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I

Zzn Peres

niciamos o ano de 2010 com grande expectativa sobre os acontecimentos com o Gir Leiteiro. Será um ano muito especial para todos aqueles compromissados com esta raça. Em setembro, dia 17, completamse 30 anos da existência da ABCGIL. O objetivo expr esso na ata inaugural foi o de buscar, com metodologia científica, o melhoramento genético da raça Gir na função para produção de leite. Além da paixão pela criação de uma raça zebuína, estava naquele ato sendo empregada a razão pelo desenvolvimento econômico e social; a busca da melhoria na produção de um alimento básico para nós humanos. Este ano completam-se, também, 25 anos do Programa Nacional de Melhoramento do Gir Leiteiro – PNMGL, parceria conduzida pela ABCGIL e Embrapa Gado de Leite. São 25 anos de trabalho ininterrupto de provas zootécnicas atreladas à pesquisa científica. Por tudo o que já foi realizado, pelos recursos empregados,

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Palavra do PRESIDENTE resultados já obtidos e, principalmente, pelo que representa hoje o Gir Leiteiro para a pecuária leiteira mundial, temos muito que comemorar. Os fatos e números demonstram que o objetivo fundamental dos idealizadores e fundadores da Associação foram plenamente atingidos. Este ano de 2010, portanto, será também um ano de comemorações. E dentre todas as ações que compõem a agenda comemorativa, a mais importante é a intensificação do trabalho em prol da continuidade do melhoramento genético e, em especial, da sustentabilidade do Gir Leiteiro. Este é o nosso compromisso. Para as demais ações festivas foi elaborada uma programação que será, em breve, levada ao conhecimento de todos. Como parte destas ações, passamos ter a edição semestral da nossa revista, divulgando o que há de melhor em nosso meio. E nesta edição de agora, encontramos manifestações importantes sobre o trabalho realizado pela ABCGIL e pela Embrapa, onde podemos destacar as entrevistas com o Dr. Márcio, presidente da Organização das Cooperativas Brasileiras – OCB, e do Dr. Duarte Vilela, chefe-geral da Embrapa Gado de Leite. Em ambas as entrevistas, evidencia-se a importância do trabalho desenvolvido até aqui, demonstrado nas demais matérias e artigos que completam a revista. Com tudo isto, justifica-se a grande expectativa criada em torno do Gir Leiteiro para 2010. O que realmente nos impulsiona ao trabalho é o desafio posto pela possível questão: qual será a raça bovina que estará produzindo leite para o consumo da população humana no futuro? Como resposta imediata eu posso afirmar: a ABCGIL está trabalhando para que seja o Gir Leiteiro. Boa Leitura e Feliz ABCGIL 30 anos.

Silvio Queiroz Pinheiro Presidente da ABCGIL

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Sumário C

apa

ABCGIL, 30 anos

Leite. O nosso presente, passado e futuro. Em setembro de 2010, a Associação Brasileira dos Criadores de Gir Leiteiro completa 30 anos. Nessas três décadas, a raça tornou-se referência mundial na produção de leite nos trópicos. Cada gestão deixou sua contribuição para o fortalecimento do Gir Leiteiro.

E

special

25 anos

106 30

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ntrevistas

Márcio Lopes, dirigente da Organização das Cooperativas Brasileiras, fala sobre saber administrar a abundância e do cooperativismo.

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de melhoramento do Gir Leiteiro Conheça a história do Programa que já testou, em seus 25 anos, 186 touros.

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66 Duarte Vilela, chefe-geral da Embrapa, fala sobre a importância das parcerias entre a entidade e a ABCGIL. O produtor será o maior beneficiado.

Parciais do 2º Ranking Nacional da Raça Gir Leitiro 2009 / 2010. Desde o início do Ranking, a ABCGIL já realizou 21 exposições nas principais Feiras Agropecuárias.


ANO 10 – NÚMERO 10 – MAIO DE 2010

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CURTAS DA ABCGIL A ABCGIL não pára. Saiba tudo o que acontece com a Associação. PÁGINAS BRANCAS

30 34 40

ENTREVISTA

Márcio Lopes, da OCB, fala sobre a importância da administração no cooperativismo. GALERIA DE FOTOS Lançamento da nova revista Gir Leiteiro. CAMPO TÉCNICO

A PROVA DE PRÉ-SELEÇÃO DE TOUROS

O PNMGL avança com mais uma ferramenta. O PNMGL NA PRÁTICA

44 50 56 66 72

MARCHA DE EXPANSÃO

Parcerias ampliam atuação do Programa. LEITE AFORA

FEILEITE 2009

O Gir Leiteiro avança com novos recordes na raça CAPA

ABCGIL, 30 ANOS,

Leite. O nosso presente, passado e futuro. PERFIL

DUARTE VILELA

Chefe-geral da Embrapa fala sobre a parceria com a ABCGIL. TECNOLOGIA NO CAMPO

GESTÃO DE SISTEMAS DE PRODUÇÃO DE LEITE

Associação cria sua primeira filial no Centro Experimental de Coronel Pacheco. HORA DA GESTÃO

78 82 86 90 92

CAZAL

A super ferramenta de seleção da ABCGIL. HORA DA SAÚDE

EXCESSO DE URÉIA NA CANA INTOXICA

Como evitar e tratar a intoxicação. GALERIA DE FOTOS Quem acontece na pecuária leiteira. HORA DO CRIADOR

GIR LEITEIRO X ALTA TECNOLOGIA

Automatização da sala de ordenha e otimização dos resultados. HORA DO MANEJO

BEM-ESTAR

Pequenos cuidados proporcionam fartura de leite. HORA DO MARTELO

98 102 106

MERCADO AQUECIDO

Raça se prepara para repetir o sucesso de 2009. HORA DE NUTRIR

SUPLEMENTAÇÃO ANIMAL

Quando e por que usar? ESPECIAL

25 ANOS DE PNMGL

25 anos de melhoramento do Gir Leiteiro. HORA DA PROVA

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RANKING 2009 / 2010

Crescimento contínuo de animais em pista e torneio leiteiro. ARTIGO TÉCNICO CERTIFICADO DE QUALIFICAÇÃO GENÉTICA Entenda porque sua fazenda precisa desta ferramenta. GALERIA DE FOTOS Tá todo mundo lendo a nova revista Gir Leiteiro. BATE- PAPO NA COCHEIRA UMA FAMÍLIA CAMPEÃ Conversamos com seo Leonídio, Leo e Bruno da Fazenda Mutum. ENCHENDO O BALDE

ESPERTEZA PREMIADA

Flávio Peres conta um de seus causos no mundo do Gir Leiteiro. LEITE ENTRE LETRAS

QUER PAGAR QUANTO?

Rafael Veloso responde algumas perguntas sobre o mercado do Gir Leiteiro. LEITE NO MUNDO CONGRESSO PAN-AMERICANO DO LEITE Desafios e rumos para o setor. E AINDA:

144

LISTA DE ASSOCIADOS DA ABCGIL..........................

120 126 132 136 138 140 152

AGENDA DE EXPOSIÇÕES 2010 .....................

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Força da marca, o sucesso da seleção Gir Leiteiro

F

inalmente chegamos à ExpoZebu, palco do lançamento da edição do primeiro semestre da revista Gir Leiteiro, compromisso assumido pelo Grupo Publique para com a ABCGIL, Associação Brasileira dos Criadores de Gir Leiteiro, quando nos propusemos a editar a revista. Compromisso assumido. Compromisso cumprido. O Gir Leiteiro e seus criadores receberão, em 2010, duas edições da nossa revista: esta e a próxima, que irá circular na FEILEITE. Editá-la duas vezes por ano não é tarefa das mais fáceis, mas seguramente é uma missão importante dentro da linha de trabalho da Publique Editora, concebida para o Gir Leiteiro. Nestes seis meses de preparação, trabalhamos muito, pegamos estrada demais. Poeira, chão e porteira foram o dia a dia de uma equipe focada em produzir leitura de qualidade especialmente para você, criador de Gir Leiteiro ou com interesse nas coisas do leite. Nossos jornalistas, fotógrafos e demais colaboradores trabalharam duro para fazer desta edição um produto ainda melhor e mais aprimorado que o anterior, que foi motivo de orgulho para todos. Também pudera. Estamos festejando o aniversário de 30 anos da ABCGIL, num ano em que a raça comemora crescimento e expansão em todos os seus números. Tudo isso, tenho dito, é a colheita farta daquilo que foi plantado pelos pioneiros do leite no Gir. Lá na década de 30, com o início dos trabalhos das marcas CA e FB. Mais tarde, com o estabelecimento das hoje consagradas marcas Calciolândia, Fazenda Brasília e Estância Silvania. Essas marcas foram pioneiras e nos legaram uma história bem-sucedida para contarmos às gerações

Priscila Bastazin

Marli Coimbra

COLABORADORA

Andreia Barro

COLABORADORA

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ATENDIMENTO

Gleice Boaventura

Juliana Laterza

MÍDIA

APOIO CRIATIVO

Rafaela Ferraz

Márcia Miranda

Zzn Peres

COLABORADORA

PRODUÇÃO GRÁFICA

FOTOS

Luciano Penha Bolognesi

APOIO CRIATIVO


ISSN 1679-6659

Uma empresa do

Grupo Publique . +55 (11) 3063.1899 . Al. Itu. 1063 - 2º andar CEP 01421-001 - São Paulo/SP - Brasil www.publique.com . girleiteiro@publique.com

Palavra do

EDITOR

futuras. Outro marco fundamental foi a fundação da ABCGIL, por um grupo de criadores apaixonados pela raça, mas convencidos de que era preciso prová-la cientificamente. Foi o que fizeram fundando a Associação e, mais tarde, criando o Programa Nacional de Melhoramento do Gir Leiteiro em parceria com a Embrapa. E por falar em marca, deixo um alerta aos novos criadores e investidores na raça que mais cresce hoje na pecuária seletiva brasileira. Não se esqueçam nunca de investir, muitas vezes ao lado de milhões em genética, alguns milhares na construção de suas marcas, fator decisivo do sucesso comercial de seus negócios. E, penso que está claro para todos, que do sucesso comercial dos criadores novos depende a sustentabilidade dos negócios criados em torno do Gir Leiteiro. Assim, esta revista tem um papel fundamental e educativo, no sentido de ser também uma plataforma de apoio para que os novos criadores invistam na formação da marca de seus plantéis, além de transferir-lhes conhecimento e informação de qualidade. Que os criadores tradicionais jamais se esqueçam de que é importante sustentar seus negócios também no quesito comunicação e marketing. Não por acaso, esta edição recebeu o apoio maciço de marcas pioneiras da seleção do Gir Leiteiro. A todos os anunciantes, o meu muito obrigado.

Associação Brasileira dos Criadores de Gir Leiteiro Sede: Pç. Vicentino Rodrigues da Cunha, 110 – Pq. Fernando Costa CEP 38022-330 - Uberaba/MG Escritório Técnico: Av. Edilson Lamartine Mendes, 215 – Pq. das Américas CEP 38045-000 – Uberaba/MG – Brasil . (34) 3331-8400 www.girleiteiro.org.br • girleiteiro@girleiteiro.org.br DIRETORIA EXECUTIVA Diretor Presidente: Silvio Queiroz Pinheiro Diretor Vice-Presidente: Lúcio Rodrigues Gomes Diretor de Marketing: Milton de Almeida Magalhães Júnior Diretor Administrativo/Financeiro: José Afonso Bicalho Beltrão da Silva Diretor Técnico: Aníbal Eugênio Vercesi Filho CONSELHO DIRETIVO Presidente: Flávio Lisboa Peres Membros Silvio Queiroz Pinheiro, José João Salgado Rodrigues dos Reis, Rubens Resende Peres, José de Castro Rodrigues Neto, Eduardo Falcão de Carvalho, Ângelo Lucciola Neto, Helbânio Barbosa de Souza, Léo Machado Ferreira Conselho Fiscal Ademir Lopes Cançado, Joaquim Souza Neto, Vanir Garcia Leão Suplentes João Machado Prata Júnior, José Ricardo Fiúza Horta Conselho Editorial Silvio Queiroz Pinheiro, Lúcio Rodrigues Gomes, André Rabelo Fernandes, Ana Cristina Navarro Andrade, Carlos Alberto da Silva Capa e Matéria de Capa Arte: Guda Silveira Fotos Zzn Peres Publique Banco de Imagens

Beth Pereira

JORNALISTA

Tiragem 7.000 exemplares Editor-Chefe Carlos Alberto da Silva - MTB 20.330

Carlos Alberto da Silva Editor e Presidente do Grupo Publique

Planejamento Francisco JB Oliveira Jornalistas Beth Pereira - beth@publique.com Thais Negri Santi - thais@publique.com Departamento Comercial Marli Coimbra

Gutche Alborgheti

Francisco JB Oliveira

Guda Silveira

APOIO CRIATIVO

PLANEJAMENTO

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Edgar Pera

Thais Negri Santi

DIAGRAMAÇÃO

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Pesquisa de mídia, orçamento e administração financeira Andréia Barro Gleice Boaventura Marcia Miranda Produção Gutche Alborgheti Juliana Laterza Luciano Penha Bolognesi Rafaela Ferraz Projeto Gráfico Guda Silveira - gustavo@publique.com Diagramação e Edição de Imagens Edgar Pera – edgar.pera@hotmail.com CTP, Impressão e Acabamento Ibep Gráfica

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Curtas da

ABCGIL 1

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ABCZ e ABCGIL na Feileite 2009

ABCZ e ABCGIL ministraram Curso de Noções em Morfologia e Julgamento de Zebuínos, de 6 a 7 de novembro de 2009, durante a 3ª Feira Internacional da Cadeia Produtiva do Leite, Feileite 2009. Foi a quinta edição do Curso de Noções em Morfologia e Julgamento de Zebuínos com Aptidão Leiteira. O evento foi coordenado pelo Agrocentro, promotor da feira, e Progênie, empresa de genética e consultoria. A coordenação técnica foi da Associação Brasileira dos Criadores de Zebu, ABCZ, e pela ABCGIL.

Nova revista do Gir Leiteiro é lançada

Representada pelo presidente da ABCGIL, Silvio Queiroz Pinheiro, acompanhado do vice-presidente Lúcio Rodrigues Gomes, da secretária executiva Ana Cristina Navarro e o zootecnista e coordenador do PNMGL, André Rabelo Fernandes, foi lançada pela ABCGIL a nova revista do Gir Leiteiro em um evento fechado para a imprensa, associados e nomes da pecuária leiteira. Em sua nona edição anual, a revista passa a veicular semestralmente. Totalmente reformulada, recebeu novo projeto gráfico, agora diferenciado, e também inovou o conteúdo editorial. Feita em papel certificado pela FSC (Forest Stewarship Council), o que endossa que a matéria-prima florestal utilizada provém de manejo socioambiental e economicamente adequado.

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De 10 a 11 de setembro de 2009, os técnicos da ABCGIL, André Rabelo Fernandes e Márcio Ramos, estiveram em Lagoa Grande, Patos de Minas, Coromandel e Rio Paranaíba, em Minas Gerais, para uma rodada de treinamentos nas entidades e cooperativas apoiadoras do PNMGL. As instituições assinaram o Termo de Cooperação Técnica com a Associação para captação de fazendas colaboradoras, no sentido de ampliar o programa. Na ocasião, foi oferecida orientação sobre os procedimentos necessários para cadastro e inserção das novas propriedades no PNMGL, além de outras informações.

ABCGIL na ACGZ

Silvio Queiroz Pinheiro, presidente da ABCGIL, reuniuse com a Associação de Criadores Gaúchos de Zebu, ACGZ. Na ocasião, ele falou sobre o Gir Leiteiro, seus avanços em melhoramento graças ao Programa Nacional de Melhoramento do Gir Leiteiro, PNMGL, e também dos projetos da Associação. O encontro aconteceu no dia 2 de setembro de 2009, na sede da Farsul, Federação da Agricultura do Estado do Rio Grande do Sul. A visita se deu também em função da Expointer, 29 de agosto a 6 de setembro, em Esteio, RS.

Treinamento dos técnicos da ABCGIL para parceiros do PNMGL

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Primeiro sócio no Rio Grande do Sul

A ABCGIL realizou no início de dezembro de 2009 a Reunião Mensal da Diretoria Executiva. Como acontece em todas as reuniões, foram apresentadas as fichas de inscrições de sócios para aprovação. E confirmada a filiação de José Adalmir Ribeiro do Amaral, de Caxias do Sul, RS: o primeiro associado do Rio Grande do Sul. José Adalmir e outros criadores do RS estão comprometidos com a introdução do Gir Leiteiro no sul do Brasil. Apostam no potencial desta raça para produção de leite economicamente viável.


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Associação Nordestina dos Criadores de Gir Leiteiro

Em março deste ano, foi lançada a pedra fundamental da Associação Nordestina dos Criadores de Gir Leiteiro, com o objetivo de ajudar ainda mais a divulgação da raça na região. A entidade atenderá aos criadores da Bahia, Sergipe e Alagoas. A sede da nova entidade será em Salvador, BA.

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Sêmen do 24º Grupo de Touros Em 13 de outubro de 2009, a ABCGIL iniciou a distribuição de sêmen do 24º Grupo de Touros do Teste de Progênie. Um total de 32 animais inscritos para o PNMGL. O sêmen foi retirado no dia 9, na sede da Alta Genetics, em Uberaba, MG. O material será distribuído durante este ano, em todo o território nacional e em mais de 400 propriedades colaboradoras inscritas no PNMGL.

Mais sêmen

De 19 a 23 de outubro de 2009, o coordenador operacional do PNMGL, André Rabelo Fernandes, esteve no Acre, onde deu início às ações de cooperação técnica entre ABCGIL, Embrapa e Secretaria de Agricultura do Estado do Acre - Seap. O objetivo é promover o melhoramento genético dos rebanhos da região através do material genético dos touros do PNMGL. Com esta parceria, a ABCGIL espera aumentar o número de rebanhos colaboradores para o programa, propiciando um aumento no quantitativo de touros que serão testados todo ano, além de difundir o Gir Leiteiro naquele Estado. A ABCGIL trabalha a fim de que ações como as desenvolvidas no Acre se propaguem por outros estados do país.

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ABCGIL

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Walter, Márcio, André e José Geraldo, colaboradores da ABCGIL no dia da retirada do sêmen

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Metodologia do PNMGL

Em 27 e 28 de outubro de 2009, organizado pelo Pólo de Excelência em Genética Bovina e a Embrapa/ CNPGL, em parceria com a ABCZ, Epamig, Fazu, Uniube e o Hospital Veterinário de Uberaba, realizouse o workshop “Programa Nacional de Melhoramento de Bovinos de Leite: perspectivas e desafios”. Na ocasião, a ABCGIL, representada pelo seu diretor técnico, Aníbal Eugênio Vercesi Filho e o chefe-adjunto de Pesquisa e Desenvolvimento da Embrapa Gado de Leite, Rui da Silva Verneque, abordaram a metodologia do PNMGL. Numa das palestras, o coordenador operacional do PNMGL, André Rabelo Fernandes falou sobre gestão operacional. O objetivo do workshop foi analisar e discutir o presente e futuro dos programas de melhoramento das raças leiteiras no Brasil e a sustentabilidade.


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Curtas da

ABCGIL 11

Núcleo gaúcho do Gir Leiteiro

Em outubro de 2009, um grupo de giristas gaúchos, reunidos pela segunda vez, discutiram ações para o desenvolvimento do Gir Leiteiro no Rio Grande do Sul. O assunto foi de caráter oficial: formação do Núcleo Gaúcho de Criadores de Gir Leiteiro, NGCGL. No mesmo dia, nomeou-se o conselho de coordenação. O criador José Amaral, de Caxias do Sul, RS, assumiu a coordenadoria; o vice é Álvaro Bombonatto, de Nova Alvorada, RS. “Nosso objetivo é promover com maior intensidade o melhoramento genético do Gir Leiteiro gaúcho, além de eventos, divulgação e difusão da raça no estado”, disse José Amaral que deverá dar destaque ao Gir “como opção em genética para a produção de leite a baixo custo”. Questionado sobre a adaptação da raça no Rio Grande do Sul – o Gir foi criado em climas quentes –, Amaral respondeu com entusiasmo. “Eu já tive prova real em minha fazenda. Passei dois invernos sob temperaturas bem abaixo de 0ºC, com animais nascidos em minha propriedade e também de outros estados. A adaptação foi excelente. Não tive problema nenhum, mesmo mantendo-os fora do galpão durante toda a estação”. Em 1993, o Gir Leiteiro do Rio Grande do Sul contribuiu para a formação dos primeiros plantéis registrados de Girolando naquele estado. Ainda em 1993, foram registrados os primeiros exemplares sintéticos.

Marinete Hermann / divulgação NGCGL

Girleiteiristas gaúchos fundaram o NGCGL em 6 de dezembro de 2009

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Criadores Paulistas fundam a APCGIL

A Associação Paulista dos Criadores de Gir Leiteiro, APCGIL, foi fundada em assembléia realizada no dia 19 de janeiro de 2010, na cidade de São Paulo, na presença de muitos dos maiores investidores do Gir Leiteiro, além de tradicionais criadores. Missão: fomentar, difundir e unir os criadores com o objetivo comum de desenvolver a raça no Estado de São Paulo. O empresário de comunicações e criador, Carlos Alberto da Silva, foi aclamado presidente. Foram também indicados os ocupantes dos cargos de vice-presidentes, secretários, tesouraria, conselho fiscal e nomeado um comitê de marketing. Segundo Carlos Alberto, dono da agência de publicidade Publique, além de divulgar a raça, também é importante resgatar e mostrar o trabalho dos criadores tradicionais. “Queremos perenizar o trabalho dos pioneiros e divulgar esse patrimônio, trabalhando sempre em conjunto com a ABCGIL”. E ressaltou a preocupação em aproximar os novos criadores. “O investidor de hoje é o criador de amanhã”. Em seu discurso, Carlos recordou as primeiras associações que surgiram em prol do desenvolvimento da raça, como a APCB, em 1962, e o controle leiteiro oficial. “A APCGIL só é possível hoje, só faz sentido, graças à visão extraordinária dos criadores de Gir Leiteiro no passado”. Silvio Queiroz Pinheiro, presidente da associação, manifestou o apoio da entidade brasileira à nova estadual. “Com muita satisfação apoiamos este grupo de criadores paulistas em prol do Gir Leiteiro. A ABCGIL sairá fortalecida em ter uma entidade paulista filiada, coligada e caminhando na mesma direção”. Carlos Alberto da Silva deu entrevistas aos meios de comunicação sobre a raça, sempre endossando o trabalho conjunto com a ABCGIL. O primeiro presidente da APCGIL, mais conhecido por “Carlão da Publique”, que atua há 24 anos em comunicação e marketing para o agronegócio, tem falado muito sobre a importância dos novos criadores investirem em suas marcas, via publicidade e outras ações de marketing, além do fundamental alinhamento estratégico com a ABCGIL. Outro ponto que merece destaque da entidade é o forte apoio ao crescimento das exposições estaduais ranqueadas, que até o momento somam quatro eventos: Avaré, Franca, Jacareí e Feileite. A APCGIL já mostrou sua força. Apoiou intensamente a realização da exposição de Avaré, que atingiu número recorde de animais. Também tem procurado atender à demanda por novas exposições homologadas, já que a raça está em forte expansão no Estado.


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Mais uma parceria com a Embrapa

Ao final de novembro de 2009, a ABCGIL e a Embrapa Gado de Leite, Juiz de Fora, MG, fecharam nova parceria. O objetivo é desenvolver atividades técnicas de pesquisa em consonância com os projetos "Comparação de raças maternas em esquema de recíproco na produção de novilhas F1, utilizadas em sistemas de produção de leite"

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ABCGIL

ABCGIL

Silvio Queiroz Pinheiro, ABCGIL, e Duarte Vilela, Embrapa Gado de Leite, firmam acordo.

e "Sustentabilidade da produção intensiva de leite em pastagem de Brachiaria e Panicum". Também ficou acordada a estruturação dos sistemas de produção de leite do Campo Experimental de Coronel Pacheco, MG, do Programa de Boas Práticas Agropecuárias.


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Equipe ABCGIL

Formada em Administração Pública. Atua como Secretária Executiva da ABCGIL, trabalhando no gerenciamento da área administrativa/financeira da associação. ana@girleiteiro.org.br

Iraides Aparecida de Souza

Atua no setor financeiro da ABCGIL e administra a parte contábil da associação. financeiro@girleiteiro.org.br

André Rabelo Fernandes

Zootecnista, coordenador operacional do Programa Nacional do Melhoramento do Gir Leiteiro. Responsável pelo acompanhamento dos rebanhos puros, tanto na execução do sistema linear de avaliação quanto na classificação para tipo. andre@girleiteiro.org.br

Ivete Galvão Martinez

Responsável pelo processamento de dados dos Controles Leiteiros do Programa Nacional de Melhoramento do Gir Leiteiro. ivete@cnpgl.embrapa.br

Ranielly da Silva Maciel

Médica veterinária, cuida da logística de exposições e dos projetos de certificação da ABCGIL, como o CQG e certificação de propriedade. rany@girleiteiro.org.br

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Eduardo Soares Souza

Gisele Oliveira

Zootecnista, responsável pela logística de exposições. Trabalha na execução operacional das exposições homologadas e ranqueadas da ABCGIL. eduardo@girleiteiro.org.br

José Geraldo Oliveira

Formada em Secretariado Executivo Bilíngue, atua como Secretária da presidência, na comunicação interativa com os criadores e demais visitantes do site da ABCGIL gisele@girleiteiro.org.br

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Técnico agrícola, trabalha na distribuição de sêmen do Teste de Progênie e realiza o acompanhamento dos rebanhos colaboradores. jgeraldo@cnpgl.embrapa.br

Márcio Ramos

Zootecnista, atua no Certificado de Qualificação Genética, CQG, e nas diversas ações do Teste de Progênie, fazendo a pré-seleção de touros e o acompanhamento de rebanhos colaboradores. marcio@girleiteiro.org.br

Walter Luiz Ferreira Dornelas

Técnico agrícola, trabalha na distribuição de sêmen do Teste de Progênie e realiza o acompanhamento dos rebanhos colaboradores. walterld@cnpgl.embrapa.br

Fotos: Alysson Oliveira

Ana Cristina Navarro


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Páginas Brancas “A pecuária leiteira precisa de instrumentos para garantir preços, para solucionar um dos principais gargalos do setor”, diz Márcio Lopes de Freitas, presidente da Organização das Cooperativas Brasileiras (OCB). Freitas, que é administrador, aponta falhas de gerenciamento e a necessidade de planejar mais, gerenciar custos e repensar a atividade, “que deve ser encarada com uma mentalidade empresarial e empreendedora”. O dirigente da OCB é de opinião que as instituições públicas deveriam funcionar como um centro de inteligência, como já acontece em alguns setores do cooperativismo, com pesquisa de preços e avaliações de mercado, nacional e internacional. “Produzir muito tem sido o grande mal da agricultura brasileira. Na maioria das vezes, temos problema para administrar a abundância.” A história da família de Márcio Lopes de Freitas sempre esteve ligada ao leite. Ele próprio seguiu a mesma trilha. E elegeu o Gir Leiteiro. “A raça foi construída com tecnologia, clima e gente brasileira. Tem tudo a ver com nossas características. A vaca Gir Leiteiro é a mais eficiente indústria de transformação; ela transforma capim, que é água e luz, em leite, que é uma proteína animal de alto valor.” A seguir, a entrevista exclusiva de Lopes para a revista Gir Leiteiro. |||| Revista Gir Leiteiro: Dentre os 13 ramos de atuação da OCB, qual a representatividade do setor leiteiro? Márcio Lopes de Freitas: O setor leiteiro é o mais tradicional e antigo. Pode-se dizer que a produção de laticínios no Brasil está estreitamente ligada ao cooperativismo tradicional e que as cooperativas de laticínios são pioneiras no cooperativismo. Esse processo, porém, tem evoluções e involuções, altos e baixos. Houve uma fase em que 70% do leite brasileiro eram cooperativados, mas, com a entrada das multinacionais, perdemos espaço e a participação caiu para 30%. Agora, estamos retomando. |||| GL: Qual a relação que a OCB mantém com as associações de criadores de gado leiteiro? L: Não existe uma relação direta, mas indireta, até porque as cooperativas e 30

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as associações têm funções diferentes. Eu as considero entidades paralelas, não concorrentes, podendo, até mesmo, ser sinérgicas. Como as cooperativas têm outro tipo de finalidade, a ligação é maior entre produtores e associações. As pessoas da minha família, por exemplo, sempre estiveram ligadas ao cooperativismo de leite e participaram de algumas associações. Hoje, tenho relações de amizade com os dirigentes. Sempre que possível, somamos esforços. No caso da ABCGIL, além de ser criador de zebu, conheço muito bem o presidente Silvio Pinheiro, de quem sou amigo. A família dele participava de uma cooperativa que eu presidi. |||| GL: Em sua opinião, como as associações poderiam melhor contribuir para as cooperativas? Existe algum trabalho conjunto?

L: Cada um corre atrás de seus problemas, de suas questões setoriais próprias. Não há um planejamento de ações em conjunto. Podemos ser mais sinérgicos, mas isso é pouco difundido. Quem sabe podemos provocar isso, que eu acho que seria do interesse de todos! |||| GL: A grande reclamação dos produtores é a instabilidade, durante o ano, do valor pago pelo litro do leite. De que maneira a cooperativa pode ajudar a minimizar este problema? Quais os projetos da OCB nesse sentido? L: Esse é o papel da cooperativa, afinal, ela é uma entidade dos produtores criada para resolver os problemas dos produtores e suas necessidades. Hoje, os grandes problemas são a instabilidade, falta de segurança no preço que ele vai vender o produto no fim do mês, além da inadimplência. A cooperativa

Lúcia Ribeiro/Fotosintensi

Saber administrar a abundância


tem por obrigação mitigar esses efeitos, mas precisa de algumas condições. A primeira condição é que o cooperado participe, que tenha compromisso com a cooperativa. Boa intenção, sozinha, não resolve: é preciso pensar em um projeto de viabilidade econômica. Às vezes, depende de escala, de acesso a mercados, de outros fatores, mas não tem uma receita de bolo. No caso do leite, uma alternativa seria a união de cooperativas para ganhar escala, para ganhar alavanca comercial, para ter competitividade e conquistar o mercado internacional. Temos de tratar o mercado brasileiro a pão-de-ló, mas precisamos ficar de olho nas oportunidades de exportação. Não podemos colocar os ovos na mesma cesta. A OCB tem preparado lideranças, com base em modelos de sucesso no Brasil e no Exterior. No caso do leite, uma referência para nós é a Itambé, resultado da fusão de 32 cooperativas, que atualmente produz 4 milhões de litros de leite/ dia. Temos outros exemplos, como a Aurora, em Santa Catarina, que há dois anos entrou no setor de leite. Começou grande, com um projeto de 2 milhões/ dia. Atualmente, devemos ter por volta de 350 cooperativas de leite, imagine, então, se todas elas estivessem unidas com estratégia de mercado, com marcas regionais, com poder de barganha. Há mais de oito anos venho discutindo isso. É um processo que precisa de convencimento. Às vezes, isso me aflige, mas vai acabar acontecendo.

muito importante: sem ter que utilizar esse pandemônio de coisas artificiais para manter a produção. O Gir Leiteiro tem essa característica como raça pura produtora de leite e também no cruzamento com raças de origem européia. À medida que você vem em direção aos trópicos, a raça pode ser mais pura e com grande produção. Hoje temos exemplos de produtores com média de 14 a 15 litros/dia no rebanho puro. Outra raça pode produzir mais, mas a que custo? De alimentação, de remédios e de outros artificialismos? A vaca Gir Leiteiro é a mais eficiente indústria de

|||| GL: Produção sustentável: o Gir Leiteiro é uma raça zebuína de excelente produção e teor de sólidos a baixo custo. O senhor acredita que seja uma das soluções viáveis ao pequeno produtor brasileiro? L: Não seria, é uma solução. Sou suspeito para falar, por ser criador de Gir Leiteiro. Apesar de ser uma raça de origem indiana, foi construída e melhorada com tecnologia, clima e gente brasileira. Tem tudo a ver com as nossas características. É um gado que produz leite de alta qualidade, a baixo custo, e com uma condição que hoje é

|||| GL: A quais as alternativas o produtor de leite pode recorrer para melhorar a produtividade e rentabilidade? L: Rentabilidade é uma questão de gerenciamento, que é o grande gargalo da melhoria da renda. A tecnologia brasileira é excelente. Temos o maior centro de tecnologia do mundo, que é a Embrapa, além de outros centros. Temos um produtor fantástico, de uma índole fantástica, trabalhador, persistente. Temos um elemento humano diferente do resto do mundo, com ambição, vontade de crescer, mas há

“TEMOS DE TRATAR O MERCADO BRASILEIRO A PÃO-DE-LÓ, MAS PRECISAMOS FICAR DE OLHO NAS OPORTUNIDADES DE EXPORTAÇÃO. NÃO PODEMOS COLOCAR OS OVOS NA MESMA CESTA.” transformação. Ela transforma capim, que é água e luz, em leite, que é uma proteína animal de alto valor. É o melhor leite; quem tomar, sabe.

uma dificuldade, que é a renda. Precisamos trabalhar mais a consciência empresarial e empreendedora. O produtor tem de direcionar o gerenciamento, administrar custos de produção, tomar decisões mais orientadas. Já vendi parte da minha safra de café que vou colher em 2010 e 2011, e sei quanto vou receber em 30/9/2010 e 30/9/2011. Mas, quanto ao leite, não sei quanto vou receber pelo litro em 15 dias. Temos que começar a nos organizar e a confiar na cooperativa para fazer isso. |||| GL: Segundo o secretário de Agricultura do Estado de São Paulo, João Sampaio, durante o fórum de cooperativismo realizado na Feileite em 2009, "é preciso identificar os gargalos, avaliar os fundamentos, ter planejamento e gestão. Não adianta produzir demais". Como o senhor vê esta afirmação? L: Concordo com o João, que é meu amigo. Produzir muito tem sido o grande mal da agricultura brasileira. A maioria das vezes temos problema para administrar a abundância. O Brasil aumentou muito a produção, sem planejamento e sem condições de escoamento, o que acabou criando um caos com reflexos na oscilação marcante de preços. Precisamos planejar mais, gerenciar custos e repensar a atividade. Será que, às vezes, ao invés de produzir mais volume não é melhor produzir mais qualidade, com rastreabilidade, inclusive com produtos diferenciados e valor agregado? O mercado de orgânicos é um bom exemplo. João tem razão. Essas coisas tem de ser pensadas com mais estratégia. Funcionar como um centro de inteligência talvez seja o grande papel das instituições públicas. As cooperativas já estão avançando nisso em alguns setores, com pesquisa de preços e tendências e avaliações de mercado, nacional e internacional. Um bom exemplo é a parceria entre Centro de Estudos Avançados em Economia Aplicada (Cepea), OCB e Confederação Brasileira de Laticínios.

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Fotos:Zzn Peres

Campo Técnico

Lote de touros da Prova de Pré-Seleção para o Teste de Progênie. Os animais passaram por adaptação na alimentação e manejo para serem avaliados igualmente.

rova de Pré-Seleção de Touros PNMGL

avança com mais uma ferramenta Com o objetivo de ampliar, difundir e melhorar os serviços prestados pela ABCGIL, em maio de 2009, durante a assembléia oficial da entidade, foi divulgada a parceria firmada com a Fazu, Faculdades Associadas de Uberaba, onde foi assinado um termo de cooperação técnica entre as instituições. 40

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entre as atividades, o termo trazia uma nova ferramenta para tornar o Programa Nacional de Melhoramento do Gir Leiteiro, PNMGL, promovido pela ABCGIL e Embrapa Gado de Leite desde 1985, ainda mais exigente e consistente: a Prova de PréSeleção de Touros. Com isso, a Fazu ficou responsável pelo auxílio na realização e execução desta atividade, em sua Fazenda-Escola, localizada em Uberaba, MG.


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Campo Técnico

Alexandre Bizinoto, André Rabelo Fernandes e Márcio Ramos, na Fazenda-Escola da Fazu, onde os touros participam da prova.

A Prova de Pré-Seleção de Touros, assim como seu regulamento determina, tem como objetivo “pré-selecionar touros para fertilidade que serão candidatos a vaga no Teste de Progênie do PNMGL, através de avaliações andrológicas e reprodutivas”. Segundo André Rabelo Fernandes, coordenador operacional do programa, “a prova é um aprimoramento que elevará o nível do PNMGL e que por ser ainda mais exigente, oferecerá um resultado com muito mais qualidade de dados e credibilidade para os criadores.” O exame consta de avaliações de características reprodutivas ligadas à qualidade do sêmen e fertilidade dos futuros reprodutores, ocorrendo avaliação andrológica, testes de congelabilidade do sêmen e testes de libido. “Temos que avaliar a eficácia do reprodutor perante as altas tecno42

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logias como FIV e TE”, afirma Fernandes. Também é avaliada a parte de morfometria animal que analisa os aprumos, estrutura, umbigo, pigmentação, conversão alimentar, entre outras relacionadas ao desenvolvimento. Para o coordenador do curso de zootecnia da Fazu, Alexandre Bizinoto, “é uma experiência excelente, pois contribui para ambas as entidades”, diz ainda Bizinoto que para a Fazu é importante tanto na parte acadêmica, com projetos que tragam a realidade para os alunos, como institucionalmente em participar de algo pioneiro. Segundo o coordenador do PNMGL,“também pensamos nos futuros profissionais. Desde cedo eles já passam a conhecer o Gir Leiteiro, podendo contribuir e muito no futuro para a evolução da raça”.

Em sua primeira edição, iniciada em novembro de 2009, a prova contou com a inscrição opcional para os criadores que candidataram seus animais no Teste de Progênie, mas será um requisito obrigatório a partir deste ano. Logo que os animais chegaram foi realizada uma avaliação andrológica, pesagem e coleta de materiais dos animais para estudo. Posteriormente, os animais passaram por um período de adaptação. Atualmente, todos os estudantes do curso de zootecnia do 1º, 3º e 5º períodos têm aulas práticas sobre o projeto e 6 monitores responsáveis pelas mensurações, a cada 24 dias, de medidas e comportamento, seguindo um cronograma fixo. “Cada animal possui uma ficha individual, onde colocamos todos os dados obtidos e avaliamos sua eficiência, como consumo de forragem,


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parte reprodutiva, transmitida à sua progênie, também nos trará animais com maior eficiência reprodutiva, diminuindo idade ao 1º parto, bem como a qualidade dos ovários e, consequentemente, com uma produção de muito mais leite”, afirma Brandão.

comportamento, as diferenças obtidas no manejo”, afirma a monitora, Daniele Leal Matarim, estudante de zootecnia do 5º período. “A partir da morfometria, a correlação entre pais e filhas, será possível obter as informações sobre características que garantam uma boa produção”, afirma Bizinoto.

Alunos do curso de Zootecnia da Fazu, responsáveis pela monitoria e avaliações de morfometria.

Já com a rotina da parte reprodutiva e o resultado dos testes de congelabilidade do sêmen convencional e do sêmen sexado, encontaremos animais potenciais em fertilidade. “Ao identificarmos animais com boa fertilidade em FIV após a utilização de sêmen sexado, teremos eficiência reprodutiva com

Como os resultados serão filtrados: Deficiências reprodutivas em rebanhos colaboradores, uma vez que o animal que não apresentar bom desempenho na parte reprodutiva não poderá participar do PNMGL; Tourinhos que durante a etapa de coleta do PNMGL iam para a Central, não produziam e tomavam tempo do programa; Avaliação Andrológica: os animais que não eram férteis ao final do PNMGL, que dura 6 anos para ter seu resultado concluído, ao final já eram quase estéreis, sem capacidade para ter seu sêmen congelado ou produzir sêmen.

a produção de mais animais por procedimento, isso refletirá não só em touros melhoradores, mas também nos custos fixos laboratoriais que tendem a diminuir”, ressalta Marcos Brandão Dias Ferreira, pesquisador da Epamig e professor da Uniube, entidades que também apóiam a prova. O término da 1ª Prova de Pré-Seleção de Touros para o Teste de Progênie será em 15 de abril de 2010. Os resultados serão divulgados no dia 05 de maio, durante a Expozebu, que acontece em Uberaba, MG. A Prova de Pré-Seleção de Touros conta também com o apoio da ABCZ, Associação Brasileira dos Criadores de Zebu; da Uniube, Universidade de Uberaba; da Epamig, Empresa de Pesquisa Agropecuária de Minas Gerais, do Pólo de Excelência em Genética Bovina do Governo de Minas Gerais, bem como o patrocínio de empresas do setor pecuário. Revista Gir Leiteiro ||||

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o PNMGL na Prática

archa de expansão Por meio de parcerias, a ABCGIL pretende levar o programa para todo o Brasil.

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entro da estratégia de difusão do Programa Nacional de Melhoramento do Gir Leiteiro, PNMGL, em 2009, a ABCGIL firmou novas parcerias com a Empresa de Assistência Técnica e Extensão Rural, Emater Minas Gerais, e a Secretaria de Estado de Agropecuária, Seap, do Acre. Os convênios possibilitaram a entrada de 150 novos rebanhos colaboradores no programa, em 2009, o que representou aumento de 25% no total. Duas regiões mineiras entraram no projeto: Alto Paranaíba, com sede em Patos de Minas, e Triângulo Mineiro, centralizada em Uberaba. A Emater selecionou produtores e responsabilizou-se pela assistência técnica no manejo, alimentação, sanidade, reprodução e gestão da propriedade. A ABCGIL forneceu sêmen dos touros participantes do Teste de Progênie aos produtores e realizou o treinamento dos técnicos na parte de manejo reprodutivo. Segundo André Rabelo Fernandes, coordenador operacional do PNMGL, os produtores participantes do programa se comprometem a repassar infor-

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Fazenda colaboradora: direitos e deveres Receber sêmen, gratuitamente, na quantidade de duas doses por vaca; Fazer uso de Inseminação Artificial; Ter, no mínimo, 30 vacas em idade reprodutiva; O rebanho deve possuir bom controle de anotações; Fornecer os dados das filhas dos touros ao técnicos da ABCGIL; Realizar o controle leiteiro mensal; Reter as fêmeas até o final da primeira lactação; Receber, no término da lactação, documento de controle leiteiro da vaca. mações para a ABCGIL. Os registros diários da produção servirão de base para análises sobre produtividade. Os colaboradores também devem segurar as fêmeas inseminadas até a primeira lactação, para mensurar a produção de leite.

Agricultura familiar O escritório regional da Emater de Uberaba selecionou rebanhos colaboradores em pequenas propriedades da agricultura familiar. Para a primeira etapa, preferiu produtores acessíveis à tecnologia, que já utilizavam inseminação artificial, além de formadores de opinião. Segundo o gerente regional da Emater Uberaba, Gustavo Laterza de Deus, foram escolhidos produtores com maior possibilidade de sucesso no Gir Leiteiro. “Eles serão referência na comunidade e as propriedades funcionarão como unidades demonstrativas do projeto.” O treinamento dos técnicos foi realizado em setembro do ano passado e a distribuição do sêmen ocorreu entre novembro e dezembro. As fêmeas dos 55 rebanhos participantes do projeto já foram inseminadas. A expectativa é fechar 2010 com 100 propriedades. A ABCGIL e a Emater realizam gestão compartilhada. A parceria planeja dias de campo para divulgar os resultados. “Nossos técnicos são propagadores da genética do Gir Leiteiro nas propriedades.”


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o PNMGL na Prática “NA COMPOSIÇÃO, ALÉM DE REDUZIR CUSTOS, O GIR LEITEIRO MELHORA AS VENDAS NO DESCARTE. OS ANIMAIS TÊM MAIOR DEMANDA E SÃO MAIS VALORIZADOS”, DIZ SÉRGIO

Zzn Peres

Manejo mínimo do rebanho

Na fase de seleção dos rebanhos, os técnicos do escritório regional da Emater de Patos de Minas escolheram fazendas com um mínimo de manejo para trabalhar com inseminação. Essa tecnologia era conhecida e adotada por alguns dos criadores. Cerca de 40 pequenas e médias propriedades, localizadas em 15 municípios da região, aderiram ao programa. O rebanho varia de 30 a 40 vacas e produção diária de 150 litros a 400 litros.

Geraldo gostou da idéia e escolheu os touros que acreditou serem bons.

Sítio Santos Reis, mais uma fazenda colaboradora José Geraldo Ferreira é quem praticamente comanda todo o Sítio Santos Reis, no município de Frutal, em MG. Ao lado de sua esposa, dona Fátima, Ferreira cuida da educação de suas três filhas: Joseane, Maria de Fátima e Talita. Sua propriedade hoje, após muito esforço, conta com 38 alqueires, e tem no leite a única atividade comercial. Com aproximadamente 80 vacas mestiças de Holandês e Girolando e 60 delas em lactação, seo Geraldo tira 500 litros, em média, por dia. Sua meta é chegar a 1000 litros/dia.

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O produtor foi contratado através da parceria da ABCGIL com a Emater. “A Emater conhece todos os criadores da região e suas necessidades, facilitando a aproximação com as fazendas e divulgação do programa”, afirma André Rabelo Fernandes, coordenador operacional do PNMGL. “A equipe da Emater de Uberaba e os técnicos da ABCGIL nos visitaram e apresentaram o PNMGL, qual seriam os nossos benefícios e como poderíamos contribuir. Gostamos da idéia. Depois, escolhemos os touros que acreditamos serem bons. Agora, só falta inseminá-los”, afirma o criador, cuja propriedade se somará às fazendas colaboradoras do programa; ao todo, ultrapassam a 450 propriedades participantes.

As propriedades receberam sêmen de Gir Leiteiro em novembro. A fase atual é de verificação das prenhezes. No fim do ano, nasce a primeira leva de bezerros. O gerente regional da Emater de Patos, Sérgio Glicério Martins, conta que a receptividade ao programa foi muito boa, principalmente por causa da credibilidade da parceria e da disposição dos produtores a buscar um sistema produtivo mais viável. Os produtores estão animados. A maioria tinha vontade de colocar o touro Gir Leiteiro na vacada. “A ABCGIL, produz material genético confiável. Tendo sêmen de reprodutor testado, com respaldo de uma associação séria, aderiram prontamente à proposta”, diz Sérgio. O gerente do escritório de Patos de Minas acredita que a gestão da propriedade e o melhoramento genético do gado com sangue do Gir Leiteiro vão ajudar a reduzir custos, além de melhorar a renda e a qualidade de vida de família. “A vaca mestiça tem vida útil maior e na reposição, a partir da terceira ou quarta cria, ainda alcança bom preço.” Sérgio aponta outras vantagens na utilização de touros Gir Leiteiro: maior resistência a carrapatos e à tristeza parasitária, apresenta menos problemas de cascos e utiliza melhor a pastagem, mesmo na época quente. “Enquanto a vaca holandesa fica na sombra nas horas mais quentes do dia, a zebuína continua pastando.”


Rompendo fronteiras

Fotos: Divulgação Seap

Acre é o primeiro Estado da Região Norte a participar do Programa Nacional de Melhoramento do Gir Leiteiro (PNMGL). A formatação da parceria começou com visita do presidente da ABCGIL, Silvio Queiroz Pinheiro, à capital, Rio Branco. Foi conhecer o rebanho Gir Leiteiro, formado, em sua maioria, por animais do Sudeste. Vislumbrou o grande potencial da região para fomento do Gir Leiteiro. Também percebeu a contribuição que a raça poderia dar no sentido de alavancar a produção de leite do Estado, aumentando a produtividade, com redução dos custos. Em maio de 2009, foi firmado convênio entre a ABCGIL, Secretaria de Estado de Agropecuária (Seap), e Embrapa. Em setembro, a Associação iniciou as ações. A proposta é contribuir com o aumento do quantitativo de touros em testes e difundir a genética do Gir Leiteiro no Acre, segundo o coordenador operacional do PNMGL, André Rabelo Fernandes. Em outubro do ano passado, André entregou 2.000 doses de sêmen no Acre. Foi realizado o treinamento dos técnicos para distribuição do sêmen, acompanhamento das crias e controle leiteiro das progênies dos touros em testes. A Seap mantém um rebanho de Gir Leiteiro em área da Embrapa, para difusão de embriões da raça entre pequenos produtores do estado. “Separei alguns animais e ajudei a acasalar”, afirma André. Estão previstas duas visitas anuais ao Acre, para supervisionar as atividades nos rebanhos colaboradores, que recebem assistência técnica da Seap e do Senar. O responsável pela execução do programa no Estado é Francisco Dan-

Paulo Moreira (da Embrapa Gado de leite), Francisco Dantas (da Seap), André Rabelo (do PNMGL), Marcos Minori Yocomiso (primeiro produtor do Acre a receber sêmen do PNMGL) e técnicos do Senar e da Seap-AC.

tas, gerente do Departamento de Melhoramento Genético da Seap. Para ele, a parceria permite a utilização de ferramentas positivas, que contribuem para o desenvolvimento sustentável, associadas ao Gir Leiteiro, raça que tem boa adaptação e rusticidade, produzindo bem no Estado. Em sua opinião, a vantagem do convênio é trabalhar com produtores focados em genética superior. “Com isso, podemos trocar animais de baixa produtividade por outros, de produtividade elevada, sem necessidade de ampliar a área de pasto.” De acordo com Dantas, 80% das propriedades leiteiras do Estado são pequenas. Tiram 40 a 50 litros de leite por dia. A média diária por animal é de 3 litros. Com a utilização de animais de alto potencial genético, a produtividade deve aumentar.

Para participar do início do projeto foram selecionadas 45 propriedades vinculadas ao trabalho de melhoramento genético do Estado. Alguns critérios foram considerados para escolha dos produtores colaboradores: manejo sanitário e nutricional adequado, estrutura para inseminação artificial e assistência técnica de algum órgão de extensão. Em novembro e dezembro foram distribuídas as doses de sêmen de Gir Leiteiro. No momento, está sendo feito o balanço dos animais inseminados e das prenhezes confirmadas. As crias nascem a partir de setembro. A receptividade foi tão boa que despertou interesse de outros produtores. “Temos lista de espera. Assim que concluirmos o balanço, começaremos novo grupo”, conta Dantas.

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Leite Afora 1

Feileite 2009, novos recordes na raça

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Adriano e Renata Okano recebendo o prêmio de Silvio Queiroz Pinheiro, presidente da ABCGIL, pela Grande Campeã, Queimada dos Poções.

Flávio Peres, da Fazenda Brasília, com Carioca, a recordista nacional de produção em um só dia.

Nova Recordista Nacional de Produção em um só dia Outro destaque foi o novo recorde nacional de produção. Estreando em torneios, a vaca Carioca de Brasília, de Flávio Peres, da Fazenda Brasília, é a mais nova recordista de produção, com 50,2 kg de leite em 24 horas. Carioca concorreu na categoria Vaca Adulta do Torneio Leiteiro. É vaca de 3ª lactação, filha de Fantoche com Uruguaiana. Produziu lactação oficial de 10.399 kg de leite.

Fotos: Zzn Peres

Com 1.550 animais em julgamento e torneios leiteiros de sete raças distintas, o Gir Leiteiro sobressaiu-se na Feileite - Feira Internacional da Cadeia Produtiva do Leite. Conquistou a segunda posição com maior número de inscrições. Foram 340 animais. O evento, em sua 3ª edição, apresentou a 2ª Exposição Internacional da raça Gir Leiteiro, entre 3 e 6 de novembro de 2009. A pista estava concorrida. Os trabalhos de julgamento foram comandados pelo trio de jurados William Koury, Tatiane Almeida Drummond Tetzner e Nívio Bispo. Queimada dos Poções, do expositor Kenyti Okano, foi a Grande Campeã. Filha de Major dos Poções e Letícia dos Poções. O Grande Campeão foi Escol da Silvania, de Eduardo Falcão de Carvalho. Primeiro colocado do Ranking da ABCGIL, Escol é filho do provado Benfeitor com Garbha dos Poções, a mais premiada vaca Gir do Brasil, com mais de 40 títulos. Os títulos de Melhor Expositor e Melhor Criador foram para Léo Machado Ferreira, da Fazenda Mutum.


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3 Vale Ouro da Silvania,

Gir Leiteiro vence Leite DPA

destaque do Leilão Silvania

Durante o evento, a Dairy Partners Americas (DPA), parceria das gigantes Nestlé e Fonterra, premiou os animais com maior quantidade de sólidos totais no 6º Concurso DPA de Sólidos no Leite. Os prêmios foram entregues no estande da Associação Brasileira dos Criadores de Gir Leiteiro, ABCGIL.

Foi ao som de “Esse touro Vale Ouro”, de Fagner, que Vale Ouro da Silvania mobilizou o Leilão de Eduardo Falcão quebrando todos os recordes de preço até aquela data. O touro atingiu valorização de R$1.725.000,00, com a venda de 50% por 862.500,00. Foi comprado em 5 cotas de 10%. Valdir Figueiredo ficou com duas; Júlio Vilela, Alta Genetics e Tropical Genética levaram as outras três. Vale Ouro é filho de Caju de Brasília com Nata da Silvania, pai da Definida, Campeã de Qualidade do Leite na Feileite 2009, ganhadora do Prêmio DPA em quantidade de sólidos totais, e Reservada Campeã Vaca Adulta e Melhor Úbere do Torneio Leiteiro da Feileite 2009, com produção média de 41,6 kg de leite. Campeão Nacional de Venda de Sêmen, Vale Ouro, apresenta o Melhor Sistema Mamário do Sumário Embrapa/ABCGIL 2009.

Confira abaixo a relação dos animais premiados:

Silvio Queiroz Pinheiro é premiado pelo Concurso DPA de Sólidos no Leite, com a fêmea Zuma.

Categoria

Fato Rural

Fêmea Jovem1º Lugar: Zuma Proprietário: Silvio Queiroz Pinheiro

Proteína 2,22 kg

Vaca Jovem 1º Lugar: Finta Proprietário: Flávio Peres 2,28 kg

Zzn Peres

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Vaca Adulta1º Lugar: Definida Proprietário: Eduardo Falcão 3,00 kg

Eduardo Falcão de Carvalho recebendo o prêmio de Aníbal Eugênio Vercesi Filho pelo grande campeonato com o touro Escol Silvania.

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Embrapa CNPGL/Divulgação

Perfil

Vilela O Produtor será o maior beneficiado

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A Embrapa Gado de Leite e ABCGIL são parceiras na transferência de tecnologias para a pecuária leiteira. O contrato de cooperação técnica foi assinado em novembro de 2009, na data do 33º aniversário da Embrapa Gado de Leite, por Duarte Vilela, chefe-geral da Embrapa, em Coronel Pacheco, MG, e Silvio Queiroz, presidente da ABCGIL. O objetivo das entidades é estruturar os sistemas de produção dos campos experimentais da Embrapa e estreitar o relacionamento dos parceiros. Assim, pretende-se potencializar ações de pesquisa e transferência de tecnologias. Em entrevista exclusiva para a revista Gir Leiteiro, Duarte Vilela avalia a contribuição dessa parceria para o crescimento da pecuária de leite no Brasil e países de clima tropical. |||| Revista Gir Leiteiro: Ao assumir a gestão do Campo Experimental da Embrapa, em Coronel Pacheco, MG, a ABCGIL confirma a intenção das duas entidades em otimizar a difusão de tecnologia. Qual a sua avaliação? |||| Duarte Vilela: Um dos objetivos do trabalho com a ABCGIL é adequar os sistemas de produção do Campo Experimental da Embrapa, em Coronel Pacheco, MG, ao Programa Boas Práticas Agropecuárias. Além disso, potencializar a infraestrutura e adequar a gestão orçamentária e financeira dos sistemas aos novos desafios da Embrapa Gado de Leite. Pelo fato de a Associação ser uma entidade privada, a parceria é muito importante, pois dará mais autonomia e dinamismo às ações de gestão. A parceria poderá contribuir para a Embrapa desonerar o erário público e disponibilizar recursos para a pesquisa. Já a ABCGIL, terá a oportunidade de demonstrar competência na gestão de propriedades leiteiras e otimização do potencial produtivo. O produtor será o principal beneficiário, pois terá como modelo sistemas de produção baseado na realidade, com tecnologias de ponta recomendadas pela Embrapa. |||| GL: A ABCGIL criou há 25 anos um programa único de melhoramento animal em parceria com a Embrapa, o PNMGL. Qual foi a contribuição deste programa para a Embrapa?

|||| V: O Programa Nacional de Melhoramento do Gir Leiteiro é “um milagre zootécnico do século XX”, como define a própria ABCGIL. Para a Embrapa, o Programa ampliou significativamente os conhecimentos da pesquisa sobre a raça Gir. Mas a contribuição mais significativa foi para a pecuária de leite do Brasil e países de clima tropical. Nos trópicos, o Gir Leiteiro e seus cruzamentos, notadamente a raça Girolanda, tornaram-se importantes alternativas para produzir leite de maneira sustentável. O Teste de Progênie da raça Gir ao longo de 25 anos realizou a identificação de mais de 100 reprodutores positivos para leite. Também proporcionou a identificação de vacas elites nos diversos rebanhos, possibilitando aos produtores adquirir sêmen de touros provados e produtos certificados zootecnicamente. Os impactos desse processo podem ser comprovados pelo rápido crescimento da comercialização de sêmen de touros Gir Leiteiro. Esse comércio passou de 87 mil doses de sêmen, em 1993, para 805 mil, em 2008. O ganho na produção de leite nesse período foi de mais de um bilhão de litros. |||| GL: A Embrapa e a ABCGIL estão pensando em alguma atividade comemorativa para os 25 anos do Programa? |||| V: Completar um quarto de século de um Programa tão exitoso como esse é algo muito significativo. Esta

data merecerá atenção especial da Embrapa Gado de Leite e da ABCGIL. Em maio, será realizado um evento especial em Uberaba, com o lançamento do resultado da prova de mais um grupo, composto de 17 novos touros testados. Será um documento em formato diferenciado, com novas mensagens, memória e outros aspectos ainda a serem definidos. Antes disso, durante o 11º Congresso Pan-Americano da Fepale, ocorrido em março, em Belo Horizonte, realizamos um simpósio especial a respeito do Programa de Melhoramento, abordando o impacto das raças zebuínas na pecuária de leite do Brasil e os avanços e desafios do melhoramento genético animal. Trabalhamos na parte científica deste evento e o chefe de Pesquisa & Desenvolvimento da Embrapa Gado de Leite, Rui Verneque, um incansável pesquisador nos estudos de melhoramento genético em raças zebuínas, proferiu a palestra magna de abertura do simpósio. |||| GL: De que forma a parceria com a ABCGIL e os sistemas de produção do Campo Experimental de Coronel Pacheco podem ajudar no desenvolvimento da produção de leite? |||| V: Como já foi dito, a principal ação será potencializar os índices de produtividade dos sistemas de maneira sustentável para, com isso, disponibilizar tecnologias que serão transferidas diretamente ao produtor. Todos

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Perfil os anos, nossos campos experimentais recebem acima de quatro mil visitantes. Com a experiência da ABCGIL e a expertise da Embrapa, iremos transformar o Campo Experimental de Coronel Pacheco em uma importante vitrine de tecnologias aberta à visitação, afinada com o Programa de Boas Práticas Agropecuárias, divulgando tecnologias para produtores do Brasil e do exterior que por lá passarem.

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COM A EXPERIÊNCIA DA ABCGIL E A EXPERTISE DA EMBRAPA, IREMOS TRANSFORMAR O CAMPO EXPERIMENTAL DE CORONEL PACHECO EM UMA IMPORTANTE VITRINE DE TECNOLOGIAS ABERTA À VISITAÇÃO”

|||| GL: Em sua opinião, em quanto a ABCGIL poderá contribuir para a melhoria da pecuária leiteira no Brasil? |||| V: É difícil mensurar isso, mas a força de uma cadeia produtiva pode ser medida pela grandeza de suas instituições. A ABCGIL é uma Associação de referência internacional. A instituição trabalha não apenas para a melhoria da pecuária de leite no Brasil, mas em todos os países que tem nas raças zebuínas o grande potencial para alicerçar sua base de produção de leite. Tais países estão em regiões tropicais, possuem economia menos desenvolvida e necessitam melhorar os ganhos de produção em alimentos. A ABCGIL tem muito a contribuir para a América Latina, por exemplo, além do potencial para atingir a África e Ásia. O setor leiteiro nacional se orgulha de contar com uma Associação tão bem estruturada e atuante quanto a ABCGIL.

para alcançar resultados e não pode ser interrompido, sob risco de colocar a perder décadas de importantes ações. O que podemos afirmar é que a pesquisa em bovinocultura de leite tem feito muito, em longo prazo, para solucionar os problemas do produtor rural. Basta dizer que nas últimas três décadas, desde que a Embrapa Gado de Leite foi criada, o País triplicou a sua produção de leite. Deixamos de ser importador líquido de produtos lácteos para nos tornar potencial exportador. Hoje, temos tecnologias para multiplicar por quatro a produção brasileira sem expandir nossas fronteiras agrícolas. Esse “milagre” do incremento na produtividade somente foi alcançado por meio da pesquisa agropecuária.

|||| GL: Diante das dificuldades enfrentadas pelo produtor de leite no Brasil, como a pesquisa agropecuária pode contribuir, em curto prazo, para minimizar esta situação? |||| V: Não se pode pensar em pesquisa “em curto prazo”. A ciência agropecuária é um processo que leva anos

|||| GL: Quais são os últimos avanços da Embrapa em pesquisa de Gado de Leite, em especial com relação às raças zebuínas como o Gir Leiteiro? V: No Gir Leiteiro, o principal avanço está na área de melhoramento genético. A genética quantitativa tem possibilitado identificar excelentes

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reprodutores ‘melhoradores’ para produção de leite e outras características de importância econômica. Trabalhamos também em outras vertentes, com o objetivo de aperfeiçoar a contribuição da raça para a pecuária leiteira. Uma delas consiste na melhoria das tecnologias reprodutivas, tais como, a produção de embriões ou animais por meio da fertilização em laboratório, denominada fertilização in vitro (FIV). Outra frente de trabalho é a transgenia, que tem como meta produzir animais especializados e mais resistentes aos principais parasitas que acometem nosso rebanho. Uma terceira frente é a clonagem, ou seja, a produção de animais idênticos. Além disso, atuamos em pesquisas relacionadas à genética molecular. Tais pesquisas identificam marcadores moleculares associados às características de importância econômica na atividade leiteira. Outros estudos relacionados à genômica, mais uma importante tecnologia, poderá trazer grandes impactos para a ciência e a produção animal num futuro próximo. Em síntese, nossos estudos são abrangentes. Temos ações de pesquisa em áreas tão distintas quanto a qualidade do leite e o controle de parasitas. Nossos projetos de pesquisa são divididos em produção animal; recursos forrageiros e meio ambiente; agronegócio do leite e saúde animal e qualidade do leite. São 12 laboratórios onde desenvolvemos tecnologias que buscam melhorar a produção e a produtividade nas fazendas de maneira sustentável. Temos certeza de que a parceria com a ABCGIL irá contribuir muito para atingirmos nossos objetivos, favorecendo os produtores de leite e aumentando a renda das famílias no meio rural.


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Tecnologia no Campo

ABCGIL

faz gestão de sistemas de produção de leite da Embrapa

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m 13 de novembro passado, o presidente da ABCGIL, Silvio Queiroz, e o chefe-geral da Embrapa Gado de Leite, Duarte Vilela, assinaram convênio de cooperação técnica. Além de um novo passo para fortalecer ainda mais a parceria de 25 anos, a iniciativa representou um marco na história da ABCGIL: o desafio de gerenciar os sistemas de produção de leite da Embrapa e a criação da sua primeira filial. A Embrapa desenvolve dois projetos leiteiros: o Sistema Intensivo de Produção de Leite, com gado Holandês, e o de Produção de Leite a Pasto, com animais cruzados Gir Leiteiro e Holandês. Com o novo acordo, será criado o Sistema de Produção de Gir Leiteiro. O Centro Experimental de Coronel Pacheco será uma unidade demonstrativa das técnicas desenvolvidas e adaptadas pela Embrapa Gado de Leite. “A

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nova parceria vai além da produção de leite, inclui a gestão e a sustentabilidade do projeto”, explica Márcio Ramos, técnico de campo da ABCGIL responsável pela gestão do projeto. “Planejamos aumentar a produção e a produtividade com genética de alta qualidade, além de desenvolver estratégias de manejo que possibilitem melhorar a lucratividade dos sistemas para aumentar a renda”, informa o gerente do Campo Experimental, José Henrique Bruschi. “Vamos transformar o campo experimental de Coronel Pacheco em uma fazenda produtora de leite modelo”, diz Márcio. O sistema de gestão será repassado ao produtor que terá uma planilha de custo geral (preços de animais, medicamentos, alimentação, insumos, mão-de-obra). “O criador precisa ter noção do custo real de produção.”

Silvio Queiroz e Duarte Vilela: Assinatura fortalece ainda mais a parceria de 25 anos e representa um marco para a ABCGIL

Divulgação/Embrapa Gado de Leite.

Associação cria sua primeira filial, no Centro Experimental de Coronel Pacheco, onde também vai implantar a projeto de produção de Gir Leiteiro


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Tecnologia no Campo

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da mensal de recursos é da ordem de R$ 30 mil a R$ 35 mil, o que é garantido pela venda de leite. O dinheiro para sustentação das atividades virá da venda do leite e do material genético (matrizes de descarte, bezerros e embriões). O valor arrecadado com a venda de leite será depositado em uma conta da ABCGIL para o fluxo da atividade. “A meta é fazer com que a fazenda se torne auto-suficiente”, afirma Márcio. O Centro produz 2.000 litros de leite ao dia, entregues no Laticínio Bom Gosto, da região. O leite rende cerca de R$ 35 mil ao mês. Planejamos dobrar a produção em cerca de 3 anos”, prevê o gestor. Bruschi Informa que, paralelamente, serão realizadas pesquisas que não

Divulgação/Embrapa Coronel Pacheco

Márcio: “Vamos transformar o Centro Experimental de Coronel Pacheco em uma fazenda produtora de leite modelo”

“O CONVÊNIO VAI IMPRIMIR VELOCIDADE NAS AÇÕES. VAMOS COMPRAR INSUMOS SEM LICITAÇÃO, ASSIM COMO CONTRATAR MÃODE-OBRA, QUE ANTES ERA LIMITADO”, AVALIA BRUSCHI.

Zzn Peres

Bruschi acredita que o convênio vai acelerar o andamento das atividades do Centro. “Como entidade particular, a ABCGIL tem mais agilidade que a Embrapa, que é empresa pública e segue determinação do governo. E também depende do orçamento, da votação no Congresso”. “O convênio vai imprimir maior velocidade nas ações. Vamos poder comprar insumos sem licitação, assim como contratar mão-de-obra, o que antes era limitado”. Pelo acordo, a Embrapa entra com a estrutura física (terras, instalações), rebanho e orientação técnica. A ABCGIL é responsável pela contratação da mão-de-obra, compra de insumos, manutenção da propriedade e comercialização da produção. “Ao fim do contrato, o número de vacas que estamos cedendo em comodato deverá ser devolvido”, informa Bruschi. Para abrir o escritório, a ABCGIL precisou contatar a Receita Estadual, para obter cartão de produtor, e fazer a Inscrição Estadual. “Tivemos de atender essas exigências para a comercialização de leite e animais”, diz o gestor do projeto. Os funcionários da Embrapa que trabalham no Centro serão remanejados para outros setores. “Vamos reduzir o número de empregados de 15 para 10”, diz Márcio, que foi transferido da sede para conduzir o projeto em Coronel Pacheco. O projeto terá cinco anos de duração. Poderá ser prolongado. A deman-

interfiram na gestão e na sustentabilidade da fazenda e que possam deixar recursos para o projeto se auto-sustentar. “Se for produzido um bezerro de TE ou FIV, não vamos precisar dele. Podemos vendê-lo e os recursos voltam para o projeto”. A área total do projeto é de 140 hectares, sendo 40 hectares para o Sistema Intensivo de Produção de Leite (puros) e 100 hectares para o Sistema de Produção de Leite a Pasto (mestiços). Na fazenda, as fêmeas puras são inseminadas com sêmen de touros PO Holandês e as mestiças, com touro Gir Leiteiro, quando atingem 7/8, para refrescar o sangue e ganhar em rusticidade, conforme explica Márcio tanto no sistema de gado puro como no de mestiço só usaremos touros provados com auto valor genético para leite. A produtividade média do rebanho puro é 27 kg/leite/dia e, do mestiço, 15 kg/litros/dia. “Queremos aumentar a produção diária de leite das fêmeas puras para 40 kg e das mestiças, para cerca de 17 kg”. Paralelamente, será implantado o Sistema de Produção de Gir Leiteiro, a partir de embriões, fornecidos pela ABCGIL, e receptoras do Centro, cedidas em comodato. “É um projeto de longo prazo. Somente dentro de três anos teremos animais Gir Leiteiro em produção”, calcula Márcio. A idéia é implantar um rebanho Gir Leiteiro dentro da Embrapa com o custo de produção de uma fazenda leiteira.

Bruschi espera que a parceria acelere o andamento das atividades e proporcione maior agilidade nas ações


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Hora da Gestão

A super ferramenta de Seleção Com lançamento previsto para a Expozebu 2010, o software CAZAL entrará em vigor, disponibilizando aos associados da ABCGIL a oportunidade de prever bons acasalamentos para a raça Gir Leiteiro. Na ocasião, será feita a demonstração sobre as funções do programa. O aplicativo permite ao usuário ponderar as características desejadas de produtividade, conformação e manejo. Ao combinar a doadora do rebanho do criador, cadastrada com os dados do programa, com todas as informações de desempenho dos touros do Programa Nacional de Melhoramento do Gir Leiteiro, PNMGL, o CAZAL gerará uma planilha de comparativo dos touros com as características procuradas e probabilidades de acasalamentos bem-sucedidos. Confira abaixo, o passo a passo do programa: Após clicar em “Iniciar” esta será a tela exibida. Nela será realizado o cadastro de matrizes do usuário e também o acasalamento de uma matriz em questão com todos os touros do banco de dados. Exemplo: para realizar um acasalamento e obter resultados de endogamia Cazal (Fz), basta clicar no visualizador de pedigrees que fica no canto superior esquerdo da tela de cadastro e depois em “Exibir”. Após visualizar o pedigree da vaca desejada na tela clique primeiro em “Acasalar”, seguido por “Ok” e depois em “Avançar”.

Tela inicial do Cazal, onde o usuário terá acesso aos diversos recursos do programa. No menu horizontal ele encontrará: AJUDA - Consulta ao Manual: auxílio para o uso do programa. FICHAS DE TOUROS - Acervo Fotográfico, com fotos dos touros separados por grupo do Teste de Progênie. LINEAR – menu com duas opções: clicando-se em “Sistema Linear”, o usuário terá acesso às informações detalhadas e ilustradas do sistema

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linear de mensuração da raça. Em “Correlações”, podem-se conhecer as correlações genéticas e fenotípicas entre as diversas características avaliadas na raça Gir Leiteiro. SUMÁRIO EMBRAPA – ABCGIL – acesso ao Sumário Brasileiro de Touros – Resultado do Teste de Progênie – Maio 2009 em sua íntegra, onde o usuário poderá consultar como as avaliações genéticas foram realizadas. A opção que dá prosseguimento à utilização do programa é acessada por meio do botão “Iniciar”.

Na tela seguinte, o usuário poderá cadastrar informações relativas à fazenda e ao animal a ser acasalado. Logo após, clica-se em “Avançar”.


A partir deste ponto, o usuário construirá o índice genético para classificação dos touros. A ponderação de cada conjunto de características afins, denominados “Compostos”, deve somar 100%. Exemplo: atribuiremos 100% para a característica “Ângulo da Garupa”, requerendo o sentido “Reto”. Clica-se em “Avançar” para prosseguir.

Nesta tela, pode-se optar em utilizar todos os touros no acasalamento ou apenas os de sua escolha.

Em “Composto de Úbere”, como exemplo, atribuiremos 100% para “Ligamento de Úbere Anterior”, no sentido “Forte”. Clica-se em “Avançar” para prosseguir.

Em Índice de Tipo e Manejo, o usuário deverá ponderar os compostos criados anteriormente, totalizando 100 pontos. Clica-se em “Avançar” para prosseguir.

Para “Composto de Pernas e Pés” atribuiremos 100% para “Ângulo de Cascos”, no sentido “Alto”. Em “Composto de Manejo”, 100% para “Facilidade de Ordenha”, no sentido “Macia”. Clica-se em “Avançar” para prosseguir.

Em seguida, é exibida a tela Índice de Produção, onde o usuário deverá ponderar as características produtivas. Note que nesta tela não há a coluna Sentido, pois se considera que não haja interesse de diminuir tais características. Clica-se em “Avançar” para prosseguir. O usuário tem a opção de gerar dois relatórios para impressão: um de classificação dos touros e outro com as ponderações utilizadas no índice. Basta acessar o menu Arquivo e clicar em Gerar Relatório, nomeando o arquivo e um local para que seja salvo.

Em Índice Total, o usuário deverá ponderar entre o Índice de Tipo e Manejo e o Índice de Produção construídos. Clicando em Concluir, a tela Classificação Geral é exibida e os índices são calculados. Os touros aparecem dispostos em ordem decrescente de Índice Total.

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Hora da Saúde A cana com uréia é uma grande aliada para suplementação na seca, além de apresentar muitas vantagens. Desde seu custo até o ganho de peso do animal, o que evita o “efeito sanfona” causado por este período. Sua utilização é altamente recomendada. Mas fique atento! Certifique-se de que está administrando corretamente a mistura.

xcesso de uréia A

cana-de-açúcar é volumoso de baixo custo, com alta produção de matéria seca por hectare. É ainda a forragem que dá mais rendimento em um único corte. Quando a colheita coincide com o período da seca, dispensa a ensilagem. No entanto, apresenta limitações nutricionais. Conforme dados da Embrapa Gado de Leite, a cana é classificada como um volumoso de média qualidade, com valor médio de 58,9% de nutrientes digestíveis totais, NDT, e baixos teores de proteína bruta, por volta de 3,8%, e em fósforo com 0,06%. Portanto, há necessidade de suplementação. Dentre as opções de dietas, a mais conhecida, e possivelmente a mais utilizada, é a mistura de cana, uréia

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Hora da Saúde

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omo evitar:

Para evitar essa intoxicação os animais que serão arraçoados com cana corrigida (cana+uréia+sulfato de amônio) deverão passar por um período de 14 dias de adaptação, fornecendo uma mistura na seguinte proporção: 100 kg de cana picada + 450 gramas de uréia + 50 gramas de sulfato de amônia. A uréia e o sulfato deverão ser dissolvidos em 4 litros de água e regados sobre a cana picada. A mistura deverá ser muito bem homogeneizada para a correta distribuição da uréia e do sulfato na massa de cana picada. Após os 14 dias, a mistura passará a ser fornecida na seguinte proporção: 100 kg de cana picada + 900 gramas de uréia + 100 gramas de sulfato de amônia A uréia e o sulfato deverão ser dissolvidos em 4 litros de água e regados sobre a cana picada. A mistura deverá ser muito bem homogeneizada para a correta distribuição da uréia e do sulfato na massa de cana picada. Observações: Se após o período de adaptação, o animal ficar mais de dois dias sem consumir a cana corrigida, ele deverá passar por um novo período de adaptação. Os cochos também devem receber atenção especial: precisam ter furos para escoamento de resíduos líquidos e serem cobertos, contra chuvas. Fonte: Adalberte Estivari - Cati

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omo tratar:

Logo nos primeiros sinais, administrar via ingestão oral, o vinagre caseiro, que diminui a absorção do NH3 (uréia) pela parede ruminal, com supervisão de um médico veterinário, que poderá diagnosticar o quadro e reverter a intoxicação a tempo. Fonte: Adalberte Estivari - Cati

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Geralmente, os casos de intoxicação de gado com cana corrigida ainda ocorrem devido ao uso inadequado da técnica, como a não adaptação dos animais, desrespeitando esse período, e a má homogeneização no preparo dessa mistura, resultando na ingestão de uma grande quantidade de uréia pelo animal”, afirma o engenheiro agrônomo Adalberte Estivari, da Cati, Coordenadoria de Assistência Técnica Integrada. (fonte de nitrogênio não protéico) e sulfato de amônio (fonte de enxofre), chamada de cana corrigida, que atende às exigências básicas para a melhor absorção dos nutrientes fornecidos. A uréia e o sulfato de amônio, combinados com os microorganismos do rúmen, auxiliam no processo de transformação e absorção das propriedades encontradas na cana, principalmente por seu alto potencial energético e também na transformação da uréia em proteína, nutriente essencial para o animal. Mas é nessa mistura que mora o perigo. A uréia é altamente tóxica, se mal administrada (em quantidades acima do recomendado) pode levar o animal a morte. A intoxicação acontece quando o excesso de uréia não consegue ser absorvido pelas bactérias do rúmen. Por ser lipossolúvel, a uréia vai diretamente para corrente sanguínea do animal, chegando ao cérebro. “Geralmente, os casos de intoxicação de gado com cana corrigida ainda ocorrem devido ao uso inadequado da técnica, como a não adaptação dos animais, desrespeitando esse período, e a má homogeneização no preparo dessa mistura, resultando

na ingestão de uma grande quantidade de uréia pelo animal”, afirma o engenheiro agrônomo Adalberte Estivari, da Cati, Coordenadoria de Assistência Técnica Integrada. Segundo Estivari, o animal intoxicado apresentará os seguintes sintomas de origem nervosa: agitação, salivação em excesso, acúmulo de gases no rúmen (timpanismo), dificuldade respiratória, falta de coordenação, tremores musculares, evoluindo para convulsão e morte. Conforme artigo publicado pelo professor Enrico Lippi Ortolani e do pós-graduando Thales dos Anjos de Faria Vechiato, do Departamento de Clínica Médica da Faculdade de Medicina Veterinária Zootécnica da Universidade de São Paulo, “Em quadros de intoxicação quando surgem os primeiros tremores musculares e o tratamento é empregado, a cura é de 80%, entretanto, quando o animal já apresenta sinais de convulsão, a morte é de 100%”. Segundo eles, “o quadro de intoxicação por uréia tem cura quando tratado no começo dos sintomas, mas é mais importante o tratamento sistêmico que o local, muitas vezes é este que vai ser fundamental para a vida do animal”.


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Hora do Criador

ir Leiteiro X

Alta Tecnologia

Toda a iluminação da ordenha é alimentada por um moderno sistema de captação de energia solar.

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Com um sistema organizado e muito bem planejado, o engenheiro e pecuarista, José Mario Miranda abdo, pensou em cada detalhe. Da ordenha ao sistema de separação de dejetos sólidos e líquidos. Das lâmpadas fluorescentes compactas, que economizam 5 vezes mais que a iluminação comum, até a captação de energia solar e o gerador hidráulico não-poluente.


Fotos: Zzn Peres

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m visita à Fazenda Coqueiro & Barreiro, Gir Leiteiro conheceu o projeto do criador José Mario Miranda Abdo, em Alexânia, Goiás, pertinho de Brasília. Para modernizar suas fazendas, José Mario passou por cima dos mitos. E investiu em instalações e na raça Gir Leiteiro. No último ano, enquanto trocava idéias com alguns criadores a respeito de investimentos em ferramentas tecnológicas na raça Gir Leiteiro, José Mario escutou muita coisa. Alta tecnologia para Gir Leiteiro? Para quê? A raça não se adapta. Aceitando os questionamentos como parte do processo de desenvolvimento da raça, o criador investiu firme nas instalações da fazenda e organizou os espaços. Hoje colhe os resultados de seu trabalho. A ordenha mecânica escolhida, em linha média central, é própria para animais que exigem o bezerro ao pé. O sistema permite a mesma produção obtida manualmente. Num conjunto de 6 teteiras, alinham-se 6 vacas de cada lado. Ordenha-se um lado, enquanto o outro é preparado. Os bezerros são separados por portinholas abertas pouco antes de inseridas as teteiras. O bezerro se aproxima da mãe, o leite desce e a portinhola é fechada. Os tetos são higienizados com solução de iodo, seguido do teste de mastite e demais etapas. Tudo é automatizado: lavagem das teteiras, tubulações e tanque de resfriamento, com capacidade para 4.000 litros. O processo de colocação das teteiras e testes carrega outro diferencial. É realizado por duas mulheres. Segundo José Mario, foi uma oportunidade de integrar o trabalho de seus maridos, colaboradores na propriedade, e também ensinar uma atividade. “Além do mais, elas são muito mais cuidadosas e atenciosas, o que é essencial para esse serviço”.

Nalva Maria da Cruz realiza as ordenhas desde a instalação do equipamento, há um ano. “Gosto muito do que faço. É um trabalho diferente”. Joana D´Arc Matias da Silva é a outra auxiliar. Começou há poucas semanas. Ambas contam com a ajuda externa de Nilton Gonçalves Pereira. Mas o segredo para tudo funcionar perfeitamente depende também de mais fatores. “Passamos todas as vacas pela sala de ordenha, diariamente, mesmo quando não são ordenhadas”, afirma. Segundo ele, é muito importante que elas se habituem e se condicionem a ir sozinhas para a ordenhadeira. Com os bezerros é o mesmo procedimento. A separação dos ambientes também é primordial. Para isso, conta-se com uma sala de pré-ordenha e outra de saída, evitando-se assim possíveis contaminações, além dos pedilúvios presentes. Atualmente, são 40 vacas Gir Leiteiro em lactação, além das vacas Girolando. O objetivo é aumentar, e muito, este número. Embora, produtor de genética, não sendo a sua principal atividade a produção de leite, para o criador, é primordial acompanhar os avanços da tecnologia e trazer essa realidade para dentro da fazenda. Nas pistas, a dedicação é igual. Tanto que seus investimentos no Gir Leiteiro e no Gir Leiteiro Mocho já renderam inúmeras premiações nas

"É fundamental após a ordenha, manter o animal em um espaço limpo. E em pé. Muitas fazendas soltam o gado no pasto. Ao deitarse em qualquer lugar, às vezes ao lado de dejetos, facilita-se a contaminação e a indesejada mastite”. principais exposições do país. Taça FIV JMMA foi Grande Campeã da Expozebu 2008; a mocha Ucrânia FIV JMMA foi Campeã Nacional Vaca Jovem na Megaleite 2009, sem falar nas fêmeas Utopia e Tunísia. Dentre os machos, o criador fez em 2008 e 2009 os dois grandes campeões nacionais, o mocho Tcheco FIV JMMA e Tarô FIV JMMA, respectivamente. Com o mocho José Mario já foi Melhor Criador e Expositor várias vezes como, Megaleite 2008 e 2009, Expozebu 2008 e 2009 e ExpoBrasília 2008. Paralelamente ao projeto, José Mário ainda mantém na fazenda modelo uma plantação de 13 mil mudas de eucalipto, variadas espécies de árvores frutíferas. Ele sabe todos os nomes e procedência de cada uma. Cultiva também uma lavoura com 4.000 pés de lichia _ uma de suas paixões _ e tem duas grandes áreas destinadas à avicultura e à suinocultura industrial.

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Hora do Manejo

em-estar

Zzn Peres

garante fartura de leite P

equenos cuidados proporcionam ganhos econômicos, traduzidos pelo aumento da qualidade do leite, da produtividade e do lucro na pecuária leiteira. Alimentação de alta qualidade, manejo sanitário adequado e instalações bem dimensionadas são algumas premissas básicas para bemestar e conforto do gado e contribuem para o sucesso da atividade. Na Europa e em outros países, es-

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ses procedimentos são normatizados e atendem as exigências do consumidor que busca alimentos produzidos dentro dessas condições. No Brasil, porém, ainda não existe legislação específica sobre as práticas de bemestar para a produção de leite. “A referência, no País, é a IN 56 (Instrução Normativa), que é muito abrangente e trata os animais de produção como fossem agrupados

em uma única espécie, esquecendo das particularidades de cada uma delas”, avalia o doutor em zootecnia, comportamento e bem-estar animal, Marcelo Simão da Rosa, do Grupo de Pesquisas e Estudos em Etologia e Ecologia, de Muzambinho (MG). “Desconforto e comprometimento do bem-estar reduzem a produção de leite.” Quem afirma é a pesquisadora da Embrapa Gado de Leite, Maria de


produção em 2 litros de leite. “A ação de gritar, durante a condução da vaca da sala de espera para a sala de ordenha, já provoca essa queda, devido ao aumento do leite residual. Isso também reduz os teores de proteína e gordura do leite ordenhado”, alerta. De acordo com Maria de Fátima, o estresse ocorre quando o ambiente do animal é afetado. Conforme explica, ambiente é tudo que rodeia o animal (instalações, temperatura local, umidade relativa do ar, alimentação e fator humano) e envolve sua relação com o homem. “O estresse compromete o sistema imunológico do animal, que fica mais suscetível aos agentes patogênicos causadores da mastite, com reflexos negativos na produção.”

O be-a-bá do bem-estar

Fátima Ávila Pires. Ela acrescenta que a relação negativa do tratador com a vaca (gritar ou bater no animal) e a limitação de recursos alimentares, de água e espaço provocam competição e causam estresse. Segundo Simão da Rosa, vacas em lactação que sofrem maus tratos na ordenha, causados pela interação retireiro-vaca, chegam a reduzir a

Entre as normas de boas práticas de bem-estar do gado de leite Maria de Fátima recomenda atenção especial com a água e a alimentação, que devem ser de boa qualidade, e com a suplementação dos animais durante a seca, sempre disponível, no cocho ou no pasto. No confinamento, Maria de Fátima aconselha fracionar a alimentação em quatro porções diárias, na época de calor. Em condições extensivas, ela lembra que o animal passa 60% do tempo pastando durante o dia e 40%, à noite. No calor, inverte-se essa proporção, com pico de pastejo no nascer e no pôr do sol, ou seja, quase nenhum pastejo durante o dia e concentração à noite. As instalações devem ser bem dimensionadas, não haver superlotação, evitando-se a presença de pisos escorregadios e irregulares e de material pontiagudo que pode ferir o animal. No pasto, é importante colocar sombreamento no curral de espera das fêmeas para ordenha. Instalações sempre limpas, com atenção ainda maior para os bebedouros. No caso de ordenha mecânica, a pesquisadora chama atenção para os cuidados com a higiene e a manutenção do equipamento (saber se o vácuo está correto, se as borrachas estão em perfeitas condições). “Se for ordenha manual, cuidado com a limpeza das mãos do retireiro e do úbere da vaca”, avisa. O conforto térmico é outra condição importante para o bem-estar do gado. Portanto, deve-se maximizar a construção, para se ter o máximo de ventilação natural, mantendo o local fresco na época do calor. “Não se deve construir a 15 metros de barrancos e nem ter outras instalações que possam obstruir a ventilação natural”, ensina. O sombreamento do pasto, de preferência com árvo-

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Hora do Manejo res, é outra premissa, inclusive proposta do sistema silvopastoril. Se não for possível, deve-se oferecer sombra artificial. “O estresse por calor é um dos principais fatores que prejudica o bem-estar animal e contribui para o aumento de batimentos cardíacos, de temperatura retal, sudorese, entre outros comportamentos indesejáveis”, diz Simão da Rosa. Dentre as normas de boas práticas de bem-estar animal, o preparo da mão-de-obra é essencial e deve abranger treinamento, capacitação e valorização do funcionário. “Remuneração adequada, boas condições de trabalho e ambiente agradável são condições para o empregado gostar e estar satisfeito com o trabalho”, cita.

Manejo racional

Simão da Rosa destaca os ganhos obtidos na reprodução de bovinos, bezerros lactentes, segurança no trabalho, alimentação, instalações, sombreamento, ordenha, mão-de-obra, com a adoção do protocolo de manejo racional. Na reprodução, quando a interação humano-bovino é aconselhável, positiva, os animais reduzem sua distância de fuga (distância mínima de aproximação permitida pelo animal), ou seja, tornam-se menos medrosos e mais dóceis. “Quanto menor a distância de fuga, maior é a taxa de concepção na primeira inseminação. Respostas semelhantes são obtidas com relação à transferência de embriões”, salienta. O protocolo aplicado a bezerros lactentes possibilita a redução de mortalidade e de tratamentos medicamentosos. O pesquisador conta que o manejo de desaleitamento deve ser progressivo. Começa com 6 litros de leite diariamente, sendo reduzido gradualmente, de maneira que nos últimos dias o bezerro esteja consumindo

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apenas 1 litro de leite. A aplicação do manejo racional também proporciona segurança no trabalho, com redução da distância de fuga dos animais. A recomendação para vacinação e a condução dos animais, do pasto ao curral, de maneira adequada, deve empregar os conhecimentos de distância de fuga, ponto de equilíbrio, liderança e, até mesmo, a ‘vaca madrinha’. “Isso permite a vacinação de maneira tranquila, deixando somente a ação da agulhada como aversiva. E, ao ser liberado, o animal recebe alimento, como reforço positivo, amenizando a ação negativa”, ensina.

É PROIBIDO AGREDIR OS ANIMAIS, AFIRMA CORDEIRO, QUE CONSTRUIU UM ABARCADOURO QUE EVITA LESÕES CORPORAIS E ESTRESSE NO EMBARQUE DO GADO. O atendimento às exigências nutricionais diárias é fundamental. O animal deve ter crescimento, produção, reprodução e saúde adequados. O alimento no cocho, de preferência, deverá ser oferecido à sombra. “Quando ofertamos sombra somente na área de cocho, podemos impedir o acesso de animais submissos a este local pelo fato de os dominantes, após se alimentarem, deitarem nestas mesmas áreas”, observa o pesquisador. Locais para realização das práticas zootécnicas (aplicação de medicamentos, descorna, identificação, inseminação e ordenha) e embarque/desembarque devem considerar o comportamento dos bovinos, aconselha Simão da Rosa.

Simão da Rosa ensina: “Não se deve construir a 15 metros de barrancos e nem ter outras instalações que possam obstruir a ventilação natural.”

Quanto ao conforto térmico, ele recomenda atenção principalmente ao pé-direito do telhado, localização de ralos e ventilação. “O estresse térmico por calor prejudica os índices reprodutivos e a produção de leite. Para cada grau a mais de temperatura retal, temse a queda de 1 kg diário de leite por vaca”, destaca. Na opinião do pesquisador, seleção e treinamento do trabalhador na bovinocultura leiteira são essenciais para que as atividades desenvolvidas venham ao encontro do bem-estar humano e animal. “Quando agimos de maneira correta na escolha e preparo de nossos profissionais, provavelmente, conseguimos oferecer condições para que o bem-estar na fazenda seja uma realidade.”

Água limpa e fresca deve ficar sempre disponível para o rebanho


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Hora do Manejo NA HORA DO MANEJO Aprovado Manejar os animais com calma, sem correrias e sem gritos; Trabalhar com número de pessoas suficiente para realizar o trabalho; O piso deverá estar seco e ter espaço suficiente; Excluir do lote de embarque animais feridos ou debilitados; Minimizar o tempo de permanência dos animais no curral; Motoristas deverão realizar a manutenção e limpeza de seus veículos; O veículo deve estar bem estacionado, sem vãos entre a gaiola e o embarcadouro; Não misturar animais de diferentes categorias e lotes; Conduzir ao embarcadouro o número exato de animais para cada compartimento do caminhão; Embarcar os animais sem a utilização de choques, ferrões ou qualquer outra ferramenta de agressão.

Reprovado Animais infectados de endo e ectoparasitas; Animais subnutridos; Salas de ordenha mal dimensionadas; Estresse térmico; Animais doentes de maneira geral, incluindo a mastite e laminite principalmente; Interação insignificante ou desaconselhável ou instável humano-bovino; Lotes de produção mal planejados: misturar vacas primíparas com pluríparas ou redimensionar os lotes de produção a cada 15 dias; Manter animais isolados para realizar a inseminação artificial ou o deslocamento; Escassez de água; Falta de higiene nas instalações e equipamentos.

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Sombra, água fresca e muito mais Na Fazenda Vila Rica, propriedade de 330 hectares, em Cocalzinho (GO), pequenos detalhes garantem conforto e bem-estar do gado. Um rebanho dos bons, formado por 420 animais Gir Leiteiro, entre mochos e padrão. Para Dilson Cordeiro, titular da fazenda, alimentação farta e de alta qualidade estão dentre as prioridades. Para garantir isso, são cultivados nada menos que 38 hectares de milho e sorgo, que rendem 1.700 toneladas de silagem de primeira. Os cuidados com higiene e limpeza merecem atenção especial. As áreas cimentadas são lavadas duas vezes ao dia. Na Vila Rica, árvores dão sombra para o gado no pasto. Além disso, em algumas áreas, coberturas com sombrite reduzem a incidência do sol sobre os animais. “É proibido agredir os animais”, afirma Cordeiro, que construiu um abarcadouro

Sempre que posso, faço reuniões para treinamento dos peões, salientando vários pontos, principalmente a importância da higiene na ordenha, afirma Dilson Cordeiro (foto).

que evita lesões corporais e estresse no embarque do gado. Nas cocheiras, ao invés de cimento, no chão, foi adotada uma solução ecológica, que dá conforto animal. Cavou-se uma vala, colocou-se uma pedra de mão, uma camada de carvão (este funciona como desorizador) e, por cima, brita e areia. Dilson acredita que o cumprimento das metas de bem-estar animal está ligado à conscientização da mão-deobra. “Sempre que posso, faço reuniões para treinamento dos peões, salientando vários pontos, principalmente a importância da higiene na ordenha.”


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Hora do Martelo

ercado

aquecido Raça encerra 2009 com recorde de preços e médias, e se prepara para repetir o desempenho neste ano, impulsionada pelo maior interesse do mercado internacional.

O

ano de 2009 foi muito positivo para o Gir Leiteiro, com eventos batendo recorde de preços e médias, e crescimento acima de 70%. Também o número de leilões aumentou. O setor apresentou qualidade de ponta e foi recompensado por isso. A raça vem galgando posições no ranking dos leilões em todo o Brasil, impulsionada pelo custo benefício e muitas opções de cruzamento: produção de leite com matrizes puras ou Girolandas e, como adendo, machos PO para reprodução e mestiços para confinamento. A observação é do leiloeiro João Gabriel, com conhecimento de causa. No ano passado, comandou o martelo em 80% dos leilões de elite Gir Leiteiro.

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João Gabriel: “América Central, América do Sul, África e outros países estão de olho em nosso gado.”


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Hora do Martelo

AS 10 MAIORES MÉDIAS DO GIR LEITEIRO

100

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do governo. Inclui na lista México, África do Sul, China e Índia. “Dia 24 de março, nos reunimos com os adidos desses países para definir protocolos de exportação.”

ALTA PERFORMANCE

João Gabriel observa também o grande número de novos criadores e a intensa demanda por animais de alta performance (doadoras), que o mercado oferece a conta-gotas. Isto faz com que sejam disputadas e valorizadas. “Os investidores querem o que há de melhor, e estão dispostos a pagar por isso”, diz. “Todo investidor busca uma raça que alcance bons preços e ofereça liquidez. O Gir Leiteiro é o caminho.” A somatória das linhagens, ao longo dos últimos 15 anos, tem importância ímpar na composição dos animais de altíssimo valor genético. “Na seleção, a busca é por indivíduos de produção comprovada e touros provados. É lógico que,

GERSON SIMÃO, GERENTE DO CONSÓRCIO DE EXPORTAÇÃO BRAZILIAN CATTLE GENETICS, CONFIRMA O INTERESSE DO MERCADO EXTERNO PELO GIR LEITEIRO. E INCLUI NA LISTA MÉXICO, ÁFRICA DO SUL, CHINA E ÍNDIA. dessa maneira, a pressão de seleção aumenta.” A média nos leilões vem se mantendo. Animais de exceção sempre são os mais procurados e disputados. “A qualidade dita o preço, claro, e a liquidez é grande”, enfatiza o leiloeiro.

Leilão

Local

Lotes

Renda (R$)

Média (R$)

2º Gir das Américas

Rio de Janeiro, RJ

38

5.302.340

139.535

3º Estância Silvania

São Paulo, SP

23

2.086.500

90.717

1º Pilares do Gir Leiteiro

São Paulo, SP

33

2.771.000

83.970

3º Virtual Mutum

Canal Rural

31

1.900.000

61.290

1º Confiança Gir Leiteiro

Uberaba, MG

30

1.787.330

59.578

18º Tradição Gir Leiteiro

Uberaba, MG

28

1.444.000

51.571

1º Excelência da Raça

Uberaba, MG

31

1.534.750

49.508

3º Gir Kubera Gallery

São Paulo, SP

25

1.118.400

44.736

1º Caminho da Índia

Uberaba, MG

33

1.445.000

43.788

4º Progregir

Uberaba, MG

24

1.049.000

43.708

Fonte: mapas e informações das leiloeiras. Elaboração DBO

Também acompanha o mercado internacional. Paixão confessa de lado, o leiloeiro acredita que a raça tem muito a crescer no mercado externo. “América do Sul e Central, África e outros países estão de olho em nosso gado. No Brasil, através da ABCGIL, ABCZ e de valorosos selecionadores, se tem feito um trabalho maravilhoso de melhoramento”, observa. “O mercado internacional está aos nossos pés. É esperar para ver. Se não quiser perder o trem, venha o quanto antes para nossa estação, e viva o Gir Leiteiro!”, convida. Gerson Simão, gerente do consórcio de exportação Brazilian Cattle Genetics e de Relações Internacionais da ABCZ, confirma o interesse do mercado externo pela genética do Gir Leiteiro. De acordo com Gerson, Angola e Senegal estão comprando matrizes e touros. Panamá, começou importar sêmen e embriões no ano passado, através de um programa


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Hora de Nutrir Você já parou para pensar que o que vale na nutrição animal não é apenas o que o seu animal come: se é a ração mais barata ou a mais cara, se é sorgo, milho ou cana, mas sim a QUALIDADE do que ele come?

Suplementação animal. Quando e por que usar?

A

tualmente, existem no mercado uma série de aditivos, probióticos e outros tipos de suplementos capazes de aumentar a eficiência alimentar e, consequentemente, a produção leiteira, mas de nada adianta se o animal não estiver suprido de suas necessidades básicas como, energia, vitaminas, proteínas e minerais. A afirmação é do professor zootecnista e especialista em nutrição animal Gilmar Prado, que presta assessoria para as mais importantes propriedades, muitas delas leiteiras, 102

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pelo Brasil afora e também é professor das disciplinas de Nutrição e Pastagem da Fazu. "Hoje o que se vê é uma administração desenfreada desses produtos, que têm cumprido um papel importante na evolução da nutrição animal, mas são utilizados errônea e exageradamente", explica. Segundo ele, é normal chegar a propriedades e notar que o animal está desnutrido ou super alimentado, com uma dieta desequilibrada, e o criador está fornecendo suplementos como se fosse a solução para o problema.


Hoje o que se vê é uma administração desenfreada desses produtos, que tÊm cumprido um papel importante na evolução da nutrição animal, mas são utilizados errônea e exageradamente"

Por isso, é necessário, antes de tudo, avaliar a capacidade leiteira do animal. "Se a vaca tem genética para produzir 8 kg ou 30 kg de leite, as quantidades a serem fornecidas são totalmente diferentes. No gado leiteiro a vaca diz o quanto precisa comer, pela sua produção. Diferente do gado de corte, quando você administra o quanto você quer que ele engorde", ressalta. "Sempre alerto o produtor: ao adquirir o animal melhorado geneticamente, o criador tem que estar ciente que oferecerá as melhores condições de nutrição, acompanhando sua evolução", afirma. A premissa neste caso é: para fornecer, é necessário conhecer o animal, além de sempre contar com a orientação e acompanhamento de um profissional. Seguido esses passos, podemos pensar no fornecimento de suplementos. Hoje estão disponíveis vários tipos: os aditivos, os antibióticos _ preventivos e promotores de crescimento, aditivos naturais como as leveduras, e os probióticos. O papel principal dos aditivos é promover a eficiência alimentar, ou seja, a capacidade em digerir e absorver os nutrientes, como, por exemplo, os ionóforos, que são selecionadores da flora microbiana no rúmen, onde encontramos centenas de espécies de microorganismos benéficos e maléficos, como os organismos produtores de CO2 e metano. A produção destes gases, conhecidos por poluir o meio ambiente, também é muito indesejável para o animal, pois ele perde em média 6% de sua energia, por essa via. Com a administração desses aditivos, impedimos essa perda. Deste mesmo

grupo, todos com seus devidos nomes comerciais, estão a monensina sódica, lasalocida sódica e a salinomicina. Já no grupo dos antibióticos, encontramos a virginiamicina. Dependendo de cada medicamento e da dosagem utilizada há um período de carência, neste caso, para utilização do leite, pois atuam diretamente no organismo do animal. Não é o caso deste antibiótico que é utilizado em pequenas dosagens e por isso não deixa resíduos no leite. Além de não deixar resíduos, evitam doenças, como os abcessos hepáticos e promovem o crescimento nos animais. Também podem ser utilizados continuamente na dieta de animais a pasto como incentivadores para crescimento e ganho de peso e/ ou produção leiteira. Os níveis de toxicidade são muito baixos e atuam apenas no microorganismo do rúmen. Já os aditivos naturais, que são microorganismos vivos, atuam ini-

bindo o crescimento de microorganismos indesejados, além de estimular a atividade de outros benéficos. As leveduras fazem parte deste grupo. Sua ação exerce um papel fundamental, que é o sequestro de oxigênio dentro do rúmen do animal, que por ser anaeróbio, ou seja, é um órgão que não necessita de ar para desempenhar sua função, pode ser prejudicado mesmo com pequena presença de oxigênio. O que acontece é que uma vez contaminado, o desenvolvimento dos seus microorganimos é prejudicado, principalmente, os que digerem as proteínas, a celulose das forragens e os carboidratos dos grãos, resultando em baixa eficiência digestiva além de afetar indiretamente o aumento do ácido lático no rúmen, totalmente indesejável para a produção de leite. Logo, as leveduras conseguem estabilizar esse processo, melhorando a digestabilidade e o teor de gordura no leite. Por último, temos os probióticos que são bactérias vivas conservadas, administradas no momento da alimentação do animal, que atuarão no rúmen, como uma cultura de bactérias se multiplicando e aumentando a digestão das fibras, e no intestino, melhorando a absorção dos nutrientes. No entanto, o professor orienta "o ruminante é um animal que a natureza criou para consumir forragem e esta é a sua alimentação. Quanto melhor for a qualidade da fibra oferecida, menos o criador gastará com suplementos, que só deverão ser fornecidos e trarão resultados se o animal possuir uma dieta bem equilibrada com energia, proteínas, vitaminas e minerais".

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e special

25 anos de melhoramento do Gir Leiteiro

O

Programa Nacional de Melhoramento do Gir Leiteiro PNMGL, também conhecido como Teste de Progênie, foi criado em 1985. Resultou da parceria entre Embrapa Gado de Leite e ABCGIL. É referência no Brasil e no mundo. O pesquisador Mário Luiz Martinez, da Embrapa, é o esteio do PNMGL. Foi ele quem criou as regras do primeiro Teste de Progênie de zebuínos do mundo para produção de leite. Desde o início, o programa evidenciou a seleção do Gir Leiteiro consagrada na pecuária tropical como raça zebuína especializada. “O melhor zebu do mundo está no Brasil. Foi aqui, através das empresas de pesquisas, que se apuraram as raças zebuínas”, afirma Silvio Queiroz Pinheiro, presidente da ABCGIL. Cartão de visita do Gir Leiteiro, o PNMGL reúne o maior banco de dados do mundo sobre desempenho produtivo e reprodutivo da raça e seus cruzamentos. Envolve mais de 450 rebanhos participantes e cerca de 50 mil lactações encerradas. O programa divulga anualmente, por meio do Sumário, a lista de touros com avaliação genética no Teste de Progênie e lactações recordes. Em 25 anos, o programa modernizou-se e conquistou produtores, fornecendo tecnologias reprodutivas confiáveis. É, sem dúvida, o grande responsável pelo sucesso do Gir Leiteiro e da cadeia de produção de leite no Brasil, com animais fruto de cruzamentos com a raça.

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Para Eduardo Falcão, da Estância Silvania, o sucesso do PNMGL só foi possível porque utilizou dados da realidade de produção, com amostragens em centenas de rebanhos, em muitos Estados brasileiros, em condições de manejo diferenciadas. “Conseguimos traduzir ao produtor a confiança e a visibilidade da tecnologia utilizada na prática.” Falcão lembra as grandes dificuldades no passado no melhoramento dos rebanhos. A seleção das matrizes era feita através do controle leiteiro oficial. “Hoje temos o PNMGL, ferramenta eficaz, com uma gama de informações, que possibilita ganhos genéticos geração após geração, não só na produção de leite, e de sólidos, como na busca do animal com biótipo mais adequado.” Produtos oriundos do rebanho de Falcão, após a avaliação genética através de suas filhas, figuram no primeiro lugar em PTA Leite do Teste de Progênie Embrapa/ABCGIL. Nesse time vale destacar Vaidoso da Silvania, touro de propriedade do Lúcio Rodrigues Gomes (veja Box). Segundo André Rabelo Fernandes, coordenador operacional do programa, do início até sua metade, o PNMGL ficou restrito a um raio de atuação próximo da ABCGIL e Embrapa. Vislumbrando o crescimento do Gir Leiteiro, a Associação começou a fase de ampliação dos rebanhos colaboradores para aumentar o quantitativo de touros em teste. Convênios com Emater-MG e a Seap-AC foram o ponto de partida para a expansão nacional. Os resultados de

Programa reúne, anualmente, 450 rebanhos colaboradores e 15 mil vacas controladas, entre puras e mestiças. Já testou 186 touros, em 25 anos de trabalho.


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“CARTÃO DE VISITA DO GIR LEITEIRO, O PNMGL REÚNE O MAIOR BANCO DE DADOS DO MUNDO SOBRE DESEMPENHO PRODUTIVO E REPRODUTIVO DA RAÇA E CRUZAMENTOS.” Minas e do Acre servirão como modelo para se trabalhar em outros Estados. A próxima meta é Rondônia. As negociações já estão em andamento. A maior concentração de rebanhos colaboradores está em Minas Gerais, São Paulo e Goiás. O programa também está presente no Acre, Rio de Janeiro, Espírito Santo, Distrito Federal, Bahia, Paraíba, Rio Grande do Norte e Paraná. A meta é alcançar todo o territóro nacional.

Fotos: Zzn Peres

Especial

Para Falcão, programa proporciona ganhos genéticos na produção de leite e de sólidos e na busca do animal com biótipo mais adequado.

Lúcio: “A pressão de seleção dos touros jovens que estão entrando no teste tende a acelerar a evolução genética da raça.”

O teste

A avaliação de um touro leva sete anos e demanda cerca de 200 ventres ou 10 novos rebanhos. Até o ano passado, foram testados 186 touros, dos quais, 105 tiveram avaliação positiva para leite. Atualmente, mais 150 reprodutores estão em avaliação, com resultados a serem liberados até 2016. O touro entra no Teste de Progênie com idade máxima de 36 meses. As inscrições para a prova ocorrem, anualmente, entre 1º e 31 de maio. Para participar, passam por prova de préseleção em disputa das 30 vagas. Em 2009, no 24º Grupo, foram inscritos 56 touros, sendo classificados 32. São coletadas 550 doses de sêmen codificadas por touro. Destas, são distribuídas cerca de 50 doses por fazenda colaboradora. A dis-

André exibe Cartilha de Avaliação e Certificado de Qualificação Genética.

tribuição se concentra entre 1º de outubro e 31 de dezembro. Para acompanhamento das inseminações e nascimentos, as fazendas recebem três visitas anuais. Mais duas visitas são feitas aos rebanhos puros para as mensurações das filhas dos touros do Teste de Progênie. Quatro técnicos da ABCGIL percorrem mais de 100 mil quilômetros por ano para visitar as 450 Fazendas Colaboradoras. 70% do rebanho é de gado mestiço e 30% Gir Leiteiro puro. O Controle Leiteiro é feito com a coleta de amostras de leite. Mede-se Produção de Leite; Produção de Gordura; Produção de Proteína; Produção de Lactose; Produção de Sólidos Totais; Contagem de Células Somáticas. Posteriormente, são feitas avaliações para Características de Conformação,

Números do PNMGL Rebanhos participantes: 450 Touros provados: 186 Touros em teste: 150

Vacas controladas/ano: 15

Nova lista de reprodutores com avaliação genética no Teste de Progênie é divulgada anualmente no Sumário de Touros.

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mil (entre puras e mestiças) Vacas com lactações acima de 5.000 kg: mais de 2.000 Vacas com lactações acima de 7.000 kg: 500


T Características de Manejo e Marcadores Moleculares. A etapa mais importante do Teste de Progênie é o acompanhamento. Nessa fase, são coletadas informações de inseminação e nascimento das progênies dos touros. O produtor recebe cadernetas de campo para padronização da escrituração zootécnica dos rebanhos colaboradores. Graças ao PNMGL, o Gir Leiteiro é a segunda raça em Controle Leiteiro Oficial no Brasil, com mais de 15.000 vacas controladas/ano. É a primeira raça leiteira brasileira e zebuína do mundo com touros provados por Teste de Progênie. E lidera o ranking de venda de sêmen de gado leiteiro zebuíno no País. No mercado nacional, há uma demanda forte da raça para formação de novos rebanhos Gir Leiteiro, de cria-

dores de Girolando interessados em fazer F1 (tourinhos e/ou matrizes) e produtores de leite. Dentre os principais importadores de genética de Gir Leiteiro estão Colômbia, México, Venezuela, Equador, América Central, África e Ásia. Os principais produtos são sêmen, embriões e animais vivos. O PNMGL tem colaborado para o aumento da produção média do Gir Leiteiro que hoje alcança 3.254 kg/305 dias. Essa marca corresponde a três vezes a média nacional, que é 1.254 kg. No ano passado, o PNMGL absorveu R$ 888.370,20 de recursos vindos da ABCGIL, Embrapa e Ministério da Agricultura. Valor semelhante está previsto no orçamento de 2010. O custo por touro alcançou R$ 27.761,57.

10 Etapas do PNMGL Seleção dos touros; Coleta e envasamento do sêmen nas centrais; Distribuição do sêmen codificado para os rebanhos colaboradores; Acompanhamento das inseminações e nascimentos dos produtos; Controle leiteiro e coleta de amostras de leite das progênies de primeira cria e vacas de rebanho;

ouro validado pelo programa

Vaidoso é um exemplo do sucesso do PNMGL. Completou 10 anos, distribuiu 500 doses de sêmen no PNMGL e lidera as vendas de sêmen da raça Gir Leiteiro, com 30 mil doses comercializadas. É número um do ranking, com o maior PTA do programa. “É por isso que ele é Vaidoso”, brinca Lúcio Gomes, dono do reprodutor. O touro foi idealizado para entrar no Teste de Progênie. Foi comprado ainda mamando, por causa da mãe (Rocar Indúzia Ômega), fêmea diferenciada do rebanho da Estância Silvania, de Eduardo Falcão. E pela campanha do pai, Benfeitor Raposo da Cal, líder do ranking por 4 anos consecutivos. De acordo com o criador, os acasalamentos do touro deram muito certo. O que chama atenção nas suas filhas é o sistema mamário. A Fazenda Valão do Cedro, em Redenção da Serra, SP, começou a criar gado de leite há 11 anos. Lúcio inspirou-se no avô materno, que sempre produziu leite e tinha um rebanho de Gir Leiteiro. “Desde cedo, me encantei com esta raça.” O rebanho da fazenda possui 100 cabeças, sendo 35 matrizes em produção. Destas, 8 são doadoras em coleta de embriões. Os acasalamentos são dirigidos para melhoria genética, sistema mamário e capacidade corporal. A maior parte das vacas é inseminada com sêmen de touros provados. Mas o criador reserva 10% a 20% do rebanho para touros em testes. Na opinião de Lúcio, é aí que entra a importância do PNMGL, que fornece dados de produção e também informações que vão melhorar a morfologia, constatando a evolução genética dos filhos dos reprodutores avaliados. “A pressão de seleção dos touros jovens que estão entrando no teste tende a acelerar a evolução genética do Gir Leiteiro.” Divulgação

Mensuração das progênies de primeira e segunda cria dos rebanhos puros; Extração de DNA e genotipagem de touros e de vacas; Digitação dos dados e Avaliação Genética; Divulgação do programa e de resultados; Treinamento de controladores.

Vaidoso é um exemplo de sucesso do Teste de Progênie, como tantos outros reprodutores provados pelo PNMGL.

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Hora da Prova

Ranking 2009/2010 Crescimento contínuo de animais em pista e torneio leiteiro

D

ções nos Concursos Leiteiros, empenho dos associados e a qualidade dos animais fizeram com que o Gir Leiteiro pudesse mostrar a todos o grande potencial para produção leiteira, sendo hoje uma raça de destaque em todo o território Nacional”, afirma Silvio Queiroz Pinheiro, presidente da ABCGIL, entidade responsável pela coordenação e supervisão das exposições. Confira a ficha técnica de cada uma dessas exposições:

esde o início do Ranking Oficial Nacional da raça Gir Leiteiro 2009/2010, promovido pela ABCGIL, a entidade realizou 21 exposições, nas principais Feiras Agropecuárias, de 6 estados do país e Distrito Federal. Destas, 12 ranqueadas e 9 homologadas pela entidade. Ao todo, foram julgados 4.048 animais e 172 fêmeas participaram de concursos leiteiros. “Bons resultados em pistas de julgamento, altas produ-

2ª Exposição Especializada do Gir Leiteiro de Uberlândia / MG – Camaru

ABCGIL

Status: Ranqueada Mês de realização: Outubro/2009 Número de animais: 248 Concurso Leiteiro: 24

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Grande Campeão: Federal FIV MAMJ – MAM 3161 Expositor: Tropical Genética Criador: Milton Almeida Magalhães Junior Grande Campeã: Amazona Alto Estiva – SQP 687 Expositor: Henrique Cajazeira Figueira Criador: Silvio Queiroz Pinheiro Grande Campeã do Torneio Leiteiro: Fresta TE Bom Pastor – ABP 846 Expositor: Agropecuária Bom Pastor Melhor Expositor: Henrique Cajazeira Figueira Melhor Criador: Henrique Cajazeira Figueira


1ª Exposição Regional do Gir Leiteiro de Governador Valadares / MG Status: Homologada Mês de realização: Julho/2009 Número de animais em pista: 74 Número de animais no Concurso Leiteiro: 5

Grande Campeão: Umencal – CAL 6788 Expositor: Work E Shop Ad. Fin. Com. Emp. Ltda. Grande Campeã: Dalila TE – HMQ 29 Expositor: Hélio Macedo de Queiroz Grande Campeã do Torneio Leiteiro: Dalila TE – HMQ 29 Expositor: Hélio Macedo de Queiroz Melhor Expositor: Hélio Macedo de Queiroz Melhor Criador: Hélio Macedo de Queiroz

8ª Exposição Estadual Paulista do Gir Leiteiro de Jacareí / SP Status: Ranqueada Mês de realização: Julho/2009 Número de animais: 90 Concurso Leiteiro: 6

Grande Campeão: Escol Silvania – EFC 714 Expositor: Eduardo Falcão de Carvalho Grande Campeã: Comenda TE Silvania Expositor: Eduardo Falcão de Carvalho Grande Campeã do Torneio Leiteiro: Canção da Silvania – EFC 579 Expositor: Eduardo Falcão de Carvalho Melhor Expositor: Eduardo Falcão de Carvalho Melhor Criador: Eduardo Falcão de Carvalho

4ª Exposição Estadual Fluminense do Gir Leiteiro de Cordeiro / RJ Status: Ranqueada Mês de realização: Julho/2009 Número de animais: 210 Concurso Leiteiro: 29 Grande Campeão: Escol Silvania – EFC 714 Expositor: Eduardo Falcão de Carvalho Grande Campeã: Brancura – ESA 251

Grande Campeã: Axé-Gir – FZN 9 Expositor: Agropecuária Santa Terezinha Criador: André Luiz de Amorim Rodrigues Grande Campeã do Torneio Leiteiro: Toalha TE da Cal – CAL 6402 Expositor: Vandivaldo Gomes de Souza

1ª Exposição Regional do Gir Leiteiro de Paracatu / MG Status: Homologada Mês de realização: Agosto/2009 Número de animais: 100 Concurso Leiteiro: 10

Grande Campeão: Abidé da Bom Pastor – ABP 469 Expositor: Agropecuária Bom Pastor Grande Campeã: Florida TE Fazenda Mutum – MUT 818 Expositor: Leo Machado Grande Campeã do Torneio Leiteiro: Piracema – APPG 1060 Expositor: Geraldo de Carvalho Borges Melhor Expositor: Leo Machado Melhor Criador: Leo Machado

Expositor: Emerson Teixeira de Oliveira Criador: Roberto Falcão de Carvalho Grande Campeã do Torneio Leiteiro: Dextra TE Brasília – RRP 5654 Expositor: Fernando Fiuza Diz Melhor Expositor: José Antonio Silva Lino Melhor Criador: José Antonio Silva Lino

Grande Campeã: Brancura – ESA 251 Expositor: Maria Tereza Lemos Costa Calil Criador: Roberto Falcão de Carvalho Grande Campeã do Torneio Leiteiro: Duquesa TE MAMJ – MAMJ 51 Expositor: Maria Tereza Lemos Costa Calil Melhor Expositor: Maria Tereza Lemos Costa Calil Melhor Criador: Maria Tereza Lemos Costa Calil

1ª Exposição Especializada do Gir Leiteiro de Cachoeira de Macacu / RJ

Status: Homologada Mês de realização: Agosto/2009 Número de animais: 96 Concurso Leiteiro: 10

1ª Exposição Regional do Gir Leiteiro de Salvador / BA

3ª Exposição Estadual Mineira do Gir Leiteiro de Sete Lagoas / MG Status: Ranqueada Mês de realização: Agosto/2009 Número de animais: 193 Concurso Leiteiro: 11

Grande Campeão: Poliedro TE FAN – FAN 2418 Expositor: José Antonio Silva Lino Criador: Fábio André Grande Campeã: Caprichosa FIV Parahy – PHY 63 Expositor: José Arley Lima Costa Grande Campeã do Torneio Leiteiro: Vasta Cal – CAL 7355 Expositor: José Antonio Silva Lino Criador: Gabriel Donato de Andrade Melhor Expositor: José Antonio Silva Lino Melhor Criador: José Antonio Silva Lino

Grande Campeão: Destaque FIV JGVA – JGVA 48 Expositor: José Geraldo Vaz Almeida

Grande Campeão: Twister de OG – OGM 161 Expositor: Dirlando Giordani de Moura

1ª Exposição Estadual do Espírito Santo da Raça Gir Leiteiro / ES

Status: Homologada Mês de realização: Agosto/2009 Número de animais: 108 Concurso Leiteiro: 8

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Hora da Prova Status: Homologada Mês de realização: Agosto/2009 Número de animais: 42 Concurso Leiteiro: 7

Grande Campeão: Escol TE Silvania – EFC 714 Expositor: Eduardo Falcão de Carvalho Grande Campeã: Jana FIV Jacurutu –

RMM 152 Expositor: Demétrius Martins Mesquita Grande Campeã do Torneio Leiteiro: Hilda da N. Destino – RMB 46 Expositor: Amilcar Farid Yamin Melhor Expositor: Eduardo Falcão de Carvalho Melhor Criador: Eduardo Falcão de Carvalho

2ª Exposição Regional do Gir Leiteiro de Resende / RJ

1ª Exposição Estadual do Gir Leiteiro de Goiás / GO

Grande Campeão: Ion FIV Jacurutu – RMM 98 Expositor: Demétrius Martins Mesquita Criador: Raimundo Martins Mesquita Grande Campeã: Flora TE F. Mutum – MUT 817 Expositor: Leo Machado Grande Campeã do Torneio Leiteiro: Dinamar TE Bom Pastor – ABP 523 Expositor: Agropecuária Bom Pastor Melhor Expositor: Leo Machado Melhor Criador: Bruno de Souza Machado Ferreira

Grande Campeão: Crisna FIV C. C. Diz – DIZZ7 Expositor: Fernando Fiuza Diz Grande Campeã: Brancura – ESA 251 Expositor: Maria Tereza Lemos Costa Calil Criador: Roberto Falcão de Carvalho Grande Campeã do Torneio Leiteiro: Seriação TE Cal – CAL 6134 Expositor: Cristiano Oliveira Canha Melhor Expositor: José Arley Lima Costa Melhor Criador: José Arley Lima Costa

Grande Campeão: Ciclone FIV da Ubre – UBRE 78 Expositor: Sebastião Ramos Rosa Grande Campeã: Birmânia TE – DSIL 38 Expositor: Daniel Antonio Silvano Grande Campeã do Torneio Leiteiro: Ginasia – ATGB 29 Expositor: Daniel Antonio Silvano Melhor Expositor: Daniel Antonio Silvano Melhor Criador: Daniel Antonio Silvano

1ª Exposição Regional do Gir Leiteiro de Teófilo Otoni / MG

1ª Exposição Regional do Gir Leiteiro de Alagoinhas / BA

Status: Homologada Mês de realização: Setembro/2009 Número de animais: 65 Concurso Leiteiro: 5

Status: Homologada Mês de realização: Outubro/2009 Número de animais: 55 Concurso Leiteiro: 6

2ª Exposição Internacional do Gir Leiteiro – FEILEITE 2009 – São Paulo / SP

Grande Campeão: Goiano Joviso – RAV 123 Expositor: Reginaldo Antonio Vilela Grande Campeã: Ducha MB da Ariranha – PBL 137 Expositor: Patrícia Bossi Leite Grande Campeã do Torneio Leiteiro: CK Fetiche – CKGL 43 Expositor: Cesar Khoury Melhor Expositor: Patrícia Vieira Bossi Leite Melhor Criador: Patrícia Vieira Bossi Leite

Grande Campeão: Astro – R 5506 Expositor: Rubens Sergio Santos de Oliveira Grande Campeã: Atriz Sansão FIV BN – GLEN 2 Expositor: Geraldo Magela Sant’ana Grande Campeã do Torneio Leiteiro: AP Debarana – MOAG 07 Expositor: Morena Agropecuária Melhor Expositor: Contabrás Agropecuária Melhor Criador: Morena Agropecuária

Grande Campeão: Escol Silvania – EFC 714 Expositor: Eduardo Falcão de Carvalho Grande Campeã: Queimada dos Poções – APPG 1127 Expositor: Kenyti Okano Criador: Agropastoril dos Poções Grande Campeã do Torneio Leiteiro: Carioca de Brasília – RRP 5338 Expositor: Fazenda Brasília Melhor Expositor: Léo Machado Melhor Criador: Léo Machado

Grande Campeão: Idhan FSF – GALR 344 Expositor: Paulo Cezar Gallo Grande Campeã: LGR Fazenda – LGR 50 Expositor: Elio Virginio Pimentel Grande Campeã do Torneio Leiteiro: Eminência Kubera – ACFG 703 Expositor: Elio Virginio Pimentel Melhor Expositor: Paulo Cezar Gallo Melhor Criador: Paulo Cezar Gallo

9ª Exposição Especializada do Gir Leiteiro de Brasília / DF Status: Ranqueada Mês de realização: Setembro/2009 Número de animais: 216 Concurso Leiteiro: 18

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2ª Exposição Regional do Gir Leiteiro de Avaré / SP

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Status: Ranqueada Mês de realização: Março/2010 Número de animais: 251 Concurso Leiteiro: 12

Status: Ranqueada Mês de realização: Setembro/2009 Número de animais: 163 Concurso Leiteiro: 14

Status: Homologada Mês de realização: Outubro/2009 Número de animais: 58 Concurso Leiteiro: 6

Status: Ranqueada Mês de realização: Novembro/2009 Número de animais: 316 Concurso Leiteiro: 24


6ª Exposição Estadual Baiana do Gir Leiteiro de Salvador / BA – FENAGRO 2009

Status: Ranqueada Mês de realização: Novembro/ Dezembro/2009 Número de animais: 137 Concurso Leiteiro: 16

Grande Campeão: Destaque FIV da JGVA – JGVA 48 Expositor: José Geraldo Vaz de Almeida Grande Campeã: Polina TE Bem Feitor Cal – CAL 4723 Expositor: Gabriel Donato de Andrade Grande Campeã do Torneio Leiteiro: Bonança – EFC 537 Expositor: José Nunes Filho Melhor Expositor: José Geraldo Vaz Almeida Melhor Criador: José Geraldo Vaz Almeida

2ª Exposição Interestadual do Gir Leiteiro do Rio de Janeiro / RJ

Status: Ranqueada Mês de realização: Fevereiro/2010 Número de animais: 164 Concurso Leiteiro: 21

Grande Campeão: Crisna FIV C.C. DIZ – DIZZ 7 Expositor: Fernando Fiuza Diz Grande Campeã: Bonanza Acalanto – JLIG 24 Expositor: Christina do Valle Teixeira Loth Grande Campeã do Torneio Leiteiro: Bonanza Acalanto – JLIG 24 Expositor: Christina do Valle Teixeira Loth Melhor Expositor: Christina do Valle Teixeira Loth Melhor Criador: José Antonio Silva Lino

1ª Exposição Estadual Sul Matogrossense do Gir Leiteiro/MS

Status: Homologada Mês de realização: Março/2010 Número de animais: 68 Concurso Leiteiro: 9

– JFSH 617 Expositor: Helbânio Barbosa de Souza Grande Campeã: Promessa Pantanal – DLSG 2 Expositor: Denilson Lima de Souza Grande Campeã do Torneio Leiteiro: Urca S. Humberto – JFSA 443 Expositor: Renato Prado Medrado Melhor Expositor: Ravisio Israel dos Santos Melhor Criador: Denilson Lima de Souza

2ª Exposição Regional do Gir Leiteiro de Vitória da Conquista/BA Status: Ranqueada Mês de realização: Março/2010 Número de animais: 126 Concurso Leiteiro: 6

Grande Campeão: Destaque FIV – JGVA 48 Expositor: José Geraldo Vaz Almeida Grande Campeã: Absoluta FIV Morena – MOAG 38 Expositor: Morena Agropecuária

Grande Campeã do Torneio Leiteiro: Vanguarda FIV – JFR 2760 Expositor: José Geraldo Vaz Almeida Melhor Expositor: José Geraldo Vaz Almeida Melhor Criador: José Geraldo Vaz Almeida

8ª Exposição Especializada do Gir Leiteiro de Passos/MG Status: Ranqueada Mês de realização: Março/2010 Número de animais: 335 Concurso Leiteiro: 23

Grande Campeão: Gálio TE F. Mutum – MUT 922 Expositor: Bruno de Souza Machado Ferreira Grande Campeã: Franquia TE Joá – Dias 79 Expositor: Roberto Dias de Carvalho Grande Campeã do Torneio Leiteiro: Honrada da B.Pastor – ABPA 150 Expositor: Agropecuária Bom Pastor Melhor Expositor: Gabriel Donato de Andrade Melhor Criador: Gabriel Donato de Andrade

RANKING DAS EXPOSIÇÕES 2009/2010* Nome da Exposição

1 2 3 4 5 6 7 8 9 10 11 12

Grande Campeão: Indiano S. Humberto

8ª Exposição Especializada do Gir Leiteiro de Passos

Total Animais

358

2ª Exposição Internacional do Gir Leiteiro – FEILEITE 2009

340

2ª Exposição Especializada do Gir Leiteiro de Uberlândia 272 2ª Exposição Regional do Gir Leiteiro de Avaré 263 4ª Exposição Estadual Fluminense do Gir Leiteiro de Cordeiro 9ª Exposição Especializada do Gir Leiteiro de Brasília

239

234

3ª Exposição Estadual Mineira do Gir Leiteiro de Sete Lagoas

205

2ª Exposição Interestadual do Gir Leiteiro do Rio de Janeiro

185

2ª Exposição Regional do Gir Leiteiro de Resende

177

6ª Exposição Estadual Baiana do Gir Leiteiro de Salvador - FENAGRO

153

2ª Exposição Regional do Gir Leiteiro de Vitória da Conquista

132

8ª Exposição Estadual Paulista do Gir Leiteiro de Jacareí 96 * Somente exposições ranqueadas

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2º RANKING NACIONAL DA RAÇA GIR LEITEIRO 2009/2010 Melhor Macho 2009 - 2010

Melhor Expositor 2009-2010 Ordem Participante 1º Eduardo Falcão de Carvalho 2º Léo Machado Ferreira 3º Maria Tereza Lemos Costa Calil 4º José Antonio Silva Lino 5º Bruno de Souza Machado Ferreira 6º Henrique Cajazeira Figueira 7º José Arley Lima Costa 8º Gabriel Donato de Andrade 9º ABSS Agropecuária Ltda. 10º Christina do Valle Teixeira Loth 11º José Geraldo Vaz Almeida 12º Amilcar Farid Yamin 13º Leandro Aguiar 14º Tropical Genética 15º José Coelho Vitor

Pontos 4333,64 4195,96 3569,04 3422,70 3015,64 2844,40 2593,21 2230,81 2179,58 2067,34 2049,32 2000,70 1923,14 1893,12 1857,10

Melhor Criador 2009-2010 ORDEM PARTICIPANTE 1º Léo Machado Ferreira 2º Eduardo Falcão de Carvalho 3º Gabriel Donato de Andrade 4º José Antonio Silva Lino 5º Maria Tereza Lemos Costa Calil 6º Henrique Cajazeira Figueira 7º José Arley Lima Costa 8º Carlos Alberto da Silva 9º José Geraldo Vaz Almeida 10º Angelus Cruz Figueira 11º Milton de Almeida Magalhães 12º Emerson Teixeira de Oliveira 13º Joaquim Domingos Roriz 14º José Coelho Vitor 15º João Machado Prata Junior 118

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PONTOS 8963,48 6710,07 6653,70 4415,53 3559,64 3342,06 2892,45 2622,30 2376,83 2225,40 2214,21 2156,30 1936,21 1909,96 1870,36

Ordem Participante 1º Escol Silvania – EFC714 2º Help FIV F. Mutum – MUT1113 3º Crisna FIV C.C. Diz – DIZZ7 4º Uno Silvania – ESA235 5º Poliedro TE Fan – FAN2418 6º Figo Poema FIV – HCGF37 7º Eros FIV Parahy – PHY170 8º Genio FIV APAG – APAG442 9º Heroi FIV F. Mutum – MUT1122 10º Amadeus da F.E – FELG54 11º Galio TE F. Mutum – MUT922 12º Ion FIV Jacurutu – RMM98 13º Athol H.C.F – HCFG6 14º Beryl Fontoura 16 – EFOC28 15º Jadlog S Vicente – CVTS43

Pontos 950,00 550,26 513,19 507,36 488,00 481,74 432,62 425,76 414,78 408,80 375,38 360,80 343,94 336,32 330,44

Melhor Fêmea 2009 - 2010 Ordem Participante 1º Brancura – ESA251 2º Caprichosa FIV Parahy – PHY63 3º Fécula TE F. Mutum – MUT753 4º Queimada dos Poções – APPG1127 5º Ekta – DAB123 6º Flora TE F. Mutum – MUT817 7º Bonanza Acalanto – JLIG24 8º Historia TE do Joá – DIAS172 9º Eficácia FIV F. Mutum – MUT573 10º Zíngara FIV Rio Vale – CAVE31 11º Bambina FIV Acalanto – JLIG7 12º Artemis TOL – TOLA8 13º Alana Babitonga – OSMJ3 14º Amendoa TE Silvania – EFC483 15º Amazona Alto Estiva – SQP687

Pontos 1014,40 791,88 742,88 678,64 616,02 571,68 531,22 507,84 478,48 465,04 425,34 413,12 404,60 398,76 394,24


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Artigo Técnico

Certificado de Qualificação Genética: entenda porque sua fazenda precisa desta ferramenta

O CQG ou Certificado de Qualificação Genética foi criado pela equipe de técnicos da ABCGIL e da Embrapa Gado de Leite no sentido de aprimorar ainda mais o processo de seleção e melhoramento dos rebanhos de Gir Leiteiro e do Brasil. O certificado permite identificar matrizes potenciais genética e morfologicamente da propriedade e, com isso, elevar o grau de produção e reprodução. Neste artigo, entenda como o CQG funciona e seus métodos de avaliação. AUTORES André Rabelo Fernandes – Zootecnista, B. Sc.- ABCGIL Márcio Ramos – Zootecnista, B. Sc.- ABCGIL Aníbal Eugênio Vercesi Filho – Médico-Veterinário, D. Sc- APTA/Mococa Rui da Silva Verneque – Zootecnista, D. Sc- Embrapa Gado de Leite

O

Programa Nacional de Melhoramento do Gir Leiteiro, PNMGL, é um projeto executado pela ABCGIL e Embrapa Gado de Leite, implantado no ano de 1985 e tem como objetivos principais promover o melhoramento genético da raça Gir Leiteiro por meio da identificação e seleção de touros geneticamente superiores para as características de produção (leite, gordura, proteína e sólidos totais), de conformação e de manejo, bem como proceder à avaliação genética dos animais de todos os rebanhos participantes. Hoje, o PNMGL, conta com um completo banco de dados de desempenho produtivo e reprodutivo de animais Gir Leiteiro e seus cruzamentos, envolvendo mais de 420 rebanhos participantes, com aproximadamente 50.000 lactações encerradas. A cada ano são observadas novas lactações e divulgada nova lista de touros com avaliação genética pelo Teste de Progênie. Nos últimos anos, o programa se modernizou associando à avaliação genética dos touros características de conformação e manejo. Os produtores cada vez mais acreditam no Teste de Progênie e a demanda pela inclusão de novos touros tem aumentado. Assim, existe um ambiente muito favorável ao crescimento do PNMGL para a pecuária leiteira tropical.

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Além do resultado do Teste de Progênie, divulgado anualmente, a Avaliação Genética de Matrizes também tem sido cada vez mais utilizada, demandando, por parte da ABCGIL e Embrapa Gado de Leite, esforços no sentido de potencializar esta importante ferramenta de seleção. Para isso, alguns parâmetros que explicamos abaixo são fundamentais para se conhecer como o processo de seleção dessas matrizes funciona. São várias etapas e para cada uma delas é necessário conhecer suas utilidades. Uma delas é o Valor Genético. O Valor Genético é a parte mensurável dos componentes do gene cuja transmissão se consegue calcular e dessa forma avaliar o impacto na composição genética das gerações futuras que, expressado em termos numéricos, mostra o quanto de uma característica este pode passar para sua progênie. Sabe-se que o pai contribui com 50% da genética de cada filho. Assim, o termo mais utilizado nos sumários de touros, é a PTA – Capacidade Prevista de Transmissão – que nada mais é do que a metade do Valor Genético do animal, visto que cada pai só “passa” para seus descendentes metade dos seus genes. Um dos princípios básicos da genética é que toda característica


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Artigo Técnico que um animal expressa (produção de leite, cor do pelo, tamanho etc.) é fruto da sua composição genética e da influência do meio ambiente, como na equação abaixo:

sibilitando a comparação com animais de outros rebanhos, pois aqueles foram submetidos a diferentes condições de ambiente (manejo, alimentação, clima etc.) As vacas com lactações aferidas podem ter o seu valor genético estimado para produção de leite em 305 dias, possibilitando que sejam classificadas dentro de cada rebanho por seu mérito genético. De posse desta ferramenta, o criador, através do acasalamento com touros de sua preferência pode selecionar as vacas de valor genético mais elevado para serem mães das vacas e touros das gerações futuras. Com base no valor genético das vacas e dos touros, pode-se estimar o índice genético dos acasalamentos por meio da soma dos valores genéticos dos pais, divididos por 2 (dois). Para o criador formar junto ao Programa Nacional de Melho-

CARACTERÍSTICA = GENÉTICA + AMBIENTE Algumas características sofrem maior influência da genética, como por exemplo, a cor do pelo e outras, maior influência do meio ambiente, como é o caso da produção de leite. Isto ocorre porque no primeiro caso, a expressão da característica depende de um pequeno número de genes. Já no segundo caso, um grande número de genes é responsável pela expressão da característica. De maneira bastante simplificada, pode-se dizer que a relação que existe entre as influências que a genética e o meio ambiente exercem sobre a expressão de uma característica é o que denominamos herdabilidade. A herdabilidade é um parâmetro genético de extrema imEx: Touro A: valor genético 300 kg portância, e seus valores variando de 0 a 1 ou 0 a 100%. Quanto maior for o seu Vaca B: valor genético 100 kg valor, maior será a influência da genética Progênie: valor genético estimado = 300 + 100 = 400/2 = 200 kg na variabilidade apresentada pela característica. Na produção de leite, por exemplo, com herdabilidade ramento do Gir Leiteiro o banco de dados das informações de média de 0,25 a 0,30, ou 25 a 30%, é dito que a maior parte da Valor Genético de seu rebanho é imprescindível que ele constitua variabilidade encontrada é fruto da influência do meio ambiente. dentro do Programa o cadastro dos animais de seu rebanho, bem Com o Valor Genético, o criador pode comparar fêmeas de como o envio mensal de cópia dos controles leiteiros oficias de idades e épocas diferentes dentro do próprio rebanho, para fins suas matrizes para a ABCGIL. À medida que novas lactações vão adentrando no banco de de multiplicação das melhores matrizes ou descarte. Na avaliação dos touros no teste de progênie, todos os animais que forem dados, ocorre um ganho em confiabilidade e consistência da avaavaliados, tendo filhas em múltiplos manejos e rebanhos, podem liação do rebanho e, como consequência, o aumento ou a diminuição dos Valores Genéticos dos animais. ser comparados entre si. Outro fator é a Endogamia (ou consanguinidade), que é o acaDentro de um programa de melhoramento genético, uma das importantes etapas na sua execução é a obtenção dos Valores Ge- salamento de indivíduos cujo parentesco entre si é maior que o néticos dos indivíduos que compõem a população sob seleção, para parentesco médio existente na população. A conseqüência principal resultante do fato de dois indivíduos a escolha daqueles que serão os pais e mães das futuras gerações. Neste caso, a seleção é realizada após a obtenção dos Valo- terem um ancestral comum é que podem herdar cópias de um res Genéticos dos animais e serão escolhidos então, aqueles que mesmo gene presente no ancestral comum. Com isso, dois geapresentarem os maiores valores para serem utilizados como nes presentes no indivíduo que são originados da cópia de um progenitores. Desta maneira, consegue-se aumentar na popula- gene de um ancestral comum aos seus pais, podem ser chamados ção selecionada, através da utilização de animais com genética de “idênticos por ascendência”, ou simplesmente “idênticos”. A superior comprovada, a freqüência dos genes desejáveis para a identidade por ascendência é a base para que seja medida a endogamia. Essa medida é o “coeficiente de endogamia” que indica a característica ou as características de interesse. Muitos são os fatores que afetam a avaliação genética. Assim, probabilidade de dois genes responsáveis pela mesma caracteríspara estimar o Valor Genético de um animal, são levados em con- tica em um indivíduo serem idênticos por ascendência, ou seja, herdados de um ancestral comum. sideração vários fatores, entre eles podemos destacar: Segundo relatos de vários trabalhos científicos realizados pela Embrapa e Instituições de ensino e pesquisa, a endogamia exerce Produção do animal; efeito negativo em características reprodutivas, produtivas e de Efeito de rebanho; adaptação, além de aumentar a chance de aparecimento de doEfeito de manejo dentro do rebanho; enças genéticas ou de má formação nos rebanhos. Outra conseAno em que o animal pariu; qüência é a diminuição da variabilidade genética, que provoca ao Idade do animal ao parto; longo do tempo uma redução na resposta à seleção das caracterísMérito genético das companheiras de rebanho; ticas de interesse econômico. Informações de pedigree. A endogamia é muito utilizada para fixar características prinOs valores genéticos das matrizes somente podem ser com- cipalmente ligadas ao “tipo racial” e para formação de linhagens parados com as respectivas companheiras de rebanho, não pos- distintas dentro da própria raça, porém, a utilização de linhagens

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Artigo Técnico endogâmicas não alcançou, ao longo do tempo, sucesso no processo seletivo. Conforme importante estudo realizado pelo Dr. João Cruz Reis Filho e colaboradores, nos rebanhos Gir Leiteiro que participam do Programa Nacional de Melhoramento do Gir Leiteiro – PNMGL, a endogamia afetou significativamente todas as características estudadas, não se recomendando acasalamentos que originem animais para produção de leite com coeficientes de endogamia maiores do que 10%. Porém, o efeito da endogamia foi prejudicial em características reprodutivas quando esta foi maior que 0 (zero). Em uma população de tamanho ainda pequeno, como a do Gir Leiteiro, sob processo de seleção, o monitoramento da endogamia é muito importante para a sustentabilidade do Programa em longo prazo. Por isso, estão sendo disponibilizadas vagas no PNMGL - Teste de Progênie, para touros considerados “nova opção”. Este estudo é realizado através de um programa de com-

Quais as Vantagens da Certificação de Qualificação Genética? Proceder à identificação das matrizes Gir Leiteiro por meio do valor genético das mesmas características de tipo, além de classificá-las dentro do rebanho; Disponibilizar ao criador um documento que qualifique sua matriz como exemplar da raça Gir Leiteiro; Valorizar as matrizes de boa produção e tipo leiteiro independente do valor absoluto de sua lactação, agregando ainda dados reprodutivos e de endogamia;

O Certificado de Qualificação Genética O Certificado de Qualificação Genética, CQG, é um documento emitido pela ABCGIL e Embrapa Gado de Leite e tem como finalidade identificar dentro do rebanho da própria fazenda animais geneticamente superiores e morfologicamente desejáveis para a produção de leite. Com este certificado, o criador terá como identificar uma matriz com valor genético e tipo definidos, qualificando-a dentro do modelo desejado do Gir Leiteiro. No Certificado de Qualificação Genética são avaliadas características produtivas, reprodutivas, endogâmicas, citadas acima, e de tipo, bem como todos os dados de genealogia.

Selo de mérito do Certificado de Qualificação Genética Além da emissão do CQG, as matrizes que forem classificadas entre as 15% em melhor Valor Genético do rebanho receberão um selo mérito, com as seguintes denominações e pesos: DIAMANTE: Top ≤ 5% na AVALIAÇÃO GENÉTICA e EXCELENTE na classificação para tipo; RUBI: Top ≤ 10% na AVALIAÇÃO GENÉTICA e MUITO BOA na classificação para tipo ou ate 5% na VG e BOM na classificação para tipo;

Disponibilizar ao criador uma ferramenta importante para acasalamento, com base nas características de tipo de suas matrizes;

ESMERALDA: Top ≤ 12% na AVALIAÇÃO GENÉTICA e BOA na classificação para tipo ou, até 5% na AVALIAÇÃO GENÉTICA e REGULAR na classificação para tipo;

Agregar valor comercial ao rebanho, por meio de mecanismos de Qualificação Genética dos Animais.

SAFIRA: Top ≤ 15% na AVALIAÇÃO GENÉTICA e REGULAR na avaliação para tipo.

O CQG é emitido a partir dos dados de produção obtidos junto ao PNMGL juntamente com a classificação para tipo feita pelo técnico da ABCGIL no ato da vistoria da matriz. Estarão aptas a receber o Certificado de Qualificação Genética as matrizes que tenham Valor Genético Positivo dentro do PNMGL e produção real mínima de 2.500 kg de leite em 305 dias de lactação em Controle Leiteiro Oficial.

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putador que acasala estes potenciais candidatos com a população de vacas presentes no Programa e mostra quais touros produzem progênie com o menor coeficiente de endogamia. Obviamente, não recomenda-se ter “aventuras” genéticas que não sejam baseadas em técnicas científicas, devendo estes touros candidatos terem algum tipo de avaliação inicial (mães e/ou irmãs com controle leiteiro, pai com avaliação genética etc.). Outra ferramenta que a ABCGIL disponibilizou ao criador é o coeficiente de endogamia. Com este coeficiente podemos determinar o grau de parentesco de determinado indivíduo em relação à população e com isto acasalá-lo de forma dirigida, evitando o aumento da endogamia no rebanho.

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Quatro passos para obter o CQG

1) Ser associado da ABCGIL; 2) Fazer Controle Leiteiro Oficial; 3) Participar do PNMGL, enviando os dados de Controle Leiteiro; 4) Solicitar a visita do técnico da ABCGIL, para a avaliação dos animais.


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Bate-papo na Cocheira

azenda Mutum.

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Uma família campeã

Zzn Peres

T

ão impressionante como ver tantos títulos nas paredes e mesa de uma salinha no escritório da Mutum, na sede da fazenda, em Alexânia, GO, é ver que aquela paixão que o seo Leonídio demonstra durantes as exposições afora pelo Gir Leiteiro é presente em cada instante do seu dia-adia inteiramente dedicado aos seus animais. Em um bate-papo descontraído na varanda da propriedade, a equipe da Gir Leiteiro inicia sua conversa com Leonídio, seu filho Léo Machado, e o neto Bruno. Juntos, os três tocam a fazenda campeã, atual líder do ranking nacional da raça Gir Leiteiro, detentora dos mais importantes títulos, recordes de produção e vendas. É nessa prosa que conhecemos o “como tudo começou” com Leonídio. Ele vem de uma família simples, lá do município de São Roque, na Serra da Canastra, MG. Perdeu sua família muito cedo e desde jovem começou a trabalhar. Como ele mesmo disse, “deu seus pulinhos”. Em 1959, mudou-se para Brasília, DF, e trabalhou como taxista. Deste emprego, conheceu seu futuro sócio, Clóvis, um cearense que trabalhava com prestação de serviços. Leonídio conheceu gente importante, assumiu os negócios, chegou a representar 14 das maiores empreiteiras do Brasil. Por quatro anos, viajou entre Brasília e Rio de Janeiro. Fundou sua própria empresa, que chegou a ter 6000 funcionários, mas como todo bom filho à casa torna, o amor pela vida na fazenda o fez retornar às suas raízes. Em meados de 70, importou vacas holandesas do Uruguai e passou a investir no leite. Cerca de 50 vacas Gir produziram o gado Girolando. Em 1985, passou a dedicar-se integralmente à fazenda. Mas foi em 1997 quando começou a investir no Gir PO, com a compra de 3 vacas para fazer TE. Dentre elas, uma fêmea chamada Garça HP. Em seu primeiro controle leiteiro foi a produção de 15 litros que chamou a atenção de seo Leonídio e já trabalhando com ele, seu filho Léo. “Em 1998, compramos o gado 3R e as filhas da Garça ainda nem tinham nascido. Nosso veterinário falou para nem ligarmos para aquelas vaquinhas que

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Bate-papo na Cocheira DE GOTA EM GOTA O que não pode faltar na sua vida: a família Abcgil: uma instituição de muito respeito Alegria: estar com meus animais, participando e concorrendo Uma pessoa especial: minha esposa Momento inesquecível: meu casamento Trabalho: aquilo que a gente gosta fazer, como criar meus bichinhos Fé: em Deus Hobbie: é exatamente fazer o que gosto Esporte: gosto de todos, mas não pratico Ganhar um campeonato: uma das grandes alegrias Leonídio por Leonídio: uma pessoa feliz e satisfeita com suas realizações

havíamos comprado anteriormente. Mal ele sabia que dela, com Uaçaí Jaguar, veio a nossa Dengosa, Delicada e outras grandes doadoras”, brinca Leonídio que dos 6 embriões de Garça, 4 prenhezes foram geradas. Desde então, a fazenda não parou de crescer, participar e ganhar exposição atrás de exposição, das mais disputadas. Neste momento não pudemos nessa conversa deixar de perguntar o segredo da Mutum. Léo é enfático, “as nossas campeãs são feitas por vários processos como conhecer os animais, fazer um cronograma muito bem planejado, além de uma seleção rigorosa, de verdade mesmo”, afirma. Segundo ele, é um diferencial e uma grande vantagem estar sempre por perto, realizando os acasalamentos, pois como conhecem o que seus animais produzem as condições para

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Leonídio Machado

acertar são muito maiores. “Nós vivemos isso. Aqui são três pessoas que dedicam 100% do seu tempo pelo Gir Leiteiro. Eu como zootecnista, o Bruno como veterinário e meu pai, com toda a sua experiência”, ressalta Léo. E o que conferimos é a mais pura verdade. A fazenda produziu duas das vacas mais valorizadas do Gir Leiteiro. Imperatriz TE F. Mutum foi vendida 50% para Felipe Picciani e Reinaldo Bertin, que depois de conferirem sua produção, que de 7 embriões resultou em 5 prenhezes, adquiriram a outra metade, valorizando o animal em R$ 660.000,00. Isso sem falar na fêmea Dengosa. A matriz mais valorizada da raça em R$ 1.320.000,00, adquirida por Marcelo Andrade, da Fazenda Alambary, no Leilão do Copa, em 2009.

Na Mutum, apenas os animais tops ficam. “Nossa marca é conhecida por animais de bons úberes, muito bem caracterizados e bonitos. Prezamos muito por isso”, explica Leonídio. “O resultado deste trabalho e o que mais nos alegra, quando disponibilizamos animais da nossa cabeceira, é que as filhas dessas vacas estão saindo ainda melhor que as mães”, afirma Léo. A fêmea Dengosa produziu 30 kg de leite em sua primeira lactação. Sua filha, Fita, Reservada Grande Campeã da Expozebu 2009, produziu 38 kg. “Vocês vêm o quanto ganhamos em melhoramento?”, Léo indaga. É com essa mesma simplicidade e orgulho que vamos andar um pouco e conhecer as instalações da fazenda e os animais do time de pista. Alguns bezerros recém-nascidos estão em uma baia. Como seu Leonídio mesmo afirmou, na Mutum, os animais são amansados desde cedo e nos faz uma demonstração. “Eu afago por diversas vezes. É infalível”. Sem pressa alguma, os três realizam um desfile particular das suas melhores doadoras para a equipe, com direito a comentários. Todos conhecem cada detalhe dos animais, suas produções, os dados do último controle, premiações, entre outras peculiaridades. O sentimento de missão cumprida e de participação nesse processo de desenvolvimento da raça é nítido. “Hoje, nossa pressão de seleção é bastante exigente. Não jogamos para o mercado os animais que não atendem ao biótipo exigido”, afirma o filho. E é assim, que por volta já das 21 horas, retornamos para a casa da fazenda onde um jantar prá lá de apetitoso nos esperava, com direito a frango caipira e carne com pequi, finalizando esta prazerosa visita à Fazenda Mutum, uma família campeã.


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Flávio Peres, da Fazenda Brasília, em Ferros de Minas, é referência na seleção Gir Leiteiro pela qualidade do seu rebanho. Perdeu a conta dos campeonatos que ganhou. E tem muita história pra contar. Uma delas, ele divide com os leitores da revista Gir Leiteiro. A protagonista é nada menos que a premiada Ginger de Brasília.

N

o início dos concursos leiteiros dos quais participamos, o volumoso das vacas era mistura de capim fresco, mandioca picada e ração. Saíamos com os vaqueiros de caminhonete para procurar capim fresco à beira das estradas para picar e oferecê-lo às vacas.

Quando a exposição era em São Paulo, nossa dificuldade era maior ainda. Tínhamos de virar freguês das feiras livres e comprar mandioca todos os dias bem cedinho e oferecê-la com capim e ração. O melhor daquela lida diária em busca do volumoso foi o companheirismo que brotou muito forte entre os participantes das exposições. Ninguém queria um capim melhor que o dos outros. Um fato interessante ocorreu em 1994, na Expomilk, e merece registro. Quando a Ginger de Brasília bateu o Recorde Nacional de Concurso Leiteiro, usavase silagem como volumoso. A Ginger só bateu o Recorde Nacional do Concurso Leiteiro porque a vaca ao seu lado, uma mestiça Pardo Suíça, recebia silagem de

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Ginger de Brasília levou a melhor.

Arquivo Faz. Brasília

Zzn Peres

Enchendo o Balde

alta qualidade. De tanto a Ginger roubar a comida da mestiça, o gerente da fazenda decidiu fornecer-lhe o mesmo cardápio durante o torneio leiteiro. O dono da mestiça era o empresário Dr. Antonio Ermírio de Moraes. A Ginger levou a melhor.


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Leite em Letras

Quer pagar RAFAEL VELOSO

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leite é o principal assunto desta seção. Mais uma vez, a equipe de Gir Leiteiro foi a campo investigar algumas das questões do setor. O que o mercado de elite está buscando? O que os investidores querem saber? Como escolher um animal potencial? As respostas estão neste Leite entre Letras, em entrevista com o assessor técnico, Rafael Veloso, responsável por assistir a grandes leilões da raça, além de vários plantéis Brasil afora. Que tipo de Gir Leiteiro o investidor busca nos dias atuais? O Gir Leiteiro apresenta-se como um dos produtos mais procurados por oferecer um leque variado de possibilidades. Há uma busca muito concorrida por doadoras de embriões, cujo traço de excepcional habili-

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quanto?

A premissa básica para se adquirir animais é: compre animais oriundos de plantéis que desenvolvem projetos semelhantes ao que quer desenvolver!

dade materna favorece a produção de prenhezes e bezerras muito cobiçadas no meio pecuário. Se o Gir está na moda, como se tem dito, muito do prestigio (que nos honra) se deve às fêmeas, que tem formado matrizes de qualidade extraordinária, e formarão as do futuro. Há também uma busca por animais que se sobressaíram em provas zootécnicas, julgamentos ou torneios leiteiros. Exemplares da raça com cifras obtidas acima da média de comercialização. As duas primeiras opções estão paralelamente ligadas à pecuária de elite. Existe ainda um mercado voltado para a exploração de matrizes, na pecuária leiteira comercial, que envolvem fêmeas, de um modo geral, PO ou LA, de idades variadas, para

produção de leite, ou cruzamento com raças européias para comercialização. Finalmente, e não menos importante, um mercado de touros da raça Gir Leiteiro, utilizados para cobertura a campo, cobrindo matrizes mestiças ou puras. Resumidamente, temos uma raça que gera riqueza para o nosso país das mais diferentes formas e perfis de animais que atendem a qualquer tipo de investidor. Quais são as perguntas que o investidor quer que o assessor técnico responda? O comprador sempre tenta se instruir da melhor forma possível antes de realizar qualquer compra. Quando formula algumas perguntas, estas são as mais variadas possíveis, geralmente se atém à qualidade zootécnica de um animal, sua morfologia,


sua caracterização, pelagem, desenvolvimento, entre outras. Meu objetivo é ajudá-lo a afinar suas escolhas e seu conhecimento, identificando a mercadoria e se ela atende o que o criador procura. Além disto, há uma preocupação muito grande com os valores relacionados às comercializações. Frente a isto, alguns querem saber sobre qual o preço máximo poderiam pagar por determinado animal ou por quanto são vendidos animais do mesmo padrão de qualidade. Existe também uma preocupação em relação ao retorno do investimento. Neste caso, o comprador quer saber se o animal possui apelo comercial. Se uma determinada doadora venderia facilmente seus embriões, geraria convites espontâneos para venda de prenhezes e, também, sobre os valores que estas prenhezes poderiam ser vendidas. O comprador quer: caracterização racial ou alta produção? Beleza ou desempenho? Cada comprador traça um perfil de acordo com características diversas por ele estipuladas. Altas produções, bem como a caracterização racial, juntas, têm grande influência sobre uma compra. Alguns compradores buscam essencialmente as altas produções, sem se importarem com beleza em grau algum. Por outro lado, estão os compradores que se importam extremamente com beleza racial, porém não buscam altas produções. Certo é que o equilíbrio é o mais procurado de todas as alternativas. Reunir alta performance produtiva e caracterização racial em um mesmo pacote, tem sido a principal opção de boa parte dos criadores.

Qual o papel do assessor nos leilões? O assessor é responsável pelo delineamento do leilão. É quem define as estratégias apropriadas para venda de um determinado tipo de animal. Com base em uma expectativa de faturamento, ele traçará quais as ferramentas apropriadas para aquela

Existem muitas dicas que poderiam ser citadas para se obter sucesso com a compra de animais. Todavia, eu resumiria todas em uma apenas, da qual descendem as demais. A premissa básica para se adquirir animais é: compre animais oriundos de plantéis que desenvolvem projetos semelhantes ao que o comprador quer desenvolver!

Por outro lado, estão os compradores que se importam extremamente com beleza racial, porém não buscam altas produções. Certo é que o equilíbrio é o mais procurado de todas as alternativas.

ocasião, no sentido de maximizar o faturamento do leilão. Quando um evento tem vendedores convidados, o assessor também é responsável pela inspeção dos animais, com o objetivo de nivelar o padrão de qualidade de todos os lotes - promotores e convidados. Num momento final, o assessor atua como consultor de vendas, auxiliando os compradores no processo de tomada de decisão, para que possam estar plenamente satisfeitos e atingir seus objetivos com a compra. Quais são as dicas para escolha de bons animais? O que deve ser levado em conta?

Logo, se o criador busca se firmar como um grande criador de animais elite, ele deverá procurar estes animais em grandes criatórios elite. Se ele quer animais selecionados com manejo de baixo nível tecnológico, deve comprar em plantéis com este perfil e vice-versa, pois animais selecionados em alto nível de manejo tendem a não repetir o mesmo desempenho em ambientes de baixo nível de manejo. Não é vantajoso comprar animais de produção e desenvolver um projeto elite, sendo a recíproca também verdadeira. As demais dicas são apenas detalhes, inerentes aos cuidados sanitários, reprodutivos e comerciais relativos a toda compra.

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Leite no Mundo

Congresso Pan do Leite:

rumos para o setor

O

11º Congresso Internacional do Leite, maior evento lácteo da América Latina, reuniu cerca de 1.800 participantes de mais de 28 países. O evento ocorreu no Minas Centro, em Belo Horizonte, de 22 a 25 de março. A ABCGIL marcou presença no evento. Pelo estande da Associação passaram visitantes do Brasil e de outros países. Eles receberam material promocional sobre Gir Leiteiro. Um dia antes do congresso, a ABCGIL participou do 1º Simpósio Internacional das Raças Produtoras de Leite, Gir Leiteiro e Girolando. Palestras sobre os Programas de Melhoramento Genético, avanços da tecnologia genômica e evolução na seleção funcional dessas raças despertaram o interesse do público. Rui Verneque, da Embrapa Gado de Leite, falou sobre as pesquisas genéticas voltadas para essas raças e os resultados na produção de leite.

1º Simpósio Internacional das Raças produtoras de Leite, Gir Leiteiro e Girolando despertaram interesse dos presentes ao evento O presidente da ABCGIL, Sílvio Queiroz, abordou “A Participação do Gir Leiteiro na evolução da pecuária leiteira nacional”. Ele comentou sobre a evolução da seleção funcional do Gir Leiteiro e a importância da raça para o setor. “Apresentamos aos participantes o que está sendo feito em prol do melhoramento genético do Gir Leiteiro.”

SOBRE O EVENTO

Netun Lima

O congresso é realizado a cada dois anos. Em 2010, o evento foi organizado pela Federação Pan-

Evento reuniu cerca de 1.800 participantes, dentre brasileiros e estrangeiros

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Americana do Leite (Fepale), em parceria com a Federação da Agricultura e Pecuária do Estado de Minas Gerais (Faemg). O Congresso contou com palestras sobre Produção Primária; Industrialização de Produtos Lácteos; Economia e Mercado do Leite e seus Derivados; e Consumo (Mais Leite = Mais Saúde). Temas como meio ambiente, genética, nutrição, análise de mercado, desenvolvimento de produtos, além dos benefícios do leite para a saúde humana também foram debatidos. Segundo Rodrigo Alvim, coordenador do Congresso e presidente da Comissão Nacional de Pecuária de Leite da Confederação da Agricultura e Pecuária do Brasil, CNA, o congresso superou as expectativas. “Debatemos os rumos da cadeia produtiva leiteira, criamos um espaço para reflexão, discussão e intercâmbio de conhecimentos e experiências pan-americanas e mundiais.” Para Vicente Nogueira Netto, presidente da Fepale, o Congresso propiciou a atualização de conhecimentos, facilitou as relações interpessoais e a cooperação entre o setor técnico e empresarial. Segundo Nogueira Netto, a América Latina tem as melhores condições de atender à demanda de alimentos prevista pela Food and Agriculture Organization, FAO, e a Organização para Cooperação e Desenvolvimento Econômico, OCDE. “A América Latina tem maior disponibilidade de terra, água, alta produção de grãos e menor emissão de CO2”, destacou.


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Associados

ABCGIL BAHIA ALMIR MENDES DE CARVALHO NETO Fazenda Utinga II - CABACEIRAS - BA Fazenda Caracol - ITAPETININGA - BA Tel.: (71) 3245-5008 Com.: (71) 3413-8422 Cel. Almir (71) 9982-5526 harascarvalho@uol.com.br almircarvalhoneto@hotmail.com www.condominiobahia.com.br ANGELO LUCCIOLA NETO Fazenda São George - TERRA NOVA - BA Tel.: (71) 3674-1529 Cel.: (71) 9998-7941 / (71) 9223-3181 Fax: (71) 3674-2173 augustolucciola@ig.com.br BEIRA RIO AGROPECUÁRIA LTDA Fazenda Beira Rio - RAFAEL JAMBEIRO - BA Tel.: (71) 2105-2500 Cel.: (71) 9167-3408 fazendabeirario@fazendabeirario.com.br arturpinho@atarde.com.br www.fazendabeirario.com.br CONTABRÁS AGROPECUÁRIA LTDA Fazenda Taquipe - SÃO SEBASTIÃO DO PASSÉ - BA Tel.:(71) 3241-1400 / Joaquim Souto (71) 9172-0610 / (71) 3245-2714 jsoutobr@yahoo.com.br EBDA - EMPRESA BAIANA DE DESENVOLVIMENTO AGRÍCOLA S.A Estação Experimental de Itaberaba SALVADOR - BA Tels.: (71) 3375-1688 (71) 3375-1693 (71) 3116-1800 gerencia.itaberaba@ebda.ba.gov.br ebda.ddp@ebda.ba.gov.br EDVALDO BRITO FILHO Fazenda Murundu SÃO GONÇALO DOS CAMPOS - BA Telefax: (71) 3281-4900 Res.: (71) 3353-0910 Cel. Edvaldo (71) 9132-699 efilho@uol.com.br edvaldobritoadvogados@edvaldobrito.com.br EVANDRO PEREIRA DE SANTANA Fazenda Granja Axé - JEQUIÉ - BA Tel.: (73) 3526-1235 granjaaxe@hotmail.com EVILÁSIO BASTOS CHAVES Fazenda Vila Rica - IRECÊ - BA Tel.:(74) 3641-2059 Esc:(74) 3641-7401 Eduardo (filho): (74) 9971-6020 evilarica@ig.com.br JAYMILTON GUSMÃO CUNHA FILHO Fazenda Santa Helena VITÓRIA DA CONQUISTA - BA Tel.: (77) 9979-3369 Com.: (77) 3421-3508 jaymiltonfilho@hotmail.com JOSÉ ERIVAN DE CARVALHO FEITOSA Fazenda Bom Viver - ALAGOINHAS - BA Res.: (71) 3341-1148 Com.: (71) 3604-2552

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Cel.: (71) 9613-9579 erivancarvalho@uol.com.br

faleconosco@malunga.com.br www.malunga.com.br

JOSÉ GERALDO VAZ ALMEIDA Fazenda Belo Horizonte - AMARGOSA Tel: (75) 3634-1077 Cel.: (75) 9981-8877 geraldovaz@tellecom.com.br

PAULO HORTA BARBOZA DA SILVA Fazenda Hermínia - PLANALTINA - DF Faz.: (61) 3501-4040 Tel.Res.:(61) 3366-1544 Fax (61) 3366-4769 Cel. Paulo Horta (61) 9244-5659 paulohorta@terra.com.br

JOSÉ NUNES FILHO Fazenda Reunidas - Agropecuária JN - CANDEIAS - BA Tel: (71) 3367-4447 Cel. Faz.: (71) 9218-9409 jnfi@ig.com.br izamarnunes@hotmail.com www.jnagropecuaria.com.br LOURENÇO NASCIMENTO NETO Fazenda Malhadinha - INHAMBUQUE - Tel: (71) 3389-3465 LUTZ VIANA RODRIGUES Fazenda Cinelândia - LAJEDÃO - BA Tel.Esc.: (33) 3621-4111 Fax: (33) 3621-5376 André (Filho) (33) 9979-1621 cinell@superig.com.br MORENA AGROPECUÁRIA Fazenda Região do Mel - CATU - BA Tel: (11) 2133-0033 / Cel.: (11) 9190-1431 morena@consdon.com.br PAULO EDUARDO GUIMARÃES DE FREITAS E DAVI CORREIA DE FREITAS Agropecuária Santa Terezinha - Fazenda Laranjeiras - ITANAGRA - BA Res: (71) 3336-5396 Com.: (71) 3331-4246 Davi: (71) 9978-0808 / Paulo Eduardo (71) 9978-1085 davifreitas1@yahoo.com.br environmed@gmail.com RUBÉM SÉRGIO SANTOS DE OLIVEIRA Fazenda Morada dos Ventos I e II ALAGOINHAS - BA Res:(75) 3421 -1451 Cel.: (75) 9971-4747 Faz.: (75) 3423-6561 alunor@oi.com.br SANDRA MARIA DEITOS Fazenda Saquinho - CAMAÇARI - BA Tels: (71) 3379-3024 (71) 3674-7529 SÍLVIO ROBERTO TAVARES DE ARAÚJO Fazenda Santa Rosa - ITAPÉ - BA Tel.: (73) 3211-2470 Fax.: (73) 3613-4127 Cel.: (73) 8105-3095 profetaaof@gmail.com

CEARÁ FRANCISCO ROBERTO PINTO LEITE Fazenda Água Preta - SURURU - CE Tels. Res.: (85) 3248-2829 Com.: (85) 3254-2464 Fax: (85) 3253-7060 Cel.: (85) 9981-2285 (85) 9149-4774 rol_leite@hotmail.com

DISTRITO FEDERAL GERALDO DE CARVALHO BORGES Fazenda e Haras Paraíso BRASÍLIA - DF Cel.: (61) 9831-1800 Cel.: (34) 9145-6254 harasparaiso@pop.com.br JOE CARLO VIANA VALLE Fazenda Malunga - BRASÍLIA - DF Tel.Esc. Faz.: (61) 3500-0554 Com.: (61) 3039-1030 (61) 3275-2003 / Alberto (61) 9267-0042 joe.carlo@terra.com.br

RAIMUNDO MARTINS MESQUITA Estância e Haras Jacurutu - BRASÍLIA - DF Tel.:(61) 3386 7555 / Fax: (61) 3386 7556 Cel.: (61) 9618-3556 (61) 9649-9774 / William (61) 8405-0810 demetriusdf@uol.com.br RICARDO ALVES DA CONCEIÇÃO Fazenda Santa Terezinha - PLANALTINA DF Tel: (61) 3468-3443 (61) 3202-6820 Cel.: (61) 8105-3000 (61) 9146-0099 ra.conceicao@hotmail.com lucicom@globo.com www.girsantaterezinha.com.br SÉRGIO MOREIRA CAMPOS Fazenda Tangará - BRASILIA - DF Tel.Res.: (61) 3244-0602 Faz: (61) 3501-2257 Cel.: (61) 9974-8967 sergiomcampos@uol.com.br www.fazendatangara.com.br

ESPÍRITO SANTO ELIO VIRGINIO PIMENTEL Fazenda Jabaquara - ANCHIETA - ES Tel. Res.: (27) 3329-7632 Com.: (27) 3229-5300 Fax: (27) 3339-5717 elio@mercofood.com.br FÁBIO FARAH LUCINDO LIMA Fazenda Barro Branco - GUAÇUI - ES Tel.: (21) 2704-4263 TeleFax.: (21) 2605-8885 fabiofarahlucindo@hotmail.com MARCOS CORTELETTI Fazenda Santo Antônio - SERRA - ES Tel.Res.: (27) 3259-6138 fiore.suprimentos@terra.com.br PAULO CÉZAR GALLO Fazenda São Francisco - COLATINA - ES Tel.Res.: (27) 3722-3350 Telefax: (27) 3721-2288 (27) 3743-3155

GOIÁS ADEMIR LOPES CANÇADO Faz. Santa Cruz da Trilha - LUZIÂNIA - GO Tel.Res.: (61) 3468-1926 Faz.: (61) 3502-1118 Ademir (61) 9984-1049 girdatrilha@gmail.com AGROPECUÁRIA PALMA LTDA. Fazenda Palma - LUZIÂNIA - GO Tel. Faz.:(61) 3209-1940 Tel. Esc. Brasília.: (61) 3362-0191 Erasmo (61) 9984-4311 lucia-de-sa@hotmail.com eraleles@hotmail.com www.fazendapalma.com.br ANDREIA MARIA PEREIRA NUNES DE CARVALHO SOUZA Estância São José - TRINDADE - GO Tels: (62) 3093-4015 Cel.: (62) 9971-5095 (62) 9962-6141 estanciasaojese@gmail.com ATHOS MAGNO COSTA E SILVA Fazenda Piracanjuba NOVA CRIXÁS - GO Tels.Res.:(62) 3522 4218

(62) 3522 4285 Cel.: (62) 8477-2000 athos.magno@hotmail.com BRAITNER MATIAS PAREIRA Fazenda Corredeira - ALEXANIA - GO Tel.: (61) 3367-2146 Cel.: (61) 8138-8134 braitnermp@hotmail.com BRUNO DE SOUZA MACHADO FERREIRA Fazenda Mutum ALEXÂNIA - GO Telefax.: (62) 3336-1228 CAIO SANDRO DE ARAÚJO Fazenda Arca - CALDAS NOVAS -GO Tel.: (64) 3453-6669 Cel.: (64) 8415-1018 caiogir@gmail.com CARLOS EDUARDO DE AZEVEDO BEZERRA Fazenda Positiva Ponte Alta CORUMBÁ - GO Tels: (61) 3427-1096 (61) 9984-3823 Com.: (61) 3399-3941 Fax.: (61) 3399-3045 dudubezerra@uol.com.br DANIEL ANTONIO SILVANO Fazenda Santo Antônio - BELA VISTA - GO Tel: (62) 9976-9250 danieldogir@gmail.com DEMÉTRIUS MARTINS MESQUITA Fazenda Jacurutu PADRE BERNARDO - GO Tel: (61) 3386-7555 Fax: (61) 3386-7556 Res: (61) 3344-1824 Cel.: (61) 8116-0718 demetriusdf@uol.com.br DILSON CORDEIRO MENEZES Fazenda Vila Rica COCALZINHO - GO Tel.: ( 61) 3367-3465 Esc.: (61) 3363-8575 Cel.: (61) 9975-6709 (61) 9951-3650 fazendavilarica@terra.com.br engeagro@terra.com.br EMÍLIO DA MAIA DE CASTRO Fazenda Fantasia URUANA - GO Tel. Res.: (62) 3241-4248 Cel.: (62) 9972-4246 emiliomaia@yahoo.com.br ENI CABRAL Fazenda são João Bosco - SILVÂNIA - GO Tel.: (62) 3215-1973 Cel. Com.: (62) 9973-8254 Fax: (62) 3215-5749 - Marcos enicabral@terra.com.br FÁBIO ANDRÉ Estância Royal - HIDROLÂNDIA - GO Tel.Res.: (62) 3215-1858 Fax: (62) 3214-1444 Faz.: (62) 3057-1804 Cel.: (62) 9972-9870 girfan@estanciaroyal.com www.estanciaroyal.com FERNANDO RODRIGUES FERREIRA LEITE Fazenda São Pedro da Barra PADRE BERNARDO - GO Tel.Esc: Renata (61) 3213-7178 Tel.Res.: (61) 3368-8005 Faz: (61) 3503-3232 Cel.: Thiago (61) 9654-9112 (61) 8422-8322 mfcleite@hotmail.com fernandoleite@caesb.df.gov.br contato@saopedrodabarra.com.br http://www.gabrielloureiro.com.br/saopedrodabarra/ index.html JANSSEN PEDROSA Fazenda Serra Azul ÁGUA FRIA - GO


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Associados

ABCGIL Tel.:(61) 3366-3175 (61) 9981 1576 janssen@senado.gov.br fazendaserraazul.go@gmail.com JOÃO DOS REIS DIAS Fazenda Santa Izabel - LUZIÂNIA - GO Tel.: (61) 3346-5410 Cel.: (61) 8409-8113 joao.reisdias@hotmail.com JOAQUIM DOMINGOS RORIZ - AGROPECUÁRIA PALMA Fazenda Palma - LUZIÂNIA - GO Tel.:(61) 3502-2222 Fax: (61) 3209 1940 (61) 3209-1941 / Ismael (61) 9984 1291 - Wesliana Roriz (61) 3362-9497 agropecuariapalma@02.net.br laticio.palma@rudah.com.br JORGE AGOSTINHO CALIL Fazenda Colarinho Branco MARA ROSA - GO Tel.: (62) 3366-1260 / Hosp.Fax: (62) 3366-1643 / Res.:(62) 3366-1304 marlycalil@yahoo.com.br calil_jorge@yahoo.com.br JOSÉ MARIO MIRANDA ABDO Fazenda Coqueiro - ALEXÂNIA - GO Tel. Esc.: (61) 3323-4199 (61) 9994-5756 (Murilo) Cel.: (61) 9989-5854 (61) 8124-2801 jose.abdo@uol.com.br LEO MACHADO FERREIRA Fazenda Mutum - ALEXÂNIA - GO TeleFax: (62) 3336-1228 (62) 9268-0787 Res.:(62) 3336-1442 fazendamutum@hotmail.com mut@fazendamutum.com.br www.fazendamutum.com.br MURILO DE OLIVEIRA ABDO Fazenda Barreiro - ALEXÂNIA - GO Tel.Res.:(61) 3225-5756 Cel.: (61) 9994-5756 murilo.abdo@uol.com.br WAGNER LÚCIO JACINTO Caixa Postal 41 - Morrinhos - GO Tel. Res.: (64) 3413-3533 / Cel.: (64)9606-6419 luciogirdasdsedoria@hotmail.com

MARANHÃO JULIO RODRIGUES DOS SANTOS Fazenda Pequizeiro - SANTA RITA - MA Tels.: (98) 3235-1217 Fax: (98) 3227-4383 Esc.: (98) 3235-4905 lithografsl@ig.com.br lithografsl@gmail.com fazendapequizeiro@gmail.com www.fazendapequizeiro.com.br

MATO GROSSO GETÚLIO VILELA DE FIGUEIREDO Estância Cinco Estrelas CUIABÁ - MT Esc.: (65)3624-1136

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(65)3623-1759 Fax: (65)3624-2573 Esc.: (11)3758-9668 Cel. Maressa (11) 8181-3479 gv@grupocincoestrelas.com.br maressa@grupocincoestrelas.com.br www.grupocincoestrelas.com.br

MATO GROSSO DO SUL ANTÔNIO CARLOS ALVES Faz. Santa Inês APARECIDA DO TABOADO - MS Tel. Res.: (17) 3231-9839 Com.: (17) 3231-2743 Fax: (17) 3234-3926 ortopediageral@superig.com.br DENILSON LIMA DE SOUZA Prop.Rural Gir Pantanal Fazenda Cachoeirinha TERENOS - MS TELS: (67) 3341-7835 Cel.: (67) 9906-8098 dlsouza@uol.com.br HELBÂNIO BARBOSA DE SOUZA Fazenda Fortaleza LAGUNA CARAPÁ - MS Tel.: (17) 3227-3993 Cel.: (17) 9772-3255 Ana Paula (67) 9905-4384 helbanio@gmail.com HÉLIO MARTINS COELHO (espólio) Fazenda Remanso RIO BRILHANTE - MS Tel. Com.: (67) 3321-5166 hcfilhos@terra.com.br ORESTES PRATA TIBERY JR. Fazenda São João TRÊS LAGOAS - MS Tel. (67) 3521-2200 Contato Rose: (67) 3521-2002 ot.fazendasaojoao@terra.com.br RAVISIO ISRAEL DOS SANTOS Fazenda Los Angeles NOVA ANDRADINA - MS Tel.: (67) 3441-1237 ravisiojr@terra.com.br

MINAS GERAIS ADELMO CARNEIRO LEÃO Sítio Paraíso CONQUISTA - MG Tel.: (34) 3333-0201 Rural: (34) 9989-2150 Cel.: (31) 9198-8407 (31) 3335-8335 paulofleao@ig.com.br opaulofernando@yahoo.com.br pedrovocl@yahoo.com.br www.verdegir.com.br ADEMAR BARBOSA GUIMARÃES Sitio da Ponte Preta CORONEL PACHECO - MG Tel.: (32) 9975-4842 Cel.: (32) 9945-2188 phyade@uol.com.br www.girleiteiro.net ADRIANO MAIA SOARES Fazenda Bom Sucesso PASSOS - MG Tel: (35) 9162-7988 Cel.: (18) 9149-6859 adrianomaia@passosnet.com.br AGRO PASTORIL DOS POÇÕES E PART. LTDA Fazenda dos Poções JEQUITIBÁ - MG Tels.Escr.: (31) 3281-1800 Telefax Faz: (31) 3717-6271 Arthur Souto (31) 9631-2880 arthur.souto@uol.com.br radarpocoes@yahoo.com.br pocoes@fazendadospocoes.com.br

AGROBILARA COMERCIO E PARTICIPAÇÕES LTDA Fazenda Monte Verde UBERABA - MG Tel. Alencar: (21) 7897-3857 / Dirceu (34) 7811-3677 Faz. (34) 9676-8700 (34) 9676-9100 agrobilara@hotmail.com AGROEXPORT LTDA. Faz. São Sebastião CAMPO FLORIDO - MG Tel.: (34) 3313-7100 agroexport@agroexport.agr.br www.agroexport.agr.br AGROPECUÁRIA BOM PASTOR LTDA Fazenda Salobo VAZANTE - MG Tel.: (34) 3813-1052 Telefax (34) 3813-1032 agrobompastor@yahoo.com.br andre@fazendasalobo.com.br www.fazendasalobo.com.br AGROPECUÁRIA SANTA BARBARA XINGUARA S/A Agropecuária Santa Bárbara Xinguara S/A UBERABA - MG tel: Escrt. Financ.(11) 3167-3561 Fazenda: (34) 2103-8600 Cel. Luciene: (34) 9144-7618 (34) 8408-3306 luciene.paiva@agrosb.com.br nilo@agrosb.com.br AGROVILLE AGRICULTURA E EMPREENDIMENTOS LTDA. Fazenda Curralinho MORADA NOVA DE MINAS - MG Tel.: (31) 2191-7889 (31) 2191-7895 (31) 2191-7868 fabiane@villefort.com.br ALBERICO DE SOUZA CRUZ Fazenda Alto Tangará - ABAETÉ - MG Tel: (37) 3541-2215 dione.tangara@gmail.com ALESSANDRO DE OLIVEIRA GUERRA AOG Agropecuária - AIMORÉS - MG Tel: (33) 3267-1442 aogpecuaria@yahoo.com.br ALFREDO DA MATA Fazenda Matinha - FRUTAL - MG Tel.: Sogro: (34) 3421-0296 Faz: (34) 3421-8281 / Alfredo (34) 9974-0595 fazendamatinha@bol.com.br ALS PARTICIPAÇÕES LTDA. Fazenda Santa Rosa - PIRAPETINGA - MG Tel.: (32) 3465-1298 (22) 3855-1267 (22) 3855-1263 agrocenter@megazip.com.br ALTA GENETICS DO BRASIL LTDA Central - UBERABA - MG Tel.:(34) 3318-7777 Fax.:(34) 3318-7701 ksantos@altagenetics www.altagenetics.com.br ÂNGELUS CRUZ FIGUEIRA Fazenda Terras de Kubera UBERABA - MG Telefax: (34) 3359-0660 terrasdekubera@voiler.com.br ANIBAL EUGÊNIO VERCESI E FILHOS Fazenda Bela Vista e Morro D'Agua GUAPÉ - MG Tel.:(19) 3233-8606 Faz (35) 9953-5013 Cel. Anibal Filho (19) 9172-2223 joaopinheirobr@yahoo.com.br ANTOMAR ARAÚJO FERREIRA Faz. Nossa Senhora da Abadia ARAPORÃ - MG Tel. Res.: (34) 3281-4592 Tel. Com.: (34) 3218-2905 Cel.: (34) 9666-2017 antomar@netsite.com.br antomar@eseba.ufu.br

ANTÔNIO EUSTÁQUIO ANDRADE FERREIRA Fazenda Salobo / Lugar Lagoa Feia VAZANTE - MG Telefax: (34) 3813-1032 Cel.: (61) 8185-1515 fazendasalobo@yahoo.com.br ANTÔNIO GOMES LEMOS Fazenda Alcântara GOVERNADOR VALADARES - MG Tel.: (33) 3272-1260 / 3272-1238 Fax.: (33) 3271-3060 harasalcantara@harasalcantara.com.br antoniolemos@harasalcantara.com.br agrotara@trimeisp.com.br ANTÔNIO PAULO ABATE Fazenda Santa Albertina CAMPO FLORIDO - MG Tel.: (11) 2905-3123 Faz.: (34) 3322 1437 Cel. Antônio (34) 9634-5007 apangenetica@terra.com.br CARLOS FERNANDO FERRAREZI GUIMARÃES Fazenda Esperança GUANHÃES - MG Com.: (33) 3421-1598 (33) 3421-1527 Fax.: (33) 3421-1011 cf.ferra@bol.com.br CARLOS ROBERTO CALDEIRA BRANT Fazenda Gavião SÃO PEDRO DO SUAÇUÍ - MG Tel.: (31) 3221-9349 Fax: (31) 3227-4707 Cel.: (31) 8669-5393 fazendagaviao@ig.com.br CELSO AUGUSTO RIBEIRO DE CARVALHO Fazenda Nossa Senhora Aparecida PARAISÓPOLIS - MG Tel.: (35) 3651-1054 (35) 8431-4347 drcelso@sbs-net.com.br CELSO LUIS MIZIARA DINIZ Faz. Nossa Senhora Aparecida PERDIZES - MG Tel.: (16) 3811-0498 Cel.: (16) 9176-9190 celsodiniz@netsite.com.br CÉSAR AUGUSTO GOMES GASPAR Sítio Nossa Senhora da Penha ANDRELÂNDIA - MG Tel.: (21) 7634-2616 / Raila (esposa) (24) 8811-0371 girleiteironsp@ig.com.br girleiteironsp@hotmail.com CÉSAR HENRIQUE BASTOS KHOURY Fazenda São Geraldo - POTÉ - MG Tel.: (33) 3522-3886 / Fax.: (33) 3521-1767 Cel.: (33) 9985-1767 ckhoury@terra.com.br CHRISTINA DO VALLE TEIXEIRA LOTH Fazenda São Vicente MAR DE ESPANHA - MG Tel: (32) 3276-1159 Fax: (32) 3276-2381 Cel. Christina: (32) 9972-5480 amandagribel@yahoo.com.br fazendaespanha@hotmail.com CLAÚDIO SEVERINO LARA Fazenda Pontal - BALDIM - MG Tel.Res: (31) 3661-3124 / Fax.: (31) 3661-1090 Cel.: (31) 9951-7410 claudio@cenatte.com.br DIRCEU AZEVEDO BORGES Fazenda Milenium Paticipações S/C Ltda. UBERABA - MG Tel.: (34) 3319-1144 novaindia@novaindia.com.br www.novaindia.com.br EDMAR ALVES DE CARVALHO Estância Lindóia ARCOS - MG Tel.:(37) 3351-0291 Com.:(37) 3351-3245


Fax.:(37) 3351-1691 Cel.:(37) 8404-9820 edmar@estancialindoia.com.br EDUARDO JORGE MILAGRE Estância Milagre UBERLÂNDIA - MG Tel.Res.: (34) 3234-7323 Telefax: (34) 3236-4409 Cel. Eduardo (34) 9971-3168 eduardo@milagrefomentomercantil.com.br EDVALDO ANTÔNIO BUENO Fazenda Sítio Nossa Senhora de Fátima - INCONFIDENTES - MG Tel.: (35) 3464-1020 Fax.: (35) 3464-1168 crocheveronez@hardonline.com.br ENIR GOMES BARBOSA Fazenda Estiva BRUMADINHO - MG Tel.Res.: (31) 3394-1079 Fax: (31) 3394-9728 animaisdaestiva@yahoo.com.br EPAMIG EMPRESA DE PESQUISA AGROPECUÁRIA DE MINAS GERAIS Fazenda Experimental Getúlio Vargas UBERABA - MG Tel.Escr.: (34) 3321-6699 Fax: 3321- 6734 Retiro dos animais (34) 9998 9201 xavier@epamiguberaba.com.br cttp@epamig.br www.epamig.br ERICK CARBONARI Fazenda Terra Alegre BRASILÂNDIA DE MINAS - MG Tel.: Com.:(11) 4538-6436 Tel. Com.:(11) 4538-6814 Cel. Erick: (11) 8325-6934 fazendaterraalegre@hotmail.com EVANDRO DO CARMO GUIMARÃES Fazenda das Boas Lembranças LEOPOLDINA - MG Tel: (11) 3097-0545 FABIANO SANTOS JUNQUEIRA Fazenda Califórnia FLORETAL - MG Tel. (37) 3232-2800 Cel.: (37) 9932-3459 fabianojunq@nwm.com.br FÁBIO ANTÔNIO POZZI Fazenda Santo Antônio ARAGUARI - MG Tel: (34) 3256-9630 Fax: (34) 3256-9614 diagro@nacionalexpresso.com.br FAZENDA BRASÍLIA AGROPECUÁRIA LTDA Fazenda Brasília SÃO PEDRO DOS FERROS - MG Tel.:Faz.: (33) 3352-1272 Res. Faz.: (33) 3352-1376 (31) 9211-0018 girleite@uai.com.br flaper@uai.com.br FLAVIO AUGUSTO SALIM NOGUEIRA Fazenda Egito - CRUCILÂNDIA Rua Alzira Rocha Saliba, 102 Cep: 32632-020 Betim - MG Tel. (31) 3531-4929 Cel.: (31) 9828-6789 salim@pucminas.br GABRIEL DONATO DE ANDRADE Fazenda Calciolândia ARCOS - MG Tel.:(37) 3359-7400 Fax: (37) 3359-7425 Cel. Jordane (37) 9981-7481 girleiteiro@calciolandia.com jordane@calciolandia.com www.calciolandia.com GARÇA DO OURO FINO EMPREENDIMENTOS Fazenda Rancho Santo Antônio SERRO- MG

Telefax: (38) 3541-1253 Fabrício (31) 9117-5447 (31) 8488-1214 / Túlio (irmão) (38) 9131-4943 (31) 8479-7203 fabricio@gofe.com.br tulio@gofe.com.br www.gofe.com.br GERALDO ANTONIO DE OLIVEIRA MARQUES Estância Bom Retiro SÃO SEBASTIÃO DO RIO VERDE - MG / Fazenda Três Barras - VIRGÍNIA - MG Tels: (11) 3672-0417 (11) 3933-7805 (11) 3933-7801 gmarques@jhg.com.br GERSON DIAS FILHO Fazenda Vereda do Tarin PRUDENTE DE MORAIS - MG Telefax: (31) 3291-0064 Cel.: (31) 9983-1519 Faz: (31) 9614-5371 fazendavereda.tarin@terra.com.br GETÚLIO VILELA DE FIGUEIREDO Fazenda Rio Dourados TURVOLÂNDIA – MG Estancia 5 Estrelas – Cuiabá - MT Tel.: (65)3624-1136 (65) 3623-1759 Fax: (65) 3624-2573 Esc.: (11) 3758-9668 Cel. Maressa (11) 8181-3479 maressa@grupocincoestrelas.com.br www.grupocincoestrelas.com.br GUILHERME DE MELO MASCI Fazenda do Ipê CURVELO - MG Tel.: (31) 3225-3848 Fax: (31) 3335-8835 Cel.: (31) 9972-498 gmmasci@hotmail.com HEDA BORGES MACHADO Fazenda Santa Bárbara UBERABA - MG Tel. Res.: (34) 3312- 3226 Cel. Luiz Fernando (34) 9979-1403 (34) 3338-7419 HÉLIO MACEDO DE QUEIROZ Sítio Vale Azul - BR 381 KM 164 À Margem do Rio Doce GOVERNADOR VALADARES - MG Cel.: (33) 9989-3022 hmdqueiroz@hotmail.com HENRIQUE CAJAZEIRA FIGUEIRA Fazenda Figueira UBERABA - MG Tel.: (16) 3911-7314 Cel. Henrique (16) 7812-3231 hfigueira@hotmail.com ISOMÉRIO FERREIRA DOS REIS FAZENDA JJC PASSOS - MG Tel: (35) 3522-8040 (35) 3521-6484 fazendajjc@bol.com.br IVAN SCALON CORDEIRO Fazenda Ouro Branco SACRAMENTO/MG Tel: (34) 3351-1406 Com: (34) 3351-2706 Cel.: (34) 8403-1434 is@onda.net.br girgasjan@gmail.com JOÃO CORRÊA PINHEIRO FILHO Fazenda Paraíso CARMO DE MINAS - MG Tel.: (11) 3228-3577 (11) 3313-2933 Faz.: (35) 3274-1373 JOÃO CRUZ REIS FILHO Fazenda Sumaúma MIRADOURO - MG

Tel.: (61) 8187-1187 sumauma@fazendasumauma.com.br www.fazendasumauma.com.br JOÃO FRANCISCO DE FREITAS COSTA Fazenda Arantes Brejauba CAMPINA VERDE - MG Tel.Res.: (34) 9962-0500 Cel. Esposa (34) 9944-5557 fjoaofrancisco@gmail.com JOÃO MACHADO PRATA JÚNIOR Fazenda Aprazível ÁGUA COMPRIDA - MG Tel: (34) 3318-4188 Ramal 4109 Fax: (34) 3318-4108 Cel.: (34) 9972-7623 (34) 9995-5500 jmachado@fazu.br fazendaaprazivel@hotmail.com JOÃO VITOR DE MELO Fazenda Mineirão UBERABA-MG Tel.: 34-3318-8188 ou 3338-8760 flavio.tx@uol.com.br JOAQUIM BATISTA FILHO Fazenda Lapa - PARACATU - MG Tel.Res: (38) 3671-5316 Cons.: (38) 3671-5363 (38) 9962-5363 docjb@bol.com.br JOAQUIM ROSSI Fazenda São José COQUEIRAL - MG Tel.: (35) 9971-5174 Carlo Rossi (34) 9984-0919 carlonrossi@terra.com.br cassiofrossi@hotmail.com JORGE LUIZ CAIXETA DA CUNHA Fazenda Douradinho UBERLÂNDIA - MG Tel.Res.: (34) 3219-5450 Com.: (34) 3216-7857 jorgecaixeta@nersite.com.br JORGE PAPAZOGLU E OUTRO Fazenda Santa Lúccia INHAÚMA - MG Tel: (31) 3774-5800 (31) 3772-2504 JOSÉ AFONSO BICALHO BELTRÃO DA SILVA Fazenda Cachoeira FERROS - MG Telefax: (31) 3292-2415 Cel.: (31) 8888-3452 Adriano (31) 9697-2957 / Luciana (31) 3277-4462 jabsilva@uol.com.br lucianacaricatte@gmail.com adrianofbicalho@uol.com.br JOSÉ ANTÔNIO DE OLIVEIRA Fazenda Jaó - FRUTAL - MG Tel.: (34) 3421-8179 Cel.: (34) 9155-8346 falar com Jorge jorgefjao@bol.com.br JOSÉ CARVALHO Faz. Alvorada UBERABA - MG Tel.Res.: (34) 3315-6468 Fax: (34) 3317-4555 Cel.: (34) 9972-3668 andrea_feijao@hotmail.com JOSÉ COELHO VITOR Fazenda São José do Can Can PASSOS - MG Tel.:(35) 3529-0600 Cel.: Maurício (filho) (35) 9133-1825 Cel. José Coelho: (35) 9133-1840 mauricio@josecaboverde.com.br passos@josecaboverde.com.br www.josecaboverde.com.br JOSÉ JOÃO SALGADO RODRIGUES DOS REIS

Associados

ABCGIL *JOSÉ JOÃO - Faz. Criciúma CARMO DO RIO CLARO - MG Tel.: (35) 3561-1399 Fax: (35) 3561-1357 Cel. José João (35) 9135-0630 JOSÉ LÚCIO REZENDE Fazenda Santo Antônio MATOZINHOS - MG Telefax: (31) 3516-7922 Cel. José Lúcio (31) 9304-7067 ecb@ecbsa.com.br fazendasantoantonio@ecbsa.com.br JOSÉ LUIZ SOARES Fazenda da Mata e Nossa Senhora Aparecida PASSOS - MG Tel: (35) 3521-4782 Cel. José Luiz: (35) 9981-0456 Cel. Jean (filho): (35) 9162-7995 JOSÉ MÁRCIO CASARIN HENRIQUES Fazenda Agropecuária Novo Horizonte GUARANI - MG Tel.: (32) 3575-1708 Fax.: (32) 3575-1527 Cel.: (32) 9958-3369 JOSÉ MARCIO E CARLOS DE SIMONI SILVEIRA Fazenda Limeira PASSOS - MG Tel.: (35) 3521-3159 / 9133-0919 josemarcio@intersur.com.br carlos@zbrlimeira.com.br www.zbrlimeira.com.br JOSÉ MARIA DE SOUZA Fazenda Santa Edwiges NAQUE - MG Tel.:(31) 3826 1651 Cel.: (31) 9988 1653 Faz.:(31) 9109-1073 Marmoraria Telefax: (31) 3826-5001 Martinho (31) 8872-2965 souzatim@uol.com.br JOSÉ PATRÍCIO DA SILVEIRA NETO Fazenda Santa Isabel PIRAPORA - MG Faz: (38) 3741-2712 Esc.: (38) 3741-3011 Cel.: (38) 9982-0273 patriciopirapora@gmail.com JOSÉ RAMOS FERREIRA Sítio Nossa Senhora Aparecida CAMANDUCAIA - MG Tel.: (11) 5841-2895 Cel.: (11)8845-5052 Cel. Faz.: (35)8404-0227 girnsaj@hotmail.com JOSÉ RENATO FONSECA OLIVEIRA Agropecuária Mackllani SANTA BÁRBARA - MG Tel.: (31) 3832-1187 Cel.: (31) 8647-1060 melsb@melsantabarbara.com.br contato@mackllani.com.br JOSÉ RICARDO FIUZA HORTA Fazenda Fundão PAINS - MG Cons.:(31) 3335-9033 Res.:(31) 3337-5993

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Associados

ABCGIL Faz.: (37) 3323-1126 Fax: (31) 3335-8426 j.horta@terra.com.br JOSÉ SANTANA DE VASCONCELLOS MOREIRA Fazenda Santa Terezinha NOVA UNIÃO - MG Tel.: (31) 3273-3838 Fax.: (31) 3273-9780 Cel. Faz.: (31) 9385-4877 falar com José Lulu. depjsv@deputadojosesantana.com.br JOVELINO CARVALHO MINEIRO FILHO Fazenda Sant'Anna UBERABA-MG Tel: (34) 3319-0700 (34) 3319-0707 delamar@fazendasantanna.com.br www.fazendasantanna.com.br JULIZAR DANTAS Fazenda Estrela do Sul NOVA MÓDICA - MG Tels: (31) 3224-3228 (31) 3222-2851 Cel. Julizar: (31) 9992-2851 julizardantas@taskmail.com.br julidantas@cardial.br http://sites.br.inter.net/fazendaestreladosul/ LEANDRO DE AGUIAR Fazenda Esperança IBIÁ-MG Fazenda Bela Vista Caixa Postal: 571 38.183-971 ARAXÁ-MG Tel: (34) 3662-7774 fazendaengenho@terra.com.br LEANDRO RODRIGUES DE SOUZA Fazenda Córrego do Imbé IMBÉ DE MINAS - MG Tels: (31) 3779-2700 (31) 8787-1711 leandro.rodrigues@faculdadepromove.br LUCIANO DE ARAÚJO FERRAZ Fazenda Estiva ITAPECERICA - MG Telefax: (31) 3293-3536 Cel.: (31) 9981-1533 ferrazadv@terra.com.br LUCIANO LUZES BORGES / LEONARDO LIMA BORGES Fazenda Badajós UBERABA - MG Tel.: (34) 3312-1188 Cons.: (34) 3333-7181 Cel.: Luciano (34) 9145-0100 Cel.: Leonardo (11) 8132-8462 leonardolborges@yahoo.com.br www.badajos.hpg.com.br LUIS FERNANDO RABELO BARROS Fazenda Lamarão UNAÍ - MG Tel. Res.: (61) 3964-5549 Com.: (61) 3245-5159 Faz.: (32) 9952-0886 Cel.: (61) 8117-8854 luisfrbarros@hotmail.com www.inbol.com.br LUÍS GUSTAVO RABELO XAVIER Fazenda Três Barras

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POMPEÚ - MG Tel.: (31) 3372-7550 Cel.: (31) 8428-0870 rebeloxavier@bol.com.br LUIZ ANTÔNIO DE ALMEIDA NORONHA Fazenda Fabel e Bonsucesso LAMBARI - MG e JESUÂNIA - MG Cel.: (35) 9989-1718 (35) 9989-1419 (Secretária) Fax Hospital (35) 3235-1888 Cons.: (35) 3271-1419 ladanoronha@yahoo.com.br LUIS EVANDRO AGUIAR Fazenda Boa Esperança VERISSÍMO - MG Tel.: (34) 3313-0058 Cel. (34) 9122-9556 luizevandroaguiar@terra.com.br LUIZ RONALDO DE OLIVEIRA PAULA Sítio Jubahy UBERABA - MG Tel. Esc.: (34) 3322-3522 Cel.: (34) 9192-9291 (34) 9976-0986 (34) 3311-1674 leitegir@leitegir.com.br MARCELO AUGUSTO CARVALHO DE OLIVEIRA Fazenda Querência UBERABA - MG Tel.Res: (34) 3312-4041 Fax (34) 3312-2342 (34) 3338-4041 Cel.: (34) 9972-5855 racoadvogado@bol.com.br MARCELO DA SILVA Fazenda São José CHIADOR - MG Tel.: (21) 2438-8123 (21) 3861-7300 MÁRCIO DINIZ CRUZ Fazenda Campo Verde JABOTICATUBAS- MG Tel. Res. (31) 3227-7908 Tel.Com. (31) 3217-6920 marcio@frforte.com.br MARCO ANTONIO ANDRADE BARBOSA Fazenda India UBERABA - MG Tel.: (34) 3333-7788 9972-1555 Faz.: (63) 3415-1606 maab1@terra.com.br joana@maab.com.br www.maab.com.br MARCO ANTÔNIO DO NASCIMENTO AUGUSTO CÉSAR DO NASCIMENTO Fazenda São Francisco da Chave SÃO JOÃO DEL REI - MG Esc. (32) 3371-2490 Res. Marcos (32) 3371-7633 Res. Augusto (32) 3373-5525 Cel. Augusto (32) 8839-5883 labchrom@mgconecta.com.br girleiteirosfc@bol.com.br

Tel. Faz.: (35) 9981-4075 Cel.Mateus: (35) 9802-9893 Com.: (35) 3522-0879 Cel. Lucas: (35) 8805-3017 mateusgiannini@hotmail.com MICHEL SILVA KORKMAZ (Falecido) Fazenda Vivenda Mariana MARIPA DE MINAS - MG Tel. (32) 3213-1442 / (32) 3224-3547 (32) 3224-3547 / (32) 9122-0989 (32) 3234-1153 ( Rozeli) michelk@acesso.com.br MILLER CRESTA DE MELO SILVA Faz. Ribeirão Grande SÃO JOÃO BATISTA DA GLÓRIA - MG Tel.:(35) 3526-2626 Cel.:(35) 8819-2626 Miller Cel.: (35) 8862-7400 Cel.:(35) 8827-2600 Dania. contato@fazendaribeiraogrande.com.br MILTON DE ALMEIDA MAGALHÃES JÚNIOR E MILTON DE ALMEIDA M. NETO Fazenda Preciosa UBERLÂNDIA -MG Tel.: (34) 3235-7174 Cel. Milton Jr (34) 9813-1990 Cel. Milton Neto (34) 9812-1990 miltonamneto@terra.com.br miltonmagalhaes@terra.com.br MOISÉS FERNANDES CAMPOS Fazenda Cerrado Velho MARTINHO CAMPOS - MG Tel.: (31) 3773-9926 Cel.: (31) 8857-1255 moises@querenca.com.br ONOFRE EUSTÁQUIO RIBEIRO Estância Jasdan - PARAOPEBA - MG Tel: (31) 3714-7427 Cel. Onofre (31) 9633-0049 onofreer@uai.com.br www.joaofeliciano.com.br ORLANDO DE OLIVEIRA VAZ FILHO Fazenda Santa Isabel PARAOPEBA - MG Tel.: Com.: (31) 3714-3191 (31) 3273-1234 santaisabel@uai.com.br ORLANDO GIORDANI DE MOURA Fazenda Vitória SETE LAGOAS - MG Tel.: (31) 3773-1557 Cristina (31) 9986-0046 Cel.: (31) 9986-0046 orlandogiordani@retificadieselsete.com.br OSMAR RODRIGUES DA SILVA Fazenda Castelo SÃO JOSÉ DA BARRA - MG Tel.: (35) 3526-8183 / Cel.: (35) 9921-4261 summerbrazil@passosnet.com.br OSVALDO XAVIER GONÇALVES Fazenda Oxygênio COROACI - MG Tel.: (31) 3342-2775 Cel.: (31) 9991-2773 irsf@terra.com.br

MARIANGELA MUNDIM TEIXEIRA Fazenda Cocho D'Água PEDRO LEOPOLDO - MG Tel.: (31) 3661-1033 9984-5837 mariangelalmt@yahoo.com.br

PAULO AFONSO FRIAS TRINDADE JR. E OUTRA Faz. Nova Trindade UBERABA - MG Tel.: (21) 2272-5000 Faz. (34) 3359-0121 fazenda@novatrindade.com.br

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MATEUS GIANNINI SILVA Agropecuária Giannini SÃO JOÃO BATISTA DO GLÓRIA - MG

PAULO RICARDO DE CASTRO MIOTTO Estância Triângulo Uberaba - MG

Tel.: (34) 3311-5054 (34) 9135-8763 Cel.: (11) 4016-5567 (11) 7890-0131 estanciatriangulo.girpo@yahoo.com.br PAULO RICARDO MAXIMIANO Cabanha Corrego Branco CAPETINGA - MG Faz: (35) 3543-1623 Cel.: (35) 9126-9070 (Josué) (35) 9126-9066 (Paulo) elenaide@carthoms.com.br www.dacabanha.com.br PAULO ROBERTO ANDRADE CUNHA Fazenda Genipapu UBERLÂNDIA - MG Tel: Com. (34) 3226-6384 Res. (34) 3219-4801 (34) 9971-1692 PECPLAN ABS IMPORTAÇÃO E EXPORTAÇÃO LTDA Fazenda Santo Inácio UBERABA - MG Tel.:(34) 3319-5400 mnery@absnet.com.br www.abspecplan.com.br PEDREIRA PRODUZIR GENÉTICA Fazenda Pedreira BOM DESPACHO - MG Tel.Res.: (37) 3522-6342 (37) 3799-4109 (37) 3521-3153 Cel.:(37) 9985-1827 pedreira@produzirgenetica.vet.br dario@produzirgenetica.vet.br www.produzirgenetica.vet.br PEDRO VENÂNCIO BARBOSA Fazenda Querência ONÇA DE PITANGUI - MG Tel: (31) 3394-7505 RAFAEL BASTOS TEIXEIRA Fazenda Mato Dentro VIÇOSA - MG Tel. (31) 3891-6746 Cel.: (31) 9812-3435 (31) 8865-6746 rafaelzootecnia@yahoo.com.br www.fazendamatodentro.com.br RAFAEL CORRÊA FONTOURA Fazenda Agua Santa CONQUISTA - MG Tel.: (34) 3313-9305 Cel.: (34) 9939-9309 REDE EXITUS LTDA Fazenda Exitus PASSOS - MG Trav.Mons. João Pedro, 93 Sala 903 - 37900-088 PASSOS - MG Tel.: (35) 3526-3838 Cel. Gilberto (35) 9981-0560 passosnet@hotmail.com REGINALDO JOSÉ DA SILVA Fazenda 5R UBERABA - MG Tel.Res.:(34) 3314-8167 Com.: (34) 3332-6880 Fax: (34) 3313-6766 Cel.: (34) 9909-2922 epsilva1@terra.com.br ; fazenda_5r@yahoo.com.br RENATO DA CUNHA OLIVEIRA Fazenda Baixadinha CONCEIÇÃO DA ALAGOAS - MG Tel.: (34) 3312-1722 Res.: (34) 3332 4733 Cel.: (34) 9960-4952 Faz.: (34) 3359-0202 rcko@terra.com.br ; fazendabaixadinha@terra.com.br RENATO ROCHA LAGE Fazenda Córrego Frio SANTA MARIA DO ITABIRA - MG Tel.: (31) 3241-1832 Fax.: (31) 3241-1832


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Associados

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Tel.Res.: (31) 3292-7673 Com.Telefax: (31) 3337-4528 luciano.leao@yahoo.com.br adtec@gold.com.br VERA LÚCIA DIAS Fazenda Dias Vialactea ENGENHEIRO CALDAS - MG Tel. Res.: (33) 3221-9341 Cel. (33) 9904-5552 veradias@comcast.net VITOR CÉSAR CALDAS MACHADO Fazenda Santana 2 UBERABA - MG Tel.: (34) 3312-1690 Com. (34) 3315-4670 Cel.: (34) 9166-9545 zebuleite@hotmail.com www.zebuleite.com.br WILSON CARNEIRO SILVA JUNIOR Fazenda Berço da Lua SANTA JULIANA - MG Tel.: (34) 3332-0101 WILSON ERNESTO MARTINEZ BOLIVAR Sítio Alvorada - UBERABA - MG Tel.Res: (34) 3336-6089 (34) 3316-7820 Cel.: (34) 9106-1256 wilsonmar012000@yahoo.com.br

PARÁ ANTÔNIO ABÍLIO MARQUES CORDERO Fazenda Fiel Agropecuária Ltda. CASTANHAL - PA Tel.: (91) 4005-3445 Fax.: (91) 4005-3440 Cel.: (91) 8147-2323 abiliocordero@fiel.srv.br HILTON DA CUNHA PEIXOTO Fazenda Joaíma e Uraím - PARAGOMINAS - PA Telefax: (31) 3223-3942 Cel.: (31) 9605-0780 Faz.: (91) 3729-4388 Cel.: (91) 9996-3839 hiltonpeixoto@ig.com.br

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RIO DE JANEIRO ARISTEU RAPHAEL LIMA DA SILVEIRA Sítio Gabriel CACHOEIRAS DE MACACU - RJ Tel.: (21) 2713-5993 Cel.: (21) 9584-8524 EMERSON TEIXEIRA DE OLIVEIRA Rancho Sagrada Família CACHOEIRA DE MACACU - RJ Tel.:(21) 2487-0912 / Com.: (21) 2401-6627 / (21) 2401-5942 / (21) 2419-4206 / Cel.: (21) 9626-4465 gir@ranchosagradafamilia.com elizabetholiveira@jpi.com.br www.ranchosagradafamilia.com FERNANDO FIUZA DIZ Fazenda Santana CACHOEIRA DE MACACU - RJ Esc.: (22) 2793-1250 Fax: (22) 2793-1268 Faz.: (21) 2745-3160 Cel. Fernando: (21) 9986-1173 fernando@seaflux.com.br FILIPE ALVES GOMES Fazenda Volta Fria - Raposo ITAPERUNA - RJ Tel. Res. (22) 3847-2284 Telefax: ( 22) 3847-2133 Cel.: (22) 9963-2284 fazendavoltafria@hotmail.com

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FRANCINIR ANTÔNIO SANCHES Fazenda Ouro Branco GUAPIMIRIM - RJ Com. Fax: (21) 2221-1665 Cel.: (21) 9110-4900 Cel. Francinir (21) 9983-1868 francinirsanches@uol.com.br

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PERNAMBUCO FERNANDO ANTÔNIO MAIA RODRIGUES DE ALMEIDA Fazenda Pensilvania LAGOA DO CARRO - PE Tel.: (81) 3445-1145 Cel.: (81) 8751-1620 (81) 9133-9090 fazendapensilvania@gmail.com SUPRANOR - IND. E COM. LTDA Fazenda Sanharó ARCOVERDE - PE Tel. (81) 2122-1855 Fax: (81) 2122-1844 Cel.: (81) 9972-0678 supranor@supranor.com.br carlos.alberico@supranor.com.br

PARANÁ BEATRIZ C. GARCIA E FILHOS CONDOMÍNIO Fazenda Cachoeira 2C SERTANÓPOLIS - PR Tel.: (43) 3356-2988 (43) 3326-9001 fazenda@cachoeira2c.com.br JOÃO SALA Fazenda Bom Pastor UMUARAMA - PR Tel.Res.: (44) 3622-5816

JAYME DE OLIVEIRA SANTOS FILHO Fazenda Ouro Branco CACHOEIRA DE MACACU - RJ Tel: (21) 9480-1274 linharense2007@hotmail.com JOBSON DE ASSIS SALGADO Rancho Cerro Azul CACHOEIRA DA MACACU - RJ Tel.: (21) 2745-0756 Cel.: (21) 9489-7014 salgadoassis@terra.com.br JOSÉ ANTÔNIO LOPES DE NORONHA Fazenda Rancho Paraty CACHOEIRA DE MACACU - RJ Tel.: (21) 9612-4131 JOSÉ ANTÔNIO SILVA LINO Fazenda Acalanto CAHOEIRAS DE MACACU - RJ Telefax.: (21) 2548-8845 Cel.: (21) 9466-1800 jalagel@gmail.com www.fazendaacalanto.com.br JOSÉ ARLEY LIMA COSTA Fazenda Parahy CACHOEIRAS DE MACACU - RJ Telefax:(21) 3974-3030 Faz.:(21) 2745-4063 Cel.: (21) 9140-7266 Cel.: (21) 9144-0321

Cel. Cecília (Secretária) (21) 9619-8555 arley@arcoly.com.br parahy@arcoly.com.br www.fazendaparahy.com.br JOSÉ LUÍS NEVES DE CARVALHO Fazenda Macabú MARICÁ-RJ Tel:(21) 2634-2553 (21) 2222-0553 rurturaresp@uol.com.br JOSÉ MOACIR SILVEIRA DE SOUZA Fazenda Caieira BARRA DO PIRAÍ - RJ Tel.: (24) 8117-6261 moacirfazenda@yahoo.com.br LERENO NUNES NETO Sítio do Holandês CACHOEIRAS DE MACACU - RJ Tel.: (21) 2745-7114 (21) 2745-4064 / 2745-4102 Cel.: (21) 8881-4318 LUIZ CARLOS BANDOLE GOMES Fazenda Morro Alto NATIVIDADE - RJ Tel.Res.: (22) 2722-3211 Com.: (22) 2733-1079 Cel.: (22) 9981-8707 micromedcom@terra.com.br LUIZ EUTÁLIO RODRIGUES DE ALMEIDA Fazenda Santa Luzia CACHOEIRAS DE MACACU - RJ Tel: (21) 2745-4096 Com.: (21) 2745-4102 (21) 2745-4064 Cel.: (21) 9272-6562 (21) 9217-5529 (Ana Paula) eutalio@yahoo.com.br paulademarque@yahoo.com.br MANOEL ARTHUR VILLABOIM DA COSTA LEITE Fazenda das Pitangas RIO DE JANEIRO - RJ Tel.: (21) 2512-3635 Fax.: (21) 3232-8631 marthur@expomidia.com.br MANUEL SALGADO RODRIGUES DOS REIS Fazenda da Derrubada RIO DAS FLORES - RJ Tel.: (24) 2458-1188 MARCÍLIO FIGUEIREDO RODRIGUES Fazenda Quero Vê SÃO JOSÉ DE UBÁ - RJ Tel. Res.: (21) 2704-4304 Tel. Com.: (21) 2717-8142 Cel.: (21) 9913-5025 / (22) 9896-8008 martamonteiro@predial.com.br MÁRCIO PALMA LEAL Fazenda São José TRAJANO DE MORAIS - RJ Tel.:(22) 2551- 1573 Cel.: (22) 8111-2457 (22) 8124-5252 marcioleal.ratinho@gmail.com MARCO AURÉLIO GRILLO DE BRITO Fazenda Terra Nova RIO DE JANEIRO - RJ Tel. Res.: (21) 3325-8872 Com.: (21) 3251-7000 denise.grillo@terra.com.br MARCOS SERRA SEPEDA Fazenda dos Arcos CACHOEIRAS DE MACACÚ - RJ Tel.Com.: (21) 3553-3830 Faz.: (21) 2745-0187 Cel.: (21) 9857-2916 contato@fazendadosarcos.com.br marcos@cclsengenharia.com.br www.fazendadosarcos.com.br MARCUS SILVEIRA DE MORAES Sitio Macapá SANTA MARIA DE MADALENA - RJ


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cliente@riovale.com carlos@publique.com www.riovale.com CRV LAGOA DA SERRA LTDA Fazenda CRV Lagoa da Serra SERTÃOZINHO - SP Tel.: (16) 2105-2299 (16) 2105-6677 adriana.zaia@crvlagoa.com.br www.crvlagoa.com.br DALILA GALDEANO LOPES Sítio São João MARÍLIA - SP Tel: (14) 3425-2944 (14) 2105-7777 Fax: (14) 2105-7758 dalilagl@terra.com.br DANIEL COSTA MENDES Rancho Campo Alegre SÃO JOÃO DA BOA VISTA - SP Com.: (19) 3622-2959 Cel. Daniel (19) 9100-7555 (19) 8109-5551 / Cel. Mãe Beatriz (19) 9144-3443 dcmendes@terra.com.br www.campoalegredcad.com.br DUARTE QUEIROZ PINHEIRO Fazenda Santa Rita da Estiva BURITIZAL -SP Tel.: (16) 9998-7842 EDUARDO FALCÃO DE CARVALHO Estância Silvania - CAÇAPAVA - SP Tel.:(12) 3302-3077 Cel.:( 12) 9713-7144 Amélio (12) 9761-2237 girleiteiro@estanciasilvania.com.br www.estanciasilvania.com.br EDUARDO NICOLAU AMBAR Estância Saint. Nicolas ÁGUAS DE LINDÓIA – SP TEL .: 19-3824-2259 FÁBIO PINTO DA COSTA Fazenda Betel - IBITINGA - SP Cel.: (16) 9227-0079 fazbetel@terra.com.br FERNANDO AUGUSTO REHDER QUINTELLA Fazenda Angolinha SÃO PAULO - SP Tel.: (11) 3034-3084 Rosângela (11) 3854-1774 Cel.Guto Quintella (11) 9660-2562 gquintella@uol.com.br GERALDO LEMOS COSTA BITTAR E OUTRA Fazenda Aliança FRANCA - SP Tel. (16) 3722-2583 Cel. (16) 9221-4552 (16) 9237-7243 soniameleti@terra.com.br INSTITUTO DE ZOOTECNIA DO ESTADO DE SÃO PAULO Estação Experimental de Zootecnia de Ribeirão Preto Tel.: (19) 3656-0200 Ramal 26 (19) 3466-9400 polonordestinopaulista@apta.sp.gov.br JOÃO ANTÔNIO GABRIEL Estância Santa Maria TAQUARITUBA - SP Tel.Res.: (14) 3762-4349 Com.: (14) 3672-1830 Fax: (14) 3762-2164 Contato Flávio: (14) 9148-6258 neloregabi@itelefonica.com.br JOÃO CARLOS DE ANDRADE BARRETO Fazenda Adriana VALENTIM GENTIL - SP Faz: (17) 3485-7451 Esc.: (17) 3485-1356 Cel. João Carlos (17) 9113-8433 Gilberto (Gerente) (17) 9136-8728 fazendaadriana@grupobarreto.com.br

Associados

ABCGIL carlinhosbarreto@grupobarreto.com.br JOÃO CARRIJO DA CUNHA Fazenda Chaminé da Cachoeira RESTINGA - SP Tel. Res. (16) 3722-2922 Cel.: (16) 9967-5122 joao.carrijo@gmail.com JOAQUIM JOSÉ DA COSTA NORONHA Fazenda Terra Vermelha VARGEM GRANDE DO SUL - SP Tel.Faz.:(19) 3643-7033 Cel. Kinkão (19) 9105-6660 / Res. São João da Boa Vista: (19) 3631-6575 girleiteirocampoalegre@yahoo.com.br http://www.girleiteiro-ca.com JORGE NUNES PEREIRA FILHO Chácara Santa Helena JACAREÍ - SP Tels: (12) 3962-6264 (12) 3951-2000 / Cel.: (12) 9713-2296 JOSÉ DE CASTRO RODRIGUES NETTO Fazenda Santana da Serra CAJURU - SP Tel.Faz.:(19) 3667-9404 Cel.: (16) 9128-2010 Fax:(16) 2137-7700 jcastro@axelgen.com.br contato@girleiteirofb.com.br www.girleiteirofb.com.br JOSÉ FRANCISCO JUNQUEIRA REIS Fazenda Sta. Fausta LINS - SP Tel.Esc.: (14) 3522-2247 Telefax: (14) 3522-2948 Faz.: (14) 3523 6233 / Cel. Alberto (14) 9745-1470 / santafausta@uol.com.br JOSÉ LUIZ JUNQUEIRA BARROS Fazenda Café Velho CRAVINHOS - SP Tel: (16) 3625-2323 (16) 3625-2174 joseljbarros@terra.com.br JOSÉ ORLANDO BORDIN Fazenda Araquá CHARQUEADA - SP Tel.Res.: (11) 3813-7187 Telefax: (11) 5571-5494 Cel.: (11) 9614-2644 / Faz.: (19) 3486-4601 geneticagir@gmail.com www.geneticagir.com.br KENYTI OKANO Fazenda Santo Antônio ITUVERAVA - SP Tel. Faz.:(16) 3729 3391 Cel. Kenyti Okano: (16) 8118 0056 Tel.Res:(16) 3729-3646 Cel. Adriano Okano: (16) 8118-0012 adrianookano@carol.com.br LEANDRO FORTUNATO SÍTIO VO DUBETO PORTO FELIZ - SP TEL: (11) 4393-6363 leandro@prodemol.com.br

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Agenda EXPOSIÇÕES Associados

ABCGIL LEANDRO MARINHO DE ANDRADE Sitio São Judas Tadeu GUARAREMA/SP Tel Res: (11) 6749-6521 Sitio (11) 4695-1924 leandro.marinho.girleiteiro@bol.com.br LÚCIO RODRIGUES GOMES Fazenda Valão do Cedro TAUBATÉ - SP Tel.:(12) 3631-6329 (12) 3632-6575 (12) 3653-2037 Cel.: (12) 9719-7219 (12) 9156-6330 valaodocedro@ig.com.br valaodocedro@uol.com.br www.valaodocedro.com.br LUIS ISIDORO FELIPE Estância Nova Avanhadava ZACARIAS - SP Cel.:(11) 9766-9932 luizisidorofelipe@yahoo.com.br LUIZ FERNANDO TARANTO NEVES Fazenda Santa Maria da Barra Grande ITATINGA - SP Tel.Res.: (11) 3287-8361 Esc.: (11) 3289-4122 Fax: (11) 3289-5808 Faz.:(14) 3847-3678 Cel.: (14) 8128-9990 lfernando@fcl.com.br LUIZ ROBERTO LIMA DE MORAES Sítio Água da Mata - PONGAÍ - SP Tel.Res.: (11) 4521-5949 Com.: (11) 4039-4070 Cel.: (11) 7205-8447 lrl.moraes@bol.com.br www.thermoprat.com.br MAMEDI MUSSI NETO Estância 2M BARRETOS - SP Tel.: (17) 3322-5485 Com.: (17) 3322-7900 Cel.: (17) 8141-5797 mamedimn@superig.com.br

9ª Exposição Estadual do Gir Leiteiro de Jacareí/SP (Ranqueada) Julho

2ª Exposição Regional do Gir Leiteiro de Avaré/SP. (Ranqueada) 09 a 13 de Março

2ª Exposição Regional do Gir Leiteiro de Governador Valadares/MG (Ranqueada) Julho

1ª Exposição Interestadual Sul Matogrossense do Gir Leiteiro de Campo Grande/MS 21 a 27 de Março

5ª Exposição Estadual Fluminense do Gir Leiteiro de Cordeiro/RJ (Ranqueada) Julho

2ª Exposição Regional do Gir Leiteiro de Vitória da Conquista/BA (Ranqueada) 22 a 27 de Março

1ª Exposição Regional do Gir Leiteiro de Morada Nova Minas/MG 23 a 25 de Julho

NELSON ARIZA Sítio Monte Alegre NOVA GRANADA - SP Tel.:(17) 2136-9013 Res.: (17) 3234-2086 Cel.: (17) 8122-2175 Cel. Boi (17) 8115-7651 nelsonariza@riopretopetroleo.com.br boi.assessoria@terra.com.br

8ª Exposição Especializada do Gir Leiteiro de Londrina/PR 23 a 26 de Março

2ª Exposição Regional do Gir Leiteiro de Salvador/BA (Ranqueada) Agosto

1ª Exposição Paranaense do Gir Leiteiro de Passos/MG 07 a 11 de Abril

2ª Exposição Regional do Gir Leiteiro de Paracatu/MG (Ranqueada) Agosto

NOÉ ARAÚJO Fazenda Santo Antônio da Bela Vista PARAIBUNA - SP Tel: (11) 3549-4990 Fax: (11) 3288-5458 noearaujo@neoaraujoadoadv.com

1ª Exposição Baiana do Gir Leiteiro de Salvador/BA 13 a 16 de Abril

4ª Exposição Estadual Mineira do Gir Leiteiro de Sete Lagoas/MG (Ranqueada) Agosto

1ª Exposição Regional do Gir Leiteiro de Pará de Minas/MG 20 a 24 de Abril

2ª Exposição Especializada do Gir Leiteiro de Cachoeira de Macacu/RJ (Ranqueada) Agosto

1ª Exposição Regional do Gir Leiteiro de Barretos/SP 20 a 24 de Abril

2ª Exposição Estadual do Gir Leiteiro de Espírito Santo/ES (Ranqueada) Agosto

76ª Expozebu Uberaba/MG (Ranqueada) 03 a 09 de Maio

28ª Expoabra – 10ª Exposição Especializada do Gir Leiteiro de Brasília/DF (Ranqueada) Setembro

MB AGRÍCOLA E PECUÁRIA LTDA Fazenda Boa Esperança da Serra MOCOCA - SP Tel.: (19) 3666-5500 (19) 3656-2850 Cel. Estela (16) 9791-1090 (16) 9775-6949 sbsantos@dglnet.com.br MILTON OKANO Sitio Nossa Senhora Aparecida ITUVERAVA – SP Tel. 16-3839-3230 ou 16-8126-9584

OURO FINO GENÉTICA ANIMAL LTDA. Faz. Sítio Haras Vitória BRODOWSKI - SP Tel. Esc.: (16) 3512-2109 (Osmar) Tel. Faz.: (16) 3664-5008 (Clodoaldo) osmar.junior@ourofino.com www.ourofino.com PAULO ROBERTO CURI E RODRIGO CURI Fazenda Clarão da Serra PARDINHO - SP Tel.Res:(14) 3882 2889 Cel. Rodrigo (14) 9713 6841 rodcuri@lpnet.com.br PEDRO AVEDIS SEFERIAN Fazenda Danpris AVARÉ - SP Tel.: (11) 3022-9441 (11) 3683-2666 / Cel.: pedro@cobernit.com.br PEDRO NELSON LEMOS DE OLIVEIRA Fazenda Santa Clara TAUBATÉ - SP Tel.:(12) 3626-1138 Cel.:(12) 9113-759 Faz.:(12) 3626-1138 girleiteiropl@hotmail.com SÉRGIO LUIZ NEVES DE OLIVEIRA ANDRADE Fazenda São Francisco PARAIBUNA - SP Tel Res: (12) 3941-6156 Com. (12) 3974-0434 Fax. (12) 3941-6156 Cel.: (12) 9719-5266 sergiolona@bol.com.br

MARCELO COSTA CENSONI E OUTROS Fazenda Amazonas LEME - SP Tel:(19) 3633-2680 (19) 35727463 Cel.: (19) 9775-1640

WALDIR JUNQUEIRA DE ANDRADE Fazenda Iracema - LINS - SP Tel.Res.: (14) 3522-1196 (14) 3522-1094 Fax: (14) 3522-2705 Cel. André (14) 9118-5362 waldirja@linsnet.br andreandrade@linsnet.br

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2010

2º Exposição Interestadual Fluminense do Gir Leiteiro Rio de Janeiro/RJ (Ranqueada) 02 a 06 de Fevereiro

MANOEL IZIDORO DO CARMO Sítio Passagem da Servidão SANTO ANDRÉ - SP Tel.:(11) 4451 6803 (11) 8515-8717 construtoraccs@ig.com.br vitalconstru@uol.com.br

MARIA TEREZA LEMOS COSTA CALIL Fazenda Paraiso FRANCA - SP Tel.Res.: (16) 3625-6253 Com.: (16) 3977-2700 Cel.: 8155-4444 Cel.Faz.: (16) 8155-5667 mariatereza@fazendaparaiso.com.br

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MARIO ROBERTO EWBANK SEIXAS Fazenda Estância Mário Roberto PATROCÍNIO PAULISTA - SP Tel:(16) 3145-1727 (16) 3723-1515 Cel.: (16) 9999-9200 postomarioroberto@hotmail.com www.marioroberto.com.br

TOCANTINS COM. EVANGÉLICA LUTERANA S.PAULO Campo Experimental Santa Cruz II - PALMAS - TO Tel.: (63) 3219-8044 / Cel.: (63) 8112-9973 agricola@ulbra-to.br

2ª Exposição Regional do Gir Leiteiro de Patos de Minas/MG – 53ª FENAMILHO (Ranqueada) 18 a 22 de Maio

2ª Exposição Regional do Gir Leiteiro de Teófilo Otoni/MG (Ranqueada) Setembro

4ª Exposição Especializada do Gir Leiteiro de Franca/SP (Ranqueada) 18 a 23 de Maio

3ª Exposição Regional do Gir Leiteiro de Resende/RJ (Ranqueada) Setembro

1ª Exposição Estadual do Gir Leiteiro de Goiás/GO (Ranqueada) 25 a 28 de Maio

2ª Exposição Regional do Gir Leiteiro de Alagoinhas/BA (Ranqueada) Outubro

2ª Exposição Regional da Raça Gir Leiteiro de Morrinhos/GO (Ranqueada) Junho

3ª Exposição Especializada do Gir Leiteiro de Uberlândia/MG – Camaru 2010 (Ranqueada) Outubro

2ª Exposição Regional do Gir Leiteiro de Santa Helena/GO (Ranqueada) Junho 12ª Exposição Nacional do Gir Leiteiro Uberaba/MG MEGALEITE 2010 (Ranqueada) 28 de Junho a 05 de Julho Encerramento do Ranking: 2009/2010 1ª Exposição Regional do Gir Leiteiro de Bambuí/MG 07 a 11 de Julho

2ª Exposição Regional do Gir Leiteiro de Goiás/GO Outubro 3ª Exposição Internacional do Gir Leiteiro de São Paulo/SP – Feileite 2010 (Ranqueada) Outubro 7ª Exposição Estadual Baiana do Gir Leiteiro Salvador/BA FENAGRO2010 (Ranqueada) Novembro


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