovação Embalagens Santa Inês Produto: Caixa A + B Velho Barreiro Diamond Cliente: Inds. Reunidas de Bebidas Tatuzinho 3 Fazendas

Acabamento Escala 7 Editora Gráfica Produto: Caixa Sterilized Cliente: Royal Canin

Design e Inovação Congraf Embalagens Produto: Inovini Fine Wines Cliente: Aurora

EMBALAGENS FLEXÍVEIS

Impressão Grupo Tiliform Produto: Suplemento Protéico Essential Red Berry Whey Cliente: INP – Indústria de Alimentos

EDITORIAL EMBALAGENS MICRO-​­ONDULADAS

Impressão Stilgraf Artes Gráficas e Editora Produto: Livro “Cristo Redentor – Divina Geometria” Cliente: Oskar Metsavaht

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DISPLAYS

Acabamento Jandaia Ind. e Com. de Papéis e Artefatos Produto: Caderno Animais Fantásticos Cliente: Mercado Nacional Impressão Cartonagem Jauense Produto: Caixa Conquista Fundamental 2º Ano Cliente: Gráfica e Editora Posigraf

Design e Inovação Tilibra Produtos de Papelaria Produto: Caderno Argolado Blink Cliente: Mercado Nacional REVISTA ABIGR AF  setembro /outubro 2018

Impressão Braspor Indústria Gráfica Produto: Cubo Comfort Cliente: HH Global


RÓTULOS E ETIQUETAS

Acabamento Escala 7 Editora Gráfica Produto: Portal Colgate Cliente: Colgate Palmolive

Impressão Gráfica Rami Produto: Copos 550 ml Divino Fogão Touro Ferdinando Cliente: Matrixplast Produtos e Moldes Plásticos

Design e Inovação Escala 7 Editora Gráfica Produto: Display Thor Ragnarok Cliente: The Walt Disney Company Design e Inovação Indemetal Gráficos Produto: Hopper Suplementos Cliente: Integralmédica Suplementos Nutricionais

COMUNICAÇÃO VISUAL

Impressão Braspor Gráfica e Editora Produto: Cartazete Skol Cliente: Ambev

Design e Inovação Braspor Gráfica e Editora Produto: Cartazete Brahma Cliente: Ambev

IMPRESSOS EM ROTATIVA OFFSET

Impressão Plural Indústria Gráfica Produto: Avon Revista Especial para Revendedora C 18/19 2017 Cliente: Avon Cosméticos

Design e Inovação Braspor Gráfica e Editora Produto: Catálogo Dia dos Pais Cliente: Tallerina Vivara

29 setembro /outubro 2018  REVISTA ABIGR AF


CONGRESSO

No dia 23 de agosto, 263 pessoas lotaram o auditório do Milenium Centro de Convenções, em São Paulo, para participar do Congresso Internacional de Tecnologia Gráfica. Em sua segunda edição, o evento teve a embalagem como tema central.

A embalagem do futuro uestões relacionadas à sustentabilidade permearam boa parte das palestras da segunda edição do Congresso Inter nacional de Tecnologia Gráfica, promovido pela ABTG. Elas estiveram na cabeça dos criativos, nos discursos dos acadêmicos e nas explicações dos técnicos, apontadas como régua para qualquer projeto. A sustentabilidade entrou em pauta já na primeira palestra, A embalagem do século XXI, tendências de consumo, ministrada por Renato Wakimoto, diretor de Inovação, Pesquisa e Desenvolvimento da Albéa, líder mundial em embalagens para beleza e cuidados pessoais, com duas fábricas no Brasil. A necessidade de desenvolver produtos e embalagens para nichos cada vez mais específicos é um caminho sem volta na opinião do executivo da Albéa. Na sequência, Philipp Fries, gerente de produto da Heidelberg, falou sobre os novos recursos na produção de embalagens dentro do conceito da Indústria .. Ele mostrou como a automação e o controle de processos pode cortar custos, economizar recursos, reduzir erros, eliminar desperdícios e aumentar a qualidade. Gil Anderi da Silva, professor associado do Departamento de Engenharia Química da Escola Politécnica da USP, colocou a sustentabilidade no centro da discussão na palestra Embalagem e meio- ambiente – um compromisso. Especia lista em Avaliação do Ciclo de Vida, ferramenta de gestão ambiental que avalia todo o processo de produção, o professor contextualizou historicamente o consumo desenfreado, abordando os pilares e os desafios da sustentabilidade. Logo depois, inovações tecnológicas foram destacadas por Aleks Zlatic, gerente geral de soft wares de embalagem da EFI. Ele reforçou a tese de que os produtos precisam ser mais amigáveis ao meio ambiente, acompanhando especialmente a consciência social dos jovens.

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Na volta do almoço os participantes se reuniram para conhecer a visão de Felipe Toledo, diretor de negócios da Camargo Embalagens, sobre a impressão digital. No final de  a empresa, que sempre trabalhou com rotogravura, decidiu investir em uma HP Indigo . “Não estávamos pensando em volume. Apostamos no modelo de negócio, na possibilidade de atender a novas demandas como a personalização.” Na mesma toada, Rafael Godinho Aranjues, gerente regional de produto da Epson, abordou a transformação digital no mercado de etiquetas e rótulos, partindo da premissa de que a impressão digital é um complemento à analógica. Segundo dados do relatório Smithers Pira – The Future of Label Printing to 2019, em  a impressão digital representava  das vendas de etiquetas coloridas no mundo e  na América Latina. A expectativa é de que essas porcentagens cheguem aos  e , respectivamente, em . Para falar sobre a embalagem como ferramenta estratégica de marketing foi convidado Aislan Baer, diretor do ProjetoPack, que enfatizou mecanismos de construção de uma marca de sucesso. “O maior desafio de uma marca é mantê-la relevante em um mundo conectado.” Encerrando os trabalhos, Marcos Cardinale, gerente de marketing da Esko, discorreu sobre o que o mundo digital oferece para aumentar o desempenho e os resultados na produção de embalagens. O congresso foi organizado pela APS Marketing de Eventos, com patrocínio da Suzano, Canon, Epson, Heidelberg, Ibema, EFI, Esko, Futura IM, Koenig & Bauer, Papirus e Sun Chemical; e apoio institucional da Abigraf São Paulo, Afeigraf e Fedrigoni. A próxima edição já está marcada para o dia  de agosto de .


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LIVROS Por: Tânia Galluzzi

Compras do público na bienal crescem 37%

Ao longo de 10 dias, 663 mil pessoas estiveram no Anhembi, fazendo fila para entrar nos principais estandes da Bienal do Livro de São Paulo e participando das 1.500 horas de programação.

32 REVISTA ABIGR AF

O

número de visitantes na Bie nal Inter nacional do Livro de São Paulo caiu. Em  foram  mil pessoas e para a ª edição, rea lizada entre os dias  e  de agosto, eram esperadas  mil. Mas quem foi à feira estava realmente disposto a incrementar sua estante. O tíquete médio por pessoa foi de R$ ,,  maior do que há dois anos. Na sexta-feira, , Luís Antonio Torelli, presidente da Câmara Brasileira do Livro (CBL), organizadora do evento, já comemorava o bom resultado. “Já superamos  em vendas. Analisando pelo lado econômico, o resultado é bem positivo.” Aos olhos dos visitantes também. De acordo com pesquisa promovida pelos organizadores,  dos que visitaram a bienal em  afirmaram que a edição deste ano foi melhor do que a anterior,  do público saiu satisfeito e  tem a intenção de retornar na

setembro /outubro 2018

próxima edição. Entre os expositores,  ficaram satisfeitos com a ª edição, um crescimento de  em relação à . A lista de expositores foi igualmente reduzida: de  na edição anterior para  em . Contudo, a ausência dos grandes varejistas acabou beneficiando as editoras. Para a HarperCollins, pela primeira vez no evento, as expectativas foram superadas. “É uma grande alegria ver corredores e estandes cheios, os leitores estão aí para provar que, mais do que nunca, é preciso ler”, disse Daniela Kfuri, diretora editorial da HarperCollins. Já a Intrínseca vendeu cerca de  mil livros e teve um faturamento  superior ao da edição de . “Um resultado maravilhoso, especial mente quando estamos completando  anos e lançando o Intrínsecos, nosso clube de assinatura, que teve o start aqui na bienal e já nasce superando as expectativas”, afirmou o publisher Jorge Oakim. Outra editora


que excedeu o faturamento de  foi a Melhoramentos, com crescimento de . “Participo das bienais há  anos e fazia tempo que não via uma feira tão animada quanto essa, seja pelo público, seja pela participação de expositores. Quem veio seguramente está colhendo os resultados”, comentou Alfredo Weiszflog, presidente do conselho da Companhia Melhoramentos. A iniciativa de aproximar as editoras nacionais do mercado externo, antiga reivindicação, foi igualmente comemorada pela CBL . A ª Jornada Profissional, com rodadas de negócios com players nacionais e internacionais rea li zadas nos dois dias que antecederam a abertura ao público, reuniu mais de  editores vindos da Turquia, América Latina e Emirados Árabes, país homenageado desta edição. A proposta deve ser mantida em . A data para a próxima Bienal do Livro de São Paulo já foi anunciada. A feira acontecerá de  de outubro a  de novembro. Além de avançar no calendário, o evento mudará de endereço, seguindo para o Expo Center Norte, onde deve ocupar três pavilhões.

Bienal em números Investimento estimado: R$ 32 milhões Público visitante: 663 mil ◆ Área ocupada total: 75 mil m² ◆ Expositores: 197 ◆ Visitação escolar: 100 mil alunos e 15 mil escolas agendadas ◆ ◆

ANCO B O OU 8 CHEGADOS 201 DE D

Ferramenta promete ajudar editoras a comprar melhor Leonardo Guimarães Ferreira, diretor da Lis Gráfica, e Flávio Botana, consultor, aproveitaram a Bienal do Livro para lançar o BMSC . Trata-se de um serviço de informações analíticas que utiliza a tecnologia da informação para entender o comportamento do mercado com relação ao acervo das editoras, sugerindo quais títulos devem ser reimpressos, quando e em quais tiragens. “Ao especificar melhor as suas compras, a redução dos estoques e a melhoria do capital de giro acontecem naturalmente, sem afetar a qualidade das vendas da editora”, afirmou Botana. “A feira nos trouxe muita visibilidade. Conseguimos até fechar com uma editora no evento, o que não era esperado. Para nós foi muito bom”, disse Leonardo. A ferramenta BMSC colhe semanalmente as informações de venda e estoque da editora, traçando uma curva de demanda e indicando os títulos que realmente merecem ser repostos. A análise desse perfil pode inclusive sinalizar o potencial de nichos de mercado, auxiliando na escolha dos lançamentos. Leonardo e Botana, que para desenvolver o serviço criaram a empresa SoSimple, frisam que além do processamento dos dados e cruzamento das informações, o resultado entregue às editoras conta com a curadoria humana e a experiência de ambos no mercado editorial.

FERRAMENTA INDISPENSÁVEL PARA PESQUISA, LEVANTAMENTO E PLANEJAMENTO DE MERCADO

Informações completas sobre 1.702 gráficas de 495 cidades de todo o Brasil Endereços completos E-mails Sites Certificações Nº de funcionários Área instalada Formato máximo de impressão Processos e especializações disponíveis

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33 setembro /outubro 2018

REVISTA ABIGR AF


SUSTENTABILIDADE Por: Evanildo da Silveira

Green, soluções funcionais em reciclagem Empresa atua no gerenciamento, coleta, transporte e processamento de resíduos recicláveis, oferecendo alternativas personalizadas.

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á cerca de  anos, o empreende dor Dirceu Mi gliori ni começou a circular pelas ruas centrais de São Paulo, com seu caminhão Mercedes , recolhendo materiais recicláveis e aparas de papel em gráficas e empresas da região, numa época em que esse tipo de coleta era algo incipiente. Tudo o que conseguia era entregue para alguns parceiros recicladores. Hoje, a Green Reciclagem, empresa fundada por seus filhos, Flavio e Ju liana, ocupa uma área de . m² em Diadema (SP), e conta com uma equipe de  colaboradores, manuseando duas mil toneladas de papel por mês. Na contramão de muitas empresas de outros segmentos, a Green não tem do que reclamar diante da situação econômica atual. “Nossa área não teve crise em . Com o valor da celulose e o dólar em alta, o preço das aparas foi impulsionado pela indústria de papel tissue, que passou a consumir mais, absorvendo toda nossa produção”, afirma Ju liana. Para , a expectativa é parecida. “Acreditamos que os fatores políticos não resultarão em mudanças rápidas, como a queda do dólar e a diminuição da exportação da celulose. Por isso, entendemos que a demanda da indústria vai continuar nas aparas. Nossa meta para o ano que vem é de  de crescimento.” Essa trajetória começou em , quando Flavio se juntou ao pai no negócio e começou a trabalhar para captar clientes. Em , ele e a irmã criaram a Green apenas como um escritório de gerencia mento de resíduos recicláveis e aparas. “Desde então, trabalhamos em cima da necessidade dos clientes conquistados, buscando soluções funcionais e focadas em cada um deles”, diz Ju liana. REVISTA ABIGR AF

setembro /outubro 2018

Os irmãos Juliana e Flavio Migliorini criaram a Green Reciclagem em 2010

Dirceu Migliorini inspirou os filhos

ATENDIMENTO COMPLETO

Atual mente a Green Reciclagem atua no segmento de compra de resíduos recicláveis, incluindo aparas, papéis, papelão, plásticos, alumínio e sucata ferrosa. “Oferecemos um atendimento personalizado para cada empresa, confidencia lidade e responsabilidade no processo de descarte”, garante Ju liana. “Possuímos instalação própria e parcerias sólidas, o que nos permite uma prestação de serviço de qualidade.”

Para as indústrias gráficas não é diferente. Segundo a empresária, a Green procura conhecer o cliente, verificando suas necessidades e, a partir daí, monta um plano personalizado, desde a coleta até o destino final das aparas e demais recicláveis. “Com o compromisso de trazer soluções ambiental mente corretas, procuramos sempre a alternativa adequada para cada caso. Isso porque o que é bom para um cliente pode não ser para outro.” De acordo com Ju lia na, a Green tem atendido principalmente gráficas, armazéns, guardas de documentos, instituições financeiras e centros de distribuição. “Algumas vertentes têm guiado nosso trabalho: a importância da coleta e do descarte dos materiais recicláveis para transformação e reaproveitamento de maneira sustentável, colaborando e protegendo o meio ambiente, a empregabilidade de pessoas que buscam colocação no mercado e a boa parceria com os clientes, atendendo-os da melhor maneira, dentro de suas necessidades e de nossas possibilidades.” GREEN RECICLAGEM www.greengra.com.br


ANO 27 Nº 113 OUTUBRO/2018 Texto: Tânia Galluzzi

Elyon segue trajetória de crescimento

DEPOIS DE RECEBER UMA SEGUNDA IMPRESSORA DIGITAL, A EMPRESA SE PREPARA PARA UM NOVO INVESTIMENTO, TENCIONANDO POSICIONAR-SE COMO UM PROVEDOR COMPLETO DE SOLUÇÕES EM IMPRESSÃO.


Alexandre de Almeida: uma das grandes metas atuais é preparar a empresa para obtenção da ISO 9001

Fotos: Álvaro Motta

P

odemos dizer que a Elyon é uma gráfica jovem. Em 14 anos, tornou-se personagem relevante no cenário gráfico paulista, transitando com desenvoltura na seara edi torial e promocional. Caminhou com as próprias pernas desde o tempo em que era apenas uma mesa, um telefone e a obstinação de seu criador, Alexandre de Almeida. Agarrando-se a todas as oportunidades que surgiam, ganhou a confiança do mercado, e, sobrepujando os problemas vividos pelo País no período recente, planeja novos investimentos para 2019. O objetivo, nas palavras de Alexandre, é a modernização. A ideia é incrementar a produtividade com a aquisição de uma segunda impressora offset oito cores com reversão,


mirando a produção de livros, desativando uma máquina meia folha. Antes disso, o empresário e seus 150 funcionários estão às voltas com outro projeto. A obtenção da certificação ISO 9001 e toda a revisão de procedimentos e ajustes que ela envolve, etapa que deve ser concluída nos próximos meses. Na esteira desse processo vem a necessária profissionalização de todos os departamentos da empresa, da recepção à administração. Obtida a certificação, estará atingida a meta de reestruturação visando a redução de custos e a elevação da qualidade. De repente, gráfica Muito diferente do planejamento estruturado que conduziu a Elyon ao estágio atual, a criação da empresa seguiu o acaso e a

intuição de Alexandre. Em 1997, aos 17 anos, o empresário trabalhava como assistente administrativo na Faculdade de Economia da USP, FEA. Atendendo a pedidos dos professores, começou a fazer o design das transparências utilizadas em aula. Do layout das peças passou à impressão das apresentações, travando o primeiro contato com o mundo gráfico. Em pouco tempo, o trabalho como designer e produtor gráfico passou a renderlhe mais do que o emprego na FEA, que trocou definitivamente pelo escritório improvisado na casa do pai. “Eu  fazia a criação, mandava fazer o fotolito, comprava o papel e contratava o serviço de impressão”, conta


Alexandre. Em 2004 formalizou a Elyon e dois anos depois comprou a primeira máquina, uma Catu, bicolor. “Eu havia pego um trabalho grande, para um festival de verão no Guarujá. Na  minha ingenuidade, achei que era só instalar a máquina e sair produzindo.” Alexandre penou, mas entregou as peças, contando com a ajuda da esposa, Sílvia, hoje diretora financeira, e um impressor. A primeira equipe de vendas foi montada apenas em 2011, quando a Elyon saiu de Osasco, num espaço de 600 m2, para uma instalação de 2.500 m2 na zona oeste

da capital paulista, próxima à Rodovia Raposo Tavares. Mas a grande virada aconteceria mesmo em 2013. “Estava contratando vendedores e acabei conhecendo o Arnaldo Peres [diretor da Neoband] no LinkedIn. Nossa conversa evoluiu até a proposta de compra da divisão gráfica

da Neoband|w.” Tradicional fornecedora do segmento de comunicação visual, no final de 2012 a Neoband optou por concentrar-se nesse mercado, associando-se ao Grupo WK e vendendo a divisão offset para a Elyon. Alexandre afirma que foi um desafio considerável dobrar de tamanho


no qual sentimos os efeitos da paralisação dos caminhoneiros, conseguimos chegar a um equilíbrio e concluiremos o ano com elevação de 18% em relação à 2017. Ocupando a lacuna deixada pelo fechamento de importantes gráficas editoriais, hoje 70% da receita da Elyon vem da produção de livros, especialmente didáticos e títulos de alto valor agregado. De olho nas baixas tiragens, há quatro meses a gráfica incorporou uma segunda impressora digital. O  caminho desejado é o mesmo que vem sendo trilhado por outras empresas nativas dos segmentos promocional e editorial: tornar-se um provedor completo de soluções de impressão. do dia para a noite, absorvendo praticamente todos os clientes da Neoband|w e parte dos funcionários, bem como iniciar o atendimento do segmento editorial. Em janeiro de 2017, a empresa mudou-se para uma construção de 7.000 m2 próxima à sede anterior. Se soubesse o que estava por vir no cenário econômico e político do País, Alexandre não teria tomado tal decisão. “Foi o pior ano de nossa história, principalmente o segundo semestre.” Já 2018 começou bem melhor, com crescimento de 38% no primeiro trimestre. “Excetuando o mês de julho,

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CALENDÁRIO

Folhinha completa 80 anos Com oito décadas de existência e tiragens que chegaram a superar um milhão de exemplares, a Folhinha do Sagrado Coração de Jesus é o mais antigo calendário em circulação.

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ublicada desde  pela Editora Vozes, de Petrópolis (RJ), a Folhinha do Sagrado Coração de Jesus é hoje o mais antigo impresso do gênero calendário existente no Brasil. A edição de  marca a comemoração dos seus  anos. Pendurada na parede de casas do interior e de grandes cidades, consultada por milhares de pessoas em todo o País e até no ex terior, é utilizada em programas radiofônicos, celebrações re ligiosas, boletins, jornais regionais e até para compor cenários de programas televisivos como novelas, séries humorísticas e filmes. Criada pelo frei Inácio Hinte, fundador da Vozes, teve em  a tiragem inicial de  mil exemplares, tornando-se o “bestseller das paróquias” com vendas que chegaram nas edições de  e  a  milhão de exemplares, culminando, em , com a marca histórica de .. unidades. A Folhinha é ilustrada com a imagem do Sagrado Coração de Jesus com a invocação: “Coração de Jesus, abençoai este lar!” e traz um bloco com calendário anual recheado de informações em  páginas destacáveis, encaixado na parte inferior da estampa.

INFORMAÇÕES ÚTEIS

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Com linguagem simples e direta, a Folhinha apresenta informações para a família sobre diversos assuntos. Na parte frontal de cada folha, batizada de “pagela”, aparece a sinalização do dia, mês e ano, além da liturgia da missa com as leituras bíblicas, os santos do dia, as comemorações cívicas, um versículo bíblico, uma frase literária e a indicação diária da fase da lua, fornecida pelo Observatório Nacional do Rio de Janeiro. REVISTA ABIGR AF

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Textos breves no verso de cada “pagela” são um dos seus grandes atrativos. Neles se alternam comentários das leituras bíblicas dominicais e de solenidades litúrgicas, mensagens, orações, vida de santos, concurso bíblico mensal, reflexões sobre diversas áreas, comentários sobre datas comemorativas, cuidados com a saúde, dicas de cozinha e economia doméstica, de agricultura, de pesca com a lua mais apropriada, receitas cu linárias, entretenimento como piadas, cu riosidades, passatempos, poesias e trovas. Enfim, uma diversidade de temas culturais e religiosos bem ao estilo dos antigos almanaques populares. Além do modelo tradicional, de parede, a Folhinha do Sagrado Coração de Jesus

é apresentada em outras três versões com o mesmo conteúdo: Calendário, em versão para mesa e ambiente de trabalho, com folhas destacáveis, contendo linhas para anotações; Agenda, também com linhas para escrita; e aplicativo para smartphones de sistemas Android e IOS. ✆ EDITORA VOZES www.universovozes.com.br


GRÁFICA-SP

Um olho nos custos, outro nas mídias sociais Comemorando os seus 60 anos, completados no final de 2017, a Ogra vem enfrentando o cenário econômico adverso com controle rígido de custos e apostando nos novos meios de comunicação como complemento às suas estratégias de marketing.

Os irmãos Ana Cristina e Carlos Suriani dividem o comando da Ogra com a mãe, que cuida da área financeira

C

omo acontece com boa parte das gráficas brasileiras, a Ogra tem aproveitado de forma produtiva os momentos de baixa demanda para rever processos e encontrar soluções que a permitam fazer mais com menos. Mirando o corte de todo custo dispensável, no ano passado a empresa revisou procedimentos, valendose das necessárias atualizações que normalmente acontecem na implantação ou troca de softwares de gestão (ERP). Sem esses ajustes, a Ogra poderia ter naufragado, segundo Ana Cristina Suriani, diretora comercial. Ana e seu irmão, Carlos, são netos de Albinas Uckus, fundador da gráfica. Eles dividem a responsabilidade da empresa com a mãe, Sonia, que cuida da área financeira. O imigrante lituano chegou ao Brasil ainda criança, em , e aos  anos começou a trabalhar na gráfica da Companhia Antarctica Paulista. Depois de anos como gerente na indústria de bebidas surgiu a oportunidade de abrir a Ogra em , terceirizando o acabamento da própria Antarctica. Dez anos mais tarde, já se incumbindo também da impressão e atendendo os segmentos promocional e editorial, a empresa mudou-se para uma sede própria, mantendo-se fiel ao bairro da Mooca, onde está até hoje.

Albinas foi sucedido pelo irmão e depois pela filha. Antes de ingressarem na gráfica, Ana e Carlos atua ram em outras empresas. Ana ficou dois anos no atendimento de uma gráfica promocional em Dublin, na Irlanda, e Carlos trabalhou na Cromos Tintas e também em uma revenda da Suzano. Revezando-se na direção das áreas administrativa e comercial, a dupla capitaneou a modernização da Ogra no final da década de . Em  a gráfica recebeu sua primeira offset quatro cores, ganhando mais agilidade e qualidade na produção, abrindo as portas para a conquista de vários prêmios Fernando Pini entre  e . A empresa seguiu investindo em atua li zação tecnológica. A compra mais recente aconteceu em , com uma impressora digital de alta produção, a segunda com esse perfil. A primeira digital começou a rodar em . Contando com  funcionários, a Ogra reforçou a equipe comercial neste ano e decidiu usar as mídias digitais para incrementar sua penetração e aproximar-se de potenciais clientes. “Encaramos essas ferramentas como um complemento à mídia impressa. Elas têm nos ajudado a fortalecer a nossa marca”, afirma Ana Cristina.

OGRA www.ogra.com.br setembro /outubro 2018

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LIVROS Texto: Evanildo da Silveira

Estrela Cultural. Uma nova proposta de leitura Dar às crianças uma alternativa às telas de celulares e tablets, propondo uma nova experiência de leitura, misturando histórias, jogos e brinquedos. Com esse objetivo, além de ampliar os próprios negócios, a Estrela criou a editora Estrela Cultural, lançada oficialmente na Bienal do Livro de São Paulo.

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ATRAÇÕES LÚDICAS

Estrela esteve presente na ª edição da Bienal do Livro de São Paulo, rea li zada em agosto. Mas ela não levou brinquedos para o Anhembi. Ou melhor, não exatamente. A empresa octogenária esteve na feira para lançar os primeiros  títulos da Estrela Cultural, que já estão nas livrarias. Até o fim do ano sairão outros  e, em , mais . Segundo o escritor Beto Junqueyra, seu publisher, a nova editora nasceu em janeiro como fruto de uma longa ava liação do mercado. “Os primeiros resultados de venda são animadores e demonstram que estamos no caminho certo. Nossa estratégia é proporcionar à criança, seja no seio fami liar ou na escola, com mediação ou não, uma nova experiência de leitura.” Junqueyra diz que os projetos da Estrela Cultural estão lastreados por uma estrutura enxuta e ex periente, tanto do ponto de vista literário como pedagógico. “Estamos prestigiando escritores e ilustradores nacionais, novos e já consagrados. Temos privilegiado a cadeia nacional do livro, de ponta a ponta. Por isso, eles estão sendo impressos em gráficas brasileiras.” REVISTA ABIGR AF

De acordo com o editor, o mercado está saturado de livros-brinquedo sem nenhuma afinidade com os gostos nacionais, produzidos como verdadeiras commodities no Oriente. “Vamos contra essa tendência que banaliza a leitura.” Por isso, a editora está propondo uma nova forma de ler, mais moderna e interativa, e que funcione como uma alternativa aos dispositivos digitais.

setembro /outubro 2018

A Estrela Cultural está mirando várias faixas de idade do público infantil. Para as crianças acima de três anos, por exemplo, ela lançou a coleção Os Jardinautas, de autoria da bióloga Célia Hirsch, com ilustrações de Gisele B. Libutti, sobre os pequenos animais que vivem em jardins. Os títulos são oferecidos como kits, numa caixa com três livros, massinhas e instruções para reproduzir os bichinhos. Para os pequenos com mais de cinco anos foi lançada a coleção Cordel, com ilustrações inspiradas em xilogravuras, que podem ser completadas e pintadas. Para as crianças acima de oito anos, a editora oferece a coleção Você na Aventura, com adaptações de clássicos como A volta ao mundo em 80 dias, de Júlio Verne, adaptado por Junqueyra e ilustrado por Danilo Tanaka. As obras são apresentadas numa caixa parecida com a de um jogo, que contém, além do livro, uma ampulheta e sete desafios para serem vencidos durante a leitura. Segundo o publisher, a divulgação dos livros nas escolas já começou e há adoções confirmadas em várias instituições de en-

sino. “Também conseguimos abrir novos canais de distribuição, colocando obras em redes importantes como a de brinquedos Ri-Happy”, comemora. “Outra grande vitória foi a aprovação, com poucos meses de estrada, de  das obras inscritas no Programa Nacional do Livro Didático (PNLD) Literário . Isso mostra mais uma vez que estamos sendo cirúrgicos na definição das nossas linhas.” Ele diz ainda que a editora foi muito bem recebida na Bienal do Livro. “Ficamos felizes com a receptividade do público, dos lojistas e educadores. A memória afetiva de  anos da marca Estrela vem contribuindo para que consigamos penetrar nos mais variados segmentos.”

✆ ESTRELA CULTURAL www.estrelacultural.com.br


SISTEMAS

Calcgraf lança nova versão de sistema de orçamento na nuvem Motivada pela boa aceitação da modalidade gratuita do NetCalc, empresa investe em opção estendida, com mais funcionalidades.

Karina Escobar

A

principal atração no estande da Calcgraf na ExpoPrint  foi o NetCalc, versão gratuita de seu sistema de orçamento na nuvem. A ferramenta, que pode ser acessada por smartphones, tablets e notebooks, conferindo agilidade à feitura de orçamentos para fôlderes, cartões de visita, livros e outros impressos promocionais e editoriais, agradou o micro e pequeno gráfico, de acordo com Karina Escobar, diretora da Calcgraf. Após seis meses do lançamento já são mais de  empresas usuárias e cerca de  mil cálculos processados no novo sistema. “O NetCalc foi pensado para que a gráfica não precisasse investir em implantação e também pudesse fazê-la de forma autônoma. Tivemos a preocupação de que o sistema pudesse ser usado mesmo por usuários sem nenhum conhecimento técnico, mas tínhamos dúvida de como o gráfico ainda refratário à tecnologia iria reagir ao produto. E fomos positivamente sur preendidos.” O NetCalc traz regras de cálculo personalizáveis, permitindo a definição automática de quesitos fundamentais para qualquer gráfica, como aproveitamento de papel e consumo de insumos. O sistema possibilita também a escolha do processo de impressão mais adequado, e considera tempos de produção, acabamentos, entre outros fatores. SOLUÇÕES DIVERSIFICADAS

Karina conta que algumas empresas que começaram com a modalidade gratuita já migraram para a Standard, com custo mensal de R$ . Ela dá acesso a recursos como aprovação de proposta via internet, desenho de traçado e simulação

automática de produção em offset e digital. Outras estão optando pela versão Pro, que oferece, por R$  ao mês, volumes ilimitados de orçamentos, usuários e clientes, além de contemplar produtos de embalagem. Completando a linha, em agosto foi lançado o NetCalc Business, voltado às gráficas que necessitam, afora o orçamento, de módulos básicos de um sistema de gestão, como PCP e faturamento. Igualmente sem custo de implantação, a versão Business sai por R$  mensais. A Calcgraf, que há  anos desenvolve sistemas de gestão para a indústria gráfica, atualizou também as soluções para PCP, pós-cálculo e controle e gerenciamento de armazéns (WMS). Entre as novidades estão a possibilidade de controlar serviços terceirizados e a adequação ao Bloco K (complemento ao Sped Fiscal). A partir de , sem contar as informações das áreas de faturamento, as gráficas terão de declarar ao Fisco toda a movimentação de matéria-prima, prestando contas do que foi comprado, utilizado e produzido. Na implantação da ferramenta de exportação de dados para declarações fiscais, a Calcgraf assessora a gráfica na revisão dos processos, visando ao controle total da produção. E até o final do ano a empresa pretende levar todos os  módulos de seu sistema de gestão para a nuvem, respondendo a solicitações de clientes. Hoje parte das ferramentas, que contemplam as áreas comercial, produção, suprimentos, financeira, fiscal e gerencial, estão na web, e parte exigem a instalação em desktops. CALCGRAF www.calcgraf.com.br setembro /outubro 2018

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GESTÃO

Hamilton Terni Costa

Ingram Image

A evolução tecnológica e as tecnologias essenciais para os próximos anos

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ma coisa que não se pode negar ao gráfico é sua capacidade de se adequar e se adaptar a novas tec­ nologias no transcurso do tempo. Dos tipos móveis à linotipo, das composers ao desktop publishing; da tipografia à lito­ grafia, ao offset e à flexografia. Do offset às impressoras digitais. Das impresso­ ras digitais em toner e tinta líquida às no­ vas tec nologias ainda em laboratórios . . . Haja transformações. Nem sempre foi ou é uma adaptação fá­ cil. A aceitação do offset, por exemplo, foi relativamente mais fácil do que deste para

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o digital. Na verdade, muitos ainda não se adaptaram. Que dizer então das tecno­ logias de automação que estão em pleno desenvolvimento e implantação? Por mais que falemos na necessidade de mudar, na verdade ninguém gosta de mu­ danças. Sair de uma tecnologia dominada para outra em desenvolvimento traz sem­ pre um risco e leva, necessariamente, a um processo: descoberta, implantação, prática, conhecimento e domínio. Quando esse ci­ clo se torna mais e mais rápido, como ve­ mos hoje, os problemas se acumulam e as dificuldades aumentam.


QUADRO 1 – FATURAMENTO E PROJEÇÃO POR PROCESSO GRÁFICO (2015–2020, em US$ bilhões) 220

4,3% 12,6%

165

110 –12,7% –17,9%

Offset Flexo plana

Rotativa quente

Rotativa fria

19,0%

6,5%

50,3% 55

Roto- gravura

Digital a toner

Digital inkjet

0

■ 2015  ■ 2020 Fonte: Smithers Pira – The Future 2020

Mesmo assim é necessário avançar. Esse é um tipo de negócio cujo investi­ mento em tecnologia é fundamental para garantir a competitividade e sobrevivência. Por isso mesmo e dada a rapidez de evo­ lução das tec­no­lo­gias, a pergunta inevitável é: quais tec­no­lo­g ias vão prevalecer e quais as que devemos considerar como essenciais para os próximos anos? No sentido de apontar um caminho, va­ mos primeiro olhar para um futuro mais ime­dia­to, com horizonte dos próximos cin­ co anos, tomando em conta as tec­no­lo­g ias de impressão. Olhemos o que as pesquisas mundiais nos mostram. No quadro 1 pode­ mos ver o faturamento gráfico mun­dial por tipo de processo utilizado e sua projeção. Primeiro, os processos dominantes ain­ da são os analógicos, offset à frente, mas já seguido de perto pela flexografia, este com um grau de crescimento maior, o que per­ mite supor que, em algum tempo, o fatura­ mento de produtos gráficos feitos em fle­ xografia tende a ocupar o primeiro lugar. A flexografia está muito atrelada à pro­ dução de embalagens, rótulos, flexíveis etc. Apesar de ser um processo com mais de 100 anos de existência, seu desenvolvimento e melhoria de qualidade de impressão é rela­ tivamente recente. Ao ponto de que muitas das empresas que a utilizam ainda estão na

fase de domínio do processo, ao contrário do offset que, digamos, já está estabelecido. A evolução tecnológica da flexografia con­ tinua acontecendo, e com muita velocida­ de. Seus de­sa­fios estão ligados ao seu setup, como, ­a liás, em todos os processos analó­ gicos, mas pela quantidade de peças e ele­ mentos que têm de ser mexidos de um acer­ to a outro é bastante alto. Isso dificulta sua utilização em um mercado onde as deman­ das para tiragens curtas são crescentes.

Nesse aspecto a sua luta contra a impres­ são digital será cada vez maior, ainda que esta não ocupe mais do que 3% a 5% de to­ das a produção de embalagens, principal­ mente, sendo que 75% disso se refere à produção de rótulos e etiquetas. Segundo, em termos de crescimento, vemos que, per­cen­t ual­men­te, as tec­no­lo­ gias digitais de impressão crescem muito mais fortemente do que as analógicas e, com destaque, o crescimento do inkjet, por si, o processo de maior evolução per­cen­ tual. Projetado alguns anos à frente não há dúvida de que o inkjet vai crescer. E muito. Olhando-​­se as enquetes feitas pela Dru­ pa em 2018 (quadro 2), elas mostram resul­ tados semelhantes. Perguntado aos partici­ pantes sobre seus próximos investimentos, os resultados não diferem muito das proje­ ções apresentadas, com va­r ia­ções naturais pelo tipo de empresa gráfica: de embala­ gens, pro­mo­cio­nal, edi­to­r ial ou fun­cio­nal. Mas o setor não vive e não viverá só das tec­no­lo­g ias de impressão. Como já vi­ mos antes há uma mi­r ía­de de inversões ne­ ces­sá­r ias em tec­no­lo­g ias complementares, suplementares ou mesmo paralelas à pró­ pria produção gráfica. Na enquete da Drupa 2018 os respondentes apontaram algumas tec­no­lo­g ias entre as que entendem como disruptivas ao negócio (quadro 3).

QUADRO 2 – INVESTIMENTO EM TECNOLOGIA DE IMPRESSÃO POR MERCADO (2015–2020, em US$ bilhões) 40 35 30 25 20 15 10 5 Comercial

Editorial

■ Offset plana ■ Digital inkjet (folha, cor)

Embalagem

Funcional

0

■ Flexo ■ Digital a toner (folha, cor) ■ Digital inkjet grande formato (folha e bobina)

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Fonte: Drupa 5th Global Trends Report – 2018

setembro /outubro 2018  REVISTA ABIGR AF


Nos chama a atenção a questão da au­ tomação e troca de dados e sua relação com as tec­no­lo­g ias habilitadoras da indústria 4.0. Nada mais verdadeiro, assim como a questão das tec­no­lo­g ias de integração do papel com o mundo digital, o uso e a gestão de big data. Enfim, na questão das tec­no­lo­g ias es­ senciais para o futuro do setor, dentro do que se pode vislumbrar hoje, repasso aqui as que foram men­cio­na­das por Webb e Ro­ mano no seu livro “The Third Wave”, com as quais concordo plenamente. A saber: Impressão digital – em todas as suas for­ mas, com penetração em todas as ­­áreas da indústria gráfica, é inevitável sua adoção em maior ou menor grau. Gestão de base de dados – saber buscar, gerir e rea­li­zar serviços e adi­c io­nar valor através de dados, sejam os de mercado para usos em mar­ke­ting, sejam os de seguran­ ça para aplicações específicas, sejam os dos pró­prios clien­tes para o uso em seus produ­ tos, torna-​­se uma tecnologia que será cada vez mais es­sen­cial e parte do am­bien­te de comunicações do qual a impressão é parte. Automação de work­f low – faz parte da evo­ lução natural dos processos gráficos a in­ tegração das partes de produção, da pré-​ ­impressão ao acabamento e de toda a gestão do processo produtivo, co­mer­cial e do ne­ gócio. Há muitos exemplos disso no livro, incluindo as plataformas operacionais e di­ gitais. Faz parte da plataforma digital que descrevemos an­te­r ior ­men­te. In­f raes­t ru­t u­r a de e- ​­ c ommerce – web-​ ­t o-print e o desenvolvimento de plata­ formas de venda e entrega de serviços além dos produtos físicos já são, e serão cada vez mais, fundamentais na evolução mercadológica, co­mer­c ial e operativa das empresas gráficas.

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Tecnologia nas nuvens – cada vez mais o processo gráfico será controlado por sis­ temas operando na nuvens, tais como já o usamos quando vemos a Netflix, escu­ tamos o Spotify ou o Whatsapp, o work­ flow, a transmissão de dados e arquivos, ERPs, sistemas de cálculo, controles etc. REVISTA ABIGR AF  setembro /outubro 2018

QUADRO 3 – IMPACTO DAS TECNOLOGIAS DISRUPTIVAS (em %)

Automação e troca de dados – Indústria 4.0

Meios cruzados e integração com impressão

Uso e gestão de big data

Escaneamento e impressão 3D

Impressão de eletrônicos e RFID

Uso de realidade virtual e impressão 0

5

10

15

20

25

30

35

40

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Fonte: Drupa 5th Global Trends Report – 2018

Somente sistemas sem visão de futuro ain­ da são projetados sem a conexão nas nu­ vens. Já nem diria uma tendência. Já é uma rea­li­da­de. Também é parte da plataforma digital como dito acima. Automação de mar­ke­ting – um processo onde mensagens de mar­ke­ting são entre­ gues para múltiplos canais de forma auto­ mática e simultânea. Estabelece e cultiva a relação da empresa com prospects, ­leads e, principalmente, clien­tes. Também faz parte da plataforma digital como parte da cria­ção de serviços aos clien­tes. Dentro disso, eu acrescentaria outros aspectos que envolvem essas tec­no­lo­g ias essenciais. Como cada vez mais a tendên­ cia da montagem da plataforma produti­ va das empresas será flexível e ajustada às demandas de seus mercados e clien­tes-​ a­ lvo, boa parte do maquinário será com­ prado via lea­s ing ou pagamento por fo­ lha impressa ou outra forma de cobrança sem a pro­prie­da­de do equipamento. Além disso, é crescente a possibilidade de se cria­r equipamentos específicos para de­ terminados projetos, incluindo-​­s e nis­ so as máquinas híbridas com diferentes

processos no mesmo equipamento, como já vemos em alguns casos: offset com di­ gital inkjet; flexografia com silk ­s creen e digital etc. Esses equipamentos especí­ ficos se­r iam moldados a um determina­ do tipo de serviço ou demanda, em es­pe­ cial com utilização de cabeçotes de inkjet. Um equipamento para cada um, ou a ver­ dadeira customização dos equipamentos. Na rea­li­da­de isso já existe, embora em menor escala e com altos custos. O que vejo é também um flexibilização na concepção e montagem de equipamentos para usos es­ pecíficos feitos a partir dos equipamentos base com módulos e tec­no­lo­g ias intercam­ biáveis. Terminou o projeto ou a deman­ da, descarta-​­se o equipamento. Nisso se in­c luem os equipamentos ne­ces­sá­r ios para as novas demandas de produtos atendidos pela impressão fun­cio­nal e, es­pe­cial­men­te, a impressão in­dus­trial. Pura indústria 4.0 e além.

Hamilton Terni Costa hterni@anconsulting. com.br é diretor da AN Consulting, www.anconsulting.com.br e diretor para América Latina da APTech (antiga NPES)


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MERCADO Por: Tânia Galluzzi

Descartáveis e

sustentáveis

Impulsionada por leis municipais, cresce a demanda por produtos ambientalmente corretos no segmento de itens descartáveis para alimentação.

campanha global contra o uso de canudos plásticos fincou os pés no Brasil neste ano. Primeiro foi a cidade de Cotia. Em junho, o prefeito Rogério Franco sancionou a lei obrigando bares e restaurantes a fornecerem somente canudos de papel biodegradável ou reciclável aos seus clientes. No mês seguinte foi a vez do Rio de Janeiro banir o uso de canudos plásticos em quiosques, bares e restaurantes. Depois vieram Manaus, Santos, Guarujá e Sorocaba.

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Outras cidades brasileiras, como São Paulo, também discutem adotar a mesma restrição. Em nível nacional, está em análise na Comissão de Assuntos Econômicos do Senado o projeto de lei 92/2018 que prevê a retirada gradual do plástico da composição de pratos, copos, bandejas e talheres descartáveis. Se aprovada, a medida determinará que o derivado de petróleo deverá ser totalmente substituído por materiais biodegradáveis em itens destinados ao acondicionamento de alimentos prontos para o consumo num prazo de 10 anos. Como não poderia deixar de ser, tais ações estão mobilizando a cadeia produtiva em torno do papel, que corre para aproveitar as brechas abertas pela mudança na mentalidade do consumidor. Entre os fabricantes de matériaprima, quem saiu na frente foi a Ibema. Mirando sobretudo o mercado de food service, há um ano a empresa lançou o Coppa, papel-cartão destinado à fabricação de potes e copos. “Até então só tínhamos opções importadas. Vimos que o fornecimento doméstico seria uma ótima oportunidade, especialmente quanto à redução dos prazos de entrega e acompanhamento próximo ao cliente”, afirma Júlio Guimarães, diretor comercial da Ibema. Produzido em várias gramaturas, com ou sem coating, o Coppa leva três camadas de celulose de fibra curta, podendo receber uma película de polieti leno em uma ou em ambas as faces, dependendo da aplicação. De acordo com o diretor, além da necessidade de desenvolver um produto que garantisse qualidade equivalente ou superior às opções importadas, o Coppa enfrenta o desafio do custo ao concorrer com o plástico e com o papel de origem asiática, especialmente para a Ibema, que não tem algumas matérias-primas verticalizadas. “O que nos posiciona no mercado nacional é justamente a garantia de fornecimento e uma família de produtos que atende às mais diversas aplicações.” O produto, que aceita todos os tipos de impressão e acabamento, foi bem aceito pelos convertedores, contudo os volumes


co­mer­c ia ­l i­za­dos em 2018 (não revelados pela Ibema) ainda correspondem a apenas 1/3 do po­ten­cial identificado, revela Júlio Guimarães. NOVAS OPÇÕES

No segundo semestre deste ano, a Suzano entrou no jogo com o Blue­cup, papel-​­cartão específico para a confecção de copos descartáveis. O foco está no segmento de fast food e redes de café e sorvetes. “Esse é um segmento que movimenta aproximadamente 580 mil toneladas por ano no Brasil, porém os produtos de fontes renováveis respondem por uma fatia bastante reduzida desse volume. Temos, portanto, um grande po­ten­cial de evolução e queremos ajudar os convertedores de copos a desenvolverem esse mercado”, explica Leo­nar­do Grimaldi, diretor executivo de papel da Suzano. Também produzido com fibra curta, o Blue­ cup recebe uma fina barreira1 em uma ou ambas as faces do papel-​­cartão, aceitando os processos mais utilizados no segmento de copos descartáveis de papel: rotogravura, flexografia e offset. “Já estamos vendendo para os principais convertedores do Brasil e temos projetos 1  Questionada sobre a composição da barreira, a Suzano afirmou, por meio de sua assessoria de imprensa, não poder ainda fornecer detalhes do produto, que está, neste momento, em fase de desenvolvimento interno.

em parceria para aumentar a relevância desse produto no mercado de copos descartáveis”, afirma Alexandre Cezilla, gerente geral de estratégia e mar­ke­ting da Suzano. Sem abrir os números, o executivo comentou que a companhia tem po­ten­cial de produção su­pe­r ior a todo o volume consumido no Brasil. A Papirus está igualmente se preparando para oferecer uma alternativa à matéria-​ p ­ rima plástica e aos pa­péis fabricados na Ásia, Europa e América do Norte. Segundo Ch­r is­ tian ­K roes, coor­de­na­dor de Desenvolvimento de Produto, a Papirus está na fase de análise técnico-​­financeira do produto, a partir da qual será definida a data de lançamento. “Os de­sa­ fios são obter o melhor resultado possível em termos de sustentabilidade total do projeto, com a implementação do conceito de mo­no­ ma­te­r ial, visando facilitar a reciclagem e a repulpagem.” O produto baseia-​­se em um papel-​ ­c artão branco, de baixo bulk, alta resistência à tração e condições de superfície pró­prias à implementação das barreiras ne­ces­sá­r ias sem a aplicação de laminações. Diferente das linhas desenvolvidas pela Ibema e pela Suzano, Ch­r is­tian K ­ roes afirma que o novo papel-​­cartão da Papirus poderá ser usado na produção de canudos. “Não fizemos um desenvolvimento específico neste caso, mas acreditamos que o produto atende aos dois

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segmentos sem problemas.” Já a Suzano deve lançar uma linha voltada à produção de canudos. “Temos vá­r ios produtos em desenvolvimento neste momento e esperamos ter novidades em breve”, diz Alexandre Cezilla. MÁQUINAS DEDICADAS

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Os fornecedores de equipamentos também estão se preparando para surfar as ondas da sustentabilidade. A ALFB promete apresentar em mea­dos de novembro a primeira máquina totalmente produzida no Brasil para a confecção de canudos. Projetada em parceria com a Weg, tem produção prevista entre três e seis milhões de canudos ao mês, em três diâ­me­tros e comprimentos diferentes. Num primeiro momento, o modelo produzirá apenas canudos brancos, ficando a impressão, em flexografia, com duas ou três cores, restrita à embalagem in­d i­ vi­dual do canudo. “Que­re­mos oferecer uma solução completa e ecologicamente correta. Estamos utilizando adesivo certificado pela Anvisa para uso em embalagens, tintas à base de água e trabalharemos com papel em duas gramaturas, 60 g/m² e 120 g/m²”, explica Antonio Machado, diretor co­mer­cial da ALFB. O equipamento deve chegar ao mercado com custo entre R$ 250 mil e R$ 300 mil, considerando o conjunto das máquinas para a produção de canudos e embalagens. A Furnax tem máquinas para a produção de canudos em seu port­fó­lio há pelo menos cinco anos, contudo não havia demanda, como conta Caio Nakagawa, gerente de produto. O quadro alterou-​­se neste ano e o número de consultas explodiu, porém ainda sem a concretização REVISTA ABIGR AF  setembro /outubro 2018

efetiva de ne­gó­c ios. A busca vem principalmente de fabricantes de embalagem que já atendem redes de fast food e fornecedores de embalagens plásticas que desejam agregar o papel às suas linhas. Esse mesmo público tem buscado soluções para produção de copos descartáveis em papel. “Já instalamos 20 máquinas, das quais 12 para um mesmo clien­te. O tempo de setup não é tão rápido quanto no offset. Por isso, a melhor opção é ter equipamentos dedicados para que não seja necessário trocar o ferramental a cada mudança de formato.” Uma linha automatizada, capaz de produzir 120 copos por minuto, custa cerca de US$ 200 mil com impostos, enquanto uma máquina para canudos com performance de três milhões de unidades por mês sai por volta de US$ 90 mil. O gerente de produto lembra que tais equipamentos podem produzir também hastes de papel. A Estilo Pack, que aposta no consumo sustentável desde 2012, viu a consulta por copos biodegradáveis quintuplicar em 2018. Os copos e potes de papel sem plástico são a principal fonte de receita da empresa, com sede em Ba­r ue­r i. Segundo Marcelo Rossi, assessor de mar­ke­ting, o custo de um copo de papel produzido em escala in­dus­trial é de três a cinco vezes maior do que o de um copo plástico. Em função disso, a matéria-​­prima de fonte não renovável continua a dominar os copos: “qualquer rede de fast food consome de 100 mil a 300 mil unidades por mês”, diz Marcelo Rossi. “Grandes redes como o McDonald’s chegam a receber 2 milhões de consumidores por dia”. Entre outros clien­tes, a Estilo Pack atende o McDonald’s na área de potes, assim como fornece os re­ci­pien­tes nos quais são servidas as sopas nas lojas Pão de Açúcar, e vá­r ios modelos de copos para a Regina Festas e Chromus. A convertedora trabalha com papel importado dos Estados Unidos, mas já está testando fornecedores nacionais. A Estilo Pack está também trazendo canudos biodegradáveis para abastecer o mercado na­c io­ nal, sendo que a produção desses itens em sua planta deve começar em 2019. IBEMA www.ibema.com.br SUZANO www.suzano.com.br PAPIRUS www.papirus.com

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Ele tem cara de alemão, postura de alemão, mas meia hora de conversa e alguns chistes depois a verdade se impõe. Alfried Plöger é um teuto-brasileiro que sabe muito bem equilibrar os melhores predicados de cada povo.

Foto: Tânia Galluzzi

Por: Tânia Galluzzi

Alfried Plöger Com muita ginga, ja Herr! *

N

ascido na cidade de Stettin, na Alemanha, em 1939, e na­ turalizado brasileiro em 1980, Al fried Plö ger detesta atra­ sos, falta de ordem e reuniões sem pauta. Mas também afirma ter absorvido a flexibilidade brasileira na resolução de situa­ ções complexas, adora ouvir e contar piadas e diz gostar de ambientes diversos, onde pessoas com rea lidades diferentes têm voz. Tal traçado o fez múltiplo e uno. Depois de uma rápida ex periência em uma companhia do setor químico, a contragosto, por vislumbrar ótima carreira na multinacional, entrou para

*Sim senhor!

a empresa da família e nunca mais saiu. Com­ pensando esse caminho retilíneo, atuou volun­ tariamente em 22 entidades. Quando se formou em Administração de Empresas, jurou para si mesmo que nunca mais mexeria com contabili­ dade em função da chatice suprema de um pro­ fessor. A promessa durou nada. As perguntas de sua primeira entrevista de emprego só gira­ ram sobre esse tema e no decorrer de toda a sua carreira a contabilidade jamais o deixaria. Filho de pais alemães, Alfried Karl Plöger nasceu exatos três meses antes do início da Se­ gunda Guer ra. O pai, engenheiro aeronáutico, logo foi chamado para o front. Foi preso duas vezes, fugiu duas vezes, e com o fim da guerra, assim como tantos outros milhões de alemães,


1

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não tinha emprego, muito menos perspectiva. “Nós brincávamos nos escombros”, lembra Plö­ ger. Uma mochila cheia de carvão catado pela rua fazia a alegria da família. Repleta de ba­ tatas, então, trazia a euforia de uma noite de Natal. Em 1948, seus pais decidiram abando­ nar a Alemanha e vir para o Brasil, onde a si­ tua­ç ão dos fa­m i­lia­res de sua mãe era muito diferente. Seu avô, Al­f ried Weiszflog foi fun­ dador da gráfica e editora Weiszflog & Irmãos, que viria a comprar a Melhoramentos em 1921, quando ela ainda se dedicava exclusivamente à produção de papel. Plö­ger fez o ensino fundamental e médio no Colégio Visconde de Porto Seguro, formando-​ s­ e no então cien­tí­f i­co em 1958. E já está orga­ nizada há tempos a comemoração dos 60 anos dessa turma. “No dia 27 de outubro vamos reu­ nir mais de 50 pes­soas na minha casa. Vem até

professor”, conta Al­f ried, festeiro de primeira linha. Além da data em si, a comemoração tem toda razão de ser. Ele sempre esteve envolvido com o colégio, que presidiu por 25 anos. É con­ selheiro curador da Fundação Visconde de Por­ to Seguro e fala com muito orgulho da esco­ la montada em Paraisópolis, que acolhe quase dois mil alunos. “Não há diferença entre o co­ légio e a Escola da Comunidade. Os recursos, os professores, tudo é igual.” 3

4

1 Alfredo Weiszflog, Alfried Plöger e Rainer Oellers, em 1989 2 Ingo Plöger, Alfried Plöger, Alfredo Weiszflog e José Tomas Senise. Reunião de conselho da Melhoramentos, 1985 3 Plöger recebe das mãos de Curt Kreisler, presidente da Printing Association of Florida (PAF), o troféu de Líder Gráfico das Américas 1996, em cerimônia realizada em Miami (EUA). Janeiro de 1996 4 “Bati às portas de São Paulo, pedindo um lugar em seu imenso coração. A cidade atendeu e concedeu‑me tudo que um homem poderia ambicionar”. Assim se expressou Plöger ao ser homenageado com o título de “Cidadão Paulistano”, em diploma outorgado pela Câmara Municipal de São Paulo, entregue pelo autor do decreto legislativo, vereador Jorge Perez. 26 de junho de 2008

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5 (E/D) Alfied Plöger, em companhia da cunhada Doris (ex‑esposa de Ingo); da esposa, Rosel (falecida); de Max Schrappe, presidente da Abigraf Nacional; e do irmão Ingo Plöger, durante a homenagem em Miami. Janeiro de 1996 6 Plöger exerceu a presidência da Abigraf Nacional nos anos de 2008 e 2009

Depois de completar sua formação em Ad­ ministração na Alemanha, em 1966 voltou para São Paulo e casou-​­se com Rosel Jäger, com quem teve quatro filhos. No ano seguinte foi admiti­ do no departamento administrativo-​­financeiro da Ciba, mas pouco menos de dois anos de­ pois ingressou na Companhia Melhoramentos como assistente da diretoria financeira. Che­ gou à diretoria geral em 1980, depois à presidên­ cia do conselho de administração, entre outras funções. Hoje é conselheiro de administração. INTERESSE COLETIVO

Foi atendendo a um pedido de um colega da Me­ lhoramentos que Plö­ger deu o primeiro passo no mundo as­so­cia­ti­vo no início dos anos de 1970. Al­f ried representou a Melhoramentos em um congresso de instituições financeiras. Um en­ contro puxa o outro e na década seguinte lá es­ tava ele na Abril, numa reu­nião convocada por Plácido Loriggio, para discutir a condução dos dis­sí­d ios coletivos. “Não concordávamos com a 6

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forma como o Sidney Fernandes conduzia as ne­ go­cia­ções. Exigimos mudanças e conseguimos articular uma comissão de ne­go­cia­ção.” Na gestão de Max Schrappe à frente da Abi­ graf Na­c io­n al (1986/2001), Plö­ger assumiu a vice-​­presidência e depois a diretoria de finan­ ças, organizando o departamento. Entre 2001 e 2007 foi presidente da Abigraf-​­SP, passando rapidamente pela presidência da Abigraf Na­ cio­nal entre 2008 e 2009. “Eu e o Carlos Evan­ dro, presidente do conselho diretivo, tínhamos diferenças profundas. Eu sabia que não ia dar certo, e um belo dia saí da Abigraf e não vol­ tei mais.” Ele admite que o fato de dizer o que pensa trouxe alguns problemas, mas também o ajudou. “É uma das minhas virtudes. A outra é fazer tudo com paixão, com en­tu­sias­mo.” Os resultados desse envolvimento estão no currículo que Plö­ger entrega no início da entre­ vista, com seis páginas, cinco delas listando as as­so­cia­ções, fundações e so­cie­da­des beneméri­ tas das quais participou. Citando apenas algu­ mas das quais ainda participa, Plö­ger é o a­ tual presidente da As­so­cia­ção Brasileira das Com­ pa­n hias Abertas (Abrasca), membro do Con­ selho Deliberativo da As­so­c ia­ç ão Co­mer­c ial de São Paulo, vice-​­presidente do Centro das In­ dús­trias do Estado de São Paulo (­Ciesp), dire­ tor do Departamento de Economia, Competi­ tividade e Tecnologia da F ­ iesp, conselheiro do Hospital Alemão Oswaldo Cruz e conselhei­ ro curador da Fundação Visconde de Porto Se­ guro. Entre suas vá­r ias distinções, estão a Or­ dem do Mérito 1ª Classe, da República Federal da Alemanha, conferida em 2002 pelo presiden­ te da República, o maior reconhecimento que um cidadão civil pode receber; o título de Ci­ dadão Paulistano do Ano 2007, outorgado pela Câmara Municipal de São Paulo; o prêmio Lí­ der Em­pre­sa­r ial do Setor de Papel e Celulose, conferido pela Gazeta Mercantil em 2003; e Lí­ der Gráfico da América Latina 1996, pela Con­ latingraf. De seus quatro filhos, Tilo, Annette, Peter e Martina, apenas a caçula mora no Bra­ sil. O mais velho está em Munique, Annette em Hamburgo, e Peter acaba de ser transferido para Barcelona. Rosel faleceu há cinco anos e Al­fried casou-​­se novamente com Claudia. É ela que o acompanha nos concertos e peças de tea­ tro que adora frequentar. “Vou fazer 80 anos em 2019, quero diminuir um pouco o ritmo, pro­ meti não assumir a presidência de mais nenhu­ ma entidade, ficarei só como vice”, completa, soltando uma gostosa gargalhada.


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CONEXÃO DF

Joanna Marini

A injustiça tributária e a indústria gráfica

Roberto Nogueira Ferreira

O

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milagre da reforma tributária volta e meia é anunciado. Vendida para a opinião pública como panacéia para todos os males, a esperada reforma não se concretiza. Transmutou-se em discurso político de baixa credibilidade. Em um país em que a União Federal,  Estados, o Distrito Federal e . municípios detêm competências tributárias próprias, e disputam entre si os tributos que os cidadãos e as empresas recolhem, convenhamos, não é simples chegar a um consenso. Setorialmente, todavia, algumas decisões tributárias já poderiam ter sido tomadas, não para pagar menos tributos, mas para recuperar a competitividade perdida e restabelecer a isonomia, destruída por decisões unilaterais equivocadas. O caso da indústria gráfica nacional é exemplar. Há  anos o governo federal resolveu incentivar a importação de livros, liberando-a da incidência das contribuições PIS e Cofins. Apesar das insistentes manifestações da indústria gráfica — alertando ministros e parlamentares para a injustiça que resulta em perda de competitividade para a indústria nacional —, a Lei ., de , manteve intacta a incidência das duas contribuições na impressão de livros. A isonomia, ferida de morte, resulta em déficit comercial desfavorável ao Brasil e perda de empregos domésticos, para ficar só nesses dois fatores. A eliminação da incidência de PIS e Cofins na importação de livros é parte da política de estímulo à leitura. A indústria gráfica nacional entende ser medida correta, embora incompleta. Na mesma direção e sentido a Lei ., de , também tratou de

Roberto Nogueira Ferreira é sócio-proprietário, há 34 anos, da RN Consultores (Brasília), onde atua como consultor da Abigraf Nacional.

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reduzir a zero as alíquotas dessas contribuições, incidentes sobre a receita decorrente da venda de LIVROS, no mercado interno. O livro, entretanto, e nunca é demais repetir, carrega em seu preço, desde o primeiro momento, a incidência plena de PIS e Cofins na etapa de IMPRESSÃO. Se o objetivo final, meritório, era estimular a leitura, ba rateando o livro, esqueceramse todos — representantes do governo federal e os parlamentares — de começar a redução tributária onde os livros nascem, qual seja na indústria gráfica nacional. A intenção da política de estímulo à leitura é inteligente. Mas o meio empregado padece da falta de inteligência e de ausência de compromisso com o País, matando empregos e empresas nacionais. E não foi, nem é por falta de insistentes avisos da Associação Brasileira da Indústria Gráfica (Abigraf). A síntese é que uma decisão legal, apesar do foco correto, destruiu a competitividade da indústria gráfica nacional. Recompô-la, no caso, é essencial. Para contornar a injustiça tramita na Câmara dos Deputados o PL , de , subscrito pelo deputado Walter Ihoshi (PSD -SP), que em síntese propõe a inserção de dispositivo no Art.  da Lei ., de  de abril de , no sentido de assegurar a “redução a zero das alíquotas da Contribuição pra o PIS/Pasep e da Cofins incidentes sobre a receita bruta decorrente da atividade de impressão de livros, conforme definido no art. º da Lei nº ., de  de outubro de ”. Por que a Câmara dos Deputados, apesar da insistente atuação dos representantes da indústria gráfica nacional não exerce a legitimidade de sua obrigação aprovando o PL que restaura a competitividade dos gráficos de todo o País? Este é um dos muitos mistérios que rondam a atuação do Congresso Nacional. Na próxima edição abordarei outro mistério que mata empregos na indústria gráfica nacional, e os faz ressurgir na China e outros países asiáticos.

setembro /outubro 2018


TRABALHISMO

qui estamos, em pleno século XXI, em um mundo globalizado e oxigenado pela internet e suas redes sociais, onde a velocidade da informação é superior a um piscar de olhos, onde o mundo dos negócios não tem tempo a perder, cada movimento seja ele político, financeiro ou apenas um boato, reflete de forma positiva ou negativa na economia. O mundo dos negócios mudou e muito nos últimos anos, e vem mudando a cada dia. Por conta disso, vivemos um momento de adequação aos novos modelos de contratações e as novas modalidades de contrato de trabalho, vivemos uma era onde o tempo é o bem mais va lioso de cada ser humano, e também das empresas. A briga diária pela redução de custos e melhores preços, fez com que o modelo atual de contratação de pessoas ficasse engessado e custoso ao caixa das empresas, criando um problema ainda maior chamado “clandestinidade”, na qual muitas pessoas vêm trabalhando sem um devido contrato que lhes possa assegurar o mínimo de garantias necessárias. A terceirização da mão de obra e a mão de obra temporária são a prova desse novo momento de adequações que o País vive e entendemos que é um caminho de mão única, é um formato prático, objetivo e que traz ao cidadão a possibilidade de um novo emprego com os seus direitos assegurados. Em  de março de , foi sancionada a Lei nº ./, que regulamenta a terceirização e altera a Lei nº ./ que dispõe sobre o trabalho temporário, a chamada “Lei da terceirização”. Modalidades de contratação: Terceirizado, Temporário e Intermitente. A Lei nº ./ trouxe alterações para o Trabalho Temporário e ainda, de forma inovadora para a legislação brasiLeira, disciplinou regras sobre

Ingram Image

Nelson Alves dos Santos

Contratação de terceirizados e mão de obra temporária a Terceirização. O contrato de trabalho temporário continua a ser regulado pela Lei nº ./, com os acréscimos da nova lei. Nesta modalidade contratual, a Lei nº ./, em seu artigo º, parágrafo terceiro, expressamente autorizou a contratação de trabalhador temporário nas atividades-meio e atividades-fim da empresa tomadora de serviços. Hipóteses permitidas de contratação da mão de obra temporária: ◆ Quando houver necessidade de substituição transitória de uma pessoa permanente. ◆ Quando houver demanda complementar de serviço, podendo ser fator previsível ou imprevisível. O contrato de trabalho pode ser de até  dias, prorrogável por mais  dias. Não se pode contratar trabalhador temporário para substituição de grevista. ✔ O tomador do serviço responde pelas condições de higiene, segurança e salubridade dos terceirizados. ✔ Não pode figurar como contratada a pessoa jurídica cujos titulares ou sócios tenham, nos últimos  meses, prestado serviços à contratante na qualidade de empregado ou trabalhador sem vínculo empregatício. ✔ O empregado que for demitido não poderá prestar serviços para esta mesma empresa (como terceirizado) antes do decurso de prazo de  meses, contados a partir da sua demissão. ✔ O trabalhador temporário que cumprir o prazo de nove meses, somente poderá ser colocado à disposição da mesma tomadora de serviços em novo contrato temporário, após  dias do término do contrato anterior. ✔

Ainda há muito que conquistar, mas um grande passo já foi dado. Resta conti nuar mos lutando para a melhoria das leis e, principalmente, para que a economia volte a crescer, pois somente assim será possibilitado aos brasileiros o direito ao trabalho.

Nelson Alves dos Santos Administrador, financista e mestre em Administração de Negócios. setembro /outubro 2018

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SUCESSÃO

Domingos Ricca

As crises econômicas no Brasil: a importância da

preparação do sucessor

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s questões que envolvem o cenário nacional são complexas e de difícil solução. Ser empresário no Brasil, na atua lidade e mesmo em outras épocas, é sinônimo de criatividade, persistência e resi liência. Nos últimos anos, os sobressaltos vivenciados pelas empresas e pela sociedade em geral envolveram: aumento dos combustíveis, aumento das tarifas de energia, escassez de água, aumento de impostos, redução do consumo, disparada do dólar, eleições, impeachment, entre outros fatores que fazem com que o cenário fique nebuloso e incerto. Muito embora o empresariado tenha que lidar com as dificuldades existentes na economia nacional, tendo períodos com maiores ou menores obstáculos ao crescimento orga ni zacional, a empresa fa mi liar sobrevive às intempéries, e continua sendo predominante na economia do Brasil e do mundo. Os princípios e valores da empresa fami liar são incorporados no modo de atuação da empresa e definem a identidade organizacional. Como substituir uma figura tão carismática quanto esta? Será que o herdeiro terá a mesma força para manter a empresa no mercado, mesmo em época de crise? O perfil do fundador é decorrente de sua vivência; dos altos e baixos que teve que enfrentar; da opção por ser um empresário, com todos os percalços e conquistas que esta profissão demanda; da perseverança para rea lizar seu sonho. Portanto, o êxito da sucessão está no fato de ser planejada. A sucessão deve ter regras, inclusive com etapas a serem cumpridas pelo sucessor, e resultados mensuráveis durante o período de qualificação. O processo demanda tempo para formar e desenvolver o sucessor, e uma boa dose de disposição e disponibilidade por parte de quem vai conduzir este processo. É preciso conduzir um Programa de Qua lificação de Sucessores. As empresas fami liares, em virtude de falta de um Planejamento Sucessório qualificado, acabam por se REVISTA ABIGR AF

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tornar alvo de grandes corporações para promoção de fusões ou aquisições. O motivo deste assédio que tem se tornado cada vez mais frequente, decorre da força deste modelo de organização na localidade onde estão inseridas, e do valor relativo às mesmas. Os conflitos fami liares e a ausência de uma boa governança, pressupõem valores de aporte por parte das grandes corporações, muito baixos, as vezes ir ri sórios, frente aos resultados que poderão obter relativos aos ganhos de mercado. Segundo dados da PWC , publicados em seu site (https://www.pwc.com.br/pt/estudos/servicos/ assessoria-tributaria-societaria/fusoes-aquisicoes. html – acesso em //): “No período acumulado de  foram rea lizadas  transações,  superior ao volume de  ( transações). No mês de agosto temos redução de , com  transações anunciadas, em relação ao mesmo período de  ( transações). O ano de  apresenta sinais positivos da recuperação econômica do País. No entanto, as incertezas sobre a política econômica a partir de , juntamente com o cenário externo prejudicaram esta retomada.” Ou seja, os investimentos estão “represados” à espera das definições políticas no nosso país. Assim sendo, os processos de fusões e aquisições poderão sofrer um aumento significativo a partir do próximo ano. Então, como per petuar os negócios de família? A empresa só sobreviverá para as próximas gerações, com uma estrutura profissionalizada que permita ultrapassar tanto as crises econômicas quanto os problemas cotidianos. Inclui-se neste último, as ações de Planejamento Sucessório. Este é um grande desafio que permite a per petuação dos negócios de família. Domingos Ricca www.empresafamiliar.com.br Sócio-diretor da Ricca & Associados Consultoria e Treinamento e da revista Empresa Familiar.


German Lorca

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F OTOG R A F I A

Multiplicidade estética e autoral

G

erman Lorca nasceu um par de meses depois da Semana de Arte Moderna de 1922. Hoje tem 96 anos e conta sete décadas de car­ reira pro­f is­sio­n al. Mantendo o sorriso de menino travesso, é um grande con­ tador de his­tó­r ias e continua clicando tudo o que lhe desperta o olhar. E entre os vá­r ios even­ tos comemorativos, sua trajetória pode ser vis­ ta no Itaú Cultural, em São Paulo, até o dia 4 de novembro, na mostra German Lorca: Mosaico do

Tempo, 70 anos de Fotografia, que traz mais de 150 imagens, além de sé­r ies e ensaios fotográficos, projeções, objetos e pre­mia­ções. Com curadoria do jornalista, professor e crítico de fotografia Rubens Fernandes Ju­ nior, a exposição tem assistência cu­r a­to­r ial do professor e fotógrafo José Henrique Lor­ ca. Para eles, as fo­to­g ra­f ias de Lorca expres­ sam de modo exemplar toda a ex­pe­r iên­cia do pe­r ío­do modernista e chegam aos dias de hoje com o mesmo frescor que o aproximam de algu­ mas manifestações e de alguns procedimentos da arte contemporânea. De um jovem contabilista, ele passou rapi­ damente para o status de precursor no lendário Foto Cine Clube Bandeirante, fundado em 1939, onde se consolidou como fotógrafo pro­fis­sio­nal. Teve um estúdio, no qual produzia de ensaios e fotos autorais até publicidade. Fotografou a paisagem urbana de São Paulo em diferentes pe­r ío­dos de 1947 a 2004 e segue assim até hoje, reunindo um conjunto de imagens que acom­ panham a construção e desconstrução da cida­ de. Fez retratos e foi retratado por nomes consa­ grados, como Geraldo de Barros. “É um grande desafio orquestrar tantas variáveis temáticas,

Pode ser na publicidade, em ensaios artísticos ou comerciais; no início, meio da carreira ou até hoje; retratos, autorretratos, ensaios em cor ou em preto e branco. O trabalho de Lorca é perene, tem olhar e estética apurados, expressa a experiência do período modernista e chega à atualidade com o frescor que o aproxima da arte contemporânea. Tânia Galluzzi

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sua pluralidade: Foto Cine Clube Bandeiran­ te, Fotografia de arte, Fotografia publicitária, São Paulo, Retratos, Autorretratos e Altos re­ tratos — este, composto de imagens de outros fotógrafos que retrataram o ho­me­na­gea­do. Além das obras artísticas e pu­bli­c i­t á­r ias, estão expostos objetos ­pessoais, prê­mios, tro­ féus, medalhas e homenagens que marcam os momentos importantes de sua carreira. Ao lado dessas conquistas, uma vitrine exibe as principais câmeras que pon­tua­ram seu per­ curso na fotografia — da primeira, uma Wel­ ta Welti, objetiva Tessar 2.8/50, Carl Zeiss, formato 35 mm, adquirida em 1947 no Brás, até a mais recente, uma Leica digital, pas­ sando por Rolleiflex, Hasselblad, Nikon. “São as informações distintas que deixam clara e transparente nossa verdadeira intenção”, afir­ ma Fernandes. “Elaborar um exercício de tra­ zer o passado para o presente, seja exibindo seu mundo técnico e afetivo, seja ocupando o espaço com a magia das imagens.” além dos diferentes formatos por ele utilizados, mas, dentro do possível, formatamos nú­c leos que pudessem tanto valorizar suas fo­to­g ra­f ias mais representativas quanto evi­den­ciar as ima­ gens que foram de circulação mais restrita”, diz Fernandes. Assim, a linha cu­ra­to­r ial organiza essa retrospectiva de modo a condensar a larga e rica vivência de Lorca. PLURALIDADE

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EXPOSIÇÃO MOSAICO NO TEMPO http://www.itaucultural.org.br/german-​ ­lorca-mosaico-​­do-tempo-​­70-anos-​­de-fotografia

São mais de 150 fo­to­g ra­f ias do amplo acervo do artista, que estabelecem uma narrativa coe­ren­ te e contemplam a sua visão de mundo, além de elementos que participaram de sua vida e alavancaram sua trajetória pro­f is­sio­nal. Elas se esparramam por sete temas que revelam

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ENCONTRO

4º Seminário Sul-Brasileiro da Indústria Gráfica

Mudanças e gestão foram os temas dominantes no Seminário Sul-Brasileiro

Reunindo participantes do Rio Grande do Sul, Santa Catarina, Paraná e convidados de São Paulo, Porto Alegre sediou o 4º Seminário SulBrasileiro da Indústria Gráfica, evento de grande magnitude que já faz parte do calendário nacional do setor.

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ea li zado no dia o- de setembro, no Salão de Convenções da Federa­ ção das Indústrias do Estado do Rio Grande do Sul ( Fiergs), em Por­ to Alegre, pela Abigraf­RS, em conjunto com a Abigraf­ SC e Abigraf­PR , o seminário con­ gregou mais de 400 profissionais, fornecedo­ res e lideranças da indústria gráfica nacional. O tema do encontro, “Pensar no futuro e agir no presente. Obter resultados? Gestão Inova­ dora”, pautou os assuntos discutidos, refletin­ do sobre o cenário atual, tendências mundiais e ações estratégicas para tornar as empresas mais competitivas. Foram mais de seis horas de programações técnicas, além de salão de ne­ gócios e momentos para troca de ex periências e conhecimentos entre os participantes.

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Para o presidente da Abigraf Nacional, Levi Ceregato, “a edição, rea li zada na capital gaú­ cha, serviu para a divulgação das novas tec­ nologias e dos avanços do setor. Viemos trazer aos empresários a nossa palavra de otimismo, por acreditar no futuro do País e da própria in­ dústria gráfica”. Julião Flaves Gaúna, presiden­ te do conselho diretivo da Abigraf Nacional, destacou a relevância de se promover o asso­ ciativismo. “Esse é o papel principal das lide­ ranças nacionais e regionais. Dessa forma, os empresá rios estarão mais seguros para fazer e provocar investimentos no setor”. A união do setor foi elogiada pelo presidente da Fiergs, Gilberto Porcello Petry. “Isso é algo extraordinário, que poucas entidades conquis­ tam. Vocês estão se renovando. São momentos


como esse que os em­pre­sá­r ios têm para se reci­ clarem e não caí­rem fora do mercado. Por isso, se­mi­ná­r ios assim são muito importantes”. A FORÇA DA UNIÃO

O 4º Seminário trouxe novos conhecimentos e inspirações para a indústria gráfica, pro­por­ cio­nan­do momentos para reflexão e mudan­ ças de atitude. “Esta aproximação tem sido de extrema importância para que pensemos em alternativas viáveis, que fomentem o cresci­ mento do setor em nossos estados. Juntos so­ mos bem mais fortes”, pontuou o presidente da Abigraf‑RS, Angelo Garbarski. Na visão do presidente da Abigraf‑SC, Cid­ nei Luiz Barozzi, o seminário representa um grande momento da indústria gráfica. “Chegar num evento dessa magnitude, unindo três Abi­ grafs, significa que estamos evoluindo. Fecha­ mos o primeiro ciclo, que começou por Santa Ca­ tarina e foi para o Paraná. Esperamos que esse projeto, cria­do de forma itinerante para justamente be­ne­f i­ciar todos, tenha continuidade”. Conforme o presidente da Abigraf‑PR , Jair Leite, a edição do RS mostra a consolidação do evento: “O seminário já faz parte do calendário na­cio­nal do setor. Essa integração sempre exis­ tiu, mas o evento surgiu para que nos unísse­ mos ainda mais. Falar de gestão é muito impor­ tante para os em­pre­sá­r ios e os colaboradores levarem informações para as gráficas”. Pro­ve­nien­te do ABC paulista, o presidente do Singrafs do Grande ABC e Baixada Santis­ ta, Antônio José Gameiro, elogiou a integra­ ção feita pelos em­pre­sá­r ios. “Foi muito impor­ tante a participação pela ­união com a categoria, pois estamos num país em que se não aperfei­ çoarmos o nosso conhecimento, ficará difícil”. PALESTRANTES

O consultor e empresário Eduar­do Tevah abriu a programação técnica, abordando a conquista da excelência, com cria­ti­v i­da­de e inovação. “É a tua idade mental que fará diferença daqui para a frente. A tua capacidade de ver que o mun­ do mudou e que você terá que se adaptar a ele”. Em seguida, o doutor em Administração Jo­ nas Cardona Venturini falou de organizações e mercados exponenciais: “O século 21 é de servi­ ços. Todos precisarão ser em­preen­de­do­res. Ino­ vação é o principal fator de di­fe­ren­cia­ção. Po­ si­cio­na­men­to é a chave do sucesso. Precisamos ter ­ideal em­preen­de­dor, acreditar no País”. Fe­ chando a manhã, foram apresentados os cases

de sucesso de Edson Benvenho, sócio na em­ presa Rea­li­d a­de Aumentada Brasil, e do CEO da Cria­ti­van­do, Jonathan Tebaldi, que somam ex­pe­r iên­c ias em rea­l i­d a­des aumentada (RA) e vir­tual (RV), e em e-​­commerce. À tarde, foi rea­li­za­do o painel “Es­tra­té­g ias inovadoras de mercado”, com os em­pre­sá­r ios Anderson Nunes, sócio da Gráfica ANS, de Por­ to Alegre; José Luiz Lermen, da Gráfica Rex, de Nova Candelária; e Alezi Goulart, sócio-​ ­f undador da Nerd Universe, da capital gaú­cha. Depois, foi a vez do web ativista Gil Giar­ del­li mostrar algumas transformações globais na palestra “Gestão do presente, gestão do futu­ ro e gestão da inovação”. Segundo ele, na era da abundância, vivemos a quarta revolução in­dus­ trial e falta tempo para entendermos o mundo. A programação do sábado foi fechada pelo dou­ tor em Comunicação Dado Schneider, que tra­ çou um paralelo entre comportamentos de di­ ferentes gerações em “O mundo mudou . . . bem na minha vez”. Para ele, o problema não é ser velho, mas ultrapassado. O es­pe­cia­lis­ta lembra que há diferenças significativas de pensamen­ to e cultura de quem nasceu antes da década de 1980 em relação às gerações mais conectadas. Em função das constantes mudanças do mun­ do, Schneider cita que em certa fase da vida foi necessário se adequar aos velhos, agora é indispensável se ajustar aos jovens. Mais de 120 empresas gráficas estiveram representadas no 4º Seminário Sul-​­Brasileiro da Indústria Gráfica. Do total de participan­ tes, mais de 200 fazem parte da base ter­r i­ to­r ial da Abigraf‑RS. Os demais eram proce­ dentes de outros estados, como Paraná, Santa Catarina e São Paulo.

Texto extraído do Caderno Especial do Sindigraf-​­RS Notícias nº- 267, de setembro 2018.

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MEMÓRIA

Setor gráfico lamenta a morte de Thomaz Caspary

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epois uma longa carreira no setor gráfico, faleceu em São Paulo no dia  de setembro o engenheiro gráfico, coach, consultor de empresas e diretor da Printconsult, Thomaz Frank Caspary. Formado na Faculdade de Mídia Impressa de Stuttgart, na Alemanha, na modalidade de Engenharia de Produção Industrial, com curso de extensão em Administração de Empresas Gráficas e es pecia li zação em Gerencia mento de Produtividade pelo Refa, Instituto Alemão para Estudo do Trabalho e Organização Empresarial, Thomaz Caspary trabalhou durante  anos em diversas empresas em São Paulo e na Alemanha, até fundar, em , sua empresa de consultoria, a Printconsult. Thomaz Caspary começou sua carreira no ramo gráfico aos  anos, como tipógrafo, numa gráfica de embalagens em São Paulo. Ávido por tecnologia, foi galgando todos os postos dentro da empresa, passando de tipógrafo a linotipista, depois para impressor tipográfico e ajudante de impressor offset. Nessa trajetória, adquiriu conhecimento e domínio de todos os equipamentos. Paralelamente, estudava à noite, cursando o então segundo grau, hoje ensino médio. Ele costumava atribuir à sorte o fato de ter como chefe geral um profissional alemão, que certo dia, em meados da década de , lhe disse que depois de aprender tudo o que a gráfica podia lhe ensinar era hora de estudar na Alemanha. Por meio dos contatos da diretoria da empresa com a Fiesp, a obtenção de uma bolsa de estudos foi facilitada. Na Alemanha, estudava o idioma à noite e parte do dia trabalhava como impressor de rotogravura, imprimindo livros de

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arte. Ele cursou a faculdade de Artes Gráficas (quatro anos em tecnologia e um de mestrado em administração da empresa gráfica). Após seis anos voltou ao Brasil, passou a ministrar cursos pela Abigraf e pela ABTG sobre formação de custos, produtividade e qualidade. Trabalhou na Niccolini, depois por  anos na Laborgraf, até chegar a diretor comercial e industrial na Agaprint, ode ficou por quatro anos. O excesso de trabalho desembocou em um infarto, que o afastou da empresa. Em seguida, fundou a Printconsult, consultoria especia li zada na indústria de mídia impressa, responsável pelo atendimento de mais de  empresas em todo o Brasil, entre gráficas de todos os tamanhos e especia lidades, além de fornecedores e clientes do setor, como agências de publicidade e usuários de embalagem.


Notícias publicadas na Revista Abigraf nº– 119, de setembro/outubro de 1988

Papel e cartão ainda dominam as embalagens Materiais mais utilizados

nas embalagens, papel e cartão correspondem a 50% do consumo mundial de embalagens, inclusive no Brasil. Aqui, em seguida vêm os metais (principalmente folha de flandres), depois os plásticos, os vidros, os materiais naturais como a madeira (para transporte) e fibras de juta para sacarias. Apesar do crescimento no uso de plásticos, o emprego do papel e do cartão se mantém estável. Porém, o especia lista Lincoln Seragini, presidente da Seragini Y&R, alerta que a tendência é serem cada vez mais utilizados materiais combinados na produção de embalagens, como papel e plástico. “Não existe um material perfeito que sozinho cumpra todos os requisitos necessários. Assim, o recipiente do futuro combinará o que cada material tem de melhor”, vaticina Seragini. “Já é difícil encontrar uma embalagem de papel e cartão sem ao menos um tratamento de impermeabilização”. Prova disso é o dual pack, uma grande novidade. Resistente à umidade e ao calor, devido a uma camada de poliéster que recobre o cartão, é utilizado em embalagens para alimentos congelados e pode ir diretamente ao forno convencional ou ao micro-ondas.

Uma vida dedicada ao livro

O vice-presidente da Cia. Me-

lhoramentos de São Paulo — Indús trias de Papel e presidente da CBL, Alfredo Weiszflog, sempre teve no trabalho e no lazer uma paixão comum: o livro. Desde garoto se embrenhou no mundo editorial, ao qual se dedicou com prazer e afinco. A Cia. Melhoramentos, de larga tradição em publicações infantis, começou com o primeiro livro editado pela família Weiszf log, em 1915, “O  Patinho Feio”, de Hans Ch ris tian Andersen. Depois, vieram os livros de ficção, informação geral, divulgação científica ou do tipo “como fazer”, sobre culinária, trabalhos caseiros etc. “Temos uma linha bastante variada, composta por um catálogo de quase 1.300 títulos e lançamos uma média de 150 novos títulos por mês”, explica Weiszflog. Seu avô, de mesmo nome, chegou ao Brasil no final do século 19, acompanhado de um irmão.

Associados a outro irmão compraram uma gráfica. Depois, em 1921, adquiriram a Cia. Melhoramentos — que já existia como fábrica de papel desde 1890 —, integrando na operação a produção de papel, gráfica e editora. Seu pai, Hasso Weiszflog, trabalhou 50 anos na empresa e comandou as três áreas como diretor- superintendente. Hasso fez questão que Alfredo, aos

treze anos, ingressasse na companhia e passasse por todos os departamentos, “exceto o jurídico”. Desde sempre “um rato de biblioteca”, o jovem Alfredo fez faculdade de Jornalismo, Administração de Empresas na Getúlio Vargas, indo depois à Alemanha, onde trabalhou em uma editora. Ao regressar, assumiu a gerência de marketing da empresa. Quando a Melhoramentos se associou à fabricante alemã M.D.  Nicolaus, Weiszflog tornou-se diretor de marketing da companhia, aprofundando seus conhecimentos na área do papel. Após a venda da Nicolaus, retornou à Melhoramentos como diretor responsável por toda a parte gráfica e editorial, passando em 1986 para o Conselho de Administração na qualidade de vice-presidente, função que continua ocupando em 1988.

Bienal do Livro recebe 800 mil pessoas Realizada de 26 de agosto a 4

de setembro, no Parque Ibirapuera, em São Paulo, a 10ª Bienal Internacional do Livro recebeu 800 mil visitantes nos seus 24.000 m2, ocupados por 224 estandes de 931 expositores. Entre os 100  mil títulos

apresentados, 1.500 foram lançados no evento. Do total das obras expostas, 60% eram destinadas ao público infanto- juvenil, predominante no evento. Portugal foi o expositor internacional que ocupou a maior área, com 600 m2. O  cubano Cabrera Infante, o português Cardoso Pires e a inglesa Margareth Drabble foram alguns dos autores estrangeiros presentes. Zélia Gattai, Jorge Amado, Fernando Sabino, Darcy Ribeiro e Marcelo Rubens Paiva, entre outros,

representaram a literatura nacional. “A produção de livros no País gira em torno de 360 milhões de exemplares por ano, dos quais 1/3 é didático, 10% de ficção, 12% destinados ao público infanto-juvenil e o restante dividido entre os demais gêneros. Porém, nosso consumo per capita é de dois exemplares/ano, enquanto em países como os Estados Unidos e a Alemanha é de 15 a 18 livros”, comentou Alfredo Weiszf log, presidente da Câmara Brasileira do Livro (CBL).

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SISTEMA ABIGRAF NOTÍCIAS

Sindigraf-SP impulsiona a capacitação Iniciativa do Sindigraf-SP, a Jornada de Impressão já foi realizada na capital e outras cinco cidades do Estado de São Paulo.

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om o objetivo de fomentar a capacitação de profissionais e empresários gráficos no Estado de São Paulo, o Sindigraf-SP lançou neste ano a Jornada de Impressão, uma iniciativa em parceria com a Faculdade Senai de Tecnologia Gráfica. Os participantes tiveram a oportunidade de ampliar seus

conhecimentos técnicos e de gestão empresarial discutindo temas como Indústria 4.0 aplicada à indústria gráfica, gerenciamento de cores na impressão offset, produção sem desperdício na indústria gráfica e setup rápido de máquinas. A jornada contou com a participação de vários palestrantes

e foi recebida tanto em São Paulo quanto no interior com entusiasmo por gráficos que atuam em um mercado cada vez mais dinâmico e tecnológico. Seis cidades já receberam a jornada entre os meses de junho e outubro: Bauru, Jaú, Ribeirão Preto, Barueri, São Paulo e Vinhedo.

Os encontros conseguiram reunir 285 profissionais (excetuando Vinhedo, que ainda não havia contabilizado o público até o fechamento desta edição). A participação é gratuita e as palestras acontecem em dois dias, sempre das 18h30 às 22h. Fonte: Boletim Impressões

Abigraf em defesa do setor A Abigraf obtém mais uma vitória em Brasília na luta pelos interesses da indústria gráfica nacional.

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pós intensa mobilização da Abigraf Na cio nal junto ao deputado federal Daniel Vilela (MDB-GO), presidente da Comissão de Constituição e Justiça e de Cidadania (CCJC), e à deputada Maria do Rosário (PT-RS), relatora do Projeto de Lei 7867/14, foi conseguida a inversão de pauta, REVISTA ABIGR AF

pois estava na ordem do dia o item +78. Com isso, o projeto foi votado e aprovado na referida Comissão em 17 de outubro e agora seguirá para apre ciação no Senado Federal. É importante salientar que o PL 7867/2014, de autoria do deputado Vicentinho (PT-SP), é muito relevante

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para a melhoria do ambiente de negócios do setor gráfico, uma vez que estabelece o seguinte: Art. 1º – Os livros didáticos, adquiridos direta ou indiretamente pelo Poder Público por meio do PNLD, Programa Nacional do Livro Didático, e programas similares de empresas editoras ou indústrias

gráficas sediadas no Brasil, deverão ser impressos por empresas instaladas no País, vedada a terceirização de qualquer das etapas a empresas sediadas no exterior. Esta obrigatoriedade se aplica também aos produtos gráficos impressos com os benefícios da Lei Rouanet.


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MENSAGEM

O papel de cada um de nós

iva para a crise. at rn te al r ho el m a é P -S af Fortalecer a Abigr

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ermos no mesmo barco e se não tiv os tam Es . rte pa ís Pa o vai comandar não apenas Independentemente de quem e que nosso futuro depende nt me em se, cri da os mas para sairm do governo ou do mercado, a partir de janeiro, a solução suas efeitos de um setor unido e coeso em ou pelo menos diminuir os nados. pela aspirações, ficaremos estag dela, passa necessariamente os io Chegou a hora de entenderm união do setor gráfico por me Chegou a hora de para ndo o papel de cada um de nós, do associativismo, fortalece entendermos o . no que todos voltem a prosperar a Abigraf-SP. O novo gover papel de cada um de o vã e o nt As alternativas são várias começará em janeiro, porta nós, para que todos e com çar desde negociar coletivament temos pouco tempo para tra voltem a prosperar. rias fornecedores até criar parce estratég ias que beneficiem empresariais, mas devem ser nosso setor como um todo. isso, Não há fórmula mágica sempre em conjunto. E para as tid ba de sair da crise. abertas. nem receita de sucesso para s da Abigraf-SP estão sempre rta po as  ir, est inv na hora de Visão antecipada, coragem s controlados, sidney@congraf.com.br planejamento eficiente, gasto e, ad ilid ag e, ad gestão de pessoas, criativid nte são ingredientes clie relacionamento e foco no Isso é papel individual de uma empresa de sucesso. sca que deve ser de cada empresário, uma bu Mas a solução de incansável, diária e perene. aberto, a concorrência problemas como o mercado pel têm que ser chinesa e o oligopólio do pa ssa entidade. conjunta e deve partir da no dependentes Nossas empresas se tornaram e o papel de nossa demais de fatores externos s para o setor. Reclamar associação é buscar soluçõe ores é justo, mas não do governo ou dos forneced fica Bra sileira da Indústria Grá junto, com con em Presidente da Associação ir ag e qu s mo Te . ) da f-SP resolve na Regional São Paulo (Abigra que fazer a nossa s mo Te e. ad vid ati cri e em corag

Sidney A nversa V ictor

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