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ALDRIDGE COLLEGE De acordo com o livreto propaganda intitulado "Aldridge College Chácara do Paraíso" publicado pela Leuzinger em 1913, havia uma preocupação fundamental da diretoria com os aspectos higiênicos e condições de salubridade do colégio, fazendo até mesmo constar do referido folheto uma carta do Chefe do Corpo de Saúde da Armada, Dr. José Pereira Guimarães, atestando as boas condi&ccedl;ões climáticas da Chácara, bem como do conforto e bom estado de conservação dos edifícios ali construídos. A língua inglesa era o idioma falado na vida íntima do colégio e a alimentação, da melhor qualidade, somente era servida com a presença e sob a severa fiscalização dos diretores, com os alunos adequadamente vestidos para a ocasião, em que se exigia a mudança de roupas para o jantar e a observância das "boas maneiras de educação", tudo segundo o citado folheto. As aulas começavam às 8h30min da manhã, terminando às 15 horas, com intervalo das 11h15min às 12h30min para o almoço, valendo observar que diariamente, logo após a primeira refeição, tinha início a ginãstica sueca prolongando-se até 7h45min quando os alunos eram obrigados a tomarem banho frio, a não ser que houvesse solicitação contrária dos pais. A considerar verdadeiras todas as informações constantes do citado livreto, não resta dúvida que foram efetivamente os americanos e ingleses os responsáveis pelas inovações em matéria de educação implantadas nas três primeiras décadas do Brasil republicano e que a juventude oriunda da elite gonçalense pôde contar com uma formação adequada para a época em que prevalecia a sufocante preocupação na moldagem do caráter, ao mesmo tempo em que se preparava o estudante para "os embates da luta pela vida", através do ensino de línguas (ensinava-se no Aldridge desde o português e inglês, até o francês, latim e grego); além de Aritmética, Álgebra, Geometria, Trigonometria, Mecânica, Física, Quimica, História, Geografia, História Natural, Literatura Portuguesa e Literatura Inglesa, além de Lógica e Desenho. O Aldridge College era para a elite juvenil gonçalense, para os "filhos de condes e netos de viscondes" como dizia a cantiga de roda cujos pais desembolsavam anualmente cerca de 1.600$000 (um conto e seiscentos mil réis) por ano e ainda tinha que arcar com as despesas do enxoval que incluía no mínimo seis ternos de brim completos, sendo dois pleo menos brancos; e um terno de casimira, preferencialmente de cor escura, além de camisas, ceroulas, etc... Os alunos internos ficavam dispensados a partir das 13 horas do sábado, devendo retornar às 8:30 horas da segunda-feira para o início da primeira aula da semana e a seqüência de uma rotina anual que ia desde a primeira quintafeira de fevereiro até a primeira quarta-feira do mês de dezembro, até que


depois, com o curso profissional ou comercial já concluído, pudessem assumir suas funções como novos representantes da elite gonçalense ou ingressar numa faculdade visando o prolongamento dos estudos.


Livreto propaganda leuzinger ano 1913 sobre o aldridge